Escrita por: e Xanda
Betada por: Caroline Cahill (até o Capítulo 9) e Mari Monte (a partir do Capítulo 10)




CAPÍTULOS: [PRÓLOGO] [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10]



Uma vez me disseram que a vida não era um conto de fadas. Estavam certos, isso não é um conto de fadas. Para alguns, mais uma história da Chapeuzinho Vermelho, Cinderela ou da Bela e a Fera, para nós? Mais um conto de terror.
Quando pequena, meus pais sempre me contavam contos de fadas, e, a partir daí, quis me tornar uma bela princesa. Quando cresci, descobri que, às vezes, as fábulas podem ser piores do que parecem.


PRÓLOGO


O mundo era extremamente diferente do que há hoje, vampiros, bruxas, fadas, magos, feiticeiros e feiticeiras. Todos conviviam em um mesmo local, algo do tipo como um lar para eles. Não existiam brigas, muito menos confrontos entre uma “espécie” ou outra, sempre em harmonia. Mas, em um dia ensolarado, nos campos centrais de Avalon no dia Revivescia — o dia da Revivescia foi criado por cinco famílias, pelas visões dos magos, o mundo onde viviam estaria perto do fim, então as cinco famílias resolveram deixar seus herdeiros, para que um dia retornassem e pudessem reconstruir tudo que iria acabar, e toda aquela população deixaria de existir, desta forma, foi criado esse dia, onde futuramente, há exatos 500 anos, dez crianças nasceriam e retornariam a sua origem –, tudo mudou. Em um dia que seria de comemoração e alegria, uma verdadeira dádiva para toda a população de Avalon acabou chegando ao fim. Uma enorme nuvem de fumaça invadiu os territórios da majestosa cidade, causando o pânico de todos. As cinco famílias que estavam no topo do castelo sendo recepcionados pela família real estranharam toda aquela devassa correria. A família Horan e Malik tentaram diminuir todo o pânico, mas era praticamente impossível! Tudo estava domado pelo caos. Casas pegando fogo, o chão tremendo, um ar gélido e congelante invadindo ao mesmo tempo que o fogo. Não bastou muito tempo para que um dilúvio se formasse. Esses cinco elementos dominaram a cidade, causando assim o fim. Para muitos o final, para Madeleinne de apenas três anos, o início.
Sua mãe — uma maga — construira uma casa na floresta, longe de tudo e de todos, impossibilitando até mesmo do dilúvio chegar a devastar a casa, mas o causador de tudo isto sabia de Madeleinne, porém não podia a matar, não mataria quem amava. A mãe da garota colocou-a em um colchão improvisado e a cobrira. Antes de sair, a mãe lhe disse: “Você é forte, Madeleinne. Sinto que você tem um lindo e longo futuro pela frente, mas sem nós. Seu dom deve ser usado para o bem, você vai ajudar Os Dez a completar a missão e trazer nosso mundo de volta. Se proteja, e eu amo você.” Madeleinne, mesmo pequena, não esquecera nunca daquelas palavras. Anos se passaram, a garota completara seus 14 anos, 14 anos de solidão, 14 anos sem seus pais, triste, porém, este era o único jeito de toda a população ser retomada! Madeleinne era uma feiticeira assim como seu pai. A garota puxou alguns dotes com sua mãe, que era maga, mas nada muito mágico. Adorava a vida de feiticeira. Como a garota sobreviveu? Ora, ela era feiticeira, poderia estalar os dedos que uma mesa farta de comida aparecia! A garota fez um pequeno jardim em frente a sua casa, um jardim muito bonito, ela estava colhendo as maçãs da árvore que havia plantado há um ano mais ou menos. Mesmo sendo feiticeira, Madeleinne usava seus poderes quando fosse extremamente necessário! A garota ouviu passos atrás de si e se assustou quando virou e vira quem fora.
— O que faz aqui? — ela perguntou ao causador de tudo, principalmente da morte de seus pais.
— Vim em paz, Madeleinne... — Logan a fitou. Logan não era um rapaz feio, ao contrário, cabelos castanhos um pouco puxado para o loiro, olhos verdes, e roupas impecavelmente lindas. — Madeleinne, escute, venha comigo! Seremos felizes juntos, você terá todo poder que quiser!
— Eu não quero seu poder! Ele é sujo, e é usado para fazer o mal! — Madeleinne bufou. A garota virou-lhe as costas e caminhou até a porta.
— Poderá ter seus pais... — Logan disse fitando seus pés, o garoto realmente a amava! Seria difícil fazê-la acreditar nisso, mas ele a amava mais do que a si mesmo!
Madeleinne aceitou. Passou tempos convivendo com Logan, até que um dia ela estava fazendo o feitiço para seus pais voltarem, com um cajado em sua mão e sua varinha na mão direita a garota repetiu as palavras que havia memorizado.
Liberte âmes, se débarrasser des morts, me ramène à ceux qui m'ont donné la vie ... — Mas a garota fora interrompida, por Logan.
— Madeleinne! O que estava fazendo?! — Logan tomou-lhe o cajado e a varinha de suas mãos.
— Devolva-me! — Madeleinne tentou tomar suas armas de defesa de Logan, mas fora inútil. — Vou trazer meus pais de volta! — Ao ouvir isso, Logan ficou estático.
— Mas... Você poderia ter morrido! — Logan disse com lágrimas em seus olhos.
— Mas... Mas, você me disse que eu poderia ter meus pais de volta!
— Não se pode trazer os mortos de volta, Medelainne — Uma voz feminina pôde ser ouvida atrás da garota. Madeleinne se virou a tempo de ver uma mulher com feições jovens, um cabelo esvoaçante e olhos coloridos incrivelmente lindos. A mulher virou as costas e sumiu como um passe de mágica...?

Capítulo 1


Diga meu nome como se fosse a última vez
Viva hoje como se fosse a última noite
Queremos chorar, mas nós sabemos que está tudo bem
Porque eu estou com você e você está comigo
Borboletas, borboletas... Nós fomos feitos para voar
Você e eu, você e eu... Cores no céu
Poderíamos dominar o mundo algum dia, de alguma forma
Mas nunca seremos tão brilhantes como somos agora. — The Wanted, Gold Forever.


estava sentada em frente à piscina da escola, era aula de natação, e não sabia nadar. Algumas pessoas arriscaram chamá-la, mas a garota apenas dizia “Não posso fazer, meu pé dói”. Não era verdade. Desde que tinha seus cinco anos completos, ficou com trauma de água. Seus pais morreram num acidente de barco, ela e seu irmão, Louis, haviam crescido na escola Nancy’s, que também poderia se chamar internato. Para isto acontecer, os dois órfãos tinham de fazer alguns serviços extracurriculares, do tipo organizar festas de boas vindas, mostrar aos calouros a escola, e estudarem muito, do tipo aluno nerd, mas nerd era apenas para . Ao contrário da irmã, Louis era um dos garotos mais populares da escola, junto a Harry. Harry e eram como irmãos, e adorava a irmã do garoto, .
estava concentrada em seus pensamentos, até que notou um movimento estranho na água. Ela se movia lentamente, como se alguém houvesse jogado algo nela. Não era possível, afinal, ela era a única ali. Ela estava errada, também estava ali, mas, no entanto, ela também não havia feito nada. encarava a piscina, como se visse a coisa mais incrível e preciosa do mundo. Inesperadamente, seus lindos olhos castanhos mudaram de cor e se transformaram em nada menos do que em um azul tão vivo quanto a cor do oceano. A água continuava a se mover, não por conta do vento, e sim por conta de . A água parecia lhe hipnotizar. Ela levantou-se e caminhou na direção da borda da piscina. Seus olhos, agora azuis, brilhavam. chegou a borda e deu mais um passo. Em vez de mergulhar em cheio, ela andou sobre a água. , ao perceber que as garotas da aula de educação física voltavam, ergueu as mãos e, em um rápido movimento, congelou a fechadura da porta, impedindo a passagem de outra pessoa. correu e puxou pelo braço, fazendo-a fica novamente sóbria.
— Q-quem é você? — perguntou, estreitando os olhos para ver se conhecia a garota a sua frente de algum lugar.
— Sou . Sou caloura! — ela disse sorrindo meigamente.
— Ãhn, você viu o que aconteceu? — perguntou com medo. Imagine os boatos que poderiam surgir, os rumores aumentariam!
— Vi! Não se preocupe, sou igual a você. — disse tentando lhe passar confiança.
— Igual a mim? Eu não a compreendo, sinto muito, deve estar me confundindo com alguém. — falou, dando um passo para trás.
— Venha comigo, . Eu e meu irmão lhe explicaremos tudo. — estava querendo explicar a garota ao seu lado tudo, mas não seria adequado naquele momento. estava em pânico por ter andado sobre a água e controlá-la!
— Só me espere trocar de roupa... — disse e saiu até o vestiário. entrou no vestiário e viu .
No campo de futebol, todos os meninos jogavam pela grande e esguia quadra. Em um canto da arquibancada, um pouco escondido, estava Niall. Ele não tinha muitos amigos, a não ser pela sua irmã, e Liam. Todos na escola não falavam com ele por achá-lo “estranho”. Bem, de fato ele era, mas não na aparência.
— Niall! Niall! — gritava seu nome, as mãos da garota estava entrelaçadas com as de , que parecia assustada ainda com o ocorrido na piscina. Niall virou seu rosto na direção da irmã, e sorriu automaticamente. trazia consigo. Niall perdera as contas de quantas vezes tentara falar com a garota, mas ele sempre travava. Ela era o amor da vida dele, aliás, de qualquer outro garoto da escola. tinha feições angelicais, um corpo esbelto, olhos agora azuis, cabelos loiros ondulados que chegavam até seu busto. Ao ver que a garota se aproximava ainda absorta de seus pensamentos, a encarou. , que olhava o jogo de futebol, encarava Louis jogando. Ao virar o rosto, encontrou Niall e sorriu. Nunca entendera por que não se aproximavam de Niall, ela sempre quis ser amiga dele, mas sempre que chegava perto, o rapaz saía ou a olhava com desdém.
— Olá, … — Niall sorriu terno para a irmã.
— Niall, esta é , ela é uma das herdeiras. — Então o sorriso dos lábios do garoto se desfez. Não, ela não havia vindo para falar com ele. Então, se ela não fosse herdeira, ela não estaria perto dele. Bem, mas ele ainda tinha uma chance... — , vamos lhe contar tudo, você já tem 16 anos e seus poderes estão começando a fazer efeito.
— Pois bem... . — Niall começou, mas fora interrompido.
— Por favor, me chame de ! — Ela sorriu meiga para o garoto a sua frente, que lhe abriu um sorriso tímido.
— Pois bem, ... Tudo começou aproximadamente uns 500 anos atrás...
O garoto lhe contou um pouco da história cujo sabia, [N/A: A história cujo ele conta é um pouco do Prólogo Xx"] e assim que terminou de lhe explicar, suspirou.
— E foi assim que tudo aconteceu... — Niall disse encarando timidamente. Ela o encarava nos olhos. Niall franziu o cenho ao perceber algo diferente em seu rosto, e sorriu. — Seus olhos não eram castanhos?
— Do que está falando, Niall? — sorriu como se ele estivesse enganado. — Meu olhos são castanh.... — Rapidamente, entregou-lhe um espelho e ela viu seus olhos azuis. — Meu Deus! — exclamou espantada.

Na sala de laboratório, se concentrava em seu projeto com mais uma garota, Tiffani. Deveriam ver se o fogo saía do material apropriado que havia na bancada, se ele poderia apagar ou aumentar o fogo se um copo o tampasse. Do outro lado da sala, estava Harry fazendo seu projeto, seus cotovelos apoiados na bancada e seu queixo sendo apoiado pelas costas de suas mãos, ele estava com tédio, e isso não seria nem de longe algo imperceptível...
olhava o fogo com tanta intensidade que ela poderia encarar aquele fogo por toda sua vida. Ela tinha vida? Não. Aquilo não poderia ser chamado de vida. era — junto a seu irmão Zayn — uma das garotas mais bonitas e populares do colégio. Se ela ligava? Nem um pouco, tampouco se importava em ser a mais bonita... Mas ela gostaria de ser bonita para uma pessoa, Harry, mas ele não dava atenção a ela. Nunca dirigira pelo menos um olhar. Ou pelo menos era isso que ela pensava.
Aos poucos, os olhares intensos lançados em direção ao fogo foram se aprofundando. parecia estar em um transe, cada movimento que fazia com o fogo, o mesmo parecia dançar, mas não era por conta do vento, e sim da garota. Ela saiu de seu “transe” ao escutar Tiffani gritar.
! SEUS OLHOS ESTÃO VERMELHOS! — Tiffani colocou as duas mãos em sua boca em uma expressão de pânico. a olhou sem entender, todos os olhares foram direcionados a ela.
— O quê? — perguntou sem entender.
— S-seus o-olhos... — Tiffani disse, o professor se aproximou de e lhe entregou um tubo de vidro para ver seu reflexo, seus olhos estavam vermelhos, vermelhos como o fogo.
— Precisamos levá-la a um médi... — o professor falou, mas foi interrompido por Matt, um garoto do grupo de Harry.
— OS OLHOS DO HARRY TAMBÉM ESTÃO VERMELHOS! — gritou Matt, apontando para Harry, o professor direcionou seu olhar até a ele, Harry e se encararam com intensidade. Ambos olharam novamente para o fogo, os dois ergueram uma das mãos, rapidamente o fogo se deslocou para a palma da mão deles, mas... Não os queimava.
As expressões de todos presentes ali era de surpresa, mas então, novamente e Harry se encararam, e o fogo saiu de controle, se espalhando por toda a sala.
— CORRAM! CORRAM! — o professor gritava, todos os alunos saíram apavorados do prédio escolar, menos e Harry. Eles continuaram ali em pé, encarando um ao outro. O fogo tocava suas peles, mas não os queimavam, nem os deixava com calor. Aos poucos, os dois foram se aproximando e o fogo foi dominado pela sala.

estava concentrada no jogo de vôlei. A garota que tinha sua posição como levantadora, sendo a melhor do time, por mérito, era a capitã do time de vôlei do colégio Nancy’s.
Ao segundo set da partida, o time de ganhava de vinte quatro a vinte um, e foi então que tudo aconteceu...
A bola vinha na direção de . A menina levantou suas mãos para rebater, mas sem sequer bateu na bola. criou uma espécie de “barreira”, fazendo a bola voltar e cair do outro lado. Percebendo a ação, olhou para as mãos e franziu o cenho. Ela nunca havia feito aquilo! Saiu de seus pensamentos ao sentir um cheiro de queimado vindo do prédio ao lado, na sala de onde e Harry se encontravam, ainda vivos.

Ainda no campo, Niall, e conversavam, até mudar o rumo da conversa.
— Se... São dez herdeiros, e cada um tem sua “alma gêmea”... — ela disse fazendo aspas com seus dedos. — Quem é o meu? — e Niall se entreolharam e sorriram para .
— Depende... — disse Niall.
— Do quê?! — disse animada.
— Do elemento que você domina... — completou.
— Bem, você, , viu o que eu fiz com a água, então tecnicamente meu elemento é a água! — falou. O sorriso de Niall abriu-se, mais um pouco e poderia dizer que o rosto dele se rasgaria! — Ah, então sua “alma gêmea” é o Niall! Ele também é água! — disse sem desdém alguma.
— Estão sentindo esse cheiro? — Niall perguntou fungando.
— Não mude de assunto, Niall! — disse, encarando-o.
— Não... Eu também estou sentindo... — disse se levantando e fungando um pouco.
— Isso parece...
— Fogo! — exclamou com os olhos arregalados.
Os três levantaram-se rapidamente. Niall deixou que e fossem a sua frente, o garoto não queria perder as duas um minuto sequer de vista. Ao chegarem ao pátio, puderam ver que o prédio do laboratório ciências e biologia pegava fogo. Os três se entreolharam e correram até o prédio. Ao chegarem a frente à porta que dava acesso até o local, eles foram impedidos por um dos professores.
— Voltem! — o professor de história os disse.
— Mas... Mas, nós podemos deter o fogo! — disse batendo os pés.
— Não quero saber, voltem! — O professor os deu um empurrão, mas nenhum deles se moveu. Niall segurou a professor enquanto abria a porta e vigiava. abriu a porta e logo os três entraram, ou assim eles pensaram. Os três, sem querer, deixaram a porta aberta. , que vinha correndo em direção ao prédio, viu o fogo e entrou no mesmo.

e Harry continuavam no fogo. A sala já estava devastada, o fogo dominava lá dentro, mas não os queimava, o fogo tocava a pele de ambos, porém, parecia que, para eles, quanto mais fogo, melhor.
Não havia sinal de ninguém aqui, pensou . O prédio todo estava em chamas. Ela estava pronta para sair dali quando viu duas silhuetas dentro de uma das salas, ela não podia deixar duas pessoas ali, ela não poderia deixar duas pessoas morrerem ali... Poderia? — Quem é você? — perguntou para , fazendo a mesma pular de susto, a mesma virou, causando novamente uma “barreira” e levando os três até a parede mais próxima, os fazendo cair.
— Oh meu Deus. Eu sinto muito, perdoe-me por isto! — correu até eles e os ajudou a se levantar. — Sou , precisam me ajudar! Tem duas pessoas presas dentro daquela sala! — os levou até a sala de laboratório, Niall e perceberam que as duas pessoas continuavam em pé ali, o fogo os tocava, porém não os tocava.
, eu preciso de sua ajuda, não consigo sozinho... — Niall entrelaçou sua mão com a de , e a encarou. assentiu, sabia o que tinha que fazer, mas não sabia como. Porém, logo dentro dela se moveu quando Niall pegou sua mão, a mesma parecia ter ouvido um clique. Ela fechou os olhos. Niall, que ainda observava , vendo o que ela estava fazendo, fechou os olhos. Os dois sentiram o poder percorrer todo o seu corpo, de uma forma surpreendente! Logo, a água foi invadindo a sala e tirando todo o fogo. Harry e estavam paralisados ainda no meio da sala.
— O-obrigada! Pensamos que iríamos morrer! — abraçou cada um deles, Harry caminhou até e lhe abraçou forte.
— Obrigado, ... — Harry disse e depositou um beijo no rosto da “irmã”. Niall apenas ficou os encarando, “Por que não poderia ser eu a beijando? Por que não poderia tê-la em meus braços?” Niall pensara.

estava jogando futebol, seu time ganhava de três a dois. corria rapidamente pelo gramado, a bola em seus pés. Ela desviava de todas as garotas, e, com uma bela “bicicleta”, ela fez um gol! Levantou-se e gritou. Três garotas do seu time chegaram correndo e pularam em cima dela. Na arquibancada, Zayn a observava sorrindo. Já havia virado um hábito ele matar aula para ver jogando bola.
Ela era tão linda, tudo nela parecia perfeito. Zayn nunca se cansava de olhar para ela. era popular, não que ele não fosse. Na verdade, ele era um dos garotos mais populares e bonitos de todo o colégio. era a garota mais cobiçada de todo a escola, sem contar com , irmã caçula de Zayn. Ela sempre estava rodeada por amigas e garotos. O jogo continuou e Zayn continuava ali. corria como o vento, quase não se podia vê-la. Dois minutos antes do jogo acabar, o time adversário estava com a bola, uma garota com cabelos castanhos e presos em um rabo de cavalo, estava com uma expressão determinada corria em direção ao gol, apareceu ao seu lado, a garota não parecia surpresa, então continuou a correr. As duas estavam ombro a ombro, em um minuto a garota estava em pé, correndo a toda velocidade, e no outro ela estava no chão. Todos ficaram confusos, como ela havia caído? tinha visto uma planta, que não estava ali antes, havia crescido e a garota tropeçou. A garota encarou , que estava meio afastada. “Essa planta não estava ali”, pensou , confusa, mas ela não pode ter crescido do nada, era ridículo. O jogo acabou e todos ainda estavam estranhando o que havia acontecido, mas o assunto foi deixado de lado. saiu do campo correndo, e foi na direção do vestiário. Lá, ela se sentou em um enorme banco e se encostou na parede. Seu coração estava acelerado, ela se levantou e encarou a si mesma no espelho. Com um susto, se afastou do espelho.
era uma garota extremamente bonita, ela tinha conhecimento desse fato, cabelos pretos ondulados, era esguia, possuía a graça ao andar de uma bailarina, curvas bem definidas, uma boca cheia, e olhos azuis chamativos, que para a o seu total espanto, agora estavam de um verde incrivelmente intensos. Ela ficou observando a si própria, com o queixo caído, seus olhos, até as outras garotas entrarem conversando no vestiário. se virou e foi trocar de roupa, depois de encontrar suas roupas e as vestir, saiu em disparada do vestiário. Zayn, que havia visto o jogo até o final, agora já estava indo embora. Ele estava caminhando, distraído, até que esbarrou em alguém. levantou os olhos e encarou a pessoa que acabara de esbarrar. Corou ao perceber quem era, Zayn.
— Desculpa, eu não... Não era... — ela murmurou.
Zayn olhou para ela. Vendo o quanto havia corado, ele sorriu.
— Oi. — ele falou.
olhou para os próprios pés, com medo de encará-lo.
— E-eu... Sinto muito, eu não pretendia esbarrar em você... Eu... — ela pressionou os lábios um no outro, “Eu sou ridícula!” Ela se xingou.
— Não, a culpa foi minha. Eu estava completamente distraído. — ele disse.
ficou ali parada por mais alguns segundos, só encarando-o. Zayn era muito bonito, o maior sonho de muitas garotas do colégio, não era uma exceção. Os olhos castanhos, o sorriso... Corou novamente. Zayn sorriu, o que fez a mesma sorri timidamente.
— Eu tenho que ir. — ela falou.
Ele assentiu. Viu se afastar em passos largos, “Eu sou um covarde! Um enorme covarde”, pensou Zayn.
! — ele gritou. A mesma se virou e encarou-o, com a testa franzida.
— Sim...?
— V-você... Eu... Você quer passear comigo pelo campus? — perguntou Zayn. O garoto coçava a nuca em uma expressão de timidez.
O rosto de parecia tentar se partir no meio, ela sorria de orelha a orelha. “Zayn está me convidando pra sair!” Comemorou ela mentalmente.
— Claro!
Zayn e andavam lado a lado, em um constrangedor silencio.
“Bem que aqui poderia ter uma flor...” , pensou Zayn. No instante seguinte a sua frente e de , brotara uma bela flor. Zayn parou de andar, o que fez fazer o mesmo. Zayn se abaixou lentamente, porém não quebrou o contato visual com . O garoto pegou a flor e caminhou até ela.
— Uma bela flor, para uma bela flor... — Zayn disse colocando a flor no canto da orelha esquerda de . A mesma sorria timidamente.
— Obrigada, Zayn... — A garota fitou o chão, Zayn, por sua vez, entrelaçou a mão dos dois e prosseguiram com o passeio pelo belo campus. não se incomodou com o toque, e, sentindo-se confortável, deitou sua cabeça na curva do pescoço de Zayn, fazendo com que ele desentrelaçasse suas mãos e colocasse sua mão na cintura da garota.

Louis estava pronto. Ele estava nervoso, claro, mas estava extremamente confiante. Olhou para o campo, e viu outros garotos da sua idade, todos prontos para o teste.
— Tomlinson! — gritou o treinador.
Louis se levantou do banco e correu para o campo. Era por isso que ele estava esperando há muito tempo, e não nada iria estragar o que ele mais queria, mas ele não contava com o impossível. Louis jogou por alguns minutos, antes do treinador gritar por ele novamente, o mandando ficar no gol. Ele estava esperando por isso. Ficou na frente da trave, pronto. Não demorou nada até que um jogador do time adversário viesse com a bola nos pés. Louis olhou fixamente para a bola, o garoto corria de mais quatro garotos do time de Louis, era incrivelmente rápido. Com um chute bem dado, a bola veio voando na direção do mesmo. No último minuto, Louis pulou para pegar a bola, mas algo estranho impediu que a mesma chegasse as suas mãos. Uma espécie “parede” feita de vento se formou na sua frente, fazendo a bola cair no chão. Louis deu um passo para frente e levantou uma mão, tocando a “parede”. Era estranhamente sólida, como fosse feita de tijolos. Tentou dar mais um passo para frente, e a parede se desfez. Todos estavam, completamente, perplexos. O que havia acabado de acontecer? Bem, isso todos no local se perguntavam.
— Tomlinson! — berrou o treinador. — O que você fez?!
Louis, que até pouco tempo atrás estava confuso e perplexo, agora franziu a testa.
— O que eu fiz? — ele repetiu. — Eu não fiz nada!
— Você está no time! — Louis se surpreendeu.
— Como é?
— Você está no time, garoto! Nunca vi ninguém em todos os meus anos aqui fazer o que você acabou de fazer! Incrível! — falou o treinador se afastando.
Louis piscou, estupefato. Depois de alguns segundos, ele saiu do campo, recebendo alguns elogios de outros garotos que estavam no banco. Louis andou diretamente até o vestiário, depois de trocar de roupa rapidamente, ele correu para a sua próxima aula. Tinha que encontrar !

Liam andava, despreocupadamente, pelo longo corredor, cheio de adolescentes. Ele estava atrasado para a sua próxima aula. Química. Todo mundo estava preocupado com o que havia acontecido no prédio de laboratório ciências e biologia, mas o incêndio já havia sido devidamente controlado, e ninguém havia saído ferido, então tudo voltou ao normal. Ao entrar na sala, pôde perceber o quanto estava atrasado. Todos os alunos já estavam sentados em duplas, o único lugar vazio era a lado dela. Liam sentiu seu rosto arder, ele estava corando. O mesmo andou até o lugar, e encarou a garota que estava sentada no banco ao lado.
— Com licença, tem alguém aqui? — ele perguntou apontando para o banco.
A garota se virou e Liam a encarou. “Ela é tão linda!”, ele pensou. A garota tinha longos cabelos castanhos que nem de longe eram lisos, possuía lindos olhos verdes, um rosto pálido como o de uma pessoa doente e bochechas incrivelmente rosadas. Ela não usava maquiagem, e mesmo assim ela era linda. Ela sorriu ao ver quem era.
— Oi, Liam, não... Não tem ninguém aqui, pode sentar! — disse animada.
Liam piscou lentamente e se sentou. virou-se para ele, com um enorme sorriso, que fez Liam suspirar.
… Eu… Ãhn… — ele tentou falar, mas as palavras formarão um enorme bolo em sua garganta.
Liam era perdidamente apaixonado por Horan, a irmã do seu melhor amigo, Niall. Eles se conheciam há anos e Liam pôde presenciar todas as mudanças da garota. Ele já havia se acostumado a amar a garota em silêncio, afinal o que ele podia dizer: ”Oi , sou eu, o Liam, o melhor amigo do seu irmão. Olha, depois de todos esses anos eu juntei coragem pra vim até você e dizer que te amo” ? Se era a sua única opção, Liam estava decidido a continuar a esconder seus sentimentos, até a hora certa. Para salvar Liam de mais uma desculpa esfarrapada de por que ele não consegue falar na frente dela, o professor entrou na sala. A aula foi uma das mais lentas da vida de Liam, ele praticamente podia ouvir seu coração batendo.
também não estava muito animada, ela estava nervosa. Havia deixado , , e Harry com Niall. Ele estava nesse exato momento explicando o que havia acontecido. Mesmo estando longe, podia ver os rostos confusos deles. Liam, ao seu lado, parecia estar com sono. olhou para ele, o mesmo a encarou. No outro segundo, os dois coraram. Liam e sentiam a mesma coisa um pelo outro. Os dois tinham medo de contar tudo e isso estragar a amizade deles. levantou os olhos e viu Liam encarando o professor novamente. Ela suspirou e voltou sua atenção a aula. Minutos depois, sentiu seus olhos mudando de cor, isso só acontecia quando ela usava os seus poderes, ou quando... Outro herdeiro, o herdeiro que seria a sua alma gêmea estivesse perto. A mesma olhou para o lado e viu Liam ficando tenso. Ela olhou para a mesa, onde a mão de Liam estava, e viu a mesma ficar completamente coberta por geada. “Oh meu Deus... Isso é impossível!” , pensou , assustada. Liam encarou a mesa, vendo o que havia acontecido, retirou a mão, e olhou para , que viu seus olhos da mesma cor que o seu deveria estar.
— E-eu fiz isso?! — perguntou Liam baixinho enquanto o professor escrevia no quadro.
— Liam, olha... Está tudo bem. Não se preocupe, v-você... Você é igual a mim! — estava mais pálida do que o de costume.
— Igual a você? — repetiu Liam. — O que isso quer dizer?
— Quer dizer que temos que sair daqui. — falou se levantando.
— Não pode podemos sair daqui, está no meio da aula!
— Eu preciso tirar você daqui!
fechou os olhos e levantou uma mão.
Apportez sur la glace et commencent à dominer — falou a mesma.
— O que é... — o professor começou, mas foi coberto de gelo.
Em poucos segundos, toda a sala estava completamente tomada pelo gelo, menos Liam, que parecia ter visto a coisa mais absurda do mundo — não que ele estivesse errado, é claro.
— O q-que... O que você é?! — perguntou Liam, de pé.
— Liam, por favor, não tenha medo de mim... — começou , tentando se aproximar dele.
— Não ter medo de você?! — gritou Liam, dando um passo para trás. — Você acabou de congelar todo mundo nessa sala, e me pede pra não ter medo?!
— Liam, olha, isso não é nada comparado ao que você e eu podemos fazer juntos... Você é tão poderoso quanto eu, você também pode fazer isso, e muito mais! Liam, você só precisa me escutar! Só isso, mas, por favor, não tenha medo de mim. — implorou ela.
— O que você é?! O que está acontecendo?! Eu quero respostas! — falou Liam.
— Eu pretendo responder todas as suas perguntas, mas primeiro eu preciso tirar você daqui! — disse .
Ela abriu a porta e saiu da sala, Liam continuava em pé, ao lado de seu banco.
— Você vem ou não? — perguntou ela impacientemente. Liam andou até ela, meio hesitante.
— Vamos.

Zayn estava confuso, ele não encontrava ninguém. Normalmente, sentava-se ao lado de Harry na aula de Historia Mundial, mas ele não apareceu. Normalmente, sentava-se ao lado da irmã, , na aula de Literatura, mas ela também não apareceu. Na última aula, ele já estava morrendo de preocupação. Já havia ligado milhões de vezes para , e ela não havia atendido uma. Estava decidido a encontrá-la depois da aula. Ao entrar na sala, ele foi se sentar no seu lugar de sempre, no fundo. Rapidamente, a sala começou a ficar cheia, e ela entrou. Zayn havia totalmente esquecido que tinha aula com ela. “Droga”, ele pensou. — Oi, Zayn. — cumprimentou . Ela sorriu por um instante, mas o sorriso foi arrancado de seu rosto. — Zayn, desculpa vim aqui te perguntar isso, mas... Você viu o meu irmão?
Zayn tentou não ficar triste ou com raiva. não havia vindo falar com ele, ela só queria saber de Harry.
— Não! — resmungou ele, friamente. — Agora, sai. Eu estou ocupado!
O que restava do seu sorriso desapareceu por completo, com o cenho franzido, ela perguntou.
— O quê...? Por que você está assim? E-eu... Eu fiz alguma coisa? — pareceu preocupada.
Zayn deu de ombros, e virou o rosto. ficou ali, olhando para ele, com lágrimas nos olhos. Ela se afastou e correu para o banheiro. Lá, se trancou em um dos box e começou a chorar. Ela não fazia ideia de por que estava chorando, mas suas lágrimas escorriam com vontade própria. “Eu não entendo” , ela pensou, “Por que ele está bravo comigo? O que eu fiz? Eu achei... Achei que ele sentisse o mesmo por mim.”

e Niall estavam ferrados. , Harry, , e Liam os encaram, com os olhos cheios de perguntas. Todos eles queriam respostas, e ninguém entendia direito o que havia acontecido.
— Estamos esperando! — falou , revirando os olhos.
, não os pressione! — repreendeu .
— A princesinha aí só quer as coisas do jeito dela, . — comentou Harry, encarando .
— Estamos esperando aqui há eras! — exclamou a mesma com raiva. — Eles não vão me explicar o que aconteceu, ótimo, não me explique, eu descubro sozinha! — se levantou e saiu andando.
, impacientemente, fez um leve movimento com seus dedos e, no seguinte instante, os lindos sapatos de marca de estavam rodeadas de gelo, impedindo a mesma de sair do lugar.
— Você... Me solte! — gritou ela.
e se encararam intensamente, até que Niall colocou a mão sobre a da irmã.

piscou, e olhou para Niall. Palavras saíram silenciosamente de seus lábios: deixe pra lá, ela vai entender. bufou e, com outro movimento de mão, o gelo desapareceu. olhou para os sapatos, que estavam meio molhados.
— Você estragou o meus sapatos! — gritou .
, por favor… — implorou.
— Não! — gritou ela, batendo o pé no chão.
Inesperadamente, os olhos dela ficaram vermelhos novamente. Ela não parecia ter notado que na palma de sua mão havia uma chama, claro que não a machucava. A chama, na verdade, parecia deixar mais forte. Ela encarou com ódio e lançou a chama no ar, que rapidamente se transformou em uma bola de fogo e voou na direção de e Niall. Por reflexo, Harry se levantou e correu para frente deles. Ele, por sua vez, com os olhos tão vermelhos quanto os de , levantou a mão e pegou a bola. Todos estavam tensos, e Niall nunca tinham visto ninguém ter tanto controle dos poderes, mesmo sem treinar — afinal, eles haviam demorados messes para aprender.
— O que foi isso?! –gritou e Zayn ao mesmo tempo, ao perceber o que havia acabado de acontecer, os dois encararam um ao outro, com raiva.
, Niall, , Liam, , Harry e encararam os dois, assustados.
, você… Você está bem? Estive procurando você há horas! Por que não atendeu os meus telefonemas? — Zayn se aproximou da irmã, preocupado.
olhou para os outros, ficando pálida.
— E-eu estou ótima! Muito bem... — ela forçou um sorriso.
Zayn não parecia convencido, mas não falou mais nada.
— O que está acontecendo aqui? — perguntou . — Harry...?
Todos os sete ficaram mais pálidos e cada vez mais nervosos. Os nove ficaram num silêncio estranho, até que Louis os viu no meio do campus. — ! Onde você estava? Adivinha! — gritou Louis correndo na direção da irmã com um lindo sorriso estampado no rosto, mas, ao perceber como estava, seu sorriso desapareceu instantaneamente. — O que houve?
correu até o irmão e o abraçou. Louis pareceu meio surpreso, mas a abraçou de volta mesmo assim. — Louis...
Antes que ela pudesse completar a frase, o chão começou a tremer. Não havia mais ninguém além deles no campus, apenas os dez, todos com medo. agarrou a mão de Zayn sem querer. Os dois encararam um ao outro, assentiram e fecharam os olhos, como se houvesse ensaiado isso a semanas. Zayn e começaram a entoar um feitiço — Niall e eram os únicos que sabiam desse fato, é claro — que não pôde ser ouvido, pois o som do tremor ainda era enorme. O chão por um minuto parou de tremer, mas não durou muito tempo. Um clarão apareceu no meio do campus, ofuscando a vista de todos os dez. Depois de alguns segundos, eles puderam ver uma garota — ela não parecia ter mais demais de 18 anos — morena, com longos cabelos negros trançados com longos fios de ouro, um corpo bem modelado, parecia bem alta, e com incríveis olhos castanhos. Ela vestia um simples vestido branco. Mas ela não era real, era mais como uma imagem refletida. Mesmo assim, ela abriu um sorriso radiante para eles.
— Finalmente encontrei vocês! — Ela era extremamente bonita, porém em seu rosto havia um expressão preocupada.
— Quem é você? — perguntou .
— Espere, eu sei quem é você... Você deveria estar morta! — falou Niall.
A garota riu.
— Asseguro a você que eu não estou morta, Niall.
— Como você sabe o meu nome? — Agora ele parecia assustado.
— Eu conheço todos vocês, eu e alguns amigos estamos sempre de olho em vocês. — ela balançou a cabeça, e sussurrou alguma coisa em outra língua, francês, talvez, para alguém ao seu lado. Depois de alguns segundos, ela se virou para eles novamente. — Vocês precisam sair daqui, não é seguro, muito gente está atrás de vocês... Há cinco casas, ao norte da cidade, distante o bastante para ninguém as encontrar... Só vocês poderão vê-las, lá há tudo o que vocês precisam. Todos vocês tem que ir pra lá, ninguém pode ficar pra trás.
— Não pode ser nada mais especifica? — murmurou . — Com... Um endereço, quem sabe. — ela sussurrou. — Sim, a beleza os enfeitiça, porém algumas vezes, ela também pode ser temida. — A imagem dela estava ficando embaçada, sua voz cortada. — Vocês estão sendo perseguidos, quanto mais usam seus poderes, mais perto eles estarão de encontrar vocês. Não os usem sem necessidade, tomem cuidado.
Então ela sumiu. e Niall se entreolharam. Os dois haviam entendido o que havia acontecido, mas não gostaram de nada. Todos os outros estavam mais pálidos e confusos. , e pareciam prestes a desmaiar. Louis, Zayn, Liam estavam todos muito pensativos. era a única que parecia ter aceitado aquilo numa boa. Depois de alguns segundos, todos começaram a ir embora. — Para onde vocês estão indo?! — gritou . foi a única que se virou. — Sinto muito, , mas nenhum de nós vai acreditar nessas bobagens. — Não são bobagens! — protestou Niall. — Tudo é verdade, nós precisamos ficar unidos, parar de brigar, vocês ouviram o que ela disse! Precisamos encontrar essa casa! — Niall, vendo que todos continuaram a andar, correu até e segurou seu pulso. Louis olhou para Niall e lhe lançou um olhar nada agradável. — ... Lhe contamos tudo! Você viu o que fez com a água! Notou seus olhos mudando de cor... Confie em mim!. — Niall pediu-a. olhou para ele e se juntou a ele e a .
— Isso é loucura! — falou Harry. — Vocês três são completamente loucos! — Como vocês fizeram isso? Onde estão os projetores? — indagou Louis. — Parem! Isso não é uma brincadeira! Estamos procurando os herdeiros há anos, desde que descobrimos nossa história, nunca iríamos brincar com isso! — implorou. — Vocês precisam acreditar em nós!
Os sete se entreolharam e assentiram. — Vocês têm cinco minutos, cinco, antes de nós irmos embora! — falou Zayn.
Quatro minutos depois, milhares de perguntas já haviam sido respondidas. Todos os sete já estavam entendendo a história. Principalmente , já que fora a primeira a descobrir.
— E bem... Essa é nossa história. — falou . Um silêncio estranho dominou os dez.
— Mas espere, isso significa que cada um de nós tem uma alma gêmea, que é outro herdeiro? — perguntou Zayn.
— É, dois herdeiros vão controlar um elemento, esses dois são almas gêmeas. — explicou Niall. — Bem simples, para falar a verdade.
olhou para ele, corando. Liam fez o mesmo com . Ela olhou para ele por um instante. Não sustentando seu olhar, ela abaixou os olhos.
— E você é obrigado a ficar com ele ou ela no fim? — perguntou Harry, fazendo uma careta.
Todos perceberem o olhar que mandou para ele após sua pergunta. riu. — Sim... Segundo a lenda, você vai começar a gostar dela ou dele, se apaixonar, e finalmente... — ela corou e não completou a frase. Novamente, eles ficaram em silêncio completo. — Você passou todo esse tempo falando de histórias e lendas, como vamos saber se é verdade? — perguntou .
Niall e não sorriram.
— Porque todos você sabem o que aconteceu hoje, acidentes que não podem ser explicados. Vocês podem não acreditar nisso, mas o que acontece é que isso não vai mudar. Todos esses “acidentes” vão continuar acontecendo, e acontecendo até coisas ruins acontecerem e vocês matarem alguém... — falou Niall. Ele olhou , que ainda não encarava ninguém. — A não ser que vocês treinem e aprendam a controlar seus poderes. E além do mais, vocês viram o que fizeram hoje!
— Se não treinarmos... O que vai acontecer? — perguntou . — Como Niall disse, coisas ruins podem acontecer, seus poderes estão bagunçados, vocês sem treinamento podem facilmente matar alguém. — falou levantando os olhos, encarando a todos.
— Você... Você já matou alguém? — perguntou Liam assustado.
Niall colocou a mão sobre a mão de sua irmã. Ele pôde ver seus olhos se enchendo de lágrimas.
— Chega! Se acreditam em nós ou não, vocês precisam ir conosco! — falou Niall se levantando.
— Eu vou. — falou , ela se referiu aos outros. — Eu acredito neles!
— Eu também. — Liam se levantou e sorriu para .
Um por um, todos os oito foram concordando em ir atrás da casa.
— Okay, agora o que vamos fazer? — perguntou . — A garota estranha do “vídeo” não falou onde fica a tal casa, apenas que era ao norte de Londres! Sabe quantas casas tem ao norte de Londres?!
— Vamos encontrar um jeito. — murmurou Niall.
— Agora temos que sair daqui, não podemos ficar aqui, muito magia foi usada. — falou .
— Então vamos para onde? Cada um para casa? — perguntou Zayn.
— É, Zayn, vamos ficar em casa, com nossos pais, que não sabem do que nós somos capazes. Nós podemos matá-los, lembra? — falou Louis, em seguida o garoto deu um pedala em Zayn que soltou um “Ouch!”.
— Parem, os dois! — reclamou . — Parecem duas crianças!
— Minha irmã está certa. — concordou Liam. — Não podemos brigar, nada disso vai adiantar! O que vamos fazer?!
— Vamos pra minha casa. — falou .

