Postada: 05/10/2017

Capítulo Único

"You know I'm dying to feel it, so show me, show me"


Da última vez que havia estado em sua cidade natal, ela era virgem. Fazia muito tempo.
Desde aquele dia, ela havia terminado a faculdade de cinema, viajado pelo mundo filmando curtas, um documentário e agora dirigindo seu primeiro longa de ficção, havia, enfim, feito muita coisa. Era uma pessoa completamente diferente agora. Ou quase.
Aparentemente, ainda ficava molhada vendo seu primo andar por aí sem camisa, exatamente como ele fazia agora. Céus, ele era gostoso, era gostoso antes e só melhorara com o tempo. Ela podia se gabar o quanto quisesse por ter perdido a virgindade com ele, nem ligava que ele fosse seu primo. Aquilo era só um mínimo detalhe.
segurava uma latinha de cerveja em uma das mãos, encarando o pai de , prestando atenção em qualquer que fosse a história que ele estivesse contando daquela vez. Ele conversara com algumas vezes desde que ela se mudara para fazer faculdade, até fora lhe visitar, os dois eram bons amigos e adorava se gabar por ter lhe ensinado tudo que ela sabia quando o assunto era sexo, mas se orgulhava de dizer que aquilo era outra coisa que mudara desde a última vez que lhe vira, quando a garota era uma pobre coitada inexperiente, mesmo depois de já ter transado com ele anos antes, aos vinte anos.
Agora, seis anos depois, era uma mulher bem resolvida e confiante, mas, bem, tinha que confessar que não via a hora de mostrar aquilo para ele também, embora estivesse evitando o pensamento. Tentar não ficar mais molhada parecia uma ótima ideia naquele momento, de verdade.
- Aqui está, . – Sua tia, mãe de , murmurou ao se sentar, entregando a garota um copo de um drink do qual estava se gabando por ter aprendido a fazer há meses, desde que convidara para ir passar o ano novo em sua cidade natal, na casa dela. – Experimenta, vai.
Sorrindo sem graça para a tia, a garota ergueu o copo, levando até a boca, sentindo a bebida descer ardendo em sua garganta, fechando os olhos para engolir. Estava bom, forte como o inferno, mas bom e sorriu para tia quando acabou, acenando positivamente para a mulher que bateu palminhas animada, se afastando de em seguida, avisando que ia fazer outro e arregalou os olhos ao ficar sozinha. Sua tia ia lhe deixar bêbada e aquilo não ia acabar nada bem, já podia até ver.
Dito e certo.
Sua tia lhe serviu não só um drink, mas pelo menos uns quatro depois do primeiro e já nem tinha certeza se o fato de ter transado com o filho da mulher ainda era um segredo. Ia ter que checar aquilo depois.
- Ei, querida, querida! – Seu pai chamou de repente e ergueu assustada o olhar, demorando um pouco para focar nele e se perguntou quanto exatamente de álcool havia naquele drink. Não era possível que estivesse tonta, fala sério, para que servira toda a experiência da faculdade?! – Vem aqui! – Seu pai acenou e ela sorriu, se pondo de pé rápido demais e fazendo uma careta por isso, rolando os olhos ao ver rir perto do homem.
Ele sempre soubera que ela era fraca para bebidas, mesmo que ela nunca houvesse – e nunca iria – admitido em voz alta.
- Oi. – Falou ao se aproximar dos rapazes, sorrindo para o pai quando ele passou um braço ao redor de seus ombros, mesmo com a impressão que o peso ia lhe derrubar mais cedo ou mais tarde. Seu pai não precisava saber daquilo. Não ia ser ela a dar o vexame de ficar bêbada na festinha da família, ela sabia fingir, passava tempo demais com atores para não saber pelo menos um pouco.
- Aqui, , diga a eles, conte a eles sobre o prêmio que você ganhou ano passado pelo seu documentário. – O homem pediu, com a fala enrolada e notou em questão de segundos que alguém havia dado o vexame de ficar bêbado naquela noite e ela estava, teoricamente, fora de perigo. Só na teoria, claro.
- Seu pai está se gabando por conta dos seus méritos, é claro. – O tio dela, pai de , comentou de maneira zombeteira e a garota riu, colocando o cabelo para trás da orelha, sem graça. encarou a garota com diversão, não conseguindo evitar lembrar de quando ela realmente corava por tudo, principalmente por vê-lo sem camisa. adorava ficar sem camisa em sua frente só para vê-la corar.
