- Gira logo essa garrafa, null!
E foi isso que ele fez, aumentando assim a tensão e ansiedade entre os presentes.
- null pra null – null disse.
- Ah meu, que sem graça! - resmungou null.
- É meu, tinha que ter alguma regra, “meninos só com meninas”. – Concordou null.
- Ah, não encham o saco aí, vai – null disse, pondo um fim na discussão.
- Verdade ou desafio, null?
- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! – disse null – TEM QUE TER NOTA CONSEQUÊNCIA OU SABONETE TAMBÉM!
- Aff, tá bom então, o que vai ser, null? – disse null.
- Consequência – respondeu null – Pode caprichar.
- Tá certo. Se você estivesse numa ilha com a null e a null, e tivesse só um barco, quem você salvaria? – perguntou null, desafiador. As meninas debruçaram-se para ver o que ele responderia.
- Fácil. Eu deixaria elas lá e me salvaria. – Ele respondeu, simplesmente, gerando revoltas das duas moças.
- NOSSA, BOM SABER QUE VOCÊ NOS AMA TANTO! – reclamou null, com null ao seu lado.
- Como você é tonto, null, duas gatas com você numa ilha e você larga as duas lá – disse null, e eles riram.
- Tá bom, então antes eu comia elas e depois ia embora – respondeu null.
- ME RESPEEEEITA, JONES! A PODE SER UMA PUTA ARROMBADA, MAS EU NÃO!
- É ISSO AI, RESPEITO POR FAVOR! – gritou null – OUUUUU, PERA! PUTA ARROMBADA É A VÓ, VAI SE FUDERRRRRRRRRRRR!
- Tá, meninas, foco – disse null, pondo ordem na casa. – Gira aí, null.
- null e null – anunciou ele.
- O quê vai ser, null? – perguntou null.
- SABONEEEETE, , FAZ SABONETE PRA ELA! – gritou null.
- OUUU, SOU EU QUEM ESCOLHO! – protestou null.
- Shiu aí, null. null, sabonete pra ela.
- Tá bom então – disse ele, e começou a pensar em quem falaria para null. – O null, ãn... na...
- EU, EU, EU ESCOLHOOO! – null gritou.
- Não, null, cala a boca – disse null. – Eu preciso proteger a dignidade da minha amiga.
- Dá licença, acho que a regra aqui é O ESCOLHER, ou será que estou enganado? – perguntou null, meio estressadinho.
- Tá bom, gente. Paz mundial aê – null finalmente colocou ordem na casa, como sempre. – Barrisa.
- Barrisa? – perguntou null – Eu não tenho uma barrisa.
- BARRIGA! AAAAAAAH, VOCÊS ME CONFUNDEM! – null gritou.
- Coitado, gente – null disse, apertando as bochechas do null.
- OOOWN VAI LÁ DEFENDER O SEU BEBÊ, VAI! – zoou null e eles riram.
- OUUUU, VOCÊS NÃO TÃO ESQUECENDO QUE ALGO ROLA AQUI, MUCHACHOS? – disse null, erguendo as sobrancelhas.
- Vai logo, null – disse null, com a testa franzida.
null então se aproximou de null, e lentamente levantou sua regata preta até que a pele de sua barriga ficasse visível, então deu um beijo perto de seu umbigo.
- OU, MAS NÃO ERA PRA ELE POR A MÃO? – disse null.
- Ih, alguém ficou puto – null disse e null revirou os olhos.
- Não, eu só acho que todo mundo tem que seguir as regras.
- As regras de verdade ou desafio, null? – disse null.
- CONCORDO COM O ! – null disse, mexendo em seu colar – E , QUERIDO, É VERDADE, DESAFIO, NOTA, CONSEQUÊNCIA OU SABÃO.
- SABÃO? – disse null – Mas não era sabonete?
- Sabonete, sabão, tanto faz, mas vamos girar essa garrafa logo? O null tá quase comendo a null ali – disse null, possesso.
- Ai, null, que exagero – disse null, e girou a garrafa.
- null para null – anunciou null.
- Verdade ou desafio, null? Ah, ou nota, consequência ou sabonete? – disse null, sentindo os olhares perfurantes de null sobre si.
