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Capítulo Nove


Relacionamentos em geral são difíceis, pois é complicado duas pessoas de temperamentos diferentes se relacionarem e sobreviverem a isso. Às vezes, alguns desistem no meio do caminho, pois não suporto a guerra de sentimentos, no entanto as cicatrizes dessas batalhas são eternas.
Pessoas vem e vão, amizades se iniciam e terminam todos os dias. O vazio e falta daquele companheiro permanece por um tempo curto, longo ou para sempre, depende dos sentimentos de cada um. E sabia que se não tomasse uma atitude, a falta de Liam duraria por um bom tempo, não para sempre, porque ela conhecia o melhor amigo e cedo ou tarde ele voltaria a falar com ela, todavia sentia que naquele momento deveria tomar a iniciativa.
Por isso se sentiu melhor quando enviou uma mensagem para o rapaz pedindo para que o encontrasse na cafeteria que costumavam ir aos sábados frios. A morena já estava lá há 27 minutos. Vinte e sete minutos observando a paisagem lá fora. Vinte sete minutos virando-se para a porta toda vez que o sininho tocava anunciando uma nova pessoa no estabelecimento. Vinte e sete minutos desbloqueando o celular para ver se Payne tivera justificado seu atraso de vinte e sete fucking minutos! Vinte e sete minutos que mais pareciam mais vinte e sete mil anos.
Já havia comido um pão de queijo e um muffin de chocolate, se servido duas vezes de café e estava pensando seriamente em pedir para o seu pai lhe comprar uma franquia daquelas como presente por seu décimo oitavo aniversário.
Estava de cabeça baixa, brincando com o açúcar e organizava seus pensamentos de como faria um pedido daqueles para seu velho quando sentiu a presença de alguém a sua frente. Levantou o rosto na expectativa de encontra o melhor amigo lá e poder finalmente conversar, mas...
- O que você está fazendo aqui? – perguntou entediada a Harry.
- Oi para você também, Meester . – O moreno sorria simpático, sentando-se a frente da garota.
- O que você está fazendo aqui? – repetiu a pergunta, tentando diminuir diálogo.
- O disco riscou? – fez piada e riu, a garota apenas continuou o encarando e piscando sonolenta. – Okay... – desistiu de fingir que eram amigos. – A queria brownies. Como sou um bom irmão vim até aqui, percorri este longo e frio caminho apenas para comprar algo para a minha irmã caçula.
- Sua casa é a duas quadras daqui... – disse com as sobrancelhas juntas.
- Culpado! – levantou os braços se rendendo e a menina curvou o canto da boca em um pequeno sorriso.
Harry observou aquele gesto, porém não comentou, apenas sorriu também.
- O que faz aqui? – perguntou a ela.
- Esperando uma pessoa. – preferiu não se aprofundar no assunto.
- Uhmmmmmmm.... Então isso é um encontro?! – o rapaz apontava ao redor.
- Não, garoto! Estou esperando o Liam! – riu de sua decepção visível.
- Falando em Liam, posso fazer uma pergunta?
- Tenho medo de permitir, mas ok, vai lá... – recostou-se no apoio de costas e levou sua bebida até a boca.
- Você e o Payne... Rola ou enrola?
se engasgou com o café quente, cuspiu grande parte por sobre a mesa e iniciou um ataque de tosse, ficando vermelha como um pimentão por não conseguir respirar direito, duas lágrimas solitárias escorreram por seu rosto e até um funcionário do lugar veio a ajudar, dando-lhe tapinhas nas costas enquanto Styles batia as mãos nas coxas de tanto rir.
- Terminou? Está melhor? – o moreno tentava, em vão, segurar o riso para mostrar apoio à garota.
- Ridículo! Eu poderia ter morrido aqui, e você estava ocupado rindo!
- Você não tem noção de como aquilo foi engraçado. – ainda ria com as costas da mão sobre a boca.
- Argh... – revirou os olhos – Respondendo sua pergunta, não. Liam e eu não temos nada, somos apenas bons amigos.
- Cara, por quê?
- Eu que te pergunto, por que é tão difícil de acreditar?
- Porque você é uma garota e ele um garoto.
- E o céu azul e as nuvens brancas! – falava se irritando com aquele assunto estúpido. Por que mesmo estava conversando com Styles? – Niall e também são melhores amigos. E daí?
O rapaz não disse nada, apenas a encarava em silêncio e ela começou a se sentir incomodada com aquilo. Sorriu, finalmente, levantando-se e pegou a carteira e chaves que estavam em cima da mesa.
- Eu vou comprar as coisas, se não daqui a pouco a aparece aqui de pijama reclamando que eu demorei demais. Tchau Meester. – a garota devolveu um aceno de cabeça e o rapaz se encaminhou para o caixa para fazer seu pedido.
A morena, disfarçadamente, o observava. Só porque não tinha nada mais para fazer, claro...
Harry, como sempre, foi muito educado ao conversar com a atendente. Usando muitos obrigado, por favor e por gentileza. Seu bonito sorriso simpático e gentil não se desmanchava. E a garota tinha que admitir que ao bagunçar os cachos para arrumá-los novamente ele ficava um tanto quanto charmoso... Talvez bastante... Sorte da população feminina que ele fazia isso com frequência.
- ! – a morena foi despertada por alguém que lhe chamava com a entonação irritada.
- Liam! Nossa, faz tempo que você tá aí? – disse tentando chamar sua atenção, pois o rapaz se virava para ver o que ela tanto encarava.
- Aquele é o Harry?
- Claro que não... Quer dizer não sei... Aonde? – se fez de desentendida. - Por que você não senta? – indicou o lugar para ele
- Espera aí, é o Harry lá sim. Eu vou lá cumprimentar e já volto. – e então ele se foi...
mexia no celular de cabeça baixa e desviava o olhar, disfarçadamente, para onde os dois rapazes conversavam. Harry ria de algo que Liam lhe contava, e em certo momento os dois se viraram para encarar a menina, que fingia não ver e fuçava o aparelho de telefone. Styles se despediu do amigo e foi saindo do estabelecimento, não antes de se virar para e lhe lançar uma piscada, a morena ficou o encarando sem entender e não devolveu gesto algum, apenas ignorou e se voltou sua atenção para Liam que chegava e se sentava a sua frente.
- Oi. – a morena disse e sorriu fraco.
- Oi. – respondeu seco.
- Precisamos conversar...
- Sobre? – o rapaz folheava o cardápio e bufava.
- Não se faça de mal entendido! Quer parar com isso? Olha para mim, Payne! – tirou o cardápio das mãos dele, que a encarou mal humorado.
- Olha, eu nem sei porque eu vim até aqui. Você quer falar sobre o quê? Sobre como me traiu? Como foi uma amiga ruim? – disparou a falar e a garota se segurou para não manda-lo calar aquela maldita boca.
- Quer parar de se fazer de vítima? A única alma sofrida aqui era a , okay? – falava irritada e batia o dedo indicador na mesa, tomando cuidado para não levantar o tom de voz e chamar atenção das pessoas para a conversa. – Liam, pelo amor de Deus, não é possível que você não via que aquela situação era ridícula e prejudicava apenas a ela!
- Ah, então você acha que eu gostava daquilo? Você não sabe de...
- Eu acho sim que você gostava daquela situação. Afinal, ela é bonitinha, vocês não tinham um relacionamento, podia sair comendo qualquer uma por aí enquanto ela ficava em casa esperando o “príncipe encantado”. Príncipe de merda... – falou tudo sem parar para respirar e Liam nem piscou, ouvindo tudo o que ela dizia.
- Você não sabe de nada relacionado a nós, pelo simples motivo de não estar envolvida em nosso relacionamento. – dizia baixo e com calma. – Você tem essa mania insuportável de se achar no direito de tomar decisões pelas pessoas. Você realmente acha que sabe o que é melhor para todos, mas você não vive suas vidas, seus conflitos e dificuldades. É muito fácil tomar uma decisão pelo outro quando não passa na pele o que ele passa. é crescida e tem capacidade de tomar suas próprias decisões, você não tinha o direito de se intrometer.
A morena ficou por um tempo digerindo tais palavras, realmente não sabia o que dizer, pois ela não era daquele jeito. Tinha certeza que não era. Será que não era?...
- Eu não sei o que dizer, mas... – não o encarava, o adoçante a sua frente parecia mais legal. – O fato é, minha melhor amiga estava sofrendo e eu intervi. Me processe.
- Você não tinha esse direito.
- Eu já entendi, okay? – falou mais alto que o necessário. Olhou ao redor para ver se alguém os encarava e constatou que todos estavam mais ocupados com suas próprias vidas medíocres. – A questão é, a estava sofrendo. Será que você não vê isso? Foi o melhor para ela! – Liam abriu a boca para contesta-la, todavia a morena o impediu antes de fazê-lo. – Não me venha com “Eu era o melhor para ela”. Argh... – revirava os olhos com cara de nojo.
- Eu não ia dizer isso...
- Não? – seus olhos azuis o acusavam. – Eu te chamei aqui para nos acertarmos, porque eu sinto sua falta, seu gordo filho da puta! – riu de sua piada, porém o garoto continuava sério. – Okay... Você quer um pedido de desculpa? – ele balançou a cabeça positivamente. – Não vai ter, porque eu estou certa, Liam! Foi o melhor para ela.
- Você é inacreditável! – passava as mãos pelo rosto, cansado daquele assunto. Não apenas daquele que estavam tendo há uns quinze minutos e sim toda a história Payne/Ortega.
- Liam, ela só sofria por sua causa, enquanto você estava bem! Não é como se você fosse morrer por estarem separados. Até a , que morria de amores por você, parece estar enfrentando isso muito bem. – cruzou os braços, pensando que o assunto já estava terminado e cogitava a ideia de pedir mais um pão de queijo.
- Ela está, não está... – suspirou profundamente, lembrando-se de vê-la muito feliz e satisfeita com Daniel.
Sentia-se um lixo por ter perdido aquela garota, e se sentia pior por tê-la perdido para o cara que mais odiava na face da Terra. Até ele era melhor para ela... - Me fala uma coisa, Payne Belly. O quanto você gostava dela? – sabia que o amigo gostava de , mas sempre pensara que era apenas uma coisinha pequena.
- Muito. – respondeu rápido. – Muito! Eu... Bem... É... Eu, não me sinto a vontade falando sobre isso, mas eu... Eu sou apaixonado por ela, . – dizia de cabeça baixa. Seus olhos castanhos tristes não tinham coragem de encarar os azuis da melhor amiga.
A garota arqueou as sobrancelhas, surpresa pela resposta: - Por que nunca me disse? Eu pensava que você só gostava dela, que não era demais... – agora se sentia mal pelo fato de estar com pena do rapaz.
- Eu não achei que era necessário gritar isso aos sete ventos... Acho que estava errado, se tivesse feito isso, poderíamos estar juntos agora.
Okay, vamos contar os fatos! fez “terminar” com Liam, porque ela só sofria e ele não gostava dela com a mesma intensidade. Agora, descobriu que Liam é apaixonado, APAIXONADO, A.P.A.I.X.O.N.A.D.O. (mais uma vez) APAIXONADO por !
Ela ia ser a responsável pela separação de um jovem casal? Seria ela a vilã do conto de fadas?
- Liam... Olha, eu não vou dizer que estou arrependida pelo que fiz – o rapaz reclamou baixinho, descansando a cabeça sobre a mesa. – Porque, de novo, foi o melhor para ela, mas... MAS você pode tê-la de volta, meu caro Watson.
- E como farei isso, meu caro Sherlock? – entrou na brincadeira e ambos sorriram, felizes por finalmente terem se acertado.
- Meu bem, ela também é apaixonada por você! É só você mostrar que se arrepende de tudo o que aconteceu e que vai mudar.
- Simples assim?
- Simples assim.
- Você só se esqueceu de uma coisa, gênio. Ela está com o Phillips.
- Argh... Me poupe, Payne... Aquela merda que se diz homem não será um obstáculo. A está com ele... Na verdade, eu não sei porque ela está com ele! Acho que nem ela sabe, mas tudo bem! – riram da piadinha. – Se mostre amigo. Demonstre que você sempre estará lá como companheiro. Não apresente segundas intenções em suas ações. Seja sincero o tempo todo. Faça-a se lembrar que é por você que ela é apaixonada.
- Falou bonito! – batia palmas para a amiga. – Essa é a receita para a felicidade?
- Com certeza é! – sorriu – Me diz uma coisa, que tal um cinema agora?
- Fechou.
Pessoas vem e vão, amizades se iniciam e terminam todos os dias. Mas os de verdade são para sempre.

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O rapaz dormia tranquilamente no escruto de seu quarto quando de repente foi acordado por Kesha cantando Your Love Is A Drug, no quarto ao lado. aumentou a música no último volume e a gritava totalmente desafinada.
Harry se controlou para não ir ao quarto da irmã e esganá-la. Apenas pegou o celular e mandou uma mensagem para a loira.

Xx , eu estava DORMINDO!! Será que da para tirar a Kesha do auto falante? Por favor... Xx


Meio minuto depois a mensagem surtiu efeito. A música parou e o moreno suspirou, cobriu a cabeça com o cobertor e voltou a fechar os olhos. Apreciou o silêncio por apenas dois minutos, pois agora era Rihanna que explodia no som com S&M. Ele sentou irado, pegou o IPhone no criado mudo e digitou cada letra como se estivesse matando alguém.

Xx !! Xx


A resposta chegou segundos depois:

Xx Você não disse nada sobre a Rihanna, nem vem! xX


Harry bufou impaciente e se rendeu a mais nova, levantou-se e foi se arrumar para mais um dia de escola. Enquanto se vestia, se pegou fazendo um feat para Black Eyed Peas em I Gotta Fealing. Jogou uma das alças da bolsa no ombro direito e saiu do quarto no exato momento que a irmã saia do seu.
- Ahhh! – bateu palmas, irritado – Agora você para a porra da música, né!
- Ah Hazz, não fica bravo comigo! – com as mãos atrás do corpo, se balançava de um lado para o outro como um criança sapeca.
O mais velho bagunçou seu cabelo e é claro que a menina reclamou, dizendo eu já estavam grandes demais para aquilo.
Depois do desjejum, Harry dirigiu em direção a Eton como todas as manhãs, discutindo o percurso inteiro com a irmã. Ele ligava o rádio, e ela mudava a estação em busca de algo que a agradasse, porém a anterior estava ótima para o garoto. O moreno ligava o ar condicionado e a menina reclamava de frio, por isso aumentava a temperatura, ele diminuía, ela aumentava, ele abaixava e ela aumentava de novo. se irritava e então decidiam abrir as janelas, todavia o vidro aberto demais bagunçava o cabelo dela, o que era mais um problema. Graças a Deus que a escola não era tão longe assim, senão aqueles dois já teriam se matado há muito tempo.
Já no estacionamento do colégio, Harry ainda reclamava de como era insuportavelmente irritante quando queria que tudo fosse de acordo com sua vontade e a menina se fazia e ofendida.
- Olá pessoas! – Niall disse assim que viu os Styles saindo do carro.
- Oi Nini. – a loirinha sorria simpática, no entanto fechou a cara assim que ouviu a voz do irmão a imitando. – Não enche, Harry! – explodiu impaciente.
- Você, sem dúvida, é o melhor irmão mais velho. – Horan tirou sarro, Harry riu da piadinha e a menina se preparou para responder o loiro quando sua namorada chegou.
- Oi amor! – April cumprimentou o rapaz com um selinho e se segurou para não vomitar. – Oi gente. – os Styles sorriram azedos para a morena. Coincidência ambos não gostarem da namoradinha de Niall, não?
- Gente, eu vou atrás da , okay? Tchau... – a loirinha acenou para os três e ia saído quando ouviu o irlandês a chamar.
- Eu vou com você.
- Vai? – e April perguntaram juntas, ambas surpresas pela revelação.
Winster soltou uma risadinha irritada: - Você não vai me acompanhar para a sala, amor? – uma entonação no vocativo empregado para o rapaz foi percebida por todos.
- É não vai acompanhar sua namorada para a sala, amor? – Princesinha Styles dizia “inocentemente”, enrolando uma mechinha dos fios de ouro nos dedos. Foi possível ouvir seu irmão prendendo uma risada e ver April brava com toda aquela situação que ela julgava ridícula.
Onde diabos já se viu seu namorado preferir acompanhar uma qualquer pelos corredores do colégio e não ela?
- Vamos, Niall! – a morena falou seca, arrastando o rapaz pela mão.
acenou para o casal “feliz” e soltou um “Tchau querida.”, virou-se para o irmão e riu assim como ele.
- Agora eu vou atrás da .
- Vai com Deus, você vai precisar, porque aquela lá é o capeta em forma de gente!
-Para com isso, Harry. Ela é minha amiga.
- Ainda bem que é sua e não minha, porque aquela lá...
- Tá okay, já entendi. Tchau! – riu do irmão e saiu à procura da amiga.
A caçula Styles caminhava pelo gramado do Colégio Eton e acenava para alguns conhecidos e outros que não tinha ideia quem eram, porém eles a chamavam pelo nome e a menina não queria ser mal educada. Por isso retribuía um sorriso e um “oi” murcho, por não ter ideia de onde aquela pessoa achava que a conhecia.
No corredor principal e garota foi até seu armário para pegar seu material quando encontrou .
- Oi . Você viu a por aí? – a loirinha perguntou colocando uns livros dentro da bolsa.
Meester não respondeu, apenas ficou encarando a amiga com cara de morta.
- Preciso mesmo responder? – a morena perguntou.
- Claro que sim! Se eu perguntei, ué! O fato de vocês não se gostarem não faz uma invisível para outra. – fechou o armário e se encostou nele, encarando que abria o dela um pouco mais para frente.
- Na verdade, princesinha Styles, Westwick é invisível para mim sim!
- Eu só não sei por que vocês se odeiam... – foi até a mais velha.
- Olha, eu poderia te dar um milhão de motivos, mas vou apenas dizer que é pelo simples de motivo de que a sua amiga é um pé no saco!
- Já pensou no fato de que vocês não se dão bem por que são exatamente iguais?! – a menina falou e a encarou por alguns segundos. – O que mais te irrita na pode ser o seu maior defeito também... Não é por nada... Só falando. – ergueu as duas mãos se rendendo. – Eu tenho que ir, mas pensa no que eu te falei. – deu um beijinho na amiga e saiu correndinho para a aula de biologia.
a encarou se distanciar e não conseguiu digerir as palavras que tinha acabado de ouvir. Styles era psicóloga agora?
Meester riu de seus pensamentos e das loucuras da loira e saiu em direção às escadas da ala leste onde ficava a sala de literatura. Reclamava mentalmente, porque até aturava a matéria, no entanto, detestava poemas. E era exatamente isso o que estava estudando. O fato de não ter Liam ali com ela também era irritante, se o garoto estivesse lá, ela poderia incomoda-lo e então não ficaria irritada.
Sentou-se na primeira cadeira que viu a sua frente e conectou-se aos fones de ouvido, ligando o modo aleatório e abaixou a cabeça. Pouco tempo depois, sentiu alguém cutuca-la no ombro. Pensou ser o professor, levantou a cabeça retirando os fones e não encontrou ninguém. Ouviu um riso debochado do outro lado e se virou para dar e cara com Styles e seus cachos bagunçadamente arrumados, seus olhos verdes expressivos e seu – na concepção da garota – ridículo sorriso irônico.
A garota apenas bufou impaciente e recolocou os fones, no momento que em o Sr. Mitchell entrava a sala.
- Senhorita Meester, os fones... – a garota guardou IPod revirando os olhos. – Bom dia, turma! Iniciaremos a manhã de uma ótima forma! Estudando o poema de... – E então ela começou a viajar.
rabiscava trechos de música no caderno, fazia desenhos, se entretinha com uma mexa de cabelo, sem que o professor visse, mandava mensagens pra e Liam, que mandavam a garota prestar atenção na aula e parar de dormir.
Ela ria, discretamente, de uma mensagem que a amiga lhe enviara quando sentiu alguém lhe cutucar e virou o rosto para espantar o ser que estava lhe incomodando, Não encontrou ninguém e ouviu uma voz rouca atrás de si.
- Que coisa feia! Você não prestou atenção nenhum minuto da aula.
- E você ficou prestando atenção em mim a aula toda – disse se virando – O que você quer?
- Calma ae! Não se anime. Você não é do tipo que desperta meu interesse. – o garoto sustentava seu sorriso sarcástico e se segurava para não agarrar os cachos do rapaz e chocar sua linda cabecinha contra parede. Apenas contou até 10 e pensou em uma boa resposta.
- Ah claro! As que despertam seu interesse são as que têm um belo par de pernas e nenhum cérebro. Nunca me senti tão feliz por ter os dois e poder ficar longe de gentinha como você, Agora pergunto de novo, o que você quer? – a morena encarava o garoto sem ao sequer piscar. Ahh, se ele soubesse o quanto detestava aquele sorrisinho de canalha que ele tinha e todas as outas amavam.
- De acordo com seu querido professor somos uma dupla agora!
- Vai se foder! – reclamou baixinho e se levantou na intenção de matar o professor. – George! Disse cruzando os braços e sustentava uma cara mal humorada.
- Pois não, senhorita Meester? – o professor levantou o rosto para encara-la
George Mitchell era um amigo antigo da família Meester. Nos tempos de faculdade era colega de quarto do pai da garota.
- Alguma dúvida a respeito da matéria? – perguntou com o intuito de ajuda-la, todavia sabia que aquilo era só um joguinho e ele sabia o real motivo de ela estar lá. – Talvez, achou o poema de difícil compreensão?
- Seu eu ficar mais um minuto com o Styles eu juro que o mato. E eu sei que você não quer uma de suas alunas presa por homicídio! – falava gesticulando abertamente e tudo o que o professor fez foi rir.
- Volte para o seu lugar, . Faça a atividade proposta e acabe logo com esse “tormento”.
- Também é um “tormento” ter aula de literatura! – disse irritada e voltou para seu lugar.
Sentada em sua carteira, com Harry ao seu lado, contou até 10. Uma, duas, três... sete VEZES. Contudo a risadinha que o rapaz soltou por vê-la tão concentrada no nada, fez ir por água abaixo todas as aulas de yoga e “tranquilidade”.
- É o seguinte – virou-se para ele, que arqueou as sobrancelhas, esperando suas próximas palavras – Eu odeio você e odeio essa matéria, então faça essa atividade quieto que eu prometo me comportar e não cortar meu pinto com a minha tesoura!
- Ui! Esquece o que eu falei, as nervosinhas despertam sim meu interesse.
- Você me enoja! – revirou os olhos.
- A recíproca é verdadeira, meu bem!
A imaginação fértil da garota a levou para uma realidade paralela, onde ela matava Harry de 42 formas diferentes e inimagináveis. Ao invés disso, ela apenas respirou fundo se lembrando de tudo o que seu professor de yoga lhe ensinara.
Pegou a folha de atividade e foi ler o que estava escrito: Relacionar o poema com a realidade histórica da época e a vida do autor.
Bufou, iniciando seu raciocínio. Enquanto as outras duplas discutiam e chegavam juntas a um consenso, seu parceiro estava mais ocupado mandando mensagens para algum qualquer. Terminou o pequeno texto sozinha e quase chorou de emoção quando o sinal tocou, informando o final da primeira aula do dia.
- Belo trabalho em equipe! – Harry levantou uma das mãos para um high-five enquanto estava em pé jogando a alça da bolsa em um dos ombros.
- Odeio você. – findou aquele drama com chave de ouro e saiu pela porta. O rapaz riu de sua atitude e mandou uma SMS a Zayn:

Xx Bendito dia em que você foi aceitar essa aposta! Boa sorte, você vai precisar! ;) xX


Saiu da sala de literatura e estava indo para a de física onde teria duas aulas seguidas, Louis e Liam também estariam lá. Andava tranquilamente pelo corredor, admirando a bela estrutura de sua bela escola quando foi atropelado por uma desesperada.
- Passa, mas não leva! – olhou para trás a fim de encontrar a garota.
- Desculpa! – gritou de volta e também se virou. – Esbarrei em você? – o rapaz chacoalhou a cabeça afirmando. – Ahhh... Então tomara que morra! – disse séria e acabou rindo pela cara que o garoto fez.
Depois voltou a correr em direção à sala de matemática. Não podia se atrasar, a professora havia deixado bem claro que em seu próximo atraso ficaria na detenção por 1 hora, uma semana inteira. Então nada de atrasos pelo resto do ano. O único problema era que eles ainda estavam na metade do primeiro semestre, não se atrasar para as aulas do restante do ano letivo seria um pouco complicado.
Adentrou a sala como um furacão, jogando a bolsa em cima de uma mesa e caindo em cima da cadeira, respirando pesadamente pelo esforço feito minutos atrás.
- O que deu em você? – Niall perguntou virando-se para a ruiva.
- Água. – suplicou.
O garoto lhe deu sua garrafinha e ela tomou quase por inteiro, agradeceu e devolveu ao amigo.
- E então? Resolveu chegar a tempo agora?
- Calado, Horan! – disse sorrindo – Eu vou ganhar um certificado de excelência por pontualidade e esfregar na cara da senhorita Morris. Fazer aquela vadia, mal comida...
- Olá, senhorita Westwick. – a professora entrou na sala. parou de falar no momento exato e cumprimentou a mais velha com um sorrisinho murcho e um aceno.
- Eu odeio essa velha verruguenta. – a garota falou baixo apenas para o amigo lhe ouvir e ele acabou rindo disfarçadamente.
- Coitada não fala assim, .
- Ahhh, nem vem, Niall. Essa mulher tem uns 60 anos e não é casada, não tem filhos e amigos. É odiada por 99.9% dos alunos dessa escola e pelo diretor, tem barba e uma verruga peluda, só usa roupas dos anos 70 e nem são roupas bonitas. Porque eu até gosto dos anos 70, o problema é que parece que ela não lava as roupas desde aquela época, e para fechar com chave de ouro, aposto que ela é virgem! – dizia séria e o irlandês abaixou a cabeça para gargalhar silenciosamente. – Para seu idiota, ela vai perceber. – falava também rindo.
- Quem vê pensa que você não é virgem!
- E quem disse que eu sou? – era sim, mas ninguém precisava saber disso. A ruiva sustentava uma cara séria e Niall a encarava sugestivo. – Desculpa loirinho, não dá para te mostrar meu hímen, ele já se foi...
- Cala a boca, Westwick! – o rapaz já estava vermelho de tanto rir. – Mas, o que você tem contra os virgens?
- Nada! Eu amo os virgens! Essas pessoas pacatas e cheias de amor para distribuir. O que seria do mundo sem eles? – e o momento filosófico da garota estava para acontecer. – O que seria de nós sem bons carros, comutadores e aparelhos eletrônicos?
- Hãn?
- Querido Horan, existem dois tipos de virgem. Os virgem virgem e os que tem atitudes virgem...
- Lá vem...
- Senhor Horan, senhorita Westwick, por favor quietos!
- Desculpe, senhorita Morris. – o rapaz falou mexendo em seu estojo e a ruiva abaixou a cabeça fingindo copiar a matéria que estava no quadro em seu caderno.
- Continuando... – A menina disse baixo – Por exemplo, o Zayn...
- O quê tem ele?
- Ele definitivamente não é virgem, mas tem aquele jeito de virjão, sabe?
- Não...
revirou os olhos e soltou o ar pela boca pesadamente: - Aquele jeito de badboy, todo misterioso.
- Escuta aqui garota. – virou-se completamente para ela, aproveitando que a professora não prestava a mínima atenção nos dois. – Olha nos meus olhos. Todos amam, A.M.A.M aquele jeito do Zayn, okay?
- Eu realmente acho que você tem uma garotinha interior apaixonada pelo Malik que está morrendo de vontade de sair.
- Isso, possivelmente, seja verdade, no entanto, não diga em voz alta porque eu tenho namorada. – o loiro falava de cabeça baixa e a garota riu lhe empurrando de leve.
E o restante daquele horário foi tranquilo para todos em suas respectivas aulas, contudo, quando o sinal tocou anunciando o almoço todos saíram correndo das salas.
Niall percorria os corredores da Eton a procura da namorada, quando avistou mais a frente Liam em seu armário.
- Oi, cara.
- Eae, Niall?
- Você acredita que ainda estão falando da festa do Danny? – Payne revirou os olhos pegando alguns livros para guardar em sua bolsa. – E olha que já faz duas semanas!
- Sério que você está aqui pra me falar desse cara? Sério?!
- Eu nuca entendi porque você odeia o Phillips.
- Eu não o odeio. – bateu a porta de seu armário e foi andando em direção ao refeitório. – Odiar é uma palavra muito forte, eu sou indiferente a ele, apenas o acho... Inútil, idiota, esnobe, aproveitador, falso...
- Já entendi que você acha muitas coisas cobre ele. – o loiro riu. – Enfim, o que você vai fazer em relação a Lexi?
- Eu tenho que fazer algo em relação a ela? – arqueou a sobrancelhas e encarou o rapaz ao seu lado.
- Cara, ela está falando por aí que vocês estão tendo algo sério. – cochichava a fofoca.
- Eu não sei se eu fico em choque por aquela garota totalmente maluca e absurdamente gostosa – Niall balançou a cabeça concordando com o amigo. Apesar de ser vadia, Lexi era gostosa. – ter a audácia de falar isso ou por você saber de todas essas coisas!
- April tem muitos contatos...
- Sei...
Chegando ao refeitório Liam avistou e Louis sentados em uma mesa no centro do ambiente e ia se encaminhando a eles quando foi puxado por Niall pelo blazer.
- A minha namorada está para aquele lado. – Horan apontou para uma mesa ao lado da janela, onde Winster estava conversando com um garoto de forma suspeita.
Suspeita, porque quem está em um relacionamento sério não deveria desabotoar os primeiros botões de sua camisa para deixar a vista o busto. No entanto, era exatamente isso o que a morena fazia, conversava com um cara que tinha aula de teatro juntamente com ela e se inclinava em sua direção.
O irlandês continuava guiando o amigo pelo blazer, e Liam que andava de costa ia esbarrando em cadeiras e tropeçando nos próprios pés.
- Você quer parar com isso? – se soltou do garoto, ajeitando a roupa ao corpo. – Você disse certo, sua namorada, não minha! Não vou almoçar na mesa dos esquisitões!
- Não é a mesa dos esquisitões, eles são mal compreendidos por essa sociedade opressora! - o loiro fazia seu discurso e o amigo revirava os olhos. - Eles são futuros atores e atrizes de sucesso. Os futuros artista da nossa geração.
- A Winster disse para você falar isso, não foi?
- Cara, eram três páginas de discurso, eu só decorei o começo.
- Tchau, passarinho. – Payne deu as costas para o rapaz.
- Não, não, não, não. Espera! – puxou-o mais uma vez pelo blazer.
- É sério, para de fazer isso, você está amassando a minha roupa! – passava a mão onde Niall havia o puxado.
- Liam, por favor, almoça comigo, cara! - o amigo pedia como se aquilo fosse um caso de vida ou morte. - Eu não tenho assunto com aquele pessoal, e você está certo, eles são esquisitos. Se você fizer isso por mim, eu fico te devendo uma. - esperava ansiosamente a resposta do rapaz e Payne odiava tal situação, pois não queria desperdiçar seu momento de folga com um bando de gente que não conhecia, no entanto, também não queria deixar o amigo na mão.
- Está bem. Eu vou.
Horan se jogou no amigo, o abraçando forte.
- Vamos logo. - Liam disse irritado, tomando a frente.
Como dito antes, April estava se jogando para cima do garoto, que estava quase salivando com a visão do busto da menina.
- Olá! - Niall se aproximou e sentou-se ao lado da namorada.
- Oi amor! - Winster se assustou com a surpresa e se ajeitou em seu lugar, ficando com a postura ereta, tentando disfarçar.
Liam, que encarava a cena desde que andava em direção à mesa estava achando tudo muito estranho. Era impossível que Niall não houvesse percebido o que aquela garota estava fazendo. Por que ele agia como se nada tivesse acontecido? Por que ele não estava irritado? Por que namorava April Winster?
- Oi Liam. - a morena o cumprimentou e ele acenou com um sorriso seco.
Quando Payne estava preste a se sentar, Zayn chegou o puxando belo blazer.
- Qual o problema de vocês com minhas roupas?
- Quê? - Malik perguntou sem entender. - Eu só vim chamar vocês para almoçar com a gente.
- Aceito! - Liam já foi andando até onde seus amigos estavam.
Niall, April e Zayn encararam o garoto quase correndo para a mesa onde os outros estavam, como se aqueles poucos segundos mesa dos “artistas” tivesse sido os piores de sua curta vida.
- O casal não vem?
- Obrigada pelo convite, Zayn, mas nós... - April ia dizendo, todavia Niall se levantou e a puxou pelo braço.
- Vamos sim. - o loiro odiava almoçar na mesa dos esquisitões, quer dizer, dos futuros artistas.
- Quantas calorias deve ter nesse negócio? – foi a primeira coisa que ouviram a chegar até a mesa. , que perguntou, segurava um saquinho de biscoito.
- O suficiente para fazer você explodir. – respondeu, mastigando.
- Deixa para lá, vou comer batata frita. Já volto. – se levantou para sair, mas antes deu um beijo no rosto do melhor amigo e cumprimentou a namorada dele.
- Pega um refrigerante para mim, por favor? – Harry pediu.
- Uma maçã para mim. – Louis pegou a mão da menina e deu um beijo.
- Eu vou querer batata frita também. – dizia fazendo os exercícios de biologia de última hora.
- Eu não sou garçonete, okay? Já chega!
- São apenas três itens a mais do que você ia pegar antes. Pare de reclamar! – não tirava os olhos da página do livro.
Hilton bufou e foi pegar uma bandeja para trazer o pedido de todos.
- Gente, tem um filme que eu quero muito ver e ele vai estrear essa quinta! – falou empolgada, ela fazia trancinhas no cabelo de , que comia sua comida em silêncio.
Princesinha Styles esperou alguém se manifestar, porém ninguém abriu a boca, continuaram comendo, mexendo em seus celulares, ou fazendo qualquer outra coisa que não era lhe dar atenção!
- Alguém?
- O que você quer de nós, humildes mortais, ? – Zayn foi o primeiro a dizer algo e a garota sorriu com sua frase. Ele tinha experiência em mimar caçulas, fazia isso o tempo todo com a prima.
- Cara. Cara, não! Não! Não! Cara, não! – Harry falava em clara aflição.
- Companhia, claro!
- Eu posso ir com você. – Niall falou inocentemente, sem inocência alguma.
Louis arqueou as sobrancelhas e o encarou. tirou os olhos do livro pela primeira vez desde que sentara lá e cruzou os braços esperando o circo pegar fogo. , que não tinha nenhuma certeza, porém estava cheia de suspeitas sobre a relação de e Niall, soltou o garfo no prato e se ajeitou em seu lugar intercalando seus olhos entre o namorado, a namorada e “a outra”. April encara o namorado como se dissesse “Filho da puta!”. Niall percebera que fizera caca. E ... Ohh ! Cínica Styles, esse poderia ser o nome da lorinha.
Riu vendo a reação de Winster, sorriu docemente e disse: - Eu adoraria. – balançando de um lado para o outro como uma criança.
Louis abaixou o olhar para suas mãos e em sua mente gritava “OWWWWWWWW!”. batia um high-five mental com a amiga. já tinha 78% de certeza que Horan e Styles tinham alguma coisa. April encarou a garota com os olhos vermelhos e bufando raiva. Niall mantinha seus olhos fixos no nada. E voltou a trançar o cabelo de Meester.
voltava com sua bandeja em mãos e achou o clima pesado quando chegou à mesa. Sentou ao lado de Harry e começou a comer suas batatas.
- O que aconteceu? – perguntou baixinho.
- Nada. A só chamou alguém para ir o cinema com ela e o Niall se ofereceu. – respondeu mexendo no celular, nem ao menos encarou a mais nova. - , que filme você vai ver? – perguntou, tomando um gole do refrigerante de Louis que tentava arranca-lo da mãos da menina.
- Eu não lembro o nome... Mas aquele com a Natalie Portman e eu preciso assistir!
- Também quero ir.
- Então vamos nós três! – Princesinhas Styles falava animada com a ideia.
- Quer vir conosco, April? – Hilton perguntou, inocentemente, à garota que tentava manter a calma, pois já tinha percebido que arrastava uma asa para SEU namorado.
Todos que estavam por dentro da “amizade” de Niall e ( e Louis) e a pessoa que tinha suas suspeitas (), se viraram para ouvir a resposta de Winster. Tomlinson estava até de boca aberta, Westwick mordia a ponta do lápis pela ansiedade e Meester queria saber o que Styles faria se a resposta fosse sim.
- Eu adoraria! – a falsa puritana sorriu, falsamente. Tudo naquela garota era ilegítimo!
- Que bom que vem conosco, April! – Cínica Styles abriu um sorriso ainda maior.
As duas continuariam se alfinetando, contudo Malik se pronunciou.
- , não olha agora, mas seu namorado está vindo. – o primo sorriu e manteve os olhos cerrados com uma cara de “UHMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!”.
- Quem? – a morena perguntou sem entender, mastigando um pedaço de seu sanduiche.
- Oi ! – Danny disse ao lado da garota, que se assustou e acabou se engasgando com a comida.
teve um acesso de tosses e enquanto os amigos se matavam de rir e Daniel e Zayn tentavam a ajudar. Harry batia as mãos nas cochas de tanto rir, Louis gargalhava escandalosamente como de costume e um lágrima solitária chegou a escorrer do rosto de Niall.
- Mas é trouxa... – disse também rindo.
- Você está melhor? – Phillips pergunto preocupado.
- Aham! – afirmou chacoalhando a cabeça rapidamente, ainda com dificuldade para respirar.
- Posso falar com você por um minuto? – o capitão do time de basquete indagou coçando a nuca.
- Olha, eu acho que qualquer coisa que você tenha a dizer a , nós também temos o direito ouvir! – Louis falou com pose de garoto educado.
- De qualquer forma ela vai contar para nós depois... – ainda não havia terminado os exercícios de biologia e não tirava os olhos do livro.
- Acho melhor você agilizar o processo de nos deixar por dentro do que acontece na vida dessa garotinha! – jogou uma bolinha de papel na direção de que apenas fechou os olhos ao sentir a arma de lhe atingir o rosto.
- Desculpa cara... Somos curiosos! – Harry, que tinha as mãos juntas sobre a mesa, sorriu mostrando todos os dentes.
Danny riu achando graça da intromissão de todos eles e por ter certeza que Ortega estaria envergonhada.
- Eu vim até aqui convidar a para assistir o jogo de basquete que tem na quinta, aqui na escola.
- Ela com certeza vai! – tomou frente, batendo palminhas, eufórica.
- Eu ficaria feliz se todos vocês viessem! – o loiro sorriu simpático e Liam sentiu o almoço fazendo o caminho contrário e chegando até sua garganta. Fechou os olhos e apoio a testa na mão.
- Nós com certeza vamos vir!
- Vamos torcer pela Eton!
- Vai Eton!
- Danny, posso te fazer uma pergunta hipotética? – sorriu como quem não queria nada, com as mãos atrás do corpo, balançando de um lado para o outro como um criança.
- Claro. – o rapaz juntou as sobrancelhas, achando um pouco estranho.
- Hipoteticamente... Se eu fosse ajudar a a se arrumar, o que você preferiria que ela usasse? – a loirinha abriu um sorrisinho e Ortega escondeu o rosto nas mãos.
- Okay, já chega. – se levantou e pegou a bolsa. – Tchau. – pegou Daniel pelo braço e saiu.
- Coitadinha – Louis disse vendo a mais nova correr para fora do refeitório sem olhar para trás – Mal sabe ela que isso é só o começo... – bateu um high-five com .
- O que acha de basquete? – cochichou para Liam ao seu lado.
- Você só pode estar brincado! – falou debochado.
- Estou com cara de quem está brincando, Payne? – revirou os olhos.
- , eu não vou vir aqui assistir esse cara fazer o time dele vencer, ser o herói da noite e curtir o fato de que a Ortega tem um abismo por ele! – mantinha um sorriso irônico que apenas irritava mais ainda a melhor amiga.
- Você é muito trouxa, Payne! Lembre-se do que eu disse sobre se mostrar amigo? Quando você vai começar a fazer isso? Vai esperar a casar com esse cara, ter filhos e se mudar para Austrália para decidir que está hora de lutar por ela?
- Você discursa muito bem, Meester, parabéns! – bateu palminhas e a menina tentou esconder um sorriso, mas foi em vão. – Então... Eu te pego meia hora antes do jogo? – perguntou fazendo um biquinho.
- É assim que se fala. – a amiga sorriu ainda mais e piscou para ele.

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A prática de esportes é incentivada tanto para quem deseja seguir uma vida saudável, quanto para um adolescente cursando o ensino médio, que tenha o objetivo de obter uma bolsa de estudos na faculdade.
A bolsa esportiva é uma das muitas formas de ajudar os jovens a ingressarem no ensino superior. E esta específica funciona da seguinte forma: o aluno exerce sua função em determinada modalidade e assim seus estudos são pagos pela própria instituição de ensino.
Naquela quinta-feira à noite, um jogo de basquete masculino aconteceria no Colégio Eton. Era o primeiro jogo do campeonato estadual, que levava o vencedor para o campeonato nacional. Onde os olheiros das faculdades geralmente estavam, e facilitavam o processo do fornecimento de bolsa.
O encontro das duas equipes ocorreria em poucas horas. E Niall não se lembrava de quando ou o porquê ter aceitado o convite de para assistir a partida.
- Vamos logo, ! - batia, entediado, na porta do quarto da amiga.
- A senhorita Hilton sempre demora... - Íris, a "babá" de desde os 3 anos, comentou, se dirigindo as escadas e indo para o primeiro andar.
- Sem necessidade. - o loiro riu, lembrando-se de todas as vezes que a amiga se atrasou.
- O que foi? - a garota perguntou abrindo a porta e trombando no amigo.
- Falo no carro. Vamos senhorita? - estendeu o braço para a menina, que sorria achando graça.
- Estou com fome. - falou com a mão sobre a barriga, já no banco do carona da Range Rover branca.
- Ou a gente come o lanche do colégio, ou vai numa lanchonete depois do jogo. - o garoto manobrava o carro, saindo da residência dos Hilton.
- Ah não, já basta comer aquilo todas as manhãs, não quero comer de noite também! - fazia manha e colocou os pés no painel do carro.
- Ei! Pode sentar direito! - o rapaz reclamou, abanando a mão como um incentivo para a menina. - Como pode ser tão folgada, hein? Vamos, tira o pezão daí.
- Implicante. - murmurou e se arrumou no banco.
O restante do caminho, sem trânsito, fora como sempre. Niall fazendo a amiga rir e ela falando suas maluquices sem sentido. Ao chegar à escola, o irlandês decidiu deixar o carro no estacionamento mais próximo ao ginásio.
Puderam ver o ônibus do time rival estacionado há alguns metros de distância da porta que levava aos vestiários. Horan e Hilton, também puderam dar uma olhada nos jogadores e constataram que os atletas carismáticos eram também gigantes.
- Meu Deus, esse povo veio da onde? - o rapaz, perguntou abrindo a porta para a menina descer.
- Você acha que temos chance de vencer?
- Você viu o tamanho daqueles caras? - ligou o alarme do carro e passou o braço pelo ombro da menor. - Se conseguirmos fazer uma cesta eu já vou dar graças!
- Exagerado! Nossa, Niall, não é para tanto, vai... - a loira ria de cabeça baixa.
- De novo. Você viu o tamanho daqueles caras? - falou pausadamente, fazendo-a rir mais e sorriu junto dela.
Quando o casal de amigos passava pela porta do ginásio um grupo de garotos saía de lá, e é claro que todos olhavam para tirando o casaco.
- É impressão minha ou Matt Cameron olhou MESMO para mim? - perguntou empolgada, enquanto Niall a arrastava para longe dali.
- Não. Ele estava tentando ver duas coisas em você. - procurava os amigos e a menina o encarava com total atenção. - Primeiro - desceu seus olhos azuis para os castanhos da menor. - : se você tem cérebro. Segundo: se tem um buraco entre as pernas. - fechou a cara, cruzando os braços e a menina lhe deu um tapa rindo.
- Credo, Niall! Não é só porque você e seus amigos são uns tarados, psicopatas, com um distúrbio na cabeça de baixo que todos os homens do mundo são! - falou séria, mas perdeu a pose ao ouvir a gargalhada que o amigo dava. Niall perdera o fôlego de tanto rir.
- Distúrbio na cabeça de baixo?! - ainda ria. - Pérola da noite. - pegou na mão da garota e subiu alguns degraus da arquibancada. - Mas é sério, fique longe dos jogadores.
- Especifique jogadores... - falou pensando se aquela regra se aplicava aos jogadores de todas as modalidades.
- Futebol, basquete, vôlei...
- Posso ficar com um cara da equipe de natação? - perguntou esperançosa e o amigo fez careta imaginado um armário abraçando a sua garotinha.
- Olha, o pessoal do xadrez é bem amigável...
- Vai se ferrar! - a loira disse séria e depois riu, puxando o amigo pelo braço para onde o grupo os esperava.
- Hey atrasados! - os cumprimentou. Harry estava do lado da irmã, seguido por Zayn e Louis. Os três entretiam uma conversa sobre as líderes de torcida que estavam exercendo seu papel muito bem no centro da quadra.
- Hey adiantados! - sorriu e se sentou ao lado da amiga.
- , o que é isso na sua mão? - Niall perguntou alto, se sentado ao lado de , que estava atrás de .
- Uma camiseta! - falou como se fosse óbvio. Referindo-se a camiseta que carregava o emblema do time rival.
- Puta que pariu! Você é doida ou o quê? - Louis, dramático, perguntou. Puxando o pedaço de pano das mãos da menina e se sentado em cima, para que ninguém o visse.
- Gente, qual é? Não me digam que estão torcendo para o time da escola! - falou de boca aberta. - O que vocês esperam de um time que tem Daniel Phillips como capitão? - apontou para o pobre rapaz loiro no centro da quadra, que não sabia o que se passava naquela roda e se aquecia todo feliz da vida, chamando atenção de algumas meninas.
Liam, que estava de braços cruzados, ao lado da morena riu abaixando a cabeça e , que estava do outro lado da amiga, apenas sorriu e lhe lançou o olhar " Há há há, sei que está fazendo isso para agradar o Payne."
- Desculpe te decepcionar, . Mas sim, estamos torcendo para a nossa escola. - Ortega falou, ainda sorrindo e apoiou as costas nas pernas do primo que estava atrás dela.
a encarou sugestiva e puxou o braço do amigo para abraça-la. Liam deu um beijo nos cabelos negros da garota e levou os olhos, disfarçadamente, para .
Pensava nas palavras que Meester lhe dissera mais cedo. Em como se aproximar de Ortega, porém ele não tinha certeza se tinha estômago para assistir a sua menina com outra pessoa.
- Não, , NÓS estamos torcendo para o nosso time enquanto VOCÊ está torcendo para o Danny, e isso é muito... pessoal! - falou rindo da cara de desentendida que a amiga fez.
- Não sei do que você está falando...
- Ela está falando de você e do Phillips andando de mãozinhas dadas pelos corredores do Eton! - Harry bateu um high-five com a irmã, e quem olhava para a viu corar. - E eu posso falar isso com total certeza porque eu vi. Só para constar.
- Nós não andamos de mãos dadas pela escola... - falava evasiva. Queria tanto mudar de assunto. – E se eu andasse qual seria o problema? Eu ando de mãos dadas com o Zayn o tempo todo!
- Isso porque ele é da sua família. Esse argumento não é válido. - apoiou os braços nas pernas.
- Danny e eu somos apenas bons amigos. Fim! - a menor falou decidida e sentiu o primo lhe apertar os ombros levemente.
- Vocês são ótimos amigos, mesmo! Entendeu?... Entendeu? - Niall ria junto com os outros.
- Ta bom, gente, chega! - Louis fazia sinal pedindo silêncio. - Vamos deixar a em paz... Agora que o jogo vai começar ela quer prestar atenção no príncipe dela! - claro que Tomlinson faria sua piada e riu mais alto ao ver a menor esconder o rosto nas mãos.
Há três semanas, Phillips e Ortega estavam mais juntos que o normal, isso incluía: às vezes passar o horário do almoço juntos, caronas para casa, visitinha nos treinos de basquete e naquela semana o rapaz fora buscá-la na academia de dança. Eles estavam se vendo mais? Sim, é claro. Isso significava que estavam tendo um relacionamento? Não! Pelo menos, não para ...
Durante aquele período, seus amigos vinham fazendo as mesma piadinhas sem graça sobre um suposto casal. A garota odiava tudo aquilo porque, além de não existir nada entre ela e Dan, a maioria das vezes que alguém fazia alguma brincadeira, Liam estava por perto e é claro que se incomodava. O rapaz não demonstrava, porém da mesma forma que se incomodava com piadinhas a respeito de Lexi, sabia que Payne se sentia da mesma forma.
Depois de mais alguns minutos embaraçosos para e alegria total para 8 dos 10 amigos, o jogo finalmente começou, e duas pessoas daquele grupo deram graças pelo fim das piadas.
Primeiro o time adversário atravessou o porta, se encaminhando para seu banco e arrancando aplausos da pequena torcida que se encontrava ali. Logo após, veio o time da Eton, que foi recebido calorosamente por alunos e professores que estavam ali para torcer e apoiar a equipe.
Ortega estava em pé, assim como todos, e prendia o cabelo num coque, sem a ajuda de algum utensílio. De cabeça baixa terminava de arrumar o penteado desleixado. E ao levantar o rosto, encontrou o sorriso carinhoso de Danny para ela, que espelhou o movimento do rapaz, envergonhada, e acenou tímida.
- Ai meu Deus! - todos se viraram para , que estava abraçada com . - Vocês viram esses dois que fofos? Posso morrer em paz agora! - dava pulinhos junto com a amiga.
- Owwn! - falou, se sentando. - Não é que eles são fofinhos, mesmo! - disse rindo, retomando o assunto anterior, fazendo os amigos rirem e Liam revirar os olhos. deu tapinha no braço do amigo em sinal de companheirismo.
- Casal do ano!
- Rei e rainha do baile.
- Será que dá pra parar?! - , ainda em pé, se virou para eles irritada. - Vocês nunca vão cansar dessas piadinhas sem graça?
- Eu adoraria que você calasse a boca e sentasse logo. Já percebemos que você está feliz com seu namorico de high school! - BOOM! A bomba Payne havia explodido.
- Olha o tom com a minha prima! - Zayn o repreendeu.
Liam bufou e se virou para a menina que estava quietinha assistindo o jogo: - Desculpa. - disse baixo e ela lhe encarou em silêncio por alguns bons segundos e voltou para partida.
- Não vai ser assim que você vai concertar as coisas. - Meester lhe disse no ouvido e ele apenas abaixou a cabeça. - Sem pressão, ok? É apenas um jogo, tentem não se matar. - colocou os fones de ouvidos e deitou a cabeça no ombro de .
- Falou a embaixadora da paz. - Harry disse em tom irônico, fazendo Malik rir.
O jogo continuou e os gritos de eram possíveis de se ouvir por todo o ginásio. Todos sabiam que a garota era uma amante dos esportes, mas haviam esquecido que tudo era muito pessoal para ela, foram se lembrar de quando a pobre mãezinha do pobre juiz fora xingada pela ruiva, que se jogou atrás de Horan quando o homem procurou na torcida o engraçadinho sem educação.
- Esse cara está roubando! - Westwick arrumou a postura e mexeu nos cabelos. - Está na cara que você está roubando! - gritou.
O jogo estava 20 a 16 para o time adversário e estava prestes a invadir a quadra e jogar sozinha. Niall, e riam do desespero da garota. Louis e Zayn não prestavam muita atenção no jogo e conversavam aleatoriamente. Liam adorava basquete, mas não era isso que o fazia gostar do capitão do time da Eton, por isso estava trocando mensagens com Lexi. ouvia música apenas com um dos fones no ouvido e conversava com a melhor amiga que prestava mais atenção ao que se passava na quadra. E Harry, bem, ele estava ocupado irritando Meester, que dava seu máximo para ignorá-lo e não mandá-lo tomar naquele lugar.
A gota d'água, fora quando o rapaz colara chiclete na ponta dos cabelos negros da menina, que levou um tempo para perceber.
- Espera, eu te levo. - Liam também se levantou e procurava as chaves do jeep nos bolsos.
- Não precisa, eu ligo para o Alfred.
- O quão patricinha é alguém falar que vai ligar para o chofer, com um iPhone numa mão e uma bolsa Louis&Vuitton na outra? - fez piada sem tirar os olhos do jogo. - Isso foi falta, juiz ladrão! - gritou.
- Morre! - foi apenas o que disse antes de sair pulando as arquibancadas, chutando algumas pessoas e latas de refrigerante, umas vazias outras cheias.
Liam ia atrás da amiga quando foi impedido pelo ombro.
- Deixa que eu entrego o pacote hoje, Payne. - Harry, no seu melhor estilo badboy, disse bagunçando os cachos.
- Quando você vai parar de provocar a , hein "Senhor-Eu-Não-Me-Acho"? - o rapaz perguntou rindo - Acho que ela vai me odiar para o resto da vida, mas... Tentem não se matar no carro. - voltou a se sentar ao lado de Louis.
No estacionamento, Meester já falava com Fred e lhe pedia para ir buscá-la o mais rápido possível e também disse para Dorothy sobre o incidente com seu precioso cabelo.
Ao desligar o celular e joga-lo dentro da bolsa, começou a tentar tirar o excesso do chiclete e estava preste a chorar pensando na possibilidade de precisar cortar os longos fios escuros, que demoravam a crescer.
- Entra. - foi apenas o que Harry disse, parando o carro ao lado da garota, abrindo a porta do carona.
- Vai tomar no seu cu, Styles! - gritou segurando a mecha do cabelo danificada e bateu a porta com força, causando uma pequena dorzinha no coração do rapaz.
- Entra aqui e eu te levo para casa. - abaixou o vidro.
- Você acha mesmo que eu caio nesse papinho de mocinho de filme que se arrepende da merda que fez e tenta concertar me oferecendo uma carona; aí no caminho eu descubro que você é um cara legal e me apaixono?! - a morena falava rápido, embolando as palavras. E o garoto a encarava com as sobrancelhas juntas. - Me poupa, Styles.
- E você acha mesmo que eu faria tanto esforço para você se apaixonar por mim? - ria debochado.
- Me erra, Styles.
- Você gosta tanto do meu sobrenome, hein! Aposto que já tentou combinar com o seu nome.
E a salvação dos dois implicantes foi o fato de uma Mercedes branca estacionar a frente da Ranger Rover. Se não fosse a aparição de Alfred-O-Salavador-Da-Pátria, a família Styles terminaria a noite com um integrante a menos e seria presa por homicídio doloso.
- Boa noite. Adeus! - gritou furiosa e marchou até seu carro sendo recebida pelo chofer que já a esperava com a porta aberta. Ao se dirigir para o banco do motorista, Fred cumprimentou Harry com um aceno de cabeça.
O rapaz encarou a partida do carro e bufou irritado. Como era possível uma garota estúpida como Meester lhe dar tanta dor de cabeça?!
Styles voltou para dentro do ginásio, não para se reencontrar com o grupo, mas sim, para fazer um convite irrecusável para Amber, uma das líderes de torcida.
E o jogo já estava no segundo tempo, com o placar 48 a 42 para o time da Eton. e já haviam descido alguns acentos para ficarem mais próximas do "show", e não poderiam estar mais felizes. A mais velha gritava pelos pulmões e a mais nova estava feliz pelo capitão do time e pelo fato de a amiga estar tão alegre. estava sentado no meio da torcida com Niall de um lado e Louis do outro, os três conversavam entretidos. Liam e Zayn conversavam com as garotas do time da torcida e todas estavam internamente loucas pelo fato de receberem atenção dos rapazes. E estava na lanchonete escolhendo um refrigerante.
- Eu estou com dor de cabeça. Acho que quero ir para casa. - falava enrolando uma mecha dos cabelos loiros, se fazendo de inocente. - Niall, você me leva? O Harry foi levar a ...
Antes do irlandês se pronunciar, Louis cruzou os braços e gargalhou.
- Gente, eu sei do relacionamento promíscuos de vocês dois, não precisam disfarçar. Okay, pombinhos? - piscou para o amigo, e a menina abaixou a cabeça para disfarçar as bochechas rosadas.
- Bem, eu vou levar você, ... Já que você está com dor de cabeça... - o rapaz levantou envergonhado, procurando as chaves do carro pelos bolsos da calça e do casaco.
Louis ainda gargalhava, balançando a cabeça negativamente.
- Caras de pau. - murmurou e procurou por algum dos amigos, já que havia ficado sozinho.
- Tchau, Louis. - Princesinha Styles disse, ainda envergonhada. Pegou a mão de Horan e o guiou até as escadas próximas.
O casal se soltou assim que viram Liam e Zayn se caminhando na direção deles. Os rapazes conversavam animados e não perceberam que antes os dois estavam... digamos, mais próximos.
- Oi gente! - Malik cumprimentou e virou-se para trás para atender uma garota que lhe chamou.
- Aonde estão indo? - Liam perguntou.
- Eu estou com dor de cabeça, e como o Harry fugiu, o Niall vai me levar para casa. - explicou, e quem não soubesse do histórico daqueles dois juraria que o rapaz realmente estava apenas a ajudando.
- Seu irmão sabe dessa zoeira, mocinha? - Payne brincou.
- Ah Liam... O Nini só vai me dar uma carona... - se balançava de um lado para o outro como uma criança.
- Deixa os dois, Liam! Vamos. - Zayn empurrou o amigo pelo ombro. - Tchau e juízo, hein! Estamos de olho em você, Niall.
- Vocês sabem que é mais fácil ela me assediar do que eu fazer algo, certo? - o irlandês riu e recebeu um tapa da menina.
- Vem logo, Horan! - puxou o rapaz pela gola da camiseta e desceu as escadas num piscar de olhos.
- Uau! Se esses dois fossem um casal nós já saberíamos quem mandaria na relação. - Zayn fez piada e Liam passou o braço por seu ombro. - Sai daqui, cara! - ria tentando empurrar o amigo.