Minutos eles estavam chegando casa dos Horan. Um enorme silêncio reinou nos carros, ninguém sabia o que dizer.
— Niall! ! — gritou uma das empregadas assim que os viu descendo do carro — Oh meu Deus, sua mãe está morrendo de preocupação. Ela comentou até sobre mandar a polícia ir atrás de vocês! — vendo os convidados, ela sorriu. — Ora, quem são esses?
— Esses são nossos amigos, Amélia. — falou Niall. — Temos um enorme trabalho para amanhã, então você pode nos deixar a sós?
Amélia os olhou, confusa.
— Ãhn... Claro! Avisem-me se precisarem de alguma coisa. — ela se afastou e entrou novamente na casa.
— Vamos. Nós precisamos de um lugar calmo... — olhou para Niall.
— Vamos para o jardim.
Os dez contornaram a casa, indo na direção dos enormes jardins. Eles se sentaram ao redor de uma mesa decorada que ficava exatamente no meio de toda aquela bela paisagem natural.
— Então, o que devemos fazer agora? Fugir de casa? — perguntou .
— Eu não sei. Primeiramente, eu acho que nós devemos... — Niall disse, mas fora interrompido.
— Vocês ouviram isso?! — Interrompeu Harry.
— Ouvimos o quê? — perguntou Liam arqueando as sobrancelhas.
Todos ouviram um enorme barulho vindo da casa, seguido de um agudo grito.
— Ouviram agora?
— O que diabos foi isso?! — perguntou com os olhos cheios de pânico.
— Eu não faço a mínima ideia, mas não é uma coisa boa! — falou se levantando e correndo em direção a casa.
Eles correram atrás dela. Ao chegarem à porta de casa, viram-na arrombada, tudo estava destruído do lado de fora, não conseguiam ver . Ao entrar na casa, Niall correu na direção da irmã, que estava de costas.
, o que… — Ele não precisou terminar.
Os dez estavam diante de um corpo, morto. Amélia. Ela estava morta, com um enorme rasgo na garganta. O sangue escorria para todo lado. Seus olhos castanhos estavam abertos, cheios de horror, agora fitando o nada.
— O que aconteceu aqui? — perguntou Louis. — Como... Ela...?
Outro gritou veio do andar de cima. Todos correm em direção das escadas, mas continuava paralisada. Lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ela não podia acreditar que Amélia estava morta. Alguém vinha atrás dela, ouvindo os passos. Ela se virou e encarou a criatura mais feia que já havia visto. Era baixa, vestia trapos pretos, tinha o rosto coberto por uma capa, era magrela e em uma de suas mãos estava uma longa faca feita de ouro. Ela abriu a boca e soltou um enorme grito. Um som agudo que nenhum humano era capaz de reproduzir. Tirando o capuz, pôde ver um rosto em um formato estranho, ele ou ela — ela não sabia distinguir –, não possuía nariz, tinha um longo rasgo onde deveria estar a boca e olhos tão escuros quanto a noite. Ele investiu na direção de com uma velocidade sobre-humana. fechou os olhos, gritando.


Capítulo 2


Carla Bruni — Quelqu'un m'a dit

Algumas pessoas riem
Algumas pessoas choram
Algumas pessoas vivem
Algumas pessoas morrem

Algumas pessoas correm
Direto para o fogo
Algumas pessoas escondem
Todos os seus desejos. — McFly, The Heart Never Lies


Whitney Houston — I Will Always Love You

No andar de cima, Harry viu a coisa mais horrível que já havia visto em toda a sua vida. Em cima da cama do quarto dos pais de Niall e , estavam dois corpos. Niall, ao ver isso, ficou tenso. Correu até a cama, e balançou um dos corpos. Era uma mulher com cabelos tão longos e cacheados quanto os de , com olhos tão azuis quanto os de Niall. Ela era alta e tinha um belo porte físico. Em seu rosto, havia um lindo sorriso, como se ela houvesse acabado de ver a coisa mais maravilhosa, mas eles agora não possuíam nenhum brilho.
— Mãe! Mãe, por favor, acorde! Você não está morta! — gritou Niall, balançando sua mão freneticamente enquanto balançava o corpo da mãe.
Liam se aproximou do amigo, e colocou a mão em seu ombro.
— Niall... — ele não sabia o que falar, ninguém sabia.
— Saiam! — gritou Niall com raiva. — Saiam todos vocês! Eu não quero ver ninguém!

Os oito saíram do quarto, vendo o quanto Niall estava triste. Ninguém falou nada, não havia nada para falar. Liam era outro que parecia estar em choque, afinal, como não poderia estar? Conhecia a Maura e Bobby desde pequeno, mas um pensamento o deixou completamente desesperado. Antes mesmo de ele poder abrir a boca, perguntou.
— Gente... Quem vai contar para ? — ela estava pálida e se podiam ver seus olhos cheios de lágrimas.
Todos ficaram em silêncio, até ouvirem um grito agudo do andar de baixo. Os oito se entreolharam, assustados.

No quarto de Maura e Bobby Horan, Niall continuava a chorar. Lágrimas e mais lágrimas escorriam livremente pelo seu rosto. Ele não sabia mais o que fazer, seu coração estava apertado de um modo estranho, e, estranhamente, Niall se sentia com medo e sozinho. O que não era verdade, ele ainda tinha sua irmã... O que ele iria dizer para sua irmã? O pavor o dominou por completo, ele sentiu seu sangue gelar. Abriu a porta e viu , , , , Liam, Harry, Zayn e Louis, todos com uma expressão assustada no rosto. Quando Niall abriu a boca para perguntar o que havia acontecido, outro grito o calou. Todos se olharam e correram em direção as escadas.
Louis não sabia o que estava acontecendo, todos estavam muito confusos, e ele não era uma das exceções. Depois de muita luta para alcançar as escadas, todos os nove desceram e entraram na sala. Havia um barulho estranho vindo da cozinha, parecia um resmungo em uma língua que nenhum deles já havia ouvido. Francês. Entrando na cozinha, ele viu no chão, encolhida perto da bancada. De costas para Louis, havia um ser estranho, que ele nunca havia visto. O grito de fez o mesmo se arrepiar por completo.
, corre! — gritou Niall correndo em direção ao monstro.
O monstro olhou por cima do ombro e pulou sobre . A mesma gritou novamente, e tentou se esquivar, mas não foi rápida o suficiente. As garras do monstro rasgaram a sua calça jeans, ferindo sua perna. Com outro grito, ela se encolheu, tentando lutar para colocar a mão no lugar ferido, sem sucesso. Ninguém sabia o que fazer, todos estavam com medo. Liam, como o primeiro a se recuperar do choque, sentiu sua perna arder. Era uma dor torturando, que o mesmo nunca havia sentido. Niall fechou os olhos e entoou um feitiço. Rapidamente um cano no teto estourou, molhando todo mundo, até mesmo e o monstro, que soltou outro resmungo. olhou para Niall, que retribuiu o seu olhar. Ela deu um passo para frente e pegou na mão dele. Juntos, os dois fecharam os olhos novamente. Eles fizeram a água ir para cima do monstro, que caiu no chão. Em minutos, o monstro já não estava ali. Em seu lugar, um monte de cinzas. correu até , que tentava ficar de pé, mas sua perna parecia explodir em dor. Ela sentiu sua cabeça girando. “Eu não posso desmaiar”, pensou ela, mas se sentia mais fraca a cada minuto. Seus olhos estavam cada vez mais pesados. Liam, Zayn, Louis e correram na direção da garota, que aparecia mais fraca a cada minuto. estava estática, perguntando a si mesma como havia feito aquilo, e o mais importante... Como não matou ninguém? A não ser claro, pelo monstro.
, por favor, fique acordada. Não durma, você precisa ficar acordada. — sussurrou Liam, tocando seu rosto de leve.
Essa foi a sua última lembrança, antes do escuro a envolver por completo. estava com medo. Os pais de Niall e de estavam mortos, quem garantia a ela que os dela não seriam os próximos? Todos ainda estavam muito tensos depois do acontecido no andar de baixo, todos ficaram mais nervosos. Subiram as escadas com medo e entraram no quarto de , colocando a garota na cama delicadamente. Niall era o mais abalado com os acontecidos, não saiu do lado da irmã — agora desmaiada -, nem por um momento. As cinco meninas se trocaram no quarto, e os meninos ficaram no corredor. Nenhum conseguiu sair de lá. Todos queriam saber o que havia acontecido com .

estava sentada em uma cadeira de veludo na frente da penteadeira de , encarando o resto das meninas com nojo. fez uma careta ao pegar uma pinça e caminhar na direção da cama. Elas estavam tentando limpar o ferimento da perna de , mas havia alguns problemas. Depois de tirar parte do sangue de cima da perna, elas descobriram que havia um pedaço de uma das garras do monstro na perna, deixando o ferimento mais asqueroso. Ninguém conseguia olhar sem pelo menos ter vontade de vomitar.
— Eu não posso fazer isso. — choramingou .
revirou os olhos, impacientemente.
, por favor…
— Eu não posso! — falou ela com os lábios tremendo.
As quatro olharam para . Ela dormia tranquilamente, como se estivesse tendo um bom sonho. Ela estava coberta até o busto, mas uma de suas pernas — a machucada, obviamente — estava para fora das cobertas. Na altura da sua coxa, estava o machucado. Ele era enorme e possuía uma aparência horrível, havia sangue para todo o lado, elas não haviam conseguido estancar o sangue ainda.
— Quem se dispõe a fazer isso, então? — perguntou encarando as outras.
Ninguém olhou para ela. Suspirando, arrancou a pinça das mãos trêmulas de e caminhou até . De frente para a garota, sentia a cor escapar do seu rosto. Olhou para a perna da menina e sentiu uma vontade de vomitar. Deixa de ser fresca, , ela se repreendeu. Levantou a pinça e a aproximou do machucado.

Os meninos conversavam baixinho no quarto de Niall, quando ouviram grito de dor de dentro do quarto de , seguido de reclamações. Sem parar para pensar, todos os cinco correndo na direção da porta. Louis foi o mais rápido e girou a maçaneta, fazendo todos caírem sobre ele.
— Saiam de cima de mim! — gritou ele.
— Liam, para de pisar na minha mão!
— Eu não estou fazendo nada!
— Niall, para de me chutar!
— Para você de me bater!
Os cinco ficaram de pé, e olharam para a porta de , que continuava fechada.
— O que está acontecendo aí dentro? — perguntou Louis, sem fôlego.
deve ter acordado... — outro grito, um grito cheio de agonia, interrompeu Zayn.
Os cinco se encolheram.
— Há quanto tempo será que elas estão tentando? — perguntou Harry.
— Há só alguns minutos. Primeiramente, só resmungava e reclamava, mas agora... — falou . Abriu a porta e encarou os cinco. — Terminamos. — informou ela.
— Eu posso ver a minha irmã? — perguntou Niall, que até agora estava calado.
assentiu e deu um passo para trás, deixando Niall passar. Quando os outros tentaram, ela lançou um dos olhares mais diabólicos que eles já haviam visto.
precisa descansar. — falou .
— O Niall entrou! — reclamou Liam. — Não adianta reclamar com essa aí, Liam. — falou Harry olhando feio para .
olhou para Harry, parecia estar com raiva. Deu de ombros, como se não importasse a opinião deles.
— Niall é o irmão dela, e aposto que ninguém teve coragem ou tempo de contar o que aconteceu. — se virou e bateu a porta na cara deles.
Ao entrar no quarto da irmã, a primeira coisa que Niall percebeu foi o quanto ela estava mal. Na cama, parecia mais pálida do que o costume. Ela estava tão branca quanto cera. Seus cabelos, que normalmente ficavam soltos, estavam presos em um coque mal feito. Ela usava um pijama confortável, e, embaixo de seus olhos, havia enormes olheiras. Em sua perna, havia um pano branco com pequenas manchas avermelhadas. Ela, mesmo assim, sorriu ao vê-lo.
— Niall. — ela parecia muito cansada.
— Você está péssima. — comentou ele, caminhando e sentando ao seu lado. Ela riu, fraca.
— Obrigada. Niall segurou sua mão, e ela sorriu.
— Você está bem? — perguntou ele. Ela assentiu.
— Muito melhor. — ela murmurou.
Niall sorriu. Ela sempre tenta, pensou ele.
— Você é uma péssima mentirosa, é um dos motivos por que eu gosto de você, .
Ela balançou a cabeça, e encarou o irmão. Vendo os olhos vermelhos dele, franziu a testa.
— Seus olhos... — ela balançou a cabeça novamente. — Você...
Niall ficou de pé novamente, e se afastou da irmã.
— Eu estou ótimo.
— Seus olhos estão vermelhos! — falou ela, desconfiada.
— Não, é claro que não. Por que eles estariam? — ele indagou.
não falou mais nada, parecia mais cansada do que nunca.
— Niall, sinto em dizer, mas você tem que ir. — falou .
— Ir? Para onde? — ele perguntou confuso.
— Sua irmã precisa descansar. — falou , que vinha logo atrás de .
Niall assentiu, antes de chegar à porta, sentiu uma mão em seu ombro, .
— Niall, você não contou a ela, não é? — ela sussurrou.
Ele balançou a cabeça, negando.
— Eu não tive coragem, ela parece tão...
— Fraca. — completou , fitando o chão.
— Por favor, não conte a ela. Eu mesmo vou contar... — ele olhou para a irmã, que conversava animadamente com , e . — Quando a hora certa chegar.
— Seu segredo está a salvo comigo. — ela sorriu, fazendo Niall sorrir também.
Niall saiu do quarto. No corredor, Liam, Louis, Zayn e Harry o encaram, curiosos.
— E então, como ela está? — perguntaram Liam e Harry ao mesmo tempo.
— Contou a ela? — perguntaram Zayn e Louis.
Ele suspirou e andou até o seu quarto, que era ao lado de .
Os quatro garotos o seguiram.

— Eu estou ótima! — repetiu pela décima vez.
, , e riram.
— Niall está certo, você é uma péssima mentirosa. — falou , entre risadas.
pegou uma travesseiro e jogou nela. As cinco pareciam ser grandes amigas há muito tempo. Pareciam conhecer uma a outra há anos. Elas ficaram sentadas uma ao lado da outra até que deu um grito, assustando todo mundo.
— É guerra!
Ela pegou um travesseiro e bateu em , que pulou e pegou um também.
— Você não fez isso! — ela gritou.
— Sim, eu fiz! — falou , rindo.
correu atrás de pelo quarto, até as duas ficarem sem fôlego. Vendo , e rindo, as duas se entreolharam. — Por que vocês estão rindo? — perguntou , com raiva.
As três estavam rindo tanto que nem conseguiram falar direito, assim e pegaram mais travesseiros e começaram a bater nas meninas.
— É guerra! — gritaram as cinco. Todas corriam, menos , que tinha a perna machucada e apenas batia nas meninas quando passava entre ela.

No quarto de Niall, Louis, Zayn, e Harry estavam com uma das orelhas na parede, escutando o que as meninas estavam dizendo. — Meu Deus, eu não acredito que vocês estão fazendo isso. — falou Niall que estava jogado na cama.
— É melhor acreditar, cara. — resmungou Liam, que estava sentado em um canto do quarto. — Por que elas estão gritando? — perguntou Louis com a testa franzida.
Todos os cinco ficaram tensos, e olharam para a porta. Antes que eles pudessem correr novamente até a porta, ela mesma foi aberta, e , e entraram.
— O que houve? — perguntou Zayn preocupado.
— Me diga que está tudo bem com minha irmã. — disse Niall.
As três riram baixinho, como se soubessem algo que eles não tinham conhecimento, o que fez os cinco franzirem a testa.
— O que houve? — perguntou Zayn novamente, franzindo a testa. — Já está meio tarde, então... Nós... É... — gaguejou.
— Claro que vocês podem dormir aqui! — exclamou Niall.
Todos olharam para ele.
— Quero dizer, vocês podem dormir no quarto de , os meninos dormem aqui. — ele corou levemente.
— Mas então... Como está? — perguntou Liam, ele parecia extremamente preocupado.
— Bem, pegou no sono enquanto assistia um filme com . — respondeu .

Minutos depois, todos já estavam prontos para dormir. fora acordada para emprestar roupas para o restante das meninas, que agora já dormiam tranquilamente.
Ah, mas apenas um detalhe: As meninas estavam apenas com uma blusa e uma calcinha...

No meio da noite, a porta foi aberta e Harry colocou a cabeça para dentro do quarto. Tocando a parede, ele encontrou o interruptor, acendendo a luz. Seus olhos se arregalaram ao ver como as garotas estavam dormindo apenas com roupas tão intimas. Sem pensar duas vezes, ele fechou a porta e correu até o quarto de Niall. Lá, ele acordou a todos os meninos, que também já haviam dormido.
— O que houve, Harry? — perguntou Louis com a cabeça entre os travesseiros, sua voz saiu extremamente abafada.
Zayn procurou o telefone e encarou o visor, fazendo uma careta.
— São duas da manhã! — ele resmungou.
— Vocês precisam ver uma coisa! — falou ele. — As meninas...
Todos pareciam estar prestando mais atenção. — Há algo errado? — perguntou Niall.
Harry sorriu e piscou.
— Se há algo de errado? Papai do céu caprichou quando fez aquelas belezinhas! — ele disse sorriso malicioso. — Outch! — exclamou quando sentiu Liam e Louis o darem um tapa na cabeça.
— Mais respeito com minha irmã! — disseram os dois juntos.
— Enfim, venham! Vocês têm que ver.
Os meninos se entreolharam, assentindo em seguida. Eles caminharam até a porta de , que Harry abriu lentamente, acendendo a luz novamente. Depois disso, nenhum parecia mais com sono. Cada menino encarava uma garota diferente, com uma expressão muito parecia com... Fome. Nenhum deles conseguia mais piscar, tinham medo de acordar desse maravilhoso sonho. Niall, que foi o primeiro a sair do transe, encarou Harry.
— Como... — ele falou, mas todos os meninos o mandaram ficar calado. Em seguida, apontaram para , que resmungou alguma coisa e se virou, ficando com sua bunda para cima.
Oh meu Deus, quem poderia fazê-los irem embora agora? Louis encarou novamente e tentou não babar. “Como alguém poderia ter um corpo daqueles?”, ele se perguntou fascinado. Ele sempre achou a garota bonita, mas nunca havia conversado com ela. Seus cabelos curtos cor de caramelo estavam presos em um rabo de cavalo, deixando assim seu lindo rosto mais visível. possuía olhos tão castanhos quanto os do irmão, mas nela, ele pareciam bem mais atraentes. Tinha um nariz pequeno e arrebitado, bochechas rosadas, e lábios incrivelmente sensuais.
— Como elas podem dormir assim?! — perguntou Harry para ninguém em especial. Zayn, claro.
Todos não sabiam o que responder, não havia o que dizer.
Zayn esperava não estar babando, mas a probabilidade era de 0%. estava… Estava… Não havia palavras para descrevê-la, ele concluiu. Seus cabelos estavam presos em um coque e havia um lindo sorriso em seu bonito rosto. Ela parecia estar tentando um ótimo sonho. Zayn desejou saber o que ela estava vendo. Ela se virou novamente, seu rosto se contorceu em uma careta. Suas pernas, embaixo do lenço, não ficavam quietas, se moviam de um lado para o outro. parecia aterrorizada, como se seu lindo sonho tinha se transformado em um terrível pesadelo. Zayn franziu a testa.
Niall não queria piscar. Ao ver , ele perdera todo o sono que ainda lhe restava. Não sabia o porquê dela estar dormindo assim, como todas as outras meninas, nem como Harry havia descoberto sobre aquilo. Nada importava, ele só queria ficar ali, a observando. Seus cabelos loiros estavam espalhados em seu travesseiro, sua franja caia sobre um de seus olhos, parecia impossível, mas ela parecia mais bonita dormindo.
Liam estava desconfortável, mas, ao mesmo tempo, não havia sequer uma parte que desejasse sair dali. Seus olhos estavam fixos em , que parecia minúscula em sua cama. Ela continuava mais pálida do que o costume, mas fora isso parecia a mesma de sempre. Em uma de suas coxas, havia um pano totalmente manchado de sangue, sujando a cama também. Ela respirava tranquilamente. Liam poderia ficar ali para sempre, apreciando o movimento lento de seu busto.
Harry nunca havia reparado em , mas agora percebia o seu erro. Como ele nunca havia a notado? Não fazia sentido. Seus cabelos pretos tão escuros quanto carvão estavam de um lado de seu rosto. Ela dormia encolhida, de um modo incrivelmente angelical. Seus lábios estavam pressionados um contra o outro, como normalmente fazia quando estava nervosa, mas é claro que Harry não sabia disso. Ele não sabia muita coisa sobre Malik. Zayn, encarando , sem querer pisou em um sapato da irmã e acabou caindo no chão, com um enorme barulho. Todas as meninas acordaram com medo, levantando com um pulo.
— O QUE VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO AQUI? — berrou , sem reparar o olhar de Niall, ou de qualquer outro.
Louis estava vermelho de raiva, vendo o olhar que Niall lançou a sua irmã, o mesmo correu até , pegando um lençol e cobrindo-a. Em seguida, ele a tirou, arrastando-a para fora do quarto, enquanto ela se debatia e pedia para ele a soltar.
— Por que você está olhando para , Malik?! — gritou Harry para Zayn. Ele abriu a boca para responder, mas Harry já havia coberto sua irmã e saído do quarto, junto a ela. Do mesmo modo como Louis carregou sua irmã.
Ele e Louis não foram os únicos que fizeram isso, todos os meninos cobriram sua irmã, Niall, Zayn e Liam estavam prestes a tirar , e do quarto, quando Louis e Harry gritaram do andar de baixo. Pela voz, nenhum dos dois parecia muito animado.
— Fique aqui. — falou Niall para , que assentiu, sem olhar para ele.
Com isso, ele saiu do quarto com passos largos. Não demorou muito para e saírem do quarto, indo na direção das escadas. Só restando Liam e , que estava muito vermelha. Liam estava prestes a ir atrás da irmã, quando a mesma apareceu na porta novamente e disse:
— Liam, você... Pode ficar aqui com ? O Niall está gritando lá de baixo para não deixar ela sozinha aqui.
— Por que você não fica? — Liam perguntou, vermelho.
Ela não respondeu, só piscou e saiu andando.

— Como vocês puderam fazer isso?! — perguntou , alterada. Zayn não encarava a irmã, somente a Harry. Seu olhar pareciam milhões de flechas indo na direção do garoto, que ainda sustentava seu olhar.
— Não acredito que você ficou encarando ela, Styles! — gritou Zayn.
— E você?! Não finja ser um santo, eu vi como você estava olhando ! — retrucou o mesmo com raiva.
Zayn ficou em silêncio, não poderia mentir.
— E você, Horan? — perguntou Louis encarando Niall, que estava quieto em um canto. Ao seu lado estava . — Eu?! — Niall ficou pálido.
— Sim, você! Não posso acreditar que você ficou olhando para daquele jeito! — gritou Louis, sentando-se no meio dos dois.
Niall corou.
— Você não pode falar nada, pensa que ninguém notou você olhando para , não é? Estava quase caindo baba nela!
— Nós que deveríamos estar com raiva! — gritou descendo as escadas. Louis encarou ela, fazendo a garota corar. — Vocês que ficaram olhando a gente!
— O que você está fazendo aqui?! — berrou Harry, fazendo a mesma ficar confusa. — Não é com você! — falou para , apontando para alguém atrás dela, que olhou por cima do ombro e viu . — Escuto os gritos dos quatro lá de cima! — reclamou ela.
— Não poderia esperar como mandei?! — rosnou Harry com os dentes trincados.
— Eu não tenho que escutar tudo o que você diz.
-Não mudem de assunto, não há desculpa para o que fizeram. — falou , com braços cruzados e com raiva. Então veio o problema, os olhos dela ficaram vermelhos novamente.
— Temos uma explicação! — Zayn sabia que estava mentindo, mas não havia mais nada para falar nesse momento.
— Eu adoraria ouvir. — resmungou .
— Nós... Nós... — Niall gaguejou.
As meninas reviraram os olhos e saíram da sala, deixando os meninos sozinhos.
— Mandou bem, Horan! — murmurou Louis com raiva, ele tentou dar um beijo na bochecha da irmã, mas ela se esquivou.
— Você tinha uma ideia melhor?
— Elas estão certas, não podemos brigar. Precisamos nos unir e convencê-las a nos perdoar. — falou Zayn, tentando manter a calma.
Todos os meninos ficaram em silêncio. Não havia nada o que dizer, a não ser implorar por perdão. Nenhuma parecia disposta a ouvir qualquer coisa que qualquer um deles falasse. Eles estavam perdidos.

Liam encarava o chão, sem saber o que dizer. continuava jogada na cama, coberta até o pescoço, tão vermelha quanto Liam.
— Então... É... Você e-está bem? — ele perguntou, juntando toda a coragem que ainda lhe restava.
— Sim, bem melhor. — ela olhou para ele, sentindo suas bochechas ficarem mais coradas no momento em que ele a olhou de volta. Os dois ficaram assim, se olhando, por alguns minutos até não conseguir mais sustentar seu olhar. Liam pigarreou, tentando descobrir o que dizer.
— Sinto muito, ... Pelo aconteceu, não deveríamos ter feito o que fizemos.
— Isso é um pedido de desculpas? — estranhou , sorrindo.
Ele assentiu, sorrindo. Parecia impossível não sorrir ao ver a pessoa que você ama abrir um belo sorriso. Ele olhou para novamente, vendo seus olhos brilhando de um modo encantador. Liam se aproximou da cama, e se sentou na frente de , que o encarou ele surpresa.
— O que...
Antes que ela pudesse terminar, Liam levantou a mão e tocou a lateral do seu rosto, a fazendo ficar todo arrepiada. Seu polegar estava em sua bochecha, fazendo movimentos lentos. tremeu.
— Está com frio? — sussurrou Liam, sua respiração fazia cócegas em seu rosto.
não conseguia responder, ela abriu a boca, mas as palavras formaram um enorme bolo em sua garganta. A mão de Liam escorreu até seu pescoço e foi até a sua nuca, puxando ela, delicadamente, até mais perto de seu rosto. Seus lábios estavam a três centímetros de distância quando alguém bateu na porta. Os dois pularam para o mais longe do outro possível, e viram entrar no quarto.
— Perdi alguma coisa?
Nenhum dos dois respondeu, fazendo assentir. Liam olhou para , que não olhou para ele. Assentindo, ele saiu. Saiu por ver que ela não queria olhá-lo e não gostava dele, do mesmo modo como não queria aquele beijo. Pobre garoto, estava enganado.
— O que estava aconteceu aqui? — perguntou , animada. Animada até demais.
— Nada, não estava acontecendo nada. — ela mentiu, mordendo o lábio inferior.
— O Nini tem razão, você mente muito mal. — riu.
fechou a cara, e fez bico.
— Mentira! — ela murmurou, fazendo a amiga rir. — Espera aí, você chamou meu irmão de “Nini”? — perguntou surpresa. Ela sabia que o irmão tinha uma paixonite por sua mais nova amiga.
corou.
— Ele mandou eu o chamar assim.
— Oh meu Deus... — falou prolongando essas três palavras.

— Qual é a deles?! — perguntou ficando de pé com um pulo, e andando até o banheiro.
— Você foi dura demais com eles. — disse .
bufou, enquanto colocava seu vestido.
— Dura demais?! — repetiu . — , eles vieram e ficaram assistindo nós dormindo, quase nuas! Eles mereceram o que tiveram.
— Não acho que... — balançou a cabeça. Eles haviam feito algo errado, muito errado.

— Não devíamos ter feito isso! — resmungou Liam enquanto andava de um lado para o outro. — Eu não deveria ter feito isso!
— Qual é, Liam. — murmurou Harry entediado. — Vai dizer que não gostou do que viu.
Liam corou e fez uma careta.
— Mesmo que eu tenho gostado... — ele recebeu um olhar feio de Niall, que já o estava observando. — Não foi certo!
— Por que tanto olha feio pra ele, Horan? — Louis perguntou. — Aliás, quem estava olhando a bunda da minha irmã era você!
— Deveríamos ir lá, e pedir desculpas. — falou Zayn, interrompendo os dois antes que começassem uma briga.
— Ir lá? Elas vão arrancar nossas cabeças, e fazer um castelo com elas. — falou Louis. — Acho que deveríamos esperar, uma hora elas vão ficar mais calmas, ou, quem sabe, esquecer.
Niall riu, sem o menor pingo de humor.
— Não conte com isso, Tomlinson. Aposto que nenhuma delas vai esquecer o que aconteceu tão cedo. — ele se jogou na cama e ficou olhando para o teto.
— Elas não podem ficar com raiva para sempre... — comentou Zayn. — Podem?
— Podemos. — falou entrando no quarto. Pela sua expressão, não parecia muito feliz. Ela já estava vestida, como se já fosse embora. Niall olhou para ela, fazendo-a corar.
, olha… — falou Louis, dando um passo para frente, mas a irmã fez uma careta, e deu um passo para trás.
— Não quero saber! Precisamos esquecer, por hora, o que aconteceu e decidir o que vamos fazer.
— Claro. — falou Niall ficando de pé.
— As meninas já estão lá embaixo, e, devo dizer, não estão de bom humor. — ela, sem esperar por uma resposta ou comentário, deixou o quarto em passos apressados.
— Se ela está assim, eu não quero nem imaginar como estava minha irmã... — murmurou Zayn.
Concordando, eles desceram as escadas. Na sala, as meninas estavam todas sentadas no sofá, conversando sobre alguns meninos que “pegariam” no colégio. E foi quando os meninos desceram que eles pararam para escutar.
, com quem você ficaria? — perguntou , empolgada.
— Acho que com o... Josh! Ele é um gato, e disseram que ele é um fofo! — “Também sou fofo!”, Harry pensou. — ... Sua vez!
— Eu acho que com o...
— Com o...? — as meninas incentivaram.
— O Liam... — ela disse. Liam ouviu e sorriu de orelha a orelha. — E você, hein, ?
— Com o Mattew Muller! Ele é lindo! E francês, uh la la — ela disse e Louis revirou os olhos. Aliás, o garoto Tomlinson era sem dúvidas mais bonito do que ele. — ...?
— Jake, Jake Campbell! — ela disse. — ... ?
Louis estremeceu e Niall ficou com o medo da resposta.
— Scott... Scott Parnell!
— Ow! Do time de natação?! — perguntaram juntas.
— Esse mesmo! Ele me chamou pra sair próximo domingo. O que ach... — ela fora interrompida por um pigarreio de Louis.
— Quem é esse Scott, Tomlinson?! — ele perguntou com uma postura séria.
-Vejam só, os observadores desceram... Quem diria que eles teriam a coragem ou tanta burrice de descer e olhar nos nossos rostos. — sorriu sarcasticamente.
… — repreendeu .
— O quê? — ela encarou as outras. — Eles merecem! — se defendeu.
— Não os chamamos aqui para brigar... — começou , mas foi interrompida por .
Vocês os chamaram, eu não estou totalmente a favor de conversar.
— Então, o que vamos fazer? — perguntou Harry.
abriu a boca para responder, mas foi mais rápida. — Devemos procurar as cinco casas. — ela lembrou.
— Sim, mas existem milhões de casa ao norte de Londres, como vamos encontrar as certas? — perguntou .
— O que a mulher do vídeo disse mesmo? — perguntou Liam.
— Sim, algo sobre “a beleza os enfeitiça, porém, algumas vezes, ela também pode ser temida”. — falou .
Todos os dez ficaram em silêncio. A frase não fazia o menor sentido. Aliás, o que era bonito chamava atenção, certo? Então, como não olhar?
— Devemos começar a procurar. — Louis falou.
— Como? Essa pista não faz sentido, não sabemos por onde começar! — Harry resmungou, caindo em um dos sofás.
— Temos que pensar em alguma coisa, não podemos ficar aqui, esperando eles voltarem. — Niall falou.
— Teremos que começar por algum lugar, vamos para o norte e começar. — disse Zayn. — Assim? — perguntou apontando, para as roupas. — Já usamos elas, quanto tempo vamos ter que ficar com uma roupa só?
— Minha irmã tem razão... — Zayn começou.
— É claro que eu tenho! — interrompeu . — Convencida. — murmurou Harry.
— Temos que trocar de roupa. — disse . — Pegar comida o suficiente, roupas, água. E o mais importante... Armas!
— Como? Não podemos nos separar! — falou Louis.
— É claro que não, no entanto, não podemos ficar para sempre com as mesmas roupas. — falou .
— Vamos nos separar... Em duplas, para ficar mais fácil. — Niall falou.
— Eu vou com minha irmã. — falou Louis, colocando a mão nos ombros de .
— Eu acho que... Seria mais fácil nos separarmos de acordo com nossos poderes. — falou Zayn. — O quê?! Não! — falou . — Eu sei muito bem quem é meu “parceiro” — Ela fez aspas com dois dedos e mandou a todos um olhar reprovador.
— Zayn está certo, se precisarmos usar nossos poderes, será mais fácil estando com o herdeiro com os mesmos poderes que você. — falou .
— Eu vou com a . — falou Niall, recebendo em seguida um olhar feio de Louis.
— Não! Eu não vou deixar! — gritou Louis. — Lou, por favor, precisamos fazer isso. — disse .
— Eu vou com o Louis. — falou . Liam ficou entre os dois, encarando a irmã, que revirou os olhos e o contornou, indo para o lado de Louis.
, você vem comigo? — perguntou Zayn timidamente. corou e assentiu. Harry olhou com raiva para Zayn, que ficou pálido de repente.
Liam olhou para , que olhava para o chão. Sentiu seu coração ficar apertado. Sem saber, a garota sentiu o mesmo. Ela não sente o mesmo por você, Liam. Supere isso!, gritou uma vozinha na cabeça do garoto.
… — falou Niall.
— Sim? — ela levantou a cabeça, olhando o irmão.
Ele franziu a testa. Ela parece triste, ele pensou confuso. Niall olhou para Liam, e viu a mesma tristeza em seu olhar.
— Você não pode sair de casa... Liam, você cuidaria dela para mim? — perguntou Niall. Ele olhou para , que estava com a mão sobre a coxa machucada. O pano já estava escaleno. Liam assentiu.
— Então, vamos? — perguntou .
— Não estão esquecendo nada? — perguntou Louis. Todas olharam para ela e para o Harry, que olharam um para o outro e bufaram.
— Não! — gritaram os dois ao mesmo tempo.
— Eu não vou com o Styles. — resmungou .
— Como se eu quisesse ir com você, . — usando o apelido da garota, sabendo que isso com certeza a irritaria.
— Meu Deus, vocês dois são duas crianças! — reclamou .
— Prefiro ser criança, ao sair andando com ela. — Harry murmurou.
— Ora, pelo menos existe algo ao que concordamos. — sussurrou .
— Vamos logo? — perguntou impaciente.
— Vamos... — Louis disse revirando os olhos. Os oito se viraram e foram a caminho da porta.
— Esperem! — disse .
— O que foi? — Harry perguntou, dando meia volta.
— Com que veículos vocês vão? — ela perguntou em dúvida.
— Bem, temos o carro da mamãe, o carro do papai, minha moto, sua moto, . — Niall disse a olhando.
— Por que a tem uma moto? — Louis perguntou.
— Lou... Aquele mostro é um Verfolger¹. Ele não estava aqui por coincidência, estava aqui porque queria nos matar! Os Verfolger foram criados para matar... Mas não é matar qualquer um, é para nos matar.

Verfolger¹ = É a tradução de “perseguidor” em Alemão. Em "Pour Vous", ele será um monstro caçador dos herdeiros, ele foi criado para isso, mas não existe apenas um e sim vários, ao decorrer da fic, você irá ver mais monstros.


Capítulo 3


Sim, você a quer
Olhe para ela, você sabe o que fazer
É possível que ela lhe queira também
O jeito é falar com ela
Mas não uma palavra
Não uma simples única palavra
Vá lá e beije a garota — Kiss The Girl, Ashley Tisdale


— Como assim nos matar? Não fizemos nada de errado, fizemos? — perguntou, mesmo estando com medo da resposta.
— Nossos antepassados sim! Tem muitas coisas que vocês precisam saber... — Niall lhe respondeu calmamente.
— E quando você nos pretende contar isso...? — Harry disse com sarcasmo.
— Na hora certa! — respondeu.
— Vocês ainda não responderam por que a tem uma moto! — Louis disse.
— Lou, coisa mais linda da ... — ela disse como se estivesse falando com uma criança. — Os Verfolgers são rápidos, e um carro não os distrairia. Enquanto eu posso ficar presa em um engarrafamento com um carro, eu posso driblar carros com motos! Ah, e antes que saiam... Se eu ver um arranhão sequer na Pigg, eu mato vocês!
— Quem é Pigg? — perguntou, franzindo o cenho.
— MINHA MOTO!

— Bem, aqui estão... — Niall disse enquanto entravam na garagem. — Quem vai ficar com o quê?
— Não vou numa moto nem que a vaca tussa! — disse e concordou com ela, assentindo com a cabeça. A moto de e a moto de Niall estavam encostadas em uma parede bem a frente da garagem. Ao entrarem, puderam também notar o carro de Maura e o de Bobby.
— Então... Harry e Zayn vão de moto, eu e Niall de carro? — Louis perguntou enquanto gesticulava com as mãos.
— Quero ir no vermelho! — disse.
— Vou no preto... — disse entrando no carro preto.
— Vou ter que ir numa moto? Agarradinha com o Styles? Acabou a palhaçada! Cadê as câmaras?! — disse batendo palmas.
— Vão logo! Usamos magia aqui, se não quiserem que minha irmã morra, vamos! — Niall disse, seus músculos estavam enrijecidos, como se já esperasse um ataque.

— Eles só podem estar brincando comigo. — resmungou enquanto caminhava até a moto. — Eu, euzinha, vou ter que andar agarrada com o Styles? — ela bufou.
Harry revirou os olhos. "Como ela consegue ser tão chata?", ele pensou. Todos já haviam partido em disparada, deixando os dois sozinhos na garagem. Ninguém parecia muito animado de presenciar outra briga de Harry e .
— Como se você não quisesse ficar agarrada comigo. — ele sorriu, fazendo-a corar rapidamente.
— Vamos logo.
Ele deu de ombros e passou uma das pernas por cima da moto. Esperou fazer o mesmo. No entanto, a garota continuava parada ao lado da moto, olhando para ele com uma ruga na testa.
— O que você está esperando? — Harry perguntou, impacientemente. Ela abaixou a cabeça, deixando os cabelos longos cobrirem seu rosto. Harry podia jurar ter visto-o um pouco vermelho. — Você nunca andou de moto, não é?
Ela assentiu devagar, ele sorriu.
— Tudo bem, não precisa sentir medo. — ele falou docemente para ela.
Ele olhou para ela, que o encarou de volta. Os dois ficaram assim por alguns segundos, antes de Harry pigarrear e virar o rosto.
— Você só precisa passar uma perna para o outro lado... — ela fez o que ele havia mandado, lentamente. — E depois segure em mim. — olhou para ele com raiva, fazendo-o rir. — Tudo bem, tudo bem, não segure em mim. — Harry sorriu para si mesmo. Sabia que ela iria fazer isso quando eles saíssem do lugar.
— E os capacetes? — perguntou ela.
Harry pegou dois capacetes e entregou um a , que o colocou a cabeça rapidamente.
— Pronta? — ele perguntou assim que colocou o seu.
— Me surpreenda, Styles. — ela falou em seu ouvido.
Harry ligou a moto. No momento em que eles foram três centímetros para frente, ele sentiu as mãos de agarrarem sua cintura. Seus dedos estavam tremendo.
— Nossa, Malik... Achei que você sempre estivesse pronta para tudo. — ele brincou.
Eles saíram da garagem dos Horan, seguindo na direção da casa de .

— Então... Eu nunca te vi muito na escola, muito tempo que estuda lá? — Louis perguntou a , que olhava distraidamente para a janela. — Sim, há muito tempo. Liam e eu crescemos naquela escola, nossos pais sempre foram muito ocupados, nunca tiveram muito tempo para nós, então decidiram nos colocar num internato. — ela falou tudo àquilo com um toque de amargura na voz. — E você?
— Estudo naquele colégio há anos, e eu... Bem, somos órfãos. Nossos pais morreram num acidente de barco. Depois, disso fomos mandados para o Nancy’s. Moramos lá desde então. — Era um assunto delicado tanto para Louis, quanto mais para . Eles quase nunca falavam sobre isso, mas, de alguma forma, ele sentia que podia contar isso para .
— Sinto muito pelos seus pais, Louis. — ela sussurrou, olhando para ele.
— Isso já foi há muito tempo. — ele deu de ombros.
podia ver que ele estava triste, que preferia não falar mais daquele assunto. É claro que ela entendeu e desconversou.
— Então, para onde estamos indo? — perguntou Louis. — Onde é a sua casa? Casa. Havia muito tempo que não ia para casa, que não tinha noticias dos pais, nem de ninguém. Deu o endereço a Louis, que colocou no GPS. Eles seguiram até uma das partes mais ricas da cidade, entraram em uma rua larga, que era cheia de prédios incrivelmente altos e pontiagudos, mas entre eles existia a casa dos Payne.
— Bem vindo à minha antiga casa, Louis. — falou olhando para a enorme casa.

Liam estava na sala com , vendo qualquer desenho animado. Na verdade, nenhum dos dois estava prestando atenção. Cada um estava em uma ponta do enorme sofá, o mais distante um do outro. Nenhum dos dois falava nada, com as cabeças abaixadas. Fala alguma coisa, Liam, gritou uma vozinha em sua cabeça.
— C-como está sua perna? — Liam perguntou.
Muito bom, você abre a boca, e gagueja na frente dela. Você é ótimo, a mesma vozinha zombou.
mordeu o lábio inferior. Fale alguma coisa, qualquer coisa, ela pensou desesperada.
— Eu estou ótima. — Era uma mentira, é claro. Sua perna doía mais que nunca. Andava tentando não mancar e dar bandeira, mas óbvio que Liam a conhecia melhor que ela mesma.
— Mentira! — falou ele, Liam ficou de pé com um pulo, e caminhou até onde ela estava sentada. Parou na frente dela, e ficou de joelhos. — Posso? — ele levantou um dedo, apontando para a coxa da garota, que assentiu.
Liam desenrolou o pano que estava em sua perna delicadamente. O pano sujou sua mão de sangue, mas o garoto não pareceu ligar. Ele colocou o mesmo de lado, e olhou para o machucado. Estava pior do que antes. Ao redor do machucado, estavam linhas em tons de roxo e preto. Ainda havia sangue, que agora já estava seco.
— Você não está bem, Anjo. — Liam tocou sua mão, fazendo a garota ficar arrepiada. — Por que não me disse antes?
— Eu não queria que você ficasse preocupado. — ela mordeu o lábio inferior quando a mão de Liam tocou seu rosto.
— Eu vou estar sempre preocupado. — ele sussurrou.

