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Capítulo UM


Los Angeles, CA – East High School – 7:10 da manhã

O retorno às aulas após as férias de Julho marcavam mudanças no colégio. O local estava cada vez mais lindo e mais bem cuidado. O jardim do enorme colégio chamava a atenção de todas as pessoas que passavam ali perto. O prédio de três andares e bem pintado era a marca do local. A duas quadras dali tinha a East High University, que para os alunos que estavam cursando o terceiro ano, era tão desejado. Tudo porque era a melhor Universidade daquele local!
Naquele exato momento, o colégio já estava lotado. E muitas pessoas veteranas se surpreenderam ao ver rostos novos. Porém, isso animou muita gente, principalmente um grupo de meninos que estavam sentados em uns bancos próximos à entrada do colégio.
– East High, eu te amo. – disse assim que viu uma líder de torcida passar com o seu short minúsculo. A garota o olhou e piscou pra ele, fazendo-o dar um sorriso enorme. – Hoje tem!
– E quem disse que eu vou deixar? – a voz de num tom meio feminino, fez com que o encarasse. – Pode ir atrás dela. Eu sei que mais tarde você estará comigo! – ele completou, soltando um beijo no ar para o rapaz que o olhava incrédulo.
– Caras, vocês precisam parar com isso. Já está ficando feio! – falou, fazendo com que os dois gargalhassem.
– Olha, eu concordo com o . – foi a vez de dizer. – Cada diz vocês estão mais gays! – ele completou, mas no fim, todos começaram a rir.
Os quatro eram os garotos mais populares daquela escola. Todos eles participavam do time de futebol da escola. era goleiro, era zagueiro, era lateral esquerdo e era atacante. Eles arrancam muitos suspiros das meninas, principalmente quando estão sem blusa. Nas horas vagas, eles se dedicam em tocar e cantar. E isso era mais uma qualidade que faziam as meninas caírem aos pés deles. Realmente, eles são muito bons no que fazem. E popularidade é com eles mesmos! Muitos desejavam ser como eles e tê-los como amigos.
Os meninos continuaram sentados conversando coisas aleatórias quando o sinal tocou. Infelizmente, por ter muito aluno, eles nunca conseguiam ficar juntos em uma sala só. Logo, ficou e em uma, enquanto e ficaram em outra. Com isso, eles se direcionaram as suas respectivas salas antes que os professores chegassem e eles não entrassem mais. Assim que entraram em sua sala, e arrancaram diversos sorrisos das meninas que já estavam ali. Eles sorriram e caminharam até a última fila, onde havia duas cadeiras vazias. Um minuto depois, o professor Ryan, de Química I e II, entrou na sala.
– Bom dia, queridos alunos. Que bom revê-los! – ele disse, bem simpático. Alguns alunos sorriram de volta, outros deram de ombros. – Sei que não é nada legal voltar às aulas com essa disciplina, porém eu vou fazer de tud…
– Com licença, professor. Nós podemos entrar? – uma moça acompanhada de outra perguntou.
– Senhoritas e . Claro que podem entrar! – o professor respondeu e as meninas entraram, agradecendo e se sentando nas primeiras cadeiras vazias que viram. – Bem, como eu ia dizendo, farei de tudo para que minhas aulas sejam boas para vocês. Haverá muitas práticas no laboratório. Mas eu peço que não façam nada que eu não pedir. Nem eu e creio que nem vocês querem que o colégio exploda. – ele disse, fazendo com que os alunos rissem. – Nesse momento eu gostaria de formar duplas, que ficarão juntas até o fim do ano. Por gentileza, quem eu for dizendo, procure o seu parceiro ou parceira. – ele completou e todos assentiram.
O homem começou a falar os nomes das duplas. As meninas que haviam chegado atrasadas torciam para que seus nomes fossem chamados ao mesmo tempo e assim serem uma dupla. Infelizmente, isso não ocorreu.
e . – o professor disse e a garota encarou sua melhor amiga. Depois, virou o rosto para ir a procura do seu parceiro. – e . – o homem falou e a menina fez o mesmo que sua amiga. As duas se levantaram e foram até o encontro de seus “parceiros”, já que estes não haviam feito nada, só encaravam as duas.
– Agora vocês vão ser populares por estarem fazendo dupla comigo e com o . – disse, fazendo rir. apenas bufou.
– Sinto informar, queridinho, mas nós já somos populares. – disse, enquanto se sentava ao lado de , que sorriu pra ela. revirou os olhos e sentou-se ao lado de , que sorriu para ela também.
– Sabe qual o meu medo com nós quatro juntos? – perguntou para os demais e arqueou as sobrancelhas. – É muita beleza junta. As pessoas vão se distrair demais e provocarão algum acidente. – ele completou, fazendo os quatro rirem. – Eu sei que a gente não é muito amigo, mas é legal fazer par com você. – ele disse mais baixo, só para .
– Antes você do que o . – ela disse, fazendo rir. Ele sabia muito bem que os dois se matariam se ficassem juntos.
– Eu escutei isso, . E acredite: estou muito feliz por não ter ficado com você! – disse, dando um sorrisinho para a garota, que já revirava os olhos.
– Todos prestem bastante atenção. – Ryan começou a falar. – Vou passar todo o programa para vocês. Desejo que essa experiência seja muito boa. Eu estou animado e ansioso pelos resultados! – ele completou e em seguida começou a passar a lista para os alunos.

Enquanto isso, em outra sala de aula, a professora Samantha, de Matemática I e II, explicava como seria daqui para o fim do ano. e prestavam atenção, pois adoravam essa matéria. No entanto, duas garotas que estavam atrás deles, começaram a perturbá-los.
– Dá pra parar? – virou-se para pedir que a pessoa parasse de chutar a cadeira dele, mas bufou ao ver quem era. – Tinha que ser a ! – ele disse, sério. A menina riu.
– Ops, desculpa, . Eu não sabia que estava te incomodando. – ela disse, com um sorriso no rosto. – Pra ser sincera, eu nem sabia que você gostava de estudar. Pensava que você preferia Biologia, principalmente anatomia. – ela completou e continuou sério.
– Eita, , pegou pesado agora. – , sua melhor amiga, disse num tom sarcástico. – Nós não podemos duvidar da capacidade de alguém. Mesmo que esse alguém seja o ! – ela continuou, rindo baixinho com a amiga.
– Seria demais pedir para vocês calarem a boca? – se meteu e agradeceu por isso. As meninas olharam para ele e levantaram a mão, como se estivesse se rendendo e decidiram prestar atenção no que a professora falava.
– Alunos, eu gostaria de formar quartetos agora. – Samantha disse e os alunos ficaram esperando a mulher pegar a chamada para ver os nomes. Ao parar em alguns nomes, ela começou a rir sozinha. – Senhoritas e , se juntem com e o . – ela disse e os quatro arregalaram os olhos. – AGORA! – a mulher só faltou gritar, mas segurava o riso da cara que eles tinham feito. Isso seria no mínimo muito, mais muito interessante.

East High School – Cantina – 9:05

, , e entraram juntas no local, arrancando muitos olhares. Elas eram muito populares, principalmente por conta das festas que elas sempre realizavam para a escola e fora dela. Inclusive, nesse momento, elas distribuíam alguns folders sobre a noite na fogueira, que aconteceria na sexta-feira próxima. Após entregar os últimos, elas foram até Marta, que cuidava dos lanches e pegaram quatro sanduíches naturais com suco de laranja. Em seguida, foram se sentar.
, eu ainda não acredito que você e a estão no mesmo grupo que o e o . – disse, após dar um gole em seu suco. – Eu daria tudo pra ser uma mosca e ver vocês juntos. – ela completou, fazendo as meninas rirem, exceto .
– Isso é uma catástrofe. Ninguém merece trabalhar com eles. – ela disse, fazendo bico.
– Acho que os professores combinaram, só pode! – disse, fazendo e a olharem. – O Ryan inventou de fazer duplas. Eu fiquei com o e a com o . – ela completou e as meninas pareceram surpresas. – Mas eu até que vou com a cara dele. E também não tenho nada contra o . Só o superego dele!
– QUAL O SEU PROBLEMA? – só faltou gritar. – Ir com a cara do ? É o fim dos tempos! – ela disse num tom engraçado, fazendo as meninas rirem. – O se acha, mas, pelo menos, ele é muito inteligente e vai me ajudar com química. – ela completou.
– Faço minhas as suas palavras, . – disse e deu um toque na mão dela. – Agora vamos comer, porque já vai tocar. – disse e as meninas assentiram.
Cinco minutinhos depois o sinal tocou. e correram para a sua sala, pois virão que o professor de Literatura já estava entrando na sala. Já e foram tranquilas para a sala, pois tinham visto a professora de Biologia conversando com outro professor. Porém, assim que elas entraram, as duas só faltaram colocar para fora o que haviam acabado de comer ao ver que e estavam lá dentro, muito bem sentados e conversando com algumas garotas.
– Não acredito que vamos ter aula de Biologia com esses garotos. – disse, nervosa. – Eu não vou aguentar as provocações do . Não mesmo!
– Ei, relaxa. Ignora que eles estão aqui! – pediu, sentando-se em seguida ao lado dela. Logo a professora Natanna adentrou na sala. Ela ajeitou seus óculos e colocou seus livros em cima da mesa, encostando-se nela em seguida.
– É muito bom revê-los. Mas, eu não vou começar com moleza. – ela disse, num tom autoritário e bastante conhecido pelos demais.
– Como foi suas férias, fessora? – um engraçadinho perguntou.
– Foram ótimas, obrigada! Quer saber por quê? – a professora perguntou e o menino fez que sim com a cabeça. – Porque eu estava longe de você com essas perguntas irritantes. – ao dizer aquilo, a sala toda começou a rir. Porém, eles se calaram após o olhar dela. – Voltando para o que interessa, eu gostaria de formar duplas e quartetos.
– Isso só pode ser brincadeira. – disse baixinho e baixou a cabeça para rir. Natanna começou a chamar o nome das pessoas. A maioria estava contente com suas equipes. Só faltavam ser chamados quatro nomes: , , e . E os quatro esperavam ansiosos.
– Vocês podem fazer um quarteto. – Natanna disse.
– NÃO! – gritou e a mulher a encarou. – Não pode ser dupla, tipo eu e a ? – ela perguntou, mas com medo da resposta.
– Não, senhorita , por alguns motivos. Primeiro, você e a são as melhores alunas dessa sala. Segundo, eu quero um homem e uma mulher. Terceiro, pode ser o quarteto. Então, o que me dizem? – a mulher perguntou e tanto encarou , como encarou . – Estou esperando a decisão de vocês, mas não tenho o dia todo. – a mulher disse.
– Quarteto. – disse, fazendo e olharem incrédulos para ela. – O que foi? Do jeito que eu não tenho sorte, eu prefiro trabalhar com vocês três a correr o risco de formar uma dupla com o .
– Concordo com você, . É melhor ser os quatro, do que a . – disse e bufou, porém respirou fundo, após pedir para ela ter calma.
– Muito bem. Agora que todos chegaram a um consenso, vamos ao que importa. – a professora disse e em seguida começou a fazer umas anotações na lousa. e anotaram tudo. Já e só observavam.
– O único benefício será esse: as duas farão tudo pra gente! – disse, porém se virou rapidamente e o encarou.
– É aí que você se engana, . Não venham querer bancar os espertinhos comigo e com a . Vocês podem se dar muito mal! – ela disse, fazendo bufar.
Ao perceber a reação dele, ela deu um sorrisinho e virou-se de volta, encarando uma sorridente.

Após duas aulas seguidas de Biologia, quando o sinal tocou foi um alívio! e não aguentavam mais escrever e elas estavam felizes porque não teriam mais nenhuma aula naquele dia. Então, elas saíram e ficaram esperando por e , que logo apareceram. As quatro iam embora juntas todos os dias, pois moravam no mesmo quarteirão. Além de serem melhores amigas, eram vizinhas. E para completar, hoje elas almoçariam na casa de , pois a mãe dela, Joanna , uma produtora de eventos muito conhecida em toda Los Angeles, estaria lá. Rapidamente um carro chegou para pegá-las. Era Miranda quem conduzia o veículo. Ela era como uma babá para , que tinha um carinho muito especial por ela. Rapidamente as meninas chegaram à casa de dela e ao entrarem, foram recepcionadas por Joanna.
– Mamãe! – disse, dando um abraço na mulher, que lhe beijava em seguida. – Eu trouxe as meninas, como a senhora pediu! – ela completou, enquanto colocava sua bolsa no canto.
– Oi, meninas. – a voz doce de Joanna fez com que , e sorrissem para ela. – Pedi para a Miranda preparar aquela lasanha que vocês amam. Que tal comermos e depois vamos falar sobre a festa da fogueira? – ela completou e todas assentiram. Rapidamente, elas foram lavar as mãos e depois se sentaram à mesa, que já estava toda pronta. Miranda fez questão de servir as meninas e quando terminou ela se sentou com todas, a pedido de Joanna. As meninas comeram que repetiram e pareciam bem felizes. Então, após a sobremesa, elas foram para a sala de Joanna.
Após muitas ideias e dicas de Joanna, as meninas finalmente já tinham em mente tudo que aconteceria. As meninas agradeceram tanto a Jessica quanto a sua mãe pelo dia maravilhoso. Porém decidiram ir embora, pois passava das 19hs. Então, assim que as meninas foram embora, resolveu subir para o seu quarto. Ela sentou-se no pequeno sofá e parou para analisar cada detalhe do seu quarto. Joanna havia escolhido a cor: verde! não hesitou, pois essa era sua cor preferida. No entanto, ao caminhar até seu criado-mudo, ela sentiu uma tristeza repentina. crescera sem pai. Joanna disse que ele havia morrido em um acidente de carro. Aquilo a perturbava. Não havia uma lembrança se quer do seu pai. E quando ela tocava nesse assunto com sua mãe, notava certo desconforto. Por isso, hoje em dia ela evita falar sobre isso com qualquer pessoa. Embora ela quisesse responder as perguntas que insistem em ficar martelando em sua cabeça. resolveu tomar um banho para tentar relaxar. Logo, ela ligou seu notebook e deixou que uma das melhores coisas lhe acalmasse: músicas!
A duas quadras dali, encontrava-se um condomínio muito conhecido. Somente pessoas com uma boa condição financeira moravam ali. E isso incluía , , e . Eles cresceram juntos naquele local. Por isso a amizade de anos. Não existia coisa melhor do que eles serem vizinhos e passarem por todas as coisas juntos. Neste exato momento, todos estavam na casa de , jogando videogame. Após o treino de futebol, os chamou para ficar lá enquanto seus pais não chegavam. E claro que os meninos não hesitaram!
– E mais uma vez, eu ganho! – disse. – Quando eu digo que NUNCA perco, eu falo sério! – ele completou, se gabando. Ele derrotara em uma partida por 5x2. Antes que ele pudesse continuar a “se achar”, entrou no quarto com uma bandeja cheia de sanduíches. , que até então parecia dormir, foi o primeiro a pegar. e riram. saiu e voltou para trazer algumas latinhas de refrigerante. – Sabe ? Aqui é a minha segunda casa.
– Realmente, , você passa mais tempo aqui do que na sua casa. – brincou. – Mas é bom! Nossos pais estão sempre tão ocupados e passam o dia fora. Só nos resta aproveitar. – ele completou, fazendo todos rirem.
– Mudando de assunto, que história é essa que você, , fez par com a ? – perguntou.
– Até o fim do ano, meu caro! – James disse, enquanto mordia seu sanduíche.
– Isso só pode ser castigo pelos meus pecados! – disse. – Até o fim do ano fazendo trabalho com ela e com a , ninguém merece! – ele completou, deitando na cama. – Eu não tenho nada contra a . – disse, fazendo arregalar os olhos. – Eu até acho ela uma gracinha. – ele completou. – O QUE? A ? Uma gracinha? – perguntou. – Você só pode estar louco. – Eu também não tenho nada contra ela. Para ser sincero, eu só gosto de implicar com ela e com as meninas. – disse e revirou os olhos. – Implicar com ela e com as meninas é o máximo. Mas eu não gosto dela e nunca vou gostar! – disse e os meninos ficaram calados. – Vamos mais uma partida? Quem será o próximo a perder para mim? – ele continuou e os outros jogaram almofadas neles. – É melhor arrumarmos a bagunça que fizemos, porque meus pais já estão vindo. – disse e os meninos assentiram, dando um jeito logo em seguida na sujeira que eles fizeram.





Capítulo DOIS


Los Angeles, CA – East High School – 11h55min da manhã.

Finalmente , , e teriam a primeira aula juntas: Educação Física! Nesse instante, elas estavam no vestiário feminino trocando-se, quando alguns risinhos inconvenientes foram escutados por todas elas. As meninas reviraram os olhos ao ver que eram Kimberly e Valentina, as líderes de torcida mais conhecidas de toda East High.
– Nossa, eu estava com saudades de vocês. – Kimberly disse, dando um beijinho no rosto de cada. – Finalmente cheguei das minhas férias. Paris é o lugar mais lindo que já conheci! – ela completou e as meninas deram um sorrisinho falso. Kimberly era o tipo de pessoa com quem não dava para passar uns dez minutos sem ter vontade de mandá-la se calar, devido ao tanto de besteiras que esta dizia. – Fiquei sabendo que o Tanner fará um jogo de futsal e handebol. Vocês gostam?
– Adoramos! – disse, fingindo uma animação. – Acho melhor irmos para quadra, antes que o “Tanner” venha nos buscar aqui. – ela completou e todas caminharam juntas para a quadra. No entanto, apenas Kimberly e Valentina ficaram felizes ao ver que os meninos jogavam futsal. Sem blusa! As outras quatro deram alguns sorrisinhos para alguns rapazes que as olhavam. Rapidamente, dois deles se aproximaram delas. Era Greg e Henry.
– E aí, gatinhas? – Henry disse, piscando para elas. – Hoje é o grande dia da festa de vocês, certo? Então, vocês querem a nossa ajuda para alguma coisa?
– Sim, meu amor! – começou. – Só que nós vamos contar mais tarde, porque o professor acabou de apitar. – ela completou e o rapaz assentiu.
Após isso, as meninas caminharam até a quadra. Todo o 2º ano estava por ali. Então, Tanner pediu que fossem para um lado, as meninas e para o outro, os meninos. Sendo assim, ele começou alguns alongamentos, para evitar que os alunos se machucassem quando ele começasse com algum tipo de esporte. Após isso, ele pediu que fossem formadas duplas. Homem e mulher. , , e ficaram paradas ao perceberem que só restava quatro meninos, certinho. Eles se aproximaram delas, com sorrisos nos rostos. Já elas, não pareciam tão felizes.
– E aí, damas? Quem vai fazer par com quem? – perguntou, sorridente.
e . e . e . Eu e . – apressou-se em falar e todos acabaram concordando. Em seguida, eles foram para o local que o professor indicava. e fazia tudo certinho. fazia palhaçadas para . e fingiam que faziam. e também. Finalmente, após isso, o professor pediu a atenção de todos. Ele pediu que as duplas não se desfizessem, pois ele ainda as usaria. Como Kimberly havia dito, Tanner disse que seria futsal e handebol.
– Senhores e , venham até cá. – o professor os chamou. – Vocês começarão jogando. Suas parceiras continuaram sendo as senhoritas e . Agora, venham pra cá também os senhores e , junto com as senhoritas e . – ele completou e quando todos estavam juntos, ele resolveu continuar. – Será quatro contra quatro. Não tem goleiro. Quem fizer dois gols primeiro, vencerá. Lembrando aos meninos que vocês jogarão com meninas. Então, todo cuidado é pouco. – após explicar como seria, o professor entregou coletes nas cores azul e verde. A equipe de e era a azul, enquanto a equipe de e era a verde. Rapidamente os oito estavam na quadra e o professor apitou, dando início ao jogo.
havia começado e estava correndo devagar, esperando a se aproximar para lhe entregar a bola. Antes de chegar até ela, meteu-se no meio e correu com a bola, já avistando e chutando para ele. Ao ver que estava próxima do gol, ele jogou para ela, que passou por e chutou a bola, marcando um gol. Equipe azul 1x0 Equipe Verde. Após o apito de Tanner, começou a tocar a bola e passou para , que correu com a bola e chutou para . Ela correu até onde deveria fazer o gol, mas quando ia chutar, resolveu deixar para , que estava atrás dele. Ele chutou e marcou gol. 1X1. quem começou tocando a bola com . Eles quiseram cansar e . correu um pouco e passou a bola para , que ao ver que já se aproximava do lugar para marcar o gol, chutou a bola para ela. No entanto, foi inventar de dar uma rasteira para tentar acertar a bola, porém ele acertou a canela de , que caiu no chão, gemendo de dor.
– SEU FILHO DE UMA P… – a menina ia continuar, mas lembrou-se que tinha um professor ali perto. – QUAL O SEU PROBLEMA, HEIN? ESQUECEU QUE ESTAVA JOGANDO COM MULHERES, SEU RETARDADO? – continuou, ainda caída no chão.
– Senhor , vá para o chuveiro. – o professor pediu e o menino saiu bufando. – Senhorita , ele não fez de propósito. Ele ia na bola, mas acabou lhe acertando.
– Ah, claro. E papai noel existe. – a menina ironizou, sem nem se importar com o homem.
– Pode se acalmar, moça, e sem piadinhas, está me ouvindo? Vou te levar até a enfermaria.
– Não precisa, professor. Eu vou sozinha. – disse, levantando-se com a ajuda das amigas. resolveu pegá-la no colo e a levou para a enfermaria. Ao chegar lá, a mulher que ficava responsável a atendeu rapidamente. O local que acertou na menina estava inchado, mas foi só devido ao choque que houve. Logo, a gordinha enfermeira passou um gel, para aliviar a dor que a menina estava sentindo. Ela deitou-se em seguida, fechando os seus olhos e tentando relaxar. Mas a vontade de matar o garoto que fizera isso com ela era enorme, deixando-a inquieta.
? – a voz de fez com que ela abrisse seus olhos. Ela nem se lembrara de que ele quem a tinha levado até lá. – Não vou falar isso porque sou amigo do , mas realmente não foi porque ele quis. Ele jamais machucaria uma mulher dessa forma!
– Não vou discutir com vocês por isso, . E obrigada por ter me trazido. Mas acho melhor ir para casa. – ela disse e o rapaz assentiu, ajudando-a a caminhar até o lado de fora, encontrando suas amigas paradas em frente ao colégio. estava de carro, então ela deu carona para todas as meninas. estava emburrada. Por isso, quando chegou a sua casa, apenas disse que as encontraria mais tarde, para irem juntas a festa da fogueira. As demais assentiram e saíram.

Los Angeles, CA – ’s House – QUARTO DE

O relógio marcava 16hs e acabara de sair do banho. Os cabelos estavam presos enquanto ela se maquiava. Ela optou em algo mais simples, mas não deixou de ser bem-feita. Em seguida, ela colocou o short jeans que escolhera para usar e um top branco de crochê. Para calçar, ela escolheu uma rasteirinha simples, já que ficaria parte do tempo descalça mesmo, já que a festa da fogueira seria na praia. Para finalizar, ela soltou seus longos cabelos pretos. Nas pontas havia cachos e ela deu uma melhorada, colocando uma tiara de flores. Ao se olhar no espelho e sentir-se satisfeita com o que via, ela pegou uma bolsa com algumas coisas, caso acontecesse algum incidente, e desceu. Assim que chegou a sala, surpreendeu-se ao ver as meninas por lá. Todas estavam lindas. Assim como , as meninas usavam shorts e tops de crochês. Só mudava as cores, onde o de era azul, o de era rosa bebê e o de era preto. Os cabelos estavam soltos e com a tiara de flores também. sorriu e deu um beijo em sua mãe e em Miranda. A mãe da menina pediu que elas tivessem cuidado e que não exagerassem na bebida. As quatro não prometeram nada, mas disseram que se cuidaram. Logo depois, deu partida em seu carro com as amigas.

Los Angeles, CA – Beach – 16h45min.

Quando chegaram ao seu destino, as meninas sorriram satisfeitas ao perceberem que a equipe que haviam contratado para a decoração tinha feito um excelente trabalho. Bem na entrada, havia uma recepcionista que segurava uma pasta com os nomes das pessoas. À medida que desse um “o.k.” em cada nome, ela os entregaria um cordão estilo havaiano, de flores. Logo depois as meninas viram as mesas de comidas e petiscos. Havia muito cachorro quente, chocolate e marshmallows para assar quando a fogueira fosse acesa. Também tinha milho embalado para estourar pipoca no fogo e amêndoas. Para completar, também tinha vários baldes cheios de doces. Na mesa de bebidas, tinha de tudo um pouco. Água, refrigerantes, sucos, bebidas alcoólicas, energéticos, além dos drinques feitos na hora, em um quiosque que as meninas fizeram questão de ter. Ao andarem mais um pouco, viram o espaço reservado para se ter algumas brincadeiras, caso as pessoas quisessem. Próximo de lá estava o DJ, que já tocava algumas músicas animadas. As quatro se olharam e começaram a rir.
– E que as pessoas cheguem, pois nós estamos prontas para arrasar! – disse e em seguida elas foram pegar algo para beber lá no quiosque. O barman era uma gracinha e muito simpático. Seu nome era Pierre. Tinha 20 anos. As meninas ficaram encantadas por ele. Mas saíram até a entrada e ficaram lá, para receber algumas pessoas que já chegavam.
Por volta de 18hs, ao perceber que o local já estava lotado, chamou as meninas e foi até o centro, encontrando Greg e Henry. Elas os chamaram para que eles pudessem ajudá-las na hora de acender a fogueira. Em seguida, foi até o DJ e pediu que ele baixasse a música. Algumas pessoas murmuraram, mas ao verem lá em cima com as outras, começaram a gritar.
– Quem está animado, levanta a mão? – perguntou e todos fizeram isso. – Espero que estejam gostando da nossa festa. Mas, o momento tão esperado chegou. Finalmente acenderemos nossa fogueira e assim dar início pra valer a nossa festa. – ela completou.
– Já estou pegando fogo por você, gostosa. – a voz de algum engraçadinho fez a menina rir.
– Então acho melhor chamar os bombeiros, para apagar o seu fogo. – ela disse, fazendo todos rirem. – Greg e Henry, podem acender a nossa fogueira. Aproveitem, galera! – ela finalizou, descendo logo após e indo ver, assim como os outros, a fogueira acesa. Depois disso ela foi até o quiosque e sorriu para Pierre, que a encarou dos pés a cabeça dando um sorrisinho para ela.
– O que você me aconselha para beber? – a menina perguntou de um jeito sexy.
– Você poderia começar com os coquetéis de frutas sem álcool. Depois, eu posso fazer um com, pra você notar a diferença. – ele disse, piscando para ela, que concordou. – Vou fazer um de frutas vermelhas. – ele disse e concordou, esperando. Assim que ficou pronto, a menina deu um gole e achou muito gostoso.
– Se assim é bom, imagine com álcool. – ela disse, bebendo mais um pouco. – Depois eu volto, Pierre. – ela completou, dando uma piscadinha para ele e saiu. No meio do caminho, ela encontrou conversando com Greg. Ela sorriu e continuou andando. Porém, em um momento de distração, ela se chocou com alguém. A garota só não caiu porque se segurou na parede.
, que bom te ver. – disse. Pelos olhos vermelhos, ele estava bêbado. – Cadê sua amiga, a senhorita ?
– Curtindo a festa com um gato maravilhoso. Agora, sai da minha frente. – ela disse, o empurrando. Ele riu e foi para o meio da pista de dança, pegando a primeira garota que viu. foi até a mesa de bebidas e pegou uma cerveja. Quando estava saindo, escutou uma risada. Ela se arrependeu ao virar e dar de cara com .
– Eu não sabia que bonecas bebiam. – ele disse, num tom divertido. – , eu tenho que concordar com o que carinha que disse que estava pegando fogo por você, e quando ele te chamou de gostosa. As fardas da East High escondem a única coisa boa que você tem: seu corpo.
– E o seu crânio só esconde uma coisa: o vazio que tem na sua cabeça! – o respondeu, saindo de perto dele. Não queria se estressar, muito menos com alguém como o . Ele, por sua vez, não desistiria de perturbá-la. Porém, daria um tempinho para ela.
Enquanto isso, e estavam próxima a fogueira, esquentando marshmallows, quando e se aproximaram delas, segurando algumas salsichas para os seus cachorros-quentes. , brincalhona como sempre, resolveu mexer com .
– Hum, salsicha hein? – ela disse, fazendo os dois a olharem. – Tanta coisa pra comer e vocês escolhem isso? Eu estou decepcionada! Pensava que vocês gostavam de outra coisa.
– E desde quando o que você come diz o que você gosta? Poupe-me, ! Larga de ser otária. – disse, rude. A menina levantou-se rapidamente e saiu em passos largos. olhou séria para ele e saiu atrás da amiga. o olhou estranho também.
– Você pegou pesado com ela, cara! – disse e olhou para trás. Arrependeu-se de falar daquela forma. Mas tinha o dom de irritá-lo, ele só não queria ficar por baixo do que ela acabara de falar. – Se eu fosse você, me desculparia. – após ouvir isso, o rapaz levantou-se e foi atrás da menina. Ele andou, andou, andou e finalmente a encontrou. estava olhando para o mar. colocou as mãos nos bolsos da bermuda que usava e devagar foi se aproximando da garota. Ela sentiu que alguém estava perto e ao se virar, cruzou os braços.
– O que você quer, ? – ela perguntou, ríspida.
– Vim pedir desculpas pela forma que falei com você. – ele disse, meio sem jeito. – Eu não quis ser grosso. Quem me conhece sabe que eu detesto agir assim. Mas você me irrita e acaba com a minha paciência. – ao completar aquilo, a menina riu dele.
– Essa é a minha intenção. Mas eu faço isso por pirraça. Gosto de te perturbar. – ela disse, sorridente. não deixou de sorrir também. – Vamos voltar para a festa? Estou com sede. – ela completou e o rapaz assentiu. Ambos passaram por e , que olharam sem entender nada. Mas esperariam explicar depois!
, não vira agora, mas tem um gatinho olhando pra você, próximo ao quiosque. – disse e após uns segundos, a menina virou-se para ver. O rapaz era muito lindo. – Vai até lá. Oferece uma bebida, dá uns beijinhos. – a amiga continuou e concordou, indo até lá. Já decidiu ir até a mesa de comidas para pegar um cachorro-quente. Quando ela ia fazer isso, alguém toma a sua frente e pega o último que tinha na mesa, dando uma mordida enorme.
– Opa, boneca. Você ia pegar? Nem percebi. – disse de boca cheia e a menina revirou os olhos. – Você me deixou magoado, viu? Eu não merecia ter ouvido o que você falou. – ele completou e ela resolveu ignorá-lo. Porém, ele foi atrás. – Já disse que gostei da sua roupa? – ele continuou falando, enquanto ela andava, andava e andava. De repente, ele a puxou. Seus rostos ficaram muito próximos um do outro.
– Me larga, . – pediu, porém ele a segurava com força.
– Algum problema aqui? – a voz de Henry fez sentir um frio na barriga. Ele e não se davam bem de jeito nenhum e isso poderia ser ruim. – Você pode soltá-la agora.
– Claro! Agora ela vai fazer uma dança provocante, te deixar louco e vocês vão parar na sua cama. Típico da ! – disse e sentiu seu rosto arder logo em seguida. Ele levara um tapa da menina, que estava segurando as lágrimas.
– Quem você pensa que eu sou, ? Não sou que nem essas prostitutas que você procura nas esquinas e paga pra levar para sua casa. – ela disse e riu alto. – Me respeite! – ela continuou e antes que pudesse dizer algo, Henry o empurrou.
– É melhor você sair de perto dela ou eu não respondo pelos meus atos. – riu e resolveu fazer o que ele havia dito. Porém, antes de sair, ele encarou os dois à sua frente.
– Sabe, Henry? Apesar de você ser um tremendo otário, eu tenho pena de você. A irá te usar, assim como ela faz com todos, mas ainda vai sair como a “santinha do pau oco”. – após dizer isso, ele saiu de perto. As pessoas ao redor se dispersaram quando a discussão acabou.
, sem acreditar no que ouvira de , saiu correndo até o banheiro mais próximo. Lá, ela deixou que as lágrimas que estava prendendo, escorressem livremente. Nunca fora humilhada dessa forma e não se conformava pelo fato de abrir a boca para falar aquilo dela. Quem ele pensava que era? Ele não tinha direito algum de tratá-la daquela forma. E nem adiantava colocar a culpa na bebida. havia sido um tremendo idiota. De repente ela ouviu a porta se abrindo e viu suas amigas ali.
– Hey, . O Henry nos contou o que aconteceu. – começou.
– Não liga pro . Ele é um idiota e estava bêbado. – falou, mas a menina não aceitou.
– Ele não fez isso porque estava bêbado. Ele foi seguro com as palavras dele, como se me conhecesse. Mas não! Ele não sabe da minha vida. – começou. – Eu sei que meu passado me condena, mas eu não sou uma vagabunda. E ele me tratou dessa forma. Foi uma falta de respeito total comigo. – ela completou, já chorando.
– É melhor irmos embora. Já, já as pessoas farão o mesmo que nós. – disse e concordou. – Esquece o idiota do . Nós sabemos quem você é. Nem precisamos dizer o quanto te admiramos. – ela completou, arrancando um sorriso de , que deu um abraço em todas.
– Obrigada por sempre estarem ao meu lado. – ela disse, enquanto saíam do banheiro. Em seguida, elas pegaram suas coisas, falando com a equipe que organizara tudo e agradecendo pelo que fizeram. Elas ainda viram que algumas pessoas estavam ao redor da fogueira, tocando e cantando. ficou tentada a ir, mas ao ver com uma ruiva em seu colo e seus amigos ao lado, decidiu ir para casa mesmo. As meninas também acharam melhor assim!

Los Angeles, CA – ’s House – 00:05

Assim que entrou em casa, viu que sua mãe assistia a um filme na companhia de Miranda. Ela foi até as duas e depositou um beijo no rosto de cada uma. Em seguida, ela subiu para o seu quarto. Após um banho relaxante, ela se deitou. Infelizmente, a voz de ficara em sua cabeça. Ela acabou chorando, pois não conseguia esquecer tamanha humilhação. De repente, ela escuta um barulho de porta se abrindo e percebe que é sua mãe.
– Está tudo bem, filha? Você chegou mais cedo do que eu esperava. – a voz de Joanna fez com que a menina se sentasse em sua cama. – E, para minha alegria, não está bêbada. Muito bem!
– Eu não fico bêbada, mamãe. Só tomei um coquetel, sem álcool, e uma cerveja. – disse.
– E por que você chegou tão pra baixo? Por que estava chorando? – a mulher perguntou. A menina respirou fundo e encarou a sua mãe.
- Um idiota mexeu comigo.
– Esse “idiota” tem nome ou foi um cara qualquer? – Joanna perguntou.
. – disse. – Ele disse que eu faria uma dança provocante para o Henry, o deixaria louco e depois pararia na cama dele. Quem ele pensa que eu sou? Não sou as vadias que ele pega por aí. Eu sei que no passado eu ficava com um monte de caras, mas eu nunca fui pra cama com nenhum deles. Eu acho que isso deve ser com um cara especial. – ela disse, chorando. A mãe da garota se aproximou e pediu que ela se deitasse.
– Filha, eu sei do seu valor. Sei que você não é uma qualquer. Então prove isso para ele. Mostre que você não é do jeito que ele pensa. – Joanna disse, mas a menina murmurou. – Tente não pensar nisso, tudo bem? Você tem a consciência limpa de que não é do jeito que ele pensa e eu também sei disso. Então, não se preocupe com esse rapaz. Deixe-o de lado, o ignore. – ao escutar isso da mãe, a menina sorriu e se sentiu melhor. De hoje em diante, ela faria exatamente o que a mãe dissera. e nada era a mesma coisa para ela. Logo, por que se importar com as besteiras que ele diz?
Depois de um tempo escutando as histórias de sua mãe, adormeceu em seus braços. Joanna se sentia muito bem por ter momentos assim com a filha. Seu trabalho tomava muito do seu tempo e muitas vezes tivera que ficar distante da garota. Mas, para a sua alegria, ela tinha uma filha que lhe entendera completamente. E que, um dia, desejava ser que nem ela.





Capítulo TRÊS



Los Angeles, CA – East High School – 8h10min da manhã.

Após a festa da fogueira e um final de semana repleto de morgação, estava atenta a tudo que o professor de Química dizia. Seu parceiro, , sorria ao ver o jeito da menina. Mas ela tentou não se importar. Já era a segunda aula do dia e a terceira seria no laboratório, para eles fazem algumas práticas. Quando terminou as explicações, Ryan passou uma lista de exercícios sobre o que acabara de explicar. Esse era individual, mas na hora da prática seria com suas respectivas duplas. analisou o papel e um sorriso brotou em seu rosto. Logo, ela começou a fazer.
– Ei, é individual, mas nós podemos nos ajudar. – disse e a menina o olhou.
– Eu sei, . Mas eu queria tentar fazer sozinha. – disse e bem na hora o professor passava por ele. Um sorriso apareceu ao ouvir aquilo. A ideia de fazer essas duplas era para colocar pessoas que tinham dificuldade na matéria com alguém que sabia. No entanto, ao ver o esforço da garota, ele notou que seu trabalho estava sendo bem executado. Quando acabou, a menina entregou para o homem e pediu para ir ao banheiro. Ele permitiu e ela saiu. aproveitou para se virar e falar com e , que ainda terminavam a lista.
– E aí, ? Ele é um bom professor? – disse, apontando para o amigo.
– Não é o melhor, mas dá pro gasto. – a menina respondeu e se levantou para entregar a sua atividade e a de . Mas logo ela voltou, sentando-se novamente. – Para onde a foi?
– Banheiro. – disse. – Ela quis fazer a lista sozinha. Espero que ela não se prejudique.
– Ela está querendo ser a bichona. – disse e recebeu um tapa de . – Foi mal aí.
– Você deveria medir suas palavras. Você não a conhece para falar assim dela. – disse e sorriu ao ver que a menina voltara. Rapidamente, se sentou ao lado de e virou-se. – Hey, , a gente precisa se reunir com aqueles dois sem futuro da aula de Biologia para fazermos as maquetes. – a menina disse e assentiu.
– Pode marcar e só me avisa quando vai ser. – ela falou, virando-se em seguida.
– Senhorita ? – o professor a chamou e ela levantou-se para ir até ele. – Eu vi seu esforço e gostaria de lhe parabenizar. Das dez questões, você só errou uma. – ele completou, entregando o papel para a menina, que abriu um sorriso enorme. – Continue assim e você se tornará uma das melhores alunas da sala. – ao ouvir aquilo, ela agradeceu e foi até sua cadeira, mostrando o papel para e , que ficaram felizes por ela. Logo depois o professor entregou a dos outros. , e tinham acertado todas. Mas ainda estava feliz. Ela estava superando algo que não fazia tão bem e isso já era uma grande vitória.

