Escrita por: Gracy
Betada por: Andy




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Prólogo


Estava colocando meu uniforme usual, quando tomei a decisão de dar um tempo daqui. Estava acontecendo muito caos com a dúvida da minha irmã mais velha em se tornar ou não a Rainha da Dinamarca. Ainda bem que eu sou o mais novo, e como meus pais dizem, não tenho a responsabilidade de cuidar de mim, imagina de um País. E como a regra é que não é preciso ser um homem para entrar na linha de sucessão, a minha irmã entrou. Acontece que, com toda essa pressão contra minha irmã, eu que sofro. Todas as atenções estão voltadas pra ela, isso é um saco. Eu ainda tinha um ano fora das responsabilidades.
Fui para fora do meu quarto e me direcionei ao gabinete do meu Pai, onde estavam todos reunidos. Ontem eu fiz um comunicado dizendo que tomaria um decisão e que hoje eu falaria com eles.
Abri a porta e pus minha presença a tona ali.
- !
- Muito bem, tenho coisas a fazer, o que queria falar conosco? - Minha irmã perguntou.
- Serei rápido.
- Pois bem... - Meu pai fez menção para eu continuar.
- Já que eu não tenho nada para fazer por aqui, e essa confusão da ser a herdeira do trono não resolvido, eu me decidi que quero passar férias.. – Parei, esperando a aprovação dos meus pais.
- Não vejo nenhum problema. Aalborg poderá ser um lugar ótimo, ou Odense. - Meu pai deu uma sugestão.
- Roskilde também. - Minha mãe tentou ajudar.
- Londres. Estava falando de Londres.
- O que? Em outro país? - Minha mãe quase levantou da mesa, indignada. Como ela é dramática!
- Claro! - Falei.
- Não vejo problema nisso, mamãe. Londres também é um lugar ótimo. - falava rindo, o que me fez ri também. Por um lado minha irmã é legal, claro, quando ela não está irritada, estressada ou entediada. Mas o papel de irmã apoiando o irmão ela faz muito bem.
- Não! É muito longe daqui. - Sabia que minha mãe ia dizer não, não estava com esperanças dela deixar mesmo. A coisa é com meu Pai.
- Pai, essa confusão está me deixando mais estressado que o habitual. Uns dias em Londres não serão o fim do mundo. - Ouvi um suspiro do meu pai.
- Temos problemas demais, . Se pegarem você fazendo mais de uma das suas irresponsabilidade eu não sei o que vai acontecer.
- Eles nem vão saber que eu estou em outro país. E outra, eu... posso prometer não aprontar coisas que possam levar ao declínio do reino.
- Declínio? Não exagere, maninho. Declínio seria se eu fizesse algo de ruim e minha coroa parasse em mãos erradas.
- Edward! - Minha mãe tinha o dom de só falar o nome do meu Pai para repreendê-lo, que ele fazia o que ela quisesse.
- Seu primo e seu tio estão de olho na gente. - Meu pai falou.
- Dane-se eles. Eu não sou o herdeiro!
- Mas faz parte da família real! Está decidido, você não vai. Não quero problemas.
- Isso não é justo. O que eu vou ficar fazendo aqui?
- Você tem seus amigos, . - Minha mãe falou, lembrando dos meus amigos.
- Eu sei, o e o iriam comigo. E nós íamos nos encontrar com o e o .
- O Conde e o Príncipe da Holanda? Oh God! - Minha irmã exclamou.
- Não começa, .
- Já tomei minha decisão, .
- Estou de acordo com seu pai.
- Claro que você está, mãe, você que fez a cabeça dele. - Ela ia protestar, mas eu interrompi. - Tudo bem, eu já informei a vocês o que eu quero. Depois não reclamem das consequências.
- Que consequências, ? - Meu pai perguntou.
- Vocês verão logo. - Disse convicto, saindo do gabinete.
- Queremos saber que consequências você está aprontando, ! - Só pude ouvir o meu nome todo. Isso significa que minha mãe devia estar furiosa. Mas dane-se, eles que pediram isso. Ainda sou um cara legal e fiz um ultimato.

Desci para a biblioteca e peguei o meu celular, discando para os meus amigos.
- E aí, ! - Ouvi o do outro lado da linha.
- Avisa pro que ta confirmado, vou pra Londres amanhã à noite.
- Seus pais deixaram?
- Claro que sim. Mesmo se eles impedissem eu ia de qualquer jeito. Você sabe quem eu sou.
- Ah, claro garanhão. Então, tudo certo. Até mais.
- Falô!
Certo! Hora de ligar para os outros. Liguei para o e para o e eles confirmaram que iam também. Ótimo, nós cinco em uma viagem histórica para a Inglaterra, mal podia esperar. Agora só acertar as últimas coisas: Pegar as economias, tentar sair daqui sem ninguém notar, pegar o e o , mandar o Paul nos levar ao aeroporto e hasta la vista, Dinamarca!
Eu sou , Príncipe da Dinamarca, filho de Edward , Rei da Dinamarca e Anne , Duquesa da Dinamarca. Tendo uma irmã mais velha, Gemma , Princesa e futura herdeira do Trono real da Dinamarca. Chega de nomes da nobreza! A partir do dia que eu sair desse País serei apenas Winston. Sem títulos, sem dever e bla bla. Vou ser apenas um cara normal como qualquer outro.



Acabou o ano de colegial. Não poderia estar mais satisfeita, irei fazer faculdade no ramo de fotografia. Estava esperando a carta de aceitação. Sou , tenho 18 anos, na verdade daqui a alguns dias iria fazer 18. Nasci no Brasil e algum tempo atrás morava lá também, mas meu sonho sempre foi morar em Londres e aqui estou eu. Essa cidade é simplesmente perfeita, do jeito que eu imaginava. Eu trouxe comigo duas amigas, e , elas iam fazer faculdade também, uma no ramo de gastronomia e outra no mesmo ramo que eu.
Estava acabando de chegar da biblioteca, tinha acabado de alugar dois livros. Um era a saga Percy Jackson, mundialmente conhecida, e a outra era de Contos de fadas, todos juntos. Eu adorava esses livros de aventura. Cheguei no apê onde eu e minhas amigas atualmente estávamos instaladas.
- Já voltou? - falou.
- Sim, só fui para a biblioteca pegar esses dois livros. - Falei, mostrando os livros.
- Você e esses livros. - Ela soltou uma risada. - Está na hora de comprar uma estante, não acha? Daqui a pouco sei que você vai na biblioteca comprar. - Eu a ignorei e peguei meu Notebook e sentei no sofá da sala.
- OLÁ GENTE! - apareceu, gritando com uma touca na cabeça.
- O que é isso?
- Estou hidratando meu terrível cabelo.
- Hmm. - Incrível como nós três éramos diferentes, cada uma com uma personalidade.
- Vou ler no meu quarto, qualquer coisa me chama. - Falei.
- Hey, amanhã vamos ao museu, está bem? - .
- Ok. - Falei e fui direto pro meu quarto começar a ler o terceiro livro de Percy Jackson.



Estava de noite, Scarlete veio me dizer que o jantar estava servido. Me arrumei formalmente e desci para a mesa onde meus pais e minha irmã logo se encontravam. Percebi que minha mãe não tirava os olhos de mim o dia todo, muito menos agora.
- Boa noite. - Todos responderam minha saudação.
- Vamos pra onde amanhã? - Meu pai perguntou.
- Como? - Não lembrava para onde nós íamos amanhã.
- Dia da responsabilidade. Lembra-se?
- Não. - Falei sincero.
- Ah, sabemos que essa palavra não entra na sua lista. - .
- Não enche.
- Meninos, estamos na mesa. Isso não é hora de provocação. - Ouvi meu pai falar enquanto éramos servidos pelos empregados da casa.
- Desistiu? - Depois de alguns minutos minha mãe me perguntou.
- Do que?
- Do que você tem em mente. Sei que está planejando algo, e algo que eu não gostaria de imaginar. - Bufei.
- Não sei do que está falando. E a senhora devia se poupar de estresse, isso conta com os vigias que a senhora mandou para ficar de olho nos meus passos.
- Você me fez tomar decisões drásticas.
- A senhora está imaginando coisas. O que eu iria fazer então? - Ela me olhou desconfiada.
- Acalme-se, Anne. O menino não vai fazer nada. Ele não ousaria. - Meu pai falou e ao mesmo tempo me intimou.
- Não mesmo.
- Com licença. Vossa Majestade.. - Scarlate entrou e entregou uma carta ao meu pai. Vi ele abrindo e lendo o papel.
- Uh?
- "Vossa Majestade, eu, Lionel Blayde, lhe dou uma sugestão de um formal casamento a sua Alteza Real antes da Alteza ser coroada. O parlamento está tendo conversas intimidantes sobre as regras da coroação, e com ajuda do irmão da Vossa Majestade isso só tende a piorar. Com muito respeito e lealdade a Vossa família indico um Baile para arranjar um pretendente a Vossa Alteza. Atenciosamente, Lionel Blayde." - Ouvi o suspiro do meu pai. quase se engasga com a bebida.
- Como assim casamento?
- Eles pensam que você não tem a mínima capacidade de governar esse país sozinha. - Meu pai falou.
- Que petulância. Eles não sabem de nada.
- Ela é obrigada a casar? - Fiz uma careta.
- Eu não vou casar com ninguém só por causa da coroação.
- Vamos fazer o seguinte. Vamos dar boas vindas a esse baile aqui, não é necessariamente obrigado que você escolha alguém.
- Não preciso, pai. Já tenho a pessoa, mas casar? Que seja bem em um futuro distante.
- Quem? Nathaniel? - Perguntei. me lançou um olhar feio. Eu ri.
- Como? - Minha mãe perguntou, olhando pra minha irmã. - Você está interessada no seu primo? Aquele que mais quer a coroa?
- Não é ele, é o pai dele.
- Grande diferença. - Meu pai dizia. Enquanto eles discutiam eu tinha acabado de jantar e me retirava.

- ! - Ouvi alguém me chamar.
- Eu? - Me virei antes de me retirar dali.
- Qual a pressa de sair? - Minha mãe.
- Vocês que falam demais, sinceramente. Vou dormir! Estou cansado.
- Não esqueça que amanhã vamos ter que sair. Apronte seu cavalo branco.
- Certo, pai.
- O BRANCO, não o preto. - Ele me encarou.
- Formalidades idiotas.
- !
- Já estou indo, fui. - Deixei eles resmungando. Incrível como eles sempre me repreendem, certo que eu gosto de aprontar algumas coisas que estão fora da formalidade de ser uma alteza. Mas essas coisas de regras é muito sem graça, por isso sempre procuro a diversão. Mas no final minha reputação vai por água abaixo. Divulgam coisas até que nunca acontecem. Amanhã vai ser um longo dia. Fui para meus aposentos, tomei um banho e caí deitado na minha confortável e nobre cama. Não via a hora de sair um pouco daqui e viajar por aí, não sendo um príncipe. Ser um cara normal deveria ser perfeito, quem sabe até poderia encontrar a minha princesa perdida por aí?! Ela estava demorando muito para me encontrar. Eu ri com meus pensamentos. Peguei meu ipod e coloquei os fones de ouvido, e logo estava eu adormecendo ouvindo minhas músicas.

Entreguei meu cavalo para Dallas colocá-lo de volta onde é seu lugar e entrei no palácio as pressas. Já estava no fim da tarde e logo anoitecia, tinha que preparar tudo para hoje à noite. Droga de dia da responsabilidade, só me fez ficar mais nervoso. Minha família vinha logo atrás, cheguei primeiro porque o Pegasus é um cavalo muito rápido e eu o fiz correr que nem um raio. Sentirei saudades deles, do Pegasus, meu cavalo branco e do BlackJack, o meu preto. Os únicos que eu montava e eu era o único que eles deixavam montar. Esses nomes lembravam algo? Sim, leio muito os livros do Rick, sou um fã. Finalmente cheguei ao meu quarto onde preparava minhas duas mochilas. Era a única coisa que eu ia levar, não podia dar bandeira. Sei que meus pais vão sentir minha falta logo e vão rodar Londres inteira até me achar. Quando chegar lá tenho que tomar cuidado com paparazzis e seguranças que forem contratados pelo meu pai. Ninguém podia descobrir quem eu sou, eu prometi a mim mesmo que ia tentar viver como alguém normal.

- Oi? - Atendi o meu celular logo quando vibrou no meu bolso.
- Está pronto? Estamos esperando vocês três no aeroporto.
- Certo, falou algo para seus pais que eu ia?
- Não, como você pediu. O que você está tramando, ?
- Não posso dizer agora, . Nos esperem aí, já estamos chegando.
- Ok. - Desliguei o celular e fui checar os cômodos antes de fugir. Quando fui olhar o último corredor, aparece minha irmã em uma posição de quem estava me esperando. Bufei.
- Olá irmãozinho.
- O que é que você quer?
- O que está aprontando?
- Não é da sua conta. - Ela me pegou pelo braço e me puxou para o quarto dela.
- Pronto, agora conte-me. Antes que eu fale pro papai que você estava fugindo.
- Como você...
- Sou mais esperta que você pensa.
- Eu conto se você prometer não interferir.
- Tudo bem.
- Eu vou pra Londres hoje à noite com os meninos.
- O que? Está doido?
- Eu quero um pouco de férias daqui. Esse lugar me deixa agoniado. E sei também que meu destino me espera lá.
- Está ok, senhor destino. Eu não vou te proibir, mas sabe que eles vão senti sua falta, não é?
- Sei, e você vai me prometer a não falar pra eles onde estou. Mesmo que cedo ou mais tarde eles me encontrem, preciso de tempo, pelo menos.
- Você estará em grandes confusões, . Mas eu sendo sua irmã devo cobrir isso. - Eu sorri.
- Sabe, acho que você será uma ótima rainha.
- Eu não sei... - falou ela, hesitando.
- Relaxa. Bom, tenho que ir agora, me cobre? - Ela afirmou.
Peguei minhas coisas no quarto e minha irmã distraiu os seguranças que estavam rodeando o lado de fora. Pulei a janela, me equilibrando em pedaços onde eu podia escalar e pulei até o chão. Pensei que a altura era mínima, me contorci de dor depois que caí de mal jeito, mas me levantei e corri para o rancho onde estavam meus cavalos.
Como daqui até o muro dos fundos tinha uma distancia enorme, tinha que ser rápido e discreto. Já que estava noite, peguei o Black Jack, vesti minha capa preta e saí com mais de mil para os fundos. Chegando no muro abandonei o Black Jack e o mandei voltar pro lugar onde estava, mas antes tive que ter uma ajudinha. Subi nas costas dele e pulei o muro. Não vi segurança nenhum desde que saí do palácio, mas percebi que minha irmã podia ter me ajudado com isso também. Mas infelizmente ela não pôde fazer nada com as câmeras. Logo a uma distância dali na portaria dos fundos, Paul me aguardava em seu carro. Tive que me ajeitar um pouco para que ele não percebesse que eu estava saindo dali fugindo.
- Vamos, Paul. – Ordenei, entrando com as duas mochilas no quarto.
- Desculpe pelo atrevimento Vossa Alteza, mas pra quê essas mochilas? Não ia só se despedir dos amigos?
- E eu vou. O Sr. me mandou levar o combustível de comida pra ele, já que estou devendo umas coisinhas. - Eu sorri, lembrando que amava comer.
- Certo, só espero que a Vossa Alteza não apronte e deixe Sua Majestade enlouquecido.
- Pode deixar, Paul. Não vou enlouquecê-los. - Só vou deixá-los assustados. Pensei.

Paul me levou até a casa de e , onde eu pudesse pegá-los, já que eles iriam comigo também. Mas Paul não sabia disso, ele pensava que todos iam viajar menos eu. Mas percebi que ele estranhava alguma coisa.
- Obrigado, Paul. No Futuro o senhor ganhará algum título, pode ter certeza. - Sorri pra ele.
- Menos, Vossa Alteza. Estou esperando no carro, não demore. - Ele falou e me olhou.
Desci do carro e fomos ao aeroporto onde encontramos e .
- E aí gente, beleza? - O legal de nós cinco sermos amigos é que não havia nenhuma regra de como se falar com nós mesmo.
- Sim.
- Já anunciaram o voo, melhor irmos. - disse e todos concordaram. Fizemos o check-in e fomos para o portão de embarque.
Depois de alguns minutos, lá estávamos nós indo para o avião. Antes de entrar pude perceber alguém correndo em minha direção. Paul.
- O que está fazendo, Alteza? Não pode sair do País assim. - Ele falou quando finalmente me alcançou.
- Desculpe, Paul. Mas vai ter que ser assim, confie em mim. Mesmo não sendo meu pai, você é como um tio pra mim. E posso jurar diante de ti que eu prometo tentar não criar confusão. Só quero alguns dias de liberdade longe desse confinamento. E meus amigos estão comigo. - Ele me olhou.
- O que direi a Vossa Majestade?
- Não se preocupe, só diga que eu fugi. Se eles te demitirem, eu te contratarei como meu segurança pessoal. - Sorri e subi as escadas, pronto para entrar no avião.
- Se as pessoas descobrirem quem você é, Alteza? Você pode correr perigo.
- Não me chame de Alteza, Paul. Você sabe meu nome. - Me virei pra ele, rolando os olhos. - Pode deixar que eu sei me virar, está bem. - Paul finalmente desistiu de me evitar viajar.
- Tome cuidado.
- Tomarei, Obrigado. Ah, e cuida da minha irmã por mim. - Sorri.
Entrei no avião e fui me sentar nas poltronas, os meninos já estavam a minha espera, principalmente e que estavam com uma cara nada legal.
- Você está fugindo?! - perguntou.
- Estou. Mas não é da conta de vocês.
- Você é bem corajoso, . O mundo não é como você pensa.
- Então vou deixar o mundo pensar em quem eu sou.
- Anh?
- Nada. - Falei sorrindo. - Só temos uma meta aqui. Nos divertir!

Chapter 1 - London




- O quê?
- E agora, onde a gente vai morar?
- Desculpa gente, se eu soubesse. - estava nos comunicando que a dona da propriedade vendeu ela para outra pessoa, e infelizmente temos que nos retirar.
- Onde nós vamos morar?
- Minha mãe mandou eu ir morar na faculdade. É melhor e já tenho direito enquanto eu pago minha faculdade, mas e vocês?
- Não se preocupe , não sabemos, mas vamos dar um jeito. - Eu falei, tendo algo em mente.
Bom, não sei se a vai gostar de morar em uma biblioteca mas eu só pensei nesse caminho. Eu já dormi lá, conheço a dona e ela é muito carismática. Certeza que ela ia alugar um quartinho pra gente, até encontrarmos algo para nos fixarmos. Nós arrumamos nossas malas e saímos dali. disse que iria fazer uma visita pra gente sempre que pudesse e que nós iriamos fazer muita falta. Eu e a estávamos descendo do Táxi já na frente da biblioteca.
- Eu não acredito! - Resmungava . - Vamos morar em uma biblioteca?
- , você já entrou aqui por acaso? E não temos lugar para morar por enquanto, é só um período até a gente arrumar um AP.
- Eu sei, mas é que é meio estranho. Tipo "Oi, onde você mora?" " Eu moro na biblioteca da cidade, que tal ir me visitar algum dia?" - Ela falava interpretando e eu ri. - Isso é muito estranho.
- Eu sei, .
Entramos na biblioteca e mal víamos aquele pequeno salão no começo. Percebi que ela arregalava os olhos e abri a boca como um gesto de admiração.
- Nossa! Retiro tudo que eu disse, deve ser legal morar numa biblioteca. - Eu ri. - Agora sei porque você vive vindo até aqui. - Logo Sra Lerman veio nos atender.
- Boa noite, meninas! , já sabem onde vocês irão ficar?
- Olá Sra Lerman. - Nós duas a saudamos.
- Sim, sei o caminho. Obrigada.
- Não há de quê. - Eu já tinha falado nossa situação antes de vir pra cá, e a Sra Lerman entendeu e nos deixou ficar por algum tempo.
- , . Tenho uma coisa para falar pra vocês.
- Sim?
- Estava pensando, para vocês não pagarem o quarto que vocês vão utilizar por enquanto, que tal vocês somente ajudarem no auxilio a biblioteca? Digo, como um trabalho. Mas vocês também podem ter o direito de tirar um livro sem qualquer custo. - Ela falava sorrindo.
- Isso é possível? - Perguntou interessada.
- Claro que sim, não vejo problema nisso.
- Então acho que aceitamos. - Nós sorrimos.
- Que bom, olha, não é nada puxado ou obrigado, só uma ajuda. - Nós concordamos. - Boa Sorte. - Ela falou e saiu.
- Eu não acredito, meu sonho é morar em algo enorme cheio de coisas magnificas. , eu te amo. - falava.
- Tudo bem, não precisa me agradecer. Acho que vai ser legal também.

Já eram três horas da madrugada e eu simplesmente não conseguia dormir. Talvez pela mudança de local, eu não sei. Resolvi passear para ver se o sono vinha. Passei de estante em estante até que uma sessão me chamou atenção. "Contos". Entrei, dando uma de curiosa e fui bisbilhotar os títulos dos livros e UAU! Como eu imaginei, tinha uma área coberta de livros de contos de fadas. Rapunzel, Branca de neve, Cinderela, A pequena Sereia, João e Maria... Chapeuzinho vermelho. Parei nesse e abri o livro. Me aconcheguei, sentando na mesa. O livro era ilustrado, eu já tinha lido todos os contos de fadas, minha mãe tinha mania quando era criança de contar eles em cada noite que eu dormia, até quando eu tinha quinze anos eu amava ler livros de contos. Eles pra mim eram um tipo de joia rara, era não, são! Sorri ao ver uma figura da chapeuzinho com sua cesta passeando no bosque.
Eu não era que nem algumas meninas que sempre sonham em ser a princesa dos contos de fadas que esperava seu príncipe encantado em um cavalo branco, eu tinha a certeza da realidade. Não existe esse negocio de Felizes para sempre, o que existe são pequenos momentos felizes que podem ser especiais. Imagina um mundo onde todo mundo é feliz, ninguém briga, ninguém se estressa, todo mundo sorri? Ficaria um tédio. Sinto que com a tristeza as pessoas aprendem com a vida.
Eu acredito que para todas as pessoas existe um outro alguém que é capaz de fazer você feliz. Amor. Pensando nisso, acho que eu sou perfeita para ser a chapeuzinho vermelho. Eu ri com meus pensamentos. Já namorei diversas vezes, mas nenhuma vez eu me senti especial, sempre sentia que algo faltava, mas só vejo isso agora. Naquela época em que eu namorava eu pensava que ia ficar com ele para sempre, estava enganada. Eu sempre tive tudo que eu queria, uma família de classe média que me amava, amigas leais e engraçadas... Uma vida sensacional, mas a única coisa na qual eu não tinha sorte, era no amor. Cadê você, príncipe da chapeuzinho? Suspirei. Eu acho que ainda anda perdido por aí, e vai ser muito difícil encontrar a chapeuzinho, principalmente a chapeuzinho da realidade: eu. Procurei demais alguém para mim, e quase sempre eu quebrei a cara, agora eu desisti de encontrá-lo. Ele que venha me buscar. Coloquei o livro de volta na estante. Acho que encontrei o lugar perfeito aonde eu queira ficar sozinha.



Acordei quando senti que algo quente batia na minha face. Era o sol que já estava nascendo. Senti alguém me cutucando.
- , já vamos pousar. - falava do meu lado.
- Sério? Já estamos em Londres? – Falava, enquanto me ajeitava no banco. Fui checar meu celular e lá havia uma mensagem. "Está tudo bem por aqui, quando tiver muitas ligações perdidas já sabe que eles notaram sua falta por aqui. Boa viagem! X ". Sorri, mandando outra mensagem. "Obrigado por tudo mana, Te amo."
- E aí já notaram? - veio me abordando.
- Ainda não, eles não costumam acordar cedo. Mas sei que logo logo eles vão saber que eu fugi. – Falava, enquanto eu e os meninos nos preparávamos para o impacto da aterrissagem.
Depois de algumas horas, estávamos parados no aeroporto esperando uma van contratada pelos 's.
- Qual seu nome mesmo? - perguntou. - Aquele menos conhecido. - Nós rimos.
- Menos? Esse sobrenome não existe. - .
- Winston, Winston. - Sorri. Logo depois estávamos dentro da van indo para algum lugar que o disse que a gente ia ficar, a propriedade estava no nome da família dele. No caminho, víamos cada pedacinho de Londres. Não quero sair daqui tão cedo.

Depois de nos alojarmos na propriedade do , começamos a bagunça. Todos estavam reunidos na sala.
- Qual seu plano agora, ?
- Não é obvio? Me divertir. Primeiro vou conhecer Londres, seus pontos turísticos. Depois nós vemos o que fazemos.
- Eu só sei que vou para algum pub. - .
- Falou o puto que está doido para beber e pegar mulher. - Nós rimos.
- Interessante como a gente perde o linguajar ao nos afastar do nosso país. - comentou.
- Do nosso país? Você quer dizer dos nossos pais né? Uns chatos. - falou e nós rimos mais uma vez.
- O que vamos fazer mais tarde? – perguntei.
- Passear por aí, ver as pessoas.
- Vocês dois. - falou, apontando para mim e para o . - Espero que ninguém os conheça, príncipes. - Esqueci de mencionar que o e o não tinha a família ligada a nobreza. Mas mesmo assim eram dois dos meus melhores amigos.
- Não vão, aqui é outro país.
- Hoje que tal irmos ao museu?
- Boa ideia!
- Vou descansar agora, depois nós vamos, certo? - Todos concordaram.
- Com licença. - Me retirei da sala e fui ao meu quarto. Fui pra janela ver como era a vista daqui. Muito lindo. Londres era perfeito. Bocejei, sentindo o cansaço me dominar e me deitei na cama, logo adormecendo e entrando em um sonho um pouco esquisito.
Era uma visão turva, mas dava pra perceber que era minha casa, o palácio. Depois mudou a cena, era um lugar estranho, onde tinham vários objetos valiosos. Relógio, um báculo. Uma coroa. A coroa brilhava intensamente ao me notar ali, ela era magnífica e enorme. Era de ouro, parecida com a coroa do meu pai. Devia pesar toneladas, me vi assustado olhando pra ela e depois comecei a sorri. Minutos depois mudou de cena mais uma vez. Agora mostrava uma garota linda entrando em um Hall com um vestido azul, mas possuía uma mascara. Ela me encarava séria, mas com uma expressão confusa.
falava algo ao meu lado, mas eu não entendia. Logo depois ela foi pra fora, eu tentei ir atrás dela, mas não conseguia. Em sonhos ninguém consegue correr, havia um sentimento estranho ali. Não identificava qual. Outra cena novamente estava mudando, agora aparecia outra mulher, na verdade era minha irmã.
- Eu não posso ser a Rainha, eu abdico a Coroa. Sabe o que isso significa né? Ela vai... - De repente a cena foi ficando escura, e eu só lia os lábios da .

Senti minha consciência voltar ao poucos. Mas o que foi aquilo que eu acabei de sonhar? Que coisa estranha. Quem era aquela garota de vestido azul? Fiquei pensando mil coisas, antes de me aprontar e ir pra sala procurar os meninos. Coloquei meu suéter, uma calça amarronzada e calcei meu all star vermelho.
Encontrei eles na sala, assistindo TV.
- Pensei que não ia acordar mais, Bela adormecida.
- Ha Ha Ha. Vamos para o museu? - Antes deles responderem, ouvi o meu celular tocar. Olhei no visor e percebi que era minha irmã.
- Não vai atender? - Liam perguntou.
- Não. – Falei, rindo. Olhei mais uma vez e percebi que deixaram uma mensagem de voz. "! Sua irmã disse que você saiu cedo, e mandou avisar que ia dormir na casa dos Payne's. Custava ter avisado? Ligue assim que puder." Eu sabia que era um dos meus pais, a nunca ligou pra mim, apenas me mandava mensagens. E bom, eles não tinham celular.
- Vamos para o museu, estou curioso para saber o que tem. - Todos estavam prontos, e fomos em uma van para o museu.
O edifício era enorme, nunca tinha visto outro além daquele do meu país. Pra mim, andar por Londres, mesmo de carro com seus melhores amigos, tranquilo, sem ninguém saber quem é você, era melhor do que ser vigiado 24 horas por dia. Sorri, descendo do carro.
- Então vamos lá. - anunciou, correndo nas escadarias e subindo para entrar no museu. Nós acompanhamos.
Compramos nossas entradas e paramos no saguão onde já haviam peças. Tiramos fotos, tentamos procurar informações e até zoamos uns aos outros quando encontrava algo engraçado. Quem passava por ali poderia pensar que éramos garotos normais, e não garotos de nobreza em sua família e como, por exemplo, eu, realeza.
Estávamos indo para o último andar, quando no momento que olhava pra trás tentando conversar com o , sinto algo me esbarrando. Olhei diretamente para a linda garota que acabava de esbarrar em mim sem querer que descia as escadas. Li os lábios dela e percebi que ela pedia desculpas atrapalhadamente, mas eu não conseguia ouvir nada. Na verdade eu não estava era prestando atenção no que ela dizia, somente na beleza que a garota possuía. Depois de um tempo percebi que ela tinha deixado algo cair, olhei pro chão e era uma rosa vermelha. Franzi a testa e corri em direção ao corrimão, olhando para baixo com a esperança de encontrá-la e dizer que ela havia deixado cair algo, mas sem sucesso. Ela já tinha desaparecido. Olhei pra flor, pensando na mesma, até que Liam me chamou a atenção.
- Vai ficar parado aí o dia todo? Vamos. - Ele falou e eu o segui, ainda com a flor na mão.
Não podia jogá-la fora. Era uma flor, eu sei, mas eu não tinha coragem de jogá-la. Ela era daquela garota, e eu tinha a sensação de ser obrigado a encontrá-la e devolver o que é dela. Mesmo que só seja uma mera rosa. Com esse intuito, fiquei o tempo todo com ela na mão, até guardá-la depois.


Estávamos rindo, tomando o nosso segundo milkshake. Tínhamos acabado de sair às pressas do museu, se fosse pela nunca íamos sair de lá.
- Ai que gostoso. - falava. - Sempre que eu tomo milkshake de creme eu tenho vários inícios de orgasmos.
- Nossa. – Falei, rindo com .
- Essa foi boa.
- Eu não aguento mais tomar milkshake, meu cérebro já está congelado. - Falei reclamando, passando a mão na minha cabeça. Senti falta de algo. - MINHA ROSA!
- O que tem ela?
- Perdi! - Fiz bico. - Droga, acho que deve ter caído no museu.
- Ah, qual é . Você não vai morrer por causa de uma rosa. - falou.
- Nem vem, foi o tiozinho da rua que me fez o favor de me dar.
- Nem me fale nesse tiozinho, ele estava com uma cara medonha.
- Nada a ver, . Ele foi muito educado ao me dar uma rosa.
- Eu estava com medo dele ok?
- Que seja! Perdi minha rosa, quero outra.
- Ahá há, vá só. E aliás, eu acho que você deixou cair quando esbarrou naquele Deus Grego.
- Deus grego? - Eu e a perguntamos com uma cara de interrogação.
- Não viram o rosto dele?
- Eu não... Só vi as lanternas dele. - Eu falei, me referindo aos olhos.
- Nem eu.
- Sério? Não sabem o que perderam. - falou, rindo. - , ele era lindo demais e você nem viu o menino. Ele te olhou muito, viu?
- Que olhe, fui feita pra olhar ué.
- Nem se acha! - falou, rindo. - O que vamos fazer agora?
- Ir para casa, porque eu estou cansada. - Falei resmungando.
- Pra casa, você quer dizer biblioteca né? Porque nós moramos com um monte de livros.
- Posso ir com vocês? Quando anoitecer eu volto para o dormitório.
- Tudo bem. – Falei, pegando a bolsa e indo para o caixa pagar os milkshakes.

O Sol já tinha se ido, resolvemos voltar para casa e descansar um pouco. Além do museu, nós paramos para comer em alguma lanchonete, daí conheci o famoso cachorro quente que o Louis sempre falava. No palácio as comidas eram diferentes, eram comidas nobres, mas sinceramente aquele cachorro quente era mais gostoso que muitas.
Subi para meus aposentos, precisava de um banho, tirei a camisa e deixei pelo chão mesmo. Lembrei de algo que chamou minha atenção, a flor. Eu a tinha colocado na cômoda logo que cheguei, à peguei e arranjei um pequeno jarro de vidro pra ela e coloquei água dentro. Ela ainda continuava intacta. Flashback do pequeno esbarrão invadiu minha mente, aquela garota de cabelos castanhos ondulados e olhos cor de mel não saía da minha cabeça e eu não sabia nem seu nome.
Suspirei frustrado, fiquei encarando aquela rosa vermelha por alguns minutos, ela parecia mais interessante do que todas as coisas ali.
Voltando à realidade, me dei conta que precisava mesmo de um banho.

Nos reunimos na sala de jantar e resolvi ligar para minha mãe e tentar enganá-la mais um pouco. Preparei o para falar.
- E aí maninho? Tudo bom?
- Oi , tudo e como vão as coisas por aí?
- O de sempre não é. Hmm, deixa eu adivinhar, ligou pra falar com a mamãe?
- Yep! - Ouvi um grito do outro lado e depois alguns barulhos.
- Filho, finalmente deu sinal de vida. Como está? Os 's te receberam bem? Você está se comportando?
- Calma, mãe. Só tem um dia que estou aqui. E estou bem, os 's com certeza sempre me recebem bem, não vai ser diferente agora. E eu não fiz nada até agora, ok? Ah, o quer falar com você.
- Certo. - Passei o telefone pro .
- Oi, Senhora , como vai?
- Vou bem, querido, e você?
- Tudo ótimo. Bem, quero te pedir se o er... pode dormir aqui por mais dois dias? É porque meu pai vai viajar e ele queria mais um homem na casa. Sabe como é, proteger sua esposa. - Todos estavam prestando atenção no . Eu estava prendendo o riso, ele não sabe mentir. - Certo então. Obrigado, Senhora , até mais. - Ele desligou o telefone, quase morrendo e me encarou. - Não me faça mais fazer isso! Se sua mãe descobre estamos ferrados!
- Calma. - Fiquei rindo. - Tudo vai dar certo, confie em mim.
- Vamos dormir, porque eu estou morto. - .
- Também, nem descansou quando chegou de viagem. - .
- Eu vou dar uma volta no jardim. - falou e se levantou.
- Espera, eu vou com você. - Falei com e fomos em direção à porta.

A noite estava um pouco fria, mas nada exagerado, já estava de casaco mesmo. Nós fomos caminhando até o jardim em silêncio, sabia que o estava preocupado com algo.
- Diz! - Falei quando nos aproximamos de uma pequena fonte.
- O que?
- Sei que está preocupado com algo. - Ele suspirou.
- Jamie, conhece?
- Aquela que você andava espionando?
- Eu não estava a espionando!
- Ah, claro que não. - Falei irônico.
- Ela é uma princesa, .
- Eu sei... - Falei o óbvio, mas não entendendo o problema. - Qual o problema nisso?
- Eu sou um mero plebeu.
- Sério que você está me falando isso? Esqueceu que eu também sou um príncipe, mas você é um dos meus melhores amigos?
- Acontece, , que sua família é totalmente diferente da dela.
- Oh, então sabe até o jeito da família dela.
- Cala boca! - ele resmungou, provocando meu riso.
- Ela te conhece?
- A gente se encontra sempre. Mas estou pensando em me afastar dela.
- Hey, nem pensar! Você gosta dela, não é? Ela gosta de você?
- Gosta.
- Então, sequestre-a!
- O que? Fumou bosta?
- O que? - Eu perguntei naturalmente.
- , você no começo é bom nos conselhos, mas depois só sai idiotice.
- Se eu tivesse no seu lugar, faria.
- A diferença é que você é louco. Eu não. - Fiquei calado por um momento, lembrando de uma pessoa. - Hey, desculpa se te ofendi, dude. - Eu ri.
- Não é isso. É que... A Flor... Deixa pra lá! - Aumentei os passos.
- A flor? - perguntou. - Não acredito que você ainda está com aquela flor.
- Eu vou devolvê-la um dia.
- . - Ele parou, me fazendo parar. - Um dia? É impossível você achá-la em toda Londres.
- Tentar não faz mal.
- Espere, você não quer só entregar a flor. Você quer conhecê-la. - Bufei. - Ora, ora, ora. interessado, de verdade, em uma garota? E ainda uma estranha, que mal viu.
- Eu só quero entregar a flor.
- Nenhuma pessoa em sã consciência vai atrás de uma pessoa que nem sequer conhece para devolver uma flor, .
- Então que eu seja a primeira.
- Tudo bem, príncipe.
- Para de me chamar assim.
- De que? De príncipe? É bonito. - Ele mexeu no meu cabelo.
- Não enche, .
- Ok, você que manda. Príncipe. - Ele me deu um pedala e saiu correndo. Fui atrás dele.

No outro dia acordei resmungando, pela diferença de fuso-horário, e porque o queria porque queria sair pra comer. E lá fomos nós. Passamos por um tal de Nando's, pela vista parecia um bom lugar. Comemos algo interessante por lá e quase que o Ni não saía de lá. Não sei como aquele garoto come tanto e é magro. Tivemos que trazê-lo na chantagem, senão ele ficaria lá por horas.
Resolvemos conhecer a cidade, visitamos vários pontos turísticos como: Big Ben, O Palácio de Westminster, London Eye, Westminster Abbey, O palácio de Buckingham, como se eu nunca tivesse ido lá, o Zoo, o Museu de Sherlock Holmes e o Abbey Road a famosa rua dos Beatles. E claro, como passamos por isso tudo, não foi questão de minutos e sim horas. Tanto é que já estava de tarde, devia ser umas quatro horas. Decidimos parar e descansar no Green Park.
Como um bom príncipe, temos que aproveitar nosso lado bom. pediu a alguém da sua segurança para trazer algo. Nós não entendemos o que ele queria fazer, mas ele disse algo como "vocês vão ver". Logo depois, chegou um carro, e pediu para o ajudar. Franzi a testa, tentando adivinhar o que eles estavam trazendo. Eram dois violões e algumas caixas transparentes.
- COMIDAAA! - Ouvi gritando. Sorri.
- Alguém sabe tocar? - perguntou, mostrando o violão.
- Eu sei. - falou de novo, levantando a mão.
- Eu também. - Levantei a mão.
- Então ótimo. - sorriu. Enfim, fizemos um piquenique por ali.

Estava na varanda da janela que tinha no segundo andar da biblioteca, sentindo a brisa bater de leve no meu rosto. Estava tranquila, só de pensar que daqui a alguns dias minha faculdade começa meu psicológico começa a resmungar, tenho que aproveitar meu momento de liberdade por enquanto.
Londres hoje estava com muita gente passeando pelas ruas, a biblioteca estava cheia. Hoje era um dia não muito normal, na verdade eu sentia algo diferente. Se bem que hoje não aconteceu nada de diferente. Suspirei frustrada, será que algo legal e surpreendente vai acontecer na minha vida? Estava precisando de desafios nela, coisa que eu nunca tive.
- ! - apareceu gritando.
- Shhhh, isso aqui é uma biblioteca, não é uma rua.
- Desculpe, mas eu vim aqui te convidar pra algo. Eu já falei com a e ela aceitou.
- Convidar para o que?
- Sairmos por aí. Qual é , hoje está um dia meio que feliz nessa cidade, percebeu? - Ela perguntou. Então ela sentiu isso também, hm.
- Tudo bem, vai. Mas para onde vamos?
- Conhecer umas amigas minhas e depois quem sabe vamos da as caras do Green park e tentamos encontrar a Léia?
- Quem diabos é Léia?
- A gata da minha amiga que você daqui a pouco vai conhecer. Anda, vamos logo. - Ela saiu, me puxando pelo braço até lá em baixo. Chegando lá encontrei a já pronta.
- Espere, eu vou assim? – Perguntei, apontando pra mim.
- Nem vem que você está linda. Sempre né.
- Você está tirando com minha cara, não é?
- Cala boca, e vamos logo. Confie em suas amigas. - Levantei as mãos para o alto, desistindo.

Atravessamos a rua e pegamos um táxi até a casa da tal amiga da que tem uma gata chamada Léia. Algo me dizia que essa menina gostava de Star Wars. Depois de alguns minutos estávamos em frente à casa dela, e posso dizer QUE CASA. Para mim aquilo era uma mansão, e das mais bonitas. Conhecemos ela, o nome dela é Juliet. Ela era super fofa, muito educada, e muito divertida. Acho que seríamos um bom quarteto.
Mais tarde, inventou de ir ao Green Park, procurar a tal Léia. E Juliet falou que ela já tinha voltado, quase pulei de alegria, estava com preguiça de ir ao Green Park. Mas a idiota da falou que então íamos sem motivo. Essa menina quando quer alguma coisa é difícil fazê-la desistir, então lá fomos nós.

