Único
null's POV
Halloween é um dia em que eu não curto muito, prefiro ficar vendo alguma série ou filme à sair para pegar doces. Mas, neste dia, não sei o porquê, estou com um pressentimento de que não será tão igual as outras vezes.
Acordei normalmente e fui ao banheiro tomar um banho, não estava lá em grandes condições. Fui para a cozinha e preparei um ovo mexido, coloquei-o no prato, logo após peguei uns bacons e fritei. Coloquei tudo no prato e fui rumo a sala. Sentei-me e liguei a televisão. Como o esperado, tudo sobre Halloween na TV, o que me restava era assistir, claro.
Um filme de terror começou, e, como sempre, ele me prendia. Estava interessante, mas não via a hora das meninas chegarem para assistirmos juntas, não é. É bem melhor, obviamente. Não que eu seja cagona, mas é que….
- AH, que susto! - dei um pulo do sofá, me levantando repentinamente.
Olhei para o sofá e vi o que me assustou, a mensagem no celular. É, talvez eu seja um pouco medrosa…
- Quem diabos seria às 10 da manhã? - fui em direção ao aparelho e o peguei.
Era uma mensagem de null:
“Hey, garotinha, que tal vir aqui hoje à noite, huh? Sei que não adianta chamar, mas vai que hoje muda de opinião e resolve vir, não é mesmo? Não custa tentar! Vem, null! O amorzinho estará aqui, caso queira saber… hihi, te amo, agora VEM!”
Ri sozinha com o convite. null é meu melhor amigo e ele tenta me convencer a ir a uma festa de Halloween há anos, ainda não conseguiu, mas, quem sabe um dia, não é? E, hum, o null estará lá? Que milagre é esse?
“Louiszinho do meu coração, sinto muito mas não irei a sua festa, tenho trilhões de filmes para assistir aqui… Quem sabe em uma próxima, huh? Hahaha, e que milagre o garoto ir, porém ainda não me convenceu. Te amo xx”
Se tem uma hora em que minhas amigas, null e null, chegam é cedo, completamente cedo, mas hoje não chegaram cedo. Estranhei, óbvio.
- Alô? - null respondeu do outro lado da linha.
- Onde vocês estão? - perguntei.
- Ah, sabe como a null é né… Dormiu demais – ela riu. Consequentemente, fiz isso também. - Já estaremos ai com você, não precisa ficar com saudades.
- Boba! - ri e desliguei.
Ótimo, pelo menos estavam bem.
Quando ia me deitar, a campainha tocou. Estranhei, não esperava ninguém sem ser as meninas. Fui até a porta e não havia ninguém. Abri a mesma e, assim que olhei para baixo, vi que estava lá uma ciaxa de papelão. O que era aquilo? Alguma pegadinha? Peguei a caixa e levei até meu sofá, a abri e não tinha nada. Só uma boneca, muito feia por sinal, que tinha um bilhete que dizia:
“Agora você me vê, agora você não me vê.”
Não entendi absolutamente nada. Quem era o sem noção que colocou isso na minha porta? Não tinha nada pra fazer mesmo, não é? Joguei a boneca com o bilhete para dentro da caixa novamente, porém assim que fiz isso… a boneca falou. A boneca falou? null você está louca! Bonecas não falam por vontade própria.
Encarei a boneca novamente e apertei um botão que havia ali, que eu, por acaso, não havia visto. Aha! Por isso que a boneca falou! Não estou maluca.
Assim que apertei, a boneca disse em alto e bom som:
“Você é uma boneca e pertence a mim! Tenha um dia escuro!”
Encarei a boneca e a coloquei na caixa. Fechei a caixa, coloquei em minha porta novamente. Quem quer que tenha deixado isso aqui, terá que pegar de novo, certo? Certo!
Resolvi me deitar no sofá e terminar o filme. Quando percebi já estava adormecida.
Narrador's POV
- Como estão os preparativos, null? - questionou uma garota.
- Estão indo, como sempre – sorriu o mais velho.
- Ficou sabendo do que aconteceu? - a garota, agora, sussurrava.
- Não, o que aconteceu? - null, de repente, colocou um semblante preocupado.
- A garota do 320… morreu.
- O QUÊ? - o garoto arregalou os olhos imediatamente. Como assim ela havia morrido? - Quando? Que horas? Onde? - disparou meio sem rumo.
- As pessoas pensam que foi um suicídio, mas creio eu que foi assassinato – a menina suspirou, cansada. Não a conhecia, porém não parecia ser uma pessoa má. - Morreu em sua casa mesmo e de manhã.
- Que horror… Alice! Ela já sabe disso? - perguntou null, horrorizado.
- Sim, está muito mal, tadinha – suspirou a menina e olhou para o chão.
- Imagino… Olha, Ash, tenho que ir agora, depois nos falamos mais, tudo bem? - se despediu rápido, dando um beijo na bochecha dela e saiu.
Meio atordoado o garoto saiu em direção a sua casa, precisava contar essa noticia aos pais, porque, afinal, eram amigos da família Clark…
- Nicole… ela… mor-reu? - Harry não acreditava no que estava ouvindo, então começou a rir.
- Por que você está rindo, imbecil? - null olhou para o irmão sem acreditar e horrorizado.
- Onde estão as câmeras, null? - O mais novo saiu procurando pelo quarto algo que se parecia com um aparelho de gravação, mas não o encontrou, ficando estático no mesmo momento. - Cadê as câmeras? - perguntou, dessa vez, atordoado.
- Não há, Styles. Nicole morreu.
Harry arregalou os olhos e deixou seu corpo cair ajoelhado no chão. Um surto de ódio, perguntas, desacreditamento o incorporou, desatando a chorar logo em seguida.
- Não pode, null. Ela não pode morrer – desesperado, o irmão mais velho o abraçou.
- Sinto muito.
null acordou de repente. Assustada com o pôr do sol que começava a aparecer no céu, pegou seu celular e olhou as horas. Eram exatamente 5 da tarde. Olhou a sua volta e não viu ninguém.
- O que diabos aconteceu? Cadê as meninas? - questionou a si mesma e, então, decidiu levantar.
Ligou para null, porém ninguém atendeu. Estranhou, já que a amiga não largava seu celular em hora nenhuma. Ligou para null logo depois, obtendo o mesmo resultado. Apenas uma pergunta se passava por sua mente: “Onde diabos elas se meteram?”
Estava se vestindo como uma pessoa normal – já que estava de pijamas ainda – quando escuta o seu celular tocar. Correu pensando que era uma das meninas, mas era apenas null.
- Olha só, null, não vai dar pra ir não, to indo na casa da null – mal atendeu e já o cortou.
- Outch! Nem me espera falar, credo – fingiu estar magoado, mas riu logo em seguida. - Não quero falar sobre isso, quero te dizer que suas amigas – lindas, diga-se de passagem – estão aqui.
- null e null? O que elas estão fazendo ai? - null fez cara de desentendida.
- Vieram para a festa e me mandaram te chamar. Só fiz o que pediram.
null não entendeu absolutamente nada do que estava acontecendo.
- Hum, então tá, era só para isso que você me ligou? Para avisar que elas estavam ai?
- Sim, null. E, ah, bem lembrado – parece que o garoto se aproximou mais do celular e foi para um lugar calmo, pois não se ouviram mais falações. null sussurrou – o amado está aqui.
De repente, o coração da menina bateu mais rápido e ela corou.
- E o que eu tenho a ver com isso, null? - perguntou a menina, sorrindo.
- E você acha que não sei que está sorrindo? Vem pra cá, garota! Venha se divertir, você nem sabe como é de verdade, só fica ai imaginando.
- Mesmo se eu quisesse, não tenho roupa.
- AHA! E é por isso que somos preparadas! - nesse momento a voz de null foi escutada.
- null? O que diabos você faz ai?
- Trouxemos uma fantasia linda para você, corre, null. Se ficar ai, monstros irão te pegar – dessa vez foi null que disse, rindo.
- BU!
- Vem, null.
- Tá, tá. Eu vou.
- Te esperamos aqui, querida – null encerrou a chamada, e null continuou se vestindo decentemente.
Enquanto null andava pela rua, viu uma sombra muito estranha em um dos becos. Claro que a menina na mesma hora atravessou a rua, porém ainda estava curiosa para saber o que era. Olhou para frente e fingiu que nada estava acontecendo ao seu redor.
Por um momento, ela se sentiu indefesa e que estava sendo seguida. Olhou de canto para trás e percebeu que tinha um cara muito estranho caminhando lentamente, com os olhos fixados nela. Voltou com sua visão para frente e arregalou os olhos quando percebeu que estava cercada.
“Pensa null, pensa, o que fazer?”
A garota viu uma lanchonete ao seu lado aberta e atravessou a rua. Entrou no local e olhou para balconista, que logo notou que a garota estava nervosa.
- Precisa de alguma coisa? - perguntou a atendente atenciosamente.
- É… você sabe se tem algo acontecendo por aqui nos últimos dias? - questionou a garota.
null notou que estava diferente porque quando ela saia nos dias de semana a rua estava deserta e isso nunca havia acontecido. Além do ocorrido ao lado de fora do estabelecimento. Não havia pessoas daquele tipo no condomínio em que null morava ou perto dele. Sem contar que tudo parecia estranho naquele dia.
- Oh, você não ficou sabendo? - a menina olhou espantada para a moça a sua frente.
- Não, o que aconteceu? - questionou curiosa.
- Nicole, a menina do apartamento 320 do condomínio Creek, morreu – disse a moça normalmente.
- O quê? - disse null, sem acreditar.
- Tem mais, estão dizendo que a mãe contribuiu para que o assassinato acontecesse.
- Que horror! - null arregalou os olhos.
- Mas por que você chegou dessa forma aqui? - apontou para as mãos de null, que tremiam levemente.
- Ah, tinham uns caras meio loucos lá fora, então entrei.
- Está com muita pressa pra chegar onde quer ir? - perguntou a garçonete, descontraída.
