NÃO É APENAS UM MENDIGO
Fic por: Jéssica
Beta-Reader: Babi Lorentz


Eu e minhas amigas estávamos conversando sobre morar em Londres. Era nosso sonho de consumo desde... Ah, desde sempre!
A propósito, meu nome é . Agora sim posso continuar a história.

Eu e a conseguimos arranjar um trabalho na Starbucks perto do nosso apartamento.
conseguiu um trabalho numa loja de roupas no shopping. Nem preciso dizer que ela adorou! Do jeito que é patricinha... Mas isso não vem ao caso.
E ... Bem, ela está com muita preguiça de procurar trabalho. Que sobre mesmo pras escravas!

Virando na esquina do nosso apartamento, reparei em um mendigo.
Não que eu ficasse reparando em mendigos, é claro. Mas na nossa rua nunca tinha nenhum, pelo menos não que eu soubesse.
Ele estava com uma cara muito emburrada. Também, deve ser difícil ser um mendigo. [N/A: poxa, eu já fiquei pensando na dificuldade de ser um mendigo, eu também estaria emburrada, ah enfim esquece ><’]
Chegando mais perto, pude reparar melhor naquele garoto - se é que podemos chamá-lo assim - e ele até que era um mendigo bonitinho.
Parecia que eu o conhecia, só não sabia de onde, afinal não é o meu tipo ter amizade com mendigos. Mesmo assim, sabia que tinha algo nele. Algo que me chamava atenção, algo que me levava direto até ele. [N/A: bonitinho, coitado, ele é lindo demais, fui má, eu sei, mas eu não posso falar que ele era lindo logo de cara poxa, eu nunca conheci um mendigo lindo :\]

DANNY’S P.O.V

Droga! Nota mental: nunca mais apostar nada com os dudes.
Mas também, como eu ia saber que o Dougie é um pé de cana de primeira? Parece que fica treinando.
Ah, enfim, o resultado foi eu me vestir de mendigo, me sujar, pegar um chapéu velho, sentar em plena Oxford Street e ficar pedindo dinheiro.
Sentei-me com a maior cara de bunda possível enquanto olhava os gays escondidos na outra rua rindo da minha cara.
Ah, mas isso vai ter volta, vai mesmo!
Cruzei os braços e esperei alguém ter pena de mim, ou sei lá o quê, mas nada aconteceu.
Até que, quando olhei pra esquina, fiquei paralisado ao ver quatro belas garotas (ta, isso foi gay, elas eram hot mesmo) que vinham em minha direção. Uma em especial, a que estava na ponta.
Os olhos dela pareciam brilhar mais que o normal, a cor de seu olho era tão diferente! E seu sorriso... Ah, que sorriso mais lindo, mais encantador, mais... Ah, dude, tô parecendo gay mesmo.
Enfim, elas eram lindas e é claro que não podiam ser inglesas... Elas tinham curvas demais, se é que me entendem. A que eu mais gostei que, em minha opinião, era a mais hot, não parava de me olhar, parecia até que me conhecia e isso me deu medo, confesso. E se ela fosse uma fã maluca e começasse a gritar feito uma macaca no cio quando me reconhecesse? Não, melhor não pensar nisso, ela está se aproximando, está sim, ai, ai. Relaxa Danny Jones, é só... Uma garota... E que garota!

’S P.O.V

Enquanto eu ainda o olhava, percebi que ele fazia o mesmo. Mas, mesmo assim, mesmo morrendo de vergonha de ficar olhando tanto para um mendigo, eu não conseguia desgrudar os olhos dele. Eu reconheceria aqueles olhos em qualquer lugar.
Não! Eu só podia estar louca, era impossível. Não poderia ser ele, poderia ser todo mundo, MENOS Danny Jones! Porém, pensando por outro lado, as mãos deles estavam tão limpinhas... Unhas cortadas. Ele não parecia um mendigo. [N/A: não que eu fique reparando em mendigos, ta vou parar com essas notas chatinhas :/].
Quando cheguei nele, o encarei de frente, numa tentativa de descobrir se era o Danny ou se eu realmente precisaria de tratamento médico. Minhas amigas me olhavam horrorizadas por eu estar parada olhando atentamente àquele mendigo. Foi então que ele deu um sorriso que, em minha opinião, nenhum mendigo tinha igual, e estendeu o chapéu para mim. Sorri. Só podia ser ele. Para não ter dúvidas, resolvi fazer um teste. Abaixei, ficando de joelhos e recebendo olhares nada carinhosos de minhas queridas amigas, e perguntei:
- Hey, qual é o seu nome? – Confesso que minha voz saiu meio rouca.
Talvez seja a excitação do momento, não sei, e meu sotaque não era nada fofo.
- Ahn... Matt – Ele me olhou assustado por eu ter perguntado. Achei que ele demorou demais pra responder apenas o nome. Mas... Vai que ele tinha amnésia? Ok, brincadeira, nada de amnésia.
Agora eu tinha certeza, aquela voz é inconfundível, ERA ELE. Sorri abertamente e continuei o encarando e me aproximando.