- Desafio. E é pra apimentar! – disse ela, e eles riram.
- Beleza, é comigo mesmo. – null sorriu. – Senta no colo do null e fica lá até a próxima rodada.
null ficou mais rosa que um flamingo e null riu.
- Tá bom então – disse ela, e fez o que null disse.
- Oi – disse null.
- Oi, null! – disse null, e eles riram.
- Dudes, o null é muito tapado – disse null – Tem uma mina no colo dele e tudo que ele fala é “oi”.
Dito isso, null segurou na cintura de null, e essa girou a garrafa.
- null para null – disse null.
- O que quer, null?
- Desafio – disse ele, com um sorrisinho travesso brincando em seus lábios.
- E , A VINGANÇA! – disse null com uma voz escrota de filme de terror barato.
- Gente, fiquem na paz aí – disse null. - Eu não vou virar testemunha de homicídio, não.
- null, agora você vai ver. Eu te desafio a...
A sala toda estava em silêncio, todos na ansiedade de saber o quanto null se ferraria.
- LAMBER O CHÃO! TOMA, ESCROTO! – disse null.
- Noooooossa, que medinho, você é muito mau, null – disse null, e eles riram.
Depois de null lamber o chão, a brincadeira continuou até que eles começaram a ficar entediados.
- Gente, sabe do que eu me toquei? – disse null.
- Quê? – disse null. – De que você é uma tonta?
- Não – disse null com um sorriso maldoso. – Que você ainda tá no colo do null.
Ambos coraram instantaneamente.
- Ah, nossa, nem me toquei! – disse null, e levantou. Sentou-se do lado dele e de null.
- Nossa, acho que o null é menos tapado do que eu imaginava! – null disse e eles riram.
- Gente, esse jogo tá muito monótono – disse null. – Quero fazer outra coisa.
- Já sei! null, tem bebida aí? – perguntou null, já que estavam na casa do null.
- Claro, por que?
- Vamos brincar de “Eu Nunca”! – Ela disse, e todos se animaram com a ideia.
Depois de pegarem a bebida e os copos, sentaram-se em círculo e começaram a jogar.
- Vai null, começa você – disse null.
- Ok. Eu nunca... fiquei com uma pessoa do mesmo sexo que eu – disse null, encarando null e null muito maliciosamente.
Então, null e null viraram o shot de bebida, coradas e rindo nervosamente.
- NÃO ACREDITO! – disseram os guys em uníssono.
- Em nossa defesa, estávamos MUITO bêbadas! – disse null.
- É, e o null cuzão faz questão de falar isso pro mundo todo! – Reclamou null.
- Dudes, vocês vão TER que repetir isso na nossa frente! – disse null, e os meninos concordaram.
- Vai sonhando – disseram null e null em uníssono e depois riram.
- Tá bom, acho que agora sou eu – disse null. – Eu nunca transei com ninguém dessa roda.
Então, houve uma troca de olhares tensa entre null, null, null e null, e logo depois os quatro viraram os shots.
- Caralho! – disse null. – Tá bom, quem transou com quem aqui?
- O null com a null e a null com o null né, seu idiota! Não é óbvio? – disse null.
- Parabéns, null, já pode trabalhar como detetive! – zombou null, e eles riram.
- Mas foi com direito à oral e tudo? – disse null.
- Detalhes á parte – disse null.
- Ih, não negou nada. – Concluiu null e todos riram.
- Cara, esse jogo tá ficando cada vez melhor! Por que não nos contaram antes? – disse null.
- Dude, você queria que eu chegasse pra você tipo “Oi, null, comi a null ontem”? – disse null e eles riram, menos null, que corou.
- Tá, é minha vez agora – disse null.
- Mas você tá no meio da roda – disse null. – Seria eu agora.
- Mas eu quero que seja minha vez.
- Mas não é assim que funciona, é MINHA vez agora – null disse, revoltada.
- MAS EU QUEEEEEERO IRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR! – null revoltou-se ainda mais. – SENÃO EU VOU ESQUECER O QUE EU IA FALAR!
- MEU! VOCÊ NÃO TA ENTENDENDO!
- Deixa ela ir logo, null. Coitada – disse null.