- Na verdade, sim – suspirou e a moça laçou um sorriso triste para a menina.
- Bom, então boa sorte. Qualquer coisa é só correr pra cá – disse e deu uma piscadela.
Assentiu a mais nova e saiu do local.
Foi caminhando para perto da casa do amigo enquanto olhava para os lados de forma assustada. Depois do que a moça contou, não parecia que podia ficar dando sopa na rua, não é mesmo?
Em uma dessas olhadas, null se assustou com o que viu. Ela viu um corpo jogado no chão todo ensanguentado. A garota encarou horrorizada o corpo. Era de um homem e automaticamente reconheceu. Era o corpo de Tyler, seu ex-namorado. null conteu um grito de pavor e correu involuntariamente.
Enquanto corria, ela dava olhadas para trás e em uma delas notou dois homens correndo atrás de si. Seus olhos começaram a sair lágrimas enquanto ela tentava processar o que estava acontecendo. Não entendia porque corriam atrás dela, o que queriam dela. Porque queriam matá-la.
Não tinha para onde ir, então null desesperou-se. Porém, uma ideia entrou pela sua mente, null.
Era isso, ele era sua salvação no momento. Que irônico.
null correu até chegar a uma casa, mas antes certificou-se que ninguém mais estava a seguindo. Já que ela correu para muitos lugares a fim de despistá-los.
Tocou a campainha da casa do garoto, enquanto chorava de pavor, de desespero, de aflição, de medo, de tudo, e demorou alguns minutos para ele atendê-la. Assim que atendeu, o menino a olhou de forma estranha, afinal, null nunca tinha ido a sua casa mais de três vezes, não era algo comum isso acontecer. Estava pronto para questionar o que a menina estava fazendo ali, mas nem se atreveu. Ela levantou o rosto para encará-lo e, então, ele percebeu que ele estava chorando. Sem reação alguma, ele deixou que ela entrasse.
- O que aconteceu? - perguntou o garoto, tentando não demonstrar preocupação - por mais que estivesse preocupado.
- Desculpe, eu não queria te perturbar, é só que… - null desatou a chorar e sentou-se no sofá.
- Não tem problema, null, só me diga o que foi – null agora a fitava sem entender nada. - Quer dizer… se não quiser dizer, não tem problema.
- Estavam me perseguindo… a pessoa que matou Nicole queria me matar.
- O-O quê? - null gaguejou e por um segundo ficou assustado. - Como assim?
- Eu também não sei, só sei que vi Tyler morto e então eu corri sem saber para onde ir e lembrei de você e… - disse null rapidamente, afobada.
- Calma, calma – null arregalou os olhos e, involuntariamente, a abraçou. - Mas, espera, você disse que viu o Tyler morto?
- Eu vi o corpo dele caído no chão todo ensanguentado. Não sei se tava morto, eu só corri, null. Não deu tempo de prestar atenção, só o vi saindo de um beco e caindo na minha frente, como se alguém tivesse empurrado – null chorava de medo, e null não sabia o que fazer, até porque estava tudo meio louco e novo para ele.
- Tá, você estava indo para onde? - perguntou.
- Para casa do null – respondeu null.
- Também? - o garoto respondeu, surpreso. - Eu estava indo para lá, só estava terminando de me arrumar.
null o encarou e só então percebeu que o garoto estava sem blusa, só de bermuda e com os cabelos molhados. null encarou aqueles olhos e só então percebeu que ela estava na casa de null. null null. De repente, a garota corou violentamente se levantando às pressas logo após.
Esse ato súbito fez null se levantar rapidamente e encarar a menina com certa dúvida no olhar.
null fitou o chão e ouviu a voz do garoto soar melodiosamente:
- Está com fome? - questionou o garoto sem jeito.
- Ah, não, obrigada. Acho que eu vou indo para o null – respondeu null, bem mais vermelha que antes. Céus, ela estava na casa de null, chorando, atrapalhando sua vida, com ele ali sem camisa e com os cabelos molhados. Tinha acabado de ver seu ex morto na calçada e alguns caras a perseguindo. Como diabos isso aconteceu tão rápido? Como ela pensou em ir a casa de null afinal de contas?
- Não! - o menino disse de forma urgente. null o olhou e ele corou percebendo que havia vacilado. - Você não pode sair agora! Tem uns caras muito loucos na rua e eles podem te fazer mal, e também a mim.
null ponderou nas palavras que ele havia dito e concluiu que estava certo; não poderia sair dali, pelo menos por agora. Mas e null? E null? null havia dito que ia.
- Mas temos que ir a festa de null. Eu disse que ia dessa vez.
- Eu também, mas é melhor esperar. E a festa nem vai começar agora, faltam algumas horas ainda.
- Ah, tudo bem – null suspirou e sentou-se novamente.
- Então, vai querer comer? - novamente null perguntou, então null apenas disse que não.
O menino assentiu e disse que ia se trocar para ficar mais apresentável, porém para null ele estava mais que apresentável. null corou com o pensamento e sorriu torto. Como em situações assim ela ainda pensa no quão gato ele era? null não tinha jeito mesmo. Mas o problema não era esse, o problema era que ela estava na suposta casa do garoto que ela supostamente gostava e também odiava profundamente, e ficaram perigosamente perto. null tremeu com esse pensamento.
“Por que eu não aproveitei mais o abraço dele?”, pensou, “Não acontece sempre, não é? Sua burra!”
Então, subitamente, a menina se lembrou de null, null e null. Não ligaria de ficar pra sempre naquela casa com o cheiro delicioso de null - cheiro que ela percebeu só naquele momento -, só que ela tinha combinado com os amigos de ir para lá. De qualquer forma, ela pegaria carona com null.
null brotou do chão ao seu lado, o que fez a garota pular de susto. Como não havia reparado o garoto ali? Estava perdida demais em suas fotos para perceber.
- Que susto você me deu garoto! - null colocou a mão no peito.
- Desculpa, não era minha intenção – null deu uma risadinha pela cara que a menina fez.
- Desculpado – null sorriu para ele, enquanto o observava.
Ele agora estava vestido com uma blusa da Pink Floyd, calça jeans escura, quase um preto, e um tênis qualquer. Seus cabelos estavam quase secos, arrumados desarrumados; lindo, completamente lindo.
Houve um momento de silêncio constrangedor na sala. null ficou tanto tempo observando que percebeu que ele a encarava intensamente. Corou e abaixou seus olhos para o chão. Ok.
Constrangedor demais.
- É… Quer algo para beber? - questionou null muito sem graça.
- Ahn, pode ser – null respondeu atônita.
- Bom, só tenho água, serve? - questionou novamente, e ouviu como resposta uma risada de null.
null definitivamente não havia mudado nada.
Ele foi para a cozinha e voltou com a água. null sorriu em agradecimento e deu um gole na água. null, por sua vez, sentou-se ao lado da moça. Estava sem saber o que dizer, completamente desconfortável por tê-la ali; não um desconfortável ruim, mas estava desconfortável no sentido de nervoso, nervoso por ter null ao seu lado, bebendo no seu copo, na sua casa. Não parava de observá-la. Já havia algum tempo em que toda vez que a via, não parava de pensar em como a achava linda. null estava com um short branco, desfiado nas pontas, que ia até metade das coxas; estava com uma blusa que caia um ombro, deixando-o obviamente a mostra, listrado entre branco e rosa; estava com uma sapatilha cor-de-rosa. Seus cabelos estavam naturais e caiam como uma cascata em seus ombros, ela tinha luzes em suas pontas e isso a deixava mais linda ainda. null corou por prestar tanta atenção assim em como null estava vestida. Percebeu que a menina estava o encarando, então o que fez foi encará-la também.
- Sabe, null… ao final de tudo, eu sempre… - null falava, quando foi interrompido por um som.
Era o celular de null. Argh. Sempre nos piores momentos.
- Alô – disse null com um ar desconcertado.
- null? - null respondeu do outro lado do aparelho.
- Não, Carolina -null rolou os olhos. - Claro que é a null, né.
- Ai, não precisa falar assim.
- Desculpe, null. Diga, o que quer? - questionou a amiga com um risonho.
- Então, estamos em problemas…
- Que tipos de problemas? - null logo ficou apreensiva. O que era agora?
Automaticamente se lembrou de tudo o que havia ocorrido mais cedo e ficou meio desesperada.
- Então, null saiu para ir na padaria com null e as duas ainda não voltaram…
- null, a padaria é ai do lado garoto.
- Eu sei… É só que… - agora o garoto deu um ar desesperado, que fez null quase infartar. - Eu fui lá e, bem, não havia ninguém. Nenhum sinal das garotas. Perguntei pro atendente e ele disse que nenhuma das duas tinham ido lá. null… elas nem chegaram na padaria! - null disse completamente em pânico.
- Oh, meu Deus! null, eu estou indo aí agora! - null disse se levantando na hora, e olhou para null de uma forma apreensiva.
- Achei que você já estava no caminho, eu te liguei para te avisar e te apressar, vai saber o que tem na rua, não é? Mas, você ainda não saiu de casa? - null questionou, desentendido, e null corou. Tinha se esquecido que estava na casa de null null.
- Bem, estou na casa do null… - proferiu as palavras de forma baixa e null soltou um som de exclamação, que foi ininteligível. - Enfim, depois te conto com detalhes o que aconteceu. Agora estou indo.
- Vem logo, null, acabei de descobrir que mais pessoas faltaram.
null desligou o celular na hora e apenas proferiu para null uma palavra:
- Ferrou!
null e null chegaram mais que do que apressados na casa de null, ele mandava a cada minuto uma mensagem para apressá-los.
- Até que enfim – null abraçou null assim que a mesma saiu do carro.
- Você estava chorando? Ai, meu Deus, null, o que aconteceu?
- null, todo mundo sumiu. Todo mundo.
- Como isso aconteceu?
- Não sei, null. Estou muito desesperado – null desatou a chorar enquanto abraçava null, e a menina estava segurando o nó que se formara em sua garganta.
