FFOBS - 02. Ko Ko Bop, por Nana Leles

Última atualização: 26/06/2018

Capítulo Único

Shimmie shimmie Ko Ko Bop
Eu acho que gosto disso
Abaixe a sua guarda
Não fique tímida
Farei o meu caminho até o seu coração confuso
Se liberte suavemente para mim como se fosse algo familiar


Sexta-feira - 22h

Era a terceira ou quinta bebida? Ela não sabia. Não se lembrava e nem fazia questão. A situação já era atípica demais para sua cabeça e também para a maioria dos presentes naquele lugar. A primeira vez de uma “nerd” em uma dessas festas de fraternidade era sempre motivo de observação e estudos sociológicos ou antropológicos para aqueles que estão acostumados. A garota podia sentir os olhares queimando sobre si, questionadores, inquisidores. Vez ou outra, colegas de classe se aproximavam apenas para perguntar da experiência.
“Não é tão ruim.”
Ela respondeu a todos com pouca sinceridade. O ambiente era péssimo e o cheiro de maconha de baixa qualidade a enjoava. A bebida gratuita - mesmo estando um pouco quente - era talvez o único ponto positivo, em contrapartida, ver garotos se aproximando tão abusivamente de garotas estava dando-lhe nos nervos. Sorte ou azar, sua fama de rainha do gelo formada em Krav Maga espantava a maioria dos caras ali.
Isso mesmo. A maioria.
Desde o início, reparou o garoto observando-a. Não se incomodava tanto porque estava acostumada, mas o moço possuía uma face terrivelmente bela, um corpo cruelmente bem esculpido e uma personalidade desnecessariamente agradável. era muito famoso naquela universidade. Tratava-se de um dos caras mais desejados ali. A combinação perfeita entre anjo e demônio, segundo relatos das dezenas de garotas que tiveram a chance de compartilhar algo mais do que conversas com ele. Ela o conhecia de outros carnavais, no entanto, ou melhor, de outras salas de aula. Estudaram juntos durante o Ensino Médio e acabaram indo a mesma faculdade depois. Durante todos esses anos, trocaram poucas palavras, mas podia dizer que conhecia e talvez fosse até uma amiga. Mas isso não explicava o porquê, diabos, não tirara os olhos dela desde o início da festa? Não era possível que estaria realmente fazendo algum estudo sociológico, menos ainda que ele estivesse interessado nela… Certo?
- Hey. - Ela iria descobrir logo. Depois de uma irritante hora, ele finalmente havia se aproximado.
- Oi. - respondeu um tanto seca, e o rapaz riu do olhar desconfiado que ela lhe lançava.
- Calma, eu nem disse nada para me olhar assim. - A garota apenas suspirou bebendo um pouco da cerveja quente que carregava na mão direita. - O que você faz aqui?
- Uma nerd como eu não pode vir a uma festa? - Ela questionou, a sobrancelha arqueada.
- Muito pelo contrário, há tempos que eu sonho com a sua presença por aqui. - Ele disse baixinho, um sorriso de canto se abrindo, não pode deixar de acompanhá-lo curvando levemente os lábios pintados com seu melhor batom vermelho.
- Uau… Você realmente é direto. - Ela se sentiu convencida a lhe dar atenção pelos brilhos dos olhos de . Virou todo o seu corpo em direção ao rapaz, notando o olhar examinando-a dos pés à cabeça. Das botas pretas de salto médio, às meias negras e rasgadas, da saia curta demais até o decote um tanto generoso de sua blusa. Ao final da análise, ele mordeu o lábio. - mas posso o saber o motivo da sua tão sonhada espera?
- Apenas queria ter a chance de apreciar essa sua experiência ao seu lado. - Ele deu de ombros e escutou uma risada baixa vindo da garota.
- Vocês falam como se eu nunca saísse para festas. - revirou os olhos enquanto finalizava seu copo. Aquela cerveja quente já começava a lhe irritar.
- Ah, qual é! Você já disse que jamais iria “nesse tipo de rolê” e aí, aparece do nada e quer que todo mundo trate com naturalidade? - O rapaz disse entre risadas. - E falando assim, até parece que você sabe se divertir.
- Eu sei me divertir! - Ela bradou tentando competir com a música ridiculamente alta e de péssima qualidade que começou a tocar. viu a garota xingar baixinho e riu mais ainda de seu comportamento infantil. - Okay! Você me convenceu! Te proponho uma aposta…
- Sou todos ouvidos. - Ele se aproximou ainda mais, abaixando a cabeça para que pudesse escutar melhor o que ela iria dizer.
- Eu vou te mostrar como é a minha diversão e se você continuar achando que isso daqui é melhor… Te concedo um pedido.
- Qualquer coisa? - O rapaz mordeu o lábio em expectativa. Ansiava por uma oportunidade daquela há muito tempo.
- Qualquer coisa.
o admirou enquanto virava todo o conteúdo do copo que levava na boca, limpando os lábios embebedados de álcool com as costas das mãos. O sorriso que apareceu ali depois disse que ele estava pronto.

