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Você já sabe o que acontece depois que ele a deixa. Já sabe que ela vai fazer o intercambio. Que ele leu a carta que ela escreveu um dia após eles terem terminado. Mas, você já se perguntou, em como e quando foi que eles se conheceram? Como foi o primeiro beijo? E a primeira vez em que dormiram juntos? E qual foi o motivo da primeira briga?
Você já se perguntou em como foi que eles se apaixonaram?


Primeiro Capítulo: Feliz Natal!


’s POV:

- Tá bom, chega de estudos por hoje! – entrou falando alto e batendo palmas, em meu quarto.
- Oi? – Desviei o olhar do livro que estava em meu colo e fitei a menina morena que estava em pé ao lado da minha cama, sorrindo.
- Isso mesmo, chega de estudos por hoje! – Ela então tirou o livro de minhas mãos e o colocou fechado no criado-mudo ao lado. – Já está na hora de você se arrumar!
- ! – Avancei na direção do livro, mas segurou meu braço.
- !
- Eu já falei que não quero ir!
- E eu vou ter mesmo que te lembrar, pela décima vez, de que nós duas planejamos isso? E que você concordou?
- Mas eu desisti, ué! – Respirei fundo. – , eu tenho que tirar oito na prova! Não é quase oito, é oito ou mais!
- Eu sei, – sentou-se na beira do colchão de frente para mim. – e eu já te falei que você vai conseguir. E você se convenceu disso, tanto é, que concordou em ir comigo para casa do Nialler.
Ficamos nós duas em silêncio apenas nos encarando.
- Tenho mesmo que ir? – Insisti e ela sorriu largo.
- Sim! Esse vai ser o nosso primeiro natal, e é importante pra mim que a minha melhor amiga conheça de vez o meu namorado. – Então ela deu aquele sorriso orgulhoso e de extrema felicidade que sempre toma conta de seus lábios quando ela profere as palavras “meu namorado”.
- O que eu não faço por você, me diz?
riu e me abraçou, e saiu do meu quarto dizendo ir se arrumar no seu.
Olhei o livro novamente e suspirei. Por mais que eu precisasse da nota oito, precisava de mim em seu primeiro natal longe da família e seu país.
Depois de pensar em como estudar mais dez minutos aumentariam a minha chance de tirar o bendito oito na prova do vestibular, pensei no sorriso de animação e paixão da minha melhor amiga. queria realmente que passássemos o natal juntas, e que ao mesmo tempo seu namorado estivesse por perto.
E bem, dez minutos a mais, ou a menos, não iriam tirar de mim, a minha capacidade de tirar a nota exigida. E além do mais, ninguém estuda dia vinte e quatro de dezembro. Véspera de natal.
- Sempre quis usar um desses! – falou feliz, apontando para o seu sweater que começava branco na parte de cima e ia ficando rosa claro embaixo, em um efeito degradê. E ah, seu nome estava escrito na frente. – É lindo, não é?
- Sim, muito. – A respondi rindo.
Já estávamos dentro de um táxi que nos levaria até o endereço de Nialler.
tinha em seu colo uma caixa com a torta de chocolate que ela se comprometeu em levar. Tiramos fotos durante o trajeto, e conversávamos sobre tudo e ríamos de tudo. Pude notar o taxista nos olhando pelo retrovisor algumas vezes e sorrindo.
- Vamos tirar uma foto. – Fiquei ao seu lado, e a foto foi tirada com a câmera frontal que com a ajuda de , só captou de nossos lábios para baixo. Deixando meu sweater com um elfo desenhado na frente, bem a mostra ao lado do seu.
Escolher a roupa para sairmos no inverno de Londres, fora fácil. Sweater, touca, calça jeans e bota.
Nossa entrada foi liberada na guarita do condomínio de apartamentos. Pagamos o taxista, o desejamos um feliz natal e seguimos para o prédio do namorado de . Ao chegarmos lá tivemos que esperar o porteiro interfonar para Nialler e só então podemos entrar no elevador.
estava mais nervosa que eu. E isso acabou me acalmando um pouco.
Nunca fui boa em primeira impressão. Então, as chances de eu não gostar do garoto eram imensas.
Presumi que o garoto loiro era o tal Nialler, quando as portas do elevador se abriram e ele estava parado no corredor e seu sorriso pareceu rasgar seu rosto. Igual ao da .
- Amor! – A garota exclamou ao sair do meu lado e ir para os braços do garoto que ainda sorria.
Ainda bem que era eu quem carregava a caixa da torta desde que deixamos o táxi.
Eles deram um selinho e um perguntou ao outro se estava tudo bem, antes de dirigirem seus olhares a mim.
- Ei! Você deve ser a . – Ele apontou pra mim.
- Sim, amor. Essa é minha melhor amiga. – o completou, sorrindo. – , esse é o Nialler Horan.
- Pode me chamar de Niall. – Arrisco a dizer que ele não para de sorrir.
- Prazer, pode me chamar de . – Nos abraçamos rápido e olhei para que tinha aquele olhar “aprovado?”, me fazendo rir e acenar com a cabeça.
Ao menos por enquanto, ele estava aprovado.
Niall nos levou até seu apartamento. A sala era grande, com dois sofás de três e dois lugares. Uma mesa de centro. Uma televisão na parede com um pequeno rack embaixo com aparelho dvd, porta retratos e mais alguns enfeites. Uma grande arvore de natal com pisca-pisca e enfeites no canto da sala, meias vermelhas e verdes com alguns duendes espalhados, davam todo um ar natalino ao cômodo. Alguns quadros, pendurados em cima dos sofás.
- Eles devem estar na cozinha. – Niall pegou a caixa de minhas mãos e saiu em nossa frente, o segui junto com .
Uma risada alta foi ouvida, acompanhada com uma voz rouca que também parecia rir e tentar dizer algo como “eu não fiz isso!” ao mesmo tempo.
Entramos na primeira porta do corredor, e era a cozinha do apartamento. E antes que eu pudesse falar algo ou ir mais para o lado de , Nialler foi até a geladeira e deixou a torta lá dentro. Retomando sua posição ao lado da minha melhor amiga.
- Dudes, Dani... – Horan falou, mas só dos dois dos três garotos nos olharam, junto com a garota de cabelos cacheados. O outro garoto continuou de costas pra gente e de frente para o fogão. – Essa é a , mas o Zayn já conhece, então só Liam e Harry. – Todos riram, eu apenas sorri.
- Já tive essa honra. – Zayn, que estava sentado no granito da pia, piscou para . – Oi, .
- Ei. – Ela acenou e sorriu.
- Amor, esse é o Liam, – Nialler apontou para o garoto de cabelo liso e meio cacheado nas pontas. Ele sorriu, e seus olhos ficaram parecendo apenas duas finas linhas. Adorável. Liam também acenou para , que retribuiu o gesto. – essa é a Danielle, namorada do Payne. – A garota sorriu e eu sabia que Payne era Liam, pelo simples fato desses garotos aparecem o tempo todo em canais de televisão e rádios. Na verdade, eu já conhecia todos eles (de vista, é claro), mas deixar com que Niall nos apresentasse era educação. – E aquele, é o Harry.
- Não posso me virar agora, mas, oi. – riu.
- Ele tá fazendo algum molho para pôr na carne, sei lá. – Zayn deu de ombros e sorriu.
Harry foi quem gritava quando ainda estávamos na sala. Nenhum dos outros garotos tinha a voz rouca, só ele.
- E gente, essa é a , melhor amiga da .
- Ei! – Liam e Danielle falaram em uníssono. Deve ser coisa de casal.
- Oi! – Zayn acenou e piscou.
- Pronto, terminei. – Harry se virou antes que eu pudesse responder alguém. Ele tinha em mãos uma panela e a colher que mexia o tal molho. Usava um avental branco. Seus cabelos eram ainda mais cacheados e bagunçados ao vivo, seu sorriso era largo com uma covinha em cada lado. – Oi.
- Oi. – Eu e respondemos juntas, e rimos.
- Que nem a Dani e eu! – Liam comentou e todos riram.
Depois Niall sugeriu que todos fossem para a sala, e Styles concordou dizendo que os garotos estavam atrapalhando seu desenvolvimento culinário, mas se as garotas quisessem ficar, não havia problema algum.
Nialler e Liam quase o colocaram dentro do forno.
Na sala conversamos sobre tudo, desde a banda dos meninos até o outro integrante, e acabamos no assunto super-heróis onde cada um defendeu o “seu”. Riamos das piadas que os meninos contavam (ou tentavam). Zayn em algum momento foi oferecer ajuda a Harry para arrumar a mesa, voltando da cozinha tendo um “não precisa” e que Styles já estava cuidando de tudo como resposta, e refrigerantes e copos em mãos.
Ligamos a televisão, e os meninos passavam em um canal que estava dando o programa Jingle Bell Ball. Malik, Horan e Payne cantavam junto com a televisão, e Harry gritava lá da cozinha. O programa era gravado. e Danielle cantavam tão alto quanto os meninos. Depois da segunda música Zayn saiu correndo e nós rimos.
Precisei ir ao banheiro após a terceira música, as risadas estavam me fazendo pressionar minha bexiga.
Segui o corredor, e como Nialler havia me ensinado abri a segunda porta a direita que seria o banheiro. Mas Zayn estava lá dentro, em frente ao espelho penteando seu topete com seus dedos enquanto falava algo para o seu reflexo. O garoto me olhou pelo espelho, e eu fechei a porta sem pensar muito.
Foi... Embaraçoso.
Esperei até que ele saísse dali de dentro, e ensaiei diversos tipos de desculpas.
- Ei, olha, eu não sabia que você estava ali dentro, sério. Desculpe-me. – Avancei em sua direção ao que ele saiu do banheiro.
- Ei, tá tudo bem. – Ele sorriu, e soltei a respiração.
- Mesmo? Não fiz por mal, juro. – Me expliquei mais uma vez.
- Mesmo. Na verdade, eu só te desculpo se quando voltarmos você cantar ao meu lado... E alto.
Nós dois rimos.
- Ok. – Respondei ainda sorrindo.
- Eu vou te esperar aqui fora, caso sabe... Pra ninguém abrir a porta e te pegar em um momento íntimo. – Ele olhou para os dois lados e quando me olhou novamente, ele riu. Riu alto.
- Tchau, Z. – Dei língua e passei por ele, entrando no banheiro e fechando a porta.
Depois de me aliviar, estava lavando as mãos quando Zayn falou do outro lado da porta:
- Tá tudo bem aí dentro?
- Sim. Estou apenas me elogiando em frente ao espelho. – Conclui que era isso que ele deveria estar fazendo quando o encontrei, e ri.
- Ei!
- Me explica, porque tanta toalha no banheiro? – Perguntei me referindo a grande quantidade de toalhas que tinham numa prateleira de vidro do lado do boxe.
- Sei lá, vai ver que é uma pra cada parte do corpo. Ei, oi.
Arrumei a touca em minha cabeça e abri a porta, saindo do banheiro e encontrei Zayn com um ar risonho e Harry sério a sua frente.
- Ei. – Styles me olhou de cima a baixo. Senti-me pequena.
- Oi. – Sorri fraco, logo olhando para Zayn. – Atrapalhei alguma coisa?
- Que? Não! – Zayn respondeu, sorrindo. – O Harry veio nos chamara pra irmos jantar.
- Ah, sim. – Fitei Harry que tinha um brilho em seus olhos, talvez fosse orgulho por ter cozinhado. – Então, vamos?
Eles assentiram, e eu os segui. Entramos na porta do lado, que ficava em frente a cozinha. Era a sala de refeições. A enorme mesa já estava forrada e com toda a refeição já posta. Tudo muito arrumado, me deixando impressionada.
- Senta, . – me despertou, e sentei-me ao seu lado. Ficando na beirada da mesa e de frente para Liam.
serviu a si, a mim e a Nialler, que aceitou de tudo um monte. Harry serviu a Zayn e a si. Liam colocou sua comida e de sua namorada que comeu bem pouco. Oramos e começamos a comer. Faltavam dez minutos para as onze quando todos ficaram satisfeitos. Ofereci-me para ajudar na lavagem da louça e quase soquei Harry ao que ele insistiu em negar minha ajuda. Mas só depois de dez minutos que ele entendeu que não sou do tipo que muda de ideia.
Na verdade, não lavamos a louça. Apenas a colocamos dentro da lavadora e guardamos umas comidas que não podiam ficar fora da geladeira.
- Você quem fez isso tudo? – Perguntei, impressionada. Era muita comida para ele ter feito sozinho.
- Não. – Ele sorriu e fechou a geladeira, parando em frente a pia e se apoiando ali. Eu estava sentada no balcão do meio da cozinha. – Só fiz mais molho para a carne e alguma sobremesa.
- Ah, ta. – Ficamos nos encarando, até que ele pigarreou e parei de olha-lo. Mais é que... Seus olhos são tão verdes.
- Qual de vocês duas fizeram a torta? – Perguntou.
- Ah, . Não sou boa na cozinha. – Fiz careta e ele sorriu erguendo uma sobrancelha em descrença.
- Não acredito! Você tem jeito de ser mestre cuca. – Dessa vez, eu quem ri.
- Nossa, não. – Neguei com a cabeça e gesticulei com as mãos, ele gargalhou. Alto.
- Nada? Nem arroz? – Perguntou tentando segurar o riso, que beirava os cantos de seus lábios que estavam em um sorriso. Lindo por sinal.
- Macarrão instantâneo, serve? – Nós dois rimos, e Harry fez meu estômago revirar quando jogou sua cabeça pra trás e cobriu o rosto com suas mãos.
Meu celular vibrou em meu bolso, me fazendo parar de olhar Styles e ler a mensagem que brilhava ali na tela.

Sei que está na casa do namorado e amigos da , espero que esteja se divertindo. E se não estiver, sei que está aí para agradar sua melhor amiga. Filha, eu e sua mãe temos muito orgulho da pessoa que você está se tornando. Te amamos muito. Sei que a meia noite vai ser difícil falar com você, então estou mandando essa mensagem antes (isso não quer dizer que eu não vá tentar te ligar daqui a pouco). Sua mãe está te mandando um beijo e me mandando parar de ficar tomando o seu tempo. Eu sou seu pai, tenho esse direito. Aproveite a noite, e pare de pensar um pouco na prova. E caso algum desses moleques dê em cima de você, fala que papai tem uma espingarda (não, , eles não precisam saber que é mentira). Te amo.
Seu papai.


Ri da mensagem do meu pai e olhei automaticamente para Harry que estava sério. Seu sorriso não beirava mais seus lábios, nem parecia que ele estava gargalhando há minutos atrás.
- Meu pa–
Fui interrompida por um quase grito que identifiquei sendo como o de . Desci do balcão e coloquei meu celular em meu bolso novamente, fui até a sala e encontrei ao lado de Niall. Ela massageava seu cotovelo.
- Você é rude. – Ela grunhiu para Liam que revirou os olhos.
- Eu estava brincando. – Ele bufou ao respondê-la.
- Não precisava me empurrar! Nesse jogo, não é para empurrar o outro, Payne.
Olhei para o chão e tinha um jogo Twister aberto em cima do tapete.
- Tá, o que aconteceu? – Perguntei e senti braço de Harry tocar no meu, ao meu lado.
- Nós estávamos jogan-
- , o que aconteceu? – Interrompi Liam e fui parar ao lado da minha melhor amiga. Nada contra Liam, mas a partir do momento que ele empurrou , digamos que não quero ouvir sua explicação.
explicou que todos estavam jogando Twister, menos Zayn já que ele era quem girava a seta e dizia onde cada um devia pôr seus braços e pernas. E em determinado momento, Liam a empurrou fazendo cair em cima de Niall. Eu sei que Payne não fez por mal, mas sabe ser bem dramática quando quer e eu não sei chamar sua atenção na frente de outras pessoas.
- Vamos apenas parar com o jogo, ok? – Sugeri e todos aceitaram.
Uns voltaram para o sofá, outros foram pegar mais alguma coisa comestível na cozinha e eu fui para o canto da sala tentar responder meu pai.
- Seu namorado? – Harry sentou-se ao meu lado e apontou para o aparelho em minhas mãos. Antes que eu conseguisse respondê-lo, Nialler o chamou. Styles bufou e saiu de perto de mim. Ri e digitei a mensagem desejando feliz natal para meu pai, dizendo que amo ele e mamãe e o deixei ciente de que os garotos são legais. Ele me respondeu em seguida, e ficamos trocando mensagens até que me puxou pelo pulso me avisando que a contagem para o Natal estaria começando em segundos. Fiquei em seu lado na pequena roda que formamos no centro da sala, o celular de alguém estava no alto-falante com Louis e sua namorada Eleanor na linha, iriam fazer a contagem juntos conosco.
- 10! 9!
- Meu pé, Zayn!
- 7! 6!
- Acho que vou mijar!
- 5! 4!
- Gente, é sério preciso mijar!
- 2! 1! Feliz Natal!!!
- Meu aniversário acabou, poxa!!!
Abracei antes que qualquer um.
- Feliz natal, babe. Eu te amo, muito! E obrigada por ter me tirado de casa hoje.
Nós duas rimos e antes que pudéssemos começar a chorar, Nialler a puxou de mim e Zayn me puxou para um abraço.
- Seja bem-vinda a família. – Malik sussurrou em meu ouvido e deu um beijo em minha testa ao me soltar.
Abracei Danielle, e apenas desejamos Feliz Natal uma a outra. Com Liam foi o mesmo, a diferença foi que o pedi desculpas pelo drama de e ele disse que estava tudo bem. Apertei Niall em meus braços e o pedi que cuidasse de o fazendo rir.
Harry me olhou e nos abraços, seus braços circularam minha cintura e os meus foram parar em seu pescoço.
- Feliz Natal, . – Sua voz rouca ecoou próxima ao meu ouvido. – Tudo de bom.
- Feliz Natal, Styles. – Sorri e ele riu baixo. – Felicidade e tudo que há de melhor. E, Harry...
- Oi. – Seus braços se afrouxaram, ele provavelmente achando que eu queria solta-lo.
Eu não tenho namorado. – Murmurei, enfim o soltando e sentindo algo protestar dentro de mim.
Zayn e me puxaram para tirarmos fotos.