- Vamos procurá-los – null disse convicto, e, então, null negou com a cabeça.
- Me mandaram essa mensagem, mas não tive coragem de ir – dito isso, ele mostrou seu celular com uma mensagem que haviam enviado para ele.
“Se lembre, você é meu!”
“Não quer que nenhuma amiguinha morra, quer?”
“Me encontre no endereço Av. Jacksonville 45.”,
- O que diabos é isso? Uma brincadeira de mal gosto? - null comentou indignada. Não era possível.
- Não sei, null, mas eu estou com medo. Isso nunca aconteceu antes – comentou null. Ele estava realmente quase desmaiando.
- Ok. Ok. Nós vamos para lá, eu levo – null disse, mais uma vez, com toda a certeza do mundo que iriam lá, pegariam os amigos e voltariam normalmente, como se nada tivesse acontecido. Aham, tá.
Os três entraram no carro e foram em direção ao endereço que mandaram para null. Porém, algo estava completamente errado, pois o número 45 era da mansão mais assombrosa da cidade, bom, pleo menos era o que diziam.
- Espera, nós vamos ter que entrar aí? - null logo se apavorou. - Não entro ai nem se me pagarem dez milhões.
- A diferença é que você não tem querer – null disse frio, e então a garota fechou a cara. Ok. Então a paz e o amor acabou. Certo, certo.
- Vamos logo. A null está ali dentro sozinha e talvez até morta ou presa – null disse com a voz esganiçada, e os dois que o acompanhavam apenas engoliram a seco.
Tocaram a campainha e, bem, como era de se esperar a porta abriu sozinha.
- Típico de filme de terror – comentou null, em um sussurro. Estava morta de medo, tadinha. Mas, também, quem não estaria, não é mesmo?
Os amigos entraram na casa, e, assim que entraram, null caiu ajoelhada no chão com as mão na boca, derramando lágrimas. O que diabos aconteceu? Por que null estava no chão toda ensanguentada? O que queriam deles? Quem era?
- É-É a null? - null perguntou baixo, mesmo sabendo a resposta. Olhou para cima e viu a expressão de null e null, que confirmaram tudo.
null chorou, chorou como nunca havia chorado antes. Sua amiga estava morta. Sua melhor estava morta. M-o-r-t-a.
- Eu quero sair daqui. Agora! - a menina pediu, soluçando e derramando lágrimas e mais lágrimas.
- Não podemos, null – null disse com a voz embargada e sofrida.
- Eu não se vou aguentar se eu ver mais alguma coisa – null suplicou, e null mais uma vez a abraçou. Ele estava chorando também. Não como null, mas estava derramando algumas lágrimas.
- Não tem mais como sair. A porta foi trancada. Sozinha.
null arregalou os olhos e riu amarguradamente. Mas é claro que trancou sozinha. Não seria parecido com um filme de terror se não tivesse sido trancada sozinha, não é mesmo?
- Vamos!
null ajudou null a se levantar e foi com null para as escadas. A menina tentava a todo custo evitar a amiga morta no chão. Mas era completamente impossível.
Chegaram ao segundo andar e caminharam em direção às escadas do terceiro. No caminho, várias coisas caíram sozinhas, dando sustos nos amigos. Ventos apareciam do nada. null estava chorando baixinho enquanto andava, até que ouviu uma voz vinda de uma sala.
- Vocês ouviram isso? - perguntou aos amigos.
- Sim – respondeu null, assustado.
- Pelo amor de Deus, vão para qualquer lugar dessa mansão, menos para onde está esta voz – null suplicou, mas parece que ninguém a ouviu. Continuou chorando, e seguiu os meninos. O que mais se podia fazer, huh? Ficar sozinha não era o plano, com certeza.
Os garotos foram em direção ao som, e null apenas os seguia. Logo, um grito fora ouvido e, assustados, os meninos olharam para trás. Damn it! null não estava mais lá.
- null? - null questionou, aterrorizado demais para poder pensar.
- null? - null fez a mesma pergunta que o amigo. Olhou para os lados e não a viu, para frente e para trás. Ela não estava mais ali. - Cadê a null? - questionou ele, mais uma vez, dessa vez o desespero tomando conta de seu corpo. - Ela estava aqui agora. Ela estava atrás de mim null, como ela foi pega. Como eu deixei isso acontecer? - agora, null chorava de desespero. Ele só queria sair dali.
- Calma, man. Vamos encontrá-la, tudo bem? - disse o amigo, não muito convicto do que havia dito. Não dava pra pensar naquela casa, tudo acontecendo ao redor. O problema agora era outro: para onde ir?
Se passaram alguns minutos e os garotos sentaram. Estavam exaustos de andar, de pensar em hipóteses, em planos que não dariam certo. O que fazer em uma hora dessas? Claro que sentar no chão de uma mansão mal assombrada era a resposta correta. Isso mesmo (sintam a ironia)!
Depois que null sumiu, os garotos ficaram sem ter onde ir. Ou seguiam o som ou tentavam encontrar null. Ela havia acabado de sumir, de acordo com eles seria mais fácil de achar. Claro que estavam enganados, como se não conhecessem o lugar que estavam. Não queriam se separar, afinal uma vez separados, separados para sempre.
- Onde estão todos afinal? - null questionou alto.
- Não me pergunte isso, porque eu também não, null.
- Argh! Vamos levantar daqui agora! - assim que o garoto disse isso, uma das portas do corredor bateu com muita força. Os dois arregalaram os olhos, e após se encararam. Ok. Eles estavam morrendo de medo. - Acho melhor nós irmos embora daqui nesse exato momento – concluiu null, com um ar medonho.
- Não posso deixar null aqui! - null deixou escapar e o amigo o encarou com uma sobrancelha erguida. - Nem os outros. Nossos amigos estão aqui, null! - concluiu rapidamente o rapaz de cabelos null. null deu uma risadinha, mas logo se conteve e fez uma expressão assombrosa.
null, de início, não compreendeu, porém depois que o amigo apontou com seu dedo indicador, trêmulo, para o lugar em que olhava aterrorizado, null entendeu. Havia uma sombra ali. De uma garota.
- null? - questionou null, baixinho, quase sussurrando.
null começou a caminhar devagar para um dos quartos daquela mansão, o maior quarto. O quarto que assim que terminava a escada, você o via.
- ! - null deu um grito, fazendo seu amigo virar a cabeça para trás temendo que o pior tivesse acontecido. - Não vá! - null sorriu de uma forma amarga.
- Mas… e se… e se estiverem lá?
null ponderou um pouco e suspirou, caminhou até o lado do amigo e sorriu. null começou a caminhar com null em seu encalço e entraram no quarto. A porta bateu e, assim que viraram para vê-la, algo foi jogado em direção aos garotos.
- AH! - null gritou, e null arregalou os olhos. - O QUE DIABOS SÃO ESSAS COISAS QUE ESTÃO JOGANDO? QUEM ESTÁ JOGANDO?
Um dos vidros acertou de raspão em null, machucando-o. Porém, logo sessaram os arremessos.
- Quem está aí? - null procurou por todos os lados do cômodo e simplesmente não encontrou nada. Nada nem ninguém. O que havia acontecido?
Ouviram gritos do lado de fora do quarto e perceberam que era de null e null. Os garotos queriam, obviamente, sair dali e ver o que estava acontecendo do outro lado da porta, porém não tinha como; tentaram arrombar, em outras situações até conseguiriam, mas desta vez estava impossível, parecia que não tinha porta e aquilo era parede de tão duro que estava. Optaram por observar no buraco da maçaneta.
null e null corriam como se não houvesse amanhã. Havia alguém as perseguindo, e estava com uma serra elétrica. Os garotos assim que viram a cena se desesperaram. Começaram a bater à porta para mostrar que estavam lá. Todavia era como se elas não pudessem ouvi-los. “Que estranho”, pensaram eles.
null apontou para null que iria para a esquerda, logo a menina entendeu que era para ir para a direita. As duas se separaram e o cara seguiu null. A garota estava terrivelmente assustada. Estava com uma sensação horrível dentro de si. Ela havia sido presa por alguém que não sabia quem e conseguiu se soltar. Ela havia visto null em outro cômodo e foi lá soltá-la. Ela estava no quarto andar, mas quando corria com a amiga desceu para o terceiro. Ela estava completamente suja de sangue. Acreditava ser sangue de outra pessoa, já que não a machucaram. O que achou estanho, pois se a capturaram, então, deveriam machucá-la, certo? Bem, agradeceu que não.
Enquanto corria entrou em uma das portas e foi diretamente para o fundo da sala, torcendo para que o homem que a perseguia não tivesse a visto. Suspirou assim que ouviu seus passos irem para outro cômodo. Nem percebeu, mas estava segurando sua respiração por muito tempo. “Eu podia ter morrido por não respirar”, pensou a menina, e deu uma risadinha.
Assim que fez esse barulho, ouviu passos caminhando em sua direção. Menina boba, por que não pensou que poderia ter entrado na sala na qual havia mais daqueles caras?
Logo que sentiu seu braço sendo tocado, deu um tapa no rosto do indivíduo mesmo sem saber quem era. Estava escuro ali, ela não sabia a hora. Estava sem celular, afinal, eles o pegaram. Não havia iluminação, estava um breu.
- Outch! - lamentou null, soltando a menina.
Assim que escutou o som percebeu que não era ameaça e, sim, uma talvez ajuda. Sorriu involuntariamente e abraçou um dos vultos que estavam a sua frente.
- Fiquei com tanto medo depois que fiquei sozinha – a menina começou a chorar no ombro de um dos garotos. - Nem acredito que encontrei vocês de novo, finalmente! - concluiu, ainda abraçando um dos garotos.
Involuntariamente, beijou o rosto de um deles e percebeu que não se tratava de null, já que ele não tinha bochechas, e sim de null. Corou violentamente e agradeceu mentalmente pelo garoto não poder ver seu rosto. Logo, soltou-se do menino e foi em direção a null, o abraçando também.
- Hey, está tudo bem.
