Ao som de Cherry Cola, null hipnotizava null em cada nota e ela não conseguia tirar os olhos dele. null a olhou e a abraçou, sorrindo igual a uma boba, por causa de um sorriso que ganhou de null.
Parecia o melhor dia de suas vidas, um sonho realizado, assistiam seu primeiro show do McFly na frente do palco e ainda ganhavam piscadelas, olhadas e sorrisos de seus ídolos. Se tivessem sorte, iriam conhecer os garotos. Depois do show, tentariam passar para a área vip e entrar no camarim.
Flashback on
- Então tá combinado, né? Depois do show, você manda um sms pra null e a gente te encontra aqui. - null falava, dando pulinhos.
Elas haviam feito amizade com o segurança do show um mês antes do evento e ele prometeu liberar o acesso para as meninas.
- Tudo bem, mas eu não garanto, a segurança daqui é muito forte, acho melhor vocês armarem um plano b.
null sempre tinha tudo em mente e já tinha um certo "plano B".
- Plano B é complicado né, null... Minha cabeça tá no null. - Bruna disse, com os olhos marejados.
- Relaxa, null, vai dar tudo certo. - elas se abraçaram e foram para a pista, que no horário que ainda era, estava quase vazia.
Flashback off
null se despediu da plateia cantando Love is Easy e depois seguiu para o backstage, com todos os outros o seguindo.
O celular de null piscou e a menina leu a mensagem de Fred, o segurança da área Vip.
"Venham o mais rápido possivel, acho que consegui"
- É agora, null. - null falou, sacudindo o braço da amiga.
- Vamo simbora, gata. - null puxou a amiga em direção aos acessos vips atrás do palco, cruzando os dedos e balbuciando alguma oração ao santo protetor das fãs desesperadas.
- Oi, Fred. E aí? Conseguiu? - null sussurrou por trás do segurança, que estava de costas para a entrada do local.
- Vem rápido, antes que esse bando de maluca consiga pular a grade. - ele disse e abriu o portão para elas passarem.
null segurou um gritinho e null abraçou o segurança. Seguiram para o camarim e ele as deixou na porta.
- Dê o melhor do seu inglês. -null falou e elas se abraçaram, chorando.
- E do seu carisma. - null respondeu, sorrindo.
- É o nosso sonho realizado, null, vamos aproveitar. - Ela secou uma lágrima e apoiou a mão na maçaneta da porta.
- Isso vai ser a melhor coisa que eu já fiz, null. - null disse e seguiu a amiga.
Era como em seus sonhos,null sentado de frente pro espelho ajeitando o cabelo e fazendo brincadeiras, null deitado no sofá mexendo no celular e conversando com null, que estava sentado numa cadeira batucando o braço do sofá, null estava radiante ouvindo as criticas do show na televisão, mesmo sem entender uma palavra de português.
Quando null abriu a porta, nulldeu um pulo da cadeira e arregalou os olhos.
- E a gente ainda ganha prêmios no final do show. - null disse, sorrindo .
- São só fãs, null. E aí, meninas, como se chamam? - null disse, desligando a televisão e andando em direção a elas.
null não conseguia tirar os olhos de null, que retribuía admirando as curvas da menina. null não fazia diferente, enquanto null apertava a mão de null, ele olhava cada centímetro do corpo escultural da bela.
- Ah, oi, meninas. Eu sou o null. - Ele abraçou cada uma e em seguida fez um sinal para o casal deitado no sofá se levantar e cumprimentar as meninas.
null se dirigiu a null e mostrou a mão para um aperto, mas surpreendeu a menina ao depositar um beijo ali.
- Meu nome é null, mas isso você já sabia.
- null, prazer.
null olhou para Bruna, sorriu, e deu dois beijinhos em seu rosto.
- Você é muito linda, qual é o seu nome?
- null. - e ela não conseguia esconder as lágrimas.
Teria sido maravilhoso... Se fosse verdade.
Fred não conseguiu a entrada das meninas e elas não tinham um plano B concreto.
Então elas ficaram de plantão na entrada do hotel.