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No estacionamento, Niall ainda era puxado pela camiseta, e tentava dizer para que ela estava se encaminhando para o lado oposto da Range Rover.
- Será que dá pra me ouvir?! - o rapaz parou de andar e a puxou pelo braço. - O. Carro. Está. Para. O. Outro. L.A.D.O. - falava pausadamente, guiando a menina pela cintura.
- Por que não disse antes? - virou o rosto para trás, perguntando com as sobrancelhas juntas.
- Eu tentei te falar, mas você parecia um furacão. Não me ouviu. - desligou o alarme do carro, e um bip foi escutado.
A loirinha abriu a porta do carro, porém o rapaz a fechou. Ela o encarou sem entender e Niall sorriu envolvendo a cintura fina dela com os braços. lhe deu aquele sorriso espertinho e único.
A cada centímetros que eles se aproximavam seus corações batiam mais rápido. Suas respirações se misturaram e seus estômagos davam cambalhotas em sinal de ansiedade. E ao tocarem os lábios um do outro, sentiu seu rosto aquecer e Niall a apertou mais para si. Um beijo doce e carinhoso.
- Agora podemos ir... - o rapaz disse contra a boca dela, que não tirou as mãos de sua nuca e iniciou outro beijo.
- Agora... Podemos... Ir! - a loirinha falava entre selinhos. - Para sua casa ou para a minha?
- Bem, Harry acharia estranho se eu chegasse tarde em casa... Mas ele não pode te ver lá... - falava pensativa, enquanto o irlandês distribui beijinhos e mordidinhas por seu pescoço. - E se ficassemos no meu quarto e você saísse pela janela?
- Pode ser. Mas e o carro? - parou o que fazia e encarou aqueles olhos verdes. - Ele acabaria estranhando um carro desconhecido lá.
- Você guarda na garagem. - a menina falou após alguns segundos pensando. - O Harry nunca coloca a Ranger na garagem, ele deixa em frente à porta principal.
- Então, o que estamos esperando?! - o loiro a beijou novamente antes de partirem.

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voltava para onde os amigos estavam, com seu refrigerante em mãos, e se surpreendeu ao encontrar apenas 3 deles.
- Cadê todo mundo? - perguntou se sentando ao lado de Liam.
- Niall foi levar a em casa e a e a estão lá embaixo sendo felizes. - Louis falou apontando para as duas meninas que comemoravam mais uma cesta de três pontos.
- Eu não vejo graça em basquete... - revelou, mordendo os canudinhos.
- É legal, mas esse jogo tá horrível... - Payne bocejou.
- Cara, tá 86 a 72! Estamos ganhando de uma de uma diferença de 14 pontos! - Zayn o encarou. - Eu não sou fã de basquete, mas todo mundo está louco aqui.
- Tanto faz... - Liam cruzou os braços e abaixou a cabeça.
O jogo terminou com um placar de 102 a 96 para o time da casa. O ginásio explodiu em felicidade. Jogadores, professores, alunos e pais pulavam de felicidade, afinal era sempre om iniciar o campeonato com o pé direito.
- Ai meu Deus! Esse foi O jogo! – voltou para onde os outros estavam e ria toda alegre.
- Vamos embora, ? – o primo da garota perguntou se levantando, entediado.
- Na verdade, o pessoal do time vai comemorar em um lugar aqui perto e o Danny me convidou para ir junto. Eu posso ir? – a garota pedia como uma criança que pedia por um doce – Ele disse que me deixa em casa depois.
- Volte antes da meia noite, amanhã você tem aula. – o rapaz disse sério, sem perceber como aquela simples frase soara autoritária e responsável.
- Obrigada! – a menina o abraçou pelo pescoço. – Tchau gente! – acenou para todos e desceu as escadas correndo.
- Devo dizer que você ficaria muito bem no papel de pai, Little Malik. – Louis brincou com o amigo.
- Me respeita, Tomlinson! – deu um tapa na nuca do amigo, rindo. – Eu vou indo galera, tchau. – o moreno acenou para os amigos e foi saindo, contudo antes passou no banheiro e ao sair de lá encontrou dois caras do time de futebol com quem conversou um pouco.
Liam, , e Louis iam caminhando juntos para o estacionamento, quando de repente a loira bateu a mão na testa e fez um barulhinho estalado.
- Que foi, garota, ficou louca? – foi Westwick que perguntou, como sempre, muito meiga.
- Eu vim para cá com o Niall e aquele idiota foi embora, como eu vou embora? – Hilton explicou fazendo gesto exagerados.
- Eu te levo, relaxa. – Payne falou procurando as chaves de seu Jeep nos bolsos da jaqueta e das calças.
sentiu-se realmente grata por alguns poucos segundos até Lexi Saint se aproximar do grupo e pedir uma carona a Liam, mas todos eles sabiam que, na verdade, a chefe das líderes de torcida não queria ir para a casa no fim da noite... Pelo menos, não sozinha!
Payne se virou para o com cara de cachorro que caiu da mudança e a menina com um aceno de cabeça o livrou do favor de leva-la para casa.
- Eu vou matar o Niall, ele não perde por esperar. - Hilton dizia chorosa. – Eu não precisaria estar passando por isso agora se aquele infeliz sem consideração não tivesse se esquecido de mim!
- Não fica assim, criança. Eu te dou uma carona. - Louis passou o braço pelo ombro da menina e com a outra mão bagunçou seus cabelos loiros.
- Ou então, eu te livro de alguns horríveis minutos presa com o Tomlinson em uma caixa de metal e você divide um táxi comigo. - falava procurando o número do taxista em sua agenda do celular.
- A escolha é sua, . Ou, você terá a minha adorável e divertida companhia, ou a da , que está mais para uma maníaca psicopata! - o rapaz cerrou os lábios e balançou a cabeça. A ruiva se limitou a lhe mostrar o dedo do meio sem levantar os olhos para ele.
- Lou, eu acho que vou com a ... - Hilton foi interrompida pela amiga que "comemorava a vitória" de ter sido escolhida. - PORQUE a sua casa fica no sentido oposto da minha e eu não quero incomodar!
- Mas não será incômodo algum. Olha, possivelmente a sua casa fica no caminho oposto à casa do taxista! Pense nisso!
- Mas eu vou pagar para ele me levar até lá! - justificava atenciosa e Westwick rolava os olhos por aquele diálogo desnecessário.
- Não tem problema, eu aceito seu dinheiro! - Louis riu assim como a menina.
- Aí eu iria me sentir usada!
- Okay, já vi que vocês são ótimos amigos, agora já deu. Vem , eu vou ligar para o cara vir pegar a gente. - ia puxando a caçula pela mão.
- Espera aí! - Louis chamou a atenção das duas. - , o que aconteceu com seu carro?
- Aquela merda deu problema de novo!
- Especifique problema. - O moreno riu se aproximando das garotas.
- Digamos que tem algo a ver com gasolina...
- Não acredito que você se esqueceu de abastecer o carro... De novo! - bateu as mãos nas cochas, indignada. - Já é o quê? A terceira vez esse ano?
- Eu não tenho culpa se ele não avisa quando vai acabando a gasolina!
- É claro que ele avisa, se chama luz de combustível, ela acende quando já está na reserva! - Louis mantinha os olhos cerrados.
- Uma luz minúscula que não chama minha atenção!
- O que você queria? Que um unicórnio vomitando um arco íris e segurando uma placa aparecesse toda vez para te lembrar que você tem que abastecer o carro? - o garoto fazia gesto exagerados e a mais nova riu de sua frase.
- Para ser sincera, a parte do vômito seria demais, acho que só a placa já é o suficiente! - fez biquinho e balançou a cabeça positivamente. - Agora vamos, .
- Tchau, Lou. - Hilton sorriu e acenou para o amigo que retribui o gesto.
Tomlinson observou as meninas se distanciarem e foi então que ele se lembrou. Desde o episódio "Socorro, Westwick roubou meu carro!" ele nunca mais tentará uma aproximação solitária. Seria aquele o momento ideal?
Na verdade, não havia momento ideal, pois toda vez que ele tentava ser simpático com a moça, ela era totalmente impenetrável e o máximo que Louis conseguia era afastá-la ainda mais.
Contudo por mais que ele conseguisse fazer com que entrasse em seu carro e o acompanhasse para Deus sabe lá onde, havia um problema. Um lindo, loiro e doce problema: Hilton! Tomlinson precisava fazer algo para que saísse da jogada.
E foi então que o rapaz sentiu um calafrio na espinha e ao olhar para trás, ele pode ver como um anjo da escuridão, Zayn Malik, com sua usual jaqueta de couro preto, surgir do além e caminhar tranquilamente até sua moto.
Louis sorria minimamente observando o amigo, e pensava apenas em uma coisa: "Porra, esse cara tem estilo!". Saiu correndo, desesperado até Malik e quando o alcançou tentava falar, todavia as palavras não saiam de sua boca devido a rápida caminha.
- Cara, o que foi? - Zayn perguntou, colocando a mão sobre o ombro do amigo e o encarando estranho.
- Primeiro: eu realmente estou fora de forma! - ainda respirava com dificuldade e mantinha a mão sobre o tórax. - Segundo: preciso da sua ajuda! Fico te devendo uma. - encarava o rapaz a sua frente com toda esperança que preenchia seu ser.
- Fala logo o que foi.
- Eu preciso sair com você sabe quem, por causa da você sabe o que, mas ela está com a e eu não vou poder fazer você sabe o que se alguém estiver me atrapalhando!
Zayn, com os olhos cerrados, e expressão engraçada prestava total atenção a Louis.
- Não tenho certeza se entendi...
- Ahh, você entendeu, Malik! Você entendeu muito bem! - arrancou o capacete que estava nas mãos do amigo e arrumou na cabeça do rapaz. - Trate de subir nessa moto, ir atrás das meninas e levar a para casa. Anda vai! - Apontava para a motocicleta do garoto.
- Mas...
- ANDA! - gritou eufórico.
- Tô indo, caralho! - Zayn deu partida na moto e começou a procurar pelas garotas por todo o estacionamento da Eton.
Sua busca não demorou tanto, foi fácil ouvir os gritos e gargalhadas de Eleanor.
O rapaz estacionou sua moto em frente às duas meninas e levantou a viseira do capacete.
- Ahn... Posso ajudar? - Westwick estranhou, achava que Zayn já estava há muito tempo em casa.
- Eu preciso falar com a ! - retirou o capacete e a loira o encarou com as sobrancelhas arqueadas. - É que... Você não pode ir para casa com a !
- Por que não?! - as duas perguntaram juntas.
- Por quê? É... Porque... Eu... Encontrei com o Niall quando ele estava indo embora e ele me pediu para que eu te levasse! - foi a melhor desculpa que encontrou. - E aí amanhã ele vai me perguntar se eu te levei para casa e o que eu vou falar? Que não?! Ele vai me matar!
- Abaixa o fogo desse cu aí, Malik! - estava achando aquilo tudo muito estranho. - Horan não mata nem formiga quanto mais bate em alguém! O que você quer afinal?
Zayn continuaria batendo na tecla de que Niall, um exemplar melhor amigo, estava preocupado com a segurança de e queria que Malik a levasse para casa. Porém, já havia percebido que aquela não ia colar...
- A verdade é que eu sei que você, , saiu de casa com fome e não comeu nada aqui, então eu queria te levar para comer ótimas panquecas. - agora sim, essa desculpa seria boa.
- Você o quê? - Hilton perguntou.
- Queria te levar para comer ótimas panquecas... A e eu costumamos ir nesse lugar todos os domingos de manhã.
- Você, Zayn Malik, quer levar ela, Hilton, para comer panquecas? - perguntou.
- Você quer? - estranhou.
- Eu não tenho mais certeza se quero! – falou colocando o capacete novamente e então viu o carro de Louis alguns metros atrás das meninas, apenas esperando que ele saísse com Hilton para entrar em ação. – Quer dizer, eu quero que você me acompanhe, ... Se você quiser, é claro!
A menor pensou por alguns segundos, encarou à Zayn, à motocicleta, olhou o celular a fim de ver as horas e finalmente se manifestou: - Não sei se é uma boa ideia.
- Af, , vai logo, menina! Uma saidinha com o Malik não vai te matar... – a ruiva disse rolando os olhos
- Então, eu acho que vou...
O rapaz sorriu pelo fato de ela aceitar, porque tinha medo do tamanho do piti que Tomlinson faria se ele não conseguisse tirar de lá.
Ele entregou um capacete para a garota e a esperou subir na motocicleta.
- , tem certeza que você não vai ficar brava por eu não ir com você? – a loirinha perguntava à amiga e o garoto riu achando bonitinho a preocupação dela para com Westwick.
- Não se preocupa, , vai lá. – deu uma piscadinha e foi andando para fora do estacionamento.
Enquanto a loira subia na motocicleta se perguntava – na verdade, gritava em desespero na sua mente – se deveria se segurar na cintura de Malik, ou segurar no banco e correr o risco de cair e esfolar todo o corpo. No entanto, isso não seria problema contando que ela quebraria o pescoço e morreria! Bem legal...
- Se segura. – Zayn avisou por cima dos ombros.
A menina ainda com os braços suspensos no ar, sem reação, não soube o que fazer.
O rapaz virou-se mais uma vez para ela, sorriu afetuoso, pegou as mãos da menina e as colocou em volta de sua cintura.
- Segura firme. Não quero ter que explicar para seus pais que você caiu da minha moto porque estava com vergonha.
Foi a vez de ela corar. Ela agradecia em todas as línguas que sabia o fato de estar de capacete e o garoto não ter visto que suas bochechas haviam tomado uma coloração rosada.
O moreno acelerou sua Harley e saiu das dependências do Colégio Eton.
A cada vez que ele aumentava a velocidade, a menina apertava ainda mais sua cintura. Não tinha vergonha nenhuma agora que temia pela vida. A verdade era que Hilton não era muito fã de aventuras. Mantinha os olhos fechados e a cabeça apoiada na nuca do rapaz, rezava para que eles chegassem logo a seu destino e mais importante, pedia para que chegassem vivos. Exagero da parte dela? Ela sabia que sim. Importava-se com isso? Não!
apenas abriu os olhos quando percebeu que o garoto havia parado o veículo. Desceu da moto e retirou o capacete, arrumando os cabelos.
- Você e sempre vêm aqui nos domingos de manhã? – a garota achou estranho.
A lanchonete era um tanto quanto afastada do centro da cidade. O estacionamento cheio de motos e caminhões revelava o público que frequentava o ambiente. A iluminação baixa e a tintura nas paredes já velha apresentavam uma atmosfera totalmente diferente da sorveteria que eles haviam visitado alguns dias antes.
- Talvez eu tenha mentido e a verdade seja que eu venho até aqui quando quero ficar sozinho. – o moreno caminhava por entre as mesas e a menina andava acelerada atrás dele. – Porém, as panquecas são realmente ótimas. – se sentou folgado em uma cadeira e acenou com a cabeça o acento a frente dele, na mesa, para que ela também se sentasse.
O habitual silêncio entre eles se iniciou, contudo daquela vez ninguém se incomodava por isso, ambos estavam bem a vontade na verdade. Zayn com seu costumeiro olhar observador varrendo todo local e com seus olhos castanhos e curiosos notando tudo o redor.
- Oi Malik. – uma garçonete se aproximou da mesa onde os dois estavam com uma caderneta nas mãos.
- Oi Thalia. – o rapaz sorriu minimamente, sem nem ao menos olha-la nos olhos, mas foi o bastante para que a garçonete suspirasse.
- O que vai ser? – a moça perguntou, apoiando o lápis na caderneta.
- Panquecas e refrigerante para moça – apontou para a loira que sorriu cerrado e se virou para a garçonete. Thalia nem ao menos havia reparado a presença de Hilton e, ao perceber, a encarou presunçosa, torceu o nariz e se voltou para o garoto. - e uma cerveja para mim.
- Acho que você está tentado me engordar. As duas únicas vezes que você me levou para sair envolveram comida. E comida calórica.
- Eu não ousaria estragar esse corpinho. – a loira riu e Malik sorria sem graça.
- Daqui uns dias começa o campeonato de vôlei – a menina falava mexendo no zíper de sua bolsa. – Seria legal se você fosse.
- Vôlei? – arqueou uma sobrancelha. – Feminino? – abriu um sorriso debochado.
- Você é um como os idiotas que pensam que o único esporte que existe é futebol? – a garota questionou entediada.
- E não é? – brincou para irrita-la e pegou um guardanapo, o amassou e jogou em Malik. – Brincadeira!
- Babaca...
- O que achou do jogo hoje? – perguntou afim de o silêncio não se reinstalar.
- Sei lá não gosto muito de basquete.
- E futebol?
- Tá de brincadeira, né?
- Não. – riu – É sério. O final do campeonato inglês vai ser daqui duas semanas e eu realmente espero que o Liverpool seja classificado. O Manchester United também está na semifinal e se os dois forem classificados vai ser uma final histórica! – sua empolgação era palpável. – Vai ser mais legal porque a minha prima é torcedora do Manchester e eu quero vê-la sofrer! – falava lentamente abriu um sorriso diabólico.
- Por que você é torcedor do Liverpool?
- Como assim?
- Você mora em Londres, passou parte da infância em Manchester e no fim das contas torce para um time nada a ver? – a menina falava com as sobrancelhas levantadas.
- Eu não sou o orgulho da família, okay?
O pedido chegou e foi muito bem recebido pela garota que estava morrendo de fome. tinha que admitir, a comida era realmente muito boa, Malik roubou duas das panquecas da loira, que tentava o impedir com tapinhas na mão dele, porém nada poderia pará-lo. Não quando o alvo de seu furto eram aquelas deliciosas panquecas que ele tanto gostava
Após terminarem e haver outra discussão sobre quem pagaria a conta e Zayn, mais uma vez, ser mais rápido e efetuar o pagamento, o casal deixou o recinto aquecido e saiu para o estacionamento. Conforme a noite chegava, a temperatura abaixava e se encolhia por não estar usando uma roupa mais pesada.
Zayn dirigia a moto até a mansão Hilton e a garota resolveu deixar o medo de lado e espinhar, por cima do ombro do rapaz, o percurso que ele fazia. Ela tinha que admitir, aquilo era legal.
Ao estacionar em frente à casa da menina, ele retirou o capacete e esperou que ela descesse da moto para espelhar seu movimento.
- Obrigada pelo passeio. – lhe entregou seu capacete. – A comida estava realmente boa. Eu devo dizer que tinha minhas suspeitas se as panquecas eram realmente boas.
- Imagina. Foi um prazer. – sorriu docemente.
Castanho com castanho, os dois se encaravam de forma amável. se lembrava das bochechas do rapaz ficando levemente rosada quando ela havia o beijado ao se despedirem da outra vez, ela realmente havia achado aquilo realmente adorável. E não perdeu a oportunidade de repetir a dose.
Seus lábios rubros tocaram delicadamente a bochecha do rapaz e como antes elas ficaram rosadas. não escondeu um sorriso e acenou se distanciando. Ao virar de costas, pronta para adentrar os muros de sua casa, Zayn a puxou pelo braço, a fitou nos olhos e também lhe deu um beijo na bochecha.
- Durma bem. – foi a única coisa que disse antes de subir em sua Harley e sumir de lá.

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cantarolava a música que as líderes de torcida haviam cantado mais cedo durante o jogo e esperava que o táxi chegasse para que a levasse para casa e ela finalmente pudesse descansar. A única coisa que queria no momento era dormir.
A ruiva ia brincando com uma pedrinha que estava no chão, a chutava de um lado para o outro, quando ouviu um barulho de motor e levantou o rosto a fim de ver sua carona; logo fechou a cara, pois ao invés de encontrar um taxi encontrou um Audi, que já conhecia muito bem. Conhecia também o dono daquela lata velha, que não tinha nada de velha, mas ela já estava ficando irritada com a presença constante de Louis a todo lugar que ela ia.
- O que você quer? – a garota perguntou?! – sustentava um sorriso charmoso, sem segundas intenções, mas aquilo não impressionaria Westwick. – Você me deu uma carona um dia desses, pensei um pouco e cheguei a conclusão e decidi que vou retribuir o favor.
- Primeiro: aquilo eu que fiz não foi por vontade própria. Você invadiu meu carro! – cruzou os braços. – Segundo: eu já chamei um táxi, você não precisa se incomodar de retribuir o “favor”.
- Vou fazer você economizar dinheiro e tempo! O que tem de mal nisso? – o rapaz indagou ligando o carro, pois a garota começara a andar pela calçada para longe dele e ele ia a seguindo com o Audi.
- Já disse que chamei um táxi! Não vou cancelar o... – o celular da ruiva começou a tocar e ela estranhou o fato de a empresa de táxi estar a ligando. – Alô?
Tomlinson podia ser qualquer coisa, mas burro ele não era! Ele, assim como todos dos os outros amigos, mantinha salvo em seu celular o mesmo número de telefone da empresa de táxi que havia ligado. O que ele fez foi simplesmente ligar e pedir para que Janice, a atende que ele já conhecia e o adorava, dissesse à ruiva que sua carona ia demorar por volta de uma hora e meia.
desligou o celular e o guardou no bolso da calça. Encarou o sorriso do moreno por alguns segundos e entrou no carro batendo a porta com força.
- Me leva para casa agora.
- Só se você pedir com jeitinho. – o menino fez um biquinho.
- Vai logo, Tomlinson! – gritou, como sempre.
- Ai, okay! – se assustou com o grito dela e então ligou o automóvel e o dirigiu até a casa dela.
Louis tentava puxar um assunto e tudo o que a ruiva fazia era manter os olhos focados na rua, não desviava nem ao menos para a janela. O menino ligou o rádio, fazia comentários sobre a música que tocava e nada de ela abrir a boca. Mencionou o jogo que haviam assistido e como a menina havia torcido e nada da parte dela. Comentou o triângulo amoroso Niall//April e tudo o que ela fez foi suspirar.
Ao estacionar em frente a mansão Westwick, foi abrir a porta do carro sem nem ao menos olhar para trás e foi então que viu que estava trancada.
- Abre.
- Nem ao menos um obrigado? – o rapaz perguntou cético.
- Abre.
- Você é... ARGH! – grunhiu e não abalou a ruiva.
- Abre.
- Eu te dei uma carona e você nem ao menos agradece!
- Abre.
- Só sabe falar isso?
- Eu não pedi para que você me trouxesse até aqui. Fez isso porque quis! Agora, ABRE.
- Você quer sair do caro? – questionou retoricamente, contudo a menina balançou a cabeça dizendo sim. O rapaz destravou a porta e ela desceu do Audi, porém ao fechar a porta ouviu mais um baque e então viu que Tomlinson espelhara seu movimento.
- O que foi agora? – cruzou os braços.
- Só me fala uma coisa, . – deu a volta no carro, se aproximando dela. – Por que você me odeia? O que eu te fiz? Porque eu simplesmente não sei o motivo de tanta raiva que você tem por mim! Eu não sei o que eu fiz, mas sério... me desculpa.
arqueou um pouco as sobrancelhas, surpresa pelo fato de ele ter realmente pedido desculpa por algo que, como dissera, não sabia ao certo o que era.
- Escuta. Tomlinson, estou cansada e está tarde... é melhor eu entrar. – foi tudo o que disse e partiu em direção ao portão de sua casa, que foi destravado e a menina pode entrar.
Antes de fecha-lo, ela se virou para o rapaz que a encarava, seus olhos negros se cruzaram com os azuis intensos dele e então ela fechou o grande portão de ferro.
Louis suspirou, com as mãos na cintura e pensou porque não havia recebido uma resposta. E enquanto caminhava até a porta principal ela também pensava porque não o respondeu.
A verdade era que não havia resposta para aquela indagação.
Talvez ela pudesse começar a procurar por evidências que a ajudariam a esclarecer tanto ódio por Tomlinson, ou então apenas admitir que não havia motivo para tanta aversão, contudo ela gostava de implicar com ele...
Mas o fato de não possuir razões para conter em seu ser tanta antipatia por Louis, não é um problema. Afinal de contas, ela vai se apaixonar por ele e também não saberá o motivo certo...


Capítulo Dez


- Eu quero tanto bater nessa sua carinha linda! Bater nela até ficar deformada e seus pais te deserdarem de tão feio que você vai ficar. – falou com toda a calma do mundo, ostentando um sorrisinho falso.
- , , ... Doce . – Louis balançava a cabeça negativamente.
- é o caralho. Eu quero saber o que você acha que está fazendo perto do meu carro com essa vagabunda em cima dele! Você perdeu a noção do perigo, Tomlinson?
- O que você pretende fazer, little ? – Louis cruzou os braços, desafiando a ruiva. fechou os olhos e respirou fundo.
- Primeiro de tudo, você aí, vadia. Saia de cima do meu carro, AGORA! – Westwick gritou e a menina não precisou de uma segunda ordem, desceu do capô do Toyota e saiu quase correndo. – Segundo, Tomlinson, eu não sei o que merda passa na sua cabeça, mas eu acho melhor você por ela pra funcionar direito porque a minha paciência com você está no limite.
- ... – Louis levantou o dedo indicador, pedindo a vez para falar.
- SAI DO MEU CARRO.
- Se acaaalma.
- DESENCOSTA! – gritou mais uma vez, socando Louis, que ria e tentava se defender dos socos na cara.
- AAAAAI! Calma! Eu já saí! Sua violenta! Caralho! Doeu!
- Era pra doer mesmo.
- Ah Jura? – Louis foi 100% sarcástico. E ela bufou, irritada com o fato de ter que sair do meio de sua educação física pra tirar Tomlinson e a sua vadia de cima do seu carro. A cada dia que passava ela se sentia mais irritada com o castanho, que alternava em ser legal pra caralho e um filho da puta de primeira classe, e isso estava deixando a ruiva realmente confusa.
- A propósito, você fica muito mais gata com esse uniforme do que com aquele saco. –o rapaz fez referência ao antigo uniforme, que era totalmente sem forma e deixava as garotas tão feias quanto era possível. encarou o garoto e voltou a andar de volta para o campo. E ela JAMAIS admitiria que ouvir ele a elogiando era um tanto quanto satisfatório. Ser legal com Louis era uma regra mais que proibida no livro de “Como odiar Louis Tomlinson” que a ruiva havia criado em sua cabeça. Desprezá-lo era algo tão comum em sua vida que ela nem podia recordar-se de como tudo começou, e nunca havia parado pra pensar sobre como o amor e ódio andam lado a lado, literalmente. Apenas o tempo poderia revelar a outra face da moeda desse jogo de rato e gato que o casal jogava há tempos.

-


- SE VOCÊS QUEREM CHAMAR A ATENÇÃO DAS MOÇOILAS ALI – gritava, apontando para o outro lado do campo, onde os garotos estavam concentrados a brincar com uma bola de futebol americano – VOCÊS ESTÃO NO LADO ERRADO DO CAMPO, VESTINDO AS ROUPAS ERRADAS E TENTANDO SER SEXY ERRADAMENTE! PEGUEM A PORRA DA BOLA E TOQUEM ELA, ISSO AQUI NÃO É UM JOGO INDIVIDUAL, VOCÊS TEM QUE TOCAR A BOLA, ENTENDAM ISSO DE UMA VEZ POR TODAS!
As garotas ouviam os gritos e apenas concordavam com gestos com a cabeça. Qual é! Era o sonho de toda menina ser a crush de Jason Benett e ser admirada pelo time, mas ao que parece, Meester estava ali para conscientizá-las de que estar no time não era a decisão correta se esse fosse o objetivo delas. A morena sabia de uma lista de coisas para se fazer quando queria chamar a atenção de um cara, e tinha certeza de que ficar suada, com o cabelo amarrado e grudento, correndo por um campo durante duas horas atrás de uma bola não era a melhor forma de ter um cara aos seus pés.
- VAMOS VOLTAR AO JOGO! – ela mandou e voltou ao campo, liderando as suas pobres meninas sonhadoras que só queriam ser a musa inspiradora do bando liderado por Jason.
Para , o jogo de futebol era o único momento da semana onde ela extravasava as emoções, corria, batia, caia, chutava, gritava e terminava o jogo leve como uma pena. Era como uma terapia para o seu coraçãozinho agitado. Mas, como nem todo sonho é perfeito, ela tinha que lidar com a fortíssima concorrência de Westwick. A ruiva era a personificação de tudo o que ela mais detestava, era a real ameaça aos seus sonhos, isso porque a filha da puta era realmente boa e todas as vezes que vacilou, esteve ali para substituí-la com maestria. A concorrência era tanta que a treinadora Foster foi obrigada a dividir as garotas em dois times, o time A e o time B, basicamente eram o time oficial e as reservas. Sempre, antes de uma partida oficial, ocorria um jogo entre A e B, o time que vencesse era quem iria jogar com pequenas alterações feitas pela treinadora, mas mantinha-se a configuração mais original possível.
O jogo recomeçou com passes calculados e dribles bem articulados, Meester se movimentava na zaga do campo, quando conseguiu interpelar Alice, a atacante do time B, e tomar a bola. A morena estava concentrada demais para notar que, na verdade, Alice entregou a bola se afastando.
- CUIDADO!
- !
- SAI DAÍ, AGORA!
A garota não entendeu o que estava acontecendo, mas em uma fração de segundos tudo teria feito sentido, não fosse uma bola de futebol americano voando em direção à cabeça da morena desapercebida.
Um baque.
Tudo começou a girar e não podia entender o que estava acontecendo. Não conseguia distinguir vozes nem rostos. Ela estava ficando sufocada com a falta da visão e da audição. Era como se ela tivesse em uma porra de uma realidade paralela, e isso não era nada legal. Meester tentava se localizar mas isso parecia ser impossível, seus pés não sentiam o chão e ela tateava em busca de qualquer superfície que lhe conferisse um apoio. Não sabia se estava correndo, andando ou rastejando. A única certeza de que a morena tinha, era de que ela estava morrendo.

-


- Eu já falei, man. O Liam tem que dar um fim nesse lance com a Lexi. Essa garota é pior que chiclete, puta que o pariu! Ela acha que o fato de eu foder ela numa noite, dá o direito de ela me perseguir pra sempre... – Benett falava, ao lado de Niall, observando Harry lançar a bola para Zayn e Louis. Os garotos não praticavam educação física, preferiam ficar por ali, brincando, conversando e o mais importante de tudo, observando a chefe das líderes de torcida liderar suas garotas em um treino que mais parecia um ritual de acasalamento, com movimentos sensuais demais para garotas de 17 anos. Liam estava próximo da loira, dando apoio moral para sua “dona”.
- Deixa a criança ser feliz. – Niall brincou e Jason permaneceu sério.
- Eu não brincaria com uma louca dessas. Essa garota é obcecada pelo Payne, até andou inventando umas mentiras cabulosas.
- O que ela disse? – Horan se interessou no assunto.
- Que o Liam tinha um caso com a ! – Jason ria abertamente – olha a deficiência dessa garota! É mais fácil o Liam tá pegando a e ninguém se tocar disso.
Niall sorriu em concordância, a ideia era absurda, e de tão absurda que era, fazia sentido. Horan meneou a cabeça, expulsando a ideia LOUCA, até parece que Liam faria isso com o melhor amigo... Zayn jamais o perdoaria. Benett foi até onde Harry, Louis e Zayn brincavam e ficou por ali, de braços cruzados.
- Eu duvido que você consiga lançar essa bola no campo das garotas. – Jason desafiou Harry, que baixou o braço que estava preparado para fazer um lançamento.
- Você duvida que EU consiga acertar a bola no campo das garotas? – Styles riu, debochado – Escolha uma menina.
O capitão do time de futebol masculino gargalhou alto. Era muita prepotência da parte de Harry acreditar que conseguiria acertar em uma garota, era prepotência e falta de bom senso de todos os garotos que estavam animadamente falando/duvidando da capacidade dele.
- Tudo bem, você ganha U$150 se acertar a Smith. – Benett estendeu a mão, para selar a aposta.
- E se eu perder?
- Aí você me paga U$150, é só uma apostinha pra não perder o costume.
- Fechado.
- Ótimo.
Naquela altura do campeonato, os garotos estavam todos atrás do moreno, que se posicionava, buscando a melhor maneira de fazer um lançamento forte e preciso. Foram alguns segundos de “tudo ou nada” e ele arremessou a bola. Foi o tempo de olhar para o outro lado do campo para entender a merda que havia acabado de cometer.
- MAS QUE PORRA!
- AI MEU DEUS!
- O QUE VOCÊ FEZ CARA?
- PUTA QUE O PARIU!
Os garotos correram até onde o alvoroço estava formado, o campo em que as meninas jogavam. Havia um corpo estirado no gramado.
- Que merda você fez, Styles? – Jason estava aflito. Não seria nada bom ter seu nome metido em uma encrenca, principalmente porque ele precisaria pedir uma bolsa como jogador para a universidade e qualquer probleminha interno seria um fator agravante para a perda da bolsa.
As garotas estavam aflitas ao redor da morena desmaiada, foi a primeira abordar os garotos:
- Quem foi o idiota que jogou essa bola aqui? – ela perguntou e ninguém se dignou a responder. – FALEM ALGUMA COISA, SEUS MARICAS!
Todos do grupo apontaram para o arremessador, que encarou mortalmente os “amigos” que acabavam de delatar seu erro. A ruiva arreganhou os dentes em um sorriso diabólico.
- Você tá MUITO ferrado, Styles. A Meester vai ter prazer em te caçar no inferno pra arrancar sua cabeça.
Ela virou de volta para onde o grupo estava e o garoto sentiu seu sangue gelar ao ouvir o nome da vítima de seu acidente.
- Qual o seu problema, Harry? Seu filho da puta! O que você fez com a ? Se ela tiver se machucado eu vou MATAR você! – Liam rugiu antes de empurrar as garotas e se aproximar do amiga desmaiada.
- É Harry, você tá fodido. – Louis deu dois tapinhas no ombro do amigo e cruzou os braços, observando a movimentação dos enfermeiros que acabavam de chegar.

-


Já no hospital, os nove adolescentes se aglomeravam na pequena sala de espera. Era óbvio que não se fazia necessário aquele tanto de gente ali, mas era mais óbvio ainda que nenhum deles sairiam de lá enquanto não vissem e falassem com a pobre Meester, que jazia sedada no quarto ao lado.
- Qual a porra do seu problema, seu imbecil? – reclamou, era pelo menos a terceira vez que Louis tentava meter um dedo molhado na orelha da ruiva. suspirou alto e balançou a cabeça em negação. Desde que haviam chegado ali, a enfermeira havia entrado na sala um bom par de vezes para pedir silêncio, e a altura da TV que Niall e Harry assistiam não ajudava em nada na situação do grupo. Liam era o único que ainda estava de uniforme, o restante deles haviam ido para casa e trocaram de roupas antes de perceberem que não tinham nada para fazer e resolveram “dar um apoio moral para a ”.
- Eu realmente acho melhor que um de nós vá para casa. Isso aqui tá uma zona! – sugeriu, mantendo as pernas apoiadas no colo de .
- E quem você sugere, senhora sabe-tudo? – Harry perguntou sem tirar os olhos do programa oriental que mostrava duas garotas com a boca aberta nas entradas de um tubo transparente e dentro desse tubo uma barata viva.
- Você ou o Niall. – disse enquanto tirava o casaquinho meia estação. Styles e Niall sentaram abruptamente no carpete grosso.
- O QUÊ? – os dois gritaram juntos.
- Isso aí. Vocês dois são os únicos que estão atrapalhando com essa TV e esse programa horroroso. Então, um de vocês vai embora e o outro vai desligar a TV. Assim teremos menos pessoas e menos barulho. – a Westwick decidiu, sendo apoiada pelas garotas e Louis, já que Liam estava na administração do hospital, acertando as contas, e Zayn estava dormindo profundamente em um sofá pequenino, no canto da sala.
- Bom, eu até me voluntariaria, MAS eu preciso estar aqui quando a acordar, tenho que apresentar minhas sinceras desculpas pelo transtorno. – Harry se safou, mentindo deslavadamente. A cara de traído de Horan ao ouvir as desculpas esfarrapadas do amigo era triste de se ver.
- Isso não é justo! Alguém vai ter que vir comigo, eu não quero ficar sozinho. – o irlandês fez biquinho e ficou extremamente dividida entre a vontade de beijar o biquinho fofo e provocar o loiro a respeito de April.
- Por que a não vai? – Louis indicou e apenas a Westwick entendeu a referência.
- E por que eu? – Princesinha Styles colocou as mãos na cintura e bufou.
- Por que você é a mais nova! – respondeu, como se fosse óbvio.
- A é a mais nova! Vocês piraram? – se sentia usada pelos amigos. queria enfiar um pouco de esperteza no cérebro da amiga, que parecia não entender seu objetivo.
- Masoque? – se intrometeu no papo esquentado. Ouvir seu nome sair da boca da em meio a uma discussão nunca era algo agradável de se escutar.
- Mas a é a melhor amiga da , é meio evidente que ela não vai embora. Sendo assim, você, a mais nova das que podem ir embora, irá fazer companhia para o Niall e arrumarão alguma maneira de se divertir sem poder estar nessa salinha refrescante e confortável! – a ruiva explicou e de tanto falar, decidiu não insistir, apenas foi catar sua bolsa, celular e carregador.
- Se ferrou, pirralha! – Harry gargalhou. Niall esperou , que saiu sem se despedir de ninguém. Horas mais tarde, a loirinha percebeu o quão inteligente havia sido por não questionar as ideias de Gênio Westwick.

-


Liam havia corrido pra cacete durante a manhã e boa parte da tarde, agora ele estava no quarto onde a melhor amiga repousava. Tudo bem que fosse mal-humorada, chata, pessimista, briguenta, egoísta e um milhão de outras coisas, mas era inegável que ele se preocupava com ela. A respeito dos defeitos da garota, ela era sua irmã e a única que no fim das contas, com chuva ou sol, frio ou calor, estava com ele, enchendo a paciência ou escravizando-o. Agora ele estava sentado em uma poltrona confortável, no quarto aonde Meester repousava, esperando o efeito do sedativo passar para poder levar a morena para casa e finalmente poder descansar. Aproveitava os momentos sozinho para pôr a ideias em dia, tomando decisões importantes como: para quais universidades mandar a carta de petição/recomendação, que rumo dar ao seu relacionamento com Lexi também era uma grande questão que ainda não havia sido decidida, seu relacionamento com a loira era terrivelmente catastrófico e resumia-se a sexo, com disposta a ajudá-lo a reconquistar , ele realmente deveria dar um basta na relação com Saint, mas isso estava sendo mais difícil do que ele pensou que seria.
Três toques suaves na porta e ele levantou a cabeça para ver quem era. Torcia para que não fosse o enfermeiro-chefe mais uma vez, querendo lhe cortar o pescoço por causa do barulho excessivo que os seus amigos estavam fazendo na sala de espera ao lado.
- Hey! – Ortega entrou, fechando a porta.
- Oi! – Liam suspirou, entregando seu cansaço.
- Ela ainda não acordou? – a morena perguntou, observando a melhor amiga dormir.
- Não, mas se a gritar mais uma vez, tenho certeza de ela vai acordar bem desperta e mal humorada. – Payne brincou e deu uma risadinha.
- Ah eles estão com os ânimos a flor da pele por causa de um joguinho no celular do Harry. – ela explicou e Liam concordou com a cabeça. Um silêncio desconfortável se seguiu pelos próximos minutos.
- E então, como estão as aulas de dança?
- Legais. Temos uma apresentação importante chegando. Estamos todos muito animados – respondeu, dando graças a Deus por ele ter puxado um assunto. – E o boxe?
- Os treinos estão pesados. Mas é bom, assim eu gasto mais tempo lá e menos tempo pensando.
- Por algum acaso, a tia Di e o tio Chris já sabem que a tá no hospital?
- Não! Eu vou deixar pra ela contar isso. Não quero ouvir o desespero da tia Di. – o moreno revirou os olhos e a caçula literalmente gargalhou de sua expressão engraçada. A conversa fluiu naturalmente por mais algum tempo e talvez, apenas talvez, eles estivessem próximos demais agora, e talvez os dois não conseguiam deixar de encarar os lábios um do outro.
- Li, eu... eu tenho que ir. – engoliu em seco, virando o rosto para outra direção.
- ... – o tom complacente de Payne deixava claro sua intenção em insistir.
- Não posso fazer isso. Eu jamais poderia trair a confiança do Danny! – Ortega pareceu lembrar de repente do capitão do time de basquete e se levantou do chão, desamassando a roupa. Liam levantou também.
- Então quer dizer que vocês estão namorando? – o tom de voz magoado do garoto soou realmente dolorido para ela, que ignorou seus instintos e saiu em direção a porta. Não chegou a abrir ela porque Liam segurou seu braço e a puxou para si.
- Não faça isso! – a morena sorriu apreensiva.
- Fazer o quê? – indagou se fazendo de inocente.
Apertou-a em seus braços e passou o nariz por seu pescoço, inalando a fragrância floral oriental, causando arrepios e cócegas. A respiração da garota ficou falha pela ânsia de um toque maior e mais caloroso.
As mãos dela apertavam o ombro do rapaz e fizeram o caminho até sua nuca, arranhando levemente. Ela beijou seu pescoço, mordeu, chupou e conforme ele sentia seu corpo arrepiar e ficar mais quente pelo contato dela mais ele a apertava contra si, o que dificultava a respiração da mais nova.
Liam beijou a bochecha da menina. beijou a pontinha de seu nariz e sua testa.
- Eu sinto sua falta, . – Payne cochichou no ouvido dela. E a morena sentiu um nó na garganta, o coração rodopiar e o estômago afundar.
Suas bocas se aproximavam, suas respirações misturando-se, os lábios tão, mas tão próximos que Liam já podia sentir o gosto de .
E então ela se afastou. “PELO AMOR DE DEUS, O QUE VOCÊ TA FAZENDO?“. O rapaz gritava em desespero em sua mente.
- Eu não vou cometer o mesmo erro pela milionésima vez, Liam! Sinto muito. – sorriu triste, acariciando os cabelos dele.
- Eu já disse que vai ser diferente! Por que você não acredita em mim?
- Porque você disse a mesma coisa das outras vezes. – se soltou das mãos dele e dirigiu-se novamente até a porta.
- Eu cometi um erro. Sou um babaca, imbecil, cafajeste, salafrário. Mas por favor, não me tortura assim! – o encarou sem entender a última sentença. – Phillips.
- Não vem com essa! – cochichou alto para não acordar a amiga. – Como você quer que eu acredite que você sente minha falta se está ocupado comendo a Lexi?
- Você está com ciúme!
- Cala a boca! – colocou a mão no trinco para deixar a sala, mas pela terceira vez, Payne a impediu.
- Eu sei que você gosta de mim, . E no fim das contas está na mesma situação que eu, no fundo do poço.
- Nós devemos ser amigos! – Ortega falava isso mais para se convencer do que para dar um basta na situação. Vê-la saindo pela porta, o abandonando mais uma vez, doeu ainda mais do que da primeira vez. Liam apenas se jogou na poltrona, com as mãos no rosto. A palavra “amigos” ecoava em sua cabeça. Ele jamais conseguiria ser amigo de uma pessoa que era capaz de liquidar com toda a sua sensatez apenas o direcionando seus lindos olhos.
Ele era refém daqueles olhos esmeralda. Sempre foi e sentia que sempre seria.
- CARA VOCÊ NÃO SABE O QUE A FEZ! – Tomlinson insurgiu na porta, entrando sem bater. Liam se assustou e logo pode ver que , Zayn, Harry, e estavam atrás dele com as mesmas caras empolgadas, exceto , que matinha uma expressão de puro tédio.
- O que a fez, Louis? – Payne não escondeu o tom mal humorado. E o grupo ignorou completamente. Com as mãos postas em frente o rosto, o rapaz encarava o amigo com o olhar cansado.
- Lá vem a enxurrada de merda... – a ruiva resmungou.
- ELA CHUPOU O RUIVO! – Louis gritou e recebeu um tapa de , que pediu para que ele falasse mais baixo.
- O que? – Liam perguntou, para ver se tinha entendido mal.
- A CHUPOU O PAU DO RUIVO! O ENFERMEIRO! – o rapaz repetia com a mesma animação.
- Isso é verdade? – Payne se reportou a , que deu de ombros. Nem confirmando, nem negando a história. – Como assim?
- Chupando ué! Colocando a boca e chupando! – Louis explicou como se fosse algo explícito.
- Tá, eu sei do que você tá falando, eu quero saber POR QUE ela fez isso! – Payne começou a achar a história um tanto interessante. Era sempre simpática a ideia de saber que alguma garota do conhecimentos deles, havia chupado um cara. Não era como se eles não conhecessem garotas que aprontavam dessas, mas era sempre bom ter nomes singulares cometendo essas peripécias.
- A e o Niall saíram e o ruivo foi lá na sala pra expulsar a gente, é óbvio que nós não aceitamos sair e o imbecil ameaçou de chamar a segurança. Daí a disse que se a não estava lá pra fazer o serviço sujo, ela faria. Depois de uns dez minutos ela voltou e o cara ainda pediu desculpas! PUTA QUE O PARIU! – Louis estava glorificado com a experiência que havia “presenciado”. apenas ria da ideia cabulosa do garoto.
- . – Louis se virou para a ruiva. – Eu estou APAIXONADO por você desde o momento em que você chupou o pau daquele ruivo por mim. Nós devemos uma à por ela ter colocado as necessidades do grupo acima do bom senso dela.
- Cala a boca, Tomlinson. – a garota brigou, visivelmente segurando a vontade de gargalhar com o drama que Louis fazia. Liam notou que enquanto prestava atenção em Louis, o grupo havia se alojado em torno da cama de .
- Hey, hey, hey! O que vocês pensam que estão fazendo? Saiam daí! – ele foi até a cama, tentando tirar os amigos do quarto.
- Shiiiiiu ela tá acordando. – sussurrou e ele se uniu ao grupo para observar se movendo. Ela iria acordar em alguns minutos ou poderia ser que ela estivesse tendo um pesadelo.
abriu lentamente os olhos, fechando-os novamente quando a claridade tentou tomar de conta. Sua cabeça doía tanto, parecia que a cada respiração, a pulsação machucava a cabeça já dolorida. Outro ponto estranho era o peso em sua perna esquerda, era como se ela estivesse carregando chumbo na perna. Ela resolveu abrir os olhos para averiguar se estava no mundo real ou sob efeito de LSD. A conversação se tornou cada vez mais próxima, até que estivesse nítida o suficiente para que a morena conseguisse distinguir as vozes que “cochichavam” em cima dela.
- Oooie! – Louis sorriu largo para a menina. Era perceptível a falta de humor da garota quando acordava. Ela olhou séria para Louis e passou o olhar por , Liam, , , Zayn e Harry.
- Hey , está tudo bem? Você está legal? – Ortega tomou a vez, segurando na mão da amiga. encarou profundamente a mão da melhor amiga segurando a sua e voltou a olhar para .
- Minha cabeça está doendo terrivelmente. Que merda! – Meester tocou a cabeça com uma mão, apalpando o couro cabeludo em busca do motivo da dor.
- Com licença, senhores. – uma enfermeira entrou no quarto, a pedido de Liam, se aproximou da cama onde estava deitada. – Como se sente, senhorita Meester?
- Com dor. – respondeu fazendo biquinho. A enfermeira sorriu.
- Isso é normal depois de uma contusão forte. Mas e a perna, está tudo tranquilo?
- O que tem minha perna? – em instantes a morena estava completamente acordada, tentando se sentar e tendo a terrível surpresa de descobrir que sua perna esquerda estava engessada até o joelho. - Mas que porra foi essa???
- Senhorita, controle os ânimos. Não é indicado que você esforce seu cérebro. Quanto menos você falar e se estressar, melhor será para sua cabeça. – a enfermeira sugeriu, guardando a prancheta com as anotações sobre o quadro clínico de . – Bom, ao que parece, você está pronta para ir pra casa. Vamos esperar esse soro terminar e no máximo em duas horas você já estará liberada.
A enfermeira saiu da sala e a morena ainda estava em choque com a visão de sua perna metida dentro de uma bota ortopédica de gesso. Ainda queria compreender como que foi parar naquela situação. A última coisa da qual se recordava era de uma gritaria horrível em meio ao treino e sentiu dor em seguida, antes de tudo escurecer. Agora ela estava em um hospital, com a cabeça DESTRUÍDA e com a perna amarrada.
- E entãããão, como você se sente agora? – Louis perguntou novamente.
- Louis, dá um tempo. Eu estou com a cabeça fodida, a perna amarrada e minha única vontade é descobrir quem foi O IDIOTA que provocou tudo isso, porque eu vou atrás dele no inferno e vou ARRANCAR AS BOLAS DELE! Ai merda, minha cabeça! – gritou, nervosa. Harry sentiu um frio na espinha ao ouvir a ameaça da morena. De repente, ele daria tudo para ter ido embora quando deu a oportunidade. e Zayn achavam tudo TÃO engraçado. Encaravam e Styles alternadamente.
- , não se estressa. Fica quietinha que nós vamos resolver isso depois. Agora, todos vocês já a viram, vão embora porque ela precisa repousar, e a última coisa que ela vai ter com vocês por aqui é repouso. – Liam pediu em um tom de “isso é uma ordem”.
- Caralho Liam, deixa de ser chato! – Zayn reclamou.
- Deixe a gente ficar aqui, Li. – usou do seu charme e embora o rapaz não tenha caído no papo dela, Malik descobriu que qualquer coisa que lhe pedisse naquele tom, ele faria.
- Parem de encher o saco dele. Ele é quem está cuidando de mim, então façam o que ele manda. – Meester disse, de olhos fechados.
- Peço* - o rapaz corrigiu a melhor amiga.
- Ele está mandando mesmo, e vocês tratem de obedecê-lo. Até porque eu não sei o que o Styles e o Malik estão fazendo aqui.
- Nós viemos ver você! – Zayn disse, se sentindo ofendido pela acusação da morena.
- Uhum... pois já viram. Agora saiam que o Li realmente precisa ter dois minutos de paz. Obrigada pela visita, de qualquer maneira. – deu um meio sorriso.
- Você quer que todo mundo vá embora? – perguntou, guardando o celular.
- Você fica, vai comigo para casa porque eu não vou conseguir fazer NADA sozinha. Vocês outros vão porque daqui a pouco eu vou me jogar dessa janela de tanta dor.
- Tudo bem então, foi bom ver que você não tá morta, . – se aproximou de e deixou um beijinho na bochecha da amiga.
- Obrigada pela visita, .
- Não foi nada, . – catou a bolsa – Beijinhos pessoal, vejo vocês amanhã!
Ela saiu e Zayn quase que se despediu do grupo para ir atrás da loira, mas 1. Essa obsessão pela garota estava demais e 2. foi mais rápida.
- Já que você nem tá tão ruim como eu pensei, eu vou embora, . Só tente ficar boa até o campeonato, ou, nada de time A representando a Eton. Mas, não se preocupe. Eu venho preparando o time B há muito tempo para um momento como esse. – Westwick disse e saiu da sala. quase engasgou com a maldade da ruiva. Como ela pode esquecer do campeonato? Os médicos teriam que fazer qualquer coisa que possibilitasse sua participação no campeonato anual.
- Essa filha da puta! – prendeu os lábios e fechou os olhos. Sua cabeça latejava cada vez mais diante da péssima notícia.
- Bom, nós já vamos também. – Harry declarou.
- Já era pra ter ido, não sei nem o que você veio fazer aqui. – Meester alfinetou. Harry ignorou completamente o comportamento agressivo da garota e foi dar um beijo na testa de . – Tchau, .
- Tchau, Hazz, Tchau, Zayn. – jogou beijo para o primo.
- Tchau, e Liam. Tchau, . Se recupere logo. – Zayn, educado como sempre, deixou um beijo no rosto da morena. Harry se limitou a bagunçar os cabelos e sorrir charmosamente para , que por alguns segundos, esqueceu de como ser indiferente com as brincadeiras do Styles.
- , pega meu celular, por favor. – pediu e entregou o aparelho para a amiga, indiferente sentando-se ao lado dela.
- Melhorou da dor de cabeça? – Liam se aproximou da cama e a mais nova baixou os olhos. tirou os olhos do celular e olhou para a menina e depois para o rapaz.
- O que tá pegando com vocês dois? – ela perguntou e dessa vez Ortega e Payne foram bastante rápidos na resposta:
- Nada!
Os dois quase gritaram e se entreolharam, desviando os olhares.
- Eu devo ter uma cara de otária muito grande pra vocês mentirem na minha cara. – a Meester suspirou alto. Liam e se olharam e tiveram aquela conversa telepática de olhares que todo bom casal sempre tem, e eles diziam mais ou menos isso: “E agora? Contamos pra ela?” “Tá louco? Ela vai fazer um escândalo” “E você acha que ela já não se tocou? Por favor, é a . Ela só tá esperando que nós confessemos” “Aff essa idiota curiosa, conta logo".
- Sua amiga está apaixonada por mim, mas é idiota e prefere o jogador. – Liam confessou.
- Você está com a capitã das líderes de torcida! Como quer que eu acredite que gosta de mim? E eu não estou apaixonada por você. – falou alto. – Eu possivelmente gosto um pouquinho de você... Mas só um pouquinho.
- Só um pouquinho?– Payne se irritou com ela.
- Um pouquinho! – fez o gesto com os dedos.
- Só um pouquinho? – foi a vez de questionar.
- Deixa quieto. – olhou para as mãos, envergonhada pela declaração.
- Não deixo não. Então você não está apaixonada por mim! – Payne falava alterado. – Ainda bem que estou com a Lexi então! Porque, ela sim gosta de mim e demonstra isso quando fazemos sexo, inclusive quando eu sair daqui, vou para a casa dela para transarmos a tarde toda.
- Que bom para você. – a menina falou sentindo o choro chegar a garganta, mas o travando bravamente.
- Perfeito.
- Maravilhoso!
- Ótimo!
- Extraordinário!
- Ei, vocês dois. Prestem atenção bem aqui. – interrompeu a “briga de casal”. – Vocês são dois idiotas apaixonados um pelo outro e que tem orgulho demais para admitir! Agora, , vai até o lado do Liam.
- O quê?
- Vai logo! – a mais nova se assustou com o grito de Meester, se levantou as pressas e se dirigiu até Payne. – Agora, se abracem.
- Você só pode estar brincando!
- Não temos quatro anos.
- Agora!
A contra gosto ambos se encararam, rolou os olhos, Liam torceu o nariz.
- Estou esperando... – a amiga os apressou.
Aproximaram-se lentamente e então Ortega o puxou pela mão. Arrependido por suas palavras ásperas, o garoto afundou o rosto nos negros cabelos dela.
- Me desculpe, .
- Você foi um idiota... – falou séria e pode ouvir uma risadinha dele. – Mas, eu também fui. Me desculpe.
A vontade dos dois era de nunca mais se soltarem, mas isso não era algo possível.
- Vocês dois se resolvam de uma vez, ou voltem ou se tornem amigos, mas ficar nessa de: termina, se agarra, termina e aí fala um monte de besteira. Não é vida pra ninguém, vocês me entenderam?
- Uhum.
- Sim.
- Ótimo, agora me contem como eu consegui quebrar a perna, e quem foi a anta que jogou aquela maldita bola em mim. – sentou na cama, e Liam suspiraram profundamente, se preparando psicologicamente para a reação da morena.
- Olha, , antes de qualquer coisa... Ele não fez por querer. – a caçula procurava a maneira menos pior de iniciar o assunto.
- Já não estou gostando do rumo que esta conversa está seguindo... – a garota descansou a cabeça no travesseiro e fechou os olhos. – Apenas digam quem foi... Eu prometo não ficar brava.
Liam e se entreolharam e a morena suplicava com os olhar para dizerem que não sabiam que havia feito aquilo e poupar mais brigas.
- Foi o Harry. – Payne soltou. O rapaz estava de braços cruzados e também sentia medo da reação da menina, porém sabia que se escondesse seria pior no final.
- O que você disse, amor? – perguntou calmamente ao amigo. Abriu os olhos e os direcionaram a ele que engoliu em seco.
- Foi o Harry que jogou a bola na sua direção... – o garoto explicava sem encará-la diretamente. – Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas quando cheguei os meninos falaram que havia sido ele.
- Okay... – foi tudo o que Meester disse.
Seus amigos intercalavam seus olhares entre ela e os olhos um do outro. Aquilo estava estranho... Muito estranho...
- É isso? – foi Ortega quem se pronunciou primeiro. – Só isso que tem a nos dizer?
- Aham...
Alguns segundos silenciosos depois...
- Tá bom, . Pode explodir.
- EU VOU MATAR AQUELE DESGRAÇADO! CADÊ ELE?! EU VOU MATAR ELE! ELE VAI SE ARREPENDER DO DIA EM QUE NASCEU. EU VOU BATER TANTO NELE QUE ELE VAI QUERER VOLTAR PARA O ÚTERO DA MÃE! EU VOU BATER TANTO NAQUELE PINTO PEQUENO QUE ELE VAI PRECISAR USAR GESSO! – foi iniciada uma sessão de gritos e seus amigos tentavam prender o riso diante de tais declarações. – EU TE ODEIO HARRY STYLES!
- Ele não pode te ouvir, .
- EU SEI! – a menina ofegava e já se arrependia de ter levantado a voz devido a dor que dilacerava sua cabeça. – Aquele falso estava aqui o tempo todo! Ele entrou no meu quarto de hospital e respirou o ar que eu respiro! Ele teve a audácia de...
E os trinta minutos que foram necessários para o soro acabar, a garota de olhos azuis escuros continuou o seu monólogo descrente de que Styles teve a cara de pau de quebrar sua perna e a aparecer no hospital para fazer Deus sabe lá o quê!
Após receber alta, Liam levou a amiga para casa e foi proibido de dizer a Berta, a governanta, ou a Alfred, o que havia acontecido. apenas não queria preocupá-los. Inventou uma história que torceu o pé na educação física, mas já estava bem.
Depois de sair da mansão Meester, Liam foi levar até a casa do amigo, onde a menina estava morando até que seus pais voltassem de viagem, no entanto a morena lhe pediu para que levasse a academia de dança, pois naquele dia ela tinha aula. Durante todo o percurso nenhum dos dois abriu a boca, ninguém ousaria se pronunciar e acabar se confundindo com as palavras. Naquele momento, falar apenas atrapalharia mais a situação embaraçosa deles.
- Obrigada Liam. – ela sorriu ao descer do carro e o rapaz acenou com a cabeça.