- Oh, estou cheio. – resmunguei, satisfeito.
- Pensei que um P... - olhou para os lados. - Quer dizer, pensei que uma pessoa como você não tinha esses modos. Que eu sabia vocês falam 'satisfeito'.
- Que seja, não estou em nenhum encontro importante, e sim com meus amigos.
- Está tarde, estou cansado e antes que anoiteça é melhor arrumarmos isso.
- Você e o que fizeram essa bagunça enorme, . - resmungou.
- E você começou a guerra de doces, nem vem. - Eu falei.
- Tenho doce grudado até no cabelo, dude. - reclamou.
Nós arrumamos as coisas e limpamos o que havíamos sujado. Estávamos esperando o carro chegar, de acordo com o que o disse daqui a trinta minutos ele chegaria. Encostei na árvore mais próxima, já que não estava a fim de ficar no sol, e todos me imitaram, ficando cada um encostado na árvore, ou seja, nós estávamos em volta da árvore. Fechei meus olhos já sentindo o cansaço me dominar, fazia tempo que não me divertida desse jeito. Acho que cochilei um pouco, quando abri os olhos os meninos estavam correndo por aí, menos o , que estava dormindo do outro lado da árvore. Foi quando eu fui me levantar que algo bateu no meu pé e foi imediatamente ao chão, me fazendo assustar. Foi quando eu vi que era uma menina, fui tentar ajudá-la, pegando em sua mão e a levantando. Entrei em estado de choque ou estado de surpresa, quando eu vi sua face sorridente, seu cabelo castanho ondulado e seus olhos cor de mel. Era ela.


Chapter 2 - Red rose


- Que lugar legal de colocar o pé, uh?! - Ela falou rindo, despertando meu transe.
- Ah! Er... desculpa, eu estava deitado e não vi quando você vinha.
- Tudo bem. A culpa é minha por vir correndo de costas sem prestar atenção em nada. - Eu a encarei, perdido em seus olhos enquanto ela falava. Depois ela me encarou também.
- Te conheço de algum lugar?
- A Flor! - Eu falei, me lembrando que tinha que devolvê-la.
- O que? - Ela perguntou, sem entender. Peguei na minha mochila que estava encostada na árvore e voltei onde eu estava, entregando-a. Logo ela topou na mesma e senti uma pontada no dedo e depois senti queimar. - Droga!- Reclamei, soltando a flor por impulso. Virei pra frente e vi a garota fazendo o mesmo.
- Você se cortou?
- O espinho dela me machucou, mas tudo bem. - Senti algo tocar meu ombro.
- , precisamos ir.
- Ok. Já vou indo, . - Falei depois vi o se afastando, rindo. - Estranho, eu também me cortei. Mas enfim... - Peguei a flor do chão e a entreguei novamente. - Ela é sua, você a deixou cair no museu quando esbarou em mim. - Ela ficou sem reação.
- A minha rosa... Como você a guardou até agora? Se fosse outra pessoa não faria isso. - Ela falou, pegando a rosa e sorrindo.
- Talvez eu seja uma pessoa diferente.
- Você nem me conhecia, como sabia que ia me achar?
- Eu não sei... Só tive que tentar. E estava certo. - Nós rimos.
- ! ANDA LOGO! - Olhei mais pra frente e vi gritando.
- Bom, eu tenho que ir.
- Certo. Obrigada, ? - Ela riu. - Meu nome é , mas pode me chamar de .
- Prazer em conhecê-la, . A gente se vê por aí, talvez. - Eu sorri alegremente só por saber seu nome.
- Até. - A última coisa que eu vi nela foi o seu sorriso e depois fui para onde os meninos estavam.

- Sério? Você a encontrou? Isso só pode ser brincadeira. - falava.
- Do que vocês estão falando? - perguntou.
- Quem era?
- Ela esbarrou em mim no museu, lembram? Então, ela deixou uma flor cair, e até agora eu estava com ela. - Falei.
- Aquela rosa que você sempre tava na mão?! - .
- Ele queria entregar a flor. Mas não sabia nem quem ela era, e agora sabe não é? Já que entregou.
- O nome dela é . - Sorri.
- Certo, agora você não vai parar de pensar nela, aposto. - resmungava.
- Não mesmo. – Falei, sorrindo.
Estava muito feliz, por mais que fosse estranho esse encontro. Eu só pensava em como ela era linda, seu sorriso me encantou em cheio. Será que vou vê-la outra vez? Senti meu dedo arder novamente. Maldito espinho.

Dois dias se passaram no sossego na casa do Liam, os meninos hoje saíram para fazer não sei o que, e eu e o ficamos sem fazer nada. Não aguentava mais o Louis sentado no sofá fazendo um barulho estranho com a boca, já estava quase matando-o quando ele falou.
- Está demorando para sua mãe saber que você fugiu.
- É, eu sei. Minha irmã deve estar me encobrindo ou algo do tipo, isso é bom por enquanto.
- O que você vai fazer quando ela descobrir?
- Vou ter que me esconder, porque eu não vou voltar para aquele maldito palácio tão cedo! Principalmente quando eu finalmente conheci a .
- Está gamadão nela, não é?
- Pode se dizer que ela é lindinha. - gargalhou alto. - Quero fazer algo. - Resmunguei.
- Quer ir à biblioteca? Eu quero ler um livro.
- Lá compra livro também?
- Sim.
- Então vamos.

- Quantos livros para colocar na prateleira, velho. Tenho mesmo que ensinar a esse povo a depois de ler colocar no lugar? - reclamava.
- Isso é normal, até eu sei. – Falei, revirando os olhos.
- E você?
- O que tem eu?
- Ocupou aquela cômoda toda com aquela rosa.
- E daí?
- . A cômoda toda tem um espaço enorme em cima, e você só colocou ela e não me deixa colocar mais nada.
- Ela tem que se sentir confortável.
- A rosa não anda! E muito menos se mexe, só esse cuidado todo ela já está feliz. É só uma flor, .
- Não é apenas uma flor. É a minha rosa vermelha.
- O que tem de especial? Foi aquele velho louco que te deu.
- Hey, não fale assim do tiozinho. Chata! Não vou me livrar tão cedo daquela flor. - Eu sorri.
- Não é somente pelo tiozinho, não é? - Ela deu um sorriso pervertido. - Só porque o Deus Grego do Museu fez questão de te devolver.
- Exatamente. Ele fez questão de me achar e devolver, aquilo é quase impossível, não posso jogar a flor no lixo. Não sou tão cruel.
- O que mais me impressiona é ela não ter morrido ainda. Eu sempre ganhava flores e sempre murchavam em dois dias.
- Isso porque você não tomava cuidado.
- Eu sempre colocava água, ta? - Ela falou enquanto descia para ver se tinha mais livro sobrando. Eu fui atrás dela.
- Nenhuma planta só sobrevive de água! Precisa de Terra e Sol. Isso você devia ter aprendido no ensino fundamental, .
- Que seja! - Ela parou e eu vi para onde ela estava olhando, havia dois meninos que estavam procurando algo, um deles pegou o livro e parecia não ter gostado do assunto e o colocou na mesa, abandonando-o e indo para outra parte procurando outro livro. Eu vi quase explodindo de raiva. Acho que a coisa ia pegar fogo por ali.
caminhou até o livro abandonado na mesa e foi em direção a onde os dois meninos estavam.
- Sério? - Ouvi ela falar. - Você não tem a mínima educação de colocá-lo de volta no mesmo lugar? – Eles, ao ouvirem sua voz, olharam pra ela. - A gente se mata pra organizar esses livros e vocês nem ao menos colocam de volta no lugar para facilitar. - Ela pegou o livro e bateu de leve na cabeça de um.
- HEY! Eu acho que esse é o trabalho de vocês, não? - O garoto que havia levado uma livrada na cabeça falou. - Mais um emprego garantido. - bateu de novo na cabeça dele. Eu observava a cena um pouco de longe e ria com a cena, foi quando o outro menino me olhou que deixei de ver a cena deles e prestei atenção, foi quando eu o reconheci. Cabelo e olhos , ele sorriu pra mim. Era o .

- Oi. - Ele se aproximou enquanto os dois ainda estavam discutindo.
- Oi. - Sorri. - Está me seguindo?
- Ah, claro. - Rimos. Olhei para e o amigo do .
- Quem é seu amigo?
- É o . Eles estão se dando muito bem, pelo visto. - Ele riu.
- está irritada hoje, ele a pegou num dia ruim.
- Você trabalha aqui?
- Mais ou menos. Na verdade eu moro aqui por enquanto, e ajudo na biblioteca, só que tenho salário.
- Ah entendi. Você é daqui de Londres?
- Hey, qual é a de vocês, saem e deixam eu e o babaca aqui? - nos interrompeu.
- Claro, vi que vocês já têm um destino formado. Então deixo o tempo resolver, no final vão estar casados. - riu, enquanto corou e ficou envergonhado. Gargalhei.
- Idiota! - falou algo com ele e saiu.
- Bom, eu não sou daqui. Sou do Brasil, mas estou fazendo faculdade aqui. Então estou morando aqui. - Sorri. - E você? Não me parece um londrinho, muito menos um Britânico.
- É, acertou. Sou da Dinamarca, conhece?
- Bom, eu nunca fui lá. Mas já ouvi falar.
- Que tal vocês marcarem outro dia para bater um papo? Aproveita e marca um encontro, já que eu estou vendo que querem se conhecer melhor. - Corei com o que o falou. ficou sem jeito, mas olhou pra mim como se esperasse minha resposta.
- O-O que? Por mim tudo bem. - Ri nervosa.
- Você pode me dar seu número? Não é todo dia que estou com tempo livre.
- Tudo bem. - Trocamos nossos números.
- Estou esperando lá fora. - falou.
- Ele estava de mau humor? - eu perguntei.
- Acredite, é a primeira vez. Reação por causa da sua amiga.
- Tive uma ideia! É claro, se você quiser. - Ele sorriu.
- Diz...
- Por que não leva ele quando a gente for sair? Eu posso levar a . - Eu sorri, o vendo gargalhar.
- Essa foi ótima. Pode deixar que eu o levo. - A gente se encarou um tempo.
- Er, acho que eu já vou.
- Certo.
- Até mais. - Ele se aproximou, me dando um beijo na bochecha e saindo em seguida. Fiquei envergonhada que não me pus a olhar ele saindo, para não correr o risco de ficar pior.

Fui diretamente ao meu quarto, ainda com um sorriso na boca. Por que eu estava sorrindo mesmo? Ele é só um belo garoto que entregou a flor que você deixou cair, . Como você pode já está encantada por ele? É assim que quebramos a cara, como sempre, criando falsas esperanças. Mas ele não sai da minha cabeça, e quando sai é só eu por os olhos naquela flor que a imagem dele volta a minha cabeça. Maldito absurdamente lindo.
Trocando de assunto, onde será que a foi? Fui à procura dela, ela estava extremamente furiosa por causa das piadinhas que eu soltei. Minutos depois a encontrei sentada na cozinha comendo.
- ?
- Oi?
- Está tudo bem?
- Sim, por que não estaria?
- Ah, pela piadinha que eu soltei. Desculpa.
- Tudo bem, relaxa. Por mais que aquele garoto me irritou não nego que ele é gostoso.
- Sua mudança de humor me assusta. Falando no , você e eu vamos sair com ele e o ok?
- O QUE? - ela arregalou os olhos. - VOCÊ MARCOU UM ENCONTRO PRA MIM SEM MINHA PERMISSÃO?
- Ué, eu sei que você quer. Já que ele é 'gostoso'.
- Falar pra você que ele é gostoso é diferente de realmente ter um encontro com ele! Por Deus , eu acabei de brigar com ele e vamos marcar um encontro logo depois?
- Não vejo problema.
- Você que está louca para dar uns pegas no Deus grego lá.
- É , e eu não quero dar uns pega nele ok? Mesmo que ele seja lindo.
- Estamos quites.
- Não. Porque eu vi como você olhou para o .
- O que tem demais no meu olhar?
- Paixão!
- Você fumou maconha, minha filha?
- Quer saber, você é teimosa mesmo, então esquece. Mas você vai comigo, sim!
- Te odeio.
- Também te amo.

Acordei no outro dia com os olhos queimando por causa da claridade. Me levantei, fiz minha higiene pessoal e fui comer algo. Vi , estava sentada comendo algo.
- Acordou cedo?
- Sim. , antes de sairmos com os meninos, quero ir para o Hyde park.
- Fazer o que lá?
- Não sei.
- Anh?
- Na verdade estou nervosa. Com o encontro. - Ela falou pausadamente. - Eu nunca saí com um menino lindo antes e eu o maltratei ontem. - Ela fez bico e eu ri.
- Relaxa, se ele não gostar de você ele nem vai.
- E eu vou ficar de vela? Não mesmo.
- Vela? Eu não vou ficar com o . - Ela me olhou desconfiada.
- Vamos para o hyde park?
- Tudo bemmm. Chata.
- Te amo. - Ela me abraçou. Fomos ajudar na biblioteca e tentar sair mais cedo para irmos ao Hyde Park, para a estar satisfeita e em paz para seu encontro.

Mais tarde, falou que tinha uma ideia de o que fazermos no Hyde Park, um cesta de piquenique. Falamos com a Sra Lerman e ela autorizou a fazermos comida na cozinha da biblioteca e levarmos para lá. Tínhamos feito vários salgadinhos, sanduíches e doces, levamos refrigerante também. Eu estava aproveitando os únicos dias de folga que eu estava tendo, depois de amanhã começava a faculdade e eu tinha que me preparar psicologicamente. Mas hoje eu não estava feliz só por isso, de manhã depois de acordar eu tinha enviado uma mensagem pro Harry (Sim, eu fui a primeira a entrar em contato.) e estava tudo certo para nos encontrarmos no próprio Hyde Park à noite. Como ainda era de tarde, peguei meu casaco vermelho que eu sempre usava e fomos fazer esse tal piquenique que a insistia em fazer. Chegando lá, eu comi feito um boi, estava morrendo de fome.

- A devia estar aqui com a gente também.
- Ela disse que estava ocupada, mas que a gente estava devendo uma saída com ela. - falou com a boca cheia ainda, ela estava atacando a comida. Apoiei meus braços na grama na forma que eu pude sustentar meu corpo sem deixá-lo cair e fechei os olhos, curtindo o clima. Não estava nem frio e nem quente, super normal.
- Esse dia está perfeito, espero que mais tarde esteja melhor ainda. - riu com seu comentário.
- Você está louca para encontrar o , não é?
- Estou mesmo. Quem mandou insistir. - Nós rimos. Depois do nosso ataque à comida, resolvemos encostar na árvore e aproveitar o momento. Só não contávamos que nesse momento íamos acabar cochilando.
Péssimo dia para tirar um cochilo. Ainda com os olhos fechado, senti uma brisa totalmente fria e com isso abri os olhos, me encolhendo e sentindo frio. Estava tudo nublado, e o pior já estava de noite. Me desencostei da árvore e me levantei às pressas. Olhei pro lado e a continuava a dormir. Como ela podia dormir com um tempo desses?
O vento a cada minuto que passava parecia estar mais forte, e começou a chover. Coloquei meu capuz com a esperança de me livrar dos pingos de água, provavelmente a sentiu os pingos e começou a acordar.
- ! Vamos sair daqui logo!
- Anh? Mas o que diabos está acontecendo? Nossa, que macabro. Cadê todo mundo?
- Talvez venha uma tempestade por aí, e onde a gente está? Aqui no meio do Park sem ninguém. - Peguei na mão dela e a puxei. Fomos caminhando e tentando achar a saída do Park.
- Já falei que não gosto disso? Parece um tipo de filme de terror. Quero logo sair daqui.
- A saída está logo ali, vamos! - Estávamos andando quando ouvimos um uivo, talvez de um cachorro. Nós duas nos assustamos.
- Ah Senhor Jesus Cristo! VAMOS EMBORA DAQUI , EU NÃO ESTOU GOSTANDO DISSO! - entrou em desespero. Tentamos apressar o passo, mas a chuva estava forte e eu tinha medo de levar um tombo. De repente a chuva parou, e nós duas fizemos o mesmo. Um silêncio dominou o ambiente. Ouvimos um barulho de algum arbusto por ali.
- , eu não estou gostando disso. Vamos correr agora. - sussurrava.
- Calma, não vai acontecer nada. - Ouvimos um barulho de novo e dessa vez seguido por um rosnado. Nos viramos devagar pra ver o que era, e não gostei nada do que vi. Olhos amarelos e dentes afiados.


Chapter 3 - Red Jacket


Eu fiquei paralisada com o lobo que eu via na minha frente. Como pode existir um lobo nesse Park? Ao meu lado, já estava tremendo. Colocamos um pé pra trás tentando nos afastar, mas a cada vez que nos afastávamos ele se aproximava. Olhamos uma para outra e percebi que ela pensou a mesma coisa. Se ficássemos iríamos morrer, se corrêssemos talvez teríamos chance. Esperança.
Apertamos o pé e nos viramos, dando impulso a nossas pernas para correr. Mas pra frente havia dois caminhos, a foi para um, mas a idiota aqui resolveu ir para o outro. E acredite, o lobo não quis saber da , ele estava atrás de mim, porque ele escolheu o caminho em que eu estava. No meu caminho era a saída, já dava pra vê-la. Estava nervosa, eufórica e com medo, muito medo. Não conseguia pensar em nada a não ser correr. O lobo corria atrás de mim rosnando. Ai cara, eu não podia morrer logo hoje. Péssima hora para reclamar, a coisa piorou de vez quando eu fiz o favor de escorregar na lama e cair no chão. Uma dor insuportável eu senti no meu pé. Me sentei na lama, tentando levantar, algo que eu não conseguia devido à dor. Talvez eu tivesse torcido meu pé. O lobo se aproximava devagar ainda rosnando para mim, eu tentei me afastar me arrastando na lama, mas isso era impossível. Se não fosse pela temperatura não saberia que estava chorando, sim, eu estava chorando e já imaginando a hora que esse lobo ia pular em cima de mim e me rasgar com os dentes. Vi ele chegando mais perto, e em forma impulsiva de defesa me encolhi, colocando os braços sobre meu rosto esperando o ataque, coisa que não aconteceu. Ouvi alguém gritando meu nome e logo o lobo tirou a sua atenção de mim, esse alguém veio correndo com um pedaço de madeira na mão, tentando afugentar o lobo. Só foi o tempo dele o golpear no focinho que o lobo partiu correndo chorando.
Eu o via correr, mas estava em estado de choque. Apenas quando duas mãos frias me tocaram que eu pude voltar à realidade. A minha primeira reação foi chorar e o abraçar forte. Agora de perto e pelos seus olhos intensos e insubstituíveis, pude reconhecer que era o e mais atrás de mim vinha o .
Depois pude ouvir o grito da .
- ! OH MEU DEUS! VOCÊ ESTÁ BEM? TEMOS QUE LEVÁ-LA A UM HOSPITAL! COMO EU FIQUEI PREOCUPADA COM VOCÊ, QUANDO VI QUE O LOBO NÃO ESTAVA ATRÁS DE MIM, EU ME DESESPEREI. SE VOCÊ MORRESSE EU FICARIA CULPADA PELO RESTO DA MINHA VIDA, PORQUE EU PREFERIA MORRER NO SEU LUGAR. - Ela falava desesperada e logo me abraçou, empurrando o .
- Desculpa, e-eu est-estou bem agora. - Eu tentei falar quase saindo falha a voz.
- É melhor sairmos daqui antes que ele volte. - falou. Eu tentei me levantar, mas foi em vão, voltei ao chão em menos de segundos.
- , não consegue ficar de pé? - me perguntou.
- Eu acho que machuquei meu pé.
- Vem! - Ele me ajudou a levantar e me pegou no braço.
- Vamos! – falou . Saímos finalmente do Park e paramos do lado de fora. Havia um carro ali.
- Vamos te levar ao hospital. - .
- NÃO... Eu estou bem, eu não quebrei meu pé. Só deve está torcido.
- Mas e se for algo mais grave? - perguntou.
- Esta tudo bem, confie em mim.
- Ok. - Ela falou.
- Vou te levar pra casa.
- NÃO! - eu e a falamos juntas.
- Não podemos ir, a Sr Lerman vai nos matar e vai querer saber o que aconteceu. E... - Interrompi a falar.
- Só nos dê um tempo. Precisamos por as coisas no lugar.
- Então, acho melhor nós levarmos elas para a casa do .
- Boa...
- Onde fica a casa do ? E quem é esse ? Gente, vocês não podem nos levar pra lá, nem conhecemos o dono. - falava.
- Não é por nada não, mas decidam-se. Eu estou carregando a . - falou.
- Me chamou de gorda? - Eu perguntei, o olhando.
- Não, mas isso não quer dizer que você não pesa, né. - Ele riu.
- Vai por mim, vocês vão ficar bem lá. Vamos de uma vez, . - falou.
- Tudo bem. - acabou concordando.

Estava na sacada da casa do , ou melhor, na mansão do . A primeira vez que vi essa casa eu me impressionei. Ela é muito grande, eles deviam ter dinheiro. Enfim, estava na sacada tentando organizar a minha mente. Um monte de perguntas perambulavam no meu cérebro, algumas como: O que aquele lobo estava fazendo ali? Por que ele correu para o meu lado? Não que eu queria que ele fosse para o da , mas não entendo mesmo. Como que o apareceu do nada com o Louis? E como aquele lobo idiota fugiu apenas com uma batida no focinho? Eu estava louca tentando responder aquelas perguntas.
Quando chegamos aqui, estava começando a chover novamente, por isso ainda estou aqui. Liam é realmente um garoto educado e muito gentil, ele me acomodou na sua casa e ainda pediu para o médico da família me atender. De uma coisa eu tinha certeza, a família do Liam tinha muito dinheiro. Mas enfim, conheci também mais dois amigos do , o e o . Incrível como todos são amigos e lindos ao mesmo tempo.
Me encostei na parede, encostando minha cabeça no vidro, vendo a chuva cair do lado de fora, quando ouvi a porta do quarto do se abrir, é eu estava na sacada do quarto em que ele estava hospedado.
- Oi, posso entrar?
- Oi, claro. – Respondi, sorrindo. Ele abriu a porta. é muito educado, até para pedir permissão de entrar no quarto onde ele estava se acomodando. Se fosse eu teria aberto sem permissão.
- Como está se sentindo?
- Estou bem melhor.
- Eu trouxe isso pra você, vai te aquecer um pouco. - Ele me entregou uma caneca com algo dentro.
- Isso é chocolate quente? - Ele afirmou com a cabeça. Peguei a caneca da mão dele. - Obrigada. – Falei e logo depois tomei um gole. Fechei os olhos, sentindo o liquido quente passar pela minha garganta.
- Muito bom.
- Pelo menos isso eu sei fazer. - Ele riu.
- Você que fez pra mim?
- Sim.
- Ah que fofo, obrigada. - Eu o vi corar de leve.
- mandou avisar que ligou para Sr. Lerman, a informando dos fatos que aconteceu. E bom, vendo que essa tempestade não vai parar, acho melhor dormirem aqui.
- Não querendo me acomodar, mas eu já previa isso. - Nós rimos.
- Mas , eu ainda não entendi onde você estava com a cabeça em ir a noite em uma tempestade para um Park.
- Eu não fui à noite pra lá. Se eu soubesse que viria essa tempestade eu nem iria, sabe, para o nosso encontro.
- Eu pensei nisso quando começou a chover. Sabia que você não iria com um tempo desses.
- Mas então por que estava lá?
- Eu não sei. Um pressentimento talvez. Falei com o Louis e fomos primeiro na biblioteca saber se estava por lá, mas a Sr. Lerman disse que vocês tinham ido ao Hyde Park e não tinham voltado. Foi então que fui às pressas pro Park.
- Sabe, eu e a estávamos lá desde a tarde. Estávamos fazendo um piquenique, porque a insistiu tanto. Mas a gente acabou dormindo em uma árvore, e quando acordei já estava escuro e o vento ficando forte. Daí a gente se levantou e achamos melhor ir embora logo, antes que tudo piorasse, e tudo piorou quando estávamos indo em direção à saída e do nada um lobo apareceu. Entramos em desespero e corremos, na correria nos dividimos, mas o lobo escolheu logo o caminho que eu fui. Quando eu pensava que nada podia ficar pior eu escorreguei machucando meu pé, e bom, o resto você já sabe.
- Que estranho...
- Nem me fale. Estou ficando louca só de pensar porque isso aconteceu.
- Bom, isso já passou. Acho melhor esquecer um pouco e descansar, não acha? Você deve estar cansada.
- É, você está certo. ...- Eu chamei-o pelo nome. - Tem certeza que não há problema em eu dormir aqui no seu quarto?
- Claro que não. Pode ficar à vontade, o que não falta aqui é quarto.
- Então por isso mesmo, eu podia estar em outro quarto.
- Esse é o melhor da casa. Portanto, quero que fique nesse. - Ele sorriu.
- Tudo bem. - Tomei o resto do chocolate quente e entreguei a caneca pra ele.
- Não tive tempo nem de te agradecer por ter salvo a minha vida. - Falei antes que ele saísse pela porta.
- Tudo bem, . Não teria pensado duas vezes antes de te salvar. - Fiquei sem graça com suas palavras.
- Obrigada, mesmo assim. Boa noite. – Falei, deitando na cama.
- Boa noite, qualquer coisa estou logo ao lado. Tenha bons sonhos, Lady . - Ele riu e eu fiz uma cara estranha. Porque mesmo ele me chamou de Lady?
Apaguei as luzes e adormeci logo. Infelizmente meu momento de paz durou um pouco, até em sonhos o maldito lobo apareceu.

Acordei e senti meu corpo doer um pouco. Sentei-me na cama e fiquei parada por uns instantes. "Que noite louca" Pensei. Fiz minha higiene pessoal e desci para a sala, encontrando os meninos logo ali.
- Bom dia, ! - Eles falaram.
- Bom dia, gente. - Sentei com eles.
- Dormiu bem? - Perguntou do meu lado.
- Só no final, custei a dormir sem ter pesadelos. Ah, e obrigada por nos deixar passar uma noite aqui.
- Não foi nada. - Ele sorriu.
- BOM DIA, PESSOAS LINDAS! - já veio gritando com certa intimidade com os meninos.
- , você não está na sua casa.
- Eu sei. Desculpa , mas eu sou assim. Então me aceite, se não vou embora. - Não aguentei e soltei uma gargalhada, os meninos devem pensar que ela é louca.
- Cadê o ? - Perguntei.
- Ainda não acordou, eu acho. - falou.
- Mas que dorminhoco.
- Deixa o menino dormir, velho, ele te carregou. Agora ele tem que descansar. - fez uma piadinha.
- HA HA HA Que engraçado. - Falei sem humor.
- Mas sério , deixa ele dormir um pouco. Vocês só andam grudados agora.
- O que? Eu só vi ele duas vezes, como estou andando grudada nele? Exagerada.
- Na verdade... - Louis parou um pouco. - Eu acho que é mais da parte do ficar grudado na . Que ele não ouça, mas ele só fala em você. - Fiquei vermelha e totalmente sem graça e pra piorar todos estavam olhando pra mim.
- Bom dia! - Ouvi alguém falar, descendo as escadas. . Fiquei um tomate, pior do que já estava. Todos riram, percebendo meu estado. - O que foi? Do que vocês estão rindo?
- Nada, . Nada. - falou.
- Oi . Como está se sentindo?
- E-Eu e-estou bem. – Falei, me embolando nas palavras. Ainda estava super sem graça.
- Está com febre? - Ele pôs a mão na minha testa.
- Não. Por quê?
- É que você está um pouco rosada. - Todos riram mais uma vez. Idiotas.
- Impressão sua, .
- Bom, vamos comer? Estou morrendo de fome. - me tirou da cilada.
- Que novidade, não é? - falou irônico. - Vamos logo.

Estava feliz porque a tinha dormindo aqui com a gente. Não sei o que é, mas fico mais feliz cada vez que me encontro com ela.
Todos tinham tomado seu café da manhã e demorado um pouco jogando video game, quando a falou que elas tinham que ir. Não só eu, mas os meninos também não queriam que elas fossem, estava mais divertido do que o normal com elas. Fiz questão de levá-las até a biblioteca.
Chegando lá, foi direto para dentro, nos deixando um pouco a sós.

- Obrigada mais uma vez. Fico te devendo uma ou duas. - Ela sorriu.
- Fica me devendo? Vou cobrar. Certo, Lady?
- Para de me chamar de Lady. - Ela me bateu de leve no ombro, rindo.
- , você não fica me devendo nada, contanto que continue a me encontrar. Falando nisso, você ainda está me devendo o encontro de ontem, ok?
- Tudo bem. - Nos encaramos por um tempo.
- Bom, eu já vou entrar.
- Não me incomodo em ficar mais um tempo te encarando. - Ela ficou envergonhada.
- Tchau, . - Antes dela se virar e entrar, eu peguei em sua mão e lembrei da minha educação de príncipe. Levantei a mão dela até certo ponto, e me abaixei até alcançar a sua mão com meus lábios. Voltei a minha posição inicial olhando-a nos olhos. Nós sorrimos e foi aí que deixei a mão dela escorregar da minha e logo depois ela entrou na biblioteca. Fui embora de volta à casa do .

Dias se passaram e eu nunca mais a tinha visto. Estava sentindo falta do olhar e de seu sorriso. Talvez ela esteja ocupada demais com a faculdade. Estava deitado na minha cama quando senti o meu celular vibrar. Era minha irmã.
- ! Desculpe, e-eu não pude fazer mais nada a respeito. - falava do outro lado do celular. Levantei preocupado.
- O que houve?
- Papai e Mamãe descobriram que você fugiu de casa através das fitas das câmeras que eu por pouco tempo escondi. E sabem que você está em Londres. Eu pelo menos disse que o não tinha nada a ver e que você realmente estava os primeiros dias na casa dele, mas de lá ele disse que ia viajar e você foi junto. - Ela falava desesperada.
- Calma, . Você fez o que pode, ok? E eu te agradeço por isso.
- Mas, . Eles estão indo aí para te buscar.
- O que?
- É, eles saíram agora.
- Tudo bem, eles não vão me levar de volta. Eles não vão me encontrar, não agora.
- Mas você está na casa dos 's, não é?
- Estou, mas até eles chegarem não vou estar mais. - Me levantei, arrumando minhas coisas.
- E para onde você vai?
- Para uma certa biblioteca. Não diga a ninguém. Tenho que desligar agora, . Fico te devendo uma, te amo. - Desliguei o celular e fiquei terminando de arrumar minhas malas.
Desci rapidamente a escadaria da mansão do . Os meninos me observavam.
- Para onde vai tão rápido assim? E para que essas malas?
- Más noticias! Eu tenho que sair daqui o mais breve possível.
- Por quê? - perguntou.
- Meus pais descobriram que estou aqui e eles estão vindo.
- Para onde você vai, ? - perguntou.
- Vocês não podem saber, não vou mais envolver vocês nisso. . Meus pais não vão voltar apenas com vocês, eles vão querer me achar primeiro. Então nenhum problema.
- Mas temos que saber onde você vai estar, . Nós vamos ficar preocupados.
- Eu já pensei em tudo, ok? Qualquer coisa eu faço contato.
- Mas eles não vão te rastrear?
- Não mesmo. - Sorri. - Já pensei em tudo. Bom, até mais pessoal. Se cuidem.
- Se cuide você, já que nem sabemos para onde tu vai. – disse . Acenei e abri a porta, saindo dali.

Eu não vou voltar para Dinamarca até eu conseguir meu objetivo. Me diverti, mas acho que essa diversão virou algo mais, estou apaixonado.

Estava em frente à biblioteca olhando para meu celular, me decidindo se chamaria a ou não. Resolvi que não, eu tinha que arranjar outro lugar. Fui virar as costas, mas alguém chamou meu nome.
- ? – Parei, identificando sua voz. - O que você está fazendo?
- Oi . - Me voltei para olhá-la. - Bom, eu queria falar com você, mas acabei desistindo e agora não tem como voltar. - Eu ri. Ela observou minhas mochilas.
- Você está indo viajar? - Ela fez uma cara de triste. Eu ri.
- Não, não. Na verdade estou saindo da casa do , e eu ia te perguntar se eu podia morar com vocês por pouco tempo. Mas eu acho que vai ser incomodo para Sra. Lerman.
- De jeito nenhum, garoto. - Sra. Lerman apareceu do nada. - Se você está precisando, pode se alojar aqui por enquanto. Mas você vai ter que me explicar por que fugiu de casa. - Arregalei os olhos. Como ela sabia que eu fugi?
- Fugiu de casa? - olhou pra mim, pedindo uma explicação.
- Longa história, . Depois eu te conto, e-eu agora preciso de um lugar para descansar.
- Tudo bem. Entra então. - Eu entrei e logo vi a imensa biblioteca.
- Eu vou falar com a e já volto. - sorriu e foi ao encontro da .
- No lado direito é a ala dos funcionários, mas em cima ficam os quartos. Mas mudando de assunto, quero que você me explique tudo, . Ou melhor, Alteza Real. - Fiquei mais nervoso ainda. Como ela sabia quem eu era? Impossível.
- D-Do que está falando?
- Eu sei quem você é. Se eu quisesse espalhar pra todos que o Príncipe da Dinamarca está na minha biblioteca a primeira coisa que eu teria feito era contar para .
- Como você sabe quem eu sou?
- Sou uma bibliotecária. Leio livros, e sim, os livros contam a história da sua família, e você está nela. Logo que eu vi seu rosto eu percebi que você me lembrava algo, então fui no livro pesquisar.
- Bom, obrigado pro não contar a ninguém. E eu fugi de casa porque no meu país está muita pressão por conta do trono. Eu quis sair de lá, queria ficar em paz, descansar. E bom, eu adorava Londres, e agora que eu vim não quero sair daqui tão cedo. - Vi Gracy vindo de longe. - Principalmente agora. - Percebi que ela olhou na mesma direção que eu estava olhando. Sra. Lerman sorriu.
- Em breve vai ter que contar a ela, Alteza.
- Eu sei, só tenho medo. Ela não vai querer ficar com um príncipe que tem um futuro país nas costas. - Ficamos em silêncio e Gracy chegou.
- , infelizmente eu estou indo para faculdade. Mas mais tarde a gente se vê, certo?
- Aonde você estuda?
- Na UCL - sorriu e saiu.
- Ela estuda na University College London? - Arregalei os olhos.
- Ela tem notas altas. - Sra. Lerman piscou pra mim e se afastou.

O dia se passou e eu não tinha saído da biblioteca, minha irmã disse que Paul veio para Londres junto com meus pais e ele passará uma mensagem para ela, falando que já tinham chegado em Londres e amanhã mesmo ia começar a buscar por mim, já que não me encontraram na casa dos Payne's. Passei o dia inteiro pensando em como as coisas iam ser no futuro e até que ela veio novamente nos meus pensamentos. Sorri sozinho, lembrando do seu rosto.
Eu precisava tomar uma decisão, eu já descobri que eu a amo. Só preciso contar pra ela, pelo menos antes de ir embora ela tem que saber. Ouvi barulhos do outro lado, se a biblioteca já fechou, isso quer dizer q G deve ter chegado.
Fui correndo olhar e dei de cara com na na escada, meu sorriso logo se desmanchou.
- Ah, é você.
- Oi pra você também, . Quem estava esperando?
- A . - Vi ela sorrir.
- Ela entrou dentro do quarto , .
- Ela veio com você?
- Sim. Vai lá. - fez menção de sair, mas parou. - Ah, como vai o... - A interrompi, já sabendo de quem ela queria saber.
- Ele está bem, já que a conheceu. Sério, ele só vive sorrindo pelos cantos agora. - Vi ela ficar vermelha. - Aproveita, as coisas boas duram pouco. - Dessa vez eu não sorri. E a vi juntar as sobrancelhas. - A gente se vê. - Falei e logo em seguida fui para o quarto da , antes batendo em sua porta. Fui atendido, por uma pessoa com cabelo bagunçado e apenas com uma camisa enorme do Mickey.
- Oh God! - Ela resmungou. - Não me veja assim. - Ela voltou pra cama e se enrolou dos pés a cabeça. - Eu sorri.
- Não se preocupe, continua linda. Mas você deve estar cansada, não é? É melhor eu ir. - Estava fazendo a volta e me retirando, quando algo puxou minha mão, me fazendo girar. Depois senti algo me abraçando.
- O que foi isso? - Falei rindo e a abraçando também.
- Eu provavelmente estou bêbada de sono. Porque naturalmente eu não ia ter coragem de fazer isso. - Eu ri. - Você é fofo. - Senti ela me apertar.
- Eu acho melhor você voltar a dormir. - A conduzi à cama. - Mas vai ficar me devendo uma, amanhã de manhã você terá que me acompanhar a um breve passeio. - Ela me olhou com as pálpebras quase se fechando.
- Está bem.
- Boa noite, . - Depositei um beijo em sua testa. Ela pegou em minha mão.
- Boa noite, . - Ela sorriu, fechando os olhos e adormeceu. Fiquei a encarando por um tempo, era ela linda demais, meu coração não parava de bater rápido toda vez que a via. Resolvi sair dali logo e dormir em meu quarto. Algo me dizia que amanhã seria um ótimo dia.


Chapter 4 - Enchanted Kiss


Acordei não querendo acordar, estava tendo um ótimo sonho. Fiz minha higiene pessoal e desci até a sala de janta para tomar café. Chegando lá encontrei a G quase comendo um pão, ela não podia comer, não agora que eu pensei em fazermos um piquenique.
Tomei o pão da mão dela e a vi reclamar.
- Não vai comer, você prometeu ir hoje para um passeio. Vamos fazer um piquenique. - Ela pegou o pão da minha mão. - Que foi?
- Não, chega de piquenique, . - Lembrei da última vez que ela fez um.
- Tudo bem. Mas pelo menos vai passear comigo, não é?
- Bou. - Ela falou com a boca cheia.
- Acabe de comer e faça o que tem que fazer. Vou sair, quando eu voltar quero você pronta. - Sorri.
- Vai para onde?
- Comprar uma coisa. Até mais. - Saí pela porta. Na verdade eu fui comprar algo pra . Estava disposto a falar o que eu sentia por ela, espero que eu não leve um pé, vou ficar depressivo por uns dias.
Depois de ter comprado o presente da , saí da loja e parei no mesmo instante. Havia um carro ali e eu conhecia bem o estilo desse carro, depois vi uma bandeirinha da Dinamarca. DROGA! Apressei meus passos, mas me bati com alguém mais alto que eu. Paul.
- Alteza?
- Shhhhh. Quanto tempo, Paul. - Ele sorriu.
- Seus pais estão aqui, lhe procurando.
- Eu sei. Vai contar para eles que me encontrou?
- Se eu te ajudei a fugir, acha que eu vou lhe entregar agora? Alteza, não sendo curioso, mas o que é isso em sua mão?
- Já falei para me chamar de . E é um presente.
- Um anel?
- Como você sabe que é um anel? - Perguntei de boca aberta.
- A caixinha pequena só pode ser um anel. Mas para quem?
- Uma... - Pigarreei - Amiga. - Ouvimos alguém saindo de alguma loja.
- É melhor ir, Alteza. São seus pais.
- É . E eu vou sim, até mais. - Corri dali e me escondi o mais rápido possível. Nunca pensei que eles estariam tão perto de mim.

Cheguei na biblioteca sem ar. Tentei me ajeitar e fui para o segundo andar, onde vi a .

- Pronta? – Perguntei, a assustando.
- Que susto, . - Eu ri.
- Desculpa. - Estendi a mão depois de me desculpar. Ela olhou para minha mão alguns segundos e depois a pegou.
- Você não deveria abusar da inocência das pessoas, principalmente quando ela estiver bêbada de sono.
- Não sou bondoso, sou abusado mesmo. - Íamos descendo as escadas ainda de mãos dadas.
- Ora, ora, ora os pombinhos. - Ouvi a falar.
- , olha esse aqui. - Ouvimos uma voz e olhamos para trás, era . Droga, as coisas estavam péssimas. Puxei a e corri escada abaixo, deixando a sem entender nada. Quando saímos da biblioteca, pude respirar fundo.
- Hoje... o dia começou... turbulento. - Falei eufórico.
- O que foi aquilo? Por que se escondeu do seu melhor amigo?
- Ele não sabe que estou aqui, . Nenhum dos meninos sabem, e não podem saber. - Finalmente comecei a dar passos em direção ao Green Park.
- Por quê? Falando nisso, você também não me contou por que está fugindo dos seus pais.
- A história é longa. E parte dela você não deve saber.
- Eles devem estar preocupados. - Parei imediatamente.
- Eu sei. Mas eu precisava fazer isso, aquele clima estava me estressando e vamos parar de falar sobre isso, por favor.
- Isso te machuca, não é? - Eu ri.
- Por um lado, .
Ficamos um tempo em silêncio até o climão ir embora.
- O que tem na mochila?
- Livros. Gosta de Percy Jackson?
- Gosto. - Sorri.
- Vamos fazer uma competição de leitura então. - Tínhamos chegado ao park, já que era bem perto da biblioteca. Ela correu e entrou, eu fiz o mesmo depois.