- Ai, null, acho melhor a gente ir pra casa... - null bufou.
- E ficar sem conhecer os guys? - null gritou.
- A gente ta aqui a mais de duas horas e a gente mora longe, vai ficar tarde. - null baixou a cabeça, chorando.
Elas já tinham perdido as esperanças e nada mais as abalava.
- Quer tomar um porre? - null disse desanimada.
- Porre, null? Já deu tudo errado hoje e você ainda quer beber? - null diz, tirando os sapatos.
- Vamos, null, o que mais pode acontecer ? - null diz se levantando do meio fio que fica na frente do hotel.
Elas resolvem ir a um barzinho que fica ali perto e no caminho foram imaginando o que poderia ter acontecido naquele dia.
O lugar está lotado e há uma pista de dança do lado do bar. null se senta e Bia vai ao banheiro.
- Espera um minuto tá? Não sai daqui não, só se um supergato cair do céu e te pedir ajuda, ok? - null alertou a melhor amiga.
- Tá bom, senhora. - null zombou dela e se virou para pedir sua bebida.
**
Quando null voltou do banheiro, não havia mais nenhuma null ali, só seu copo vazio.
Ela olhou ao redor, mas tinha tanta gente que era impossível achar alguém. Resolveu se sentar e pediu um Smignorff, tentou ligar para a amiga várias vezes, mas só chamava e ninguém atendia. Quando desistiu já estava meio alta. Um rapaz de cabelos null e músculos de um Deus Grego se sentou ao seu lado, e pediu uma bebida. Percebendo a agonia da moça, puxou assunto.
- Tá sozinha? - o cara perguntou em inglês.
null estava estressada com o sumiço da amiga e resmungava sozinha, que nem percebeu o idioma do rapaz e começou a falar na mesma língua.
- null, eu te mato, menina... - quando se deu conta que aquele homem lindo falava com ela, resolveu responder: - TÔ, TÔ SOZINHA, A BABACA DA SUMIU.
- Desculpe.
Aquela voz era inconfundível, ela estava diante do seu maior sonho de consumo,null null, do McFly.
- Meus Deus, você é o null, me desculpe você, eu sou uma grossa, cara, eu não fiz de propósito, a null sumiu e eu fiquei aqui sozinha, ela não atende o telefone e eu nem me dei conta que era você, meu Deus, null, eu te amo.
Umas das "qualidades " de null era tagarelar quando está nervosa e dessa vez não seria diferente, afinal estamos falando do maior ídolo da garota.
- Hey, calma, calma, qual é seu nome moça? Quem é null? - ele sacudiu as mãos no rosto da menina.
- Meu nome é null, . - ela tentou explicar como se pronuncia seu nome em português - e null é minha melhor amiga, que foi ao seu show comigo e como não conseguimos acesso ao backstage, viemos tomar alguma coisa pra espantar a tristeza e agora a danada sumiu.
- Sumiu? Mas que sorte a minha. - Ele deu um sorriso, que não disfarçava seu interesse na moça.
null ficou tão vermelha que parecia roxa. Mexeu nos cabelos e ofereceu bebida a null . O papo fluiu muito bem e muito rápido. null descobriu que null estava ali porque os meninos queriam ir pra uma balada, mas ele não estava com animo de dançar, então foi até aquele bar próximo do hotel, pra se distrair.
- null, quer ir à praia? - Bia disse animada pro garoto.
- E perder a oportunidade de tomar um banho de lua? - null disse. Em seguida pagou a conta (inclusive a bebida da null) e saiu do bar com a menina.
A praia ficava na frente do Hotel que null está hospedado e perto da casa da tia de null, onde ela resolveu passar a noite, por ter se perdido de null. Os dois se deitaram na areia da praia então deserta e ficaram olhando as ondas.
- Gostou do show? - null perguntou, interessado.
- Foi o melhor da minha vida. - null disse, com os olhos brilhando.
- Deve ser muito legal essa parada de poder ir onde quiser e se arriscar para entrar no camarim da banda preferida. - null disse fitando o céu estrelado - Não quero parecer metido, longe de mim.