- Sinto que alguém quer repetir a transa hoje à noite - disse null, e null corou.
- AGORA VAI, NÉ – null disse.
- Não dá, esqueci – null disse.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! EU VOU TE MATAAAAAAAAR! – disse null. – Eu vou então. Eu nunca matei a null, embora eu queira muito.
Todos riram, até que null tomou uma atitude inesperada, e virou o shot.
- Você nunca matou ela, seu idiota – disse null.
- Só de prazer – disse null, já meio alterado.
Todos riram, gritaram, se mataram e fim. Brincadeira. Só riram e gritaram mesmo.
- Gente, preciso declarar uma coisa – disse null, e todos olharam pra ela.
- Vish, tá grávida. null, se fudeu – disse null e eles riram, menos null que ficou realmente preocupado.
- Não é isso, é que eu preciso ir no banheiro. – Ela disse, corada pela bebida, assim como null.
- Precisava de todo esse alarde?
- EU VOU COM ELA – disse null, e as duas foram.
- Dudes, acho que elas vão se comer – disse null assim que elas saíram.
- Seu idiota, meninas são assim mesmo, vão juntas pra todo lugar – disse null.
- Nossa, falou o expert em garotas – disse null, e eles riram.
- Mas e aí, null e null? Elas são boas? – disse null.
- Quê? – disseram eles em uníssono.
- Vocês entenderam. Tipo, na cama. – Completou null.
- Ah. Cara, olha pra elas. Óbvio que são – disse null. – Quer dizer, a null eu não sei, né.
- Mesma coisa – disse null.
- Ou, dudes, vocês podiam emprestar elas pra gente, né? – disse null, recebendo um tapa em cada braço.
- Se toca – disse null, e eles riram.
- Vocês vão pegar elas de novo hoje? – perguntou null.
- Dãaa – disse null. – Se elas estiverem dispostas, por que não?
- Acho bom vocês embebedarem elas então – disse null.
Enquanto isso, no banheiro...
- Ô, null, você precisava vir no banheiro mesmo?
- Claro que não, anta. Eu precisava falar com você.
- Ahhhhhh... Sobre?
- SOBRE TODA ESSA TENSÃO SEXUAL ROLANDO LÁ, NÉ, GÊNIA!!!!!!!
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... – null disse em total e absoluta compreensão. – Sei lá, só sei que eu tô doida pra esse jogo acabar pra ir ficar com o null.
- Eu também, mas com o null né. - “Ou todo mundo junto” completou null mentalmente.
- É, pode ser também.
- O quê?
- Isso que você pensou.
- Eita!!!!!
- Vamos voltar, então, pra acabar logo.
As meninas voltaram pra sala e se acomodaram em seus devidos lugares.
- Foi bom? – disse null.
- O que? – null perguntou.
- Meu, ele tá insinuando que a gente se pegou, sua lerda.
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... compreendo – disse null. – A gente deixa a questão em aberto então.
Dito isso, lançou um olhar cúmplice pra null, que riu.
- Dude, elas se comeram. Certeza – disse null. – Como eu queria ter visto isso.
- OK, né. Já deu. – null pois fim na situação. – É minha vez?
- Não, é o null.
- Eu nunca passei maquiagem – disse ele. Os meninos entenderam na hora, era parte do plano de embebedá-las.
null e null viraram os shots.
- Que tosco, null – disse null.
- Eu nunca usei calcinha – null disse.
null e null viraram os shots novamente.
- Sério, tá ficando muito idiota isso – null se pronunciou. - Eu nunca pintei o cabelo.
null começou a rir histericamente.
- O JÁ! E O TAMBÉM! E TODOS VOCÊS! – Ela colocou uma mão na barriga, de tanto rir. – NÓS TAMBÉM SABEMOS JOGAR “EU NUNCA DO MAL”!
Os meninos beberam e riram. Alguns shots depois, null sussurrou para null:
- Dude, não to aguentando mais. Vamos dar um jeito de subir com elas logo ou não?
- Já sei! – disse null. – Galera, vamos jogar outra coisa.
- O quê? – perguntaram eles.
- Sete minutos no paraíso.
- Agora sim isso vai ficar bom! – disse null.
