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Prólogo


O Palco pode ceder. Tudo ao redor pode desmoronar, mas o show deve continuar. O importante é guardar cada momento. Descrever o sentimento em poesia é transformar o mundo real em alucinação. Escrever sobre o mundo é como decidir o destino através das incertezas. O que está escrito na canção, é a estrada que você enxerga. A estrada que você enxerga, pode escurecer ou clarear, depende da forma que você a direciona. Apenas querendo que se lembre. As flores murcham, o chocolate derrete, o esboço da canção se desfaz. Mas o que está guardado no coração permanece, o sonho jamais é esquecido. O amor pode ser descrito de várias formas. A melhor forma de descrevê-lo não pode ser escrita, apenas sentida. O bom é viver uma ralação intensa com alguém, cercada de ótimos amigos, e deixar que a vida te leve nos caminhos de uma canção. Basta você a encontrar.


Capítulo 1 - Total Eclipse of The Heart


O barulho ecoava. Aquela sensação de flashes atormentava a estrela principal do show. A cantora que lutava por um sentimento que ela não devia ter. Não era algo ruim, era apenas medo, mas o mesmo medo a fez chegar até ali.
estava mais nervosa do que o habitual. Tocar no país de Adele, Beatles, One Direction entre outros demais talentos, era um de seus maiores sonhos.

- ... Está tudo lotado, tem muita gente lá fora. Você não vai acreditar em quantas pessoas estão te esperando. – também estava nervosa, mesmo sabendo que as atenções do show não estavam voltadas a ela. Ela fazia seu papel de amiga, mas também deveria permanecer firme para prestar seus deveres, pois ser assistente de não era uma tarefa fácil.
Desde que tinha se tornado uma cantora famosa não tinha muito tempo para amizades, portanto, era a pessoa mais próxima dela. Mantinham uma boa relação, mesmo que brigas fossem constantes. Ainda assim, havia segredos que ela preferia guardar para si própria.
Enquanto estava em sua concentração, rezava, encostada em uma mesa, era uma das poucas coisas que ainda lhe restavam.
Anos de terapia fizeram com que ela aprendesse uma estratégia, que estava usando muito atualmente; manipular a si própria.. Ela tentava convencer a si própria que aquilo era apenas mais uma apresentação, mesmo que se preocupando com as lembranças e sonhos que tinha com Cassie , ainda eram muito frequentes, mas sua estratégia era acreditar que estava preocupada apenas com o show. Tentava comparar o momento à uma passagem bíblica lida em uma igreja; todos a encaravam a fim de entender o que ela falava, e não quem ela era.

- , , . – Seus fãs gritavam desatinados. Lágrimas caiam de seus rostos, cartazes e presentes demonstravam o amor que aquelas pessoas lhe dedicavam. Ela amava ter contato com os fãs, mesmo que muitas vezes, tivesse sido privada disso.
Era o último show da primeira turnê da cantora. Para muitos, era apenas mais um show, para ela, era mais um capítulo do sonho. A curiosidade a motivava a abrir os olhos e enxergar o mundo real.
- Tudo bem, podemos começar.– disse baixo, enquanto a banda que fazia a abertura do seu show se retirava do palco. – Lá fora está cheio de pessoas. Eu estou com medo... Eu não quero decepcioná-las.
- Hey, você já fez shows para plateia muito maiores. Você já fez shows em muitos outros países e você já errou muito também. Assim como todos nós erramos. E o que a plateia fazia? Sorria. E é isso que eles querem de você. – Ray, o baterista de disse tentando acalmá-la.
- Seu discurso foi convincente. – respondeu e piscou para o amigo. – Hora do show.
Como sempre fazia, antes do inicio do show, contou de dez para baixo e bebeu um copo de água gelada, isso aliviava sua tensão. Mas isso não afastava outras conturbações, como mãos tremendo, sangue fervendo, olhos latejando, coração palpitando... Mas essa era a maneira dela se sentir preparada.

- Vocês não imaginam o tempo que esperei para esse show. – disse após tocar a música que iniciava o show. - Agora, eu quero ver vocês interagindo comigo. – sorriu fraco. – Quero essa noite marcada em cada coraçãozinho aqui presente.

O cover de Love Hurts emocionou grande parte da plateia. A maioria por saber que a letra se encaixava em um momento que estava vivendo ou que já tinha vivido. Ela também tinha um significado bastante significativo para . Ela permaneceu seus últimos seis meses, solteira, em função da turnê, isso sem contar o tempo que ela habitava em um relacionamento vazio, esse espaço provocado por ela mesma, quando deixava de se dedicar ao namorado, para compor suas músicas, que eram, quase sempre, ignoradas por seus produtores. Desde que havia se tornado uma pessoa publica, não conciliava trabalhos com a vida pessoal. E por esse motivo, durante os primeiros shows da turnê, seu último namorado, Luke a deixou. ‘O amor é bom, mas o amor fere.’

- Eu realmente fiquei muito empolgada quando descobri que meu último show da turnê seria em Londres – dizia mostrando sua excitação pelo lugar – Eu sempre sonhei em vir para cá, e enfim esse meu sonho se realizou, assim como vocês devem estar realizando um de seus sonhos aqui, nesse mesmo show – O publico agradeceu e se alegrou ainda mais. Habituamente, em seus shows, ela tirava alguns minutos só para observar a plateia. Os músicos improvisavam enquanto caminhava pelas passarelas, interagindo com os fãs e tentando gravar cada rostinho que via. Era isso que a fazia continuar, várias pessoas, várias histórias diferentes, vários momentos, vários sonhos. Dentre todos aqueles sonhos e rostos, ela tentava achar um. Cada show, cada cidade, cada país, tudo que queria localizar era o rosto perdido de Cassie.

O encerramento do show foi dado por uma musica que ela amava. O cover de Piece of Me era quase que uma tradição. Claro que no trecho “I'm Miss Oh my god that Britney shameless” o nome Britney era substituído pelo de . Essa era a forma que ela encontrava para homenagear uma cantora tão influente, que tinha uma historia muito semelhante a sua, principalmente quando o assunto principal era a família. As duas mantinham-se quietas quanto ao assunto. Pensar na família não fazia muito bem para , principalmente quando ela pensava na irmã.

Flashback

Casa da Vovó ; em algum Domingo. 2003.

A Família estava reunida, várias crianças se espalhavam pela casa. As mais velhas se trancavam na sala de TV para jogar vídeo-game, as mais novas grudavam em seus pais. As irmãs Cassie e preferiam se distanciar com suas bonecas.
e Cassie nunca foram crianças mimadas pelos pais. Eles deixavam esse trabalho para os outros parentes, que as garotas viam uma, duas ou até três vezes ao ano. E isso causava um certo aborrecimento nas irmãs. Os pais, sempre ocupados om o trabalho, não tinham muito tempo para passar com os filhos, e cada um tinha uma forma de lhe dar com isso.
e Mark eram os irmãos mais velhos, e consolavam a ausência dos pais passando o tempo na casa dos avós. Cassie fazia o mesmo, mas também era consolada por outro tipo de coisa. Brinquedos. Muitos e muitos brinquedos. Os pais pareciam não perceber, assim como Mark, mas olhava os presentes misteriosos de outra forma.
- De quem você ganhou essa boneca, Cass? – perguntou apontando para o brinquedo que Cassie tirava da pequena mochila.
As duas estavam no quintal, em um tapete que o vovô havia forrado para que elas brincassem embaixo de uma arvore, onde era costume ser organizado, anualmente, o piquenique para reunir a família.
- Não fale nada para mamãe. – Cassie sussurrava para a irmã escondendo a boneca atrás das costas.
- Foi daquele Médico, não foi? Você deve parar de ir na enfermaria da escola Cassie. – A mais nova ficou em silêncio, o que fez a irmã se irritar ainda mais. Ela não gostava de passar despercebida, coisa que certamente tinha herdado do pai. Cassie não queria mentir para a irmã, mas tinha medo das atitudes que poderia ter - Foi do médico ou não? – voltou a perguntar. - Fala, Cass.
- , não grite. – sussurrou em resposta, se aproximando da irmã, que estava em pé, com um dos braços apoiado na árvore enquanto o outro abraçava uma das bonecas. – Foi dele sim – fez uma cara de “eu já sabia”, o que era verdade, mas ela queria ouvir isso da boca da irmã - mas eu não posso contar para ninguém.
- Bom, você contou pra mim. Mesmo sabendo que eu poderia correr agora e contar para nossos pais.
- Mas eu confio em você, . – Cassie terminou.

Comemoração de Ano Novo na praia; 2003/2004.
Um dos locais mais frequentados no fim do ano, com certeza eram as praias brasileiras. Frequentemente, a família se reunia em alguma delas para aguardar a chegada do novo ano.
- Cassie, você está me assustando. – dizia enquanto cavava a areia com uma pequena pá de plástico. A expressão de Cassie era mais tranquila que a dos irmãos, que a observavam contar que ele estava ali.
- Não, , não se assuste, ele só disse para eu fingir que não o conheço. - respondeu imediatamente. – Eu só disse que viríamos para cá e ele quis vir também, mas nossos pais não precisam saber.
- Cassie, não importa o que você diga, eu vou contar para o papai e ponto final. Essa história não pode ficar assim. Eu estou cansado desse maldito médico. – Mark , disse.
- Não, Mark, não fale nada. Vai ser pior. – Cassie sussurrava fitando os pés que cavavam um buraco na fina areia da praia.
- MÃE, PAI. – Mark gritava enquanto corria em direção aos pais.
- Corre atrás dele, , não deixe-o contar nada por favor. – O olhar de Cassie nunca pareceu tão assustado. não estava satisfeita com a situação e sentia um frio percorrer sua espinha. Saiu da beira do mar, e correu até a direção do quiosque onde seus pais comemoravam a festa. Deixando Cassie para trás.
Dar as costas para alguém havia se tornado ainda mais difícil a partir de então.

Casa do Richard; San Diego, 23h47 um ano atrás.
- , calma. Respira, fica calma. – Richard tentava manter calmo o tom de voz.
- Como posso ficar calma, Richard, como? – ela disse durante a pausa de seus soluços provocados pelo seu choro. - Mataram meus pais.
Ela chorava num tom que toda a San Diego poderia ouvir. estava estampada em todas as revistas e jornais, mas não da forma que ela queria. Tudo parecia seguir o caminho certo até ali, mas só parecia.
- O policial disse que seus pais eram as pessoas mais queridas que ele conheceu, e não encontrava motivos para um assassinato. Não houve furto, não houve sequestro, apenas o assassinato. – Richard disse em uma situação mais nervosa - , você sabe de alguma coisa? Conhece alguém ou algum motivo que fizesse isso acontecer?

Por mais que não quisesse, ela se lembrou da ligação que havia recebido dos pais no dia anterior:
- Filha, descobrimos algumas coisas sobre o sequestro da Cassie. – era Sra , ela estava com a voz mais alegre que pudesse se lembrar.
- Pode falar, mãe, não tem ninguém perto de mim. – sussurrou deitada em sua cama.
- Esse não é um assunto para se tratar por telefone, meu amor, depois de amanhã, eu e seu pai estaremos indo aí pros EUA.
- Claro, mãe, mal posso esperar. Beijos, amo vocês... – e rolou de volta para o outro lado da cama na esperança de que pegasse no sono.
- Também te amamos, filha... ’

- Claro que eu não sei de nada. Se eu soubesse que iriam matar meus pais, você acha que eu deixaria isso acontecer? – disse em um tom mais exaltado. – Mark deve tomar muito cuidado? – sussurrou quase para si mesma.
- E por que ele deveria? – Richard perguntou.
Esse foi o dia em que ela conto para Richard sobre a irmã. Ele jurou ajudá-la a encontrá-la, e isso só fez com que ele se juntasse ainda mais a uma família na qual já pertencia. Sabia que a morte de seus pais tinha a ver com o sequestro de sua irmã. Não sabia o ligamento que isso poderia ter, mas ela iria descobrir.

Flashback off

levou até seu camarim. Ambas suspiravam aliviadas pelo termino do show. Passaram alguns minutos e depois seguiram juntas até o Backstage.
A equipe de havia promovido um mini-encontro para os primeiros 50 fãs que chegassem. Era uma festa de encerramento da turnê, com direito a autógrafos, entregas de CD’s e várias fotos. Além de um Buffet preparado exatamente com as coisas que gostava. poderia passar a noite comendo aqueles quitutes que tanto apreciava, mas estava cercada de pessoas que controlavam sua vida. Frequentemente frases como ‘não coma, você pode engordar’, ‘chocolate desgasta a voz’ eram audíveis, mas ela já estava acostumada.
Assim que entrou na sala e sentou-se à mesa de autografos, os seguranças tiveram que correr para segurar os fãs. Eles estavam desesperados esperando por sua cantora favorita.
- Façam uma fila atrás da faixa amarela – disse enquanto, delicadamente, empurrava os fãs para trás da mesma – um CD para cada, um autógrafo e uma foto. SÓ ISSO!
- , você pode assinar minha camiseta?
- Claro, meu amor! – respondia
- Você pode por meu nome no autógrafo.
- Claro, “para Laura, com amor! <3”.
- Você pode tirar uma foto comigo?
- Claro que sim, venha aqui.
Essa foi a rotina durante um tempo.

A sessão de autógrafos não durou mais que 45 minutos, e assim que ela se encerrou, se juntou a um grupo de meninas que estavam em uma rodinha. Eram o tipo de fãs-controladas, que conseguiam permanecer perante ao ídolo sem expressar qualquer tipo de comportamento extravagante. Mas também tinham aquelas que necessitavam estar perto, para aproveitar um momento que provavelmente não voltaria a existir. Newton dizia que não era possível mais que um objeto ocupar o mesmo espaço, mas a aproximação dos fãs de a lembravam do porque de isso ser apenas uma teoria.
- ? ? – as garotinhas gritavam enquanto os rapazes seguiam em direção a , essa que demorou para acreditar no que via. Os dois cantores sorriam encantadoramente enquanto ela fixava os olhos, à fim de se certificar que não fosse uma miragem.
- Você poderia tirar uma foto comigo? – disse uma voz doce e acentuada, um pouco rouca, devido ao baixo tom em que foi pronunciada. A voz pedia uma foto, coisa que qualquer fã pediria, mas ele não poderia ser um fã.
- ? Oh meu Deus! – disse antes de começar a se abanar. Não que presença de famosos não fosse comum em seus shows, só que a presença deles era sempre algo inusitado. Principalmente quando se tratava da visita de alguns membros de sua banda favorita.
- Você está bem? – perguntou entre risadas baixas. A reação de não havia sido uma das mais normais – ‘com certeza ela não está’ – ele pensou enquanto ela alisava ainda mais compulsivamente os fios de seu cabelo.
- Só estou assustada - ela dizia enquanto tentava se recompor. Suas bochechas claramente vermelhas entregavam seu nervosismo, que já devia estar mais do que evidente. – Uau.
O ambiente já estava mais vazio. Era formado naquele momento, apenas pela equipe que cuidava do show e algumas visitas maiores.
e ficaram conversando por alguns minutos. E ela controlava-se para não o agarrar e ver se tudo aquilo era mesmo real. Será que era um holograma? Não, não, sentia seu perfume, e aquelas fãs, antes, tinham quase o derrubado por um autografo.
- Foto? – ele disse tirando o celular do bolso e se ajeitando ao lado da cantora.
- Claro – ela sussurrou enquanto ele já a abraçava pela cintura.

“@: @ , o show foi realmente incrível! xX” – a foto postada no twitter e instagram, em poucos minutos, já se transformava em uma tag...
- Hey ! – era a voz do , que estava um pouco mais distante, atrás da mesa de doces, conversando com – eu também quero uma foto junto com vocês! – ele se aproximou deixando sua namorada conversando com a empresária de .
- Uau. Respira, . – a dona do nome disse baixo, não tão baixo, pois riu do comentário da garota.
- Pronta para mais uma foto? – ele perguntou como diria um fotografo antes de começar um photoshoot. não sabia o que pensar muito menos o que dizer, os flashes ao seu redor estavam cada vez mais frequentes e ela sabia que no dia seguinte teriam vários comentários sobre seu ultimo show.
- Só se for agora.. – riu e fixou o olhar no caminhar de e da acompanhante de que vinham em sua direção.

@: @: Backstage da Sweet & Little Dream Tour.´”
O Nome dado a tour era o mais perfeito possível. nunca tinha cogitado a possibilidade de que seu pequeno sonho pudesse se tornar algo tão grande. Desde pequena, a música era sua maior dedicação. Era o que a fazia esquecer seus problemas e suas tristezas.
- Agora, nada mais justo do que você nos dar um autógrafo, não é? Afinal, somos seus fãs. – disse abraçando a garota ao seu lado, Anne. logo se lembrou da garota. Ela era uma modelo, que atualmente fazia gravações de pequenos comerciais no Reino Unido.
Ela assinou dois cd’s, entregando um para o e outro para o . Não sabia se entregava ou não para Anne, mas com a cara que ela estava, a segunda opção lhe pareceu mais segura.
Aquilo deixava de ser um autografo, para se tornar um garrancho, pois não estava controlada fisicamente -, nem emocionalmente, - a ponto de deixar de ser fã para se tornar a estrela.
- Nada mais justo do que vocês retribuírem o autógrafo! – disse lhes entregando um caderno e uma caneta.
Após trocarem autógrafos, ficaram todos juntos conversando. Depois de um bom tempo de conversa, se retirou seguido de Anne e da empresaria de . e ficaram conversando, até que o garoto da banda teen do momento disse que precisava ir.
- Espero nos vermos em breve – disse-lhe entregando seu celular de volta, com seu numero já gravado nele.
não respondeu, apenas sorriu de volta e correu até seu camarim. Por mais que sua vontade fosse de sair pulando e gritando, ela sabia que tinha limites. Estava cercada de fãs e jornalistas, um mico não seria bem vindo. Mas certamente todos puderam perceber a sua cara de assustada e alegre.
- , precisamos ir. Temos que trabalhar amanhã, e você não pode parecer cansada – a puxava rumo ao carro que as aguardava, para deixa-las no hotel.
- Então te deixou o numero do telefone dele? - disse - Eu não acredito! – Ela ria. Sabia que precisava se distrair, e com um gato como , diversão não faltaria. Ela passaria a próxima semana em Londres, envolvida em algumas propagandas, entrevistas e etc. Ou seja, muito stress, que precisava ser descontado. Além do mais, era , resultaria em uma influência altamente positiva para ambos.
- Pois acredite, meu amor! – deu um gritinho de patricinha entusiasmada com a tarde do shopping. - E o que você vai fazer? Quando vai ligar pra ele? – demonstrava mais entusiasmo do que a própria . - Não sei, se ele deixou o número, é porque quer manter contato, não é? – disse e assentiu com a cabeça.
ficou em silêncio por um tempo, então lembrou-se de uma situação semelhante que havia acontecido há um tempo atrás:

Casa dos ; 2002
- Cass, eu tenho um namorado. – disse enquanto as duas brincavam de boneca em cima da cama, no quarto da Cassie. Estava frio na cidade litorânea, as garotas não poderiam brincar na praia como faziam todos os fins-de-semanas.
- Xiiu – disse enquanto fechava a porta. – Papai pode escutar. – Ambas sabiam dos ciúmes do pai. – Ele é da nossa escola?
- Ele é da minha sala. Hoje ele me deu um beijo. – esboçou um sorriso – Aqui. – circulou os lábios rapidamente enquanto a irmã alisava a expressão feliz formada em seu rosto.
- Qual o nome dele? – Cassie dizia, enquanto penteava o cabelo de sua boneca. - O nome dele é Matheus. – parecia convencida de que ele a pediria em casamento na manhã seguinte, e ria de seu próprio pensamento.
- Que nome bonito.- Cassie sorria de um jeito tão único - Eu queria ter um namorado. Mas eu tenho medo do papai e da mamãe.
- Cassie, você só tem seis anos. É muito nova para isso. – a irmã juntou as sombrancelhas e a encarou séria.
- E você só tem oito. – Cassie disse e fez a irmã rir.

De volta à realidade..

- Droga, Cass! – disse alto. já havia perguntado tantas vezes sobre Cass/Cassie e sempre fazia questão de desconversar. Dessa vez não seria diferente.
- , você está bem? – demonstrava preocupação – Você está meio estranha, é difícil para mim, ver que você anda me escondendo coisas. Sou sua amiga, não? – acenou baixo com a cabeça dizendo que sim – Porque você não conversa comigo?
- Vamos deixar o passado no passado – sorriu e pegou suas coisas rapidamente, e seguiu em direção ao estacionamento, onde o carro que a levaria para o hotel estava.
Deixar o passado de lado era impossível para ela. Foi o passado que a ensinou a superar os tropeços da vida. Ela precisava dos erros para seguir adiante. Ela sabia que não poderia confiar fielmente em , por isso o assunto nunca foi lhe mencionado. E talvez nunca seria.



Capítulo 2 - Who are you?


Já em seu hotel, resolveu entrar em seu twitter. Ela era instruída a fazer isso, para sempre deixar seus fãs informados, mas fazia isso por livre e espontânea vontade.
@: Hotel, hotel. Quero conhecer as baladas de Londres e não os quartos de hotéis.

E era verdade. A noite parecia muito proveitosa aos olhos de . Ainda mais quando ela tinha o numero de em mãos.

@: Pra acabar com o tédio, eu vou fazer uma twitcam após meu banho… Quem vai ver?

Antes de seguir até o banheiro, lembrou-se de mandar uma mensagem à . Enquanto procurava pelo celular, já pensava no que mandar; ‘boa noite’ parecia clichê demais, ‘sou sua fã’ então, nem se fala.
“Preciso de uma foto sua para contato "

- Ele poderia responder ‘o google ta aí pra isso’, mas acho que não seria estupido a esse ponto – pensou. Vários assuntos passaram por sua cabeça; a turnê, os países que conheceu, as pessoas... Tinha certeza que essa seria uma tour inesquecivel.

Após seu banho, se trocou, vestindo-se com uma camiseta longa de algodão, Londres era muito frio, principalmente naquela época do ano. Pegou seu celular e viu que tinha duas novas mensagens..
“Você deveria estar dormindo… Rsrsrs’. Vou assistir sua Twitcam, estou com saudades! Te amo princesa”

Richard era o melhor amigo dela. Tinham se mudado juntos para os Estados Unidos, para tentar uma oportunidade de seguirem seus sonhos. À principio, ele queria ser jornalista, mas o tempo que passou por lá mudou sua cabeça, e graças a isso, hoje Richard é um dos mais famosos modelos brasileiros.

“Oh sim , seu numero já está salvo aqui. Vou assistir sua twitcam. Quanto a foto, com certeza teremos outras oportunidades xX”

@: Espero que tenha bastante gente aí... TWITCAAM !!!

- 17.000 views em 30 segundos! – disse já com a câmera do notebook ligada - Vocês me surpreenderam!

- Boa noite, Richard, estou morrendo de saudades de você. – fez uma cara contente enquanto ainda ajeitava o notebook em seu colo. - Espero que esteja se cuidando! Amo você meu bebê. – ela disse sorrindo – , seu lindo. Um beijo especial para você. Obrigada por estar me assistindo, espero ver você novamente em breve. – piscou - Oi para todos! – Oh sim, ela percebeu que havia acabado de cantar em meio a tantas mil visualizações. - Mas vou logo me explicar, é uma twitcam rápida. Eu estou cansada. – Fez uma careta.

@KeyBR : @ Mande um OI para o Brasil! X27
- Oi Brasil, estou com saudades! Amo vocês.

@shardofglass: @ , Qual seu filme musical favorito?
- Meu filme musical favorito é Grease. – ela riu – É um excelente musical, e eu tenho uma enorme admiração por John Travolta, e ele está realmente incrível naquele filme.

@loveiseasy: @ Você está compondo novas musicas? Ouvi falar que seu próximo CD será mais romântico.
- Huum – mordeu o lábio inferior. – Eu acho que esse meu primeiro CD é bem romântico. Mas para o segundo vai ser mais difícil, eu não tenho em quem me inspirar.- Sorriu fraco. – Além de vocês meus pequenos, claro. – sorriu se lembrando de todo o carinho que recebeu de seus fãs durante a tour.
não gostava de ficar falando sobre inspirações pois todos que ela se inspirava acabavam morrendo; seus pais, seus avós, Michael Jackson, Whitney Houston, Amy Winehouse e etc. Mesmo achando que isso era idiotice, ela preferia ignorar.
A Twitcam durou mais alguns minutos até que recebeu um toque no celular e decidiu desligar a câmera com a desculpa de ter que ir dormir.
-Meus anjos, eu ADORARIA passar a noite aqui tagarelando com vocês. – ela riu - Mas, a cama está chamando meu nome – sussurrou. – Eu acho que ela está me paquerando… Boa noite pra vocês!