- Que isso, null, eu te entendo perfeitamente. - null falou, olhando para ele - E não, não é maneiro. Não poder entrar no camarim hoje estragou totalmente o meu dia.
- E estar aqui comigo agora não recompensa? - ele sorriu e encarou a menina.
Ela queria poder beijá-lo ali mesmo e agradecer a Santo Antônio por aquela oportunidade. Mas se conteve em responder a pergunta de null.
- Recompensa, e como. - null deu seu melhor sorriso sem graça.
Ele sorriu e passou a mão no rosto da garota, colocando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha.
- O que você acha de me recompensar? - null se aproximou e colocou uma de suas mãos na nuca de null.
- Como assim? Eu? - null já tinha entendido, mas não acreditava no que estava prestes a fazer.
- É, você, de longe a garota mais linda que eu já conheci. - ele se aproximou mais e beijou a menina, que não acreditava naquilo. E deixou tudo fluir. O melhor beijo de sua vida, o beijo mais esperado desde que ela era muito pequena.null null pertencia a ela naquele pequeno momento. Para null, null beijava muito bem, obrigada, e se deliciava com cada pedaço daquela língua enviada diretamente do Monte Olimpo. Quando null cessou o beijo, estava ofegante, e seu sorriso demonstrava satisfação.
null sorriu, e em seguida sentiu um frio congelante e se encolheu. null ofereceu seu casaco a menina, que aceitou. Eles ficaram conversando, contando estrelas, bebendo, rindo, entraram na água e, o melhor de tudo, se beijando.
**
null estava demorando no banheiro e null já estava impaciente, quando numa golada só, entornou o copo todo na boca. Sentiu a ardência do álcool descer e sorriu ao ver o copo vazio. Virou-se para dar uma olhada na pista e, no exato momento, um cara com os cabelos louros caiu em seu colo, vindo da pista de dança.
- null, é você ? - o cara perguntou, tapando os olhos.
null mal podia acreditar que o cara que estava em seu colo era null, o seu null.
- Me meu nome é null. - ela gaguejou e sorriu.
- Não acredito, eu morri, null, cadê Deus? - null perguntou, desesperado.
- Que morreu o que, garoto, você só tropeçou e caiu no meu colo, tá tudo bem. - Ela respondeu, rindo. – O que aconteceu com null?
- Ele veio nesse bar tomar alguma coisa e eu vim convencer ele a ir com o resto do pessoal pra uma boate aqui perto, mas não consigo achar ele. - ele deu de ombros - espera aí, você é fã do Mcfly?
- Érr, sou. - null respondeu com medo da resposta.
- Então você pode me ajudar a achar o null. - ele sorriu radiante.
- Acho que sim, qualquer coisa com você . - null estava tão empolgada com a visão do paraíso, que nem percebeu o que estava falando.
- Vem, vamos achar o null. - null puxou null pelo braço e rodou a pista de dança com ela. Eles riram, conversaram e se conheceram. null soube da história do camarim e se comoveu. Procuraram e não acharam null, então null desistiu e chamou null para conhecer a piscina do hotel.
- Que tal um banho noturno? - null propôs com segundas intenções.
- Claro. - Naquele momento nenhuma resposta chegava a cabeça de null e "claro" foi o que ela conseguiu falar.
Eles seguiram até o hotel, que era próximo dali, null arrastou a menina pelo saguão e seguiu em direção a área da piscina. Quando chegaram à beira, ele começou a se despir e deu um pulo, que molhou null. A menina tirou os sapatos, a camiseta, e deixou seu Iphone em cima de uma espreguiçadeira e entrou na piscina.
Mergulhar com null null era o sonho de qualquer adolescente e null estava realizando. Morram, vadias.
null se apoiou na borda e chamou a menina com o dedinho, ela nadou até ele.
- null, você ainda está chateada pelo que aconteceu depois do show ? - ele perguntou, abraçando a menina pela cintura.
- Que parte? Não ir ao camarim, ou te conhecer? Porque eu não estou chateada com nada disso. - ela sorriu, vermelha.
