Maybe it's the way she walked
Straight into my heart and stole it
Through the doors and passed the guards
Just like she already owned it


Qual delas eu levaria para casa hoje?
Sharon, Samantha... Qual era o nome daquela loira que tinha os maiores peitos, mesmo? Não importava, ela provavelmente seria minha escolha.
Aquele definitivamente não foi meu dia de sorte na boate. As morenas eram minhas preferidas, mas, naquele dia, eu só consegui a atenção de três loiras.
Aliás, eu conseguiria a atenção de qualquer mulher daquele lugar. Eu era dono daquilo. Eu era o rei do Universo.
Literalmente falando, já que esse era o nome do meu império. Minha boate, minha vida. Meu Universo.
E eu escolhia a dedo quem entrava na minha área VIP. Era melhor do que a VIP do povo, claro. Mas era de lá que eu tirava as minhas putinhas do dia.
Só que as morenas daquela noite não estavam... Suficientes. Portanto, peguei as loiras.
Elas dariam para o gasto. Eu só precisava gozar dentro de uma boceta quentinha.
Mas eu também poderia levar todas para uma noite mais caprichada.
Louise, Lexi? Eu era péssimo com nomes. Só sei que o da terceira e da última loira começava com C. E era ela quem rebolava no meu colo naquele momento. Eu achava a coisa mais linda até então.
Mas aí, ela apareceu, roubando a cena.
Quem era Megan Fox perto daquela ali. Ela tinha um cabelo tão negro, tão comprido, que foi totalmente inevitável imaginá-la de quatro na minha cama enquanto eu a fodia por trás e puxava aquele cabelo.
Eu precisava dela. Urgentemente, de preferência.
Não hesitei quando levei minhas mãos à cintura da C. Ela sorriu de um jeito tão safado, que meu pênis gritou dentro de minhas calças. Calma aí, garotão. Eu buscava coisa muito melhor pra você.
Ela rebolou ainda mais, achando que aquele gesto era um incentivo. Não, querida. Você estava muito enganada.
Forcei-a para cima e sorri amarelo. Ela saiu rapidamente, sabia que deveria me obedecer calada.
Só que aí, a S veio para cima de mim. Levantei-me antes mesmo que ela pudesse concluir aquilo. Não, querida. Se tudo desse certo, não seria você quem seria fodida por mim naquela noite.
— Jason... — aproximei-me do meu fiel guarda. — Quero aquela ali — apontei para a versão mais gostosa da Megan Fox. Ele sorriu maroto e foi buscá-la, assim como fazia todas as outras vezes.
Quando ficavam sabendo que as esperava na área “mais VIP ainda”, elas viam feito cadelinhas no cio.
Mas, para minha surpresa e desgosto, após alguns minutos, Jason voltou sozinho.
— O que houve?
— Ela não quis vir, senhor. — Ele deu de ombros. — Mas agradeceu o convite.
Como assim, ela recusou meu convite? Ninguém recusa .
Ninguém.
Fiquei tão puto, que precisei procurá-la na hora. Somente mais uma visão do paraíso - ela - me acalmaria.
E não foi muito difícil encontrar minha Megan no meio da área VIP. Ela esperava por uma reação negativa minha, pois aquele sorriso esperto e safado era dirigido a mim. Minhas calças naquele momento ficaram apertadas demais.
não ia atrás de mulheres, mulheres vinham até mim.
Mas eu precisava ir buscá-la.
Quando a Megan Fox número dois percebeu que eu iria atrás dela, seu sorriso safado fora substituído por um satisfeito. Me deu as costas, e à medida em que eu descia as escadas ela adentrava a multidão.
Quando cheguei à área VIP, não a encontrei novamente.
Então você gostava de jogar, linda?
Deveria saber que eu amava ser o grande vencedor de cada jogo em que eu me metia.
E também amava conquistar mulheres gostosas que nem você. Só não o fazia com muita frequência, pois geralmente elas vinham até mim sem eu precisar ter trabalho algum. Muito mais fáceis, por isso eram usadas apenas uma noite.

