Última atualização: 18/10/2017

Capítulo Único

“설명하기어려워
(É tão difícil explicar)
그녀뭐야대체뭔데
(Quem é ela? O que é ela?)”


apoiou o queixo nas mãos ao descansar os cotovelos na mesa, em seu café preferido em Gangnam. No segundo andar, enquanto esperava sozinha a chegada de seu pedido, ela se sentia grata por aquele pequeno lugar – que cheirava alfazema e canela – ainda não ter sido engolido pelos outros estabelecimentos maiores e mais luxuosos que se multiplicavam a cada ano. O simplório café funcionava espremido entre uma doceria internacional famosa e uma rede de fast-food norte-americana. Era uma concorrência feroz para um negócio familiar de anos, que tinha como trunfo apenas o seu caráter tradicional, que atraía – com certa sorte – os turistas preocupados em experimentar mais fielmente o sabor local ou aqueles que ainda não encontraram os equivalentes de marcas famosas para os tradicionais doces sul-coreanos.
Pela vidraça frontal ela podia ver as luzes chamativas tomarem conta da rua conforme anoitecia e as pessoas caminharem pelas calçadas lotadas do sempre frenético distrito ao sul do rio Han. Gangnam era brilhante e intenso, o total oposto do distrito residencial em que vivia, e era por isso que gostava tanto de se sentar naquele exato lugar todas as vezes que ia até ali. Mesmo depois de algum tempo, ainda era fascinante.
Sua atenção foi desviada assim que a jovem atendente se aproximou com seus pedidos. A mulher lhe sorriu em agradecimento ao que a outra gentilmente arrumou sobre a mesa o chá, a torta doce e os biscoitos decorados.
– Algo mais? – a atendente lhe sorriu, reconhecendo a cliente assídua, e colocou as mãos no bolso frontal do avental verde musgo.
– Por enquanto é só isso. – sorriu de volta, achando adorável como as mechas verdes no cabelo liso da garota combinavam com toda a decoração do local – Muito obrigada.
Com uma breve inclinação de cabeça a moça a deixou sozinha novamente e aproveitou para imediatamente despejar a água fervente em sua xícara, vendo o amarelado da camomila colorir o interior da louça branca. Sequer teve tempo do primeiro gole, no entanto, pois logo seu notebook apitou um alerta, indicando que um dos amigos estava disponível para a conferência de vídeo. Uma sensação de frio se despertou em seu ventre e ela se lembrou do porquê de ter pedido um chá com propriedades calmantes.
– Finalmente! – ela disse sem ter certeza de que era ouvida, enquanto arrumava o objeto para mais perto de si, de forma que a câmera pudesse capturá-la, e encaixava os fones de ouvido.
, eu vou te matar! – o amigo disse do outro lado e ela riu ao escutar sua voz tão familiar – Que novidade é essa?!
– Calma! – ela segurou a xícara nas mãos e sorveu um gole do chá depois de soprá-lo levemente – A deve estar entrando também.
– Como você está? – ele perguntou, também sorrindo e se aconchegando no que parecia ser seu sofá – E a Yerim?
– Estou bem, amigo! – ela sorriu de novo e ele pôde perceber um algo a mais que havia aprendido a decifrar em tantos anos de amizade, ou seja, a notícia deveria ser mesmo boa – Yerim não vem – ela deu de ombros, tentando não se sentir tão decepcionada –, ela recebeu uma chamada pra um trabalho urgente não muito longe daqui, na verdade. Foi substituir um amigo fotógrafo em um casamento. Eu conto tudo pra ela depois!
mordeu um biscoito na pausa e o notebook piscou novamente, abrindo mais uma janela de vídeo e logo a outra amiga apareceu na tela.
– Vocês já começaram sem mim? – perguntou, caminhando com o notebook nas mãos até se acomodar em sua cama – Ridículos! Qual é a novidade?
Os três amigos riram e encararam suas imagens nas telas dos respectivos aparelhos eletrônicos, cada um em um lugar diferente do globo. em Seul, onde fazia seu mestrado. Noel em Barcelona, onde concluía também os estudos para seu título de mestre. falava de Shanghai, cidade de seus sonhos e que a abrigava enquanto estudava sua primeira modalidade de pós-graduação. Apesar dos tropeços e pausas nada planejadas durante o percurso, eles seguiam suas vidas e suas carreiras da melhor forma que podiam.
– A , que fez o favor de me deixar morto de curiosidade, ainda não disse nada!
A mais velha riu novamente, quase se engasgando com o chá, e tossiu algumas vezes antes de respirar fundo para começar a falar.
– Tô com medo de ter feito tempestade em copo d’água – ela fez uma careta, mordiscando mais um biscoito –, talvez não seja algo tão importante assim. Quer dizer, ainda não é, mas-
, fala logo! – a amiga lhe interrompeu, fazendo o outro rir.
riu nervosa e tomou mais um gole do chá antes de contar.
– Vocês lembram de Zhou Meili, certo? – ela se referiu à amiga chinesa que também alugava um apartamento onde ela morava – E que ela é possivelmente a maior stalker de idols que existe nesse país, né?