Sexta-feira - 22h47

Incapaz de evitar, eu me apaixono por você, sim sim
Fico bêbado em seus movimentos, sim, sim
Esqueça o que você sabia sobre mim por hoje
Seus instintos ocultos balançam
Vai descendo, baby

estranhou quando percebeu que estava na garupa de uma moto pilotada por andando por um dos bairros mais badalados da cidade. As luzes, o barulho, o cheiro de perfume misturado ao álcool e comidas de rua. Poucas vezes fora até aquele lugar e nunca passavam de bares famosos e boates sempre abarrotadas demais. Agora, com ela a frente, pareciam está se afundando naquele local diverso, mas ainda misterioso. Os jovens de sua faculdade nunca tiveram coragem para enfrentar a vida noturna dali, parecia… Liberdade demais.
Quando se deu por si, estava estacionando em frente a uma casa noturna. Várias pessoas estavam ali fora, fumando cigarro, sentados na calçada enquanto bebiam cerveja. Eles desceram da moto e seguiu a garota até a portaria do lugar onde dois seguranças enormes guardavam a porta.
- Hey, trouxe um amigo hoje, ? - O mais velho perguntou com um sorriso maroto.
- Yah! Trouxe um amigo mesmo. - Ela respondeu revirando os olhos. pensou que aquilo deveria ser um hábito dela. - , estudamos juntos desde o Ensino Médio.
- Muito prazer. - Educadamente, o rapaz se curvou e os dois seguranças riram pelo ar intimidado que parecia pairar ali.
- Fique à vontade, garoto. - Eles abriram a porta e os dois entraram. - Mas não muito!
ouviu o outro segurança gritar antes de fechá-los ali. riu ao perceber o arrepio que percorreu o corpo do amigo. Ela pegou o capacete que segurava desde que desceram da moto e pediu que ele lhe entregasse também a grossa jaqueta que usava. Andou até o guarda-volumes localizado no canto direito, ali, uma moça pegava os objetos e devolvia uma ficha junto com pulseiras de neon, copos personalizados e dois potes brilhantes que ele não soube identificar o conteúdo. Enquanto trocava algumas palavras com a jovem do guarda volumes, o rapaz teve a oportunidade de analisar onde estavam, mesmo com a escuridão que os envolvia. As paredes eram pintadas com frases de músicas diversas. Ele podia perceber a batida de som que vinha das escadas logo à frente. O cheiro era estranhamente agradável para uma boate e lembrava às essências de eucalipto que sua mãe costumava comprar para perfumar os banheiros de casa.
- Hey. - Ela o cutucou no braço, um sorriso maléfico em seus lábios. Ele temeu o que viria a seguir, quando ela estendeu um dos potes brilhantes a ele, junto com o copo e à pulseira.
- , que lugar é esse? Não tivemos que pagar para entrar e ainda estamos ganhando coisas legais?
- É do meu primo. - Ela disse rindo. Colocou a pulseira em seu braço e depois ajudou com a sua. - Ele sempre me deixa entrar sem pagar. Os dois seguranças lá fora também são da família. Pode ter certeza que você vai virar assunto do próximo almoço de domingo.
- Por quê? Não costuma trazer amigos aqui? - Ele sorriu pretensioso. Não perdia a oportunidade de se aproximar dela sempre que possível, furtivo e sensual. Colocou seu corpo tão perto que podia sentir a respiração quente da garota bater em seu pescoço.
- Não. - Ela sorria tão maliciosa quanto ele. - Você é o primeiro.
- Sinto-me honrado. - Os olhos dele observaram a garota abrir o tão misterioso potinho brilhante. Sorriu quando notou que aquilo era tinta neon. Divertida, ela pegou um pouco da tinta rosa e passou no rosto do rapaz. - Hey!!
Ela riu escandalosamente da reação do garoto.
- Nem tente limpar ou vai sujar ainda mais sua mão e sua cara. - Avisou antes que o braço dele fosse capaz de alcançar seu rosto. Ela se aproximou. - Hoje é a festa das cores, então vamos nos pintar com essas tintas. Vai ser divertido.