-


O futebol é um esporte de equipe, jogado entre dois times de 11 jogadores cada um. É considerado o esporte mais popular do mundo, pois cerca de 270 milhões de pessoas participam das suas várias competições. O futebol moderno foi criado na Inglaterra. E leva muitos fãs a torcerem, chorarem e se emocionarem com suas eventualidades.
E naquela manhã, as emoções estariam a flor da pele, na vida de no mínimo 690 milhões de pessoas ao redor do mundo que torciam para Manchester United e Liverpool FC. A Inglaterra estava em festa, afinal era a final da Premier League, e não seria qualquer final, seria um jogo histórico, clássico, memorável, notável, célebre, CONSAGRADO!
Os Diabos Vermelhos contra os Reds, muita história entraria em campo juntamente com os atletas. Já haviam sido realizadas 191 partidas entre os dois times. Setenta e seis vitórias do United, sessenta e quatro do Liverpool e cinquenta e um empates.
estava na sala de televisão da mansão Malik, o coração batia eufórico. Ela simplesmente não conseguia parar sentada em lugar algum. Morgan, mordomo da família, encontrava-se ao lado da menina, com sua pose formal e séria. Ainda faltava algumas horas para o início do jogo, porém a oportunidade de ver o Manchester ser campeão em cima do time do primo era demais.
- Hey! Beleza, Morgan? – Louis entrou e bateu um high-five com o mordomo que continuou com o semblante fechado, piscando lentamente. O rapaz se esparramou no sofá. – Zayn disse que vocês vão apostar grana alta hoje, é verdade?
- Aham. – a morena respondeu zapeando pelos canais da TV afim de encontrar algum que estivesse passando informações sobre o jogo. – É como uma tradição de família. Nossos pais fazem isso e como eles não estão aqui vamos honrar a tradição. – explicou e se sentou em uma poltrona.
- Senhorita Ortega, eu posso me retirar, ou ainda precisara dos meus serviços? – o administrador da casa perguntou cortes.
- Será só isso mesmo, Morgy. Obrigada!
- Quero deixar claro que não gosto de futebol. – falou, entrando na sala, de cara amarrada. – Oi Morgan! – a garota apertou as bochechas do mais velho que lhe deu um aceno de cabeça.
- Você deixou isso bem claro A SEMANA TODA! Beleza? – Harry se irritou, pois só era isso o que a irmã dizia o caminho todo, contudo sorriu simpático para o mordomo e também bateu um high-five com ele. – Oi gente! – os outros dois, se entreolharam e devolveram um sorriso sem jeito, pelo fato de os irmãos já estarem brigando tão cedo. Afastou as pernas de Tomlinson do sofá para poder se sentar.
- Eu acho que poderíamos estar fazendo outra coisa...
- , não vamos entrar nessa discussão... de novo!
A loirinha bufou irritada e se afundou ainda mais em sua poltrona. Seu irmão revirou os olhos e iniciou uma conversa com o amigo. nem piscava enquanto a imagem do estádio de Manchester aparecia, em tempo real, na tela da TV.
Malik logo apareceu na sala com sua camiseta do Liverpool, cumprimentou os amigos e fez uma piadinha dizendo que choraria trancada em seu quarto quando o time dela perdesse, a garota apenas sorriu e rolou os olhos verdes.
Depois de um tempo, Liam chegou a mansão, Niall e também apareceram. E Ortega recebeu uma mensagem de dizendo que não iria ver o jogo com ela pois estava incapacitada de dirigir e havia se esquecido completamente do compromisso, por isso dera folga para Alfred naquele dia.
- Zayn, será que você poderia fazer um favor pra mim? – se aproximou do primo, com a cabeça levemente inclinada e um sorriso doce.
- Ahh, nem vem! Nós vamos apostar sim!
- Não – riu levemente – Não é isso. É que a não pode vir porque o Alfred está de folga hoje e...
- Eu tenho que buscá-la? – o primo perguntou fazendo uma careta por ter que se retirar de seu lar aconchegante e quentinho para ir à casa da garota que o detestava e o tratava mal.
- Por favooor... – a caçula enrolava nos dedos a barra da grande camiseta que usava.
- Ah ... – disse descontente.
- Deixa que eu vou. – Payne se levantou, vestiu o casaco e procurou pelas chaves nos bolsos.
- Eu acho que quem deveria ir era o Harry! – falou por falar. A menina estava deitada no carpete, apoiando a cabeça numa almofada e mexia em seu celular.
- Por que eu? – perguntou, parando de conversar com Louis e a encarando de forma engraçada.
- Porque foi você que quebrou a perna dela! – a loira respondeu como se óbvio.
- Já disse que não foi assim que aconteceu!
- Nós sabemos como aconteceu! – arqueou uma sobrancelha – Você jogou uma bola na cabeça dela e quase a matou. Sorte que ela apenas quebrou a perna!
- Vocês são muito exagerados! – o moreno se irritou. – Ela apenas estava no lugar errado, no momento errado. A culpa não foi minha. Poderia ter acertado qualquer um!
- Mas foi muita coincidência você ter acertado em cheio bem a , né?! – Horan dizia de olhos cerrados e todos entenderam o que ele quis dizer.
- Você está dizendo que eu fiz de propósito?! – Styles se ofendeu.
- Cara, como eu disse, foi muita coincidência você ter acertado logo Meester! A pessoa que você mais detesta no mundo! – o irlandês continuou com sua teoria.
- Primeiro – levantou o dedo indicador – eu não odeio a Meester. Segundo: NÃO FOI MIHA CULPA, FOI SEM QUERER! PODERIA TER ACONTECIDO COM QUALQUER UM – o garoto nunca levantava a voz, mas quando o fazia, assustava o grupo o suficiente para que parassem de provoca-lo.
Todos ficaram calados por um tempo, encarando o chão, o teto, a TV, sem coragem alguma de se pronunciar.
- Foi por querer sim! – Louis, finalmente, falou rindo, e foi acompanhado pelas meninas.
- Vão todos se ferrar! – Harry se levantou, irritado. – Cadê a merda das chaves do carro? Eu vou buscar aquela demônia! – saiu rabugento. Se atrapalhou para vestir o casaco e quase seu celular caiu no chão.
- Cara, espera. Vou com você. – Liam colocou a cabeça para fora da sala.
- Payne, seu bastardo gordo! – Tomlinson se jogou em cima do rapaz e ambos caíram no chão.
- Qual a necessidade disso, seu infeliz? – o garoto se irritou e distribuía tapas na cabeça do amigo, que antes de se levantar deu um tapa nas partes baixas dele. – Filho da puta.
- Hazz, o Zayn vai com você. Esse aqui vai comigo.
- Do que você está falando? – Liam, ainda no chão, se contorcendo de dor, perguntou ao causador de sua angústia, vulgo, Louis Cretino Tomlinson.
- Você e eu vamos comprar bebida e comida! – Tommo apontou para si e para o amigo que levantava do chão. – O Harry e o Zayn vão buscar a – indicou os outros dois. – Agora vamos galera. Temos um jogo para assistir e uma aposta para testemunhar. Mas antes... – virou-se para Horan e as caçulas que assistiam a tudo dentro da sala e riam. – , você fica no comando. – a morena arqueou as sobrancelhas e Louis saiu.
- Ele é tão esquisito quando quer! – Niall falou e todos concordaram.

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A Range Rover fazia seu caminho até a mansão Meester. Harry emburrado dirigindo e Zayn batucando no ritmo da música que saia do auto falante.
Ao se aproximarem do grande portão de ferro, onde tinha um M ao centro, devido o sobrenome da família, Styles tocou o interfone e acenou para a câmera, sem dizer uma palavra, sua passagem foi liberada. Acelerou o carro e o estacionou em frente a porta principal. Os garotos saltaram do veículo e foram atendidos por Berta, a governanta, babá e segunda mãe de .
- Boa tarde senhor Styles e senhor Malik. – a senhora baixinha e rechonchuda falou com seu sotaque ucraniano.
- Boa tarde, Berta! – Harry cumprimentou educado, como de costume, e juntou as mãos atrás do copo.
- Boa tarde, tia. – Zayn sorriu sapeca. A intimidade com a governanta se dava ao fato de que na infância, o rapaz, frequentava regularmente a mansão Meester para brincar com e com a prima. – Cadê a ?
- Ela está no quarto dela. – o forte sotaque da senhorinha fazia Styles prender o riso, era tão engraçadinho. – Na verdade, ela me disse que o senhor Payne viria busca-la e que ela dormiria na casa da senhorita Ortega. Mas eu vou avisá-la de que estão aqui para leva-la e vou auxilia-la a descer. A pobrezinha se recusou a me contar como conseguiu fazer aquilo na perna... – Berta iniciou um discurso de como se preocupava com , e como estava preocupada com o ocorrido, a babá balançava a cabeça negativamente e entristecia o semblante sempre que mencionava a perna fraturada de sua querida .
Os dois rapazes não aguentavam mais ouvir tanto papo furado e em um momento de desespero Zayn interveio: - Tia, cadê a mesmo? – a senhorinha exclamou se lembrando para que eles estavam ali. – É que nos estamos atrasados, entende?
- Ah sim! Eu vou chama-la e ajuda-la a descer. – a governanta dizia se dirigindo a escada colossal.
- Não precisa se preocupar. – Harry se pronunciou – Nós a ajudamos a descer. – ofereceu sorrindo gentilmente, o que Ju denominaria como um sorriso diabólico.
- Ah, tudo bem então. – a senhorinha sorriu satisfeita e se retirou em direção a cozinha.
Os rapazes se entreolharam maliciosos e dispararam até a escada. Chegando ao andar superior se depararam com cerca de 30 portas e a decepção invadiu seus míseros seres.
- Puta merda... – Styles murmurou.
- Vai ser impossível achar o quarto dela antes do jogo começar.
- Qual foi a última vez que viemos aqui?
- Ah não sei... – Zayn estranhou a pergunta. – Uns dois anos, talvez. – deu um palpite e ambos seguiram pelo corredor batendo nas portas e se deparando com quartos de hóspedes. – O que está fazendo? – indagou ao amigo que sorria diante dos retratos da família Meester.
- Nunca perca uma oportunidade dessas, meu caro... – Harry ria sozinha enquanto tirava foto de um quadro de Juliana com uns 15 anos.
O garoto adicionou a foto à história de seu Snapchat, com a legenda “Joia rara do nosso Saci”.
- Ela vai te matar! – Malik ria.
- Agora é só esperar. – o rapaz bloqueou o aparelho de celular e o guardou no bolso, apoiou-se na parede, cruzando os braços.
- Esperar o quê? – o amigo não entendia seu raciocínio.
- Ela logo vai ver a postagem, se tocar que estamos aqui e sair furiosa de alguma dessas malditas portas! – explicou, encarando os quadros que estavam na parede. “Ela é bonita”, se permitiu pensar por poucos segundos e já espantou tal declaração silenciosa. Ele só gostava de provoca-la e nada mais, era apenas mais uma garota! Apenas uma entre milhares. Só mais uma na multidão. Fim!
Pena que o rapaz já havia reparado bastante que os olhos azuis escuros, da garota, eram brilhantes como duas pedras de safira. Seus longos fios negros, totalmente lisos, se destacavam a sua pele clara. Afinal, Meester conseguia chamar muita atenção por sua aparência, mas também surpreendia a todos com seu jeitinho singular de ser!
Já que Harry se permitiu pensar que a garota era dona de uma beleza esplendida, que mal fazia imaginar que se não fosse pelo fato de que ela é INSUPORTAVÉL, ele até investiria na morena...
Sorriu de canto com toda a situação e pode ouvir Zayn dizer:
- Cara, você é um gênio... Um gênio diabólico! Que orgulho! – o garoto falava se divertindo com a situação e abriu os braços convidando o amigo para um abraço.
- Owwn! Obrigada, cara! – Styles sorriu todo feliz da vida e abraçou o rapaz.
Os dois se assustaram e soltaram-se rapidamente ao ouvir um berro:
- Harry Styles! Seu viado, filho de uma puta, idiota, imbecil, o que você ousa fazer na minha casa? – a garota abriu a porta violentamente e apareceu no corredor com suas muletas. Seria até ameaçador... se não fosse cômico!
Os dois rapazes a encararam sérios até caírem na gargalhada.
- Viemos até aqui ajudar a incapacitada. Ordens de Hilton. – Harry provocou.
- Seu grande filho puta!
- Olha a boca! – o rapaz a repreendeu, levantando o indicador.
Meester rugiu enraivecida e arremessou uma das muletas na direção de Styles, no entanto, nunca dissemos que a menina era dona de uma boa pontaria. Ela não conseguiu acertar seu alvo, mas acertou em cheio o meio das pernas de Malik. Que levou as mãos ao local atingido, inclinou-se para frente como se o pequeno gesto fosse amenizar a dor e tossiu.
- Sabe o que dizem? – Harry perguntou retoricamente a – Que quando você chega a tossir porque foi atingido nas bolas foi sério!
A morena intercalava seu olhar entre Styles e o seu pobre alvo que agora tentava endireitar a postura, porém ainda fazia uma caretinha.
- Meu Deus, Zayn, me desculpe! – a menina tentava correr até o rapaz, contudo era difícil andar com um perna quebrada, quem dirá correr! E o fato de uma de suas muletas estar jazida no chão longe de seu alcance não ajudava muito.
- Está tudo bem... – Malik sorriu azedo sem mostrar os dentes. – É bom ver que mesmo com o que aconteceu... – referia-se a perna da garota que agora estava inútil devido o gesso. – você continua firme e forte.
- Cadê o Liam? Aquele inútil não serve nem para vir me buscar? – questionou séria tentando se agachar para recuperar sua muleta.
- Ele foi comprar comida e as bebidas. O Louis meio que obrigou ele a isso. – Harry respondeu, com as mãos nos bolsos, encarando todo o esforço da morena, sem mover um músculo para ajuda-la.
- Idiota... – murmurou finalmente alcançando o objeto que estava no chão, todavia ao tentar se levantar a menina se desequilibrou e acabou caindo para trás, bateu a perna engessada no chão e xingou todos os setes bilhões de seres humanos existentes neste lindo planeta.
Malik que ainda sentia pontadas na região acertada, abaixou-se para auxiliar a se levantar, enquanto o outro continuava encarando a tudo com as mãos nos bolsos e mantinha um sorriso de lado por achar tudo aquilo muito hilário.
- Você está bem?
- Minha perna dói. – Meester respondeu a Zayn. A menina abaixou a cabeça, mordeu o lábio inferior e manteve os olhos fechados tentando afastar a dor horrível que chegava a apertar seu coração.
- Eu vou te levar para o seu quarto, você deita um pouco, quando sentir que estar melhor vai se trocar e então nós vamos para a minha casa, pode ser? – o moreno indagou, passando um dos braços dela pelo seu ombro e se abaixando para pega-la no colo. A garota apenas concordou com o que ele havia dito e se manteve calada, evitando, até mesmo, respirar para ver se sua perna parava de latejar. – Harry, você pode pegar as muletas da , por favor?
- Desculpa cara, mas não vai dar... Eu estou ocupado. – Zayn e viraram seus olhares para o rapaz que continuava imóvel com as mão nos bolsos.
- Fazendo o quê? – seu amigo perguntou com uma careta engraçada.
- Achado tudo isso muito engraçado!
- Mas é trouxa... – a garota negou com a cabeça e foi levada por Malik até seu quarto.
O rapaz a colocou na cama, tentando balançar o mínimo possível o coxão, para evitar que sua perna doesse ainda mais, agrupou algumas almofadas embaixo do gesso para que ela ficasse confortável.
- Obrigada. – falou realmente grata, pois naquele momento qualquer um que fizesse o mínimo para aliviar sua dor já um cantinho reservado no céu.
- Não por isso. Vou pegar suas muletas. – o rapaz virou-se e esbarrou em Harry que esteve ali o tempo todo apenas observando e armazenando informação. No momento ele sabia que Malik era um filho da puta esperto que estava se aproveitando do mal da “pobre” garota para ganhar pontos com ela e facilitar sua vida com aquela bendita aposta que eles fizeram no início do ano.
- Quem você acha que vai ganhar jogo hoje? – Styles tentou um diálogo com a menina que o encarou furiosa.
- Calado.
- Aqui . – Zayn voltou rapidamente. – Nós vamos descer, se precisar de alguma coisa é só nós chamar, ou chamar a Berta, mas você já sabe disso, não é?
- Sei sim, obrigada mais uma vez. Não precisa se preocupar, eu só vou me trocar.
- Nisso eu posse te ajudar. – Harry disse “inocentemente”, com um sorrisinho e piscou para ela.
- Fora. Do. Meu. Quarto. A.G.O.R.A!

_


Do lado de fora da mansão Meester, a morena caminhava lentamente em direção ao carro por ainda não ter se acostumado com as muletas, Zayn carregava a bolsa da garota e tentava a ajudar a continuar seu caminho, porém apenas a atrapalhava. E Harry esperava os dois apoiado na lateral de sua Ranger.
- Cadê seu carro, Zayn? – perguntou procurando pelo Maserati.
- O Harry veio dirigindo. – o garoto estava concentrado em não deixa-la cair, mantinha seus olhos voltados para chão acompanhando cada passo dela. – Vem, eu te ajudo a entrar no banco da frente.
- Eu vou ligar para alguém vir nos buscar. Pega meu celular no bolso externo.
- O Harry Styles que quebrou sua perna está bem ali, para nos levar! Olha ele lá! – apontou para o amigo que estava com as sobrancelhas juntas não entendo porque a menina dizia tais coisas. – Está vendo ele? – Zayn começava a pensar que o relaxante muscular que a menina estava usando começava a relaxar seu cérebro. O rapaz se afastou da morena e puxou o amigo pela gola da camiseta até ele estar na frente dela.
- Não, só tem você e eu aqui. – falou decidida, encarando os olhos verdes de Harry que a fitava desafiador e gargalhou sarcástico com a declaração dela. – Mas okay, vamos usar este carro... Você me ajuda Zayn? – questionou manhosa.
- Entendi agora! – Malik exclamou abaixando a cabeça e rindo minimamente. – Você está fingindo que não o vê! – arqueou as duas sobrancelhas como se dissesse “Sério, essa será sua tática?!”.
A garota bufou irritada com a atitude do moreno e terminou seu caminho em direção a Ranger, abriu a porta e sentou-se no banco do carona sem a ajuda de nenhum dos dois.
Styles dirigia até a mansão Malik e nenhum deles abria a boca, o motorista estava calado, a aleijada mexia no celular e Zayn observava a paisagem que passava por sua janela. Tudo na mais bela paz, até que todos se assustaram quando Toxic da Britney Spears começou a tocar de algum lugar e só foi Zayn murmurar um “Louis filho da puta” que o outros dois entenderam o que havia acontecido.
- Fala... O quê? Está aqui... Mas não fui eu!... , não fui que postou a foto!... Foi... Foi ideia do Harry!... Tudo bem, vou passar para ela. – o rapaz entregou o celular para a menina que estava no banco da frente. – Oi baby doll... Eles não ousariam deu uma risadinha. – Eu sei. Ele sabe que o tio Dess “adoraria” saber dos orgias que o primogênito dele anda promovendo... O quê? Eu não falei nada ainda! – revirou os olhos. – Okay, já estamos chegando... Okay!... Já disse okay!... eu entendi, tchau.
- O que ela queria? – o primo da caçula perguntou.
- Ser Ortega! – a menina respondeu balançando a cabeça irritada.
Logo Harry adentrava os portões da mansão e estacionava o veículo em frente a porta principal. escancarou a porta da Ranger e colocou a cabeça pra fora do automóvel para conseguir puxar as muletas que estavam ao seu lado e ela se recusara a dá-las para Malik. A menina se esforçava para puxa-las sem que batessem em sua perna fraturada quando sentiu um grande baque na cabeça, ao levantar o rosto pode ver Styles se distanciando lentamente do carro.
- Idiota! – gritou abrindo a porta novamente e massageando o local atingido. – Vê se cresce Styles! – o garoto piscou para ela e entrou na casa do amigo.
- Você está bem? – Zayn se aproximou da garota e a ajudou a descer. – Não sei por que ele fez isso...
- Eu sei! Ah, eu sei! Porque é retardado!
O moreno riu e ajudou a entrar em sua casa, ambos se dirigiram a sala de televisão onde todos já estavam reunidos. , e Niall sentados no sofá ouviam concentrados uma história que ia contando. Louis e estavam deitados no chão conversando e rindo. E Harry levava bronca de um Liam visivelmente irritado, devido a postagem da foto do retrato de Meester.
- Finalmente vocês chegaram! – Niall disse chamando atenção de todos.
Logo Payne e Ortega correram em direção a para auxilia-la. Quase faltou Liam pegar a garota no colo e senta-la em uma poltrona.
- Você acha que vai ficar confortável assim, ?
- Coloca seu pé aqui em cima.
- Eu vou colocar suas muletas aqui, se você precisar é só me falar que eu pego para você.
- Você quer um copo de água? Está com fome? Quer uma coberta?
- Parem de me tratar como demente! – a garota se sentia sufocada com tanta atenção e riu nervosa.
- Desculpa... – disse desconcertada se afastando um pouco.
- Para de ser fofa, , da vontade de te bater! – a amiga brincou rindo de lado e a caçula foi até ela lhe dar um abraço.
- Que tal nos prepararmos para assistir o jogo? – o anfitrião perguntou.
- Beleza, eu vou pegar a comida. – levantou-se empolgada.
- Eu te ajudo. – Horan foi ate a garota e passou o braço por seu ombro.
- É só para pegar comida hein! – o irmão da menina disse sério.
- Ah, desencana, Styles! – Louis deu um tapa na nuca do amigo. – Você sabe que o Niall é lento demais para fazer alguma coisa. – riu encarando o loiro que lhe mostrou o dedo do meio e se retirou em direção à cozinha juntamente com a caçula. – Eu vou pegar travesseiros e cobertas. Senhorita Ortega, gostaria de me acompanhar?
- Claro, Senhor Tomlinson. – tentava prender o riso. – Vem com a gente, ? É muita coisa...
- Vou sim.
- Senhoritas, acompanhem-me. – estendeu o braço para cada uma delas e os três foram até o andar superior.
Restaram apenas Liam, Zayn, Harry, e na sala, embora estivessem presentes alguns laços de amizades lá, o silêncio desconfortável que se seguiu foi inevitável.
- Então... – foi Malik quem se pronunciou. Chegou a concussão que deveria se torna uma lei que não era permitido deixar aquelas pessoas sozinhas no mesmo ambiente. – Eu vou... Pegar um negócio lá me cima.
O rapaz subia as escadas sentindo os primeiros efeitos de ansiedade pelo jogo, queria que começasse logo para que fosse possível saber o resultado o mais rápido possível! A camiseta do Liverpool que ele estava usando nunca parecera lhe vestir tão bem, ele tinha muito orgulho pelo fato de ser torcedor de um time como aquele, com tanta história e tantos títulos.
Ao chegar a frente à porta de seu quarto, percebeu que ela não estava fechada como havia a deixado horas atrás, murmurou um “Louis filho da puta” – o segundo daquelas 24 horas – e adentrou o cômodo esperando pelo pior. Da última vez que o amigo aprontara algo em seu quarto, ele havia enchido o teto do banheiro com bolotas de papel molhado, jogara chá na gaveta de cuecas do rapaz e todas as roupas de Zayn passaram longas horas no jardim da mansão.
Ao abrir completamente a porta branca, não notara algo de estranho, foi até o banheiro e tudo também estava intacto, contudo a porta do closet estava aberta, ao se aproximar pode ver, ninguém mais, ninguém menos que Hilton em cima de um banquinho para conseguir alcançar cobertas e travesseiros, todavia a loira ainda encontrava dificuldade para apanha-los. O que conseguia pegar ia jogando no chão.
Ele não pensou duas vezes, se aproximou cautelosamente dela e deu um grito a assustando. deu um pulinho com a surpresa e o banquinho em que estava em pé se desequilibrou, a menina tentou segurar no armário, porém não foi muito efetivo. A loirinha ia caindo para trás e ainda bem que Zayn foi rápido e conseguiu segurá-la antes que atingisse o chão.
- Foi mal. – prendia o riso e a colocou de frente para ele.
- Idiota... – riu com as mãos sobre o peito, sentindo o coração acelerado, fechou os olhos e controlou a respiração afim de que o coração voltasse a bater normalmente.
Zayn mantinha um sorriso no canto dos lábios, reparando cada pedacinho da face da menina e UAU, o rosto de Hilton era tão delicado, seus olhos castanhos, meigos e brilhantes pareciam avelãs, seus lábios avermelhados poderiam ser comparados com um par de balas de morango, e no momento o rapaz se sentia tentado a experimenta-los...
- Que foi? – questionou ao abrir os olhos e ver que o moreno a fitava.
- Nada... Desculpa pelo susto. – começou a recolher o que a menina havia jogado no chão – Eu vou levar isso lá para baixo. – acenou com a cabeça e se retirou.
o viu sair do cômodo e parou um instante para pensar em tudo que estava acontecendo ultimamente, não que ela já não havia feito isso antes, porém o assunto Zayn Malik estava se tornando corriqueiro em seus devaneios. E a loira não tinha certeza se isso a agradava, afinal por mais que o rapaz estivesse se mostrando atencioso e parceiro ele continuava sendo quem era e os dois nunca haviam combinado antes, porque este fato mudaria agora? No entanto parecia que estava mudando e isso poderia ser bom, só não queria admitir, pelo menos não em voz alta...
Logo Louis e apareceram no quarto de Malik para ver porque a loira estava demorando. Os três desceram e tudo finalmente já estava pronto para o inicio da partida.
- , finalmente você chegou. Estou aqui pela aposta, babe. – já estava na metade de seu balde de pipoca. – Quero ver você acabar com esse babaca. – riu, chutando a bunda de Malik que estava em sua frente.
- Hey! – protestou dando um tapa no pé da ruiva. – Mas ela tem razão. O jogo vai começar daqui a pouco, vamos fazer a aposta. Vinte libras por gol?
- O que acha de cinquenta?
O rapaz gargalhou com a mão sobre a barriga: - UAU, você realmente quer ficar sem dinheiro para o mês, né?!
- Anda logo, você quer, ou não? – a menina falou irritada.
- Claro que sim! – apertaram as mãos selando a aposta.
- Isso está ficando interessante. – Harry sentou no chão ao lado de .
Todos escolheram um lugar confortável para que se sentassem. Jogaram pipoca para alguns lados. Reclamaram porque alguém estava na frente obstruindo a visão da TV. Um levou um pisão na mão e fez um escândalo devido ao incidente. O telefone de alguém começou a tocar e um novo escarcéu se iniciou pelo barulho que se fazia. Alguém mudou, acidentalmente, o canal da televisão e os primos se revoltaram. Duas começaram a reclamar de dor de cabeça. Uma sessão de “xiu” iniciou-se. Eles, simplesmente, eram um desastre...
- ESCUTA! – Zayn gritou de olhos fechados e todos se silenciaram, voltando-se para ele. – Obrigado! O jogo vai começar.
A câmera mostrava o estádio tomado por vermelho devido o uniforme oficial de ambas as equipes ter esta cor. E então os times entraram em campo e a sala de televisão dos Malik foi tomada por gritos. Manchester United, os Diabos Vermelhos, com a cor oficial do uniforme e Liverpool FC, os Reeds, com o uniforme secundário um amarelo com detalhes vermelhos.
Os adolescentes agiam como se estivessem em Manchester assistindo ao jogo ao vivo. Deu-se inicio ao hino da Inglaterra que os dez cantaram a todo pulmão, honrando cada ancestral. E FINALMENTE – para o desespero de muitos – o juiz, Alex Ferguson, apitou o inicio da partida.

-


Dez minutos de jogo e Michael Carrick, meio campista dos Diabos, passava a bola para Wayne Rooney, atacante, que de fora da área chuta em direção ao gol e bate na trave, fazendo quase vomitar seu coração.
O jogo disputado se seguia com dribles e roubadas de bola. já havia gritado um milhão de vezes por faltas que apenas ela via e ninguém mais conseguia enxergar, nem o juiz, muito menos seus amigos.
Liverpool FC, tinha a bola guiada pelo meia, Jordan Henderson, que a passou para Adam Lallana, que deixava o meio de campo em direção a zaga do Manchester e passou a bola para o atacante dos Reeds, Mario Balotelli, que encheu pé para chutá-la em direção ao gol de David de Gea e GOOOOOOOOOOOOOOOL.
Infelizmente aquela havia sido difícil pra o goleiro do Manchester e era 1 a 0 Liverpool!
- AHHHHHHHH! – Malik gritava empolgado. – Isso vai ser muito bom!
escondeu o rosto nas mãos, recusando-se ver a comemoração dos jogadores e do primo, levantou-se e colocou uma nota de cinquenta em um canto da estante.
- Isso é só o começo Malik!
- Claro que é priminha. Ou acha que vou terminar o dia com apenas cinquenta libras? - o rapaz estava tão confiante que a partida já estava no papo que o fato de apenas quinze minutos do primeiro tempo terem passado não o assustava.
Voltando a se concentrarem no jogo era possível ver que todos os jogadores davam seu máximo. E em uma roubada de bola os Reeds se encaminhavam novamente para o gol dos Diabos Vermelho e...
- FALTA! – Malik e Westwick gritaram juntos, saltando do sofá.
- Ah, nem vem! – com o coração acelerado Ortega também se levantava.
- Que isso juiz?! – reclamava assistindo, Alex Ferguson, discutido com alguns jogadores do Manchester que reclamavam alegando que não havia acontecido nenhuma falta grave, no entanto, ele já marcava o local para a falta ser cobrada. Entrada da área do United.
- Já era priminha. – passou o braço pelo ombro da menor que não acreditava no que se passava diante de seus olhos.
Barreira formada. Daniel Sturridge conversava com Mario Bolatelli, próximos a bola, pareciam analisar as melhores possibilidades para bater aquela e aumentar a vantagem do Liverpool. Do outro, estava David de Gae arrumando sua barreira, pedindo para que os colegas fossem para a direita ou a esquerda, da maneira que ele julgava melhor.
O juiz apita, o atacante bate e... passa por baixo da barreira: 2x0 Reeds.
- AHHHHHH! – Malik comemorava pela segunda vez naqueles últimos vinte e cinco minutos.
- Simplesmente não pode ser! – Ortega falava desanimada somando uma nota de cinquenta a outra que já estava em cima da estante. – Até eu pegava aquela... – falou de cabeça baixa e todos se voltaram para ele porque o mundo sabia que Ortega era uma negação em qualquer esporte envolvendo bolas: futebol, vôlei, handball, basquete, tênis, queimada, entre outros. Ao perceber que era o foco dos amigos, as bochechas da garota ganharam uma leve cor rosada. – Ou não... – riu sem graça.
- Pobrezinha. , não fica assim. É impossível o primeiro tempo acabar sem m único golzinho do Manchester. – Louis falava otimista.
A morena sorriu para ele e sentou-se ao seu lado, retornando a concentração para o jogo.
Os minutos iam se passando, e o Liverpool continuava com ataques perigosos a área do Manchester, no entanto, o goleiro, David de Gae, e os zagueiros, Johnny Evans e Luke Shaw faziam um ótimo trabalho. Todavia não era apenas os zagueiros do Manchester que trabalhavam duro. Logo o atacante, Wayne Rooney, pegava a bola e cruzava o campo em direção ao gol dos Reeds, cruza a bola para Javier Hernández e de cabeça ele marca o primeiro do United!
- EU NÃO ACREDITO! – Ortega comemorava o gol. Afinal um placar de 2X1 era melhor que um de 2X0. – Louis Boca Santa Tomlinson! – abraçou forte o amigo, vendo o primo se dirigir a estante para colocar uma nota de cinquenta lá. Ah, como era bom e bonito quando não era ela quem fazia aquilo!
O primeiro tempo acabou com aquele placar e os jogares iam até o vestiário para conversar com o técnico, fazer algumas mudanças de táticas e até mesmo na equipe e também para descansar um pouco.
- A primeira etapa acabou – Niall se pronunciava pela primeira vez desde que o jogo começara. O irlandês era mais do tipo que sentava, assistia e analisava. – Como estão? – se referia aos ânimos dos primos, afinal aquela era uma aposta grande!
- Confiante. – a menina falou mexendo no celular. Conversava com o pai que também estava sintonizado na partida, porém fazia isso de Nova York. – Pensamentos positivos sempre!
- Desiste, ! Pelo jeito que está, já era... – se sentia dando um conselho para a amiga, mal sabia ela que estava mais era a depreciando.
- Nossa – levantou os olhos para a loira –, obrigada pelo apoio moral. Vou até me retirar do recinto porque estou ofendida! – Hilton riu de seu drama, porém a morena realmente se levantou e saiu da sala.
O pessoal começou a conversar e rir. Até parecia que se amavam e eram um grande grupo de grandes amigos que passaram por grandes momentos. Quem olhasse para a roda não pensaria que na verdade o que eles mais faziam era brigar e sentir uma vontade imensa de matar o outro, ou no mínimo do mínimo machucar consideravelmente!
- Liam – , em certo momento, chamou pelo melhor amigo, que estava sentado o braço da poltrona que ela estava. Os dois conversavam com Tomlinson e Hilton. – seja um bom escravo e me traga uma cerveja.
O rapaz abaixou seus olhos para ela não acreditando nas palavras que saiam de sua boca, com as sobrancelhas arqueadas ignorava a gargalhada que Louis dera em função da expressão horrível que Meester usara.
- Quê?
- Eu disse: Liam seja um bom escravo e me traga uma cerveja. – prendia o riso. – Qual o mau nisso?
- Você é muito folgada!
- Não fala assim! Estou com uma perna quebrada!
- Exatamente, UMA perna quebrada, não as duas. Você ainda pode se locomover! – explicava e a morena o encarava séria e fingindo irritação. – Na verdade, você deve se locomover, senão, vai ficar gorda e aí vai ser difícil para ficar te carregando pelos lados no colo! – falava rindo e sendo acompanhado pelos dois amigos. deixou o queixo cair teatralmente e deu um tapa na coxa daquele que se dizia seu amigo.
- Vai logo, Payne!
- Sé se você pedir com jeitinho. – cruzou os braços e endireitou a postura.
- Vai agora!
- Isso não é um por favor.
- Anda Liam! – falava chorosa.
- Errou de novo.
- Payne você sabe que se eu estivesse com as duas pernas boas já teria ficado de pé e te dado uma surra, ou então se minhas muletas estivessem mais próximas uma já estaria quebrada na sua cabeça! – dizia rápido e se embolava com as palavras, enquanto Louis e riam, e Liam tentava se manter sério – sem muito sucesso.
- Não chegou nem perto dessa vez.
- ARGHH, Payne! – socou as próprias coxas.
- Eu só vou porque sou um ótimo amigo, que isso fique bem claro. – se levantou e foi até a cozinha pegar o que a morena havia pedido. E se lembrara de Ortega, ela usara a mesma expressão um dia.
O rapaz foi até a cozinha e ao se aproximar pode ouvir a voz de vindo do cômodo:
- Aham... Não se preocupa com isso... – adentrou o cômodo, pode ver que a menina sentada no mármore da bancada central, falando ao telefone e sorriu minimamente para ela que retribuiu o gesto, dirigiu-se à geladeira. – Okay, nós nos vemos na academia amanhã então? – Se perguntava com quem ela conversava. – Boa sorte, nessa! – a menina riu de algo. – Tchau, beijo. – sorriu e desligou a chamada.
Viu Liam procurando por algo e deduziu pelo o que ele buscava.
- Estão na última prateleira. – o garoto se virou na direção dela e logo após se abaixou, encontrando a cerveja. Pegou uma para a amiga e foi até a bancada atrás do abridor de garrafas.
“Agir naturalmente. Mostrar-me amigo. Não mencionar o imbecil do Phillips.”. Era tudo o que pensava conforme se aproximava da morena.
Eles estavam evitando ficar sozinhos, pois o climão que se instalava no ambiente era irrevogável e totalmente embaraçoso. E era perceptível que o rapaz apenas não conseguia não querer beijá-la, tanto que da última que os dois ficaram isolados do resto do grupo, ele de fato a beijara! Liam mantinha o conselho de Meester em mente, todavia era muito complicado apresentar amizade a uma pessoa que ele desejava de uma forma diferente.
Abriu a gaveta onde já sabia que encontraria o abridor de garrafas e no momento gritava em sua mente “COMO EU INICIO UM ASSUNTO? O QUE DIZER? EU FALO ALGUMA COISA OU SÓ VIRO AS COSTAS E VOU EMBORA?”.
- Então... – disse tirando a tampa da garrafinha, levantou o olhar para a garota que o encarava com os olhos costumeiramente curiosos. Ele era fascinado pelos olhos de e como eles sempre pareciam interessados em tudo que a rodeava, assemelhava-se a uma criança bisbilhoteira.
- Então? – repetiu a fala dele depois de algum tempo que o moreno não falara nada.
- Vim pegar para a . – balançou o recipiente com a droga lícita.
- Ela anda nos explorando mais que de costume agora que está com aquele gesso... Mas eu não a culpo. – ambos riram.
- Não sei como ela ainda não matou o Harry depois do incidente!
- Eu realmente achei que da próxima vez que ela o visse iria pular no pescoço dele e o arrancaria com os dentes!
- Eu não acreditei quando a disse para ele ir busca-la! – Liam colocou a cerveja de lado e sentou-se ao lado da menina na bancada. – A já vai ter que passar o jogo todo no mesmo ambiente que o Harry e ele ainda foi até a casa dela para traze-la aqui!
- Nossa, por favor, não me fale em jogo!
Liam riu com a cabeça para trás e se virou para a morena com cara de riso.
- Você está muito ferrada!
- Merda! Eu não posso perder essa aposta pelo simples motivo de estar apostando com Zayn Malik! – Ortega falava angustiada. – Meu primo é muito chato!
- Estava falando com seu pai sobre o jogo? – ela o encarou curiosa. – No telefone. Agora. – Bela forma de saber com quem ela conversava. Ponto para o Payne.
- Ah não! – disse gesticulando abertamente para explicar-se. – Quer dizer, sim, já falei sobre isso com o meu pai. Mas não, eu não estava falando com ele agora. – riu. – Era o William, meu professor de dança. – ele prestava atenção no que ela dizia, apesar de nunca estar realmente interessado nas aulas de dança da menina. – Teremos uma apresentação importante em alguns dias, para introduzir alguns estudantes para Juilliard – se referia a Juilliard School, uma escola de música e artes cênicas localizada em Nova Iorque, Estados Unidos. A instituição é considerada um dos principais conservatórios e escolas de dramaturgia do mundo. – e para Real Academy of Dance. – a maior escola de balé do mundo, localizada em Londres, Inglaterra – E eu estarei em uma das performances principais, no entanto, eu não estou conseguindo acertar as entradas...
- E está nervosa devido a isso?
- Claro! Eu preciso me sair bem para ajudar o pessoal! Sem contar que eu quero ser estudante da Juilliard um dia, e se eu me sair realmente bem dessa vez eles podem se lembrar disso quando eu enviar a minha carta de recomendação!
- Você quer estudar na Juilliard? – ela acenou positivamente com a cabeça. – Mas isso não é tipo... do outro lado do mundo?
A menina riu minimamente, negando a indagação dele: - É só do outro lado do Atlântico!
- E isso é muito longe! Porque quer ir para lá?
- Minha mãe estudou lá. – balançava os pés de um lado para o outro – Acho que ela ficaria orgulhosa se eu também estudasse.
- Então, é só por causa disso? Você não quer realmente ir para lá, é só para impressionar sua mãe.
- Não, não só por isso! Nova Iorque é a capital da dança! – falava deslumbrada, imaginando o tanto que aprenderia quando pudesse mergulhar naquele mundo que parecia tão esplêndido. – São todos os ritmos juntos em uma perfeita sintonia! A minha vida vai ser definida em “Antes de Juilliard” e “Depois de Juilliard”!
A conversa poderia ter continuado, porém um estrondo chamou a atenção de ambos que se retiraram rápido da cozinha e seguiram o barulho até chegar ao lavabo, onde puderam ouvir e Harry gritarem.