– Duvido! – protestou, rindo.
– Tá, mas o que tem ela? – Noel a apressou – Ela conseguiu o telefone do Yoongi, por acaso? – ele arriscou, de brincadeira, fazendo as outras duas rirem.
– Quem me dera! – colocou a mão no peito – Ela ainda não conseguiu essa façanha, mas espero que um dia-
! – chamou sua atenção para o foco novamente, fazendo-a gargalhar.
– Certo, certo! – ela abanou as mãos, se concentrando – Vocês sabem como é, essas meninas de fansites acabam conhecendo gente em tudo quanto é lugar e sabendo de coisas que ninguém sabe. – ela espetou um pedaço da torta e enfiou na boca antes de voltar a contar – Meili ficou sabendo sobre um comeback essa semana e o conceito por trás dele envolve, de certa forma, minha pesquisa atual.
Noel conteve o ímpeto de roer as unhas e torceu os lábios, em uma expressão afiada que era tão comum a ela.
– A pessoa que compartilhou a informação trabalha em um dos terceirizados da empresa e possivelmente eles já estão com os meus dados por intermédio de uma agência de empregos. – ela sorriu, animada, esfregando as mãos e as juntando em frente ao corpo.
, porra! – a amiga exclamou novamente – Fala logo qual o grupo!
e Noel riram diante da curiosidade da outra. Havia algum tempo desde que tinha deixado de acompanhar com tanto vigor os grupos de KPOP, mas todos sabiam que ela ainda mantinha o amor, especialmente pelo seu grupo favorito, BIGBANG.
– RedVelvet! – a mais velha se remexeu na cadeira, sorrindo.
– Puta merda! – o amigo exclamou, de olhos arregalados – Você vai conhecer a Joy?
, isso é... – ficou boquiaberta – Caramba! Trabalhar na S.M., é isso?
A mulher riu novamente, nervosa, e enfiou mais um pedaço de torta na boca. Aquela possibilidade fazia seu estômago revirar em ansiedade e sua fangirl interna gritar por liberdade. Ela sabia, no entanto, que precisava ser cautelosa.
– Gente, calma! – ela riu fraco – Eu ainda não fui contratada nem nada do tipo. Posso não ser chamada. – ela deu de ombros, tomando mais um gole do chá – Só que o conceito por trás do comeback das meninas gira em torno de um tema – ela se aproximou ainda mais do computador e falou mais baixo –, que segundo a Meili é "All my girls around the world" e...
– É perfeito pro tema da tua dissertação! – Noel completou, rindo incrédulo.
– Eles obviamente querem introduzir conceitos feministas e fazer um apanhado sobre as identidades de meninas ao redor do mundo e, gente, eu estou escrevendo sobre isso!
– Amiga – começou, também animada –, eles vão te chamar! Nem acredito que alguém vai finalmente fazer algo que preste naquela empresa! – ela alfinetou e todos riram juntos em seguida.
– É isso, ! – Noel continuou – Você vai contribuir pro sucesso do capitalismo, mas quem liga? Pelo menos vai conhecer o Taemin.
Eles gargalharam e se remexeu na cadeira novamente. Aquela era mais uma grande possível realização que Seul transformava em uma possibilidade real.
– Quem me dera! – ela sorriu – Meili disse que é provável que, caso aconteça, eu sequer veja um idol na minha frente.
– Nem as meninas? – perguntou, usando um tom desanimado de repente.
– Nem elas. – fez um bico, pensando no quão adorável seria conhecer o quinteto – Segundo Meili essas coisas são discutidas com os grupos pelas pela equipe mais próxima deles. Eu lidaria somente com a equipe de criação.
– Amiga, sempre existe a possibilidade de pegar o elevador e invadir sem querer a sala de práticas do EXO e tropeçar no colo do Chanyeol. – Noel falou, fazendo as duas gargalharem novamente.
Assim que se recuperaram das risadas, comeu um pouco mais do doce, ouvindo a amiga falar.
– Vai dar certo, ! – ela sorriu na tela.
– Espero que sim, gente! – ela apertou os lábios – Por enquanto eu só tô achando isso muito louco. Vocês precisam vir logo pra cá!
– Amiga, eu tô tentando! – Noel riu, falando sobre suas tentativas em encontrar uma universidade asiática que pudesse atender seus interesses acadêmicos atuais.
– E eu nem acredito que vou estar aí em alguns meses! – exclamou, sorrindo.
Sua modalidade de mestrado lhe permitia um ano em cada país. Depois do primeiro na China, chegava a hora de embarcar na Coréia do Sul.
– Parece um sonho... – comentou, se sentindo subitamente emocionada.
– Viva seu sonho enquanto eu pesquiso aqui o quanto posso ganhar por vazar informações exclusivas do comeback de Red Velvet. – o rapaz brincou, fazendo as duas rirem – O quê? Cada um dentro das suas possibilidades, né?
Eles continuaram rindo e pela próxima hora conversaram sobre trivialidades que estavam acostumados, fazendo o possível para manter os laços bem atados mesmo com a distância e o tempo. Felizmente, vinha dando certo.