Ele riu assentindo e a garota se sentiu autorizada a voltar ao seu trabalho artístico no rosto do rapaz. Desenhou um coração na bochecha com a tinta rosa, rabiscou os braços com tinta verde e amarela. E escreveu “idiota” na nuca do rapaz. Em contrapartida, ele desenhou o símbolo XOXO no rosto da garota. Estrelas em seus braços e até colo e nas costas nuas da garota escreveu “ama ”. Após o pequeno momento de pintura, os dois finalmente desceram as escadas até o salão principal da festa. A batida eletrônica era confortável aos ouvidos de , o ritmo era gostoso e dançante e mal podia esperar para vê-la dançar. Ele se surpreendeu ao ver o tamanho do lugar. De onde estavam, ainda do alto das escadas, podia ver a multidão de pessoas cantando, dançando e pulando. Um grande telão, bem atrás do DJ, mostrava figuras abstratas e escuras que mudavam de acordo com a música. Nas laterais, mastros de pole dance com dançarinos diversos. Homens e mulheres, cis e trans, negros, brancos, asiáticos. Diversidade era a palavra chave do local e a imensidão de cores brilhantes dava um toque final à atmosfera da boate.
- Uau! Que lugar fantástico! - Ele gritou para ela quando chegaram ao salão. Ela sorriu, sincera.
- Sim! É demais! - Respondeu antes de tomar a mão dele entre as suas. - Vem, vamos pegar algo para beber antes de nos acabar na dança.
Ele concordou segurando a mão dela na sua, o toque era quente, convidativo, apertou um pouco mais querendo senti-la. Não evitou também descer o olhar para o corpo dela, o cabelo preso em um rabo de cavalo alto, as costas coloridas com o nome dele, o quadril se movendo de forma hipnotizante enquanto andava, as coxas deliciosamente roçando uma na outra. definitivamente precisava de uma bebida.
- Está muito bem acompanhada hoje, . - A mulher do balcão disse lançando um sorriso para o garoto. - Vai querer o de sempre?
- O de sempre. Você sabe que não largo minha cerveja - assentiu rindo. - E ele não é pro seu bico.
- Não se preocupe, não sou fura olho. - A garota deu uma piscadela para antes de se voltar a . - Vai beber o que, garotão?
- O mesmo dela. - Ele disse um pouco envergonhado pelo olhar que a balconista lhe lançava.
- Aqui está, bom aproveito, crianças!
Ela disse após encher o copo do rapaz. riu erguendo o copo cheio, enquanto puxava de volta a pista de dança. Apesar do volume de pessoas, o lugar era suficientemente espaçoso para deixá-los dançando confortavelmente com um copo na mão. bebia com vontade, o sorriso em seu rosto e o leve vermelho das bochechas denunciavam a pouca sobriedade da garota.
- Não acredito que deixei você me trazer de moto bêbada. - Ele gritou se aproximando de seu ouvido. Ela riu com gosto.
- Você nunca me viu bêbada, , não se preocupe. - E ela se afastou apenas para dar uma boa golada na cerveja sob o olhar analítico do rapaz.
Ele não queria confessar, mas acha o jeito despojado e provocante da garota a coisa mais sexy que já presenciou na vida. E olha que era relativamente famoso por não desperdiçar oportunidades que envolvessem coisas sensuais.
- Se continuar assim, talvez eu deva sim me preocupar.
- Esquece isso, a noite está bem longe de acabar… E nós ainda nem dançamos!
foi obrigado a concordar e, sob aquelas circunstâncias, achou melhor terminar todo o conteúdo do copo e puxá-la para dentro da pista de dança. Tinha que admitir que as músicas que tocavam ali eram infinitamente melhores do que as que costumavam tocar nas festas do campus. Mas o melhor de tudo era ver se soltando, tão perto de seu corpo. Movimentos leves, suaves, ela passava as mãos pelos quadris, subia para os seios, descia para as pernas. Aquilo estava enlouquecendo o rapaz aos poucos. Bêbado em seus gestos, sua dança. A garota era maravilhosa, especialmente, hipnotizando-o daquela forma. Com toda aquela tinta pelo corpo, ela brilhava