Segundo capítulo: O santo não bate, espancou.


- , cheguei! – gritou, fechou a porta e adentrou a casa rumo aos outros cômodos, sem ao menos se dar o trabalho de verificar se eu estava sentada em frente ao sofá, cercada de livros abertos e com um notebook no colo. – ? – Sua voz ainda podia ser ouvida.
Suspirei e a esperei ir até a sala, o que demorou dez minutos.
- Em frente o sofá, . – Suspirei e a fitei, em pé com o celular em mãos.
- Ah, estava te procurando. – Sorriu e veio até mim, fechou três livros e sentou-se à minha frente. – Pensei que já estivesse dormindo.
- Se eu estivesse você teria me acordado. – Espreguicei-me. – Mas isso não quer dizer que eu não esteja com sono ou quase dormindo. Então, resume a história do jantar. – Pedi e ela riu.
- Como sabe que tenho alguma coisa para contar?
- Você sempre tem alguma coisa para me contar. – Tirei o notebook do meu colo e o coloquei ao meu lado.
- Eu não gostei dela, . – Se virou de costas pra mim, e deitou no chão com a cabeça em meu colo.
- Dela? Você não iria jantar com o Niall? – Comecei então a escovar seu cabelo com meus dedos.
- Fui, mas quando cheguei lá ele me disse que em uma conversa, o Harry disse que também iria jantar com a namorada dele, então, eles acharam que seria legal um jantar em casal e fim.
- Namorada?
- Sim, ela se chama Caroline Fla- alguma coisa, não lembro direito. – Suspirou e se calou por um tempo.
Tempo necessário para que eu pensasse em como o meu “Eu não tenho namorado” deve ter soado para Styles. Será que ele agora acha que sou uma daquelas, pera, como é mesmo? Grou-Groupies (?) que sai com famosos e etc?
- ? – me chamou.
- E por que não gostou dela? – Dividi seu cabelo e comecei a fazer uma trança com uma mecha da frente.
- Você sabe, ou meu santo bate com o da pessoa ou ele espanca. E no caso dela, – fez careta. – ele espancou.
- Mas o que ela fez? – Perguntei rindo.
- Nada. Ela é meio sem graça na verdade, sei lá. Não gostei dela. – Deu de ombros.
- E, bem, eles formam um casal bonito? Digo, o Harry e ela?
sentou-se de abrupto, fazendo com que nossas testas quase se encontrassem no meio do caminho.
- Esteticamente, mais ou menos. Ela é mais velha que ele, e isso é perceptível. Eles não agem como um casal. Ele a olha com respeito e até com um pouco de admiração, mas nada como paixão ou até mesmo amor. – olhou para os meus livros e meu computador. – Você leu isso tudo? – Mudou de assunto.
- Não. – Bufei. – Li pouca coisa, estava mesmo te esperando. – Sorri.
- Bom, já cheguei. Vamos dormir, então?
- Vamos.
Levantamo-nos, e eu a segui para o seu quarto. Amanhã eu arrumaria a bagunça dos meus materiais de estudo. E principalmente, a bagunça que devo ter feito em dizer a Styles que meu status no momento é de solteira.



Terceiro capítulo: Feliz ano novo! Que venha 2012!


Às vezes ter uma melhor amiga, não é bem o que esperamos. Quando se arruma uma (melhor amiga) qual é uma das coisas que você pensa? “Amém, nunca mais irei chegar a um lugar sozinha. Nunca mais ficarei abandonada na festa e etc”, claro que é assim. Mas, só quando a sua melhor amiga não tem namorado. O que não é o meu caso.
Tive que pegar um táxi, sozinha. Entrar na imensa e iluminada casa, sozinha. Passar no meio de desconhecidos e, ainda assim, os cumprimentar, porque todos pareciam já estar foras de si naquela festa. Tive que pensar rápido em uma desculpa pra não ser posta em um jogo onde quem bebesse sei lá o que mais rápido, ganharia. Rodei aquela casa, (beeem grande, por sinal) sozinha. Só deixei de ficar sozinha, quando encontrei Zayn no meio de cinco garotas e o puxei pelo braço. Claro, que todas me fuzilaram com o olhar.
- Ei, você demorou! – Ele me abraçou e eu suspirei, em alivio.
- Passei na casa dos meus pais antes de vir pra cá. – Expliquei. – Ei, você tá de barba.
- Sim. – Malik virou seu rosto em todas as direções pra que eu pudesse admirar seus ainda pequenos pelos. – Gostou?
- Sim, tá bonito. – Nós dois sorrimos. – Ei, você viu a por aí?
- Da última vez que a vi, ela estava na piscina com o Niall. – Ele estalou a língua no céu da boca. – Vem, eu te levo até lá.
- Sério, eu posso estar começando a gostar de você agora. – Brinquei e ele riu ao que pegou minha mão, e fomos rumando até à parte de trás da casa.
Pensei que já gostasse de mim desde que me viu no banheiro. – Zayn parou a minha frente, e nós dois rimos.
- Ah, claro. Como esquecer aquele seu olhar sexy para o espelho. – Suspirei e rimos ainda mais.
Na parte de trás tinha uma piscina (grande) no meio, gramas ao redor, um jardim com um murinho de folhas e até umas flores em volta. Dentro da d'água estavam alguns garotos e garotas, apesar da música alta vinda da sala, seus gritos e risadas ainda podiam ser ouvidos. Enquanto uns tentavam brincar de briga de galo, outros apenas mergulhavam e tentavam ver quanto tempo ficavam lá embaixo, outros estavam sentados na beira rindo dos seus amigos ou pessoas que conheceram naquela noite.
E foi entre as pessoas da beira da piscina, que encontrei sentada e rindo, com uma garrafa em uma das mãos enquanto a outra apontava para Nialler, que estava dentro da piscina sem camisa e rindo de alguma coisa com um garoto que não consegui identificar ao longe.
- Ali eles. – Apontei para a garota e em seguida para Niall, Zayn olhei na direção e riu.
Rumamos até a minha melhor amiga, e sentei-me ao seu lado.
- Oi, querida. – Ela me olhou e sorriu.
- ! – me abraçou e nos balançou, nós duas rimos. já estava um pouco sob o efeito de álcool, com certeza.
- Viu? Eu disse que eles estavam aqui. – Zayn falou atrás da gente. – Bom, já volto. – Deixou um beijo no alto da minha cabeça e saiu.
- Vocês...? – apontou para o garoto que já estava ao longe e para mim.
- Que? Não! – A empurrei, na tentativa de fazê-la tirar de sua mente qualquer possibilidade de pensar que eu e Zayn estávamos tendo algo, ou começando a ter algo. – Eu o encontrei e ele me trouxe até aqui, só isso.
- Eu não me importaria que vocês tivessem algo, ele é o Zayn. E ele é bonito e tudo o mais. – Deu de ombros.
- Ei, ! – Uma quantidade considerável de água me atingiu, olhei para a piscina e Nialler estava com suas mãos levantadas.
- Oi pra você também, Horan. – Joguei água em sua direção usando meus pés que estavam como os de , dentro d'água.
- O que você está bebendo? – Perguntei a e ela deu de ombros, me entregou a garrafa e bebi o líquido que desceu queimando. – Muito álcool pra mim.
- Fraca. – Ela riu.
- Meninas, olhem! – Nialler chamou nossa atenção, e começou a tentar dar cambalhotas embaixo d'água.
quase enfartou ao que seu namorado sofreu um afogamento rápido, e minha barriga doeu ao que ri do desespero da minha amiga e de como Niall agiu depois, “isso estava no roteiro” ele alegava.
Um garoto sentou ao meu lado, ele até que era bonitinho, mas seu atrevimento em falar certas coisas, me deixou incomodada.
- Ela não quer falar com você, cara. – bufou ao meu lado, ao que dei mais uma cortada no garoto. – Amor! – Ela chamou Nialler que a olhou e arqueou uma sobrancelha.
Então, eles parecem ter aquele tipo de conversa telepática. o deve ter contado, telepaticamente, que o garoto ao nosso lado estava incomodando, já que Nialler o chamou para um mergulho e simplesmente puxou o garoto para dentro d'água, ele quase se afogou. Mas logo depois já estava atravessando a piscina e parando do outro lado, próximo a um grupo de garotas.
Também não era pra tanto, Nialler. – Uma voz rouca falou a cima de nossas cabeças.
Harry.
- Ele meio que pediu. – Niall deu de ombros e emergiu na água novamente.
- É, Harry. – Assisti franzir o cenho ao olhar para Harry. – O cara simplesmente não entendia que a não queria papo, né, amiga?
- Hã, é. – Concordei. – Vai ver ele era meio surdo, sei lá. – Dei de ombros e levantei meu rosto. Harry estava com mãos na cintura, e com uma expressão incerta no rosto. Ao mesmo tempo em que os cantos de seus lábios estavam puxados em um pequeno sorriso, seu semblante parecia incomodado com alguma coisa.
- Cara idiota. – bufou ao meu lado. E antes que eu pudesse respondê-la, senti uma mão puxando meu pé. E pronto, lá estava eu na água. Enquanto ouvia um “Piscina não é só para molhar os pés!”
Nadar nunca foi o meu forte, principalmente quando eu não sabia que iria ter que exercer esse dom que Deus não me deu tão bem. Mas ao menos flutuar, ou me manter “em pé” embaixo d'água eu sabia.
Quando emergi da água, vi uma emburrada gritando com um garoto que ria abertamente, Nialler estava vermelho de tanto que ria e Harry, estava ajoelhado enquanto também, ria.
- Não teve graça, Louis! – Minha amiga gritou com o garoto que passou a mão em seus cabelos.
- Teve mesmo não, . – Ele a respondeu em meio as risadas. – Teve água mesmo!
Ah, então finalmente conheci o famoso Louis Tomlinson.
Resolvi me meter quando já tinha um bico imenso nos lábios.
- Se eu quisesse ter entrado na água, seria sem a sua ajuda. – Bati meu braço na água, jogando uma grande quantidade no rosto do garoto que parou de rir ao meu lado. – Babaca.
Niall gargalhou ainda mais alto, e Tomlinson me olhou atravessado.
- Ei, você, por que você jogou água em mim? – Louis repetiu o meu gesto, e fui contemplada com mais água em meu rosto.
- Porque eu posso! – Os olhos do garoto estavam ainda mais azuis com o reflexo da água, ele era bonito tanto quanto os outros garotos. Todos naquela banda, na verdade, pareciam terem sido esculpidos por anjos. Olhei para Styles que tinha seu sorriso tomando todo seu rosto por agora, e ele ainda estava completamente seco. O que era bem injusto na verdade. Fitei Louis novamente. – E por que você não o molhou também? – Apontei para Harry.
- Boa pergunta. – Louis tinha uma mão em seu queixo, como se estivesse pensando na possibilidade de puxar seu companheiro de banda. Harry rapidamente se levantou e deu dois passos para trás. – Ele é mais esperto do que todos acreditam, pelo visto. – Tomlinson deu de ombros e se virou para mim. Cheguei um pouco para trás, só por precaução. – Vim em missão de paz. – Ele sorriu e me estendeu uma mão. – Sou Louis, amigo do Niall e seu mais novo nome na lista de futuros homicídios.
Ouvi Nialler e rirem ao fundo, ela estava acomodada nos braços de seu namorado.
- Seus outros companheiros de banda ficariam tristes em ouvir você dizendo que só é amigo do Niall? – Arqueei uma sobrancelha e sorri. – Ou, eles levariam isso como um elogio? – Apertei então a sua mão ao que ele riu. – Sou , melhor amiga e praticamente irmã da .
- Você é das minhas, garota! – Louis riu alto. – Tá aí, gostei de você!
Ele se lançou na minha direção, e tentou me abraçar enquanto eu o empurrava. Mas Louis só me largou quando cedi e o abracei de volta.
Harry pigarreou do lado de fora, chamando a nossa atenção.
- Vou até lá dentro buscar uma bebida, e tentar achar Liam e o Zayn. – Ele olhou em seu relógio de pulso. – Já é quase meia noite.
- Eu quero! – e Nialler falaram em uníssono e começaram a rir feito duas hienas.
- Eu também quero. – Falei olhando para Horan e que agora se beijavam. – Posso ir com você? – Fitei Harry e sorri do jeito mais doce que consegui. Aquele poderia ser o único momento da noite em que ficaria sozinha com ele, e teria a chance de me desculpar e começar um ano novo sem peso na consciência.
- Claro. – Me aproximei da borda e peguei sua mão que estava estendida na minha direção, dei impulso com a livre e Harry me puxou para fora. Claro que alguns pingos de água foram em sua direção, mas ele apenas riu.
- Obrigada. – O agradeci e desviei meu olhar do seu. Afastei-me um pouco e torci meu cabelo e o penteei com meus dedos. Quando voltei a fitar Styles, ele ainda me olhava, e eu, tinha certeza de que ficava cada vez mais vermelha de vergonha. – Vamos? – Sugeri e seu sorriso se alargou.
Pelo amor de Deus, alguém manda esse garoto parar de sorrir?! Garotos bonitos, com sorriso bonito e todo bonito, não precisa ter covinhas. É como um castigo para os meros mortais como eu.
Caminhamos lado a lado até a porta de vidro que dava na sala, e posso dizer que me encolhi cada vez que um garoto diferente me fitava. Esse é o motivo pelo qual não gosto de lugar muito cheio. Baladas por exemplo. Muita gente me olhava e sussurrando com a pessoa ao lado me deixa constrangida e até assustada.
- Fica perto. – Harry parou de abrupto e quase tombei nele. Assenti com um aceno de cabeça e o segui, passando pelo meio da pista de dança.
Em algum momento Styles se afastou demais, e dois garotos pararam em minha frente, barrando minha passagem. Já iria xingar a mãe de cada um, quando Harry voltou e pegou minha mão, nos tirando dali e esbarrando no ombro de um dos garotos ao que saímos.
Logo chegamos à cozinha, nossas mãos foram separadas e passamos pelo grande segurança que tinha ali na porta. Sorri para o cara, que apenas me olhou. Sem educação.
Aquele era o lugar mais calmo e menos barulhento.
Harry foi até a mesa onde tinham expostas várias garradas e latas de bebidas.
- Você quer cerveja, whisky...? – Ele me olhou.
- Na verdade, não sou de beber coisa alcoólica. – Encolhi os ombros em pedido de desculpas. – Mas... Dê-me o que tiver de mais fraco. – Sorri e sentei-me em um banco alto que tinha ali. Não queria andar muito para não olhar todo o ambiente. Harry Styles se virou de costas para mim, e ficou entretido entre pegar copos de plástico em um dos armários, mexer nas garrafas e abrir a geladeira em busca de gelo. Aquela era a hora perfeita. – Ér, Harry... – Pigarreei e respirei fundo. – Eu quero te pedir desculpas.
Vi quando suas costas ficaram eretas e seus músculos rígidos. Decidi não pensar muito, e muito menos perguntar se o sorriso ainda estava aberto em seus lábios. Então, continuei: – Quando eu te disse lá no natal, na casa do Nialler, que não tinh-Tenho namorado, – Me corrigi. – Não foi por mal. Eu não sabia que você tem namorada e todas essas coisas. – Bufei e aquietei minhas mãos em meu colo, parando de gesticular enquanto falava. – Não quero que pense que sou do tipo que sai com caras famosos e comprometidos, claro que não. – Mesmo que esses caras comprometidos não aparentem amar as namoradas em jantares com amigos. – Desculpa, sério.
Conclui.
- Eu jamais pensaria isso de você. – Ele se virou, ficando de frente para mim e com os braços cruzados na frente de seu corpo. – Olha, – Respirou fundo e veio andando lentamente na minha direção. Harry parou a um passo de distância, e então pude ver que seus olhos estavam em um verde claro. Bem claro. – Você não parece uma groupie e eu tenho certeza que não é. Você nem se veste como uma ou age como uma. Se você fosse uma, já teria arranjado um jeito de me levar para o quarto e já teria me agarrado aqui mesmo. – Harry sorriu. E lá estavam as benditas covinhas. – Eu que não deveria ter me metido na sua vida e perguntado se era seu namorado quem te mandou a mensagem.
- Foi meu pai. – Respondi de imediato e ele riu. – Desculpa.
- Eu não deveria ter perguntado. – Repetiu. – E mesmo assim, meu namoro já está praticamente por um fio e... Deixa pra lá. Só quero que saiba que não pensei nada demais, ok? – Assenti coma cabeça e soltei a respiração que tinha prendido quando ele começou a falar. – Amigos?
Nós dois rimos, ao que ele estendeu sua mão igual o que Louis fez há minutos.
- Amigos. – Apertei sua mão.
Por mais que o assunto já tivesse sido esclarecido e a conversa finalizada, nossas mãos não conseguiam se soltar. E Harry, intercalava seu olhar em cada detalhe do meu rosto e eu me segurei para não tocar em suas covinhas tão fundas.
- 12! 11!
Um começo de contagem regressiva se começava lá fora, eu e Harry nos assustamos e olhamos confusos até que a gritaria continuou.
- 10! 9!
Nossas mãos ainda estavam unidas.
- 8! 7!
O brilho no olhar de Harry tinha aumentado, assim como o seu sorriso.
- 6! 5!
Ele estava mais próximo, e eu já estava de pé.
- 4! 3!
A primeira pessoa que eu abraçaria seria Harry Styles?
- 2! 1!
Seria.
- Feliz ano novo! – Um coro de vozes soou absurdamente alto, vai ver o álcool deixa as cord-
- Feliz ano novo, . – Harry tinha me puxado, e seus braços mais uma vez rodeavam a minha cintura.
- Feliz ano novo, Styles. – O desejei, ainda atônita.
Errado ou não, egoísta ou não, permanecemos ali na cozinha por mais alguns instantes. Pensei em coisas positivas ainda nos braços de Harry, e ele pareceu pensar no mesmo. Porque quando o soltei, seu sorriso estava lá.
E suas covinhas ainda mais fundas.


