Os Caras
By Isabela
Beta-Reader: Abby


null estava com Gustavo, só que ela não o amava. Ela sempre tentava terminar dele, mas sempre quando tocava nesse assunto, ele fugia. Todas as suas amigas sempre a alertando todos os dias, para ela falar logo com ele e parar com essa ilusão.
Um dia, null acordou inspirada! Colocou seu All Star vermelho, sua calça jeans e sua camiseta do uniforme. Chegando na escola, nem olhou na cara de ninguém, já foi direto ao rumo de Gustavo.
‘Guh, preciso falar com você!’ null disse, toda séria.
‘Ok, null, sem problemas!’ Gustavo disse, todo preocupado.
‘Eu não sei como eu vou te falar isso, mas eu tenho que te falar! Entende?’ null disse sem jeito.
‘Eu não sei se entendo, é melhor eu ir pra a sala, depois a gente conversa, pode ser?’ Gustavo disse, tentando fugir. Tinha medo do que ela ia falar.
‘GUSTAVO! Pára com isso, larga de ser criança!’ null disse, segurando em seu braço.
‘Eu? Por quê?’ ele disse, olhando pra baixo.
‘Eu sei que você já sabe o que eu vou te dizer. Pára de fugir da realidade, Gustavo!’ null disse, bem no fundo dos seus olhos.
‘Eu não sei, não, você está pirando.’ dizendo isso, o sinal tocou.
‘Eu estou pirando? Ou é você que não quer saber da realidade?!’ disse ela com muita raiva.
‘Então tá, fala logo!’ disse ele.
‘Eu não te amo, e eu não quero mais ficar com você. Eu sempre tentava te dizer isso, mas você sempre fugia de mim, e hoje acordei inspirada pra te falar isso! Eu juro que só estou fazendo isso pro seu bem, e que no futuro vai ser melhor pra você. Tenho certeza! Ficar com uma pessoa que não gosta é a pior coisa do MUNDO! Eu gosto muito de você, mas como amigo e só. Assumo que errei, eu confundi amizade com amar! Me desculpa?’ null disse, e logo em seguida abraçou Gustavo bem forte.
‘Eu não sei o que te falar’ Gustavo disse e soltou null de seus braços.
‘Ai, meu Deus! Diz que me perdoa! Por favor!’ null disse, com uma voz de choro.
‘Eu te perdôo!’ Gustavo disse, caindo uma lágrima em seu rosto.
‘Ai, Gustavo, você não sabe como eu estou aliviada!´ null disse, estampando um sorriso no rosto.
‘Então... Eu vou pra aula, tá?’ ele disse, todo chateado.
‘Tá, vai lá!’

null foi correndo falar com suas amigas:
‘Queridas! Eu acabei tudo!’
‘Juraa? Você me empresta o trabalho, então?' disse null.
‘Ai, eu também quero. Não consegui terminar' disse null.
‘Como sempre, né, null? Ai, amiga, comigo você não precisa se preocupar, porque eu fiz’ disse .
‘Amigas, eu não estou falando do trabalho de Geografia.’ disse null, toda triste.
‘O QUE É, ENTÃO?’ disse null.
‘Ah, já sei. O de História, então?' Perguntou .
‘NÃO, GENTE! Eu terminei com o Gustavo.’
‘O quê?’ perguntou null.
‘Até que enfim, tava na hora!’ disse null.
‘MEU DEUS!’ disse .
‘Foi muito ruim, mas eu consegui!’ disse null.
‘Nooossaaaa! Eu nunca imaginava que você ia terminar com ele, ele te ama para caramba, mesmo a gente falando pra você terminar com ele. Eu sempre achava que você nunca ia ter coragem, amiga!’ disse null, inconformada.
‘É, amigas, eu sei, foi barra! Mas vai ser melhor pra ele, eu tenho certeza! Ele só estava se iludindo, cada vez mais!’ disse null, toda chateada.
Nisso, o sinal para a sala de null toca. null entra na sala toda triste, não conseguindo prestar atenção em nada! Aí, null vira para null e diz:
null!?’
‘Fala!’
‘Pensa pelo lado positivo da coisa!’ disse null, sorridente.
‘E existe esse lado?' perguntou null, sem animação nenhuma.
‘Sure! Olha, agora você vai poder investir naquele garoto que você gosta de verdade, você sabe de quem eu estou falando, né?’ disse null, tentando animar null.
