FFOBS - 05. Talk!, por Mari Gomez


05. Talk!

Finalizada em: 19/08/2018

Capítulo Único

O casamento de Stefan e Katherine não foi nada muito espalhafatoso. Não, ambos preferiram uma cerimônia simples e uma pequena comemoração para as pessoas mais próximas. O casamento, que aconteceu um mês depois, já que todos queriam ver a herdeira dos Pierce casada; já estava no seu 12° mês e nenhum dos dois sentia vontade nenhuma de fazer o tão esperado jantar que Giuseppe, pai de Stefan exigiu dos dois. A pressão sobre os dois já era enorme e, apesar de estar grato de não estar no exército novamente, Stefan estava de saco cheio das perguntas idiotas de várias pessoas em relação a administração das minas.

Katherine, ao contrário do marido, desejava poder ser útil de alguma forma. Não era a melhor coisa do mundo ficar em casa sem ter nada para fazer, fofocar com as outras mulheres não era algo que ela considerava útil. Dizer que as pessoas estão mais gentis com ela e atenciosas com ela, não seria nada agradável se escutado pela nova Salvatore, já que ela detestava o fato das pessoas se aproximarem dela devido as suas posses. Fora que se ela escutasse mais alguma mulher dizendo que ela precisava emagrecer uns quilinhos, ela se jogaria da ponte.

O casamento de Stefan e Katherine ia bem de sua própria maneira. Por mais que o acordo em se casar tenha sido cumprido, nenhum dos dois estava preparado para isso e, tudo o que as pessoas diziam sobre o casamento ser uma maravilha, era mentira. Existiam sim os momentos bons, mas na maioria das vezes um sempre acaba perdendo a paciência com o outro.

Ao contrário de Stefan, Katherine era mais hiperativa e por mais que amasse seus livros, não conseguia se ver com a cara neles por muito tempo. Stefan era calmo e passava a maioria do tempo resolvendo as coisas que a herdeira dos Pierce deveria, mas como o motivo principal para que eles se casassem foi o fato de que os moradores de Mystic Falls não quererem a garota tomando as decisões que ele estava tomando.

Com o fim do dia se aproximando, Katherine se viu obrigada a voltar para dentro da grande casa que viveu durante toda a vida, com o intuito de se preparar para o jantar e receber Stefan. O banho que ela tomou ao chegar em seus aposentos, não foi demorado. Logo ela já estava vestindo o corpete branco que acompanharia o vestido champagne com detalhes dourados. Os cabelos presos em um penteado simples, porém muito elegante, deixava os cachos dela caídos de forma desigual e atrativa, dando uma bela vista do pescoço dela.

Não demorou muito até que ela escutou a porta do quarto abrir para revelar um Stefan cansado. O sorriso que ele tinha nos lábios quando a viu fez com que o coração da jovem se aquecesse ao saber que essa seria mais uma noite agradável ao lado do marido e melhor amigo.

[...]
Duas semanas depois
O jantar para a comemoração das primeiras bodas do casal aconteceria em algumas horas e Katherine já não aguentava mais ninguém dizendo o quão sortuda ela era por ter um marido como Stefan ao seu lado. Ela sabia que era, mas a última semana com toda a preocupação das coisas acontecerem sem erros durante o jantar, estava acabando com a cabeça dos dois e nenhum dos dois poderia escutar a palavra “jantar” ou entraria em colapso.

Stefan estava no andar de baixo com os homens da família dele os acompanhando até que ele fosse se trocar. Ele também estava com a cabeça mais que cheia de várias coisas e estava prestes a sair da casa e ir andar perto da pequena mata que havia atrás da casa. As últimas noites haviam sido as piores dentro do último ano, ele detestava brigar com Katherine. Ambos eram igualmente orgulhosos e nenhum dos dois pretende se desculpar. Então eles passariam essa noite fingindo para todos que estava tudo bem e que eles eram o casal perfeito que as pessoas idealizavam. Idiotas.

18:30. Nem um minuto a mais ou a menos todos os convidados já se encontravam sentados confortáveis ao redor da repleta mesa. Tias e tios de Katherine e seus filhos, os pais de Stefan, os tios de Stefan e dois amigos de trabalho do mesmo. A mesa estava cheia dos mais variados tipos de comida e assim que foram servidos ninguém pôde dizer que havia alguma coisa ruim ali. Estava tudo impecável.

Mesmo estando um do lado do outro, Katherine e Stefan evitaram se falar muito e só faziam algum tipo de demonstração de carinho quando se sentiam obrigados a agradar o ego daqueles ali presentes. Apesar da grande quantidade pessoas ali, poucas palavras foram trocadas por muito tempo durante os pequenos intervalos de uma garfada e outra. Por Katherine, ela já estaria deitada em sua cama esperando a próxima manhã.

Stefan fez um esforço maior para manter os convidados entretidos por mais tempo, não que ele estivesse fazendo algo para chamar total atenção para si, ele só não queria parecer tão distante quanto a esposa. Katherine não estava sendo rude ou mal-educada com ninguém longe disso, ela só não estava conseguindo ficar focada muito tempo nas conversas que eles tinham. Era uma mistura enorme de sons na cabeça dela.