- Não está não! - Exclamou indignada, e logo se lembrou de algo.
- Onde você vai, null? - null perguntou preocupado.
- Shhh – disse a garota antes de abrir a porta, cautelosamente. Olhou para os lados para ver se alguém vinha. Estava limpo. - Eu já volto!
- Não! Você não vai sair! - null negou com a cabeça, já indo fechar a porta, mas null foi mais esperta e saiu porta afora. - Não acredito, não acredito, não acredito.
- Calma, null, confia nela. - O amigo disse confiante, e por um segundo null pensou que ele estava louco.
Alguns minutos depois, null voltou, porém voltou acompanhada. Era null.
- ! - null gritou inconscientemente e sorriu.
null correu e o abraçou, feliz.
- Ok. Ok. Mais baixo, não queremos ser descobertos, huh? - null riu baixinho e presenciou uma cena um tanto quanto diferente.
Era null e null se beijando. Espera… quando isso aconteceu? Como isso aconteceu?
null estava com cara de interrogação, enquanto null ria. O menino já sabia que null tinha uma queda – ou seria um abismo? - pela garota, só que ainda não havia admitido isso para a mesma. Então, naquele mesmo dia, ele decidiu que em sua festa ficaria com ela. O qual ele fez, só que antes da festa começar. null ligara para null para o contar da grande novidade.
- Por que está rindo? Você já sabia? - questionou baixinho para o menino em pé.
- Já, ele me contou hoje – respondeu o menino da mesma forma.
- Ah, sim – null sabia que null ia ficar com raiva, mas não deu tempo de contá-la. O que ele poderia fazer, não é mesmo?
Houve um grande silêncio naquela sala. Apenas se ouviam as respirações de null e null, já que o casal vinte estava sentado no chão, assim como eles, se pegando.
- Ahn… null? - começou null, com certa dúvida.
- Sim?
- Me desculpe por ter ido na sua casa de repente. Sério mesmo. Você estava fazendo suas coisas e eu te atrapalhei.
- Claro que não! Foi ótimo você ter ido – null gostaria de olhar nos olhos do garoto e ver se era verdade mesmo o que ele dizia.
- Ah, mas mesmo assim… Me desculpe, ok? - a menina olhava para o chão sem saber o que falar.
Que constangedor!
- null? - dessa vez o garoto que chamou.
- Sim? - a risada de null foi ouvida.
- Me desculpe.
- Pelo que? - null sabia o motivo, mas queria que ele falasse. Ela já o havia perdoado. Não havia mais o que fazer a não ser perdoá-lo. Ela o amava, estava claro que o perdoaria.
- Por… você sabe… ter sido um completo otário? - riu amargamente, encarando o chão.
null sentiu null colocando suas mãos frias e macias em seu rosto. Ela estava o acariciando. Ele fechou os olhos, apenas se deliciando com tudo o que estava acontecendo no momento. Sentiu a respiração de null mais perto, e, por um momento, seu coração parou. Ele colocou suas mãos em volta da cintura da garota e se aproximou…
- O QUE FOI ISSO? - null gritou de susto.
Todos arregalaram os olhos com o grito de null e se levantaram repentinamente. “Damn it!”, pensou null.
- Vamos sair daqui! - null disse assim que percebeu que a casa estava prestes a desmoronar.
Todos correram para fora do cômodo e não sabiam para onde ir, precisavam sair dali!
- Vamos para o saguão!
E assim o fizeram. Todos foram correndo – vulgo voando - para o térreo.
Até perceberem que null não estava entre eles.
- Onde está a null? - questionou null.
Todos olharam para as escadas, e estava ela no topo morta. Havia um homem a segurando e outro a seu lado com uma flecha, pronta para ser atirada em null.
null chorava, suplicando para que não a matassem. Porém, a flecha foi atirada. null fechou os olhos para não ver a cena, pensando em toda sua vida e no que, talvez, fez de errado, e sentiu um vento ao lado de sua cara. Abriu os olhos confusa. O homem errou?
Assim que abriu os olhos, viu null levantando do chão cheia de sangue. Olhou sem entender para null e null, que, por sua vez, olhavam pasmos para a figura de null ressuscitando. Espera… null estava ressuscitando? O quê?
null olhou para cima e viu null se levantando vagarosamente. O que estava acontecendo ali?
null chorava igual uma criancinha, e null não estava muito diferente. Então, Thomas começou a rir. Espera… Thomas? Onde ele estava?
null procurou o garoto com os olhos e percebeu que um dos homens havia retirado sua máscara. Percebeu também que Thomas, seu amigo, era ele. A garota se levantou completamente confusa e reparou no que estava acontecendo.
1) null havia levantado do chão sendo que estava morta.
2) null também se levantara.
3) Um dos garotos era Thomas, seu amigo/colega de classe.
Logo seu rosto se encheu de entendimento. E do nada, ela ficou puta. Muito puta. Estava sentindo uma raiva que nunca sentira antes. De repente, ela começou a chorar. Chorar de raiva, de medo, de vontade de matar. Como ela odiava aquelas pessoas.
- EU ODEIO VOCÊS – null despejou com muito ódio estampado em sua face.
- null! Você ficou maluca? - null disse inconformado. Qual é! Ela queria causar mais raiva naqueles homens? Eles a esquartejariam.
- Vocês que estão! Abram os olhos e vejam com os próprios o que está acontecendo! - null disse isso e foi em direção a um dos “assassinos”.
Subiu as escadas e retirou sua máscara. Outch! Era Kevin, meio-irmão de null.
- Kevin? - null arregalou os olhos, e uma súbita raiva encheu seu peito.
Seu meio-irmão começou a gargalhar de sua cara. Do nada, todos estavam gargalhando. null, null… todos!
- Vocês tinham que ter visto a cara de vocês! - null comentou, morrendo de rir.
- Realmente, é muito engraçado mesmo – null respondeu, ríspida e sarcasticamente.
- Vocês estavam cagando de medo – Thomas disse com dificuldades.
- Foi hilário! - null também comentou.
- Ah, demais né. Por que você não me contou? - null disse, agora, indignado.
- Ah, Louiszinho, por que eu faria isso? Você não finge nada bem! - null riu e foi para perto do namorado/ficante/não-sabemos-o-status.
- Claro que finjo. Sou um ótimo ator! - Comentou rindo também. - Ah, qual é null, foi engraçado, vamos lá! Rir não faz mal. Até null está rindo.
- Acontece, querido null, que não foi você que foi perseguida hoje, antes de vir parar aqui! Ou foi um planinho de vocês para me assustar também? - null disse completamente raivosa.
- Não, null. Só te vimos aqui mesmo.
null olhou de uma forma estranha para a amiga, e null logo se permitiu sorrir, mesmo que por dentro estava se matando de tanto medo. A garota sentia que não tinha apenas brincadeira ali, havia alguém ali dentro com sérias intenções de os machucar. null sentia isso! Mas resolveu não comentar, poderia ser somente coisa de sua cabeça.
- Galeraaaaaa! Já disse que a bebida é de graça, né? - questionou null, antes de pegar mais uma cerveja e colocar em seu copo.
- Já null, você já disse isso – respondeu a namorada/não-sabemos-o-status-ainda-para-falar a ele. - Hey, vamos dançar! - dito isso, não esperou resposta, já que ela afirmou, e saiu puxando o menino para o meio. Deixou apenas null e null na mesa.
- Você ainda está com medo, né? - questionou o garoto, e a menina deu um sorriso de canto, afirmando com a cabeça. - Hey, eu estou aqui, não precisa temer nada.
- Claro, até porque você nem chorou como uma garotinha há poucas horas, não é mesmo? - respondeu null, rindo.
null fingiu indignação, fazendo null rir mais. null se permitiu sorrir com a garota e ficou a observando. Cada vez mais, ele a achava linda. null percebeu que ele estava a encarando e corou.
- A senhorita aceita dançar comigo? - questionou, repentinamente, a ela, que sorriu e aceitou.
- Mas é claro!
Os dois não estavam fantasiados. Depois de tudo aquilo, null preferiu não colocar uma fantasia, acreditou que se assustaria consigo mesma. Os amigos riram daquilo, mas deixaram ela. E, null, bem, não quis deixar null sozinha para ir trocar de roupa. Claro que ela não sabia disso, pois ele não disse, só inventou uma desculpa qualquer para os amigos.
A música que havia começado era lenta e agradável. null conduziu-a para uma parte em que apenas se encontravam os dois e colocou suas mãos firmes em sua cintura. null sorriu docemente para o ato do menino e entrelaçou seus braços em volta de seu pescoço. E ficaram ali, mexendo-se devagar, rindo, ou apenas se encarando. null levou suas mãos ao cabelo do rapaz e fez um carinho gostoso ali. null puxou a menina para mais perto e colou suas testas. null sorriu, corando.
- Me desculpe, mais uma vez – o garoto parou de dançar e encarou-a nos olhos null, que brilhavam mais que as estrelas.
- Eu já desculpei, null.
null sorriu torto e encostou seus lábios nos lábios macios da menina. Incrível como o gosto era o mesmo de anos atrás. A garota sentiu a língua do garoto por toda sua boca e deixou-o aprofundar. Incrível como parecia que nada havia mudado, e, de certa forma, nada mudou. Naquele momento, os dois perceberam que tudo continuava como antes; os encaixes, a forma como se movimentavam… Tudo era igual.
null sorriu para o menino e proferiu as mesmas três palavrinhas que havia proferido anos antes:
- Eu te amo.
- É, eu acho que também te amo – null disse, recebendo, logo após, um tapa da garota. - Outch! Não precisa bater. Você sabe que eu te amo.
Mas, ali, naquele momento, não perceberam… mas havia alguém os observando. Estava tirando fotos do casal, mais precisamente de null. Mas, o que ele sabia sobre null? Quem era aquele homem?
Halloween é um dia em que eu não curto muito, prefiro ficar vendo alguma série ou filme à sair para pegar doces. Mas, neste dia, não sei o porquê, estou com um pressentimento de que não será tão igual as outras vezes.