— Nialler! Você está indo na direção errada! A escola é pra lá! — disse quando viu o garoto entrar na Wigmore St. quando ele deveria ter pego a Gloucester PI.
— Ah! Me desculpe, ... — ele disse. — Eu estou nervoso por conta disso tudo... — Mentira... Niall Horan estava nervoso por ter a garota que ele ama ao seu lado. Certo, não era para tanto, mas, antes, ele ao menos conseguia a dirigir uma palavra, agora a chamava de e ele a permitia que o chamasse de Nini. Niall deu a volta pela Paddington St. e logo entrou pela B524, passando pela Thayer St. e pegando a A5204.
Eles pararam em frente a escola Nancy's e logo desceram, entrando pela porta principal.
— Você quer que eu vá até seu dormitório? — Niall perguntou coçando a nuca. Vergonha, talvez?
— Ah, claro! Eu tenho que dividir meu quarto com o Lo. Chato, eu sei! Então, você que é homem, pega as roupas dele, que eu vou pegar as minhas, okay? — perguntou e ele assentiu. — Vou aproveitar e trocar de roupa.
— Ah é! Tudo bem...
foi até seu pequeno guarda roupa, tirou uma roupa simples, foi até o banheiro tomar um banho e se vestir. Ela tinha sorte de ter a Nancy's. Seus pais haviam morrido e os irmãos Tomlinson não tinham dinheiro. Estavam na Nancy's por favor. Depois de uns dez minutos, a garota desligou o chuveiro, se vestiu e saiu do quarto. Niall virou-se para colocar as roupas de Louis em uma pequena mochila e se deparou com . "Ela está linda!", pensara o garoto. Niall não percebera o tempo que a ficou encarando, só veio perceber quando ela abaixou a cabeça e corou.
— Você está linda! — Niall disse ao menos sem pensar. A garota levantou a cabeça e o encarou, sorrindo.

Zayn e haviam descido no meio do caminho, pois a garota queria ir ao Hyde Park.
...
— Fica quieto aí, Malik! Eu ainda estou com raiva de você! — ela disse enquanto se sentava em um banco e fazia bico.
— Eu não quis entrar no quar...
— Não é por isso, Malik! Eu havia lhe perguntado onde estava Harry ontem pela manhã e você foi grosso! — Ela podia sentir as lágrimas ameaçarem a sair. — Sabe, Malik... Por um momento, um momento pequeno, eu pensei em gostar de você. — ela disse e se levantou, indo em direção à moto. O garoto engoliu em seco e xingou a si mesmo no mínimo umas cinquentas vezes. "Burro, burro! Ela tava gostando de você! E o que você faz? Desaponta ela! Duas vezes!" Ele foi em direção a moto, subiu nela e esperou a menina fazer o mesmo, porém a ação não foi realizada.
... Sobe!
— Não tô a fim!
— SOBE NA MOTO, AGORA! — ele gritou. Assustada, a menina subiu na moto e passou os braços ao redor da cintura de Zayn. Os dedos delicados da menina agarravam violentamente o casaco em que Zayn vestia. Desde seus 13 anos, a menina tinha medo de moto. Nessa idade, estava atravessando a rua de Oxford quando viu um acidente de moto. A menina se aproximou mais um pouco do homem e viu que a cabeça dele estava aberta. Ela havia visto um cérebro!
— Zayn! Vai mais devagar, por favor? — falou rude. O garoto bufou, mas diminuiu a velocidade, ficando apenas por 20km/h. Lento, na concepção de Zayn.
— Chegamos, Styles... — Zayn disse assim que chegaram na casa de .
— Pare de me chamar de Styles! Parece que está chamando por Harry! Não pode me chamar por outro nome?!
— Tudo bem, Jujuba.
— Esqueça. Vamos manter o Styles — ela disse entrando em casa. A garota esperou encontrar os pais em casa, porém não havia ninguém no local. — Vá até o quarto de meu irmão, pegue as roupas dele, eu vou me trocar. — A menina subiu as escadas sendo acompanhada por Zayn. O menino entrou no quarto com a porta preta com várias "placas" e letras enormes com "RAMONES" escrito. O garoto deu de ombros e entrou. O quarto era muito bonito. As paredes eram em um tom verde claro, as janelas eram de vidro e não tinham grade. Havia outra porta, que provavelmente era para o banheiro, e, no canto esquerdo da parede, havia uma bateria. Zayn foi até o guarda-roupa de Harry, onde tinha alguns pôsteres dos Beatles e abriu o mesmo. Pegou algumas roupas, colocou em uma mochila que se encontrava em um canto qualquer e saiu do quarto.
foi até seu banheiro, se despiu e logo tomou seu desejado banho. A garota saiu do banheiro com a toalha enrolada no corpo e deu de cara com Zayn.
— VOCÊ É LOUCO?! — ela gritou, apertou a toalha contra o corpo e sentiu suas bochechas coraram.
— M-me desculpa! — ele disse e saiu do quarto, totalmente envergonhado.
— IDIOTA! — disse, trocando sua roupa.
Ela desceu as escadas, já pronta, e saiu da casa com Zayn, indo em direção — novamente — à casa dos Horan.

[N/A: Coloquem P!nk — So What para tocar, a tradução não é precisa Xx]

— Harry! Você vai pra minha casa, se meus pais estiverem lá... Se comporte! — disse enquanto eles desciam da moto e iam em direção a casa dos Malik.
— Não se preocupe, ... — Harry disse e a garota apenas respirou fundo.
— Papai! — a menina disse assim que abriu a porta e viu o pai assistindo a um jornal local qualquer.
— Filha... — Ele parou de falar assim que viu Harry. — Quem é este rapaz?
— É o Harry, um amigo de Zayn... — parou de falar assim que viu seu pai se transformando em uma criatura parecida a um lincantropo. — Pai...?
— Filha... Fuja... Antes que... — Tarde demais, Yasser Malik já havia se transformado em um Blutbad.
— Vem! — Harry puxou a menina escada a cima e entrou no primeiro quarto que viu. Quarto de .
— Fique aqui! Vou pegar minha roupa, vou tomar banho na casa de ! — disse indo em direção a um guarda roupa branco com alguns detalhes ao seu redor. — Tente ir pro quarto do Zayn!
— Por que eu tenho que ir lá fora?! O pai é seu! — ele rebateu.
— Você é um homem ou um rato?!
— Nesse momento? Eu sou um hamster.
— Ah, faça-me o favor de uma vez na sua vida ser um homem e ir pegar as roupas de meu irmão! — abriu a porta e empurrou Harry quarto a fora.
O garoto, ainda com medo, correu até o quarto a frente abriu a porta, entrou e logo trancou a mesma. Aliviado. Quando se virou, viu o pai de parado em frente a ele. O menino arregalou os olhos e tentou sair.
— Hey! Calma, não vou lhe machucar! — ele disse e Harry se acalmou. — Vieram buscar as roupas de Zayn, certo? Ele me ligou, eu sei o que vocês são... São os herdeiros, eu deveria ter medo de vocês, até porque seus ancestrais nos matavam, nós e a todo tipo de monstros. e Zayn deveriam ter nascido lobisomens, mas não, eles tinham que ser os herdeiros — o homem disse com raiva. — Claro que eles têm um pouco de nosso sangue. Aos poucos, eles vão sentir alguns efeitos de lobo sobre eles, por exemplo: correr rápido e ter um olfato aguçado, mas... É apenas isso. Bem, aqui estão as roupas, e seja o que for, tomem cuidado. — E, dito isso, saiu do quarto, deixando Harry sozinho com seus pensamentos.

? Está melhor? — Liam a perguntou.
— Sim. Bem, obrigada por se preocupar comigo, Liam...
— Não é algo que eu faça por favor, e sim por que eu me importo com você. — ele disse e beijou a testa de . O menino se levantou e sentou-se próximo a garota. Aos poucos, ambos foram se aproximando. Estavam prestes a romper toda a distância quando ouviram a maçaneta da porta de entrada ranger. A porta se abriu, revelando uma sorridente. A garota viu o casal se afastar rapidamente e logo notou o que estava havendo.
— E-eu vou pro quarto do Niall...Trocar de roupa! — Liam disse e saiu em direção às escadas.
— Você! — ela apontou para . — Cozinha, agora!
— Por que na cozinha…? — perguntou se levantando e acompanhando a garota até a cozinha.
— Porque eu tô com fome!
— E sobre o que você quer falar...? — enrolou. sabia muito bem o que a garota a sua frente quer falar, mas preferiu adiar o assunto.
— Você gosta do Liam! — disse, certamente deveria ser uma pergunta, porém, era exatamente uma afirmação, verdadeira.
— O que?! Eu não estou apaix... — parou de falar assim que viu arquear uma de suas sobrancelhas. — Isso é loucura!
— Você o ama!
— Prove!
— Liam. — disse e corou. — Suas bochechas te entregaram...
— Traidoras! — bufou e encarou .
— Vou falar com ele.
— Está louca?! O que vai dizer?! — perguntou , indignada.
— Apenas confie em mim! — ela disse e subiu as escadas, indo até o quarto de Niall. — Oi, Liam! — ela abriu a porta e viu o garoto jogado na cama, encarando o teto. Ele virou o rosto em sua direção e sorriu.
— Olá, ! O que devo a honra de sua visita...? — perguntou enquanto se levantava, dando espaço na cama para a garota se sentar.
— Vou ser direta. — disse o encarando. — Você está apaixonado?
— Ér... Sim... — disse em um sussurro.
— Vai me dizer quem é...? — perguntou esperançosa.
— Negativo! — respondeu rápido, se levantando e indo até uma cabeceira ao lado da cama.
.
— Não!

— Essa foi longe, hein.
— Eu.
— Nunca! — ele disse rápido. A menina arqueou as sobrancelhas e ele se corrigiu: — Não me leve a mal, mas é que você não faz meu tipo... — “E o Niall arrancaria meu olho se eu desse em cima de você” .
— Que seja, Liam. — Ela revirou os olhos. — .
O garoto corou e passou a fitar o chão. Vitoriosa, sorriu e parou de frente a ele.
— Suas bochechas o traíram e seu olhar também! Arranje órgãos corporais mais fiéis, meu caro amigo. — disse abrindo a porta e saindo.
— Você não vai dizer a ela, vai? — perguntou com medo da resposta.
— Tchau, Liam. — ela disse e sumiu da vista do garoto.

— Louis, este é meu pai. Pai, este é Louis Tomlinson, amigo do Liam! — disse quando entrou na sala, acompanhada por Louis.
— Olá, Sr. Payne! — eles deram um rápido aperto de mão e logo voltaram aos seus respectivos lugares.
— Bem, o Louis vai pegar algumas roupas do Liam. Não há problema se eu ficar um tempo na casa de uma amiga, certo, pai? — disse, indo até seu quarto. A menina trocou de roupa e preparou sua mochila com algumas roupas básicas e uma roupa para a escola. Ela desceu e esperou Louis por vinte minutos.
— Vamos? — Louis disse descendo as escadas com uma das alças da mochila pendurada em seu ombro esquerdo. Eles saíram da casa e logo entraram no veiculo indo em direção à casa dos Horan.

— Então, o que vamos fazer agora? — perguntou , olhando para os outros, na sala dos Horan.
— Voltar para a escola? — perguntou. Ela sentia falta da sua vida normal, de seus amigos, de voltar para casa depois da escola. Tudo havia mudado radicalmente, a deixando bastante confusa, e não só a ela.
— Não, isso é a última coisa que podemos fazer agora! — falou Niall.
— E o que vamos fazer? Ficar sem ir à escola? Nunca mais voltar para casa? — perguntou Liam.
— Não, é claro que não... — acrescentou. — Mas primeiro precisamos treinar.
— Treinar? Onde? — perguntou Harry.
Os irmãos Horan se entreolharam.
— Aqui mesmo.

— No jardim? — reclamou , fazendo um movimento rápido, como se espantasse um mosquito. — Me diga quem teve essa maravilhosa ideia, eu mesma arrancarei sua cabeça.
— Você não tem medo de sujar as suas unhas com sangue, ? — debochou Harry.
— Não se eu as sujar arrancando a sua cabeça. — retrucou com raiva.
— Pelo amor de Deus! Querem parar de brigar? — resmungou .
— Ele começou! — murmurou , jogando a franja para longe dos olhos. — Ninguém está sentindo esses mosquitos?! — exclamou ela repetindo o movimento, exasperada.
— Pode ser o seu perfume. — comentou .
— Ou seu gloss. — disse com um sorriso.
— Quem sabe, seu shampoo! — brincou.
— Mas, pelo menos, ela está cheirosa! — Harry disse humorado.
— Isso se chama banho! Água, sabonete, shampoo e hidratante! — disse.
— Nua, sei bem como é. — ele respondeu e voltou-se aos irmãos Horan. abriu a boca, indignada.
— Muito engraçado, eu estou morrendo de rir. — sorriu secamente. — E então, o que vamos aprender hoje, professores? — ela se dirigiu a e Niall, que reviraram os olhos.
— Vocês precisam se concentrar! — instruiu .
Todos os dez estavam treinando há horas. Nenhum ainda tinha seus poderes em perfeito estado. Nas outras vezes em que eles os utilizaram, parecia tão fácil! Por que céus eles conseguiram antes e não agora? Certo, tudo tinha seu tempo, mas por que tanta demora?
Eles foram interrompidos por uma neblina branca que invadiu inesperadamente o local. A neblina logo cessou, revelando a mesma mulher que estava há alguns dias atrás no jardim da escola.
— Ei! Você não é a mulher do “vídeo”? — Louis fez aspas com os dedos quando perguntou.
— Sou bem mais real do que parece, Louis. — a mulher disse. — A propósito, me chamo Medelainne.
— Aquela Medelainne que vocês me contaram? — cochichou no ouvido de .
— A própria.
— Mas ela não deveria estar morta?! — exclamou um pouco alto demais. — Ops...
— É uma longa história, . — ela disse sorrindo terna. — No final de tudo, vocês irão entender. Só vim lhes deixar um recado...
— Que recado?! — a interrompeu, com os braços cruzados e os pés batendo contra o chão freneticamente.
— Se você me deixasse terminar... Você deveria deixar esse defeito de lado, você é muito... Explosiva. — Madeleinne disse medindo as palavras.
— NÃO SOU EXPLOSIVA! — gritou. — Talvez... Um pouco.
— Um pouco é pouco...
— Cala a boca, Zayn!
— Vem me calar! — ele a desafiou.
— Pede pra fazer isso com um beijo, é o que você mais quer, certo? Maninho. — riu e Zayn achou melhor ficar calado.
— Silêncio! — disse Madeleinne. — Escutem bem o que vou dizer: cada elemento deverá ir à procura do livro “Offenbarung”. Quando acharem o livro, apenas procurem saber onde se encontra os outros cinco. Cada família tem um livro, e cada irmão deverá procurar o livro da família, mas só depois que encontrarem o livro de Offenbarung. — E desapareceu em meio à neblina.

— Vou tomar banho! — avisou assim que terminaram de lanchar uma pizza.
— Não tomou banho quando foi pra casa? — perguntou.
— Longa história... — comentou Harry.
— Temos muito tempo... — Zayn disse o encarando.
— Estávamos entrando na casa dos Malik, quando o pai de vocês percebeu que éramos os herdeiros. Então, do nada, ele se transformou em um lobisomem! — Harry disse relembrando a cena.
— Lobisomem é teu... Pé. — Niall disse medindo as palavras. — Se chamam Blutbad. São criaturas semelhantes a lobos, ou licantropos. Foram banalizadas pelos Irmãos Grimm como "Lobo Mau" nas fábulas de contos de fadas. Têm olfato aguçado, que pode ser enfraquecido pela erva wolfsbane; possuem, ainda, extrema força e uma atração pela cor vermelha. Quando em grupo, são muito violentos. Eles costumam engordar suas vítimas, antes de devorá-las. — Niall disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. Todos o encaravam boquiabertos, menos .
— Como sabem de tudo isso? — perguntou .
— Google. — respondeu Niall. — Menina, você não tem computador em casa não?!
— Não sabia que isso tinha no Google...
— No Google, em vários sites de pesquisa. — comentou com desdém.
— Ui, agora a é uma lobinha. — Harry fez “Grr” coma boca como se imitasse um felino. — Eu vou tomar meu banho que é o melhor que eu faço... — disse enquanto subia as escadas. A garota entrou no banheiro e logo se despiu. Tomou seu banho quente e relaxado e logo colocou sua roupa. Desceu as escadas. — Do que falavam?
— Você sabia que você tem um pouco de sangue Blutbad correndo em suas veias? — Harry disse.
— Mas, pela lógica, eu e Zayn deveríamos ser Blutbads, certo?
— Certo, mas você nasceu 500 anos depois da profecia. Não importava o que fosse, você seria a herdeira. Mas você e Zayn podem ter um olfato aguçado e correrem rápido, e algumas habilidades... — Niall comentou. — Acho melhor irmos dormir, já perdemos a aula de hoje. Amanhã talvez liguem para nossos pais.
— Vamos dormir sim, só vejam se desta vez não fiquem espiando a gente! — disse sorrindo sarcástica.
— Como quiser... — Liam disse e todos logo subiram para dormir.
No quarto, as meninas dormiram: e em um colchão e com em outro. dormiu sozinha por conta de sua perna, que não estava tão machucada agora, graças ao Liam.

"Give me love like her
'Cause lately I've been waking up alone…"


— Desliga isso! Poxa, Ed Sheeran, de manhã? Por que eu tenho mesmo esse toque? — gritou.
— Isso é seu! — disse. , ainda sem abrir os olhos, tateou até achar o despertador e jogou o mesmo na parede, o quebrando e, por fim, desligando o alarme.
— Obrigada! — disseram todas em coro.
— Tá, mãe! Agora me deixa dormir que eu tava quase beijando o Logan Lerman!
— Mãe? — disse com a voz embolada.
— Cala a boca, ! — disseram em uníssono. As cinco voltaram a dormir. Não deu dois minutos e escutaram um barulho vindo do quarto do Niall.
— Quem vai? — perguntou.
— Sem chance, mãe. Já levei o lixo lá fora três vezes, me deixa dormir! — disse ainda dormindo.
— Ela tem problema...?
— Preciso mesmo responder, ? — disse rindo.
— Vamos logo ver o que foi isso! — disse, jogando o edredom de lado e se levantando.
— Niall, vai logo! Tenta! — as meninas ouviram a voz de Harry vir de dentro do quarto.
— É, cara, não custa nada! — Zayn disse. — Vai lá, Liam. Você também!
— Por que não me dizem o nome dessas meninas?! — Louis perguntou emburrado, fazendo bico.
— Porque não é da tua conta! — Liam respondeu. ouviu e logo entrou no quarto, sem pedir permissão alguma.
— Como assim?! Isso é bullying com meu irmão?! Louis, vem! Vamos nos trocar para irmos à escola. — disse assim que entrou no quarto. A mesma foi até o irmão e o puxou pela mão quarto a fora.
— O que deu nela...? — Zayn perguntou.
— Vocês estavam maltratando meu Lou! Louis, querido, vamos terminar o que começamos... — Harry disse fingindo uma voz afetada.
— DÁ O FORA, STYLES! — gritou. — Eu troco de roupa no quarto das meninas e você no banheiro, certo? — disse e Louis assentiu. O garoto foi em direção ao banheiro, mas foi interrompido pela voz de sua irmã. — Não está esquecendo nada não, Tomlinson? — Ela cruzou os braços e fez bico.
— Vou te encher de beijinhos! — Louis disse e foi pra cima da irmã, enchendo o rosto da mesma cheio de beijos.
— Vai se arrumar! Seu porco! — disse e foi até o quarto das meninas. — ? Menina... Acorda.
— Pai? Oh pai, me deixa...
— Eu não sou seu pai!
— Não encontrou taz?
— Sou eu! A irmã do Louis.
— Comeu a irmã do Louis? — O QUÊ?! NÃO! — gritou, e abriu os olhos.
…? Tem alguém no banheiro? — Sua voz era embargada, mas conseguia entender.
— Eu vou usá-lo agora.
— Quando terminar me avise, okay?
— Pode deixar, Malik.

— Vou cozinhar algo... — disse saindo do quarto dos meninos e indo até a cozinha.
— A verdade. — disse, sentando-se na cama, sem ao menos pedir permissão.
— Foi isso! O Niall caiu da cama, e o Liam foi ajudar e caiu junto. — Zayn disse.
— Não somos burras, Malik. — avisou.
— Okay. Estávamos tentando ensinar a esses dois como chegarem na e na . — Zayn disse. — Mas o Louis é muito ciumento, então tivemos que mandá-lo tomar banho primeiro...
— Se querem conquistar as duas, falem com a gente. Quem melhor para os aconselhar? Duas garotas ou dois garotos que nunca namoraram e só pegam as lideres de torcidas mimadas?
— Hey! Eu sou líder de torcida! — repreendeu .
— Eu disse mimada. — Ela tentou consertar e sorriu torto como se pedisse “Desculpas”.
— Enfim... Não ensaiem isso, cheguem nelas e peçam para ir com elas a lugares que talvez elas gostem, fui. — Elas saíram do banheiro e os quatro ficaram boquiabertos.
— Tenho que concordar... — disse Liam. Logo em seguida, ele sentiu três travesseiros vindo em sua direção.

Logo após uns trinta minutos, todos os meninos estavam prontos, esperando as meninas descerem.
, , , e logo desceram. Pegaram cada veículo, e Liam foram junto a Niall e , , Zayn, e Louis em outro e e Harry em uma moto.

Não demorou nada para todos chegarem à escola e se encontraram na porta de entrada. Antes mesmo que algum deles pudesse empurrar a porta...
! — chamou uma voz masculina atrás deles.
! — outra voz falou.
Os dez giraram os calcanhares e encararam os dois garotos que os haviam abortado. Scott e Jake. Os dois eram igualmente altos, e bonitos com um sorriso quase tão encantadores quanto os olhos. As coisas em comum paravam aí, já que Scott possuía lindos olhos castanhos que fixavam , cabelos castanhos claros — puxando para o loiro — cortados curtos. Usava uma camiseta do time de futebol do colégio, sobre uma calça jeans de marca, uma jaqueta preta e sapatos brancos [N/A: Imaginem Alexander Ludwig, talvez fique mais fácil]. Jake, no entanto, tinha cabelos castanhos com um leve topete e olhos verdes que brilharam ao ver . Ele usava uma calça jeans surrada, uma camisa branca e um all star branco, e, por fim, uma jaqueta de couro.
— Totott! — correu até ele e o abraçou pelo pescoço. Os dois pareciam igualmente felizes em ver um ao outro.
Niall sentiu seu coração congelar. Todo o seu sangue parecia ter parado de correr. Ela não gosta de você, e quem gostaria? Afinal, você não tem nem coragem de admitir os seus sentimentos por ela!.
— Jake, o que você está fazendo aqui? — perguntou se aproximando dele, com um sorriso, mas sua testa estava franzida.
— Você não gostou de me ver? — ele perguntou fazendo um bico, brincando com ela.
Seu sorriso aumentou, deixando de lado a dúvida. Ela o puxou e o abraçou forte. Zayn ainda parado perto da porta de entrada, abaixou a cabeça. Não conseguia ver a garota por quem estava apaixonada caindo nos encantos de outro garoto. Ainda não se perdoara pelo o que havia feito. Ele já estava magoado, e isso seria pior que ver os dois nos braços um do outro.
Styles… — pigarreou Harry.
Tanto e Jake quanto e Scott se separam, e encaram o mesmo, que fez uma careta.
— Precisamos ir. — rosnou Louis.
As duas meninas assentiram e caminharam na direção dos outros, mas, antes de subirem o primeiro degrau, Scott pegou na mão de . A mesma olhou para ele, confusa.
— No intervalo eu posso falar com você? — ele sussurrou em seu ouvido.
sorriu e assentiu, rapidamente antes de entrar na escola apressada.

Na hora do intervalo, os dez estavam reunidos do refeitório, sentados na mesma mesa. Todos ficaram surpresos ao ver Harry Styles, Louis Tomlinson, Malik, Styles sentarem na mesa dos nerds. Era praticamente um violação a todas as regras, mas ninguém deles parecia se importar muito. Niall e estavam com duas bandejas, recheadas de comida. Nenhum dos dois parecia encontrar problema na quantidade. e conversavam animadamente, estava arrumando o cabelo, segurando um espelho com a mão direita e retocando o batom vermelho que usava, tudo ao mesmo tempo. conversava com Harry, Zayn fazia um desenho para a aula de artes e Liam estava escrevendo em um caderno, distraidamente.
, eu posso falar com você? — perguntou Scott, surgindo do nada.
A mesma levantou o olhar e o encarou. Louis fuzilou o mesmo com um olhar raivoso.
— É claro que nã... — Louis começou, mas foi interrompido pela irmã.
— Sim!
ficou de pé e caminhou até ele.
— Então... Os pais de Matt viajaram — ele sorriu. — E ele vai dar uma festa. Você gostaria de ir comigo? — ele perguntou.
— Nossa, eu...
— Ela não pode ir. — falou Louis.
— Não? — se assustou a mesma.
— Claro que não! — disse Harry, olhando para Louis. — Porque nós vamos dar uma festa.
Nós? — perguntou Zayn.
— Sim, nós. Hoje, na casa dos Horan.
O QUÊ? — gritaram Niall e .
Sem responder, Harry ficou de pé e subiu em cima da mesa. Todos os olhares do refeitório foram parar nele.
— Todos estão convidados para a festa na casa dos Horan, hoje! — ele gritou.
O refeitório explodiu em gritos. Meninas, na mesa das líderes de torcida, falavam sobre o que iriam vestir. Os meninos, do futebol, falavam se iriam encontrar garotas bonitas e quantas iriam pegar. Aquilo parecia um pandemônio. Harry desceu da mesa e encarou Scott.
— Sinto muito, cara. Talvez na próxima vez. — ele sorriu.

— Como é que você nos coloca nessa, Styles? — gritava Niall enquanto andava de um lado para o outro, depois que todo mundo já havia deixado o refeitório.
— Vai me dizer que você ia gostar que fosse pra essa festa com o Totott — Harry, que estava deitado em uma das mesas, revirou os olhos, ao chamar o garoto pelo apelido que ouvira a amiga o chamar mais cedo.
Tanto Niall quanto coraram.
— Mesmo assim, Harry... — repreendeu . — Niall, oh meu Deus...
— O que foi? — perguntou o irmão preocupado.
— Papai e mamãe. — falou a menina, nervosa. Todos os olhares se voltaram a ela, olhares de pena — Eles vão pra casa, como iremos explicar que estaremos dando uma festa?
Todos ficaram calados, a menina era a única que ainda não sabia sobre os pais. Niall se sentiu culpado, mas preferia a irmã se preocupar com isso do que vê-la triste por ter perdido os pais.
— Vamos dar um jeito, . — sussurrou Niall sem olhar para ela.

Algumas horas depois...
— Não acredito que você nos meteu nessa, Harry! — reclamou enquanto movia os móveis de lugar.
— Não acredito que ele colocou minha casa nessa! — disse.
— Ah, gente. Qual é! Eu quase fui atacado por um Bluckchat, eu mereço! Nós merecemos.
— Blutbad! — disseram todos em coro.
— Que seja. Merecemos! Isso tudo está uma confusão, merecemos um mínimo de diversão — ele se defendeu.
— Estamos em pleno inicio de ano letivo. — Liam disse sendo óbvio.
— É... Mas, quando podemos saber quando vamos nos divertir novamente? — Harry arqueou as sobrancelhas e suspirou.
— Acho que Harry está certo. — ela disse e o irmão comemorou. e a olharam, indignadas.
— Até você?! — disseram juntas.
— Também tô dentro. — Louis falou, logo Zayn se juntou aos três.
— Vai ser legal... — disse.
, , Niall e Liam não demonstraram reações. Nerds — Talvez seja um pouco legal... — disse.
— Que lado você está, Tomlinson fêmea?! — perguntou.
— Do divertimento! — respondeu. — Ah, gente, pior que eles estão certos! Se outro monstro tentar nos matar, pelo menos que morremos felizes! — ela disse e concordaram.
— Okay... — , Niall e Liam se deram por vencidos e todos logo voltaram a arrumar os móveis.
— As bebidas!
— NADA DE ALCÓOL, STYLES! — gritou.
— Refrigerante? — perguntou.
— Vá ao mercado e volte com três caixas de refrigerante. Entendeu? Refrigerante. — Louis disse rindo.
— Idiota. — Harry deu um pedala no amigo e saiu andando.

Um pouco antes da festa...
, , , e se arrumaram e viram que a casa já estava cheia. 7h45min. Muito tempo de festa.
A música estridente era ouvida por dois quarteirões de distância. Smile, da Avril Lavigne, animava todas as pessoas que estavam presentes. Os meninos estavam em uma mesa um pouco distante da pista de dança improvisada. O DJ fora contratado por Zayn, que milagrosamente conseguira um horário bom para o dia. Louis virou a cabeça em direção à escada e logo viu todas as meninas descendo. O menino ficou boquiaberto.
— Louis...? — Liam perguntou passando a mão em frente ao seu rosto. Todos acompanharam seu olhar e viram o porquê da reação do amigo.
— Oh meu Deus. — exclamou Harry.
— Elas...
— Estão...
— Lindas. — completou Zayn.
— Oi, meninos! — disse sorridente. Ao ver como os meninos se encontraram, ela sentiu suas bochechas corarem. A garota se sentou ao lado de Liam e logo as outras fizeram o mesmo, se sentando em qualquer cadeira.
— Harry?! — uma voz feminina o chamou. Ele se virou e todos acompanharam seu movimento.
Você?!


Capítulo 4


Mágoa não é para sempre
Eu sempre irei dizer que estou bem
Meia-noite não é hora para rir
Quando você diz adeus

Isso faz seus lábios tão beijáveis
E seu beijo, imperdível
Seus dedos, tão tocáveis
E seus olhos, irresistíveis — One Direction, Irresistible.


Harry encarava a garota, surpreso. Ela possuía cabelos loiros que iam até a sua cintura, olhos verdes que possuíam um brilho misterioso, uma boca cheia destacada por um batom vermelho, que lembrava muito sangue, e ela usava um vestido... Quer dizer, ele achava que aquilo era para ser um vestido, mas o lembrava muito mais uma camisa. Não que isso fosse um problema para Harry ou para qualquer garoto, a garota possuía lindas pernas, curvas incrivelmente atraentes. Ela abriu um sorriso ao ver que Harry a olhava, correu até ele e se jogou em seus braços.
— Cupcake, eu senti tanta a sua falta! — falava a garota sem parar.
Tanto Harry quantos os outros estavam sem reação.
— Juliett... — disse Harry afastando a garota pela cintura, deixando as mãos ali. — O que você está fazendo aqui?
— Lindo, eu senti sua falta, quando voltei à cidade e ouvi que você estava dando uma festa, surtei! — ela sorria mais agora. — Tinha que vim ver você, surpresa!
— Não acredito que você está aqui! — Harry sorriu. — Também senti a sua falta, Juli.
Ele a puxou para outro abraço apertado, Harry a tirou do chão, fazendo a mesma girar.
— Quem é essa? — perguntou , fazendo uma careta.
pareceu desconfortável em responder, mas mesmo assim o fez.
— Essa é Juliett, ela é a... Ex do Harry. — fechou a cara. — Ela saiu do país há alguns meses com os pais, eles deram um tempo, Harry gostava muito dela.
No momento em que disse isso, lembrou de Harry e Juliett no baile de inverno, se beijando nos corredores, na entrada da Nancy’s. A lembrança não fez com que ela ficasse de melhor humor.
— E por que ela voltou? — perguntou a mesma com amargura.
Ninguém respondeu. Demoraram mais alguns minutos para Harry e Juliett se separarem ainda sorrindo abertamente.
— Juliett, esses são Louis, , Zayn, , você lembra — ele acrescentou. — Liam, , , Niall e . Pessoal, essa é Juliett.
— Prazer, Juliett. — todo mundo falou em coro, menos , que encarava a garota com raiva.

“Por que essa idiota voltou?” se perguntava , irritada, logo depois se arrependeu. Nossa… Falando assim até parece que eu gosto do Styles, mas eu gosto do Harry!. sempre o achará muito bonito, charmoso, sexy. Havia perdido muito tempo com medo de uma rejeição, havia passado tanto tempo que, agora, ela, com certeza, sentia algo mais forte que atração por ele. Não seria por uma idiotice de profecia que a faria amar mais ainda o Styles. Outro ponto para ela não entregar os pontos era o modo que ele a tratava, como qualquer uma, uma garota mimada, convencida, coisas que nem de longe ela era, na realidade. Uma voz familiar a tirou rapidamente de seus devaneios com Harry.
— Pensando em mim? — perguntou Josh atrás dela.
virou os calcanhares e sorriu.
— Convencido. — ela disse o abraçando.
— Nossa, tudo isso é saudades? — ele sussurrou em seu ouvido.
olhou para uma das mesas e viu Harry e Juliett se beijando. Ela sentiu seu estômago dar uma cambalhota, olhou para Josh que a obsevava e sem pensar duas vezes o beijou.

Harry sentia que não estava fazendo a coisa certa, mas, por outro lado, sentia tanta a falta de Juliett, não conseguia controlar a vontade de beijá-la. Tudo nela era igual à antes, seus lábios, sua pele. Já haviam se passado alguns segundos desde que os dois haviam começado a se beijar — comer — e, nem por um minuto, nenhum dos dois apresentara necessidade de ar, mas é claro que aquilo não poderia durar para sempre. Harry se afastara de Juliett, arfando em busca de ar tanto quanto ela.
— Senti tanto a falta disso. — disse ela, beijando-o novamente.
Foi nesse momento que ele os viu. e um outro garoto estavam se agarrando em um dos cantos perto da mesa em que eles se encontravam. O garoto mantinha uma de suas mãos em sua cintura e a outra em sua coxa. Harry sentiu seu rosto ficando vermelho e a raiva o inundar. Com um pulo, ele ficou de pé e correu até os dois, deixando Juliett surpresa. Ao se aproximar, Harry pôde percebeu, com um susto, que o garoto era Josh. Isso só fez com que sua raiva aumentasse. Ele separou Josh de e socou seu rosto. O garoto saiu girando, até sua cabeça bater em uma das mesas, fazendo-o cair no chão.
— Harry, o que você fez?! — gritou .
Harry a ignorou e caminhou até Josh, que continuava no chão.
Nunca mais se aproxime dela. — falou Harry.
Dando as costas a ele, Harry puxou na direção das escadas.
— Me solte! — gritava .
Harry suspirou, ele estava carregando escada a cima, pois ela não concordara em o acompanhar, então, não lhe sobrara escolha. Chegando ao primeiro andar, ele caminhou até o quarto de Niall, abriu a porta, e jogou na cama. Se a mesma não houvesse segurado nas beiradas da mesma, teria caído de cara no chão. — Não acredito que você... Que você... — Harry andava de um lado para o outro do quarto, nervoso e com raiva. — Como você pôde?
— Eu não sei do que você está falando. — disse , ficando de pé. Ela realmente não sabia e não entendia a reação de Harry.
— Não minta! Você sabe o que fez! — gritou o mesmo.
Ele a empurrou na direção de uma parede com força, fazendo a mesma se encolher de dor.
— Harry, você está me machucando!
— Não mude de assunto! — berrou ele. — Por que você fez aquilo?
— Aquilo o quê? — gritou em resposta.
Harry soltou um dos pulsos dele e bateu na parede com ódio.
— Como pôde beijar Josh na minha frente?! É meu melhor amigo e a garota que eu... — ele não terminou a frase.
— Como você pôde beijar Juliett na minha frente?! — revidou ela.
— Isso tudo é ciúmes? — perguntou Harry sorrindo.
revirou os olhos.
— De você e ela? — riu ela. — Nunca, não fui eu que soquei a cara de Josh.
— Ele mereceu! — falou Harry.
— Por que você está com raiva, Styles? Afinal, nós não temos nada, você me odeia, na realidade, por que você está com raiva? Você tem a Juliett e eu, o Josh. O que lhe incomoda? — perguntou .
Harry não respondeu imediatamente. Depois de alguns minutos, ele suspirou e soltou .
— Eu não aguento mais isso. — murmurou ele.
O mesmo voltou a andar de um lado para o outro.
— Você fez aquilo de propósito, não fez? — perguntou Harry.
corou.
— Por que eu faria isso?
— Porque sabia que eu ficaria com ciúmes se visse você com outro garoto. — as palavras escaparam da boca de Harry. Só depois ele percebeu seu erro.
ergueu uma sobrancelha.
— O que você disse?
Harry engoliu em seco.
— Nada. — ele se virou e caminhou na direção da porta, mas foi mais rápida e bloqueou sua passagem.
— Admita, você gosta de mim.
— O quê?! — exclamou Harry surpreso. — Mas é convencida mesmo. Realmente acha que eu gosto de você? — ele riu. — Como eu poderia gostar de alguém tão convencida, mimada e fresca como você, Malik? — mentiu, e só então percebeu seu erro.
Lágrimas escaparam dos olhos de . Ela não poderia acreditar no que estava ouvindo. Novamente, Harry só a via como uma garota mimada, fresca e convencida. Lágrimas escorriam pelo seu rosto, borrando sua maquiagem, mas ela não se importava, não se importava mais com sua maquiagem, ou com seus sapatos, nem mesmo com seu vestido. olhou para Harry, que olhava para o chão. Como ele pôde a dizer isso sem pudor ou hesitação alguma?
— Realmente acha isso de mim? — perguntou ela entre longos soluços.
— Tenho certeza. — ela assentiu e abriu a porta, se pôs para fora e gritou, por conta da música alta:
— ADEUS, STYLES! — falou decidida.
Harry sentiu seu coração diminuir de tamanho ao ver sair correndo do quarto, chorando por sua causa. “Nunca mais se aproxime dela”. “Como pôde beijar Josh na minha frente?”. “Porque sabia que eu ficaria com ciúmes se visse você com outro garoto”. “Isso não é possível... Eu... Eu estou apaixonado por Malik”, ele pensou.

— Abre a porta, ! — ele falava batendo a porta e gritando para que a menina abrisse.
— Sai daqui, Harry! Vá beijar sua namorada!
— Ela não é minha namorada!
— Quem beija, namora!
— Não sabia que estava namorando o Josh. — apelou. abriu a porta, ainda com raiva, e o olhou com as sobrancelhas arqueadas, esperando a resposta. — Desculpe, eu não devia ter dito aquilo. — ele disse e ameaçou fechar a porta, mas Harry colocou seu pé no encosto do batente, impedindo a mesma de se fechar. — Vem... Sai daí! Já pedi desculpas... — ele implorou. saiu, ainda relutante, mas sequer o olhou. Ela desceu as escadas correndo e passou os olhos pelo local. — Não me diga que está procurando por ele... — Harry sussurrou em seu ouvido.
— Isso não é de sua conta. Cale a boca e vá beijar, já que é isso que você sabe fazer.
— Ah, só tava esperando você mandar. — Harry pegou a menina pela cintura e a girou para si; Sem nenhuma hesitação, ele a beijou. retribuiu o beijo, mas logo parou. “Você é apenas uma!”, pensou. Ela o empurrou para longe e limpou sua boca.
— Nunca, nunca em hipótese alguma, toque em mim de novo! — E, então, ela sentiu os olhos marejarem. Ela o olhou pela última vez, virou as costas, porém, não se moveu. Harry, com o olhar baixo, xingava a si mesmo, mentalmente. o observou e, sem pensar duas vezes, correu até ele e o beijou. “Com certeza, temos uma bipolar entre os herdeiros.” Harry pensou, sorrindo entre o beijo, e sem dúvida ele estava certo! parou de beijá-lo e correu em direção ao jardim, Harry fora junto — claro.

se remexeu — novamente — desconfortável na cadeira onde estava. A parede branca a sua frente era bem mais divertida de encarar do que a própria festa, mas uma figura mais atrativa ainda entrou em sua visão, Jake Campbell.
— Olá, Styles. — Jake deu seu melhor sorriso cafajeste de ser.
— Olá, Camp. — ela disse, sorrindo. A garota sabia como odiava que ela o chamasse de “Camp” sendo seu sobrenome “Campbell”.
— Não gosto quando me chama assim...
— Também não gosto quando me chama de Styles, Camp. — ambos riram.

Zayn, que estava no “bar”, observava de longe os dois. A cara dele não era uma das melhores. A cada palavra dada por um dos dois era um gole de sua bebida. Sua feição gratificante era assustadora. Quem chegasse perto, poderia suspeitar que ele bateria em qualquer um, principalmente se fosse Campbell. Então, uma ideia veio à mente, e seria — para ele — a melhor ideia que poderia ter. Zayn abriu seu melhor sorriso e caminhou até os dois — que estavam prestes a se beijar.
! Jake! — Zayn abriu os braços, sorrindo.
resmungou baixo, afastando-se de Jake, fazendo Zayn — finalmente — soltar um sorriso verdadeiro. Zayn se sentou no meio dos dois, abriu os braços e colocou cada um no ombro de Jake e .
— Jake, meus parabéns, cara! — Zayn disse dois tapinhas nas costas do garoto.
— Parabéns pelo o quê? — perguntou.
— Você não sabe? O Jake está com a Kate! — Zayn disse sorrindo cinicamente. Jake estava tão envergonhado com a situação que não encarava a garota.
— ELE O QUÊ?!
— Você não sabia, docinho? — Zayn perguntou, fingindo uma falsa tristeza. O garoto poderia pensar em atuar.
— E você ainda queria ficar comigo, Campbell?! — ela gritou.

