Insaciáveis
Fic by: Carolina Corrêa | Beta: Flávia C.

Belo dia, é claro.
Há duas semanas, peguei meu noivo na cama com minha melhor amiga e hoje fui despedida do meu emprego. Minha vida está uma maravilha, não? E pra melhorar minha situação meu carro quebra na metade do caminho para casa.
Avisto um pub de longe e decido entrar, escuto vários gritos femininos e percebo que é uma boate de strippers. Arregalo meus olhos e respiro fundo ao ver aqueles homens no palco e mulheres rebolando em seus colos.
Eu só entrei pra tomar um drink. não foi? Quer dizer, eu vim encher a cara mesmo. É tudo o que preciso. Caminho até o bar e um barman vem me atender.
— Já pediu?
— Não, hm, eu, eu quero um Martini. - eu começo a gaguejar e ele dá uma risada.
— Dia difícil? - ele me pergunta.
— Desculpa ,mas não quero terminar o dia falando da minha vida para um barman - digo rispidamente.
— Não sou bom em conselhos, sou bom em outras coisas, se você quiser aliviar o estresse, sabe onde me encontrar - ele diz e sai pra buscar minha bebida.
Ok, ele não é feio, nem um pouco. Forte, cabelos escuros e olhos azuis, eu até ficaria com ele se não estivesse tão deprimida por causa de Mike e Melissa. Aqueles traidores.
Ele volta com minha bebida e me da uma piscadela, olho para o palco e agora 5 strippers se apresentam. Vestidos de preto dos pés a cabeça, e seus rostos eram cobertos por máscaras pretas. As mulheres ficam enlouquecidas quando eles começam a dançar e escolher algumas para subir no palco. Eles dão uma viradinha e olho para bunda do que estava na direita do palco, ele era alto e parecia ser bem bonito, mas de bunda, não tem muita coisa. Mas como Melissa diz: " O que falta atrás sobra na frente."
Vagabunda, não acredito que ela me traiu desse jeito.
Mas foco no cara gostoso.
De repente ele está me olhando e apontando pra mim. As mulheres me olham, umas com cara de desdém e outras gritam pra que eu suba no palco. Por que não? Não vim aqui pra me divertir?
Levanto e nem consigo andar pois minhas pernas viraram gelatinas.
Ele estica uma mão pra mim e quando vou subir no palco eu esbarro em alguma coisa e vou com tudo para o tórax dele. Olho pra cima e vejo seus olhos, sua boca. Meu Deus, que homem é esse?
Ele senta na cadeira e me coloca em seu colo, eu arfo só com o pensamento de que estou sentada no membro dele.
Um segundo homem chega por trás de mim e afasta meu cabelo, sua boca vai pro meu pescoço e ele começa a lamber e beijar. Olho para o cara gostoso e ele está rindo divertido e então começa a passar as mãos pelas minhas coxas e levanta minha saia.
— Você toparia um ménage? - o segundo cara gostoso sussurra no meu ouvido e eu me arrepio.
Eu não respondo.
Sempre fui tão recatada. Com Mike sempre foi só a posição papai-mamãe. Sempre. Ele nunca quis inovar. E eu sempre quis mais e mais. Sempre fui louca por um boquete, mas ele diz que é nojento. Nojento o que, caralho? Se você está fazendo sexo ou amor, você tem que se entregar. Eu nunca disse nunca ao sexo e nem às suas variadas posições. Às vezes me sinto uma vadia falando assim, mas eu nunca digo nunca porque se eu estiver com vontade de fazer aquilo, eu vou fazer. E nesse momento eu quero fazer esse ménage.
— Quer ou não? - o cara insiste e eu aceno com a cabeça.
null, vamos levá-la pro quarto. - o segundo cara gostoso diz ao primeiro cara gostoso que agora eu sei que se chama null.
Ele me pega no colo e eu começo a beijar seu pescoço,ele está com um cheiro maravilhoso, sinto ele e o outro cara dar uma risadinha.
null ,você está com a chave? - null pergunta ao segundo cara gostoso, null, hmmm.
null não responde e tira as chaves do bolso, abre a porta e null entra comigo ainda em seu colo. Ele me atira na cama e sobe em cima de mim. Ele me beija, enquanto null tira sua roupa. Mas que corpo, ele só fica de boxer, e null se levanta para tirar sua roupa também. null tira minha blusa e analisa meus seios ainda com o sutiã, coloca suas mãos no feixo e o desabotoa. Suas mãos grandes o massageiam e depois sinto sua boca quente beijando e mordiscando meus mamilos que já estão duros. Ele se aperta mais em cima e posso sentir seu membro rígido. Olho pra cima e lá está null, com um olhar que nunca vi em Mike e nem em outro homem, já que Mike foi meu primeiro e único.
null desce suas mãos para minha saia e a puxa.
Depois sai de cima da cama e pega sua calça do chão.
Ele pega as algemas e caminha até a cama, pega meus braços e os prende.
Sinto meu sangue subir até a cabeça e meu corpo treme. Não de medo, e sim de prazer. Mike nunca seria capaz de fazer isso comigo.
null tira sua boxer e sobe na cama. Ele me da um beijo na boca e depois vai descendo eles. Boca, queixo, pescoço, seios, barriga e ele tira minha calcinha.
Antes mesmo de eu sequer pensar em alguma coisa, sua língua já está na minha intimidade. Solto um gemido alto. null começa a estimular meu clitóris com os dedos e meu corpo começa a tremer.