Los Angeles, CA – East High School – 10h10min.

e comiam saladas de frutas, enquanto e devoravam sanduíches. Quando elas terminaram, ficaram jogando conversa fora. Do nada, e se sentaram com elas. não bufou, nem revirou os olhos. e estavam sem entender. Já olhava séria para eles.
– Posso saber por qual motivo vocês estão aqui? – a menina perguntou, com os braços cruzados.
– Oh, , pede aqui para sua amiga se acalmar. – pediu.
– Eu posso ouvir, sabia? – perguntou. – E só pra te deixar informado, eu não estou nervosa, ainda. Mas ficarei, se vocês não disserem o que querem. Acabei de comer e não quero ter uma indigestão por culpa de vocês. – ela completou e viu revirar os olhos.
, só viemos aqui para saber quando nos reuniremos para fazer o trabalho de biologia. Não precisa ficar nervosa. – pediu.
– Será a nossa próxima aula. Eu e a vamos tirar algumas dúvidas com a professora, daí no fim da aula marcamos com vocês. – disse.
– É isso mesmo, ? – perguntou, fazendo o olhar.
– Sim. – a única palavra que saiu de sua boca foi essa.
– Tudo bem, então. Nos vemos já, já. – falou, levantando-se em seguida com .
– Infelizmente. – disse, mas ele nem olhou. – É melhor irmos também – ela completou e todas assentiram. Logo, ela e foram para a sua sala e as outras foram para a delas.

Los Angeles, CA – East High School – 11h45

– Alunos, pela milésima vez, o trabalho das maquetes será para a semana que vem. Quem não trouxer, ficará com zero. E nem adianta vir chorando para cima de mim, que eu não vou ajudar. – a professora de biologia falava e os alunos assentiam. – Agora, me deixem falar algo que me mandaram. Os alunos que tiverem o melhor rendimento até o final do ano, vão participar de uma seleção para um grande prêmio, que vocês só saberão depois. Então, eu sugiro que vocês se esforcem – ela completou, sentando-se em seguida. – Os quartetos e duplas podem se reunir agora para conversarem sobre seus trabalhos. – ao dizer isso, ela foi fazer a chamada. e apenas viraram para trás, onde estavam e .
– Então, aonde faremos o trabalho? – perguntou.
– O que será esse prêmio? – perguntou, fingindo não ter escutado o que falara. – Agora eu fiquei curiosa. Você tem ideia do que seja, ? – ela continuou e a menina deu de ombros.
– O meu amigo fez uma pergunta. – se meteu e o olhou.
– Escolham o lugar. – ela disse e voltou a falar sobre o tal prêmio. e entreolharam-se e, após um sorriso, eles decidiram onde seria.
– Será no condomínio onde moramos. – falou. arregalou os olhos.
– De jeito nenhum. – ela disse.
– Você disse pra gente escolher e foi o que fizemos. – falou, sorrindo. – O que você acha, ? – ele continuou e ela o encarou. Mas não o respondeu. – O gato comeu sua língua?
– Não, . Eu só não quero falar com você. Não parece óbvio? – disse, ríspida. – E sobre o lugar, tanto faz. Contanto que a gente faça! – ela completou e a encarou, séria.
– Então será no nosso condomínio mesmo. – disse, anotando o endereço em um papel e jogando na cadeira de . – Vamos fazer hoje, às 17hs, após o nosso treino de futebol – ele completou, mas o seu tom autoritário fez querer lhe bater.
– Tudo bem, . Agora, você e o comprarão os materiais. Eu e a gastaremos gasolina para chegar nesse fim de mundo. Então, isso é o mínimo que vocês podem fazer. – disse e antes que eles dissessem algo, o sinal tocou e a garota puxou a amiga, saindo com ela em direção aos seus armários. Enquanto elas guardavam seus materiais, encarou a sua amiga. – Qual o seu problema? “E sobre o lugar, tanto faz. Contanto que a gente faça.”. Sério, ? Não era pra você ter dito isso! – ela completou e a menina riu com a encenação. – Não tem graça!

Los Angeles, CA – Condomínio – SALA DE JOGOS.

Eram 16h35min. e haviam chegado às 15h30 por causa do treino. Após um banho e comerem algo, os dois foram para a sala, onde fariam o trabalho com as meninas. A irmã de havia comprado o material que ele pedira e deixado dentro de uma sacola perto da sinuca. Quando pegou tudo, ele e foram para uma mesa grande e colocaram tudo em cima dela. Enquanto não dava o horário que eles combinaram, os dois ficaram jogando conversa fora.
– Hey, , hoje a disse que não queria falar comigo. A gente não conversa, eu sei, mas por que ela disse isso? – perguntou do nada. o encarou.
– O que você queria, depois do que falou pra ela, ? – ele respondeu e o menino o olhou. – Você não se lembra do que disse pra ela? – ele perguntou e fez que não com a cabeça. – Cara, você disse que ela faria uma dança provocante pro Henry, o deixaria louco e depois eles parariam na cama dele.
– E desde quando eu menti? Não me lembrava, mas não me arrependo de ter dito isso. – disse e deu um tapa no ombro dele.
– Você é retardado ou se faz? A é virgem, cara! – ao ouvir isso de , o garoto engasgou-se com o bombom que chupava. – Por que você acha que ela sempre dispensava os caras depois de dar uns beijinhos? Porque ela não tinha coragem de ir pra cama com qualquer um.
, virgem? – perguntou, ainda surpreso. – Cara, se não fosse ela, isso seria até excitante. Mas eu não sabia disso, nem tinha parado para pensar em algo assim. Só que o que você disse faz sentido – ele completou.
– O próprio Henry comentou comigo que até tentou uma vez, mas ela fingiu passar mal. Após isso, ele teve certeza que ela ainda é pura. – gargalhou ao ouvir o amigo.
– Isso é interessante – o rapaz disse, fazendo o olhar sem entender.
– Por quê? – perguntou.
– Você gosta de apostas, ? – ele perguntou e o outro fez que sim com a cabeça. – Que tal apostar comigo que eu posso pegar a e fazê-la perder a sua virgindade, comigo?
– VOCÊ E A ? Cara, isso é difícil até de se imaginar. Vocês não se suportam. – disse, rindo. riu com ele. – Mas eu tô dentro dessa aposta! – ele completou. – Tem ideia de como fazer isso?
– Além do meu charme? – disse e riu. – Ainda não sei, mas pensarei com bastante carinho – ele completou e o amigo assentiu. – Agora, isso será só entre eu e você. e ficam de fora. Eles jamais aceitariam isso! – ele continuou e concordou.
– Conheço duas garotas que adorariam fazer essa aposta conosco. – ele disse e o olhou. – A Kim e a Valentina. Elas não suportam a , mas fingem gostar dela. Elas podem nos ajudar.
– Ótima ideia, . Elas serão bem úteis. – disse, sorridente. Até ser interrompido pelo celular de , que tocara. Era sua mãe, avisando que as meninas haviam chegado. Logo, os dois foram até a entrada para recepcioná-las. Ao avistar as duas, e sorriram. – Acho que eu posso começar hoje. Que tal um pedido de desculpas para a ?

Eram 19h30 quando , , e terminaram de fazer as maquetes. As meninas se estressaram diversas vezes com os dois, que confundiram DNA com RNA. explicou mais de mil vezes para que as estruturas do DNA eram compostas por duas cadeias e a do RNA por apenas uma. discutira com , pois ele teimava dizendo que as bases púricas do DNA e RNA eram diferentes. As duas ainda tiveram que explicar a função de cada uma, pois no dia da entrega desse trabalho, eles teriam que dar uma explicação rápida. Então, quando elas perceberam que eles finalmente haviam entendido, decidiram ir embora. Porém, teve uma ideia antes que elas saíssem.
– Que tal a gente pedir uma pizza? Desde as cinco estamos aqui, sem comer. Eu presumo que vocês estejam com fome. – ele disse e concordou com ele.
– A gente come em casa. Passar bem! – disse, dando as costas. Mas a puxou.
– Eu gostei da ideia da pizza – a menina disse e a encarou, séria. – Pode pedir. Uma de portuguesa pra mim e pra – ela completou e o garoto pegou o seu celular. Logo ele fez o pedido e, depois de responder algumas perguntas, desligou.
– Vamos para a minha casa. Não podemos comer aqui. – disse e se segurou para não rir. respirou fundo, até ser puxada por .
, e andavam na frente. vinha atrás, pensativa. Nunca imaginara estar no lugar onde morava. Mas tinha que assumir: o lugar era incrível! Sempre vira na televisão acerca deste local e ficava imaginando como seria. E, nesse momento ela estava ali, analisando todo o lugar. A garota não deixou de sorrir ao ver algumas crianças brincando em um parquinho. Duas delas deram tchau para , que retribuiu com um sorriso. De repente ela viu sua amiga e os rapazes parando em frente a uma casa. E que casa!
– Lar, doce lar. – disse, fazendo sorrir. continuara séria. – Aqui ao lado é a casa do e essas duas da frente são do e do . – ele completou, enquanto abria a porta de casa. Assim que e entraram no lugar, elas ficaram paradas. deitou-se no sofá, como se fosse de casa. foi até a cozinha e voltou trazendo alguns pratos.
, aonde fica o banheiro? – perguntou.
– No final do corredor, à direita – ele a respondeu e a menina sorriu, indo até o local. olhou para , que mexia em seu celular. – Você poderia me ajudar com os copos, garfos e facas? Esse folgado aí só serve para comer – ao escutar aquilo, o encarou e resolveu ir até onde ele pedira.
Ao chegar na cozinha, indicara onde estavam as coisas e ela pegou tudo com cuidado. Inclusive os copos, pois eram de vidro. Aproveitando que estava sozinho com ali, resolvera colocar seu plano em ação. Enquanto eles faziam o trabalho, ele pensara que seria bom conquistar a garota, descobrindo coisas que ela gostava de fazer. Então, lembrou-se que a menina dissera uma vez em sala de aula que tinha vontade de tentar medicina. Sendo assim, ele deixou um copo cair “acidentalmente” e, ao pegar do chão, cortou-se.
– Droga – murmurou. – Eu me cortei! – ele completou e rapidamente estava próxima a ele. Seu rosto trazia um pouco de preocupação.
– Aqui tem uma caixa de primeiros socorros? – ela perguntou e ele assentiu com a cabeça.
– Tem um aqui em cima do armário. – disse e a menina foi até lá, pegando-o. Em seguida, ela foi até e pegou sua mão, lavando o local que sangrava. Depois, eles se sentaram e a garota pegou algumas coisas. Rapidamente, a menina fez um curativo na mão do rapaz. – Nossa! Como você sabe fazer isso?
– Prestei atenção nas aulas de primeiros socorros e, até ano passado, queria fazer medicina. – ela disse, um pouco sem jeito.
– Você não quer mais fazer medicina? – ele perguntou.
– Não mais! Pretendo fazer… – ela dizia, quando e entraram na cozinha discutindo. – Ei, o que houve?
– O QUE HOUVE? VOCÊ QUER MESMO SABER O QUE HOUVE? – gritava. – A pizza chegou. Daí sabe o que esse infeliz fez? Pegou dois pedaços da nossa e engoliu.
– Pizza foi feita para comer. Eu fui feito para comer. Mas, espera, eu não sou gordo. – dizia, de boca cheia.
– Hey, , deixa de neura. – pediu. – Agora vamos comer, tudo bem?
– É, . E outra, você e a podem pegar dois pedaços da nossa pizza – disse e todos olharam para ele, com os olhos arregalados. – O que foi? – ele perguntou.
– Você chamou a pelo nome. – disse. o olhava incrédula. – Ei, cara, o que foi isso na sua mão? – ele perguntou, assim que se deu conta do curativo do garoto.
– Cortei minha mão após quebrar um copo e a fez isso pra mim. – disse.
– DE NOVO! – gritou. – Você a chamou pelo nome, de novo – ao escutar isso, ele começou a rir. não estava entendendo nada.
– Verdade. E eu acho que, a partir de hoje, é assim que eu vou te chamar – ele disse e piscou para a garota, que continuava o olhando. Ela balançou a cabeça, tentando ignorar o que escutara e caminhou até a sala de jantar. – Garotas, me desculpem a deselegância, mas eu vou comer com a mão, porque está difícil cortar aqui – disse e as meninas pareceram não se importar. comeu três pedaços da pizza de portuguesa e pegou um pedaço da dos meninos. comera apenas dois e um pouco de refrigerante.
– Posso ir ao banheiro? – perguntou e assentiu.
– Não vai mais comer? Ainda tem pizza da gente. – ele ofereceu.
– Eu não posso, porque é de camarão e eu sou alérgica. Mas, valeu. – ela disse e levantou em seguida, indo até o banheiro.
Isso fora uma desculpa para ela tentar entender o que estava acontecendo ali. Ela estava na casa daquele com quem nunca se deu bem. Eles fizeram o trabalho, embora tenham estressado ela e . Em seguida, pediram pizza para eles. Então, ocorre o pequeno acidente com , ela o ajuda e, para completar de vez, ele a chama por seu nome. “Mas que merda é essa?”, pensou. Após lavar as suas mãos, a garota saiu do banheiro. Ao pegar o seu celular, viu três ligações. Uma de sua mãe, uma de e outra de . Logo, ela foi até onde os outros estavam. Porém não os encontrou. Então, ela foi até a cozinha e encontrou .
– Cadê aqueles dois? – perguntou e o rapaz virou-se para olhá-la.
está vendo minha coleção de CDs dos Beatles e eu pedi pro jogar o lixo fora – ele respondeu e a menina assentiu. – É, eu queria te dizer uma coisa. Mas não sei como!
– Tenta – a menina o incentivou.
– É porque e-eu queria te p-pedir desculpas pelo que fiz na festa da fogueira – disse, meio sem jeito e arregalou os olhos.
me pedindo desculpas? Olha, acho que a pizza não te fez bem! – a garota disse e ele riu.
– Mas é sério, ! Eu falei mais do que devia. Então, eu espero ser desculpado por você – disse e a menina o olhou.
– Tudo bem. Eu te desculpo. Agora, acho melhor eu ir, pois até minha mãe já ligou. Obrigada pela hospitalidade e pela pizza, e toma cuidado com essa mão.
preocupada comigo? – brincou e ela sorriu. – Hey, você ia me dizer o que pretende fazer, já que não quer mais medicina. – ele lembrou, enquanto caminhavam até a sala onde estava.
– Jornalismo. Mas na área investigativa – o respondeu e ele assentiu. – , vamos embora? Mamãe, e ligaram pra mim – ela completou após chegar a tal sala em que a menina se encontrara e estava totalmente fascinada.
, esse lugar é incrível – disse. – Mas, preciso ir com a minha amiga. Até amanhã – ela completou e assentiu.
– Eu levo vocês até lá fora – ele disse e as meninas assentiram.

No caminho, eles encontraram , que só se despediu de . deu língua para ele. falou com as duas e ainda chamou tanto uma como a outra pelos seus nomes. Assim que as meninas deram partida, começou a rir com .
– Cara, você é um ótimo ator. – dizia, enquanto os dois caminhavam de volta para as suas casas. – Esse corte na mão foi de propósito, né?
– Como você adivinhou, ? – disse, rindo. – Acho que a acreditou no meu pedido de desculpas. Que otária! – ele completou, ainda rindo.
Quando eles chegaram perto de suas casas, viram e conversando. Logo, eles caminharam até lá e resolveram ficar um pouco jogando conversa fora. , de vez em quando, ria ao se lembrar do que acontecera durante a tarde e a noite. Enganar a e ter o que ele queria estava parecendo ser mais fácil do que ele imaginara.





Capítulo QUATRO



Los Angeles, CA – East High School – 13hs da tarde.

Após uma hora de aula, sem nenhum intervalo e sem direito a beber água, o professor Tanner liberou todos os alunos do 2º ano. Porém, como estava fazendo muito calor naquele dia, algumas meninas resolveram pedir ao professor para ficarem na piscina. No começo, ele hesitou. Mas depois, acabou concordando. Motivos? Os biquínis que elas usavam!
– Olha o jeito que esse professor tá olhando pra Kimberly – disse . Suas amigas não disfarçaram e encararam o homem, que, para os seus quarenta e poucos anos, até que era bem bonito. No entanto, todas quatro arregalaram os olhos assim que viram alguns meninos se aproximando. Dentre eles, o quarteto fantástico: , , e .
– Professor Tanner? – chamou o homem, que caminhou até ela. – Quem permitiu a entrada dos meninos aqui? – ela completou.
– Senhorita , direitos iguais. Se vocês podem, eles também podem – o homem disse, dando as costas, e deixando uma transtornada. Sua cara piorou quando viu que estava próximo dela, na companhia de .
– E aí, meninas? Não entrarão na piscina? – ele disse, sentando-se entre e .
– Por que o interesse, ? – perguntou.
– Não falei com você, ! – ele retrucou e ela o encarou. – Você não entra porque não quer mostrar suas gordurinhas, né? Ou é por que não quer estragar a chapinha? – ele a provocou.
deu um sorrisinho irônico e levantou-se. Rapidamente, tirou a regata que usara na aula de educação física, deixando amostra um biquíni azul-marinho. Em seguida, ela tirou o short devagar, e acompanhou o olhar de , que nem piscava. Após isso, ela caminhou até o garoto, que seguiu os seus movimentos. Ao parar de frente para ele, levantou a cabeça dele com sua mão, fazendo com que ele a encarasse. A menina deu uma voltinha devagar e, após ficar de frente para o rapaz novamente, sorriu.
– Cadê a gordura aqui, bebê? – ela perguntou e ele nada disse. – Ah, meu cabelo é natural. E entende uma coisa, : você pode ter ficado com várias meninas, mas nenhuma delas chegaria aos meus pés. – ela completou e se abaixou, deixando seu rosto próximo ao do rapaz. – E sabe o que é melhor? Você nunca terá o prazer de me ter! – após dizer isso, ela pulou na piscina. parecia estático com a provocação da garota. As amigas dela gargalhavam alto, junto a .
– Do que estão rindo? – a voz de fez piscar algumas vezes.
– A fez o ficar babando e caladinho – provocou o amigo e o olhou sem entender.
– Deixa de mentira, cara. Eu não estava babando por ninguém! Muito menos pela .
– Deixa de mentira, você. Nós vimos que você ficou olhando para ela. Principalmente para a sua bunda – provocou e o garoto a olhou sério. – Que foi? Cara feia pra mim é fome!
, vem aqui! – disse furioso e puxando o menino pelo braço. Após se distanciar das risadas de , e , ele parou de andar. – Que tal mudarmos nossa aposta?
– Como assim?
– Você não me paga nada se “pegar a ” e eu “pegar a ”. – disse e parou para analisar o que o amigo havia acabado de dizer. – Mas você tem que fazer o serviço completo. Com a , eu quero só poder dizer “já peguei”. – ele completou.
– O que ela disse que te fez ter essa “ideia maravilhosa”? – perguntou.
– Disse que eu nunca a teria. Mas eu posso, sim, sou e pego quem eu quiser. Até que seja ela. – disse e pareceu concordar.
– Fechado! – disse, dando um aperto de mão. – Mas, cá entre nós, a é gostosa – ele completou e o olhou furioso. – Desculpa, não tá mais aqui quem falou!
– Acho bom! – disse e olhou para piscina. conversava com Henry. – Essa garota vai ser minha. E ela vai se arrepender do que disse! – ele completou e só riu.
Logo depois, os dois caminharam até onde estavam Kimberly e Valentina. deu um cheiro nas duas, enquanto deu um selinho em Valentina. Os quatro se “divertiam” muito. Em todos os sentidos. E essa semana, os dois contaram para as duas meninas acerca do plano em relação a . Como já era esperado, elas concordaram na hora. Não poderia ter coisa melhor do que fazer passar por uma “bela humilhação” na frente de toda a East High.
, acho melhor você e o saírem daqui – Kimberly disse, apontando para o lado. acabara de aparecer e estava indo para onde suas amigas estavam. – Mais tarde nos vemos! – ela completou e os dois saíram de lá antes que os visse com elas.
**


e resolveram voltar para onde e estavam, pois certamente ficaria ali com elas. No entanto, ela parara no meio do caminho e conversava com uma garota de outra turma. virou-se discretamente e parou para analisar a menina. Ela estava com seus cabelos presos em um rabo de cavalo, usava uma blusinha frouxa e estava com o short da educação física. “Belas pernas”, ele pensou. Rapidamente, os olhares dos dois se cruzaram. A menina despediu-se da outra, com quem conversava, e caminhou até onde ele e os outros estavam. Ela cumprimentou os meninos e se sentou ao lado de suas amigas.
– Não vai para piscina, ? – perguntou, enquanto tirava sua blusa.
– Não, porque minha mãe está vindo me buscar – ela disse.
– É hoje que ela viaja para Londres, né? – perguntou e assentiu. – Que horas podemos ir para a sua casa?
– Bem, eu vou almoçar com ela no shopping e depois ela vai direto para o aeroporto. Eu vou comprar algumas coisas pra gente. Então, quando estiver em casa, ligo pra vocês – a menina disse.
– Combinado, então. Agora, eu vou tomar banho, porque estou morrendo de calor – disse e a acompanhou. pediu licença aos meninos e foi com elas até onde estava. Após falar com a amiga, ela voltou para onde estava sentada e sentou-se para ajeitar suas coisas na mochila. Apenas estava lá e ele aproveitou para se sentar ao seu lado.
– Já tem que ir mesmo? – ele perguntou, enquanto ela fechava a mochila.
– Infelizmente, sim. Mal vi minha mãe essa semana e ela viajará hoje, voltando só segunda-feira. Então, eu preciso ficar com ela – disse e o menino assentiu. – Tchau! – ela completou, se levantando em seguida. fez o mesmo e segurou o seu braço.

– Posso te acompanhar? – ele perguntou.
– Sim – ela respondeu, meio sem jeito. sorriu e pegou a mochila da mão da menina. – Não precisa levar pra mim – ela disse, mas o rapaz ignorou. Ela suspirou, mas acabou aceitando. Sua bolsa estava muito pesada. Durante o caminho até a entrada do colégio, contara para o que havia feito com e ela ria muito. Ambos se sentaram em um banco ao perceberem que a mãe dela não havia chegado ainda.
– Você e as meninas ficarão sozinhas em casa? – perguntou.
– Não. Ficaremos com a Miranda, governanta da minha casa – disse. – Ela trabalha para a minha mãe desde que eu era bebê, e é como se fosse da família.
– Lá em casa também tem uma governanta que trabalha para os meus pais desde que eu tinha um ano – disse, sorrindo. – Lembro-me que a chamava de mamãe e minha mãe mesmo ficava uma fera – riu com o que o ouviu.
– Seus pais só tem você? – ela perguntou.
– Que nada! Eu tenho um irmão que vai se casar agora, no final de setembro – disse e a menina pareceu surpresa. Nunca havia passado pela sua cabeça que ele teria um irmão. – O bom é que ele vai sair lá de casa, aí sim, será como se fosse só eu! – ele completou rindo e fez o mesmo. – E você? Tem irmãos?
– Infelizmente, não! – ela disse, dando um sorriso fraco. – Só sou eu, minha mãe e a Miranda.
– E seu pai? – perguntou.
– Ele faleceu em um acidente de carro – ela disse após um longo suspiro.
– Eu sinto muito! – disse. Ela o encarou e sorriu fraquinho. De repente, a buzina de um carro fez com que os dois se levantassem. O rapaz ainda segurava a bolsa da menina e caminhou com ela até o carro. – Se quiser alguém para conversar, pode me procurar! – ele disse e depositou um beijo no rosto da menina, que corou rapidamente. O rapaz lhe entregou sua mochila e em seguida entrou no colégio. entrou no carro e encarou sua mãe, que tinha um sorriso largo.
– Posso saber quem é este belo rapaz? – perguntou Joanna.
.

Los Angeles, CA – Shopping – Praça de alimentação.

arrependeu-se de não ter tomado um banho e ter se trocado. As pessoas a encaravam por ela estar com a roupa de educação física. Então, para tentar dar uma melhorada, ela soltou seus cabelos. Joanna sorria ao ver o jeito da filha. Ela sentia muita falta de . E, embora escutasse da filha que tudo estava bem, ela sabia que falhava no quesito “participação ativa”. Seu trabalho ocupara boa parte do seu tempo e isso a deixava mais fora de casa. Sendo assim, enquanto a comida que elas pediram não chegava, ela resolveu conversar com a menina.
– Então, aquele lindo rapaz é o tal de ? – Joanna disse, fazendo a menina olhá-la.
– Lindo rapaz, mamãe? Você acha? – respondeu com outra pergunta.
– Ah, eu achei! E ele faz bem o seu tipo – ao ouvir isso da mãe, a garota deu um gole em sua água. – Mas não era ele que “você não suportava”?
– Antes de responder isso, ele não faz o meu tipo, tudo bem? – a menina começou. – Bem, eu não o suportava mesmo. Mas, desde o dia em que fomos fazer o trabalho na casa dele, algo mudou.
– Como assim, meu amor?
– Quando ele se cortou, eu fiquei preocupada. Dei um jeito e fiz um curativo. Ele me agradeceu e deixou de me chamar de “”. Ele passou a me chamar de . Dá pra entender isso? – a menina dizia de um jeito que a mãe a achava engraçada. – Então, no dia da entrega do trabalho, ele e o se garantiram na apresentação. Depois disso, nós começamos a conversar com mais frequência. Ele deixou de me “atormentar”, o que é até estranho. Mas é legal, também! A gente não perde mais tempo agredindo um ao outro. – ela completou, dando um sorriso.
– E aquele beijo no rosto? Foi de um amigo ou tinha algo a mais?
– Mãe! – disse, ficando vermelha. – Acho que ele fez isso porque eu tinha acabado de contar uma história triste. Não tem nada entre mim e ele. Nem mesmo amizade. – ela completou.
A mulher ia falar algo, mas, na mesma hora, o seu pedido e o de acabara de chegar. A menina agradeceu mentalmente. Ela conhecia sua mãe e sabia que ela insistiria em algo que não existia. Pelo jeito que falara de , ela realmente havia gostado dele, mesmo sem conhecê-lo. Mas algo que escutara de sua mãe estava a incomodando. Será mesmo que era “o seu tipo”? Não, não tinha nada a ver. Nunca sentira nada por ele, nem mesmo quando eles nem se agrediam ainda. E, embora isso tenha parado, ela continuava a pensar que nada poderia acontecer. Eles só estavam se suportando, afinal, estudavam juntos e se viam quase todos os dias. Nada mais que isso!
**


Los Angeles, CA – ’s House – 15h45min.

Após despedir-se de sua mãe no aeroporto, voltou para casa. No meio do caminho, parara em uma padaria e comprara muitos doces. Ela sabia que suas amigas amavam! Depois de ter cumprimentado Miranda e guardado as coisas que tinha comprado, a menina subiu até o seu quarto. Despiu-se de suas fardas e entrou imediatamente no banheiro. Ao ligar o chuveiro e deixar a água quente escorrer pelo seu corpo, ela fechou os olhos. Veio a sua cabeça a imagem dela e de conversando naquele banco do colégio. Do sorriso do garoto. Do jeito que falara “eu sinto muito” após ouvir a história de seu pai e o beijo que recebeu em seu rosto. Era a primeira vez, dentro de anos, que os dois haviam tido um gesto de carinho um pelo outro. Só de pensar nisso, seu coração estava acelerado. Não entendia porque estava se sentindo daquele jeito. Nunca sequer imaginou que um dia conversaria com ele sem que fosse brigando. Não sabia se essa aproximação repentina era algo bom ou ruim. Só não queria se arrepender por isso estar acontecendo!
Quando saiu do banho, colocou uma toalha em seus cabelos e envolveu outra em seu corpo. Foi até o seu closet e escolheu um short jeans curtinho e uma regatinha azul. Quando se vestiu, penteou seus cabelos e os deixou soltos. Desceu em seguida e foi até a cozinha, encontrando Miranda lendo uma revista. sorriu e deu um beijo em seu rosto, indo em seguida para a sala principal. Ela ligou a televisão e deixou em um canal que estava passando Um amor para recordar. De repente, a campainha toca e ela se levanta, pensando que era uma de suas amigas. Mas ela arregalou os olhos ao se deparar com a imagem do rapaz a sua frente. estava ali, de frente pra ela. O rapaz usava uma bermuda jeans, uma blusa vermelha e estava de sapatos. Os cabelos estavam molhados e bagunçados, como de costume. Os olhos verdes estavam brilhantes. Pra completar, o garoto tinha um sorriso sem jeito no rosto e estava muito cheiroso.
– Nossa, como você é mal educada! – disse, ainda sorrindo. – Não fala nada. Não me convida para entrar. E olha que eu trouxe sorvete pra você! – ele completou, apontando para a sacola. piscou os olhos algumas vezes.
– É, desculpa. Eu pensei que era alguma das meninas. – disse, sorrindo. – Por favor, entra – ela completou e o rapaz assentiu.
Ele reparou em cada detalhe da casa, que, por sinal, além de ser grande, era muito bonita. Em seguida, seu olhar foi para a menina ao seu lado. Os cabelos estavam molhados, deixando-a muito bonita. Mesmo sem maquiagem, ela tinha um rosto limpinho. A roupa que usara fez com que o garoto desse um sorriso. Apesar de simples, ela estava linda. “Foco, !”, ele pensou.
– Você pode pegar duas colheres? – o rapaz pediu e ela assentiu, indo até a cozinha e voltando rapidamente. Em seguida, ela se aproximou dele, entregando as colheres. Mas ele ficou só com uma e deixou a outra com ela. – Vamos tomar sorvete? Trouxe o seu predileto!
– Napolitano? – perguntou e ele assentiu. – E como você sabia disso?
– Te ouvi falando para a – ele disse e ela sorriu. – É, me desculpa vir aqui sem avisar. Mas eu não tinha seu telefone, então resolvi aparecer – disse, pegando uma colherada de sorvete e colocando na boca. fez o mesmo, se sujando um pouco. – Opa, vejo que alguém aqui é pior que um bebê comendo – disse e em seguida pegou um guardanapo, passando no rosto de . A garota sorriu sem jeito.
– Obrigada – ela agradeceu, pegando um pouco da parte de chocolate. – Eu posso saber o motivo da sua visita? – ela perguntou e o rapaz a olhou, coçando a nuca. “Isso foi bem sexy”, pensou, mas logo se desfez desse pensamento.
– Eu queria te ver – disse e ela ficou envergonhada. Como assim, ele queria vê-la? – E, também, gostaria de te fazer um convite! – ele completou, ao perceber que ela estava vermelha.
– Que convite?
– Você se lembra que hoje eu falei que meu irmão mais velho vai se casar? – disse e a menina assentiu. – Então, eu preciso de uma acompanhante. Daí eu queria saber se você não gostaria de me acompanhar. – ele completou e parou para analisar a situação.
– Por que eu? – ela perguntou, mas logo se arrependeu. sorriu.
– Você vai me achar um idiota – ele começou e ela arqueou a sobrancelha. – Estava com meus pais vendo umas fotos e minha mãe viu uma foto da comissão organizadora dos bailes lá do colégio. Logo, você estava junto a , e .
– Tudo bem. Mas o que isso tem a ver? – perguntou.
– Minha mãe trabalha no ramo da moda e ficou apaixonada pelo seu vestido. Disse que você era linda, que sabia se vestir bem e entre outras coisas – a menina ficou vermelha ao ouvir isso. – Ela perguntou se eu te conhecia e eu disse que sim. Perguntou se éramos amigos e eu disse que estávamos começando a nos dar bem. Então, ela disse que você seria uma ótima acompanhante para mim. Por isso eu vim aqui, para saber se você aceitaria ir comigo – ele completou e ficou olhando para a menina a sua frente. Ela ainda estava vermelha.
– Depois desses elogios da sua mãe, eu acharia até uma desfeita não ir – ela disse, sorrindo sem jeito. sorriu também. – Pode contar com a minha presença – ela completou.
– Será uma honra tê-la como minha acompanhante – disse. – Agora, como você aceitou esse convite, eu tenho mais um. Que eu só faria caso você aceitasse – ficou o olhando. – Você toparia jantar algum dia lá em casa, para conhecer a minha mãe? Ela pediu isso, caso você fosse ao casamento comigo – ele continuou.
– Claro! É só combinar e marcar o dia – ela disse, sorridente. – Será um prazer conhecê-la!
– Vocês se darão muito bem. – disse, pegando mais um pouco do sorvete que dividia com a menina. Quando os dois acabaram, eles foram até a cozinha e lá encontraram Miranda.
, essa é a Miranda – disse e o rapaz foi até a mulher, pegando em sua mão e dando um beijo nela. Miranda deu um sorriso para o rapaz.
– Então você é a pessoa paciente que cuida dessa garota desde que ela nasceu? – brincou, recebendo um tapa de . – AI! Eu estou brincando. É um prazer te conhecer! – ele completou.
– Faço minhas as suas palavras, . Vocês gostariam de alguma coisa para comer?
– Acabamos de tomar sorvete, querida Miranda – disse. – A não ser que ele queira algo.
– Estou bem, obrigado! – disse, sorrindo. – Na verdade, tenho que ir embora. Irei ver o terno do casamento com o meu irmão – ele completou e sorriu. – Qualquer dia eu apareço com mais calma para conversarmos melhor, Miranda!
– Eu o aguardo, meu querido! – ela respondeu, sorridente.
Em seguida, e foram até a sala. O rapaz pegou as chaves do seu carro em cima da mesa e caminhou até a porta, com ao seu lado. Ela abriu a porta e sorriu para o rapaz. Ele, por sua vez, aproximou-se dela e deu um beijo no canto de sua boca. O perfume do rapaz deixou a garota um pouco tonta. Que cheiro bom era aquele?
– Até mais, ! – disse, piscando e caminhando até o seu carro. Antes de dar partida, ele deu tchau para a menina, que fez o mesmo. Ela ficou um tempo na porta pensativa, mas logo voltou ao seu estado normal ao ver três pessoas paradas de frente para ela. , e a encaravam de um jeito engraçado.
– O QUE O ESTAVA FAZENDO NA SUA CASA, E QUE BEIJO FOI AQUELE? – perguntou, enquanto entrava na casa da amiga. sentou-se no sofá e as três também.
– Que beijo? Não teve beijo! – ela disse, nervosa.
– Aquilo não era um abraço – provocou.
– Nem um aperto de mão – continuou.
– Tudo bem, era pra ter sido um beijo no rosto, mas pegou no canto da minha boca. Satisfeitas?
– Agora, sim! – disse, sorrindo. – Mas você não me respondeu. O que ele estava fazendo aqui?
– Ele veio me chamar para ir ao casamento do irmão dele com ele, porque a sua mãe viu uma foto em que eu estava e gostou de mim – disse e as meninas a olharam. – Eu aceitei! Não é todo dia que você recebe um elogio de Kathy – ela completou.
– O.k. Agora, me diz uma coisa. Você está indo por ela ou pelo ? – perguntou.
– Ah, sei lá. Só sei que aceitei e ponto final. Não tenho mais nada pra falar! – disse. As meninas riram.
– Estão sentindo isso? – perguntou e ninguém entendeu. – Sinto cheiro de romance no ar – ela completou. e caíram na gargalhada. só faltou a fuzilar com os olhos.
– Também senti isso, querida – do nada a voz de Miranda faz com que todas a encarassem.
– Eu não mereço isso. Até você, Miranda? – perguntou. – Não tem nada de romance. Vocês estão ficando loucas! – ela completou.
– Vamos fingir que acreditamos! – disse. mostrou o dedo do meio para ela, fazendo as outras rirem muito.
**


Los Angeles, CA – ’s House – 19h19min.

– Você fez o que? – perguntou, em meio a risadas.
– Chamei a para o casamento do Kenneth – disse, enquanto mexia em seu celular. – Por que você não para de rir?
– Por que isso é engraçado? – respondeu com outra pergunta.
– Cara, faz parte do plano! E eu não tenho culpa se minha mãe ficou obcecada pela garota. Quem manda ela se vestir bem e ser bonita?
– Ser o que, ? – perguntou, parando de rir.
– Vai me dizer que você não a acha bonita? – perguntou e ele deu de ombros. – Ah, você só tem olhos para a . Tinha me esquecido!
– Vai tomar no…
– RAPAZES? O jantar está servido – a voz da mãe de fez com que não continuasse. Mas ria muito dele.
Logo, os dois desceram até a sala de jantar e lá encontraram não só a mãe de , mas seu pai e seu irmão mais velho. Após dar um beijo em sua mãe e cumprimentar tanto seu pai como seu irmão, sentou-se e fez o mesmo. Enquanto se serviam, olhou para a mãe e sorriu. Ela não entendeu e ele resolveu explicar.
– Mãe, hoje eu fui na casa da começou.
– E aí, filho? O que ela disse? – a mulher perguntou, empolgada.
– Ela aceitou ir ao casamento comigo e disse que poderia marcar o dia do jantar que ela viria também – disse e segurou-se para não rir.
– Ótimo, filho! Tente marcar para amanhã com ela, porque eu vou viajar com o seu pai no domingo e só voltaremos semana que vem.
– Eu vou tentar, mãe – disse e a mulher assentiu. Em seguida, eles comeram!
**


Após o jantar, foi embora, pois ainda sairia com Valentina hoje. Já , ligou para Kimberly inventando uma desculpa qualquer, pois queria ficar em casa. Depois, ele pegou o seu celular e pensou no que dizer para . Mas lembrou-se de que não tinha o número dela. Então, o jeito seria ir a sua casa novamente. Logo, ele pegou suas chaves e, após falar para sua mãe aonde iria, ele foi até a garagem, tirando o seu carro e dando partida em seguida. O que será que pensaria ao dar de cara com ele mais uma vez? Ele não fazia ideia. Mas faria isso!