- Meu pai é bem babão, vocês sabem. – Ela murmurou, com humor, rindo ao receber um olhar feio do homem por isso. – Desculpe? – Tentou, piscando várias vezes para parecer inocente e acabou rindo verdadeiramente daquilo, sem conseguir se conter.
- Se me derem licença, preciso ir ao banheiro. – Avisou, dando as costas em seguida ou ia simplesmente entregar não só a , mas a si mesmo também. Parte da culpa de ela não ser tão inocente quanto tentava parecer era dele e ele sabia bem disso, afinal de contas.
Ver a garota de novo, aliás, depois de tanto tempo estava sendo um puta desafio e ele apostava que não conseguiria não transar com ela até o fim do feriado, dali há dois dias. Pensando bem, seria no mínimo irônico se eles acabassem transando na virada do ano, levando em conta que fora na virada do ano que fizeram da primeira vez também. adorava ironias.
Quando o garoto saiu do banheiro, deu de cara com jogada no sofá da sala da casa de seus pais, falando sozinha enquanto brincava com os próprios dedos e acabou rindo da cena. Ela era uma figura bêbada, definitivamente. Embora não fosse admitir para ela, especialmente sabendo o tamanho do ego da garota, quase tão grande quanto o dele, admirava muito , ela estava chegando cada vez mais longe, fazendo tudo que sempre quisera fazer e ele adorava ver aquilo, adorava saber quão bem ela estava indo e nem ligava para como aquilo soava no meio da noite, depois de ter bebido mais que o normal.
- Ei, . – Chamou, se abaixando perto dela ao se aproximar da garota, que o ignorou, muito concentrada nos próprios dedos.
- E esse aqui foi comprar pão, sonho e leite... – Falava baixinho, fazendo rolar os olhos. Tinha que adicionar pirada a lista de adjetivos para se referir a , definitivamente.
- Vem, vou te levar para o quarto. – Ele falou, puxando a garota pela cintura para seus braços e ela gritou, rindo em seguida ao se agarrar a ele, fazendo rolar os olhos outra vez. Pirada e escandalosa, anotou mentalmente.
O garoto carregou a prima escada a cima, chutando a porta de seu quarto para abri-la, já que não sabia onde sua mãe planejava instalar a garota durante o feriado, lhe colocando em sua cama e rindo quando ela rolou por lá como se tudo fosse uma grande brincadeira, enterrando a cabeça em seguida no travesseiro dele.
- Céus, que cheiro bom. – Murmurou, afastando a cabeça da fronha para encarar , sentado ao seu lado. Ele sorriu quando seus olhares se encontraram, mas não falou nada por um instante, mesmo que aquela fosse a deixa perfeita para uma piadinha. estava ocupado demais, por algum motivo, preso em seu olhar. Aquilo nem fazia sentido, mas não era como se ele pudesse se conter, vendo nela a mesma garota que sempre adorara ter por perto quando eram mais novos, mesmo que, na teoria, ela houvesse mudado muito naqueles anos de faculdade e rodando o mundo para filmar seus filmes, de alguma forma, ainda via a garota por quem um dia fora apaixonado ali. – Você sentiu minha falta, ? – Ela perguntou depois de um tempo em silêncio, rindo quando arqueou as sobrancelhas de maneira debochada. – Tudo bem, não precisa falar. – Ela riu, travessa. – Eu já sei. Seus olhos entregam você.
Ao ouvir aquilo, rolou os olhos.
- Vai dormir, . – Empurrou a prima para dormir, se pondo de pé em seguida e ela fez uma careta, virando novamente para lhe encarar.
- Não quero dormir sozinha. – Fez bico, como se estivesse muito brava por ele precisar que ela falasse para saber e, rolando outra vez os olhos, tirou a camisa, jogando a peça de qualquer jeito no chão e deitando perto dela em seguida, puxando a garota para seus braços.
- Pronto, sua chata.
- Você é chato. – Ela retrucou, mas ele só bagunçou seus cabelos ao em vez de responder, sabendo que se desse corda aquela discussão eles não iam dormir nunca e estava exausto, fechando os olhos para dormir em seguida, logo depois de .

+++


Na manhã seguinte, acordou com uma dor de cabeça, no mínimo, inconveniente, rolando preguiçosamente na cama antes de, finalmente, suspirar e abrir os olhos.
