Relacionamentos podem ter vários começos e vários finais, e nem é sempre como desejamos, mas também podem não ter ainda o seu FIM. Amores à primeira vista podem não ser correspondidos, mas não quer dizer que não signifique nada. Só porque paixões geralmente não envolvem um "sentimento verdadeiro", não quer dizer que ela não pode se transformar em amor. Um forte ódio que foi levado durante anos, pode mudar com apenas um beijo. E um amor antigo pode ser maior que o desejo de vingança.
Capítulo 1: Story of us
É começo de ano para os alunos da Dalton Academy e, como todo começo de ano, o colégio oferece um baile a todos os alunos para darem as boas-vindas aos novos, com direito a tudo que um bom baile tem que oferecer. A festa acontecia no ginásio do colégio, onde montavam um grande palco pra as bandas que se apresentariam tocassem, uma enorme pista de dança para todos aproveitarem muito a festa e, claro, comida e muito bebida. Como todo típico baile, todos deveriam ir, em pares, muito bem vestidos para causarem uma boa impressão e é nesse momento que geralmente você já percebe todas as tribos da escola. De um lado os populares, todos com seus pares sempre impecáveis, e do outro, óbvio, os nerds, todos sentados perto da mesa de comidas tentando criar coragem pra chamar alguém pra dançar, já que ninguém aceitou seu convite para vir ao baile. E claro que tem aqueles sem pares, mas que nem por isso perde a chance de aproveitar uma festa, como no caso de , , e ...
Casa das Girls
O baile começa às 20:00 horas, já era 19:55 e somente estava pronta e, como sempre, super mal humorada pelo atraso das amigas que ainda estavam se arrumando em seus devidos quartos.
- MAIS 5 MINUTOS E EU VOU ATÉ AI EM CIMA E PEGO VOCÊS PELOS CÍLIOS POSTÍÇOS, SUAS LERDAS - grita do andar de baixo.
- Já estamos indo! - responderam as três juntas do andar de cima.
bufou e resolver ligar a tv pra tentar se distrair enquanto as três lesadas ainda se arrumavam para o "tão esperado" baile. Ela achava ridículo as amigas se preocuparem tanto com um baile que vão todo o ano, sabendo que vão estar lá as mesmas pessoas idiotas com quem elas nunca falaram mesmo com todos esses anos estudando na mesma escola. E além do mais, nem uma das quatro tinha um par, então pra quê ficar se arrumando tanto?
Foi quando algo na tv chamou a atenção de . Estava passando um de seus filmes preferidos de quando era pequena, "Rapunzel". logo deu um sorriso se lembrando de toda a sua feliz infância e de como tudo era mais fácil... Só que além de lembranças boas, esse filme fez com que o sorriso no rosto na menina desaparecesse ao se lembrar de um dos acontecimentos mais frustrantes de sua vida.
7 anos atrás...
Entrava na sala de B-14 do Jardim de Infância Dalton Academy, uma menina toda saltitante com uma boneca nas mãos, chamava a atenção por ser tão bonita com aquele cabelo preto chanel balançando conforme a menina saltitava de um lado para o outro com um enorme sorriso no rosto.
- Meninos, dêem as boas-vindas à nossa nova aluna, . - disse a professora.
Todos responderam, menos um menino meio gordinho com cabelo de pote loiro, aquele era Tom. Tom estava muito ocupado admirando a beleza da garota, mas ele sacudiu a cabeça e virou o rosto para parar de encarar a garota, afinal, meninos de 10 anos devem ter nojo das meninas, certo? Era o que ele achava...
Logo chegou o recreio e Tom estava com seus amigos jogando bola quando viu do outro lado do campo sentada sozinha brincando com sua boneca. Ele estava cansado de pensar na menina e pra ele só havia um jeito de acabar com isso: brigando com ela. Assim teria um motivo para não querer olhar na cara dela.
Decidido a acabar logo com isso, bolou um plano para fazer a menina nunca mais querer olhar na cara dele, e foi o que fez. Foi até a sala, pegou o que precisava para botar um fim nesses sentimentos estranhos e foi em direção à menina. Tom chegou bem perto de , que estava sentada no chão brincando com sua boneca.
- Oi, eu sou o Thomas, mas todo mundo de chama de Tom - disse com o melhor sorriso de dentes permanentes recém-nascidos que conseguiu dar.
A menina sorriu meio envergonhada em quando penteava os cabelos da sua boneca, e então respondeu:
- Oi, eu sou a , mas pode me chamar de - a menina ria baixinho e ficava um pouco vermelha por ser o primeiro menino que vinha conversar com ela no seu primeiro dia de aula.
- Posso ver sua boneca? Ela é muito bonita, é a Rapunzel, né? - perguntou Tom fingindo o desentendimento já com um sorriso meio macabro no rosto.
- Pode sim - e deu a boneca para o menino - É a Rapunzel sim, minha princesa preferida, acabei de ganhar de presen...
Mal conseguiu terminar a frase, vendo o que o garoto fazia. Ele acabará de cortar a linda trança de sua boneca e ria, levantando no ar e mostrando aos amigos como se fosse um tipo de troféu. As lágrimas tomaram o rosto da menina, que saiu correndo pela escola gritando por sua mãe desesperadamente e desejando que Tom morresse atingido por um meteoro a qualquer momento.
Com o tempo a garota acabou se vingando dele, quebrando seu boneco favorito, o Darth Vader que Tom tinha ganhado de presente de sua tia depois de muito implorar. O que só aumento o ódio dele por .
Os dois viviam brigando por tudo, cada hora um tentava arruinar a vida do outro da maneira que fosse. E é por isso que odiava, odeia e odiará Thomas Fletcher. Pelo menos, era o que ela achava...
Resolveu desligar a tv, já que ligá-la não resolveu em nada o seu desejo de se distrair enquanto suas amigas se arrumavam. Pelo contrário, só deixou a menina mais irritada.
Enquanto isso no andar de cima, jogava sapatos e mais sapatos de seu guarda-roupa em busca de um que a deixasse REALMENTE mais alta. Odiava ser zoada pelas amigas por ser a mais baixinha de todas. Desde quando é errado parar de crescer cedo demais?
A menina revirava todo seu guarda-roupa quando deu de cara com um pequeno papel amassado no meio de suas coisas. Não pensou duas vezes em logo pegar o pequeno papel e descobrir o que estava escrito nele. Mas logo que leu as primeiras palavras, se arrependeu amargamente por ter encontrado isso:
,
Você sempre será a anãzinha mais linda do meu jardim! haha
Sei que você adora minhas cantadas, e sei que elas te seduzem ta legal!?
Mal vejo a hora de ter em meus braços de novo s2
xx, Dougie
Logo lágrimas começaram a se formar nos olhos da menina, mas ela não as deixou cair. Prometeu a si mesma que nunca mais derramaria uma lágrima por Dougie, ele não merecia isso, não depois do que aconteceu.
3 Anos atrás...
Fazia duas semanas que Dougie e estavam juntos e formavam um dos casais mais fofos da escola. Todos que passavam pelos dois de mãos dadas falavam e suspiravam "Olha como eles são lindos", "Daria tudo pra estar no lugar dela agora". achava estranho um dos meninos mais populares da escola a chamasse pra sair por uma troca de bilhetinhos na aula de matemática, mas o encontro foi melhor do que ela esperava. Os dois se beijaram durante o filme e desde então estavam juntos e totalmente felizes, pelo menos era o que todos, inclusive , achavam.
havia chegado atrasada por ter demorado a se levantar e perdeu o sinal da primeira aula, foi até o ginásio tentar falar com o garoto e receber o seu beijo de bom dia.
Logo que foi se aproximando do ginásio, ouviu algumas gargalhadas abafadas atrás do local, como sempre fora muito curiosa, foi até os fundos descobrir de quem seriam aquelas risadas.
Assim que viu um casal aos beijos e se agarrando, ficou com nojo e desejou desesperadamente não ter nascido tão curiosa, afinal, a curiosidade matou um gato e ela era gata demais pra morrer, pensava ela. Mas assim que viu que o garoto que estava aos beijos com a menina era seu namorado (ele ainda não havia feito o grande pedido de namoro, mas ela esperava a qualquer momento), sua cara mudou de nojo para um cara de desespero e não conteve um grito.
- DOUGIE, O QUE VOCÊ TA FAZENDO? - gritou tentando se controlar em meio às lágrimas e soluços.
- Ah, qual é gatinha, você achou mesmo que eu ia ficar com você pra sempre? - respondeu Dougie soltando uma risada em seguida e olhando malicioso pra menina que agarrava.
- Tadinha dela, Dougie, você esqueceu que ela ainda 'tá no jardim de infância? - disse a menina agarrada a Dougie, a qual tinha o nome de Frankie, uma das meninas mais desejadas do colégio, a qual odiava só por ter nascido.
O casal começou a rir sem parar, se esquecendo totalmente da presença de no local, voltam a se beijar.
sai correndo em direção a algum lugar onde pudesse chorar em paz sem que ninguém a visse. A dor em seu peito era forte demais. Ela não amava Dougie, era muito nova pra isso, mas ele era como seu "primeiro amor" e ela achava mesmo que os dois ficariam juntos. Quem mais saberia que ela havia sido traída? Será que todos sabiam e só ela não percebia? Então ela estava fazendo o papel de boba todo esse tempo? Isso não ficaria assim, não se dependesse de ! Nenhum garoto estúpido a faria de boba, não ela.
Lembrando de seu desejo de vingança, limpou os olhos que insistiam em deixar algumas lágrimas caírem. Mas logo abriu um sorriso malicioso no rosto e dizendo pra se mesma:
- Dougie Poynter que se prepare, porque terá sua tão doce e esperada vingança...
Será que ela conseguirá se vingar de seu primeiro amor sem colocar o coração no meio?
No quarto da frente, terminava de dar um toque final em sua maquiagem quando seu celular começou a tocar. Era uma mensagem. Assim que a garota viu quem lhe mandou, abriu um sorriso de orelha a orelha. Era de Harry:
Aposto que você vai estar linda no baile! Vou tentar me segurar para não bater na cara de qualquer um que ousar olhar pra você.
Encontro-te às 22:00 no lugar de sempre.
xx, Harry
Como foi mesmo que tudo isso foi acontecer? se encontrando às escondidas com Harry Judd? Seus amigos se odiavam e nunca entenderiam o casal, por isso preferiam se encontrar sem que ninguém soubesse até acharem uma forma de contar a todos a verdade sobre os dois. E pensar que tudo isso começou em uma aula de álgebra.
3 Anos Atrás...
lia e relia a grande equação que professora acabara de passar na lousa, mas não sabia nem por onde começar. Ela era uma aluna exemplar em todas as matérias, mas álgebra não era seu forte. Cansada de sempre se dar mal e acabar ficando pra trás na turma, resolveu ir falar com a professora e pedir ajuda.
- Olha minha querida, sei que você é uma excelente aluna e que só precisa de uma ajudinha pra poder compreender tudo. Então vou pedir que um dos meus melhores alunos te ajude com isso, ok? - a menina assentiu com a cabeça esperando a mulher continuar - Senhor Judd, venha aqui, por favor.
A garota não acreditava do que via. Sim, ela teria Harry Judd, um dos garotos mais lindos que ela já vira em toda a sua vida, com aqueles olhos azuis penetrantes de deixar qualquer uma louca. Foi acordada de seus pensamentos quando a professora voltou a falar.
- Meu querido, a pequena senhorita está com um pouco de dificuldade nessa matéria, e como você é meu melhor aluno, gostaria que se você pudesse ajudar ela.
- Claro, professora, será um prazer - disse Harry com um enorme sorriso da boca, afinal, ele sempre se pegava olhando para sem nem mesmo perceber. Era encantado por essa garota desde sua primeira aula de álgebra juntos, e agora teria finalmente uma chance de falar com ela! E melhor ainda, só os dois estudando juntos. Tem coisa melhor?
Os dois se olharam com um sorriso no rosto e a partir daí tudo mudou.
Sempre estudavam juntos, um ajudava o outro em qualquer matéria que fosse. Era mais uma desculpa para poder se verem.
Após um ano de muitos estudos, Harry tomou coragem e estava disposto a beijar . Em uma tarde, igual a muitas outros, enquanto os dois estudavam na casa de Harry.
- , eu tenho uma surpresa pra você! - disse Harry meio envergonhado.
- Ah já sei, você finalmente vai largar de ser bobo e ai entrar no torneio de álgebra da escola, sem se importar se vão te chamar de nerd ou não - ria da cara de espanto que o garoto fez.
- Eu não sou bobo, ok? Mas enfim, não é isso! Vem que eu vou te mostrar o que é - pegou na mão da menina e a levou até o jardim que ficava nos fundos de sua casa.
- O que é? Me fala logo que eu to curiosa! - falou fazendo um biquinho, o que fez Harry a agarrar no mesmo instante.
- Fecha os olhos! - disse ele tampando os olhos da garota com a mão.
- To com medo de você, Judd! O que você ta apront... - mal a menina terminou a frase e já estava nos braços de Harry, com seus lábios nos dele que pediam passagem. E logo a menina cedeu.
E foi a partir daí que o nosso casal FINALMENTE se tornou um casal, mas isso ninguém sabia. Muitas vezes as meninas desconfiavam da tamanha alegria de ao voltar da educação física, mesmo sabendo que uma das piores aulas onde suamos, suamos e suamos. E muitas vezes os meninos desconfiavam por Harry não estar mais saindo com ninguém, afinal, ninguém escapava do Tigrão Judd, apelido carinhoso que Dougie havia dado a ele.
No final do corredor, dava os toques finais ao seu look. Brincos, colar e perfume. Já estava pronta e perfeita para o baile. Estava com um pressentimento bom sobre a noite que estava pra começar. Pra ela tudo estava perfeito, mas só faltava uma coisa para deixar a garota completa. Era Danny.
2 anos atrás...
era nova na Dalton Academy e chegara atrasada ao seu primeiro baile de boas-vindas do colégio. Já podia ouvir a música alta tocar de dentro do ginásio. Assim que entrou ficou maravilhada com a decoração do lugar. Era tudo muito bonito, cheio de balões azuis e vermelhos, as cores do colégio. Logo que seus olhos se voltaram para o palco, eles se encontraram com os olhos azuis mais incríveis que ela já tinha visto em toda a sua vida. O garoto abriu um sorriso pra platéia e começo a tocar seu violão. A menina logo que ouviu a melodia e a voz do garoto quase desmaiou com tamanha perfeição que estava diante dos seus olhos. Então ela começou a prestar atenção na letra:
Some people laugh
(Algumas pessoas riem)
Some people cry
(Algumas pessoas choram)
Some people live
(Algumas pessoas vivem)
Some people die
(Algumas pessoas morrem)
Some people run
(Algumas pessoas correm)
Right into the fire
(Direto para o fogo)
Some people hide
(Algumas pessoas escondem)
Their every desire
(Todos os seus desejos)
But we are the lovers
(Mas nós somos os amantes)
If you don't believe me
(Se você não acredita em mim,)
Then just look into my eyes
(Então olhe dentro dos meus olhos)
'Cause the heart never lies
(Porque o coração nunca mente)
não sabia o que fazer no momento. Estava totalmente sem reação ao ver aquele garoto lindo cantado. E aquela voz? QUE VOZ! Ela poderia ficar o ouvindo tocar pelo resto de sua vida sem nem se importar. Pra ela no momento só existiam duas vocês no mundo, ela e ele. Cada verso da música ela sentia entrar algo percorrendo por todo seu corpo, fazendo com que ela sentisse sensações que ela nunca havia sentido antes, não sabia nem se isso realmente existia ou se era tudo um sonho. Ao olhar naquele olhar profundo e azul do garoto, ela não soube explicar o porquê, mas se sentiu segura.
Some people fight
(Algumas pessoas lutam)
Some people fall
(Algumas pessoas caem)
Others pretend
(Outras fingem)
They don't care at all
(Não ligar para nada)
If you want to fight
(Se você quiser lutar)
I'll stand right beside you
(Eu ficarei bem ao seu lado)
The day that you fall
(No dia que você cair)
I'll be right behind you
(Eu estarei bem atrás de você)
To pick up the pieces
(Para recolher os pedaços)
If you don't believe me
(Se você não acredita em mim)
Just look into my eyes
(Olhe dentro dos meus olhos)
'Cause the heart never lies
(Porque o coração nunca mente)
Whoa, whoa!
Another year over
(Outro ano acabou)
And we're still together
(E nós ainda estamos juntos)
It's not always easy
(Nem sempre é fácil)
But I'm here forever
(Mas eu estou aqui para sempre)
Agora ela descobriu que essa história de "amor a primeira vista" era verdade sim e, para aqueles que não acreditam, só quando você se apaixona você sabe realmente como é, mas uma coisa tinha certeza... Podiam passar anos, mas eles um dia ainda ficaram juntos. Não ia ser tão fácil, mas ela sempre iria esperar por ele, não importava o que houvesse.
'Cause we are the lovers
(Porque nós somos os amantes)
I know you believe me
(Eu sei que você acredita em mim)
When you look into my eyes
(Quando olha dentro dos meus olhos)
'Cause the heart never lies
(Porque o coração nunca mente)
'Cause the heart never lies
(Porque o coração nunca mente)
Because the heart never lies
(Porque o coração nunca mente) (The Heart Never Lies/McFly)
Assim que a música acabou, todos aplaudiram muito! Os outros garotos da banda apareceram no palco. Mais gritos. Logo, o de olhos azuis disse:
- Olá pessoal, eu sou Danny Jones! Esse é o Tom Fletcher! - apontando para o loiro da covinha fofa com a guitarra - Esse é Dougie Poynter! - apontando para o loiro baixinho, mas super atraente, com o baixo na mão - E esse é Harry Judd! - fazendo com que o baterista bonitão se levantasse e acenasse pra galera - Nós somos o McFly!
