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Última atualização: 31/07/2017

Prólogo

- Vamos ver do que essa belezinha aqui é capaz. – O rapaz disse, se gabando por ter a sua preciosa Lamborghini aventador vermelha.
- Hey dude, tu apostou ela... e se você perder? – Alex falou preocupado, afinal aquele carro era a coisa mais importante para o amigo.
- Já me viu perder alguma corrida, Alex? – O cara continuava se gabando, mas com apenas um pensamento, “se eu perder eu não vou entregar o meu carro”.
- Mas... – Alex começou a falar, mas o garoto o ignorou totalmente, e entrou no seu carro. Uma mulher muito gostosa (pelo ponto de vista dos garotos presentes ali) se posicionou na linha de partida, apontou para um lado, apontou para o outro, pôs as mãos dentro da blusa, retirou o sutiã e jogou, esse era o sinal de que a corrida tinha começado. Todos acompanhavam a corrida, apreensivos, todos sabiam que nenhum dos corredores iria mesmo entregar o carro, e, consequentemente, isso iria dar em merda. O garoto, antes confiante, sentia-se em “desespero” por estar em segundo. “O primeiro lugar tem que ser meu”, pensava. Foi então que, após uma curva (mal feita) pelo corredor que estava na frente, o jovem conseguiu ficar em primeiro lugar e como estavam chegando à linha de chegada...
- EU DISSE QUE EU IA CONSEGUIR! – O mesmo disse, radiante após ver os perdedores entregarem a chave dos seus carros potentes para ele, surpreendendo todos. O garoto, além de ganhar prestígio no local, também ganhou quatro carros novos e ainda uma quantia gorda de dinheiro. Ali foi selado o passo inicial para o seu grande império no crime...

Capítulo 1: Miami Night

observava tudo atentamente, esperando a hora certa para entrar em ação, o bandido, por outro lado, achava que ninguém nunca ia pegá-lo, que ele era invencível, assim que o mesmo saiu da casa da vítima, saiu de onde estava.
- Mãos para o alto – ela disse, apontando a arma para o rapaz, que não teve outra reação a não ser correr, correu até esbarrar com alguém que, para o seu azar, também era policial, sem saída ele se rendeu. chegou respirando com dificuldade por ter corrido. – Você está preso por assalto – quando ela ia algemar o garoto, , o cara que segurava o bandido, a interrompeu.
- Pode deixar que isso é trabalho pra homem. – Ele não acreditava no potencial dela, achava que esse trabalho não era pra garotas, muito menos garotas como ela.
Enquanto levava o bandido para a viatura, pensava no quanto odiava seu parceiro de trabalho. Nunca foi com a cara dele, e ele parecia pensar exatamente igual em relação a ela. Não entedia o porquê do rapaz a odiar tanto, afinal ela nunca fez nada para ele, já fizera de tudo para trocar de parceiro, mas seu chefe insistia que os dois davam uma dupla e tanto.
- Eu não aguento mais! – disse, se jogando em uma das cadeiras a frente de Sebastian. – Quando eu sonhava em ser uma policial eu imaginava tudo diferente, achava que ia ter mais ação, que ia ser mais emocionante, que eu poderia tirar todos esses vagabundos da rua, mas olha pra isso... Só pego bandidinho de merda e mesmo assim ele é solto logo, logo.
- Pede as contas, fofa. – se intrometeu, adorava dizer aquilo a ela, era gratificante, ele se sentou na cadeira ao lado.
- Pede você, FOFO – fez questão de ironizar o apelido que o mesmo disse.
- CHEGA! NINGUÉM VAI PEDIR NADA! Essa birra idiota de vocês, já deu o que tinha que dar. – Sebastian, cansado de todo dia ter que aturar isso, disse. – , quanto a esse seu pensamento, acho que isso vai mudar, venha comigo. – O mais velho disse e lançou um sorrisinho idiota pra ela. Ele realmente achava que ela tinha se ferrado, ela, por outro lado, engoliu em seco, não sabia o que viria a seguir.
- Sente-se, – Sebastian diz, e ela o obedece – Não sei se você se lembra do nosso melhor cara... o Robert, lembra?
- Claro que sim, eu adorava-o, fiquei triste ao saber que ele era corrupto...
- Ele não era corrupto. – O velho a cortou e após a revelação, ficou surpresa e aliviada. – Inventamos tudo aquilo para que ele pudesse se infiltrar em uma gangue aqui de Miami.
- Gangue? Infiltrar? – A menina estava confusa.
- Você já vai entender. – O homem mexeu em algumas pastas no computador até que achou a que queria, abriu-a e clicou na imagem. Apareceu, então, uma foto de um menino com uma cara nada bandida. – Ta vendo esse cara aqui, ? – Ela assentiu. – Ele é o chefe da gangue mais procurada de toda a Miami, ele é o motivo do Robert estar lá no meio daquela loucura toda. Estamos tentando prendê-lo há tempos, mas é impossível. Esse cara consegue tudo o que quer. Então resolvemos colocar o Robert lá dentro, então inventamos tudo o que inventamos sobre ele e o mesmo deu um jeito de se infiltrar lá dentro. Porém, isso faz quatro meses e ele não conseguiu nada, então ele pediu reforço, ele quer mais um de nós com ele lá. E nós conversamos e chegamos à conclusão que você é a mais apropriada pra isso.
- Eu? Mas por quê? – A menina estava tão radiante pelo seu chefe confiar tanto assim nela, mas sentia a necessidade de saber o porquê de justo ela...
- , você, no momento, é a policial em maior potencial daqui, e também a que está mais motivada. Você é inteligente e hábil, sem contar que é bonita. Você pode conseguir tudo o que o Robert tenta há tempos. Vocês, juntos lá, será perfeito, conseguiremos prender todos. – A essa altura, Sebastian estava com medo da garota não aceitar nada daquilo. – Esse cara é inteligente, todos os crimes dele são perfeitos, ele não deixa rastro nenhum...
- Qual é? Crime perfeito? Isso não existe. – O chefe a fuzila com o olhar, ela não devia interrompê-lo assim. – Desculpa, pode continuar.
- Como estava dizendo, esse rapaz consegue enganar todos, ele não tem dó, . Ele passa em cima de tudo e de todos para ter o que quer, ele não tem coração. Por isso, eu preciso saber se você topa. – A menina sentiu-se lisonjeada pelo chefe confiar tanto nela, mas sentia insegurança. E se tudo desse errado? Afinal se esse garoto fosse tudo isso que o Sebastian disse, ele poderia acabar com ela, mas esse pensamento logo abandonou. Ali estava a emoção que ela tanto queria.
- É claro. – Ela sorriu largamente. – Quando começamos? – Sebastian soltou o ar que prendia e sorriu para a garota.
- Imediatamente. Eu vou entrar em contato com o Robert e dizer que você aceitou, ele vai dar um jeito de te por lá dentro. – Ela assentiu. – Nesse meio tempo, você terá que mudar um pouco.
- Mudar como?
- Você tem que ficar mais sexy. – Agora ela se ofendeu, oras, sabia que não era o poço da boniteza, mas daí a chamá-la de não sexy era demais. Ele, ao perceber que a menina tinha se ofendido, completou. – Não que você não seja, mas, , estamos falando de bandidos, estamos falando de um pega.
- Pega? Já vou começar bem...
- Então, será que pode ficar apresentável para um pega?
- Traduzindo, vou ter que virar uma vadia.
- É, mais ou menos isso. – Ele sorriu sem graça.
- Tudo bem, vou dar o meu melhor nessa história. – Os dois sorriram, e se levantou, iria mostrar a todos que ela podia muito bem se dar bem nessa.
- E, , não conte isso a absolutamente ninguém.
- Pode deixar.

Lá estava ela, com aquela saia curtíssima e o seu top preto, só tinha usado aquilo uma vez e achava que nunca mais iria usar, estava completamente enganada. Assim que terminou de colocar suas sandálias de saltos altíssimos se olhou no espelho e pensou “caraca eu to uma bela de uma vadia”. Tudo estava de acordo, cabelos soltos, maquiagem com sombra fraca e batom em um vermelho fortíssimo que realçava seus lábios, roupa de acordo e sandália de acordo, estava tudo perfeito. Agora era só esperar Robert chegar e levá-la. Apesar de saber que era só uma “apresentação”, ela sabia que tudo podia dar errado, e se alguém a reconhece e se... A campainha tocou e ela saiu correndo para atender, quando abriu deu de cara com Robert, ele não tinha mudado nada desde a última vez que o vira no prédio.
- Wow, ta levando a sério essa história, em – ele só conseguia imaginar coisas sujas que podia fazer com ela.
- Para de ser idiota – ela sorriu nervosa. – Então o que vai ser parceiro?
- Eu disse para ele que tenho uma prima que sempre se amarrou nessas paradas de pega, ele desconfiou no início, mas depois cedeu. é melhor você ficar, por enquanto, na parte leve da coisa toda, ou seja, só nos pegas. – Ele sabia que seria melhor mantê-la longe de todos aqueles assassinatos, assaltos e etc... E ela, apesar de querer se meter na coisa mais perigosa de tudo, entendeu que para o começo era melhor assim. - Vamos?
- Fala pra mim que eu vou ganhar um carro foda, fala, por favor, fala. – /ele riu.
- Agora não, , primeiro que hoje é teu primeiro dia lá, tu não pode simplesmente chegar chegando. Hoje você só vai para conhecer a área e o te conhecer. Não se esqueça de que você tem que convencê-lo de que é de confiança, ou ele acaba com a tua raça e a minha. – Ela engoliu a seco, o medo voltando a preenchê-la, mas como da última vez, logo a abandonou.

Robert parou o carro em um lugar cheio de outros carros potentes, com pessoas se esfregando uma na outra e ao som de um hip hop qualquer e, claro, como ela imaginou, o que mais tinha ali eram pessoas bebendo. Robert a analisou, espantado pela garota não estar nem um pouco surpresa com o que via.
Do outro lado do local, Alex, assim que viu o carro de Robert chegar ao local, foi logo avisando o amigo.
- Robert chegou com a garota e ela é gostosa pra caralho – Alex falou, se posicionando ao lado do garoto que observava o local atento, ele sempre matinha a mesma postura séria, queria que todos sentissem medo dele, e conseguia.
- Mande eles virem aqui.
- Beleza – Alex saiu, e foi ao encontro de Robert. – E ai, dude, ele ta esperando vocês.
- E ai. Alex, essa aqui é minha prima, . E, , esse é o Alex, melhor amigo do dono disso tudo. – Robert lançou um olhar a ela, tentando descobrir se ela entendeu o que ele quis dizer, e ela assentiu.
- E ai, Alex. – Depois de um aceno breve, Alex saiu rumo ao outro lado do local e foi seguido por eles...

