Postada em: 18/01/2018

Capítulo Único

sabia de muitas causas pra insônia: estresse, ansiedade, depressão, medicação, cafeína, nicotina e álcool. Sua mãe até dizia que se ele comesse tarde iria ficar com insônia, sua avó dizia que a idade dela não a deixava dormir.
Mas ele não tinha comido tarde, não estava velho, não tinha tomado nenhum remédio ou qualquer outra substancia, nem se sentia estressado, ansioso ou deprimido.
A única coisa que ele sentia era um aperto no peito, uma sensação de que estava faltando algo o tempo todo.
Ele sentia saudade.
Saudade do cheiro dela, da voz, do corpo, da presença ao seu lado na cama. E era por isso que não conseguia dormir, sabia muito bem.
Um ano se passou e pela primeira vez ele sentiu que não tinha mais nada dela ali com ele.
Tudo que ela havia tocado naquele quarto já tinha sido lavado em algum momento, o cheiro do perfume e do shampoo dela sumiram sem que ele percebesse, as fotos ele foi guardando aos poucos e as roupas a mãe dela tinha pedido para que pudesse doar.
E não ter um rastro dela sequer naquele ambiente o desesperou e lhe tirou todo vestígio de sono que o dia cansativo no estúdio lhe deu.
E agora, exatamente 3 horas da manhã segundo o relógio no criado mudo, ele passava pela milésima vez a última vez que se falaram, ou melhor, brigaram.

Um ano e um dia atrás

tinha passado os últimos dias extremamente estressado. Apareceram inúmeros imprevistos que impediriam seu novo álbum de ser lançado no dia previsto, e tantas horas sentado em uma mesa com advogados, produtores e empresários tiravam toda sua paciência.
E o fato de que sua namorada iria ficar longe por um ano inteiro, em um lugar que nem sinal de celular tem direito, e que eles mal se viram nos últimos dias, não ajudava em nada.
Tinha marcado com de jantarem em seu apartamento nessa noite. A namorada viajaria para Uganda, um país na África Ocidental, em dois dias. Apareceu com essa notícia um mês atrás. Segundo ela, um de seus professores, do curso Negócios e Direito, o qual cursava, apareceu com uma oferta irrecusável para um estágio e trabalho voluntário em um dos parques no país.
Ela ficaria um ano inteiro longe dele, sem nenhum tipo de comunicação decente. Um ano inteirinho! E nem sequer perguntou o que o mesmo achava, simplesmente o informou logo que comprou a passagem; E desde então passa seus dias ou na faculdade ou arrumando alguma coisa para viajem. Eles mal se viam e ela parecia não dar a mínima pra isso, o que o chateava mais que tudo.

Chegou em seu apartamento bem em cima da hora marcada com , por conta de uma reunião que se estendeu mais do que devia, e se surpreendeu por não encontrar a namorada já ali.
Correu para tomar um banho e quando chegasse pegaria o cardápio do restaurante ao lado de seu prédio para pedirem o jantar.