DANNY’S P.O.V

E ela continuava me olhando e se aproximando, eu suava frio.
Oh God! Ela me reconheceu, eu sinto isso. Mas eu não estou com medo do escândalo, ela não tem cara de quem faria isso, não mesmo.
Ela reparou em mim, de cima a baixo, talvez tentando encontrar algo de errado, eu não sei. Então ela parou na minha frente. Eu conseguia sentir o perfume maravilhoso dela. Tão suave e, ao mesmo tempo, marcante. Ai, meu pobre coraçãozinho. Mas voltando ao assunto central, a cara das amigas delas foi o melhor de tudo. Eu queria muito rir, mas me contive e apenas sorri. Ela fez o mesmo e depois se abaixou ficando ainda mais perto de mim.
- Hey, qual é o seu nome? – a voz dela soou meio rouca, o que eu achei extremamente lindo.
Ela, definitivamente, não é daqui. E não, não só pelas curvas, seus pervertidos!
Pronto, agora fudeu, o que eu falo? Pensa Jones, pensa! E rápido.
- Ahn... Matt – É, eu não pensei tão rápido. Mas ela me pegou de surpresa, pô.
E depois, ela sorriu. Sorriu até demais pro meu gosto. É, eu acho que ela descobriu. Bom, se descobriu, não fez escândalo, ponto pra ela.
Ela está se aproximando ou eu to ficando louco? Não, ela realmente está se aproximando.
Foi automático. Ao sentir o seu perfume e seu hálito fresco com cheirinho de menta, eu fechei os olhos. Não consegui me controlar.

’S P.O.V

Quando me aproximei, ele fechou os olhos. Eu sorri mais ainda, se é que isso era possível. Fiz o mesmo que ele. Depois, encostei meus lábios nos dele e dei uma pequena mordida em seu lábio inferior, esperando que ele desse um sinal para eu continuar. Quando ele abriu um pouco a boca, passei minha língua sobre a dele, começando um beijo calmo e, com certeza, o melhor beijo de todos. Eu sentia correntes elétricas por todo meu corpo. Poderia iluminar uma cidade inteira, tamanha era a quantidade de correntes que passavam pelo meu corpo. Aprofundei o beijo e coloquei a mão em sua nuca. Nossa! O perfume dele era incrível! Algo que nunca havia sentido antes. Então ele colocou uma mão em minha cintura e a outra em meu rosto. Aquele era o melhor momento, sem dúvida nenhuma. Diminui o ritmo do beijo aos poucos, finalizando-o com um selinho demorado. Abri os olhos e o encarei, sorrindo – tenho certeza que estava com uma cara de boba alegre, mas... Quem liga? Decidi então fazer uma coisa ainda mais louca. Enquanto ele me olhava curioso, eu tirei da minha bolsa cinco libras e uma caneta. Anotei algo e coloquei em seu chapéu. Sorri mais uma vez enquanto ele continuava me olhando.
- Foi um prazer te conhecer, Danny – pisquei para ele e sai andando enquanto minhas amigas continuavam me olhando espantadas e me enchendo de perguntas.
Comecei a responder de maneira divertida, mas confesso que nem sabia o que estava falando. Tinha algo mais importante para pensar.

DANNY’S P.O.V

Ela me beijou, dude! Ela simplesmente me beijou!
Ah! Que beijo! O melhor beijo de toda a minha vida! E, modéstia a parte, eu já beijei várias garotas. Mas nada comparado ao beijo dela. Era surreal.
Quando nossas línguas se tocaram eu senti um zoológico em festa em meu estômago. Quando ela colocou a mão em minha nuca, aproveitei para colocar uma mão em seu rosto e a outra em sua cintura. Só conseguia pensar em como essa garota era encantadora. E eu nem sabia o nome dela.
Depois de um tempo paramos o beijo. Eu não queria parar, mas fazer o que? Não podia pedir... Ou podia? Enfim, ela me olhava sorrindo. Fiz o mesmo, até que ela começou a mexer em sua bolsa. Eu me perguntava por que diabos ela estava fazendo aquilo e pensava no beijo. Era impossível não pensar. Ela começou a anotar algo em uma nota de cinco libras e eu não pude deixar de pensar que aquela garota era louca. Linda, mas louca. Ela jogou a nota no chapéu. Olhei de canto para onde os caras estavam e eles me olhavam surpresos. Ponto pra mim, babacas. Foi quando a ouvi.
- Foi um prazer te conhecer, Danny – ela realmente sabia quem eu era.
Também, Jones, ela não ia beijar um mendigo! Ela ta indo embora. Faça alguma coisa, Jones!
Ta, eu preciso parar de conversar com a minha consciência.
Os dudes começaram a andar na minha direção e eu só levantei e continuei encarando aquela silhueta se distanciando. A NOTA! Abaixei e peguei as cinco libras. Sorri ao ler seu nome e seu telefone ali.
, esse era o nome da minha garota. Lindo, por sinal.
Os caras me bombardeavam de perguntas e eu nem ligava, não tinha importância. No final das contas, foi muito bom ser mendigo por um dia.
Valeu, Dougie, por ser um bêbado. E, não. Aquela história não acabaria ali. Não mesmo.



FIM

nota da autora: Heeeey galerê, bom, minha primeira fic como eu já havia dito, sei que ficou meio, er, estranha, mas a gente supera né? Tipo, eu sonhei com isso, acordei às 7 da manhã e comecei a elaborar HUSAIDASHUDIUHSA’ daí saiu isso gente. Espero que tenham gostado e comentem, por favor. Se vocês quiserem terá parte dois, mas não tenho tanta certeza pois meu meio - e único - neurônio gastou todas as energias nessa fic. Beeeijo.

nota da beta: Qualquer erro de HTML, script ou português, entrar em contato comigo por e-mail: babilorentz@gmail.com.

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