Capítulo único
Apoiada em uma mesa de bar, usava um vestido transparente, enquanto esperava sua amiga Carla para irem embora. Um homem de jaqueta branca sentou-se ao seu lado e apenas o observou de relance.
— É… Oi! — Disse ele, com um sorriso sapeca nos lábios, fazendo notar sua presença.
— Oi! — Respondeu ela, virando-se para ele e analisando cada detalhe.
— Meu nome é… — O homem foi interrompido por Carla.
— Ai, cheguei! — A mulher parecia apressada.
— Vamos? Desculpe, não me mata! — olhou através da sua amiga e notou um homem alto limpando um batom vermelho de sua boca, fazendo-a rir fraco.
— Ah, como é mesmo seu nome? — Perguntou , ao se levantar, para o rapaz de jaqueta branca ao seu lado.
— . — Ele respondeu, quase que aliviado por ela ter perguntado. Seu amigo o cutucou apontando para o relógio.
— Parece que ambos estamos com pressa, . — sorriu. — Talvez em outra oportunidade. — Completou, virando-se para a saída.
— Me diz o seu nome! — a segurou pelo braço, antes que ela pudesse sair.
— . — Os dois sorriram, seu nome ficou ecoando na mente dele, enquanto ela caminhava para a saída.
— Parece que o amigo dele ficou interessado em você. — Sussurrou Carla, as duas riram.
No dia seguinte, Carla e se encontraram para almoçar.
— Felipe está me pedindo o seu número. — Disse Carla.
— E quem é Felipe? — Perguntou , enquanto dava uma garfada na sua salada.
— De ontem, o amigo dele tá tentando te encontrar. — Carla mostrou as mensagens para a amiga e de repente o celular começou a tocar. — Olha, ele tá ligando. — deu de ombros e Carla rolou os olhos.
— Oi, Felipe. — Disse, ao atender o celular. — Vou passar para ela. — Estendeu a mão para entregar o celular à amiga, que limpou as mãos no guardanapo e segurou o aparelho.
— Olá. — Falou ao colocar o celular na orelha.
— Oi, ! Desculpa incomodar, eu queria te apresentar melhor ao meu amigo, , vocês conversaram brevemente ontem.
— Sim, eu me lembro.
— É… tá… — Sussurrou ele. — Você autoriza sua amiga a passar seu número?
— Sim, sem problemas. — Ela sorriu e entregou o celular a Carla.
— Oi! — Disse Carla, ao pegar o celular. — Vou te enviar por mensagem, beijo. — E desligou a ligação.
Naquela mesma noite, estava deitada no sofá, assistindo a um filme qualquer quando seu celular vibrou. Uma mensagem de um número desconhecido apareceu na tela.
“Oi, ! Espero que eu não esteja incomodando, sou eu, . Felipe me passou seu número. Queria saber se a gente pode se ver algum dia desses.”
sorriu ao ler a mensagem. Havia algo sobre que a deixava intrigada. Ele parecia genuíno, diferente dos caras que normalmente conhecia nas noites de bar.
Ela digitou rapidamente:
“Oi, ! Sem problemas. Podemos marcar algo.”
Segundos depois, a resposta chegou.
Ótimo! Amanhã à noite? Um jantar talvez?
hesitou por um instante. Havia mesmo uma urgência tão grande em vê-lo? Ela realmente sentia que deveria ir? Seu rosto começou a queimar, e de repente um arrepio percorreu seu corpo.
“Pode ser! Me manda o endereço.”
E assim, a próxima noite já estava definida.
foi trabalhar normalmente, imaginando como seria o encontro marcado com . Ela pensou em todas as roupas que tinha em seu guarda-roupa, em qual mensagem cada uma delas transmitia e como ela deveria se vestir. Quando anoiteceu, ela estava nervosa, olhando para si mesma no espelho e sentindo seu rosto queimar, como nunca havia sentido antes. escolheu um vestido vermelho simples, mas elegante. Não queria parecer que estava se esforçando demais, mas também não queria passar despercebida.
Quando chegou ao restaurante, encontrou já esperando na mesa. Ele sorriu ao vê-la, se levantando para puxar a cadeira para ela.
— Você realmente veio. — Ele brincou.
— Eu disse que viria, não disse?
riu, e logo os dois estavam conversando como se se conhecessem há anos. Ele contou sobre sua paixão por música, seu trabalho como produtor musical e algumas histórias engraçadas da vida. se pegou gostando mais da conversa do que imaginava.
Após o jantar, eles caminharam até um parque próximo. O ar da noite estava fresco, e se sentia confortável ao lado dele.
— Normalmente, eu não faço isso. — Ela confessou.
— Fazer o quê?
— Me interessar tão rápido. — sorriu e pegou sua mão de leve.
— Talvez seja só química. — Ele disse fazendo rir.
— Talvez. Mas eu não gosto de me iludir. — Provocou ela. tomou a atitude de se aproximar dela, segurando sua cintura e puxando seu corpo suavemente para perto do dele.
— E se não for ilusão?
— Então, talvez realmente seja só química. — sorri. se aproxima mais, sente sua respiração quente tocar em seu rosto, por um momento ela pensa em se esquivar, mas seu corpo se mexe sozinho e seus lábios se tocam. O beijo foi quente e envolvente, fazendo com que pela primeira vez em muito tempo, se permitisse sentir algo assim de novo.