Quarto capítulo: Duas horas da manhã.


- , a campainha tocou.
- Eu ouvi. – Falei e virei à página do livro que eu lia.
- Vai atender. – Ela praticamente mandou, e eu ri.
- Eu não. – Virei-me e a fitei no outro sofá, deitada com o seu moletom do lanterna-verde enquanto o filme do super-herói passava na televisão. – Estou estudando e você não está fazendo nada de útil, só babando nesse cara que nem é tão bom super-herói assim.
- Você não conhece o lanterna, então, não julgue o lanterna! – grunhiu e finalmente me fitou.
- E nem vou, um cara que usa um anel para salvar sei lá o que, não merece o meu tempo. – Dei de ombros. – E outra, nós duas sabemos que possivelmente deve ser o seu namorado. Ela saiu bufando em direção a porta.
- Amor! – Minha melhor amiga gritou e eu ri.
- Ei! – A voz de sotaque irlandês a respondeu, e uma risada fora ouvida.
- Licença, seus melosos. – Ouvi a voz de Louis, virei-me para eles e os olhei por cima do sofá. Tomlinson veio até a mim, e deitou no sofá ao meu lado colocando sua cabeça em meu colo. - Ei, você sabe ler. – Pegou o livro de minha mão. – Direito Penal? Bléh, que nerd. – Fez careta ao ler a capa, e colocar o objeto de ensino na mesinha de centro. – Agora, me dê atenção.
Ele sorriu e eu revirei os olhos.
- Tenho cara de fanática? Do tipo que fica te olhando e te servindo uvas na boca? – Ele riu. – Não sonhe tão alto, Tomlinson.
- Oi, . – Niall veio até a mim e deixou um beijo no alto da minha cabeça.
O casal sentou-se no sofá em que apenas ocupava antes dos meninos chegarem.
- , faz cafuné. – Louis pegou minha mão e a colocou em seus cabelos, sorri e atendi ao seu pedido.
- Cansados? – Vi os dois meninos assentirem com um movimento de cabeça. – Fazer shows direto deve ser exaustivo, não sei se conseguiria.
One direction estava em turnê, Up All Night, esse era o nome oficial da tour. Pelo que li e o que me dizia, esse foi o último show deles antes de irem para a Escócia no dia treze.
- Como foi o show de hoje? – perguntou e os garotos despertaram de seus sonos, e começaram a falar de como a plateia havia sido empolgante e nos contaram também de alguns momentos de sua apresentação. Eu e apenas riamos e tentávamos entender o que eles falavam quando ambos diziam coisas ao mesmo tempo, e a sala se tornava uma mistura de gritos do Louis, a voz do Niall explicando alguma coisa, eu e rindo e pedindo que eles repetissem alguma informação porque não conseguimos acompanhá-los.
- Ei, eu também quero rir. – Uma voz rouca ecoou pela casa enquanto Louis dizia que Liam quase caiu no palco, e Nialler ria alto. Provavelmente se lembrando da cena. – Qual foi a piada da vez?
- Ei, Harry. – sorriu, e ele foi até ela e deu um beijo em sua bochecha. – Onde você estava?
- Quando eles entraram, eu fiquei lá fora numa ligação. – Deu de ombros e veio até a mim. – Oi. – Ele sorriu.
- Oi. – Sorri e Styles deu um beijo em minha testa, se afastou ainda sorrindo e sentou-se no braço do sofá ao meu lado. – Vocês já lancharam? Eu pedi duas pizzas pra gente.
- Yes! – Louis e Niall comemoraram em uníssono.
- Às duas horas da manhã? – Questionei.
- Sim. – Ele olhou para Louis em meu colo, e deu um tapa na cabeça do garoto que grunhiu. – Sai dai, Louis.
- Não. – Tomlinson se acomodou ainda mais.
- Sério, sai. – Harry bufou, e empurrou a cabeça do seu companheiro de banda.
- Não vou sair, dude.
- Deixa ele, Harry. – Afastei a mão de Styles e ele me olhou, sério. – Ele não está incomodando, eu gosto de mexer nos cabelos das pessoas. – Sorri e Harry revirou os olhos.
- Ela prefere o meu, na verdade. – Louis provocou.
- Calado, Tomlinson. – dei um tapa em sua testa e nós dois rimos.
Em algum momento, acabei me entretendo no filme que passava na televisão, e Louis se aquietou em meu colo. A visão periférica me dava à possibilidade de olhar Harry às vezes, e o ver ou mexendo em alguma coisa na tela do seu celular enquanto bufava por alguma razão.
O interfone tocou, e Styles foi atender e nos avisou que era a pizza.
Logo o cara da entrega estava em nossa porta, Harry o pagou e entrou com duas caixas, uma empilhada em cima da outra e um refrigerante em sua mão. Levantei-me e fui até ele, fechei a porta e o ajudei levar o lanche para a cozinha.
Os meninos e chegaram logo depois, nos acomodamos na mesa e já estávamos devorando a segunda pizza quando Louis me chamou depois que bebeu seu refrigerante.
- , precisamos da sua ajuda.
- Que foi? – Perguntei, confusa.
- Amanhã, ou hoje, é aniversário do Zayn. – O olhei e ele já me encarava. – E eu e os caras estamos querendo fazer uma festa surpresa para ele. Nós já planejamos tudo e encomendamos tudo, mas precisamos que ele saia de casa.
- E o que eu teria que fazer? – Limpei minha mão no guardanapo.
- Sair com ele, e o manter longe do complexo.
- Tudo bem. – Sorri e bati na mão de Louis quando ele a ergueu.
- Já sabe pra onde vai levá-lo? – Harry perguntou.
- Sim. – Dei de ombros, e peguei mais um pedaço de pizza.
- Pra onde?
O fitei e ele me olhava, curioso.
Nas poucas vezes em que vi Harry pessoalmente, na verdade, nas duas vezes em que o vi, ele sempre me olha nos olhos. E eu gosto de pessoas assim, sempre me passam confiança e segurança.
- Preciso resolver um negócio, então ele irá comigo e depois o levarei pra passear por ai, sei lá. – Sorri para ele, mas a ruga de curiosidade ainda existia no meio de suas sobrancelhas. – Relaxa, Styles. Não o levarei embora. – Pisquei e toquei o espaço, desfazendo a pequena ruga.
Desde a virada do ano, que todos os garotos, e eu, acabamos com o número de cada um em nossas agendas telefônicas. Mas apesar de sempre falar com os meninos, Zayn foi o primeiro dos garotos a me mandar uma mensagem, desde então, nos falamos todos os dias. Louis era o autor das mensagens mais engraçadas, Niall sempre me perguntando como eu estava e se eu sabia de , com Liam troquei pouquíssimas mensagens e com Harry, bem, nós costumamos conversar apenas no período da noite, e a nossa conversa sempre termina com ele mandando “boa noite, e durma bem”, já que sou sempre a primeira a dormir.
- Por favor, deixe a e o Zayn de lado, e veja o que está fazendo seu celular vibrar tanto. – Louis bufou e empurrou o aparelho de Harry em sua direção. O aparelho de Styles era o único em cima da mesa.
Acho que o meu ficou no sofá, sei lá.
- É a Caroline. – Harry desligou seu celular e o enfiou em um dos seus bolsos. – Ela está com raiva por conta da repercussão da foto.
- O que ela quer a essa hora? – se pronunciou pela primeira vez desde que a comida chegou. – Não é por nada, mas já são quase três da manhã.
- Você fala como se não falasse com o Niall de madrugada. – Louis zombou e eu ri junto com ele. Niall sorriu e corou.
- Eu não me importo com a hora. – Harry falou. – Ela só... - Respirou fundo. – Está com ciúmes, sei lá. Parece que resolveu se importar agora com o que dizem.
- Como assim? – questionei.
As pizzas já tinham sido finalizadas, e tudo que nos restavam era o refrigerante que cada um tinha em seu copo, menos Nialler. Ele bebia o de , já que o dele havia acabado. E ninguém quis ir até a geladeira pegar mais refrigerante, já que eu e tínhamos ido ao supermercado mais cedo.
- Lembra-se da foto que a postou, em que estamos eu, você, ela e o Niall? – Styles, perguntou e eu assenti com a cabeça. – Então, começaram a falar umas coisas e a Carol não gostou de ler. Estão dizendo que eu e você estamos tendo um possível “caso” – Fez aspas no ar. – e que eu estou a traindo com você, claro. – Revirou os olhos.
- Isso é patético. – Bufei. – E ela está acreditando nisso?
- Parece que sim. Ela nunca se importou com o que dizem, mas dessa vez ela está levando a sério.
Não o respondi e nem falei mais nada, não sabia o que dizer. Nunca fui namorada de famoso pra saber dar conselhos desse tipo, apesar de ter ficado indignada com a situação. Quero dizer, pessoas inventavam que eu e Harry estávamos em um relacionamento escondido só porque tiramos foto com um casal que são nossos amigos? Isso é patético e sem lógica. Não sei a fundo do relacionamento de Styles com Caroline, tudo que sei é que ela é mais velha que ele, e que eles se gostam bastante. Não que eu tenha lido essa última parte em algum dos sites que visitei, mas acho que para estarem juntos, tem que envolver algum gostar. Atração, no mínimo.
Ficamos até quase três e meia da manhã conversando sobre os relacionamentos dos meninos, de como Eleanor, Danielle e Caroline recebiam milhares de críticas por dia e de como começou a receber também. Claro que diferente das outras, tinha a mim ao seu lado e estarei aqui para tudo. Falamos mais sobre o planejamento da festa surpresa do Zayn, e o mandei uma mensagem dizendo que no dia seguinte (ou naquele mesmo dia, considerando que já se passava da meia-noite) ele seria inteiramente meu. Ele me respondeu minutos depois, me mandando ir dormir e dizendo que estava querendo mesmo me ver. Os meninos acabaram por dormir lá em casa, os três na sala. Rodeados de edredons, cobertores e travesseiros extras que tínhamos.
Tenho minhas suspeitas de que Nialler fora para o quarto de no meio da noite.

Quinto capítulo: Feliz aniversário, Zayn Malik


- Estamos indo pra onde? – Zayn me perguntou ao que eu fiz com o carro.
Eu estava cumprindo a minha parte da surpresa, que era tirá-lo de casa enquanto os garotos, , Eleanor e Danielle, arrumavam a casa de Malik para a sua festa surpresa.
- Para um lugar, que poderá mudar a minha vida. – Sorri e dirigi por mais uns metros, e estacionei meu carro do outro lado da calçada da agencia de viagens que vi na internet. – Pronto, chegamos. – Apontei para o estabelecimento e Zayn acompanhou meu olhar.
Peguei minha bolsa no banco travesseiro, descemos do carro e liguei o alarme. Eu e Malik ficávamos lado a lado enquanto atravessávamos a rua.
- Você vai viajar? – Ele perguntou, e eu sorri.
- Sim, um intercâmbio na verdade. – O fitei e ele olhava a placa com o nome da agencia e uns números de telefones anotados. – Vamos entrar.
Segurei em sua mão e ele me puxou para trás.
- Você acabou de entrar em nossas vidas, e já quer ir embora? Nada disso! – Zayn quase gritou, segurou meus ombros por trás e foi me empurrando de volta para o caminho que nos levaria novamente ao meu carro. – Vê se pode isso? Não gostei dessa brincadeira, .
Consegui me desvencilhar de seu aperto, e me virei de frente para ele.
- Zayn, - eu ri. – Isso tudo foi fofo e tal, mas fazer intercâmbio é meu sonho. Lembra que eu te disse que estou estudando para o vestibular? E que preciso tirar oito na pontuação?
- Sim, lembro.
- Então, se eu conseguir, poderia fazer o intercambio lá em Nova Iorque. Sempre quis ir pra lá, morar lá por um tempo e... Isso é importante pra mim. – O fitei e sorri. – E eu te trouxe hoje, porque queria que você estivesse por perto quando eu começasse esse meu sonho.
Era verdade, eu não tinha o levado apenas para “distrai-lo”.
Zayn ficou me olhando, em silêncio. Suspirou e passou seu braço pelos meus ombros, me abraçando de lado.
- Você joga baixo, não tem como te negar algo com esse bico que você faz. – Ele deu um beijo em minha têmpora, e eu ri.
Malik abriu a porta de madeira da agência, e juntos entramos. Na recepção, tinha apenas uma garota atrás do balcão, e as cadeiras de espera estavam vazias. Zayn sentou-se em uma das cadeiras, e eu fui falar com a atendente, que descobri se chamar Zoe. Eu já iria ser atendida após a saída do cliente que estava lá na sala com Mark, o agente de viagem.
Sentei-me ao lado de Zayn, e ficamos conversando enquanto esperávamos a minha vez. Ele me disse em um momento que estava achando estranhando os garotos ainda não terem entrado em contato com ele, e me perguntou se eu sabia de alguma data especial, e eu disse que não.
- Ah. – Ele olhou para o lado, e eu segurei uma risada.
- ? – Zoe me chamou e eu a olhei. – Pode ir. – Ela sorriu, e eu me levantei juntamente com Zayn ao meu lado. No caminho até a sala de Mark, um garoto passou por nós e sorriu.
Segurei na mão do Zayn, bati na porta que tinha uma placa com os informes “Agente de viagem: Mark”. Bati na porta e entramos ao que ouvimos um “entra”.
O homem estava sentado atrás da mesa. Sua sala era típica de uma sala de escritório, nada de extravagante, mas era aconchegante ao mesmo tempo em que séria.
- Sentem-se. – O agente indicou as duas cadeiras na frente da mesa, eu e Zayn nos sentamos. – Então, quem quer viajar? – Ele sorriu. Mark era um homem que aparentava ter em torno dos trinta anos, sua aparência era bonita e bem cuidada.
E sua aliança em seu dedo anelar, brilhava.
- Eu. – Sorri, e apertei a mão do Zayn que ainda estava em contato com a minha. – Quero fazer um intercâmbio de seis meses para Nova Iorque.
- Seis meses?! – Malik chiou ao meu lado.
- Sim. – O olhei, e ele revirou os olhos.
- Hm, ok. – Mark começou. – E pretende estudar lá também?
- Sim, faculdade de Direito.
- Você já fez o vestibular?
- Não, o farei segunda que vem, dia dezesseis.
- Então, você vai fazer esse vestibular e me trazer a nota, junto com o seu histórico escolar. Sabe que a sua pontuação tem que ser no mínimo oito, certo? – Assenti com a cabeça. – Então, você me trará a sua nota junto com o histórico. Eu entrarei em contato com o pessoal de lá da faculdade que você quer cursar, e ai, eles irão nos mandar um tema de redação pra você fazer.
- Ok.
- E eu também preciso de uns documentos seus para resolver o visto. Você pretende ir quando?
- Julho.
- Então, eu recomendo que de só tirar o visto quando já tiver a sua nota.
- E a moradia? – Zayn perguntou, e o senti fazer carinho no dorso da minha mão.
- Temos no sistema pessoas que disponibilizam suas casas para intercambistas. A menos, que você queira ficar na faculdade.
- Nah, obrigada.
Ficamos conversando e tirei mais algumas dúvidas sobre a viagem, antes de tudo eu deveria me focar no vestibular e tirar oito, e então tudo ficaria mais fácil de ser resolvido. Mark nos mostrou fotos de algumas casas de Nova Iorque e de seus donos.
Eu e Zayn saímos da agência e resolvemos procurar ali por perto um lugar para lancharmos. Aproveitei que ele tinha ido ao banheiro da lanchonete em que estávamos comendo, e chequei meu celular. Nada. Nenhuma mensagem me avisando que podia voltar com ele.
Depois o pedi para que fosse comigo até um shopping por perto. Comprei apenas duas blusas nas mais de dez lojas em que entramos. Enquanto isso, conversamos durante todo o caminho. Zayn me contou do seu amor pelas suas três irmãs, Donya de 21 anos, Waliya de 14 e Safaa de 10, e claro, me falou também da completa paixão pelos seus pais. Falou das vezes em que se irritou quando inventam coisas falsas sobre as pessoas que ele ama, e que já chegaram a inventar que sua irmã mais nova, Safaa, tinha câncer. Quando ela não tinha.
O contei dos meus pais, do começo da minha amizade com , e ele riu ao dizer que eu fui um pouco louca em aceitar uma garota que eu nunca havia visto pessoalmente, e que dei sorte pela ser tão... .
Eu já estava ficando sem assunto e com os pés cansados de tanto andar pelo shopping, quando meu celular apitou às seis horas da noite. Era uma mensagem. De Louis:

