Ever Been Mine II




Autora: Cinthy | Beta: That

(n/a: coloquem a a canção pra carregar e dêem play quando a letra aparecer)

- O QUÊ?- berrei desesperado ao ouví-la dizer que nossos filhos iriam nascer. – Você tem certeza, amor? Será que você não derramou um pouco de água quando foi à cozinha? – falei observando uma pequena poça perto das duas pernas, enquanto acariciava de leve sua barriga e segurava sua mão direita, que apertava a minha com força a cada nova pontada de dor.
- Claro que tenho, . Nossos filhos vão nascer, deixa de ser lerdo, arruma logo as coisas e me leva pra o hospital RÁPIDO... – berrou com uma expressão de dor e eu me assustei, mas logo comecei a arrumar uma bolsa com roupas para ela. Vesti uma camisa qualquer e uma calça jeans surrada; calcei meu all star preto e voltei pra cama onde ela estava sentada e respirava com dificuldade.
- Amor, as bolsas com as roupas dos bebês estão prontas? – perguntei enxugando sua testa, que possuía poucas gotas de suor, com minha mão. Ela acenou que sim com a cabeça e fui correndo para o quarto de Emilly e Eric buscá-la. Peguei a bolsa e parei por alguns segundos para observar o cantinho da casa que logo seria ocupado pelos MEUS filhos. Tudo ali era doce... Berços, bichos de pelúcia, cortinas claras, sapatinhos, roupinhas, brinquedos... Tudo ali era feito sob medida para os meus pequenos, que logo estariam brincando e fazendo bagunça. Sorri bobo ao imaginá-los correr pela casa derrubando as porcelanas que a ama e ela brigando com os dois, enquanto apanha suas coisas do chão. Ouvi um grito e parti desesperado de volta ao meu quarto. Ela segurava o lençol com força e seu rosto estava avermelhado.
- ... tá doendo muito! Por favor, me leva logo pro hospital... Por favor! – pediu com voz de choro e eu me apressei em procurar as chaves do carro, achando-as em cima do criado mudo.
- Amor, eu vou tirar o carro da garagem e venho te buscar para irmos ao hospital tá?! Por favor, agüenta firme, que eu volto rapidinho. – falei um pouco aflito e ela sorriu me tranqüilizando. Beijei sua testa e sai em direção à garagem. Assim que cheguei lá joguei as bolsas no banco de trás e a minha carteira no porta-luvas. Tirei meu celular do bolso e disquei o número do celular do , enquanto abria a porta do carona.
- Alô, ? – perguntei agitado e ele respondeu-me sonolento.
- ? Por que você tá me ligando às... três e meia da manhã? – disse com um ar irritado e pude ouvir ao longe a voz de perguntar com quem ele falava.
- É o amor, e ele ainda não disse por que me ligou uma hora dessas. Eu tava dormindo tão bem cara... – falou com um ar desanimado.
- , escuta cara. A bolsa da estourou e a gente tá indo agora pro... – fui interrompido por ele que riu um pouco e eu fiquei confuso com sua crise de riso repentina.
- Ah , pelo amor de Deus, vai numa loja e compra uma bolsa nova pra ela cara... – falou na maior tranqüilidade e eu não pude conter o riso.
- , seu idiota, não foi uma bolsa qualquer que estourou, foi “a” bolsa... Os nossos bebês vão nascer... AGORA – gritei ao telefone entrando na minha casa e andava na minha direção com muita dificuldade e eu corri desesperado para carregá-la até o carro.