mais do que o normal, para o fascínio do rapaz. Ele não conteve suas mãos indo de encontro à cintura dela, trazendo-a para o seu corpo e facilmente ela colou as costas no peito dele, rebolando devagar. Os braços dela se erguerem apenas pra se enlaçarem no pescoço do garoto e puxar seu rosto para baixo. Afundou-se na nuca dela e fechou os olhos, aproveitando o encaixe perfeito entre os corpos. , então, se aproveitou de sua distração para deslizar seu corpo sobre o dele, descendo até o chão. Os olhos de cravaram-se na visão da garota sentada nos calcanhares fitando-o com um sorriso malicioso, e logo ela já havia subido até ele novamente, desta vez, frente a frente.
- Não sabia que dançava assim. - Ele sussurrou em seu ouvido. Uma das mãos segurando firme a cintura dela, a outra, deslizando suavemente pelas costas, da nuca até a base.
- Pode colocar na lista das coisas que não sabia sobre mim. - Ela sussurrou de volta, um sorriso satisfeito pairava sobre os lábios terrivelmente convidativos.
se inclinou até colar a testa na dela. não desviou o olhar e o sorriso malicioso aos poucos foi sumindo, abrindo espaço para os lábios dele que não tardaram a se colar nos dela. O rapaz apertou mais a garota contra si, afundando-se ainda mais nela, em sua boca, em seu gosto. Sentia as mãos pequenas indo de encontro aos seus cabelos, puxando-os à medida que eles sorviam mais do sabor um do outro.
- Acho que já ganhei essa aposta. - Ela disse com um sorriso bobo quando se afastaram por um instante. A consciência do momento atingindo-lhes em cheio.
- Provavelmente. - viu fome no olhar do rapaz e apenas deixou que aqueles lábios a devorassem novamente.
Desta vez, não se limitando a boca, mas descendo pelo maxilar, correndo até o pescoço. Ela arfava baixo sentindo dentes rasparem em sua pele, a língua quente de acariciando o local antes que os lábios dele pudessem sugar com vontade o pescoço da garota. se derreteu em um gemido baixo, ao pé do ouvido dele e já podia se sentir enrijecendo. Como se adivinhasse, a garota desceu as mãos pelo peito dele, agarrando-se a camisa antes de beijá-lo na boca de novo. Trilhou até mais embaixo e logo podia sentir a carícia dela em seu pau. Tremeu sob seus dedos.
- Yah… Sério que vai fazer isso no meio da pista de dança? - Ele sussurrou, quase gemendo.
- Se quiser, podemos ir para um lugar mais afastado… - Ela respondeu subindo as mãos até o pescoço dele. - Parece que você tem um problema aí que precisa ser resolvido.
- Definitivamente.
E com a resposta afirmativa (e um tanto desesperada) do rapaz. Ela o pegou pela mão e o arrastou até o canto direito do local onde havia uma pequena e camuflada escada que levava a um andar superior, uma espécie de camarote ou área VIP. Uma segurança guardava o local e ela apenas sorriu para , liberando a passagem rapidamente. se sentiu um tanto constrangido, mas esqueceu-se de tudo quando foi puxado a uma saleta daquelas que só via em filmes. Daquelas que apenas pessoas poderosas são permitidas.
- Então é aqui onde traz as suas vítimas. - Ele disse observando o local enquanto ouvia à garota rir.
- Exatamente… - Ela se aproximou, furtiva. O olhar descendo pelo corpo do rapaz. Novamente, agarrou-o pela blusa, desta vez, para jogá-lo no sofá antes de subir em seu colo. - Mas não se preocupe, posso garantir que terá um tratamento VIP.