Gritos! Gritos! Gritos!
Mas para , seu pensamento estava totalmente quieto. Ele só se atrevia a repetir algumas palavras em sua mente que não queiram se calar. Danny Jones.
Assim que nossa novata se apaixonou pelo nosso garanhão. Com todos esses dois anos estudando junto com Danny, nunca teve coragem de trocar nem mesmo uma palavrinha com ele. Mas também não esperava que um dos McGuys mais desejados viesse falar com uma garota tão NORMAL como ela.
Só de pensar que Daniel nem sequer ao menos sabia da sua existência, logo a garota desanimou. Sabia que não podia desapontar as amigas só por uma bobeira dessas, então tratou de se olhar pela última vez no espelho.
Abriu a porta do quarto dando de cara com e , ouvindo os gritos de vindos do andar de baixo. Logo as três começaram a descer as escadas quase correndo.
Ouvindo os passos das meninas descendo as escadas, se levantou e ficou esperando elas aparecerem na escada.
- Finalmente as princesas da Lerdesalândia resolveram dar o ar de sua graça ao povo! - disse em um tom de deboche para as amigas.
- Ah, relaxa ai amiga, só as tops chegam por último! Tipo noiva, sabia? Assim todo mundo te vê chegando e se surpreende. - disse com uma cara de boba feliz.
As outras amigas começaram a rir da menina levando um pedala de , que por sinal estava tendo um ataque de riso, como sempre fazia quando uma de suas amigas falava alguma besteira. Quando finalmente recupera o fôlego, disse:
- Nossa , como você tá G A T A! Não precisava se arrumar tanto pra mim! - disse a menina agarrando a amiga. estava com um vestido tubinho preto com uma pequena faixa vermelha marcando a cintura, chamando a atenção às curvas da garota e um sapato na mesma cor da faixa.
- Que isso , você que tá sexy demais, garota, assim meu coração não aguenta! - abanava o rosto com as mãos, sentido "calor", tirando um sarro da amiga. usava um vestido rosa pink tomara-que-caia acima do joelho, fazendo com que as pernas da garota ficassem em destaque, e um scarpin preto.
- Nossa , esconde essas pernas se não eu te agarro! Só não faço isso porque já tenho um compromisso com a , ok? - disse abraçando . vestia um vestido vermelho que era aberto nas costas, com uma sandália prateada. E usava um vestido roxo de um ombro só, com um sapato cinza fosco.
- Ninguém doma essa minha tigrona, só eu ok! RAWR! - disse imitando um tigre arranhando o ar e agarrando , E todas voltaram a rir de novo.
Assim que a sessão de gargalhadas acabou, todas foram para o carro, tomando muito cuidado para não estragar o penteado e não amassar os vestidos. dirigia. Ligou o carro e disse:
-Prontas para abalar meninas? - dando um sorrisinho pra do seu lado e acenando pelo retrovisor para e no bando de trás.
- LET'S GET THIS PARTY START! - gritou as três em um único som e logo em seguida arrancou com o carro em direção ao colégio. Essa noite promete...
Capítulo 2: Party Girls
Eram 20:00 horas, Danny, Tom, Dougie e Harry já estavam no ginásio esperando para que começassem o show de abertura da festa desse ano. O lugar estava lindo! Uma pista de dança enorme com globo de luz rodando no centro já dando um ar PARTY ao lugar. Muita comida e muita bebida (não alcoólica, lembrem-se), com muitos enfeites, faixas e bexigas em vermelho e azul, as cores da Dalton Academy.
Não era o primeiro show dos garotos, mas sabe como é né, qualquer coisa que desse errado era motivo para zoação o resto do ano. Algo que os meninos não queriam. E claro, eles também estavam muito lindos, todos com camisas sociais e suas famosas calças justas de tirar o fôlego de qualquer uma.
- Danny, você já checou se a sua guitarra está afinada? E a sua palheta, já achou? - perguntou Tom, deixando transparecer o nervosismo.
- Dude, você já me perguntou isso umas cinco vezes hoje! Tadinha da minha Joanne (guitarra/filha de Danny), não aguenta tanta pressão assim não, poxa. Relaxa, vai dar tudo certo dude, não precisa se preocupar. - disse Danny abraçando o amigo de lado tentando reconfortá-lo.
- Af Tom, larga de ser bicha cara, até parece que você nunca tocou na frente do pessoal. - falou Dougie, tirando uma com a cara de Tom.
- Escuta aqui o anão, não fala assim com a minha mulher, ok? Ela tem sentimentos, diferentes de você, seu brutamonte! - disse Danny com uma voz afetada agarrando Tom, que logo tratou de desgrudar do amigo, fazendo todos rirem muito.
- Olha aqui, Jones, quem é você pra falar desse jeito com meu Dougiezinho, ele é muito frágil, tem que ser tratado com carinho. - apareceu Harry falando, logo apertando a bunda de Dougie e dando um beijo do pescoço do menino, que fez o garoto dar um gritinho afetado, causando uma crise de riso em todos.
- Agora chega de boiolagem! Vamos nos preparando que daqui alguns minutos começará o show dudes. - disse Tom, indo em direção ao camarim improvisado da banda.
1 hora depois...
No estacionamento da Dalton Academy, chegavam , , e .
- Vamos logo meninas, o show deve ta acabando já! - disse quase correndo ao sair do carro.
- Calma, criatura, só você aqui quer ver aqueles idiotas tocarem! - falou nervosa, afinal, o atraso não era culpa dela.
Todas saíram do carro, tomando total cuidado com seus vestidos. Logo que entraram se maravilharam com o que viam. Estava mesmo lindo o lugar, umas das festas de boas-vindas mais bonitas que elas já haviam visto.
Logo olhou para o palco e viu que os instrumentos já não estavam mais ali, indicando que o show já havia acabado. Ficou triste por não ver SEU Danny tocar, mas não ia comentar perto das meninas, pois sabia da antipatia delas por ele e pelos outros meninos da banda. Então preferiu ficar quieta e evitar mais discussões.
- Vem dançar comigo , hoje eu quero soltar a diva dentro de mim e marcar o mundo! -disse com os olhos brilhando, fazendo as amigas rirem.
- Já to indo menina, calma! Não vai me acertar com essa sua diva interior que eu faço ela voltar pro seu interior rapidinho hein. - falou rindo da amiga e logo as duas foram em direção à pista de dança.
Assim que viu as amigas no meio da pista, deu um sorrisinho vendo dançar parecendo uma galinha botando um ovo, com do lado só rindo da cena, foi quando seu celular começou a vibrar. Mensagem do Harry. A menina abriu um sorriso maior ainda ao ler a mensagem:
Já estou te esperando no lugar de sempre, minha linda. Quero logo você todinha pra mim haha
xx, Harry
's POV
Como que só com uma mensagem dessas, ele consegue fazer meu coração disparar a esse ponto? Estamos juntos faz quase dois anos eJudd ainda consegue me fazer sentir essa sensação estranha como se tivessem borboletas dançando no meu estômago. Agora, a única que eu preciso é uma desculpa boa suficiente pra poder sair daqui sem que nenhuma das meninas fique preocupada. Se disser pra , ela provavelmente vai querer ir comigo ou desconfiar da situação. Se eu contar pra e pra , elas provavelmente nem vão perceber meu sumiço, porque estavam muito ocupadas sendo atrações do momento com essa dança maluca. É, eu vou falar com a e com a .
End of 's POV
com muito custo se desviou das pessoas na pista e foi em direção a e .
- , !
Mas nenhuma das amigas ouvia, afinal, a música estava MESMO muito alta, impossibilitando de poder se ouvir alguma coisa que falava (ou gritava). Resolveu então sair sem avisar as meninas e voltaria logo para não deixar nenhuma delas preocupada. Queria ver seu Harry logo!
Saiu pela porta de entrada sem que ninguém a notasse. Afinal, todos estavam ou dançando loucamente ao som da música alta, ou conversando, ou até mesmo se pegando em algum cantinho escuro do lugar.
Logo chegou aos fundos do ginásio e avistou-o. Harry estava encostado na parede com um enorme sorriso no rosto e com aquele olhar de matar qualquer uma. A menina até sentiu as pernas ficarem mais moles do que o normal, só conseguiu retribuir o sorriso e logo se jogar nos braços do garoto.
Mesmo depois de todo esse tempo ficando juntos às escondidas, os corações dos dois ainda sempre batiam mais forte na presença do outro. Parecia que fogos de artifício explodiam nos estômagos dos dois só daquele pequeno contato. Suas bocas foram moldadas uma para outra, era o que sempre pensavam. Seus corpos um para se encaixar no outro em uma sintonia perfeita de suas almas perdidas pela paixão de cada momento.
ainda dançava como se não houvesse amanhã, mas cansou de pagar mico com a amiga e resolver ir se sentar um pouco. Sentou e tirou os sapatos, mas deixou um deles cair em baixo da mesa e teve que entrar de baixo para poder pegá-los. Quando finalmente os achou, começou a ouvir vozes perto de sua mesa.
- Larga de ser ridículo, Jones, acabou! Cansei de você e desses seus amigos idiotas, vocês são crianças demais pra mim. – falou Ashley, a garota mais popular e bitch da escola, atual (ex) namorada de Danny.
- Não faz isso comigo! Eu gosto mesmo de você, mas não posso deixar meus amigos, isso seria muito ridículo da minha parte, tão quanto da sua me pedir isso. – disse Danny com uma voz de súplica pra garota.
- Me esquece, Jones, agora é tarde demais! Tenho outra pessoa me esperando e ela sim está disposta a tudo por mim. – terminou a garota e ouviu seus passos se distanciando.
- Se quer saber, vai lá mesmo, sua nojentinha! Não preciso de você, tenho qualquer garota que eu quiser aos meus pés. – falou Danny meio choroso e também se afastou à procura dos amigos.
Essa era a perfeita chance para se aproximar de Danny. Não seria fácil, mas agora que o garoto está livre e com o “coração partido”, essa era à hora perfeita para as investidas da garota. Dando certo ou não ela iria tentar, afinal, o que ela poderia perder?
Perto da mesa de comidas estava , que se divertia vendo a amiga AINDA dançando loucamente na pista, mas agora acompanhada com um belo rapaz, que de acordo com , não era de se jogar fora. Estava tão entretida com a cena que nem reparou no garoto loiro que se aproximava dela.
- Você só come, meu Deus! E depois fica ai reclamando que está gorda. – disse Tom debochando da menina.
- Olha só, o ex- gordinho veio passar umas lições do acampamento “Mamãe ‘To Gordo´”. Faça-me o favor e some daqui Thomas! – falou já irritada com o garoto. Poxa, chamar qualquer mulher de gorda é sinônimo de assassinato, ok?
- Fala baixo, garota, ninguém sabe disso! – disse Tom olhando para os lados se certificando de que ninguém ouviu mesmo.
- THOMAS FLETCHER JÁ FOI EM UM ACAMPAMENTO PARA GORDIN... – gritou , mas foi interrompida por Tom que puxou a menina pra si e tampou a boca dela com as mãos.
- Quietinha que eu te solto, ok? – Tom disse com uma voz puxada e com um sorriso malicioso nos lábios fazendo a menina virar os olhos.
- Você não me superou mesmo né, Fletcher? Não perde a oportunidade de me agarrar nunca né, espertinho? – debochou com um sorriso vitorioso ao ver a cara de espanto do garoto.
- Não sou eu que fico encarando a boca dos outros o tempo inteiro, ok? – disse Tom com cara de deboche e aliviado ao ver que a menina se abalou com o que ele acabara de falar.
Nenhum dos dois podia negar que algo a mais rolava sempre que estavam justos. Mesmo brigando e discutindo todos esses anos, eles sempre sentiam algo diferente na presença do outro, algo que era relativamente bom quando estavam juntos e que logo se acabava quando se separavam deixando um desejo de “quero mais” na cabeça dos dois. De tanto se odiarem, esse sentimento ficou desgastado fazendo com que surgissem novos sentimentos desconhecidos pelos dois, mas mesmo que eles soubessem disso, nunca iriam admitir... ou iriam?
- Acho melhor você parar de graça, me soltar de uma vez e ir ajudar o seu amiguinho ali com problemas. – falou apontando para um grupo de pessoas concentradas no meio da pista de dança olhando uma briga que envolvia Dougie Poynter e Brian Evans, garoto que dançava com .
Tom logo soltou e foi direto tentar apartar a briga seguido por Danny e Harry, que acabava de entrar no ginásio, tendo atrás fingindo não saber de nada.
’s POV
Confesso que nunca deixei de sentir “algo” pelo Poynter, mas nunca pensei que eu chegaria a sentir esse ciúme louco que está me consumindo agora.
Depois que a foi pra mesa, o Brian, jogador de hóquei do time da escola veio dançar comigo. Ele vem dado em cima de mim já fazia um bom tempo, então resolvi ceder e aceitar o convite dele para dançar, afinal, sou uma garota livre, poxa! Mas assim que começamos a dançar, Dougie apareceu na pista de dança com uma cara nada boa e AGARRADO COM UMA MENINA. Era Jennifer, uma das garotas mais fáceis da escola, que por sinal me odeia. Logo que vi os dois dançando me deu uma vontade de socar a cara da menina e agarrar meu (um dia já foi ok) Dougie e sair dali com ele.
Dominada pelo ciúme, não pensei duas vezes, comecei a dançar com Brian bem colado em mim e de um jeito meio “provocante” e fazer com que o Poynter sentisse na pele o que eu estava sentindo. Mas o viado começou a passar a mão em tudo na biscate! Então parti pro plano B e logo beijei Brian com vontade... Segundos depois vi Poynter largando a garota e vindo pra cima de nós puxando Brian longe de mim e dando um soco em sua barriga fazendo-o cair no chão. Mas ele logo se levantou e acertou em cheio rosto de Dougie, fazendo com que eu desse um grito de desespero e fui correndo da direção dos dois, mas e me seguraram. Na mesma hora Danny, Tom e Harry chegaram e separam os dois...
End of ’s POV
- ! O que aconteceu? – perguntou desesperada, parecendo que quem acabara de entrar em uma briga era ela. Dramática demais.
- Eu não sei! Eu tava dançando com o Brian quando de repente o Poynter veio e deu um soco nele. – disse com uma voz chorosa deixando cair às primeiras lágrimas.
Assim que Dougie notou as lágrimas no rosto de , ele se soltou dos braços de Danny e Tom, indo em direção da garota. logo viu o garoto vindo em sua direção e logo congelou ao lado das amigas, ainda com lágrimas no rosto, mas as limpando logo com a chance de escondê-las de Poynter.
- Eu posso até ter te traído, mas eu nunca menti quando eu disse que te amava e isso nunca mudou! – falou Dougie olhando nos olhos de e logo saindo em seguida para o estacionamento, sendo seguido por Harry.
ficou estática ao lado das amigas. Logo voltou a chorar, sendo acolhida por , e , que chegava. Então Dougie ainda a amava como ela o amava?
Capítulo 3: Love Drunk
Como todas as meninas moravam sozinhas na casa, cada uma tinha que ajudar a manter e a pagar todas as contas e tudo mais. Como não tinha muito o apoio dos pais, eles não bancavam a garota pra nada, então ela começou a trabalhar em um bar que ficava a duas quadras de sua casa. O salário não era grande coisa, mas dava para pagar seus gastos do mês. Quando dava a garota fazia hora extra pra ganhar um pouco mais e quem sabe pode fazer umas compras no fim do mês, algo que ela estava precisando por sempre estar reclamando que seu guarda-roupa está mais vazio do que um deserto e viver pegando roupa emprestada de suas amigas. O nome do bar era "Drinks On Me", um dos bares mais famosos daquela região de Londres. Com um belo letreiro iluminado em verde e vermelho, era o local que mais chamava a atenção das pessoas naquela rua e conseqüentemente o mais movimentado também, sendo um dos favoritos de todos durantes as longas noites da cidade.
sorriu ao avistar o bar. Isso soava meio louco pra ela, mas era o lugar onde a garota mais se sentia bem (depois de sua casa, claro). Logo se lembrou da cena de presenciará na festa. Danny estava solteiro. Trabalhando a garota já havia feito várias amizades com os clientes freqüentes (leia: bêbados freqüentes) de lá e sempre se divertia rindo das loucas histórias que ouvia de cada um desses homens e ela também compartilhava a suas com eles, que já sabiam da sua queda pelo belo moreno dos olhos azuis, que para eles eram um otário por nunca ter falado com menina. Entrou no local e foi logo ao quarto que se localizava nos fundos do bar para colocar sua uniforme de serviço: uma calça skinny preta, regata verde escrito "Drinks On Me" em preto e pra finalizar fez um rabo de cavalo e colocou uma pequena fita vermelha. Lavou o rosto para tirar a maquiagem pesada da festa e apenas passou um pouco de pó para tirar a expressão de cansado e passou um pouco de gloss nos lábios.
Logo que chegou ao balcão foi ouviu seus famosos amigos comemorando sua chegada. Os três companheiros de : Steven, Jeremy e Seth.
- Nossa pequena finalmente chegou! - saldou Seth levantando sua famosa garrafa verde de cerveja. Com um pouco mais de 40 anos, separado da esposa por conta do vício. Era muito simpático, tanto bêbado quando sóbrio. Moreno com um pouco de cabelos grisalhos aparecendo e olhos castanhos, sempre usando uma camisa social com dois botões abertos e jeans desgastados.