- Você tá falando com quem, amor? – perguntou assim que eu a segurei no colo e entreguei a ela o meu celular.
- , ... cara atende... – berrou no telefone e atendeu sorrindo um pouco, enquanto sentava seu corpo no banco do carona e colocava seu cinto de segurança.
- ... amiga? Eu tô bem, fica calma, flor – falava pausadamente intercalando respirações profundas. – Nós vamos pro hospital agora e logo os meus bebês estarão em meus braços, ... Eu tô tão feliz!– falou com voz de choro e segurei sua mão. Ela me olhou com um sorriso lindo e uma lágrima escorreu sobre seu rosto. Enxuguei-a e dei partida no carro. Ela se despediu de e , que prometeram estar no hospital em alguns minutos para nos ajudar. Ela encostou sua cabeça no banco e colocou suas mãos sobre a barriga respirando fundo antes de fechar os olhos. Andamos alguns quilômetros e de vez em quando eu desviava meu olhar da estrada para ela, que ora sentia um pouco de dor e gemia baixinho. Preocupei-me com seu estado, mas não podia fazer nada além de dirigir e apoiá-la nesse momento tão importante para nós dois.
- ... – chamei-a, ela abriu seus olhos e virou-se para mim. Seu rosto transparecia cansaço e sua testa estava suada, o que era percebido por algumas mechas de seu cabelo coladas em seu rosto. – Vai dar tudo certo, tá?! Eu estou aqui do seu lado e vou cuidar de você! – toquei sua mão e ela sorriu beijando a minha mão em seguida.
- Eu sei disso, , eu sei. – falou com a voz um pouco cansada. Beijei sua mão e voltei minha atenção para a estrada. Assim que chegamos ao hospital, dois enfermeiros vieram com uma cadeira de rodas para levá-la a um quarto. Tirei-a do carro e sentei-a na cadeira. Eles a levaram para dentro e eu estacionei o carro no local adequado pegando as três bolsas e minha carteira em seguida. Adentrei o hospital e me dirigi à recepção para assinar alguns papéis e perguntar em que quarto a minha esposa estava. Eu me dirigia ao seu quarto quando ouvi meu nome e virei para ver quem era.
- , cadê a ? – perguntou chegando ao meu lado.
- Ela está no quarto agora esperando a sala de parto ser liberada. – respondi e ela pegou duas bolsas da minha mão tirando boa parte do peso. Agradeci e se aproximou dando dois leves tapas no meu ombro.
- Pronto pra ser pai, ? – perguntou sorrindo leve tentando me fazer relaxar. Sorri de canto; na verdade eu não sabia se estava mesmo pronto para ser pai de duas crianças, mas eu estava disposto a tentar.
- , eu vou ficar com ela no quarto, daí você relaxa um pouco antes de entrar com ela na sala de parto. – falou e pegou a outra bolsa da minha mão. Mostrei onde era o quarto e ela beijou o antes de sair na direção do quarto da . Fiquei estático por alguns segundos, apenas observando a namorada do meu amigo andar em direção ao quarto onde minha esposa estava. Milhares de lembranças inundaram a minha mente naquele momento e não pude conter meu sorriso ao lembrar-me da primeira vez que a vi, do nosso esbarrão do parque e da nossa conversa em uma das salas deste mesmo hospital...