Capítulo 2: Win or Win

estava tão ocupada olhando tudo ao redor que nem notou que estavam parando e que um menino a olhava, quando se deu conta e encarou os olhos do mesmo, notou ser...
- Então você que é a prima do Robert? – o rapaz alto, o mesmo que ela vira na foto, a perguntou.
- É... sim... sou eu – sentiu um belisco de Robert nas suas costas e entendeu o recado aquilo era um “para de gaguejar, idiota” – ... – “formal demais” pensou , “você consegue” repetia pra si mesma, todos a encararam, e ela pensou por um momento que eles desconfiavam de algo.
- Relaxa, gata, não faço nada com quem é da família, só não pisa na bola, ok? – não tinha entendido de primeira, mas depois entendeu, ele percebeu o medo dela, isso não era nada bom.
- É... bom, , acho que já percebeu que esse é o , e essa é a – ele sorriu pra ela, mas foi um sorriso sinistro, tipo aqueles de psicopata, percebeu o medo da garota e riu por dentro, era bom ela ter medo dele mesmo, novatos dão dor de cabeça, se tiverem medo dele a dor de cabeça é menor.
- Quem vai correr hoje dos dois? – Alex perguntou e Robert ia responder, mas o interrompeu.
- Eu – ela disse, levantando o braço e surpreendendo todos, Robert a encarou com uma cara nada legal, oras ela ia estragar tudo agora, eles iam perceber que ela não entendia porra nenhuma de carro e os dois iam se foder legal, o garoto pensava desesperado.
- Sabe correr? Robert me disse que você ia a pegas, mas não me disse que sabia correr... – disse, encarando um e depois o outro.
- É... – Robert de novo começou a dizer, mas foi interrompido.
- É por que ele tem vergonha de dizer, por que eu sempre ganhava dele – ela sorriu confiante para os garotos presentes, sabia bem o que estava fazendo, e já que tinha entrado nessa, agora só sairia com preso.
- É mesmo? – ele sorriu malicioso pra ela, Robert revirou os olhos, era só o que faltava, Sebastian tinha errado feio ao escolhê-la – Alex chama o Zach aqui e manda ela escolher um carro.
- Ta – Alex saiu e foi indo atrás, mas a chamou.
- – ela se virou pra ele e ele sorriu com aquele bendito sorriso psicopata – tente não estragar muito um dos meus carros, ta? Ou eu estrago essa sua carinha linda. – Ela engoliu a seco e deu uma corridinha para alcançar Alex, ela suspirou fundo, aquilo seria mais difícil do que ela imaginava.
- Relaxa, só tem esse jeitão de cafetão sem sentimentos, mas chora no banheiro – os dois riram, Alex estava de um jeito mais leve do que quando a recepcionara na chegada, estaria ele confiando nela já? Pararam em frente a uma fila de carros. – Escolhe um... Por algum motivo muito estranho ele não disse qual era que podia então... – , olhou atenta todos, ela tinha que escolher o melhor, e não podia fazer nada com ele ou sua cabeça seria cortada e jogada pros urubus, passou os olhos por todos umas cinco vezes ate decidir qual queria.
- Aquele ali – apontou para uma Koenigsegg Agera prata.
- Boa escolha, – ele a encarou receoso. – Posso te chamar assim?
- Claro, Ale – sorriu simpática pra ele, ponto pra , de um ela já tinha a confiança.

- Alex falou que você estava me chamando, ... O que foi? – Zach perguntou, ele não se lembrava de ter feito algo de errado.
- Quero que você corra contra a disse, e Robert o encarou desesperado, Rob sabia que Zach nunca perdia uma corrida, ele sempre dava um jeito de ganhar.
- Quem é ? – ele perguntou e depois pareceu se lembrar. – A prima do Villanueva?
- É... Ela mesmo, quero ver do que ela é capaz – sorriu.
- Acho que se ganhar, fará ela entrar, consideramos que ela já esteja fora – Robert pensou alto.
- Não confia na capacidade da sua prima, Robert? Ela pode surpreender a todos – disse, irônico, por algum motivo muito estranho ele sentia que não podia confiar nela, sentia que ela não devia estar ali.
- Eu a deixei ganhar todas as vezes.
- Relaxa, se ela ganhar, ela entra, se não bye bye, gargalhou, Robert engoliu a seco, era o fim da sua missão, ela não conseguiria, ele estava ferrado, ferradíssimo.

Avistou Rob, e um menino que pelo que Sebastian havia falado, se chamava Zach, vindo em sua direção, Rob não estava com uma cara nada boa, merda eles descobriram, pensou ela.
- Alex! Quero que ela corra contra o Zach, quero uma corrida só dela e do Zach, e quero que seja a próxima.
- Mas, , a próxima é a das meninas, e eu coloquei ela nessa – Alex falou, apontando pra umas meninas que conversavam animadamente entre si.
- Não quero saber, quero os dois correndo, daqui a cinco minutos – Alex suspirou e saiu de perto, pegando o celular ligando para alguém – Se você ganhar, você terá acesso livre nos meus pegas.
- E se eu perder?
- Reze para que alguém tenha um super poder de apagar a memória dos outros – ele saiu andando por onde tinha vindo.
- Então você escolheu esse carro? – Zach falou, espantado pela boa escolha da garota – Boa escolha, te vejo na linha de largada – ele piscou e saiu.
- VOCÊ TA FERRADA! Eu to ferrado, a gente ta FERRADO! – Rob se desesperou.
- Calma, Rob, se eu perder ele só vai fazer alguma coisa comigo, não com você.
- É, mas você é MINHA parceira, eu tenho por obrigação salvar você ou pelo menos tentar – Rob colocou a mão na cabeça em um gesto desesperado.
- Relaxa, e confia em mim.

Lá estava ela, sentada no carro de , prestes a correr contra o amigo dele, apareceu na frente dos dois carros, tirou uma arma da cintura, apontou pra , que se assustou, mas depois o mesmo apontou para Zach e por último para cima e atirou em direção ao céu, aquilo era o sinal de que a corrida havia começado... Zach havia saído na frente dela, e ela tentava de tudo que é jeito passar ele, mas estava difícil. Zach era um ótimo corredor, ninguém podia negar isso, porém a necessidade de era maior, ou ela ganhava ou ela morria e morrer não estava na lista, ela tinha que ganhar e ela iria. Lembrou-se então das suas aulas de perseguição na polícia, lembrou-se de Sebastian ensinando-a pessoalmente, ele fizera questão de fazer aquilo, lembrou-se de que eles eram como pai e filha, depois que seu pai morreu ele era a sua única “família”, e ai o pensamento de decepcioná-lo a dominou, ela não iria decepcioná-lo, não iria mesmo... Acelerou o carro não se importou de que estava prestes a fazer uma curva, não se importou de frear na curva, pelo contrário fez questão de acelerar mais, sabia que aquilo era arriscado e que ela podia perder o controle do carro, mas foi graças a ela não ter freado que ela conseguiu ultrapassar Zach, e como depois da curva era a linha de chegada, ELA GANHOU!
olhava tudo aquilo atônito, quem era essa garota, afinal? Ela acabara de ganhar do seu melhor corredor, ele não a queria por perto, mas costumava cumprir suas promessas e se havia prometido que ela ficaria se ganhasse, assim seria.

Capítulo 3: The First Action with Family or Not


saiu do carro com um sorriso vitorioso, todos em volta estavam parados olhando para a mais nova vencedora e, depois de um choque de realidade, começaram a aplaudi-la. foi em direção a .
- Viu, eu disse que conseguiria! O Robert me deixava ganhar, mas eu sempre fui boa. – E dizendo isso, deu uma piscadela para .
- Você teve sorte, isso sim, Zach não está se sentindo muito bem esses dias, tenho certeza de que se fosse qualquer outro dia, ele te deixaria comendo poeira. – desatou a dizer, mas Zach como todo garoto bad boy, inocente ou idiota, entendam como quiser, acabou por se intrometer.
- Na verdade, , eu estou me sentindo muito bem, fisicamente sim, só meu orgulho que está ferido por ter perdido para uma garo... – o fuzilou com o olhar, o que fez Zach entender que aquilo era um “cala a boca, se não te mato”, fazendo com que todos rissem, inclusive o próprio .
- Cadê o Rob? – a garota enfim sentiu falta do “primo”.
- Ah, ele disse que estaria te esperando no estacionamento – Alex se pronunciou.
- Bom, a conversa está realmente interessante, mas eu vou nessa – usou e abusou da ironia, era óbvio que a conversa não estava nada interessante, e o quanto antes terminasse, melhor para ambas as partes.
- Se quiser, eu vou com você, – Alex se ofereceu, recebendo um olhar reprovador de todos presentes, inclusive da própria .
- Eu realmente agradeço a gentileza, senhor Alex. – “Cala a boca, , qual bandida fala ‘eu realmente agradeço a gentileza’? BURRA!” Era tudo o que a garota sabia pensar, tentando então consertar o feito, disse – Quer dizer... é – ou melhor, tentou dizer – não precisa Alex... eu vou sozinha numa boa – dizendo isso, deu um breve abraço no mais novo amigo e um aceno breve para os outros dois, e foi em direção a Robert.

- “Se quiser eu vou com você, ” – Zach imitou Alex com a voz afeminada demais para o ego de Alex – QUE PORRA FOI ESSA? PIROU?
- Ué, só quis ser legal com a menina, cara. – Se defendeu.
- Se liga né mané, a menina acabou de chegar na parada, já tem gente na fila. – Zach disse lhe dando um pedala, e olhando diretamente para como quem dissesse “ele é o número um da fila”. , que ainda olhava meio bobo e meio raivoso na direção por onde acabara de sumir de seu campo de visão, ao entender aonde aquela conversa daria, tratou logo de mudar de assunto...
- Zach tem toda razão – os dois o encararam de sobrancelhas erguidas. – Ela acabou de chegar, não confiamos nela, pare de a tratar como se ela já fizesse parte da família, não gosto dela, não confio nela, meu instinto diz para mantermos ela o mais longe possível, e se meu instinto diz isso, eu não irei contra ele... aliás, ninguém irá. – Se virou e caminhou em direção a seu carro, aquela noite estava terminada para ... ou não.

