7. I need a woman
Escrito por Elle S.
Revisão por Abby
O relógio ao lado da cama mudou o mostrador de 11h59 para 12h00 no exato momento em que null virou o rosto para ele. A sua cama estava fria demais e por mais que ele se virasse de um lado para o outro tentando aquecê-la, isso não estava dando certo. E naquele momento quase deu razão aos seus amigos. Ele realmente precisava de uma mulher.
null levantou-se de uma vez e decidiu que um copo de leite quente poderia ajudá-lo. Tanto com o frio quanto com o sono. Quanto mais rapido o sono viesse, menos pensamentos teria com ela. E naquela noite os pensamentos teimavam em se conduzir para técnicas para aquecer sua cama, assim como o seu corpo. Técnicas que dispensariam leites quentes.
Encheu um copo, colocou dentro do microondas enquanto ligava o rádio numa estação calma que pudesse trazer o seu sono. Nunca admitiria, mas em mais alguns minutos teria que dar a tão dolorida razão aos amigos. Ele estava precisando de alguém naquele momento.
E ao olhar pela vidraça da sala, viu que não precisava de qualquer mulher. Precisava de uma que o necessitasse também. Precisava dela.
Desde que null se mudara para o prédio em frente ao seu, sua rotina havia mudado. Ela era simpática, sempre sorria quando notava que ele estava olhando (o que, por mais que null odiasse admitir, acontecia toda hora). null virara sua cabeça, o deixava sempre a mercê daquela vidraça e de suas breves aparições nela.
Era dela que null precisava. Só lhe restava saber se ela precisava dele também.
null se jogou no sofá com as cortinas das vidraças abertas e com seu leite quente em uma das mãos, relaxando ao som da música que vinha do rádio. Seu olhar se fixou quase que automaticamente nas venezianas fechadas da vidraça em frente. As luzes estavam apagadas, o que era um sinal de que ela estava dormindo. Ou não estava em casa.
O leite já terminara e uma outra música começara. null fechou os olhos por alguns segundos e imaginou como seria beijar os lábios de null. Ela era tudo o que ele queria, tudo o que ele precisava e tinha que se contentar com uma cama solitária e fria.
Sim, ele precisava de uma mulher.
E em certo momento, null percebera que talvez um café seria bem melhor que aquele leite. Alguns diziam que leite ajudava, mas para null o que resolvia mesmo era café.
E depois da quinta xícara, a música que tocava no rádio agora, parecia apenas uma cópia bem mal feita do que ele estava sentindo. A necessidade pesava em seu peito.
Até quando procuraria por amor e afeição em pessoas que não lhe davam o mínimo de atenção? EStava cansado de ficar sozinho.
Seus olhos estavam ficando cansados, finalmente, por isso os fechou e depois os abriu, decidindo que era melhor ir para cama. Mas abriu suas pestanas a tempo de ver a luz do apartamento em frente ao seu ser acesa, apesar das persianas continuarem fechadas, o que permitia que ele visse apenas contornos e sombras.
Não era o suficiente do que ele queria obter de null, mas era o que tinha.
Viu exatamente quando null parou em frente a janela e jogou os cabelos para o lado, o fazendo sentar-se eretamente. Não via nada, mas sua imaginação era boa o bastante para "ver" a cena.
Em seguida ela pareceu desabotoar um botão da camisa, e outro, e mais outro, até que se livrou da peça por inteiro.
null não podia acreditar que estava vendo aquilo. Seu coração estava disparado dentro do peito. Ele devia estar dormindo, só podia. Era a unica solução que ele via para estar vendo aquela cena.
Mas algumas reações corporais, o fazia duvidar disso.
Uma mão de null escorregou pelo seu corpo e, pelos seus movimentos, null pode deduzir que ela abria o ziper de sua calça jeans. Ela se abaixou de um jeito sensual e tirou sua calça também. A respiração de null ficou ainda mais entrecortada. Seus batimentos cardicados não podiam nem mais ser medidos.