I said can you give it back to me
She said never in your wildest dreams


O que aquele homem pensou? Que eu era mais uma, que bastava um estalar de dedos ou que eu fosse buscada pelo seu guarda? Definitivamente aquela não era eu. Na certa estava acostumado com todas beijando o chão que ele pisava, mas naquele dia as coisas não seriam como ele queria. No meu jogo, eu ditava as regras, e se ele quisesse, teria que obedecê-las. Eu sentia pela forma que me olhou que se interessou, e não foi pouco.
Ótimo!
Gostava de jogar com os mimados, porque amava quando eles percebiam que eu não era como o restante das pessoas, que eu não faria tudo que me fosse ordenado. Queria que ele viesse até mim, não que seu guarda me buscasse. Queria que ele mostrasse do que era capaz.
Julgando pelas incontáveis luzes cintilantes e pelo piso de mármore polido, o lugar destilava dinheiro e estilo.
Não me dei o trabalho de olhar para trás, porque sabia que ele me procuraria no meio da multidão. Com certeza, o homem que nem se deu o trabalho de se apresentar estava puto, porque estava acostumado com todas se matando para estarem em sua área vip e sua cama... Sentei no banco do bar e pedi meu drink. Talvez fosse a maneira como ele caminhava, cheio de autoconfiança e uma arrogância visível. Os cabelos s bagunçados, os olhos tão profundos e . Conforme o homem se aproximava, soube que aquele sujeito tinha muito da minha personalidade, e ele não entrava em um jogo para perder.
E o melhor de tudo; eu também era assim. Sorriu e me observou com calma. Aquele olhar pronto para despir uma mulher. Soube, pela sua feição, que o irritei quando neguei o seu pedido, que mais me pareceu uma ordem.
E que começassem os jogos.
— Mais um, por favor. — Pedi.
Paradise? — Sua voz rouca se fez presente.
— Prefiro Sex on the Beach. — Disse e dei uma piscadela, sem deixar de ter um sorriso diabólico.
— O de sempre. — Ele falou ao barman.— O da moça é por conta da casa.
— Sim, senhor.
— Fale-me mais sobre você, começando porque não quis ir para minha área vip.
— Não sei se você percebeu, mas não estou interessada em sua área vip.
— Não é isso que eu vejo em seus olhos. Aparentemente, você gostou do que viu e eu até concordo com você. E eu também gostei, então... — Deu de ombros, deixando o restante por conta da minha imaginação.
Eu odiava esses caras gostosos, em especial os que sabiam quanto eram lindos. Mas eu também sabia o quanto era gostosa, então...
O deixei parado esperando alguma reação, mas de uma só vez virei meu drink, sentindo o calor em minha garganta, e voltei para a pista de dança.
— Você está deixando todos os caras de pau duro, inclusive eu. — Sussurrou próximo ao meu ouvido.
Que delícia!
— Talvez “todos os caras” fosse o plano. — Disse enquanto movimentava meu corpo conforme as batidas da música.
— Dança comigo?
Sorri e roubei o drink de suas mãos. Notei que sua feição mudou; estava com raiva, pois eu estava fugindo, mudando de assunto...
Enquanto a música nos puxava, nossos corpos se moviam em harmonia. Inalei seu perfume - uma mistura de loção pós-barba viril, mais o cheiro dele - e então deixei os braços do homem me envolverem, puxando-me para tão perto que mal conseguia respirar.
Puta que pariu, que pegada!
Nossos corpos colados roçavam um no outro, enquanto fundíamos na batida quente da música. Eu não sabia por quanto tempo nós ficamos dançando, agarrados um no outro, nos querendo, nos possuindo...
— Gostou? — O homem sussurrou atrás de mim. — Do coquetel que me roubou.
— Delicioso! — Minha voz transbordou sensualidade.
— Paradise é considerado o coquetel do orgasmo... — Sussurrou próximo ao meu ouvido, dando uma mordida no lóbulo da minha orelha.
— É mesmo? — Brinquei, roçando nossos corpos. — Algum motivo especial para ter me sugerido?
— Posso lhe mostrar, mas, para isso, você precisa querer.
— Se eu não quisesse, não me daria o trabalho de perguntar, não acha?
Aquela era a minha deixa e esperava que fosse inteligente e deduzisse o que eu queria, e consequentemente o que ele cobiçava.