Já havia se arrumado e mandado várias mensagem para a menina e nada de ela aparecer. Quando já estava com o telefone na orelha ligando para ela, ouviu a porta do apartamento se abrindo e, sentado no sofá, observou fechar a porta e se virar para ele com uma expressão culpada estampada na cara.
- Eu sei que ando dizendo isso muito nos últimos dias... – Ela disse enquanto colocava sua bolsa em cima da bancada da cozinha e ia em direção a ele. – Mas mil desculpas pelo atraso. – parou em sua frente para continuar a se explicar enquanto gesticulava com as mãos, o que sempre fazia quando ficava nervosa. – Nossa viajem é amanhã e eu tinha que terminar de arrumar todo o material que vou precisar, já que lá não tem internet, e quando percebi a hora já tinha passado...
- Você poderia pelo menos ter me mandado uma mensagem, já que aqui ainda tem internet. – disse calmamente.
- Eu desliguei o telefone porque sabia que você e minha mãe iam ficar atrás de mim e não podia me distrair, já que queria terminar tudo hoje. – disse suspirando, enquanto amarrava seus cabelos pra cima, claramente cansada.
- Tudo bem. – disse igualmente cansado e pegou o cardápio, o oferecendo para . – O que vamos pedir?
- Na verdade, eu não estou com fome... – Disse fazendo uma careta. – Como o grupo todo que vai viajar comigo estava na biblioteca, eles acabaram comprando um lanche mais cedo e to tão ansiosa que se eu comer mais alguma coisa capaz de eu vomitar. – ela olhou para a cara fechada que adquiriu e resolveu completar: – Mas se quiser te acompanho tomando um suco.
O garoto reparou bem na postura da namorada à sua frente, ainda em pé e parecendo cansada e desconfortável ali.
- Você nem queria ter vindo jantar comigo, não é?!
arregalou os olhos.
- Por que diz isso? – disse segurando o rosto dele. – É claro que eu queria, meu amor! – depositou um selinho em seus lábios, ainda segurando seu rosto.
suspirou e tirou as mãos dela dali.
- , você ta em pé desde que chegou, doida pra sair correndo daqui. E está na cara que está cansada e ainda tem mil coisas pra fazer, e ficar comigo aparentemente não é uma delas.
- Na verdade, eu tinha mesmo que arrumar as malas hoje... – disse fazendo mais uma careta. – Mas você queria jantar então eu vim!
- Olha o que você tá dizendo, . – disse perdendo a calma e se levantando. – Você fala como se jantar com seu namorado antes de ir passar um ano longe dele fosse uma obrigação extremamente desagradável.
- Para, , você sabe que não é assim. – disse tentando segurar a mão dele, mas o mesmo se esquivou.
- É sim. Você vai passar um ano fora e passou o ultimo mês todinho mal olhando pra minha cara!
- , eu tenho muita coisa pra resolver. Eu te falei! – disse também perdendo a paciência, cansada por ter que lidar com drama dele horas antes de viajar. – E não é como se não nos falássemos, você manda mensagem o tempo todo e eu respondo! Só hoje que não, pois precisava finalizar meus projetos. Eu precisava de espaço!
- Pois vai ter todo espaço do mundo, já que se programou pra ficar um ano inteiro longe de mim! – gritou nervoso, indo até a cozinha para não ter que olhar na cara da namorada.
- Olha, , eu não to a fim de brigar agora. Não to com a mínima fome, ainda mais agora, então vou pra casa arrumar minhas malas e amanha passo aqui pra gente se despedir.
- Pois não precisa! Nos despedimos agora mesmo pra que você não tenha que se dar o trabalho de desperdiçar um segundo sequer do seu precioso dia. – disse debochado e ela olhou indignada pra ele. Como não falou nada, continuou. – Boa viajem!
ficou encarando a testa franzida e o bico de raiva que fazia mesmo que sem perceber e soube que não ia adiantar nada ficar brigando ali. Ambos estavam cansados e claramente estava magoado por ela estar indo passar tantos meses longe dele e por não ter dedicado tanto tempo pros dois no último mês quanto ele desejava.
E infelizmente não tinha nada o que ela pudesse fazer. Amava o namorado e amava ainda mais passar todo o tempo com ele, mas sua prioridade no momento eram seus estudos. Sua carreira e uma oportunidade única de ajudar o próximo e trabalhar em um lugar que realmente precisa de seus serviços e que abrilhantaria o currículo dela por demais. Se ele não podia entender isso, se não conseguia pensar nela e esperar por ela por apenas um ano, então talvez não fosse pros dois ficarem juntos mesmo.
então balançou a cabeça, magoada e com o coração apertado, pegou sua bolsa e foi embora. Deixando um igualmente chateado, porém muito mais raivoso, pra trás.

Quando ela passou no apartamento dele no dia seguinte, o namorado não estava. Ela ligou várias vezes, mas o celular estava desligado.
Ela disse que precisava de tempo e, em sua cabeça, ele só estava realizando um desejo dela.

