bringmetolifecapa


Prólogo.

A vida, em parte, pode guardar a surpresa somente para o final. Quando tudo parecer diferente, fora do lugar, você se surpreenderá com o que sua mente pode criar. Não se subestime, não se odeie. Apegue-se a quem você é, independentemente do que você seja. Seja você mesmo.
Parte disso me fez criar o que criei, me fez imaginar o mundo que imaginei. Agora é sua vez de mergulhar na fantasia. Não se reprima, apenas sorria. A vida pode ser complicada, mas a verdade é que tudo isso não foi nada. Nada comparado ao que vai acontecer. E, para isso, você só precisa ler.

Capítulo 1.
.
Ela ajeitou os cabelos castanhos, os pondo atrás da orelha, arqueando as sombrancelhas e sorrindo metidamente. ARGH! Como eu odiava essa garota!!
encarou aquela menina, assim como eu a encarava. Nós duas nos demos os braços, prontas para esbarrar em — uma das meninas mais irritantes e metidas do mundo, se não é a mais.
Passamos correndo por ela, batendo nossos braços em sua cabeça. Acontece que ela era tão cabeça dura, que nossos braços ficaram doloridos.
— OK, isso é golpe baixo! — gritou, correndo atrás de mim e puxando meu cabelo.
— Ai, sua VACA! — gritei, enquanto lutava para me soltar de suas mãos.
correu até ela e lhe deu um soco no rosto. Ela soltou meu cabelo, enquanto xingava inapropriadamente.
— Valeu — disse para , enquanto corríamos até e dávamos um puxão em dupla em seu cabelo.
Ela gritou ainda mais, mas então paramos, quando nossos pulmões estavam sem ar de tanto rir.
olhou para a gente, levantando a cabeça e passando a mão onde haviamos puxado seu cabelo. Depois, aprumou a roupa e o corpo, e nos olhos ferozmente.
, você é a pior vizinha do mundo! — ela gritou, enquanto eu agradecia a ela, sendo sarcástica.
riu. Bom, ainda bem que estávamos no lobby, pois se descêssemos do prédio, minha mãe com certeza veria nossa briga, e então me meteria a maior bronca, coisa que eu realmente não queria que acontecesse.
— Ei, , vamos sair daqui. Acho que têm coisas melhor para fazermos, certo? — ela disse, e eu sorri.
— Com certeza.
— Não tão rápido, nerds! — ela disse.
Nós nos viramos para encará-la. Simplesmente estava cansada de . estava ali em minha casa para ficar comigo! E não para dar uma voadora em .
Simplesmente, essas coisas não aconteciam no Brasil. Infelizmente. Mas com a gente é diferente, sabe? A gente sabe como abalar . Bater na garota mais popularzinha já era um começo. Ai, Deus, como ela me irrita!
— Que é? — disse, com uma voz dura e fria.
— Eu tenho uma dúvida sobre Harry Potter. — eu e nos entreolhamos.
— Como é que é?? — perguntamos ao mesmo tempo. Tipo, se ela nos chama de nerds, é porque lemos livros como Harry Potter. Livros perfeitos como Harry Potter. Hmm... não é?
Ela sorriu.
— É uma coisa rápida. Por mais estranha que pareça.
Olhei para novamente, mas essa encarava mortalmente.
— Fale logo, antes que puxemos seu cabelo de novo.
Ela sorriu.
— Se estivessem nos livros... Seriam da Armada do Dumbledore ou seriam Comensais da Morte?
Eu e rimos. Muito. Todos sabiam a resposta! Quem ia querer ser um Comensal? E, afinal, por que diabos ela estava perguntando aquilo para a gente?
— Ah, , vai se ferrar! — disse entre risos.
— Ai, santo Cristo! Dá para responder minha pergunta?
— Por quê? — perguntei, desconfiada.
— Porque eu tô a fim de saber!
— Por que você está a fim...
— RESPONDE LOGO, CARAMBA! — ela gritou, me interrompendo.
Assustada com o tom irritado de , respondi:
— Bom... Claro que seríamos da Armada do Dumbledore. Harry sempre! Voldemort nunca!
Eu e rimos.
nos encarou. Tipo, encarou mesmo. Não que ela nunca tenha feito isso antes... como minha infeliz vizinha, ela sempre fazia aquilo... Mas ela nos encarava... como se quisesse lançar um Avada Kedavra ou algo do tipo.
Não que ela gostasse de Harry Potter, e tal. Acho que não. Hm... na verdade, eu não sei. Mas vindo de , vou dizer; eu não estava nem aí.
— Nossa — disse.
— O quê? — perguntei à ela, finalmente tirando o olho de .
— Ficou frio de repente... estava o maior calor!
Eu, então, arrepiei meus pelos. É, estava realmente frio.
— Talvez — disse, sarcástica — Seja aqui... Ela exala maldade. Vamos sair daqui, — disse, segurando o braço de , e me virando para sair.
, porém segurou nossos braços.
— É. Talvez eu exale mesmo.
! ABAIXA! — gritou, mas eu não entendi.
Então olhei para . Ela tirava de dentro da calça — hãm... isso mesmo. Calça — uma coisa... Então ela se mostrou. Era nada mais nada menos do que uma varinha.
Isso tudo em apenas uma fração de segundo, e então, sacando a varinha da calça, ela gritou:
— AVADA KEDAVRA!
!
Eu abaixei, puxando junto comigo. Um raio verde passou sobre nossas cabeças. Eu estava mais confusa do que um peixe no deserto.
Levantamos nossa cabeça, novamente.
— Que diabos...?
— AVADA KEDAVRA, AVADA KEDAVRA, AVADA KEDRAVA!
Puxei junto comigo, e subimos na poltrona do lobby, caindo por trás dela e usando-a como escuro.
Wingardin Leviosa! gritou, e a poltrona começou a flutuar, deixando-nos desprotegidas e atônitas.
— Mas o que está acontecendo???? — gritou.
— Eu não sei! Mas para de falar! — gritei de volta.
Corremos até o elevador.
CRUCIOS!
caiu ao meu lado, enquanto se aproxiamava com sua varinha — meu Deus! — e a olhava maliciosamente.
— Pare!! — gritei para ela, mas ela não escutava meus gritos, e sim só apenas os de , apelando socorro.
Tive uma ideia. Corri até o elevador, do outro lado do lobby, enquanto torturava . Apertei rapidamente o botão que o chamaria.
Corri até , e chutei sua barriga. Ela, sem entender nada, já que estava tão fixada em sofrer, caiu de costas no chão, xigando nós duas. Enquanto isso, peguei no colo com muito esforço, já que ela estava desacordada.
— Suas vadias! Vão pagar!!! — gritou, correndo atrás de nós.
O elevador chegou, e eu joguei dentro dele, enquanto eu entrava rapidamente.
Apertei milhares de vezes o botão "Portaria", mas a porta demorou-se a fechar, e os gritos de — nada gentis se posso dizer — ficavam mais próximos.
— FECHA! — gritei, sem mais opções. E então, a porta se fechou, deixando os gritos dela para trás, e me deixando sozinha com uma desacordada, eu desamparada... e totalmente sem entender nada.

Capítulo 2.
Minerva McGonagall.
Minerva pegou o berrador que chegara até sua mesa por sua coruja. Estava dizendo que viera do Ministério da Magia. Era alguma coisa realmente grave. Rapidamente, violou o lacre, e a carta começou a gritar por sí.
— Senhora Minerva! A senhora deve ser informada que sua aluna, , foi encontrada usando magia no Brasil. Felizmente, tal possui o rastreador. Sei que ela estava desaparecida, e agora podemos saber que ela apenas fugira. Deve ter algum motivo. P.S: Ela usou seis vezes as Maldições Imperdoáveis. Quando ela estiver nas seguranças do castelo Hogwarts, podemos achar uma punição devida. Atenciosamente, Filius Falinni, Ministro da Magia.
O berrador fechou-se, deixando Minerva intrigada em seu posto de diretora de Hogwarts, já que Dumbledore e Snape haviam sido mortos! era uma das alunas que mais davam trabalho da Sonserina!
Vá acreditar no que essa menina já fez! Escreveu "VOLDEMORT RULES" em todos os cadernos, e fez várias proclamações de que seria uma Comensal da Morte, se Tom Riddle ainda estivesse vivo... Era realmente um caso — quase — perdido.
Rapidamente, Minerva procurou um dos vários protóticos de berrador que guardava em sua gaveta, e começou a escrever as palavras.
Obrigada, Filius Falinne, por me avisar isso. Que a justiça se faça! Acharei , e a colocarei juízo na cabeça. Ela lançou Maldições Imperdoáveis, mesmo? Não me surpreende vindo dela. Obrigada pela atenção, Minerva McGonagall, diretora de Hogwarts.
— Filedon! — chamou por sua coruja, que voou até ela. — Leve esse berrador para o senhor Filius Falinne, no Ministério da Magia. — ela entregou a carta à coruja, que segurou-a pelo bico e saiu voando. — Coruja linda — disse ela, gritando para a corujinha que voava para fora do castelo.
Ficou observando-a até sumir, e quanto não se passava de um pontinho castanho no céu, levantou avoada de sua mesa e saiu de sua sala, correndo para o Salão Principal.
No meio do caminho, encontrou Pomona Sprout conversando com Flitwick, o professor de feitiços, e pediu para que Sprout avisasse seus alunos da Lufa-Lufa e Flitwick avisasse seus alunos da Corvinal que uma reunião urgente estaria sendo realizada no Salão Principal.
— Por favor — ela disse — Peça para Slughorn para avisar aos seus alunos da Grifinória, já que ele é o novo Chefe da Casa, e se encontrarem com o Fantasma Barão Sangrento para chamar os Sonserinos!
Os dois assentiram, e saíram correndo para dentro de suas Casas, enquanto Minerva continuava correndo para o Salão Principal. Chegou lá, e sentou atrás de sua cadeira de Diretora, esperando por seus alunos. Alguma coisa dentro dela dizia que algum desastre estava para acontecer. E um dos grandes.
Os alunos começaram a aparecer, conversando alto e tornando tudo insuportávelmente barulhento. Ela ficou apenas observando, enquanto a Corvinal entrava, depois Lufa-Lufa, logo depois Grifinória e só finalmente a Sonserina.
Quando todos estavam sentados e quietos, ela gritou:
— Por favor, alunos! Preciso da atenção de vocês!
Alguns Sonserinos continuavam a conversar. Como diretora, não podia odiá-los, mas baniria toda a Sonserina se fosse possível. Eles eram insuportáveis.
— É algo importante! — ela continuou. Ela respirou fundo, e então disse: — foi encontrada!
Aplausos vieram da Sonserina, enquanto todas as outras Casas olhavam assustadas e perplexas para Minerva. Ela encarou cada rosto que estava naquela sala, e então continuou:
— Queremos que, por favor, tomem cuidado! Ela foi encontrada pelo rastreador, lançando seis Maldições Imperdoáveis! Vamos achá-la!
Os alunos da Sonserina bufaram. Era óbvio que eles eram "fãs" de . A menina rebelde que fugiu de Hogwarts para começar a revolução "I heart Voldemort".
Bom, não literalmente.
Minerva olhou diretamente para seus antigos alunos. Grifinória estava assombrada por um terrível silêncio. Esses já eram uns que não gostavam de .
Até os professores entraram em choque. Nem os professores Sonserinos eram lá muito fãs dela.
— Ela deve estar muito longe daqui! Foi encontrada no Brasil!
O choque foi maior depois dessa afirmação.
— Com certeza deveria estar com os pais, ex-Comensais da Morte que sobreviveram à Guerra que tivemos aqui em Hogwarts!
— Mas como?! — Harry Potter gritou da mesa de sua casa, Grifinória, pasmo olhando para Minerva. Claro que ele tinha acabado de matar Voldemort, há mais ou menos três meses, e já começara a atormentá-lo com seu amor esquisito pelo Riddle.
Todos voltaram a atenção a Harry, que corou e baixou a cabeça.
— Não sabemos, Harry — disse Minerva, sendo honesta. — Mas acho que precisarei encontrá-la!
— Isso significa que... — Harry continuou.
— Sim. Eu vou ao Brasil.

Capítulo 3.
.
Bufei. Depois de novo. E depois de novo, novamente. Eu estava tão confusa! Não conseguia acreditar no que meus olhos acabaram de ver. Será que... Peraí! era uma bruxa? Ou ela armara aquilo? Quer dizer, com ajuda de MUITOS efeitos especiais!
continuava adormecida ao meu lado, com o corpo cheio de cortes por causa da maldição Cruciatos, e de ter se agonizado tanto no chão. Estávamos quase coladas no porteiro, que nos olhava como se fôssemos aberrações.
— Ei — disse, com a voz rouca. Olhei para ela no mesmo instante.
— Você acordou! Finalmente, !
Ela abriu os olhos, com uma frestinha, e depois por inteiro. Ela piscou duas vezes.
? — ela olhou para mim.
— Sou eu! — eu disse, abraçando-a.
Ela me abraçou de volta.
— O que aconteceu?
E então, eu comecei a chorar. Muito. Chorei tanto que comecei a soluçar.
— Não sei! ficou louca!
— Ela estava com uma... varinha? — ela perguntou, um pouco desnorteada.
Sorri. Ela estava parecendo bêbada.
— Acho que sim, , mas eu não tenho certeza! Isso tudo que aconteceu foi uma loucura.
— Ei — o porteiro disse, dando-me um baita susto. — Hm, desculpe asssustá-la, , mas você quer água, sei lá?
Eu balancei a cabeça fazendo um sinal negativo para ele, agradecendo com os olhos e sorrindo.
— As coisas ficaram estranhas! A gente estava falando de Harry Potter, e, sei lá, de repente ela sacou uma varinha e começou a falar Avada Kedavras! Isso é maluco!
— E ainda te torturou com Cruciatos — lembrei-a.
Ela baixou a cabeça com a lembrança.
— Isso é esquisito! Quer dizer, essas coisas não existem, né? É só um livro! Como ela me fez sentir tanta dor?
— disse, limpando as lágrimas. — Talvez não seja.
— Mas... como diabos isso é possível?
— Acho que ainda temos que descobrir.
Uma senhora muito velha começou a se aproximar da gente. Tipo, ela estava vindo diretamente para a gente! Eu me levantei, puxando junto. Quer dizer, com essa loucura que acontecera hoje, não podíamos confiar em ninguém.
O que me fez olhar para o porteiro simpático. Nem nele podíamos confiar.
— Senhora? — ele perguntou para a velha que se aproximava — É uma visitante?
Ela olhou para mim e para longamente. Olhou mesmo. E eu comecei a pensar que ela ia começar a jogar uns Avadas Kedavras também. Bom, apenas por um segundo.
— Sim — ela respondeu ao porteiro, surpreendendo-me. — Na verdade, procuro pelo o apartamento de Houffman.
O porteiro a olhou com um ponto de interrogação no rosto. Não dera para entender nada que ela falara! Ela fala em um sotaque super estranho!
— Desculpe, senhora, mas quem?
Ela tossiu.
— Ah, é. Sim... h-hm — ela pigarreu, pegando um papel de dentro da bolsa gigante e lendo-o — Houffman, quis dizer.
Eu e pulamos de surpresa, em uma posição defensiva, mas a velha não pareceu nem notar. O porteiro assimilou.
— Quer que eu interfone para ela? Você é parente dela?
Ela sorriu.
— Diga apenas que sou Pansy Parkinson.
Eu e arfamos, e dessa vez realmente atraímos o olhar da mulher.
O porteiro colocou o interfone no ouvido.
— Hum... desculpe, senhora, mas não atende. Acho que o sr. e a sra. Houffman devem ter saído com a filha.
— Ah! — ela arfou — Ela está junto com os pais?
O homem a lançou o mesmo olhar interrogativo.
— Hm... sim... eles vivem juntos.
A mulher arfou novamente, assimilando. Ela olhou para a gente novamente.
— Vocês menininhas! Conhecem ?
Nós assentimos, amedrontadas.
— Bom, senhoritas, então é melhor me seguirem. Agora.
Alguma coisa na voz dela fez com que eu puxasse comigo, e então começamos a segui-la para não muito longe. Chegamos a um pequeno beco que havia naquela mesma rua, e então ela parou, virando-se para nós e dizendo:
— Essa menina é uma bruxa. Assim como vocês.

Capítulo 4.
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Ela falava rápido demais! Era muita coisa para digerir de uma vez! Enquanto ela começava a falar sobre como era perigosa, e que ela era da Sonserina e um bando de bosta, eu só tentava digerir tudo.
Eu não estava entendendo nada! Que negócio de Sonserina? Não que eu não soubesse o que era!! Só que eu sabia que não existia! Bom, agora eu tinha minhas dúvidas.
Então, resolvi falar, já que só sabia ficar escutando tudo de boca aberta, quase babando.
— Peraí, peraí... você não disse que era Pansy Parkinson? Aquela da Sonserina?
A mulher riu.
— Não! Eu não sou! Eu disse porque a Srta. Parkinson é amiga da Srta. Houffman e eu pensei que, se eu dissesse que era ela, desceria.
— E mais uma, por que a chama de ?
— Porque é seu nome! é seu nome em português!
— E da onde a senhora vem, Deus do céu?
— Eu venho de Londres!
— Então vamos fazer assim... vamos conversar em inglês.
— Muito bom — e então começamos a conversar nessa língua, já que ela não sabia falar português muito bem.
— Vocês são bruxas!
— Quem diabos é a senhora?
Ela arqueou a sobrancelha.
— Por acaso, eu sou Minerva McGonagall, diretora de Hogwarts.
— Mi-mi-mi-mi-mi... — gaguejou, atraindo nosso olhar.
Encarei aquela senhora que se dizia diretora de Hogwarts com um mínimo sorriso no rosto. Eu sabia que tudo não poderia passar de apenas uma brincadeira. Uma brincadeira de muito, muito mal gosto, a propósito.
— OK, OK... Não sei o que diabos está acontecendo aqui; mas de uma coisa estou certa. Bruxaria não existe!
A mulher riu.
— Claro, a antigos olhos trouxas, realmente parecem não existir, mas se abrir um pouco sua mente... — ela sorriu — descobrirá maravilhas!
Eu e a observávamos atônitas.
— Bom, senhoritas, isso foi muito agradável, mas receio que terei de voltar à Londres, já que não foi encontrada. Então... — ela meteu a mão dentro do grande blusão, e tirou de lá duas cartas.
Ela nos entregou, e então, dando-nos as costas, partiu. Quer dizer, sumiu é a melhor definição. Um segundo ela estava lá. No outro, já não estava mais.
arfava ao meu lado.
— Esse dia está mais esquisito do que aquele que tive que passar um trote para o professor de Matemática! — ela gritou, encarando o local onde, um segundo mais cedo, "Minerva McGonagall" estivera.
Sem hesitar, comecei a abrir o envelope, e copiou o gesto. Tirei de lá um papel cor sépia, e comecei a lê-lo.
Dear Mrs. ,
We are please to invite you study in Hogwarts, school of Witchcraft and Wizardry. Please, do not take longer than 2 weeks to send me your all materials (the list of this is in the other page), and take no longer than 1 week to send me you owl (or any kind of pet). Your lessons starts September first.
Carefuly,
Minerva McGonagall, Hogwart's headteacher.

Ainda encarando o papel, consegui sussurrar para :
, acho que a mulher estava falando sério.
Ela me encarou.
— Mas como?? A gente tem 17 anos! 17! Se fôssemos bruxas, o mais razoável não seria nos mandar uma carta aos 11??? — ela gritou.
Parei para raciocinar um pouco. Sua teoria fazia muito sentido. Eu deixara-me ser levada por querer MUITO que esse dia existisse, esse dia que eu fosse à Hogwarts. Baixei a cabeça por alguns segundos, mas quando levantei, sentia-me mais confiante.
! Mas você não viu o que fez? Aquilo não foi computação gráfica! A gente viu! E ainda vem uma — desenhei aspas no ar — "suposta" Minerva McGonagall falar com a gente depois disso, dizendo que somos bruxas! E que é de Londres! Santo Deus, agora tudo se encaixa, !
Ela me encarou novamente, com um brilho muito intenso nos olhos.
— ela disse, por fim — Acho que vamos para Hogwarts!

Capítulo 5.
Minerva McGonagall.
Minerva aparatou para Londres. Logo pegou o trem na plataforma 9 3/4 e chegou em Hogwarts. Estava caminhando lentamente até seu escritório, quando tombou com Harry Potter e seus amigos, Ronald Weasley e Hermione Granger.
— Ah, desculpe, professora — Harry apressou-se em dizer.
— Sem problema, Sr. Potter. — ela sorriu.
— Bom, já que estamos aqui, professora, queria perguntar como foi sua missão lá no Brasil!
— Bom — ela começou — A missão não foi bem sucedida, Sr. Potter — ela viu o medo brotar nos olhos do garoto — tinha, por sua vez, fugido do local depois de atacar duas garotas.
Ronald e Hermione mostraram-se espantados.
— Então ela expôs nosso mundo aos trouxas! — gritou o menino ruivo.
— Não exatamente — Minerva explicou-se. — As duas garotas são nascidas trouxas, porém são bruxas.
— Como assim? — Hermione interviu.
— Exatamente, elas são bruxas.
— E por que não as trouxe para cá?
— Bom, eu entreguei a carta primeiramente, certo? Elas virão no dia que as aulas começarem. Sei que era para elas já estarem uma semana antes este ano por causa do incidente , mas acontece que elas não puderam ser informadas de que eram bruxas.
Todos estavam boquiabertos, enquanto Minerva falava sobre as nascidas trouxas.
— Mas elas virão para cá? — disse Harry.
— Eu espero que sim, meu caro.
Eles arfaram.
— Acho que isso faz delas as primeiras brasileiras aqui, certo, professora? — perguntou Ronald.
— Acho que sim — respondeu Minerva, dispensando-os e correndo de volta para o gabinete.
Chegou lá em meio minuto, e já passava pela gárgula e sentava-se em sua cadeira. Chamou por sua coruja.
— Filedon! — a coruja marrom veio voando rapidamente para dentro de seu escritório, esbarrando em várias coisas — Coruja tola! — ela gritou, ao ver Filedon batendo em sua escultura favorita.
Então, pegou mais um berrante e escreveu.
Missão falida, Filius. não está mais aonde o rastreador nos levou. Felizmente, encontrei aquelas duas bruxas que não deixamos que viessem para Hogwarts contando com o que acontecia em sua época; Voldemort. Agora as duas virão para Hogwarts, pulando diretamente para o último ano. Conto com você. Minerva.
— Filedon, envie isso para Filius Falinne no Ministério da Magia.
— Uh-uh — ele piou.
— Eu sei, Filedon, eu já enviei uma vez, mas essa carta é de extrema importância. Por favor, leve-a até o Ministro da Magia.
Filedon saiu voando, e quando não passava de mais um pontinho no céu, Minerva afundou-se na cadeira. Olhou para o calendário mágico em cima de sua cabeça. Dia 28 de agosto.
Aquele dia seria longo. Ah, se seria!

Capítulo 6.
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resmungava ao meu lado. Tipo, resmungava mesmo! Ela estava dormindo, mas mesmo assim, seus pesadelos a faziam falar: "Ah, não. Para, caramba!" e um bando de joça do tipo.
— Cala a boca! — gritei para ela, sem obter sucesso, já que ela começou a resmungar mais alto ainda.
Bufei e olhei para o lado.
? — mamãe sussurrou da frente do carro.
— Oi?
— Eu não acredito que você está indo para Hogwarts! Isso só pode ser brincadeira!
! — berrou meu pai — Para de tirar a alegria de nossa filha!
— Tá, . — ela respondeu, resmungando.
Estávamos indo ao aeroporto. Já era dia 29, e depois de 2 dias as aulas começariam. Se é que isso é verdade. O ponto é: Por que só nos chamaram aos 17 anos? Isso meio que não faz sentido! Estava meio zangada por terem me ocultado todo esse tempo o mundo da Magia.
Chegamos ao aeroporto, e só aí acordou. Corremos para fazer o Check In, já que estávamos 10 minutos atrasadas e, quando terminamos, já estava na hora de embarcar. Corremos até o local de embarque.
— Ah, minha pombinha, vou sentir tantas saudades! — disse mamãe, me abraçando, ou melhor, me sufocando.
— Hm, também mãe!
— meu pai disse, segurando o ombro de mamãe.
— ela disse, afastando-se de mim e abrindo espaço para o meu pai me sufocar.
— Vou sentir saudades, querida!
— Também, pai!
Eles abraçaram uma versão sonolenta de e logo embarcamos. Sentamos com pacotes de pão de queijo que compráramos em uma lanchonete ali dentro e começamos a comê-los.
— Emocionante. — disse , e eu ri.
— Voo 9878 com destino à Londres. Por favor, passageiros do voo 9878 com destino à Londres, apresentem-se ao portão de número 6. 9878, Londres. Idosos e crianças de colo terão preferência na fila. Obrigada — uma mulher gritou no auto falante.
olhou espantada para mim.
! É o nosso voo!
Eu olhei para ela da mesma forma.
— É! É o nosso!
Corremos e entramos na fila. Depois de alguns minutos, entramos no avião. Felizmente, nossos acentos eram um do lado do outro. E eu no meu lugar preferido do avião: a janela.
No mesmo instante, dormi, e só fui acordar dez horas depois, quando o piloto avisava nossa descida, e toda pulante e feliz ao meu lado.
— Nossa, dorminhoca! — ela disse.
— Credo. — eu respondi olhando para o relógio. — Eu nem consigo dormir em avião, por que dessa vez?
— Sei lá! Só sei que eu não preguei os olhos nem um minuto! É tudo tão emocionante!
O passageiro estranho que estava ao nosso lado encarava-nos como se fôssemos aberrações. Não que fosse a primeira vez.
— 10 minutos e iniciaremos o pouso em Londres. More 10 minutes and we we'll get down in London — disse o piloto.
— Ótimo, por enquanto posso usar o iPod — disse, pegando-o em minha mochila que levara como bagagem de mão e, sem pensar, comecei a cantar minha música preferida que soava, que era Evanescence, claro.
— Bring me to life! Wake me up inside! Save me! Call my name and save me from the dark! Before I become undone! Save me! Save me from the nothing I've become.
me encarou.
— Olha, , só porque você é a maior emo do caramba, não significa que eu quero partilhar com você suas músicas góticas. Obrigada. — disse ela, sarcástica.
— Hum, desculpe — disse, parando de cantar.
— Tripulação, pouso autorizado. Tripulation, we're getting down. — disse o piloto, fazendo-me desligar o iPod e subir minha cadeira para a vertical, enquanto uma aeromoça passava checando as cadeiras.
— Iupi! — disse .
— É — eu disse. — Iupi!

Capítulo 7.
Rúbeo Hagrid.
Hagrid se sentia um estranho no ninho. Literalmente. Não tinha roupas melhores do que aquelas suas roupas rústicas e esquisitas e não ia cortar sua querida barba grande apenas para buscar duas meninas no aeroporto.
Estava todo desconfortável, e todos que passavam ali o encaravam como aberração. Ele meio que realmente se sentia como tal.
Até que, enfim, duas garotas apareceram juntas, saindo com suas malas da área de desembarque, falando todas alegrinhas uma com a outra.
“Meu Deus!” Hagrid pensou “As duas são iguais!” Bom, praticamente eram. As duas tinham cabelo castanho, porém uma tinha o cabelo selvagemente cacheado e a outra tinha o cabelo liso. Uma era bem mais alta, e essa era a de cabelo liso, mas eram tão parecidas que dava medo.
Quando elas passaram por ele, ele gritou:
— Senhoritas e ?
As meninas o encararam, e a de cabelo liso gritou:
— Meu Deus, ! É o Hagrid!
— Shhhhh! — Hagrid pediu — Quer que os trouxas nos reconheçam?
A menina calou a boca e a de cabelos cacheados disse:
— Sou . Essa é minha amiga .
Hagrid sorriu para elas gentilmente.
— São as brasileiras?
— Somos sim! — respondeu.
— Certo, vamos indo, garotas.
Hagrid pegou no braço de cada uma, e sentiu que elas estavam confusas quanto à isso. Mas então aparataram.
Chegaram ao Beco Diagonal, já que Minerva pedira para as duas serem encontradas ali.
— Ai meu Deus — disse . — Isso é nauseante.
, por sua vez, pulava.
— A gente acabou de aparatar? Ai meu santo Cristo!!! Amei, amei!!
Hagrid não respondera, apenas ficara quieto. Aquela garota era meio problemática, não era?
— Esperem-me aqui! — ele disse, enquanto aparatava para dentro do castelo. Felizmente, logo deu de cara com Minerva.
— Ah, Minerva! As meninas te esperam no Beco Diagonal!
— Mas já? As aulas só começam amanhã! Elas ainda não foram fazer as compras, não?
Hagrid parou.
— É, faltam as compras, certo?
— É. Corra! Elas não têm muito tempo!
— OK! — ele disse, aparatando de volta para lá.
As meninas estavam ali, brincando uma com a outra, olhando ao redor e se maravilhando com o local. Mas, estava certo, para quem nunca vira o Beco Diagonal na vida, aquilo ela a perfeição. Era um lugar muito lindo!
— Meninas, vamos ao Olivaras, depois ao Gringotes. E depois as deixarei na plataforma do trem que as levará à Hogwarts.
— Certo — elas disseram.
Fizeram como Hagrid dissera. Foram ao Olivaras, que foi bem prestativo a elas, e alguns galeões doados por Minerva foram encontrados no Gringotes para as duas. Elas estavam apreciando tudo com certa delicadeza. Bom, apenas olhava maravilhada e fazia escândalo para tudo que via.
Era divertido vê-la gritar emocionada. Ela fazia aquilo como se, de alguma forma, já soubesse de tudo e só esperava para ver com os olhos, e que agora com seu sonho concretizado ela gritava. Mas isso não seria possível... seria?
Logo, já estavam na estação.
— Meninas, terei de deixá-las — disse Hagrid, por fim. — Já sabem o que devem fazer?
— Plataforma 9 3/4 — disse .
— É, é, é! — concordou .
Ele encarou a estranha .
— Ahn... OK. — então saiu, deixando-as sozinhas.