And we danced all night to the best song ever
We knew every line
Now I can't remember
How it goes but I know
That I won't forget her
Cause we danced all night to the best song ever


— Ai, porra. — Fiquei irritado, não conseguia achar a chave certa de jeito nenhum.
— Calma aí, gato, a porta não vai sair correndo. — Ela respondeu rindo, e passou o nariz por traz da minha orelha.
Calma era a última coisa que eu queria no momento, mas até bêbada ela não perderia chance alguma.
Finalmente consegui acertar a chave, e assim que abri a porta, eu a prensei na primeira parede que vi.
O caminho até minha casa foi tortuoso... Tive que aguentar diversas provocações, mas claro que dei o troco na mesma moeda. Aquele ataque foi apenas a consequência de um bom jogo.
Distribuí chupões por todo o pescoço dela, à medida que seu corpo buscava cada vez mais contato com o meu. Passou suas pernas por volta da minha cintura, aumentando o contato entre nossas partes íntimas.
Meu volume já era perceptível. E muito bem perceptível. Minha Megan me deixou duro muito rapidamente, e eu seria um dos mais bem dotados que ela já teve, se não o mais bem dotado.
Rapidamente coloquei-a no chão, poucos segundos foram suficientes para que eu tirasse o cinto de minha calça e jogasse-o para o lado, pegasse um preservativo no bolso, descesse o zíper e sentisse a calça escorregando por minhas pernas. Fiz o mesmo com minha boxer, e assim que meu membro ficou exposto, coloquei a camisinha nele.
Enquanto isso, ela me observava vidrada. Oh querida, você poderia ter me tocado. Eu não mordia.
Apenas levantei a saia da garota e afastei sua calcinha. Ela passou sua perna direita pela minha cintura novamente, e eu a penetrei profundo, de uma só vez.
Ela gritou e mordeu o meu ombro. Eu precisava falar algo, mas qual era o nome dela mesmo? Ah, não importava.
— Será que o tal do Paradise funciona mesmo? Porque olha, essa boceta sua está um verdadeiro paraíso.
Ela tentou rir, mas sua risada se misturou com seus gemidos, formando sons sexys. Ah, então ela gostava que eu me comunicasse com ela durante aquela foda maravilhosa? Não era problema, eu lhe daria aquilo.
Saí de dentro dela, tirei sua saia e calcinha. Levei-a no colo e sentei-me no sofá, deixando-a no comando.
— Rebola pra mim, delícia. — Ordenei, ela, como uma boa garota, me obedeceu. Seus seios se sacudiam por debaixo da blusa, e eu pirava com aquela vista. Para ter ficado melhor ainda, eu só precisava tirá-la fora.
Mantive uma mão em sua cintura enquanto levei a outra ao decote da blusa, testando o tecido. Tomara que ele fosse fácil de ser rasgado. Mas para descobrir, eu precisava tentar.
Quando pus ambas as mãos na blusa, ela parou.
— Por um acaso eu mandei você parar? — Dei um tapinha de leve na sua bunda.
— E por um acaso você manda em mim? — Ela ergueu a sobrancelha e me empurrou.
Caí torto, deitado no sofá. Ela saiu de cima de mim e me empurrou, até que eu estivesse em uma posição mais confortável.
— Quem você pensa que é para rasgar uma blusa minha? — Meteu o dedo em meu peito. Aquilo estava lindo, melhor impossível.
Todas as putas que já foram naquele apartamento faziam exatamente o que eu mandava. Ela não.
Eu estava pingando, jorrando tesão.
— Se queria ver meus seios, bastava pedir. — Ela subiu no meu colo novamente, e devagar, levou as mãos à barra de sua blusa, me provocando. Lentamente, ela tirou a peça e a jogou para o lado. Vestia um sutiã vermelho, que eu até poderia observar, se não estivesse com pressa. Guiei minhas mãos pelo seu corpo quente e macio, buscando o fecho do sutiã em suas costas. Enquanto isso, ela se posicionou sobre meu pau novamente, e desceu.
Eu vi estrelas. Até esqueci o que pretendia fazer quando sua carne quente me envolveu. Ela era maravilhosa em todos os sentidos.
— Perdeu o prumo, senhor fodão? Achei que havia deixado claro não ser como as outras. — Jogou seu cabelo para o lado e suas mãos se uniram às minhas. Me levou ao fecho, e eu não hesitei em abri-lo. Ela puxou o sutiã pela frente e logo o jogou para o lado também.
Seus peitinhos rosados logo preencheram minha visão, e eu não podia pedir por uma melhor.
Ela começou a cavalgar e seus seios sacudiam, acompanhando o movimento de seu corpo. Eu precisava tocá-la. Era linda demais para ficar apenas sendo observada.
Levei a mão timidamente até um deles. Parecia um guri virgem, precisava mudar aquela imagem urgentemente.
Minha mão o envolveu, eu quis morrer. Era macio demais. Massageei-o com cuidado, mas aquele não era eu.
Eu era bruto.
Pus a outra mão em sua cintura e a forcei, para que seus movimentos ficassem ainda mais intensos. O choque de sua púbis com a minha causava uma ótima sensação.
Ela cavalgava intensamente.
Gostoso.
Profundo.
Do jeito que eu gostava.
Dei um aperto em seu mamilo. Minha Megan sussurrava coisas desconexas à medida que continuávamos nos fundindo. Não era por menos, tinha um pau grande e grosso indo fundo dentro dela naquele momento, era aquilo que importava. E sua boceta quentinha o recebendo, também estava divino.
O celular tocando alto em algum lugar do ambiente não importava. Quem quer que estivesse ligando, esperaria ela gozar, no mínimo, umas três vezes aquela noite, para poder ser atendido.
Aquela tensão começou a se dar por presente em meu corpo. Meus músculos se enrijeceram, tornando tudo mais maravilhoso. Comecei a tremer, sentia o sofá molhado abaixo de mim devido ao suor. Cada poro do meu corpo transbordava o meu prazer.
Logo em seguida, senti aquele alívio. Como se dizia mesmo? Alguns segundos no paraíso?
Ah sim, o drink funcionava muito bem.
Após recobrar minha consciência, voltei à atenção à minha Megan. Ela cavalgou mais um pouco até chegar a seu próprio ápice. Tremeu em meu colo, e seu corpo caiu mole sob o meu.
Ri levemente. A noite estava apenas começando, e caso continuássemos disputando o comando, seria a melhor noite de todas.