— Vou contar até três. Se você ainda estiver aqui, eu te bato. — Zayn disse, olhando-o com raiva e dentes trincados. Jake não esboçou reação alguma, e, assim, a contagem começou: — Um... Dois...
Jake encarou Zayn, pensando nas probabilidades que teria se não corresse. Percebendo isso, Zayn moveu os lábios e fechou o punho. O desespero inundou o rosto de Jake, que se levantou e saiu na direção da pista de dança, sem dizer nada. Zayn olhou para . Ela não parecia triste, só irritada. E, por mais nervoso que estava, Zayn sabia exatamente o que fazer.
, vamos dançar? — perguntou ele baixinho.
encarou Zayn, surpresa. Ele olhava para ela, meio inseguro. Sentiu sua raiva por ele ir embora. No outro segundo, repreendeu-se. “Não se esqueça do jeito que ele lhe tratou”, resmungava uma vozinha em sua mente. “Ele parece arrependido”, murmurou outra voz. “Mas ele não está, deixa de ser ingênua! Ele não é nem seu amigo, e nem nunca poderá ser nada mais que isso.” A outra voz gritou, em resposta, “Deve estar desatualizada, eles são prometidos pelo destino!” bufou e fitou ao chão.
— Eu não... — Zayn abaixou a cabeça ao ouvir isso. Esquecendo o que a vozinha havia dito, ela sorriu. — ... Gostaria de dançar com mais ninguém aqui.
Ficando de pé, os dois caminharam até a pista de dança. Estava tocando uma música agitada, todos os outros na pista sacudiam os quadris e mexiam os pés no ritmo da mesma. Zayn corou, não fazia ideia de como esquecera. Ele não sabia dançar. Percebendo o quanto tenso ele estava, sorriu e começou a dançar ao seu redor. O mesmo arregalou os olhos, e todos ali pareciam ter sumindo, deixando só ele e . Ela dançava lindamente, uma hora ou outra jogava os longos cabelos por cima do ombro, não deixando um minuto de sorrir, um sorriso que encantava Zayn. Ela parou na sua frente e lhe mostrou como mexer os pés e os quadris, e, em minutos, Zayn também estava dançando, desajeitadamente, mas ainda assim estava, o que era uma boa noticia. nunca se divertira tanto em uma festa, e olha que ela já havia estado em muitas, graças a Harry, porém, também havia deixado as festas de lado, graças aos estudos. Zayn dançava ao seu lado, sorrindo para ela, que lhe imitava. Nem por um minuto os dois conseguiam parar de se olhar. Era estranho, parecia tão normal, como algo automático. Nada importava, aquele tempo era só dos dois, um tempo que Zayn vinha esperando há muito tempo.

Niall observava de longe. A garota estava conversando com Scott, como se não houvesse coisa mais divertida para se fazer. Os dois sorriam, parecendo gostar da presença um do outro. Niall estava sozinho, em uma das cadeiras no “bar” improvisado, bebendo alguma coisa que escolheu aleatoriamente. Sem nem perceber, ele já havia tomado quatro copos e estava terminando o quinto. Sua visão estava meio escura e embaçada, ele sentia seus olhos pesados, mas, mesmo assim, ficou de pé e caminhou na direção de , que ainda conversava com Scott. Sentindo suas pernas meio bambas, ele se apoiava nas paredes até chegar à mesa certa. No mesmo instante, tirou os olhos de Scott e olhou para Niall.
— Nini! Que bom que você... — ela disse animada.
— Ah, não se faça de sínica. — resmungou Niall.
— Como disse? — perguntou , que jurava ter escutado errado.
— Não é bom me ver, . Você não está feliz, se eu não tivesse aqui, você nem ao menos se lembraria de que eu ainda existo. — Niall sentia cada uma dessas palavras escaparem de seus lábios sem nenhum controle, “E por que você deveria não falar isso? Tudo é verdade, ela merece, não vê? Ela não lhe ama, então fica aí, com ele, se esquece de todo mundo, até mesmo de você. Ela sabe sobre os seus sentimentos, mas gostou de lhe fazer ciúmes. Tente esquecê-la, ache uma garota, e faça o que for preciso para se esquecer de .” instruía um voz estranha em sua mente, uma voz autoritária, e que lhe parecia...
— Niall, você está bem? — perguntou , preocupada.
— Não que você se importe não é, princesa. — ele piscou e foi na direção da pista de dança.
piscou algumas vezes, o que Niall estava fazendo? Por que ele estava a tratando assim? Uma resposta foi encontrada, no entanto, ela não gostava de pensar que isso realmente havia acontecido. Se estivesse certa, ela precisaria de reforço.

estava entediada. Nunca fora fã de festa, pois nunca foi convidada para muitas, e ter uma festa em sua própria casa não parecia mais animador. “Eu vou matar o Harry”, pensou ela aborrecida, jogada na cama.
— Parece entediada, anjo. — falou Liam, entrando no quarto.
levantou a cabeça e olhou para ele. — Muito mais do que eu gostaria.
Liam caminhou até a cama e se deitou ao seu lado. foi para mais perto dele, encolhendo-se quando as mãos de Liam procuraram e tocaram as suas. Isso lembrava os dois da época em que , Liam e Niall dormiam na mesma cama. As coisas eram mais simples, menos complicadas, mas agora tudo havia mudado. Os três haviam crescido e amadurecido, deixando a infância para trás. Os dois sentiam seus corações batendo com mais força, seus rostos ficando mais corados, tudo isso os lembrava do quanto era errado o que eles sentiam um pelo outro. Eles deveriam ser amigos, simplesmente bons amigos. tentou se afastar, mas Liam tocou sua mão.
— O que foi? Eu fiz algo errado? — perguntou Liam, preocupado.
balançou a cabeça.
— Então por que você está fugindo de mim?

[N/A: Ponha Allstar Weekend — Come Down With Love para tocar, a tradução não é necessária.]

bateu os pés ao ritmo da música. Aos poucos, os dois pés batiam a cada badalada, os quadris da menina se remexeram de um lado para o outro, os olhos lentamente foram se fechando, o corpo movia-se lentamente de um lado para o outro. Aos poucos, seu corpo se deixou levar pela música.
era uma menina enigmática, ninguém nunca sabia o que acontecia com sua vida, ou o que acontecia — realmente — ao seu redor. Sempre com poucos amigos, muito focada no vôlei, mas agora... Tudo mudou, e pode-se dizer que seu jeito enigmático também. Agora, ela tinha as meninas, cada uma com seu jeito e modo de ser. Algumas vezes poderiam ser chatas, e extremamente irritantes, mas sabiam que desde o dia em que tudo aconteceu, elas seriam uma família, e finalmente poderia saber o que era ter uma! Seus pais sempre trabalhando, e seu irmão era o único que parecia não ligar. Liam, ao contrário da irmã, sabia que o mundo nunca fora fácil, e principalmente agora que ela pode ter o prazer de compartilhar seus mais intensos sentimentos, a questão é: com quem compartilhá-los? Existe alguém realmente confiável?
? — a garota se virou, e viu Mattew Muller.
— Ah, olá, Matt. — ela falou, sorrindo.
— Posso me juntar a você? — ele perguntou. Ela assentiu e ambos começaram a dançar, Mattew pegou pelo braço e a girou, fazendo a menina ter um vista... Um tanto desagradável. Louis conversava com uma garota, alta, cabelos ondulados com algumas mechas loiras nas pontas. Um sorriso gentil estava no rosto da menina. se desconcentrou em seus passos de dança e sentiu algo apertar seu coração. Ciúme?
Por que não? Deixaram bem claros a eles que, em cada elemento, existe um casal, e Louis com eram um! Eles teriam de ficar juntos, gostando ou não.
— Eu estou com uma sede... Vamos ali ao bar! — ela puxou o garoto pelas mãos. Esbarrando em todo mundo a sua frente, tropeçou propositalmente nos pés de Louis. — Oh, nossa! Me desculpe, Louis...
— Tudo bem. — ele sorriu e continuou a conversar com a garota ao seu lado.
— Sua amiga? — ela perguntou, interrompendo a conversa dos dois.
— Essa é a Eleanor, ela é atriz. — ele disse assim que viu Mattew entrelaçar sua mão com a de .
— Oh, sim. Eu vi você naquele comercial, tendo um papo super chato com sua mãe. — ela disse.
— Aquela não era minha mãe de verdade. — Eleanor a olhou com as sobrancelhas arqueadas.
— Bem, espero que a micose tenha sarado.
— Eleanor vai atuar no Mar de Monstros, do Rick.
— Mattew vai ser piloto.
— Eleanor vai pra Holywood.
— Mattew já vai se formar. — falei rindo.
— Se ele é tão bom, porque ele tá aqui na festa, e não na festa que ele ia dar? — Louis perguntou e a garota ficou sem fala.
— Eu vim vê-la. — Mattew disse, ele colocou as mãos na cintura de e estalou um beijo em sua bochecha.
— Fui convidada pra o Grammy, vou apresentar todo o programa. — Eleanor se gabou.
— Jura? — fingiu uma falsa animação. A garota estendeu o dedo em direção à um copo com refrigerante. Com um simples feitiço de levitação, a garota ergueu o copo e despejou todo o conteúdo em cima de Eleanor. — Ops, eu acho que um alguém deve ter passado por aqui. — riu e foi dançar, junto a Mattew.
— Idiotas.
— O que foi aquilo, ? — Mattew perguntou.
— Foi que... Eu... Não sei... — Era verdade, ela não sabia o que havia sido aquilo, ela, com ciúme do Tomlinson?

corria na direção das escadas, mas, com tantas pessoas em seu caminho, era quase uma tarefa impossível. Precisava buscar , ela iria resolver tudo. Ao conseguir subir as escadas, correu pelo corredor, e parou na frente do quarto. A porta estava fechada, mas havia vozes saindo do quarto, vozes conhecidos e, por mais que tentassem falar baixo, ainda as reconhecia. Abriu a porta e não se surpreendeu ao ver e Liam sentados perto um do outro, com a cabeça no colo de Liam. Os dois sorriam, mas, ao verem , se separaram. Com um sorriso, ela entrou no quarto.
— Eu não estraguei nada, não é? — vendo os dois balançarem as cabeças, continuou. — Que bom, preciso de ajuda.
— Há alguma coisa errada? — perguntou Liam e na mesma hora.
— Eu não tenho certeza... Algo está errado, mas preciso de ajuda, se estiver, precisamos correr. Há uma multidão de garotas lá embaixo gritando por alguém.
Com as testas franzidas, os dois concordaram e desceram as escadas em disparada. Os olhos desesperados de percorriam todos os cantos da sala.
? — chamou Liam olhando fixamente para o meio do salão. — Acho que você estava certa, tem algo errado.
e olharam para onde Liam apontara. No meio da sala, havia muitas garotas ao redor de uma mesa. Em cima dela, estava Niall. Niall estava… Estava… Sem camisa… Dançando. correu até mais perto, encarando o irmão, confusa.
— Niall! — gritou ela sobre os berros das outras meninas.
Ele não pareceu ouvir ou muito menos ligar. Niall estava vermelho, tão vermelho como um enorme tomate. Uma das garotas gritava mais alto que qualquer outra, essa tentou subir em cima da mesa, mas foi puxada por outra garota.
— Não! Ele é meu! — gritou uma com os cabelos escuros.
Outra riu alto, sem qualquer humor.
— Iludida! O Nini é meu!
“Nini?”, pensou , irritada. Ela marchou até a mesa, empurrando a maioria das meninas com os cotovelos. Ela estava prestes a gritar, quando...
— Calma, garotas! Tem Niall para todas vocês! — gritou Niall. Era como se alguém tivesse dado um tapa na cara de . olhava para o irmão, sem entender o que estava acontecendo. As duas voltaram até onde o Liam esperava, tão confuso quanto qualquer uma das duas — se bem que estava mais com raiva do que confusa.
— Precisamos tirar ele dali! — falou .
— O que vamos fazer? — perguntou Liam.
— Eu acho que eu posso ajudar. — falou uma garota.
Os três encararam a desconhecida, assustados, afinal, ela havia aparecido do nada. Ela era alta e magra, tinha cabelos compridos e olhos tão escuros quanto à noite. Ela usava um simples vestido verde que realçava sua pele pálida. Em seu rosto, havia um sorriso bonito, mas, ao mesmo tempo ameaçador. Seus olhos captavam cada movimento de todos na festa.
— Quem é você? — perguntou .
A garota não pareceu surpresa.
— Não me surpreende que nenhum de vocês me conheça, mas presumo que já conheçam uma amiga minha. Juliett? — ao ver a reação deles, ela assentiu lentamente. — Eu sou Violett. Agora, vocês querem minha ajuda ou não?
— O que você está fazendo aqui? — indagou . — Não me lembro de ver você no colégio.
Violett riu baixinho, mas logo se recompôs.
— Eu não estudo na Nancy’s. — ela falou como se fosse óbvio.
— Mas quem é você? O que você está fazendo aqui? Você não foi convidada. — murmurou Liam.
Os olhos de Violett percorreram Liam de cima a baixo, fazendo o ciúme borbulhar dentro de .
— Já disse, sou amiga de Juliett. — ela disse parecendo entediada. — Os pais dela me pediram para vir com ela, eles achavam que ela poderia arrumar algum tipo de... Confusão. — obviamente não era essa a palavra que ela iria usar, mas deu de ombros.
— Bem, você não é bem-vinda.
Violett correu mais rápido do que qualquer humana seria capaz de correr e colocou uma das mãos no pescoço de , que não teve nem tempo de se afastar. — Retire o que disse, herdeira nojenta. — rosnou Violett apertando o pescoço, fazendo tentar colocar as mãos no pescoço para tentar pará-la, mas isso só fez com que Violett o apertasse mais.
— Pare! Está machucando-a. — falou dando um passo, indo para mais perto das duas.

Nesse momento, Violett virou o rosto e encarou e Liam. Seu belo rosto estava diferente. Abaixo de seus olhos, apareceram pequenos traços pretos e se podia ver presas saindo de seus caninos.
— Nem mais um passo, ou a pequena fica com os pescoço quebrado, e, acredite, eu quero fazer isso. — murmurou Violett em uma espécie de rosnado baixo.
Liam pegou a mão de e puxou-a para o seu lado.
— O que você quer? — perguntou Liam, sério.
— O que eu quero? — repetiu ela. — Eu quero muitas coisas, mas — ela olhou para alguns garotos que passavam, ela rosnou. —, não significa que eu possa fazê-las. Agora, eu só quero ajudá-los. — ela abriu um sorriso meigo.
— E o que você ganha com isso? — perguntou .
— O simples fato de proteger um herdeiro que está prestes a tirar a calça. — ela sorriu, mostrando as presas novamente.
— Tirar a...? — foi quando , , Liam olharam para a mesa e viram Niall quase abrindo o zíper da calça.
— Isso vai ser divertido, não é? — Violett riu, e olhou para , que parecia meio vermelha, talvez por estar com raiva de Niall ou por Violett ainda estar segurando seu pescoço. — Querem que eu ajude ou não?
— Vá. — disse , com esforço, por não estar respirando.
Violett soltou e correu rapidamente até a mesa. Ela subiu na mesa e olhou para Niall, que a encarava. Violett olhou para e sorriu maliciosa, se aproximou de Niall, e o virou para si mesmo, dando-lhe um beijo. sentiu todo o seu corpo ficar quente de raiva, “Eu vou matar essa vadia.” Alguns minutos de depois, Violett desceu da mesa e foi para o lado de Liam.
— Três, dois, um... — disse Violet contando nos dedos.
Quando a contagem chegou ao zero, Niall desceu da mesa e foi para o lado de Violett, que sorriu para enquanto pegava na mão de Niall.
— Eu disse que eu poderia ajudar.
Ela piscou para Niall e saiu andando, sendo seguida pelo mesmo.
encarou os dois com raiva, então se virou e pegou uma bebida que estava sobre uma das mesas, e foi embora.
Ela queria matar Violett.
Com suas próprias mãos.
Agora.
? — chamou Liam.
— Sim? — ela olhou para Liam, que sorriu.
— Você lembra no nosso trabalho do semestre passado? Sobre mitologia, e ficamos com vampiros? — perguntou Liam.
— Sim, mas aonde você quer chegar? Acha que ela é uma vampira? Isso é difícil! A maioria vive na Transilvânia, se algum vampiro estiver em Londres, é por um bom motivo... — Liam assentiu.
— Lembra que eles morrem quando entram em contato... Fogo? — Liam sorriu novamente, fazendo sorrir também.
e Harry! — falaram os dois juntos.
Os dois assentiram.

— Ah, qual é, , vai dizer que não gostou?! — Harry persistiu, correndo atrás dela.
— De ser mais uma na lista de Harry Styles?! Quer saber? Não! Eu odiei! Você tem namorada, Styles, se beijou outra estando com ela, poderia fazer o mesmo comigo! — ela resmungou alguns palavrões e olhou para ele.
! Hazza! — Liam e acenavam freneticamente enquanto corriam até os dois.
— O que houve? — Harry perguntou.
... Niall... Achamos... Vampiro... É... Vocês... Fogo. — havia apoiado seus braços em seu joelho e falava ofegante, havia corrido muito para achá-los.
— É melhor vocês seguirem a gente. — Os três saíram correndo enquanto respirava ofegante no jardim, sozinha.
Uma rajada de vento passou e a garota agradeceu. Não fazia frio, e um pouco de vento a ajudaria, certo?
Errado.
Não era um vento, era um sopro.¹

Sopro¹ = Sopro em “Pour Vous” é um espírito que faz você relembrar sua pior lembrança, e ele lhe tortura até a hora em que você não aguente mais, e desmaie.


chegou ao local primeiro que Harry e Liam, já que o último citado havia lhe dito. Nenhum dos três pareceram notar a presença de , ou a falta dela.
No canto, eles observaram Niall e Violett encostados na parede, se beijando. E um pouco longe observando a cena, com um copo d’água em mãos.
— Aquele é o Horan? — Harry abriu a boca, surpreso. — É assim que se faz, garoto! — o olhou e bufou.
— Garotos. Idiotas. Sempre é assim... — ela disse. A menina chegou um pouco perto dos dois, mas sendo discreta para que não notassem sua presença. Porém, ela sentiu que não havia um par de olhos em cima dela, e sim vários, ela se virou e viu que ninguém a observava. E, novamente, estavam errados.
e Harry deveriam tomar cuidado. Não poderiam ser vistos fazendo magia, e não poderiam, não deveriam errar, qualquer erro ali, poderia causar um incêndio.
— Prontos? — Liam perguntou.

— Foi legal... — Zayn disse sorrindo.
— É, talvez você não seja tão chato como eu pensava... — mordeu o lábio inferior, porém, riu.
— E você não é tão durona quanto pensei.
— Me achou durona, Malik?
— Sim. — ele cruzou os braços e sorriu, percebendo o erro, corrigiu-se: — Quer dizer, para uma garota.
— Ainda bem, certo? Assim eu não sairia com qualquer um. — ela sorriu, debochada.
— Então eu não sou qualquer um? — Zayn se aproximou, e prendeu-a entre a parede e o seu corpo.
— Quem disse que eu estou saindo com você? — ela abriu um sorriso caviloso.
— E por que não sairia?
— Curioso?
— Talvez... — ele abriu um sorriso ardiloso.
— A curiosidade matou o gato. — ela sorriu, debochada.
— Está me chamando de gato, Styles? — Zayn se aproximou ainda mais da garota.
— Acontece, querido, que se você fosse o gato, já teria morrido, porque a curiosidade te matou. Mas seremos francos: nenhum de nós quer isso, certo?
E, novamente, estavam errados. Tantas pessoas queriam cada um deles mortos, mortinhos da silva, enterrados há metros abaixo da terra.
— Não quer que eu morra? Ah, não quer que eu morra sem te beijar, correto? Tudo bem! — Zayn aproximou seus lábios dos de , que não ousou desviar. Mas, ao tocar aos lábios de Zayn e fechar os olhos, houve um clarão. , mesmo de olhos fechados, enxergava tudo branco, com algumas cenas que passavam. Algumas crianças estavam correndo, as roupas antigas, construções antiquadas, na parte mais alta da cidade, um castelo, e no topo uma torre, e, como em um segundo, podia ver ela e Harry quando crianças, e, ao seu lado, mais duas crianças não conhecidas. Eram Louis e , em outra época, outro século, na época em que ambos faziam parte da realeza.

— Matt, eu estou com calor! — reclamou pela segunda vez.
— Quer alguma bebida? — ele olhou em seus olhos.
— Quero ir para fora! — ela gritou. Mattew a olhou, assustado. — Me desculpe... Eu só... Não quero mais ficar aqui, estou com calor.
Ele assentiu, contrariado. Não queria ir para fora, gostaria de apreciar a festa. Um universitário precisa de festas desse tipo, com adolescentes — ou “crianças”, como alguns universitários os chamavam — para desfrutar seu passado, não tão distante. Mesmo sendo universitário, Mattew gostava de garotas mais novas, que não tinham nenhum tipo de experiências, como ir para baladas, por serem menores de idade, e nunca terem bebido. Mattew não era o tipo de garoto que queria segundas intenções, era mais o tipo cavalheiro. Oh, mas não vamos nos enganar, Matt não era flor que se cheire, até porque foi o mesmo que trocou os refrigerantes por cerveja, sem que alguns dos herdeiros soubessem.
foi até o jardim e refletiu. Pensou em tudo cujo estava acontecendo com estes jovens, pensou que tudo isso fosse um sonho e que ela poderia estar prestes a acordar a qualquer momento, mas algo lá no fundo lhe dizia que era o destino.
A menina olhou para o lado e viu deitada no chão. Ela foi até a amiga e a tocou. De repente, imagens que ela nunca tinha visto começaram a passar como um filme em sua mente. Ela estava vendo a pior memória de , onde a menina treinava seu poder em um lago. A garota brandiu a mão e congelou todo o lago.
E foi então que percebeu. havia assassinado os pais de e Louis. Como sabia que eram os pais dos Tomlinson? Bem, ela estava na mente da amiga agora, e não havia mais volta, o tão guardado segredo foi revelado, por um sopro. Aos poucos, a memória foi acabando e o sopro terminou seu trabalho. Agora, sabia de tudo, mas a questão era: ela contaria, não contaria?


Capítulo 5


É quase meia-noite
Algo maligno está espreitando na escuridão
Sob a luz da lua
Você vê algo que quase para seu coração
Você tenta gritar
Mas o terror lhe tira a voz antes
Você começa a congelar
E o horror te olha bem nos olhos
Você está paralisado. — Michael Jackson, Thriller


não sabia o que fazer. Zayn a havia puxado até o primeiro andar, beijando seus lábios a cada degrau. Eles demoraram a subir. No primeiro andar, Zayn e entraram no quarto de Niall. Depois do primeiro toque, nada mais importava, nada daquilo que estava acontecendo no andar de baixo e nem mesmo o fato de ainda ver imagens estranhas cada vez que Zayn a beijasse. Em segundos, Zayn já estava sem camisa e com o batom todo borrado. Com um alto barulho, Zayn bateu as costas da mesma na porta, fechando-a. Quando as mãos de Zayn tocaram sua cintura, sentiu as pernas bambas.
— Zayn... — chamou sem fôlego. Nesse momento, o mesmo beijou seu pescoço. Ela sentiu todas as palavras descendo por sua garganta. Não, ela juntou todas as forças que tinha, e tentou mais uma vez. — Zayn! — chamou ela novamente, sem nenhuma hesitação na voz.
O mesmo se afastou e olhou para ela, assustado.
— O que foi? Eu fiz algo errado? — ele passou de assustado para extremamente preocupado.
— Não, mas eu acho que não deveríamos ir tão rápido... — ela corou, e Zayn abriu um sorrisinho.
— Me desculpe, você está certa.... — mas ninguém era de ferro, então ele a beijou mais uma vez. Um beijo rápido, mas suficiente para dar a outra visão estranha. Desta vez, viu uma criança vestida com um simples vestido bege, correndo na direção de uma das casa de uma pequena vila, gritando com alguém. não conseguia ver seu rosto, mas ela possuía cabelos escuros presos por uma trança.

— Mamãe! — gritava a menina.
Uma mulher, vestindo um vestido da mesma cor que o da menininha e um avental, saiu de dentro da casa e olhou assustada.
— Esme? — perguntou a mulher. — O que houve?
— Ele está vindo. — choramingou a menininha.
A mulher olhou para ela, e puxou a menina para um abraço.
— Está tudo bem, tudo bem, vamos ficar bem. — disse acariciando o cabelo da menina.
— Mas, mamãe... Ele vai nos matar. Matar todos nós.
Um vulto preto apareceu atrás das duas. Ele tinha cabelos castanhos encaracolados e olhos igualmente castanhos, usava roupas pretas e com uma aparência cara. Ele parecia novo, mas algo em sua expressão fazia imaginar quantos anos ele tinha. Ao ver as duas abraçados, ele sorriu.
— Sua filha está certa, Suzie. Você deveria proteger mais a sua família, você sabe o que aconteceu com os filhos dos Payne.
— Logan. — murmurou a mulher.
Ele sorriu novamente.
— Já ouviu falar de mim, fantástico!
No momento em que ele disse isso, um menininho — um pouco mais velho que a menina —, com a mesma cor de cabelo, pele e aquele mesmo jeito de franzir a testa que já havia visto na menina, encarava o homem, curioso. Antes que alguém pudesse dizer alguma coisa, Logan pegou as duas crianças e as levou embora tão rápido quanto havia chegado.


se afastou de Zayn, respirando com dificuldade.
? Está tudo bem? — perguntou Zayn.
— S-sim... Por que não estaria? — perguntou , aparentemente nervosa.
— Você está pálida. Está tudo bem mesmo? — perguntou Zayn novamente. Ele tocou o rosto de com as costas da mão, fazendo-a se arrepiar.
— Desculpe atrapalhar. — falou um garoto entrando no quarto, mesmo tendo dito o que disse, não parecia se sentir culpado.
— Tudo bem, cara. — falou Zayn, ele esperou o garoto sair para voltar a falar, mas ele não o fez.
— Você precisa de alguma coisa? — perguntou , impacientemente.
— Sim, agora que você perguntou. — ele sorriu e mostrou presas afiadas.
Zayn e arregalaram os olhos.
— O que... O que você é? — perguntou .
Outro garoto entrou no quarto e sorriu também. Presas tão afiadas quanto agulhas saíram de seus caninos, iguais as de seu amigo.
— O que vocês querem? Digam! — falou Zayn, ficando na frente de .
— Tome cuidado, herdeiro. — disse com desprezo. — Alguns podem não gostar da sua arrogância. — falou o outro em um sussurro baixo e ameaçador.
— Meninos, parem de brincar. — uma garota entrou no quarto, ela parecia entediada. — Juliett quer você lá em baixo, Alan. — ela disse para um dos garotos, que assentiu e saiu pela porta. — Não gosto de ser a garota das mensagens, mas, desta vez, pode ser divertido. — ela olhou para Zayn com uma expressão tão estranha quanto o outro menino encarava .
— Becky, tem certeza? — perguntou o garoto ainda olhando fixamente para . — Uma mordida, uma mordida não vai matá-los, vai? — ela olhou pelo canto do olho para o garoto e sorriu, mostrando presas parecidas com a do mesmo.
Ele riu antes de correr e jogar na parede. Olhou diretamente para seus olhos e sussurrou algo para ela — algo que Zayn não pôde ouvir —, mas, já no outro segundo, o garoto já havia mordido o pescoço dela.
Primeiro, parecia não sentir nada, mas, aos poucos, Zayn podia ver o medo e a dor invadirem seu rosto. Ela tentava gritar, espernear e choramingar, no entanto, não saíam nada de seus lábios, nem mesmo um murmuro. Zayn olhava horrorizado, sem saber o que fazer. Tentou correr, mas a garota agarrou seu pulso. Ela não apertou, mas Zayn percebeu que ela poderia quebrar seu pulso sem muito esforço.
— Não fique preocupado, não vai doer. — falou Becky puxando o rosto de Zayn para ele poder olhar em seus olhos. Ele pôde ver as pupilas dela se dilatando, e algo dentro dele ficou mais calmo. Ela havia dito para não ficar preocupado, que não iria doer. Ela havia o hipnotizado.
— Não vai doer. — repetiu Zayn.
Ela sorriu, e mostrou as presas, pouco antes de morder o pescoço dele.

, o que você tem a ver com o Niall? Se ele quiser, ele fica com a Viollet! — Liam disse e a garota sentiu a raiva aumentar. — Você está com ciúme?
— Ciúme? Eu? Eu não tenho isso! Acontece que ela é perigosa! Você deveria saber disso, meu pescoço dói até agora, sabia?! — ela gritou em resposta, por conta da música alta.
— Vou fingir que acredito.
— O que vou fazer com seu fingimento? Comprar tomate? — ela bufou, logo depois fazendo um bico, que, se Niall visse, diria ser fofo.
— Não precisa ficar com raiva só porque está com ciúme. — ele riu, provocando-a.
— EU NÃO ESTOU COM CIÚMES DO HORAN! — ela disse. — Escuta aqui, Liam! Ela está com o Niall e ele tem... — ela parou e abaixou o olhar.
— Ele tem o quê? — Liam sorriu. — Pelo o que eu saiba, ele não tem namorada.
— Mas tem a mim, que sou amiga dele e vou lhe defender daquela... Idiota! — ela disse, com raiva.
— Idiota? Foi o pior nome que conseguiu encontrar? — ele perguntou.
— Ai, Liam! Me deixa! — ela bufou e virou o rosto.
— O que houve? Vi a com raiva lá de longe. — Louis chegou com um copo de água em suas mãos.
— O Niall! Ele está com uma... Uma vadia! — ela falou com mais raiva ainda por não conseguir dizer o nome de Violett.
— E o que você tem a ver com isto?! — Louis perguntou, enciumado.
— Ele é meu... Meu... Amigo! E amigos fazem isso, certo? Livram amigos de emboscadas! — ela disse, sorrindo vitoriosa. Ela virou o rosto e avistou Violett descendo as escadas enquanto se olhava no espelho, retocando o batom. Logo atrás vinha Niall, com as roupas amassadas. — Hey! Vampiresca! Vamos ver quem é que manda aqui. — a raiva foi tanta que os olhos da pequena Tomlinson viraram azuis novamente, e isso não era bom. Os olhos só mudavam de cor por três casos:
1. Ela descobriu ser uma herdeira, o que já aconteceu.
2. Ela estar usando seus poderes.
3. Estar nervosa ou com muita raiva.
Vamos considerar a opção três.
— Quer brigar comigo, Tomlinson? — Violett sorriu, maliciosa.
— Acredite, quero arrancar cada um de seus dentes e fio por fio de seu cabelo oxigenado!
— Vocês duas, parem! — Liam disse.
Tarde demais, a merda estava feita.

? — se levantou com a ajuda da amiga.
! Você está bem? — perguntou, preocupada.
— Você viu, não foi? — ela perguntou com a cabeça baixa. suspirou e a olhou.
— Sim... — disse, porém a garota a interrompeu.
— Eu tive que suportar isso por anos, não foi de propósito! Eu... Eu juro, só que... Eu fui a primeira a ser concedida os poderes por ser uma Horan e eu queria treinar! Mas, quando eu congelei o lago em que os pais deles navegavam, o gelo atingiu o barco e os derrubou. Com o lago congelado, eles não puderam ir até a superfície. Ninguém nunca descobriu a causa da morte... Até agora. Tirando o Nini que estava comigo na hora. — ela tentava encarar nos olhos, mas parecia impossível. Ela já estava chorando. Só não sabia se era a hora de contar, ou a hora em que mais se deve guardar um segredo.

saiu de perto de Liam e de todos ali. Harry, claro, saiu em seu encalço.
— Não pode fugir de mim pra sempre, sabia? Um dia, querendo ou não, teremos que nos encontrar. — ele sussurrou no ouvido dela, vendo-a se arrepiar.
— Até esse dia, eu irei manter distância.
— Por quê? Tem medo de não resistir ao Poder Styles, ? — ele sorriu, caviloso.
— Sabe do que tenho medo? — ela se aproximou dele. — Tenho medo do que aqueles monstros podem fazer soltos por aí! Eu pensei estar apaixonada por você, mas talvez tenha me enganado! — ela gritou.
— Você me beijou.
— Disseram que seu beijo era bom, eu provei... — ela falou, fazendo careta.
— E o que dizem é verdade? — ele se aproximou mais dela e sorriu.
— Não. Deveriam parar de inventar mentiras por aí. — ela piscou para ele e saiu, a procura de Josh.
Ele ficou com o queixo caído, foi isso mesmo? Malik rejeitou Harry Styles? E essa era nova, mas era isso que a família Malik fazia de melhor. Eles surpreendiam.

Zayn não sentia nada, ainda estava hipnotizado. Ela lhe disse que ninguém se machucaria. Ele via o sangue escorrendo pelo seu pescoço, mas Becky havia falado para não ficar preocupado, então ele não ficou. O sangue já havia melado toda a sua camisa, deixando Zayn nervoso. Ele olhou para o lado esquerdo e viu o outro vampiro ainda com os dentes enterrados no pescoço de , que estava tão branca quanto uma folha de papel. Zayn podia ver seus olhos, eles brilhavam de pânico, mas sua boca continuava fechada.
— Você tem certeza que eu não deveria me preocupar? — perguntou Zayn, que havia sentado na cama. Seus olhos estavam mais abertos que o normal e sua postura era reta. Ele parecia um robô.
Becky revirou os olhos, e encarou-o, tentando não perder a paciência que ainda lhe havia sobrado.
— Sim, eu tenho certeza. — ela olhou para o vampiro, e suspirou. — Irmão, por favor, pare.
O vampiro não deu sinal de que iria se afastar, então Becky foi até lá e, sem muito esforço, lançou o irmão pra o outro lado do quarto com força. Sem demonstrar dor, ele ficou de pé, e mostrou as presas, tentando voltar para perto de , que, por sua vez, havia caído no chão, por aparentemente não conseguir sustentar o próprio peso.
— Controle, lembra disso?! — reclamou Becky com uma voz carregada de ódio. — Precisamos deles vivos, não mortos. Juliett nos mataria se algo ruim acontecesse a eles.
— Eu não me importo, não quero saber de Juliett, e muito menos das regras dela. — resmungou ele.
— Mas eu me importo por nós dois, e digo que precisamos ter controle. Matando-os, não ganharíamos o que queremos. — ela sorriu, maliciosa e olhou para Zayn, que continuava intacto.
Suspirando, ele fechou os olhos, tentando controlar a vontade de voltar até e tomar todas as gotas do sangue dela. Segundos depois, suas presas desapareceram.
— Muito bem. — comentou ela. — Agora, dê seu sangue a garota, ela não parece muito bem. — O que ele está fazendo com ela? — perguntou Zayn calmamente enquanto observou enquanto o vampiro mordia o próprio pulso e colocava o mesmo na boca de , que fazia força para engolir.
— Nosso sangue tem propriedades de cura. Com a medicina que os mortais possuem, a mordida demoraria dias para curar, com nosso sangue, as marcas não vão estar mais ali.
E realmente, depois de alguns goles, as marcas da mordida já haviam desaparecido, como isso nunca tivesse acontecido.
— Podemos ir? — perguntou Becky ao irmão.
Ele ergueu os olhos e encarou a irmã. Parecia tão impaciente quanto a irmã, fora a isso, parecia cansado, como se não aguentasse mais ouvir ordens. Sem hesitar, ele levantou , que ainda não havia aberto os olhos, mas parecia melhor, e colocou a mesmo no colo e assentiu. Becky só parecia realmente ter notado que Zayn continuava ali naquele momento. Encarando-o, ela revirou os olhos e caminhou até mais perto.
— Detesto fazer isso com um cara tão gato, no entanto, não posso correr o risco de você saber para onde levaremos você e a sua namorada. — sem esperar que Zayn pudesse falar que ainda não era sua namorada, Becky bateu a cabeça dele na cabeceira da cama. E não precisou fazer nada com a menina, já que a mesma estava praticamente desmaiada.
— Vá até a cozinha e faça o que tem que ser feito. Não podem nos ver saindo com eles. — Becky sorriu, o jogo começou, e ela adorava aquilo.

— Você não sabe com quem está se metendo, Tomlinson... — Violett disse, séria.
— Com uma vadia? Pois é, colega! Eu sinto seu cheiro de longe.
— Virou cachorra agora?
— Que eu saiba a única que pode virar animal aqui é você. Abre os braços e vira morcego!
— Você é tão hipócrita! Isso de vampiros virarem morcegos é pura invenção... — Violett riu da estupidez da garota.
— Meus pais também diziam que vampiros eram invenções. — riu, vitoriosa. Elas não chamavam atenção de ninguém na festa, e o melhor era continuar assim.
— Deveria medir suas palavras. — Violett avisou, mostrando suas presas.
— Que tal medirmos seu ego? Ah, espera! A fita métrica não consegue medir todo ele pelo o tamanho! — ela disse e piscou para Violett, cínica.
— Está com inveja porque Niall ficou comigo. — Violett riu, vitoriosa.
— Hm... Só que eu não precisei hipnotizá-lo para que ele me amasse.
Violett avançou até a menina, que ficou estática. Os olhos azuis pareciam estar cheio de ódio, raiva e ciúme.
— Você quer realmente lidar comigo, herdeira? — Violett transbordava raiva. Mas não poderia fazer nada com a garota, caso ao contrário, Juliett a mataria. — Seu problema é querer tudo fácil...
— Jura? Pelo o que eu vi, você que hipnotizou o Nini, pois sabia que ia ser difícil que ele fosse com você.
— Você não sabe metade do que eu sei.
— Claro, é que eu não nasci a mais de mil anos atrás.
— Seus pais também não morreram em um acidente. Agora que falamos duas coisas óbvias...
— O que quer dizer com isso? — a garota perguntou, trincando os dentes.
—Quero dizer que eles foram assassinados. — Violett deu as costas a ela e saiu, deixando confusa.

[N/A: Ponha Piano — Requiem for a Dream para tocar.]

sentiu sua cabeça explodindo, e não parava. Ela abriu os olhos e viu que estava em um lugar diferente do que lembrava ter estado antes de... Estranho, ela não se lembrava de nada que tinha acontecido.
se concentrou, mas nada veio a sua mente. Estava deitada em uma cama desconfortável, em um quarto pequeno — para não dizer minúsculo —, que tinha grades na janela e na porta. Estava trancada. Olhou para os lados, mas não havia mais ninguém no quarto. Estava sozinha, sem ninguém para explicar o que estava acontecendo. O quarto só possuía uma cama, um pequeno guarda-roupa e uma mesa. Nada nas paredes, nenhuma prateleira, nada.
ficou de pé e tentou ficar calma. “Isso é um sonho, é, só pode ser isso”, mas algo dentro dela insistia que aquilo passa de um sonho qualquer, que era pura realidade, e que precisava fazer alguma coisa. Qualquer coisa pra sair dali.
— Olá! — gritou ela, com as mãos nas barras da janela. — Tem alguém aí?!
Ninguém respondeu. tentou mais algumas vezes, mas não conseguiu nada. Frustrada e com medo, ela se sentou na cama. Lágrimas quentes escorreram pelo seu rosto, e soluços fortes sacudiam todo o seu corpo. “Vou ficar presa aqui para sempre, é isso? Morrer assim?” Um minuto depois, ficou com ódio de si mesma. Ela ficou de pé novamente e limpou as lágrimas. Quando ia enxugar as mãos no vestido, percebeu que ele estava sujo de sangue. Assustada, correu as mãos pelo vestido e sentiu o cheiro do sangue, um cheiro forte que nunca havia sentido antes. O cheiro a fez sentir vontade de vomitar, mas engoliu em seco.
— Ora, ora, ora, a Bela acordou. — falou uma voz desconhecida, vinha do lado de fora da cela. Era uma voz masculina.
— Quem está ai? — gritou ela.
— Nervosa, doçura? — perguntou a voz.
— E— Eu... — hesitou por um momento.
Um garoto com cabelos presos que caíam nos olhos tão azuis quanto o céu, saiu das sombras e sorriu de lado para , que recuou até a parede. Ele vestia roupas inteiramente pretas, o que realçava sua pele pálida.
— Q-Quem é você? — perguntou .
— Isso é realmente importante, doçura? — indagou ele calmamente, como se conversasse com garotas presas em celas o tempo todo.
— O que você quer? — tentava controlar o pânico que sentia dominar o próprio coração a cada palavra dita pelo garoto.
Ele caminhou até mais perto da grade, e sorriu.
— Seu coração bate tão rápido, por que está com medo, Styles?
sentia sua cabeça girar, como ele sabia seu nome?
— Tem medo que eu faça alguma coisa com você? — ele entrou no quarto, batendo a porta atrás de si. Andava como um felino procurando por uma presa, e algo dizia a que ele já havia encontrado a sua. Parou poucos centímetros dela, que respirava com dificuldade, e a encarou.
— Quer saber o que vamos fazer com você, ? — ele perguntou perto do seu ouvido.
Ela ficou arrepiada involuntariamente e mordeu o lábio inferior, tentando não gritar.
— Não sabe o que planejamos para você e seu namorado, doçura. Ficaria tão mais animada. — ele brincou com uma mecha do cabelo dela.
— Namorado? — estranhou . — Eu não tenho namorado.
— Zayn Malik me falou que vocês são tão próximos, também comentou que me faria pagar se algo acontecesse a você. — ele soou sarcástico ao falar essa última parte.
— Onde ele está?
— Sim, se está tão preocupada.
— Ele está bem? Você não...
— Não, não o machuquei, não ainda. Isso depende inteiramente de você.
— O que quer dizer com isso? — perguntou ela nervosa, franzindo o cenho.
— Vamos, precisa conhecer alguém. — estendendo a mão, ele sorriu. Olhando para seus lindos olhos, sentiu o medo indo embora, no lugar dele, uma sensação de felicidade e conforto a invadiu. Ela também sorriu e pegou na sua mão. Ótimo, ela fora hipnotizada, por um vampiro, outra vez!

Louis desceu as escadas, suspirando a cada degrau em que pisava. Ele chegou à sala e deparou-se com de costas, varrendo a sala melada de cervejas, aperitivos e refrigerantes. Ainda não tinham descoberto quem trouxe a cerveja para a festa, todos ali eram menor de idade.
Louis se encostou ao batente da escada e admirou a menina por alguns segundos. se virou e tomou um susto quando viu Tomlinson ali, a encarando e sorrindo.
— Onde está Mattew? — Louis perguntou se aproximando dela.
— Cadê a Eleanor? — ela rebateu a pergunta e mordeu os lábios, fitando o chão.
— Ela não faz meu tipo, e você? — Louis disse, sorrindo e batendo os pés por conta de seu nervosismo.
— Ele era maduro demais. — ela fez uma careta e o garoto sorriu.
— Gosta de caras infantis? — ele diminuiu a distância um do outro.
— Eu gosto de caras que me fazem rir... — ela corou, deixando Louis se dar por vencido. Os rostos se aproximaram um do outro, porém, Louis se afastou.
— Que tal uma dança? — Ele foi até um pequeno rádio, um pouco velho, e ligou o mesmo.