sussurrou antes de beijá-lo novamente. As mãos indo até os cabelos do rapaz, puxando-os, bagunçando-os e depois descendo pelo seu corpo, pelo peitoral definido, pelo abdômen ridiculamente sexy. Ela rebolou em seu colo enquanto descia os beijos pelo maxilar e pelo pescoço, deixando marcas suaves. arfava, perdido nos toques extraordinários da garota. Passava a mão pela sua cintura, subia pelas costas e depois descia até parar na bunda, apertando a carne com força. Ela, então, se afastou e com um sorriso quase demoníaco desceu de seu colo para ajoelhar-se no chão. A expectativa fez as mãos do rapaz suarem, seu corpo todo tremer e seu olhar ficar turvo. Devagar, ela foi até a calça do rapaz desabotoando-a de forma torturante. mordeu o lábio e cravou as mãos no tecido do sofá tentando controlar a excitação que transbordava de seu corpo. desceu o zíper e ele se ajeitou para que ela levasse para baixo sua roupa, calça e cueca.
Ele estava tão duro que a fez salivar, louca para prová-lo. Subiu o olhar para o dele enquanto, finalmente, tocava o pênis pulsante em sua frente, clamando para ser chupado. não queria admitir, mas há algum tempo ela imaginava os dois naquela situação e vê-lo tão a mercê de suas travessuras fazia sua extremidade latejar.
- Ok, meu bem, se quiser gozar hoje não vai poder me tocar enquanto eu terminar por aqui… Estamos entendidos? - Ela disse autoritária e gelou ao ouvir aquilo. o mataria com certeza.
- Porra, … Estamos. - Ele gemeu baixo, rouco e era tudo o que ela precisava antes de cair de boca.
Começou lambendo a glande, masturbando-o levemente. Ele segurou mais forte no sofá, prendendo na garganta todos os palavrões que conhecia. Ela o provocou mais um pouco, lambendo de cima abaixo, uma das mãos segurando forte a coxa do rapaz, a outra acariciava as bolas suavemente. Sem mais esperar, ela o engoliu, saboreando cada pedaço que entrava. Os movimentos, de início, eram lentos, mas se aceleraram na medida em que sentia o rapaz se excitar. Aquele era, sem dúvidas, o melhor boquete de toda a sua vida e estava louco para retribuí-lo. Fazê-la tremer em sua língua e descontar cada segundo de tortura que lhe submeteu.
estava um caos, tremendo e gemendo, tão sublime, tão arrebatado, tão seu. Era ainda melhor quando ele deixava seu nome escapar entre seus suspiros incontidos e grunhidos animalescos. respirou fundo antes de engoli-lo até o talo, controlando a respiração, e depois voltar para lamber a cabeça.
- Caralho, mulher… Eu vou gozar. - Ele avisou, passando a mão pelos cabelos suados, o olhar perdido, negro em luxúria.
assentiu, disposta a fazê-lo atingir o ápice o mais rápido possível. Masturbou-o com pressa enquanto abria a boca preparando para o que viria em pouco tempo. Não demorou. Logo ela sentiu a porra quente na boca, escorrendo pela garganta. Engoliu tudo o que podia e limpou o restante com as costas das mãos. Levantou-se com um sorriso satisfeito. Talvez, mais do que o próprio .
Mal pôs-se de pé e já era puxada pelo rapaz, os lábios dele engolindo os dela, provando de si naquela boca majestosamente talentosa. Ele se levantou agarrando-a pela cintura. Queria retribuir o “favor” o mais rápido possível, mas antes que a jogasse de volta no sofá, a garota se afastou.
- Hey, vai com calma aí. - Ela disse, brincalhona. - Nossa noite não acabou ainda. Tem mais um lugar que quero te mostrar.
- Isso pode ficar pra mais tarde, , agora é minha vez de te dar prazer. - Ele retrucou tornando a beijá-la. Ela o correspondeu por um momento antes de se separar novamente. Passou o dedão pelos lábios inchados e tentadores imaginando o que eles poderiam lhe proporcionar mais tarde.
- Você vai ter essa oportunidade. Só quero garantir que venci a aposta. Vamos lá, você vai gostar, mais do que isso aqui, eu te prometo. - Ela disse mordendo o lábio dele. gemeu em resposta concordando.
Àquela altura do campeonato, se ela o pedisse para pular de um prédio, ele o faria. Suspirou resignado enquanto via a garota o observar se vestindo. Os olhos dela brilhavam tanto que ele poderia jurar serem duas estrelas. Assim que ele estava pronto, ela o puxou para fora do lugar pela mão, prometendo ser o último (ou penúltimo) lugar da noite.