Já podem vir! :)
X


- ? – Zayn perguntou, enquanto olhava umas blusas em uma vitrine de uma loja.
- Não, meu pai. – Menti. – Vamos? Estou cansada de tanto andar. – Choraminguei e ele riu.
- Nenhum dos garotos me mandou nenhuma mensagem... – Ele sussurrou fitando a tela do seu celular.
- Eles mandam mensagens todos os dias? – Perguntei e parei em um sinal vermelho.
- Você não sabe mesmo que dia é hoje? – O olhei e seu rosto estava retorcido em confusão. Neguei com a cabeça. – Deixa pra lá.
- Você mora no mesmo condomínio que os meninos, né? – Perguntei e ele murmurou um “uhum”.
Fiz o caminho com um pouco de facilidade, mas o pedi ajuda em alguns momentos. Estacionei o carro em frente à sua casa, com a desculpa de que precisava entrar para ir ao banheiro.
Zayn desceu do carro, e eu o segui. Parei ao seu lado em frente a porta.
- Eu tô apertada! – Zayn riu.
- SURPRESA!!!
Ele pulou ao meu lado quando abriu a porta e viu sua sala com pessoas que eu não conhecia a maioria, mas ele deveria conhecer.
- Feliz aniversário, Zayn. – Sussurrei, pra ele que me puxou para os seus braços.
- Eu vou te matar, . – Nós dois rimos.
Ele foi puxado por Louis, e depois abraçado por todos ao mesmo tempo. Assisti tudo meio que de longe, e era impossível não sorrir ao ver a felicidade do garoto de topete. Cumprimentei , Danielle e conheci Eleanor, já que na festa da virada do ano ela não estava por ter viajado com sua família.
Eles tinham caprichado na decoração do Batman, tudo ali era do super-herói.
Zayn me apresentou a cada um de seus amigos, sempre segurando a minha mão e me descrevendo como “a menina que me enganou durante todo o dia”. Todos tiravam fotos com Zay, até sai em algumas. A música não estava extremamente alta, mas era o suficiente para que alguns arriscassem dançar na pequena pista improvisada que surgiu no meio da sala.
Mas se tinha uma pessoa que estava me deixando curiosa, era Harry. Ele estava afastado e pensativo desde que cheguei com Zayn. Styles estava o tempo todo com um copo vermelho em mãos, seu semblante sério, e quando sorria, suas covinhas não apareciam. O que me fez crer que eram sorrisos forçados. Sempre que eu o olhava, acabava por encontrar o seu olhar, ou o via sorrindo para alguma foto ou observando a agitação ao seu redor. Quando fui pegar uma garrafinha de Ice, parei ao seu lado. Ele estava o tempo todo encostado no pequeno barzinho que ele e os garotos improvisaram.
- Ei. – O cumprimentei e abri a garrafa, me sentando no banquinho ao seu lado.
- Oi. – Ele me olhou. – Tudo bem?
- Yep, e você? – Beberiquei um pouco do liquido, e ri ao ver Zayn se jogando nas costas de Louis para uma foto. – Ele quase caiu.
- Tô bem. – Harry olhou para a cena e riu fraco. – Louis não o deixaria cair. – deu de ombros.
Ficamos apenas observando a festa que acontecia diante de nossos olhos. Eu assistia e Eleanor rindo de alguma coisa junto com Nialler e Louis, quando Harry se pronunciou.
- Vocês demoraram. Digo, você e o Zayn. – Pigarreou.
- Tive que esperar algum de vocês me mandarem mensagem avisando que eu podia voltar com ele. – Respondi e acenei para o aniversariante que me olhou e piscou pra mim.
- Foram aonde? – Harry perguntou, e se virou no banco ficando de frente para mim. O fitei, confusa. – Vocês passaram o dia fora.
- Ah. – Exclamei e pensei se contava ou não a ele, que pretendia fazer um intercâmbio e que foi a uma agência de viagens que levei Zayn. – Pra um lugar aí. – Desviei meu olhar do seu, por já estar ficando nervosa.
- Você não pode me contar? – Harry insistiu.
- Por que quer tanto saber? – O fitei novamente, e o vi se encolher. Permanecemos nos olhando, até que ele suspirou e fez aquele negócio em que joga seu cabelo para o lado e o bagunça ao mesmo tempo em que o arruma.
Fechei minhas mãos em meu colo, para não tocar seus cachos.
- Desculpa. – Sussurrou e olhou para frente. Sua bebida que fora esquecida em cima do balcão, o fez se levantar e arrumar outra para si.
Eu queria entender o porquê dele ter tanto interesse em saber para onde eu tinha levado ou estado com Zayn. Eu e Harry ainda não tínhamos um nível de amizade extremo para que eu o avisasse para onde estava indo ou deixando de ir. Mas ao mesmo tempo, eu quis contá-lo para saber se, assim, aquele vinco de preocupação saia do meio de suas sobrancelhas e se as covinhas voltariam a aparecer.
- O levei a uma agência de viagens. – Respirei fundo e o fitei, esperando ver a sua reação.
- Agência de viagens? – Perguntou, sem me olhar e pondo gelo no seu copo.
- Sim. Pretendo fazer um intercâmbio, então tenho que ir a uma dessas agências.
Harry terminou de preparar sua bebida, e sentou-se novamente no banco ao meu lado.
- Intercâmbio pra onde? – Deu um gole em sua bebida, e fitou-me. Harry estava sentado de lado, e de frente para mim.
- Nova Iorque. – Virei-me, ficando também de frente para ele. – Por seis meses. Só que antes tenho que fazer o vestibular, na segunda que vem, e tirar oito na pontuação. E só então, poderia preparar as coisas pra ir para lá.
- Você está nervosa. – Styles sorriu e suas covinhas apareceram um pouco.
- Como sabe? – Perguntei, confessando.
- Enquanto falava você respirou fundo e brincou com seus dedos. – Apontou para minhas mãos que estavam em meu colo, com meus dedos entrelaçados uns nos outros.
- E como sabe que isso é sinal de nervosismo?
- Eu também fico assim.
Explicou e ficou me fitando, fiz uma careta de constrangimento e ele riu.
O que tivemos foi algo que já vi e Nialler ter, uma conversa através dos olhares. Não sei se com minha melhor amiga e seu namorado era assim, não sei se ela sentia tudo que senti; um nervoso na barriga e um embrulhar sem explicações, e uma calma que aqueles olhos verdes me transmitiam. O sorriso de Harry tornava seus olhos menores, e me deixava ter a linda visão de suas covinhas fundas.
Eu já estava com saudades delas.
- Você vai se dar bem, prometo. – Piscou. – Serei o primeiro a te desejar boa sorte antes da prova. E, - Aproximou seu rosto do meu. – serei o primeiro a te dar parabéns por ter conseguido sua nota.

Sexto capítulo: Mensagens, nervosimo e prova.


Desliguei o despertador do meu celular, e afundei meu rosto em meu travesseiro. Já eram sete horas da manhã, e a minha prova seria às nove horas.
Nervosismo era pouco comparado ao que eu estava sentindo naquele momento. Junto com o sono que sentia por não ter conseguido dormir mais de cinco horas durante a noite.
Respirei fundo e decidi levantar, tomar banho e começar a me arrumar.
Estava na cozinha comendo lentamente um sanduiche, quando meu celular apitou em cima da mesa.
Era uma mensagem.
De Harry.

Ei, bom dia. Você não me disse qual é o horário da sua prova, então, resolvi mandar mensagem agora. Boa sorte! Estou torcendo por você! Não fique nervosa, você vai conseguir!
X – H.


Olhei a hora novamente, e ainda eram sete e quarenta. Não é possível que ele tivesse acordado apenas pra me desejar boa sorte. Eu sei que ele cumpriria o lance de me mandar às mensagens, porque Harry não parece ser do tipo que mente. Mas acordar tão cedo só para me desejar boa sorte? Ele com certeza deveria estar fazendo algo para a banda.

Bom dia. Obrigada pela mensagem, mas ainda estou nervosa. Desculpe. A prova começa às nove, e saio daqui de casa às oito e dez mais ou menos. Não precisava ter parado o que estava fazendo para me mandar mensagem. Mas, obrigada novamente!
=) x


A resposta veio antes mesmo que eu pudesse dar mais uma mordida no sanduiche.

Tem nada que agradecer. Por que nervosa? Você vai tirar além de oito, eu sei que vai! Então, eu tenho até o momento em que você me avisa que vai começar a prova para tentar te acalmar, yeah! Parado o que estava fazendo? Eu não estava fazendo nada, na verdade, estava dormindo e só acordei agora porque tinha posto o celular pra despertar pra falar com você. Tudo que estou fazendo agora é ficar deitado na cama debaixo do edredom e ouvindo o ronco do Liam.
– H.


Li e reli a mensagem umas quatro vezes, para só então processar a informação de que ele tinha acordado cedo... Só para falar comigo. Não sei se saber disso me acalmou, por saber que tenho o seu apoio ou, me deixou ainda mais nervosa e com medo de não conseguir a média e acabar decepcionando-o.
Porque Harry, ao contrário de Zayn e , não me tentou me convencer de não viajar quando soube da minha vontade. Ele não me pediu para pensar novamente e ver se é exatamente isso que quero, Styles apenas me ofereceu seu apoio e ali estava ele, me dando total apoio.
Ele tinha acordado antes das oito horas da manhã, em pleno cansaço que deveria estar sentindo por conta da tour, apenas pra me desejar boa sorte e me dizer que acredita em mim.
Terminei meu sanduiche ainda pensando em sua última mensagem, deixei a louça na pia antes de pegar meu celular e ir até o meu quarto pra me arrumar. Skinny preta, moletom azul com desenho de ossos em braço, touca cinza e um par de botas teria que ser o suficiente par me proteger do frio de Londres.
Peguei meu celular e minha bolsa, e fui até o quarto de dar um beijo nela antes de sair. Mesmo que ela nem tenha sentido por ter um sono profundo.
Já no caminho para a minha última escola, meu celular tocou e só consegui atendê-lo e deixá-lo no viva voz porque estava parada em um sinal vermelho.
Não deu tempo de vez quem era, porque o sinal abriu.
- Alô?
- Ei, você não me respondeu. – A voz rouca que era inconfundível ecoou pelo carro. – ? – Harry pigarreou, mas mesmo assim sua voz continuava mais rouca que o normal, dando a entender que ele não havia falado desde que acordou.
- Oi. D-desculpa, é que eu fui me arrumar. – O respondi, mais nervosa que antes.
- Sem problemas. .– Exclamou e nós dois ficamos em silêncio.

Harry estava tão próximo ao microfone de seu celular, que até sua respiração lenta eu conseguia ouvir.
- Droga! – Bufei ao que um carro entrou na minha frente sem ligar a seta. – Idiota.
- Ei, tudo bem? – Harry, perguntou. – ?
- Tudo, só um idiota que entrou na frente sem ligar a seta. – Respirei fundo.
- Ah. – Styles, suspirou. E foi inevitável não sorrir em percebê-lo preocupado. – Eu liguei porque achei que s-seria melhor te desejar boa sorte assim. – Gaguejou.
- Obrigada, mesmo. – Estacionei o carro em uma das vagas do estacionamento do colégio. – Harry... – O chamei.
- Sim?
- Eu tô nervosa. – Confessei e fechei os olhos ao apoiar minha cabeça no volante. – E se eu não conseguir?
- Você vai conseguir. – deu ênfase na palavra “vai”, e o imaginei sorrindo porque sua voz tinha soado tão... Risonha.
- Mas, e se eu não conseguir? – Insisti.
- Vamos fazer um trato?
- Qual?
- Você vai lá dentro, faz prova e vai dar o seu melhor. E, no final, irá me ligar e me dizer como foi, não importa a hora. Se você conseguir, o que eu sei que vai acontecer, vou estar aqui para te parabenizar. E se, você não conseguir, o que eu duvido muito, - ele riu. – eu vou estar aqui também para te parabenizar e dizer o quão orgulhoso estou porque você não fugiu e deu o seu melhor.
- Se eu não cons-
- Trato fechado ou não, ? – Harry me interrompeu.
- Fechado. – Murmurei e sorri.
- Agora vá lá e mostre a eles do que você é capaz. – Nós dois rimos. – Se quiser, pode me deixar aqui durante a prova, prometo que não irei falar nada.
- Sua proposta é tentadora, mas tenho que entregar o aparelho para os fiscais. – Respondi, sorrindo. – Mas, obrigada.
- De nada. E por favor, não se esqueça de me ligar, estarei esperando.
- Obrigada.

Sétimo capítulo: Boliche.


- Amor, essa é a nerd que eu te falei que me pediu em casamento, mas eu neguei, porque te amo. – Louis apontou para mim enquanto falava com uma menina ao seu lado.
- Cala boca, Tomlinson. – Dei um tapa na cabeça dele, e vi sua namorada rir ao seu lado. – Prazer, .
- Eleanor. – Nos cumprimentamos e pedi licença pra falar com os outros garotos.

Eu e tínhamos acabado de chegar no lugar de boliche onde marcamos de encontrar os garotos. Eles estavam em umas pequenas férias de sua turnê, que só voltaria em abril.
- Oi, Eleanor! – gritou e acenou.
- Ei, . – Zayn me abraçou e deixou um beijo em minha cabeça.
Liam e Niall me abraçaram, e Harry me puxou pra si quando o irlandês me soltou.
- Ei. Tudo bem? – Questionei, sorrindo.
- Tudo. – Styles apertou-me, e foi andando para longe dos garotos. Tive que segurar forte em sua camisa para não cair.
- Que foi? – Perguntei, ao que ele parou em um canto mais distante.
- Nada. – Já estamos um de frente para o outro, e vi perfeitamente quando seu sorriso surgiu. Mas Harry parecia confuso ou até mesmo chateado com alguma coisa.
- Mesmo? – Insisti e ele coçou sua nuca. – Quer conversar?
- Quero, mas não aqui. – Suspirou. – Vamos, apenas... Jogar e depois conversamos, certo?
- Sim.
Tive que ficar nas pontas dos pés pra poder dar um beijo em sua testa, antes de voltarmos para onde o pessoal estava e pegarmos os sapatos adequados.
Eu e Louis andávamos iguais dois patos, pois era assim que nos sentíamos.
- Ok, vamos dividir as duplas. – Liam sugeriu, enquanto eu e Louis andávamos em círculo ao seu redor.