- Então deixa eu reparar seu estrago, me beija, null. - null pediu e se aproximou da menina, que por sua vez retribuiu. Ela era outra sortuda, estava beijando seu futuro "marido" e se sentia nas nuvens, sentir null e sua língua habilidosa causava isso nela. Quando acabou o beijo, foram se debruçar no parapeito da piscina.
null olhou para a areia e reconheceu o casal. Não era possível.
**
- null, é a null com o null. - Ela apontou para a praia.
- null? A sua amiga? - null saía da piscina, se secando, espantado pela coincidência.
- É, ela mesma, meu Deus, ela está beijando o null. Ela, tipo, ama o null assim como eu te amo.
null nem reparava no que dizia por estar tão animada em ver a amiga com o seu favorito e ela com o seu. Ela queria gritar e se abraçar de alegria. Ela se amava por aquilo, tinha acabado de encontrar um amor diferente pela própria vida.
- Você me ama? - null disse, rindo.
- Ai meu Deus, null, eu não quis dizer isso, é que, é que você, você.... É, eu te amo, você entre os guys e qualquer homem na Terra é meu preferido.
- Você é incrível, null, obrigado por hoje. - null disse e deu um beijo na cabeça da garota, que suspirou.
- Acho que temos um casal para encontrar. - null saiu da piscina e se vestia, enquanto pegava o celular. - nossa, treze chamadas perdidas da null e uns sms.
"null, onde você tá?"
“null , é serio, eu já saí do banheiro, to no bar, no mesmo lugar"
"null , eu falei pra você não sair daqui. Eu juro que só te perdoo se um gato tiver caído do céu te pedindo ajuda"
- HEY, , AQUI EM CIMA, HEEY! - null gritava e sacudia os braços tentando chamar a atenção do amigo.
- Vamos lá, null, talvez eles ainda não perceberam. - ela puxou o garoto e seguiu em direção ao saguão que dava na rua.
**
- null, aquele não é o null? Espera até a null saber que eu estou vendo o nanico dela, de tão perto... Calma, aquela garota é a null? MEU DEUS, EU NÃO ACREDITO! - null disse depois de interromper um beijo, muito animada por sinal.
- Se é ou não a null, eu não sei, mas é o null. - null disse, se levantando e estendendo a mão para a garota pegar.
null se levantou, seguiu null, de mãos dadas com o rapaz. No caminho de volta para o hotel, null checou o celular, que tinha uma mensagem de texto não lida.
"acho que você vai ter que me perdoar, o gato mais gato caiu no céu no meu colo pedindo ajuda"
Até nessas situações null não perdia a graça. Ela e a amiga, com certeza, tinha ganhado o dia.
Quando chegaram à porta do hotel, null e null se depararam com null e null se beijando.
- GAROTA, PORQUE VOCÊ SUMIU? VOCÊ ME DEIXOU DOIDA, EU QUASE TIVE UM TRECO. O QUE EU IA DIZER PRA SUA MÃE? , EU TE MATO, EU JURO QUE MATO. - null gritava em português e sacudia uma das mãos, mas a outra ainda continuava agarrada a de null, que como null, não entendia um ai do que ela falava.
- To vendo o trabalho que você teve de me procurar, né... - null disse, apontando para a mão dela junta a de null, ainda falando em português.
- Não vem com essa, que droga, poderia ter atendido ao telefone, ou me avisado. - null disse baixando o tom e abaixando a cabeça.
- MEU DEUS, É O . - null gritou e abraçou o lindo homem a sua frente.
A essa altura, as duas tinham esquecido o português e gritavam em inglês mesmo.
- MEU DEUS, É O . - null gritou e fez o mesmo que a amiga, abraçando o cara a sua frente.
- Oi, você deve ser a null. - null disse e abraçou a garota - Obrigada por ter sumido. - null sussurrou no ouvido da menina discretamente.
- Obrigada você por ter sumido. - null sussurrou de volta.