xx


A claridade invadia meus olhos, cegando-me momentaneamente. Eu odiava quando me esquecia de fechar as cortinas, porque estava ocupado demais comendo alguma mulher.
Valia à pena, claro.
Mulher...
Lembrei-me de que no dia anterior eu havia trago a mais gostosa de todas que já tinha visto.
Pensando nela, me virei na cama em sua busca, e me deparei com o vazio.
Levantei e procurei por minhas roupas. Não estavam por perto, então fui ao closet buscar ao menos uma cueca boxer. Adorava andar com meu tronco nu, geralmente as meninas piravam. Eram nestes momentos que eu ficava grato por passar algumas horinhas na academia.
Assim que me vesti, saí do meu quarto e adentrei todos os cômodos possíveis em que ela poderia estar. Não achei sinal dela em lugar algum, então fiz a busca pelo apartamento todo.
Nada.
Só então o desespero me acertou em cheio.
Ela tinha ido embora, sem sequer me esperar acordar. Ela era tão puta independente que não precisou que eu providenciasse um táxi para ela. O que me causou muita raiva, claro, já que todas as outras passavam a manhã inteira relando em mim feito cadelinhas no cio para ver se conseguiam algo a mais.
Eu sequer fiquei sabendo seu nome.
A sua autonomia me irritava. Causava arrepio em cada poro do meu corpo, me fazia tremer e sentir uma raiva descomunal. Quem ela achava que era para fazer aquilo comigo?
Voltei em passos pesados e determinados ao meu quarto.
Eu precisava gritar com alguém. E não tinha pessoa melhor no mundo para escutar minhas angústias do que .
Busquei meu iPhone depressa na mesinha de cabeceira e disquei seu número. Enquanto chamava, um cartão prateado ao lado de onde meu celular estava chamou minha atenção.

“Dr. Grant
Cirurgião Dentista”


Logo abaixo havia um número de telefone e um endereço.
E ao lado do cartão, um papel dobrado. Busquei-o com urgência.

