Meu lápis batia impaciente na mesa enquanto o relógio já apontava 10:40 e aquele homem continuava falando. Naquele momento eu não estava mais interessada em teoria da comunicação alguma, só estava preocupada em conseguir sair a tempo e pegar o último circular que iria até minha republica.
— Bom - disse depois de desligar e subir o datashow —, soube que alguns de vocês foram reclamar pro reitor a respeito dos meus horários. Uma ótima iniciativa em grupo - cruzou os braços na altura do peito e sorriu. Aquele homem era totalmente atraente e eu não fazia muita questão de disfarçar minha opinião -, acho formidável uma sala de comunicação social ter problemas com o professor, mas não falar diretamente. Soube também que houve reclamações sobre meus métodos de avaliação. Pois bem, vocês têm prova na semana que vem. Todos dispensados. Tenham uma boa noite. - virou as costas e começou a arrumar seu material.
Como assim prova semana que vem? Ótimo, mais uma DP.
— Senhor , qual será a matéria? - Elise, que estava sentada atrás de mim, perguntou.
Ele se virou e deu um sorriso sarcástico.
Filho da puta.
— A matéria, senhorita McLean? Acho que tudo que passei desde o início do semestre.
Dito isso, colocou a típica bolsa nos ombros e saiu da sala.
Não muito diferente dele, arrumei meu material - na verdade, joguei tudo dentro da bolsa - e sai correndo pelos corredores, que já estavam apagados, até o portão principal para pegar o último circular.
Ofegante e apoiando as mãos nos joelhos, cheguei e saquei meu celular do bolso da calça.
Merda!
Já se passavam das 11:00, eu perdi o último!
Todos já tinham ido embora, inclusive Elise, que pegava o ônibus comigo, mas morava a algumas quadras do nosso campus e poderia ir a pé. Geralmente, ela pegava o circular por culpa do horário, mas não se importava de ir a pé, sozinha as onze da noite.
Que ótimo. Além de uma dp que pegaria por uma filha da putagem do , ainda ia ter que ir embora a pé para casa.
Peguei meus fones de dentro da mochila e conectei no celular, mas, antes de começar alguma música, ouvi um barulho no estacionamento. Olhei para trás e ali estava ele, abrindo seu carro e jogando a bolsa no banco de trás. Então uma ideia brilhante me veio.
Por culpa dele eu tinha ficado sem ter como ir embora. O que seria mais justo do que o próprio me levar?
— Hey, !
- ? - ele pareceu surpreso - O que faz aqui ainda? Gosta tanto assim da faculdade, que vai dormir no estacionamento?
Um sorriso irritantemente sarcástico brincava em seus lábios.
— Sabe, eu poderia estar indo pra casa se você não tivesse me segurado na sala até o último segundo.
- Hm, que pena. - virou as costas e entrou no carro, batendo a porta em seguida. - Até semana que vem, então.
— Até semana que vem é uma ova, você vai me levar pra casa!
— Como é? - me olhou com uma expressão confusa, mas que para mim era divertida.
— É culpa sua que eu estou aqui ainda, me leve pra casa então.
, eu não vou te levar pra casa. É anti ético!
— Você vai dar uma prova de última hora com o conteúdo do início do semestre, sendo que já estamos em outubro, porque ficou mordido por terem reclamado de você na reitoria, quer por favor me explicar seus conceitos éticos?
E fiz a maior cara de nerd irritante de todos os tempos. Ele ficou sem palavras, percebi pela sua expressão que tinha mudado de confusa para irritada.
— Entra no carro logo, .
Haha, querido, eu entraria você dizendo isso ou não.
No caminho, as únicas palavras que trocamos foram as coordenadas até chegar a minha rua. Trocamos não, na verdade eu falei e ele não tirava o olho da estrada.
Assim que adentramos minha rua, pedi para que ele me deixasse ali mesmo, que poderia ir a pé.
— Te trouxe até a sua rua pra você ir a pé? Menina, diz logo qual sua casa.
— Nossa, estúpido! - ele resmungou um "nhenhenhe", ignorando o que eu disse.