Assim que desligou a Twitcam, invadiu o perfil de , afim de ver o resultado da foto tirada anteriormente.

@ : @ , o show foi realmente incrível! xX”.
@: @ : Obrigada . Sério que gostou? Obrigada por ter ido!

@ : @ : Backstage da Sweet & Little Dream Tour!´”
@: @ Que foto linda… Já pensou em ser fotógrafo? Saudades da turnê. :/

@ : A cantora @ é ainda mais bonita pessoalmente. XD"
@ : @ , não vou te dizer que ganhou meu coração porque ele já é seu faz tempo. Sou sua fã cara!

Segundos depois pensou na polêmica que o tweet causaria. Apagá-lo seria uma boa saída, mas com certeza, vários fãs já haviam tirado print e se o tweet sumisse, eles logo criariam uma polêmica ainda maior.

@: Boa noite pequenos sonhadores. Amo todos vocês <3

Desligou o computador e se jogou em sua cama. Já estava muito mais tarde do que ela imaginava, então precisava dormir, por não estar adaptada ao fuso-horario. Sorriu como uma boba ao lembrar-se de como foi seu dia.
Quando já estava quase dormindo, lembrou-se da mensagem que havia recebido, e foi ver do que se tratava.
“Obrigada pelo beijo especial !”

prolongou a conversa por mais alguns quinze minutos. Nesse momento ficaram se conhecendo, conversando como se já fossem grandes amigos.
“Que bom que vai passar essa semana em Londres, então vamos jantar amanhã” -
“Isso foi um convite?”
“Se você aceitar, sim” -


rolava pela cama esperando os raios de sol invadirem o quarto, mas era inverno. O sol praticamente não existia por lá nessa época. O que podia ouvir eram os barulhos dos carros na avenida logo abaixo do hotel e alguém entrando lentamente em seu quarto:
- , , ... – de repente levou um travesseiro na cabeça.
- sua louca! – disse com a voz falha e ainda sonolenta enquanto puxava os cabelos para trás, formando um rabo de cavalo mal-feito. - Essa não é a minha maneira favorita de ser acordada. – sentou-se na cama - Você não pode ir entrando no meu quarto assim, e se eu estivesse acompanhada? – fez uma cara marota.
- Desculpa linda, você tem uma entrevista daqui a pouco. – rolou os olhos – se estivesse acompanhada, certamente não deixaria a porta do quarto aberta.
- Entrevista? – sentou na cama de encarando uma agenda, dessas que toda empresária musical tem. coçou os olhos sonolentos enquanto arrumava seu pijama. - Mas que horas são?
- 12h00 princesa, sua entrevista é as duas – respondeu confirmando em sua agenda, enquanto saía rapidamente do quarto para que se arrumasse.
Ela ainda estava cansada, ou apenas queria estar. A segunda opção era mais sincera. Ela não queria dar entrevistas, já que era sempre a mesma coisa: “e a vida pessoal? Já tem novas musicas? E os namoros?” e ela estava enjoada desse cronograma habitual da imprensa.

“Senhorita , estou morrendo de saudades. O detetive Charlie ligou e disse que precisa falar com você, retorne a ligação para ele. Estou morrendo de saudades pequena. Te amo!” Mark

Há quanto tempo não se comunicava com irmão? Pelo que ela se lembrava, faziam mais de dois meses, o mesmo tempo dos shows que ela havia feito no Brasil, país onde ele ainda residia. O irmão era a pessoa mais próxima, ou talvez, a única pessoa da família que teria permanecido em sua vida.

- Senhorita , eu estava mesmo precisando falar com você. – a voz rígida por trás do telefone deixava claro que o assunto era urgente e sério, mesmo que ela ainda acreditasse que poderia receber algum tipo de noticias animadora.

, em seu quarto, tentava não levantar. Teria um dia de folga da banda, um dia livre da banda. E folga era uma palavra que ele não sabia o significado há tempos. Eram shows, entrevistas, shows, entrevistas, mais shows, mais entrevistas e assim sucessivamente. Dias de folga eram tão raros quanto encontrar uma Pedra de Painite.

, ensaio no estúdio hoje. As duas da tarde” era uma mensagem de . Que acabou totalmente com o ‘dia animado’ que havia proposto para si mesmo.
- Adeus dia de folga, adeus!

ainda suspirava pesadamente pelo que tinha ouvido da ligação: Nela, o detetive abria a possibilidade de que pudessem interrogar o médico, que era o maior suspeito do sequestro de Cassie. Depois de alguns anos fora, ele finalmente tinha aparecido no Brasil.
- Eu preciso ir para o Brasil.. – Ela estava muito nervosa, precisava responder as perguntas que a tanto tempo guardou para si. Ele sequestrou Cassie? Ele assassinou Cassie? O que aconteceu? Perguntas feitas diariamente nos últimos anos. E que para ela, mais do que nunca precisavam ser respondidas.

@: Bom dia tweeteiros. Dormiram bem? Vou me arrumar para uma entrevista...

Passar um tempo no twitter sempre a distraía. (n/a: meu vício). Era um lugar onde ela podia atualizar o status e colocar um sorriso no rosto dos fãs com esse simples ato.
Ela adorava ler suas menções e responder os fãs. Era o twitter que melhorava o seu humor.
@hilondon: @ já entrou em algum site babe? Todos só falam de você.. ILYSM!
adorava entrar em sites de fofocas. Lia as noticias e depois desmentia no twitter. Era outro momento em que se divertia muito.

“A turnê Sweet & Little Dream acabou #todoschoram. Confira um vídeo que fizemos especialmente pra relembra-la.” “Vocês não acreditam quem vai dar uma entrevista para nós! A Cantora . Isso mesmo, ela estará aqui contando detalhes da turnê, do que espera daqui pra frente, e um pouquinho da vida pessoal! Ansiosos?” “A fofa da cantora fez uma Twitcam ontem à noite.. Houveram coisas nessa twitcam que deixaram os fãs intrigados e bastante curiosos...” - Mas o que eu aprontei dessa vez? – perguntou a si mesmo, antes que seu celular tocasse, anunciando uma mensagem de Richard.
“Bom dia . Quando volta pra San Diego? Estou morrendo de saudades. Ouvi falar que você está de caso com ... Beijos .” “Volto em duas semanas.. Não estou de caso com o , seu besta, não ainda que eu saiba.. :P. Se cuida pequeno.. Amo você! ” – respondeu. Ela iria voltar a ler a entrevista, mas o tempo passava muito rápido e em menos de duas horas ela já devia estar na rádio.

2 hours later...

- Estamos aqui com a cantora Pop do Momento. Ela acabou de terminar sua turnê, e vai nos dar uma entrevista exclusiva. , o que conta pra nós?
- Bom dia Londres. Caramba... Eu tenho muito pra contar. Falar da turnê, das musicas... Huum, de tudo.
- Certo, sinceridade ok? – a entrevistadora dizia enquanto se ajeitava em sua cadeira, e fazia o mesmo. – Nossa, o twitter está bombando, tem várias perguntas legais chegando... Vamos começar com as que já temos aqui prontas.
- Tudo bem.

- Como você se sente ao ser reconhecida? Agora você está super famosa, deve sentir alguma coisa.
- Eu passei um tempo presa em ônibus, aviões e estúdios nesse ultimo tempo, então os paparazzi me assustam um pouco. É legal você passar em um lugar e ver seu nome estampado em um ônibus, anunciando um de seus shows, é legal também quando você encontra com um fã e ele te pede autógrafos. Mas as vezes é estranho porque não me deixam fazer o que quero. Eu não carrego minhas malas de viagem, eu não dirijo e eu nem cozinho mais, porque sempre tem alguém disposto a fazer isso pra mim, mesmo que eu não queira. Mesmo assim posso dizer que é muito bom ver pessoas se inspirando em mim.

- Nos seus shows, geralmente você costuma fazer vários covers. Em um deles, você fez uma versão divertida da musica Call Me Maybe, de Carly Rae Jempsem. Eu queria saber se você já deu seu telefone para algum cara, como na canção. - Uau. – riu e a apresentadora mais ainda. – Eu sempre sou meio bobinha para essas coisas. Geralmente eu começo a conversar com uma pessoa, mas quem me dá o telefone é ela. Eu nunca fiz isso, mas acho que seria muito desconfortável. Principalmente se não me ligassem de volta.

- Me conte um momento da sua turnê que marcou muito.
- Teve um show que eu fiz na Argentina que foi incrível. Geralmente, eles não gostam muito de artistas brasileiros, pois existe uma certa richa entre esses dois países. Mas comigo foi diferente, eu fiquei meio receosa de fazer o show, mas eles foram super legais, cantaram todas as minhas musicas e me deram muito apoio. Mas teve um show em Minesotta que os fãs se organizaram e fizeram todas as minhas coreografias. Eu ainda não sei como eles fizeram aquilo, já que eu errei 90% dos passos, só pra prestar atenção neles. Foram muitos momentos marcantes, mas acho que esses foram surpreendentes pra mim.

- Eu assisti uma entrevista que, se não em engano, foi a ultima que você deu antes dessa, e nela você falava como se sentiu com a perda dos pais, como se sentiu quando terminou com o namorado e tal, então não vou perguntar mais disso. Vou fazer umas perguntinhas rápidas, direto do twitter.
- Vamos la pessoal do twitter, cooperem comigo. Ask me, ask me, ask me. – ela ficou feliz ao ver que a entrevista não ia abordar assuntos que ela preferia evitar.

- Um lugar para você fazer uma festa. – a entrevistadora perguntou e mexeu os braços numa tentativa faill de criar uma coreografia.
- Acho que no Rio de Janeiro. Party all day, all night. Don't stop the partttty – cantarolou o titulo da musica do Pitbull.

- Uma cantora que você adoraria fazer uma parceria musical.
- Britney Spears. E eu adoraria ajudá-la a escrever a musica, é tipo, um sonho meu.
- Como você mostra nos shows?
- Exatamente.

- Um cantor que você adoraria fazer uma parceria musical.
- Bruno Mars. Mas ele tem mesmo que escrever a letra. É o meu compositor favorito! – ela riu lembrando de tantas vezes que havia se identificado com suas letras. The Lazy Song era o exemplo de musica que a definia em qualquer dia e a qualquer hora.

Do outro lado da cidade as perguntas indiscretas e curtas se repetiam, enquanto a boyband inglesa saia do estúdio A, onde os garotos se encontravam para ensaiar para seus shows:
- , vocês frequentemente estão sendo vistos aqui. Estavam ensaiando para a tour? Ou aqui é onde acontecem suas reuniões?
- Os dois. Esse é um amplo estudio, então podemos ensaiar, da mesma forma que tem uma ampla sala, onde podemos nos reunir e tratar sobre algo. respondeu.

- , , vocês já disseram para algumas revistas que essa nova turnê será muito diferente das outras que tiveram. Vocês poderiam nos dizer o que mudou?
: - Temos várias ideias, mas não podemos revelar. Mas queremos que esse show seja mais divertido e criativo.
: - Também queremos interagir mais com a plateia, correr em volta dos fãs e etc. A estrutura dos shows vai ser uma das grandes novidades.

- , ontem, você e o estavam no show da cantora , o show que marcou o encerramento da turnê. O que achou?
- Eu amei e com certeza irei a outros. é linda, canta muito bem e é muito simpática. Foi uma pena ter apenas um show, mas logo ela deve estar de volta e então poderei ir assisti-la novamente.

- , estão rolando boatos que você está tendo um caso com a cantora , é verdade?
- Bom, não sei o que definem como caso. Eu sou um grande fã do trabalho dela, e um grande fã dela também. Mas não estamos juntos como namorados ou coisa do tipo, estamos nos conhecendo. Só nos vimos uma vez e ficamos trocando mensagens, mas isso é normal, trabalhamos com a mesma coisa.

- Um cantor que você tem uma queda. – disse a entrevistadora, assim que o programa voltou dos comerciais.
- Eu tenho queda por vários cantores. Sou encatada pelo John Mayer, Bruno Mars... – pensou. – ...
- Você tem mesmo uma queda pelo ?
- Acho que todas as garotas já nascem com uma queda por , ele é um gato e super divertido, não tem como não gostar. – Riu ainda pensando no que “tem mesmo” queria significar. - Espera, não eram cinco perguntas?
- Tive que lhe arrancar essa informação. Seus fãs estão pirando com perguntas aqui no twitter. - a entrevistadora, que segurava o tablet no colo, disse. – Nossa entrevista termina aqui. Cara de triste galera.
- Aaah, por mim eu passaria a tarde toda aqui, mas nem isso seria o suficiente. – disse enquanto se levantava da cadeira e agradecia mentalmente pela entrevista ter se encerrado.
- já está automaticamente convidada para uma nova entrevista!
-‘Merda, falei demais’ ela pensou antes de sair da rádio.

- Parabéns senhorita ‘Tenho uma queda por ele é um gato’. Vocês estão apenas no topo dos Trend Topics do Twitter. - disse. - Quanta discrição '.
- Calma aí. – disse enquanto lia uma matéria em um site – #And?! – Tudo o que sempre quis estava acontecendo, mas nem ela e nem tinham conversado sobre nada ainda. – Como são aproveitadores, fazem tudo por uma breve vária. – riu e rolou os olhos.

Novo casal queridinho da midia na área?
Nada mais de Harry Styles e Taylor Swift, Katy Perry e John Mayer, nem Justin Bieber e Selena Gomez, o novo casal pop do momento agora é o Cantor e a cantora . No ultimo show de , em Londres, compareceu com seu amigo . Alguns fãs que estavam presentes disseram que na festa de encerramento da turnê, promovida pela própria , eles passaram grande parte do tempo conversando. também mandou tres tweets para a cantora. Os dois primeiros, eram fotos no backstage do Show. O ultimo dizia que a cantora era “ainda mais bonita pessoalmente”, mas será que eles já não se conheciam mesmo antes disso? A cantora respondeu que ele não ganhou o coração dela porque já o pertencia faz tempo. Há quanto tempo eles se conhecem mesmo?...

- Isso não tem nada demais, qualquer fã diria isso - disse e rolou os olhos, coisa que estava frequente desde que começou a ler esse post. – Qualquer pessoa elogiada retribui com um elogio... A quanto tempo nos conhecemos? Um dia, se querem mesmo saber.

... além de tudo isso, em sua twitcam, a cantora disse que ele é muito lindo e que mal espera para vê-lo novamente. Além do ‘beijo especial’ que ela mandou para ele. Isso tudo só iniciou as suspeitas dos fãs, que entenderam o rolinho à partir de uma resposta do cantor. “Não estamos juntos, estamos nos conhecendo.” e a ‘confirmação’ da cantora” “Um cantor que você tenha uma queda?” “ ... Vamos ver quanto tempo será esse ‘por enquanto’, em breve, com a confirmação do casal.”

estava jogado em sua cama, deitado de bruços na enorme cama de casal que havia em seu quarto. Assim como , também era curioso para saber sobre as noticias (lê-se fofocas) que estava envolto.

- Quero ver quando sair na midia que eu a convidei para jantar. – disse para si.- Essa noite promete.
Caiu na cama e dormiu. Não poderia jantar com a cara sonolenta que estava.
O relógio foi girando rapidamente e os barulhos altos de buzinas de carro indicavam o horário-de-pico. “Hora de levantar e ir ”.

“Estou na porta do seu hotel, está pronta?” mandou a mensagem assim que avistou o hotel em que ela se hospedara.
“Estou sim. Já desço.” Ela respondeu imediatamente.

Vestido azul, sobretudo bege, salto preto assim como a bolsa, e uma maquiagem composta por lápis, delineador, rímel e gloss. Cabelos soltos e lisos. havia acertado na hora de ajuda-la a escolher um look. Abriu a bolsa e pegou um perfume.
- Meu perfume. – suspirou orgulhosa - Quem diria que além de cantora, eu teria minha própria linha de fragrâncias.

- , você está linda. – disse escorado na porta do carro.
- Mulheres sem charme são como poetas que não leem – disse e riu – Você está incrível .
Ele estava com uma calça jeans escuro, uma camiseta branca e uma jaqueta preta. O frio dava um toque a mais em seu cabelo, organizado pelo vento gélido. Não estava uma noite tão fria como a anterior, mas não era um frio adequado ao termômetro biológico da garota. Suas mãos estavam geladas, assim como seu rosto.
- , para onde estamos indo? – ela perguntou já no carro, enquanto prendia o cabelo que voava por causa do vento, atrás de sua orelha.
- Eu quero fazer um suspense posso? Fique tranquila, eu não vou te sequestrar. - respondeu a olhando de soslaio e vendo que ela estava sorrindo, o que o fez retribuir o sorriso.

- , esse lugar é incrível. – disse assim que chegaram no restaurante, enquanto o rapaz abria a porta do carro para que ela pudesse descer. - Agradeça ao , foi ele que me apresentou esse lugar.
- Ok , não quero saber dos seus encontros com . – brincou e gargalhou.

- E aí? O que está achando de Londres? - perguntou enquanto brincava com os guardanapos. Ele ajeitava o cabelo e tirava as luvas se livrando delas para ter mais conforto durante o jantar.
- Tudo lindo, os lugares, os modos, as pessoas. Não estou acostumada com tantas gentilezas. – sorriu e encarou os olhos de .

Conversaram ainda mais, contando os melhores detalhes da vida. Compartilhando os bons momentos.
- Sua família ainda mora no Brasil? Você os vê frequentemente? – perguntou em um tom curioso, não sabendo que esse assunto incomodava a garota.
A historia de sua família era algo que sempre lhe atormentava. Sempre que alguém tocava no assunto, sentia uma sensação estranha, sentia a vacuidade que ‘família’ significava para ela. - Desculpa , - ela bebeu um demorado gole de vinho - eu não me sinto confortável falando da minha família.
- Não, desculpe eu pelo incomodo. Percebi que é um assunto difícil para você – esboçou um meio sorriso.
A verdade é que a única parte de sua vida que as pessoas conheciam, era sua carreira. Sobre sua vida pessoal, ainda havia muita coisa para descobrirem. Para os mais curiosos, teria perdido a irmã no meio de um tiroteio ocorrido na festa de ano novo, a celebração da chegada de 2004. Esses mesmos também conheciam a história de que seus pais haviam morrido em um acidente de carro. Pelo que lembrava-se, apenas cinco pessoas conheciam o verdadeiro segredo envolvendo a família : , seu irmão Mark, o policial Will, a delegada Rosangela e o investigador Charlie. Além dos personagens principais. Os riscados da história, ou por estarem mortos, ou por estarem desaparecidos.
Após muito papo, e com a noite já embalada para a madrugada, decidiram ir embora.
- , não sei a quanto tempo não me divertia assim. – disse sincera.
- Tenho que concordar, sou a pessoa mais divertida da face da terra. – piscou para a garota enquanto procurava a chave do carro.
encarava os olhos do rapaz com um pequeno sorriso arredondando os cantos da boca, sem ao mesmo terem saído do restaurante.
- Pronto para os fotógrafos atormentarem a nossa vida? – disse próximo ao seu ouvido, enquanto, discretamente, apontava para a saída do restaurante, onde haviam várias pessoas com câmeras fotográficas, gravadores, maquinas, muitos paparazzi.
- Não acredito que eles conseguiram nos achar aqui. – suspirou – Droga, eu juro que tentei te trazer no lugar mais escondido possível.
- Não adianta , poderíamos jantar no meio do mar, mas ele achariam um caminho.– riu, enquanto imaginava uma solução para saírem dali sem muitos cliques. – Você sabe que de qualquer forma, amanhã vamos estar no topo dos Trending Topics e com longas matérias falando do nosso “relacionamento”. – sorriu enquanto ajeitava o vestido, mesmo encarando os fotógrafos, não pode deixar de reparar no sorriso maroto que lhe foi lançado.
- Ótimo, porque eu quero motivos para expor nosso relacionamento. – disse com um sorriso moleque estampado, enquanto aproximava seu rosto ao da garota. – Posso? – sussurrou contra os lábios dela, que respondeu com um sim da mesma forma.

Lábios, cliques, narizes colados, cliques, falta de ar, cliques. Eis o resumo de um beijo que, para os paparazzi era perfeito, para , um dos melhores, para Zayn um dos mais expostos, pois ele costumava ser discreto quanto a isso.

- Podemos ir agora, senhorita ? – perguntou com um sorriso desconhecido enquanto sugava seus próprios lábios que estavam rosados pelo batom de .
- Claro.. – respondeu enquanto sua cabeça ainda estava seguindo a órbita do planeta.

A noite estava escura e o vento estava forte, assim, varria os fotógrafos para mais perto do ‘casal’. Flashes e perguntas começaram a surgir, mas isso não era nada que e não estivessem acostumados.

- , você confirma rumores de que está namorando ?
- Não, foi a primeira vez que nós saímos juntos. Estamos no conhecendo, não queremos que confirmem nada.

- , acabamos de gravar cenas de vocês se beijando, isso não significa que vocês estão juntos? De alguma forma?
- De alguma forma estamos juntos, mas não estamos confirmando nada como casal.

A última coisa que e queriam eram noticias pela metade e fofocas sem nexo. Os paparazzi tinham fotos de um jantar, fotos de um beijo e fotos de duas pessoas de mãos dadas, se dissessem que ‘nada estava acontecendo’, e sairiam com os mentirosos, e eles estavam longe de querer arrumar confusão.

- Acho que demos o que eles queriam. - disse quando já estavam no carro.
- Só os paparazzi queriam? – ele perguntou com certa decepção na voz.
- Não , eu não quis dizer isso. Quer dizer... Eu... – sentiu suas bochechas queimarem. – Oh droga. – ela sussurrou e ele riu em seguida.
- Tem certeza que não gostou? – respondeu-a juntando seus lábios de novo, em um beijo mais calmo que o primeiro, mas também mais curto, devido aos flashes que vieram instantaneamente.
- Droga! – reclamou enquanto dava a partida no carro. – Desculpe por isso.
- A culpa não é sua . Eu sei como é ver sua privacidade não ser respeitada.
E esse era o maior medo de , ‘ perca de privacidade’. Ela já se torturava para guardar o passado de suas pessoas mais próximas, imagine esconder isso de milhões.

- Entregue disse enquanto abria a porta de seu carro e puxava a dama delicadamente.
- Obrigada . Foi um jantar muito bom.
A atração dos dois era algo mais inevitável que vestir um casaco em um dia frio. E naquela noite, o vento juntava duas ou mais pessoas: a esposa se agarrava ao marido; o filho se agarrava a mãe e se agarrava a . (N/a:Esse não é um exemplo bonitinho, mas também não é um roteiro de filme de comédia.)
- Eu preciso ir. Boa noite. – disse antes de terminar o encontro com um outro beijo, e subir de volta para seu quarto de hotel.

- Como foi o encontro ? – já esperava a garota no quarto, para saber das novidades. A tevê estava ligada em um canal de desenhos, e ela estava bem relaxada na cama de vestida por sua camisola fina, como se estivesse ali a horas.
- Que susto você me deu. – dizia enquanto trocava seu lindo salto por sua confortável pantufa, seguindo pela troca de seu vestido azul de cetim, por outro de malha de algodão – Se quiser saber do encontro, basta jogar meu nome no Google. – Riu ao se imaginar fazendo isso.
- O encontro foi tão “discreto” assim? – Ambas riam com as aspas ao demonstrar discrição da frase de .
- Existem fotógrafos discretos? A resposta é não! Agora tchauzinho que eu necessito descansar...
Ela se jogou na cama e fingiu cochilar, só para esperar a amiga sair de seu quarto e não precisar contar sobre seu jantar. Alguns minutos se passaram e finalmente saiu.
- Bem agora vamos buscar meu nome do Google.- Gargalhou ao ver que estava fazendo o que havia indicado para a amiga.

levou para jantar em um restaurante francês. ‘Estamos apenas nos conhecendo’, foi a resposta de ambos. Nada confirmado por enquanto, mas estamos no aguardo.”
- Estão no aguardo?! Porque esse pessoal não se preocupa com o novo álbum da Lady gaga e deixa a minha vida pessoal em paz.

A noite seria longa, e como na maioria delas, já esperava Cassie acompanhando seu sono, mas o dono da sua insônia veio disputar com Cassie quem mais atormentaria a mente da garota.
voltou para a casa, ainda inalando o perfume de , que havia se espalhado pelo estofamento de seu carro.