[N/A: Ponha Righteous Brothers — Unchained Melody para tocar! Para deixar o clima romântico escolhi uma música do clássico filme “Ghost”]

Uma melodia lenta começou. Tomlinson se aproximou lentamente de e uniu seus corpos. A menina deixou a vassoura cair de suas mãos. Eles se encaravam olho no olho, os passos eram lentos e pequenos, as mãos pareciam se encaixar perfeitamente. Ambos sorriam fracamente, queriam viver o máximo daquele momento. Era mais que uma conexão, era uma paixão não descoberta por eles! Como se fosse impossível saber se realmente se amavam, aos poucos, o ritmo deles foram ficando mais amoroso. As mãos de Louis seguravam a cintura de , as mãos da menina variavam entre o pescoço ou o rosto dele, a distância estava matando os dois indivíduos, mesmo ambos sabendo que não estavam nem um centímetro de distância dos lábios um do outro. As respirações eram tranquilas e os dois se encontravam de olhos fechados, os corpos pareciam estar prestes a se fundirem. Louis rodou , fazendo com que quando ela voltasse, seus rostos estarem mais perto do que antes. Eles estavam em uma perfeita sincronia. O corpo deles parecia ter criado vida própria, dançavam tão graciosos quanto um grupo de dança. Os olhares ficaram mais intensos, o êxtase era incontrolável, ambos desejavam os lábios colados quanto antes. deitou a cabeça no ombro de Louis e se deixou se levar pela música. O garoto encostou seu rosto próximo ao dela e faziam o corpo ir de um lado para o outro. Apenas a melodia da música podia ser ouvida. Sem delongas, eles passaram a se encarar, os olhos de Louis pareciam estar fascinados pelo o que via.
Começaram a se mover pelo meio da sala e sentir apenas a presença um do outro, e por final, se beijaram. Um beijo calmo, sem toques a mais, apenas lábios encostados, sentindo o toque um do outro enquanto a música rolava na rádio e dava um toque romântico no local.
Aos poucos, a emoção foi ficando maior e os dois começaram a levitar, sim, eles saíram do chão. Como? Talvez pelo simples fato deles dominarem o ar. Uma cena linda, pena que não se repetiria.
— Eu gosto de você, Louis. — disse assim que acabou a música e eles pararam de dançar.
— Eu também gosto de você, . — ele falou em resposta, sorrindo.
— É.
— É.
— Oh meu Deus! Pare de flertar comigo!
— Gosto de garotas como você. — Louis disse, se aproximando novamente.
— Gosta de garotas mais novas?
— Gosto de garotas que têm o sobrenome Payne.
“E que futuramente terá Tomlinson.”
Outra música começou e eles continuaram com a troca de olhares e sentindo o toque um do outro.
Louis abriu a boca e quase disse algo. Quase. O resto da sua vida poderia ter sido diferente se ele tivesse dito alguma coisa naquela hora. Mas, não disse. Apenas ficou olhando. Com o corpo se movimentando, de um lado para o outro.

— Você me entende, não é? — perguntou à .
sentiu seu coração ficando cada vez mais pesado. A culpa a invadiu mais uma vez e ela voltou a chorar. Lágrimas e mais soluços. “É tudo culpa minha, vai contar a todos, e... Oh, meu Deus, eles iram me odiar, e por que não iriam? Eu sou uma assassina, matei inocentes, sou um monstro.”
— Sinto muito, ...
— Não foi por querer! — ela começou soltou mais soluço, desesperada.
— Você deveria contar para el... — disse, cabisbaixa.
— E-Eu sei... — lutava para falar aquelas palavras, eram a pura verdade. No entanto, doía ouvir a própria voz falando sobre esse assunto. Por anos, ela e Niall evitavam falar sobre aquele dia, mas aquela mentira não poderia continuar nas sombras para sempre. — E eu vou contar, mas com tudo isso acontecendo, estou com medo de que isso interfira na decisão deles sobre, você sabe, treinar. — um vento forte passou por elas, e se encolheu.
— Não precisa ficar preocupada, aquela criatura não vai mais voltar. — disse delicadamente. Ela ajudou a limpar as lágrimas que ainda escorriam, e deixar de lado a vontade de correr para o quarto e chorar por mais algum tempo.
ficou um pouco mais calma, pode perceber, porém, seus olhos ainda possuíam aquele medo e a enorme culpa.
— Você deveria... — ela dizia quando faltou luz na casa, porém, os postes da rua continuavam iluminados. — O que houve?
As duas se levantaram e caminharam cautelosamente até a casa, quando entraram, todos falavam coisas como “Cadê você?” “Quem está na minha frente?” “Vamos para a porta”. Uma deu a mão à outra e falavam entre sussurros.
— Tem uma lanterna lá em cima, fique exatamente aqui, eu já volto! — pegou seu celular, desenhou sua senha e iluminou a escada para que pudesse subir. Viu duas silhuetas carregando algo enorme, entretanto, logo as mesmas saíram de sua vista, pulando pela janela. Estranho, mas talvez isso acontecesse em festas. Ela foi até o quarto dos pais e girou a maçaneta, trancada. Ela caminhou até o quarto da falecida empregada — sentiu uma lágrima escorrer rapidamente enquanto podia sentir lembraças de Amelia a invadindo, Fique calma, foco. — e tirou de lá uma cópia da chave do quarto dos pais. Fez o mesmo caminho, parou em frente à porta branca e pôs a chave na fechadura. Girou a maçaneta e entrou. Ela iluminou o criado-mudo e abriu a primeira gaveta. Pegou a lanterna e ligou a mesma, apontando para a parede e depois para a cama. Foi quando viu seus pais. Eles pareciam dormindo, mas havia algo errado. Niall havia lhe dito que seus pais estavam viajando, e não iriam voltar para casa tão cedo.

Flashback.
Niall estava nervoso. Havia ficado a tarde pensando em uma mentira boa o suficiente para a irmã acreditar sobre por que os pais não iriam voltar para casa. Nunca fora bom em mentir, especialmente para a irmã, mas, desta vez, ele faria de tudo para que aquela mentira parecesse tão real e sincera quanto qualquer verdade. Decidido, ele encontrou a irmã, sentada no quarto, arrumando o pano que estava sobre a perna. Fez uma careta ao perceber que o irmão a estava observando.
, você parece muito melhor! — a sensação de alivio pareceu o invadir, ao mesmo tempo em que a vontade de dar meia volta e não mentir para a irmã.
Ela sorriu fracamente.
— Obrigada, Nini... O que você veio fazer aqui? Está tudo bem? — perguntou ela preocupada.
— Não! — gritou ele, vendo os olhos arregalados da irmã, limpou a garganta e disse, mais calmo. — Quero dizer... Sim, está tudo bem.
— Tem certeza? — perguntou ela desconfiada.
— Claro, por que não estaria? — perguntou ele nervoso. — Então, há alguns minutos, eu falei com papai e mamãe, e eles falaram que iriam viajar.
— Viajar? Para onde? — ergueu uma das sobrancelhas.
Nini engoliu em seco.
— Não sei, eles não falaram... Bem, só queria avisar a você mesmo, que eles não irão voltar cedo, okay?
— Eles não quiseram falar comigo? — fez um bico, brincando.
Niall sorriu, aliviado. Ela havia acreditado, afinal, os pais viajavam muito mesmo. arara muito comum eles irem para outro país e voltar duas ou três semanas depois.
— Não, mas da próxima vez que eles ligarem, prometo lhe chamar.
No mesmo momento, Niall sentiu o coração afundar, vendo a irmã assentir, feliz. Ele, ao contrário, saiu do quarto em disparada, pois ele sabia que os pais nunca voltariam a ligar.
Fim do flashback.

andou, hesitante, até mais perto da cama e olhou para os pais. Eles estavam iguais a última vez em que ela havia os visto, há incríveis dois dias, dois dias que mudaram tantas coisas!
— Mamãe. — chamou.
Ela não respondeu. Estranhando, balançou seu braço. Ela estava gelada, muito gelada.
— Mamãe? Papai? — perguntou mais alto.
Antes que ela pudesse chamar mais uma vez, as luzes se acenderam e viu o que mais temia. Seus pais estavam pálidos e havia gotas de sangue espalhadas por toda a cama e nas roupas, e em determinados locais no chão. colocou a mão perto da boca para não gritar, o puro desespero corria nas suas veias.
— Não, não, não! — gritou ela tentando o pulso da mãe. Não havia nada. Não, ela deveria estar errada, estava procurando no lugar errado.
colocou dois dedos perto do pescoço da mãe, também não havia nada.
— Oh, meu Deus... Isso não... — ela correu para fora do quarto, sem saber o que fazer. — Niall! Niall! — gritou em pânico.
Ninguém a escutou, a música havia voltado a tocar e ninguém iria ajudá-la. correu até o quarto de Niall, na esperança de algum de seus amigos estivessem ali, mas não, não havia ninguém, só marcas na parede feitas de algo... Aquilo era sangue? O sangue na parede dizia em palavras claras:
“Dois herdeiros não puderam ficar mais na festa. Venham buscá-los em uma comemoração especial no cemitério da cidade. Tic tac, o tempo de vocês está acabando, e o deles também.”



Ela é tão fora de alcance
E eu estou achando difícil
Porque ela me faz sentir
Me faz sentir
Como eu tento
Como eu tento
Como eu estou me esforçando — 5 Seconds Of Summer, Try Hard


se separou de Louis e observou a casa ficando quase vazia. Ambos saíram do jardim e foram até a sala. A garota notou que ainda tinha algumas pessoas conversando, e alguns meninos mexendo na caixa de eletricidade para que a luz voltasse. Depois de algumas tentativas, as luzes se acenderam e a música começou a tocar. A sala — novamente — ficou infestada de adolescentes bêbados. Alguns vomitavam no jardim, e outros eram levados pelos amigos para casa. Ela não iria limpar aquilo depois.
— Ocupada? — ouviu uma voz atrás de si.
— Juliett? Eu não sei onde está o Harry... — falou a garota, mas Juliett lhe interrompeu.
— Tudo bem... Eu só queria falar com você sobre o Louis.
— Louis?! — ela se espantou, que assunto ela teria que tratar com sobre Louis? — Eu não sei nada sobre Louis, Juliett...
— Mas acho que conhece a boca dele, certo?
engoliu em seco e arregalou os olhos. Não era para ninguém ter visto.
e Liam não vão gostar nada disso... — Juliett sorriu. sentiu o coração quase sair pela boca.
— O que você quer, Juliett? Por que voltou?
— Mas você nem me conhece, lindinha.
Você também não me conhece para cuidar da minha vida! — ela gritou, ficando vermelha de raiva. Odiava quando invadiam a privacidade dela.
— Eu lhe conheço desde séculos passados, Payne... — encarou a garota, mas ela já havia desaparecido. A garota se sentou e colocou a mão na cabeça, isso tudo ainda porque os verdadeiros problemas ainda não tinham começado. Ela subiu as escadas em busca de e viu a menina ao lado dos corpos dos pais, novamente. não pronunciou uma palavra, apenas saiu correndo atrás de Niall, encontrou-o e o puxou para si.
— Ela sabe, Niall! — ela gritou.
— Ela quem? O que houve, ?! — ele já estava alterado por conta da bebida.
, sabe. Ela sabe que é órfã. — as palavras fizeram um choque percorrer pelo corpo de Niall.

— Você pode parar um pouquinho de andar? Você vai acabar se perdendo, lobinha. — Harry provocou a garota.
— Você veio atrás de mim porque quis, Styles! Sua namorada está na festa e você aqui, perdendo tempo comigo! — ela disse, andando pela floresta.
— E eu posso pelo menos saber para onde a senhorita vai?! — ele gritou, irritado.
— Não, Harry, eu sequer sei para onde estou indo! — ela gritou, como resposta.
— Então vamos embora... — Harry implorou.
— Eu já disse, Harry: você veio porque quis, eu não vou embora!
— Você tem razão! — ela olhou para trás e o encarou. — Eu nem sei o que estou fazendo atrás de você! — ele se virou, e voltou até a caminhar até a casa dos Horan.
— Fugindo como sempre, não é, Harry?! — ela gritou para que ele pudesse lhe ouvir.
— Dessa vez não sou eu que estou fugindo! — ela ouviu-o dizer.
cruzou os braços, bufou e revirou os olhos. A garota se virou para continuar seu caminho sem destino e arregalou os olhos. A última coisa que Harry ouviu foi um grito feminino, repleto de pânico. Ele se virou para procurar a garota, mas sentiu seu corpo ser empurrado para frente. Ele caiu no chão e viu alguém tampar sua visão, a silhueta pegou o mesmo e saiu em direção à floresta.

não aguentava mais. O cheiro de sangue estava impregnando no ar, deixando-a com vontade de vomitar. Podia sentir o próprio sangue deixar seu rosto. e Zayn...
sentia as pernas bambas. Ela colocou as mãos na parede, tentando não cair no chão, mas, no mesmo segundo, percebeu o que tinha feito e tirou as mãos de lá. Suas mãos agora estavam sujam de sangue, o sangue dos próprios amigos. Não sabia quanto tempo ficou ali, encarando a parede, atordoada, mas, depois de alguns minutos, ouviu alguém na porta do quarto. Ela virou o rosto, tentando ver quem era, mas a pessoa correu. saiu do quarto, na esperança de poder ver quem era. Porém, a silhueta já havia descido as escadas, entrando no mundo de pessoas que ainda não haviam ido embora. Ela correu os olhos pela sala, tentando encontrar Niall e contar para ele o que encontrara.
— Você encontrou, não foi? — perguntou alguém atrás dela.
girou os calcanhares e encarou um menino desconhecido.
— O quê? — perguntou ela, confusa. — Encontrou seus pais. — falou, encarando seus olhos.
, automaticamente, sentiu vontade de cair no chão e chorar. Era aquilo que alguém que entra no quarto dos pais e os encontra mortos deveria fazer, pensava ela com amargura. Seu cérebro e corpo pareceram trabalhar mais devagar, como se o mundo estivesse em câmera lenta. Sua visão ficou turva, pelas lágrimas em seus olhos, mas ela não queria chorar, não podia chorar.
— C-Como sabe sobre isso? — indagou , nervosa.
Ele ignorou sua pergunta, e falou:
— Sinto muito, . — ele parecia mesmo sentir muito, parecia entender a dor dela. — Sei como é, perder os pais assim tão rápido e... — ele passou a língua sobre os lábios secos. — Não poder mais confiar naqueles que diziam ser seus amigos... Nem mesmo no próprio irmão...
— O que você quer dizer com isso? — ela o interrompeu.
, seus amigos... Sinto em dizer, já sabiam sobre seus pais. Eles esconderam isso de você.
queria gritar, falar para ele que era mentira, que seus amigos não fariam isso com ela, mas o garoto já havia sumido, deixando a mesma sozinha, imersa em pensamentos. Olhou em volta de si mesma, tentando ver se ele ainda estava por perto, mas não. Ele não estava mais ali, era como se eles nunca houvessem conversado.
! — chamou Liam caminhando em sua direção.
Vendo seus olhos vermelhos, ele franziu a testa, preocupado.
— O que houve? — perguntou, tentando tocar nela, porém, a mesma deu um passo para trás.
— É verdade? — indagou, olhando para o chão.
— O quê?
— Você já sabia sobre meus pais? — ela engoliu a vontade de chorar e levantou os olhos, encarando Liam, com amargura.
Ele arregalou os olhos, e ficou pálido, tentou tocá-la novamente. Desta vez, ela não recuou.
— Olha, não é o que você está pensando...
— Não! É exatamente o que eu estou pensando! Você não contou para mim, sabia esse tempo todo que... — sem mais conseguir segurar as lágrimas, sentiu elas escorrem livremente por seu rosto, mas, com raiva, ela passou a mão pelas lágrimas, e respirou fundo, tentando não soluçar... Não funcionou muito bem... — M-Me diz, os outros t-também sabiam? M-Meu irmão também?
Liam abaixou os olhos, e ficou calado, sem saber o que dizer.
— Liam, por favor... — ela choramingou.
— Sim! Eles sabiam! Seu irmão convenceu todos a não contar para você! Pensamos que estamos protegendo-a, feliz agora? — gritou Liam com raiva, não dela, mas sim de si mesmo, de não ter contado no momento que havia conversado com ela mais cedo.
— Eu não estou feliz, Liam! Claro que não, estou me sentindo traída, traída por aqueles que mais amo... — um soluço. — Meus amigos... — dois soluços. — Meu irmão... — três. — Você... — ela tentou reprimir outro, mas o soluço escapou pelos seus lábios.
— Me deixe explicar...
— Eu não quero ouvir mais nada! Nem de você, nem de Niall, nem de ninguém! — ela passou por ele tentando ir embora, mas Liam agarrou seu pulso, lhe lançando um último olhar suplicante.
— Por favor...
Nunca.
Ela saiu. Havia ido atrás de e Zayn, não que Liam soubesse disso.

Zayn acordou sem saber onde estava. Olhou em volta, sua visão estava embaçada, mas seus olhos se fixaram em uma garota a sua frente. Ela estava presa em uma cadeira por correntes e sua cabeça pendia para frente, deixando seus cabelos na frente do rosto. No entanto, ele reconheceria aquela menina em qualquer lugar. . Mas ela parecia diferente, vestia um vestido longo branco que a deixava com uma aparecia doentia, estava descalça, e parecia...
! — chamou ele, tentando andar até ela, mas percebeu com um susto que também estava preso a uma cadeira.
— Ela não vai acordar! — falou alguém ao seu lado.
Zayn virou a cabeça e viu outra garota. Becky, ele lembrou assustado.
— O que quer dizer com isso? — ele perguntou. — Ela não está...
— Morta? Não. — ela sorriu de lado. — Ainda, isso depende de você.
Nesse momento, um vento passou e balançou o cabelo de , então Zayn viu. Ela estava com dois cortes, um em cada pulso. Havia sangue em seu vestido e pingando em dois copos de vidro. Ela estava desacordada.
— O que você está fazendo com ela? — perguntou ele, tentando se livrar das correntes. — Onde estamos?
— Estamos no cemitério da cidade, com ela não estamos fazendo nada do que não vamos fazer com você. — ela caminhou até , e pegou um dos copos e o aproximou da boca, tomando um gole rápido, porém, era óbvio que ela não teria problema em tomar mais. Ela limpou o sangue com a língua, e encarou Zayn ainda com o copo na mão. Zayn podia ver o sangue de pingando no chão, escorrendo.
— Por que está fazendo isso? O que quer de nós? — perguntou ele, parando de lutar contra as correntes vendo que só estava jogando energia fora.
— Não é nada pessoal, na verdade. Poderia ser com qualquer um, menos sua irmã... — ela sussurrou algo baixinho, mas não parecia algo bom, pois logo depois Becky fez uma careta. — Ou o namorado dela, o Harry... — ela agora contava nos dedos. — E Louis. Inicialmente, era para pegarmos os irmãos Horan, mas eles sabiam demais da nossa história. Assim, decidimos atingir alguém mais vulnerável, e vimos você e ela. Foi perfeito, até certo ponto. Iríamos pegar vocês quando Violett atraia a atenção de todos. No entanto, vocês nos surpreenderam indo para o quarto — ela sorriu maliciosa. — Mudamos o plano rapidamente, e agora vocês estão aqui! Incrível, não?
— Por que não pegariam , Harry ou Louis? — ele perguntou, fitando o chão.
— Porque eles são fogo, seu idiota. Sabe o que fogo faz?!
Zayn não respondeu, envergonhado.
— Own, não fique assim! Não deveria ficar preocupado, bem, não ainda.
— Por favor, a deixe ir. — sussurrou Zayn.
— O quê?! — perguntou ela rindo. — E por que eu faria isso? Tudo será tão mais engraçado assim...
— O que quer? Faça o que quiser comigo, mas a deixe ir.
— Vamos sacrificar vocês, tomar cada gota de seus sangues, até a última gota, precisamos de sangue de dois herdeiros virgens. Tinha muitos em seu grupinho, mas vocês deixaram as coisas tão mais fáceis. — ela colocou o copo novamente no lugar e encarou . — Não entendo o que vê nela, tão... Normal. — ela passou o dedo pelo corte e o colocou na boca.
— Pare! — gritou ele. — Vai matá-la! Por favor, eu faço qualquer coisa!
Becky olhou para ele, surpresa. — Você faria qualquer coisa para salvar sua amada, não é mesmo? — ela sorriu, mostrando as presas sujas de sangue ainda.
— Sim, qualquer coisa.
Ela assentiu, e pegou um telefone que Zayn não havia reparado em um canto, e o entregou.
— Pois muito bem, ligue para Niall. A essa altura, ele já deve estar sabendo que vocês foram levados e que a própria irmã sumiu também.
também está aqui?! — gritou ele. — Não, não. No entanto, ela está a caminho. Descobriu o que deixamos no quarto de Niall e está vindo sozinha tentar salvar os amigos. Nós garantimos que Etap tenha a contado a verdade. Agora, ligue para Niall e conte a ele! Que a irmã dela também será sacrificada se ele não vier.
Zayn não viu para onde poderia mais ir, havia falado que faria qualquer coisa por , mas atrair os próprios amigos para a morte certa? Vendo o quanto ele parecia confuso, Becky balançou o telefone na sua frente, impaciente. — Escolha, Zayn. ou seus amigos. Ele pegou o telefone, sentindo seu coração afundar. — Bom garoto. — falou ela sorrindo. O telefone apitou uma vez, não atenda, pensava Zayn, desesperado. E mais uma vez, por favor, não atende!, e, na terceira vez... — Alô? — Niall atendeu desesperado.
Zayn engoliu em seco e olhou para Becky, que sorriu e mandou que ele continuasse.
— Niall, sou eu... Zayn. — sua voz saiu diferente, fraca e até mesmo hesitante.
Niall pareceu levar um soco. A voz de Zayn parecia diferente, mas com o pânico, ele só disparou perguntas:
— Zayn, onde você está?! está com você?! — hesitou por um momento, mas logo voltou a perguntar. — Minha irmã... Ela... Ãhn... Está ai também?!
— Ela está aqui, mas Niall... — Zayn parou e sussurrou algo para alguém. Essa pessoa respondeu e, em seguida, pôde ouvir passos.
— Zayn, me deixa fala com a minha irmã.
— Não posso. — ele respondeu. Becky tirou o celular de suas mãos e desligou. — Ela não está aqui... — sussurrou para si mesmo, sabendo que Niall não iria o ouvir.
Ele percebeu sua amada se acordar e ter um olhar dominado pelo pânico. Zayn viu se mexer novamente, desconfortável. Ela tentava se soltar das cordas, mas, cada vez que se movia, parecia se enrolar mais entre os nós que foram dados. O garoto sentiu uma agonia em seu peito. A garota dos seus sonhos estava ali, e o que ele podia fazer? Nada. Apenas a encarar com pena, com o olhar sofrido, que, por sinal, ela odiava. Odiava o fato de sentir que as pessoas se preocupavam com ela, mas não se importavam, sentindo o olhar de dó. Ela não queria a pena de ninguém, não queria o amor de pessoas alheias. Ela apenas queria Harry ao seu redor e mais ninguém, era assim que preferia. Sua vida era perfeita antes de tudo isso acontecer, o que ela fez para merecer isso? Ah é, nasceu.

viu Niall andar de um lado para o outro, inquieto, em seu quarto.
— Está tudo bem? — ela parou no batente da porta e o encarou.
— Não.
— Aconteceu alguma coisa? — ela caminhou até ele e sorriu.
— Vampiros pegaram Zayn, e minha irmã. — seu rosto mostrou uma expressão de pânico.
— O que podemos fazer? — ela perguntou, atônita.
— Esse é o problema, não podemos fazer nada!
— Por quê?
— Vampiros não são idiotas, . Eles vão matá-los de qualquer jeito, só querem nos atrair até lá para ter mais herdeiros para o ritual de passagem.
— Ritual?
— Eles transformaram alguns vampiros, isso acontece todos os anos, até esse final de semana, precisam do sangue de alguma criatura poderosa, virgem, para dar aos novos vampiros, sendo assim, eles completam o ritual de passagem.
— Por que um virgem?
— Antigamente, jovens virgens eram considerados puros pela sociedade local. — ele explicou e ela suspirou.
— Por que com a gente? — ela o olhou. Ele sabia qual era a pergunta.
— Somos os escolhidos, não tivemos escolhas, a profecia se cumpriu, e, se não trouxermos de volta o mundo mágico, está tudo perdido. — ele a disse, sentindo seu coração se apertar.
— O que você quer dizer com isso? — ela se aproximou dele para encará-lo.
— Seria o fim do mundo. De novo. — Niall fitou o chão e ficou boquiaberta.
— O que podemos fazer para impedir isso? — ela perguntou, mas tinha medo da resposta.
— Temos de colocar nossa vida em jogo, nos arriscar e nunca ter medo. — ele respondeu. — Monstros sentem o cheiro do medo, eles podem não te ver, mas podem te sentir... — Niall foi interrompido por .
— Vocês não vão acreditar! — ela disse, cansada de correr pelas escadas.
— O que houve?! — perguntou, preocupada.
e Harry sumiram. — eles se entreolharam e sabiam o que tinham de fazer: tinham de colocar suas vidas em riscos e jamais ter medo.

— Isso é tudo culpa sua! — Harry gritou para .
— Minha?! Se você tivesse tomado conta da sua vida só eu estaria aqui, idiota! — ela rebateu, com raiva.
— Você pode calar a boca? Sua voz é irritante. — ele resmungou e ela se virou para ele, cantarolando “la la la” em seu ouvindo. — Você também é.
— Olha quem fala.
— Harry.
— Idiota Styles! — ela começou a rir. Pareciam duas crianças, mas, desta vez, estavam em apuros.
— Nossa, meu nome é Patricinha Malik. — ele imitou sua voz, ou pelo menos tentou.
— Grosso.
— Chata.
— Besta.
— Retardada.
— Imbecil.
Gorda. — ele disse, sem pensar.
— Eu vou te mostrar o gorda, seu idiota! — ela tentou bater em Harry, mas as cordas os impediram.
— Vocês podem, por favor, calar a boca? Ele tem razão, sua voz é extremamente irritante. — Harry sorriu vitorioso ao ouvir um Balam¹ dizer. — E ela também tem, você é um imbecil. — Ao ouvir, desta vez, foi a vez dela de sorrir e mandar língua para ele.
— O que quer de nós? — Harry perguntou, inocentemente.
— Você não sabe o que eu sou? — o Balam perguntou, Harry tentou olhar em seu rosto, mas o Balam usava uma enorme capa preta que cobria todo o seu corpo.
— Não. — os dois responderam juntos.
— Sou um Balam.
— O que é isso? — perguntou, fitando o chão, sentindo a adrenalina correr por suas veias.
— Uma criatura, rápida e forte, apenas disso que precisam saber, se correrem, eu os mato sem qualquer tempo para que se mexam.

Balam¹ = É uma criatura semelhante a um jaguar, que apresenta um comportamento obsessivo, principalmente em se tratando de qualquer dano causado a membros de sua família. Trata-se de uma criatura extremamente ousada, que tende a agir primeiro e a pensar depois, sendo rápida e ágil; porém, não continuamente. Quando se transforma, o balam exibe manchas distintas semelhantes às de um jaguar ou de um leopardo. A cor de sua pelagem pode se alterar, dependendo da luminosidade do ambiente, parecendo púrpura, num ambiente escuro, e cinzento-claro, na claridade do dia. Assim como o blutbaden e o drang-zorn, esta criatura é capaz de concentrar sua transformação (Woge) em torno de seus olhos, tornando-os da cor do âmbar.



Ela é só uma garota e está em chamas
Mais quente que uma fantasia
Solitária como uma rodovia
Ela está vivendo em um mundo em chamas
Sentindo a catástrofe, mas sabe que pode voar para longe — Alicia Keys, Girl On Fire.


Coloque A Great Big World & Christina Aguilera — Say Something para tocar.

Liam ficou parado enquanto ainda tentava processar o que acabara de acontecer. Quando caiu em si, foi atrás de , mas já não conseguia ver mais a garota. “Ela não deve estar muito longe, não pode estar.”, pensou. Liam correu até o lado de fora da casa e olhou para a rua, infelizmente, ele estava errado. Havia um caminho feito de gelo, o que a fazia deslizar três vezes mais rápido que um carro a duzentos por hora. Ele não pensou duas vezes, fez mais uma estrada de gelo e “surfou” sob a mesma.
sentiu que a camada de gelo ficava mais densa, olhou para trás e viu Liam a seguindo. Tentou acelerar, mas foi inútil. Para tentar despistá-lo, a garota virou o quarteirão e viu que Liam não a seguia mais. O garoto tentou acompanhar a estrada de gelo, mas a mesma estava completamente derretida. Era claro que não seria besta ao deixar a estrada intacta, correndo o risco de qualquer um ou até mesmo Liam ver, mesmo sendo quase madrugada. Como a mãe de sempre disse: “É melhor prevenir do que remediar”. E ela nunca ficou tão contente por dar ouvidos a sua mãe.
Liam viu sair correndo de trás de uma árvore, e moveu as mãos, fazendo com que os pés dela congelassem. A garota olhou de um lado para o outro e não viu ninguém, quando voltou a olhar para frente, viu Liam parado, encarando-a.
— O que você quer? — olhou-o com um olhar de desprezo, e sequer chegou a olhá-lo nos olhos.
— Me explicar.
— Achei que tinha dito que eu não queria ouvir suas explicações.
— Disse, mas você sabe que não sou do tipo obediente.
— Não. É do tipo idiota.
— Sou do tipo apaixonado. — “por você”, pensou em dizer, mas se calou ao ver o olhar que ela o mandou.
— Eu não perguntei. — respondeu, ríspida.
— Você nunca pergunta. — ele disse, com um sorriso divertido.
— Porque eu nunca quero saber. — disse em um sussurro e fitou o chão.
— Ou tem medo da resposta? — Liam levantou o rosto dela e ficou perigosamente perto.
— Não tenho medo. — disse, confiante.
— Você que sabe. — ele se calou e apenas a encarou.
— Liam? — disse, receosa. — Sim? — O que você sente por mim? — encarou-o e viu Liam engolir em seco. Ele descongelou o gelo que restava nos pés dela e a olhou nos olhos.

Enquanto o Balam começou a preparar alguns de seus melhores "brinquedinhos", segundo ele, a garota começou a tentar enrolá-lo. Se tinha uma coisa que era boa, era enrolar as pessoas.
— Então, Sr. Bagam. — começou, fazendo uma voz sedutora.
— É Balam. — ele falou, rosnando, e ela arregalou os olhos de medo. Um sorriso fino se formou nos lábios de Harry.
— Sr. Balam — ela corrigiu com a voz falha — Então você é rápido, certo?
— Mais do que você imagina, mas... — ele falou, irritado, e então se virou para ela — Eu não já mandei calar a boca?
— Desculpe, mas eu gosto de caras rápidos — ela falou, piscando, e então ele tirou o capuz, revelando a cara peluda e púrpura, seus olhos cor de âmbar, porém com certeza o que chamava atenção não era a sua cara roxa e, sim, suas presas — Ou feras. — a garota falou com um sorriso amarelo.
Ele rosnou e então pareceu ter acabado com o seu ilustre trabalho, revelando lanças muito bem polidas, bem polidas até demais. Ele virou para e Harry, sorrindo macabramente.
— Quem será o primeiro a morrer?
-O Harry! Sou linda demais para isso — a garota falou tensa e com muito, muito medo. — Não acha?
— Que seja — falou a fera, e tanto o garoto quanto a garota bufaram.
— Você não concorda? — perguntou a menina, irritada, e ao mesmo tempo Harry perguntou:
— Você vai escutá-la?
Sem nem ao menos se importar com o que eles diziam, o Balam pegou uma lança e então puxou a cabeça de Harry para trás, colocando a lança em sua garganta, e então começou a perfurá-la lentamente, fazendo Harry gritar de dor e começar a chorar e mandá-lo parar. Cada grito era como um estímulo para que ele cortasse logo a cabeça do garoto, mas por que o Balam seria tão rápido se matar lentamente é mais divertido?
— Escute, garoto. Eu sou um caçador nato, gosto de perseguir minhas presas, então eu lhe soltarei e quando lhe soltar, se eu fosse você, eu correria, mas correria na velocidade da luz — em seguida, ele soltou Harry, que assim, como ele pediu, saiu correndo desesperadamente.
— Nos vemos depois, bonitinha — ele falou, sorrindo para a garota, que ainda chorava por medo do que aconteceria ao Harry, “Bem, ele pelo menos me chamou de bonitinha, então ele concorda.”, pensou. Assim que ele saiu à caça, a garota se concentrou com todas as suas forças para retirar as cordas.

— Eu não faço a menor ideia do que fazer. — quebrou o silêncio do quarto quando Júlia foi embora. Niall estava cabisbaixo e pensativo. Todos que estavam na festa já tinham ido embora e já estava incomodada com todo aquele silêncio. — Por que não chamamos a Madeleinne?
— Ela não vem quando nós quisermos que ela venha. — respondeu, grosso, fazendo o sorriso dos lábios da menina a sua frente se desmanchar.
— Certo, Horan. Que seja. — disse e saiu do quarto, batendo a porta com força. — Se ele está com TPM, eu não tenho culpa. Pra pegar a Violett, ele estava um cão manso, agora isso? — reclamou, em voz alta, sem medo em poder ser ouvida.
— Está com ciúmes, Tomlinson? — ouviu a voz dela. “Só pode ser tortura...”, pensou, rolando os olhos.
— De você? Não. Na verdade, eu tenho pena, você foi só mais uma das mil que virão. Sinto muito — disse, segurando a risada. —, e o que você ainda faz aqui? Pra fora, anda.
Violett tentou ir pra cima de , mas a mesma ergueu a mão e fechou os olhos esperando o ataque, que não aconteceu. Violett estava presa numa bolha d’água. olhou para trás e abaixou a mão. Violett foi lançada violentamente para baixo e saiu, não antes sem mandar um olhar de ódio para a pequena Tomlinson.
ignorou o olhar da vampira e deu um sorriso vitorioso, talvez fosse mais forte do que pensava. “E, infelizmente, mais sensível do que queria ser”, pensou, assim que viu Niall descer as escadas com os olhos vermelhos, como os de quem chorava. Ele caminhou até a direção dela e não disse nada, apenas a abraçou e sussurrou em seu ouvido:
— Vamos tentar falar com a Madeleinne. — ele sorriu para ela e a puxou para fora da casa. Ela entendeu aquilo como um pedido de desculpas, e, como se houvesse aceitado, o seguiu. — Então, tem que a ver alguma coisa em comum com os lugares que a Madeleinne apareceu?
— Todos nós estávamos juntos? — chutou.
— Não, assim ela iria aparecer direto... — continuaram pensando por cinco minutos, até que ouviu Niall perguntar: — Quais os lugares que ela apareceu?
— No jardim da escola e no jardim da sua casa, eu acho. — respondeu, fazendo uma careta, tentando se lembrar.
— Então... — Niall sorriu para ela, mandando um sorriso sugestivo.

Coloque Imagine Dragons — Demons para tocar.

Becky estava a exatamente uma hora fazendo um desenho com cinzas, o único pensamento que ocorria na cabeça de era “por que diabos essa vadia está desenhando? E por que ela precisa de velas e cinzas para desenhar?". Enquanto isso, sempre que o garoto cochilava ou ficava triste demais e abaixava a cabeça, o olhava, ela não o perdoou por ter chamado os outros para a armadilha, sem nem ao menos saber o motivo dele ter feito isso.
Enquanto tentava de todos os jeitos se soltar, Zayn estava em uma espécie de transe depressivo. O garoto desejava com todas as suas forças morrer. "Por que tive que chamar meus amigos, pôr em risco a vida deles, pôr em risco a vida da minha irmã?", o garoto pensava, chorando baixinho e com a cabeça abaixada para nem os vampiros nem vê-lo. O tempo não foi passando muito rápido, Becky não era muito rápida desenhando. Parecia estar esperando algo para poder terminar, e, como a situação não estava agradável para nenhum dos dois herdeiros, Zayn resolveu quebrar o gelo, ou iceberg, que estava o dando.
— Hey... , desculpa. — o garoto falou, ainda com a cabeça baixa e uma voz chorosa.
A menina se corroía por dentro, mas, mesmo assim, decidiu que era melhor ignorá-lo, e assim o fez. Zayn olhou para , que parecia não ter ouvido nada e olhava para o além. Isso fez com que ele continuasse.
— Eu sei que eu errei, e estou com muita raiva de mim mesmo — o garoto continuou, olhando para a garota para ver se isso a afetou, mas ela não esboçou nenhuma reação. — Olha, , eu entendo que você não queira falar comigo, eu entendo mesmo. Mas, por favor, fala pelo menos alguma coisa, eu não aguento mais a culpa que estou sentindo e falar sozinho não faz a dor passar.
— Por que você fez isso? Por que os chamou? — ela perguntou com a voz melancólica.
O menino se silenciou por um tempo, pensando no que lhe dizer. Porém, isso não foi suficiente para calar a boca de . Aliás, ele mesmo pediu para ela abri-la, não foi? Então ele que a ouvisse agora.
— POR QUÊ, ZAYN? NÃO ACHOU O SUFICIENTE ESTARMOS NÓS DOIS AQUI? — a garota agora berrava com as lágrimas caindo em seu rosto.
— VOCÊ NÃO ENTENDE! — a situação não podia estar pior, agora os dois gritavam um com o outro chorando.

A garota não sabia com o que se preocupava mais com a vadia da Juliett ou com o fato de Aninha agora saber a verdade. A menina caminhou sem rumo pela gigante casa dos Horan, até que entrou no quarto da Juliett, onde Harry a deixou ficar por uma noite. se considerava um pouco curiosa, mas suas amigas diziam que ela era enxerida mesmo. Enquanto andava pelo quarto à procura de algo "suspeito", encontrou uma espécie de baú antigo. Tentando abrir o baú, o único pensamento que tinha era, "Que se dane o que tem nesta joça, sempre fui curiosa mesmo". Na parte superior do baú tinha escrito:

"Para os curiosos
Que não possuem um propósito
Eu nunca serei aberto e meu segredo revelado.
Mas confio no verdadeiro crédulo,
Onde sei que o que possuo será selado.
"


Assim que a garota leu "curiosos", ela logo desistiu, mas quando ela ia colocar o baú no chão, ainda com seus problemas (Juliett) na cabeça, o baú se abriu, assim como a boca da garota. Ela começou a olhar o que tinha dentro daquilo. Não seria um baú pirata, seria?
Não, não, a garota não daria tanta sorte.
Dentro do baú, só possuía coisas velhas, pergaminhos, tinteiro, nada que fosse ainda usado neste século. A menina olhou com mais atenção aos pergaminhos e encontrou um velho e todo rasgado e nele havia uma pintura, uma pintura, com toda certeza, feita há muitos séculos. "Não, não, não é possível.", pensou. deixou tudo cair no chão espalhado e saiu correndo daquela casa e, segundo ela, daquela bizarrice toda. "O que uma pintura minha, feita há séculos, fazia em um baú estranho?", então a menina se lembrou de algo, algo que, no momento em que lhe foi dito, ela estava com tanta raiva que nem ao menos parou para raciocinar o significado. "— Eu lhe conheço desde séculos passados, Payne... ".
Louis estava sentado no jardim da casa, olhando para o nada... Até que ele enxergou correndo que nem uma louca, indo em direção à floresta. Louis olhou assustado para a expressão da garota e presumiu que coisa boa não deveria ser, então seguiu a mesma até a floresta. A garota parou em uma árvore, se encostou na mesma e começou a bater a cabeça na árvore.
— Sua idiota, idiota. Como não pensou nisso antes? — ela murmurava, com raiva.
— Algum problema, ? — perguntou Louis, calmamente.
— Sim! Todos os problemas do mundo, se quer saber... — ela falou e começou a andar de um lado para o outro.
— Quer conversar sobre isso? — ele perguntou, ainda com medo da expressão da garota. — NÃO!
— Quer que eu saia daqui? — ele perguntou no mesmo tom com medo da resposta.
— Não... — ela falou, olhando para baixo, e o garoto se sentou encostado na árvore e a garota fez o mesmo.
— Você só vai me responder “não”? — perguntou, com um sorriso divertido.
— Não... — ela disse e eles riram.
Passaram longos minutos ali, olhavam de relance um para o outro, mas viravam a cara antes mesmo que pudessem perceber. Às vezes, Louis ouvia resmungar baixinho e abaixar a cabeça, se chamando de burra. A única coisa que ele queria? Abraçá-la e dizer que além da menina mais inteligente que ele conheceu, ela era linda. Mas tinha medo de fazer, já que não queria que o humor temperamental de piorasse e o expulsasse dali, então ficou calado, só observando-a discretamente.
estava tão perdida em seus pensamentos, todos voltados a Louis, bom, pelo menos grande maioria, que não percebia que para olhar aqueles olhos já gravados em sua memória bastava olhar para o lado, para beijar aqueles lábios tão desejados pela garota era só se aproximar, para... Antes que a garota pudesse concluir seus pensamentos, a mesma escutou algo, um rosnado terrível, totalmente estridente.

— Deveríamos ir andando, eles precisam de mim e de você. — ele deu as costas e começou a andar. Virou de costar para se certificar de que estava o seguindo, mas percebeu que ela sequer se moveu. — Vamos!
— Você está errado. — gritou, com raiva.
— O quê? — perguntou, confuso.
— Não são eles que precisam de você.
— Do que você está falando? — ele perguntou, se aproximando. — Precisamos ir!
— Eu preciso de você! — ignorou as palavras ditas por ele e despejou o peso das palavras que estavam entaladas na garganta por anos. — E diga algo, porque eu juro que estou desistindo de vo... — ela não terminou a frase e sentiu os lábios de Liam pressionando sua boca. Ele não precisou dizer nada para ela saber o que ele sentia por ela. Ficaram um bom tempo assim, até que separaram os lábios, mas continuaram pertos.
— Preciso dizer de novo? — ele sorriu, fazendo com que ela o acompanhasse. Ele juntou seus lábios novamente, apenas um toque. — E de novo? — juntaram os lábios novamente e se sentiu a pessoa mais feliz naquele momento, mesmo com tudo acontecendo. Ela não desistiu dele. Quando realmente ama, não se deixa ser derrotado. Nunca. Seja qual forem as circunstâncias. Ela não iria desistir por amá-lo, iria desistir por não ser amada.
— Eu sinto muito. — lamentou.
— Pelo o quê? — Liam a olhou e viu seus olhos lacrimejando.
— Por sentir isso, pelo meu melhor amigo...
— Se te faz melhor, eu não sinto nem um pouco.
— Faz um pouco... — riram e foram andando em silêncio até a entrada do cemitério, apenas sentindo a presença um do outro.