Ela virou-se de costas e desafivelou o sutiã, jogando para algum lado da sala, onde deveria estar a camisa. null agora parecia um cachorro, estava prestes a babar com a silhueta que se revelava por trás das venezianas. Depois daquele striptease, ele poderia beber a Starbucks inteira que não conseguiria dormir. Frio? Que frio?
Agora tudo o que passava em sua mente, era o quanto desejava null. O quanto precisava dela. Na situação em que seu corpo se encontrava, ele precisava de qualquer mulher, mas ele não queria qualquer uma, queria uma que precisasse dele também. Precisava dela. E apesar de parecer repetitivo, era exatamente o que precisava.
Ela saiu de seu campo de vista e null procurou-a por toda a extensão da vidraça. Droga! Acabara sua diversão. Mas tinha certeza de que não conseguiria dormir tão cedo. Não depois de tudo aquilo. E não com aquele volume no meio das costas.
A música no rádio não estava ajudando a relaxar nem um pouco, e pensar em outras coisas, muito menos. Nada conseguiria apagar aquele fogo por agora.
O som da campainha o assustou. Caminhou até a porta, tomando o cuidado de olhar no olho-mágico antes. Surpresa. null estava parada à porta com um leve vestido que lembrava até mais uma camisola.
Ilusão. Sonho. Não poderia ser verdade. Talvez. Ele só saberia se abrisse a porta. E foi o que fez, revelando null e todo o seu explendor, parada à porta e sorridente, com uma mão acima da cabeça, apoiada na parede.
- Soube que anda precisando de mim. - ela disse.
null pensou em dizer algo, mas sabia que gaguejaria e também, nenhuma palavra sairia de sua garganta seca naquele momento.
- Precisa?
Com um simples aceno de cabeça, null respondeu à pergunta dela.
- Posso fazer algo pra te ajudar. - ela bateu a porta atrás de si e pendurou-se no pescoço de null, levando seus lábios até o local, mas sem beijá-lo. Apenas respirou fundo, sentindo o perfume dele e afastou-se o suficiente para poder olhar em seus olhos. - Sei o quanto me deseja. O quanto me olha. O quanto me quer. Vamos acabar logo com essa espera.
null empurrou o garoto contra a parede e beijou-o com avidez, terminando com toda a timidez e autocontrole de null. Até o momento ele pensava que tudo era um sonho, mas aquele beijo não podia ser irreal. A lingua dela brincava com a sua muito gostosamente e as suas mãos já erguiam a barra de sua camisa, pronta para tirá-la a qualquer momento.
As suas mãos não deveriam esperar mais. Logo encontraram seus cabelso sedosos e sua pele ainda mais delicada do que ele imaginava. Num gesto rápido ela conseguiu tirar sua camisa, jogando-a de qualquer jeito para um lado da sala, mostrando que estava no controle.
Ele também sabia brincar daquela forma, mas deixou-a para saber até onde ela iria. null beijou seu peitoral, sem parar de acariciá-lo, enquanto escorregava as mãos para cima e para baixo, até encontrar o elástico de sua calça do pijama, abaixando-a sem pensar duas vezes, notando que ele estava sem cueca.
Com um sorriso na direção de null, ela abaixou a calça de vez e agarrou o membro pulsante de null com avidez, deixando-o por certos momentos sem respirar. Ele não imaginava que ela poderia levá-lo ao extase apenas com as mãos, mas era quase o que acontecia.
A boca dela estava fazendo trilhas e trilhas em seu peito, caminhando com rapidez e sensualidade para o seu membro e antes que a sua boca suculenta e molhada alcançasse-o, null puxou-a para cima e decidiu que agora era sua vez de brincar.
Sem demora, null jogou o corpo de null contra a porta e puxou o seu vestido, ou camisola, que era mais o que aquela peça parecia, pela cabeça e com as duas mãos agarrou os seios da garota, dando um beijo quente em seus lábios, descendo a boca pelo seu pescoço com mordidas e chupões calculados para deixá-la em suspense e tirá-la de órbita.