“Já chegou em casa? Viu que , conseguiu deixar seu nome envolvido em uma polêmica por mais de dois dias? LoL” mandou o sms, já deitada em sua cama.
“Eu estou até me divertindo com isso, mas estou com medo de entrar em meu twitter para saber a reação dos meus fãs.” respondeu indo até a cozinha, para tomar um copo d’agua.
“Eu também estou meio receiosa, mas como você mesmo disse: ‘vamos dar motivos para eles suspeitarem de nosso relacionamento’...X” – ela respondeu e subiu apressadamente de volta à seu quarto. Assim que pode entrar no twitter, checou suas menções, grande maioria em resposta ao mesmo tweet:

@ : Parabéns ao fotografo que tirou essa foto, fez com que parecêssemos um casal perfeito... (Link da foto)
A foto era dos dois saindo do restaurante, com as mãos dadas. Ambos esboçavam um sorriso no rosto, e a foto mostrava, de fundo, o desespero dos fotográfos para conseguir uma foto. Essa ultima observação fez com que soltasse uma gargalhada.
@ : @ Parecemos um casal perfeito?

Aguardou alguns minutos até que ela respondesse seu tweet:
@ : @ pelo que vejo nas mentions, não. Mas quem decide isso somos nós. X

No outro dia, acordou com o som do despertador. E assim que o sono se foi, as lembranças voltaram. Pediu o café da manhã, mesmo sem fome. Seu estômago ainda embrulhava-se lembrando da conversa que teve com o detetive Charlie, ele parecia confuso com suas explicações e nesse momento não estava muito diferente. Tomou um banho, ainda com a cabeça longe, pensando no assunto. Decidiu então que precisava tomar uma atitude, mas antes tinha que convencer sua assistente a ajuda-la.
- eu quero ir para o Brasil. – a cantora disse, enquanto entrava no quarto vizinho, ocupado por sua assitente, ? Aconteceu alguma coisa que eu não estou sabendo? – parecia assustada. Ela interrompeu uma conversa que estava tendo com alguém via Skype assim que a garota entrou. – Não seria muito viável você viajar agora.
- Não, só estou com saudades do meu irmão, – esse também era um motivo pelo qual ela queria voltar ao país. - Eu quero ir o mais rápido possível, faz muito tempo que não falo com ele, me disseram que ele não anda muito bem. – estava com os olhos cheios d’agua só de pensar que não poderia viajar, ela precisava disso, precisava encontrar o homem que, supostamente, tinha acabado com sua vida e a de toda a família .
- Eu apenas acho que, você, deve ser uma pessoa mais ética, . – permanecia com a expressão rígida. – Não sei se percebeu, mas não precisou da família para chegar até aqui.
- Não tenho culpa se família não é tão importante para você quanto é para mim – enxugava as lágrimas, que ainda não haviam escorrido para a pele de seu rosto, sentindo a ira já tomar seu corpo e mente. Um de seus maiores defeitos era não suportar ouvir opiniões.
- Família é sim, muito importante para mim , por isso a mantenho afastada do meu trabalho – suspirou e fechou o notebook violentamente - Dois dias seriam o suficiente? – disse enquanto cutucava sua agenda. Não estava confortável com a viagem repentina da garota, mas sabia que era muito difícil lidar com uma contrariada.
- eu te amo! – respondeu-lhe pulando de felicidade, fazendo uma de suas coreografias malucas, enquanto desfilava pelo quarto.
- Ótimo, vou marcar um voo para amanhã. – ela disse pegando o celular - Eu não vou com você tá? – ela sorriu – alguém tem que trabalhar por aqui. - Eu queria muito que você fosse, mas sei que tem muito que fazer e não quero atrapalhar. – ela tossiu – mais do que estou atrapalhando. Desculpe.
Depois disso, voltou para seu quarto.



Capítulo 3 - You wanna be famous


- , levanta bro. – uma voz atrapalhava o sono do rapaz – Levanta logo cara! – a voz estava atônita e contente, muito notável. – Você tá vivo? ? ? Hey, cara.
- , o que você está fazendo aqui? – respondeu enquanto esfregava os olhos com uma de suas mãos – Ainda não são nem dez horas da manhã, eu tô cansado.
- Calma bro, eu tenho uma surpresa pra você? – sentou-se na cama, chacoalhando-a, numa tentativa falha de fazer despertar mais rapidamente de seu sono.
- Uma surpresa pra mim? – fez cara de espanto e foi, praticamente se rastejando, para o banheiro.
- Na verdade, é uma surpresa para a banda. – esfregou as mãos com entusiasmo. – Agora vá tomar um banho, e eu te esperamos lá em baixo para contar.

- Fomos convidados para assistir uma apresentação domingo que vem, uma premiação de músicos que ocorrerá na Motorpoint Arena Sheffield. – disse entusiasmado, assim que juntou-se aos amigos em sua sala. – Um dos prêmios mais importantes que já ouvi falar.

- Motorpoint Arena Sheffield? Você sabe que eu não faço ideia de onde fica não é? – disse com tom de deboche, quando já voltava a habitar o quarto vizinho.
- Isso não importa, já ouviu falar de Best Talents? – mordeu a unha do dedo indicador direito mostrando entusiasmo. – Querida, é um grande sonho para qualquer banda ou cantor.
- Você está brincando dizendo que eu fui chamada para me apresentar no Best Talents Awards não é ? – fazia cara de surpresa e ansiosa ao mesmo tempo. Ela alisava um ursinho que tinha ganhado minutos antes de uma fã.
- Acontece que você já tinha sido nomeada na categoria ‘Cantora Revelação’, mas nós queríamos lhe fazer uma surpresa. – ela sorriu sentando em uma poltrona que tinha no quarto e abrindo um caderno de anotações .
- Mas o quê? Como vocês escondem isso de mim? – demonstrava-se ainda mais entusiasmada – Ai meu Deus, não acredito que eu vou estar lá! Você só pode estar brincando.
- Não só você, mas ouvi falar que, tal banda de garotos, também estará presente. E não estou brincando. – sorriu repentinamente, certamente, ela voltaria a se encontrar com .

- A também estará lá? – sorriu e batucou a mesa com os dedos. – Ela vai se apresentar no BT? – sua cara entusiasmada deixava claro que o que ele mais queria era que a resposta fosse sim.
- Pelo que me disseram, sim. – piscou os olhos como uma garotinha fazendo e gargalharem – Ela fará a apresentação de encerramento do evento.
- curtiu isso – disse com uma voz engraçada que fez com que acariciasse seu próprio cabelo, envergonhado – pode ser a sua oportunidade.
- Oportunidade do que? – perguntou com cara de confuso.
- De vê-la denovo. Sei que vai ser meio difícil vocês saírem, já que os dois estão com as agendas bem ocupadas. Ou ao menos ela esta. – estava rindo de seu comentário enquanto uma almofada foi arremessada em seu rosto – Calma .
- Ele babou muito no show – disse, enquanto adentrava a casa de com algumas sacolas de uma padaria próxima – café da manhã – ele disse e sorriu.
- A forma como você muda de assunto tão depressa me alegra. E me dá NOJO disse enquanto todos os garotos corriam até a cozinha.

A manhã de envolvia puro merchandising. Desfilar com suas roupas e fazer pose em frente a uma de suas lojas de perfumes. Tudo isso seguido de um passeio pelo shopping.
- Qual vestido eu posso usar? – perguntou à enquanto caminhavam pelo shopping. Ela tentava se lembrar dos vestidos que tinha comprado recentemente para não cometer o erro de ter dois modelos iguais.
- Não se preocupe com roupas , eu pedi para a Susan cuidar disso pra mim. Ela já encomendou todo o seu look. – respondia séria. – Já está tudo no seu quarto. - E a minha roupa para a apresentação? – entrava em uma loja de roupas sob encomenda quando a puxou - Já está encomendada também?
- Encomendada e entregue , fique calma. – rolou os olhos e ambas continuaram a andar pelo shopping - Você só tem que se preocupar com a música que irá apresentar.
- Então, enquanto eu estiver no Brasil, farei de tudo para ensaiar. – deu um sorriso amarelo, pois sabia que não estava gostando da ideia da tal viagem repentina.
- Correção, de tudo e mais um pouco, pois você só tem sábado e domingo para ensaiar com a banda. – consultava a agenda que sempre carregava consigo - Já escolheu a musica?
- Já escolhi a musica sim – Disse com um sorriso sacana no rosto. – agora, vamos almoçar porque meu estômago está tão vazio quanto saco de presentes do papai-noel dia 26 de Dezembro.

entrou no restaurante procurando por . O ambiente estava relativamente lotado, e ela sabia que ia ter que aguardar um tempo a mais para conseguir uma mesa. - ‘Talvez tenha acontecido um imprevisto e ele não pode vir’ – pensou.
Estava acompanhada de e Steve, esse que era um dos seguranças de , o mais próximo dela, tão protetor como um pai. O pai que havia perdido.
Enquanto Steve procurava uma mesa – que julgasse apropriada – para , ela deu um pouco de atenção as fãs que estavam ali. Haviam alguns grupinhos formados, coisa que sabia que ia encontrar, pois já estava se habituando a almoçar naquele lugar e naquele horário.

Ela estava assinando um papel qualquer que as garotas haviam lhe entregado quando sentiu um leve cutucão no ombro, com a mesma intensidade do que havia recebido no seu ultimo show, era ele. Sorriu delicadamente enquanto as fãs se afastavam, e então se virou:
- Achei que não iria aparecer mais – disse enquanto ele aproximava seus rostos. – Desculpa – ela sussurrou quando ele tentava juntar seus lábios. Ele poderia se sentir ofendido se não tivesse visto o numero de fotógrafos que cercava o restaurante. Definitivamente eles também sabiam o horário de almoço da cantora.
- Te espero no hotel. – disse e foi se sentar com Steve em outro canto, esperando que liberassem uma mesa. segurou a mão de e ele então pediu ao garçom que os levasse até uma mesa que ele havia reservado.
- ‘Reservas mesas, eu tenho que aprender a fazer isso’ – pensou, mais uma vez. Riu quando notou que seus últimos pensamentos estavam se referido sempre a mesma pessoa.

- Fiquei sabendo que você vai se apresentar no BT’s. – ele abordou o assunto quando já estavam sentados a mesa.
- Quando você soube disso? – perguntou pensando ‘todos sabiam, exceto eu’. Ser a ultima a saber era uma das coisas que ela odiava, por julgar surpresas um tanto idiotas e infantis.
- Eu descobri hoje pela manhã, minha banda foi convidada a estar presente. – ainda segurava a mão dela por cima da mesa, mas os flashes se aprofundavam e a recolheu. – Ouvi falar que você vai se apresentar. Quando soube disso?
- Eu também fiquei sabendo hoje. – sorriu - Avisaram-me tão em cima da hora que eu não sei se vou estar pronta. – dizia rolando os olhos enquanto lembrava-se de falando do evento.
- Mas é claro que você está pronta, você sempre está. – disse enquanto segurava de volta a mão da garota, lhe passando confiança.
- Eu não sei, eu estou muito nervosa – respondeu enquanto apertava com mais força a mão do rapaz. – Eu ainda mato a por ter me contado tão próximo ao evento, amanhã eu vou...
- MEU DEUS NÃO ACREDITO! – uma garota de aproximadamente 9 anos se aproximou da mesa onde eles estavam almoçando e interrompeu a conversa – ? Eu não acredito!
- Sou eu mesmo. – sorriu e levantou-se acolhendo a garota em seus braços. – Como vai linda?
- Eu vou bem, aliás, você me faz bem. Mas e você? Ainda magoada com Luke? Tenho certeza que está melhor sem ele. Se alguém a magoar, eu mato essa pessoa – lançou um olhar sugestivo para que encarava ainda incrédulo. – Eu sou Lisa. – disse mais calma depois de soltar um turbilhão de palavras em nível acelerado.
- Eu estou bem Lisa, pode acreditar. Eu não estou magoada com ninguém...
- Pode tirar uma foto comigo? – , com a cabeça, disse que sim - AI MEU DEUS, VOU PEGAR O CELULAR DA MINHA MÃE.
- Não, eu tiro a foto. Assim eu posto ela no twitter. – sorriu tirando o celular da bolsa e a garota praticamente a agarrou com os olhos – Pode digitar seu Username aqui pra mim? – pediu assim que a foto foi batida.
- Caramba, eu não acredito. – a garota tentava dizer baixo, quando percebeu que todos os olhares do restaurante se prendiam a onde ela estava – e se você magoá-la , considere-se um homem morto. – disse e saiu correndo.
- Eu estou com medo. – disse quando já sentava-se de volta a mesa. O comentário fez com que ela risse um pouco mais alto, e mais alguns olhares curiosos a cercassem – Suas fãs parecem tão ciumentas e possessivas como as minhas. – ela concordou com a cabeça, e então terminaram o almoço em silêncio. Mais algumas risadas foram soltas quando recebeu uma mensagem. Ela dizia que era Liza e que era para a cantora salvar o numero para casos de emergência. Enquanto a garota se preocupava com os relacionamentos de , ela só tentava entender como a garota conseguiu seu numero tão rápido, já que a garota não segurou seu celular por mais de trinta segundos.

- Você vai sair amanhã? – perguntou após recolher ‘um dos beijos’ de despedida que havia dado em - A gente poderia sair para se divertir um pouco.
- Vai fazer alguma coisa hoje? – ela sorriu e mordeu o lábio – Eu, não vou estar mais aqui amanhã. – ela encarava fixamente os olhos de , que fazia o mesmo.
- Mas você não iria embora apenas na próxima semana? – ele sorriu fraco e a puxou para mais perto – não sabia que iria ser tão logo.
- Como tentei dizer antes, – riu ao lembrar-se da interrupção no restaurante - eu vou ir para o Brasil amanhã – disse fraco – Eu preciso ver meu irmão – ela olhou para baixo – aliás, tenho alguns problemas pessoais para resolver.
lembrou-se da vez que tentou perguntar sobre família para , não tinha sido fácil para ela, então ele optou por não perguntar novamente.

- Espero que fique bem – expressou um olhar satisfeito ao ouvi-lo dizer isso – Espero te ver em breve – ele sorriu e ela retribuiu.
- E verá mesmo. – respondeu-o - Que horas? ficou analisando a expressão de , e essa distração fez com que ele tivesse que esperar alguns segundos para entender o que ela quis dizer.
- Oh sim – riu lembrando que a havia convidado para sair – te pego as 22hrs.
Pensamentos sobre o passeio programado para a noite começaram a invadir a cabeça de . Já tinha tido um Jantar e um Almoço, logo mais teria uma Festa, e isso estava sendo ótimo para ela.
Algumas pessoas definiam o ‘breve relacionamento’ de e como puro merchandising, coisa que para ela não tinha sentido, mas na cabeça de alguns tinha. Um toque de celular a desuniu de seus devaneios.
“Entreguei as chaves de sua casa para o Mark, ele o pediu para você ligar para ele. Beijos linda” mensagem de Richard.
“O que Mark está fazendo em casa? Eu estaria viajando amanhã mesmo” – pensou e então discou o numero do irmão. Sua explicação a interessaria muito.

Ligação on

- , até que enfim me ligou – ele brincou, mas captou o nervosismo na voz do irmão – que saudades.
- Pode falar Mark – ela falou seca – sei que há algum motivo para você ter cruzado a fronteira americana.
- O Detetive Charlie estava fazendo uma investigação mais apurada e descobriu várias coisas – Mark começou – sim, Cassie está viva.
Aquilo foi como levar um tiro e descobrir que não se feriu, sentou-se na cama e abraçou a si mesma. Mark tentava ser o mais claro possível, e mesmo estando muito assustado, tentava não passar isso para a irmã.
- Onde ela está? – dizia enquanto tentava manter a calma ainda assustada com a clareza do irmão ao abordar o assunto.
- O detetive teve que dedicar muito tempo e fazer investigações em vários países, infelizmente ela não está no Brasil. – suspirou – Cassie agora se chama Diana Stones, ela foi adotada por um casal de franceses.
- Ela foi adotada? Como assim? E o Médico?
- Charlie não conseguiu conectar as informações ainda, por isso ele queria conversar com você. O casal de franceses citado, é o medico e uma mulher desconhecida.
- Mas onde ela está agora?- questionava em tom desesperado e agonizado.
- Ele me passou essa informação ontem – suspirou – Diana Stones, que é o seu nome, atualmente, está aqui. Eu achei que era uma informações errada, devido a coincidência, mas não, ela reside mesmo aqui em San Diego.
Essa informação fez se sentir fraca. Ela estava todo esse tempo tão próximo a sua maior pista, que poderia passar diariamente frente a seus olhos.
- C-Como descobriram? – gaguejou – Quer dizer, como sabem que Diana e Cassie são a mesma pessoa?
- Cassie sofria de Hepatite Autoimune. É uma doença rara, mas da forma que afetou nossa irmã só existem três casos confirmados no mundo: o de Cassie e mais duas garotas. As duas garotas já morreram porque não sofreram o tratamento adequado e Diana acabou de ‘descobrir’ a doença.
- E se ela tiver descoberto essa doença nesse momento, porque ela acabou mesmo de começar?– tentava não manter as esperanças.
- Essa doença aparece entre o nascimento e os primeiros seis anos da menina. – Mark respondeu sabendo que a irmã enfim juntaria as ultimas peças do quebra-cabeça.
- O médico poderia muito bem ter cuidado dela, até a doença se agravar mais. – pensou alto.

Ligação off

O silêncio após a chamada ser encerrada, foi tão reconfortante quando o primeiro raio de sol, após um rigoroso inverno. Ideias podiam simplesmente surgir na mente de , mas o medo era muito maior. Passou alguns minutos com a sensação de que, novamente, vários sentimentos desagradáveis havia voltado a habitar seu corpo. Isso era uma coisa que só havia sentido duas ou três vezes, sendo que, em todas elas, o x da questão era o desaparecimento da irmã. Nojo, raiva, repulsa, antipatia... Sentimentos que eram diretamente feitos para explicar o que ela sentia pelo médico, esse que ela caçaria até o inferno. Dr. Connon Garcia.
A exclusividade de pensamentos – ou não pensamentos, como ela preferia entender, - estava sendo excluisividade na asa da cantora. Enquanto ela trancava-se em seu quarto na busca de companhia para a alma, implorava pela falta da companhia fisica. Seus amigos haviam passado a tarde toda perguntando sobre o jantar da noite anterior. As respostas eram quase sempre as mesmas, assim como as perguntas... e o assunto. Não fora uma das tardes animadas como todas as outras que ele tinha passado na companhia da banda. Ele não havia deixado de pensar, em momento algum, nos pensamentos que teve na hora seguinte a que ele deixou sua acompanhante no hotel, na noite anterior.

’s POV
Flashback on

Seria possível explicar o que eu sentia? Talvez a união das palavras hipostenia, confusão e encanto pudessem descrever, mas a procura pela palavra que fosse capaz de explicar o sentimento não era exatamente a busca pela qual eu lutava. Seria possível sentir que já conhecia tão bem uma pessoa? Pois eu se sentia assim ao conversar com . Acho que toda pessoa que fosse fã de alguém, sentia-se assim. Acompanhar a carreira de havia se tornado um de meus hobbies favoritos, e foi isso que me motivou a ir em um de seus shows e a convidar para sair. Ela era o que eu poderia responder como meu eu feminino. Tivemos nossa adolescência invadida por todo mundo, mas isso não era algo tão ruim assim. Viviamos de uma forma complicada, mas eu podia notar em seus olhos que o que ela fazia era também por total prazer, assim como qualquer pessoa pode notar nos meus.
Seus olhos; exatamente da forma que imaginei. Refletiam a satisfação de ter alcançado um de seus sonhos, mas não o maior, e isso refletia neles também. Havia algo por tras de que atiçava ainda mais minha curiosidade de decifrá-la.
Comecei a pensar em uma possibilidade para meus mistos de sentimentos, que com um exemplo deve ser mais claro. Algumas pessoas se aproximavam de outra instantaneamente quero dizer, não uma aproximação física. Aconteceu com várias pessoas, e posso citar até alguns famosos: Katy Perry e Russell Brand, Brad Pitt e Angelina Jollie, Miley Cyrus e Liam Hemsworth. Esses foram alguns casais que já haviam falado um do outro e se apaixonaram instantaneamente. Mas será que eu estava apaixonado por ?

’s POV off


- Eu apenas estou saindo com ela – disse com um sorriso no rosto – ela mora em outro país, tem uma vida tão corrida quanto a minha, não acho que algo poderia dar certo entre nós. - Se apaixonar dá em encrenca, eu não quero que isso aconteça. – disse contra sua própria vontade. Nutrir sentimentos por uma pessoa tão distante lhe traria muitas coisas boas, que viriam acompanhadas de um relacionamento distante, coisa que apenas serviria para tornar tudo mais difícil.
- Vocês são tão parecidos. – disse ainda rindo do ultimo comentário de , que foi inaudível aos ouvidos de . – Quer dizer, e . – disse ao perceber que o olhava questionando - São cantores famosos, como você mesmo – apontou para com o queixo – havia dito. São jovens, estão no inicio da carreira, e, isso, pra mim, é o que mostra que vai dar certo. – disse fazendo corações com as mãos.
- Au moins une personne qui nous soutient (Pelo menos uma pessoa que torce por nós). – disse em francês e sorriu, deixando uma expressão de duvida nos rostos dos amigos.
- Por mais que eu não faça ideia do que isso signifique, posso dizer que sim – respondeu e levantou-se.

A porta do clássico carro Londrino se abriu, um homem milimetricamente arrumado, então, abriu a porta e rapidamente o contornou para que sua dama entrasse. A noite, não estava sendo tão fria quanto o dia, seguindo as leis dos britânicos, o dia seguinte seria um pouco mais quente. Mas esse pouco se tornava muito ao tratar do frio que Londres costumava fazer.
- Boa noite . – disse enquanto batia a porta do carro e colocava a chave na ignição.
- Boa noite respondeu enquanto colocava o cinto e ajeitava seu vestido azul, que não era muito longo, nem tão curto.

A boate para onde estavam indo era um pouco longe e ligou o rádio, estava rocando um cover feito por para a musica I Miss You.
- Não acredito que está tocando uma musica minha na rádio! – estava surpresa, era a primeira vez que ela ouvia uma de suas musicas, mesmo que cover nas rádios britânicas.
- Sério? – disse entusiasmado - Não é a primeira vez, eu mesmo conheci suas musicas por uma delas.
catarolava junto com o radio, deixando uma lágrima escapar. A musica a lembrava de Cassie, de seus pais e de tudo que havia enfrentado até ali. Miley Cyrus tinha feito um ótimo trabalho com a musica. Sua letra poderia ter sido usada para falar de um amor entre dois jovens apaixonados, mas também se encaixava perfeitamente na historia de e sua irmã.

Ke$ha agitava o ambiente quando eles chegaram a boate. Havia vários casais se pegando por entre os cantos e outros dançando no meio da pista, mas nenhum pareceu perceber a presença nova no ambiente.
segurava a mão da garota a levando em direção ao bar, onde teria certeza que enfim, seriam notados e reconhecidos. Não que quisessem isso.
- O que querem? – o garçom disse virando-se para atender aos novos clientes. – Pera lá, e , o que os trazem até aqui?
- Apenas a vontade de conhecer a noite Londrina. – respondeu enquanto o garçom os olhava com uma expressão divertida.
- Poderia me dar uma Night Power e para a uma... – ele esperou que ela completasse.
- Red Bull por favor. – ela respondeu enquanto olhava as pessoas que frequentavam aquele lugar; boyzinhos, patricinhas... Lugar que não era muito típico de .
- Energéticos? – o garçom riu – vejamos que uma duplinha não vai dormir essa noite.
- Essa é a intenção – respondeu piscando em sinal de camaradagem para o garçom, enquanto puxava para o meio da pista de dança.

Várias tequilas, cervejas e energéticos depois, ambos já estavam bêbados e totalmente sem noção de suas escolhas. A boate já estava relativamente vazia, pois a maioria dos que a habitavam já estavam num motel do outro lado da rua... Ou bêbada caída entre cadeiras e mesas do estabelecimento. teve a ideia de levar a acompanhante para sua casa, que era mais perto. Ela não estava mais nem em condições de chamar um taxi acabou aceitando.
Beijos, caricias mais intimas começaram ainda dentro do carro, e logo ambos já estavam na casa do , se agarrando por entre as paredes jogando suas peças de roupas por cada cômodo que passavam. pressionava forte a cintura da garota que retribuía arranhando suas costas enquanto ele a guiava para o quarto.
Certamente a manhã seguinte começaria com uma caçada por peças de roupas de ambos que estavam espalhadas pelo caminho e pela incerteza de como haviam chegado ali.