Capítulo CINCO


Los Angeles, CA – Schmidt’s House – 21h15min.

estava com seu carro estacionado de frente para a casa de . Quando tivera que ir a casa dela mais cedo, não ficara tão nervoso quanto estava agora. Por que isso estava acontecendo? Isso não era para acontecer! O combinado era “humilhar” a garota que mais o incomoda e não ter pena. Sendo assim, o rapaz saiu do carro e caminhou até a porta da menina. Respirou fundo e tocou a campainha logo em seguida. Quando a porta se abriu, sorriu ao ver Miranda.
– Boa noite, Miranda – ele disse, de forma bastante educada.
– Boa noite, ! – a mulher respondeu, tão educada quanto ele fora com ela. – Por favor, entre. Vou chamar a ! – ela continuou e o rapaz assentiu, entrando e ficando em pé próximo ao local onde ambos haviam tomado sorvete hoje mais cedo. De repente, ao olhar para frente, viu três rostos conhecidos o encarando.
– Oi, meninas – disse para , e .
– Duas vezes no mesmo dia? – disse e o menino ficou sem entender. Logo ela se aproximou dele e fez com que este se sentasse. – Eu posso saber o que tanto quer com a ?
– Desculpa, mas eu não estou entendendo – disse e se aproximou.
– Não se faça de desentendido, ! – ela disse, o encarando séria.
– Isso tudo é muito estranho. Pelo menos pra mim! – falou.
– Tudo bem, meninas. Não vou mais esconder de vocês – disse e as três meninas pararam bem a sua frente. – Eu estou a fim da !
– O QUÊ? – as três gritaram juntas.
– Shiiiiiiiiiu! – pediu . – Ela não sabe ainda.
– Isso é sério? – perguntou . – Você, , a fim da ? Definitivamente, agora eu posso morrer, pois já vi o impossível acontecer. – ela brincou. sorriu.
– Na verdade, eu sempre gostei dela. Mas demonstrava de outra forma! – o menino disse.
– Vocês quase se matavam. já saiu esfumaçando do colégio por sua causa, e tenho certeza que você também já ficou com muita raiva dela. – disse.
– Eu não pedi pra acontecer, . Mas o que eu posso fazer? Ela é linda, sabe conversar, gosta de esportes, não é tão fresca. – ao terminar de falar isso, o garoto riu.
– Olha aqui, , se você fizer mal a nossa amiga, você se arrependerá amargamente, viu? Então, conselho de uma melhor amiga dela: não a decepcione, pois você a perderá para sempre. – disse e assentiu.
– Meninas, o que acham desse conjunto? – perguntou, parando no meio da escada ao perceber que as meninas não estavam sozinhas. Ela usava um sutiã preto de renda com uma calcinha da mesma cor. Ao perceber que era , ela ficou vermelha.
– UAU! Eu gostei. – disse, num tom em que a menina não identificou.
– Eu não sabia que você estava aqui. – disse, ainda vermelha. – Volto já!
Após dizer isso, ela saiu rapidamente em direção ao seu quarto. Quando chegou lá, sentou-se na cama, ainda vermelha. “Mas que raios o está fazendo aqui?”, ela disse só para ela. E por que ninguém havia avisado a ela ainda? Por causa disso, ele acabou de vê-la só de calcinha e sutiã. Não era a mesma coisa de ele vê-la com biquíni. Até porque ela não usava algo “tão provocante”. respirou fundo e trocou-se, colocando uma batinha com um short jeans. Ajeitou-se no espelho e em seguida saiu do quarto, dando de cara com .
– Que susto! – a menina disse, levando a mão para perto do peito.
– Desculpa, ! – o rapaz pediu. – A Miranda pediu que eu subisse quando eu disse que queria falar só com você – ele completou e olhou lá pra baixo, vendo as meninas sentadas no sofá.
– Tudo bem. Mas eu posso saber por que está aqui? – a menina perguntou.
– É porque eu precisava te falar algo. Juro que pensei em ligar, mas quando peguei meu celular, me lembrei que não tenho o seu número – fez uma pausa e o encarou. Ao fazer isso, percebeu que o rapaz estava de bermuda xadrez e uma blusa preta. Os cabelos, como sempre, bagunçados, os olhos verdes brilhantes e o cheiro maravilhoso de seu perfume. – Então, é porque eu falei para a minha mãe que você tinha aceitado ir jantar conosco. Daí ela pediu para saber se tinha como ser amanhã, porque ela viajará com o meu pai no domingo e só voltará semana que vem – continuou e parou para analisar a situação.
– Por mim, não tem problema nenhum – ela disse e o rapaz sorriu.
– Tem certeza? Eu confesso que achei meio em cima demais!
– Não, sem problemas. Temos que pensar nos seus pais – disse, sorrindo.
– Tudo bem, então – ele disse, colocando as mãos nos bolsos. – Eu tenho que ir!
– Você não quer ficar mais um pouco? Pedimos pizza. E terá uma de camarão – disse, sorrindo sem jeito e sorriu pra ela.
– Se não for incomodar! – ele disse e o puxou pelo braço, descendo com ele até onde as meninas estavam, se sentando perto delas e conversando enquanto a pizza não chegava.

**


Já era quase 23hs quando decidiu ir embora. Após comer pizza e uma sobremesa maravilhosa de Miranda, ele ainda ficou conversando com as meninas. Quando se distraía, uma das outras meninas chegava próximo a e dizia que dariam algumas dicas para ele do que fazer com a menina. E aquilo seria ótimo! Ele descobriria as coisas mais rápido do que imaginara e seria até mais fácil “conquistar” a garota. e saíram e os dois ficaram parados em frente a casa dela.
– Foi muito bom ficar aqui hoje – disse.
– Foi mesmo – disse animada. – Agora, eu poderia te pedir algo? – ela completou e ele assentiu – Tinha como você esquecer que me viu... Daquele jeito? – ao perguntar isso, a encarou, segurando-se para não rir. De repente ele caminhou um pouco e ficou próximo ao ouvido da garota.
– Vai ser difícil, – ele quase sussurrou e aquilo fez com que se arrepiasse. – Eu acho até que vou ter belos sonhos hoje! – após isso, deu um tapinha no ombro dele. Ela estava vermelha de vergonha. – Ei, princesa, não precisa ficar com vergonha. Agora, eu não tenho culpa de você estar tão sexy com aquele “conjunto”.
, se eu sonhar que você disse isso para alguém, eu te mato – a menina disse séria, mas começou a rir com a cara de assustado que o menino fez. – Ah, aqui está o meu número! – ela tirou um papel do bolso do seu short e o entregou.
– Isso tudo é para eu não vir mais aqui? – ele perguntou, meio desapontado.
– Não, seu besta! É só para facilitar. E, caso você queira vir aqui, me liga antes, daí eu não terei mais riscos de descer a escada e dar de cara com você – disse e piscou.
– Tudo bem, então. Até amanhã, disse e deu um beijo no rosto dela, saindo em seguida até o seu carro e dando partida logo depois. ficou um tempo parada analisando tudo que ocorrera naquela noite. As coisas estavam acontecendo de uma maneira que ela não imaginava de jeito nenhum. Mas algo que estava a deixando preocupada, ela estava gostando de tudo isso, mas tinha medo de se arrepender totalmente. Em seguida, a menina entrou em casa e foi direto para perto das suas amigas, sem contar nada do que acontecera lá fora.

Londres – HOTEL – 6h15min da manhã.

Joanna levantara mais cedo do que imaginava. Não havia comido desde que chegara a Inglaterra. Nem se quer ligou para sua filha, pois estava resolvendo assuntos que, até então, ela havia dito que não faria mais. Porém, como nem tudo é como a gente quer, ela teve que voltar com esses trabalhos. Charlie, seu grande amigo e antigo “chefe”, a chamara porque sabia que o assunto a interessaria. Sendo assim, ela não pensou duas vezes antes de topar essa viagem. A mulher terminava de se arrumar quando ligaram para o quarto em que estava, avisando que seu amigo havia chegado. Ela pediu que ele subisse, já que conversariam ali mesmo. Rapidamente, batidas na porta foram ouvidas pela mulher, que ao abrir, sorriu e abraçou o homem.
– Só você mesmo, para me fazer vir até Londres – ela disse, enquanto o homem, de cabelos grisalhos, no auge de seus cinquenta anos, se sentava em uma cadeira.
– Eu sabia que você viria – a voz firme do homem fez Joanna sorrir. – Agora, não sei como você reagirá em relação a isso. E, mais do que nunca, eu preciso dos seus serviços.
– Como assim? Charlie, eu tenho uma filha de dezesseis anos agora. Eu não posso voltar a trabalhar com essas coisas. Seria um risco para ela – Joanna disse.
– Querida Joanna, você e a Miranda são as melhores agentes secretas que eu tinha. Eu entendo que a Miranda já esteja com certa idade. Mas você ainda está no auge dos quarenta. Continua forte. Eu preciso de você – Charlie disse.
– Precisa de mim para o quê? Eu já perdi meu esposo nisso, Charlie! Vou me arriscar e arriscar a minha filha se eu voltar a fazer qualquer coisa.
– O Joseph não está morto! – Charlie disse de uma vez e Joanna arregalou os olhos. – Eu entendi perfeitamente seu lado quando disse que teria uma filha e que queria se dedicar a ela. Só que mesmo depois do nascimento da pequena , você continuou a trabalhar. Não para mim. Sozinha.
– Como você sabe disso? – a mulher perguntou, nervosa.
– Você queria saber quem matara o Joseph. Fez diversas pesquisas, mas nunca encontrou o autor “do crime”. Isso aconteceu por quê? Porque ele não está morto. Ele está sumido! – Charlie disse. – Depois que a filha de vocês nasceu, ele foi convocado para uma missão. Ele não te contou porque sabia que você jamais concordaria. Infelizmente, perdemos todo o contato com ele. Mas, de uns tempos pra cá, estamos recebendo algumas cartas. Algumas delas dizem que ele está vivo.
– Charlie, faz dezesseis anos que ele está sumido? – Joanna perguntou e o homem assentiu. – Você acredita mesmo que ele esteja vivo? Mais ainda, sabendo que ele estava em uma missão? Seja lá quem está mandando essas cartas, deve está querendo atrair a nossa atenção.
– Mas Joanna…
– Nada de “mas Joanna”. Quando eu disse que não faria mais isso, eu não estava mentindo. Desculpa, Charlie, mas eu não posso fazer o que você quer! – a mulher disse. O homem ao seu lado tirou um envelope da pasta que trazia junto a ele e entregou para a mulher.
– Eu te respeito. Mas, antes de tomar sua decisão final, leia e veja o que tem nesse envelope. Eu garanto que você vai ficar muito intrigada com tudo que tem aí. E acredite, Joanna, eu faria qualquer coisa para trazer meu melhor amigo de volta. Meu melhor amigo, que é casado com a minha grande e antiga amiga – o homem disse e, após dar um beijo na testa da mulher, se retirou.
Joanna analisou o envelope em cima de sua cama. Sua curiosidade estava grande. Mas temia encontrar algo que a deixasse sem chão! No entanto, sem pensar duas vezes, a mulher abriu e começou a ler as cartas que Charlie havia dito. Algumas lágrimas rolavam diante das coisas que ela lia. De repente, ela parou e viu que tinha duas fotos. Uma a fez tremer. Ela segurava em seus braços quando a menina ainda tinha um ano de vida. A segunda era de seu esposo. Ele estava diferente. Mas isso não foi o pior. Quando ela viu a data, chorou mais ainda. 12 de julho de 2008. Com isso a mulher se deu conta de que seu esposo estava mesmo vivo. Mas, aonde?

Los Angeles, CA – ’s House – 19h30min.

acabara de receber uma mensagem de , dizendo que ele já estava indo buscá-la. Com isso, a menina olhou-se mais uma vez no espelho para ver se estava tudo certo. Com a ajuda das amigas, ela escolhera usar uma saia com uma blusa preta abaixo de um blazer também perto. Seus cabelos estavam soltos e totalmente lisos. Nos pés ela usava uma sandália de salto. Para completar o look, ela segurava uma bolsa pequena.
– Decente, elegante e linda – disse e as outras concordaram. apenas sorriu.
– Obrigada pela ajuda! – ela disse e as amigas sorriram. – Vamos descer? Já, já o chega.
Ao completar de falar, e as meninas foram até a sala. Miranda, que assistia algo na televisão, sorriu ao vê-la daquele jeito. Ela se sentou ao seu lado junto as outras. De repente uma buzina faz com que a menina se levante num pulo. Após se despedir das demais, ela saiu. Quando caminhou até o carro de , parou para olhá-lo. Ele usava uma blusa social, calça jeans e sapato social. Seus cabelos estavam arrumadinhos e o seu perfume dava para sentir de longe. não deixou de fazer o mesmo. Após olhar para dos pés a cabeça e sentir seu perfume, ele deu um sorriso e abriu a porta para a garota, dando a volta e entrando no carro. Lá dentro, ele deu um beijo no rosto dela, que sorriu. Em seguida, deu partida em direção ao restaurante.

Los Angeles, CA – RESTAURANTE – 20h15 min.
Quando entraram no local e foram até o local reservado, indicado pelo garçom, ficou surpresa ao ver seis cadeiras. Ela tinha certeza da presença dos pais do rapaz ao seu lado. Mas quem seriam os outros dois? afastou a cadeira para que a menina se sentasse. Ela sorriu, como forma de agradecimento.
– Eles chegaram! – disse, fazendo olhar para dois casais que estavam se aproximando. Logo ela sabia quem era Kathy e Kent . Quando estes se aproximaram, a mulher, que estava muito sorridente, foi até o filho, lhe dando um beijo. Em seguida, caminhou até onde estava.
– Boa noite, querida – Kathy disse, dando dois beijinhos na garota. – Que linda você!
– Obrigada, sra. disse, sorrindo. – Boa noite, sr. – ela completou quando o pai de aproximou-se para cumprimentá-la.
, este é o Kenneth e sua noiva, Pamela. – apresentou o irmão e a cunhada para , que em seguida os cumprimentou também. – Podemos nos sentar agora e pedir – ele completou e todos concordaram.
Kenneth e Pamela se sentaram próximo a e , que ficaram próximos a Kathy e Kent. Assim que terminaram de fazer os pedidos, o assunto na mesa foi sobre o casamento do irmão de . Sua mãe explicara para como estava organizando tudo com Pamela e a menina ficou maravilhada com as ideias que ambas tiveram. No meio da conversa, ela descobriu que Kathy conhece a sua mãe, pois esta já lhe promoveu uns eventos muito importantes, além de ter dado algumas dicas acerca de casamento. Quando os pedidos chegaram à mesa, eles deram um tempo nas conversas. preocupou-se em não fazer feio na frente de uma das mulheres mais importantes da sociedade. Assim que terminaram de comer o prato principal, Kathy chamou para ir ao banheiro com ela. Lá dentro, ela falou algumas coisas do seu trabalho, que se não fosse fascinada por Jornalismo investigativo, faria Moda, sem dúvidas. Quando elas voltaram, as sobremesas tinham chegado. Os olhos de brilharam ao ver o que tinham escolhido: uma bola de sorvete de creme com brownie e cobertura de chocolate por cima. percebeu e sorriu.
– Algumas fontes me disseram que essa é a sua sobremesa predileta – disse próximo ao ouvido de , que sorriu. Kathy, percebendo os dois, chamou o esposo mais perto dela.
– Eles formam um casal bonito, não acha? – a mulher perguntou e o pai do menino assentiu.

Depois que todos terminaram, Kent chamou o garçom que tinha atendido a eles, pedindo a conta. Enquanto o homem não vinha trazendo isso, Kathy chamou outro rapaz e pediu que ele tirasse uma foto. Ela e Kent ficaram entre e Kenneth, que tinham aos seus lados Pamela e . Quando eles saíram, todos se despediram e agradeceu o convite. A mãe de pediu desculpa por não poder ficar mais tempo, mas explicou que era devido a sua viagem e de seu esposo ser pela madrugada. Assim que eles saíram, e caminharam até o carro dele. Quando eles entraram, ele a encarou antes de dar partida.
– Você está com pressa? – ele perguntou.
– Bem, são 22h30 da noite – a garota disse após olhar para o seu relógio. – As meninas já devem estar deixando a Miranda louca. Mas, por que a pergunta? – antes de responder, riu.
– Gostaria de te levar em um lugar, que é perto da sua casa, por sinal. Prometo não demorar!
– Então vamos! – disse, sorridente. assentiu, dando partida logo em seguida.

Como havia dito, o local para onde estava indo com era perto de sua casa. E era o lugar favorito da menina: um parque, cheio de árvores, bancos e brinquedos para crianças. A menina olhou para e sorriu. Muitas coisas começaram a passar pela sua cabeça. Como ele poderia acertar tanto? Não que isso fosse um encontro, mas ele estava fazendo coisas que a menina gostava. O restaurante que escolhera para o jantar era o que mais ia com sua mãe e com Miranda. A comida era uma das melhores, a sobremesa fora a que mais gostava. Agora, eles estavam no lugar em que a menina mais gostava de ficar. Lá ela sentia uma paz incrível.
– Deixa só eu pegar uma coisa – disse, quando os dois desciam do carro. olhou e surpreendeu-se quando o rapaz tirou um violão do banco de trás. “Isso estava aí o tempo todo?”, a menina pensou. – Podemos ir agora! – ele completou, carregando seu violão e ao lado de .
Ambos andavam conversando sobre algo qualquer. Também observavam as luzes naquele local. Depois de um tempo, eles decidiram se sentar. ficou de frente para o rapaz.
– Vai tocar para mim, ? – ela perguntou, com um sorriso tímido.
– Eu tinha pensado em tocar para aquela loira, que está vindo ali – ele disse, fazendo a menina olhar para o lado e dar de cara com uma mulher gorda e descabelada. Ela não pôde deixar de rir. – Gosta de Bon Jovi? – perguntou e a menina fez que sim com a cabeça. Sendo assim, começou a dedilhar algumas notas no violão. A menina o encarava. Logo, ele começou a cantar.
deduziu que a música era “Always”. Ela passou a prestar atenção na forma em que o menino cantava. Nunca vira daquela maneira. Ele parecia gostar do que estava fazendo. E, para completar, ele tinha uma voz linda. Algo que ela já sabia, pois estava cansada de ouvi-lo cantar e tocar no colégio quando tinham algumas apresentações. Mas naquele momento era diferente. Era só ela e ele. Era uma música romântica e do Bon Jovi.

E eu, te amarei, querida, sempre.
E estarei do seu lado por toda a eternidade, sempre.
Eu estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar.
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem.
Sei que quando eu morrer, você estará no meu pensamento.
E eu te amarei sempre.


acompanhou o menino. Quando ele acabou de tocar e cantar, colocou o violão de lado. A menina continuou olhando para ele. Agora, ele fazia o mesmo. pegara uma mecha do cabelo da garota e colocou atrás da orelha dela. Um frio percorreu todo o corpo da menina com o toque do rapaz nela. De repente, ele se aproximou mais dela, a ponto de encostar o seu nariz no dela. Ambos se encaravam ainda.
– Acho que vou te beijar – disse e a menina sorriu.
– Se você continuar próximo desse jeito, eu também acho que isso vai acontecer – após ouvir o que a menina dissera, ele não pensou duas vezes antes de encostar os seus lábios nos dela.
levou seus braços ao pescoço de , que envolvia os seus na cintura da garota. Ela sentia seu corpo todo se arrepiar e isso nunca acontecera antes. Nunca imaginara um dia beijar . Mas a sensação era maravilhosa! Quando começou a faltar o fôlego, deu um selinho na menina e tocou o rosto da mesma, com cuidado. Ela abriu os olhos e encarou o rapaz, que sorria para ela.
– Por que a gente perdeu tanto tempo brigando, se poderíamos estar nos beijando? – perguntou, fazendo a menina rir. – Acho melhor te deixar em casa. As meninas e a Miranda devem estar preocupadas – ele completou e a menina assentiu.
Sendo assim, os dois levantaram-se e caminharam devagar até o carro. guardou seu violão e após dar a volta, entrando no carro, ele deu partida. Durante o caminho, o olhou e sorriu ao perceber o cuidado que o garoto tinha na direção. Sorriu mais ainda ao se lembrar do beijo dos dois. A pergunta de ecoou em sua cabeça. Realmente, não entendia como eles perderam tanto tempo quando, na verdade, eles poderiam aproveitar momentos assim.
A menina, ao perceber que entrara na rua de sua casa, deixou de encarar o rapaz. Ela pegou seu celular e viu algumas mensagens das meninas. Ao ver sorrindo, parou o carro de frente a sua casa. Ela virou-se para o olhar.
– Obrigada pela noite de hoje – disse e ele sorriu.
– Eu tenho mais motivos para agradecer do que você – disse e a menina ficou o olhando. – Posso te perguntar algo e te contar uma coisa? – ele falou e a menina assentiu. – Por que você apareceu do nada usando aquele conjunto? – corou ao ouvir aquilo. se aproximou dela e lhe deu um selinho. – Não fica com vergonha!
– Difícil, né? – ela disse e o menino riu. – Bem, eu estava mostrando a nova coleção de uma marca de lingerie que a minha mãe promoverá de uma amiga dela para as meninas, pois eu preciso escolher dez delas para fazer umas fotos para sair na revista.
– Que revista? – perguntou e arqueou uma sobrancelha.
– Da loja que venderá essa marca – disse e o rapaz assentiu. – O.k. Mudando de assunto. O que você queria me contar?
– Ah, sim! – começou e bagunçou um pouco seus cabelos. – É que ontem, quando eu fui a sua casa a noite para falar do jantar, eu fui interrogado pelas suas amigas – arregalou os olhos ao ouvir aquilo. – Daí eu falei algo para elas.
– O que? Elas não me contaram nada!
– Eu disse que estava a fim de você – disse e ficou surpresa ao ouvir aquilo. – Confessei que sempre gostei de você. Desculpa por isso, mas eu não queria esconder mais. A cada dia estamos mais próximos e hoje foi tudo ótimo. Minha família gostou de você e isso é tão raro.
– Eu estou surpresa, porque eu pensava que você me odiava – disse.
– Claro que não! Eu só gostava de perturbar. Mas odiar, não! Eu nem tenho motivos para isso – disse e puxou a menina para perto de si.
Ele fez um carinho em seus cabelos e em seguida fez com que ela o olhasse. Após um sorriso, ele não mediu esforços em beijá-la mais uma vez. A menina, em momento nenhum, fugiu também. Depois de tudo que ouvira, ela queria isso tanto quanto ele. Minutos depois eles desceram e ele a deixou em frente a porta de casa. Despediu-se com um selinho rápido e foi embora depois.



Capítulo SEIS


Los Angeles, CA – Casa da família – 6h20min.
acordara após levar uma mãozada de . Por conta disso, ela saiu do quarto em silêncio, foi até a cozinha e voltou para o local segurando duas panelas. Do nada, ela começa a batucar, fazendo com que as três meninas se levantassem assustadas.
– Porra, ! – gritou, fazendo a menina gargalhar.
– Precisava acordar a gente desse jeito? – perguntou.
– Olha quem fala. Acordei com a sua mão na minha cara! – disse irônica. – E outra, eu só fiz isso, caso vocês queiram comer antes de ir pra aula. Se não quiserem, fiquem aí. Agora eu vou tomar meu banho. – completou, rindo.
– Isso tudo é pra ver o ? – perguntou e a menina deixou de rir. Já as meninas gargalhavam alto, a ponto de chamar a atenção de Miranda, que passava perto.
– Quanto bom humor a essa hora da manhã. – a mulher disse, entrando no quarto.
– Quer saber do que estamos rindo? – perguntou e a mulher assentiu. – A está “apressando” a gente porque quer ver o . – quando a menina terminou de falar, até Miranda riu.
– Eu só não digo algo em respeito a Miranda. – disse, entrando em seu banheiro.
Só que lá dentro a menina começou a rir. Parte do que a amiga tinha falado era verdade. Ela queria muito ver o . Principalmente depois do que aconteceu entre eles dois. No sábado, após contar para as meninas sobre o que fizera e dissera, ela recebeu uma mensagem do rapaz que dizia o quanto tudo tinha sido maravilhoso. Ela respondeu, dizendo o mesmo. Desde então, eles não se falaram mais. Por isso, queria muito revê-lo, mas também estava receosa do que poderia acontecer. E se a ignorasse, ou voltasse a “perturbá-la”?

**

Los Angeles, CA – Colégio East High – 8h45min. A professora de matemática pediu que os quartetos se reunissem para resolverem uma lista de exercícios. e foram se sentar com e . Quando os quatro estavam juntos, a professora lhes entregou a atividade. Eram oito questões abertas. Com isso, dividiu de forma que cada um ficasse com duas questões.
– Eu não sei fazer essas, . – disse.
– Eu te ajudo. – de repente falou, fazendo a menina sorrir e agradecer.
ficou observando o jeito que a amiga ficava quando estava ao lado do menino e estava começando a pensar que talvez ela gostasse dele. Então, se ela descobrisse isso, se juntaria com e para dar uma “forcinha”.
– E aí, ? Quer ajuda? – perguntou, fazendo a menina sair de seus pensamentos. Com isso, ela decidiu aceitar a ajuda do rapaz para terminar logo.

**

Colégio East High – Pátio principal – 10h10min.

e estavam sentadas esperando por e . De repente, elas se aproximam, mas não estavam sozinhas. , e estavam com elas.
– E aí, meninas? – cumprimentou e com um beijo no rosto, fazendo as duas sorrirem pra ele.
– Ei, , cadê o ? – perguntou, fazendo a menina ficar vermelha. – Ops, eu quis dizer . – ele completou, dando uma piscadinha para ela, que bufou.
– Ele deve está chegando. – começou. – Quando eu passei na casa de vocês e seus pais disseram que vocês já tinham saído, eu fui até a casa dele. Só que aí ele disse que não viria mais cedo porque a Jane estava passando mal e ele era o único na casa que podia ajudá-la.
– Quem é Jane no jogo do bicho? – perguntou.
– É a governanta da casa do . – respondeu e a menina assentiu.
Após conversarem mais um tempo, o sinal tocou. e foram para a sala na companhia de e . Já foi entre e , que não paravam de se agredir verbalmente. Quando os três entraram na sala, viram sentado em seu lugar. O coração de acelerou quando o seu olhar se encontrou com o de , que deu um sorriso de lado. Ela caminhou até sua cadeira, que estava à frente da cadeira do menino. Ao se sentar, ela se virou.
– Está tudo bem? O nos contou o que houve! – disse.
– Agora está, obrigado por perguntar. – disse e ela assentiu. Quando ia dizer mais uma coisa, a professora entrou na sala, fazendo com que se virasse.
– Bom dia, turma. – a mulher disse sorridente e deixando os alunos surpresos. – Sabe o que eu tenho para vocês hoje? Teste surpresa! Valendo de 0 a 05. Então, podem continuar nas filas. – ela completou e muitos alunos começaram a resmungar. – Assim que acabarem, eu já corrigirei e devolvo. Esse teste é o complemento da nota das apresentações dos trabalhos das maquetes. Então, além da nota desse teste, vocês saberão quanto tiraram nas apresentações. Boa sorte! – ela completou e em seguida distribuiu os papéis.
Quando leu as questões, percebeu que tinha a ver com as explicações dos trabalhos que foram apresentados. “Acho que o e o acertarão, pois eles prestaram atenção nas apresentações.”, a garota pensou, dando um sorriso. Logo, ela respondeu as cinco questões e ao acabar, entregou para a professora, que corrigiu e lhe devolveu. 05 do teste + 05 da apresentação. Ela ficara com 10. Ao voltar em sua cadeira para pegar suas coisas, levantou-se.
– Me espera lá fora. – ele pediu e a menina assentiu, saindo em seguida.
Como ainda estava em horário de aula, a menina foi para o pátio e passou uma mensagem para dizendo onde estaria. Alguns minutinhos depois, a amiga apareceu na companhia de e . Os três se sentaram ao lado da menina.
, você não vai acreditar. – começou e a menina a olhou. – Tanto o quanto o tiraram 10. Graças à gente! – ela completou, fazendo rir.
– Não exatamente, . – começou. – Vocês estão na nossa equipe e temos que fazer trabalhos com vocês, tudo bem. Mas nós quem apresentamos sozinhos. E nós quem fizemos o teste, sozinhos. Então, foi graças a nós mesmos. – ele completou.
– Mas quem passou horas explicando a diferença entre DNA e RNA? – perguntou.
– É, . Ela tem razão. Parte disso nós devemos a elas. – disse e deu de ombros. – Eu estou morrendo de fome porque não consegui comer nada. Vamos a algum lugar?
– Não vai dá, cara. Eu irei à biblioteca pegar um livro pra aula de literatura. – disse.
– Não estou com fome. – disse. – Mas se a for, eu acompanho vocês.
– E aí, Sc
hmidt? Vamos? – perguntou e a menina o olhou, depois encarou . – Pode ser. – ela falou, se levantando. despediu-se deles e entrou de volta para o colégio.
saiu com e em direção a uma lanchonete que ficava bem na esquina do colégio. Quando os três entraram, eles foram até o balcão olhar o cardápio. escolheu uma vitamina com um salgado. e pediram duas águas. Em seguida eles foram se sentar. Mas assim que a água de chegou, ela saiu para cumprimentar o carinha que conhecera e ficara na festa da fogueira. ficou sozinho com .
– Quem é o cara com a ? – perguntou, dando um gole em sua vitamina.
– Não me lembro do nome dele, mas sei que os dois ficaram. – disse, fazendo-o rir. – Como está a Jane?
– Bem. Ela teve uma queda de pressão e eu estava sozinho com ela. Então, não poderia vir até ela melhorar. Fora que eu esperei o médico chegar, atendê-la e me dizer o que eu poderia fazer. – disse e a menina assentiu. – Tenho certeza que se você estivesse lá, saberia o que fazer! – ele completou, fazendo-a rir.
– Talvez. – ela disse e ele sorriu.
– Sua mãe chegou de viagem? – perguntou e ela fez que não com a cabeça. – Quando eu a conhecerei? – ele fez mais uma pergunta, deixando-a surpresa.
– Podemos combinar. – ela disse e seu celular tocou. – Falando nela. Dá-me licença? – ela pediu e ele assentiu. Em seguida, ela se distanciou um pouco. voltou a comer e nem percebeu quando Ashley apareceu, se sentando ao seu lado.
– E aí, amorzinho? Percebi que seu plano está dando certo. – ela disse, sorrindo.
– Aqui não, Ashley. A amiga dela está bem ali. – disse.
ainda estava no telefone quando se virou e viu Ashley com . “O que ela quer com ele?”, ela pensou. Mas voltou a prestar atenção no que a mãe dela dizia.
– Me encontra mais tarde lá em casa. Estou com saudades. – Ashley disse.
– Tentarei ir. – ele disse. – Agora, sai daqui antes que a volte.
– Cuidado pra não levar isso a sério. – Ashley falou.
– Levar o que a sério? – perguntou, fazendo a loira virar-se. – Cadê a ?
– Foi atender o celular. – disse. – Enquanto a Ashley, ela já estava indo embora.
– Ah, claro! Eu te perdi pra , né? – ela disse e a encarou. – Agora, me diz. O que ela tem que eu não tenho? – a garota perguntou e começava a fazer a maior cena. não sabia mais se aquilo era de verdade ou fazia parte do plano.
– Posso responder? – pediu, mas fez que não com a cabeça.
– Não quero arrumar nenhuma briga aqui, Ashley. – ele disse calmo.
– Você já arrumou quando começou a falar com a . – a menina insistiu.
– O que tem meu nome? – perguntou e Ashley virou-se para olhá-la.
– Tomou o de mim. – a loira disse e arqueou uma sobrancelha.
– Pode parar. – disse, se levantando. – Eu não sou nenhuma mercadoria, prêmio ou sei lá o que você estiver pensando. Agora, quer mesmo saber o que a tem que você não tem? Cabeça! Ela não fala direto sobre a mesma coisa, não se acha e nem é fresca. Talvez seja por isso que eu esteja com ela. – ele completou, fazendo o encarar surpresa. ria da loira, que estava com ódio e saiu sem dizer mais nada.
, você ganhou o meu respeito. – disse, dando um aperto de mão no menino. estava perplexa com aquela cena. – Olha amiga, depois dessa, você vai ser odiada pela loira oxigenada. Mas acabou de ganhar um carinha! – ela completou e a menina ficou vermelha de vergonha. Todos em volta olhavam para os três. E muitos dos que ali estavam eram do colégio.
– Podemos ir embora? Todo mundo tá olhando pra gente. – disse, envergonhada e tanto quanto riram, mas concordaram. O rapaz deixou o dinheiro em cima da mesa e saiu em seguida com as duas meninas.
– Eu vou atrás da e da para irmos embora. – disse e assentiu.
Ela e sentaram-se no banco em frente ao colégio. A menina ficou de cabeça baixa. Ela tentava discernir o que acabara de acontecer. O que quis dizer com “talvez seja por isso que eu esteja com ela?”. E eles estavam juntos? Foi legal o que aconteceu entre eles dois. Mas ela não sabia que ele poderia ver as coisas dessa maneira.
– Te dou um brownie pelos seus pensamentos. – disse e a menina o encarou.
– Por que você fez aquilo na lanchonete? Por que disse aquilo na frente da Ashley?
– Eu não sabia que deveria esconder meus sentimentos. – disse e ficou sem o que falar. – Desculpa se você não gostou. – ele completou e se levantou. sentiu-se mal ao vê-lo andando e foi atrás dele. Quando se aproximou dele, tocou em sua mão.
– Não é que eu não tenha gostado, se é que me entende. – ela começou a falar. – Eu só fiquei surpresa, . Semanas atrás a gente brigava feito cão e gato. Agora você falou isso na frente da garota com quem você tinha um rolinho. Minha melhor amiga viu também. Eu não esperava por isso.
– Desculpa se eu estou indo rápido demais. Mas eu cansei de esconder o que sinto! – falou e a menina suspirou ao notar que ele voltou a andar.
. – a menina gritou e ele se virou para olhá-la.
Ela foi até ele e colocou seus braços no pescoço do rapaz, dando-lhe um beijo. Rapidamente, ele envolveu sua cintura e continuou a beijá-la. Quando lhes faltou fôlego, eles só deixaram as testas próximas. Um sorriso apareceu no rosto de ambos.
– Eu também não quero mais esconder o que sinto por você. – começou a falar e continuou a olhando. – Acho que nossas brigas eram uma forma de nos manter perto um do outro. Percebi que até mesmo quando não estava por perto, eu sentia sua falta. Sentia falta das provocações e dos sorrisos irônicos. Agora, que as coisas estão acontecendo dessa forma, não há o que reclamar. Mas não quero arrumar briga com a Ashley por sua causa! – ele riu.
– Ela não seria louca de mexer com você. E não se preocupe, ela não vai arrumar briga nenhuma.
– Assim espero, . – disse e ele lhe deu mais um beijo.
Algumas risadas fizeram com que os dois se separassem. Como era de se esperar, ficou envergonhada ao ver suas amigas e os amigos de .
– Me belisca, porque eu acho que estou sonhando. – disse e fez o que ele pedira. – Ai, menina! Não precisava beliscar. Eu sei que não é sonho! – todos riram, mas voltaram a prestar atenção no casal a sua frente.
– Se alguém me contasse, eu não acreditaria. – disse.
– Mas é verdade. Querem ver mais? – disse, puxando para um abraço. – Agora, sem brincadeirinhas bestas, o.k.? Se eu souber que estavam tirando onda com ela, vai se ver comigo.
– Eu não sou louco de fazer isso. – disse.
– Gente, vocês não vão acreditar no que o fez. – gritou e começou a contar a história para todos. As meninas riram bastante e dariam tudo para ter visto. Depois de uns dez minutos conversando, elas decidiram voltar para casa e os meninos iriam para as suas.
foi embora com , pois não havia vindo de carro.
– Seu plano está indo muito bem. – disse e assentiu. – Acho que tô começando a ficar com pena da . Você está a iludindo!
– Eu poderia ser ator. Estou fazendo um ótimo trabalho! – disse, rindo.
– E eu preciso começar a agir, pois não quero te pagar caso não consiga pegar a . Você poderia me dar algumas dicas. – disse e concordou.

~**~

Los Angeles, CA – Casa da família – 19h30min.

As meninas estavam se divertindo com Joanna, que contava o que vira esses dias que passara em Londres. Claro que ela não contou acerca do que descobrira. Mas ainda faria isso com Miranda! De repente, quando ficou apenas Joanna e , ela encarou a filha e percebeu que ela estava diferente. Sorrindo por tudo, olhos brilhando. Ela sabia bem quando isso acontecia.
– Posso saber por que você está tão feliz? – a mulher perguntou, pegando a menina desprevenida.
– Aconteceram algumas coisas. – a menina disse, já ficando vermelha. – e eu ficamos. Eu conheci os pais deles e o irmão que vai se casar. Hoje ele deu o maior fora na menina que ele tinha um rolinho. E deixou claro na frente dos amigos deles e das minhas que tá a fim de mim.
– Não acredito. – Joanna disse, rindo. – E quando a senhorita ia contar isso?
– Quando a gente não estivesse por perto, porque ela fica vermelha. – apareceu com as meninas do nada, fazendo Joanna rir mais ainda.
– Tia, diz aí. Ela está ou não apaixonada pelo ? – perguntou.
– Vocês podem parar? – pediu, colocando as mãos no rosto.
– Mais é claro que ela está! Até eu ficaria apaixonada por aquele gatinho. – Joanna disse.
– MÃE! – a menina gritou e todas ali riam muito. – Mudando de assunto, por favor!
– Que vestido você vai usar no casamento do irmão dele? – perguntou e a menina jogou a cabeça pra trás. – Ah, me lembrei. Sabia tia que ela comprou um lindo vestido azul-marinho e que o casamento será no sítio dos pais do ?
– Eu sabia onde seria porque a Kathy me disse. – Joanna disse. – Agora que vestido é esse que você comprou? – ela completou. a encarou.
– O casamento será ao ar livre, mas o vestido terá que ser longo, pois eu vou acompanhar o , que é um dos padrinhos. Eu não tinha vestido longo para festas, então eu comprei. – disse. – Agora podemos mudar de assunto?
– Só mais uma coisa. – Joanna começou e revirou os olhos. – O sítio deles não é perto daqui. Então, o que você fará?
– Bem, o disse que nós iríamos na sexta-feira à noite, porque no sábado de manhã ficará muito em cima. Daí a gente volta no domingo à tarde. – disse e encarou a mãe. A mulher ficou a encarando de volta.
– Tudo bem, então. Vou deixar você ir porque eu gosto da Kathy e fui com a cara do sem nem conhecê-lo direito. Mas diga para o que será preciso ele vir aqui para pedir minha permissão. – gargalhou, mas a mulher estava séria.
– A senhora tá brincando, né? – ela perguntou, deixando de rir.
– Claro que não! Peça para ele vir aqui quinta-feira à noite, que eu o receberei com o maior carinho. No entanto, ele precisará me explicar isso tudo direitinho. Estamos combinados? – ela perguntou e a menina não disse mais nada. Apenas assentiu. As amigas riam muito dela!