- E você deve ser a null. - null falou e apertou as bochechas da garota - Não tenho nada pra sussurrar no seu ouvido, mas obrigada por ter demorado no banheiro. - null sussurrou.
- E você me deve uma por sequestrar a minha amiga. - null sussurrou para null.
Eles se separaram e cada um abraçou sua garota.
- Bom, null, fui te procurar pra ir pra balada com o resto dos meninos, mas acho que já ta na hora de voltar pra suíte né? - null perguntou, olhando para null.
- Já vai amanhecer e amanhã a gente viaja cedo. - null falou e abraçou null , dando um beijo de cinema nela.
- É, null , e nossos pais devem estar preocupados. Onde vamos passar a noite? - null perguntou.
- Liguei para minha tia e ela disse que podíamos passar a noite lá. - null falou, encarando a menina.
- Então acho que isso é um tchau. Adeus? - null perguntou, brincalhão.
- Não, até breve seria o mais apropriado. - null respondeu e deu um selinho no rapaz.
- Nossa suíte é 230, se vocês precisarem de alguma coisa. - null falou – E, null , você foi o meu melhor presente de show, obrigada, de verdade. Gostei muito de te conhecer.
null ficou surpresa com a declaração.
- Por isso você é meu favorito, é sempre tão gentil e continua sendo tão machão. - null disse entre sorrisos que se misturavam em lágrimas.
Do outro lado, null e null se despediam e null estava chateado com a ideia de não rever a menina.
- Hey, null, vamos tomar café juntos amanhã, talvez eu tenha a chance de te conhecer um pouco melhor. - null sorriu e acariciou os cabelos da menina - Obrigada por ter passado o resto da noite comigo.
- Claro que eu tomo café com você amanhã e obrigada você, null, você foi muito maneiro comigo. - ela abraçou o rapaz e o beijou, chorando. Depois anotou seu número no celular dele.
null e null trocaram telefones e emails e ficaram um tempo se despedindo, null e null também. E sob uma lua cheia cintilante os casais trocaram seus últimos beijos.
Últimos?
Depois de chegarem à casa da tia de null, as meninas contaram uma para outra suas peripécias daquela noite, mais riam e choravam do que falavam.
- Você disse que eu só podia sair de lá se um supergato caísse do céu me pedindo ajuda... Foi isso que aconteceu, ué.
- É, null, não entramos no camarim, nem conhecemos o resto da banda, mas, fala sério, beijar e passar uma noite com os meninos superou todas as nossas expectativas né? - null falou e sorriu para a amiga.
- Ahhh, e como... - null suspirava.
- Mas vamos dormir, amanhã você tem um grande encontro. - null dizia com uma certa inveja da amiga, por null não ter a chamado para fazer nada antes de partir para outra cidade. Mas, ainda assim, estava radiante de felicidade pela amiga.
- null, que casaco é esse? - null já havia reparado a peça e estava intrigada como ela foi parar no corpo de null . E teve um súbito de ideia na cabeça.
- Ai, meu Deus, o null esqueceu comigo! - null deu um tapa na própria cabeça e sorriu ao entender o sorriso de null - Você está pensando o mesmo que eu?
- Acho que não sou só eu que tenho um grande encontro amanhã. - null sorriu maliciosa e se virou, já roncando na cama.
- Boa noite, null.
***
No dia seguinte, null se levantou cedo e se arrumou para seu encontro com null. Pegou um vestido emprestado da prima de null, a menina estava viajando e não se importava em emprestar coisas. O vestido era de alças com a cintura marcada, num verde piscina bem clarinho, nos pés, usou uma rasteirinha prateada. Pegou seus óculos, se despediu da tia de null, informando para onde ia, e seguiu para o hotel.
Quando chegou ao saguão encontrou com um null bem disposto sentado em uma das poltronas da saleta de espera, que se levantou e lhe beijou a mão, levando-a para o restaurante do hotel.
Mal sabiam seus companheiros de banda que null havia acordado cedo, feito a barba e caprichado no banho para encontrar a menina brasileira que mexeu com seu coração. Afinal, os garotos chegaram tarde e nem sequer tinham forças para acordar tão cedo.