Horas depois o sol já teimava aparecer por entre as cortinas claras do quarto de . ‘Sol, por favor vá embora que eu quero continuar a aproveitar esse momento.’ – pensava. Ela estava vestida apenas com suas lingeries, e , nada diferente, abraçava sua cintura. Ela não queria vê-lo acordar, queria se manter assim, aquecida apenas pelo calor humano dele. Mas Londres era uma cidade fria, muito fria. Ela tentou não fazer movimentos bruscos, para não acordar o rapaz que dormia ao lado, enquanto, tentava de alguma forma puxar um pouco do lençol que cobria a cama para ajudar a aquecer seu corpo.
- Huum – ‘nossa , que gemido gostoso, por favor para com isso.’ Ela pensava enquanto sentia as caricias de por todo o seu corpo. Ele estava acordando e ela ainda tentava se lembrar de como havia chegado ali.
- Bom dia . – disse com sua voz sonolenta e rouca. – dormiu bem?
- Tem certeza que a gente dormiu sorriu para baixo com uma risada nasalada e então ele revirou os olhos.
abraçou a , fazendo com que ela sentasse em sua frente entre suas pernas.
- Você é tão linda – disse enquanto ela tentava se cobrir com o fino lençol – Foi tão... bom...
- Vai me dizer que se lembra de alguma coisa ? – riu e se jogou caindo deitada de volta na cama.
- Não, mas de agora eu não vou esquecer. – sorriu maliciosamente e se deitou por cima da garota mais uma vez.

- BIP BIP – o celular de apitava por uma mensagem que havia acabado de chegar. - Merda de celular – saía do banho quando ouviu murmurar com o celular em mãos.

preciso falar urgente com você, sei que deve ter sido ótimo passar a noite com seu gato de Londres, mas você ainda tem que trabalhar!’ - Ela realmente pega no seu pé – disse sorrindo enquanto beijava o ombro de , já sentado ao seu lado na cama.

‘Compra efetuada com sucesso. Obrigada por usar seu cartão Mark’s! Não efetuou compra alguma? Ligue para o nosso SAC e reclame seus direitos! Era o numero de uma das lojas de Mark de Londres.’
- então tem muito bom gosto na escolha das lojas que frequenta.– disse enquanto enrolava os cabelos dela, que estava ao seu lado, ainda decidindo se abria ou não a ultima mensagem.
- É a loja do meu irmão. Eu mesma já desenhei algumas roupas para lá. Mesmo assim não sou autorizada a fazer compras gratuitas sem que ele me acompanhe... Aqueles vendedores me odeiam. – respondeu, roubando um selinho dele e em seguida, abrindo a ultima mensagem. – só falar do meu maninho...

‘Pequena, preciso falar com você. Não vou te falar por mensagem, pois pode ser que não seja você lendo. Mas adianto que tem a ver com o Detetive Charlie e é um assunto sério. Me ligue. ‘ Mark
- Detetive Charlie? Assunto sério? – disse enquanto olhava a mensagem no celular de que se vestia rapidamente com as peças de roupa que estava caçando. – , tá tudo bem?
- Depois falamos sobre isso estava visivelmente assustada – Você pode me dar uma carona até o hotel?
- Claro, mas o que está acontecendo? – disse pegando rapidamente a chave do carro e saindo, sendo seguido por .



Capítulo 4 - Troublemaker


’s POV


- Sinceramente, nem eu sei. – respondeu já na porta do carro. Ela fitava as unhas como se tivesse algo de muito interessante, intercalando essa visão com a do horizonte. Ventava fraco, ameaçava chover e a grande quantidade de carros na rua poderia assustar se eu já não estivesse habituado.
- É algo tão sério assim? Por acaso não é algum segredo de justiça com a nasa, não é? - minha tentativa de ser divertido não foi totalmente em vão, coisa que constatei com um fraco sorriso em seus lábios. Ela sorriu e me abraçou, como se eu não houvesse percebido as lagrimas que lutavam por um espaço em seus olhos. Haviam certas movimentações e alguns sons já gravados no meu cérebro, mas eu não me soltaria de um abraço tão sereno por influência desses malditos paparazzi que estão presentes sempre na hora errada. Sei que é o trabalho deles e que precisam dessas fotos para sobreviver, mas não podiam ser um pouco menos abusados? Esperei que ela desfizesse o abraço e abri a porta do carro para que ela entrasse, contornando-o em seguida.
- Não é nada disso, a nasa não sabe da existencia de uma mera mortal como eu. – sorriu e respirou fundo antes de voltar a falar. - Por favor , eu não quero falar disso agora. - seu tom de voz fraco denunciou seu nervosismo.
- Eu espero que um dia você queira falar . - respondi, dando partida no carro e tentando controlar meus pensamentos. Preocupado, era o que eu estava, mas meus queridos companheiros de banda não precisam saber disso.. Nervosismo, era o sentimento que completava minha outra metade. Eu realmente estava me envolvendo [detalhe para o tempo verbal da frase] e estava com medo de ser o unico a sentir isso nessa relação. Será que ela não sentia a mesma confiança que eu já tinha adquirido quanto a ela?

’s POV


então não fez mais perguntas, parecia estar mais concentrado na música, na estrada ou em tentar ouvir sua frequência cardíaca... Também não quis prolongar mais a conversa, tinha mais que me preocupar do que com a mudança repentina de humor dele.
Ao chegar no hotel ele me deu um abraço apertado dizendo que o que quer que fosse, eu superaria e ficaria bem. Foram com essas palavras em mente que eu entrei o hotel, na maior tranquilidade que eu poderia ter para aquele momento. Tranquilidade essa que se esvairia quando Mark atendesse aquele telefone.
O saguão do hotel estava cheio. Haviam cartazes enormes com meu nome, e muitas; frizando o "muitas", fãs no local. Fiquei me perguntando o porquê de tantos "be stronger " e então lembrei do ocorrido na frente da casa de . Eu estava chorando, não? (mesmo que eu tenha tentado disfarçar) Sim, claro que estava. Como pude deixar essa passar? Certamente que após "uma noite com " vários fotografos acampariam frente à onde quer que estivessemos. Ótimo, agora tenho uma lista enorme de coisas para me preocupar:

* Telefonema de Mark
* Problemas causados graças à balada com
* Problemas com graças a balada com
* Explicações para meu choro em publico
* Problemas com graças ao meu choro em publico
* Ensaios para o Best Talents
* Achar uma loja que vendesse camisas de força por um preço justo

Eu realmente estou nadando numa maré de azar. E nessa maré, inclua jacarés, tsunamis e baratas aquaticas, sentiu a maldade né?
Quando pus os pés em meu quarto eu finalmente chorei, como não fazia há tempos. Chorei porque senti falta dos meus pais, chorei por estar perto da minha irmã o tempo todo e nem ao menos saber disso, chorei de saudades de Mark, Richard e até de Kat, minha gata, chorei porque não estava mais em turnê, chorei por medo do que pudesse acontecer e até por eu chorei. Chorei porque eu estava me envolvendo com ele; , membro da maior boyband da atualidade, que morava a não sei quantos mil quilômetros de mim. Por fim, chorei de saudades de algo que ainda nem tinha experimentado... A paz.


- Boa tarde . - Mark disse assim que atendeu o telefone. - está sozinha? - Se os fantasmas do meu passado não contarem, sim. Pensei mas não disse porque sou educada.>.
- Estou Mark. - disse tentando controlar meu nervoso. Ele disse que era um assunto sério, então eu tinha motivos para estar assim, né?! -O que vai me dizer dessa vez? - se prepare para o disparo de palavras. - Que além de ela morar na mesma cidade que eu ela mora no mesmo condominio? Bem que Richard dizia que aquela garota que mora na entrada se parecia comigo. Diga Mark, é ela não? - disse rápido mesmo e se ele não entendeu o problema não era meu. Eu estava desesperada, nervosa, irritada e perto de ficar maluca com tudo isso.
- Calma , por favor, não tenha um treco. - ele riu e eu suspirei nervosa inspirando a maior quantidade possível de ar, entediada e porque humanos precisam de ar pra sobreviver. - Não haja como se só você estivesse nervosa, Cassie também é minha irmã e eu tenho lutado tanto quanto você para saber o que realmente aconteceu. - sussurrei fraco um pedido de desculpas (não esperem muito de mim) e ele então prosseguiu. - Não há como o detetive interrogar o médico. Pelo menos não agora. - Ele respirou fundo. - Charlie foi baleado, - o meu ultimo longo suspiro não adiantou de nada. O ar me faltou totalmente assim que ele disse isso. Charlie baleado foi a informação que mais me chocou desde que Mark me disse que Cassie estava viva.
- O que aconteceu Mark? - perguntei assustada. Charlie não poderia estar ferido. Pior.. Ele não poderia estar morto.
- Pode parecer, mas isso não tem nada a ver com nosso caso. Charlie estava trabalhando com um caso sobre traficantes, foi uma tentativa de queima de arquivo. Charlie é forte e sabe se defender, então foi um tiro de raspão.
- Como você sabe que não tem a ver com nosso caso? Nossa irmã foi sequestrada. Nossos pais foram assassinados quando descobriram uma informação importante. Eu não acredito nessas coinscidências Mark, e se foi o médico? E se ele tentar matar o detetive de novo?
- Eu não tenho garantias de que não foi o médico mas o detetive me disse que não foi, e pra mim isso basta. Ele disse que tem vigiado o médico dia e noite, e que parece que ele está no Brasil só para resolver alguns problemas com seu antigo emprego. Não acuse o médico , ele pode ter sequestrado nossa irmã, mas precisamos de provas. Acusações só rendem em processos.
- Desculpa. - disse pela segunda vez na mesma conversa.
- Ele me fez uma rápida ligação, contando, sem nenhum detale, sobre o que descobriu. Como já disse, Cassie se conhece apenas por Diana. O imbecil do médico não fez questão de tentar esconder as provas. Na certidão da garota consta o Brasil como nacionalidade e a data de 14 de Maio de 1996 como seu nascimento, sabe o que é isso né?
- O nascimento da princesinha. - lembrei-me de como meu pai apelidou a data, assim que o vi correr com mamãe para o hospital.
- Pois é. - mesmo pelo telefone soube que ele sorriu feito bobo. - Nossa princesinha tem 18 anos hoje em dia. E ela mora em San Diego, , é perto de mais para eu não fazer nada. - ele estava feliz, e isso me fez feliz também. - Eu tenho uma ideia...

As pessoas dizem que é improvável a existência de unicornios, que não existem duendes, tampouco gnomos. A ciência diz que a existência de Deus também é apenas uma crença popular e que a teoria do Big Bang tem fundamentos mais prováveis. Anos na escola me ensinaram que o mundo é movido à base das perguntas. Mark disse que tinha uma ideia, quando concordei em ouvir, não pensei que cairia pra trás com o que havia escutado. As pessoas já deveriam ter entendido que eu odeio ser a ultima a saber das coisas e saber que um mundo de informações circula ao meu redor só pode resultar em um stress inecalculável, mas Mark era paciente. Ter um irmão tão inteligente como ele é uma honra pra poucos, eu sei. Mark sempre foi meu modelo de irmão perfeito, daqueles que você acha que só existem em filmes americanos, tinhamos uma grande união, uma perfeita sincronia. E esse é um texto baseado nos fundamentos da irônia, ok? A ideia super-inteligente do meu irmão mais velho era idiota. Sim. Ele simplesmente queria circular por San Diego à procura da garota. O detetive não havia passado sequer algum endereço, como residência, local de trabalho ou onde ela deve estudar. Mas na cabeça de Mark, era muito facil encontrar uma pessoa numa cidade de 300.000 habitantes ou até mais, nunca parei pra estudar a geografia da cidade que eu deveria chamar de residência. E não faz diferença, nada torna a ideia dele menos retardada.
Passou a tarde e em sequencia a noite chegou, mas isso é bem óbvio. E essa descrição mostra meu estado de espírito; óbvia.
Dormi a tarde toda, e quando acordei desejei que o sono me levasse de vez. Dezesseis ligações perdidas, sete mensagens não lidas, um bilhete passado por debaixo da porta. Seis ligações de . Cinco ligações de Mark. Duas ligações de . Três ligações de números desconhecidos. Cinco mensagens de . Uma mensagem de Mark. Uma mensagem de . Um bilhete de .
Com toda essa perseguição da minha empresária, você deve estar pensando que era algo muito importante né? Bem, não era. Com tudo isso, ela apenas queria saber se eu estava acordada e poderia ir ao seu quarto. Tratar sobre minhas últimas artes, ela esqueceu de dizer, mas isso é só um detalhe.
Mark apenas me tranquilizava em relação ao detetive, ou pelo menos tentava. Ele também queria que eu falasse com quanto à minha volta a San Diego, mas como você bem viu, eu não tive tempo. apenas me perguntou se eu estava melhor, se tinha resolvido meus problemas e se o meu sorriso de princesa já estava de volta. Se daqui a algum tempo você ouvir falar que eu estou apaixonada já sabe por quem e o porquê.
A Mark respondi que trataria disso logo, talvez ainda hoje. A agradeci, e disse que o meu sorriso é sempre melhor quando estou com ele. O que não deixa de ser verdade. E ? Bem, estou indo ao quarto dela agora mesmo.

- Como foi a noite de ontem ? - perguntou-me quando eu já estava bem acomodada em seu colchão de plumas belgas exigência que ela fazia à cada hotel que nos hospedávamos.
- Foi ótima. - sorri recordando-me do tempo que havia passado com . - Mas não estou aqui pra falar disso. - lembrei do assunto que tinha prometido a Mark.
- Nós vamos falar disso sim . - gelei, surtei, gritei silenciosamente por dentro enquanto ela apenas ria malévicamente. Ela iria cobrar minha bebedeira, meu choro em publico e depois que eu gaguejasse na explicação, ela iria me retalhar e vender meus órgãos. - Mas mais tarde, temos a noite toda pela frente, já que você não vai mais viajar para o Bras..
- Como sabe que não vou mais para o Brasil? - interrompi, como sempre.
- Falei com seu irmão. - disse calmamente e eu fiquei mais surpresa com isso do que com o fato de que ela ainda não tinha gritado comigo. - Ele estava preocupado com alguns problemas de algumas lojas na califórnia e quis resolve-los pessoalmente, mas eu só havia ligado pra saber se ele poderia te receber quando chegasse à São Paulo.
- Certo. Já que não vou mais ao Brasil, vou ter mais tempo para ensaiar. Já tenho a musica, mas e a banda? - perguntei realmente preocupada com isso. Ah é, esqueci de citar que com o fim da turnê, minha banda havia sido dispensada para férias, assim como grande parte da equipe de dança.
- Alguma banda presente no evento cobrirá sua instrumentação, não se preocupe. Com a musica escolhida, o figurino definido e sua viagem cancelada, acho que posso conseguir algo pra amanhã e deixar seus proximos dias como folga. Ensaios serão apenas no sábado, então aproveite mais com seu gato londrino. - ela ainda não desistiu de tentar falar sobre minha noite. - Aliás, como foi com ele mesmo? - não falei?
- Já disse que foi otimo, e não vou dar mais detalhes. - levantei-me - Agora tenho que ir. Devo uma ligação a Richard e outra a Mark. Me mande uma mensagem com a programação de amanhã e boa noite.

Posso parecer estupida, mas não é exatamente minha amiga, então conversar sobre aquilo não era algo muito fácil pra mim. Assisti algumas apresentações minhas sobre "When I grow up" durante a turnê, é um hábito que mantenho, para poder estar sempre melhor e isso faz muito sentido na minha cabeça, se quer saber. Como vou apresentar ela no Best Talents, tenho que estar a beira da perfeição. Eu amo essa música, e o prazer que tenho em cantá-la fez com que eu ficasse ainda mais ansiosa. Eu amava a energia que meus fãs emanavam ao cantarem-na comigo. Durante todo o dia pensei em ensaiar mais com as bailarinas, mas sei que somos capazes de executar a coreografia divinamente. Isso pode parecer presunçoso, mas é a pura verdade, um beijo.

Experimentei várias vezes meus dois looks para o evento. Meu vestido de festa, para a triunfal entrada pelo tapete rouxo e minha roupa para a apresentação, ambas pareciam ter sido moldadas por mãos de fadas. Viva o trabalho dos costureiros!
O unico contato que tive com foi via celular. Parece que a bebedeira na boate rendeu mais problemas à ele do que a mim - já que nem tocou no assunto - e ele então estava esperando a poeira baixar antes de nos encontrarmos, inevitávelmente, na noite de domingo.
Quando decidi que deveria ir dormir, já passava da meia noite. Isso fez com que eu pegasse minha toalha e corresse para o banho, afinal, eu que não quero atrasar meu sono. Sabia que uma noite mal dormida nunca é recuperada? Dormir em outros horários não vai o recuperar, apenas desregulará seu relogio biologico. Esta vendo? Sou uma pessoa muito culta! Os pais deveriam ensinar seus filhos a serem meus fãs em vez de os deixarem admirar Miley Cyrus. Eles tem muito mais a aprender comigo do que com aquela mulher que lambe marretas, não é? Mas bem, meus pais me deram o melhor ensino enquanto puderam e olhe quem sou hoje; uma garota solteira que canta Piece of me nos shows e é fã da Miley Cyrus. Não digo trágico porque amo essa vida.
Ok, enquanto eu traçava esse diálogo, minha banheira encheu e a agua já está na temperatura ideal para meu banho relaxante. Rapido né? Eis a eficiencia que posso pagar. Deixei meu celular tocando "Maria", minha musica favorita do Ricky Martin e mergulhei até afundar a cabeça. Relaxei tanto que quase cheguei a me afogar. As vezes eu me comporto como uma retardada, tenho que procurar um psiquiatra para tratar isso.
Cinco ou seis músicas depois (sim, eu conto o tempo com músicas) decidi parar de vegetar e sair da banheira. O glitter solto do meu vestido de festa não estava mais impregnado na minha pele. Aliás, minha pele estava tão enrugada que duas ou três músicas depois ela se soltaria do meu corpo, tenho plena certeza disso. Como não queria testar essa teoria, me levantei, coloquei a toalha sobre meu corpo e saí do banheiro ao som de "unbelievable", de quem é essa música mesmo? EMC?É assim mesmo o nome? Enfim, a música é contagiante, e o que eu faço quando ouço músicas contagiantes? Eu danço. E essa dança só resultou em um quarto molhado e uma cena ridicula. As vezes me pergunto se Deus assiste essas minhas insanidades. Ele deve ficar com uma puta dó ou deve rir horrores. Se eu fosse ele, iria rir e o universo inteiro ia escutar.

Depois que eu estava devidamente vestida com minha camisola de algodão, me joguei na cama, na esperança de pegar rápido no sono, mas é claro que falhei. Quando estava quase dormindo uma mensagem me despertou. Se fosse qualquer outra pessoa eu xingaria forte. Mas era ele então o que fiz foi abrir a mensagem e sorrir feito besta.

"Estou sentindo sua falta. Não me esquece, por favor?!"

"Meu amor, eu não te esqueço por um segundo que seja.." - respondi a mensagem do meu melhor amigo e assim se iniciou uma grande conversa. Eu adorava conversar com Richard pois, mesmo que momentaneamente, isso me livrava de qualquer problema. Depois do meu irmão, Rich era meu maior porto seguro. Ele me contou que estava rabalhando como nunca e que tinha recebido um convite para desfilar pela Calvin Klein. Rich. Meu melhor amigo. Iria desfilar. Pela Calvin Klein. O garoto que começou como modelo fotográfico das lojas do meu irmão agora estava cada segundo mais famoso. Surtei pouco.
Contei o quão ansiosa estava para o evento de domingo. Contei como estava me divertindo com . Contei até sobre a fofoca da semana, o Justin na igreja e por incrivel que pareça, ele não sabia disso, rs. Esticamos a conversa até duas e meia da manhã, já que me enviou uma mensagem dizendo que eu teria como folga todo o dia de quinta-feira - que no caso, já é hoje.
Quando larguei o celular embaixo do travesseiro, sorri orgulhosa. Com tudo dando certo na vida das pessoas que amo, eu não tinha mais tristezas. Talvez essa seja a minha missão na terra; ver quem eu amo feliz. E eu estava tendo sucesso com isso.

Era de manhã, eu tinha plena certeza disso até olhar o relógio. Estava tudo muito escuro quando acendi a luz e olhei o horizonte pela janela, mas e daí? Existem muitos fuso-horários, em algum lugar eu acertei as horas.
Quatro e quarenta e três da madrugada denunciava o relógio. Eu não tinha nada pra fazer e isso me incomodou. Sentir fala de trabalhar denuncia uma depressão muito profunda? Não?
Uma semana atrás eu estava em turnê, cansada, mas feliz. Mal via a hora dos shows acabarem e eu poder descansar mas também não queria me afastar dos palcos. Minha bipolaridade também é um problema psiquiatrico, mais uma coisa que devo tratar.

Mark tinha várias e várias reuniões sobre sua nova loja. Richard estava viajando para Miami. Miley Cyrus tinha show. O daria três entrevistas, uma em cada parte de Londres. Jessie J tinha um evento de caridade. Katy Perry tinha um clipe em andamento. E eu? Bem, eu tinha o tédio de um dia sem trabalho e sem amigos. Poderia passar o dia no cabeleireiro. Ou fazer compras no shopping. Quem sabe sair na rua e ficar andando, só pra encontrar meus fãs. Mas a merda com tudo isso, é muito cedo para eu ter pensamentos tão complexos, apaguem a luz que eu quero dormir.. Ah é, estou alone, rs, não me julguem, já levantei de novo e apaguei eu mesma, até mais tarde.

Duas da tarde. Em ponto. O relógio marcava isso. O hotel disponibilizava café da manhã até as dez horas e almoço até um minuto atrás, porque agora já são duas e um. Bom que eu não estava com muita fome mesmo. Tomei uma ducha apenas para tirar a preguiça e o cheiro de cama e então estava pronta para fazer nada. Lembrei do que tinha "planejado" de madrugada, então chamei um taxi e fui para o shopping. Shoppings são tão vazios as quinta-feiras. Exceto por alguns alunos que saiam da escola e iam até lá, namorar e passear. No Brasil, eu era um deles que terminava o dia no McDonalds falando mal dos professores e seus defeitos físicos. Essa lembrança me fez rir alto e alguns vendedores me olharam sorrindo com câmeras na mão. Olhe a nova manchete: " rindo sozinha no meio do shopping; Retardo mental ou excesso de alonisse?(n/a: isso seria o verbo 'alone' passado para o plural potuguês, wtf?).
Caminhei até o McDonalds e pedi um lanche que eu ainda não conhecia. Engraçado é que tem McDonalds em tudo o que é canto no mundo, mas os lanches são muito diferentes. Quando acabei de comer, alguns fãs vieram pedir fotos. Com medo de ter um alface fluorecendo no dente, sorri sem mostrar os dentes em todas, e antes que chegassem mais fãs, corri pro taxi, chegando rapidamente ao hotel. Minha quinta tinha ido embora e eu ainda não tinha tweetado nada, então loguei o @ e fui falar com meus amores.

@: Como vão todos?
@: Vejo que estão votando muito, vou tentar lhes dar uma surpresa domingo.
Eles adoravam quando eu postava fotos com os artistas do evento e tweetava o que estava acontecendo - além do que eles poderiam ver pela tevê. E se era isso que eles queriam, isso eles iriam ter.
Respondi algumas menções e cai na cama. Li algumas fofoquinhas básicas na teen vogue e comecei a bocejar. Um bocejo atrás do outro, cada vez maior, seguido de uma moleeeza. Fazer nada cansa, não é?

Sexta logo cedo eu estava no quarto da . Dei uma entrevista via telefone para uma revista australiana, experimentei - mais umas vezes - as roupas para o BT e então estava livre. Ainda era três da tarde, então decidi voltar pro meu quarto. Não me surpreendi quando Mark me ligou todo afoito. Não tenho um irmão normal desde... bem, desde nunca.
" - Mark, bom dia. Tudo bem? – disse despreocupadamente, quando atendi o telefone.
- Sim . – ele falou em alto e bom som, mas foi abaixando a voz, logo sussurrando – Você não sabe quem está a poucos metros de mim.
- Me deixe adivinhar. Madonna? – Mark era fissurado nela. Tanto que quando a conheci o arrastei junto a mim. Ele foi normal, apenas tirou algumas fotos no tempo que pensei que ele estaria a pedindo em casamento.
- Não – ele disse e eu soube que ele estava sorrindo. – É muito mais importante que isso. É sobre a Diana, é ela , eu tenho certeza... – disse alegre e eu gelei. – Ela é mesmo nossa irmã Cassie.
- Mark, se eu fosse você não manteria tanto as esperanças... Você sabe que... – senti minha boca secar antes que pudesse falar mais alguma coisa. Ao fundo pude escutar a voz de uma garota. Uma linda voz. Diferente da que eu era habituada quando pequena, mas mesmo assim, familiar. As palavras eram pronunciadas de uma foma tão rápida que me fizeram lembrar de inúteis anos que Cassie passou frequentando o fonoaudiólogo. Mas meu medo foi mais forte e quando dei por mim, ja tinha desligado o telefone. Era melhor do que me iludir mais uma vez e ter uma grande decepção.

