The Key



Prólogo
I've got the key, I've got the secret, I've got the key, to another way. – The Key The Secret, Urban Cookie Collective

Capítulo 1
’s POV – Sexta-Feira 4 p.m.
- Nossa, mais uma turnê?! – disse, animado – Nós estamos fazendo o maior sucesso, hein?!
- Claro que estamos – eu disse – quem não ia amar uma banda com ? – Convencido, eu? Imagina.
- Ok , nós admitimos que o sucesso do McFly seja graças a você – falou debochando.
- Então – começou – Quando viajamos? Para onde vamos? Por quanto tempo? O que…
- Uma pergunta de cada vez, apressadinha – o interrompeu – Em primeiro lugar: vamos amanhã de noite, segundo: vamos para a Espanha e terceiro: ficaremos lá por quatro dias, e quarto: da próxima vez, não vou tolerar perguntas, afinal, TODOS estávamos na reunião onde o Fletch explicou como seria a turnê!
Caímos em uma gargalhada intensa, sempre foi o mais responsável, fazer o quê?
- Tudo bem, vamos fazer um churrasco lá em casa hoje? – perguntei - Temos que comemorar mais essa mini turnê.
- Vamos sim, mas agora tenho que ir pra casa, até mais tarde – disse, se levantando do sofá.
- Me dá uma carona? – se levantou também.
- Olhem lá hein, não quero saber de boiolices – eu disse, com um sorriso safado.
- Vamos ter tempo de sobra durante a viagem, zinho - ficou de frente para .
- Uhuul, loucuras no ônibus - gritou, animado.
- Ah, seus bichas, na minha casa não, ok? – falou rindo – Vão procurar as namoradas de vocês.
- Que namoradas, ? – olhou pro achando que ele estava ficando louco - Estamos solitários, lembra?
- O não, né ? – me perguntou.
- Ah, claro, eu tenho o – respondi, me aproximando do . Às vezes me surpreendia com os nossos momentos de feminilidade.
- Sai pra lá – me empurrou – Tenho que ir ao banco, nos vemos mais tarde no então, tá?
- Perfeito – eu, e respondemos.
foi para a garagem e eu me despedi de e pela última vez quando entravam no carro, e fui para minha casa.

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’s POV – Sexta-Feira 5 p.m.
- MENINAS – eu gritei – o McFly anunciou uma turnê!
- Para onde? – disse, entrando no quarto.
- Espanha – respondi.
- Mas que DROGA! – disse, brava.
- Nossa, que susto! – Não havia visto a ali – Pensei que estivesse na cozinha.
- Justo quando viemos morar aqui em Londres, a DUAS quadras das casas deles, eles só pensam em TURNÊS! – respirou e continuou – QUANDO ELES VÃO VER QUE ESTAMOS AQUI?!?!?
- Calma – disse assustada.
- Mas eu não aguento mais, eles não podem descansar um pouquinho? – falou com uma tristeza infantil na voz.
- Que tal passarmos na casa do para deixar os presentes? – exclamou, animada.
- Ótima ideia, pelo que eu li eles vão só amanhã de noite – eu falei – e aqueles presentes estão quase mofando no meu armário…
- EBAAA! – disse, mudando de humor – Talvez eles nos vejam e vamos ser felizes para sempre! - Caímos na risada, aquelas garotas eram minhas melhores amigas e sempre sonhávamos em conhecer aqueles britânicos feiosos que tanto amávamos.
Resumindo a história, três fãs de McFly que sempre sonharam em conhecê-los. Quando fizemos 18 anos, nos mandamos pra cá! Londres, como eu amo essa cidade! Enfim, moramos a duas quadras dos guys, como já disse, e apesar de morarmos aqui há três meses, nem havíamos chegado perto deles, o mais próximo era na casa deles, que sempre que podíamos, sentávamos no outro lado da rua e apenas observávamos. É claro que eles não moravam mais juntos e, então ficávamos revezando.
Mas fã que é fã, nunca desiste e lá íamos nós, de novo, colocar presentes na porta da casa do , meu amado, pois provavelmente era lá que eles iam fazer uma festinha para comemorar a turnê, como sempre…

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’s POV – Sexta-feira 7 p.m.
Depois de me despedir dos guys, umas duas horas atrás, fui pra casa, tomei banho e liguei para a minha mãe avisando que iríamos para a Espanha e em quatro dias estaríamos de volta. O resto da tarde foi um saco, sinceramente, eu queria – eu PRECISAVA - de uma namorada.
Levantei da frente da TV e decidi que iria ao supermercado comprar carne, umas cervejas e uns chocolates. Gordo, eu? Que nada! Peguei a chave do carro e no mesmo segundo meu telefone tocou. Tirei do bolso e vi que era que me ligava e tive que rir ao ver a foto que aparecia junto ao nome, na qual ele estava completamente bêbado, com uma mão fazendo L de Loser e na outra uma cerveja. Com certeza o único loser ali era ele, pensei ao dar uma última olhada na foto e em seguida atendendo ao telefone.
- Oi, dude – eu disse.
- Por que demorou tanto pra atender? – estava nervoso.
- Me distraí com a sua cara de idiota na foto do meu celular – respondi – Mas então, qual é a boa?
- Nenhuma, na verdade é bem ruim para ser sincero.
- Fala.
- Ficou nervosinh...
- FALA!
- Vamos para a Espanha daqui a 30 minutos. – cuspiu.
- O quê?!?
- Desculpa, eu me confundi, é hoje à noite que vamos.
- Droga , eu vou ter que me arrumar correndo!
- Ah, são só quatro dias, !
- Mas eu tenho que me arrumar…
- Para de ser gay, enfia suas coisas na mala logo e vai para a gravadora! E NÃO SE ATRASA, OUVIU BEM, ?! - Tudo bem mãe! Até mais.
- Até, seu bicha!
Desliguei o telefone e saí correndo, tinha que me arrumar logo, que merda mesmo! Peguei uma mala, roupas para os shows eu já tinha no ônibus, mas e o resto do tempo? Joguei as primeiras dez mudas de roupa que vi pela frente, umas quinhentas boxers e mais a metade da minha gaveta de meias. Perfume, tênis, sapato, escova de dente, meu ipod, notebook, relógio, óculos de sol, mais alguns itens de higiene pessoal e estava pronto. Fechei a mala e vi que tinha 15 minutos para chegar na gravadora, nossa, fui rápido, não? Desci as escadas e então pensei em ver TV, mas então me lembrei.
- ! – eu gritei comigo mesmo. Como eu poderia ter me esquecido do meu companheiro de sempre? Droga, tudo culpa do , aquele viado. Peguei o telefone e liguei para a PetShop.
- Ele fica prontosem 15 minutos, senhor – disse a atendente da PetShop.
- 15 MINUTOS? MAS EU TENHO QUE SAIR PARA UMA TURNÊ EM 15 MINUTOS!
- Me desculpe senhor , mas não posso levar ele para a sua casa agora.
- Não, me desculpe você – eu percebi que estava gritando com a moça – Só estou um pouco nervoso, sabe como é, né? – “Ela não sabe seu idiota, ela NUNCA saiu em turnê, animal” pensei.
- Claro que entendo, mas a senhorita não estará em casa? - ela se referia a , mas eu sequer havia avisado a ela que iria para a Espanha e não fazia a mínima ideia de onde ela poderia estar.
- Eu não sei, mas vou ligar para ela e depois te aviso, se ela não estiver ele fica até a minha volta e depois eu pago, pode ser?
- Claro que pode, só peço que me ligue confirmando a estada dele em nosso hotel.
- Estada? - Agora ela falava grego? Ah já sei, era alemão.
- É senhor, – Esse negócio de senhor estava me irritando – A estada é, digamos, a permanência do no hotel.
- Ah sim, - Me senti o maior dos idiotas – Pode deixar, eu confirmo sim.
- Obrigado, espero o retorno senhor .
- Obrigado você, tchau.
- Tchau.
Desliguei o telefone na velocidade da luz e liguei para a .
- Alô – ela disse.
- Oi, maninha querida.
- Oi, , tudo bem? - Na verdade eu vou fazer uma viagem para a Espanha daqui a 10 minutos e o meu fiel companheiro está no PetShop, precisava que você fosse busc…
- Você vai para a Espanha hoje? – disse me interrompendo – E quer que eu fique com o baby? - Ela lia pensamentos ou o quê? – Mas é claro, eu vou dormir no Marck – seu mais novo namorado - hoje, mas eu passo lá e pego ele. Mas, PORQUE NÃO ME FALOU ANTES QUE IRIA VIAJAR?
- Ah o me avisou hoje e eu estou enlouquecendo para não me atrasar!
- Calma, tá parecendo uma garotinha!
- !
- Ok, pode deixar que eu vou pegar o na Pet, boa viagem, lindo! - Obrigado maninha, beijo.
- De nada, beijos.
Liguei para a Pet avisando que passaria lá. Finalmente estava tudo resolvido. Peguei minha mala e estava saindo e senti meu celular vibrar em sinal de mensagem, quem iria encher minha paciência agora?! “Mensagem de ” eu li na tela do celular, o que será que ela queria, tínhamos acabado de nos falar! Abri a mensagem e ela dizia assim:

, esqueci minha chave no meu quarto, deixa ela em baixo do tapete, por favor?
Obrigado x
:D”

Ah , você quer que o me castre, né? Aposto que ela estava tão animada para ver Marck - relembrando: namorado – que só não esqueceu a cabeça por que é grudada!
Lá fui eu novamente, subi as escadas de três em três degraus, entrei no quarto da , peguei as chaves e desci no maior estilo The Flesh. Peguei minha mala pela trigésima vez e finalmente saí de casa trancando a porta. Joguei a chave de baixo do tapete de qualquer jeito e corri para o carro, vendo que eu tinha cinco minutos.
- Ufa, você vai poder ter filhos ! – disse, me olhando no retrovisor, liguei o carro e acelerei, rumo a gravadora.

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’s POV – Sexta-feira 7 p.m.
Quando decidimos ir para a casa do levar os presentes, recebeu uma ligação do trabalho – trabalhava como assistente de design da Elle, já que fazia faculdade de moda e pretendia ser Design ao se formar. Era um trabalho ótimo, mas que exigia todo esforço e dedicação possíveis e ela deve estar pronta para qualquer problema, a qualquer momento – avisando que ela deveria ir lá imediatamente. disse que iria “Aproveitar a carona” e saiu também, mas eu não fazia a mínima ideia para onde ela ia.
Saí do banho e me arrumei, eu tinha que sair logo senão poderia levar uns bons tapas da que não tolerava meus atrasos, que para falar a verdade, eram bem constantes. O problema é minha indecisão - sem exagero - no quesito roupas, o que faz com que no final eu saia sempre com uma camiseta qualquer, os inseparáveis jeans e meu amado all star. Mas como eu iria à casa do , eu tinha que ir o máximo decente possível para que ao me ver ele pudesse ao menos me achar normal e não rir da minha falta de criatividade para me vestir caso nos visse paradas na frente de sua casa.
Peguei a cesta onde estavam os quatro presentes, uns doces, e obviamente um galão de cinco litros de cerveja, para deixar bem claro que somos ótimas companhias para uma noite de bebedeira. Chamei o elevador quase morrendo devido ao peso da cesta e apertei o térreo. Morávamos no vigésimo andar, onde ficavam os apartamentos maiores, ou seja, só dois por andar, uma suíte para cada uma, quarto de hospedes, um terraço com uma vista perfeita para Londres, essas coisas. Quando chegamos, já tinha um trabalho na área dela garantido devido a uns contatos de seu tio. Quem havia dado a dica da cobertura era Michael, nosso vizinho de porta e colega de trabalho de . Eles trabalham em uma empresa de propagandas onde e Mike são gerentes de publicidade. Já era assistente de Designer, enquanto eu trabalhava como modelo. Nós três fazíamos faculdade no mesmo campus, mas em prédios diferentes. cursava Moda, Publicidade e eu Cinema. Conhecemos várias pessoas e um deles era Andy, que além de nosso amigo, colega de na faculdade, trabalhava como porteiro no The Sun.
- !
- Oi, Andy.
- Então, qual é a boa de hoje?
- Estou indo na casa do levar essa cesta e depois eu volto – Andy sabia que éramos fãs dos guys, e mesmo ele nunca ter falado nada, dava para ler “ciúmes” na testa dele toda vez que eu mencionava o , já que ele nunca quis esconder o fato de ter uma quedinha por mim.
- ?
- Sim.
- Eu estava pensando – merd*, ele não ia fazer isso – se você não queria ir…
- Estou atrasada, as gurias vão me matar! - o interrompi e saí correndo em direção ao portão do prédio - Me desculpa, mais tarde nos falamos, ok?- Andy apenas sorriu sem graça e abriu o portão para mim pelo interfone, saí e fui correndo até ele não poder me ver mais. Sim eu estava atrasada mesmo, mas o motivo principal da fuga era pelo que Andy estava prestes a falar. Andy Colt era lindo, tinha uma cabelo bagunçado, um para de olhos castanhos incríveis e, além disso, era um homem, com direito a corpo definido e voz rouca. Porque eu não ficava lá e aceitava o convite dele? Problemas mentais, pois não é todo dia que um deus como o Andy cai do céu me convidando para sair e mesmo assim eu fugia como uma virgem.
Continuei caminhando e depois de alguns minutos estava na frente da casa do com os meus braços quase caindo, devido ao peso da cesta. Fiquei ali parada esperando, esperando. Nada das meninas, então fui bem perto da porta, me sentei em um pequeno degrau que tinha antes da entrada e não do outro lado da rua como estávamos acostumadas, senão iria acabar morrendo de dor para atravessar com aquela cesta. Me virei de lado observando a porta. Porque até a porta da casa do me fascinava? Era só uma porta! Olhei para o tapete, e adivinhem, estava todo torto e errado, impossibilitando qualquer pessoa ler o que deveria ser um “Welcome”. Nossa o deveria dançar em cima do tapete para deixá-lo daquele jeito.
Cheguei mais perto para arrumar o tapete, ficando abaixada na frente da porta. O tapete era bonito e realmente estava escrito “Welcome” no meio. Peguei duas pontas do tapete e o levantei, como fazemos com os lençóis, para que ficasse decentemente arrumado, mas ao fazer o movimento uma coisa prata que estava de baixo do tapete escorregou parando ao lado do meu pé.
- O quê?!? – eu falei mais alto que queria ao ver que era um maço de chaves. COMO ASSIM?! Então saía e deixava as chaves debaixo do tapete?! Que tipo de idiota ele é? Tudo bem que 50% das pessoas do mundo fazem isso, inclusive eu, mas o ? Peguei a chave e fiquei observando na minha mão, não podia ser, talvez alguém poderia ter deixado ela cair ali não é? Alguém que distraidamente levantou o tapete e deixou ela cair. Quem eu estava tentando enganar? Era humanamente impossível não ser dele! Sem pensar duas vezes, peguei uma das chaves e coloquei na porta.
1ª chave não, 2ª chave não, 3ª chave nã… click e a porta se abriu. A PORTA ABRIU?!? Essa é a hora que eu acordo né? NÃO? Eu não estava sonhando?! Fiquei estática olhando para a porta aberta, peguei a maçaneta e fechei a porta sem virar a chave e saí correndo. O que eu estava fazendo?
- Quero fazer uma cópia – eu disse ao homem que me olhava.
- De todas? – ele me perguntou, mostrando o maço de cinco chaves.
- Sim.
- Bom, vai levar cinco minutos.
- Ok, isso paga as cópias? – perguntei mostrando uma nota de cinquenta libras.
- Sim e sobra troco se forem chaves simples. – Foi só então que eu percebi que as chaves do eram coloridas, “que viadão mesmo”, pensei e se estampou um sorriso bobo no meu rosto como sempre acontecia quando pensava nele. – E então vai querer as chaves? – o chaveiro me perguntou me tirando dos meus devaneios.
- Pode ser.
Meu coração batia tão forte que parecia que ira rasgar a minha pele, minhas mãos tremiam e meu sangue parecia ferver como lava derretendo minha veias e meus órgãos a qualquer momento. Eu estava virando um vulcão ambulante agora? Não estava nem pensando direito, na verdade eu estava pensando demais, mas coisas totalmente sem sentido, droga! “Para de pensar , para d…” Senti meu celular vibrando e logo em seguida começou a tocar, então eu atendi.