Passou-se mais ou menos duas horas, já tínhamos lido o livro de Percy Jackson e a maldição do titã. E agora me fazia um monte de perguntas, para ver se eu sabia.

- Sério? Você é muito ruim para lembrar o que acabou de ler. - estava deitada de barriga para cima, enquanto eu ficava na frente dela de barriga para baixo apoiado nos meus cotovelos.
- Como é que você quer que eu lembre a profecia desse livro?
- Eu sei, ok? É assim "A oeste, cinco buscarão a deusa acorrentada; Um se perderá na terra ressecada; A desgraça do Olimpo aponta a trilha; Campistas e Caçadoras, cada um, brilha; A maldição do titã um deve sustentar; E, pela mão do pai, um irá expirar" - Ela disse como se fosse o próprio oráculo.
- Eu não sou bom em decorar, ok?
- Você é um péssimo fã. - Ela riu. - Outra agora essa é muito fácil. O nome do pegasus de Percy?
- BlackJack... - Falei desanimado, lembrando dos meus dois cavalos o qual eu coloquei o nome.
- O que foi? - Ela me olhou ainda deitada.
- Eu tenho dois cavalos, um se chama Black Jack e outro Pegasus.
- Você tem cavalos? - Ela parou. - Você é algum tipo de príncipe? - Ela gargalhou, me fazendo suspirar e pensar "Infelizmente sou mesmo." - Foi divertido. - Ela finalmente parou e disse.
- O que?
- Hoje, faz tempo que não me divirto assim. - Eu sorri.
- Eu também. Mas no meu caso é você que me faz sorrir. - A olhei, ela corou fechando os olhos. Eu analisei seu rosto inteiro, e percebi que já estava na hora de dizer tudo a ela.
Beijei sua testa demoradamente.

Senti algo quente em minha testa, enquanto estava de olhos fechado. Pude perceber que ele me dava um carinhoso beijo na minha testa. Mas logo depois veio o próximo ato que nunca imaginaria, mas senti um sentimento único.
O toque dos seus lábios quentes nos meus fez meu coração relaxar as batidas fortes que ele sempre dava quando estava próximo a mim. Meu coração ficou calmo, como se estivesse satisfeito com aquele toque, como se para ele se sentir tranquilo, ele precisava sempre daquele toque, pelo menos por enquanto. E eu sabia o que exatamente era isso. Amor.
Um sentimento indescritível, que apenas se sente.

"O Amor que ainda não se definiu é como uma melodia do deserto incerto: Deixa o coração a um tempo alegre e perturbado e tem o encanto fugidio de uma música ao longe." - Érico Veríssimo.

A minha vida estava bagunçada, meio sem graça, mas aí ele veio e começou a trazer cor ao meu sorriso, pintou os meus sonhos e agora já não me vejo mais perdida, e sozinha, porque no meio dessa bagunça eu o encontrei. O Prince Charming da chapeuzinho, o meu Prince Charming. Posso estar sendo equivocada demais, mas o que posso fazer se é isso que eu estou sentindo? Que eu o encontrei. É, apenas com um beijo eu soube que era ele.

Ele separou seus lábios dos meus e eu finalmente abri os olhos. Nada foi dito. Me levantei, apenas ficando sentada na grama, e me virei para o olhar. O vento batia de leve no meu cabelo, fazendo as pontas voarem ao meu rosto. Ele se aproximou, colocando o meu cabelo atrás da minha orelha e num ato impulsivo aproximei mais dele e o beijei, colocando minha mão na sua face. Joguei meu corpo todo para cima do dele, o fazendo deitar comigo na grama macia. E eu não me contentei em um encostar de lábios, invadi a parede da sua boca com minha língua e logo encontrei a dele. Como eu podia dizer que estava meu coração? Calmo mais uma vez.

Nós no separamos e nos olhamos. Sorrimos. Saí de cima dele e sentei ao seu lado, ele se levantou e me encarou.
- Eu te amo. - Eu o olhei falando.
- Esse seu jeito de mostrar foi inimaginável. - Eu sorri.
- Foi o melhor que eu encontrei.
- Eu também amo você. Você se tornou tão especial para mim, em pouco tempo. - Eu o abracei, sendo correspondida.
- Sem perceber, meu coração escolheu você, . Eu antes fiquei em dúvida se deveria contar para você ou não, porque eu sou de outro país, certo? Mas se eu voltasse sem falar isso pra você eu me arrependeria amargamente. Porque passaria o tempo todo te amando e pensando que eu não era correspondido. - Ele se afastou um pouco de mim e colou sua testa na minha.
- Não importa se você um dia vai embora, ninguém sabe do futuro, . - Eu vi ele sorrindo.
- A única coisa que eu sei é que você vai ser minha um dia.
- Ainda não sou? - Sorri.
- Não, até nos casarmos. - Nós rimos. - E eu não estou apressando as coisas, ok? Só estou falando do futuro. - Vi ele mudar de feição.
- O que foi?
- Talvez meu futuro seja grandioso até demais. Não sei se você ficaria comigo.
- Do que está falando? É claro que eu ficaria com você, não importa como. - Eu me aninhei em seus braços e senti ele beijando o topo da minha cabeça.
- , se você ficar comigo você ganha duas coisas. - Ele falou misterioso.
- Duas coisas?
- Isso! - Ele tirou uma caixinha do bolso e abriu. Era um anel que continha dois corações, sendo que um que tinha uma pedra de esmeralda.
- UAU! É de verdade? – Perguntei, olhando pra ele depois rindo.
- Sério que você está me perguntando isso? É claro que é de verdade. - Ele pegou o anel e colocou em meu dedo. Eu fiquei com os olhos brilhando.
- Qual é a outra coisa? - perguntei.
- Obstáculos. Nós vamos ter que passar por muitos obstáculos. E quando eu digo obstáculo é barra pesada, ok?
- Você é algum tipo de traficante? - Vi ele revirar os olhos.
- Engraçadinha. Eu to falando sério, .
- E quais são esses obstáculos?
- Não posso te dizer. - Ele falou, hesitando.
- Tudo bem, se for aquele negocio relacionado aos seus pais eu vou parar de falar. Percebi que você não gosta.
- Então. Aceita essas duas condições sem mesmo saber qual é a outra?
- Só se você pedir formalmente. - Ele riu.
- Gostaria de namorar comigo? - Eu fiquei sem reação. Não que eu não esperava por aquilo, mas foi tão bonito. Tão verdadeiro. - Se você não quiser, diz logo.
- Ah, desculpa. Eu viajei, e sim. Eu aceito namorar com você. - Sorri e o abracei, dando um beijo da bochecha dele.
- Te amo. - Ouvi ele sussurrar perto da minha orelha.
- Eu te amo. - respondi.


Eu estava feliz demais. Seria estranho para um casal dizer eu te amo logo, mas eu sou diferente, não tenho nada de normal, sou um príncipe. Um príncipe idiota que mal consegue segurar uma garota bonita e legal por muito tempo, porque meu legado de segundo sucessor do trono real faz uma garota sem ambição se assustar. E com a não vai ser diferente, nem imagino como vai ser quando eu contar a ela.
Nunca estive tão certo no amor. nasceu definitivamente para mim.
Estávamos dando um passeio fora do Park, quando eu vi um carro mais que conhecido. Droga, meus pais estão mesmo me procurando de lugar em lugar sem provocar tumulto. Fiquei logo nervoso.
- Temos que ir, . Aumente os passos. - Vi ela me olhar sem entender e assustada.
- O que foi? Tem alguém nos seguindo?
- Quase isso. Vamos. - Corri de mão dadas com ela.

- Chega, estou cansada. Não aguento mais correr.
- Desculpe. - Encostei minhas costas no muro.
- Ultimamente você só tem corrido. O que está acontecendo?
- Meus pais, . Eles estão em Londres.
- Eles são tão ruins assim para você fugir?
- Não. De jeito nenhum. - Eu ri. - Eles são perfeitos, fazem um bom papel de Pai e Mãe. Só fugi porque estava atrás de alguma aventura, sem eles ou minha irmã.
- Aventureiro. - Ela riu. - Vamos voltar pra biblioteca, amanhã eu tenho faculdade.
- Ah não. – Resmunguei, a abraçando.
- Vamos, preguiçoso.
- Não sou preguiçoso, só queria passar um tempo com você.
- Já passou tempo suficiente, até me pediu em namoro. - Eu ri do que ela disse. E assim fomos para nossa 'casa'.

- Olá gente. Por que sumiram tão rápido daquela vez? - perguntou logo que entramos na biblioteca.
- não pode saber que estou aqui. - falei.
- Bom, eu falei que você estava. - falou, meio assustada. - Mas ele deve ter entendido que você não queria que ninguém soubesse. - De repente vi o olhar de descer para minha mão e a da , que estavam entrelaçadas. - Perdi alguma coisa aqui? Aonde foi que achou esse anel, ? - Ela falou.
- Primeiro, esse anel não foi achado, ok? Muito respeito com ele. - me olhou e sorriu. - Segundo, eu ganhei ele. Terceiro, sim você perdeu muita coisa. Eu e o estamos namorando.
- O QUE? SÉRIO? OMG! OMG! - Eu pigarreei.
- É melhor eu sair daqui por um momento, coisas de meninas não é comigo. - Dei um beijo na testa da e apertei o nariz da e fui embora.
- Cabeção, não toque mais no meu nariz. - Eu ri.

Dois dias se passaram e eu e a estávamos super bem. Louis apareceu um dia aqui na biblioteca e eu falei com ele, explicando as coisas e ele prometeu que não ia falar para ninguém, nem para os meninos. Desde então agora eu sempre me encontrava com o Louis.
Estávamos na TV da sala quando paralisamos com uma noticia que eu nunca imaginaria que meus pais chegassem a tal ponto.
- O Rei e a Rainha da Dinamarca estão de passagem pela cidade com seu filho mais novo, o Príncipe . A filha mais nova e em breve a futura Rainha do país não pode visitar Londres por motivos de responsabilidade, já que ela será a próxima a subir ao trono. - Ouvi a repórter falar. - Hoje o Rei e a Rainha vão fazer uma entrevista exclusiva para o jornal da cidade. E até agora o cobiçado Príncipe não foi visto recentemente por paparazzis. Acho que esse daí está querendo paz e tranquilidade longe dos flashes...
- Da onde foi que você veio de passagem com seus pais?
- Você não entendeu, . Meus pais querem me achar sem muito tumulto. – Suspirei, desligando a TV. - Se nada der certo, suponho que eles vão ser obrigados a falar para a imprensa que eu estou aqui sem permissão.
- E você é menor de idade ainda. Pelo menos aqui.
- E eu vou me ferrar. Mas eu já estou aqui, não tem como voltar atrás.
- , isso vai dar muita confusão.
- Eu sei. Mas a única coisa que me importa agora, é como falar pra .
- Por que não diz logo?
- Porque eu tenho medo. Sei como ela vai reagir. E você, Louis? Já falou com a que você gosta dela? - Eu ri, mudando de assunto.
- Ainda não. Não tenho oportunidade, ela fala demais. - Soltei uma gargalhada. - Vamos sair um pouco daqui?
- Vamos. - Me levantei do sofá, indo em direção à porta da biblioteca.
Caminhávamos pela calçada do Green Park enquanto conversávamos coisas fúteis. Até agora ninguém tinha me reconhecido, até porque eu fiz questão de colocar roupas normais, um boné e óculos escuros.
- Dude, lembrei agora que falta visitar vários lugares em Londres. Acho que vou chamar a para ir comigo, já que ela mora aqui.
- Você quer é namorar. - falou, revirando os olhos.
- Também. – Ri, concordando. Estávamos conversando e rindo à toa, quando eu percebo uma certa pessoa parecida com . Mas logo desapareceu.
- O que foi, ?
- Eu tive a impressão de ter visto a . Mas acho que é meio impossível, já que ela não pode sair do país. Só posso estar vendo coisas.
- Eu hein. - franziu a testa e me encarou.

Logo anoiteceu e eu e a estávamos no quarto dela.

- ? - Ouvi ela me chamar. Estava deitado na cama e ela em cima do meu peito.
- Oi?
- Você nunca me falou muito sobre sua família. Eu sei que você não gosta, mas eu falei tudo sobre mim e mal te conheço, sei lá.
- Mal me conhece?
- Modo de dizer, . E não conta em saber que você tem pais e irmãs, e suas coisas do passado. Eu sinto que tem algo que te incomoda em me falar.
- Eu vim de uma família rica, . Nobre.
- Nobre? - Eu afirmei com a cabeça. - Sua família tem algum título? - Fiquei em silêncio, nervoso mais do que o normal. - Ta bem, não vou mais perguntar sobre sua família. Pelo menos já é um bom começo. - Ela sorriu.
- Eu tenho tanto medo de te perder. – falei, a abraçando forte.
- Perder? Impossível. - Ela mordeu minha bochecha.
- Se você tiver razões para me abandonar?
- Mesmo que eu tivesse mil razões para te abandonar, eu iria procurar por aquela única razão que iria me fazer lutar por você. - Ela sorriu.
- É tão difícil descrever tudo o que sinto por você, são sentimentos tão fortes, verdadeiros. Te amo de uma forma inexplicável, eu nunca amei ninguém dessa forma, e tenho certeza que nunca vou sentir isso por nenhuma outra pessoa. – Falei, ficando da altura dela e a beijando.
Eu a aconcheguei mais em meus braços e afastei meus lábios do dela, ouvindo logo um resmungo da parte dela. Eu sorri, lhe dando um selinho. Ficamos nos encarando por um tempo, olho no olho. Aqueles olhos cor de mel que me deixavam zonzo, mas era a visão mais linda que eu já tive.
- Eu te amo. - Ela falou.
- Eu te amo muito mais. – Falei, mordendo seu lábio.
- Vou fingir que não ouvi essas duas últimas palavras. - Eu a beijei novamente, fazendo-a calar. Ela logo saiu do meu lado e ficou em cima de mim. Segurei em sua cintura, enquanto ainda não desgrudávamos nossas bocas. Fiz a audácia de explorar suas pernas com minha mão, mas ela nem sequer se importou com isso. Depois de minutos nos beijando, nos separamos eufóricos.
- Precisamos fazer isso mais vezes. - Eu falei e ri.
- Pode apostar. Mas, antes que a Sra. Lerman venha e nos pegue aqui, você vai cair fora agora, amor. - Ela se levantou, se arrumando, e ia me levantar quando eu ouvi ela me chamar de amor, sorri pra mim mesmo.
- Fala de novo?
- O que? - Ela fez uma cara de interrogação. - Ah, amooooooooor! - Ela veio em minha direção e me abraçou. Sorrimos.
- , como se fala " I want a Kiss" em português?
- Eu quero um beijo. - Ela falou e eu a beijei. Ela riu e se soltou. - Que safado, muito espertinho você, não é? Agora sai daqui. - Ela falou, me puxando e me levando até a porta.
- Quero ficar aqui a noite toda. Vamos fazer uma party no seu quarto , se é que me entende. - Eu falei, levantando a sobrancelha pra ela, já na porta.
- Vai pro seu quarto, pervertido. - Ela riu.
- Só se antes você me der um beijo.
- Não acabou de ganhar?
- Quero outro. - Ela me deu um selinho, mas eu a agarrei e logo estávamos nos agarrando entre a porta.
- Chega, . - Ela se soltou. - Vai logo.
- Até amanhã, linda. - Eu falei, indo em direção ao meu quarto.

Acordei, dando de cara com a minha rosa no vaso, ela me parecia meio estranha hoje. Me levantei e fui olhar pra ela.
- O que está acontecendo, rosinha? Não morre agora, ok? - Beijei a pétala dela. Desci para tomar café e vi a Dani lá.
- Dani?
- ! Quanto tempo. Já soube da novidade, ok? Como você está? - Ela se levantou, me abraçando.
- Tava com saudades também e eu estou ótima, e você?
- Quero que me apresente seus amigos.
- Direta você.
- O já acordou?
- Sim. Ele saiu logo cedo não sei pra onde. Por quê?
- Quero falar com ele só.
- Já estão virando chiclete? - As duas riram. E eu dei dedo pra .
- Cala a boca. - Tomei meu café da manhã e fui para a central da biblioteca, para meu canto que eu adorava. Hora de ler a Cinderela.
Depois de algumas horas lendo o livro, ouvi alguém sussurrar em meu ouvido com aquele sotaque dinamarquês.
- ... - Fechei os olhos, me arrepiando com a voz sexy do atrás de mim.
- Se não fosse pela sua voz inconfundível eu tomaria um susto. – Falei, sentindo ele me abraçar e beijar meu pescoço.
- A disse que queria falar comigo.
- Ah sim, nossa rosa vermelha está morrendo.
- Nossa? Agora é de nós dois?
- Desde que você disse que me amava, sim. Somos um agora, não é? - Eu falei, vendo plantar um sorrisão no seu rosto.
- Mas o que aconteceu com ela?
- Não sei. Vamos ver. - Coloquei o livro de volta e puxei ele pela mão, o fazendo me acompanhar. Chegando no meu quarto, me aproximei, olhando a rosa.
- Ela está estranha... - Vi ele tocar em suas pétalas.
- Pensei que uma rosa não sobreviveria tantos dias. - Ele franziu a testa.
- Nem eu.
- Você gosta dela, não é? - ele me perguntou.
- Eu não quero que ela morra, . O tiozinho me deu ela e quando eu perdi, você a trouxe de volta a mim. E foi como eu te conheci. - O olhei, fazendo bico. Ele me deu um selinho.
- Ela não vai morrer, prometo. Deixa ela pegar um solzinho, certo? - Concordei e logo pus ela na janela onde tinha sol. - Agora vou tomar um banho, depois a gente se vê, linda. - Ele me beijou, e depois se retirou do quarto. Vi ele voltar novamente. - Esqueci de dizer que te amo hoje. Te amo. - Eu ri.
- Também, meu amor.

Tirei a camisa e minha calça logo para tomar um banho gostoso. Quando percebi que meu celular dava sinal de uma nova mensagem. Procurei nos bolsos da calça e finalmente eu o achei. Quando eu li, meu chão desapareceu. Os meus dias aqui estavam contados, disso eu já sabia. Mas não sabia que estava em uma enrascada.
" , meu filho, eu não queria fazer isso, mas parece que você não me dá escolha. Você não sabe a gravidade dos fatos, toda a Dinamarca já sabe que você fugiu para fazer suas irresponsabilidades longe de lá. Mesmo que seja meu filho, eu terei que tomar decisões drásticas. Se algum dos nossos inimigos ou até mesmo bandidos souberem onde você está, não sei o que pode acontecer. Então você tem duas opções: Aparecer e voltar para o nosso palácio com a gente ou serás banido da Dinamarca e deserdado. Seu pai."
Joguei meu celular na parede, fazendo-o quebrar. Fui para o chuveiro tentar me tranquilizar um pouco. Eles estão brincando, só pode, isso só pode ser brincadeira. Eu não posso aceitar isso!
Dei um soco na parede. Eles estão me fazendo escolher entre a e a Dinamarca... Eu não posso deixar a , mas eu também amo a Dinamarca. Droga de sangue real que corre em minhas veias! Eles sabiam que eu ia escolher a Dinamarca, lá foi onde eu cresci. Por mais que eu sempre quis fugir de lá, lá é onde parte do meu coração está.
Como vou contar pra ? Suspirei fundo. Como um príncipe, acho que sei o que fazer. Por que diabos meu coração foi se dividir em dois? E estarem tão longe um do outro? Dinamarca e , espero que um dia eu possa juntar vocês.


Chapter 5 - Hello Denmark


- Você está estranho hoje. - Falava quando já estávamos chegando. estava mais nervoso que o normal quando disse que precisava me levar a alguns lugares. Passamos pelo Aquário, London Dungeon, a Torre de Londres, depois a Tower Bridge. E agora ele fez questão de vir ao Palácio de Buckingham. - O que foi, ?
- Sabe, acredita que eu já entrei nele? - Ele disse, falando do palácio. Eu tive que rir.
- Você está ficando louco? Sério, estou preocupada com você.
- Eu e ele temos uma coisa em comum. - Ele parou, me deixando sem entender nada. - , eu te amo muito, muito mesmo. E eu não sei mais viver longe de você. Mas dessa vez eu vou ficar longe, tentando aguentar.
- Do que você está falando? - Senti uma brisa fria tocar em mim, o inverno estava chegando, mas essa brisa não foi somente do tempo. Estava nervosa do por que dele estar falando desse jeito.
- Eu tenho que ir embora. - Ele olhou pra mim com uma cara que parecia que estava sentindo dor.
- Ir embora? Para a Dinamarca? Por quê? - Não acredito que ele ia embora agora.
- Eu preciso voltar.
- Você vai embora. – Falei, quase sentindo minhas lágrimas. Ele afirmou.
- Desculpe.
- Quando você vai voltar? – Perguntei, tentando ter alguma esperança de vê-lo de novo. Mas sabia que pela cara dele e o jeito estranho dele hoje, isso seria a última coisa que podia acontecer.
- Não sei. Daqui a alguns anos, talvez. - Ficamos mudos, apenas um olhando para o outro.
- Então é assim? Por que chegou para ir embora?
- Lembra que eu falei que eu antes não sabia se deveria contar para você ou não, que eu gostava de você. Mas se eu voltasse sem falar isso pra você eu me arrependeria.
- Você já sabia que ia embora... - Eu falei, deixando uma lágrima cair, me afastando dele. Ele sabia que as coisas iam ser desse jeito antes de tudo, e o que ele fez? Não ligou em como eu ficaria depois.
- , desculpa. Eu sei, eu pensei em mim, mas eu falei das duas condições. Eu falei que íamos passar por obstáculos e esse nem foi o pior. - Me assustei agora com o que ele falou.
- Conte! - Falei. - Tudo, o que você estava escondendo. Os tais obstáculos.
- Eu não... pos...-
- Alteza... - Alguém interrompeu o e o mesmo arregalou os olhos.
- ! - Outra pessoa falou atrás do . Era um senhor, muito bonito por sinal. Ele tinha uns dez seguranças com ele, e o pior que ele parecia com alguém que eu conheço. - Não adianta se esconder outra vez. Não sabe o que causou por seu ato irresponsável... - Um dos seguranças me separou do . Quem esse cara pensa que é? Eu já estava nervosa então, quando eu pensava minha língua já falava.
- HEY! Quem você pensa que é? O senhor atrapalhou uma conversa importante, ok? - Estava prestes a pegar o e sair de lá. O homem me olhou de cima a baixo.
- ... - falou meu nome, mas antes o interromperam de novo.
- Eu sou o Rei da Dinamarca... - Ok, essa me pegou de surpresa. - E o pai desse garoto, querida insolente. - Fiquei petrificada. Espera aí... Olhei para o e ele estava de olhos fechado, e mais nervoso.
- Se você é o Rei e ele é seu filh... Oh Deus... - Não sabia mais como respirar, fiquei mais atacada, nervosa. Nem sabia o que fazer. - QUANDO VOCÊ IA ME CONTAR? - eu praticamente gritei.
- , entra no carro. Vamos voltar para a Dinamarca agora. - O pai dele se afastou e logo entrou no carro.
- Eu ia te contar. Mas sabia como você ia reagir, mas entenda, por favor. - tentou passar para chegar mais perto de mim, mas os idiotas dos seguranças não deixaram.
- Você é um príncipe... - murmurei baixo, deixando mais lágrimas caírem. Contos de fadas não existem... Minha mente não parava de ecoar essas palavras. - Eu coloquei esperanças demais...
- , eu te amo. - estava chorando.
- , precisamos ir. - Um segurança chegou perto dele e falou.
- Venha comigo, . - Ele falou e eu simplesmente fiquei parada que nem uma retardada e com milhões de pensamentos. - Venha comigo, por favor... - Eu somente neguei com minha cabeça. Não podia ir, minha vida está toda aqui. Eu não podia jogar minhas coisas pro alto e tentar viver algo que eu sei que no final não vai dar certo.
Eu vi ele decepcionado e se afastando aos poucos. Os seguranças praticamente o obrigaram a entrar no carro. E eu saí correndo dali, queria encontrar mais do que tudo na vida, um ombro amigo. A .

Cheguei na biblioteca correndo e logo subi as escadas depressa e fui pro quarto. Ela não estava lá, peguei meu celular e mandei uma mensagem pra ela.
" Preciso de você aqui, por favor, venha depressa. Eu não sei o que pensar... meu coração está despedaçado agora..."
Logo me deitei e chorei, chorei, chorei. Percebi a rosa vermelha na janela, ela não tinha melhorado. Ela estava pior, estava quase murcha.

Estava sentada com a cabeça no ombro do . Hoje foi a primeira vez que nos confessamos um para o outro. Mesmo tendo nos conhecido daquele jeito, naquele dia eu o olhei e senti borboletas pelo meu corpo inteiro e daí em diante já gostava do .
Senti meu celular vibrar dentro do bolso.
- Hmm, uma mensagem.
- De quem? - Perguntou , curioso.
- Não é da sua conta, ok? Mas... - parei depois de ler a mensagem.
- O que foi, pequena?
- Oh Deus. A está precisando de mim, tipo AGORA. Ai Jesus! - Saí do sofá toda nervosa e procurando minha bolsa e meu casaco.
- Espera, calma. O que aconteceu? - tentou me acalmar.
- O que o idiota do fez com minha amiga? - Gritei e vi eles olharem um para o outro. - Ela mandou uma mensagem dizendo que precisava de mim e que o coração dela estava despedaçado. Acredite, quando a fala desse jeito, a coisa ta feia.
- , o que você fez... - murmurou baixinho.
- Acho que ela descobriu... - falou com os olhos baixos.
- O que? - perguntei.
- Ele deve estar no Hotel, precisamos vê-lo.
- Ele precisa da gente.
- DÁ PRA VOCÊS FALAREM O QUE TA ACONTECENDO?
- Pequena, é meio que... - ele parou, suspirando. - O é um príncipe, o também, e o é um Conde. Eu e o somos os únicos com família de classe média normal. - Ele falou tudo rapidamente e eu fiquei sem reação. Quando vi a cara deles fiquei pior. Só o me olhava enquanto os outros não estavam nem aí, como se isso fosse normal.
- PERAE, PERAE. Muita coisa pra absorver.
- Vai logo falar com a , ela deve estar precisando de você.
- Vou agora mesmo. - Dei um selinho do e me despedi da galera. Ok, por isso o tinha aquela mansão e às vezes eles tinham piadinhas próprias e as vezes também o falava de um jeito meio estranho. I don't believe! se apaixonou por um príncipe! Bem a cara dela, já que ela gosta de contos de fadas. Oh deus! É melhor eu parar de pensar nisso e correr logo.

Cheguei no hotel e logo fui pro nosso quarto. Cheguei lá e logo dei de cara com minha mãe na sala.
- Oh meu Deus! Até que fim. , meu filho, tudo bem com você? Você sabe o que fez... - Ela parou de falar quando me viu passar reto com uma cara nada legal. Eu sentia que estava com os olhos vermelhos, já que eu chorei. - O que aconteceu com ele? - Ouvi minha mãe perguntar pro meu pai.
- Não sei. Mas... - Bati a porta do meu quarto e depois não pude ouvir mais nada. Chutei o guarda roupa e esmurrei a parede. Não era pra ter sido desse jeito! Chorei tudo que estava entalado na minha garganta. Raiva, decepção, tristeza. Aconteceu mais uma vez...

Estava com uma camisa preta, uma calça jeans preta e um casaco preto. Peguei meus óculos escuros, baguncei meu cabelo um pouco e calcei meu all star preto. Estava de luto! Por mim mesmo. Desci pro Hall do Hotel onde eu já encontrava meus pais e um monte de fotografos, inclusive repórteres. Na raiva e no mau humor que eu estava, se um deles cruzasse minha linha de limite, ia rolar soco aqui.
Entrei no carro antes dos meus pais, coloquei meus fones de ouvido e esperei até eles entrarem e Paul partisse para o aeroporto. Enquanto e estavam no outro carro preto. Os meninos, noite passada, vieram me ver e disseram que já sabiam de tudo, eles me ajudaram a esquecer um pouco.

O vi com um estilo um pouco revoltante e uma cara nada legal, ele passava na TV da sala e fiz questão de desligar a TV.
- Está melhor, ? - vinha da cozinha com um chocolate quente e me entregou.
- Obrigada. E sim, graças a você, um pouco melhor. - Tomei um gole. - Os próximos dias serão piores. - Vi a me olhar com pena e me beijar na cabeça.
- Qualquer coisa, estou aqui, amiga. - foi o meu colo ontem à noite, chorei mais do que nunca. Eu já devia saber. Em poucos dias nos conhecemos, aí do nada começamos a namorar e nem uma semana de namoro fizemos, e ele foi embora. Muito bom, , esse foi o seu pior relacionamento que já teve.

Chegamos e logo subimos no nosso avião particular e de lá decolamos para a Dinamarca. As coisas não tinham como ficar pior... Depois de horas, senti alguém me acordar, era o .
- Vamos, . Já chegamos, diz oi pra Dinamarca. - Ele riu.
- Olá Dinamarca... Nada pessoal, ok? - Resmunguei.
- Como está?
- Não me pergunta isso de novo, ok?
- Ok. - Ele levantou as mãos pra cima. E nós saímos do avião, indo para nosso carro, que já estava nos esperando.
- .. - o chamei. - E a ? Como se sente em saber que teve que se separar dela por minha causa também?
- Não se preocupe, . Eu estou bem, falei com a e ela entendeu perfeitamente. Ela disse que ia me esperar.
- É, pelo menos você é um cara de sorte, que não foi chutado mais uma vez e que não possui sangue real. Daria tudo para ser você.
- Do que está falando? Milhões de pessoas queriam ser como você. - Ele riu.
- Acontece que é assim, elas nunca viveram minha vida e não sabem o quão ruim ela pode ser. Lado bom e lado ruim.
- Ué, mas minha vida também tem um lado ruim e um lado bom.
- Eu só vejo lado bom.
- Você nasceu em berço real, . Não teve tempo nem de ver o lado ruim da minha vida. Nós não conseguimos tudo que a gente quer... não temos muito dinheiro e temos muitas dívidas.
- Na minha vida o lado ruim é que você é responsável por um País no futuro, peso de sobra nas costas e não ter a chance de ter uma vida normal. Daí vem a ambição das únicas pessoas que podem estar perto de você e que são as últimas que você deve ter afeto e confiança. E depois o amor, ou são as sonhadoras que te querem ou são as ambiciosas. As perfeitas não entram nisso, porque elas sabem do lado ruim que isso tem, responsabilidade. - somente fez um gesto de quem entendeu e depois partimos de volta para nossa terra, Sonderborg, cidade onde fica o nosso Palácio, Gravenstein, passaríamos alguns dias lá antes do inverno começar.

Entrei no palácio e pude ver minha irmã nos esperando. Dei um abraço nela e a agradeci perto do seu ouvido.
- Eu sei o que aconteceu já, . Sinto muito. - Ela bagunçou meu cabelo e eu dei um sorriso fraco.
- Tudo bem, passou. Estou nessa prisão novamente.
- Não passou. Você a ama. E eu sou sua irmã.
- E o que isso tem a ver?
- Duas armas secretas. - Ela me fez rir. - Vou te ajudar sempre, maninho.
- Obrigado, mas vou parar com isso. Vou pro meu quarto agora, até mais. - Subi para meu quarto e descansei um pouco.

Amanheceu e eu rezava pra que aquilo tudo fosse apenas um sonho, o que não aconteceu. Suspirei pesadamente. Fui até a escrivaninha e vi um bilhete, hoje ia ter a parada da família real. - Ótimo! - resmunguei. Não entendo o motivo para essa parada, se eu quisesse que alguém me visse estaria em um museu. Vesti uma roupa formal, mas quase no meu estilo. Adorava ver minha família e principalmente minha mãe louca, coloquei a barra da camisa para fora da calça, abri dois botões, deixei as mangas folgadas e calcei meu all star. Baguncei meu cabelo e fui em direção à sala, mas antes percebi um movimento no quarto da minha irmã. Curioso, abri as duas portas do quarto inteiro, fazendo ganhar uma atenção. Parei, vendo onde eu estava me metendo.
- AHHHHHH!
- Príncipe ! - Ouvi murmúrios e gritos.
- O que... - Olhei pra minha irmã. - Eu acho melhor eu voltar outra hora. – Falei, observando um monte de garotas de mais ou menos 15 a 20 anos. Vulgo, princesas, amigas da minha irmã.
- Mas que vestes são essas, ? - perguntou. Ela sempre foi o quesito certinha.
- Minhas vestes normais. Mas o que elas estão fazendo aqui?
- Elas vão para a parada com a gente. A propósito, tem gente lá embaixo te esperando. - Saí de lá antes que elas me atacassem. Fui diretamente à escada e pude perceber pelo corrimão, príncipes, exceto o Niall, por ser Conde. O que porra meus pais estavam planejando com a união de príncipes e princesas de vários lugares? Quero sair daqui!
- ! - Alguém me notou.
- ? Virou um príncipe agora? - Ele riu.
- Não, mas sou seu melhor amigo. Não ia me deixar de fora, ia?
- Ia, para te poupar desse circo. Mas pelo menos isso me faz distrair um pouco das coisas.
- Isso, pense pelo lado bom. - apareceu do nada.
- ! - Ouvi alguém falar meu nome.
- E aí, Spence... - O cumprimentei.
- Você que é o mestre das coisas mais legais, o que vai fazer dessa vez? - Ele perguntou.
- Nada. – Falei, colocando as mãos no bolso.
- Sério que nada? Só porque hoje estava a fim de irritar meus pais... - Marcos falou. E percebi que todos estavam olhando pra mim.
- O que? Vocês realmente querem que eu de alguma ideia para estragar esse perfeito dia?
- Não estragar, mas somente quebrar as regras. - falou. - Aqui todos estão com você.
- E além disso, é muito exagero das nossas famílias fazer uma parada com todo mundo. - Eu sorri.
- Pelo visto, os príncipes estão revoltados. - Eu falei, ainda rindo.
- Não dê ideia, gente. - avisou.
- Qual é , sei que você é certinho, mas dessa vez vai ficar de fora? - Ouvi Steven perguntar. - E aí, ? - Bom. Já que todo mundo apoia, tudo bem! Primeira coisa que vocês vão ter que fazer é tirar esse jeito de bom moço de ser, vamos ter um pouco de estilo, por favor! - Então com o apoio de todos fui fazer o que eu mais fazia de bom.

Acordei super atrasada para aula de hoje, então resolvi faltar. Não ia chegar a tempo mesmo. Fui até a biblioteca e vi a no segundo andar.
- Precisamos arranjar um lugar pra gente morar, já passamos muito tempo aqui. - Falei.
- Eu já arranjei, só estava esperando você acordar.
- E onde fica?
- Na Brompton Road.
- O QUE? É a rua mais nobre.
- O que eu posso fazer? Meu tio me ajudou a comprar, querida. E vamos aproveitar.
- Seu tio comprou um AP?
- Não. Foi uma casa.
- SEU TIO COMPROU UMA CASA EM UMA DAS RUAS MAIS NOBRES DE LONDRES? VOCÊ É LOUCA? NÓS NEM VAMOS MORAR PRA SEMPRE AQUI.
- Relaxa, ok? Ele disse que é meu presente de aniversário. Ah, falando em presente. Chegou isso pra você logo de manhã. - Ela retirou do bolso uma carta. Franzi a testa.
- Isso é uma carta! O que tem a ver com presente?
- Sei lá, . Não complica e abre que eu to curiosa. - Peguei a carta e olhei a trás. "Para Srta. ". - Eu conheço esse selo. - falou, apontando para um selo.
- Da onde é? Daqui mesmo?
- Não. Vai querer saber mesmo?
- Fala de uma vez, criatura.
- Dinamarca. - Eu encarei ela, e depois a carta.
- Não acredito que ele ainda me mandou uma carta.
- Não parece letra de homem, . Abre logo! - Li em voz alta.

"Olá, Srta , tenho o prazer de convidá-la para um baile de máscaras no palácio de Gravenstein no próximo final de semana, ficarei honrada com sua presença.
Atenciosamente,
Sua Alteza Real, a Princesa Herdeira, .

PS: venha com o vestido que eu vou mandar em breve. Convide suas amigas. "

Ficamos paradas absorvendo o contexto.
- , não é? Alteza real? - falou.
- Acho que deve ser a irmã do . - Vi dar um sorrisinho e tomar a carta da minha mão.
- Onde vai ser? Num tal de Palácio Gravesdjfçlksdf. E que horas? - Ela perguntou.
- Gravenstein! E como assim? Eu não vou!
- Nós vamos sim! Ah, se vamos!
- ! O simplesmente mentiu pra mim e me largou.
- Primeiro, ele não mentiu, ele escondeu e ele não te largou. Pelo que você me contou ele pediu pra você ir com ele e você não foi por ser idiota! Não tente se enganar.
- Não importa. Eu não vou, porque eu não tenho nada com ele! - Virei as, costas já saindo dali.
- Você tem medo de ir atrás dele, só porque ele é um príncipe. E claro, se ficar com ele, você poderá ser uma futura princesa, ou até mesmo rainha.
- Eu não posso ficar com ele.
- Você ainda não enxergou nada. Tudo bem, deixa o tempo se encarregar disso. - Ela saiu de lá e foi pra baixo. Eu fiquei parada, tentando absorver tudo aquilo. Fui dar um passeio pelo Green Park, péssima ideia. Me veio tudo de novo em minha mente.

Peguei o Pegasus e preparei o Black Jack. Todos os príncipes iam com algum cavalo, nem imagino como ia ser patético, mas eu estou aqui, não é? Vai ficar melhor, aproveito e dou o troco do meu pai por ter estragado minha vida.
Fiquei na minha posição enquanto vi os guardas da frente os rodear. Olhei para a outra ponta escondida e pude perceber o do outro lado. Ele não perdia uma, mesmo ele sendo um Conde, dava pra ser um bom príncipe. Fiz sinal para ele se preparar.
Os outros saíram marchando com seus cavalos, enquanto eu, o e o , que estava mais atrás e quase jurando me matar, ficávamos nos preparando. O plano ia ser estragar a festa fazendo mais bagunça possível. Esperamos mais alguns minutos, desci do Pegasus e subi no Black Jack, indo pra frente.
Paul logo me viu e gritou. - O que ainda está fazendo aqui ? O que você vai aprontar? Dessa vez eu não posso deixar você fazer isso. - Já era! Fiz sinal para e se movimentarem.
- Desculpe, Paul! Haha. - Faleim enquanto Black Jack aumentava a velocidade.
Quando finalmente vimos a cidade aparecer e um pouco da parada, nós dobramos a rua principalm pegando atalhos. Íamos estragar as decorações de frente pra trás. Steven, que estava mais na frente, percebeu que já tínhamos chegado. Black Jack disparou na frente e logo quebrei outra rua, indo para rua principal onde ia terminar a parada. Pude ouvir gritos, as pessoas estavam chamando meu nome. Parei bem no meio da rua, e logo vi os guardas marchando.
- ? - Ouvi me chamar.
- Eu juro que se algo acontecer, eu mato vocês. - resmungava do outro lado.
- Só cuidado para não machucar as pessoas. - Me preparei e comecei a correr pra frente com Pegasus. Minha irmã logo me viu.
- o que está fazendo? - Vi ela sorrir.
- O que eu faço sempre. - Gritei já mais na frente. Olhei pra trás e vi e cortando os cordões com as bandeirinhas.
- ! - Minha mãe gritou e eu comecei a rir. Fui mais pro lado do povo e estiquei a mão, batendo nas mãos de cada um. Eles ainda gritavam meu nome. Logo quando cheguei à parte onde estavam todos os príncipes, fiz a volta e corri, acompanhado de todos até de onde eu vim.
Logo parei, esperando a carruagem dos meus pais chegarem.
- Seria mais prático carros, não?
- Já chega! Sei que isso foi coisa sua. Suas gracinhas têm limites, . - Meu pai reclamou.
- Isso só foi um pouco de diversão. Todos estavam precisando.
- Vamos voltar ao palácio e nos desculpar com todos.
- Não devo desculpas a ninguém. - Peguei o Black Jack e fui em direção ao palácio.