Sábado - 1h08

Na noite escura, você brilha ainda mais
Seus olhos me dizem tudo
Eu quero você nessa maravilhosa noite
Eu sei, está tudo bem, vamos começar agora

Estava escuro e um pouco frio. Pela primeira vez duvidou de que seguir poderia ser uma má ideia. A garota estacionou a moto em uma rua escondida, alarmando-a bem e impedindo de qualquer tentativa de furto. Depois, esgueirou-se por alguns becos estranhos, subindo uma ladeira considerável, até chegarem a uma espécie de praça abandonada. O lugar era extremamente mal iluminado, obtendo luz apenas das casas que deixavam suas lâmpadas externas acesas. Ainda assim, era maravilhoso. Dali, boa parte da cidade podia ser vista, e a luz que não iluminava o local, brilhava nos olhos dos jovens vindos dos prédios, lojas, comércios, boates e mais todas as coisas da cidade grande. Era um show fantástico, quase pirotécnico, considerando a quantidade de cores iluminadas.
- Céus, ! Que lugar incrível! - Ele disse dando uma boa olhada na paisagem, sendo , claro, parte dela. A garota riu genuinamente satisfeita.
- Sabia que iria gostar. - Respondeu sentando-se no gramado um pouco alto.
- Você vem aqui sozinha sempre? - sentou-se ao lado da garota.
- Para ser bem sincera, é a primeira vez que venho tão tarde. Geralmente, venho ver o pôr-do-sol. É muito bonito. Mas a vista para a cidade assim é ainda mais impressionante.
- Imagino que sim.
Eles se permitiram ficar em silêncio novamente apreciando, além de tudo, a companhia um do outro. nunca negou que se sentia atraído pela moça desde o colegial e agora que ela parecia corresponder, tornava a noite ainda mais excitante e especial. era linda, apesar de suas atitudes desinteressadas e até intimidadoras, ela sempre foi bela, forte e decidida. E mesmo sua personalidade firme, nunca aplacou seu coração bom e gentil. Talvez gostasse dela mais do que gostaria de admitir. Para ele, nunca foi a nerd gélida que todos gostavam de rotular. Ela era, no mínimo, interessante, misteriosa. E depois desta noite, ele tinha certeza que estava ainda mais curioso sobre a garota.
- No que está pensando? - Ela questionou depois que o silêncio se tornou incômodo.
- Em você. - Ele respondeu sincero. Voltou seu olhar a garota, surpresa com sua honestidade.
- Em como está perdendo a aposta? Ou que não sou bem o que dizem e imaginam?
- Os dois. Para ser sincero, eu queria muito perder essa aposta.
- Não sabia que fazia a linha submisso, não combina muito com você. - Ela sorriu de canto e ele riu baixo.
- E não faço. É só que eu sempre soube que não era o que as pessoas falavam. Desde o Ensino Médio.
Ela ficou em silêncio, observando o garoto falar. Um charme transbordante. A fez morder o lábio escondendo o primeiro sorriso tímido que ele a via dar. se sentia hipnotizada pelo rapaz, mais do que já era. Sendo um dos garotos mais bonitos desde sempre, jamais esperou tanta profundidade no rapaz. Apenas as coisas de sempre, fúteis e idiota. Mas era bom saber que estava errada.
- Sabe, olhar a cidade daqui de cima faz eu me sentir um pouco única e ao mesmo tempo insignificante. - começou olhando para o horizonte, ele acompanhou seu olhar. - Como se ela me dissesse que eu não sou o que os outros falam ou acham, quero dizer, eu sou eu. Mas… Eu também sou só mais uma pessoa perdida nessa cidade enorme.
- Mas não seria essa a beleza da humanidade? - suspirou. - Tudo e nada. Arrogância e insignificância. O que tem de mais belo senão a diversidade que nos mostra certa individualidade ao passo que evidencia essa coisa que nunca seremos suficientes por si só. O mundo é vasto demais e ainda só conseguimos pensar em nós mesmo…
- Você tem toda razão… O paradoxo é meio assustador. - disse sorrindo, virou o rosto para ele no final e mordeu o lábio. - E você fica extremamente sexy dizendo essas coisas filosóficas.
riu gostosamente, deleitando-se da imagem sensual que a garota lhe entregava apenas com um olhar e um morder de boca. Ele avançou sobre a garota, rolando as pernas na grama para ficar por cima de seu corpo, obrigando-a a se deitar.
- Eu sou bem mais que um rostinho bonito, sabe… - Ele disse aproximando-se um pouco mais.
- Oh! Eu sei disso… - Ela riu baixo, suspirando ao final. - Mas pode me lembrar disso se quiser.
E ele a beijou novamente. Desta vez, sem a euforia e a pressa faminta que o ambiente de casa noturna proporcionava. Era profundo, lento e sedutor. Queimava aos poucos e ardia fundo na alma à medida que se estendia. Quando cessou o beijo, fitou o rosto da garota, os olhos ainda fechados, a boca semi aberta, pulsando inchada e vermelha.
- Será que não podemos ir a um último lugar para terminar essa noite?
- Pensei que quisesse se aventurar mais, transar aqui mesmo. - Ela respondeu, brincalhona.
- Yah, adoraria te comer aqui, mas nesse frio sem chance de eu lhe garantir uma boa performance. - E o rapaz se levantou escutando as risadas ainda mais altas da garota. Ele estendeu sua mão. - Acredite em mim, senhorita “não sou a nerd séria que as pessoas falam”, o convencional também é bom.
- Idiota. - Ela disse ao se levantar com a ajuda dele. - Então vamos para seu apartamento.