[...]


respirou aliviada quando a campainha apitou, fazendo-a percorrer o pequeno caminho de seu quarto até a sala em poucos segundos.
A jovem mulher morava de aluguel nos altos de uma casa aconchegante em uma vila residencial tranquila e silenciosa. Sua senhoria mantinha um belo jardim frontal que combinava com todas as pequenas plantinhas que suas inquilinas, todas mulheres, mantinham no espaço adequado das varandas. O lugar de três cômodos que ela se sentia feliz em chamar de lar já possuía os traços de sua personalidade em cada cantinho. Os móveis de madeira amarela davam um tom rústico e simplório que ela tanto gostava e o aroma de sândalo chegava a todos os cômodos graças ao incenso que queimava na mesinha de centro da sala. Quando olhava ao redor, sentia um formigamento gostoso no peito, que era parte da satisfação de ter um lugar só seu do jeito que queria, no aconchego da simplicidade que ela tanto prezava.
Sem sequer olhar quem era na pequena tela de segurança do alarme, abriu a porta e encontrou Meili lhe dando um sorriso animado. Seu rosto redondo e as bochechas altas lhe davam uma expressão fofa quando ela sorria, que combinava perfeitamente com seu cabelo liso e curtinho, com uma franja milimetricamente bem cortada.
– Preparada? – ela perguntou, já entrando quando a amiga lhe deu espaço.
Antes de subir os pequenos degraus até a sala, a jovem chinesa retirou as botas e caminhou de meias pelo chão de madeira polida. Sentou-se no sofá com a mochila no colo e encarou a outra que parou em sua frente, de pé.
– Honestamente? – fez a pergunta retórica, mordendo os lábios enquanto gesticulava para seu corpo – Minha maior preocupação no momento é se estou bem vestida. Me ajuda, Mei!
A amiga riu, a olhando de cima a baixo. sempre reclamava de seu problema em combinar roupas, mas Meili não achava nada ruim. Quando se tratava de trabalho seu estilo era muito classy e a deixava com uma aparência de mandona que era até engraçada quando se conhecia a jovem e seu espírito pacífico tão bem.
– Você está ótima, ! – ela riu ao ver a careta da outra – Excelente escolha de cores, inclusive.
vestia uma blusa branca de seda com uma gola alta e uma saia azul marinho que se ajustava perfeitamente em suas curvas da cintura até os joelhos, com uma pequena fenda do lado direito. Seus pés ainda estavam descalços, mas assim que ela colocasse seus saltos estaria pronta para liderar qualquer coisa.
– Jura? – olhou para si mesma, apertando os lábios – Você sabe que confio no seu gosto.
– Já disse que está maravilhosa! HyukJae se apaixonaria... – Mei mencionou o integrante do Super Junior e deu um gritinho, fazendo-a gargalhar.
– Não fala essas coisas! – ela apontou em sua direção, caminhando de volta ao quarto, sendo seguida pela amiga – Estou tentando me concentrar!
– Foi só um incentivo! – ela continuou rindo – E quanto a todo o resto? – jogou-se na cama de casal enquanto via colocar os brincos – Preparada para encarar uma sala de reuniões com um bando de gente falando alto numa língua que não é seu idioma materno?
a encarou com a expressão estupefata e parou o batom nude no meio do caminho até os lábios.
– Você tá querendo me incentivar ou me colocar medo?
Meili gargalhou do jeitinho engraçado que fazia e a amiga não conteve o sorriso.
– Estou ajudando você! Um pouco de pressão às vezes é bom. – ela deu de ombros, encarando pelo espelho da cômoda oposta à cama – Minha avó sempre dizia que se você está preparada para o pior, o que vier é aturável.
se virou para ela, respirando fundo depois de pegar os sapatos de salto no compartimento adequado do guarda-roupa. Estava pronta.
– Sua avó tinha razão. E quer saber? – parou na porta, virando para Meili que já levantava – Nenhum coreaninho vai me colocar pra baixo na minha área de competência.
As duas riram juntas enquanto caminhavam de volta a sala e pegavam suas coisas para irem até o carro da chinesa.
– Isso aí! Maior empresa de entretenimento da Coréia do Sul? – Meili a olhou com a expressão divertidamente desdenhosa – Quem liga!
Ainda rindo, as duas mulheres passaram pela porta e desceram o lance de escadas até o jardim, passando pelo caminho de pedras até o estacionamento coberto onde o veículo estava estacionado.
– Você vai me levar sempre ou isso é só cortesia do primeiro dia? – perguntou enquanto colocava o cinto e olhava divertida para a mulher ao seu lado, que começava a ligar o carro.
– Viajo na quarta, mas você pode usar o carro. – Meili lhe sorriu assim que começou a manobrar para sair da garagem – Considere meu presente pelo novo trabalho!
– Você não existe! – exclamou, prolongando a última palavra enquanto se esticava para abraçar a amiga de lado – Vou torcer pro Jinki te pedir em casamento dessa vez!
Meili gargalhou e soltou um provérbio chinês equivalente ao “Deus te ouça!”, fazendo a amiga rir. Ela era uma fã dedicada de SHINee. Mantinha um fansite deles há uns bons cinco anos e havia vindo de Tianjin, uma belíssima cidade chinesa banhada pelo Pacífico, para fazer universidade em Seul e ficar mais perto dos ídolos. Constantemente viajava para acompanhá-los em seus shows e nos mais variados eventos. As apresentações do grupo no Japão eram o motivo da viagem da jovem naquela semana.
Assim que elas ganharam a rua, esticou o braço para dar play na lista de músicas do celular da amiga, que já estava conectado ao som do carro. Quando o som da bateria inicial de D-Day encheu o pequeno espaço, as duas se olharam por alguns segundos, sorrindo.