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’s POV – Sexta-feira 8 p.m.
- Podemos ir então? – eu disse.
- Vamos ver, ok, ok, ok, eu ok, instrumentos, roupas e malas ok, é acho que podemos ir sim. – respondeu.
- Ok – me levantei e pedi para o Richard, o nosso motorista do ônibus, acelerar – O que vamos fazer agora?
- Ah sei lá, o já dormiu, então deveríamos seguir o exemplo, a viagem é longa – disse.
- São oito horas , como vamos dormir?
- Fechando os olhos e…
- Vai dormir você – o interrompeu – vamos jogar Xbox, ?
- Podemos fazer um Campeonato! – eu falei, mostrando o jogo de futebol.
- Estou dentro – disse.
- Ok, mas é melhor vocês nem piscarem porque eu vou ganhar essa campeonato fácil, fácil e não quero humilhar vocês. – se achando, tsc tsc.
Pois bem, depois de muita correria para não me atrasar, estávamos ali, jogando futebol e rindo uns dos outros. Madrid, lá vamos nós!

xxx ’s POV - Sexta-feira 8h15min p.m.
- !! TU NÃO SABE O QUE ACONTECEU!
- É infelizmente não sei e ainda não sou adivinha, quer me...
- ESTAMOS DENTRO DA CASA DO !!
- Como assim?
- NÓS CHEGAMOS E ENCONTRAMOS A CESTA AQUI NA FRENTE, ENTÃO A DEU UM CHUTE NA PORTA DE BRINCADEIRA PORQUE ESTÁVAMOS VIAJANDO E ELA ABRIU!! – Ah sim, a porta. Eu não tranquei. Ainda bem que só as minhas amigas pra chutar portas feito ninjas, imagina se fosse um ladrão, ou um ninja de verdade.
- Calma , eu to indo para aí.
- COMO ASSIM CALMA?!?!! – agora quem falava era Leticia – NÓS ESTAMOS DENTRO, OUVIU BEM, DENTRO DA CASA DO ALAN DAVID – Ela iria ficar sem voz ou pelo menos rouca depois dessa frase.
- A me disse e eu estou indo par...
- EU VOU TE MATAR SUA IDIOTA – pessoas histéricas? Não, nunca vi uma. – COMO VOCÊ PODE ESTAR ASSIM TÃO INDIFERENTE COM ISSO?
- EU ESTOU INDO AÍ, BEIJO TCHAU! – cuspi a frase e antes que ela pudesse entender o que eu tinha falado, desliguei o celular. Então eu percebi que o chaveiro me encarava assustado.
- Tudo bem, moça?
- Sim, só uma amiga de TPM, sabe como é né? – é, o chaveiro menstrua. - Acho que sei – ele me olhou tímido, ele não devia falar sobre aquilo nem com a mulher dele, aí uma estranha chega e sai falando, tenho que aprender a calar a minha boca – Bom as chaves estão prontas e aqui está seu troco.
- Obrigado – peguei as chaves e o dinheiro – Até mais.
- Até.
Em alguns minutos eu estava de volta à casa de . Testei a cópia da chave da porta da frente e funcionou perfeitamente, eu nem sabia de onde eram as outras, mas não fazia diferença depois que eu pudesse entrar na casa, tudo estava feito. Coloquei o maço de chaves verdadeiro, e coloridinho, em baixo do tapete novamente. Entrei e vi a cesta no meio da sala, e que sala. Estava tudo limpo, lindo e organizado, palmas pro , afinal eu pensei que era uma bagunça, pois é, era impressionante aquela sala.
Fiz um rápido tour pelo andar de baixo, e quando voltei a sala, lá estavam e vendo um filme qualquer na TV.

- Oi, meninas!
- – exclamaram em uníssono.
- Nem te vi entrando – falou.
- Olha isso! – disse, mostrando a casa com os braços abertos – estamos na CASA do !!! - Olha só... – eu comecei.
- O quê? Acha que temos que sair? – perguntou.
- Fui eu que abri a porta.
- Como? – vez da perguntar.
- Bom... – Contei a partir da descoberta da chave em baixo do tapete até aquele exato momento.
- Nossa , o que vamos fazer agora? - perguntou, um pouco séria.
- Que tal ficarmos aqui? – disse. YEAH, VAMOS NOS MUDAR PARA CÁ E MORAR COM O ? Não – Podemos chamar uma pizza, dar uma vasculhada – sorrimos animadíssimas com a idéia, mas o fim da frase nos fez voltar a realidade – e amanhã de manhã nós voltamos pra casa. - Pois é, aquilo era só um sonho, e que infelizmente como todos os outros sonhos, acabaríamos acordando e voltando à nossa realidade.
- E se o chegar? – perguntei.
- Eles já foram para a Espanha – disse.
- O quê?!?! - eu e falamos juntas.
- O se confundiu, a viagem era hoje de noite, e não amanhã. Agora eles devem estar na estrada já.
- Nossa o errando datas? Essa é boa! – eu disse rindo.
- Então tá, seremos obrigadas a ficar aqui - disse ironicamente – Que sabores vocês querem?
- Que tal, calabresa e quatro queijos? – sugeriu – e uma de chocolate.
- Perfeito. Eu vou no quarto do , ok? – eu disse indo em direção à escada.
- Ok, eu coloco a mesa, mas só porque é o do , porque se fosse o do eu não deixava.
- Obrigada, eu acho – eu disse, subindo as escadas.
e seu ciúme excessivo por Fletcher, nem fotos eu e a podíamos ter. Entrei no quarto, era lindo, mas simples, tinha um closet e um banheiro, uhul o meu garotão está podendo, hein? Sorri e fui até o closet abrindo as portas dos armários. Tinham roupas lindas, ele devia ficar lindo com elas, e umas nem tanto, como um casaco que parecia ser do meu tataravô. Abri a gaveta onde tinham umas boxers, e morri imaginando só com elas. Abri outra onde estavam as meias, que provavelmente ele devia ter levado muitas na viagem, afinal só tinham uns dez pares na gaveta. Mexi em tudo possível. Olhei tênis, casacos, sapatos sociais, relógios, pulseiras, cachecóis, chapéus, entre outras milhares de coisas.
Fui até o banheiro onde tinha uma toalha molhada jogada no meio do chão. Olhei e vi que o chuveiro ainda estava molhado e tive vontade de me jogar no Box, onde deveria ter tomado banho um tempo atrás. Na pia tinha uma pasta de dentes esmagada, onde não havia mais nada dentro. Ao lado tinha um cesto de roupas sujas onde tinha só uma boxer. Me envergonhei do meu cesto na hora, que estava quase na metade. Pelo menos eu não jogo a toalha no chão. Há, há! Abri as gavetas do armário do banheiro e não encontrei nada de interessante, apenas materiais de higiene pessoal e bla blá blá, até o momento que eu abri a última gaveta. Não que fosse interessante, mas encontrei Playboys! , , vai arranjar uma mulher que não more dentro de uma revista e não seja de papel! Fechei a gaveta e fui em direção à porta do quarto, saí e estava prestes a descer as escadas quando vi outra porta. Abri a porta e não fiz questão de entrar para ver os detalhes quando vi que era só mais um quarto, um pouco diferente e com uma decoração levemente feminina. FEMININA?!
com um quarto de hóspedes feminino, só podia ser uma piada, certo? Saí do quarto e desci as escadas vendo que estava chegando com duas pizzas em mãos.
- Sabia que inventaram uma coisa muito legal chamada TELE-ENTREGA? – eu disse.
- Nossa, morri de rir, revirou os olhos – Eu dei o endereço do nosso apartamento e peguei lá...
- Para ninguém ver que estamos aqui. – completou a frase.
- Hmm... tudo bem, é melhor passarmos despercebidas mesmo – falei.
- Mas então dona Eleonora, eu estava esperando a pizza lá no prédio, e sabe quem veio falar comigo? - sorriu de canto.
- Até sei, mas estou tentando esquecer – Agora sim que ela não me deixaria esquecer.
- Ah , ele gosta de você!
- Ele quem? – , a desinformada, perguntou.
- Andy – riu ao ouvir o nome do amigo sendo falado por .
- arrasando corações – disse rindo com mais intensidade.
- Calem a boca e vamos comer antes que esfrie. – eu disse abrindo uma pizza e indo até a mesa. Elas me seguiram, sentamos na mesa e pegamos cada uma um pedaço.
- Olha – não, você não vai me convencer, ou será que vai? – o Andy é tão legal, divertido...
- Lindo, tesão, gostoso – a interrompeu.
- É mesmo, e ainda ele gosta de você, para de ser tonta menina!
- Ah eu não sei, é que eu não quero acabar magoando ele, e tem o ...
- ! – elas falaram juntas em tom de reprovação.
- Para com isso, o vai sempre ser seu amado - riu ao dizer a frase – Mas dá uma chance pro Andy, vai que ele acaba te conquistando.
- Mas... – tentei argumentar, mas me interrompeu, o que já estava virando moda.
- Pelo amor de Deus, ! Quando eu cheguei no nosso prédio ele tava tão chateado, e então ele me contou que ele estava convidando a senhorita para sair e você saiu correndo!
- Eu não sabia o que responder e estava atrasada!
- Até parece que você é a pessoa mais pontual do mundo!
- Eu vou pensar ok? – eu disse – Amanhã eu falo com ele, e sei lá, vejo no que vai dar essa história – sorri fraco vendo a alegria nos rostos das minhas amigas.
- ATÉ QUE ENFIM, VOCÊS FORMAM UM CASAL LINDO! – falou.
- Não se animem eu não vou casar com ele.
- Ah, mas por quê? – riu ironicamente.
Passamos o resto da noite conversando, muitas besteiras, mas também conversamos muito sobre o que aconteceria dali para frente, afinal estávamos na casa do . Bebemos umas cervejas que tinha em casa e rimos muito ao imaginar a expressão que ele faria a não encontrá-las no frezeer, mas também, se um dia ele ficasse sabendo que tínhamos bebido, iria nos agradecer, afinal que idota que sai pra viajar e deixa cerveja no frezeer? Ao menos que esteja tentando fazer sua cozinha virar um rio de cerveja, ah , só você mesmo. Mais ou menos as quatro e meia da manhã fomos dormir, por sorte era sexta e não teríamos que ir à faculdade no outro dia. As meninas foram dormir no quarto de hóspedes e entrei no quarto do e me senti a pessoa mais feliz do mundo, não, do universo, cara como eu precisava daquela cama. Fui até o closet e peguei a camiseta que eu deduzi ser a mais velha de todas e uma boxer que ficou parecendo um short em mim, e fui deitar. A cama era super macia, fofa e mais confortável o possível, o travesseiro tinha um cheiro gostoso de shampoo. Fiz um resumo daquele dia incrível e apaguei pensando se quando eu acordasse eu estaria na minha cama, e perceberia que tudo não passava de um lindo e perfeito sonho.