_____________


Alguns minutos antes do escândalo no lavabo:
A morena esperava sua cerveja e cogitava que Payne teria ido até uma fábrica fazer uma garrafa, depois passou em outra fábrica para conseguir a bebida e ainda ia passar em uma outra para conseguir uma tampa. Realmente muitas fábricas!
Mas ele estava demorando tanto que aquela ideia estava se tornando aceitável.
Bufou entedia e se levantou para ir atrás de uma lesma chamada Liam Payne. Assim que tomou impulso para se erguer, surgiu ao seu lado com suas muletas. Meester agradeceu, achando engraçado o fato de todos estarem todos prestativos com ela.
A menina encarou o mar de corpos estirados no chão da sala que não fizeram questão de se levantar para que a enferma passasse sem maiores problemas. A morena retirava o pensamento de todos estarem bondosos com ela ultimamente, eles eram babacas. Todos eles! Muito babacas!
Após passar por , Niall, Zayn, , Demetria e Louis, só faltava uma pessoa, que na verdade não estava deitada, e na verdade não estava atrapalhando a passagem dela, contudo aquela pessoinha irritante havia a machucado fisicamente e psicologicamente mais cedo naquele mesmo dia.
Styles, sentado no sofá central, mexia no celular. E quando a morena foi passar ao seu lado, ela “sem querer” deixou a muleta em cima do pé do rapaz, para que conseguisse andar.
- Filha de uma... mãe! – o rapaz se controlou para não xingar a pobre Diane Meester.
- Oh meu Deus! Eu te machuquei?! – cínica!
- Claro! Foi o seu peso inteiro em cima do meu pé! – o garoto retirava o sapato para massagear o alvo da morena. – Você pesa quanto? Cinquenta quilos? – pelo menos ele não falara que ela estava a cima do peso. – Em cada perna?! – esquece...
- Não exagere! – se virou completamente para ele e mais um vez o acertou “sem querer”, mas dessa vez na coxa. – Oops... Acho melhor eu sair antes que mais alguém se machuque! – pode ouvir as risadas de alguns dos amigos e continuou seu caminho, agora mais leve pelo fato de ter se vingador por todos os acontecimentos daquele dia.
Ia caminhando lentamente até a cozinha quando de repente Harry apareceu a sua frente, o moreno arrancou as muletas das mãos da menina que grunhiu irritada pela insolência dele, e se apoiou na parede para não cair.
- Você vai pedir desculpa agora.
Ela gargalhou forçadamente com a cabeça jogada para trás: - Quantos anos você tem? Eu não vou pedir desculpa!
- Você que parece uma criança!
- Eu?! Como ousa?
- Pedi desculpa, !
- Nunca!
- Ah, se não vai ser por bem, vai ser por mal! – com os braços cruzados sorriu abertamente, diabolicamente.
Meester apenas arqueou uma sobrancelha desafiando-o a fazer algo.
Ele se aproximou dela, e a menina levantou o queixo para manter o contato visual e mostrar-se ameaçadora. Falhou na missão, mas tudo bem...
Com um sorriso divertido o rapaz se abaixou e jogou a menina em seu ombro, pegou as muletas dela e caminhou para o lado contrario à cozinha. Passou pela porta da sala de televisão, e os amigos que até então prestavam atenção a algo que Niall falava, encararam a cena com as sobrancelhas arqueadas, achando muito estranho, porém engraçado, deram de ombro e voltaram a atenção para o irlandês.
Enquanto a menina socava as costas dele, se debatia e usufrui de seu catálogo de xingamentos, o garoto abriu a primeira porta que viu pela frente, o lavabo.
Entrou sem pensar duas vezes e ao se virar bateu a cabeça de na porta.
- Mas que caralho! – a morena xingou alto e ele riu.
A colocou sentada na mesa de mármore, sem conseguir sair, pois suas muletas estavam do outro lado do pequeno cômodo. Ele os trancou dentro do pequeno espaço, cruzou os braços e se se encostou à parede oposta onde a menina estava.
- Agora você pode me pedir desculpa e não ter medo que alguém te ouça.
- Por que você não morre logo e me deixa em paz? - questionou, sorrindo sarcástica.
- Você é realmente cativante!
- E você idiota, mas não e só por isso que eu te tranco nos lugares. Abre esta merda de porta e me deixa sair. – Harry apenas sorriu de canto, balançando a cabeça negativamente e a garota escondeu o rosto entre as mãos para não explodir de raiva. – Anda, Styles. Eu não tenho o dia todo para perder com seus joguinhos infantis.
- É incrível a forma como eu não faço nada demais e você perde a razão! É realmente bonito de se ver o poder que eu tenho sobre você, meu bem.
... o poder que eu tenho sobre você...” Mas que merda aquele cara estava dizendo? sentiu o sangue correndo por suas veias, e se a merda de sua perna não estivesse quebrada devido aquele imbecil, ela jurava que já teria quebrado o mármore da pia na cabeça da jamanta a sua frente.
- Já disse para não me chamar assim. – dizia pausadamente. – ME DEIXA SAIR!
- Pare de gritar, porra! – colocou as mãos sobre os ouvidos. – O ambiente é pequeno, mesmo que eu não quisesse eu iria te ouvir.
Meester encarou-o entediada por algum tempo e então soltou um grito estridente.
Os amigos que estavam na sala pararam de rir por um segundo ao ouvir o grito da menina.
- Mas o que será que aqueles dois estão fazendo? – perguntou preocupada.
- Cão que ladra, não morde. Fica tranquila que não deve ser nada demais, vai por mim! – Westwick falou e prosseguiu a conversa com Zayn.
Voltando ao lavabo, continuava a berrar feito uma louca sem causa e Harry estava quase pedindo para que Deus tirasse sua vida.
- Qual é o seu maldito problema? Para de gritar! – tentou falar mais alto que ela, ainda com as mãos nos ouvidos.
- Abre a porta que eu paro.
- Não!
- Então vou continuar gritando. – foi só o tempo de tomar fôlego que o rapaz se pôs a sua frente com a mão sobre sua boca.
- Você deveria ser internada em um manicômio, sabia?!
A morena retrucou a fala dele, sua voz estava obstruída pela mão do rapaz, mas ela não ligava e continuava falando, mesmo sabendo que ele não estava entendendo nada. Depois de algum tempo falando muito, porém nada, finalmente calou a matraca, e Harry continuava com a mão por sobre os lábios dela.
Verde e azul, ambos se encaravam enraivecidos. Tão próximos, que podiam sentir a respiração do outro. Styles foi abaixando devagar sua mão e perguntava com o olhar se a perturbada iria gritar novamente, no entanto, a morena apenas continuou séria. O contato visual era mantido, a aproximação aumentava, o garoto estava com as mãos apoiadas na pia e...
- O que você está fazendo? – indagou sentindo a proximidade grande, intercalando a visão entre os olhos do rapaz e seus lábios avermelhados.
- Nada! – falou com desdém, se afastando.
Uma gargalhada forçada foi escutada. A menina jogou a cabeça para trás teatralmente.
- Você não é homem o suficiente nem para me beijar! – tentava descer de cima do mármore gelado.
- Como é que é? – o garoto se irritou e voltou para perto da menina, impedindo-a de colocar o pé e a bota de gesso no chão.
- Você só consegue pegar as sem cérebro. Seu charme não me afeta, Styles, aprenda a conviver com isso. – sorria maldosa, com uma sobrancelha arqueada.
- Então quer dizer, que apesar de eu não ser charmoso o suficiente para VOCÊ, no fim das contas você me acha charmoso! – abriu um sorriso maior que o dela.
apenas pensava que havia se expressado de forma equivocada, e começava a raciocinar para rebater a fala de Styles.
Levantou o dedo indicador, abriu a boca para iniciar seu discurso inexistente. Afinal ela já reparara em Harry algumas vezes, em como seu cabelo estava sempre begunçadamente arrumado, como seu sorriso era simpático e seus dentes perfeitamente alinhados, a forma como ele falava calmamente e possuía uma voz rouca deleitável. Porém nada disso queria dizer que ele era charmoso! Pelo menos, não tanto assim!
- Admita Meester, você já me desejou! – tirava sarro, apreciando toda a situação.
Três pancadas fortes na porta foram escutadas.
- Eu te dou dez segundos para destrancar esta merda, você me ouviu Styles? – um Liam furioso foi ouvido.
- Era só o que me faltava... – Harry disse com a mão na testa.
- Eu vou arrombar essa porra de porta e te matar!
- Liam! – a voz atônita de também foi ouvida.
- Que foi?
- Você não pode simplesmente arrombar a porta.
- Posso... E vou!
- Calma caralho! – Styles falou alto, suspirando pesadamente.
- Não me venha com calma! – Payne chutou a madeira e Ortega o repreendeu. – Abre isso agora.
- Liam, está tudo bem. Ele já vai abrir a porta. – interveio. O amigo tentou replicar, contudo a menina não deixou. – É sério, está tudo bem. , o tira daqui antes que alguém seja assassinado! – encarou o rapaz sua frente como se lhe dissesse que ele devia uma a ela.
- Vamos Liam! – a caçula falava calmamente e o rapaz continuava parado feito uma pedra. – Vem logo! – o puxou pela blusa, arrastando-o para a sala de TV.
- Você não acha que ele realmente arrombaria a porta, não é? – Harry perguntou forçando o riso. – Ou me mataria?... Né?
- Não se preocupe. Ele não fara isso agora... Quem sabe outra hora... – falava de cabeça baixa voltando a se arrastar pelo mármore frio da pia para conseguir descer e finalmente sair daquele cubículo asfixiante.
- Você não acha que eu vou deixar você ir assim, não é? – Styles se aproximou dela.
- Dai-me paciência! – levantou o rosto entediada. – O que afinal você quer de mim? – questionou enfadada. Já estava cansada de tentar sair de cima daquela merda de pia e ele a impedir.
Seus olhos azuis aborrecidos o encaravam aguardando que ele dissesse novamente que queria que ela o pedisse desculpa, e então a menina gritaria pelo melhor amigo e diria que estava tudo bem ele arrombar a porta para tira-la de lá.
Contudo o que veio a seguir nunca em um milhão de anos havia sido calculado por um ser humana que já havia pisado no Planeta Terra, muito menos por Meester. É possível dizer que nem mesmo por Harry Styles, no entanto ela dissera que ele não era “homem o suficiente e blá blá blá”.
Com as mãos apoiadas na pia, Harry foi aproximando o rosto do dela, que foi se afastando, mas não o suficiente para deter os lábios avermelhados do rapaz que tocaram os dela.
Ambos com os olhos abertos achavam tudo muito estranho. Seus lábios se tocavam, suas respiração trancadas nos pulmões, os olhos assustados e feição estática. Nenhum dos dois ousava mover-se.
Até que Styles beijou o canto da boca dela, passou a pontinha da língua no lábio inferior da menina, pedindo permissão para seguir em frente, porém Meester continuava inerte, com os olhos abertos. Já que ela parecia estar morta Harry mordeu levemente o lábio dela, sem cortar o contato visual que mantinham.
Aqueles poucos segundos estavam entrando para a lista de Momentos-Mais-Anormais-Da-Vida-De-Um-Ser-Humano, para ambos! E tudo ficou ainda mais estranho quando a morena deu passagem para ele beijar-lhe descentemente.
A língua quente dela invadiu a boca do rapaz, e as mãos de não eram tão ousadas assim, se contentaram apenas em segurar a barra da blusa do garoto. E as mãos dele foram para o rosto dela, puxando de leve seu cabelo.
Entregues ao beijo que agora não parecia estranho, mas sim delicioso, o fato de se odiarem não aparentava algo tão grande assim.
Se afastaram para encherem o pulmão de oxigênio e se fitaram atônitos. Ele retirou as mãos da cintura dela e ela da blusa dele. Seus olhos pasmos encaravam um ao outro pedindo explicações do por quê aquilo tinha acontecido e por quê eles haviam gostado.
Evitando que respostas fossem professadas Harry entregou as muletas para ela, destrancou a porta do lavabo e se retirou em direção à sala de TV onde todos os outros estavam. continuou sentada por alguns segundos tentando absorver o acontecido e então com muito cuidado desceu da pia gelada e também fez o caminho para onde os amigos estavam.
chegou a sala e o jogo já havia começado a cinco minutos. Desnorteada encarou a cena sem discernir rostos, todavia, Liam se dirigiu a ela a fim de leva-la a seu lugar.
- Tá tudo bem? – ele questionou, sentando ao lado dela depois de colocar suas muletas encostadas na parede.
- Aham.
- O que aconteceu lá?
- Nada... Por quê?
- O Harry parece irritado. Quando ele chegou o Louis fez uma piada com ele e ele nem respondeu só encarou mal humorado e se sentou. – a morena dirigiu o olhar para Styles que estava compenetrado no jogo. Na verdade ele pensava na merda que havia acontecido minutos antes. Que porra foi aquela?
- Não aconteceu nada. – pensou em algo para dizer que convenceria seu amigo de que estava dizendo a verdade. – Ele só queria que eu pedisse desculpas. – até que não era mentira. Afinal Styles a arrastou para o lavabo com esse intuito e não com a intenção de enfiar a língua na garganta dela.
- E você pediu?
- Claro que não! – também não era mentira.
- Então, isso explica o humor da moça ali. – acenou com a cabeça para o rapaz que continuava concentrado no que se passava na TV.
- É, é sim. – isso é mentira!
O jogo continuava com o placar inalterado, 2x1 para o Liverpool, e Malik não poderia estar mais feliz, afinal seu time seria o campeão do campeonato inglês e de quebra ele poderia irritar a prima com esse fato por pelo menos umas longas três semanas ou até o momento que ela o agredisse fisicamente.
estava sentada no chão em frente a TV, enfeitiçada como uma criança assistindo a seu desenho animado predileto. Zayn estava ao seu lado. Eleanor encontrava-se jogada no chão, com a cabeça apoiada em uma almofada. E os outros amigos, como eram pessoas civilizadas, estavam sentadinhos em sofás ou poltronas.
Tudo se seguia em silêncio até que Bastian Schweinsteiger, meio campista do Manchester invadia a zaga dos Reeds e acabou sendo derrubado por Alberto Moreno, o zagueiro.
- Pênalti! – voou de onde estava.
- Foi na bola! – Westwick berrou.
- Pênalti! – a caçula repetiu.
- FOI NA BOLA! – Zayn e gritaram.
- Não foi! – e uma discussão iniciou. Zayn e versus Ortega.
Louis estava mandando uma mensagem para a mãe no momento da jogada e não havia a visto, o que não o impediu de se levantar de onde estava sentado e se dirigir a caçula para lhe dar um pouco de apoio moral.
E o juiz marca pênalti para o Manchester!
Todas as cabeças se voltaram para a televisão e já dava pulinhos e alegria.
Os jogadores do Liverpool tentam argumentar, porém o juiz marca pênalti. Pênalti para os Diabos. Uma ótima chance pra o Manchester empatar o jogo...
- Tanto faz. Eu aposto que o goleiro pega! – Malik disse com certeza e tranquilidade voltando a se sentar.
- Interessante! – sua prima se voltou a ele.
- Você quer perder mais dinheiro?
- Eu posso ganhar mais dinheiro!
- Vamos fazer assim, se chutarem para fora ou o goleiro pegar você paga 100 libras.
- Mas, se a bola entrar, você paga 150! Cinquenta por ser um gol do Manchester e 100 porque estava errado dizendo que não iriam marcar. – ela estendeu a mão para o mais velho, que encarou a TV por alguns segundos e depois selou a aposta com ela.
- Vocês são loucos! – foi possível ouvir a voz de que balançava a cabeça negativamente.
O moreno voltou a se sentar enquanto sua prima permanecia em pé com o coração nas mãos.
O próprio Schweinsteiger, que havia sofrido a falta, foi cobrar o pênalti. Posicionou a bola e tomou distância. O jogador encarou o gol, a bola, a torcida e ao apito do juiz correu até a bola e bateu...
Ortega pulava de alegria e Malik se arrependia de ter aberto a maldita boca.
Era gol do Manchester e o jogo estava empatado em 2x2, caso a partida fosse encerrada com esse placar uma prorrogação se iniciaria com um tempo de 30 minutos para ocorrer um desempate. E se nada acontece durante este tempo extra, daria início a penalidade máxima.
- Eu não aguento mais esse jogo. Falta muito? – perguntou alto em meio ao alvoroço.
- SIM! – os primos, , Louis e Harry responderam irritados.
A loirinha resmungou baixo e continuou inquieta em seu acento. Mexia no celular, mudava de posição de segundo em segundo, fuçava na bolsa de Hilton, tirava fotos pelo celular da amiga, enrolava a ponta dos cabelos, acariciava os cabelos de Niall e depois de um tempo não aguentava mais ficar naquela sala.
Estava entediada vendo tudo aquilo, embora fosse hilário ver todas as discussões e a forma como parecia uma criança chata quando Zayn fazia uma piada mínima. A garota realmente odiava futebol.
Pelo contrário, seu pai amava futebol.
Lembrava-se de que quando seus pais eram casados, muitas vezes queria brincar com o pai, porém ele tinha que trabalhar ou assistir aos malditos jogos de futebol.
Enfadada, a menina se levantou e se retirou da sala. Ninguém percebeu seu movimento, exceto um par de olhos azuis que seguiram seus passos e dez minutos depois também se retiraram da presença dos amigos.
- Você tá bem? – Horan perguntou a ela depois rodar a casa toda e decidir ir até o jardim principal, onde a menina estava sentada na escada.
Levantando os olhos para poder encarar o dono da voz e dos olhos que eram seu refúgio, sorriu: - Sim. É só que eu não gosto de futebol...
- Como não, é muito legal!
- Meu pai passava horas assistindo isso e tudo o que eu queria era brincar! Por isso não gosto.
- Oh, pobrezinha! Coitada da criança... – acariciou os cabelos dela. – Você fala bastante com ele? Com seu pai?
- Todo dia. – respondeu melancólica. – Ele trabalha muito e sempre viaja. Então eu não o vejo muito, porém todos os dias conversamos por mensagem e todos os domingos ele me liga depois do almoço, sempre a mesma hora. – a garota sempre falava de seu pai, era claro que ele era seu herói, mas naquele dia em especial parecia mais entristecida. – Eu sinto muito a falta dele...
O rapaz encarou-a pesarosa e a puxou para seus braços, a menina descansou a cabeça em seu ombro.
- Eu penso em ir morar com ele por um tempo. – a loirinha revelou. – Sei lá, eu poderia ter um professor particular que iria nos acompanhar nas viagens e eu conheceria muitos países e gente nova... E poderia ver meu pai com mais frequência. – o fato de poder vê-lo apenas três vezes ao ano era um castigo muito grande para a pequena Styles.
- Você não pode fazer isso!
- Por quê? – levou os olhos até os dele.
- E como eu ficaria? – ela riu pensando que não passava de uma piada. – Estou falando sério! Eu ficaria arrasado se não pudesse admirar esse rosto um dia sequer. – bateu na pontinha do nariz dela que juntou os olhos para acompanhar o movimento dele. – Ou não ouvisse você dizer “para Nialler” com voz de criança. – a menina gargalhou. – Ficaria destruído caso não ouvisse sua gargalhada. Nada mais faria sentido para mim e Londres não seria mais um bom lugar para se viver caso a razão do meu viver não estivesse mais aqui.
- Você sempre sabe o que dizer, não é!
- Me orgulho disso! – colocou a mão sobre o peito. – É um fardo que eu tenho que carregar.
- Mas sempre existem momentos na vida em que nós ficamos sem palavras!
- Claro que tem! – apoiou o queixo na mão e arqueou as sobrancelhas, pensativo. – Quando o diretor Gellner chama nossa atenção e pergunta se nós achamos correta a conduta tomada naquela situação. – deixou a voz mais grave para imitar o diretor da Eton. E achou graça.
- Ou quando alguém que você nunca viu NA VIDA, chega e fala que é apaixonado por você.
- Ou quando o zíper de alguém está aberto e você não tem noção de como avisar a pessoa!
- Quando você fala com alguém que tem algo preso no dente!
- Quando entra no elevador e tem alguém lá e fica aquela conversa desconfortável.
- Quando você chega atrasado na aula e o professor pergunta se isso vai se repetir. Tipo, eu não sei se vai se repetir!
- Definitivamente existem muitos momentos na vida em que palavras não são uma boa ideia. – Niall ria e sentiu o celular vibrar no bolso. – Espera aí. – tirou o braço do ombro da menina e se ergueu um pouco para retirar o celular do bolso de trás. – Ahn, oi amor. – falou um tanto quanto envergonhado por falar com a namorada ao lado da “outra”.
abaixou a cabeça para não transparecer a raiva. Era INCRÍVEL como aquela garota nojenta e insuportável SEMPRE conseguia interromper momento! Ela era namorada do cara, okay, aceitável. A loirinha não dava a mínima pelo fato de esse título não ser dela. Mas precisava a Winster ficar ligando de segundo em segundo para Horan, apenas para saber “se estava tudo bem”?
Se existia uma pessoa na face de toda a Terra que Styles odiava mais que criança odeia dentista, essa pessoa era April Winster, a falsa puritana, que adorava namorar Niall apenas para controla-lo.
Será que ele não via que ela se atirava para qualquer um, em qualquer lugar, e a qualquer momento? Todos reparavam isso, MENOS A ANTA DO HORAN! E isso começava a irritar a Styles de uma forma descomunal. Afinal, ele não via que a namoradinha perfeita que ele tinha era uma vadia de marca maior, ou ele percebia e não ligava? Por que não terminava logo com ela? Ele gosta de April ou não? E onde entra em toda essa história? Ele se importava mesmo com ela ou ela ó era mais uma passa tempo?
Aversão a tudo aquilo, era isso o que ela sentia. Não conseguia parar de pensar que Horan estava apenas a usando e isso ela não iria admitir!
Zangada, a loirinha se levantou do degrau em que estava e voltou para dentro da casa.
Niall reparou seu estado de espírito pelo fato de que ela quase afundou o concreto conforme fazia seu caminho em direção a porta. Terminou rapidamente a ligação com a namorada, sem prestar atenção ao que ela dizia e se apressou em ir atrás da menina... Como sempre fazia...
- , espera. – se pôs a frente dela. – O que foi?
- Nada. Só quero voltar para a sala.
- Pensei que odiava futebol.
- Adivinha! Comecei a amar! – falava irritada e com uma vontade muito grande de chorar por toda a fúria que sentia em seu pequeno ser.
Apressou o passo em direção a sala de TV e a chegar lá a vontade de chorar passou rapidinho, pois os primos estavam em mais uma discussão.
- ESTAVA IMPEDIDO!
- NÃO ESTAVA!
- ESTAVA SIM!
- NÃO ESTAVA!
- , A JOGADA NÃO VAI VALER SÓ PORQUE VOCÊ QUER!
- MAS ELE NÃO ESTAVA IMPEDIDO!
E depois de muita discussão com os jogadores de ambos os times o juiz marca impedimento do atacante do Manchester. Gol anulado. E o placar volta a 2X2. Não foi agora que os Diabos conseguiram desempatar o jogo. Mas muita bola ainda vai rolar nesses 25 minutos restantes...
- Não pode ser! – Ortega voltou a sentar-se, pesarosa.
- Se o jogo acabar assim e ir para a prorrogação eu não aguento e morro antes! – Westwick se esparramou no chão, fechou os olhos e os ouvidos.
Quando era criança e queria que o tempo passasse mais rápido sempre fazia isso. Era como se ao não ver e ouvir nada do que se passava ao seu redor ela entrava em seu mundinho e assim quando voltava ao tão temido mundo real as coisas estariam diferentes.
A ruiva permaneceu assim por cinco minutos e ao reabrir os olhos por pouco presenciou um gol do Liverpool o que quase lhe causou uma taquicardia, mas a bola bateu na trave e saiu de campo.
- Esse jogo está muito disputado e se nós dermos uma pausa para comer alguma coisa e todo mundo a ser amiguinho? – Liam sugeriu. Afinal de contas, Zayn e não paravam de brigar e não parava de gritar com Louis e Harry.
- XIIIIIIIIIIIIIIIIIU. – todos resmungaram juntos. Até Hilton.
- Vamos jogar Twister? – perguntou voltando ao seu antigo lugar.
- Tá de brincadeira? – seu irmão questionou.
- Depois que o jogo acabar!
- Falamos sobre isso depois! – Harry falava como um homem de 40 anos.
- Okay, papai! – ele a encarou irritado pela piadinha e ela mandou um beijinho no ar.
Os minutos se passavam e todas as pessoas ao redor do mundo que estavam sintonizadas ao clássico Diabos Vermelhos x Reeds, começava a sentir uma agonia pelo placar do jogo.
E a bola parecia simplesmente não querer entrar em nenhum dos gols, até parecia que ela estava se divertindo com a tortura pela qual todos passavam.
O celular de tocou, porém a menina não tirou os olhos da tela da TV já que o Manchester se aproximava da área do Liverpool.
- Alguém atende essa merda, porque eu odeio essa música!
GOOOOOOOL! É dele, Roney! É do Manchester! Aos 40 minutos do segundo tempo os Diabos Vermelhos conseguem desempatar e ficam muito próximos da taça! Eu acho difícil o Liverpool virar antes do apito final do jogo...
estava eufórica, dava pulos de alegria e abraçava qualquer um que aparecesse na sua frente.
- Você está vendo o jogo? – perguntou a Phillips pelo telefone. – Eu sei!... É claro que eu apostei!... Coitado? Se você soubesse o que esse idiota me fez passar o dia todo! – estava plena pelo fato de ver o primo colocar mais cinquenta libras na pilha de dinheiro que formara.
- Para de falar mal de mim para o seu namoradinho, ! – reclamou enquanto voltava para seu lugar, totalmente desolado.
- Para Zayn! – a morena reclamou colocando a mão por sobre o receptor de voz. – Não somos namorados. – cochichou para o mais velho sentado ao seu lado.
- Aham... – Malik, Westwick e Tomlinson – que surgiu de um buraco negro – falaram juntos.
- Então... – a menina voltou a falar com o jogador de basquete. – Ahh, okay... Com certeza!... Até depois. Beijo. – finalizou a ligação e pôs o IPhone no colo.
- Ela se despediu com beijinho! – Harry brincou.
- Um amorzinho! – Louis apertava as bochechas da caçula, que fazia uma careta tentando se libertar daquelas garras do mal.
- Me deixem em paz! – dava tapas nas mãos de Louis, - Eu ainda nem zoei o Malik pelo fato de que MEU TIME É MELHOR QUE O SEU! – se jogou em cima do primo, que se desequilibrou.
- Sai de cima de mim! – empurrou-a para o lado, que rolou para longe, mas em menos de cinco segundos já estava agarrada nele novamente. – , não toque em mim, eu odeio você! Ainda falta dois minutos, mais os acréscimos!
- O juiz só vai dar dois minutos de acréscimo...
- Tudo pode acontecer em quatro minutos! Crianças nascem em quatros minutos!
- Crianças são feitas em quatro minutos! – riu da própria fala e deu um tapa na cocha de Malik.
- Pessoas morrem em quatro minutos. – disse entediada.
- O meu time vai ser campeão em quatro minutos. – Ortega falou abraçada ao primo que não correspondia ao gesto dela e ao ouvir tais palavras tirou os braços da morena dele.
- Eu odeio você!
Os quatro minutos não demoraram muito para chegarem ao fim. O Liverpool tentou, mas não conseguiu virar o placar.
se sentia muito mais leve com o término do jogo e o título de campeã. Já Zayn, se sentia otário!
- Eu amo futebol. Eu amo o Manchester. Eu amo meu primo trouxa. Eu amo apostas! – com sorriso imenso pegou o dinheiro em cima da mesa que agora lhe pertencia. – Zayn, eu vou fazer da sua vida um inferno pela próxima semana!
- Não fala comigo, !
- Não me chama assim!
- Mas é o seu nome!
- Mas você só me chama assim quando está bravo por algo que eu fiz. – falou manhosa e o mais velho cogitou não ficar bravo pelo acontecido, mas: - E a culpa não é minha se o seu time é muito ruim!
- Eu vou fazer você engolir todo esse dinheiro! – se dirigiu até ela que gritou desesperada e saiu correndo se colocando atrás de Louis. – Você acha que esse franguinho vai te proteger?
- Poxa cara, não precisa ofender... – Tomlinson falou fingindo tristeza.
- Tem razão. – a garota mudou de escudo e foi para trás de que se levantava para ir ao banheiro.
- Se você tocar em mim eu meto essa muleta no teu saco, Malik. – disse simplesmente saindo da sala, com em seu encalço.
- Agora a gente pode jogar Twister? – perguntou alto.
- Pelo amor de Deus, alguém dê o que essa garota quer porque eu não aguento mais ela resmungar no meu ouvido! – seu irmão suplicou.
- A tem Twister. – Liam se lembrava das vezes que os meninos pegavam o jogo dela para brincar. – Sabe onde está, Zayn?
- Deve estar no quarto dela. Vamos pegar.
- Você precisa de ajuda para pegar um simples jogo, Malik? – Niall perguntou malicioso, balançando as sobrancelhas.
- Cala a boca. – respondeu mal humorado.
Os meninos se encaminharam ao andar de cima. Entraram no quarto da caçula e passaram o olhar pelo ambiente.
- O que isso está fazendo aqui? – Payne perguntou pegando um agasalho que estava sobre a cama de Ortega.
- O quê? – o moreno se aproximando e então viu a que ele se referia. – Ah, isso! É o pijama da .
- Pijama? Da ? – questionou sem entender. – Não! Isso aqui é meu!
- Seu? – Zayn achou estranho.
- E-É... – gaguejou procurando por uma explicação. – Eu esqueci aqui um dia e nunca mais achei... – Na verdade ele havia emprestado a garota um dia que saíram juntos e ela não estava vestida apropriadamente para o frio que fazia. Agora lembrava-se que desde aquele dia não havia recuperado o agasalho.
– Eu pensei que fosse do Danny!
Liam virou-se para o amigo, com uma mão na cintura e a outra ainda segurando seu agasalho. Estava realmente ofendido por Zayn achar que algo que pertencia a Liam Payne fosse de Daniel Phillips.
- Por que pensou isso? – falou pausadamente.
- Porque a minha prima só dorme com essa blusa! – se afastou procurando pelo jogo - Na verdade essa blusa já é a segunda pele dela. Isso só vai para à maquina de lavar quando o Morgan vem aqui no quarto dela e pega. E tem que ser lavado no mesmo dia para ela voltar a usar o mais rápido possível. É um desespero, que pelo amor de Deus!
Payne ouvia o que ele dizia e inalou o perfume que saia do casaco de moletom. Não era mais seu cheiro que estava ali, e sim, o perfume maravilhoso da menina. Sua vontade era de poder sentir aquela fragrância única e prazerosa para todo o sempre. Melhor ainda seria poder senti-la diretamente da pele dela, que era macia como uma pétala.
- Achei! – Zayn disse alto. Ele estava no closet da prima e finamente havia encontrado o Twister.
Liam dobrou a peça de roupa e a colocou de volta aonde havia encontrado.
- Ué, não vai levar seu agasalho? – o amigo indagou vendo-o se dirigir até a porta.
- Não... Deixa com ela, é um casaco realmente confortável. – sorriu e deixou o quarto, se dirigindo ao andar de baixo.
Era bom saber que depois de tudo era com o casaco dele que dormia. CHUPA ESSA PHILLIPS! Gritava em sua mente. Ahh, que sensação boa de VITÓRIA E PODER!
Não adiantava nada se no fim das contas era a boca de Daniel que beijava, mas Liam mantinha pensamentos positivos. Foda-se o jogadorzinho de basquete de merda. Ele ia fazer Ortega voltar a ser dele, mais cedo ou mais tarde...

_


Niall e conectavam o vídeo game a TV para poderem jogar Just Dance e do outro lado tirava os restos de pipoca e garrafas de cerveja do chão para estender o tapete e poder, finalmente jogar seu Twister.
O caos estava formado!
- Quem vai jogar comigo? – a Styles perguntou animada.
- Eu vou. – Liam retirava os tênis e se alongava.
- Você não consegue nem por as mãos nos joelhos sem sentir cãibras, como pretende jogar Twister? – Meester perguntou da poltrona em que estava sentada, com os braços cruzados e uma cara mal humorada.
- Eu realmente não sei porquê sou seu amigo. – Liam falou com as mãos nas cinturas.
- Eu faço questão de jogar! – Louis se aproximou.
- Você só quer atrapalhar na verdade!
- Meester. Meester. Minha cara Meester! Você me conhece muito bem! Não tem como negar! – ria enquanto tirava os sapatos.
- Eu quero jogar! – voltava da cozinha, havia ido lembrar Morgan que todos os amigos ficariam para o jantar, pois todos dormiriam na mansão Malik. Correu para onde os amigos estavam.
- Já tem quatro. Quem vai girar a roletinha? – todos viraram-se instantaneamente para que encarava as unhas e ao perceber que era o foco da atenção arqueou a sobrancelha.
- Estou ocupada fazendo vários nada.
- Eu faço isso. – Harry disse, sentando-se no chão e pegando a roleta das mãos da irmã.
No mesmo ambiente, mais especificamente em frente a TV, Niall, e jogavam Just Dance e dançavam ao som de Ghostbusters, do Ray Parker Jr.
- Niall, vai mais para o lado você está me atrapalhando! – Westwick reclamou.
- A está vencendo, vamos atrapalhá-la. – e então os dois pularam na frente da loira, que com a visão abstruída perdeu alguns pontos.
- Parem de ser imaturos e aceitem a derrota!
- Você vai ter que aceitar derrota queridinha, porque agora eu que estou vencendo! – riu maléfica.
Zayn, sentado no sofá, ria das brincadeiras a sua volta. De um lado, três idiotas pulando feito macaco com formiga no rabo, e do outro, quatro panacas se contorcendo igual cobra cega.
- Pelo amor de Deus, Harry. – reclamou. – Gira esse negócio logo. Não aguento mais a bunda do Liam bem na minha cara.
- Desculpe... – Payne tentou virar-se para encara-la, porém não teve sucesso.
- , você está roubando! – Louis reclamou.
- Não estou não!
- Você faz ballet desde que aprendeu a andar, isso é roubar! – o rapaz falava com dificuldade pela força que fazia para se manter em pé.
- Niall, para de se jogar na minha frente! – Hilton reclamou.
- Será que dá para vocês pararem de reclamar? – Harry pediu, sentado no chão com a roletinha nas mãos.
- Malik, vem dançar com a gente. – puxou o garoto pela mão, que tentava de todo jeito se soltar e voltar para o sofá.
- , você está pisando na mão! – Ortega gritou e a loirinha devolveu um “Desculpa, saco!”.
- Horan, se você entrar na minha frente de novo eu arranco suas bolas! – Westwick o empurrou.
- Mão direita no amarelo. – Harry instruiu Louis.
- Você só pode estar de brincadeira com a minha cara, Styles!
- Mão direita no amarelo.
- Eu já entendi, merda! – o amigo falou nervoso.
- Vai logo Louis! – Meester pediu de onde estava. Sã e salva sentada em sua poltrona.
- O meu pé está aí, vai para outro. – Payne disse quando Tomlinson finalmente se posicionou.
- Não é possível! Alguém amaldiçoou essa roleta do inferno, antes de começar o jogo.
- Eu já disse que não quero dançar essa música! – insistia para mudar a escolha.
- Mas eu quero!
- Liam, sai de cima de mim! – suplicou.
- Eu não posso!
- Como assim o Zayn ganhou? – Niall reclamou – Vamos jogar a mesma de novo, não admito isso!
Da porta, Morgan, o mordomo da família Malik a 25 anos observava em silêncio toda a bagunça.
- O jantar – todos ficaram em silêncio e viraram o rosto para ele. – está pronto.
foi se levantar, esbarrou em Liam que acabou chutando a mão de , que se desequilibrou e caiu em cima de Louis, ou seja, todos no chão e algumas fraturas feitas. Niall foi em direção a porta, no entanto não viu um dos fios do vídeo game, tropeçou e caiu também. gritava para alguém pegar suas muletas. Todos gritavam ou de dor, ou de tanto rir. E o mordomo continuava sério e em silêncio.
- Nós somos um desastre! – ainda ria da queda maravilhosa que seu amigo havia levado.

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O quarto estava escuro demais, existiam muitas horas naquela meia noite. Parecia que o sol havia fugido do sistema solar, para nunca mais voltar e banhar a humanidade com seu calor.
A morena estava deitada de barriga para cima, com as mãos por sobre a barriga e a perna quebrada amparada por uma muralha de travesseiros.
Sempre havia considerado o colchão de Ortega muito confortável. Contudo, naquela noite o sono parecia não fazer questão de chegar para acolhe-la em um paraíso.
Meester encarava o teto azul bem claro cheio de estrelinhas brilhantes. Se recordava quando ela e a amiga haviam as colocado ali, para fazer um céu particular, que apenas as duas partilhariam.
Arrastava seus olhos por todo o quarto da caçula e se sentia presa em um tédio sem fim. Ao virar a cabeça para o lado pode ver Ortega dormindo pesadamente com os lábios entreabertos e cogitava a ideia de acorda-la para lhe fazer companhia, mas sabia que seria muita maldade caso o fizesse.
Sem aguentar mais ficar presa no cômodo levantou-se da cama, pegou as muletas que estavam ao seu lado. Caminhou devagar tentando não fazer barulho para acordar a mais nova, abriu a porta lentamente temendo que a mesma regesse ou fizesse algum outro som que despertasse de seu sono. Ao colocar apenas a cabeça para fora, encarou o corredor encontrando nenhuma alma viva. Se dirigiu para a escada e se deparou com o problema de que até aquele momento sempre havia alguém para pegá-la no colo e auxiliá-la descer ou subir, aquela seria a primeira vez que faria aquilo sozinha.

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Apenas o som que saia do ar condicionada era ouvido no quarto, o ambiente estava escuro e o rapaz coberto da cabeça aos pés dormia pesadamente.
O cenário continuaria silencioso se a porta do banheiro não batesse com uma rajada de vento que entrou da janela do cômodo.
Harry acordou assustado com o estrondo. Passou as mãos pelo rosto e sentiu o frio. Pegou o controle do ar condicionado e aumentou a temperatura, se enrolou mais nos cobertores e fechou os olhos para voltar a dormir.
No entanto, sentiu sede e sua boca seca lhe causava desconforto. Bufou irritado consigo e se descobriu, levantando o tronco para alcançar um copo com água que estava no criado mudo, ao lado da cama. Porém o encontrou vazio, seco, sem gota alguma para contar história.
Fazendo a constatação do fato, rolou os olhos lembrando-se que Niall havia tomado o caralho da água. Se recusando a ir até a cozinha, o rapaz voltou a deitar e cobrir o tronco nu.
Mas não conseguia pegar no sono sentindo a garganta seca...
Desistiu da teimosia e saiu da cama, com o auxílio da luz do celular caminhou até a porta do quarto e deixou o cômodo descalço, sem camisa, apenas com uma calça de moletom.

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estava na cozinha procurando desesperadamente pelos amendoins envoltos em chocolate.
estava comendo aquele negócio, ofereceu para a morena e ao comer, Meester pensava que havia visto o rosto de Deus, de tão bom que era.
Ela havia ouvido que restara mais pacotes daquela maravilha e estava descontrolada em busca do docinho tão maravilhoso.
Vasculhava os armários que alcançava e isso queria dizer os que não eram muito alto e nem os baixos, porquê ela não era muito alto e também porquê não conseguiria se abaixar devido o gesso.
Na dispensa a menina também não havia tido sorte e os amendoins envoltos em chocolate pareciam um sonho cada vez mais distante.
Após um tempo sem obter sucesso em sua busca a menina desistiu de tentar e decidiu ir até a sala de TV ver se havia restos mortais do pacote.

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Styles tropeçou nas barras da calça enquanto caminhava até a cozinha. Coçou os olhos e se encaminhou ao cômodo lentamente.
Pegou um copo ligou a torneira e então notou a bagunça que o cercava. Alguns dos armários estavam abertos e a porta da dispensa também.
Tomou sua água, sentindo um alívio por finalmente matar sua necessidade e voltou para as escadas para poder voltar a seu quarto e dormir, todavia percebeu que a luz de um cômodo estava acesa e foi ver quem estava lá.
Ao chegar a porta da sala de TV dos Malik pode encarar quase destruindo o ambiente, deixando tudo de ponta cabeça.
- O que você está procurando? – perguntou com a voz mais rouca que o normal devido a falta de uso.
A morena se assustou e com mão sobre o coração virou o rosto para ele.
- Aquela merda de amendoim que a estava comendo. - falou voltando a jogar no chão as almofadas do sofá.
- Estão na cozinha.
- Eu já fui lá e posso dizer que não estão!
- Estão na bancada ao lado da cesta de fruta.
Irritada, a menina saiu da sala de TV e caminhou como podia, com suas muletas, até a cozinha, para esfregar na cara dele que estava certa. O rapaz a seguiu apenas para esfregar na cara dela que ele é quem estava certo.
- Viu, não estão... – encarou o que procurava exatamente onde ele dissera a ela. – Aqui... – Sorriu enjoada para ele e foi até a bancada, pegou o saquinho e ia saindo da cozinha devendo nada a alguém.
- Hey, espera. – o rapaz a chamou.
se virou para ele esperando que continuasse.
- Sobre o que aconteceu mais cedo no lavabo...
- Não precisa falar nada, Harry. Eu “ofendi” sua masculinidade e você quis me provar algo. Eu entendi. Não se preocupa. – as palavras saiam de sua boca de uma forma realmente calma, o que transmitiu confiança ao rapaz para não se importar com o ocorrido.
- Okay.
sorriu de lado para ele e foi até as escadas, segurou com os dentes o saquinho com os amendoins e subiu lentamente as escadas, ao chegar ao andar superior se encaminhou ao quarto da amiga e se movia silenciosamente para não acordá-la.
continuava na mesma posição desde que Meester havia deixado o cômodo.
A morena levou um tempo para arrumar-se na cama e encontrar uma posição confortável para a perna, mexia-se na cama incontrolavelmente, tomando cuidado para não acordar a caçula. Finalmente quando se acalmou e pode enfim comer os benditos amendoins seus pensamentos foram levados até o que havia acontecido na tarde daquele dia.
E o rapaz, que passava em frente da porta do quarto em que ela estava, também era assombrado pelos mesmos pensamentos.
De fato, ele havia feito aquilo pelo o que ela dissera a ele sobre sua falta de virilidade, no entanto Meester poderia muito bem ter rejeitado o beijo e iniciar uma nova sessão de gritos e então Liam voltaria e mataria Styles. Porém, a morena não o fizera. Por quê? E aquilo poderia muito bem ter sido apenas só mais um beijo na lista de ambos, mas fora tão, particularmente, bom e agradável e saboroso e inebriante... Por quê?
Talvez os dois jovens nunca encontrassem respostas para tais perguntas, ou então elas estavam mais próximas de serem respondidas do que ambos poderiam imaginar.

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Rotinas são maçantes e entediantes, e apesar de não a apreciarmos, estamos todos presos a sua mornidão.
E era com o intuito de fugir de sua rotina que Ortega havia começado as aulas de dança com apenas 4 aninhos. A mãe da garotinha, uma bailarina renomada, a colocara em uma escola de ballet a fim de que a menina tivesse um momento de lazer as tardes de terça e quinta.
adorava as aulas, porém ao crescer achava que ir até a academia de dança havia se tornado parte de sua rotina. Desanimada, pensou em desistir, no entanto a mãe sempre a incentivava a continuar e a apresentou estilos variados de dança.
E foi então que conhecia o street dance, um conjunto de estilos de danças que possuem movimentos detalhados.
Com 11 anos de idade a morena começava a cursar ambos os gêneros, o ballet clássico e o street dance. Eram formas bem diferentes de dança, no entanto, a menina se encantava com os dois.
Dakota Ortega era uma célebre dançarina, a forma como flutuava no palco, com movimentos leves e delicados era magnifico. Assemelhava-se a uma borboleta dançando ao vento, sua filha achava inspirador de se assistir. E também adorava ver os colegas de turma com movimentos tão expressivos ao dançar o street dance.
estava na academia de dança, para mais uma aula. E aquela era uma aula realmente importante. Era o último mês de ensaios para “O Grande Final”, que era a apresentação dos dançarinos para olheiros de faculdades de dança.
E ela estava em uma das performances principais, o que a deixava extremamente apreensiva. Ainda faltava dois anos para a garota ingressar na faculdade, no entanto, seu professor a havia escolhido como uma das peças centrais em todo o show.
A morena encontrava-se estirada no chão, respirando pesadamente pelo grande esforço que havia feito. Aqueles paços apenas não faziam sentido para ela e mesmo que ela tentasse um milhão de vezes não conseguia acertar seu tempo.
Benjamin Acker, seu parceiro de dança e seu professor, William Stammel, conversavam sobre o ensaio, próximos a ela, que ouvia tudo com os olhos fechados.
- Eu prometo que vou ensaiar mais. – a morena falou se sentando, com a respiração voltando ao normal.
- Você realmente precisa, Ortega. Estamos apenas a algumas semanas do Grande Final. – seu professor falou zangado.
- Ainda falta um mês, Will. – Ben intercedeu pela caçula.
- Estamos contando com você, . Não nos decepcione. – Stammel disse por fim, se retirando e deixando os dançarinos a sós.
- Eu sou um desastre... – a garota voltou a se jogar no chão desiludida.
- Você vai conseguir, bailarina. – Acker se sentou ao seu lado, apoiando os braços nos joelhos.
- Por que eles não escolheram outra garota para dançar com você? – virou o rosto para o rapaz que também se deitava.
- Porque eles sabem que você consegue!
A menina riu sem humor: - Meus pais estão vindo de Nova Iorque assistir O Grande Final e eu nem a menos sei a entrada dos passos!
- Calma, ! Vamos dar um jeito. – ele piscou para ela e se levantou, estendeu a mão para a menina, que aceitou a ajuda. – Eu vou para o vestiário tomar um banho e depois vou embora, mas amanhã pode contar comigo para ensaiar, é só me liga e marcar.
- Tá bom. Eu vou ligar. – sorriu agradecida. – Tchau Ben.
Ortega encarou o ambiente ao seu redor, encontrando os colegas de turma ensaiando seus passos para o desempenho final, os professores William e Keira Stammel os ajudavam e supervisionavam. Sabia que devia ensaiar mais, todavia, seu corpo estava tomado pela exaustão e seus joelhos doíam por alguns belos tombos que havia tomado enquanto dançava, pois ela estava adianta no tempo dos passos e Ben nunca estava preparado para toma-la pela mão o que resultava em sua queda e/ou nos tropeços dele.
Mais ao fundo, estava Meester, sentada preguiçosamente com o gesso apoiado em outra cadeira. A morena intercalava os olhos do celular e do ambiente movimentado. A música saia alta do alto falante e um grupo dançava ao seu ritmo, enquanto o outro conversava sobre o figurino, Keira auxiliava alguns bailarinos a sincronizar seus passos, ao mesmo tempo em que William observava tudo e fazia algumas anotações em uma planilha. Benjamin passou a seu lado e a cumprimentou, a garota sorriu simpática, acenando com a cabeça.
caminhou até ela, exausta e com a feição desapontada.
- Antes de qualquer coisa, esse seu professor é um gato, hein! – falou fitando Will que arrumava a postura de alguns dançarinos. – Agora sim, o que houve, ? – seu tom de voz mudou do tarado para o preocupado de repente.
A garota apenas sorriu, virou o rosto para trás encontrando o professor que era realmente atraente. Só para começar tinha um corpo arquitetado por deuses gregos e esculpido por querubins.
- Você sabe que ele é casado, né?!
- Essa Katherine não merece ele!
- É Keira.
- Tanto faz! – falou emburrada – Quantos anos ele tem?
- O William tem 28 e a Keira tem 34.
- Não sei se fico surpresa por ela ser – parou para fazer as contas nos dedos. – SEIS anos mais velha que ele! Ou por ele ser só onze anos mais velho que eu! Vou me casar com seu professor...
- De novo, ele já é casado!
- Tem filhos? – pensou por alguns segundos e depois balançou a cabeça negativamente. – Então não é nada sério...
- Meu Deus! Você não pode estar falando sério. – desesperou-se por alguns poucos segundos.
- Para de reclamar e vai tomar um banho e tirar essa roupa que você está fedendo. – disse se levantando, pegou as muletas e foi até a recepção esperar pela caçula.
foi até o vestiário, se desfez dos tênis, da calça de moletom e da regata larga que usava para poder entrar embaixo do chuveiro e se livrar de todo o suor, cansaço e decepção por não ter se saído bem naquele ensaio.
Tomou um banho rápido, ao chegar em casa tomaria um banho de verdade, lavaria o cabelo e depois ficaria eras na banheira e então gostaria de dormir, no entanto ainda tinha um trabalho de filosofia para terminar. Com certeza pediria ajuda a , como havia feito na primeira parte da tarefa... Na verdade, a amiga fizera tudo sozinha e ela apenas observara. Mas estava tudo bem porque, no fim das contas, ela gostava!
A morena foi até seu armário para pegar sua troca de roupa e a bolsa que levaria para casa com a roupa suja. Procurou pelo celular nas prateleiras do armário e não encontrou, abriu o bolso externo da mochila e ele também não estava lá, no bolso da calça que ela usava também não... Realmente preocupante...
- Você viu meu celular? – perguntou a Meester ao entrar na Mercedes, - Oi Fred. – cumprimentou o chofer.
- Olá senhorita Ortega! – sorriu simpático.
- O acéfalo te mandou mensagem. – falou com o IPhone da caçula nas mãos - Desde quando seu celular tem senha? E desde quando você não me falou qual é a senha do seu celular? – digitava as relações de números que lhe vinham a mente e do banco da frente Fred riu ao ouvi a conversa delas.
- Me dá isso! – riu, tomando o objeto dela. – Desde que você começou a responder as mensagens que o “acéfalo” me manda!
- Já bloquei essa merda por 7 minutos e não descobri sua senha. Qual é ?
- A função de uma senha é ser secreta. Se eu te contar ela perde a função de existência dela! Desculpa, ... – sorria meigamente e a mais velha resmungou um “Vai se foder”.
Ortega voltou a atenção para a tela o celular para poder ler a mensagem de Phillips e não teve certeza se gostou do seu conteúdo.
- O Danny disse que precisa conversar comigo... e é algo sério. – falou à amiga que nunca admitiria, mas queria muito saber o qual era o conteúdo do comunicado.
- O que ele disse exatamente?
- “Preciso conversar com você. É algo sério.”.
- Ele é objetivo, né? – falou com as sobrancelhas juntas e riu de seu comentário.
- O que deve ser? – voltou a perguntar.
- Sei lá, . O namorado é seu!
- Ele não é meu namorado. – disse o que sempre falava quando alguém falava que ela e Daniel eram um casal.
- Será que ele vai te pedir em namoro? – entrou em pânico aparente.
- Por que esse desespero?
- Nada... – falou calmamente, voltando a se recostar no banco e virou o rosto para a janela por alguns segundos. – Mas será que é isso? – voltou-se a amiga.
- Não sei... Acho que não...
- Mas se ele pedir você vai dizer não, né?
- Eu não sei, ! O Danny é incrível – Meester quase vomitou -, mas eu não quero namorar no momento.
- Você não quer namorar no momento, ou não quer namorar o Phillips?
Apesar de negar a amiga lhe conhecia bem o suficiente para saber que se coração nunca parou de bater em função de Liam Payne.
- Eu não sei. – disse simplesmente e a mais velha viu aquela declaração como dando por encerrado o assunto.
Contudo a incerteza de saber se Daniel iria ou não pedir Ortega em namora e se ela iria ou não aceitar não impediu a garota de enviar uma mensagem ao melhor amigo:
Xx Seu tempo acabou Payne Belly. Phillips vai pedir sua querida baby doll em namoro. De nada por te manter informado. Disponha. xX


Capítulo 11


Sexta-feira é dia de desânimo, mas também de comemoração, pois apesar de todos ficarmos cansados pelas atividades da semana inteira, o fim de semana está batendo as portas e nada melhor que uma folga da rotina desgastante para revigorar as energias.
O sinal para o almoço havia tocado e todos agradeceram muito pelo final do primeiro período de aulas, agora só faltavam mais algumas horas e logo os alunos poderiam ir para suas casas descansarem. O corredor central da Eton já estava cheio de adolescentes que mexiam em seus armários para trocar os livros. Alguns se encaminhavam ao refeitório, outros preferiam almoçar no pátio externo do grande colégio.
costumava almoçar no refeitório, pois seus amigos sempre estavam lá, por mais que a maioria deles detestasse a presença do outro, sempre passavam aquela parte do dia todos juntos. Agora almoçava com Danny, que preferia almoçar no pátio externo juntamente com os amigos, que Ortega não conhecia muito bem.
A morena foi até o refeitório, como de costume, pegou seu almoço, avisou o primo onde estaria e se dirigiu para o pátio externo a fim de encontrar Daniel. Ao chegar na área externa de imediato avistou Phillips conversando com Mark, seu melhor amigo. Ao se aproximar dos jogadores, Dan pediu licença ao amigo e foi sentar-se com Ortega em uma mesa separada dos demais.
- Nossa, o que você tem para me falar deve ser sério mesmo, hein! – a menina sorriu nervosa, desenrolando os talheres do guardanapo.
- Eu só queria almoçar sozinho com você... Mas sim, nossa conversa vai ser um pouco séria.
- Então fala o que houve... Desculpa, mas você sabe que eu sou curiosa... – era verdade, Ortega era uma das pessoas mais curiosas do mundo.
- Depois nós falamos sobre isso. Primeiro eu quero que você me conte como foi sua aula de dança ontem. Conseguiu acertar aquela coreografia que tinha me falado que era complicada?
Uma das coisas que mais adorava em Dan, era que ele parecia realmente interessado em tudo o que acontecia na vida dela. Desde notas em teste a o que ela havia comido na ceia! Phillips realmente era doce de rapaz.
Após contar como havia sido sua aula, dizer que a coreografia difícil ainda era muito difícil para ela e que devido a isso ela havia caído algumas boas vezes a menina perguntou sobre os treinos de basquete dele e a conversa fluiu, até que Daniel não conseguiu evitar o assunto principal.
- , eu quis almoçar com você porque tinha algo importante para te contar... – os olhos do rapaz estavam tristes e cabisbaixos e a garota estranhou. Ele levou sua mão até a dela e a acariciou com o polegar. – E bem... É que... Eu estou me mudando para a Austrália. – conseguiu, finalmente, falar.
A menina ficou sem reação, abaixou a cabeça para a mão dele que segurava a sua, levou os olhos de volta aos de Daniel, os desviou mais um milhão de vezes e por fim falou algo.
- O quê? – foi apenas o que saiu.
- Você sabe que meus pais são divorciados, certo? – indagou e ela confirmou com um aceno de cabeça. – Bem, eu moro aqui com a minha mãe, porém o meu pai quer que vá morar com ele... na Austrália.
- Por quê?
- Bem, minha mãe se casou novamente no ano passado e eu simplesmente não suporto meu padrasto! Eu sempre o ouço dizer a ela para me mandar morar com meu pai, mas eu nunca quis.
- Então por que você vai?
- É o meu pai quem paga as mensalidades da Eton. E quando eu for para a faculdade continuará sendo ele. – não a encarava nos olhos, mantinha cabeça baixa e o seu tom de voz triste revelava seu estado de espírito. – Meu pai sempre quis que eu me mudasse para lá, então agora disse que apenas irá pagar minha faculdade se eu for morar com ele. Tecnicamente, ninguém me quer aqui... – sorriu sem humor
- Quando você vai?
- Um dia após o termino das aulas.
- Isso é daqui a quanto tempo? Uma semana? – falava exasperada.
- Sim. – falou cabisbaixo e a garota percebeu que deveria estar sendo muito difícil para Dan tudo aquilo. Então não era hora para entrar em pânico e fazê-lo sentir-se pior, era hora de apoia-lo e mostrar que estava tudo bem.