- Não, Payne! Vou ficar com a Els! – Tomlinson correu e abraçou Eleanor de lado.
- Eu fico com a . – Nialler levantou a mão.
- Sério? – Zayn zombou e nós rimos. – Eu fico com o Liam.
- Eu e Harry, então? – O de cachos sorriu pra mim. – Pegue minha mão, dupla. – Pedi e ele riu, fazendo o pedido e me puxando para o seu lado.
- Vamos, amor, vamos ensiná-los como se joga!!! – Louis gritou e sua namorada o pediu pra parar de escândalo. – E , você se deu mal, Harry é péssimo no boliche.
- Ei! – Harry, protestou do meu lado.
- Acho que você está falando demais, Tomlinson. – Ele ergueu uma sobrancelha para mim. – Quero só ver se é isso tudo jogando mesmo.
Desafiei e Harry riu ao meu lado.
- , eu te amo mulher! Já te falei isso?! – Zayn avançou até a mim, segurou meu rosto com suas duas mãos enquanto deixava beijo minha testa.
- Sim, já! Solta ela, Malik. – Enquanto eu ria e Zayn encostava seus lábios em minha testa, Harry o puxava pelo ombro. – Solta ela!
- Ai, estão me machucando! – Grunhi quando meu cabelo agarrou na mão do Harry, quando ele tentou entrar entre mim e Zayn.
- Sai, Zayn! – Harry gritou, afastando Malik que tinha um sorriso nascendo no canto do seu lábio.
- Por que você o fez gritar?! – Ouvi a voz de Niall, e o garoto parecia assustado quando o encarei.
Olhei para Harry, que tinha acabado de tirar meu cabelo de sua mão.
- Desculpa. – Ele murmurou e olhou em meus olhos.
- Tudo bem. – Respondi, baixo.
Afastei-me dele e fui até Liam ajudá-lo colocar nossos nomes no painel de controle dos pontos.
Apesar de sermos uma dupla, eu e Harry nos falamos poucas vezes entre uma jogada e outra. Ele gritando com Zayn, tinha me assustado. A sua voz, foi o que mais me assustou. Ela ficara ainda mais rouca e grossa.
Eu esperava a minha vez sentada, ao lado de Eleanor, enquanto todo o resto ficava em pé e implicando com quem iria jogar. Eu e Harry, estávamos empatados com Eleanor e Louis. Liam e Zayn vinham em seguida deixando Niall e em quarta e última posição.
- , tira uma foto minha quando eu for jogar? – Harry me pediu e eu assenti com a cabeça.
Levantei-me, peguei meu celular de minha bolsa e esperei o momento certo para tirar a foto.
Styles fez um strike.
- Uol! – Ele gritou e veio na minha direção, me tirando do chão ao me abraçar apertado.
- Parabéns! – Falei e ele riu. – Mas, agora, você tem que ir lá e jogar as duas bolas que ganhou.
Ele me soltou e foi todo feliz fazer a sua jogada.
Harry parecia uma criança quando ganha algum doce.
Depois de bolas arremessadas, pinos derrubados, gritos do Louis, risadas do Nialler e Liam tentando diminuir o tom de voz de todos, o cálculo foi feito e a dupla que tinha alcançado a pontuação maior, sendo 300 pontos, fora eu e Styles.
- Isso tá errado! – Tomlinson choramingou.
- Tá nada errado, eles ganharam! – rebateu e piscou pra mim.
- Horan, cala a sua namorada, por favor? Obrigada.
- Apenas, supere. – Falei e Louis revirou os olhos.
Senti dois braços passando por minha cintura e duas mãos postas sobre minha barriga.
- Talvez você seja o meu amuleto da sorte. – Harry sussurrou em meu ouvido.
Sorri, e me virei para abraçá-lo.
Ainda ouvindo os protestos de Louis, ao fundo.

Oitavo capítulo: 01 de fevereiro de 2012


Finalmente havia chego dia 1 de fevereiro, e eu iria pegar minha nota do vestibular. Claro, que também tinha o aniversário do Harry.
Abri o envelope que continha uma cópia da minha prova, e minha nota dentro.
Respirei fundo e expirei o aroma de perfume do meu carro.
Fechei os olhos e peguei as folhas lentamente. Minha cabeça doía, meu estomago revirava e meus dedos pareciam estar dormentes.

Não tinha muito que pensar, ou fazer, apenas abrir os olhos e ver a nota que-

- Oh, meu Deus! Eu consegui!
Foi de imediato, as lágrimas saiam dos meus olhos e faziam seus caminhos pelas minhas bochechas. La estava, em vermelho, escrito bem grande "9,0". Eu tinha conseguido além da média! Média que nem eu acreditava que seria capaz de tirar, apenas Harry.
Peguei meu celular e liguei para o número que era o último da discagem. Esperei, até que uma voz rouca me fez parar de chorar e sorrir em automático.
- ? Pegou a nota? Como foi? – Perguntou, e tive que respirar fundo pra não começar a chorar novamente.
- Eu consegui, Hazz. – Suspirei. –Tirei 9,0.
- Caralho! Eu sabia!!! – Ele gritou, e eu ri.
- Obrigada por ter acreditado em mim.
- Nah, nada disso. Agora vem logo para cá, preciso te abraçar!
- OK. – Ri. – Você sabe-
- Gente, ela conseguiu! – Harry gritou, me interrompendo. – , vem logo.
- Já estou indo!
Encerramos a ligação e guardei as folhas novamente no envelope. Tirei o carro da vaga do estacionamento, e comecei a dirigir em direção ao condomínio dos meninos.
Depois do dia no boliche, eu e Harry conversamos no dia seguinte em uma lanchonete. O que ele queria me dizer era que tinha terminado seu namoro com Caroline e ainda não tinha certeza se havia feito à coisa certa. Na verdade, certeza ele tinha, só sentia medo de se arrepender no dia seguinte. O motivo do término fora a volta para a turnê que ele e os meninos retomariam dali uns dias.
] E também me contou, que iria começar um curso de auto escola, antes que sua banda voltasse para turnê com os meninos, o que só seria em abril.
Não sei explicar ao certo o porquê, mas desde essa conversa nós dois ficamos mais próximos. Nossas mensagens ganharam mais quantidades, ligações aconteciam no meio da noite e cada um parecia ter necessidade de contar ao outro qualquer coisa que acontecia.
Apesar de ter Zayn e sempre ao meu lado, com Harry era... Mais.
Isso, era mais.
Um mais que não pedia descrições.
Harry dizia que sentiria minha falta quando eu fosse para Nova Iorque (ele sempre acreditou que eu iria conseguir a nota para ir), mas nunca me pedindo para ficar. Um dia ele me explicou por que não faz isso:

Flashback on
- , não é que eu não goste de você. Eu gosto, muito. – Fitou-me com aquelas duas esmeraldas brilhantes. – Mas esse é o seu sonho, e nós devemos ir atrás dos nossos sonhos. – Seu sorriso apareceu, e meu oxigênio faltou um pouco. – E eu não me importo em correr ao seu lado. Só não prometo que não irei pedir que os dias passem rápidos, pra te ter de volta. – Deu uma risada baixa, e me puxou para um abraço apertado. – Posso te contar um segredo?
- Sim. – Murmurei com meu rosto escondido em seu pescoço.
- Eu não consigo ficar longe de você. Mas se é pela realização do seu sonho, eu posso ficar aqui te esperando. – Sussurrou.

Flashback off

Estacionei meu carro em frente à sua casa, e apertei a campainha ao que parei em frente à sua porta.
Foi ele mesmo quem abriu a porta, e me abraçou ali mesmo. Encolhi-me em seus braços e quase chorei novamente.
Ficamos um tempo ali.
Harry apenas me parabenizava, enquanto eu fungava baixo por não ter conseguido segurar as lágrimas.
- Ok, chega. – Suspirei e me afastei dele. O olhei e ele sorria, me fazendo sorrir.
- Chega de lágrimas. – Harry passou seus polegares em minhas bochechas. – Vamos entrar?
- Vamos.
Sua casa tinha algumas pessoas arrumando algumas coisas, Styles me explicou que foi a equipe de boate que ele contratou para organizarem sua festa de aniversário.
Não o parabenizei, já tinha feito isso quando o relógio marcou meia noite e um minuto. Que foi quando o liguei e só desligamos quase duas horas depois.
Fomos para o seu quarto, onde Liam, Louis, Eleanor, , Niall e Zayn, estavam.
Todos me abraçaram ao mesmo tempo, e fui jogada em cima da cama e um montinho foi feito sobre mim. Que só foi desmanchado quando meu celular começou a tocar.
Era meu pai.
Fui para o banheiro atender a ligação, e o informei da minha nota. Meu pai chorou e ficamos conversando sobre meu intercâmbio. Encerramos a ligação, e papai me disse que iria até o serviço da minha mãe avisá-la que agora tem uma filha que vai fazer intercâmbio em Nova Iorque, por mérito próprio.
- Ei. – A porta do banheiro foi aberta antes mesmo de eu sair. Era Harry.
- Ei. – Sorri, e continuei sentada na pia. – Aconteceu alguma coisa?
- Não. – Deu de ombros, fechou a porta e se sentou no vaso que tinha a tampa fechada. – O que seu pai disse?
- Ah, que tá feliz é claro. Que sente orgulho de mim, e que precisava desligar porque iria até o trabalho da mamãe para avisá-la que ela tem uma filha que irá fazer um intercâmbio. E, ah, ele me pediu também a cópia da minha prova e da nota, porque ele precisa guardar junto com todos os meus trabalhos e provas escolares.
Sorri.
- Ele tem todos os trabalhos e provas? – Questionou e eu assenti com a cabeça. – Nossa, aposto que ele deve ter também seu primeiro tufo de cabelo.
Nós dois rimos.
- Não, isso ele não tem. Mas, acho que se ele pudesse, teria.
- Como assim? – Ele arqueou uma sobrancelha e chegou para frente.
O encarei.
- Eu sou adotada, Harry.
- Adotada?
- Sim. – Respirei fundo e ele continuava me olhando, me pedindo que o contasse a história. – Meus pais biológicos morreram quando eu tinha seis anos, em um acidente de carro. Eu não me lembro de muita coisa, obviamente. – Sorri de nervoso. Era a segunda vez em que eu contava isso para alguém, a outra pessoa fora . – Então, vou ter que te contar o que me contaram, ok? – Ele assentiu em silêncio. – Estava chovendo, um carro avançou o sinal da encruzilhada e nosso carro capotou. Minha mãe estava sem cinto de segurança, então ela atravessou o vidro da frente do carro, e o airbag do meu pai não abriu. Ele bateu a cabeça no volante e teve hemorragia interna. Eu desloquei o ombro e ganhei uns arranhões. Nada, se comparado a eles dois.
Meus olhos já estavam marejados, e Styles já estava em minha frente entre as minhas pernas.
- Shhhh, não precisa terminar. – Ele sussurrou e apoiei minha cabeça em seu peitoral. – Desculpa, eu não sabia. Sinto muito.
- O socorro só chegou horas depois, então eles não resistiram. – Suspirei, e apertei o tecido de sua camisa em meus dedos. – Minha mãe adotiva, foi a médica quem cuidou de mim. Seu marido, que agora é meu pai, estava no hospital a visitando quando chegou à notícia de que ela tinha três vítimas de acidente chegando, mas só uma sobrevivente.
- Babe... – Harry me chamou e eu sorri.
- Está tudo bem. – Levantei minha cabeça e o fitei. Seus olhos estavam vermelhos e a ponta de seu nariz também. – Ela me cuidou, e meu pai diz até hoje que foi amor à primeira vista. Eles entraram com o pedido de adoção dois dias depois, quando fui enviada para um orfanato. Meus parentes biológicos estavam ocupados demais cuidando de suas empresas e bens materiais, para cuidarem de uma criança que precisava de cuidados por ter um possível trauma.
- Idiotas. – Ele grunhiu e revirou os olhos.
- Está tudo bem, sabe? Se eles tivessem ficado comigo, eu não teria conhecido meus pais. Eles são maravilhosos, Hazz. Eu não sei, o que seria de mim sem eles. Na verdade, eu acho que foram meus pais biológicos quem me enviaram eles dois, meus anjos. Quando eles se foram, eles sabiam que eu ficaria em boas mãos.
- E tenho certeza, de que eles sentem muito orgulho de você. – Ele me abraçou e apoiou seu queixo em meu ombro. – Porque é tudo que eu sinto nesse momento.
Murmurou, e ficamos ali. Em menos de duas horas, eu me via encolhida em seus braços pela segunda vez.
Sentindo a segurança que há muito tempo, não sabia que ainda existia.
- Você desenvolveu o tal trauma? – Perguntou, em sussurro.
- Não, quero dizer... Às vezes quando chove, alguns flashes perdidos vêm em minha mente e me assusta. – Suspirei. – Mas, só isso.
- Quando chove?
- É, eu disse, estava chovendo no dia do acidente. A psicóloga que frequentei durante um tempo me disse que isso poderia acontecer, mas que não é nada grave.
- E o que você faz pra passar?
- Ouço música.
- Então, a partir de hoje você tem um novo tocador de músicas.
- Tenho? – Perguntei, rindo e confusa.
- Tem. – Ele se afastou um pouco e estendeu sua mão para mim.
- Harry... – Estendi minha mão, e ele a segurou. Como se estivesse fechando algum negócio.
- Prazer, Harry Styles. Cantarei para você sempre que chover.
- Isso é sério?
- Claro que é. Desde quando eu minto?
Apesar de saber que Harry não é do tipo que mente, eu não acreditei muito.
Mas dois dias depois, choveu em Londres.
E ele me ligou.
E cantou uma música de sua banda.
Everything About You.

Nono capítulo: Sorvetes e... O nosso primeiro beijo.


- Não gostei do final. – Reclamei, e Harry riu atrás de mim.
- Por quê?
.- Hazz, – Virei meu rosto e o fitei, ali atrás de mim e com seu rosto (que parece ter sido esculpido por anjos) em cima do meu ombro, apoiado por seu queixo. Estávamos sentados na frente do sofá da minha sala, tínhamos assistido ao filme Doce Vingança. Harry não me deixou sentar ao seu lado, então fiquei entre suas pernas com minhas costas apoiada em seu peitoral. – ela matou o doentinho.
- , ele também abusou dela. Ele a tentou ajudar, pediu desculpas e etc, mas isso não resolveu de nada. Ela já tinha sofrido e convenhamos, a morte dele foi a mais leve de todas.
- É, você tá certo. – Suspirei e ele deu um beijo em minha bochecha.
Era a primeira vez que nos víamos desde o dia seguinte ao seu aniversário, que foi quando ele e os meninos ficaram extremamente ocupados com ensaios e entrevistas.
Já era de tarde. Pela manhã fomos à agência de viagens que estava organizando minha viagem, Zayn foi conosco e meu pai também. Os três se deram bem, mas Harry quase enfartou ao apertar a mão do meu pai. Acabamos sabendo que meu visto já estava a caminho, e papai me disse que já estava resolvendo minha moradia.
Depois, Malik e meu pai foram para suas casas. Zayn foi dormir e meu pai, sair com minha mãe. E Harry, foi comigo ao mercado para comprarmos algo pra comer enquanto assistíamos ao filme que alugamos na locadora que tinha no caminho de casa.
- Tá. – Respirei fundo. – Agora vamos esquecer o filme, e vamos tomar sorvete.
Levantei-me e estendi minha mão para ele que a segurou, o puxei ajudando-o a se levantar.
- Você vai mesmo tomar sorvete nesse tempo? , está quase nevando lá fora. – Harry reclamou novamente.
- Lá fora, e não aqui. – Já dentro da cozinha, peguei os potes de sorvete do freezer e os coloquei em cima do balcão. Peguei também duas tigelas e colheres. – Quer calda? – Ofereci.
- ... - grunhiu e o fitei. – Por favor, não. Você vai ficar resfriada.
Sorri com a cena fofa que é Harry preocupado comigo. Apesar de já conhecê-lo e até conviver com ele há um tempo, ainda não estava acostumada com quão fofo ele soa quando fica preocupado. Às vezes, sem necessidade.
- Harry, eu já estou acostumada e não fico resfriada. Relaxa.
Ele bufou e eu ri.
Enquanto servia um pouco de sorvete nas tigelas, tive uma ideia.
- Ei, vamos jogar? – Propus.
- Jogar?
- É. Exemplo, você vai ter que adivinha o sabor do sorvete e a calda que eu coloquei. De olhos fechados!
- Você vai me dar sorvete com uma calda, ai se eu adivinhar eu ganho? – Assento com a cabeça, sorrindo. – E qual o prêmio?
- Sei lá, resolvemos isso depois. – Dei de ombros.
- Ok, eu topo.
- Tá, senta ali no banco.
Ele fez o que pedi, e o mandei fechar os olhos e tampar com uma de suas mãos.
Peguei os três tipos de calda que tenho em casa, e as coloquei ao lado dos potes de sorvete.
- Está vendo alguma coisa?
- Não.
Fiquei em sua frente, entre suas pernas e então comecei. Peguei uma colher de sorvete de morango e pus calda de chocolate com menta.
- Abre a boca. – Pedi, e o servi ao que ele abriu.
Harry sorria enquanto degustava.
E eu sorria porque tê-lo tão indefeso, mas confiando que eu não faria nada de desagradável com ele.
- Morango... E essa calda é um pouco azeda. – Fez careta e eu ri.
- O sorvete você acertou.
- A calda é de chocolate. – Concluiu.
- Errou. Chocolate com menta.
- Ei, eu acertei o chocolate! – Protestou.
- Era chocolate com menta.
- Você está roubando. – Tirou a mão de seu rosto, e me olhou. Eu sorri.
- O jogo é meu, shiu. – Dei um beijo em sua testa e o mandei tampar seus olhos novamente.
Continuamos a brincadeira e eu ria cada vez em que Harry errava e grunhia ao experimentar uma junção que eu inventava de sabores. Ele me abraçava pela cintura sempre que acertava, e dizia que sua mãe teria orgulho de si.
Já fazia uns dias que eu me sentia diferente em relação a Harry.
me disse que já sabia que estávamos nos apaixonando cada dia mais, que só não percebermos por sermos idiotas em acharmos que o selo "amizade" era o que de fato nos descrevia.