– Acho que isso quer dizer boa sorte, .
Há uma semana havia passado pela entrevista para consultora de tema da S.M. Entertainment. Modéstia a parte, nada naquele modelo intimidador de teste a abalou. Quatro pessoas com expressões nada amigáveis lhe fazendo perguntas difíceis? Nada que ela já não tivesse enfrentado antes. Era competente no que escolhera para fazer e a consequência disso fora a resposta que recebera dias depois, fazendo que com no final daquela mesma semana estivesse assinando um contrato extremamente complexo para um emprego não permanente. Quase rolou os olhos diante da advogada para o tanto de incisos e letras miúdas. Eles deveriam ter tido péssimas experiências anteriores porque, sinceramente, a única coisa que poderia vazar dali seriam nudes. Só entre seus amigos próximos, inclusive. Ela achava, no entanto, que eles dificilmente teriam aquele tipo de material disponível. O que era uma pena.
O contrato duraria apenas um mês, bem no fim da primavera, já que o comeback estava previsto para o auge do verão.
O frio na barriga veio borbulhante quando ela se viu diante do enorme edifício azul. Precisou respirar fundo antes de caminhar firmemente até a entrada, segurando a bolsa no ombro direito e sua pasta nos braços. Quando passou pela porta automática após ser cumprimentada cordialmente pelo segurança, tudo ali pareceu novo e grandioso, como se estivesse vendo pela primeira vez.
Nada naquele primeiro dia, no entanto, a prepararia para o que viria dois dias depois.
já arriscaria dizer que estava habituada aquela nova e provisória rotina. A sala de reuniões do décimo andar já lhe era familiar, assim como os rostos dos roteiristas, liricistas e diretores de arte. Em um intervalo após tomarem decisões importantes acerca da escolha do cast para o MV da faixa-título, respeitando a diversidade que o tema pedia, a jovem decidiu descer até o café do térreo e parar de resistir ao cheirinho maravilhoso que emanava de lá sempre que passava por perto. Segurou a bolsa de mão marrom debaixo do braço e adentrou o elevador, ouvindo a voz eletrônica anunciar a descida.
Apoiada na parede fria de aço, seus olhos estavam fechados pela sonolência e pelo leve cansaço. Seu corpo clamava por um bom café. Estava pensando se pediria um cappuccino ou um expresso quando a máquina anunciou uma parada no caminho. Arrumou a postura e deu uma olhada nas notificações que apreciam na tela do celular ao que a porta se abriu, trazendo para dentro o barulho de vozes e risadas altas, o que fez com que ela levantasse o rosto para encarar quem eram os escandalosos.
No instante seguinte sua mão livre apertou a barra de aço em que estava apoiada, como forma de enviar a reação para qualquer outra parte do corpo que não o seu rosto.
Puta merda.
Baekhyun, Chanyeol e Jongdae passaram pela entrada sem realmente perceberem que havia alguém dentro. Os dois riam de algo que Chanyeol teatralmente contava, gesticulando o tempo todo. Foi apenas quando o staff que os acompanhava cumprimentou a mulher de pé no canto oposto é que eles a viram, parando o falatório quase de imediato e pedindo desculpas, especialmente por ser alguém que eles não conheciam e não tinham visto antes pela empresa antes.
abaixou o rosto para esconder o sorriso que quis rasgar seus lábios ao ouvir os repedidos chesongamnida direcionados a ela. A mulher os encarou por breves segundos antes de inclinar a cabeça para baixo, indicando que estava tudo bem, e depois voltou a encarar a tela do celular, sem realmente prestar atenção em qualquer coisa que saltava dali.
Não é como se não tivesse os visto antes. Depois que chegara a Coréia já havia ido a um par de shows e festivais, mas nada se comparava a estar tão perto deles. Como eles conseguiam ser tão bonitos em roupas tão casuais? Quis mandar uma mensagem aos amigos imediatamente, mas achou melhor esperar sair dali.
Chanyeol encarou Baekhyun como se perguntasse quem era aquela, mas o mais velho apenas deu de ombros e continuou a mexer no celular. Jongdae, no entanto, não conseguiu tirar os olhos dela. Algo naquela figura bela e altiva chamou sua atenção de forma que, mesmo que ele soubesse que não era muito educado encará-la tão fixamente, ele foi incapaz de não fazê-lo. Nada nela parecia simples, desde seu penteado arrumado para cima, até seu vestido branco justo e seu grande colar marrom, que lhe destacava o colo de uma forma muito atrativa. Nada daquilo se comparou ao momento em que ela tirou a atenção do celular e levantou os seus belos olhos até os dele. Jongdae não precisou quebrar o contato visual para saber que a mulher sorria, mas era um sorriso de quem lhe havia pegado a encarando.
sentiu o corpo esquentar por estar sob o olhar atento dele e achou que nada seria mais adorável do que a forma como ele corou, baixando o rosto logo em seguida.
Assim que as portas se abriram no térreo percebeu que eles desceriam até o subsolo, onde ficava o estacionamento, então passou por eles e os cumprimentou, se despedindo, fazendo o que podia para manter-se normal diante dos idols que metade daquele país venerava. Ela precisava preservar seu emprego, afinal.
– Annyongikaseyo! – ela sorriu e fez a mesura, passando entre a porta e soltando o ar que nem percebera que havia prendido assim que a mesma se fechou.
Precisava falar com os amigos.
Enquanto desciam até o estacionamento, Jongdae olhou para os outros dois e soltou a única pergunta que lhe importava no momento.
– Quem é ela?

