Ever
Escrita por: Gabriella
Betada por: Laura Malik




CAPÍTULOS: [Prólogo] [1]



Prólogo

Florianópolis - RS "Brasil" - - 04/MAR/2014

- Sentirei saudades . - Sorrio para enfermeira que me olhava com os olhos cheios d'água.
- Também irei sentir saudades sua, Maureen, mas nunca deste lugar. - Pego minha bolsa, colocando-a no ombro, agradecendo mentalmente por estar saindo finalmente daquele lugar.
- Você está segura aqui!
- Segura de mim mesma você quis dizer. - Me abraça. - Eu volto para te ver. - Falo me afastando.
- Acho isso muito difícil. - Ela sorri limpando uma lágrima que caiu sem ela perceber.
- Olá, filha! - Minha mãe aparece na porta toda sorridente. Nunca irei saber dizer o verdadeiro motivo dela estar me tirando daqui após tanto tempo presa, não estou reclamando da minha tão esperada liberdade, mas ficar anos presa nesse lugar me fez esquecer como o mundo é lá fora, e como vou me adaptar em uma lugar totalmente diferente? Com certeza eu vou ser a pessoa mais insegura do mundo lá fora. - Você está bem?
- Estou, eu acho.
- Está viagem é necessária. - Ela tira a bolsa do meu ombro. - Vai ser bom para todos.
- Entendo!
- Posso falar um minuto com sua mãe? - Maureen pergunta.
- Claro! - Saio daquele quarto que fiquei presa por sete anos da minha vida.
Minha mãe sempre disse que eu estava ali para me proteger de mim mesma, sempre disse que eu andava perturbada depois da morte de meu pai. Isso nunca foi verdade e ela sabia. Quando meu pai morreu, eu quem fui a forte da família, minha mãe desabou por completo e eu era quem dava forças para que ela não parasse no meio do caminho e simplesmente desistisse de viver. Ela sempre me disse que meu pai foi seu único amor e que nunca seria capaz de amar qualquer outro homem nesse mundo e eu nunca duvidei disso, porque o amor deles era lindo.
- Você sabe que indo para Massachusetts ela não estará totalmente segura. - Maureen falou. Sim eu estava escutando por trás da porta. - Depois que Jordan morreu, ela não está segura em lugar algum, a não ser aqui.
- Eu sei, Maureen, mas eu não posso deixá-la presa o resto da vida.

O que a morte de meu pai tem haver com minha internação? Não era por eu ser completamente descontrolada?

- Tem certeza que Massachusetts é seguro?
- Não a levaria para um local que não fosse seguro, eu pesquisei muito até achar aquela casa.
- Você sabe que se fosse minha escolha, não a deixaria sair até estar pronta.
- Ela nunca vai estar pronta se estiver trancada aqui.
- Tudo bem, ela é sua, não minha. - Ouço elas vindo para porta, coloco os fones. - Ao chegar lá, ligue para este número, ele irá protegê-las.
- Obrigada. - Elas saem e me olham. - Filha? - Tiro os fones e olho para as duas que me olhavam confusas.
- Pensei que nunca mais iriam sair desse quarto, o que tanto conversavam? - Cruzo os braços. Após sete anos trancada aqui, eu tive que aprender a pelo menos ser uma ótima atriz.
- Estávamos nos despedindo. - Maureen fala sorrindo.
- Então filha, vamos?
- Vamos sim. - Dou um beijo no rosto de Maureen e vou para o lado da minha mãe. - Esperei para sair desse lugar sete anos. - Ela respira fundo.
- Está pronta para uma vida nova?
- Com certeza!

Capítulo 1

Massachusetts - EUA ~~ Nos dias atuais

- Boa aula filha!
- Assim espero! - Saio do carro.
- Volto para te buscar.
- Não precisa, mãe, eu quero ir andando para conhecer a cidade.
- Vou pensar. - Ela liga o carro, me manda um beijo e da partida.