Não estava no quarto que sua tia designara para ela, onde deixara suas coisas na noite anterior, mas já sabia disso também. Não ficara bêbada ao ponto de esquecer tudo que acontecera na noite anterior e, por algum motivo, aquela troca de olhar com na cama ficava voltando, o modo como o olhar dele lhe aqueceu, lhe fez sentir completa como pouca coisa fazia. Aquilo não saia de sua cabeça e ela bufou, se jogando para trás na cama e fechando os olhos.
Aquele seria um longo feriado.
- Ah, ela está viva. – Ouviu a voz de seu primo provocar, irônica, de algum lugar à sua frente, mas só resmungou qualquer coisa em resposta, não se dando ao trabalho de abrir os olhos para isso. riu, deixando um copo de água e um comprimido para dor de cabeça ao seu lado, no criado mudo, para quando ela decidisse acordar. – Estou tirando a roupa. Não abra os olhos. – Ele avisou e teria rolado os olhos para suas palavras se eles estivessem abertos, se perguntando o quanto perdera o jeito para provocar, indo tão baixo tão rápido.
Como se ela quisesse vê-lo sem roupa. Ah, tá.
Depois de um instante em silêncio, no entanto, não conseguiu se conter e abriu um dos olhos, mordendo o lábio ao vê-lo só de cueca, encarando o celular. Porra, como ele era gostoso. E aquela cueca vermelha meio que fudia ainda mais a coisa toda, levando em conta o fraco que tinha por vê-lo de vermelho, sempre tivera. Argh, filho da puta gostoso.
- Você é tão previsível. – murmurou depois de um instante e ela realmente rolou os olhos dessa vez, arqueando as sobrancelhas ao erguer o olhar para seu rosto, notando que ele obviamente estava se divertindo muito com aquilo. – Sabia que ia olhar.
- Você é ridículo. – Ela acusou, se sentando na cama e bocejando, fazendo rir, especialmente por ela nem tentar soar convincente.
- Claro, era nisso que estava pensando. – Ironizou e ela riu sem conseguir se conter, mordendo o lábio para parar ao voltar a encará-lo, vendo um incrível sorriso de lado estampado no rosto de , aquele sorriso que costumava ter um poder insano por ela. Aparentemente, ainda tinha.
- Você não respondeu minha pergunta ontem à noite. – Ela falou de repente e ele deu de ombros ao se lembrar da pergunta.
- Você disse que não precisava. – Falou, observando enquanto a garota andava em sua direção, pousando as mãos em seus ombros ao se aproximar e ele precisou conter o impulso de puxá-la para mais perto pela cintura. sorriu, como se soubesse quanto a mão dele estava coçando para isso, o que aliás, era verdade. Sentir o calor que o corpo dele emanava tão superficialmente era, no mínimo, cruel quando seus corpos nem estavam se tocando.
- O que você esteve fazendo enquanto eu estive fora, ? – Ela perguntou, soprando as palavras contra a pele dele ao se aproximar minimamente dele, não o suficiente para seus corpos se tocarem, mas o suficiente para deixá-lo tão enlouquecido quanto ela por aquilo. Era para seus corpos estarem se tocando, de todo jeito, sem nada no caminho. – Você se comportou?!
- Ah, você sabe quão comportado eu sou. – Ele retrucou, finalmente lhe puxando para si, pousando as mãos em sua bunda como que para provar seu ponto e apertando a pele firme da região, fazendo soltar o ar perto demais de sua pele. – Não sabe, ? – Ele perguntou, perto de seu ouvido, mordendo o lóbulo de sua orelha antes de, exatamente como sabia lhe destruir, beijar atrás da região, fazendo fechar os olhos, respirando fundo enquanto tentava pensar com clareza.
- Eu com certeza sei. – Murmurou por fim, imitando o tom de , que riu, levando uma das mãos para seu queixo para fazer a garota lhe encarar, puxando seu lábio inferior quando ela o fez e, sem que ele esperasse, o puxou pelos cabelos, lhe beijando de uma vez.