Capítulo 8.
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Entramos no trem que nos levaria para Hogwarts assim que ele chegou. , juro, quase chorava ao meu lado. Eu estava mais para preocupada, pois tinha muitas perguntas ainda não respondidas em mente, e queria que fossem esclarecidas. Queria muito.
Minha mente borbulhava confusão. E quando entramos, corremos para a primeira cabine vazia que achamos. Não estávamos muito a fim de nos juntarmos a estranhos, mesmo sabendo que eram estranhos bruxos.
, esse é o nosso sonho tornando realidade! — ela disse. E, realmente, não era mentira. Eu sempre sonhara com isso, e tudo estava real aos meus olhos. Era tudo tão... mágico.
— É sim. Mas, , acho que devemos ter cuidado com algumas coisas. Olha só; aquele negócio que a puta da fez com a gente... ainda temos que receber uma resposta! O que a levou a fazer aquilo com a gente, céus?
parecia nem ligar tanto. Afinal, estávamos no Expresso Hogwarts! Quem imaginaria?
— É, tanto faz. Um dia a gente vai entender — ela deu-se a falar.
— Há! Um dia? Eu realmente estou a fim de saber isso o mais rápido possível.
A porta da cabine fez um barulho estranho, atraindo nossa atenção, e quando olhamos para lá, vimos que estava sendo aberta por alguém. Quando essa pessoa entrou, nos encarou com seus olhos cinzas profundos.
— Ah. Desculpa... eu... — ele balançou a cabeça e olhou para baixo — hm, não tinha visto vocês. Ér... desculpa — ele disse, saindo e fechando a porta atrás de sí.
me olhou, maravilhada.
— Era Draco Malfoy? — ela perguntou.
— Eu não sei, mas... acho que sim.
— Ele estava vestido de verde e prata, então era um Sonserino — disse , olhando para as nossas roupas. Estávamos com o uniforme de Hogwarts, porém sem gravata, pois não sabíamos à qual das casas pertenceríamos.
— Meu Deus — eu disse, por fim, fazendo concordar com a cabeça.
— Ele é tão mais lindo do que no filme! Nossa senhora! — ela disse, encarando a porta.
— Ér... — disse meio desanimada. Tipo, eu não era lá muito fã do Draco. Se tem alguma personagem de que gosto, é o Rony! Ele sim é lindo, apesar de não tê-lo visto ainda... Porém, se Draco Malfoy estava ali, Rony Weasley também estaria... certo?
Bom, a conversa encerrou-se ali. Não falamos quase nada depois disso, apenas perguntando as horas e dizendo "No, thanks" para a moça que vendia lanches.
Eu ficava apenas absorta em meus pensamentos. — ou , acho que é a mesma coisa —, meus pais, , a carta de Hogwarts entre várias outras coisas que não saiam da minha cabeça. E ainda tinha uma certa preocupação com as Casas. Eu realmente não queria ir para a Sonserina, e tudo bem se eu fosse para a Corvinal, ou até mesmo a Lufa-Lufa — eu adoro essa Casa, ela tem um nome engraçado hihi —, mas eu realmente queria ir para a Grifinória.
Sei que todos queriam ir. Afinal, HARRY POTTER e seus amigos eram de lá, certo? E provavelmente quase toda essa geração — tirando Luna Lovegood, Cedrico Diggory e Cho Chang... e Draco Malfoy...
Mas essa era, de longe, a minha menor das preocupações.
Enfim, chegamos em Hogwarts.
Maravilhadas, fomos guiadas até o Salão Principal. O castelo era tão lindo! Era tão maior e mais bonito do que nos filmes e livros! E a mágica era tão presente!! Quando entramos, atraímos olhares de "Quem são essas meninas??" e "Credo, nunca as vi aqui" e também "Meu santo Cristo, elas são iguais, pô!".
É claro, se você é brasileiro, pensa que os japoneses são todos iguais... Porém, se você for inglês, acha os brasileiros todas iguais... Não que essa minha lógica tenha lá tanto sentindo, mas... enfim, você entendeu!
— Meninas, meninas! — uma voz familiar se aproximou de nós. Olhamos, era Minerva McGonagall vestida de bruxa, a mulher que fora falar conosco anteontem. — Que bom que vieram! Por favor — ela apontou para uma fila onde pirralhinhos de 11 anos estavam — entrem naquela fila para o chapéu seletor!
Nós assentimos, e corremos para entrar na fila.
— Olha — continuou Minerva — as classes são divididas por idade. Por isso, irão diretamente para o último ano.
Eu a encarei.
— Por que não nos chamou antes?
Ela me encarou de volta.
— Todas suas perguntas serão respondidas... depois — e então saiu dali.
— Tá, né? — disse, me puxando para entrar na fila com ela.
Minerva começou a dizer nomes, e molequinhos sentavam no banquinho, ela colocava o chapéu seletor — Deus, lindo! — nas cabeças deles, e ele gritava "LUFA-LUFA! GRIFINÓRIA! CORVINAL! e SONSERINA!".
Meu coração deu um pulo quando Minerva disse:
.
Eu corri até aquele banquinho. Sentei lá, e ela colocou o chapéu em minha cabeça.
— Hum! — ele disse. — Eu te entendo, garota. Você é realmente compreensível. Ah, mas que maravilha. GRIFINÓRIA!
Sério, quase chorei de alegria quando ouvi isso, e então corri para a minha mesa, sentando lá em silêncio e esperando a vez de .
!
andou rapidamente até o banco, e quando o chapéu seletor encostou em sua cabeça, ele disse:
— Sua mente é muito perigosa, menina! Você é perigosa. SONSERINA! — a mesa deles aplaudiram, enquanto perdia o sorriso. E eu também.
— O quê? — gritei, sem pensar muito, e atraindo o olhar de todo mundo ali. correu até a mesa da Sonserina e ficou me observando de lá, claramente decepcionada.
Alguém me cutucou. Eu olhei, e me dei de cara com uma pessoa muito parecida com Hermione.
— Hm... Oi. — eu disse. A menina abriu um sorriso.
— Oi! Eu sou Hermione Granger — eu sorri muito depois de ouvir isso.
— Oi... — respondi.
— Você não é meio... velha... para usar o chapéu seletor?
Eu corei.
— É... Mas eu ainda não sei o porquê disso. Só soube anteontem sobre ser bruxa.
Ela estranhou.
— Nossa! Peraí... Você é uma das nascidas trouxas que foram atacadas pela ?
— Ei. Como você sabe disso?
Ela corou.
— Minerva nos contou.
— Ah — eu disse. Ela então abriu espaço.
— Esse é Rony — apontou para um garoto ruivo. O garoto ruivo mais LINDO que eu já vira. E, vou dizer, fiquei derretida. — Esse é Harry — apontou para um garoto de óculos, e meu coração de um grande pulo. — Neville, Simas... — e começou a falar vários nomes.
No fim, eu disse:
— Oi, pessoal. Sou . .
— Seu nome é diferente — disse Rony.
— É... Eu sou brasileira.
— É, dessa eu sei.
Harry me encarou, o que eu achei super fofo, e então disse:
— Por que sua amiga foi para a Sonserina?
— Hm, não sei. Mas eu estou preocupada.
— É. Quando alguém vai para a Sonserina é preocupante. Tipo, era da Sonserina.
— O quê? — gritei — Ela estuda aqui????
Eles se entreolharam, me achando uma super esquisita. Sabe, eu meio que sou mesmo.
— É. Estudava, é o termo certo — disse Rony — Ela fugiu, e foi encontrada no Brasil.
— Lançando feitiços. Ou melhor, Maldições Imperdoáveis — disse Hermione.
— É. — concordei, lembrando-me da sittuação. — 5 Avadas e 1 Cruciatos. Eles ficaram boquiabertos.
— Como sabe?
— Ér... foi com a gente. Por sorte, só a Cruciatos nos acertou. Na verdade, acertou — disse apontando para ela na mesa da Sonserina.
— Coitada! Eu sei como é passar por essa dor. É realmente horrível. Graças à...
— Bellatrix Lestrange — completei por ela. — Ainda bem que essa desgraçada está morta.
Eles se entreolharam, de novo.
— Como você sabe?
Eles não sabiam dos livros? Bom, se não sabiam era melhor não contar.
— Ahn, intuição. Ela era mesmo uma vaca.
Todos riram, com Rony se gabando por ter sido sua mãe que a matara.
— Ei — disse ele, por fim, olhando nos meus olhos — Você se incomodaria se eu te mostrar Hogwarts?
Hermione o lançou um olhar de censura. Era engraçado vê-la com ciúmes. Como se ele fosse preferir a mim, né? Pô, você já me viu?? Eu sou...
— Ah, não. Isso vai ser bom. Obrigada — disse.
Minerva pediu a atenção de todos os alunos e nós ficamos calados, porém, eu encarava , que por sua vez encarava Draco Malfoy, que tentava desviar sua atenção. Ele claramente não queria ser encarado por ela.
Quando ela terminou seu discurso, dispensou todos os alunos, e pediu para que fossem para suas respectivas casas. Quando saímos, corri para perto de .
! Sério! A gente vai ficar separada?
Ela me lançou um olhar triste.
— É. Ei, eu descobri uma coisa.
Eu olhei para ela.
— O quê?
— Uma coisa sobre ! É chocante.
— Meu Deus, me conta.
! — alguém gritou, e nós nos viramos, e então demos de cara com Pansy Parkinson. Não tinha como confundi-la! Os cabelos negros cortados em chanel era inconfundíveis, e ela tinha uma cara de ser tão...
Vaca.
olhou para trás, e sorriu para Pansy Parkinson! Que piada era aquela?
— O que está fazendo com a escória? — continuou Parkinson, olhando para mim.
— Hm... como é que é? — perguntei.
— Não fale comigo, sua sangue-ruim! — ela jogou as palavras em cima de mim afiando a voz.
Olhei para , que encarava o chão.
— Não me chame assim! — gritei, pronta para esbofeteá-la, mas foi mais rápida, e segurou minha mão.
— Ei, calma — ela disse.
— E você vai deixar ela me chamar de sangue-ruim?? — acusei.
— Claro que vai, sua sonsa! Sangues-puros podem fazer o que quiserem — disse Parkinson.
Olhei para , incrédula.
— É isso que você disse? Que é sangue-puro?
— E ela é! Você acha que o chapéu seletor a colocaria na Sonserina se ela não fosse?
— Hm, talvez! — gritei de volta para Pansy.
— Bom, então esqueça. Ela é apenas filha de bruxos abortados, que tinham vergonha e se esconderam no mundo trouxa.
— O quê??? — gritei.
— É verdade — disse, surpreendendo-me.
Pansy me jogou o olhar de "Eu te disse", e saiu andando. Eu encarei , acusando-a com o olhar.
— Que história cagada é essa, ?
— Eu tive de mentir — ela me jogou um olhar inocente. — Eu nunca me encaixaria se contasse a verdade.
— Bom, , você não precisa se encaixar com pessoas como Pansy Parkinson!
— Desculpe — ela disse, dando meia-volta. Mas, então, ela parou e olhou para mim com os olhos brilhando — Ei, o Malfoy é um gato! Ele é super fofo e sei que está gamado em mim.
— Ah, sério? — disse, sarcástica.
— Completamente. — ela disse, correndo para encontrar Parkinson, que me lançava um olhar maldoso.
— Vaca — sussurrei para mim mesma, encarando Pansy.
— Ei — chamaram-me por trás, e levei um susto. Mas então vi que era Rony Weasley.
— Ei — respondi.
— A gente já tá indo. Você vem?
— Ér. — eu disse, resistindo à tentação de arrancar o pescoço de Pansy — Acho que sim.

Capítulo 9.
Ronald Weasley.
A menina nova era uma... gata! Era isso o que ele pensava. Claro, Hermione era o amor da vida dele — pelo menos ele achava — mas aquela menina era realmente atraente, e por isso ele não conseguia tirar os olhos dela.
— Vaca — ele a ouviu sussurrar, e sem entender direito o porquê, correu até ela.
— Ei — ele disse, ao invés de jogar logo um "O que está acontecendo?".
— Ei — ela respondeu, com um brilho nos olhos.
— A gente já tá indo. Você vem?
Ela deu de ombros.
— Ér. Acho que sim. — e então sorriu.
Ele não teve como não sorrir para ela. Andaram juntos até acharem o resto do pessoal que estava indo para o Salão Comunal da Grifinória, em um silêncio um pouco desconfortável. Ela estava tão pensativa que dava medo em Rony.
Finalmente, chegaram ao Salão Comunal. Neville, Harry, Gina e Hermione estavam sentados ali, e ele foi se juntar a eles, enquanto cumprimentava a todos e ia ao dormitório.
— Você quer... se juntar à nós? — Perguntou Harry, surpreendo-a. Ela disse que sim, animadamente e foi se juntar a eles.
Ela se sentou ali, com um brilho nos olhos. Hm... por sinal, ela parecia que sabia da existência deles há séculos, o que não poderia ser verdade, poderia?
Eles ficaram conversando por muito tempo sobre tudo. Até que, uma hora, falou que estava cansada e que queria ir dormir. Automáticamente, Rony levantou-se e falou que a levaria até a porta do dormitório, atraindo olhares confusos e, bom, a raiva de Hermione.
Sem ligar muito para isso, disse que tudo bem, e então eles caminharam até a porta do dormitório feminino. Quando chegaram lá, se despediu dele com um beijo na bochecha. O que foi muito bom. Então, Rony segurou seu braço.
Ela olhou para ele confusa. Afinal, o que ele queria com ela? Bom, nem ele sabia direto.
— Hm, mais alguma coisa? — ela perguntou.
Ele sorriu ao ouvir sua voz.
— Não. É que... bom... — ele se aproximou dela, e ela arregalou os olhos.
— O que você tá fazendo?
No segundo seguinte, ele se afastou.
— Vamos conversar?
— Quê? — ela perguntou, mais confusa ainda.
Ela ficava bonitinha com aquela pequena ruga de preocupação no meio da testa. E, por isso, ele sorriu.
— Vamos conversar.
— Tá — ela disse — Mas rápido, OK? Eu estou com sono.
Com isso, caminharam até um ponto que ninguém estava lá, e sentaram-se no chão. Ela o encarou por um tempo, e então disse depois:
— Sobre o que exatamente você quer conversar?
Ele se aproximou.
— Qualquer coisa.
— Olha — ela disse, pondo um fim naquilo. — Desculpa, OK? Mas eu sei que a Hermione gosta de você — ela se levantou — e sei que você gosta dela! E sei até que vocês se beijaram, e não vai ser eu quem vai ficar no meio disso!
Rony não acreditou no que ouviu. Como diabos ela sabia daquilo? Boquiaberto, ficou ouvindo-a falar. Então, quando ela ficou quieta, vermelha como um pimentão, ele disse:
— Espera aí. Como sabe?
Ela corou mais ainda.
— Eu fiquei... sabendo.
Algo na voz dela dizia que ela estava mentindo. Mas como ela poderia saber? Como de outra forma ela poderia saber? Não foi por uma coruja, né?
— Eu não vou fazer isso com ela — disse ela, sentando do seu lado.
— Tudo bem, eu só queria conversar — disse ele, tranquilizando-a.
— Ron?
Os dois pularam de susto ao verem Hermione ali na frente deles, com a cara mais zangada do mundo.
— Argh, seu idiota! — ela disse, correndo de lá.
— Viu? — gritou, levantando-se e indo atrás dela.
Então, Rony levantou também e saiu correndo atrás das duas. Ele estava com a consciência pesada. O que dera em sua cabeça para chamar a ? Ele simplesmente gostava, ou melhor, amava a Hermione. Ela era a menina mais incrível e linda que ele já vira. E, realmente, não seria que ficaria no meio dos dois.
Não que fosse chata. Ou feia.
Hermione corria desesperadamente para fora do Salão Comunal, atraindo olhares de todos os cantos. E atrás dela. E Rony atrás das duas. Situação linda, hein?
Finalmente, Hermione parou, fazendo parar.
— Ei, desculpa! — ela dizia, enquanto Hermione a lançava um olhar malvado.
— Tá bom — ela gritou, acusando-a.
— Eu juro! Era o que eu estava falando para ele! Que vocês se gostam!
Hermione encarou .
— Espera aí, o quê?
— Hh-m... — ela corou.
Finalmente, Rony alcançou as duas.
— Idiota — Hermione gritou para ele.
Ele parou, fazendo lançar olhares confusos.
— Tá. Eu vou deixar vocês dois a sós — ela disse, saindo dali.
— Não, obrigada! — gritou Hermione para ela.
Rony a encarou, pedindo desculpas com os olhos. Hermione, finalmente, olhou para ele.
— Ei. Não fica assim — disse ele, sem criatividade.
— Não ficar assim? Você viu o que você estava fazendo, né? Ou é cego?
Ele ficou triste. Aquelas palavras desabaram sobre ele.
— Por que você se importa? — ele perguntou, parecendo mais firme do que estava.
— Porque... — ela corou, baixando o olhar. — Bom, Ron, porque eu gosto de você. OK?
Aquelas palavras. Sim, aquelas palavras o deixaram feliz. Mas feliz do que nunca.
— Ei! — ele gritou para ela, quando ela lhe deu as costas e saiu. — Ei!
Ela o ignorou, e então ele segurou seus braços.
— Me larga — ela disse, em tom alarmante.
— Não.
— ME LARGA! — ela começou a se debater.
— Acontece, Hermione, que eu também gosto de você. E, por isso, nunca vou te deixar ir.
Ela o olhou inocentemente, e deixou escorrer uma lágrima. Ele a segurou pela cintura, encostou o queixo em seu pescoço e disse:
— Não. Eu te amo.
Com isso, Hermione levantou o rosto e o encarou apaixonadamente, diminuindo a distância entre eles, e beijando-o com todas as forças que tinha.

Capítulo 10.
.
Eu estava mais confusa do que um peixe no deserto. De novo. Andava de volta ao Salão Comunal da Grifinória. Cheguei lá, e todos me encaravam.
— O que aconteceu?
Eu sorri.
— Parece que os pombinhos foram conversar — eu disse, fazendo com que todos caíssem na gargalhada.
Mas, como eu dissera antes a todos — inclusive à Rony que deu a louca e veio me chamar para "conversar" —, eu estava morrendo de sono. Já passava de meia noite, isso era evidente, e como eu estava no meio das aulas lá no Brasil, não dormia tão tarde! Ainda mais porque amanhã teria aula.
Ai, meu Deus! Teríamos aula em Hogwarts! e eu, imagina!!!! Nosso sonho!!
Bom, isso me fez lembrar que eu estava com raiva dela. E também que... ela disse que descobrira algo sobre . O que seria? E por que ela nos atacara anteontem daquele jeito lá no lobby dos nossos apartamentos?
Um frio correu pela minha espinha. Mas, ignorando isso, acho que minha cabeça estava limpa para ir dormir. Fui me despedir de todos, inclusive de — OMG — Harry Potter.
Então, eu fui dormir. Admito que demorei um pouco. Mas, então, eu fechei os olhos. E tudo ficou preto.
Acordei no dia seguinte com um som de murmúrios. No começo, me assustei por não estar em casa, mas assim que bati os olhos em Hermione, tudo voltou à mente.
Eu levantei rapidamente e fui me arrumar para as aulas. Hermione me lançava olhares malvados e eu rezava internamente para que ela me perdoasse algum dia. Não que eu que tivesse feito algo, mas, enfim...
Cheguei perto dela, quando já estava de banho tomado, dentes escovados e uniformizada, eu lhe perguntei:
— Hermione, você está brava comigo?
Milagrosamente — e de uma forma bem suspeita —, ela sorriu para mim.
— Não.
— Não?
— Não.
— Mas...
— O Rony já me explicou tudo. Ah — ela suspirou — ele é tão lindo, né? — depois me lançou um olhar de censura — Nem ouse dizer que sim! Ele é meu!
Eu ri.
— Tudo bem, Hermione, eu entendo. Mas, então, me conta! O que aconteceu?
Ela riu.
— Ah... nada não. Ei, é melhor colocar logo seus sapatos, se não vai se atrasar para a aula! — eu olhei para os meus pés, e vi que realmente estava apenas de meia.
Corada, corri e me calcei. Assim, quando terminei, corri para o Salão Comunal junto com as garotas, e então, junto com os garotos, saímos para nossa primeira aula que, a propósito, era Transfiguração.
Chegamos na sala de Minerva rapidamente, já que ela era a professora de tal matéria e, quando cheguei lá, descobri que dividiríamos a aula com a Sonserina. Não sei se achava bom — — ou ruim — Parkinson e Malfoy.
Hermione segurou meu braço. Hm... ESQUISITO. Mas, tudo bem. Eu segurei o braço dela de volta.
— Acho que você é uma das poucas garotas que falam comigo — ela disse. — Todos me acham estranha, porque eu ando com garotos.
— Acho que você é uma das poucas pessoas que falam comigo. — respondi, rindo.
— Ah, qual é. Você chegou aqui ontem!
A gente riu. Então entramos na sala juntas. A Sonserina já nos esperava por lá. Minerva sorriu ao ver a Grifinória entrar ali e então pediu para que nos dividíssemos em duplas.
Meus olhos correram pela sala à procura de , mas quando a encontrei... bom, ela estava de braço dado com Pansy Parkinson, o que totalmente me fez ficar revoltada.
Procurei Hermione, mas essa, por sua vez, estava toda derretida ao lado de Rony. Sem mais opções, procurei Harry, que estava conversando com Gina.
Putz, eu ia ficar sozinha. , argh, sempre fazia dupla comigo quando estudávamos no . Agora, ela simplesmente estava com Parkinson? Argh Argh Argh.
— Srta. ? — Minerva me chamou, e então eu fui até ela. — Por favor, faça dupla com o sr. Malfoy.
— O quê? — perguntei, e então ela estendeu o braço, me mostrando Draco Malfoy, com cara de nojo ali.
— Vocês dois estão sobrando.
— Acho que tudo bem — disse, sem confiar muito bem em minha voz.
Logo, Minerva nos deixou sozinhos, indo dar instruções para alguns outros garotos. Eu olhei para Draco, mas esse não olhava para mim. Olhava para o chão, com uma cara de quem... bem, de quem estava sofrendo. Tipo o Jasper em Crepúsculo, mas eu sabia que Draco não era um sugador de sangue querendo me matar.
Quer dizer, eu acho.
Ele, enfim, olhou para mim, ainda com um rosto de nojo, e sacou a varinha.
— Tá, você primeiro — ele disse.
— Eu primeiro o quê?
Ele revirou os olhos.
— Se transfigura.
Eu corei.
— Desculpa, mas... eu não sei como se transfigura. Eu nunca me transfigurei na minha vida.
— Professora! — ele gritou, me assustando. Quando Minerva estava perto, ele disse em tão acusatório: — Ela nunca se transfigurou na vida!
— Mas é claro! — respondeu a professora, fazendo-me ficar aliviada. — Ela nem sabia de seus poderem há apenas dois dias! Eu estava esperando que o senhor a explicasse — disse, saindo.
Draco me olhou, atordoado.
— Eu mereço — ele sussurrou e eu tentei ignorar. — É o seguinte — ele prosseguiu, indo até mim — você pega sua varinha e aponta para você mesma.
— Tá.
— Então, você grita o seu animago. Mas a primeira coisa na qual você se transformar, vai ser a única coisa que conseguirá se transformar para o resto da sua infeliz vida.
— Hm... tá.
— Vai logo.
Eu peguei a varinha, apontei para mim e gritei:
— Leão!
Senti minha pele borbulhar, e vários afiados bigodes transparentes foram saindo de dentro da minha bochecha. Não é uma coisa exatamente agradável. Mas, depois de alguns segundos, eles voltaram para dentro.
— Deu certo? — perguntei.
— Não — ele respondeu ríspido. — Só os bigodes do leão apareceram.
Eu sorri.
— Hm... desculpa, eu acho.
— Vai de novo.
— Tá. Leão!
Dois segundos.
— Não está dando certo! — ele gritou.
— Eu sei! — gritei de volta.
Ele voltou a me encarar com aquele rosto de nojo.
— Sua sangue-ruim!
— Ah!!! — gritei, avançando para cima dele.
— EEEI! Crianças, crianças! — Minerva irrompeu a "briga". — Parem já com isso.
Draco me olhava assustado, assim como quase todo mundo ali presente. Inclusive .
— Idiota — sussurrei, enquanto todos voltavam a treinar seu animago.
Quando a aula terminou, finalmente, eu saí apressada da sala. Fora tão irritante ter que praticar meu animago com o idiota e arrogante do Malfoy.
Mas, quando vi, estava grudada em mim, andando. Então, surpreendendo-me, ela segurou meu braço.
— Hey — ela disse, sorrindo.
— E aí? — respondi.
— Sabe o segredo da ?
— Primeiro: Segredo? Ahn? Segundo: Comigo você pode falar em português, sabia, ô anta?
Ela sorriu e depois corou.
— Tá. Malz aê. Mas... eu te disse ontem que a ... sabe... — ela procurava as palavras certas. — Bom, que eu descobri uma coisa bombástica sobre ela.
— Ah, tá. Fala o que é logo, que eu tenho que ir correndo para a aula de Herbologia.
— Bom — ela suspirou — Acontece, ... Que , de acordo com todos da Sonserina... ela é... bem... Uma comensal da morte.