- Beleza, gira aí a garrafa – disse null.
null girou-a e todos ficaram ansiosos para ver onde ia parar.
- null e null! – disse null e começou a rir muito, assim como null.
- QUE? – disse null.
- Manooooooo, que engraçadoooooooooooooo! – disse null.
- O quê é engraçado? – perguntou null.
- A vida! HAHAHAHA – disse null completamente bêbada, assim como null.
- Tá bom, acabem logo com isso. E se você encostar nela, null, você morre – disse null.
- Ai, null, não precisa ficar com ciúmes – disse null, e deu um beijo na trave dele. null revirou os olhos.
- Ela faz de propósito, não é possível. – ele disse, e os guys riram.
- Tá, vão pro quartinho vocês dois. E não saiam até eu chamar! – disse null, e null e null entraram no quartinho pequeno e escuro que tinha ali perto.
- null, não era bem isso que era pra acontecer – disse null.
- Uma hora a garrafa vai cair em vocês dois, relaxa. – ele respondeu.
Enquanto isso, no quarto...
- Ai, que escuro aqui... Tá tudo preto... – disse null, e null riu de sua atitude bêbada.
- É, normalmente o escuro é preto mesmo.
- EU TENHO MEDO DO ESCURO! – disse ela, e ele sentou-se ao seu lado na cama.
- Relaxa, eu tô aqui – disse null, passando um braço por sua cintura. null podia sentir sua respiração próxima a seu ouvido, tão quente e convidativa.
- null, acho melhor você sentar ali – disse ela, apontando para uma cadeira. – Eu tô bêbada, e se a gente fizer besteira o null vai ficar bravo.
- O null não precisa saber. E vocês não tem nada juntos. – Ele disse. – Qual é, null, são sete minutos no paraíso, não transforme isso em “sete minutos no inferno”.
- null, não é essa a quest... – Começou null, mas foi interrompida por null, que selara seus lábios nos dela. E ela não teve escolha senão agarrar os cabelos dele e puxá-lo para mais perto.
Voltando para o lado de fora...
- Dudes, eles tão em silêncio. Silêncio DEMAIS – disse null, aflito.
- Aff, null, deixa de ser careta e deixa a null se divertir! O null é gostoso pra cacete, se fosse eu lá, também pegava ele – disse null, e null a encarou.
- Já tá acabando o tempo, de qualquer jeito. Faltam dois minutos – disse null.
- Ótimo.
Passados os dois minutos, null foi até a porta e disse:
- Tá, acabou, vocês podem sair.
Não houve resposta, e ninguém saiu do quarto.
- null? null? – chamou null.
- Vou entrar, então – disse null.
Ele abriu a porta e se deparou com null e null deitados na cama na maior pegação. Assim que os viu, null empurrou null para longe, que quase caiu da cama.
- Ah, oi – disse ela, ajeitando o cabelo e a camiseta.
- Oi? OI? Sai daí logo, null – disse null, e ela o fez.
- Foi mal, cara – disse null a null, com um sorrisinho no rosto.
- Tá, vamos girar de novo – disse null.
Ele girou, e a garrafa apontou para as próximas duas pessoas a irem ao paraíso:
- null e null!
- null vai ficar com ciumiiiiinho e vai dar piti igual o null! – disse null, se divertindo com a situação.
- MEU, QUAL O PROBLEMA DESSA GARRAFA? – disse null, com null concordando com a cabeça ao seu lado.
- Então, vamos? – disse null, erguendo uma sobrancelha, sugestivo.
- Tá – disse null, e saiu.
- O null já vai, deixa só eu falar com ele antes – disse null.
No quarto...
null entrou no quarto, cambaleante por causa da bebida, e foi direto pra cama.
- Que escurinho tenso. – Ela disse, alto, falando pra si mesma. – Quero cantar.
Se deitou.
- DOOOOOOOOOOOOOOOOON’T STOOOOOOOOOOOP ME NOOOOOW!!!
Então começou a rolar na cama, pra lá e pra cá, e caiu, no chão, com um estrondo.
Enquanto isso, na sala...
- null, olha, eu gosto dela cara. Mesmo – disse null. – Eu não vou ficar confortável sabendo que o meu melhor amigo pegou a menina que eu to afim.