Mesmo surpreso, abriu a boca para que ela intensificasse o beijo, segurando com mais força o corpo da garota contra o seu, enquanto ela não conseguia se conter em deixar a mão passear pelo abdômen do primo, que sempre fora um de seus maiores fracos, mesmo que beijá-lo naquele momento não estivesse em seus planos, não ali, no quarto dele, com a porta muito provavelmente destrancada, correndo o risco de qualquer um aparecer e ver, mas, céus, era difícil demais resistir aquele garoto e sem qualquer disposição para tentar mais, empurrou para trás sem parar de beijá-lo, fazendo com que ele caísse na cama, com ela por cima.
, rapidamente, subiu as mãos por suas pernas, sentindo o calor e a pressão do corpo da garota sob o seu enquanto lhe beijava lhe levar à loucura, mas aquilo nem devia ser surpresa. Ninguém era melhor em levá-lo a loucura do que ela, afinal de contas e subiu a mão por suas costas, levando a blusa junto enquanto descia, em seguida, os beijos para seu pescoço, fazendo a garota gemer baixo em seus braços, arrancando dele um meio sorriso contra sua pele.
Fazia muito tempo, realmente, desde a última vez que fizeram aquilo e ambos estavam diferentes; melhores. podia sentir a cada vez que lhe tocava, a cada gemido baixo que ela deixava escapar, lhe fazendo sentir como se cada um deles fosse um prêmio e ele só queria arrancar mais sons como aqueles dela, mesmo que houvesse acabado, no entanto, por fechar os olhos e soltar o ar com a garota rebolando em seu colo, puxando em seguida seu lábio inferior entre os dentes.
Ela, definitivamente, estava melhor.
sentia cada parte de seu corpo conectada e energizada, concentrando-se de alguma forma inteiramente na região entre suas pernas e a garota não conseguiu conter uma exclamação, excitada, quando inverteu as posições, lhe jogando contra a cama e segurando os dois braços da garota acima de sua cabeça, muito provavelmente querendo lhe punir pela provocaçãozinha um instante atrás, mas nem ligou, não quando sentiu, lentamente, o corpo de pousar sob o dela e seus lábios roçarem nos seus, fazendo com que ela ofegasse, os entreabrindo ansiosa por aquele beijo, que, no entanto, não veio.
Se o faria, no entanto, ela nunca saberia, já que o garoto parou, pulando para longe dela não por provocação, mas por ouvir risadas no corredor, vozes que os primos conheciam muito bem. O pai dela e a mãe de .
sabia que não devia, mas acabou rindo ao ver vestindo apressado as roupas e ele olhou feio para ela por isso, obviamente fazendo com que ela risse mais em resposta, mordendo o lábio para parar quando a porta do quarto foi aberta, por sorte, com a calça de já cobrindo tudo que deveria cobrir. Ele não precisava de camisa, estava noventa e sete por cento do tempo sem camisa, infelizmente para .
- Ah, a gente já estava preocupado com vocês dois. – A mulher murmurou, sorrindo terna, como era característico dela. A mãe de era um verdadeiro amor, a única irmã do pai de e quase como uma mãe para ela, especialmente depois de a garota ter pedido a mãe durante o ensino médio. – Dormiu bem, ?
- Sim, tia. Obrigada. – Ela sorriu e a mulher assentiu, satisfeita, então o pai de se pronunciou em seguida.
- Estou indo com seu tio comprar as coisas para a festa amanhã, querida, quer vir? Rever a cidade?
- De jeito nenhum. – Sua tia murmurou antes que respondesse e, com o susto, encarou a tia sem entender. – vai ficar aqui comigo, temos muita conversa para colocar em dia.
- Ah, não seja chata, você já alugou a garota a noite toda na festa ontem, Alice, deixe a menina respirar. – Ele resmungou, incomodado e quando Alice retrucou, rolou os olhos. Sua família brigando por sua atenção era, com certeza, novidade.
- Eu posso ficar e ajudar a tia, então saio com você a noite, papai. – Sugeriu, dando de ombros e os dois se entreolharam, desconcertados por não terem pensado numa solução para o problema antes e acabou não conseguindo conter a risada.
- É por isso que eu não fui para Hollywood. – Falou, passando pela mãe e pelo tio. – Seria um saco ter vocês no meu pé desse jeito.
- ! – Sua mãe repreende, virando para olhar feio para ele, enquanto ria baixinho. Aquilo até que fazia bastante sentido, se não levássemos em conta o fato de que nunca sonhara em ser ator. Ele, na verdade, era escritor. E dos bons.
não sabia o que exatamente ele estava fazendo da vida agora, mas esperava de verdade que não houvesse parado de escrever.