Capítulo 11.
.
Parei para analisar bem a situação. E então eu ri. Assim... Harry Potter já havia matado Voldemort, Molly Weasley já havia matado Bellatrix Lestrange, e até Crabbe estava morto. Ou seja, evidências de que comensais da morte não existiam mais! Estavam aniquilados!
— Tá, bonitinha. Olha, eu tenho que ir, pois, como eu disse, Herbologia me espera — eu disse, virando-me para seguir mais colegas da Grifinória.
Mas aí, segurou meu braço.
— Ei! Eu tô falando sério. E não me chame de "bonitinha".
— Tá. Como prefere? Feinha?
Ela revirou os olhos.
, isso não tem graça! E por que você acha que eu mentiria para você?
, eu não acho que você mentiria! Mas esse povinho aí da Sonserina tá enchendo sua cabeça com bosta. Comensais da morte não existem mais, OK, feinha? Agora, se me dá licença...
— Não — ela segurou meu braço com mais força.
— Ai, ai, ai, ai! Tá doendo, tá doendo! — gritei, quando ela apertou meu braço mais forte ainda.
Ela soltou no mesmo instante, balbuciando algo como "desculpa". E então me encarou. Assim, encarou mesmo. O que dava medo, vindo de .
— Olha, a gente conversa depois. MAS isso só porque eu também estou atrasada para minha aula de Poções. — ela disse, séria. — E, ah! Eu vou dizer isso só uma vez — ela se aproximou. Tipo... muito. — Fica longe do Draco.
Bufei.
— Qual é! Você sabe que eu não gosto dele e que não foi minha culpa eu fazer dupla com ele hoje.
Ela revirou os olhos.
. Tchau.
Ela me deu as costas, correndo avoada para perto dos Sonserinos, enquanto eu fazia o mesmo, porém indo encontrar meus amigos da Grifinória.
— E então? — perguntou Harry depois de alguns minutos.
— Ahn... e então o quê?
— Sobre o que vocês estavam conversando?
— Ahn?
— Você e a garota da Sonserina.
Depois dessa eu me senti uma completa idiota.
— Ah. Hm... na verdade, ela estava me falando um bando de besteira — eu ri — ela é meio... alterada. — balancei o dedo em voltas ao redor de minha orelha.
Ele riu também.
Rony e Hermione se aproximaram. Eles estavam de braços dados, o que era totalmente fofo! Rony sorriu para mim, e eu sorri para ele.
— E então? — ele disse.
— Uau, vocês têm uma queda por essa expressão.
Enquanto ele e Hermione nos olhavam confusos, eu e Harry rimos. Logo, estávamos na sala da Pomona Sprout. A professora era tão engraçada e carismática — mais até do que nos filmes — que era impossível não ficar encantada por ela.
Mesmo por ser da Grifinória, ela ficou feliz ao ver uma aluna nova, já que ela é Chefe da Casa Lufa-Lufa. A aula passou mais rápido do que aparentes dez minutos, e então, nos despedindo nos alunos da Corvinal — onde encontrei a linda e perfeita Luna Lovegood —, que estavam na aula junto conosco, saímos pela porta.
Éramos eu, Rony, Harry, Hermione, Gina e Neville. Logo, Harry me explicava que tínhamos um intervalo de dez minutos durante as aulas. Por isso, resolvemos dar uma passeada pelo castelo — para eles me mostrarem Hogwarts.
Durante o passeio, Harry se lembrou:
— Você disse que aquela garota da Sonserina...
.
— É. . Bom, você me disse que ela estava te falando um bando de besteira.
— É. Eu disse, sim.
— Que tipo de besteira, exatamente? — a preocupação dominava sua voz.
Eu percebi que todos voltaram sua atenção a mim. Eu fiquei um pouco corada. Odiava ser o centro das atenções. Mas respondi assim mesmo.
— Falou sobre e tal...
— Quem? — perguntou Gina.
— Ahn — lembrei-me, corando ainda mais — , quis dizer.
Todos fizeram que sim com a cabeça.
— Ela me disse algumas coisas sobre ela.
— Ótimo! — disse Neville — Ela é da Sonserina, então deve saber verdades sobre essa maluca.
— Quê? Como assim saber verdades? — perguntei, pasma.
— Neville, Gina, parem de interrompê-la. Continua — pediu Harry.
— Tá... — lancei-lhes olhares estranhos. — Ela disse algo sobre ser... bem, uma comensal da morte. Ela é maluca! Comensais da morte não existem, né? Tipo... vocês mataram todos. A Armada do Dumbledore dizimou eles, certo?
Todos estavam boquiabertos. Olhavam-me perplexos. O que tinha demais nisso? Mas, logo, Harry voltou ao normal. Me olhou nos olhos e disse:
— Bom, , acontece que é uma comensal da morte.

Capítulo 12.
.
O que pensava que era? Só porque agora estava na Grifinória estava se achando a maior Harry Potter da vida? E simplesmente estava esquecendo de ? Bom, isso era um absurdo!
corria para se juntar ao seus colegas, com sua cabeça borbulhando com assuntos. Por que não acreditara nela? O que ela falara era verdade! Bom, pelo menos era o que ouvira. Por que os Sonserinos mentiriam para ela?
Finalmente, alcançara-os, e então já estava andando junto a eles. Bom, para ser mais exata, à Pansy, que era a única pessoa que estava falando com ela. Acho que Pansy era um pouco sozinha nesse negócio de amigos.
— Ei, Pan — ela disse.
Pansy olhou para ela, e lançou-lhe um sorriso.
— O que estava fazendo com aquela sangue-ruim?
— Hm... só falando o quanto ela fede — ela disse, falsamente, mas fazendo com que Pansy abrisse um sorriso.
— É assim que se fala! — gritou ela, brincalhona.
não pode não reparar em quem estava — bom, quase — ao seu lado. Os cabelos loiros/brancos eram insubstituíveis. E os olhos quase cinza... eram atordoantes.
Quando ela menos esperava, pegara-se encarando-o.
Logo, já estavam dentro da sala de poções. Sentou perto de Pansy — de quem mais, afinal? — e abriu seu livro. Horácio Slughorn apareceu logo e começou a dar as boas vindas anuais para eles...
Chato.
Enfim, tomou coragem e perguntou à Pansy:
— Ei, o que você me disse é verdade?
Pansy sorriu.
— Depende. Do que você está falando?
— Sobre... — ela abaixou a voz — .
— Tá. O que sobre ela?
— Que ela é uma comensal da morte!!!
Pansy a encarou.
— Shhh! Quer que os mongóis da Lufa-Lufa a ouçam?
— Então quer dizer que isso era meio que para ser um segredo?
— É, bitch!
Ela baixou o olhar. Contara à . Se Pansy descobrisse... estava frita! Bom, ela faria de tudo para que realmente não descobrissem isso.
— Bom... não só ela.
— O quê?! — gritou, sem entender.
— Idiota, quantas vezes tenho que dizer para não gritar?!
corou.
— Mal. Mas o que você queria dizer com "não só ela"?
Pansy riu.
— Sonserina versus mundo. Estamos fazendo isso.
— Quê????
— Ai, Deus! Você é tão idiota assim? Você não soube do que aconteceu? Mataram comensais da morte! Mataram Voldemort! Aqui mesmo nesse castelo! Destruiram famílias! Aquele Potterzinho e sua Armada!
— É, Armada de Dumbledore.
Pansy a encarou, confusa.
— Como sabe?
— Isso não vem ao caso! O que eu não tô conseguindo entender é isso que você está me falando!
— Como não?!
— Estão arrumando uma... revolução?
Pansy riu, novamente.
— Revolução diriam os sangues-ruins!
— Srta. Parkinson, poderia prestar atenção na aula? — disse Slughorn, aparecendo subitamente atrás das duas. E fazendo, por fim, Pansy calar-se. Mesmo assim, deixando confusa. Muito, muito confusa!

Capítulo 13.
.
Enquanto Harry ia falando sobre e tudo o que estava acontecendo, senti meu mundo desabar. Sabe o que eu queria? Que minha vida mudasse. Que eu viesse para — OMG — Hogwarts para que tudo, de alguma forma, se encaixasse!
Mas, se você for analisar bem, não era lá tão diferente do que minha antiga escola, . Seus amigos, umas patricinhas malditas, uns arrogantes, professores malucos e carismáticos e, claro, a Abelha Rainha — que, nesse caso, parecia que era, de fato, a puta da .
Eu sempre soube que essa menina tinha uma prega com o diabo. Ou, nesse caso, com o Lord Voldemort.
— Eles estão programando uma revolução — disse Harry. — Eles pensam que nós não sabemos. Mas todo mundo sabe. Menos os professores.
— E por que você não conta à Minerva?
Ele desviou do assunto.
— Aqueles malditos filhos de comensais da morte — completou Rony — acham que podem nos enganar! Estão tentando trazer ao mundo da magia o que ele era antes.
— É. Com os comensais infiltrados no Ministério — disse Hermione. — Eles querem o controle.
— Mas o Voldemort nem existe mais! Ele tá morto! — eu protestei.
— É — concordou Gina. — Vai saber.
— Não — disse Neville, apoiando o braço no ombro de Gina, e fazendo Harry ficar um pimentão — Eu sei o que eles querem. Eles querem achar alguém que possa — ele desenhou aspas no ar — "substituir" o Voldemort.
— E em aspas, pois eles acham que esse diabo é insubstituível — concordou Hermione.
— Meu. Santo. Deus! — gritei, chacoalhando a cabeça e tentando entender tudo aquilo.
, você deve tomar cuidado! Uma vacilada e sua amiga cai na deles! — Harry alarmou-me.
— É. Totalmente. — todos concordaram.
— Vamos ver se eu entendi. Eles estão tentando juntar pessoas que admiram Voldemort, assim seriam uma nova espécie de comensais da morte, para honrar ao Lord das Trevas o que ele deixou incompleto durante sua existência? Eles querem... o controle? Querem... Ai, Deus — arfei — Transformar tudo naquela ditadura horrenda, novamente?
— É. Só que menos intensificada — disse Hermione.
Harry levantou o cabelo, deixando-me ver, pela primeira vez, a linda cicatriz.
— Acontece que isso não tem mais valor — ele a apontou. — Qualquer um poderia matar qualquer um.
Eu bufei.
— Isso é tudo muito... confuso.
— É.
— E o que vocês fazem a respeito? Como os impedem?
— Oras, obviamente com a Armada de Dumbledore — disse Neville com orgulho. — Sei que, com ele morto, tudo não faz sentido. Mas é realmente um ótimo jeito de mantê-los afastados.
— E isso de fato dá certo? Com todos os participantes e tudo mais?
— Claro — disse Gina.
— Mesmo Cho Chang? Quer dizer... ela traiu vocês!!
— Como você sabe disso?? — disseram, chocados.
— Ahn... — mas, então, a voz de Minerva soou alta pelos auto-falantes, e eu fiquei aliviada.
— Srta. e srta. por favor compareçam no meu gabinete já.
— Ham... acho melhor eu ir — disse, apressando-me em sair correndo pela direção oposta da qual estávamos indo, correndo para entrar no gabinete da diretora.
Medo. O que eu tinha feito?

Capítulo 14.
.
Cheguei avoada à sala de Miverva, e vi que já estava lá. Ela me olhou e sorriu. Eu sorri de volta. Então, cautelosamente, andei até a cadeira ao lado da de e me sentei lá.
Minerva, porém, estava com o rosto preocupado. Será que a gente tinha aprontado algo e nem sabíamos?
— Olá — eu disse, depois de alguns segundos.
— Olá, srta. . — ela respondeu.
— Então... — eu insisti, pois estava curiosa para saber o tinha acontecido.
— Vocês nasceram trouxas — disse Minerva.
— Sim — concordou.
— Então... sabem sobre Harry Potter.
A gente se entreolhou.
— Professora, não precisamos ser trouxas para saber disso.
Ela bufou.
— Não sobre este Harry Potter. Não este que vocês encontram pelos corredores de nossa escola!
— Então... qual? — pediu.
Ela nos olhou nos olhos.
— Sobre os livros Harry Potter.
Eu e esboçamos um sorriso. Mas só esboçamos, porque logo Minerva fez uma careta de preocupação.
— Sim. Nós até os lemos — disse , parecendo orgulhosa.
— É! Esse é o problema, meninas!
— Mas como isso pode ser um problema? — perguntei.
— Os livros são ilegais!
riu. Bom, eu também, tá? NÃO ME JULGUE.
— Como assim ilegais? São os livros mais legais que eu já li! — disse , rindo.
Minerva logo jogou-lhe um olhar de "Cala a boca", e logo ela parou de rir. Eu me ajeitei na cadeira.
, não no sentido de eles não serem legais! — gritei.
— Ah — ela disse, baixando o olhar.
Minerva encarou a gente de novo.
— Quem os escreveu, na verdade, meninas, não é uma mera trouxa. Joanne Rowling, revoltada por estar cercada por sete irmãos bruxos e ser a única abortada, escreveu as histórias, mesmo sem a autorização do Ministério, visando expor o mundo bruxo aos trouxas. Porém, o livro logo virou best-seller, e depois filme! Quem diria que os trouxas seriam tão tolos de não acreditarem nos livros.
— Quem seria tolo em acreditar, né? — eu murmurei. Ainda bem que ninguém ouvira.
Minerva continuou.
— Enfim, colocou seu nome como J.K Rowling, para que não fosse ela mesma exposta aos trouxas. O Ministério, porém, disse que apenas os bruxos com mais de 150 anos poderiam saber sobre as histórias. Os mais novos não.
— Por quê?
— Porque os livros são proibidos! Como lidariam se descobrissem que há um livro sobre a vida inteirinha de vocês?
— Ia pirar — disse . Mas eu sabia que seria de felicidade. Afinal, é o sonho de qualquer pessoa ter a vida famosa, né?
— Isso mesmo, srta. . E eu imploro a vocês que não contem aos seus colegas sobre os livros!
— Claro — dissemos.
— Vocês não contaram ainda certo?
Então, minhas intuições estavam certas. Eles não sabiam e não deveriam saber. Quem diria; um livro ilícito! Parecia tão... bom, divertido!
— Obrigada — disse Minerva. — Ah, mais uma coisa, meninas!
Olhamos para ela, antes de sairmos pela porta.
— Vocês não têm idade para ir para o primeiro ano. Pulando assim, até o nível de vocês. O sétimo.
Assentimos.
— E, garotas, por favor, cuidado.
— Com o quê? — perguntou .
— Com tudo. Tudo nesse castelo se tornou perigoso.

Capítulo 15.
.
Enquanto caminhávamos de volta para nossos salões, fomos conversando sobre tudo o que tinha acontecido.
— Ei — eu disse. — Me desculpa.
— Desculpar pelo quê? — ela perguntou.
— Por não ter acreditado em você. Quer dizer, depois eu soube...
— Ah — ela disse — Sim, depois você soube. Eu descobri coisas sobre isso.
— Sobre e afins?
— É!
— Bom, eu também descobri algumas coisas, e estava querendo saber se eram essas coisas que você tinha descoberto.
Ela parou de andar por um segundo, e depois retornou, com o rosto transtornado.
— Hm, tá. — respondeu finalmente.
— OK, o que aconteceu? — perguntei, desconfiada.
Seu rosto, ainda transtornado, se converteu em uma careta engraçada. Ela estava preocupada. Mas por quê? Pelo que Minerva acabara de dizer? Que o castelo não era mais seguro? Bom, isso era uma resposta.
— É complicado — ela disse.
— O que é complicado? Você me dizer o porquê de estar preocupada?
— Não é exatamente isso. Peraí! — ela se sobressaltou, com um ar acusatório. — Como diabos você sabe sobre Maria Vitória?
— Você me contou, uai!!
— Sim! Mas você não tinha acreditado, o que te fez acreditar de repente?
Eu diminuí o passo.
— Harry me contou.
— Como assim? — ela explodiu — Como assim ele te contou? Como ele sabe?
— CALMA! — gritei. — Meu santo Cristo, CALMA! Aparentemente, a escola toda sabe, .
— Pan vai me matar!!
— Quem????
— Pan!!! Pansy Parkison!! Ela vai me matar se descobrir que a escola sabe.
— Mas não foi você que contou para todo mundo!
— Então quem foi? — ela se virou para me encarar, insinuando que tinha sido eu. Coisa que não fora, completamente!
— Não fui eu, .
— É. Eu acho que eu meio que sei disso — ela baixou o olhar.
Caminhamos em silêncio até que a deixei no Salão Comunal da Sonserina, e eu apertei o passo para chegar no Salão da Grifinória. Em poucos minutos, já estava lá, e para minha surpresa, todos estavam sentados ali.
Quando entrei, as cabeças se viraram em minha direção, e todos levantaram-se.
— Meu Deus, , o que aconteceu? — Hermione foi a primeira a emitir algum som, correndo para perto de mim.
— Ahn, nada. A professora McGonagall apenas chamou-me e para conversar.
— Sobre o quê? — perguntou Gina, levantando-se e indo até mim.
— Dar as boas vindas — menti.
— Mas isso ela já fez ontem, na hora do jantar no Salão Principal. — Harry desconfiou.
— Ai gente, vocês acham que foi o quê? — perguntei, porque, realmente, não fora nada de tão demais. — Ela só deu suas boas-vindas formais e avisou-nos que iríamos pular diretamente para o sétimo ano.
Eles bufaram.
— O quê? Estavam esperando alguma coisa?
— Alguma notícia! — disse Harry.
— Notícia?
— Sim. Sobre .
Eu ri.
— Sim, eu entendo que vocês queiram saber notícias dela, mas por que diabos a professora McGonagall ia confiar algo assim em mim?
Todos bufaram. Novamente.
— Não sabemos! Mas você deve ser alguém especial — disse Rony, atraindo um olhar furioso de Hermione.
Eu ri, mas dessa vez internamente.
— Não nesse sentido, Hermione — ele devolveu, fazendo com que Gina e Harry pigarreassem. — Pensa comigo, ela apareceu apenas esse ano, quando era para ela aparecer aos 11... — antes de ele terminar, eu disse:
— Mas não tem nada demais, Ron! Minerva me explicou que estava muito perigoso para eu entrar em Hogwarts aquela época. E também, né, eu moro no Brasil! É muito longe.
Todos me encararam.
— Isso não explica — disse Neville, fazendo com que eu só assim percebesse sua presença.
— Ahn, como assim? — perguntei.
— Não sei. Tem alguma coisa estranha nisso aí. Nessa história toda. Sei lá.
— Por que teria uma coisa estranha???
! — Hermione gritou, fazendo-me olhar para ela. — Eles escondem um segredo. Não é sobre essa revolução estúpida que estão fazendo, ou sei lá como eles chamam. É uma coisa pro trás disso. Algo perigoso!
— Como você sabe? — perguntei.
— Hermione ouviu Draco conversando com Pansy há algum tempo. — disse Rony.
— Sim, eu ouvi — concordou ela.
— E o que exatamente eles falavam? — perguntei, curiosa e ao mesmo tempo amedrontada.
— Não temos muita certeza — ela disse, por fim. — Só sabemos que eles sabem um jeito de trazer Voldemort à vida. Ou, pelo menos, fazer com que algum bruxo tenha os mesmo poderes que ele. A ditadura voltou.

Capítulo 16.
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Não dormi direito aquela noite. Meus pensamentos me assombravam. Minhas lembranças... e a conversa perturbadora que tivera mais cedo.
Um jeito de trazer Voldemort à vida...
Seria isso possível? Analisando tudo, parecia ser ridículo. Mas algo na voz de todos me dizia que não era ridículo. , uma comensal da morte, depois essa "revolução" contra sangues-ruim e mais o quê?
Enquanto minha mente dava voltas, eu observava a lua lá fora. Estava crescente. Eu tinha uma queda por luas crescentes. Talvez porque amasse vampiros da série House of Night, mas não era só por causa disso. A lua crescente era mágica. Enquanto todos admiram a lua cheia, eu vou do meu jeito observar a lua crescente. É uma coisa que me marca. Uma coisa que é minha. Minha característica. E eu gosto disso.
Na verdade, para ser bem sincera, eu gosto de ser diferente. Eu gosto de ser chamada de estranha.
Claro, se você perguntar pra minha mãe ela vai dizer que eu sofro influência, mas, enfim...
Todas as garotas dormiam tranquilas ali. Até mesmo Hermione e Gina. Porém, essas mesmas não tiveram o impacto que eu tive ao saber de tudo aquilo em apenas um dia. Meu primeiro dia em Hogwarts. Estava tão confuso!
Baixei a cabeça quando uma nuvem turvou a imagem da lua. Estava tão frio, mesmo com o cobertor em cima de mim. Resolvi, então, desisti de ficar olhando a linda lua crescente, e corri para a cama. Não que eu tivesse conseguido dormir naquele instante. Na verdade, pareceu que eu não ia dormir. Demorou uma eternidade. Mas, então, meus olhos ficaram pesados... e eu finalmente dormi.
Mas tudo durou pouco. Eram 4 horas da manhã, e às 6 eu deveria acordar junto com as outras garotas para termos nossas aulas habituais. Logo, elas começaram a acordar, conversar, mexer no guarda-roupa e fazer a maior baderna, não me deixando dormir. Não vi mais solução a não ser acordar também, mesmo que fosse com aquela minha cara sonolenta e idiota.
Depois de escovar os dentes, tomar um bom banho frio para acordar e arrumar um pouco o meu cabelo, fui procurar em meu armário meu uniforme da Grifinória. Claro, não é uma coisa tão discreta, se é que me entende, então logo o avistei ali.
Peguei, e puxei um pouco sonolenta e sem força o uniforme. Mas, aparentemente, com força o suficiente para fazê-lo cair no chão.
— Joça — gritei, com todo mundo olhando para mim, e eu ignorando. Afinal, como Inglesas poderiam saber o que era "joça"? Essa é a vantagem de vir de outro país: Você é a estranha, idiota e ninguém entende os seus xingamentos. E, só por isso, já vale muito.
Agachei para pegar o uniforme que havia caído, e o puxei, mas algo no chão me chamou a atenção. Um papel um pouco sujo e meio chamuscado. Todos olharam para o papel. Sem exceção, mas não tiveram coragem de se aproximar, apenas me olhavam curiosas.
Hermione e Gina, porém, correram até mim.
— Ei, o que é isso? — perguntou Gina.
— Hm, não sei. Mas não deve ser nada demais.
Hermione revirou os olhos.
— Que isso! Deve ser algo demais sim! Abra! — ela gritou.
Eu pigarreei.
— Hm... não aqui, Hermione.
— OK. Vista seu uniforme e nos encontramos lá fora — ela colocou a mão no meu ombro esquerdo e saiu com Gina logo atrás dela.
Revirei os olhos. Todos ali estavam imaginando demais. Não deveria ser nada! Apenas algum papelzinho que eu guardara no bolso e de que não me lembrava. Ou, talvez não, né?
Mas o único jeito de saber era lendo. Então, tratei de logo me vestir, e saí correndo para fora do dormitório, encontrando Hermione e Gina no Salão Comunal.
— É, faltam dez minutos para a aula de Adivinhação, obviamente as meninas não vão vir para cá tão cedo. — disse Gina.
— É, é... Então você pode ler, .
Eu revirei os olhos.
— Vocês não imaginaram que talvez isso seja apenas para mim?
As duas se entreolharam.
— Não.
— Bom, talvez seja. Vocês estão muito acostumadas a terem parte em tudo, né? — tá, percebi apenas depois que soara meio grosseira, então logo tratei de me desculpar. — Hm, mas eu quero que vocês leiam comigo, tá?
O rosto das duas se animaram.
— Tá — responderam juntas, e eu me aproximei com aquele papel, sentando ao lado delas.
Fui desdobrando aos poucos, e elas pareceram criar expectativa do que seria. Eu, realmente, não criaria porque sabia que talvez fosse apenas um guardanapo, ou qualquer coisa do tipo.
Mas então me deparei com isso:
Eu ajudarei vocês, mas não esperem mais do que isso.
Ficamos encarando o papel por algum tempo. A letra ela muito bonita, em tons de preto, e alguns detalhes prata.
— É um Sonserino — disse Hermione.
— É a — cheguei à conclusão.
— Quê? Por que ela ajudaria a gente? — perguntou Gina.
— Eu acho que ela não queria ser da Sonserina, descobriu alguma coisa que possa nos ajudar e mandou isso, talvez.
— Ajudar em quê??? — Gina insistiu.
— Gina — começou Hermione —, por favor, né? Ajudar a descobrir a como impedir esses idiotas da Sonserina a moverem mais um dedo nesse negócio de Voldemort.
— É, mas temos que fazer isso em segredo — eu disse.
— Não! — gritaram atrás de nós, e quando nos viramos, vimos que era Neville, acompanhado por todas as garotas e todos os garotos, sem que nós percebêssemos.
— Não o que, Neville? — perguntou Gina, que era bem mais amiga dele do que eu, né?
— Não podem fazer isso em segredo.
— Ah, você quer que Deus e o mundo descubra? — perguntei, sarcástica.
— Não, ! Mas tudo isso é para ser feito em grupo. Todos nós. A Armada de Dumbledore.
Atrás deles, as pessoas pigarreavam e reprimiam o riso.
— Eu sei, Neville. E a gente vai tentar, OK? Eu juro.

Capítulo 17.
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Saímos do Salão Comunal juntos, conversando sobre coisas um pouco distantes, para tirar tudo aquilo da mente. Mas quando eu me distanciei um pouquinho — como sempre faço, pois como gostava de dizer, eu era meio gótica —, puxaram-me pela manga do uniforme, e eu caí de bunda no chão.
— Ai — gritei, enquanto procurava quem havia me puxado.
— Psiu! Eu aqui — gritaram, e quando olhei para o lado, vi meio escondida.
— Ei, sua doida, o que você quer? — perguntei — Eu tava indo para a aula.
— É, é... eu sei. Eu também. Nós íamos fazer aula de Adivinhação juntas.
— Então por que, diabos, você me puxou aqui? Poderíamos conversar lá.
— É particular.
— Tá, , eu entendo e tudo bem, agora... é nosso segundo dia. Não quero cabular aula.
— Eu não te chamaria se não fosse de extrema importância.
Eu bufei.
— E você já está se achando a importante? Cara, nós só somos mais umas meninas que estudam em Hogwarts. Não precisa ficar bancando o Harry Potter, OK?
Ela revirou os olhos.
, é sério, é importante.
, eu já peguei o seu bilhete! Eu já entendi que você vai nos contar tudo o que descobrir, agora me deixa ir. Tchau — eu disse, virando as costas.
— Quê?! — ela gritou — Mas do que diabos você está falando, ???
Ignorando-a, porque sabia que ela queria dar uma de Pretty Little Liars e mandar mensagens anônimas — ah, acabei de lembrar que ela esquecera de assinar com um "A" —, e saí correndo para a sala.
Azar meu, quando cheguei as portas estavam fechadas, e a professora Trelawney não ia querer me deixar entrar, do jeito meio avoado que ela era. Enfim, sentei ali na porta bufando. Sabia que iam ficar se perguntando onde eu estava. Acontece que eu sempre, não importa onde, eu consigo em meter em problemas. Porém, dessa vez, fora grande ajuda.
Quando aquela aula terminou, corri com todos os alunos para a próxima, ignorando qualquer tipo de pergunta, até de Hermione, Gina, Harry, Ron, Neville e etc. Eles ficaram me assombrando o tempo todo, perguntando "SANTO DEUS, AONDE VOCÊ TAVA, SUA LOUCA?", e eu simplesmente disse "Me atrasei um pouco, nada demais". E, na boa, não fora nada demais mesmo.
Fomos de aula a aula, e eles sempre tentando descobrir o porquê. Acontece que eu não tava afim de falar. tava pirada, disso eu sabia. Cara, ela achava que eu não sabia que era ela que estava mandando os recadinhos?
Eu digo os recadinhos no plural porque, na terceira aula, a de Feitiços, eu achei um dentro do meu livro.
Não me subestime, eu sei de tudo.
Tá bom, A, eu entendo, você continua aqui... e você sabe de tudo... Pensei, sarcasticamente ao recado de . O que ela tava querendo, hein?
Finalmente, chegou o fim do dia, e conversei rapidamente no Salão Comunal com Harry, Ron e Hermione a sós, finalmente, sobre coisas um pouco avoadas, mas logo bateu um sono e eu corri para a cama. Diferentemente da noite anterior, eu dormi como uma pedra.