- Dê um desconto pra ele, Mãe. - Estávamos em um carro onde íamos de volta ao palácio.
- Desconto? Ele acaba com tudo!
- Quando ele estava em Londres nada disso aconteceu.
- Porque ele estava longe. Mas agora ele foi ao limite, como pode estragar a festa toda?
- Vocês não perceberam?
- Perceber o que? - Meu pai falou.
- Ele está apaixonado ainda, eu acho...
- Apaixonado? - Meu pai perguntou.
- Vocês o tiraram a força de Londres. Ele estava com uma garota quando o achou, não foi? - Perguntei a ele.
- Estava... Muito insolente aquela menina, mas bonita.
- Ah, claro. Ela ia adivinhar quem você era. Enfim, se como o senhor disse, eles estavam conversando. Você devia deixar eles conversando, ok? Depois levasse o , mas numa hora daquelas? Faça-me um favor, papai. Até eu ficaria brava com o senhor e aprontava uma dessas.
- ! - Mamãe me chamou atenção.
- Estou falando a verdade. O só está querendo chamar atenção para ele se distrair um pouco. Está na hora de vocês serem pais e não reis. – Falei, saindo do carro, já que tínhamos chegado ao palácio.
- Por isso ela é a futura Rainha. - Ouvi meu pai falando pra minha mãe.

Estava esparramado no sofá do gabinete, quando vi minha irmã entrar e logo depois meus pais.
- Estava com saudades dessas reuniões familiares. - Ironizei.
- Até o jeito de falar esse garoto mudou.
- Diga-me, querida mamãe, o que realmente querem com minha incrível presença nesse gabinete? - Falei forçado.
- Falar sobre seus atos e o avisar.
- Em breve teremos um baile, . E não quero que você apronte nada. E você será obrigado, por castigo, de participar do treinamento do arco-e-flecha.
- Ah, não. Que eu saiba quem faz esse treinamento é quem vai subir ao trono. - Olhei pra .
- Ou prefere isso, ou tão cedo sairá desse palácio. Eu ainda estou te dando uma salvação, Harry. - Meu pai falou.
- Depois da última, não tenho como negar mais nada.
- Que última? - perguntou.
- Ah, não sabe?
- !
- Ele fez o favor de me ameaçar. Ia me banir da Dinamarca.
- Papai!
- Edward! - Minha mãe e minha irmã o repreendeu.
- Só assim eu tinha a certeza que você iria voltar com a gente. Você é meu filho, não ia fazer uma coisa dessas.
- Se não fosse por nada, eu voltaria numa boa. Mas... - desisti de falar. - Deixa pra lá, vocês não tem nada a ver com isso. - Ia saindo de lá, quando senti a mão da minha mãe.
- Você se apaixonou. E claro que temos. Você teve que largar a garota por causa do nosso país. - Ficamos em silêncio.
- Isso não importa mais, não é?
- Uma plebeia? - Meu pai perguntou.
- Nenhuma princesa chegaria aos pés dela. Mas vocês estragaram tudo, quando ela soube da forma mais radical possível que eu era um príncipe e não me quis mais. - Saí de lá estressado só por tocarem naquele assunto.


Chapter 6 - The Masked Ball


Faz exatamente uma semana que ele foi embora. Eu e já tínhamos saído da biblioteca e estávamos na casa dela. Era uma casa grande muito linda e confortável, estava com uma cara brasileira.
Ainda não consegui parar de pensar em mim sem aqueles olhos intensos e seu sorriso encantador, sem ele. NÃO! , você não vai esquecê-lo sim, mas que droga! Balancei a cabeça, tentando me livrar desses pensamentos.
- Por que eu não consigo jogar esse anel fora? - Fiquei olhando o próprio anel que ele me deu. Fitei a flor na minha cômoda. - E você começou a viver novamente um pouco. - suspirei pesadamente. Ouvi alguém bater na porta do quarto.
- , seu vestido chegou. MUAAAAAA - falou e correu. Eu desci da cama e corri atrás dela.
- ! Eu não vou para esse baile, não tenho nada pra fazer lá. Não tenho nem dinheiro para ir para outro país, e além do mais, não quero ver a cara dele.
- Ele não tem culpa de nada, eu já falei.
- Não é isso. Eu sei que ele não tem culpa... – falei, receosa das minhas palavras. - Eu só não quero que aquele sentimento volte novamente.
- WAIT. Você está dizendo que ele não tem culpa? AWWN! MAS TU VAI SIM, PORQUE EU QUERO IR E VER O MEU LINDO, OK? - gritou.
- Ahhh, então você não está preocupada comigo, está preocupada querendo ver o . - Fiz uma cara de ofendida.
- , venha cá. - Ela me puxou pela mão e fez eu sentar no sofá. - Você ainda gosta do ? - Fiz bico e afirmei. - Seu coração clama por ele? - Afirmei novamente. - Você quer vê-lo? - Eu fiquei em silêncio. - Sim, você quer vê-lo E PEDIR DESCULPAS A ELE POR SER IDIOTA E NÃO TER IDO COM ELE, ENTENDIDO? - Seriamente, às vezes a me dá medo. - Deixa esse orgulho de lado.
- Mas e o lance dele com a realeza de lá?
- Você antes era mais revoltada. Olha aqui , eu , ordeno que você mande tudo se foder e ir atrás daquele príncipe fantasiado de encantado, porque minha filha, príncipe não caí duas vezes no mesmo lugar não, ok?
- Por mais que eu queira, as circunstâncias agora são diferente. Eu ainda não consigo acreditar que isso vai dar certo.
- , você sempre me dizia que se não tentar, você nunca vai saber. Agora abre essa caixa que eu quero ver seu vestido. - Revirei os olhos. Levantei do sofá para abrir a caixa em cima da mesa.
- OMG! Que vestido lindo, cara. - falou.
- Isso parece de casamento, qual é. Não vou assim não! - Indaguei. Fui ver um bilhete que havia nele. "Brincadeirinha hehe esse somente será o meu presente. X " - Como a irmã do é engraçada.. - Bufei. - Peguei o outro vestido.
- OH! MY! GOD! Momento Janice de friends, minha gente, que vestido perfeitooo! - e seus exageros, mas dessa vez ela não estava mentindo muito. Ela pegou a máscara e me mostrou, mas o que me chamou atenção foi que havia outro bilhete ali. "Lembre da razão que nunca o faria o abandonar X" Flash backs invadiram minha mente aos poucos.
- Mesmo que eu tivesse mil razões para te abandonar, eu iria procurar por aquela única razão que iria me fazer lutar por você. - Falei aquela mesma frase que eu tinha dito em voz alta. Como ela sabia disso?
- Hein? - ficou sem entender nada. Eu não acredito que eu não fui capaz de entendê-lo, por isso ele sempre falava que tinha medo de me perder. Ele sabia que se eu soubesse quem ele era, eu ia me afastar dele. Quando ele pediu para namorar comigo ele deixou nas entrelinhas o que eu ia enfrentar.
- Eu fiz a maior burrada da minha vida.
- Ohh, Descobriu a América. - foi sarcástica.
- ! Nós vamos a esse baile. – Falei, decidida. Eu tinha que arrumar essa confusão toda. E cumprir com o que eu tenha dito, não importa se ele é um príncipe. Ninguém nasceu sabendo de tudo.
- Ai sério? AHHHHHHHHHHHHHHHH. - gritou e saiu pulando pela sala.

Alguns dias se passaram e amanhã a noite seria o grande baile. Convidei Dani e a Juliet para virem conosco ao baile real, elas de primeira pensaram que era brincadeira minha, mas depois que eu expliquei tudo elas surtaram que nem a . Já estávamos no avião que ia para a Dinamarca, quando vi parar na escadaria e gritar.
- Farvel London! Danmark her kommer vi! endelig mødes vi igen. - Percebi que ela misturou o inglês com o dinamarquês. tinha me dado algumas aulas. Traduzindo ela disse "Adeus Londres! Dinamarca, aí vamos nós! , finalmente nós vamos nos reencontrar." Só a Gio mesmo para fazer essas coisas sem noção.

Me levantei e me vesti apressadamente para o treino de arco e flecha. Não que eu ache isso chato, mas eu não estava com animo nenhum. Desci as escadarias e percebi que Scarlate dava ordens aos mordomos sobre a decoração do baile, tinha esquecido disso, hoje à noite era o baile de máscaras.
- Bom dia, Alteza.
- É . - Ela riu.
- Eu sei, mas são as regras. - Ela falou.
- Acontece que é meu nome e eu que mando nesse nome. - Saí de lá às pressas, indo ao jardim.
- Bom dia, querido! - Encontrei minha mãe cuidando de suas flores.
- Bom dia! - Dei um beijo nela.
- , suas tias estão vindo para cá.
- O QUE? - arregalei os olhos. - Ah, não. Aquelas velhas enjoadas? Ninguém merece. Elas vão ficar no meu pé o tempo todo.
- ! Mais respeito.
- Respeito? Mãe, cá entre nós, sei que você não gosta das irmãs do papai também. Elas são chatas demais.
- Isso não vem ao caso. Elas pegam no seu pé porque você não segue as regras de etiqueta.
- Apois... Tenho mais voz que elas por aqui. - Vi minha mãe balançar a cabeça.
- Eu vou me retirar. Tenho treino agora, até mais, mãe. - Saí do lugar das flores da minha mãe e fui ao lugar do jardim um pouco mais longe.

- Alteza, estávamos só esperando o senhor. - Ele pegou o arco e me entregou, depois as flechas. Peguei o arco e preparei para atirar as flechas no alvo. Eram dez alvos, estava sem paciência e logo comecei a atirar. A primeira acertei no meio, segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima, oitava, nona e finalmente a décima. Larguei o arco na mesa e fiz um gesto com a mão.
- Treino terminado! - Falei.
- Mas, alteza. Você começou agora.
- Sério que eu preciso de treinamento? - Olhei para todos os alvos que estavam com as flechas no meio.
- Eu acho que não. - William riu.
- Até outro dia. - Acenei e fui para os estábulos onde ficavam meus fiéis cavalos.
Dei um pouco de comida a eles e fiquei por um tempo lá, peguei o Pegasus e fui cavalgar pelos nossos jardins de fundo. Vi meu pai na janela do gabinete dele e senti um calafrio intenso na espinha. Mas o que diabos foi isso? Fiquei um pouco o encarando e logo depois ele sentiu minha presença, dando um aceno. Balancei a cabeça e logo entrei no palácio, indo em direção ao seu gabinete.
- Pai!
- Olá filho. Que bom que veio, quero mostrar algo pra você. - Estranhei e me perguntei o que ele ia me mostrar. Segui ele até a biblioteca, e logo ele mexeu em algo que fez um barulho estrondoso e logo percebi que as estantes estavam se abrindo. Lembrei do alçapão secreto onde guardavam as coisas mais valiosas da família e somente o Rei podia entrar, ou alguém com permissão do Rei. Entramos e descemos alguns degraus. Nós paramos e ele fechou a chave de segurança, fazendo todas as armadilhas desligarem. Logo passamos pelo corredor e entramos em uma porta.
- Wow! - Exclamei quando vi aquele lugar. Estava cheio de joias e objetos caros da família.
- Aqui fica os bens mais preciosos da família, inclusive minha coroa. - Ele falou e vi a coroa brilhar pra mim.
- Por que está confiando a mim este lugar?
- Eu sei que você não fará nada injusto, Harry. Você é meu filho, estava na hora de eu lhe mostrar isso.- Ele parou, me vendo olhar aquilo tudo. - E ali, naquela porta. É o quarto onde dá para o meu quarto e o da sua mãe. - Ele apontou para uma porta escondida bem no fundo.
- Oh, legal!
- Por mais que seja irresponsável. Sei que você será um grande monarca depois da sua irmã. Está no sangue.
- Ah, claro. – Falei, ainda observando as coisas do lugar.
- , sabe aonde eu conheci sua mãe?
- Sei, ela já me contou um dia.
- Sabia que ela era uma plebeia?
- Plebeia? - Virei meu olhar pra ele. - Dessa eu não sabia.
- Ninguém sabe, porque a sua mãe sempre frequentava o palácio. Ela era minha melhor amiga quando éramos mais jovens.
- A já sabe disso?
- Sim.
- Hoje à noite peça para a lhe mostrar o anel de noivado que eu dei a sua mãe, certo?
- Ok. – Falei, não entendendo porque ele queria aquilo.
- É melhor irmos para almoçarmos. As 18:00 os convidados começam a chegar, não estrague tudo dessa vez, certo, ?
- Tudo bem. Prometo que irei me comportar como um príncipe de verdade.
- Vamos sair daqui então. - Meu pai falou e logo nós dois saímos dali para ver se o almoço já estava servido.

Estava anoitecendo e a decoração pro baile já estava formada, minha irmã começou a se arrumar desde as duas da tarde até agora. Não entendo por que mulheres demoram tanto para se arrumar, acho que falam mais do que se arrumam. Estava no sofá da biblioteca lendo um livro para deixar o tempo passar. Eu me arrumei em menos de meia hora, colocando um smoking e dessa vez um sapato social. Como prometido ao meu pai, não iria fazer nada para estragar esse baile. Ouvi um bater de porta. - Alteza, sua mãe mandou o senhor descer, os convidados já estão chegando.

- Já? Mais está muito cedo ainda. Valeu, daqui a pouco eu desço. – Falei, suspirando e colocando o livro na mesa. Fui até a janela bisbilhotar o jardim da frente. Havia uns oito carros chegando com um grupo de pessoas. Peguei minhamáscara e a fitei. A única pessoa que eu queria que viesse a esse baile, estava há quilômetros de distância daqui e ainda com raiva de mim. Resolvi colocar minha máscara e descer para receber os convidados. Cara, quantas pessoas minha irmã convidou? Já eram 18:50 e o Hall estava lotado. Só a minoria eu conhecia, a maioria às vezes eu não reconhecia e às vezes eu não conhecia. Duques, Condes, Barões, Príncipes, Reis, Marqueses, Cavaleiros e alguns plebeus amigos da família. Várias princesas se atreveram a me pedir uma dança, mas eram muitas, então recusei educadamente, inventando algo. Mas às vezes dançava com uma ou com outra, acontece que eu era um príncipe, solteiro, gostoso e educado com as damas, não era pra menos que todas tivessem um abismo por mim. Mas infelizmente meu coração já tem dona, que está terrivelmente longe e furiosa comigo. É, eu não paro de pensar nela e em como podiam ser diferente as coisas. De repente todos centralizam a atenção a certo ponto, quando olhei era minha irmã finalmente descendo as escadas. Já que era um baile para talvez arranjar um casamento pra ela, príncipes era o que não faltavam, mas ali também havia somente uma pessoa que a gostaria de ficar, esse era Nathaniel, o nosso primo. O pai dele faz parte do parlamento, mas ele é um ambicioso impulsivo, ainda bem que ele não nasceu primeiro que meu pai, se não o país estava arruinado. Mas Nathaniel era um pouco diferente, pra mim ele só fazia o que o pai ordenava e não faz o que sua razão diz. Então, resumindo, achava uma boa ideia ele casar com minha irmã, mas com um contrato que o pai dele não teria direito nenhum em pedir alguma coisa ou ser alguma coisa.
Estava caminhando em direção ao Jardim, mas antes cumprimentava alguns amigos do meu pai e até falei com o , , e , que estavam mais preocupados em azarar alguma garota. Desci as escadas e percebi que a noite estava um pouco fria e era noite de lua cheia. De relance vi algo se movimentando no lado escuro do jardim, mas deixei pra lá, talvez estava vendo coisas demais. Foi quando cinco sombras me chamaram atenção, ou melhor cinco damas, sendo que uma eu reconheci como minha irmã, mas as outras não sabia quem eram. Elas estavam subindo os degraus para entrar no grande salão principal do palácio onde estava acontecendo o baile e a de azul me chamou atenção, a minha cor favorita. Tive a curiosidade de saber quem eram, não sei por que. Entrei pelas portas do lado do palácio que somente algumas pessoas sabiam e fui correndo para o salão antes que eu perdesse aquelas quatro damas de uma vez naquela imensa multidão. Infelizmente dito e acontecido. Não via mais elas em nenhum canto aonde meus olhos batiam.
Suspirei, frustrado. Uma música dançante começou a tocar. Meus pensamento se perderam na garota do vestido azul, será que ela só me chamou atenção por ser a única com o vestido em todo o baile com a minha cor preferida? Sorri sozinho.
Quando me virei para subir as escadas, lá estava ela, a única em todo o baile com o vestido azul. Ela estava com mais três amigas, na qual eu não reconhecia nenhuma, apenas uma me era familiar. Logo vi o entrar na minha visão e chamar a de vermelho para dançar, franzi a testa e ele me deu um aceno enquanto levava a garota de vermelho para dançar. Então novamente meus olhos voltaram a garota de azul, ela me encarava sem nenhuma reação, acho que me conhecia. Aliás, quem não me reconhecia ali? Só com aquela máscara idiota? Meu cabelo era reconhecível de imediato, e pra completar os meus olhos verdes iguais os da minha mãe. Parei de tentar pensar um pouco e logo subi alguns degraus e pude convidá-la para uma dança. Vi a sorrir satisfeita, o que ela estava planejando? Tentar nos aproximarmos e quem sabe nos apaixonaríamos? Aquela garota podia ser linda, ou não, já que não via seu rosto, apenas uma máscara e parte da sua face descoberta como seus olhos castanho escuros, mas ela não era a .
Ela pegou na minha mão, aceitando o pedido.

[N/A: Coloquem a música All I Need - Within Temptation para tocar. ]

Ouvimos mudarem de música para uma mais calma. Nós fomos para o meio do salão e senti que ela ficou um pouco tensa. Fiquei em minha posição, colocando uma mão acima da cintura dela e outra pegando sua mão, enquanto ela colocou a outra mão em cima do meu ombro. - Calma, você vai se sair bem, eu aposto. - Vi ela sorrir. Encostei o rosto um pouco ao lado do dela e comecei a conduzi-la entre o salão. Às vezes eu olhava para os olhos dela com esperança daqueles olhos serem cor de mel, mas ainda eram castanhos. Mas eu mal podia virar meus olhos para outro lugar e nem demorava minutos e voltava a encarar aqueles olhos. Ela tinha uma feição igual da , mas os cabelos eram diferentes, estavam meio avermelhados, e os olhos não tinham a mesma cor. Em alguns minutos ou segundos, não lembro, já estava vidrado na forma do olhar dela.
Estávamos em sintonia com a dança, não era apenas uma valsa, tinha alguns passos diferentes, e ela sabia desses passos. Teve uma hora que ela errou e eu a levantei um pouco, a conduzindo no ar. Ela ficou meio sem jeito, mas eu dei meu melhor sorriso. Por mais que ela não fosse a , ela me passava tranquilidade, alegria, uma paz. Pra mim ela era a mais linda desse baile. Tentei me desligar um pouco e ver o que acontecia atrás dela, e pude ver o dançando com uma garota, parecia ser uma daquelas amigas da minha garota. Minha garota eu identifico com a que eu escolhi para dançar, escolhi ela por essa noite. Depois de uma rodada, vi o e o . estava dançando com a Jamie, sorri pra ele e ele acenou com a cabeça, sorrindo também. E mais tarde vi com a garota de vermelho, agora que prestei atenção ela tinha uma feição conhecida, não lembro quem.
Voltei ao foco da minha garota e vi ela com os olhos fechados, fiquei a encarando por um tempo e não pude perceber o quão estava perto. E por impulso fechei os olhos e colei meus lábios nos dela. Tive uma sensação esquisita, mas não nova. Já tinha sentindo aquilo. Foi quando eu percebi que a música estava acabando e me afastei um pouco da garota, pelo canto do olho percebi que a maioria estava nos olhando, mas ainda tinha muita gente dançando. De repente senti um puxão no qual me separou dela e alguns guardas me cercaram, causando tumulto. Por outro lado vi a e a mamãe também cercadas, como se fosse algum tipo de segurança. Ouvi o capitão falar "Proteja-os, e não deixe ninguém sair." Mais a frente olhei para identificar se a minha garota estava lá ainda, o que claro, não ocorreu. Vi ela se desesperar no meio da multidão preocupada, depois ela se virou e desceu as escadas do portão principal. Tentei me livrar dos guardas, consegui por alguns segundos e logo corri pra escada do lado de fora do palácio, nesses segundos foi que vi a mascara dela cair e entrei em estado de petrificação, não podia ser ela. Ela correu desajeitada e tropeçou em algo que fez algo cair sobre o chão da escada. Mas infelizmente não pude ver o que era, os guardas me envolveram novamente e logo pude reconhecer a voz de alguém logo atrás de mim que logo se ajoelhou.
- Alteza, sinto muito. Mas não se mova e não se livre dos guardas, eles estão te protegendo. - Paul falou e eu não entendi do que ele estava falando. Me proteger do quê?
- Protegendo? Do quê?
- Ocorreu um assassinato no palácio. - Fiquei em estado de choque. Um assassinato? Mas o que? No nosso palácio?
Ouvi um grito da no andar de cima.
- Quem foi assassinado? – Perguntei, entrando em desespero. Paul ainda estava de cabeça baixa.
- Eu sinto muito, . - Era a primeira vez que ele me chamava de . Ele parou, se levantando e me fitando. - O rei, seu pai. - Me senti como se algum concreto tivesse derrubado em cima de mim.
- O QUE? COMO? QUEM? - eu perguntei desesperado e logo me desvencilhei dos guardas e corri para o andar de cima, onde vinha o grito da . Eu não estava acreditando, não mesmo. Não podia ter sido o meu pai.


Chapter 6 (cont)


Passei pelo salão e vi as pessoas horrorizadas, mas ainda não sabendo o que tinha acontecido. Subi as escadarias e logo fui ao corredor da biblioteca parando de uma vez, quando eu vi com meus próprios olhos o corpo do meu pai no chão, todo ensaguentado.

Corri até Gem e minha mãe, que estava logo ao lado do corpo, e dei um empurrão meio sem querer. Mas antes que eu pudesse tocar, alguém me pegou pela cintura, me tirando dali. Estava sem razão naquele momento, era meu pai. Por mais que esses dias não tínhamos nos dado bem, eu sempre sabia que ele era um pai ótimo. Eu o amava.
- ! Calma, está tudo bem. - Minha mãe gritou, me abraçando com dificuldade pelo nervosismo. Ela estava tentando se controlar para nos passar conforto.
- Ele não pode estar morto! – Falei, sentindo minhas lágrimas e olhando pra , que estava chorando desesperadamente, mas escondia seu rosto em Scarlate.
- Nenhum dos convidados podem ver essa área. E nem a família real nesse momento, não deixe ninguém passar. - O capitão falava. - Tire-os daqui, majestade. - Ele agora falou com minha mãe, que logo concordou e pediu para eu e Gemma irmos para a sala de reuniões onde a gente sempre se encontrava para discussão de família.
Entrei calado na sala e sentei no sofá, até a chegada de noticias.
- Meninos, temos que ser fortes agora. Fiquem aqui, não saiam. Tem seguranças do lado de fora, qualquer coisa gritem. - Minha mãe falou preocupada e logo saiu dali. Eu olhei pra , que estava com seus olhos vermelhos de tanto chorar e a abracei, tentando fazer ela se acalmar um pouco.
- Quem fez isso, ? - Ela falava com dificuldade.
- Eu não sei. - Falei e logo me afastei dela. Lembrei do que o papai me disse da última vez que eu o vi vivo.
- , antes do baile começar o papai mandou eu falar com você para me mostrar o anel de noivado que ele deu a mamãe. - Ela me olhou e depois para uma porta adiante.
- Venha, então. - Ela se levantou e andou até a porta. Nós entramos e eu reconheci o lugar, era o mesmo onde meu pai me levou mais cedo.
Logo ela foi para uma parte e voltou com algo em suas mãos.
- Acho que era isso... - Ela falou, me entregando o anel. O peguei, analisando, enxuguei minhas lágrimas com a manga do smoking.
- Ele é seu. Já escolheu pra quem dar, então ele pertence a você. - Fiquei em silêncio.
- .. - Ela falou chorosa e eu fitei algumas coisas em cima de uma mesa, um relógio, um báculo, a coroa do meu pai, logo adiante. Ela brilhava intensamente pra mim, sorri, mas logo estranhei como se eu tivesse um deja vu - Eu não posso ser a Rainha agora. - Ela murmurou baixo. - Eu vou abdicar a coroa, sabe o que isso significa né? - Comecei a ficar zonzo demais e me lembrei do meu sonho. - Ela vai ser diretamente passada para o segundo na linha de sucessão. No caso você.
- Meu sonho. - Murmurei baixo, lembrando do sonho que eu tive.

FlashBack

Era uma visão turva, mas dava pra perceber que era minha casa, o palácio. Depois mudou a cena, era um lugar estranho, onde tinha vários objetos valiosos. Relógio, um báculo. Uma coroa. A coroa brilhava intensamente ao me notar ali, ela era magnífica e enorme. Era de ouro, parecida com a coroa do meu pai. Devia pesar toneladas, me vi assustado olhando pra ela e depois comecei a sorrir. Minutos depois mudou de cena mais uma vez. Agora mostrava uma garota linda entrando em um Hall com um vestido azul, mas possuía uma mascara. Ela me encarava séria, mas com uma expressão confusa.
falava algo ao meu lado, mas eu não entendia. Logo depois ela foi pra fora, eu tentei ir atrás dela, mas não conseguia. Em sonhos ninguém consegue correr, havia um sentimento estranho ali. Não identificava qual. Outra cena novamente estava mudando, agora aparecia outra mulher, na verdade era minha irmã.
- Eu não posso ser a Rainha, eu abdico a Coroa. Sabe o que isso significa né? Ela vai... - De repente a cena foi ficando escura, e eu só lia os lábios da .

/Flashback

Depois pus minha cabeça no lugar e percebi o que a estava querendo falar.
- O que? C-Como assim? , eu não posso ser o Rei! Você é mais responsável que eu.
- Eu não sei. E-Eu não estou preparada, eu estou desesperada com esse assassinato. Mas estou convicta que não vou ser a Rainha. - Ela falava nervosa e quase chorosa.
- Eu vou levar esse Reino à falência.
- , você pode ser um garoto, mas por isso mesmo futuramente você vai ser um ótimo rei. Eu e o papai, nós tínhamos conversado sobre isso. Porque quando você quer algo, você vai atrás e consegue. Por mais que você sempre aprontava nas festas, o povo sorria, achando graça de suas invenções. Sabe o que um sorriso significa? Alegria. E você sempre foi bom no quesito líder.
- Eu não confio em mim. - Alguém interrompeu nossa conversa.
- Aí estão vocês. - Virei e vi que era minha mãe. - Voltem para a biblioteca, precisamos conversar.- E lá fomos nós, voltando a biblioteca. Observei e estava o capitão, tenente, Scarlate, Paul e mais alguns guardas do palácio.
- Eu sinto muito pela morte do pai dos senhores. - O capitão falou. Morte, ao ouvir aquela palavra meu coração doeu. - Tentamos verificar o corpo, mas nada foi encontrado. Só apenas temos certeza que foi um golpe de faca, uma faca antiga. Exploramos o palácio inteiro e nada. Nem ao menos digitais encontramos.
- Isso quer dizer que não sabem quem o matou? - Minha mãe perguntou.O capitão e o tenente concordaram.
- Mas vamos investigar o caso com mais cautela. Quando tivermos informações, nós viremos diretamente falar com a senhora. - Me retirei dali calado. Pude ouvir a falar com a minha mãe.
- Deixa ele. Ele sabe o que está fazendo.
Ia descendo as escadas, mas logo percebi que todos ainda estavam ali, querendo saber o que aconteceu. Parei no corrimão e todos olharam pra mim. Dispensei os guardas e disse que tudo estava no controle.
- A festa acabou. - Anunciei. Comecei a ouvir murmúrios, olhei para meus amigos e eles sabiam que algo de grave aconteceu só pelo meu jeito. Queria falar de um jeito mais curto e direto sobre o que aconteceu, mas eu não conseguia. - Alguém que estava nessa festa hoje acabou de assassinar o Rei desse país. - Vi a cara de espanto de todos. Tentei não chorar. - E sabe o que isso significa? Que qualquer pessoa que estava nesse baile é levantado como suspeito. E em breve saberemos quem foi o culpado, e que ele se prepare... ele ainda não viu o que acontece quando se meche com a família real, principalmente, comigo. - Encarei aquele grande salão e me retirei dali, indo para o jardim.
Quando ia descer a escadaria, percebi algo caído ali, um sapato. Lembrei das coisas antes do baile terminar. Eu fiquei em choque com a noticia do falecimento do meu pai, que eu esqueci completamente da garota que dançou comigo hoje à noite. Então foi isso que ela deixou cair? Um típico sapato? Estou no conto da Cinderela e não sabia? Ri sem humor. Peguei o sapato e o levei comigo até o jardim.
Eu só posso está em um pesadelo.

- Eu não acredito! Não acredito mesmo! - falava histericamente comigo. - Você correu e nem sequer falou com ele e disse quem era.
- Ah , não enche. - Reclamei. - Eu me assustei com tudo aquilo, foi impulsivo.
- Foi impulsivo? Não sei como você conseguiu sair dali.
- Falando nisso, o que aconteceu? – Perguntei, ainda não sabendo de nada. Depois daquela confusão toda eu saí de lá e fiquei lá fora esperando a .
- Depois que você saiu a irmã do e o próprio foram para o andar de cima para ver o que ocorreu. - Ouvi Juliet falar. - Demorou um pouco e Harry voltou com uma feição confusa e o menos amigável possível e declarou que tinha acontecido um assassinato. Alguém matou o rei, o pai do . - Parei imediatamente. O que? Como assim mataram o pai dele? O rei? Me deu uma súbita vontade de voltar pra lá e ficar do lado dele. Ele deve estar péssimo.
- ..
- Não se preocupe , o aguenta o trampo. Até ameaçar alguém daquele salão ele ameaçou que eu até fiquei com medo. - Dani falou e eu logo senti meu pé cansado. Tirei o único pé que tinha o sapato e continuei andando descalça mesmo.
- Meu sapato. Perdi o meu sapato! - Grunhi. - Que espécie de idiota perde o sapato em uma escadaria?
- Ahmm, você e a cinderela? - Dani falou e eu a olhei.
- Falando em Cinderela... Você não acha estranho, ? Essas coisas que estão acontecendo com você.
- É claro que é estranho. Eu conheci um príncipe e estou na Dinamarca. Oi, eu fui para um baile da realeza.
- Não estou falando disso! Estou falando da súbita história de contos de fadas que está acontecendo com você. - falava e nós a olhamos sem a entender.
- Você foi atacada por um lobo no Hyde Park e agora deixou um sapato na escadaria. - Fiquei parada, não entendendo o nexo.
- Lobo, chapeuzinho. Sapatinho, Cinderela. As histórias estão acontecendo com você. – Parei, analisando.
- Ela tem razão, . Você ganhou até um príncipe. - Dani falou.
- Mas eu não estava com uma capa vermelha. E eu estava com você , nós fomos atacadas.
- Você estava com nossa cesta de piquenique e com o casaco de capuz vermelho. Não estou falando que a história aconteceu igual, mas pequenas coisas estão iguais. Isso é Bizarro!- Ela parou, me olhando.
- Ok. Agora sim é estranho. Quer saber? Deixa pra lá, já aconteceu muita coisa por hoje e eu vou ficar maluca assim. Eu só queria ver o agora.
- Ohhhh, agora você quer vê-lo? Então por que fugiu? Se não tivesse fugido você estava com ele até agora. - reclamou mais uma vez.
- Ai , fica quieta. E eu acho que ele viu meu rosto.
- Não sei por que a te deu aquelas lentes de contato. O nem te reconheceu e o propósito era vocês dois se encontrarem... - Juliet falava enquanto íamos direto ao hotel.

Três dias se passaram desde o ocorrido da morte do meu pai. Estavam ainda investigando a morte dele, mas ainda não chegaram a conclusão nenhuma. Passou pela minha cabeça o meu tio, mas o que ele ganharia com isso? Nada, somente a tristeza da gente. Ele queria a coroa, e mesmo meu pai morrendo ele não ia conseguir. Isso só piora as coisas, não tendo suspeitos, pelo menos pra mim.
O Palácio inteiro ainda estava de Luto, ainda estava com a ideia absurda de abdicar a coroa, e eu tive que aceitar a decisão dela. Hoje pela manhã ela fez um discurso explicando tudo. As pessoas ficaram com o pé atrás sabendo que eu seria o sucessor se ela não quisesse. Mas para eu ser o Rei, tinha que esperar o tempo e os meus possíveis 18 anos.
- . - Estava na biblioteca pensando, quando ouço a voz da minha irmã.
- O que é? - Falei preguiçoso.
- Com essa bagunça toda eu esqueci de lhe avisar. A está na Dinamarca. - Ela falou e eu levantei em um pulo do sofá. Como ela me diz aquilo tão naturalmente?
- O que? Como? - perguntei confuso.
- Com uma ajudinha minha, mas não ocorreu nada como o planejado. - Ela mostrou um sapato que devia estar no meu quarto.
- Como pegou isso?
- Estava no seu quarto mesmo, eu vi enquanto pegava meu notebook no qual você deixou lá e reconheci o sapato. Fui eu que dei a .
- Foi você que deu a ? Espere, ela estava no baile?
- Ela dançou com você, sua besta.
- Mas aquela era diferente da . Eu até achei ela parecida, mas não quis apostar que ela era, impossível.
- As aparências enganam. Ela pintou o cabelo de vermelho e eu mandei ela colocar lentes castanhas.
- Perae! E como você conhece ela? Estou confuso. E por que mandou colocar lentes castanhas?
- Para dar um pouco de mistério, eu estava me divertindo com sua cara . - Ela riu fraco. - E bom, eu conheço ela porque eu vi vocês dois em Londres um certo dia.
- Você estava em Londres? - Falei de boca aberta. – Sinceramente, você apronta mais do que eu, você não devia sair daqui!
- O problema é que eu sei ser discreta. - Ela falou convencida e depois um silêncio invadiu aquela área.
- Não serei um Rei mais perfeito que você, nunca. - Falei finalmente sério.
- Sei de alguém que colocou juízo na sua cabeça, porque até agora você não aprontou nada.
- O papai morreu. Você queria que eu aprontasse?
- O papai morreu, mas a vida continua, ! - Ela aumentou a voz.
- Depois reclama de não ser perfeita pra rainha. - Resmunguei. - Diz isso pra mamãe. - Falei.
- Eu sei, a mamãe ta passando por uma barra, mas ela sabe o que tem que fazer. Por mais que ela sofra, ela vai ter que se acostumar de viver sem o papai. - Ela parou um pouco e depois continuou. - Harry, a primeira coisa que tem que fazer é levantar seu traseiro daí e ir atrás da .
- Nem sei onde ela está. – Falei, vendo ela revirar os olhos.
- Foi eu que trouxe ela pra cá, portanto, eu sei onde ela está. - Ela pegou um papel, anotou algo e me entregou.
- Ela está aqui mesmo? – Falei, lendo o papel.
- Boa sorte! - me ignorou e saiu dali.
Ela tem razão, as coisas não vão começar a andar sozinhas. Papai pode ter morrido, mas as coisas continuam e principalmente quando um país precisa de um grande líder. Corri para fora e mandei Paul me levar a este endereço.


Chapter 7 - New Life


Chapter 7 - New life

Entrei em um grande hotel, chamando a atenção de todos. Fui diretamente à recepção.
- Boa tarde!
- Boa tarde, Alteza! O que devo a honra. - Um funcionário falou.
- Bom, eu estou procurando alguém de seus hospedes, se chama . Existe alguém assim?
- Deixa eu ver. - Ele foi checar pelo computador.
- ? - Ouvi uma voz conhecida. Me virei pra ver quem era.
- ! - Quase gritei de felicidade assim que eu a vi. - Hey, não precisa mais. Já encontrei quem pode me ajudar, ok? Obrigado. - Saí de lá e fui para perto da .
- O que você está fazendo aqui?
- O que acha? Vim ver a , claro.
- Como você sabe que ela está hospedada aqui?
- Tenho uma irmã que ajudou vocês, esqueceu? Agora, o quarto de vocês é em que andar?
- Ela não está lá.
- O que? - Suspirei frustrado e quase sem paciência.
- Ela saiu para comprar algo, ouvi ela dizer que era lembrança da Dinamarca para os pais. Coisa da . - Eu ri.
- Certo, muito obrigado, . Eu já sei onde ela pode estar. Foi bom te ver! - Eu ia saindo quando ela me puxou.
- Quando você fizer as pazes com ela, me chame para ir ao palácio, ok? Principalmente ver o , porque vocês são...
- Tá , tchau! - Saí que nem ouvi o que ela ia falar. Eu precisava encontrar a .

Saí correndo pelas ruas que nem um desesperado, estava agoniado, não esperaria sentado em um carro. Procurei ela em todas as lojas, e depois fui a caminho de uma bastante popular. As pessoas me olhavam já sabendo quem eu era, mas estava tão acostumado com isso que eu nem ligava. Meus pensamentos estavam embaralhados, por deus, por que não a encontro logo? Meu lábios pedem os delas, minhas mãos pedem a sua pele, meu olhos pedem os olhos ela, eles pedem ela. Foi quando subitamente parei, a vendo sair de uma loja com uma mochila, lendo algo. - "De tudo ao meu amor serei atento. Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto que mesmo em face do maior encanto, dele se encante mais meu pensamento. - Falava enquanto chegava ainda mais perto dela, e logo ganhei sua atenção e uma feição surpresa. - Quero vivê-lo em cada vão momento. E em seu louvor hei de espalhar meu canto e rir meu riso e derramar meu pranto ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure. Quem sabe a morte, angústia de quem vive, quem sabe a solidão, fim de quem ama. Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.” - Terminei de falar ainda a fitando, ela sorriu, correndo até não sobrar mais centímetros nenhum separando a gente e me abraçou forte, logo após selando meus lábios no dela. Aqueles lábios que eu tanto senti falta.
Nos separamos ao ouvir algumas palmas e gritos. É, tinha esquecido que estávamos em uma rua.
- Vinicius de Morais. - Ela falou, dizendo o autor da frase que era da terra dela.
- Descul... - Ela colocou o dedo na minha boca, me impedindo de falar.
- Eu que tenho que pedi desculpas, eu fui uma idiota. Demorei tempo demais para saber por que você não tinha me contado. - Ela segurou minha mão.
- Bom, vamos sair daqui. Já chamamos atenção demais por hoje.
- Nós vírgula. Você, príncipe. - Ela me zoou, rindo.
- Senti falta do seu sorriso, também. - Eu falei.
- Vamos para o meu hotel, podemos conversar um pouco lá. - Ela falou, me arrastando pela mão e eu a acompanhei.