“Você tem dentes nojentos. Isso aqui pode ajudar.
XX, Georgia Rose”


Oi?
Como alguém ousava dizer aquilo?
Quem ela achava que era, para fazer uma grosseria daquelas?
Que foi, ? Espero que tenha ótimos motivos para me acordar. bradou assim que atendeu minha chamada.
— Deixa de ser chato e me ajuda. Aposto que não comeu ninguém noite passada. Só isso justificaria seu mau humor.
Digo o mesmo sobre você. E eu nem saí ontem. — Riu. — Já você, tenho certeza de que ela não era boa de cama...
— Muito pelo contrário, caro amigo. — Bufei.
A peste era ótima na cama, no sofá, na parede e onde mais tivéssemos trepado. Deve ter passado mel na boceta, pra me marcar tanto assim.
Então o quê te deixou com raiva? Você está cuspindo fogo.
— A louquinha largou um cartão odontológico aqui na minha cabeceira, com um bilhete dizendo que eu tenho “dentes nojentos”. — Minha voz afinou ao pronunciar as palavras do bilhete. Não acredito que eu já estava imitando voz de mulherzinha.
Ele explodiu em gargalhadas. Eu quis matar .
Xinguei-o por diversos palavrões, alguns que eu usava apenas em casos extremos. O filho da puta custou a parar de rir.
Me desculpa, . Mas ela disse a pura verdade.
— Até você?
Eu olho para os seus dentes e tenho vontade de chorar. — Riu. — Aposto que você só pega garotas porque é o dono daquela boate.
— E você tem inveja, porque você sequer chegará perto de pegar metade do que eu. E eu pego garotas porque tenho um pau grande e irresistível, sei que você morre de inveja dele também.
Que nojo, . Me poupe, estou muito contente com minha ereção de 17 centímetros.
— Eu não acredito que você mediu... Deixa de ser boiola. — Ri. — O que eu faço com esse cartão?
Você quer minha opinião? — Concordei. — Achei que você pegaria um isqueiro e queimaria ambos os papéis enquanto tomava um champanhe. Mas, se você me perguntou, é porque está com dúvidas se liga ou não, certo? — Resmunguei. Era mais ou menos aquilo. — Então ligue, meu caro. Pois as pobres moças não merecem beijar sua boca.
— Vai se foder, . Eu sou uma delícia. — Ri e desliguei o telefone logo em seguida. Tinha uma ligação a ser feita.

Said her name was Georgia Rose (wow)
And her daddy was a dentist
Said I had a dirty mouth (I got a dirty mouth)
But she kissed me like she meant it


Quando meu pai me convidou para estagiar em seu consultório, pensei que seria algo muito diferente do que eu faço, pois são raras as vezes que entro no consultório, porque estou servindo mais como uma secretária do que como estagiária de odontologia. Para completar meu dia, que já começou com uma puta dor de cabeça e quase duas horas de atraso pro estágio, ainda tinha que atender esse telefone, que não para de tocar um segundo, e isso me lembra algo: preciso arranjar uma secretária pro meu pai, porque não estou aqui pra atender telefones ou receber os pacientes.
“Queria ligar para desmarcar uma consulta”, “Poderia remarcar minha consulta?”, “Teria como ser atendida antes do meu horário?”
Onde eu me enfiei? Por que eu não aceitei o estágio oferecido pelo meu professor?
Merda!
— Consultório , em que posso ajudá-lo? — Forcei uma simpatia, afinal não poderia transparecer minha raiva por estar trabalhando quando estou em uma ressaca horrível. E pior, sentindo umas coisas esquisitas e, até então, inéditas na minha vida.
Droga!
O Doutor teria um horário hoje? — Uma voz masculina e rouca ecoou do outro lado da linha.
— Vou checar na agenda dele, mas não prometo nada.
É pra hoje, moça! — O homem debochou. — É uma urgência.
— Desculpe, mas o senhor deveria ser um pouco mais educado, já que não ligou com antecedência. Estou tentando encaixá-lo em um horário.
Por sorte, o homem entendeu que me tratando da forma que ele estava só iria me deixar com raiva, e não me sentiria mal por dizer que não tenho um horário quando eu sei que tem. Mas, pelo abuso dele, deixaria-o esperar um pouco, e quem sabe da próxima vez ele não pensa na forma que fala com as pessoas.
Ouvia respiração dele do outro da linha, e tive que me segurar para não começar a gargalhar, já tinha passado quase quinze minutos.
— Senhor?
Sim.
— Poderia me dizer o seu nome? Consegui um horário, mas é no final do dia. — Até tinha um horário duas horas antes, mas pelo abuso e arrogância ele teria que esperar.
. — Disse sério.
— Agradecemos pela preferência, e às 17h00 o doutor estará lhe esperando, senhor .
Sem nenhuma vontade, voltei a organizar os kits ortodônticos com todo cuidado, para não acontecer como da última vez, que deixei cair um dos moldes e ouvi meu pai gritar comigo por quase uma hora. Odiava meu estagio, odiava ter bebido tanto na noite anterior, odiava aqueles malditos olhos , odiava a noite anterior e odiava ainda mais ter acordado na cama daquele homem, porque eu não sou assim. Não beijava e depois dormia abraçadinha. Para mim, tudo que importava era sexo, e não pretendia deixar de ser assim. Colocava a minha liberdade acima de tudo.