- Era brincadeira, brincadeira. – Ele riu, rolando os olhos em seguida e apontando para sentada na cama. – A entendeu.
- Entendi que você é um verdadeiro invejoso. – Ela retrucou, mostrando a língua para ele, que imitou e tanto Alice quanto o pai de rolaram os olhos.
- Crianças. – Os dois resmungaram juntos, em repreensão e riu, se pondo de pé enquanto deixava de uma vez o quarto, também rindo.
- Eu vou encontrar meu quarto e tomar um banho. – Avisou a garota, depositando um beijo na bochecha de um e depois na do outro antes de sair do quarto, tentando não pensar em quão criança ela e estavam sendo pouco antes, quando os dois invadiram o quarto do garoto.
Não que houvesse dado muito certo, claro. Já estava pensando. E céus.
Precisava de um banho.

+++


Finalmente, era dia trinta e um, meia hora depois de ter anoitecido e a casa dos pais de estava repleta de gente, gente da família que conhecia e ficou feliz em rever e pessoas que ela nunca vira antes também, amigos da família, amigos de . Muita gente mesmo.
No dia anterior, quando estivera ajudando Alice, sua tia, descobrira que , atualmente, estava lecionando literatura num colégio e estava indo muito bem, chamando a atenção de muita gente. A mulher tinha certeza também que, mais cedo ou mais tarde, ele ia deslanchar e publicar um livro, como sempre sonhara. não pôde concordar mais, se animando em descobrir que estava, de alguma forma, ainda dentro de seus planos.
Ela se lembrava de ter dezoito anos e sair para beber com pela primeira vez. Ele arrumou briga por causa dela naquela noite, quando um cara tentou dar em cima de , depois os dois saíram e ficaram bebendo no carro dele, na autoestrada, onde o céu era repleto de estrelas, como uma cortina brilhante. Eles transaram no carro dele naquele dia também, pela segunda vez. A primeira vez de havia sido lá também.
De qualquer forma, apesar do quão maravilhoso havia sido o sexo no carro naquela noite, ela se lembrava, especificamente de conversar com sobre sonhos. De dizer a ele, enquanto olhava as estrelas, que seu maior sonho era filmar as coisas mais lindas do mundo. disse que sonhava em escrevê-las e, por algum motivo, nunca esqueceu daquela noite, apesar das probabilidades, levando em conta que estava bêbada.
Agora ela estava dançando animadamente com suas primas mais novas, sentindo o corpo inteiro quente graças a um dos coquetéis fortíssimos de sua tia, que parecia empenhadíssima em deixá-la embriagada, parando para pensar. Não que ela ligasse de verdade, o ano ia virar em poucas horas e as únicas coisas que ela pretendia fazer eram mesmo beber, dançar e, com sorte, transar. De preferência com seu primo.
Enfim, depois de algum tempo, deixou as meninas dançando sozinhas e seguiu até o lado de fora, decidindo que precisava de ar fresco. Ainda eram nove e meia, mas ela estava ansiosa; aquele era seu feriado favorito. Fazia bastante tempo que não passava em casa, com sua família, estava sempre com os amigos da faculdade, sua equipe de filmagem em lugares exóticos as vezes, mas a verdade é que não havia mesmo lugar como a casa da gente e gostava, definitivamente gostava, daquele calorzinho terno que sentia no peito agora.
Era bom.
Ela viu conversando animadamente com alguns amigos mais à frente, perto de uma árvore e mordeu o lábio, não conseguindo simplesmente ignorar quão bonito ele estava naquela noite. nunca fora de tradições, então, obviamente, não usava branco, mas sim vermelho. Uma calça jeans escura e um suéter vermelho. Não era nada fora do comum, mas ela gostava, gostava de vermelho e gostava de como o vermelho caia especialmente bem nele.
Como se sentisse seu olhar, ergueu o olhar para ela e sorriu de lado, fazendo o estômago da garota embrulhar enquanto a região entre as pernas esquentava e, por um instante, ela apenas sustentou seu olhar, mordendo o lábio.