Robert tinha se negado a ver tudo, preferiu então ficar mais próximo da saída, se ela estava jogando a merda no ventilador era melhor ele ficar longe, pensou, mas ao avistar a garota vindo em sua direção com a chave do carro de nas mãos e com uma posição de confiança suprema, por um momento pensou que ela havia conseguido, mas foi só por um momento, já que em seguida ela foi cercada pelo . Em sinal de alerta, achou melhor pegar a arma que escondia em um lugar secreto dentro de seu carro e escondeu em sua cintura, colocando a blusa por cima para cobrir, após isso foi de encontro a eles.

não sabia o que achar dessa aproximação do menino, mas desde que ganhara prometera para si mesma que não pensaria mais negativamente e muito menos ficaria com medo do que aconteceria no futuro; iria viver o ali e o agora. E o futuro? Bem, o futuro ela esperaria que fosse o melhor. Viu pelo rabo de olho Robert se aproximar e sentiu a tensão no ar, Rob não sabia do resultado da corrida ainda, isso explicava o jeito protetor em que ele se encontrava.
- Quero deixar algumas coisas bem explicadas para você, garota. – sorriu – Não gosto de você, não confio em você – engoliu em seco e Robert, por puro reflexo, a colocou um pouco para trás de si – mas como todos aqui sabem que eu sou cara de palavra – respirou fundo, qual é, não era nada fácil pra ele, seu instinto gritava pra matar aquela garota ali e agora, mas lá no fundo, bem lá no fundo ele sentia que não devia – você pode ficar – ela não conseguiu evitar, um sorriso enorme brotou em seus lábios e ela sentiu vontade de abraçar Rob e gritar que eles estavam salvos, mas não o fez, não era adequado. – E pode ficar com o carro, afinal você vai precisar de um. – Dizendo isso, ele entrou em seu carro e deu partida, cantando pneu.
- Isso foi estranho, muito estranho. – Rob pensou alto, conhecia bem o amigo que tinha - VOCÊ CONSEGUIU, MEU DEUS , EU NUNCA MAIS DUVIDO DE VOCÊ, NUNCA MAIS! – Rob gritou, a pegando no colo e girando-a.
- Olha bem o que você ta falando, Robert Villnueva. – Eles riram.

ouviu de longe o som de um piano e em seguida os primeiros versos; what would I do without your smart mouth, drawing me in and you kicking me out, got my head spinning, no kidding, e só então se ligou de que seu celular estava tocando, tinha que se lembrar de trocar de toque, aquele toque era muito depressivo e só dava mais sono ainda. Tateou às cegas por seu celular na mesinha ao lado de sua cama, acabou derrubando várias coisas que estavam ali, até finalmente conseguir alcançar a merda do aparelho.
- Que é? – Não se importou com quem era, oras, ligar àquela hora da manhã, não que ela soubesse que horas eram, mas ela estava dormindo, e odiava ser acordada.
- Você sempre atende telefone assim, ? Ou é só por que te acordei? – Se surpreendeu e muito ao ouvir a voz de Alex do outro lado da linha, fazia três dias desde a corrida, e nesses dias ninguém, nem mesmo o Rob, ligou para ela.
- Alex?
- Yep.
- Como conseguiu meu número?
- Robert.
- Ah, claro. – Revirou os olhos por não ter pensado nisso antes.
- Posso falar por que liguei, ou você não quer saber? – Ele riu, uma risada contagiante por sinal.
- Pode.
- É eu estava pensando de você vir aqui em casa, queria que você conhecesse uma pessoa.
- Que pessoa, Alex?
- Você vai ver, mas eu quero muito que você venha, na verdade eu acho que vocês vão se dar muito bem. - Ah, Alex, eu não sei não, eu nem sei quem é.
- Prometo que vocês vão se dar super bem. Vem, , por favor, ela precisa fazer amizades com pessoas diferentes, e bom, você é diferente das vadias que tem aqui.
- Ta, Alex, eu vou. – Uma ideia veio à cabeça de , quanto mais próximo de Alex ela ficar, mais próximo do ela ficaria.
- Posso te buscar ai? Estamos em um mercado no centro...é perto daí?
- NÃO! Quer dizer... melhor não, me passa o endereço que eu vou, ok? – Ele passou o endereço para ela e assim desligaram. se levantou e foi se arrumar, assim que terminou avisou Sebastian e Rob aonde iria, inclusive deixou o endereço com os mesmos, Rob lhe informou que aquela era a casa onde o , Zach e Alex viviam, os dois a mandaram tomar cuidado e blá blá blá.

Não foi difícil achar a casa e só o que conseguia pensar era “por que raios não chegam aqui e simplesmente prendem esse bando de vagabundos?” ela sabia a resposta, sabia bem. Enquanto estacionava o carro no jardim em frente a bela casa, pôde observar seu tamanho, era um exagero, puro exagero, de fora a impressão que dava era de que tinha uns 16 quartos. Ok, exagero da parte dela, mas aquela casa não era uma casa, era uma mansão, como ela já imaginava no caminho, só achou esquisito Alex não estar ali para recepcioná-la, como imaginava.
Para sua total surpresa, saiu de dentro da casa e parecia afobado, decidiu descer do carro e grita-lo:
- ! – ele virou-se, totalmente surpreso, não fazia ideia do porquê de estar ali.
- O que você está fazendo aqui? – Perguntou, grosso, não fez os cumprimentos que a boa educação exigia.
- Eu... Alex me chamou para vir até aqui conhecer uma pessoa e então...
- ESPERA! Alex te ligou? Que horas? – O garoto perguntou surpreso, interrompendo a explicação de .
- Ligou, há mais ou menos uma hora... espera! O que ta rolando? Por que tá tenso assim? – Agora estava preocupada, o menino bufou, não sabia se devia ou não dizer aquilo a ela, mas Alex gostava dela, talvez a garota pudesse ajudar.
- A irmã do Alex tomou um tiro, e...
- O QUE?! QUE IRMÃ? COMO ISSO ACONTECEU? – entrou em choque e gritou tantas perguntas que só conseguiu entender algumas.
- CARALHO! Não grita! Eu ainda não sei, ele saiu com ela para comprar algumas coisas para comer, porque uma amiga iria vir e... Ei, você é a amiga. – Enfim entendeu tudo.
- Termina a história, por favor. – suspirou, não poderia perder mais tempo, era a vida de Alana que estava em jogo, já tinha perdido tempo demais, optou pela última opção que escolheria se tantas coisas não estivessem em jogo.
- É melhor entrar no carro e eu te conto no caminho. – Dito isso, os dois entraram e seguiram caminho para um lugar totalmente desconhecido para .

- Agora dá para explicar? – Pediu ao entrarem na estrada.
- Eles saíram para comprar o que eu disse, daí o Alex me ligou, um pouco antes de você me gritar, dizendo que a Alana tinha tomado um tiro e que eles estavam escondidos, então estamos indo resgatá-los – explicou como se fosse a coisa mais normal do mundo.
- E você está me levando pra sabe-se lá que lugar, por qual motivo mesmo?
- Eu não iria deixar você sozinha na minha casa, e o Alex pode precisar de uma amiga, você sabe, para dizer que vai ficar tudo bem e blá blá, não sou muito bom com isso.
- Agora virei amiga de vocês?
- Do Alex sim, minha não.
- E por que a casa está vazia?
- Meus homens, quer dizer, seguranças, estão em uma missão e todos precisaram ir, mas voltando ao assunto Alex...
- Que missão?
- CACETE! Pra que tantas perguntas? Virou FBI agora? – Aquilo foi uma piadinha, até riu, porém engoliu em seco, mal sabia ele... – Só para avisar, qualquer coisa, vai ser cada um por si, então espero que aquele imprestável do Robert tenha te ensinado pelo menos alguma coisa, porque acredite, eu não estou nem aí pra você. – engoliu em seco de novo.

Ao chegarem ao tal local, procurou por Alex, e não encontrou absolutamente nada.
- Acho que ele deu um jeito de ir embora. – Falou, mais para si mesmo do que para a menina.
- Eu... – Foram interrompidos por passos que ecoavam pelo galpão vazio.
- ! Quanto tempo, não é mesmo? Está procurando por seu amiguinho e a putinha dele? Sinto lhe informar, querido , mas estão muito ocupados com os meus homens. – urrou de raiva – Eu esperava uma entrada bem mais triunfante vinda de você, , esperava, pelo menos, no mínimo, metade do tão comentado “exército do ”, mas olha só, apenas com uma garotinha, bonita até.
- O que você quer, Gustavo? Fala logo, já devia ter imaginado que tinha dedo teu no meio disso tudo. – anotava mentalmente tudo que ouvia e via, já tinha uma coisa em mente, se não poderia prender e sua trupe logo, prenderia seus amigos ou inimigos.
- Quero metade da carga que você “resgatou” no porto hoje, me entregue metade e devolvo o moleque e a puta.
- 25% da carga.
- NÃO! – O grito do Gustavo foi de tamanha raiva que seus olhos faiscaram, – Eu disse metade, não me faça recorrer ao plano B.
- Então vá para o plano B, porque eu não aceito suas condições, você, mais do que qualquer um, deveria saber que não gosto de dividir meus trabalhos. – Gustavo acenou para um dos grandões e apontou pra , então o grandão veio e saiu a arrastando para o lado deles, gargalhou alto, o que fez se arrepiar toda. – Esse é o seu genial plano B? Vai dizer o que? Ou metade da carga ou a garota? Sinto lhe informar, querido amigo, mas eu estou pouco me fodendo para ela, por mim eu mesmo a mataria, seria um favor.
- Vamos ver até quando essa sua ideia permanecerá. – Gustavo fez questão de ele mesmo dar um tapa no rosto de , o cara pegou a arma e apontou diretamente para a cabeça da menina. apenas assistia tudo, de maneira alguma aquela garota era seu ponto fraco. Do outro lado, estava totalmente sem saber o que fazer. E se reagisse e sacasse que ela sabia demais para uma simples prima de seus corredores? Mas, por outro lado, sabia que ele não iria ajudá-la, as palavras “lá, vai ser cada um por si” não saíam de sua cabeça.
- ESPERA! NÃO MATE ELA!