Capítulo 2
’s POV – Sábado 7 a.m.
Senti uma dor terrível nas costas, minha cabeça também doía e estava meio zonzo, meu Deus, eu estava prestes a morrer ou o quê? Abri os olhos e vi o teto do ônibus, ah, sim minhas dores estavam explicadas. Todas as viagens de ônibus eram isso, na primeira noite eu quase morria de dor. Levantei e vi que os outros estavam dormindo, fui tomar café, comer um sanduíche. Na segunda mordida pensei em , será que eles estavam bem? Uma onda de preocupação veio ao me lembrar de que eu havia deixado algumas garrafas de cerveja no freezer.
- Merda!! - Só eu mesmo para esquecer as cervejas!
Peguei o celular correndo e liguei pra , ela iria me matar quando eu voltasse, mas fazer o quê, né? Esperei chamar e depois de alguns minutos ela me atendeu com a voz mais sonolenta do mundo.
- A- alô? – Ops, ela estava dormindo.
- Oi , eu queria te pedir pra ir lá em casa, acho que deixei umas cervejas no freezer e…
- Ah, ! Eu vou lá depois de almoçar, e eu limpo se você tiver feito essa merda mesmo.
- Obrigado.
- HÁ HÁ, vai ficar me devendo essa maninho lindo, boa viagem e boa noite.
- Tudo bem eu… - Tu tu tu, ela desligou.
Larguei o telefone e percebi que o ônibus havia parado. Ah, não me diga que…
- Chegamos em Madrid!! – John abriu a porta e gritou com um sorriso largo no rosto.
- Ihaaa!! – eu gritei, sabendo que acordaria os guys e desci do ônibus para respirar ar puro. - Yeah, chegamos em Madrid!

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’s POV – 7h15min a.m.
Abri os olhos lentamente, eu não estava no meu quarto.
- AAHH! NÃO FOI SÓ UM SONHO, É TUDO VERDADE! – gritei começando a pular na cama, sorri animada e parei com a bagunça, antes que eu tivesse que vender até minhas meias, no caso de quebrar alguma coisa ali. Desci as escadas rapidamente e fui checar a dispensa, que estava vazia, nossa, o se alimentava de quê? Ar ou luz solar provavelmente, afinal, ali não tinha nada. Peguei duas fatias de pizza de chocolate, óbvio que eu preferia uma barrinha de cereais ou uma fruta, mas fazer o quê, culpa do . Coloquei as fatias no forno para esquentar e fiz um suco - aquele de saquinho mesmo sabe? – Depois do meu delicioso café da manhã, fui ver TV e quando faltavam exatamente 30 minutos para o meio dia minhas amigas lindas apareceram na sala com cara de zumbis.
- Boa tarde.
- Boa tarde estranha que acorda às seis da manhã no sábado! – enfatizou o dia da semana.
- E então o que vamos almoçar? – perguntou.
- Não tem nada, teríamos que comprar alguma coisa, ou ir pra casa. – eu respondi.
- Que nada, vamos em casa e pegamos algo pra cozinhar aqui – deu um sorriso maroto.
- A NOSSA COMIDA?! Desculpa mas eu não vou morrer de fome por enquanto que o fica com a dispensa cheia! – Leticia falou mais alto que devia.
- Calma – eu disse quase sussurrando – vamos trazer um pacote de massa só para o almoço, não que eu seja egoísta como você, mas ia ser estranho o Danny deixar a dispensa vazia e encontrá-la cheia na volta.
- Gulosa e egoísta – falou, mostrando a língua para . - Feia – ela retrucou.
- Ah, crianças – alguém tinha que pôr ordem naquela bagunça – Parem de brigar e vamos logo.
- É melhor você ficar, . – disse.
- Pra?
- Lavar a louça e fazer as camas, deixamos uma bagunça lá em cima. – devia estar enlouquecendo.
- Ah, mas porq… - ouvi a porta bater, sempre sobrava pra mim, fazer o quê, eu não soube educar essas meninas e agora estou ferrada. Então ouvi o barulho da chave, ELAS ME TRANCARAM?!? apareceu na grande janela na frente da casa rindo da minha cara de assustada, cá entre nós eu devia parecer uma idiota de tão incrédula com a situação.
- AHH VOCÊS ME PAGAM, EU VOU CHAMAR O FBI, A CIA, O EXÉRCITO, TODO MUNDO! – eu gritei, rindo pelas caretas que agora as duas faziam.
Quando finalmente paramos de frescura, elas foram ao nosso apartamento pegar a comida e eu me arrastei até a cozinha. Lavei a louça, deixei tudo brilhando, fui até a sala, desliguei a TV e subi até o quarto que as meninas haviam dormido. Estava realmente bagunçado e eu, querida, arrumei tudo e coloquei as bolsas das meninas em cima de uma poltrona que havia no closet. Minha barriga gritou de fome, mas eu a ignorei e segui até o quarto do . Fiz a cama, peguei minhas coisas em cima da cama e soquei tudo dentro da bolsa, e ao abrir a última gaveta do criado mudo - não que eu estivesse curiosa para ver o que tinha ali dentro – e vi uma foto do bebê e não resisti. Será que eu iria para o inferno se eu pegasse? Era tão linda, ele estava tão fofo, peguei a foto e coloquei dentro da minha carteira. Eu iria para o inferno de qualquer maneira já que em menos de 24h eu havia invadido uma casa, dormido nela, bebido cervejas do dono da casa, fuxicado em tudo, e ainda roubado uma foto. Olhei para as outras fotos em cima do criado mudo e vi a família do , a tão sonhada e admirada Família . Vamos combinar, quem não gostaria de fazer parte dessa família? Peguei a foto e ao analisar calmamente apenas reconheci a mãe e a irmã de .
- ! – eu exclamei, animada – ?! Espera um momento, a mora com o Danny! Sim, há um ano que ela mora com ele, mas então… - O QUARTO DE HÓSPEDES É DA ! – é, a ficha caiu, sai correndo para o quarto de hóspedes- e fui até o closet - não tínhamos visto o closet - e quando eu abri e vi todas aquelas roupas femininas, meu mundo caiu em cima de mim. A morava lá mesmo, e ela poderia chegar a qualquer momento. Corri até o quarto do e peguei meu celular na bolsa, estava discando o numero da e ouvi um barulho na porta, yeah, pegaríamos nossas coisas e nos mandaríamos antes que chegasse.
Fui correndo até as escadas e quando comecei a descer, avistei . - O quê? – eu não estava entendo mais nada, poxa, muita informação pra mim. – De onde você veio? Estava escondido o tempo todo? – Santa ingenuidade. Dei mais uns passos em direção ao final da escada e vi e Marck. Subi novamente em um segundo e percebi que me olhava curioso. Fiz um sinal de silêncio para ele e segui calmamente até aporta do quarto do . Em questão de um segundo ele correu até mim e começou a pular e LATIR!
- Silêncio – sussurrei para ele e estiquei a mão em menção de acariciá-lo. Ele entendeu o recado e me deu uma chance de ser amiguinha dele, ainda bem.
- Awwwn, que fofinho você - eu disse, me esquecendo da enrascada que estava metida ao ver aqueles olhinhos me olhando – Eu tenho que ir, mas nos vemos por aí.
Terminei a conversa fazendo um carinho de despedida e entrei no quarto pegando minha bolsa em um segundo e saindo em seguida. Fui até o ex-quarto-de-hóspedes, agora de , e entrei no closet pegando as bolsas das minhas amigas. No momento seguinte estava prestes a colocar a mão na maçaneta e então a porta se abriu me esmagando contra a parede.
- Eu quero você - Marck disse em um tom sexy para , pressionando-a contra a porta, me esmagando mais ainda.
- Você já me tem – Awn que fofos vocês, agora podem parar me sufocar ou está difícil?! Era o que eu estava com vontade de gritar, mas só para lembrar, eu INVADI a casa deles. Me encolhi o máximo possível esperando que a escuridão formada pelas cortinas ainda fechadas me escondesse e tapando minha boca para que eu não acabasse gritando. Marck pegou no colo e a deitou na cama, ficando por cima. Me deitei no chão, fiquei de bruços, fui rastejando igual a um soldado até o closet, peguei o primeiro armário grande o suficiente para me esconder e entrei. Então eles começaram a conversar.
- Seu perverso, vou fugir de você! – gritou, é, naquele momento eu invejei a vida sexual dela.
- Não vai não – Marck respondeu. Ouvi um barulho e espiei de vagar, Marck estava perto da porta e então girou a chave trancando e a colocou no bolso. NO BOLSO! Como eu ia sair agora? Tudo bem, talvez eu não fosse para o inferno, mas alguém lá em cima estava me castigando pelas besteiras que eu estava fazendo, com certeza.
- Safado – disse, rindo.
- Você não viu nada ainda, meu bem. – safado mesmo esse Marck. Eles voltaram aos amassos e eu ali me perguntando porque eu tenho que inventar moda e ficar invadindo casas alheias. Abri a porta mais um pouco e fiz menção de sair, mas então ouvi um grito.
- AAAAHHHHHHHH! – gritou. PORRA ELA ME VIU, ELA ME VIU! Entrei em desespero e fechei a porta novamente. Esperei Marck abrir a porta e me encher de socos e chutes pensando que eu seria um tarado invasor. Esperei, esperei até ouvir passos no closet em direção ao banheiro.
- Você não me pega! – disse . É talvez eles não tivessem me visto, UFA.
- Vamos ver! – ouvi mais passos para o banheiro.
Minutos depois ouvi o barulho do chuveiro e saí do armário, literalmente. O banheiro estava fechado e eu pude sair em direção à porta do quarto. Coloquei a mão na maçaneta e me lembrei de que estava trancada. Droga, onde estaria essa chave agora? Olhei para o chão e vi algumas peças da roupa da no chão, e fui procurar a calça do Marck. Depois de uns minutos a encontrei em baixo da cama – sem comentários. Peguei a calça e percebi que a sorte estava do meu lado, pelo menos por enquanto, quando achei a chave no bolso direito, e fui até a porta deixando a calça perto da mesma. Abri cuidadosamente para que não me ouvissem, tranquei a porta por fora e joguei a chave por baixo da porta fazendo com que ela escorregasse para dentro do quarto. Assim eles pensariam que a chave caiu do bolso quando jogaram a calça no chão.
Saí correndo pelo corredor e fui em um pé só até as escadas. Novamente um barulho de chave, alguém mais morava ali? Desci mais um pouco e vi sorrindo com , nossa, que alívio. Corri de encontro a elas e puxei para sairmos.
- O quê, menina, está enlouquecendo? – me perguntou quando a puxei em direção à porta.
- Pra falar a verdade, sim.
- Explica direito, menina. – me olhou assustada.
- A está aqui!
- O quê?? – elas exclamaram em uníssono.
- Isso mesmo, ela chegou com o Marck e o .
- E agora? – perguntou.
- Vamos embora. – eu disse, abrindo a porta e saindo.
- Como um dia meu muso John Lennon disse, “O sonho acabou”. – disse, triste tanto por lembrar a frase do nosso querido Beatle e por estar saindo daquele jeito da casa do .
- Não, o sonho não acabou. – eu disse mostrando a chave da casa - Enquanto tivermos isso aqui, podemos vir visitar a casa de vez em quando.
- É, mas vamos ter que passar horas vigiando quando todos saírem.
- Nós temos a CHAVE, o resto é resto.
- Isso é errado, meninas – começou – Ficarmos invadindo a casa do , mexendo nas coisas dele, invadindo a sua privacidade, ele iria ficar muito magoado se soubesse que nós, fãs dele e do McFly, estamos fazendo isso. – Aquilo deu um aperto no meu coração, imaginei a cara do de tristeza e desprezo, provavelmente, se descobrisse aquilo. Tudo bem que todos os guys eram queridos e divertidos, riam das maiores merdas que faziam, mas aquilo era demais mesmo, estávamos passando dos limites.
- É você tem razão, melhor deixarmos a chave.
- Não – disse – Podemos ficar com ela para lembrança.
- E nunca mais entrar aqui? - perguntou, olhando para o chão. Aquilo estava matando todas nós por dentro, estávamos entre fazer a coisa certa e acabar com aquele sonho, ou fazermos o que era errado, deixando o nosso sonho acontecer.
- Olha vamos logo, antes que nos vejam, levamos a chave e mais tarde conversamos sobre isso, daí se decidirmos nunca mais voltarmos, nos livramos da chave. – eu disse.
Fiz um sinal para que elas saíssem também, mas antes deram uma ultima olhada como estivessem se despedindo. Ouvimos um barulho no andar de cima e elas se apressaram.
- Vamos, tem alguém descendo! - disse.
- Se eu fechar a porta eles vão ouvi-la batendo. – disse.
- Droga, deixa encostada e vamos, eles vão pensar que esqueceram assim – disse. - Rápido!