Sempre tive vergonha de gemer e parecer uma atriz pornô. Mas não estou ligando mais pra isso. Gemidos e mais gemidos saem da minha garganta. Quando estou quase chegando ao meu primeiro orgasmo eles param do nada.
null, até agora ela não nos disse o seu nome... - null diz como um sussurro.
— Pra dizer que vocês nunca foderam uma mulher sem saber o nome. - eu digo
— Ela é nervosinha. null, você acha que ela merece um orgasmo? Acho que não, hein. - congelo em ouvir isso.
null. - eu digo baixinho.
— Não ouvi, você ouviu, null?
— Hm não, vai, gostosa, nos diz qual o seu nome, ou você não quer nos ouvir gritá-lo quando você nos chupar até chegarmos ao orgasmo? - null diz e sinto meu rosto quente. Como eu posso corar numa maldita hora dessa?
— Meu nome é null. - Dessa vez eu digo alto.
— Hm, null, e o que você quer que eu faça?. - null diz passando a mão nos meus seios.
— Eu quero que você me foda. – sussurro.
— Eu não ouvi. - ele diz e os dois caem na gargalhada.
— Me fode, porra, eu quero que você me foda logo. - Eu grito.
— Você não sabe como é estimulante mulheres que dizem o que quer, estou todo duro. - null diz no meu ouvido.
null volta a me chupar, e null continua brincando com meu clitóris inchado.
Aquela sensação gostosa chega, finamente eles me permitem ter o primeiro orgasmo, o orgasmo mais forte e gostoso que tive em toda minha vida.
Nem me recupero e null começa a brincar com seu membro em minha entrada. Sem aviso, ele me invade. Nunca fiz sexo dessa maneira, tão forte, tão prazeiroso.
Ele continua com as estocadas fortes e null solta minhas mãos para que eu possa masturbá-lo.
Minhas mãos estão trêmulas e eu começo com os movimentos de pra baixo e pra cima, e depois aliso a cabeça do seu pênis rígido.
Ele geme e eu acelero os movimentos. Até que null sai de dentro de mim e null entra. Ele é mais delicado nós movimentos, e dá leves beijos na minha boca. null volta do banheiro após jogar fora o preservativo. E invade minha boca com sua língua quente.
Sinto meu gosto em sua boca e decido retribuir o orgasmo que ele me deu, quer dizer, os orgasmos. Até agora já tive dois, os melhores dá minha vida.
Pego seu membro e começo a masturbar como diz onull, ele está latejante. Coloco-o na boca e começo a chupar, nos movimentos de vai e vem, ele começa a arfar e gemer no meu ouvido, enquanto null ainda estoca na minha entrada. Os únicos sons ouvidos no quarto são o dos nossos gemidos.
— Eu vou gozar. - null diz e sai da minha boca.
Ele goza. Nunca vi uma imagem tão sexy quanto essa. Ele gozando, de olhos fechados sussurrando meu nome.
null dá uma última estocada e cai em cima de mim. Ele começa a gozar também e depois leva sua cabeça até minha intimidade e começa um novo sexo oral.
De repente eu acho que vou acordar no banco de trás do carro da Melissa, após ficar bêbada em uma balada e perceber que isso tudo foi um sonho.
Um sonho.
Acordo pela manhã na minha cama. Sem vestígios de null, null ou primeiro cara gostoso ou segundo cara gostoso.
Sento na cama e me sinto como uma estúpida. Como eu pude sonhar com isso? Estou tão necessitada assim? Me jogo de novo na cama e sinto uma dor nas minhas pernas. Bem "lá". Não acredito que isso foi real, só pode ser. Levando eufórica e começo a procurar por algum sinal deles e vejo um bilhete colocado na porta da geladeira.
" Nosso primeiro menage. E foi com uma mulher espectacular. Que tal nos visitar mais vezes? Não somos prostitutos e nada do tipo, apenas dançamos, e você foi a nossa primeira transa naquele clube. Não poderia ter sido melhor. Aí embaixo está o meu número, é claro. null tem uma namorada. Espero que ela nunca saiba disso, e quero que você volte para o clube, porque da próxima vez vai ser só você e eu, te espero ansiosamente, seu null xx Ps: te trouxemos pra sua casa, achamos mais seguro, e nos desculpe por vasculhar suas coisas, não foi muito fácil achar sua casa"
Arregalo os olhos e leio o bilhete mais algumas vezes. Extasiada. Como eu fui capaz de fazer isso? Mas eu gostei, eu realmente gostei. Estou realmente tentava a voltar pra aquele clube. Só de lembrar daqueles olhos, daquele cheiro eu sinto que minha vida nunca mais vai voltar a ser a mesma.
Pego meu celular e decido lhe mandar uma mensagem.
"Obrigada, meu null, essa foi a noite mais prazerosa da minha vida. E sinto que as próximas serão ainda mais. Te espero ansiosamente, Sua null xx"
Clico em enviar e vou para o banheiro. Estou com cheiro de suor e sexo por todo o meu corpo.
Saio da banheira e vou para o quarto e lá encontro ele. Deitado sem camisa na minha cama.
— Pronta pra mais uma?
Agora eu sei que minha vida nunca mais vai ser a mesma. Depois de um dia péssimo, de uma traição, de um carro quebrado e de uma demissão eu encontrei minha válvula de escape. Que deliciosa válvula de escape. Deito em cima dele e começamos mais uma vez, mais um sexo incrível. Cada vez melhor, cada vez mais amável, e assim nos tornarmos insaciáveis

Fim


Nota da Beta: Qualquer erro de português e/ou html/script, me informe pelo e-mail.

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