Mark's POV

Eu havia ido aos Estados Unidos com o intuito de investigar mais coisas sobre minha irmã, e agora ela estava ali. Eu tenho certeza que aquela garota é minha irmã. Charlie havia me mandado algumas imagens, e com as fotos eu já soube que Diana era Cassie, pessoalmente então. A garota bebia despreocupadamente seu café enquanto eu apenas observava e reparava o quanto ela era linda. Era exatamente igual , mas seu cabelo era mais curto e claro, assim como seu corpo tinha feições mais infantis. Seu sorriso lembrava nosso pai, mas seus olhos claramente eram herdados de nossa mãe.
- Papai, que saudades – ela disse ao celular, e eu troquei de mesa, tentando não deixar claro que estava a observando. Falhei, já que a garçonete me perguntou o porque de eu ter trocado de mesa. Dei a desculpa de que havia sol demais na outra mesa que foi a melhor desculpa que arranjei em um segundo. - Mas papai, quando você volta para cá? – a vi sorrir – Sério que você comprou uma casa? – a garota parecia se alegrar ainda mais com cada palavra que ele dizia. Será que esse pai perfeito era o canalha conhecido como Connan Garcia? - Mal posso esperar para conhecer o Brasil – Aquilo foi o suficiente para sentir minha pele se arrepiar. Era ela. Era ele. Só poderia ser. Ele estava no Brasil, a garota era a mesma da foto. De repente minha vista escureceu e aquela xícara de café me pareceu pesada demais...

Quando abri os olhos de novo, várias pessoas me cercavam, e a garçonete que tinha falado comigo à pouco tempo - ou muito, não sei por quanto fiquei apagado - me chamava e perguntava se eu estava bem.
- Sim, foi só um mal estar. Já passou – respondi e me sentei. Minha preocupação era saber se a garota ainda estava ali. E como que lendo meus pensamentos, ela apareceu no meu campo de visão, dizendo "a ambulância já chegou". - A ambulância já chegou – sorri e levantei com a ajuda de algumas pessoas. -Venha, eu te ajudo a chegar lá . - então ela segurou meu braço e me guiou até o lado de fora do estabelecimento.
Enquanto os medicos examinavam minha pressão, perguntavam coisas demais sobre minha vida e anotavam algum relatório que iria ser enviado ao meu plano de saúde, a garota esperou. Usei todo meu esforço mental para isso, mas ela ficou.
- Você é Mark , não é? – ela perguntou ansiosa pela resposta. Consenti e parei de sorrir tanto feito um besta, ou ela vai pensar que estou a cantando. - Você não acreditaria se eu disesse que minha meu pai trabalhou muito tempo como médico em uma de suas lojas, não é?
‘Canalha’, foi a primeira palavra que consegui pensar. Eu simplesmente sustentei o imbecil sequestrador da minha irmã. Foi o mais perto que cheguei de me arrepender de ter criado uma loja sequer, mas se o pai dela trabalhava lá, significava que eu havia, de certa forma, sustentado minha princesinha.
- Eu não podia imaginar. - respondi e voltei a sorrir.
- Eu sou muito fã da sua irmã. Eu queria muito ter ido a um show, mas ela não dedicou muito tempo a San Diego, e quando houveram shows por aqui, eu estava trabalhando. Eu participei de uma seleção de modelos para um clipe dela, mas eles não procuravam garotas com o meu perfil. - ela disparou e eu fiquei concordando com a cabeça. Ela deve pensar que eu sou um retardado.. Espera? Ela disse que é modelo?
- Você é modelo? - perguntei para ter certeza. Sim, eu tinha uma ideia em mente.
- Pois é. - respondeu tímida.
- está trabalhando em um novo clipe e, se me permite dizer, você é muito bonita e se encaixa muito bem no perfil do video. - Lá vai ela de novo pensar que estou a cantando - Você tem email ou outra coisa para contato? Quem sabe ela não se interessa e.. Bem, já te falaram que você se parece muito com ela?
- Já me disseram sim. - ela sorriu e me entregou seu cartão. - Não esquece de dizer que eu sou muito fã dela. Ela sempre é muito carinhosa com os fãs, sei que isso me ajudaria muito. - Me despedi e segui em direção ao carro com o cartão em mãos. "Diana Stones" dizia no papel. Eu vou provar para essa garota que não tem nada de Diana. Vou provar que ela é a Cassie. Vou provar que ela é uma .

Pov's
Passei longos minutos pensando na vida. O que não me era nenhuma novidade, eu adorava pensar. Mas ok, quanto ao que eu pensei? Bem. E se essa tal Diana for mesmo a minha irmã? Minha pequena Cassie.. Quantas mudanças isso causaria na minha vida? Que mudanças isso causaria na minha vida? E se for ela mesmo? Eu estou preparada?
Chorei um pouco mais e então o sono me levou.
Quando acordei, a tarde já tinha virado noite e meu celular tocava o refrão de Couting Stars. Era Mark. Fiquei receosa em atender, mas claro que selecionei a opção verde. Seja o que for que Mark tenha pra me contar, eu devo estar preparada, então peguei uma garrafa d'agua no frigobar antes de dizer alô. Abracei o travesseiro sentada na cama e foi quando ele fez meu dia valer a pena...



Uma vez Richard havia me dito que a chama de uma vela esvazia sua mente... Assim como desenvolve sua concentração. Era exatamente disso que eu precisava, vazio interior. Depois de passar mais que meia hora a procura de uma vela, eu peguei um isqueiro e me pus a observar a chama. A brisa vinda de algum lugar fazia a chama se movimentar graciosamente, em passos de balé. O que me fez lembrar Cassie e seus magnificos passos coreografados quando criança e aluna dedicada da companhia de dança do colégio. Não, não. Tenho que me concentrar apenas na vela.
O vento - esse que eu sabia que vinha da janela - soprava forte e a chama estava na mesma frequência. Nervosa, espalhando sua fúria por todos os lados. Logo pensei no desespero dos meus pais, no que foi a pior noite da minha vida.

Comemoração de Ano Novo na praia; 2003/2004.
- Onde está sua irmã, Mark? - mamãe perguntou olhando por trás dele. Assim, ao meu ver, era para ela estar vendo Cassie. Ele respondeu algo que eu não pude ouvir, mas quando me aproximei mais, papai estava correndo em direção as ondas. Era tarde, Mark tinha contado sobre o médico aos nossos pais.
- Onde ela está, ? - mamãe perguntou assustada e eu me virei pra trás, pronta para apontar onde estávamos construindo nosso castelo. Mas Cassie não estava lá, e sim o papai. Ele olhava para todos os lados passando as mãos pelo cabelo. - Não... - mamãe sussurrou baixinho e eu segurei sua mão. Ela estava suada, mas ainda macia. Mamãe soltou minha mão e correu em direção ao papai. Mark e eu fomos logo atrás porque havia muita gente ao redor e não queriamos nos perder.
- CASSIE! - Mark gritou e correu em direção a uma garotinha que se escondia atrás das pedras. Papai, mamãe e eu o acompanhamos mais atrás, mas logo ele voltou, carregando consigo uma expressão triste. Não era Cassie que estava lá.
- CASS! - papai gritava, correndo com mamãe ao redor da praia. Nós não estavamos brincando de esconder, não tinha porque Cassie ter sumido. - Ligue para a polícia. Te prometo que vamos encontrá-la. - disse para mamãe e se virou em direção a orla. Com o tempo passando rápido, eu fiz com que aquela promessa de trazer Cassie de volta, também se tornasse minha...



A vela era apenas um borrão ao meu ver e percebi que estava chorando. A terapia não havia funcionado, visto que tudo me faz lembrar o passado, e agora também o presente. Minha irmã estava ao meu alcance, era minha hora de agir nessa história.

Depois de ser socorrido por Cassie - ou Diana, como a garota se idêntifica -, Mark disse que tiveram uma breve conversa, mas que lhe rendeu uma boa ideia - realmente boa dessa vez, concordo. Conversamos um pouco sobre o que aconteceu no Café e tarde demais ele me contou sobre a tal ideia, e então desligou dizendo que iria começar a tomar mais providências. Eu já reclamei um número incalculável de vezes sobre ser famosa, mas nunca parei pra pensar nas boas coisas que isso me traz (além de compras sem limite e festas frequentes, claro). Enfim, agorinha mesmo eu estava agradecendo ao mundo por essa oportunidade. Assoprei a vela e então percebi que era a minha vez de mexer os pauzinhos e botar o plano de Mark em ação, e ia fazer todo o bom uso da minha fama com ele... Ok, estou enrolando né? Vou falar a idéia de Mark com os mesmos pontos que ele usou para me explicar.

* Eu sou uma cantora famosa.
* Cantores gravam video-clipes.
* Video-clipes precisam de um personagem, seja atriz ou modelo. Pelo menos a maioria deles.
* Cassie é modelo.
* Eu não lanço um single há quase um ano.

Espero que tenha entendido, mas se não ou se sim, vou explicar do mesmo jeito. A ideia do meu irmão é fazer com que Cassie seja contratada para participar do meu novo video-clipe (a ideia é tão nova que nem eu sabia). Geralmente, ao contratamos qualquer pessoa, seja modelo, bateirista ou até uma simples faxineira, pedimos vários tipos de exames para atestar a saúde do tal. Tudo bem que Cassie tem a tal doença, mas nós não sabemos disso e com certeza, ela também não irá nos contar. Foi que eu me perdi na ideia, mas Mark logo me disse que o exame era apenas uma forma de conseguir o material para um exame de DNA. Essa seria a comprovação necessária para que enfim pudessemos tomar alguma atitude em relação a descendência da garota.

Está aí o porquê de eu estar tão nervosa. Talvez a garota não queira ser pressionada a fazer um exame. Talvez não concorde com a ideia de um novo clipe. Talvez pior, eu descubra algo que não queira... Depois de tanto tempo sem informações, não espero me deparar com uma desilusão no final da história.

Meu celular vibrou muito enquanto eu pensava - o que durou cerca de uma hora.
Haviam algumas mensagens de , mas eu nem liguei, o que me chamou a atenção foi um número desconhecido... Brasileiro, pelo que pude perceber. Não retornei a ligação, visto que não conheço ninguém do Brasil que não aparecesse no identificador de chamadas. E também, se fosse importante, a pessoa tornaria a ligar. A única pessoa para a qual retornei foi o , que já foi falando desembestado assim que atendeu. Eu hein, deve ser mal de boyband.
- Quais seus planos para hoje à noite, ? - ele perguntou e tive que dizer que já havia planejado minha vida até o outro dia, e não havia como eu escapar do hotel. - E depois disso? - ele perguntou e eu sorri, gostando da insistência. Eu não tinha nada o que fazer até terça - ou quarta, só sabe - quando eu voltasse para casa, exceto o BT e foi o que respondi. - Os meninos querem muito te conhecer então, você poderia vir pra minha casa amanhã a tarde... pode ir com você. - no começo não gostei muito da ideia, mas talvez levando comigo, seja uma boa experiência.
- Tudo bem . - era uma noite fria, aliás, sempre era por ali né? Nem é novidade você ler uma história em que alguem reclame ou adore o clima. - Você pode, se quiser, vir pra cá agora. - Disse, ouvindo-o concordar prontamente. Eu não podia sair do hotel, mas poderia receber visitas, não? É, não foram necessários mais que vinte minutos para que ele chegasse.


povs off


- Quer que eu te leve? – perguntou quando a garota saiu do banho. Já era de manhã, e os dois estavam atrasados para seus respectivos compromissos. Coisa de adolescente, pelo menos quando se tem que carregar uma responsabilidade maior do que a que deveriam, muitos diriam. Seus empresários deviam tomar nota disso antes de aplicarem uma bronca neles, não?
- Não não, pode deixar, eu peço um táxi. Não sou a única atrasada por aqui, você também precisa ir logo. – respondeu-o já pegando a bolsa e colocando o celular dentro. Desceram pelas escadas até encontrarem o elevador vazio no sétimo andar (n/a: isso foi meio pessoal, eu não consigo esperar desocuparem o elevador nem descer com pessoas desconhecidas, e você? KK). Na saída do hotel, havia alguns táxis parados, como o habitual. Assim que entrou em um deles, deu o endereço de onde seria o ensaio ao motorista e jogou a cabeça pra trás. Cochilou brevemente, pensando em sua irmã. Como fora um longo caminho, com resquícios do trânsito causado por uma grande frota de veículos mais cedo, teve tempo de entrar em suas redes sociais.
O twitter estava movimentado com trending topics mundiais como #JelenaIsBack , #HappyBirthdayLindsayLohan e outras coisas que não interessaram a cantora. Nos trending topics americanos, algo como #Family era diversamente citado entre fã clubes da garota e de seu irmão, o que a fez rir. Antes de abrir em um fã clube para Mark - que não era mais do que um empresário, ou seja, nada impressionante o suficiente para ter fãs -, o taxi chegou a seu destino fazendo-a deixar a curiosidade de lado e entrar na Arena.


- Cinco minutos atrasado, . Passei na sua casa, mas você não estava por lá... - disse para sanar sua curiosidade. Os tablóides anunciavam que havia passado a noite no hotel de mais uma vez, mas ele queria uma confirmação concreta.
- Assim não vai conseguir resposta nenhuma, . – disse chamando a atenção de todos a ele. - Você estava no hotel da ? - foi mais direto e tudo que fez foi sorrir.
" - Tirem suas próprias conclusões. - foi a vez de se pronunciar. - não o encontrou em seu apartamento, está com um sorriso ridículo no rosto e várias marcas pelo corpo. Eu também me lembro dele estar usando essa mesma camiseta ontem a tarde, mesmo que tenha trocado de bermuda. - riu malicioso, acompanhado por seus parceiros de banda. - Ou ele dormiu com a , ou temos um novo affair na banda.
- Você parece o Perez Hilton.– sorriu pervertidamente, indo em direção ao vestiário. - Antes que eu me esqueça, a mandou um beijo para vocês. - confirmou fazendo e darem um high five e irem arrumar os instrumentos. Amigos, sempre tão certos!

ensaiava sua coreografia e sua música pela milionésima vez. Já havia decorado também toda a letra, suposta coreografia, distribuição do palco, timbres e até os acordes de cada instumento da música "Magic", essa que o Coldplay - banda que faria o instrumental de seu show - iria apresentar.
Passou toda a tarde tão concentrada em seu ensaio, que já se sentia pronta para apresentar a abertura da copa do mundo. No tempo que teve de folga, aproveitou para conhecer o lugar, encantando-se com cada lugar que visitava. O relógio marcava 18h43 quando decidiram terminar o ensaio. Até a manhã do evento, tudo estaria pronto - já que muita coisa ainda estava pela metade. Seria um espetáculo lindo de se ver, e participar, ela pensou.
- Espero que tenha terminado com o ensaio, porque se não, vou ter que retirar um convite de carona, mesmo ainda não tendo o feito... – era a voz de logo atrás de si, o que instantaneamente fez a garota sorrir.
- Não te esperava aqui. - ela respondeu e acompanhou seu olhar, também maravilhado pela grandiosidade da arena. - E sim, já acabamos por hoje. - despediu-se de Hannah, uma de suas bailarinas.
- É mesmo um lugar lindo. - segurou a mão da garota e se aproximou mais. - Os meninos e eu já fizemos shows aqui, mas ver esse lugar vazio nos mostra o quão grandioso isso tudo está sendo. - disse , claramente não se referindo ao tamanho da Arena.
- Vocês não esperavam isso, né? - perguntou . - Quero dizer, toda essa fama, essa perseguição, fãs se jogando em cima de seu carros...
- Eu nunca pensei, mas eu gosto disso. - sorriu orgulhoso acompanhando-a até seu destino. - Você também nunca pensou que fosse ser assim, né? - sorriu quando ela confirmou. - Tem muita gente lá fora, esperando a possível aparição de , Katy Perry ou nossa polêmica Miley Cyrus, então, é bom irmos logo ou precisaremos da ajuda dos seguranças. - ela sorriu triste, já que os ensaios das duas divas antes citadas haviam sido cancelados, e ela ainda não as pode admirar.
- Claro. - então ela soltou suas mãos e recolheu o que havia deixado espalhado pelo camarim, esbarrando em . - Estou indo embora com agora, beijo. - virou-se em direção a saída.
- , espera, você não queria uma reunião para seu novo clipe? – disse cumprimentando com um olhar e um aperto de mão. – Então, eu marquei uma para daqui a meia hora, lá mesmo no hotel...
- Droga, vocês podem deixar pra outro dia? - fez biquinho e concordou, sorrindo sincera e deixando a garota ainda mais alegre. Ela sabia que o casal " & seria uma publicidade positiva para ambos os lados, e enquanto isso fizesse apenas bem, ela iria deixar rolar.


- Não vou conseguir entender isso, jamais – disse enquanto, olhava pela janela do café onde estavam, a resolução de um acidente de trânsito que acontecera adiante.
- Isso o que ? – riu, olhando o carro vermelho, que nada mais sofrera além de um arranhão na lataria. – Não vai me dizer que em San Diego não acontecem acidentes?!
- Claro que acontecem! – dessa vez foi ela quem riu – A cidade tem problemas tão grandes como os meus. - disse se arrependendo logo em seguida. Felizmente, não quis prosseguir com o assunto, mesmo curioso- Mas de todos os lugares em que morei, ninguém, após um acidente de carro, saíria com um sorriso no rosto. Geralmente os americanos e os brasileiros resolveriam isso de forma, um tanto quanto mais, agressiva.
- As pessoas sabem respeitar o trânsito. Alguns países tem um trânsito complicado porque tem várias regras a seguir para seguirem. Não alimentando o egocêntrico britânico, mas aqui pessoas sabem se ajudar, é raro acontecer um acidente mais grave. Ao não ser no inverno, quando somos pegos de surpresa por grandes rajadas de vento, neve e fortes chuvas.
- O que me faz perguntar mais uma coisa. Como vocês saem de casa nesse frio? - gargalhou, terminando de beber seu suco. - Moro a um bom tempo nos EUA, mas sempre que posso dou uma escapada pra debaixo da linha do equador. Eu amo o frio, mas me concentro mais no calor. Acho que as pessoas são mais felizes nessa época, não? - cita o Brasil em seus pensamentos, e toda a falta que sente de seu país.
- Não estou muito habituado a mais de trinta e cinco graus, exceto em viagens aos EUA e Austrália. Talvez o calor explique a alegria brasileira mesmo. Mesmo não conhecendo, sei que vou me dar bem com as pessoas e todo o país. Principalmente se me fizerem tão bem como você faz. - sorriu, mirando mais uma vez a rua.
- Obrigada pelo elogio. e os outros 200 milhões de brasileiros agradecem a preferência, volte sempre. - uma outra gargalhada conjunta, encerrou o assunto, e os dois terminaram seu lanche, apenas apreciando a companhia um do outro.

- Sua preferência seria o calor permanente ou o frio eterno? - perguntou quando ja saiam juntos, indo para o hotel.
- Um pouco dois dois. Onde eu morava em no Brasil, não havia muita escolha. O interior do meu estado era tudo isso. Para quem vê de fora do país, é díficil acreditar, mas faz muito frio no Brasil também. Mas se fosse para escolher entre um dos dois, ficaria com o frio, já que geralmente é verão por geralmente oito meses na América do Sul.
- Venha morar em Londres. – sorriu enquanto entravam no carro – É uma cidade fria, linda, com pessoas também lindas, educadas, gentis – ele apontou para si próprio e ela riu – e que também dirigem sem causar problemas aos outros motoristas.
- Vou pensar. - respondeu, mesmo já tendo a resposta na ponta da lingua. Na América, ela tinha seus amigos, sua carreira, e possivelmente sua irmã. E era com seus problemas ocidentais que ela queria lidar. Beijinho, , e aproveite a estadia. Essa garota não pertence a Europa.


- Boa noite, meu casal favorito. – assinava alguns papéis no saguão do hotel quando, por sua visão periferica, viu e entrando no hotel.
- Boa noite, . Algum recado pra mim?
- Fora as duas mil ligações de seu irmão para o hotel e o meu celular, não. Parecia realmente importante , porque não o atendeu?
- Bateria. - a mais nova sorriu fraco, e mostrou o celular apagado. - Não tive tempo pra carregar desde ontem... Mas ele adiantou alguma coisa? - uma luz piscante em vários tons de neon na cabeça de dizia que tinha algo a ver com Cassie.
- Ele adiantou que quer que peça a permissão do namoro de vocês a ele. - riu desacreditada, mas considerou a ideia. - E pediu para que você ligasse assim que pudesse, temos uma surpresa para você.
- Farei isso. - sorriu puxando em direção ao elevador.
- Boa noite, . - que até então estava quieto, se pronunciou, então as portas do elevador se fecharam, deixando uma animada e cautelosa, e uma curiosa.


- Eu posso te dar um pouco de privacidade se quiser. - estava procurando a chave do carro perdida por entre um dos bolsos da bermuda. Haviam assitido um filme de terror e o ultimo episódio da série Prison Break, e após quase meia-hora tentando acalmar sobre a morte do personagem principal, ele percebeu que já estava bem tarde. - Preciso pegar uma roupa, infelizmente terei que sair logo cedo amanhã. - olhou no visor do celular a última mensagem de , mencionando uma reunião qualquer da banda. , após perceber que a cama era muito mais proveitosa com ao seu lado, o havia convidado para dormir por lá mesmo - o que estava virando rotina. E, bem, quem seria para negar?
- Tudo bem. - ela sorriu e pegou o telefone do hotel pronta para discar o numero do irmão. - Mas só porque eu quero você de volta logo. - Colocou o telefone no ouvido e soriu, vendo o garoto fazer o mesmo e sair em sequência pela porta melhor do que entrou. A última frase de o fez pensar. Parecia que a confiança entre ambos estava aumentando.

- Mark, olá. - o irmão respondeu-a calorosamente e teve a certeza. Era sobre sua irmã, e com certeza era uma boa noticia.
- Espero que esteja bem preparada para o Best Talents e que tenha nos arranjado bons quartos de hotel. - sorriu abertamente, mesmo sem saber o porquê.
- Como assim? - questionou ajeitando o telefone para poder entender melhor.
- Prepare o coração e amente. Você conhecerá sua irmãzinha antes do que imagina...

A firmeza com que Mark falou sobre a garota, alegrou e acendeu a lâmpada de sua esperança. Feliz e ansiosa, desligou o telefone, pronta para esperar por , e quem sabe ter alguém para conversar. Depois de anos em uma vida de desconfianças e medo, finalmente voltara a encontrar uma pessoa em quem confiasse. Os relacionamentos com seus ex-namorados não lhe rendaram mais que dinheiro gasto e noites regadas de lúxuria e desejo. Nada além de paixão momentânea. passava uma segurança que a garota julgava não encontrar em ninguém que não fosse seus pais, seus irmãos e seu melhor amigo. Mas não, ainda não era a hora de contar a mais ninguém algo tão pessoal quanto os problemas que a família enfrentava. Decidiu voltar a focar-se na ligação do irmão, com conversaria em outra oportunidade.
Em mais detalhes sobre o telefonema, Mark contou que havia conversado com sobre o clipe, e a ideia pareceu interessar a empresária a ponto de marcar uma reunião para definir o enredo o mais breve possível. Pelas ideias de Mark e , o clipe poderia ser gravado ali mesmo, em Londres. Dependendo dos rumos que a reunião tomasse, as gravações poderiam iniciar já, por isso os modelos já estavam em pauta. Mark, "Cassie" e Rubens Vanderle - representante da 'By: Nelly agência de modelos que estava a disposição da pequena Diana -, e outros três modelos embarcariam pela madrugada de sábado, com chegada a Londres prevista por volta das seis da tarde. Seria um longo fim de semana...

- , ... HEEY! Acorda! – tinha acabado de sair do banho e procurava uma jaqueta para se agasalhar, rindo do garoto que abria os olhos assustado. - Não se esqueça da reunião, já são oito e vinte e três.
- Bom dia . Sentou na cama consultando o relógio. - Tá afim de ir comigo?
- Eu não sei não . - Na verdade, ela sabia. Estava louca para conhecer os outros garotos da banda, ao mesmo tempo que queria desfrutar mais de sua companhia. - É uma reunião , não um passeio com amigos.
- Quanto a isso, não tem problema. sempre leva sua namorada e os outros meninos também já levaram suas, erm, ficantes... - sentiu-se mal com a definição do relacionamento dos dois e a situação em que eram colocados, mas isso não o fez parar no meio da frase. - Não é novidades termos pessoas de fora.
- Tudo bem, mas é só porque eu to louca pra conhecer sua banda de gatos. - sorriu vendo-o entrar no banheiro gargalhando.