Capítulo betado por Nathalia Cardozo



Capítulo 4: Little Black Dress


- ESPERA! NÃO MATA ELA! – todos se surpreenderam quando viram Robert surgir do nada.
- ROBERT!? Como sabia que estávamos aqui? – perguntou, abismado. Não acreditava nisso: Robert nunca foi envolvido em seus esquemas, encontravam-se, na maioria das vezes, em corridas e arriscaria até dizer que Robert não sabia de metade das coisas que fazia.
- Não importa. SÓ LARGA A MINHA PRIMA AGORA! – Robert tirou a arma de trás da blusa e apontou para Gustavo, que sorriu com aquilo.
- E o que ganho com isso? , você não vai querer que o Villanueva atire sem antes saber o que ele é, não é mesmo? ... eu sei o que você é Robert – estremeceu e respirou fundo, se ele soubesse esse era o fim dos dois, a mataria e Gustavo - apesar de ser seu rival - o ajudaria. Rob engatilhou a arma.
- Não atira, Robert! Eu quero saber... Conte-me.
Gustavo gargalhou alto.
- 50% da carga ou nunca vai saber o que seu querido amiguinho é.
- NÃO BRINQUE COMIGO! – perdeu a paciência e também pegou sua arma, engatilhou e apontou para o inimigo.
notou uma aproximação e soube que tinha gente chegando e, quando viu um cara apontando diretamente para , não pensou duas vezes e, com toda a sua habilidade de policial, deu uma rasteira em Gustavo - que caiu e acabou por deixar sua arma escapar de suas mãos.
Em questão de segundos, pegou a arma e atirou no sujeito que estava mirando em , fazendo com que todos virassem assustados e vissem o cara caído no chão com a cara toda ensanguentada.
não acreditava no que a garota tinha acabado de fazer: ela atirou em um cara a mais de duzentos metros de distância e ainda conseguiu acertar bem no meio da cabeça. Aquilo era a última coisa que esperaria.
- Ele... é... Ele ia atirar no ... bom, eu... – não sabia o que falar e não sabia o que pensar. A garota tinha o salvado.
- ELE FUGIU! – Robert gritou, e os presentes ali o olharam – Gustavo fugiu! Ele aproveitou que estávamos distraídos e fugiu! DROGA! – chutou um caixote que estava ali.
já estava com todas as perguntas na ponta da língua, mas quando ia dizer algo, seu celular tocou.
- ALEX? Onde vocês estão?
- Estamos em um galpão do lado – Alex disse – não sei como e nem quem, mas nos ajudaram, dude! – Alex falava tudo de uma vez só e ele não entendia nada.
- Estamos indo pra ai – desligou. – Eles estão no galpão ao lado, vamos! – saiu andando rápido, enquanto Robert e ficaram pra trás de propósito.
- Como... – sussurrou.
- Rastreador... rastreamos seu celular por precaução, você disse que iria para a casa dele. Quando vimos que mal chegou lá e já foi para outro lugar, achamos melhor ir atrás. E trouxemos reforços. Eles ajudaram Alex e eu ajudei você – Rob sussurrou.
- Como vamos explicar tudo isso a ele? Robert, ele não é besta... – a garota estava preocupada, e Rob a entendia perfeitamente. Afinal, se o plano que Sebastian bolou não funcionasse, o que fariam?
- Sebastian tem um plano. Relaxe e venha logo antes que ele perceba.

- Dude! – aproximou-se e, quando viu Alex agachado no chão com Alana em seus braços, sentiu ódio de Gustavo. Ele iria vingar-se. Aquilo não ficaria assim.
- Cara, ela precisa de um médico, mas a gente não pode dar as caras em um hospital e....
- A gente a leva – chegou falando, acompanhada por Robert – vocês não podem, mas a gente sim. Não temos nosso nome envolvido em nada... A gente leva ela, Ale – Alex sorriu para , que retribuiu.
- Eu... obrigado... De verdade... Não sei quem me ajudou aqui.... Mas obrigado – apenas observava, atento a tudo. Robert pegou Alana no colo com cuidado e saiu andando até o carro – Mantenha-me informado, . Por favor – suplicou e pode ver uma lágrima descer sem o consentimento de Alex.
- Fique tranquilo, Alex. Vai dar tudo certo – ela beijou o topo da cabeça do amigo. – , cuide do Alex – ela se virou, mas impediu-a de continuar.
- Quero saber o que tem por trás disso tudo e quero saber o mais rápido possível. Quero você e o Villanueva no Racha de amanhã à noite. Se vocês não aparecerem por bem, faço questão de garantir que apareçam por mal – disse grosso e soltou o braço de , que apenas assentiu e saiu.


Enquanto Rob dirigia o mais rápido possível com e Alana desacordada nos braços da mesma, a garota ligou para Sebastian.
- Sebastian, estamos indo com a irmã do Constancio para o hospital. Peça que deixem tudo pronto para atendê-la.
- Pode deixar, .
- Só mais uma coisa... Alex precisa ir ao hospital, mas isso é meio que impossível... Permita que ele...
- Você está ai para ajudar-nos a prendê-los, não para se apegar aos vagabundos! Já estamos fazendo demais indo resgatá-los lá, fomos mais por você. Robert insistiu que isso ajudaria os dois a ganharem de vez a confiança do . Foque no , – e desligou. não gostou nada nada do que o chefe havia lhe dito. Por acaso ele estava insinuando que ela não estava fazendo o seu trabalho direito?

dirigia de volta para casa com Alex no banco do carona. Os dois estavam perdidos em pensamentos opostos: pensava no porquê e em como e Robert haviam feito tudo aquilo enquanto Constancio só conseguia pensar que era tudo culpa dele. A irmã estava naquele estado e o único culpado era ele, afinal ele a colocara naquela vida.
- Fica tranquilo, dude. A Ally é marrenta, ela vai sair dessa – , apesar de ser péssimo com palavras, tentou confortar o amigo.

Já estava tudo certo, Alana tinha feito a cirurgia para a retirada da bala e tudo havia ocorrido perfeitamente bem. já havia ligado para tranquilizar Alex, e a irmã de Constâncio estava sedada e já no quarto. Após Robert contar o plano de Sebastian à , os dois acharam melhor ir ao racha no dia seguinte - ou no mesmo dia, como já era mais de meia noite. e Robert estavam cochilando na cadeira da recepção do hospital quando alguém a cutucou.
- – sussurrou.
- Hmmm – ela se remexeu, mas não acordou, e a pessoa continuou a cutucá-la – Deixe-me dormir.
- ! – a pessoa perdeu a paciência e e Robert deram um pulo.
- ALEX?! O que você está fazendo aqui? – os dois perguntaram juntos.
- Como você... – começou, mas Alex a interrompeu.
- Consigo entrar em bancos sem ninguém notar, não seria em um hospital que seria notado – sorriu fraco. – Anda, me diz em que quarto minha irmã está!
- 1704. É naquela direção – Rob apontou.
- Valeu.
- Eu vou com você – disse e eles foram. Entraram devagar para não fazer muito barulho, mas Alana já estava acordada.
- ALEX! – ela sorriu largamente ao ver o irmão. Alex, por sua vez, correu pra abraçá-la com o maior cuidado do mundo. apenas observava tudo da porta.
- Você ‘tá bem? Está sentindo dor? – desatou a perguntar.
- Eu ‘tô’ bem, porco – ela sorriu fraco.
- Se algo tivesse acontecido com você, pequena... eu nunca me perdoaria – Alex disse baixo, abaixando a cabeça, o que realmente comoveu .
- Deixa de ser veado uma vez na vida! – Alana disse e conseguiu arrancar um riso rápido de Alex – Estou bem, mané! Você, mais do que ninguém, sabe que eu sei me defender. Aquilo só aconteceu por que... Pegaram-me desprevenida – riu um pouco, o que acabou por chamar a atenção dos dois. – Quem ela é por que está rindo de uma coisa que não foi piada?
- Desculpe – se aproximou. – Sou , amiga do seu irmão, eu acho.
- E ai, ? Sou Alana.
- Ally, ela quem te trouxe para cá.
- Ah, obrigada! Eu amo hospitais, ‘cê não tem noção. – Alana disse, revirando os olhos com ironia.
- Imagina – sorriu. Ally gostou da garota, ela era diferente de todas que tinha perto de seu irmão. também gostou de Alana.

já estava no local do racha e fazia no máximo umas três horas que tinha começado tudo. Aquela noite, quem estava organizando as corridas era Zach, já que a Alex iria ver a Alana de novo.
- Villanueva e a prima já chegaram? – perguntou pela décima vez para Diego, o segurança chefe de seus seguranças - que era também seu braço direito. Mais uma vez o viu negar – Se em meia hora eles não aparecerem, mande gente atrás deles.

iria conhecer uma nova . Aos olhos de todos essa seria a verdadeira , a dos planos de Sebastian. Ela e Rob decidiram ir em carros diferentes, e estava um pouco atrasada, já que estava produzindo-se para sua entrada triunfal. Quando chegou, viu de longe o carro de Rob estacionado de qualquer jeito, e depois viu o de perto de onde ele estava. Sorriu maliciosamente com seu pensamento.

estava com uma morena - muito gostosa, por sinal - e só conseguia pensar onde a comeria, quando viu Robert chegar com Diego.
- Cadê sua prima? – perguntou sem deixar Rob sequer pensar.
- Está chegando.
Coloque essa música para tocar: Música
Apontou para o carro que antes pertencia a , e que parou extremamente perto do de , deixando um fio de distância, apenas. Do outro lado, desceu uma totalmente diferente do que ele já havia visto...