- Nossa? Ela é mais minha ok, fala pra ele . – falou Jeremy, o primeiro amigo que havia feito quando começou a trabalhar no bar. Era um homem casado de 30 e poucos anos com dois filhos. Era o mais controlado de todos lá, só bebia uma ou duas garrafas por noite apenas para descontrair e tirar o estresse do trabalho. Ele até não podia exagerar na bebida, mas nos dias que estava MUITO irritado ou queria comemorar algo a noite sempre rendia muitas risadas e muitas histórias boas para contar. A garota confessa que até já teve uma queda pelo homem afinal, não é todo dia que um homem bem sucedido, moreno dos olhos verdes chega a um bar não é verdade? sempre quis conhecer os filhos do homem, afinal, se eles forem tão bonitos quanto o pai quem sabe se o “romance” dele e de seu amor platônico Daniel não der certo ela pode tentar com um deles. Assim ela não fica sozinha poxa, a vida segue em frente para todos nós!
- O VELHO AQUI TEM BEM MAIS DIREITOS, ENTÃO OS DOIS CALEM ESSAS MALDITAS BOCAS! – disse em meio a uma risada o velho e bom Steven. Um grisalho baixinho de quase 70 anos, era o cliente mais velho do local e o que mais pagava também. Uma das pessoas mais engraçadas do mundo (segundo ) e uma das mais doidas também. O dia em que começou a trabalhar no bar, ele chegou ao local já totalmente bêbado e começou a dançar em cima da mesa descontroladamente, então a menina ajudou o senhor a descer de lá e cuidou muito bem dele. Viúvo há quase 10 anos ele ainda não se conforma com a morte da esposa e até às vezes confundi com ela começando a conversar naturalmente sobre coisas da vida com a menina que não nega nada para não deixá-lo mais infeliz. Ele se tornou praticamente o avô da menina, já que os outros dois morreram e ela não tem muito contato com a família. Sempre que estava triste ou com problemas, ele sempre vinha com um ótimo conselho para tentar animar a menina, e sempre conseguia.
E assim começou uma discussão entre os três para resolverem quem teria “dono de ”. A menina ria da briga dos velhos amigos que já não sabiam mais se riam ou se brigavam, todos já passando da sua cinco garrafas de cerveja. Ela se sentia bem com aqueles três que até a fizeram esquecer todos os problemas daquela noite tão estranha no baile. Bom, ela havia esquecido até agora...
De repente entra um Danny bêbado pela porta do pub nem conseguindo parar em seus próprios pés direito. Tentando andar até o bar, o menino esbarrou em um homem com no mínimo 1,90 de altura que logo o olhou com fúria.
- Olha por onde anda moleque! – disse o homem com a sua voz de trovão atraindo os olhares de todos no pub.
- Shiu! Tendo uma baleia encalhada na minha fre-e-ente! – falou Daniel com um pouco de dificuldade já que o álcool o dominava por completo.
- O QUE VOCÊ DISSE?!? – o homem gritou na cara de Danny e logo em seguida deu um soco no rosto do garoto, fazendo gritar de desespero.
A menina correu para lá ficando na frente de Daniel que estava tentando se levantar, enquanto os amigos do homem que dera o soco, o seguravam e levaram ele para fora do pub fazendo tudo voltar ao que estava antes com todos voltando a encher a cara. Menos .
Com a ajuda dos três amigos que foram até a menina para ajudá-la, levantaram Danny e levaram ele até o quarto nos fundos do pub onde a garota tentava limpam o rosto sangrando no garoto onde já se formava um belo roxo no olho. Ela não podia nem acreditar no que estava fazendo, cuidando do amor da sua vida e estava se sentindo tão bem, sendo meio egoísta da parte dela, mas ela havia esperado por esse momento muito tempo para não aproveitar. Danny estava lindo, mesmo estando bêbado e ainda com as roupas da festa, aqueles olhos azuis compensavam por todo o resto.
- Isso pode doer um pouco. – disse molhando um pouco de algodão no antiinflamatório e passando pelo corte na bochecha de Daniel que logo deu um grito de dor.
- Você quer me pulverizar é? SOU MUITO JOVEM PARA MORRER! – falou o menino rindo de si mesmo do que acabará de dizer.
- Matar você é última coisa que eu pensaria em fazer. – disse a menina sorrindo mais pra si mesma do que para ele, mas mesmo assim Daniel ouviu.
- Então qual seria a primeira coisa que você pensaria em fazer comigo? – sorrindo maliciosamente para a menina, deixando a mesma mais roxa do que um beterraba.
“A primeira coisa que eu faria com você seria te beijar até que você falasse que me ama e que não vive sem mim!”, pensou a menina que riu e preferiu mandar esse pensamento para longe antes que ela fizesse alguma besteira.
- A única coisa que eu quero agora é terminar de cuidar desse seu machucado. – disse colocando dois pequenos curativos na bochecha do menino e sorriu para ele.
- Que pena! Com uma menina linda dessa na minha frente eu não pensaria em outra coisa se não... – sorriu inocentemente Danny, fazendo a menina sentir formigas passeando pelo seu estômago.
- Se não... – ela o encorajou dando um enorme sorriso de orelha a orelha. O menino se levantou. Como o quarto onde estavam era pequeno, em poucos segundo prensou a menina na parede e sussurrou no ouvido de .
- Em beijá-la! – e voltou a olhar nos olhos da menina que só conseguia sorrir e nem pensar direito mais ela sabia.
Ele foi chegando cada vez mais perto, perto, perto, quando...
- O QUE SIGNIFICA ISSO SENHORITA? – gritou Rupert Dawson, dono do pub e chefe de .
Danny se afasta em pulo da menina, que ficou envergonhada e ao mesmo tempo irritada por terem interrompido seu momento. Mas antes mesmo da menina falar alguma coisa ela olha para o lado e vê um Daniel branco, vomitando na pia que tinha no quarto.
- Me desculpe senhor Dawson, eu só vim aqui cuidar desse rapaz que tinha acabado de se envolver em uma briga aqui no pub, então para não causar mais problemas eu o trouxe para cá.
- Tudo bem minha querida, eu gosto muito de você e entendo a sua generosidade, mas você tem que tomar cuidado com pessoas assim. Pode ir para casa, você parece cansada. Eu cuido dele daqui pra frente, mando um táxi buscá-lo.
- Obrigada senhor, até semana que vem então. – sorriu amarelo pegando suas coisas e saindo do local, mas antes olhou para triste e viu Danny sorrindo para ela ainda branco e com a boca toda suja de vômito.
“Eca!” Foi a primeira coisa que pensou, mas depois começou a rir lembrando da cara de bobo feliz do garoto que sorria pra ela. PRA ELA! Finalmente Daniel notará a sua existência depois de todo esse tempo, e QUASE A BEIJOU! Voltou para casa sorrindo durante todo o caminho esquecendo totalmente do seu cansaço e dos problemas que tinha. Chegou em casa e foi direto para o quarto se jogando de barriga para cima em sua cama olhando bobamente as estrelas grudadas no teto do seu quarto, e de tão distraída nem percebeu o sono chegando e logo adormeceu. Sem dúvidas, essa era um das melhores noites que a menina já tivera na vida. Mas e para Danny, ele também pensava assim?
Capítulo 4: Blame It (On The Alcohol)
Casa das Girls
O dia seguinte foi muito confuso para todos. Domingo ensolarado, mas ainda com o típico frio de Londres. e acordaram cedo porque ambas iam para a casa dos pais terem o famoso "domingo em família", enquanto ficou em casa para fazer companhia para .
Assim que desceu as escadas para ir ao carro, viu sentada no sofá da sala olhando para o nada. Devia estar esperando os pais buscarem ela. Mas assim que viu o rosto da menina notou as grandes olheiras e os olhos ainda bem vermelhos.
- Esquece isso amiga! Ele não merece nenhuma de suas lágrimas. – disse abraçando de lado a amiga tentando reconfortá-la.
- Como , como? Ontem ele disse que ainda me amava! Ele só pode estar brincando comigo, estou tão confusa amiga... – abraçou e deixou que as teimosas lágrimas caíssem e lavassem o seu rosto ainda muito assustado com a atitude e as com as palavras de Dougie no dia anterior.
- Ele é doido amiga, ele só estava bêbado! Deve ter falado isso só para fazer você sentir culpada por tudo o que aconteceu, sendo que o único culpado é ele! Ai se eu pego esse Poynter... – disse entre dentes imaginando-se socando Poynter até amassar aquela carinha linda e fazer ele se arrepender por tudo que fez passar.
- Mas sabe, amiga? Você tem razão! Ele não me merece. – disse se levantando do sofá e limpando as lágrimas que ainda insistiam em cair – Esse miserável vai se arrepender de ter me feito de boba, ele que me aguarde! Vingança é um prato que se come quente!
- Que se come frio, você quer dizer né – disse rindo da cena de filme que acabava de encenar em sua frente.
- Não, é quente mesmo... Ele vai QUEIMAR na minha mão! – falou dando uma risada macabra ao terminar.
- Agora eu to com medo de você mulher... – parou de rir ao ouvir a risada diabólica de e ficou preocupada com a atitude da amiga. – O que você vai aprontar menina?
- Espere e verá minha cara amiga. – Então se ouve uma buzina do lado de fora da casa. – Agora tenho que ir meu amor. A gente se vê mais tarde, tchauzinho! – deu um beijo na bochecha da amiga e correu em direção ao carro que se encontrava lá fora.
foi até a janela para dar um oi para os pais de e viu-os indo embora ao virar a última curva no final da rua.
- Essa vai aprontar muito ainda viu, vou ter que ficar de olho nela. – riu só de pensar nas loucuras que estariam por vir de . Foi em direção ao carro e rumou até a casa de seus pais.
Enquanto isso no quarto de , ela e tentavam achar algo para fazer nesse domingo tedioso para as duas. Conversavam sobre os inusitados acontecimentos da festa do dia anterior.
- Tadinha na nossa viu. Aquele garoto só a faz ficar mais confusa ainda! Ah, tenho que te contar uma coisa ! – disse lamentando o estado na amiga na noite passada. Mas também estava MUITO feliz pelo seu “encontro” e quase-beijo com Danny e precisava contar isso pra alguém antes que explodisse as milhões de borboletas que ainda vagavam por seu estômago lembrando-se do acontecido.
- Ela também é muito boba né, fica achando que de uma hora pra outra ele vai deixar de ser garanhão e correr pros braços dela! Assim não dá né, ela sabe que ele é um idiota e fica insistindo nisso. – falou irritada lembrando-se da sua “conversa” com Thomas Fletcher. – Além do mais, todos aqueles garotos da McFly são completos idiotas viu! Liderados por aquele metido á esperto do Fletcher, e pelo lerdo e imbecil do Jones. Não sei o que as garotas vêem nesses retardados viu, todas loucas e idiotas iguais a eles... – O ódio dominava que não parava de reclamar e falar mal dos meninos. – Mas... O que você tinha pra me contar mesmo, ?
- Nada demais não... Eu só ia falar que com a hora extra que fiz ontem consegui um bom dinheiro pra esse mês. – a garota inventou qualquer coisa na hora para amiga. Se ela contasse pra o que havia acontecido na noite passada, que quase tinha beijado Danny e tinha uma paixonite pelo rapaz desde a primeira vez que o viu, certeza de que a amiga ia dar a maior bronca e ela não estava a fim de ouvir alguém destruindo seu sonho logo agora que tudo estava começando a dar certo.
- Nossa que bom amiga. Quer dizer que esse mês ta liberado para irmos às compras juntas! – disse batendo palminhas logo se animando e esquecendo-se do metido-a-esperto-do-Fletcher. Se você queria animar essa garota basta a levar a um shopping com um cartão de crédito que tudo fica em plena e santa paz. – Agora vamos ir começar a fazer o almoço antes que você comece a reclamar!
- Eu não reclamo ok! Não posso fazer nada se meu estômago é barulhento e ele tem a dom de fazer minha boca reclamar por ele, tá bom? – disse em tom de deboche, fazendo com que a acertasse com um travesseiro.
As duas começaram uma guerra de travesseiros que deixou a maior bagunça do quarto de . As quatro podiam ser inseparáveis, mas e tinham uma conexão a mais, eram praticamente irmãs. Mesmo tendo personalidades quase que totalmente opostas, as diferenças as faziam mais unidas do que tudo.
Foram para a cozinha preparar o almoço e depois voltariam para arrumar a enorme bagunça antes que e chegassem.
Casa dos Guys
Depois de uma noite bem turbulenta para todos os meninos, ele mereciam uma boa noite de sono para colocar as idéias e absorver todos os acontecimentos daquela festa. A casa estava muito silenciosa e só conseguia se ouvir roncos, roncos e mais roncos... E passos, passos muito rápidos. E de repente se ouve um Danny de ressaca vomitando na privada de seu banheiro. Barulho que acordou Tom, que foi logo ver o que estava acontecendo com o amigo.
- Dude, o que aconteceu? – perguntou Fletcher se abaixando para ver como o Danny estava.
- Até parece que você nunca viu alguém de ressaca né Fletcher. – disse Danny rindo, que virava para a privada e vomitava novamente.
- Eu sei que você ta de ressaca né lerdo. – e deu um tapa na cabeça do amigo, fazendo o mesmo gemer. – Estou perguntando o motivo para você ter saído da festa sem nos avisar e voltar pra casa às 6 horas da manhã com um cara que eu nunca vi na minha vida falando que você estava “perdido” no bar.
Danny se levantou tentando se segurar em suas pernas que pareciam ter perdido todas as suas forças. Assim que a luz entrou em contato com seus olhos ele gemeu voltando a fechar os olhos, sentindo uma dor de cabeça terrível tomar conta de todo seu corpo fazendo com que ele perdesse o equilíbrio. Mas Tom foi mais rápido e conseguiu pegar o amigo antes que ele caísse no chão.
- Parece que você está mesmo mal em cara. Vou lá pegar uma aspira e quando eu voltar você vai me explicar tudo o que aconteceu. – disse Tom colocando Danny deitado na cama e indo em direção à cozinha pegar o remédio para o amigo.
Assim que Danny fechou os olhos, flashes da noite anterior passaram pela cabeça do menino. Baile. Show. Georgia. Georgia terminando com ele. Tequila. Muita tequila. O bar. A briga. E a garota. Aquela garota. Agora tudo fazia sentido pra ele. Depois que Georgia tinha terminado com ele e logo se atirasse nos braços de outro cara (que Danny não sabia quem era, mas sabia que assim que chegasse à escola descobriria), ele foi andando até o mercado mais próximo e comprou uma garrafa de tequila e saiu vagando pela rua, bebendo sem se preocupar com as conseqüências, ou ser atropelado mesmo. Foi caminhando até um bar... E ele já não lembra mais do que aconteceu. Só de sentir uma enorme dor em seu rosto. E depois só lembra-se dos olhos. Olhos de um castanho tão profundo que ele podia jurar que conseguia ver a alma daquela garota. E que garota era aquela? Ele não se lembra de nada, nem do rosto, do nome, de nada. Só daqueles olhos foscos que continuavam a vagar na sua mente o perturbando e fazendo com que ele se esquecesse de tudo. Esquecesse de Georgia. Georgia. Aquela vaca ainda ia pagar pelo que fez, isso ela ia sim. O que importa se essa garota misteriosa tinha os olhos mais lindos que ele já tinha visto? Quem se importa? O que realmente importava era o que Georgia fez, e ele iria se vingar dela, ah, isso ele faria sim. Era o que Danny pensava, e logo saiu de seu transe assim que Tom entrou novamente em seu quarto com um comprimido e um copo de água nas mãos.
- Agora me conte logo o que diabos aconteceu com você Jones, eu fiquei preocupado! – perguntou Tom se sentando ao lado de Danny que se levantava e pegava o comprimido engolindo-o e bebendo a água em seguida.
- Eu sei que eu sou muito importante pra você meu amorzinho. – falou Danny forçando uma voz mais feminina e fazendo carinho em Tom, que logo bateu nele. – Tá bom seu agressivo, vou contar tudo o que aconteceu.
E assim ele contou para Tom toda a sua jornada de bêbedo nômade com o coração perdido vagando pela cidade, abraçado com uma tequila. E claro, do soco que ele levou que logo ele percebeu o pequeno roxo e um curativo em sua testa em conseqüência da briga. Além da menina é claro, mas esse detalhe ele não quis contar para que Tom não achasse que ele estava ficando louco ou algo do tipo, e também não estava interessado nisso agora. A única coisa que queria era se vingar de Georgia, e isso ninguém o impediria de fazer.
O domingo passou rápido para uns e devagar para outros que ainda estavam preocupados com os problemas causados no baile do sábado, mas nada poderia ser pior do que isso. A escola. Todos já sabiam da briga. E ninguém media esforços para desviar o olhar sobre Dougie enquanto falavam sobre a briga, e até chegavam a apontar para o menino. Claro que o pequeno Poynter não estava muito feliz com isso.
- Que porra! Será que ninguém nunca brigou com alguém na vida? Aposto que o que eu fiz é o desejo de muitos aqui. Sei que aquele idiota do Brian não tem muitos amigos aqui sendo alguém tão... Repugnante como ele. – disse Dougie jogando seus cadernos na primeira mesa que viu, fazendo com que os nerds que estavam sentados nela saíssem correndo para longe da fúria que parecia dominar o garoto.
- Calma, minha princesa, eu ainda mato esse dragão por você. – disse Harry forçando a voz e abraçando Dougie de lado, mas logo foi empurrado pelo amigo que não estava mesmo de bom humor.