Céus, faltava muito para ele estar dentro dela de novo?
se perguntava a mesma coisa, vendo o vestidinho preto envolvendo as curvas perfeitas da garota como uma provocação pessoal. Ele conhecia cada pedaço de pele embaixo da roupa, sabia como ela cheirava, sabia quão macia ela era, onde tocar e onde colocar a boca para enlouquecê-la, mas toda vez que lhe olhava era como se esquecesse. Quando lhe beijava, a sensação parecia nova de novo. E velha ao mesmo tempo, se é que aquilo fazia sentido.
Ele se sentia familiarizado com ela, sabia o que estava fazendo quando estava com ela, onde tocar, como tocar, mas, ao mesmo tempo, o que cada gemido, cada reação da garota ao seu toque, ao seu corpo, causava em parecia completamente diferente de tudo que ele já sentira a cada vez que sentia, a cada vez que lhe tinha nos braços e o garoto ansiou para que ela se aproximasse de uma vez, provocasse com alguma besteira e ele pudesse lhe chamar para sair dali como estava louco para fazer.
Seu carro estava no canto mais escuro da rua, como sempre, só esperando por eles.
Quando não deu sinal de que sairia de onde estava, no entanto, não viu problemas em agir ele mesmo, seguindo até a garota, que sorria e concordava com o que quer que o pai de estivesse falando com ela, sem parecer realmente estar ouvindo.
- Ei, pai – murmurou, se aproximando. – Tudo sob controle?
- Ah, ! Eu estava mesmo te procurando! – Exclamou e arqueou as sobrancelhas, esperando que ele continuasse. – Sua mãe está surtando porque acabou o gelo, será que pode ir na loja de conveniência comprar antes que ela tente me assassinar por não ter comprado o suficiente?
- Claro. – riu, pensando no tamanho da ironia que era aquilo, dando as costas aos dois e virando meio segundo depois para encarar , que já olhava para ele, com as sobrancelhas arqueadas como se não acreditasse que ele realmente não usaria aquela deixa – sensacional, diga-se de passagem – para lhe arrastar para seu carro. sorriu. – Quer vir, ? Eu já bebi um pouco, então é mais seguro se pelo menos eu tiver companhia.
- Tá. – Ela deu de ombros, como se não fosse nada demais. – Mas se eu tiver que virar o ano no carro por sua causa, vamos ter problemas. – Avisou, passando em sua frente e deu um sorrisinho, deixando que ela seguisse em sua frente até o portão de casa, indo atrás dela logo em seguida.
Quando fechou o portão de casa, enfiando as chaves no bolso, já estava parada na frente do carro e ergueu as mãos como se perguntasse porque ele estava demorando tanto, batendo o pé impaciente. sorriu divertido com a visão e seguiu calmamente em sua direção, parando atrás dela ao notar que ela não havia aberto a porta do carro ainda, não se importando de deixar seus corpos se tocarem no percurso, enterrando a cabeça no pescoço dela e fazendo fechar os olhos, soltando o ar sem conseguir se conter e sorriu contra sua pele por isso, estendendo uma das mãos para abrir a porta do carro.
- Não estava trancado, boneca. – Falou, se afastando dela, que se aprumou, tentando agir como se sua atitude não houvesse lhe afetado tanto assim e sorriu divertido observando. – Mas a gente pode começar aqui fora mesmo se você quiser. Realmente não ligo. – Ele provocou, subindo uma mão pelo vestido de para provar seu ponto e ela riu, virando de frente para ele e lhe puxando pela blusa, trazendo o rosto do garoto para o seu.
- E você acha que eu ligo, querido? – Retrucou, divertida. – É você que mora aqui. Eu vou embora amanhã.
- Então não tem nada a perder, não é mesmo? – Ele desafiou e ela sorriu, lhe puxando pela nuca e moldando de uma vez seus lábios. segurou com firmeza em sua cintura e invadiu sua boca com a língua, subindo uma das mãos por seu corpo em seguida, sem saber onde tocar primeiro. Tudo naquela garota lhe enlouquecia, sempre enlouqueceu e sempre ia enlouquecer, aparentemente e segurou seus cabelos num bolo, trazendo a garota mais para si mesmo que não houvesse qualquer espaço entre eles.
Sem perder tempo, acariciou seu membro por cima da calça, apertando de leve ao morder a boca do garoto, que sorriu por sua atitude, pousando as mãos em sua bunda e impulsionando seu corpo para cima, fazendo com que a garota o abraçasse com as pernas, ficando presa entre ele e o carro quando ele inclinou o corpo contra o seu, mordendo seu ombro e fazendo a alça de seu vestido deslizar para baixo, o que nenhum dos dois se importou de consertar.