**

Los Angeles, CA – Colégio East High – 12h15min.

estava indo até o seu carro com quando avistou e Valentina de longe. As duas decidiram ir até onde eles estavam, pois queria “aprontar” com os dois. No entanto, ao escutar o seu nome, ela se escondeu atrás de um ônibus, puxando a amiga.
– Então quer dizer que você vai fingir que está gostando da ? – a voz de Valentina fez arregalar os olhos. – Isso quer dizer que você vai ter que beijá-la na minha frente?
– Calma! Eu tenho que fazer o negócio direito. E vai ser só pra aumentar a minha reputação. Eu não sinto nada por ela. – disse e voltou a beijar a garota.
segurou-se para não explodir. Mas ela esperou os dois entrarem no carro e sair para começar a gritar, falar. Qualquer coisa. Quando isso aconteceu, ela saiu de trás do ônibus com , que estava com medo da amiga.
– QUEM ESSE FILHO DE UMA MULHER PODEROSA PENSA QUE É? – A menina começou a gritar. – Ah, mas isso não vai ficar assim.
– O que você vai fazer ? – perguntou assustada. A menina riu.
– O não perde por esperar. Ele quer me pegar? O.k. Mas ele vai se arrepender por isso! Ninguém brinca comigo, muito menos ele. – a menina disse e ficou preocupada. era uma ótima pessoa, mas quando pisavam no calo dela, deveriam sair de perto. – Ah, isso ficará só entre nós duas, tudo bem?
– Com quiser! – disse e as duas caminharam até o carro de .

**

Los Angeles, CA – Casa da família – 19h45min.

Quinta-feira à noite. estava em seu quarto e ficara inquieta após receber uma mensagem de , onde ele avisava que já estava a caminho. Maldita hora em que a mãe resolvera “inventar” aquele jantar para falar com . Pra completar de vez, a menina se olhou no espelho e não ficou satisfeita com a calça jeans que usava. Sendo assim, optou em uma usar um vestido. Ela amava e poderia ser simples e arrumado, ao mesmo tempo.
Diante das opções, escolheu um vestido de renda verde-claro. Em seguida, soltou seus cabelos que estavam cacheados nas pontas. Não se maquiou. Apenas passou lápis e gloss. Calçou uma rasteirinha simples e ao ver o resultado, desceu, encontrando sua mãe e Miranda arrumando a mesa da sala de jantar.
– Meus amores, por que tudo isso? – perguntou ao notar tudo bem arrumado.
– Preciso fazer com o que queira voltar aqui mais vezes. – Joanna disse. – E você está linda! – ela completou, fazendo a menina sorrir. Mas ela ficou séria novamente.
– Por favor, não me façam passar vergonha, tudo bem? Nada de fotos quando eu era bebê, nada de “segredinhos”, nenhum tipo de pergunta na qual venham deixar o garoto sem jeito. Estamos entendidas?
– Você é muito medrosa, ! – Miranda disse e Joanna riu.
De repente a campainha tocou e antes que fosse até a porta, Joanna se meteu em sua frente. A menina revirou os olhos, mas ficou atrás da porta. Quando sua mãe abriu a porta, a menina abriu a boca incrédula com o que via. segurava duas cestas cheias de doces dentro.
– Boa noite, Sra. . – ele disse muito educado.
– Boa noite, meu querido. – Joanna disse. – Pode entrar! – ela completou.
– Minha mãe pediu que eu lhes entregasse isso. – o rapaz disse e entregou a primeira cesta para Joanna e a segunda para Miranda. olhou para ele com uma cara de “eu não ganho nada?”.
– Querido, alguém ficou chateada porque não ganhou presentinho. – Joanna disse e riu.
– Quem disse que ela não tem presente? – ele disse e a menina sorriu. – Está dentro do carro. Mas depois eu pego. – ele completou e ela assentiu.
– Então, vamos comer e depois conversaremos. Muito! – Joanna disse e assentiu.
e Joanna conversavam bastante. Ele falou para ela sobre sua coleção de CDs dos Beatles e ela disse que um dia precisaria ver. estava sorrindo a toa ao vê-los daquela forma. Nunca levara um menino para “jantar” com a sua mãe. E o primeiro tinha que ser logo o ? Isso só poderia ser obra do destino. E que destino!
Quando terminaram, Joanna quis mostrar a casa toda para o rapaz, que adorou a sala de jogos. só os acompanhava. Parecia até que era a mãe dela que estava interessada em . De repente, quando eles estavam voltando para a sala, pegou em sua mão e só com aquele toque ela estremeceu. Ao aproveitar que a mãe da menina estava mais a frente, ele a virou e lhe deu um selinho. A menina sorriu e voltou a andar com ele.
Eles estavam sentados no sofá quando começou a explicar como faria em relação ao casamento. Ele só confirmara o que já havia dito. Mas Joanna queria ouvir isso dele. Não que não confiasse na filha, mas queria que ele fosse até ela e pedisse isso. Afinal, era a pessoa mais importante em sua vida e queria poder confiar na pessoa que estaria com ela.

~**~

As horas passaram depressa. Quando se dera conta, já passava das 23hs da noite. Sendo assim, ele se despediu de Joanna e Miranda, que subiram em seguida, para deixar com um pouco sozinhos.
– Então, o que achou? – perguntou e sorriu.
– Achei o máximo. Sua mãe é incrível! – disse e sorriu. – Agora, posso falar algumas coisas só pra você? – ele perguntou e a menina assentiu, ficando de frente para ele no sofá. – Primeiro, gostaria de dizer o quanto você está linda. Segundo, queria que soubesse que eu amei a sala de jogos. Terceiro, eu gostei muito da sua mãe e da Miranda. Quarto, eu quero muito poder te dar um beijo de verdade. – ao escutar a quarta coisa, não pensou duas vezes antes de se aproximar dele e beijá-lo. Ela queria muito aquilo também. – Infelizmente, eu preciso ir embora agora, porque amanhã temos aula. – disse ainda próximo a .
Ela suspirou e se levantou, pegando na mão dele. Os dois caminharam até a porta e quando abriu, foi até seu carro, que estava estacionado perto da garagem da casa dela. Em seguida, ele voltou trazendo uma cesta e entregando para , que sorriu ao ver que tinha um ursinho e chocolates ao redor.
– Sua mãe quem mandou também? – ela perguntou sorridente.
– Não. Esse fui eu quem escolheu! – disse e ela continuou sorrindo. – Pode chamar o ursinho de Kends, para você se lembrar de mim.
– Que fofinho! Eu amei. – disse e lhe deu um selinho demorado. – Boa noite, . E mais uma vez, obrigada por ter vindo.
– Eu que agradeço. – ele disse, dando-lhe um último beijo. – Até amanhã, princesa.
Em seguida, entrou em seu carro e deu partida depois. entrou e se sentou no sofá toda boba com o presente que recebera dele. Definitivamente não lhe restava mais dúvidas: ela estava apaixonada por !


Capítulo SETE


Los Angeles, CA – Casa da família – 17h55min

estava sentada na sala assistindo televisão quando seu celular tocou, mostrando-lhe que era uma mensagem de .

“Acabei de sair de casa com meus queridos vizinhos. Você tem certeza que não tem problema deles irem com a gente? PS: se tiver problema, vai ser tarde demais. Beijo.”.

riu quando terminou de ler e foi direta na sua resposta, afirmando que não teria problema nenhum. Em seguida, ela subiu até o seu quarto e pegou suas coisas. Tomou um cuidado danado com o vestido para não amassar. Mas não saberia como faria dentro do carro, já que teriam mais três pessoas. Ah, a garota riu só de imaginar que passará quase duas horas no carro com os quatro. Quando ela desceu de novo, encontrou sua mãe e Miranda sentadas na sala conversando.
já está vindo, filha? – Joanna perguntou e a menina assentiu, sentando-se entre ela e Miranda. – E vocês não vão sozinhos?
– Não, mãe. Vamos com mais três amigos, que por sinal, estudam comigo. – disse. – Vai ser bem divertido, eu acho. – ela falou, rindo.
– Só que seria mais romântico se fosse só vocês dois. – Joanna disse e a olhou.
– Eu fico imaginando se eu começar a namorar o . Vai ser muita babação por ele, viu? – a menina disse, fazendo as duas mulheres rirem.
– Então você pensa em namorá-lo, ? – Miranda perguntou e a menina revirou os olhos. – Isso seria incrível! – ela completou e começou a rir.
Depois de uns dez minutinhos, buzinou. Quando a menina saiu na companhia da sua mãe, o rapaz fez questão de ir cumprimentá-la, assim como seus amigos. Em seguida ele pegou as coisas de e colocou no porta-malas. Assim como a garota, ele teve o maior cuidado com o vestido dela. Depois de se despedirem de Joanna, deu partida. estava na frente com ele e seus amigos estavam atrás.
– Qualquer coisa, é só ignorar que eles estão aqui. – disse.
– Deixa de ser otário, . Só porque está na frente da pensa que pode falar essas coisas? – disse, fazendo a menina se virar para vê-los. – Lembre-se que quando você estiver cansado, nós dirigiremos também. – ele completou.
– Desculpa meus “queridos amigos”. – disse sarcástico.
– Se vocês quiserem, posso dirigir também. – falou, mas não concordou.
– De jeito nenhum. Tem quatro homens pra fazer isso. Você ficará quietinha, só observando os lugares por onde passaremos. – disse e ela assentiu.

~*~*~


Los Angeles, CA – Sítio da família – 19h30.

Para alegria de todos, a viagem não durou nem uma hora e meia. Quando desceu do carro, ficou admirada com o tamanho do local, que já estava com boa parte da decoração do dia seguinte. O frio era gostoso e a menina respirara aliviada por usar um casaco por cima de sua blusa. Ela estava tão atenta aos detalhes do local, que nem se dera conta quando se aproximou dela. De repente, ele a abraçou por trás e depositou um beijo em seu rosto.
– E aí? O que achou? – ele perguntou e fez com que ela se virasse para ele.
– Incrível. – a menina disse, empolgada.
– É porque você não viu lá dentro. – a voz de fez com que a menina encarasse o rapaz que estava próximo a ela e a . – Vamos entrar?
– Liga não, . Ele age como se estivesse na casa dele. – disse, fazendo a menina rir.
– Ele não é o único! – falou, indo em direção a entrada.
Quando entrou, ficou maravilhada com a grandeza e beleza do lugar. Ao andar um pouco, prestou atenção em alguns porta-retratos e achou uma foto de quando era mais novo. Um sorriso apareceu em seu rosto. Em seguida ela caminhou até a enorme sala de estar e encontrou Kenneth com Pamela. Ela os cumprimentou e depois foi ver onde dormiria. estava ao seu lado e carregava sua mala. Ela só segurava o seu vestido.
– Chegamos! – o rapaz disse após entrar em um quarto enorme e com uma decoração linda.
– Eu vou ficar nesse quarto? Sozinha? – ela perguntou, mas arrependeu-se ao ver a cara de safado que fez. Ele se aproximou e a beijou depois.
– Se você quiser, posso te fazer uma visitinha de madrugada. Ou então, você pode ir até o meu quarto, que por coincidência, é ao lado do seu. – ele disse, abraçando-a.
– Você está tentando me seduzir, ? – a garota perguntou.
– Por quê? Você é seduzível? – perguntou e ela fez que não com a cabeça, fazendo-o sorrir. – Bem, se precisar de alguma coisa é só me chamar. Já, já nós comeremos. – ele completou e ela assentiu.
Antes de sair, ele deu mais um beijo nela. A garota sentou-se na cama e ficou analisando o local. Olhou para cada detalhe e lembrou-se de sua mãe com suas manias de decoração. Falando nisso, era bom ligar para ela e depois para as amigas, se não quando ela voltasse, morreria.

**


Los Angeles, CA – Casa da família – 14hs.

estava em sua casa assistindo a um filme com . Do nada, seu celular tocou e ela só faltou jogá-lo contra a parede ao ver que lhe enviara uma foto de sem blusa. A menina respirou e contou até 1000, fazendo a encarar sem entender ainda.
– A pensa o quê? Que mandar fotos daquele infeliz exibindo o corpo dele vai me fazer ter menos raiva? Sinto informar, , mas não adianta comigo! – disse. – Mais do que nunca eu vou fazer aquele idiota se arrepender de ter pensado em mexer comigo. O feitiço vai virar contra o feiticeiro.
– Você ainda não me disse o que fará. – falou.
– Simples, amiga. Farei com que o pense que eu estou caidinha aos seus pés. Vou provocar de um jeito que ele tenha essa certeza. E no dia do aniversário dele, na tal festa que ele fará, ele irá se arrepender de ter mexido comigo. Você estará lá. Então, você verá com seus próprios olhos. – disse num tom maléfico, deixando com mais medo ainda.
– E por que você não contou para as outras? – perguntou.
– Pra , eu não falei porque ela tiraria satisfação com o que falaria com o e saberia que eu descobri o planinho de merda dele. – disse e a menina assentiu. – Pra , eu não falei porque eu quero a surpreender e mostrar que eu tenho planos tão bons quanto os dela.
– Tudo bem então. – disse. – Quero só ver o que vai acontecer.
– Você verá toda a diversão, . – disse, voltando a prestar atenção na televisão.

XXX


Los Angeles, CA – Sítio da família – 16h15min.

A cerimônia começaria em quinze minutos. No entanto, no local onde ocorreria toda a festa, já reunia muitos convidados, dentre esses, familiares, amigos e colegas de trabalhos. Ninguém passava sem antes parar para ver o grande mural que foi feito com fotos do casal, desde o início do namoro até o noivado. As amigas da noiva, que eram suas damas, já estavam em seus devidos lugares. O vestido de todas era longo e na cor verde, a pedido de Pamela. Do lado oposto tinha os amigos de Kenneth, que usavam ternos e gravatas borboletas verdes também.
Dentro da casa, esperava ansioso por . Ele já estava arrumado há tempos, mas resolvera esperar sua acompanhante. Logo, quando a porta se abriu, ele sorriu ao vê-la. A garota usava um longo vestido azul-marinho. Uma parte dos cabelos estava presa e a parte que estava solta tinha alguns cachos definidos. A maquiagem muito bem-feita, mas graças uma das maquiadoras que Kathy contratara.
– Preciso dizer alguma coisa? – falou, ao pegar na mão da garota, que sorriu.
– Acho que nem eu preciso! – ela completou e ambos caminharam até o lado de fora. Kathy e Kent estavam a sua espera.

~*~*~


Uma música lenta começara a tocar quando os pais de Kenneth entraram. Em seguida foi a vez da mãe de Pamela, que entrou com o seu irmão. Após um tempo, as damas da noiva fizeram uma fila do lado esquerdo e os amigos do noivo fizeram a fila do lado direito. Minutos depois, os padrinhos e madrinhas começaram a entrar. Eram seis casais e o último era , que entrara com . Quando os dois chegaram ao seu lugar, sorriram quando viram duas garotinhas com vestidos de princesas entrando e jogando pétalas de rosas no chão. Logo atrás vinha Pamela acompanhada de seu pai. Todos se levantaram para recebê-la. A mulher estava completamente linda e parecia uma princesa. Kenneth estava bastante emocionado, assim como muitos que ali se faziam presentes. Quando Pamela chegou perto de Kenneth, ele cumprimentou o pai dela e em seguida, virou-se para ficar de frente ao pregador da cerimônia.

[…]


Após o sim de ambas as partes, as pessoas foram cumprimentar o casal que estava bem sorridente. retirou-se com , e porque a sua mãe pedira que eles cantassem algumas músicas. Dentre elas, a trilha sonora que marcara o início de todo o relacionamento de Kenneth e Pamela. As pessoas estavam gostando muito da banda e muitas se renderam e começaram a dançar. observava com um sorriso no rosto os meninos cantando. Mas também não deixava de prestar atenção nas amigas de Pamela que estavam derretidas pelos quatro rapazes que se apresentavam.
“Bando de velhas” pensou .
Kathy aproximou-se da garota que estava sozinha sentada em um banco. A mulher estava muito elegante com seu vestido amarelo e cabelos presos. Ela sorriu para , que retribuiu.
– Estava louca para vir falar com você. – a mulher disse, sentando-se ao lado da garota. – Querida, eu amei o seu vestido e um amigo meu do ramo da Moda me perguntou quem eras.
– Sério? – a menina perguntou surpresa.
– Sim! Mas não é sobre isso que quero falar. – Kathy disse e a menina continuou prestando atenção. – Estava te observando de longe e percebi certo incômodo seu. Tem a ver com aquelas mulheres enlouquecidas perto dos meninos, certo?
– Acho que sim, Kathy. Mas eu não deveria me sentir assim. e eu não temos nada sério. Então, eu não posso exigir nada dele, muito menos fazer com que essas meninas saiam de perto dele. – disse e a mãe do garoto sorriu.
– Olha, minha flor, eu acho que você e o têm algo sim. Só não foi oficializado! – a mulher começou a falar. – Meu filho está mudado desde que passara esses tempos com você. Não há outro nome a não ser o seu lá em casa. Então, não se preocupe. Ele não tem olhos pra mais ninguém nessa festa a não ser você. – ela completou, piscando para . – Vou falar com algumas pessoas. Já, já o vem até você! – após isso, a mulher se retirou, deixando a menina sozinha novamente. Mas agora, ela estava pensativa.
O que ouvira de Kathy foi o suficiente para que ela ficasse tranquila em relação àquelas meninas que estavam quase se jogando em cima de . Também respirava aliviada ao saber que essas pessoas não dormiriam ali hoje. Ou seja, nada de surpresinhas no quarto do . “Mas o que é isso que estou pensando?”. De repente, percebeu um silêncio. A banda havia parado de tocar, mas falava que a noiva jogaria o buquê agora e que ela estava convocando todas as mulheres solteiras no centro do local. Rapidamente, muitas mulheres estavam lá. Inclusive . No entanto, após algumas brincadeirinhas da noiva, ela jogou e quem pegou fora uma amiga da mesma. As outras ficariam furiosas, já começou a rir e caminhou até onde estava com os meninos. Quando ele a viu, sorriu e desceu do palco, indo falar com ela.
– Já comeu? – ele perguntou e ela fez que sim. – Você pode fazer companhia a mim e aos meninos enquanto comemos? Já, já as pessoas começarão a ir embora. – ele disse e ela assentiu.

~*~*~


Por volta de 20h30, não havia mais nenhum convidado no local. Kenneth e Pamela já haviam saído para um hotel onde passariam a noite e no dia seguinte viajariam para aproveitarem a lua de mel. Naquele momento, e estavam em uma casinha da árvore que seu pai mandara construir quando ele e Kenneth ainda eram pequenos. Lá eles estavam organizando uma surpresa para . Ou seja, ali terminaria o plano de .
– É hoje que você pega a . – disse, enquanto colocava algumas velas espalhadas.
– E algo me diz que eu conseguirei! – disse, rindo. – Vamos ver se ela é difícil mesmo.
– Acho que do jeito que ela está caidinha por você, tem tudo pra dar certo. – falou. – Agora, aproveita. Apesar de ser uma aposta, a garota é bonita. – ele completou.
– Claro, eu vou me aproveitar de tudo! – disse. – Agora é melhor voltarmos. Ainda quero tomar um banho. – ele completou e assentiu. Em seguida os dois saíram sem que fossem vistos por alguém.

**


Eram 21h15 quando apareceu na sala principal vestindo uma bermuda jeans, chinelas e uma blusa de mangas compridas. estava próxima a lareira com e . Quando viu o rapaz, respirou fundo para não desmaiar com o perfume maravilhoso que este usava. Lembrou-se dele usando aquele terno, deixando-o lindo. Mas ele era mais lindo daquele jeito, usando roupas simples. também parara para observar a garota sentada no chão. Ela usava um casaco por cima de sua regata branca e um short não tão grande. Os cabelos estavam soltos e molhados. E o cheiro doce estava deixando-o animado. Mas ele guardaria isso pra mais tarde!
– Cadê o ? – perguntou.
– Tomando banho. – disse. – Inclusive, eu acho que você e o poderiam fazer o mesmo. Vocês ainda estão com a roupa do casamento. – ele completou.
– Tudo bem, . Já entendemos que você quer ficar sozinho com a ela. – disse, apontando para e se levantou, puxando . – Boa noite! – ele completou.
aproveitou para se aproximar de e dar um beijo em seu rosto, ficando de frente para ela. A menina tinha um sorriso.
– Finalmente a sós. – disse, pegando na mão da menina. – Mas antes de qualquer coisa, me diga o que achou da festa, da banda tocando.
– A festa foi linda e eu agradeço por ter me chamado para vir com você. Sobre a banda, eu amei vê-los tocando mais uma vez. Mesmo com aquelas mulheres enxeridas por perto. – disse, mas se arrependeu com esse final, principalmente com o sorriso que deu.
– Isso é ciúmes, ? – perguntou com uma sobrancelha arqueada. fez que não com a cabeça. – Vou fingir que acredito. – ele completou. – Ei, que tal eu te mostrar o meu lugar favorito aqui?
– Não é o seu quarto? – a garota perguntou.
– Seria caso você ficasse comigo lá. – ele disse, fazendo a menina corar. – Mas não! É a casa da árvore. Vamos lá? – ele perguntou e ela assentiu.
Os dois saíram da casa e caminharam um pouco até chegar ao local. Fazia muito frio e os dois sentiram isso. Logo, quando eles chegaram a tal casinha, respirou aliviada. Mas quando viu parte da decoração, ficou nervosa. No lugar havia velas aromatizadas e acesas. No caminho havia pétalas no chão. Mais a frente tinha uma cama e ao lado um espaço arrumado como se eles fossem jantar ali. A menina se virou e viu parado na porta, com as mãos dentro dos bolsos da bermuda. Ele tinha um sorriso maroto, já tinha um misto de emoções.
– O lugar é incrível. – disse , tentando não transparecer o nervosismo.
– Lembrei-me de você quando passei mais cedo por aqui e pensei “por que não trazê-la aqui?”. Achei bem a sua cara. – disse e a menina sorriu, se sentando em um banco. se aproximou dela, segurando duas taças com algo dentro, que ela deduziu ser champagne.
– Obrigada. – ela agradeceu, brindando com o rapaz. – Posso te contar duas coisas?
– O que quiser. – disse e ela o olhou.
– Fiquei enciumada com aquela loira olhando pra você e soltando beijos. – disse e pareceu surpreso. Ela realmente tinha ficado com ciúmes. – Segundo, quando eu vi seu irmão dançando com a esposa dele, tive vontade de dançar também, mas com você. – após dizer isso, a menina sorriu sem jeito.
levantou-se e foi até um som, ligando-o. Depois disso, puxou a menina para uma dança. Ela sorriu, colocando sua taça em cima de uma mesinha a sua frente e caminhou com até um local onde eles pudessem se locomover melhor. O rapaz colocou uma mão na cintura da menina e a outra segurou uma das mãos dela. Os dois ficaram se encarando. tentava não se perder naquele olhar de , que era tão convidativo para ela. Eles ficaram mexendo de um lado para o outro, conforme a melodia da música. De repente, fez com que girasse e quando ela voltou, os dois se beijaram. Ele voltou a segurar a cintura da menina, sem desgrudar do beijo. começara a sentir o beijo ficar mais veloz e isso a fez sentir algo mais forte. Não era parecido com os beijos que ambos estavam acostumados a dar um no outro. Esse tinha um sentimento novo. Estava despertando nela algo a mais. Certo desejo. Com isso, começou a passar suas mãos nas costas de por debaixo da sua blusa. Ao sentir isso da menina, tirou as mãos da cintura dela e pousou nos ombros dela. Com cuidado, ele foi tirando seu casaco e em nenhum momento a menina hesitou.
parou o beijo e encarou . Seus olhos estavam brilhando e aquilo lhe dava certa confiança. E aquilo nunca acontecera antes! Nem mesmo o que tivera com o menino que ela jurava gostar muito. De alguma forma, mexia com ela e lhe convidava a fazer algo que sabia bem o que era, mas que nunca tinha feito. Seu medo era de ela travar e a achar uma idiota. No entanto, ela queria muito. E que se fosse para algo acontecer, poderia ser com ele. O rapaz tentou decifrar o que a menina pensava. Ela parecia gostar, mas ele sabia que se algo acontecesse seria a sua primeira vez. Então ele resolveu arriscar. Se conseguisse tirar a blusa dela sem ela dizer nada, poderia continuar. Caso contrário, ele saberia que ela não iria querer e não seria naquele dia que ele conseguiria finalizar seu plano. Sem mais demoras, ele começou a tirar a regata que a menina usava. E para sua surpresa, ela não falou, nem fez nada.
Apenas sorriu e voltou a beijá-lo.
A menina resolveu tirar a blusa dele também, exibindo seu belo abdômen. Enquanto beijava , passava suas mãos nele, deixando-o arrepiado. Ele gostara do carinho recebido e com isso caminhou até a cama, se sentando e colocando-a em cima dele. Os beijos começaram a ficar mais intensos e certa animação já era visível e notada por , que riu sem jeito. Com isso, ela tirou seu short e deixou amostra seu lingerie. Era branca e de renda. ficou paralisado olhando para ela, até que a puxou novamente e começou a passar por suas costas, tentando abrir o sutiã da menina. Logo, ele conseguiu e começou a fazer um carinho na garota, que gemeu baixinho.
“Estou conseguindo”, pensou.
Então ele se levantou e tirou sua bermuda. o acompanhou e sorriu maliciosa. Isso a deixava surpresa, afinal, seria sua primeira vez e ela estava sorrindo disso. O rapaz estava prestes a explodir de tão excitado e com isso resolveu tirar a única parte que faltava de . A garota fez o mesmo e por incrível que pareça não ficou vermelha com o que vira. a puxou, fazendo-a se deitar na cama. Ele passou suas mãos pela garota, que se contorceu na cama. Ele parou para olhá-la e depositou um beijo em sua testa. Depois, pegou uma camisinha e colocou em seu membro. Em seguida, começou com cuidado. A garota sentiu certo desconforto quando sentiu que havia sido penetrada, mas foi com calma e a dor fora trocada por um prazer até então desconhecido pela mesma.

~**~


usava apenas sua roupa íntima com a blusa de por cima. Ela estava sem acreditar no que acabara de acontecer. Nunca imaginara que sua primeira vez seria com alguém que ela vivia brigando. Mas estava muito feliz. Havia sido tudo incrível e ela se sentia muito bem. Não poderia esconder a dor que sentira no começo, mas depois isso passou. fora bastante cuidadoso com ela e isso a surpreendeu mais ainda. De repente, ele entrou no local, trazendo umas sacolas nas mãos. levantou-se e ficou encarando o rapaz, que foi até ela e lhe deu um beijo.
– Vamos comer? – ele perguntou e ela assentiu.
– Estou morrendo de fome. – disse. – É normal? – ela perguntou e o rapaz a encarou. “Droga! Ele não sabia que era a minha primeira vez.”, ela pensou.
– Sentir fome depois de fazer sexo? – perguntou e a menina assentiu. – É sim!
– Eu não te disse algo. – começou e ele a encarou. – Desculpa não ter avisado antes, mas estava tão bom que eu me deixei ser guiada por você.
– Foi a sua primeira vez. – disse e ela assentiu nervosa.
– Deu pra perceber, né? – ela disse, querendo um buraco para se esconder. – Eu sinto muito se tiver feito algo errado, mas…
– Shiiiiiiiiiu! – pediu. – Foi maravilhoso! – ele completou e ela o encarou surpresa. – Obrigado por ter me deixado ser o seu primeiro. – ao escutar aquilo do garoto, ela depositou um selinho nele. Em seguida, os dois foram comer o que ele havia pegado na casa.
tinha um sorriso vitorioso. Havia conseguido o que pensava ser impossível. Agora era só dar prosseguimento ao plano e finalizá-lo com chave de ouro!
estava contente. Gostara do que ouviu de e ficou bem feliz por ter tido esse momento com ele. Definitivamente havia sido um dos melhores momentos que ela já tivera!


Capítulo OITO


Los Angeles, CA – Colégio East High – Laboratório de Informática.

Era terça-feira e o professor de Literatura havia faltado, deixando a turma do 2° sem aula. Com isso, a diretora os liberou para ficarem no laboratório de informática para eles não atrapalharem as demais aulas. , , e estavam um ao lado do outro. De repente, viram entrando com e . Os três se aproximaram dos outros.
– Ué, cadê a ? – perguntou.
– Verdade! Faz dois dias que eu não a vejo. – completou.
– Ela não veio ontem porque foi ao médico. – falou.
– Mas e hoje? – perguntou .
– Ela acordou passando mal. – disse e a encarou.
– O que ela tem? – ele perguntou baixinho, mas o suficiente para que os outros começassem a fazer hora com a cara dele. foi o primeiro a começar com as brincadeirinhas.
– A tia Joanna me disse que ela estava com febre e provocando. – ela disse e ficou preocupado. – Não se preocupe, porque não é nada disso que você está pensando. Ela comeu algo que tinha camarão, só que ela não sabia. Teve que tomar injeção e tudo, mas hoje de manhã acordou com febre e colocando tudo pra fora. – ela completou e respirou, aliviado.
– Poderíamos visitá-la mais tarde. O que acham? – sugeriu, olhando para , que só faltou fuzilá-lo com o olhar.
– Acho uma boa ideia, . – disse, sorrindo para ele, que ficou sem entender. – Se você quiser, posso ir te buscar porque estarei perto do seu condomínio hoje. – ela completou.
– Você está falando comigo mesmo? – perguntou e ela assentiu. – Tudo bem. Eu aceito sua carona e volto com um dos caras. – ele disse e ela concordou. Os outros – exceto – ficaram sem entender nada. Nem mesmo estava entendendo!

XXX


Los Angeles, CA – Casa da família – 16h30min.

estava deitada em sua cama, recuperando-se do mal estar que sentira mais cedo. Maldita hora em que decidira comprar aquele salgado e comer algo que tinha camarão. Mas isso não era o pior! Fazia dois dias que ela não via e aquilo começava a incomodá-la. A última vez que o vira foi domingo, quando ele e os meninos vieram deixá-la em casa. Ontem ela havia conversado um pouco com ele ao telefone e pensava que o veria hoje. Mas, infelizmente, não foi possível.
De repente seu celular tocou e ao abrir a mensagem de , se assustou. Como assim os meninos iriam visitá-la? E por que ela só contara isso agora? Ainda mais cedo elas estiveram juntas, pois ela havia ido deixar o material da aula e não tinha contado nada. Rapidamente a menina correu para o banheiro e tomou um banho. Minutos depois saiu e abriu seu closet para escolher uma roupa. Ela acabou colocando um macacão jeans com uma blusa pólo por baixo. Deixou seus cabelos soltos, pois estes estavam molhados. Depois desceu e foi até a cozinha pedir para Miranda preparar um lanche, pois uns amigos iriam visitá-la.
Mais um tempo depois, a campainha tocou e atendeu, sorrindo ao ver , e . Mas esse último trazia um buquê de flores, deixando a menina contente. Ao olhar para frente, viu e se aproximando. As duas lhe deram um abraço e entraram em seguida, assim como os meninos.
– Obrigada pela visita. – disse, quando todos se sentaram. – Agora, cadê a ?
– Foi buscar o . – disse e a menina arregalou os olhos.
– Escutei o meu nome? – de repente, apareceu com . – E aí, ? Está melhor? – ele perguntou e a menina fez que sim com a cabeça.
– Ei, , podemos ir pra tal sala de jogos que tem aqui? – pediu. – O nos contou que é o máximo! – ele completou animado, fazendo a menina rir e assentir.
Logo todos estavam na sala. e brincavam na sinuca. e brincavam com um jogo qualquer. e disputava uma luta numa máquina gigante que tinha ali. Já estava sentada em umas almofadas e estava ao seu lado.
– Fiquei preocupado com você. – ele disse, enquanto fazia um carinho nela.
– Estou melhor agora, . Principalmente com vocês aqui. – ela disse, sorrindo.
Do nada, Miranda apareceu com uma bandeja cheia de comidas e chamou a atenção de todos. Eles se sentaram no chão mesmo para degustarem o que ela havia trazido. fora a única que não quis comer, porque ainda se sentia enjoada. Mas isso não impediu de tentar fazer com que ela bebesse pelo menos um pouco do suco de laranja.
Depois de uma tarde incrível ao lado de seus amigos, sentiu-se muito melhor. Eles ainda chegaram a ver sua mãe e ficaram conversando um tempo com ela. Porém, decidiram ir embora antes do jantar, pois seus pais os esperavam. até queria que eles ficassem, mas respeitou a decisão deles de ficarem com os pais. Então, despediu-se deles e agradeceu mais uma vez.

XXX


Los Angeles, CA – Colégio East High – 11h50min.

Já era sexta-feira, para alegria de todos os alunos. Agora, além de ser aula de educação física, mais tarde teria o aniversário de . Com a aproximação de , ela se ofereceu para organizar a sua festa. O rapaz não hesitou, pois reconhecia que ela e as meninas se garantiam nisso. Porém, ele não imaginava que por trás dessa grande ajuda, teria algo que acabaria com a sua noite.
A aula de Educação Física começaria somente às 12h30, pois o professor estava resolvendo um problema da aula anterior. As meninas aproveitaram para irem se trocar, já que ainda não havia feito isso. No entanto, quando estavam prestes a entrar no vestiário feminino, foram barradas por duas garotas: Valentina e Ashley.
– Vocês poderiam sair da frente? – pediu, mas sem paciência.
– E por que faríamos isso? – Valentina perguntou. – Gostaria de falar com você e com a .
– Comigo? – perguntou, ficando ao lado de .
– Você deu em cima do e agora está com ele. Pra completar, ele ainda humilhou minha melhor amiga na frente de todos. – Valentina começou. – Enquanto a você, queridinha. Eu fiquei sabendo que você anda “pra lá e pra cá” com o . – ela completou, encarando .
– Antes de continuar, eu posso perguntar algo? – pediu e ela assentiu. – Por que você está falando pela Ashley? Se ela está incomodada com algo, que ela mesma venha resolver comigo. Não sou mulher de recadinhos. – ela completou e algumas vaias foram escutadas.
, , e que passavam por ali, resolveram ir até lá e tentar entender o que estava acontecendo. Eles se assustaram ao verem Valentina e Ashley contra e .
– Minha vontade é de dar na sua cara depois da humilhação que eu passei por sua causa. – Ashley disse.
– Tenta. – a provocou. – Eu não vou me incomodar se acertar um tapa na sua cara também. – ao ouvir aquilo, Ashley partiu pra cima de . Mas antes que ela fizesse algo, a segurou e segurou .
– Podem parar com essa baixaria! – disse alto, fazendo as meninas o encararem.
– Antes de parar, eu posso dizer algo? – pediu e assentiu. só observava. – Você é o que do , queridinha? – ela perguntou para Valentina, usando a mesma palavra que agora, usara com ela. – Ah, nada, né? Só mais uma vadia que ele leva pra cama quando não tem outra pessoa melhor. – ao falar aquilo, Valentina foi pra cima dela. Mas foi mais rápido e a segurou. – Solta ela. Deixa-a vir me bater. Eu posso levar uns tapas, só que mais tarde, na festa do “seu ”, que por sinal, eu quem estou organizando, não será eu quem aparecerá com a cara toda roxa. – após escutar isso, Valentina soltou-se de e saiu esbarrando sem nem olhar para a garota a sua frente. Ashley foi atrás dela. Já e gargalhavam alto, entrando em seguida no vestiário com e . e saíram rindo também. Já e foram atrás das outras garotas, encontrando-as próximas a piscina.
– O que estava passando na cabeça de vocês? – perguntou.
– Eu não aguento mais você desfilando com aquela garota. – Ashley disse. – Você já não fez o que pretendia? Então, o que está esperando pra acabar logo com isso?
– O ficar com a . E ao que tudo indica, isso pode acontecer hoje. – disse.
– Ah, claro! E eu tenho que aturá-la com você também? – Valentina perguntou.
– Não se preocupe que isso acabará logo. De preferência, hoje. – disse e a menina deu de ombros. – Vamos pra aula e, por favor, sem provocações, o.k.? – ele pediu e as duas assentiram.