— Vai falar ou vou ter que adivinhar qual sua republica?
Espera, como ele sabe que eu moro em um republica?
— Erm, é a laranja ali... - apontei e ele parou o carro na frete. Estava tirando o cinto e colocando minha bolsa nos ombros, quando senti sua mão me puxar.
— Não vai agradecer?
— Você fez mais do que sua obrigação! - devolvi.
— Mas é muito petulante, sabia que eu ainda sou seu professor? - ele ainda segurava em mim, só que agora sua mão estava subindo pela minha, até chegar no pulso.
— Fora da sala de aula eu sou pra você, e você é pra mim. Não existe nenhum tipo de domínio ou hierarquia.
— Você tem certeza do que esta dizendo? - tirou seu próprio cinto e me puxou pelo pulso, pra mais perto.
Na verdade, nesse momento eu não tenho muita certeza de nada não.
— Eu... V-v-vou entrar! - péssima hora pra gaguejar, .
— Resposta errada, .
Não deu muito tempo de assimilar suas palavras com seus atos, no segundo seguinte dele ter dito aquilo, me puxou com força pelo braço que segurava e, quando enxerguei com nitidez, ele tinha meus dois braços presos ao lado do meu corpo e sua respiração estava perto demais do meu rosto.
— Sabe, , eu já reparei a forma que você me encara nas aulas. Sabia que você fica extremamente sexy mordendo a tampa da caneta e tentando assimilar tudo que eu digo? Fica também no meio da prova, quando olha pro papel e percebe que não sabe nada. - escorregou as mãos que me seguravam até minha cintura, procurando um espaço entre minha calça e a regata que eu usava.
Tão lindo, tão cretino.
— Ah, é, professor? - consegui montar uma frase depois de puxar uma boa quantidade de ar. — Se você acha tudo isso, por que me dá aquelas notas? Não tem dó?
— Garota, posso ter vários sentimentos em relação a você, mas dó eu acho que não está entre eles.
Sua boca entrou em contato com meu pescoço e abri a boca para puxar o ar, mas o que saiu foi um gemido.
— Vários sentimentos? - agora minha voz saiu sem intenção alguma, só queria entender.
— Você deveria observar mais as pessoas que estão a sua volta, sabia? - deixou um rastro de saliva na região perto da minha orelha e prendeu meu lóbulo entre os dentes. Eu estava começando a ficar assustada com essa conversa e ao mesmo tempo descoordenada. Uma força, de uma fonte desconhecida, veio até mim e o empurrei de volta para o banco que estava antes de me atacar.
— Quer fazer o favor de me explicar isso?
— Voltou a ser a chata que questiona... - bufou e se jogou contra o encosto.
Mas era só o que me faltava!
— Anda!
— No dia 26 de julho, teve uma festa na republica dos meninos da engenharia, tá lembrada? - e teria como esquecer?
Aqueles estudantes de engenharia dão as melhores festas, sem contar que ficam sem camisa. Realmente, inesquecível.
— Hey, quer saber tudo ou vai ficar pensando nos alunos seminus? - dei um sorriso sapeca e ele pareceu ficar bravo, ergui meus braços ao lado do corpo em sinal de inocência. Ele rolou os olhos e continuou — Enfim, fui lá com o Michael, que dá aula pra eles e assim que entrei, te vi. Você estava com um short, uma blusinha que mostrava quase sua barriga toda e uma bota. Extremamente linda. - senti minhas bochechas corarem nesse momento. — Fui pegar algo pra beber e, quando voltei, você não estava mais ali. Andei um pouco e te encontrei deitada nos fundos, na área gramada, olhando pro céu. E, na segunda, primeiro dia de aula desse semestre, acabei descobrindo que seria seu professor. Irônico, não? E desde então me contento em te observar durante as aulas e em algumas festas que te vejo.
— Ainda não entendi o propósito de ser grosso e estúpido.
— Não é óbvio? Você fica me olhando com essas caras nada religiosas durante as aulas, eu já tinha pensamentos impuros, se eu permitisse qualquer aproximação, seria no primeiro banheiro daquele corredor e você...