- Sai daqui dude, não to pra boiolagem hoje, ok? – Dougie disse e se levantou pegando seus matérias e indo pra classe com Harry logo atrás dele. Esquecendo assim de Danny e Tom.
Assim que os dois entraram deram de cara com Georgia e Jake, do time de futebol da escola, aos beijos logo mais a frente. A cena fez com que o estômago de Danny revirasse e quase o fazendo colocar todo o café da manhã pra fora. Não, ele não amava realmente Georgia, mas é claro que tem uma reputação a zelar. Nunca tinha sido substituído por outro na vida, e não ia ser agora que ele ia deixar que isso acontecesse. Ele ainda descobriria um jeito de recuperar Georgia para ele mesmo dar o fora nela, ou acharia um jeito de se vingar da garota e do brutamonte que passava a mão por todo o corpo dela sem nenhuma dó e nem vergonha por estarem em público.
- Esquece isso cara. Você sabe que ela não vale e nunca valeu à pena. – falou Tom colocando a mão no ombro do amigo para mostrar um pouco de suporte a ele.
- Esquecer, eu já esqueci dude. Não se preocupe quanto a isso. Mas não quer dizer que eu não vou fazer nada sobre isso. – disse Danny com o olhar um tanto quanto maligno e com um sorriso maroto nos lábios, que até fez Tom estremecer.
O amigo já ia falar algo, quando foi interrompido por uma garota toda saltitante com um enorme e lindo sorriso que rosto que parou na frente de Danny.
- Oi Danny! – disse toda animada com a esperança de ser envolvida nos braços de Danny assim que ele tomasse a consciência de que ela era a garota do bar.
- Quem é você, garota? Sai da minha frente que eu não tenho tempo a perder conversando com uma... Garota tonta igual a você, tchau! – Danny saiu empurrando a garota, com Tom logo atrás dele, que olhou pra trás e notou que a garota sai correndo chorando depois da pequena e breve conversa.
- Poxa cara, você precisava fazer isso com a menina? Tá bom que ela é estranha com aquele uniforme dois números maiores que ela, mas você sabe que ela gosta de você. Não precisava ter feito isso. – disse Tom dando uma bronca no amigo.
- Como é que é? Essa menina gosta de mim? Desde quando? Nunca vi ou ouvi falar dela na minha vida. Você deve estar louco ou não tomou seu remédio hoje né Tom. – falou Danny olhando assustado para o amigo ainda achando que ele não falava coisa com coisa.
- Qual é Danny, eu já te falei sobre essa garota. É a , melhor amiga da . – assim que disse o nome dela, Tom sentiu uma luz acendendo em seu coração se lembrando do quase-beijo na festa, mas logo afugentou esse pensamento balançando a cabeça. – Você nunca presta atenção quando eu falo né! Lembra que um dia eu briguei com a , há uns dois anos atrás, e ela sem querer falou da comentando que achava que ela tava doidinha por você. disse que ela nunca disse nada, mas que tava na cara. E depois desconversou tudo. Mas eu fiquei reparando depois disso, e percebi que ela tinha razão. Se essa menina não é apaixonada por você... Acho que ela só tem apenas um fetiche por idiotas. – debochou Tom rindo, e logo levou um tapa na cabeça.
- Para de graça dude! Você me deu uma grande idéia... – falou Danny com a mão no queixo olhando para o alto começando a preparar seu plano.
- Idéia pra que? – perguntou Tom com medo da cara diabólica que o amigo tinha agora no rosto.
- Na hora certa você saberá de tudo meu amigo, você saberá. – disse Danny dando um tapinha nas costas do Fletcher e saindo em direção da aula, já que o sinal havia acabado de tocar.
Tom não tinha idéia do que Danny planejava e nem para que ele planejava algo, mas que logo ele iria saber. E estava com um mau pressentimento quanto a isso, mas sabia que não poderia fazer nada já que quando Jones coloca uma idéia na cabeça, ninguém consegue tirá-la.
Capítulo 5: Say You Don’t Want It, But You Want It
Não, não entrou na aula àquela hora. Ficou o tempo todo no anfiteatro da escola, o único lugar que ela se sentia bem, já que atuar era sua paixão. Sua segunda paixão e única no momento. Já que a sua primeira parecia nem notar da sua existência, sem nem ao menos se lembrar da noite que passaram juntos. Mas é claro que ela não podia esperar nada de alguém mais bêbado do que um homem de rua com cinqüenta reais em um bar. Ainda mais alguém como Daniel Jones. Só que a sua paixão era mais forte do que ela. Seu coração falava mais alto do que sua consciência que insistia em alertá-la que ela merecia coisa melhor, mas dentro dela batia uma voz que dizia: “Vai em frente garota, você pode mudar esse cafajeste”. E ela acreditou nessa voz que gritava em seu peito e se entregou. O problema é que não dependia só dela.
O sinal para o almoço já havia tocado, mas a menina pouco se preocupava. Era uma das melhores alunas de todo o colégio, então se faltasse um dia na aula não iria lhe pesar muito. Mas para não deixar as amigas preocupadas, mandou uma mensagem no celular para avisando que estava se sentindo mal e voltou pra casa. Desligou o celular logo em seguida com medo de receber alguma mensagem da amiga retornando pedindo explicações caso ela não acreditasse na desculpa de , e ela não estava em condições de explicar nada e não iria contar o real motivo. por mais que fosse a melhor amiga que alguém pudesse ter, ela nunca iria entender essa “paixonite” pelo Jones. Algo que sabia que já não era mais um paixonite boba de adolescente. Não! Ela ainda não amava realmente Danny, mas que ela sentia algo forte pelo rapaz, isso ela sentia. Só não sabia como nomear isso. Então apenas classificou como apenas “gostar” dele. Pra qualquer um que já tivesse ouvido sua história, todos iriam aconselha-la a esquecer Daniel. Como seus fieis amigos do bar, Steve, Jeremy e Seth falavam pra ela toda vez que a menina tocava no assunto. O problema é que ela não sabia calar aquela voz dentro de seu coração que a dava forças para seguir em frente e não desistir de seu... Amor? Não, amor não. Não desistir de sua fantasia. Pronto! Assim está melhor. Daniel Jones era a fantasia mais maravilhosa que já teve em sua vida.
Então foi acordada de seus pensamentos ao ouvir a porta do teatro ser aberta e uma silueta masculina surgir por ela. Logo a menina se levantou enxugando as lágrimas e saindo correndo em direção à pessoa que entrava. Mas logo ela se arrependeu ter o feito.
- Finalmente te encontrei. – disse Danny andando em direção de que assim que o reconheceu parou onde estava. Mas ele continuou andando até ela.
- Você estava me me me me me... Procurando? – gaguejou abaixando a cabeça para evitar entrar em contato com os olhos de Danny. Os olhos que ela tanto desejava em seus sonhos. Ou melhor... Olhos que eram sua maior fantasia.
- Eu vi o jeito que você saiu correndo e chorando depois que eu fui... Grosso com você e peço desculpas por isso. Não estou tendo um bom dia hoje, e não posso sair descontando em todos que eu vejo na frente. Desculpe-me mesmo por isso, não foi minha intenção. – passou a mãos pelos cabelos em sinal de desconforto por ter que falar isso. Não, ele não sentia muito, mas precisava da confiança dessa garota para que pudesse... Conseguir o que tanto queria.
- Tudo bem, já estou acostumada a ser tratada assim aqui. Não faço muito diferença na vida dos outros, então elas meio que me ignoram. Não! Elas me ignoram por inteira. – falou toda dramática como sempre, mas ela não podia evitar. Sendo filha de dois ex-atores de teatro, sua alma já a chamava pelos palcos e todo o drama que havia em torno deles. Sem contar que estar dentro de um teatro no momento fez com que ela entrasse nesse clima. Só faltavam os holofotes. Que só de passar isso pela sua cabeça, a fez rir.
- Pois então eu quero tomar uma atitude por todos que já te ignoraram aqui... Que tal você ir jantar hoje a noite da minha casa? Eu cozinho. – disse ele se aproximando de , que logo levantou o rosto e dando de cara com aquele olhar sedutor dela que ela tanto amava. Aquela olhar que sempre via ele fazendo para todas as garotas por quem ele se interessou nos últimos anos. Só que dessa vez esse olhar estava direcionado pra ela. Somente pra ela. Mesmo ela não sabendo que havia uma segunda intenção nisso.
- Jantar com você? Não acho uma boa idéia Danny. A Georgia pode ficar brava, e eu prefiro que ela me ignore do que tenha raiva de mim. – disse rindo. Danny a olhou sem entender o motivo do riso. Sempre foi lerdo para piadas e nem sabia se ela tinha feito realmente uma piada. Sim, ele assumia ser lerdo para tudo. Mas o que o chamou lhe a atenção foi o sorriso da garota. Um sorriso tão inocente e tão contagiante. E quando olhos nos olhos de ele podia jurar que já tinha visto aquele tom castanho fosco em algum lugar... Não, ele não podia pensar nisso agora. Ele estava aqui com um propósito e não podia se esquecer disso.
- Georgia e eu não estamos mais juntos, então não devo satisfações pra ela e nem pra ninguém. – disse ele meio sem jeito, ainda meio nervoso e segurando o tom de voz para não mostrar que ainda estava abalado pelo rompimento.
- Não sei não Danny. Você nunca falou comigo em todo esse tempo que estudamos juntos, e agora me chama pra jantar? Como você sabe que eu não sou uma maluca esquizofrênica doida pra atacar o primeiro inocente que aparecer? Sem contar que nem seus amigos, e nem as minhas amigas... E acho que nem a escola inteira ia gostar disso. Imagina o que iam dizer! Por que Danny Jones está saindo com essa perdedora? E pra falar a verdade, acho que você nem sabe meu nome... – disse não conseguindo parar de falar de tão nervosa que estava no momento, abaixando a cabeça e desfazendo o sorriso só de pensar nessa última hipótese.
Então seria mais difícil do que Danny imaginava. Ele teria que colocar todos os seus truques de conquista pra fora, e assim conseguir convencer a menina de aceitar o simples jantar que colocaria seu plano em prática. Ele se aproximou de , segurou com delicadeza o queixo da menina e levantou seu rosto para que assim ela não desviasse de seus olhos enquanto ele falava.
- Você se chama , estuda comigo faz dois anos, e... Tem os olhos mais lindos que eu já vi em toda a minha vida. – ele sorriu deixando a menina sem reação que só sorriu de volta. Deu graças a Deus de ter conversado com Tom mais cedo assim ele sabia a ficha dela completa através das coisas que o amigo lhe contou. Mas uma coisa ele não teve que perguntar para Tom. tinha mesmo os olhos mais lindos que ele já tinha visto na vida. Sem se comparar ao comum azul dos olhos de Georgia. Eram os olhos profundos de um castanho único, algo que ele não sabia descrever. Mas logo tirou esses pensamentos da cabeça, já que não vinham ao caso no momento. – E mais uma coisa... Posso te chamar de ? – disse por fim se afastando da garota abaixando a cabeça e colocando as mãos no bolso, fingindo se sentir envergonhado. O que ele estava mesmo um pouco ao ficar meio desconcertado ao o olhar da garota.
- É, pode sim. – disse sorrindo meio sem graça voltando a baixar a cabeça encarando os pés e segurando as mãos uma na outra pra tentar conter a sua vergonha e insegurança no momento.
- Vou aceitar isso como um sim. Está aqui o endereço da minha casa. Pode ser às oito? – entregou um papel com o endereço para a menina com o maior sorriso que conseguia.
- Pode ser sim, estarei lá. – pegou o papel, ainda meio envergonhada. Assim que ela concordou, viu Danny acenar e sair em direção a porta do teatro. Mas ouviu-o gritar:
- Ficarei te esperando lá, ! – e saiu correndo pelo corredor porque o sinal do fim do almoço já havia tocado.
Ao ver que ele saiu do seu campo de visão, começou a dar pulos de alegria e gritos histéricos. Ele havia lhe chamado de . Danny havia lhe chamado de . Ela mal podia acreditar no que estava acontecendo. Tantas subidas e decidas em apenas três dias. O quase-beijo. O esquecimento dele sobre tudo. E agora ele a tinha chamado para jantar. Era tudo muito confuso para ela como Daniel havia mudado tanto de uma hora para outra. Mas ela estava disposta a dar uma chance a ele. Afinal, ele havia dado uma chance pra ela. Nunca tinha falado com ele em todo esse tempo, e não era agora que ela ia desperdiçar essa chance. Sua mente dizia “Ele vai machucá-la”, mas seu coração gritava “Você vai conseguir garota, vai em frente e se entregue!”. E assim a sua mente foi esquecida. E guiada pelo seu coração, foi correndo de volta pra casa sem que ninguém a visse, já pensando em o que usar no jantar que poderia mudar sua vida para sempre. E mudaria tudo completamente.
Enquanto isso, , e esperavam ansiosamente que o sinal da saída tocasse para que elas pudessem sair logo daquele tédio chamado: Aula de Álgebra.
- O que será que aconteceu com a ? Será que ela ta doente, tadinha? – sussurrou para as amigas sem que o prof. Moore pudesse ouvir.
- Ou talvez ela tava muito cansada ainda porque trabalhou até tarde sábado depois que saiu da festa. – supôs pensativa, ainda tentando prestar atenção na aula. Para desgosto das amigas, era uma das melhores da sala e queridinha do professor.
- Tadinha nada! Tem alguma coisa ai, e assim que eu chegar em casa vou descobrir. – disse ainda desconfiando do suposto estado de .
- Nossa , larga de ser má. O que custa acreditar nisso ein? – disse um pouco alto demais. Às vezes ela aumentava seu tom de voz sem perceber, e bem na hora errada.
- Senhorita Anderson, o que deseja compartilhar conosco de tão importante que não teve que esperar o sinal tocar. – assim que o Sr. Moore falou isso o sinal tocou, provocando o riso de todos na sala, que saíram correndo logo.
Logo as três amigas já estavam se encaminhando ao portão de saída. Não eram as garotas populares da escola, mas também não passavam despercebidas pelos garotos. Só não tinham tanta fama como o grupo de Georgia, Frankie, Giovanna e Holly porque essas chamavam mais atenção com seus uniformes super apertados, e saias mais de dois palmos acima do joelho. Mas , e não ligavam para isso. Tinham coisas mais importantes do que se preocupar em chamar a atenção dos garotos da escola. Cada uma tinha um garoto em questão para se preocupar. Cada uma com seu segredo a esconder. Cada uma com o seu amor a se preocupar em esconder.
- Meninas, eu não vou voltar pra casa com vocês, porque vou a um evento de filmes antigos e históricos no shopping que vai ter agora à tarde. Encontro com vocês a noite, beijos. – e assim saiu correndo jogando beijos no ar para as amigas. E nem notou que Thomas Fletcher a acompanhou com o olhar até ela sair de vista, abaixando a cabeça logo em seguida com um sorriso bobo no rosto.
- Essa menina e sua obsessão por filmes, nunca vi! – disse rindo ao ver a amiga se afastar correndo toda desajeitada. Mas logo parou de rir ao ver Dougie. E ele estava conversando animadamente com Frankie. Justo ela. O que provocou uma enorme fúria em , que logo que avistou Brian (seu parceiro da noite da briga) e foi logo conversar com ele, fazendo questão de passar por Dougie e esbarrar nele. O que deixou ele muito irritado, ignorando totalmente Frankie, seguindo e olhando ela de longe conversando com o brutamonte.
- Tchau viu, ? A gente se vê em casa! – saiu sendo ignorada pela amiga. Mas até que ficou um pouco feliz. Assim poderia ver Harry e matar um pouco a saudade.
abriu logo um sorriso ao ver Dougie a observando conversar com Brian, e logo foi puxando assunto com o loiro alto, forte e de um sorriso admirável para alguém como ele. Que segundo Dougie, não devia nem trocar de cueca depois de tomar banho.
- Oi Brian! Você não falou comigo depois da festa, fiquei preocupada com você. – disse com o tom mais suave que conseguia, seguido de um sorriso meigo que ninguém resistia. Sorriso que a fez conseguir muitas coisas em toda a sua vida. Era sua arma secreta.
- Ah! E você queria o que? Depois do que o seu amiguinho fez comigo ia ser difícil, não acha? Ele ainda me paga! – disse Brian com raiva se lembrando do soco que levou de Dougie, mas ainda sim meio tentado à pequena que sorria pra ele.
- Eu peço desculpas por aquele idiota! Não sei o que deu nele, nem falo mais com aquela coisa. Mas enfim, como eu posso te recompensar ein? – se agarrou ao pescoço de Brian com o maior sorriso que tinha. E logo estava aos beijos com o garoto.
Dougie via tudo de longe. E logo que viu os dois se beijando, fechou as mãos em forma de punhos apertando forte para conter a raiva e não ir bater em Brian novamente. Sim, ele se arrependia de ter traído . Como diz o ditado, nós só nos damos conta o quanto é importante quando a perdemos. E era isso que ele sentia. Só depois de ter feito a grande estupidez de ficar com Frankie que ele havia se tocado do quanto ele gostava daquela garota. Era mais do que gostar. Mas ele não assumia pra ninguém. Nem pra ele mesmo.
Ao ver como Dougie estava bravo com aquela cena, se deu por satisfeita e largou Brian, que prometeu que ligaria para ela mais tarde. Mas a garota não contava com a nova atitude de Poynter. Assim que ela saiu de perto de Brian indo em direção a porta, Dougie a segurou pelo braço.
- Preciso falar com você agora! – não esperou a resposta dela e logo a arrastou pelo braço através da escola até chegar a uma sala onde não havia ninguém e logo trancou a porta para que ninguém o interrompesse.