~*~*~


Los Angeles, CA – Casa da família – 19h50min.

deixara tudo organizado, como prometera a . Quando saíram do colégio, ela ficou na casa dele para ver se estava tudo certo. Porém, quando deu 17hs, ela decidiu ir embora, pois ainda teria que se arrumar. Nesse momento, terminava de se arrumar. Ele havia colocado uma calça jeans escura com sapatos. A blusa que escolhera era branca de botões. Logo, ele deixou parte de cima aberta, deixando amostra seu peitoral.
“Será que a irá se render a isso?”, ele pensou, enquanto colocava seu
perfume. Depois de ajeitar seu cabelo, desceu e ficou satisfeito com o trabalho de . Analisou todo o local e ficou paralisado ao ver um espaço “improvisado”. Ele ficou impressionado quando encontrou uma cama e alguns brinquedinhos ali.
– Gostou? – de repente, a voz de fez com que o rapaz se virasse para vê-la. E quando ele fez isso, sentiu um calor percorrer o seu corpo.
A garota usava um vestido preto que valorizava as curvas do seu corpo. Seus cabelos estavam soltos e totalmente lisos. Nos pés ela usava um scarpin, deixando-a quase da altura do garoto. A maquiagem realçava sua beleza, mas o melhor era o batom vermelho nos lábios carnudos da garota, que eram um tanto convidativos para .
– Estou impressionado. – ele disse, se aproximando dela. – E você está maravilhosa! – ele completou, fazendo a garota dar uma voltinha.
– Achou mesmo? – ela perguntou. – Estava pensando em você enquanto me arrumava. – ela disse próximo ao ouvido do rapaz e sorriu ao perceber que ele se arrepiou.
– Bom saber disso. – ele disse, passando a mão pelos cabelos. – Vou lá pra frente receber os convidados, como você pediu.
– Tudo bem. Mas, quando eu quiser dançar, posso te puxar para fazer isso comigo? – perguntou e sorriu para ele.
– Na hora! – ele respondeu e piscou pra ela, saindo em seguida. A garota gargalhou e foi atrás de beber algo.
Não era nem 21hs ainda, mas o local estava lotado. Para alegria de , não havia ninguém nas casas dos seus amigos, porque, com certeza, eles reclamariam do barulho. No entanto, ele aproveitou isso para usar, não só o espaço da sua casa, mas o lado de fora também. , e estavam do lado de fora quando viram três meninas se aproximarem.
– NOSSA! – disse ao reparar que era , e . – Elas vieram pra arrasar as outras garotas. Só pode! – ele completou e os meninos riram.
Mas concordaram. estava usando uma saia cintura na cor Pink e uma blusinha preta. O salto não era tão alto e seus cabelos estavam presos em um coque. usava um vestido verde que marcava o seu corpo, salto alto e deixara seus cabelos soltos. Já optara em uma calça colada branca, uma blusa preta transparente e saltinho. Ela prendera seus cabelos, deixando apenas o franjão solto.
– Boa noite garotos. – disse, cumprimentando a todos. e fizeram o mesmo, mas pararam um pouco para analisá-los.
usava uma blusa xadrez, uma calça jeans clara e sapa tênis. usava uma blusa social azul com uma calça escura e sapatos. escolhera uma blusa preta com uma jaqueta por cima, calça jeans e tênis. Todos estavam totalmente lindos!
– Cadê a nossa querida amiga? – perguntou.
– Eu a vi próximo as bebidas. – disse. – Quer ir até lá? Estava mesmo indo buscar algo para beber. – ele completou e a menina assentiu, saindo com ele. e se encararam, mas não disseram nada.
– Vamos entrar também para ver como ficou a decoração da . – disse para a amiga, que assentiu. e foram com elas.
Ao entrarem, as meninas cumprimentaram , que por algum milagre, não estava bêbado. Em seguida, elas ficaram observando e avistaram próxima ao DJ, que tocava uma música animada. Com um pouco de dificuldade, devido ao tanto de pessoas que estava no centro, elas finalmente chegaram até onde a menina estava. perguntou o que elas estavam achando e elas fizeram um sinal de positivo. puxou , que passava com .
– VAMOS DANÇAR. – ela gritou e as meninas concordaram, indo para o centro da pista de dança. foi até onde e estava sentado. chegou logo depois.
Os quatro ficaram observando as meninas dançarem animadas com uma música qualquer de Britney. e não tiravam os olhos de e . e riam dos amigos. Mas quando voltaram a prestar atenção na pista de dança, perceberam dois garotos se aproximando de e . Rapidamente eles se levantaram e foram até onde elas estavam. percebendo que estava se aproximando, saiu de perto do garoto e foi ao encontro dele.
– Que tal aquela dança, agora? – disse no ouvido do garoto.
Ele olhou para , que já estava com e assentiu. Sendo assim, ela pegou na mão do rapaz e começou a dançar com ele. A música era animada e aproveitou isso para começar o seu plano. Ela começou rebolando, enquanto segurava sua cintura. Ela ficou de costas para ele, sem mudar o movimento. De repente sentiu mais perto do seu corpo e ela sorriu ao sentir a respiração do rapaz em seu pescoço. Do nada, ela sentiu uma mordida em sua orelha, fazendo-a virar. Ao fazer isso, ela se aproximou do ouvido do garoto e retribuiu a mordida.
– Que tal continuarmos isso em outro lugar? – sugeriu. não hesitou.
Ele a puxou pela mão e caminhou com ela até o local que ela havia improvisado. Ao fechar a porta, começou a distribuir beijos no pescoço do rapaz e desabotoar sua blusa. Quando conseguiu se livrar da blusa dele, deu uma mordidinha no lábio inferior do garoto e em seguida o surpreendeu com um beijo feroz. apertava a garota e descia sua mão até a bunda dela.
– Sabe , eu não deveria ter dito nunca. – começou, em meio aos beijos. – Olha só onde estamos? Se soubesse que você beijava tão bem, já teria feito isso antes.
– Eu concordo com você. – disse, beijando-a com mais intensidade.
– Se quiser, posso te dar um presentinho maravilhoso. – provocou e começou a abaixar o zíper do seu vestido, deixando amostra seu sutiã preto. Em seguida, ela o empurrou na cama e foi para cima dele, beijando-o. Depois ela tirou os sapatos dele e em seguida sua calça, o deixando apenas de cueca. Ela voltou a beijá-lo e sem que ele percebesse, pegou uma algema, prendendo uma de suas mãos.
– Opa! Gostei disso. – disse e a menina riu maliciosa.
Depois o vendou e tornou a beijar sua boca. Passou suas mãos pelo seu abdômen, provocando algumas “contrações” nele. aproveitou para subir seu vestido e riu baixinho.
– Eu já volto, amorzinho. – disse.
– Não demora. – disse e ela saiu do local.
A menina estava rindo muito e de repente, apertou um botão, fazendo o local improvisado “despencar”. Nesse momento, ela chamou a atenção de todos e algumas pessoas começavam a rir ao verem a situação em que se encontrava. voltou até onde ele estava e tirou a sua venda, fazendo-o arregalar os olhos ao perceber que todos estavam o olhando.
– Surpresa! – disse e pediu para o DJ abaixar o som. – Boa noite gente. Esse é o meu presente para o . Mas eu acredito que vocês não estejam entendendo, então eu vou explicar. – ela começou e olhava assustada. e estavam sem reação. – Dias atrás eu escutei esse carinha conversando com a vadia da Valentina dizendo que “me pegaria” para aumentar a reputação dele. Mas olhem só? Quem o pegou fui eu e agora, , você será motivo de zoação de toda a East High. – disse, olhando para o garoto que tinha um olhar matador em direção a ela. – Espero que tenha aprendido que comigo ninguém se mete. – ela disse, soltando beijinho pra ele que tentou se levantar, mas estava preso. – Ah, Valentina! Por que você não continua o trabalho que comecei? Afinal, ele já está acostumado a fazer isso com você. – após isso, saiu dali rindo a toa. , e foram atrás dela. Já , e foram dar um jeito de ajudarem .

~*~*~


Do lado de fora se sentou em um banco. Ainda ria do que fizera. E não se arrependeu nem um pouco. Logo ela percebeu que suas amigas se aproximavam.
– Sem sermões, por favor. – pediu, assim que elas se sentaram ao seu lado.
, você ficou louca! – dizia. – Eu não tinha ideia do que você faria, mas me surpreendi. – ela completou, fazendo e a olharem.
– Como é a história? – as duas perguntaram juntas.
– A estava comigo quando eu escutei a conversa do com a Valentina. – disse. – E antes que pergunte, eu não falei porque não queria que a fosse tirar satisfação com o e queria saber o que a acharia depois que visse que eu tive uma ideia incrível.
– Você não podia ter escondido isso da gente. – disse. – Mas se o fez isso, o deveria saber. – ela completou e arregalou os olhos.
– Acho que não. Na hora só estava o e a Valentina.
– Mas o é melhor amigo dele. – disse, mudando o seu humor. – Eu vou tirar essa dúvida agora. – ela completou, se levantando e saindo em direção a festa.
– Foi por isso que eu não falei pra ela. – disse, suspirando. – Mas eu não quero que ela brigue com o . – ela completou.
– Eu vou atrás dela. – disse. – Depois vamos embora que essa festa já deu por hoje!

Quarto do – 21h55min.

– EU VOU MATAR AQUELA GAROTA. – gritava.
– Calma, cara! – pediu, mas levou um empurrão do amigo nervosinho. – Mais que merda, ! Eu só estou querendo ajudar.
– Então não me pede pra ficar calmo. – disse.
– Quer saber? Eu acho é pouco o que a fez contigo. – disse, saindo do quarto em seguida batendo a porta com força.
– Agora ele apoia ela? – perguntou.
– Não quero brigar com você, mas eu concordo com o . – disse e viu bufar.
– Por que não vai atrás dele e daquela garota então? – disse e respirou fundo, se levantando e saindo em seguida. – Vai me dizer que eu estou errado também? Ah, não! Você fez essa aposta comigo.
– Eu tô contigo. Afinal, fiz coisa muito pior. – disse, deitando-se em sua cama. – Agora eu fiquei com medo. Se a fez isso com você, acho que a vai me matar.
– Vai amarelar? – perguntou.
– Claro que não! Até porque, diferente de você, eu quem vou fazer algo. Não ela. – ele disse, fazendo o amigo rir pela primeira vez. – Mas eu vou atrás da antes de ela ir embora.
– Vai lá e aproveita para expulsar esse povo daqui. – disse e assentiu.
Quando ele estava descendo as escadas, encontrou . Antes que ela pudesse dizer algo, o rapaz caminhou até a mesa do DJ e pediu que ele parasse de tocar as músicas, mandando o pessoal ir embora. Após algumas vaias, o pessoal começou a sair. voltou para onde estava.
– Cadê a ? – ele perguntou.
– Lá fora, mas não é sobre ela que eu quero falar. – disse séria. – Você sabia dessa aposta, ? – ela perguntou de forma direta.
– Não, ! Ele não sabia. – de repente a voz de fez a garota se virar. – Isso era coisa minha e da Valentina, porque nós queríamos humilhá-la.
– E valeu a pena essa aposta? – perguntou. – Olha, , se não tivesse sido você, teria sido a minha amiga e uma hora dessas, ela poderia estar muito mal. Será que não passa pela sua cabeça que no fim, sempre uma pessoa vai sofrer? Não que você se importe. Mas até acontecer outra coisa que supere isso, você será motivo de piadinhas. – ela completou e a olhou.
– Eu vou sobreviver. Acredito que outra coisa aparecerá rapidinho. – ele disse com um sorriso irônico no rosto e estremeceu. – Agora, eu preferia que fosse ela. Antes ela do que eu. – ele completou. – , por favor, vá deixar sua namoradinha em casa. Eu vou fechar a casa.
– Não precisa. Eu vou com as meninas. – disse. – Enquanto a você, ? Eu lamento por ser assim. Mas estou até começando a achar que foi pouco o que a fez pra você. – em seguida ela saiu.
ignorou. Já foi atrás dela. A menina andava rápido, mesmo estando de salto. vinha atrás dela e a chamava, porém ela não queria olhá-lo. Só que ele correu e parou na frente dela.
– Eu não tive culpa do que aconteceu. Então eu não mereço ser tratado assim por você!
, eu só quero ir embora. – disse.
– Tudo bem. Mas será que eu posso ir te deixar? – ele perguntou.
– Não precisa! Eu vim no carro da minha mãe com as meninas. A gente se fala depois. – disse e lhe deu as costas.
resolveu ir para sua casa. Tudo o que ocorrera nessa festa havia deixado-o sem cabeça. Principalmente a maneira que estava falando com ele agora! No entanto, isso foi um incentivo para ele terminar o seu plano. Estava chegando a hora de fazer toda a East High conhecer a , em todos os aspectos!


Capítulo NOVE


Los Angeles, CA – Colégio East High – 14h30min.
Uma semana se passara desde os últimos acontecimentos. continuava a ser motivo de piada no colégio, mas ele sabia que isso acabaria em breve, afinal, ele estava ajudando a terminar de organizar o que faltava em seu plano. Mas hoje, por ser uma sexta-feira e eles terem uma viagem pelo colégio, os dois dariam um tempo nisso. Nesse momento eles estavam terminando de colocar suas malas dentro do ônibus quando deram de cara com . A menina não falou nada com eles. Apenas colocou suas coisas dentro do ônibus e deu as costas. Mas alguém segurou o seu pulso. Ela se virou e viu que tinha sido . Desde o dia em que saíra da casa de , não falara com de jeito nenhum.
– Até quando você vai fugir de mim? – ele perguntou e , percebendo que estava sobrando, saiu dali. – O que foi que eu fiz com você?
– Não estou fugindo de você. – disse num tom baixo. – Mas quem é você pra dizer que eu estou fugindo? Você não fez questão de falar comigo uma vez se quer essa semana.
– Porque você não me permitiu fazer isso, . – disse num tom desapontado, mas era tudo encenação. – Te liguei muito durante o final de semana e não obtive retorno nenhum. Tentei falar com você sim, mas você fingia não me conhecer ou sumia do nada. – ele completou e a menina suspirou. Infelizmente ele dizia a verdade. – Se você está com raiva de mim por algo que o meu melhor amigo fez, eu acho que não devemos ficar juntos. Agora, eu pensava que você era diferente!
– E que tipo de relação nós temos, ? – perguntou e o menino engoliu a seco. – Eu acho que só estávamos ficando. Ou estou errada? – Porque eu fiquei com medo de te pedir em namoro e você dizer não. – disse e dessa vez foi à garota que engoliu a seco. Ele se aproximou dela, tocando em seu rosto. – Poxa, ! Nós tivemos um momento que eu não consigo tirar da minha cabeça. Estava tudo indo tão bem com a gente. Meus pais te adoram e eu adoro sua mãe. Daí você vai querer jogar tudo fora por algo que o fez com a ? – ele perguntou e não teve resposta. – Se você quiser fazer isso, eu só lamento. – ele completou e saiu dali, deixando-a sozinha e pensativa. Ela saiu de seus pensamentos quando a professora de Biologia pediu que ela entrasse no ônibus. Após a chamada dos alunos, o veículo deu partida. estava ao lado de , que escutava música. Ela resolveu fazer o mesmo e fechou os olhos, deixando que a melodia que escutava a acalmasse. E assim foi o caminho todo até o hotel onde eles ficariam!

Los Angeles, CA – HOTEL – 15h45min.

Depois das orientações dadas pelos professores, os alunos finalmente puderam se encaminhar aos seus quartos. Como era uma atividade extracurricular, os professores não viram problemas em colocar os grupinhos que eram acostumados a ficarem. Sendo assim, , , e ficaram juntas. No entanto, não estava tão animada quanto às outras.
– Por que você e o não fazem as pazes logo? – perguntou. – Eu estou começando a me sentir culpada por isso, sabia? – ela completou, se sentando ao lado da menina.
– Não precisa se sentir culpada. Eu que estou sendo uma estúpida com ele. – disse.
– O que vocês conversaram hoje? – perguntou, se aproximando.
– Ele disse que se eu estava com raiva por algo que o amigo dele fez, era melhor não ficarmos juntos. Então eu o questionei sobre o que tínhamos, dizendo que a gente só ficava. Daí, ele disse algo que acabou comigo. – disse e suspirou. – Ele disse que não tinha me pedido em namoro por pensar que eu diria não. Falou que nós tivemos um momento que ele não tirava da cabeça dele, disse que os pais dele me adorava e ele adorava a minha mãe. Pra terminar, ele falou que se eu queria jogar tudo fora por algo que o fez contra a , ele lamentava. Depois saiu de perto de mim. – ele completou e deu mais um suspiro.
– E é isso mesmo que você quer fazer? – perguntou. – Sabe, vou te contar algo que falei para as meninas. Se o pretendia fazer algo contra a , seria contra ela. Sei que vocês são amigas, mas isso não deve envolver você o , que também é amigo dele. – ela completou.
– Eu concordo com a . – falou. – Meu problema foi com o e eu não quero que você tome minhas dores deixando de lado o . Ele não teve nada a ver com isso.
– Eu sou uma idiota mesmo. – lamentou. – Coloquei tudo a perder.
– Claro que não! – disse. – Mais tarde, após o jantar, chame o para conversar e façam as pazes. Vocês são fofos juntos! – ela completou, fazendo sorrir.
– Vou tentar. Mas não sei se ele conversará comigo! – ela disse indo tomar um banho em seguida. As outras três foram atrás do que vestir para mais tarde.

~*~*~


Los Angeles, CA – RESTAURANTE DO HOTEL – 19h40min.

Todos os alunos estavam sentados à espera do jantar ser servido. Um tempinho depois, as pessoas do hotel começaram a colocar as comidas em cima das mesas e quando terminaram, os alunos se serviram. não estava com muita fome, mas tinha colocado um pouco após suas amigas dizerem que ligariam para sua mãe se ela não comesse. No entanto, ao virar para o lado, viu algo que a deixou chateada. conversava com uma ruiva que fazia o terceiro ano. Os dois estavam sorrindo bastante e aquilo mexeu demais com . De repente, o rapaz se virou e percebeu a garota o olhando, ficando sério. Ele queria mesmo deixá-la com ciúmes, mas estranhou o fato de o olhar dela ser triste e não de raiva ou ciúmes.
remexeu no prato e colocou umas três colheradas na boca. Depois disso, ela só bebeu um pouco do suco a sua frente. Em seguida, levantou-se e foi até a cozinha reservada para os alunos lavarem os seus pratos. Quando terminou de fazer isso, alguém esbarrou nela, fazendo-a derrubar o prato no chão e quebrando. Era Ashley, que estava acompanhada de Valentina.
– Ops, foi sem querer. – a garota disse num tom de deboche. – Agora você vai ter que pagar.
– Não, Ash! – Valentina se meteu. – Ela vai pedir pro pagar. – ela completou.
– Eu não sou que nem vocês, que cobravam dos dois quando eles queriam algo a mais que beijinhos e abraços. – disse e Ashley partiu pra cima dela.
– Posso saber o que houve aqui? – a voz de , que estava com ao seu lado, fez as meninas olharem pra ele. Em seguida, a professora de Biologia apareceu.
– Quem quebrou esse prato? – ela perguntou nervosa.
– Foi a . – Ashley disse. – Ela estava distraída pensando no e olha o que aconteceu. – ela provocou, dando um sorrisinho de lado.
– Não se preocupe, professora. Já estou indo até o meu quarto pegar o dinheiro para pagar pelo que quebrei. – disse. – Ash, cuidado pra não quebrar nada, porque o não vai se dispor a pagar por isso. – ela disse antes de sair, deixando a menina fumaçando.
O rapaz, sem entender, foi atrás dela, deixando seu prato com , que acabou indo contar para as meninas o que havia acontecido. estava chegando ao seu quarto quando sentiu que alguém estava atrás dela. Ao se virar e ver , ela bufou. O garoto se aproximou dela, que tentava abrir a porta do seu quarto. Ele tomou a chave de sua mão e abriu pra ela, mas não a deixou entrar.
– Posso saber o que aconteceu ali na cozinha? – ele perguntou, cruzando os braços. – E por que falou aquilo pra Ashley?
– Ela esbarrou em mim sem querer, sabe? – começou irônica. – Meu prato caiu no chão e quebrou. Ela disse que eu teria que pagar, mas a Valentina se meteu dizendo que você poderia fazer isso. Daí eu disse que não era igual a elas que cobravam quando vocês queriam “se divertir” à noite, se é que me entende. – ela completou, dando um sorrisinho falso.
– Eu sou visto assim por você? Como alguém que paga a pessoa pra ficar comigo a noite? – disse e ficou o olhando. – Então, quanto eu preciso te pagar pra ficar comigo? – ele a provocou, fazendo-a entrar no quarto.
– Eu não quero o seu dinheiro. – ela disse e riu, puxando-a pela cintura e fechando a porta do quarto. – , você não deveria estar aqui! – ela disse e o rapaz ficou a encarando. – Por que não vai atrás da ruiva com quem estava conversando na hora do jantar? – ela disse, mas num tom triste. O rapaz sabia que não era ciúme.
– Porque eu quero você. – ele disse, dando um beijo na garota, que retribuiu. começou a passar a mão pelo corpo da garota, que alisava as costas dele. De repente, alguém bateu à porta.
, abre essa porta! – gritava do lado de fora. arregalou os olhos e riu, abrindo a porta em seguida. – Ah, desculpa! Eu não queria atrapalhar.
– Você não atrapalhou nada, . – disse sem jeito e caminhou até suas coisas, pegando um dinheiro e passando por , que sorria maroto. – Vou lá embaixo pagar pelo prato que quebrei. – ela disse num tom irônico, saindo em seguida.
– Vocês fizeram as pazes? – perguntou para o rapaz.
– A gente se beijou e acho que teríamos continuado se você não tivesse atrapalhado. – disse, deixando a menina vermelha. – Mas acho que foi um começo! – ele completou e a menina sorriu. – Só que acho bom isso ficar só entre a gente, se não ela me mata.
– Pode deixar . – disse e em seguida entrou no quarto. foi para o seu.

XXX


O dia fora intenso e de muita diversão. Os professores responsáveis pelo passeio do colégio levaram os alunos para uma casa de praia em Malibu, deixando todos muito animados. Alguns ficaram pela casa, aproveitando as duas piscinas que tinham no local. Outros foram para a praia. se estressara com , pois ela havia falado sobre e se pegando no quarto delas para e , que gargalhavam. Com isso, ela resolveu dar um volta na praia, mas se arrependeu ao ver que estava lá. O pior não foi isso. Quando ele percebeu que a menina havia aparecido, ele se levantou e foi atrás dela. Eles andaram para um lugar bem longe de todos e começou a provocá-la distribuindo beijos pelo seu pescoço. Quando estavam se empolgando, umas risadas conhecidas de fizeram a menina dar um pulo assustada. Suas amigas apareceram do nada e começaram a tirar brincadeiras. ficou roxa de vergonha, já ria junto com as meninas.
Quando os professores chamaram os alunos para voltarem ao hotel, eles explicaram que a noite teria uma festa em um Resort próximo ao hotel em que estavam e que eles poderiam ir, mas não poderiam beber nem fazer outras coisas. Todos se animaram, mas resolveram descansar um pouco antes da tal festa, que começaria às 19hs da noite.

~*~*~


Los Angeles, CA – HOTEL – 18h20.

e estavam no banho, enquanto e estava arrumando seus cabelos. Do nada, percebeu que a amiga estava distante e resolveu sondar o que estava passando na cabecinha dela.
– No que está pensando, ? – perguntou. A menina suspirou.
– Em alguém que eu não deveria. – ela disse e a amiga arqueou uma sobrancelha. – Não faça essa cara, pois você sabe de tudo. – ela completou.
– Eu não sei de nada. Mas tenho minhas suspeitas sobre em quem você está pensando!
– É no mesmo. – ela assumiu. – Mas não quero falar sobre ele. Pra que fazer isso?
– Por que você não se aproxima dele? – perguntou.
– Fiz isso uma vez e ele me pediu ajuda para ficar com uma garota da nossa turma. – disse, suspirando. – Ele não olharia pra mim!
– Xô, baixa estima, amiga. Você é linda. Então, mostra praquele nanico o que ele tá perdendo.
– Como, ? – a menina perguntou.
– Você confia em mim e nas meninas, né?– perguntou e a amiga assentiu. – Então deixa com a gente. Agora vem aqui que eu vou fazer sua maquiagem. – ela completou e a menina concordou. Quando e saíram do banheiro, as chamou e explicou sobre . As meninas toparam na hora fazer a menina chamar a atenção do .

Enquanto isso, no quarto dos meninos.

– Nós não podemos beber nem fazer outras coisas. Mas, podemos tentar? – perguntou.
– SEMPRE! – e disseram juntos, rindo com .
– E você, ? – perguntou. – Vai tentar?
– Toda hora. – ele disse, prestando atenção no seu celular. acabara de receber uma mensagem de pedindo ajuda para saber com quem das suas amigas ele ficaria. Ele não perguntou por que, mas resolveu fazer isso. – Agora, só entre a gente, me digam uma coisa.
– O que, ? – perguntou.
– Quem das amigas da , vocês ficariam? – perguntou e o olhou sério.
. – disse, sem pensar.
– Já fiquei com a , mesmo sendo uma armação. E ficaria com a .
– A não vale. – disse.
– Não é só porque você tá ficando com ela que eu deixaria de ficar com ela. – rebateu.
. – falou e parou para olhá-lo.
– Boa escolha, cara. – disse pra ver se ele falava mais alguma coisa.
– Depois que me aproximei dela, percebi o quão bonita ela é. – completou e aquilo fez sorrir, pegando seu celular e dizendo para que ele ficaria com . A menina respondeu um “ótimo” e pediu que eles esperassem para irem juntos.
– Então, investe na gatinha, cara! – falou e apoiou.
– Se ela não te deixar só de cueca, preso com uma algema na cama, vai valer a pena. – disse e os três gargalharam muito. – Vou me arrumar que é melhor! – ele completou e os meninos assentiram indo fazer o mesmo.

~*~*~


Quando as meninas ficaram prontas, elas desceram e ficaram no saguão do hotel, na companhia de outros alunos. Alguns hóspedes que passavam pelas quatro garotas soltavam algumas cantadas. As meninas riam com isso. Mas fazer o quê? Estavam lindas!
escolhera uma saia jeans num tom surrado, uma blusinha folgadinha e manga longa, mas transparente, com um salto Anabela. usava um short jeans com taxas, uma blusa de renda preta meio folgada com um scarpin mais delicado na cor azul. havia optado em uma saia branca curtinha com um cintinho marrom, uma blusinha de alça fina azul com detalhes brancos e um salto, não tão alto. Para completar o quarteto fantástico, usava um short saia estampado, uma blusa de seda e salto alto com tiras. Seus longos cabelos tinham alguns cachos definidos e sua maquiagem realçava mais ainda sua beleza.
, quem é aquele gatinho que tá se aproximando? – apontou para , que vinha na companhia dos amigos. O coração da menina acelerou ao perceber o quão lindo ele estava. O rapaz usava uma bermuda jeans e uma camiseta preta.
– E aí, meninas? – disse, dando um abraço em todas. Mas na hora em que foi fazer isso com , ficou um pouco desnorteado com o perfume da garota.
– Estão dividindo os alunos em grupos de oito para as vans nos levarem até o resort. Querem ir conosco? – perguntou e os meninos concordaram.
Logo, eles saíram e caminharam até a van que os aguardava. fora com ao seu lado, com , com e com . Até ali, as meninas estavam achando tudo tranquilo. Pediram para ficar calma e conversar normalmente com . , antes de descer, conversou com também. Disse que ele chegasse na garota, mas sem se precipitar. O rapaz concordou e ficou de fazer isso mesmo. Não queria mais perder tempo!

~*~*~


RESORT – 20h30min.

O local onde os alunos se encontravam não havia nenhum tipo de bebida alcoólica, pois o colégio quem havia organizado esse momento de diversão para eles. No entanto, os professores responsáveis pela turma ainda fizeram questão de oferecer alguns coquetéis e umas comidas maravilhosas, deixando os alunos muito satisfeitos.
estava sentada próxima a piscina com suas amigas, observando de longe um rapaz que estava de frente para ela com seu grupo de amigos. a observava também e quando seus olhos se encontraram, ele sentiu algo forte. , que percebia, resolveu fazer algo.
– Vamos nos sentar com as meninas. – ele disse, fazendo todos olharem.
– Ficou louco? – só faltou gritar. – Estou bem aqui, obrigado.
– Finge que a não está lá, tudo bem? – disse. – , chama sua garota para dançar, conversar. Faça o que você faz de melhor! – ele completou e o amigo assentiu, dando mais um gole em seu coquetel de maracujá.
Em seguida, os quatro rapazes se levantaram e foram até a rodinha das garotas. Quando percebeu que estava com os meninos, levantou-se e foi até a pista de dança improvisada no local, porque não suportava ficar ao lado dele. O rapaz agradeceu mentalmente por isso. e sentaram-se perto de e que sorriram para os dois. nem chegou a se sentar, pois queria sair dali, só que com .
, vamos dar uma volta? – o rapaz pediu e a moça assentiu, levantando-se e indo até o seu encontro.
parecia nervosa enquanto andava pelo gigante Resort na companhia de . Lembrou-se da vez em que ele foi até ela lhe pedir desculpas por ter sido tão grosso, lá na festa da fogueira. O sorriso estampado na cara do sorriso havia feito seu coração derreter. Não que ela o achasse feio, até porque era um dos garotos mais desejados da East High. Mas sim, porque viu a sinceridade naquele sorriso que a fez o ver com outros olhos. Já parecia perdido olhando para a menina. Os seus cabelos se bagunçavam devido ao vento, mas ela não deixava de ser linda. A roupa que usava lhe dava um ar sensual e ao mesmo tempo delicado.
“Como assim?”, pensou e começou a sorrir sozinho. A garota percebeu e parou para olhá-lo.
– Do que está sorrindo? – ela perguntou.
– Pensei em algo, mas não sei como isso é possível. – disse, mas a menina ficou sem entender. – Passou pela minha cabeça o quanto sensual e delicada você estava ao mesmo tempo.
– Nossa! Como você é direto. – a menina disse, ficando vermelha em seguida.
– Não precisa ter vergonha. – pediu, passando uma mão no rosto da garota, que se arrepiou com o toque.
Ela levantou o rosto para encarar o rapaz a sua frente e direcionou o seu olhar para a boca do rapaz. percebeu e a puxou para mais perto de seu corpo. Com uma mão ele segurava a cintura da garota e com a outra, levou até os cabelos dela, passando-a por debaixo deles. fechou os olhos e ficou mais arrepiada ainda. sorriu e foi se aproximando dela, lhe dando um selinho. A menina abriu os olhos e sorriu. Mas sem pensar duas vezes, resolveu beijá-lo. Dessa vez com certa intensidade e com todo o desejo que estava guardando para si. O rapaz correspondeu à altura e cada vez segurava com mais força a garota pela cintura. Os dois só pararam quando o fôlego lhes faltou. passou seus braços pelo pescoço do rapaz e sorriu para ele, lhe dando mais um selinho.
– Posso te contar algo? – começou e a menina assentiu. – Eu gosto de você. Mesmo com suas brincadeiras, mesmo você querendo me tirar do sério. – ao ouvir isso, a menina ficou corada. – E o que você tem a me dizer?
– Que eu também gosto de você, mas nunca falei porque depois que nos aproximamos, eu me tornei um “cupido” pra você. – disse e o menino riu.
– O problema é que nunca consegui deixar claro que queria o tal “cupido”, não as outras. – após ouvir isso de , a menina não mediu esforços em beijá-lo mais uma vez. Esse foi diferente do primeiro. Ambos puderam sentir algo mais forte e especial. agradecia mentalmente por ter a ajuda de suas amigas para isso. agradecia pela conversa que tivera com os meninos antes de descer para vir a tal festa. Talvez isso fosse o início de um romance!

XXX


Los Angeles, CA – HOTEL – Piscina.

Eram 14hs da tarde e após um almoço delicioso, os alunos descansaram um pouco e depois foram para piscina aproveitar as últimas horinhas que ficariam ali. e estavam deitadas em uma espreguiçadeira, enquanto e estavam tomando banho de piscina. De repente, se aproximou de onde as meninas estavam deitadas, na companhia de . Ambos se sentam em cadeiras ao lado delas. parou e observou . A garota usava apenas um biquíni vermelho e seu cabelo estava preso. Ele chamou a atenção de , que começou a rir quando percebeu o amigo babando.
– Vamos pegá-las e jogá-las na piscina? – falou baixinho e amigo assentiu.
Então, cada um pegou uma das meninas e pularam na piscina. As duas meninas ficaram muito bravas, principalmente quando perceberam quem havia feito isso.
– Qual o seu problema, ? Está aprendendo a ser idiota que nem o , é? – disse, ríspida, deixando o rapaz sério. e começariam uma discussão também, mas eles pararam para observar a garota saindo nervosa da piscina.
– Se eu fosse você, iria atrás dela. – disse e o menino assentiu.
estava bufando de raiva e andava até a entrada do hotel. Mas quando ela ia entrando, sentiu uma mão a segurando. Ao se virar, viu que era .
– Eu não quero falar com você. – a menina disse.
– Mas você está falando comigo. – a provocou.
– Idiota!
– Desculpa pela brincadeira, . Eu não sabia que você era assim. – disse.
– Assim como?
– Toda grossa, a ponto de me comparar com o . Tudo bem que ele é meu amigo, mas eu nunca fiz, nem faço nada do que ele faz. – disse e a menina o encarou. – Poxa, das meninas você é a que eu mais gosto, daí você fala aquilo na frente de todo mundo.
– A que você mais gosta? – ela perguntou.
– Sim, ! Eu gosto de você. Não deu pra perceber ainda? – disse e se virou para sair dali. Mas sentiu um toque delicado da menina em seu braço. Quando ele se virou para encará-la, notou o quão perto ela estava dele.
– Talvez seja pelo fato de eu gostar de você também que eu não tenha gostado da brincadeira que fez. – a menina disse e o rapaz a olhava. – Se eu ou a não soubéssemos nadar?
– Eu não te deixaria afogar, muito menos o . – disse, tocando em seu rosto. – Me desculpa . Eu não quis te deixar brava! – ele completou e a menina assentiu.
– Só vou te desculpar se você me desculpar primeiro. Chega a ser uma ofensa te comparar ao . – ao ouvir aquilo da menina, ele riu. – Eu sei que ele é seu amigo, mas é a verdade.
– Você não está mentindo. – ele disse a fazendo sorrir. – Vem cá, me dá um abraço.
A garota assentiu e deu um abraço forte nele. Ele a levantou, pois ela era um pouco menor que ele. De repente, os olhares se encontraram antes que ele a soltasse e um beijo inesperado da parte da garota, deixou o rapaz feliz. Um beijo nada intenso, mas carinhoso. Foi algo maravilhoso para a menina, que durante certo tempo imaginava como seria beijar . Para ele não foi diferente. Sempre gostara de , porém tinha medo de se envolver demais e ela achar que seria só mais uma em sua vida. Mas não! Assim como ele sentia algo, ela também sentia e estava deixando bem claro a cada novo beijo dado por ela.


Capítulo DEZ


Los Angeles, CA – Casa da família – 13h30min.

havia acabado de almoçar com as suas amigas e foi para a sala de jogos, descansar um pouco, pois às 14h30 elas voltariam ao colégio devido aos treinos de vôlei que finalmente retornariam. estava muito calada e as meninas, que perceberam, decidiram saber o que estava acontecendo com ela.
– Algum problema, ? – perguntou .
– Problema nenhum. – a menina respondeu, sem olhá-la.
– Tem certeza? – disse.
– Por que eu estaria com algum problema? Só estou com sono. – a garota respondeu.
– E qual é a parte que nós não acreditamos nisso que você não entendeu ainda? – falou.
– Vocês são chatas, sabiam? – disse. – Só porque estão namorando, ficaram assim.
– Ninguém tá namorando aqui. – disse séria.
– Ainda não. Mas em breve as três estarão e eu vou ser esquecida. – disse e as meninas começaram a rir. – O que foi? Eu estou mentindo?
– Você está carente, . – brincou. – Precisamos arranjar um carinha pra você!
– E quem disse que eu quero? Nada de dor de cabeça pra mim por causa de homem. Eu quero é aproveitar. – a garota disse e as três meninas ficaram a encarando.
– Já pensou se você se desse bem com o ? Poderíamos ter quatro casais agora. – falou e a menina arregalou os olhos.
– Você bebeu? – perguntou. – Eu e o ? Nunca no universo!
– Ah, vocês formariam um casal top. As inimigas morreriam de inveja. – disse.
– Eu não mereço isso. Não mereço alguém como ele na minha vida.
– Você acha que o vai ser assim pra sempre? – perguntou.
– Eu não acho, eu tenho certeza. – a menina respondeu ríspida. – Por favor, vamos mudar de assunto, porque isso está me dando indigestão. – ela completou e as outras assentiram, falando sobre o fim de semana que passaram no hotel. As meninas também tiraram o sério da falando do que quase elas presenciaram quando a pegaram no flagra com . Depois de uma meia hora conversando, elas foram se trocar. assustou-se ao descer e encontrar sua mãe sentada no sofá, totalmente pálida.
– Mãe? Tudo bem? – a menina perguntou e se sentou ao lado da mulher.
– Ah, tô sim filha. É só um mal estar. – Joanna a respondeu e a menina assentiu.
– Estou indo para o treino de vôlei, mas assim que acabar, eu volto pra casa. – falou e a mulher assentiu, lhe dando um beijo. Assim que a menina saiu, Miranda apareceu na sala e se sentou ao lado de Joanna.
– O que houve? O Charlie lhe contou mais alguma coisa? – Miranda perguntou.v – O Joseph ligou pra ele. – a mulher disse, tremendo. – Meu esposo está vivo, mas não sabemos aonde. Eu preciso encontrá-lo. – ela completou.
– E o que você pretende fazer?
– Ir atrás dele. – a mulher disse sem pensar. – Mas preciso bolar algo com o Charlie e inventar uma desculpa para a . – ela completou e a mulher ao seu lado concordou.
– Ajudarei você no que for. Principalmente se precisar cuidar da . – após ouvir isso de sua amiga, Joanna pareceu mais tranquila. Mas subiu para tomar um banho e pensar em algo para resolver esse assunto. Não seria fácil inventar algo sem que fizesse diversas perguntas!

~*~*~


Los Angeles, CA – Colégio East High – 14h30min.