— Epa, calma! - o interrompi, segurando o riso — E o que você diria se te falasse que eu queria estar com você em um banheiro? Que eu queria que você permitisse a aproximação? Seria anti ético também?
Ele me lançou um olhar furtivo, daqueles que você tem que controlar ate a respiração para não parecer uma desesperada.
— Totalmente.
— Eu já disse pra rever seus conceitos éticos, não falei? Não acho que tentar profanar sua aluna dentro do próprio carro seja ético.
Ele ficou em silêncio, me olhando. O sorriso sarcástico não abandonou sua face em momento algum, o fogo no olhar só aumentava, da mesma forma que o calor dentro daquele carro.
Aquele silêncio estava me incomodando, bufei e destranquei a porta.
— Boa noite, .
Grande idiota, me diz aquelas coisas e depois só fica olhando pra minha cara. Ele que tirasse uma foto, humpf!
Estava colocando a chave na fechadura da porta, quando ouvi o barulho de uma porta batendo. Olhei para trás e lá estava ele saindo do carro e vindo na minha direção como se fosse um furacão.
— Sabe, - segurou meu braço e me virou para ele com brutalidade —, toda minha ética foi pro ralo no momento que você entrou nesse carro, babe.
Me empurrou contra a porta e me beijou.
Ar?
Suas mãos estavam indecisas entre minha nuca, costas, cabelo e cintura, assim como as minhas tentavam descobrir qual parte daquele corpo era mais delicioso de pegar.
Seus beijos desceram para o meu pescoço e, com muito esforço, consegui abrir a porta e puxá-lo para dentro, empurrando-o contra a primeira parede que encontrei.
Coloquei as mãos dentro dos bolsos da calça jeans que ele usava, ergueu a cabeça e me sorriu malicioso.
Ele decidiu fazer o mesmo, porém me puxando mais para perto e friccionando seu quadril no meu.
Não consegui segurar o gemido, foi ai que lembrei que não morava sozinha.
— Calma, a ....
— Ta na casa do . - resmungou entre um beijo e outro no meu pescoço.
Me soltei dele e o encarei.
— QUÊ?
— Porra, , depois a gente fala da vida sexual deles, agora concentra na nossa!
era a única aluna que morava comigo no momento, as outras três garotas se formaram semestre passado.
E ? Bom... Era nosso professor de fotografia! Como a maldita não me conta um babado desses?
— Quer dizer que isso de ficar com alunas é normal? - o encarei e ele bufou, segurando minha cintura com mais força.
— Não, , não é. Agora da pra calar a boca, por favor? - confesso que fiquei sem reação quando ele disse isso e um arrepio me subiu pela espinha.
Que se dane se ele costuma pegar as universitárias vadias, que pegue todas, sendo meu essa noite estava de bom tamanho. Joguei meus braços no seu pescoço novamente e ele me empurrou até o sofá da sala, deitando por cima de mim e começando a levantar minha regata. Abri sua camisa xadrez o mais rápido que consegui e a joguei pra algum lugar desconhecido.
Seu corpo era definido. Cada músculo ali parecia ter sido esculpido a mão, ele era lindo.
— Gosta do que vê? - deu um sorriso descarado.
Não consegui fazer encontrar palavras para responder, me limitei a uma mordida em seu lábio inferior.
Logo minha regata tomou o mesmo rumo que sua camisa, assim como nossas calças. E la estava , meu professor sexy de comunicação, apenas de boxer preta em cima da minha pessoa coberta apenas por um conjunto preto e branco de lingerie.
Senti suas mãos trabalhando no fecho do meu sutiã e logo senti meus seios sendo liberados. Ele ficou alguns segundos encarando a região semi descoberta.
— Gosta do que vê? - repeti suas palavras.
— Gosto e vou gostar mais ainda de tocar.
Desceu a boca pelo meu pescoço, passando pelo colo e parando no meu seio direito. Sua língua fez o contorno de um mamilo e eu gemi, sentindo sua mão acariciando o outro.