Flashback On

- Então, , como se sente? – perguntou uma enfermeira cuidadosa. Ela sorriu e acenou que sim com a cabeça, ainda deitada numa das camas. Eu estava sentado ao seu lado usando um gorro branco na cabeça e uns óculos escuros, tentando não ser reconhecido.
- Ah! Que bom então. Acredito que você não vá ficar por mais tempo aqui no hospital, mas espere que o doutor Winsley venha aqui para explicar tudo a vocês, certo?! – falou sorrindo com simpatia para nós dois. Retribuímos seu gesto e ela deixou-nos sozinhos no quarto. virou-se para mim e eu tirei os óculos para olhar em seus lindos olhos . Seu olhar de menina me encantava toda vez que nossos olhares se encontravam, e seu jeito doce e engraçado me faziam querer conhecê-la melhor e passar mais tempo ao seu lado.
- , muito obrigada por ter me trazido aqui. Eu sei que você não tinha nenhuma obrigação, mas nem por isso me abandonou – ela sorriu e eu não pude conter o meu sorriso ao ver o seu, tão lindo, deixar seu rosto ainda mais perfeito. – Você provou ser o cara que eu sempre imaginei que fosse... Gentil, cuidadoso e extremamente lindo – falou isso e baixou a cabeça envergonhada e suas bochechas coraram. Acredito que eu também tenha corado, a julgar pelo meu rosto ter ficado quente de repente. Me aproximei do seu corpo e toquei seu queixo, levantando o seu rosto em seguida.
- Não precisa agradecer, , era meu dever que depois se tornou um prazer. – disse sorrindo e ela corou novamente. – Você é uma garota divertida, engraçada e também é muito linda. – disse aproximando meu rosto do seu. Ela olhou no fundo dos meus olhos e piscou algumas vezes, como se estivesse guardando cada centímetro do meu rosto, cada segundo daquele momento. Quando nossos rostos estavam muito próximos, ela fechou os olhos e eu entendi aquilo como um sinal de que ela também queria o mesmo que eu. Encostei levemente meus lábios nos seus, mas fomos interrompidos pelo doutor Winsley, que entrara na sala segurando uma prancheta.
- Err, perdão, meus jovens, mas eu preciso saber como anda essa mocinha. – brincou ele e eu me afastei para que ele fizesse seu trabalho com calma e facilidade. – Ela está ótima, já pode ir pra casa. Cuide-se bem e evite esbarrões ok, senhorita?! – falou sorrindo para , que acenou que sim com a cabeça sorrindo também. – E o senhor – virou-se pra mim – cuide bem da sua namorada... Não deixe ela cair por aí. Talvez alguém apareça para ampará-la antes de você... – me alertou e eu sorri de canto. Apesar de nós não sermos namorados, as palavras do doutor Winsley deveriam ser levadas a sério; essa seria uma oportunidade que eu não iria desperdiçar. Eu realmente havia me interessado por ela, e creio que ela por mim. Decidi tentar a sorte, eu sentia que ela valia o risco. desceu da cama e calçou suas sandálias, enquanto eu a observava pensando num jeito de ficar mais tempo com ela. Assim que ela terminou, levantou-se, pegou sua bolsa e se pôs a minha frente.
- Então, , vai ficar parado ai. Acho que você já pode ir agora. Eu estou bem, não precisa se preocupar... – falou sorrindo e eu vi nesse sorriso a minha oportunidade.
- , você... tá com fome? – Que pergunta mais idiota! Parabéns gênio, agora você impressionou a garota. Ela fez uma cara pensativa e pôs as mãos sobre a barriga.
- Pra falar a verdade eu tô sim. – ela sorriu e ajeitou a bolsa sobre os ombros, dando poucos passos em direção à saída do quarto.
- Ótimo porque eu também estou e pensei de você ir tomar um café comigo. E ai aceita? – perguntei meio ansioso e ela sorriu dizendo sim em seguida. Sorri um pouco e nos dirigimos ao estacionamento para pegarmos o meu carro e partirmos em direção ao Starbucks mais próximo dalí.


Flashback Off

- ... ? Acorda, cara. – berrou , passando as mãos em frente aos meus olhos. Pisquei algumas vezes e virei meu rosto confuso em direção a ele.
- Hein?!! – falei sem noção do que ele dissera e vi-o rir um pouco.
- Você tava viajando ai e a pediu pra te avisar que a quer falar contigo. Vai lá! – empurrou-me em direção ao quarto e eu apressei o passo. Assim que cheguei lá, as duas estavam conversando animadas. Adentrei o quarto com cuidado e sentei-me ao seu lado na cama. Ela segurou minha mão e sorriu o sorriso mais lindo que eu já contemplei.
- , eu quero muito que você esteja comigo na sala de parto. Você vai, né?! Não vai ser a mesma coisa se você não estiver lá... – falou doce e eu sorri. Ponderei antes de responder; eu nunca gostei muito de hospitais, mas não podia simplesmente deixá-la sozinha num momento tão importante e mágico para nós dois.
- Claro, amor! Eu prometi a você que estaria do seu lado em todos os momentos, e os filhos... Nossos filhos vão chegar pra virar nosso mundo de cabeça pra baixo e eu, com certeza, não posso perder isso! – disse rindo um pouco e as duas soltaram leves risadas. Ficamos apenas nos olhando por longos minutos sem dizer uma só palavra, mas o silêncio que se instalara foi quebrado pela voz doce da , que nos pediu licença para voltar pra junto do .
- Gente eu vou ficar lá fora com o , porque eu tô sem paciência de ser “vela” hoje. – deu uma risadinha e se aproximou de nós. – Amiga, já sabe né, se precisar de mim... grita!
- nós estamos num hospital, não posso gritar – ironizou e ela fez uma careta de reprovação, mas logo riu. agradeceu e ela deixou-nos sozinhos. Voltei meu olhar para a minha linda esposa que recostara seu corpo no colchão e fechara os olhos. Analisei seu rosto por alguns segundos em silêncio e notei que a cada dia ela ficava ainda mais bonita. Seus lábios rosados e sua pele amorenada brilhavam como se ela emanasse luz de dentro de si. O leve sorriso que formavam os seus lábios fez-me recordar do dia em que a pedi em casamento depois que saímos do London Eye...