Devido ao retorno dos treinos de vôlei, os treinos de futsal seriam, agora, às terças e quintas. No entanto, ao saber que as meninas estariam lá, chamou aos meninos para assistir ao treino delas, porque eles poderiam sair depois. até hesitou no início, mas não deixaria de sair só porque estaria lá. Ele não queria dar esse gostinho para ela.
As meninas chegaram ao ginásio e sentiu nojo ao ver Ashley. Mas o pior não era isso. Era que ela estava com Valentina conversando com e . percebendo que a amiga se incomodara com aquilo, pensou em fazer algo também. Olhou ao redor e percebeu que Henry estava do outro lado tocando a bola com Greg. Logo, ela puxou e as duas caminharam até os meninos.
– Meninos! – disse sorridente e dando um beijinho no rosto de cada. apenas sorriu para eles. – Vão ajudar nos treinos, como faziam semestre passado?
– Claro! – Greg disse, animado. – Não perderíamos a oportunidade de ver vocês e as outras meninas jogando. – ele completou e riu. De repente Henry se aproximou de .
– Tudo bem com você? Faz tempo que não conversamos. – ele disse, dando um sorriso fraco.
– Estou bem e você? – perguntou.
– Estou sentindo sua falta. – ao ouvir isso do menino ela engoliu a seco. – Desde que você começou a se relacionar com o , você me deixou de lado.
– Desculpa por isso. – a menina disse, sem jeito. – Eu não quero que pense isso só porque eu tive algo com ele. – ela completou e ele a encarou.
– Eu só espero que você não se decepcione com ele. Eu vi o quão chateada você ficou quando ele falou mal de você. Então, eu não queria que isso se repetisse. – Henry disse e a menina ficou sem saber o que falar. – Eu vou pegar o material do treino! – ele disse e deu um beijo no rosto dela, que sorriu. ainda conversava com Greg. Logo, voltou para onde e estavam. Só que quando estava chegando próximo a elas, apareceu e ficou a sua frente, com os braços cruzados.
– Posso saber o que tanto conversava com aquele otário? – ele perguntou sério.
– Ele é meu amigo. – ela disse tranquila.
– Amigo é? Sei! – ele disse e a menina o encarou.
– Sim, amigo que nem a Ashley é sua “amiga”.
– A Ashley não é minha amiga. Ela veio perguntar algo para o e eu a cumprimentei por educação. – disse.
– Você não me deve satisfações, . – disse totalmente séria e voltou a andar.
O rapaz até iria atrás da garota, porém o professor apitou alto, chamando a atenção de todas que ali se faziam presente. Ele, por sua vez, decidira ir se sentar onde seus amigos estavam.

**


Philip, o professor de vôlei, após explicar como seriam os treinos, pediu que fossem formadas três equipes, compostas de seis pessoas já que tinham dezoito meninas. Sendo assim, os times foram divididos por cores. As meninas faziam parte da equipe verde. Ashley era da equipe vermelha e Valentina havia ficado na equipe azul. O professor fez um sorteio com três bolinhas para saber quem jogaria primeiro. Para começar seria a equipe Verde X equipe Azul. Quem vencesse, jogaria contra a equipe Vermelha. Com isso, o homem deu início à partida. Henry e Greg ajudariam ao professor. Já , , e ficaram apenas na torcida.
A primeira partida quem ganhou foi o time verde, deixando Valentina uma fera. ria muito da cara da garota, que prometia vingança. Em seguida, elas jogaram o segundo set contra o time vermelho e foi à vez de rir muito, porque o time de Ashley havia perdido. Então, elas se sentaram para assistir a partida entre a equipe de Valentina e de Ashley jogarem.
e levaram quatro garrafas d'água para as meninas, que agradeceram sorridentes.
– Belas partidas. – disse, fazendo sorrir pra ele. – Agora, pelo que eu conheço da Ashley e da Valentina, elas vão querer uma revanche.
– Ótimo! Assim elas vão perder de novo. – disse, fazendo as meninas rirem.
– Time verde, venha até aqui. – o professor chamou as meninas, que deram tchau para os meninos e foram até o homem. – Farei uma seleção de vôlei, mas só poderei escolher doze meninas. Então, no próximo treino, se esforcem, pois só ficaram as melhores. – ao escutarem isso, todas se empolgaram. Fazer parte da seleção do colégio era o máximo. – Bem, vocês estão liberadas. Quarta-feira eu espero vê-las dispostas. – ele completou, se retirando em seguida.

~*~*~


Após tomarem banho no colégio mesmo, e chamaram e para comer algo. e também iriam, assim como e . No entanto, esses quatro últimos não iriam como casais, diferente dos quatro primeiros. Durante o caminho, abraçava enquanto dava alguns beijos em . e iam à frente conversando sobre algo qualquer, enquanto e iam mais atrás.
– Por que você não fala para o que estava com ciúme dele? – a menina perguntou para , que nem a olhou. – Afinal, por que vocês não começam a namorar logo?
– Fala mais alto pra ele ouvir. – disse irônica.
– Oh , por que você e o não começam a namorar logo? – a menina disse, fazendo todos os olhares se voltar para ela e . – Ué, foi você quem pediu para eu falar mais alta.
– Você não percebeu a minha ironia, ? – disse e a menina riu.
não deixou de sorrir com a brincadeira de . estava vermelha nesse momento e ele gostava de saber que era por sua causa. A cada dia as coisas estavam melhorando. Vê-la apaixonada por ele, mesmo sem que ela assumisse, era ótimo. mal podia esperar para ver o que aconteceria em breve.
Após o que dissera, ele resolveu ficar ao lado dela. A menina, percebendo que estava sobrando, caminhou mais a frente, indo sozinha. quando percebeu que ele estava ao seu lado, ficou toda vermelha que nem um tomate. não deixou de rir com isso.
– Já disse o quão linda você fica quando está com vergonha? – ele perguntou.
– Você diz isso porque sou eu. Queria ver se fosse com você. – ela o respondeu.
– Muito difícil alguém me deixar envergonhado. – disse. – Mas, vamos ao que interessa. Por que não começamos a namorar logo? – ele perguntou e a menina arregalou os olhos. – Eu detestei ver você conversando com aquele mané, e tenho certeza que você não gostou nem um pouquinho de ter me visto com a Ashley.
– Quão modesto você é. – zombou.
– Realista. – ele disse, com um sorriso no rosto. – Respondendo a pergunta da sua amiga, eu acho que não começamos a namorar ainda porque eu não te pedi. Então, o que você acha de mudar nossos status nas redes sociais para “namorando”?
– Sério ? Isso é um pedido de namoro? – perguntou e ele riu. – Acho que é por esse motivo que não “estamos namorando”. – ela brincou, entrando na lanchonete com os demais. No entanto, meteu-se em sua frente e ficou de joelhos. – Por favor, não faz isso!
– Você zombou do que eu falei então agora aguenta. – falou. – ATENÇÃO SENHORES E SENHORAS. – ele gritou, fazendo todos olharem. – Gostaria que todos vocês fossem testemunhas do que vou fazer nesse exato momento. – ele continuou e estava vermelha olhando pra ele. – , você aceita ser minha namorada? – perguntou e escutou algumas garotas suspirando. , e olhavam para ele sem acreditar.
ainda olhava para o garoto e escutava uns “diz sim”, “se você não quiser, eu quero”. Ela não pode deixar de rir com isso e resolveu acabar com o suspense.
– Eu acho que seria muito idiota se dissesse não, então, , eu aceito te ter como namorado. – ao ouvir isso da garota, ele se levantou e lhe deu um beijo. Alguns aplausos foram escutados e em seguida eles foram se sentar perto dos amigos.
– Agora é oficial. está namorando . – brincou.
– Graças a mim, é claro! – disse e as meninas riram, exceto , que lhe lançou um olhar mortal. – Nem adianta me olhar assim, ! Eu sei que você está muito feliz. – ao ouvir isso, a menina ficou sem jeito. a abraçou.
– Deixe minha namorada em paz, . – pediu, mas sussurrou um “obrigado” para a menina, que piscou pra ele. – Vamos comer, por favor. Se eu estou com fome, imagina as meninas que estavam jogando. – ele completou e todos assentiram.
Após todos comerem, decidiram ir para as suas casas. despediu-se de com um selinho e disse que quando chegasse a sua casa, ligaria pra ele, principalmente quando ela disse que sua mãe não estava bem, por isso ela já iria pra casa. deu um beijo demorado em e fez o mesmo com . provocou , que ficou rindo da cara dela, mas que estava com vontade de dar na menina. Ele só não fazia isso, porque ela era mulher.

Los Angeles, CA – Casa da família – 19hs.

Quando chegou a sua casa, foi até o quarto de sua mãe e a encontrou descansando. Então, como não queria acordá-la, foi para o seu quarto e decidiu fazer alguns exercícios. Mas sua cabeça estava longe. Mas especificamente em um carinha de cabelos loiros, olhos verdes e alto. Isso mesmo! Ela não parava de pensar em , seu namorado. Só que de repente ela se lembrou do que Henry lhe falara. Será mesmo que ela o tinha deixado de lado depois que começou a se envolver com ? E por que ele disse que esperava que não a decepcionasse? Será mesmo que ele seria capaz de decepcioná-la?
De repente, o que era só alegria passou a se tornar grandes dúvidas. No entanto, quando ela viu sua mãe entrando em seu quarto, deu um sorriso.
– Oi, mamãe. Está melhor? – perguntou, enquanto Joanna se sentava ao seu lado.
– Estou melhor. Mas me fale sobre o seu dia. – a mulher pediu e a menina sorriu pra ela. – Que sorriso lindo é esse? Aconteceu alguma coisa?
– Sim, mamãe. Você está pronta? – perguntou e a mulher assentiu. – Eu estou namorando!
– Você está namorando o ?
– Eu nem disse que era ele. – falou e a mulher ficou a olhando. – Mas é ele sim! Ele me pediu em namoro na frente de um monte de gente que estava lá na lanchonete onde fomos comer depois do treino. Dá pra acreditar?
– Ah, que lindo! – disse Joanna. – Deveríamos marcar um jantar em família. O que acha?
– Pode ser. – disse, sorrindo. – Nem eu acredito ainda que isso esteja acontecendo. e eu, namorando? É difícil de acreditar! – ela completou, fazendo sua mãe rir.
– Espero que vocês sejam felizes. – Joanna disse e se deitou com a filha, que ligou a televisão e deixou em um programa culinário, pois as duas amavam.

~*~*~


Los Angeles, CA – Casa da família – SALA DE JANTAR.

– Quer dizer que você e a estão namorando? – perguntou a mãe do garoto. – Finalmente!
– Nossa mãe. Quanta alegria. – brincou, rindo.
– Isso só prova o quanto você está gostando dela. – Kent disse, fazendo o menino o olhar. – Você nunca nos contou sobre suas namoradas. É a primeira vez que faz isso!
– A é diferente. – disse e seus pais concordaram
Só que ele ficou preocupado com o que ouvira dos pais. Realmente, ele nunca havia levado uma namorada se quer a sua casa nem disse nada para eles. Mas esse lance com a era tudo uma farsa, da parte dele. Não gostava dela e seu único propósito era humilhá-la na frente de todos do colégio. “Que meus pais não façam nada por conta disso”, pensou .

XXX


Colégio East High – Quarta-feira, 16hs – Ginásio.

O professor Philip conversava com dois técnicos de vôlei acerca das meninas que estavam ali presentes. Eles ajudaram o homem a escolher as doze garotas que fariam parte da seleção do colégio. Então, quando já tinha os nomes em mãos, chamou todas no centro do ginásio.
– Quem eu for chamando, fica em pé. – o homem começou a falar.
, , e foi as primeiras a serem chamadas. Ashley e Valentina foram às outras duas, formando já uma equipe de seis. Para fechar nas doze garotas, o professor chamou o nome de seis meninas do 3º, que foram contentes para perto das demais.
– Meus parabéns a todas que foram selecionadas. Agora, vamos nos dedicar cada vez mais, pois teremos jogos nesse mês de outubro que serão muito importantes. – Philip disse e as meninas assentiram. – As que não foram selecionadas, podem continuar treinando com a gente. – ele disse e em seguida despediu-se.
Depois de se despedirem das demais, as meninas foram até a arquibancada, onde os meninos estavam sentados esperando por elas. subiu e deu um selinho em , que fez uma careta, porque ela tinha o melado, já que estava suada.
– Eca! – ele falou, limpando o rosto. A menina ficou o olhando séria. – Não podia tomar banho antes de fazer isso? Prefiro você arrumadinha e cheirosinha.
– É assim, ? Então, greve de beijo pra você. – disse, descendo da arquibancada, fingindo estar brava. Os demais riram da cara que fez.
– Eu estava brincando. – ele disse indo atrás dela, que nem se virou. – , você vai ficar com raiva de mim por causa disso?
– Eu? Imagina! Só vou fazer greve de beijo. – disse, dando um sorriso irônico.
Então a olhou malicioso e a puxou para o vestiário masculino, beijando-a com desejo. Já não se importava mais se ela estava suada ou não. Só queria fazer aquilo. Beijá-la e se ela permitisse outras coisas. A menina em nenhum momento deixou de fazer nada, mesmo sabendo que estavam no colégio e que poderiam ser pegos. De repente, a empurrou contra a parede, levantando sua perna e passando a mão pela sua coxa. A menina soltou um gemido abafado quando sentiu o garoto apertá-la.
– Me beijar você não queria, mas me atacar né? – dizia, em meio aos beijos.
– Quem disse que eu não queria te beijar? Só estava brincando. – falou, ainda segurando sua perna e pressionando-a contra a parede.
, nós vamos… – falava, mas quando viu e o amigo naquela situação, virou-se rapidamente. – Eu não queria atrapalhar!
– Todos dizem a mesma coisa. – disse, se recompondo. – Vou tomar um banho.
– Acho que é uma boa ideia para “apagar esse fogo todo”. – brincou, levando um tapa de em seu braço. – E você, , vamos esperar do lado de fora. – ele completou e o menino assentiu, indo para a arquibancada, se sentar com e .

Quando as meninas ficaram prontas, os meninos as levaram até uma sorveteria para comemorar a conquista delas. Depois disso, se ofereceu para deixá-las em casa, já que morava na mesma rua. No entanto, quando ficou só ele e no carro, ela o encarou.
– O que foi? – ele perguntou, desligando o rádio.
– Você quer entrar? – perguntou.
– Ah, não quero te incomodar. – disse, virando-se para ela.
– Não será incômodo nenhum e minha mãe vai amar te ver. – disse, o convencendo.
Quando os dois entraram na casa, viram que não tinha nenhum sinal de alguém. foi até os quartos, na cozinha, na sala e não encontrou ninguém. Então, quando estava voltando, viu um bilhete de sua mãe que dizia que ela e Miranda tinham ido ao shopping fazer algumas compras, sem saber que horas voltariam.
– Se você quiser, posso voltar outro dia. – disse.
– Mas se você quiser, pode ficar aqui. – disse, sem jeito e o menino acabou assentindo. – Você poderia me ajudar com uma coisa de química. Que tal? – ela perguntou e ele concordou.
Logo, os dois subiram até o quarto da garota, que se sentou em sua cama e pegou o livro de química. fez o mesmo, ficando de frente para ela. Ele lhe explicou e ela ficou contente porque entendera o assunto com explicando.
– Bem que o professor Ryan poderia mudar a nossa dupla, não acha? – o menino perguntou, sorrindo e concordou. De repente, ela se levantou e pegou suas coisas, colocando em cima da sua mesinha. – Ué, já acabou? Não tem mais dúvidas?
– Não tenho. – ela disse e o encarou dos pés a cabeça.
usava uma bermuda branca com uma blusa vermelha. Seus cabelos até que não estavam tão bagunçados, mas ele continuava lindo do mesmo jeito. Seus olhos verdes a encaravam, com um tom de dúvida. encostou-se na mesinha e cruzou as pernas. O rapaz, que continuava sentado de um jeito bem à vontade, analisou a garota. Ela usava um vestido florido que valorizava as curvas do seu corpo. Os cabelos ainda estavam soltos e levemente molhados. No rosto não havia maquiagem alguma, mas isso não a deixava menos bonita. lançou um olhar provocador para , que arqueou uma sobrancelha.
– Você está tentando me seduzir, ? – ele perguntou, lembrando-se da vez em que ela fez essa mesma pergunta para ele, no sítio de seus pais.
– Por quê? Você é seduzível? – ela o respondeu, com um sorriso. levantou e foi até onde a menina se encontrava, passando suas mãos pela cintura da menina.
– Claro que sou! Principalmente quando estou diante de você. – ele disse, começando a beijar seu pescoço.
– Então, o que você acha de acabarmos o que começamos lá no vestiário? – ficou surpreso ao ouvir aquilo da garota, encarando-a sério. Ela tinha um sorriso malicioso no rosto.
– Só se for agora! – ele respondeu, acabando com o espaço que os deixava separados e unindo seus lábios de uma forma que começou devagar, mas depois aumentou.
começou a tirar o vestido da garota, que já passava as mãos pelas suas costas. Ele ficou paralisado quando encarou as partes íntimas da garota. Tanto o sutiã quanto a calcinha eram pretos, dando-lhe um ar mais sensual. tirou a blusa do rapaz e começou a dar beijos no peitoral dele, que fechava os olhos à medida que recebia esses carinhos. Depois ela caminhou com ele até sua cama e o deitou, tirando sua bermuda logo em seguida. inverteu as posições e começou a fazer uma trilha de beijos pelo corpo da menina, a ponto de deixá-la arrepiada.
Em questão de minutos, ambos tiraram as únicas peças de roupas que lhes faltavam e se entregaram completamente. Dessa vez, se sentiu bem melhor do que na primeira. Não havia mais dor e ela estava feliz por novamente estar com . Já ele estava surpreso. Não imaginara em momento nenhum que a garota e ele teriam aquele momento. Mas não deixaria de fazer. Ele sempre disse que ela era uma mulher bonita, principalmente de corpo. A única diferença era que ele só estava se divertindo e isso seria melhor quando ele fizesse com que todos vissem como era a na cama. Algo desconhecido pelos inúmeros garotos que ela já havia ficado.


Capítulo ONZE


Los Angeles, CA – Colégio East High – 14h30min.

Era uma quinta-feira e em a trinta minutos começaria o treino de futsal no colégio. fizera questão de chamar para assistir, já que na terça ela não havia ido. A garota não deixou de chamar as suas amigas também, pois não queria ficar lá sozinha no meio de um monte de homem. Logo, lá estava ela e mais as três meninas na arquibancada esperando que o treino começasse. estava tão distraída que nem percebera quando se aproximou dela.
– Tão pensativa. – ele disse, dando-lhe um beijo na bochecha. – Tudo bem?
– Uhum. – ela o respondeu, sorrindo.
– Vou acreditar. – ele disse, fazendo-a o olhar. – Farei um gol pra você! – ele completou, lhe dando um selinho demorado e saindo em seguida. Ela sorriu e ao se virar viu suas amigas.
– Desembucha mocinha! – começou.
– O que está te deixando tão pensativa, hein?– perguntou.
– É que ontem, depois que vocês foram pra casa, eu chamei o para ficar na minha casa pensando que minha mãe estava lá. Quando entramos, encontrei um bilhete dela dizendo que estava no shopping. Daí eu pedi ajuda dele com a atividade de química.
– E o seu parceiro não é o ? – interrompeu .
– Sim, mas ele não estava comigo naquela hora! – respondeu e a amiga assentiu. – Continuando. Nós subimos e ficamos no meu quarto. Ele me explicou e eu entendi. Levantei-me e coloquei as coisas em cima da minha mesinha, enquanto ele ficou sentado. Eu parei para observá-lo e percebi o quanto ele estava lindo. – a menina suspirou. – Enfim, nós ficamos juntos. Na minha casa. Na minha cama e foi tão bom quanto à primeira vez. – ela completou, ficando vermelha.
– Eita! – as três meninas disseram juntas. – Amiga cuidado pra não aparecer “crianças” com essas brincadeirinhas viu? – a provocou.
– Nós nos prevenimos, ! – ela disse, dando um sorriso sem jeito.
De repente, seu coração acelerou quando Henry passou em sua frente. Seu rosto carregava certo incômodo. Na verdade, o menino estava decepcionado. Sempre fora cuidadoso com e até queria namorá-la, mas a garota nunca quis nada sério com ele. Só uns beijinhos aqui, outros beijinhos ali. Quando as coisas começavam a esquentar, ela sempre dava uma desculpa. Mas agora o rapaz estava sem acreditar. A menina por quem ele fora apaixonado há anos havia perdido sua virgindade com aquele que até pouco tempo atrás se dizia inimigo dela. o acompanhou com o olhar até o ginásio, ficando incomodada pelo que tinha acontecido.
– Só eu acho que ele escutou? – ela perguntou e as meninas assentiram. – Eu não queria que fosse assim. Ele não merecia isso! – ela completou se sentindo culpada por possivelmente ter partido o coração de alguém que durante tanto tempo foi tão bom pra ela.
Assim que o treino dos meninos terminou, eles foram tomar um banho porque havia os chamado para irem para a sua casa. Por volta de 17hs todos saíram do colégio. ainda chegou a ver Henry e teve vontade de ir conversar com ele, porém estava por perto e ela desistira de fazer isso. Durante o caminho, ela estava muito calada e o rapaz que estava ao seu lado já tinha percebido. Então, como eles estavam indo a pé mesmo, foi mais atrás com ela, com as mãos em sua cintura.
– Você pode me dizer o que aconteceu? Na hora do treino você parecia chateada com alguma coisa e quando eu dediquei o gol pra ti, só recebi um sorrisinho como agradecimento. – disse e a menina o olhou rapidamente.
– Eu estava contando para as meninas o que aconteceu entre nós ontem, daí o Henry escutou. – a menina disse nervosa. ficou a olhando. – Antes que pergunte, eu não sinto nada por ele. Mas eu sei que ele sente por mim e eu fico mal por isso.
– E como você acha que eu fico nessa situação, ? – perguntou, cruzando os braços. – Se você não quer ficar mal por ele, é melhor a gente se separar. – ele completou e a garota ficou triste ao ouvir isso dele.
– Eu não disse que queria me separar de você, . Poxa, você quer que eu me sinta pior? A gente começou a namorar segunda-feira. – disse aparentemente chateada. – Tudo pra você é assim? Na nossa primeira briga, o melhor é a gente se separar? – ela perguntou.
– Eu só acho que você não se sente segura em relação a mim. – disse, deixando-a mais chateada ainda. – , ontem eu fiquei admirado com a sua iniciativa e quer saber? Eu gostei demais. Não porque a gente terminou de um jeito gostoso, mas porque eu vi que você estava querendo aquilo. Mas daí hoje você fica assim, toda cabisbaixa porque um carinha que era a fim de você ficou triste ou sei lá o que porque escutou sua conversa. – quando ela terminou de ouvir isso, deixou uma lágrima cair de seu rosto. E se odiou por aquilo, pois nunca quisera chorar na frente dele, que a olhava ainda sério.
– Se eu não me sentisse segura em relação a você, eu nem teria ficado contigo. Se eu não me sentisse segura, eu não teria transado com você e nem teria tomado a atitude que tive ontem. Mas , se eu não deixei claro pra você, farei isso agora. Eu realmente estou gostando de você. Eu realmente gosto de te ter na minha vida. Você me traz sensações que eu não consigo explicar, apenas sentir. Você é o primeiro garoto que me pediu em namoro e eu aceitei. – disse já deixando as lágrimas rolarem livremente.
por um momento ficou atordoado com o que a menina dissera. Parte dele estava feliz ao saber que estava a enganando de um jeito que a fazia se sentir vulnerável em relação a ele. A outra parte queria sentir um pouco de culpa. Ele estava brincando com ela e isso seria pior mais na frente. limpou seu rosto e decidiu ir para sua casa, dando uma desculpa para de que não estava se sentindo bem. não fizera nada. Precisava pensar em algo. E pediria a ajuda de , que estava observando toda a “DR” do casal.

~*~*~


Los Angeles, CA – Casa da família – 19h19min.

estava mexendo no computador e o ajudava a fazer um texto. Após o que ouvira hoje de , ele decidiu, com a ajuda do amigo, acabar logo com isso. No dia do seu aniversário, faria uma festa e mostraria algumas coisinhas para todos os alunos da East High que ele convidaria. No entanto, lhe dera uma ideia, que a princípio ele achou que não era interessante, mas depois que parou para pensar, achou que seria sim.
– Que horas seus pais chegam? – perguntou .
– Eles estão viajando. – disse e o amigo sorriu. – O que foi?
– Por que você não chama a pra cá? Você prepara algo especial e dar um jeito de ela falar tudo aquilo novamente. – sugeriu e o menino analisou.
– Eu acho que seria difícil ela vir aqui por vontade própria. – dissera.
– E se inventássemos algo? – falou e o menino ficou o encarando. – Primeiro, peça um jantar bem romântico. Vou te ajudar a preparar algo. – ele completou, fazendo rir.
– Cara, se eu não te conhecesse bem, diria que você seria um ótimo namorado.
– Eu, namorar? Deus me livre! – ele disse, descendo. – Pede o jantar que eu volto já!
Depois de sair do quarto do menino, foi até a sua casa e falou com sua mãe. Ela adorava decoração e tinha alguns acessórios bacanas. Sendo assim, ele pegou alguns com ela e caminhou até a casa de . Ao chegar lá, o rapaz estava no telefone pedindo comida japonesa. Ao desligar, ele foi até o amigo e começou a espalhar as coisas pela casa, de modo que a deixasse com uma aparência melhor do que já tinha. Alguns minutos depois, um carro parou em frente a sua casa dele. Era o entregador do restaurante que ele havia ligado, já que havia pedido uma barca cheia de sushi. gostava”, ele pensou. Após pagar, ele colocou a barca em cima de uma mesinha. ficou satisfeito com o trabalho dos dois.
– Agora, é só ligar pra ela e inventar algo. – disse e olhou para , que pegou o celular e discou o número da garota. Na terceira chamada, ela atendeu.
Oi . – a voz da menina era de indiferença e ela o chamava pelo sobrenome.
, eu preciso da sua ajuda. – o menino disse como se estivesse passando mal. – Não tem ninguém em casa e eu acabei de me cortar feio. Por favor, vem aqui.
Oh, meu Deus. Não tem ninguém aí? Nem os meninos?
– Não. Por favor, vem logo. Eu estou quase desmaiando. – disse, se segurando para não rir. estava vermelho de tanto rir da encenação do amigo.
Já, já chego aí. – ela disse, desligando em seguida.
– Cara, você deveria ser ator, sabia? – disse, rindo. – Vou pra casa. E, por favor, faz as coisas direitinho, tudo bem? – ele completou e o amigo assentiu.
Dez minutos depois interfonaram para a casa de avisando que havia chegado. Logo, ele deixou a porta meio aberta, indo para o centro da sala. Em questão de segundos a menina chegou e entrou na casa. Ela estava atordoada e após desligar o telefone, trocou-se e veio rapidamente no carro de sua mãe. Só que ela estranhou ao ver que a casa estava toda escura. Ao caminhar mais um pouco, agradeceu por algumas velas estarem acesas. “Velas?”, ela indagou.
? – a menina chamou pelo garoto, mas não obteve resposta.
Ela caminhou mais um pouco e chegou até a sala, encontrando a barca cheia de sushi em cima de uma mesinha e algumas almofadas no chão. Ao analisar o local, viu mais velas e admirou-se com a decoração. De repente, ao levantar o olhar, ela viu . Ele usava uma blusa branca com uma bermuda preta. Os braços estavam cruzados e ele estava encostado na parede. ficou paralisada, o admirando. tinha um sorriso e parou para analisar a menina. Uma saia jeans curta, uma blusinha de seda na cor amarela. Os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo e em sua mão ela segurava uma bolsa, com as chaves do carro. Do nada, ela andou até o outro lado e começou a dar tapas no menino, que ria.
– Você é louco ou se faz? Inventar uma história daquelas? Sabe a quantos quilômetros eu vim para chegar logo aqui? – dizia nervosa, ainda batendo nele, que agora estava ficando com uma cara de dor. – Por que fez isso?
– Porque se eu tivesse dito a verdade, você não viria. – ele disse. – Dá pra parar de me bater? – ele pediu e a menina respirou fundo, lhe dando as costas. – Meu braço vai ficar roxo por sua causa! Alguém já te disse que você é forte? – ele completou e a menina continuou de costas pra ele. Com isso, ele resolveu começar a provocá-la. Ele se aproximou e encostou sua boca próximo ao ouvido da menina. – Você teria vindo se eu não tivesse inventado isso? – ao perguntar isso, ele viu a menina se arrepiar.
– Não, porque eu tinha mais o que fazer! – ela respondeu, sem o olhar ainda.
– Tipo? – ele perguntou, dando um beijo no pescoço dela.
– Eu estava estudando. – ela disse, com a voz falha. O efeito que ele lhe causava a deixava daquele jeito. – Eu vou para casa e voltarei a fazer isso! – a menina caminhou, mas foi mais rápido e a abraçou por trás. – Por favor, me solta!
– Não quero te soltar. – disse, colocando sua cabeça sob o ombro dela. – Queria você aqui comigo. Precisamos conversar! – ele completou e ela suspirou. – Mas antes, vamos comer. E nem adianta dizer que não quer, porque eu sei que você gosta de sushi. – ao ouvir isso, se virou para ele e o encarou. Ela sorriu fraquinho e caminhou até as almofadas, se sentando em uma delas. foi logo depois, servindo-a.
Durante o jantar, fazia algumas gracinhas para sorrir. Claro que ele conseguia! Ele mesmo reconhecia que já exercia certo poder em cima da garota. Quando ele ficou satisfeito, ele saiu de seu canto e foi para perto da menina, que ainda comia alguns sushis. Ela bebeu um pouco de refrigerante e se virou para encarar .
– Vamos conversar! – ela disse, colocando o copo sob a mesa e limpando sua boca.
– Vou começar pedindo desculpas por ter mentido pra você vir até aqui. – disse e a menina ficou o olhando. – Bem, depois queria dizer que me senti muito mal pelo que ouvi de você. Eu não sabia do que você sentia por mim e peço desculpas por isso também.
– Eu não te desculpo por isso, porque você não precisa se desculpar. – disse.
– Mas tenho que assumir que fiquei muito feliz ao saber de tudo aquilo. Exceto que você estava chateada comigo. – disse, tocando o rosto dela. – Queria ouvir isso com você feliz, sorrindo e me fazendo sorrir. – ele completou e a menina continuou a encará-lo.
, eu estou apaixonada por você. Você me faz sentir coisas que eu não consigo explicar, apenas sentir. Claro que eu me sinto segura com você, se não eu não teria feito algumas coisinhas. – ela disse essa última parte num tom brincalhão. – Eu gosto de você. Gosto de nós dois. Gosto dos nossos momentos. E agradeço porque minha primeira vez foi com você, que me fez sentir totalmente à vontade. – ela completou e se aproximou dele, lhe dando um selinho.
O rapaz sorriu para ela. Mas esse sorriso tinha um duplo sentido. Ele estava fingindo estar feliz pelo que escutara. Mas não! Ele estava contente porque ela falara novamente o que ele queria “gravar”. Sendo assim, seu plano estava quase completo. Conseguira com a ajuda de e estava ansioso pelo dia em que mostraria isso para todos.
– São mais de 20h30. Você quer fazer alguma coisa? – perguntou para garota ao seu lado.
– Acho melhor eu ir embora. Seus pais podem chegar a qualquer hora. – ela disse. “Que ingênua”, pensou , que começou a rir. – O que foi?
– Meus pais estão viajando. – ele disse e ela arqueou uma sobrancelha. – Que tal a gente ficar mais um tempo junto? – ele perguntou, com certa malícia no olhar. riu.
– O que você quer de mim, ? – a garota perguntou.
– Você, na minha cama. De preferência, sem roupa. – ele disse totalmente malicioso.
– SAFADO! – a menina gritou. riu e a puxou pela mão. – Para onde você está querendo me levar? – ela perguntou, já subindo as escadas.
– Bem-vinda ao meu quarto. – disse, após abrir a porta. ficou admirada ao ver o local organizado. Tudo em um cantinho reservado, deixando-a encantada. – Vamos assistir alguma coisa ou faremos outra coisa? – perguntou se aproximando da menina e passando a mão pelas costas dela, que se arrepiou.
– Por que você gosta de me provocar? – a menina perguntou.
– Provocar? – ele perguntou, olhando-a dos pés a cabeça. – Você quem faz isso. Já se olhou no espelho hoje? – ele disse, deixando a menina vermelha. – Essa saia está lhe valorizando demais, embora eu prefira te ver sem ela. – ao dizer isso, ele recebeu um tapa da menina. – Ai, ! Para de me bater. – ele disse, fazendo bico e a menina deu um beijo onde havia batido.
– Eu prefiro você sem essa blusa. – ela disse, levantando a roupa do menino e deixando amostra seu corpo. Ela sorriu maliciosa, fazendo-o rir.
– Definitivamente, eu acabei com você. – ele disse e ficou o olhando sem entender. – Você era tão quietinha. E vejamos a que ponto você chegou. – ao ouvir isso, a menina começou a rir.
colou mais os seus corpos e a beijou ferozmente. Tirou a blusa da menina e deixou amostra um sutiã tomara que caia da mesma cor que a blusa. Ele passou a mão pela barriga dela e foi até o botão da saia da menina, baixando o zíper e tirando-a em seguida. aproveitou para tirar a bermuda do menino também e encarou a boxer preta dele. puxou a garota pela nuca e soltou os seus cabelos, dando leves puxões. Ele estava prestes a explodir por dentro. Parou para analisar o corpo da menina e a levantou, fazendo com que ela cruzasse suas pernas em sua cintura. tirou o seu sutiã e começou a fazer carinhos nos seios da menina, que jogou a cabeça para trás. Em seguida, ele tirou a parte debaixo dela e a sua, indo até uma mesinha próxima a sua cama e pegando uma camisinha. o ajudou a colocar e ele a colocou em cima de uma mesa, segurando-a pelos ombros e em seguida a penetrando. Os movimentos começaram fracos, mas com o tempo foi aumentando.
Quando saiu dela, a menina se levantou e o empurrou até a cama. ficou por cima e ouviu o rapaz gemer. Assim que ambos chegaram ao ápice, ela caiu deitada ao seu lado. Os dois estavam ofegantes e suados. sentia suas pernas bambas, mas tinha um sorriso em seu rosto. virou-se para a menina e a abraçou, fechando os seus olhos.
– Vou inventar mais vezes que me acidentei para termos momentos assim. – ele disse, fazendo a menina gargalhar. – Quer tomar um banho?
– Quero sim. – ela disse já quase se levantando. Mas antes a puxou e lhe deu um beijo carinhoso. – Obrigada por isso, viu? Agora acho melhor tomar logo esse banho e ir para casa antes que fique muito tarde. – ela completou e o rapaz assentiu, dizendo que ela poderia ir tomar seu banho enquanto ele pegava a toalha para ela.
Alguns minutos depois a menina já estava arrumada e despedia-se de com um selinho, indo até o seu carro e dando partida logo em seguida. O rapaz esperou o carro dobrar para entrar. Rapidamente deu de cara com , que escutou tudo que havia acontecido entre os dois, se sentindo o máximo por ter ajudado o amigo.
– Vamos acabar logo com isso! – foi o que disse ao entrar em casa.


Capítulo DOZE


O tão esperado dia para finalmente chegara. 1° de novembro, um sábado, pois o aniversário dele mesmo era dia 2. No entanto, ele começaria no sábado às 22hs da noite, porque quando desse 00hs, ele começaria a colocar seu plano em ação. Sobre isso, já estava tudo certo. Havia vídeo e ele sabia bem o que falaria quando tudo começasse. não tinha ideia do que aconteceria com ela.
Em relação à menina, ela estava em sua casa empacotando um presente bem bacana para , com a certeza de que ele gostaria, pois o mesmo havia dito que queria muito aquilo. Com isso, ela estava ajeitando, com a ajuda das amigas, que embrulhavam um segundo presente da menina para ele. Assim que acabaram, ela foi tomar um banho e se arrumou, pegando o carro de sua mãe e indo até a casa dele lhe entregar logo, pois mais tarde não levaria nada.
Los Angeles, CA – Casa da família – 14hs.

estava bem na entrada de sua casa quando avistou de longe segurando uma enorme caixa em suas mãos. Ele levantou-se rapidamente e caminhou de encontro a ela, que quando o viu, deu um sorriso de orelha a orelha.
– A que devo a honra de vê-la uma hora dessas por aqui? – disse, enquanto dava um beijo nela. – Isso é um presente? – ele perguntou ao olhar para a caixa que a menina segurava com um pouco de dificuldade.
– Feliz aniversário, . – a menina disse, lhe entregando o enorme presente.
, assim como , pegou o presente com as duas mãos devido ao seu tamanho e caminhou com ela até a sua casa. cumprimentou as pessoas que organizavam a sua festa e foi com ele até o seu quarto, pois embaixo estava muito bagunçado. Quando entraram no local, colocou o presente em cima da cama e o abriu com cuidado. estava sentada, apenas observando o menino. Quando ele finalmente abriu a caixa, um sorriso brotou em seu rosto. Um violão que ele vira na loja estava diante dele e quem tinha dado.
– E aí? Acertei, né? – disse e ele se virou, indo até ela e se sentando ao seu lado.
– Claro que acertou. – ele disse, animado. – Poxa, eu não tenho palavras para agradecer. – ele completou e deu um beijo rápido nela, que sorriu satisfeita. Porém, ela pegou a bolsa que trazia em suas costas e abriu, tirando mais um presente e entregando para o menino. – Mais um presente? Eu não mereço tanto. – ele disse.
– Espero que goste. – ela disse. imediatamente abriu e tirou de dentro uma espécie de dado, com algumas fotos dos dois. Ele olhou pra menina e sorriu.
– É claro que eu gostei. – ele disse, lhe dando um selinho demorado. – Você quer que eu vá te buscar mais tarde ou você virá com as meninas?
– Eu virei com a . – ela disse e ele assentiu. – Já vou. Até mais tarde! – ela completou, lhe dando mais um beijo e descendo em seguida. ficou mais um tempo no quarto olhando os presentes que recebera da menina. “Ela gosta mesmo de mim”, ele pensou. Mas decidiu deixar isso de lado, descendo e voltando a ver as coisas da festa. A noite prometia e ele sabia bem disso.