Harry corria desesperado. Às vezes, se camuflava em árvores, mas suas tentativas de fuga eram extremamente vagas. Sempre que ele diminui a velocidade, um vulto muito veloz passava por ele e o arranhava. Ele só não sabia se a criatura usava armas ou garras. Quando estava totalmente cansado e viu que fugir não seria a solução, encostou-se a uma árvore e ficou tentando conjurar fogo, mas não foi por muito tempo já que o Balam apareceu.
— Cansado, garoto? Talvez a garota seja melhor do que você, acho melhor matá-lo logo.
Harry o olhou e não disse nada. Ele podia estar com as roupas rasgadas e feridas graves pelo corpo, mas ele não iria pedir misericórdia para o Balam. O Balam começou a cortar o corpo de Harry e, a cada corte, cada vez que o sangue jorrava, sua visão embaçava mais. Quando o Balam deu o seu último corte, usando suas garras para arranhar o garoto em meio ao seu peitoral, assim que o Balam o fez, o garoto caiu e então não sentiu mais nada.
Enquanto Harry lutava pela sua vida, conseguiu se soltar através do fogo. Ela tinha certa dificuldade para conjurá-lo sem estímulo, porém, salvar a sua vida e a de Harry era um estímulo bem grande. A garota corria, tentando encontrá-lo, até que muito tempo depois o viu caído, todo ensanguentado e com o Balam sob o seu corpo, como se fosse comer a carne nua e ensanguentada de Harry. Ela começou a chorar ao vê-lo ali. "Idiota! É culpa sua! Você não deveria me seguir, seu inútil!", pensou. Quando a fúria a tomou e ela olhou para o Balam, ele estava com um pequeno pedaço de pele na boca, e o ódio finalmente apareceu e a tomou.
Quando o Balam olhou para a garota, seu corpo pegava fogo. A garota estava toda em chamas e era bastante notável que, em vez de globos oculares, a garota possuía fogo nos olhos. Ele se assustou e recuou um pouco mais. Isso não foi o bastante para amedrontá-lo. A garota lançava chamas em direção a ele e o mesmo fugia delas. Esse jogo ficou em empate por um bom tempo, mas não teria chamas para sempre e ambos sabiam muito bem disso.
Harry sentiu o ambiente quente ao seu redor e, quando olhou melhor, viu intimidante voando em cima do Balam. Assim que a viu, não conseguia tirar os olhos dela. Ela estava linda, e em chamas, mas, ainda assim, bonita. E então o garoto deu um tapa em sua cabeça para esquecer aquilo. Percebeu que a menina estava lutando sozinha e isso o fez ficar furioso. Ela não receberia todo o crédito por ter acabado com o cara, ou fera, tanto faz.
Harry logo ficou em chamas, se juntou a e, juntos, uniram todo o poder guardado, escondido dentro deles. Juntos, conseguiram carbonizar um Balam. Porém, a felicidade dos dois não poderia durar por muito tempo, pois assim que voltaram a sua forma normal, Harry despencou no chão, desmaiando, fazendo com que a menina se ajoelhasse ao seu lado e começasse a chorar. Toda a coragem antes reunida, agora estava se esvaindo junto as suas lágrimas.

— Então a Madeleinne aparece quando estamos perto da natureza! — riu — Vamos! — puxou Niall pela mão e o levou até o jardim, o garoto se assustou com o toque, mas não podia negar que havia gostado. — O que fazemos para chamá-la?
— Nada. — ouviram uma voz e se viraram, dando de cara com Madeleinne sentada no banco de madeira que havia no meio do jardim. — Para o que vocês precisam da minha ajuda?
— Os meninos sumiram, não fazemos a mínima ideia de onde possam estar. Você pode nos ajudar? — Niall disse e encostou seu braço no pescoço de , sem querer.
— Ai! — exclamou. — Meu pescoço, Niall!
— Desculpe. — disse.
? — Madeleinne a chamou e se aproximou da garota para analisar o pescoço. — Quem fez isso? — perguntou, com um certo desespero na voz.
— Violett... — sussurrou o nome da garota, com raiva.
— Violett?! Violett Blodmore?! — aumentou o tom.
— Não sei o sobrenome dela, Madeleinne.
— Vamos ter que fazer um Plano B. Vocês vão partir hoje. — disse, caminhando ao redor dos dois.
— Partir? Partir para onde? — Niall perguntou, confuso.
— Para Avalon. — respondeu, com um olhar preocupado.
— Pensei que Avalon não existisse mais. — comentou Niall.
— Não mais, mas digamos que vocês irão fazer uma visita ao passado.
— Passado? — disse, mais como uma pergunta retórica do que uma normal.
— A natureza mágica está se desequilibrando, precisamos voltar onde tudo começou e... — a frase morreu. Madeleinne fitou o chão, sentindo os olhos se encherem de lágrimas.
— E o quê?! — Niall se viu desesperado no meio de tudo aquilo. — E quem foi que causou tudo isso? — perguntou, olhando para Madeleinne.
Niall e Madeleinne trocaram olhares e se viram sem saída, precisavam dizer o nome de quem fez aquilo, por mais que doesse no coração de Madeleinne, precisavam por um fim naquilo.
— Vamos... Estou esperando! — disse, irritada. Bateu o pé e revirou os olhos antes de bufar, impaciente.
— Logan. — Madeleinne disse, antes que Niall se pronunciasse. “Meu Logan”.

— ENTÃO ME EXPLIQUE! — gritou. E rapidamente acrescentou, sussurrando baixinho: — Ou também é covarde demais para isso? — o sussurro da garota não foi como um desafio. Ela estava se afetando mais falando aquilo, do que ao garoto. Pelo menos, era o que pensava.
— Eu fiz isso por você! Eu os chamei para salvar a sua vida, eu os chamei porque não aguentava mais ver um bando de idiotas bebendo o seu sangue e lhe torturando. Eu fiz isso, , porque eu te... — ele não terminou a frase, não queria dizer.
— O quê? — a garota disse antes mesmo do pensar em falar o que o deixou extremamente irritado.
— Isso mesmo, , eles iam te matar se eu não os chamasse. — O menino falou um pouco mais alterado. — E quem se importaria se eles tivessem feito isso? — a menina falou sem pensar e então Harry apareceu em sua mente — Além do Harry, é claro.
— Eu me importaria... — disse, em um sussurro, implorando para que ela não estivesse o escutado. Uma pena que o escutou. — Ou melhor, eu me importo. — o garoto abaixou a cabeça e a menina o olhou, admirada. — E sabe por quê, ?
A menina negou com um movimento simples com a cabeça e ele levantou a cabeça para encará-la.
— Eu te amo — Zayn sussurrou.
— Eu já gostei de você... — ela fitou seus pés e corou — Você é legal.
— Estou dizendo que te amo. — repetiu, com a voz mais grave.
— E o seu amor machuca. — ela disse e se calou.
Antes que Zayn pudesse dizer algo, Becky chegou perto deles.
— Eles estão chegando! Preparem-se para morrer, queridinhos. — ela falou, sorrindo bastante animada — Mas antes que eles cheguem, preciso terminar meu trabalho, então quem se oferece para perder sangue?
— Eu. Já estou arranhada mesmo e ainda sangro, que diferença faz? — perguntou , voltando seu olhar para o além, dando de ombros.
— NÃO! NÃO! — Zayn gritou, mas ninguém ali se importava.
Becky abriu os pulsos de novamente e os tendões de Aquiles. Era visivelmente doloroso observar a garota gritando e gemendo de dor, enquanto sentia a dor dos cortes e o sangue fluindo para uma espécie de pratos de ouro detalhados com safiras e rubis. Assim como , Zayn gritava, chamando Becky e todos os vampiros de todos os nomes possíveis que apareciam em sua mente.
Em meio à fúria, Zayn se libertou. O rosto do garoto estava vermelho de raiva, e todos os seus poderes vieram à tona. Ele os usou todos para cima de Becky. Primeiro, ela "voou" com uma grande explosão de terra. Depois, ela foi agarrada por uma árvore, e as raízes foram ficando cada vez mais fortes e grossas e nem mesmo uma criatura sobrenatural podia se soltar. O garoto foi correndo ao encontro de e retirou as amarras da mesma, porque assim o sangue não fluiria tanto, já que não teria nada apertando. Ele tirou sua camisa e começou a limpar o sangue nela, que estava tão impressionada e admirada que nem ao menos falava algo.
Assim que o garoto terminou de limpar a garota, ele pegou segurou o queixo e a beijou. O beijo durou por um longo tempo. Depois de tudo o que passaram, todos os sentimentos foram colocados ali. O beijo acabou e Zayn olhou nos olhos de .
— Só pra você saber, mesmo que meu amor machuque, eu ainda te amo.

— Louis... O QUE FOI ISSO? — ela perguntou, assustada, olhando em seus olhos.
— Isso o quê, ? Algum bicho te picou? — ele perguntou, abobalhado, ainda olhando para a garota.
— Não, Louis... Eu escutei um rosnado, tipo muito alto!
, se algo tivesse rosnado, eu teria escutado — ele falou, calmamente, e então algo rosnou, desta vez mais alto — Okay, , vamos dar o fora daqui.
Eles correram o mais rápido que podiam, mas antes de conseguir sair da floresta algo, muito, muito estranho adentrou na frente deles. Era uma criatura estranha, um cachorro de dois metros, sua pele era nua e gosmenta. Eram poucas as partes que possuíam pelo e eram em tufos, o corpo dele inteiro era cortado e cheio de feridas, que, na opinião do Louis naquele momento, era que aquele cão tinha umas perebas bem feias. A pata do "cão" correspondia a uma cabeça humana, bem... Preciso mencionar os caninos? Eles nunca tinham visto aquela criatura na vida, mas eles simplesmente sabiam o nome daquilo, tinham visto nos livros que Niall os havia dado para estudar. Era um Höllenhund¹. Depois de olharem em seus olhos, eles apagaram.
Quando a garota acordou, ela estava em um vazio profundo. Não sabia para onde ir, não sabia o que fazer. Só sabia que o seu maior medo se concretizou, ela não tinha ninguém, estava perdida em uma escuridão profana, em um breu, onde o único jeito de fugir dali seria fechando os olhos e fingindo não ser real, e, então, ela escutou uma voz, meio humana, meio animalesca.
"Então esse é o seu medo, garotinha? Você teme a solidão, que coisa mais estúpida”, ela ouviu a voz falar no seu pensamento.
— EU SÓ POSSO ESTAR LOUCA! ISSO NÃO É REAL! — a menina gritava, atordoada.
"Claro que é, se eu sou real, por que isso não poderia ser?”, o Höllenhund perguntou, ainda falando nos pensamentos da garota.
— Porque é isso que você faz, traz o pesadelo das pessoas... — ela falou, chorando.
"Enquanto você não teme a mim, não lhe perturbarei, deixarei você aí no seu mundo, na sua solidão.” Ele falou, gargalhando, e a garota começou a chorar.
— POSSO ATÉ TEMER A SOLIDÃO, MAS EU NÃO TEMO A VOCÊ — ela gritou e a gargalhada se intensificou, mas, mesmo assim, era possível ouvi-la ecoando para mais distante, cada vez mais distante. A garota havia entendido o jogo do Höllenhund, ele queria que temessem a ele, fazendo com que tivessem medo do nosso medo.
Louis acordou e encontrou deitada ao seu lado, toda estraçalhada. Ele chorava, gritava e agarrava a garota, colando-a em seu corpo. E então o Höllenhund apareceu, nesta vez em uma forma mais humanoide. Possuía patas e cabeça de cão, mas seu corpo era humano e, de alguma forma, ele podia falar, mas, ainda assim, insistia em falar no pensamento deles.
"Você teme a mim não é mesmo, Louis, o que eu posso fazer à sua garotinha?”, ele perguntou, sorrindo com as presas.
— Não eu temo o que acontece com quem amo, não o que você faz ou deixa de fazer com ela — falou o garoto com a voz firme — Você acha que não sei qual é o seu jogo? Se o seu objetivo for nos fazer temer a você, está muito enganado, nunca temerei a algo tão bizarro. — Louis se fez de firme, mas podia sentir a adrenalina no seu sangue vir à tona.
"Se vocês não querem fazer por bem, vamos fazer do meu jeito.” Falou a fera, retomando a sua forma anterior.
A fera saltou para cima de Louis, mas ele a afastou com o vento. Ficaram nesse joguinho por muito tempo. Ele atacava, Louis bloqueava, Louis atacava e o Höllenhund nem se arranhava.
abriu os olhos e caiu na realidade. Estava mais do que na hora de enfrentar seus medos, não era isso que significava ser uma Herdeira? Salvar o mundo por mais que você sofra, fazer a coisa certa. Seria exatamente isso que ela iria fazer. “Certo, se eu já estou no jogo, por que não jogar?”, pensou, antes de se levantar e andar sem rumo em meio à escuridão.
— Ei! Cachorrinho feio, chihuahua de rua! — a menina começou a provocar o cão.
— Quem você chamou de Chihuahua? — gritou a besta, dessa vez aparecendo a sua frente e falando sem ser através dos pensamentos.
— Você, cachorrinho de madame — ela falou, rindo, e a criatura a atacou. Não tiveram uma luta muito melhor do que a do Louis e então o Höllenhund alterou novamente a realidade, não colocando os maiores medos deles, mas sim os juntando no mesmo espaço. Assim, segundo a criatura, a luta estaria mais justa. e Louis estavam feridos e acabados, morrendo de sono, fome, o cansaço praticamente os possuía. O monstro estava se sentindo mais vitorioso que nunca, até que algo fez com que e Louis saíssem da sua realidade, voltando ao mundo real.
Quando Louis e acordaram, eles não estavam mais na floresta, não eles estavam em outro lugar. Com lápides e uma fumaça saindo do chão, se aproximaram mais e viram algo parecido como um pentagrama de Davi. Algum tempo depois, os dois se viram presos numa espécie de círculo de fogo.

Höllenhund¹ = Traduzido do Alemão para o Português, fica “Cão do Inferno”. Ele faz as vítimas viverem os maiores medos, até as vítimas terem medo.


Bônus


No centro do cemitério, se encontrava um desenho, um pentagrama feito com sangue. Cada ponta da estrela representava um elemento e, assim, dentro de cada uma, tinham dois herdeiros. O círculo ao redor da estrela, agora ardia em chamas, prestes a incendiar a mesma.
Os herdeiros estavam cansados e a fadiga tomava conta deles. Depois de todas as lutas que tiveram apenas no mesmo dia, não tinham forças para fugir. No topo, se encontravam e Liam, que estavam sentados e abraçados. Ao lado deles, no sentido horário, se encontrava Niall e , que tentavam de todos os jeitos descobrir como funcionava o Medalhão de Madeleinne. Ainda seguindo o sentido horário, a outra ponta continha os herdeiros do fogo, e Harry. usava uma blusa do garoto toda rasgada, já que, ao ficar em chamas, queimou toda a sua roupa, e Harry estava deitado, recebendo cuidados da menina. Pela primeira vez na vida, os dois não estavam brigando. Do outro lado, estava Zayn e . estava aconchegada no colo do garoto e cada um dos seus pulsos e tornozelos possuíam um pedaço de pano rasgado, e Zayn, assim como Harry, se encontrava sem camisa. Entre os elementos terra e gelo, se encontrava o ar, onde estava Louis e . Eles estavam conversando sobre o incidente que acabaram de passar, e, pelo o que foi esclarecido, algo ou Madeleinne os levou até lá, onde foram capturados e agora iram morrer em um ritual de sacrifício.
— É tão bonitinho ver todos vocês presos e indefesos, cansados e machucados. — falou Juliett.
— Claro, só é assim que você joga, não é, Juliett? Você é covarde e só tem coragem de nos enfrentar assim! — falou .
— Se eu fosse você, não arrumaria briga com quem vai te sacrificar.
— E o que você vai fazer, me matar? É, Juliett, acho que não tenho para onde ir. — rebateu a garota, com mais raiva.
— Deixa, , é do feitio dela mesmo — falou , com raiva, e Louis a abraçou de lado — Se ela tivesse um pingo de dignidade, entraria dentro desse círculo e resolveria as coisas com os próprios punhos.
— Blá, blá, blá. Já se calaram? — perguntou Violet, se aproximando de Juliett.
— Já arrumou tudo? — perguntou Juliett, sussurrando no ouvido dela.
— Tudo pronto. — ela falou, sorrindo — Sabe, , estou animada com a sua morte, mas vai ser uma pena desperdiçar esse rostinho lindo que o Niall tem. — ela falou, fazendo biquinho e olhando para o garoto, que olhou para a mesma com desprezo.
fez menção de se levantar, mas Niall a puxou e a prendeu junto de si, fazendo Violett gargalhar e ir até Juliett buscar um livro.
"Tibi offerimus pedes nostri in omnibus quae morantur in muneribus heredes sustinere..." Enquanto Juliett recitava as palavras em Latim contidas no livro, todos se encolheram, com medo do que podia vir a acontecer.
— Anda, Niall, logo! Como isso funciona? — perguntou , puxando o medalhão para si.
— Não, ! Deixa que eu sei o que eu to fazendo! — sussurrou um pouco mais alto. "Tibi heredes saluatores mundi. Chaos solutione. Tibi offero tibi Iuda Lucifer rertornar vivendi et creatores..." — Por favor, Madeleinne! Por favor, nos salve, tire-nos daqui! — a garota agora chorava e implorava para o medalhão.
Então, aconteceu algo inesperado. No meio do pentagrama, um círculo se abriu, puxando os herdeiros para dentro dele e fazendo com que Juliett e Violett fossem ver o que é. Ao chegarem mais perto, viram que aquilo que estava acontecendo não tinha nada a ver com o sacrifício. Não, era outra coisa, coisa que qualquer um poderia perceber ser coisa de Madeleinne.
Eles se sentiram puxados para dentro do portal com todas as forças e tão rápido que não puderam pensar no que estava acontecendo. Sentiram o corpo ceder e desmaiaram enquanto viajavam pelo portal.

Londres; 1513, Século XVI

! — a garota ouviu alguém a chamar, então abriu os olhos e viu um menino parado a sua frente. — Acorde! Temos de ir ao salão principal para as nossas roupas do baile de amanhã!
— Harry? Você está insano? Que baile? — perguntou, estranhando o ambiente.
— O de aniversário do Rei Louis.
Rei? Que Rei? Meu Deus, esse garoto só pode ter batido a cabeça com a queda do portal.
— Você tem certeza de que está bem? — o garoto assentiu com a cabeça e ela apenas o ignorou e se levantou, então finalmente pôde observar onde estava. O quarto em que ela estava era enorme, com uma lareira no centro e dois sofás de couro. A cama era enorme e os lençóis feitos com das mais finas sedas. Os detalhes eram feitos de ouro. Não havia lâmpadas, apenas alguns cálices com velas acesas.
— Sua roupa está pendurada atrás da sua porta, não se atrase. — deu sua última palavra e se retirou para que ela pudesse se vestir.
A garota estranhou o vestido, pelo fato de ser de época, então foi até a janela e viu que estava em um castelo. Olhou mais para o lado e viu alguns trabalhadores regarem as plantas. Tomou um banho na banheira que algumas serventes haviam a preparado a pedido de Harry, e logo depois desceu as escadas. Se deparando com parada em frente a escada, com um sorriso carinhoso lançado para a garota. Ao seu lado, estava , com o mesmo sorriso que a irmã.
— Bem-vinda novamente, Lady Styles. — disse, indo até e lhe dando um abraço. “Lady? Por que todo mundo tá estranho?”, pensou, correspondendo ao abraço.
— Ora, . Use seus bons modos e dê um abraço e parabéns ao Rei Louis. — olhou para o lado e viu a mãe dizer. Estava com saudades da mãe, mas estranhando o fato dela estar ali e com aquelas roupas.
— Ainda não sou rei, mas, quando me casar com a Rainha da Dinamarca, poderei ser nomeado como tal. — Louis sorriu para a mãe da garota e foi até para lhe dar um abraço. “Nomeado? Como tal? Desde quando Louis fala tão formal?”.
— Desculpe, Louis. — abracei-o e quando nos separei, o perguntei: — Mas parabéns pelo o quê? — todos arregalaram os olhos, menos Louis, que riu de lado e respondeu:
— Meu aniversário, sua desinformada! — ele piscou e todos riram, inclusive .
caminhou até a mãe e sussurrou algo em seu ouvido. A mesma assentiu com a cabeça e caminhou até a Lady.
— Venha, minha mãe nos liberou para irmos até o jardim, tenho tantas coisas para contar-te! — disse, puxando-a para o lado de fora do castelo. Chegaram ao jardim e se sentaram em meio às flores. olhou para as pessoas que estavam ali e não viu alguém que pudesse ser familiar. — Acho que irei me casar! — disse, com um sorriso empolgante no rosto.
— Jura? Com quem? — perguntou, ainda atordoada com tudo que estava acontecendo.
— Com o príncipe da Irlanda! Seu nome é Scott. Minha mãe me disse que ele é bonito, mas não vou julgá-lo pelo gosto dela. — riu. — E você? Algum Lorde interessado? — olhou-a com curiosidade.
— Lorde? Ãhn... Não. — respondeu, por fim.
— Oh... Arrumaremos para você! Tem tantas pessoas boas aqui! — ela olhou ao redor e depois olhou para o céu. — Já está ficando escuro e não é seguro. Melhor voltarmos e repousarmos. Não acho que você irá adormecer agora, já que acordou não faz muito tempo. Mas não posso julgar-te, devia estar tão cansada dessa viagem que durou tantas dias. Amanhã sairemos dos limites do castelo, esteja pronta, por favor.
— Quem irá conosco? — perguntou enquanto entravam.
— Ninguém. — sorriu, divertida. — Quero dizer, só iriam conosco se soubessem que iríamos, não é? — observou entrar em seu quarto e a mandar um “boa noite”. deu meia volta e se viu diante dos guardas. A única pergunta das mil que rodavam sua cabeça que veio à tona naquele momento foi “Entre todos esses quartos, qual é o meu mesmo?”. Ela já havia percebido que estava em algum lugar no passado, mas não havia descoberto onde e o motivo. Ainda.

cobriu o irmão e se deitou ao seu lado. Observou Niall dormir ao lado da irmã mais nova e sorriu, dormindo. Amanhã era o dia. Eles iriam se disfarçar e invadir o castelo. Se a realeza não enxergasse o povo, o povo iria fazer com que a realeza o fizesse.
acordou e viu que os três ainda dormiam. Então, saiu e foi em direção ao castelo para poder começar o trabalho de seu pai novamente. Não queria trabalhar, mas queria ajudar seu pai. Trabalhando, ajudava para os dois receberem, já que o pai da garota cuidava de mais três, que só sabiam fazer uma coisa: nada. Ah, a não ser, é claro, serem um bando de rebeldes. O que trazia sérios problemas para o Sr. Horan.
A garota chegou à cozinha, deu um beijo na bochecha do pai, que parecia estar cansado, pois havia trabalhado desde a tarde do dia anterior.
— Vá para casa descansar. Irei te substituir hoje. — ela disse. Ele estava prestes a negar, mas a filha foi mais rápida: — Lhe imploro. Precisamos do senhor disposto amanhã. — ela sorriu e o pai lhe abraçou, sorriu e saiu dando-lhe um beijo.
— Ajuda? — virou-se e viu Liam atrás dela com um pequeno sorriso nos lábios.
— Você poderia pegar as batatas para mim? Estão pesadas de mais. — pediu, fitando o chão.
— Eu poderia fazer qualquer coisa por você. — disse, indo pegar as batatas. sentiu o seu rosto corar e o coração apertar, os sentimentos estavam vindo à tona novamente. Mas não podia se apaixonar pelo melhor amigo, não de novo, sem tirar o fato de que ele era um cavalheiro da realeza, servia em nome do rei e da rainha. Liam merecia alguma mulher melhor, pensava ela.

saiu de casa e andou até o feudo de sua amiga.
— Meredith? — chamou-a enquanto olhava para todos os lados, evitando ser vista pela guarda real. — Meredith! — chamou novamente e bateu na porta da casa.
! Mas que surpresa, veio buscar as roupas? — perguntou e a garota assentiu com a cabeça. — Fiz um belo vestido para você. Para Zayn e Niall, fiz com uns tecidos antiquados, mas ainda assim, ficaram ótimos! — entregou as peças para a garota e lhe lançou um sorriso caviloso. — E não pense que me esqueci. Aqui está seu corselet. sentiu o rosto corar, mas aceitou o presente.
— Quando cobrarás pelo serviço? — perguntou antes de sair da casa da velha senhora.
— Seu pai... me fez grandes favores. Considere isso como um presente, já que não posso presenteá-lo pessoalmente. — lamentou-se. — Espero que ele esteja bem em meio a sua tribo.
— Ele sempre está bem quando está em meio aos lobos, e outros lobisomens. — sussurrou, com medo que mais alguém pudesse ouvir, por mais que estivessem sozinhas.
— Não sei como não puxou esse gene de seus pais. — disse, dando de ombros.
— Agradeço, não sou do tipo que gosta de ter pelo por todo o corpo. — ela piscou e se retirou, dizendo um simples “obrigada”.

Niall puxou o pão para si enquanto Zayn tentava pegar o outro pedaço. Niall tentou colocar o alimento na boca, mas Malik puxou o pão para baixo, tentando fazer o mesmo que Horan. Ouviram um barulho na porta e Zayn soltou o pão, fazendo Niall colocar o pedaço que restava na boca antes que Zayn percebesse.
— Eu jurei ter ouvido alguém destrancar a por... — Zayn parou a frase assim que viu Niall mastigando. — Eu não acredito! Você acabou de comer e ainda rouba o meu pão! Você tem o que nessa barriga? Um buraco negro?
— Não sei, mas branco que não é... — gargalhou, rindo da própria piada, enquanto Zayn ficou estático, apenas vendo o garoto ficar vermelho de tanto rir. — Okay, okay. Desculpe, Zayn. Eu vou à feira te comprar um pão.
— Mas você não vai mesmo! — impedi-o, parando em frente à porta. — Vai comprar coisas deliciosas pra você, comer tudo sozinho, sozinho! E vai me dar um pedaço de pão! — disse, fazendo Niall prender o riso. — Eu vou.
No momento que Zayn abriu a porta, entrou, com um sorriso enorme no rosto.
— Rapazes? — colocou a roupa em cima da cadeira e se virou para eles com uma pose superior e as mãos na cintura. — Se arrumem. Temos um baile nos esperando!
— Com quem vamos dançar? — Niall perguntou enquanto pegava suas peças de roupa.
— Zayn ficou encarregado disso, não foi? — disse, mais como um lembrete do que como uma pergunta.
— Claro, irmãzinha. — provocou. — Eu vou dançar com a Lady Styles, que chegou ontem e não deve conhecer muitas pessoas da realeza. Niall irá dançar com a princesa ...
— O quê?! Mas ela é metida! — proliferou, indignado. — Por que logo ela? — ainda manteve o tom, mas Zayn e rolaram os olhos.
— Você acha mesmo que a gente não sabe? nos contou, Niall. Desde que você viu a saindo pelas ruas no dia de ação de graças, você cai de amores por ela, e isso foi quando ela tinha cinco anos, mesma idade que você! — Zayn riu da cara de espanto do garoto, e deu um tapinha de leve nas costas do garoto. — Continuando... e o Lorde Styles.
— Esse eu não conheço, qual o nome dele? — perguntou, interessada.
— Harry. — respondeu, dando de ombros. A garota engoliu em seco e arregalou os olhos.
— Harry Styles?! Não! De jeito algum! Só pode ser brincadeira com minha pessoa! — disse, furiosa.
— Sinto muito, . — Zayn disse e saiu, pegando sua roupa e colocando em cima da cama. bufou e se recusou a lembrar daquele dia.

Flashback

viu que, aos poucos, as crianças do jardim estavam indo embora. Estava escurecendo, mas qual o problema? Como se o anoitecer impedisse a garota de se divertir. Viu o garoto brincando com um cavalo de madeira e se aproximou dele.
— Oi! — disse, gentilmente e animada. Harry a olhou de cima a baixo e fez uma careta ao perceber as roupas de má qualidade, mas isso não deixava as roupas feias, só as deixava inferior às roupas de Harry.
— Oi. — respondeu, com desprezo, e continuou a brincar.
— Eu posso brincar com você? Eu tenho uma boneca que minha mamãe fez pra mim. — disse, mostrando a boneca para ele. Mas foi quando ele parou de brincar, olhou para ela e riu.
— Gente como eu, Harry Styles, que possui sangue real, não brinca ou fica de conversa com crianças imundas, como você. — ele continuou rindo e voltou a brincar. sentiu o sangue esquentar. Por mais que tivesse seis anos, sempre teve um gênio muito forte. Ela cutucou o ombro do garoto, que bufou, mas se virou, pronto para lhe humilhar novamente, mas foi surpreendido com um soco no olho.
— Não, Harry Styles. Pessoas dignas de respeito como eu, não brincam com pessoas sem caráter como você. — chutou o cavalo de madeira dele e o deixou chorando, clamando pela mãe. Depois desse dia, começou a odiar Harry Styles, mas nunca contou a ninguém o ocorrido, e jurou que não deixaria Harry entrar no seu caminho. Até agora.



É engraçado como um pouco de distância
Faz tudo parecer pequeno
E os medos que uma vez me controlaram
Não chegam nem perto de mim
Bem aqui no ar frio que eu finalmente posso respirar
Eu sei que deixei uma vida para trás
Mas estou aliviada demais para lamentar — Demi Lovato, Let It Go.


estava nervosa. Muito nervosa. Sentia suas delicadas mãos suarem dentro das luvas. Estava indo em direção ao castelo para o aniversário de Louis, o príncipe que lhe fora prometida desde sempre. Logo após a grande festa, seria organizado o Grande Casamento, criando uma forte aliança entre a França e a Dinamarca.
— Tente se manter calma, irmã — dizia Perenelle enquanto olhava as sua unhas.
As duas princesas estavam em uma carruagem, sem nada para fazer. O calor era maior. E o tédio praticamente mortal. As duas eram melhores amigas, estavam sempre juntas. No entanto, iria se casar e a ligação entre as duas iria se quebrar. A mesma iria viver a rotina de uma mulher casada, viraria rainha de dois países. A outra voltaria à Dinamarca, casaria alguns anos depois, com um lorde ou um duque e não seria nada comparada a uma rainha. Mesmo sem querer, Perenelle ficava com inveja.
— Perenelle, eu estou com medo — sussurrou , escondendo o rosto com as mãos. — E se ele não gostar de mim?
e Louis se conheciam. Os dois cresceram praticamente juntos, já que os pais dos mesmos eram grandes amigos. No entanto, nenhum dos dois sabia que iriam casar um com o outro até os doze anos. Essa foi a última vez que se viram. Anos se passaram, ele poderia ter mudado, se tornado um garoto arrogante e ignorante, como todos os outros garotos que havia na Dinamarca.
— Claro que ele irá! Você é um doce, minha irmã! Agora pare e tente costurar um pouco — sua irmã lhe entregou um pequeno lenço, agulha e linhas coloridas.
— Agradecida — aceitou os objetos, feliz por finalmente ter algo para se distrair.
A viagem estava durando muito, o caminho era cheio de buracos, o que não atrapalhou , até que a carruagem caiu em um buraco, fazendo a mesma furar o dedo, sem querer. No entanto, nesse momento, a porta na lateral da carruagem foi aberta e um homem vestido de preto gritou:
— Kyle! Achei-a! — gritou e agarrou pelo braço.
— Oh! — exclamou Perenelle, tentando puxar a irmã também, mas o homem a bateu, fazendo a mesma cair no assento e bater a cabeça.
gritou, esperneou, choramingou, mas nada pareceu incomodar o homem, que aparentemente não estava sozinho. Kyle — o outro homem — estava esperando ao lado do corpo do cocheiro desacordado.
— Essa é a princesa? — perguntou, torcendo o nariz. — Parece muito frágil, não tem onde pegar...
— Kyle, pare! Temos ordens. Vamos logo com isso! — ele segurou pelos cabelos longos e colocou uma amordaça em sua boca feita de um pano sujo de algo que parecia uma junção de sujeira, suor e sangue.
Eles a arrastaram até uma casinha no meio do nada, não muito longe da estrada. Colocaram em um quarto pequeno, sem janela, sem cama, sem guarda-roupa, somente com um colchão, alguns ratos e uma tigela com um pedaço de pão que parecia estar ali há muito tempo e a deixaram ali. se pôs a chorar, não sabia o que fazer. Levantou e bateu na porta até cansar, mas ninguém veio. Escorregou até o chão, deixando suas lágrimas correrem livremente e rezou. Pediu aos céus que anjos fossem mandados para ajudá-la, mas começou a pensar que nem mesmo os melhores anjos poderiam a ajudar. Estava em somente Deus sabe onde com homens bárbaros, provavelmente mercenários. Seu vestido fora rasgado e sujo de lama, sentia alguns cortes espalhados pelos braços e pernas arderem e sua cabeça latejar aonde os mesmos a haviam batido, antes de a soltarem. Levantou a cabeça e ouviu os homens falarem um com ou outro.
— Ela disse para acabar com a vida dela! — ouviu um dos homens gritar para o acompanhante.
— Pense melhor, Francis! Ela é uma princesa, a virtude dela ainda está intacta, já pensou quanto dinheiro poderíamos ganhar às custas dela? — o acompanhante falou.
— E o que você pensou em fazer com ela?
O homem deu uma gargalhada histérica e, quando parou, respondeu ao homem:
— Vamos colocá-la para trabalhar — disse, ainda rindo. — Leve-a para o prostíbulo.
olhou ao seu redor e viu tudo escuro. Já estava tarde. A porta da carroça se abriu, e a mesma fingiu estar dormindo. Um dos homens a levantou e começou a andar. Sua cabeça bateu na porta e ela apagou. Acordou em uma cama, em outro quarto. Sua cabeça parecia que poderia explodir a qualquer momento e seu corpo estava dolorido. Ela não se lembrava de nada e não sabia porque estava ali. A garota ouviu alguns cochichos e apertou os olhos, tentando ver de onde aquele som vinha, mas conseguiu ver algumas silhuetas. Silhuetas femininas. Então, a ficha caiu. Ela foi sequestrada, para trabalhar como cortesã. E nunca, em toda sua vida, a garota ficou tão assustada.
— Srta. Marcelle! — uma das mulheres gritou com uma voz esganiçada. — A princesinha acordou. levantou com um pulo e olhou para as mulheres, horrorizada. Todas eram altas, usavam roupas muito curtas que não cobriam nada, saltos altos, cabelos bagunçados. Alguns delas sorriram, fazendo a princesa perceber que elas não tinham alguns dentes e os outros eram pretos e podres. As outras a encaram com raiva ou nojo. segurou a barra do vestido, pronta para correr, mas uma mulher velha, porém bonita, entrou em seu caminho, sorrindo. Essa era diferente das outras, vestia roupas feitas de seda com cores fortes e chamativas, os cabelos estavam presos e tinha dentes.
— Ora, princesinha! Não adianta correr, você é prioridade do mestre.
— Não sou propriedade de ninguém! — falou com orgulho estampado em suas palavras, surpresa por sua voz sair. — Sou a Princesa da Dinamarca, ordeno que me deixem ir.
Todas as mulheres no cômodo riram escandalosamente. Algumas até mesmo choraram de tanto rir.
— Princesa ou não, o mestre pagou por você. Muito. Eis dele, Srta. Princesinha.
— Mas... — sentiu uma lágrima escorrer pelo seu rosto. — E-eu preciso ir...
A mulher revirou os olhos e ignorou sua fala.
–Você ainda não é uma de nós. Precisa ser usada, primeiramente. Mas não se preocupe, um duque veio aqui esta tarde e pediu uma jovem para o príncipe Louis, é aniversário dele hoje — falou uma das moças, as outras deram risinhos. — Mas o mesmo queria uma moça pura e bem... — mais risinhos. — Nenhuma de nós somos há muito tempo.
–Você é pura, não é? — perguntou outra.
corou até o último fio de cabelo, assentindo em seguida.
— Você irá até o castelo! Irá dormir com príncipe Louis! — suspirou apaixonadamente uma.
— O quê?! — gritou , aterrorizada.
— Você é o presente do Lorde Max para o príncipe! — explicou Marcelle com um sorriso malicioso.

despertou, sentindo um leve cansaço no corpo. Fora dormir tarde na noite anterior pensando em seu príncipe irlandês. Digo, seu futuro príncipe irlandês. Seus batimentos cardíacos aumentavam a cada segundo pensando que, nesta noite, ela conheceria seu futuro marido. Seria ele baixo? Alto, ela esperava, já que a garota não é muito baixa. Bonito, essa seria uma característica agradável. Mas não pensava muito em sua aparência, estava preocupada com a personalidade. Não queria alguém arrogante para o resto de sua vida. Seria ótimo se casar por amor, e talvez até pudesse ter essa chance, se não tivesse sido prometida desde os seus dois anos de idade, quando sequer falava uma palavra. Então, infelizmente, não pôde escolher.
— Milady? — Jeer, uma das criadas da princesa, perguntou.
— Sim, Jeer?
— Sua mãe a chama no quarto dela, Milady. — ela disse, com um sorriso no rosto.
— Obrigada, Jeer — agradeceu e, depois de vestida, se pôs para fora do quarto. — A propósito, tenha um bom dia, Jeer.
— Para vossa majestade também, Milady.
— Mandou chamar-me, minha mãe? — falou assim que entrou no quarto da mãe. — Sim, . Sobre o baile...
— Oh, sim! O baile! Ele vai estar aqui, certo? Ele tem que estar! — ela falou, sorrindo. — Tenho de estar deslumbrante esta noite.
— Oh, minha filha... — a rainha olhou-a com um olhar de afeto. — Só queria dizer que não estarei muito presente com você hoje no baile. Vêm burgueses importantes de outros reinos e preciso dar o máximo de mim para formar alianças com seu pai.
— Ah, sim... Claro, mamãe — disse, estranhando o motivo por estar ali. — Se a senhora não se incomoda, voltarei para meus aposentos.
Após a saída da princesa, o rei entrou e olhou para a esposa.
— Você contou para ela? Porque ela estava bem feliz quando saiu daqui, e a notícia não era agradável — o rei disse, desconfiado da esposa.
— Eu não consegui — falou e o rei a olhou com um olhar de reprovação — Ela estava tão feliz!
— Isto é uma política, Johanna. Sinto dizer-lhe, mas não podereis fazer os dotes de tua filha. Diga-a que o príncipe da Irlanda não virá esta noite. — o rei deu sua última palavra e saiu do quarto, deixando a rainha aflita em sua cama. Não sabia o que fazer agora.

Quanto menos tempo faltava para o baile, mais ficava nervosa. Depois de um longo almoço com todos da corte, a garota alegou não estar se sentindo bem e se retirou. O seu vestido a incomodava, o espartilho a apertava — de modo que respirar para se manter calma estava começando a ficar impossível. E, para piorar, não se lembrava de onde ficava o “seu” quarto. Servos e mais servos passavam por ela levando a decoração para o Grande Salão, onde aconteceria o baile desta noite. O baile desta noite. colocou uma das mãos na parede e a outra em cima do vestido. “Por que isso é tão apertado?”, perguntou a si mesma, irritada.
— A senhorita está bem? — perguntou uma serva que carregava um enorme jarro com flores vermelhas.
— É claro... Por que não estaria? — perguntou, arfando disfarçadamente e com um sorriso meio forçado formado nos lábios.
Ela balançou a cabeça, parecendo confusa.
— Lady , a senhorita está pálida. Suas servas não apertaram suas bochechas hoje mais cedo?
O corredor todo girava, fazendo-a encostar-se à parede e olhar para o teto.
— Acudam! A Lady está passando mal! — Gritou a serva.
A última coisa de que a garota se lembrava foi de ver guardas a cercando. As horas se passaram e acordou com ao seu lado conversando com Louis, que parecia extremamente entediado.
! — gritou ao ver seus olhos entreabertos. “Não é possível que nem em outra época não seja escandalosa?”, pensou quando ouviu a princesa gritar.
estava diferente. Usava um vestido leve em tons claros de rosa, um tomara que caia que decalcava os seios. Em suas mãos estavam pequenas luvas de renda branca. Seus cabelos estavam presos em um belíssimo coque na nuca decorados com pequenas pedras preciosas em rosas e azuis com longos e lindos cachos de cada lado do rosto desenhado. Louis também estava diferente, estava todo de preto — o que destacava sua pele pálida e seus olhos –, calças pretas, botas pretas, casaco preto, tudo. “Aquilo não me parecia a roupa adequada a se passar o próprio aniversário”, achava a garota.
— Você está bem? Jesus! Eu fiquei tão preocupada! — dizia, sentando ao seu lado e olhando atentamente para ela. — Estás tão pálida, não sei como irás aparecer corada hoje à noite... Irão ter que apertar muito suas bochechas...
— Credo, ! — exclamou Louis. — Você parece mais preocupada com o que farão com as bochechas de Lady , quando deveria estar preocupada com o fato dela ter desmaiado.
olhou para os dois e deu um sorriso amarelo. Finalmente ela conseguia respirar, pois aparentemente haviam tirado aquele vestido dela e colocaram em uma solta e leve camisola.
— Eu estou me sentindo muito melhor, obrigada — disse, puxando o lençol para mais perto do pescoço.
Louis e ergueram as sobrancelhas, mas não disseram nada sobre o assunto.
— Fico muito feliz, — Louis sorriu. — Adoraria ficar aqui e desfrutar da companhia de duas lindas senhoritas, mas preciso resolver alguns assuntos antes do baile. Encontramos-nos no baile, sim?
— Vá, Louis! Temos muito que fazer antes de alguém poder ver ! Vá! Logo! — murmurava enquanto empurrava o irmão até a porta.
No momento em que a porta se abriu, cinco servas entraram carregando vestidos, caixas, acessórios e sapatos. Louis olhou para como se dissesse “sinto muito”, sorriu fracamente e olhou enquanto ele saia.
— Meu pai do céu amado! — disseram as servas em um coro desafinado.
balançou a cabeça, como se entendessem o susto delas.
— Como eu já disse, há poucos minutos, temos muito que fazer! Comecem logo! — falou, se sentando no sofá ao lado da cama.
Daquele momento em diante, seu cabelo foi puxado, enrolado, alisado e penteado. Foi espetada, limpada, jogada numa nuvem de pó, seu corpo foi enfiado em dezenas de vestidos. já não estava mais sentada, mas sim coordenando aquele massacre. Ela caminhava em círculos, vendo diferentes ângulos dos vestidos que haviam forçado-a a usar. Cada um era mais estranho que o outro, alguns eram bonito, outros mais curiosos e duvidosos, no entanto, a maioria tinham espartilhos! As servas a colocavam em cada um, com a maior paciência do mundo, mas o vestido vinha em partes. Primeiro vinha as roupas íntimas — elas eram aterrorizantes, deu graças a Deus que não usavam mais desse tipo no século XXI — logo em seguida, o espartilho e a saia. No momento em que a colocaram naquilo e a instruíram a segurar nas colunas da cama, ela não conseguiu suportar a ideia de ser torturada novamente por aquilo.
? — chamou, levantando a barra do vestido, com medo de tropeçar e cair.
Ela se virou, pensativa.
— Acho que não poderemos esse, não cai bem com o tom de sua pele... Sim, querida?
— Podemos não usar espartilho hoje? — perguntou, com esperança e um olhar de súplica. Ela olhou-a, como se estranhasse seu comportamento, mas não disse nada.
— Mary, há um vestido pérola a sua direita. Por favor, traga-o aqui! — disse, se sentando novamente.
A serva — Mary, como tinha dito — trouxe com o cuidado um vestido lindo. Era bege, sua saia era amassada propositalmente, a parte de cima batia em minha cintura e tinha detalhes cinza. O vestido acompanhava uma luva transparente com algumas flores no pulso.
— É ótimo para dançar — falou , sorrindo. — Com esse seu tom de pele... Bem, você está meio pálida agora, mas não se preocupe, daremos um jeito nisso... De qualquer forma, esse vestido vai ficar perfeito em você! Não tem espartilho, apenas fica um pouco colado ao corpo — comemorou, batendo as mãos. — Comecem. Tiraram-na do espartilho e a colocaram no outro vestido. Trançaram uma trança e a decoraram com uma headband da mesmas cor do meu vestido. E é claro, apertaram suas bochechas, de modo que elas ficaram coradas.
— Você está linda, Lady — disse Mary, sorrindo. retribuiu o sorriso.
Antes que ela falasse algo, revirou os olhos e resmungou, olhando para as unhas perfeitas.
— Esqueceu os sapatos, Mary.
Mary assentiu e trouxe uma caixa com um par de sapatos brancos. Eram lindos, muito diferentes dos que ela estava acostumada a ver, mas lindos. Mary ajudou a calçá-los, mesmo depois de falar que não precisava.
— É o meu trabalho, senhorita — disse, se curvando e analisando-a.
— Está ótimo, Mary. Pode ir, isso serve para vocês também — murmurou Fernanda orgulhosamente.
— Princesa também não está usando espartilho hoje, se faz a senhorita se sentir melhor — com isso, foi embora.

colheu mais uma flor e colocou na sua cesta. Aquele era o último lírio que faltava para que pudesse fazer seu headband, e saiu em direção ao castelo. Faltavam algumas horas para o baile e se sentia mais animada como nunca. Não era seu primeiro baile, e também não era o último, mas aquele baile era especial e ela podia sentir isso. Por mais que não estivesse pronta para casar, sabia que aquele era seu dever como princesa e, um dia, como rainha da Irlanda. As flores estavam esbeltas, tinham acabado de crescer com a chegada da primavera, então durariam um bom tempo. Quando ela chegou a seu quarto, pôs as flores em cima do criado-mudo e começou seu trabalho com a headband. Tentou deixar o mais natural possível e colocou em seu cabelo, aprovando o resultado.

sorriu e se virou para o espelho oval que estava a frente, ela estava realmente linda.