Chegando a mesa do restaurante, null beijou a menina na boca e puxou a cadeira para ela se sentar do seu lado.
- Você está absolutamente linda, null. - null disse, olhando para os seios da menina.
- Igualmente, null. - null disse vermelha.
- null, eu quero te propor uma coisa. - null tirou do bolso um papel e colocou em cima da mesa.
null pensou várias coisas ao ver o papel, lembrou-se de Cinquenta Tons de Cinza, quando Cristhian Grey negocia com Anastacia Stelee um contrato de submissão. E soltou uma piadinha antes de ler o que o papel dizia.
- Acho que por essa eu não esperava, um sádico no McFly. - E começou a ler.
- Para de bobeira e me diz o que você acha.
O papel se tratava de uma passagem na primeira classe para um voo para a próxima cidade brasileira que o McFly se apresentaria. E pelo que null entendeu, null queria que ela fosse junto, não só queria como já tinha comprado a passagem pela internet e feito check in on-line para a garota. Ela não sabia o que falar e ficou encarando o papel uma eternidade.
***
null acordou da cama num pulo e engoliu o café, tomou banho, e pegou uma roupa de sua prima, uma camisa bege com a alça de renda e um short branco combinando com mocassins marrons. Sua tia informou que null havia saído havia um tempinho e que foi num hotel encontrar um tal de Dodge.
A menina informou que iria atrás da amiga e foi para o hotel, levando o casaco de null. Tinha o número da suíte em mente e não ia fazer feio.
***
- null, você quer que eu viaje com vocês na turnê? - null estava pasma.
- Quero muito, null, você é tão legal e descontraída, eu não quero te deixar escapar, eu quero muito ficar mais com você. O que você me diz?
- null, é claro que eu vou, tenho que falar com meus pais, mas acho que eles não se importariam, afinal é minha banda preferida e, cara, a null vai surtar e, cara... A null.
- Acho que alguém já resolveu esse ponto.
***
- Não, amigo, não conheço nenhuma null, deve ser engano, o null passou a noite em um bar, null encontrou com ele, não conheceu ninguém ontem. Ela tá dizendo o número de que suíte? 320? Ah, mas a minha é 230! - null falava com o recepcionista do hotel.
null estava acordado, deitado, pensava na noite anterior e de como aquela garota mexeu com os sentimentos dele. null.
Espera aí! Com quem o null estava falando ? null sabia o número da suíte que eles estavam e, cara, só poderia ser ela. Levantou-se num salto mortal triplo para trás e puxou o telefone da mão de null.
- null é você? -null perguntou num tom de sono.
- Não, meu nome é Eduardo, sou o recepcionista do hotel. Gostaria de tomar café na suíte, ou quer vir para o restaurante como seu amigo, null?
- Eu quero falar com a null, porra ! - null odiava o jeito falso que os funcionários de hotéis tratavam os hóspedes.
- Tudo bem, vou passar para a madame, sim. - O tal do Eduardo falou em Português com null, que pegou o telefone.
- Oi, null, err, você esqueceu sua jaqueta comigo, você poderia descer para pegá-la? - null dizia sem graça por estar sendo vigiada por Eduardo.
- Estou descendo, linda. - Linda assim em itálico porque ele havia falado em português para agradar a garota.
null se derreteu com o elogio e desligou o telefone. null xingou uns três palavrões por ter sido acordado com o salto de null , perguntou onde null havia se metido e depois voltou a dormir, babuciando alguma coisa que se parecia com "Não se atrase, nosso voo sai cedo". Do jeito que null é burro, nem deve ter percebido que já estava de manhã. null pediu para que null procurasse por null, e foi se deitar.
null comeu uma maçã que estava no frigobar, escovou os dentes, tomou um banho, fez a barba e colocou uma bermuda cinza com uma camiseta branca. Depois desceu confiante para o hall do hotel.