~*~*~


Los Angeles, CA – Casa da família – 21h20min.
havia acabado de sair do banho, encontrando já se maquiando. ajeitava os cabelos e terminava de se vestir. A menina caminhou até o seu closet e pegou a roupa que havia separado para usar no aniversário de . De repente, um mal estar começou a tomar conta dela, fazendo-a se sentar. que estava mais próxima, percebeu tudo.
– Tudo bem, ? – ela perguntou, fazendo e olharem para a menina.
– Vocês sabem quando pressentimos que algo vai acontecer? – perguntou e elas assentiram. – Do nada eu senti um aperto no coração e não foi bom. – ela completou.
– Cruzes, amiga! – disse. – Tem certeza que não é apenas um mal estar?
– Não sei. – disse séria.
– Esquece isso. É o aniversário do seu namorado e nada vai acontecer. – disse, tentando acalmá-la.
A garota assentiu, mas pegou seu celular e mandou uma mensagem para para saber se estava tudo bem com ele. Rapidamente o celular vibrou e ela sorriu com a resposta dele, que dizia que estava tudo ótimo, só faltava ela estar com ele. Sendo assim, ela se levantou e foi se maquiar ao lado de .
Por volta de 21h55 as meninas desceram já prontas. havia escolhido uma saia florida com uma blusinha branca e salto. usava um vestido azul de renda tomara que caia com uma sandália de salto na cor preta. escolhera uma calça jeans clara com uma blusa rosa transparente e um salto fechado. optou em um short de couro preto e curtinho com uma blusa branca, transparente. Sua sandália não era tão alta e ela segurava uma bolsa.
– Que meninas lindas! – a voz de Joanna fez com que todas elas sorrissem.
– Obrigada. – as quatro disseram juntas.
– Se ficar muito tarde para vocês virem pra casa, me ligue que eu vou buscá-las, tudo bem? – Joanna disse.
– Não precisa, mãe! – disse. – A e a virão com o e o . Eu venho com a . – ela completou e a mulher assentiu. – Agora, nós já vamos, porque estamos atrasadas.
– Tá certo. – a mulher disse enquanto recebia um beijo e um abraço da filha e das meninas. – Manda um abraço para o meu genro. – ela completou e assentiu, saindo em seguida.
No mesmo instante e chegaram, pegando e . Já e entraram no carro da mãe da menina e deram partida em seguida, atrás dos meninos.

Los Angeles, CA – Casa da família – 22h15min.

Apenas com quinze minutos que a festa tinha começado, a casa de estava lotada. Ele cumprimentou aos convidados e foi até a mesa de bebidas, pegando um refrigerante. Não queria ficar bêbado até fazer o que tinha que ser feito. De repente, ele viu entrando no local com , , , e . Quando o avistou, caminhou até ele, lhe dando um beijo na bochecha.
– Você se garantiu na festa. – a garota disse no ouvido do rapaz devido a música alta.
– Você ainda não viu nada, amor. – ele disse, sorrindo e lhe dando um beijo, puxando-a para a pista de dança.
caminhou até a mesa de bebidas e pegou um copo de Martini. Quando ia saindo, sentiu alguém a segurando forte. Teve vontade de bater no cara a sua frente.
– Eu ia pegar essa bebida. – disse sério.
– Que pena, bebê! Eu fui mais rápida. – ela disse, se saindo. Mas ele a puxou de novo, fazendo-a bufar. – Dá pra me largar, ? – ela pediu e o garoto a olhou sério.
– Eu quero esse Martini que está na sua mão. Não deu pra entender? – ele disse.
– Você quer mesmo? – ela perguntou e ele assentiu. – Então toma! – após dizer isso, ela jogou a bebida no garoto, que só não fez nada com ela, porque ela já estava do outro lado, rindo da cara dele. O rapaz saiu para ir a sua casa e trocar de roupa, pois não poderia ficar daquele jeito.

~*~*~


e estavam sentados conversando e riram muito com o que fez com . e estavam na pista de dança, trocando carinhos e dançando coladinhos. e também estavam lá, dançando. De repente, a sensação ruim voltou para a menina. Agora a menina estava tonta e o jogo de luzes mais a fumaça que estavam soltando não lhe ajudava em nada. Então, sem falar nada, saiu dali e se sentou com e .
– Você tá bem, ? – perguntou, preocupado. – Você está pálida!
– Mais ou menos. – ela disse séria. – , aquela sensação voltou.
– Amiga, deve ser só coisa da sua cabeça. – a menina disse, mas não ficou satisfeita. Olhou para pista e viu se aproximando. Enquanto ele não chegava, ela pegou seu celular e mandou uma mensagem para sua mãe, perguntando como ela e Miranda estava.
– Aconteceu alguma coisa? – perguntou, se sentando ao lado dela.
– Foi só um mal estar. – a menina mentiu e seu celular vibrou. Ela suspirou quando leu a mensagem de sua mãe dizendo que ela e Miranda estavam bem, assistindo a filmes antigos. – Eu vou beber uma água. Você quer alguma coisa? – ela perguntou para o rapaz ao seu lado, que fez que não com a cabeça, mostrando o refrigerante que ele bebia.
Ela lhe deu um selinho e se levantou, indo até onde havia dito e pegando uma garrafinha d'água. Quando estava voltando para o local onde estava com e , sentiu alguém esbarrando nela e ao ver quem era, teve vontade de vomitar. Ashley estava ali, totalmente indecente, como sempre, usando um vestido estampado super curto. “Além de ridícula, é penetra”, pensou, ao se lembrar que disse que não a convidaria. No entanto, decidiu ignorar e voltou a andar, se sentando logo em seguida. , e também estavam lá.
– Vi que você esbarrou na Ashley. – disse e a menina deu um gole em sua água. – Eu disse que não a convidaria, mas toda a East High viria. Até o Henry. – ele completou, fazendo o olhar surpresa.
– A festa é sua. – ela disse, sem demonstrar ciúmes.
– E a festa não vai deixar de ser boa por causa disso. – disse sorrindo. assentiu.

~**~


Depois de um bom tempo conversando, e se levantaram para ir dançar. e foram comer alguma coisa com . Já decidiu ficar sentada mais um pouco com , quando se aproximou dos dois com uma latinha de refrigerante na mão.
– Não vai beber, ? – perguntou.
– Eu estou fazendo isso agora. – ele disse e a menina revirou os olhos. – Bebida alcoólica, não. Se for isso que quer saber. Sua amiga me deu um banho ainda pouco.
– A fez isso? – ela perguntou e após ver o menino assentindo, ela caiu na gargalhada.
– Isso, ! Vai rindo. É melhor do que chorar. – disse com um sorriso maldoso. A menina não entendeu nada, mas continuou rindo. – , já vai dar meia-noite.
– Faltam dez minutos ainda, . – o amigo o respondeu.
– E já está tudo certo para os parabéns? – perguntou e assentiu positivamente. – Beleza! Vou ver se o data show está o.k. – completou, se levantando em seguida.
– Data show? – perguntou.
– Sim, o fez um vídeo e vai querer mostrar pra todo mundo. – disse e a menina sorriu. – Apesar de ele ser um idiota, ele é um bom amigo! – ele completou e assentiu.

**


Assim que deu 00hs, foi a primeira a dar parabéns para . Ele agradeceu e os dois se levantaram, indo até a mesa onde tinha um bolo. Todos se aproximaram e começaram a cantar os parabéns. De repente, quando a música parou e assoprou as velas, tudo ficou escuro. Uma luz se acendeu e todos puderam identificar que vinha de um projetor. sorriu ao ver uma foto de com e imaginou que seria o tal vídeo que havia preparado. Todas as atenções estavam voltadas para lá.
Após uma mensagem de parabéns que gerou muitas risadas, tudo ficou preto novamente. subiu as escadas e uma luz refletiu onde ele estava. havia ficado no mesmo canto com , , , e . De repente, todos já olhavam pra ele, que segurava um microfone na mão direita.
– Gostaria de agradecer a todos que estão presentes. Obrigado pelo vídeo incrível. – disse. – Mas, ainda não acabou. Agora teremos a melhor parte da festa. Vocês estão preparados? – ele perguntou e ouviu alguns gritos. – No retorno das aulas, eu estava conversando com o sobre a , minha atual namorada e vocês não sabem o que eu descobri.
– Que você estava apaixonado por ela! – gritou rindo.
, eu sinto lhe informar, mas não é isso. – disse e o olhou sem entender. – Vocês acreditariam se eu dissesse que a é virgem? – ele perguntou e a menina arregalou os olhos. e olharam para ela, nervosos. – Bem, quando eu soube disso, através do meu amigo , que soube disso pela boca de um dos caras com quem a havia ficado, eu fiz uma aposta com ele. Mas que aposta? Disse para ele que ficaria com a e ela ainda perderia a sua virgindade comigo. E isso aconteceu! – quando terminou de dizer isso, deu play em um vídeo.
e em um momento totalmente “íntimo”. Depois passou ela assumindo que era sua primeira vez para ele. ria de onde estava. derramava algumas lágrimas. Isso não podia acontecer. Ela olhou ao redor e viu as pessoas rindo dela. A sensação ruim que sentira o dia todo estava voltando.

, eu estou apaixonada por você. Você me faz sentir coisas que eu não consigo explicar, apenas sentir. Claro que eu me sinto segura com você, se não eu não teria feito algumas coisinhas. Eu gosto de você. Gosto de nós dois. Gosto dos nossos momentos. E agradeço porque minha primeira vez foi com você, que me fez sentir totalmente à vontade.”

Outra parte do vídeo passou. estava com a mão na boca, tentando controlar o seu choro. havia armado tudo isso para conseguir levá-la pra cama? Isso não podia ser verdade!
, você achou mesmo que eu gostava de você? – perguntou, olhando para a menina. – Eu não seria tão estúpido a ponto de me relacionar com você. Mas vejamos o que aconteceu. Você só precisava se sentir amada, desejada “de verdade” para ceder. Ah, e ela sabe fazer isso muito bem. – ele completou, gargalhando em seguida. – Ah, também não fiquei com ela só uma vez. Foram três. E as duas últimas, ela estava totalmente soltinha. – quando disse isso, saiu de onde estava e foi até onde estava, desligando tudo da tomada, fazendo com que tudo se apagasse.
e tentaram tirar dali, com a ajuda de e , que empurravam as pessoas que falavam algumas coisas para a garota, que estava totalmente desconsolada. Quando eles conseguiram sair, caminhou até sua casa, abrindo e dando passagem para as meninas. pediu que se sentasse no sofá e foi até a cozinha, voltando com um copo de água e açúcar. se sentou ao lado dela, abraçando-a de lado.
, eu não sei o que dizer. – ele disse.
– Vão me dizer que não sabiam disso? – perguntou para e .
– Claro que não, ! – falou sério. – Nós jamais faríamos algo assim. Principalmente com a .
– Estamos tão surpresos quanto vocês. – disse. não dizia nada. Não tinha o que falar. Definitivamente, aquilo não poderia ser pior.
Enquanto isso, na casa de , estava de frente para ele e pra .
– Qual o seu problema, ? – a menina perguntou.
– Que problema? – ele perguntou irônico. – Foi uma brincadeira, relaxa!
– Isso foi melhor do que o que você fez comigo. – disse para a menina, que se aproximou dele e lhe deu um tapa. – VOCÊ ENLOUQUECEU? – a menina não o respondeu e foi até , lhe dando um tapa também.
– Esses tapas foram pelo que vocês fizeram com a . – ela disse, dando as costas e saindo dali.
Nada satisfeitos, e foram atrás dela, saindo da casa dele também. Eles viram no momento em que a garota entrou na casa de , indo até lá. Quando eles entraram, viram que todos estavam ali. levantou-se do sofá e foi até , lhe dando um empurrão.
– Qual é o seu problema, ? – o rapaz perguntou.
– Calminho aí, ! – pediu.
– Calminha? Como você tem a cara de pau de pedir isso? – levantou-se, nervosa.
, controla a sua namoradinha aí, por favor. – pediu. Em seguida ele caminhou e parou de frente a garota que o encarava. – , eu não queria falar, mas você está horrível.
– Como você ousa abrir a boca pra falar isso pra ela? – perguntou, o empurrando para que ele ficasse longe da sua amiga.
– Ele está doido pra levar outro tapa. – disse, cruzando os braços.
– Eu ajudo! – falou e concordou.
– Já chega. – a voz de fez com que todos a olhassem. – Vamos sair daqui.
– Você não vai sair daqui por causa desses dois, porque são eles que sairão. – disse, fazendo e o encarar.
– Então você prefere a ? – perguntou. – Desde quando você ficou tão besta assim, cara? Somos seus amigos desde pequenos!
– Bem, se eu sou besta, eu gostaria de saber desde quando vocês se tornaram tão idiotas, que só se sentem bem fazendo o mal para as pessoas. – falou.
– Eita, eu preferia ir dormir sem essa. – disse, fazendo rir.
– Nossa! Como você e o estão gays. – disse. – A vai superar isso rapidinho. Agora ela vai poder transar com quem ela quiser, sem inventar desculpas e sem sentir medo. – ao escutar isso, a menina se levantou e caminhou até ele, lhe dando um tapa, a ponto de ficar a marca de sua mão na cara dele. Nem a garota sabia de onde tinha criado tanta força.
– Retira o que você falou de mim. – a garota parou, deixando de chorar.
– Eu não! Depois que você perdeu sua virgindade, cada oportunidade que tivemos nós fizemos sexo. – falou e a menina respirou fundo. – Você é boa na cama, ! Tenho certeza que o Henry vai adorar fazer isso com você.
– Como você consegue ser tão ridículo e baixo? – a menina perguntou. – Fingir gostar de mim para me levar pra cama? – ela perguntou prestes a bater no garoto de novo, que estava rindo. – Nossa ! O que mais você inventou?
– Passaríamos a noite toda na casa do se eu contasse o que inventei. – disse.
– Você é sujo, garoto. Estou com nojo de você. – disse.
– Não era isso que você dizia quando estávamos…
– Não continua! – falou e o menino gargalhou. – Vamos sair daqui, !v – , sem ressentimentos. Se você quiser, podemos ser “inimigos coloridos”, afinal, você é muito gostosa e dá pro gasto. – disse e a menina o encarou.
– Ressentimentos? Inimigos coloridos? – ela repetiu. – Eu prefiro morrer a me imaginar contigo. Nesse momento, a única coisa que sinto em relação a você é repulsa. Se eu pudesse, nunca mais olharia na sua cara. Mas graças a você, ainda terei que aguentar quase um mês de gozação. Só que não tem problema, . Eu posso ser lembrada como a garota que perdeu a virgindade com aquele que fez uma aposta ridícula com o melhor amigo estúpido, mas isso vai passar.
– Acho difícil. – se meteu e fez o mesmo, dando um pisão no pé do garoto com o seu salto. – Ai sua…
– Olha o que vai falar senão eu acerto um chute em outro lugar. – falou e ele engoliu a seco. – Vamos embora, . E , você não mexeu só com ela.
– Concordo ! Eu mexi com todos. Só que apenas cinco estão do lado dela. Toda a East High está comigo. – disse, sorrindo.
– Vai se vangloriando, . Mas toma cuidado. Quem estiver em pé, a qualquer momento pode cair. – disse, puxando em seguida.
e fizeram questão de ir com elas. e voltaram para a festa, que para eles, começaria agora. , durante o caminho tentava não pensar nisso, mas era em vão. Aquilo seria apenas o começo do seu inferno pessoal e ela nem queria imaginar como seria quando fosse segunda-feira para o colégio.


Capítulo TREZE


Los Angeles, CA – Casa da família – 06h23min.

O celular de despertara bem pela quinta vez indicando que ela deveria acordar. Porém, a vontade de ficar em casa e nunca mais sair devido aos últimos acontecimentos, era maior. Infelizmente era semana de revisão, pois semana que vem já começariam as provas finais. Sendo assim, a garota se levantou contra a sua vontade e caminhou até o seu banheiro. Quando se olhou no espelho, não se reconheceu. O olhar demonstrava a tristeza que estava sentindo e de longe, qualquer pessoa veria suas olheiras. A menina suspirou pesadamente e depois entrou no banho deixando a água fria percorrer todo o seu corpo. Seu desejo era que o banho levasse embora tudo de ruim que lhe acontecera. Mas isso não seria possível! Hoje ela ficaria de frente com os amigos e conhecidos do colégio que viram toda a humilhação que lhe aprontara.
Após passar muita maquiagem para tentar esconder seu estado deplorável, pegou suas coisas e desceu, indo para a cozinha. Ao chegar lá, se deparou com a sua mãe, Miranda e suas melhores amigas.
– Bom dia, filha. – Joanna disse, dando um beijo na menina.
– Bom dia. – sua resposta quase não foi escutada por Miranda, que tirava o café
do fogão. Suas amigas lhe deram um sorriso e ela retribuiu com um sorrisinho de lado. – Pegou as coisas para o jogo de vôlei, ? – perguntou, animada. – Hoje será a nossa estreia como seleção do colégio! – ela completou.
– Peguei. – foi à única coisa que respondeu.
As meninas perceberam que ela continuava sem querer conversar. Então ficaram o restante da merenda sem dizer nada. Quando acabaram, saíram no carro de . fora o caminho todo em silêncio, mas com um único pensamento: “Estou prestes a encarar meu pior pesadelo.”.

~**~


Los Angeles, CA – Colégio East High – 8h45min.

A primeira aula custou a passar. passara a aula toda de cabeça baixa, sem se importar com o que professor de Química acharia. A segunda já tinha começado cerca de 40 minutos e ela só levantou a cabeça quando escutou Ryan a chamando, pedindo que ela se juntasse a . A garota levantou-se e foi para perto do garoto, sem nada dizer.
– Por favor, respondam a essas questões e me entreguem no fim da aula. Está valendo um ponto na prova. – o homem disse e os alunos assentiram.
abriu seu caderno com suas anotações, enquanto dava uma olhada nas questões.
– Se você quiser, posso fazer. – disse, com um sorriso para a menina.
– Gostaria de tentar. E se estiver errado, você corrige. – ela disse e ele assentiu.
Em seguida os dois responderam tudo e entregaram para o professor, que fez questão de corrigir logo, parabenizando os dois por terem acertado todas as questões. Quando voltou para a sua cadeira, foi inevitável não encarar um par de olhos verdes. Aquilo a destruiu por dentro, principalmente ao ver o sorriso cínico que o garoto tinha no rosto. Rapidamente ela se sentou e baixou sua cabeça, torcendo para que o sinal tocasse logo.
Quando isso aconteceu, a menina saiu com em seu encalço. Infelizmente ela escutara algumas piadinhas de mau gosto, a ponto de chamar a amiga para merendar em um lugar mais reservado, pois não aguentaria isso por muito tempo. Quando o sinal tocou indicando que elas deveriam voltar à sala, sentiu um arrepio. Seria aula de Biologia. A aula em que ela e formavam uma equipe com e . A menina adentrou na sala e caminhou até a última cadeira, no final da sala. acabou fazendo o mesmo. Logo a sala lotou e sentiu que alguém a observava.
Era aquele a quem ela não desejava ver.
– Se você não parar de olhar pra ela, eu vou arrancar essas duas bolas verdes e dar para algum animal comer. – disse e riu, virando-se em seguida.
A professora de Biologia entrou na sala, pegando sua pasta e já entregando a revisão para todos os alunos. Em seguida ela pediu que as duplas e os quartetos se formassem o que fez estremecer. Mas, quando ela e a estavam prestes a se juntar com e , a mulher que estava próxima a lousa, as chamou.
– Senhorita , eu fiquei sabendo o que lhe aconteceu. – a mulher disse assim que a menina se aproximou com a amiga. – Por conta disso, eu estou deixando você e a senhorita sozinhas. Não precisa mais fazer nada com os dois! – ao ouvir aquilo, agradeceu a professora e voltou para o seu lugar de cabeça baixa. , sem entender porque a menina não se sentou perto deles, levantou a mão, fazendo a professora o olhar.
– Professora, a senhora pediu que as duplas e quartetos se formassem, certo? – ele perguntou e a mulher assentiu. – Então por que a e a não fez isso comigo e com o ?
– Porque a maturidade delas vale por quatro. – a mulher disse ríspida, mas fazendo todos rirem. Inclusive , que estava de cabeça baixa.
– É, mais uma delas é tão ‘imatura’ que fez de tudo para seduzir um cara só pra fazê-lo passar vergonha na frente de todo o colégio. – provocou, olhando para .
– Isso não se chama imaturidade, e sim, consequência da sua suposta ação. – a garota respondeu, dando um sorrisinho vitorioso quando o viu bufar.
– Se isso não parar agora, os dois irão para a diretoria. – a professora disse e imediatamente um silêncio se instalou na sala.
e resolveram as questões da revisão, pedindo para a professora dar uma olhada logo em seguida. Como não teria mais aula, as duas se retiraram da sala, indo até o vestiário. se olhou no espelho e suspirou. Não estava nem um pouco satisfeita consigo mesmo e estava se odiando por estar se sentindo tão fragilizada. Decidiu entrar em uma cabine para se trocar. fez o mesmo.
– Você e o ficaram juntos depois do que ele fez com a ? – a voz de Valentina fez com que a menina, que colocava outra blusa ficasse atenta. subiu no vaso sanitário e fez um sinal com a mão para que ela ficasse calada.
– Claro, né? – Ashley respondeu. – E foi demais! Estava com saudade disso.
– Com certeza deve ter sido. – Valentina disse, fazendo a outra garota rir.
– No final, até que foi legar fazer parte dessa aposta. – Ashley disse e imediatamente saiu da cabine, dando um susto na garota e na amiga. saiu logo depois.
– Então quer dizer que vocês sabiam de tudo isso? – perguntou, cruzando os braços. – Qual o problema de vocês, hein?
– Ora, ora se não é a garota do momento. – Ashley provocou. – Respondendo a sua pergunta, é claro que sabíamos. Sério que você achou que o gostava de você, queridinha? Quão iludida você foi. – ela completou, dando as costas para para passar lápis em seus olhos.
– Você vai sentir o peso da mão da garota do momento e iludida. – disse, fazendo a menina encará-la e em seguida dando um tapa na sua cara. – Isso é pra você aprender a deixar de ser tão suja quanto o e o . Inclusive, faça muito bem proveito dele. Vocês se merecem! – a garota completou, pegando suas coisas e indo em direção a saída com , que ria da cara da menina.
– Você me paga, ! – Ashley gritou, fazendo olhá-la.
– Isso é o que eu quero ver! – a menina disse, largando suas coisas. – Vem me mostrar isso agora!
– Ah deixa, Ash. – Valentina pediu para a amiga.
– Não, Valentina! Deixa-a vir me mostrar do que é capaz. Eu estou pedindo. – falou.
Sendo assim, Ashley andou em direção a , empurrando-a para o lado de fora. A menina se desequilibrou, mas não caiu porque se segurou em um ferro. A garota loira partiu pra cima dela e as duas caíram no chão, onde saíram rolando. Ashley conseguiu ficar por cima de , acertando-lhe um tapa e sorrindo, pensando que tinha acabado. Engano dela! inverteu a posição e começou a bater no rosto da menina, que tentava se defender com as suas mãos. Valentina correu e ia acertar , quando a puxou pelos cabelos.
– Quietinha aí, senão vai sobrar pra você. – a garota disse, segurando a menina pelas mãos.
Então ela começou a gritar e alguns meninos que passavam ali perto escutaram, correndo até lá. bufou ao ver que nesse “grupo de meninos”, e estavam no meio. Inclusive, eles quem foram separar as duas meninas que ainda estavam no chão, se estapeando. puxou , segurando-a pela cintura e pegou Ashley.
– Mais que raios vocês pensam que estão fazendo? Brigar no colégio em tempo da diretora pegar vocês aqui? – disse sério. soltou-se dele.
– Nunca mais encosta em mim, senão será você quem vai apanhar no lugar dessa loira azeda que você namora. – disse e a olhou sem entender.
– Loira azeda? – Ashley gritou. – Me solta, ! Eu vou dar uns tapas nela.
– Chama a sua amiga e o pra ajudar, senão você vai apanhar mais. – disse sorridente. – Inclusive, acho bom você nunca mais mencionar o meu nome novamente. Da próxima, vez eu faço esse seu rostinho ficar cheio de marcas que maquiagem nenhuma esconderá. – ela completou, saindo dali com , que gargalhava alto.
As duas caminharam até um restaurante próximo ao colégio para almoçar, já que teriam o jogo de vôlei por volta de 13h30/14hs. estava com o rosto vermelho devido ao tapa que Ashley lhe acertou, mas com certeza, a menina estava bem pior. não parava de rir e ela ainda mandou uma mensagem para e avisando sobre o que havia feito. Em questão de minutos as duas que faltavam para completar o quarteto chegaram e pediram detalhes da tal briga que acontecera minutos atrás. Depois de rirem muito, elas fizeram seus pedidos.

~*~*~
As meninas ficaram jogando conversa fora por tanto tempo, que quando olharam para o relógio, já era 12h30. Por conta disso, elas voltaram para o colégio, pois e ainda se trocariam. e aproveitariam para escovar os dentes. Quando todas ficaram prontas, foram para quadra e viram uma rodinha de pessoas brincando de um, dois, três. e se entreolharam com sorrisos, deixando e sem entender. – Que tal a gente se juntar aquele pessoal? – sugeriu.
– Só se for agora! – respondeu e analisou quem estava lá. Um sorriso apareceu quando ela viu que e jogavam também.
– Quer saber? Também vou! – ela disse, fazendo suas amigas sorrirem.
– Eu é que não vou ficar aqui sozinha, né? – disse e as meninas assentiram.
As quatro caminharam até o outro lado da quadra, se juntando as pessoas que brincavam. e estranharam, mas acharam que seria bom provocá-las.
– Vamos brincar também! – disse, animada.
– Tem certeza? – perguntou.
– Absoluta. – respondeu.
– É porque não queremos machucar vocês. – disse.
– Cuidado, ! Você quem pode sair machucado daqui. – falou, sorrindo.
– Ai é, ? Então vamos lá! – ele disse.
Uma garota qualquer deu o primeiro toque, o segundo foi para , que ajeitou para e este tentou acertar , porém ela segurou. Sendo assim, ela deu o primeiro toque, ajeitou para , que acertou bem no estômago de , que caiu no chão, gemendo de dor. As meninas não se aguentaram e começaram a rir.
, sua filha de uma… – falou, enquanto se levantava com um pouco de dificuldade e ia se sentar numa cadeira próxima a trave do gol.
– Mulher poderosa. Por isso, tal mãe, tal filha. – a menina o interrompeu, num tom debochado. – Levante daí, homem! Deixe de ser fresco. – ela o provocou. – Ops, você tá fora, né? Desculpa aí, bebê! – ela completou e saiu rebolando até a roda novamente.
a amaldiçoou mentalmente, mas resolveu deixar quieto. decidiu continuar a jogar naquela rodinha e tirar uma das meninas. Sem se importar se elas eram mulheres. Um nerd jogou a bola e outro levantou, fazendo acertar o três nas pernas de . Uma garota do time deu o primeiro toque, passando para que levantou e quando foi atacar, acertou um dos nerds, que se retirou. Ela pegou a bola, passando para que levantou errado e atacou, acertando , que teve que sair. O menino riu para , que fechou a cara. Sendo assim, uma garota qualquer deu o primeiro toque, o segundo levantou e atacou no terceiro, acertando bem na cara de . Ela correu até ele.
– BINGO, ! – ela disse, rindo escandalosamente. – Sinto informar, mas você está fora.
– Que merda, . Você só faltou quebrar meu nariz. – ele disse nervoso.
– Oh, Deus, eu te machuquei? – ela disse, num tom preocupado. – Você quer ajuda?
– Claro que quero! Você sabe o que fazer. – ele disse e a menina começou a rir.
– A enfermaria fica perto do refeitório. – ela disse, dando uma piscadinha e voltando a jogar. bufou e andou até onde o amigo estava saindo com ele até a enfermaria.

XXX


Los Angeles, CA – Casa da família – 19h25min.

estava terminando de se arrumar para ir jantar. Estava se sentindo bem. Primeiro porque bateu em Ashley. Segundo porque acertou uma bolada em e terceiro, porque o time de vôlei ganhou o seu primeiro jogo. Ela sabia que as coisas não ficariam bem por muito tempo, mas também prometera para ela mesma e para suas amigas que não ficaria com a cara fechada pelos cantos e sem falar com ninguém. Enfrentaria tudo isso e tentaria ficar de cabeça erguida. Ela sabia que não seria fácil, mas se alegrava ao se lembrar que tinham as melhores amigas do mundo. Sentia-se feliz porque e estavam dispostos a ajudá-la também. Então, que viessem as coisas ruins. Ela tentaria não se abalar com aquilo.
A garota desceu diretamente para a sala de jantar, encontrando sua mãe sentada, falando ao telefone. Ela lhe deu um beijo e se sentou ao seu lado. Uns dois minutinhos depois ela desligou o celular e encarou a filha, que se servia.
– Tudo bem, filha? – Joanna perguntou.
– Aham. – ela disse, sorrindo. – Ganhamos o jogo hoje!
– Que coisa boa, meu amor. – a mulher disse, empolgada. – E no colégio? Foi tudo bem?
– Me meti em uma briga hoje, mas não chegou à diretoria. – disse e a mãe dela arregalou os olhos, assustada. – Ah, também acertei uma bolada na cara do . Pena que não quebrou o nariz dele! – ela completou, num tom debochado.
! – Joanna a repreendeu. – Que história é essa de briga?
– Uma menina e eu. Rolamos no chão. Levei um tapa, mas ela apanhou mais. – a menina disse, sem se importar com as caras que a mulher ao seu lado fazia. – Enquanto ao , estávamos brincando de um, dois, três. Daí, após a ajeitar a bola pra mim, eu acertei na cara dele.
– E ele está bem? – Joanna perguntou.
– Como eu disse, pena que não quebrou o nariz. – disse, se lamentando.
– Eu devo ficar preocupada ou feliz por te ver desse jeito? – Joanna perguntou para a menina, que fez uma careta. – Você parece bem, mas está assim depois de brigar no colégio e ter acertado uma bolada no seu ex namorado.
– Não me lembra que eu namorei aquilo, mãe. Por favor! – pediu.
– Tudo bem filha, desculpa. Agora vamos falar sobre outra coisa. – Joanna disse e a menina assentiu.
– Sobre o que você quer falar, mãe? – Tenho uma viagem de negócios essa semana. – Joanna começou a falar e apenas a olhava. – Tem algum problema pra você?
– Pra onde a senhora vai?
– México. – ao ouvir o local para onde sua mãe iria, arregalou os olhos. – Estou indo na quarta-feira agora e voltando na segunda-feira. – ela continuou.
– Adoraria ir com a senhora, mas essa semana não dá. E na próxima começam minhas provas.
– Eu sei filha. Mas não se preocupe que assim que você estiver de férias, nós vamos pra lá. – a mulher disse, fazendo a menina sorrir. Em seguida elas voltaram a comer!

~**~


Após o jantar, e Joanna foram para a sala assistir televisão. Por volta de 22hs, a menina subiu dizendo que ia dormir. Despediu-se da mãe com um beijo e deu boa noite para Miranda. Joanna chamou a governanta para conversar com ela, pois estava precisando.
– Quer dizer que a não reclamou o fato de você está indo viajar? – Miranda perguntou.
– Não. – Joanna disse, suspirando. – Mas estou preocupada com ela. Depois do que aconteceu entre ela e o , sinto que ela está frágil. Não queria deixá-la. Mas parte de mim está dizendo que eu devo ir. Ainda mais depois de ter escutado a voz do Joseph.
– Mas você sabe que é arriscado, né?
– Sei sim, Miranda. Mas eu vou passar por isso e voltarei com o meu esposo. Com o pai da . – Joanna disse e a mulher ao lado suspirou. – Cuida da nossa pequena. E, por favor, não deixe ela se meter em mais nenhuma briga.
– Desculpa, mas a menina com quem ela brigou mereceu. – Miranda disse, fazendo a mulher rir.
– Eu concordo, mas nunca diria isso pra minha filha. Que tipo de mãe eu seria? – Joanna brincou, fazendo sua amiga sorrir. – Eu só não quero vê-la mal, porque ela não merece.
– Sabe Joanna? Eu acho que esse rapaz ainda vai se arrepender muito do que fez com a pequena . Ele perdeu uma pessoa maravilhosa. – Miranda disse séria.
– Quem sabe um dia ele perceba isso. – Joanna falou. – Agora, preciso da sua ajuda. Charlie já me deu as passagens, mas não poderá ir. Pegarei um avião até o México e ao chegar lá, um carro me levará para um centro secreto. Ficarei escondida lá, atrás de pistas.
– Onde eu entro nisso? – Miranda perguntou.
– Eu não sei com que tipo de pessoa vou lidar, então carregarei sempre comigo aquele microchip, para que vocês saibam onde eu estou. Principalmente você, que terá acesso direto daqui de casa.
– Certo. Agora me diz uma coisa. As informações que o Charlie recebeu realmente era o do Joseph? – Miranda perguntou e Joanna assentiu. – Então por que ele ficou esse tempo sem fazer contato conosco? Principalmente com você?
– Miranda, você melhor do que ninguém sabe que eu adoraria responder a essa pergunta. Mas eu não faço à menor ideia. Por isso farei essa viagem. Preciso de respostas para esse assunto. – Joanna disse, mudando seu semblante.
Há anos não se envolvera em caso algum. Mas agora se tratava do seu esposo e ela não poderia mais se sentir angustiada sem saber o que de fato aconteceu com ele. Tinha certeza que o áudio que recebera de Charlie era de Joseph. Era o seu Joe, pai de . Com isso, se meteria nisso para tentar resolver o assunto antes que isso a enlouquecesse.


Capítulo CATORZE


Los Angeles, CA – Colégio East High – 14h45min.

Quarta-feira. O clima estava quente e naquele momento, no ginásio do colégio, estava tendo o segundo jogo da seleção feminina de vôlei. e jogaram o primeiro set, onde ganharam de 25x21. O segundo set havia começado há quinze minutos e as duas estavam sentadas no banco, pois o treinador havia colocado Valentina e Ashley. As duas vibravam a cada novo ponto e pediam que acabasse logo. Mas o placar ainda estava de 10x6.
– Se ganharmos esse set, iremos para a semifinal. – disse.
– Vamos ganhar. Mesmo com aquelas duas, nós ganharemos. – respondeu e em seguida comemorou mais um ponto para o seu time.
Depois de mais de dez minutos de jogo, o segundo set acabou, trazendo a vitória para o time do East High. As meninas vibravam muito, pois estavam na semifinal, que já ocorreria na sexta-feira próxima. Em seguida elas foram tomar banho para comemorarem em algum lugar. e ficaram cantando enquanto tiravam suas coisas das mochilas, enquanto e ficaram batucando em alguns tambores improvisados. Depois de altas risadas, elas entraram no chuveiro, ainda animadas.
Quando deu 16hs as meninas saíram do vestiário, arrumadas e cheirosas. Ao passarem por um grupo que só tinham meninos, alguns deles assobiaram. No entanto, quando um disse “tá mais gostosa, para , ela voltou e ficou de frente para ele.
– O que você disse? – ela perguntou para o rapaz, que se levantou e riu.
– Que você tá mais gostosa. – o garoto falou com um sorriso malicioso. – Sabe, uma coisa eu tenho que assumir, o fez um belo trabalho com você. Depois que vocês transaram, você está mais incorporada. – ele completou e ficou sem palavras. Até escutar uma risadinha baixa, que reconheceria de longe o dono dela.
– Há males que vem para o bem, meu parceiro. – disse, encostando-se na parede.
– Que bem, ? Eu só vi o mal. – outra voz fez com que estremecesse. Henry aparecera, sabe-se lá de onde, e foi para perto da garota. – Eu não vou permitir que você faça mais nada contra a . E se você tentar, não me incomodo de sair rolando no chão com você para brigarmos que nem ela fez com aquela coisinha que você fica, namora ou faz lá o quê.
– Você não cansa de se meter onde não é chamado, né? – o provocou. – Você deveria se tocar, cara. Essa garota a quem você quer “proteger”, não quer nada com você.
– A garota que eu vou proteger é minha amiga. Não sou que nem você. Não tenho segundas intenções. – Henry disse e riu alto.
– Não tem segundas intenções? Mas foi você quem disse pro que ela era virgem. – quando disse isso, olhou para Henry, decepcionada. – Poxa, ! Provocar o rapaz, fazer o clima esquentar e fingir que tá passando mal para não chegar nos finalmente? Golpe sujo!
– Golpe sujo é o murro que eu vou acertar na sua cara. – a menina disse, mas sabia que não tinha forças para bater nele. – Enquanto a você, Henry, eu não acredito que fez isso. – ela completou, saindo dali. ficou rindo, já Henry foi atrás da menina.
, para, por favor! – ele pediu quando finalmente se aproximou dela. As amigas da menina não entenderam nada. – Eu não fiz o que o disse!
– Ah, não? E como eles ficaram sabendo? – perguntou, cruzando os braços e olhando para o rapaz.
– Eu realmente falei para o , mas não dando a entender que você era virgem. – Henry disse e a menina bufou. – Eu estava chateado com você e comentei com ele. Eu não tive a intenção de fazê-lo perceber isso, . Desculpa!
– Quando eu penso que mais ninguém vai me decepcionar, isso acontece! E, sinceramente? Eu já estou me cansando. Estou me cansando de tudo e de todos. Inclusive de você, Henry. – disse e voltou a andar. Suas amigas foram atrás, já Henry decidiu não fazer nada.

~**~


Los Angeles, CA – Lanchonete – 16h26min.

, tem certeza que prefere ficar aqui? Podemos ir lá pra minha casa. – disse.
– Não precisa, . Vamos comemorar e depois vamos pra casa. – disse, dando um sorriso para a menina. – Esqueçam o que aconteceu lá no colégio. Pelo menos agora! – ela pediu.
– Então vamos pedir logo, porque eu tô morrendo de fome. – falou.
– E quando é que você não está com fome? – perguntou, fazendo as outras rirem.
– Quando eu estou dormindo. – a respondeu, fazendo-a rir. – Oh, gracinha, vem aqui. – ela chamou o rapaz que estava anotando os pedidos da mesa ao lado.
– O que as senhoritas desejam? – ele perguntou com um sorriso encantador.
– Se eu pedir quatro X-burguer e quatro Milk-shakes, você vem de brinde? – perguntou, fazendo o rapaz corar. , e se seguravam para não rir.
– Quais os sabores dos milk-shakes? – ele perguntou, sorrindo.
– Dois de morango e dois de chocolate. – falou, sorrindo pra ele.
– Quando eu trouxer os lanches, digo se vou de brinde, gatinha. – o rapaz disse olhando para , que deu uma piscadela pra ele. Quando este se retirou, as meninas riram muito.
Quinze minutinhos, o mesmo rapaz que atendeu as meninas voltou trazendo os seus pedidos. No entanto, antes de sair, ele entregou um guardanapo para com o seu número e escrito “esse é o meu brinde”. A menina sorriu pra ele e voltou a sua atenção para o lanche a sua frente. e apareceram do nada, sentando perto de e que dividiram o lanche com eles. ria da situação e por um momento deixou-se pensar em . Deu-se conta de que ela e as amigas estavam na mesma lanchonete que o rapaz lhe pedira em namoro, na frente de todos. Sua comida quis voltar quando ela pensou nisso, mas não aconteceu.
– Notícia urgente. – de repente a voz de uma apresentadora chama a atenção de todos que comiam naquele lugar. – Um avião que ia para o México acabou de cair. Não se sabe ainda a causa da queda, nem quantas vítimas esse acidente causou! – quando terminou de ouvir isso, deixou seu copo cair no chão, chamando a atenção de todos.
Todos que estavam na mesa olharam para a garota que estava pálida e sem se mexer. Foi então que lembrou-se da viagem da mãe de para o México.
– Minha mãe. – foram as únicas palavras que a garota disse, antes de sair correndo daquele local.
e ficaram sem entender nada. Já as meninas deixaram o dinheiro em cima da mesa e correram até o carro de . Os meninos não pensaram duas vezes, indo atrás delas também.