Pegamos um táxi e chegamos rápido no hotel dela. De lá até cá, eu não tirava um sorriso da minha boca, espero que dê tudo certo a partir de agora.
- Bem vindo ao meu pequeno quarto de hotel. - Ela falou, abrindo a porta do quarto, entrando e logo depois eu entrei, fechando a porta.
- Pequeno? - Eu ri, vendo que o próprio quarto tinha até sala de jantar e cozinha.
- Sua irmã fez o favor de escolher esse, ela foi exagerada.
- Ela é exagerada. - Olhei pra .
- E-Eu soube o que aconteceu com seu pai, eu sinto muito. - Ela falou sincera.
- É, eu também sinto. Mas não posso fazer nada, só cumprir os passos que eram do meu pai. - Falei.
- Bom, como soube que eu estava aqui?
- Minha irmã e o seu sapato. - Eu ri. - Legal ter deixado na escadaria, não é? - Eu vi ela ficar vermelha.
- Não foi legal, eu me assustei.
- Eu sei. Falando no baile, eu não sabia de primeira que era você, apenas suspeitava. – Falei, sentando no sofá. - Você pintou seu cabelo e colocou aquelas malditas lentes.
- É, eu pintei logo que você partiu. Meio que me revoltei. - Ela falou sem jeito e sentou do meu lado. - E as lentes, culpa da sua irmã. - Nós rimos.
- Eu senti muito sua falta. – Falei, acariciando seu rosto com minha mão.
- Por mais que eu tivesse raiva de você, você teimava em não sair da minha cabeça. - Eu sorri após ouvir suas palavras e logo a abracei forte.
- Eu te amo. - dei um selinho.
- Eu também te amo, meu lindo.
- Você estava divinamente linda naquele baile, eu só tinha olhos pra você, mais uma prova que você é minha. - Falei convencido.
- Obrigada, mas você que estava o centro das atenções. Sua casa é muito gigantesca! - Ela falou, se levantando do sofá e indo pra cozinha, colocando as coisas que comprou no balcão.
- , é um palácio. Queria que fosse pequena? Falando nele, mais tarde você vai pra lá, certo?
- O que? Não, . Não posso, quer dizer, sua família. - Ela falava, embolada nas suas palavras. - Não vão gostar de mim, não sou igual a vocês.
- Vou fingir não ter ouvido isso. Você é minha namorada, eles vão ter que aceitar. E bom, pelo menos minha mãe já sabe quem é você. - Fui até ela.
- Namorada?
- É, não terminamos. Apenas nos afastamos. Aliás, ainda está com o anel que eu te dei, não é?! - A abracei pelas costas e levantei sua mão, vendo o anel.
- Estou, nunca o tirei. - Eu sorri e dei um beijo longo na sua bochecha.
- Queridas, cheguei! - Ouvi uma voz estranha e logo me virei pra porta, vendo uma pessoa estranha. - OH MY GOD!
- Bem-vinda de volta, Juliet. - falou e logo nos apresentou. - Esse é o . , essa é a Juliet, minha amiga e uma das pessoas que foi ao baile também.
- É, eu a vi também. Muito prazer. - Fui até ela, cumprimentá-la.
- Gente! Nós temos um príncipe de verdade no nosso quarto de hotel. - Eu ri. - Estou honrada em te conhecer, porque vossa garota não parava de falar em você.
- Sério? - Olhei pra , que fez de desentendida.
- Menos, Juliet. Er... Cadê a ...
- OLÁ, MENINAS!
- Eu já estou ficando incomodado com as palavras no feminino, porque eu também estou aqui, e sou um garoto. – falei, despertando a atenção da .
- , cade o ?
- Oi de novo pra você também, . E nós vamos hoje para minha casa. - Virei para Juliet. - Você está convidada também, Juliet.
- Oh God!
- Bom mesmo, porque algumas horas atrás, o senhor fez o favor de me deixar falando sozinha, isso me ofendeu, ok?
- Mil perdões Gio, mas estava ocupado em achar a minha namorada.
- Não desculpo. - Ela saiu da sala e foi pro seu quarto.
- Nossa... - murmurei.
- A é assim mesmo. Vamos! - me puxou pela mão e fomos em direção ao quarto dela.
- Preciso de um tempo apenas com você, agora. Longe dessas loucas. - Ela falou, me dando um selinho.
- Demorou! - Enquanto eu deitava na cama dela todo folgado, ela ligou a TV onde passavam alguns noticiários. Depois ela veio engatinhando pela cama e deitou sobre meu peito.
- Só tem essa droga de jornal? - Ela falou, mudando de canal toda hora e logo se cansou, abandonando o controle.
- Deixa essa TV pra lá, tem um príncipe aqui que quer toda sua atenção. - Eu mordi a bochecha dela.
- Então você tem toda minha atenção. - Ela falou e eu encarei seus olhos cor de mel mais uma vez, senti tanta falta, e a beijei.

- Não! Sério, amor. Não posso ir. – Reclamava, quando o me puxava para fora do carro.
- , vamos logo. Eles não vão fazer nada, eles precisam te conhecer.
- Não, estou feia para esse tipo de coisa.
- ... - Ouvi ele falar com uma voz de manha, muito baixo da parte dele.
- Isso não vale! – Falei, reclamando, quando saí do carro. - Você ganha tudo assim? - Ouvi a risada dele e logo ele pegou minha mão.
- A minha mãe vai gostar de te conhecer.
- Conhecer uma plebeia sem modos? Duvido. – Falei, andando em direção ao portão de entrada do palácio.
- Ela também já foi uma plebeia, linda. - Ele olhou pra mim e sorriu.
- Mas é diferente.
- Shhh, nada de diferente. - Enfim, entramos e fomos direto para uma sala no centro, onde eu conhecia muito bem. Foi onde ocorreu o baile.
- , o que está fazen... - Ouvi uma voz diferente descer as escadas. - Quem é ela? - Vi revirar os olhos. Eu estava nervosa, prestes a me matar. Ela era a mãe do ? Não parecia.
- Cadê minha mãe? – É, pelo visto não.
- Ela está ocupada. E agora responda, quem é ela?
- Desculpe querida tia, mas eu só vou apresentá-la a minha mãe. - Ele puxou minha mão, me conduzindo até as escadas.
- ! Não pode levar nenhuma visitinha para os outros andares. - É impressão minha ou ela deu ênfase no diminutivo? Ponto pra mim, uma já não gostava de mim.
- Ela não é uma visitinha. Ela é minha namorada. - Vi semicerrar os dentes.
- O QUE? - virou as costas, me puxando, e logo saímos dali.
- Mas que velha chata! Nem liga, certo? Ela pega no pé de todo mundo, essa daí é a que mais segue as regras que nem deviam existir. - Ele falou pra mim e eu só confirmei a cabeça.
Entramos em uma sala que estava cheia de livros, presumia que era a biblioteca.
- Mas mãe, vamos embora agora? - Ouvi uma voz familiar falar, .
- O verão está acabando filha. Filho! - Ela notou a nossa presença e falou com o , depois me olhou, esperando o me apresentar. Hora de ter um infarto, é a rainha. Bonita, muito linda por sinal, essa sim se parecia com o Harry.
- Mãe, essa é a . Minha namorada. - Ela me observou.
- ! - falou comigo.
- Oi, . - Ela me abraçou e eu retribuí.
- Mãe, a foi aquela garota de azul no baile. E foi ela que o conheceu em Londres.
- Olá Srta...
- . - Falei.
- Srta. . - Ela falou, sorrindo. - Então era você a dona dos surtos do depois da ida a Londres.
- É, eu acho que sim... - Olhei pro , que estava ainda de mãos dadas comigo e nós rimos.
- Seja bem-vinda a este palácio. Então... você é a namorada do meu filho?
- Sim, senhora.
- Me chame de , por mais que você seja uma plebeia e que eu saiba que isso não é de acordo com as regras. Eu achei você muito bonita. - Virei um tomate.
- Er... Obrigada, mas agora eu sei de quem o herdou a beleza. - Todos riram.
- É, mais ou menos. Bom, o apresentaria você ao pai dele, mas com as confusões recentes... bem...
- É, eu fiquei sabendo. Eu sinto muito. - Abaixei a cabeça, sem graça. - Mas conheci o Sr. , mesmo em uma péssima hora. – Falei, nem mesmo sabendo como me referir ao falecido rei e lembrando a última vez que eu o vi.
- Bom... - Ouvimos vozes do outro lado.
- Mas que petulância trazer uma mera namoradinha para este andar! - Ouvi uma mulher, que não era a mesma de baixo, reclamar, e logo parou ao me ver. - Mesmo sendo bonita. Qual seu nome, jovenzinha? - Quando eu ia falar, interrompeu.
- O que estão fazendo aqui? Reunião da família principal...
- ! - o repreendeu e ele logo parou de falar. - , essas são minhas cunhadas, May e Valerie. - Ouvi resmungar e logo pegou na minha mão, me puxando.
- Bom, já os apresentei a ela, agora precisamos de paz. - Ele riu, me puxando para fora daquela sala.

- ! Isso é falta de educação, ok? - Eu o repreendi, rindo.
- Se acostume, aqui eu sou assim. Mas, na verdade, eu estava querendo te poupar das palavras das minhas tias, elas são irritantes. - falou, descendo a grande escadaria e logo estávamos no jardim.
- Mesmo assim.
- Confie em mim. Você não ia gostar das coisas que eu sei que elas iam falar. - Ele me olhou carinhosamente.
- Não me importo. - Ele acariciou minha bochecha. - Sua família é muito bonita. - Eu sorri timidamente.
- Queria conhecer a sua também.
- E você vai, em breve. - dei um selinho nele. Passeamos um pouco pelo enorme jardim e paramos em um onde tinha uma mesa, talvez era ali onde eles tomavam o chá da tarde. Ou não, não conheço os modos reais.
- Isso aqui é muito lindo! – Falei, observando as flores lindas que havia ali.
- Esse é o jardim da minha mãe. Quero dizer, é apenas ela que cuida. Ela não deixa ninguém o tocar. Me sinto bem aqui.
- Sua casa é enorme.
- Corrigindo, meu palácio. - Nós rimos. - Ainda não conheceu muitos lugares legais, principalmente meu quarto. - Ele falou de forma cínica, não me encarando.
- Muito esperto você, não é? - Eu o abracei.
- Nem vem, meu quarto é muito legal. Não tem apenas uma cama, ok?
- Disso eu imagino. – Falei, rindo.

- Onde você está me levando? – perguntei, vendo ele me puxar às pressas para algum tipo de lugar...
- Você vai ter que conhecer o Pegasus e o BlackJack, lembra que eu falei deles? - Ele falou e eu sorrir, lembrando do dia do nosso primeiro beijo.
- Lembro.
Chegamos ao lugar onde estavam os cavalos, eles eram lindos. O BlackJack era preto com alguns pelos brancos no focinho e o Pegasus era todo branco. Os dois eram garanhões e tinham o porte forte.
- Eles são lindos, me apaixonei por eles, . - Falava enquanto alisava os dois.
- Eles gostaram de você. - Vi ele sorrir.
- Quem não ia gostar, né? - Ele revirou os olhos e me puxou.
- Vamos, ainda tenho muito coisa.
- Você está eufórico, respira amor. Pra que essa pressa? - Senti ele relaxar aos poucos e soltar um longo suspiro.
- Estou apressando as coisas, né? É porque tem bastante coisa que eu queria te mostrar. - Eu sorri.
- Quer passear? - Ele perguntou e eu não entendi.
- Anh?
- A cavalo.
- O que? Não! Quer dizer, eu não sei andar. Eu nunca montei em um. - Vi ele se mexer e pegar o Pegasus, logo o colocando em posição. - ...
- Vamos, vai ser legal. - Ele estendeu a mão.
- Ai ai ai. - resmunguei e logo peguei a mão dele e fiz força pra subir no Pegasus. Era estranho subir, tentei três vezes subir e nas três eu voltava para o chão. Na quarta eu finalmente consegui e UAU era alto dali. Não largava nem fodendo a mão do Harry. Eu ouvi sua gargalhada. Ele subiu no cavalo com a maior facilidade atrás de mim.
- Que invejinha.
- Eu sou acostumado, você não. - Nós rimos e senti ele passar os braços pela minha cintura. - Lad Pegasus langsomt. - Ele falou uma língua estranha e o cavalo começou a andar.
- O que falou?
- Mandei ele ir devagar.
- Que língua é essa?
- Da casa. Dinamarquês.
- Interessante. Mas por que devagar?
- Quer que ele corra? - Eu ri.
- Claro que não. Mas está muito lerdo.
- Com o Pegasus é lento ou flash. Ele gosta mais do ritmo flash, portanto, se eu fosse você ficava quietinha. - Ele riu e eu fiquei tensa.
- Me colocando medo logo na minha primeira montaria, bonito, Styles.
- Você é a primeira que monta nele além de mim.
- Acho que é porque eu estou com você.
- Talvez. - Ele falou, colocando seu queixo no meu ombro.
- Folgado!
A vista daqui é linda, sem falar que esse palácio é enorme. Não sei pra quê ser tão grande assim pra essa pequena família real.
- Segure-se. - Harry falou e me deu um beijo na bochecha. - hurtig Pegasus. - Ele falou novamente a língua estranha e percebi o cavalo aumentando os passos. Oh não!
- VOCÊ ESTÁ LOUCO?
- Vai ser legal. - O cavalo não correu, ele voou. Só dava eu gritando desesperadamente nos jardins do palácio. Depois de alguns minutos ele parou. Desci as pressas do cavalo e senti minhas pernas doerem.
- Eu te odeio. Eu quase morri e minhas pernas doem. - eu reclamava com .
- Morreu nada. E com o tempo você se acostuma.
- Não vou subir nele, nunca mais. - Senti ele me abraçando.
- Chega por hoje, não é? Vou te levar pro hotel.
- Amanhã vai estar ocupado?
- Infelizmente sim. - Ele fez uma carinha triste. - A coroação está perto e antes disso espero que alguém da polícia saiba quem foi o assassino do meu pai. - Seu rosto ficou tenso e ao mesmo tempo triste. O abracei forte.
- Tudo isso vai vir a tona um dia. - Fiz carinho no rosto dele enquanto falava.
- Receio que se ninguém encontrar nada, vou ter que investigar sozinho.
- ! Você ainda é de menor. Fique longe dessa confusão, você pode se machucar. - O repreendi.
- Eu sinto que alguma coisa ainda vai acontecer, e não é nada bom. Percebi que a policia anda receosa por aí, tem algo que eles estão escondendo.
- E o que suspeita?
- Que quem fez isso é conhecido, e que a pessoa é a que menos esperamos. Estou ficando louco com essa situação. - Ele me abraçou e senti seu perfume em minhas narinas.
- Não pressione seus pensamentos em um monte de coisa. Aconselho a você primeiro focar na coroação... Sua irmã deve estar carregando um fardo enorme. - Parei de falar, vendo a cara dele. - O que?
- Esqueci de contar uma pequena coisa. Hehe.
- Que coisa?
- Minha irmã abdicou o trono.
- Como? Ela é louca? Como o país vai fic... - Parei de falar, arregalando os olhos. - O QUE?
- É, se ela não desistii, eu que vou subir ao trono e ser o rei.
- V-v-você vai ser o Rei da Dinamarca? - Eu continuei, assustada. Como assim? Ele me conta isso agora? Se ele for o rei eu vou ser o que? Nossa! UAU! O QUE?
- Sim. Olha, eu disse que o nosso futuro ia ser um pouco er, confuso. - Balancei minha cabeça, tentando colocar as coisas no lugar. Ok, ! FOCO, MULHER!
- Não. Quer dizer, tudo bem. ... - respirei fundo e peguei em sua mão. - Eu te amo de qualquer jeito. - Dei meu melhor sorriso. Vi ele suspirar aliviado.
- Dessa vez sei que escolhi a garota certa. - Ele riu, me puxando para me dar um selinho demorado.

Chapter 8 - Solve a murder before i die


No outro dia cheguei à biblioteca e notei que havia pessoas ali, era minha família e os policiais responsáveis pela investigação do assassinato do meu pai e alguns ministros do parlamento.
- Alteza. - Oficial Klauth me cumprimentou.
- Bom, com a chegada do meu filho, agora vocês podem falar. O que descobriram?
- Procuramos em tudo, interrogamos todas as pessoas e não achamos nada.
- COMO NÃO ACHARAM NADA? VOCÊS SABEM O QUE FOI? ASSASSINARAM O MEU PAI, O REI. - explodiu. - APOSTO QUE FOI UM GOLPE DE ESTADO.
- Golpe de estado? Com todo respeito, você está sem o perfeito juízo.
- Algum suspeito? - Perguntei calmamente.
- Sim, seu tio. O primeiro-ministro não gostava do seu pai e adoraria ficar no trono.
- Mas o que ele ganharia com isso?
- Vingança, talvez.
- Não acho que seria isso. Mais alguém?
- Algum empregado, alguém de fora? Ou uma mulher talvez? - Ele me olhou desafiador.
- O que está querendo insinuar?
- Chamei o senhor aqui para lhe falar que sei que uma das suas garotas não estava naquele salão àquela noite. - Mas o que diabos ele estava falando?
- Uma das minhas garotas? Se você está falando da ... - Ele me interrompeu.
- Sim, estou falando dela.
- Ela é uma garota! Por Deus!
- E daí? Ninguém aqui a conhece. Ela veio para cá de um dia para o outro. Sem visto, sabe que ela pode ser deportada, uh?
- Eu que a deixei entrar, não ouse fazer isso. - falou.
- Claro que não foi ela!
- E por que ela estava correndo no meio de um jardim na mesma hora? - Bufei.
- Ela estava dançando comigo o tempo todo, ela saiu do Hall quando aquela confusão começou. Assustada talvez?
- Desculpe, Alteza. Mas ela é uma das suspeitas também. - Estava quase perdendo a paciência.
- , não podemos fazer nada contra isso. Mesmo eu não acreditando que a tenha sido também. - Minha mãe falou.
- Pelo menos ela não é mais suspeita que seu tio, cujo também não estava naquela hora no Hall. - Todos ficaram em silêncio.
- Mais alguém? - Perguntei.
- Não acho que vá querer saber.
- Fala de uma vez! - minha voz aumentou, sem paciência.
- Sr. Malik também não estava no Hall, Nathaniel, Paul e as suas tias, May e Valerie.
- O QUE? - Eu e a gritamos.
- Como ousa dizer que nós somos suspeitas? - minhas tias deram o ar de suas graças.
- Por que as pessoas mais próximas e impossíveis de ser, você está levando em consideração? - falou.
- Desculpe, mas mesmo todos ou a maioria sendo inocente, não posso deixar passar nenhum rastro e muito menos suspeitos. Não havia digitais na faca. O resultado das solas do sapato estão em andamento ainda. Enquanto isso só temos suspeitos.
- Enquanto a coroação? - me referir a Sr. Bolton, um dos ministros do parlamento presente e o mais velho de todos.
- Isso você não deve me perguntar, jovem. E sim a sua irmã. Está mesmo confiante que irá abdicar o trono?
- Claro. - falou fraco.
- Então não há o que resolver, Sr. Styles, você oficialmente é o segundo na linha, portanto, se sua irmã desistiu, você terá que subir. - Olhei para minha mãe e depois para o Sr. Bolton.
- Não se preocupe, o seu pai um dia nos falou que mesmo sendo do jeito que é, você seria um ótimo governante. - Ele falou com aquela voz rouca. - Bom já que está tudo resolvido, esperamos o dia do seu aniversário para a coroação.
- DAQUI A DOIS MESES? - gritou. - ...
- É cedo, eu sei. Mas estou preparado.
- Próxima semana começa seu treinamento, Sr. . - Sr. Bolton me avisou.
- Tudo bem. – Falei, suspirando. olhou pra mim com uma cara indecifrável. Saí logo em seguida.

Fui para a sala de música e fiquei um tempo pensando em tudo que havia acontecido. Quem pensa que vida de realeza é fácil estava totalmente errado.
Decidi ligar para os meninos, tinha que falar com eles urgente. Em mais ou menos duas horas estavam todos reunidos na sala.
- O que é tão importante, ? - perguntou.
- Hoje mais cedo eu tive uma conversa com o responsável pelo caso do meu pai. E bom, ele é um completo idiota.
- Como assim? Ele não descobriu nada? - Foi a vez do .
- Mais ou menos. Ele só tem suspeitos, os quais são sem nexo.
- E quem são?
- O é um deles.
- O QUE? EU? MAS O QUE? - Ele falou assustado.
- , aonde você estava naquela noite? - perguntou.
- O que? Agora estão desconfiando que eu matei o pai do ? Qual é? Me poupem, Sr. sempre foi um tio pra mim ou alguém da família... - Eu o interrompi.
- Calma, . Por mim você já estaria fora dessa lista. Mas não sou eu que estou no caso, por enquanto.
- Eu sei que não foi ele. Só quero saber onde estava.
- Com a Jamie, aposto. - Eu sorri, falando.
- Foi com ela mesmo. - Ele confirmou e todos começaram a zoar ele.
- Vocês não podem falar nada! - Exclamei. - As amigas da hm, sei, eu vi vocês no baile com elas. Juliet e .
- O que? - bufou, e ficou incomodado.
- Ainda bem que não estou nessa, já que eu estou oficialmente namorando a .
- Oficialmente? Não sabia. Então não é oficialmente. - Ele me mandou o dedo do meio.
- Espera, . Voltando ao caso do seu pai, antes você tinha falado que não estava no caso, por enquanto. Eu ouvi bem? O que está aprontando?
- Não tenta desconversar, . - Nós rimos.
- Mas ele tem razão. Eu estou querendo descobrir o killer sozinho.
- Você está doido? - indagou
- Fumou o que? - Foi a vez do .
- Isso não é uma brincadeira, . - . Olhei pra , esperando ele falar, mas ele ficou calado.
- Vai concordar comigo? - Perguntei.
- Bom, concordar não. Mas posso ajudar.
- O QUE? - .
- Olha, meninos, se imaginem no lugar dele. Eu ia ficar louco se não soubessem quem era o assassino. E sabe, essa polícia está muito fraca para o meu gosto. - falou.
- Então você percebeu também.
- Detetives não encontram somente isso. Que coisa idiota.
- Desculpe, mas não to a fim de arrumar confusão.
- Nem eu. Vocês são da nobreza, podem fazer qualquer coisa. - reclamou.
- Eu não vou, porque seria suicídio ir atrás de um assassino. - .
- Eu não pedi a ajuda de nenhum de vocês. Só avisei, caso queiram se juntar comigo. - Me retirei dali antes que meus nervos explodissem. Se eles não querem me ajudar, eu irei sozinho. Estava no corredor quando senti uma mão no meu ombro.
- Espera, . - falou, me impedindo de sair. - Eu sou seu amigo, sempre pode contar comigo. Eu vou ajudar. - Sorri e ouvi mais passos se aproximando.
- Ok. Você venceu. - disse.
- É o que os amigos fazem, não é? - parou, colocando as mãos nos dois bolsos.
- Não vamos deixar você na mão. Protegeremos uns aos outros se algo acontecer. - .
- Só espero que quando você se tornar rei nos nomeie algum tipo de cavaleiro que salvou o mundo. - me zoou.
- Ha ha ha. Se eu não morrer até lá.
- Nossa, como você é otimista. - Nos retiramos dali.
- O que você disse pra eles? - Perguntei ao , antes de irmos atrás das pistas.
- Só dei algumas palavras de como é uma amizade. Grito de guerra. Sabia que ia encorajar eles. - Vi ele sorrir.
- Obrigado. - Dei um tapinha nas costas dele.

Estávamos na sala de segurança do palácio. Pedi aos seguranças alguns minutos sozinho com os meninos, e que ninguém falasse nada.
- O que estamos procurando? - perguntou.
- Vídeos do dia da festa.
- Harry, quem mais foram os suspeitos que o Oficial Klauth falou?
- O meu tio, minhas tias, May e Valerie. O Paul, Nathaniel e a . - Bufei.
- A ? - Louis se engasgou e eu olhei pra ele. – Tá, eu sei que ela não é a culpada.
- E o que você acha?
- Eu acho que a e o Nathaniel estão descartados. O Paul também não faria uma coisa dessas, eu acho.
- Mesmo não tendo certeza, temos que investigar. A tudo bem, obvio que não foi ela, mas quanto ao seu primo e o Paul teremos que investigar. - falou.
- Achei alguma coisa. - falou e fomos até onde ele estava.
Estávamos procurando fita por fita do dia do baile, e o encontrou o momento exato em que o crime aconteceu.
- Volta outra vez. - Ele voltou a fita. Meu pai aparecia nela passando pelo corredor, mas depois de segundos algo acerta a câmera e a imagem se desfaz.
- Estranho é saber que essa fita continua aqui. Por que os oficiais não levaram ela, se era uma pista? - perguntou.
- Boa pergunta, . - Falei.
- Acha que algum dos oficiais está querendo esconder algo? - falou.
- Ou até mesmo um deles está por trás disso. - completou.
- Só sei de uma coisa. - Falei.
- O que?
- Que nós cinco dávamos para ser ótimos detetives. - Todos riram.
- Vamos levá-la e procurar mais algumas. - Falei. - , olha as câmeras de fora do palácio e veja se alguém estranho entra.
- Galera, Nathaniel está descartado. - falou, olhando um vídeo. - Na hora exata do crime ele estava... hmm... bom, se agarrando com sua irmã.
- O que? – Falei, um pouco enciumado. Nós fomos ver a cena. - TIRA ISSO DE UMA VEZ!
- Sua irmã tem pegada, hein. - Louis falou e eu dei um pedala nele.
- Cala a boca. , escreve as pessoas suspeitas em uma folha e cada pessoa descartada coloca um risco.
- Certo, então a e o seu primo foram descartados. - falava, escrevendo em um caderninho. - Falta o Paul, seu tio, a May e a Valerie.
- Existem muitos suspeitos ainda.
- Vamos continuar procurando.- Falei, continuando a colocar as fitas do dia do baile e tirando-as, descartando algumas delas.
- Está faltando uma. - falou e viramos pra ele.
- O que?
- Uma fita. Aqui mostra qual foi a última filmagem antes dessa. - Ele mostrou a próxima fita. - Mas há um grande intervalo de tempo.
- Os seguranças podem não ter gravado, não? - .
- Claro que não. É 24 horas gravando todas as partes do palácio.
- Então alguém roubou ela.
- Ou simplesmente não gravaram. - falou novamente.
- Mas qual era a filmagem antes?
- Os convidados entrando no Hall.
- Isso está cada vez mais estranho. - resmungou.
- Vamos para o lugar do crime, ver se encontramos algo que os oficiais deixaram passar. - deu uma ideia.
Fomos até o corredor da biblioteca sem ninguém perceber o que estávamos fazendo. Mas infelizmente quando íamos começar a procurar, minha mãe nos abordou.
- O que estão aprontando?
- Er. Olá, Sra . - a cumprimentou.
- Olá, . - Ela direcionou seu olhar para mim.
- O que? Estamos aprontando nada. Só estamos conversando.
- Conversando? Com seus amigos em um corredor? Justo nesse corredor? - Ela sabia que eu sabia do que ela estava falando. - Que prancheta é esta, ? - Ela perguntou, vendo a prancheta das anotações que vínhamos fazendo.
- Droga. - resmunguei baixo quando ela pegou da mão do .
- O que estão tentando fazer com isso? - Ela perguntou, ainda lendo. Seu rosto se enrijeceu. - , o que está pensando em fazer?
- O que será que estou fazendo? - Fui sarcástico.
- Você achou essas provas? Acho melhor entregar ao Oficial Klauth e você precisa parar com essas loucuras. O que você irá ganhar tentando resolver isso? - Ela me perguntou. Dessa vez vinha sermão por aí. - O que acha que ganhará com essa sua loucura de ir atrás de um assassino?
- Não estou atrás de assassino nenhum, e você não irá falar nada para o Klauth. Se ele quisesse ia atrás disso. - Puxei a prancheta das mãos dela de modo educado.
- Ah é? Conheço você, meu filho. Na hora que estavam conversando sobre as suspeitas, eu sabia que você ia fazer isso com suas próprias mãos. GRR! - Minha mãe soltou um granido. - Como você é teimoso! Ainda vai continuar com isso sem minha permissão, não é? - Ela levantou a voz. Franzi a testa confirmando. Até que ela me conhecia bem.
- Você é igual seu pai, teimoso que nem uma mula. - Ela saiu reclamando. E eu sorri sozinho.
- Era sua mãe mesmo? Por que ela não impediu a gente?
- Minha mãe não é burra, ela sabe que algo está errado também.
- Então temos a permissão da rainha? - perguntou, levantando a sobrancelha e rindo.
- Ponto pra gente. - gritou.
- Shhh, vamos focar no nosso objetivo. – Falei, sorrindo. Tentamos procurar algo, até que vi meu celular vibrar. Atendi, indo um pouco pra longe.

- Quem é a bela garota do mundo que me incomoda? - Sorri e ouvi sua risada.
- Estou te incomodando?
- Na verdade, mais ou menos. Mas não me importo de parar pra falar com você.
- Tudo bem, eu posso ligar outra hora de qualquer jeito.
- ...
- Só liguei pra dizer que estava com saudades e porque um oficial louco veio dizer que eu serei deportada daqui a alguns dias se eu continuar aqui. - Ela falou, hesitando.
- O QUEE? - praticamente gritei. - O que aquele filho da mãe está pensando?
- Eu sei que está com saudades também. - Ela falou e riu.
- Não se preocupe quanto a isso, amanhã você será minha o dia todo. Mas voltando... as coisas estão super estranhas por aqui. É sobre o assasina... - parei por um momento, focando em algo no chão que me chamou atenção. - nato. - Terminei.
- O que foi?
- Estamos no caso sem dizer à policia. - Me aproximei da marca que eu havia encontrado no chão.
- Como assim no caso? Estão procurando o assassino?
- Sim, estamos. Porque eu tenho uma intuição que a policia está querendo esconder algo.
- Você está louco? Você pode se meter em encrenca.
- Entenda, esse dever agora é meu. Até minha mãe concordou.
- O que? A Rainha enlouqueceu?
- ! - gritei para os meninos.
- Hey, eu estou do outro lado da linha, ok? Não precisa me deixar surda.
- Desculpa, mas preciso desligar agora.
- Seus amigos também estão nessa, não é? Você é um teimoso escrito, . - Ela falou.
- Já ouvi isso hoje.
- Está bem, mas eu também vou entrar nessa.
- O que? Mas nem pensar.
- Não vou ficar parada aqui. Mais gente pode ajudar, as meninas também querem.
- Intrometida! - Bufei.
- Eu também te amo. Amanhã resolvemos isso. - Ela desligou na minha cara. Fiquei encarando o celular por um tempo.
- E aí? A briguinha de casal já foi? Está na hora de focarmos o problema. O que você viu? - .
- Não é briguinha, elas querem entrar no bando também! - exclamei.
- O que? Todas elas? Quem mandou contar, idiota?
- Cale a boca e vejam essas marcas no pé da escada. – Falei, me aproximando e apontando para o lugar.
- Sangue ainda tem por aqui? - Louis falou e me arrepiei só de pensar que esse era o sangue do meu pai.
- O que vamos fazer?
- Tem algum durex com vocês? - Perguntei.
- Bom, eu tenho na minha mochila, mas está na sala de música. - .
- Pega lá. - Falei e foi pegar o durex.
- O que acha que é isso? Mão ou pé? Pode até ser a roupa.
- Provavelmente pé. Ele veio pisando de lá pra cá. Impossível ele ter vindo com a mão no chão e ter colocado-a aqui. - falou.
- Sim, por que alguém ia caminhando com a mão até aqui?
- Pronto! Só não sei se você vai querer o grande ou o pequeno. - falou, voltando com o durex em mãos.
- Me dá o grande. – Falei, pegando o maior. Cortei a fita com os dentes e coloquei uma parte colada no sangue e puxei, o parte do sangue ficou presa no durex.
- Vai fazer o que agora?
- Enviar para algum lugar que faça analise do sangue e do solado, se no caso for um pé. Descobriremos assim a marca do sapato de quem pisou aí.
- Mas você disse que o Oficial já tinha colocado algumas pegadas para analise.
- BINGO!
- O que? - falou. - Boiei.
- Essa análise está demorando mais do que o necessário, já era pra ter saído, não? - Eu falei.
- tem razão. - . - Principalmente quando o rei desse país é assassinado. As coisas deviam ser rápidas. Era pra ser Urgente.
- Por que eu tenho a impressão de estar me metendo em uma coisa perigosa? - perguntou.
- Porque é uma coisa perigosa! - falou.
- Vou pegar um pedaço de vidro, onde derrubei um enfeite de vidro da minha mãe hoje e colar o durex nele.

Estávamos no Jardim da minha casa, ou palácio, que seja, e íamos falar com o Paul, era nosso próximo foco.
- Olá, Alteza.
- Paul, já disse para me chamar de . - Ele manteve sua postura. Bufei.
- Queria te fazer umas perguntas. - Ele olhou pra mim, sério. - Onde você estava na noite que meu pai foi morto? - Vi ele ficar tenso de repente.
- E-eu estava com você, não lembra?
- Comigo? Isso você estava depois que o tumulto começou. Meu pai tinha falecido antes, e eu não vi você lá.
- Antes, eu estava... - Ele hesitou um pouco. - Checando os fundos do palácio com o Dallas, foi quando alguém me avisou o que aconteceu.
- Humm. Não viu ninguém suspeito?
- Não, senhor.
- Olha Paul, se você viu algo, não hesite em me contar. E mesmo que se lembre apenas depois. - Falei pra ele. Ele encarava os meninos que estavam atrás de mim.
- Alteza, o que está querendo com isso?
- Estamos pesquisando os fatos sozinhos.
- Mas o oficial não está cuidando disso? - Senti ele ficar nervoso.
- Humpf, como se eu confiasse nele.
- Vocês estão se metendo em coisas que não deviam. Isso pode ser perigoso.
- Eu sou o futuro rei. - Falei com firmeza. - Antes mesmo de ser coroado preciso fazer alguma coisa.
- Apenas tomem cuidado. - Ele falou e agradecemos por responder as perguntas.

- , não está achando que ele está envolvido nisso, não é? - perguntou.
- Acho que não, mas alguma coisa ele está escondendo.
- Também percebi isso. A reação dele. - .
- Ele ficou tenso e nervoso. - .
- Ainda bem que não foi só eu que percebi - .
- , não acha melhor pararmos por aqui? Está anoitecendo e nós estamos cansados.
- Tudo bem, mas antes vou entregar a amostra de sangue para o laboratório.
- Eu vou com você. - falou.
- Já sabe a quem vai contar isso? Porque se o killer souber que estamos atrás dele, ou até mesmo o Klauth... Vai dar rolo. - me avisou.
- Tem razão, mas eu já sei com quem contar. , sabe dirigir?
- Sei.
- Vamos. – Falei, enquanto nós nos despedíamos dos meninos e íamos em direção ao carro.


Chapter 9- Poisoned Apple


Ontem passei o dia todo resmungando por causa do , sei que ele vai se manifestar comigo e as meninas entrando nessa confusão. Mas antes de irmos encontrar com os meninos no Palácio, resolvemos parar um pouco e comer alguma coisa. Encontramos com a no caminho que estava fazendo compras e ficamos as cinco juntas na lanchonete.
Estávamos falando de coisas sem futuro quando resolvemos sair de lá. Estávamos passeando pelas ruas de Sonderborg, já comentei o quão linda é essa cidade? Pois é.
- Hey , meu irmão falou sobre nos mudarmos para Copenhague quando o inverno começar?
- Anh? Por que irão se mudar? - perguntei para .
- É que costumamos fazer isso quando o inverno chega, aqui em Sondeborg a gente passa o verão. Mas até ficamos muito mais do que o verão.
- Afinal, quantos palácios vocês têm?
- Temos oito a nossa disposição, mas doze como históricos. - Ao ouvir a quantidade quase me engasguei com o suco que ainda tomava.
- Er... pois é. - Eu falei.
- , em qual deles vocês vão passar a lua de mel? - me fez uma pergunta absurda.
- O que? Está louca? Começamos a namorar agora.
- Ainda tem duvida que vocês vão casar? - Foi a vez da .
- Quando você fizer parte da família real, nos convide para conhecer os palácios. - Juliet disse.
- Ah, calem a boca. Como se você não fosse ser também da família real. - Me referi a Juliet.
- Nossa, em que lugar fomos nos meter. - Ela disse.
- Vocês são engraçadas, espero poder ter a mesma sorte de todas vocês.
- O que foi? É o seu primo lá? - Ela fez uma careta quando eu perguntei. - Certo, primo não. Nathaniel. É o nome dele, não é?
- Sim, ele é um fofo. Sempre gostei dele, desde que éramos pequenos, só não sabia. Meus pais nunca foram a favor do namoro, e agora como ele sendo suspeito do assassinato do meu pai, isso piora as coisas.
- Ele é suspeito? - perguntou.
- Sim, e falando nisso. , você também é um dos. - Ela falou.
- O QUEEE???? COMO ASSIM EU SOU SUSPEITA DE UM CRIME? - Gritei na rua.
- Shhh, fala baixo, não quer que ninguém escute, não é? - me alertou.
- Er. Desculpa.
- Com licença, moçada! Que tal uma maçã do amor para alegrar o dia? - Perguntou um velho um pouco familiar quando nos abordou, ele parecia estar vendendo maçãs.
- Não, obrigada. Não temos dinheiro. - Falei.
- Ah, qual é! Quem não sabe que você é a futura mulher do futuro rei desse país? É de cortesia. - Ele sorriu com seus dentes tortos.
- Pega logo essa maçã e vamos embora daqui. Estamos atrasadas para ver os meninos. - falou e olhei diretamente pro velho, pegando a maçã e agradecendo logo depois.
Entramos no carro no qual a tinha vindo e fomos em direção ao palácio. Fiquei encarando a maçã por um momento.
- Sabe, não fui com a cara daquele velho. Era um pouco medonho. - resmungou.
- A maçã parece estar deliciosa, sorte de sermos reconhecidas, porque não íamos pagar nada. - falou.
- Quer um pedaço, ? – Falei, rindo do que ela tinha falado.
- Se importa? Estou com fome e essa maçã me deu desejo. - Todas riram.
- Nem um pouco, toma. - Dei pra . Ela deu uma mordida na maçã, ficou mastigando-a e logo engoliu.
- Está gostosa, não querem um pedaço? - Ela falou sorrindo, mas logo seu sorriso desapareceu.
- O que foi? - Juliet perguntou.
- Estou me sentindo estranha. - resmungou.
- Como assim estranha?
- Estou... - estava sonolenta. - cansada... - Ela de repente fechou o olho e apagou.
- ? – Falei, cutucando-a.
- AH, NÃO! ! - ficou apavorada.
- OH GOD! - Juliet entrou em desespero e tentava acordá-la, me ajudando.
- ACORDA, . MEU DEUS, NEM FAÇA ISSO DE BRINCADEIRA! - Falei choramingando e entrei em desespero. Bati no estofado da frente, mandando o segurança parar.
- SOCORROOOOOO! - estava berrando que nem uma louca no carro. Um dos seguranças parou e carro e veio ver o que era.
- O que aconteceu, senhoritas? - Ele perguntou, mas logo arregalou os olhos, espantado.
- CORRE PRO PALÁCIO, PRO HOSPITAL, QUALQUER LUGAR CARALHOOO, ELA DESMAIOU! ANDAAAAA. - Gritei chorando e ele obedeceu minhas ordens.
- A MAÇÃAAAAA CACETE! - estava horrorizada.

Depois de um tempo chegamos no palácio e colocamos a Gemma no quarto dela e chamaram um médico. A tia estava aos prantos e vários empregados tentavam acalmá-la. E eu estava com medo, confusa.
- Foi a maçã, . Eu tenho certeza. Aquele velho maldito! Por que ninguém escuta o que as mães falam? Nunca aceite coisas de estranhos, principalmente comidas ou balinhas. - tagarelava.
- CALA A BOCA! - Me exaustei e gritei. - Aquela maçã era pra mim. Não perceberam isso? - Falou em soluços. Elas ficaram em silêncio.
- O velho! - gritou. - O VELHO DA ROSA, EU SABIA QUE ELE ERA MACABRO. !
- Eu não lembro! Eu estou confusa. - Falei e me abraçou e eu chorei, me sentia culpada. Aquela maçã era pra mim e não para , eu matei alguém. Por que mesmo eu fui aceitar uma maçã de um estranho? - Eu quero o . - resmunguei.
- Ele está chegando, gente. Acalmem-se - Juliet falou. - Deem um calmante para a , ela está falando loucuras.
- Eu não estou falando loucuras, eu estou sóbria, ok? Eu estou falando que aquele velho da rosa, parece com o velho da maçã. Se não fosse pela roupa nova e sua barba tirada eu diria que era a mesma pessoa. - Ela tinha falado algo com sentindo.