‘Ai, mas ele não me vê com outros olhos, ele me fala um simples ‘Oi’, e olhe lá.’ disse null, mais desanimada ainda.
null, pára com isso! Pensa positivo, amiga!’
‘Eu vou tentar, mas tá difícil!’
null saiu da aula super mal, de cabeça baixa. Foi embora se sentindo a pior pessoa do mundo, mas, afinal, ela não gostava dele, e sim daquele garoto que mal falava um ‘Oi!’

No outro dia, ela acordou cedo para ir para a escola, colocou seu All Star vermelho, a calça jeans e a camiseta do uniforme. Chegando na escola, com seu mp3 no ouvido,cantando:
‘Encontrar alguém que me dê amor! Uouuuuuuouuuu! Da esquina eu vi o brilho dos teus olhos, tua vontade de morrer de rir!’ (Jota Quest)
null, de cabeça baixa, continuou a caminhar. Ela sentiu uma pessoa vindo em sua direção, mas nem ligou, continuou a caminhar de cabeça baixa. Escutou vozes, e então resolveu tirar um dos fones do ouvido, e finalmente levantou a cabeça e olhou:
‘Oi, será que você poderia me ajudar?’ disse o garoto que ela tanto gostava e que mal dizia um ‘oi’.
‘Ah, lógico. O que houve?’ disse com os olhos brilhando e não acreditando que ELE estava falando com ela.
‘Aff, sabe o que é!? Eu não consigo fazer um exercício de Matemática e me disseram que você é ÓTIMA nessa matéria. Será que você poderia...’ nem deixando ele acabar de falar, ela já respondeu na lata:
‘Claro! É só você me mostrar qual é e eu já te ajudo!’ disse ela sorridente.
‘Ah, tá!’ disse ele abrindo o caderno rapidamente e pegando um lápis.
‘Ah, e aí? Você não é muito bom em Matemática?!’ disse ela toda envergonhada e tentando puxar assunto.
‘É, eu não sou nada bom nessa porcaria de Matemática!’ disse ele sem graça.
‘Hm... Ah, então é esse o exercício?’ disse ela olhando para o caderno, tão nervosa que nem consegui enxergar números nenhum.
‘Aham, é esse!’ disse ele.
‘Hm, é moleza! Você só tem que fazer ‘X+Y’’ disse ela sorrindo.
‘Jura? Nossa, como eu sou lerdo, quebrei a cabeça, perguntei pra um monte de pessoas e é só fazer isso?!’ disse ele com uma cara de derrotado.
‘Não liga não! Isso é normal!’ disse ela olhando bem nos olhos dele e rindo.
‘Ai, pensei que você fosse uma garota igual as outras desse colégio, metidas e nerds!’ disse ele, também olhando nos olhos dela.
‘Eu não sou nada disso, não!’ disse ela fazendo um biquinho, que era já, vamos dizer da ‘natureza’ dela.
‘Adorei o seu biquinho!’ disse ele rindo e envergonhado.
‘Ai, desculpa, eu sou uma idiota mesmo, fazendo biquinho para uma pessoa que eu nem conheço, como eu sou 'CIDONA'!’ disse ela toda envergonhada e sem jeito.
‘Magina, você ficou linda com esse biquinho!’ disse ele, abrindo aquele sorrisão que deixava null derretida.
‘AIII’ disse ela, se derretendo todinha.
‘Bom, brigado, viu?’ disse ele.
‘Magina, sempre que precisar é só gritar: null!, ok?’ disse ela com as mãos na pernas, tentando ser ‘sexy’.
null!’ ‘O que aconteceu? Precisa de mim?’ disse ela dando gargalhadas.
‘Adorei conversar com você!’ disse ele, todo sem graça e nem acreditando que tinha dito aquilo para uma garota que anteriormente ele nem notava.
‘Ain, eu também.’ disse ela MORRENDO por dentro.
‘Agora eu vou!’ disse ele se virando.
‘Ai, eu também!’ disse ela sorrindo e nem sabendo mais aonde estava. null entrou na sala toda saltitante e com os olhos brilhando.
Suas amigas não entenderam nada. Ontem ela tava mals pra caramba, aí, ela chega no outro dia toda feliz. Aí tinha coisa, pensaram e comentaram entre elas.
null sentou no mesmo lugar de sempre, só que com uma cara diferente e um sorriso ENORME! E o detalhe batendo as mãos na carteira e os pés balançando e a cabeça também. Parecia uma garotinha que tinha acabado de ganhar uma boneca de natal, toda feliz! null, estava MUITO FELIZ! Nem ela mesmo acreditava que tinha falado com ele, ela só pensava ‘ELE É TÃO PERFEITO!’, era só o que ela conseguia pensar.