Flashback On

- Por favor, dois muffins de banana e chocolate e dois frappucinos de caramelo - disse ao garçom os nossos pedidos, enquanto ela olhava deslumbrada para a sua aliança. Sorri ao perceber o brilho dos seus olhos.
- Amor, você está feliz? – perguntei segurando uma de suas mãos. Ela abriu um largo sorriso e respirou fundo antes de responder
- Não tem como não estar, . O homem que eu amo, que por sinal é lindo e talentoso, acabou de me pedir em casamento no dia do meu aniversário, com direito a uma vista maravilhosa de Londres, palmas, assobios e tudo mais que qualquer garota poderia sonhar... – falou animada com os olhos cheios de água - Não tem mesmo como não estar feliz! – sorriu mais uma vez e tocou levemente o meu rosto. Fechei os meus olhos ao sentir o leve toque das suas mãos e ouvi-a dizer
- Eu te amo demais, ... Você é o homem da minha vida!- falou me olhando enquanto uma solitária lágrima rolava em seu rosto. Ela enxugou com a mão que estava livre e eu beijei aquela que estava sobre o meu rosto.
- Eu também te amo, minha pequena. Cada dia ao seu lado vai ser mágico e inesquecível...


Flashback Off

- Vamos lá, senhora ? Chegou a hora! – falou a enfermeira Mandy, adentrando o quarto e tirando-me do meu devaneio. Sorrimos e dois enfermeiros entraram com uma maca móvel. Eu tirei da cama e coloquei-a na maca e eles a levaram.
- O senhor vai assistir ao parto, senhor ? – perguntou-me Mandy. Acenei que sim com a cabeça e nós dois saímos em direção a uma sala para vestir-me adequadamente. Depois de colocar todas aquelas roupas verdes e a máscara no rosto, entrei junto à enfermeira Mandy na sala de cirurgia e lá estava a deitada na cama ofegante, enquanto a médica e os enfermeiros preparavam tudo para o parto dos meus filhos. Aproximei-me dela e segurei sua, mão para que ela soubesse que eu estava ali ao seu lado.
- Senhora , vamos precisar que sente um pouco. Sua dilatação ainda não está completa e precisaremos esperar um pouco mais. – Percebi que fez uma cara de dor grande, ao mesmo tempo em que apertou minha mão com força. Senti como se os ossos fossem quebrar, tamanha era a força que ela colocou. Olhei-a e seu rosto estava vermelho e sua expressão de dor estava cada vez pior. Toquei a sua face enxugando o suor que lá estava.
- Amor, você tá bem? – perguntei preocupado. Ele tentou sorrir, mas as contrações estavam ficando cada vez mais próximas e sua respiração estava bastante ofegante. – Eu tô aqui, , vai ficar tudo bem, você vai ver! – beijei sua testa e voltei minha atenção para a enfermeira, que se aproximou dela e olhou como estava a dilatação. A soltou alguns gemidos e apertou minha mão mais uma vez. Acariciei seu rosto, enquanto ouvia a médica dizer que já estava na hora dela “expulsar” nossos bebês.
- Vamos lá, . – começou a doutora Ackerman – Preciso da sua ajuda agora. Vou pedir que você faça força na expiração, ok? - explicou e acenou em afirmação. – Então vamos lá, respire... Força! – ordenou a doutora e a colocou toda a sua força, enquanto soltava o ar pela boca. Seus olhos estavam muito pequenos e sua mão apertava a minha com bastante força, como se tirasse de mim a força necessária para dar a luz aos nossos filhos. Pensei em encorajá-la, mas julguei que faria melhor se ficasse calado; o que as mulheres menos precisam nesse momento é de alguém dizendo que vai dar tudo certo. Mais uma respiração profunda, força em seguida e logo ouvimos o chorinho lindo de um dos meus filhos.
- Ahh seu primeiro bebê é uma menina, ! – comemorou a doutora Ackerman. – Veja a sua princesinha, Papai! – sorriu virando a face melada de sangue e de uma coisa amarelada, que eu não sei o que é, da minha Emilly; minha princesa acabara de nascer... Meu primeiro tesouro, minha pequena jóia! Sorri e as lágrimas não puderam ser contidas. Ouvir aquele lindo choro me fazia o pai mais feliz da face da Terra! A doutora a entregou a uma enfermeira que tratou de limpá-la e voltou sua atenção para .
- Vamos lá, , agora temos que ver o seu menino nascer! – disse encorajando-a e mais uma vez pediu que ela respirasse e colocasse força na expiração. Poucos minutos depois o choro do meu moleque tomou conta daquela sala e percebi o alívio da minha esposa que parou de apertar, mas não soltara a minha mão. Olhei o rosto do meu pequeno Eric e seus olhinhos estavam abertos e brilhavam um lindo ... como os da !
- Amor, nossos filhos são lindos! O Eric tem os olhos como os seus, linda – disse eufórico com um largo sorriso no rosto. sorriu para mim com um ar cansado e suspirou fechando os olhos. Senti que sua mão escorregara da minha e preocupei-me. Olhei para o seu rosto e ela estava pálida e seus lábios esbranquiçados nas bordas e arroxeados no meio. Uma máquina ao meu lado começou a apitar de um jeito diferente e todos na sala olharam para ela com um ar de espanto.
- O que está acontecendo, doutora Ackerman? – perguntei aflito e abaixei-me perto da cama. – , amor... acorda, amor – falei balançando-a, mas ela não esboçava nenhuma reação. Comecei a ficar desesperado e aumentei a força com que a sacudia, mas ainda assim, nenhum sinal de reação. Meus olhos encheram-se de lágrimas e comecei a chamar seu nome freneticamente, como se assim pudesse acordá-la.
- , meu amor, acorda! ... Amor, por favor, acorda, ... – falei desesperado, quase gritando. A doutora Ackerman pediu que um dos enfermeiros me tirasse da sala, mas eu não queria, não podia deixá-la, eu prometi! - , por favor, não me deixa sozinho aqui. Eu te amo meu amor, por favor, fica... fica comigo... – falei com o rosto coberto por lágrimas e com uma voz totalmente desesperada. Os enfermeiros conseguiram me segurar pelos braços e me conduziam para fora da sala – Por favor, não me deixa, não me deixa ... FICA COMIGO, ...