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’s POV – Sábado 8 p.m.
O dia passou rapidamente, e agora faltava apenas uma hora para o show.
- Tudo certo? – perguntou – Às nove temos que estar no palco.
- O.K. – eu, e respondemos.
- Então, vamos fazer outro campeonato de futebol? – , campeão do campeonato no ônibus, disse.
- Claro, agora eu ganho. – disse.
- Ganha do . – eu disse.
- Ah, nem vem, eu sei jogar um pouco. – defendeu-se.
- Vamos antes que eu desista, é muito moleza ganhar de vocês. - disse como se fosse o rei - que estava mais pra rainha - da Inglaterra.
- Vamos ver – disse e fomos em direção ao Xbox. Tudo ia dar certo, o show, a viagem. Estávamos com tudo e eu me sentia tão feliz. Nossa eu pareço uma menina saltitante, estou ficando gay? Meu deus, ainda bem que hoje meninas irão gritar meu nome, assim meu instinto masculino volta à tona.

xxx ’s POV – Sábado 8p.m.
Já eram oito horas da noite, estudava, estava no quarto e eu vendo TV. Depois de sairmos da casa do , eu percebi que ainda estava de camiseta e boxers, pois é, saí pela rua, correndo de tênis e roupas masculinas. Depois de todas as pessoas rirem da minha cara, o porteiro do turno da tarde me perguntou se eu estava fugindo da casa do meu namorado, bem que eu queria responder que sim, mas as meninas inventaram uma história, que tinha algo a ver com uma peça de teatro.
- , um cara do meu trabalho vai vir aqui me entregar minha agenda que eu esqueci no escritório, pega lá para mim? Vou tomar banho agora. – , que estava de roupão, disse, me tirando dos meus devaneios.
- Tudo bem, qual é o nome dele?
- Paul Jackson.
- Jackson?! Ele é…
- Não, ele não é nada do Michael Jackson.
- Podia ser, imagina. – meus olhos brilharam.
- Ele não iria ser bonito.
- Hmm, então ele é bonito?
- É sim, ele me convidou pra sair semana passada, mas tínhamos o desfile pra organizar, não deu.
- Sério? Não acredito e você fala de mim né?
- Eu não saí correndo, vaquinha. Eu respondi que outra hora, afinal nós dois tínhamos que trabalhar. – olhei com cara de matadora para , tanto pelo apelido como pela resposta muito bem elaborada. – Bom, vai lá, eu já avisei que você que vai pegar a agenda.
- Tudo bem, vou lá conhecer o Jackson. De nada pelo favor.
- Não vou te agradecer, você é minha escrava, vá antes de levar umas chibatadas!
- Nossa, podia ser um castigo mais moderno - eu e rimos – Bom, vou lá, bom banho.
- Obrigada. – saiu em direção a sua suíte e eu desliguei a TV, peguei minhas chaves e saí. Entrei no elevador e apertei o térreo, chegando lá, caminhei até a portaria onde Andy lia um livro da faculdade. Como eu sabia? Era igual ao que eu vi lendo em seu quarto minutos atrás.
- Oi Andy! – eu teria que me desculpar, e tentar seguir os conselhos das minhas amigas sobre desencalhar.
- Oi. – Andy disse sem tirar os olhos do livro – Precisa de alguma coisa? – nossa ele estava me matando com aquela reação, podia ser um pouquinho mais querido, não?
- Er, na verdade sim, queria te pedir desculpas. – ele olhou para mim – Por eu ter saído correndo e por não ter voltado, como eu prometi.
- Você não me prometeu nada , e eu entendo, a veio aqui e me explicou que te chamaram no teatro ontem – Eu fazia cinema na faculdade, e trabalhava como diretora e/ou atriz em um teatro muito renomado de Londres – E não deu pra você voltar pra falar comigo.
- Que bom que você entende, mas então, o que queria conversar? – pergunta idiota a minha.
- , nós sabemos muito bem o que eu queria, mas não te preocupa, não vou mais tocar no assunto. – Droga, que vergonha.
- Andy…
- Olá, crianças! – a voz da senhora Downey, uma das mais antigas moradoras do prédio, entrou na conversa – Andy você poderia me ajudar aqui, por favor?
- Olá senhora Peter – respondemos em uníssono.
- Claro – Andy se levantou indo em direção a ela - O que você precisa?
- Nada de mais, só preciso que você fique com essa sacola e entregue ao Jim Hunting do 506. É um presente pra ele, mas está pesado para eu levar até lá.
- Tudo bem, eu entrego – Andy pegou a sacola.
- Muito obrigado querido – ela se virou em direção ao elevador – Até mais crianças, e se comportem.
- Até mais – eu respondi.
- De nada, qualquer coisa é só pedir. – Andy foi até uma porta onde ficavam as coisas dos porteiros e deixou a sacola. Quando estava voltando fez menção em ir para trás da bancada novamente e eu segurei seu braço.
- Eleonora, não se preocupe. – ele colocou a sua mão sobre a minha para se soltar – Está tudo bem, por mim podemos ser amigos. – Ele estava prestes a se virar e então selei nossos lábios. Ficamos um minuto parados até aprofundarmos o beijo. Dei passagem para a sua língua quente e macia. Ele passou as mãos em minha cintura por enquanto que eu dava leves puxões em seu cabelo com meus braços em volta de seu pescoço.
Ele sorriu entre nosso beijo e o finalizou com um selinho.
- Isso é se comportar pra você? – ele sussurrou em meu ouvido. Sorri com a piada, sem ter coragem em falar alguma coisa. – Eu esperei tanto por esse dia, por esse beijo.
- Eu também – menti, mas só por um lado. Nunca havia pensado em ficar com Andy, mas eu estava esperando por um beijo como aquele há um bom tempo. Na verdade eu estava encalhada há três meses, quando saímos do Brasil, e eu deixei o meu “ficante” para trás.
- Você?
- Bom, fui eu que te beijei, então devia acreditar, não é?
- Você me beijou. – Andy disse e eu tive que rir, parecia um maluco afirmando o que eu tinha acabado de falar. – Você vai me beijar de novo?
- Claro, um dia, quando estivermos de bobeira. – Andy sorriu.
- E eu que pensava que você me via como amigo – ele se afastou e olhou nos meus olhos.
- Não me olha assim, eu fico com vergonha – em segundos virei um tomate extra maduro.
- Você fica linda assim vermelhinha – Andy tirou a franja de meus olhos – Alias, você é linda.
- Assim eu vou ficar linda e mimada. – rimos com o meu comentário e o interfone tocou. Andy me deu um selinho e foi atender.
- Paul Jackson está lá na frente te esperando - ele me olhou com cara de mau.
- Ah sim, eu já volto, Bad Boy.
- Espera um momento, você conhece um parente do Michael Jackson? Será que ele não tem uma irmã pra me apresentar? – rimos mais uma vez e eu fui em direção a ele e dei um selinho.
- Não, só eu posso fazer parte da Família Jackson, desculpa.
- Egoísta – ele me deu um beijo na ponta do nariz - Vai lá antes que ele desista, ai já viu né? Nada de entrar para a Família Jackson.
Sorri alegremente ao ver aqueles olhos azuis incríveis me olhando com carinho, me afastei de Andy e fui em direção à frente do prédio onde se encontrava Paul.

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Andy’s POV – Sábado 8h23min p.m.
Ela havia me beijado. havia me beijado. Aquela garota incrível, que há meses entrou em minha cabeça e em meus sonhos sem pedir permissão, me beijou. Nossa, eu podia morrer naquele momento que morreria feliz. Ela nunca havia me dando sequer uma chance, como aquilo tinha acontecido? Um sorriso idiota se formou em meu rosto ao me lembrar do beijo, tão quente e macio, tão calmo.
Fiquei observando falando com o tal Paul. Ela falava, ria e gesticulava com as mãos, ele lhe entregou alguma coisa que não pude identificar devido a distancia, e continuaram conversando, foi quando prestei atenção em sua roupa. Ela estava linda, com uma regata marrom escura colada ao corpo, um short bege que ia até um pouco acima do joelho e nos pés um chinelo da mesma cor que a regata. Como ela podia ficar tão linda e sexy vestida tão normalmente?Eles começaram a se despedir e Paul levantou a mão eu sinal de um “até logo” em minha direção e eu retribui o gesto. Paul entrou no carro e foi abanando conforme o carro se afastava, até dobrar a rua, ela se virou e colocou a mão na maçaneta para abrir o portão, mas antes olhou para a rua novamente ficou parada olhando sem reação. Parecia estar vendo um fantasma, ela não se mexia, apenas continuava encarando o nada. Peguei o interfone e exclamei um “tudo bem aí?” tão rapidamente que mal percebi, e fiquei aguardando uma resposta.