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Liam dirigia irritado. Ele realmente apreciava passar tempo com os amigos, mas esse era um momento em que ele preferia absolutamente estar sozinho, fumando um bom cigarro, quieto. Entretanto, não era possível fugir das perturbações dos garotos, já que seu carro era o maior e eles precisavam buscar o irmão de Louis no aeroporto.
George Alexander, esse era o nome do irmão mais velho de Louis. Por muitos anos, ele foi o modelo ideal a ser seguido pelos garotos, que trabalhavam arduamente para serem como George quando fossem mais velhos.
Louis em especial, havia desenvolvido uma afeição muito forte pelo irmão, que embora quase 10 anos mais velho, se dedicou a passar muito tempo com o Tomlinson mais novo. Ensinando-o todo truque que qualquer bom cafajeste deve saber. Não só Louis, bem como os outros meninos deviam suas “habilidades” com garotas e problemas ao homem que estavam indo buscar naquela tarde. Todavia, Louis mantinha uma mágoa em relação ao irmão, que desde que partira para a América e começou a namorar, passou a atrasar com as visitas à família e ao irmão que tanto o admirava.
De qualquer maneira, Lou mantinha a pequena esperança de que tudo voltaria ao normal outra vez, já que George havia terminado o noivado recentemente.
- Niall, eu acho que você devia terminar com a April. – Harry diz baixo para o amigo, que está sentado ao seu lado no banco de trás. Niall não consegue esconder a surpresa ao ver Harry falando de seu relacionamento de uma maneira tão aberta.
- Okay... E por que você acha que eu devia terminar com a minha namorada? Nós estamos parecendo tão infelizes assim? – O loiro questiona, achando graça do comentário inusitado, mas levando super na esportiva já que ele estava pegando a irmã do curly e se sentia culpado pra caralho.
- Porque ela dá em cima de mim em toda festa!? – Harry juntou as sobrancelhas, sério.
Niall cresceu os olhos azuis, sem entender o que significa exatamente o que o amigo havia acabado de falar.
- Como assim, gente? – foi tudo o que ele conseguiu dizer.
- O Harold tem um bom ponto, cara. Ela já tentou me beijar uma vez, na festa daquele William, da uni. – Zayn, que estava sentado no banco do carona, virou-se para trás, para apoiar Harry e tentar colocar um pouco de juízo na cabeça do loiro. Embora não tivesse muitas certezas ultimamente, já que atualmente andava encantado, por falta de melhor expressão, com sua bela amiga , que sempre esteve por ali, mas que por alguma razão desconhecida havia se tornado tão atrativa, e simpática, e engraçada e linda pra cacete.
Foco, Zayn!
- Olha, eu não estranharia se ela tivesse feito isso com qualquer um de vocês nesse carro, mas você Zayn, acho meio improvável. A April ODEIA você, do tempo que nós passamos juntos, ou ela tá com a boca no meu pau ou tá falando mal de você. Ela definitivamente odeia você, cara. - Niall confessou, rindo.
- Vocês querem que eu diga o quê? Eu não poderia me importar menos com o que a April anda fazendo, pra ser sincero. – Horan se manifestou, um pouco menos paciente dessa vez.
A verdade é que tudo o que circundava seus pensamentos nos últimos meses era , ele mal podia se controlar quando estava no mesmo ambiente que a loira. O que começou como uma diversão, uma pequena distração para os dois, agora era um hábito que Niall não tinha a menor pretensão de abandonar.
Pelo contrário, a incerteza do “relacionamento” dos dois deixava Niall a beira de um colapso. O sentimento de possessão, que até algum tempo atrás lhe era desconhecido, agora o matava lentamente, por imaginar que a sua garota poderia estar pelos corredores do gigante colégio flertando e distribuindo seu charme com mais 400 garotos.
Embora as chances de que eles ficassem juntos abertamente fossem mínimas, Niall nutria a esperança que um dia, quando as apostas de Zayn e Louis acabassem, ele se sentiria seguro o suficiente para avisar a Harry que estava namorando a irmã caçula dele.
As consequências? Ele desconhecia.
Estava ansioso por esse momento? Nem um pouco.
- Cara você não está acreditando em mim? É isso? – Harry colocou a mão no peito, oferecendo o seu melhor olhar ofendido. – Porque se for esse o problema, nós podemos fazer uma aposta aqui e agora. – Styles propôs.
- SIM! – Louis e Zayn concordaram, acenando suas cabeças imaturas freneticamente. Niall permaneceu em silêncio, aguardando a proposta, e Liam meneou a cabeça negativamente, discordando da decisão dos amigos.
- Façamos assim, Nialler: próxima festa eu vou investir na April, se ela ceder, você termina com ela.
- E se ela não concordar? – o loiro cruzou os braços, achando tentadora a ideia de que ele poderia terminar com a namorada por um motivo que não fosse apenas o inteiro desinteresse dele.
- Se ela não ceder, eu deixo você pintar o cabelo do Zayn. Da cor que você quiser. – Harry sugeriu.
- MAS O QUÊ?
- TOPO!
- BOA HARRY!
Zayn, Niall e Louis gritaram, respectivamente.
- Por que o MEU cabelo, Styles? – o moreno questionou, juntando as sobrancelhas, com a feição desagradável.
- Porque você é o mais vaidoso do grupo, só assim faria sentido, cara. – Louis explicou.
- Mas fica tranquilo, a gente já ganhou essa aposta. – Harry complementou.
- Bom mesmo, seu filho da puta... – Malik murmurou, enquanto soltava o cinto de segurança, visto que acabavam de chegar ao aeroporto.
- Por que você tá com essa cara, Payne? – Louis perguntou, enroscando seu braço nos ombros do amigo, que mantinha o olhar de desaprovação.
- Vocês só vão parar com essas apostas quando alguém terminar machucado... – Liam alertou, guardando as chaves no bolso e desviando o olhar para o sinalizador de trânsito, que indicava que o caminho estava livre para os pedestres.
- Ow Liam. Para de ser viadinho, pelo amor de Deus, ou eu vou ter que socar a sua cara. - Harry brincou ao mesmo tempo que fez uma careta de dor porque acabara de receber um soco no braço.
A algazarra foi interrompida porque um telefone tocou, nesse momento todos começaram a apalpar os bolsos, mas logo Louis viu que a chamada era no seu telefone. Ao que suspirou irritado quando viu o identificador de chamadas.
- O que é, ? - ele perguntou, emburrado.
- Cadê o George? Ele já chegou? Já está com vocês? - a ruiva despejou as perguntas, animada.
- Eu vou te falar aonde ele tá, : no meu pau!
- COMO É QUE É TOMLINSON? - grita do outro lado da linha, fazendo com que Zayn e Niall escutassem também a gritaria.
- É bem isso que você ouviu. E para de me ligar, desgraçada.
Louis desliga o telefone, bravo com a incomodação de , que tem ligado para ele durante todo o dia, incomodando para obter informações precisas sobre a localização do seu irmão.
Harry está apenas com as sobrancelhas arqueadas e um meio sorriso, por não reconhecer o estado de irritação do melhor amigo. Achava hilário ver como conseguia fazer o jovem perder a linha e a compostura, como acabara de acontecer.
- Então quer dizer que a Westwick anda tendo todo esse poder sobre você, Tomlinson? - Zayn provoca, já se escondendo atrás de Niall, para evitar apanhar do garoto bravo.
- Sinceramente, Zayn, vai tomar no seu cu. Essa inferno tá me incomodando desde ontem. ELA ME LIGOU DE MADRUGADA SÓ PRA PEDIR QUE HORAS O GEORGE CHEGARIA! Eu tô tendo que passar o dia com o celular desligado pra ela não me incomodar, porque senão ela fica insistindo, olha aí, tá ligando de novo!
Louis xingou, desligando o Iphone e guardando-o no bolso.
As cinco primeiras ligações foram engraçadas, mas então, ele perdeu o controle de quantas vezes a ruiva havia entrado em contato com ele apenas para saber de George.
Ele sempre soube lidar com e suas birras, mas o comportamento atual da garota era algo mais e Menos , o que a tornava uma criatura insuportável de lidar. E mais que isso, simplesmente não entendia como ele se tornou um objeto de segundo plano da vida da ruiva apenas porque seu irmão estaria na cidade.
- Zayn, seu filho da puta, cadê o meu isqueiro? – Niall apalpou os bolsos, ao mesmo tempo que acusava o amigo, que tinha o péssimo hábito de sair por aí roubando isqueiros.
- E por que eu saberia porra? – Malik cresceu os olhos, se irritando ligeiramente com a acusação precoce.
- Poderia ter sido qualquer um aqui, Niall. – Liam adicionou, tentando amenizar a pequena discussão que começaria logo, se ele não interferisse.
- O Harry nem fuma, o Louis tá segurando o isqueiro dele desde que nós entramos no carro, não está comigo, então resta você ou o Zayn.
- E por que diabos você chegou a conclusão que eu estou com esse lixo? – Zayn continuou indignado.
- Porque você já sumiu com 6 isqueiros meus, Zayn. – Horan suspirou, frustrado. A discussão com o amigo não devolveria o seu isqueiro.
- Aquele é o George? - Niall cerrou os olhos, não acreditando no que via.
- Aonde? - Louis e Zayn viraram as cabeças juntos, curiosos.
- Ali na nossa frente! - Horan aponta, agora está vermelho de rir.
- O George? Aquele ali? - Harry agora está com uma das mãos na cintura, com um meio sorriso, confuso ao reconhecer que o irmão de seu melhor amigo se aproximava deles em uma cadeira de rodas.
- Louis, você nunca me contou que seu irmão sofreu um acidente. - Liam é provavelmente o mais desinteressado em toda a cena, ainda sim, está curioso para entender os porquês que circundam a chegada de George Tomlinson em uma cadeira de rodas que avança em alta velocidade.
- Ele não sofreu acidente nenhum. Do que você tá falando, idiota? - Louis murmurou, convicto de que seus amigos haviam fumado alguma coisa antes de encontrá-lo.
- Louis, sai da frente! - O próprio George grita, rindo afoito enquanto impulsiona com os pés e se aproxima em alta velocidade do irmão e dos amigos, ignorando completamente o comportamento de alguns britânicos soturnos, que os encaravam incomodados.
- Mas que porra!? - Louis pulou para o lado, levando Niall e Zayn.
- Ouch caralho! - Zayn murmurou, se levantando e batendo as mãos na calça jeans, para limpar a poeira.
- Qual o seu problema, Louis? - Niall está vermelho.
- O MEU problema? Eu só tentei me livrar de ser atropelado pelo meu próprio irmão! - Tomlinson retruca, ainda se levantando.
- Tá, mas não precisava me levar junto. - O loiro resmungou, infantilmente.
- VOCÊS VIRAM ISSO? EU ACABEI DE GIRAR NAQUELA CADEIRA EM 360° GRAUS! - George finalmente chega até onde os meninos ainda estão discutindo.
- Eu vi, seu idiota! - Louis cospe - Você quase me atropelou!
Os garotos prendem a respiração ao ouvir o tom áspero com que Louis se refere ao seu irmão. Mas, por sorte, o momento tenso se dissipa quando George abre os braços:
- Eu senti sua falta, irmãozinho.
O alvoroço inicial não cessou e logo os garotos foram convidados a conterem-se no aeroporto ou deveriam deixar o local. E para que a algazarra continuasse, Liam dirigiu até um bar aonde o grupo costumava ir quando não estavam rodeados das garotas. Era o ponto de encontro deles para fugir do alvoroço que muitas vezes as meninas causavam.
Agora estavam todos ao redor de uma mesa de sinuca, Louis e George jogavam contra Zayn e Niall. Liam e Harry tomavam suas cervejas, palpitando e dando dicas para os amigos, eventualmente reclamando dos movimentos que eram errados. A bagunça deles tomou o local, pareceu adiantar a temporada de fim de semana, e conforme a tarde passava, mais pessoas entravam para se divertir após o encerramento de expediente.
Harry e Liam conversavam discretamente:
- Você e a têm se visto? - Harry pergunta, curioso.
Liam dá um gole em sua cerveja e meneia a cabeça negativamente. Harry arqueou levemente as sobrancelhas:
- Então ela e o Danny realmente são algo?
- A gente não ficou mais desde a festa. - Payne coçou a cabeça. Não queria comentar sobre o assunto, mas sabia que Harry insistiria e tinha que dar um crédito ao amigo, que desde que descobrira sobre o "caso" de Liam e , manteve a boca calada e procurava dar uma mãozinha, na medida do possível.
- Mas nessa festa a e o Danny não tinham nada. - Styles pressionou, achando estranho o súbito afastamento do casal, que sempre esteve ficando desde que Harry descobriu tudo.
- Não foi nada demais, Harry. Ela só não quis mais. Eu respeitei a decisão e não a procurei mais. - Liam explicou, buscando encerrar a conversa.
- Impossível ser só isso, cara. A parece gostar tanto de você. - Harry comenta, fazendo um pequeno bico com os lábios, pensando sobre o real motivo do casal ter rompido. E mais que isso, pensava o que acharia de toda a situação.
- Claro que ela gosta de mim, Harry. É por isso que ela almoça todos os dias com o Daniel. Puro amor. - Liam é sarcástico.
- E você queria o quê? Que a pedisse um lugar ao seu lado enquanto você deixa a Lexi montar no seu colo a porra do almoço todo? Não seja um cuzão, Liam. Não seja um cuzão. - Harry adverte, terminando de tomar sua cerveja e indo até o bar para pedir outra.
Neste interlúdio, os garotos mantinham o jogo com pontuação acirrada. A concentração na mesa não dava espaço para muita conversação. Niall estava totalmente concentrado, analisando suas possíveis jogadas e a qualquer momento que algum amigo comentava algo com ele, o loiro o fuzilava.
Após ser repreendido pelo amigo, e o presentear com um tapa na nuca, Louis apoiou-se em seu taco e notou que um pouco a sua frente, no balcão do pub, uma morena com um drink na mão sorria para ele.
Suas amigas a rodeavam e tagarelavam sem parar, no entanto, a moça, que aparentava ser mais velha, não prestava atenção no que se passava ali, mas sim no rapaz de olhos azuis que agora também sorria para ela.
- Se importa? - ela perguntou, ao se aproximar, apontando com a cabeça ao lado de Louis, indicando o lugar onde gostaria de se posicionar. Louis deu de ombros, sorrindo antes de voltar a se preparar para a próxima tacada.
Agora que a morena estava próxima à mesa, Tomlinson precisava impressiona-la, porém ao aprontar sua jogada, o irmão lhe atrapalhou e o rapaz errou.
- Sabe como é, irmãos mais velhos. - George sorriu de lado para a moça que ria disfarçadamente de Louis.
- Nós somos uma equipe, babaca, se eu perder você perde! - o moreno falava sério e irritado. Seu irmão mais velho lhe deu tapinhas no ombro e saiu em direção ao balcão para pegar uma cerveja.
- Boa sorte da próxima vez. - Clementine ofereceu seu drink para o rapaz que agradeceu.
- Caso você não tenha percebido, aquele é meu irmão. - apontou para George apoiado no balcão, que esperava ser atendido. - Aqueles dois são nossos amigos. - a moça encarou Zayn e Niall, que mantinha sorrisinhos no rosto, e vez ou outra miravam o mais novo casalzinho.
Liam e Harry que conversavam afastados do grupo, voltavam para a mesa do jogo e ao encararem uma morena, alta, de corpo delineado e grandes olhos castanhos alinhar a gola da blusa de Louis Tomlinson, não acreditavam que uma mulher daquela estava dando mole para Louis.
- Que porra é essa? - Liam deixou escapar, com as sobrancelhas juntas.
- Esse é o poder Tomlinson, meu querido! - George sorria atrás dos dois com uma garrafa de cerveja na mão.
- Da onde você saiu? - Styles punha a mão no peito, pelo susto que havia levado.
- Calma cara, relaxa. - o mais velho abraçava ambos pelo ombro, aproximando-se dos outros dois. - É o seguinte pessoal, precisamos saber o que tá rolando ali, porque eu tô realmente curioso, contudo sou maduro demais para bisbilhotar. Então Niall, você foi escolhido para ouvir a conversa de forma disfarçada! - o loiro empolgado confirmou com a cabeça e foi para mais perto do casal.
- Então você quer o meu número? - Clem falava debochada.
- Você veio até aqui para me ver jogar, você quer minha atenção, querida. - as palavras ásperas contrastavam com o sorriso divertido contido.
Niall que estava próximo, arregalou os olhos ao ouvir o que o amigo dizia. E os outros a poucos metros ficavam mais curiosos para saber o que se passava.
- Você tem um ego realmente inflado, hãn?! Talvez eu esteja aqui por estar interessada no seu amigo loiro. Gosto de loiros… - agora era ela quem continha um sorrisinho.
Horan virou-se um pouquinho para o casal e acenou de forma tímida para a moça que retribuiu o gesto mordendo o canto dos lábios, por achar toda a situação muito engraçada.
- Mas tudo bem, eu te passo o meu número… - o rapaz sorriu convencido. - Com uma condição. - seu sorriso foi embora. - O último número do meu celular é 3, então você terá que tomar três doses e sobreviver.
- Gente corre aqui, isso vai ser muito bom! - Niall gritou e acenou para os amigos, que correram para ouvi-los.
Após escutarem o acordo, os meninos estavam certos de que Louis já havia conseguido Clementine.
- E então, qual será a bebida? - Zayn perguntou sentindo-se mais empolgado que o recomendável. - Ar da montanha. - Clem disse com naturalidade e os meninos viram toda a cena seguir em câmera lenta, lembrando de todas as vezes que aquele shot cruzou seus caminhos e o estrago que havia feito.
- Cara, você vai morrer, não faz isso!
- Louis resiste!
- Você pode encontrar outra pessoa.
Os meninos tentaram cancelar todo o incentivo anterior, já que conheciam os efeitos do drink e não seria muito são tomar algo do tipo no mesmo dia em que jantariam com os pais.
- Gente, tá tudo bem. - o moreno dizia sem ter tanta certeza disso. E embora soubesse que era uma decisão estúpida, Tomlinson não podia dizer não para a excelente oportunidade de sair com uma garota mais velha.
- Então nós temos uma aposta, Lou? - Clementine sorriu, jogando os cabelos e inclinando a cabeça para encarar Louis nos olhos. Adorava ver o brilho infantil surgindo nos olhos do garoto mais novo, a excitação por conta da ansiedade em provar um ponto para uma estranha, e mais do que tudo isso, a oportunidade de divertir as custas de um grupinho de adolescentes prepotentes.
- Nós definitivamente temos uma aposta, linda. - Louis afirmou, tomando a primeira dose e fechando os olhos quando o líquido desceu queimando a garganta e deixando seus lábios quentes.

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- Ei, meu bem. Aonde você pensa que vai sozinha?
A voz rouca e tranquila de Harry soou no corredor vazio, fazendo com que suspirasse em antecipada irritação. Seu pé latejava de dor, não só o pé, do joelho para baixo, nada ali estava imune ao incômodo constante porque simplesmente não sabia onde havia enfiado a merda do seu remédio. Ela então se arrumou em cima das muletas antes de olhar para o cacheado e começar um diálogo que provavelmente incluiria tópicos idiotas, como todas as conversas dos dois.
- O que você quer Styles? – ela perguntou, impaciente. Já não aguentava mais andar por aí se arrastando de muleta, perdendo as aulas de educação física e nunca podendo fugir de Harry, já que o gesso tornava seu passo ainda mais lento.
- O que eu quero agora? Nesse momento? – ele falou, baixando o tom de voz e se aproximando de .
Ela já sabia o que viria em seguida, e se sentia uma otária por não fazer o menor movimento que atrasasse o garoto.
- Eu quero saber porque você está tão mal humorada enquanto nossos pais estão ali embaixo, todos eles, prontos pra nos dar alguma grande notícia. – Styles continuou.
DOOOOOOOOOR! MUITA DOR, SEU FILHO DA PUTA! A mente de gritou.
- Eu não tô mal humorada, Styles. Eu só quero que você saia da minha frente e me deixe em paz para que eu possa chegar lá embaixo e ficar quietinha, ignorando a sua existência.
- Quer ajuda pra descer? – Harry ofereceu, agora quase em cima da morena.
- Eu me viro sozinha, como sempre fiz. – ela retrucou, mordendo o lábio para esconder um gemido de dor que quase lhe escapou.
Precisava de seu remédio urgentemente.
- Okay então. Acho que você esqueceu isso no meu carro mais cedo. – o garoto falou, entregando a cartela de remédios de e descendo as escadas de dois em dois degraus.
Meester segurou a cartela com força, sentindo seu rosto queimar de vergonha por lembrar dos acontecimentos mais cedo.
FLAHSBACK On
- Treinador, eu não tô pedindo, eu tô implorando pra você me deixar participar desse jogo!
- Pelo amor de deus Meester, se você não parar de encher o saco, eu te expulso do meu campo por tempo indeterminado. – o treinador Norton disse, tentando dar um fim a discussão que já durava mais de dez minutos naquela sala.
- Você não está entendendo, treinador. Eu só quer...
- VOCÊ é quem não está entendendo o que EU disse, . Eu não vou te colocar em campo com a perna engessada! Não insista e saia da minha sala! Vai dormir, comer, estudar, fazer alguma coisa da sua vida. – Norton advertiu a aluna, pegando o saco de bolas para ir ao campo: - Só não ouse dar as caras na minha aula enquanto estiver com a perna inválida ou disposta a me obedecer.
A morena saiu da sala do treinador, após ser deixada lá sozinha. Mal podia acreditar que havia sido praticamente expulsa de uma de suas aulas favoritas.
Caminhou até o estacionamento do colégio, imaginando o que faria com os três últimos períodos vagos, enquanto o resto dos amigos ainda tinham aula. Foi então que viu Harry apoiado contra uma árvore, usando o celular e resolveu ir até lá, com certa dificuldade já que não sabia muito bem como apoiar as muletas entre as pedras que levavam até o grande gramado.
- Diga, . – ele cantarolou, colocando o celular no bolso da calça social.
- Você viu o Liam? – Meester perguntou, sem ter a menor noção de porque estava fazendo uma pergunta idiota como aquela, sendo que ela poderia mandar uma mensagem para Liam e em 2 minutos saberia do paradeiro do melhor amigo.
- Ele está fazendo prova na sala. Bem como o Liam e o Zayn.
- Hmm. Tá bem. – murmurou, completamente sem saber o que dizer agora que já tinha perguntado tudo o que queria saber. Desviou o olhar de Harry e começou a pensar em como fazer uma saída decente após ter ido até ali com uma pergunta esfarrapada.
Harry por sua vez, não pode deixar de notar em como gostava do quão pequena era, comparada a ele. Ela não era nem uma anã, mas obviamente não seria a menina mais alta daquele colégio, que era dois anos mais nova, com toda certeza era do mesmo tamanho ou mais alta que a morena na sua frente. E ainda sim, ela era um potinho de raiva e ódio ambulante.
- Do que você tá rindo? – interrompeu os devaneios de Harry.
- De nada. E por que você não está na aula, ? – ele quis saber, visto que todos sabiam que as tardes de terça eram um dos momentos que Meester mais aguardava na semana.
- O Norton me expulsou. – ela respondeu sem rodeios ou maiores explicações.
- Isso significa que nós vamos sentar atrás dessa árvore, aonde ninguém pode nos ver e vamos dividir um cigarro? – ele ofereceu, com um meio sorriso charmoso e sobrancelhas arqueadas.
deu de ombros e começou mais um processo vergonhoso que era o sentar-se no chão e organizar as benditas muletas. Harry sentou ao seu lado, tirando o cigarro do bolso da camisa e apalpando os bolsos da calça em busca do isqueiro.
- Você não presta nem pra manter um isqueiro nos bolsos, Styles? – Meester brincou, finalmente falando algo e parando de parecer uma idiota. Harry lhe olhou de soslaio, achando graça do comentário dela:
- E você não carrega nenhum nessa mochila gigante, Meester?
- Você é o Zé Droguinha dessa relação Harry, não eu.
Depois de falar a última frase, Meester realmente decidiu não dizer mais nada. Porque aquele estava sendo um dia terrivelmente propício para passar vergonha na frente de Harry. Alguém que particularmente ela não devia explicações, mas também que não gostaria de parecer uma tola.
A torcida para que Styles não notasse a colocação ridícula foi em vão.
- Então quer dizer que nós estamos em uma relação agora, uh? - ele provocou, sorrindo largo e acabou por deixar o cigarro de lado, umedecendo os lábios antes de se aproximar ainda mais da morena.
- Eu vou embora. - falou, não tão convicta deste fato.
Harry não perdeu tempo em trabalhar para fazê-la mudar de ideia, se inclinou para frente, colocando sua mão na nuca dela e colando seus lábios com firmeza.
As mãos de seguravam seu paletó azul marinho amarrotado, e quando aprofundaram o beijo, ela não pode deixar de sentir como a mão do cacheado fez mais pressão em sua nuca.
- Harry, chega... – Meester murmurou, criando um pouco de bom senso ao lembrar que estavam na porra da escola e qualquer um poderia flagrá-los na embaraçosa situação.
Harry não parecia muito interessado em dar ouvidos a morena. Já que agora ele beijava e mordiscava o pescoço dela.
- Styles, alguém pode aparecer a qualquer momento... – ela alertou mais uma vez, empurrando-o pelos ombros. – Por que você nunca para quan...
- Shhhhh. – o cacheado a interrompeu, tapando a boca dela para que ambos ouvissem cochichos e risadinhas se aproximando cada vez mais. Os olhos de cresceram e ela quis morrer de vergonha por saber o quão patética ela pareceria para os amigos, se eles soubessem que ela simplesmente estava ficando com o cara que mais desprezou no ensino médio.
- Tem alguém ali atrás? – a voz um, uma garota, perguntou curiosa.
- Sempre tem alguém transando nessas árvores, Ellie. Não ia me surpreender se fosse o Styles ou um daqueles amiguinhos dele. – a voz dois se manifestou, levando o casal a risada – vem, vamos sair daqui.
Os passos se tornaram distantes mais uma vez, antes de Harry finalmente soltar e respirar fundo, gargalhando. não achou tão engraçado assim, visto que acabara de passar pelo maior susto da sua vida.
- Por que você é tão idiota hein, Styles? Às vezes eu me esforço pra não notar, mas você parece que faz tudo isso de propósito...
A morena murmurava, se levantando e batendo a terra da sua calça de moletom. Harry se levantou em um salto, não compreendendo porque havia ficado tão brava, do nada.
- Ei ei ei! Calma aí, Meester. O que aconteceu? – ele segurou no braço dela.
- Me solta, Styles.
queria chorar de raiva, se sentindo otária. Ela não queria nada com Harry, mas ODIAVA ouvir esse tipo de comentário porque sentia que estava mais errada ainda toda essa história.
- Me diz o que aconteceu. Estava tudo bem até agora, porra!
- Nada nunca está bem entre nós, Styles. Me solta. – Meester pediu.
E lá estavam de volta, a arrogância costumeira, o olhar altivo e a postura esnobe.
Harry balançou a cabeça, frustrado com o comportamento bipolar da sua algoz/atual ficante.
- Tem horas que eu quero te beijar até perder o fôlego, mas tem horas que eu só queria poder socar você, . - ele confessou e começou a andar para longe da árvore, de e suas confusões.
- Ei! Eu preciso de uma carona! - pediu e mais uma vez não entendeu porque diabos ela estava tão carente de Harry naquela tarde.
- Liga pro seu motorista e pede pra ele vir te buscar, afinal de contas ele é pago pra te aguentar. Eu não. - Styles contrapôs, impaciente e continuou andando até seu carro.
foi mancando atrás.
Harry deu a carona.
Eles discutiram no carro.
E ficaram mais uma vez.
FLASHBACK Off

conseguiu descer, usando o dobro do tempo que levaria para descer normalmente. Mas saber que ia tomar o remédio e tudo ficaria bem lhe renovou os ânimos. Foi até a cozinha apenas para pegar água e tomar a medicação, juntando as sobrancelhas quando ouviu a gritaria que estava instalada na sala, onde todos estavam.
Mancou até lá apenas para se deparar com as famílias espalhadas por todo o lugar, conversando, rindo alto, conversando sem medir o tom de voz e barganhas inúteis.
- Tá, o que vocês querem falar?
- Vai demorar muito? Porque eu quero mijar, mas não quero perder a notícia.
- Nossa, tô com mau presságio.
- Cadê o George?
- Mano, sai de perto da minha mãe, ela é minha, não sua. SAI!
- Ai!!
- Lá vem a nervosinha atacar novamente.
- O pai como era o nome daquela associada gostosa do Mr. Batista?
Essa era a situação que acontecia na sala de estar dos Tomlinson, naquele exato momento. O grupo estava eufórico, com fome e insanos. Eles apelavam para os instintos maternais das mulheres no ambiente, tentando arrancar informações sobre a grande notícia prometida desde a semana passada.
- Zayn Jawaad, se nem enchendo meu quarto de flores você conseguiu alguma coisa, quem dirá ficando emburrado. – Trisha sorriu.
- Olha gente, eu realmente estou com fome. Tipo MUITA. Eu poderia comer um de vocês agora. - Niall reclamou, irritado porque não comida desde o almoço e embora houvessem combinado jantar antes de conversar, a ansiedade dos amigos fez com que adiassem a refeição para que a surpresa fosse revelada.
- Grosso. - falou, fazendo careta.
- A gente realmente não poderia esperar pra conversar depois? - Horan insistiu.
- NÃO?! - O grupo cantou em uníssono.
- Nossa Niall, cala a boca, por favor. - disse, para a surpresa de todos.
- Minha filha tá passando tempo demais com a sua, Diana. - a mãe de disse e sorriu, um pouco sonolenta por causa do remédio.
- Não sei porque, mas acho que isso não foi um elogio. - Harry alfinetou, seus olhos verdes encontraram os de , que preferiu não responder, mas se aconchegou ainda mais em Liam, apoiando a cabeça no ombro do amigo e em seguida mostrou o dedo do meio para o cacheado. O que fez Harry querer sorrir porque ela obviamente estava tombando de sono.
- Já que estamos todos aqui, não tem pra que enrolar. Vamos direto ao ponto. - Des começou a falar, e o grupo finalmente se aquietou.
- Ótimo. - acenou com a cabeça, fazendo com que o padrasto a repreendesse com o olhar, embora mantivesse um pequeno sorriso.
- Mais algum comentário, srta. Styles?
- Nenhuma, pai. - a loirinha sorriu, deixando que o padrasto falasse.
- Voltando ao assunto, como vocês sabem, esse ano nós estamos viajando e decidimos deixar vocês sozinhos para ver como se sairiam sem nossa supervisão.
Tudo muito bem, obrigado, Sr. Styles. Niall pensou, em ironia.
- E para nossa surpresa vocês ainda não se mataram ou mutilaram. Com algumas exceções, obviamente - Des Styles olhou para o próprio filho, que não parecia nem um pouco arrependido por ter deixado usando muletas durante um par de meses. - Aí decidimos oferecer um pequeno agrado, já que vocês estão se esforçando. Daí surgiu a ideia de mandarmos vocês para o Caribe nas férias de meio de ano.
- CARIBE?
- VOCÊ TÁ FALANDO SÉRIO TIO?
- EU VOU CHORAR, DE VERDADE!
- ALGUÉM TÁ OUVINDO O QUE EU OUVI TAMBÉM?
- MÃE DO CÉU, EU TE AMO.
Des sorriu, deixando alguns momentos para que os jovens comemorassem. Mas depois de cinco minutos eles ainda não tinham calado a boca e então ele interviu:
- Se vocês puderem calar a boca pra eu continuar a explicar como será, eu aprecio.
Por fim o furdunço acabou e ele continuou:
- Nós já compramos as passagens, vocês vão passar 30 dias lá, e não tem negociação sobre não ir. Ou vão os dez, ou ninguém vai.
- O QUÊ?
- ISSO NÃO É JUSTO!
- Eu só acho engraçado que nós já passamos o ano inteiro grudados e eu só queria meus meses de férias longe de gente escrota igual o Louis, papai. – apelou para o pai, para que não passasse mais tempo com Louis, já que não podia mais entender a que ponto os dois estavam indo com todas aquelas provocações e o aparente contrato de exclusividade de atenção que os dois haviam acordado. Porque a ruiva sinceramente não recordava de um dia no último mês que ela e Louis não haviam se visto. O garoto atrevido vivia enchendo sua caixa de mensagens com links de vídeos idiotas e ela JAMAIS admitiria que por vezes chegou a chorar de rir com eles.
- E eu só queria ter uma filha educada, mas aparentemente ninguém tem tudo o que quer, minha filha. – Elizabeth retrucou, não deixando espaço para que a filha retrucasse de volta. Louis por sua vez, sorriu largo para , esfregando na cara dela o quanto sua mãe gostava dele.
- Era só o que me faltava... – Westwick murmurou, virando o rosto para não lidar com Louis.
- Eu posso convidar o Danny? - se pronunciou, claramente surpreendendo Liam.
- Nem vem com essas ideias , eu não vou passar minhas férias inteiras atrás de você e do sr. Engomadinho. – Zayn se escusou de qualquer responsabilidade, deixando a prima de rosto corado de vergonha.
- Eu não pedi pra você ficar atrás de ninguém Zayn! – a Ortega cresceu os olhos verdes para o primo, se sentindo completamente constrangida com a sugestão que ele acabara de fazer. Malik ria tanto que sentia sua barriga doer e ainda assim ele não conseguia parar, era impagável ver a prima tão vermelhinha de vergonha na frente de todo mundo.
- E se eu me recusar a ir com todo mundo? - perguntou, testando os limites dos pais.
- Ninguém vai, vocês passam as férias enclausurados e todo mundo vai odiar você. - Antony, pai da , diz, com um sorriso leve.
- Aff tio. - a ruiva faz bico e deixa o assunto de lado.
As conversas paralelas começaram então, todos estavam animadíssimos com o que estava por vir. As motivações eram distintas, mas cada um ali tinha um motivo pessoal forte para querer que os dez estivessem juntos, no fim das contas.
Zayn olhou para , em meio ao alvoroço, observando como ela conversava com , notou como sua postura era sempre ereta e seus movimentos graciosos. A última vez que notara tanta graciosidade foi quando acompanhou sua mãe, há uns três anos, em um desfile da Victoria Secrets. Ele nem sabia quando havia acontecido, mas agora Hilton era o parâmetro de garota perfeita para Zayn.
Enquanto a admirava ali sozinho, viu que Hilton olhou para ele, então brincou com as sobrancelhas e sorriu para ela, que retribuiu o sorriso, deixando e e caminhando até o moreno.
- Caribe é um bom começo não, loira? - foi a primeira coisa que ele disse quando ela parou ao seu lado. E a primeira coisa que de fato notou foi o apelido que Malik havia usado.
O Caribe seria um ótimo começo!

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A morena estava sentada no sofá da sala de TV da mansão Malik, assistia a um filme qualquer de romance, apenas para se torturar mais um pouquinho pelo fato de sua vida amorosa ser uma grande merda.
Um balde de pipoca estava em seu colo, porém nem ao menos havia o tocado direito, estava mais concentrada em praguejar coisas sem nexo pelo fato de os personagens estarem felizes e satisfeitos com suas malditas vidas fictícias perfeitas.
Ouviu duas batidas na porta que estava aberta e esperou que fosse Morgan, provavelmente lhe trazendo alguma guloseima, pois o homem já havia percebido que estava cabisbaixa nos últimos dias. Virou-se pronta para agradecer o mordomo e se surpreendeu ao encontra Payne com um sorriso tímido.
- Atrapalho? – o rapaz perguntou.
- Não, imagina. O Zayn disse que vocês iam passar o dia na casa do Harry para se despedir, já que ele vai pra América. – achou estranho o fato de ele estar ali.
- Nós vamos, mas eu resolvi passar aqui antes para irmos juntos. – mentira! Ele queria vê-la mesmo, mas ela não precisava saber... – Porém quando eu cheguei seu primo disse que ia tomar banho e eu sei que ele vai sair de lá só amanhã. – sentou ao lado de no sofá.
- Acho que é mal de família demorar tanto para se arrumar... – a menina sorriu, voltando ao filme. – Pipoca? – estendeu o balde até ele que aceitou.
- O que eu perdi? – foi a maneira que ele pediu para ela lhe explicar a história do filme. Riu levemente e a encarou, esperando que falasse.
, explicou na medida do possível o que se passara no filme até o presente momento. Como o rapaz não esteve lá desde o início, havia encontrado problemas para entender com clareza.
Ambos se voltaram para a televisão, mas a menina já não prestava mais tanta atenção no que acontecia na vida dos personagens.
- Você acredita em amor à primeira vista, Liam? – questionou, o fitando com seus olhos brilhantes como duas esmeraldas.
Sorriu ao ouvir a pergunta dela e se recordou do dia em que ele pode deslumbrá-la a primeira vez.
FLASHBACK On
Há 10 anos:
Liam e Niall estavam sentados cada um em uma poltrona no quarto de Malik. Os garotinhos jogavam algo violento demais para a idade deles, nem piscavam, chegavam a babar frente à televisão de tela grande.
Londres estava fria demais e por isso os garotos estavam acomodados dentro da casa do amigo, onde era quentinho e aconchegante.
- Que horas ela chega, Zayn? – foi possível ouvir a voz de Harry do corredor.
- Af, eu não sei por que vocês estão tão animados assim! É só uma menina chata, nada demais. – foi Louis quem falou com desdém. Quem diria que um dia ele mudaria completamente seu julgamento sobre o sexo oposto, contudo quando se é um garoto de oito anos, meninas são como uma alergia que incomoda.
- Não chame minha prima de chata Tomlinson! – Zayn disse abrindo a porta de seu quarto.
- Ah, vocês já estão jogando? – Styles perguntou decepcionado. – Quem ganhar vai comigo. – correu até onde os amigos estavam para assistir a partida mais de perto.
- Vê se não atrapalha! – Niall reclamou quando Harry passou na frente da TV obstruindo sua visão.
- Foi mal. – sorriu envergonhado e se sentou no chão esperando sua vez.
- É verdade, aquela sua prima chega hoje! – Liam falou distribuindo golpes no personagem de Niall. – Qual é o nome dela mesmo?
- . – Malik respondeu. – E ela não é chata. – virou-se para Louis que revirou os olhos. – Pode perguntar para o Niall ou para o Harry, eles conhecem ela.
- Ela não é chata.
- Não mesmo.
- Como não?! – o pequeno Tomlinson não acreditava em que seus amigos diziam. – Como uma menina de seis anos não vai ser chata?
- Já disse para não falar assim da minha prima!
- Aposto que ela faz você brincar com de boneca e você gosta.
- Isso não é verdade!
- Malik brinca de boneca! – Louis ria achando sua piada muito engraçada e os amigos o acompanhava, menos Zayn que já começava a se irritar com toda aquela história.
Desde que seu pai lhe falara que seus tios se mudariam de Manchester para a capital inglesa, o pequeno havia ficado muito empolgado e o fato de que sua prima moraria em uma casa ao lado da sua era ainda mais legal!
Zayn e , até então, se viam apenas em feriados. Quando os pais do menino o levava para a cidade dos avós, onde a garotinha morava, ou então quando os pais dela iam até Londres. Os dois primos se adoravam e mesmo com uma diferença de idade de dois anos, nunca haviam enfrentado problemas na hora de brincar. E agora que moraria apenas a alguns metros dele, Malik não conseguia não falar sobre isso.
- O meu pai disse que eu tenho que cuidar da igual ele cuidava da minha tia, a mãe dela. Ele também disse que eu posso bater nas pessoas que incomodassem ela e se você continuar com isso vai apanhar Louis, tô avisando!
- Calma, eu tô só brincando. – o menino se jogou na cama do amigo com uma revista de super-heróis nas mãos.
Eles continuaram jogando e discutindo sobre a ordem de cada um para disputar as partidas, até que a mãe de Malik bateu na porta e disse que os novos vizinhos, vulgo os tios e a primo dele, haviam chegado.
- Vamos logo! – Malik apressava os amigos a calçarem os tênis.
- Calma! Ela não vai voltar para Manchester! – Niall brincou.
E logo os cinco meninos deixaram a casa correndo e foram até a residência do lado. Alguns caminhões estavam estacionados em frente a casa e uma grande quantidade de pessoas corria de um lado para o outro. Eles caminharam até um chafariz e um canteiro para flores que havia na propriedade e Zayn começou a procurar por alguém que conhecesse.
- ! – o garotinho gritou animado.
E então Liam a viu.
Ele se perguntava se encarava um anjo que viera lhe dar o prazer de sua presença ou a famosa prima de Malik. Os cabelos escuros da menininha contrastavam com sua pele clara, as bochechas e a pontinha de seu pequeno nariz estavam rosadas devido ao vento que estava forte e seus olhos... Liam jurava que nem mesmo todas as joias preciosas que pertenciam a sua mãe brilhavam mais que aqueles magníficos olhos verdes.
Ela soltou a mão do pai, largou a boneca que segurava e correu até onde os meninos estavam.
- Zayn! – gritou se jogando no primo, para abraçá-lo. – Eu não queria me mudar, mas a mamãe disse que você ia morar pertinho e aí eu achei que seria bem legal!
- Nós moramos um do lado do outro! – explicou. Sentia-se no dever de sempre esclarecer tudo para ela, afinal a morena era DOIS anos mais nova! Não sabia de quase nada da vida! Não que ele soubesse muita coisa, todavia ela era DOIS anos mais nova e isso era muito. – Vem cá, . – puxou-a pelo casaco para perto dos amigos. – Lembra do Harry e do Niall? – a menina acenou com a cabeça e murmurou um “oi” baixinho.
- Oi! – Styles e Horan disseram empolgados.
- Esse é o Louis. – apontou para Tomlinson que estendeu a mão para ela em forma de soquinho, como um cumprimento.
A garotinha que estava grudada no primo, quase se escondendo atrás dele, encarou mão do menino a sua frente e depois o mais velho ao seu lado.
- Toca aqui. - Louis disse balançando a mão.
- Ela é tímida. – Malik explicou.
- Tô vendo. – arqueou as sobrancelhas, mas a menina o cumprimentou e ele sorriu. Até que era verdade, ela não era chata... Se continuasse quieta daquela forma ele até aprovaria a presença dela quando estivesse brincando com os amigos.
- E esse é o Liam. – Payne sorriu e acenou, a pequena Ortega sorriu envergonhada para ele e o menino pensou que deveria fazê-la sorrir mais vezes, pois se quando ela estava normal já parecia o querubim mais belo que poderia existir, ao sorrir, a magia que ela possuía aquecia o coraçãozinho dele.
FLASHBACK Off

- Sim, eu acredito em amor a primeira vista. – falou simplesmente, sorrindo, e voltou-se para o filme.
tentou se concentrar, porém pensava na resposta que Liam havia lhe dado...
- Mas – deu um pulo no sofá para se sentar de frente para ele, assustou o rapaz, e riu de sua reação. - não seria algo superficial? – ele a encarou esperando que terminasse e tendo em mente o que ela queria dizer. – Não seria uma paixão apenas pelo físico da pessoa?
- Não... – mantinha-se concentrado no filme. – Quero dizer, não quando você encontra os olhos que você quer encarar o resto da sua vida... – Admirou o rosto da garota ao seu lado fitando aquelas duas pedras de esmeralda. – O rosto que você quer ver ao lado do seu no travesseiro, as mãos que você quer sentir lhe tocar, os lábios que você quer beijar, a voz eu você quer sempre ouvir... Você sente que aquela é a pessoa. – a garota ia ouvindo as palavras recitadas e se sentindo enfeitiçada e atraída pelo rapaz. Queria tanto sentir o sabor daquele beijo novamente.
- Mas se você nem se conhece direito, como vai saber que aquela é a pessoa para você? – a morena parecia realmente confusa com todo o assunto e o rapaz achava tão engraçadinho... adorável!
- , o que é amor para você?
- Han?! – se surpreendeu com a pergunta. – Respeito, carinho, conhecer todos os defeitos da pessoa e mesmo assim ama-la, pois são eles quem a tornam quem ela realmente é...
- Bem, eu acho que amor não precisa de palavras para explicá-lo ou mostrá-lo, você pode fazer isso com gestos mínimos. O amor não é uma coisa... É um verbo, uma ação.
- Você parece ter tanto domínio do assunto... – falou achando graça.
Payne pensou em milhões de observações para aquela frase e todas terminavam com um “É porque eu amo você”, todavia ele achou melhor ficar quieto. E se a assustasse dizendo algo tão sério? E se ela não acreditasse? E se...?
Ambos sorriram e voltaram para o filme, porém apenas por alguns minutos, afinal Liam ainda não havia perguntado algo que queria muito saber.
- Eu fiquei sabendo que o Phillips vai embora. Sinto muito.
- Eu também.
- Você o ama? – jogou assim na lata.
Ortega se voltou para ele: - Eu não sei...
- Então isso é um não. – falou seguro.
- Não. Isso é um “não sei”.
- , se você sentisse algo maior por ele, você não acha que saberia, saberia?
- Nós passamos pouco tempo juntos, e eu sinto que ele gosta de mim… Me sinto egoísta por não retribuir a altura.
- Não se preocupe, você vai saber quando amar alguém de verdade. - sorriu para a morena que o encarava curiosa e tristonha.

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Quando sugeriu que todos fossem ao cinema assistir Goosebumps, a turma aceitou sem contestações por motivos diversos e distintos que se resumiam a pura falta do que fazer: Liam ia porque estaria lá, iria porque todos os amigos estariam juntos, estava completamente entediada desde que Harry havia viajado, aceitou porque Zayn ia, Zayn estava indo porque não tinha nada para fazer aquela hora da noite, Niall estava indo para passar um tempo com , Demi só queria sair de casa um pouco, Louis era um grande fã do Jack Black e estava indo pelo filme mesmo.
Os níveis de tédio eram preocupantes no grupo que passou o dia inteiro em casa, trancados porque Londres estava encharcada e fria. Quando aconteciam essas chuvas repentinas, o frio vinha com força total e não havia muito o que fazer além de alternar entre colégio/trabalho e cobertas quentinhas.
- , eu tenho que parar de ouvir você, sinceramente. Olha esse frio do caralho que está fazendo e eu aqui exposta nesse vento gelado para ver um filme qualquer... – reclamou, guardando as chaves do carro no bolso do casaco e se juntando ao bando que estava na praça de alimentação.
- Oi oi ! – Demi ignorou a reclamação da ruiva e soprou um beijo pra ela e tudo o que recebeu em resposta foi olhos rolando.
- Vocês ao menos já compraram os ingressos? – Westwick perguntou
- Não, porque o grupo não estava completo. E aparentemente a noite é sobre programa em grupo. – repetiu o que havia repetido para cada um que fez a mesma pergunta. franziu as sobrancelhas, mas riu da colocação mal humorada da morena.
- Mas agora que estamos todos aqui, vamos comprar porque eu não aguento mais esperar. – Liam se levantou, suspirando alto e batendo as mãos no jeans, para desamassá-los antes de estender a mão para ajudar , que estava deitada com a cabeça no colo de , a levantar. Todos se colocaram de pé também, caminhando em direção ao cinema, dividido em conversas paralelas. ia alheia ao tumulto ao seu redor, com as mãos nos bolsos, olhando distraidamente para as vitrines chamativas.
- Oi . – Louis a cumprimentou, andando exatamente no ritmo da ruiva. o olhou de canto de olhos.
- O que você quer, Tomlinson? – ela falou sem qualquer interesse real em manter um diálogo com Louis. O moreno inclinou a cabeça e sorriu, genuinamente interessado na ruiva.
- Eu queria saber por que você demorou tanto... – ele jogou no ar.
- Meu deus cara, desencana! Você não tem nada melhor para fazer da vida? – se exasperou, levantando as mãos pro alto antes de apressar o passo para se afastar do provocador, mas Louis apenas aumentou seu ritmo de caminhada para se equiparar à ruiva.
- Você é a minha prioridade nesse momento, . – ele passou o braço pelo ombro da garota – eu realmente me importo em saber se você deixou de ser uma boa motorista nesse meio tempo.
- Cala a boca, Tomlinson... – Westwick sussurrou, lançando uma olhadela para o braço em torno do seu ombro coberto.
- Não tem problema você não ser mais uma boa motorista, . Não se torture por isso. – Louis continuou.
- Cristo! O trânsito estava um caos! Não foi minha culpa! – desabafou, frustrada com a remota ideia de que ela não era a melhor motorista do grupo.
- Você nunca se atrasa mocinha... – Louis tentou fazer uma retirada teatral, mas não deu certo porque eles já haviam chegado na fila, que por sinal estava lotada de crianças e seus pais.
- Meu deus, quanta gente! Esse povo louco sai de casa com um frio desses... – Niall comentou, apontando com o queixo para a fila gigantesca de crianças e adolescentes que conversavam alto.
- Falou o senhor sensato que está em casa de pijamas, assistindo e passando um tempo com a namorada. – Zayn acusou o amigo loiro, um pouco ansioso porque queria fumar, mas estava em um ambiente fechado.
- Oh porra... Odeio quando tem tanta criança assim, agora eu vou ter que me controlar para não abrir minha boca suja nesse caralho... – reclamou e recebeu olhares feios de alguns pais que estavam por ali com suas crianças.
- Só fica de boquinha fechada, bonitinha. – Zayn alfinetou, pela segunda vez.
- Olha quem está atacado hoje! Babaca... – Meester não perdoou. Não iria admitir ninguém além de Harry lhe enchendo a paciência.
- Qual o filme que nós vamos ver mesmo? – interrompeu, olhando para os filmes que estavam em cartaz.
- Nada de terror! – quase gritou, lembrando a todos da sua aversão ao gênero.
- Nem suspense! – complementou e olhou para a morena com um meio sorriso travesso:
- Não vai me dizer que tem medo de filmes de suspense, Meester.
- Vai se foder, . Eu não tenho medo, só não estou a fim de ver hoje. – mentiu. e Liam riram baixinho, eram os únicos que sabiam da aflição da amiga em assistir filmes de terror ou mesmo suspense. Eles respeitavam isso, mas talvez não fosse tão sensitiva assim.
- Vamos ver Goosebumps! Nós viemos aqui para ver esse filme. – Niall lembrou os amigos, evitando que as meninas pendessem para o romance meia boca que estava em cartaz.
- Bom ponto, Nialler. – Liam concordou.
- Quem está nesse elenco? Fala sobre o quê? – Zayn encolheu os olhos, se aproximando do cartaz para colher as informações que queria. – Porra! O Jack Black está nesse filme! Nem lembro qual o último filme dele que eu vi...
- O Jack Black? Caralho!!! – Louis se manifestou, revelando seu lado de fã do ator e chamando a atenção do grupo.
- Quem é Jack Black? – perguntou, de sobrancelhas arqueadas e olhos curiosos.
- Como assim ‘quem é Jack Black’ Hilton? – Zayn cruzou os braços, virando totalmente e ficando cara a cara com a loira.
- Não conheço esse cara, ué. Grande coisa... – Hilton se sentiu verdadeiramente envergonhada pela reação espalhafatosa de Zayn.
- Ele fez vários filmes legais, ! Aposto que você conhece algum. – tentou ajudar a amiga, para que ela parasse de ficar cada vez mais vermelha e logo explodisse de pura vergonha.
- As viagens de Gulliver, Escola de Rock, Nacho Libre... – começou a listar, tentando ajudar a memória da pobre , mas o olhar confuso da loira entregou que ela realmente não sabia de quem o resto dos amigos estava falando.
- Meu deus , como você não lembra? Ele fez O Amor é Cego, O amor não tira férias. Cara como você não lembra do O amor é Cego? É um clássico! – continuou, agora inconformada com a burrice da amiga.
- Ele é o cara mais foda desse século, é original, engraçado... – Louis começou a listar os motivos porque adorava o ator. o interrompeu com muito prazer e um sorriso zombeteiro no rosto:
- E você está apaixonadinho por ele, babaca. – ela alfinetou antes de voltar-se para : - é lógico que você conhece ele , lembra que eu tirei uma foto com ele ano passado, quando eu fui na Comic-Con?
- WOW WOWWOW! Você conheceu o Jack Black? – Louis interrompeu as meninas, fez que sim com a cabeça, encarando Louis suspeitamente. – Puta que o pariu, como você nunca me contou isso antes ?
- Porque eu nunca te conto nada do que eu faço, Tomlinson. – falou como se fosse óbvio, e ainda sim Louis ignorou o sarcasmo da menina, a encarando como se estivesse diante do objeto mais interessante daquele shopping.
- Meu deus , você é muito foda. Você chupou aquele ruivo por nós, chutou as bolas do Tyler semana passada e agora me diz que conheceu o Jack Black em uma Comic-Con. Eu só fico pensando aqui que esse é o momento onde eu reconheço que você é perfeita e que eu não me incomodaria nem um pouco se você se apaixonasse por mim no futuro! – Louis despejou as palavras em uma sentença só, surpreendendo os amigos, e ele mesmo.
esperava qualquer tipo de comentário idiota de Louis, quando relatou de sua experiência com o dito ator, mas nada a prepararia para ouvir Louis declarando na sua cara que eles poderiam um dia se apaixonar um pelo outro. Quando ouviu a confissão imprevista, seu coração bateu tão mais forte que ela sentiu enjoo. Sabia lidar muito bem com grosseria, insultos e outros comportamentos negativos. Mas a sinceridade de um coração aberto a assustava como um terrível terror. Não gostava de lidar com emoções e por isso fugia delas. No entanto, Louis trabalhava duro para atravessar a densa camada de impassibilidade que ela era e por fim chegar em sua zona de sensibilidade; e ela não gostava nem um pouco disso. Por isso, em milésimos as palavras pesaram como chumbo em seu estômago e ela repentinamente sentiu seu corpo gelar completamente, não podendo mais olhar nos olhos azuis do Tomlinson.
A turma só conseguiu crescer os olhos quando Louis terminou de falar, alternando os olhares entre o pobre bocudo e a amiga ruiva, que estava mais imóvel que uma estátua de mármore. Todos sabiam que Louis vivia única e exclusivamente para provocar e que isso não deveria ser nenhuma novidade, mas de alguma maneira o que acabara de acontecer foi diferente.
nunca ficou tão grata na vida por sua vez na fila ter chegado, dando assim uma oportunidade para que a ruiva colocasse um ponto final na situação constrangedora e desagradável.
- 9 ingressos para Goosebumps, em 3D, por favor. – ela pediu para a atendente, sem consultar os amigos. Quando os recebeu, saiu da fila para ir comprar a pipoca, mas percebeu que o grupo ainda a encarava, estatizado e embasbacado. – O que foi agora???
- Nada ué!
- Só que você acabou de pagar ingresso para todo mundo!
- Mas que caralho hein, eu não posso fazer uma caridade de vez em quando... – ela retrucou e saiu andando, deixando-os para trás e ignorando os pais consternados que tentavam proteger os ouvidos de seus filhos.
Decididos que já havia acontecido um grande circo, os adolescentes decidiram não tocar no assunto por hora e aproveitar o filme. E foi com muita pipoca, chocolate e coca cola que eles entraram na sala onde passaria o filme.
- Para de me empurrar Niall... – Liam pediu quando quase tombou, levando e junto.
- Liam, se você me derrubar eu te mato, sinceramente. – ameaçou, segurando forte na mão da amiga.
- Cacete! Meu pé! – o loiro xingou quando seu pé topou contra o degrau escuro. Sentiu um baque contra suas costas e só ouviu a risadinha baixa de :
- Ops...
- Eita vocês dois hein – Louis sussurrou para a loirinha, rindo descontraído. Já esquecido da vergonha que acabara de passar lá fora.
- Porra já está derrubando tudo aqui olha! – Zayn bateu a mão contra seu jeans quando viu que eles estavam derrubando coca cola no corredor. vinha logo atrás, segurando no casaco que o moreno usava com as duas mãos.
- , cadê você? – ela chamou pela amiga.
- Tô atrás de você, carregando a SUA pipoca, preguiçosa do caralho... – a ruiva reclamou.
- Por que a gente vai sentar aqui? – questionou, insatisfeita, quando percebeu que eles estavam na última fileira.
- Porque aqui nós temos um maior campo de visão desses pentelhos. – Louis respondeu, se acomodando com seus dois baldes de pipoca, um para ele e o outro para jogar nas crianças durante o filme.
- Sentar aqui é um lixo, não dá pra ver o filme direito, o som grita na minha orelha. Que grande ideia, Louis! – reclamou, se abaixando para enxergar o telão sem cortes.
- Ninguém veio aqui pelo filme, bonequinha. – Tomlinson piscou para .
- Eu odiei ficar aqui... – confessou para ninguém, mas Liam ouviu e se prontificou:
- A gente pode sentar ali no meio se você quiser, ainda tem espaço pra nós três pelo menos. – ele sugeriu. olhou para os assentos disponíveis e decidiu que queria trocar de lugar.
- , vamos sentar mais ali no meio, ok? É melhor. – a herdeira Ortega avisou para a melhor amiga.
- Tanto faz... – Meester murmurou. Completamente irritada porque o seu importunador favorito não estava ali para lhe dar razões para estar brava.
- Você está insuportável desde que nossos pais foram embora. Pelo amor de deus hein. – reclamou, incomodada com o mau humor quase constante da melhor amiga nos últimos dias.
- É melhor o Harry voltar logo pra você deixar todo mundo em paz de novo, . – Liam brincou, mas a morena não achou tão engraçado assim, já que deu um soco no quadril do amigo.
- Idiota.
- A tem razão, pessoal. Só dá pra ver a metade dos trailers, e eu não vou aguentar passar duas horas vendo imagens cortadas. - se levantou, catando sua pipoca, chocolate e refrigerante, indo atrás dos amigos que já estavam bem situados.
- Puta que o pariu, hein! Cadê a parceiragem? - Louis reclamou, dando um gole em sua cerveja. Os restantes que ainda estavam sentados com ele, o encararam como quem dizia: "Sério que você tá usando esse argumento lixo?".
- Não tem parceiro no mundo que aguente suas idiotices, Tomlinson. - pegou suas coisas e desceu até onde estava o bando, sentando ao lado de . - Vem comigo, Demi.
Demi deu de ombros e seguiu a ruiva. Niall levantou.
- É cara, vamos descer... - ele deu um tapinha nas costas de Louis, que levantou, frustrado. Zayn os seguiu. Os pais, dentro do cinema, não estavam nenhum pouco satisfeitos com a movimentação barulhenta e infinita.
- Mano, por que eu escolhi o 3D? E por que eu vim de óculos logo hoje? Que bosta... - reclamou enquanto lutava para ajustar os óculos do cinema sobre os óculos de grau que ela estava usando. Era uma ótima noite para estar sem as lentes de contato!
- , tem um lugar vago aí? - Zayn "sussurrou" e só fez que sim com a cabeça. - Beleza, guarda isso aí, por favor.
A sacola com os doces foi passando de mão em mão até chegar no destino final. conferiu se estavam todos acomodados. Tudo ok.
O filme começou.
- O filme começou, pessoal! - Louis avisou.
- Todo mundo percebeu, meu filho... - Niall retrucou.
- EITA PORRA, OLHA O JACK BLACK!!!! - Zayn gritou, apontando para o telão, mas não só o moreno ficou animado, o cinema todo se encheu de burburinhos animosos.
- Olha só rapaz, não é que ele tá no filme mesmo! - Liam comentou com , para o seu azar, ouviu.
- Ia ser bem estranho se o cara não aparecesse, afinal de contas ele está no cartaz promocional, senhor inteligência suprema... - ela alfinetou. Liam se preparou para revidar, porém apertou sua mão e o encarou com uma cara que dizia "não perde tempo, querido". Payne levou a mão da garota, entrelaçada a sua, até os lábios e a beijou, depois virou para e revirou os olhos profundamente.
, que arrastou todo mundo de casa para ir ver o filme, não estava prestando atenção nenhuma, preferia mil vezes continuar arranhando de leve o braço de Niall, com suas unhas compridas, e vendo os pelinhos do braço dele arrepiarem completamente. Ela adorava observar o efeito que causava no loiro. Horan deixou o filme de lado e olhou para , que se divertia em fazê-lo se arrepiar.
- Você tem sérios problemas em ficar quietinha, hein... - ele provocou antes de beijá-la. Primeiro um selinho, depois aprofundou o beijo, tomando cuidado para que não desencostassem das poltronas e chamassem atenção. Louis e , que estavam ao lado dos dois, ao perceber o que estava acontecendo, se inclinaram levemente para frente, ao mesmo tempo, para que o casal não corresse o risco de ser pego. A questão é que ninguém ali estava interessado em saber o que o outro estava fazendo, estava entretidíssima com o celular, stalkeando Anne Cox, e Liam estavam na própria bolhinha de paixão, e Louis cuidavam de Niall e , dormia confortavelmente sobre o ombro de Zayn, com os pés encolhidos entre as poltronas.
Momento perfeitamente normal, não fosse a aparição surpresa de um palhaço na tela.
- AI PORRA!
- MINHA NOSSA SENHORA, TEM MISERICÓRDIA!
Liam e gritaram ao mesmo tempo. gritou de medo e Liam gritou pelo aperto na mão. Louis começou a rir incontrolavelmente e foi calado por um desconhecido, sentado cadeiras abaixo.
- SHIU!!!!
- Eu não sei qual o problema desse boneco maldito, mal comido... - comentou para ninguém em especial.
- Ele só quer a atenção do dono dele, coitado... - Louis rebateu.
- Ah, claro! ÓTIMA maneira de chamar a atenção de alguém, colocando o inferno pra ir atrás dela! - Westwick balançou a cabeça em concordância, porém, suas palavras eram cheias de ironia.
- Sabe o que eu acho? Que essa menina não existe. Tenho certeza, na verdade. - Louis apontou para o telão.
- Ah cala a boca, mano. A mina tá aí, vivinha, causando um milhão de problemas! - descreu e cruzou os braços.
- Tem gente que não consegue calar a boca, hein, puta que pariu!
Alguém murmurou no meio da escuridão. e Louis sacaram a indireta e se deram ao trabalho de procurar o idiota intrometido. Não foi difícil encontrá-lo, principalmente porque ele estava com o dedo da discórdia erguido, e um sorriso forçado. não pensou duas vezes antes de meter a mão no saco de pipoca, tirar um punhado e arremessar em direção ao cretino, porém, as pipocas foram atingindo a todos que estavam entre as poltronas da ruiva e do alvo. Uma onda de reclamações varreu o cinema e a lanterninha branca foi acionada. Nem foi preciso perguntar quem era o/a responsável pela baderna, todos apontavam para a fileira onde os nove adolescentes estavam.
- Senhores, por favor, comportem-se adequadamente ou terei que acompanhá-los para fora da sala. - a mulher falou e olhou para Louis e como se soubesse que os dois eram os fomentadores da confusão. Os dois a encararam por detrás dos óculos coloridos até que a lanterninha foi apagada e ela sumiu de vista.
- X9 virjão... - A ruiva resmungou, olhando na direção do homem que lhe mostrara o dedo anteriormente, antes de se encostar na poltrona e finalmente prestar atenção no filme.
A calmaria dessa vez durou 10 minutos.
- Que porra de luz é essa? Quem tá usando celular na hora do filme? - Niall reclamou quando se mexeu, desconfortável com toda a luminosidade que atrapalhava seu sono.
- Ora se não é a , que não solta essa merda por nada... - esticou a cabeça e Niall pode captar a expressão frustrada da morena.
- O que ela tá fazendo? - Niall quis saber.
- Essa quenga não sai desse whatsapp - meteu a mão na tela, para atrapalhar a visão da Meester.
- Tô só jogando candy crush saga, me deixem em paz. - se defendeu, sem nem tirar os olhos da tela.
- Me dá esse celular, eu vou guardar. - Liam pediu, estendendo a mão.
- Não! - a Meester encolheu as mãos instintivamente, guardando o celular contra o peito.
- Para de graça, . Entrega logo, você veio aqui pra ficar com os amigos, pra socializar! Para de ser cuzona, anda. - perdeu a paciência, desde que estavam se arrumando para encontrar os amigos no shopping, não tirava os olhos do celular. A Ortega estava realmente irritada.
- Meu pau que eu vou entregar... - sorriu sem mostrar os dentes. Liam tentou um movimento surpresa, porém falhou, se avançasse com pressa demais, ia esmagar .
- Caralho, . Você é foda hein, puta que o pariu! - Liam voltou a se sentar e colocar os óculos, olhando para a tela, sem dar a menor atenção para a melhor amiga. a encarou em reprovação antes de colocar seus óculos e a prestar atenção no filme também.
- Ah mano, nem venham reclamar, sério. Pode ir parando de cu doce, eu tô aqui na minha, deixando vocês aproveitarem o momento, então não me incomodem, porque senão eu vou sentar entre vocês. - ameaçou e não recebeu atenção dos amigos. Ela então suspirou e se aproximou de , deitando a cabeça no ombro dela. olhou por cima do ombro e viu os olhos pidões da amiga.
- Otária... - ela murmurou e sorriu antes de abrir o braço e aconchegar em um meio abraço.
- Cadê a moça da lanterna? Tá na hora de tirar uma galera daqui dessa sala né! - o mesmo cara de antes se irritou, procurando pela responsável pela ordem na sala. Quando a lanterna foi acesa e a mulher se aproximou, ele ficou em pé. - Se continuar nessa zona, eu e a minha namorada vamos querer rever o filme, de graça.
- Ah, pelo amor de deus, hein moço! - se levantou, furiosa.
- Senhora, por favor, se acalme e me siga. - a mulher pediu. - Todos vocês, por favor.
- Mas eu tô quieta vendo o filme!!!! - colocou a mão no filme, injuriada com a injustiça.
- Senhora, por favor, não grite. - o tom de voz da mulher já era bem mais grosseiro e frio.
- A senhora pode controlar porque não tá falando com as suas negas não. - cruzou os braços, pausando o candy crush saga. Suas palavras serviram como veneno nas veias da senhorinha, que ficou vermelha.
- Mas que falta de respeito! Meu deus! - O causador da confusão se meteu e cometeu um erro fatal ao fazer isso. Louis, e não pensaram duas vezes antes de virarem seus baldes de pipoca em cima da fileira onde o dito cujo estava sentado. O horror tomou de conta de todos e o que antes era um burburinho se tornou uma confusão. Pais nervosos gritavam com os jovens, namorados nervosos também gritavam, as crianças choravam e o idiota intrometido estava sem reação diante a medida improvável tomada pelos três.
- SE OS SENHORES NÃO SE RETIRAREM NESSE EXATO MOMENTO DESSA SALA, EU VOU CHAMAR A SEGURANÇA!!! - a moça da lanterna gritou, no auge da vermelhidão e ira. Essa foi a deixa para o grupo se levantar, sendo ovacionado pelo público lá dentro, alguns espertinhos começaram a jogar pipoca contra a fila. Niall apenas virou seu pote de pipoca para o lado de onde vinha a chuva de pipocas. Mais gritos tomaram de conta do ambiente.
- Os óculos, por favor. - Uma moça, na entrada da sala, pediu.
- Não, você não me diz o que fazer. Eu te entrego essa porra na hora que eu quiser! Eu inclusive tenho meia hora de filme, que posso ficar com esses óculos na bunda, se eu preferir! - se estressou com a moça, que ficou vermelha de vergonha.
- Tá bom, . Chega de showzinho, já tirou a gente do cinema, tá satisfeita? - Liam estava puto. De verdade. percebeu isso e preferiu ficar calada. Jogou seus óculos contra a atendente e seguiu para os elevadores. Todos entregaram seus óculos e seguiram atrás da ruiva. Zayn escolheu a tecla que os levaria para o estacionamento.
Um casal correu para tentar alcançar o elevador. Sinalizaram com as mãos para que alguém segurasse o elevador. É óbvio que ninguém ali perderia a oportunidade de fazê-los de trouxas.
- Esse foi o melhor cinema da minha vida. - Louis decretou, dando batidinhas em seu casaco, para tirar resquícios de pipoca que ainda sobraram.
- O que aconteceu, gente? - pediu e todo mundo virou para ela.
- NÃO ACREDITO QUE VOCÊ NÃO VIU!
- PERDEU, QUERIDINHA!
- NOSSA, NÃO CREIO QUE VOCÊ NÃO VIU!!!!!
Todos começaram a falar ao mesmo tempo, mas o elevador finalmente chegou ao térreo. Louis não perdeu tempo e tatear os bolsos, procurando sua cartela de cigarros. Acendeu um e ofereceu para Zayn, que aceitou alegremente.
- Meninas, vão precisar de carona? Não? Ótimo, porque eu tenho que ir a um lugar ainda. - Westwick perguntou, tirando a chave do carro de dentro do bolso. As meninas mais novas riram da "disposição" da amiga. entrou em seu carro e demorou alguns minutos antes de buzinar para o grupo e sair com a velocidade pelo menos no dobro do permitido ali dentro.
- Nossa, que selvagem! - Liam zombou da ruiva.
- Você não perde uma, hein Payne. - Zayn meneou a cabeça, mas sorria.
- Jamais, meu caro! - Liam sorriu ladino - Bom, eu vou levar a e a . Alguém mais vai querer ir com a gente? - Ele ofereceu carona por educação, estava morto de sono.
- Não precisa. A gente se vira aqui, até amanhã! - beijou o rosto das duas morenas. deu um tapinha na bunda de e , sorrindo quando lhe mostrou o dedo do meio.
- Tchau pessoal! Tchau primo! - soprou um beijo para Zayn antes de sentar no banco do carona do jipe verde musgo de Liam.
Por fim, restaram Louis, Zayn, Niall, e .
- Foi divertido e tudo o mais, porém, eu estou cansado. Gatas, vão precisar de carona? - Louis perguntou, pisando em cima do que sobrou do seu cigarro, entrando no carro e ligando-o.
- Nope. Tá tudo certo aqui. - Zayn bateu continência.
- Otário - Tomlinson se virou para Niall - Nialler, o Harry pediu pra eu cuidar da senhorita Styles, mas eu ainda tenho que ir a um lugar, quebra essa pra mim?
balançou a cabeça e sorriu. Louis era um idiota, um idiota muito esperto.
Niall foi rápido em ser prestativo:
- Claro, posso fazer isso agora.
- Tô falando sério, cara. Faz isso nesse exato momento. Se essa menina não chegar bem em casa, o Styles corta meu pau fora. - Louis frisou a ideia antes de dar uma piscadinha para e ir embora.
- , a gente vai ter que deixar a em casa primeiro. Depois eu te levo, tá bem? - Niall falou, torcendo para alguém oferecer carona para sua melhor amiga.
- Se for melhor para vocês, eu posso levar a em casa. É caminho. - Zayn ofereceu, tragando o cigarro uma última vez e jogando-o no chão. Niall não se fez de rogado:
- Tudo bem pra você, ? - ele conferiu.
- Aham. Pode ser. - a garota concordou.
- Ótimo. Até amanhã então, babes. Vamos . - Niall soou mais animado do que pretendia, beijou a testa da melhor amiga e fez um toque de mãos com Zayn. deu uma risadinha.
- Boa noite, . Boa noite, Zanyeee - deu tchauzinho e esperou que Horan abrisse a porta do carona para ela.
- Mas é uma folgada... - sorriu para a amiga.
- Vamos, loira? - Zayn girou a chave entre os dedos, enquanto os dois caminhavam até o maseratti dele.
- Não fala comigo, Malik. Estou magoada porque você me deixou dormindo confortavelmente enquanto meus amigos destruíam o cinema... - A Hilton se fez de ofendida. Zayn riu.
- Tudo bem, me perdoa por ter sido gentil e emprestado meu ombro por quase uma hora para esse cabeção grande se apoiar, me perdoa mesmo. - Malik usou o seu melhor tom de sarcasmo, gargalhou gostosamente, tomando o cuidado de não deixar as lágrimas mancharem seu rímel.
- Palhaço...
Mal saíram do shopping quando Zayn teve uma ideia:
- Tá com sono, ?
- Não, por quê? - encarou o moreno, curiosíssima.
- Quero te levar em um lugar. - ele respondeu, usando o celular enquanto o sinaleiro estava fechado.
- Qual o problema de vocês em chamar os lugares pelo nome, hein? - a Hilton ergueu as mãos, Zayn deu um meio sorriso e respondeu:
- A vida é mais divertida com os mistérios, loira...