— Está linda, ! — comemorou , se colocando à sua frente e olhando a si mesma no espelho. — Vamos logo, os convidados serão apresentados.
Um dos guardas abriu a porta, assustando as duas.
— Queiram que me perdoar, senhoritas. Princesa , está atrasada para a primeira dança.
Fernanda se recompôs ao seu lado e assentiu. — Uma princesa nunca está atrasada, George, as pessoas que se adiantaram. — a princesa sorriu para ele e piscou, mostrando estar brincando. — , minha querida, você terá que ficar sozinha a partir de agora. Mas assim que puder, irei lhe encontrar, sim? — disse enquanto caminhavam.
— É claro, tudo bem — disse, distraída.
— Esplêndido, minha querida! — falou, sendo levada pelo guarda. — Até mais tarde, se cuide!
E, assim, ficou sozinha novamente. caminhou pelo corredor, vendo o quanto ele havia mudado. Havia flores vermelhas em pedestais junto com velas que tinham um cheiro incrível e fitas também brancas e vermelhas para simbolizar a bandeira do país no teto. Havia guardas por todo lugar, parados. E, finalmente, chegou ao Salão Principal. As janelas iam do teto ao chão, dando vistas dos campos e do lago. No chão, havia pétalas vermelhas, brancas e azuis. Havia muitas mesas repletas de várias comidas diferentes. Guardas andavam pelo salão carregando bebidas, nobres e mais nobres desfilavam com suas roupas coloridas, importadas. Viu Louis conversando com algumas garotas, que pareciam suspirar a cada palavra que ele dizia. conversava com seus pais e não tinha uma cara muito feliz. Uma música típica da época era escutada vinda de uma banda. “Esse era o nome para aquilo na época?”, perguntou-se, do lado esquerdo do salão.
— A senhorita aceitaria dançar comigo? — perguntou alguém atrás dela, uma voz muito familiar, que a provocou arrepios.

O castelo estava em festa, havia mais e mais convidados surgindo a cada minuto. Mas a maior parte das pessoas que trabalhava no castelo não estava tão feliz, e não era uma exceção. Passou o dia limpando o castelo para, no dia seguinte, ter que limpar novamente, cozinhando bolos, doces. Estava suja e cansada, desejava sua cama e um banho mais do que tudo e ainda eram cinco da tarde. Havia muito que fazer antes da grande festa.
! — gritou Margaret, a governanta, uma mulher extremamente desagradável.
suspirou e deixou o que estava fazendo — estava cozinhando um peru ao molho de laranja — de lado e foi até Margaret, limpando as mãos em seu avental sujo — ou pelo menos tentando — e colocando alguns fios revoltados de seu cabelo atrás das orelhas, com irritação.
— Sim, Margaret.
Srta. Margaret para você, mocinha — corrigiu a menina com impaciência. — Quero que você lave essas roupas de imediato. — falou, jogando uma cesta de roupas sujas em cima de , que cambaleou, surpresa com o peso.
— Mas, Marga... — recebeu um olhar de ódio da mesma e começou novamente. — Srta. Margaret, eu estou ocupada! Não poderia chamar outra empregada? — perguntou, esperançosa.
— Não, afinal, você não trabalha na cozinha sempre, não é, ? Você trabalha lavando roupas e aqui está seu trabalho. Faça-o logo, quero você pronta às sete, entendeu? — falou devagar, como se falasse com uma criança, fazendo assentir rapidamente.
, diferente de seu irmão, nunca comprava briga com adultos, muito menos com alguém que pudesse a expulsar do castelo em minutos. Pegou a cesta com dificuldade e caminhou até a lavanderia, que, nesta hora, estava completamente vazia. Suspirando, se ajoelhou perto da grande tanque e começou seu trabalho antes que fosse tarde demais. Não demorou muito até sua mão começar a doer, seus dedos ficassem engelhados, sua testa pingando de suor e seus olhos pesarem de cansaço. Estava tão distraída que não ouviu alguém chegar por trás de si e colocar uma mão na frente de seus olhos delicadamente e a outra em sua cintura.
— Quem é? — sussurrou a pessoa em seu ouvido, fazendo a garota se arrepiar.
— Liam, pare! Eu estou trabalhando! — reclamou, tentando tirar a mão do rapaz dos seus olhos, que riu do seu esforço em vão.
— Qual são as palavras mágicas, hein? — falou, fingindo irritação.
— Vamos, Liam! Não tenho tempo para brincadeiras, você não tinha que estar trabalhando?
— Tenho todo o tempo do mundo para você, ... — disse baixinho, como se fosse um segredo.
corou como sempre fazia quando Liam lhe dizia coisas fofas assim — quase todo o tempo que passavam juntos. Eram amigos, no entanto, os dois sentiam algo a mais um pelo outro, algo muito mais forte do que uma simples amizade, mas o medo de estragar a amizade os tinha deixado parados naquele mesmo patamar. O menino tirou a mão dos olhos de e a girou, fazendo os dois se olharem. Mesmo assim, a outra mão de Liam — aquela na sua cintura — continuava no lugar, descansando e enviando correntes elétricas por todo o corpo da mesma.
— O que veio fazer aqui? — indagou , olhando para o chão, com medo de encarar os olhos de Liam.
— Ver você, é claro! Estava passando por perto e pensei em você! — exclamou.
corou novamente e xingou Liam mentalmente por ter esse efeito nela.
— Estava pensando... — ele começou.
— Isso me soa meio perigoso — brincou . Liam soltou uma risada nervosa e continuou:
-Vocêaceitariairaumpiqueniquecomigohojeànoite? — Liam falou tão rapidamente que não conseguiu entender.
— Me desculpe, eu não entendi... — disse com a testa franzida.
–V-você ir hoje piquenique comigo à noite? — tentou novamente, deixando a menina mais confusa.
Frustrado, Liam enxugou o suor das mãos nas calças rapidamente e respirou fundo.
... Você gostaria de fazer um piquenique comigo hoje à noite? — perguntou.
arregalou os olhos, surpresa.
— Oh, Liam... E-eu não posso, tenho que trabalhar, hoje é aniversário do príncipe Louis... Tenho que terminar...
Liam pegou as suas mãos e olhou em seus olhos.
— Há inúmeras empregadas aqui, ... Por favor. não era do tipo que quebrava regras. Não era mesmo. Era a certinha, filhinha do papai, obedecer era algo mais que comum para ela. Mas, nesse momento, somente ela e Liam, queria quebrar as regras. Queria passar a noite inteira com seu amado, não importava as consequências e, sem pensar duas vezes, assentiu. Os olhos de Liam brilharam e o mesmo sorriu, animado. Levantou a mesma numa abraço apertado, fazendo a mesma rodopiar no ar e esconder o rosto sorridente na curva de seu pescoço.
— Me espere em seu quarto — com um último sorriso, Liam saiu caminhando, deixando a mesma sozinha na lavanderia.

entrou no salão e viu Harry com várias meninas ao redor tocando nos cabelos cacheados dele. Ele as olhava e tinha um sorriso esnobe no rosto. As garotas soltavam suspiros toda vez que ele dizia algo. revirou os olhos e andou delicadamente em direção ao Lorde.
— Garotas, arrumem um par para a dança, por favor? Foi a pedido do rei. — Alexandra disse, fazendo com que as garotas sussurrassem um coro de “Ah” e se distanciassem, sobrando apenas uma menina.
— Dance comigo, Harry! — a menina pediu. Harry sorriu e, antes que pudesse dar um passo, o braço de o segurou pelos ombros.
— Sinto muito, mas parece que Harry já tem com quem dançar. — ela disse e se pôs na frente do garoto.
— Mas quero dançar com ele! — disse, ficando irritada.
— Depois dançamos, certo, Juliett? — disse e Juliett se retirou. não havia gostado dela, e queria a mandar para o inferno, mas aquele lugar era tão insuportável e fútil que parecia que já estavam no inferno.
— Sinto muito por isso, Harry, mas queria tanto ter o prazer de dançar com você. — falou, sorrindo docemente. usava uma máscara preta e Harry, uma azul escura.
— De onde você vem mesmo? — perguntou, quebrando o silêncio.
— Eu não disse de onde eu vim, meu Lorde. — ela deu um sorriso meigo e inocente, fazendo com que Harry retribuísse o gesto.
— Então o que acha de dizer-me? — perguntou, se curvando para começar a dançar.
— Eu venho de um reino muito distante, foram meses para chegar aqui em meio de barcos.
— Então, ... O que você acha de polir minha espada? — perguntou, com um sorriso caviloso. A garota se aproximou do ouvido do garoto e falou, sussurrando:
— Não te informaram que espadas de brinquedo não precisam de polimento? Desculpe-me.
— Posso mostrar-lhe que não são apenas rumores que minha espada tem — o garoto falou sorrindo malicioso, fazendo a garota olhar para sua "espada".
— Já presenciei a vista de facas de manteiga melhores — ela falou, cortando o sorriso do garoto — E olhe que, de onde eu venho, as facas não são nem tão grandiosas quanto as do reino, meu Lorde.
— Bem, eu poderia, de fato, dar-lhe uma resposta em troca, mas estou ocupado imerso em pensamentos.
— Quais pensamentos? — perguntou, despreocupada.
— Você me chamando de "meu Lorde" em meus aposentos, em meio dos meus lençóis, para ser mais preciso.
— Oh, desculpe acabar com seus pensamentos, mas isso aconteceria — ergueu a mão para cima fazendo uma pose, assim como todas as moças, e continuou a dança. — Quando eu estivesse prestes a defecar em você.
— És bem ousada para uma jovem dama, não? — Ele sorriu, achando a conversa divertida.
— És muito atirado para um jovem Lorde, não?
Touché. — respondeu, se curvando para ela para começarem outra dançar. — Quem sabe você não pode ser a futura Lady Styles ao meu lado...
— Isso com certeza seria possível — ela riu e deu uma volta ao redor de Harry. — Se eu me casasse com sua irmã. — se curvou, mostrando que a dança acabou, e saiu a fim de buscar mais vinho.

Louis não estava feliz. É de se esperar que em seu aniversário você esteja feliz, principalmente sendo um príncipe — quase rei — podendo ter tudo que quisesse, mas, até agora, seu aniversário tinha sido caminhar pelo salão com um sorriso falso — não que alguém notasse — cumprimentando alguns conhecidos, mas havia outros — a maioria — que eram completamente estranhos aos olhos do rapaz. A maior parte dos convidados era parte da realeza de outros países. O rei havia os convidado na esperança de formar mais alianças, já que havia boatos de que a Inglaterra estava pensando em uma guerra. A França não possuía um exército forte e com pouquíssimos homens. Se realmente houvesse uma guerra, ela precisaria mesmo de uma ajudinha. Seu filho iria casar com a princesa da Dinamarca, uma aliança feita. Sua filha iria casar com o príncipe da Irlanda, outra aliança. Louis também estava nervoso sobre casar com , não via a princesinha há anos. Eles deveriam se encontrar na festa de aniversário dele, mas ela não havia aparecido ainda. Sua irmã mais nova, Perenelle, já estava ali, uma jovem muito bonita, de fato, que se parecia muito com quando mais nova, deixando o rapaz cada vez mais curioso e intrigado para saber como a mesma deveria estar agora. Iria se casar em pouco tempo, algumas semanas, talvez. Louis e teriam pouco tempo para se conhecerem e recriar uma base em seu relacionamento há muito tempo esquecido. Logo após o casamento, haveria a coroação, a pior parte. Louis fora criado para ser rei, não podia sair do palácio, não podia sair com meninas, tinha que passar horas lendo sobre política, conhecendo estratégias de batalha, aprender a usar inúmeras armas, luta corpo a corpo, hipismo, boas maneiras. Sua vida não era realmente sua, era somente um fantoche de seu pai. Louis saiu de seus amargos pensamentos quando viu um casal vindo em sua direção. Abriu o sorriso mais verdadeiro que poderia ter no momento, mas, antes que pudesse falar algo, a mulher lhe interrompeu com um sorriso gigante.
— Príncipe Louis! — exclamou, claramente feliz em vê-lo. — É um prazer finalmente conhecê-lo! — terminou, fazendo uma reverência nervosa e desajeitada.
A mulher era incrivelmente jovem, tinha feições bonitas e uma pele bronzeada, cabelos loiros presos em uma longa traça que descansava sobre seu ombro esquerdo. Usava um vestido feito com um tecido, com certeza caro, e muito bonito em tons de verde e azul claro. Não podia ter mais de 17 anos.
— Príncipe Louis, sou Lorde Max, da Itália. Uma honra conhecer o futuro rei de um país tão bonito! — falou com um sorriso pomposo. — E está é minha mulher, Valentina de Fiori.
O homem era claramente muito mais velho que sua esposa, talvez 20 ou 30 anos. Ver os dois juntos fez Louis pensar novamente em , fazendo o mesmo ficar preocupado.
Louis pegou a mão da menina e depositou um beijo em seu dorso, lhe lançando um sorriso charmoso, fazendo a mesma suspirar e corar. Lorde Max pigarreou, chamando atenção para ele.
— É um prazer também, Lorde Max. Lady Valentina. Fico demasiadamente feliz por tê-los aqui nesta noite tão especial.
— Trouxemos um presente, Majestade — Lorde Max disse.
— Oh, claro! Estou muito agradecido, mas acredito que há guardas recebendo os presentes na entrada.
O homem abriu um sorriso maior e malicioso.
— Meu presente não caberia numa caixa, Majestade. Está no seu quarto, aproveite!
E, com isso, puxando Valentina pelo braço, foi embora. Louis franziu a testa, confuso sobre sua conversa com o Lorde. Tentou sair do salão o mais rápido possível, parou algumas vezes para conversar com mais alguns desconhecidos, mas conseguiu chegar ao seu quarto. Mesmo no terceiro andar do castelo, andar onde nunca havia ninguém, além de guardas, estava cheio de estranhos bebendo e conversando. Entrou em seu quarto, sem chamar atenção. Pareceria normal, se não houvesse uma menina de costas para ele. Aquilo era novidade.
— Ah, desculpe-me, senhorita, mas... O que estas fazendo em meus aposentos? — perguntou, se aproximando devagar.
A menina se virou e Louis parou. Era a menina mais bonita que já havia visto. Seus cabelos longos eram perfeitos, seus olhos grandes eram perfeitos, sua pele branca como leite era perfeita, boca, nariz, feições, era mais bonita que qualquer moça que já havia conhecido. Usava um vestido simples, parecia cansada. Seus olhos estavam um pouco vermelhos e havia marcas vermelhas em seus braços e uma pequena mancha roxa em sua bochecha direita e, mesmo assim, ela continuava tão linda quanto a mais bela pintura aos olhos do rapaz.
— E-eu... — ela abaixou os olhos, nervosa.
–Você é meu presente? — indagou, surpreso.
A menina assentiu devagar. Louis sorriu malicioso, exatamente como Lorde Max havia feito mais cedo.
— Ah... Lembre-me de agradecer Lorde Max quando terminarmos aqui, amor — logo após isso, Louis a empurrou até a parede e começou a beijá-la.
— N-nã... — tentou falar, mas Louis cobriu sua boca com a dele.
Ele a empurrou até sua cama e subiu em cima dela, beijou-lhe o pescoço e tentou levantar a saia do vestido da mesma.
— Por favor, Lou — choramingou ela, com uma voz chorosa, tentando empurrá-lo.
Louis parou e a encarou. Somente três pessoas lhe chamavam assim. Sua mãe, morta. Sua irmã. E... Ele arregalou os olhos e saiu de cima dela.
?!

— Você não deveria estar dançando com a princesa? — perguntou para Niall, assustando-o.
— Que susto, ! — ele disse, apoiando a mão no peito. Ele olhou para a esquerda e para a direita antes de encarar a garota com uma expressão brava à sua frente. — É que a comida daqui... É tudo tão bom...
— Você ainda nem a procurou, não é? — perguntou, entortando a boca ao ver o garoto colocando um pedaço de carne na boca.
— Eu ia fazer isso logo depois desse pedaço. — falou de boca cheia, logo em seguida saindo pelo salão, sem ao menos se despedir da menina.
— Você não me concedeu a dança seguinte. Apenas saiu... — ouviu a voz de Harry próxima a seu ouvido e sentiu os pelos da nuca se eriçarem.
— Certas coisas não precisam de palavras, são autoexplicativas. — falou, caminhando elegantemente até o outro lado do salão, com Harry em seu encalço.
— Fugir em meio a uma dança explica o quê? — perguntou, incerto se havia sido rejeitado por uma dama.
— Que o senhor pode ser bem entediante às vezes. — falou, ainda sem o encarar. — E previsível.
— Eu não sou previsível! — rebateu, indignado com o fato da mulher à sua frente ser uma abusada.
— Conheço seu tipo. Dança com a dama, a seduz e pergunta se ela tem o desejo de polir a sua faca de manteiga... — parou e deu um sorriso cínico. — Digo, “espada”.
— Você se acha especial, não se acha? — deu um sorriso de deboche. — Querendo que eu seja imprevisível? — a risada esnobe não fora contida.
— De maneira alguma, meu Lorde. — disse, fazendo com que Harry parasse de rir. — Palavras proferidas não são provas. Desaparecem como fumaça ao vento assim que são ditas. — falou, confiante de si para prosseguir. — E, pelo o que me lembre, não lhe comuniquei sobre o que eu quero que você seja. Agora, se me der licença, tenho uma dança para ser apreciada.
Se virou e voltou a caminhar lentamente, contando de um até três. Um... Dois... Tr...
— Espere! — Harry alcançou-a antes que ela achasse outro nobre cavalheiro para acompanhá-la em sua dança. — Me permita ser seu par. — o sorriso vitorioso no rosto da menina não pôde ser contido. Então, Harry se corrigiu. — Não iria ser uma boa forma de ver um Lorde desacompanhado...
— Ah, claro. — ironizou.

não conseguiu se conseguiu se concentrar no seu trabalho depois disso. Lavou todas as roupas em tempo recorde, as estendeu nos longos varais e saiu saltitando até a cozinha. Enquanto terminava de cozinhar, cantarolava, animada.
— Céus, o que aconteceu com você, ? — perguntou Arabella, outra empregada, que passava e viu Ana cantando. Não era exatamente o som mais agradável do mundo, na verdade, parecia um ganso sendo torturado.
Arabella era uma boa amiga, uma das poucas que tinha. A mesma vinha de uma família muito pobre também e começou a trabalhar cedo demais, assim como .
— Oh, Arabella! Hoje vai ser perfeito! — exclamou, dançando atrapalhadamente com a amiga.
Arabella sorriu, percebendo que se tratava.
— O que Liam fez desta vez?
— Convidou-me para um piquenique à luz das estrelas — sussurrou com os olhos brilhando.
— Mas, ... — ela provavelmente iria a repreender por ser tão despreocupada, mas mudou de ideia ao ver os olhos da amiga e o quanto feliz ela estava. — Se divirta! Eu cuido para ninguém descubra sobre o seu sumiço.
— Agradecida, Arabella! — beijou sua bochecha e saiu correndo até o seu quarto.
Os quartos dos empregados do castelo ficavam no subterrâneo, era um local frio e nada aconchegante, mas não podia reclamar. Seu quarto, por pior que fosse, era melhor do que morar na rua. Procurou em sua mala — algo pequeno, com somente alguns pertences e pouquíssimas roupas — algum vestido que não estivesse tão ruim. Pegou um que havia ganhado de seu pai há alguns meses. O mesmo deveria ter sido muito caro, o que fazia não o usar nunca, mas essa era um ocasião especial. Tomou um banho rápido, porém se esfregou muito, até tirar toda a sujeira e os cheiros misturados das comidas. Fez duas tranças finas, uma de cada lado, e se olhou no espelho. Vendo que não podia ficar melhor, suspirou e se sentou na cama dura e esperou. Estava distraída quando ouviu três batidas rápidas, mas confiantes, na porta.
— chamou Liam baixinho.
levantou em salto e caminhou até a porta. Liam estava ali, usando roupas normais e segurando uma cesta de piquenique.
— Pronta? — perguntou com um sorriso, estendendo uma das mãos.
confirmou e aceitou sua mão de bom grado. Os dois caminharam para fora do castelo por uma passagem que Ana não conhecia e chegaram a um dos jardins. Estava iluminado por velas e uma toalha xadrez e algumas flores na grama. Os dois se sentaram e olharam um para o outro, envergonhados, sem saber o que dizer. Liam tentou pegar em sua mão, mas Ana recuou, nervosa.
, você parece meio tensa... O que foi? — indagou Liam, franzindo a testa.
— E-eu... não sei bem o que pensar desse piquenique... — sussurrou, corando. — O que você quer de mim?
Liam a olhou e suspirou, passando a mão nos cabelos.
–Vou lhe mostrar exatamente o que quero de você — colocou uma das mãos em cima da mão da menina, a outra em sua bochecha e a beijou.
— Eu não... — ela hesitou, não queria parecer nervosa. Na verdade, não queria que parecesse que aquele fora seu primeiro beijo. — Sei o que dizer...
— Bem, seria adorável ouvir que você gostou...
— Eu amei, Liam. — ela deu um sorriso acolhedor para ele e apoiou sua cabeça no ombro do rapaz. Suas preocupações tinham se esvaído com um simples toque, uma simples troca de afeto. Tão simples, mas tão significativa para ela. Ela o amava, sabia que sim. De todos os sentimentos profundos que tinha, Liam ocupava uma névoa de amor no coração da garota, mas, ainda assim, ela não se achava boa o suficiente para ele. Ele merecia algo melhor, e ela não tinha como ceder-lhe isso, por mais que quisesse.
— Eu esperei muito por isso — disse, do nada.
— Não foi muito diferente comigo... — ela falou, envergonhada por estar desabafando seus sentimentos, mas se sentiu à vontade pelo fato de Liam estar fazendo o mesmo e de ser correspondida.
— Se você pudesse escolher, o que você seria?
— Eterna.
— Por quê?
— Tudo um dia é esquecido, por mais importante que tenha sido, nenhum detalhe de uma certa história é sempre reconhecido e contado. Eu gostaria de ser eterna para lembrar a todos o que um dia eles deixaram, aos poucos, se esquecer.
— Do que você já se esqueceu? — Liam perguntou, receoso.
— De amar. — ela suspirou e o encarou.
— Eu vou estar aqui todo esse tempo para te lembrar — falou, se aproximando. — Eu estarei aqui, . E eu serei eterno ao seu lado.

[N/A: Coloque Ed Sheeran — I See Fire para tocar.]

Uma música calma começou. As damas se puseram em frente aos cavalheiros e se curvaram diante dos mesmos. O gesto fora repetido pelos homens e ambos os sexos deram um passo a frente, ergueram a mão, entrelaçando-as no braço um dos outros. As mulheres deram uma volta e pularam delicadamente para trás, dando a liberdade de seus parceiros prosseguirem os próximos dos passos da dança. não conseguia achar algo mais fútil e entediante. Não poderemos esquecer “superficial”, segundo ela. Enquanto pessoas morriam de fome e frio nos vilarejos, a realeza fazia festas para um aniversário. Por um lado, ficou com inveja ao pensar em todas as festas anteriores que Louis já teve, enquanto comemorava seu aniversário à noite, quando todos estavam dormindo e com apenas um pedaço de pão desgastado em mãos. Não julgava Niall por ter comido daquele jeito, comeria pior se pudesse perder toda a elegância, à altura do campeonato.
— Seria invasão perguntar o que habita os pensamentos da bela jovem? — Harry falou, rodando-a.
— Estava apenas pensando em como as danças daqui são diferentes de onde eu venho. — respondeu, sorrindo de lado. Seus pensamentos estavam perdidos em desejos insaciáveis de uma vida na realeza. As melhores roupas, servos, a melhor comida de todo o reino. E todo o ouro que poderia imaginar.
A garota balançou a cabeça, espantando esses pensamentos ridículos de sua mente. Ela sentia nojo da realeza, sentia nojo de si mesma por estar vestida como uma nobre.
— Eu realmente gostei de você...
.
. — Harry sorriu para si mesmo. — Lindo nome... Espero vê-la mais vezes.
— Me certificarei que seu tempo de espera valha a pena. — Falou, vendo um sorriso sincero no rosto de Harry se abrir.

admirou o grande banquete que estava disponível para ser ingerido e sentiu sua barriga roncar ao ver quanta comida. A mulher se sentou e observou Niall conversando animadamente com , um sorriso apareceu no rosto da garota na hora. O plano ocorria bem, até agora pelo menos. Ela observou os servos parados ao lado de Louis e pensou como a vida no castelo seria fácil, ter tudo e todos ao seu dispor para fazer o que você mandou ou deixou de mandar. A fome parecia não habitar aquele lugar, barriga vazia era algo inexistente ali. Ou não. Ela estava faminta, e o cheiro fazia com que ela pudesse virar um leão e atacar toda a comida, quer dizer, ela não precisaria virar um felino para pular em cima daquele banquete, apenas deveria seguir seus instintos.
— O que acha de uma taça de vinho, Milady? — um cavalheiro perguntou.
— Agradeço pela gentileza, mas terei que recusar. — falou, simpaticamente.
— O que poderia agradar uma dama tão agradável como você? — insistiu. quase falou “comida”, mas se controlou.
— Nada. Estou satisfeita até agora, espero continuar até o final da festa.
— Digo o mesmo. — se pronunciou — Dê-me licença, preciso falar com alguns burgueses.
— Vossa senhoria não deveria dar atenção a John Ghuston. — Harry disse em um sussurro provocativo. se virou lentamente e encarou o garoto a sua frente, dando um sorriso terno para o garoto.
— Milorde não deveria dar opiniões cujo não foram pedidas, não acha?
— Sabe, , eu acho que temos uma conexão.
— Jura? — perguntou, com os olhos esperançosos.
— Sim. — ele se aproximou dela e a segurou pela cintura, os rostos dos dois estavam perto demais.
— É uma pena, então — ela o empurrou para longe e deu um sorriso cínico. — Porque eu não.

Os convidados estavam todos com belas máscaras e as melhores roupas que já tinha visto durante sua vida. No salão, se encontrava reis e rainhas, condes e condessas, duques e duquesas, todos os tipos de burgueses estavam naquela festa. Ela sentia o coração acelerar em que qualquer um naquele ambiente poderia ser o seu futuro rei.
— Majestade? — ela ouviu uma voz masculina e se virou, vendo um homem loiro de olhos azuis, mas, infelizmente, não conseguiu ver muita coisa por conta da máscara.
— Sim? — ela analisou aquele homem e sentiu seus pelos arrepiados, ele causava um certo efeito nela.
— Concederia uma dança ao meu lado? — perguntou e a princesa aceitou.
— Então, de onde o Senhor vem? — ela perguntou, fitando seus olhos.
— Irlanda — ele disse, sorrindo e o coração dela pareceu sair pela boca. — Creio que não preciso fazer esta pergunta para Vossa Majestade, estou certo?
— Sim... — falou, ainda vidrada nos olhos do rapaz. — Por acaso seu nome seria Scott?
— Talvez sim — ele falou, com um sorriso caviloso no rosto — Ou talvez não. O que acha de descobrir, bela dama?
— Me sentirei tentada a essa situação misteriosa — brincou, sorrindo.
— Então temo que eu continuarei no anonimato até Vossa Majestade se satisfazer em saber meu nome.
— Não será necessário — ela disse — Eu gosto de coisas misteriosas.
— Posso saber por quê?
— Digamos que dão certa tensão no ar. — falou, se aproximando do garoto.
— Posso afirmar à Vossa Majestade que não é só no ar que dá certa tensão. — eles riram juntos e continuaram a dançar.
Durante a noite, a conversa durou muito tempo entre eles, e a dança não fora muito diferente. até mesmo esquecera de seu príncipe. Por mais que pensasse que aquele homem era seu príncipe, estava enganada.

— Então, diga-me, sua esposa não pôde vir hoje?
— Na verdade, eu estou prometido. — ele falou e deu um sorriso, tendo certeza de que aquele era seu futuro marido.
— Interessante — ela falou — Uma coisa temos em comum.
— Então, isso é ótimo... — ele não pôde terminar de falar. O salão fora invadido por guardas, cada um com suas espadas e escudos na mão.
— Mas o que está acontecendo aqui?! — o rei gritou, levantando-se do trono.
— Desculpe-vos, Vossa Majestade, mas temos invasores no castelo! — o chefe da cavalaria disse e os guardas se espalharam pelo salão. Niall, Zayn e continuaram agindo como se nada estivesse acontecendo. virou-se para o garoto e não o viu mais ali, buscou-o com os olhos por todo o salão e não o encontrou. Quando estava pronta para se pôr ao lado do pai, o viu subindo pelas escadas, em direção ao escritório do rei. A garota se pôs de pé e foi atrás do garoto. Conhecendo o castelo melhor que muitos, pegou um atalho e entrou no escritório, se escondendo atrás do armário de livros.
— A escritura tem que estar aqui! — uma voz feminina resmungou, procurando pelos armários.
— Rápido, ! Não temos todo o tempo do mundo, sabia? Logo os guardas vão procurar por todo o castelo e sentirá minha falta. — um dos meninos disse.
— Escuta aqui, Zayn, sua parte você já fez, descobriu aonde era o escritório graças aquela realeza metida, então espere eu fazer a minha — ela rebateu ao comentário do garoto, se mostrando superior. — E você, Niall? Descobriu algo com a princesinha mimada?
— Ela está prometida. — ele falou, num sussurro.
— Isso é uma pena, então. — ela disse, abrindo as gavetas da mesa.
— O que é uma pena? — ele perguntou, dirigindo seu olhar na direção de .
— Você, um camponês, caidinho pela princesa e ela estar prometida — falou, irônica, para provocar o amigo. — Achei! Vamos! — estavam prestes a sair quando correu e bloqueou a porta.
— Não acho que isso pertença a vocês. — disse, firme.
... — Niall começou, mas a garota sequer o olhou.
— Deem-me isto! — ela tentou arrancar o papel de , mas a garota colocou atrás das costas. foi para cima dela e tirou o papel dela e leu para si. — O que é isto?
— Uma escritura — ela falou, rolando os olhos — Não sabe ler?
— Pra quê, exatamente, vocês querem isso?
— É nosso! Nosso vilarejo está passando fome e morrendo aos poucos, e seu pai está cobrando mais impostos — a voz da garota era baixa, mas irritada. — E nessa escritura diz que o rei deve nos dar alimento e roupas! Foi um acordo com a Espanha, a notícia se espalhou, Princesa. Pode ler você mesma.
— Meu pai nunca faria isso! — gritou, com raiva. Era claro que aquelas pessoas não estavam morrendo de fome, já fora no vilarejo antes. Era lindo, as famílias passavam o dia inteiro trabalhando e as crianças ajudavam no aprendizado. À tarde, as crianças brincavam no centro da cidade e tinha um pequeno grupo tocando músicas.
— Você saberia a verdade se passasse por alguma dificuldade, agora me dê isto! — gritou e foi para cima da garota. abriu e porta e correu até a escada.
— Guardas! Aqui! — a princesa gritou e os três correram na direção contrária, mas um grupo de guardas os bloqueou e os levaram para fora do castelo. e Zayn tentaram se debater, enquanto Niall apenas encarou e saiu arrastado pelos homens.
— Desculpem o ocorrido! — o rei falou. — Vamos continuar a festa!
? — a chamou e a garota saiu de seus pensamentos.
— Sim?
— Você está bem?
— Oh, sim, claro — falou, sem pensar demais. — Diga-me, onde está o homem que dançava com você?
— Zayn? Ah, eu o perdi de vista. — disse, corando. puxou a prima escada acima e entrou em seu quarto.
— Pegue esta capa.
— Para aonde vamos?
— Vamos ao vilarejo, . — ela disse, colocando sua capa vermelha e saindo acompanhada da garota do castelo.
— O que é isso na sua mão? — perguntou, vendo um papel amarelado na mão da princesa.
— Nada muito importante — respondeu — Não para nós.



Porque nós pertencemos um ao outro agora
De alguma forma unidos aqui, para sempre
Você tem um pedaço de mim
E, honestamente
Minha vida seria uma droga sem você — Kelly Clarkson, My Life Would Suck Without You.


— Oras, me solte! Vamos, largue-me! — gritou enquanto balançava os pés freneticamente, tentando afastar os guardas. Algumas pessoas saíram de suas casas para ver o transtorno que acontecia afora. Três adolescentes sendo trazidos para casa presos por guardas reais. Não era bom.
— Fique quieta, rebelde! — o guarda gritou, furioso.
— Pelo vosso Deus! Cale-se, ! — Zayn disse, bufando. A garota lançou-lhe um olhar nada agradável, aliás, não era sua intenção lançar um olhar que agradasse o garoto, odiava que a mandassem fazer algo e ele sabia disso. se calou, não porque fora mandada, e sim porque queria se ver livre desses brutamontes.
— Vocês estão me machucando! — Niall disse, desesperado. Tentava impedir que lágrimas caíssem de seus olhos, mas a dor era maior. Um dos guardas apertava seu pulso direito, o outro arranhava sua perna com sua espada. Assim que chegaram a casa deles, os guardas que seguravam Zayn começaram a machucar toda sua região abdominal e os outros que estavam com faziam o mesmo que estavam fazendo com Niall. Todos choravam, os gemidos de dor se escondiam num silêncio gritante. Estavam sendo humilhados publicamente.
— Já chega. Voltem agora para o castelo, cuidarei deles. — disse, seu olhar era sério. Se Niall estava chorando, ele agora desabava. Ao ver que a menina olhou seus dois amigos e apenas o ignorou, doeu. — Eu disse agora, não ouviram? Estou ordenando!
Os guardas os empurraram, fazendo com que eles caíssem no chão. respirou fundo e se aproximou dos guardas.
— Se meus pais perguntarem, diga que estou com dona Rosa. Nada a mais que isso. — disse, firmemente. — Agora, vão. Assim que os guardas sumiram das duas jovens, encarou os três jovens friamente. Eles ainda estavam no chão, estavam feridos demais para se levantar. — , leve para dentro. Cuidarei dos outros dois. — falou, se aproximando dos rebeldes. Sua amiga fez o que a outra mandou e entrou na casa sem permissão. deu as mãos para os dois e eles se levantaram com sua ajuda, se apoiaram em seus ombros e entraram com pouca dificuldade na casa. Assim que ultrapassaram a porta, foram rumo às camas e se deitaram. — Esquente um pouco de água, pegarei algum pano molhado. — Não temos pano, Vossa Alteza. levou todos para lavar. — disse. Estava espantada pela gentileza da princesa, ainda mais depois do seu furto. — Pois bem, usarei um de meus lenços — ela retirou um lenço de dentro da capa e pediu para que fizesse o mesmo. A garota trouxe a água e depositou sobre um pequeno criado-mudo ao lado das camas.
— Pode deixar, . Cuidarei da menina e do Zayn. — disse, indo até os dois. se encontrou em uma situação desesperada. Teria que cuidar de Niall sozinha? “Eu não acredito que estou me sentindo assim! Que coisa mais absurda”, pensou. caminhou até Niall e passou o pano em um de seus machucados. A garota fazia de tudo para tentar evitar seus olhos, mas sentia o peso deles sobre si.
— Por que vocês voltaram? — perguntou em um sussurro, sua voz estava fraca.
— Gostaríamos de saber mais sobre a escritura. — respondeu, mas não olhou para a menina.
— Que escritura?
— Você parecia saber muito sobre ela quando tentou roubá-la — rebateu.
— Do que vocês estão falando? — gritou, já estava sem paciência com aquela situação. Queria contar tudo, mas a diriam que era insano. Como poderia Avalon, uma cidade tão segura, sofrer uma catástrofe natural?
— Esses três impetulantes camponeses entraram no escritório do meu pai e tentaram roubar um de seus contratos...
— Pelo amor de vosso Deus, ! — gritou. Todos se assustaram pelo tom de voz da menina e por ter dito o nome da realeza. — Abra seus olhos, você não enxerga o que está ao seu redor? Esse vilarejo está se destruindo aos poucos, as criaturas da natureza estão morrendo, as ninfas estão cada vez mais fracas pela falta de suprimentos, os lobisomens estão praticamente entrando em extinção, bruxas já não têm mais suas porções pela falta de plantas que morrem a cada dia também! A vida não é perfeita como você que vive no palácio, enquanto vocês desperdiçam uma grande quantidade de comida, estamos brigando por uma migalha de milho! Então, pare de fingir que está tudo bem, porque não está.
— Me desculpe... Eu... — a princesa direcionou seu olhar para e encarou-lhe — Sinto muito, não sabia nada disso. Falarei com meu pai ele pode resolver... — parou de falar ao ouvir o riso de escárnio da rebelde.
— Seu pai não fez nada até agora, por que faria se você pedisse? — Zayn perguntou, intrometendo-se na discussão.
— Eu não sei... Eu vou tentar e talvez ele possa...
— Faça o que tiver de fazer — Zayn disse. — Só lembre-se de que isto que você está vendo é o seu povo. Em breve seu irmão herdará o trono e...
— Isso! Louis! Ele pode ajudar! Eu tenho certeza de que ele pode nos ajudar! — disse, sorrindo.
— Você é tão confiante — Zayn comentou baixo. — As coisas nem sempre sairão como você quer, .
— Não são só vocês que têm uma vida difícil, sabe? — Fernanda disse, enfurecida. Era assim, apenas uma frase para desconcertá-la era o suficiente.
— Não dissemos isso — Niall disse, fazendo-a, pela primeira vez, encará-lo. — Mas você não sabe nossas dificuldades. Somos nós que pagamos todo o seu cabelo perfeito e vestidos caros para agradar você, .
— Eu vou falar com Louis, talvez tenha alguma opção...
— E se não der certo? — perguntou.
— Uma coisa que você aprende quando se cresce na nobreza é que não há tempo para hipóteses. Montamos um plano de batalha e vamos em frente. Com ou sem armas, lutamos pela nossa dignidade.
— Está pronta para fazer isso com seu pai? — Zayn perguntou, encarando-a.
— Acho que já está bem mais do que na hora disso acontecer.