Flashback Off

cansou de ficar rolando na cama enquanto remoia as ultimas palavras dos dois e se levantou, indo até a escrivaninha e pegando um caderno e caneta guardados ali.
Um mês depois de ter ido pra África, quando a mãe dela foi ao apartamento de buscar as roupas pra doar, já que ficariam um ano todo guardadas sem uso, ela disse que a agência de viagens com a qual o grupo da menina viajou, e que cuidava dos assuntos da ONG a qual ela agora participava, entregaria e buscaria cartas dos viajantes e familiares para a comunicação dos mesmos, já que lá não havia internet e telefone só funcionava pra ligar para pessoas na mesma região. Então disse a que se ele quisesse poderia lhe entregar cartas, que ela enviaria para a agência para chegar até , e prometeu que avisaria caso ela enviasse alguma carta a ele.
Mas nos primeiros meses ele ainda estava muito chateado e não queria escrever nada pra ela. Depois ele só não sabia o que dizer, ou como dizer. Assim que a realidade de que a garota dele estava do outro lado do mundo e que ficaria lá por muito tempo bateu, ele se sentiu culpado.
Culpado por ter começado a briga dos dois. E envergonhado por ter sido tão egoísta e infantil em ter saído e desligado o telefone no dia seguinte, só o ligando quando já sabia que ela estaria no avião e não poderia mais contatá-la.
E por vergonha e covardia ele não conseguia enviar uma carta pra ela, tendo certeza de que a namorada estava chateada com ele e por isso não lhe mandara cartas também.
E por 12 meses, enquanto divulgava seu álbum e saia em uma pequena turnê pela Inglaterra e alguns estados dos Estados Unidos da América, ele se manteve ocupado o bastante para não surtar pela imensa falta que ela fazia e para não entrar em contato. Mas quando a turnê acabou e as coisas acalmaram no trabalho, ele se viu perdido e com insônia.
Já não aguentava mais a falta que a mulher fazia. E não suportava a falta de contato, mesmo que a Senhora sempre lhe informasse que a filha estava bem e às vezes até lia algumas coisas que ela lhe mandara por carta. Mas estava com o coração apertado de tanta saudade, de vez em quando se pegava ouvindo áudios antigos da namorada marcando algum compromisso pros dois, reclamando de algo ou simplesmente dizendo que o ama, e esses últimos o faziam se sentir o pior dos homens por ter brigado com a pessoa que mais ama na vida um dia antes dela partir para o que poderia ser a melhor experiência de sua vida.
Há semanas ele tentava escrever uma carta decente para enviar pra , já havia começado e rasgado a folha mais de cem vezes. Mas nesta madrugada ele sabia que não dormiria enquanto não escrevesse essa bendita carta. Enquanto não se desculpasse e dissesse tudo que tinha que ter dito naquele dia, ao invés das palavras imaturas que gritou.
Então ele decidiu começar essa carta com as palavras que ele mais precisava que ela soubesse:

Eu te amo.
Tem inúmeras coisas nesse mundo que eu não sei, mas neste exato momento eu tenho certeza absoluta de duas coisas: que eu te amo e que sinto sua falta mais que tudo nessa vida.
, se você soubesse a falta que sinto da sua voz, de conversar com você. Se soubesse da vontade desesperadora que sinto de te abraçar e sentir o teu perfume...
Eu sinto falta de toda e cada coisa que tínhamos e que eu não sabia o quanto amava. Eu percebo, agora, que nunca estive pronto pra te ver partir. Não sem que meu coração se partisse junto.
E eu fico aqui, te desejando de longe.
Me sinto um babaca infantil por ter te dito tudo aquilo. Sei que sou isso, para ser honesto. É claro que sei o quanto essa viajem era importante pra você; uma oportunidade que você tinha que agarrar. Mas eu fui egoísta, queria você agarrada a mim. E agora as coisas estão como estão, e sei que a culpa não é de ninguém a não ser eu.
Mesmo assim, continuo pensando nisso. Continuo pensando em você. Continuo pensando em nós.
E tudo o que eu peço, é que ao menos me escreva de volta.
Eu estou esperando.
Com amor,


Um mês depois...

