Finalizada em: 10/09/2018
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Capítulo Único

Dançando no meio da pista da boate, com um vestido preto de couro desenhando seu corpo, ela chamou sua atenção.
Parecia tão livre, desimpedida, dançando da forma que queria sem ligar para a opinião de ninguém, a deixando ainda mais atraente aos seus olhos. Não podia ficar apreciando só de longe. Apesar de ela parecer gostar de estar curtindo sozinha e ignorando o mundo à sua volta, a tentação de conhecê-la era tão grande que não conseguiria suportar.
pensou mil vezes antes de incomodá-la: estava em uma briga mental se ia ou não conversar com ela.
Por que não conseguia deixar pra lá?
Era simplesmente uma mulher – e muito linda por sinal –, mas tinham outras que, com certeza, seriam mais acessíveis. Mas não conseguia desviar seu olhar dela, de seus movimentos sensuais enquanto dançava.
Seus olhos pareciam não resistir, queriam somente apreciá-la e parece que isso foi notado pela garota que logo abriu um sorriso de canto para ele, abaixou o olhar e ainda sorrindo, mordeu seu lábio inferior sem parar um minuto de dançar.
Essa foi a deixa para ele criar coragem e se levantar para ir até lá. Uma música muito sensual começou a tocar enquanto ainda caminhava, mas em nenhum momento perderam o contato visual, criando uma ansiedade maior dentro dele. Assim que finalmente se encontraram já puxou o corpo dela pela cintura, os deixando bem próximos, e pôde ouvir uma leve risada em seu ouvido, o deixando ainda mais louco.
Ela ficou de costas para ele, o fazendo abraçá-la por trás de forma impulsiva. Começaram a dançar no ritmo da música, fazendo os movimentos juntos: subiam, desciam, rebolavam em sincronia, tentando ver quem deixava o outro mais excitado e a cada segundo o desejo de ambos só aumentava.
Sem se aguentar, já passeava suas mãos pelo corpo dela. A mulher, sentindo todo o desejo do rapaz e ficando sem ar por sentir as mãos dele em seu corpo, mordeu o pescoço dele levemente para esconder um gemido que tentava escapar.
- Você não quer ir para a minha casa? – Desesperado, sussurrou no ouvido dela.
- Para quê esperar tanto se podemos resolver esse problema agora? – O puxou pela mão passando no meio de toda gente na pista de dança a caminho do banheiro. Ao perceber o que estava prestes a acontecer, resolveu andar mais rápido, pois não sabia até quando ia aguentar ficar sem tocá-la.
A mulher chegou empurrando a porta do banheiro. Ainda de mão dada com ele, conferiu se o local estava vazio. Percebendo que sim, foi até a porta e trancou. O jogou contra a parede e começou um beijo feroz, cheio de desejo. Não demorou muito para que a pegasse no colo, aproximando ainda mais os dois corpos. Ambos estavam com um desejo ardente um pelo outro que não sabiam de onde tinha saído e também nem era hora para pensar naquilo: só sentir e curtir.
Apoiou o corpo dela na pia do banheiro para facilitar. Enquanto a beijava apertava as pernas dela, tentando colocar sua mão por dentro do vestido que usava. A garota arranhava suas costas por cima da camisa. Ele subiu suas mãos pelo corpo dela, passando pela cintura, e, chegando aos seus seios, sentiu que ela não usava sutiã.
Ótimo, uma peça a menos para tirar, pensou.
Iniciou movimentos no lugar, massageando por cima da roupa mesmo, fazendo com que ela soltasse um gemido abafado no meio do beijo. Procurou o zíper do vestido o abrindo e descendo as alças pelos ombros dela, tendo uma melhor visualização, mesmo com o ambiente meio escuro, e acesso aos seios, onde levou sua boca fazendo movimentos circulares com a língua, obrigando ela a curvar as costas para trás de prazer e o ajudando mais ainda no que estava fazendo.
sentia seu tesão cada vez maior conforme ela o tocava. Enquanto a acariciava, a garota puxava seus cabelos e passava a mão em suas costas. Tirou sua camisa para deixá-la ter mais contato com seu corpo, o que a deixou maravilhada e mais ansiosa para tocá-lo cada vez mais, aproveitando para tirar o cinto dele e abrir sua calça.
Podendo ver o volume que estava ali, levou sua mão para tocá-lo, a visão daquele homem lindo e gostoso, somente de boxer preta na sua frente era pra matar. Pegou na extensão do membro dele, apertando de leve todo o comprimento, o deixando mais excitado, então removeu a boxer dele, desceu de cima da pia e agachou na sua frente. Segurou o membro iniciando os movimentos de vai e vem com a mão e pôde ver inclinando a cabeça para trás com os olhos fechados e aproveitou para colocá-lo em sua boca, podendo ouvir o gemido que ele soltou com um misto de prazer com surpresa. Aumentou os movimentos utilizando a boca e a mão ao mesmo tempo. Ele segurou nos cabelos dela para ajudá-la puxando com um pouco de força. Não conseguia se controlar. Tentou intensificar a velocidade e logo sentiu um líquido em sua boca, então lambeu todo seu comprimento.