Tinha recebido um chamado urgente da minha mãe por telefone, mas não entendi o que era. Só entendi o nome da minha irmã. Estávamos na casa do quando vim voando para o palácio. O que diabos tinha acontecido dessa vez?
Entrei desesperado, com os meninos no meu encalce. Perguntei aos empregados onde estavam e fui direto pro quarto da minha irmã, mas na porta eu encontrei as meninas, inclusive uma desesperada chorando nos braços da .
- O que foi que aconteceu? – Perguntei, tentando entrar no quarto da . Mas a minha mãe me impediu.
- O médico está analisando ela. - O rosto da minha mãe estava vermelho. Ela havia chorado. Fui em direção a e a peguei dos braços da .
- O que aconteceu? - Ela me abraçou.
- Alguém estava querendo matar a , mas foi a que comeu a maçã e bom, ela está aí. - falou com a voz fraca.
- O QUE? - , que estava atrás de mim, perguntou.
- Que história é essa de maçã? - Perguntei ainda tentando acalmar a .
- Gente, vamos para a sala. Lá nos acalmamos e entendemos a história. - Minha mãe indagou.
- Não! - parou de me abraçar e virou-se para minha mãe. - Eu preciso ver como a está. Ela não pode morrer! - Agora minha ficha caiu, alguém está tentando matar quem eu amo. Fomos interrompidos pelo barulho da porta, o médico.
- Fiquem calmos. A Srta está bem. - Todos relaxaram. - Apenas, está dormindo. Mas não acho que não vai acordar tão cedo.
- Como não vai acordar? - Falei.
- Não sei, essa substância que estava na maçã era um antídoto para dormir.
- Tipo boa noite Cinderela? - Gio perguntou e todos olharam para ela. - O que foi?
- Não Srta, não como boa noite Cinderela. Mas algo mais forte. Bom, acho que acabei por aqui. Sra , aqui está algumas fórmulas que a Srta irá ter que tomar. Espero que faça efeito, senão... bom é isso aí. - Ele entregou um frasco para a minha mãe. Entrei logo no quarto para ver como estava minha irmã.
Ela estava deitada como se estivesse dormindo mesmo. Mas algo me incomodava, ela não ia acordar com um simples amanhecer.
- Desculpa, . - Ouvi a voz da . - Eu que devia ter comido e não a . Foi minha culpa.
- Sua culpa? Do que está falando? Não foi você que entregou a maçã. Para com isso, . - Fui abraça-la. - Não se culpe por algo assim.
- Estão calmos agora? - falou. - Tenho algo pra contar. - Todos olharam pra ela. - , lembra do velho que entregou a flor naquele dia lá em Londres?
- Sim, lembro.
- Então, não parece familiar quanto a esse que te deu a maçã? - Franzi a testa, esperando a reação da . Ela parou sem mostrar ação nenhuma.
- Tem razão.
- Ah, ótimo. Agora temos mais uma suspeita do assassinato do Rei. - resmungou.
- Niall, não começa. - Liam resmungou.
- Não! Ele tem razão. Alguém tentou acertar a , mas acabou acertando a . Podia ser o mesmo que matou meu pai.
- , ainda lembra desse velho? Será que ele está no mesmo lugar? - Ni perguntou.
- HA HA duvido. Esse velho estava em Londres e do nada foi parar em Sondeborg, aposto que agora está em outro país.
- Branca de neve. - sussurrou algo estranho.
- O que? - Louis perguntou.
- Essa história é a da branca de neve, não foi ela que comeu a maçã e foi 'envenenada'?
- De novo essa história de contos de fadas? - Juliet perguntou.
- Shhh, dá para me explicarem do que estão falando? - Perguntei.
- Está bem. Lembra de quando eu e a fomos atacadas por um lobo? - me perguntou e eu afirmei. – Então, ela estava com um casaco vermelho e ainda com capuz, isso te lembra alguma história? Não sei, talvez Chapeuzinho Vermelho?
- Está ficando louca? - perguntou.
- Não. Olha, lembra de quando a perdeu o sapato dela na escadaria, justo no dia do baile?- Mais uma vez ela perguntou. - Cinderela! E agora essa história de Branca de neve.
- Ela tem razão. - falou. - A gente já tinha comentado entre si sobre isso. E sem falar que a namora o , um príncipe.
- Isso só pode ser uma brincadeira, porque os contos de fadas estão quase acontecendo comigo?
- Ótima pergunta. - falou. - A rosa pode ter alguma coisa a ver com alguma história também? A Bela...
- E a Fera... – Interrompi, continuando. - Onde está a nossa rosa, ? – Perguntei, olhando-a.
- Ficou em Londres, a Sra Lerman disse que ia cuidar dela pra mim enquanto estivermos fora.
- Bom, só sei que esse velho está por trás disso, e temos que achá-lo. - falou.
- Até que você presta atenção nas coisas, amor. - falou, abraçando a e dando-lhe um beijo.
- Está bem, mas antes temos que fazer algo relacionado a . - falou.
- Exatamente, e eu sei o que fazer. Nathaniel! - Todos ficaram em silêncio.
- Ah, qual é? Acha que um beijo vai fazer ela acordar? – Perguntei, incrédulo.
- Ué, melhor tentar.
- Eu concordo com o , não acho que seria esse a solução, mas tudo bem.
- Se aquele velho tentou uma vez e falhou, ele tentará de novo. - falou.
- Por que eu sou sempre o alvo? - perguntou, suspirando.
- Não vou deixar que nada aconteça com você. – Falei, beijando sua testa e a abraçando.
Depois de confirmamos se a minha irmã estava bem, voltamos para a sala principal para conversarmos. Nathaniel tinha chegado no palácio ao meu pedido e tinha ficado com minha irmã até ver se ela acordava.
- Eu preciso de paz. – Falei, tirando minha gravata e me jogando no sofá.
- Onde vocês estavam?
- O estava em uma entrevista e depois nos encontramos na casa do . - falou com desdém.
- Ah, por isso a roupa social. Que milagre. - Ouvi a falar.
- Encontraram alguma pista do assassino? - perguntou. Eu deitei com a cabeça em seu colo enquanto ela ficava fazendo cafuné no meu cabelo.
- Muitas. - Liam falou.
- Duas suspeitas já foram riscadas.
- Falando nisso, como é que aquele oficial de uma figa pensa que é colocando eu como suspeita? - falou.
- Não sei, mas ele é uma das suspeitas agora. – Falei, franzindo a testa.
- O que? Outro suspeito do nada? - falou. - Eu não tinha colocado ele.
- Então coloque, aquele cara tem alguma coisa estranha.
- Ele me odeia, só sei disso. - falou, resmungando. - E quais são as suspeitas riscadas?
- Você e o Nathaniel - falou.
- O que? Eu ainda era uma suspeita pra vocês?
- Você foi a primeira riscada, amor.
- Humpft.
- Próxima semana eu estarei ocupado com o negócio da coroação. Vocês vão ficar responsáveis com o caso. - Falei.
- Vocês? Elas não vão, né? - me perguntou.
- Sim, elas vão.
- Que saco. - resmungou e eu vi a da um beliscão nele. - Aii amor!
- E Liam, você vai ficar com o posto de não perder a de vista.
- Certo.
- Eu vou precisar de segurança agora?
- , você é minha namorada. Já tentaram fazer alguma coisa com você, então já está decidido.
- Não tenho opinião mesmo, fazer o que.
- Ah, qual é . - Eu apertei a bochecha dela e levei um tapa na mão. - Também te amo.
- Daqui a dois meses eu serei coroado. - Comentei sem menor empolgação.
- E VAI VIRAR O REEEEI! - gritou que nem uma gazela. - É isso que tu quer?
- Não sei. Eu acho que não serei um bom rei. - resmunguei.
- Quem aqui acha que o será um bom chefe, levanta a mão. - Ele falou e todos levantaram a mão. Saí da minha posição e me sentei.
- Não sejam legais.
- Bom, daqui pra lá tudo pode mudar. - comentou.
- Mudar como? – perguntei, a olhando.
- Não sei. - Ela desviou os olhos para outro canto.
- Gente eu vou ter que ir agora, preciso fazer umas coisinhas. , eu espero que sua irmã melhore logo. – Juliet, falou se levantando, depois o se levantou junto.
- E-Eu vou te acompanhar. - Ele falou e eu fiquei rindo.
- Obrigada. - Ela falou, sorrindo.
- Bom, eu vou cair fora, porque não to a fim de ficar de vela. Vou me encontrar com a Jamie. - falou e saiu com Juliet e . se aproximou da e eu fiquei rindo da cara do .
- O que? Desde quando essa é a hora de montar casais? - Ele falou.
- , leva o pra fora. - falou.
- E-está bem. Vamos, . - Ela pegou na mão dele e puxou dali. - Olhei para e trocamos olhares cúmplices.
- Vocês são ótimos. - falou aninhada nos braços de .
- Bom, agora se vocês me derem licença. - Estendi a minha mão para . - Eu pegarei a minha namorada para passearmos por aí. - pegou minha mão e se levantou. - Você podem aproveitar a sala. - Meti a mão no bolso e peguei a chave da mesma. - , tranca quando sair. Até amanhã. - Joguei a chave pra ele.
- Ok, valeu. Até amanhã.
- Até amanhã? - perguntou.
- Ele não vai mais nos encontrar. - respondeu.
- Mas esse palácio é do Harry, não dá gente, portanto, vamos sair. - Ela pegou a chave do e mandou pra mim de volta.
- Mas...
- Sem mas. Não vou me sentir confortável aqui. Obrigada por nos expulsar. - falou.
- Eu não expulsei, o sempre fica aqui quando eu saio.
- Vocês são estranhos, mas enfim. Bom namoro. Vamos, , quero pegar um cinema. - Ela falou, puxando o coitado do .
- Depois eu sou o estranho. – Falei, finalmente os vendo desaparecer.
- Bom, você expulsou todo mundo pra ficar comigo.
- Eu não expulsei! – Falei, rindo.
- Deixa pra lá. Estava com saudades e você me prometeu que íamos passar o dia todo juntos, mas já passou metade do dia. - fez bico.
- Culpa dos acontecimentos. , dorme aqui hoje?
- Anh?
- Quer dizer, não só hoje. Até as coisas se acalmarem. Não sei pra que ficar em um hotel, aqui tem muitos quartos para a Srta ocupar.
- É, por esse lado é verdade. Mas não quero ser oportunista.
- Você não é. - Lhe dei um selinho.
- Falando nisso, eu te mato. - Me afastei um pouco.
- Por quê? O que eu fiz?
- Me fez trancar a minha faculdade e vir pra cá sem visto.
- Não seja por isso. Amanhã resolveremos o problema do visto.
- Meus pais nem sabem que estou aqui e que eu namoro um futuro rei. Imagina quando eles descobrirem, vão ter um infarto. Olha o que tu me faz, nossa, que vida compli... - Eu a beijei antes que ela tagarelasse mais.
Mas claro que alguém tinha que atrapalhar, era hoje que eu não ia ficar a sós com a mesmo.

Fomos surpreendidos pela mãe do entrando na sala.
- Ah, vocês estão aqui. querida, quero te avisar que próxima semana você irá comigo a um orfanato que vamos inaugurar.
- Anh?
- O que foi? Pensou que ia namorar meu filho sem nenhum dever? - Ela falou, rindo.
- Mãe, menos.
- Não, eu não estou reclamando de ir, só fui pega de surpresa. Mas vai ser ótimo, aproveito e tiro fotos. - Eu falei animada.
- Bom, mãe, já que está aqui. A vai dormir aqui hoje. - falou animado e sorrindo.
- Hum, tudo bem. Vou mandar Scarlate preparar um quarto pra você, . - A Sra falou e eu vi um sorriso desmanchar. Eu ri com isso. Vimos a Sra ir embora dali.
- Minha mãe é uma sem graça. - Ele falou todo emburrado.
- Você mesmo disse que tinha muitos quartos para eu me ocupar.
- Foi modo de falar.
- Modo de falar? Então você acha que eu iria dormir no mesmo quarto que você? - Soltei uma gargalhada. - Não estou louca, ainda.
- Ha ha ha muito engraçado.
- Estou falando sério, eu vou saber o que você iria fazer com minha pessoa à noite.
- Nem te conto. - Ele sorriu maliciosamente e depois me agarrou, me dando um beijo no pescoço. - Vamos sair daqui. - Ele me puxou e saímos.

Já estava de noite e como os planos do era dormir aqui, eu ia passar a noite no palácio mesmo. Ficamos conversando um tempão na sala da TV e eu conheci mais ainda a mãe dele. Ela era uma mãezona, por mais que o Harry tenha me contado que ela pega muito no pé dele, mas sei que ela o ama mais que tudo. Não pude deixar de imaginar a minha vez de ter um filho, acho que eu seria uma mãe legal, mas acho que nem era melhor eu ficar imaginando isso. Como se eu e o fomos nos casar e ter filhos agora, definitivamente não. Muito cedo. Mas a certeza que eu tinha era que o seria o pai dele, ou deles.
Todos tinham se retirado para dormir. Eu estava no meu quinto sono quando resolvi acordar e pegar algo pra comer na cozinha, não estava muito com essa coragem toda, mas a fome ganhou. Fui comer e no caminho só haviam seguranças vigiando o palácio, por dentro e por fora, mas na volta antes de entrar para o corredor que dava ao meu quarto eu percebi alguém, na verdade uma sombra. Gelei na hora, me encostei no canto da parede tentando ver quem era e PUTZ! Ele olhou na minha direção.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! - MEU DEUS DO CÉU AVE MARIA CHEIA DE GRAÇAS! É impressão minha ou eu vi o pai do , cujo estava morto, passando correndo de um corredor para o outro. Nem pensei duas vezes depois de gritar, "perna pra quem tem", comecei a correr ainda gritando feito uma louca até o corredor onde ficava meu quarto e me tranquei. Tentei respirar mil vezes e me acalmar, como se eu conseguisse. E se ele resolvesse aparecer pra mim? EU ESTOU SOZINHA EM UM QUARTO PORRA!
Com toda a coragem do mundo eu abri a porta com força e me direcionei ao quarto mais próximo que era do Harry e abri com tudo, a fechando depois. Tentei mil vezes cutucar o Harry para ver se ele acordava e ele estava dormindo feito uma pedra.
- caramba! ACORDA! ME SOCORRE! - Gritei no ouvido dele e ele logo acordou, todo assustado.
- ? - Ele me olhou depois de um tempo. - O que foi? O que está fazendo aqui?
- AMOREUJUROPORDEUSQUEEUVISEUPAIAALMADOSEUPAIEUNÃOSEIEUVIMGRITANDOEUTOCOMMEDOPORRA. - Disparei as palavras, nervosa.
- O que? Hey, respira. Calma. O que aconteceu? - Ele se levantou preocupado e tentou me acalmar. Respirei fundo três vezes e tentei contar a ele.
- Eu vi um fantasma! - Eu falei direto.
- O que? - Ele riu. - Não existem essas coisas, .
- NÃO EXISTE UM CARAMBA! Eu fui na cozinha comer e quando voltei vi um. Porque é claro que era um fantasma, já que seu pai morreu.
- Anh? Do que está falando?
- Eu vi seu pai, juro que foi seu pai, correndo de um corredor para o outro. Eu vi de longe, mas tenho certeza que era ele. Só sei que me apavorei quando eu vi e saí correndo.
- Você viu meu pai? , meu pai está morto.
- Oh é mesmo? Não sabia! - Disse irônica. - ENTÃO É O QUE EU ESTOU TENTANDO DIZER, EU VI UM FANTASMA!
- Impossível. Vamos lá ver. - Ele falou, me puxando.
- O QUE? MAS NEM MORTA.
- Então fica aí sozinha.
- NÃO! Eu vou com você. – Falei, pegando a mão dele e saindo do quarto.
Harry verificou alguns corredores e o corredor principal que eu disse que o tinha visto. Fiquei mais aliviada quando nós não vimos nada. Mas eu tenho certeza que eu vi, não sou louca. Voltamos ao corredor e paramos no meu quarto.
- Está vendo? Não tinha ninguém, então relaxa. - falou, alisando minha mão.
- Relaxa? Agora é que eu não vou.
- Acho que você viu as cortinas balançando e pensou ver outra coisa. - Relaxei um pouco. Ele pode ter razão, mas a imagem foi sinistra.
- Agora, boa noite. - Ele me deu um beijo na testa e foi em direção ao quarto dele. Olhei para um lado e para o outro e decidir seguir ele. - O que está fazendo? - Ele riu quando me notou seguindo ele.
- Não acha que vou voltar a dormir sozinha depois desse épico acontecimento, acha? - Ele gargalhou.
- Você é muito medrosa.
- Pois... Sou mesmo. Não to a fim de ter pesadelos com o seu pai.
- Bom, por mim tudo bem você dormir comigo.
- Claro, era o que você queria desde o começo. Aproveitador.
- O que? Eu não falei nada vei. - Bati nele.
- Vei é teus amigos. Anda, vamos antes que sua mãe nos pegue aqui e me force a dormir sozinha. - Empurrei ele e fomos ao quarto dele.

Chapter 10- First Night


Foi difícil eu ter pegado no sono, mas consegui. Acordei não sentindo mais o na cama, talvez ele tinha acordado mais cedo e saído. Fiz minha higiene pessoal e coloquei óculos escuros para descer até o jardim, onde era servido o café da manhã. A Sra Styles disse ontem, que se hoje o dia estivesse bom, o café da manhã seria lá. Porém, coloquei os óculos para ninguém ver minha cara de zumbie que estava por culpa da noite passada, na qual nem consegui dormir direito, e quando adormeci já estava de manhã.
- Bom dia, . - Scarlate me cumprimentou.
- Bom dia. - Sorri.
- Olá querida, dormiu bem? - perguntou já na mesa.
- Er... sim. - Senti alguém tirando meus óculos por trás e me virei para dar um sermão.
- Se isso é dormir bem, não sei o que é não dormir. - foi o autor daquela gracinha. Peguei os óculos de volta e sentei à mesa.
- Chato. - resmunguei baixo.
- O que foi isso?
- A pensou ter visto um fantasma. Meu... - interrompi o .
- NADA... - falei.
- Ela teve que dormir no meu quarto, e olha como está. Imagina se não tivesse comigo.
- Você tirou o dia para me pentelhar? – Perguntei, pegando uma torrada. Falando nisso, aquilo era um banquete e não uma mesa de café da manhã.
- Só estou falando a verdade.
- Vocês dormiram juntos? - Todos ali olharam pra gente. Todos, lê-se alguns empregados e a mãe do .
- Dormimos.
- Mas não de forma maldosa, por favor. - Completei.
- Tomem cuidado...
- Ok mãe, sem lição de moral agora. - falou, interrompendo-a. Que situação constrangedora.
- Ah, esqueci de falar para vocês. A acordou.
- O que? Por que não disse isso antes?
- Encontrei com vocês agora, filho.
- E Ela está bem, Sra ?
- por favor, você tem que parar com essa mania de me chamar de Sra, você é parte dessa família. E ela está ótima. - Ela sorriu. Troquei olhares com o e me impulsionei a correr e chegar lá primeiro antes dele, sabia que ele estava pensando a mesma coisa. Sim, saímos correndo igual loucos para ver a , mas consegui ouvir um pouco do que a minha sogra falou.
- Pelo visto, as coisas ficaram mais divertidas com esses dois juntos aqui... - Já falei que amei minha sogra? Haha. Depois de correr conseguimos chegar ao quarto da , e claro, chegou primeiro que eu. Eu sou baixinha e ele é grande, pernas longas, tinha que correr mais rápido né. Cheguei lá morrendo de cansaço, da próxima vez me lembro de não apostar corrida em um palácio e ainda quando você pode se perder.
- Mana! - cumprimentou a irmã.
- Olá guri. Como está? - E aquele papo vai e vem, só sei que as horas que tinham passado foram legais. A falou que amanhã iriamos embora para Copenhague, lá passaríamos o inverno, o doce inverno. No final da tarde aproveitei para ligar para meus queridos pais, tomei um sermão, mas contei a verdade pra eles, sobre minha aventura nesses últimos dias. No começo não acreditaram, mas tirei uma foto com a e mandei pra eles, eles ficaram sem reação no começo, mas com certa cautela ficaram felizes por mim. E também quem não ficaria né? A filha deles estava namorando um príncipe. Mas senti que eles estavam preocupados, porque esse namoro não é tão conto de fadas assim como todo mundo pensa. Um exemplo é eu ter virado celebridade do país, eu estava estampada na capa da revista com o caminhando dentro do palácio. disse que ia processar a revista, porque eles não pediram permissão para a foto ser tirada e publicada, ainda mais eu e ele estando dentro da propriedade real.

- Você está bem? - Perguntei ao . Estava de noite e estávamos arrumando nossa mala, na verdade eu já tinha feito a minha, estava ajudando ele. Depois ele recebeu um telefonema e ficou estranho de repente.
- Saiu o resultado da marca do sapato que pisou com sangue perto da escadaria...
- Sério? E qual era a marca?
- Ferracini preto. - Ele encarou a janela do quarto.
- E que conclusão chegou?
- Esse foi o sapato que meu pai deu pro Paul. - Ele falou e eu fiquei sem reação.
- Isso quer dizer o Paul matou deu pai?
- Claro que não. Mas ele está sendo o suspeito que mais temos provas. - sentou na cama e suspirou pesado. - Não pode ter sido ele.
- Você está preocupado demais com isso. Por que não deixa isso com a policia e relaxa?
- Não! Eu vou descobrir quem foi.
- Mas não adianta perder a paciência e tentar fazer um monte de chutes de quem foi. Para reunir provas isso leva tempo, . - Deixei as malas no chão e fui sentar do lado dele, bagunçando seu cabelo.
- O pior que eu sei. - Peguei na sua mão e o entrelacei na minha.
- Tenho certeza que a gente vai chegar à suspeita certa e resolver o mistério. - Sorri. - E tudo vai ficar em paz como antes.
- Espero que esteja certa. - Ele me olhou.
- Eu sempre estou. - Sorri e roubei um selinho dele. Subi na cama, ficando ajoelhada e fui pra trás dele, resolvendo fazer uma massagem em seus ombros. - Você está tenso.
- Oh, por que será? - Ele riu. Continuei fazendo a massagem.
- Tira esse casaco. – Falei, o ajudando depois. - Bem melhor! - Percebi ele ficar mais relaxado. Fui me ajeitar mais na cama e quando virei ele já estava sem camisa e não foi uma boa ideia. Eu fiquei olhando mais do que o normal suas costas nuas. Coloquei meus dedos sobre seus ombros e continuei a massagem. E quando dei por mim já estava encostando meu nariz em seu pescoço, o que fez ele se arrepiar. Senti seu cheiro, e que cheiro. Ele estava deliciosamente perfumado com um dos seus perfumes mais cheirosos. Ele percebeu minha aproximação e encarou meus olhos. Acho que mexi com a fera numa hora errada, mas eu não tinha mais controle de mim mesma, parecia que todo meu auto controle já tinha ido por água a baixo. Culpa do perfume! Ou do pescoço.
Fechei meus olhos e apenas senti o toque dos seus lábios nos meus. Ele começou o beijo em um ritmo calmo, como se estivesse querendo aproveitar do momento o melhor possível, mas logo ficou em pé e me abraçou, acelerando seu beijo, tive que entrar na mesma sintonia que a dele. Ele parou de me beijar e desceu, dando mordidas e beijos pelo meu pescoço e em cada toque eu me arrepiava intensamente. Ele me encarou mais uma vez com os olhos diferentes, tinha um brilho de desejo. Sorri.
Ele me pôs deitada na cama e grudou nossas bocas novamente, mas agora explorava meu corpo com suas mãos. Em uns segundos parou, talvez para falar algo, mas eu impedi, beijando-o. Eu tirei minha calça rapidamente e troquei de posição. Eu fiquei em cima, estava na hora da provocação. Me inclinei um pouco e apaguei a luz do quarto, no interruptor que havia perto da cama. Eu analisava seu tórax e sua barriga definida e tive a audácia de infiltrar minhas unhas ali, ele gemeu um pouco. Aproximamos nossos rostos e pressionei mais minhas pernas em seu corpo e me rocei em baixo dele com um sorriso malvado no rosto. Senti ainda mais seu membro 'animadinho' e empurrei seu tronco com minhas mãos, nos fazendo deitar e nos beijamos. Tiramos o resto de nossas roupas e lembrou da camisinha, tenho que lembrar no outro dia para agradecer porque senão estaríamos ferrados. Eu já estava pulsando por dentro, explodindo seja lá o que for, precisava dele imediatamente. Depois de tantas provocações implorei por ele dentro de mim, e ele vendo meu estado, obedeceu. E lá se foi a noite mais boa da minha vida.

Na madrugada eu acordei e percebeu um pouco. Tomei banho e vesti minhas roupas.
- Pra onde vai? - Escutei sua voz rouca por ter acabado de acordar.
- Se sua mãe me pega aqui, ela nos mata. – Falei, dando um selinho nele.
- Vai voltar para seu quarto?
- Sim, e você vai me levar. - Eu ri, o puxando-o da cama.
- Hey, eu não vou sem roupa. - Ele se levantou e se enrolou no lençol.
- Então vai vestir suas roupas.
- Mas antes... - ele me puxou, me envolvendo pela cintura e me beijou.
- Ok, chega. Vai logo. – Falei, quebrando o beijo.
- Por que eu tenho que ir? - ele resmungou.
- Por causa do fantasma? Não to a fim de ter aquele ataque de novo. - Nós rimos. Ele foi ao banheiro e voltou vestido apenas com uma calça de moleton.
- Vamos. - Ele pegou minha mão e saímos do quarto. Andamos pelo corredor um pouco e antes de chegar ao meu quarto ele me puxou. – Olha... - ele apontou para a janela da varanda do palácio.
- A Lua está linda. - Sorri.
- Não mais que você. - Ele depositou um beijo no meu pescoço. Peguei na mão dele e o puxei até a porta do meu quarto e me virei pra frente dele.
- Cheguei.
- Sã e salva, sem ver fantasmas. - Ele riu.
- Idiota. - Ele me abraçou de mau jeito. - Adorei nossa noite.
- Adorei? Não podia ser outra palavra melhor não? - Revirei os olhos.
- Eu amei. Está melhor assim?
- Está. Temos que aproveitar mais as futuras noites e fazer o mesmo que hoje. - Ele se aproximou, sussurrando no meu ouvido.
- Você é um tarado.
- Por você eu sou sim. - Ouvimos um barulho.
- Vai logo antes que... - Ouvi um pigarreio.
- O que vocês estão fazendo acordados uma hora dessas? - Droga, a tia chata do apareceu.
- Tendo uma conversa séria. E o que a Sra está fazendo acordada? - Ele perguntou.
- Não fale comigo nesse tom, e eu fui pegar um pouco d'água, ao contrário de vocês.
- A gente só estava vendo a lua, não estava com menor sono.
- A Lua?
- Não tia, estávamos fazendo um sexo bem gostoso no meio da noite. - Ele foi sarcástico. Tentei não rir com isso, porque realmente não devia ser sarcasmo, já que era verdade. Fiquei um pouco envergonhada. Percebi que ela ficou sem graça também.
- Seus pais não te criaram bem, rapaz. Começando pela audácia de trazer uma garota de sangue impuro para nossa família. - Ela falou e foi minha vez de ficar sem graça, ficou em uma expressão séria.
- O que eu faço não é problema seu. Melhor ter um sangue 'impuro' do que ter uma tia como você na família. - Os dois se encararam sérios.
- Isso não vai ficar assim, .
- Está me ameaçando?
- Entenda como quiser. - Ela falou e saiu logo, desaparecendo no corredor.
- Não acha que foi duro demais com ela? - Perguntei e ele deu um soco na parede, me fazendo assustar.
- Ela te chamou de sangue impuro! Merecia coisa pior que isso.
- Sangue impuro?
- Sangue sujo. Como se você não prestasse, uma qualquer. - Aquela velha estava passando dos limites.
- Deixa pra lá, Harry. Não importa, eu te amo. – Falei, dando um selinho nele.
- Eu te amo também, mas não vou admitir que pessoas te tratem mal. Não quando você, sou eu. - Ele pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos. - Somos um só, principalmente agora. - Ele riu.
- Ganhei um ótimo príncipe. - Ele me beijou e eu retribuí. - Preciso dormir agora, já que o Sr me cansou demais. - Sorri.
- Eu? Hmm está bem, se você diz. - Ouvi sua risada gostosa. - Boa noite, sonha comigo. - fechei os olhos e senti seu beijo em minha testa.
- Boa noite, sonha comigo você também.
- Pode deixar. - A última coisa que eu vi foi seu sorriso antes de fechar a porta e adormecer muito bem na cama.

Acordei com uma dor no pescoço, mas nada exagerado. Me vesti com uma roupa que a tinha deixado na minha cama com um bilhete e desci. A roupa era um simples vestido com um sobretudo, já que fazia frio. Percebi vozes na biblioteca e fui olhar quem era. Os meninos estavam lá, alguns até com roupas no quesito vou sair para alguma coisa. Menos o e o .
- Posso entrar? - Perguntei quando abri a porta e eles perceberam minha presença.
- Claro que sim, . - falou sorrindo - Como está?
- Bem e você?
- Ótimo. - Cumprimentei todos os meninos e por último dei um selinho no como forma de um olá.
- O que estavam falando?
- Sobre ontem, do Paul.
- Ahh. E o que vão fazer com esse resultado?
- Eu acho que seria melhor nós perguntarmos a ele sobre isso e a mais ninguém. Depois guardaremos até achar mais pistas. - comentou.
- Tudo bem, é isso o que vamos fazer. - falou.
- Minha intuição diz que tem muito rolo nessa história. - Falei o que havia pensado antes.
- Eu também acho. - Louis falou.
- Bom, eu vou ter que ir embora, passar o inverno no Amalienborg.
- Amalienborg? Não era Copenhague? - Perguntei e todos olharam pra mim.
- É o nome do palácio, . - Niall falou, rindo.
- Ah, eu ia adivinhar muito o nome do palácio. Outro né, não sei pra quê.
- Pelo menos lá fica na capital.
- Meninos, prontos para irmos a København? - apareceu. – Olá, .
- , , a gente se vê no final de semana. - Harry despediu deles.
- O que é København? - Perguntei ao , que envolveu um braço em minha cintura.
- Copenhague em dinamarquês, amor.
- Por que vocês inventam tantos nomes estranhos para a mesma palavra?
- Você não sabe falar dinamarquês. Ainda estamos fazendo um favor em falar inglês. - Ele sorriu torto.
- Os meninos vão vir com a gente?
- Sim, eles vão passar o inverno com a gente, convite da minha mãe.
- E a...
- As meninas vão vir no final de semana junto com o e o . Agora vamos... - Nós atravessamos a porta principal e fomos de carro até o aeroporto no qual havia muitos fotógrafos a nossa espera. Agora sabia o porquê da roupa que a me mandou vestir.
Fiquei um pouco constrangida com pessoas estranhas tirando foto de mim, mas terei que me acostumar com isso. Tinha percebido que em Sondeborg, quando nós saímos do palácio, não víamos paparazzi, tenho a impressão que em Copenhague será muito diferente. Vamos pra capital do país, não é mesmo?

Estávamos no pequeno avião sobrevoando pelas cidades próximas a København. Gracy estava dormindo lindamente no outro banco e eu estava ansioso para nosso retorno ao palácio de Amalienborg. Pensei em como a reagiria vendo o enorme palácio, já que ela ficou deslumbrante com o tamanho do Gravenstein. O Piloto já tinha dito que estávamos sobrevoando por København ( Copenhague) e que iríamos pousar logo. Acordei devagar a , que resmungou porque estava sonhando com uma coisa legal.
- querida, bem-vinda a Københava, ou Copenhague, como preferir. - Minha mãe falou.
- Tenho que me acostumar a falar esses nomes. - Nós rimos.
- Só tome cautela quando descermos no aeroporto, jornalistas e repórteres vão estar a nossa espera.
- Isso quer dizer muitos flashes? - Ela falou.
- Exatamente. - Finalmente foi minha vez de falar. - Mas seja você mesma, se quiser acenar, acene se não quiser, ignore-os. - Ela me olhou e eu sorri.

Depois de alguns minutos nós pousamos, tenho que admitir que me senti aliviado em ficar em terra firme.

- Você irá conhecer a família real inteira, . - falou.
- Verdade? - Ela me olhou assustada.
- Sim, nós todos geralmente no inverno nos reunimos aqui. Ah, e , quero ver sua cara quando ver o Amalienborg.
- Oh não. Por quê?
- Nada, você depois vai entender. - Eu sorri, encostando meus lábios nos dela e a beijando por alguns segundos. - Agora vamos descer. - Ela pegou na minha mão e entrelaçou nossos dedos. - Nervosa?
- Um pouco. Sua mãe me assustou. - Nós rimos.
- Só relaxar.
- Ah é, antes de tudo, devo admitir que você está literalmente vestido como um príncipe.
- Isso é bom ou ruim? - Perguntei na dúvida.
- Você está lindo. - Ela me deu um selinho e fomos andando até a escadaria do avião. Aproveitei antes de descer, baguncei meu cabelo e coloquei meus óculos escuros. Senti o vento bater absurdamente frio no meu rosto, mas ainda assim adorava o clima daqui.
Descemos do avião com seguranças no nosso encalço, e como previsto havia muitos fotógrafos ou algo do gênero por ali. Quando nos aproximamos cada um enchia de perguntas, principalmente para gente, sobre eu ser o futuro rei, sobre meu relacionamento com a e sobre o assassinato do meu pai. É, as pessoas estavam a par de tudo aqui. Olhei pra que estava agarrada em minha mão e vi ela sorrindo timidamente para eles, mas não acenava, e sorri junto com isso.
Entramos no nosso carro e fomos em direção ao palácio. Logo que chegamos na entrada, olhei para ela, que estava olhando curiosa. Chegamos perto da Estátua e descemos, pude ver e no outro carro que chegava.
- Bem vinda ao Palácio de Amalienborg. – Falei, rindo.
- Que estatua é essa?
- Estátua equestre do rei Frederik V. Meu tatatatataravô.
- Ok, dessa eu já entendi. - Ela falou rindo, e logo se virou. - UAU! Quantos palácios esse negócio tem? - Não pude deixar de rir.
- São prédios , prédios que constituem um palácio só.
- Por que tão grande?
- Não me pergunte, isso só é passado de geração a geração. Cada um tem um nome.
- Qual? - ela perguntou, enquanto íamos entrando no palácio.
- Esse no qual estamos agora é Levetzau, edifício noroeste, nossa residência. Os outros são Moltke, edifício sudoeste, porém é apenas utilizado para visitas oficiais. Brockdorff é o edificio nordeste, que também é nossa residência e por último Schack, meu futuro gabinete. Gabinete do rei desde 1967. - Eu sorri enquanto me jogava no sofá, cansado.
- Tenho muito que aprender ainda, esses nomes são muito complicados de se falar. - Ela franziu a testa.
- Aprendendo a entrar na realeza, ? - perguntou com humor.
- Tenho que me acostumar. - Acho muito legal a ficar interessada na minha família.
- Daqui a alguns dias minha família vai vir e vou te apresentar a eles . - .
- O que?
- A minha também. - Foi a vez de . Ela me olhou e eu sorri.
- O que? - Perguntei.
- Vocês não estão colocando muita pressão em mim? Eu sou uma garota normal. - Nós rimos.
- Relaxa que você tem o Dom, garota. - falou.
- Meninos, arrumem suas malas no quarto. - Minha mãe mandou.
- Vocês arrumam suas malas? - perguntou surpresa.
- Qual o problema? Disso ela nunca mudou. - Eu falei. - E também não seria legal os empregados toparem nas minhas coisas, não que eu desconfie deles, mas seria ruim. Eu não gosto que topem nas minhas coisas.
- Bom saber.
- Vamos para cima, . – Falei, a chamando com um sorriso no rosto.
- HMMMMMMM... -
- Já vão né? Vocês não perdem uma. - Eles riram e ignoramos eles.

- Não existe, sei lá, nenhum carrinho para passearmos pelo palácio? - Eu gargalhei enquanto entravamos no meu quarto.
- Qual é, amor.
- Sério, isso deve ser muito ruim para caminhar. - Ela falou, indo para a janela. - Mas é lindo. – Parei, a encarando de costas. Ela se virou e me olhou. Logo depois riu sem graça - Que foi? Para de ficar parado me olhando. - Vi ela indo até minha cama, abrindo uma mala e jogando algumas roupas em cima de mim. - Vai arrumar suas malas. - Percebi ela indo em direção à porta, logo me mexi e a segurei pela cintura, impedindo de sair.
- Não vou deixar você sair! - Falei.
- Eu estou te distraindo.
- E é isso que eu quero. - Virei ela para podermos ficar de frente um do outro. Seus olhos cor mel brilhavam do jeito que eu mais adorava. Ficamos encarando-nos por algum tempo e logo a beijei.
- Temos que fazer algo hoje, não é? - Ela falou logo depois que finalizamos o nosso beijo.
- Você e minha mãe. Enquanto isso vou resolver coisinhas, acho que só vamos nos ver mais tarde. - Sorri torto e não pude evitar de pensar em coisas pervertidas. Ela levantou a sobrancelha, encarando.
- Vamos ver né. - Ela soltou uma gargalhada.
- Até lá, . - Beijei sua testa e saí em direção à porta do meu quarto, indo ao encontro dos meninos.

Encontrei Paul no caminho antes de ir encontrar os meninos, e aproveitei para falar com ele.
- Paul!
- Sim, Alteza?
- Posso te fazer uma pergunta?
- Pode. - Vi ele hesitar novamente.
- Promete que me dirá a verdade?
- Sim. - Ele afirmou.
- Você esteve no mesmo local onde meu pai estava quando ele foi assassinado?
- Sim, todos estavam lá.
- Não, antes. Antes da policia chegar. - Ele me encarou por um tempo.
- Não.
- Está mentindo. - Falei incrédulo com a mentira dele. - Tenho provas do solado do seu sapato lá, que apenas você usa, por que ainda diz que não estava lá? - Perguntei e ele ficou calado. - Foi você que...
- NÃO! Por Deus, eu não ousaria matar o seu pai.
- E por que então suas pegadas estavam lá? E ainda sujas de sangue?
- Alteza, sabe que eu quero o seu bem, portanto pare de se meter nessas coisas. O assassinato do seu pai logo será resolvido se deixar a policia nesse caso. Isso é perigoso para o senhor. - Ele falou, nervoso.
- Espera... Como você sabe que eu estou no caso com minhas próprias mãos?
- Eu vi vocês examinando o local.
- Certo, mas você não respondeu minha pergunta. Por que estava lá?
- Não posso...
- Você esteve lá na hora do assassinato do meu pai.
- Fique fora disso! Ou terei que falar para a policia que você está procurando sozinho.
- Não me ameace, Paul. Eles não poderão fazer nada.
- Paul? - Minha mãe nos interrompeu.
- Majestade! - Ele se curvou.
- O que queria falar comigo? É sobre sua decisão?
- Decisão? – Perguntei, olhando para os dois.
- Sim. Eu tenho certeza do meu pedido.
- Pedido? – Perguntei, mais uma vez sem entender.
- Certo, então seu pedido de demissão foi concedido. Suas contas finais serão cuidadas em breve.
- O QUE? DEMISSÃO? POR QUE ESTÁ SE DEMITINDO? - todos me ignoraram mais uma vez. Paul se curvou mais uma vez e saiu dali. Fui atrás dele.
- Por que está fugindo?
- Fique fora disso, eu já falei! Eu estou os protegendo.
- Do que está falando? PAUL!
- Pare de procurar antes que seja tarde demais. Cuide da sua namorada! - Ele falou e entrou no carro, indo embora. O que está acontecendo?

Corri até onde os meninos estavam e contei a eles sobre a demissão repentina do Paul.
- Certeza que ele sabe alguma coisa. - Liam falou.
- Eu estou preocupado com a . - Eu falei.
- Mas ela está atualmente no seu palácio, não é?
- Sim, mas mesmo assim, Paul me avisou para cuidar dela.
- Então cuide dela.
- As pistas sumiram desde que a gente chegou aqui. - comentou.
- Acho que precisamos parar, mas ficar com os olhos atentos.
- Não esqueçam daquele mendigo estranho que quase matou a ... - ouvimos uma voz se aproximar e passar pela porta da enorme sala, se revelando.
- Nathaniel.
- E aí primo? Como está?
- Como você...?
- Como eu sei sobre sua incrível e idiota procura pelas pistas do assassino do meu tio? Todo mundo sabe. - Ele falou e eu e os meninos nos entreolhamos.
- Isso é péssimo.
- Só tenham cuidado. - Ele falou.
- Como todo mundo ficou sabendo?
- Não sei, mas eu apenas ouvi do Oficial Klauth. E ele está furioso por vossa alteza não confiar nele. - Ele riu. - Não gosto dele.
- Tudo bem, nem eu.
- Mas e aí? Estão a fim de achar o mendigo que quase matou a ? Porque se sim eu posso ajudar.
- Ajudar como?
- Acabei de vê-lo em um armazém. - Todos arregalaram os olhos.
- Então vamos lá. O que estamos esperando?! - Corremos em direção ao nosso carro, mas antes fomos abordados pela minha querida e curiosa .
- O que estão aprontando?
- N-nada. Temos que ir agora... - Ia aumentando os passos com os meninos, mas parei.
- Estão indo para onde com tanta pressa?
- A um pub. - falou.
- A um pub? Essa hora?
- Sim, saída de homens, amor.
- De homens? - Senti um certo sarcasmo na sua voz. - Muito bem, .- Era a primeira vez que ela falava meu sobrenome.
- Prometo não fazer nada. Te amo, tchau. - Saí de lá antes que ela falasse alguma coisa.
Entramos no carro e fomos em direção ao tal armazém.
- Acho que tem gente aqui que vai levar duas broncas. Uma sem culpa e outra com culpa. - Nathaniel me zoou.
- Não acredito que ela acreditou que eu ia sair por aí com vocês.
- Hey, o que tem contra nós?
- O é exceção, mas você e o Nathaniel não são boas companhias para um cara comprometido.
- Hey! - protestou Nathaniel. - Eu sou um cara comprometido.
- Minha irmã não conta, já que só estarão namorando oficialmente se todo mundo souber. - Chegamos ao local onde o Nathaniel tinha falado. Entramos, mas não encontramos ninguém.
- Tem certeza que ele estava aqui?
- Tenho. Mas pela demora de vocês, ele deve ter ido embora.
- A tinha falado que esse homem possuía magia negra. - falou.
- E você vai acreditar naquela louca?
- Quem é ?
- Vamos embora!