Acordei normalmente e fui ao banheiro tomar um banho, não estava lá em grandes condições. Fui para a cozinha e preparei um ovo mexido, coloquei-o no prato, logo após peguei uns bacons e fritei. Coloquei tudo no prato e fui rumo a sala. Sentei-me e liguei a televisão. Como o esperado, tudo sobre Halloween na TV, o que me restava era assistir, claro.
Um filme de terror começou, e, como sempre, ele me prendia. Estava interessante, mas não via a hora das meninas chegarem para assistirmos juntas, não é. É bem melhor, obviamente. Não que eu seja cagona, mas é que….
- AH, que susto! - dei um pulo do sofá, me levantando repentinamente.
Olhei para o sofá e vi o que me assustou, a mensagem no celular. É, talvez eu seja um pouco medrosa…
- Quem diabos seria às 10 da manhã? - fui em direção ao aparelho e o peguei.
Era uma mensagem de null:
“Hey, garotinha, que tal vir aqui hoje à noite, huh? Sei que não adianta chamar, mas vai que hoje muda de opinião e resolve vir, não é mesmo? Não custa tentar! Vem, null! O amorzinho estará aqui, caso queira saber… hihi, te amo, agora VEM!”
Ri sozinha com o convite. null é meu melhor amigo e ele tenta me convencer a ir a uma festa de Halloween há anos, ainda não conseguiu, mas, quem sabe um dia, não é? E, hum, o null estará lá? Que milagre é esse?
“Louiszinho do meu coração, sinto muito mas não irei a sua festa, tenho trilhões de filmes para assistir aqui… Quem sabe em uma próxima, huh? Hahaha, e que milagre o garoto ir, porém ainda não me convenceu. Te amo xx”
Se tem uma hora em que minhas amigas, null e null, chegam é cedo, completamente cedo, mas hoje não chegaram cedo. Estranhei, óbvio.
- Alô? - null respondeu do outro lado da linha.
- Onde vocês estão? - perguntei.
- Ah, sabe como a null é né… Dormiu demais – ela riu. Consequentemente, fiz isso também. - Já estaremos ai com você, não precisa ficar com saudades.
- Boba! - ri e desliguei.
Ótimo, pelo menos estavam bem.
Quando ia me deitar, a campainha tocou. Estranhei, não esperava ninguém sem ser as meninas. Fui até a porta e não havia ninguém. Abri a mesma e, assim que olhei para baixo, vi que estava lá uma ciaxa de papelão. O que era aquilo? Alguma pegadinha? Peguei a caixa e levei até meu sofá, a abri e não tinha nada. Só uma boneca, muito feia por sinal, que tinha um bilhete que dizia:
“Agora você me vê, agora você não me vê.”
Não entendi absolutamente nada. Quem era o sem noção que colocou isso na minha porta? Não tinha nada pra fazer mesmo, não é? Joguei a boneca com o bilhete para dentro da caixa novamente, porém assim que fiz isso… a boneca falou. A boneca falou? null você está louca! Bonecas não falam por vontade própria.
Encarei a boneca novamente e apertei um botão que havia ali, que eu, por acaso, não havia visto. Aha! Por isso que a boneca falou! Não estou maluca.
Assim que apertei, a boneca disse em alto e bom som:
“Você é uma boneca e pertence a mim! Tenha um dia escuro!”
Encarei a boneca e a coloquei na caixa. Fechei a caixa, coloquei em minha porta novamente. Quem quer que tenha deixado isso aqui, terá que pegar de novo, certo? Certo!
Resolvi me deitar no sofá e terminar o filme. Quando percebi já estava adormecida.
Narrador's POV
- Como estão os preparativos, null? - questionou uma garota.
- Estão indo, como sempre – sorriu o mais velho.
- Ficou sabendo do que aconteceu? - a garota, agora, sussurrava.
- Não, o que aconteceu? - null, de repente, colocou um semblante preocupado.
- A garota do 320… morreu.
- O QUÊ? - o garoto arregalou os olhos imediatamente. Como assim ela havia morrido? - Quando? Que horas? Onde? - disparou meio sem rumo.
- As pessoas pensam que foi um suicídio, mas creio eu que foi assassinato – a menina suspirou, cansada. Não a conhecia, porém não parecia ser uma pessoa má. - Morreu em sua casa mesmo e de manhã.
- Que horror… Alice! Ela já sabe disso? - perguntou null, horrorizado.
- Sim, está muito mal, tadinha – suspirou a menina e olhou para o chão.
- Imagino… Olha, Ash, tenho que ir agora, depois nos falamos mais, tudo bem? - se despediu rápido, dando um beijo na bochecha dela e saiu.
Meio atordoado o garoto saiu em direção a sua casa, precisava contar essa noticia aos pais, porque, afinal, eram amigos da família Clark…
- Nicole… ela… mor-reu? - Harry não acreditava no que estava ouvindo, então começou a rir.
- Por que você está rindo, imbecil? - null olhou para o irmão sem acreditar e horrorizado.
- Onde estão as câmeras, null? - O mais novo saiu procurando pelo quarto algo que se parecia com um aparelho de gravação, mas não o encontrou, ficando estático no mesmo momento. - Cadê as câmeras? - perguntou, dessa vez, atordoado.
- Não há, Styles. Nicole morreu.
Harry arregalou os olhos e deixou seu corpo cair ajoelhado no chão. Um surto de ódio, perguntas, desacreditamento o incorporou, desatando a chorar logo em seguida.
- Não pode, null. Ela não pode morrer – desesperado, o irmão mais velho o abraçou.
- Sinto muito.
null acordou de repente. Assustada com o pôr do sol que começava a aparecer no céu, pegou seu celular e olhou as horas. Eram exatamente 5 da tarde. Olhou a sua volta e não viu ninguém.
- O que diabos aconteceu? Cadê as meninas? - questionou a si mesma e, então, decidiu levantar.
Ligou para null, porém ninguém atendeu. Estranhou, já que a amiga não largava seu celular em hora nenhuma. Ligou para null logo depois, obtendo o mesmo resultado. Apenas uma pergunta se passava por sua mente: “Onde diabos elas se meteram?”
Estava se vestindo como uma pessoa normal – já que estava de pijamas ainda – quando escuta o seu celular tocar. Correu pensando que era uma das meninas, mas era apenas null.
- Olha só, null, não vai dar pra ir não, to indo na casa da null – mal atendeu e já o cortou.
- Outch! Nem me espera falar, credo – fingiu estar magoado, mas riu logo em seguida. - Não quero falar sobre isso, quero te dizer que suas amigas – lindas, diga-se de passagem – estão aqui.
- null e null? O que elas estão fazendo ai? - null fez cara de desentendida.
- Vieram para a festa e me mandaram te chamar. Só fiz o que pediram.
null não entendeu absolutamente nada do que estava acontecendo.
- Hum, então tá, era só para isso que você me ligou? Para avisar que elas estavam ai?
- Sim, null. E, ah, bem lembrado – parece que o garoto se aproximou mais do celular e foi para um lugar calmo, pois não se ouviram mais falações. null sussurrou – o amado está aqui.
De repente, o coração da menina bateu mais rápido e ela corou.
- E o que eu tenho a ver com isso, null? - perguntou a menina, sorrindo.
- E você acha que não sei que está sorrindo? Vem pra cá, garota! Venha se divertir, você nem sabe como é de verdade, só fica ai imaginando.
- Mesmo se eu quisesse, não tenho roupa.
- AHA! E é por isso que somos preparadas! - nesse momento a voz de null foi escutada.
- null? O que diabos você faz ai?
- Trouxemos uma fantasia linda para você, corre, null. Se ficar ai, monstros irão te pegar – dessa vez foi null que disse, rindo.
- BU!
- Vem, null.
- Tá, tá. Eu vou.
- Te esperamos aqui, querida – null encerrou a chamada, e null continuou se vestindo decentemente.
Enquanto null andava pela rua, viu uma sombra muito estranha em um dos becos. Claro que a menina na mesma hora atravessou a rua, porém ainda estava curiosa para saber o que era. Olhou para frente e fingiu que nada estava acontecendo ao seu redor.
Por um momento, ela se sentiu indefesa e que estava sendo seguida. Olhou de canto para trás e percebeu que tinha um cara muito estranho caminhando lentamente, com os olhos fixados nela. Voltou com sua visão para frente e arregalou os olhos quando percebeu que estava cercada.
“Pensa null, pensa, o que fazer?”
A garota viu uma lanchonete ao seu lado aberta e atravessou a rua. Entrou no local e olhou para balconista, que logo notou que a garota estava nervosa.
- Precisa de alguma coisa? - perguntou a atendente atenciosamente.
- É… você sabe se tem algo acontecendo por aqui nos últimos dias? - questionou a garota.
null notou que estava diferente porque quando ela saia nos dias de semana a rua estava deserta e isso nunca havia acontecido. Além do ocorrido ao lado de fora do estabelecimento. Não havia pessoas daquele tipo no condomínio em que null morava ou perto dele. Sem contar que tudo parecia estranho naquele dia.
- Oh, você não ficou sabendo? - a menina olhou espantada para a moça a sua frente.
- Não, o que aconteceu? - questionou curiosa.
- Nicole, a menina do apartamento 320 do condomínio Creek, morreu – disse a moça normalmente.
- O quê? - disse null, sem acreditar.
- Tem mais, estão dizendo que a mãe contribuiu para que o assassinato acontecesse.
- Que horror! - null arregalou os olhos.
- Mas por que você chegou dessa forma aqui? - apontou para as mãos de null, que tremiam levemente.
- Ah, tinham uns caras meio loucos lá fora, então entrei.
- Está com muita pressa pra chegar onde quer ir? - perguntou a garçonete, descontraída.
- Na verdade, sim – suspirou e a moça laçou um sorriso triste para a menina.
- Bom, então boa sorte. Qualquer coisa é só correr pra cá – disse e deu uma piscadela.