- O que você pensa que está fazendo, Poynter? Ficou maluco de vez? Depois daquele surto de sábado isso não é nada, não é mesmo? Depois de tudo que aconteceu você teve coragem de fazer aquilo na frente da escola inteira? Sério mesmo, eu não te entendo e acho que nunca vou te entender. Nem sei o que eu to fazendo aqui. Sabia que eu posso gritar e alguém pode escutar... – saiu falando desesperada. Estava muito nervosa e com medo do que Dougie podia fazer com ela. Somente os dois trancados naquela sala. Mas logo ele a interrompeu.
- Dá pra você calar essa boca! – ele gritou se aproximando dela. ficou sem reação nenhuma, e quando viu já estava sendo puxada por Dougie que a apertou contra seu corpo o mais forte, mas ao mesmo tempo o mais delicado que ele pode. E quando menos percebeu estava dando passagem à língua dele ente seus lábios ainda temerosos.
Os dois já haviam se esquecido das sensações que sentiam quando se beijavam. Era algo mágico. Era como se vários fogos de artifício estivessem explodindo ao redor dos dois, e nada mais importava. E nenhum dois lutou contra isso. Estavam sobre um êxtase muito grande para lembrar-se das brigas. Só aquele momento importava agora, nada mais do que aquele simples beijo que eles esperaram tanto para acontecer. Eles se encaixavam de uma forma que nem mesmo eles entendiam, como se um fosse feito especialmente para o outro. Cada um era a peça que faltava no quebra-cabeça do outro. Não podiam negar mais o que sentiam um pelo outro, era algo indiscutível no momento. Os dois sonhavam com esse dia todo o tempo que ficaram separados. Os dois desejavam esse dia desde o dia do último deles juntos.
A boca de era suave com um gosto de maçã verde que Dougie tanto adorava algo que ele até havia se esquecido. A menina pegou vício pela fruta, bala, chiclete, batom. Tudo que ela tinha era sabor maçã verde. Gosto que ela pegou ao saber que era o preferido de Dougie. E como ele amava sentir o gosto dos lábios mais uma vez. Ele estava tão maravilhado com isso que sorriu entre o beijo.
Era tão bom sentir o calor do corpo de Dougie ao seu. Nos braços dele, se sentia segura, como se ninguém pudesse tocá-la ou fazer algum mal a ela. Só o que importava era a presença dele ali, e nada de ruim acontecia a ela. Aquele garoto era o seu pequeno refúgio. Lugar onde ela sempre podia recorrer quando estava mal com alguma coisa, porque ele sempre dizia coisas que a fazia se sentir melhor. Ela odiava como ele sempre conseguia a fazer sorrir mesmo quando ela insistia em não conter as lágrimas. O calor que emanava do corpo dele dava calafrios nela. Calafrios que ela tanto amava, e já até tinha se esquecido como eram boas essas sensações que somente ele conseguia provocar nela. Essas sensações a cegavam, e ela não se dava conta do que realmente estava fazendo. Começou a pensar em voltar pra ele. Voltar aos braços de Dougie, lugar de onde ela não queria ter saído. Mas isso não podia acontecer. sabia que depois de tudo, um simples beijo (não tão simples assim) não faria com que Dougie ganhasse a sua total confiança de novo. Então assim que ela percebeu o que realmente estava fazendo o empurrou pra longe, destrancou a porta e saiu correndo deixando as lágrimas tomarem passagem pelo seu rosto. Lágrimas que também podiam se ver pedindo passagem pelos olhos de Dougie que logo cedeu encostando na parede deixando seu corpo cair aos poucos enquanto chorava aos sussurros.
- Eu te amo tanto, ...
Capítulo 6: Love Star Wars - O Amor Contra-Ataca
O estacionamento estava quase deserto, já que fazia quase vinte minutos que o sinal de saída havia tocado. cansando de esperar Nicole, mandou uma mensagem para a amiga avisando que estava indo pra casa e que qualquer coisa era só ligar. Ela ia em direção ao seu carro para ir logo pra casa e ligar para Harry, assim os dois combinariam de se encontrar já que todas as meninas tinham... Sumido! Só que ela não contava com a presença de mais alguém ali naquele suposto deserto estacionamento. Quando se deu conta estava com o corpo pressionado contra seu carro e com Judd beijando seu pescoço sentindo o cheiro de seu perfume, levantando a cabeça em seguida para olha a garota nos olhar com seu melhor sorriso, o sorriso que ela tanto amava. O sorriso que era só dela, sem que ninguém soubesse disso.
- Você ficou maluco garoto! Podem nos ver aqui. – disse sussurrando e empurrando Harry um pouco pra longe, mas logo se arrependeu de tê-lo longe, o puxando de volta, abraçando o garoto pelo pescoço e abafando o riso no ombro dele.
- Isso é tudo culpa sua! Ninguém mandou você ser tão perfeita fazendo com que eu não consiga ficar longe de você, quanto mais fingir que nem falo contigo. – Harry disse com uma voz melosa fazendo carinho nos cabelos da garota.
- Nem sei se eu te mereço sabia. – levantou o rosto e encostou o seu nariz no de Harry sorrindo para ele.
- Não ouse dizer isso de novo. Eu que sinto que não serei bom suficiente pra você minha linda. – Harry disse passando a mão de leve no rosto de fazendo com que cada parte do corpo dela se arrepiasse ao toque dele. Sensação que ela já não vivia sem.
- Somos tão melosos quando ficamos muito tempo sem nos ver. – disse rindo jogando a cabeça pra trás, que fez com que Harry sentisse mais uma vez o perfume da menina, o absorvendo de uma forma que nem ele mesmo sabia explicar. O perfume dela era a pior droga pra ele. E riu só de pensar nisso, e do que ela havia acabado de dizer.
- Ficamos só um dia sem nos ver. Nem foi muito tempo, mas pareceu uma eternidade pra mim. – e beijou a da forma mais delicada que conseguiu para mostrar o quanto se importava com aquela garota. Não agüentava esconder isso dos amigos, mas sabia que era melhor. Nenhum dos dois queria ficar se escondendo pra sempre e sabiam que uma hora teriam que contar. Mas enquanto não tomavam essa iniciativa, se encontrar às escondidas era o melhor (e mais divertido) que os dois podiam fazer.
Mas o que o casal não contava era que não estavam sozinhos ali. Jason estava ali também e havia tirado uma foto dos dois se beijando. Ele era do grupo e um dos melhores amigo de Brian. E era meio obcecado por depois de ter levado um fora da garota sem entender o real motivo. Foi motivo de zoação dos amigos pelo fora que tinha levado de . Mas agora tudo fazia sentido, ela tinha outro. E se dependesse dele, não duraria por muito tempo. Já não gostava de Harry e de seu grupo de amigos, eram rivais na escola com um sempre tentando chamar atenção mais do que os outros. Viu os dois se despedirem com um beijo e entrou no carro, se afastando da escola. Harry estava indo em direção ao seu carro quando foi abordado por Jason.
- Então é você, Judd! Você que estragou tudo com a , não é mesmo? – disse Jason em um tom ameaçador fazendo com que Harry enrijecesse ao seu lado, mas manteve a pose para não passar a impressão de que realmente estava com medo de ser descoberto.
- Boa tarde pra você também, Jason. Eu vou muito bem. Obrigado. – disse Harry em tom de deboche, abrindo a porta do carro, que logo foi fechada novamente com um soco de Jason.
- Não adianta fingir, Judd, eu vi vocês. E tenho provas de tudo! – e assim mostrou a foto de Harry e se beijando para o garoto que logo se enfureceu.
- Se você contar pra alguém Jason... Eu juro que te mato! – Harry foi pra cima dele com toda a raiva que tinha.
- Não adiante me bater, eu já mandei a foto pro meu email e logo poderei mandar pra quem eu quiser. Basta você fazer um pequeno favor pra mim que eu não contarei pra ninguém. – Jason disse com um sorriso maldoso no rosto.
- O que você quer? – Harry disse derrotado com medo do que ia ouvir. E sentia que já sabia o que o idiota queria.
- Você vai ter que simplesmente... Largar a , e nunca mais chegar perto dela. Simples. – assim Jason sorriu vitorioso ao ver Harry abaixar a cabeça em sinal de derrota.
Harry sabia que não teria coragem de fazer isso, mas teria que concordar para proteger . Sabia que logo que largasse dela o seu mundo ia cair, e que ela logo ficaria vulnerável e iria se render a Jason. Ele não iria agüentar ver isso, mas era o certo a se fazer. Pelo menos era o que ele achava. Simplesmente concordou com a cabeça entrando no carro e saindo cantando os pneus em seguida dirigindo para lugar nenhum. Tinha que pensar como iria tomar coragem de fazer o que Jason mandou. Tinha que pensar em como se afastaria de . Tinha que pensar em como renegaria o amor da sua vida.
No shopping, a cada minuto que passava, a feira de filmes que acontecia no local ficava mais lotada. como uma grande fã de filmes, era obcecada especialmente por filmes antigos. Seus preferidos eram com a sua única e maior diva, Marilyn Monroe. Ainda que não concordasse com um dos maiores filmes de sua diva, “Os Homens Preferem As Loiras”, a garota tinha uma conexão inexplicável com uma das maiores cantoras/atrizes de todos os tempos. Admirava que ela não fosse o modelo de mulher de sua época que ao invés de ter o manequim número 36, Monroe usava 42. E o que mais desejava, sua diva havia conseguido. Broadway. Marilyn havia conquistado os palcos da Broadway. Coisa que a garota sonhava um dia em fazer. Junto com suas melhores amigas, que ela levaria junto. Claro que não perderia a chance por nada nesse mundo, afinal era o que ela tanto queria também. O sonho das duas garotas era o que as unia, apesar de todas as diferenças, compartilharem esse mesmo desejo as tornava mais fortes para batalharem juntas nesse caminho até os holofotes. Mas enquanto esse dia não chegava, elas ficavam satisfeitas com o pequeno anfiteatro da escola sempre atuando em peças de Shakespeare. Único autor que todos conheciam. Sem contar que suas vidas já eram um drama hollywoodiano digno de parte 1, 2 e 3.
Na feira iria ter maratona de vários filmes que marcaram a história, e estava ali para ver um de seus favoritos “A Bonequinha de Luxo” com a incrivelmente talentosa Audrey H. Ela não ligava de assistir o filme sozinha. Achava que era até melhor, já que assim poderia prestar atenção em todos os detalhes sem ser interrompidas por alguma de suas amigas tagarelas que nunca ficavam quietas no cinema. Agradeceu mentalmente por isso. E ela se deliciava com o filme e de como a personagem de Audrey era destemida e determinada, não deixando que nada atrapalhasse seus sonhos. Nem mesmo seu grande amor. pensou se deveria renegar de vez o amor. Não que ela tivesse namorando ou apaixonada por alguém. Fletcher. Mas seria uma boa ela desconectar seu cérebro de vez do amor e esquecer tudo o que já sentiu. Fletcher. Homens nunca a fizerem bem, somente seu pai e seu irmão, e não é agora que eles o fariam. Fletcher. E por que sempre que ela pensa na palavra amor, outra vem junto? Fletcher. Thomas definitivamente estava fora de cogitação no momento. Afinal, ele era o motivo para ela fugir tanto desse sentimento. Ele que a traumatizou quando o assunto é se apaixonar. O problema é que ele se tornou algo fixo em seu coração. Algo que ela insistia em negar, mas sabia que estava mentindo pra si mesma. Mesmo depois de todas as brigas, ele sempre a surpreendia. Ou era um sorriso, ou com um simples olhar que a deixava fora de si. Ela nunca entendia o significado de tudo isso. Tom a odiava não é mesmo? Era o que ela achava e tinha quase certeza. Certeza absoluta?
Resolveu parar de pensar nisso antes que enlouquecesse. Nunca entendeu e nunca entenderia os homens. Nunca entenderia Thomas Fletcher. Só uma coisa importava no momento e era algo que ela entendia de letra. O filme. Então voltou a sua total atenção para o filme que já estava quase no fim. “Eu te amo” disse ele bem nos olhos dela. “Obrigada”, foi o que ela respondeu.
- Isso é totalmente ridículo! – disse alguém do lado de acabando de se sentar ao seu lado. E quando ela virou para xingar quem quer que estivesse falando mal de uns dos grandes clássicos do cinema, quando viu quem era. Tom.
- Fletcher! O que você ta fazendo aqui? E quem é você pra falar mal desse filme? É um dos melhores da história! – disse se exaltando um pouco aumentando seu tom de voz, o que fez que as pessoas na sala a mandassem ficar quieta. Tom riu da situação.
- Primeiro. Não se deve falar alto no meio de cinema né, ? Segundo. Ele disse que amava ela. Amava! E ela disse um simples obrigado? Pelo que eu sei, ela também amava ele. Então ele devia ser correspondido. Ela não deve fazer idéia do quanto é difícil um homem dizer “Eu te amo”, só dissemos quando sentimos mesmo. E terceiro. Star Wars é muito melhor do que isso. – Tom disse rindo da cara que fez assim que ele mencionou Star Wars. Saga de filmes preferido do garoto.
- Primeiro. Eu sei muito bem que não deve se falar auto no cinema, seu idiota. Segundo. Ela disse obrigada, porque ela não estava pronta para ter um relacionamento. Ela era uma mulher independente demais pra se prender a um homem, mesmo o amando. Foi muito difícil pra ela dizer isso também, sabendo que não era verdade. Ela sabia que não poderia fazê-lo feliz como ela era. Preferiu deixar ele seguir o caminho dele e procurar alguém que realmente se preocupasse com a felicidade de ambos. Admiro muito a atitude dela. Queria eu ser assim, colocando a minha felicidade acima do que os outros esperam de mim. E terceiro. Se você quer ver Star Wars, a ala dos nerds é do outro lado da feira. – disse irritada para Tom nem percebendo que os dois estavam muito perto um do outro.
- Então quer dizer que vocês gosta de alguém né, ? Só pode ser aquele nerd fortão e idiota do Cameron que vive babando quando você passa. Babando literalmente, credo! – Tom disse com uma cara de nojo, fazendo ter que segurar o riso.
- Minha vida amorosa não é da sua conta. E pelo amor de Deus né Fletcher, eu e o Cameron? Nem se eu batesse com a cabeça muito forte na parede eu seria louca de chegar perto daquele bulldog babão. – disse já não conseguindo segurar o riso.
- Quer dizer então que você tem uma vida amorosa? – Tom debochou de , que logo lhe deu um tapa na cabeça.
- Como você consegue ser tão idiota, Fletcher? – disse olhando nos olhos de Tom. Agora os dois estavam com o rosto a poucos centímetros um do outro. Tom conseguia sentir a respiração de pesada que batia em seu rosto, mostrando que ela estava tão nervosa quanto ele. Sim, ele ainda sentia algo por ela, desde o dia em que se conheceram no jardim de infância. E esse sentimento só foi crescendo com os anos. Ele já havia saído e namorado com várias garotas, mas nunca dava certo porque ele não gostava realmente delas. Só tinha olhos pra e pra mais ninguém. Sabia disso e não negava, mas não admitia pra ninguém que perguntasse. Escondia esse amor de todos, inclusive dela. Vivia implicando com a garota para que assim chamasse a atenção dela. Pra ele não existia coisa mais linda no mundo do que gritando seu sobrenome com raiva quando ele fazia algo contra ela. Como ele amava vê-la brava. Pra ele era quando ela ficava mais bonita. Seus lábios e as maças do rosto dela ficavam com um tom mais avermelhado que Tom tanto amava e sempre sorria pra ela, o que a deixava mais furiosa ainda. Mesmo estando no escuro do cinema, ele conseguia ver a silueta dela que era iluminada pela luz da tela. Ela parecia uma visão aos olhos dele. E não se conteve ao responder a pergunta dela.
- Primeiro. Ser idiota é o meu charme. – assim que ele disse isso riu, mas Tom continuou. – Segundo. Eu sei que você ama implicar comigo. – riu mais ainda com desdém do garoto. – E terceiro. Eu vou te beijar agora.
nem pode protestar. Quando viu Tom já havia acabado com a pequena distância que tinha entre os dois. Ele apenas prensou seus lábios contra o dela, com medo de ser empurrado pela garota. Mas para a surpresa dele, parecia estar aproveitando o momento tanto quanto ele. Tom não resistiu e logo passou sua língua entre os lábios dela pedindo passagem e logo conseguiu. Nem um dos dois acreditava que aquilo estava mesmo acontecendo, era tudo muito surreal. Era meio desconfortável por estarem em cadeiras de cinema, mas aquilo pouco importava pro casal. Ele a puxou o máximo que pode pela cintura tentando grudar o seu corpo no dela e sentir o calor que ela passava a ele. E logo colocou as mãos no pescoço de Tom indo e voltando pelos cabelos do garoto. Depois de sete anos se odiando, ali estavam os dois, se beijando em uma sala de cinema. Logo perceberam que aquele beijo era o que desejavam desde o dia que se conheceram. Aquele beijo provou o que realmente sentiam um pelo outro. E aquilo era real. Ambos queriam isso, e ambos estavam aproveitando cada segundo. Não entendiam como não haviam pensado nisso antes. Deveriam ter se beijado antes se soubessem o quanto isso fazia bem para os dois. Cada um com uma sensação diferente provocada pelo outro. Cada um mostrando seu amor para o outro.
sentia que vários holofotes foram acesos em seu coração. Holofotes que apontavam somente para um nome. Fletcher. Esse beijo estava acendendo a garota por inteiro, fazendo ela se sentir tão viva como nunca havia se sentido antes. Ela podia ouvir aplausos ao seu redor. Digno beijo de cinema no cinema ela pensou e riu durando o beijo. Tom podia ser o garoto mais idiota que ela conhecia, mas ele tinha um efeito sobre ela que era indescritível. Sempre teve, mas ela sempre soube disfarçar muito bem. Sempre que o via pelos corredores da escola lhe dava um frio na barriga e toda sua mente parava, e só o que importava era aquele loirinho com o sorriso mais fofo do mundo não conseguindo esconder a sua famosa covinha que era motivo de suspiro de todas as garotas da escola, inclusive ela. Ela nunca resistia aquele olhar tão intenso e profundo que ele sempre lançava a ela quando se encontravam na escola, por isso que sempre que via ele procurava ignorar o rapaz para não cair na tentação. Mas agora estava ela ali nos braços de Tom se sentindo a garota mais sortuda e feliz do mundo. Aquilo parecia tão certo pra ela. Aquilo parecia tão verdadeiro pra ela. Então não teve medo de se entregar.