Cravei minhas unhas nas costas largas de quando o senti morder e depois chupar, aquilo era uma tortura sem fim. Levei minhas mãos até sua boxer e entrei nela, apertando aquela bunda linda. Ele soltou um muxoxo e depois uma risada abafada pela minha pele. Empurrei a boxer para baixo com as mãos e terminei de tirar com o pé, minha mão foi na direção do seu membro e juro que se não estivesse deitada no sofá, eu cairia assim que senti o tamanho daquilo. Eu ficaria três dias sem andar, Jesus!
Rodeei seu membro com meus dedos e fazia movimentos de cima para baixo, hora rápidos e hora mais lentos. já gemia alto contra meu corpo e eu me sentia cada vez mais molhada para recebê-lo.
Senti sua boca abandonar meu colo, mas logo a senti contra a minha e sua língua explorando cada parte. Gemíamos entre o beijo, ele mordia meu lábio inferior e o puxava com um sorriso sacana na face. Não aguentava mais aquilo, precisava de mais contato.
Segurei suas mãos e as levei até minha bunda; ele entendeu o recado.
Puxou minha calcinha em uma velocidade impressionante e seu dedo me penetrou de uma vez, me fazendo gritar. Ele fazia movimentos intercalando a intensidade, assim como eu tinha feito. Seu polegar acariciava meu clitóris e sua boca estava ocupada mordendo meu lóbulo.
Já não tinha mais controle dos meus gemidos, eu o queria dentro de mim, investido com força e rápido.
... - consegui dizer entre um gemido e outro.
— Hm...- soltou um gemido no meu ouvido, me incentivando a continuar.
— Acaba com isso logo. - foi mais uma súplica do que um pedido.
Seu rosto foi até o meu e sua boca me deu pequenos selinhos.
Se eu não conhecesse esse cara a cinco meses e soubesse o quão filho da puta ele é, com toda certeza me iludiria e pensaria que não era só tesão acumulado que tinha ali.
É, mas eu o conheço bem para saber que era só isso.
— Acabar? Eu nem comecei direito, . - sussurrou com os lábios ainda colados nos meus. A forma que ele dizia meu sobrenome me deixava com a respiração mais falha ainda.
Ele levantou e puxou minhas pernas, me deixando sentada de frente para ele, que estava em pé. Eu estava totalmente exposta e, literalmente, aberta pra ele.
Com um sorriso que de longe foi mais perverso que já vi durante minha vida toda, ficou de joelhos e começou a passar os lábios no interior da minha coxa. Intercalando entre mordidas, beijos e chupões, ele passava o dedo indicador por entre os lábios da minha vagina e se concentrava em meu clitóris de novo.
Eu não conseguia mais gemer, não aguentava mais. Onde esse homem esteve durante a minha vida inteira que não apareceu antes para me comer?
Eu sentia um formigamento sensacional no ventre, como se um nó estivesse se desfazendo e liberando uma sensação de prazer maior do que eu pudesse aguentar.
O vi puxando sua calça e pegando do bolso uma camisinha, observei seus movimentos enquanto colocava e ainda tentava entender como uma camisinha comum caberia naquele mastro enorme.
Depois disso tudo aconteceu rápido demais, me segurou por debaixo dos joelhos e investiu sem dó, soltando um urro e mantendo seu membro dentro de mim por alguns segundos, enquanto eu jogava minha cabeça para trás e mordia os lábios, tentando não gemer.
— Geme! – ainda com a cabeça jogada, a movimentei para os lados em sinal negativo. Suas mãos subiram para minha coxa e as apertou ao mesmo tempo que me puxou mais para frente, para que nossos rostos ficassem colados. — , eu vou te fazer gemer tanto e tão alto, que amanhã, além de não conseguir andar, não vai conseguir falar direito também.
Tirou seu membro por completo de mim e penetrou de novo, dessa vez fundo e com força. Assim se sucederam todas as próximas investidas que ele deu, ele urrando e eu gemendo alto, não foi possível continuar com a minha resistência a respeito dos gemidos, sabia como fazer aquilo.