[...]


A princípio precisou dizer a Meili que ela estava errada sobre a possibilidade da amiga não ver um idol sequer naquele mês que passaria na S.M. Depois do encontro no elevador ela frequentemente topava com alguns dos membros do EXO e para seu deleite pessoal, Kim Jongdae sempre estava entre eles.
Sempre que ela o via encontrava algo de novo para reparar. As curvas adoráveis que seus lábios faziam nos cantos quando ele sorria, seu queixo angular e atraente ou os pequenos sinais que ele tinha próximo a têmpora e a bochecha esquerda.
– Não é coincidência.
A mulher falou de forma assertiva assim que parou no sinal vermelho e encarou a amiga no banco do passageiro. a olhou de volta com uma sobrancelha arqueada, instigando-a a continuar.
– Qual é, ! – ela soltou um risinho esperto – Quais as chances de você encontrá-los várias vezes e em todas Jongdae estar presente?
– Meili...
– É sério! – ela riu novamente, voltando a dirigir – Na primeira vez, tudo bem, mas simplesmente sorte em todas as outras?
– Não continua! – começou a rir, ficando subitamente nervosa – A minha mente já é fértil o suficiente pra você piorar a situação.
– Ele gostou de você e forçou todos os outros inesperados encontros, não é óbvio? – a chinesa continuou, ignorando a amiga – , sério. Uma conhecida começou a trabalhar como maquiadora na YG e o maior motivo dela foi um integrante do iKON. Sabe quanto tempo ela levou até vê-lo pela primeira vez? Meses! E pela segunda? Vários outros meses!
– Eu odeio você! – implicou, cruzando os braços e tentando não se agitar.
Ela queria muito acreditar em tudo que a amiga dizia, mas ela precisava se manter racional. Em poucos dias seu trabalho naquela empresa estaria terminado e não teriam mais encontros possivelmente casuais para que elas discutissem.
– Você me ama! – Meili estacionou no acostamento do lado oposto da rua antes de voltar a encarar a mulher ao seu lado – E vai honrar ainda mais o amor que eu tenho por você quando encontrá-lo de novo.
– Como assim?
– Seja a mulher incrível que eu sei que você é e o chame para sair! – riu descrente e balançou a cabeça quando viu que Meili falava sério – É sua última semana.
estava concentrada analisando o roteiro final quando o diretor de produção voltou à sala, anunciando visitantes.
– Pessoal, pessoal! – ele chamou, sorrindo, e deixou um riso escapar por achar engraçado como o rosto daquele senhor baixinho ficava quando ele mantinha uma expressão animada – Algumas pessoas vieram aqui pessoalmente agradecerem pelo trabalho de vocês!
Dizendo isso, ele apontou com os braços curtos para a porta de vidro da sala e todos sentados à mesa de reuniões direcionaram seus olhares para lá até verem as figuras de cinco meninas sorridentes entrarem.
não conteve a expressão de surpresa ao ver Joohyun timidamente saudá-los, sendo seguida pelas outras quatro. Eram absurdamente lindas daquela curta distância e sorriu, maravilhada.
– Queríamos pessoalmente agradecer pelo trabalho árduo de todos vocês! – a líder se curvou primeiro ao que todas as outras a imitaram.
– Vamos igualmente nos esforçar para honrar o esforço de todos! – Seunghwan tomou a frente, sorrindo animada e fazendo questão e olhar para cada um na sala.
– Red Velveth waiting! – alguém gritou, fazendo as meninas rirem e aplaudirem a equipe.
Todos se levantaram e as cumprimentaram quando elas se despediram e saíram na companhia do manager. não poderia achá-las mais adoráveis.
Um intervalo foi dado à equipe logo em seguida e só desviou os olhos do celular, onde contava a novidade aos amigos, quando Lee Yoomi – roteirista da empresa e com quem tinha tecido certa intimidade e amizade – lhe cutucou e a convidou para saírem da sala por um tempo.
Seguiram pelos corredores do andar, que estavam muito mais movimentados naquele dia, até uma área aberta para fumantes, onde a mulher com os cabelos tingidos de loiro retirou da bolsa o cigarro e um isqueiro, levando a ponta do filtro até a boca para acendê-lo.
– Você vai para o karaokê, não é? – Yoomi perguntou, encarando-a enquanto expelia a fumaça de lado.
Toda a equipe de criação estava planejando um encontro naquela sexta-feira para comemorarem o fim da primeira parte da produção e para se despedirem dos profissionais temporários. deixou de encarar as ruas largas abaixo para lançar um olhar divertido à mulher ao seu lado.
– E você acha que eu vou poder o senhor Kwan cantando KPOP depois de umas doses de cerveja de arroz? – ela arqueou uma sobrancelha para a outra, que ria.
– Torça para ele ficar bêbado o suficiente para cantar I got a boy.
Ela se referiu ao sucesso de SNSD e gargalhou ao imaginar a cena, voltando a olhar para a cidade abaixo de si, distraindo-se por um tempo.
– Vou pegar um café e já volto! – assentiu e olhou para a outra no momento em que ela lhe lançou um olhar divertido ao continuar a falar – Deixo você em boa companhia... – ela cantarolou, seguindo pelo corredor antes que pudesse responder.
Um riso anasalado de compreensão saiu assim que ela olhou adiante e viu os dois Kim, Minseok e Jongdae, caminhando na direção em que estava.
-ssi – ele se curvou ligeiramente para cumprimentá-la e ela fez o mesmo, assim como o mais velho ao lado dele – Como vai?
– Muito bem, e vocês? – ela foi formal no cumprimento, mas quis rir quando as coisas que Meili dissera brotaram em sua cabeça uma seguida da outra.
– Soubemos que vocês receberam a visita das meninas do RedVelvet hoje, você já as conhecia?
sorriu para Minseok antes de responder.
– Eu as vi no SM Town deste ano. São ainda mais adoráveis pessoalmente!
Os dois rapazes soltaram exclamações fofas de surpresa ao ouvirem a mulher admitir que esteve em um concerto que eles também se apresentaram.
– Não sabia que você gostava... – Jongdae começou e notou sua satisfação ao saber daquilo.
– E tem como não gostar vivendo aqui? – ela perguntou, sorrindo divertida e fazendo os dois rirem.
– Fico feliz que você aprecie! – Minseok sorriu, a expressão doce como de uma criancinha ao olhar dela para o celular em suas mãos – Preciso ir. Foi muito bom vê-la, -ssi. Vejo você em breve, Cheny-cheny! – ele se despediu, já virando o corredor e mal dando a oportunidade dos outros dois se despedirem também.
não conteve o risinho ao notar a expressão envergonhada de Jongdae. O rapaz colocou as mãos nos bolsos dos jeans e fez uma anotação mental para atirar na cabeça do hyung a primeira coisa que visse pela frente quando o encontrasse. Ele deveria ajudá-lo a manter uma conversa com e não deixá-lo sozinho e sair correndo daquele jeito constrangedor.
– Soube que estão finalizando o trabalho. – ele tentou falar algo útil enquanto seu estômago revirava de um jeito estranho.
apertou os lábios para não sorrir. Ele era absurdamente adorável. Era irritante, mas era também inevitavelmente apaixonante.
– Estamos sim. – ela voltou a encostar-se ao parapeito da janela, virada na direção dele – Meu trabalho aqui finaliza essa semana.
– Ohhh – ele exclamou em falsa surpresa, já que sabia de tudo aquilo, tinha indagado tudo sobre o tempo da mulher por ali – Espero que tenha sido um tempo gratificante, -ssi.
Dessa vez ela não conteve o riso breve, abaixando a cabeça.
– Logo nossos encontros pelos corredores não acontecerão mais... – ela encarou a rua abaixo novamente, focando para longe dos olhos dele para reunir a determinação necessária – O que não quer dizer que eles não possam acontecer lá fora.
Ela finalizou e o encarou, tentando deixar explícito em seus olhos que ele não precisava de rodeios com ela. sorriu para a carinha confusa que ele fez e para como seus lábios formaram um “o” adorável.
– M-mwo? – ele perguntou “o quê”, gaguejando.
– Você quer sair comigo qualquer dia desses, Jongdae? – ela perguntou diretamente, mantendo o sorriso pequeno nos lábios.
Jongdae não sabia como deveria responder. Tinha certeza de que se existisse algum manual para primeiros encontros lá estaria escrito que era ele quem deveria ter feito aquela pergunta primeiro. Ele também sentia, no entanto, que nada ao redor daquela mulher poderia ser convencional. E por Deus, como ele amava aquilo.
– Eu adoraria.
Ele finalmente respondeu, hesitante, mas sorriu quando os lábios dela se esticaram em um sorriso lindo e satisfeito. Naquele momento Kim Jongdae soube que faria qualquer coisa para que aquele sorriso nunca saísse de seus lábios. Mais do que isso, ele estaria empenhado em ser o homem responsável por fazê-la sorrir daquele jeito por quanto tempo ela deixasse.
Ele só esperava que fosse bastante tempo.