Ele a puxou para cima, pegou no colo a colocando de volta em cima da pia, tirou a calcinha dela, a puxou mais para frente e abriu mais suas pernas, começou explorando devagar a intimidade dela, tentando observar todas as reações que ela teria, quando a viu ficando levemente impaciente iniciou movimentos mais rápidos com a língua intercalando com leves sucções no clítoris, decidiu então introduzir um dedo nela a fazendo gemer alto. Intensificou os movimentos e a viu se contorcer cada vez mais sobre a pia do banheiro.
- Eu PRECISO de você dentro de mim, AGORA. - se levantou, a pegou no colo e colocou no chão, a virou de costas para ele.
- A visão de costas é tão bonita quanto a de frente - Com esse comentário a fez soltar uma risada que logo virou um gritinho de prazer e surpresa pela repentina introdução do membro dele dentro dela.
iniciou os movimentos devagar, só para deixá-la mais ansiosa e excitada. Colocava todo seu membro e o tirava inteiro, fez isso várias vezes até que desistiu de fazer joguinhos, porque ele mesmo já não aguentava mais. Então resolveu investir em estocadas mais rápidas e fortes, levando os dois a ficarem em êxtase e gemerem alto de prazer, sem se importarem com o local que estavam.
- Mais rápido, já to quase lá. - Tentou dizer ela, no meio dos gemidos. Com isso ele, com a ajuda da mulher, que também se movimentava para frente e para trás, tentou ser o mais rápido que pôde.
Após algum tempo, com as respirações descompassadas ainda tentando recuperar o fôlego, eles se separaram, então ela logo começou a se vestir novamente, ficou um pouco confuso, não entendia porque estava com tanta pressa.
Depois de terminar de limpar sua maquiagem borrada, a garota se virou para sair do banheiro, olhou para ver se ele já estava vestido para poder abrir a porta, mas o mesmo a interrompeu:
- Você vai sair assim? - Não a soltou e continuou a manter o olhar intenso. - Não vai pelo menos me dizer seu nome? - Não era possível que depois de tudo isso ela ia mesmo embora sem ao menos dizer seu nome, seria possível que não sentiu a mesma ligação que ele tinha sentido?
Ela largou a mão da maçaneta da porta, o olhou, pensou por um momento se valia a pena, abriu a boca para responder:
- … - Ele não entendeu nada, por que ela disse seu nome e com voz de homem? Começou a ficar assustado: - … - Sentiu seu corpo começar a chacoalhar. - .
acorda assustado e dá de cara com o chacoalhando para acordar:
- Hyung você está bem? Estava fazendo uns barulhos estranhos e está suado… Será que está doente?
Não estava conseguindo absorver o que acontecia. O que fazia ali? Como foi parar em casa? Aquela garota foi só um sonho? Não é possível, foi tão real! O que aconteceu?
Ainda com cara de espanto, se levantou e foi direto ao banheiro, resolveu tomar um banho para ver se entendia o que se passava. Colocou uma roupa qualquer e foi tomar café da manhã com seu amigo, ia aproveitar para questioná-lo se sabia de alguma coisa.
- Você sabe o que aconteceu ontem? Tô me sentindo estranho e nem sei como fui parar em casa.
- Nós dois saímos para beber, relaxar por causa dos ensaios e bebemos bastante, mas foi só isso, você falou para eu dormir na sua casa, logo que chegou deitou na cama e apagou. Por quê?
- Não sei, tive um sonho tão real… Então acordei com você me chamando, fiquei perdido, não sabia o que pensar.
- Mas você sonhou com o que? Pesadelo? - deu uma risadinha de leve.
- Não, nossa… Sonhei com uma garota incrível, linda, que tinha conhecido ela na balada e acabamos ficando no banheiro lá mesmo. - riu meio desacreditado. - Pior que pareceu tão real, senti uma ligação forte, coisas esquisitas que realmente achei que tinha acontecido, acho que tô até um pouco triste agora. - Riu sem ânimo.
não se aguentou e começou a gargalhar na cara do amigo:
- Acho que você está precisando conhecer garotas novas, essa seca não está te fazendo bem! - O amigo concordou de leve com a cabeça. Sabia que o problema não era esse, o problema seria que essa garota não ia sair tão fácil de sua cabeça. - Vamos fazer assim, vamos sair de novo hoje, mas com outro objetivo: nos divertir. Aí quem sabe você não conhece uma garota de verdade ao invés de ficar sonhando com quem não existe.
Depois que concordou com o que dissera. Não adiantaria tentar explicar para o amigo o que sentia, como tinha ficado depois daquele sonho, nunca o entenderia, então achou melhor, como era sábado, sair para jogar alguma coisa, aproveitar o dia de sol ao ar livre e encontrar os outros amigos.