***
null já estava impaciente quando viu uma miragem irresistivel caminhando em sua direção com um sorriso largo nos lábios. null não gostou nem um pouco de a menina querer devolver a jaqueta, mas gostou muito da ideia de ver null de novo. Aquela noite, tinha sonhado com ela, e não conseguia parar de pensar na menina, desde que acordou. E pensar que aquele havia sido seu primeiro caso que não terminava em sexo.
- null, acho que isso te pertence. - null esticou o braço com o casaco de null em mãos.
- Isso fica com você, quer dar uma volta na beira da praia? - null tentou mudar de assunto e, antes que a garota respondesse, que obviamente seria uma resposta positiva, null a puxou pela mão e foram caminhar na praia. Enquanto caminhavam, um paparazzi tirou fotos dos dois, null sorriu para o fotógrafo e disse para null fazer o mesmo. Quando estavam longe da mira de curiosos, null falou sério com null .
- A noite passada não teve nada muito carnal, mas eu queria que você soubesse que foi a primeira vez que isso aconteceu e, minha linda, foi muito, muito especial. - null dizia depois de um longo selinho.
- Acho que posso sobreviver sem ter transado com null null... Ou não... - null saiu correndo em direção ao mar. - Vou me matar. - ela brincava e ele corria atrás dela.
- null, vamos comigo, eu quero muito ficar mais tempo com você. - ele conseguiu pegar a menina e a abraçou.
- null, ontem foi a realização de um sonho meu, foi a melhor coisa que já me aconteceu e eu ficaria com você nessa praia o resto da minha vida. Mas ir embora com você? É um pouquinho demais, acho que meus pais não deixariam...
- Só me acompanha até o final da turnê aqui no Brasil, vai? Por favor, eu falo com seus pais. - null juntava as mãos na frente do rosto como se estivesse rezando.
- Se você falar com meus pais, é obvio que eu vou, mas e as passagens? Não encontraríamos a essa hora, daqui a pouco você já tem que estar no aeroporto. - ela abraçou null.
- É, isso complica tudo. Mas vem, a gente resolve. - ele beijou a menina calorosamente e seguiram de volta para o hotel.
**
null tirou outro papel do bolso, quando null leu, quase teve um ataque. Outra passagem para o mesmo destino no mesmo horário e mesmo voo.
- null null, você pensou em tudo, eu juro que se você continuar desse jeito eu me caso com você. - ela deu uma risadinha, ficou vermelha e beijou o garoto. Depois, telefonou para seus pais e null falou com os pais de null, que aceitaram que elas viajassem. null ligou para a amiga e pediu para ela correr até o hotel com urgência, tinham que tratar de um assunto importante, do interesse de ambas. null disse que estava um pouco ocupada, mas como era caminho passaria rápido lá. Depois null e null tomaram seu primeiro café da manhã juntos.
- Obrigado, null, você é incrivelmente maravilhosa. - null beijou a menina.
- Obrigada você, null, supergato que caiu do céu. - ela suspirava e ria com um misto de emoções.
**
null e null correram para dentro do restaurante do hotel e se sentaram com null e null, que comiam mais do que respiravam.
- Fala, minha sapinha, o que aconteceu que pode ser do meu interesse?
- null, eu e null queremos nos conhecer melhor e ele propôs que eu viajasse com ele o resto da turnê... - null foi interrompida.
- Ai, meu Deus. - null olhou para null. Um olhar cúmplice.
- Me deixa terminar. - null continua: - Então eu disse que só iria se você fosse junto e ele, como um bom cavalheiro, me disse que isto era um problema resolvido e me mostrou isso. - null colocou as passagens impressas em cima da mesa e os olhos de null brilharam - Bem, eu já falei com seus pais e com os meus e todos aceitaram.
- null, eu só não te beijo porque null está aqui. - null falou muito animado, puxou o rosto de null e depositou um beijo em sua boca.
- É claro que eu vou, null, era o que nós queríamos, estávamos indo resolver isso. - null disse abraçada a null.
- Então vamos viajar todos juntos? - null perguntou, sorrindo.
- Vamos, null, a partir de agora as meninas são nossas. - null disse e puxou null para um longo beijo. E null fez o mesmo com null.