“Hey pretty lady
(Ei, linda garota)
생각만더깊어지는데
(Meus pensamentos sobre você estão ficando profundos)
좀더강하게때론부드럽게
(Um pouco mais fortes, às vezes mais sensíveis)”


O verão havia deixado o clima mais seco, mas apreciava a brisa agradável que abraçava sua pele onde o vestido não cobria. Segurou o cardigã no braço e a alça fina da bolsa pequena quando saiu do táxi, já avistando o parque à sua frente, às margens do rio Han. Lentamente caminhou até que suas botinas alcançassem a trilha de pedras por entre a grama verdinha onde algumas pessoas aproveitavam o fim de tarde. A época de férias escolares deixava lugares como aquele lotados e essa simples constatação a fez temer pela ideia de Jongdae de encontrá-la ali. Não seria nada bom se fossem vistos juntos.

Você tem certeza quanto a vir para cá?
Enviada às 6:05pm

Está lotado. Acho que eu deveria encontrar você em outro lugar.
Enviada às 6:05pm

enviou as mensagens rapidamente e olhou ao redor um pouco preocupada. Já vinham se encontrando há algum tempo e ela via crescer dentro de si aquele sentimento gostoso que às vezes se expressava em um senso de cuidado e proteção enormes. Sabia que ele precisava zelar a própria privacidade muito mais do que qualquer outra pessoa que conhecia e ela não queria ser o motivo de qualquer problema para ele, não quando Jongdae vinha sendo seu oásis.
Ela se encostou à grade de ferro que protegia uma pequena fonte antes da pista de ciclismo do parque e encarou o celular quando ele piscou as mensagens do rapaz, que chegaram um após a outra.

Está mesmo lotado. Waaaa, o verão!
Recebida às 6:10pm

A propósito, você fica linda de amarelo.
Recebida às 6:10pm

E seu cabelo está lindo hoje.
Recebida às 6:10pm

Eu me sinto paralisado mesmo daqui. Como posso ser tão sortudo?
Recebida às 6:10pm

Com o sorriso escondido pela máscara, Jongdae a viu rir e deixar de encarar o celular para olhar ao redor tentando encontrá-lo. Seus cabelos tingidos se destacavam entre as pessoas que passavam por ali, mas ele desconfiava que não fosse esse o motivo pelo qual facilmente a encontrava entre os outros. Sua figura já facilmente reconhecida por ele era o que mais seus olhos procuravam e ele sentia quase como se um magnetismo sempre puxasse sua atenção para ela, para seu sorriso grande e franco, para seus olhos curiosos e espertos. Não havia nenhum pedacinho dela que ele não venerasse. Era simplesmente natural. só... Não parecia desse planeta.
Ainda sorrindo na direção dela, ele digitou mais mensagens no celular.

Amarelo é a cor do verão?
Enviada às 6:12pm

Estamos combinando então.
Enviada às 6:12pm

Com aquela pista, olhou ao redor mais uma vez, rindo ao finalmente encontrá-lo sentado em um dos bancos à sua esquerda. Ela caminhou para ele a passos largos, sem deixar de sorrir ao perceber que, de fato, tinham escolhido a mesma cor de roupa para aquele dia.
– Você é tão engraçadinho! – ela implicou, tentando parecer emburrada, mas sem sucesso algum, já que não tinha como não sorrir quando os olhinhos dele ficavam tão fechadinhos por causa do sorriso que ela sabia que estava em seus lábios, mesmo que estivesse escondido pela máscara preta.
– Hello, beautiful. – ele disse em inglês, fazendo-a rir assim que parou em sua frente.
– Você está sozinho? – ela perguntou, olhando ao redor, ainda de pé – Não é melhor irmos logo?
Ele riu dela, achando completamente adorável como se preocupava com ele.
– Ei, está tudo bem! – ele esticou uma das mãos para tocar a dela, puxando-a para se sentar ao seu lado – Estou disfarçado.
soltou mais um riso.
– Só se for de você mesmo! – ela cedeu e se sentou no espaço livre do banco, sem soltar sua mão da dele.
– Você é tão linda... – ele disse mais baixo, olhando-a nos olhos de pertinho, querendo muito beijá-la.
– Jongdae! – ela o repreendeu, rindo, e depois tapou a própria boca por ter falado um pouco mais alto.
Ele gargalhou. Amava como seu nome soava na voz dela. Deus, como ele amava.
– Para onde nós vamos? Sério, estou preocupada de sermos vistos aqui.
Ele sorriu novamente, voltando a pegar em sua mão e com a outra apontar para a ponte Yanghwa, mais à frente deles.
– Você já foi a alguns dos cafés que ficam nas extremidades da ponte? – ela negou com um movimento de cabeça, olhando para a construção grandiosa que ligava Mapo e Yeongdeungpo.
A vista da construção que ficava um pouco acima do nível da ponte era incrivelmente linda e dali podia ver a grandiosidade do rio Han e um pouco da ilha de Seonyudo. Conforme a noite caía, ela ficava ainda mais maravilhada.
– Você gostou? – Jongdae perguntou quando já estavam sentados em uma mesa mais reservada do lugar.
– É lindo! – ela exclamou ao sorrir, voltando a olhar para ele, que não tirava os olhos dela – Obrigada por me trazer aqui.
segurou a mão dele por cima da mesa, movendo seu polegar sobre seus dedos longos.
Você é linda. – ele disse de repente, como sempre fazia e ela abaixou a cabeça, encarando a torta gelada que pedira – Quero levar você para todos os lugares mais lindos do mundo.
riu brevemente, achando-o exagerado.
– Você não precisa.
– Mas eu quero... – ele rebateu, entrelaçando seus dedos – Quero estar com você em todos os lugares, beijar você em todos os lugares, quero namorar você.
nunca achou que uma combinação tão simples de frases pudesse desencadear nela sentimentos tão arrebatadores, mas o formigamento que começou em seu peito e se espalhou por todo o seu colo a fez ter certeza que poderia se acostumar com aquilo.
– Você pode. – ela sorriu, sentindo-se emocionada.
– Isso é um sim? – ele sorriu de volta, puxando sua mão até seus lábios, deixando beijinhos leves.
– Pode apostar.
Ele riu e soube que não poderia mesmo lutar contra os sentimentos que ela despertava nele, e nem queria. Ela já tinha vencido qualquer que fosse aquele jogo.