***

Já no pub, com e mais dois amigos, ele não se sentia muito animado.
Não era bem isso que queria, estava cansado da semana agitada, da noite anterior e nervoso por não conseguir parar de pensar em uma garota que sequer existia. Resolveu sair mais para agradar o amigo do que por vontade própria.
Falou para os colegas que ia pegar bebida e foi até o bar para tentar ficar um pouco sozinho. Pediu uma bebida para o barman e encostou a testa no balcão enquanto esperava, meio desanimado. De repente sentiu uma presença ao seu lado, como estava com a cabeça abaixada, olhou os pés, viu um par de botas e começou a subiu o olhar, calças jeans escuras, em pernas lindas por sinal, uma blusa simples preta, cabelos castanhos presos em um rabo alto e aquele rosto lindo que jurava já ter visto em algum lugar.
Depois de algum tempo observando a garota de perfil algo de instalou dentro dele.
Não podia ser ela!
Talvez já estivesse bêbado ou só era uma peça que seu subconsciente estava pregando, mas podia jurar por tudo nesse mundo que ela era a mulher que viu em seus sonhos.
Ficou um tempo a encarando e sentindo seu corpo tremer levemente com aquela visão e uma vontade enorme de sentir se o corpo dela era do jeito que ele sonhou, até que ela percebeu e se virou para ele:
- Desculpa, perdeu alguma coisa aqui? - disse com um tom meio rude e sarcástico o olhando com desprezo.
- Me desculpa, não é isso. É que você parece muito com uma amiga minha - Tentou se desculpar, mas de uma forma surpresa e desajeitada, gesticulando com as mãos um pouco desesperado. Achou até que tinha esquecido de como era respirar. - Desculpa mesmo. - Estendeu a mão para ela. - .
A garota o olhou para a mão dele, depois o olhou de cima a baixo: até que ele não é tão mal assim… Era bem bonito por sinal. Vestia uma camiseta preta, jaqueta de couro e calça jeans escura com rasgos no joelho, cabelos escuros, um tipo bem charmoso e vamos dizer… Sexy. Teria que admitir, ficou bem interessada depois de o analisar bem, vai que hoje era seu dia de sorte, por que não dar uma chance ao destino?
- Prazer, ) - Pegou a mão dele, o cumprimentando.




Fim



Nota da autora: Assumo que estou bem nervosa porque esse é meu primeiro ficstape, então se inspirar através de uma música não é muito fácil, mas Lee Taemin nunca deixa a desejar, não é?!
Quero agradecer à Vivi por ter confiado em mim para substituí-la neste hino, que não é fácil substituir alguém tão talentosa como ela. Agradecer a Biba por ter tirado um tempo para ler a fic e me dado dicas maravilhosas e por ter me ajudado MUITO e agradecer às meninas que sempre me apoiam (Ju, Milena, Mayh, Thata e Larys), vocês são especiais!
Espero muito que gostem e super aceito críticas construtivas! <3



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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