- Relaxa ai, cara. Eu também só vou ver se ela serve pra você.
- null, é sério...
- Relaxa, tá? – disse null antes de entrar no quarto.
null se voltou pros amigos emburrado.
- Alguém conta aí, os 7 minutos. Sete não, contem três. Sete é tempo demais.
- Acho que alguém tá com ciuminho – disse null, meio cantante. – Relaxa aí, null.
No quarto...
- null? null? – null chamava. – Cadê você?
Então uma risada alta veio e ele a achou, deitada no chão, encarando o teto.
- O que você tá fazendo, sua louca?
- Ah, sei lá.
- Vem cá. – Ele estendeu a mão para que ela se levantasse, e ela assim o fez, caindo com as mãos nos ombros do rapaz, e o rosto bem próximo ao dele.
Ele passou as mãos ao redor da cintura dela, a puxando para mais perto.
- Ainda temos os nossos sete minutos no paraíso, certo? – null sussurrou.
- null, eu... – null foi interrompida pelos lábios de null, que grudaram nos seus.
Ela estava quase fechando os olhos, quando empurrou o rosto dele pra longe do seu.
- Desculpa, olha, não dá – null disse.
- Você tinha falado agora a pouco que pegava o null, e eu não? Eu não sirvo pra você?
- null, não é assim, eu falei por falar, eu não ia realmente pegar o null, porque eu não quero que o null fique bravo, e...
Na sala...
- Quanto tempo? – perguntou null, agonizando.
- Um minuto – respondeu null.
- E agora?
- Ainda falta um minuto.
- Agora?
- ! QUE SACO! – ela gritou.
Passaram-se alguns instantes de silêncio, até que null falou de novo.
- O que será que eles tão fazendo lá?
- Não sabemos, null – null respondeu, irritado.
- Já deu o tempo?
- AAAAAAAAAAAAAAH , EU DESISTO! VAI LÁ ABRIR AQUELA BOSTA! – null disse irritada e null comemorou.
Foram então até o quarto, e null abriu a porta, meio com medo do que encontraria.
- null? null? – chamaram.
A cena que viram era meio bizarra. null estava com os braços ao redor da cintura de null, como se estivessem abraçados, mas ambos estavam com expressões irritadas e null gesticulava com as mãos como geralmente fazia quando estava nervosa.
- Aleluia! – ela disse quando viu null, então, se desvencilhou dos braços de null, e caminhou até o mesmo, o puxando pela mão até a sala.
Chegando lá, sentou-se em seu colo como se fossem um casal assumido, e ainda lhe deu um selinho, sobre o olhar enfezado de null.
- Gira aí! – null disse, ignorando os olhares surpresos de todos, inclusive de null. – Eu giro então. AAAH, null e null!
- EBA! – disse null, fazendo com que todos olhassem para ela. – Ah, quer dizer, vamos lá acabar logo com isso.
- Usem camisinha, vocês dois! – gritou null um pouco antes de null fechar a porta e null começar a beijar seu pescoço.
- null, a gente só tem sete minutos, você sabe, né? – disse null.
- null, a gente só vai se beijar, sua maliciosa – ele disse ao pé do ouvido dela. – A não ser que você queira ir lá pra cima depois.
- Faça o trabalho direito e quem sabe eu penso no seu caso – ela disse, e beijou-o com fúria, sendo correspondida na hora e na mesma intensidade.
null pegou null no colo e deitou-a na cama, ficando por cima dela. Seus pulmões clamavam por ar, mas eles não ligavam. Seus pulmões que aguentassem.
null fincava suas unhas na nuca de null sem dó, arrancando grunhidos do mesmo. null passeava suas mãos pelo corpo de null, indeciso de onde colocá-las. Subiu-as de sua bunda até suas costas, levando sua camiseta junto. Atirou a mesma para algum canto do quarto. Estava prestes a abrir seu sutiã, quando foi interrompido por ela.
- null... Os sete minutos devem estar acabando.
- Foda-se – ele disse, e arrancou o sutiã dela.
null, sem perder tempo, tirou a camiseta de null, revelando seu físico perfeito. Arranhou toda a extensão de seu abdômen, pousando a mão no elástico de sua bermuda. Estava prestes a abaixá-la, quando null entrou no quarto, acompanhado de null, null e null.