Um mês depois...

Ela une todas as coisas
Como eu poderia explicar
Em doce mistério de rio
Com a transparência de um mar


Estava sentado na varanda da minha casa sentindo a leve brisa da primavera londrina tocar o meu rosto. De olhos fechados, senti a presença de alguém por perto e, como por extinto, abri-os vendo-a encostada na entrada com um vestidinho curto lilás, os cabelos soltos sobre os ombros, de braços cruzados e um lindo sorriso nos lábios. Sorri e chamei-a para que sentasse em meu colo, o que fez sem titubear.

Ela une todas as coisas
Quantos elementos vão lá
Sentimento fundo de água
Com toda leveza do ar


- O que a mocinha fazia de pé na entrada, hein? – perguntei beijando-lhe o pescoço e sentindo o doce aroma do seu perfume.
- Apenas admirando o pai dos meus filhos - disse risonha. Ela tocou a ponta do meu nariz com o dedo, dando um pequeno petelequinho. Puxei-a para mais perto de mim e beijei-a com todo o amor que tinha dentro de mim. Recordei-me da dor e desespero que senti em apenas imaginar minha vida sem tê-la e apertei ainda mais o abraço.

Ela está em todas as coisas
Até no vazio que me dá
Quando vejo a tarde cair e ela não está
Talvez ela saiba de cor
Tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar
Ela só precisa existir para me completar


Partimos o beijo e eu me pus a admirá-la enquanto ela mexia no meu cabelo lentamente. Seus olhos brilhavam intensamente e o leve sorriso em seus lábios, deixava-a ainda mais formosa. Sem esconder o quanto eu a desejava, beijei-a e num impulso, levantei da poltrona onde estava. Ela envolveu meu tronco com as suas pernas e eu nos conduzi em direção ao nosso quarto. Assim que chegamos, eu a deitei na cama, encostei a porta e deitei-me sobre ela, voltando a beijá-la.
- Eu amo você, – disse ela me olhando e tocando levemente o meu rosto com uma mão e meu braço com a outra.
- Eu também te amo, ... – e então nos amamos mais uma vez.