Little black dress just walked into the room (Vestidinho preto acabou de entrar na sala)
Making heads turn, can't stop looking at you (Fazendo cabeças se virarem, não consigo parar de olhar para você)
It's so right, it's so right, it's so right, you know (É tão certo, é tão certo, é tão certo, você sabe)
Little black dress, did you come on your own? (Vestidinho preto, você veio por conta própria?)
It's too late, it's too late, it's too late to go home (É tarde demais, é tarde demais, é tarde demais para voltar para casa)
It's all right, it's all right, it's all right, you know (Está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, você sabe)
It's all right, it's all right, it's all right, you know (Está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, você sabe)

Ela estava com um vestidinho preto básico, porém estava tão... gostosa... sexy... Tudo o que deixaria um homem louco. Balançou a cabeça tentando espantar aquilo “é coisa da sua cabeça, repetia esse mantra. “Foco, foco”. sorriu, aproximando-se.
- E ai, rapazes? – sorriu mais largamente ao ver olhando-a dos pés à cabeça.

I wanna see the way you move for me, baby (Eu quero ver o jeito que você mexe pra mim, querida)
I wanna see the way you move for me, baby (Eu quero ver o jeito que você mexe pra mim, querida)
I wanna see the way you move for me (Eu quero ver o jeito que você mexe para mim)

- Bom... já que estão os dois aqui, quero que comecem a explicar-me – tentou focar em algo que não fosse as pernas de . Olhou de um a outro e depois fez um gesto com as mãos para que Diego saísse e levasse a morena gostosa com ele. Encontraria outra depois. – E quero que comecem agora.
- Eu e Rob não somos só simples corredores – começou.
- Somos como você, – Rob completou.
- Ou pelo menos éramos – disse abaixando a cabeça. Aquilo tinha que funcionar.
- Eram por quê? – Onde eles chegariam com aquilo?
- Tínhamos nossa própria gangue – Robert disse finalmente.
- E o que aconteceu com ela? E como chegaram até aqui?
- Gustavo matou – falou. – Ele matou todo mundo menos nós dois. Estamos aqui porque sabemos que você o odeia, sabemos que você quer a cabeça dele tanto quantos nós – completou. deixou seu queixo cair. Quer dizer que a delicada era uma criminosa, assim como ele?
- Ontem eu estava chegando à casa da , quando a vi saindo e resolvi segui-la. Quando a vi entrando no seu carro, continuei seguindo vocês e pedi ajuda a uns caras que estavam me devendo. Eles ajudaram o Alex e eu tentei ajudar vocês – Robert explicou, torcendo pra que fosse o mais convincente possível.
- E por que eu acreditaria nisso? Como vou ter certeza de que não estão mentindo? Como vou ter certeza que não querem me matar? – perguntou.
- Porque eu salvei sua vida. Se quisesse você morto teria deixado aquele cara te matar. Pelo menos não sujaria minhas mãos – conseguiu pensar nessa resposta rápida.

Little black dress, who you doing it for? (Vestidinho preto, para quem você está fazendo isso? )
Little black dress, I can't take any more (Vestidinho preto, eu não aguento mais)
It's not right, it's not right, it's not right to know (Não está certo, não está certo, não é certo de saber)
Little black dress, what's your favorite song? (Vestidinho preto, qual é sua música favorita? )
Little black dress I won't do you no harm (Vestidinho preto, eu não vou fazer nenhum mal à você)
It's all right, it's all right, it's all right, you know (Está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, você sabe)
It's all right, it's all right, it's all right, 'cause I'll take you home (Está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, porque vou te levar para casa)

- Tudo bem... estão liberados... Façam o que quiserem. – não aguentava mais, estava sendo torturante olha-la sem senti-la. Estava com medo do que era aquilo... que tipo de desejo maluco era esse, que saiu do nada? Deu as costas aos dois, que finalmente respiraram normalmente.
Conseguiram, tinha acreditado!

estava afastada de toda a multidão, sentada a beira de um penhasco com uma latinha de cerveja na mão quando foi surpreendida por , que sentou-se ao seu lado. O garoto estava com um copo com uma bebida, que pelo cheiro parecia whisky.
- Você ‘tá diferente – quebrou o silêncio, encarando um ponto a sua frente.
- Eu? – perguntou surpresa... Ele é quem estava diferente, estava falando com ela normalmente, isso sim era diferença.
- Está mais confiante, mais sexy, mais gostosa – disse, sem nenhum medo da reação da garota. Ele sabia o queria naquele momento.
- Confiante? – ela perguntou, encarando-o. – Sexy e gostosa? Então antes eu não era gostosa? – arqueou as sobrancelhas.
- Acho que a sua falta de confiança a deixava estranha.
- Não acho... Acho que o vestido que deu uma ajuda – ela riu e ele a acompanhou. Uau, isso era um passo e tanto.
- Eu não devia... afinal nem te conheço direito, mas – mordeu o lábio – você não parece o tipo de garota que vá me dar um tapa depois do que eu fizer... Talvez um tiro, mas vale a pena arriscar, afinal eu sou um cara que é 8 ou 80 – ficou confusa e o encarou, até que a puxou pelos cabelos para um beijo. Um beijo de tirar o fôlego, diga-se de passagem. No começo, lutava com toda sua força contra aquilo, mas depois ela relaxou e se deixou levar... Permitindo-se até puxar de leve os cabelos da nuca de , fazendo o garoto arrepiar-se.

Capítulo betado por Sam



Capítulo 5: Police or Rival?

Se separaram e o coração de ambos batia descontrolavelmente, o que é isso? O que estava acontecendo com os dois?
- Vem – levantou e ofereceu uma de suas mãos para ajudar a levantar, que o olhou confusa – vamos para a minha casa – piscou e aquilo bastou para aceitar sua ajuda, enquanto andavam até o carro de , uma loira disse.
- Ae, , Villanueva não vai curtir essa de tu traçar a prima dele – e riu.
- Cala boca, , vai dar vai – ele a mostrou o dedo do meio e ela só gargalhou, apenas ficou envergonhada.

Entraram dentro de casa se beijando loucamente, derrubando algumas coisas, e se preparava para leva-la para o quarto, quando ouviram uma gargalhada e a luz se acender em seguida.
- Eu estou pouco me fodendo para essa garota – repetiu Gustavo, tentando imitar a voz de – parece que não em – deu outra gargalhada.
- O QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI, GUSTAVO? – discretamente pegou o celular do bolso de trás e entregou para , que estava atrás dele, ela entendeu o recado, e como era treinada, conseguiu mandar uma mensagem para Robert dizendo que Gustavo estava ali, sem que o mesmo percebesse – O que você quer?
- Já disse naquele dia, 50% da Carga, sei que amanhã ela será descarregada naquele seu galpão que vocês acham que é secreto, mas se bobear até a polícia sabe onde é – ele deu uma olhada nada discreta para , que engoliu em seco.
- Já disse naquele dia – repetiu a fala de Gustavo – eu não tenho medo de você e esses capangas bosta, eu estou pouco me fodendo, e eu NUNCA divido minhas cargas, e não vai ser dessa vez que isso vai mudar, agora sai da minha casa – apontou para a porta.
- , , você já foi bem mais esperto garoto... Você não sabe o que está por vir, querido, tentei ser pacifico com você, mas se recusou, vai se arrepender, e vai implorar pra se aliar a mim, boa sorte com a polícia, pirralho – Gustavo piscou para , e ela não tinha mais dúvida, ele sabia de tudo. Cinco minutos depois da saída do Gustavo, Robert entrou com a arma em punho e ao olhar de um ao outro, guardou.
- Ta tudo bem por aqui? – Perguntou preocupado, indo para mais perto de .
- Ta sim, Rob – respondeu, o abraçando.
- , ta ficando perigoso você ficar sem segurança, enquanto seus homens estão em missão – Robert o alertou.
- Sei me defender sozinho – resmungou, colocando whisky em um copo com gelo – e sei muito bem lidar com o Gustavo, não queira dar palpite em uma coisa que acabou de descobrir, fica na sua.
- Só estou tentando ajudar.
- Não preciso da sua ajuda.
- Para de ser idiota – se meteu e ele a encarou furioso, quem ela achava que era para chamar ele de idiota?.
- Ta achando que é quem pra me chamar de idiota? Fica esperta, não é por que ia te comer a meia hora atrás que você tem o direito de me chamar do que quiser, da próxima eu mesmo dou um tiro nesse rostinho de boneca.
- Vai se foder, eu to cagando para você, quer me matar? Mata, isso não vai mudar em nada o fato que você por dentro ta morrendo de medo, não é homem o suficiente para assumir que precisa de ajuda? Isso não é minha culpa – ela cuspiu tudo apontando o dedo na cara dele, que ficou imóvel – vamos Robert, deixa esse babaca sozinho – e saíram.

No caminho de volta para o apartamento de , Robert quebrou o silêncio.
- Me diz, por favor, que você está se envolvendo com o pela missão.
- Claro que é pela missão! Você acha mesmo que eu iria me atrair por alguém tão escroto como ele?
- Acho.
- Ta achando errado.
- Cuidado, , não é como os bandidinhos que você tá acostumada, ele é peixe grande.
- Sei bem o que estou fazendo – e acabou-se ai o assunto.

Já era mais de quatro da madrugada e não conseguia dormir, o que tinha dito não saia de sua cabeça, ele precisava de ajuda? Gustavo sempre foi um bosta, mas ele poderia ter melhorado, não é? E também tinha a parte que o Gustavo tinha dito “boa sorte com a polícia, pirralho”, o que ele queria dizer com aquilo? precisava de reforços, mas ninguém precisava saber disso, depois conversaria com Alex e Zach e resolveria aquilo.