Suas amigas nem falaram com ela na sala. null parecia não ouvir nada, parecia estar nas nuvens, então resolveram conversar com ela na saída do colégio, porque, também, tinham cansado de chama-la e ela não responder.
Logo quando bate o sinal da saída, lá vão elas:
null! O que aconteceu, hein?!’ disseram todas as amigas juntas.
‘Ah, aconteceu... UMA COISA QUE EU NUNCA ACHAVA QUE IA ACONTECER!’ disse ela com uma voz e com uma cara apaixonante.
‘UAU! Pelo jeito foi mesmo, hein, amiga?!’ disse null, se matando de rir.
‘COM CERTEZA!’ disse ela.
‘Mas pára de enrolar e fala logo!’ disse null afobada
‘Sabe aquele garoto que eu gosto tanto e que mal me falava um "OI?"’ disse null colocando seu óculos de sol.
‘SEI! Que até que eu te disse. Que como você tinha largado do Gustavo, você poderia investir nele!’ disse null
‘ISSO! Amiga!’ disse null, dançando de felicidade.
Depois disso, null contou tudo para as amigas!
Quando ela estava indo para casa, avistou um cartaz ENORME, que dizia:
‘PROMOÇÃO JOTA QUEST NA SUA CASA!’
null leu aquilo e não acreditava, imaginou: ‘JOTA QUEST NA MINHA CASA?!’
Não pensou nem duas vezes e arrancou o cartaz, colocando rapidamente dentro de sua bolsa. Chegando em casa, foi correndo para o seu quarto, pegou o telefone e ligou para todas as suas amigas, falando da promoção:
, VAI TER A PROMOÇÃO JOTA QUEST NA SUA CASA!’
, VAI TER A PROMOÇÃO JOTA QUEST NA SUA CASA!’
, VAI TER A PROMOÇÃO JOTA QUEST NA SUA CASA!’
Isso porque ela ficou horas e horas com cada uma no telefone. Falando que ela tinha que participar e bláblábláblábláblá. Sabe, essas fãs quando começam a falar do ídolo, né?! null foi correndo para o computador, depois de avisar suas amigas, entrou no site da promoção e ficava olhando para aquele cartaz o tempo todo!
Ela só sonhava com aquilo. Tinha até esquecido do garoto que mal falava um ‘oi’, se dedicou totalmente a promoção!
Até que chegou o dia do resultado que ia passar na TV, chamou suas amigas para ir à casa dela e não desgrudar da TV. Todas ali, sentadas no sofá, muito ansiosas. null enfiava um monte de pipocas na boca e tudo de uma vez e com os olhos ABERTOS, ela nem piscava em frente à TV. Querendo ou não, null estava um pouco confiante que ia ganhar, porque, poxa, o quanto ela se entregou a essa promoção, ela tinha confiança sim.
E o apresentador disse:
‘A ganhaaaaadooooraaaaa é...’ ele fazia suspense, sabe, esses apresentadores sempre fazem isso’
null estava tendo quase um treco, suas amigas abanavam ela e falava pra ela contar até dez.
‘É... Josefina Rosalda! Parabéns, você acabou de ganhar a promoção 'JOTA QUEST NA SUA CASA'!’ disse o apresentador da TV.
null não acreditava no que tinha escutado e suas amigas ficaram em total silêncio. null apenas chorava e gritava:
‘Eu me dediquei totalmente a essa porcaria de promoção, e eu não ganheeeeeeeeeeei!’ null chorava e soluçava.
Suas amigas tentavam consolá-la, mas estava meio impossível. Não queria ouvir nada e chorava muito.
Decepcionada, null foi correndo para o quarto e deixou suas amigas na sala. As amigas a entenderam, e não ficaram chateadas por ela ter as deixado na sala sozinhas. Elas foram falar com sua mãe e disse para ela, que a null estava muito triste e explicou o motivo. Disse para ela ver se ela conseguia fazer algo. Bem que sua mãe tentou, mas não adiantava, null trancou a porta e não deixava ninguém entrar.
E ali, null ficou. Deitada e chorando, dava socos no travesseiro, como ela sempre fazia quando estava brava ou chateada.