– Do que vocês vão falar nessa reunião? – entrou no banheiro para se maquiar enquanto ele ainda tomava banho.
- Vamos tratar dos últimos preparativos para nossa turnê e decidir as participações especiais de cada país. – Zayn sorriu, mesmo sem ser visto – Sabia que vamos homenagear um artista de cada país que visitarmos?
- Nossa, que ótima ideia. Vou conversar com a e isso não será mais exclusividade do – Victória riu com o comentario.
- Plágio é crime, .
- Não será plágio se você deixar. - gargalhou desligando o chuveiro. - E aí?
- Quem sabe - pegou a toalha e saiu do banheiro, não sem sentir que o seguia com o olhar. Riu de lado e a encarou, vendo-a desviar rapidamente o olhar para o estojo de maquiagem.
– Em quais países a turnê passará? - ela disfarçou ainda mexendo no estojo.
- Não temos certeza de todos os países ainda. Queremos uma coisa grande, que passe pela Europa, Ásia e também toda a América. Já confirmamos com os Estados Unidos, Japão, Canadá e boa parte da América do Sul, inclusive em mais de um show pelo Brasil.– deu ênfase na última parte da frase. - O que é o mínimo, né? O Brasil é um país grande, com fãs espalhadas por todos os estados. Vocês são a banda internacional mais influente no Brasil, tem mais é que fazer mais de um show mesmo.
- Percebemos isso com a venda dos ingressos. Foi estrondoso, temos muito que agradecer aos brasileiros. Eu não sei a quantidade de shows, quanto menos os locais, mas garanto que será uma turnê extensa. Tanto espacial, quanto temporal.– conversaram um pouco mais e desceram até a garagem.
O caminho até o estúdio era relativamente perto do hotel onde estavam. Assim que chegaram, ainda conversavam sobre a turnê que iria se iniciar para o garoto e sobre a qual havia acabado de encerrar. Na maior sala de espera, espalhados, estavam os outros membros da banda, cada um "ocupado" com um atividade. Assim que viram parada na porta, segurando a mão de , levantaram-se e em fila foram cumprimentar a garota.

- Até que enfim . - disse e sorriu sem entender. Na verdade, o garoto se referia a apresentação de à família . - Prazer , cumprimentou-a com dois beijinhos, sabendo que isso era comum no Brasil. Muito culto!
- Prazer, . Eu estava louca para conhecer vocês, e quando me convidou, eu não consegui recusar, então só tenho que agradecer. - um beijo na bochecha não era o que esperava, mas ainda assim ele sorriu, em seguida cumprimentando o amigo com um aperto de mão.
- Na verdade, nós já sabiamos que a convidaria. Não é muito comum ele trazer alguém para o estudio, mas ele não parava de falar como a garota dele era incrível, como ela gostava da banda, como ele queria a apresentar pra gente e tal. - sorriu olhando pra , que desviou o olhar, com as bochechas rubras. "Não não ", ela pensou. Você não pode estar apaixonado pela garota que mora na América. Não após uma semana. Não após ela te dizer que tem milhões de problemas." - Você deixou a garota envergonhada, trouxa. - passou por entre e e puxou para um abraço. Mesmo desconfortável, ela continou cuprimentando os meninos normalmente, até uma mulher baixinha e loira avisar que o Sr. Plath os esperava na sala ao lado.
O que acontecia é que e tinham percepções muito diferentes sobre seu relacionamento. Ela sabia que gostava dele. Sabia que ele a fazia bem, que ele a alegrava, e também que ele estaria sempre pronto para ouvir o que ela tinha dizer, e também para lhe dar uma relação mais intima. Mesmo assim, ela pensava nas dificuldades que enfrentariam em um relaionamento a distância. Ele pensava em uma forma mais reduzida. Não pensava no pouco tempo que estavam saindo, pois ele já a conhecia desde antes. Acompanhava seu trabalho desde a divulgação de seu primeiro clipe, e sempre cultivou aquela paixão platônica por sua então, idola. pensava ser recíproco, não sabemos se ele saberia entender o medo da garota. ainda o enxergava como um ídolo inalcansável. a via como a garota certa para estar ao seu lado.


– Essa é Anne. – puxou a namorada para perto da cantora.
- Prazer, sou . – estendeu a mão, sendo ignorada por Anne que a ignorava. Recolheu o braço, deixando-o estendido ao lado do corpo e sorriu pensando na natureza britânica de não manter muito contato físico. – Já lhe conheço, você acompanhou seu namorado no meu show, não?
- Sim, sim. - Anne sorriu e puxou para um abraço. - Desculpe minha falta de modos. - se soltaram e então Anne prossegiu, virando-se para . - Desde quando você sai com esse tipo de garota ? - a encarou desacreditado e bufou, encarando Plath - o empresário responsável pela management da banda. - Você sabe que eu sempre preferi a Katy. - disse apenas para o namorado escutar, mas ainda estava atenta ao assunto e entendeu tudo. A garota realmente não havia ido com sua cara. A garota achava que estava melhor com sua ex... Bem, talvez também fosse melhor sozinho!

’s POV


Alguem, por favor, avise essa tal Anne de que ela não é da banda e que só está ligada aos meninos devido a sua relação física com ? Resumindo; até agora, a garota não parou de opinar sobre a turnê, e tenho certeza de que não sou a única incomodada com isso. e ja giraram os olhos inúmeras vezes e já disse que devia contratá-la em vez de Plath (aliás, que droga de nome é esse?). Entendi a frase de uma forma cínica e irônica, então não me levem a mal quando eu disser que não sou a única que não se dá bem com essa guria.
- Alguns detalhes ainda precisamos ser acertados, já que não temos a planilha com todos os shows e países ainda. Por hoje, falta definirmos quem vamos homenagear no Brasil. – PLATH (gente, o sobrenome do cara me faz pensar em uma bola caindo na água) disse e riu logo em seguida. Esse cara é mais legal que a Anne, , você poderia namorar com ele... Não, ignorem isso. – Acho que todos já sabemos quem. – ele encarou , incentivando-o a falar. Eu, hein, se começou termina, cara!
’s POV


- Algum brasileiro que esteja fazendo muito sucesso atualmente? – fingi pensar, arrancando gargalhadas de e um sorriso indiscreto de Mathew Plath, nosso empresário. - Pode nos ajudar nessa, ? - perguntei a linda garota que estava ao meu lado. Eu sei, poderia ter ignorado o linda na minha frase, mas o que é bonito é pra se dizer, não? Espera, o ditado ficou confuso...
- Vai ser meio difícil te ajudar, Zayn. - não entendi nada, assim como os garotos, ok, esperei ela prosseguir antes de dizer alguma coisa. - Eu estou meio distante do mercado musical brasileiro, então não posso sugerir alguém...
- Não, sua tonta – , que já estava muito íntimo da garota, interrompeu-a com uma cara divertida e revirou os olhos. Já falei pra ele que isso é muito gay, mas o não aprende nada que não tenha a ver com música. – Ele estava te mandando uma direta. – todos riram, inclusive , que ficou a coisa mais fofa do mundo quando fez isso . – Não queremos que você decida nada.
- Isso é um convite? Meu Deus, claro que topo. – ela disse entusiasmada e quem revirou os olhos fui eu. Mas isso é hétero da minha parte.
- Topa ser homenageada por nós?– disse rindo.– Desculpa, , isso não foi um convite e sim a nossa decisão.
- Mas é claro que queremos uma participação especial da nossa queridíssima ! Não só em uma homenagem em nosso show, mas também em nosso album, nosso DVD, nossa vida... - ok, eu só revirei os olhos porque estava decidindo demais para quem apenas subia no palco e cantava, não tem nada a ver com ciúmes, como disse assim que meus olhos voltaram a posição normal.
- Vocês não vão pedir minha opinião pra nada? - ela disse e todos negaram. - Tudo bem. - sentou mais confortávelmente na cadeira. - jogou uma bolinha de papel na cara da que revidou rindo. Sabiam que eu gosto muito de olhar para a janela e ignorar momentos íntimos de outras pessoas? Pois é.


- Olha, eu não sei quais são seus planos, mas os espero em minha casa por volta das seis da tarde. – disse enquanto cada um se dirigia a seus devidos carros. – Temos muito o que comemorar, então nada como uma festa! Temos gente nova na família!- visivelmente empolgado, ele contagiou e fizeram uma daquelas dancinhas em dupla. Isso mesmo, essa aí que você ta imaginando. - segurou minha mão e se virou, me surpreendendo com um beijo. Eu esqueci de todo o ciúme que senti com a conexão que ela e tiveram, e me concentrei no beijo, sorrindo enquanto os meninos gritavam algo como "arrumem um quarto".
Antes de entrarmos no quarto - quer dizer, carro -, ouvimos Anne chamar. Tentei falar mentalmente com , mas ela entendeu tudo errado, e quando percebi a burrada que tinha feito, já estavamos parados em frente à casa de , para almoçarmos juntos. correu para a cozinha, e me lembrei da única parte boa desse almoço. Mesmo sobrevivendo à Fast Foods, cozinhava como um Deus, e pensando nisso, corri para a cozinha, deixando e Anne conversando. Talvez elas se entendessem. Ou talvez não...

’s POV


Me sentei no menor sofá, para que Anne ficasse um pouco mais distante e então observei a sala. Era uma linda casa, tão grande quanto a de , e me perguntei porque eles não moravam todos em uma só, já que ostentavam lares tão grandes.
- Ele gosta de muito de você, . - ela disse e eu sorri, olhando em seus olhos e tentando encontrar aquela frieza do estúdio. Nada. Sorri mais verdadeiramente.
- É, eu gosto batante dele também.
- Sempre que o vejo ele está comentando algo como a é tão legal, ela é tão linda, e tal. - ri junto com ela, e não entendi o rumo da conversa. Ela parecia uma mãe falando, e pelo que vi, os meninos não a consideravam mais do que "a namorada de um de seus companheiros de banda". - Acho que nunca o vi tão feliz. - Afinal, o que aconteceu com o 'prefiro a Katy', queridinha? Engoliu junto com esse suco de melância que está tomando?
– Eu também me sinto muito feliz quando estou com ele. – sorri, afinal, era verdade – Eu sei que não estou pronta pra entrar em um relacionamento agora, mas se estivesse, seria com ele. Sinto que ele sente o mesmo. - joguei as cartas na mesa, sem essa de "cuide do meu filinho" pra cima de mim, qual a parte do "estamos ficando" essa guria não entendeu?
- Pode acreditar, ele sente. – ela soprou os beiços mostrando indiferença, e ajeitei minhas mãos no colo, para não socar a linda carinha de modelo que ela tinha. - Então ele te apresenta para os amigos, e aí quer fazer uma festa para você?! – Anne sorriu fraco e concordei sorrindo. Pera aí? Não to acompanhando o raciocínio dela. – Sabe, ele não fez nenhuma festa pra mim, nunca. Nem quando me apresentou como namorada - percebi a ênfase na última palavra. Ela riu com a lembrança e eu a encarei séria. – Nós nunca nos demos bem, estou quase dois anos namorando o , e nunca tivemos uma verdadeira conversa. Nem um momento entre amigos, sabe?
- Vai ver você fez alguma coisa para ele não gostar de você. e eu nos demos tão bem que é dificil acreditar que em todo esse tempo que vocês convivem, ele ainda não tenha te aceitado na família. - usei o mesmo tom que ela usou ao falar do seu relacionamento com o . Me sinto tão bad girl às vezes. - Bem, deve ter acontecido um erro de comunicação entre vocês, é muito fofo, e você é, sei lá, tão simpática. Falando nisso, eu estou com fome. - cortei o assunto de uma forma inesperada, sentindo um cheiro de molho-sei-lá-o-que e me levantei, indo até a cozinha deixando uma Anne irritada e pasma. Ponto pra mim!
- Tudo pronto por aqui, esfomeada. - me abraçou pelas costas. Virei o rosto e lhe dei um selinho que foi evoluindo até gritar que era para comer apenas o macarrão que ele havia feito. Gargalhei e sentei na mesa, de frente para o dono da casa e saboreei da divina refeição que me foi servida. Nhaam!

- Huum, – disse ainda com a boca cheia de comida, sou muito educada, obrigada.– Você cozinha muito bem.
- Eu cozinho melhor – disse nos fazendo gargalhar– E faço muitas coisas melhor também. – disse mais baixo, só pra mim e eu sorri pra ele. Cara malicioso, gente, assim é demais pra mim.
- Pode ter certeza – retribuí pegando um pedaço de lasanha do prato dele. Caramba, tava realmente divino aquilo ali.
- Heeeeeeeeeeeeey!
Depois disso, já juntos na sala, começamos a conversar. Realmente, devia ser uma loucura viajar em tour com a banda. Anne tinha várias histórias para contar e por pouco a invejei. Parei com isso, porque me distraiu, muito, diga-se de passagem, com uma de suas histórias.
- Sério que você derrubou o num show com o cabo da guitarra? –gargalhei, sentindo falta de ar.– , você não existe. Queria ter visto essa cena. - que com certeza não foi melhor que o sorriso descrente que me deu ao ouvir isso. Nossa, quero engolir esse sorriso, pra ele ficar pra sempre dentro de mim! (clichêzinho, pra variar).
- Mas teve uma vez pior – riu se lembrando – , lembra daquela vez que o estava a fim de uma garota, e nós o prendemos no carro para ele não ir falar com ela?
- Vocês são muito maus – joguei uma almofada em cada garoto e encarei Anne, que concordou comigo. - Chega dessas histórias, estou sentindo vergonha alheia.
- Tudo bem, tudo bem. Vamos tirar o foco do disse me ajeitando em um abraço estranho. - Tua vez de falar, cantora pop do momento.
- Eu tenho um segredo – fiz uma cara totalmente misteriosa e vi toda a atenção se voltando a mim. - Eu estou toda, e completamente apaixonada por . - ri com ele, que entendeu a brincadeira, assim como . Claro que Anne se irritou, quer dizer, porque? Gente, é muito cedo pra falar de amor, não?
- Vocês estão a uma semana juntos – Anne rolou os olhos e se levantou – Ninguém consegue expressar o que sente com esse longo tempo de convivência. – Então ela subiu as escadas e sumiu pelos corredores. Fiquei com cara de what?, e então um clima ruim se instalou pela sala.
- Desculpa, disse enquanto se aproximava dela - eu não sei o que ela tem. - O coitado me olhou, como que se pedindo desculpas. Eu que teria que me desculpar pelo que queria fazer com a cara da garota.

Pov's off
- Não foi nada, sorriu, mas qualquer leitor pode entender que, o que ela mais queria era ir tirar satisfações com a garota no andar de cima. – Acho melhor nós irmos embora, . – disse virando rapidamente seu olhar para ele, que concordou prontamente.
- Vamos sim. – se levantou – Bom, até mais tarde.– disse enquanto cumprimentava . - Até mais cara. E desculpa, mais uma vez . E não se esqueça que você me deve um almoço!
- Claro. – ela riu, disse rindo e convidando ele e sua namorada mentalmente. - Estarei esperando por vocês em San Diego. - dando ênfase no vocês, entendeu que, por ela, a relação com Anne ainda estava amigável.
- Desculpe novamente – ele disse enquanto a soltava de um breve abraço. – Até mais tarde.
- Até – e disseram juntos, indo em direção ao carro.
- Porque parece que ela não gosta de mim? - perguntou quando destravou o alarme do veículo.
- Eu acho que ela só não teve tempo de te conhecer ainda. – disse como se fosse óbvio, e a garota o encarou com uma sobrancelha erguida.
- Então porque ela estaria me julgando? – fingiu pensar. – Ah sim, sou a cantora brasileira que sai com para me aproveitar da fama dele. – rolou os olhos e riu, sendo acompanhada por . - Os meninos gostaram muito de você. – ele sorriu – Com ela foi muito diferente no começo, pode ser que ela esteja sentindo, sei lá, inveja.
- Claro – disse séria – todos invejam .
- Todos invejam, mas só eu amo. - disse rindo lembrando da cara de Anne, mesmo sabendo que a frase implicava em mais sentimentos do que ele mesmo pudesse imaginar.
- Oh meu Deus, , estamos a uma semana juntos, ninguém consegue expressar o que sente! – imitou a voz da mesma e ambos riram.


- Passo aqui pra te pegar 17h30, ok? – disse enquanto estacionava o carro na frente do hotel. – O que vai fazer sem mim até lá?
- Não é como se faltasse muito tempo, . - consultou seu celular, vendo quais as horas. - Acho que vou apenas enrolar um pouco no banho. Te vejo em uma hora e meia.
- Te vejo em uma hora e meia. - ele concordou.

- Qual é a sua, Mrs ? - chamou aos berros, fazendo com que a garota tivesse principios de uma péssima enxaqueca. - Me trocou mesmo pelo tal do ?
- Sua tonta – disse enquanto agarrava a garota, fazendo-a cair ao seu lado na cama. – Só quero aproveitar esse tempo que tenho com ele.
- Falando em aproveitar – ela disse soltando-se de – Vamos subir que logo é hora de ir pra casa do . - Como você sabe da festa do ? – perguntou ainda com a cabeça martelando.
- Eu tive que ligar para alguém para saber onde você andava, aí o próprio me convidou – ela riu. – Acho que ele apenas quis ser simpático, mas assim eu poderia conhecê-los melhor. Saber por quem minha menina está me trocando...
- Ótimo. Vou tomar um banho. - rindo, arrancou a camiseta e a jogou num sofá que ficava próximo a sua cama, onde estava deitada, sorrindo feito besta, pensando no quão ridiculo acharia a ceninha que Anne fez. Mal sabia o quão enganada ela estava.



Capítulo 6 - One In A Milion


- , você já está pronta? – entrou no quarto da amiga e se deparou com ela derrubando todas as roupas do closet. Se assustou com a desorganização da garota, mas nao comentou nada por medo de acabar com o clima de paz em que estavam.
- Eu tenho certeza que trouxe meu vestido roxo – praticamente sussurrou, tendo em vista que nadava no meio de tantas roupas capazes de abafar o som de suas vozes. – Devo lhe lembrar que você não pode comer muito, não é? – acenou um sim com a cabeça e encarou o chão. – Sei que é uma festa , mas você não pode se descontrolar. Vai querer comer, vai engordar, ter problemas com a voz, com as roupas e tudo o mais, e quem vai ter que cuidar de tudo isso se não eu? Então cuido desde já.
- Pega esse vestido preto está ótimo. – a garota respondeu, desviando o assunto. Odiava sentir-se presa a , e essa insegurança que sentia estando ao lado da amiga, a fazia perceber que ela estava cada vez mais presa a uma imagem de amizade que não era real, mas sim totalmente profissional.
- Tem certeza? – a empresária perguntou enquanto, com sérias dúvidas, colocava a peça na frente do seu corpo.
- Claro – respondeu – Uma gata – sorriu fraco e foi para a porta do quarto da amiga. – Estou no meu quarto - disse e saiu, sem esperar por mais. Quando chegou em seu dormitório, atirou-se na cama e lembrou de mandar uma mensagem à . Avisou a ele que iria com , já que ela tambem havia sido convidada, e foi respondida com uma mensagem do garoto, ansioso por vê-la mais tarde. Sorriu e arrumou sua bolsa, colocando uma roupa reserva como haviam lhe pedido. Mesmo com frio, nada mais guardou ao não ser um conjunto de peças íntimas e uma camiseta. Já que estava de calça e blusa de frio, pra que ocupar mais espaço com coisas desnecessárias?

Quando terminou de se arrumar, a cantora já havia feito um follow spree no twitter e agora respondia alguns fãs que lhe mandavam perguntas. Algumas delas, interessantes, como "Como vai seu namoro com " ou "Harry têm mesmo a tatuagem do Brasil na perna?" sendo respondida pelo próprio com uma imagem.
O taxista riu ao ver uma garota de vestido em um dos dias mais frios do ano, e disfarçou que riu tambem, longe dela querer brigas com . Com uma bela gorjeta, o taxista se poupou de fazer um comentário assim que arrancou com o carro.
- ! - disse assim que a garota saltou do carro e correu para se atirar em seus braços. Reparou no quão bonita a garota estava, mesmo não tão arrumada como sua empresária.
- Não acredito que ficou me esperando aqui fora, . - o acusou. - Está muito frio aqui. - Na verdade, o último termômetro com o qual havia cruzado pelo caminho denunciava vinte e dois graus, mas isso já é frio, não?
- Na verdade eu acabei de chegar. - ele disfarçou e a puxou pela mão. - Agora vem que eu quero te mostrar a casa antes que faça isso. - Com todo o sentido, ela pensou, afinal, o dono era e não ele. - Trouxe outra roupa, né? - ela acenou que sim, então ele a pegou para o colo, a carregando pelos fundos da casa. Não disse nada a , que foi recepcionada por . Esse sim tinha acabado de chegar.
- Onde está Anne? - perguntou ao garoto que a encarou em seguida.
- Quis se poupar de uma discussão e resolveu não vir. - Estranhou a pergunta da mulher, que logo se pôs a frente entrando na casa. Mesmo estranhando, não perguntou nada, e a seguiu até que encontrassem um todo atrapalhado na cozinha.

Quando viu que se aproximava de uma piscina, soltou um grito que quase fez a soltar e usar as mãos para tapar os ouvidos. Pensou que ele não fosse louco de jogá-la la dentro, e quando ele o fez, o que ela começou a estranhar foi a temperatura da água.
- . - berrou quando emergiu, dando tapas em todo o pedaço dele que conseguisse encontrar.
- - ele usou o mesmo tom e logo se aproximou, a abraçando e impedindo de bater mais nele. Não que doesse, né.
- Olha pra minha roupa, seu moleque. - choramingou - Eu tô toda ensopada. - Ela fez drama, mas estava gostando da temperatura da agua quente, contrastando com o vento frio daquela tarde.
- Não por isso, a gente tira tudo. - Se preparou para puxar sua blusa de frio, mas antes ela se desvencilhou de seus braços e já ia sair do ofurô tamanho comunidade. - Qual é, , eu só fiz isso pra testar uma coisa. Como vou saber se estou treinado para os primeiros socorros?
- Não por isso. - ela fingiu se afogar e ele se aproximou dela, ainda por baixo da agua, juntando seus lábios em um selinho, que virou um beijo mais profundo quando estavam sob a superfície. Se beijaram por longos miutos, até a garota se lembrar da existência dos outros lá dentro. - Já estou bem agora. - O empurrou, gentil como Mike Tyson, e saiu da agua.
- Aonde a senhorita vai? – ele perguntou enquanto corria atrás dela.
- Cumprimentar o dono da festa – Respondeu esperando por ele. Estava envergonhada em ter que entrar na casa doo garoto toda molhada, mas suas roupas estavam lá dentro junto à sua empresária.
- Ah claro. – Ele gritou por que segundos depois apareceu correndo com um pano de prato na mão. Uma cena cômica, que fez a garota rir.
- Hey disse a abraçando, sem se importar se ela estava molhada ou não. – Não sabia que já estava aqui. E porque já estavam se pegando na piscina?
- Porque me jogou. – Ela resolveu ignorar a última parte que se referia a sua intimidade com . - Como bom anfitrião, você deveria brigar com ele. - Fez bico e por pouco o dono da casa não a mordeu.
- Você não iria gostar de me ver triste, . - disse também com bico, e o que ela poderia fazer além de levantar-lhe um dedo???
- Ok, agora vamos lá pra dentro que está todo mundo esperando por vocês. - disse atrapalhando a discussão que iria começar. Disse mas ela não se moveu. - E aí? - perguntou quando a viu empacada frente a porta da cozinha.
- Eu não vou entrar toda molhada, né? - e rolaram os olhos.
- E vai ficar nesse vento frio até pegar uma pneumonia? - a pegou no colo novamente. - Vamos logo. - E com ela ainda reclamando, entraram na casa.


Lá estavam, jogados no enorme sofá da sala, , e , respectivamente. Conversavam sobre qualquer assunto, até que entrasse pingando, com uma garota ensopada em seu colo.
- PISCINA – saiu correndo arrastando - que estava alegre como nunca - e junto - esse que tinha surgido do nada, enquanto , acompanhada de e , observava o ambiente.
- Ela preferiu não vir – disse depois que a mesma perguntou por Anne.
- O que ela tem contra mim? – ela perguntou enquanto já estavam atravessando a cozinha, onde mexia na geladeira.
- Não sei, mas logo vocês se resolvem. – piscou para e saiu correndo na frente. Ainda envergonhada, ela segurou na mão de e foi ajudar com umas latinhas de refrigerante.