[...]


– Senti sua falta... – falou baixinho, agarrada no abraço quentinho dele em meio à penumbra do quarto.
Jongdae a encaixou ainda mais entre suas pernas ao apertar mais seus braços ao redor de sua cintura, sentindo todo o seu corpo reagir em alívio por tê-la tão perto novamente.
De pé em frente a ele, que estava sentado na beira de sua cama, a mulher deslizou as mãos por seus cabelos macios e puxou os fios levemente, fazendo-o olhar para si. As últimas semanas sem vê-lo a fizeram perceber o quanto o queria e o quanto desejava ser dele de todas as formas possíveis. Não conseguia mais esperar.
– Eu senti mais. Senti todos os dias.
sorriu e o fez se arrastar para o centro da cama, ajoelhando-se no colchão para acompanhá-lo e sentar-se em seu colo em seguida. Jongdae engoliu em seco ao tê-la daquela forma tão íntima pela primeira vez. Olhando-a de seu ponto de vista, vestida naquele penhoar branco, ela parecia um anjo ou uma deusa. Alguém que poderia dominá-lo sem qualquer esforço, porque ele era dela por inteiro.
– Quero fazer amor com você, Dae – ela soprou em seus lábios o seu desejo mais íntimo e fechou os olhos ao senti-lo suspirar em sua boca e suas mãos subirem pelo tecido fino do penhoar, acendendo-a de uma forma única.
– Eu sou seu, jagiya. – ele começou a deixar beijos em seu maxilar, arrastando os lábios para a pele sensível de seu pescoço – Você pode fazer o que quiser comigo.
sorriu e fechou as mãos em seus cabelos, movimentando o quadril sobre ele. Deixou que Jongdae subisse os beijos até seus lábios e abriu a boca para que sua língua sempre tão gentil tocasse a dela com mais firmeza e desejo, enquanto apertavam os corpos um no outro.
Senti-lo excitar-se abaixo de si era a coisa mais estimulante que já experimentara na vida e o roçar de seus corpos naquela região específica deixou-a tão molhada que o instinto involuntário era continuar a mover o quadril para frente e para trás, espalhando aquela sensação tão gostosa por todo o seu corpo.
As mãos de Jongdae adentraram o fino tecido que a cobria e seus dedos dedilharam suas coxas grossas, apertando-as enquanto se beijavam com ainda mais vigor. Quando as bocas se separaram, ele desceu os beijos por seu colo, fazendo-a soltar o que se tornaria seu som preferido do mundo. Os gemidos de satisfação de fizeram seu pau endurecer ainda mais sob o movimento de sua bunda e o fez soltar o ar com força entre seus seios cobertos pelo sutiã de renda branca.
Inquieta e ansiosa por senti-lo mais, desceu as mãos até a barra da camisa dele e a puxou para cima, livrando-se dela tão rápido quanto voltou a pôr suas mãos nele, agarrando seus ombros e arrastando a palma das mãos pelas costas dele, sentindo seus músculos reagirem sob seu toque.
– Como você se sente, baby? – ela perguntou ao começar a beijar seus ombros, descobrindo os sinais por sua pele macia – Você se sente tão bem quanto eu?
subiu para mordiscar sua orelha e sorriu ao ouvi-lo resmungar em um gemido, descobrindo que precisava muito ouvi-lo, que precisava saber do que ele gostava, que precisava tocá-lo para que ele se sentisse tão bem quanto a fazia se sentir.
– Como você quer que eu toque você? – ela se afastou minimamente, sentando em suas e inclinando-se para beijar sei tórax – Aqui? – ela levou uma mão até o meio de suas pernas, apertando-o por cima dos jeans, fazendo gemer de uma maneira muito peculiar, tal qual um choramingo, o que a estimulou ainda mais – Aqui é gostoso, baby?
Jongdae gemeu novamente ao mover a cabeça em afirmação, fazendo-a sorrir em deleite. desabotoou a calça e deslizou o zíper para baixo, olhando-o nos olhos o tempo todo, louca para capturar sua reação no momento em que puxou o tecido mais grosso para baixo e enfiou a mão em sua boxer, apertando seus dedos ao redor de seu pau.
– Jagiya...
mordeu os lábios ao ouvi-lo e apertou as coxas ao ver o prazer em cada ruguinha de sua testa. Jongdae buscou seus lábios enquanto ela ainda o masturbava e a beijou ao mesmo tempo em que suas mãos afastaram as barras do penhoar, fazendo-o cair em seus braços. Ele deslizou as alças de seu sutiã pelos ombros e abaixou o tecido rendado, expondo seus seios. arfou quando sentiu seus dedos contornarem os mamilos antes de suas mãos firmes os segurarem, massageando-os de um jeito tão gostoso que... Céus.
Ela o largou para ajudá-lo a retirar as calças e ouviu resmungar pela falta de contato. Jongdae chutou para fora da cama tudo que ainda cobria o seu corpo e se arrastou pelo colchão até encostar as costas nuas na cabeceira da cama. se livrou do penhoar e do sutiã e engatinhou para ele, mordendo os lábios ao vê-lo se tocar.
A visão dele subindo e descendo a mão sobre o pau a fez agarrar o próprio seio e descer a mão direita pelo corpo até adentrar a calcinha, facilmente deslizando dois dedos pela boceta completamente encharcada. O nome do namorado escapou de sua boca no momento em que seus dedos esfregaram o clitóris inchado e Jongdae mordeu os lábios.
Nada no mundo seria mais bonito do que vê-la daquela maneira, quase completamente despida diante dele, com os cabelos soltos e rebeldes se movendo conforme ela esfregava seu ponto mais sensível.
– Eu posso tentar,jagiya? – ele pediu e quis grunhir.
Como ele poderia soar tão inocente naquela situação?
Levando os dois dedos até a boca, ela os chupou sem tirar os olhos dele e voltou a se aproximar e se colocando sobre ele novamente, agarrando seus cabelos e voltando a beijá-lo.
Não conseguiu se concentrar em tal ato por muito tempo, já que enquanto uma das mãos dele agarrou seu seio esquerdo, a outra deslizou por sua barriga até chegar onde ela mais queria. Seus dedos longos afastaram os grandes lábios e mergulharam em sua boceta, fazendo-a gemer em sua boca.
– Assim? – ele perguntou, buscando os olhos dela com uma ternura que deveria ser ilegal.
Kim Jongdae não podia ser real. Não daquele jeito.
– Você está tão molhada. – ele gemeu em seu ouvido, soando tão sôfrego que fez gemer um pouco mais alto – Étão quente.
– Por você, Jongdae. – ela arfou, começando a mover o quadril no ritmo de seus dedos – Desse jeito, baby... – ela o incentivou, agarrando seus ombros e beijando e chupando seu pescoço.
Quando ela voltou a tocá-lo intimamente e apertar seus dedinhos ao redor de seu pau tão deliciosamente, Jongdae soube que não ia aguentar muito tempo.
– Jagiyaaaa... – ele choramingou em seu ouvido, um pouco mais alto do que das outras vezes e se apressou em juntar seus lábios e roçar os seus nos dele, fazendo-o se calar.
– Shhhh – ela pediu, deixando beijinhos em sua boca rosada – Eu também, baby. Eu também.
se afastou o suficiente para alcançar o criado mudo à sua esquerda e pegar o preservativo, não demorando em apertar a ponta e deslizá-lo sobre o pau do namorado, que apertou os lábios em ansiedade.
Nada no mundo nunca lhe pareceu tão certo quanto a forma como ele lhe beijou na boca ao deitá-la na cama abaixo de si, subindo as mãos pela lateral de seu corpo e fazendo-a se arrepiar sob seu toque.
– Eu amo você, hm? – ele sussurrou em seus cabelos, fazendo-a sentir vertigens.
– Eu amo você. – ela respondeu de volta, buscando seus olhos no momento em que ele brincou com a glande em sua entrada – E quero muito você.
A forma como ele deslizou para dentro dela tão lentamente a fez rolar os olhos de prazer. Jongdae empurrou o quadril no dela sem deixar de olhá-la nos olhos e ver todo o seu desejo refletido nas íris dela. Era surreal a forma como ela o fazia se sentir e ele queria muito mais daquilo.
Os dois pareciam tão certos e encaixáveis que não foi difícil encontrar um ritmo. entrelaçou as pernas na cintura dele e Jongdae agarrou a dela, empenhado em meter ainda mais profundamente para satisfazê-la da melhor forma possível. Nada seria mais importante do que fazê-la completa e feliz.
– Isso! – ela grunhiu entre os dentes enquanto o ouvia choramingar em seu ouvido – Continue aí, Dae!
Não demorou muito para que o som de seus corpos batendo juntos deixasse o lugar para o ruído de suas respirações ofegantes quando ele saiu de dentro dela e abraçou seu corpo levemente suado.
Jongdae encaixou o rosto na curva de seu pescoço e sussurrou seu amor para ela até que pegasse no sono, se sentindo a mais completa de todas as mulheres do mundo.