De repente, ela escutou um barulho que parecia um barulho de pedra batendo em um vidro, e era isso mesmo. Alguém tinha jogado uma pedra na janela do quarto dela. Como já estava estressada, abriu a janela com tudo e logo soltou um GRANDE PALAVRÃO, e em seguida disse:
‘Vai jogar na janela da tua MÃE, porra!’ disse ela, parecendo que os olhos iam saltar do rosto, de tanta raiva.
null! Sou eu! Não fica brava comigo não!’ disse o garoto que mal falava um ‘oi’.
null não acreditava que ele estava ali, e porque ele estaria ali, pra quê?
‘O que aconteceu? Por que você está aqui?’ disse null, com uma cara de não estar entendendo nada.
‘Eu preciso falar com você!’ disse ele gritando, já que estava do lado de fora.
‘SHIIIII! Fala baixo, meus pais podem acordar!’ disse ela, colocando o dedo na boca, pedindo silêncio.
‘Então me deixe entrar?!’ perguntou.
‘OLHA, HOJE EU NÃO ESTOU EM UM DIA BOM!’ disse ela, já fechando a janela.
‘NÃÃÃÃÃÃO! Não fecha a janela, eu preciso falar com você!’ ele gritou.
‘EU JÁ DISSE PARA VOCÊ NÃO GRITAR, PÔ!’ disse ela com raiva.
‘Mas como eu não vou gritar? Você está aí e eu aqui. Você não vai ouvir o que eu estou falando!’ ele disse, tentando falar um pouco mais baixo.
‘Ai, meu Deus! Então entra logo, vai! Mas eu não estou bem, se for pra resolver exercícios de matemática, esquece! Eu não estou com cabeça para isso!’ disse ela.
‘Mas como eu vou entrar?!’ disse ele com uma cara de não saber o que fazer.
‘PELA PORTA, NÉ?! DÃH!’ disse ela, rindo da cara dele.
‘Tem certeza?’ disse ele, dando uma risadinha. null pensou um pouco.
‘Ai, não! Meus pais vão acordar! Isso não pode acontecer! Lá na porta da minha casa, tem um tipo de barulho, que quando você entrar ele faz o maior escândalo, meus pais iam acordar mesmo!’ disse ela preocupada.
‘Ué, mas você não riu na minha cara, hein?! Tá vendo?!’ disse ele rindo.
‘Ai bobo! Eu não tinha pensado nisso!’ disse ela dando um sorriso ‘amarelo’
‘Mas e aí?! Como eu vou entrar?!’ perguntou rindo ainda.
‘ESPERA! Como você sabia que não poderia entrar pela porta?! Sabia que tinha um ‘barulho’ lá?!’ disse ela, falando muito rápido
‘Ah, é... Que um dia quando eu vim, atrás de você. Mas você não estava, sua mãe disse que estava atrás daquela promoção! Aí ela pediu pra eu entrar e te esperar, eu entrei e esperei. Só que você demorou muito e eu acabei indo embora!’ disse ele.
‘Ah tá.’ disse ela abaixando a cabeça.
‘Mas e agora? Como eu vou entrar, hein?!’ disse ele, olhando para ela.
‘Ai, vai ter que entrar pela janela, ué!’ disse ela.
‘Ok, ok! Você vai ter que me ajudar!’
‘COMO?’
‘Tipo, você tem alguma corda aí? Alguma coisa assim?’ ele perguntou.
‘Ai, isso já esta parecendo história de contos de fadas!’ disse ela rindo.
‘Isso não importa agora, o que importa é que eu preciso falar com você!’
‘Ah, então eu vou amarrar um monte de lençóis aqui!’ disse ela, indo em direção á gaveta de lençóis.
‘Tá!’
null foi tirando todos os lençóis para fora da gaveta, e depois ia amarrando.
‘Pronto!’ disse ela jogando aquele monte de lençóis amarrados um nos outros.
‘Olha, você conseguiu, hein?!’ disse ele rindo.
‘Duvidou de mim, é?!’ disse ela, com vergonha
‘Lógico! Toda mulher é ‘fraquinha’ nessas coisas!’ disse ele rindo.
‘Ai, como você é machista!’ disse ela rindo.
‘Tá bom, eu sou!’ disse ele, com uma cara de bravo.
‘Ai, ficou bravinho!’ disse ela dando gargalhadas.