Tom já esperava que fosse empurrado e logo em seguida levaria um tapa de , mas ele estava errado. Ela correspondia ao beijo tão apaixonadamente quanto ele. Então ele percebeu que ela desejava aquilo tanto quanto ele desejava. Tê-la nos braços foi a maior conquista que ele tinha pensado em ter. E ele havia conseguido. A garota que ele tanto amava estava ali se entregando ao seu beijo. O beijo que ele tanto esperou para acontecer. Era criou coragem e simplesmente fez o que achou que era o certo de se fazer. Ele não podia negar o quanto ele queria ter aquela garota só pra ele. Agora ele a tinha. Sentir a boca de colocada na sua era a melhor sensação que ele já havia sentido em toda a sua vida. Era como se uma banda de rock estivesse tocando dentro de seu corpo fazendo com que cada músculo dele se contraísse de prazer e desejando aquela garota cada vez mais. E a boca dela era a melhor coisa que ele havia provado na vida. Como se ela fosse o encaixe perfeito da dela, fazendo com que o beijo se tornasse uma pela sintonia de amor e desejo por parte dos dois. Só ela havia conseguido fazer ele se sentir assim. Só ela havia conseguido deixar ele realmente feliz.
sem mais fôlego, partiu o beijo olhando bem nos olhos de tanto que brilhavam muito. Assim como os dela também deviam estar.
- Ser idiota não é o seu melhor charme Fletcher. – disse e Tom a olhou desentendido. – Sua covinha que é. – disse ela rindo e apertando a bochecha de Tom, que logo começou a rir.
- E você fala demais . – ele disse com um sorriso maroto no rosto que logo foi correspondido pela garota.
E lá estavam eles de novo, se beijando como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Nem notarem que os créditos já rolavam na tela. Mas isso era o que pouco importava para o casal agora. Só o que importava era ele e ela. Tom e . E mais ninguém.
Capítulo 7: Fight For Your Right
O dia de todos de todos foi uma verdadeira loucura. Desde beijos, brigas, revelações e até um convite para jantar, mas você podia ter certeza que a noite prometia mais ainda. Todos estavam muito confusos por conta de todos os acontecimentos desde aquele baile que sábado, o qual todos preferiam ter esquecido. Sendo todos ligados por laços de amizades, amores passados, amores escondidos, amores revelados e amores não correspondidos, era inevitável que apenas em um minuto toda a vida dos oito poderia tomar rumos diferentes a lugares jamais imaginados. Mesmo sendo apenas mais um drama adolescente, o que você aprendeu durante a sua adolescência é o que vai te influenciar em seu futuro querendo ou não. Por isso existe toda essa preocupação em o que você será durante o colegial que será o que te guiará até seu futuro, mas basta apenas uma atitude sua, sendo certa ou errada, que a sua vida pode mudar completamente para sempre. Mais dramas. Eu não chamaria isso de drama, chamaria de precaução. Por isso temos que nos preocupar um pouco com nossos atos, mesmo os menores. Isso pode não significar nada hoje, mas amanhã pode fazer uma grande diferença. Todos dizem “você é jovem, ainda tem muito que viver então aproveite agora”, e isso é verdade. Mas você deve aproveitar com cuidado para que você possa existir um amanhã. Do que adiante fazer loucuras o tempo todo sem ter o que se orgulhar ou algo que faça sua vida valer à pena? Vamos nos divertir sim, mas não podemos esquecer-nos do que realmente importa. O que para um o que mais importa é o sucesso. O que para outros o mais importante é o amor. O que será mais importante para eles?
Depois de uma tarde inteira pensando no que fazer para resolver as coisas de um jeito mais... Fácil? Harry resolveu que tinha que parar de adiantar o inevitável, então havia ligado para e os dois marcaram de se encontrar no mesmo lugar de sempre, uma praça que ficava um pouco depois da escola. Lugar onde sempre que dava se encontravam assim que a aula acabava, ou quando queria conversar e “não conversarem” com mais tranquilidade.
Já estava esperando fazia mais ou menos uns 20 minutos, com seu humilde par de all stars, calça jeans e camiseta do The Rolling Stones. Chegou mais cedo de propósito para que assim tenha um tempo extra pra pensar. O que não adiantou muito, pois assim que avistou a garota indo na sua direção sorrindo e com os cabelos voando com a leva brisa daquela noite ele se esqueceu de tudo o que tinha planejado falar pra ela. usava uma blusa violeta com uma jaqueta de couro clara e um lenço dourado, cala jeans de lavagem escura e uma sapatilha dourada combinando com o lenço. Estava deslumbrante mesmo sendo casual. Ela tinha esse poder sobre ele, fazendo com o que tudo que o preocupasse fosse embora apenas com um sorriso de . Sorriso que agora ele teria que abrir mão.
- Me atrasei demais? – perguntou assim que chegou perto dele se aproximando para beijá-lo, mas ele virou e ela apenas beijou a bochecha dele o que assustou a garota. – O que houve Harry? Eu demorei demais, é isso?
- Não, você chegou bem na hora. Fui eu quem atrasou essa conversa. – falou ele com a voz derrotada e abaixando a cabeça para não ter que olhar nos olhos dela.
- Como assim? Eu não estou te entendendo amor, me conte logo o que está acontecendo. – falou afagando o braço dele tentando reconfortá-lo do quer que esteja o aborrecendo.
- O problema é o que não está acontecendo, ! Eu já cansei disso tudo, não aguento mais ficar ter que escondendo o que sinto. Não podemos mais ficar nos escondendo de todos. – falou ele exaltado e se levantando com força dando as costas pra menina que começava a se assustar mesmo.
- Eu sempre achei que você quem quisesse esconder nosso caso mais do que eu, afinal seus amigos me odeiam e minhas amigas te odeiam. Sem contar que imagina o que a escola ia falar sobre um dos garotos mais desejados de toda a Dalton estivesse saindo com uma qualquer como eu. – falou abaixando a cabeça, segurando uma mão na outra mostrando seu nervosismo.
- É isso que me irrita, você se preocupa demais com o que as pessoas vão pensar de você. Você não acha que já está bem grandinha pra ficar se preocupando com uma idiotice como essa? – falou Harry fechando as mãos em forma de punha tentando controlar a dor que sentia ao dizer essas palavras, que por ele nunca seriam ditas. Mas agora isso não dependia apenas dele mais.
- Você está me chamando de infantil agora? Faça-me o favor né! Não sou eu quem fica se agarrando com as garotas mais populares da escola pra ter mais ibope com todos. Não sou eu quem finge ser uma pessoa que não eu, porque você é outra pessoa totalmente diferente daquele imbecil que você se faz na escola! – se levantou encarando Harry já sentindo as lágrimas quererem tomar conta de seu rosto, mas ela não poderia demonstrar fraqueza agora. Não agora enquanto Harry estava brigando com ela. Sim, ela estava brigando com Harry.
- Então é isso que você pensa de mim? Demorou tanto pra falar. Desde quando acha que eu sou um imbecil? Desde quando você acha que só fico perto de garotas por ibope? Desde quando você acha que eu sou falso com as pessoas? Talvez esse imbecil que você acha que eu seja na escola seja o meu verdadeiro eu! – Harry disse gritando se virando finalmente pra se segurando para não derramar as lágrimas que insistiam em se formar em seus olhos.
- Bom saber que você foi falso comigo todo esse tempo Harry! Não temos que esconder mais nada, porque agora somos nós que não temos mais nada! – disse já não se importando com as lágrimas que tomavam conta de seu rosto e logo em seguida saindo correndo de volta pra casa com o propósito de nunca mais sair de lá.
Assim que viu ela se afastando em prantos Harry gritou o mais alto que conseguiu atraindo os olhares curiosos que passavam pela rua. Ele pouco se importava com isso agora. Entrou no carro a passou o resto da noite sentando lá olhando o caminho por onde havia saído deixando que finalmente as lágrimas tentassem lavar seu rosto sujo com tanta angústia e arrependimento. Ele prometera a ela que nunca a faria chorar. E agora ele estava disposto a nunca mais fazer promessas em toda a sua vida.
ainda estava sentada em frente a uma grande loja de doces que ficava bem no centro de Londres ainda perdida em pensamentos. Ainda não acreditava no que Dougie havia feito. Como ele teria coragem de beijá-la depois de tudo? Ela já tinha desistido de entender o que se passava na cabeça daquele que foi um dia o seu primeiro amor. Como todos diziam “nunca nos esquecemos do nosso primeiro amor”, e ela odiava isso. Odiava que isso fosse verdade. Durante o beijo ela até pensou em desculpá-lo por tudo o que os dois haviam passado juntos, mas ela sabia que não podia. Sabia que se fizesse isso seriam mais uma chance em vão que só resultaria em mais lágrimas. Queria acreditar que ele realmente sentiu muito por ter feito a sofrer e que estava arrependido, disposto a mudar tudo. Mas ela sabia que isso não aconteceria, mesmo que ela quisesse que isso acontecesse mais do que tudo em sua vida.
- Eu sabia que você estaria aqui. – disse alguém sentado do lado de fazendo com que ela despertasse de seus pensamentos. Estava tão perdida mentalmente que nem notou alguém se sentando ao seu lado. Alguém que só de ouvir a voz ela já sabia nome e sobrenome. Dougie Poynter.
- Como você sabia que eu estaria aqui? Nem me conhece direito. – disse a menina olhando ao longe evitando ter que encontrar com os olhos azuis hipnotizantes de Dougie.
- Você acha que não te conheço, mas eu sei mais coisas sobre você do que pensa. Sei que você ama esse lugar desde quando... – ele fez uma pausa porque ele mesmo sabia que não seria fácil dizer tais palavras. – Desde quando eu te trouxe aqui e te pedi em demoro. Nem sei como fui tão idiota de escrever em um chocolate pra você ao invés de falar mesmo o que eu sentia por você. – disse rindo, o que fez soltar uma risadinha quase muda, mas que ele conseguiu ouvir e abriu mais ainda o sorriso.
- Eu achei fofo na hora... Mas sim, você foi idiota. – disse e meio a um sorriso tentando esconder o rosto para que ele não visse.
- Naquela época eu era muito idiota. Queria poder voltar no tempo sabendo de tudo o que sei hoje e tentar reparar o maior erro da minha vida. – Dougie disse olhando para e insistia em ficar com o rosto virado pra ele.
- Pena que isso não é possível não é mesmo? Queria ir ter um pouco mais de inteligência naquela época para me afastar de idiotas. – ela disse virando o rosto pra ele que estava bem próximo dela desfazendo o sorriso assim que ela terminou de falar.
- Você não sabe o que eu me arrependo de tudo o que eu fiz contigo. – ele disse tentando tocar o rosto da garota, mas que logo virou o rosto fazendo com que ele abaixasse a mão, já sentindo derrotado.
- Eu sei que você se arrepende, você já falou isso pra mim. O problema é que eu não acredito em você. – disse voltando a olhar pra Dougie que parecia devastado ao ouvir cada palavra da garota, fazendo com que ela se sentisse pior do que já estava.
- Eu faria tudo pra que você acreditasse em mim. Faria qualquer coisa pra provar que eu posso mudar. Provar que eu realmente te... – ele foi interrompido pelo dedo de que ela colocou sobre os lábios do garoto.
- Não diga algo que você não sente. Essas palavras são muito fortes para serem ditas em vão. E eu não estou disposta a ouvir isso tudo de novo em vão. – ela disse olhando fundo nos olhos de Dougie tentando manter o controle ao entrar em contato com aquela íris tão azul que ela tanto amava. – Eu quero acreditar em você Dougie, mas eu sei que vai ser tudo em vão. Você não mudou e nunca vai mudar depois de todo esse tempo de uma hora pra outra. Pode dizer o que quiser, mas você não mudou. O problema é que eu mudei, e não posso mais me deixar levar por uma paixão boba que não vai me levar a lugar nenhum, só irá trazer mais lágrimas. E eu não quero passar por todo aquele drama de novo. – ela disse tirando o dedo dos lábios de Dougie e dando um beijo na bochecha do menino levantou indo embora.
- Eu ainda vou te provar que eu mudei , pode ter certeza! – Dougie disse se levantando. Mesmo que ela não pudesse ouvi-lo, ele faria jus a estas palavras. Por ela.
Capítulo 8: Don’t You Forget About Me
Escolhendo e experimentando roupas desde a hora que chegou em casa, achou estranho que nenhuma das outras garotas haviam voltado. Mas pouco se importou afinal, ela estava a poucas horas de ter o jantar que poderia mudar sua vida. Até achou isso bom, já que assim não teria que inventar desculpas para sair de casa arrumada, ela não conseguia enganar as amigas. Só que o problema agora era outro, um grande problema na verdade. Qual roupa ela usaria? Era um jantar, mas não sabia se devia se vestir de forma elegante e surpreender logo de cara, ou se devia ir apenas com uma roupa simples e casual. Depois de muitas horas, trancada no quarto, resultou em todas as suas roupas jogadas por todo o quarto sem a menor idéia do que vestir. estava quase desistindo de ir quando notou uma grande caixa branca jogada no fundo de seu guarda-roupa. Era um último presente que sua mãe havia lhe mandado há uns meses atrás tentando fazer com que a garota voltasse para casa. Mesmo com as terríveis brigas com os pais, a mãe da ainda sentia falta da garota, afinal, antes de tudo elas eram mãe e filha. Durante sua infância e começo da adolescência sua mãe era como sua melhor amiga, com quem compartilhava seus segredos mais profundos. Já sei pai sempre houve algumas briguinhas bobas, mas nunca comparado aquelas provocadas pelos problemas de saúde que ele tinha graças ao seu vício na bebida e no cigarro. Conforme a garota ia crescendo os problemas do pai se tornavam cada vez maiores, o que provocava uma enorme raiva em , pois ele não se preocupava com a saúde e continuava sem se cuidar. Além de tudo isso, tinha os irmãos mais velhos da garota, Tyler e Stiles, que eram considerados os exemplos da família. Os dois tinham a maior atenção na casa, um já formado e o outro entrando na faculdade. Tudo o que a garota fazia de errado era comparada aos irmãos. “Seus irmãos nunca fariam isso ” ou “Seja igual aos seus irmãos ”. Cansada de ver o pai matando a si próprio, cansada de ouvir que deveria seguir os exemplos dos irmãos, foi embora morar com as pessoas que realmente se importavam com o que ela era por dentro. , e agora são sua família, algo que a garota não se arrependia e não trocaria por nada nesse mundo. Mas o que ela não negava é que mesmo com todos os problemas, ainda sentia falta de sua família de verdade.
Agora estava ali encarando a caixa que nunca teve coragem de abrir. Ela juntou todas as suas forças para ir até o guarda-roupa e tirar a caixa que estava escondida no meio de toda a sua bagunça. Com a caixa já nas mãos ela se sentou no chão, respirou bem fundo e assim abriu o embrulho com os olhos ainda fechados. se arrependeu ao abrir os olhos e se deparar com o que estava dentro da caixa, e não conseguiu conter as lágrimas que rapidamente tomavam conta de seu rosto, agradeceu por ainda não ter se maquiado se não estaria com o rosto todo borrado. Lá dentro estava um velho vestido de sua mãe, o qual ela usou no primeiro encontro que teve com o pai de . O vestido era um tomara-que-caia preto com um estampado florido que marcava a cintura com uma pequena faixa branca, e desde pequena a garota dizia que iria roubar o vestido de sua mãe. Ao ver aquele pequeno pedaço de tecido fez com que mergulhassem em um mar de memórias onde ela, ainda era uma pequena criança, pegava o vestido e as maquiagens da mãe e se arrumava toda para impressionar todos na casa que a acham uma das criaturas mais fofas do mundo. Ela pensou se eles ainda se lembravam dos momentos felizes junto, das risadas, das confidências. Mas logo tratou de afastar os pensamentos do passado tentando se focar no presente, e que daqui a algumas horas iria se encontrar com o que ela considerava o homem de sua vida. A grande pergunta era, estaria Danny tão nervoso e ansioso assim como ela para o tão esperado jantar?
Já se faltavam cinco minutos pras oito horas quando Tom entrou no quarto de Danny avisando que tinha acabado de chegado em casa, o que fez o amigo pular de susto.
- Tom, que horas são? – perguntou Danny desesperado procurando pela roupa que iria usar no jantar.
- Agora são sete e cinqüenta e cinco, por quê? – Tom disse com uma cara desconfiada para Danny que estava agindo de uma forma estranha desde o colégio.
- Ai meu deus, FUDEU! – Danny gritou terminando de abotoar sua camisa social branca e depois fechando o zíper de sua calça jeans de lavagem escuros, descendo as escadas o mais rápido possível colocando seu Vans no meio do caminho. – A vai vir aqui, acho bom você ficar quietinho ai em cima se não quiser estragar os meus planos, Tom!