- AH! – null gritou de susto, cobrindo-se com a blusa de null. – Não sabem bater?
- Nós batemos – disse null. – Umas quinze vezes.
- Ah. Opa – disse null.
- Tá, vocês já podem parar de ser empatas e irem embora – disse null, desconfortável.
- Tá doido que eu vou embora? – disse null, rindo. – Mas vocês podem continuar, nem vão me notar aqui.
- Tá bom, vazem daqui – disse null, e beijou null, ignorando a presença deles ali.
- Nossa, é assim? Nem vão me convidar? – disse null, e eles riram. Desistiram de ficar ali empatando e foram embora.
- Que fofos os dois – disse null.
- null, eles tão prestes a se comer e você acha fofo?
- É, ué, eles se amam! Mesmo que neguem, EU SEI QUE ELES SE AMAAAAM! – cantarolou ela, ainda meio avoada pela bebida.
- null, acho que isso foi uma indireta pra você subir com ela – disse null e null riu.
- Sério? – perguntou null a null.
- Meio que foi, sim – respondeu ela, na cara de pau.
Então, null a beijou, e não demorou para as coisas se intensificarem e eles subirem.
- Sobramos – disse null.
- O quê? Não espera que eu te coma também, né? – disse null, e eles riram.
- Opa, adooooooro uma pica! – ironizou null, com voz de gay, e eles riram.
- Vem, vamos beber.
Enquanto isso, no andar de cima...
null estava com alguns problemas para fechar a porta do quarto porque a maçaneta estava emperrada.
- Merda! – disse.
- Ai, null! Larga isso e vem cá! – null estendeu os braços abertos até ele, chamando-o.
Estava sentada na cama, e já havia tirado os tênis. null caminhou até ela, e logo a sentou em seu colo, virada de frente pra ele e passou a beijar seu pescoço. Ela vagava com suas mãos pelo abdômen dele procurando tirar sua camiseta. As respirações estavam aceleradas.
- null... - chamou null, baixinho.
- O que foi? – ele perguntou
- Vem aqui, perto de mim!
Dito isso, puxou o rosto do rapaz para si, e passou a beijá-lo. null desceu as mãos até a bunda da garota, que estava acomodada em seu colo, e subiu-as levando a camiseta larga da mesma junto. Separaram os rostos para que a camiseta dela saísse pela cabeça, e logo em seguida a dele. null voltou a beijá-lo com intensidade, mas logo parou.
- O que têm de errado com você? – perguntou – Eu não sou mais boa o suficiente, é isso?
- Não, não é isso... – espalmou as mãos pelas costas nuas dela – Merda, null. É que eu preciso saber, você pegou ou não pegou o null?
- Ele, ele tentou me beijar... – Ela abaixou a cabeça. – Mas eu empurrei ele, deve ter rolado um selinho, no máximo.
- Quê? – ele perguntou.
- Olha, desculpa, tá bom? – Passou a procurar a camiseta, e a desenroscar as pernas de ao redor do corpo dele. – Mas também, a gente...
- O que você tá fazendo? – ele perguntou, mas não deu tempo pra resposta.
Puxou-a com uma força desconhecida de volta para si, e passou a beijá-la com fúria. As mãos a seguravam perto, e não permitiam que seus corpos se desgrudassem. null procurou o fecho do sutiã, pois notara que era um daqueles modelos que se abriam na frente, e acidentalmente arrebentou o colar dela, que não se importou. Nenhum dos dois se importou, na verdade.
null então,desgrudou sua boca da dele por um instante.
- Por que você não brigou comigo? – perguntou.
- Você mal beijou o null, null. Comparado a null e o null, vamos combinar, eu saí mais em vantagem do que o null.
- E...?
- E eu fiquei feliz. Eu significo alguma coisa pra você, então.
Ela sorriu.
- Ai, null... Você é tão, tão null.
Então, voltou a beijá-lo, do mesmo jeito impaciente que null e null se beijavam no andar de baixo. null e null estavam bebendo e comentando alguma idiotice. Tudo estava exatamente do jeito que deveria ser.
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