No outro dia, acordou com uma mensagem de Sebastian, marcando uma reunião, e como de costume, ela chegou um pouquinho atrasada, felizmente isso não foi comentado.
- Bom, reuni os dois aqui, porque foi nos dado apenas mais três meses para que a investigação seja arquivada, ou seja temos três meses para prender pelo menos o – Sebastian disse.
- Acho que o caminho é a seduzir o – Robert disse e o encarou.
- Eu já estou fazendo isso. – os dois a encararam – Ta, não estou fazendo muita coisa sobre isso, mas qual é? O cara é um cavalo.
- Vai se empenhar mais, então. – Sebastian disse – Vista roupas mais ousadas, e faça mais visitas para o Alex.
- Pode deixar, chefe – disse.
- E você, Robert, continue tentando ganhar mais e mais a confiança de .

saiu para fazer compras e percebeu que essa vida de piriguete não era para ela, comprou vestidos, saias, shorts e blusas super curtos, aproveitou também e comprou algumas peças íntimas bem ousadas, seu plano de seduzir dessa vez ia dar certo, tinha uma coisa em mente e esperava que funcionasse.

ouviu a campainha tocar e em seguida Monica, sua empregada, dizer .
- Senhor .
- Sim?
- Tem uma senhorita lá fora querendo entrar, mas nunca a vi aqui, deixo entrar?
- Pode deixar que eu vou lá ver – se levantou e foi até a porta, ficando surpreso ao se deparar com com várias malas – O que você está fazendo aqui? E o que são essas malas todas?
- Eu vim ficar aqui, minha casa ta com infiltração e está interditada, vou passar uns tempinhos com você, baby – e entrou arrastando uma mala enorme e deixando as outras para trás.
- Ta de brincadeira, né? – Ele a olhou incrédulo. – Você não vai ficar aqui, por que não vai para casa do Robert?.
- A casa dele é pequena, não quero ter que trombar com as putas que ele come.
- Então arranje outro lugar, porque aqui, sem chances.
- Qual é, , vai me deixar dormir na rua? – Aquilo era golpe baixo com ele, morou na rua quando era criança por três anos, e não desejaria aquilo nem para quem o matasse.
- Fica aí, mas SÓ até achar outro lugar.
- Valeu, gato – piscou para ele e subiu indo atrás de um quarto vazio.

Após estar devidamente instalada na casa de , ela ia grudar nele igual carrapato, desceu e o procurou por todo canto, até acha-lo saindo do que parecia ser seu escritório .
- Para onde você vai?
- Não te interessa – disse, saindo e indo em direção a seu carro.
- Me interessa sim, isso aqui está um tédio, – ele virou pra ela e pegou seu rosto com brutalidade.
- Isso não é problema meu, boneca – a soltou e entrou no carro e deu partida cantando pneu, correu para seu carro, que graças a Deus já estava com a chave no contato, e começou a segui-lo discretamente, rodaram por mais ou menos uma hora e meia, até estacionar no meio do nada, onde existia apenas um galpão que parecia estar abandonado, porém cheio de carros pretos na rua, estacionou atrás de um deles, pegou o celular e tirou algumas fotos do lugar e de entrando, quando se passou um tempo que ele tinha entrado, preparou-se pra descer, mas alguém a impediu .
- Ora, ora se não é a policial ou rival mais gata de Miami – engoliu a seco, estava ferrada, ferradíssima...

Capítulo 6: Lady, hear me tonight!

, sim, seu ex-parceiro da polícia, a olhava com o mesmo e irritante olhar de sempre, superioridade, mas não deixaria que ele ferrasse com toda a operação agora e nem ali o olhou sério.
- Entra no carro – ele a olhou sem entender – vai, , não temos tempo pra mimimi – ele deu de ombros e pensou “que mal tem? Seja lá para quem ela esteja trabalhando, desde que pague bem, nada mais importa” e deu a volta entrando na porta do carona, a garota dirigia e pensava no que contar e dizer para o rapaz tão odiado, parou assim que estavam bem distantes do local onde ele a encontrara – O que você estava fazendo lá?
- A pergunta certa é: o que VOCÊ estava fazendo lá?
- Eu perguntei primeiro, então responde primeiro.
- Estava seguindo você.
- Que?
- Estava seguindo você, rastreei seu celular, você anda sumida, queria saber o que estava fazendo – ele deu um sorriso de lado – seu novo chefe não precisa de mais um, não? O salário de agente tá ficando muito baixo para minhas regalias – viu aí sua saída para esse problemão no qual se infiltrara.
- Eu só fui transferida de área, – suspirou – estou tentando fazer o MEU trabalho, se o seu está tão tedioso assim, pede as contas, fofo – disse a frase que o homem sempre a dizia e piscou logo depois.
- Nossa, linda, jurei que você estava se bandeando para o lado rival – se aproximou muito para o gosto da moça – achei sexy, mas pelo visto continua a mesma sonsa monga de sempre – piscou e se afastou, ele estava tentando seduzi-la, pensou ela – Agora vamos, me deixa no meu apartamento .
- Você estava de a pé?
- Não, mas aquele carro tá mais velho que andar para trás, me deixa mais na mão do que sei lá o que – sorriu com aquele bendito sorriso de novo – tenho um serviço novo que vai me fazer mudar isso e muitas outras merdas na minha vida, baby – ela não gostara nada nada de como estava, algo ali não cheirava bem, e ela não se referia ao cheiro dele já que isso era muito bom, o homem estava com um olhar muito maldoso, que ela jamais vira, após deixa-lo em seu apartamento resolveu ir até a casa de seu segundo pai.

’s pov
Precisava dizer a Sebastian como o estava estranho, porém algo me impediu assim que parei no sinal, na rua do meu chefe, ... estava no carro do lado do meu, com os olhos vidrados no sinal esperando abri-lo, o analisei, ali totalmente de baixa guarda ele chegava a ser atraente, me lembrei de nossa pegação, eu tenho que fazer algo para ele ficar de quatro por mim e eu conseguir prendê-lo, o impulso que isso daria na minha carreira, seria maravilhoso....
- Me seguindo, ? – Acordei do transe em que estava e briguei comigo mesma por ser pega no flagra o encarando .
- Até parece né, – bufei e voltei a encarar o sinal, que droga isso não abre nunca.
- Você mente muito mal – ele deu uma acelerada no carro apenas para fazer o barulho no motor, o que me fez encará-lo. – Um racha sem compromisso até em casa? Só para te mostrar que eu sou o melhor – piscou e eu ri irônica.
- Come poeira, – acelerei assim que vi o verde do sinal o deixando para trás, checava o retrovisor toda hora, mas nada do bonito, nem sinal dele aliás, mas tudo estava bom demais para ser verdade depois de sete minutos de um caminho que uma pessoa normal faz em vinte, cheguei aos grandes portões da Mansão do poderoso , mas assim que me aproximei o avistei encostado na traseira de seu carro com os braços cruzados e um sorriso nos lábios .
- Come poeira, – ele disse assim que desci do carro indo até ele.
- Você trapaceou, pegou algum atalho que eu ainda não conheço – me aproximei mais ainda, mantendo uma distância segura entre nós.
- Nem vai conhecer, – epa, ele me chamou pelo apelido?
- ? – Eu arqueei a sobrancelha e me aproximei um pouco mais.
- – ele balançou a cabeça – eu disse, ta louca garota? – Não convenceu nem ele mesmo quem dirá a mim, nós estávamos a centímetros um do outro.

’s pov
Se controla, , se controla, não é por que seu dia foi uma merda que você vai pegar a garota para qual seu instinto grita que é perigosa, mas ela era tão convidativa e, conhecendo ele mesmo como ele o conhece, ele sabia que não iria sossegar enquanto não fizesse o que tanto queria fazer com ela, então acabei com aquela tortura e a beijei, com a violência de quem esperava por aquilo há muito tempo, tempo até demais, nos separamos após o ar nos faltar e a olhei malicioso, e ela pareceu entender já que sugeriu:
- Que tal você me instalar de um jeito diferente no meu novo quarto – a olhei, sério que ela acha que vai ficar aqui para sempre? Ah, mas não vai mesmo.
- , eu te disse apenas até você achar um lugar, não te quero aqui.
- Não? – Me perguntou mordendo o lóbulo da minha orelha e sussurrando – Tem certeza? – E após isso depositou um beijo simples e terno no meu pescoço, me fazendo arrepiar todos os pelos, após isso saiu rebolando aquela bunda deliciosa para dentro de casa.

Xxxxxxxxxxxxxxxxxx


Estou tentando me concentrar em assistir qualquer coisa na tv, mas não estou conseguindo muito resultado, já que não paro de pensar na maldita daquela garota. CHEGA DISSO! Decidi, vou acabar com isso. Subi as escadas de dois em dois degraus e entrei no quarto da sem nem bater mesmo e foda-se, peguei ela de surpresa, estava de costas colocando suas roupas no armário, eu a puxei para mim colando nossos corpos.
- Chega desse joguinho idiota, garota – beijei seu pescoço – você vai ter o que quer, aqui e agora, e depois vai vazar, escutou? – Ela sorriu, porra que sorriso maldito.
- Isso é só o começo do que eu tenho para você, baby – sussurrou a última palavra de uma maneira tão sexy, que eu quase entrei em combustão, a beijei como nunca havia beijado ninguém, ela pulou no meu colo e nos guiei para a cama, onde ali aconteceria um, se não o melhor, dos meus orgasmos na vida...

Capítulo 7: We're just starting

Acordei com um puta de um sorriso ao lembrar da minha madrugada, mesmo tendo dormido pouco, foi foda, literalmente. Me levantei procurando minhas roupas e olhei para a mulher ali deitada do meu lado, apesar do meu pé atrás com ela, de uma coisa podia concordar, ela é uma mulher e tanto, sem contar que é maravilhosa de cama.
- Bom dia, – ela disse ainda de olhos fechados e sorrindo – admirando a vista? – Abriu os olhos, me fazendo encara-la com um sorriso malicioso de lado. O que já é lindo de se admirar em horas normais, era bem mais interessante assim, quando acordava, os cabelos bagunçados, a feição serena e calma.
- Não, estava pensando quando você vai finalmente voltar para o seu apartamento – menti – já passou da hora, não gosto de ninguém que não seja da família na minha casa.
- , , eu tenho faro para mentira, identifico uma há quilômetros. – ela riu se levantando, sem ao menos se importar que estava sem nenhuma roupa – E respondendo sua pergunta, vou ficar por tempo indeterminado, quero te mostrar que sou uma ótima amiga e parceira para o crime, – veio até mim segurando meu queixo – e depois você vai implorar para que eu fique baby – mordeu levemente meu lábio inferior e se trancou no banheiro, assim sem mais nem menos.