Capítulo 18.
.
Acordei muito cedo. Cedo o bastante para que todas ainda estivessem dormindo. Incrivelmente, perdi o sono. Tentei observar a lua, mas os primeiros raios de sol me impediam. O livro que eu estava lendo, Sociedade Secreta, já estava acabado. E eu precisava de outro livro. E rápido. E em português, pelo amor de Deus!
O meu coração estava um pouco apertado. Tão apertado que parecia que eu estava triste. Mas por que eu estaria triste? Minha vida era boa. Bom, pelo menos eu achava isso, né?
O tempo foi passando, e nada de elas acordarem. Por fim, resolvi checar o relógio. 5 e 30 da manhã! Estava tão cedo. Porém, havia apenas 30 minutos para que elas acordassem. Resolvi, então, sentar na beira da cama e observar todas dormindo, até que, finalmente, uma delas acordou. Depois outra, outra e outra.
Corri para ser a primeira a tomar banho, e depois escovar os dentes. Vesti-me, e fui para o Salão Comunal. Ninguém havia terminado de se arrumar. Eu estava bem adiantada. O nó no meu coração, porém, estava intensificado.
Depois de uns 10 minutos, Harry e Rony saíram do dormitório e me encontraram sentada ali, sozinha. Correram para perto de mim, e sentaram-se ali perto.
— Olá — eu disse, sorrindo para eles.
— Então, por que está sozinha? — Rony perguntou.
— Sei lá. Às vezes é bom estar sozinha.
Eles bufaram.
— É.
— O que você faz aqui? — Harry perguntou, ríspido, olhando para a porta da frente. Eu e Rony imitamos o gesto, olhando para a grande porta.
— Ahn, hum... desculpa, eu meio que... argh, esquece — Draco disse, saindo dali.
Nos entreolhamos.
— O que ele queria? — perguntei.
— Só Deus sabe. — Rony respondeu, sarcástico.
— Esquece ele. Ele é um idiota. — Harry disse, ainda olhando para o lugar onde Draco estivera segundos antes.
— É. — concordei.
Logo depois, já estávamos correndo para as aulas. Na segunda aula, porém, quando abri meu estojo para pegar uma Stabilo — sim, eu guardara umas para usar em Hogwarts — eu encontrei outro papel sujo e chamuscado.
Existe pessoas nas quais você não deveria confiar.
, ... Em quem eu não deveria confiar? De qualquer jeito, fiquei um pouco transtornada com aquele bilhete. Então, o guardei no bolso para que mais tarde pudesse mostrar à Hermione, já que estava sentada lá nos canfundé da sala.
Olhei, então, para o meu lado. Vi Harry ali. Peguei o bilhete rapidamente e passei para ele, discretamente. Ele pegou o bilhete, sem nem olhar para mim e o abriu. Depois de ler, passou-o para mim. Finalmente, olhou em meus olhos.
— Medo — eu disse, sorrindo.
— Por que tá sorrindo, ? — ele perguntou.
— Eu sei quem escreveu. Essa pessoa tá só brincando com a nossa cara.
Ele duvidou.
— Não sei não, hein ?
— Uai, Harry, o que você acha que é?
— Não sei.
— Eu sei.
— Então quem é?
. Só pode ser. Tudo indica ela. Ela tem acesso aos meus materiais porque é minha amiga, ela é da Sonserina e, desculpa, essa letra é bonita até demais para ser de um garoto.
Ele me devolveu um olhar maldoso.
— Você subestima muito essas coisas.
Eu ri.
— Em um bilhete, falou para não subestimá-la.
! Não é a , eu tenho quase certeza.
O professor Flitwick nos lançou um olhar raivoso, como quem dizia "Calem a boca ou morram". Tá, talvez eu tenha exagerado. De qualquer jeito, paramos de conversar.
Harry não falou comigo depois que saímos da aula, o que me fez pensar que ele estava com raiva de mim, mas no dia seguinte, quando estávamos no intervalo, ele veio risonho para mim, e eu retribuí o sorriso.
Draco, às vezes, aparecia misteriosamente em qualquer lugar. Era como se ele nos espionasse.
— Você já percebeu que esse Draco fica nos encarando sempre? — perguntou Hermione, depois de uma semana de minha existência como bruxa.
— Eu sei — concordei — É estranho.
— Esse garoto é um dos garotos mais estranhos do mundo.
— O que você esperava, Harry? — perguntou Rony — O fedelho era um comensal da morte!
— O que nos leva a saber que ele está dentro dessa "revolução" que a Sonserina está fazendo — respondeu Hermione, desenhando aspas no ar.
— Falando nisso, vocês já descobriram mais sobre isso?
— Não — responderam todos.
Bufei.
— Isso está tão confuso! — gritei.
— Verdade. — concordou Rony.
— Acho que a Armada do Dumbledore deveria interferir — disse Neville, como habitual, só assim percebendo que estava ali.
— Argh — bufaram todos. Ele só sabia falar nisso, pelo amor de Deus!
— Eu estou falando sério! Acho que deveríamos, sei lá, espionar a Sonserina, ou qualquer coisa assim.
Rimos.
— Talvez.
Os dias foram passando, e eu não recebia mais aqueles bilhetes esquisitos. Tudo parecia ter voltado ao normal, nada de Voldemort ou Sonserina na minha vida. Nem eu estava vendo, mais.
Passeando pelo castelo, uma noite, encontrei a professora Trelawney.
— Boa noite, professora — cumprimentei-a.
— Srta. ! Senti sua falta naquela aula de Adivinhação!
Estranhei.
— Professora, isso foi semana passada!
— Eu sei. Mas você perdeu muita coisa. Precisa fazer uma aula substituta.
Ainda estranhando, assenti. Combinamos um horário, e então ela partiu. Continuei a vagar pelo castelo, pensando na vida, pensando em meus pais, em meus amigos de Hogwarts e até meus amigos no Brasil. Às vezes eu meio que tinha saudade daquilo.
Foi quando eu percebi que estava passando em frente ao Salão da Sonserina. Meu coração deu um pulo. Eu não deveria estar ali. Eu dei as costas àquele lugar. Porém, ouvi algo que me fez parar. Algo que fez meu coração — quase — parar de bater.

Capítulo 19.
.
Espremi meu ouvido na porta, com o coração na boca de medo de ser pega. Eu tinha quase certeza de que ouvira aquilo mesmo, só não acreditava. Não conseguia acreditar. Seria aquilo possível? Eu estava à beira das lágrimas.
estava envolvida, eu tinha certeza. Conseguia ouvir sua voz.
— Você é idiota? — a voz abafada e nasal de Pansy Parkinson veio de lá dentro, depois de alguns minutos de silêncio.
— Desculpa, Pan, mas isso não pode ser verdade.
— Só minhas amigas me chamam de "Pan", ! — ela gritou, e ouvi um guincho.
— Parkinson, o que está fazendo? — essa era a voz de Draco, com certeza. Se não soubesse que era ele, poderia dizer sem hesitar que era uma voz linda. Argh. Esquece.
— Essa vadiazinha é uma sangue-ruim!
— Deixe ela em paz! — ele gritou.
Revirei os olhos por não poder ver o que estava acontecendo.
— Sua maluca! Você me torturou? — gritou, fazendo meu ódio por Pansy Parkinson se intesificar.
— E bem merecido, sua sujeitinha de...
— Cala a boca, sua idiota! — gritou Draco.
— Como você, Malfoy, ousa ajudar uma sangue-ruim?
— Ela não é sangue-ruim, boba. É filha de bruxos abortados.
— NÃO É! NÃO É! NÃO É! — a voz anasalada de Pansy ficou cheia de ódio. — Você, que está no comando por causa dos seus pais comensais, deveria ter vergonha.
, saia daqui — ele disse.
Sabendo o que aconteceria depois — abriria a porta e me veria ali, gritaria e Avada Kedavra em mim —, corri o mais rápido que pude, e quando estava longe o bastante, sentei no chão. Apertei o rosto contra as mãos e comecei a chorar.
Hermione estava certa. Sempre estivera. Havia sim um jeito de trazer Voldemort, só não sabia que era assim. Só não sabia que isso significaria morte imediata para nós.
Eu chorei, mas logo quando olhei para o relógio e vi que já eram 6 horas, corri para a sala da professora de Adivinhação. Marcáramos naquela hora. Tentei limpar o rosto, não deixar nenhuma marca de que chorei, e depois que saísse de lá, correria para o Salão Comunal, acordaria todo mundo — é, eles dormem cedo para caramba lá — e falaria o que ouvira.
Logo, já estava na escada que me levaria à sala da professora Trelawney, e depois bati em sua porta.
— Srta. ? — ela perguntou, de dentro da sala.
— Eu mesma, professora.
— Entre, querida — ela disse, com a voz meio avoada, mas eu entrei.
Infelizmente, quando cheguei lá, me deparei com Draco. Como eu dissera: Ele tinha uma mania de saber onde eu estaria, e espionar-me.
— Apenas um segundo, senhorita, estou acabando de conversar com o sr. Malfoy.
— Não — ele apressou-me em dizer. — Já estava de saída.
Peraí! Como ele chegara ali tão rápido? Mais rápido que eu! Era proibido aparatar em Hogwarts. Como... diabos... ele... fizera... aquilo...?
Transtornada, eu passei por ele, com ele batendo em meu ombro e me olhando friamente nos olhos.
— Olá, professora — eu disse.
— Olá, querida.
— Então...
— Então, pegue uma xícara.
— O quê?
— É. Uma xícara. Vamos ler o seu chá. É algo fácil e divertido de fazer — tá, essa professora parece estar drogada, na boa.
Sem poder fazer nada, murmurei um "hm, tá" e peguei uma xícara dentro do armário para onde ela havia apontado. Depois de derramar chá nela, beber e deixar os restos — meu Deus, que confusão! — a professora resolveu ler o que estava escrito.
— Srta. , tente ler sua própria folha.
— Mas isso não gera confusão?
— Não temos mais parceiros para você, certo?
Bufei. me devia uma!
Enfim, peguei a xícara e olhei dentro.
— Parece... sei lá... um pergaminho. Talvez. Ou um papel. Alguma coisa assim.
A professora sorriu.
— Pergaminho é um ótimo sinal.
— Mas talvez não seja isso — eu disse.
— É. Talvez — ela puxou a xícara da minha mão, e olhou dentro. Depois levantou o olhar.
— Impressionante, srta. . Primeira vez e já acerta.
— Então é um pergaminho? — perguntei, sem muito interesse.
Ela sorriu, colocou a mão em cima da xícara e balbuciou algo que eu não consegui entender. Ficou assim por muito tempo. Muito tempo mesmo. Tanto tempo que me fez ficar preocupada.
— Ahn... professora, tudo bem?
Ela balançou os ombros, e olhou transtornada para mim.
— Tudo, tudo, tudo... — ela disse. — Porém! — gritou, apontando para mim. — O pergaminho não é b-boa coisa...
Estranhei.
— Mas, professora, você disse que era boa coisa há menos de cinco minutos!
Ela me olhou curiosa.
— Ah, eu disse?
— Hm... sim — levantei-me, preocupada. — Algo errado?
— Os pergaminhos são bons apenas quando mostram que você terá um recado. — ela me olhou nos olhos — Uma surpresa.
— E eu vou ter...?
— Porém — ela continuou, me ignorando — Você vai ter. Mas seu recado tem cheiro de... — sua voz engrossou — Morte.
Algo na voz dela me fez parar. Aquilo estava muito Harry Potter 3. Acontece que eu não sou A Garota que Sobreviveu, ou muito menos A Escolhida. Mas agora, depois de ouvir o que disseram no Salão da Sonserina...
Bom, eu sabia que nem tudo estava acabado.
— E qual é o recado? — perguntei, arfante.
— Procure no lugar mais improvável. — ela respondeu.
— Como assim?
Ela fechou os olhos, meteu a mão no bolso da blusa de lã malfeita e tirou de lá... Bem, um papel sujo e chamuscado. Um papel cujo eu conhecia bem. Maldita ! O que ela fizera? Enfeitiçara a professora apenas para dar esse ar misterioso.
— Professora! — gritei — Quem te deu isso??
Ela abriu os olhos.
— Isso o quê?
— Esse papel, na sua mão!
Ela olhou para a própria mão e sorriu.
— Rá, não me lembro. Deve ser para você, querida... — ela disse, estendendo-me o papel, com um sorriso inocente.
Eu peguei rapidamente.
— M-me desculpe-e... Nossa aula será outro dia. — eu disse, saindo apressada.
A poucos passos do Salão Comunal, abri o papel.
Agora você sabe. Acho que meu trabalho terminou por aqui.

Capítulo 20.
.
O Salão estava vazio. Ninguém estava ali, o que me fez pensar que todos estavam dormindo. Entrei no dormitório feminino. Eram 6h30 da tarde, e apenas algumas meninas estavam acordadas, conversando e rindo baixo.
— Oi — cumprimentei, e elas fizeram o mesmo. — Hermione tá aqui? — perguntei.
As meninas balançaram a cabeça negativamente.
— Tá. Obrigada — disse, saindo do dormitório. Onde ela estaria? Entrei novamente — Vocês sabem onde ela está?
— Não — disse a loira. — Por quê? É importante?
Eu não poderia contar a ela.
— Não exatamente. — respondi, saindo.
Olhei mais uma vez no Salão, mas ela não estava lá. Nem sinal de Gina, também. Joça, por que celulares não pegavam ali? Bufei. Eu precisava falar com ela. Não só com ela, como com todo mundo!
Saí do Salão Comunal, e comecei a procurá-la no castelo. Em todos os cantos que imaginar. Até quando passei por uma parede bem conhecida. Olhei para a parede, tentando imaginar da onde a conhecia.
— Dos filmes, sua idiota — murmurei para mim mesma e dei as costas àquela parede. Mas então ouve um estralo.
Quando olhei para trás, aonde deveria ter uma enorme parede detalhada, apenas vi uma porta detalhada.
— A sala precisa! — gritei, mas depois tampei a boca. Empurrando a porta, deparei-me com Hermione.
Não só com ela, mas com quase todo mundo. Harry, Rony, Gina, Neville, Luna, e até Cho Chang, entre outros.
— O que diabos vocês estão fazendo? — gritei.
— ENTRA! — Neville gritou. Eu dei um passo para dentro da sala, e a porta atrás de mim se fechou.
— O que está acontecendo?
— Desculpa não te chamarmos, mas não te achamos em lugar algum! — disse Hermione, se aproximando. Enquanto isso, pude ver Gina lançar um olhar mortal à Cho, enquanto essa fitava Harry.
— Isso não me respondeu.
— Foi ideia do Neville — disse Gina, e ele sorriu.
— Tá. Que ideia?
— Treinar a Armada do Dumbledore.
Eu ri. Mais ou menos, na verdade, tentando disfarçar que achava aquilo meio patético.
Mas eu tinha muita coisa na cabeça para ficar pensando nisso.
— OK... — eu disse, por fim.
— Bem vinda à Armada do Dumbledore, — disse Luna, se aproximando com seu sorriso gentil.
— Obrigada... eu acho.
Harry e Rony se aproximaram, depois que eu saíra dali e todos estavam treinando alguns feitiços e encantamentos. Eu me sentara no chão mesmo, e os dois sentaram do meu lado.
— Nós achamos também — disse Rony.
— Acham o quê?
— Que é engraçado.
— Não. Quer dizer, não que eu ache isso... sabe, é que...
— Ei, calma — disse Harry, sorrindo. — Mas é meio necessário.
— Por que seria necessário?
REDUCTO! — Gina gritou, transformando um boneco em pedaços.
— Por que não sabemos com o que estamos lidando — ele disse finalmente.
Abaixei a cabeça.
Depois de criar coragem para dizer, já que estava com tanta coisa na cabeça, levantei a cabeça e o olhei nos olhos:
— Bom... eu sei.

Capítulo 21.
Harry Potter.
Harry e Rony perderam a cor do rosto. Por que não queria contar o que sabia? Por que ela tinha tanto medo?
, eu sei que você está escondendo alguma coisa — disse Harry, por fim.
— Sim, você tá. E se você sabe algo sobre isso, você meio que precisa contar para a gente, ouviu? — Rony concordou.
— Sim, eu estou ouvindo. — ela respondeu cabisbaixa.
— Tem algo, nesse mundo, que é tão perigoso que você não pode nos contar? — Harry indagou.
Ela estava realmente assustada.
— É perigoso. Mas eu posso contar.
— Então diga! Por favor! — Rony insistiu.
— Ei, não dá, tá legal? É muito assustador!
Os dois bufaram.
— Alguma hora vai ter que nos contar.
— Sim. Tanto faz.
, por favor...
Ela meteu a mão no bolso, tirou de lá um papel meio alaranjado.
— Outro recado? — Harry perguntou, chocado.
— Sim, mas dessa vez foi diferente. Foi muito... estranho. Não acho que tenha sido . Ela não seria capaz.
— Isso machucou alguém?!
— Não. Mas enfeitiçou alguém.
Harry e Rony ficaram boquiabertos.
não seria capaz — disse Rony.
— Você nem a conhece! — rebateu.
— Eu não sei, mas do jeito que você fala dela e até sua aparência indica que não.
— Ah, então é a aparência? — ficou brava — Então você olha para Pansy Parkinson e já pensa "Ai, droga, essa garota é uma vadia completa"?
Ela parou para pensar no que falou, ao ver a cara engraçada de Harry.
— OK. Na primeira vez! Sem saber quem ela é e tal.
Os dois riram.
— Eu não sei. Eu a conheci quando ela estava sendo uma vadia — Harry disse.
Ela revirou os olhos.
— OK, mas o que tá escrito? — Rony perguntou.
— "Agora você sabe. Acho que meu trabalho terminou por aqui."
Harry e Rony se entreolharam.
— Ei, vocês vão ficar aí mesmo? — Hermione perguntou por trás.
Ignorando-a, Harry perguntou:
— Sabe o quê?
— Sabe... o quê? — perguntou Hermione, confusa.
Desanimada, aparentemente, levantou os braços.
— É. Acho que chegou a hora de falar.
— Falar o quê?
— Apenas... ouça. — ela pediu.
Harry estava preocupado. Realmente descobrira algo. Ele estivera tão feliz quando soube que havia terminado. Voldemort morto. Alegria. Porém, algo em apontava que não estava alegre. Havia algo. Algo mortal.
Hermione sentou na frente deles, preocupada.
— Eu achava que todos estavam dormindo, então comecei a caminhar pelo castelo.
— De noite? — Harry perguntou, surpreso. Era muito perigoso!
— Sim, de noite. Não me interrompa.
Ele corou.
— Tanto faz. Então, eu andei tanto que acabei parando na entrada do Salão da Sonserina, e acabei escutando algo...
— O que escutou? — insistiu Rony, pois fizera uma pausa.
— Eu ouvi um grito. Um grito de dor. Eu reconheci no mesmo momento; era .
Todos ficaram horrorizados e boquiabertos. Inclusive Harry, que já sabia o que estava por vir.
— Ela estava sendo torturada. Por Pansy. De alguma forma, conseguira enganá-la dizendo que não era nascida trouxa, e sim que seus pais eram bruxos abortados. Mas então Pansy Parkinson descobriu a verdade, sei lá como.
— Ela tá bem?
— Acho que tá, Hermione. Mas quando ouvi isso, corri para perto, e quis ouvir o que estava acontecendo, assustada demais para entrar lá.
— É! Nem pense nisso!
Ela sorriu.
— Eu sei, Harry. Mas eu entraria se pensasse que corria perigo. Ela é minha amiga. Enfim, eu escutei Pansy implorando algo para .
Boquiabertos, ainda.
— Sim. Implorando. Implorando para que ela não contasse algo, e eu fiquei curiosa.
— O que ela dizia? — Harry perguntou, preocupada.
— As palavras exatas dela, Harry, são muito assustadoras.
— De qualquer jeito, nos diga!
— Tá — ela murmurou. — Ela dizia: "Sua sangue-ruim, se você contar para alguém! Por favor, não conte à ninguém! E se você contar à alguém o que soube, sua sujeitinha podre! Você vai pagar!" começou a chorar. "Eu não vou contar! Eu juro!" gritou. E Pansy... — ela fez uma pausa. — disse: "Graças a Deus que não te contei o que era".
— Só isso? — Hermione perguntou, pasma.
— Não — Harry respondeu por ela. — , eu sei quando alguém esconde algo, e sei que você está escondendo alguma coisa! Então fale!
Ela baixou o olhar, e quando levantou, um filete de lágrima escorria por sua bochecha.
— "Se você disser, sua sangue ruim" Pansy gritou — soluçou. — "Se você disser... eu vou te matar! Se você contar à alguém, ou até mesmo para a sangue-ruim da sua amiguinha da Grifinória... eu te mato. Se você contar que há mais uma Horcrux".

Capítulo 22.
.
Enquanto eu repetia a história para todos ali presentes na Sala Precisa, ouvia choros e caras assustadas. Quase tão assustadas quanto a minha. Porém, não foram eles que tiveram que ouvir isso da própria boca de Pansy Parkinson.
Quando terminei, não tive coragem de encarar todos, mas despedi-me e corri para o Salão da Grifinória, e depois sentei na minha cama, querendo observar a lua que, infelizmente, dessa vez estava minguante.
Não demorou muito para que Hermione corresse para meu lado e se sentasse ali, com um sorriso preocupada no rosto.
— Ei, não fique assim — ela disse, e eu lhe direcionei um olhar sarcástico. Afinal, eu tinha todo o direito de ficar daquele jeito. — Nós já destruímos 7 Horcrux. Por que não destruiremos a outra?
— Como diabos existe mais uma Horcrux? Não eram apenas 7? O diário de Tom Riddle, o anel, o colar que enfeitiçou Cátia Bell, Nagini, o diadema da Corvinal, o amuleto e a cicatriz de Harry — contei nos dedos. — Se não sou tão lesada assim, acho que tudo isso dá 7!
Hermione olhou para o chão. Eu estava certa.
— Talvez aquilo fosse só uma estratégia para meter medo na gente. Talvez nem seja verdade. — ela disse, por fim.
— Talvez. Quem dera. Mas eu acho que não. não se deixaria ser torturada apenas para que eles colocassem o seu planinho em ação.
— Sei lá...
— E Draco Malfoy é quem está por trás de tudo! Eu o ouvi também.
— Mas isso está mais do que óbvio — ela concordou.
Ficamos em silêncio por alguns segundos.
— Sabe, existe um feitiço — ela disse.
— Nossa. Novidade — respondi, sorrindo e sarcástica.
Ela riu.
— Não, , é sério. Existe um feitiço que até então nunca fora usado.
Eu a encarei nos olhos.
— E que feitiço seria esse?
— Esse é o caso. Eu não sei o nome.
— E para que serviria esse feitiço?
— Bom, de acordo com meus estudos e de livros na seção restrita da biblioteca... bom, encanta algum objeto para que quando você morrer, o que te matar ser uma Horcrux.
— Isso é muito complicado — eu disse, duvidando um pouco daquilo. — E como ele saberia o que o mataria?
Ela me olhou com um meio-sorriso.
— Uai, foi Harry que o matou!
— O matou com um feitiço!
— É! Então... — ela duvidou — A varinha do Harry seria uma Horcrux?
— Isso parece ser meio improvável — eu concordei.
— É verdade. Mas o que temos que fazer é perguntar para o Harry.
— Isso é meio... sem noção.
Ela riu.
— É. É meio sem noção, mas tudo vale.
— Harry deve estar se matando.
— Por quê?
— Por que ele deu duro para acabar com todas as Horcrux, e não deu certo. Bom, não aparentemente.
— Pelo menos Voldemort está realmente morto.
— É. Mas se tiver mesmo uma Horcrux...
— É. — ela baixou a cabeça. — A guerra ainda não terminou.

Capítulo 23.
.
Passaram-se minhas duas primeiras semanas em Hogwarts. Não poderia dizer que era o que eu tinha esperado. Na verdade, superara todas as expectativas. Mas não do jeito que eu — ou — estávamos pensando. Uma nova Horcrux. Quem diria?
E esse feitiço estúpido que Hermione citara? Seria ele realmente verdadeiro? Seria... possível? Sei que não estou muito em condições de pensar em possibilidades. Impossível era ir para Hogwarts há, no mínimo, duas semanas. E olha para mim agora.
É. Minha condição era precária. Sentada sozinha do Salão Comunal — de novo — cedo demais, esperando as garotas terminarem de se aprontar e irem para a aula de Herbologia. Estava tão cansada. Mal pregara o olho noite passada.
Não sabia o que fazer. Consultei o relógio. Droga de meia hora que tinha até a primeira aula. Sabe, eu que não ia ficar sentada ali à toa. Até porque isso seria impossível. Balançava minha perna, roia unha e piscava sem parar. Eu precisava ficar em movimento.
Levantei, então, e andei pelos corredores meio vazios do castelo. Era minha segunda semana ali, porém quase não conhecia ninguém. Sorria para alguns desconhecidos. E me sentia sozinha. Muito sozinha.
Aquele negócio de Armada do Dumbledore foi zoação, né? Porque... por favor.
— Desculpa — ele disse, depois que eu acidentalmente tropecei em seu pé enquanto andava sozinha e cabisbaixa pelo castelo. Eu olhei para ele, e para seus olhos que penetravam os meus. Sacudi a cabeça.
— Tá — respondi, dando as costas a ele e revirando os olhos.
— Tá? — ele perguntou, fazendo-me virar para encará-lo.
— Ahn?
— Eu que pergunto.
— O quê?
— Ai santo Cristo.
— Digo o mesmo. Não entendi nada. Desculpa, tenho que ir.
— Sério? — ele consultou o relógio. — Porque as aulas só começam daqui há 20 minutos.
— É. Eu sei. Mas tô espairecendo e eu agradeceria se você não me incomodasse.
Draco sorriu.
— Desculpa.
— Tá. De novo. Tchau. — eu disse, dando as costas a ele. Deus. Deus de novo e mais uma vez Deus. Ele é lindo.
ENFIM, não posso falar isso para a porque, como ela já disse antes, ela gosta dele e amiga é amiga... Ai Deus — de novo — eu tô falando demais. Eu falo demais. Quando tô nervosa. Tagarelo... OK, parei. Ou pelo menos vou tentar.
Ai, tenso, perdi Pretty Little Liars de ontem.
— PARA DE PENSAR — Gritei para mim mesma. Meus pensamentos estavam confusos. Mas por quê? Nada acontecera. Quer dizer, não para me deixar tão confusa de repente.
Olhei para trás. Não saíra do lugar. Porém, Draco Malfoy já não era mais visível. O que estava dando em mim?
Balancei a cabeça muitas vezes. Mas então algo caiu dela. Algo que eu temia que aparecesse de novo, e algo que eu não vira em uma semana.
"Não. Eu me enganei. Agora eu sei. Você não sabe de tudo. Aguarde" dizia o bilhete. Fechei a cara na hora, olhando para aquela caligrafia perfeita. Quê diabos aquilo significava? Eu estava cansada. Queria apenas relaxar.
Então, simplesmente, foi o que fiz. Joguei fora aquele bilhete e continuei andando. Até que deu a hora de ir para a aula e eu fiquei deprimida. Bom, isso tinha que acontecer alguma hora, né?

Capítulo 24.
.
Ninguém me entendia direito. Contei para Harry, Rony e Hermione o que ouvira aquele dia tudo de novo, o que houvera com Draco no corredor e até o que sabia sobre essas coisas. Contei que Draco estava por trás de tudo, e eles não ficaram surpresos. De alguma forma, já era até esperado.
Foi então que fomos dispensados da aula porque a voz de Minerva soou por todo o castelo convocando uma reunião de urgência no Salão Principal.
Todos se levantaram e tentei me misturar com a multidão para que Harry ou Hermione não ficassem falando perto de mim. Eu queria ficar sozinha. Mas, como eu já sabia, isso não era mais possível. , surpreendentemente, se aproximou com um sorriso no rosto.
— Oi.
— Oi.
— Que foi, ? — ela disse, me olhando assustada. — Você tá com raiva de mim?
— Argh — bufei. — Não, .
Na verdade, eu não sabia se estava ou não. Mas como poderia estar tão sorridente? Ela havia sido torturada em menos de uma semana pela vadiazinha da Parkinson e estava toda felizinha?
— Então por que está agindo assim?
— Agindo?? Como assim??
— Sei lá. Você está me evitando.
— Não estou te evitando, . Estou evitando todos.
— Por quê?
— Simplesmente porque quero ficar sozinha, OK? — gritei, e todos olharam para nós. Felizmente, não conseguiam entender o que estávamos falando.
Ela deu de ombros e saiu de perto. No mesmo segundo me arrependi de ter gritado com ela. Ela ainda era minha melhor amiga. Porém, era minha melhor amiga que estava na Sonserina e que não era lá muito presente.
Chegamos ao Salão Principal e me distanciei um pouco para sentar na mesa da Grifinória. Mesmo assim, todos sentaram perto de mim. Perto o suficiente para perceber que eu bufei.
— O que tá acontecendo, meu Deus? — Hermione perguntou, olhando para o rosto preocupado de Minerva McGonagall.
— SILÊNCIO! — a professora gritou, fazendo com que ninguém mais falasse e olhassem para ela. — Eu sei que todos estão espantados! Mas vamos dar um jeito! Quero que tenham cuidado e não vaguem por este castelo à noite!
— Do que ela está falando? — Rony perguntou ao meu lado e todos deram de ombros.
— Infelizmente, o pior aconteceu.
Todos se entreolhavam, perguntando o que diabos estava acontecendo. Ninguém sabia, nem eu. Olhava espantada. O que teria acontecido?
Então, logo mais, Harry Potter levantou a mão, como de costume. Minerva o olhou preocupada, mas deu-lhe a palavra.
— Professora McGonagall, não entendemos nada do que a senhora está falando!!
— Como não? — ela gritou.
— Não... sabemos... — Hermione balbuciou.
A professora engoliu em seco e respirou fundo.
— Pansy Parkinson foi encontrada morta no corredor Sonserino.
Algumas pessoas engoliram o grito de terror e outros nem se reprimiram. Os Sonserinos gritaram e ouvi choros desesperados virem de todos os cantos.
Olhei para Harry, que olhou para Rony, que segurou a mão de Hermione, que o lançou um olhar consolador.
— O quê?! — eu gritei. — Como?! O que aconteceu com ela?!
Não que eu fosse fã dela. Não mesmo. Mas como diabos ela fora encontrada morta? E se isso fosse parte dessa revolução estúpida, por que Pansy estaria morta? Pansy não fazia parte disso? WTF tinha acontecido?
— Bom — Minerva disse, ignorando-me. — Aproveitando que estamos aqui, vamos já fazer o banquete. — ela fez um gesto e toneladas de comida surgiram na mesa.
Mas eu não estava no ânimo de comer. Ninguém estava.