Assentiu a mais nova e saiu do local.
Foi caminhando para perto da casa do amigo enquanto olhava para os lados de forma assustada. Depois do que a moça contou, não parecia que podia ficar dando sopa na rua, não é mesmo?
Em uma dessas olhadas, null se assustou com o que viu. Ela viu um corpo jogado no chão todo ensanguentado. A garota encarou horrorizada o corpo. Era de um homem e automaticamente reconheceu. Era o corpo de Tyler, seu ex-namorado. null conteu um grito de pavor e correu involuntariamente.
Enquanto corria, ela dava olhadas para trás e em uma delas notou dois homens correndo atrás de si. Seus olhos começaram a sair lágrimas enquanto ela tentava processar o que estava acontecendo. Não entendia porque corriam atrás dela, o que queriam dela. Porque queriam matá-la.
Não tinha para onde ir, então null desesperou-se. Porém, uma ideia entrou pela sua mente, null.
Era isso, ele era sua salvação no momento. Que irônico.
null correu até chegar a uma casa, mas antes certificou-se que ninguém mais estava a seguindo. Já que ela correu para muitos lugares a fim de despistá-los.
Tocou a campainha da casa do garoto, enquanto chorava de pavor, de desespero, de aflição, de medo, de tudo, e demorou alguns minutos para ele atendê-la. Assim que atendeu, o menino a olhou de forma estranha, afinal, null nunca tinha ido a sua casa mais de três vezes, não era algo comum isso acontecer. Estava pronto para questionar o que a menina estava fazendo ali, mas nem se atreveu. Ela levantou o rosto para encará-lo e, então, ele percebeu que ele estava chorando. Sem reação alguma, ele deixou que ela entrasse.
- O que aconteceu? - perguntou o garoto, tentando não demonstrar preocupação - por mais que estivesse preocupado.
- Desculpe, eu não queria te perturbar, é só que… - null desatou a chorar e sentou-se no sofá.
- Não tem problema, null, só me diga o que foi – null agora a fitava sem entender nada. - Quer dizer… se não quiser dizer, não tem problema.
- Estavam me perseguindo… a pessoa que matou Nicole queria me matar.
- O-O quê? - null gaguejou e por um segundo ficou assustado. - Como assim?
- Eu também não sei, só sei que vi Tyler morto e então eu corri sem saber para onde ir e lembrei de você e… - disse null rapidamente, afobada.
- Calma, calma – null arregalou os olhos e, involuntariamente, a abraçou. - Mas, espera, você disse que viu o Tyler morto?
- Eu vi o corpo dele caído no chão todo ensanguentado. Não sei se tava morto, eu só corri, null. Não deu tempo de prestar atenção, só o vi saindo de um beco e caindo na minha frente, como se alguém tivesse empurrado – null chorava de medo, e null não sabia o que fazer, até porque estava tudo meio louco e novo para ele.
- Tá, você estava indo para onde? - perguntou.
- Para casa do null – respondeu null.
- Também? - o garoto respondeu, surpreso. - Eu estava indo para lá, só estava terminando de me arrumar.
null o encarou e só então percebeu que o garoto estava sem blusa, só de bermuda e com os cabelos molhados. null encarou aqueles olhos e só então percebeu que ela estava na casa de null. null null. De repente, a garota corou violentamente se levantando às pressas logo após.
Esse ato súbito fez null se levantar rapidamente e encarar a menina com certa dúvida no olhar.
null fitou o chão e ouviu a voz do garoto soar melodiosamente:
- Está com fome? - questionou o garoto sem jeito.
- Ah, não, obrigada. Acho que eu vou indo para o null – respondeu null, bem mais vermelha que antes. Céus, ela estava na casa de null, chorando, atrapalhando sua vida, com ele ali sem camisa e com os cabelos molhados. Tinha acabado de ver seu ex morto na calçada e alguns caras a perseguindo. Como diabos isso aconteceu tão rápido? Como ela pensou em ir a casa de null afinal de contas?
- Não! - o menino disse de forma urgente. null o olhou e ele corou percebendo que havia vacilado. - Você não pode sair agora! Tem uns caras muito loucos na rua e eles podem te fazer mal, e também a mim.
null ponderou nas palavras que ele havia dito e concluiu que estava certo; não poderia sair dali, pelo menos por agora. Mas e null? E null? null havia dito que ia.
- Mas temos que ir a festa de null. Eu disse que ia dessa vez.
- Eu também, mas é melhor esperar. E a festa nem vai começar agora, faltam algumas horas ainda.
- Ah, tudo bem – null suspirou e sentou-se novamente.
- Então, vai querer comer? - novamente null perguntou, então null apenas disse que não.
O menino assentiu e disse que ia se trocar para ficar mais apresentável, porém para null ele estava mais que apresentável. null corou com o pensamento e sorriu torto. Como em situações assim ela ainda pensa no quão gato ele era? null não tinha jeito mesmo. Mas o problema não era esse, o problema era que ela estava na suposta casa do garoto que ela supostamente gostava e também odiava profundamente, e ficaram perigosamente perto. null tremeu com esse pensamento.
“Por que eu não aproveitei mais o abraço dele?”, pensou, “Não acontece sempre, não é? Sua burra!”
Então, subitamente, a menina se lembrou de null, null e null. Não ligaria de ficar pra sempre naquela casa com o cheiro delicioso de null - cheiro que ela percebeu só naquele momento -, só que ela tinha combinado com os amigos de ir para lá. De qualquer forma, ela pegaria carona com null.
null brotou do chão ao seu lado, o que fez a garota pular de susto. Como não havia reparado o garoto ali? Estava perdida demais em suas fotos para perceber.
- Que susto você me deu garoto! - null colocou a mão no peito.
- Desculpa, não era minha intenção – null deu uma risadinha pela cara que a menina fez.
- Desculpado – null sorriu para ele, enquanto o observava.
Ele agora estava vestido com uma blusa da Pink Floyd, calça jeans escura, quase um preto, e um tênis qualquer. Seus cabelos estavam quase secos, arrumados desarrumados; lindo, completamente lindo.
Houve um momento de silêncio constrangedor na sala. null ficou tanto tempo observando que percebeu que ele a encarava intensamente. Corou e abaixou seus olhos para o chão. Ok.
Constrangedor demais.
- É… Quer algo para beber? - questionou null muito sem graça.
- Ahn, pode ser – null respondeu atônita.
- Bom, só tenho água, serve? - questionou novamente, e ouviu como resposta uma risada de null.
null definitivamente não havia mudado nada.
Ele foi para a cozinha e voltou com a água. null sorriu em agradecimento e deu um gole na água. null, por sua vez, sentou-se ao lado da moça. Estava sem saber o que dizer, completamente desconfortável por tê-la ali; não um desconfortável ruim, mas estava desconfortável no sentido de nervoso, nervoso por ter null ao seu lado, bebendo no seu copo, na sua casa. Não parava de observá-la. Já havia algum tempo em que toda vez que a via, não parava de pensar em como a achava linda. null estava com um short branco, desfiado nas pontas, que ia até metade das coxas; estava com uma blusa que caia um ombro, deixando-o obviamente a mostra, listrado entre branco e rosa; estava com uma sapatilha cor-de-rosa. Seus cabelos estavam naturais e caiam como uma cascata em seus ombros, ela tinha luzes em suas pontas e isso a deixava mais linda ainda. null corou por prestar tanta atenção assim em como null estava vestida. Percebeu que a menina estava o encarando, então o que fez foi encará-la também.
- Sabe, null… ao final de tudo, eu sempre… - null falava, quando foi interrompido por um som.
Era o celular de null. Argh. Sempre nos piores momentos.
- Alô – disse null com um ar desconcertado.
- null? - null respondeu do outro lado do aparelho.
- Não, Carolina -null rolou os olhos. - Claro que é a null, né.
- Ai, não precisa falar assim.
- Desculpe, null. Diga, o que quer? - questionou a amiga com um risonho.
- Então, estamos em problemas…
- Que tipos de problemas? - null logo ficou apreensiva. O que era agora?
Automaticamente se lembrou de tudo o que havia ocorrido mais cedo e ficou meio desesperada.
- Então, null saiu para ir na padaria com null e as duas ainda não voltaram…
- null, a padaria é ai do lado garoto.
- Eu sei… É só que… - agora o garoto deu um ar desesperado, que fez null quase infartar. - Eu fui lá e, bem, não havia ninguém. Nenhum sinal das garotas. Perguntei pro atendente e ele disse que nenhuma das duas tinham ido lá. null… elas nem chegaram na padaria! - null disse completamente em pânico.
- Oh, meu Deus! null, eu estou indo aí agora! - null disse se levantando na hora, e olhou para null de uma forma apreensiva.
- Achei que você já estava no caminho, eu te liguei para te avisar e te apressar, vai saber o que tem na rua, não é? Mas, você ainda não saiu de casa? - null questionou, desentendido, e null corou. Tinha se esquecido que estava na casa de null null.
- Bem, estou na casa do null… - proferiu as palavras de forma baixa e null soltou um som de exclamação, que foi ininteligível. - Enfim, depois te conto com detalhes o que aconteceu. Agora estou indo.
- Vem logo, null, acabei de descobrir que mais pessoas faltaram.
null desligou o celular na hora e apenas proferiu para null uma palavra:
- Ferrou!
null e null chegaram mais que do que apressados na casa de null, ele mandava a cada minuto uma mensagem para apressá-los.
- Até que enfim – null abraçou null assim que a mesma saiu do carro.
- Você estava chorando? Ai, meu Deus, null, o que aconteceu?
- null, todo mundo sumiu. Todo mundo.
- Como isso aconteceu?
- Não sei, null. Estou muito desesperado – null desatou a chorar enquanto abraçava null, e a menina estava segurando o nó que se formara em sua garganta.
- Vamos procurá-los – null disse convicto, e, então, null negou com a cabeça.
- Me mandaram essa mensagem, mas não tive coragem de ir – dito isso, ele mostrou seu celular com uma mensagem que haviam enviado para ele.