Capítulo 12


As Artes Cênicas são o conjunto de técnicas utilizadas para criação, direção, montagem e interpretação de espetáculos. O profissional utiliza os movimentos corporais e voz para desenvolver e representar personagens que transmitem uma história, ideias ou sentimentos para o público.
Styles adorava poder atuar, adorava poder viver outra vida. Uma das melhores partes era dar vida ao personagem, tornar real seus problemas e dilemas, esquecer-se totalmente de sua realidade. E sua parte favorita era ouvir os aplausos ao fim de cada peça, ouvir os elogios e ter certeza que havia realizado um bom trabalho.
A semana toda a loira esperava ansiosamente pela sexta feira, pois naquele dia ocorriam as aulas de teatro e todas as frustrações eram esquecidas naquela hora extraordinária.
Contudo, naquele dia as coisas não corriam muito bem.
- Senhorita Styles, o que está acontecendo? – a professora perguntou cansada de lhe chamar a atenção pelo fato de a menina sempre errar o mesmo detalhe.
- Desculpe. Eu vou prestar mais atenção dessa vez. Prometo. – virou-se para o parceiro de cena. – Do começo? – o rapaz afirmou e se preparou.
- Não, não, não, não! – a professora se levantou e se dirigiu ao palco. – Desculpe querida, mas já é quarta vez que você erra. Vamos fazer uma mudança nesse exercício. – Bateu uma palminha, sorrindo empolgada. – Deixe-me ver... April, pode subir aqui? – Se dirigiu à morena.
Apenas por ouvir o nome e Winster, a Styles já passou de um bom dia para um péssimo e desprezível dia. Torceu o lábio e cruzou os braços esperando o que estava por vir.
- , para o canto. – a senhora Melas pediu educadamente e a loirinha se afastou a contra gosto. – Agora, comecem. – a mais velha foi até o lado de e o casal ao centro do palco retomou a cena.
Ao término os colegas de turma aplaudiam o bom desempenho e a professora parecia prestes a chorar de orgulho.
- Isso, muito bom! Muito bom! – aproximou-se dos dois, passou os braços pelos ombros dos alunos. – Parabéns crianças! Podem voltar a se sentar.
Os protagonistas da cena e também Styles, mal humorada, caminhavam até seus assentos, quando a senhora Melas começou a falar sobre a importância de se conseguir comover o público apenas com a feição e também o tom da voz.
- April, minha querida, você estava ótima! Deveria fazer o teste para o papel principal da peça deste ano. – pelo canto dos olhos viu que a menina sorria feliz e sentiu vontade de vomitar. Nojenta, falsa! – Já você – levou os olhos rapidamente para a professora – Não sei o que aconteceu aqui, mas você estava muito dispersa. Com certeza foi um de seus piores desempenhos... – sua voz estava carregada de decepção e a loira sentiu vontade de gritar de ódio.
April havia se saído melhor que ela?
Ah, mas não mesmo!
Isso ela não admitia de jeito algum!
Aquele era o último período de aulas. A menina se dirigiu ao seu armário e jogou para dentro os livros que não precisaria no fim de semana, pegou o de matemática e literatura e enfurnou na bolsa. A carranca não se desmanchava e uma líder de torcida que parou ao seu lado para conversar logo se afastou percebendo que a princesinha estava para poucos amigos aquele dia.
Marchou para fora da escola e ao receber uma cantada de um cara do time de natação, não sorriu agradecida como sempre, encarnou Westwick e mostrou o dedo do meio para o rapaz e o mandou calar a boca.
Afundava a grama com pisadas fortes e quando sentiu um braço passar por seu ombro ficou tensa e quase gritou furiosa, porém ao ver que era Louis, seus músculos relaxaram e carranca se desfez.
- Você está muito tensa, cruzes! – fingiu fazer massagem em seus ombros, mas na verdade fazia cócegas. – Isso tudo é saudade do Harry?
- Odeio admitir, mas sinto falta daquele insuportável. Você acredita que ele brigou comigo antes de ir?
- Claro que sim! – sorriu de canto.
Tomlinson a guiou pelo gramado até onde os amigos estavam. Péssima ideia.
PÉSSIMA IDEIA.
P É S S I M A I D E I A!
Não faltava a aula infernal de teatro. Agora Winster estava lá novamente, pendurada no pescoço de Niall distribuindo beijos, e sabe-se Deus mais sabe o que, pela extensão do pescoço e maxilar do rapaz. E aquele filho da puta parecia estar gostando, pois sorria e se contorcia ao toque dela, dizia coisas no ouvido da morena arrancando-a risinhos fáceis.
A cena do casal feliz parecia passar em câmera lenta diante dos olhos de . Não era fácil vê-los tão conectados e alegres. Ela podia sentir o coração batendo contra a caixa torácica, batidas altas e, a cada passo que dava para perto do grupo, elas ficavam mais fortes. Seu estômago estava embrulhado e ela notou os olhos ficando quentes pela raiva. Sentia-se humilhada e trocada.
Sabia que Niall Horan não era seu, mas se sentia dele. Injusto!
Ficando de frente para o casal, Niall demorou para perceber a presença dela ali. Claro! Ele estava ocupado beijando A NAMORADA!
- disse mexendo no celular. E ao ouvir o nome da loira, o rapaz separou os lábios dos de April. – Eu não vou poder te dar carona hoje. Tenho treino do time de futebol agora.
- Tudo bem.
- Eu levo você. – Horan ofereceu.
- Não precisa, eu pego um táxi. – falou ríspida.
- , você não ia lá para casa hoje? – lembrou à amiga.
- Então vamos logo. – Zayn apressou as meninas, balançando a chave do carro.
- Eu ia, mas não estou muito bem. Passo lá mais tarde, ou então você vai para a minha. Pode ser? – a morena concordou a contra gosto, queria que Styles fosse naquele segundo para mansão Malik junto com ela.
- Podemos ir agora, ? – o primo a chamou. Se despediram do grupo e foram em direção ao Maserati.
- Cheguei. – Hilton respirava pesadamente por ter corrido do ginásio até a frente do estacionamento.
- Estávamos só te esperando, . – April sorriu para a loira, que retribuiu o gesto com a mão sobre peito tentando normalizar a respiração.
- Eu também estou indo, galera! Muita canseira. – Louis coçou a nuca. – Não façam nenhuma loucura no fim de semana! – sorriu e começou a caminhar de costas até o Audi. Uma mão em umas das alças da bolsa e a outra no bolso da calça. Personificação do charme! – Se insistirem na ideia... já sabem meu número! – piscou e entrou no carro.
- Ahn ... eu te dou carona. Vamos? – soou mais como um pedido de Niall do que como uma pergunta.
- Já disse que pego um táxi.
- Okay. Então e-eu vou levar a . – parecia desapontado.
- Depois vamos para a minha casa! – Winster sorria feliz. Desde quando ela era tão meiga?
Vendo o casal 20 se afastar e rir de algo que April lhe contava – Traidora! também passou pelo estacionamento indo para a frente do colégio. Ligar para a companhia de táxi. Viu Liam encostado em seu Jeep, conversava com , a loirinha acenou para os dois e Payne fez um sinal com a mão para que ela se aproximasse deles.
- Tá perdida? – o rapaz brincou e ela sorriu.
- Estou indo pegar um táxi.
- Eu te levo, fica tranquila. Só vamos esperar o Alfred vir buscar a .
- Não precisa se incomodar, Liam. Mas eu fico para ver aquela delícia do Alfred! – fechou os olhos lembrando que o chofer sempre estava com camisas brancas, mangas arregaçadas e os primeiros botões abertos e sempre sorrindo. Um sorriso que palavras não eram capazes de caracterizar.
- Nossa, desde quando tão educada e preocupada com o bem estar alheio que nem aceitou a carona do Liam? – Meester brincou. – E... O Alfred é muito gato, né?!
- Dá para notar os músculos dele pela camisa!
- Eu sei! – levantou a mão para bater um high-five com a caçula.
- Ele deve ser uns quinze anos mais velho que vocês! – Payne disse rolando os olhos.
virou para e mexeu os lábios sem emitir som, porém a loira conseguiu entender o que ela dizia: Ciúme.
O grupo esperou apenas mais alguns minutos até que Alfred chegasse. O homem sorriu simpático para eles, como disse que ele faria. Meester se despediu dos dois amigos e foi embora com aquele homem maravilhoso no banco da frente.
Depois de um pouco mais de insistência da parte de Liam a loirinha finalmente aceitou a carona. A caminho de sua casa, Styles ainda pensava em Niall, e pior ainda, pensava em April.
- Liam – chamou, virando-se para ele -, você já gostou de alguém que não pode ter?
- O quê? – estranhou a pergunta da mais nova e desviou a atenção do trânsito.
- Já se interessou por uma pessoa comprometida, ou, sei lá... Que você não possa se relacionar. – os pensamentos do rapaz direcionaram-se a Ortega.
- Acho que sim.
- E o que você fez?
- Eu a perdi. – respondeu simplesmente sem emoção na voz.
- Ah, que ótimo! Muito promissor!
- De quem você está falando, ? – o garoto sorriu a encarando. Imaginava a cara de Harry quando descobrisse que a irmã estava apaixonadinha.
- Não vamos entrar em detalhes... O que importa no momento é que ele é comprometido! O que eu faço? – bateu as mãos nas coxas – Não quero ser babaca como você. – ele a encarou sem entender o motivo da fala. – Você perdeu a garota, não foi? É um babaca.
- É complicado! – sorriu para a loira, lembrando de todas as brigas e conversas que ocorreram nos últimos meses devido aquele assunto. – Eu ainda gosto dela... Na verdade, sou apaixonado por ela. Mas já não deu certo tantas vezes! Nós dois já fizemos muitas besteiras e dissemos coisas que nos arrependemos depois, porém isso não muda o que foi dito.
- Por que tenho a impressão que você foi o que fez mais bostas?
- Realmente não sei responder essa pergunta.
- Acho que é porque você é homem! Homem só faz cagada, é incrível! – falava séria, no entanto o amigo gargalhou pelo tom enfurecido dela.
- Valeu mesmo, hein! – o rapaz achou graça.
Depois de chegar em casa e ir direto para o quarto, foi para a cama. Sem banho, sem tirar o uniforme, sem arrumar o material da bolsa, sem ligar para o irmão ou os pais. Ela só queria dormir e esquecer do dia ruim. Mas depois de rolar para todos os lados e não conseguir pegar no sono, a loirinha decidiu fazer outra coisa: comer.
Pegou um pote de sorvete de baunilha do refrigerador e voltou para o quarto para assistir TV.
E estava formado o típico cenário de rompimento: garota triste, tomando sorvete e assistindo filme de romance, onde os personagens vivem um amor lindo e acontece apenas uma coisinha ruim que eles superam e depois ficam juntos para sempre.
Achando sua vida uma bosta e odiando muito a existência de Horan e Winster, tomou outra atitude.
- Cheguei! – arrombou a porta do quarto de . – O que aconteceu? Você está bem? – correu até a amiga e se ajoelhou a sua frente, pegando a menina pelos ombros e encarando-a preocupada. Depois de um silêncio por parte da Styles a ruiva se permitiu relaxar. – Eu pensei que você estava morrendo ! Vai tomar no cu! Não faz mais isso!
- Mas realmente é uma coisa séria, a mensagem não era brincadeira!
- Mas o que aconteceu?
- A April aconteceu, !
- De novo essa história, ? – a ruiva bateu as mãos nas coxas e se jogou na cama.
- Eu a odeio tanto!
- , meu anjo, você sabia que o cara era comprometido quando começou com isso!
- Mas ele nem parece gostar dela! Por que continua com isso?
- Você está apaixonada por ele, não está? – sorriu debochada.
- Não! – gritou irritada, fazendo uma careta. – Sim... – admitiu segundos depois, odiando-se! – Eu fiz besteira, mas agora eu quero estar com ele e ele tem uma puta namorada chata!
- Não importa! É a namorada do cara. E se você acha que ele não vai terminar com ela para ficar com você, acho melhor você acabar com isso!
A loirinha ouvia em silêncio, não querendo admitir que a amiga estava certa.
Duas leves batidas na porta e a voz de Hilton pode ser ouvida do lado de fora pedindo permissão para entrar.
Dez minutos se passaram e Meester e Ortega também estavam no quarto da menina.
- , o que aconteceu? – perguntou a ela.
e estavam uma de cada lado da menina, acariciando seus cabelos. sentada em uma poltrona. E dentro do closet dela mexendo em seus sapatos.
não queria falar para as três meninas o real motivo de sua tristeza, apenas mandou mensagem para as amigas pedindo para que fossem até sua casa, pois estava entediada e considerando MUITO a ideia de se jogar da sacada do quarto para ver se conseguia um pouco de emoção.
Não conseguia tirar Niall da cabeça e muito menos o fato de ele estar feliz em um relacionamento, que não a incluía.
No início era divertido atiça-lo e vê-lo atrás dela sempre quando possível. Era engraçado ver a forma como Winster o tratava e saber que em uma piscada da loirinha ele já voltava correndo para a menina. Contudo a graça foi embora quando a Styles começou a sentir algo maior pelo loiro.
- O que aconteceu é que eu odeio a April! – falou furiosa.
- Mas, por quê?
- Porque ela tira tudo o que é meu!
- Como assim, tudo? – indagou confusa. Sabia que a amiga não ia muito com a cara de April, nunca entendeu o motivo, mas como assim tirar tudo o que era da Styles?
Da poltrona em que estava, com os braços cruzados, começava a ter 87% de certeza que a loirinha tinha algo com Niall e o “tudo” a que ela se referia tinha nome e sobrenome.
- Tudo... T-tipo tudo, ! – bateu nas coxas se fingindo de irritada. Levantou da cama e foi para o banheiro evitando o assunto.
- O que podemos fazer para você se sentir melhor? – Meester perguntou, torcendo para que tivesse alguma solução para toda a choradeira da menina.
- Você podia pedir pro Alfred me levar pra passear hoje até eu dormir olhando pra ele… - suspirou e gargalhou:
- Nós definitivamente podemos arranjar isso, .
- Eu quero meu irmão! – ela mudou de ideia e falou manhosa, fingindo choro. – Mas o babaca está do outro lado do oceano. – se encostou no batente e tapou o rosto com as mãos.
- Já se falaram hoje? – apareceu na porta do closet com algumas peças da amiga nas mãos.
- O que diabos você está fazendo?
- Vendo o que fica bom em mim!
- Estou no meio de uma crise aqui e você não me dá atenção?
- , para de drama. Tem quatro pessoas aqui te dando atenção! – voltou para o interior do cômodo e continuou fuçando nas roupas da mais nova.
- Respondendo a sua pergunta – a loira voltou ao assunto. -, sim, já falei com ele hoje.
- Ele disse quando volta? – soou mais interessada do que pretendia.
- Não... Só falou que tenta voltar rápido, mas não é nada certo.
- Ele disse por que foi? – Ortega perguntou.
- Só falou que era algo com a mãe dele, mas não me explicou direitinho. – voltou para dentro do banheiro. Mexeu nos cabelos por alguns segundos até que uma ideia lhe veio a mente – Gente – voltou a aparecer na porta.
- Ah não! – se sentou em um pulo. – Não, não, não, não! – balançava o indicador no ar.
- O disco riscou, Hilton? – a ruiva gritou do closet.
- A está com aquele sorriso!
- Ah não ! – Westwick correu ao quarto.
- Que sorriso gente?
- O sorriso que você dá quando vai sugerir que façamos algo que será MUITO estúpido. Nós vamos dizer não. Você vai insistir. Nós vamos aceitar e nos arrepender muito num futuro próximo, porque vai dar muita merda! – explicou sem parar para respirar.
- Que exagero!
- Fala logo o que você quer para que nós passemos por todo esse processo que a falou e evitar que eu fique com dor de cabeça! – massageava as têmporas.
- Okay... Eu quero que os meninos venham dormir aqui.
- Tá bom! – e disseram juntas dando de ombros.
- Não mesmo! – e gritaram.

ooo


- Tomlinson, devolve meu celular agora! – Westwick gritou, jogando-se sobre o rapaz e arrancando o aparelho de suas mãos. – Eu disse que era uma péssima ideia !
- Sua ogra! Eu só queria ver a hora!
Uma risada escandalosa foi ouvida:
- O meu pau que era só isso! – Meester ria, achando tudo engraçado demais.
Depois de 10 minutos tentando convencer e que seria legal a presença dos meninos naquela tarde, as caçulas conseguiram o aval para ligar para cada um deles, os convidando para irem até a mansão Styles.
E naquele momento, todos estavam na sala, deitados nos sofás, esparramados nas poltronas ou jogados no chão. Todos, menos Harry, que ainda não tinha dado notícias se já havia deixado a América do Norte.
- Vocês parecem crianças... – Styles, o ser humano mais desprovido de maturidade no mundo, disse emburrada.
O fato de os meninos estarem ali em sua casa, era realmente muito legal, contudo, a loirinha havia se esquecido que Niall Horan se incluía no pacote.
E ela jurava que pôde sentir um perfume floral ao cumprimenta-lo quando ele chegou. O que serviu para deixa-la mais irritada com o mundo e a existência da raça humana.
- Que bicho te mordeu hoje, hein? – Louis questionou arremessando uma almofada nela, que estava deitada no chão, no centro da sala.
A menina pegou a almofada e colocou no rosto se recusando a respondê-lo.
- Nós vamos ver o filme, ou não?
- Eu estou procurando, se acalmem! – Liam usava o notebook da menina, procurando alguma opção legal no catálogo da Netflix.
- Alguém pede para a Emily fazer pipocas e trazer suco e refrigerante para todos nós? – a Styles pediu deitada no chão de barriga para cima com uma almofada em cima do rosto.
- Você não deveria fazer isso? Afinal, você que é a dona da casa! – Zayn tirou a almofada do rosto da mais nova.
- É muito esforço físico e eu não estou disposta!
- Deixa que eu vou... – Ortega se levantou e se encaminhou a cozinha onde, provavelmente, encontraria a governanta.
- Vamos ver um filme de terror? – Payne perguntou enquanto lia a sinopse e se interessava pela a história.
- Não mesmo!
- Nem em um milhão de anos!
- Só se depois você for comigo no banheiro!
- E comédia? – ele mudou a aba de pesquisa, indo para a seção de comédia do site.
- Eu acho babaca!
- Drama? – arriscou mais uma vez.
- De drama já basta minha vida...
- Romance? – começava a se irritar.
- Muito mulherzinha!
- Suspense? – tentou novamente, mudando o tom de voz.
- Dá susto, eu não gosto.
- Eu vou ficar com medo!
- Desisto de vocês! – ele tirou o notebook do colo e foi sentar ao lado de .
- Ah cara, é só por um filme lá! – Malik protestou, se levantando e indo até o computador com finalidade de escolher um filme qualquer e fazer todos assistirem sem reclamar.
Acabou escolhendo Janela Secreta, um suspense com Johnny Depp. Porque foi o primeiro em que seus olhos pousaram. Foi uma escolha divina.
- Tem um telefone tocando! – Niall falou, após cinco minutos de filme, dando uma olhada em volta para descobri da onde vinha o som.
- De quem é?
- É da .
- Cadê ela? Essa música já tá me irritando!
- Ela foi falar para a Emily fazer pipoca ou foi colher o milho?
- !
- Calma gente! Cheguei. Alô? – nem reparou na tela do aparelho para ver quem a chamava, mas sorriu ao ouvir a voz dele. – Eu não estou em casa, estou na casa dos Styles... Você vem aqui?... Ótimo!... Sim, tudo bem... Até daqui a pouco.
- Era o namorado? – Louis perguntou, sorrindo de canto.
- Eu não tenho namorado. – mostrou a língua e fez careta, parecendo uma criança de quatro anos. Sentou-se ao lado de e a amiga descansou a cabeça em seu ombro.
- O que ele queria? – a mais velha perguntou como quem não queria nada.
- Não sei. Só disse que queria conversar.
- Já saquei esse filme! – Tomlinson sorria de canto e balançava a cabeça.
- Se você falar uma palavra do final eu arranco suas bolas. – falava baixo, compenetrada no que se passava na tela da TV.
- Johnny Depp é um gato...
- Louis, também acho que sei, hein! Aposto que o vilão no fim das contas é ele mesmo!
- Você quer que eu comece arrancando suas bolas, Horan? – Westwick continuava concentrada.
- É isso o que eu acho também.
- Já disse que o Johnny é um gato? – repetiu, sem tirar os olhos da tela, mas o motivo era o ator e não o filme.
- Ele deve ter tipo, dupla personalidade.
- Cala a boca, inferno! – gritou.
- Calma, amor! –Tomlinson disse calmamente e ela jogou a almofada que estava em seu colo diretamente no rosto do rapaz, que não conseguiu se defender.
- Fica quieto todo mundo! Estou tentando prestar atenção! – Meester irritou-se – Se tem uma coisa que não suporto é gente falando em filme.
Louis levantou-se de onde estava e encaminhou-se até a morena, sentou em seu colo sem aviso prévio e ao ver que ela iria reclamar se adiantou em dizer:
- Me perdoa? – dizia afetado, como se tivesse feito a pior coisa do mundo.
- Sai velho!
- Não! Só saio se você me perdoar!
- Tá bom, Louis. Te perdoo! – disse rolando os olhos.
- Não! Tem que ser do coração!
- Sai de cima de mim! – ela batia no ombro do garoto que se retirou rindo.
O filme continuou por alguns minutos e alguns comentários desnecessários continuavam a ser entoados em voz alta para o mal de todos, quando Emily apareceu na porta chamando por Ortega, que sentiu um frio na barriga por já saber quem era.
A morena sorriu ao sair pela porta principal e avistar o Corvette estacionado. Correu até o carro, se abaixou em frente janela e acenou antes de abrir a porta.
- Oi. – Daniel também sorriu e beijou os lábios da menina.
- E então, o que foi? Você disse que tinha algo importante para falar... – a única coisa que lhe vinha à mente era o fato de que o garoto estava se mudando para o outro lado do mundo.
- Vamos naquela sorveteria que você gosta? Lá eu te falo o que é.
- Bem, você sabe que eu sou muito curiosa e que vou ficar me remoendo para saber o que é, mas tem sorvete ao fim dessa tortura, então eu topo. – falava séria, encarando as mãos sobre o colo e considerando do fundo do coração o que havia falado. Danny gargalhou ao ouvi-la e quando ela virou o rosto para ele, envergonhada, o rapaz não se conteve e lhe beijou novamente.
ligou o rádio e batia as mãos na coxa de acordo com a melodia que saía dos alto-falantes, em certas partes da música ambos afinavam a voz e cantavam juntos.
Já na sorveteria, a garota estava indecisa a respeito do que pedir e continuava encarando o cardápio a sua frente. Daniel conversava com Carter Eich, o filho do dono do estabelecimento, que a esperava se decidir para poder anotar o pedido. Após finalmente ter certeza do que queria, Carter foi preparar os pedidos e deixou o casal a sós.
- Pode me dizer agora o que é? – Ortega perguntou mexendo nos guardanapos de papel. Não tinha certeza se queria saber do que se tratava.
- Não prefere esperar o sorvete chegar?
- Danny, eu só consigo pensar que você vai me dizer que tem que ir para a Austrália daqui a algumas horas e nunca mais voltar! – deixou os braços caírem no banco e o encarava triste.
- Eu, de fato, vou para a Austrália daqui a algumas horas... – ela abriu a boca para contestar, porém ele não permitiu ser interrompido. – Vou passar o fim de semana lá e perderei alguns dias de aula, mas quarta ou quinta eu volto! – sorriu encorajador, querendo dizer que tudo ficaria bem.
A morena concordou com a cabeça e manteve os olhos longe dos dele.
- Eu sei que isso tudo é horrível, , mas...
- Não se torture Dan! – não deixou que continuasse.
- O dia da minha mudança definitiva está chegando.
- Eu sei.
- O que vamos fazer, ? – o loiro envolveu as mãos da menina com as suas. – Eu sei que você não gosta de falar sobre o que vai acontecer quando eu me mudar para a Austrália, mas precisamos falar sobre isso.
- Eu sei.
- E então?
- Eu não acredito em relacionamentos à distância, Danny. – não o encarava nos olhos. – Isso vai acontecer... Por isso não gosto de conversar a respeito.
- Nós poderíamos tentar...
- Não daria certo! Não a essa distância! – recuou a mão e a colocou sobre o colo.
- Então... Acabou.
- Sinto muito.
- A culpa não é sua. Na verdade, não é de ninguém. – seus cotovelos estavam apoiados na mesa e as mãos bagunçava os cabelos.
A volta para a casa não foi divertida e barulhenta como a ida para a sorveteria. Ao estacionar em frente à porta principal da mansão Styles e deixar exatamente onde havia a encontrado, Daniel pediu um último beijo. O que soava deprimente demais para ambos.
Ortega tocou a campainha e ao abrir a porta, Emily perguntou a menina o que havia acontecido. Ela se esquivou da resposta e de mais perguntas e foi até a sala onde tinha certeza que os amigos estavam. Afinal, era possível ouvir o barulho que eles faziam.
Ao adentrar o cômodo, oito cabecinhas curiosas viraram-se para ela.
- Foi ver o namoradinho, né? – Louis brincou com um sorriso de canto.
- Hoje não Lou, por favor. – se afundou no sofá ao lado do primo e passou o braço dele por seu próprio ombro.
- O que aconteceu, ? – Malik perguntou acariciando os cabelos dela.
- Austrália.
- Vocês terminaram? – sentou-se ao lado da amiga e a viu confirmar com a cabeça. – Sinto muito...
- HÁ! – gritou apontando o dedo para Ortega. – Para terminar tem que ter começado, então vocês eram namorados!
- Sério ? Vai discutir a respeito disso agora? – Meester alfinetou, encarando-a torto.
- Concordo com a ... – Tomlinson disse, sentando-se no chão a frente de . – Fica assim não, gata! – a mais nova lhe devolveu um projeto de sorriso. O que o menino encarou como uma ofensa. – Ah não, sem desânimo! Hoje ainda é segunda, vamos fazer algo esse fim de semana, não aceito tristeza! Já basta termos um soldado ferido!
- Do que você está falando? – Niall indagou, encarando-o com uma sobrancelha arqueada.
- ! – exclamou como se fosse óbvio. – Agora a ! Assim não dá gente...
- O que você sugere? – Hilton cruzou os braços e aconchegou-se no sofá.
- Ainda não sei, mas em breve trarei respostas. Não se preocupem, crianças, daddy is home! – com um sorrisinho esperto piscou para a loira e levantou-se, pensando em algo mirabolante, brilhante, divertido e incrível para que eles fizessem no fim de semana.
- Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que... – a campainha tocou, interrompendo Liam. – Gostaria de dizer que – retornou ao assunto. – eu toparia ir ao bar mais tarde. – disse a Louis que sorriu para o amigo.
- É assim que se fala, Payne. Esse fim de semana será lendário. Ainda não sei o que faremos, mas vai ficar gravado na memória, pode ter certeza!
- A que se deve tanto ânimo, Tomlinson? – questionou com as sobrancelhas juntas.
- Nada... Apenas tenho algo em mente que... HARRY?! – o rapaz gritou, pulando de onde estava sentado e correndo em direção a porta da sala.
Os amigos acompanharam seu movimento e puderam vê-lo se jogando em Styles.
- Tudo bem, cara? – sorriu com a recepção calorosa.
- Hazz! – pulou nos braços do irmão.
- Eu não fiquei fora tanto tempo assim! – acariciou os cabelos dela e lhe deu beijo na testa. – Tudo bem, maninha? – a loirinha confirmou com a cabeça sem soltá-lo do abraço.
- Como foi na terra onde o sol brilha? – Horan questionou, sorrindo e encarando o amigo todo interessado. Os amigos viraram-se a ele com as sobrancelhas juntas. – Piada horrível, eu sei. Desconsiderem. – continuou com os olhos em Harry e o sorriso não se desfez de seus lábios.
- Foi... bom. – disse sem muita enrolação, sem se aprofundar no assunto e visivelmente desconfortável.
- Só bom? – Zayn fazia uma caretinha.
- As mesmas coisas de sempre...
- Então foram jantares em restaurantes maravilhosos, encontro com famosos, tapetes vermelhos... – os olhos de chegavam a brilhar.
- É, foi isso. – sorriu de canto, cabisbaixo.
- Vai nos dizer por que foi para os Estados Unidos assim do nada? – perguntou.
- Nada demais... Só queria ver minha mãe. – seu tom de voz era baixo e seu semblante fechado, um tanto quanto triste.
Seus olhos verdes percorreram toda a sala e pousaram na menina sentada no chão encarando as unhas. fingia não prestar atenção ao que se passava, mas ouvia cada palavrinha com interesse.
- Está tudo bem com a Anne? – sua irmã questionou.
- Sim, claro... Era só saudade. – desconversou e pegou as malas no chão.
- Aonde vai? – Liam achou estranho o amigo já se retirar da presença dos outros. Afinal Harry sempre dormia o voo inteiro e ao pousar em Londres passava horas na presença dos amigos.
Meester levantou o rosto e seus olhos se encontraram com os de Styles. Era estranho como ela não fazia a menor ideia de como reagir com Harry, não sabia se ele havia ido ver alguém em especial, se ainda estavam na mesma, ou o quê havia mudado.
- Desfazer as malas e dormir um pouco. Estou cansado.
- Fica um pouco aqui com a gente.
- Depois, . – lhe deu outro beijo na testa e saiu da sala.
- Só eu achei ele está estranho? – Zayn apontou em direção a porta por onde o amigo saiu.
- Ótimo! – Louis falou batendo as mãos nas coxas. – Já são três soldados abatidos...
- Esquece isso, Tomlinson! – disse entediada.
- Nunca! Eu já volto... – se retirou do cômodo sem olhar para trás.
Cada um voltou a se sentar em seu lugar e um silêncio estranho tomou conta do ambiente.
- , o que aconteceu afinal? – perguntou baixo para a caçula, o que não impediu os amigos de ouvirem e viraram-se para ela querendo saber tudo sobre a fofoca.
- Não daria certo, a Austrália é muito longe daqui. Muito mesmo.
- Um relacionamento a distância pode ser legal. – Malik abraçou a prima pelo ombro, tentando lhe passar confiança.
- Não tenho a mesma certeza. – a morena continuava cabisbaixa.
Liam queria ajudar, porém não gostava da ideia de consolar sua baby doll por estar triste devido a outro cara. Sentia-se um grande fracassado. Estava radiante pelo fato de Phillips ir embora, todavia, não gostava de vê-la em tal situação.
- Eu acho que nós deveríamos voltar ao filme. Aproveitar que o Tomlinson saiu e agora vai parar de tentar adivinhar o final dessa merda.
Louis voltou antes que pudessem dar falta de sua presença e dessa vez arrastava Harry, que sentou-se entre e , jogando a cabeça para trás e se apoiando no encosto do sofá de olhos fechados.
- Harry, o que aconteceu que você está todo pra baixo? Tô ficando depressiva também. - brincou, acariciando os cachos do amigo, que quase ronronou com o carinho, fazendo uma parte do grupo rir do comportamento infantil dele.
- Gente, nós precisamos conversar sério aqui. - Louis declarou, sentando na mesinha de centro da sala, apoiando os braços nas coxas e fazendo sua cara mais séria.
- Sobre que o seria essa conversa séria, Louis? - Liam cruzou a perna, se interessando com o que amigo dizia.
- Acho que esse é o momento que estivemos esperando por todo este tempo, meu caro Payne.
- Do que você está falando? - Hilton perguntou curiosa.
- Quer dizer, que estamos prontos novamente?
- Você tem certeza, cara?
- O que diabos vocês estão falando? - rolou os olhos com todo o drama que se seguia.
- Minha cara, Westwick…
- Eu sinto vontade de bater sua cabeça contra a parede quando você fala assim com as pessoas. - interrompeu Louis que se fingiu surpreso com o ataque da moça.
- Está bem, então demônio está melhor para você, demônia?
- Acredite, eu ainda vou fazer você passar por muita uma dor física exorbitante. - disse naturalmente colocando um punhado de pipoca na boca.
- Foco galera, o que está acontecendo? - perguntou.
- O que está acontecendo é simplesmente… - seu primo lhe respondia sério e de repente todos os meninos levantaram gritando e assustando as meninas que não estavam preparadas para tal histeria. - A FESTA DO ANO!

ooo


- E então eu aceitei terminar com ela, caso o Harry esteja certo. – Niall termina de contar toda a história que havia acontecido há alguns dias, quando estavam a caminho do aeroporto para buscar George Tomlinson.
- Você sabe que já perdeu essa aposta, certo? – deu uma risadinha enquanto se espreguiçava ao lado do loiro, eventualmente se apoiando sobre o peito Niall, que descansava em sua cama, com uma das mãos atrás da cabeça. Era terça-feira e estavam na casa do Horan durante toda à tarde, para os amigos, estava tendo uma monitoria particular de teatro e Niall, bom, ninguém se importava com o que Niall estava fazendo.
- Por que você tá falando isso? – ele questionou, desinteressado na conversa em si, satisfeito com o momento de relaxamento enquanto acariciava seus cabelos loiros vagarosamente e deixava-o sonolento.
As carícias eram quase melhor que sexo.
Quase.
- Porque a April dá em cima de TODO cara mais velho e vive se gabando nas aulas de teatro, baby. – explicou o óbvio, deixando um pequeno beijo nos lábios do garoto. Ao findá-lo, não conseguiu se afastar, porque os braços de Niall passaram por sua cintura, puxando-o contra si.
- E eu estou com cara de que realmente me importo com tudo isso? – Niall questionou, mais interessado em empurrar os cabelos dela que caiam sobre o rosto, fazendo cócegas em sua própria face.
- Se ela é tão sem graça, por que vocês dois não terminam? – a jovem Styles provocou.
Niall suspirou, parando de beijar os ombros desnudos dela, afrouxando os braços e permitindo que ela saísse de cima dele.
- Eu gostaria de ter uma boa resposta pra essa pergunta, . Mas nós simplesmente chegamos até aqui e é conveniente. – confessou sincero.
sentou na cama, arrumando a blusa e suspirando irritada. Não conseguia se controlar e manter a boca fechada sobre o namoro ridículo de Niall e April e por isso, não aceitava, como antes, o fato de que ele permanecia com uma pessoa que não gostava e ainda por cima traia ele. Horan também sentou, pressionando a têmpora, frustrado.
- Porra , por que você se importa tanto com isso? Meu status não vai mudar em nada o que a gente tem. – Niall argumentou e ficou olhando para ele séria e pensativa.
- Pra mim muda, Ni. Minha consciência fica mais tranquila em saber que eu não sou uma “amante”. – A loira diz em tom suave, maquiando seu verdadeiro motivo: ciúmes.
- E desde quando você se importa com tudo isso, baby? – Niall sorriu ao ver que parecia ter amenizado o tom da conversa, se aproximando e sentando no colo dele.
- Além do mais ela não é honesta com você. E eu acho isso errado. - ela argumentou, bagunçando os cabelos loiros e beijando Niall.
- A única coisa que eu posso dizer é: com quem eu passo minhas tardes? - o loiro arqueou a sobrancelha, mostrando seu ponto.
Sem demora eles estavam novamente deitados na cama, trocando beijos lentos e carinhosos. Horan olhava para como se ela fosse a coisa mais bonitinha que o universo havia criado, ele adorava a disposição dela para sempre fazer algo novo, gostava até mesmo de quando ela amaciava o tom de voz para conseguir convencer as pessoas a fazerem o que ela queria.
- É errado eu querer você só pra mim, Ni? – fez bico e sorriu ao ver que Niall já havia se distraído da conversa que rumava a uma briga desagradável.
- Mas eu já sou todo seu. – ele sussurrou sorridente.
- Seu telefone está vibrando. – apontou para o aparelho, e desvencilhando os braços dos ombros de Niall para se esticar e alcançar o celular. – É a . Toma.
- O que essa doida quer comigo? Acho que é pra você. Atende baby.
- Okay. – Os dois sentaram e atendeu a chamada: - ?
- Meu deus vocês dois não desgrudam? reclamou do outro lado da linha – Cadê o Niall?
- Tá aqui. Por quê?
- Passa pra ele. Preciso de ajuda.
- Tudo bem. Beijos . – se despediu, sussurrando para Niall: - É para você, Ni.
- Pra mim? Tem certeza? – Niall estava confuso, mas atendeu a chamada. – Oi . O que foi?
- Eu preciso de ajuda, Niall. Agora.
- Tá, mas o que aconteceu? E por que a chamada está tão ruim?
- Olha porra, só vem pra cá e traz alguma coisa pra ligar a bateria desse carro.
- Você precisa é de um mecânico, não de mim. – Niall retrucou.
- NIALL, SÓ VEM PRA CÁ ANTES QUE O LOUIS ME ALCANCE. EU VOU TE MANDAR MINHA LOCALIZAÇÃO AGORA. TCHAU.
Antes que Horan pudesse questionar mais alguma coisa, desligou a chamada. Niall se jogou de volta no colchão, levando junto, que soltou um pequeno gritinho, com o susto da queda sem aviso.
- O que ela quis dizer com “antes que o Louis me alcance”? – quis saber.
- E você acha que eu entendo a sua amiga, ? – Niall murmurou e rolou para fora da cama, calçando o tênis. - Vai querer que eu passe na sua casa pra te deixar?
- Até parece que eu vou perder uma treta da e do Lou. - a loira diz em um tom brincalhão - Baby chegou mensagem dela pra você. Posso ver?
Ela perguntou já abrindo a mensagem que continha a localização. Juntou as sobrancelhas em confusão ao ver o local.
- Acho que ela mandou a localização errada.
- Por quê? - Niall perguntou enquanto pegava as chaves de casa e do carro.
- Porque essa localização que tem aqui é fora da cidade. Vou perguntar pra ela. - se prontificou, entrando no carro e sentando no banco do carona.
- Não tá errado não. - Niall explicou, sabendo que levaria uma boa hora para chegar até a estrada rural onde estava. Já sabendo disso, pensou que seria bom levar algum lanche e água caso sentissem fome ou sede no trajeto - Só um minuto que eu já volto, baby.
Em alguns minutos, Niall retornou para o carro com duas sacolas cheias de lanches prontos e jogou-as no banco de trás.
- O Louis já tinha me falado que queria ir buscar um touro mecânico pra festa. Só não imaginava que eles iam hoje.
- VAI TER TOURO MECÂNICO NA NOSSA FESTA? - se empolgou, olhando animada para o “namorado/ficante/amigo colorido”.
- Se a e o Louis não destruírem ele até chegarmos lá, vai. - Niall riu, colocando a mão livre apoiada na perna da loira e acelerando em direção à autoestrada.

ooo


Ao encontrarem na pequena estrada de terra, há uns 60km de Londres, em um desvio próximo a pequena Brighton, Niall e não esconderam a surpresa ao ver que ela não estava sozinha. A ruiva estava de braços cruzados, apoiada contra a picape vermelha que Louis dirigira, o próprio Louis estava em sua frente, conversando com Harry e .
- O que o meu irmão está fazendo aqui? - perguntou, surpresa e automaticamente tirando seu braço de cima do ombro de Niall, que recebia carícias na orelha.
- O que o seu irmão está fazendo aqui com a ? - Niall foi mais longe, não entendendo o motivo dos dois estarem juntos. Na verdade, nada ali fazia sentido. Quatro pessoas que mal podiam se suportar estavam ali juntas e conversando amistosamente enquanto ele estava no carro com a irmã de um de seus melhores amigos, depois de ter passado a tarde beijando-a.
- Não faço ideia. - bocejou e se espreguiçou sobre o banco confortável antes de soltar o cinto para descer ao encontro dos amigos.
- Vamos, baby? - Niall chamou, estendendo a mão para a loira, esperando-a para andar de mãos dadas. sorriu, achando fofo, mas um tanto inocente.
- Você realmente quer fazer isso na frente do meu irmão, Ni? - ela provocou, rindo e em seguida colocando a mão dentro do bolso maior da jardineira, tirando um punhado de balas coloridas e colocando na boca.
Niall colocou as mãos nos bolsos e continuou a caminhada até o grupo. Completamente envergonhado de sua atitude, e talvez da forma como riu da situação.
- Você sabe que eu te odeio por ter estacionado tão longe né. - brincou, levando as mãos até o cabelo, para prendê-lo em um coque antes que começasse a suar.
- Foi o mais próximo que eu consegui estacionar sem bloquear a estrada, . - Horan explicou e então finalmente se juntaram ao grupo.
- O que vocês estão fazendo aqui? - Foi a primeira coisa que ouviram, pergunta direta saída da boca de Harry, que estava realmente surpreso em ver sua irmã ali.
- O que vocês dois estão fazendo aqui? - A caçula Styles apontou para e Harry. deu de ombros e explicou.
- Seu pai castigou seu irmão estúpido com a obrigação de ser meu motorista até eu ficar boa, e hoje eu estava no hospital tirando o gesso quando o Lou ligou para o Harry para pedir um favor. Eu vim de brinde. - explicou e Harry sorriu ladino. É claro que eles não estavam namorando no carro quando Louis ligou.
- Ahhh. Entendi. - chacoalhou a cabeça e constatando que a morena realmente estava livre da bota horrorosa que usara por semanas a fio, se deu por conformada e voltou sua atenção para . - E então, o que aconteceu com vocês?
- A excelentíssima aqui me deixou para trás, enquanto eu fechava as porteiras e simplesmente foi embora. Aí eu liguei para o Harold pra conseguir uma carona, e quando eles chegaram a burra estava presa na estrada porque a bateria da caminhonete morreu. - Louis explicou, cheio de prazer. Enquanto o fuzilou com o olhar. Ela não era a vilã da história. Não totalmente. Talvez um pouquinho. Ou bastante.