‘Agora, dá pra você deixar eu me concentrar para subir nessas ‘coisas’ aqui?!’
‘Tudo bem, boa sorte!’ disse ela, tentando esconder o riso.
Ele subia, subia e null ria dele. Achava tudo aquilo muito engraçado, um garoto que antes nem notava ela e depois de um simples exercício feito por ela, ele esta subindo por uns lençóis amarrados, só para chegar até ela.
Quando ele estava quase chegando, faltava muito pouco, null estava bem perto da janela, esperando ele, para puxar ele para dentro.
De repente, ele entrou com tudo e caiu em cima dela, os dois ficaram um olhando nos olhos do outro. Ele ia beijá-la, mas ela virou o rosto para o lado, e ela pensou depois, ‘Por que eu fiz isso, cara?! Se eu gosto tanto dele, sempre sonhei com isso?!’
null ficou com muita raiva dela mesma, mas ela deixou isso de lado e até pensou depois: ‘Eu tenho que ser um pouco difícil, para ele pensar que eu tipo assim ‘nem quero’.’
Depois de null pensar isso, ela tirou ele de cima dela, rapidamente.
‘Desculpa, por ter caído em cima de você, é que eu entrei tão rápido, que não deu tempo te falar que eu ia entrar, naquela hora.’ disse ele todo sem graça.
‘Tudo bem! Sem problemas!’ disse ela, sorrindo.
‘Fico aliviado, então!’ disse ele, dando um leve sorriso.
‘Agora, me responda uma coisa?!’
‘Claro, se for ao meu alcance!’ disse ele
‘Como você chama? Eu nunca te perguntei isso. Antes agente nem se falava, agora que começamos a nos falar, eu nem sei o seu nome.’ disse ela.
‘Ah, nossaaa, é verdade! Nem pensei em te falar o meu nome.’
‘Então... Como é?’ perguntou.
null!’ disse ele, sorrindo.
‘Ah tá, bonito nome, e diferente também!’ disse ela.
‘Bonito? É esquisito, isso sim!’ disse ele, com vergonha.
‘Mas vamos logo ao assunto! O que você quer falar comigo?’ perguntou ela, apressando ele.
‘Ah, é que eu estava assistindo TV, e eu vi que você perdeu’ disse ele, com ressentido em falar
‘É, eu prefiro não falar disso, se era isso que você queria falar comigo, pode ir embora!’ disse ela apontando para a porta.
‘Não, não, não! É que eu tenho uma boa notícia, que tem a ver com isso!’ disse ele, tentando alegrar ela.
‘O quê?’ disse ela com uma cara desconfiada
‘É, que eu sou amigo dos ‘caras’, entende?’ disse ele.
‘O quêêêêêê? Você é amigo da banda JOTA QUEST?!’ disse ela, que estava no chão, levantando e pulando.
‘Aham, aí eu resolvi te dar um presentinho!’ disse ele com cara de safadinho.
‘Ain, eu te amo!’ disse ela soltando o ‘eu te amo’ sem querer querendo, entende?
‘Oh, o que você disse mesmo? Repita! Eu não escutei direito!’ disse ele, com a cabeça baixa.
‘Eu? Eu não disse nada, nada mesmo!’ disse ela sem graça.
‘Você disse, sim, claro que disse!’ disse ele, fazendo cosquinhas nela.
‘O que eu disse, então?!’ disse ela sorrindo.
‘Quer que eu fale mesmo?’ disse ele provocando ela.
‘Quero, sim!’ disse ela.
‘Você disse ‘eu te amo’, com todas as letras!’ disse ele, chegando perto dela.
‘Sério? Ai, foi sem querer, eu nem percebi!’ disse ela, chegando mais perto dele. E então, null a beijou, ela não resistiu e foi aquele beijo, hein?! DE CINEMA!
E do nada, o rádio de null começou a funcionar, o disco que sempre estava dentro dele, começou a rodar:
‘[...] Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito, nem que seja só pra te levar pra casa, depois de um dia normal! Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar e dizendo que eu sou o causador da tua insônia, que eu faço tudo errado sempre, sempre [...]’ – Jota Quest
E assim null que estava muito triste, se sentiu muito feliz, a partir daquele momento.
Parando de beijar, null olhou para null e disse:
'Me desculpa?' disse ela, passando a mão em seu rosto.
'Desculpa? Pelo o quê?'