Capítulo 25.
.
Depois do banquete silencioso e estranho, segui Harry Potter. Claro, ele não podia saber. Mas eu sabia o que ele queria. Já era noite e não era seguro vagar pela escola, mas eu precisava saber aquilo.
Harry dobrou, e eu fui junto, com passos leves e desejando mesmo estar com a capa de invisibilidade. Porém, de quem aquela joça era? Não minha. Na verdade, parei um pouco para analisar os fatos. Eu não tinha nada demais, porque não era especial. Trágico.
Enfim... continuei seguindo-o, até que chegou ao gabinete de Minerva McGonagall, passando pela gárgula e fechando a porta atrás de si. Ótimo. Tive que espremer meu ouvido contra a porta para ouvir o que diziam, e de uma forma bem abafada.
— Sr. Potter. Não me surpreendo em vê-lo aqui.
— Eu sei, professora. Mas eu tenho que perguntar-lhe.
— Não sei se é necessário, sr. Potter. Ninguém estava sabendo.
— Eu sei, mas... Eu preciso saber.
— Por quê?
— Eu acho que isso tem a ver com algo que os Sonserinos estão programando.
A frase de Minerva foi entrecortada por uma risadinha.
— Ó, sr. Potter. Não me surpreendo que ache isso. Porém, nós dois sabemos que está tudo terminado.
— E se não estiver?
— Como não estaria?
— E se tiver mais uma Horcrux?
Outra risada.
— Não há, sr. Potter. Estamos bem informados de que só havia sete Horcrux. Destruímos todas.
— Eu destruí. Com meus amigos. — ele a corrigiu.
— Exatamente.
— Professora! Mas eu sei que há mais uma.
— Como isso seria possível?
.
Meu sangue gelou.
? A nova aluna? ?
— Exatamente, professora.
— O que ela tem a ver com isso, Harry Potter?
— Ela ouviu Pansy Parkinson conversando com Draco Malfoy e com a nova aluna, .
— E o que exatamente eles falavam? — Pude perceber a sua voz ficar preocupada.
— Há uma Horcrux. Mais uma.
— Ora, ora, Potter, isso é impossível!
— Não é! Não sabemos como aconteceu, nem o que é, mas temos certeza de que tem uma nova Horcrux!
— E era isso que queria me perguntar? Se ela realmente existe?
Uma pausa breve foi feita, acompanhada por uma pequena tosse.
— Não exatamente.
— Então, por favor, sr. Potter, mude de assunto e me conte o que queria contar.
— Na verdade, professora McGonagall, eu queria perguntar como Pansy Parkinson foi encontrada.
Era isso o que eu queria saber. Como ela fora encontrada.
— Claro, claro. — Minerva respondeu, depois de alguns segundos. — Não me surpreende que queira saber isso, sr. Potter.
— Então me responda!
Alguém bufou. Provavelmente Minerva.
— A garganta cortada e um bilhete em cima dela. — surpreendi-me e virei para trás quando vi que a resposta não viera de McGonagall e sim de alguém atrás de mim.
E, como sempre fora, irritantemente, dei-me de cara com ninguém menos do que Draco Malfoy.
— Malfoy. Poderia dizer que é bom encontrá-lo, mas estaria mentindo. E, você sabe, mentir é feio — disse, sarcástica.
— Digo o mesmo. Mas não pude não notar que estava tentando ouvir uma conversa particular.
— Shhhh! — pedi.
— Talvez eu grite para o mundo.
— Por que você faria isso, seu insolente?
— Como ousa falar assim comigo, sua sujeitinha de sangue-ruim?
Levantei-me e corri até ele, esbofeteando seu rosto. Ele me olhou nervoso, com os olhos brilhando.
— Só para você saber, sua vergonha, o bilhete que vinha junto com o corpo de Pansy dizia "Retornei. Me aguardem. Assinado... ".

Capítulo 26.
Minerva McGonagall.
Minerva se assustou ao ver Filedon entrar por sua janela assim que Harry Potter saíra de sua sala. A coruja carregava alguma coisa no bico. Correu até ela e pegou o berrante de seu bico, fazendo carinho nas penas castanhas da coruja tão amada.
Abriu o berrante, que transformou-se em uma boca e começou a gritar.
Minerva, desculpe a demora para responder. Tinha assuntos a resolver. Porém, recebi sua carta, e fiquei abismado. não estava no local aonde o rastreador indicara? Não há feitiços que retardam o rastreador. Ele não pode ter errado. Infelizmente, o aniversário de 17 anos de está muito próximo. Se não a encontrarmos agora, será tarde demais. P.S: Soube o que aconteceu nos corredores, e soube que Pansy Parkinson foi encontrada morta. Soube que havia um bilhete. Poderia me explicar melhor? Filius Falinni.
Minerva ouviu tudo com atenção, e quando o berrador se desfez, correu a mão dentro da gaveta e escreveu em um berrador novo:
Sim, Filius. Pansy Parkinson foi encontrada morta. Um bilhete sobre seu corpo, e sua garganta ensanguentada. O bilhete dizia "Retornei. Me aguardem. Assinado... " Infelizmente, está voltando. E está matando. Temos que por um fim nisso, Ministro. Meus alunos não podem mais correr esse risco! Não podem correr risco algum, para falar a verdade! Sinceramente, Minerva McGonagall
Enviou por Filedon o berrador, que saiu voando. Ela bufou, e passou a mão na cabeça. Uma dor infernal se apoderara ali. Deixou escorrer uma lágrima. Uma aluna morta! Quem diria que tudo começaria de novo?
Estava abismada, assim como Filius. Uma coisa assombrava seus pensamentos: Será que Harry estava certo? Realmente haveria uma nova Horcrux? Era tão impossível! E como a Horcrux se faria? Tinha que matar alguém. Por mais irônico que isso parecesse, era verdade; uma Horcrux não se fazia apenas com um estralo de dedo... nem com um passe de Mágica.
Era uma coisa muito complicada! Esse pensamento acalmou os batimentos cardíacos de Minerva. Consolou-se dizendo que não era verdade. E depois de um tempo, chegou à conclusão que simplesmente não era possível!
Sentou-se na cadeira grande com uma dor de cabeça das grandes. Chorou em silêncio. Estava farta daquilo! Farta de Voldemort, farta de comensais da morte, farta dos alunos da Sonserina! Estava farta de ser bruxa! Estava farta de estar ao comando de tudo! Estava, simplesmente, farta de viver. Seus 147 anos estavam mais do que suficientes. Porém, naquela hora, não poderia abandonar Harry. Não poderia abandonar os alunos. E, principalmente, não poderia abandonar Hogwarts.
Chegou à conclusão que só saberia por certo o que estava acontecendo se ouvisse com seus próprios ouvidos. Então, teria que espionar a Sonserina. Uma sombra de culpa a encheu. Não. Não poderia espiá-los, ia contra os seus princípios. E, pior, estaria muito evidente.
— Tenho que arrumar um espião! — ela disse à si mesma, em voz alta. — Mas quem? — parou e pensou. — Harry Potter, óbvio!
— Ia ficar muito na cara.
Minerva olhou para a porta do gabinete, e viu ali. Não a havia chamado. O que fazia ali? E por que não batera na porta?
— Srta. . Que surpresa. O que faz aqui?
— Desculpa, professora McGonagall, mas estava passando por aqui e não pude não notar sua conversa com Harry Potter e consigo mesma.
— O que está insinuando?
— Nada. Apenas estou dizendo que se colocasse Harry para espiar os Sonserinos ia ficar muito na cara.
— Por que ficaria? E no que isso lhe diz respeito, srta. ?
— Desculpe. Estou dando uma de intrusa. Apenas quis opinar. Achei que relevaria isso — ela disse, dando as costas à Minerva, e deixando a sala.
?! — Minerva chamou-a, e ela voltou rapidamente, com um sorriso arrogante no rosto. — Desculpa ter sido rude com você. Pode opinar.
— Obrigada. Como Harry é sempre o envolvido em tudo, acho que deveria colocar alguém muito impossível como espião na Sonserina.
— Ah é? E quem seria essa pessoa? Você?
perdeu o sorriso.
— Não. Tchau, tenho que ir.
— Srta. , volte aqui!
Ela deu meia volta, e olhou preocupada para a professora.
— Sim?
— Por favor, faça isso por mim! — Minerva lamentava-se parecer tão desesperada, mas era a única maneira de não se envolver nisso.
já sabia o que estava por vir, ou pelo menos aparentava já saber, e estava evidentemente arrependida por opinar. Mas Minerva concordava com ela. Se alguém estava envolvido em todos os planos, esse alguém era Harry Potter, e com ele as coisas ficariam muito óbvias.
— Desculpa, professora, mas acho que a senhora me entendeu mal. Quando disse que Harry seria a escolha óbvia, não quis dizer que eu era a melhor!
— Eu sei, srta. . Mas olhe por outro lado, você é uma ótima opção.
— Não sou não. Desculpe, professora, mas não quero me meter em algo assim. E acho que nem a senhora quer. Você realmente mandaria uma aluna de espiã na Sonserina?
Minerva refletiu.
, não seria de um jeito perigoso.
— Ah é? E como seriam? — seu tom era acusatório.
— Na verdade — explicou-se Minerva — Você teria que se aproximar do criador dessa palhaçada. Você sabe quem é, ?
— Sei — ela disse. Parou um pouco, e depois olhou nos olhos de Minerva. — Draco Malfoy.
— Ótimo. Então, você se aproximaria dele.
— Nunca.
— Ouça-me.
— Tá.
— E tentaria ficar íntima dele, para conhecer tudo o que faz, o que fará e infrigir em seus planos.
— Isso soa ridículo.
Minerva já teria estourado com a petulância e falta de respeito de , porém se não fosse por ela, Miverva não encontraria mais alguém para colocar seus planos em ação.
— Por favor. Me escute — ela pediu, mais uma vez.
fechou os olhos, depois os abriu e olhou direntamente para Minerva.
— Tá. Mas não quero entrar em confusões por causa disso.
— ÓTIMO — Minerva gritou, fazendo com que estranhasse. Hesitou e, por fim, concluiu: — Tente tirar todas as informações possíveis de Draco. E me conte.
— Tá. — ela disse, e depois virou-se. Saiu da sala, deixando Minerva sozinha na sala, com o coração palpitante, e esperando por Filedon.

Capítulo 27.
.
Meio confusa, saí da sala da professora McGonagall e corri para o salão da Grifinória. Seja lá o que eu estivesse tramando com ela, não começaria hoje. Meus olhos estavam úmidos e o meu coração, apertado. Não sei porque tanto drama, mas algo dentro de mim me dizia que tudo isso era muito errado.
Imaginava-me tentando me aproximar de Draco. Imaginava a fúria de , e o caos que isso iria me trazer. Imaginava meus amigos me olhando indignada, quando deixasse-os para trás para conversar com o Malfoy. E eu nem poderia sequer contar a Harry.
Me sentia um intrusa, falsa e controladora — não que eu realmente fosse isso — mas, de alguma maneira, eu me sentia assim. Quando cheguei ao salão da Grifinória, aonde todos estavam reunidos, "curtindo" a suspensão das aulas naquele dia.
Vi Hermione aconchegar-se no ombro de Rony e Gina no de Harry. Aquela cena, de uma forma misteriosa, me fez ficar mais triste ainda, e correr para a cama e, por fim, dormir.

Já era 29 de setembro. O mês já estava querendo acabar. E, não somente naquele dia, ao invés de acordar às habituais 8h30 da manhã, acordei 6h40, coloquei meu uniforme, peguei meu amuleto da sorte (um anel com uma caveira prateada na ponta) com o intuito de descobrir mais coisas sobre a Sonserina.
Venho fazendo isso a mais de uma semana. E nunca encontro nada, apenas alguns cochichos, mas isso deve certamente vir de minha cabeça. A ideia de acordar tão mais cedo para procurar provas veio há uma semana, depois daquela conversa que tive com Minerva, que acordei muito cedo e não consegui voltar a dormir, e vaguei pelo castelo.
Ouvi cochichos e, seguindo-os, deparei-me com Goyle. Ele jurou que não estava fazendo nada, e até me ameaçou, mas a julgar pelos cochichos, não só ele estava ali. E quem estaria conversando com o Goyle? Seria uma reunião da Sonserina? A partir daí, todos os dias, fui procurá-los. Fracassando, claro.
Mas, alguma coisa dentro de mim me dizia que não procurava-os apenas para desobrir seus segredos e contar à Minerva. Mas o que seria?
Quando menos esperei, já comecei a ouvir barulhos, e mais e mais barulhos. Olhei para meu relógio. Eram 8h45, hora da aula de poções. Felizmente, era com a Sonserina, e eu poderia tentar descobrir mais coisas. Obviamente, sem vontade alguma.
Andei evitando todo mundo nesses ultimos dias. Harry, Rony, Hermione, Luna, Neville, Gina, Simas... Até . Todos já tentaram falar comigo. Porém, eu finjo que não ouço. Algo em mim me deixa profundamente abalada.
Ainda tem o medo de que volte. E esse é o pior dos medos. Só de lembrar a cara da quando gritou "CRUCIOS" e torturou ... Eu sinto vontade de morrer. Literalmente.
Nos últimos dias, tenho me sinto mais gótica do que nunca. Sinto falta de alguns amigos. Quando recebi a carta de Hogwarts, pensei qeu tudo melhoraria. Está tudo pesado, e ainda nem começou direito.
Misturei-me entre as pessoas da Grifinória, e fui seguindo lenta e silenciosamente. Bom, até certo ponto porque, como em todos os dias, fui interrompida por um ser.
— Hey.
— Olá — respondi, sem nem olhar para a criatura desconhecida que falava comigo.
— Ainda triste?
— Como assim, ainda? — perguntei, curiosa, virando-me para encarar quem falava comigo. — Deus — murmurei, voltando a olhar para frente.
— Apenas boatos — Draco respondeu. — Hm, a propósito, você tem belos olhos.
— Cala a boca! — respondi automáticamente, mas ao lembrar que tinha que tentar ficar "amiguinha" dele, forcei um sorriso e disse: — Hm, quer dizer, obrigada.
— De nada. E, belo anel — ele me fez olhar para a caveira no meu dedo.
— Vai se... — parei no meio, por sorte ele não ouviu, pois saíra andando para encontrar-se com Goyle. Ou... quem quer que ele estava indo encontrar.
Continuei andando em silêncio, e logo estava na sala de poções. Como o professor ainda não estava ali, todos estavam conversando, enquanto eu apenas encarava certas pessoas.
Depois de alguns minutos, não pude deixar de notar que Hermione e Gina se aproximavam. E, realmente, estavam vindo falar comigo. Tentei ignorá-las, mas Hermione era tão insistente que dava medo!
— Para com isso, , ou vou te meter o soco dessa vez!
— Para com o quê?
— Qual é, — disse Gina, respondendo por Hermione — Você sabe.
— Sei?
— Sabe! — Hermione berrou — Você anda se espremendo em cantinhos, e hoje mesmo te vi conversando com Draco Malfoy.
Seu tom mostrava tanta indignação que fiquei preocupada, e uma pequena ruguinha surgiu no meio da minha testa. Eu sentia.
— Desculpa — murmurei.
— É, . Isso é o que você sempre diz!
Eu encarei Hermione, sentindo um misto de culpa e irritação por isso. Eu sei que estava sendo chata com elas, então resolvi abrir um sorriso e mentir:
— Ele é irritante, vem falar comigo. Eu não quero nada com ele. Sério.
— Mas, obviamente, ele quer algo com você — respondeu ela, sarcástica.
— Claro que não. Não, ele não quer.
Seis segundos de silêncio, até alguém aparecer por trás de mim e estragar tudo.
?
— Quê? — disse, enquanto virava para encarar .
— Ahm, hey — ela disse, com os olhos brilhando, mirando Hermione e Gina.
— Hey.
— E aí?
— Então, vocês se importam se eu conversar com a à sós?
— Não. Mas, , você me deve uma explicação — Hermione gritou, enquanto saia de lá, puxando Gina junto.
— Tá. Tanto faz. — respondi, virando-me para não precisar encarar .
— Eu sei o que você está tentando fazer.
— Ah é? E o que eu estou tentando fazer?
Ela hesitou.
— Eu sei o que você está dizendo para os seus amiguinhos.
— Como assim?!
— Eu sei que você disse que existe uma última horcrux.
Com essa, virei-me e olhei-a incrédula.
— Ah é? E você vai negar?
, eu não vou negar nada! Pois eu não sei da onde tirou essa ideia.
Engasguei.
— O QUÊ?! , como diabos pode me dizer um negócio desse?
— Ahn? Está dizendo que eu sei de alguma coisa?
Levantei, esquecendo-me de que com ela podia falar em Português e gritei:
— Eu ouvi, OK? Eu OUVI você conversando com aquela vaca da Pansy Parkinson que teve nada menos do que uma morte merecida! Ouvi vocês conversando! Ouvi até quando Draco — apontei para ele — entrou na porra do Salão e "salvou" — desenhei aspas no ar — você! A partir disso, como pode NEGAR-ME?
Quando terminei de gritar, a primeira coisa que percebi foi a incredibilidade estampada no rosto de . Porém, a segunda coisa que percebi, foi o olhar de todos em mim, assustados e as bocas em formato "O". Todos haviam escutado, porém uma pessoa não olhava para mim, e apenas brincava com algo brilhante na mão.
Não tão surpreendentemente assim, essa pessoa era Draco Malfoy.

Capítulo 28.
.
— Belo show.
— Cala a boca.
— Sabe, você fala cala boca demais, para mim.
— Você merece.
— Mas o que diabos deu na sua cabeça para fazer isso?
Ri sarcasticamente.
— Fazer o quê? Contar a verdade à todos?
— Não. Contar a verdade à mim.
— Quê?
— Eu sei o que você está tentando fazer.
— Argh! Aquela minha explosão começou por causa dessa frase estúpida! Não vou me deixar levar por isso de novo!
— Calma, . Eu quero ajudar.
— Ah, vê se eu tô lá na esquina. E, se eu não tiver, se mate.
— Grosseria — ele disse, sorrindo arrogantemente. Algo naquele sorriso fez meu coração doer.
— Argh. Vá com calma, Draco.
— Eu não estou mentindo — ele pôs a mão no meu ombro. — Quem você acha que estava enviando aqueles cartõezinhos para você?
.
— Enganou-se, então.
— Está sugerindo que...
Estávamos sozinhos no corredor. Eu, indiscretamente, o puxara para longe quando a aula terminara, para tentar descobrir alguma coisa. Ele ficou de frente para mim, e olhou nos meus olhos.
— Sim.
— Porra! — gritei, um pouco decepcionada. Mesmo assim, não acreditava que era ele.
Saí correndo, deixando-o aí.

Naquele dia, depois de muito drama e explicações falsas para Hermione, fui dormir. E só aí percebi que meu anel não estava mais em meu dedo.

Capítulo 29.
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Ele não fora a aula. E nem no dia seguinte, e nem no outro dia. E, quando finalmente apareceu, eu já tinha perdido quase todas as esperanças. Algo dentro de mim gritava. Eu precisava falar com ele.
Naquele dia, eu trombei com ele pelos corredores, e ele nem olhou para mim. Murmurou um "Droga" e saiu dali. Nada mais do que simplesmente estranho. Tentei ignorar o ocorrido, mas a forma como ele me tratou nos últimos dias ficava em minha cabeça.
Já tinha quase dois meses que eu chegara em Hogwarts e você viu a bagunça que tudo estava. Eu estava indo para a Sala Precisa, pois a Armada do Dumbledore me esperava ali. Ou... algo parecido.
— Oi! — gritou Luna quando eu entrei. Como sempre, ela era a primeira a me notar.
— Oi, gente.
— Então, aonde você estava? — perguntou Hermione.
— Hm, andando.
— Ah, entendo — ela disse, me puxando.
— Alguma notícia má, ? — perguntou Luna.
— Creio que não.
— Ah. Seu rosto está tenso.
Todos olharam para mim.
— Hm, mas eu estou bem. Sério.
— Ótimo — Hermione completou por ela, me puxando para dentro da sala, ainda.
Depois de uma tarde cansativa, todos estavam saindo da Sala Precisa. Menos Harry, Rony e Hermione, que ficaram para arrumar algumas coisas. Aproveitei o momento. Aquilo que remoía meu coração não dava para esperar mais. Eu me aproximei.
— Ah, ainda está aqui? Hehe, pensei que tinha saído. — disse Hermione.
— É. Olha — fui direto ao ponto — Tenho uma coisa para falar pra vocês.
Isso atraiu a atenção deles.
— Ah é? O que é? — Harry perguntou. Era a primeira vez que eu falava com ele em semanas.
— Desculpe por estar evitando vocês, OK? Mas há um porquê.
Todos largaram o que estavam fazendo, e me olharam.
— Por favor! Não me diga que tem a ver com aquela !
— Algo parecido, Ron — eu disse. — Mas pior.
— Meu Deus. — Harry sussurrou.
— Sim. Bom... — brevemente, contei tudo que acontecera, desde minha conversa com Minerva até aonde estava ali, naquele exato momento.
Alguns minutos de silêncio.
— Por que não nos contou isso três semanas atrás? — Harry perguntou.
— Eu não sei. Eu me sinto uma infiltrada.
, isso é perigoso! — Hermione gritou. — Você precisa de nós.
Aquele nó na minha garganta começou a soltar, dando passagem a milhares de soluços e lágrimas.
— Eu sei! — choraminguei.
Surpreendentemente, Hermione se aproximou, e me envolveu em um abraço.
Eu me sentia imune sem meu anel. Aonde ele estava? Eu já tinha revirado tudo a procura dele. Quando estava bem cansada, não sei como, mas fui para a cama. Acordei no dia seguinte com uma ânsia estranha. Como se algo de bom — ou ruim — fosse acontecer. Bom, eu estava certa.

Capítulo 30.
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Os primeiros raios solares me acordaram. Não era novidade eu subitamente perder o sono. Acordei, vesti meu uniforme, um sapato decente, arrumei meu cabelo, escovei os dentes e... bom, procurei meu anel.
Não me lembrava que o tinha perdido, mas assim que lembrei, fiquei triste. Mas o que poderia fazer? Meio sonolenta, fui andando pelos corredores do castelo, sem um certo rumo, porém tenho uma "missão".
O corredor estava vazio. Mas o que eu esperava? Eram quase seis da manhã! Mesmo assim, não desanimei, e me pus a andar mais e mais.
Bom, aí comecei a ouvir aqueles cochichos. Mesmo assim, ainda achava que eram apenas fruto de minha fértil imaginação. Mal sabia eu que, na verdade, aqueles cochichos nunca foram, de fato, da minha cabeça.

Passava pela Sala Precisa. Bom, sabia que ela ficava ali, apenas não estava aberta. Olhei para o relógio e bocejei; eram seis e meia da manhã. Estava um pouco cansada, mas meus olhos não pregavam. Solução? Andar pelo castelo, procurando Sonserinos. Nunca achava coisas. Evidências fujiam de mim.
Aparentemente, essa minha missão era um fracasso total. ? Nem sinal de vida! Pansy Parkinson? Ninguém mais se lembrava daquela vaca — ainda bem, porque né... — mas eu sabia que ainda tinha essa última Horcrux... essa coisa que, realmente, estava estragando minha vida em Hogwarts.
— Cala a boca! — gritou alguém.
Ignorei. Eu meio que imaginava conversas. Não sei porque, tentava parar. No começo até pensava que eram reais, mas como nunca achava o dono — ou dona — dessas conversar, cheguei à conclusão de que era apenas imaginação.
Passei pela parede da Sala Precisa. Porém, naquele minuto, ouvi um baque. Olhei para trás. Silêncio. Continuei a andar, pensando em como estava ficando maluca. Porém, dessa vez, ouvi outro baque, até mais forte, e era tão forte que não poderia ser imaginário.
— Alguém aí? — sussurrei, enquando conformava-me com o fato que ninguém responderia.
Porém, outra surpresa. A porta enorme e graciosa da Sala Precisa apareceu para mim. Levei um susto. Mas já estava na hora de parar. Afinal, o mundo bruxo é um mundo cheio de surpresas e coisas desconhecidas. Se aquela porta aparecera para mim, obviamente eu a estava precisando.
A única coisa que eu não conseguia saber era o que. Mesmo assim, não pude simplesmente ultrapassar a porta e ir embora. Eu entrei. Entrei ali, e me deparei com algo que, naquele momento, fora uma surpresa. Mas uma surpresa boa, pois meu coração bateu forte de felicidade.
Por que eu me sentia daquele jeito?
— O que está fazendo aqui? — ele perguntou.
— O que você está fazendo aqui?
Ele hesitou.
— Esperando por Goyle.
— Por quê?
— Isso não é da sua conta! — ele gritou.
— Sabe? — revidei — Acho que a partir do momento que você parou de falar comigo, começou a agir estranho e simplesmente admitiu na minha cara que era você que me mandavam aqueles bilhetes à la Pretty Little Liars, isso é sim da minha conta!
Ele me olhou incrédula.
— Qual é o seu problema? Sai daqui! Quando Goyle voltar...
— Dane-se o Goyle! — eu gritei, percebendo que haviam lágrimas descendo pelo seu rosto.
Ele parou assustado quando andei lentamente até ele. Mas, quando estava perto o suficiente, ele me puxou para perto.
Daquele momento eu me arrependo. Arrependo, e acho que será para sempre.
Naquele momento... ele me beijou.

Capítulo 31.
Draco Malfoy.
Goyle estava cansado também. Cansado dessa vida de trouxa que estavam vivendo. Cansado assim como Draco. O que todos achavam não contava para Draco. Achavam que ele estava dentro dessa revolução que começou, e que Pansy apenas continuou. Ele estava querendo é acabar com isso.
A primeira coisa que o veio a cabeça foi mandar bilhetes anônimos à . Porém, ela era esperta demais, e ele burro demais. Contara à ela. Por que diabos fizera aquilo? Mas já era tarde demais para arrependimentos.
E, agora, depois de uma péssima noite de sono, estava acordando para enontrar-se com Goyle na sala precisa. Quando saiu, ele já estava lá.
— Waffles? — Goyle esticou uma mão cheia de waffles para Draco, enquanto devorava cada pedacinho ávidamente.
— Cala a boca! — Draco gritou, sem paciência. — Não é hora de comer.
— Nem hora de falar alto.
— Cala a boca! — ele estourou de novo, mas calou-se no segundo que se seguiu.
— Fala mais baixo! Você quer que alguém nos ouça?
— Não estamos fazendo nada verdadeiramente errado.
— Você quer que pessoas como Blásio Zabini saibam que estamos aqui?
Silêncio. Draco estava fazendo tudo aquilo apenas para fugir.
— OK, Goyle. Eu quero waffles. — e era verdade. Estava faminto.
Inocentemente, Goyle olhou para as mãos. Comera todos os waffles.
— Qual o seu problema?
— Foi mal...
— Vá buscar mais! — Draco gritou. Medroso, Goyle murmurou um "já vai" e saiu correndo, trombando e desajeitado como sempre.
Draco, por fim, estava só. Sentou no chão.
PLAC ouviu. Olhou para trás. Nada. PLAC. De novo.
— Goyle? — ele perguntou.
Ele parou, seu coração congelou no peito. Pigarreou.
— O que está fazendo aqui?
— O que você está fazendo aqui? — ela retrucou, maliciosamente.
— Esperando pelo Goyle.
— Por quê?
— Isso não é da sua conta!
— Sabe? — ela começou. Porém, ele não escutou o resto. Só pensava nela, ali. Como era bonita a sincronia de suas palavras. Ele não prestava atenção. Porém, quando deu-se conta de que ela parara de falar, olhou para o chão, juntou forças e disse:
— Qual o seu problema? Sai daqui! Quando Goyle voltar...
E o que ela fez em seguida o surpreendeu.
— Dane-se o Goyle! — e então se aproximou dele. Estava tão perto que sentia sua respiração.
Envolveu-a pela cintura. Assim que tomou consciência de seu ato, já era tarde demais. Seus lábios moviam em sincronia. Bom... mas nem tudo é tarde demais.
Ele a empurrou.
— O que está fazendo?!
— O que eu estou fazendo?!
— É!
— Desculpa, se você me beijou!
Ele riu arrogantemente. Mas, na verdade, sua vontade era de chorar.
— Eu? Sua sangue ruim! Sai daqui!
Incrédula e magoada, ela o deu as costas, e então saiu. Porém, naquele momento, ele lembrou-se de algo.
— Espera.
Ela se virou, e ele viu lágrimas em seus olhos. Só aí percebeu que também estava chorando.
— O que você tem de errado? — ela gritou.
Ele meteu a mão no bolso, tirou de lá o pequeno anel de brilhantes e esticou para ela pegar.
— Aonde o achou? — ela pegou o anel de caveira delicadamente da mão dele, como se estivesse com receio de tocá-lo.
— Eu o roubei — ele admitiu, olhando para o chão.
— Por que o roubaria?
— Eu gostei dele.
— Por quê?
— Me lembra você.
Ela se aproximou. Draco pode ver a expectativa e esperança em seus olhos. Mas não. Ele precisava cortar aquilo.
— O que está fazendo?
— Deixe-me ajudá-lo — ela disse, com pena. Mas a última coisa que ele precisava era pena.
— Quatro palavras: Sai daqui, sague ruim.