Sábado - 2h22

Descendo, descendo, baby
Sussurre no meu ouvido
E vai descendo, descendo baby
Queime meu coração

Ele nem deu tempo a ela para olhar o local. Enquanto subiam as escadas para o terceiro andar, já beijavam-se pelos cantos. Mãos para todos os lados, safadas, sagazes. Ela suspirava apenas em sentir o desejo dele. Quando chegaram à porta do pequeno apartamento, teve dificuldades em encontrar as chaves, o que realmente soava impossível quando tinha beijando e chupando seu pescoço a todo momento. Um milagre permitiu que os dois entrassem no local, sem se soltarem um segundo sequer. As roupas iam ficando pelo caminho. Casacos, blusas, sapatos, meias. No momento que alcançaram o quarto do rapaz, vestia seu sutiã, a saia e a calcinha, enquanto permanecia com uma calça desabotoada e a cueca à mostra.
- Agora é minha vez de te provar. - Ele disse antes de empurrá-la para a cama. Ela quicou uma vez na cama, antes de sentir as mãos dele em suas pernas, descendo o zíper da saia e arrancando-a.
Ela mesma tirou o sutiã enquanto o rapaz a massageava por cima da calcinha, sentindo sua umidade se esparramar até atingir seus dedos. Tirou a última peça e contemplou a garota completamente nua a sua frente. Era linda e achou que poderia ficar olhando aquilo pelo resto da vida. Mas estava tão louco pelo seu gosto que despertou de seu devaneio rapidamente, ajoelhando-se na cama e encarando a vagina encharcada da garota. Beijou o interior das coxas e podia sentir tremendo em antecipação, subiu devagar, como ela havia feito antes. Torturante.
- Anda logo com isso, . - Ela rosnou, os olhos fechados, a cabeça jogada para trás. fechou a mão nos cabelos dele trazendo-o para mais perto.
Sentiu a respiração quente entre suas pernas e a vibração da leve risada que ele deixou escapar antes de encontrar seu meio com a língua. Foi diretamente ao clitóris, lambendo suavemente e arrancando os mais profundos suspiros da garota. Desceu para a entrada sorvendo seus líquidos, antes de voltar à atenção para o ponto pulsante de prazer da garota. Finalmente, deleitou-se. Lambia, chupava, brincava. Fazia de tudo para tê-la gritando seu nome em satisfação. E ela o fazia. A cada vez que ele acertava o ponto certo de seu regozijo. Ficou ainda pior quando ele enfiou dois dedos, metendo devagar, ela gemeu lânguido. As duas mãos segurando os cabelos dele enquanto o rapaz aumentava o ritmo. Concentrando a língua no clitóris e sem parar seus movimentos, ela não demorou a gozar.
Satisfeito, o rapaz se levantou devagar, os dedos melados pelo líquido dela. Botou-os na boca e sorveu tudo. Talvez a imagem mais erótica que já havia presenciado em toda sua vida. Aquele homem seria a morte para ela. O caminho certo para inferno. E ela já estava tão entregue que não se importava nem um pouquinho em abraçar o capeta. , então, se levantou indo até ele, beijando-o com força. Mordendo-lhe os lábios vez ou outra. E ele correspondia com a mesma violência. Puxando os cabelos, arranhando as costas, trilhando linhas e linhas vermelhas pela pele da garota. As mãos dela desceram para sua calça pela segunda vez naquela noite. estava ainda mais excitado do que antes, se é que aquilo era possível.
- Eu te quero, agora. - Ela sussurrou, o olhar preso no dele enquanto puxava o restante de suas roupas para baixo. Ele riu, a mão acariciando o rosto, o dedão passando pela boca dela. abriu os lábios para lambê-lo brevemente, provocativa.
- Você acabou de gozar e já quer mais… - Ele murmurou de volta, estava louco para tomá-la, mas fomentar o desejo que escorria pelos olhos dela, pelo meio de suas pernas, era ainda melhor. - Tem certeza que aguenta?
- Não brinque comigo, . - Ela rosnou revirando os olhos.
- Certo… Então, de quatro. Agora. - sorriu de lado e ela demorou dois segundos para processar o pedido dele, sorriu antes de se posicionar na cama.
Ele foi ao criado e pegou uma camisinha, abriu e logo, deslizou o preservativo em seu membro. Mal podia esperar para comê-la naquela posição. voltou a cama e observou a garota por um breve momento, a visão de sua bunda empinada era o próprio paraíso. Ele deu um tapa ali antes de acariciá-la levemente. Os dedos voltaram a sua entrada penetrando-a um pouco mais.
- Está encharcada… - Ele passou os dedos molhados pelas costas dela até chegar a base de seu pescoço, forçando-a para baixo. - Eu disse que não fazia a linha submisso…
- Está sendo uma ótima surpresa…