I said can I take you home with me
She said never in your wildest dreams
And we danced all night to the best song ever
We knew every line
Now I can't remember
How it goes but I know
That I won't forget her
Cause we danced all night to the best song ever


Ao abrir a porta da clínica, um vento gelado me envolveu.
Odiava ar condicionado com todas as forças. E aquele cheiro de hospital também.
Por mais que aquele lugar fosse apenas um consultório odontológico, cheirava a hospital e estava frio. Portanto, não gostei. Será que eu podia dar o fora?
Me virei, pronto para sair, mas esbarrei em alguém que abria a porta.
— Opa. — Uma voz feminina alarmada. Ela tinha longos cabelos negros e vestia um jaleco.
Lindo, eu não podia simplesmente fugir na frente de uma dentista.
Percebi que havia deixado várias de suas coisas caírem. Nos abaixamos juntos para recolhê-las.
Juntei vários papéis enquanto ela pegava outras coisas. Me levantei e ofereci a mão para que ela se apoiasse. Ela aceitou, e me lançou um sorriso.
Um sorriso lindo demais.
Lindo demais para ser real. Devia ser uma miragem, claro.
Porra.
Era a Megan.
— Ah... Eu... — Porra. Eu nunca engasguei na vida. Me perguntei onde estava o fodão, e o trouxe de volta. Sem perder a educação, claro. — Me desculpe, senhorita.
— Sem problemas! — Ela respondeu rapidamente e saiu correndo, não sem dar um sorriso tímido antes.
Pisquei atordoado por algum tempo.
A minha garota petulante e prepotente da noite passada estava ali.
Eu não podia ir embora. Não mesmo.
Eu precisava ir atrás dela e mostrar-lhe quem era que mandava.

I think it went oh, oh, oh
I think it went yeah, yeah, yeah
I think it goes...
You know, I know, you know I'll remember you
And I know, you know, I know you'll remember me