No momento que senti meu orgasmo se aproximando, me toquei que desde o momento que nos beijamos, ele que tinha ditado as regras, me jogado para lá e para cá que nem uma boneca e me deixado na posição que queria.
Segurei pelos ombros e o empurrei para que se sentasse no sofá, subi em seu colo e comecei a rebolar em cima do seu membro, sem o penetrar em mim. Suas mãos me seguraram pela cintura, como se ditasse os movimentos e sua respiração estava acelerada. Levei minha boca até seu ouvido e dei um gemido prolongado, quando desci com uma mão até seu membro e auxiliei para que me penetrasse. Ele deu um sorriso safado e isso me incentivou mais ainda nos movimentos, enquanto rebolava e cavalgava.
Não tardou e senti meu orgasmo se aproximando novamente, intensifiquei o ritmo e ele me puxou para baixo, fazendo eu ficar parada com seu membro dentro de mim. Foi o ápice. Olhei para baixo e vi nossos líquidos começando a escorrer pelas minhas pernas.
subiu as mãos pelas minhas costas, desde as nádegas até chegar a nuca, levemente e calmamente, me dando um arrepio delicioso.
Sai do seu colo e peguei nossas roupas no chão, enquanto ele foi até o banheiro para se livrar da camisinha.
Quando voltou, pegou sua boxer e colocou, enquanto eu colocava minha roupa íntima também. Feito isso, me olhou com uma carinha de perdido e eu sorri. Ainda sem trocarmos uma palavra, o puxei pela mão até meu quarto e nos deitamos. Pela cama ser de solteiro, ficamos apertados, mas tudo se resolveu quando ele ficou de lado, me encarando e desviando os olhos dos meus, para meus lábios. tirou o cabelo do meu rosto e me beijou, ternamente, quando descolou os lábios dos meus me desejou boa noite e fechou os olhos.
Me virei e fiquei na mesma posição que ele, sua mão desceu pela minha barriga e ali ficou, então, dormimos de conchinha.

x


Ouvi meu celular tocando, mas o som estava distante.
Não queria abrir os olhos, mas assim que senti uma movimentação ao meu lado, o fiz mais do que desesperadamente e tentei assimilar tudo que tinha acontecido.
Ele estava ali, do meu lado, com um braço esticado por cima do meu travesseiro e o outro pousado na sua barriga descoberta.
Sentei e peguei uma camisa grande na cadeira de roupas para passar que ficava ao lado da minha cama, vesti e ergui os braços para me espreguiçar, mas não antes de analisar aquele homem lindo deitado ao meu lado. Mordi o lábio inferior, lembrando da noite anterior, o beijo que ele me deu antes de fechar os olhos e dormir, sonhei com isso praticamente a noite inteira.
Olhei para o outro lado, onde tinha uma janela, e percebi que o tempo estava nublado e chuvoso, típico de sábados preguiçosos, os meus preferidos, quando fico em casa o dia todo de pijama, comendo algumas porcarias e assistindo filmes e séries. Claro, isso quando não tenho resenhas, seminários, fichamentos de livros ou artigos científicos para fazer.
Levei um susto quando senti algo alisando minha coxa e dei um pulo, olhei para novamente e lá estava ele de olhos abertos, cabelo bagunçado e uma cara amassada.
— Bom dia, .
? Quem é você e o que fez com o meu professor todo ético? – brinquei.
— A única pessoa que fez alguma coisa comigo foi você e ontem a noite, senhorita. – me puxou para deitar e se pôs em cima de mim, passando seu nariz no meu e fez um carinho na minha bochecha — E fez uma coisa muito boa, aliás.
— Ah, é? Gostou? – puxei seu lábio inferior nos meus dentes e ele foi com a mão até minha nuca, puxando alguns fios de cabelo. Fechei os olhos e, calmamente, soltei um gemido baixo.
— Não fui o único, pelo jeito. – sorriu e me deu um selinho.
Ficamos nos pegando na cama por alguns minutos, até o momento que ele me puxou para que deitasse em seu peito e logo senti um tremor na minha barriga. Fome.