Flashback on
- , nenhum casal de amigos se olham do jeito que vocês se olham. - ela respirou fundo e sentou-se de frente para mim, que já estava sentada no sofá. - O Harry te olha o tempo todo, observa tudo que você faz. ele rir de tudo que você diz e vocês ainda tem esse negócio de completarem a frase um do outro, o que eu ainda não entendo como acontece. - deu de ombros. E você, fala dele vinte e quatro horas por dia, e quando não está falando dele é porque está falando com ele. As vezes, vocês se olham de um jeito, que eu penso que irão se beijar. Igual outro dia, que você apoiou sua cabeça na curva do pescoço dele e ele ficou sussurrando alguma coisa no seu ouvido. Cara, eu pensei que fosse rolar o maior beijo de cinema!
- ! - a chamei, querendo que ela diminuísse o drama.
- E você está com vergonha agora, - cutucou a minha bochecha com seu dedo. - porque no fundo sabe que eu estou certa. Pare de falar que são amigos, isso é desnecessário. Vocês já passaram dessa fase.
- Passamos? - perguntei, e ela assentiu com a cabeça.
- Amiga, ele morre de ciúmes de você com os garotos, principalmente com o Zayn. Você acha mesmo que é só amizade o que ele sente? E o que você sente? Seja sincera.
Assim, ela se virou para a televisão e me deixou ali pensando em tudo que eu e Harry já tínhamos vivido, e da forma como nos tratávamos e de como eu me sentia ao seu lado.
Flashback off

E naquele dia, percebi que para se apaixonar por Harry Styles não é algo tão difícil assim.
- Ok, agora é minha vez. Cansei dessas suas misturas. – Harry reclamou, e nós dois rimos em seguida. – Senta aí no balcão.
Afastamos os potes, tigelas e tudo que tinha ali em cima. Sentei-me, e os sorvetes ficaram de um lado e as caldas do outro.
Tampei meus olhos, e senti Harry ficar entre minhas pernas.
- Esse é o primeiro, abre a boca. – Me pediu, e eu obedeci.
A combinação era horrível, tinha gosto estranho e ruim.
- Isso é sorvete mesmo? – Perguntei, e ouvi sua risada.
E como sempre, meu estômago tremeu.
- Claro que é. – Ele pousou uma de suas mãos em minha coxa.
- É... Sorvete de baunilha?
- E a cobertura?
- Hazz, é horrível! – Choraminguei, destampei meus olhos, e o encarei. Harry estava com suas covinhas aparentes, por estar sorrindo largamente. Penteei seus cabelos para trás com meus dedos, e ele fez o que sempre fazia: se inclinou ao toque. – O que era?
- Sorvete de passas ao rum, com cobertura de morango.
- Eca, Styles!!
Ele riu.
A partir dali suas combinações ficaram mais leves e fáceis (acho que foi seu meio de me pedir desculpas pela primeira combinação horrível), acabei acertando todas.
Harry estava demorando pra me oferecer a sexta e última prova.
- Cadê? – Questionei.
- Estou fazendo, calma. Esse sabor vai ser fácil, ok?
- Ok.
Esperei mais um pouco, e ao contrário de uma colher com sorvete e calda, o que senti foi um par de lábios tocando o meu.
Harry fazia uma leve pressão, o que transformava em um selinho mais demorado.
Meu coração parecia estar prestes a sair de seu lugar. Eu não conseguia me mover.
- Que sabor é esse? – Ele murmurou ao se afastar um pouco, mas sua respiração ainda era capaz de se misturar a minha.
Destampei meus olhos e Harry estava ainda tão perto e (perigosamente) perto de mim.
- Harry... – Eu não sei se ele ouviu, minha voz saiu tão baixa.
- Eu não vou pedir desculpas, . – Me interrompeu com sua voz rouca. – Não devemos nos desculpar por fazer algo que queremos.
- Não quero que me peça desculpas. – Respondi, e ele sorriu largamente.
- Não? – Neguei com a cabeça, e ele se aproximou ainda mais. – Então, eu não estou errado? – Perguntou ao que levou sua mão em meu pescoço e seu dedo anelar em minha bochecha fazendo um carinho.
- Não. – Respondi simples e direta.
Harry alternava seu olhar entre meus olhos e meus lábios. Eu fazia o mesmo.
Ainda me sentia tonta com a atitude dele, mas por dentro eu sentia finalmente as famosas borboletas voarem.
- Então, eu posso?
Sua boca estava a milímetros da minha.
- Pode.
Murmurei.
E a distância fora quebrada.
Como se fosse o seu lugar, minha mão foi parar em sua nuca. Seus lábios encostavam os meus levemente (talvez, eu não fosse a única ali que não estava acontecendo que aquilo estava mesmo acontecendo).
Harry continuou com os leves beijos, que emitiam um estalo acolhedor e não pensei em reclamar.
Ter Harry. Seus lábios nos meus. Sua mão apertando minha cintura enquanto a outra estava em meu pescoço... Me bastava.
- Você não vai fugir depois, ok? – Ele perguntou, e sua respiração estava tão bagunçada quanto a minha.
- Eu não tenho motivos para fazê-lo. – Respondi, e então ele sorriu.
E me beijou.
Nada apressado ou nervoso. Seu beijo é tão calmo quanto sua voz. O gosto do sorvete de chocolate (que fora o último que ele me deu) e o de morango (o último que lhe dei) se misturava, e isso não era uma barreira.
Naquele momento, eu tive a conclusão de que ser só sua amiga, não me era o suficiente.
E talvez, ele sentisse o mesmo.
Harry me tirou do balcão, me puxando para si e me fazendo enrolar minhas pernas em sua cintura. Caminhamos até o sofá, e ele me segurava impedindo de sequer pensar em cair ou sair de perto de si.
Sentou-se no estofado e continuei em seu colo. Nos beijamos novamente, e o ritmo continuou calmo e... Nosso.
Não tinha por que ter presa.
Trocávamos selinhos e risos, quando o telefone de casa começou a tocar.
- Não, você não vai atender. – Ele aumentou seu aperto em minha cintura.
- Se for a querendo saber se estou em casa? – Perguntei.
- Ela não precisa saber, a deixe um pouco na dúvida. – Ele sorriu, e olhou em meus olhos.
- Se ela der ataque, você que irá se resolver com ela.
- Eu não me importo. – Deu de ombros e riu.
Naquele momento, nem eu me importava com o mundo lá fora.

Décimo capítulo: Feliz aniversário Nick Grimshaw! (Blé)


- Seu namorado chegou. – adentrou meu quarto e sentou em minha cama.
- Ele não é meu namorado. – Respondi e a olhei.
- Mas, agem como se fossem.
Revirei os olhos e não a respondi.
Já fazia quase um mês que eu e Harry estávamos juntos-e-sem-rótulos. Eu me sentia bem em relação a isso, nunca gostei de rótulos mesmo.
Terminei de me arrumar sob o olhar atento de .
Saímos do meu quarto e fomos para sala. Encontrando por lá, Harry, Niall, Liam e Zayn.
- Uol. – Malik assobiou, e me abraçou. – Tá linda.
- Obrigada, você também está lindo. – Dei um beijo em sua bochecha. – O que é normal.
Nós dois rimos.
Nialler e Liam foram os próximos a meu cumprimentar, e Harry o último.
- Ei. – Me abraçou pela cintura, e entrelacei meus braços por seu pescoço.
- Ei. – Sorri.
- Você está linda. – Harry me deu um selinho.
- Você também, Styles.
Mordi seu lábio inferior, o puxei para mim e depois o soltei. Ele sorriu e me deu um beijo rápido.
- Tá, chega. – chamou nossa atenção. – Vamos?
- Vamos. – Respondemos em uníssono.
Íamos para a festa de aniversário de um amigo dos meninos, mais do Harry na verdade, Nick Grimshaw. Iria ser em uma boate com o camarote fechado apenas para os seus convidados.
Os meninos haviam pedido que dois de seus seguranças nos levassem e buscassem. Dividimo-nos em dois carros e fomos para a festa.
Durante o caminho perguntei por que Louis e Eleanor não estavam ido, e a resposta que recebi foi "Ele e Nick não se dão bem".
Harry abriu a porta do carro para mim, e segurou minha mão durante o trajeto até dentro da boate. Entramos todos juntos, e um dos funcionários da casa nos levou até o camarote.
Nick avistou Styles de longe, e veio correndo abraçá-lo. Zayn bufou baixo ao meu lado, e piscou para ao ouvir minha risada.
O aniversariante cumprimentou cada um de nós, e mandou que um garçom que passava nos servisse. Harry pegou um copo de whisky como todos os garotos, enquanto eu e ficamos com algo mais leve.
A festa enchia cada vez mais.
Harry tinha a mão em minha cintura, enquanto conseguia dar atenção a todos que ia falar com ele.
- Tudo bem? – Sussurrou em meu ouvido.
- Sim. – Sorri, e ele me roubou um beijo rápido.
Em determinado momento, Zayn sumiu de nossas vistas, Niall e se agarravam e Liam ficava ao meu lado rindo junto comigo dos convidados que já estavam bêbados e que mesmo assim tentavam ficar de pé em uma única perna. E, Nick voltou para conversar com Harry. Eles falavam sobre a possibilidade da One Direction ir para o programa de rádio do cara, e só sobre isso. O assunto o tempo todo era trabalho.
Foi fácil perceber. Nick não gosta de Harry, ele gosta da audiência que a possível ida da banda de Styles faria maravilhosamente a sua rádio.
Vi Zayn ao longe com quatro garotas ao seu redor, e todos passavam suas mãos por ele. Bufei e decidi ir até ele.
- Ei, que foi? – Harry que segurava minha mão, me olhou quando quis solta-lo. Apontei com o queixo para seu companheiro de banda, e Styles negou com a cabeça. – Ele sabe se cuidar, sempre é assim.
- Isso é ridículo, Harry. – Bufei. – Me deixa ir lá.
- Por quê?
- Por que ele é meu melhor amigo? – Franzi o cenho.
- Deixa que ele cuida delas. – O duplo sentido da sua frase me irritou. E ele percebeu. – ...
Soltei sua mão em um puxão, e fui até Zayn. Afastei uma a uma das garotas, que saíram me olhando de cima a baixo.
- Poxa, , não sobrou nenhuma. – Choramingou ao meu lado, e fez biquinho.
- Vai sobrar minha mão na sua cara.
Ele riu e me abraçou.
- Obrigado. Mas, acho que Harry não gostou muito da sua atitude.
Olhei na direção de Styles, que nos olhava extremamente sério.
- Ele não tem o que gostar. – Respondi. – E nem tem que agir como um idiota.
- , – Fitei Zayn. – ele morre de ciúmes de você comigo. Ele mesmo já me disse isso.
Depois do episódio com Zayn, Harry raramente falou comigo ou me olhou. O que me irritou e me fez ir embora mais cedo que todos.
Não tinha gostado de Nick, continuar ali seria excesso de falsidade da minha parte.
Não deixei que ou qualquer um dos garotos fossem embora comigo. Quando falei com Styles, ele apenas falou um "uhum" e voltou a dançar com seus amigos.
Peguei um táxi em um dos pontos próximo a boate, e a primeira coisa que fiz quando cheguei em casa fora tomar um banho e ir tirar a maquiagem.
Já estava me cobrindo com o edredom quando meu celular vibrou em cima do criado mudo.
Uma mensagem. De Harry.
"Desculpa por ser um idiota e ter dito aquilo. Mas, é que, eu não consigo entender o porquê de você quer tanto cuidar de Zayn.
Assim que você saiu da festa, tudo aquilo ficou sem graça. Então, eu fui embora também. Estou agora dentro de uma pizzaria que só funciona até as duas horas da manhã, e já são duas e três minutos, me diz logo o sabor antes que me expulsem daqui.
Não me ignore.
Pense em meus olhos verdes, e minha cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança.
, é sério. Eu tô com fome e com vontade de te ver, não me maltrata ainda mais.
Harry, o idiota.
X
"


Ri sozinha em meu quarto, e pensei no quão sortuda sou por ter um Harry Styles ciumento em minha vida.
Disquei o último número da lista de chamadas, e fui atendida após dois toques.
- Calabresa.
Desliguei após ouvir sua risada.

Décimo primeiro capítulo: "- Ela fica.
- E você também."


- Tá saindo? – perguntou.
- Sim, vou no Harry. – Fui até ela e dei um beijo em sua testa, com cuidado para não acordar Niall que estava deitado no sofá com a cabeça no colo de sua namorada. – Parabéns pela vitória.
Pisquei e ela sorriu.
Nós três tínhamos acabado de chegar de um jogo do Arsenal, contra um time de nome complicado. O time onde faz estágio ganhou. E ao contrário de sair com os jogadores para comemorar, ela conheceu ficar em casa com Horan.
Ajeitei a touca em minha cabeça, entrei no carro e passei no mercado durante o caminho, comprei sorvete, pipoca e refrigerante,
Acertar a estrada até a casa de Harry não era difícil, eu já sabia de cor.
Minha entrada no condomínio já estava autorizada desde o dia em que Styles avisou aos seguranças de que eu não precisava de permissão para entrar. Nialler fez o mesmo em relação à .
Estacionei o carro em frente à casa de Harry, e peguei as compras no porta malas.
Enquanto equilibrava a sacola em meus braços, toquei a campainha e esperei.
Toquei uma segunda vez e só então, a porta fora aberta por uma garota branca de cabelos escuros.
- Oi?
- É-ér, o Harry está? – Perguntei, confusa.
- Sim, só instante.
Sorriu e se virou, ficando de costas para mim. A ouvi chamar por Harry, e ele apareceu ao seu lado segundos depois.
- ! – Ele sorria, e assim como a garota ele também estava arrumado.
- Atrapalhei? – Perguntei baixo e ele riu.
- Claro que não. Vem, entra.
Harry pegou a sacola de mim, e entrei em sua casa. Ele fechou a porta e deu um beijo em minha têmpora ao ficar do meu lado.
Na sala, além da garota que abriu a porta pra mim, havia também uma mulher e um homem. Ambos sorriam e acenavam para mim.
- Mãe, Robin e Gemma, essa é a . – Harry me olhou e o assisti segurar uma risada. - , essa é minha mãe, Anne, meu padrasto e minha irmã.
Ele apontava para cada um, e eles vieram me cumprimentar com beijo na bochecha e um abraço.
E só então caiu a ficha, de que eu estava conhecendo a família dele.
- Você é muito bonita. – Anne disse.
- Obrigada, a senhora também. – Respondi, tentando não gaguejar.
- Apenas, Anne. – Piscou. – Você vai junto conosco, certo?
- Hã, não. – Fitei Harry que me olhava, ainda sorrindo. – Melhor não.
- Você provavelmente veio ver meu irmão, vai mesmo dar viagem perdida? – Gemma perguntou, e eu respirei fundo.
- , me ajuda com isso aqui. – O de cachos me chamou, e eu pedi licença e fomos para a cozinha.
Harry guardou o que comprei em seus devidos lugares, enquanto eu o observava encostada na pia de braços cruzados. Ao terminar, ele se aproximou e pouso suas mãos em cima do mármore ao lado do meu corpo.
- Você fica linda com vergonha. – Sorriu e me roubou um selinho. – E agora, você vai jantar com a gente.
- Que?! Não! Harry, eles vieram te ver não quero ficar no meio disso. De vocês, na verdade.
- Você não vai ficar no meio de nada. Eu já conheço seu pai, seria legal se você conhecesse a minha família.
- Harry...
- Por favor, .
Cinco minutos depois estávamos indo para o restaurante que Harry fez a reserva.
Na mesa, me sentei ao lado de sua irmã que foi conversando comigo durante todo o caminho dentro do táxi que pegamos. Harry ficou a nossa frente, sua mãe e seu padrasto ao seu lado.
- Como vocês se conheceram? – Gemma perguntou, e eu olhei para Harry.
- Ela é melhor amiga do Niall, elas foram passar o natal conosco. – Ele resumiu, e o agradeci mentalmente.
Pedimos nossa refeição para o garçom que veio nos atender.
Durante a refeição, Anne me contou da separação que teve com o pai de Harry. Gemma fez questão de detalhar cada vergonha que seu irmão passou quando ainda menor. Robin a ajudava e todos riam enquanto o garoto ficava vermelho e reclamando que a maioria era invenção.
Eu e Gemma tiramos algumas fotos, e Harry chegou a ficar com ciúmes dizendo que estava sendo deixado de lado.
O jantar foi calmo e agradável, não me surpreende que Harry seja tão... Harry. Seria impossível ele ser de outro jeito com a família que tem.
Harry não deixou que ninguém mexesse na carteira, ele pagou a conta inteira.
Voltei com eles, e peguei meu carro na casa de Styles. Dei carona para Gemma deixando-a, na casa de uma amiga e prometendo que nos veríamos em outra ocasião.
Procurei pela casa e não a encontrei. Provavelmente foi para casa de Nialler.
Tomei meu banho pensando no jantar, e de como fui tratada como se já fosse da família.
E eu gostei da sensação de conforto que senti.
Depois de já estar de pijamas, e cabelo lavado, deitei-me na minha cama e assisti Cartoon Netwoork.
A campainha tocou quando a uma hora da manhã. deve ter esquecido sua chave, e veio buscar algo.
Mas quando abri a porta, era Harry que estava encolhido pelo frio.