’s POV
Já tinha feito a primeira parte do plano com sucesso! Havia levado para a cama e feito o meu melhor para que houvessem outras chances, até ter sua total confiança. Assim que sai do banheiro, já vestida, encontrei meu novo quarto vazio, sorri satisfeita, eu conseguiria tudo o que sempre sonhei e finalmente me tornaria alguém importante na polícia. Após alguns minutos sonhando acordada, decidi descer e ver o que tinha para o café. Assim que adentrei a cozinha, Alex estava sentado conversando com Alana, que parecia estar quase recuperada do trágico acontecimento que acontecera dias antes.
- Hey – disse, atraindo os olhares de todos para mim e pegando um suco na geladeira.
- ? – Alex foi o primeiro a se pronunciar – o que você está fazendo aqui? Espera você dormiu aqui?
- Bom te ver também, Alex – ri, tomando um gole do suco. – O querido amigo de vocês me deixou passar um tempo aqui, estou com problemas no meu apartamento.
- O ? Tem certeza que foi o que deixou? – Alana falou pela primeira vez e reparei que ela estava com um curativo.
- Sim, o mesmo gente, eu hein – apontei para a Alana e terminei meu suco deixando o copo na pia. – Recebeu alta quando?
- Ontem no final da tarde. Alex me levou para comer, precisava de uma coisa muito gordurosa depois de todas aquelas sopas – rimos.
Ia dizer alguma coisa, mas me perdi totalmente assim que vi Zach entrando na cozinha apenas de sunga, minha atenção ficou vidrada nos músculos e no volume dentro de sua sunga. Afinal, qual o problema desses bandidos? Todos tinham que ser tão gostosos assim?
- E aí, intrusa – ele me cumprimentou e apenas sorri. – Tá um sol maravilhoso lá fora, por que vocês não vêm e aproveitam a piscina comigo e com o – convidou. – Pode vir também, intrusa – ele piscou e saiu pela porta do fundo.
- BORA – Alex gritou e eu gargalhei – vão colocar biquínis, meninas.
- Estou impossibilitada de entrar na piscina, né Alex – ela disse, fazendo bico – mas vou colocar mesmo assim, só para tomar uma corzinha, vem – levantou, me puxando escada acima.

[...]


Entramos na área da piscina atrás da casa, atraindo os olhares dos meninos presentes, olhou rápido e deu de ombros, afinal ele já tinha me visto assim, ou melhor já tivera uma vista até melhor, mas Alex e Zach pareciam vidrados.
- Caramba, – Alex pareceu pensar alto, e saiu da piscina vindo até mim – e se eu te jogasse lá dentro? – me olhou com uma cara de mal, e óbvio que eu neguei, me afastando aos poucos dele até ver ele fazer menção de ir atrás de mim e assim iniciamos uma corrida ridícula em volta da piscina, até que sem eu notar Zach, me pegou totalmente desprevenida e me jogou na piscina voltando a superfície a tempo de ver o olhar mortal dele. De todos, ele era o que mais tinha um pé atrás comigo, talvez fosse ódio por eu ter sido a primeira e única a ganhar dele em uma corrida, ou talvez ele tivesse o mesmo pé atrás que , só que em um nível máximo.
- Zach, você me paga – disse e ele se jogou na piscina, me ignorando.
- Cara, você é um estraga prazeres, eu estava quase alcançando ela – Alex disse, se jogando também e vindo até mim, apenas observava tudo encostado na borda da piscina.
- Os dois são babacas – disse, fazendo Alex rir e Zach me ignorar de novo.
- Qual a programação de hoje, ? – Alex perguntou e ele sorriu de canto.
- Folga – ele deu de ombros. – Pensei em sairmos mais tarde para alguma boate.
- A vai também, ne? – Alana veio e colocou apenas os pés para dentro da piscina.
- Se ela quiser – Alex disse e me abraçou de lado, esse menino é diferente de todos, carinhoso, um amorzinho.
- Claro que eu quero, mas vamos levar o Rob também né? – Alex assentiu e Alana se levantou e disse:
- VAMOS FAZER COMPRAS ENTÃO, – ou melhor gritou né.
- EU LEVO – Alex fez o mesmo, me soltando.
- Desde quando você é motorista de meninas, Alex? – Zach implicou.
- Desde quando minha irmã tomou um tiro – deu um pedala nele, que foi respondido com um soco no braço por Zach.
- Vocês estão mais gays que o normal – brincou, arrisco dizer pela primeira vez desde que eu o conhecera, e deu uma gargalhada gostosa de se ouvir. – Vamos jogar vôlei, vai – disse, pegando a bola que estava boiando no outro canto da piscina e iniciamos um jogo, Alex e eu contra Zach e . Eles ganharam obviamente, já que eu odeio vôlei e mal sei jogar.
- Parece que a poderosa não é tão poderosa assim, hein – Zach implicou enquanto íamos para a cozinha almoçar.
- Eu odeio vôlei, Zach – dei de ombros e apressei meus passos para me distanciar dele, essa implicância toda estava me enchendo o saco.

’s POV
Não sei por que, mas hoje acordei de bom humor, nem mesmo as brincadeiras e melosidade do Alex com a estavam me incomodando, o que é um grande milagre.
- E aí quem vai para o shopping? – Alex disse, se levantando da mesa e nos olhando.
- Só as meninas – dei de ombros.
- Você quer dizer as meninas e eu, né? – ele disse e eu ri.
- Então, Ale, só as meninas – todos riram e ele me mostrou o dedo do meio. – Olha, respeito se não te quebro – brinquei.
- Pode vir, otário – fiz menção de levantar, mas foi mais rápida.
- Chega, garotos, vamos logo, Alana e Alex, antes que eu desista – e eles saíram do nosso campo de visão e fiquei encarando ali onde eles acabaram de sair.
- Não me diz que comeu a intrusa – Zach se pronunciou.
- An? O que? – Me fiz de desentendido.
- Será possível que você não podia esperar nem para descobrirmos se ela merece nossa confiança? Já até colocou ela em baixo do mesmo teto.
- Primeiro, se eu comi ou não o problema é todo meu, Dorsey, e segundo que ela só está aqui até o apartamento dela ser arrumado, não ia deixar ela na rua e você sabe o ovo que é aquele moquifo que Robert mora, mal cabe ele! Você sabe minha opinião sobre deixar os outros na rua – disse irritado, me levantando e indo para o meu escritório, o Zach estava me irritando, mais que o normal!

Alex’s POV
Minhas meninas são demais! Sim, minhas meninas, desde o primeiro momento em que vi a soube que podia confiar nela e instantaneamente criei um vínculo. Era como se nos conhecêssemos há anos, gostava dela e arriscava dizer que ela foi umas das melhores coisas que aconteceu com o grupo esse ano, Alana precisava de uma amiga verdadeira e nós precisávamos de mais uma garota, afinal só ter menino e sua irmã é um saco.
- O que você acha desse, Ale? – saiu do provador, me revelando o vestido maravilhoso preto com vermelho, curto e coladíssimo que ela tinha levado para provar alguns minutos atrás.
- Gostosa – soltei sem querer, tampando minha boca em seguida – desculpa, eu quis dizer linda.
- Relaxa, Alex – ela riu – temos essa intimidade, pode me chamar de gostosa se quiser – piscou e entrou no provador de novo, após isso Alana saiu vestindo uma saia colada, curta, preta e um cropped preto.
- E eu? – Ela disse dando uma volta.
- Linda, porém muito curta.
- Alex!
- O que foi, mana? – Me fiz de desentendido.
- Por que não diz o que disse para a ? – Fez bico – Só de raiva serão essas – ri e após alguns minutos depois as duas saíram e fomos pagar, fiz questão de pagar a roupa das duas, depois tomamos um sorvete e fomos para casa.

’s POV
Terminei de me arrumar e faltava apenas minha maquiagem, fui até o quarto da Ally e entrei, encontrando-a sentada na cama, pronta e mexendo no celular.
- Ally, será que você consegue fazer uma maquiagem em mim – perguntei, me referindo ao curativo dela e ela me olhou e sorriu.
- Claro, , já está quase sarado já – apontou para o curativo e depois de alguns minutos ela terminou. - Gostou? – Olhei no espelho.
- Adorei – a abracei. – Será minha maquiadora particular a partir de hoje.
- Adoro, vou ser mesmo, hein – rimos e Alex entrou no quarto.
- Wow, meninas – ele assoviou e rimos. – Vamos? Zach e Robert já estão a caminho de lá e o tá dando cria lá em baixo. – rimos e descemos, assim que bati meus olhos em meu coração deu uma leve disparada, ele estava maravilhoso, com uma camisa social onde os três primeiros botões estavam abertos, uma calça jeans e um tênis de skatista, ele pareceu pensar o mesmo sobre mim, já que encarava sem pudor nenhum minhas pernas descobertas e meu discreto decote – E ai, galera, vamos? – Alex nos acordou para realidade - ? Tem certeza que vai em um carro sozinho?
- Sim, cara, é melhor não andarmos todos juntos, caso aconteça algo você sabe o que fazer – falaram, e eu quis entender e saber o que poderia acontecer e o que deveria ser feito, mas achei melhor não perguntar, enquanto decidíamos quem iria no banco do carona ao lado de Alex, vi o carro do saindo portão afora e cantando pneu.
- Alana, deixa a ir na frente, na ida e na volta do shopping você já veio – Ale disse.
- Que saco, você sabe que amo andar na frente – ri ao ver ela entrar no banco de trás e sentar com uma pose totalmente infantil e com um bico maior que tudo.
- Na volta você vem aqui, linda – disse e seguimos rumo a boate. Assim que chegamos, eu soube que nunca tinha vindo ali e que ao menos conhecia o local, então fiquei admirada ao ver como era bonita. Descemos e, assim que adentramos, reconheci a música que tocava, era “Don’t let me down” do The Chainsmokers e já me animei. Disse alto e próximo ao ouvido de Alex, para que ele pudesse me ouvir, que estava indo pegar algo no bar, fui e pedi uma tequila, queria começar pelo pior lado logo e queria coragem para fazer tudo o que estava na minha mente para essa noite.
- Gostosa – preparei para xingar quem tivesse feito a grosseria de tal palavreado e de dar o tapa em minha bunda, mas me surpreendi ao ver se encostar ao meu lado no balcão do bar e, após o barman me entregar a bandeja com a dose de tequila o limão e o sal, ele continuou a dizer – Ousada, começar por tequila, hm – ele piscou e sumiu no meio da multidão me deixando totalmente atordoada e com uma vontade imensa dele.