“Se lembre, você é meu!”
“Não quer que nenhuma amiguinha morra, quer?”
“Me encontre no endereço Av. Jacksonville 45.”,
- O que diabos é isso? Uma brincadeira de mal gosto? - null comentou indignada. Não era possível.
- Não sei, null, mas eu estou com medo. Isso nunca aconteceu antes – comentou null. Ele estava realmente quase desmaiando.
- Ok. Ok. Nós vamos para lá, eu levo – null disse, mais uma vez, com toda a certeza do mundo que iriam lá, pegariam os amigos e voltariam normalmente, como se nada tivesse acontecido. Aham, tá.
Os três entraram no carro e foram em direção ao endereço que mandaram para null. Porém, algo estava completamente errado, pois o número 45 era da mansão mais assombrosa da cidade, bom, pleo menos era o que diziam.
- Espera, nós vamos ter que entrar aí? - null logo se apavorou. - Não entro ai nem se me pagarem dez milhões.
- A diferença é que você não tem querer – null disse frio, e então a garota fechou a cara. Ok. Então a paz e o amor acabou. Certo, certo.
- Vamos logo. A null está ali dentro sozinha e talvez até morta ou presa – null disse com a voz esganiçada, e os dois que o acompanhavam apenas engoliram a seco.
Tocaram a campainha e, bem, como era de se esperar a porta abriu sozinha.
- Típico de filme de terror – comentou null, em um sussurro. Estava morta de medo, tadinha. Mas, também, quem não estaria, não é mesmo?
Os amigos entraram na casa, e, assim que entraram, null caiu ajoelhada no chão com as mão na boca, derramando lágrimas. O que diabos aconteceu? Por que null estava no chão toda ensanguentada? O que queriam deles? Quem era?
- É-É a null? - null perguntou baixo, mesmo sabendo a resposta. Olhou para cima e viu a expressão de null e null, que confirmaram tudo.
null chorou, chorou como nunca havia chorado antes. Sua amiga estava morta. Sua melhor estava morta. M-o-r-t-a.
- Eu quero sair daqui. Agora! - a menina pediu, soluçando e derramando lágrimas e mais lágrimas.
- Não podemos, null – null disse com a voz embargada e sofrida.
- Eu não se vou aguentar se eu ver mais alguma coisa – null suplicou, e null mais uma vez a abraçou. Ele estava chorando também. Não como null, mas estava derramando algumas lágrimas.
- Não tem mais como sair. A porta foi trancada. Sozinha.
null arregalou os olhos e riu amarguradamente. Mas é claro que trancou sozinha. Não seria parecido com um filme de terror se não tivesse sido trancada sozinha, não é mesmo?
- Vamos!
null ajudou null a se levantar e foi com null para as escadas. A menina tentava a todo custo evitar a amiga morta no chão. Mas era completamente impossível.
Chegaram ao segundo andar e caminharam em direção às escadas do terceiro. No caminho, várias coisas caíram sozinhas, dando sustos nos amigos. Ventos apareciam do nada. null estava chorando baixinho enquanto andava, até que ouviu uma voz vinda de uma sala.
- Vocês ouviram isso? - perguntou aos amigos.
- Sim – respondeu null, assustado.
- Pelo amor de Deus, vão para qualquer lugar dessa mansão, menos para onde está esta voz – null suplicou, mas parece que ninguém a ouviu. Continuou chorando, e seguiu os meninos. O que mais se podia fazer, huh? Ficar sozinha não era o plano, com certeza.
Os garotos foram em direção ao som, e null apenas os seguia. Logo, um grito fora ouvido e, assustados, os meninos olharam para trás. Damn it! null não estava mais lá.
- null? - null questionou, aterrorizado demais para poder pensar.
- null? - null fez a mesma pergunta que o amigo. Olhou para os lados e não a viu, para frente e para trás. Ela não estava mais ali. - Cadê a null? - questionou ele, mais uma vez, dessa vez o desespero tomando conta de seu corpo. - Ela estava aqui agora. Ela estava atrás de mim null, como ela foi pega. Como eu deixei isso acontecer? - agora, null chorava de desespero. Ele só queria sair dali.
- Calma, man. Vamos encontrá-la, tudo bem? - disse o amigo, não muito convicto do que havia dito. Não dava pra pensar naquela casa, tudo acontecendo ao redor. O problema agora era outro: para onde ir?
Se passaram alguns minutos e os garotos sentaram. Estavam exaustos de andar, de pensar em hipóteses, em planos que não dariam certo. O que fazer em uma hora dessas? Claro que sentar no chão de uma mansão mal assombrada era a resposta correta. Isso mesmo (sintam a ironia)!
Depois que null sumiu, os garotos ficaram sem ter onde ir. Ou seguiam o som ou tentavam encontrar null. Ela havia acabado de sumir, de acordo com eles seria mais fácil de achar. Claro que estavam enganados, como se não conhecessem o lugar que estavam. Não queriam se separar, afinal uma vez separados, separados para sempre.
- Onde estão todos afinal? - null questionou alto.
- Não me pergunte isso, porque eu também não, null.
- Argh! Vamos levantar daqui agora! - assim que o garoto disse isso, uma das portas do corredor bateu com muita força. Os dois arregalaram os olhos, e após se encararam. Ok. Eles estavam morrendo de medo. - Acho melhor nós irmos embora daqui nesse exato momento – concluiu null, com um ar medonho.
- Não posso deixar null aqui! - null deixou escapar e o amigo o encarou com uma sobrancelha erguida. - Nem os outros. Nossos amigos estão aqui, null! - concluiu rapidamente o rapaz de cabelos null. null deu uma risadinha, mas logo se conteve e fez uma expressão assombrosa.
null, de início, não compreendeu, porém depois que o amigo apontou com seu dedo indicador, trêmulo, para o lugar em que olhava aterrorizado, null entendeu. Havia uma sombra ali. De uma garota.
- null? - questionou null, baixinho, quase sussurrando.
null começou a caminhar devagar para um dos quartos daquela mansão, o maior quarto. O quarto que assim que terminava a escada, você o via.
- ! - null deu um grito, fazendo seu amigo virar a cabeça para trás temendo que o pior tivesse acontecido. - Não vá! - null sorriu de uma forma amarga.
- Mas… e se… e se estiverem lá?
null ponderou um pouco e suspirou, caminhou até o lado do amigo e sorriu. null começou a caminhar com null em seu encalço e entraram no quarto. A porta bateu e, assim que viraram para vê-la, algo foi jogado em direção aos garotos.
- AH! - null gritou, e null arregalou os olhos. - O QUE DIABOS SÃO ESSAS COISAS QUE ESTÃO JOGANDO? QUEM ESTÁ JOGANDO?
Um dos vidros acertou de raspão em null, machucando-o. Porém, logo sessaram os arremessos.
- Quem está aí? - null procurou por todos os lados do cômodo e simplesmente não encontrou nada. Nada nem ninguém. O que havia acontecido?
Ouviram gritos do lado de fora do quarto e perceberam que era de null e null. Os garotos queriam, obviamente, sair dali e ver o que estava acontecendo do outro lado da porta, porém não tinha como; tentaram arrombar, em outras situações até conseguiriam, mas desta vez estava impossível, parecia que não tinha porta e aquilo era parede de tão duro que estava. Optaram por observar no buraco da maçaneta.
null e null corriam como se não houvesse amanhã. Havia alguém as perseguindo, e estava com uma serra elétrica. Os garotos assim que viram a cena se desesperaram. Começaram a bater à porta para mostrar que estavam lá. Todavia era como se elas não pudessem ouvi-los. “Que estranho”, pensaram eles.
null apontou para null que iria para a esquerda, logo a menina entendeu que era para ir para a direita. As duas se separaram e o cara seguiu null. A garota estava terrivelmente assustada. Estava com uma sensação horrível dentro de si. Ela havia sido presa por alguém que não sabia quem e conseguiu se soltar. Ela havia visto null em outro cômodo e foi lá soltá-la. Ela estava no quarto andar, mas quando corria com a amiga desceu para o terceiro. Ela estava completamente suja de sangue. Acreditava ser sangue de outra pessoa, já que não a machucaram. O que achou estanho, pois se a capturaram, então, deveriam machucá-la, certo? Bem, agradeceu que não.
Enquanto corria entrou em uma das portas e foi diretamente para o fundo da sala, torcendo para que o homem que a perseguia não tivesse a visto. Suspirou assim que ouviu seus passos irem para outro cômodo. Nem percebeu, mas estava segurando sua respiração por muito tempo. “Eu podia ter morrido por não respirar”, pensou a menina, e deu uma risadinha.
Assim que fez esse barulho, ouviu passos caminhando em sua direção. Menina boba, por que não pensou que poderia ter entrado na sala na qual havia mais daqueles caras?
Logo que sentiu seu braço sendo tocado, deu um tapa no rosto do indivíduo mesmo sem saber quem era. Estava escuro ali, ela não sabia a hora. Estava sem celular, afinal, eles o pegaram. Não havia iluminação, estava um breu.
- Outch! - lamentou null, soltando a menina.
Assim que escutou o som percebeu que não era ameaça e, sim, uma talvez ajuda. Sorriu involuntariamente e abraçou um dos vultos que estavam a sua frente.
- Fiquei com tanto medo depois que fiquei sozinha – a menina começou a chorar no ombro de um dos garotos. - Nem acredito que encontrei vocês de novo, finalmente! - concluiu, ainda abraçando um dos garotos.
Involuntariamente, beijou o rosto de um deles e percebeu que não se tratava de null, já que ele não tinha bochechas, e sim de null. Corou violentamente e agradeceu mentalmente pelo garoto não poder ver seu rosto. Logo, soltou-se do menino e foi em direção a null, o abraçando também.
- Hey, está tudo bem.
- Não está não! - Exclamou indignada, e logo se lembrou de algo.
- Onde você vai, null? - null perguntou preocupado.