Ela une o mar
Com o meu olhar
Ela só precisa existir
Pra me completar


Parei para analisá-la dormir. Vi seu peito subir e descer num ritmo lento e tranqüilo, com se o mundo e a sua agitação não existissem. A aliança em sua mão esquerda reluzia e me lembrava que EU era o dono da outra metade daquele coração com diamantes... Eu era o sortudo!

Ela une as quatro estações
Une dois caminhos num só
Sempre que eu me vejo perdido
Une amigos ao meu redor


Beijei sua face com cuidado para que não acordasse, e deixei o meu quarto em direção ao quarto dos meus dois pequenos. Os dois estavam lá, dormindo como anjos, cada um em seu berço. A Emilly estava com as mãozinhas juntas próximo ao rosto, da mesma forma que a fica quando está dormindo e o Eric estava todo esparramado de barriga para cima; Esse é o meu garoto, a cópia do paizão aqui! Aproximei-me dos berços e fiquei apenas olhando-os dormir e ouvindo as leves respirações dos meus filhotes. Não sei quanto tempo fiquei com cara de bobo ali, pois só me dei conta de mim mesmo, quando a abraçou-me de lado e sorriu observando-os junto comigo.

Ela está em todas as coisas
Até no vazio que me dá
Quando vejo a tarde cair e ela não está
Talvez ela saiba de cor
Tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar
Ela só precisa existir para me completar


- Eles são lindos, não é? – perguntou de uma forma fofa, encostando sua cabeça em meu ombro, enquanto cruzava os nossos braços e dava as nossas mãos. Beijei o topo da sua cabeça e olhei mais uma vez para os bebês a minha frente.
- São sim, amor. Vocês três são. Você, o Eric e a Emilly são os meus tesouros, as minhas jóias raras. Sem vocês nada mais na minha vida teria sentido. hoje é muito mais do que o de uma banda... É um homem de família. O pai das crianças mais perfeitas de toda a Inglaterra e esposo da mulher mais linda, mais atenciosa, mais inteligente e talentosa de todo o mundo. – segurei suas mãos virando seu corpo de frente para mim.

Ela une o mar
com o meu olhar
Ela só precisa existir
pra me completar


- Eu sempre amei você, . Desde que esbarramos naquele parque, você tomou conta do meu coração e eu não hesitei nem por um segundo em entregá-lo a você. A cada dia eu aprendo a dar valor às coisas mais importantes com você; ao seu lado eu finalmente entendi o que é amar alguém e ser amado por ele. – beijei as suas mãos e percebi algumas lágrimas se formando em seus olhos. – Quero que a partir de hoje você tenha plena certeza de que EU A AMO DEMAIS e que cada segundo ao seu lado é mais do que magia... É perfeição! – ela já chorava copiosamente e eu puxei-a para um abraço.
- Jamais duvide, jamais esqueça... Mesmo que esteja longe daqui ou até passe a não mais existir, eu te amarei ainda assim...

Une o meu viver
Com o seu viver
Ela só precisa existir para me completar



Fim!


N/a: Oieee (: Tudo bom lindas? A pedidos de algumas pessoas super legais comigo e de amigas lindas, eu resolvi escrever a parte dois. Então, EBM2 está aí! Tentei deixar o parto o mais real que consegui na versão masculina, e eu acho que ficou até fofinha. Hihi. Espero mesmo que gostem dela. Fiz com muito carinho para vocês. Poynterquinhas (:

Outras Fics...

Is It Love
[Mcfly/Finalizadas]
Ever Been Mine
[Mcfly/Finalizadas]
It´s All About Love
[Mcfly/Finalizadas]
Running Away To You
[Mcfly/Andamento]
Dê uma chance ao amor
[Mcfly/Finalizadas]

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A História de Nós Dois
When I´m Hurt
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Nota da Beta: Qualquer erro nessa atualização é meu, só meu. Reclamações por e-mail ou pelo twitter, nada de e-mails para o site, ok?
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that xx