Olho em volta e lá estava eu, andando para uma mesa qualquer, sozinha.
Minha mãe resolveu me deixar vir para o colégio só agora, depois de cinco meses em Massachusetts. Não sei o porquê disso, mas o que mais me surpreendeu foi ela ter me deixado vir agora! Não que eu esteja reclamando da sua boa vontade, mas tinha que me colocar em um colégio que tem várias patricinhas nojentas e caras que se acham o último biscoito do pacote? Mas o pior é que entrei no meio do semestre, quantas amigas vou fazer?
Pois é, nenhuma!
Não que eu esteja interessada em fazer amizade com alguém, definitivamente eu não quero ser amiga dessas pessoas.
Ouço o sinal tocar, desviando-me por completo dos pensamentos e avisando que tinha cinco minutos para chegar na sala de aula, minha primeira aula. Como estou feliz em saber que vou entrar em uma sala cheia de pessoas desconhecidas, vou até chorar por tanta emoção que estou sentido.
Levanto-me daquela cadeira desconfortável pegando minha bolsa, dou uma olhada no papel que a diretora tinha me dado mais cedo, mostrando que minha primeira aula seria Química.
Ótimo como vou achar essa sala agora?

’s POV

- Eu já disse que não, Jack. - Esse cara é um pé no saco, é o meu melhor amigo, mas sempre é insuportável quando quer algo.
- Apenas um dia de aula, , o que vai acontecer de tão importante para você não ir? Eu te garanto que você não vai encontrar o amor da sua vida na escola. - Ele começa a rir, quer dizer, rir não, berrar.
Claro, ele vai me encher com essa história o resto da minha vida.

Flashback on

- Me deixa beber. - Disse tentando arrancar o copo de cerveja das mãos de Jack.
- Já disse que não, , vamos logo para casa! - Jack ordena me puxando para fora do bar.
- Porque aquela vadia fez aquilo comigo? - Falei praticamente choramingando.
- Por favor, , não começa com a seção de bêbado deprê.
- Eu a amava! - Seguro seus braços o olhando fixamente. - Você tem que me ajudar a encontrar a minha garota.
- Não vou te levar para casa da Blaire. - O olhava confuso, porque ele falou de Blaire?
Blaire é a garota que me deu um pé na bunda pra ficar com o novo capitão do time de futebol. Eu sempre fiz de tudo para agrada aquela garota, quase repeti ano passado apenas por matar aula para ficar me pegando no vestiário com ela, e isso tudo para que? Para ela simplesmente me deixar pelo primeiro garoto que aparecesse na escola?
Definitivamente, Blaire é uma vadia.
- Não estou falando dessa garota. - O solto batendo minhas mãos na coxa em sinal de protesto.
- Está falando de quem então? - Ele ergue as sobrancelhas.
- Estou falando da mulher da minha vida, da minha alma gêmea. - Ele começa a rir. - Jack, estou falando sério.
- Claro, eu te ajudo. - Fala ainda rindo. - Agora entra no carro, vou te levar para casa. - Entro em sua bela ferrari, tão desejada por todas garotas.
Grande bosta que ele tem, prefiro muito mais um fusquinha velho a isso aqui.
Sim, eu sei que exagerei.

Flashback off


- Vou pedir com toda educação que tenho. Não começa com essa história, - Respiro fundo. - Por favor!
- Tudo bem, , agora vamos. - Começa a me puxar para o lado contrario do colégio.
- Eu não falei que vou. - Ele para me olhando confuso. - Quem vai?
- Vai , , , e algumas garotas. - O vejo dar um sorriso malicioso ao falar "garotas", já sabia onde tudo isso iria parar.
- Definitivamente, eu não vou. - Saio andando em direção do colégio.
- Qual é, ? - Para na minha frente. - Estou começando a achar que você é gay.
- Sim, Jack, eu sou gay. - Vou para cima dele. - Eu quero seu corpo, agora!
- Está bem! - Se afasta. - Pode ir para o colégio.
- Só porque você estava me animando?
- Sai, . - Me empurra. - Mas você vai se arrepender.
- Estou disposto a correr o risco.
- Está disposto a sofrer o resto da vida?
- Estou! - Respondo rindo.
- Tudo bem. - Ele sai andando.