Why you talk so loud?
Why you talk so?
Why you talk so loud?
Why you talk so?


Quando Giuseppe, finalmente se despediu do casal, ambos jogaram todo o peso do corpo sobre o sofá que fazia parte da mobília da sala. Suspirando pesado, Stefan decidiu que não poderia deixar tudo o que vinha acontecendo continuar desta forma. Ninguém percebeu, mas a comemoração de um ano de casado deles não foi nada agradável para eles.

— Kath, vamos lá você não pode ficar brava comigo por todo esse tempo – ele disse e, em resposta, a esposa apenas se levantou e subiu para o quarto.

Stefan sabia que tinha exagerado dizendo que ela deveria se preocupar apenas com os afazeres de casa e deixar os homens cuidarem das finanças. Ele sabe que ela detesta o fato de não poder ter nenhuma decisão de importância nas minas dela. E o que ele disse a forma que ele falou, realmente a machucaram. Katherine nunca foi o tipo de esposa exigente, a única coisa que ela gostaria de saber era como as coisas estavam indo, mesmo não entendendo muito. Ela gostaria de se sentir útil.

Decidindo acompanhar a esposa, Stefan também subiu as escadas que o levariam para o segundo andar onde seu quarto fica. Katherine já usava uma camisola longa de tecido preto fino e estava sentada na cama lendo. Após alguns segundos a observando, mas não recebendo nada de volta, ele se despiu e se sentou no seu lado da cama.

— Katherine, eu não disse aquilo de propósito. Eu passei o dia com várias pessoas gritando na minha cabeça e ficando cada vez mais cheio de coisa para fazer – ele disse ao perceber que ela estava, agora com o livro fechado, prestando atenção. – Eu realmente não quis que aquelas palavras soassem da forma que o fizeram.

— Bom, Stefan, você deveria tomar cuidado com as coisas que diz. Apesar de não parecer, palavras machucam bem mais que uma ferida no corpo – a morena disse, e se virou para o marido. – Eu nunca havia me sentido tão rebaixada antes.

Stefan pode ver pelas palavras que a mulher disse que ela estava realmente machucada e que aquilo não seria algo que ele poderia simplesmente fazer ela esquecer. Palavras nos marcam da pior forma possível, ele sabia muito bem disto.

— Eu sinto muito – e com isso os dois se deitaram de costas um para o outro e fizeram o possível para dormirem.

[...]

Quase um mês havia se passado desde o fatídico jantar. As coisas entre os dois estavam bem melhores, mas isso não significava que estava tudo perdoado. Katherine passou o dia andando pela cidade e lidando com o fato de que teria que lidar com mais uma noite de conversa com o marido. Ela ainda estava chateada, mas ela sentia falta dele de uma forma que apenas conversas não seriam nada colaborativas.

Stefan tinha os mesmos pensamentos em mente e estava cansado de ficar de costas para a esposa na cama. Eles eram casados, pelo amor de Deus. As conversas aleatórias e sem fundamento que ele teve durante o dia com alguns colegas que encontrou na mina, já que ele precisou ir até lá, faziam com que a cada momento que passasse ele desejasse estar com a esposa e consertar, de uma vez por todas, as coisas.

Não demorou muito e o dia já estava em seu fim e ambos Salvatore jantavam sem nenhuma preocupação. Os olhares que um direcionava ao outro, porém diziam muito mais do que eles gostariam. Não passaria de hoje.

Stefan conversou com a esposa durante todo o tempo que estavam na mesa, mas a mesma não conseguia focar em outra coisa que não fosse os lábios dele. Droga, por que ele tinha que ficar molhando os lábios com a língua toda hora?

And I’ve been thinking lots about your mouth
A conversation superseded by the way he talks
I’d be an anchor but I’m scared you’d drown
It’s safer on the ground


Stefan percebendo que a atenção da mulher já não estava mais em suas palavras e sim nele. Era estranho pensar que Katherine era sempre quem fazia a maioria das investidas sexuais entre eles, não que ele estivesse reclamando. Ele nunca foi o tipo de cara de fazer conotações sexuais e coisas do tipo. Graças aos céus se casou com uma mulher que sim.

Logo após o jantar, não demorou muito até que ambos estivessem no quarto fazendo uma grande bagunça entre os lençóis ou com suas roupas espalhadas pelo chão do quarto. Stefan e Katherine se permitiram ter uma noite para explorarem o máximo de si sem terem que lidar com o fato de que não aguentariam mais por exaustão. Não, ambos fizeram tudo no tempo e na intensidade que se sentiram confortáveis. As coisas aconteceram de forma deliberadamente prazerosa e satisfatória.

As coisas com os dois nunca seriam simples e ligeiras. Eles sabiam que precisavam agir de acordo com os limites e barreiras que ainda existiam no relacionamento deles, mas isso não significava que eles estavam livres de erros e que tudo acontecia sempre de acordo com o que eles esperavam. O casamento perfeito é um mito e não existe casal que seja inteiramente perfeito. Nada é inteiramente perfeito, o que acontece é que as pessoas se esforçam para fazer com que essas coisas funcionem da melhor maneira possível.


Fim



Nota da autora: Sem nota.



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