- Shhh – disse a garota antes de abrir a porta, cautelosamente. Olhou para os lados para ver se alguém vinha. Estava limpo. - Eu já volto!
- Não! Você não vai sair! - null negou com a cabeça, já indo fechar a porta, mas null foi mais esperta e saiu porta afora. - Não acredito, não acredito, não acredito.
- Calma, null, confia nela. - O amigo disse confiante, e por um segundo null pensou que ele estava louco.
Alguns minutos depois, null voltou, porém voltou acompanhada. Era null.
- ! - null gritou inconscientemente e sorriu.
null correu e o abraçou, feliz.
- Ok. Ok. Mais baixo, não queremos ser descobertos, huh? - null riu baixinho e presenciou uma cena um tanto quanto diferente.
Era null e null se beijando. Espera… quando isso aconteceu? Como isso aconteceu?
null estava com cara de interrogação, enquanto null ria. O menino já sabia que null tinha uma queda – ou seria um abismo? - pela garota, só que ainda não havia admitido isso para a mesma. Então, naquele mesmo dia, ele decidiu que em sua festa ficaria com ela. O qual ele fez, só que antes da festa começar. null ligara para null para o contar da grande novidade.
- Por que está rindo? Você já sabia? - questionou baixinho para o menino em pé.
- Já, ele me contou hoje – respondeu o menino da mesma forma.
- Ah, sim – null sabia que null ia ficar com raiva, mas não deu tempo de contá-la. O que ele poderia fazer, não é mesmo?
Houve um grande silêncio naquela sala. Apenas se ouviam as respirações de null e null, já que o casal vinte estava sentado no chão, assim como eles, se pegando.
- Ahn… null? - começou null, com certa dúvida.
- Sim?
- Me desculpe por ter ido na sua casa de repente. Sério mesmo. Você estava fazendo suas coisas e eu te atrapalhei.
- Claro que não! Foi ótimo você ter ido – null gostaria de olhar nos olhos do garoto e ver se era verdade mesmo o que ele dizia.
- Ah, mas mesmo assim… Me desculpe, ok? - a menina olhava para o chão sem saber o que falar.
Que constangedor!
- null? - dessa vez o garoto que chamou.
- Sim? - a risada de null foi ouvida.
- Me desculpe.
- Pelo que? - null sabia o motivo, mas queria que ele falasse. Ela já o havia perdoado. Não havia mais o que fazer a não ser perdoá-lo. Ela o amava, estava claro que o perdoaria.
- Por… você sabe… ter sido um completo otário? - riu amargamente, encarando o chão.
null sentiu null colocando suas mãos frias e macias em seu rosto. Ela estava o acariciando. Ele fechou os olhos, apenas se deliciando com tudo o que estava acontecendo no momento. Sentiu a respiração de null mais perto, e, por um momento, seu coração parou. Ele colocou suas mãos em volta da cintura da garota e se aproximou…
- O QUE FOI ISSO? - null gritou de susto.
Todos arregalaram os olhos com o grito de null e se levantaram repentinamente. “Damn it!”, pensou null.
- Vamos sair daqui! - null disse assim que percebeu que a casa estava prestes a desmoronar.
Todos correram para fora do cômodo e não sabiam para onde ir, precisavam sair dali!
- Vamos para o saguão!
E assim o fizeram. Todos foram correndo – vulgo voando - para o térreo.
Até perceberem que null não estava entre eles.
- Onde está a null? - questionou null.
Todos olharam para as escadas, e estava ela no topo morta. Havia um homem a segurando e outro a seu lado com uma flecha, pronta para ser atirada em null.
null chorava, suplicando para que não a matassem. Porém, a flecha foi atirada. null fechou os olhos para não ver a cena, pensando em toda sua vida e no que, talvez, fez de errado, e sentiu um vento ao lado de sua cara. Abriu os olhos confusa. O homem errou?
Assim que abriu os olhos, viu null levantando do chão cheia de sangue. Olhou sem entender para null e null, que, por sua vez, olhavam pasmos para a figura de null ressuscitando. Espera… null estava ressuscitando? O quê?
null olhou para cima e viu null se levantando vagarosamente. O que estava acontecendo ali?
null chorava igual uma criancinha, e null não estava muito diferente. Então, Thomas começou a rir. Espera… Thomas? Onde ele estava?
null procurou o garoto com os olhos e percebeu que um dos homens havia retirado sua máscara. Percebeu também que Thomas, seu amigo, era ele. A garota se levantou completamente confusa e reparou no que estava acontecendo.
1) null havia levantado do chão sendo que estava morta.
2) null também se levantara.
3) Um dos garotos era Thomas, seu amigo/colega de classe.
Logo seu rosto se encheu de entendimento. E do nada, ela ficou puta. Muito puta. Estava sentindo uma raiva que nunca sentira antes. De repente, ela começou a chorar. Chorar de raiva, de medo, de vontade de matar. Como ela odiava aquelas pessoas.
- EU ODEIO VOCÊS – null despejou com muito ódio estampado em sua face.
- null! Você ficou maluca? - null disse inconformado. Qual é! Ela queria causar mais raiva naqueles homens? Eles a esquartejariam.
- Vocês que estão! Abram os olhos e vejam com os próprios o que está acontecendo! - null disse isso e foi em direção a um dos “assassinos”.
Subiu as escadas e retirou sua máscara. Outch! Era Kevin, meio-irmão de null.
- Kevin? - null arregalou os olhos, e uma súbita raiva encheu seu peito.
Seu meio-irmão começou a gargalhar de sua cara. Do nada, todos estavam gargalhando. null, null… todos!
- Vocês tinham que ter visto a cara de vocês! - null comentou, morrendo de rir.
- Realmente, é muito engraçado mesmo – null respondeu, ríspida e sarcasticamente.
- Vocês estavam cagando de medo – Thomas disse com dificuldades.
- Foi hilário! - null também comentou.
- Ah, demais né. Por que você não me contou? - null disse, agora, indignado.
- Ah, Louiszinho, por que eu faria isso? Você não finge nada bem! - null riu e foi para perto do namorado/ficante/não-sabemos-o-status.
- Claro que finjo. Sou um ótimo ator! - Comentou rindo também. - Ah, qual é null, foi engraçado, vamos lá! Rir não faz mal. Até null está rindo.
- Acontece, querido null, que não foi você que foi perseguida hoje, antes de vir parar aqui! Ou foi um planinho de vocês para me assustar também? - null disse completamente raivosa.
- Não, null. Só te vimos aqui mesmo.
null olhou de uma forma estranha para a amiga, e null logo se permitiu sorrir, mesmo que por dentro estava se matando de tanto medo. A garota sentia que não tinha apenas brincadeira ali, havia alguém ali dentro com sérias intenções de os machucar. null sentia isso! Mas resolveu não comentar, poderia ser somente coisa de sua cabeça.
- Galeraaaaaa! Já disse que a bebida é de graça, né? - questionou null, antes de pegar mais uma cerveja e colocar em seu copo.
- Já null, você já disse isso – respondeu a namorada/não-sabemos-o-status-ainda-para-falar a ele. - Hey, vamos dançar! - dito isso, não esperou resposta, já que ela afirmou, e saiu puxando o menino para o meio. Deixou apenas null e null na mesa.
- Você ainda está com medo, né? - questionou o garoto, e a menina deu um sorriso de canto, afirmando com a cabeça. - Hey, eu estou aqui, não precisa temer nada.
- Claro, até porque você nem chorou como uma garotinha há poucas horas, não é mesmo? - respondeu null, rindo.
null fingiu indignação, fazendo null rir mais. null se permitiu sorrir com a garota e ficou a observando. Cada vez mais, ele a achava linda. null percebeu que ele estava a encarando e corou.
- A senhorita aceita dançar comigo? - questionou, repentinamente, a ela, que sorriu e aceitou.
- Mas é claro!
Os dois não estavam fantasiados. Depois de tudo aquilo, null preferiu não colocar uma fantasia, acreditou que se assustaria consigo mesma. Os amigos riram daquilo, mas deixaram ela. E, null, bem, não quis deixar null sozinha para ir trocar de roupa. Claro que ela não sabia disso, pois ele não disse, só inventou uma desculpa qualquer para os amigos.
A música que havia começado era lenta e agradável. null conduziu-a para uma parte em que apenas se encontravam os dois e colocou suas mãos firmes em sua cintura. null sorriu docemente para o ato do menino e entrelaçou seus braços em volta de seu pescoço. E ficaram ali, mexendo-se devagar, rindo, ou apenas se encarando. null levou suas mãos ao cabelo do rapaz e fez um carinho gostoso ali. null puxou a menina para mais perto e colou suas testas. null sorriu, corando.
- Me desculpe, mais uma vez – o garoto parou de dançar e encarou-a nos olhos null, que brilhavam mais que as estrelas.
- Eu já desculpei, null.
null sorriu torto e encostou seus lábios nos lábios macios da menina. Incrível como o gosto era o mesmo de anos atrás. A garota sentiu a língua do garoto por toda sua boca e deixou-o aprofundar. Incrível como parecia que nada havia mudado, e, de certa forma, nada mudou. Naquele momento, os dois perceberam que tudo continuava como antes; os encaixes, a forma como se movimentavam… Tudo era igual.
null sorriu para o menino e proferiu as mesmas três palavrinhas que havia proferido anos antes:
- Eu te amo.
- É, eu acho que também te amo – null disse, recebendo, logo após, um tapa da garota. - Outch! Não precisa bater. Você sabe que eu te amo.
Mas, ali, naquele momento, não perceberam… mas havia alguém os observando. Estava tirando fotos do casal, mais precisamente de null. Mas, o que ele sabia sobre null? Quem era aquele homem?
F I M.
Nota da autora: Sem nota.
Outras Fanfics:
That's a Love Story [Outros – Em Andamento]
Two Months Without Him [Restrita - Outros – Finalizada]
Hopelessly Made To You [One Direction - Em Andamento]
Caso tenha alguma coisa errada, gritem aqui >>>> email.



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