- Tudo bem? Entra. – O puxei pela mão, e fechei a porta ao que ele entrou. – Aconteceu alguma coisa?
Perguntei, preocupada. Ele apenas me olhava e sorria, sem dizer nada.
- Sim. – Falou, baixo.
- O que?! Sua mãe tá bem? Robin? Harry!
- Eles estão ótimos.
Foi tudo que ele disse, antes de segurar meu rosto e me beijar.
Eu ainda estava preocupada e até confusa com sua reação, mas também estava com saudades de senti-lo assim. Tudo que fiz, fora correspondê-lo na mesma intensidade.
- Obrigado. – Harry murmurou próximo a minha boca, ainda segurando meu rosto e com sua testa encostada na minha.
- Pelo o que?
- Por ter estado lá. – Ele olhou em meus olhos. – Minha mãe não parou de falar de você desde que chegamos, ela acha que devo encontrar uma namorada como você. – Harry não sabia se falava ou se continuava me dando pequenos beijos. – Robin te achou linda, o que não é novidade, e também gostou de você. – Nós dois rimos baixo. – Gemma me ligou da casa de sua amiga, e me disse que se eu perder a sua amizade, ela me mata.
- Gostei dela, ela fica. – Comentei e ele riu.
- E você também.
Na manhã seguinte, Harry amanheceu na minha cama. Deitado abaixo de mim, enquanto minha cabeça repousava em cima do seu peitoral o sentindo levantar e descer de acordo com sua respiração. O edredom azul claro que fazia parte do meu jogo de cama era a única coisa que nos cobria.
O olhei, me movendo devagar para não acordá-lo. Seus cachos estavam uma bagunça, sua boca entreaberta e seus lábios rosados. Sorri ao lembrar de horas atrás.
Apesar de não ser mais virgem, Styles me fez esquecer que um dia eu já tinha ido pra cama com outro garoto.
Harry, na maioria das vezes, me faz esquecer o mundo.
Como eu já disse... Harry Styles é um mais que não pode ser descrito.

Décimo segundo capítulo: Harry Styles e seu novo affair.


- Eu quero dois Brownie e um Frapuccino de chocolate.
- Ok, vou pedir.
Harry me deu um selinho antes de sair da nossa e ir fazer nossos pedidos no balcão.
Estávamos em um dos Starbucks de Londres.
Ele e os meninos havia chego no dia anterior da turnê que fez passagem na Oceania, agora ele só voltaria para a estrada em Maio e iriam para a América do Norte.
Apesar da distância que sempre aparecia quando ele viajava ainda éramos os mesmos. Eu ainda era a garota que tomava sorvete no frio enquanto Harry reclamava. E ele, ainda era o idiota ciumento.
Desde o dia que conheci seus pais e que tivemos a nossa primeira noite, tudo continuava a mesma coisa. Não precisávamos de rótulos para nos classificamos, eu era dele e ele, era meu. Isso bastava.
Sempre bastou.
- Pronto, só esperar. – Harry voltou e sentou-se ao meu lado, passou o braço pelo meu ombro e eu escondi meu rosto em seu pescoço. Sentindo o seu cheiro.
- Pediu o que?
- O mesmo que você. – Deu de ombros.
- Copiador barato. – O acusei e ele riu.
- Você tem um bom gosto, não posso fazer nada.
Afastei-me dele, e ele me olhava sorrindo.
- Só diz isso, porque estou com você.
- Talvez, babe. Talvez.
Meu estômago ainda revirava todas as vezes em que ele me chamava de algum apelido carinhoso e me dava carinho. Sem contar, das vezes que o ar parecia faltar sempre que suas covinhas apareciam.
- Idiota.
Beijamo-nos, e paramos aos poucos com selinhos.
- Já resolveu tudo do intercâmbio? – Ele perguntou, e apertou minhas coxas que estavam em cima das suas.
- Sim. Meu pai já resolveu a moradia, e meu agente de viagens, o Mark, resolveu todo o resto. – Penteei seus cachos para trás. – Vou em julho, pouco depois do aniversário da .
- Ah sim.
- E você, já buscou seu resultado da autoescola? - O perguntei, e seu sorriso aumentou.
- Eles me mandaram por e-mail.
- E ai? Fala logo, Harry!
Ele riu.
- Passei, é claro. – Revirou os olhos e se gabou.
Harry tinha feito as aulas de direção durante um mês, que foi o tempo que ele e os garotos tiveram antes de voltarem para turnê.
Ficamos nos encarando, e Styles fez careta me fazendo rir.
- Bobo.
- Quem é bobo, ? – Seu rosto já estava a milímetros dos meus, mas antes que ele pudesse fazer algo, nossos nomes foram chamados. – Salva pelo gongo.
- Oh, que medo. – Zombei e ele me deu língua antes de se levantar e ir buscar nossos lanches.
O assisti ir até o balcão, e duas garotas irem para o seu lado. O vi tirar foto com as duas, que provavelmente eram fãs.
Ele voltou para a nossa mesa, Harry estava visivelmente nervoso.
- Ei, eu vi. Está tudo bem. – Sorri e fiz carinho em seu ombro.
- Elas vão tirar fotos da gente. – Bufou.
- E? Eu não me importo, e você? – Peguei um Muffin da bandeja e minha bebida. – Que foi? – Perguntei ao vê-lo me olhando.
- Não se importa? , elas provavelmente irão jogar na internet e algumas irão te xingar e-
- E dai? – Dei de ombros.
- ... – Era óbvio que ele queria que eu explicasse melhor.
- Harry, elas vão tirar as fotos, publicar na internet e outras irão me xingar. Tá, e dai?
- Eu não entendo, o porquê você não se importa de ser xingada!
- Porque eu me conheço o suficiente para saber que não sou nada do que elas vão me chamar. Elas não me conhecem, não conhece o que temos e tudo o mais. Elas só vão ficar com ciúmes, só isso. Claro que não vou ser hipócrita em dizer que amo ser xingada, mas também não posso fazer chuva em um copo d'agua.
- Mas se você ler algo que te chatear, promete me contar? – Insistiu.
- Harry.
- .
- Ok, prometo. – Prometi e ele sorriu.
Lanchamos e até esqueci-me das duas garotas que eu nem sabia se ainda estavam por lá, já Harry olhava para os lados o tempo todo.
Quando nos levantamos para ir embora, ele tencionou-se ao meu lado. Segui seu olhar, e vi uns quatro caras do lado de fora do estabelecimento. Todos com câmeras em mãos.
- Eu vou na frente, e você vem atrás. – Sua voz saiu rígida, e sua mão soltou a minha. – Você pode estar preparada para os xingamentos, mas eu não estou para te ver sendo xingada. Esse não é o seu mundo, é o meu. Você não precisa dessas coisas desagradáveis e nem passar por tudo isso. Então, – Ele respirou fundo. – apenas me segue, tudo bem?
Assenti com a cabeça, e senti medo por um momento. Diferente do que ter pessoas te xingando pela internet, era ter pessoas tirando fotos suas e depois as vendendo e as publicando colocando rótulos e questionando algo que não precisavam de nada disso.
Éramos só eu e Harry lanchando numa tarde, só isso.
Mas quando saímos do lugar, os flashes quase me cegaram e a mão de Harry ficou longe da minha, eu entendi que para os caras das câmeras, aquilo ali não era só eu e Harry.
Era Harry Styles e seu novo affair.

Décimo terceiro capítulo: Sorriso como recompensa.


- Eu estou morta! Sério! – Joguei-me na cama do quarto de hotel que eu e minha melhor amiga ficaríamos hospedadas pelas próximas horas.
Era por volta das oito horas da manhã e tínhamos acabado de chegar a East Rutherford e iriamos à noite no show dos meninos, que aconteceria no Izod Center. Obviamente que nenhum deles sabia de nada, nem Zayn.
Eu e estávamos mantendo esse plano em segredo desde que a turnê deles veio para a América do Norte, e então demos um jeito de aparecermos no terceiro da agenda deles. Já tínhamos pedido ajuda ao Paul, então já estávamos com a credencial de STAGE com nossos nomes.
- Eu não aguento quase oito horas de viagem! – choramingou antes de abrir sua mala de qualquer jeito ali no chão mesmo, pegar uma muda de roupa e ir para o banheiro da suíte.
Abri minha mala ao lado da sua, peguei meu pijama e meu carregador e enquanto a esperava sair do banheiro tudo que fiz fora pôr meu celular para carregar.
Acordei depois do meio dia e já estava acordada sentada ao meu lado, com seu notebook no colo. Juntas decidimos o que pedir ara o serviço de quarto.
Deitei-me ao seu lado vendo o que ela fazia, e ela lia suas menções do twitter. A maioria, sendo xingamentos.
- Ei, para com isso. – Puxei o computador do seu colo e o deixei fechado em cima do colchão.
- Eu estava lendo!
- Mas não é pra ler! – Ela ficou me encarando, até que a puxei para um abraço. – Você sabe que tudo que dizem é mentira, por que ficar lendo aquilo?
- Porque é sobre mim. Sobre o meu namoro, . – Falou com sua voz baixa e embargada.
- Não, aquilo tudo é sobre um você que elas acham que conhecem e sobre o que elas acham que sabem sobre o seu namoro. – Fiz carinho em seu couro cabeludo. – , elas não te conhecem e nem muito o seu relacionamento com o Nialler.
- Mas julgam.
Antes de Niall e viajar com sua banda, ele e haviam saído em uma tarde. No final, paparazzis e fãs descobriram onde eles estavam e fizeram plantão na frente do lugar. Na saída, algumas fãs foram grossas com e Nialler tratou de tira-los dali o mais rápido. Nos vídeos que vi, a situação ficou mesmo complicada.
- Olha, vamos esquecer isso, ok? Nós estamos aqui nessa cidade que eu nem conheço só para vermos o show da banda do seu namorado e não do delas. Afinal, ele está com quem mesmo?
- Comigo. – murmurou.
- Não ouvi, desculpe.
- Comigo! – Ela gritou, e nós rimos.
- Isso ai, elas têm que aceitar e superar. Eu por exemplo, aceito que o Robert Downey Jr. é casado. – Choraminguei e ela riu ainda mais. – É difícil, mas eu supero.
- Styles sabe disso?
- Ele vai ter que aceitar ser substituído pelo Homem de Ferro.
Continuamos a conversar sobre o super-herói, a mudou de assunto perguntando de Leonard, meu primeiro e ex-namorado que resolveu surgir das cinzas.
- Você sabe, ele só me mandou mensagens aquele dia. – Dei de ombros.
Foi no primeiro dia de viagem de Harry que recebi as mensagens.
- Ele falou alguma coisa? – Questionou.
- Nada de útil, só que sentia minha falta e blábláblá.
- Ele é um imbecil. – revirou os olhos.
- Completamente.
Não é o que eu chamo de cuspir no prato que comi, mas sim, aceitar que namorar Leonard até o meado do ano passado não fora uma das minhas escolhas mais sábias.
Ele foi o primeiro garoto que me levou pra cama, e sim, foi com ele que perdi a virgindade. Não me arrependo, apesar de meses depois descobrir que Leonard não acreditava na minha capacidade de conseguir nota máxima no vestibular para fazer o intercâmbio. Então, além de umas atitudes imbecis que ele tinha juntei também sua falta de crença/apoio em mim e terminei.
- Você e Harry já conversaram sobre ele? – Ela perguntou enquanto amarrava seu cabelo em um nó.
- Eu estava na webcam com ele quando as mensagens chegaram. – Suspirei. – Ai eu aproveitei e contei de tudo.
- Tudo? – Perguntou querendo saber se também tinha compartilhado a informação de que minha primeira vez fora com meu ex.
- Sim. Harry ficou com ciúmes, claro. Mas ele já sabe que Leonard não tem nem dez por cento de chances, então deixou de lado.
Dei de ombros. E o assunto "Leonard-ex-babaca" fora encerrado ali".
Ainda faltam três horas para o show, então decidimos fazer uma twitcam.
Apesar de ter pessoas nos xingando, também tinham algumas (muitas, na verdade) que nos elogiavam e gostavam da gente.
Estávamos há pouco mais de meia hora na frente do computador quando me perguntaram se eu sabia falar alguma coisa no idioma de , português.
- Hm, eu sei. U-Te am- Eu te amo. que me ensinou!
- Ela sabe xingar também. – disse rindo.
- Não vou falar!
Íamos responder uma pergunta quando o celular de tocou, era Nialler. Ela saiu para atender e voltou um tempo depois.
Com medo de que eles descobrissem alguma coisa, encerramos a Twittcam e fomos nos arrumar para o show.
Pela falta de conhecimento que possuíamos, chegamos dez minutos atrasadas no local. Entramos quando eles já estavam no palco, e ficamos ali do lado. Junto com o pessoal da equipe, a maquiadora/cabeleireira Lou que estava com filha que ficou em meu colo e no de na maior parte do tempo. As figurinistas dos meninos também estavam ali, arrumando as araras com mudas de roupas que eles trocariam no meio do show.
Abaixei-me para ficar mais próxima a Lux (a filha de Lou).
- Ei, pequena, o que houve? – Perguntei, e ela balbuciou alguma coisa enquanto tocava em meus lábios. – Lou, me ajuda. – Pedi e sua mãe riu.
A cabeleireira me disse que sua filha queria também o batom, e me autorizou a passar nela. assistia tudo sorrindo, e enquanto eu maquiava a pequena, minha melhor amiga tirou uma foto.
Continuamos bajulando a bebê enquanto ouvíamos ao show. Antes da muda de roupa, Zayn apareceu do lado e me viu ali.
Ele apenas piscou e sorriu, voltando para o show.
Quando chegou a hora da mudança de roupa, Lux foi direto para os pés de Harry que a segurou rapidamente e riu ao vê-la de batom.
- Sério, Lou? – Perguntou, quando a mulher foi pegar o bebê para que ele não se atrasasse na mudança de roupa.
- Não fui eu, Harreh. – Ela respondeu.
- Não? – Ele trocou sua calça jeans, e os meninos sorriram pra mim e pra (que também ganhou um beijo de seu namorado).
- Não, fui eu, Styles. – Respondi olhando-o e levantando minha mão pra ele.
Os garotos riram, e Harry veio até a mim.
- Como? – Perguntou, enquanto eu desabotoava sua camisa pra agilizar a mudança de figurino.
- Depois eu te explico, você tem um show pra concluir. – Pisquei e roubei um beijo rápido.
Minutos depois ele estava voltando para os palcos com os meninos.
Com um sorriso largo, e suas duas covinhas fundas e aparentes.
O que eram quase oito horas de viagem, se no final do dia tinha o sorriso de Harry como recompensa?

Décimo quarto capítulo: O que dói mais: os pés ou o coração?