'Ah, por eu ter esquecido de você. É que eu estava atrás daquela promoção e agora você vem todo fofo, me consolando, me deixando da pessoa mais triste para a mais feliz! Como eu sou idiota, nem dei valor para você!' disse ela se afastando de null.
'Magina, sem problemas! Eu te entendo.' disse ele deitando null em suas pernas.
'Ai, você existe mesmo?' disse ela sorrindo.
'Por quê?' perguntou todo sem graça.
'Porque você me entende, me conforta, me faz feliz, super simpático e LINDO, ops! Desculpa!?' disse ela morrendo de vergonha e colocando as mãos no rosto.
'Desculpa? Para com isso! Minha bobinha!' disse ele, tirando as mãos do rosto dela.
'Brigada!' disse ele levantando.
E assim eles dançaram, pularam, brincaram tudo juntos, null e null parecia dois bobinhos se amando!
E depois null foi para casa, porque se os pais de null acordassem e dessem de cara com null, iria acontecer uma tragédia. Os pais de null eram muito ciumentos com ela, cuidavam de null como se ela fosse uma 'princesinha!'.
null acordou, colocou seu All Star vermelho, sua calça jeans e a camiseta do uniforme. Não via mais o dia como um simples dia, ela via o dia agora como O DIA! Foi para a cozinha, sentou na mesa, começou a tomar seu café da manhã e sempre muito pensativa. É claro, pensando em null.
'Ontem suas amigas disseram que você estava super triste por não ter ganhado o concurso, e eu também tentei falar com você, mas você nem ligou, nem abriu a porta para mim.' disse sua mãe, mexendo o leite no caneco.
'Ah, mãe, mas eu já estou melhor' disse null, meio que trocando as letras.
'Filha, você está mentindo, quando começa a falar assim...' disse a mãe.
'Claro que não mãe, impressão sua, tá? Agora será que eu posso tomar o meu café da manhã, sem perguntas?'
'Lógico!' disse a mãe com um tom de ironia, e ainda não acreditando em null.
Seu pai só escutava, em quanto lia o seu jornal, que era sagrado, todos os dias, mas ele resolveu dar a sua opinião:
'Eu senti um cheiro de felicidade mesmo, mas se ela está feliz é o que importa, quero o melhor para ela!' disse seu pai, tirando o jornal do rosto e olhando para null, todo sorridente.
'Ai, pai, você é o máximo !' disse null beijando e abraçando seu pai.
'Magina, filha, eu te amo!' disse o pai, abraçando bem forte null.
'Eu nem sei o que eu seria sem essa família aqui!' disse null sorrindo.
'Ah, filha agora vai para escola vai!' disse o pai, passando a mão na cabeça da filha.
'Ok, eu já estou indo! Vou só no quarto pegar o meu mp3.' disse ela indo para o quarto.
null entrou em seu quarto toda saltitante, perguntando para ela mesma:
'Cadê o meu mp3? Mp3, cadê você? Vem com a null, vem?!'
'Ele está aqui, vem buscar!' disse null, saindo do seu 'esconderijo' (atrás do guarda-roupa) e olhando para a null, com seu mp3 na mão.
'SEU LOUCO! O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI? COMO CONSEGUIU ENTRAR AQUI? MEU PAIS VÃO ME MATAR!' disse ela andando de um lado para o outro.
De repente sua mãe vem gritando, em direção ao seu quarto:
null, eu estou indo aí no seu quarto, tenho que guardar umas roupas suas!' disse a mãe chegando no quarto de null.
'NÃO, MÃE!' gritou null fechando a porta.
'Por quê? Filha?' disse a mãe batendo na porta
'Por quê? Porque... Porque... Porque... Nasceu uma espinha horrorosa no meu rosto e não quero que ninguém me veja!' disse ela encostada na porta e tremendo de medo.
'Ah, filha, pára com isso! Você é linda de qualquer jeito, querida!' disse a mãe.
'EU? Mãe, você fala isso porque você é a minha mãe, só que os meus colegas do colégio não vão achar o mesmo.' disse null.
'Ah, então não vai à escola não, filha, fique, então!' disse a mãe desistindo.
'Brigada, mãe!' disse null, respirando aliviada
'Magina, filha, eu te entendo, já passei por essa fase adolescente!' disse a mãe voltando para a cozinha.
'Olha, você agradeça que minha mãe já foi adolescente, porque senão eu ia estar FRITA!' disse ela arregalando os olhos.