Capítulo 32.
.
Aquela manhã recebemos mais uma aviso de . Infelizmente, não podíamos ter certeza. Caminhei com Harry, Rony e Hermione quando a voz de Minerva soou pelos auto-falantes.
— Então...? — perguntou Hermione. — Aonde você vai passar o Natal, ?
— Hm... — hesitei. — Acho que vou passar em casa. E você?
— Na verdade, eu não tenho um lugar para passar o Natal.
Todos olharam incrédulos para ela.
— Como assim? — perguntou Rony.
— Bom, desde o dia em que usei Obliviate em meus pais... bom... — ela estava com a voz triste. Rony, de uma forma extremamente fofa, abraçou-a e sussurrou:
— Você pode passar o Natal lá em casa.
Ela sorriu.
— Obrigada, Ron.
— Sabe, você também devia passar o Natal lá na Toca. Quer dizer, você nunca foi lá — disse Rony, entusiasmado, para mim. Eu sorri.
— Obrigada, Ron. Mas, na verdade, acho que realmente quero passar o Natal lá em casa. Sabe, estou com falta de meus pais, do meu país e até do mundo trouxa.
— É, às vezes me sinto assim também — disse Hermione. — Mas, já era.
— Nunca fui ao Brasil — disse Harry, assustando-me. Bom, não pelo fato de nunca ter ido ao Brasil. Eu sabia que ele nunca estivera lá, porém ele estava tão calado.
— Lá é lindo. — eu disse. Porque, realmente, eu achava.
— Eu morro de vontade de conhecer o Brasil — disse Hermione — Principalmente agora, que tenho uma amiga brasileira — ela prossegui rindo para mim.
Surgiu-me, então, uma ideia na cabeça.
— Sabe... vocês poderiam passa o Natal lá em casa. Juro que meus pais não vão se incomodar. Muito pelo contrário, eles vão amar.
— Sério? — disse Harry, com brilho nos olhos.
Mas, antes que eu pudesse responder, Rony interrompeu:
— Seria uma ótima ideia, . Mas minha mãe não iria gostar. Ela vai querer a família toda reunida. Sabe... é nosso primeiro Natal sem o... — ele baixou o olhar. — Fred.
— Tenho certeza de que Molly vai entender — disse Hermione, abraçando-o — Quer dizer, você precisa se divertir com os amigos.
Ele sorriu.
— É.
— Todos passamos por uma decepção. Temos que lidar com isso — disse Harry.
— É — concordei.
— É? — perguntou Hermione.
— Hm... como assim?
— Você também passou por uma grande decepção?
— Ahn...
— Olha só — disse Harry, apertando minhas bochechas — ela está vermelhinha.
— OMG. O que aconteceu?! — perguntou Hermione, contente, de alguma forma.
Draco aconteceu. Minha vida caiu.
— Nada. Hm. Quer saber? Esquece.
Todos riram, não sei de que. Mas, na verdade, minha vontade era de sair correndo... e nunca mais voltar.
E ainda tinha essa estúpida promessa que fiz à Minerva. Como saber das coisas agora?! Ainda tinha essa última Horcrux... será?
Baixei o olhar, enquanto todos voltavan suas atenções para outras coisas, o que achei bom.
— Bom — começou Hermione, já que eu sabia que ela não ia ficar calada por muito tempo. — Afinal, porque Minerva nos chamou?
— Alguém morreu — afirmou Rony.
— Olha a boca, Ron! Que coisa horrível de se dizer!
— Pode ser verdade, Hermione — disse Harry — Afinal, lembra o que aocnteceu com a Parkinson? E elas eram "amigas".
Todos baixaram a cabeça.
— Mas já vamos descobrir. — eu disse.
Logo estávamos no Grande Salão, e fomos a última casa a chegar. Todos consumidos por um grande silêncio. Já dava até para adivinhar o que acontecera.
De relance, pude ver Draco me encarando. Isso me apertou o coração, mas por fora apenas fingi indiferença. Quando sentamos na mesa da Grifinória, a professora McGonagall começou a falar.
— Bruxos e bruxas. Algo aconteceu.
— De novo?! — um grito de indignação veio da mesa da casa Corvinal.
— Sim, srta. Chang, novamente. Mas não é nada do que você pensa — continuou Minerva — Na verdade, estou aqui para alertá-los. Dementadores foram impostos em todas as entradas do Castelo.
Aquela cena me era familiar, porém não podia conter a surpresa. Ninguém ousou contestar, mas ninguém entendia. Senti que Harry tremeu ao meu lado, assim como senti Gina o reconfortando. Seu histórico com Dementadores não é lá muito bom. Porém, ele não podia saber que eu sabia disso, né...
— Algum motivo em especial, professora McGonagall? — ouvi a voz irônica de Blásio Zabini vinda da Sonserina.
Ela olhou para ele de canto de olhos sarcasticamente, enquanto ele a esnobava com os amigos.
— Sr. Zabini, por favor. Cale-se. Porém, há sim um motivo em — ela desenhou aspas no ar — "especial". .
Todos formamos um "O" com a boca. Sem pensar, perguntei:
— Ela está aqui?!
Minerva hesitou.
— Bom...

Capítulo 33.
Minerva McGonagall.
Já estava se acostumando com Filedon passar por sua janela o tempo todo com um berrante no bico. A coruja caiu na mesa e entregou à ela a carta. Abriu:
— Cara Minerva! Quero lembrá-la do aniversário de . Não se esqueça. É amanhã. E, pior, é seu décimo sétimo aniversário. Ou seja, o rastreador se desmanchará! Minerva, por favor, deixe seus alunos seguros. Filius.
Não hesitou. Naquele momento, aparatou para Azkaban. Felizmente, não precisou demorar-se ali. Logo encontrou um Dementador. Ele aproximou-se para sugá-la,, porém ela logo cortou-o dizendo:
— Sou Minerva McGonagall.
O Dementador reconheceu-a como diretora de Hogwarts, e fez uma reverência. Porém, o que Minerva não esperava era encontrar Filius ali.
— Ministro! — ela gritou, surpresa.
— Minerva! Mas o que faz aqui?
— Pergunto o mesmo, sr. Falinni.
— Estou colocando Dementadores atrás de .
— Ótimo. Quero colocar meus alunos em cuidados especias. Não queremos que entre nocastelo novamente, certo?!
Filius hesitou.
— Você quer colocar Dementadores na estrada do Castelo?
— Sim.
Ele piscou. Porém, depois de um tempo, acenou. Dez (ou mais) Dementadores apareceram atrás deles.
— Sigam Minerva McGonagall e obedeçam suas ordens — ordenou Filius.
Minerva agredeceu ao Ministro da Magia, e aparatou de volta para o castelo. Sem mais delongas, chamou todos os professores, ordenou aos Dementadores que seguissem as ordens deles também, e os professores os instalaram em cada entrada do Castelo.
— Horácio! — gritou Minerva para Slughnorn. Ele correu até ela.
— Sim, McGonagall?
— Avise aos alunos que teremos uma reunião de urgência no Salão Principal.
— Tem certeza, Minerva?! Quer contar à eles? Lembre-se do que aconteceu à Harry da outra vez!
— É por esse motivo que temos de alertá-los.
Ele assentiu e partiu para chamar os alunos. Enquanto isso, Minerva instalou-se em sua cadeira de diretora. E apenas esperou...

Capítulo 34.
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Saímos do Salão pasmos. Estávamos — ou pelo menos eu estava — cansados de . Nas horas seguintes, simplesmente fingimos que não a conhecíamos nem sabíamos que tinha uma outra Horcrux. Até porque, mesmo assim, nem sabíamos o que ela era.
Ao invés disso, apenas continuamos e conversar sobre o Natal. O que, na minha opinião, soou meio falso. Hermione estava mais que animado para ir para o Brasil. Eu entendia parte da animação dela: Estaríamos fugindo de tudo, não é? , Horcrux e, admito — essa parte apenas para mim, CLARO — Draco.
Rony ainda não se dera por vencido, achava que Molly não ia querer que ele fosse, e algo dentro de mim dizia que ele também não queria ir. Ou, pelo menos, não queria desapontar a mãe.
Debatíamos sobre isso, quando, de repente, ouvimos uma grande batida na porta. Eu disse que eu abriria. Não sei porque, mas me pareceu uma boa ideia sair um pouco do Salão Comunal.
Era . E ela parecia brava.
— Oi — eu disse, sorrindo.
— Oi! — ela repondeu alta e, realmente, brava.
— O que aconteceu?
— Como você pode? — ela disse.
Bom, no segundo seguinte, bateu em mim. E forte.
Olhei indignada para ela, tentando entender aquilo.
— Qual é o seu problema?!
Todos estavam olhando, e Harry e Rony levantaram do sofá para correrem para junto de mim.
— Ei, o que foi isso?! — gritou Harry.
— É o que eu estou me perguntando! — gritei.
, né? — Rony perguntou bravo.
— É. — ela respondeu, sarcástica.
— Bom, , você tem menos de um minuto para sair daqui se você não quiser levar uma mão na cara também.
Ela olhou para mim.
— Eles não sabem, né? Por que, se soubessem, eles que estariam te batendo.
— Do que ela tá falando? — perguntaram os dois, juntos, fazendo Hermione se juntar à nós.
— O que está acontecendo? — ela perguntou.
Eu não sabia direito. Mas sabia que não era bom.
— Deu a louca na ! — foi o que disse. Mas o que despertou mais fúria nela.
— Bom, então, se me permite, , eu vou contar o que aconteceu.
— Fala! Porque eu não fiz nada que lhe faz respeito, . Pensei que fôssemos amigas!
Ela me olhou furiosa.
— É, eu também pensei.
— Alguém me explica o que está acontecendo? — disse Hermione, confusa.
E, por aqui, digo pela terceira vez.
Eu estava mais confusa do que um peixe no deserto
— Bom, não vou perder tempo. Vou direito ao assunto.
— Vá logo. Não quero ficar com um drama na minha cabeça — revidei.
— disse Harry. — Sério.
— É, . Deixa a falar.
— Ela está mais que doida. — eu disse.
— Às vezes os doidos são as melhores pessoas. Né? Não é uma de suas frases favoritas? — disse . — Johnny Depp fala isso em "Alice in Wonderland".
— Cala a boca! — gritei.
— Vá direto ao ponto — pediu Rony, sem paciência.
— OK. — disse. E, aí, disse algo me fez todos me olharem indginada. Eu estava esperando qualquer coisa. Menos aquilo. — beijou Draco Malfoy.

Capítulo 35.
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— OK. Agora eu pergunto pra você, . Qual é o seu problema?! — perguntou Hermione, depois que saíra dali.
— Olha, foi mal! — gritei. — E, se isso faz com que se sintam melhor, ele me afastou. E me chamou de sangue-ruim.
Todos arfaram.
, isso é perigoso! — Harry disse.
— Será — explodi — que não posso ficar aqui por UM minuto e NÃO ser julgada? — saí da sala.
Enquanto passava pelos corredores, todos me encaravam. Será que todos sabiam? Tentei ignorá-los e ir andando. Porém... Não sabia para onde estava indo.
— Foi mal — disse Gina, quando passou por mim.
— O quê? — perguntei, mas ela passou sem responder.
Ignorando, continuei andando.
— Ei, . Tudo vai ficar bem. — disse Luna, quando passou por mim.
Estava com Neville, que disse:
— É, ela tem razão.
Quando eles passaram, gritei:
— O que tá acontecendo?!
Então, ouvi gritarem por mim. Quando virei, dei de cara com Harry, Rony e Hermione de novo. Mas, dessa vez, tinham cara de pena.
— Você soube?
— Soube o quê?! — perguntei a Hermione.
— Meu Deus. Até a gente soube — disse Rony.
— Então conta logo, uai — disse.
Eles se entreolharam.
— Um aluno na Sonserina foi pego usando uma maldição imperdoável.
Isso não me surpreendeu muito.
— Blásio Zabini?
— Não.
— Ah, tanto faz. O que isso tem a ver comigo? — gritei, sem paciência. Na verdade, agora que "brigara" com Draco, aquilo que Minerva pedira para mim não daria muito certo.
— Tem tudo a ver.
— Ah é?
— É — disse Harry.
— Porque — continuou Rony — Esse feitiço foi usado contra Draco.
Meu coração, por um segundo, pareceu parar de bater.
— E, quem lançou, foi — concluiu Hermione.
Aí sim, nesse instante, meu coração parou de bater.

Capítulo 36.
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Enquanto corria para o Salão Comunal da Sonserina, empurrei Harry, Ron e Hermione para a enfermaria. Fui tão rápido que em questão de segundos já estava ali na frente. Bati ferozmente na porta.
Alguém abriu. Não conhecia aquela pessoa, porém não tinha mais tempo para perguntar-lhe o nome. Joguei as palavras em cima dela — pois era uma menina:
— Cadê ?
A menina me encarou, e ameaçou fechar a porta na minha cara. Porém, em um momento de raiva, adrenalina e reflexo, coloquei o pé entre a porta e ela, fazendo com que ela fechasse a porta no meu pé. Não demonstrei, mas, cara... doeu.
A menina recuou, murmurando um "Foi mal", e então em olhou.
— Vou perguntar novamente — disse, sarcástica. — Porém, dessa vez, quero respostas.
— Minha batida no seu pé não foi sutil o suficiente? — ela respondeu.
Encarei-a.
— Onde está ?
A menina encarou-me de volta. Olhou para baixo, e então disse:
— Não sei.
— Como assim?!
— Olha, os Dementadores pegaram ela, OK? Eles têm um jeito esquisito de detectar maldições imperdoáveis. Principalmente se for um Crucio aniquilativo. A bixa quase matou o Malfoy!
Incrédula, perguntei:
— Ela foi pra Azkaban?!
— Acho que ela vai conseguir escapar. Aff, sabe quantos anos ela tem, né?
— Dezessete.
— Enfim, não quero conversar com você. Isso tudo aconteceu por tua causa. — ela afirmou, fechando a porta. E, dessa vez, eu deixei.
Fiquei pasma, olhando a porta do Salão por um bom tempo. Mas, quando finalmente me recuperei do choque — não totalmente, porém achava que nunca me recuperaria —, corri até a enfermaria. Quando cheguei lá, vi Hermione, Harry e Rony espremidos em um canto. Rony deu um salto quanto entrei ali, e Papoula Pomfrey deu um ataque.
— Por favor, saiam daqui! Ele precisa descansar!
Olhei para o olhar preocupado de Rony. Segui seu olhar. Ela olhava para Draco, que estava deitado em uma maca. Seus olhos estavam abertos, e por um segundo pensei que estava morto. Mas não. Ele olhou para mim, e revirou os olhos.
— Dá para tirar essa gente daqui?! — ele perguntou, arrogante.
Pomfrey ignorou-o, porém pediu:
— Sr. Potter, faria-me um favor e descobriria o que aconteceu com a Srta. ?
Ele assentiu, enquanto Rony e Hermione se aproximavam.
— Ei, foi mal. — ela disse, colocando a mão no meu ombro.
— Muita coisa ruim tá acontecendo esse ano, e justamente quando você entra. Deve ser um saco, eu sei. Ainda mais porque parece que esse ano tudo está voltando-se contra você — Rony disse.
— Tudo bem — eu disse.
Os três saíram da enfermaria, e Pomfrey estava buscando alguma coisa ali fora. Aproveitei o momento para aproximar-me, porém não sabia se era a coisa certa a fazer. O que fiz, então, foi só repetir o que aquela menina-sem-nome da Sonserina me dissera.
— É tudo minha culpa.
— Cala a boca — ele respondeu instantaneamente.
— Para de ser mal educado, estava tentando apenas... — parei, pois não sabia o que eu estava tentando.
Ele me encarou.
— Apenas...?
— Esquece.
— Eu soube sobre .
— É claro que soube. Ela tentou atingir você!
— Não, . Estou dizendo sobre ir para Azkaban. Isso foi terrível.
— Ela é de menor.
— Eu sei.
Parei para refletir, e resolvi falar logo o que estava preso na minha garganta.
— Você gosta de mim, Malfoy?
Ele me olhou indignado. Peraí, como assim ele gostaria de mim? Viajei legal agora, e desejei do fundo do coração não ter feito aquela pergunta. Porém, naquele momento, acho que vi uma lágrima sair de seus olhos.
— Você é uma sangue-ruim.
— E daí? — perguntei, sentindo-me ofendida.
— E daí que não faz parte dos meus... meus princípios... gostar de você.
— Mas você gosta. — isso era uma afirmação, e poderia até soar metido. Mas a verdade, é que dentro de mim, havia uma chama acesa, que dizia que era verdade.
Ele virou o rosto.
— Isso é idiota — ele disse, por fim.
— O que é idiota? — perguntei, sentando na beira da cama. — Você gostar de mim?
Porém, nesse momento, Pomfrey apareceu.
— Srta. , deixe o Sr. Malfoy descansar! Daqui a pouco volte aqui, mas não agora.
Pensei que Draco ia me defender, ou pelo menos pedir para que eu ficasse mais tempo ali. Mas o que ele fez foi só fechar os olhos e dormir. Magoada, obedeci Pomfrey. Mas, antes de sair, deixei um bilhete na cabeceira da cama. Sabia que ele não ia responder, mas se ficasse magoado... já valeria.

Capítulo 37.

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, entra aí — gritou Hermione. Mas, para falar a verdade, eu já estava lá dentro.
— Deus, Hermione, a menina já tá dentro da cabine até.
— Obrigada! — gritei, sarcástica, para Rony, que sorriu e entrou no trem, seguido de Hermione, depois Harry e depois Gina.
Aparentemente, Luna e Neville iam ficar na mesma cabine. Sozinhos. Que lindo.
Entraram na cabine, e sentaram-se ao meu lado. Depois de uns 20 minutos, o trem deu um estralo e começou a andar.
— Ansiosos? — perguntei, meio desanimada. — Quer dizer, vai ser a primeira vez que vocês saem do país, né?
Rony estava tremendo as pernas.
— Estou. Ainda bem que minha mãe me deixou ir com vocês. Preciso ficar um tempo fora, entende...
— Cala boca, Rony.
— Cala você, Gina!
— Seu...
— Parem! Meu Deus! — gritou Hermione, que sentara ao lado de Rony e segurava sua mão.
Era uma cena muito bonita e engraçada de se ver. Como nos livros. O romance deles era basicamente baseado em trapalhadas.
A viagem foi muito ativa. Todos conversavam sobre as belezas brasileiras, e eu participava por parte. Porém, estava meio desanimada. De vez em quando, olhava para meu anel de caveira. Aquele que Draco tocara. O que me fez pensar: Será que ele lera meu bilhete?
Mas não estava na hora de ficar sofrendo por um garoto idiota. Pelo menos, não se você é uma bruxa que atrai problemas.
Quando o trem chegou à estação, descemos correndo com nossas bagagens pegar um táxi — coisa que Rony e Gina nunca viram — e entramos lá.
— Coisas trouxas são divertidas — sussurrou Gina.
— Ei, você quer que esse trouxa nos ouça? — disse Rony, apontando para o taxista.
— Ei, vocês querem calar a boca? — revidei, e Harry riu.
Quando chegamos ao aeroporto, corri para o Check-In que estava atrasado, e embarcamos imediatamente.
No avião, Rony me lembrou de algo que eu não queria lembrar.
— E a ?
— Rony, cala a boca! — gritou Gina, que estava sentada junto a Harry nas poltronas do lado, e Hermione e Rony juntos na minha diagonal. Eu, naturalmente, sozinha.
— Ah, foi mal, Sra. Eu-Sei-De-Tudo. — ele respondeu.
Então, uma voz avisou que estávamos decolando. Tentei não pensar na pergunta de Rony, mas às 20 horas de voo não permitiram. Até em meus sonhos eu permitia a infiltração da Sonserina em tudo. Principalmente daquela menina que abriu a porta para mim. Por quê?
, — acordei com a voz de Rony em cima de mim.
— Para de ser bonzinho, Ron. ! — berrou Hermione.
Eu abri os olhos.
— Ah, graças a Deus você não está morta!
— Por que estaria? — perguntei, sonolenta.
— Porque estava gritando igual a um Hipogrifo com fome.
— Nossa, ótima descrição.
— Foi mal — disse ela, envergonhada, saindo de cima de mim.
É. Eu tive um pesadelo. Mas era ruim demais para querer lembrar. Os próximos 30 minutos foram bem esquisitos, mas logo pousamos e saímos. Como era típico do Aeroporto de , as bagagens demoraram um século para chegar, o que deixou Rony extremamente louco. Gina também, porém estava mais ocupada conversando com Harry.
Meus pais nos esperavam lá fora. Abraçou Rony, Harry, Hermione e Gina, e perguntou-me de . Não contei a verdade, então disse que ela viria depois. Minha mãe desconfiou, mas tudo bem. Conversava com meu pai, que também cumprimentou todos os bruxos ali, um pouco maravilhado com isso.
Estávamos andando pelo estacionamento, quando ouvi um grito.
— What was that? — perguntou Harry, seguindo seus instintos.
Minha mãe me encarou.
— Droga, , não entendo o que seus amigos falam!
— Mãe, quieta. E Harry disse "O que foi isso".
— Yep, what was that? — perguntou Rony.
— Ah, com ele eu entendi.
— Mãe. Quieta! — gritei, depois virei-me para Harry e perguntei: — Você sabe da onde veio o som?
— Não — ele respondeu. Mas, naquele momento, algo atingiu seu pescoço.

Capítulo 38.

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— Mas o que diabos...? — Harry não terminou a frase. A garota que o tinha atacado estendeu uma caneta para ele e gritou:
Daniel Radcliffe? Oh my God! I love you so much! I'm your biggest fan ever! I love Harry Potter movies, and you're my hero! — ela se virou para Hermione, Rony e Gina — Emma, Rupert and Bonnie? Oh God! This is getting better! I love your work too! — ela apontou para a caneta na mão e gritou mais uma vez — Can you give me your signature?
Eles me encararam.
— Do que ela nos chamou? — perguntou Hermione.
A menina continuava a encará-los, entusiasmada.
— Mãe — pedi — Leve-os para o carro. — minha mãe obedeceu, e os bruxos seguiram minha mãe para o casso.
— O quê? Por que eles saíram? Que diabos...? Aff — a menina sussurrou, virando-se para trás. Eu a peguei pelo braço. Ela me encarou.
— Eles não são quem você pensa. Deixe-nos em paz — pedi, fazendo com que ela me encarasse ferozmente.
— Quem você pensa que é? — ela perguntou. — E o que está fazendo com eles?
— Sou alguém que você nem imagina — disse, me gabando. Então lhe dei as costas e corri para o carro.
Entrei, sentei, coloquei o cinto e me calei.
— Tá. Agora explica — pediu Hermione.
— Ela confundiu vocês. Nada demais. — então, sussurrei em português. — Pai, pisa no acelerador.
Eles não ousaram falar mais nada sobre isso. De vez em quando gritavam coisas como:
— Como aqui pode estar tão ensolarado se estamos no meio do inverno?
— Cala a boca, Rony, eu pesquisei e aqui no Brasil, é verão.
— Vocês falam muito "cala a boca" — reclamou Gina.
— Verdade — concordei, rindo.
— A cidade é muito bonita, — falou Harry, e eu agradeci.
— Ah, essa eu também entendi — disse mamãe. — Thank you, Harry — ela disse com MUITO sotaque.
— De nada — ele respondeu, em português, o que foi lindinho, e fez minha mãe corar.
— Ótimo português — disse Gina, zombando-o.
Rimos todos, e o trajeto foi mais ou menos assim, até chegarmos em casa. Eu morava em um prédio, o que não era comum para eles.
Minha mãe anunciou nossa chegada, e, maravilhados, os bruxos que nunca tiveram contato com o mundo trouxa — Weasleys — correram para o elevador, enquanto nós, bruxos normais — rsrs — fomos andando e revirando os olhos. Abrimos a porta do apartamento, e eu não estava muito a fim de mostrar a casa para eles, então corremos para o meu quarto.
Já estava decidido: Eu, Hermione e Gina dormiríamos no meu quarto, e Rony e Harry no quarto de hóspedes. Ainda eram seis da tarde, e quando eu respondi "São 18h" sem querer, todos ficaram tipo "Hm? O QUE? Dezoito? Como assim, diabo?"
Saímos para conhecer as atrações da bela cidade. Voltamos só tarde, quando eram 8 horas, e dessa vez tratei de dizer 8 p.m. (Hilário).
Voltamos para minha casa, e, antes de dormimos, nos reunimos no meu quarto.
— Adorei o Brasil, . É muito bonito, ensolarado. Completamente diferente de Londres. — disse Rony.
— Verdade — concordei. — Mas Londres é uma cidade magnífica, apesar não morarmos lá, exatamente.
— Verdade. Mas Harry morou lá. Morou por 11 anos, certo, Harry? — Gina perguntou.
— Certo — Harry assentiu e sorriu. — Lá é OK.
— OK? Mas só OK? Lá é magnífico! — disse Hermione.
— Sim — concordei. Então, todos ficamos em um silêncio desconfortável.
Ninguém queria quebrá-lo, mas sabíamos que uma hora isso aconteceria. E, surpreendentemente, ao invés de Hermione, foi Harry que falou.
— Não podemos ignorar o fato, . O que foi aquilo no aeroporto?
Todos me encararam.
— Ahn... — sem saber o que falar, apenas menti: — Vocês são super parecidos com uns atores. Então, aquela menina os confundiu.
— Ela me chamou de Bonnie! — disse Gina, indignada.
— Meu Deus, , sério, ela me chamou de Emma.
— Não me lembro do que ela me chamou... — disse Rony, boiando.
— Ela me chamou de Daniel Heathcliff...
— Radcliffe — corrigi, mas então logo me arrependi.
— Isso! O que foi isso?! Meu Deus.
Fiquei calada. Seria a hora de contar a verdade a eles? Acho que não. Minerva McGonagall me fizera prometer que não contaria. Mas, o fato é: Poderia guardar segredo por tanto tempo?
— Nada. Não foi nada e, meu Deus, parem de falar sobre isso!
Ficaram quietos, finalmente.
... — pediu Gina, mas eu a cortei imediatamente.
— Para! — e então fechei a cara.
Hermione deu de ombros, e então Rony deu uma sugestão que me salvou daquele momento horrivelmente constrangedor.
, nós conhecemos inteira! Mas ainda não conhecemos o seu prédio!
— Hm?
— Isso. Tipo, são 8h30 da noite, mas ainda assim, podemos conhecer lá embaixo?
Todos olharam esperançosos para mim.
— Uai, tá bem — eu disse. — Mas eu quero tomar um banho primeiro. Vocês podem ir indo.
Todos concordaram, saíram e eu entrei no banho. A água estava pelando na minha pele, mas é assim que eu gosto, e sentei-me na beira do box, esperando o tempo passar. Cinco, dez, quinze minutos... e nada parecia suficiente para tirar esse peso horrível das minhas costas. E foi aí que me ligaram.
Desliguei a água, coloquei a toalha no corpo e fui atender ao telefone. Era Hermione. Gritava perguntando onde eu estava, e se estava morta. Disse que estava tudo bem, e que já estava descendo. O que eu não gostaria que fosse verdade mas, na verdade, era.
Mas percebi que minha roupa estava no quarto, e não no banheiro. E, quando abri a porta para sair, vi uma coisa.