Capítulo 3
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’s POV – Sábado 9p.m.
Paul é um cara incrível, engraçado, divertido e lindo. Depois de me entregar a agenda, conversamos pouco e Paul nos convidou pra um jantar em sua casa. Ele me viu com Andy então disse que se eu e , ele sabia que a não tinha ninguém, quiséssemos poderíamos levar alguns amigos. Ou seja, era para levarmos dois , assim ele e ficariam sobrando, coitadinhos.
Ele pegou meu número e disse que ligaria para marcarmos a janta. Nos despedimos e ele entrou no carro, abanei até ele virar a esquina e em seguida me virei, colocando a mão no portão, foi então que eu o vi. Estava parado a alguns passos de mim me observando. Ele havia me reconhecido? O que ele estava fazendo ali e como ele havia chegado à frente do meu prédio? Andy disse alguma coisa no interfone que eu não consegui entender, devia estar preocupado, mas não respondi.
- ?!? – falei, espantada – C-como chegou aqui? – Ele apenas veio em minha direção e colocou as patas em minhas pernas, acariciei sua cabeça e então me lembrei.
- NÓS DEIXAMOS A PORTA ABERTA! – falei para mim mesma – Droga, você nos seguiu não é danadinho? – me olhou como estivesse dizendo “Eu danadinho? Capaz”.
- Tudo bem, vamos falar com as meninas e depois te levamos pra casa, rapazinho.
Abri o portão e chamei que me seguiu calmamente, fui em direção à portaria onde Andy me olhava confuso.
- Olha quem eu encontrei – eu disse apontando para Bruce.
- Nossa eu quase morri de preocupação, podia ter me respondido, não?
- Ah, quem podia ser? O lobo mau?
- Claro que sim, chapeuzinho. - Andy parou em minha frente e apertou minhas bochechas – Bom, pelo menos esta tudo bem, e ainda temos um novo amiguinho – ele se abaixou e passou a mão em – De quem será?
- Ah é de um vizinho aqui da rua de trás. – Não era uma boa ideia falar sobre com o Andy – eu sempre o vejo quando vou pra academia. – pois, é menti duas vezes em menos de 10 minutos para Andy, ótima maneira de começar um relacionamento Mentirosa . - Ah bom, mas não vai lá agora, tá? Já é de noite e eu não posso sair daqui, senão eu iria com você.
- Tudo bem, amanhã de manhã eu o levo.
- Hm, e o que vai fazer depois? – ele me perguntou se levantando e chegando mais perto de mim.
- Vou sair pra passear. - Andy abaixou os olhos.
- Hm, aonde?
- Bom, isso é você que vai me dizer! – Andy me olhou e abriu um grande e lindo sorriso.
- Eu te adoro.
- É, está escrito na sua testa.
- HÁ HÁ HÁ !
- Desculpa, mas é verdade.
- Você é surpreendente sabia?
- Não, essa eu não sabia, mas tudo bem, obrigado.
- O que acha de amanhã às 14h?
- Perfeito, estarei a sua espera – eu disse no maior estilo Romeu e Julieta. Passamos um minuto em silencio então Andy o quebrou.
- Bom – ele começou tirando uma mecha de cabelo dos meus olhos – Estamos de bobeira agora, o que você acha de me beijar de novo? - Um segundo depois estávamos nos beijando, coloquei minhas mãos em volta de seu pescoço e dei passagem para sua língua. Eu me sentia feliz. Como ele fazia aquilo comigo? Quando faltou ar Andy finalizou o beijo mordendo meu lábio inferior.
Apoie minha cabeça em seu peito e ele me abraçou. Ficamos ali abraçados por alguns minutos.
- Eu ficaria o resto da minha vida aqui, mas preciso trabalhar. – Andy sussurrou em meu ouvido. – Me afastei e sorri ao ver aquele cara tão lindo ali comigo.
- Tudo bem, amanhã você vai ser só meu durante o dia inteiro.
- Todinho seu, linda. - Andy disse me dando um selinho demorado.
- Boa noite. – eu disse dando outro selinho, mais rápido.
- Boa noite. – Ele sorriu e me abraçou apertado. – Eu te levo até o elevador.
- Tudo bem – eu sorri – ? Vamos.
Fomos até o elevador e eu e entramos, quando as portas estavam se fechando mandei um beijo a Andy, que sorriu.. Depois de um minuto chegamos ao nosso andar e eu e saímos e ele me seguiu até o nosso apartamento. Abri a porta e estava cozinhando e colocava a mesa.
- Nossa , pensávamos que tinha sido sequestrada. – disse.
- Estávamos quase ligando pro Andy e pedindo para que ele fosse te procurar. - deu um sorriso maroto.
- Eu estava com ele. – elas arregalaram os olhos.
- Pode começar a contar tudo.
- Se vocês não perceberam, temos uma visita – eu disse apontando para .
- O-o quê? – gaguejou.
- Encontrei ele aqui na frente, deve ter nos seguido quando deixamos a porta aberta.
- E se a sentir falta dele? – perguntou, passando a mão em .
- Se acalmem, amanhã vocês levam ele.
- Vocês? – quis saber.
- Já explico. – eu disse saindo novamente com .
- Aonde você vai?
- No Michael, vou pedir ração.
- Para quê? – perguntou.
- Uma dieta nova que estou fazendo – eu revirei os olhos.
- Para o , ! – quase gritou.
Fui até a porta de Michael e toquei a campainha.
- ! - Michael me cumprimentou.
- Oi!
- Como vai? - ele perguntou, me puxando para um abraço.
- Tudo bem. – Me afastei e percebi que ele estava só de toalha.
- Opa me desculpa, é que você me pegou saindo do banho.
- Sem problemas, Mike.
- Então, o que te traz aqui?
- Preciso de um pouco de ração do Bob – o labrador do Michael.
- Uma dieta nova? – Eii, essa piada é minha!
- Hm, , dê oi para o meu amigo Michael. - apenas balançou o rabo ao ouvir seu nome e sentou- se ao lado de meus pés.
- Ah não havia te visto aí, - Mike se abaixou e passou a mão em - Você vai adorar o Bob, que pena que ele está no Pet agora.
- Ele não vai morar aqui.
- Como não? – ele fez uma careta engraçada – Não me diga que você encontrou um apartamento com um vizinho mais bonito e vai se mudar? – Fui obrigada a rir.
- Não, ele não é meu, é de um amigo meu aqui da rua de trás, ele deve ter se perdido e acabou parando aqui em frente, e eu nunca encontraria um vizinho mais bonito e legal que você Mike!
- Obrigado por alimentar meu ego, vizinha.
Gargalhamos por uns minutos das besteiras que falávamos.
- Então vamos ver o que eu tenho para você, . – Mike disse, fazendo sinal para que entrássemos. Entrei no apartamento acho que pela terceira ou quarta vez. Era exatamente igual ao nosso, com mobílias e decoração diferentes. Fomos até a área de serviço e Mike me entregou um pacote de ração.
- Olha é uma amostra grátis, deve dar para a janta - ele disse sorrindo.
- Está ótimo, muito obrigada, vizinho.
- Ah - ele se esticou pegando algo em cima do armário – Eu comprei essa cama pro Bob há um mês, mas ficou pequena, pega pro .
- Ele não vai ficar, Mike.
- Eu sei, mas amanhã você entrega para o dono dele.
- Tem certeza?
- Claro, o Bob não usou, o vai adorar.
- Ah Mike, muitíssimo obrigada, o agradece.
- De nada, estou à disposição sempre.
- Já que é assim, o que você acha de sairmos para jantar essa semana? Um amigo nosso nos convidou e disse que poderíamos convidar uns amigos.
- Mas é claro, e quem vai mais?
- Bom, eu e o Andy, a e o Paul, a e você.
- Ah sua danadinha, nada passa despercebido por você, não é?
- Para Mike, a Londres inteira vê seus olhinhos brilharem quando a passa. – eu disse piscando os olhos seguidamente como uma mocinha apaixonada.
- O que seria de mim sem você, ? – Michael abriu os braços para me abraçar e eu estiquei minha mão como sinal para parar.
- Vamos manter distância, ok? Não quero que sua toalha caia na minha frente, muito menos com você abraçado em mim. – eu disse e gargalhamos. – Bom, tenho que dar comida para o .
- Tudo bem, combinamos tudo depois sobre a janta, né? – Por exatos cinco segundos, me arrependi de convida-lo sem consultar a antes, mas cinco segundos passam rápido.
- Claro, o Paul, vai me ligar e então eu te aviso. – eu disse saindo do apartamento.
- Você sabe onde me encontrar. – Mike sorriu.
- É um pouco longe, mas, fazer o quê? – Sorri e fui andando em direção ao meu apartamento – Obrigada por tudo Mike, Boa noite.
- Obrigado você, zinha. Boa noite.
Entrei e fechei a porta depois de entrar. As meninas estavam na mesa se servindo, fui à cozinha e peguei dois potes, em um coloquei água e em outro a ração que Mike me deu. Coloquei eles na área de serviço perto da nova caminha de , levei as mãos e fui jantar.
- Obrigada por me esperarem. – eu disse sentando na mesa.
- Pode começar a falar menina – disse.
- Falar o quê? - Me fiz de desentendida.
- , fala logo. - quase gritou.
- Tudo bem, por onde eu começo?
- Pelo começo.
- HÁ HÁ HÁ H…
- ANDA LOGO!
- Eu desci, beijei o Andy, peguei a agenda com o Paul, ele nos convidou pra jantar, encontrei , combinei de sair amanhã com o Andy às 14h, voltei aqui, fui ao Mike, peguei ração para o , convidei Mike para ir conosco na janta do Paul, ele aceitou e ficamos de conversar, voltei e estou aqui.
- Meu Deus, minha cabeça está doendo. – disse. - Você é rápida. E então com foi com Andy? – perguntou.
- Lindo e legal, ele é tão fofo.
- Bom então Paul nos convidou para jantar? - disse, pegando uma batata smile – Quem é Paul, afinal?
- Meu amigo – respondeu.
- E o Mike vai.
- O meu Mike? – se assustou – Como assim?
- Eu disse que convidei ele, e como assim o SEU Mike? – eu disse rindo.
- É modo de falar porque ele é o MEU colega de trabalho! , eu vou te matar, devia ter falado comigo antes, eu n…
- Calma querida! – eu disse – Nós vamos sim, e tudo vai dar certo, ou vocês pensaram que eu iria desencalhar sozinha.
- Só você mesmo, ! – riu.
- Fazer o quê, vocês me amam assim do jeito que eu sou.
- Sorte sua. – disse.
Caímos na gargalhada e terminamos de jantar, ainda tínhamos muito que conversar, mas tínhamos tempo de sobra pra isso.

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’s POV – Sábado 9p.m.
Entramos no palco, as luzes se acenderam focando em cada um de nós, cada um foi para o seu devido lugar, e eu me assustei ao ver todas aquelas pessoas, nossa, estávamos realmente arrasando. Começamos a tocar e nossos fãs foram à loucura, eles cantavam, gritavam e mostravam cartazes com dizeres engraçados. Depois de duas horas tocando, nos despedimos encerrando mais um show fantástico Tudo deu certo, brincamos, falamos besteiras, rimos e nos divertimos com nossos fãs, digamos, loucos. Obviamente não tão loucos como os brasileiros. Não sei por que pensar nos brasileiros agora, mas, com certeza, os nossos melhores shows foram lá, era ótimo os ouvir gritando feito loucos, jogando calcinhas e sutiãs em nós, cantavam as nossas músicas, muitos deles chorando, emocionados.
Tomei um banho para relaxar,em seguida, liguei para o serviço pedindo um lanche qualquer e duas cervejas. Pensei em ligar para , mas já era tarde e com certeza ela viria até Madrid pra me matar se eu a acordasse outra vez.
Deitei, encarando o teto por alguns minutos, liguei a Tv, tentando não pensar naquilo novamente, sem sucesso. Perguntei-me o que eu estava fazendo, logo seriam três meses que tudo aquilo havia acontecido e ainda não tinha esquecido, muito menos superado. É, três meses haviam se passado e eu ainda conseguia sentir a dor como se tudo tivesse acontecido na noite anterior.