A sensação de um déjà vu invadiu meus pensamentos...
Aquela boca sabia como distribuir beijos castos, sua língua sabia levar uma mulher à loucura e se contorcer de prazer. Aquelas mãos sabiam os pontos certos a serem tocados.
Que diabos ele estava fazendo no consultório? E porque estou pensando nele ou na noite anterior?
Foi apenas sexo, certo? Apenas uma noite como todas as outras, certo?
Porra, ! Você teve muitas noites como essa... Tudo bem, nenhum deles chegava perto do bonitão dono de um corpo de dar inveja, de uma arrogância que me deixava completamente excitada. E quando ele sorria dessa forma, me dava vontade de levá-lo para banheiro mais próximo e pedir para ele me foder com vontade.
Merda, mil vezes merda!
Quem era você e o que fizeram com a verdadeira ? Pedindo para ele te foder com vontade? Você não era assim, lembra? Você escolhia com quem transaria e eles quem iam atrás de você.
A claridade do dia me permitia observá-lo melhor, mas por que eu só conseguia pensar em nossos corpos suados em uma sincronia perfeita?
E essa sensação inédita na minha vida de sentir vontade, repetir mais algumas vezes... Nunca aconteceu de querer repetir, nunca aconteceu de me sentir nervosa com a presença de um cara, nunca senti isso. E foi por isso que saí o mais rápido possível do seu apartamento. Um segundo a mais poderia ser fatal para mim, é lógico.
Dormir abraçadinho depois do sexo selvagem? Não dava certo misturar uma coisa maravilhosa com algo que dava dor de cabeça. Sexo era ótimo, mas relacionamentos não. Não conseguia me imaginar com alguém querendo me controlar, ou então dando crises de ciúmes pelo tamanho da minha saia.
Aonde eu me enfiei? O quê eu fiz? Que merda estou sentindo?
Não ajudava muito a forma com que ele me olhava. Não mesmo.
— Georgia Rose? — A voz rouca e masculina chamou a minha atenção.
Automaticamente uma risada escapou dos meus lábios, ao me lembrar do bilhete. Confesso que quis irritá-lo falando dos seus dentes, por ele se achar o “rei do universo”, porém a verdade é que aqueles dentes necessitavam de uma boa limpeza.
O cenho franzido e um olhar de interrogação colaboraram para outra crise de risos. Não sei por que ria tanto, talvez fosse por achar engraçado vê-lo irritado e porque, pela primeira vez na vida, a presença masculina estava me afetando.
! — Sorri.
— Por que escondeu seu nome verdadeiro? Por que foi embora sem se despedir e...
— Talvez para evitar isso... — apontei para ele e franzi o cenho.
! — Rosnou.
— Doutor está lhe esperando. —Apontei para a segunda porta do corredor. — Tenho certeza que ele vai dar um jeitinho nos seus dentes.
Bufou, mas caminhou em direção ao consultório.
Você evitava caras como esse por toda a sua vida para chegar um filho da puta, cretino, gostoso pra caralho e te marcar como se fosse uma tatuagem.
Trinta minutos contados no relógio e escutei duas vozes. Olhei-me no espelho, dando uma rápida arrumada nos cabelo. O que estava fazendo?
Meu pai jogou as chaves no ar e peguei-as. Entendi o recado: estava indo para casa. Arrume tudo e depois poderia ir embora. Porém o que chamou minha atenção foi o novo sorriso do .
— Meu pai faz milagres! — Sorri e apontei para seus dentes.
— Ontem à noite esses dentes não pareciam nojentos para morder cada parte do seu corpo. — Mordeu o lóbulo da minha orelha.
Sua boca percorria toda a extensão do meu pescoço, dando leves mordidas no lóbulo da orelha. Hora ou outra me surpreendia com chupões, que com certeza, deixaria marcas.
— Agora que meus dentes não estão “sujos”, me daria à chance de levá-la para jantar? — Sussurrou próximo ao meu ouvido.
Não faça isso, não mexa com meu ponto fraco!
— Então tudo isso para me convidar para sair? Por que não ligou?
— Talvez, se você tivesse me dado um número, eu teria feito isso.
Ops!
— Surpreenda-me, !
— Com todo prazer, .
Não consegui negar, não consegui fugir. O homem despertou algo em mim e estava determinada a descobrir o que era aquilo.

You know, I know, you know I'll remember you
And I know, you know, I hope you remember how we danced
How we danced
1, 2, 1, 2, 3

How we danced all night to the best song ever
We knew every line
Now I can't remember
How it goes but I know
That I won't forget her
Cause we danced all night to the best song ever
(We danced, we danced, it goes something like, yeah)
Danced all night to the best song ever
We knew every line
Now I can't remember
How it goes but I know
That I won't forget her
Cause we danced all night to the best song ever