Não quando ambos sabiam que logo a peça estaria fora do quadro, de qualquer forma.
sentia o corpo inteiro quente e, realmente, não deu a mínima para entrar no carro e terminar aquilo lá dentro, faria sexo com onde fosse, como fosse e sabia que seria delicioso porque, bem, ele era delicioso. O que fez com que os dois entrassem no veículo, no entanto, foi o ranger do portão, levando a abrir apressado a porta do carro, entrando lá com em seus braços.
Ninguém saiu da casa, ninguém viu os dois, mas eles não se preocuparam em checar isso também.
A garota encontrou seus lábios novamente em seguida, os invadindo com a língua e lhe beijando com urgência, torcendo os dedos em seus cabelos e soltando o ar com o aperto firme das mãos de em suas pernas. Puta merda, estava para nascer alguém melhor que ele naquilo.
Ele, ironicamente, pensava o mesmo em relação a garota em seu colo, sentindo a pressão de seu corpo contra o dele prestes a lhe enlouquecer, puxando apressado o vestido de para cima, ao mesmo tempo que ela fechava a porta que nenhum dos dois lembrava de ter deixado aberta. se afastou para olhar para depois que seu vestido deixou seu corpo e se perguntou como era possível que ela só ficasse mais bonita, mais insanamente gostosa a cada vez que lhe via. Parecia que fazia séculos desde a última vez que lhe tocara, mesmo que na verdade, houvesse sido na manhã anterior, no quarto dele na casa de seus pais, e ele só conseguia lhe encarar embasbacado.
Porra, ela era incrível.
- Você está linda. – Ele murmurou, sem conseguir se conter e piscou, sem conseguir evitar a surpresa. Definitivamente não esperava pelo elogio. – Só queria que soubesse disso antes que eu acabasse com você. – Ele acrescentou, fazendo a garota rir verdadeiramente, gemendo no final quando pôs um de seus seios na boca o chupando com maestria, a língua do garoto levando ao delírio e fazendo com que ela se agarrasse a ele, gemendo deliciada, se movendo em seu colo sem que sequer notasse, levando as mãos para a barra da blusa do garoto e puxando-a para cima. sentia o membro crescer consideravelmente entre as pernas, subindo para beijar a garota depois que ela terminou de tirar sua roupa, levando simultaneamente uma das mãos para entre suas pernas, até sua calcinha.
- Porra. – Ela sussurrou contra sua boca, excitada, quando tocou gentilmente seu clitóris e ele sorriu, puxando seu lábio inferior entre os dentes antes de passar a beijar seu pescoço, lenta e deliciosamente, muito provavelmente marcando-o, mas aquilo era outra coisa com a qual nenhum dos dois se importava.
ia estar longe dali de novo no dia seguinte, sabe-se lá por quanto tempo, ele devia, ao menos, lhe dar algo do qual se lembrar. Eles sempre foram um do outro, de alguma forma sempre seriam e a noite os levaria de volta um para o outro com o tempo, acreditavam naquilo.
- Porra, . – Ela repetiu, urgente, quando aproximou os dedos de sua entrada e, sorrindo para sua expectativa e ansiedade, os deslizou para dentro dela, mordendo de leve seu queixo simultaneamente e arrepiando por completo com a atitude.
Puta que pariu.
- Você está com a boca mais suja do que nunca, . – Ele provocou, puxando seu lábio inferior entre os dentes e, sem realmente se preocupar em responder, a garota puxou sua nuca, moldando seus lábios ao em vez disso. sorriu contra sua boca, deixando que ela aprofundasse o beijo enquanto movia os dedos dentro dela, sentindo sua intimidade molhada e quente deliciosa ao seu redor, mal podendo esperar para ser seu membro no lugar de seus dedos.
sentia a energia de seu corpo inteiro concentrada naquele ponto especifico entre suas pernas, soltando o ar com a visão desfocada conforme a excitação parecia aumentar cada vez mais, correndo no lugar do sangue em suas veias e lhe levando a melhor loucura que ela já provara, pedindo por mais até o momento em que tocara por acidente o membro duro de , esquecendo completamente do quão bom era sentir seus dedos dentro dela. Queria aquilo.