Pareço um gay nerd indo para o colégio em vez de matar aula para transar com uma garota qualquer?
Talvez sim, mas pensando melhor, não pareço se eu amar os professores, principalmente a minha querida professora de Química.
Começo a rir com meu próprio pensamento idiota. Eu tenho que parar com essa mania de exagerar.

’s POV // OFF

Como vou achar a sala de química nesse colégio enorme? Para que tudo isso em um lugar só?
Eu nunca vou achar nada aqui dentro.

- Olá, você poderia me ajudar? - Pergunto para uma loira que me ignorou após me olhar dos pés à cabeça. - Idiota! - Como alguém pode tratar alguém assim? Que horror.
Olho em volta para ver se encontrava alguma alma por ali, mas não havia ninguém. Volto a andar a procura da sala que devia estar a quinze minutos atrás.
- Olá, . - Olho para trás, mas não havia ninguém ali. - Esperei por sete anos a sua saída.
- Quem está ai? - Pergunto assustada. Não havia ninguém.
- O seu maior pesadelo! - Grito quando me vejo jogada no chão.

’s POV

Jack com sua enrolação conseguiu fazer com que eu me atrasasse para primeira aula. Eu juro que vendo aquela Ferrari se a professora não me deixar entrar.
- Deus, me desculpa. - Para completar o meu dia, acabei de jogar uma garota no chão, graças a minha pressa de chegar à sala. - Me desculpa de verdade. - Me levanto pegando sua bolsa. - Estou atrasado para a primeira aula, por isso que...
- Por favor não faz nada comigo. - Implora aos prantos quando chego perto dela. - Eu vou embora se você quiser.
- Calma, eu não vou fazer nada. - Se afasta, se arrastando para trás. - O que aconteceu?
- Você disse... - Se arrasta mais quando tento me aproximar. - Por favor.
- Eu não vou te machucar, eu não fiz nada. - Ela me olha assustada, por um segundo meu mundo parou e protegê-la era o meu maior dever. - O que... - Minha barriga se transformou em um grande casulo de borboletas meu coração estava muito acelerado. O que é isso? - O que aconteceu?
- Eu não sei, alguém estava falando e... - Ela coloca as mãos na orelha. - Não sei!
- Está tudo bem, não vai te acontecer nada. - Ela dá um sorriso fraco. - Vamos para aula? - Estendo a mão para ajudá-la, mas ela não a pega e continuou encolhida.
- Se você me falar onde fica a sala de química eu te agradeço.
- Estou indo para lá também, só não te garanto que vamos entrar.
- Porque está achando isso?
- A professora não permite atrasos.
- Primeiro dia de aula sem a primeira aula, ótimo! - Ela se levanta meio atordoada.
- Para onde vai?
- Diretoria, quando se chega atrasada na aula, tem que ir para lá, certo?
- Errado, se você for vai levar suspensão.
- Mas não é o certo? - Coloca as mãos na cintura. - A norma da escola?
- Você é de onde?
- Sou do Brasil!
- No Brasil as pessoas são assim?
- Eu não sei! - Ela para pensativa. - Não sei.
- Como você não sabe?
- Complicado!
- Tudo bem, fala apenas se quiser. - Olho o corredor que continuava vazio. - Não podemos ir para diretoria, entramos na segunda aula. Tudo bem?
- Tudo bem! - Fala com um sorriso no rosto, me fazendo sorrir também.
Sorriso contagiante, eu amo isso!
- Aliás, eu me chamo !
- Há, eu sou !

’s POV // OFF
CONTINUA...



Nota da autora(2x/11/2014): Sem nota.


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