O ótimo é que eles me deixaram aqui sozinha enquanto eles iam se divertir por aí, com mulheres, aposto. Sozinha nesse palácio enorme. Me arrependi de não ter saído com a e a Tia .
Resmungava enquanto caminhava pelo palácio e dei de cara com uma das tias do .
- Olá, jovenzinha.
- Oi.
- Achando divertido se aproveitar de um príncipe? - ela perguntou.
- O que? Desculpe, mas sem querer ofender, a senhora está louca?
- Mais uma plebeiazinha querendo entrar para o reino, eu sei como é. Está cheio. - May resmungou.
- Eu não estou me aproveitando do seu neto, certo? Eu o amo de verdade.
- Se o ama deveria saber o seu lugar. Ele vai ser um rei, o que acha que vai fazer como rainha? O que a rainha faz? - Ela me perguntou com um tom ameaçador. Eu fiquei calada, porque eu realmente não sabia que papel eu ia fazer se o fosse rei. - Isso é o resultado de que esse não é o seu lugar. Se eu fosse você já teria ido embora daqui. E espero que saiba que eu não gosto de você.
- Disso eu nunca tive dúvida. - Eu falei e ela saiu com um sorriso no rosto, vendo-me ficar um pouco abalada pelo o que ela disse. Eu realmente me sinto mal por ter largado tudo e vir pra cá por causa do . Mas agora não poderei voltar atrás. Estava na janela quando vi os meninos chegarem rindo, provavelmente zoando um com o outro. , percebendo a minha presença, olhou, sorrindo pra mim e entrou animado no palácio. Há, não vou esquecer que ele me deixou sozinha aqui e ainda tive que ouvir merda da tia dele.
Ouvi barulhos no corredor e ele veio à tona, com seu sorriso lindo de sempre. Olhei pra ele séria.
- Oi. - Ele falou e coçou a cabeça, sabia que eu tinha ficado um pouco brava. - Olha, eu juro que não saí com ninguém e nem nada...
- Você me deixou aqui sozinha.
- Mas minha irmã e minha mãe estão aqui.
- Não, elas saíram.
- Desculpa. Eu realmente não podia te levar, mesmo que chegando lá tudo foi em vão.
- Como assim?
- Nada. Deixa pra lá.
- Hmm. - Fiquei calada e voltei minha atenção para a janela.
- O que foi? Está estranha. Ainda está chateada comigo?
- Não. Na verdade um pouco, mas por mais de ter ficado aqui e ouvir umas coisas não legais da sua tia. - suspirei.
- O que? O que foi que ela te falou?
- Nada... quer saber , esquece. Pelo menos ela tinha um pouco de razão.
- Esquece nada. Fala. O que quer que seja que ela tenha dito, é mentira. - Eu ri.
- Como você pode saber o que ela falou?
- Não gosto dela.
- E ela deixou claro que não gosta de mim.
- Esquece ela, manda essa velha procurar algo para resmungar. - Ele pegou minhas mãos e depois me abraçou.
- Só quero que as meninas venham logo. - Ele se afastou, me dando um beijo no canto da boca.
- Amanhã elas estarão aqui. - Ele sorriu, me beijando logo depois.

Acordei mais uma vez com um pesadelo e senti meu celular vibrar na escrivaninha. Uma mensagem.
" ? Estamos aqui do lado de fora, poderia vir aqui por favor? X "
Estranhei, elas já tinham chegado? Coloquei meu hobbie e desci. O que elas estavam fazendo lá fora? Será que não deixaram elas entrarem? Mensagem estranha, porque a nunca ia ser tão educada.
Mandei os guardas abrirem o portão, fui para o jardim do lado de fora, e não havia ninguém ali. Não havia ninguém até quando senti alguém me puxar, eu ia gritar, mas colocaram algo no meu nariz e tudo apagou. Eu tinha desmaiado.

- Acorda, ! - Senti alguém me cutucar e já estava ficando nervoso, não queria que ninguém me acordasse.
- Que é, vei?
- Está na hora, não? Já são 11:30, cara. E chegamos aqui e ainda está dormindo. - falava.
- Oi . - Me levantei sem animo. Me arrumei e desci aonde todo estavam.
- Bom dia, dorminhoco! - me saudou.
- E aí gente. - Falei, passei o olhar por todos naquela sala e percebi a falta de um par de olhos mel. - Cadê a ?
- Eu é que pergunto. Não a vi ainda. - falou.
- Nós não vimos. - concertou e eu franzi a testa.
- Ela deve estar dormindo, filho.
- Vou chamá-la. - foi em direção ao palácio e eu fui atrás. Não estava com um pressentimento bom, ela acordava sempre mais cedo que eu.
- Está nervoso uh?
- Não estou me sentindo bem. - Chegamos a porta do quarto dela e a entrou gritando.
- ACORDAAA CHUCH... ? Já está acordada? Está no banho é? - Ela perguntava, chamando-a e ela voltou do banheiro sem ninguém.
- Cadê ela?
- Não sei, ela não está aqui. - Fiquei nervoso. Saí pra fora do quarto e falei com o guarda para procurar a por todo o palácio.
- ! Não está exagerando?
- NÃO! Eu estou com um péssimo pressentimento. Deus, estou apavorado. - Falei.
- Calma, ela deve estar passeando por aí. - Voltei ao quarto dela apressadamente e algo me chamou atenção. O celular. Vasculhei e vi uma mensagem as 4:25 da manhã. Fiquei em pânico quando percebei que era da , elas não iam chegar aquela hora.
Corri até lá fora onde todos estavam com no meu encalce gritando comigo e perguntando o que aconteceu.
- ! - a repreendi. - Foi você que mandou uma mensagem pra hoje de madrugada?
- Hein? Eu não mandei mensagem nenhuma, não que eu lembre. Até porque estou sem crédito. - Ela falou. Fechei meus olhos, apertando-os e tentando rezar pra que isso não esteja acontecendo.
- Ninguém viu ela hoje, certo? DROGA!
- calma, o que aconteceu?
- Ela não está no quarto. Não está em canto nenhum! - percebeu o porque do meu nervosismo e começou a se desesperar. - Meu Deus! Ela foi sequestrada?
- O QUE? - Juliet quase se engasgou.
- CALMA! CALMA. - Sem nem ao menos me importar com o que eles estão falando corri para a sala de controle. Se alguém tivesse sequestrado a , as câmeras tinham filmado. Tudo o que me importava agora era saber onde ela estava.
Vasculhei nervosamente em todas as filmagens, com ajuda dos seguranças e pude ouvi os meninos chegarem atrás de mim.
- Calma, , vamos te ajudar. - falou me ajudando a procurar mais fitas de hoje. Peguei a de hoje de madrugada e passei até chegar as 4:22, momento quase exato da mensagem.
- Achei! - falei enquanto observava ela passar pelos corredores à noite. Não havia mais nada, ela não tinha voltado pro quarto.
- Pega do lado de fora. - mandou e um dos seguranças o entregou. - Coloquei e passei até da o horário das 4:30 e vimos um carro estranho do lado de fora.
- Que carro antigo. KVA 555 - resmungou.
- De quem é esse carro? - Depois de alguns minutos percebemos sombras e nitidamente duas pessoas com máscaras com alguém no colo. Desmaiado. Era ela.
- COMO NINGUÉM VIU ISSO? - gritou. Coloquei as outras fitas e percebi os seguranças que estavam na porta principal desmaiados pelo chão.
- Alguém a sequestrou! - Falei.
- Temos que comunicar a polícia. - Minha mãe apareceu na porta. E eu me atirei na cadeira, eu estava perdido. Sem ter o que fazer, talvez por desespero ou talvez por não poder fazer nada mais uma vez.

Nos reunimos na sala, todos apavorados com a notícia. O Oficial Klauth, meu tio e mais outros estavam já presentes na sala. Eles falavam algo, mas eu não estava nem aí. Estava feito um idiota arrasado, me sentia culpado, eu devia ter cuidado dela.
- Hey cara, vamos encontrá-la. - Louis tentava me dar uma força, em vão. Me levantei dali e fui ao quarto onde ela dormia, precisava ficar um tempo sozinho. Senti lágrimas descendo pelo meu rosto só em pensar em não vê-la nunca mais. Eu não podia perdê-la de novo, não mesmo. E não há outra pessoa a quem amava.
- Eu devia ter escutado Paul. - Falei quando senti a presença dos meninos. - Ele sabia que isso ia acontecer! E tenho certeza que foi a mesma pessoa que assassinou o meu pai.
- Você não ia adivinhar que justo hoje de madrugada isso ia acontecer. - .
- Ela vai voltar.
- O que o Oficial disse?
- Que vai colocar a polícia em todos os lugares, e vão alertar a todos. Mas duvido que ajude. - Juliet entrou dizendo.
- E o que estamos esperando? Nó somos os detetives aqui. Vamos lá. - .
- O problema é que não temos pistas. - Falei com a voz rouca.
- Tudo começou com o assassinato, encontramos fitas faltando, temos suspeitos, temos a pegada de Paul que estava com sangue e agora essa mensagem. - Zayn falou.
- Quais são os suspeitos?
- Seu tio, suas tias, o Oficial, o Mendigo doidão. É, acho que são esses. - falou.
- Risquem o Oficial, impossível. Ele está aqui, não é?
- Se for assim o seu tio e suas tias também não. - comentou.
- Sobra o Mendigo.
- Foi o que mais tentou fazer algo a .
- O pior que não sabemos nada sobre ele. - Todos ficaram em silêncio.
- Sabe, hoje eu vi algo realmente curioso. - Gio falou. E todos voltaram a atenção pra ela. - Eu vi o Paul entregar algo ao Oficial Klauth, não sei o que era. E o próprio oficial entregou uma placa de carro para o Paul.


Chapter 11 - Revenge


- Anh? O Paul esteve aqui? O que eles conversaram?
- KVA 555, que nome estranho. - balbuciou algo, distraída.
- !
- O que?
- Eles conversaram o que?
- Eu não sei, estava longe. Só pude ver um pouco, eles sentiram minha presença e saíram dali. E foi hoje, logo quando chegamos. - Ela falou.
- ESPERA! KVA 555? FOI ISSO QUE VOCÊ FALOU? - gritou praticamente.
- Sim, por quê?
- HARRY! - Ele virou pra mim com os olhos arregalados. - MATAMOS A CHARADA! FORAM ELES!
- O que?
- KVA 555... - interrompeu o .
- É o número da placa que a gente viu no vídeo. - Todos se entreolharam. Puta merda!
- O próprio Oficial e o Paul?
- Tudo faz sentido! A Mancha de sangue no lugar do assassinato e agora a placa. – Falei, me levantando da cama.
- E como ele é oficial ele pode fazer o que quiser, até inventar uma desculpa e roubar as fitas de vídeo que estavam faltando. - E Paul o ajudou. - Travei meus dentes e corri com raiva até a sala. Mas não havia ninguém lá. - Calma. Não podemos agir assim, eles mataram seu pai. Calma! Temos que ter cautela. - falou, me puxando e tentando me acalmar.
- Eles mataram meu pai e sequestraram a , bem sobre o meu teto. Como me pedem calma? – Falei, gritando.
- Vamos seguir eles. - olhava para a janela da sala. - Eles estão indo embora. Quem vai dirigir? - Ele perguntou.
- Eu posso. - Nathaniel entrou do nada na sala, como sempre.
- Vai dar tanta gente? - perguntou.
- E quem disse que vocês vão? Apenas a gente. - falou.
- Hey, a amiga é nossa também. - falou e começou todo mundo a falar junto.
- CALEM A BOCA! - Falei e todos se calaram imediatamente. - e vão conosco. e , vocês ficam, se não voltarmos vocês sabem o que fazem.
- Isso não é coisa para mulher. - Falei. - Se cuidem.
- Machista... - reclamou e eu revirei os olhos.
- Para não dizer que não fizeram nada, fiquem com o celular ligado. Quando descobrimos onde ela está entraremos em contato por mensagem. Nada de ligação, ok?
- Está bem, 007. - soltou uma piada. Ignorei-a e nós três fomos em direção ao carro que ficava nos fundos. Esperamos até o Oficial sair, e com cuidado nós seguimos ele.

Minha consciência voltava aos poucos, abri os olhos, mas a visão estava turva, tentei esfregar meus olhos, mas percebi que minhas mãos estavam presas a algo. Pisquei várias vezes e por fim minha visão foi se tornando mais clara. Olhei para um lado e para o outro, analisando o lugar. Por Céus, onde eu estava? Encarei meus pés amarrados com uma corda e pra piorar não conseguia gritar, já que estava com uma fita na minha boca.
Lembrei da última vez em que estava acordada, a tinha pedido para eu descer porque eles já tinham chegado. Era uma armadilha, agora claramente podia ver, já que estou em um lugar totalmente fechado, sem janelas, apenas com uma porta e uma luz.
Tentei desatar o nó das cordas, mas não adiantava, estava apertado demais. Tentei gritar novamente, mas o som só saía abafado e baixo demais. Ouvi um ruído na porta.
- Então acordaste, mocinha. - Uma pessoa com capuz entrou falando, eu não reconheci a voz. Ele foi em minha direção e tirou a fita da minha boca sem piedade, me fazendo gritar.
- Quem são vocês? O que querem? – Perguntei, nervosa.
- Nós apenas estamos cumprindo ordens, e em breve saberá o que queremos, futura Alteza Real. - Ele deu um sorriso sínico.
- Eu não tenho dinheiro! - falei sem ao menos pensar.
- Futuramente terá. Mas não é isso que eles querem. - Outro deles que tinha entrado na sala falou. - Está com fome? Sede? – Perguntaram, mas eu neguei.
- Eu vou sair daqui!
- Ah é? E quem vai te tirar? - eles riram. - Duvido que o seu jovem namoradinho e seus amigos idiotas vão conseguir te achar.
- A polícia vai.
- A polícia? - Eles riram mais ainda e eu franzi a testa. - Vamos dizer que temos um chefe lá dentro, ou seja, nada de polícia. - Olhei pra eles, ainda mais assustada. Isso não pode estar acontecendo, eu fui sequestrada e alguém da polícia tem a ver com isso? Fiquei calada, tentando pensar em como poderia sair daqui, mas estava impossível, quando a única passagem era a porta.
- Onde estamos? Isso aqui é muito nojento. – Falei, percebendo o chão sujo.
- Acha mesmo que vamos dizer? Comporte-se. - Ele falou em um tom ameaçador, pegando meu queixo e apertando-o, e os dois saíram dali, me deixando sozinha. Ótimo, comecei a choramingar com medo de não sair dali tão cedo, ou pior, me matarem. Eles, pelo visto, tinham um 'chefe', quem foi que mandou fazer isso?

- Abaixem-se! - Nathaniel mandou e nos abaixamos. Estávamos no carro seguindo o Oficial, quando pude perceber estávamos em um lugar esquisito. Eles pararam em um local e tivemos que parar um pouco antes.
- A provavelmente deve estar ali. - Falei. - Vocês ficam aqui enquanto eu vou.
- Você não vai sozinho. - Nathaniel me repreendeu. - Eu vou com você. Louis, pegue a chave, qualquer atividade suspeita, saia daqui e vá avisar os outros.
- Tudo bem. - Eu e o Nat saímos e fomos em direção à casa que o Oficial e o Paul entraram. Não estava em um perfeito estado, não havia muitas janelas ali e quando tinha eram cobertas por algo.
- E agora, o que faremos? - Fomos para trás de uma árvore.
- Esperamos. - Nat falou. - Pense antes de agir, , isso não é um tipo de brincadeira. Se entrarmos lá indefesos, nós que vamos nos ferrar e nem poderemos salvar tua namorada.
- Tem razão. - Falei.

Ouvi barulhos no andar de baixo, logo percebi que estava no segundo andar de alguma casa. Os barulhos se aproximavam e viraram pisadas fortes do outro lado da única porta que havia ali.
Encarei a porta com receio e logo ela foi aberta, revelando alguém que eu jamais imaginaria.
- Oficial?
- Olá, . - Ele veio em minha direção, afobado. - Vamos te tirar daqui. - Ele fez sinal de silêncio. Eles vieram aqui me salvar?
- Espera, como conseguiram passar? - Ele desamarrou a corda que estava em minhas mãos e nos meus pés. Caminhamos rapidamente até a porta e eu já estava com esperanças que logo sairia dali. Erro meu.
Senti uma mão pesada me empurrar de volta ao quarto estranho, me fazendo cair no chão. Ouvi uma gargalhada com o máximo de gosto.
- Acha mesmo que eu iria te deixar sair? - Ele falava, rindo. - Você é muito retardada, confia em todo mundo. Agora confesse, sou ótimo ator, não é? - Ele mantinha as mãos na barriga e ainda dava risada.
- O que?
- Ainda não entendeu, ?
- Você é um deles. – Falei, seria.
- Pelo menos você é inteligente.
- Então era você, sempre foi você. Por quê?
- Não me faça perguntas idiotas. Nunca suportei vocês, e muito menos aquele príncipe que se acha o eleito do povo. Sem falar do papai dele. - Ele sorriu debochado.
- Assassino... - Falei de uma vez, quando percebi do que ele estava falando. - ASSASSINO. VOCÊ MATOU O REI, O SEU PRÓPRIO REI. - gritei.
- ELE NUNCA FOI O MEU REI. E eu só estava fazendo o que foi ordenado, mas infelizmente não deu certo. - Ele se aproximou, me pegou brutalmente pelo braço e me obrigou a sentar naquela maldita cadeira de novo. - Aí apareceu você. E começou a estragar mais do que já estava. O tolo do seu namoradinho não devia ter colocado o nariz onde não foi chamado.
- Eles vão me encontrar... - Eu falei, mas ele me interrompeu.
- Não, não vão.
- Eles estão encontrando pistas e provas... - Eu falei, mas ele me interrompeu mais uma vez.
- Não, nunca irão.
- E IRÃO SABER QUE FOI VOCÊ, O MUNDO INTEIRO VAI SABER QUE FOI VOCÊ E ACABARÁ NAS GRADES COMO QUALQUER BANDIDO DA SUA LAIA SEMPRE ACABA. - Gritei no ouvido dele e cuspi na cara dele, fazendo-o se irritar e me dar um tapa bem forte na minha cara. Senti o canto da minha boca arder mais ainda do que as minhas bochechas. Senti o gosto de ferro que rapidamente identifiquei que vinha do sangue.
- Eles podem até descobrir. MAS SERÁ TARDE DEMAIS, O QUE APENAS ELES IRÃO ENCONTRAR É VOCÊ MORTA. - Ele gritou com um tom ameaçador, pegando meu rosto com suas mãos, o que fez meu corpo tremer. Ele não estava brincando.
- Cuidem dela. - Ele ordenou para os caras de antes e saiu dali. Eles me amarraram novamente e fiquei sozinha de novo, algumas lágrimas estavam escapando do meu olho. Respirei fundo e decidir tentar de tudo para sair dali.
Tentei me mexer e percebi que os nós da corda estavam folgados. ÓTIMO. Tentei com sucesso e conseguir me livrar das cordas, depois desamarrei a dos pés. Me levantei da cadeira e tentei ver ao redor. Não havia nada.
Olhei de novo e notei que tinha uma janela ali, eu não tinha visto antes por estar coberto por umas cortinas que estavam empoeiradas. Tentei abri-la, mas estava emperrada. A única coisa que eu podia fazer ali era pegar a cadeira e jogá-la para quebrar os vidros, só que faria muito barulho. Mas não tinha outra solução, era só ser rápida.
Fiz o que eu tinha pensado, a cadeira tinha quebrado aos pedaços e ainda caiu do outro lado. Olhei pela janela e vi o Oficial quase saindo, mas quando me viu ele voltou correndo para dentro da casa. Tinha que pular dali, era alto, mas tinha esperanças de sair viva.
Pulei da janela, me segurando nos lados, mas sem sucesso. Senti alguém me pegando pela cintura e eu voltei àquela casa velha outra vez. Por céus, será que eu nunca vou sair dali?
Parei no chão novamente, por eles terem me jogado sem piedade. Olhei para o Oficial parado na porta.
- Precisa aprender a se comportar. - Ele falou, olhando para os comparsas e saiu dali. Senti um empurrão na minha cabeça, que foi diretamente ao chão. Dor. Eles me pegaram pelos cabelos e me obrigaram a ficar em pé.
- Se fosse eu, não faria mais nada desse tipo. - Um dos comparsas me avisou e me socou no rosto. Caí no chão mais uma vez. Depois eles me amarraram, dessa vez com nós fortes, na outra cadeira que havia ali, colocaram um pano na minha boca e saíram. Olhei para a cortina e ela estava na frente da janela outra vez.
Minha cabeça latejava e ardia ao mesmo tempo. Senti algo escorrer da minha testa até minhas bochechas e depois notei um pingo vermelho caindo na minha perna. É, acho que nunca vou sair daqui. Baixei minha cabeça por alguns minutos, não pensava que os próximos iam ser muito visitados.

Senti passos pesados outra vez e levantei minha cabeça com dificuldade. A porta foi aberta com agressividade e um vulto foi jogado por outro, e logo mais outro por outro. Um resmungo de dor apareceu depois de um ter caído. Minha visão voltou ao normal e percebi o Oficial e os dois capangas parados na porta, e duas pessoas ao chão.
- Não sabia que ia ser tão fácil te capturar. - O Oficial gargalhou alto e entrou no 'quartinho'.
- ? - Arregalei meus olhos quando reconheci sua voz. Olhei para o chão e seus olhos me encaravam. Tentei falar o nome dele, mas o pano na minha boca me impedia.
- Tranquem a porta e coloquem madeiras naquela janela. Não quero que nenhum escape. Desamarrem ela, B3 e B4 logo estarão aqui para ajudar a ficarem de olho. - E mais uma vez o oficial saiu.
Quando fui solta daquela cadeira irritante eu corri para abraçar o , que ainda estava no chão. Ele tentou se levantar, mas estava com muita dor.
- O que eles fizeram com você? - sussurrei baixinho, olhando alguns machucados que ele possuía no rosto.
- Eu estou bem. - Ele resmungou.
- Olá, . - Ouvi outra voz que estava ao lado do , já sentado.
- Nathaniel?
- Bom falar com você pessoalmente de novo. Só não sabia que seria aqui. - Ele olhou para os lados, observando o lugar.
- O que estavam fazendo? Por que vieram aqui sem ninguém?
- Iriamos trazer quem? A Polícia?
- O Exercito talvez?
- Ia demorar muito e o não estava com paciência. - Nathaniel sorriu.
- Fiquem quietos! Se tentarem fugir a minha ordem é de matar vocês. - O comparsa que tinha acabado de ajeitar a janela avisou e saiu.
- O que fizeram com você? - Agora foi a vez de me perguntar após ver um corte profundo na testa e um pequeno no canto da minha boca.
- Fiz por merecer.
- Eles vão pagar por topar em você. - Ele fez uma feição preocupada e me abraçou apertado.
- Acredite, se não fosse por mim ele ainda estaria tendo um ataque de desespero lá no palácio. - Nathaniel até em uma hora como essa, fazia seu humor aparecer.
- Não deviam ter vindo sem proteção. - O repreendi.
- E o que deu em você querendo pular aquela janela? - perguntou bravo. - Estava querendo se matar?
- Você viu? E não, eu só pensei que talvez poderia fugir.
- Nós vimos sim.
- O que você apenas conseguiria era quebrar algum osso. - suspirei pesadamente.

Ficamos um tempo ali sem fazer nada, pensando no que iria acontecer depois. E mais uma vez pude ouvir alguns barulhos se aproximarem, era o oficial e mais alguém, de tanto ter ouvido, já sabia o som da sua pegada. A porta foi aberta, revelando-o.
- Aqui estão eles. - O Oficial falou e deu passagem para alguém entrar e nos ver.
- Ora, ora, ora. - ouvi uma risada. - Isso foi fácil. - se levantou e ficou tenso, olhando para a porta. Estava de noite, o que piorou a visão de todos ali.
- Você? - Ele riu sem humor. Olhei e o dono da voz apareceu, ou melhor, a dona.
- Eu mesma.
- Tia May. - Foi a vez de Nathaniel.
- Mas o que? - perguntei sem entender nada. Não era o Oficial que estava por trás disso?
- Olá, sobrinhos tolos. - Ela falou, se aproximando, e mais adiante vinha Paul. Agora que eu não estava entendendo nada.
- Colocaram o nariz onde não foram chamadas e agora estão aí.
- Paul. - mencionou seu nome e o encarou feio.
- Alteza, o que foi que você fez?
- TRAIDOR. - gritou, indo para cima dele, mas Nat o impediu.
- Não chame esse sangue ruim de Alteza, já expliquei que ele é do tipo do pai dele.
- Então foi a senhora que assassinou Edward. - Nathaniel falou.
- Por que fizeram isso? - perguntou com raiva.
- Sim e não.
- Como assim? Matou ou não matou?
- Matei e não matei.
- Você é louca.
- Acontece que eu quis matar. Mas infelizmente não aconteceu.
- Do que está falando?
- Que seu pai continua vivo? Sim, . SEU PAI CONTINUA VIVO. - Ela falou.
- Mas todos viram que ele tinha morrido. - Finalmente coloquei minhas primeiras palavras ali.
- Sim, confesso que quando você vê os dois, não vê nenhuma diferença.
- Você é uma louca que não sabe o que fala.
- Eu não sou nenhuma louca. Veja bem, mocinha, aquele não era o Edward, era o irmão gêmeo dele, William.
- O que? – perguntei, sem acreditar.
- Meu pai nunca teve irmão gêmeo.
- Aí que você se engana.

Não estava entendendo mais nada, meu pai tinha um irmão gêmeo agora?
- Eles não sabiam que eu estava querendo matar o Edward. William estava o tempo todo alerta, ele não queria que isso acontecesse.
- Por que matar meu pai, seu próprio irmão? - perguntei.
- Por quê? Simples, porque o trono devia ser meu e não dele. - Ela parecia ter ficado com raiva. - Eu era a primeira na linha de sucessão do trono, mas meus pais idiotas resolveram adotar uma criança, bem mais velha que eu. Quando ficou oficializado, Edward se tornou o primeiro e eu fiquei na segunda.
- Mas você é a de sangue, devia ter sido a primeira, não é? - perguntou.
- Não. - Falei. - Se algum homem mais velho filho de sangue ou não do soberano entrar para a família, ele é automaticamente o primeiro. Antes as mulheres primogênitas não podiam governar se não se casassem ou se tivessem um irmão mais velho para isso.
- Seus pais ensinaram muito bem sobre a nossa história. - Ela balbuciou.
- Bastardo.
- Acho que o vovô sabia em quem confiar. - Eu a desafiei.
- Frederik André Henrik Christian não é o seu avô. E você e a garota insolente que a chama de irmã, nunca vão ser os herdeiros dessa família. Vocês não possuem sangue real.
- Espera... - a interrompeu. - Qual o nome do seu avô, ?
- Ainda não entenderam? - Minha tia falava.
- Frederik André Henrik Christian... Por quê? - Perguntei a , que a olhava preocupado.
- Esse é o nome do meu... - Alguém interrompeu nossa conversa.
- Sim, do seu avô. - Ouvi e reconheci a voz do meu pai. Entrei em estado de choque.
- Mas o que diabos está falando? Não se mecha. - Ela tirou uma arma de dentro da bolsa, nos fazendo assustar e apontou pra mim. - Veio com sua própria vontade, irmão? - Ironizou.
- Pai... - balbuciei seu nome, ainda não acreditando que ele estava vivo.
- Olá, filho. Me desculpe por esconder isso. E eu vim porque sabia que o meu filho estava em maus lençóis.
- Que loucura.
- Me desculpe pelo susto outro dia, . - Ele falou e lembrei do dia que a disse que tinha visto o 'fantasma' do meu pai.
- Era você então? - Ele afirmou.
- Vai para lá. ANDA! - Tia May gritou, ainda apontando a arma. - Não. Quer saber? Fique onde está. Vou matar todos de uma vez. Mas antes, que história é essa do meu pai ser avô dessa plebeia? Ela nem ao menos sabe o dever de uma rainha.
- Sim, May. Essa é a verdade. Meu pai me contou que havia deixando uma amante que estava grávida de uma filha, e mandou eu procurar quem era. Mas depois de pistas sem sucesso resolvi esquecer essa história e levar minha vida. Mal pude ver que a própria neta da sua filha veio ao seu destino. No começo eu não sabia, claro. Mas depois que você tentou me matar, mantando o William, tive que procurar sobre isso. - Ela riu escandalosamente.
- Está de brincadeira que essa pirralha é a herdeira real do trono, não é?
- E você não vai encostar o dedo em mais ninguém. Já custou a vida do meu irmão e agora quase desses meninos. - Ele agora tinha elevado o tom de voz.
- Você não é de nada, Edward. Nunca foi. OFICIAL! - Ela gritou, o chamando. - Leva esse sangue ruim daqui, me irritou o bastante.
- Não vou deixar que me levem, você não tocará neles. - Meu pai tentou se desvencilhar do Oficial e de mais alguns capangas, mas não conseguiu.
- Vai, pai. Deixa isso comigo, ela não pode fazer nada.
- Aí é que você se engana. - Ela apontou a arma pra mim.
- Tia, não faça isso. - Nathaniel gritou.
- Fique fora do meu caminho, Nathaniel, você precisa aprender quem são suas companhias. - Os olhos dela possuíam puro ódio, rancor e decepção. Estava à beira da loucura. Segurei a pelo braço e a empurrei de lado, tentando protegê-la. Se eu fosse morrer, que ela ficasse viva.
Já que ela é a herdeira real, o país precisa dela mais do que de mim. E eu não ia suportar que ela morresse por minha culpa. Olhei pra ela e a vi em completo desespero.
Erro meu, mais uma vez. Tia May mantinha um sorriso no rosto de satisfação, logo ela apontou a arma pro lado e atirou. Quando olhei pro lado era tarde demais, era quem estava ali.
- NÃOOOOOOOOOO. - Gritei com todas as minhas forças. Ela ia atirando novamente, quando eu fui para frente e tentei arrancar a arma daquele velha maldita. Mas, bom, acabou me acertando na barriga. No começo não senti nada, só um impacto, depois senti algo queimar dentro, minhas forças tinham se ido, mas pude ter tempo de pegar a arma da Tia May e jogar para um lado do local. Senti meu corpo caindo no chão. Nathaniel pegou a arma e apontou para Tia May, mas ela acabou fugindo.
Não sei mais o que aconteceu, minha visão começou a ficar turva.

- ! - Eu gritei apavorada depois que o vi cair no chão. Tia May fugiu e Nathaniel estava perto do . Tentei me arrastar até lá, já que eu fui atingida na minha perna. Uma dor desgraçada teimava em invadir meu sistema, mas continuei mesmo assim. Ele não podia morrer. Não agora!
Finalmente cheguei perto dele, ele estava com os olhos se fechando. - ! Por favor, não durma. Por favor! Não me deixe de novo. - Segurei seu rosto, ainda o vendo ensanguentado. Nathaniel tentava controlar o sangue que estava saindo sem nenhum controle. - Por favor! – Supliquei, chegando perto dele e chorando. - Eu te amo.
- Eu... também... - Ouvi sua voz um pouco rouca. - Te... amo. - Ele tentou rir, mas saiu apenas um grunhido.
- Não fale. Não se esforce. Aguenta firme, certo? - Mexi minha perna sem querer enquanto falava e percebi mais uma vez que a idiota aqui também levou um tiro.
- Hey, hey. Fiquem aqui quietos. Vou tentar buscar ajuda. - Nathaniel falava.
- Sério que você mandou a gente ficar aqui? Como se a gente tivesse outra escolha. - Ele me ignorou e rasgou um pedaço da camisa que o usava. - Tó. - Ele me entrou um pedaço. - Amarra isso na sua perna. E tenta impedir o sangue dele sair. – Concordei, o vendo ir embora.
- Aguenta, tá? – Falei, tentando conter minhas lágrimas.
- Não me importo se eu morrer agora. Eu te salvei. - Ele ainda falava fraco e devagar.
- Não fala isso, por favor. Você... - engoli o choro e continuei - Me prometeu que nunca mais ia me deixar.
- Prometi?
- Não, mas me prometa agora. - Falei inocentemente, sem querer criar graça.
- Tudo bem, eu prometo. - Ele levantou sua mão com dificuldade e tocou a minha. - Parecemos Romeu e Julieta.
- Não. Não parecemos, porque não vamos morrer. Não vou deixar você morrer por suas tolices. - Ouvi um barulho no andar de baixo. - Olha, eles estão vindo. Vai aguentar mais um pouco, não é?
- Espero... - a voz dele estava ficando mais fraca e rouca. Isso me matava por dentro, não sabia se ele iria sair vivo.
- ? - O chamei. Ele não respondeu. - . - Chamei mais outra vez e nada. E agora seus olhos se fechavam sozinhos.
- Por favor, não. ! - gritei seu nome e comecei a chorar escandalosamente. Ele havia desmaiado, morrido, apagado, NÃO SEI! O único sentimento que eu sentia era de dor: pela minha perna e por ele. Ele não podia me deixar.
- ! - vinha com mais algumas pessoas e os paramédicos logo atrás.
- MEU DEUS! - Ouvi um grito da .
- Alteza. - Paul tentou chegar perto, mas eu o impedi.
- Traidor, não chegue perto dele. – Falei, quase avançando em cima.
- Calma, . O Paul estava sempre do nosso lado, mais tarde explicamos tudo. Agora temos que tirar vocês dois daqui e levarmos ao hospital o mais rápido possível. - O Pai do falou e deixei que me levassem, sem mesmo tirar os olhos do Harry. Peguei na sua mão quando fomos colocados em macas e só soltei quando separaram a gente.

Chapter 12 - Wake up and live


"Querido , faz dias que aquele inevitável acidente aconteceu, e de lá até aqui eu não deixei de vir um dia sequer para te visitar. Minha perna está melhor do que antes, agora não preciso mais andar com muletas, mas não tinha nenhuma notícia de sua melhora. Sinto falta dos seus olhos verdes, sinto falta daquele sorriso que só você sabia dar, sinto falta do seu toque. Mas por dentro eu tinha esperanças que você iria acordar e dizer: Eu prometi a você que eu nunca a deixaria de novo." Estava dando voltas no hospital enquanto escrevia no meu caderno como sempre fazia. Você deve estar se perguntando o que foi que aconteceu naquela noite depois da nossa tragédia. Pois bem, depois que nós fomos levados pelo hospital, eu tinha recebido a noticia de que teria que fazer um tratamento na minha perna e que o , após algumas paradas cardíacas, ficou no estado de coma. Fiquei sem chão. Tão sem chão que quase fiquei depressiva. Depois de um tempo tomei a coragem de visitar o , não queria vê-lo numa cama de hospital, mas a minha saudade falava mais alto. E de lá pra cá venho acompanhado a rotina sem graça, e a cada momento vinha anotando tudo no meu caderno, como uma espécie de diário. Diário no qual eu queria que ainda pudesse ler algum dia, quando acordasse.

A tinha chegado com o Nathaniel no hospital e pediu para que eu fosse descansar e resolver algumas coisas. Ela estava se referindo a questão de eu ser a herdeira real, eu tinha tomado uma decisão. Fui ao palácio e encontrei os pais de com um olhar um pouco triste, não era pra menos, seu filho estava no hospital.
- Oi. - Falei meio sem graça. Depois de tudo eu nunca mais tinha vindo ao palácio.
- Olá, . Posso te chamar assim, não é? - Edward falava com clareza. Concordei. - Faz dias que não nos vemos, precisamos colocar em ordem algumas coisas.
- Sim. - Olhei para o Paul, que mantinha sua posição dentro da biblioteca. Edward seguiu o meu olhar.
- Paul estava me ajudando o tempo todo. Ele viu o assassinato do meu irmão e logo me alertou, por isso vocês encontraram as pegadas.
- Mas então por que ele não nos contou? Ele sabia que eu tinha sido sequestrada!
- Se me permite. - Ele pediu permissão ao rei e veio na minha direção.
- Eu estava sendo ameaçado. E eu prometi a Vossa Majestade que eu protegeria sua família a qualquer custo. Fui obrigado a fazer algumas coisas que me arrependo.
- Não precisa se arrepender. Você não fez porque queria, Paul.
- Não espere que ganhe meu perdão.
- Eu não espero. Só que entenda. - Ele falou e saiu dali. Percebi a Sra incomodada. Ela se encontrara o tempo todo calada.
- E sobre ela? - Ela perguntou.
- Eu o que?
- Você é a herdeira real, acho que agora queira o trono, não é? - Ele perguntou de uma forma estranha que me ofendeu.
- O que? Desculpe, mas acha que eu sou quem?
- Não acho que seja ninguém, . Apenas você.
- Olha, eu não nasci pra isso. Mesmo que eu tenha sangue, eu fui criada como uma pessoa normal. Eu me apaixonei pelo seu filho sem saber quem ele era de verdade e quando eu soube, eu tinha certeza que não seria uma pessoa ideal para a realeza. E não vai ser agora, que do nada descobri que sou um membro real que vai fazer diferença. Fui criada para ser uma pessoa normal, com problemas, dívidas, inimizades, amizades e amor.
- Então o que está fazendo com o meu filho? - Ele perguntou. Parecia estar me testando. Suspirei pesadamente.
- Eu até agora não sei, apenas sei que o amo. E ele me ama como eu sou. - Vi ele dando um sorriso.
- Mas você estava com ele, até quando soube que ele poderia ser o próximo rei. Sabia que iria ser uma rainha, qual diferença? - Ele perguntou e eu perdi minhas palavras.
- Não sei. Eu só ajo sem pensar quando estou com ele.
- Não fez isso quando descobriu que ele era um príncipe.
- Mas aquilo foi um choque, nunca pensaria que ia gostar de um príncipe. Para mim contos de fadas só existiam nos livros.
- Isso não é um conto de fadas. É um governo. - Ele falou sábio e dessa vez eu tinha entendido. - Está no seu sangue. Você não sabia o que era uma vida assim e quando viveu um pouco disso, deixou tudo de lado e pensou até em subir ao trono com o . - Ficamos um tempo em silêncio.
- Não quero o trono. Se isso um dia acontecer que seja quando eu estiver com o .
- Então não quer que as pessoas saibam?
- Não. Prefiro ser apenas a de sempre. - Dei um meio sorriso.
- Que pena, você seria uma boa chefe de estado. - A voz da invadiu meus pensamentos. - Mas ainda não está preparada para isso.
- Estou muito nova para isso. - Eu ri fraco. - Eu vou voltar para Londres. - Eu falei séria e os dois me olharam curiosos. - Tenho que fazer umas coisas. Cuidem do pra mim? Voltarei em breve. - Saí de lá, indo direto ao hotel para pegar minhas malas. Tinha dinheiro o suficiente para ir, mas não sabia se tinha para voltar.

- ! - ouvi alguém gritar meu nome, era a .
- O que foi?
- Tem uma encomenda estranha aqui pra você. - Ela falou e eu fui ver o que era. Assinei a entrega e peguei a caixa que possuía um monte de proteção.
- Mas o que será que tem aí? - Ela perguntou e eu olhei no fundo. Era da Sra. Lerman. Abri a caixa imediatamente. Meus olhos brilharam quando encontraram uma flor vermelha. A nossa rosa vermelha.
- Sério? - falou rindo e depois parou. - Essa rosa ainda existe? - Eu a olhei e estava melhor do que eu havia deixado. Tinha um bilhete dentro. "Eu cuidei dela enquanto esteve fora. Ela está bem melhor, mas poderia ficar ainda melhor." X Lerman.
- Estou tão feliz que ela esteja comigo. Sou uma desnaturada por tê-la deixado lá. Acho que terei que passar no hospital antes de ir embora.
- Entregar a ele?
- Vai ficar como um presente. - Suspirei. Arrumei minhas aulas, me despedi das meninas e fui ao aeroporto, passando antes no hospital.

Carregue a música You Found Me - The Fray e espere.