Los Angeles, CA – Casa da família – SALA PRINCIPAL.

Miranda acabara de escutar o noticiário da televisão acerca do acidente quando adentrou no local suada e totalmente ofegante. A menina caminhou até a mulher e respirou fundo.
– Por favor, não me diz que esse avião era o que a minha mãe estava. – a menina pediu, com um pouco de dificuldade, deixando Miranda sem saber o que falar.
– Avião é identificado após queda. – a voz da mulher na televisão fez ir para ver. – Voo 864 com destino ao México cai, com 150 viajantes dentro. Não se sabe ainda o número de vítimas. – quando terminou de ouvir aquilo, caiu no chão. Infelizmente a mulher acabara de afirmar que aquele era o mesmo voo em que sua mãe estava!

~**~


Após os diversos noticiários assistidos na companhia de suas amigas, subiu até o seu quarto e se deitou em sua cama, chorando desesperadamente. Aquilo não poderia ser verdade. O avião em que sua mãe estava havia caído e as chances de alguém ter sobrevivido eram mínimas. A garota não queria aceitar que isso estava acontecendo. Já não bastava ter perdido seu pai em um acidente de carro, agora ela perderia sua mãe em um acidente de avião? “Não, não! Isso é mentira.”. A menina dizia para si mesmo, mas não adiantava. A dor que estava sentindo era imensa. O que seria dela agora se sua mãe realmente tiver morrido nesse acidente? fechou os olhos e acabou adormecendo. Sua cabeça e seu corpo doíam muito.
estava do lado de fora com explicando para e o que havia acontecido, mas pediram que não falasse para ninguém. Havia uma esperança da mãe da garota estar viva e elas queriam acreditar nisso. estava dentro da casa com Miranda, que estava inconsolável.
– Por que essas coisas acontecem, ? – a mulher disse, deixando uma lágrima cair. A garota não sabia o que falar. Também não entendia o porquê disso. Apenas ofereceu um abraço, pois sabia que poderia ajudar, mesmo que fosse pouco.

XXX


Los Angeles, CA – Colégio East High – 10h45min.

Sexta-feira. Dois dias se passaram desde o acidente de avião. não saía de casa de jeito nenhum. Esperava alguma resposta acerca de sua mãe. Por isso, não foi ao colégio desde então. Nesse exato momento, assistia a uma aula de Física. O professor havia acabado de entregar para os alunos a revisão para a prova e estranhou o fato de ter sobrado uma. Olhou em sua chamada e deu-se conta de quem faltava.
– Senhorita , onde está à senhorita ? – o professor perguntou para a menina, que observava o tempo lá fora pela janela. Estava tudo fechado e a qualquer momento choveria.
– Ela não veio hoje, professor. – a menina disse calma.
– Poxa, a ainda não superou o que aconteceu? – disse e o olhou com uma cara feia. – Que foi ? Dois dias que eu não a vejo por aqui. Deve ser por isso!
– Cala a merda da sua boca. – gritou. – Desculpa professor. – ela disse ao perceber que o homem a encarava sério. – Ele não tem o direito de falar isso da !
– Sabe ? Você deveria fazer direito. – disse, rindo. – Está sempre defendendo sua amiguinha. Você seria uma ótima advogada! – ele completou. Antes de a menina responder, a diretora do colégio adentrou na sala.
– Com licença, Sr. Raymond. – a mulher pediu, educadamente.
– Pois não diretora. – o homem disse, levantando-se da cadeira. – Em que posso ajudá-la?
– Infelizmente, em nada. – a mulher disse séria. – Caros alunos, eu vim falar que uma colega de vocês acabou de descobrir que a mãe morreu. Então eu gostaria que vocês oferecessem seus apoios nesse momento difícil. – ao ouvir aquilo, começou a chorar. Olhou ao redor e viu a chuva cair. – Senhorita ? Eu gostaria que você fosse até a casa da senhorita . Ela está precisando de você. – ao ouvir aquilo, a menina se levantou e saiu com a mulher.
estava com os olhos arregalados. também, assim como quase todos os alunos daquela sala. O professor liberou aos alunos e foi o primeiro a sair de lá, correndo até a outra sala. Quando chegou lá, a diretora estava presente com falando sobre a morte da mãe de . e se juntaram a , chorando. e se levantaram também, pois queria ajudá-la nesse momento.
– Pra onde vocês vão? – perguntou com a voz falha.
– As meninas vão até a casa da . – disse cabisbaixo.
– E nós vamos só deixá-las lá. – falou.
– Eu vou com vocês. – disse no mesmo instante em que se aproximou deles.
– Claro que não! – disse ríspida e limpando as lágrimas. – , a não precisa de um motivo para se sentir pior. Você poderia a respeitar nesse momento?
– A tem razão, . – falou, pegando no ombro do amigo. – É melhor você ficar aqui. Não tem cabimento você ir até lá!
– Eu não vou desrespeitá-la. – disse.
– Então se não quer fazer isso, fique aqui. – disse e ele respirou fundo.
Em seguida as três meninas saíram com e para a casa de . sentou-se no chão e ficou ao seu lado. Nunca imaginaram que se sentiriam assim. Mas eles eram humanos, antes de qualquer coisa. conheceu a mulher. Lembrou-se das conversas agradáveis que tivera com ela e se sentiu a pior pessoa do mundo. Ele queria mexer com a filha dela, apenas. Mas tivera que fingir na frente da mulher também. percebia o conflito existente dentro do amigo. Sabia que era brincalhão e que ele tinha ficado feliz por ter conseguido humilhar na frente de todo o colégio. Mas também sabia que ele tinha um coração batendo dentro de si e que nesse momento ele estava arrasado. o entendia, pois ele estava se sentindo do mesmo jeito. Naquele momento, nada importava.

~**~


Los Angeles, CA – Casa da família – 12h06min.

estava olhando a chuva cair da janela de seu quarto quando viu um carro chegar. Um sorriso misturou-se com as lágrimas que ainda caiam quando ela viu , e saindo do carro. Ela pegou um casaco e colocou sob o seu corpo, apertando-o com seus braços. Em seguida ela desceu e caminhou até a porta de entrada, abrindo e se deparando com as três a sua frente. Sem se importar que elas estivessem molhadas, a menina as puxou para um abraço e desabou ali com elas. As três não estavam diferentes. Miranda comoveu-se ao ver as meninas daquele jeito, mas agradeceu por elas estarem ali. Com certeza ela não daria conta sozinha.
– Desculpa a demora, . Mas a chuva estava muito forte! – disse e a menina assentiu.
– Obrigada por terem vindo. – ela disse, com a voz trêmula. – Essa chuva me lembra de algo que minha mãe me dizia.
– O que, amiga? – perguntou.
– Ela disse que quando uma pessoa morria e chovia, era porque essa pessoa ia para o céu.
– É claro que ela está no céu, amiga. Agora ela vai brilhar lá, que nem uma estrela, enquanto você vai brilhar aqui, na terra. – disse, sorrindo fraquinho.
– Meninas, vou pegar uma toalha para vocês e farei chocolate quente. – Miranda disse e as meninas assentiram. se sentou em uma cadeira e ficou olhando para o porta-retratos a sua frente. Era ela e sua mãe, em um parque de diversões, quando a menina tinha apenas dois anos.
Miranda voltou rapidamente, entregando as toalhas para as meninas e indo para a cozinha fazer o chocolate quente, que não demorou muito para ficar pronto. , e agradeceram a mulher, que voltou para a cozinha. levantou-se e chamou as amigas para irem se sentar no sofá da sala. Ela respirou fundo e encarou as três a sua frente.
– Eu quem atendi ao telefone quando falaram sobre a minha mãe. – ela começou a falar. – Por um momento achei que era uma brincadeira de mau gosto, mas quem brincaria com algo assim? Infelizmente, aconteceu. Acharam o corpo da minha mãe em meio aos destroços do avião.
– Não precisa falar sobre isso, . – pediu.
– Tudo bem, . Eu só queria explicar pra vocês e dizer que o enterro será amanhã, de tarde. Não conseguiria dizer isso sem antes falar como tinha acontecido.
– Estaremos ao seu lado, . – disse e a menina assentiu.
– Eu liguei para a diretora pedindo que ela avisasse a vocês. Precisava de alguém comigo. A Miranda está se fazendo de forte, mas está tão mal quanto eu. – disse. – Ela falou na frente de todos da sala, não foi?
– Sim. – disse baixinho. Lembrou-se de querendo vir até a casa dela, mas não falaria. Não queria perturbar a amiga nesse momento.
– É bem arriscado alguns aparecerem no enterro amanhã. – disse, olhando para o nada.
Não sabe por qual motivo, mas apareceu em sua mente. Por um momento, desejou ter ele ali e receber um abraço seu, que tinha um dos abraços mais gostosos. Sentiu-se idiota por pensar isso. Ele jamais faria alguma coisa para fazê-la se sentir bem. Na verdade, ela sabia que não podia mais contar com alguém como ele, embora quisesse estar enganada em relação a isso!

~*~*~


Los Angeles, CA – Casa da família – QUARTO DO .

O rapaz estava deitado em sua cama pensando em . Após sair do colégio, chegou a passar em frente à casa da menina, mas não parou. Com certeza, naquele momento, ela não queria vê-lo de jeito nenhum. Sendo assim foi para a sua casa. Tomou um banho e depois ficou em sua cama. Ali estava ele. Pensando naquela que jurou nunca mais sentir nada. De repente, alguém bateu a sua porta e ele disse um pode entrar, sentando-se na cama. Era Kathy.
– Algum problema, filho? Você nem quis almoçar. – ela disse, sentando perto dele.
– Aconteceu algo com a , mãe. – ele disse, deixando a mulher nervosa.
– O que aconteceu, ?
– A mãe dela morreu em um acidente de avião. – disse cabisbaixo. – E eu tô me sentindo péssimo. Mas não deveria!
– Como assim, filho? Você é namorado da ! Por que não está lá?
– Eu não estou mais namorando. Era tudo fingimento da minha parte. – disse, sério e a mulher ficou sem entender. – Eu a usei. Fingi que gostava dela pra levá-la pra cama e mostrar isso para todos do colégio.
– Você fez o que, ? – a mulher perguntou.
– Isso mesmo, mãe. Eu nunca gostei da . Só queria humilhá-la em frente ao colégio todo e fiz isso no dia do meu aniversário. – disse, se levantando. – Mas eu estou me sentindo mal, porque não há nada que eu possa fazer para ajudá-la.
– Qual o seu problema, ? Enganar a garota dessa maneira? – Kathy disse ríspida. – Olha, isso pode ter sido engraçado e satisfatório pra você agora. Mas, e no futuro? Você vai se sentir bem quando lá na frente se lembrar do que fez com ela?
– Mãe, eu não preciso do seu sermão agora. – disse.
– Ótimo, ! Vou sair daqui. Agora saiba que você me decepcionou muito! – a mulher disse saindo do seu quarto e descendo as escadas. colocou as suas chinelas e foi atrás dela.
– Para onde a senhora vai? – ele perguntou ao ver a mulher pegando sua bolsa e as chaves de seu carro. – Ainda está chovendo muito!
– Até a casa da . – ela disse, colocando os seus óculos.
– Ficou louca? Não tem nada pra senhora fazer lá!
– Não, ! Não estou louca. – a mulher disse. – Quem ela não quer ver é você. Afinal, foi você quem errou com ela. Não fui eu! – ela completou e saiu batendo a porta em seguida.
se sentiu pior ao escutar aquilo da sua mãe. Saber que havia a magoado, estava acabando com ele. Só que ele não poderia fazer mais nada pra mudar isso.

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Los Angeles, CA – Casa da família – QUARTO DE .

A garota subiu com as amigas para mostrar uma coisa para elas. pegou um banquinho e foi até o seu closet, pegando o seu violão que estava lá em cima. Depois, ela foi até a sua cama e sentou-se. Após respirar fundo, ela começou a dedilhar o violão. As meninas não puderam deixar de sorrir. As quatro começaram a aprender a tocar violão quando ainda tinham 10 anos de idade, mas com o tempo, deixou isso de lado.
– Gostaram? – perguntou, enquanto ainda tocava.
– Claro que gostamos amiga! – disse, dando um sorriso.
– Estava pensando em fazer uma homenagem a minha mãe amanhã. Ela adorava quando eu tocava. – a menina disse, dando um sorriso.
– Quer ajuda com alguma coisa? – perguntou.
– Uma música. Preciso escolher uma música. – disse.
– Vamos pensar. – falou. De repente, Miranda bateu na porta e entrou.
– Tem uma pessoa querendo falar com você, . – a mulher disse fazendo com que a menina olhasse sem entender. Mas ela desceu e quando chegou à sala de estar, assustou-se a se deparar com Kathy, que tinha um sorriso no rosto.
– Olá, . – a mulher disse se aproximando da garota.
– Oi, Sra. . – ela respondeu, sem jeito. – Eu estou surpresa com a sua visita!
– Eu fiquei sabendo do que aconteceu e quis vir aqui para falar com você. – a mulher disse, ainda sorrindo sem jeito. – Posso lhe dar um abraço?
– Claro! – disse e aproximou-se, recebendo um carinhoso abraço dela. – Por favor, se sente aqui. – ela pediu ao se desfazer do gesto e as duas sentaram-se no sofá. – Não era assim que eu desejava que você viesse até a minha casa!
– Eu acredito que não. – Kathy disse, ficando de frente para a menina. – , eu sinto muito por tudo isso. E também queria pedir desculpas pelo que o meu filho fez.
– Não se preocupe com isso. – disse, tentando cortar o assunto.
– Sei que não tem condições, mas eu preciso falar. Em nenhum momento eu fingi algo por você. Gostei de ti desde a primeira vez que a vi ainda naquela foto. Quando nos conhecemos pessoalmente, isso só aumentou. – Kathy dizia e a menina não pôde deixar de sorrir.
– Obrigada por isso. – ela disse, sem jeito.
, se você precisar de alguma coisa, não tema em me procurar. Sempre estarei de braços abertos para recebê-la em minha casa e saiba que pode contar comigo para o que quiser. – Kathy disse, pegando nas mãos da menina. – Enquanto ao meu filho, eu espero que um dia ele perceba a besteira que fez contra você e se arrependa.
– Obrigada, Kathy. Sua visita me fez bem, de verdade. – disse. – Enquanto ao seu filho, eu lamento pelo que nos aconteceu. Mas saiba que o meu carinho por você e pelo seu esposo não mudará. – ao ouvir aquilo, a mulher sorriu para ela.
– Nesse momento, você está precisando de alguma coisa?
– Não. – a menina respondeu, suspirando. – Miranda e eu já resolvemos as coisas para o enterro. Está tudo certo! – ela completou.
– Quando será?
– Amanhã, às 16hs. Mas antes terá o velório! – disse e a mulher assentiu.
– Então eu vou deixá-la descansar. Mas amanhã nos vemos! – Kathy disse, se levantando em seguida. – Fique bem e qualquer coisa, pode me ligar.
– Obrigada, mais uma vez. – disse, lhe dando um abraço.
– Força, querida. – a mulher disse, saindo em seguida.
sorriu para ela e depois fechou a porta da casa, pensando nas coisas que ela havia lhe falado. Agradeceu mentalmente pela visita da mulher e ficou feliz por isso. Mas não pôde deixar de sentir um aperto em seu coração quando ouvira sobre . Será que ele apareceria amanhã lá? Parte dela não queria vê-lo. Mas a outra fazia questão de que ele estivesse lá!


Capítulo QUINZE


Los Angeles, CA – 15h35min.

já não tinha mais forças para cumprimentar as pessoas que iam até ela. O velório fora pior do que ela imaginara. Mas sua dor era maior que isso. Ela queria poder ver o rosto de sua mãe pela última vez, portanto, isso não foi permitido. A vontade de chorar começara a partir do momento em que fora proibida de ver sua própria mãe. Mas ela se aguentou! Escutara com atenção a tudo o que o pastor falara, mas não podia deixar de observar o local que havia ficado lotado de colegas do seu colégio e amigos de trabalho de sua mãe.
Durante o caminho para o cemitério, continuou a observar quem estava por ali. Reconheceu e , que estavam abraçados com e . Aquilo a fez sorrir por um instante. Quase chegando à entrada do local, seu olhar cruzou com um par de olhos verdes. Não acreditou no que viu, mas ele estava ali. Usando terno e gravata, encostado em uma árvore. A menina desviou o seu olhar e após caminhar mais um pouco, chegou ao local onde sua mãe seria enterrada. Por um instante, sentiu-se tonta. Mas tornou a respirar. se aproximou dela e tocou em seu ombro, sorrindo pra ela. retribuiu o gesto e parou de frente ao caixão de sua mãe. Após ouvir mais algumas palavras de amigos dela, viu Miranda se aproximar.
– Pequena , é a sua vez de falar. – a mulher disse e a menina a encarou.
– Não sei se consigo. – ela disse trêmula. Mas sabia que não poderia deixar de prestar uma última homenagem a sua mãe. Ela merecia aquilo.
Sendo assim, a menina caminhou mais um pouco e ficou de frente para todas as pessoas que ali estavam. Respirou umas dez vezes antes de começar a falar. Olhou para o lado e viu Kathy com seu esposo. Olhou para o outro e viu , , e . estava atrás dela com Miranda. De repente, ela viu se aproximando mais, junto a . A garota fechou os olhos e quando abriu, deu um sorriso fraco. Havia chegado a hora que tanto temia: o adeus!
– Agradeço de coração as pessoas que aqui estão. Isso só me prova o quão amada minha mãe era. Também queria pedir perdão se a voz falhar, mas a missão que me é dada em falar dela não é fácil. Eu não perdi só a minha mãe. Perdi a minha melhor amiga. Perdi a pessoa que sempre me deu os melhores conselhos. Que passou noites ao meu lado quando eu estava doente. Que dormia comigo quando eu tinha pesadelos e começava a chorar. Simpática, bela e um amor de pessoa. Aos poucos foi construindo o seu caminho e se tornou uma mulher incrível. – fez uma pausa, pois algumas lágrimas caiam de seu rosto. – Mãe, enquanto criança houve tempos em que eu não compreendia. Mas você me mantinha na linha. Eu não sabia o porquê você não aparecia às vezes aos domingos de manhã e eu sentia sua falta. Mas estou feliz que conversamos sobre isso. Feliz por ter entendido sua rotina, afinal, você era uma mulher de negócios e se eu tinha tudo, é porque você procurava ser o melhor a cada dia. Todo aquele problema de gente grande que as separações trazem você nunca me deixou saber, você nunca demonstrou porque você me amava e obviamente, ainda teria muito que dizer se você estivesse aqui comigo hoje cara a cara. – nesse momento, a garota não conseguiu controlar mais suas lágrimas. Respirou e tentou continuar. – Eu me lembro de quando você costumava embalar-me para dormir com o ursinho de pelúcia que me deu e que eu abraçava bem forte. Eu achava que você era tão forte, que passaria por qualquer adversidade. E agora, é tão difícil aceitar o fato de que você se foi para sempre. – mais uma pausa e a menina guardou em seu bolso o papel em que tinha escrito essas coisas para sua mãe. – Eu voltei a tocar violão e queria dizer adeus cantando pra você, mãe. Saiba que em meu coração, você sempre estará. – ao terminar de dizer aquilo, ela se virou para , que segurava um violão. o pegou e começou a dedilhar algumas notas. – Essa era a sua música favorita!

Mais um dia se passou e eu continuo sozinho.
Como pode ser? Você não está aqui comigo.
Você nem se despediu. Alguém me diga por quê.
Você teve que partir e deixar meu mundo tão frio?

cantava You are not alone – Michael Jackson. Sua mãe era muito fã do homem e vivia cantando essa música pelos cantos da casa.

Todo dia eu sento e me pergunto:
Como o amor foi escapar?
Alguma coisa sussurrou no meu ouvido e disse que você não está sozinho,
eu estou aqui com você.
Mesmo você estando distante, eu estou aqui para ficar.

A garota não conteve o choro ao lembrar-se da voz da mãe cantando essa parte. Tentou continuar, mas só conseguia tocar. De repente alguém se aproximou dela e continuou a cantar.

Você não está sozinho, eu estou aqui com você.
Apesar de estarmos separados, você está no meu coração,
você não está sozinho.
Outra noite passada eu pensei que eu ouvi você chorar
pedindo para voltar e prendê-la em meus braços.
Eu posso ouvir suas preces, suas cruzes eu carregarei.
Mas primeiro eu preciso da sua mão,
então a eternidade pode começar.
Oh, sussurre três palavras e eu virei correndo, voando.
E menina, você sabe que estarei lá. Eu estarei lá.

havia continuado a música e não acreditava naquilo. Algumas pessoas o acompanharam, tornando aquele momento mais bonito e triste ao mesmo tempo. Quando parou de tocar, a garota levantou-se imediatamente da cadeira e afastou-se dele. Não queria que o “efeito voltasse a mexer com ela. Não depois do que ele fez!
Miranda pediu que desse prosseguimento ao enterro. Nessa hora, o corpo de Joanna estava sendo colocado dentro do túmulo. As pessoas começaram a jogar flores, de todas as cores e se retiravam em seguida. fora a última a fazer tal gesto. Abaixou e colocou a rosa que segurava. Deu um breve sorriso, seguido de uma lágrima logo depois.
– Adeus, mamãe. – a garota disse e sentiu um toque em seu ombro. – Já estou indo, Miranda! – ela disse, se virando. Mas assustou-se quando se deparou com .
– Acho que não sou a Miranda. – ele disse, sorrindo sem graça. A menina se levantou. – Eu não sabia que você tocava violão. Muito bem, por sinal.
– Há muitas coisas que você não sabe ao meu respeito. – ela disse, já de pé.
, eu não vim aqui para brigar. Queria dizer que sinto muito pela sua mãe.
– Tudo bem. – ela respondeu, lhe dando as costas.
– Também queria dizer que sinto muito pelo que fiz a você. Desculpas! – disse e a garota voltou a olhá-lo.
estava ali, no enterro da sua mãe, lhe pedindo desculpas pelo que fez. ficou o olhando, sem nada dizer. Cinco, dez, quinze minutos e os dois ainda se encaravam. Então, percebendo que a garota não diria nada, o rapaz deu as costas e saiu de lá. Havia sido um idiota pedindo desculpas para a garota que machucara. Não sabia onde estava com a cabeça quando decidira falar aquilo. Mas, apesar de não ter escutado nada de volta, foi à coisa mais sincera que ele disse para ela. Realmente sentia muito pelo que fizera. Infelizmente, foi preciso acontecer algo como a morte de Joanna para ele se dar conta de que havia errado. E feio!

XXX


Los Angeles, CA – Colégio East High – 10hs.

Era sexta-feira. Último dia de provas ali. Nesse momento, e estavam na cantina comprando suco com e , enquanto e estavam sentadas em um banco. Desde o que acontecera com sua mãe, resolveu parar um pouco e se dedicar a essas provas. Sua sorte era que sempre tinha por perto suas três melhores amigas. E agora, e também estavam mais próximos dela. Ela agradecia por eles se fazerem presente em sua vida e a ajudarem muito.
– Vocês estão prontas para o jogo da semifinal? – perguntou, ao se aproximar e se sentar perto de . – É hoje! – ele completou.
– Estou nervosa. – disse .
– Estou tranquila. – disse e todos a olharem. – O que foi? O time que vamos pegar não é um dos melhores, o.k.? Podemos e vamos ganhar deles.
– Eu só não quero que o treinador tire você e a pra colocar aquelas coisas ridículas. – disse, fazendo todos rirem.
– A única coisa boa daquelas duas é que elas jogam bem. – disse e todos assentiram.
De repente, e apareceram do nada onde eles estavam. desviou o olhar ao perceber que ele a encarava.
– Galera, já saiu o resultado das notas. – disse.
– Ah, valeu . – falou. – Vamos lá ver? – ela perguntou e todos assentiram.
e , vocês se lembram da aula em que a professora de Biologia disse que os melhores alunos ganhariam um prêmio? – perguntou e as duas fizeram que sim com a cabeça. – Então, nós oito aqui fomos os melhores e ganhamos isso.
– E qual é o prêmio? – perguntou .
– Uma viagem para Londres. – ele respondeu e todos se empolgaram. – Seria bom vocês pegarem os resultados e irem até a sala da diretora, que ela quer falar com vocês. – ele completou e os seis saíram para lá. e ficaram sentados no banco, aguardando-os.
Uns vinte minutos depois, os seis retornaram e estavam muito animados. e se sentaram de frente para os dois que ficaram esperando por eles, enquanto as meninas ficaram em pé.
– Precisamos trazer uma documentação, ainda hoje. – falou.
– Poderíamos ir logo pra casa, porque ainda temos o jogo mais tarde. – disse e as meninas concordaram.
– Vamos com vocês e de lá, iremos em casa também. – falou e todos assentiram.
Quando se levantaram para irem até onde seus carros estavam, foi um pouco mais atrás. Percebeu que e estavam perto deles. Sendo assim, ficou de frente para elas, que não entenderam muito bem o que ele estava fazendo.
– Algum problema, ? – perguntou .
– Será que eu posso falar com a sua amiga? – ele pediu e a garota olhou para , que assentiu com a cabeça. Quando ela saiu, cruzou os braços. – Qual o seu problema?
– Desculpa, mas eu não entendi. – disse.
– Eu vou até o enterro da sua mãe, te ajudo a cantar, peço desculpas e o que você faz? Nada. Fica calada e eu fico com cara de trouxa! – disse, deixando a menina confusa.
– Eu não pedi pra você fazer nada pra mim. – disse.
– Mas eu fiz mesmo assim, porque me preocupei com você. – disse.
– Eu não quero nada de você, . – disse ríspida. – Sabe, tem uma música que eu adoraria cantar pra você. Diz assim. Estou olhando pra você por um outro ponto de vista. Eu não sei por que diabos me apaixonei por você. Nunca desejaria para alguém se sentir do jeito que me sinto. ficou séria quando terminou de cantar. – Me faz um favor, ? Esquece que eu existo. Guarde suas desculpas, lamentações só pra você. Não me interessa! – quando acabou de falar aquilo, a menina foi até o carro de , entrando em seguida. Já , ficou parado um tempo discernindo as palavras que ela disse. Por um momento, desejou não ouvir nada daquilo.

~**~


Los Angeles, CA – Casa da família – SALA PRINCIPAL.

tomou um susto quando entrou no lugar e viu um homem conversando com Miranda. Mas o pior não foi aquilo! Ela havia visto ele no enterro de sua mãe, porém, devido ao tanto de gente que estava no local, não conseguira cumprimentar e perguntar de onde eles se conheciam.
– Oi. – ela disse, se aproximando. – Quem é você?
– Charlie Carter. – o homem disse, com um sorriso no rosto. – Nossa você mudou!
– Você me conhece? – ela perguntou e o homem assentiu com a cabeça. – Trabalhou com a minha mãe? – a garota perguntou.
– Pequena , sente-se, porque você precisa saber de algumas coisas. – Miranda pediu e a menina arqueou uma sobrancelha. Mas fez o que a mulher havia pedido.
– Respondendo a sua pergunta, eu trabalhava sim com a sua mãe. Mas com outra coisa! – o homem começou a falar e a menina ficou confusa. – , sua mãe, além de trabalhar com eventos, trabalhava com outra coisa.
– Que outra coisa? – perguntou.
– Ela era uma agente secreta. Assim como Miranda e seu pai.
– Meu pai? – perguntou. – Agente secreta? Assim como a Miranda?
– Sim, querida! Antes de você nascer, a Joanna e eu nos conhecemos através do Charlie. Lá, ela também conheceu seu pai. – Miranda disse e a menina tentava entender tudo aquilo. – Quando sua mãe engravidou de você, ela se aposentou desse trabalho. No entanto, quando você nasceu, seu pai se envolveu em uma missão sem contar para a sua mãe.
– Então meu pai, que eu nem sei o nome, morreu por ser um agente e não em um acidente de carro? – perguntou e a mulher assentiu.
, nós acreditamos que seu pai não está morto. E foi por conta disso, que sua mãe saiu para viajar. Não era a trabalho, e sim, ela queria reencontrar seu pai. Infelizmente, o avião em que ela estava caiu. Mas eu acho que essa queda não foi um acidente. E, sim, foi provocado por alguém. – Charlie disse e a menina começou a balançar a cabeça negativamente.
– E por que eu só fiquei sabendo disso agora? – perguntou.
– Sua mãe quis preservar a sua identidade. Não queria que nenhum mal lhe acontecesse. – Miranda disse, mas a menina não aceitou.
– Olha só o que aconteceu com ela. De que adiantou fazer tudo isso?
, se acalme. – Charlie pediu e a menina respirou fundo. – Eu vim aqui para lhe contar a verdade e para lhe propor algo. – ele completou. – Miranda e eu ficaremos responsáveis por você a partir de hoje. Você se expôs demais e deixou claro que era filha da Joanna. Então, você não ficará segura aqui. Não enquanto for nova.
– O que você tá querendo dizer? – ela perguntou nervosa.
– Que eu quero prepará-la para ser uma agente secreta, que nem sua mãe e a Miranda. Mas tem algumas condições. – o homem disse e a menina o escutava atentamente. – Primeiro, você terá que sair de Los Angeles. Segundo, terá que fazer uma faculdade em Nova York, onde eu estarei te observando. Terceiro, você não poderá revelar que é uma agente secreta. Você precisará ter dois estilos de vida.
– É muita informação. – disse e o homem não pôde deixar de sorrir. – Mas logo agora eu tenho que ir embora? Só porque eu havia ganhado uma viagem para Londres.
– E quem você acha que lançou essa ideia do prêmio? – Charlie perguntou.
– FOI VOCÊ? – a menina perguntou incrédula.
– Eu pedi uma lista dos melhores alunos da East High. Sabia que seu nome e o das suas amigas estariam nele. Só precisava de quatro nomes masculinos. – ele disse e ficou o olhando. – Nessa viagem, irei prepará-los também. Formarei uma equipe para o futuro. Infelizmente, você ficará separada deles. Mas no futuro, você se juntará e fechará a equipe.
– Então , o que você acha? – Miranda perguntou.
– Isso tudo é louco, mas eu tô dentro. – disse.
– Ótimo . – Charlie disse. – Só mais uma coisa. Você não poderá dizer nada para as suas amigas. Só dirá que não ficará mais em Los Angeles, porque uns parentes de sua mãe ficarão responsáveis por você. – ele disse e a menina ficou triste. – No começo será difícil, mas acredite , mais na frente você verá que isso foi para o seu bem!
– Acredito em você, Charlie. – disse. – Só preciso me preparar para dizer adeus para as minhas amigas também.
– Não diga adeus, querida. Diga um até logo! – Miranda disse e a menina assentiu. – Agora vá pegar suas coisas para o seu jogo, tudo bem? Já, já as meninas estarão aqui. – ela completou e a menina assentiu, despedindo-se de Charlie e subindo para o seu quarto. Havia escutado muita coisa e tinha um misto de sensações. Mas confiava em Miranda e agora, em Charlie também.

~**~


Los Angeles, CA – Colégio East High – Ginásio.

O time das meninas comemorava mais uma vitória. Foi difícil, mas elas conseguiram ir para a final que seria na segunda-feira. Em seguida, elas foram para o vestiário tomar um banho para poder ir até a diretoria. não queria acabar com a animação das amigas, mas isso estava perto de acontecer. Ela terminava de pentear seus cabelos, quando passou por ela e fez fiu-fiu.
– Tá querendo arrasar o coração de quem, gata? – ela perguntou.
– Eu não quero arrasar o coração de ninguém. Mas você quer fazer isso com o , né? – brincou e a menina riu. – Ops, você já tem o coração dele!
– Com certeza. – apareceu, passando um brilho em seguida. – Assim como a laçou o coração do ! – ela completou.
– O que tem meu nome aí? – a menina disse, terminando de vestir sua blusa.
– Que você e a conquistaram o e o . – disse e viu um sorriso lindo formar-se no rosto da amiga. Ela ficou feliz ao vê-la daquele jeito. – e eu queremos ser madrinhas do casamento de vocês!
– Nossa, que apressadinha você! – disse. – Agora que começamos um relacionamento sério. Se isso acontecer um dia, ainda vai demorar muito.
– Concordo com a . – disse e as meninas sorriram. – Bem, vamos na direção e depois vamos pra casa da . – ela continuou e todas assentiram.
sentia um frio na barriga. Agradeceu durante o caminho que ninguém tocara no assunto da viagem. Chegando ao colégio, não deu tempo de fazer nada, a não ser se trocar para o jogo. Durante o banho, ficaram cantando e agora estava indo falar com a diretora. A menina suspirou fundo. Queria muito fazer essa viagem, mas isso não seria possível.
Ao chegarem lá, encontraram os meninos sentados e assinando uns papéis. Quando e viram e , sorriram para elas. continuou sério e estava quieto. caminhou para perto da diretora e foi atrás dela.
– Meninas, parabéns pela viagem. Espero que tenham trazido a documentação que pedi. – a mulher disse e as meninas, exceto , assentiram.
– Eu preciso dizer algo. – a menina disse, chamando a atenção de todos. – Eu não vou poder ir com vocês para Londres. – ela disse de uma vez, olhando para o chão.
– COMO ASSIM? – , e disseram juntas.
– Minha querida, é uma oportunidade única. – a diretora falou e a menina levantou a cabeça.
– Se dependesse de mim, eu iria, com certeza. Mas não posso!
– Por que não pode? – perguntou.
– Porque eu vou ter que morar com os parentes mais próximos da minha mãe. – a menina disse triste. – Eu só tenho 16 anos e segundo a justiça, não posso “me virar sozinha”. – ela completou e sentiu que deixou todos tristes. – Sinto muito, mas não há nada que eu possa fazer! – a menina saiu, chateada por ter que inventar aquela história.
Foi para o lado de fora do colégio e se sentou no primeiro banco que viu. Parte dela queria chorar, mas a outra parte a acalmava lembrando-a o motivo de ter que partir. De repente sentiu alguém se sentar ao seu lado e quando viu quem era, levantou-se imediatamente.
– Então é assim? Você vai embora? – a voz de deixou a menina atordoada.
– Sim, ! – ela disse séria. – Mas que diferença isso faz na sua vida?
– Mais do que você imagina. – a respondeu, deixando-a sem entender. – Droga, ! Eu estou me sentindo à pior pessoa do mundo pelo que te fiz. Minha mãe mal fala comigo depois que descobriu isso. Eu te pedi desculpas, mas o que você fez? Tratou-me com a maior frieza. E hoje, mais cedo, usou até musiquinha, me deixando bem pior.
– Você acha que pode fazer o que quer comigo e que se pedir desculpas resolveria? Sinto muito informar, . Mas não é bem assim! – disse nervosa. – Quer saber? Eu vou embora e estou agradecendo porque não terei mais que olhar na sua cara.
– Não diz isso, . – o rapaz pediu.
– Digo sim e se achar ruim, digo de novo.
– Se é assim, não tem porque eu me lamentar então. – disse, colocando as mãos nos bolsos. – Vá com Deus e de preferência, não volte mais! – ele completou e saiu rápido até seu carro.
não acompanhou nenhum movimento do rapaz. Sentia raiva de . Do que ele fizera e da maneira que ele estava agindo, deixando-a confusa. Quem ele pensava que era? Aprontar tudo aquilo e pedir desculpas só porque algo de ruim aconteceu com ela? Não era bem assim que a banda toca!
Ela começaria uma nova vida. Longe das amigas, o que mais a deixava triste. Longe do lugar que crescera e tivera momentos incríveis. Mas também estava feliz porque aprenderia muitas coisas e se tornaria uma grande mulher, futuramente.
– Até logo, Los Angeles. – a menina disse, antes de entrar em seu carro e dar partida logo em seguida.


Fim?



Ir para segunda temporada!
Nota da autora: (02.10.16) Oi leitoras de DI! Tudo bem com vocês? Primeiro, gostaria de agradecer as pessoas que dedicam um tempo para ler a história. Fico muito contente com comentários que recebo e me motivo a continuar escrevendo <3 Chegamos ao fim, MAS (que palavrinha bonita, não é?), terá uma segunda temporada. Então, posso garantir que: ainda terá muita história pela frente e que essa temporada foi apenas o começo. Preparadas? Eu espero que sim!
PS: gostaria de agradecer em especial a minha amiga, Mandy, que me acompanhou desde a ideia dessa história até a postagem dela. Obrigada amiga por não ter me feito desistir! E também agradecer a minha linda beta, Daf, que é um amor de pessoa. Que me ajudou demais, me fazendo continuar, mesmo quando eu achava que não tinha mais motivos pra postar.
PS2: se preparem para a segunda temporada. Terão muitas novidades!
Beijos e quem quiser saber mais, me procura no twitter (@kjeessica_) ou no face (Karla Jéssica). Até mais!




Nota da Beta: Primeiramente, queria dizer que é um honra ser sua beta, e minha felicidade só aumentou quando soube da segunda temporada! Estou ansiosa demais e mal vejo a hora de ter os capítulos em minhas mãos <3 Você é um amor, Kah, continue sendo essa autora maravilhosa!
Beijos e que venha muito mais!






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