'Nossa, calma! Só fiquei com saudades de você, e como eu sei que você não sai de casa sem o seu mp3, eu resolvi...' disse ele, nem terminando a frase e null já respondendo
'Eu sei, não precisa falar, ai, mas como você entrou aqui?' perguntou sem entender nada.
'Ah, eu entrei pela janela, de novo!' disse ele, sorrindo.
'Hm, agora me dá o meu mp3, pra ver se eu consigo ainda ir para escola, se eu não estiver muito atrasada!' disse null, estendendo a mão.
'Hm... Deixa eu pensar... Só se você me der um beijo!' disse ele fazendo biquinho.
'Hm, tudo bem!' disse null se aproximando dele.
'Estou esperando!' disse ele fazendo biquinho e fechando os olhos.
null chegou perto dele, e ficou lá parada e rindo da cara dele, e então ele a puxou com tudo e lascou um beijo nela.
'Seu safaaado!' disse ela rindo.
'Eu sou, mas você gostou, né?' disse ele dando risada.
'Ah, vamos dizer que sim!' disse ela pulando e sorrindo.
'Mas e aí? Você vai pra escola? Não vai não! Fica aqui comigo! E lembra da espinha?' disse ele
'Ah, eu preciso ir pra escola, a espinha eu falo que eu apertei e pronto.' disse ela 'E você acha que sua mãe vai acreditar?' perguntou.
'Acho.' disse ela rindo.
'Então vai lá né, fazer o quê.' disse ele a beijando e abraçando bem forte.
'Então, vai logo você, pula essa janela!' disse ela.
E assim, null pulou a janela em extremo silêncio, null saiu do quarto correndo com o material na mão.
'Filha, mas você vai pra escola? E a espinha?' perguntou a mãe.
'Ah, mãe eu vou, esqueci que tenho um trabalho pra apresentar hoje. Tipo, a espinha eu apertei e deu tudo certo, agora deixa eu ir que estou atrasada!' disse null, correndo para o portão.
'Tá bom!' disse a mãe desconfiada.
Chegou na escola, com o seu mp3 no ouvido, e todos olhavam para null com olhares e sorrisos de felicidade e doçura. null, não entendendo nada, continuou a caminhar e de repente null, apareceu na frente dela, com um pulo:
'null, vem?' disse ele pegando na mão dela.
'Como assim? Vai pra onde? Por que todos estão olhando pra mim desse jeito?' disse ela tirando os fones do ouvido.
'É, que... Ah, melhor eu não falar, vem ver com os seus próprios olhos! Vem?!' disse ele a puxando.
null caminhou lentamente, e observando todos que olhavam para ela e sorriam. null ria para ela com um jeito perfeito e meigo:
'null, feche os olhos?!'
'Ai, null, o que tá acontecendo?' disse ela, pegando na mão de null.
'Feche os olhos!' disse ele, afirmando.
'Ok, eu fecho!' disse ela com medo e ansiedade, que dava pra ver nos olhos dela.
null levava ela mais perto do lugar que queria, mais perto e mais perto. null dizia a cada cinco minutos:
'null, o que tá acontecendo? Tá chegando? null!’
Ele não falava nada, só dava gargalhadas. E assim, ele disse:
'null, pode abrir os olhos!'
null, mais do que rapidamente abriu os olhos, e tudo parecia muito pefeito pra ser realidade. JOTA QUEST ESTAVA ALI! SÓ PARA ELA, CANTANDO SÓ PARA ELA, COM A PESSOA QUE ELA AMA DO LADO, O COLÉGIO INTEIRO ESTAVA VENDO TUDO AQUILO E ELA NÃO TINHA NEM PALAVRAS.
'Aqui estão os 'caras', não te disse que eu ia te dar um presentinho? Aqui está, meu amor, eles são só seus!' disse ele a abraçando e rodando.
null estava SUPER FELIZ. Seus olhos brilhavam, ela soltava gargalhadas rodando com null, que soltou null e o puxou, correndo abraçar os 'caras'.
E assim, Jota Quest cantou muito para o colégio todo, e null cantava todas as músicas junto com eles, afinal ela AMA eles, e sabe todas as letras de cor e saltiado. Depois a banda e o casal foram jantar juntos, null tirou muitas fotos com eles, pegou autógrafo, TUDO que uma fã louca faria se estivesse com o seu ídolo. E assim null está com null até hoje. E, como todo conto de fadas…

ELES VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE!



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