A última vez que tinha comido foi antes de ir para aula no dia anterior, geralmente como alguma porcaria quando chego em casa, mas né.
Levantamos e ele colocou sua camisa xadrez no corpo, deixando-a aberta e me dando uma bela visão daquele corpo que cobicei desde o primeiro dia do semestre.
Na cozinha, fiz algumas torradas e ele panquecas, comemos entre brincadeiras e gargalhadas. Eu não estava reconhecendo aquele todo descontraído que ficava me fazendo cócegas, passando geleia no meu rosto e fazendo piadinhas idiotas. Era como se por trás da carranca toda que ele carregava na sala de aula, existisse uma outra pessoa, uma pessoa que só quem ele permitisse conheceria.
Quando terminamos, ele lavou toda a louça e eu sequei, fomos para o quarto novamente e nos vestimos.
— Olha, , eu não queria ter que fazer isso, pelo menos não agora, mas eu preciso ir. – disse quando terminou de abotoar a camisa.
Eu estava sentada na cama, com pernas de índio e o encarando.
— Não, tudo bem. – tentei parecer o máximo indiferente, mas eu não queria que ele fosse embora.
Levantei e fui até a sala, ele me seguiu e fingi arrumar alguma coisa na mesa de centro, para não ter que encarar aquele rosto mais uma vez e deixar ele perceber minha cara de adolescente carente que não quer que o menino vá embora depois de ter perdido a virgindade.
— Bom, erm, eu to... Hm, indo. – o ouvi resmungar de trás do sofá.
— Ah, sim. – me limitei a isso e fui até a porta, abrindo.
Ao invés dele sair, entrar no carro e ir embora de uma vez, ele ficou parado no batente e me encarando.
— Tem planos pra hoje?
— Não tinha, até meu professor menstruar e decidir dar uma prova maldita com a matéria do semestre inteiro. – respondi ácida, mas com um tom de brincadeira — Então, vou estudar.
— Mas a prova é só daqui uma semana! – passou a mão pelos cabelos, que ainda estavam bagunçados.
— Eu trabalho, né? E não tenho só a sua matéria pra estudar. - Ele pareceu entender e concordou com a cabeça.
Ele se aproximou, com um sorriso fofo nos lábios e alisou minha bochecha.
— Vou indo então. – concordei com a cabeça e sorri de lado, não querendo mais uma vez deixá-lo ouvir meus gritos interiores que cantavam Stay, Stay, Stay, da Taylor Swift.
Quando suas mãos abandonaram minhas bochechas, desceram e puxaram pela cintura. Fechei os olhos, esperando seus lábios tocarem os meus e logo soltarem. Mas não foi isso.
me empurrou para a parede e me enfiou a língua na minha boca, passando por todos os cantos possíveis enquanto rodeou minha cintura com os braços. Seu beijo era calmo, como se quisesse aproveitar o momento, mas quando pensei em tomar alguma atitude, ele diminuiu mais ainda o ritmo e terminou me dando três selinhos.
— Até semana que vem, então. – passou o nariz no meu, calmamente.
— Até semana que vem, . – dei um beijinho na ponta do seu nariz, ele sorriu e me soltou, indo para o carro e dando partida assim que entrou.
Virei de costas e fechei a porta, encostando nela e dando um suspiro. No momento, parecia que minha boca tinha tomado o formato de um cabide e um sorriso malditamente enorme não me abandonava.
But I think that it’s best if we both stay, stay, stay... – meus gritos interiores se libertaram enquanto eu seguia até meu quarto e arrumava a cama rapidamente.
Olhei para minha mesa de estudos e vi a quantidade de livros que precisava ler para as aulas da semana, bufei e me dei por vencida, pegando o primeiro dos cinco - que coincidentemente, era sobre teoria da comunicação - e me concentrei.
Sobre , eu posso pensar depois, ou pelo menos tentar, porque agora, eu tenho uma prova fodida – do professor que me fodeu – para estudar.


Fim



Nota da Autora 24.12.2014: Gostou? Corre lá pro Grupo das minhas fics | Tumblr






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