FLASHBACK On
- deixa que eu dirijo, essa caminhonete não está funcionando 100%. - Louis pediu, quando a ruiva sentou no banco do motorista e experimentou ligar o motor.
- Tá achando que eu não dou conta do recado, Tomlinson? - ela atiçou. Louis revirou os olhos, sabendo dos problemas que acarretariam se continuasse teimando, o veículo estava na propriedade de seus avós há mais tempo que a própria existência de Louis, e embora fosse resistente, necessitava de certos cuidados especiais.
- Não estou falando da sua capacidade, . Esse carro pode morrer com a gente no meio da estrada e não vamos ter socorro. - Louis argumentou enquanto arrastava um fardo de feno até a carroceria.
- Ah por favor, Tomlinson. Acha mesmo que vai me convencer com essa historinha? - Westwick insistiu.
- Eu acho que você devia estar me ajudando a carregar essa bosta, não ficar abrindo sua boca. - Louis bufou, cansado por estar fazendo todo o trabalho sozinho porque simplesmente decidiu discordar que o feno seria necessário para a decoração.
- Você decidiu levar essa merda, você carrega. Nós não combinamos nada além do brinquedo, além do mais, não estou vestida propriamente pra te ajudar. - ela argumentou e prendeu os lábios quando viu Louis parar o serviço para encará-la.
- E o que seria uma roupa ideal pra você parar de ser preguiçosa, ? – Louis apoia as mãos nos quadris, aproveitando a pequena discussão para descansar um pouco. O feno coçava aonde quer que tocasse a sua pele.
- Eu nem tô de calça, cara! Isso vai me fazer ficar coçando pro resto da vida. – justificou, sincera.
- Eu nem tô de calça, cara... – Tomlinson repetiu infantilmente, sorrindo.
- Ah cala a boca, Tomlinson. – virou o rosto para que Louis não visse que ela estava sorrindo também.
- Vem calar. – Louis desafiou e Westwick cresceu os olhos ao ouvir a proposta.
- Como é que é? – ela estava definitivamente estupefata.
- Vem cá me calar, . – ele insistiu, agora se aproximando da ruiva, que estava parada em frente à porteira da propriedade, com os olhos arregalados e os lábios secos.
Louis se aproximou dela, sorrindo sapeca e quando eles já estavam colados, quando sentiu o calor do corpo dele contra o seu, ela finalmente conseguiu tomar uma atitude.
- O que você está fazendo, Tomlinson? – Ela perguntou sem fazer qualquer movimento que acabasse com a distância entre eles.
- Esperando você me calar, linda.
olhou para o lado, pensando em como escapar do momento embaraçoso que Louis criara. Então, em um movimento rápido, ela simplesmente enfiou a mão no fardo que estava ao lado, e com um punhado de feno na mão, jogou contra Louis. Na sua cara, especificamente.
- MAS QUE PORRA, GAROTA?? – Louis começou a tossir, se afastando da ruiva, que ria se deliciando da situação do colega. Entretanto a situação não demorou muito nesse impasse porque ela percebeu que Louis vinha em sua direção com o olhar obstinado.
- O que você vai fazer? – Ela realmente não tinha nada em mente que previsse o que Louis fez em seguida.
Em um momento ele avançou na direção da menina, que tentou correr para escapar do destino incerto, mas Louis foi mais rápido e a puxou pelos ombros e noutro segundo eles estavam submersos em muito feno, para o completo horror de . Nunca na existência desse mundo ela imaginaria que Louis faria algo parecido, mas aparentemente ele não conhecia a palavra limites e agora os dois estavam no meio da estrada, jogados, sujos e suados.
- E aí, a gente vai levantar daqui ou você realmente quer passar o dia em cima de mim, ? – Louis tirou alguns fios de cabelo que caiam sobre o rosto dela e instigou, rindo, mas incomodado com a palha que atravessava o tecido do moletom.
Foi então que se deu conta que estava em cima do moreno e eles estavam tão perto de se beijarem, pulou de cima dele, se levantando e chacoalhando a sujeira de seu corpo. Marchou até a caminhonete vermelha estacionada e bateu a porta com força quando entrou, a confusão em sua mente porque LOUIS IRIA BEIJÁ-LA E ELA SIMPLESMENTE NÃO ENTENDE PORQUE SABIA QUE IRIA CORRESPONDER AO MALDITO BEIJO!
- aonde você vai? Me espera! Não é uma decisão muito esperta! – Louis gritou, tentando ir até o carro fazer mudar de ideia sobre dirigir a maldita picape sem a supervisão de alguém que conhecia bem o automóvel. Mas já era tarde, ela simplesmente arrancou, deixando Louis para trás a comer poeira.
FLASHBACK Off


- Okay, então você precisa de mim para quê, ? - Niall perguntou, tentando encaixar sua presença ali de forma que fizesse algum sentido.
- O carro morreu e eu precisava que você me ajudasse com a bateria, mas a e o Harry foram buscar o Louis e eles vieram pra cá avisar que o avô do Louis vai mandar alguém para vir buscar o carro. - explicou, sentindo sua nuca pinicar, coçando.
- Mas e o touro mecânico? - fez olhos pidões, não acreditando que eles desistiram de levar o brinquedo.
- O Harry já falou com o Zayn, que já ligou e contratou um frete pra entregar na sua casa. - Louis explicou, se espreguiçando e bocejando - Quero ir pra casa e tirar esse feno que tá grudado em mim. Acho que tem até na minha bunda.
- Ai Lou! - fez careta, achando engraçado, mas grosso.
- Meu deus, o que vocês fizeram antes de nós chegarmos? - juntou as sobrancelhas, desconfiada.
Harry, Niall e Louis, por sua vez, riram do comentário.
- Conto por cima ou os detalhes sórdidos também, ? - Tomlinson provocou.
- Vai se foder. - murmurou, um pouco nervosa com a ideia de que Louis revelaria a pequena bagunça que acontecera mais cedo.
- TODOS OS DETALHES SÓRDIDOS POR FAVORR! - se pronunciou, animada e curiosa.
- Okay, vou contar a nossa pequena orgia que aconteceu aqui. - Louis tomou uma postura séria. - Estão preparados? É chocante.
- Vai logo, porra. - Harry apressou, extremamente interessado em saber dos avanços do amigo com a aposta.
- Anda Lou! - pediu, enquanto se preparava para fazer uma trança no cabelo sujo de palha de .
- Tem certeza que estão preparados para o que irão ouvir? - Tomlinson ria, satisfeito com atenção de todos.
- Ah Louis, vai se ferrar. Para de mistério! - Niall mordia uma unha com afinco enquanto prestava atenção no amigo.
era a única que não estava tão animada com o momento. Não sabia se Louis passara pela mesma tensão que ela, se Louis ia contar como eles quase se beijaram e depois ela fugiu porque ficou confusa pra caralho. Porque, porra! Era Louis Tomlinson, o pirralho à toa que incomodava ela desde a sexta série, não era possível que existisse a menor possibilidade de um dia acontecer algo entre eles, muito menos que eles chegassem a um ponto onde ela teve CERTEZA de que eles se beijariam e sua cabeça estava ok com isso.
- Vocês sabem que tem um assunto que é muito íntimo e especial pra nossa , né? Então, nós estávamos trabalhando com afinco e estava tudo indo tão bem que eu achei que nós já tínhamos intimidade para eu poder fazer a pergunta que nunca foi respondida, mas aparentemente não somos tão amiguinhos assim porque ela me empurrou contra um fardo e eu acabei levando ela junto.
Tomlinson contou e bufou porque não fazia ideia de que merda era aquela que Louis havia acabado de contar. Os amigos, pelo contrário, compraram a história barata e ficaram ainda mais curiosos:
- O que você perguntou? - atiçou, curiosa.
- Meu deus que enrolação pra contar uma história… - Harry murmurou, sabendo que todo aquele drama terminaria com alguma desculpa merda.
- Se você vai ficar atrapalhando o desenvolvimento do meu plot, se retire, por favor. - Louis falou para Harry, sério.
- MEU DEUS LOU! SÓ CONTA O QUE VOCÊ PERGUNTOU! - implorou e Tomlinson riu.
- Tudo bem, tudo bem. Eu vou contar - ele prometeu - Eu simplesmente fiz a pergunta que jamais foi respondida, eu perguntei se a chupou o garoto ruivo.
Louis falou em solenidade e então o grupo todo explodiu em gargalhadas, até mesmo teve que usar de toda a sua força de vontade pra não sentar no chão e rir. Tomlinson era um idiota, mas era um idiota engraçado e muito inteligente.
- Muito bem, historinha muito engraçadinha, mas eu acho que não precisa ficar todo mundo aqui e eu ainda preciso ir pegar meu carro. - Westwick se pronunciou, arrumando um jeito de acabar com a algazarra.
- Não sei nem porque você está propondo isso, . Você quem fodeu a caminhonete, você é quem vai esperar aqui até o final. - Louis declarou, cruzando os braços.
- Ah vai se foder, Tomlinson… - se afastou do moreno, com vontade de gritar porque teria que ficar por tempo indeterminado ali, presa, se coçando e constrangida com a presença de Louis.
- Não fica assim , nós vamos esperar com você. - prometeu.
- Sendo assim, nós já vamos. - Harry se desencostou do carro, girando a chave no ar. - Vamos Louis?
- Na verdade eu vou ter que ficar pra esperar e explicar para o Sr. Hayes o que essa estúpida fez. - Louis apontou para e recebeu um soco no braço.
- Então eu vim até aqui de otária? - perguntou para ninguém em especial.
- Na verdade eu sabia que você estaria com o Harry, e tudo não passou de um pretexto para eu ficar preso aqui com você, gata. - Louis provocou, sorrindo sapecamente.
- Ahhhhh tudo faz mais sentido agora. - Meester sorriu para o amigo.
- quer voltar com a gente? - Styles ofereceu já sabendo que a irmã preferiria ficar com o restante do grupo. Para a sorte dele.
- Nah, vou ficar fazendo companhia para a e o Lou, depois o Niall ou a me levam pra casa. - sorriu para o irmão, que foi até ela e deixou um beijo na testa dela, antes de entrar em seu carro.
- Tchau Lou! Tchau pessoal! - acenou de dentro do carro. Harry deu uma buzinadinha e arrancou, deixando os amigos literalmente a comer poeira.
- Otário…
- Filho da puta…
Niall e xingaram, respectivamente.
- Então Niall, como é a sensação de mentir pro seu amigo todos os dias desde que você começou a comer a irmã dele. - cruzou os braços e sorriu maldosamente.

ooo


A semana passou mais rápida do que qualquer um deles poderia imaginar, a semana de preparação coincidiu com a semana acadêmica da Eton e isso comprometia todas as suas noites, acabaram presos em atividades escolares, provas, aulas extracurriculares, até mesmo consultas médicas estavam marcadas para a semana. Na verdade eles tiveram duas noites de folga: as meninas foram liberadas na quarta porque as atividades seriam direcionadas aos garotos e os meninos tiveram a noite off na quinta, elas aproveitaram para escolher o que vestir e eles foram a uma festa. Isso tudo significava que quando eles saíram da última palestra da semana, na sexta ao meio dia, todos foram pra casa dos Styles porque nada estava sequer direcionado.
Eles trabalharam arduamente até a noite, com pausas eventuais para comer e descansar, conseguiram tirar as poltronas do lugar, abrir espaço na segunda sala de estar para improvisar uma pista de dança, a prataria da sala de jantar foi removida, a cozinha foi trancada, os escritórios dos pais do Harry e foram trancados de uma maneira reforçada, todos os quartos do andar de cima foram trancados, de sorte que eles calcularam que não havia muito para se destruir ali.
Perto das seis horas o pessoal que montaria os brinquedos chegou e uma hora depois toda a área externa estava parecendo um parque de diversões, o que foi um problema porque Louis não queria sair de dentro dos brinquedos para ajudar e por fim eles gastaram mais uma hora brincando nos pula pulas, mergulhando na piscina de bolinhas gigante, deitados nos castelos de ar.
- Eu acho que poderia ficar aqui pra sempre. - , de olhos fechados, sussurrou o mais baixo que pode, procurando não estragar o momento de paz.
- Eu também… - Zayn quase gemeu em satisfação, compartilhando da mesma sensação plena da garota ao seu lado. Enquanto Louis, e ainda pulavam ensandecidamente no pula pula ao lado, gritando e gargalhando cada vez que Louis derrubava uma delas.
- Eu tô falando sério! Olha a loucura que está lá fora, eu sinto medo de sair daqui e alguém me bater. - ela falou em tom risonho, ficando constrangida com o fato de Malik, que anteriormente encarava o teto ao seu lado, agora estava deitado de lado, olhando fixamente para ela.
- Não é querendo te assustar, loira, mas isso vai ficar pior quando todos os convidados chegarem. - voltou-se a deitar. - E eu não deixaria alguém te bater, não se preocupe, eu cuido de você. - piscou para ela.
- Ah, você vai cuidar de mim? - achou graça da declaração do rapaz.
- Claro, afinal, você é minha princesa! - disse simplesmente dando de ombros.
- Como? - riu surpresa.
- Olhe para nós dois! Estamos no nosso castelo!
Hilton gargalhou e o moreno sorriu ao ouvi-la.
- Eu gosto de ser princesa… Era a minha brincadeira favorita quando era criança. - lembrou-se de todas as vezes que fez Niall brincar com ela e de como sempre terminavam brigando devido suas ideias opostas.
- Viu, é perfeito! Nós dois vivendo no nosso castelo para sempre… Eu só precisaria dos meus cigarros e de você. - virou o tronco de lado para ficar mais próximo da menina. - O que mais eu poderia querer, loira? - ele sussurrou as palavras de uma forma tão macia. - Eu tenho uma queda por loiras, sabia? - sentiu o calor nas bochechas e já imaginou o que estava acontecendo. Tirou os olhos do rapaz para evitar que ele as visse.
A pequena situação não passou despercebida por Zayn, que mordeu o lábio para esconder o sorriso que deu ao ver como conseguia ser tão tímida algumas vezes. Ele jamais poderia negar que amava o efeito que tinha sobre a garota, mal sabia que ela, mesmo que involuntariamente, tinha os mesmos poderes sobre ele.
Aproximou-se dela e delicadamente virou seu rosto para o dele, podendo admirar seus meigos olhos castanhos e as graciosas bochechas coradas.
- Eu tenho uma queda por isso também.
- Isso o que? - sorriu nervosa. Ele estava tão perto... Temia e ansiava o que estava por vir.
O rapaz beijou o canto dos lábios da menina e sorriu para ela: - Como finge ser indiferente, mas também quer me beijar.
- Ahn? - foi o único som que conseguiu emitir.
- A princesa me concede um beijo, afinal?
Sem dizer uma palavra a menina acariciou a nuca do rapaz e se aproximou daqueles lábios vermelhos, que aparentavam ser macios e aconchegantes. Contudo, algo foi lançado contra o castelinho pula-pula, chacoalhando-o e fazendo com que um batesse na testa do outro, desfazendo toda a aura romântica que haviam criado.
sentou-se assustada com a mão no ferimento e Zayn enfiou a cara no chão do brinquedo, frustrado por ter sido interrompido.
- PORRA!
- MEU DEUS GENTE!
- Ei gente! Foi mal aí, eu sem querer empurrei o Liam e eu acho que ele se machucou. - Niall enfiou a cabeça na portinha de acesso onde Malik e Hilton estavam.
- Ehhhh… E-eu vou… fumar. - Zayn explicou, engatinhando de mau jeito até a saída. - Um cigarro.
- Tá! - respondeu alheia, precisaria de um tempo para absorver o que havia acabado de acontecer.
Quando o rapaz saiu, ela se jogou de volta no chão e suspirou alto. Mal podia acreditar que quase beijou Zayn. Aquilo era simplesmente demais e ela não pode evitar ficar um pouco chateada com Niall. Afinal de contas, mesmo sem querer ele havia acabado de estragar seu primeiro beijo com o seu crush de colegial.
- Vamos subir pra se arrumar ou a princesa vai ficar a noite toda aí dentro?! - gritou do lado de fora do castelinho.
- Por que está me chamando assim? - gritou atônita.
“- Claro, afinal, você é minha princesa!”.
“- Eu gosto de ser princesa...”
- Ué, eu não posso te chamar assim mais? - Westwick colocou a cabeça para dentro do brinquedo.
- Não, não é isso… é só que eu… Ah, não é nada, … - foi pulando para perto da amiga, a fim de sair do castelinho.
- Eu hein, tá bem ?
- Claro, por que não estaria? - sorriu para a ruiva.
Fora do castelo, o caos tomava conta do lugar, e Niall auxiliavam Liam, que ganhou uma pequena torção na mão ao tentar se equilibrar durante a queda. pulava ao redor do irmão querendo saber que horas o DJ chegaria e jurava que pode ouvir Harry responder “Tomara que nunca.” ou algo do tipo.
- Eu estava te esperando pra gente ir se arrumar. - caminhou até e as duas começaram a caminhar até a casa juntas.
Nesse meio tempo, acabava de ser dar conta de que o touro mecânico ainda não havia chegado. O que gerou uma nova onda de surtos nos jardins:
- TOMLINSON SEU FUDIDO, CADÊ O TOURO DO SEU AVÔ? - ela gritou e marchou até a casa de bolinhas onde Louis estava.
- Desde quando você tem essas intimidades com o meu avô? - Tomlinson perguntou e riu do nível de idiotice da própria pergunta.
- Para de ser idiota, Tomlinson, pelo amor de deus. - cruzou os braços - Só me diga que você sabe onde esse brinquedo está e tudo vai ficar bem.
- Me diga você onde está, meu amor. Porque eu deixei essa responsabilidade com o Harold. - Louis se ajoelhou no meio das bolinhas e falou sério. virou-se de costas para ele abruptamente porque quando Tomlinson se ergueu tinha uma bolinha em cada peito e ela realmente não esperava por isso vindo e não queria dar o braço a torcer e confessar o quão engraçado era aquilo. Ainda mais agora, que faltavam algumas horas para a festa e os garotos irresponsáveis haviam sumido com o brinquedo.
- HARRY! ONDE ESTÁ O TOURO MECÂNICO? EU JURO POR DEUS QUE SE VOCÊ ESTIVER ESQUECIDO EU JOGO SEU CARRO DENTRO DAQUELA PISCINA! - ameaçou e como num passe de mágica Harry estava na sua frente de olhos arregalados.
- Jogar meu carro coisíssima nenhuma! O Zayn era o responsável por ligar para os caras da transportadora. - Styles se defendeu, jogando a culpa no amigo. O que não era uma mentira.
- Vocês estão tirando com a minha cara. E se essa bosta não estiver aqui antes que o primeiro convidado chegue, eu jogo seu carro na piscina. - disse e andou para dentro da casa, com uma paradinha dramática para um: - Sim, isso foi uma ameaça, Styles.
Na cozinha a ruiva finalmente encontrou Malik, mas não estava preparada para o que viu:
- Zayn, o que diabos você tá fazendo aí? - ela cerrou os olhos. Zayn deu um pulo pra fora da geladeira e respirou muito mais aliviado quando viu que era só a .
- Comendo? - Malik tentou ser irônico, mas parecia um pateta com o rosto sujo de sorvete e os olhos cheios de culpa.
- Comendo o sorvete que a sua prima te proibiu de comer antes da hora de comer? - se divertia com a situação, mas Zayn encheu a boca com mais uma colher de sorvete e tapou o pote.
- Do que você precisa, ? - ele quis saber, limpando as mãos na calça jeans preta.
- Preciso que você me diga pra onde foi o inferno do touro mecânico que o Tomlinson devia ter trazido pra cá, mas pediu pro Harry que pediu pra você.
- Ainda não chegou? - Zayn se mostrou tão surpreso quanto a ruiva irritada na sua frente.
- Vocês só podem estar me taxando de palhaça! - riu amarga - VOCÊS SÓ PODEM ESTAR ZOANDO COM A PORRA DA MINHA CARA! TOMLINSON! HARRY!
Ela saiu gritando do lado de fora da casa, atraindo a atenção dos amigos, que só queriam se distrair um pouco antes que as pessoas começassem a chegar.
- Porra , ninguém aguenta mais você enchendo o saco. - Payne falou por todos quando se pronunciou em defesa do grupo que relaxava ali fora.
- Ah Payne, me poupa... – Westwick não poupou a grosseria em seu tom de voz.
- O que você quer, demônia? - Tomlinson suspirou, pronto pra dar um soco no rostinho bonito da implicante .
- Eu quero que vocês me digam onde está aquela merda. Eu tenho responsabilidade sobre isso diretamente com o seu avô, seu imbecil.
- Você acha MESMO que meu avô tá preocupado com essa tralha, querida? - Louis riu debochado.
- Tomlinson, não adianta tentar mudar o curso da conversa, você vai achar esse touro ou eu vou fazer da sua noite um inferno!!! - a ruiva ameaçou, indo em direção ao garoto de olhos azuis para desafiá-lo.
- Sabe o que você devia procurar ? Transar mais. O que te falta é sexo, garota. - Tomlinson atirou as palavras, deixando o grupo completamente “uuuhhhhhh” e a garota tão surpresa que piscou algumas vezes antes de reagir:
- COMO É QUE É, TOMLINSON?
- É isso mesmo o que você ouviu, queridinha. Fica infernizando todo mundo com uns problemas tão sem cabimento, que só me leva a pensar que se você investisse esse tempo transando, seria mais feliz.
- Cara…
- Porra Louis…
- Mano do céu…
Os garotos sussurraram, não imaginando o que faria em seguida, mas tendo a plena certeza de que o resultado não seria nada bom.
- TOMLINSON EU VOU TE MATAR! - avançou em direção a Louis, pronta para socar a cara dele.
- Gente, o que está acontecendo?
apareceu na porta, demonstrando confusão em seu tom de voz, mas seu rosto se mantinha inalterável por causa da máscara dourada que usava em seu rosto, o look se completava com um roupão gigante e fofíssimo, cabelos enrolados em uma toalha e um plus que eram as pantufas de girafa que a menina calçava.
- O que está acontecendo com você, meu bem? Tá tudo bem? Em que tipo de acidente você se meteu? - Louis perguntou, obviamente horrorizado em ver a amiga naquela situação, parecendo um monstro, nas palavras dele, já que estava sempre acostumado a vê-la impecável desfilando por aí.
- Não me provoca porque eu não posso rir, Lou. - pediu, respirando fundo para não estragar a máscara.
- Eu ia até perguntar porque não, mas desisti de entender vocês… - Tomlinson meneou a cabeça negativamente e cruzou os braços.
- Tá, alguém vai me explicar o que aconteceu? Porque a gente estava ouvindo os gritos lá de cima. - apontou para o quarto onde estavam se arrumando e Zayn não conseguiu conter o riso ao ver lá em cima, dançando descontraidamente enquanto secava o cabelo.
- O idiota do seu primo simplesmente perdeu o touro mecânico do avô do Louis. - acusou.
- Mas eu liguei pra transportadora, caralho! Eles que nunca foram entregar lá em casa! - Zayn tentou se defender.
- E você não pensou em ligar pra avisar que tinha algo errado? Você realmente não conseguiu pensar nisso seu puto? - Westwick já elevava o tom de voz novamente, para o completo desespero de Liam, que não aguentava mais o drama da ruiva.
- Na verdade chegou uma encomenda pro Zayn sim. - falou e como um passe de mágica toda a gritaria cessou e todos olharam para a morena.
- Como assim? Por que você não me falou, prima? - Malik ergueu os braços quase chorando de alívio.
- Por que chegou na minha casa? E nem fui eu quem recebi, a Sra. Weasley quem me avisou e eu esqueci de te avisar. - a morena deu de ombros.
- COMO VOCÊ ESQUECE ME CONTAR ISSO, ? PELO AMOR DE DEUS A IA COMER MEU FÍGADO AQUI E VOCÊ SIMPLESMENTE IA ASSISTIR TUDO EM SILÊNCIO? SUA TRAIDORA!
- Eu não passo o dia esperando chegar encomendas suas na minha casa! Eu estava saindo pra prática e acabei esquecendo. Mas tem uma caixa gigantesca na minha casa e eu acho que é isso que vocês estavam procurando.
- Porra... Estou até respirando mais fácil aqui... – Louis confessou.
- Vocês ainda vão ter que ir lá buscar ele. – avisou, também mais contente em saber que tudo daria certo no final.
- Tudo bem, eu vou lá. - Zayn se disponibilizou.
- Você não vai dar conta sozinho e não tem quem te ajude lá. - avisou.
- Chama o Alfred pra ir lá fazer isso ! - teve a brilhante ideia e as meninas sorriram em concordância.
- Não precisa, a gente dá conta. - Niall se adiantou e falou sem sequer olhar nos olhos da loira.
- Chama o Alfred! - concordou, sorrindo sapeca.
- A gente dá conta, caralho! - Louis cruzou os braços no peito, parando ao lado de Zayn e Niall.
- Mas ainda sim, não custa nada chamar o Alfred, ele pode ao menos coordenar vocês, sei lá. - insistiu e só ria da atitude invejosa dos meninos, segurando o celular em mãos, pronta para fazer a chamada.
- A gente dá conta, prima! Não é tão difícil assim! - Malik começava a se impacientar.
Nesse momento o telefone de Niall começava a tocar, fazendo a pequena discussão ter uma pausa:
- Oi .
- Chama o Alfred.
- A GENTE DÁ CONTA! - Horan gritou antes de desligar o telefone na cara da melhor amiga. Da varanda do quarto de , acenava sorridente para eles.
- Ligo ou não pro Fred, gente? - a Meester quis saber.
- SIMMM!
- NÃO!
Eles gritaram juntos.
- Ah vai se foder, a gente tá saindo pra buscar aquele inferno. - Zayn saiu pisando duro, com Niall e Louis em seu encalço.
No momento em que eles sumiram da vista do grupo, eles começaram a se dispersar para se arrumar e arranjar os detalhes finais. e foram as primeiras a se aprontar e por isso foram elas quem receberam o DJ, completamente encantadas com o fato de o quão legal ele era.
Logo todos estavam prontos e já se serviam de alguns drinks e cervejas, quando uma buzina alta soou lá fora, fazendo eles se levantarem curiosos e irem até a entrada da casa.
- Aquilo é um…? - cerrou os olhos, não podendo acreditar no que via.
- Um ônibus? Sim. - Liam respondeu, sorrindo largo. Deixou as garotas e caminhou em direção à entrada da casa para receber os primeiros convidados, quando a turba animada começou a sair de encontro aos anfitriões. O grupo que estava dentro da casa ofegou quando viram uma ovelha sendo tirada de dentro do automóvel.
- Por que eles trouxeram uma ovelha? - quis saber, atônita.
- Como coube uma ovelha ali dentro? - Styles colocou as mãos no quadril, curioso.
- Mas que porra??? - e riram juntas.
A festa do ano acabava de começar.

ooo


Festas são sempre supostas a sair do controle, quando você convida 100 pessoas espera na verdade receber 150, entretanto ninguém espera que uma festa para 100 pessoas acabe se tornando uma grande convenção das faculdades e colégios mais proeminentes da região. Um alguém sóbrio por ali, julgaria ter pelo menos o triplo de pessoas que haviam sido convidadas. E quando esse tipo de situação acontece, não há muito que se fazer, principalmente quando você é provavelmente a única pessoa sóbria no ambiente.
Era exatamente essa a situação de no momento, visto que não bebia, a morena começou a ficar assustada com as coisas que estavam acontecendo por ali. O atual cenário que a garota vivia era de universitários incrivelmente bêbados, e possivelmente entorpecidos, tentando pendurarem-se na varanda que dava acesso ao quarto de Harry, a brincadeira era normal até que eles arrastaram uma mini cama elástica para impulsionar os saltos. cresceu os olhos, não acreditando no que via. Em dois minutos de brincadeira, seis pessoas tombaram no chão e não levantaram. Ortega decidiu procurar um grupo menos bêbado para se localizar e então viu na área externa, decidiu ir até a amiga, mas parou no meio do caminho ao ver Niall se aproximando dela e sendo repelido de uma maneira brusca, a caçula Styles se virou repentinamente e começou uma discussão que não pode entender do que se tratava. Surpresa com o que acabara de testemunhar ela entrou na casa e quase ofegou ao ver a mesa da sala de jantar dos Styles sendo usada como o apoio para o acirrado jogo de beer pong.
Naquele ambiente as pessoas estavam menos bêbadas, porém não mais racionais. O grupo vibrava e gritava a cada lance. Ela devia admitir que estava impressionada com o número de acertos e por isso decidiu se acomodar por ali, admirando o jogo e os jogadores, que eram de fato bonitos e fortes, rindo das comemorações exageradas e fazendo comentários com alguns estranhos simpáticos que conversavam com ela como se fossem conhecidos de longa data.
Nos primeiros dez minutos de jogo, já tinha seu favorito: um moreno de cabelos bagunçados que usava a camisa do Liverpool FC e não era tão bom assim no jogo, mas era charmoso e se divertia com as próprias derrotas. A Ortega definitivamente não o conhecia, mas estava convencida que já tinha visto-o antes. Presa em seus próprios pensamentos, ela não viu quando a dupla foi finalizada e seu muso perdeu a rodada, se afastando da mesa e fazendo uma falsa cara de desolado.
- Eles são definitivamente bons. – o cara falou, se apoiando ao lado de , com as mãos nos bolsos.
o encarou de sobrancelhas arqueadas, surpresa, mas feliz porque ele foi até ela:
- Na verdade eu não dou mais duas rodadas até que eles percam. Olha como aquele de camisa preta já perdeu completamente o foco do que está fazendo. – apontou para o cara a quem se referia, e para provar seu ponto o dito rapaz estava realmente bêbado, suas mãos já não lançavam com a mesma precisão. Desta vez foi o moreno bonito quem arqueou as sobrancelhas, surpreso com a observação minuciosa que acabara de ouvir.
- Thomas. – Ele estendeu a mão.
- . – tomou a mão dele e apertou, não conseguindo não reparar em como eram proeminentes algumas veias de seu braço. E em como ele tinha um aperto de mão maravilhoso.
Ok, isso havia sido um pouco demais. E em consequência desse pensamento ela quis rir de sua ideia.
- Por que eu tenho a impressão de que você é a única pessoa sóbria nessa festa, ? – Thomas perguntou, falando mais alto do que o normal porque as pessoas em volta deles gritaram alto quando alguém finalmente derrotou a dupla invencível.
- Alguém precisa estar consciente caso a polícia apareça por aqui. – brincou, cruzando os braços e inclinando a cabeça para o lado.
- Ou pra fugir e deixar seus amigos na pior, caso isso aconteça. – ele atirou de volta, usando seu melhor tom de flerte e se aproximando da morena.
- Ops! Culpada! – Ortega ergueu os braços e riu, mordendo os lábios e desviando o olhar de maneira tímida, já que Thomas a encarava com um meio sorriso que definitivamente era charmoso demais para a sanidade dela.
- Você mora aqui na cidade? – Tom perguntou, tirando uma cerveja da caixa térmica e passando a mão na garrafa antes, para tirar o excesso de umidade que pingava no chão da sala. Eles caminharam até o bar que ficava em um dos cantos da sala, afastados da gritaria do jogo que ainda acontecia ali.
- Aham. E você conhece os meninos de onde? – quis saber, dando um pulinho para sentar no balcão do bar do tio Desmond.
- Niall Horan. – Thomas explicou, se aproximando de . – Um cara loiro, da Eton.
- Eu conheço o Niall. – sorriu, achando engraçadíssima a forma como Thomas falava de Niall, como se ele fosse um desconhecido a ela.
- Sério? Que legal! – Ele sorriu, e agora seus dedos tamborilavam perto das pernas da morena, que não deixou de notar a aproximação. - Então você é convidada do Horan também?
- Na verdade eu sou amiga do Niall, do Louis Tomlinson, do Harry Styles, do Liam Payne e ainda sou prima do Zayn Malik. – Ela explicou e viu os olhos do garoto crescerem em surpresa, fazendo-a rir.
- Então você é prima do Malik?
- Eu diria que sim. – prendeu os lábios e deixou sua mão subir até o ombro para ajustar a alça da camiseta que usava. Agora Thomas estava praticamente em cima dela e ela devia confessar que estava nervosa barra ansiosa com a pequena situação. Quer dizer, aquele cara era gato e mais velho do que ela, então ela realmente não estava sabendo lidar com toda a atenção.
- E o que você diria se eu te beijasse agora? – ele perguntou e quis esconder o rosto para que ele não visse como ela ficaria vermelha nos próximos segundos.
- Acho que eu diria que tudo bem... – sussurrou baixinho, mas isso foi o suficiente para que Thomas se colocasse entre as pernas da garota, primeiro deixando um beijo suave para que a morena se acostumasse a ideia, em seguida dando mais urgência ao beijo, deixando que sua língua penetrasse através dos lábios de e logo eles não davam conta da presença das outras pessoas que estavam no ambiente (e que obviamente não davam a mínima para o casal). Só conseguiam se concentrar um no outro, Thomas em como era suave e delicada, e em como as mãos de Thomas sabiam exatamente onde estar e como tocá-la da forma certa.
também não viu como Liam a observava do outro lado da sala. Desejando mais do que tudo poder, um dia, ser aquele cara que estava com ela. O moreno sentiu seu coração bater mais forte e foi dominado por um sentimento ruim ao ver outra pessoa tocando na sua menina. Quis pela primeira vez na vida, não ter feito tudo errado desde o princípio para que agora pudesse estar com . Mas ela havia cansado de ser apenas um lance escondido e aparentemente era tarde demais para Liam.
Payne não estava nem um pouco satisfeito. Desde que a festa havia começado ele conversou com apenas uma vez, e foi um papo tão genérico que ele queria morrer. Não costumava ser um cara carente, mas confessava sentir muita falta da garota, da intimidade que tinham, das horas que passavam juntos, atualmente ele sentia falta até das tardes tediosas em que ele ficava sentado sem fazer absolutamente nada, aguardando nas práticas das aulas de dança.
Entretanto a vida não costuma trabalhar tanto ao favor das pessoas e por isso e uma série de reveses ele estava agora separado da garota por quem era apaixonado e não tinha a menor ideia de como proceder para conquistá-la mais uma vez.
- Liam, para de ficar encarando a , já tá ficando estranho. – falou no ouvido do amigo. Liam quase deu um pulo e quase foi atacada.
- Ai porra! Dá próxima vez que você chegar assim eu soco sua cara. – Payne ameaçou sem emoção, sentindo o coração voltar a bater normalmente aos poucos. Não esperava que a amiga aparecesse do nada, visto que há menos de cinco minutos ela estava interagindo com alguns conhecidos de Oxford.
- Eu tô falando sério sobre você parar de encarar a assim, tá ficando assustador. Para de ficar chorando pelos cantos porque você teve a sua chance por anos e agora não adianta chorar pelo leite derramado, querido. – Meester disse, mas manteve o tom de suas palavras suaves para não ferir ainda mais os sentimentos do amigo.
- Você deve achar que eu me sinto muito bem por ter estragado tudo com a , não é . – Liam revirou os olhos, irritado com o fato de que a melhor amiga estava coberta de razão.
- Não é isso Li – fez biquinho, estava obviamente começando a ficar alterada por causa do álcool – Eu sei que vocês eram muito felizes juntos, mas pense em como não era justo pra ela. Vocês dois precisam conhecer pessoas novas!
- E você precisa aprender a quando calar a boca. – Ele retrucou infantilmente, mas já havia se afastado.
Antes que pudesse ficar sozinho, viu Lexi do outro lado da piscina, a garota esbanjava beleza e confiança, qualquer um ali a confundiria facilmente como uma veterana, e apesar de saber que conseguia captar olhares quando passava, ela caminhou direto até Liam.
- Oi Li. – ela o cumprimentou, deixando um beijo em sua bochecha. Liam devolveu o cumprimento, pressionando os lábios contra a bochecha maquiada dela.
- Faz tempo que vocês chegaram? – ele perguntou educadamente, colocando as mãos nos bolsos. O grupo começou a comentar e contar as histórias absurdas que já tinham visto naquela noite. Lexi, no entanto, prestava atenção em Liam.
- Não mais que uma hora. Tem quanto tempo que vocês perderam o controle disso aqui? – ela perguntou e apontou o dedo por todo o ambiente que estava tomado de caos.
- Não faço a menor ideia. – Liam respondeu distante, Lexi se aproximou dele, deixando seus braços apoiados nos ombros largos do garoto, ela poderia mentir e dizer que não tinha muita ideia de quando havia começado toda essa obsessão por Liam, mas seria mentira. Payne seria mais um homem no mundo com quem ela transou se não tivesse descoberto que ele dirigia sua atenção à outra garota. Como provavelmente a única garota que transou com os cinco amigos do grupo, ela não podia aceitar que o garoto simplesmente não ligasse para ela, afinal de contas ela era o sonho molhado de todo garoto da Eton desde a oitava série, mas ela simplesmente notou quando Liam deixou de achá-la tão interessante.
A partir daí ela começou a investir todo o seu tempo e beleza em conquistar a atenção e afeição de Liam. Demorou, mas por fim ela conseguiu dormir com ele mais uma vez, ele sumiu em seguida, mas meses depois eles voltaram a ficar regularmente e agora eles tinham uma coisa que nenhum dos dois se deu ao trabalho de nomear. Mas eles basicamente transavam sempre que dava e ela havia finalmente aceitado que o coração de Liam já tinha uma dona absoluta.
Lexi tentava conseguir a atenção de Liam, quando passou por eles e Payne não conteve seus movimentos, virando quase em 360º para acompanhar Ortega. Seus olhos sagazes flagraram Payne e foram direto ao alvo da devoção dele. Sentindo uma inquietude despertar dentro de si quando olhou para o alvo do rapaz.
- Eu sei sobre ela. - Lexi confessou, fazendo Liam tossir e tomar a compostura novamente, com sua atenção definitivamente dedicada à garota dos cabelos cor de mel.
- O que você disse? - ele perguntou, lambendo os lábios e sentindo sua garganta seca.
- Eu sei que você é apaixonado pela . - ela repetiu, mencionando nomes dessa vez e apontando com a cabeça na direção da morena.
- Eh… Ahn…
O moreno não sabia o que dizer. Não esperava que Lexi desconfiasse disso, e mais importante, não esperava que ela um dia diria isso tão abertamente. Mas não pode deixar de olhar para a Ortega do outro lado da sala, rindo e conversando com um grupo que a rodeava e a olhavam em adoração.
Tentou se afastar da garota, mas Lexi não permitiu.
- E eu não me importo, Liam… - ela deu de ombros e o beijou, ignorando como ele a princípio se manteve inerte aos toques dela, mas como a carne é fraca, não demorou para que estivesse envolvido nos beijos de Lexi, cedendo aos seus instintos e fazendo desse momento uma forma de esquecer as incertezas que martelavam em sua cabeça a todo instante.

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estava infeliz. Na verdade não sabia nem nomear o que ela estava sentindo durante todo aquele dia. A festa que ela esperou por tanto tempo finalmente havia começado e ela simplesmente queria estar sozinha naquela casa. Ela estava irrevogavelmente apaixonada por um completo idiota e não estava preparada para lidar com o sentimento de rejeição que apertava seu peito toda vez que ela via seu amado junto à namorada dele. Mas a infeliz situação surgiu há menos de 24hrs quando Niall bateu na sua porta cedo da manhã para acabar com seu dia.

FLASHBACK On
- Vocês não vão me deixar em paz hoje, não é mesmo? – Horan murmurou incomodado com a insistência dos garotos.
- É claro que não mano! – Harry batia a mão ansiosamente contra a mesinha de centro do pequeno apartamento.
- Nós temos uma aposta e eu vim até aqui pra vencer ela. – Zayn reforçou a ideia, irrequieto para que Harry fizesse sua parte e ele se visse livre das ideias absurdas que Niall tinha sobre seus cabelos.
- Na verdade nós só estamos aqui porque o Louis tá com a Jackie e a gente vem de brinde. – Niall não se deu por vencido. A verdade é que ele não estava nem um pouco interessado em discussões, brigas e desentendimentos, só gostaria de curtir a noite sentado naquele sofá maravilhoso, tomando sua cerveja bem gelada e aproveitando os amigos.
- Você tá é com medo de perder essa aposta, Niall? – Harry cerrou as sobrancelhas, claramente desafiando o loiro.

- Eu não vou perder essa merda aposta, na verdade. Mas se vocês querem tanto, fiquem a vontade! – o loiro talvez tenha sido um pouco rude, mas Harry e Zayn saíram contentes para as escadas que davam acesso ao térreo do prédio, aonde a festa acontecia com mais ânimo.
O loiro estava de saco cheio do comportamento de todos os seus amigos sobre o seu relacionamento. Eles estavam bem, poxa! Tinham seus problemas como quase todo casal e ainda sim encontravam tempo para um bom sexo e sempre era a companhia um do outro nas festas. Horan não sabia quando havia perdido o fogo da paixão por April, mas via que a garota compartilhava do mesmo sentimento que ele. Estavam juntos porque lhes era confortável e ninguém mais precisava entender como funcionavam.
- E aí cara, tá tudo bem?- uma garota ruiva sentou ao lado de Niall, sorrindo simpaticamente para ele.
- Oi. Tudo bem, e você?- ele sorriu educadamente. Normalmente essa era a deixa para que o rapaz fizesse novas amizades e encantasse a todos com o seu carisma. Mas depois de aguentar os amigos só falando dessa maldita aposta durante a semana inteira, ele realmente não estava no humor para conversar.
- Você é o Niall, certo? - ela perguntou, realmente interessada em conversar com o loiro, que nesse momento queria se matar antes que atacasse alguém.
- Certíssimo. – ele sorriu amarelo, e tomou toda a cerveja em um gole.
- Eu sou a Alex! Eu fiquei sabendo que você pratica esgrima e fiquei curiosa pra saber aonde você pretende estudar ano que vem! – ela foi direto ao ponto, vendo os olhos do rapaz se arregalarem em surpresa e suas feições se tornarem muito mais agradáveis.
- Ah sim, eu pratico, mas não sei se isso vai interferir na minha escolha de universidade. – Ele explicou e murmurou um “Com licença” para ir até a cozinha pegar uma nova cerveja. Logo estava de volta e Alex ainda estava lá, filmando uma pequena confusão que se formava com o grupo atrás do sofá.
- Hey! Você voltou! – a moça pareceu surpresa, mas guardou o celular e voltou a prestar atenção no novo colega, apoiando os cotovelos no braço do sofá.
- Então, você cursa aonde? – Horan perguntou, abrindo a nova cerveja.
- ual. Fotojornalismo e Fotografia Documentária. – Ela sorriu orgulhosamente.
- Isso é legal, Alex! Mas aonde você encontra tempo pra esgrima?- Niall quis realmente saber, porque ele não tinha tempo pra absolutamente mais nada na vida desde que começou a preencher papelada para enviar para as universidades que tinha interesse.
- Bom, não é muito difícil encontrar tempo, estamos falando da ual. – Ela brincou e os dois riram. A Universidade das Artes de Londres carregava a reputação de uma das melhores universidades públicas do país, mas os estudantes se gabavam da possibilidade de horários flexíveis.
- Um momento, por favor. – o loiro franziu a testa ao ver que ligava para ele. A ruiva que lhe fazia companhia deu de ombros, prestando atenção na conversa do loiro ao telefone. – Oi !
- Oi baby, como está sendo a festa? – ela riu do outro lado da linha, fazendo com que um sorriso quase rasgasse o rosto de Niall também.
- Extremamente entediante. E o que você está fazendo? – ele cruzou as pernas confortavelmente e Alex percebeu aquela conversa ia demorar, decidiu pegar mais cerveja e ir atrás do namorado, que perdera de vista desde o início da festa. Deu um tchauzinho para Horan e se afastou.
- Acabei de pintar minhas unhas, estou esperando secar. Aí quis te ligar pra saber se estava tudo bem. – ela explicou, bocejando preguiçosamente.
- Está tudo sob controle por aqui. E de que cor você pintou suas unhas? – perguntou, mais interessado em ouvir a voz dela do que na cor do esmalte. Ele sabia como a fazia feliz quando prestava atenção nesses detalhes.
- De azul. Comprei um esmalte novo hoje à tarde quando fui ao shopping com a e a . E o Alfred. – contou e riu novamente quando ouviu Niall bufar.
- Qual é o fetiche de vocês todas com esse cara? Ele é MUITO mais velho que vocês! – Horan argumentou e agora ele estava deitado no sofá, ignorando todos ao redor.
- Eu tenho fetiche por caras gatos. É por isso que eu saio com você. - ela flertou claramente.
- Eu vou tentar passar aí ainda hoje, se você estiver acordada. – falou sério e ouviu o som de concordância da menina do outro lado da linha.
- Você acha que vem que horas? – ela quis saber.
- Eu não sei, baby. Acho que daqui uma meia hora eu estou voltando. Só preciso ver se a April tem como voltar pra casa mais tarde. – ele explicou e jurou que ouviu a menina xingar baixinho – O que foi?
- Eu pensei que vocês já teriam terminado a uma altura dessas. – ela confessou.
Niall sentou no sofá e respirou fundo para controlar a irritação que sentia naquele momento.
- Qual é o problema, ?
- O problema é que você se recusa a terminar com uma pessoa que trai você, cara! Qual o problema com vocês dois em insistirem em um relacionamento desse tipo? – estava inconsolável nesse momento.
- O problema é que vocês não me deixam em paz. A semana TODA nessa frescura. Se ela me trai ou não, é um problema exclusivamente meu, porra! – Niall ficou vermelho, pronto para desligar o telefone e ir atrás da namorada. - Vocês não têm nada a ver com! E além do mais eu estou com você, isso não me torna um santo!
- Eu... e-eu vou desligar. – falou desajeitadamente, depois de alguns minutos em silêncio. Completamente desconcertada com o tom de voz rude de Niall.
- Não precisa me esperar hoje. Eu vou dormir na casa da minha namorada. – ele deu o golpe final antes que o telefone fosse desligado na sua cara.
Levantou-se do sofá, um pouco tonto, e decidiu ir atrás de Winster, a namorada que fingia ser perfeita, e levá-la pra casa. Não ia mais deixar os filhos da puta dos seus amigos se meterem na sua vida amorosa. Tudo aquilo era um problema dele e de mais ninguém. Quando chegou na cozinha quase foi atropelado pela própria garota.
- Ei April, o que aconteceu? – ele a segurou pelos ombros, chocado ao ver a expressão transtornada da garota.
- O QUE ACONTECEU? EU QUASE FUI ASSEDIADA PELOS SEUS AMIGOS, NIALL! ISSO FOI O QUE ACONTECEU!- Ela gritou e tudo isso só serviu para deixar o loiro com mais raiva ainda.
- Calma amor, vem aqui tomar uma água. – tentou conduzi-la para a mesa da cozinha, mas ela se recusou a mover-se de lugar, abraçando-o.
- Eu quero ir pra casa, amor. – ela pediu, fungando.
- Tudo bem, nós vamos agora. Deixa só eu avisar o Lou.
- Niall, por favor. Eu preciso ir pra casa. – ela o interrompeu.
- Tudo bem. Nós já estamos indo. – Horan a conduziu para fora do apartamento, eles andaram de mãos dadas e em silêncio até o estacionamento e a metade da viagem foi em completo silêncio, até que Niall quis saber exatamente o que aconteceu.
- O que aconteceu naquela festa, April?
- Eu não quero falar sobre isso – ela murmurou, olhando para a janela e secando uma lágrima que não existia.
- Mas você precisa me dizer, amor. Eu tenho que saber o que aconteceu para quando eu for confrontar eles. – ele insistiu.
- Eu prometo que conto tudo amanhã, mas hoje eu só quero ir pra casa e ficar você. Por favor? E antes que você brigue com os meninos desnecessariamente, vou adiantar que foi só o Harry. – a morena usava o tom mais doce que conseguia, mas Niall estava distraído demais pensando em como ele odiava os Styles nesse momento.
- Tudo bem amor, nós vamos pra casa. Vai ficar tudo bem, eu prometo.
Ele segurou na mão da namorada e quando chegaram na casa dela, Winster percebeu que ele não fez menção de descer do carro.
- Você não vai entrar? – os olhos dela encheram de lágrimas, na medida do que ela conseguiu forçar.
- Querida, eu preciso só passar em casa pra pegar meu uniforme, assim eu não tenho que levantar cedo e nós vamos juntos pra aula. – ele sorriu e a garota acenou com a cabeça, satisfeita em tê-lo novamente ao redor, com a mesma devoção das primeiras semanas de namoro.
Niall não foi para casa. Dirigiu direto até o endereço que lhe era tão familiar. Ao chegar lá, não se deu ao trabalho de estacionar, mandou uma mensagem sucinta para : “Estou aqui. Desce”.
Em alguns minutos a loirinha apareceu na porta da frente e o rapaz já estava fora do carro, apertando as mãos nervosamente, andando de um lado para o outro e parando quando a viu.
- Niall o que você tá fazendo aqui agora? Pensei que ainda estava na festa com a sua namoradinha. – ela não pode evitar como soou amarga.
- Eu devia estar na festa com a MINHA namorada se o seu irmão não tivesse basicamente tentado atacá-la! – Niall cuspiu as palavras.
- Do que você tá falando? O que aconteceu? – a menina passou as mãos nos braços, se protegendo do frio. Não estava preparada para uma discussão ao ar livre em plena madrugada. Achou que no máximo abriria a porta para que o loiro entrasse e logo eles estariam debaixo das cobertas aquecidas.
- O que aconteceu é que eu demorei demais pra perceber como vocês são doentes e maliciosos!
- Você está bêbado? - Princesinha Styles juntou as sobrancelhas ainda sem compreender o motivo de ele lhe dizer tais coisas.
- Não , eu não estou bêbado. Porque nem beber eu pude, já que o seu irmão e o outro idiota que eu chamo de amigo ficaram a noite toda me incomodando por causa da porra do meu namoro!
- Ai Niall, isso de novo? - deixou os ombros caírem, entediada. - Vamos entrar logo, por favor, está muito frio! - dirigiu-se para a entrada da casa, esperando que ele a acompanhasse, no entanto ao olhar para ele constatou que não havia saído do lugar.
- Escuta aqui, eu errei ao ficar com você enquanto estava em um compromisso com outra pessoa. Eu traí a confiança da minha namorada, a única pessoa que merece um pedido de desculpa é a April. - falou acalmando-se - Você desde o começo sabia que eu estava em um relacionamento e apenas aceitou fazer isso pela aventura de ficar com um cara mais velho e comprometido.
- Niall, para! - alterava o tom da voz.
- Essa é a verdade, você acha que eu não sei? - aproximou-se da menina que o empurrou nervosa. - Eu nunca entendi o porquê você odeia a April… Ela nunca fez algo de ruim para você. Já você pelo outro lado, sempre tentava importuná-la nas aulas de teatro, ou humilhá-la na frente dos nossos amigos!
- Niall, para! - a garota dizia em tom de aviso.
- Aí, quando eu começo a namorar com ela, você decide que gosta de mim! - gesticulava abertamente, percebendo que a grande porta da mansão Styles era aberta, revelando Emily com o semblante surpreso e assustado. - Eu sei que você só me usava para atingi-la.
- Niall, cala a boca! - finalmente explodiu.
- Vai negar, ? Eu conheço o seu jogo! Mas eu me deixei me levar… - passava as mãos pelos cabelos loiros, sentindo a culpa por ter traído a “pobre e indefesa” namorada. - Eu não devia ter feito isso com a April…
- Você merece que aquela garota te faça de idiota. - falava amargurada, com o queixo levantado para mostrar-se superior. - Se você acha que eu tomaria tempo da minha vida fazendo qualquer coisa para a sua querida April, você está muito enganado, porque aquela lá não precisa da minha ajuda para ser ridicularizada.
- Fica longe de mim. Fica longe da minha namorada.
- Que você seja bem feliz enquanto ela te faz de idiota! - gritou para ele que marchava colérico em direção a seu carro. - Que você nunca descubra que ela já transou com todo o Eton enquanto estava com você, seu imbecil!
- Senhorita Styles, venha entre. - Emily tentava cobrir a menina com seu robe, porém a garota a empurrava, também caminhando até o automóvel do rapaz.
- E só mais uma coisa: - puxou-o pelo braço impedindo-o de entrar em sua Ranger. - Infelizmente, isso nunca vai acontecer, porque um dia você vai descobrir que ela é uma grande vadia…
- Senhorita Styles! - Emily parecia horrorizada.
- E eu sei que quando esse dia chegar você vai voltar aqui, Niall. - os olhos azuis do rapaz fitavam a alma da garota. - Peço desculpas antecipadas, porque eu vou fazer da sua vida um inferno.
- Você é doente garota. - abruptamente livrou-se das mãos dela. - Vai se tratar! - entrou em seu carro e partiu, deixando um coração quebrantado para trás.
- Srta. Styles vamos entrar. Você vai ficar doente. – a mulher a arrastou para dentro, tendo que guiá-la até a cama.
Finalmente sozinha, Princesinha Styles chorou. Chorou de raiva de Niall, April, e até mesmo do irmão, que se não tivesse inventado aquela maldita aposta nada daquilo teria acontecido. Chorou por pena de si, por sentir-se humilhada, por carregar tais sentimentos por um cara que definitivamente não merecia sua afeição.
FLASHBACK Off


Niall caminhava de mãos dadas com April pela área externa. Os dois passaram quase o dia todo juntos. Na hora da palestra ele quase a levou para junto de seus amigos, mas viu lá, abraçada ao irmão e decidiu que não queria ficar por perto dos dois naquela manhã agradável. Embora ele realmente desejasse se desculpar pelas palavras rudes com a menina, ele sabia que não adiantava mais e no fim seria melhor assim.
Na hora do almoço Harry acabou indo até ele e se desculpando pelo incidente desconfortável entre eles e Styles pode perceber o quanto April havia exagerado no que quer que ela contou para o namorado, mas ele preferiu não se prender a esses detalhes. E quando foram à tarde para a casa dos Styles, Niall ficou apreensivo sobre como se comportaria, mas ficou pasmado ao ver como ela ignorava completamente a existência dele tão deliberadamente. Estava tudo tão bem com ela, que Horan ficou até um pouquinho irritado.
Agora que a festa havia começado, ele não pode evitar olhar para , que esbanjava sorrisos e brincadeiras bobas com todos ao seu redor. Estava começando a ficar incomodado com o tanto de caras mais velhos olhando pra menina que tinha apenas 16 anos de uma forma que ele jamais olhou mesmo quando eles eram apenas amigos. Não saia de sua cabeça a ideia de como se sentia arrependido e de como não sentia a boa sensação de “fazer a coisa certa” desde que saíra da casa dela, de madrugada.
- Amor, a Trillian avisou que eles já estão chegando. Eu vou lá pra frente para recebê-los, tudo bem pra você? - April perguntou suavemente.
- Claro querida. Se divirta! - Horan beijou-a antes que ela sumisse no meio da multidão, percebeu como o hálito de Winster já estava altamente alcoólico para quem não estava há nem uma hora ali.
Foi inevitável a comparação que fez em seguida, enquanto sua namorada usava um vestido bonito, estava de tênis e shorts e ainda sim era para ela quem os caras olhavam, como se ela fosse a criatura mais interessante do universo.
- Curtindo a festa, seu bosta? - Louis abraçou o amigo pelos ombros, Horan riu porque o moreno estava muito mais bêbado do que o normal, o que já era um fato impressionante por si só, pois Tomlinson nunca ficava bêbado.
- O que aconteceu Tommo? De quem é essa cartola? - Eles caminhavam por entre os conhecidos e Louis ainda não tinha se desapoiado do loiro, que o conduzia até alguns bancos vazios próximos da maior cama elástica que tinha ali.
- Isso aqui? – apontou para a própria cabeça e Niall confirmou, assentindo. – Tem um mágico aqui na festa.
- E por que a cartola não está com o “mágico”? – Horan riu da história sem cabimento que o amigo lhe contava.
- Porque eu roubei a cartola dele. – Tomlinson explicou sucintamente.
- Você roubou um mágico, Louis??? – os olhos azuis de Niall se arregalaram porque a história era ainda mais absurda do que ele havia imaginado. Entretanto o rapaz não prestava muita atenção no amigo, seus olhos eram todos para a ruiva que se apoiava em uma mesa enquanto fumava tranquilamente, observando a movimentação ao seu redor.
- Aquela é a ? – Lou apontou para a garota e o loiro fez que sim com a cabeça e foi abandonado pelo rapaz que caminhou animadamente até a ruiva chamando/gritando seu nome: - .toUpperCase())! .toUpperCase())!
Westwick levantou a cabeça curiosa para ver quem gritava por ela, quando viu quem era, meneou a cabeça e revirou os olhos. Voltou a fumar seu cigarro e Louis sorriu para ela:
- Oi !
Niall sorriu para os dois e balançou a cabeça. Decidindo procurar a namorada. Enquanto atravessava o terreno viu e decidiu verificar como a melhor amiga estava indo. Encontrou-a sentada na grama junto a um grupo de conhecidos (ou ao menos ele achava que conhecia alguns dos que estavam ali) brincando de um jogo de tabuleiro que sempre terminava com a mesma punição: tomar uma bebida.
- Oi ! - ele bagunçou os cabelos da amiga em um carinho estranho.
- NIALL! - a menina gritou, completamente feliz. E bêbada. Agarrando as pernas do amigo e abraçando-as.
- O que você tá fazendo, ? - ele perguntou, prendendo os lábios para não sorrir do comportamento anormal da sempre recatada Hilton.
- Abraçando você. - ela sussurrou, ainda segurando nas canelas dele.
- Se alguém passar mal de tanto beber aqui, alguém vai apanhar de outro alguém. - Horan prometeu, apontando para a loira, para o grupo e para ele respectivamente. Usando de sinais para que a menina não entendesse a ameaça.
- Ela vai ficar bem, cara. - um dos jogadores assegurou, sorrindo amistosamente.
- É bom pras suas bolas que ela fique bem mesmo, Stan. - o loiro sorriu de volta e ignorou quaisquer outros comentários do grupo e se abaixou para ficar na altura da amiga. - Tá tudo bem ?
- Aham. - ela concordou de olhos fechados e colocou a mão na boca para conter uma ânsia que acaba de lhe acometer. Para evitar que Niall brigasse, ela mudou o assunto: - Cadê a April? Que horas ela chega?
- Na verdade ela já chegou tem um tempinho. Eu vou atrás dela agora e nós voltamos aqui pra te fazer companhia, okay? - ele perguntou e deixou um beijo na testa da garota antes de se levantar e ir procurar a namorada.
Horan caminhava relaxadamente pela casa, rindo de algumas cenas grotescas e desviando os olhos de outras, ele conseguiu chegar na parte da frente da residência dos Styles, com direto a uma paradinha para pegar um copo de vodka com energético. Ao chegar na escadas procurou pela namorada, mas não a encontrou em uma primeira olhada, decidiu caminhar por aquela área, aonde ela assegurou que estaria, seu foco foi desviado quando viu Zayn e Harry.
Caminhou contente até os amigos, mas suas feições foram de surpresa e choque quando o viram. Curioso por ver o que tanto afligia os amigos, Niall passou por entre eles, sentindo seu coração subir na boca de tão forte que batia. E tudo o que os amigos conseguiram falar não passou de sussurros.
- Cara…
- Niall eu juro que nós não…
A alguns metros de onde estavam, Niall avistou a sua namorada contra a parede, sendo beijada por alguém que definitivamente não era ele.
- April?! - ele usou o que restava da sua dignidade para interromper a pequena cena que se dava. O grupo que era formado por amigos da morena tinha a expressão tomada em choque quando viram Niall ali.
Winster demorou ainda alguns segundos atrás da montanha que a beijava, antes de se afastar do rapaz. Seu vestido estava amarrotado e o batom vermelho estava por todo seu queixo e suas feições estavam lívidas pelo susto que acabava de tomar. Não esperava nunca que Horan a flagrasse, mas eis que isso acabava de acontecer e ela jurava que não estava se sentindo tão mal como pensou que se sentiria.
- Eu tô falando com você, porra! - ele falou mais alto e por fim ela olhou para Niall, passando a mão no pescoço e tentando limpar o rosto.
- Gente, vocês podem nos deixar sozinhos? - Winster quase sussurrou, de tão baixo que falou e o grupo imediatamente começou a se mobilizar para deixá-los a sós, o amante da garota hesitou até que ela sussurrasse algo em seu ouvido, que o fez finalmente deixar o lugar.
- Vocês podem ir também. - Niall avisou para Zayn e Harry, que ainda estavam em um transe de horror com tudo o que viram e viveram nos últimos minutos. Realmente sentiam muito pelo que o amigo acaba de descobrir e decidiram que aquele não era momento para esfregar nada na cara de ninguém.
- O que está acontecendo? - Payne apareceu com Lexi em seu encalço, observando toda a cena com grande interesse.
- Ótimo! Era só o que me faltava, uma reunião de turma aqui! - Niall levantou as mãos pro alto, querendo chorar de raiva, frustração e uma enxurrada de outros sentimentos.
- O Niall acabou de descobrir que a April estava traindo ele. - Zayn explicou rapidamente apontando para o casal em crise, Lexi deixou o queixo cair com a notícia e Liam cruzou os braços no peito meneando a cabeça:
- Puta que pariu. Vocês não iam aquietar enquanto não destruíssem o namoro do Niall, não é? Espero que estejam satisfeitos! - Payne defendeu o amigo, virando de costas para Niall e ficando de frente para Zayn, Harry e Lexi mais ao fundo.
- Mas a gente não fez.
- Já chega, gente! Vamos sair daqui e deixar eles se resolverem. - Liam mandou e descruzou os braços pra apontar para dentro da casa, aonde a festa acontecia sem maiores dramas. - Vamos logo!
Liam caminhou até Lexi e olhou para Niall com pena, por saber que àquela altura o relacionamento dos dois não tinha nenhuma salvação. Não que ele quisesse que o loirinho ficasse com alguém que o enganava, mas se ele era apaixonado pela April, com certeza iria sofrer muito e ele sabia disso porque viu por tantas vezes o olhar de tristeza de a cada briga deles e partia seu coração ver um amigo querido na mesma situação.
- Eu vou… - ele pigarreou - deixar vocês conversarem a sós.
- Tá tudo bem cara, faço questão que você fique. - Niall estava mais tranquilo e deu de ombros. Liam sabia que não era a atitude mais adequada a se tomar, ficar de testemunha em uma briga de casal, mas também gostaria de estar ali pelo amigo.
- Tudo bem então. - ele sorriu acolhedor para o amigo e se virou para Lexi, mas antes que falasse qualquer coisa ela se pronunciou:
- Já entendi o recado. Vou te esperar lá atrás, e não se preocupa que não vou te trair com qualquer um. - ela riu e olhou para April, a encarando de cima a baixo antes de beijar Liam e sair desfilando. Winster revirou os para a loira e cruzou os braços esperando Payne se localizar na vida.
- Eu vou estar por aqui caso... vocês precisem de mim… - ele murmurou incerto, ficando de costas para o casal, completamente desconfortável.
- Você tem alguma explicação sobre o que eu acabei de ver aqui, April? - Niall girou o dedo sinalizando o ambiente onde estavam.
- Eu acho que eu não tenho nada pra te explicar. É tudo exatamente como você viu. Preto e branco assim, sem meios termos. - Winster não tinha um pingo de gentileza em sua voz, olhava para Niall com indiferença.
- Eu não sei nem o que falar pra você! Eu nunca imaginei que namorava uma pessoa tão baixa! - Niall estava indignado, colocou as mãos nos quadris e dava pequenos passos, encurralando a namorada.
- Você não vai falar nada??? - Horan elevou o tom, se aproximando de Winster que achava a situação toda patética. Achou que podia voltar a manipular Niall, mas teve a certeza na noite anterior, mas descobriu estar cansada e saturada da relação.
- O que você quer Niall? Um pedido de desculpa? Tá eu dou o que você quer: me desculpa!. - ela ergueu os braços - Mas tudo o que eu fiz, foi pensando em você.
- Você tá louca querida? - Niall quase engasgou de tanta indignação. Realmente não conhecia a suposta namorada, nunca conheceu o “monstro” que estava diante dele.
- Eu estava cheia de você! E eu queria me divertir de novo, mas também não queria magoar você, então eu pensei que se eu conseguisse deixar escondido, todo mundo terminariam feliz! - ela explicou e foi sincera até demais.
Liam que estava aos arredores, arregalou os olhos ao ouvir as palavras da menina. QUAL ERA O SENTIDO DE TUDO AQUILO? Qual era o problema que se passava na cabeça daquele ser humano??
Niall não estava compreendendo a magnitude de sua idiotice. Tinha sido feito de otário por oito meses! As inconvenientes notícias afetaram diretamente sua cabeça, que não conseguia processar uma resposta adequada para a estupidez sem tamanho que sua queridíssima namorada acabara de despejar sobre ele.
E como Niall não se pronunciou, ela suspirou com o semblante leve antes de finalizar com muita satisfação:
- Então agora, depois de meses eu finalmente estou terminando com você.
Antes que Horan pudesse dizer qualquer coisa, ela já estava longe. Ele se virou então para Liam, esperando alguma instrução. O amigo esticou o braço para tocar em seu ombro, mas recolheu-o antes de alcançá-lo, não achando a melhor atitude.
- Cara… e-eu… - Liam gaguejou, chocado com a brutalidade das palavras da agora ex-namorada do amigo. Rapidamente sua mente o levou à , imaginando se todas as vezes que brigaram ele soou tão rude assim, lembrou-se de como ela ficava arrasada a cada vez que ele aparecia pela escola com Lexi, de como ele a tornou dependente dele e de seus mimos e então abandonou-a. Sentiu-se um ser humano terrível e então decidiu que lhe devia um pedido de desculpas por ser um ser humano tão horrível.
- Me desculpa, cara. Mas eu preciso fazer uma coisa! - Payne se desculpou e saiu correndo.
Na porta de entrada da casa, Horan viu , a loira estava parada exatamente no mesmo lugar aonde ele disse todas aquelas coisas horríveis na madrugada anterior, só que dessa vez, ao invés de lágrimas nos olhos, a loira sorria serena. Os dois se encararam por longos segundos até que ela decidiu entrar para a festa, avançando entre a multidão e deixando Niall para trás completamente desnorteado e humilhado.