Thomas nem se deu o trabalho de responder o amigo, só assentiu com a cabeça e foi indo em direção ao seu quarto se jogando em sua cama. Ele tinha muita coisa no que pensar ao invés de se preocupar com as loucuras de Jones. Iria tentar descobrir as armações do amigo depois, pois agora ele só conseguia pensar em uma única coisa. .
Eram exatamente oito horas e já estava em frente ao jardim da casa dos garotos. Estava com medo de ter chego cedo demais. Notou que a casa era realmente muito bonita e até muito limpa, além do que ela havia imaginado. Esperava encontrar várias latinhas e garrafas de cerveja espalhadas pelo jardim, mas ao invés disso, ela via uma grama bem verdinha e muito bem cuidada. Provavelmente eles contratavam alguém pra cuidar de tudo. E além do jardim, a fachada da casa também era muito bonita, em tons de um azul e branco. A garota estava tão distraída com a beleza da casa, que nem viu um garoto loiro com grandes sacos de lixo preto se aproximar dela.
- Se eu fosse você, esperava mais um pouco. O lesado do Danny acabou dormindo mais do que devia e está um pouco atrasado com tudo, mas não se preocupe com nada. – Disse Tom de uma forma bem descontraída colocando os sacos dentro de grandes latas de lixo que se encontravam na rua, ao lado da casa.
- Ah! Obrigada por avisar, mas eu já ia esperar um pouco mesmo. Não queria parecer muito desesperada logo no primeiro encontro, se é que podemos chamar isso de encontro já que ele nem mencionou a palavra encontro. – Disse fazendo aspas com os dedos para dar ênfase na última palavra, falando muito rápido que provocou risos discretos de Tom, mas a menina continuou falando em parar. – Se ele tivesse falado que era um encontro eu teria que me vestir melhor do que isso não é mesmo? Ai meu deus! E se for mesmo um encontro, o que ele vai pensar de mim? Será que eu estou muito simples? Será que meu cabelo está muito sem graça? Não acredito nisso, eu estou horrível! Melhor eu voltar pra casa mesmo...
- SERÁ QUE DÁ PRA VOCÊ CALAR ESSA BOCA?! – Gritou Tom em meio às risadas tentando fazer a menina parar com o seu discurso não-sou-boa-o-suficiente-pra-ele, para que assim pudesse acalmá-la. – Primeiro de tudo, você não está parecendo nem um pouco desesperada afinal, nós os britânicos temos essa incrível mania de pontualidade, que só para o idiota do Danny não funciona. Segundo, pelo que eu to vendo o corre-corre lá dentro já parou, ele já deve ter arrumado tudo então você já pode entrar. E terceiro, não se preocupe com nada... Você está linda. – Tom deu o melhor sorriso pra garota deixando ainda mais radiante sua covinha, fazendo com que ficasse mais tranquila e até se sentisse mais segura com as palavras que acabara de ouvir do loiro.
A menina então foi andando em direção a porta com as pernas ainda meio bambas por saber que daqui a alguns minutos estaria frente a frente com Daniel Jones, o homem dos seus sonhos em um jantar. Praticamente seu primeiro “encontro” com o rapaz do sorriso que fazia seu coração disparar. Mas agora ela se sentia mais leve e mais confiante depois das palavras de Tom. Ela sentia que o que ele havia dito era verdade e que ele queria ajudá-la, o que achou muito nobre e... Fofo? Todos sabiam que Thomas Fletcher era sem dúvida o “cavalheiro” de todo o grupo dos meninos do McFLY, o que aumentava sua popularidade, óbvio. Mas agora sim ela descobriu a razão de tudo isso, afinal, qual menino diria isso a uma menina super nervosa para ir ao encontro do melhor amigo bonitão? Só coisa de Fletcher mesmo.
Assim que subiu os três degraus que davam até a porta da casa ainda com o estômago travado de tanta ansiedade e nervosismo. Então ela sorriu, olhou pra trás e gritou:
- Tom! Obrigada... Por isso. – disse com um sorriso meigo em real gratidão ao loiro que estava indo em direção aos fundos da casa. E Tom apenas acenou com a cabeça com o sorriso mais terno que conseguiu tentando incentivar a garota, mesmo sabendo que as intenções de Danny não era uma das melhores. E ao se lembrar do que o amigo pretendia queria impedir de entrar na casa, queria protegê-la do que quer que seu companheiro esteja disposto a fazer. Mas agora já era tarde demais. havia acabado de tocar a campainha.
Assim que Danny abriu a porta, todo esbaforido por ter corrido de um lado pro outro nos últimos minutos pra poder arrumar tudo em seus devidos lugares, ele se surpreendeu com a imagem da garota que se encontrava a sua frente com um sorriso tímido no rosto sem saber o que dizer. Ele se encantou com afinal, ela sempre se escondia por trás do uniforme maior do que seu corpo, e agora via a garota impecável naquele vestido que valorizava cada uma das curvas que ela tinha. E que curvas, pensava Danny ainda bobo olhando pra garota e nem percebeu que já estava a um bom tempo somente olhando pra ela. sentindo-se envergonhada abaixou a cabeça abafando um riso, coisa que fez Daniel despertar de seus pensamentos.
- Vamos lá, pode entrar e não repare a bagunça que eu tentei arrumar. Viver em uma casa com mais três garotos, todos nós somos um mais bagunceiro do que o outro, assim fica difícil manter tudo organizado sempre. – disse Danny conduzindo até a sala de jantar que ficava logo a esquerda no pequeno corredor onde se dava o início da casa. Ao seguir em frente podia se ver as escadas que devia dar aos quartos dos meninos, e a direita podia se ver grandes sofás e uma enorme televisão com um X-Box jogado ao chão, onde provavelmente era o lugar onde os meninos deviam mais se encontrar.
- Não se incomoda com isso, sei bem como é. Só porque eu e as meninas moramos todas juntas não quer dizer que está sempre tudo arrumado. Provavelmente eu sou uma das mais desorganizadas de lá, só perco pra , é claro. Não sei como uma pessoa tão pequena consegue fazer tanta bagunça! – disse rindo ao se sentar a mesa, onde Danny a ajudou a se arrumar puxando a cadeira para ela, como um belo cavaleiro, coisa que até assustou . – sempre tem uns ataques de limpeza e vai arrumando tudo pela frente! Já a sempre quando a situação está realmente crítica, ela sai gritando por todas para começarmos a arrumar tudo e ela não para de gritar até tudo estar no seu devido lugar, é de dar medo.
- Aqui não é diferente viu. Geralmente é o Tom que sai gritando por todos quando dá uns ataques de limpeza nele. O problema é que ninguém o escuta, então ele sai correndo atrás de todos batendo em tudo. Sempre sou o seu alvo preferido, porque sou eu quem no final acaba levando ele a sério e começo a ajudá-lo a limpar tudo. Mas agora eu vou ir pegar o prato que preparei especialmente pra essa noite, espere só um instante. – Disse Danny dando o seu melhor sorriso galanteador fazendo ficar um pouco vermelha abaixando a cabeça pra tentar se esconder. Levantou-se da cadeira e foi em direção a cozinha que ficava mais adentro da sala de jantar.
Chegando à cozinha ele teve que se recompor um pouco e respirar fundo para absorver tudo o que estava acontecendo. Ele estava encantado por aquela garota ou era só impressão? Seria o sorriso dela que contagia só de olhar? Seria o jeito com que ela fala toda empolgada sem nem medir as palavras como se eles já fossem amigos de longa data? Ou seria o jeito encantador que as bochechas dela ficavam avermelhadas ao se envergonhar? Daniel não sabia o que era, mas desde os últimos cindo minutos que passou com fez com que ele esquecesse todo o propósito que o levará a convidar a menina para jantar em sua casa. Mas logo que se lembrou desse pequeno detalhe, deu leves tapinhas na cabeça para tentar afastar aqueles pensamentos que seriam considerados “gays” pelos amigos e foi logo levando os pratos.
- Espero que você goste de lasanha. – Danny disse colocando o prato para , e logo em seguida colocou o seu na mesa e se sentou.
- Quem não gosta de lasanha? – mal esperou Danny se sentar e já foi atacando o prato, o que assustou um pouco o garota, mas achou fofo o jeito como ela se sentiu a vontade logo com ele. – Eu podia jurar que você ia me fazer comer salada... Deus ouviu minhas preces, valeu Senhor! – disse olhando pra cima fazendo um jóia com a mão, logo matando Daniel de tanto rir.
- E eu agradeço a você por gostar da minha comida, é a única coisa que eu sei fazer. – Danny disse em meio às risadas.
- Eu achava que você nem ia se dar o trabalho de cozinhar. Só ia comprar um daqueles jantares pronto de microondas e me servir. Gostei de ver, colocando a mão na massa. – Danny parou de rir na hora ao se lembrar que foi isso mesmo que ele havia feito, mas não podia estragar tudo agora.
- Todo mundo diz que se conquista uma mulher pela barriga, então segui esse conselho. – Ele disse dando um sorriso de canto de boca encantador que quase fez se engasgar. Para sua sorte seu celular começou a tocar “Glory Days” do Bruce Springsteen indicando que havia chegado uma mensagem.
Sinto sua falta.
Xoxo, Stiles.
Aquela mensagem chocou . Por que seu irmão mandara uma mensagem depois de tanto tempo sem se falarem, e justo agora? Ela achou muito estranho, mas logo foi acordada de deus pensamentos por Daniel.
- , você tá ai?
- Hã? Ah, desculpa Danny. Distrai-me com a mensagem. – disse forçando uma risada para tentar esconder seu nervosismo.
- Eu perguntei se você gostava de Bruce Springsteen. Você gosta?
- Eu adoro esse cara, totalmente uma lenda! Meu pai sempre foi muito fã dele, então acabei herdando essa paixão. – disse com um brilho nos olhos, mas logo se lembrou de seu pai e ficou meio desconfortável com isso.
- Pois então eu já adoro o seu pai, Bruce realmente é uma lenda! – não conseguiu responder, só concordou com a cabeça. Danny percebeu o desconforto da menina e assim terminaram de comer em um completo silêncio.
Daniel não sabia muito bem o que tinha achado da garota que estava sentada a sua frente. Logo de cara se surpreendeu eu ver que ela realmente tinha traços muito bonitos que eram escondidos por debaixo do grande uniforme da escola e dos grandes cabelos escuros. Ela era sim muito bonita. Não era daquelas garotas neuróticas que reparavam em tudo, como a casa ainda continuar a maior bagunça mesmo depois de ele tentar arrumar, e nem se importou em não comer uma preciosa salada. Achou estranho o fato de ela ficar totalmente fechada depois de receber a mensagem e falar de seu pai, mas quem era ele para se meter nos assuntos pessoais da garota? Não mudou o fato de ele ter se encantado por ela. Sim, ela era bem diferente de Georgia. Quem sabe não...
- Vou levar nossos pratos na cozinha, então pode ir para a sala e se sinta à vontade. Vou arrumar as coisas na cozinha e já estou indo pra lá, só seguir em frente. – Danny disse apontando a sala e já saindo em direção à cozinha com os pratos na mão.
se levantou e foi seguindo em frente a caminho da sala. O lugar era grande afinal, tinha que abrigar quatro adolescentes loucos por videogame, algo que tinha para todos os lados. Ela foi olhando as estantes encontrando uma grande coleção de CDs, dos mais diversos artistas. De Spice Girls até Queen. Logo em cima da estante tinha um rádio e foi logo o ligando procurando alguma rádio de que gostasse. Danny não iria se importar não é mesmo? Depois de passar por vários rádios achou uma onde havia acabado de começar uma de suas músicas preferidas. “You”, do The Pretty Reckless (http://www.youtube.com/watch?v=1cjJStLShOU).
Danny’s POV
Terminei de lavar a louça e logo pode ouvir o som sem ligado passando por várias estações. Vamos ver se realmente tem um bom gosto musical. Mas quem gosta de Bruce tem que ter um bom gosto musical, não é mesmo? Ela foi passando as estações até parar em uma música que eu conhecia só não me lembro o nome... Pelo menos ela não colocou nenhuma música de igreja, se não eu já ia sair correndo. Desculpa Senhor, sei que não é sua culpa, mas esse povo fazendo música em sua homenagem precisa saber a cantar primeiro. Enfim, melhor eu parar de rezar e ir logo ver o que ela está aprontando.
You don’t want me, no
(Você não me quer, não)
You don’t need me
(Você não precisa de mim)
Like I want you , oh
(Como eu te quero, oh)
Like I need you
(Como eu preciso de você)
And I want you in my life
(E eu quero você na minha vida)
And I need you in my life
(E eu preciso de você na minha vida)
Assim que cheguei à sala me deparei com uma totalmente desligada do mundo. Ela dançava devagar no ritmo da música e cantava bem baixinho, quase não conseguia ouvi-la. Seus olhos estavam fechados e ela estava tão concentrada na música que nem reparou que eu a olhava do jeito mais fofo? Gay! Mas eu não podia evitar. Ela rodava no meio da sala, seu vestido e seus cabelos a acompanhavam quase em câmera lenta. Seu rosto estava levemente corado e ela sorria. Sorria de um jeito tão terno que dava até vontade de agarrá-la a qualquer momento. Eu pensei isso mesmo? Eu quero agarrá-la? Qual é Jones, seja macho! Mas meus atos foram mais rápidos do que minha consciência...
You can’t see me, no
(Você não pode me ver, não)
Like I see you
(Como eu vejo você)
I can’t have you, no
(Eu não posso ter você, não)
Like you have me
(Como você me tem)
And I want you in my life
(E eu quero você na minha vida)
And I need you in my life
(E eu preciso de você na minha vida)
Love, Love, Love
(Amor, Amor, Amor)
Love, Love, Love
(Amor, Amor, Amor)
Assim que ela deu mais um giro, segurei em sua cintura e fui a guiando no ritmo da música. Demorou um pouco para ela se dar conta que estava em meus braços agora, e assim que percebeu abriu os olhos rapidamente se assustando com meu toque. Eu a encorajei colocando seus braços ao redor do meu pescoço e continuei a levá-la no embalo da música. ficou um pouco sem graça ficando com as bochechas rosadas e abaixando a cabeça para tentar esconder isso, do jeito que eu tanto gosto. Depois ela levantou a cabeça sorrindo pra mim. Parecia um anjo, o sorriso de um anjo. Eu só posso estar ficando louco! Mas o que eu posso fazer se essa garota tem um dos sorrisos mais lindos que eu já vi? E esses olhos. Olhos que eu já vi em algum lugar... Estranho, mas foda-se. Ela foi me deixando guiá-la, estávamos em completa sintonia. Parecia que nossos corpos foram feitos para estar daquele jeito, juntos. Ai meu deus, preciso parar de andar com o gay do Tom, olha no que eu to pensando! Enfim... Ela me matou de vez ao recostar a cabeça no meu ombro, cantando a música bem baixinha no meu ouvido sentindo com seu hálito quente batendo em meu pescoço. Eu quero beijá-la. Eu quero beijá-la? Eu quero beijá-la! Eu vou beijá-la...
You can’t feel me, no
(Você não pode me sentir, não)
Like I feel you
(Como eu sinto você)
I can’t steal you, no
(Eu não posso te roubar, não)
Like you stole me
(Como você me roubou)
And I want you in my life
(E eu quero você na minha vida)
And I need you in my life
(E eu preciso de você na minha vida)
La la la la la, la la la
La la la la la, la la la
Assim que a música acabou ela levantou a cabeça do meu ombro e me olhou com aquele sorriso. Aquele sorriso. Logo avancei em sua direção colocando a mão em seu rosto fazendo um carinho de leve em suas bochechas a fazendo fechar os olhos e sorrir mais ainda. É agora, vou beijá-la...
End of Danny’s POV
Celular de começou a tocar avisando e relembrando a menina de que tinha que ir ao trabalho. Já eram 22:30 e ela nem havia percebido a hora passar. Amaldiçoou seu trabalho e seu celular por estragar seu momento. Interrompido pela segunda vez.
- Estou começando a achar que o seu celular não gosta de mim. – Disse Danny rindo ainda fazendo carinho em no rosto da garota.
- Vou dar uma bronca nele por isso, pode deixar. Uma semana sem bateria, mocinho! – disse rindo logo contagiando Danny e assim os dois se separam. – Bom, acho melhor eu ir andando. Já está tarde e... E eu tenho que estudar.
- Se você diz, não vou te impedir. Não quero me sentir culpado por fazer a aluna nota 10 perder o seu prestígio. – Danny disse em tom de deboche brincando com .
- Já te disseram que você tem cara de palhaço Jones? – disse colocando as mãos na cintura tentando tirar uma com a cara de Danny.
- Na verdade, já me disseram sim. – E logo os dois começaram a rir de novo sem parar.
- Agora eu tenho que ir mesmo. – se aproximou juntando todas as forças que tinha, fazendo com que Danny travasse no lugar, e deu um beijo na bochecha do garoto. – Boa noite, Jones. A gente se vê! – E logo foi caminhando em direção à calçada, pronta para encarar mais uma noite cansativa no trabalho.