Coloquei a flor em um jarro com tudo que ela precisa e coloquei-a em cima do criado mudo, onde ficavam alguns presentes da família para o . Passei meu olhar em todo o local, percebi que havia mais bolas de ar do que antes, estas mandadas pelo povo dinamarquês. Todos queriam que ele ficasse bom e acordasse logo.
- Oi, amor. - Falei em um tom baixo, passando minhas mãos em seus cabelos. - Estou aqui mais uma vez enchendo seu saco. - Ri sem humor. Passei meu olhar em cada curva do seu rosto, ele mantinha uma expressão suave. - Sinto sua falta. - Meus olhos marejaram automaticamente, mas logo limpei com meus dedos antes que eu acabasse no choro. Aproximei para poder falar no ouvido dele. - Eu irei viajar para Londres agora, terei que resolver algumas coisinhas. Mas antes trouxe um presente, que se você estivesse com os olhos abertos iria adorar. - Eu sorri. - E eu não vou falar para você o que é. Terá que abrir logo esses olhos, surpreendendo a todos, e só assim irá ver o que está bem do seu lado. Todos estão sentindo a sua falta. - Parei um pouco, o olhando novamente.
- Seu quarto está cheio de coisas que seus 'súditos' o enviaram. Não imagina os recados de todos que venho recebendo, eles querem que você fique bom logo. Seus amigos estão te esperando, eu também. E infelizmente só sairei de Londres quando você vier me buscar. - suspirei. - Sei que está me ouvindo e agora você irá ter um estimulo para se levantar daí. Não esquece que... - parei por alguns minutos. Aproximei meu rosto do dele, grudando meus lábios nos dele. - Eu te amo. - Me levantei em silêncio e saí daquele hospital.
Poderia parecer alguma louca, claro que eu não ia ficar por lá até ele se levantar, só estava tentando o enganar um pouquinho, quem sabe ele não acorda?

Decidi visitar meus pais, que atualmente estavam passando as férias em Londres, e tentar uma transferência de faculdade na qual eu ainda não tinha desistido de fazer, para Copenhague.
Mais dias se passaram... e meses.

Coloque a música para tocar.

OCTOBER

NOVEMBER

DECEMBER

Tinha ficado em Londres esses últimos quase dois meses, estava frio, o inverno estava altamente rigoroso aqui. Tentei a transferência e consegui, e passei a maior parte do tempo com meus pais. Sempre recebi noticias do , ele ainda não havia acordado, mas nos últimos vinte dias ninguém de lá havia entrado em contato comigo, então decidi que em alguns dias voltaria a Dinamarca, onde eu estava pensando em morar.
- , vamos patinar no gelo. Quer ir com a gente? - Minha mãe me chamava.
- Vou, mas acho que não vou patinar no gelo. Falando nisso, vocês não se acham velhos demais para isso? - perguntei.
- Ora, somos velhos, mas não estamos impossibilitados de nos divertir. - Falou meu pai, rindo.
- Se caírem e quebrarem algo não me responsabilize para ter que levar vocês ao hospital. – Falei, zoando da cara deles.
- Olha lá, paixão, se acha a novinha. - Minha mãe me zoou.
- Pois é. Esqueceu que amanhã ela estará completando 19 anos, ou seja, ficando mais velha. - Meu pai falou e eu bufei.
- Vamos logo, filha. Ou vai querer ficar para trás? - Minha mãe perguntou. Peguei meu casaco, os seguindo.
Estávamos perto da pista de patinação, tinha uma quantidade alta de pessoas.
- , tem certeza que não quer? - minha mãe insistiu.
- Não, obrigada. - Fiquei desanimada.
- Ele vai ficar bem logo, querida, não se preocupe. - Ela falou sorrindo e saiu de lá. Fui para um parquinho que tinha do outro lado da rua, avisei antes aos meus pais, para não se preocuparem. Sentei no balanço e fiquei pensando na vida, em tudo que tinha acontecido até hoje. Depois tentei me livrar desses pensamentos e me levantei. Mas ouvi algumas risadas que eu tinha certeza que já tinha escutado de algum lugar.
- ! - Alguém gritou meu nome e automaticamente olhei para trás. Não pude acreditar quem estava ali. , , Juliet, , Nathaniel, Jamie, , , e .
Aqueles filhos da mãe, como apareceram do nada? Eu estava com meus olhos marejados, que saudades deles. Eles pararam ainda longe de mim, sorrindo. Franzi a testa, estranhando, eu também ainda não tinha me movido.
Algo saiu de trás deles, o que me fez parar de respirar. Esse algo era alguém, alguém que carregava algo em mãos e tinha uma expressão de 'finalmente te encontrei', alguém que tinha mais de dois meses que não via. Alguém que era dono daquele par de olhos e daquele sorriso inconfundível. Ele veio na minha direção e me apressei em correr para abraçá-lo.
Pulei com toda a minha alegria e o abracei forte. Não acredito que era ele, o meu . Ele finalmente tinha acordado. Chorei mais do que nunca, mas chorei de alivio.
Ele se afastou de mim e pegou meu rosto, me analisando.
- Eu estou aqui, e Feliz aniversário. Adorei o presente, mas não vou perdoar por ter me deixado lá, e ainda por cima curioso. - Ele falava e eu apenas chorava, não conseguia falar. - Eu também te amo. - O abracei novamente. E ficamos bastante tempo assim.
Quando dei por mim já estava mais calma que antes, e nossos amigos estavam na pista de patinação.
- Eu senti sua falta. - Falei com a voz rouca.
- Eu também. - Ele pegou a rosa que estava em uma das suas mãos e encaixou na minha orelha. - Principalmente quando eu só podia te ouvir.
- Quando foi que você acordou?
- Bom, tem quase um mês. - Ele falou e agora caminhávamos ao redor dali.
- Quase um mês? E por que não entrou em contato comigo? Quer dizer, eu estava louca querendo saber como você estava. - Tagarelei.
- Desculpe, mas você mesma disse que só sairia de Londres se eu viesse te buscar. E aqui estou, não está feliz? - Ele me perguntou.
- Claro que eu estou, mas demorou muito. E eu só estava brincando, próxima semana eu iria voltar a Copenhague.
- O que?
- Achou mesmo que eu ia te largar daquele jeito?
- Vai saber? Você não é certa das ideias. - Ele falava e agora eu olhava para ele, focando no seu rosto, que ainda continha alguns machucados que estavam cicatrizando.
- O que foi?
- Nada. - Eu sorri.
Voltamos para a estação e ficamos vendo os palhaços, lê-se amigos, tentarem patinar. Quando eu sinto alguém sussurrar no meu ouvido.
- "Oh yeah, I'll tell you something, i think you'll understand. When I say that something I wanna hold your hand...." (É, eu vou lhe dizer uma coisa, acho que você vai entender quando eu disser aquelas coisas. Eu quero segurar sua mão) - Ele cantou uma parte de uma canção que eu conhecia muito, com o seu próprio ritmo.
- "Oh please, say to me you'll let me be your man and please, say to me you'll let me hold your hand..." (Por favor, me diga que você me deixará ser o seu homem, e por favor, me diga que você me deixará segurar a sua mão..) - Ele cantarolou baixo mais uma vez atrás de mim, para que apenas eu pudesse escutar, mas dessa vez colocou suas mãos na minha cintura e se aproximou mais ainda. - "And when i touch you i feel happy inside. It's such a feeling that my love I can't hide, I can't hide, I can't hide." ( E quando eu te toco me sinto feliz por dentro. É um sentimento tão forte que, meu amor, eu não consigo esconder, eu não consigo esconder, eu não consigo esconder.) - Sorri mais do que nunca com o meu namorado cantando Beatles para mim.
- "Yeah, you've got that something. I think you'll understand. When I'll say that something I wanna hold your hand.." ( Você tem aquela coisa especial. Acho que você vai entender. Quando sinto aquela coisa, eu quero segurar a sua mão..) - Ele terminou, entrelaçando nossas mãos e me dando um beijo na bochecha.
Me virei, ficando de frente pra ele e o encarando. Ele me hipnotizava sempre, parecia ser quando nos vimos pela primeira vez. Ele selou seus desejáveis lábios nos meus e demos inicio a um beijo de matar a saudade.

Ficamos dois dias hospedados no mesmo hotel em que meus pais estavam, eles conheceram finalmente os meus amigos e o . No começo eles ficaram tão radiantes que mal sabiam falar, mas depois ficaram mais confortáveis. Acordamos no outro dia, e precisavam voltar, então tive que ir com eles. Me despedi dos meus pais com muito choro, mas fui em paz.

Depois de entramos no avião para voltarmos à Dinamarca que eu soube das últimas. Primeiro que percebi que havia muitos seguranças ali, falou que praticamente a comissão de seguranças da realeza estava ali, também pudera, com os últimos acontecimentos. Segundo, o Oficial não possuía mais o cargo dele e ficou preso. A Tia May foi parar na cadeia também, mas enlouqueceu lá dentro e teve que ir para um manicômio, ela fugia toda hora. Mas com a última fuga ela se suicidou. Terceiro, Paul havia retornado ao posto de segurança. Quarto, nem nem assumiriam o poder do Trono, já que seu pai ainda tinha idade o suficiente para continuar. Falando na , ela e Nathaniel assumiram o romance e estavam noivos, ou seja, casamento em breve. Quinto, nesse tempo que estava fora perdi o romance dos meus amigos. Sim, estava namorando o , ela tinha sido a primeira a se declarar, bem a cara dela. ainda estava com o , Juliet e estavam juntos também e estava com a Jamie, finalmente ele teve coragem de pedir a mão dela em namoro, o pai dela hesitou no começo mas acabou deixando. Falando nela, nunca tinha a visto antes e até ela apareceu com eles para me verem. Ela é linda, não foi a toa que o se apaixonou. E eu e o estávamos juntos como sempre, a diferença é que agora, de acordo com o povo dinamarquês, fomos escolhidos como casal mais fofo do país.

Chegamos a Copenhague com um monte de repórteres sabendo da nossa chegada, mas ficamos em paz quando fomos ao Palácio. Sim, agora eu iria morar ali, me obrigaram a morar ali.
- Quantas noticias em que eu estive fora, não é? - Falei para todos ouvirem. Ouvimos passos na escadaria.
- Não precisa sentar, Srta. . É bom ver você outra vez, mas agora temos algo a fazer na Delegacia. - Me assustei quando o Edward falou.
- O que foi que eu fiz dessa vez? - Todos riram.
- Nada. Há alguém que acho que gostaria de ver. - Ele falou e partiu para fora do palácio. Nós todos fomos atrás dele.

Na delegacia descobri que finalmente conseguiram achar o tal mendigo, e tentaram o interrogar, mas ele disse que só falaria para a garota da flor, no caso, eu.
E agora estava de frente com ele, um silêncio predominava a sala. Estava eu, ao meu lado, , Nathaniel, e .
- O que estão esperando para me atacar de perguntas, jovens? - Ele falou.
- Ótimo, qual a magia negra? - foi a primeira a falar.
- , por favor.
- O que? É a verdade, a culpa é dele.
- Sua amiga está certa. - Ele tinha um sorriso sarcástico. - Mas não era negra. - Ele de repente ficou sério.
- Muito bem, por que tentou matar a Alteza Real? – Perguntei, me referindo a
- Não era para a garota! Era para você. - Ele falou, hesitando.
- Confessa então que queria matá-la? - entrou na conversa.
- Não queria matá-la, se você não viu, garoto, ela apenas adormeceu. Não sei por que as histórias ficaram um pouco diferente... - ele falava algo e eu franzi a testa, tentando entender.
- Mas do que está falando? O que andou fumando, meu senhor? - Foi a vez de .
- A flor, o lobo, a maçã, o príncipe... O sapato. O que está faltando? - Ele continuava se perguntando sozinho.
- Esse velho é louco.
- Então como explica a flor não ter morrido? Ela continua intacta, esse tempo todo. É meio impossível ter passado por tanta coisa e ela ainda continuar viva. - falou, a tirando da mochila.
- OH! - Balbuciou o homem. - Ela ainda está aí. Que bela, Muy bella. - Ele agora ria.
- O lobo, chapeuzinho vermelho. A maçã, branca de neve. O sapato, cinderella. A flor, a bela e a fera. Simples. - falou.
- Está bem, agora me explique esses acontecimentos cientificamente. - mandou e ela tentou falar, mas nenhum som emitiu da sua boca. - Bom saber.
- Quero caramelo! - Ele gritou na sala.
- Vamos esquecer isso, ele não fez nada de ruim com a gente. - Falei.
- Ainda, né.
- Ele só é um velho louco viciado em contos de fadas, vamos embora. - falou. Todos iam se retirando da sala, até que eu fui a última e ouvi sua voz sendo direcionada a mim.
- Esse é o destino. Nem sempre você tem as respostas pra tudo, criança. Apenas acontece. - Ele falou serio e isso me arrepiou até o dedo do pé.

E NÓS VIVEMOS FELIZES PARA SEMPRE, SÓ QUE NÃO...


Chapter 13 - The Royal Wedding


Five years later

Estava no meu computador olhando umas fotos que eu tinha tirado hoje, não posso imaginar que estava formada em fotografia e trabalhando nisso. Eu fui a fotografa oficial do casamento da e do Nath, e todos adoraram as fotos. Saíram em revistas, em jornais por todo o mundo, eu estava orgulhosa de mim mesma. Tinha cinco anos que eu namorava o meu príncipe, literalmente, e foram os dias mais felizes da minha vida. Teve um período que nós brigamos feio e ficamos dois meses separados, mas ele veio atrás de mim pedindo desculpas e isso foi na minha formatura. Imagina você esperando ser chamada para a entrega do seu diploma e quando chama aparece um desgovernado, todo molhado por causa da chuva e fazendo a maior declaração. Não tive como resistir.
Agora nós sempre éramos algum assunto nas páginas de revistas, ainda não me acostumei, mas era engraçado. Algumas críticas e outros elos, mas nada exagerado, pois ninguém queria mexer com alguém da família real. Às vezes participava, acompanhando o em algum assunto oficial, de acordo com as regras. Ele teve que entrar para o exercito por um tempo e foi estranho, ele passava muito tempo longe da gente e eu senti muita falta dele. Lembro do dia que nós ganhamos o Apollo, nosso cachorro, foi engraçado.

)

FLASHBACK ON

Estava voltando do Golf com o , partida perfeita quando ganhei bonito e ele perdeu 30 coroas dinamarquesas. Pra quem não sabe é a moeda daqui, equivale a 10 reais no Brasil. Anyway, nós vimos os meninos jogando xadrez no palácio, então tirei a conclusão que a família deles tinham chegado para acertar coisas do país com o meu pai. Ele disse que talvez iam fazer parcerias. Deviam me agradecer por ser melhor amigo deles, pelo menos a Holanda e a Dinamarca eram como se fosse irmãs, por causa de mim, do e do . A Jamie sendo princesa da Espanha também ajudava.
- Desde quando chegaram? – perguntei, me aproximando dos meninos.
- Faz uma meia hora. E aí, , como vai a vossa alteza? - perguntou, me zoando. Mandei o dedo do meio para ele.
- Estou ótimo. E pelo visto todo mundo está. - Olhei diretamente para uma janela no palácio.
- Ela está com as meninas. - me avisou.
- Ahhm tá. - Eu falei, ainda pensando nela. Ouvi risos.
- Que foi?
- Nada, você só parece um idiota quando pensa nela. - Nathaniel se pôs a falar.
- Percebe-se claramente quando você está pensando nela. - foi a vez de .
- Me errem! Continuem a jogar. – Falei, saindo dali e ouvindo mais risos. Entrei no Hall e não vi mais ninguém, devem estar em Christiansborg resolvendo alguma coisa. Subi com a intenção de ver a .
Notei algumas risadas vindo do quarto dela, espiei o que elas estavam fazendo, o que não deu muito certo.
- Eu sei que está aí, saia. Coisa feia ficar espiando as conversas das pessoas, . - Revirei os olhos. Que bruxaria ela usava? Sempre que eu me aproximava ela sabia que eu estava por perto. Da última vez, antes que eu entrasse na sala de música ela falou meu nome. Vai entender. - Como você... - Eu tentei perguntar, mas fui interrompido.
- Ora essa, vossa alteza, que feio isso para um príncipe como o senhor. - falou, me zoando.
- Pois é, e eu como a Alteza real desse humilde país mando você ficar calada. - Falei com ironia.
- Vamos parar, gente?! Chega, né? Como vocês amam se 'matar'. - falou, se levantando da cama e vindo na minha direção. Ela colou seus lábios no meu e eu prendi sua cintura com minhas mãos e comecei um beijo.
- Cof cof, desculpa gente, mas se não viram tem cinco pessoas aqui, que não estão a fim de ficar de vela. - Foi a vez da minha irmã falar. Ignorei-a.
- Oi. – Falei, parando de beijá-la e sorrindo.
- Oi. - Ela sorriu docemente.
- Qual é? Sem graça vocês. – retruquei, indo em direção à janela. Abri ela até poder colocar a cabeça para fora.
- HEY! - gritei para os meninos ouvirem. Percebi um monte de cabeças olhando para mim. Depois notei algo que chamou mais minha atenção, um cachorro. - Mas o que diabos?
- O que foi? - perguntou.
- Tem um cachorro no jardim. - Falei
- Sério? - se aproximou. - OHH MY GOD! É UM GOLDEN RETREVIER... - Depois que terminou de gritar saiu correndo do quarto. Eu e as meninas fomos atrás dela.
Tínhamos descido e os meninos e a já estavam alisando o cão.
- Da onde ele surgiu? - perguntou .
- Não sei, só sei que ele é bonitão. Vou adotá-lo. - falou. - Tirem o cavalinho da chuva! - Resmunguei. - Eu vi primeiro, portanto ele vai ficar comigo. Fico responsável por achar o dono dele. - Me aproximei, alisando o próprio, que abanou o rabo quando me viu e lambeu minha cara inteira.
- Me lembre de não beijar o seu rosto até que você o lave. - Ouvi a voz da .
- Sem problema. Vamos ficar com ele.
- Acho digno ele ser o nosso mascote. Todos querem ele, no final vai ter briga. - Juliet falou.
- Eu já falei que eu vou ficar com ele.
- Só porque você é o dono do palácio e o príncipe daqui, isso não quer dizer que tem que ser o dono do cachorro. - agora também queria o cão. E começou todos a gritarem, dizendo que queriam ele. Nem percebemos quando o chamou por "Apollo" e ele a acompanhou, nos deixando com cara de idiotas.
- Isso é injusto! - foi o primeiro a resmungar quando entramos na biblioteca. - O que fez pra ele acompanhar você sem ao menos ligar para nós?
- Nada. Ele só gostou de mim, enquanto ficavam brigando. - Ela falava, enquanto alisava o cachorro e sorria.

FLASHBACK OFF<

As meninas continuavam com os meninos, menos a e o , eles tinham terminado há um mês, ainda se falavam, mas apenas como amigos. Algo dentro de mim ainda dizia que esses dois iriam voltar. A Juliet estava noiva do , isso eu ainda não estava acreditando. E o Zayn e a Jamie foram os primeiros a casar, antes até da . Faltava a e o , mas esses aí eram bobos demais, eram perfeitos um para o outro. disse que ainda era cedo para essas coisas, vai entender, ela parece que para no tempo. Só não imaginava que minha hora estava tão perto também.

FLASHBACK ON

Depois de um banho ótimo com todos, fui para meu quarto entrar na internet. Faz quanto tempo mesmo que não uso um computador? Acho que o me fez parar com o vicio. As meninas logo depois vieram com seus netbooks e ficaram me fazendo companhia, já os meninos, quem sabe o que eles estão fazendo por aí, talvez algo inútil, como sempre. A única coisa que eu sabia era que meu namorado estava dormindo. Preguiçoso! Ouvi um barulho na janela. Olhei diretamente pra ela, estranhando.
- Mas o que é isso? - Ouvi a se levantar e abrir a janela. - OUTCH! ! Minha cabeça!
- Foi mal. - Pude ouvir a voz dele baixa, já que estava longe. - Chama a aqui em baixo, por favor?
- , seu namorado quer que você desça.
- Para quê?
- Não sei, apenas desce, ok? - E lá fui eu descer ao encontro do . O que afinal ele queria?
- ? Cadê você? - Procurei com meus olhos e um flashback horrível passou pela minha cabeça de quando eu fui sequestrada.
- Estou aqui. - Ouvi a voz dele, o que me tranquilizou. Ele estava no jardim, sentado com algo em mãos.
- Oi, amor. - Me aproximei dele e o beijei. - O que queres com minha companhia?
- Não posso mais ter sua companhia?
- Claro que pode. Sou sua, lembra? - Eu sorri. - Mas isso é um tanto suspeito, já que uma hora dessas você está aqui embaixo aprontando alguma. - Ele gargalhou.
- Me conhece bem, não é? - Ele me fez sentar, me abraçando pelas costas. - Só queria um tempinho com você. - Senti a respiração descompassada dele na minha orelha.
- Você gosta daqui? - Ele me perguntou.
- Daqui?
- É, da Dinamarca.
- Claro que eu gosto.
- Mais que Londres?
- Não. Claro que não. - Nós rimos. - Mas aqui é um lugar mais tranquilo e bem interessante, por quê?
- Hmm, pensei que estaria tediosa em morar por aqui.
- Tediosa? , as coisas mais importantes pra mim estão aqui, tirando minha família. Então acho que aqui é um lugar perfeito.
- Eu te amo, sabia?
- Sabia. - Eu sorri.
- É sério, . Como você pôde mudar tanto minha vida como você mudou? - Ainda me abraçando, ele entrelaçou minhas mãos nas dele. - Eu era um adolescente mimado.
- Você é mimado até hoje, a única coisa que mudou é que você deixou de ser menos irresponsável.
- Você me entendeu. - Eu afirmei.
- Lembro da primeira vez que eu te vi, com um sorriso enorme descendo aquelas escadas. Mas nem ligou pra mim. - Eu ri. Eu ia falar, mas ele me interrompeu com um tom de voz alta, era para eu me calar e ouvir. - Depois fiquei paranoico porque queria encontrar você, não pela rosa e sim pra te ver novamente. E eis que o destino me traz, te vejo outra vez e minha felicidade aumenta, te conheci, mas ainda não tive o suficiente. E mais uma vez o destino me põe cara a cara com você, mas agora não ia te deixar ir embora, e depois finalmente te tive. - Ele parou de falar, deixando um silêncio enorme.
- O pior dia da minha vida foi quando eu tive que me separar de você, eu estava numa situação deplorável. A vida já não continha graça alguma, estava sempre de mau-humor. Mas graças a minha irmã chegou o dia do baile, mesmo não te reconhecendo eu me encantei por você outra vez e por mais ninguém.
- O que me faz sentir ciúmes de mim mesma, já que você nem tinha me reconhecido, mas ficou afim de outra garota diferente de mim.
- O que? Mas era você. - Ele riu.
- Você me entendeu. – falei, soltando a mão dele e cruzando os braços.
- Enfim, depois veio aquela desgraça toda, o que me fez perceber que sem você eu não vivo. - Ele me fez virar e ficar de frente a ele. Ele pegou minhas mãos e ficou fazendo carinho.
- E eu ainda tive que suportar você ficar em coma daquele jeito. - Meus olhos marejaram quando eu lembrei daqueles piores dias.
- E por você eu voltei novamente. Tudo isso me fez ter mais ainda a certeza de que eu não consigo viver sem você, meu amor. - Ele pôs uma mão no meu rosto, fazendo carinho nas minhas bochechas. - E dessa vez eu fui atrás de você, não ia deixá-la escapar outra vez. E depois de cinco anos eu estou dando graças que você ainda está tão perto de mim. - Ele encostou a sua testa na minha, sem tirar os olhos dos meus. - E agora nada mais certo do que o mundo inteiro saber que você é minha. - Ele falou com tanta convicção que eu sorri, mas não tinha entendido ainda. Só depois que eu senti algo pesado entre meus dedos, que antes não tinha ali, foi que eu estranhei. Me separei dele e verifiquei minha mão direita e lá estava o objeto estranho no meu dedo, um anel. Olhei pra ele e ele sorriu. Como foi que ele colocou o anel lá que eu nem senti? Isso não interessa agora, . É um anel de noivado, CARAMBA!
- Quer se casar comigo? - Ele estava com um sorriso nos lábios e ainda olhava pra mim.
- Acho que não tenho muita opção, já que você já o colocou no meu dedo. - Eu não parava de sorrir. - Mas se ele não estivesse no meu dedo eu aceitaria de qualquer jeito. Então dá... - Ele não me deixou falar e me beijou, não tinha muito o que fazer, só me entreguei àquele beijo caloroso que somente ele tinha. Fechei meus olhos e coloquei meus braços no pescoço dele e assim ficamos sintonizando nossas línguas. Depois de alguns minutos nós paramos e olhamos um para o outro.
- Você não existe. - Eu continuava sorrindo e tentando não chorar.
- Eu sei, sou perfeito. - Eu o abracei forte e senti ele me levantar. - Eu te amo.
- Depois dessa declaração toda eu não duvido.
- Então você duvidava?
- Não. - Uma lágrima teimou em cair. Ele me olhou estranho.
- Você está cdo?
- Não. – Falei, sorrindo envergonhada, e dei um tapa nele. - Estou feliz, ok? Não posso mais chorar?
- Claro que pode, se for de felicidade. - Ele me abraçou de forma que eu colocasse minha cabeça em seu peito. - Você fica bonitinha assim. - Levantei minha cabeça e topei meu nariz no dele.
- Não quero sair daqui.
- Não saia. - Sorri.
- Mas preciso, eu estou com sono. E depois de tudo isso que meu coração passou eu preciso descansar. - Ele suspirou.
- Tudo bem.
- Mas antes, como você colocou o anel no meu dedo?
- Não interessa. - Ele falou de um jeito divertido.
- Claro que interessa... - Ele me interrompeu mais uma vez, me beijando. - E quer parar de fazer isso?
- Vai descansar, está bem? Amanhã eu quero ter você somente pra mim. - Ele me beijou mais uma vez.
Andei até o quarto onde estavam todas as meninas, estava escuro, então eu percebi que elas já tinham ido dormir, mas foda-se, estava feliz demais para me importar com algo. Eu não tirava o sorriso da boca, fui trocar de roupa e deitar, mas não consegui dormir. Depois de horas alguém acordou e me viu sentada na cama.
- ? - Ouvi a voz da .
- Oi?
- O que faz acordada?
- Não consigo dormir, só. – Falei, rindo.
- E por quê?
- Tenho que ter um motivo?
- Claro, você está sorrindo feito uma besta. - Quando ela falou isso eu levantei a mão direita, mostrando o meu anel que brilhou intensamente.
- OFMG! - Ela exclamou, saindo da sua cama e indo diretamente pra mim. - Ele finalmente pediu sua mão!
- Sim. – Falei, sorrindo.
- Como foi? - Ela perguntou e eu contei detalhe por detalhe. No final ela soltou um grito tão grande que todas as meninas acordaram para ver o que tinha acontecido, daí então tive que contar pra elas também. Resultado: Fui dormir às cinco da madrugada.

FLASHBACK OFF

Acho que nem preciso dizer o que aconteceu no outro dia, não é? Quando os pais do souberam da novidade tiveram que chamar a imprensa para todos saberem que estávamos noivos, eu fiquei apavorada. Mas graças ao , que estava do meu lado, deu pra segurar o nervosismo, e bom, lá estávamos, algumas horas depois, nas primeiras páginas dos jornais e revistas.

O casamento foi muito maravilhoso, algumas coisas eu não esperava. O me surpreendeu depois de ter feito uma música para mim com os meninos.

FLASHBACK ON

Lá estava eu, me olhando no espelho mais uma vez e pensando que isso era um sonho. Há um ano tinha me pedido em casamento, e aqui estávamos nós, no dia do nosso casamento. Eu estava nervosa demais. Primeiro que eu esperava que tudo desse certo, que o estivesse lá esperando por mim, que todas as decorações saíssem perfeitas e eu não pisasse na bola. E segundo, se isso acontecesse, eu ia sair em tudo quanto é jornal sendo a noiva mais azarenta do mundo inteiro.
O vestido foi a quem escolheu, ela me disse que tinha me dado antes, mas que precisava comprar outro porque aquele ali já passou da moda, vai entender. As meninas ajudaram me arrumar e também a me acalmar, meu pai estava a minha espera, na verdade todo mundo, e eu com cara de tacho me olhando no espelho.
- ! Vamos, está na hora. - vanna) me alertou.
- Certo. - Respirei fundo e acompanhei .
- Você está maravilhosa, tudo vai dar certo. - Ela tentou me acalmar. Segui ela e entrei no carro com o meu pai.
- Pronta para ter um belíssimo casamento? Você está linda, minha filha. - Ele falou.
- Estou nervosa, e obrigada papai.
- O tempo passa rápido, não é mesmo? - Ele falava e senti o carro se movimentar em direção a catedral de Copenhaga, onde iria ocorrer a cerimonia. - Você era um bebê e agora está se casando. - Eu não pude deixar de rir com meu pai falando. Tentava não chorar com essa nostalgia e meu pai não estava ajudando.
No espelho do carro pude ver as pessoas em volta esperando ver alguma coisa e tirar fotos. Acontece que Copenhaga inteira parou para ver o nosso casamento, isso era muito estranho. Depois de alguns minutos, chegamos a catedral e todos já estavam a minha espera. Quando desci do carro vi muitos flashes e o barulho de muita gente. Minhas madrinhas estavam na porta me esperando. , e Juliet iam levar minha calda de três metros. Minhas damas de honras eram princesinhas de outros países no qual eu me tornei amiga das mães delas.
Entrei na igreja, com o silêncio que as pessoas fizeram e uma música de entrada. Não dava pra ver nada no começo, depois foi que logo vi o mais lindo do que nunca em pé me esperando e com um sorriso nos lábios. Minha ficha caiu, eu estava casando de verdade e ainda com o amor da minha vida, e ainda era um casamento onde as pessoas de toda a Dinamarca estavam vendo. O casamento real, o meu casamento real. Segui com meu pai segurando minha mão e depois de muitos passos finalmente alcancei o . Ele fez uma reverência ao meu pai e tomou a minha mão.
- Você está perfeitamente linda. - Ele falou sussurrando e eu não parava de tirar os olhos dele um minuto sequer, mas eu precisava olhar para o padre. Com muito esforço consegui e depois de muito blablabla foi a hora do sim.
- Edward e Segundo viestes aqui para celebrar o vosso Matrimónio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo? - o Padre perguntou.
- Sim. - rapidamente respondeu.
- Sim. - Falei.
- Vós que seguis o caminho do Matrimónio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?
- Sim. - Nós dois dissemos juntos.
- Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?
- Sim - Mais uma vez.
- Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimónio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja. - Logo nossa porta aliança trouxe as nossas alianças e por mais estranho que seja, o pegou a minha e ficou calado enquanto colocava a aliança devagar no meu dedo com os olhos fechados. A única coisa que eu podia fazer era imitá-lo, mas na minha vez eu fiquei olhando ele nos olhos.
- Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e se digne enriquecer-vos com a sua bênção. Não separe o homem o que Deus uniu. Pode beijar a noiva. - Nós imediatamente nos aproximamos e selamos nossos lábios.
Depois de assinarmos nossos nomes, estávamos nos preparando para irmos ao palácio celebrar.
No lado de fora da Catedral paramos e a guarda fez uma reverência e levantaram as espadas para que nós passássemos entre elas. Depois paramos novamente para acenar para as pessoas ali, e para alguns fotógrafos, em algumas vezes olhava pro , que estava constantemente sorrindo. Entramos na carruagem e fomos fazendo a passagem com os acenos, mais tarde estávamos já dentro de Amalienborg.
- Ufa, até que enfim, longe das câmeras. - olhou pra mim e riu. - Agora a melhor parte depois do casamento!
- Estava tão apressado para casar-se comigo? - Eu perguntei.
- Foi legal, certo? Mas cá entre nós, privacidade é legal também.
- Nós vamos ter privacidade depois.
- Enfim, mudando de assunto, tenho uma surpresa para você. Então vá se trocar e em breve você saberá. - Ele falou e me deu um beijo, depois saindo dali. Ele me deixou curiosa, o que estava aprontando?
Fui para meu quarto e troquei de vestido com ajuda da , Juliet, , e Jamie. Afinal não ia conseguir me livrar daquele negocio longo sozinha. Depois de me livrar dele coloquei um vestido básico , mas não deixava de ser branco. Desci finalmente, com aplausos, todos estavam ali, o que me deixava contente. Os homens de smoking e as mulheres com vestidos de cor variável, mas não tinha uma com um vestido branco, somente eu. Tudo estava perfeito, quando eu vi uma movimentação um pouco longe da mesa. Os meninos estavam juntos, até que o se aproximou.
- Vem cá. - Ele pegou minha mão e me pôs no meio de todos, inclusive de frente para os meninos e logo após ele foi para lá. Havia um microfone para cada um. - Bom, hoje é um dia especial, como todos sabem, mas quero que se torne ainda mais marcante, então quero que você ouça o que eu fiz, . - Ouvi a voz do no microfone. pegou um violão e começou a dedilhar algo, logo pude ouvi a voz deles.

Your hand fits in mine (Sua mão se encaixa na minha)
Like it’s made just for me (Como se feita só por mim)
But bear this in mind (Mas tenha em mente)
it was meant to be (Era para ser)
And I’m joining up the dots (E estou ligando os pontos)
with the freckles on your cheeks (Com as sardas em suas bochechas)
And it all makes sense to me (E tudo faz sentido para mim)

I know you’ve never loved (Sei que nunca amou)
The crinkles by your eyes (As rugas nos seus olhos)
when you smile (Quando você ri)
You’ve never loved (Você nunca amou)
your stomach or your thighs (Sua barriga e coxas)
The dimples in your back (As covinhas em suas costas)
at the bottom of your spine (No final da sua espinha)
But I’ll love them endlessly (Mas eu os amarei para sempre)

I won’t let these little things (Não vou deixar essas pequenas coisas)
Slip out of my mouth (Saírem da minha boca)
But if i do (Mas se deixar)
It’s you (É você)
Oh it’s you (Oh, é você)
They add up to (Que elas formam)
I’m in love with you (Estou apaixonado por você)
And all these little things (E por todas essas pequenas coisas)

You cant go to bed (Você não consegue ir para a cama)
without a cup of tea (Sem uma xícara de chá)
And maybe that’s the reason ( E talvez seja por isso)
That you talk in your sleep (Que você fala enquanto dorme)
And all those conversation (E todas essas conversas)
Are the secrets that I keep (São os segredos que eu guardo)
Though it makes no sense to me (Embora não façam sentido para mim)

I know you’ve never loved the sound of your voice tape (Eu sei que você nunca amou o som da sua voz gravada)
You know want to know how much weigh (Você nunca quer saber quanto você pesa)
You still have to squeeze into your jeans (Ainda tem que se apertar para entrar em seus jeans)
But you’re perfect to me (Mas você é perfeita para mim)

I won’t let these little things (Não vou deixar essas pequenas coisas)
Slip out of my mouth (Saírem da minha boca)
But if i do (Mas se deixar)
It’s you (É você)
Oh it’s you (Oh, é você)
They add up to (Que elas formam)
I’m in love with you (Estou apaixonado por você)
And all these little things (E por todas essas pequenas coisas)

You’ll never love yourself (Você nunca irá se amar)
Half as much as I love you (Como eu amo você)
You’ll never treat yourself right darlin’ (Você nunca irá se tratar bem, querida)
But i want you to (Mas quero que você faça isso)
If i let you know (Se eu deixar você saber)
I’m here for you (Estou aqui para você)
Maybe you’ll love yourself like i love you (Talvez você se ame como eu te amo)
Oh..

I’ve just let these little things (Deixei essas pequenas coisas)
Slip out of my mouth (Saírem da minha boca)
But if i do (Mas se deixar)
It’s you (É você)
Oh it’s you ( Oh, é você)
They add up to (Que elas formam)
I’m in love with you (Estou apaixonado por você)
And all these little things (E por todas essas pequenas coisas)

I won’t let these little things (Não vou deixar essas pequenas coisas)
Slip out of my mouth (Saírem da minha boca)
But if i do (Mas se deixar)
It’s you (É você)
Oh it’s you (Oh, é você)
They add up to (Que elas formam)
I’m in love with you (Estou apaixonado por você)
And all these little things (E por todas essas pequenas coisas)

Eu estava acabada nas lágrimas, lutei tanto para isso não acontecer e só foi o cantar para mim que eu já desabei. me emprestou um lenço para não borrar minha maquiagem e até serviu. Depois de cantarem veio até mim e me beijou. Ouvi os aplausos e assobio de todos.

FLASHBACK OFF

Chapter 14 - The End


E agora aqui estou eu, com três anos de casada e atualmente morando com o no Palácio de Fredensborg. Na nossa lua de mel passamos dois meses em Paris, lá era perfeito. Noticia ruim? Sim, teve, depois de tanto tempo, passou por muitas dificuldades de saúde, depois de ter uma menina herdeira, ela não pôde mais ter filhos. Mais aí vem a noticia boa: e ela) agora que resolveram se casar, e tinham viajado e quando voltaram a estava grávida, eles tiveram que se casar as pressas antes que a mostrasse a barriga. O pai dela ficou bravo, mas depois confessou que gostava do . Zayn e Jamie estavam com gêmeos, Princesa Isabella e Príncipe Philip que atualmente estavam com 2 anos e Príncipe Fred de 3 anos. e Juliet estavam casados, mas só tinha uma filho, esse se chamava Príncipe Wil de 2 anos. E eu e o depois de dois meses de lua de mel veio a noticia que a cegonha trouxe cedo demais. Sim, estava grávida, quando soube, ele quase explodiu de alegria. Agora meu Príncipe Dylan estava com 3 anos e eu estava grávida atualmente de 6 meses, da minha Princesa Samantha, na qual o nome foi dado pelo , porque eu já tinha escolhido o nome do Dylan. O pai do Nathaniel agora confraternizava com o pai do em paz, Tia Valerie estava viajando na Austrália. Paul ainda estava servindo a nossa família real.
- Você está aí. - Ouvi a voz do .
- Bom dia! - Ele se aproximou e nos beijamos.
- Estava te procurando. O que está fazendo aqui? - Ele perguntou, enquanto olhava o jardim.
- Finalmente decidi tirar a nossa rosa daquele jarro. Ela cresceu, não? - Eu falei, sorrindo.
- Continua do mesmo tamanho. - Ele riu. - Isso continua estranho, mas eu gosto. Acho que significa que esse é o meu amor por você.
- É, mas eu acho que significa nosso amor. - Olhei pra ele.
- E ele ainda se dividiu em dois. - Ele baixou seu olhar para minha barriga e acariciou a mesma com sua mão.
- Sim. - Sorri.
- Você, o Dylan e a Sam são as coisas mais importantes do mundo pra mim, sabia? Não vejo a hora de ver a carinha dela. Minha quarta mulher que eu mais amo.
- Quarta?
- Sim. Minha mãe, você, minha filha e minha irmã.
- É por ordem?
- Não. Todas estão no mesmo nível. Se bem que você está no topo, da qual eu não viveria sem, mas em breve vai ser essa guria aqui. - Ele acariciou minha barriga novamente.
- Nossa, caí para segundo lugar. - Ele gargalhou.
- Mesmo assim , eu te amo.
- Eu também te amo. - O abracei.
- MÃEEEE! - Ouvi uma voz conhecida gritar. Olhei para cima e vi Dylan na janela gritando e atrás dele estava a rindo. - É MENTIRA DELA. - ! - Ouvi alguém me chamar em baixo. - OLHA O QUE SEU FILHO FEZ! - Ela gritou, mostrando o vestido dela cheio de tinta. Coloquei a mão na boca para não rir. - Ele é uma peste, soma você + e multiplique por 100 igual ao Dylan. - , pode deixar que eu compro outro pra você, está bem? - Ouvi vozes vindo para cá. estava com Dylan no colo. - E você... - ia falar, mas fui interrompida. - Foi sem querer... - Dylan falou com a maior cara de inocente. - Sabe o que fazer, mocinho. - Desculpe, Tia ! - Ele desceu do colo da e pegou a mão da . Realmente meu filho era um verdadeiro príncipe. - Está desculpado, mas só porque você é um fofo. Mas continua sendo peste. - Bom, vamos sair daqui, não é? Estou morrendo de fome. - Epa, quem falou em comidaaaaa? - Cala a boca, . - apareceu com o Zayn, a Jamie, o Nathaniel, a , o , a Juliet e o . As crianças logo vinham atrás, correndo e brincando. Nós, além de amigos, éramos uma família, e eu adorava isso. E assim estava... Tudo em paz, nós estávamos felizes, esse era o meu feliz para sempre, sempre havia muito para aprendermos.


FIM



Nota da Autora: *SORRISO COLGATE* E aí minha gente? Gostaram do final? Eu espero que tenham gostado mesmo. Sabe eu entrei nessa onda de escrever fics e agora eu não paro mais, então vocês vão me ver por aí com outras histórias, mas se alguém quiser contato comigo além do twitter da Fic, eu fico diariamente no @McguysBr . Até mais gente !
xx Gê @Fictionsbyge




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