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’s POV – Sábado 10p.m.
Depois da janta, tiramos a mesa, lavamos a louça e fomos ver TV – lê-se conversar na frente da TV.
- Então – começou – Precisamos combinar como vamos fazer tudo amanhã.
- Qual é o plano, ? – perguntou.
- Vocês vão para frente da casa e ficam vigiando, quando tiverem certeza que não tem ninguém, entram, deixam o e as roupas do , pegam a cesta e vão embora.
- Gostei de ver, deixando de ir à casa do , para ficar com o Andy. - argumentou.
- Não sei se eu gostei – olhou para suas unhas – Você está deixando nós e os guys de lado para ficar de namorinho com ele.
- Foram vocês que mandaram, agora aguentem.
- Tudo bem – sorriu – Eu fico com o pra mim então.
- Pode pegar, ele não me da bola mesmo, pelo menos o Andy sabe que eu existo.
- Vocês não acham que a viu a cesta? – mudou de assunto.
- Eu a levei pro quarto do antes de ir dormir, acho que ela não entrou lá.
- Espero que não – disse.
- Mas então, como está sendo ficar com o Andy?
- sua curiosa, está sendo normal, e só ficamos uma vez, nada sério.
- Por ele vocês casam amanhã, querida.
- Coitadinho, cuida dele direitinho , senão ele vai acabar se magoando. - disse no maior tom de deboche, mas realmente poderia acontecer. Ele estava tão feliz, e se eu não gostasse dele tanto assim? Que merda de coração dividido o meu – Mas ele é tão legal né? Duvido que não se apaixone por ele.
- Ser legal é uma coisa, ser apaixonante é outra.
- Não seja tão seca, disse – Deixa rolar e vamos ver no que vai dar.
- Isso parece uma música. – riu.
- Enfim, vou dormir. Tenho que estar linda para o meu Romeu amanhã.
- Eu também - sorriu – Ah, me lembrei de que eu não tenho um Romeu – ela fez uma carinha triste.
- Somos duas – colocou a mão na testa em forma de desespero.
- Parem com isso, essa semana vocês vão estar com seus Romeus, só que o meu chegou um pouquinho antes, só isso.
- Tudo bem, boa noite amiga.
- Sonhe com o pela última vez, depois do dia lindo que você terá amanhã, vai até se esquecer de quem é o .
- Vai nessa, boa noite pra vocês também.
Fui para o meu quarto, tomei um banho e fui dormir. Acabei sonhando com o , mas não era como os outros sonhos que ele sorria e éramos felizes, era triste, frio. Percebi que estávamos nos despedindo. chorava e dizia que iria sentir a minha falta, dizia que eu não podia ter feito aquilo com ele, mas que nunca deixaria de me amar. Eu sorri, quando ele disse em um sussurro “eu te amo” e começou a se afastar. Corri atrás dele, mas eu não conseguia o alcançar, corri mais um pouco e segurei seu braço o virando, mas ao invés de , quem estava ali era Andy.
Acordei em um pulo. Não podia ser, eu devia estar enlouquecendo né? Calma foi só um sonho, você não está esquecendo o , é SÓ um sonho. Me levantei e vi no relógio que marcava meio dia e trinta e seis. Fui até o meu banheiro, fiz minha higiene matinal, e me direcionei à cozinha para fazer o almoço, obviamente às meninas ainda dormiam e acabariam indo cedo, da noite, na casa do . Fiz um sanduíche e tomei café com leite, mesmo sabendo que aquilo iria ser meu almoço, decidi fazer uma lasanha para minhas amigas e depois de tudo pronto fui tomar banho.
Faltavam quarenta minutos para Andy ir me buscar quando saí do banheiro, fui até o armário e analisei minhas roupas, peguei uma regata branca, uma calça jeans preta, minha jaqueta de couro da mesma cor e um all star clássico. Penteei os cabelos e dei uma leve bagunçada, fiz minha higiene bucal e depois de me maquiar estava pronta. Troquei a água do potinho para , e me despedi do meu amiguinho, afinal não nos veríamos mais, talvez um dia. Peguei minha bolsa e desci para esperar Andy quando faltavam cinco minutos. Cheguei ao térreo dei de cara com Andy na portaria.
- Heey linda! – ele disse a me ver.
- Oii! - respondi me perguntando se beijava ele ou não. Antes de terminar meus pensamentos Andy se aproximou.
- Você está mais linda que nunca sabia? – ele segurou minha cintura firmemente.
- Obrigada Andy – eu disse e em seguida dei um selinho rápido nele – Então, aonde vamos?
- Eu tenho três sugestões – ele sorriu – A primeira é o clássico cinema, segunda é um piquenique, e a terceira é uma excursão na London Eye.
- London Eye?! – eu praticamente gritei.
- Sim, a roda gigante.
- Eu sei o que é – eu fiz uma careta e Andy riu – Só fiquei impressionada, eu nunca fui lá. – fiz uma carinha triste abaixando a cabeça.
- Nós vamos hoje! – ele levantou meu rosto delicadamente – Não, nós vamos agora!
- YEAH! – Eu disse animada e em seguida estávamos no carro. Então me lembrei da janta na casa do Paul. – Andy?
- ? – eu tive que rir.
- Quer ir jantar comigo na casa de um amigo da ? O Michael vai também.
- Olha – Andy estava concentrado no trânsito – Eu acho que não preciso responder – Andy me olhou de canto abrindo um lindo sorriso. – rimos e num piscar de olhos estávamos na London Eye.
- Vem, você vai amar – Andy disse abrindo a porta para mim.
Eu realmente amei. Aquele lugar era lindo e, claro, romântico. Quando acabou fomos a um café ali por perto onde ficamos um bom tempo conversando, e depois decidimos ir ao shopping comprar um CD que Andy queria há tempo.
- Ah, para Andy – eu dizia enquanto ele pegava os CDs – Os dois são bons, mas nada se compara aos Beatles!
- Eu sei, mas acho que vou levar o do Bruce. – Andy pegou um CD onde estava na capa o nome Bruce Springteen. Escolha errada, querido Andy. Ao ver o CD me lembrei de , dos guys em geral. Lembrei-me da chave, da linda casa, do cheiro de e como foi confortável dormir em sua cama com suas roupas. Aliás, eu tinha me esquecido de deixar as roupas para as meninas. Parabéns , ótima desculpa para ir à casa dele novamente. – O que você acha, ? – Andy perguntou, acabando com meus pensamentos.
- Ótima ideia, adoro o Mr. Springteen. – Não menti. Francamente, Bruce é o cara, mas mesmo assim, minha cabeça insistia em lembrar . Foco , foco.
Depois de comprarmos o CD, passeamos mais um pouco e decidimos sentar na praça de alimentação.
- Então quando é o tal jantar? – Andy perguntou.
- Não sei ainda, ele ficou de me ligar, mas provavelmente ele vai me avisar pela já que eles se vêem todos os dias.
- Ok, eu só vou precisar pedir para trocar meu horário da portaria. – Andy fez uma careta e eu ri. Naquele momento tudo sumiu, era apenas eu e Andy, e não sei porque, palavras fofas saíram da minha boca sem me deixarem pensar se devia ou não falar aquilo.
- Eu estou amando essa tarde – Deus, estou virando melosa – Obrigada por tudo Andy, e desculpa por te evitar todo esse tempo.
- Ah , para com isso, você sabe que antes de eu gostar de você como mulher, você é minha amiga, e se não rolar nada sério, espero que possamos continuar sendo amigos.
- Algo mais sério? – eu me fiz de desentendida, talvez se ele virasse meu namorado eu esqueceria o… nossa, eu sou um poço de egoísmo.
- Eu te adoro, linda, e você bem sabe que só depende de você. – Andy colocou a mão na minha cintura – Mas eu quero que fique à vontade para dizer o que realmente sente, ok? – Nos olhamos nos olhos e no outro segundo estávamos nos beijando, um beijo que começou calmo, mas foi virando nervoso e ágil. Provavelmente Andy estava com medo de depois do beijo, receber um fora. Dava para perceber seu nervosismo tanto no beijo como em suas mãos que eram firmes e me puxavam contra si sem perceber a enorme quantidade de força que ele exercia para fazer o gesto, com calma eu parei de beija-lo e acariciei seus cabelos, tirando-os dos olhos.
- Eu acho que você deveria ficar mais calmo – nós rimos – eu também gosto de você, ou nem estaria aqui bobão – ele me olhou intensamente e seus olhos azuis me hipnotizaram mais do que nunca.
- Eu te pegaria no colo agora e gritaria que eu te amo e que você não existe, mas acho que nos expulsariam do shopping.
- Apenas sussurre. – eu disse ansiosa para que ele o fizesse, sussurros no ouvido me conquistam.
- Eu te amo e você não existe minha pequena. – Pensei se não era muito cedo para ele dizer que me amava, mas eu acreditava nele, acreditava que mesmo que não fosse literalmente amor, afinal de contas o amor é muito complicado, ele sentia um carinho muito grande por mim, e estava desposto a me fazer feliz, pelo menos por enquanto durasse nosso... namoro? Relacionamento? Ah, durante isso que tínhamos. Nos beijamos mais um pouco e eu me surpreendi ao perceber que não queria que aquilo acabasse. Andy tinha um beijo realmente delicioso, quente, excitante. Durante os beijos eu explorava o peito de Andy com as mãos enquanto ele apenas segurava meu rosto com uma das mãos por enquanto que a outra estava por traz dos meus ombros. Claro que era tudo muito discreto e aceitável, afinal ainda estávamos em publico. Pensei em convidá-lo para irmos para minha casa, mas um imprevisto resolveu atrapalhar os meus planos.
- O celular. – Andy disse afastando-se.
- Como?
- O seu celular tá vibrando – Andy riu ao perceber que eu estava perdida. – Peguei o celular me perguntando como não tinha percebido. Olhei para o visor que me informava que estava me ligando. Incrível como minhas amigas precisavam de mim justo quando eu estou err, me divertindo. Me afastei de Andy para atendê-la.
- O que foi? – eu disse um tanto má.
- FUDEU! – , com sua voz extremamente aguda, gritou me deixando quase surda.
- O quê?!
- Casa. . Eu. . . – eu estremeci.
- ELA VIU VOCÊS?
- Deixamos a chave na cozinha, chegou, foi na cozinha, viu a chave, pegou a chave, saiu nos trancando aqui dentro, ESTAMOS TRANCADAS, NÃO TEM COMO SAIR, ELA PEGOU A NOSSA CHAVE DA CASA! – Por um segundo pensei naquele “NOSSA”. Ok, eu paguei pela cópia, mas era deles a chave, da casa deles. Agora minhas amigas estavam trancadas lá, como elas iriam sair? Não tínhamos mais a chave. Eu pirei.
- E agora?
- Eu tenho um plano – começou – Quando a chegar, eu e a esperamos ela subir para o quarto e daí pegamos a nossa chave e saímos sem ela perceber.
- Tá mas assim, ela deve ter percebido que o sumiu, e de repente ele aparece dentro de…
- Me esqueci de contar, quando a voltou e pegou a chave, ela voltou porque tinha esquecido uma foto do que estava na geladeira, a ouvimos falando, provavelmente com o Marck, no celular e ela disse que não iria avisar o até encontrar o , caso ele chegue e ela ainda não tenha encontrado, ela conta para ele. – ela cuspiu.
- Vamos fazer assim, quando vocês saírem, levem o junto. Depois, toquem a campainha e devolvam o alegando que ele estava na frente do nosso prédio, e sempre o vê quando está indo na academia. Vou tentar enrolar o Andy mais rápido possível e vou para ai.
- Nossa você é um gênio, !
- Pense nisso antes de me chamar de burra a próxima vez.
- Você tem apenas momentos de burrice, ok? – percebi que eu tinha me afastado muito de Andy, caminhei um pouquinho e pude vê-lo olhando para os lados.
- , o Andy está me procurando, tenho que ir, me liga quando a chegar, beijos.
- Tudo bem, vai aproveitar o seu gato, beijos. – O "seu" deixou um tanto animada, mas Andy não era meu, pelo menos não ainda. Fui andando em sua direção e sorri quando ele me viu, mas apesar dele sorrir de volta, sua expressão me preocupação não mudou.
- Desculpa Andy – eu disse sentando do seu lado – A estava com problemas e precisava da minha ajuda.
- Tudo bem, só me assustei porque você sumiu.
- É, eu caminho quando estou falando no celular, me desculpa.
- , eu já disse, está tudo bem.
- Obrigada.
- Por?
- Ser compreensivo.
- Olha, isso tem certo custo. – ele disse, sério, mas abriu um sorriso sapeca ao terminar a frase.
- E por acaso posso saber qual é? – Andy olhou nos meus olhos e sussurrou.
- Esse. – Assim nossos lábios estavam juntos novamente. Andy era incrível, e beijava realmente muito bem, naquele momento tive esperanças em esquecer , mas percebi que, querendo ou não, eu estava pensando nele enquanto Andy me beijava.
Capítulo 1
Capitulo 4. Xxx
’s POV