Capítulo 39.

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A janela. Ela estava aberta. E eu tinha certeza de que a havia fechado assim que entrara no banho. Bom, mas, talvez, tenha sido fruto da imaginação. Peguei a blusa que estava em cima de minha cama e virei-me para entrar ao banheiro.
— DRACO! — gritei quando, de repente, me deparei com ele ali, olhando-me furiosamente e cerrando os punhos.
— Como pode fazer isso?! — ele perguntou. Apertei o nó da toalha para que não caísse, já que não tinha mais nada para fazer com as mãos.
— Fazer o quê?! Você está doido? Por favor, saia daqui! — gritei, mas minhas palavras soaram mais falsas do que já verdadeiramente eram.
— Isso! — ele gritou, abrindo as mãos e me mostrando um pequeno pedaço de papel. Foi só ler as primeiras palavras; "Querido Draco"; que já percebi do que se tratava. Aquilo que eu o entregara uma semana antes, quando estava machucado na cama da enfermaria de Hogwarts.
— Desculpe. Desculpe se isso te magoou, eu só...
— Me magoar? Sério? , vá se ferrar! — e aquelas palavras poderiam me machucar. E muito.
— Desculpa — murmurei novamente.
Ele amassou o papel e me entregou. Sem saber o que fazer com ele, apenas o amassei mais ainda em minhas mãos suadas. Já estava começando a ficar desconfortável, principalmente porque meu cabelo molhava toda minhas costas, e a janela recém-aberta fazia com que o vento gélido da noite esfriasse-me até a alma.
... você não me magoa — ele disse, em um sussurro. — Para falar a verdade... você me mata.
Eu encarei-o por alguns minutos, tentando entender se isso era ou não era bom. Mas, quando ele envolveu minha cintura com os braços, me puxou para perto e colou os lábios nos meus, não tive dúvidas: Era bom. E muito, até.
Não posso mentir e dizer que não correspondi o beijo. Por alguns minutos — ou mais —, só podia me concentrar na palpitação forte de nossos corações colados um ao outro, e de nossas bocas mexendo em sincronia, enquanto ele me puxava mais para perto, e eu enroscava meus dedos nos fios loiros de seu cabelo.
Mas, até aquele momento, eu estava fora de mim. E, quando finalmente tomei consciência do que estávamos fazendo, dei um empurrão em seu peito, como quem dissesse "Basta!". Ele me olhou sem entender, respirou fundo e relaxou a posição.
— O quê? — perguntou, sorrindo ironicamente.
— O que diabos foi isso? — joguei as palavras em cima dele, como quem o acusava de algo. Mas, na verdade, minha vontade era de me aproximar dele mais ainda.
— Como assim?!
— Draco, você sabe por que atirou em você?
— Ela não atirou em mim...
— Tanto faz! Ela te torturou!
— Tanto faz digo eu.
— Draco, pare de agir como uma criança. Você sabe. E sabe bem. ficou com ciúmes.
— De você? Meu Deus, que amiga hein!
— Como assim? Meu Deus...
— Quero dizer que ela é o tipo de garota que não deixa a amiga ter um namorado. É isso?
— Namorado?
, — ele disse, aproximando-se, e fazendo meu coração parar — me diga uma coisa. Por que eu me importo? Por que eu me importo tanto com você?
Eu parei para refletir, ou talvez tenha sido apenas para esconder o sorriso que escapara de meus lábios, e então voltei para encará-lo.
— Por que você é idiota.
— Quê? — ele perguntou, parecendo de fato magoado.
— Sim, Draco. Nós dois somos. Sabemos que isso é errado. E como sabemos! Sabemos que não deveríamos gostar um do outro, e é por isso que eu digo: Chega.
— Chega do quê?
— De você. E chega de mim para você.
— Cala a boca, , você gosta de mim.
Não queria ter dito aquilo. Não mesmo. Mas, no momento, ele não me dava outras opções. Estava evidente que ele estava magoado, e eu não queria magoá-lo ainda mais. Mas, se fosse para um bem maior, eu o faria. E foi o que fiz. O que fez meu coração sangrar.
— Não, Draco. Eu te usei. Te usei e muito bem. Te usei e você deveria saber disso. Quem gostaria de um Malfoy?! Os comensais? Draco, saia daqui, e faça-me um favor, desaparate daqui. Nem sei como chegou aqui, para início de conversa.
— É. Nem eu — disse ele, com o rosto sereno.
SERENO? MAS, PERAÍ, ERA PARA ELE ESTAR CHORANDO! Ou, melhor, era para eu estar chorando.
Então, ele desapareceu. Fiquei um minuto olhando para o lugar que, antes, ele estivera. Talvez até mais de um minuto. Talvez horas. Quem sabe? Só sei que estava chorando. E muito. E não tive coragem de olhar mais para ali. O que me fez olhar para minha mão, e para o bilhete estúpido que eu escrevera para ele.
Querido Draco,
Sinto muito informar, mas acho que não damos certo. Você pertence à Sonserina, eu pertenço à Grifinória. Estou indo ao Brasil passar minhas férias de Natal lá. Não apareça. Não quero te ver nunca mais. Me desculpe, mas você já me magoou o bastante para um ano letivo.
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Capítulo 40.

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Vestida, corri para o elevador. Apertei o botão que me levaria ao térreo, e, quando cheguei lá, vi meus amigos divididos entre si. Gina e Harry conversavam em um canto, enquanto Hermione e Rony conversavam em outro canto. Mas, naquele momento, não fazia muita importância.
Quando me viram, Hermione soltou um grito, correu até mim — deixando Rony pasmo — e então jogou as palavras:
— Qual é o seu problema?!
— Foi mal, mas...
— Mas nada! Você disse que estava descendo, mas não estava! Demorou uns 20 minutos a mais!
— É! — concordou Gina, que juntara-se ao grupo. — Estamos aqui há uns 40 minutos.
— Foi mal, mas...
do céu! Não faça mais isso! Pensei que tinha morrido e tal.
— É, Hermione, eu não tô morta. Estou pior.
Isso fez com que Rony e Harry se aproximassem, e perguntassem-se ao que eu me referia.
— Como assim?
— Draco! Draco Malfoy...!
— O que esse infeliz aprontou dessa fez? — perguntou Harry, cerrando os punhos.
— Ele... — engasguei, pois comecei a soluçar... novamente. — Ele apareceu no meu quarto!
— O quê?! — perguntou Hermione, indignada. — Ele te fez algo de mal?
Olhei para ela da mesma forma.
— Não! Claro que ele não me machucou!
— Como assim claro?
— Hermione, você não entende! — gritei.
— Não. Não entendo. O que está acontecendo?
— Por que está chorando, ? — perguntou Harry, com ar de realmente preocupado.
Eu virei o rosto para eles. Parecia que era ali que eu contava a verdade. Mas eu não poderia simplesmente chegar e alegar amar Draco. É. É isso que você está pensando. Eu o amava. E não conseguia parar. Essa dura e fria realidade.
— Como vocês já sabem... eu beijei Draco.
Eles assentiram, e pareceram um pouco ressentidos — e Rony parecia estar mais do que todos.
— Mas... eu acho — solucei — acho que ainda o amo.
Pasmos.
— Eu... ele... quer dizer... nós...
Pasmos mais ainda.
— Nos beijamos novamente no meu quarto! — gritei, de uma vez. — E eu dei um fora nele... E agora eu não sei — continuei, sem saber o que falar, e então cai no chão.
Eles me observavam de cima, todos com uma certa e esquisita cara de compaixão. Até que ouvi. Sim. Ouvi. E ouvi alto e claro. E eles também.
Olhamos para o lado.
— Cooper! — gritei para a coruja que se aproximava. Era a minha. Minha linda Cooper.
— Quem?
— Minha coruja! Não ouviram?
— Ouvimos — concordou Harry.
— O que Cooper faz aqui, meu Deus? — perguntei mais para mim mesma do que para eles.
Tentava fugir do assunto anterior, fracassando, claro.
Quando Cooper estava perto o suficiente, percebi que carregava algo em seu bico. Passou por cima de nós, soltou essa coisa, e então voou para longe novamente.
— Mas o que...? — não terminei a frase, porque quando olhei para essa edição do Profeta Diário, vi uma foto enorme de .
Harry foi mais rápido, e se abaixou para pegar o jornal. Depois que o jornal passou pela mão de cada um, foi finalmente passado para mim. A foto de era recente, poderia saber. Mas ela estava horrível. Acabada. O rosto sujo, parecendo demoníaca. Me lembrava um pouco a Bellatrix Lestrange. Será que isso acontecia com todos que iam para Azkaban? Mas não era tempo de pensar.
Depois de ler a matéria, joguei o Profeta Diário no chão, frustrada.
— Ei — sussurrou Gina, tentando me consolar.
— Qual é? Ei? Fala sério — disse.
Como assim eu lia uma matéria falando que tinha fugido de Azkaban, e que foi vista com Draco Malfoy? E como assim a Gina vinha pra cima de mim e dizia "Ei"? Como assim eu vivia?
Todos olharam preocupados para mim. Eu estava acabada, isso estava certo. E eu não conseguia esconder isso. Esse que era o ruim.
— Hora de voltar para casa — disse Hermione. Mas nunca, e nunca mesmo, Brasília voltaria a ser minha casa.

Capítulo 41.

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— Chegamos! — uma voz gritou através das paredes.
Olhei para Luna.
— Então, , ainda não perguntei. Como foi o Natal? — perguntou ela.
— Bom — disse, sem estar a fim de perguntar o mesmo.
Levantei-me, peguei minha bagagem e saí do Expresso-Hogwarts. Encontrei Rony, Hermione e Harry na saída, que sorriram para mim, e seguiram seus caminhos. Nem me dei ao trabalho, fui correndo para o Salão Comunal. Guardei minhas coisas, e tentei dormir, mas minha mente não permitia.
Depois de uma hora ou duas, Minerva convocou uma reunião no Salão Principal. Todas as garotas no Salão Comunal correram para lá, enquanto eu ia calma e tranquilamente. Aproveitei para colocar meu anel de caveira.
Então, quando cheguei lá, todos estavam sérios. Não era de se esperar.
— Srta. , sente-se rápido, por favor.
Corri até a cadeira e sentei perto de meus amigos. Observamos Minerva por um bom tempo, e ela nada dizia.
— O que está acontecendo? — perguntei.
— Há boatos que é uma nova aluna! — disse Simas.
— Como assim?
— É. Disseram que uma nova aluna entrará em Hogwarts.
— E porque tudo isso é importante? — perguntei, desconfiada.
— É apenas o que eu ouvi...
Não prestei atenção no resto, pois logo dei-me falta de Draco e sentados na mesa da Sonserina. E agora que eles haviam fugido... Mas a pergunta era: Por quê?
Finalmente, Minerva pediu silêncio e disse o que Simas acabara de dizer. Ele olhou para mim com um olhar de "Te disse", e revirei os olhos.
— Não é exatamente uma nova aluna — disse Minerva. — Ela já estudou aqui. Só está retornando.
Todos ficaram confusos, mas ela continuou.
— Só para avisá-los, os Dementadores ainda estão aqui, cuidando do castelo. — Por que isso seria importante? — questionou-se Rony.
— Não sei — respondi honestamente, mas então me queixo caiu, assim como de todo mundo.
— Não pode ser — murmúrios passavam de um em um ali, quando a menina apareceu. A nova. Ou não tão nova assim. E então disse com sua voz anasalada:
— Olá. Sentiram minha falta?
Pansy Parkinson.

Capítulo 42.

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Harry saiu correndo do salão assim que Minerva nos dispensara. Imitei o ato. Encontrei-o indo para a sala da diretora.
— O que está fazendo?! — perguntei. Ele mal me olhou.
— O que diabos foi isso? Essa menina não estava morta?!
Suspirei.
— Algo aconteceu.
— De fato.
Andamos com passos rápidos e largos.
— Espera falar com Minerva? O que acha que ela vai te responder?
— Alguma coisa que explique! — ele gritou, sacudindo as mãos.
— Calma...
— Calma?! Depois de sete anos de tortura aqui nesse colégio, eu finalmente achei que tudo estava acabado. Aí, aparece essa merda dessa Horcrux, essa merda dessa , e essa merda dessa Pansy!
— Foi mal — foi a única coisa que consegui sussurrar.
Estávamos na frente da porta do gabinete da diretora e, naquele momento, a porta se abriu. Minerva arregalou os olhos e viu que éramos nós.
— Ó. O que fazem aqui? — ela perguntou, falsamente. Então olhou para mim — , receio que teremos que conversar mais tarde.
Assenti, enquanto dávamos espaço para que ela passasse.
— Você não vai falar com ela? — perguntei a Harry.
— Não. — ele respondeu, ríspido. — Mas porque diabos você teria que conversar com McGonagall? — ele perguntou.
Encarei o chão.
— Fizemos um trato. — e então expliquei tudo. Quando terminei, ele arregalou os olhos, pegou meu pulso e começou a me puxar.
— Para aonde estamos indo?
— Para as masmorras!
— Meu Deus, por quê? — perguntei, assustada com a força da mão de Harry.
Ele não respondeu, só continuou me puxando, e cada vez mais rápido. E, então, quando ele sussurrou um "Chegamos", pude ver do que se tratava. Era o Salão Comunal da Sonserina, e eu bem sabia o que ele queria.
Ele bateu fortemente na porta, fazendo um super estrondo, e me deixando atordoada. Não sabia se reclamava, ficava, ou saia correndo. Tudo era dolorosamente confuso.
Quem abriu a porta foi Blásio, que nos encarou como se fôssemos esgoto. Porém, perguntou o que queríamos, e Harry logo gritou "FALAR COM PANSY PARKINSON, MANÉ!". Algo em sua voz me fez estremecer.
Blásio gritou por Pansy, que apareceu ali.
— Que palhaçada é essa? — ela perguntou.
— RÁ. Eu te pergunto. Você não tinha morrido?!
Ela deu um riso irônico.
— Eu realmente parecia morta, não é?
Juro que Harry quase arrancou sua cabeça. Seus olhos em chamas diziam o quanto ele estava raivoso. Porém, sendo Harry, controlou-se e apertou a mão. E forte. Bem forte.
— Qual é o seu problema? O que você quer? Por que você está aqui? — as perguntas saiam como jorros da boca dele.
— Não tenho problema, eu não quero nada, e estou aqui porque devo estar aqui!
Harry olhou para mim, eu olhei para ela, e falei sarcasticamente:
— Você quer alguma coisa. O que você quer?
Ela sorriu.
— Nós vamos derrubar Hogwarts.
Paramos por um momento, ambos os corações parados, e olhares congelados. Já sabíamos a resposta mas, mesmo assim, Harry perguntou:
— Nós?
Então, entre uma gargalhada e outra, Pansy deu espaço para alguém sair do Salão junto a ela. Pensei que seria Blásio, porém ele tinha sumido. Não estava mais ali. Ao invés disso, apenas vi uma garota. Uma garota de traços finos, e, quando ela apareceu, tinha o sorriso mais irônico que já tinha visto.
Porém não era quem eu estava esperando. Não era nada mesmo! Estava esperando , e a única coisa que vi foi uma menina um pouco familiar. Arfei quando descobri quem era. Era aquela menina misteriosa que abrira a porta para mim no dia que fora presa. Eu sabia que aquela menina era estranha demais.
— Quem é você? — perguntei, mas vendo que a menina não respondia, e apenas olhava fixamente para Harry, entendi. Aquela menina era encrenca.
Mas, sem dizer nada, Harry me deu as costas e saiu dali. Gritei por ele, mas tarde demais. Estava tão rápido que parecia ter desaparatado — coisa que eu sabia ser impossível, já que não era permitido aparatar ou desaparatar em Hogwarts.
Ela não disse mais nada, deu as coisas e entrou no Salão. Então, encarei Pansy.
— Não me pergunte — ela disse, me surpreendendo — Pergunte a sua amiguinha. Ela está lá em cima, sabe? — e então fechou a porta.
— Você não me engana, vadia! — gritei para ela, mas era tarde demais. Senti o teto tremer.

Capítulo 43.

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Gritei. Então, corri para o salão principal.
Por favor, todos os alunos se dirijam para o salão principal. Por favor, todas as casas estão sendo interditadas
A voz de Minerva ficava em minha cabeça, enquanto ela gritava pelo castelo. Não pude fazer mais nada, a não ser pensar no pior. Quando cheguei lá, uma multidão estava envolta ali.
Perguntavam-se o porquê das duas convocações do dia, e chegavam a uma conclusão: Pansy tinha a ver com isso. E, disso, eu tinha certeza.
O chão, as paredes e o teto tremiam. As janelas tilintavam, e estava totalmente assustada.
— O que aconteceu? — perguntou Hermione, praticamente voando em mim. — Você tá bem? Cadê o Harry?
— Estou bem... E-eu, não sei onde ele se meteu. Ele sumiu.
— Para onde ele foi? — perguntou Rony.
— Se eu soubesse, eu contaria! — gritei.
— O que está acontecendo? — ela perguntou, ofegante. — Oh meu Deus — ela gritou, olhando para trás.
Eu imitei o gesto, e então encontrei . Ela estava ali na porta do salão, usando o robe da Sonserina, e querendo não ser vista. Péssimo jeito, eu já estava. Mas então todos gritamos quando a janela estourou. E realmente estourou, jogando cacos de vidro gigantes em cima de todos ali. Um me atingiu no braço.
! — gritou Rony e Hermione, juntos, olhando para o sangue que meu braço jorrava.
— Tanto faz — gritei, enquanto corria na direção de .
— Não! — gritou Hermione, mas tarde demais.
Outra janela estourou, jogando vidro em todos.
— Salvio Hexia! — gritou alguém, que não pude identificar.
Finalmente, cheguei onde ela estava. Toquei seu ombro, e ela olhou para mim. Bom, não , pois não era ela, e sim uma outra garota qualquer, que lembrava-me absurdamente da .
— Desculpa — murmurei, e voltei para aonde estava.
Hermione e Rony me encaravam.
— Você está louca? E se fosse realmente ela?
— Aí nós descobriríamos onde está essa merda de Horcrux.
— Como você pode ter certeza?
— Eu perguntaria a ela...
Outro estouro na janela. Mais gritos.
— E por que ela te contaria?
Olhei nos olhos de Rony.
— Porque eu a obrigaria.

Capítulo 44.

Harry Potter.
O chão, o teto e as janelas do castelo tremiam. Harry também. Porém, caminhava freneticamente diante de tudo isso, correndo para longe da multidão. Será que aguentaria viver aquilo uma segunda vez? Sentia um bolo de lágrimas se formar em seus olhos, mas inspirou para que eles sumissem.
Que nada. Sua visão continuava embaçada, e mesmo assim ele continuava andando. Correndo, na verdade. Correndo para longe de tudo.
— Harry Potter! — um grito.
Harry olhou para o lado. O grito viera da direita. Não havia ninguém. Mas Harry sabia quem gritara.
— Sai daqui! — ele gritou, mas sua voz saiu esganiçada.
Então olhou para cima. Os Dementadores circundavam Hogwarts de forma tão precária. Será que havia conseguido entrar? E seus capangas?
— Eu te vejo...
— Mente, para de me atormentar — disse Harry, precipitando-se e fechando os olhos.
— Mente? Então acha que eu não sou real?
Harry abriu os olhos.
— O quê...?
— É, eu sei. Você não achava que seria eu, né? Achava que seria ? Se enganou legal, meu amigo.
— Mas, como assim?
— Você sabia que eu fui para Azkaban. Você sabe. Eu preciso me vingar.
— Se vingar?! De mim?! Nós nunca nem nos falamos direito.
— Mas você é importante para ... e é dela que eu preciso me vingar. Ela é a culpada.
— Culpada?! não fez nada! Deixe-nos em paz! — Harry berrou.
— Não caí na Sonserina por nada. Não mesmo. Tive motivos...
Harry logo a cortou.
— Você sabe onde está a Horcrux!
— Sei — ela concordou, sorrindo. — Mas se acha que eu vou te entregar, está muito enganado.
— Idiota! Me diga onde está!
— Não direi! — ela gritou. — Mas, para deixar mais interessante... CRUCIO!
Harry agonizou-se no chão. Não conseguia dizer mais nenhuma palavra. A dor era insuportável. Fazia-o rever tudo o que fizera. Era como a morte — coisa que ele já presenciara — só que pior. Pois doía.
— Pare com isso, — disse uma voz masculina, subitamente. Mas Harry estava com tanta dor que não conseguia abrir os olhos para ver quem era.
— Por quê? Vai me dizer que não gosta de fazê-lo sofrer.
— Pare. Agora. — sua voz virara severa, o que fez recuar com a varinha. Harry sentiu um alívio, porém seu corpo estava muito dolorido.
— Qual o seu problema? — ela perguntou com uma voz tão fina e aguda que o lembrava de Bellatrix Lestrange. — É ótimo fazê-los sofrer!
— Cale a boca, sua idiota — continuou a segunda voz. — Você estava prestes a entregá-lo!
— Entregá-lo? O que quer dizer com isso?
— A entregar qual é a Horcrux.
— Tolo! Não estava nem a um fio de contá-lo!
— Ele não pode descobrir.
— Eu sei.
Harry fingia-se de adormecido. Nunca se sabe quando descobrirá algo picante. Lembra-se de quando descobrira que havia uma Horcrux. Fora acidental. Mas picante.
— Não sei se vamos conseguir enganar os Dementadores por muito tempo.
— Tempo suficiente — respondeu , com um ar superior. — Tempo suficiente para fazer com que entre no castelo. Disso eu sei.
Ainda calado, Harry protestava por dentro.
— Draco, amor, você não pode usar sua varinha.
O coração de Harry congelou. Draco? Draco Malfoy? Era a pessoa que ele mais odiava naquele mundo bruxo, e simplesmente não suportaria que ele... Peraí. A varinha? Por que Draco não poderia usar a varinha?
Harry abriu os olhos e levantou em um salto.
Com uma dor no coração, gritou:
— CRUCIO! — em .
Ao ver que a menina caíra no chão, e a expressão pasma de Draco, fez menção de lançá-lo também. Aquilo era um teste. E Draco passara: ele não usara a varinha para ajudá-la.
— Por que ele não pode usar a varinha?
Mesmo em meio à dor, gargalhou ironicamente.
— Não! — gritou Draco para ela.
— Eu não vou parar até você dizer! — Harry gritou, ignorando os gritos de todos ali.
— Você não pode fazer isso!
— Mas eu estou! Não estou? — Harry disse, sarcasticamente.
— Eu digo! — gritou, assustando os dois meninos.
— Não! Não! — Draco gritou, encarando-a.
— É que... — ela continuou, ignorando os protestos desesperados de Draco.

Capítulo 45.

— Hermione, corre!
Hermione correu até mim, mas então segurou no braço de Rony e o puxou para um abraço — o que seria bonitinho, se não estivéssemos em um momento de desespero.
Janelas sento estilhaçadas, e tudo tremendo. Estávamos assim por 5 minutos. Não entendíamos nada, mas corríamos para nossa sobrevivência. Os cacos estavam cada vez mais próximos. E cada vez mais cortantes...
! — Rony gritou. Primeiramente não entendi, mas quando vi Harry entrando pela porta principal, levantei e corri até ele. Ele estava com uma expressão engraçada: um misto de satisfação e medo.
Mas logo outro BUM aconteceu, e eu o puxei para baixo.
— Que cara é essa?
... — ele sussurrou.
— Venham para cá! — gritou Hermione, que ainda segurava o braço de Rony.
Enquanto tudo parecia estar calmos, corremos para lá. Nos escondemos atrás de uma mesa caída, e encontrei o olhar de Harry.
— O que aconteceu? Cadê a Gina? — ele perguntou.
— Não sabemos — disse Hermione, tristemente. — Todos sumiram. E não podemos levantar daqui! O vidro pode nos acertar!
— Mas o que diabos está acontecendo?!
— Não sabemos — repetiu Hermione.
— Harry, nos diga o que aconteceu, onde você estava e porque saiu daquele jeito!
Ele finalmente olhou para mim.
— Descobri uma coisa.
— O quê?! — perguntamos juntos, estupefatos.
Ele hesitou um pouco, e a angústia me matava. Matava a todos, na verdade. Com certeza Harry deveria ter descoberto o que eu acontecera com Pansy Parkinson, ou mesmo dizer por que as janelas estava estourando feito loucas. Mas o que ele disse foi incrivelmente pior. Pior e melhor ao mesmo tempo. Fez meu coração parar, e depois dar um grande pulo. Rony perdeu a cor do rosto, e Hermione esbugalhou os olhos.
— O que é a Horcrux.

Capítulo 46.

.
- FLASHBACK ON -
— É que... — disse, enquanto Harry preparava-se para ceder com a varinha. Mas então ela engoliu em seco: estava doendo demais, e ela não conseguiria falar.
— Hm — disse Harry ao afrouxar a varinha, porém ainda com ela em mãos.
, não ouse! — Draco gritou.
Ela lançou um olhar para ele. Um olhar que veio acompanhado por um brilho.
— Não tramem nada! — gritou Harry, dando um soco na cabeça de Draco.
Nesse momento, levantou em um pulo e bateu no peito de Harry.
— CRUCIO! — ele gritou novamente, e ela caiu no chão mais uma vez, agonizando-se de dor. — Não gosto de estar fazendo isso, mas você vai me dizer onde essa bosta dessa Horcrux está agora!
— Draco! Draco! Não use a varinha!
Harry olhou para trás; Draco estava com a varinha em mãos.
— Não use! — gritava . — Você sabe o que vai acontecer!
Isso fez com que Draco abaixasse a varinha. Harry, então, esbugalhou os olhos com a compreensão.
— Deus... — ele sussurrou, abaixando a varinha e deixando livre. — Deus! — dessa vez, ele gritou acusando com o dedo.
— Não mencione o nome de Deus em vão — disse ela, ironicamente.
— Quando eu matei Riddle... — agora, ele apontou para Draco. — Eu estava com a sua varinha... E aquele feitiço do qual Hermione mencionou...
— NÃO! — gritou Draco, pulando em cima de Harry como um tigre. Mas Harry estava tão atento que, antes do braço de Draco acertar a cabeça de Harry, ele gritou:
— ESTUPEFAÇA! — e Draco voou para longe.
— Você não sabe de nada! — gritou acusando-o.
— Acho que sei.
— Não sabe!
... já era! Agora como vai me convencer de que a varinha do Draco não é a Horcrux?
Ela o encarou pasma.
— O quê?! — gritou, ainda parecida com Bellatrix.
— É isso mesmo. Agora se me dá licença...
- FLASHBACK OFF -
— E por que você não pegou a varinha? — perguntou Hermione, que ouvia à história atentamente.
Harry abaixou a cabeça. Também não sabia.
— Harry... Por que não pegou a varinha?! — perguntei, histérica. Se essa era a chance de tudo aquilo acabar, de termos uma vida tranquila em Hogwarts... Por que não arriscar?
Harry olhou para mim.
— Eu acho que estava no ímpeto de correr atrás de vocês e contar tudo...
— Harry, como pôde ser tão estúpido? — Rony gritou, enquanto mais uma janela estourava com um baque altíssimo. A cada estouro, gritos e mais gritos ferozes invadiam a sala, gritos confusos e ingênuos. Gritos simplesmente inocentes.
— Foi mal! — Harry gritou mais para ele mesmo, enquanto olhava a própria mão ensanguentada. — Não queria decepcioná-los, mas... — e ele não tinha mais argumentos.
— Eu não acredito. — disse calmamente, enquanto olhava para o chão. Não conseguia encarar aquelas pessoas. Naquele momento, estavam tão longe...
— Mas você pelo menos sabe o que está acontecendo? — Hermione perguntou do mesmo jeito que eu, calma e decepcionada.
— Sei.
Revelação do dia: Harry sabia alguma coisa!
— Então explique! — Rony disse, exasperado.
Ele hesitou por um momento, depois encarou o chão novamente, e então olhou para as janelas quebradas. Procurou Gina com os olhos, fracassando. Cruzou os braços e, sem mais delongas, jogou a bomba em cima de nós:
— Estão invadindo Hogwarts.
Acho que já esperávamos isso. Só não conseguia entender como e por quê. Estávamos vivendo em harmonia, e foi só essa aparecer para estragar o rolo todo. O que menos precisávamos era de mais fogo na fogueira. E a tristeza, então, parecia nos dominar.
Hermione ainda segurava o braço de Rony, lançando olhares preocupados para mim, Harry e principalmente para ele. Ela apertou o braço dele com mais força, o que o fez olhar para ela. E então ela começou a chorar. Chorar muito. Chorar de soluçar.
Aproximei-me dela e estendi os braços, para que eu a pudesse abraçar. Ela balançou a cabeça e me abraçou forte demais até. Mas foi bom, pois eu também precisava de um abraço. E foi aí que também comecei a chorar. Tanto quanto ela. Eu queria que não estivesse envolvida nessas merdas, mas parecia tão impossível e fora da realidade. Uma utopia. Era tarde. Muito, muito tarde.
As janelas não paravam de estourar, e só nos afastamos quando o teto começou a tremer, e o chão também. Quando as luzes começaram a queimar, jogando cacos de vidro em todos. E, bem... Quando a porta foi aberta rudemente e um grupo de pessoas apareceu ali, encarando-nos. E, claro, são rostos que me assombram todos os dias à noite...