O apartamento do estava mais agitado, porque ele cismou em me apresentar seus amigos, mas, segundo ele, “era melhor manter certa distância de , porque sim”. Não foi um ciúme explícito, mas não deixou de ser ciúmes.
E achei aquilo “fofo?” O que esse homem estava fazendo comigo?
Não tínhamos algo definido, mas estava maravilhoso do jeito que estava. Um não controlava a vida do outro e fodíamos forte e intensamente.
Perfeito!
Algumas cervejas e estávamos todos gargalhando das histórias contadas por . Apesar de ter espaço no sofá, optei por sentar no colo de . Um pouco de provocação fazia bem pra qualquer casal.
. — chamou minha atenção e de todos.
— Diga!
— Você realmente não se lembrou do ?
Os olhos do homem penetraram os meus e suas mãos seguraram ainda mais firmes em minha cintura.
Cansei de mentir para mim, e consequentemente para ele.
— Não seria capaz de esquecê-lo, nem em meus sonhos mais loucos.
Seus olhos me analisaram e com certeza meu objetivo foi cumprido. Deixei minha marca nesse homem misterioso e intrigante. Lábios quentes foram prensados contra os meus e aquele beijo maravilhoso tinha um sabor diferente, e indicava que mais tarde as coisas seriam fortes e intensas.
Pela primeira vez não queria fugir, e sim ficar. Não sabia o que aconteceria, se daria certo ou se iríamos foder tudo. O que importava era que, pela primeira na vida, me jogava de cabeça em algo que acreditava. Me jogava de cabeça nesse homem e em todo misto de sentimentos.



Fim.




Nota da autora: Berrie: Oie amoras! Gostaram da fic? Pois eu e Mayara adoramos, e do fundo do coração, esperamos que vocês também tenham gostado.
Há um tempão queríamos escrever juntas, e quando BSE vagou, foi nossa oportunidade.
Para quem gostou da nossa parceria, vou contar um segredo: Já temos outra vindo aí. Shhh!
BSE virou restrita nos 45 do segundo tempo, espero que tenham gostado. A novidade é que agora muitas outras virão por aí, n_n. Para quem gostou de HITC pode comemorar because I’m back. Me aturem. HAUHUEHUHUSHUHSHS
Agradecimentos especiais para cada leitora linda que veio até aqui nos prestigiar, e para a May, claro. Foi muuuuuuuuito bom escrever com você, anjo. A coisa realmente fluiu e deu pra gente colocar exatamente o que queríamos, tívemos uma ótima match ^~^. Jamais vou esquecer do “você é a autora de vide?” que foi suficiente para virarmos amigas :D
Não se esqueça de deixar um comentário lindo para sabermos o que vocês acharam. Aproveitem para ler minhas duas outras fics que entraram nesse ficstape (sim, eu sou impossível.)
Espero vocês em minhas atuais (e futuras) fics. ;)
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Beijos mil,
Berrie.

Mayara: Olá, meus amores. Bom… Minha primeira fic em parceria e o que tenho a dizer dessa experiência? Amei tanto que em breve novidades. Quero agradecer a Berrie por essa amiga e parceira de escrita e dizer que amei escrever com você.
A história surgiu depois que BSE vagou e não me arrependi de entrar nesse projeto tanto eu quanto a Berrie nos dedicados a história e cada uma pode colocar suas ideias na história.
Agradeço também as betas que toparam fazer a mágica e deixar as histórias prontas para serem lidas. Ah, não poderia deixar de agradecer a Berrie por essas capas MARAVILHOSAS.
E as minhas leitoras e futuras leitoras: jujubinhas agradeço por todo o carinho e quero dizer que vocês são as melhores.
Chegamos ao final da nota e estou torcendo para que a história tenha agradado porque amamos escrevê-la. E pra finalizar quero agradecer a todas as meninas que participaram do ficstape que foi uma delícia de organizar/escrever.
Até o próximo ficstape. Beijinhos. <3 <3

Outras histórias

02.Kiss You(Ficstape- Take Me Home)
05.You And I(Ficstape- Midnight Memories)
18.Half A Heart(Ficstape- Midnight Memories)
07.Strong(FicsTape-Midnight Memories)
01.Baptized(FicsTape #006)
16.Pov(Ficstape #011)
Surrogacy(Restritas/Em Andamento)
A Mentira perfeita(Restritas/Finalizadas)
Uncontrollabe Feelings(Outros/Em Andamento)
Cartas Pra Você(Restritas/Finalizadas)
Night Changes(One Direction/Finalizadas)
Night Changes II(One Direction/Finalizadas)
Night Changes III(One Direction/Finalizadas)





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