queria sair correndo e nunca mais ver Louis em sua vida. Não podia acreditar que ele pudesse fazer isso a ela. Seu corpo estava doendo, sua cabeça e estômago estavam girando. Ela estava cansada, com medo e querendo, desesperadamente, chorar. Havia passado por coisas que nunca imaginaria que um dia pudesse acontecer, e, para piorar, havia reencontrado seu noivo do pior modo possível. Enquanto a mesma continuava encolhida na cama, Louis andava constantemente de um lado para o outro, com os olhos cheios de culpa e desprezo de si mesmo. “Como eu pude pensar em fazer isso?”, pensava o príncipe, confuso.
! Oh, Deus! Me desculpe, eu não sabia, eu... — falou o mesmo, se sentando na beirada da cama com o rosto nas mãos. — Sou um idiota, sinto muito, por favor...
se encolheu mais no minuto que Louis ficou mais próximo dela. Uma de suas mãos foi para seu próprio pulso que fora machucado por ele, quando Louis a beijou a força, segurando o pulso da menina, e a outra limpando as lágrimas, que não paravam de escorrer.
, por favor, fale alguma coisa... — implorou Louis, tentando pegar na mão de , mas a mesma se desviou e sussurrou com uma voz chorosa:
— P-por favor... Não me machuque... — suas lágrimas feriam Louis, fazendo-o se sentir cada vez mais culpado.
— Eu não vou machucar você, nunca quis! — disse Louis. — Eu não sabia que era você, se soubesse, nunca faria o que fiz...
— Mas faria com outra pessoa — o interrompeu, levantando os olhos e o encarando. — Você, talvez, não me machucasse, mas e-estupraria quem estivesse aqui!
Louis a olhou, sem saber o que dizer.
— Você iria dormir com outra mulher mesmo estando prometido? — perguntou , acariciando o pulso machucado.
— Sim. Quero dizer... Não, eu só... Me desculpe... — Louis ficou de pé e caminhou até a porta. — Eu vou pedir para darem um banho em você e pegarem roupas limpas.
O príncipe voltou alguns minutos depois com uma empregada ao seu lado e viu no mesmo lugar, na mesma posição e com os olhos focados no nada.
— Jeer, por favor, dê um banho na princesa e arrume um vestido de minha irmã que caiba nela — ordenou. — Tenha cuidado com ela e não deixe que ninguém a veja dessa forma, estamos entendidos?
— Sim, Vossa Alteza. — Jeer se curvou e caminhou até Julia. — Olá, Srta. . Vamos?
A princesa a olhou, demorou um pouco para assentir e levantou devagar. Antes de Jeer a levar, Louis tomou coragem e tocou a mão de que o olhou aterrorizada.
— Eu não sei o que deu em mim, . Desculpe-me, não acontecerá novamente.
— Sim, não acontecerá novamente, Louis. Sabes por quê? Você nunca me tocará novamente, nunca.
E, com isso, Jeer levou para o banheiro. Louis saiu em disparada ao salão onde acontecia a festa e procurou pelo homem que o proporcionou tudo aquilo, estava enfurecido. Não, mais do que isso, poderia matar quem fizera isso à sua futura esposa. Ele sabia todos os sentimentos que nutria por desde quando era criança, os sentimentos só cresceram quando a garota fora embora.
— Príncipe Louis! O que eu devo a honra de sua presença... — Lorde Max não pôde terminar, foi acertado por um soco de Louis bem na cara. — Mas o quê...?
— Onde você a achou? — Louis gritou. Todos da festa olhavam-no abismados, não acreditavam no que viam. — Anda, me diga! Onde céus você achou ?
Perenelle se arrepiou, sentiu um frio na barriga ao ouvir o nome da irmã. A menina pensava que a irmã tinha sido raptada e morta, não que estava com Louis.
— No prostíbulo. — Lorde Max respondeu e levou outro soco, logo ele estava no chão e levando mais socos.
— Louis William Tomlinson. — seu pai disse, com a voz firme. O garoto apenas ignorou e continuou batendo no Lorde. O rei chegou perto do filho e segurou-o pelo braço. — O que você estava fazendo, Louis? Está ficando louco? Lorde Max é um diplomata espanhol, temos negócios para serem feitos e...
— Eu não ligo! — gritou — Que se danem seus negócios, eu finalmente a tenho de volta e você nem imagina o estado que ela se encontra. Não tente nem pensar como é, porque, acredite, é pior. Você só se importa com isso, você fez a droga do trato com a Espanha, fez alianças com a Dinamarca, mas não se importa com seu povo, com ou comigo!
— Louis, você vai ser rei um dia, não pode fazer isso. Tem que entender que alianças e tratos são uma parte importante de nosso trabalho, filho! — disse o rei, tentando manter a calma.
Seu pai o olhou por alguns segundos e se virou para um guarda que estava parado ao seu lado, o chamando.
— Leve Lorde Max para a enfermaria, se certifique que cuidem muito bem dele e mande uma serva cuidar de Lady Valentina. Ela deve estar muito abalada.
— Sim, senhor.
O rei se voltou para o filho, que ainda o encarava com fúria.
— Louis, espero que você um dia entenda que isso é o nosso trabalho. Temos que cuidar de nosso país, não podemos deixar que nosso coração influencie nossas ações. Países já foram massacrados. Milhões de pessoa já foram mortas. Tudo por causa de um mau governante. Mas você vai ser um bom rei, filho, sei disso, mas, antes, terá que aprender a não escutar seu coração.
Louis não podia acreditar no que o seu pai lhe dizia. Vinha sendo treinado para ser rei há anos, não podia sair do castelo por que poderia ser morto por rebeldes ou se machucar, não podia estudar o que queria, não podia fazer o que queria. Tudo em sua vida era planejado e isso o incomodava. Mas, nesse momento, como nunca em sua vida, Louis desejou ser um camponês qualquer, que trabalhava o dia inteiro para sustentar a própria família e para à noite encontrar sua esposa amada com seus filhos correndo pela casa. Desejava, do fundo do coração, ser normal. A ideia de ser rei sempre o havia assustado, será que ele seria um bom governante? Mas agora escutando as coisas horríveis que seu próprio pai dizia, Louis teve certeza de somente uma coisa, e talvez aqui fosse a mudança que ele vinha pedindo aos céus todos os dias:
— Talvez eu não deseje ser Rei — disse Louis, olhando para o pai, que trincou o maxilar e o olhou, com raiva.
— Não fale besteiras, Louis. Chega de brincadeiras! Vá atrás de Lorde Max e peça desculpas, precisamos dessa aliança com a Espanha.
— Pai, por favor... — começou Louis, mas seu pai levantou uma mão, o interrompendo.
— Não vamos mais falar sobre esse assunto hoje, Louis. Está decidido.
Com isso, seu pai lhe deu as costas e foi cumprimentar o Rei da Itália. Louis tremia de raiva, queria explodir, gritar com seu pai, bater em algo — ou em alguém, como Lorde Max. No entanto, somente respirou fundo e se recompôs. Sabia que tinha que manter uma máscara, pelo menos, por enquanto.
estava chorando. De novo. Ela estava cansada de chorar. Estava chorando o tempo todo agora, queria parar, parecer mais forte, no entanto, estava machucada, cansada e envergonhada. Chorar era tudo o que conseguia, mesmo sabendo que iria ajudar em nada. Jeer, a emprega que Louis tinha chamado, havia a posto numa banheira com espuma e sais de banho com um cheiro reconfortante de flores e não parava de perguntar se ela estava bem.
— Srta. , eu vou pegar um vestido para a senhorita, sim? Tem certeza de que está tudo bem com a senhorita? Posso pedir para alguém ficar aqui com a senhorita enquanto estou ausente. — Jeer falava muito rápido e repetindo a palavra senhorita inúmeras vezes, fazendo a cabeça de girar.
— Eu estou bem, Jeer. — disse pela milionésima vez. — Pode ir.
— Tudo bem, mas vou deixar alguns guardas na entrada, sim?
— Sim. — assentiu, encostando a nuca na borda da banheira e tentando controlar os próprios soluços.
Ficou alguns minutos olhando para a parede, deixando as lágrimas escorrerem livremente e pensando no que iria fazer agora. Teria que casar com Louis, no entanto, não suportava a ideia de ficar perto dele, muito menos casar com ele, ser sua rainha e esposa. Estremeceu quando pensou que daqui a poucos dias seria o casamento e, na mesma noite, teria que aguentá-lo a tocando. Isso somente fez chorar mais. Não queria se casar antes, achava que não estava pronta, mas sabia que era preciso. Seu país vinha sofrendo muito, precisa dessa aliança e, sendo princesa, era preciso fazer o necessário para ajudar seu país e povo. Tentou levantar para se secar e arrumar, no entanto, não tinha forças para sair da banheira, então caiu, derramando água no chão.
? — chamou a voz de Louis, entrando no quarto, preocupado. — , está tudo bem?
— Não entre aqui. — disse , tentando levantar novamente e falhando, fazendo mais água transbordar.
— O que está acontecendo? — Louis entrou no banheiro, mesmo com as reclamações de .
— Eu não consigo levantar, satisfeito?! — gritou a princesa, entre os soluços. — Agora saia daqui!
— Não vou lhe deixar assim! Vou te ajudar. — falou, se aproximando.
— Não! — gritou , juntando espuma o suficiente para ele não ver seu corpo. — Eu não preciso de sua ajuda e nem a quero!
Louis a ignorou. Puxou a toalha que estava no gancho na parede e pegou os braços de com delicadeza, a levantando devagar. Ele a enrolou na toalha o mais rápido possível, tentando não olhar para seu corpo. ficou encolhida com seu toque, mas não disse nada. Estava com medo dele, portanto, não queria admitir que precisava de sua ajuda.
— Saia daqui, Louis! — o empurrou, mas perdeu o equilíbrio com toda aquela água no chão e teria caído no chão, se Louis não houvesse a segurado pela cintura rapidamente.
— Eu... — começou Louis, ainda segurando sua cintura, mas foi interrompido por .
— Saia. Daqui. Agora. — disse com os dentes trincados e afastando as mãos do garoto de si. Louis a olhou uma última vez, imaginando que, talvez, ela fosse mudar de ideia e o chamar novamente, mas isso não aconteceu. Ela o empurrou até a porta e fechou a mesma em seu rosto. Louis queria entrar lá novamente, reconfortá-la, secar suas lágrimas, estar lá para ela, mas sabia que tinha que lhe dar espaço. Ele ficou encostado na porta, sentado no chão, ouvindo chorar baixinho do outro lado. Mas o mesmo não sabia que ela estava na mesma posição do outro lado, querendo, mais do que tudo, o antigo Louis, aquele que era seu melhor amigo da infância, lhe abraçando.

abriu a porta e saiu, totalmente despercebida por . A noite estava agradável, não estava frio e nem calor, apenas um clima ameno.
— Você por aqui?
abriu um sorriso debochado.
— Você não vai parar de me seguir, Styles? — perguntou, virando-se para ele.
— Eu cheguei aqui antes de você — comentou. — Aliás, não sabia que damas de outro reino poderiam vir aqui.
— Conheço esse lugar melhor que você — explicou. — Tenho certeza de que ninguém me impedirá.
Um vento gélido passou pelo local e ela sentiu-se arrepiar um pouco. Em reação, seu corpo se remexeu um pouco, incomodado. Harry não se mexeu, apenas continuou sentado em cima da pedra. “O que você aprendeu sobre a nobreza? Seja gentil, ofereça-a um agasalho”, brigou com si mesmo.
— Então... — começou. — Você quer... é... um casaco?
Ela analisou seu rosto.
— Não. — falou, abraçando-se. — Obrigada.
— Você pode pegar um resfriado...
— Você também.
Ela sorriu e ele permitiu-se a acompanhá-la com tal ato. O sorriso de não era um dos mais bonitos que já tenha visto, mas era o mais charmoso. A curva formava um perfeito “v” e belos traços ao redor do maxilar.
— Seria por uma boa causa, não acha? — galanteou.
— Eu sou uma boa causa, Styles?
Ele abriu um sorriso fraco e encarou o chão.
— Talvez — respondeu. — Mas sinta-se importante, é a primeira dama que me deixa sem palavras — avisou, tímido.
— Levarei esta honra comigo até o resto da minha vida — ironizou. Harry ficou sério e ponderou se não teria machucado o menino, mas, assim como o sentimento veio, ele se foi, rápida e exasperadamente.
— Como são...? — Harry perguntou, vestindo o casaco em .
— Como são o quê? — perguntou, confusa.
— As coisas no seu reino — sussurrou, sentando em sua frente e sorrindo encantadoramente. Ela suspirou antes de responder. Olhar para Harry era uma tarefa difícil, e seu charme não ajudava muito. O sorriso dele petrificava corações pelo menor tempo que você pudesse notar.
— Ah, são adoráveis — disse, fingindo um falso entusiasmo, mas criando um verdadeiro em Harry. — As crianças são uns amores e estamos evoluindo, algumas até podem ler e escrever!
Harry riu, surpreso.
— Isso é muito bom, seu reino é bem desenvolvido, hum? — perguntou, arrumando o cabelo.
— De fato, é verdade — sorriu, pensando como seria este reino perfeito. — Mas tudo têm seus contradizeres, a população encontra-se insatisfeita com a exploração da família real.
Harry gargalhou.
— Aqui o povoado já deve estar acostumado.
fechou a mão em um punho, respirou fundo, relaxou os dedos e sorriu falsamente.
— Mas não deveria, não acha? — disse, rudemente. — Não é justo fazer isso com pessoas que trabalham para dar esta vida a vocês e estarem bem pior. Vocês não fazem nada além de governar.
— O rei é mandado por Deus, o que você espera? — Harry perguntou, indignado com tamanha audácia.
— Deus? Irônico você dizer isto em um reino repleto de magia — disse, ironizando. — Sem contar que eu não me lembro de ter visto o próprio Deus avisando que queria o rei como o próximo sucessor. Isso é a maior besteira que eu já ouvi.
— Não me diga que você é uma iluminista¹, por favor — Harry pediu, com os olhos arregalados.
— Não, apenas uma cética.
— Inacreditável, uma dama tão bela e tão inteligente — elogiou. — Difícil de encontrar.
— Você consegue sempre alguém com as melhores qualidades — disse. — É só esperar e procurar pelas melhores pessoas.
— E quando eu sei que a pessoa terá as melhores qualidades?
— Quando você sentir que aquelas qualidades são suficientes para você ser feliz.

— Eu preciso falar com vocês — disse, antes que respondesse algo. — Quero que me escutem com bastante atenção e que, por mais que não saibam do que eu estou falando, confiem em mim — seu tom era baixo, mas determinado. — Juntem suas coisas, precisamos ir.
— Ir para onde? — Niall perguntou, soltando um resmungo de dor ao se levantar.
— Vamos para o norte de Londres.
Zayn e reviraram os olhos.
— Só me escutem, precisamos ir para o norte de Londres — falou. Sua voz possuía tanta súplica que chegava a ser impossível negar isto. — E se vocês não forem, eu e Harry iremos sozinhos.
— Harry ao menos sabe disto, milady? — perguntou sarcasticamente e com os braços cruzados. — , eu não tenho tempo para isso — bufou, levantando-se da cadeira ao lado da cama de Zayn. — Eu falo sério, é melhor vocês virem comigo.
— Por que confiaríamos em você? — Zayn perguntou. lançou-o um olhar magoado em sua direção e caminhou até ele. — Porque é uma escolha sua — respondeu. — Do mesmo modo que eu escolhi confiar em você.

— Precisamos do Harry, Liam, Louis, e disse-os, enquanto corriam até o castelo.
— Vocês podem ir devagar? — pediu, choramingando. — Não é confortável correr de sapatos altos.
— Então os tire, — Niall sugeriu, parando ao lado dela.
A princesa cerrou o maxilar e o olhou, apoiando as mãos na cintura.
— Para você é Vossa Majestade — disse e saiu correndo. — Me esperem, droga!
... — Zayn chamou, apressando o passo para caminhar junto a ela.
— O quê?
— Sinto muito — falou, mas fez uma expressão confusa, fazendo-o continuar: — Pelo o que houve no castelo.
— Ah — riu. — Tudo bem, eu achei nobre sua intenção.
— É, eu sei, não foi bom... Espera, você o quê?
— É, eu acho que faria o mesmo, até — sorriu, sinceramente. — Está tudo bem, Zayn.
— É sério? — perguntou, sorrindo.
— Não, eu odeio você — ela sorriu, mostrando estar brincando. Zayn desmanchou o sorriso no mesmo instante.
— Você me odeia?
Ele tinha seu semblante triste.
— Não, Zayn — riu. — Às vezes, você apenas fala brincando quando ama alguém.
— Ah, então você me ama? — perguntou com certa empolgação².
— Deixa de ser idiota — sorriu, empurrando-o pelo ombro.
— O que é idiota? — Niall perguntou, intrometendo-se.
— É uma palavra carinhosa — brincou.
— Que legal, eu sou idiota, Zayn?
— Muito, Niall, por isso que eu te amo — ele sorriu e a garota ao seu lado prendeu o riso.
— Por que vocês estão rindo? — gritou, correndo até eles. — Ei, me esperem!
Eles pararam e sacudiram a cabeça, rindo da menina.

não poderia estar mais feliz. Ela e Liam estavam tendo finalmente algo. A garota não conseguia se lembrar de há quanto tempo sentia algo por ele e agora ali estava ela, com o amor de sua vida. Aquela era, sem dúvida nenhuma, a melhor noite da vida deles. Os dois estavam deitados na cama de , que era pequena demais, no entanto, aquilo pouco importava para os mesmos.
— Casa comigo. — sussurrou Liam em seu ouvido, fazendo calafrios percorrem o pequeno corpo da menina.
— O quê? — deu um pulo e o encarou, perplexa.
— Eu não consigo mais me manter longe de você, . — falou Liam, acariciando suas bochechas.
— Então, não fique — disse a menina, ficando de frente para ele, e sorrindo.
— Casa — beijou uma bochecha. — Comigo — beijou a outra. — Por — roçou os lábios nos dela. — Favor — e lhe deu um beijo de verdade.
— Sim! — falou , com lágrimas nos olhos.
— Eu não quero passar mais nenhum dia de minha vida longe de você, . — disse Liam, olhando nos olhos da menina. — Mas... eu não tenho um anel... — Liam pareceu arrasado, não podia acreditar que ele estava preocupado com isso.
— Isso não me importa, Liam. — a menina arrancou um fiapo do vestido velho, o enrolou no dedo e deu um nó. — Esse é o meu anel, eu sou sua.
Os dois, juntos, arrancaram mais um fiapo e o enrolaram no dedo de Liam. E, naquele momento, os dois ficaram noivos. Passaram o resto da noite entre beijos e abraços, pensando no futuro. Enquanto tentavam decidir o nome de seus filhos, Liam acariciava os cabelos da menina e a puxou para a mesma ficar encostada em seu peito.
— Nós poderíamos fugir, você sabe... Viver no campo, fazendo piqueniques todos os dias vendo as estrelas, nós e os nossos filhos...
queria muito ir, somente Deus sabia o quanto, no entanto, a menina não poderia deixar seu pai, nem seu irmão. Não seria junto com os mesmos.
— Eu não posso, Liam. Eu tenho a minha família, preciso cuidar deles.
— Poderíamos levamos também, seríamos felizes, . Trabalharíamos no campo e venderíamos na cidade.
Aquela ideia a fascinava. Seria como em um sonho; ela, Liam, seus filhos, seu pai, seu irmão, todos juntos, como um grande e feliz família.
— Oh, Liam! Poderíamos mesmo?
— Claro! Podemos falar com seus pai, aposto que ele aceitaria, afinal, ele nunca gostou da... — o falatório de Liam foi interrompido por batidas apressadas na porta.
! — gritou alguém no corredor e voltou a bater na porta.
— Deve ser alguma das empregadas — disse , ficando em pé.
Ao abrir a porta, se deu de cara com Lady . A mesma estava descabelada e aparentemente nervosa.
— Lady fez uma referência e tentou arrumar os próprios cabelos e o vestido. — A senhorita precisa de alguma...
— Sem formalidades, . Eu preciso conversar com você.
— O que você precisa falar com ? — indagou Liam, se colocando atrás da menina.
— Ah, Liam! Que bom que você está aqui também! É urgente! Eu preciso falar com vocês!
— Posso saber o assunto?
— O nosso futuro. Interessados?

Iluminista¹ = O iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estavam em condição de tornar este mundo um lugar melhor — mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social. As ideias iluministas se espalharam um pouco antes da Revolução Francesa e Independência dos Estados Unidos, mas vamos fingir que já existe no século dezesseis, tudo bem?
² = Naquela época, as pessoas tendiam a dizer que estavam apaixonadas muito rápido, então se estranhar a velocidade pelo qual o relacionamento foi evoluindo, não estranhe.





Me diga algo que eu preciso saber
Então tire meu fôlego, e nunca mais solte-o
Se você me deixar invadir seu espaço
Eu terei o prazer, lido com dor
– Ariana Grande; Love Me Harder.


Louis estava cansado de esperar. estava trancada no banheiro há horas e, pelas contas de Louis, a sua festa já estaria quase acabando.
, por favor, vamos conversar. — Louis sussurrou, colocando a testa na porta, pela décima vez.
, por sua vez, o ignorou como nas últimas nove vezes.
— Precisamos conversar, . — Louis suspirou e trincou o dente enquanto ela o continuava ignorando.
— Okay. Você certamente precisa de um tempo para pensar. Quando estiver pronta para conversar, vou estar na festa. — Colocando-se de pé, Louis saiu do quarto e caminhou pelo corredor vazio. Ao chegar ao salão, seu pai estava lá, cumprimentando todos os convidados com um sorriso falso. Louis correu os olhos pelo grande salão procurando a irmã, mas não a encontrou. Ela provavelmente devia estar flertando ou dançando com algum príncipe. E Louis também deveria estar fazendo aquilo. Precisava de uma bebida para esquecer o que havia feito e tentar aproveitar a festa. Depois de alguns copos, sua cabeça já estava girando, mas ele se sentia muito melhor. Uma donzela apareceu ao seu lado.
— Você é o príncipe Louis?
Louis virou mais uma taça rapidamente e ergueu as sobrancelhas. — Quem deseja saber?
A menina corou e brincou com a barra do vestido.
— Não lembra de mim? Sou irmã de , Louis — abriu um sorriso e ele pode perceber a semelhança, mesmo que vaga. Ela era muito bonita, mas ele não sentia nada. Estava pensando em , droga. Talvez ele precisasse de outra bebida... Ou mais algumas.
— Me desculpa, senhorita. Eu tenho uma péssima memória, mas me perdoe, uma beleza como a sua não deveria ser esquecida. — Ele lhe lançou um sorriso que a fez corar novamente.
— Sem ressentimentos, Louis. Vim perguntar se você gostaria de dançar.
Louis não pretendia sair da mesa. Ali tinha vinho e não pretendia parar de beber tão cedo, no entanto, uma ideia surgia em sua cabeça. Poderia ser loucura, mas já estava bêbado demais para reparar.
— Claro, Senhorita.
Os dois foram para o meio do salão e se misturaram aos outros dançando uma valsa. — Me lembro de vir aqui com minha irmã quando criança. O castelo parecia mais encantador naquela época. — A menina dançava perfeitamente e falava demais, mas Louis não entendeu metade, só concordou.
— Mas você está diferente, Louis. Mais bonito. — Ela sorriu, com os olhos brilhando. — Isso não me parece apropriado, senhorita. — Louis disse, tentando se concentrar em não pisar nos pés dela. — Afinal, vou me casar com sua irmã. Ela fechou a cara e pisou no pé de Louis, o fazendo urrar.
— Me perdoe.
Louis não queria mais perder tempo, estava cansado disso tudo.
— Você poderia me fazer um favor? — Louis sussurrou.
Ela se animou instantaneamente.
— Qualquer coisa!
— Preciso que vá a um quarto no segundo andar, terceira porta à direita, e peça para a sua irmã sai de lá.
Ela enrugou a testa, não entendendo. — Por que minha irmã estaria presa em um quarto? — Sua voz foi suave, mas sua mente só conseguia pensar em matar alguém. E sabia exatamente quem.
— Ela não está presa, somente não quer sair. Você poderia me ajudar?
Ela assentiu lentamente e se afastou. Louis sorriu e a deixou ir. Aquilo não poderia dar errado. iria descer com sua irmã e iria perdoá-lo. Ele se sentou à mesa, e encheu outra taça com vinho e a virou.
— O que você acha que está fazendo, filho? — Seu pai apareceu ao seu lado, irritado. Louis bufou. Aquilo poderia piorar? Ele teria que aguentar todos na festa com papo mole?
— Aproveitando a minha festa, pai. — Disse erguendo a taça e tomando mais.
— Você está bêbado?
— Estou bem, por que você não volta a cumprimentar os convidados? Eu vou cuidar do vinho.
— Louis, isso não é comportamento de um futuro rei. Pare com isso imediatamente! Louis o ignorou e tentou voltar a beber, mas seu pai bateu na taça, derramando o vinho na mesa e na roupa do filho.
— Suba, troque essa roupa e apareça aqui apresentável e feliz. Agora, Louis. Louis se pôs de pé. Não estava fazendo aquilo por seu pai, mas sim porque não poderia vê-lo assim. Subiu e trocou de roupa e, no minuto em que estava saindo, um guarda apareceu e fez uma reverência.
— Vossa Majestade.
— Diga logo. — Louis já sentia saudade do vinho e estava doido para ver .
— Sua irmã está em um dos quartos da área leste. Ela me mandou avisar que tinha uma surpresa para você.
Normalmente Louis iria suspeitar, no entanto, naquele momento, ele somente assentiu e caminhou para a área leste rapidamente.

Liam estava muito feliz, estava com a mulher da sua vida. Iria se casar com ela, era tudo que ele sempre quis, não poderia desejar por mais nada, além de Lady ter estragado seu momento.
Nesse exato minuto estava segurando a mão de , tentando mantê-la calma, sem ter muito sucesso.
os tinha deixado numa sala com a princesa — ela estava encolhida em um dos cantos da sala, com os sapatos na mão e com uma aparência de cansada – , um homem que Liam não reconheceu e dizia ser Zayn, e Niall, o irmão de . Sua amada havia quase desmaiado ao ver seu irmão metido nisso e Liam sentiu uma vontade súbita de bater nele por fazer isso à irmã. Liam, por si só, estava muito nervoso. não lhe havia dito nada, só pedindo para tentar manter calma, no entanto ele não sabia quem iria mantê-lo calmo.
— Liam, o que estamos fazendo aqui? — choramingou, encostando a cabeça no ombro do amado.
— Está tudo bem, meu amor. Logo iremos descobrir o que Lady quer...
Nesse momento a porta se abriu com um estrondo e Louis entrou na sala. Seus olhos nervosos vasculharam a sala por alguns instantes até ele encontrar o que procurava. Correu até a irmã que caiu em seus braços, soluçando. Os dois se viraram e viram o resto deles sentados. Payne se pôs de pé e fez uma reverência. tentou fazer o mesmo, mas estava muito aflita para isso.
— Majestade.
Louis ergueu uma sobrancelha, confuso.
— Quem é você?
— Soldado Payne, Majestade.
— O que está acontecendo aqui, soldado? Um guarda me avisou que minha irmã estava presa nessa sala.
— Não sabemos, Senhor. Lady nos deixou aqui, sem saber o motivo.
Liam observou Louis olhar pelo cômodo por algum tempo e seus olhos encontraram o desconhecido.
— E quem é você?
O homem ergueu os olhos e Zayn lhe lançou um sorriso irônico.
— Ninguém comparado a você, Majestade.
— Sou seu futuro governante, vou perguntar mais uma vez e desta vez espero uma resposta. Quem é você?
— Ele é um rebelde — respondeu em um sussurro, apontando para o irmão. — Amigo do meu irmão.
Niall a olhou, irritado. Liam estava mais nervoso que nunca. Aquilo não fazia mais sentido nenhum. O que um guarda, uma serva, uma princesa, um príncipe e dois rebeldes — contra a monarquia — tinham em comum?
— O que vocês estão fazendo no meu...
Antes que Louis pudesse completar a frase, a porta se abriu novamente e entrou, com uma cara de enojada e frustrada.
— Lady , me perdoe, mas precisamos trabalhar amanhã, o que estamos fazendo aqui? —Liam perguntou, sentando-se ao lado de novamente.
— Precisamos fazer uma viagem.
— V-você já está indo embora? — estava tremendo nos braços do irmão.
— Nós estamos, minha amiga. — Falou e riu ouvindo seu próprio vocabulário, nunca achara que poderia ser tão formal.
— Nós? — exclamou. — Eu não posso ir embora.
— Na verdade, nenhum de nós pode. — Liam corrigiu.
— É muitíssimo importante! É sobre nosso futuro. — Rebateu, teimando. Parecia exatamente como uma criança mimada.
— Nosso futuro já está planejado, Lady . — Liam disse abraçando .
— Vocês vão vir comigo e isso não é um pedido!
Liam observou as reações das outras pessoas na sala. Louis parecia estar em fúria, ainda tremia, Niall e Zayn se olhavam e pareciam ansiosos, estava confusa e Liam não sabia o que fazer ou pensar, mas sabia somente de uma coisa: aquilo não poderia acabar bem.
— Estamos dentro. — disse . Cada um na sala assentiu lentamente — não iriam discordar da princesa — fazendo Lady sorrir e Liam ter certeza de que nada de bom estaria por vim.

estava preocupada. Ela havia ficado tão ocupada na cozinha e na lavanderia que não falava com seu irmão há dias. Niall sempre fora muito próximo aos rebeldes desde criança e logo após crescer, se tornou um. Mas ela nunca imaginaria que ele invadiria o castelo numa noite tão importante para o reino. No momento em que entrou na sala acompanhada por Liam e viu seu irmão, queria se jogar no chão e chorar por não ser tão presente. Mas aquilo só era um de seus problemas. agora está convencida a levar todos para algum lugar. não queria ir, mas não poderia perder seu irmão de vista agora, então iria só para cuidar dele — no entanto, havia algo dentro dela que gritava de curiosidade. e Louis estavam muito nervosos e claramente queria ir lá ver se ela gostaria de alguma coisa, mas Liam a impedia, dizendo que agora não era hora para ser uma empregada, eles estavam no meio de uma crise.
— Fique calma, meu amor. — Liam sussurrava em seu ouvido.
— C-como, Liam? — Sua voz estava chorosa e trêmula. — Não deveríamos estar aqui.
— Podemos ir embora, . Não precisamos ficar aqui.
— Claro que precisamos! Niall está aqui, preciso cuidar dele!
— Você é irmã dele! Mande ele para casa!
— Ele não me escuta. Ele está aprontando alguma coisa. Sei disso.
se pôs de pé e começou a andar para lá e para cá, balançando as mãos.
— Quer que eu tente descobrir o que é? — disse Liam, tentando ser prestativo.
— Não, eu mesma vou descobrir e impedir meu irmão de fazer mais alguma besteira. — Ela falou com os olhos brilhantes de lágrimas.
— Não faça isso. Fique aqui. — Liam implorava.
— Eu irei, Liam. Não importa o que você ache. — Informou, dando um ponto final.
, você poderia sentar? Está me deixando tonta andando por aí! — falou , massageando as têmporas.
Algo dentro de se contorceu. Ela quis obedecer, ir lá e perguntar se ela gostaria de alguma coisa, mas havia outra parte que quis mandar a Princesa parar de ser tão fresca e mandona. Aquilo era estranho. normalmente era obediente ao extremo, chegava a ser submissa algumas vezes. Aquilo só poderia significar que ela estava perdendo o controle. Ela estava pensando como uma rebelde. Por tantos anos, ela tentou fugir disso tudo, mas aquilo era algo muito constante em seu dia-a-dia e, mesmo tentando não fazer parte daquilo, ainda tinha uma parte dela que apoiava a causa, mesmo sem querer admitir. No entanto, sabia as consequências disso e via o quanto ter aqueles pensamentos de revolução poderia estragar tudo. Liam a puxou e a fez sentar perto dele novamente.
— Vamos dar um jeito nisso, meu amor.
não poderia agradecer o suficiente a Liam por tudo o que ele estava fazendo. Ela não tinha noção do que seria dela sem ele ali. Provavelmente, já estaria chorando ou gritando com Niall.
— Quando iremos sair? — Zayn perguntou, parecendo extremamente animado.
— Estão faltando três pessoas. — Lady parecia apreensiva. — , Harry e ...
Louis deu um pulo da cadeira e caminhou até a porta.
— Ei! Para onde você vai? — gritou, ficando de pé também.
— Não envolva nisso, .— Os olhos de Louis estavam furiosos.
— Ela já concordou, Louis. Você não pode decidir por ela.
nunca viu Louis tão descontrolado. Ele parecia pronto para bater em alguém e aquilo não parecia ser normal até mesmo para , sua própria irmã.
— Eu não quero que participe disso.
A porta se abriu e uma menina vestida com um vestido rasgado e sujo de lama e... “Aquilo é sangue?” se perguntou.
tinha um olhar apavorante e uma expressão de dor.
— Você não tem que querer nada, Príncipe Louis. — sorriu, irônica.

nunca havia visto aquela menina, mas ela parecia nobre, tudo nela, desde sua postura até seu olhar orgulhoso, mas não conseguia entender aquele vestido.
, que vestido é esse? — parecia horrorizada.
— Você é bonitinha. — disse Zayn, com um sorriso malicioso, recebendo um olhar chateado de Louis e .
— Eu posso buscar um vestido novo, se você quiser. — sussurrou.
— Isso é sangue no seu vestido? — Liam pareceu curioso.
— Quem é você? — Niall perguntou.
— Menos uma pessoa. — suspirou aliviada.
— Esta é Princesa , da Dinamarca. — Louis disse, irritado.
— Ela e Louis são noivos! — disse animada, batendo palmas.
— Noiva?! — Niall e Zayn perguntaram, surpresos.
ergueu uma sobrancelha para o seu irmão que por sua vez a ignorou.
— Isso não vem ao caso agora. — Louis resmungou puxando , que fez um barulho rouco e agoniado com a garganta, para se sentar em um dos cantos. ficou de pé e se aproximou.
— Majestade, eu não sei se a senhorita escutou, mas perguntei se a senhorita gostaria de outro vestido — ela indagou, ajoelhada.
— Claro que ela deseja, empregada. — Louis disse, amargo. — Vá buscar um.
ficou em pé novamente, trincando os dentes e mordendo a língua para não dar uma resposta malcriada ao príncipe.
— Creio que ela tenha se referido a mim, Príncipe Tomlinson. Não será necessário, senhorita — disse com um sorriso. — Estou muito bem. Pode ir, querida.
— Com sua licença, Majestade.
Com um gesto apressado, Louis a deixou ir.
desejou nunca ter ido até lá, não queria escutar mais ordens de alguém tão novo e convencido. Mas algo naquela princesa a intrigou. Ela era diferente, podia ver isso. Não era como os outros, que se achavam superiores e que não se importavam com os outros. Aquilo a fez imaginar se aquela menina poderia mudar tudo, se aquela princesa iria conseguir transformar o reino e a realidade de todos.
— Vamos logo com isso, . — disse Zayn em um dos cantos. — Você estava com pressa, lembra?
— Certamente, Zayn. Faltam somente duas pessoas agora.
— Quem? — Niall perguntou, curiosamente.
— Por que você quer saber, Niall? — bateu o pé, frustrada.
— Isso não é assunto seu, . — Niall resmungou.
— Não fale assim com ela, seu moleque ingrato! — Liam exclamou.
— Não fale assim comigo! Quem você é mesmo? Meu pai? — Niall bufou.
— Como eu vim parar aqui? — falou, a contragosto. — Eu deveria estar na festa! Príncipe Scott está aqui.
— Ora essa, parem com isso. — falou, tentando ser otimista. Louis abriu a boca, mas antes disso, a porta foi aberta e foi possível ver pessoas altas e encapadas com olhos vermelhos. Todos se colocaram de pé e ficaram encostados na parede.
... São eles as últimas pessoas? — Perguntou engolindo em seco e choramingando.
balançou a cabeça e não poderia pensar em outra coisa que faria seu dia piorar.

[Escute: Crazy In Love - Beyoncé]
Harry trilhou um caminho de beijos no busto de e deixou as mãos da garota percorrerem toda sua extensão torácica. As mãos dele desceram até a saia da menina e pararam em seu traseiro, guiando-a em movimentos de vai e vem.
, por sua vez, puxou seu cabelo lentamente e respirou fundo, tentando, inutilmente, acalmar sua respiração acelerada. Rapidamente, seu vestido foi retirado e, na mesma velocidade, Harry abocanhou toda a extensão mamária, enquanto ouvia gemendo de prazer e pedindo por mais. Ele tinha todo seu corpo quente, domado por um fogo que nem ele mesmo poderia se imaginar tendo.
— Eu quero muito mais que isso, Lorde Styles. — Falou, entre gemidos, enquanto Harry deixava de brincar com os seios, para se divertir com o clitóris.
— Eu quero fazer você gritar de prazer, senhorita. — Ele disse, chupando sua coxa esquerda. — Eu quero ouvir da tua voz rouca, você se esforçando para gemer meu nome.
Ela riu, uma risada irônica.
— Eu vou mostrar a você como se joga esse jogo, Styles. — Ela sussurrou.
— A última coisa que eu esperava era que eu tivesse que lhe ensinar. — Ele disse, antes de beijá-la desesperadamente. Os corações dos dois poderiam saltar do peito a qualquer momento, estavam mais acelerados que um carro de corrida. Os corpos pareciam se comunicar entre si, iam mais rápido a cada segundo. Harry penetrou dois dedos dentro dela, e mexeu-os ritmadamente, rodando-os e pressionando-os dentro dela, enquanto assistia seu rosto se contorcer em um misto de dor e prazer. — Você não sabe como é gostoso te sentir assim, tão inocente, perto de mim.
Cansada, tirou os dedos dele, gentilmente, de si e se pôs em cima. Ela beijou sua coxa esquerda e subiu um pouco. A coxa direita e deixou a língua, de propósito, encostar em seu genital, torturando-o. Ela parou e fez isso devagar, repetidas vezes.
Por favor... — Harry murmurou, por pouco não poderia ser escutado. Ela posicionou seu pênis dentro de si e começou a cavalgar sobre ele, lentamente. — Acabe logo com isso.
— Harry! — Uma voz distante o chamou. — Acorda, Styles!
Harry abriu os olhos lentamente e viu o encarando.
— Por quanto tempo eu dormi?
— Não sei, só sei que você estava gritando meu nome o tempo todo. — Sorriu, convencida. — Estava sonhando comigo?
— Eu tenho certeza que você não é a única daqui. — Levantou-se.
— Não, mas sou a única que você conhece. — Respondeu. — Vamos, você tem que voltar ao...
? — Zayn a chamou, ofegante. — O que faz aqui?
— Eu estava... — Ela olhou para Harry, incerta sobre o que diria.
— Estávamos falando sobre os negócios do reino. — Harry completou, envolvendo os dedos uns nos outros. — O que vocês fazem aqui fora? Os guardas pediram para que todos ficassem no castelo até que os rebeldes fossem pegos... — Ele disse, diminuindo a voz e parecendo entender tudo que acontecia.
mordeu o lábio inferior e foi para frente de Harry.
— Eu sinto muito... — Falou, honestamente. — Você não entende, Harry, existe muita injustiça nesse país! — Ela tentou explicar, mas se embolou nas próprias palavras.
— Você não tem que se explicar para ele — Zayn falou, puxando a irmã para seu lado. — Escutem, vocês dois. Alguma coisa entrou onde estávamos e raptou a e o Louis, depois todo mundo sumiu e só restamos eu e no quarto. Por que vocês não foram quando chamou vocês?
não nos chamou... — Harry disse e olhou para . — Espera, você deixou minha irmã sozinha lá?
— Acho que, por um acaso, eu tenha esquecido — ela deu um sorriso amarelo e fitou o chão.

— Niall! Desencoste de mim! — Fernanda pediu pela quarta vez. — Suas mãos estão sujas, você irá sujar meu novo modelo.
— Você é sempre tão mimada?
— Você é sempre tão... — Tentou dizer, mas foi interrompida pelos braços de Horan, virando-a para si.
— Escute, princesa, estávamos em um quarto e do nada aparecemos na frente do castelo, sozinhos. Então, seu vestido é o último privilégio, estamos entendidos?
se sentia incomodada com a proximidade de seus corpos e com o modo como ele falara com ela.
— Desculpe — pediu, arrumando a saia do vestido e jogando suas luvas foras. — Vamos entrar no castelo, sim?
Niall a encarou como se ela tivesse algum tipo de retardo mental.
— Enlouqueceu?
— O quê?
— As pessoas querem me linchar lá dentro!
o olhou, compreendendo-o.
— Você escala, então — sugeriu, fazendo-o olhá-la surpreso.
— Eu não sou um primata!
— Tem razão, até mesmo um primata faria isso — ela deu um sorriso irônico e se virou para entrar em sua moradia.
Niall bufou e correu até a ala do quarto de , vendo pela janela que ela tinha chegado. Ele segurou uma raiz de planta que cobria toda a parede e foi, assim, escalando até chegar ao balcão da varando, onde ela já estava.
— Não foi tão difícil, foi? — A princesa provocou, assoprando as unhas.
— Não me faça jogar vossa alteza dessa altura — ele falou, apoiando a mão nos joelhos e puxando ar, sua respiração estava ofegante.
riu do comentário, foi até o quarto e voltou com um copo de água.
— Beba. Minha serva deixou para mim, mas pelo visto você precisa de um pouco — ela sorriu, estendendo-lhe uma xícara. — Eu deveria estar com o príncipe Scott agora.
Niall contorceu o rosto em uma careta.
— O que foi? A água está ruim? — Ela perguntou, lhe encarando.
— Você acredita em amor? Acha que pode amá-lo sem conhecê-lo?
Ela congelou. Nunca fora questionada sobre isso.
— Claro que sim, meus pais se amam.
— Eles foram obrigados a se casar.
— Mas aprenderam a amar um ao outro com o passar do tempo — argumentou. — Aonde você quer chegar com isto?
— Eu só... — Hesitou, olhando para os lados. — Só estava curioso.
o analisou de cima a baixo e depois deu um sorriso, demonstrando acreditar nele. Niall se endireitou e andou na direção dela, colocando-a contra a parede. A aproximação de seus corpos a deixava arrepiada, seu sangue corria mais rápido, aquecendo seu interior e aumentando os batimentos cardíacos. Ele estava perigosamente perto. Os reflexos da princesa estavam congelados. Qualquer comando que seu cérebro mandava para sair dali era ignorado, o que a deixava mais desesperada ainda. Sua pele sentiu algo molhado passando pelo seu ombro direito, quando a boca do rebelde deu leves chupões ali e se deixou levar até o pescoço.
deixou sua cabeça cair para trás e sentiu as mãos de Niall apertando sua coxa e colando uma de suas pernas em seu quadril, levando-a até a cama. O modo como ele a acariciava por onde quer que seus dedos estivessem a fazia soltar suspiros baixos. Ele rastejou seu corpo por cima do dela e encarou seu rosto. O cabelo suado, os lábios macios e avermelhados, a maçã do rosto ruborizada e os olhos fechados, esperando pelo próximo passo. Os braços dela o rodearam e suas pálpebras se abriram, ela sorriu, olhando-o.
— Eu também quero isto, Niall — ela disse, dando a última deixa para que ele não parasse dali em diante.

MEU DEUS! CAPÍTULO 10! Gente, obrigada por acompanharem a fanfic, eu fiquei tão feliz quando vi que ficou no 6º lugar do top fics! O capítulo foi pequeno porque nós queríamos fazer uma parte um e parte dois para deixar como surpresa. Deixem os comentários abaixo, obrigada!
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CONTINUA



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