cortou sua fala quando sentiu entrar e se permitiu soltar o mais longo e alto gemido até então. Agarrou-se mais forte nos lençóis. O rapaz não tinha piedade e não se demorou em estocadas lentas, ela já estava molhada demais para esperar. Ele era ávido, forte, segurando-a pela cintura e metendo rápido em si, delirando. Sentia-o tão fundo, tão quente. Atingindo pontos que ela duvidava da existência até agora. Era bom. Bom demais. E finalmente entendeu o motivo de tantas garotas quase se matarem para ter um gosto daquilo.
escorregou uma de suas mãos para baixo dela, apertando-lhe o seio, brincando com o mamilo, ele se inclinou para frente e passou a beijar as costas da garota, distribuindo chupões por toda a pele. Estava tão apertada e molhada. Ele se derretia dentro dela, em seu calor descomunal e estarrecedor. Tê-la. Tão dele. Era como um sonho. Aquele que vinha reproduzindo em sua cabeça desde que a conheceu no colégio. a desejava tanto. Queria tanto. Exigia tanto. E lhe dava tudo.
Sentiu que ia gozar logo e, desesperado, desceu uma mão para o meio das pernas dela, encontrando o clitóris. Seu toque caótico a fazia gritar. Gritar seu nome. Nada mais delicioso do que ouvir aquilo enquanto ela sentia sua cavidade se apertar. Ela veio em um gemido mudo, sem forças. Tremendo as pernas e quase não se aguentando na posição e ele se sentiu livre para derramar seu prazer pela segunda vez naquela noite. Ainda sentindo os espasmos que o corpo dela dava, contraindo em volta de si. nunca tinha gozado tanto em sua vida e apenas se retirou dela porque não havia jeito. Poderia passar a eternidade dentro daquela garota. Exausta. se esparramou na cama que era dele. Nua, suada, molhada. O rapaz se levantou indo ao banheiro para se limpar, de lá, trouxe uma toalha úmida e limpou o corpo dela antes de se juntar a ele. A garota sorriu docemente com os cuidados do rapaz. Não esperava menos, no entanto. O breve silêncio era confortável e serviu para que retomassem o raciocínio e o ar.
Pela primeira vez que entrou naquele quarto, sentiu frio. percebeu o corpo arrepiado da garota e tratou de ajudá-la a se enfiar debaixo dos lençóis indo junto com ela. Abraçou a menina, trazendo-a para o peito. Ela sentiu o coração dele ainda disparado sob sua mão.
- E então, eu venci nossa aposta? - Ela começou desenhando coisas abstratas na pele dele, olhou para cima e encontrou o sorriso satisfeito do garoto.
- Você está me zoando? - Ele riu. A mão livre tirando os cabelos suados da própria testa. - É claro que sim.
- Hm… Ótimo. - Ela murmurou, um sorriso malicioso plantado nos lábios inchados. - E o que eu ganho?
- Um pedido. Qualquer coisa.
- Qualquer coisa?
- Qualquer coisa.
Ela se sentiu empolgada e mesmo tempo completamente dolorida, esforçou-se para montar em cima do rapaz, descendo a boca para o ouvido dele.
- Certo, então que tal testarmos aquela coisa de você ser submisso ou não? - arregalou os olhos, um milhão de coisas passando em sua mente, nem todas agradáveis. segurou o riso da expressão desesperada que o rapaz fazia.
- Yah… Vamos com calma. Temos que considerar que nós, pobres universitários frequentadores de festas da fraternidade com música ruim e cerveja quente, não temos dinheiro para uma diversão do seu nível, … Talvez devêssemos reconsiderar a aposta.
- Aãhn Aãhn. A aposta era ver se a minha diversão é melhor. E é. Logo eu tenho direito a esse pedido…
Ele suspirou dando-se por vencido e viu a garota comemorar voltando a se deitar ao lado dele.
- Uma condição. - Ela concordou e ele se virou completamente a ela, uma das mãos acariciando os cabelos que insistiam em cair em sua face. - Vamos fazer outra aposta… Quem se apaixonar primeiro, concede um desejo do outro.
se perdeu por alguns segundos naquelas palavras e se sentiu envergonhada o bastante para corar. Ainda assim, não resistiu em acabar com a pouca distância entre eles e beijá-lo. Lento, suave. sorriu com sua boca colada a dela e agarrando o corpo da garota novamente soube: já havia perdido.
We going Ko Ko Bop




Fim



Nota da autora: Quando peguei essa música, eu já tinha um plot mais ou menos pronto. Então lembrei do meu último aniversário e do comentário que meu amigo fez na festa "isso aqui é coisa de outro mundo". E depois ele passou dias falando da festa. Toda essa surpresa serviu de base pro enredo da fanfic. Eu queria explorar essa música sensual de um jeito um pouquinho cômico, talvez. Ao invés de apenas focar no "going down". Provavelmente, não consegui. Mas espero que gostem. Também é a primeira restrita que publico aqui, portanto cada opinião é muito importante. XOXO



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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