Foi apenas uma questão de tempo até sua boca chegar aos mamilos turgidos que pediam por mordidas e chupões. E foi exatamente o que null deu a eles, escutando os gemidos altos de null e sentindo suas mãos em seus cabelos, puxando sua cabeça, mais perto de seu corpo. As suas mãos acariciavam o seio que ficava sem os carinhos de seus lábios, revezando com carinho entre um e outro, mas depois de alguns minutos naquele ritmo, suas mãos decidiram brincar mais ousadamente, abaixando a calcinha de null, ante os gemidos e gritinhos da mesma.
Quando a calcinha já estava nos pés dela, ela a chutou e ergueu o pé na direção da boca de null, sentindo os beijos umidos dele no local, enquanto ela jogava a cabeça para trás e delirava com a competencia dele.
Quando menos esperava, null teve o corpo suspenso por null que a segurava no colo e levava-a para o seu quarto. Melhor! Ela não queria tê-lo na porta do apartamento.
null deitou-a com suavidade, beijando seus lábios sem parar e acariciando sua cintura com suas mãos fortes e sensuais, demorou pouco para que seus dedos habilidosos estivessem dentro dela. O garoto sabia o que fazia, movimentando os dedos em um ritmo só dele, e acariciando-a por inteiro, já que com o polegar, ele acariciava o seu clitóris.
- Mais! Mais! - ela repetia alucinada e null lhe dava o que ela pedia, descontrolando-a por inteiro.
- Vou te dar mais.
null deitou por cima de null e posicionou-se para penetrá-la do jeito que sempre quisera. Devagar, colocando com toda a suavidade e sentindo-a abraçá-lo com mais força, implorando para que ele aumentasse o ritmo e a fizesse chegar ao ápice rápido.
Mas ele faria como queria, como ele desejava. Como ele precisava.
A velocidade foi aumentando aos poucos, os quadris de null acompanhavam o movimento sensual, conhecendo a velha e prazerosa dança dos amantes.
Não demorou muito e os dois gritavam, sentindo o corpo ser abatido pela onda do prazer que os fez relaxar e recostar-se na cama. null saiu de cima de null, rolando o corpo dos dois, a deixando por cima e vendo-a fechar os olhos, cansada.
Ele pensou em dizer algo, mas o sono o estava abatendo também. E ele sabia que não era mérito dos cinco copos de café e um de leite.
Era dela. Da mulher que ele precisava.
O sol já nascera e como a janela estava aberta, a luz do astro rei batia diretamente no rosto de null, fazendo-o gemer e abrir os olhos. Coçou a cabeça ao não sentir o corpo de null sobre o seu e virou a cabeça, notando que a cama estava vazia.
Apurou os ouvidos, tentando saber se ela estava no banheiro ou na cozinha, mas ao que parecia, null não estava no seu apartamento mais.
null virou-se para enorme espelho de seu quarto, notando o copo de leite ao lado da cama. Achara que o tivesse deixado na sala. A casa parecia perfeitamente normal, como se nada tivesse acontecido.
null olhou para si mesmo no espelho e se viu de camiseta e calça de pijama. E tinha quase certeza de que fora dormir nu, entretanto estava vestido.
E com uma dor lancinante, percebeu que fora apenas um sonho.
Sua cama queimava a mais de 99 graus, assim como a sua pele, apenas de lembrar do sonho que tivera. Mas... Fora tão real.
O sonho mais real que tivera, mas apenas um sonho. A realidade era dura: acordara sozinho, pensando nela e precisando dela ainda mais.
null era realmente tudo o que ele queria, tudo o que ele precisava.
Ele precisava realmente dela, assim como precisava de uma dica de que ela precisava dele também. E teve exatamente essa dica quando o seu olhar se fixou na porta, onde uma calcinha de renda lilás se balançava suavemente com a brisa que entrava pela janela que tinha sido aberta recentemente.
Não precisava de qualquer mulher, precisava dela. E nem precisava mais perguntar se fora sonho ou não. Se ela precisava ou não.
Levantou-se e pegou a calcinha com um sorriso radiante. Não precisava mais perguntar. Ela o queria também.