A turnê dos meninos havia acabado, tinha sido um sucesso tão grande quanto à venda do DVD estava sendo. Eles deram uma festa na noite seguinte após ao último show. Os cinco estavam realizados e não tiravam o sorriso de orgulho. Foram todos os familiares, amigos, namoradas e afins. Harry não me deixou sair de seu lado, mas Zayn ou os outros garotos sempre me tiravam dali e quando eu voltava Styles estava de bico.
Nada que alguns beijos e carinhos não resolvessem.
Nosso relacionamento, envolvimento... Ou a qualquer que seja o nome disso que temos, está evoluindo cada dia mais. Não temos ganhado só mais intimidade, mas também cumplicidade e confiança um no outro.
No tempo em que Harry ficou longe e que só pude vê-lo em algumas ocasiões, eu não me preocupava se ele ficaria ou não com outra garota, porque a confiança que tenho nele me proibia de pensar nessa possibilidade. Falamo-nos todos os dias por mensagens e ligações, ele me ligava apenas para me desejar boa noite e me dizer que era só chama-lo, que independente da distância ele sempre estaria ao meu lado.
Harry me transmitia algo que nenhum garoto, nem mesmo Leonard, conseguiu: ele me passava segurança e amor.
Porque ao lado de Harry, eu me sentia amada.
Não era preciso que ele me dissesse as três palavras, seu olhar, sempre preso ao meu, me dizia isso.
Mas já fazia dois dias que ele estava estranho comigo, não me deixava ir na sua casa e quando era perguntado o que estava acontecendo Harry respondia que não era nada e que eu não precisava me preocupar.
O toque avisando que havia chego mensagens no meu celular me despertou dos meus devaneios.
Era Harry me avisando que não daria para chegarmos juntos na festa de . Que ele iria depois.
O liguei perguntando se estava tudo bem e se tinha acontecido algo. Ele respondeu que não e que nos encontraríamos na boate.
Era dia da festa de aniversário de , uma das coisas que a ocupou e não a permitiu deixar triste com a minha ida em dias para Nova Iorque.
Liguei para uma cooperativa de taxi, e esperei uns quinze minutos até que fosse levada para a festa.
A entrada da boate estava repleta de paparazzis, provavelmente estavam esperando alguma foto dos garotos. Liguei para minha amiga ainda de dentro do carro e a pedi que arrumasse um jeito de me deixarem entrar pelas portas do fundo.
Minutos depois eu já estava lá dentro, abraçando e apertando que só era sorrisos.
Cumprimentei os garotos, Danielle e Eleanor que também foram. Alguns caras do time de futebol que estagia, e fiquei próximo ao nosso grupo de amigos.
Se na festa de encerramento da Up All Night eu achei que o sorriso de Niall fosse rasgar seu rosto, eu não sabia mais o que pensar ao ver o sorriso que ele carregava enquanto ficava o tempo todo ao lado de sua namorada.
Harry chegou minutos depois. Estava lindo como sempre. Falou com todos que conhecia e acenou para outros.
- Ei. – Veio até a mim e segurou meu rosto, me beijando.
- Você demorou. – Comentei entre o beijo, e ele sorriu.
- Também senti sua falta. – Puxou meu lábio inferior para si, e depois o soltou. – Depois vamos para a minha casa.
Piscou e me beijou novamente.
A festa ocorreu da forma que ouvi planejar durante dias. Seu bolo de dois andares com velas que faíscam chamou a atenção de todos, e os seus parabéns foi o mais bem cantado e demorado (os garotos repetiam a música sempre que estávamos prestes a finalizá-las).
Harry não bebeu por estar dirigindo, a Ranger Rover que comprou mais cedo de seu padrasto. Nunca fui fã de bebida alcoólica, então fiquei ao seu lado e de Liam e ficamos rindo dos nossos amigos e alguns desconhecidos que ficaram bêbados.
Harry estava animado e parecia ansioso com algo (e, eu não falava só de sua animação por ter um carro). Ele permaneceu em meu lado o tempo todo, sempre me beijando sem se preocupar se tinha ou não alguém nos assistindo. Ele também segurou minha mão durante todo o tempo, mantendo nossos dedos entrelaçados.
Por volta das quatro horas da manhã, nós dois decidimos ir embora.
Harry riu quando o beijei e o agradeci, os saltos estavam me matando.
Despedimo-nos de e de todos que já conhecíamos e que conhecemos na festa.
Styles pediu que o frentista da boate fosse buscar seu carro, e o entregou as chaves. Quando o veículo já estava do lado de fora, abrimos a porta e foi nisso que a loucura começou.
O número de fotógrafos estava maior do que a quantidade de quando cheguei. Eu não sabia se cobria meu rosto, dava passos incertos ainda em cima dos saltos ou se apertava a mão de Harry. Fotos de nós dois eram tiradas de todos os ângulos e poses. Aqueles homens falavam ao mesmo tempo, uns gritavam coisas aleatórias e outras perguntas que consistiam em saber se estávamos em um relacionamento.
Em determinado momento, Harry se pôs a minha frente e nos guiou até seu carro, enquanto pedia para que o liberassem a passagem.
Os dois seguranças da casa noturna, pareciam mais perdidos que uma criança em seu primeiro dia de aula. Eu não os culpava.
Estávamos próximo ao seu carro, quando alguém segurou a minha mão.
- Ei, me solta. – Pedi e um flash veio direto no meu rosto, me deixando meio zonza. Harry tirou a mão de um dos fotógrafos de cima da minha, e abriu a porta do carro me escoltando enquanto eu entrava. Ele mesmo fechou a porta, e o assisti dar a volta no veículo enquanto colocava meu cinto de segurança.
Quando já dentro do veículo, saímos daquela confusão o mais rápido que Harry conseguia dirigir naquele horário e na velocidade permitida.
Seus dedos estavam apertando o volante, sua mandíbula travada e seu rosto retorcido. Não parecia o garoto animado de antes.
- Hazz, tá tudo bem. – Apoiei uma mão em seu ombro para fazer carinho, e ele se encolheu para longe. – Harry.
- Não, . Não.
Pousei minhas mãos em meu colo, e ficamos em silêncio.
Tudo que era ouvido, era a respiração acelerada do garoto ao meu lado.
Harry sempre demonstrou que esse tipo de situações nunca foram as suas preferidas. Ainda mais quando eu estava envolvida. Mas eu entendia que isso poderia ocorrer. Sua vida amorosa agora era um alvo, assim como as dos garotos. E não é como se eu gostasse desse tipo de coisa, mas era um risco que corríamos.
E eu só precisava de sua mão segurando a minha, enquanto atravessávamos um mar de flashes.
Harry estacionou em frente à minha casa, e foi isso que me chamou atenção.
- Não íamos para a sua casa? – Perguntei, confusa.
Ele desligou o carro e respirou fundo, antes de me responder:
- Mudança de planos.
Descemos do carro em silêncio, e Harry me seguiu até a porta.
Abri com a chave que tinha em minha bolsa, e a primeira coisa que fiz ao adentrar em casa fora tirar os saltos e coloca-los ali do lado.
- Ei, não vai entrar? – Questionei ao vê-lo parado ainda do lado de fora, encostado no batente da porta.
- Não.
Respondeu, e continuou me encarando. Harry me olhava de cima a baixo, mordia a parte de dentro de seus lábios como se estivesse se preparando para dizer algo. Aproximei-me e segurei em seu braço.
- Hazz, vem logo. Eu tô com sono. – Ele se mexeu, se livrando da minha mão. – Harry?
- ... Acabou.
- O que acabou? – Perguntei, atônita.
- Nós, isso que temos. – Apontou para si e depois pra mim. – Tanto faz.
- Harry, isso não tem graça. – Esforcei-me para não gaguejar. Meus olhos já estavam ficando marejados. – Para com isso.
- Isso o que? – Ele riu. RIU. – Eu não quero mais, chega.
- Isso é sério? – Limpei a lágrima que desceu.
Meu coração se antes parava de alegria em vê-lo, naquele momento parou por ter sido rasgado.
- Claro que é. – Deu de ombros e olhou para os lados.
Fiquei encarando-o e assistindo-o olhar para todos os lados, menos em meus olhos. Alguma coisa estava errada ali. Muito errada.
Ele só podia estar brincando comigo.
- Se isso for uma brincadeira, saiba que é de muito mau gosto. Isso não s-
- Não é brincadeira, é a verdade. Eu não quero mais, simples.
Interrompeu-me, e eu respirei fundo para não chorar igual uma criança em sua frente.
Então Harry cansou? Assim, simples? Cansou-se do mesmo jeito que se cansa de brincar com um carrinho ou boneca?
- Posso saber o motivo? – Ri fraco não acreditando em tudo aquilo.
- Eu não aguento estar em um relacionamento. – Começou a falar enquanto seus pés. – Preciso ser livre. Sabe, tenho que aproveitar a minha fama e tudo que ela me proporciona. Talvez um dia, nos encontremos por ai. Mas hoje, não dá.
Talvez um dia, nos encontremos por ai.
Hoje, não dá.
- Olha nos meus olhos e repete esse textinho barato. – Ele não podia terminar desse jeito, tão calmo como se tivesse pedindo um lanche no Starbucks. – Harry, olha pra mim e repete.
- Não preciso repetir. Você perguntou e eu já respondi. – Ele sorriu.
Mordi meu lábio por dentro, e fitei Harry ali na minha frente.
Ele parecia outra pessoa, o Harry de dias atrás não me falaria nada daquilo.
Na verdade, o Harry de horas atrás não agiria daquela forma.

Era doloroso e cruel.
- E por que não olhou em meus olhos enquanto falava?
Por mais que ele se fizesse de durão, eu sabia que olhando em meus olhos ele não conseguiria repetir.
Algo dentro de mim me dava essa certeza.
Talvez fosse a sua voz que ecoava em minha mente, repetindo todas as coisas boas que Harry me dissera nesses meses.
- Não quis. – Ele virou seu rosto pra mim, me olhando rapidamente. – Bom, tenho que ir. Boa noite.
Tão rápido quanto me olhou, ele foi para o seu carro e saiu dali.
Deixando-me sozinha.
Apenas acompanhada das lágrimas e do meu coração, que doía mais do que meus pés.

Décimo quinto capítulo: A visão dele.


Harry’s POV:

No natal, Ela vestia uma calça jeans, botas, um sweater que era maior que seu corpo e quase escondia suas mãos e uma touca. Eu quis abraçá-la e apertá-la.
Enquanto jantava ao lado de Caroline, e Niall, eu quis perguntar por ela. E, pedir que a chamasse para ficar ali conosco.
No ano novo, ela me pediu desculpas pela confusão que pensou ter gerado ao me dizer que não tinha namorado. Quando na verdade, eu fiquei feliz com a notícia.
foi a primeira pessoa que abracei na virada do ano.
Quando eu e os garotos aparecemos em sua casa às duas horas da manhã, me perguntei se mais alguém no mundo conseguia ficar tão fofa em um pijama verde. Louis a pediu para que ela saísse com Zayn no dia seguinte, enquanto iriamos ficar arrumando a casa de Malik para a sua festa de aniversário surpresa.
Ela não se incomodou, mas eu sim.
Eles demoraram a chegar, perguntei para se ela tinha alguma notícia e a resposta era sempre a mesma “não, Harry”. Quando chegaram, ela foi a primeira pessoa que o abraçou.
Eu fiquei em um canto apenas assistindo a festa, quando ela veio até a mim e sentou-se do meu lado. Quando a perguntei para onde eles foram, ela demorou em responder. Perguntou-me o porquê de eu querer saber. Como assim “por que eu queria saber?” não é seguro ela ficar sozinha com Zayn, ela não sabia disso?
No final, ela acabou me contando que foram para uma agência de viagens. Contou-me também do seu receio em não conseguir a nota, e a prometi mandar mensagens acalmando-a e lhe garantindo que ela iria conseguir.
Coloquei o celular para despertar bem cedo, pra dar tempo de mandar mensagens a antes de sua prova. Ela não respondeu à última, a liguei e sorri ao ouvir sua voz.
Será que se eu a ligasse todos os dias ela se irritaria?
Terminei com Caroline no dia seguinte à prova de . Minha banda iria para a estrada em turnê dali uns dias, não queria me manter preso em um relacionamento.
No dia do boliche, eu e a abracei e tive só para mim em apenas alguns segundos quando a levei para um canto. Ela sorria, e era impossível não sorrir junto.
Naquele dia, nós dois ganhamos no boliche.
Talvez, ela fosse o meu amuleto da sorte.
Em meu aniversário, ela recebeu sua nota do vestibular e chorou em meu abraço. O orgulho tomava conta de mim. Descobri sobre ela ser adotada e do seu pequeno medo de chuva.
A partir dali, comecei a ligá-la todos os dias, e a canta para ela sempre que chovia.
Promessas não foram feitas para serem quebradas.
Assistimos a um filme na sua casa, e enquanto tomávamos sorvete vi a oportunidade perfeita para fazer o que vim querendo desde que a vi, na verdade.
A beijei.
Era exatamente como idealizei calmo, carinhoso e... Ela.
retribuiu todas as minhas investidas, e só sai de perto dela por ter que acordar cedo no dia seguinte.
No aniversário do Nick, fora comigo e se manteve ao meu lado. Até, que quatro garotas rodearam Zayn e ela foi tira-las de cima dele. Fiquei com ciúmes, agi feito um idiota (assim que ela me chamou), mas depois me redimi indo até a sua casa com uma pizza de seu sabor preferido.
conheceu minha mãe, minha irmã e meu padrasto por acaso, não estava nada combinado. Mas eu me lembro de cada detalhe daquele jantar.
E claro, da nossa primeira noite que aconteceu naquela madrugada.
Pensar na possibilidade de vê-la sendo xingada por ter fotos comigo em uma tarde no Starbucks, me fez sair em sua frente enquanto saíamos do restaurante e entravamos no carro que nos esperava.
Ela apareceu em um show sem me avisar, quando fui trocar de roupas junto com os meninos. Lá estava ela, com um sorriso no rosto e ao seu lado. Cara, ela viajou quase oito horas pra me ver.
só foi embora no dia seguinte. Até lá, ela foi toda minha. E eu, fui dela.
E hoje, eu terminei com ela.
Tudo que consegui pensar enquanto dirigia para a minha casa, foram nos momentos que tive com ela. Ao lado dela. Sendo dela.
Tudo poderia ser mais fácil, seria na verdade, se eu não fosse famoso.
merecia algo melhor, alguém melhor. Ela merecia uma história de amor de verdade. Com viagens a dois, e não com ela tendo que me visitar em algum lugar do mundo porque meu trabalho nos afasta. precisa de alguém que tenha privacidade e a dê o direito de ter uma, e não o contrário.
Estacionei o carro, e entrei em minha casa. Fechei a porta, e indo para o meu quarto parei na porta.
Vendo todo aquele cenário, que agora parecia extremamente ridículo e doloroso.
Mas nada, superaria a dor que é ver chorando e não poder abraçá-la.
Meu quarto estava do jeito que Ed me deu ideia.

Flashback on
- Ei, Sheeran. – O cumprimentei quando ele entrou na minha casa.
- Fala, Styles. – O ruivo riu.
Meu celular apitou, era uma mensagem de .
Sorri ao ler o pequeno texto e a respondi.
- É hoje que vou conhecer a garota? – Ed me perguntou, e eu o olhei.
- Hoje não, quem sabe um dia. – Ri.
Era desse jeito que me deixava, rindo à toa.
- Posso saber o nome ao menos?
- . – Respondi e ele sorriu.
- Ela tem algo a ver com o pedido da minha vinda aqui?
- Sim.
Contei a Ed todo a minha história com . Desde que a vi pela primeira vez, até o dia que percebi estar gostando dela e beijei em sua cozinha. Contei de como venho me apaixonando cada dia mais e mais por essa garota.
Sheeran apenas me olhava e as vezes brincava dizendo que precisava gravar o momento em que Harry Styles falava todo abobado sobre uma garota.
O contei do ex namorado babaca, e o ruivo riu do meu ciúmes. Não neguei, eu tenho medo de perdê-la. Então, sentir ciúmes é normal.
Devo ter ficado duas horas só o contando da minha história com , e eu não me cansava. Por mais que eu quisesse manter em segredo o nosso relacionamento-ainda-sem-nome, eu precisava conta-lo para que só então Ed pudesse me ajudar.
- Então, pelo o que eu entendi, você quer pedi-la em namoro. É isso?
- Sim. – Assenti com a cabeça, e ele balançou a sua, rindo.
- Cara, eu preciso filmar isso! – Ed gritou.
- Vai me ajudar ou não?
- Claro!
Flashback off

E olhando para a minha cama, ri sozinho ao ver o resultado de dois dias de trabalhos. Nunca pensei que comprar pétalas de rosas, imprimir fotos e escrever um “seja minha?” com pétalas em cima de uma colcha fosse tão difícil.
Difícil e invalido.
Em vão.
Juntei as quatro pontas da colcha no centro da cama, e fiz uma trouxa. A joguei em um canto do quarto. Fui até a área de limpeza, peguei uma vassoura e a pá.
O piso do chão do quarto já não estava mais coberto com pétalas vermelhas e brancas.
Subi na cadeira, e tirei cada pedaço de durex que prendia uma das pontas da linha que segurava uma foto minha e de na outra ponta. Guardei as fotografias em uma caixa, e a deixei do lado da colcha.
Amanhã jogaria tudo no lixo.
Tomei um banho, e pus minha roupa o mais rápido que pude.
O perfume de estava impregnado no quarto. E, até na camisa que vesti.
Peguei um travesseiro e um edredom no armário, e fui dormir no quarto de visitas.
Eu precisava ficar em um lugar onde não tivesse seu aroma, ou lembranças de memorias de nós dois.
Se eu me apaixonei por ela, posso muito bem desapaixonar.

FIM



Nota da autora: Então, é isso. Esse é o especial de 1 ano da fanfic. Espero que tenham gostado de conhecer o “antes” da história do Harry com a sua garota. É, eu sei. Eu também fiquei com raiva do Styles, hahaha. Vou deixar o link da fanfic e tudo o mais. Bai! X Fanfic Cause You’re the Only One: /ffobs/c/causeyouretheonlyone.html / aqui. / Twitter (twitter.com/JozianeBarbosa) / Ask.fm (ask.fm/jozibarbosas




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