- Boa noite, ! – Danny gritou abandando a mão para a garota que já estava um pouco longe. se virou e abriu um grande sorriso abanando a mão de volta pra ele, e logo retomou seu comigo em direção ao pub. Daniel abriu um grande sorriso olhando a garota de longe e entrou de volta na casa repetindo de novo para si mesmo bem baixinho e ainda sorrindo. – Boa noite, . Capítulo 9: I Don’t Wanna Miss A Thing
Em todo o seu caminho até o pub foi repassando todos os momentos daquela noite tão maravilhosa que teve com Danny. Danny. Ela mal podia acreditar que tudo o que acontecerá fosse realmente verdade, parecia perfeito demais. Parecia mais um de seus sonhos que vinham perseguindo-a durantes esses dois anos em que estivera apaixonada por Daniel. Quando chegou à casa dos garotos se sentiu completamente insegura sobre tudo. Sua roupa, seu cabelo, suas maneiras. Agradeceu aos céus por terem mandado Tom bem na hora para acalmá-la e fazê-la rir um pouco fazendo com que seu nervosismo diminuísse. Fletcher era mesmo um garoto de bom coração, ela sentiu isso. E ao ver Danny abrir a porta com um dos sorrisos mais lindos que ela já tinha visto não pode conter a aceleração súbita de seu coração, o que só piorou ao ver o garoto olhá-la tão maravilhado, fazendo com que não pudesse conter o tom avermelhado que suas bochechas haviam ficado. Será que ele havia mesmo se encantado tanto quanto ela ao ver ele? O jantar estava mesmo divino, tirando a estranha mensagem de Tyler que deixou o clima um pouco tenso. Algo sobre o qual não queria pensar, não agora que estava tão... Maravilhada? Encantada? Apaixonada? Ela não sabia explicar direito o que estava sentindo. Não depois daquela atitude tão inesperada por parte de Daniel ao puxá-la para dançar. estava tão entretida ao som da música que nem notou a presença de Danny na sala, então foi logo surpreendida pelo rapaz. Quando ela sentiu a mão dele em sua cintura foi como ser tocada por anjo, foi algo mágico. Parecia que os dois foram feitos um para o outro, era o encaixe perfeito. Ela poderia ficar dançando a noite inteira com ele daquele jeito sem reclamar, mas seu celular tocou para acordá-la daquele pseudo de conto de fadas. Todo o seu trajeto até o pub, o que não era muito longo, foi relembrando cada momento de uma das noites mais maravilhosas de toda a sua vida.
Entrou pela porta dos fundos do seu tão amado, nem tão amado assim, “Drinks On Me”, logo vestindo seu uniforme de trabalho e indo direto para o balcão de bebidas com um grande sorriso no rosto que logo aumentou ao ver seus três grandes amigos Steve, Jeremy e Seth.
- Boa noite rapazes! Espero que esteja boa, porque a minha está vendo ótima! – disse ao chegar perto dos três homens que logo sorriram ao ver a alegria da menina, coisa rara de se presenciar.
- E qual é o motivo de tanta alegria ein, meu anjo? – Steve perguntou toda radiante para a garota que sorriu mais ainda ao notar o interesse de todos.
- Fui jantar com o Danny hoje, e foi simplesmente perfeito!
- Justo agora? – disse Jeremy meio desanimado, o que fez estranhar. Então o homem se virou e gritou. – Fica pra próxima Scotty, a garota já conseguiu um macho!
E então viu um garoto rir e andar em sua direção. Pela fisionomia, só podia ser um dos filhos de Jeremy. E que filho! Assim como o pai, ele era alto, moreno, mas os olhos ao invés de serem verdes eram azuis. Ela poderia nadar eternamente nas águas azuis daqueles olhos sem se importar, mas ainda sim não se comparavam aos olhos de Daniel. Mas e aquele sorriso? não pode evitar sorrir ao ver o rapaz a olhando tão encantando e com um grande sorriso perfeito nos lábios. Ele estava com uma camiseta lisa branca em gola V que ficava justa nele, que mostrava bem seu porte físico, acompanhado de uma calça jeans de lavagem clara e tênis.
- Você adora me envergonhar na frente dos outros né, meu velho. – Scotty disse ao se sentar ao lado do pai lhe dando leves tapinhas nas costas.
- Se você me chamar de velho outra vez... Juro que sou capaz de te envergonhar de verdade!
E todos começaram a rir menos Jeremy, é claro. E também não pode deixar de segurar o riso ao ver a cara rabugenta que o homem fazia, parecia até uma criança. Mas logo que seu olhar cruzou com o de Jeremy ela parou na hora e sorriu sem jeito pra ele.
- Deixa eu me apresentar direito. Meu nome é Scotty, e você deve ser a famosa não é mesmo? – Scotty disse levantando a mão para cumprimentar que apertou logo a mão do rapaz de tanto nervosismo e afobamento.
- Isso mesmo! Espero que nenhuns desses três tenham feito má fama de mim... Não é mesmo meninos? – disse rindo fazendo uma cara de malvada colocando as mãos na cintura encarando-os.
- Não, imagina! Que isso... Nós nunca faríamos isso! – E logo os três homens foram falando um por cima do outro, causando muitas risadas por parte de e Scotty.
- Eles são sempre... Assim? – Scotty perguntou em meio as risadas e ainda se divertindo com os homens discutindo.
- Na maior parte do tempo... Sim! Espero só passar das cinco garrafas de cerveja que piora. – respondeu rindo mais ainda junto com o lindo rapaz que a acompanhava nas fortes risadas.
- Meu pai só esqueceu-se de mencionar o quanto você bonita. – O breve comentário fez as risadas cessarem, mas os homens ao lado nem se davam conta da situação.
- Ah, o-o-brigada. – disse envergonhada e já sentiu seu rosto ficar vermelho, então abaixou o rosto e tirou o cabelo dos olhos. Algo que encantou ainda mais o rapaz.
- Já que estamos apenas nós aqui no bar... Quer jogar um pouco de sinuca comigo? Não sei se seu chefe vai se importar, mas se não puder eu entendo. Não quero causar problemas pra você e nem nada desse tipo, só queria conversar um pouco e conhecer mais um pouco sobre você... – Scotty foi falando sem parar, mostrando o seu nervosismo. achou aquilo tão fofo. Assim como ele, a garota também ficava assim quando estava nervosa, falando sem parar. Não iria fazer mal jogar um pouco de sinuca e apenas fazer “amizade” com o rapaz, não é mesmo? Mesmo não conseguindo tirar o pensamento de Danny desde o início da noite...
- Você vai chorar quando perder pra uma garota, meu amigo! – disse logo dando a volta no balcão e indo em direção a mesa de sinuca já pegando o seu taco para jogar.
- Me mostra o que você sabe fazer então, minha amiga! – Scotty disse todo brincalhão logo indo se juntar a garota.
Aquela noite rendeu muitas risadas, cervejas, histórias, cervejas, música e mais cervejas. Foi realmente uma noite agitada para , mas com certeza a sua favorita. Primeiro o belíssimo jantar mais dança com Danny, o garoto de sua vida. E depois várias partidas de sinuca, ganhando a maioria, com o acompanhamento de muitas risadas com Scotty e os rapazes. Era impressão ou sua vida estava a surpreendendo e melhorando cada vez mais? Ela não queria ir dormir nunca, pois não queria perder nenhuma parte dessa noite tão mágica.
Ninguém em casa. estranhou muito aquilo. Sabia que estava no trabalho, mas e as outras? Estranho. Mas agora ela pouco se importava, não depois de todos os acontecimentos daquele dia. Não depois de Poynter acontecer naquele dia. Depois de todo aquele tempo sem nem notar a sua presença. Depois de todo aquele tempo ignorando tudo o que eles haviam passados juntos. Por que justo agora que as coisas começavam a melhorar para a garota Dougie tinha que aparecer e bagunçar toda a sua cabeça? se sentia tola por pensar que havia mesmo se esquecido tudo que Dougie era capaz de fazê-la sentir. Como podia se esquecer daqueles cabelos que sempre mudavam de acordo com o humor do garoto? Como podia se esquecer daqueles olhos que sempre brilhavam ao vê-la? Como podia se esquecer daquele narizinho que sempre se contraia em sinal de vergonha sempre que ele o elogiava? Como podia se esquecer daquele sorriso tímido e maroto sempre que se encontravam? Como? O problema não era como esquecer. Ela não queria esquecer. não queria esquecer nenhuma das sensações que Dougie a fazia sentir. Por mais idiota que o garoto seja, ela sentia que tudo o que passaram juntos foi mesmo verdadeiro, pelo menos pra ela era. Eram memórias fortes demais para serem deixadas de lados. Mas também eram memórias que doíam demais. Pena que ela não sabia que Dougie se sentia do mesmo jeito.
Dougie havia acabado de chegar em casa. Passou direto por um Danny totalmente avoado que assistia a algum jogo de futebol sem dar a menor atenção. Ao entrar no corredor onde ficava os quartos ouviu Tom tocar ao novo no violão, mas também não deu muita atenção. Foi direto para seu quarto. Precisava urgentemente de um cigarro para tentar amenizar aquilo que estava o matando por dentro. Tinha que amenizar as sensações que havia despertado nele depois daquele dia tão maluco. Dougie havia se esquecido de como se sentia bem ao lado de . Só de lembrar-se do perfume dela, ele se sentia completo de novo. Só de lembrar-se do cheiro dos cabelos dela, aquela mistura de pêssego e aloe vera, ele perdia a cabeça. Só de lembrar-se das pequenas bochechas que ele tanto adorava apertar, sorria sorriso. Só de lembrar-se daqueles olhos que o fitavam com ternura que carinho ele se sentia seguro. E só de lembrar-se daquele sorriso delicado entre seus beijos todos os músculos dele já se contraíram. Era tão bom para Dougie se lembrar de todas aquelas sensações que só aquela garota havia conseguido causar nele. Mesmo sendo somente lembranças. Lembranças que ele iria fazer de tudo para ser o seu futuro.
Assim que terminou o cigarro, o jogou pela janela onde estava debruçado. Ao se virar deu de cara com seu celular jogado na cama. Ele queria ligar. Ele precisava ligar. Ele deveria ligar? Mas quando viu já estava sentado na cama com o aparelho em mãos discando aqueles números que ele sabia décor e que nunca havia esquecido sua seqüência. Estava com medo de não atendê-lo, mas ainda sim apertou o último botão e esperou que a garota do outro lado da linha o atendesse. Um, duas, três, quatro toques e nada. Cinco, seis...
- Alô? – Assim que ouviu a voz de , Dougie travou. Não conseguiu pensar no que dizer afinal, ele nem sabia o motivo de ter ligado para ela. – Poynter, é você? Se você me ligou só pra brincar com a minha cara eu vou desligar, tchau...
- Não! Eu liguei... Não sei por que te liguei. Acho que eu só queria ouvir a sua voz. – Ao ouvir isso foi a vez de ficar sem reação. E por longos 5 segundos só podia se ouvir a respiração de cada um pelo celular.
- Por favor, Dougie. Não dificulte as coisas mais do que elas já estão. – disse quase em um sussurro lutando contra as lágrimas que pediam passagem por seus olhos já vermelhos.
- E quero é facilitar as coisas pra gente, ! Por mim, nós nos esquecíamos de tudo e começaríamos do zero, só eu e você... – Dougie disse em uma súplica também segurando as lágrimas, e se sentia a maior marica de todas por fazer e dizer isso.
- Depois de tudo que você fez? Depois de tudo que aconteceu você quer que eu esqueça o que você me faz passar? – disse irônica e rindo da cara do garoto. – Como se fosse a coisa mais fácil do mundo, esquecer...
- Lembra do nosso primeiro beijo? – Dougie disse com a cabeça baixa sorrindo ao lembrar-se do dia em que tudo começou. não pode deixar se abrir um pequeno sorriso também ao rever aquela cena em sua mente...
3 anos atrás...
Dougie e caminhavam um do lado do outro pela praça depois de terem ido ao cinema. A garota esperava que Poynter tivesse “agido” durante a sessão, mas o filme o deixou assustado demais. Os gritos de Dougie ecoavam dentro da sala e só o que conseguiu fazer era rir dele que ficava mais nervoso ainda. Levar para o parque era sua última cartada, e teria que funcionar.
- Está muito frio hoje né? – disse esfregando os braços se arrependendo de ter pegado um casaco, mas havia teimado com sua mãe sobre isso e não queria dar o braço a torcer.
- Pode ficar com meu casaco, não estou com muito frio. – Dougie disse já o tirando e colocando ao redor de que logo sorriu para o garoto que retribuiu. – Olha, ficou lindo em você!
- Estou mais machona? – disse fazendo a maior pose mostrando os “músculos” logo fazendo Dougie se matar de tanto rir.
- Fiquei morrendo de medo agora, não me mate! – Dougie disse em meio a uma risada.
- Vou te poupar só porque você é bonitinho. – disse fazendo pose jogando o cabelo e rindo logo em seguida sendo seguida por Dougie.
- Fico grato pelo elogio milady. – Poynter disse fazendo uma reverencia exagerada. – Mas nada se compara a sua beleza.
- Obrigada, nobre cavalheiro. – se abaixou fingindo segurar o vestido e reverenciando Dougie também.
E assim os dois continuaram andando em meio às risadas e brincadeiras. Assim resolveram parar um pouco e se sentaram em um dos bancos espalhados pelo lugar. Um do lado do outro não sabiam o que falar ambos sem jeito e com vergonha. Nervosa, pega o celular pra ver as horas.
- Olha, agora são 11:11, faz um pedido Dougie! – gritou já fechando os olhos e fazendo o seu pedido.
- Quero um beijo seu. – Dougie disse no ouvido de que ainda estava com os olhos fechados.
- O quê? – disse se assustando e encarando Poynter confusa.
- Meu pedido. Quero um beijo seu. – Dougie disse do jeito mais inocente que pode, mas o sorriso maroto em seus lábios já o entregava fazendo rir.
- Você não podia ter me contado, agora não vai se realizar. – disse também com um sorriso maroto aparecendo em seus lábios.
- Sério? Ai que droga! Mas quer saber, eu não acredito nisso mesmo... – Dougie disse fixando os olhos em e já se aproximando da garota que logo tratou de diminuir a distância entre os dois fazendo com que ele pudesse dar início finalmente ao beijo tão esperado da noite.
Foi um beijo inocente e calmo. Dougie segurava o rosto de como se ela fosse uma boneca frágil com medo de que se quebrasse, e tinha as mãos espalmadas no peito dele que subia e descia rápido buscando o ar que para ambos faltava. Os dois sentiam corretes elétricas que começavam pelo contato de suas bocas e se espalhavam por todo o corpo. Sensação que ambos julgavam a melhor que havia sentido em toda a vida. Mas logo tiveram que parar o beijo para recuperar o ar que já lhe faltavam.
- Qual foi o seu pedido? – perguntou Dougie ainda segurando o rosto de próximo de seu com suas testas uma na outra. o encarou co o maior sorriso do mundo dizendo.
- Acabou de se realizar...
- Me diz que você já se esqueceu de um dos melhores momentos da nossa vida? Anda, ! Me diz que já se esqueceu de mim! – Dougie gritou deixando uma lágrima solitária escapar.
- Isso não vale à pena... Sim, eu já me esqueci de você Poynter! – gritou de volta para Dougie e depois desligou o celular o jogando para longe.
E assim foi o resto da noite para os dois. Ambos no chão chorando aos sussurros para evitar que os amigos ouvissem. sabia que aquilo não era verdade. Dougie também sabia que aquilo não era verdade. Não depois do beijo na sala de aula. Mas mesmo assim Poynter se sentia morto por dentro, assim como . Ela sabia que não devia ter dito aquilo, não devia ter mentido. Para ela aquilo era o melhor a se fazer, se afastar dele. O problema é que Dougie não desistiria assim tão fácil.
Continua...
(N/A): (03/07) Eu sei vocês querem matar a Caah e eu também, mas calminha minhas lindas. Assim como a Caah explicou que estava ocupada com a faculdade, eu também estava cheia de provas, trabalhos e problemas para resolver... Começar a namorar dá trabalho viu. Pois é, a autora chata aqui arranjar alguém mais louco do que ela HAHAHAHAHA Mas graças a Deus todos os problemas passaram, estou bem nesse meu último ano da escola e vou ter as férias inteira para escrever para vocês. Se eu não escrever, é só me xingar no twitter viu, aqui: @heyitsmaah. Estou fazendo essa atualização dois dias antes do meu niver de 17 aninhos e um dia pra final da Libertadores... VAI CORINTHIANS!!! Enfim, to enrolando demais aqui. Esse capítulo é pra confundir muito a cabeça das minhas Jones e das minhas Poynters lindas. Mas calma que aos poucos vai tudo se desenrolando. Posso adiantar que o próximo capítulo vou me dedicar as Fletcher e as Judds que devem estar querendo me matar, não é mesmo? Pois cuidado meninas, coisa ruim vem por ai :( E quero deixar aqui outro descrição de uma das minhas leitoras linda, a da ChelePlushie: "Tipo, Harry caia na real e pare de se esconder, assuma seu relacionamento e mande o Jason pra bem longe. Tom, continue sendo fofo assim, está perfeito! Dougie, que burrada você fez hein? Mas se você estiver mesmo determinado, vai conseguir conquistá-la novamente! E por último, o sr. Jones... Danny, pare de ser idiota, vingativo e infantil. Essa garota gosta de verdade de você! Então esqueça aquela Georgia, e viva a sua vida! Não vá dar valor ao que está na sua frente só depois que perdê-la, ok?". O que acham, concordam com ela? Vamos lá meninas, venham comentar para me dar mais motivação e não abandonar a WLH, vamos!!! Espero que gostem da atualização, beijos xx
(N/B): Viram que autora mais delicada essa minha? Haha Quer me matar e me defende mesmo assim, é uma linda mesmo! Aoskaos Enfiim, realmente a facul tava tensa e o segundo semestre vai ser pior, mas vou tentar att sempre *-* seu cuidem e qualquer errinho já sabem -> /kaah.jones/ xx.