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Malik caminhou pelo gramado úmido e pisoteado, quando chegou ao grupo aonde se encontrava logo percebeu que quem quer que fossem aquelas pessoas, elas estavam há MUITAS rodadas bebendo, o que tornava o jogo um perigoso modo de se chegar a um coma alcoólico.
- Malik! – um dos jogadores o reconheceu, e o rapaz acenou com a cabeça para o grupo, que o encarava. foi a última a se dar conta da situação e quando viu Zayn, cresceu os olhos castanhos e sorriu:
- ZAYN!
- Loira! – ele sorriu e devolveu o cumprimento exagerado. Nesse ponto o grupo voltou a brincar com o tabuleiro, mas a Hilton agora prestava atenção em um charmoso rapaz moreno.
- O que você está fazendo? – ela perguntou, puxando assunto.
- Assistindo você jogar... – Zayn sorriu para ela, achando engraçadíssimo o quão bêbada a menina estava, ele já estava procurando um lugar decente para sentar ao redor do grupo quando a menina sinalizou para ele se aproximar dela. – O que foi, loira?
- Eu não aguento mais jogar... Me ajuda! – ela achou que estava sussurrando, mas pelo menos umas três pessoas da rodinha ouviram a desesperada petição de socorro da loira.
- Então vamos sair daqui! – ele decidiu, estendendo a mão para ajudá-la a levantar, mas percebeu que ia precisar de mais que isso para que a garota ficasse de pé, por isso passou os dois braços ao redor da cintura dela e a ergueu.
- Ops! – ela murmurou quando sentiu-se levantada milagrosamente do chão.
- Pronto. Quer dar uma volta? Quer sentar? Dormir? – ele ofereceu após auxiliá-la a tirar a grama que estava por toda a sua calça, já que ela passava as mãos de uma forma tão displicente que não limpava nada e ainda deixava-o encarando o movimento involuntariamente atraente.
- Dar uma volta, por favor. – pediu, segurando a ânsia de vômito que ia e vinha sem que ela pudesse fazer nada a respeito.
- E aí, se divertiu bastante? – ele quis saber. Eles caminhavam pela área da piscina e se afastavam da multidão feliz e bagunceira.
- Sim, mas eu acho que posso vomitar a qualquer instante. – comentou, sentindo o gosto amargo na boca. O moreno sorriu da declaração honesta dela:
- Super normal essa sensação. – Ele mentiu. – Relaxa e toma uma água que logo passa.
- Tomara que sim... E cadê nossos amigos? Só vi o Niall há um tempão, ele ia atrás da April e não voltou mais.
- Sobre isso... Ele pegou a April traindo ele. – Malik confessou tirando as mãos de dentro dos bolsos e procurando a cartela de cigarros, que já estava no fim.
- NÃO ACREDITO! – ela parou de andar e colocou a mão na boca teatralmente. – E como ele está? Onde ele está?
- Calma! Ele obviamente não está bem, mas eles estão conversando agora e eu acho que vão se resolver... – tentou soar positivo, mas tinha a mais plena certeza que a uma altura dessas o casal já não era mais um casal, e muito provavelmente Niall estava com o coração partido em algum lugar dessa festa.
- Você tem certeza, Malik? – cerrou os olhos e cruzou os braços em frente ao peito, tentando parecer ameaçadora. Mas tudo o que garoto viu foi um filhotinho fofo tentando parecer valente.
- Claro que sim. Por que eu mentiria pra você loira? – ele se aproximou dela, virando o rosto para soltar uma baforada de fumaça e quando voltou a olhar para a garota, Hilton olhava para seus lábios e para o cigarro com tanto desejo que nem Zayn estava preparado para uma atitude assim. Ao perceber o que estava fazendo, a mais nova mudou o foco de seu olhar e começou a prestar atenção nas pessoas que pulavam na piscina ao lado, podia jurar que algumas meninas estavam fazendo topless e achou isso a coisa mais legal que já tinha presenciado.
- Um dia eu vou fazer topless também. – ela afirmou do nada e Malik tossiu desesperadamente, com os olhos arregalados e um sorriso incrédulo.
- Meu deus, loira. Você quer me deixar louco? – ele murmurou e agora os dois assistiam as meninas do topless brincarem na piscina.
- E sobre mentir para mim, você não seria o primeiro a inventar uma mentirinha para passar um tempo comigo. – meneou a cabeça, sorriu ousadamente e Zayn colocou a mão no rosto, respirando fundo e completamente desacreditado da ousadia dela.
- Eu não preciso de uma mentirinha pra estar com você, . - Malik afirmou e acabou por capturar de vez a atenção da menina, que o olhava com expectativa e ansiedade, de uma maneira tão inocente que Zayn só queria beijá-la até acabar o fôlego.
Ele colocou a mão no pescoço dela, deixando seus dedos se entrelaçarem nos fios loiros e sorriu:
- Quando eu quero passar um tempo com você, eu não preciso esconder que faço isso porque você é divertida, porque eu adoro como você fica vermelha com tudo o que eu te falo, e porque você é linda.
A loira sorriu maliciosa: - Como hoje à tarde? - e o viu confirmar com a cabeça. - Por que não continuamos de onde fomos interrompidos hoje?
- Você continua me surpreendendo, loira. - aproximou-se encarando seus lábios rosados. E não percebeu quando a expressão da menina mudou completamente.
- Zayn... Eu... – não conseguiu terminar sua sentença porque empurrou-o com toda a força que conseguiu (o que não era tudo isso) e vomitou.
A loira colocou tudo o que pode pra fora, se apoiando em Malik, que no momento do choque só pode segurar o que conseguiu do cabelo da menina.
- Isso , coloca tudo pra fora. – ele incentivou, dando batidinhas nas costas dela e bufando alto ao ver que suas botas não foram poupadas dos dejetos. E enquanto segurava o cabelo dela para que conseguisse vomitar sem fazer maiores lambanças, Zayn se perguntou seriamente o que estava fazendo de errado na vida pra ser punido tão cruelmente. Afinal de contas, ele só queria beijar Hilton, e por que tudo estava sendo tão difícil assim?

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Harry e Zayn tentavam caminhar lado a lado, porém sempre eram atrapalhados por alguém que esbarrava em algum deles.
- Cara, eu não acredito no que acabou de acontecer! – Malik ainda estava de olhos arregalados em choque.
- E nós não tivemos nada a ver com isso! – o amigo o chacoalhou pelos ombros, também atônito. – Esse é tipo o dia mais louco da minha vida! Eu preciso beber alguma coisa... – encarava o ambiente procurando para onde ir.
Zayn, por sua vez, tirou o maço de cigarros dos bolsos e segurou apenas um cigarro com os lábios enquanto tateava os bolsos da calça e da jaqueta de couro a procura de seu isqueiro.
- Onde será que tá o Louis? A gente precisa contar isso para ele! – Styles continuava checando o perímetro. – E eu realmente preciso de uma bebida.
- A última vez que eu vi o Louis ele já tava muito mal, uma hora dessas deve estar jogado desmaiado em algum canto da casa... – o moreno teve a consideração de assoprar a fumaça para cima, no entanto, não fez diferença porque de qualquer forma o amigo foi atingido.
Harry tossia e tentava espantar a fumaça com a mão: - Vamos procurar alguém.
- Desculpa. – sorria vendo a expressão enjoada do outro que já saia andando. – Cara, ali sua irmã, pergunta para ela se ela viu o Tomlinson.
O menino acenou para a loirinha que demorou um tempo para notar que o mais velho tentava chamar sua atenção.
- Ah, oi gente! – sorriu, abraçando o irmão de lado que abaixou-se para inalar o aroma que saia de seus cabelos e roupas.
- Você estava bebendo?
- Não estraga o momento, Harry... – não afrouxou o abraço e mantinha os olhos fechados – É uma festa, portanto, sim eu estou bebendo, mas só um pouquinho. – afastou-se dele indicando o gesto com os dedos na frente do rosto.
Malik sorriu achando graça da mais nova e terminando o cigarro o jogou no chão, apagando-o com a sola do sapato: - Você não sabe o que acabou de acontecer, ! – disse para ela que o encarava voltando para os braços do irmão que já não queria mais o contato físico. – O Niall pegou a Winster no flagra!
Princesinha Styles afastou-se de Harry abismada: - Como é que é?
- Isso mesmo, irmãzinha! E o Zayn e eu nem tivemos nada a ver com isso. – levantou as mãos em rendição. – Ela se enrolou sozinha e ele viu tudo!
A menina sorriu perplexa com os olhos verdes voltados ao chão: - Eu tenho que... É, eu preciso fazer... Quer dizer, falar com uma pessoa. – saiu pela casa perdida.
- Eu hein! Menina fofoqueira, deve estar indo contar para todo mundo! – Harry meneava a cabeça vendo-a se afastar.
O amigo ao seu lado, com os braços cruzados, também via a garota se afastando, contudo, uma outra loira chamou sua atenção. , sentada no gramado, divertindo-se com um grupo aleatório. O rapaz achava que reconhecia um ou dois caras do time de futebol, mas aquela hora da madrugada, ninguém mais tinha certeza de nada.
- Cara, eu vou dar uma volta... – falava já saindo.
- Ah, e eu fico aqui sozinho?! – colocou as mãos na cintura assistindo Malik indo embora sem qualquer remorso no coração. – Inferno... Cadê minha bebida? – disparou, entrando na casa a procura de alguma coisa.
Abriu a geladeira, pegou uma cerveja qualquer e apoiou-se no balcão assistindo as pessoas passarem, alguns o cumprimentavam, outros agradeciam por terem sido convidados, algumas garotas sorriam ao passar por ele. E Styles, muito elegante, piscava para uma ou outra que chamava sua atenção vendo-as comentarem animadas com as amigas, que haviam conseguido chamar a atenção do anfitrião. Sorria sozinho achando graça das reações que causava ao sexo oposto.
Até que uma menina diferente passou por ele. Uma morena de cabelos presos, de olhos profundamente azuis, descalça, e que não deu mínima para a presença dele ali, na verdade, ela nem ao menos o notou.
Claro que seria essa a garota que o rapaz iria atrás.
E o único detalhe que tornava tudo mais interessante era que essa tal garota, era ninguém mais ninguém menos que Meester. Afinal, desde que o garoto havia voltado dos Estados Unidos, eles não haviam tido um momento de privacidade.
Com um sorriso generoso estampado no rosto o rapaz saiu da cozinha para o gramado, seguindo o caminho que Meester havia feito.

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não lembrava o momento certo que havia retirado seus sapatos para sentar-se a beira da piscina e molhar apenas os pés, só tinha certeza que não havia mais os encontrado.
Aquela era a única certeza que a morena tinha. Afinal, ela estava descalça, perdida dos amigos e não tinha noção de quantos drinks havia tomado. E andando pele ambiente a procura de Tomlinson, ou até mesmo Ortega, jurou ver Zayn e conversando em um canto de uma forma que julgava próxima demais. Contudo, não culparia Hilton. Agora, alterada pela bebida, admitiria que Malik, apesar de um completo babaca, fazia muito bem o papel de badboy.
Mantinha o passo, preguiçosamente apoiando-se na parede, já que era tomada por um soninho, quando de repente uma porta abriu-se a sua frente e garota foi puxada abruptamente.
- Mas... que porra, cara... – cambaleou para dentro da sauna – O que foi isso? – falava mole devido a bebida, até que o viu a sua frente sorrindo devido seu estado. – Oi.
- Oi.
- Por que você fez isso? - sorria também.
- Porque eu queria passar um tempo com você. - Styles aproximou-se dela, que impediu uma maior aproximação por parte do rapaz, colocando sua mão a frente do peito dele.
- Só para você saber… - dizia séria e o garoto já se preparava para uma enxurrada de xingamentos. - eu estou livre… E bêbada! Então não se aproveite disso! - com o dedo em riste saiu caminhando pelo cômodo. - Ué, cadê minha água?
- Você não tava segurando nada quando entrou aqui. - confirmou certo daquilo, contudo nem ao menos havia reparado se a garota havia deixado algo cair ao ser puxada por ele. - E eu nunca me aproveitaria de uma garota bêbada, okay!
- Own, ele é sensível… - colocou as mãos sobre o coração, fazendo biquinho.
- Você fica engraçada assim.
- Correção, eu SOU engraçada. É só que eu não gosto de você, então não perco meu tempo…
- Uau, essa doeu. - falou teatralmente, fingindo-se magoado. - Por que diabos você não gosta de mim?
- Ah cara, sei lá… Só sei que é um sentimento muito sincero que vem do meu coração! - encarava o nada, caindo em si e analisando o fato que realmente nunca houve um motivo para seu ódio ser voltado para Styles e Malik. - Contudo, - levantou o dedo indicador -, esse sentimento está mudando desde que… Como posso dizer? Nós nos conhecemos melhor. - com um sorriso travesso no rosto aproximou-se do rapaz.
- Então quer dizer que estou deixando seu pobre coração confuso?!
- Não! Quer dizer que eu gosto de te beijar. - falou séria, cruzando os braços, incomodada pela petulância do garoto, que arqueou as sobrancelhas com a sinceridade dela.
- Eu realmente... não esperava por essa! - com os olhos arregalados, balançava a cabeça pasmo, todavia, adorando a revelação.
riu da reação dele e envolveu o pescoço de Harry com os braços, sem vergonha alguma de beijá-lo.
- Só me explica uma coisa… - tentava falar durante o beijo.
- Não, sem explicação, para.
- É sério, Harry. - riu o empurrando levemente. E frustrado, com um sorriso de canto, o rapaz a encarava ainda a abraçando pela cintura. - O que a gente tá fazendo, afinal? E o mais importante, por quê?
- Eu não sei, mas é legal! - os olhos azuis da menina o encaravam profundamente, e não sabia se era devido a bebida, contudo, ela pensou em Liam e .
O que estava acontecendo entre ela e Styles era completamente diferente do que se passava entre o outro casal, que não era um casal, mas queria ser um casal!
A menina se imaginou escondendo tudo de todos os amigos, e sempre inventando uma desculpa aleatória para fugir com Harry.
Ela sorriu para ele, fechando os olhos e tentando se concentrar no que se passava.
Ela sorriu para ele, fechando os olhos e tentando se concentrar no que se passava. Beijou-o novamente, sentindo as mãos dele em sua cintura, inalando seu perfume, a textura dos cabelos cacheados dele sob seus dedos, a maciez da língua dele na sua. Sentia-se mais embriagada pelo momento do que por toda bebida que havia ingerido durante as horas que passara ali.
- Eu preciso ir… - , afastou-se sorrindo cerrado.
- Por quê?
- Nós estamos na festa do ano! Não podemos ficar presos aqui à noite toda.
- Eu não acharia ruim de ficar aqui a noite toda com você.
- Qual foi seu discurso sobre não se aproveitar de meninas bêbadas, mesmo? - caminhava despreocupada até a porta, encarando-o sapeca, e ao virar-se para sair, ele a chamou.
- Só mais uma coisa! - de braços cruzados e sobrancelha arqueada. - Onde estão seus sapatos?
- Cara, eu não sei! - levantou os braços estupefata. - Eles, poof, sumiram!
O rapaz gargalhou jogando a cabeça para trás e fazendo-a rir com sua reação.
- Posso pegar um da para você se quiser. - ofereceu indo até ela.
- Não precisa, eu gosto de ficar descalça. - deu de ombros.
- Mas esse chão está nojento! - juntou as sobrancelhas.
- Harry, querido, uma pessoa nunca vai entender a mente perturbada de Meester. - colocou a mão sobre o peito, fitando-o séria.
- Está bem… Eu acho. - ria da menina, que abriu a porta e saiu feliz caminhando pelo gramado.
A morena observava algumas garotas mais velhas na piscina fazendo topless. Passou por um grupo realmente bêbado, sentados no chão jogando algum tipo de jogo de tabuleiro que ela parou alguns minutos para prestar atenção, e chegou a conclusão que se resumia apenas a beber muito. Voltou a caminhar, olhando ao redor a procura de algum dos amigos e apenas sentiu seu pé pisar em algo gosmento.
Ao encarar o que havia acabado de fazer, dava pulinhos e gritinhos de nojo por ter pisado no vômito de algum idiota que definitivamente não sabia beber e estava disposto a foder a festa das pessoas.
Limpou o que pode na grama, correu até a piscina e disfarçadamente, encarando as pessoas ao redor, esperando que ninguém percebesse o que fazia ela afundou o pé na água para tirar qualquer resquício asqueroso de sua pele.
Bufando saiu em direção à cozinha, olhando paranoica para o chão, a fim de não encontrar mais nada de ruim por seu caminho. Mantinha a expectativa de encontrar algum dos Styles facilmente e assim pedir um sapato de emprestado.
Seus olhos azuis migravam pelo ambiente quando foi pega de surpresa ao contemplar, o mesmo Harry Styles que havia lhe dito “Eu não acharia ruim de ficar aqui a noite toda com você.” há menos de cinco minutos, beijando uma outra morena que Meester achava nunca ter visto na vida!
O problema não era aquele idiota beijar outra boca que não fosse a sua. O problema era ele não esperar nem ao menos 20 minutos para fazer isso. Ou então, dizer coisas legais para ela e NÃO ESPERAR NEM AO MENOS 20 MINUTOS PARA BEIJAR A PRIMEIRA GAROTA QUE APARECESSE NA SUA FRENTE.
Cruzou os braços, encostou-se na parede e esperou o rapaz terminar de desentupir a boca da pobre garota. E como esperado, ao separar-se da desconhecida, Harry a viu o encarando.
O rapaz engasgou com ar, sem saber se ficava ou não preocupado com o que acabara de acontecer… Afinal, ela não podia ficar brava com ele, certo! Certo?...
Meester deu sorrisinho para ele e acenou em sua direção, dando as costas e voltando para a área externa da casa, sem sapatos e sujeita a, provavelmente, pisar em algo desagradável novamente. A única coisa boa que havia lhe acontecido fora encontrar uma garrafa de água fresca.

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O clima não estava dos melhores para os anfitriões da festa, enquanto Niall descobria que sua namorada o traía e terminou com ela após uma briga teatral, que havia sido deixada na varanda enquanto Thomas foi buscar mais bebida, acabava de ser abordada por Liam, que a procurou por toda a festa e a encontrou no segundo andar, em uma das varandas:
- Se divertindo bastante com seu novo amigo? – Payne provocou, dando um gole em sua cerveja e olhando para , esperando alguma reação.
- Com certeza mais do que você a Lexi. – a menina devolveu, não se dando ao trabalho de olhar para o rapaz. Seu tom era sarcástico, mas Payne notou o tom triste da morena, o que fez seu coração apertar um pouquinho.
- Por que a gente nunca mais passou um tempo junto? – Ele perguntou sério e quase engasgou quando ouviu as palavras dele, se virando lentamente com a expressão tomada de choque e surpresa.
- Porque você é um babaca que prefere passar seu tempo com uma vagabunda tipo a Lexi? – disparou séria, fazendo o menino arquear as sobrancelhas, contudo ambos foram tomados pelo riso.
- Estou falando sério, poxa. – Liam se aproximou dela, deixando que sua mão tocasse aquele rosto delicado e gracioso. Sentiu a corrente elétrica que percorreu por seu corpo e fez com que seu coração acelerasse já que não lembrava mais da última vez que a tocara. Ortega fechou seus olhos, aconchegando-se ao toque, se permitindo sentir as emoções que afloravam como um furacão nela.
- Porque somos nós, Li... Nunca dá certo... – sussurrou e se afastou dele quando sentiu a tristeza avassaladora que tomava conta dela a cada vez que parava para pensar nos dois ou em como ela sempre era privada da felicidade de um amor pleno.
- Não é bem assim, . Vamos conversar, a gente pode consertar isso... – Payne pediu, quase implorando.
- Por que agora? Por que do nada?
- Porque eu sinto sua falta! – aproximou-se dela novamente. – E eu sei que você também sente a minha!
- Está tudo bem por aqui? – Thomas chegou, segurando sua cerveja e um drink para , que suspirou e se afastou de Payne, completamente sem graça.
- Sim! Esse é o Liam! – ela apontou para o rapaz que a encarava de uma forma tão intensa que ela preferia nem olhar.
- É eu tô vendo – Tom arqueou as sobrancelhas e sorriu, estendendo as mãos para cumprimenta-lo – E aí cara, beleza?
- Tudo tranquilo? – Liam apertou a mão do rapaz, voltando sua atenção para : - , dez minutos, por favor.
voltou sua atenção para ele, olhou para Thomas que a encarava confuso. Fechou os olhos e suspirou antes de tomar uma decisão:
- Tom, o Liam precisa de um conselho urgente, você me dá dez minutos? – ela sorriu angelicalmente para o moreno que devolveu o gesto.
- É claro, . Vou te aguardar aqui. – deixou um pequeno beijo nos lábios dela, tão rápido que nem pode perceber que a menina estava tão perturbada que não correspondeu ao pequeno ato de carinho.
Quando se despediu momentaneamente de Thomas, viu que Liam já a aguardava dentro da casa.
- Dez minutos, Liam. Nem um segundo a mais. – tentava parecer autoritária.
O moreno sentiu-se vitorioso por ter conseguido chamar a atenção da garota. Pegou uma das chaves escondidas de um dos quartos, segurou a mão dela e a guiou para o andar superior.
Já a salvos do barulho, de toda a confusão e dos bêbados que dominavam praticamente a casa toda, o casal se encarou sem saber o que dizer finalmente.
havia imaginado milhares de vezes o que diria para Liam, se por algum acaso algum dia tivessem a chance de conversar. Payne, por sua vez, assim que viu sua menina beijando o tal de “Tom”, já tinha seu discurso na ponta da língua. Contudo, encarando um ao outro, ambos não sabiam o que dizer e muito menos como dizer.
- Então você sente minha falta?... – Ortega meneou a cabeça, não o encarando. Caminhou em direção a grande cama e sentou-se na beirada.
- Não é como se você não sentisse a minha! – sorriu convencido.
Ela também sorriu fraco, não negaria a verdade: - Estou aqui Liam, o que quer de mim?
- Quero você de volta. – foi até a menina, sentando-se ao seu lado. – Eu sempre gostei de você – apoiou os braços nas pernas e encarava o chão. Sua sinceridade o deixava envergonhado. -, você sabe disso. Eu pensei que conseguiria ignorar esse sentimento, mas simplesmente não dá! – mirou aqueles olhos verdes que tanto adorava. – Eu sinto falta de tudo! Do seu abraço, do seu carinho, do seu beijo, das tardes que passávamos juntos, das nossas brincadeiras, eu nunca pensei que diria isso, mas sinto falta de esperar você sair das aulas de dança! – disse indignado fazendo-a sorrir. – Por favor, , acredita em mim, eu sinto sua falta.
- Eu acredito em você. E eu também sinto sua falta, mas a gente não consegue fazer isso... Todas as brigas vão acontecer de novo e eu não quero mais... Eu não quero mais chorar por você, eu tomei essa decisão!
- , você não vai chorar... E-Eu falo com o Zayn, eu falo com seus pais, mas, por favor, fica comigo! – ajoelhou-se a frente dela, puxando-a para mais perto dele.
- Eu não sou como elas... – disse baixinho, desolada – Eu não sou como a Lexi, ou como as meninas que você costuma sair.
- E daí? – indagou sem entender onde a menina queria chegar.
- E é por isso que às vezes me parece que você tem vergonha de mim.
- Ah não, , pelo amor de Deus! – perplexo, sentou-se em cima dos joelhos – De onde, você tirou isso garota?
- Liam, é o que eu acho. Afinal, por que você nunca quis falar antes com o Zayn?
- Porque ele é o meu amigo! – levantou-se e puxou a menina junto. – Você não entenderia, mas nós basicamente temos uma regra. Não podemos ficar com ex-namoradas ou parentes próximas de amigos.
- Isso é idiota! Por que vocês saem com a Lexi e a Amber em conjunto, então?
- Porque elas não são ex-namoradas ou parentes próximas, são só garotas!
- Faça-me o favor... Você acha que eu acredito nisso? – bateu nas coxas sentindo que Liam a fazia de idiota.
- Olha, isso não importa agora. – desesperado tentava mudar a direção da conversa. – Nós nunca vamos mudar tudo de errado que fizemos. – deixou os braços caírem ao lado do corpo. – Eu nunca vou esquecer como é ruim te ver com outra pessoa e nunca vou conseguir apagar todas as coisas ruins que eu já te falei. Mas a questão é que juntos nós podemos fazer as coisas certas daqui pra frente.
Ortega via sinceridade nos olhos dele e sorrindo ficou nas pontinhas dos pés para abraça-lo: - O que eu sinto por você é muito sincero, Liam. E me irrita o fato de que... – suspirou pesadamente sentindo-o apertá-la mais contra si. – Eu realmente acho que vou sentir isso para sempre.
- Eu sou apaixonado por você Ortega, desde a primeira vez que te vi!
- Mas tudo isso não muda o fato de que nunca existirá um “nós”... – afastou-se dele. – Eu já aceitei isso.
- , por favor, eu vou fazer tudo diferente dessa vez...
- Você não tem ideia de como que queria acreditar, mas eu não consigo Liam. Não dá!
- Eu devia ter pensado melhor ao mentir para você, é só que... Eu nunca pensei no risco de te perder... – a menina ouvia a tudo aquilo e só conseguia lembrar de quantas vezes já havia chorado escondida por Payne e como prometeu para si nunca derramar uma única lágrima na frente daquele que as causou. – É verdade, eu deixei o nosso relacionamento de lado, e eu não consigo explicar onde foi que eu errei, mas você não pode me perdoar?
- Foi você mesmo que disse uma vez que nós não tínhamos nada, porque está dizendo agora que temos um relacionamento? – disse rancorosa, arqueando uma sobrancelha.
- Você é tão orgulhosa... – fechou os olhos, passando as mãos pelos cabelos. – Eu estou aqui realmente tentando arrumar as coisas! Estou me esforçando pela gente.
- Nunca vai existir a gente, Liam! – aumentou o tom voz sem nem ao menos perceber. – Eu não aguento mais sofrer por você, ou ver você triste comigo.
- Ah, você prefere ficar com o Phillips, né?! – desenterrou o falecido – Ou então com o seu novo grande amigo Thomas!
- Você é um grande babaca! – zangou-se com a provocação. – Por que você não volta para a Lexi e me deixa curtir a festa em paz? Afinal, você adora esfregar a sua namoradinha na cara de todo mundo! – marchava em direção à saída.
- Ela não é minha namoradinha! – tentava não se deixar levar pela irritação e falar um monte de bobagens como sempre fazia. – Eu ainda não terminei de falar com você, . – disse impaciente vendo-a tentar abrir a porta e constatar que estava trancada.
- Vai me manter trancada aqui para eu ouvir todas as suas bobagens mais uma vez?! Eu já sei esse seu discurso de cor, Liam!
- Você quer sair? Quer voltar para o senhor perfeitinho lá embaixo? – abruptamente foi à porta e a destrancou. – Vai! Mas não ache ruim quando eu for para casa com a Lexi. – deixou o espaço livre para ela passar.
- Viu como a gente sempre briga no final. – falou de cabeça baixa com a voz embargada. – Você é um idiota e eu odeio você! – distribuía socos pelo peito do rapaz que sabia que merecia e não tentava se defender. – E eu odeio ser apaixonada por você!
Retornando a compostura, a garota enxugou as lágrimas e o encarou novamente.
Quando as coisas iam bem Liam a fazia tão feliz, juntos eles eram harmônicos como uma invejável melodia. Mas ao mesmo tempo tinham o dom de machucar um ao outro.
- Não adianta te pedir desculpa de novo, não é. – a abraçou. Apesar de ter dito tudo aquilo e querer dizer exatamente o que disse, lhe cortava o coração vê-la chorar. Sua vontade era envolvê-la para sempre em seus braços e protegê-la de todo mal. Não queria admitir, porém sabia que o pior mal para a menina Ortega era ele mesmo.
não recusou o carinho do moreno e o apertou forte voltando a chorar: - Por que você sempre tem que me falar coisas horríveis?
- Você sabe, foi você mesmo que disse, eu sou um grande babaca idiota.
- Viu como porque a gente nunca vai ficar junto...
- A gente vai sim... – apertou-a mais, afundando o rosto na curva de seu pescoço podendo sentir seu perfume. – No momento certo a gente vai junto, .
- O que você quer de mim Liam? Eu já estou chorando e você fala essas coisas? – afastou-se um pouco dele que manteve as mãos na cintura da menina. – Vai estragar minha maquiagem... – limpou os olhos, tomando muito cuidado para não arruinar o delineado, e fazendo-o sorrir.
- Eu não quero que você vá embora... Você vai voltar para aquele cara, não vai?
- Meu Deus! – arregalou os olhos colocando uma das mãos na boca – Coitado, ele deve estar me esperando até agora!
- ... Eu sinto que você vai sair por essa porta e eu vou te perder para sempre. – seu semblante permanecia triste. – Na última festa que conversamos eu te perdi para o Phillips por quatro meses!
- Você contou os dias? – sorriu presunçosa envolvendo o rapaz em mais um abraço.
- Não muda o foco da conversa... – dizia tímido, fazendo-a rir.
- Não se preocupa, Liam, como você mesmo disse, a gente ainda vai ficar junto. – sorriu fraco.
Encarando aqueles olhos verdes que sempre o deixavam sem fôlego, ainda mais agora por estarem vermelhos, o rapaz podia sentir o coração bater, pois acreditava nas palavras da menina, todavia ao mesmo tempo sentia que eles nunca dariam certo. Infelizmente, compartilhava daquele sentimento. E no silêncio, um fitando ao outro, ambos sabiam que nem ao menos haveria um começo para aquele frágil amor.
- Um dia você ainda vai ser minha Ortega. E eu vou ser seu.
Ainda em silêncio a menina levantou o dedo mindinho e então selaram a débil promessa.
Voltando a chorar baixinho, a menina saiu do quarto, deixando-o para trás sentindo um vazio imensurável. Caminhava de cabeça baixa pela extensão do corredor secando as poucas lágrimas e apenas parou ao esbarrar em alguém.
- , graças a Deus que você está viva! - Zayn ofegou, cansado por subir as escadas arrastando . - Algum idiota acabou de se pendurar no lustre da sala e o lustre caiu e levou mais uns três juntos!
- Meu deus! - arregalou os olhos verdes.
- Pois é. Então desce e procura a ou o Liam e fica com eles porque esse povo tá fora dos limites. - ele alertou e sorriu para a prima carinhosamente. Amava a pirralha, mesmo que não falasse isso com frequência. E talvez tenha se sentido um pouquinho culpado por não estar passando mais tanto tempo com ela como costumava fazer.
- Ok. - ela sorriu de volta, ansiosa para sair daquele lugar antes que Zayn percebesse que algo estava errado.
- , você está chorando? – Malik perguntou preocupado, ainda segurando . – O que aconteceu? Alguém fez alguma coisa com você? Quem foi?
- Não foi nada, primo... O que houve com a ? – juntou as sobrancelhas, preocupada com a amiga.
- Ela vomitou, MAS vai ficar bem. - Zayn explicou sucintamente. O corpo da loira começava a pesar, um indício claro de que ela estava pronta pra dormir daquele jeito, toda vomitada e suja.
- Tem certeza? - insistiu, não tão certa de que a amiga ficaria bem, visto que ela estava praticamente desacordada sobre o ombro do rapaz.
- A única certeza que eu não tenho é se você realmente não estava chorando . Está tudo bem? - o moreno não se deu por convencido, mas a garota sorriu da melhor maneira que pode:
- E por que eu estaria chorando no meio de uma festa maravilhosa, Zayn? - ela argumentou e o primo concordou com o ponto interessante dela.
- Tudo bem… - ele deu de ombros.
- Isso é… Ela vomitou na sua...
- Sim, é vômito. E sim, na minha bota favorita. Nós podemos não falar sobre essa dor que eu sinto no meu coração agora? - fez sua melhor cara de desolado e a menina riu sinceramente:
- Eu estou indo procurar a . Boa sorte com a .
Ortega se despediu da dupla e foi atrás da melhor amiga, pronta para contar tudo o que acabara de passar e quem sabe ouvir uns conselhos absurdos, mas sempre muito eficientes.
Encontrou a morena mal humorada com uma garrafinha de água nas mãos, sentada em uma das mesinhas de jardim que a mãe de havia colocado ali quando redecorou a casa. A amiga apoiava os cotovelos na mesa e olhava para o nada em especial.
- Tá tudo bem, ? - sentou de frente para a amiga, sorrindo ao ver que a festa obviamente já tinha acabado para ela.
- Ficou sabendo que a April Winster estava traindo o Niall aqui na nossa festa? - foi a primeira coisa que Meester falou para amiga, colocando os pés para cima da poltrona e se encolhendo com o frio que a brisa noturna trouxe.
- O quê? Como assim? Quando? Como? Por quê? - a caçula mal podia acreditar na notícia, porém mais confortada em saber que não era a única com o coração quebrado naquela noite.
- Só o Niall que não se tocou que a garota fazia ele de gato e sapato. E ainda estão dizendo que foi ela quem terminou com ele. - Meester continuou, sentindo que estava ficando sonolenta rapidamente.
- Eu não acredito nisso! Pobre Niall! Deve estar arrasado. - Ortega se lamentou, desejando saber onde o amigo estava nesse momento, se tinha alguém pra conversar e essas coisas que ela costumava fazer com a .
- Arrasada estou eu, eu tenho certeza que o Niall estava tendo um caso também. - jogou as cartas na mesa e olhou para a melhor amiga como se ela tivesse falado algo horrível.
- Como você pode falar isso do Niall enquanto ele acabou de descobrir que estava sendo traído e nem teve a oportunidade de ser o que termina?? - ela perguntou indignada.
- Ahhh então tudo se trata do fato de que ele foi o chutado e não o que chutou? Seu ego é gigante, . - a menina de olhos azuis provocou e a outra deu de ombros, não podendo conter o riso.
- Pelo menos ele teria saído por cima da situação… - a morena argumentou, sem discordar do ponto de , e tomou a garrafinha de água dela para saciar a sede.
- Então, eu sei que você não vai perguntar, mas eu acho que ele estava traindo a Winster com a .. - Meester falou e quase se afogou na água que estava tomando.
- Qual é o seu problema ? - se esticou sobre a mesa para dar um tapa na amiga. - Eles são só amigos, o Liam e eu vivíamos juntos, isso não significa que… MEU DEUS!
- Viu só! - ficou grata por poder compartilhar com alguém essa ideia maluca, sem ser taxada de maníaca.
- Você é doente, Meester. Você é obcecada em encontrar defeitos nos outros, meu deus! Você precisa de ajuda cara! - a mais nova começou a incomodá-la, se levantando e se jogando em cima dela.
- AHHHHHHHH ME LARGA CARA!!! - a garota começou a rir e tentar se soltar do aperto de , até que por fim ela parou de se debater: - Por que você tá cheirando ao Liam?
- Que?
- Não se faz de desentendida, . O que aconteceu?
ficou estarrecida, saindo de cima da amiga e arrumando sua fishnet:
- Nós conversamos…
- É claro que vocês só conversaram. - Meester provocou, sorrindo de forma maliciosa e a outra fez careta.
- O quê? Não! Aff ! Não aconteceu nada de mais. - ficou vermelha.
- Hm. Me conta mais sobre isso. - continuou a brincadeira, olhando divertidamente para a mais nova.
- A gente terminou, na verdade. - ela contou e seu semblante ficou mais sério.
- Vocês estavam juntos desde quando? - a garota de olhos azuis sentou-se com postura e suas feições também ficaram mais sérias e sóbrias.
- A gente não estava junto de verdade. Mas a gente terminou tudo sabe, tudo, a nossa história… - fez biquinho e seus olhos encheram de lágrimas. - De novo...
- … O que esse babaca fez dessa vez? Já é tipo, a quinta vez que vocês têm “a conversa séria” e sempre acontece tudo de novo.
- O pior é que ele não fez nada... Ele tentou reatar comigo. E eu sei que é sempre a mesma história, eu simplesmente não quis dessa vez. - ela confessou, olhando para o lado para limpar as lágrimas.
- Ah , não fica assim. Você sabe que vocês vão e voltam o tempo todo. - Meester tentou consolar a amiga, segurando na mão dela.
- Esse é o problema. Eu sinto que dessa vez foi definitivo.
- Eu não sei nem o que dizer, . - confessou, fungando.
- Por que você tá chorando? - perguntou ao ver que os olhos da mais velha também estavam cheios de lágrimas.
- Eu não sei. - Meester mentiu. Mas estava triste por e Liam, eles eram a sua esperança no amor e cada vez que eles brigavam ela sabia como sua melhor amiga ficava devastada e como Payne, embora raramente confessasse, ficava depressivo por um longo tempo.
Uma gritaria vinda da garagem fez as meninas olharem para lá, curiosas. As duas se levantaram e tentaram passar por entre as pessoas, mas não obtiveram sucesso. Os gritos de “Pula, Pula, Pula” ficavam cada vez mais audíveis:
- Essa é a voz do Louis? - perguntou, jurando ouvir o amigo repetir o brado, deu de ombros enquanto elas caminhavam de volta - E quem vai pular, pelo amor de Deus? - se impacientou.
- E o mais importante, vai pular de onde? - a caçula quis saber.
Ambas voltaram para a mesinha de origem e tiveram a ideia de subir nela, captando o exato momento em que a grande tragédia aconteceu.
- Mas que porra?! - gritou abalada, completamente sóbria e desperta depois do que acabara de ver.
- MEU DEUS! - colocou a mão na boca, horrorizada.

ooo


era uma bagunceira nata e Tomlinson não deixava para menos, por isso quando o garoto a encontrou, em um estado de bebedeira que ela nunca tinha visto antes, a ruiva achou que não era uma boa ideia ter Louis ao seu redor estragando sua noite. Mas ele não precisou de mais de meia hora para que Westwick aceitasse de bom grado que ele ficasse ao seu redor.
Agora, passada uma boa hora, os dois estavam bêbados e eram duplas no beer pong que acontecia na sala de estar dos Styles. E sim, eles estavam invictos há sete rodadas.
- MAIS UMA TOMLINSON! A GENTE SÓ PRECISA DE MAIS UMA!!!! – gritava freneticamente, segurando as mãos em posição de oração e torcendo para o parceiro acertar. O rapaz cerrava os olhos e tentava deixar seus olhos focarem nos copos corretamente, para que ele parasse de ver dois copos aonde tinha só um.
Com toda a tensão do grupo, ele finalmente lançou a pequena bolinha alaranjada, que voou até cair diretamente no copo vermelho, consolidando mais uma vitória para a dupla.
Todo o grupo vibrou com a conquista. A ruiva o abraçou e os dois começaram a pular e rodar agarrados. Louis se sentia absolutamente o rei do mundo e literalmente gargalhava da histeria de todos ali. O término do jogo coincidiu com a troca de músicas e ao ouvir os primeiros acordes soarem dentro de suas almas, de tão alto que estava o som, Louis e se afastaram um do outro e se encararam, com sorrisos largos e expressões de quem definitivamente pensava em aprontar.
Em um piscar de olhos os dois estavam em cima da mesa de jantar de Harry e , e dançavam e cantavam com todas as suas forças. A menina queria explodir de felicidade a cada coreografia engraçada que seu parceiro de dança fazia, mas não poderia negar que Tomlinson sabia o que estava fazendo, e fazia muito bem. Eles dançavam juntos demais para duas pessoas que se odeiam e o rapaz, apesar de toda a bebedeira, notou o quão bonito era o movimento dos cabelos compridos e avermelhados da garota ao seu lado enquanto ela dançava.
- O que foi? – ela sorriu para ele, querendo saber o que o fazia ficar tão concentrado.
- O seu cabelo! – Louis gritou de volta, voltando a dançar com a menina.
- O que tem ele? – perguntou, curiosa.
- Hã? – o moreno não ouviu direito.
- O QUE TEM O MEU CABELO?
- Ahh. Ele fica lindo quando você dança! – ele confessou e eles diminuíram o ritmo da dança.
- Você acha? – sorriu, os dois estavam mais próximos e o menino não evitou descer seus olhos pelo corpo da ruiva, que nessa noite parecia usar uma roupa especialmente provocante, o que seria estúpido de se dizer, porque ela sempre se arrumava assim para ir nas festas.
Tomlinson tirou a cartola de sua cabeça e colocou sobre os cabelos da menina, sorrindo ao ver que gostou do resultado. agradeceu pelo agrado e chacoalhou a cabeça junto com o ritmo da música, sem tirar seus olhos daqueles olhos azuis.
Louis umedeceu os lábios, respirando mais fundo e decidiu deixar-se levar e ver aonde aquele momento iria dar, deu um meio sorriso ao ver que o moreno a encarava e o encorajou a seguir em frente.
A garota respirou fundo, sentindo a incerteza lhe bater forte, no entanto, o coração acelerado pela adrenalina e curiosidade do novo, falava mais alto. Ambos fecharam os olhos, se inclinaram em direção ao outro e a música parou:
- QUEM, POR FAVOR, PEGOU O CHAPÉU DO MÁGICO, SE DIRIJA À GARAGEM DA CASA PORQUE ELE PRECISA IR EMBORA E AGUARDA SUA CARTOLA LÁ.
Quando o rapaz abriu os olhos, estava de olhos abertos também. Os dois se afastaram rapidamente e mesmo que a música tenha voltado a tocar, as pessoas voltado a dançar, os dois permaneceram estáticos em cima da mesa.
- Será que é esse chapéu que ele está procurando? – a ruiva apontou para a própria cabeça.
- Provavelmente... – Tomlinson concordou, fazendo um biquinho ridículo enquanto permanecia pensativo em porra nenhuma.
- Nós precisamos devolver ele ou... – a menina obviamente estava relutante em perder o mais novo brinquedinho e o moreno, bêbado, achou esse fato a coisa mais fofa do mundo.
- Nós não temos sabe... – murmurou, ambos estavam sentados sobre a mesa, balançando as pernas no ar.
- Mas ele falou que não vai embora enquanto…
- Eu ganhei essa cartola em uma aposta, então tecnicamente ela é minha e eu acabei de te dar. Não vou tomar seu presente. – Tomlinson interrompeu e afirmou bravamente. Mas a ruiva entendeu tudo de uma maneira muito enrolada, sorrindo timidamente ao captar a ideia geral do que o garoto havia falado.
- Acho melhor a gente avisar ele então… - sugeriu, se sentindo um pouco sufocada com aquele ambiente.
- Vamos fazer isso então, minha cara Westwick! - Louis pulou da mesa e ao fazer menção de ajudá-la, a menina murmurou um “não precisa” e logo os dois rumavam em direção da garagem, prontos para reivindicarem seu pleno direito sobre a cartola.
Na garagem, a dupla andava sem rumo, procurando pelo suposto mágico, que os encontrou primeiro:
- Aí está você, pequena ladra! – o homem, muito mais velho do que a faixa etária do restante dos convidados apontou para a garota que só pôde revirar os olhos mediante tanta besteira.
- Pequena ladra o caralho, seu embusteiro. – a ruiva disparou sem a menor simpatia. Harry, que estava na garagem com uma desconhecida logo se soltou da menina para observar a cena que se passava ali.
- Isso aqui não se vê todo dia, querida. – ele envolveu o ombro da garota com um braço e com o outro apontou para o melhor amigo e para a ruiva desaforada.
- Olha, vocês só precisam devolver a minha cartola e eu vou embora. – O homem alegou, de mãos estendidas para receber o objeto. encarou seus olhos pintados de lápis preto para dar-lhe um ar mais dramático e murmurou: “Patético”.
- Nós apostamos e você perdeu, desde então essa bosta de chapéu é minha. – Louis despejou as palavras e o mais velho suspirou para manter a calma.
- A questão meu camarada é que aquilo foi só uma brincadeira idiota e você precisa devolver o meu chapéu.
- Eu realmente não faria tanta questão se essa garota não tivesse ficado tão linda nele. – Louis apontou descaradamente para que, juntamente com Styles, cresceu os olhos ao ouvir as palavras do amigo bêbado.
Harry estava se divertindo MUITO com toda a situação, e com certeza tiraria com a cara do amigo sobre o fato de ele ter elogiado Westwick, apenas quando o rapaz retomasse a consciência.
- Eles são namorados? – sua acompanhante perguntou, achando fofo o modo como Louis mesmo muito bêbado era atencioso com a garota que ela supunha ser a namorada.
- O quê? O Louis e a ? Nunca! – Styles riu da ideia.
- Que pena, eles seriam um puta casal. – ela deu de ombros, puxando-o para si e o cacheado não se fez de rogado, tirando sua atenção dos amigos e se dedicando completamente à morena sorridente com quem estava.
- Eu te devolvo a cartola. – decidiu e o homem sorriu para ela. – SE você me provar que é um mágico de verdade e merecê-la de volta.
O homem caminhou até eles e passou sua mão na orelha esquerda da menina, abrindo-a em seguida e mostrando a moeda que acabava de tirar de lá. A ruiva quis bater em Louis quando ele deixou escapar um “Ohhhhhh” ao ver o truque.
- Isso não é mágica, querido. Se você me der o youtube por dez minutos eu faço algo melhor. – a garota cruzou os braços. – Você nem é mágico de verdade!
Tomando como uma ofensa pessoal, o homem colocou as mãos no peito e sua feição foi tomada por um sorriso de quem acabava de aceitar um desafio.
- Eu consigo me soltar facilmente de correntes e camisas de força, sabe... – ele contou. – eu posso me soltar de qualquer tipo de prisão.
- Isso é interessante, Sr. Mágico. Me mostre suas habilidades. – Westwick sorriu malignamente.
O homem olhou de um lado para o outro, procurando algo que servisse como uma prisão para seu truque. Há muitos anos não o praticava, mas acreditava ser como andar de bicicleta. Uma vez que você aprende, não esquece nunca.
- O que você está esperando? – quis saber, curiosa.
- Algo que possa ser uma prisão para mim. – ele explicou.
- Usa esse carro! – Louis apontou para o covertte zr1 estacionado ali e um rapaz que ouvia a conversa e estava apoiado no capô do veículo ofereceu o modelo conversível para que o “mágico” realizasse a manobra. deixou o queixo cair com a ideia.
- Eu acho que essa não é uma boa ideia, Tomlinson... – a menina murmurou, completamente em pânico agora que o projeto se tornava real. Ela não queria ninguém participando de brincadeiras suicidas, ela só queria a sua cartola bonitinha! Procurou por Harry, mas ele já não estava ali e tudo o que ela podia ouvir era a multidão que gritava “Pula, Pula, Pula” em volta deles.
- É uma ÓTIMA ideia, . Relaxa! – o moreno a tranquilizou, enquanto o homem já entrava no carro, com um olhar obstinado. Nada o pararia naquele momento.
O homem adentrou no carro e ao girar a chave na ignição, pisava no freio e o no acelerador ao mesmo tempo fazendo o motor do automóvel rugir chamando a atenção dos que estavam próximos, e a gritaria empolgada aumentar, pois a maioria das pessoas que estavam ali não tinham noção do que acontecia, contudo estavam alterados pelo álcool.
Acelerou o corvette impecável, que percorreu o gramado em alta velocidade, tirando mais gritos das gargantas entusiasmadas e chamando mais atenção no que se passava ali.
Lado a lado, Tomlinson e Westwick acompanhavam o caminho percorrido pelo mágico, com os olhos arregalados e as sobrancelhas juntas, afinal, não tinham ideia do que aquele maníaco desconhecido pretendia. E foi quando aconteceu, fazendo gritar em pânico e Louis não sentir mais o coração bater…
O carro agora estava no fundo da piscina da grande mansão Styles e por alguns segundos, que pareciam décadas, o homem que lá estava não subiu a superfície, fazendo com que todos os presentes ficassem quietos, encarando abismados as águas claras.
Liam empurrava todos que encontrava pela frente e ao chegar a beira da piscina com Niall a seu encalço, olhou ao redor procurando por mais algum dos amigos e logo encontrou Meester e Ortega em cima de uma mesa com uma visibilidade melhor do que acontecia. Os irmãos Styles também chegavam onde o amigo estava, Harry não conseguia falar, mover-se ou piscar, apenas tentava absorver o que havia acontecido, tremia da cabeça aos pés e mantinha as mãos na frente da boca que não conseguia se fechar. Zayn, sem demora, apareceu do outro lado da piscina segurando Hilton pela mão, que com a adrenalina alta já não sentia-se tão alterada. Louis e foram os últimos a aparecerem, sentiam-se culpados e não conseguiam encarar os amigos que absolutamente não sabiam como proceder.
E logo ele apareceu, o suposto mágico, comemorava estar vivo arrancando gritos da multidão entusiasmada, que comemorava pulando e distribuindo high-fives por aí.
sentiu o coração bater pesado e a responsabilidade do que havia acontecido lhe pesar os ombros. Louis agora vomitava em uma roseira e sentia que ia desmaiar a qualquer segundo devida a forte emoção que acabara de sentir, ele não sabia que o cara planejava se jogar dentro de uma piscina, porra!
A algazarra acabou quando um grupo começou a se espalhar por todos os cantos da casa gritando que a polícia estava chegando. Os que estavam sob efeito de entorpecentes foram os primeiros a sair, em seguida os menores de idade deram seu jeito de fugir da casa o que deixou apenas os 10 amigos ali, sozinhos, olhando para a casa destruída e para o carro na piscina. Harry estava tão fora de si de medo do que seu pai faria que ainda não conseguira dizer uma palavra, e quando finalmente conseguiu emitir um som, só pode murmurar a única palavra que definia perfeitamente a situação deles:
- Fodeu.

CONTINUA



Nota da autora: (14/04/2017) DISASTERS, NÃO SEI COMO PROCEDER COM ESSE CAPÍTULO, MELDEUS!!! Gente, me falem o que acharam pelo amor de Deus, porque a Ju e eu precisamos surtar com alguém!
Espero que tenham gostado de tudo, pois sempre escrevemos com muito amor, pensando em cada uma de vocês!
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Bjos de luz e até a próxima att com mais tretas!
Mon XOXO :)

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