- Está entregue - Andy disse, parando na frente do The Sun.
- Obrigada Andy - Sorri apressada colocando a mão na maçaneta. Estava tão apressada com a ideia de ir ao encontro das meninas que me esqueci de me despedir direito.
- Eu te levo na London Eye, passo a tarde inteira te mimando e não mereço nem um beijinho? - Andy fez manha.
- Estou saindo com uma criança e nem sabia! - Brinquei.
- Tchau.
- Como assim? - Ele tentava parecer sério e eu ria - Agora vou fazer uma super despedida.
- Não quero mais.
Sai do carro me dirigindo para a sua janela. Abri a sua porta rindo das caretas que Andy fazia.
- Tchau bobão - Abracei-o com apenas um braço, pois não tínhamos muito espaço - Nos vemos amanhã na faculdade?
- Uhum. - Andy me olhou ainda sério, mas não conteve o riso por muito tempo. – Tá, vem cá - Apertou o abraço me dando um selinho em seguida.
- Vou lá, Peter Pan – beijei-o rapidamente e desvencilhei o abraço.
- Vai Wendy - Fechei a porta do carro e mandei um meio para Andy por enquanto me dirigia à entrada. Fechei o portão e abanei a ele que ainda me encarava sorridente. Andy ligou o carro e foi se afastando. Esperei ele dobrar a rua e em seguida abri novamente o portão agora saindo do The Sun. Precisava chegar rápido à casa de Danny antes que encontrasse as meninas por lá. Minhas pernas fraquejaram ao pensar o que aconteceria se aquilo realmente acontecesse. Estaríamos completamente perdidas já que não há uma explicação quando invadimos a casa de alguém. Acabaríamos presas e além de nenhum dos guys gostaria de saber daquilo, muito menos . Quando me dei por conta já havia chegado. Era de tarde, mas o céu estava nublado e um pouco mais escuro que o normal. Fiquei ali parada por dois minutos andando de um lado para o outro tentando achar uma solução. Observei a casa. A entrada era aberta, dando total liberdade de chegar perto da porta, mas o pátio, nos fundo, tinha um portão de madeira que deveria ter aproximadamente dois metros de altura. Não seria fácil pular, mas não era impossível. Olhei em volta e percebi que tinha uma árvore não muito longe do portão, corri até ela e comecei a subir. Não que eu fosse profissional no assunto, mas subir em árvores era uma das minhas brincadeiras preferidas no Brasil. Consegui chegar a um galho mais alto que me permitia pular o portão, não era muito seguro devido à altura e a espessura do galho, que obviamente não agüentaria por muito tempo. Hesitei em pular, afinal não seria bom se eu acabasse quebrando alguma coisa, mas era o único jeito que eu havia achado de resgatar minhas amigas. Sem pensar duas vezes pulei um pouco desengonçada, mas consegui ficar em pé. E ali estava eu em um lindo pátio. Haviam arvores, uma piscina e uma das gramas mais verdes de Londres, para não dizer a mais verde. Distrai-me um momento olhando para a Lua cheia, acompanhada de milhares de estrelas revelando uma noite linda. Pensei nos guys, no que eles deveriam estar fazendo nesse exato momento e o que eles fariam se um dia descobrissem tudo que estávamos fazendo naquela casa. Seria cômico se estivéssemos em outra circunstância, quer dizer, invadirem sua casa não deve ser cômico em circunstância alguma, não mesmo. Respirei fundo e comecei minha missão, agora precisava descobrir como entrar na casa. Fui em direção a porta dos fundos, colocando a mão na maçaneta. Fechada. Revirei os olhos e fui até a garagem. Fechada. Forcei um pouco já irritada com a situação e nada. Não era possível, eu havia retornado à estaca zero, sem chances de nos salvar daquela enrascada. Senti meu celular vibrar.
- Onde tu estás? – sussurrou do outro lado da linha.
- Adivinha – falei, desanimada.
- Sério, estamos presas, precisamos da tua ajuda.
- Somos três então.
- Como assim? Tá presa?
- Do lado de fora do pátio do .
- Tu estás aqui na frente??
- Não, no pátio dos fundos.
- Mas é fechado, como...
- Pulei o portão, mas tá tudo fechado. – Respirei fundo – Pera aí, vê se não dá para abrir por dentro, ou se não tem uma chave por aí.
- Como não pensamos nisso antes??
- Vá saber, venham, estou esperando.
- 1 minuto.
Encostei-me na porta e fui escorregando até chegar o chão. Já estava escurecendo e a qualquer momento poderia chegar e estávamos ali, literalmente sem saída.
- ?? – Ouvi – Consegue nos ouvir?
- Sim.
- Achamos um chaveiro. – Ouvi o barulho das chaves sendo testadas e me levantei na esperança da porta abrir. Primeira chave, não. Segunda chave, também não. Terceira chav... click. Pude ouvir a porta se abrindo. Foi como se o meu mundo voltasse a girar em perfeita ordem.
- Finalmente! – Ouvi exclamar abrindo a porta – É como sair da prisão.
- Hahah e você sabe como é sair da prisão? – Brinquei.
- Deve ser a mesma coisa, ok? – fez careta aparecendo atrás de . – Agora vamos que ainda estamos em perigo aqui.
Levantei rapidamente e começamos a caminhar em direção ao portão de madeira. Eu finalmente via que estávamos a salvo e que logo tudo estaria resolvido. Chegamos perto do portão e decidimos que primeiramente iria eu, depois a e por último puxaríamos para o outro lado.
- No três... – estava pronta para subir nas minhas costas para conseguir pular o portão rumo a liberdade. – 1... 2... e...
- O que vocês estão fazendo? – Ouvi uma voz desconhecida causando espanto e levando eu e ao chão. – Hahaha, como vocês são medrosas.
- Q-quem é você-ê? – perguntou, com uma mão no peito, como se fosse evitar que se coração parasse a qualquer momento. havia saído de cima de mim, mas eu ainda estava no chão com os olhos fechados.
- Vocês são amigas da ?
Então era isso, tínhamos mais um problema. Mas ele não era grande, tinha aproximadamente um metro e trinta centímetros, com cabelos cor de fogo e olhos incrivelmente verdes. Se chamava David, tinha 8 anos, e era filho de Sarah, uma amiga de e .
- Certo, mas David, como você chegou aqui?
- Eu tenho uma chave – Ele sorriu alegre – Minha mãe a foram procurar o e pediram pra eu ficar aqui um pouco, minha babá já vai chegar.
- A sua babá? – Olhei de canto de olho para as meninas. Iria ser fácil sair, ele podia simplesmente abrir a porta da frente, mas teríamos que fazê-lo ficar em silêncio. Se bem que, quem acreditaria em um menino de 8 anos?
- Sim, a minha mãe diss... aah já sei, vocês são as minhas babás?
- Nãã..
- Sim, claro que somos – deveria estar enlouquecendo – Como você adivinhou? Menino esperto. – Ela colocou a mão na sua cabeça, bagunçando os cabelos dele.
- Que legal! – OK, tínhamos um grande problema – Hm, babás, eu estou com MUITA fome, vamos comer algo? – Olhei para e bufei, já não tínhamos problemas o suficiente?
- Claro, só antes me deixa conversar com elas um pouquinho?
- Tudo bem, vou ao banheiro lavar as mãos e espero vocês na cozinha. – Assim que o menino entrou na casa começamos a falar.
- Você só pode estar LOUCA! – Eu gritei não entendendo o porquê dela ter dito que éramos babás daquele garotinho.
- Ele poderia abrir a porta e íamos embora, mas não, você tinha que falar que éramos as babás dele! – também gritava.
- Da pra parar um segundo? É a melhor idéia que eu já tive! – Bufei – Vamos ter livre acesso quando quisermos.
- Livre acesso? , esse menino não mora aqui, é só por hoje, ou sei lá, mas não é pra sempre.
- Foda-se, que seja bom enquanto durar!
- Seja mais clichê, por favor.
- Ah, querem saber? Não gostaram da minha idéia, vão embora. – Ela apontou para o portão – Ninguém está obrigando vocês, mas só acho que essa é uma ótima solução. Podemos levar a cesta, podemos dizer que achamos o e tudo volta ao normal. – Olhei para e fui em direção a casa.
- Isso não vai durar pra sempre, você sabe. – Entrei na casa me dirigindo ao quarto de , onde havíamos esquecido a cesta. Estava igual, até com o mesmo cheiro. Deitei-me na cama lembrando-me da primeira noite que eu havia passado ali, na qual eu havia olhado cada cantinho, cada meia, boxer, camisa e ainda por cima roubado a foto do bebê, que agora ocupava o melhor porta-retrato do meu quarto.
- Hey, ainda por aqui – estava encostada na porta.
- Vim pegar a cesta, mas parece que a cama do gosta muito de mim.
- Ou você que goste muito dela – riu.
- Às vezes eu acho que estamos enlouquecendo – Mudei de assunto – Não é possível.
- Nós somos loucas há muito tempo, ou esqueceu aquela vez que falamos pra os seguranças do Ringo que éramos da imprensa e conseguimos entrar na passagem de som?
- Hahaha, foi logo que chegamos aqui, me lembro que tínhamos até umas credenciais de um jornal, confirmando que trabalhávamos lá.
- Pois é e você está achando loucura dizermos que somos babás do David?
- Ah sei lá, isso parece muito mais errado do que entrar na passagem de som de um show.
- Relaxa , é só uma experiência, daqui a pouco tudo volta ao normal.
- Esse é o problema, depois de experimentarmos como é estar aqui, não vamos mais querer ir.
Ficamos mais uns minutos em silêncio e decidi levantar para pegar a cesta e ir embora. Logo e a tal Sarah estariam de volta. não falou mais nada, apenas se levantou e me ajudou com a cesta. Não queria deixar aquele clima, mas eu sabia que estava certa afinal, só havia dormido uma vez naquela casa e eu já queria morar ali para sempre. Imagina ir lá todos os dias? É, estávamos realmente ferradas.
me explicou que ficaria com David na casa de e quando a babá aparecesse, a dispensaria, enquanto eu e levássemos a cesta e o de volta ao The Sun. Quando e Sarah chegassem, se apresentaria como a babá de David e fim. Decidi não discordar de nada, sabia o que estava fazendo, e apesar de não concordar, não a deixaria sozinha. Eu estava esperando pegar na porta da casa quando vi um carro entrando na rua. Só podia ser . Corri para a cozinha, deixando a cesta escondida em um canto da dispensa. Voltei para a porta e pude ter certeza que eram e Sarah já que o carro estava para entrar na garagem. Estava acontecendo de novo.
- O que foi, ? Onde está a cesta? – perguntou, com ao seu encalço.
- A chegou. – Peguei e puxei pela mão em direção as escadas, para avisar que elas haviam chegado.
- ? – Entramos no quarto de , encontrando ela e David jogando vídeo-game. – A e a Sarah chegaram. – Leticia entendeu o recado e chamou David para jogarem bola no jardim, e ele prometeu não falar nada ao nosso respeito.
- Vou tentar mantê-las no jardim para vocês saírem, tomem cuidado.
- Você também, disse.
- Boa sorte. – sorriu e agradeceu, dizendo que não nos arrependeríamos e deixando o quarto logo em seguida. Olhei pela janela e consegui ver David chegando enquanto e Sarah conversavam. Tudo pareceu ocorrer bem. Logo que apareceu, Sarah apertou a mão dela e começaram a conversar, provavelmente acertando detalhes do trabalho. Ela era bonita. Tinha um longo cabelo loiro, o mais brilhoso que eu já havia visto, olhos claros, talvez verdes como os de David. Eles não se pareciam muito, e provavelmente os cachinhos vermelhos que David tinha eram herança do pai.
- Vamos aproveitar e ir? – perguntou, trazendo a realidade a tona – Estou muito nervosa, preciso sair daqui.
- Tudo bem – Eu disse, me virando para ela.
- Como vamos fazer?
- Acho que pegar o , a cesta e sair pela porta da frente?
- Parece muito arriscado.
- Espera aí, vou ver como anda o movimento na sala. – Saí do quarto do . Estava tudo em silêncio, provavelmente ainda estavam no jardim. Voltei para chamar . Ela deu uma última olhada pela janela e pude ver e Sarah conversando enquanto jogava bola com David.
- Vamos logo antes que alguém entre – pegou , saindo do quarto. Fomos descendo as escadas cuidadosamente. Chegamos ao primeiro andar e nos escondemos atrás dos sofás.
- E agora?
- Vou à dispensa pegar a cesta, não saiam daqui. – Olhei para e riu, assegurando que não o deixaria sair dali. Dei uma espiada por cima do sofá, não havia nenhum perigo então corri. Sentia-me em uma guerra, tentando fugir do campo inimigo, ou em qualquer filme do Rambo. Finalmente eu estava na cozinha, mas me mantinha agachada por ser uma cozinha americana, assim possibilitando a total visão de alguém que vinha do jardim. Praticamente rastejei até a dispensa e peguei a cesta, puxando-a de volta para a cozinha. E fui assim, rastejando de volta a sala.
- ? – Ouvi atrás do sofá.
- Não, é a . – Brinquei, apesar de estar cada vez mais nervosa com aquela situação.
- , , Bruce e cesta. Estamos todos aqui.
- Só falta chegar até a porta.
- Você na frente.
Respirei fundo e levantei. Era a nossa única chance e eu precisava nos tirar daquela sala o mais rápido possível. Sussurrei para esperar ali. Caminhei por toda a extensão da sala com a cesta parando ao lado da porta. Coloquei uma mão na maçaneta girando cuidadosamente.
- Então , você pode ter achado estranho eu sair assim e deixar só o David para te receber, mas estávamos procurando o . – Engoli seco. Eu estava atrás da cortina e conseguia ouvir Sarah e conversando na cozinha. olhava de cinco em cinco segundos para mim, provavelmente querendo avisar o quão eu estava visível, mesmo atrás da cortina. Ela pôs cuidadosamente a mão no ombro de Sarah e se virou praticamente obrigando a loira a ficar de costas para mim. Aproveitei a deixa e fiz um sinal para que estivesse preparada para correr. Saí de trás da cortina e abri puxei a porta. saiu rapidamente atrás do sofá tentando não fazer barulho, foi caminhando atrás do sofá, do abajur, da poltrona até chegar à porta e sair correndo. Parte 1: completa. Eu ainda precisava sair, mas a porta agora estava fechada já que Sarah a havia visto aberta.
- Ok, ? Apesar de ser uma vizinhança ser muito boa, nunca deixe a porta aberta, vai que alguém invade a casa. - riu, nervosa lançando mais um olhar desesperado para mim. Fechei os olhos por um segundo já cogitando a possibilidade de me entregar, encostei a cabeça na janela atrás de mim tentando refletir. Era isso, a janela. Abri os olhos e me virei rapidamente para a janela. Puxei a fechadura e joguei rapidamente a cesta para fora e nos dois segundos seguintes eu estava no do lado de fora. Juntei os presentes que estavam esparramados pelo chão colocando-os de volta na cesta. Olhei para os lados e sai correndo para a calçada, onde começava a zona segura. Larguei a cesta toda torta no chão colocando as mãos nos joelhos, ofegante, como se eu tivesse corrido uma maratona de 100 km. Certifiquei que estava a salvo e caminhei a procura de e .
- Hey, aqui! – Ouvi sussurrando atrás de alguns arbustos.
- Porque estão escondidos?
- Sei lá, fiquei com medo. Está tudo bem?
- Sim, vamos pra casa, precisamos de um banho. – Ri olhando para os cabelos de , cheios de folhas.
Fomos conversando sobre o que aconteceria de agora em diante. Mas não chegamos a lugar nenhum e decidimos esperar chegar ao The Sun para nos contar o que seria feito.
- Estou começando a ficar cansada, deveríamos parar de invadir casas alheias.
- Concordo, além de ser contra a lei, é extremamente cansativo.
- Pelo menos, como diria a , agora ela tem entrada livre e não vamos mais precisar chutar portas, pular portões, janelas.
- Isso é bom, ou não, nunca se sabe.
- Meninas! – Jerry, o porteiro do turno contrário de Andy, nos chamou.
- Oi Jerry, tudo bem? – Perguntei e ele concordou com a cabeça.
- Desculpa chamar vocês assim, mas eu precisava confirmar o salão pra hoje as... – Ele olhou para a planilha em suas mãos – As nove.