- Os norte-americanos estão acostumados com respostas rápidas e querem receber retorno dos contatos com agilidade. – Joe, seu empresário, reclamou bufando. - Receber resposta de e-mail um dia após o envio não é bem visto, parece falta de comprometimento. – berrou com o estagiário de relações públicas que estava responsável por responder os email’s e mais qualquer coisa que qualquer um ali lhe pedisse.
Joe estava sentado em uma das cadeiras da pequena sala onde se encontrava e toda sua staff. Estavam discutindo o andamento dos contratos para a continuação da sua turnê. Queriam expandir mais pelos Estados Unidos e se possível ir para outros países também.
- E parece que vocês não estudaram ou simplesmente não me escutam! – se levantou após ter aguentado apenas um longo minuto dando bronca sentado. - Tem que considerar a geografia dos países. Eu já disse! Os Estados Unidos têm distâncias muito grandes entre os estados. Escolher as cidades sem olhar o mapa pode deixar a viagem muito cara e longa. – olhou para cada um da equipe que estava lidando com isso. – Nós não queremos uma viajem cara e longa, certo?!
Todos assentiram sem falar uma palavra sequer.
- E, , qual parte do “A gravadora tá cobrando as músicas novas” você não entendeu? – disse se virando impaciente para o cantor. – Quer retornar a turnê, mas não consegue fazer sair uma música sequer dessa sua cabeça de vento e também não quer contratar compositor nenhum. Tá achando que vai cair música do céu, é?!
O menino respirou fundo para aguentar mais uma hora, pelo menos, de um Joe que acordou com o pé esquerdo. Mas ele estava com toda razão. Tinham voltado da primeira parte da turnê há dois meses, os quais tiraram de férias. E o cantor e compositor não conseguira escrever uma linha sequer de música nenhuma. Nem ideias vinham a sua cabeça.
Tudo em que pensava era em , na carta que havia lhe enviado e ainda não tinha tido resposta. E sabia que ela tinha recebido, pois sua mãe contara que ela havia lhe mandado uma carta em resposta a que mandou junto da dele, mas nem citava seu nome ou sua carta. E isso estava o deixando louco!
Haviam voltado ao trabalho há uma semana, a equipe toda estava lenta, ainda pegando o ritmo, e Joe gritando em suas cabeças era somente ele fazendo o seu trabalho. Mas estava tão desanimado com essa turnê que ouvir todo esse sermão só fazia seu humor, que já não andava muito bom, piorar dez vezes mais.
Saiu do escritório com a cabeça estourando e querendo apenas se jogar na cama e dormir até o próximo ano. Mas o trânsito que encontrou a caminho de seu apartamento não estava de acordo com ele.
Passou quase duas horas num engarrafamento por conta de um acidente e por ser horário de pique. Escutou todas as músicas deprimentes que tinha em seu celular e que combinavam com seu estado de espírito no momento, até que a bateria do mesmo acabasse e ele se visse encarando o volante em silêncio.
Olhou para o banco do passageiro ao seu lado e pela milésima vez no dia se lembrou dela. E sentiu saudades dela.
Ele já não aguentava mais.
Não sabia se a falta de resposta significava que ela não estava nem aí pra ele, que nesse ano longe finalmente percebeu que não a merecia. Que ser a namorada de alguém com uma rotina louca e cansativa como a dele não era o que ela queria. Que ter que lidar com mídia, fãs e todo o trabalho que sua carreira demandava era bagagem demais pra ela ter que carregar. Talvez ela não o amasse mais! Era isso!
Não sabia quanto tempo mais ela ficaria fora, já que pelo o que lhe foi informado a viagem duraria só a até o natal, mas já estava em outro ano e nada de voltar.
Talvez ela tenha gostado tanto da vida na Africa que decidiu trancar a faculdade e ficar lá mesmo. Longe dele e de sua imaturidade e suas birras.
Jamais a julgaria por isso. E nem se surpreenderia caso tivesse o feito mesmo. sempre gostou de ajudar o próximo, sempre foi estudiosa por demais e desapegada das coisas banais da vida. Adora conhecer pessoas e lugares novos e sempre teve vontade de se mudar pra algum lugar que realmente lhe agradasse e a fizesse se sentir bem e em casa mais do que em Sutton Coldfield, no Reino Unido, onde ambos nasceram e cresceram.
Já o havia acompanhado em uma turnê pela Inglaterra mesmo e ficava empolgada em cada cidade nova por qual passavam. Queria conhecer tudo, mesmo que o cantor dissesse repetidas vezes que não havia tempo. Então ela se contentava em apenas comer em um restaurante da cidade e aproveitar as paisagens enquanto viajavam no ônibus da turnê, com toda banda e staff.
Ficar na África, em uma comunidade carente, com parques e animais que precisavam de cuidados e gerenciamento que ela podia proporcionar, era sim uma ideia que compraria. Mesmo que pra isso tivesse que largar sua graduação, família, amigos e namorado babaca.
Uma buzina e farol alto vindos de trás de seu carro o acordaram e ele avançou pela avenida, para enfim tomar o rumo de sua cama e poder dormir, tentando esquecer todos os problemas e faltas da vida.