“끝내지배하는주인나의Owner
(No fim, você me controla. É minha mestre, minha dona)
Cause you’re a, you’re a, you’re a transformer
(Porque você é, você é, você é uma transformer)”


Fim.


Nota da autora: Essa estória é um “antes” de Date Night, fanfic publicada no especial KPOP do site, focada no segundo casal fofo e soft. <3 O universo desses personagens acabou crescendo tanto que não tem como evitar escrever mais, então nos vemos por aí em uma próxima fic com o meu brother OhSehun.
Espero que vocês tenham gostado e deem muito amor às outras músicas inspiradas nesse álbum que é o primeiro ficstape de KPOP do site! Esse sim é o meu mundo!
Obrigada por lerem!
xx
Thainá M.



Outras Fanfics:
02. We All Roll Along (Ficstape #057 – The Maine: Can’t Stop Won’t Stop)
03. Drunk In Love (Ficstape #020 – Beyoncé: Beyoncé)
07. No Promisses (Ficstape#043 – Shawn Mendes: Illuminate)
08. Emily (Ficstape #51 – Catfish And The Bottlemen: The Ride)
09. Long Way Home (Ficstape #030 – 5 Seconds Of Summer)
10. Sorry (Ficstape #034 – Jonas Brothers: A Little Bit Longer)
11. Outside (Ficstape #51 – Catfish And The Bottlemen: The Ride)
12. Don’t Stop Me Now (Ficstape #011– McFly: Memory Lane)
12. Foreigner’s God (Ficstape #033 – Hozier)
14. You & I (Ficstape #023 – John Legend: Love In The Future)
Amor em Irlandês (Especial Equinócio de Setembro)
Beside You (5SOS/Shortfics)
Calling in Love (BTS/Shortfics)
Can You Feel It? (Outros/Shortfics)
Date Night (EXO/Restritas/Shortfics)
Don’t Close The Book (Jonas Brothers/Shortfics)
Love Me Love Me (Winner/EmAndamento)
Love Affair (One Direction/EmAndamento)
Mixtape: Listen To Your Heart (Awesome Mix: Volume 1: “80/90’s”)
Thankful (Especial Extraordinário)



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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