- Droga! – murmurou, colocando a mão na testa – Eu esqueci completamente, mas sim, ainda vamos precisar do salão às nove.
- Ok, aqui estão às chaves. – Jerry estendeu a mão para , entregando as chaves.
- Obrigada Jerry, nos vemos mais tarde. – Fomos em direção aos elevadores.
- Me esqueci completamente que marquei uma festinha com o pessoal da universidade.
- Bom, ainda tem tempo de se arrumar.
- Se você quiser chamar o Andy.
- Pode ser, acho que ele não trabalha hoje mesmo.
Chegamos ao nosso apartamento em seguida, demos água e comida para Bruce e foi se arrumar. Peguei o telefone e disquei o número de Andy.
- Hello?
- Oi, é a .
- Hey, qual é a boa?
- Temos uma festinha aqui às nove.
- Hm, parece bem interessante.
- Então tá, até daqui a pouco.
- Até breve, beijos.
- Beijos. – Desliguei o telefone e fui tomar banho. Não demorou muito para bater na porta.
- O que?? – Gritei desligando o chuveiro e me enrolando na toalha.
- A chegou, ela quer nos contar tudo.
- Não dava para esperar eu terminar?
- E você não terminou?
- Terminei, mas não se interrompe o banho das pessoas, ainda depois desse dia tumultuado que nós tivemos. – Eu disse me vestindo. Olhei para a e ela usava um vestido vermelho, mas mesmo assim básico com sapatilhas azuis. – O que acha desse short, com essa camisa, meia calça preta e – procurei um pouco no meu armário – esse sapato?
- Hm, fica bom, mas você deveria colocar um pouco de cor nesse visual. – Ela riu – Short jeans claro, camisa da cor do short, e o sapato preto. Onde você vai parar, menina?
- Pelo menos o circo está fora de cogitação.
- Coloca logo para vermos como fica. – Vesti minha roupa e até que ficou legal, apesar da falta de cores como havia mencionado, mas a culpa não era minha se meu armário não conhecia nada além de cores escuras. – Nossa, porque as roupas sempre ficam legais em ti?
- Até parece, vamos logo que eu quero ouvir as novidades que tem para nos contar. – vestia saia rodada, uma blusa básica com uma jaqueta por cima e nos pés um Oxford acompanhado com uma meia até os joelhos. – Hey It Girl, conte-nos as novidades.
- Muito engraçado. – ironizou.
- E seja direta – completou.
- Ok, apressadas. – levantou as mãos e sentou – Sentem que lá vem a história.
- Qual a parte do seja direta que você não entendeu? – Fiz cara de tédio.
- Tá, começando, a Sarah e a são assim, MUITO legais. Eu me apresentei como a babá que a agência havia mandado. A Sarah vai ficar hospedada lá porque a casa dela está sendo reformada, enquanto isso, eu vou ter que ficar de babá do David, já que a antiga babá não pôde continuar com eles. Então, a aula do David dura das oito até as três horas da tarde. O meu trabalho é levar e buscar ele, e das quatro às sete horas cuidar dele em casa. Quando ela precisar que eu fique a noite ela me avisa com antecedência.
- Mas, e a faculdade? E o trabalho?
- Eu disse que uma, ou duas vezes na semana eu tenho aula à tarde, mas que nesses casos eu tinha umas amigas muito confiáveis que me substituiriam.
- E quem são essas suas amigas confiáveis?
- Óbvio que são vocês, quem mais seria?
- Como assim? Nós também trabalhamos. – gritou.
- Mas nunca ficamos as três à tarde na faculdade, ou seja, sempre tem uma que pode substituir.
- E os nossos trabalhos?
- Ah , os teus são impossíveis, mas os meus e os da são de escritório, dá para fazer boa parte no computador.
- Eu vou te matar, ! – suspirou – Meu chefe vai me matar, e eu preciso de silêncio, calma pra desenhar, não é assim, eu sou designer, eles precisam de mim.
- O David nem incomoda, é só ajudar nas tarefas da escola e depois o deixar brincar no Xbox.
- Não sei, eu precis...
- Que tal fazermos assim – interrompi – Vamos terminar de nos arrumar, aproveitar a festa e amanhã decidimos isso.
- Mas amanhã já começamos o trabalho com o David – resmungou.
- Tudo bem, mas segunda nenhuma de nós estuda à tarde.
- Ok, mas como vou levá-lo a escola de manhã? – Quem nos levava a faculdade era, na maioria das vezes Mike, sendo substituído por Andy quando ele tinha um compromisso.
- Bom, nós podíamos fazer assim. Nós pedimos o carro emprestado pro Andy, ele vem aqui, e vai para o campus comigo no carro do Mike. Enquanto isso, vocês duas vão lá pegar o David com o carro do Andy e depois de deixá-lo na escola, vão para a faculdade, e devolvem a chave do carro na hora do almoço.
- , como nós convencemos o Andy a emprestar a chave do carro dele?
- Vocês não estão saindo? Ele não vai dizer não pra ti.
- E, além disso, podemos dizer que você vai me levar no médico para alguns exames de rotina, ele não vai negar o carro para mim. – falou sorrindo – Viram? Se todas colaborarmos conseguimos dar conta desse trabalho.
Acertamos os últimos detalhes do plano, assim se Andy ou Mike perguntassem, todas tivessem as mesmas respostas. Terminamos nossas maquiagens e os cabelos descendo para o salão de festas do prédio. Um salão médio, mas suficiente para a nossa festinha. Tinha um bar, algumas mesas, pufs, e alguns jogos, como karaokê, sinuca, etc.
Colocamos as bebidas que Mike havia comprado para gelar e alguns petiscos em cima das mesas. Estava tudo pronto e os convidados começavam a chegar.
- Foi uma ótima idéia, reunir o pessoal para beber, jogar, conversar, curtir.
- A idéia foi da – Eu disse abraçando Jhon, um colega da faculdade – Mas, mesmo assim, que bom que você veio.
- E então rola um duelo no Just Dance?
- Hm, achando que eu não danço? Pois saiba que você já perdeu. – Fomos em direção ao Wii que um dos amigos de havia trazido. Paramos na frente da Tv e minutos depois estávamos no meio de uma disputa de dança. Era muito mais complicado do que eu imaginava, e ainda por cima me sentia uma idiota dançando na frente de uma Tv. Depois de várias disputas decidimos fazer um campeonato e eu estava em terceiro lugar, graças aos quadris nada soltos dos britânicos e apesar disso acabei perdendo do Mike e da que disputaram o primeiro lugar. acabou sendo a grande vencedora do campeonato, sendo aplaudida por todos que assistiam. Depois da grande comemoração, fui ao bar pegar mais cerveja.
- Hey – Andy apareceu atrás de mim.
- Woow achei que não tivesse chegado ainda.
- Cheguei quando você estava dançando com o Paul.
- Não me diga que...
- Desculpa, mas eu precisava ver como acabaria o campeonato.
- E o que achou? Danço bem? – Estiquei uma cerveja em sua direção.
- Você foi o terceiro lugar, ou seja, dança muito bem.
- Muito engraçado. – Andy riu e eu me aproximei para um beijo. Por mais estranho que pudesse aparecer, eu estava com saudades dele e ainda não tínhamos nos beijado dês de que ele chegou à festa. Andy colocou a mão na minha cintura e segurando firmemente, me ergueu colocando-me em cima do balcão. Minhas mãos estavam ocupadas acariciando seu cabelo macio. Andy estava com uma mão na minha cintura enquanto a outra acariciava minha perna. Automaticamente o envolvi com minhas pernas puxando-o mais para mim. Finalizei o beijo mordendo o lábio inferior de Andy e continuei dando leve mordidas por toda extensão de seu pescoço chegando a sua orelha, e ele começou a fazer o mesmo. Mordiscado o lóbulo da minha orelha de leve, foi descendo os beijos pelo meu pescoço por enquanto que suas mãos seguravam meu quadril firmemente. Ele não demorou muito a procurar meus lábios para outro beijo, mais profundo, mais quente e cheio de excitação. Não me preocupei com as pessoas, afinal estávamos em uma festa e eu e Andy não éramos o único casal se beijando da festa. Continuamos nos beijando e agora minhas mãos exploravam o abdômen muito bem definido de Andy enquanto ele acariciava meus cabelos com certa animação. Eu ainda poderia ficar ali por horas se Andy não interrompesse.
- O que foi? – Perguntei encarando-o. Antes que ele respondesse entendi tudo. estava em cima de uma mesa com um microfone na mão do outro lado do salão falando alegremente enquanto as pessoas gritavam a cada frase completada.
- Então é isso, um brinde a nossa fest...
- Jurei ouvir nossos nomes – Andy voltou-se para mim e então nos beijamos calmamente.
- E ao casal mais quente da Inglaterra! Aliás, sintam-se a vontade para subir! – terminou o discurso berrando.
- Creio que ela realmente tenha dito nossos nomes – Eu disse me desvencilhando de Andy. Ele sorriu e bagunçou meu cabelo logo em seguida. Reclamei um pouco encontrando os olhos de Andy fixos em mim. A intensidade que ele me olhava me fascinava cada vez mais.
- Quer mais uma bebida? – Andy me perguntou.
- Quer subir? – Perguntei rindo.
- Mulher de atitude – Ele se apoiou no balcão com a mão no queixo fazendo bico. – Assim vou acabar me apaixonando.
- Tudo bem, eu vou gostar.
- Para que lado fica mesmo o teu apartamento? – Andy brincou apontando para várias direções.
- Eu te mostro. – Sorri descendo do balcão e pegando duas cervejas para nós. – Pega mais duas pra gente? – Perguntei ao Andy mostrando as cervejas na minha mão.
- Tentando me embebedar? – Perguntou pegando outras cervejas.
- Bom, se duas cervejas podem te embebedar...
- ! – estava parada em uma das saídas – Vem aqui um segundo.
- Te encontro na portaria – Andy sorriu pegando as cervejas da minha mão e colocando em uma daquelas vasilhas de gelo junto com as cervejas que havia pegado.
- Ok, já vou – Nos demos um selinho e cada um foi para um lado.
- ? Queria falar comigo?
- Já perguntou para o Andy sobre o carro?
- Vou perguntar agora.
- ! - Tudo bem eu esqueci, mas vou perguntar, ok?
- Tá, vai logo – Ela riu – Sua safada, não vai usar o nosso sofá. Não quero nenhuma surpresa quando eu chegar.
- , me diz uma coisa. – Falei séria e ela parou de rir prestando atenção no que eu dizia – Onde está o Mike? – Assim que concluí minha pergunta, começou a rir e a me chamar de todos os animais possíveis.
- Alguém me chamou? – Mike apareceu atrás de mim passando o braço pelos meus ombros e ficou parecendo um tomate. Desde que chegamos a Londres era assim. Apesar de passarem as tardes trabalhando juntos, quando chegavam a casa mal conseguiam conversar sem ficar vermelha. Mas, eu e o resto do The Sun, de Londres e do mundo sabíamos que era só dar um empurram para logo eles andarem de mãos dadas. E claro ninguém melhor do que eu para assegurar a felicidade da minha amiga.
- A estava te procurando. – Sorri voltando-me para abraçar Mike – Agora é contigo gatão. E cuida bem da minha amiga. – Nos desvencilhamos e pisquei para ele. – Aproveitem a noite. – Deixei os dois a sós para que se resolvessem e fui correndo para a portaria, antes que Andy dormisse por lá.
- Hello? – Cheguei e não havia ninguém na portaria – Tem alguém aqui?
- Pra você – Virei encontrado Andy com uma rosa esticada em minha direção.
- Obrigada – Sorri – Pensei que tivesse desistido de esperar.
- Jura? Eu desistir de esperar por você? – Ele ficou rosado – Nunca. – Se aproximou colocando a rosa atrás da minha orelha e foi acariciando meu rosto até chegar aos meus lábios, passando cuidadosamente o dedo sobre eles. Levei minha mão aos dele fazendo o mesmo carinho. Andy sorriu abaixando os olhos, envergonhado. Era engraçado como ele era seguro de si e ao mesmo tempo tímido e fofo. Aproximei-me e ele fechou os olhos como se esperasse o beijo. Encostei levemente nossos lábios beijando-o delicadamente. Eu estava me esforçando para não deixar claro minha excitação, mas segundos depois estávamos em um beijo agitado. Andy segurava meu quadril firme e minhas mãos estavam indecisas entre continuar em suas costas ou passar para seus cabelos macios. Fomos cambaleando em direção ao elevador aos beijos, apertou o botão desajeitado sem nos desvencilhar completamente. Meu corpo latejava por completo e eu queria Andy cada vez mais. Mordi sua orelha sem nenhuma delicadeza, fazendo-o me erguer e me encostar à parede. Envolvi seu corpo com minhas pernas e pude sentir a ereção sendo pressionada contra mim. Puxei os cabelos dele enquanto ele beijava meu pescoço, assim que ouvimos o elevador chegar Andy me carregou para dentro dele e eu apertei o botão do vigésimo andar descendo dos seus braços. Sorrimos um para o outro quando fiz menção de tirar a sua camiseta fazendo-o levantar os braços e assim que eu puxei o tecido pude confirmar os rumores que eu ouvia a respeito dele. Sorri maliciosamente e Andy suspirou puxando-me contra o seu corpo, voltando a me beijar mais agressivamente que antes. Durante o beijo ele colocou a mão em um dos meus seios massageando enquanto eu passei as mãos por toda a extensão do seu peito nu chegando ao cinto. Entramos no apartamento apressados e por um segundo ri ao vê-lo descabelado, sem camiseta, com metade da calça aberta e ofegante, era engraçado, mas mais que engraçado era excitante. Bati a porta puxando Andy direto para o meu quarto, trancando a chave e voltei-me para Andy tirando o seu cinto, por sua vez ele puxou minha blusa para cima e levantei os braços para que pudesse ser tirada e assim que me vi livre dela voltei a beijar Andy, terminamos de tirar as roupas sentando-nos na cama. Eu estava com uma perna de cada lado do seu corpo, minhas mãos arranhavam a sua nuca e eu sentia cada vem mais a excitação de Andy por baixo da boxer durante o beijo. Ele segurava a minha cintura com uma mão enquanto a outra continuava a massagear meu seio. Apoiei minhas mãos nos ombros de Andy começando a me esfregar contra a sua ereção. Andy gemeu baixinho segurando com as duas mãos minha cintura e guiando os meus movimentos. Ainda faltavam as peças íntimas, mas eu conseguia sentir perfeitamente o membro de Andy que em seguida me ergueu deitando-me na cama e ficando por cima. Andy foi escorregando sua mão do meu rosto até chegar aos meus seios, e cuidadosamente colocou as mãos em minhas costas para abrir o sutiã, o que não demorou muito. Voltamos a nos beijar com Andy massageando meus seios.
- – Ele sussurrou ofegante deixando-me mais necessitada dele.
Desci minhas mãos até a barra da sua boxer e puxei, deixando-o completamente nu. Ele sorriu de lado e foi descendo uma de suas mãos até minha calcinha sem desvencilhar o beijo. Finalmente nenhum pano estava entre nós, Andy sorria observando meu corpo. Aproximou-se e sussurrou perguntando se eu tinha camisinha, apontei para a primeira gaveta do criado mudo e em seguida colocou o preservativo. Suspirei tensa e puxei Andy para mais um beijo nervoso, ele riu entre o beijo olhando-me fixamente nos olhos. Ele abriu um enorme sorriso e esperou uma resposta.
- Andy – Sorri, sentindo meu corpo vibrando mais ainda com aquele olhar – Por favor.
Andy segurou firmemente minha cintura penetrando-me de uma vez. Dei um gemido mais alto graças ao intenso prazer devido à penetração. Segurei o lençol da cama puxando com força. Depois de algumas investidas que se intercalavam entre rápidas e mais lentas, rebolei causando mais prazer. Andy gemeu e segurou meus seios com certa força, mas sem machucar enquanto eu continuava me mexendo conforme as investidas. Levei as mãos as suas costas arranhando por toda extensão o fazendo aumentar a velocidade e força das investidas. Gemi alto, propositalmente, causando mais e mais investidas. Puxei Andy para perto e comecei a gemer em seu ouvido enquanto mordiscava a sua orelha. Não demorou muito para que eu chegasse ao meu extremo, sendo seguida por Andy.



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