Capítulo 47.

.
— O que está acontecendo? — Perguntou Hermione, finalmente parando de chorar.
Harry cutucou-a e ela olhou para frente. Então gritou. Todos gritamos. O grupo de pessoas ali era mais que familiar para todos os alunos. Comensais... Pensei, e creio que todos também.
O primeiro rosto no qual foquei foi de Lúcio Malfoy, expondo a Marca Negra à todos aqueles que o encaravam. Depois, foi Narcisa Malfoy. Estranhei, pois esta nunca fora uma comensal, porém mesmo assim estava ali. Ela estava de cabeça baixa, e não levantava por nada.
Meu olhar desesperado procurava apenas duas pessoas: Draco e . Mas não estavam ali, o que me deixou frustrada.
Ainda olhando fixamente para aquele grupo, não pude deixar de notar uma garota. Um garota familiar, porém... Depois fui compreender. Era a garota que abrira a porta para mim. A garota da Sonserina! Eu sabia que essa garota tinha alguma coisa...
Meus pensamentos foram rapidamente entrecortados pelo grito estridente de Minerva McGonagall, que avançava naquele grupo com vários feitiços de proteção.
— Como?! — ela gritava. — Como passaram pelos Dementadores?
Isso eu também me perguntava, porém não desgrudava os olhos daquela garota... porque alguma coisa ela tinha. Alguma coisa de estranho. Muito, muito e absurdamente estranho. Porém familiar...
E o começou um caos ainda maior, foi o Avada Kedavra que Lúcio Malfoy jogou em uma menina. Após cair no chão, só fui perceber bem mais tarde de quem se tratava, o que fez meu coração congelar, e Hermione soltar um grito estridente.
Cho Chang.
Tarde demais, o corpo dela já estava sem vida no chão. Só aí fui notar — como sempre — que Neville estava ao seu lado, olhando os comensais com toda fúria, que os olhos poderiam saltar do corpo, ou então pegar fogo.
— Neville! Não! — gritou Rony, quando Neville avançou naquele grupo. E já sabíamos o que ia acontecer.
— CRUCIO! — gritou uma pessoa indetectável, porém a voz era tão estridente que...
Neville contorceu-se até cair.
— Não! — gritou uma voz feminina saindo de trás de uma mesa derrubada.
— Gina! — Harry gritou aliviado, porém Gina nem o olhou, correu até Neville.
— Não!
Corremos, sem pensar, até nosso grupo, que se juntava aos poucos. E só mais tarde Luna foi dar sinal de vida, aparecendo com seu Patrono em forma de lebre.
Não queria participar daquilo. Na verdade, só queria puxar e dar umas bofetadas em sua cara. Depois, claro, pegar a Horcrux e sair correndo, destruí-la e, quem sabe, acabar com tudo aquilo?
Mas tudo estava quebrando, caindo aos pedaços. O castelo estava em uma situação precária, e era desagradável observar àquilo.
Mas então, eu vi... eu a vi. se espreitando entre todos, jogando Crucios e coisas piorem todos. Gritei. E bem alto, o que não foi suficiente para chamar sua atenção. Me larguei do pulso forte de Harry e corri até ela, dando-lhe uma bofetada e um empurrão. Antes de cair, visualizei algo em sua meia...
Uma varinha. E não era a dela.

Capítulo 48.

.
— O que pensa que está fazendo?! — ignorei-a e a empurrei novamente, ainda fixando meu olhar naquela varinha misteriosa que ela guardava na meia.
— Você acha que ninguém está vendo? Acha mesmo? Faça-me o favor! — gritei, abaixando para pegar a varinha que ela guardava. Bom, mas foi aí que ela me deu um chute no nariz.
— Não é tão fácil quanto pensa... — ela disse, estridente, enquanto corria para bem longe. E, bem, eu a segui.
Ignorei os protestos de Harry. E, por um segundo, pensei que de fato ele estava correndo atrás de mim, mas quanto arrisquei olhar para trás, percebi que não estava. Mas foi o tempo suficiente para tropeçar e cair em minha própria tormenta.
Quando levantei de novo, Maria Clara não estava mais a vista, e só depois de um tempo fui perceber que estávamos longe do salão principal. Bem, bem, longe. Parecíamos estar correndo pique-pega. Porém um pique-pega perigoso... e mortal.
— Cadê você, sua vadiazinha? — gritei, quando não estava mais visível.
Come find me... — ela sussurrou em inglês, o que me fez sentir arrepios.
— Para com essas brincadeiras ridículas e foco, ! Eu simplesmente estou cansada dos seus joguinhos. Então me entrega logo essa varinha...
Ela apareceu subitamente na minha frente, encarando-me como uma cobra. Então soltou uma gargalhada ensurdecedora. Tive que tapar os ouvidos com a mão. Então ela se aproximou.
— O que é? O que tem de demais?
— O quê? — falei, sarcasticamente. — Vai fingir que não sabe?
— Não sei o quê, gata?
Olhei para seu pé. A varinha... Não hesitei. Corri até ela e soltei um feitiço estuporante. Quando tombou para trás, avancei em seu pé e arranquei a varinha dali. Entre gritos, saí correndo daquele corredor macabro, voltando para o salão principal.
— Volte aqui! — ela gritava, enquanto eu agitava a varinha em minha mão. E a minha varinha estava tão inalcançável por debaixo do meu suéter. Resolvi, então usar a varinha que estava na minha mão.
— Estupefaça! — gritei para trás. Mas não surtiu efeito. Tentei uma, duas, três mais vezes. Mas ainda não surtiu efeito.
Cheguei ao salão, que estava praticamente destruído. Os comensais que o adentraram estavam torturando a todos. Nenhum sequer restava. Até que... Senti alguém me puxar por trás, tapar minha boca para abafar os berros, e me arrastar para longe.
Me debatendo, não tive outra opção a não ser morder a mão daquele infeliz...
— Harry! — disse, surpresa. — Mas o quê...?
— Eles levaram Hermione! — ele disse, puxando Rony para meu campo de visão. Rony estava com o rosto inchado, com marcas de feridas pelos braços e a boca ensanguentada.
— Meu Deus, o que aconteceu com você?
— Eles levaram Hermione — Rony repetiu o que Harry dissera.
— Para onde? — perguntei, realmente preocupada.
Harry deu de ombros, até olhar para minha mão.
— Mas, o que é isso? É a varinha de... — ele tapou a boca com a mão. — Draco?
— É falsa — eu disse logo. — Apenas uma pegadinha. Não vai ser tão fácil assim.
— Mas que MERDA! — Rony gritou assustando-nos. — Por que tudo isso não acabara? Eu só precisava de um... UM ANO normal. Mas não, essa joça de escola faz questão de inventar mais e mais coisas todos os anos! E...
— Shhhhh! — Harry bateu em Rony. E forte. — Cale a boca! Agora nosso foco é achar Hermione.
? Harry? Rony? — uma voz masculina veio de trás de mim. Olhando para trás, dei de cara com uma versão machucada de Neville. Também exasperada, como se tivesse escapado de uma briga, o que era totalmente capaz.
— Neville! — disse, e fui em sua direção. — Meu Deus, o que aconteceu com você?
— Eles estão matando todo mundo. É como...
Tudo estava quebrado, caído aos pedaços.
Abaixamos a cabeça.
— É — concordou Harry.
— Ali! — gritou alguém. Mas nem precisei virar para trás para ver quem era. . Ela corria em nossa direção, mas ninguém a seguia. Apenas sozinha. — Eu quero você, gata. — ela apontou para mim, e então gargalhou maliciosamente.
— A é? — disse, aproximando-me. Mas a mão de Neville me segurou.
— Corra — ele sussurrou no meu ouvido.
— Mas...
— Corra. — dessa vez, seu tom ficou rude e senti que deveria obedecê-lo.
— AVADA... — não completou.
— AVADA KEDAVRA! — Neville gritou sobre ela, e seu corpo caiu no chão, em um baque estridente.
— Neville! — berrei para ele, e depois olhei para o corpo morto de minha amiga que virara-se para o lado errado. — Neville... — sussurrei, deixando as lágrimas saírem.
— Vamos sair daqui — disse Harry, segurando nos meus ombros e me arrastando para longe.

Capítulo 49.

.
Mergulhei numa onda de dor. Uma onda incontrolável. E a única que sentia era a mão forte de Harry apertando meus ombros, me guiando para longe. Para longe do corpo da minha melhor amiga... E agora ela estava morta. E as lágrimas ficaram quentes em minhas bochechas, enquanto eu lutava contra cada soluço. Mas a dor no coração, o aperto e o grande nó na garganta eram impossíveis de segurar.
Onde eu estava? Só sabia que estava de olhos fechados. Por um momento, o mundo exterior me pareceu mais distante do que qualquer coisa. O toque de Harry estava se tornando cada vez mais frio. Quase gelado.
— Para! — eu gritei.
Sussurros indistintos cercavam o lugar. E eu simplesmente não estava aí, queria apenas esquecer...
! Abra os olhos! — eu abri. Era Rony ali na minha frente, com seu rosto recém-deformando, Harry preocupado e Neville culpado me encarando. — Por favor!
— Estão abertos. Ou por acaso você é cego? — joguei em um murmúrio.
, pare de guardar mágoas! O que ele fez foi preciso — sussurrou Harry.
— Isso não realmente importa, importa? Por favor, , vamos procurar Hermione. — Rony praticamente berrou para mim.
— É. Procurar Hermione.
— Vamos nos dividir — ofereceu Harry. — , procure pela área. Eu e Rony vamos pelo leste e Neville pelo oeste.
— Tá — dissemos juntos. Então nos separamos, e eu fiquei sozinha.
Olhei ao redor. Onde realmente estava? Fuck it Eu não sabia. Resolvi, então, andar. Apenas andar... vagar. Tudo estava tão mais calmo ali. O vento que batia. Todos estavam no salão principal e eu aqui... apenas vagando. Me senti uma inútil nesse momento, mas fazer o que? Apenas era.
Senti que me agarravam pela cintura.
— Harry. Não tem graça.
— Harry?
Me colocaram no chão. Olhei para a pessoa.
— Seu... seu... IDIOTA! Sai daqui! Que merda, merda, merda. — disse para Draco, e bati com tanta força em seu peito, que fiquei tonta.
— Estou disposto a te ajudar! Mas você tem que me prometer que... — ele parecia prestes a chorar. — Que não vai me matar.
Eu olhei nos seus olhos.
— Rá! Te matar? Uma coisa que nunca poderei prometer é não te matar, Malfoy...
Mas então ele tirou de dentro do suéter uma varinha. Uma varinha trabalhada. A varinha dele.
— O que é...?
— Quando Harry matou Riddle com minha varinha, ele não sabia que Riddle a enfeitiçara. Na verdade, enfeitiçara a varinha de todos os comensais. Foi mera coincidência, mas esse feitiço é muito poderoso. Harry matou Voldemort com a varinha, o que disponibilizou ao feitiço criar uma Horcrux... Uma Horcrux de quem foi morto. Nesse caso, seria Riddle. E... — ele esticou a varinha para me entregar. — por favor, eu estou cansado. Fique com ela. Faça o que quiser.
Precisei de um minuto para enganar meus pensamentos, e depois colocá-los em ordem.
— Isso é um tipo de piada?
— Não. — ele disse, e algo em sua voz me fez acreditar nele.
— Por que fingiu estar do lado deles?
— Estava chateado. Com você.
— Eu?! — respondi, ofendida.
— Sim. Você não sabe o que eu senti...
— Desculpe. — murmurei.
— Você quer a varinha?
Fiz que sim com a cabeça, hipnotizada por ele. Ele a estendeu mais uma vez, mas quando fui pegá-la de sua mão, ele a abaixou. O encarei, e seu sorriso zombeteiro me fez entender. "Vem pegar". Abaixei para pegar a varinha, e ele a enfiou em meu suéter.
— Ei! — gritei, acusando-o pela invasão.
Mas logo calei a boca, porque ele se abaixou e segurou minha cintura, puxando-me para perto.
— Me desculpe, também, .
Olhei em seus olhos.
— Cala a boca. — disse, e então colei minha boca na sua.
Apenas o farfalhar de nossas respirações e nossos corações batendo. Era o que eu sentia. Sua mão invadindo cada pedaço do meu corpo, até que me encostou na parece mais próxima, pressionando seu corpo contra o meu. Depois desceu os lábios para meu pescoço, e prendeu suas mãos na base das minhas costas. Arfei. Ele formou uma linha de beijos até meus lábios novamente. Nossas bocas uma contra a outra, forte. E isso era tão...
Errado.
— Para. — sussurrei, entre beijos, até que consegui afastá-lo. — O que foi isso, exatamente? Sabe, estamos em um castelo, e está rolando uma briga feia... — ele me examinou, então me colocou no chão novamente.
— Desculpe, , eu só...
— Me ajude a achar Hermione — eu disse, passando a mão em seu antebraço.
Ele sorriu para o chão, e depois levantou o olhar, fixando-o no meu.
— Você sabe quem a pegou?
— Não.
— OK. — ele disse, puxando-me para mais perto para um beijo rápido, e então caminhando comigo para...
Deus sabe onde. E, tanto faz! Eu estava com Draco Malfoy, bitches!

Capítulo 50.

.
— Você a achou? — Harry gritou assim que entrou em meu campo de visão.
Um Avada Kedavra foi abafado pelo som do grito de Harry quando viu Malfoy.
— Calma! — apressei-me. — Ele quer... ajudar. — e foi aí que lembrei da varinha no meu suéter. A tirei e mostrei a Harry. — Aqui está a verdadeira Horcrux.
Harry estava sem Rony, mas mesmo assim pegou a varinha de minhas mãos, lançando um olhar invasivo para Malfoy, que segurou meu braço fortemente. Depois, examinou-a lentamente. Subitamente, gritou:
— Estupefaça! — na direção de Draco. E, vendo que ele voara para longe, Harry me lançou um olha positivo. — É, parece que é a verdadeira.
Exasperada, esperei que Draco levantasse do chão. Mas vendo que tal fato não acontecia, fui até ele. Seu pescoço estava vermelho. Vermelho sangue.
— Draco! — gritei, abaixando-me para examinar o machucado.
Ele estava com os olhos molhados, e com cara de dor, porém nenhuma lágrima escorria de seus olhos.
— A varinha está enfeitiçada. Ela machuca as pessoas com o poder de Voldemort. — ele disse.
— Harry! — gritei, para que ele se aproximasse.
Apoiamos Draco em uma pilastra, e Harry lançou-o um feitiço para que o corte se fechasse, com os olhos pedindo perdão — o que era muito fofo, por sinal.
— Por que resolveu nos ajudar de repente? — perguntou Harry assim que tudo se acalmara. Escondidos no lugar que estávamos, a guerra estava tão alta que dava vontade de berrar mais alto ainda.
— Sempre estive. Porém tenho minhas técnicas. — ele me lançou um olhar, e eu o devolvi.
Logo depois, estávamos de pé, correndo em direção do nada, e tentando achar Rony. Draco apertava minha mão contra a dele, e posso até dizer que doía, porém uma dor boa, já que significava que ele talvez nunca mais a soltaria.
Paramos ao dar de cara com uma criatura ruiva, segurando algo em seus braços.
— Hermione... — disse Harry, e logo depois que percebeu que Hermione estava desacordada nos braços de Rony, disparou até eles. — Hermione!
— Deus...! — gritei, e corri até meus amigos, puxando Draco junto comigo.
— Eu a encontrei — começou Rony. — machucada e jogada por aí. Estava bem perto do salão, mas ainda não consigo entender porque não a mataram logo. Quer dizer, Deus me livre. Eu não gostaria que ela morresse... mas, por quê?
— Porque eles querem atrair Harry — disse Draco, nos surpreendendo.
— O quê?
— Machucaram-na e torturaram-na para chamar a atenção de Harry. Eles o querem, querem seu sangue. E querem Voldemort de volta.
Todos baixamos a cabeça.
— Temos que destruir a Horcrux, Malfoy. E logo. — disse Rony, exasperado. — E, por favor, me ajude a cuidar dessa garota. — ele olhou para Hermione, desmaiada em seus braços.
Harry se remexeu até tirar a varinha do suéter, e olhou para ela.
— Preciso de alguma coisa que...
Nesse momento, o canto direito de meu campo de visão explodiu em cores atrativas, mas não consegui olhar: era luminoso demais. Logo que essa explosão passou, olhamos em conjunção para o local.
— A espada! — disse Rony. — A espada de Gryffindor! Aparece para qualquer aluno da Grifinória que a precisar — continuou, como se já não soubéssemos disso. — E também... mata Horcruxes.
Harry não respondeu, e sim correu até a espada, pegando-a em mãos e... Bem, partindo a varinha de Draco ao meio.

Capítulo 51.
.
Neville apareceu exasperado, porém já havíamos encontrado Hermione. Ele pareceu aliviado, mas confuso com a presença de Draco ali. E eu mostrava o quanto ele era inofensivo segurando seu braço, e seu ombro. Assim ele veria que Draco estava comigo.
Depois de muito corrermos, entramos no salão principal de novo, prontos para uma luta. Mas... estava tudo vazio. Corpos mortos e machucados jogados por toda parte.
— O que diabo...? — tentei dizer. Mas parei. Parei ao ver quem estava no meio de toda aquele destruição, rindo de todos os mortos.
... — bom, não podia ser . Afinal, aquela menina que ria da desgraça dos outros era aquela menina misteriosa que abrira a porta para mim naquele dia e...
— Ah! — gritei com a compreensão. era, então, essa garota? Eu já sabia que essa garota era um problema! — Você! — gritei, avançando nela.
, não! — Draco disse, segurando meu ombro com mais força. O que fiz foi olhar sarcasticamente para ele, e tirar sua mão pesada de meu ombro, e então correr na direção daquele menina idiota.
Atirei-me completamente em cima dela, batendo com força em seu rosto. Sem demonstrar estar sentindo dor, apenas sorriu, e depois gargalhou maleficamente.
Quando parei de bater nela, já cansada, olhei ao redor. Tantos machucados e... ela rindo. Irritação.
— Então, finalmente nos conhecemos!
— Se você não lembra, eu já te conhecia, sua vizinha de merda! — gritei, ainda berrante.
Dava para ouvir meus amigos correndo atrás de mim, mas eu não pude evitar.
— Eu sei, eu sei. Mas, a primeira vez que nos vimos como... bruxas. — ela sorriu maliciosamente. — Sabe, , eu sempre soube que teve potencial — ela jogou as palavras em cima de mim, como facas afiadas. — Matou sua melhor amiga.
— Não me chame de ! E não fui eu quem a matou!
— Mas parte da culpa foi sua, porque não impediu Neville de fazê-lo.
— Não dê ouvidos a ela! — gritou Neville atrás de mim.
? — eu disse, olhando para ela. Ela olhou para mim e balbuciou um "Sim". — Ou melhor — joguei as palavras em português. — ? O que preferir. É tudo a mesma merda!
— Obrigada — ela respondeu, também em português. — Porém palavras não me atingem. — ela sacou a varinha. — Ah, não mesmo! CRUCIO!
Caí, e então tudo ficou preto.

Capítulo 52.
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acorde! Acorde!
Eu não conseguia abrir os olhos.
— Sua cretina! — a mesma pessoa continuava gritando. — Por quê? Por que não consegue deixar as coisas quietas?
— Draco, Draco. Vejo que mudou de lado.
Ainda no escuro, as vozes deturpadas começavam a ficar cada vez mais distantes.
— Estupefaça! — ouvi, e então gemidos. Estavam lutando ali?
Abri os olhos, mas as imagens distorcidas me obrigaram a fechar novamente. Tudo girava.
— CRUCIO! — ouvi uma voz desafinada gritar, e então um urro de dor.
Esse urro era tão familiar que abri os olhos. Era Draco. Draco, meu Draco no chão, sendo torturado, enquanto Harry tentava afastá-lo. E, ao ver Draco com dor no chão, não pude fazer nada a não ser levantar rapidamente, mesmo que tonta, e ir atrás daquela vadia.
— Harry — sussurrei, quando estava perto. — Chame os Dementadores.
Ele não perguntou, mas me obedeceu. Olhei nos olhos malignos de — os mesmo que usou quando torturou do meu lado lá em casa, um passado tão distante... — e então, sem mais delongas, sussurrei.
— Tchau, bitch. Nos vemos no inferno.
Nesse mesmo momento, a sala ficou gelada. Tão gelada, que parecia que toda a felicidade do mundo ia ser retirada à força de mim, me deixando parada e sem ninguém. Sozinha. Aí que entendei.
— Dementadores... — sussurrou com a compreensão.
— Sim, gata — sussurrei, ainda meio tonta. — Pronta?
Finalmente, os Dementadores adentraram a sala, procurando por rastros de prisioneiros... E meio que acharam. Um deles bateu os olhos vazios e desprovidos de alegria em . Soltou um urro, e então começou a correr atrás dela, e foi imitado pelos outros Dementadores.
Quando percebeu o que ia acontecer, virou-se para trás rapidamente. Afinal, quem iria querer o beijo do Dementador? Porém, tarde demais, eles a puxaram para muito longe. Na verdade, para Deus sabe onde!
Ela berrava muito, e começou a debater-se.
— Azkaban — sussurrou Draco ao meu lado.
Não pude fazer nada a não ser chorar. Afinal, olha minha situação: Uma Horcrux destruída, longe de minha vida, morta, eu com simplesmente o garoto mais bonito do mundo ali mo consolando, em Hogwarts... Finalmente, tudo estava bem. Mas ainda havia algo em meu coração que apertava... E forte. Seria ? Talvez.
E foi aí que Hermione resolveu acordar. Sem demora, fomos para o salão comunal — que milagrosamente estava intacto — e a deitamos numa cama. Rony logo assumiu o controle, a cuidou dela.
— Ron, me desculpe por assustar você. Por ter fugido de você, é que eu... — ela disse.
— Shhh — ele pediu, tapando uma boca com a dele.
— hm... — sussurrei enquanto virava o rosto, para os dar privacidade. — Está tudo acabado? — perguntei para Harry.
— Acho que sim.
— Onde estão todos?
Neville entrou correndo na sala.
— Todos estão nas masmorras! Quer dizer, aqueles que sobraram!
Corremos para as masmorras — bom, menos Rony e Hermione que estavam ocupados demais — e encontramos quase todos ali. Gina, Luna, Simas, e muitos mais estavam ali. Parece que os comensais da morte foram todos mortos. Alguns, fugiram. Eu estava tão... desnorteada.
Mais que um peixe no deserto.
— Tudo isso não pode simplesmente acabar assim! — eu disse, atraindo a atenção de todos ali.
Foi aí que Draco segurou minha mão e me puxou para longe de tudo. Fui, sem contestar, andando atrás dele. Ele me puxou para bem longe, aonde não tinha ninguém, e podíamos nos esconder a vontade, sem ninguém para protestar.
— Fuja comigo. — ele disse assim que paramos.
Pareci considerar a ideia, mas primeiro precisava saber porquê.
— Porque não aguento mais essa escola — ele explicou. — Meus pais nunca vão gostar de eu ficar com uma nascida trouxa. Foi mal — ele disse, quando pigarreei.
— E o que pretenda que eu faça?
— Fuja, e mude seu nome.
— Mudar meu NOME? — gritei, e então ele fez menção para abaixar a voz. — Mudar? — sussurrei.
— Sim. , é que você não entende. — ele disse, se aproximando até me envolver com seus braços, e puxar meu cabelo com suas mãos, para fazer com que eu ficasse cada vez mais perto. Ele beijou meu pescoço, depois minha bochecha até achar o caminho para os meus lábios. Depois de um beijo demorado e de tirar o fôlego, ele me encarou nos olhos. — Eu te amo demais.

Capítulo 53.
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Realmente, nem tudo aconteceu do jeito que eu esperava. Queria apenas uma vida mais tranquila em Hogwarts, para esquecer tudo o que passava em . Porém, dei-me logo de cara com um baita de um problema: Minha separação com minha melhor amiga. Ela foi para uma casa, e eu para outra. E, infelizmente, casas antagônicas. Ainda assim, pensei que ia continuar sendo minha melhor amiga, mas vi que estava errada quando ela fez amizade com a pessoa incorreta: Pansy Parkinson, e até ainda mentiu para ela para se safar.
Após isso, beijei Draco Malfoy, coisa que eu nem imaginaria ser possível. E foi ótimo. O ruim foi ele me trair depois, abandonando-me por minha amiga. E o difícil foi saber dessa última Horcrux. Essa revolução 'I heart Voldemort'? Nada é páreo para Harry, Rony e Hermione. E, no final, eles deram conta de tudo. ? Destruída. E meu coração? Aos pedaços. A única coisa boa que me sobrou foram esses amigos. Esses amigos de que tenho certeza... Nunca os abandonarei, e eles nunca me abandonarão. Harry, Rony, Hermione, Gina, Luna, Neville... Obrigada por existirem.
E, claro, não podemos esquecer de Draco que, no final, provou-se bravo. O tipo perfeito de garoto: Perigoso e sexy. Tá, essa parte foi sacanagem com ele, porém o que fazer? Quando ele pronunciou aquelas palavras 'Eu te amo', não pude fazer nada a não ser beijá-lo com tanta intensidade e aceitar mudar meu nome para Astoria Greengrass — chagamos a essa conclusão.
Aquela não fora a última vez que vira meus amigos. Ainda mantínhamos contato, e eles eram os únicos que sabiam da minha troca de nomes. E agora me vejo aqui, ao lado de meu marido, conversando com meus filhos, e esperando-os entrar em seu primeiro expresso Hogwarts. Ao fundo, Harry, Rony e Hermione mandam lembranças à Neville Longbottom, que também foi muito importante.
Muitos anos se passaram, e pode até parecer que não, mas tudo foi surpreendentemente calmo. Draco agora era meu marido. Podia acontecer coisa melhor? Tudo ficara bem em Hogwarts. Tudo ficara ...
Bem.

Epílogo.
Acordei arfando e suada. Minha mente rodopiava. Olhei para o lado. Vi ali, dormindo profundamente. De primeira não reconheci onde estava, mas logo depois vi; estava em meu quarto. Tudo voltou à tona, de repente. Nossa briga com a no lobby, mas simplesmente eu só conseguia me lembrar disso. O que era frustrante.
Mais uma coisa: chequei que meu anel de caveira estava intacto em cima da prateleira.
Eu não conseguia me lembrar do que fizemos depois, eu e . Não vinha à minha cabeça. Mas eu tinha uma vaga lembrança do que eu havia sonhado aquela noite. Não conseguia saber exatamente o que sonhara, porém. Mas eu sabia que meu sonho fora bom o bastante para me fazer deitar a cabeça no travesseiro e voltar a dormir. Voltar a sonhar...

The End.


N/a: Queria agradecer a vocês que acompanharam minha fic desde o começo, como a Maris Born, que foi primeira pessoa que leu minha fic, e a pessoa que, na minha cabeça, fazia o papel da melhor amiga do mau. Haha, desculpa te matar na história, amiga, você sabe que eu te amo! Obrigada à Karen e à Rafa por me incentivarem com essa fanfic, e ao Jordan, mesmo que não tenha lido por julgar "feminina demais", kkk. Essa foi a minha primeira fic, e é ótimo ver os comentários entusiasmados de vocês! Espero que não tenham se decepcionado muito com o final, é que essa história foi inspirada em um sonho que tive, e me senti na obrigação de isso acontecer na fic. E um beijo especial pra você que leu a fic toda, que ainda está lendo ou que vai ler. Não esqueça de deixar um comentário! Muitos beijos, TheLastHorcrux.

N/b: AAAAAAAAAH!! A fic acabou gentee, não acredito mimimi. Eu amei demais betar e acompanhar essa história incrível e super bem escrita. ;* Qualquer errinho já sabem -> /kaah.jones/ xx.

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