A chuva queria castigar a terra , quando decidiram sair. O sol já era substituído pela lua que roubava todo o brilho da noite. , , e foram os primeiros a correrem para um dos banheiros, sobrando os outros três, jogados no chão da cozinha, bebendo suco de manga e conversando bobagens.
- Infelizmente ninguém sai ou entra aqui hoje. - trancou a porta e fingiu uma cara descrente quando o viu colocar a chave no bolso da calça.
- Eu posso te denunciar por sequestro – Ela disse enquanto ele se sentava ao lado ao seu lado, jogando suas pernas por cima das pernas dela.
- E porque você faria isso? – perguntou brincando com o cabelo comprido da cantora.
- Porque ela é totalmente maluca. - disse ajeitando a garota em seu colo. - Pode ser linda e divertida, mas maluca é uma de suas características mais fortes.
- Vai dormir sozinho essa noite. - brincou fazendo concordar e baixar a cabeça. - Já eu, vou ter a companhia da .- puxou a garota.
- Nem por cima de mim morto duas vezes. - a puxou de volta, e ela se arrumou no espaço entre as pernas dele, ainda rindo.
- Não sei o que vai ser de vocês quando eu for embora. - Disse ela, prendendo a atenção dos dois.
- Nem eu sei. - admitiu.
- E quando será isso? - perguntou.
- Eu não sei ao certo, mas parece que terça-feira. Na verdade eu acho que até antes disso. - lembrou-se de seu irmão que estava vindo. Era previsto que viesse hoje, mas algo nos EUA queria manter Diana e Mark longe da garota e do continente europeu. Chovia tanto que os vôos de sabados haviam todos sido transferidos para o dia seguinte.
- Tão rápido – disse ainda agarrado a uns fios de cabelo da amiga. – E quando volta pra Londres?
- Assim que eu tiver um convie e uma casa pra ficar. - riu.
- Se foi frouxo e ainda não a convidou, eu faço. Terá um quarto só pra você, mas se quiser dividir o meu comigo, não me importo. - Riu levando o dedo de . - Terá comida, roupa lavada, sexo dia e noite...
- E esse sexo aí seria com quem? - perguntou, decidida a provocar.
- Com , ué, com quem mais seria? - se defendeu e então viram , e descerem as escadas. - pode ficar com o primeiro quarto, e podem dividir o segundo, como vai embora, eu fico com o meu e o casalzinho se diverte com o último, pode ser? - Todos concordaram, então os três que não tomaram banho subiram.
- , sai daqui que eu quero tomar um banho descente. – disse quando percebeu que era seguida pelo garoto até o banheiro do quarto.
- Você pode tomar um banho descente dividindo o chuveiro comigo, só não garanto que será um banho rápido. - a abraçou e ela se desvencilhou, o empurrando quarto a fora. - Tudo bem. - fingiu chorar e a fez rir. Logo seguiu seu caminho em busca de outro banheiro desocupado.

Quando desceu, notou que já estavam todos sentados no sofá, comendo alguns doces e rindo de qualquer coisa que falavam. Encarou-os séria, não por falta de humor, mas sim por não estar sabendo do que se tratava o assunto.
- Hmm, cheirosa. – disse e se levantou. Ela riu, pois tinha usado um shampoo dele, então ele devia estar acostumado com o cheiro. – Eu estava aquecendo seu lugar ao lado do . – piscou para ela e se sentou em outro canto ao lado de .

Todos se divertiam, inclusive , que estava empolgada com as tais danças que estava inventando com . Em um minuto de descanso, a garota se pôs a pensar em qual seria a reação de Anne ao encontra-la ali, se divertindo com o garoto que a esnobava. Afastou esses pensamentos quando foi desafiada a dançar What Makes You Beautiful com .
- Estou a-ca-ba-do. - achou graça na forma como disse, mas estava cansada demais para comentar. Todos se dispersaram pela casa, e quando chegou ao seu quarto, acompanhada de , se jogou na cama como fazia apenas em sua casa. Afinal, ela se divertiu tanto que se sentia em seu lar-doce-lar.
- Não vou exigir muito de você. - se deitou atras dela. - Mas poderia me dar um beijo de boa noite?
- Quantos quiser. - ela o beijou com ternura, e sem segundas ou terceiras intenções, se deitou em cima dela, aproveitando das novas formas de contato.
- Boa noite . - sussurrou contra seus lábios antes de se ajeitar no colchão. - Boa noite. - sussurrou fraco, mas o sono já havia se esvaído. Sentiu saudades de Mark e Richard, mas já era tarde para incomodá-los. Fechou os olhos e a imagem de uma criança feliz veio até sua mente. Talvez por isso, tenha dormido sorrindo


Quando acordou no outro dia, ela sentiu um vazio ao seu lado. estava tomando banho, então sentiu uma enorme vontade de tuitar, e assim fez.


@: Morning aaaall! to animadíssima pro #BestTalents celebrando as horas anteriores com os amigos <3 # #


@: Quero saber como vai todo mundo, então coloquem nos trends and have a surprise! #Ask: Pensando no proximo CD?´”

@: @lovatordinaria: Por enquanto estou concentrada apenas no BT bbz. #IsComing #Today <3´”


Team@: @: Sortuda, tá na casa do nosso babeee. é bagunceiro?´”

@: @Team: Um porquinho <3´”


@WMY: @: Como vai as coisas entre e vc? Manda um bjo pra Portugal!´”

@: @WMY: é incrível!! Beijo portugal!´”


@ParisHilton: @: Está maquiada? Manda beijo pras amigas! " - riu alto ao ver que a patricinha loira havia lhe tuitado.

@: @ParisHilton: Nem levantei da cama :P. Beijos gata, miss u.”


se trocou enquanto a garota ainda respondia algumas fãs do twitter. O #Ask logo se tornou o trending topic do momento. Ela tinha uma surpresa aos fãs, mas eles eriam que esperar.
- , olha pra mim – disse com o celular em mãos, e quando ela fez o pedido bateu uma foto. Mesmo sem ainda ter ido se arrumar, mantinha uma aparência saudável. Com o cabelo bagunçado e a cara amassada, mas mesmo asism linda, segundo . E seus fãs tambem.

@: Peçam um tutorial de como acordar tão linda à ela @


Riu ao ver que era exatamente isso que começaram a fazer.

Depois, tomou um banho rápido, e sem a ajuda de , - que insisitia em atormentá-la sobre as questões do twitter -, arrumou o quarto.
Quando desceram, encontraram todos. Alguns jogados pelo sofá e alguns arrumando a mesa do café.
-Bom dia gente. - disse envergonhada, descendo as escadas abraçada com .
- Bom dia linda. - , que estava sentado no sofá, correu até a escada para recebe-los – Só não é melhor porque não foi ao meu lado que você acordou essa manhã. – disse lançando um olhar engraçado para em seguida.
- Muito engraçado – o ultimo citado respondeu enquanto descia a escada, sem , que já estava abraçado com .

, e não estavam em lugar nenhum, ela logo notou. Logo soube que os dois primeiros estavam escalados para dar entrevistas naquela manhã, e que havia ido embora na noite anterior mesmo, com a desculpa de passar a noite com a namorada.
Animou-se quando viu a mesa do café recheada de gostosuras. Mas antes que se sentasse, a puxou para um canto. Boa coisa não viria, preveu.
- Sinto muito, – ela disse sem ter outra atenção que não fosse a da cantora. - Temos que trabalhar hoje e já temos que ir agora. – a cantora rolou os olhos e ela prosseguiu - Além de que, esse café da manhã não é uma coisa muito responsável para uma cantora que tem uma apresentação em um espaço tão curto de tempo, ou já se esqueceu que tem que se preparar para a apresentação de hoje à noite? - Apontou algumas frituras e diversos chocolates.
- Hey, , calma. - disse sem se intimidar. - Você havia nos dito que iria compor pela manhã, não é?
- Exatamente – Fernanda apossou-se de um tom de voz mais alto. – Não posso deixa-la aqui com você. Ela precisa mesmo escrever essas canções, em um ritmo semelhante ao que fazia na sua primeira turnê, e já teve mais que uma semana sem nos apresentar nenhum novo projeto...
- Nós também temos uma banda, temos shows e também precisamos de músicas. – disse se aliando a . - Nosso trabalho é semelhante, a gente pode se ajudar. Seria legal para ambas as partes ter uma parceria de composição no CD.
se calou, observando a cena. Agradeceu por ter amigos, mesmo que muito recentes, que entendessem tudo aquilo que ela não sabia explicar.
- É realmente necessário que ela componha. - insistiu. - Não quero ser chata, mas sou eu quem está acompanhando a carreira da , sei que é muito difícil trabalhar com qualquer um deles e o quão descontrolados eles são. - Sorriu para que a encarou com um sorriso cínico no rosto. - Vamos? - se referiu a garota.
- Digamos que eu fosse. O que eu iria fazer além de escrever alguma coisa que vocês fossem julgar inapropriada e ignorar? - Ainda tinha o sorriso no rosto. - Eu realmente não sei porque você tem a cara de pau de dizer que eu vou compor, sendo que vão pedir uma composição pro Karl, pro Savan ou até pra Jessie J. - Acusou , que estava a ponto de explodir. - Eu não quero ser a Kesha, famosa por ter a voz posta, coreografias ousadas e letras desconexas não. Quero falar da verdade, dos sentimentos de verdade e não da droga do garoto para o qual eu passei meu telefone e ele não me ligou de volta. - Lembrou da composição Call Me Maybe? Foi intencional!
- Você deve me respeitar garota, ou eu...
- Ou você o quê? - praticamente gritou e avançou um passo em direção a . se posicionou ao seu lado, pronto para apartar qualquer briga que viesse a acontecer.
- Se você quer reclamar, faça isso em alguma reunião privada. Não use a para tentar demonstrar uma força que você não tem!
- Eu não tenho mesmo.- Concordou, sentindo as lágrimas quererem escorrer. - Eu sou a bonequinha de vocês, carrego todo esse mundo fake nas minhas costas. - Passou mão pelo rosto e olhou pra cima, impedindo as lágrimas de caírem. - ‘Você precisa ser mais sexy como Marylin Monroe’, ‘Você precisa controlar seu show como Madonna’, ‘Você precisa ter a personalidade como a de Britney Spears’. - Riu. - Porque eu não posso ser simplesmente ? Porque eu não posso simplesmente escrever sobre o que quero falar e não sobre o que vocês querem ouvir. – Olhou nos olhos de , tentando encontrar um resquício de esperança, mas o que viu, foram suas íris carregadas de um grande nada. Sentiu segurar sua mão e sorriu para ele. - Vocês se importam com quem tenho que parecer. Com quem devo sair ou não. Com o que escrevo, falo nas entrevistas, com o que como ou bebo. Mas e com a droga do meu psicologico? Ninguém se preocupa? - Questionou.
- Mocinha, acho bom você calar a boca e me seguir se não quiser que eu tome atitudes mais drásticas. - Ameaçou. - Larga essa droga desse drama, você não é atriz! Você mesma disse que queria vencer na vida, só estou tentando te ajudar com isso.
- Vocês realmente não entendem. Eu não estou aqui só para ser vencer na droga da minha vida. - Se soltou de e deu mais um passo para frente - Eu também quero arriscar na vida, quero viver no tempo que eu achar certo e não no tempo das cavernas como vocês me mantêm.
- , você tem um contrato. Se você não gosta de ser uma profissional, eu vou te ensinar a ser. - Abriu a porta da cozinha, onde dava para uma saída alternativa da casa. - É bom vir comigo, se não quiser que eu mova o inferno pra você aprender a dar valor ao que tem.
olhou de para a porta várias vezes até se decidir, mas antes que desse qualquer passo, apareceu em sua frente, a impedindo de cruzar o espaço entre e a porta.
- Não, . - disse. - Isso é errado, você não pode deixar ela te manipular dessa forma.
- Eu não posso fazer nada, . - Encarou o chão, envergonhada. - Ela tem todo o controle sobre mim, eu só tenho que seguir. Isso faz meus fãs felizes.
- Não. A sua felicidade faz seus fãs felizes. - Afirmou, fazendo concordar ao fundo. - Fica, esfria cabeça, depois você decide o que faz.
- Bem, você sabe o que faz. - dito isso, saiu, deixando todas suas energias negativas ocuparem o ambiente. chorou, entendendo que mais uma vez, havia colocado a ética frente a sua amizade. A barreira estava de novo ali, desgraçando qualquer clima bom que as duas dividiam.
- Eu adoraria poder dizer alguma coisa. - riu, descrente com tudo o que havia escutado.
- Não preciso que digam nada. Só preciso sentir que tenho amigos de verdade. - Ainda chorando, foi abraçada por dois caras babões que não conseguiam ver uma garota triste.
- Vou te fazer um chá, porque se fossemos esperar por , ele queimaria a àgua. - Pela primeira vez no dia, a garota sorriu de felicidade. - Tente não seduzir minha garota, . - Ela sorriu pelo modo como se referiu à ela.
- Não te garanto nada – Ele respondeu o amigo e piscou para , sentando, em sequencia, ao lado dela. Esperou o garoto sair para prosseguir. – Agora fica quiete e apenas sinta o conforto de ter um amigo de verdade. - Ela sorriu sem que ele visse. Enquanto não tivesse Richard por perto, ela sabia que ali nos braços do garoto da banda teen do momento, encontraria a paz e o carinho que precisasse.
- Obrigada. - Não hesitou em abraça-lo novamente.


- Quando eu sai daqui ontem a noite, achei que o casal era e , que sem barulho, adentrou o lugar, riu. Mas murchou o sorriso assim viu que nenhum dos presentes demonstrava emoção alguma.
- Apenas uma pergunta: – Anne disse em tom de deboche – Quem morreu? - Viu , tambem abatido, voltar para a sala com uma xícara em mãos.
- Anne, acho que não é hora para suas piadinhas indelicadas – disse enquanto soltava para que ela pudesse tomar seu chá.
- Minhas piadinhas nunca tem hora para você – respondeu-o enquanto se sentava em um dos outros dois sofás que não estavam ocupados.
- Tudo bem por aqui? – perguntou de uma forma delicada, mas extremamente curiosa.
- Agora sim sorriu enquanto se sentava ao lado dela. permanecia em pé olhando a cena, orgulhoso do que os amigos estavam fazendo pela garota. estava sentado do outro lado, alisando os cabelos de , que riu ao ver que aquilo já estava virando hábito. – Obrigada por perguntar.
- Eu adoraria ficar para o velório, mas tenho que estar no aeroporto em duas horas, então, se me permitem. - Anne se retirou do lugar, e todos, inclusive seu namorado, respiraram fundo, agradecendo mentalmente. Já bastava uma estressando, não se precisava de outra.
- Chata que nem a outra. - disse para descontrair e percebeu que Anne e tinham o mesmo sobrenome. Se tivessem semelhanças físicas, poderia jurar pelo comportamento que eram irmãs.

Quando ouviu seu telefone tocar, jurou ouvir uma estressada, mas uma voz calma lhe trouxe a paz.
- Mark! - disse empolgada e correu pela sala, arrancando risada dos meninos da banda. E um suspiro insatisfeito saiu involuntáriamente quando ele disse querer falar de . Mas quando viu o sorriso acolhedor dos garotos, sorriu tambem.- Conte o que for, estou muito bem apoiada aqui.




Capítulo 7 - Steal My Girl


- Preciso que me escute, . - Disse Mark, do outro lado da linha. - Fiquei muito orgulhoso com o fato de você enfrentar ! - Ela já ia questionar sobre como ele sabia sobre a discussão, mas ele prosseguiu. - Foi ela mesma quem me ligou, pedindo ajuda pra lidar com você. Eu não sei o que essa mulher acha que a gente tem, foi só um sexo rápido que eu até já esqueci. - Ela riu. estava mesmo sempre correndo atrás de Mark, que insistia em dizer que o relacionamento dos dois foi de apenas uma noite. - Pois bem. Ela está muito irritada, mas mesmo muito profissional, ela lamenta não ter cumprido seu papel de amiga.
- Não é bem assim, Mark. Ela tentava ser minha amiga, mas sua responsabilidade como empresária estava sempre em primeiro lugar.
- Lavo minhas mãos quanto a isso. - Fez uma pausa para respirar fundo. - Mas e você, está bem? Ela disse que estava na casa de um dos meninos do , é verdade?
- É verdade sim. - Riu observando os três garotos espalhados pelo sofá. - Você precisa conhecê-los, são meninos incriveis.
- Eu realmente preciso conhecê-los, principalmente seu namorado, não?
- Não estamos nesse estágio ainda. - Ela teve medo de falar namorado e atrair a atenção dos garotos. - Mas e quanto a menina do clipe, tudo certo?
- Por enquanto sim. A menina do clipe. - Riu antes de prosseguir. - Está hiper ansiosa para conhecer sua inspiração. Mas como você está lidando com isso?
- Estou com vontade de me esconder do mundo e chorar até não ter mais agua no meu corpo. - Confessou. - Eu estou com medo, Mark. Por , por Cassie, por você, por mim. E se for apenas uma suspeita? Sabe que isso não é brincadeira pra mim e que...
- Que você se sente culpada pelo desapareceimento da nossa irmã. Sim, , eu sei. E você sabe que isso não é verdade. Uma sequência de erros nos levou a tal fato. Mas tudo bem, você vai sanar qualquer dúvida quando olhar nos olhos da pequena. Ela se parece tanto com você que não sei como ela mesma não se perguntou se vocês eram irmãs. É inacreditável, , é a mesma garotinha que se perdeu dos pais na comemoração do ano novo.
- Estou muito ansíosa. Temerosa, mas ansiosa. - Disse, fazendo Mark relaxar.
- Fico feliz em te confortar, é meu papel de irmão mais velho fazer isso. E quanto a tua situação com , vá para o hotel, converse com ela, diga o que tem a dizer, ouça o que quiser ouvir e se resolva. Você não quer jogar tudo no lixo, e ela sabe que é muito importante não te perder. - Ela concordou. - Agora pense no que vai fazer, tome cuidado com o que vai falar e avise ao que teremos uma séria conversa assim que eu posar na Inglaterra. Boa sorte com o Best Talents hoje, te encontramos no hotel assim que você chegar. Te amo .
- Também te amo Mark. - Ainda rindo, desligou o telefone.

- Seu irmão? - perguntou e a garota confirmou. Motivado em saber o porque de a garota sorrir tanto, prosseguiu. - Eu fiquei curioso e resolvi perguntar. Quem é Cassie, ? - Ela riu, saltitando de felicidade.
- Estão prontos para ouvir uma história grande e cheia de emoções? - Os três concordaram que sim. - Então talvez eu possa lhes contar.
falou da convivência com a irmã, dos motivos que fizeram a familia se afastar, do rancor que tinha o médico suposto sequestrador, de como lutava para esconder problemas assim da mídia e dos fãs, e de como estava perto de conhecer a garota que reacendeu a chama da esperança em seu coração. Mesmo estando em um dos eventos mais importantes da música mundial, ela sabia que mal poderia chegar em "casa" e aguardar a surpresa que lhe esperava.
- Então você vai conhecer, ou melhor, re-conhecer, sua irmã hoje a noite? - disse, tão empolgado com a garota. - Isso é o máximo, . Parabéns. - Ela sorriu agradecida.
- E porque seus irmãos não vão para o evento? - perguntou . - Ah é, uma little poderia chamar muita atenção.
- Exatamente. - Ela concordou. - Não quero dar motivos para a midia ficar falando de mim. Preciso de uma confirmação primeiro, antes de sair expondo a garota. Mark entendeu isso, então estará me assistindo pela tevê, fazendo companhia para a garota.
- E sobre , você vai conversar com ela, não?- perguntou.
- Só depois que eu tiver um excelente almoço. - Sentiu seu estômago se pronunciar e só então lembrou que não tinha tomado café da manhã.
- Big Mac, batata e coca? - perguntou com o telefone em mãos.
- Big Mac, batata e coca. - Ela concordou, enquanto via ligar seu video game.


- But u, make me wanna act like a girl.
Paint my nails and wear high heels
Yes u
Make me so nervous
That I just can't hold your haaaaand

- Cara, isso é muito gay. - comentou assim que e terminaram de cantar a Ponte da música Heart Attack da Demi Lovato.
- Não mais gay que sua interpretação de I Knew You Were Trouble. Finalmente conseguiu me superar em algo. - respondeu-o pagando com a mesma moeda.
- Mas isso ainda não superou minha fome. - disse, coincidindo com o barulho do delivery anunciando a entrega. - Uau.
- Enquanto vocês discutem o campeão da parada gay, nós pegamos a comida. - E quando a puxou, a discussão voltou.


- Estou devidamente alimentada, corajosa e pronta para enfrentar a fera . - disse após estraçalhar os gelos de seu refrigerante.
- Eu realmente tenho um problema gigante com mulheres com esse sobrenome. Anne me detesta, me irrita, me enlouquece. - disse, arrancando risos.
- Gostei da parte de te enlouquecer, gato. - Imitou uma voz gay. - Mas Anne e eu não nos casamos, e eu jamais passaria a usar no sobrenome. Eca. Talvez , mas não.
-Talvez solteiro pra sempre. - sussurrou e riu, se levantando.
- Se me oferecesse uma carona, poderia até te dar meu sobrenome . Mas como não foi simpático a tal ponto, , me leva pra casa? - E com um coro de "uuuuuuh!" os dois saíram da casa, rumo ao hotel.

- Fiquei realmente muito feliz em saber que você confia na gente a ponto de contar sobre sua familía. Quer dizer, nas vezes que falamos sobre isso, você sempre desviava do assunto e eu sentia que não confiava em mim.- Ele disse, arrancando com o veículo.
- Sempre tive medo, . Eu nunca tive muita gente em quem confiar, comecei minha carreira artística cedo demais então não consegui fazer muitas amizades. Vocês estão sendo como anjos na minha vida, eu só tenho a agradecer.
- Não. - Disse e a encarou. - Nós que temos que agradecer. Eu principalmente. - Ela se inclinou sobre ele, lhe dando um beijo que só foi interrompido quando carros começaram a buzinar. - Está mesmo preparada pra conversar com ? Posso esperar se você quiser.
- Nada disso. Você me deixa no hotel, vai pra sua casa e se arruma pra hoje a noite. Quando eu estiver toda linda e acertada com a minha amada empresária, te ligo, vou pro ensaio, então você me encontra por lá.
- Sabe como vai ser por lá? Creio eu que a organização seja meio que o EMA, ou iTunes Festival.
- Mais pra iTunes mesmo. - Disse. - Eu já vi você e os meninos tocando uma vez por lá.
- E eu já te assisti pela tevê. - Ela riu. - É sério, pode parecer que sim, mas eu ainda não me desvinculei da fase fã e ainda é difícil acreditar que a gente tá mesmo saindo junto. - Confessou.
- Eu penso a mesma coisa. Quero ver como vai ser quando eu tiver que voltar pra casa.
- Sabe que vai ter sempre alguém te esperando aqui, né? - Ela sorriu, cheia de alegria. - Mas não vamos pensar nisso por enquanto, vamos falar de coisas felizes. Eu realmente estou ansíoso para conhecer sua irmã.
- Meu irmão está ansíoso para te conhecer e quer que me peça em namoro, , então é bom você ir se preparando.
- Pode deixar. - Concordou. Agora só precisava de coragem suficiente pra fazer isso.