Capítulo 8: Creatures of the night

O que está acontecendo comigo? Faz uma eternidade desde a hora que falou comigo no bar, já dancei tanto que meus pés estão doendo, já dei uma volta pela boate a fim de me esbarrar “sem querer” com aquele que não saia dos meus pensamentos, já havia bebido tanto que mal conseguia andar sem tropeçar nos meus pés, queria acha-lo, queria beija-lo, sai andando em direção ao vulto que achei ser do garoto.
- – puxei ele e o rapaz deu uma gargalhada.
- Você ta muito louca, – depois reconheci a voz de Robert – não está aqui, linda.
- E onde ele ta? Eu preciso dele, Rob – pedi manhosa, sem me dar conta do significado daquelas palavras.
- Precisa? Ah claro – bateu na própria testa – você está seduzindo ele – apontou pra uma escada que dava pra área vip (pelo menos eu acho que seja a área vip) – ele está lá em cima, provavelmente com alguma garota, vá lá e mostre pra elas quem é que manda – ele riu e percebi que ele também tinha exagerado na bebida, depois disso só vi uma garota puxando ele, sumindo do meu campo de visão, suspirei e fui em direção a escada onde tinha três caras todos de preto fechando a passagem.

’s POV
Por algum motivo que eu desconhecia tudo ali estava me entediando, desde as garotas, até a música, nada que eu bebia parecia ser forte o suficiente e eu estava para enlouquecer. Aquilo podia ser preocupação por tudo que vinha acontecendo nas últimas semanas, foram semanas agitadas, disso eu não posso negar, mas estou com um pressentimento que algo ruim está perto de acontecer e eu, mesmo que não queira assumir para ninguém, sinto medo, e uma solidão que nunca fez parte de mim, sempre me senti muito bem sozinho... até ela aparecer com aquela cara de medo e depois o sorriso que ela deu assim que ganhou do Zach, me fiz de durão, mas a verdade é que ela havia mexido comigo e talvez tudo aquilo de instinto gritar que ela não era de confiança e que eu deveria me manter o mais longe possível dela fosse apenas uma desculpa que eu inventei até pra mim mesmo, mas agora, depois de ontem, tudo estava claro, eu não odiava a garota! Não sabia ainda o que era, mas não era ódio, isso com certeza não era... fui interrompido dos meus pensamentos ao ouvir aquela voz...
- ME DEIXA PASSAR, SEU IDIOTA, EU TO COM O ! QUERO FALAR COM ELE – meu coração disparou e deixei meu copo em cima da mesa, indo até perto do topo da escada onde ela estava lutando pra se soltar dos braços de um dos seguranças, porém quando ia dizer algo, Alex, que eu mal tinha notado que estava ali, foi mais rápido e disse.
- Solta a minha garota, idiota, ela está comigo – minha mente acabou por ficar repetindo automaticamente a palavra “minha” que Alex tinha dito, e tomado por uma raiva fora do comum, sai de lá e fui até o banheiro. Encostado na pia, olhei meu reflexo no espelho, aquilo era ridículo, eu estava me sentindo como no colegial, e eu precisava esquecer esse sentimento idiota que estava sentindo. Pessoas como eu não devem sequer ter sentimentos, quem dirá por outra pessoa, isso só nos torna mais fracos. E, pronto, depois que joguei um pouco de água no meu rosto, decidi, seja lá o que eu estava sentindo pela morena, acabaria ali e agora.

’s POV
Alex me defendeu e o saiu de lá igual um idiota depois de encarar a mim e ao Alex com uma cara que identifiquei como raiva, mas provavelmente isso se devia ao meu estado.

[...]


Acordei com uma puta dor de cabeça e mal lembrando de metade da noite na boate, e pior, não lembrando absolutamente nada sobre como fui parar no meu quarto. Abri meus olhos e como de costume me estiquei para me espreguiçar, e acabei esbarrando em algo, mais especificamente em alguém, me virei lentamente com medo de encarar quem quer que fosse o sujeito e acabei por dar um gritinho histérico ao notar quem estava do meu lado.
- Bom dia, linda – Alex, isso mesmo ALEX, disse me dando um selinho e eu continuei parada o encarando com uma cara de assustada – ah não vai me dizer que não lembra de nada mesmo. – Neguei com a cabeça e ele me contou a história de que depois do ocorrido na entrada da área vip, nós começamos a conversar e dançar e, após um incentivo de Alana, acabamos nos beijando e ai não paramos mais e quando chegamos em casa, bom, nós transamos. E depois dele terminar, pequenos flashes da noite anterior surgiram na minha mente, mas um fez meu coração disparar. Enquanto estava ficando com Alex, observei de longe nos observando com um olhar vazio e indiferente, e de alguma maneira aquilo mexeu comigo negativamente. Oras, o que eu esperava? Que ele morresse de ciúmes e viesse e me puxasse para si? Sim, era exatamente isso que eu queria e me senti péssima com isso. Alex era legal, e útil no mesmo patamar que , e então decidi que manteria aquilo com Alex, pelo tempo que fosse necessário -... dizem que quando estamos bêbados fazemos aquilo que temos vontade quando estamos sóbrios, então não posso deixar de perguntar – ele olhou apreensivo para mim – você queria mesmo isso? E quer continuar? Porque, , quero muito isso desde o primeiro momento que coloquei meus olhos em você e... – Apenas beijei-o e me senti péssima por aquele sentimento de estar usando alguém para algo. – Opa, acho que isso responde tudo – voltou a me beijar. – Precisamos descer, , já devem estar achando que morremos – ri e o observei se levantar e ir até o banheiro carregando as roupas, e se trancando lá em seguida, fui até o guarda roupa e peguei um vestido soltinho e vesti, logo após, Alex saiu do banheiro e me abraçou por trás .
- Estou tão feliz – me deu um beijo terno no pescoço. - Vamos? – Assenti, ele entrelaçou nossas mãos e descemos as escadas, entrando na cozinha em seguida, todos estavam lá, inclusive Robert, quando nos viram houve diversas reações, primeiro Alana abriu um sorriso enorme e disse “meu otp junto que amor” e veio nos abraçar; segundo, Zach nos olhou surpreso e depois voltou sua atenção para sua panqueca; terceiro, Robert me olhou assustado e sussurrou um “o que você está fazendo? Pirou?” Enquanto eu abraçava Alana e sussurrei um “depois te explico”, me soltando de Ally em seguida e observando , que sequer teve o trabalho de olhar para nós, ou pelo menos só para o melhor amigo, nada, ele olhava para as panquecas como se de repente elas fossem as coisas mais importantes do mundo. Alex pareceu não notar, já que me guiou até a mesa se sentando e eu sentei ao seu lado, e sem querer ao lado do também.
- , coma rápido temos que ir na casa da vovó, lembra? – Robert disse e eu o olhei confusa, ele me deu um chute por debaixo da mesa discretamente e eu entendi.
- Ah claro, só vou tomar um suco mesmo – sorri .
- Te espero no carro – saiu me fuzilando com o olhar .
- Vovó hm? – Alex me olhou acusador. – Você nunca me contou que tinha uma.
- Ah, tem muitas coisas que vocês não sabem sobre mim – falei inocentemente e olhei para , que continuava sem me encarar e isso me incomodou.
- Espero que me conte, hm – Ale falou e puxou meu rosto, me dando um selinho rápido.
- Bom, deixa eu ir logo, antes que o Rob se irrite, tchau, gente, até mais tarde – falei e sai sem olhar pra trás, sabia que a “vovó” a quem Robert se referia era Sebastian e sabia muito bem que os dois iriam querer me matar pela mudança repentina e sem aviso prévio que fiz na missão.

’s POV
Assim que ela saiu do nosso campo de visão, soltei o ar que nem havia notado que prendia, precisava me livrar disso, me livrar desse pensamento, me livrar desse sentimento, de qualquer um aliás. Felizmente, hoje era dia de nos reunirmos para decidirmos e organizarmos o próximo roubo. Infelizmente, isso exigiria que eu conversasse com meu melhor amigo, o que eu queria evitar a todo custo.
- Vamos aproveitar que os dois estão fora e vamos decidir e organizar nosso próximo roubo – falei pela primeira vez no dia – vão ao meu escritório quando terminarem – disse e sai sem esperar a resposta de ninguém, não estava com paciência para nada hoje.

[...]


Depois da nossa reunião, acabei optando por sair para tomar um ar e fui no lugar que mais me dava paz em momentos assim, casa da mama.

’s POV
- O QUE VOCÊ TA PENSANDO? – Sebastian estava gritando comigo a mais de meia hora a mesma coisa e não me deixava falar.
- SERÁ QUE VOCÊ PODE DEIXAR EU FALAR? – Ele suspirou fundo, fechou os olhos e assentiu, sentando na sua cadeira em seguida. – Eu estava bêbada, assumo, mas de manhã quando ele me contou, percebi que ele está começando a sentir algo por mim e isso nos dá muito mais pontos do que com o , ele é o melhor amigo do cara, sabe tudo e o ajuda com tudo, ele também é útil e nós temos menos de três meses para apresentarmos algo para os superiores. Nós não temos tempo para que eu possa derreter o coração daquele estúpido do .
- Concordo com ela, Sebastian, acho que pode ser uma boa – Robert se pronunciou pela primeira vez e me dando apoio.
- Ok, ok, mas só quero lembrá-los que o que está em jogo não são só os empregos e carreira dos dois, mas o meu também. Dispensados – ele disse e logo depois se levantou, vindo até mim e me abraçando, o que me surpreendeu, ele nunca fazia isso. – Tome cuidado, querida, sabe que é como uma filha para mim, não é? – Assenti com os olhos cheios de lágrimas, ouvi-lo finalmente dizer aquilo aquecia meu coração de uma maneira inexplicável e me lembrava do meu verdadeiro pai. – Agora vá e me trague esse filho da puta preso – sorri e assenti, saindo da sala em seguida e recebendo um olhar terno do Robert .
- Tudo bem, parceira? – Sorri. Sim, estava tudo bem, eu finalmente tinha a missão dos meus sonhos, o parceiro que eu realmente merecia, e muito em breve seria uma agente renomada. E quem sabe conseguiria a tão sonhada promoção para investigadora, e depois para delegada. Meu pai ficaria orgulhoso de mim, seja lá onde ele esteja.

Continua...



Nota da autora: Sem nota.

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