- Me mostra, . Me mostra o quanto sentiu minha falta. – Ela sussurrou em seu ouvido, se agarrando a ele enquanto se movia em seu colo e suspirou, mordendo seu pescoço ao levar as mãos para a calça, abrindo-a com pressa e, sem rodeios, puxou para sentar em seu membro em seguida, trazendo a boca dela para si logo em seguida, deliciado com a sensação de estar, finalmente, dentro dela depois de tanto tempo.
Aquilo parecia só ficar melhor, céus.
Era delicioso estar dentro dela, perfeitamente quente e molhada para ele, gemendo seu nome baixinho enquanto ia e vinha em seu colo, o fazendo entrar e sair de dentro dela, segurando em seguida as pernas da garota para fazer com que ela ficasse sentada e quieta em seu colo, estocando fundo dentro dela só para fazer com que ela gemesse mais alto, mais entregue do que nunca e não podia gostar mais daquilo, com a sensação de que podia fazer aquilo para sempre com ela só para ter a visão estonteante que era ela excitada e nua em seu colo, gemendo por ele a cada nova investida do garoto dentro dela.
- Assim? – Ele provocou, puxando a garota mais para si e mordendo o lóbulo de sua orelha, beijando atrás da mesma em seguida e fazendo suspirar baixinho, assentindo excitada e, satisfeito, continuou com as investidas.
estava mais molhada do que nunca e podia apostar que ela terminaria gozando em pouco tempo, se movendo incansavelmente dentro dela, insanamente excitado também com a simples ideia de lhe dar prazer, de atender a cada um dos desejos sujos da garota. Só os dois sabiam, afinal, a quantidade de segredinhos sujos que mantinham para si.
A garota achava que poderia terminar perdendo a pouca sanidade que ainda lhe restava se continuassem, mas de jeito nenhum queria parar. Definitivamente, não precisava de sanidade quando conhecia algo tão melhor quanto ter dentro dela, sua excitação firme lhe fazendo pedir por mais sem se importar com mais nada porque ali, em momentos como aquele, nada mais importava mesmo. Eram só os dois e nada mais.
Seus corpos nus completamente colados, tornando difícil distinguir onde começava um e terminava o outro, seus cheiros e respirações se misturavam, os batimentos seguiam o mesmo compasso e tudo ali denunciava o quão deles era aquele momento, como cada pedaço daquilo, do que faziam, era muito mais do que podiam explicar. Estavam completamente viciados um no outro.
já sentia as fagulhas intensas no estômago, indicando quão próximo estava seu orgasmo, mas não permitiu que parasse até estar gritando por ele, escondendo em seguida a cabeça em seu pescoço, completamente extasiada enquanto o mundo a sua volta se perdia e tudo o que parecia se manter ali, com ela, era o garoto embaixo dela, jorrando seu liquido dentro dela, gemendo deliciosamente em seu ouvido e, se aquilo não era o paraíso, não conseguia imaginar o que poderia ser, porque, céus, aquilo era bom demais.
Os dois ficaram daquele jeito por um longo instante, com ele ainda dentro dela, os corpos tão juntos que podiam sentir os batimentos cardíacos um do outro, apenas aproveitando os resquícios do orgasmo até que, sem nenhum tipo de aviso prévio, riu, tremendo em cima de , fazendo com que o garoto arqueasse as sobrancelhas se afastando para lhe encarar desconfiado.
- O que você tem?!
- Você, realmente, sentiu minha falta. – Sorriu, travessa e rolou os olhos. – É tarde demais para negar, . Especialmente depois de me fuder desse jeito. – Falou e foi a vez dele rir.
- Você é ridícula. – Acusou e ela deu de ombros, sem se importar.
- Só estou dizendo a verdade. – Falou, se inclinando para falar em seu ouvido em seguida. – E, só para você saber, eu também senti a sua. – Sussurrou, arrancando de um sorriso que ele não conseguiu esconder antes que ela visse, sorrindo também antes de lhe beijar, saindo de cima de lentamente e gemendo junto com ele.
- Acho que é até a próxima então. – Ele murmurou, observando a garota se vestir e ela sorriu, jogando sua camisa para ele.
- Até você estar sentindo falta de mim de novo. – Piscou.


Fim



Nota da autora: Ei, xuxus! Tudo bom? Eu tô é viciada nesse negócio de ficstape, olha o perigo! Enfimmmmm hhahaha Espero que tenham gostado! Beijão e comentem!





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