- A patricinha mimada resolveu aparecer? – perguntou quando invadiu seu quarto. 'Fernanda está arrependida por não ter feito seu papel de amiga’, vá a merda Mark – pensou.
- Veio reclamar do que dessa vez? –fez cara de pouco caso e se levantou – Está cansada de escolhermos os países para a sua tour e vai querer decidir sozinha também? Decidiu que não é boa o suficiente pro BT de hoje a noite?
- , eu estou aqui para conversar com uma mulher civilizada, não com uma garotinha birrenta. Sei de minhas responsabilidades, sei que agi errado e peço desculpas por tudo o que te falei hoje cedo.
- O que aconteceu com aquela garota de nariz empinado de hoje cedo? Aquela que era forte ao lado dos meninos do ?
- Ela foi embora junto com você quando saiu da casa do . - Admitiu. - Por favor, , está sendo difícil demais vir até aqui falar com você, não faça ser uma situação desagradável.
- Tudo bem. Espero que não tenha se entupido de porcarias na casa dele.
- Eu sei os meus limites. - olhou para o chão, envergonhada pelo big mac que havia devorado a pouco. - Você conversou com Mark?
- Sim, eu conversei com ele. Mas depois disso, conversei com pessoas muito mais importantes. - Deu um sorriso que fez se arrepiar. - Talvez você não conheça quem está acima de mim na management, mas eles te conhecem muito bem. Fiz uma video-conferência com Anthonie, diretor executivo que cuida da sua carreira. Ele achou muito proveitosa essa sua amizade com os garotos da banda.
- Quanto a isso – sentiu-se incomodada com o assunto – não quero me envolver em nada com a carreira deles. – sentou-se na cama. - Eles estão bem com o sucesso deles, eu estou bem com o meu, não faria bem um feat ou uma parceria de outro gênero. Os fãs iriam se incomodar e talvez...
- Os fãs poderiam se incomodar, mas teriam que entender. - A empresária levantou da cama e começou a andar pelo quarto. - Anthonie achou muita proveitosa sua situação com , mas não pode fazer muita coisa em relação a isso, já que pertencem a managements diferentes... Então ele pensou: Porque os dois não estão em uma empresa trabalhando juntos?
- Até parece que a management dos meninos abriria mão de seu maior sucesso. Por favor , diga a esse cara que está sendo ridículo.
- Não está sendo, . É uma jogada extraordinária. Ele já fez isso tirando Drew do Emblem 3, está apostando alto no sucesso do garoto. Mas com o sucesso seria mais estrondoso. A boyband toda faz muito sucesso, mas ele poderia atingir patamares muito mais altos performando sozinho.
- O que quer dizer com isso, ? - engoliu em seco. - Vocês querem que eu convença a sair da banda? Apenas porque o seu chefe achou interessante?
- É muito bom que você tenha entendido sem eu ter que falar todas as palavras, . Você tem tempo para pensar, mas tenho algo a lhe dizer. Ou você nos trás ou a gravadora dispensará . A decisão é toda sua. - E dito isso, saiu de seu quarto deixando apenas com suas lágrimas e pensamentos.
A garota então, correu para seu quarto, sem cruzar com ninguem pelo caminho, devido ao curto caminho. Jogou-se na cama e se permitiu chorar de ódio. Pela raiva que estava sentindo de , e por não saber o que fazer em relação a isso. Quando seu irmão, lhe mandou uma mensagem dizendo que já havia feito o embarque, levantou-se decidida a esquecer tudo por enquanto. Tinha um evento importante naquela noite, e tinha corações a alegrar, mesmo que o seu estivesse totalmente perdido.


Depois de tomar banho, se vestir e se maquiar, se sentiu linda. Não parecia estressada, desapontada e nem sentia nada que não fosse vontade de chegar naquela arena e provar para o mundo porque tinha sido uma das escolhidas para se apresentar.
Depois de se perfumar, ligou para Ray, seu baterista, e avisou que se atrasaria para o ensaio. Ainda era três e quarentada tarde quando desceu até o saguão, pronta para correr para a paz. Saiu tão nervosa que não reparou a quantidade de pessoas que estava no hotel. Algumas a observavam como a cantora famosa problemática e outros sabiam que tinha algo de errado, pois ela não atropelaria as pessoas daquela forma se estivesse em seu humor habitual.
Tentou esfriar a cabeça num parque próximo ao hotel, mas quando deu por si estava falando sozinha. Sentiu que a solidão não seria a melhor forma de lhe dar com a situação. Ela precisava da ajuda de algum amigo.
‘ Ou você nos trás ou a gravadora dispensará - A frase martelava em sua cabeça. Algumas pessoas se aproximaram, tentando entender porque tinha uma garota arrumada para uma festa jogada pelo banco da praça, mas ela não deu atenção. Ligou para Mark três vezes, mas ele ainda devia estar no avião, portanto não pode atender. Pensou em ir até a casa de , mas a situação também envolvia a ele, então precisava de uma ajuda de alguém de fora. Não tinha tanta intimidade com e , então eles não eram uma opção. Era capaz de se estressar mais encontrando com Anne na casa de . Foi com esse pensamento que parou um taxi, seguindo para a casa de Harry.

Ao chegar lá, tocou a campainha insistentemente. Com muito frio, entrou na casa mesmo sem que ninguém a respondesse, e o barulho do chuveiro a fez constatar o óbvio; estava tomando banho. Quando ele saiu do banheiro, vestido com nada mais que uma toalha azul, encontrou a garota, toda arrumada, assistindo algum canal besta na tevê.
- Você está linda, . - disse sincero e se aproximou mais. - realmente tem muita sorte.
- Não seja tonto . - Ela sorriu e o abraçou, sentindo algumas gotas de água escorrerem. - Eu preciso muito falar com você.document.write(Zayn) talvez não gostasse de encontrá-lo assim frente a sua quase namorada. - Eu só vou me trocar, desco num minuto. - E subiu sem esperar por resposta. O que aconteceu é que não conseguia tirar e seu vestido roxo da mente.
Logo desceu com um casaco. Com a desculpa do frio excessivo, cobriu a garota e a chamou para sentar próximo de si no sofá. Mas quando, derrubando várias lágrimas, ela terminou de contar sua última conversa com a empresária, abraçou-a, não se importando se teria manchas de lágrimas em seu caro terno. Mas isso é um detalhe que eu podia ter poupado, pff..
- Não acredito que ela disse isso. - Passou a mão pelos cabelos. - Não acredito que eu trouxe essa mulher para dentro da minha casa.
- Desculpa – respondeu tão baixo quanto ele anteriormente – Em apenas um dia, te fiz meu confidente e contei todos os dramas da minha vida.
- Fico feliz que tenha confiado em mim, . - A apertou mais no abraço. - Você já pensou no que vai fazer?
- Eu tentei não pensar nisso. Pensei que você pudesse me ajudar.
- Claro, claro. - Se levantou, trazendo-a junto.
- Eu não sei o que faço. Eu não quero entregar minha carreira dessa forma, mas a última coisa que eu faria no mundo seria separar vocês.
- Sabemos disso, e tambem sabe. Talvez ela tenha dito isso apenas para culpar você pela sua possível demissão. Talvez nem exista esse tal Antônio, talvez seja tudo mentira e ela só quis te distrair. - Suspirou. - Eu te aconselho a não falar nada sobre isso com hoje. Se concentre no evento, depois eu te ajudo a pensar em uma solução.
- Obrigada. - Agradeceu e foi direto para a porta. - Eu estou realmente muito atrasada, você já estava indo não? - Perguntou implorando por um sim.
- Claro que sim. - Pegou a chave do carro, e saiu com a garota, abraçando-a de lado. Na verdade, ele estava muito adiantado ainda, mas o que uma garota não pede sorrindo que um cara não faz horando?




Capítulo 8:Please Don't Stop The Music


- Katy Perry está bem ali. - disse animado. - Não acredito.
- Não é como se fosse a primeira vez que vocês se encontram, né? - Eu disse. Isso mesmo, estamos de volta a narração direto da cabeça , sentiram minha falta?
- Sempre é uma boa experiência. - Ele disse e me roubou um beijo na bochecha. Acontece que ainda faltavam alguns minutos pra seis da tarde e estavamos fazendo nada. O Coldplay não viria ensaiar, consequentemente, eu tambem não ensaiaria. Ray bem tentou me ajudar, mas na verdade eu não estava disposta a isso. Um guitarrista diferente instrumentalizava When I Grow Up, e eu cantava baixo, sendo acompanhada por - Ainda temos uma hora antes de passar pelo tapete vermelho. - Ele disse prendendo minha atenção. - Podemos fazer alguma coisa.
- Fazer o que aqui dentro? - Questionei. Não estavamos autorizados a sair.
- Temos dois celulares e uma agenda lotada de telefones e você ainda pergunta o que vamos fazer? - Ele riu mas eu não. Não entendi.
- O que vamos fazer, ? - Perguntei e ele me olhou como se eu fosse um dinossauro. Ai.
- Trotes, , já ouviu falar? - Lhe dei um tapa.
- Claro que já seu estúpido. - Rimos. - Eu topo, se começar. - Disse animada com a ideia. Ele concordou então me pus ao trabalho de encontrar alguém para quem passar um trote. Rolei a lista telefônica e parei na letra K, onde vi o nome Kelly Clarkson constar no visor. Pobrezinha. Para quem não sebe, a Kelly é uma ex-participante do American Idol. Tenho certeza, que é o maior talento do programa até hoje. Disquei pensando no que falar, e por incrivel que pareça, ela atendeu no primeiro toque. S
- Alô? - Disse toda fofa e eu quase desisti de a trolar. - Quem é?
- O que não te mata. - Respondi segurando a risada. entendeu a piada e se pôs a gargalhar. Tapei sua boca com uma das mãos, já que a ligação estava no viva-voz.
- O que? - Ela questionou. Tadinha, rs.
- O que não te mata te faz mais forteee, te faz sentir maioooor, não significa que estou só quando estou sozinha... (What doesn't kill u makes u stronger, stand a little taller, doesn't mean i´m lonely when i'm alone)* [Trecho do refrão da canção Stronger - Kelly Clarkson] - Parei de cantar quando ouvi ela xingar alguma coisa e desligar. estava roxo de tanto rir, e todo o pessoal da equipe nos encarava. Eu estava quase morrendo quando vi digitar um número qualquer. Ele me pediu silêncio com os dedos nos labios. Prontamente atendi.
- Alô. - A pessoa do outro lado da linha atendeu e eu descobri que era Taylor Swift. E ela estaria mais tarde aqui, oh Deus. - Diga alguma coisa, . - Ela disse e eu torci o nariz. Ele imediantamente desligou o telefone e olhou o visor, vendo que não tinha colocado o telefone no restrito droga nenhuma. Eu ri e dei um tapa fraco no peito do meu amigo idiota e saí o puxando para o meu camarim, dizendo o quanto ele era burro e idiota por ter feito essa ligação. Teríamos que inventar outra coisa para fazer.

As horas passaram com e eu brincando de mimíca. Apenas paramos com as brincadeiras quando ligou. Aí que eu me toquei que já era sete e meia da noite.
- ? - Ele disse do outro lado da linha. - Estamos na porta da sua casa, onde diabos você está?
- Já estou na Arena, pai. Podem vir para cá.
- O que você está fazendo na Arena? - Ouvi perguntar e sorri pensando no quão lindo ele deveria estar. - está aí? Você está com ela?
- Estou na Arena porque vim trazer a e acabei sendo proibído de sair, obviamente então, ela está aqui e eu estou com ela.
- Hey , hey meninos. - Disse sabendo que eles tinham colocado o celular no viva voz assim como fez. Fui respondida com vários "ois" e um "oi linda" especial que fez minhas bochechas esquentarem e o resto dos garotos fazerem um couro de "awns".
- Estamos chegando, saia pelo estacionamento dos fundos e nos espere por lá,. O acesso a fãs está totalmente fechado, vamos dar um jeto de te buscar ali. Você deve chegar ao acesso principal dentro da van com a gente.
- Venha também, . - disse e eu levantei acompanhando . - Peçam ajuda a um dos seguranças para trazerem vocês em segurança.
- Podemos nos virar sozinhos, . - disse um pouco nervoso, ou ansioso demais, não soube distinguir. - Nos aguardem, já estamos indo. - E desligou o telefone, me puxando pela mão muito forte e rapidamente. Quase me senti como sequestrada, mas ignorei, já que não sabe nem um trote passar, quem diria organizar um sequestro.
Quando chegamos até onde tinhamos marcado com os meninos, puxei meu celular e vi uma mensagem não lida de . Tudo bem? Ainda vai se sentar junto a mim essa noite? era o que dizia. Então entendi tudo. estava tentando causar ciúmes em e estava caindo feito um patinho no plano de . O que me faltou entender foi o porque de estare trocando farpas, mas isso teria que perguntar outra hora, quando estivessem apenas nós três. Eu sentia que tinha uma grande história para vir. Ou talvez eu estivesse errada e isso tenha sido muito enredo de fanfic que li. É, acho que é isso.

Quando a van chegou, quase caí pra trás ao ver que Ed Sheeran e Cher Lloyd estavam lá dentro. Morri de raiva ao ver Harry perto dela, mas quem sou eu para ter ciúmes não é? A fã que por irônia do destino estava pegando ? Sim. Apenas isso.
- Cada dia mais linda, . - Cher me cumprimentou e eu derreti. Minha parte mais lésbica entrava em erupção cada vez que ela mencionava meu nome. Até esqueci do meu ciúminho dela junto ao Styles e passei apenas a me lembrar de uma data muito especial. Ela havia me chamado para cantar Oath com ela em um de seus shows e foi algo que eu nunca mais esqueci.
- Iria te dizer a mesma coisa, Lloyd. - Sorri, lhe dei um beijo e passei por ela, sentando do outro lado de . - Vocês tambem estão lindos, meninos. - Disse e eles agradeceram. Aqueles milhões gastos em algum terno da, sei lá, Issey Miyake talvez, haviam sido muito bem gastos. - Mas Ed, definitivamente, seu terno é o meu favorito.
- Obrigada . Eu adorei seu vestido. Com todo o respeito, . - Foi o que ele disse e apenas isso. Eu não sabia onde enfiar a cara, porque não tinha intimidade nenhuma com ele, na verdade, nunca nem havia o encontrado e do nada dividimos a mesma van. Ele parecia tão perdido quanto eu então calamos a boca em relação um ao outro.
- Você está incrivel . Acho que o roxo nunca combinou tão bem em uma mulher quanto combina com você. - disse e eu derreti. Lhe dei um selinho mais longo que o habitual e já estavamos na frente da Arena quando nos separamos. Dali em diante, só nos veriamos na Arena. - Você não respondeu minha pergunta. - Ele disse segurando inha mão, e imediatamente me lembrei da mensagem. Não havia lugares marcados na Arena, então presumi que poderia sim sentar junto a ele. - Posso chamar a Cher se não quiser. - Engraçadinho. Disse -lhe que sim, me despedi dos meninos e de Cher e desci primeiro da van pronta para ser bombardeada com perguntas que deveria ignorar.
- , já te pediu em namoro ou vocês estão tendo apenas um caso? - Cabeça baixa.
- Vimos você chegar antes com . Ele fará participação especial no seu show? - Cabeça baixa.
- Está rolando nas redes sociais que você teria dito a uma fã que não se dá bem com nenhuma das ex e namoradas dos meninos, é verdade? - Cabeça alcançando o chão.
- Quem seria a maior pedra no seu sapato. Taylor Swift ou Perrie Edwards?
- Anne teria dito que você é muito menos do que aparenta ser. Ela se referiu a você ser menos simpática, ou menos esnobe do que a mídia costuma dizer? - Cabeça irritada e baixa.
- A garota que há pouco desembarcou com Mark no aeroporto de Londres, é sua namorada? - Essa eu não consegui ignorar.
- Eles já chegaram? - Perguntei ao fotógrafo e ele acenou com o polegar, batendo uma foto do meu sorriso em seguida. - Não, não é namorada dele. É uma de minhas contratadas.
- Se parece com você. - Disse-me. - Sua prima?
- Não. - Apenas disse e sorri. Em seguida, uma mulher muito bem vestida veio me acompanhar até o tapete roxo onde eu faria minhas fotos e desfilaria até adentrar a Arena. Antes, fui parada por uma mulher de cabelos ruivos muito bem cuidados, que estava cobrindo o evento para uma filiada da MTV UK. Não pude ignorar e lhe respondi as perguntas, já que o programa era ao vivo. Eu devia isso aos meus fãs. , Mark e Diana e nada do tipo foram mencionados e eu quase chorei de alegria.
Quando entrei na Arena, fui prontamente atendida por uma outra mulher ruiva que me levou até onde os meninos do já me esperavam. Sentei ao lado de e joguei minha cabeça sob seus ombros. Ficamos alguns minutos conversando, mas quando percebi que todas as fileiras já estavam preenchidas por vários artistas, me soltei de seus braços e andei toda a arena em busca de fotos e videos, que foram imediatamente postados em minha conta do instagram. Deixa eu ser fã também, da licença?
Imagine Dragons, Katy Perry, Taylor Swift e Little Mix (para acabar com qualquer boato), One Direction, Justin Bieber, Ellie Goulding e entre tantos outros depois, voltei ao meu lugar. Sim, eu usei esses artistas como passagem de tempo... E bem, só não corri e me lancei nos braços do Chris Brown porque a Katy já tomava o palco, pronta para iniciar sua apresentação. Uma Unconditionally depois, ela deixava o palco, que foi seguidamente ocupado por Miley Cyrus, que iria apresentar o evento. E a primeira categoria já me fez gritar muito.
- Essas músicas fizeram nosso ano ser muito mais divertido. - Disse Selena Gomez, que estava apresentando a categoria. - Tenho certeza que todos que estão assistindo o evento ouviram pelo menos três das cinco indicadas e tem sua favorita. Com vocês, os indicados a música do ano.
Um mashup com Best Song ever, Dark Horse, Sing e We Cant Stop começou a passar. Mas quando o foi anunciado como vencedor eu quase dei um surto. Os meninos deram um abraço em grupo, mas ainda assim teve tempo de me abraçar e deixar que eu o parabenizasse:
- Temos muito o que dizer, mas temos apenas trinta segundos. - Harry disse e a platéia riu. - Bem, queremos agradecer à Wayne, John, Ed, Matt e Julian pela composição da música. - Disse sendo auxiliado elos meninos. - A toda a direção do clipe, a divulgação do single, mas principalmente às nossas directioners, que passaram noites e mais noites votando e se dedicando.
- Nós todos amamos muito vocês e seremos eternamente gratos. - Zayn disse, e terminaram sua participação no palco com um coro de agradecimentos.

Ed Sheeran, Katy Perry e Justin Bieber's depois era minha vez de apresentar por alguns segundos e eu estava nervosa. Eu tinha o apoio num discreto fone, mas se eu gaguejasse me certificaria de sair dali após o fim do mundo.
- Ele arrasa no vocal, tem uma carreira muito produtiva e fãs de todos as idades, vindos de todos os lugares do mundo. Nos lembramos dele desde que tinhamos apenas uma dezena de idade, mas mesmo hoje mais velhos, ele não nos deixa esquecer quem é e para que veio. O cara que tem o olhar mais fatal, as musicas mais consgradas e que até sua estátua de cera é apaixonante. - Pausa para risos. - E com uma carreira de mais cinquenta prêmios e o título de principe do pop, chamo ao palco Justin Timberlake para nos fazer apaixonar com seu hit, my luv. Eu já te amo JT!

Desci do palco nos primeiros acordes da música, dançando junto com Miley cada frase proferida por ele. Eu acho que os Backstreet Boys são a maior boyband da história, mas não posso esquecer que o Nsync deu muito mais sorte tendo JT em seu elenco.

(Se quiser acompanhar a música, seria bem legal, busque My love no youtube e se divirta)


Ain't another woman that can take your spot my... (Não há outra mulher que possa tomar seu lugar, meu...)

If I wrote you a symphony (Se eu escrevesse uma sinfonia para você)
Just to say how much you mean to me (Apenas para dizer o quanto você representa pra mim)
(What would you do?) (O que você faria?)
If I told you you were beautiful (Se eu te dissesse que você é linda)
Would you date me on the regular (Você seria minha namorada?)
(Tell me, would you?) (Me diga, você seria?)
Well, baby I've been around the world. (Bem, querida, eu viajei o mundo todo.)
But I ain't seen myself another girl (Mas nunca me vi com outra garota)
(Like you) (Como você)

This ring here represents my heart (Esse anel representa o meu coração)
But there's just one thing I need from you (Mas tem uma coisa que preciso de você)
(Say "I do") (Me diga "Eu aceito")
Yeah, because... (É, porque...)

I can see us holding hands (Eu posso ver nossas mãos dadas)
Walking on the beach, our toes in the sand. (Caminhando na praia, nossas pegadas na areia)
I can see us on the countryside (Eu posso nos ver no interior)
Sitting on the grass, laying side by side. (Sentados na grama, lado a lado.)
You could be my baby, let me make you my lady. (Você pode ser o meu amor, deixe-me te fazer a minha dama.)
Girl, you amaze me. (Garota, você me surpreende.)
Ain't gotta do nothing crazy (Não precisamos fazer nenhuma loucura)
See, all I want you to do is be my love. (Eu apenas quero que você seja meu amor)
(So don't give away) (Então, não fuja)
(Meu amor)
(So don't give away)(Então, não fuja)
Ain't another woman that can take your spot, my love. (Nenhuma outra mulher pode tomar o seu lugar, meu amor.)

Now, if I wrote you a love note (Agora, se eu escrevesse um bilhete de amor para você)
And made you smile with every word I wrote (E a fizesse sorrir a cada palavra)
(What would you do?) (O que você faria?)
Would that make you want to change your scene (Se eu fizesse você querer mudar de ambiente)
And wanna be the one on my team (E querer ser a única do meu time)
(Tell me, would you?) (Me diga, o que faria?)
See, what's the point of waiting anymore? (Vê, de que adianta ficar esperando mais?)
Cause girl I've never been more sure (Porque, garota, eu nunca tive tanta certeza)
(That baby, it's you) (A garota é você)
This ring here represents my heart (Esse anel representa o meu coração)
And everything that you've been waiting for (E tudo pelo que você tem esperado)
(Just say "I do") (Apenas diga "Eu aceito")

Yeah, because ... (Sim, porque ...)
I can see us holding hands (Eu posso ver nossas mãos dadas)
Walking on the beach, our toes in the sand. (Caminhando na praia, nossas pegadas na areia)
I can see us on the countryside (Eu posso nos ver no interior)
Sitting on the grass, laying side by side. (Sentados na grama, lado a lado.)
You could be my baby, let me make you my lady. (Você pode ser o meu amor, deixe-me te fazer a minha dama.)
Girl, you amaze me. (Garota, você me surpreende.)
Ain't gotta do nothing crazy (Não precisamos fazer nenhuma loucura)
See, all I want you to do is be my love. (Eu apenas quero que você seja meu amor)
(So don't give away) (Então, não fuja)
(Meu amor)
(So don't give away) (Então, não fuja)
Ain't another woman that can take your spot, my love. (Nenhuma outra mulher pode tomar o seu lugar, meu amor.)

(Meu amor)
Quando a música chegou ao fim, me vi sendo empurrada de volta para o palco, mas dessa vez eu não tinha nenhuma instrução.
Tentei perguntar a Miley o que estava acontecendo, mas quando senti Justin Timberlake segurando minha mão e me levando ao palco eu desmoronei.
- Não é novidade para ninguém que essa categoria seria dela, então pra que fazer mais suspense? Muito de nós a vimos tomar nosso lugar no topo, mas não ficamos enraivecidos porque não foi qualquer single que subiu e sim uma música de verdade, um álbum de verdade e uma cantora muito talentosa. Eu digo para não ficarmos desapontados quando ela nos deixa pra trás, mas sim orgulhosos por ver essa garota crescendo e se consagrando. Parabéns , o prêmio de destaque do ano é seu, my love! - E me abraçou. Ainda totalmente desorientada, me pus frente ao microfone e comecei a falar.
- Primeiro de tudo, caramba, eu sou o amor do Timberlake. - Ele fez joinha com ambos os dedões e eu esperei os risos pararem para continuar. - Eu vim aqui esperando algo como "música chiclete", "estilo mais retardado" ou "musica mais tocada", então o destaque do ano é realmente uma surpresa. Eu queria dedicar esse prêmio a uma pessoa muito importante pra mim mesmo ela não tendo noção disso. E queria de verdade, agradecer imensamente aos jurados que me acharam capaz de levar essa estátua pra casa, thank u.
E então corri para o camarim, esperando que tudo desse certo para a minha apresentação.
Cassie não sabia, mas esse prêmio era seu. Esse álbum era seu, tudo era seu. Menos ela. Ela era minha! Cada segundo mais eu sentia que estava completa. E não havia , não havia haters, não havia nada que fosse capaz de me derrubar nesse momento



Continua...



Nota da autora: ( Eu tava realmente pirada por causa do best talents, tava dando ibope demais pra ele. Já aconteceram algumas coisas, mas tem mais vindo.
Era outra pessoa no lugar do Ed, mas ele nao ganhou um grammy, resolvi fazer uma homenagem KKKKK.
Caramba, , como você ta viva depois de ter sido surpreendida pelo Timberlake? #Morta
E o que você espera para quando as duas irmãs se encontrarem? Caramba, esse capitulo ta dando um trabalho, mas vai ficar bom.
Eu havia prometido 2 capitulos, mas ia acabar quebrando o encanto de estar conhecendo a Diana, então, vamos esperar mais um pouquinho!
Não esqueçam de me mandar um tweet no @way0fparadise (yeah, voltei pra esse user), e eu sigo de volta, viu? Podem me encontrar tambem sempre atuante no facebook. Pode me adicionar buscando por "Victoria Peck" no buscador do site, ou mais fácil ainda, no grupo do Fanfic Obsession. Fairy Hands: Restritas / Finalizadas /Letra F
Fairy Hands 2: Restritas / Finalizadas /Letra F
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