O encontro dos dois não dava para terminar de outro jeito, o toque que transmitia tamanha eletricidade não poderia ser ignorado. não tinha esse costume, mas ela sabia que terminaria na cama, então, foram para o apartamento dela. Mesmo no elevador, parecia que havia um ímã entre eles que fazia com que fosse quase impossível se afastar, quando a porta do elevador se abriu, ela pegou seu chaveiro para destrancar a porta de seu apartamento - falhando miseravelmente, diversas vezes - quando finalmente conseguiu abrir a porta, o toque de se tornou tudo que ela desejava.
— Você tem certeza? — Perguntou ele, preocupado se ela estava no mesmo ritmo com ele.
— Você mudou de ideia? — Ela arqueou uma sobrancelha em provocação, ele negou com a cabeça. — Ótimo, porque eu tenho certeza. — Parte dela sabia que aquele começo estabeleceria esse tipo de relação, mas seu corpo a guiava para aquele momento, e ela não conseguia resistir.
Os dois caminharam até a cama, e ele ajudou a se despir, um pouco desajeitados, os dois riram tentando abrir tantos botões e zíperes. O corpo de nu de frente para era algo que ele gostaria de admirar por muito tempo, ela se aproximava cada vez mais dele, e ele sentia que o ar estava ficando rarefeito. Ela segurou em sua nuca e o puxou para um beijo, apertou sua cintura e puxou seu corpo para perto, sentindo seus corpos se tocarem. se jogou na cama, como um convite para subir em cima dela, e ele atendeu ao convite.
— Você é a personificação de tentação. — Sussurrou ele, beijando seu pescoço e descendo, percorrendo todo o seu corpo. estava ofegante, tudo que ela desejava era senti-lo. desceu os beijos até suas coxas, se aproximando suavemente de sua vagina. Ele se concentrou ali por um tempo, massageando com a língua em movimentos circulares, até sentir que ela estava molhada o suficiente. , por sua vez, soltava gemidos abafados.
subiu até os lábios de novamente, se posicionando entre suas pernas.
— Eu quero que você me diga o que você quer que eu faça. — Disse ele.
— Eu quero que você me coma. — Sussurrou ela, para aquele foi o convite perfeito. Ele a penetrou devagar, e foi aumentando a intensidade na medida em que ela gemia, cada vez mais alto. Com os dedos ele massageava seu clitóris, enquanto sentia seu corpo arder em tesão. se contorcia e não conseguia controlar seus gemidos, repetindo para que ele não parasse. sentiu sua vagina ficar molhada, e aumentou a intensidade dos movimentos, segurando seus cabelos e colando o corpo no dela. Ele beijava seu pescoço, o que fazia seu corpo arrepiar, e seus gemidos eram como o som mais excitante que ele já havia escutado. sentiu seu corpo extasiado quando finalmente atingiu o ápice, deitando-se em cima de e beijando seus lábios.
— Isso foi… — não conseguia terminar sua frase de tão ofegante que estava.
— Eu sei. — Respondeu ele.
Os dias passaram rápido. O que começou como um jantar virou noites em bares, conversas até de manhã e, inevitavelmente, noites na mesma cama. era viciante. Havia uma química absurda entre eles. Mas sabia que química nem sempre significava algo duradouro.
Uma noite, deitada ao lado dele, ela encarou o teto, perdida nos próprios pensamentos.
— O que foi? — Ele perguntou, puxando-a para mais perto.
— Isso aqui… — Ela hesitou. — O que estamos fazendo? —- suspirou.
— Estamos aproveitando. Vivendo o momento.
fechou os olhos. Ela queria mais do que apenas momentos. Mas tinha medo de pedir, porque ela sempre soube que essa relação havia sido estabelecida naquele primeiro encontro.
Com o tempo, as mensagens foram ficando mais espaçadas. As ligações diminuíram. ainda estava lá, mas de um jeito mais distante. sabia que já tinha visto esse filme antes. E sabia exatamente como terminava. Então, antes que ele pudesse partir primeiro, ela decidiu ir embora.
Ela deixou uma última mensagem.
“Talvez a química na cama tenha sido tudo o que tínhamos. E se for só isso, prefiro deixar assim.”
demorou para responder. Mas quando o fez, foi simples.
“Eu queria ter sido mais para você. Mas talvez você esteja certa, a química na cama foi o nosso limite.”
E assim, com poucas palavras, soube que era o fim. Ela olhou para a tela do celular uma última vez, depois o colocou de lado. Se ela ficou sentida? Claro que sim, ela não era o tipo de garota de viver de sexo casual, mas com ele, o sexo casual era bom demais para ser ignorado. A química na cama realmente era boa demais para perder essa experiência. A partir de agora a vida seguiria sem ele, como sempre foi, era grata por ter se permitido viver os momentos que viveu ao lado dele, até porque, foram divertidos. Mas uma hora a diversão chega ao fim. E o amor? Bem, talvez um dia ele viesse sem depender apenas de química.
Fim.
Nota da autora: oii gente, tudo bem? espero que sim! espero que tenham gostado, vou deixar meu insta de autora, pra vcs conferirem minhas outras fics, beijinhoss!
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