Chegou batendo a porta e jogando suas coisas de qualquer jeito no balcão da cozinha, para então jogar a si próprio no sofá da sala. não teve nem tempo de tirar os sapatos quando ouviu baterem na porta e quis gritar, não estava com vontade de falar com ninguém depois do dia de merda que teve. Mas sabia que por não ter sido anunciada, a pessoa na porta era alguém conhecido, provavelmente sua mãe. Então foi se arrastando até a porta por conta de todo o cansaço acumulado no dia, cansaço esse que se esvaiu no segundo em que ele abriu a porta e se deparou com quem estava ali.
ficou piscando surpreso, com o coração palpitando em um ritmo maior do que seria saudável, o corpo ereto de tanta energia que veio quando ele simplesmente bateu os olhos naquele ser que julgava ser o amor da sua vida e que seus olhos pareciam não ver há uma eternidade.
Ela estava diferente, mas de uma forma boa. Estava mais magra, mas não muito, seus cabelos agora batiam nos ombros e estavam mais bagunçados e escuros do que eram, assim como sua pele que estava bronzeada, certamente por conta do sol e calor forte que fazia por lá. Mas a maior diferença estava nos seus olhos, que encaravam o rosto do rapaz com intensidade, havia um brilho neles que nunca havia visto. E isso aparentava deixar a mulher diferente, mais viva. Mas ainda era a sua e estava bem ali, logo na sua frente!
Após alguns segundos apenas encarando aquele lindo rosto e todas as mudanças na mulher, sentiu que precisava falar alguma coisa.
- ... Mas o que...? O que você tá fazendo aqui? – a pergunta mais óbvia que sua mente pôde formular saiu por seus lábios. A garota deu de ombros e então tirou uma de suas mãos de trás das costas, que só agora percebera que estava segurando algo escondido ali o tempo todo.
Era a carta dele!
A carta que demorara meses pra criar coragem pra simplesmente escrever e mais coragem ainda pra mandar, e que não via o segundo de ter uma resposta para o que perguntara ali.
- Fiquei sabendo que alguém estava esperando uma resposta... – ela disse dando o sorriso mais bonito que ele já havia visto. - Achei melhor fazer isso pessoalmente.
abriu a porta em um convite claro para que a menina entrasse, mas ela balançou a cabeça rindo e correu de encontro a ele, se jogando em cima do namorado. Agarrando-o no abraço mais apertado que conseguia, tentando dissipar toda a saudade que sentia. E fazia mesmo segurando-a no colo e a apertando contra si. E ali estava a resposta que ele queria. Claramente!


Fim.



Nota da autora: Eu amo The Vamps com todo meu coração e o álbum Night & Day virou meu favorito deles no segundo em que saiu. Então fiquei muito feliz de ver esse ficstape sendo feito e, por mais que eu não seja uma autora assídua, não resisti e tive que pegar uma música nele!

Paper Hearts é a minha favorita do álbum e eu conseguia imaginar mil coisas pra ela, mas acabei querendo fazer algo mais simples e curto mesmo, mas que fosse literal a letra. Gostei muito de escrever essa fic, não sou muito amorosa geralmente não, mas aproveitei uns dias de bom humor e fiz tudo isso kkkk

Espero que tenham gostado e ficaria muito feliz se deixassem um comentário aqui embaixo falando o que acharam!!

Xoxo
Anny




Outra Fanfic:
04. Walking The Wire




Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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