Contador:
Finalizada em: 17/07/2020

Capítulo Único

não sabia ao certo o que ela estava fazendo na academia do hotel àquela hora da manhã. Ela nunca havia sido do tipo que frequentava esse tipo de ambiente, ainda mais quando deveria estar dormindo, mas naquele dia, algo a incentivou.
Talvez tivesse sido o fato de que ela tivesse visto acordar quase de madrugada e vestir uma camiseta preta e calças de moletom um tanto largas, determinado a fazer algum tipo de atividade física antes de mais um dia de show. Talvez fosse mais o fato de que aquele tipo de roupa nele fazia com que ela se sentisse ainda mais atraída pelo homem, talvez fosse o jeito que ele parecia incontrolavelmente atraente com uma fina camada de suor cobrindo seu corpo, coisa que ela já havia visto inúmeras vezes em diversas situações.
Não havia como negar que era uma cena quase impossível de ser perdida quando a oportunidade se fizesse presente, fazendo com que rolasse os olhos internamente com o quanto seu corpo era fraco com a mera imagem do coreano correndo pela esteira e fazendo flexões. Ela não podia se negar.
Independente de qual fosse a real razão, lá estava ela, calça legging preta, uma regata um tanto solta pelo corpo e um top cinza, sentada na beirada do banco próximo à parede, os olhos percorrendo por todos os lugares enquanto falava com o personal trainer que sempre parecia acompanhar o grupo quando estavam fora de casa.
Era algo inédito, para ela, vê-lo participando de tais atividades, mas não podia deixar de negar que essa nova motivação que ele havia desenvolvido parecia ser perfeita e o rapaz, que nunca havia sido de tudo magro desde que o conhecera, havia conseguido construir um novo tipo de físico que ela estava adorando.
Desde que o encontrara novamente, tudo o que ela queria fazer era correr os dedos por seus ombros, descendo pelos braços, os joelhos tremendo um pouco ao se deparar com o “novo” abdômen que ele desenvolvera, a boca enchendo-se de água com aquela visão, língua correndo sobre os lábios na ansiedade de tocá-lo e, por que não, lamber a área.
Sim, ela tinha feito isso diversas vezes, mas parecia nunca ser o suficiente.
Desde a primeira vez que se encontraram, anos antes, o interesse por parte dela havia sido despertado. A brasileira, filha de coreanos, era uma das poucas pessoas da equipe por trás do show que poderia entender o que aqueles homens falavam e pediam.
Naturalmente, havia sido designada à tarefa de ser a intérprete deles, acompanhá-los durante os dias que passariam no país. Não foi a toa que a aproximação entre ela e aconteceu, muito menos ainda, porque continuou.
era algo fora do comum para ela; havia estado com outros caras antes, todos fortes e musculosos, mas nenhum chegava aos pés do coreano em frente à ela. Os olhos escuros pareciam perfurar-lhe a alma, deixando bem claro que ele poderia possuí-la a qualquer momento. As mãos calejadas segurando-a firmemente pelos quadris, controlando os movimentos quando ela estava por cima, deixando marcas vermelhas no corpo da mulher, causando um fogo por dentro dela, intoxicando sua mente.
O toque dele era sempre desejado, sempre rude e gentil ao mesmo tempo. Ela poderia tentar a vida inteira procurar por outra pessoa daquele jeito, mas seria praticamente impossível. E, ainda assim, aquele relacionamento deles era puramente físico. Talvez fosse por isso que funcionava.
A sombra do corpo do homem pairando sobre ela foi o que acordou a morena de seus pensamentos, o sorriso dele estendendo-se até os olhos e um leve riso escapando dos lábios quando percebeu o cansaço estampado no rosto dela, impedindo-a de prestar atenção em qualquer coisa.
- Tem certeza de que quer fazer isso? - perguntou se abaixando na altura dos olhos dela, as mãos repousando nas pernas da mulher. Se houvesse uma coisa no corpo dela que ele apreciava mais do que os quentes olhos castanhos, eram aquelas pernas. O toque sedoso da pele dela emaranhada com a dele toda noite, o jeito como elas se estendiam e se enrolavam ao redor da cintura dele quando a pegava no colo, as coxas quentes ao redor de sua cabeça enquanto a chupava, os dedos dos pés se contorcendo quando ela tinha um orgasmo... Sendo honesto, todas as opções anteriores.
- Aham - ela disse dando de ombros, usando os dele como apoio para se levantar do banco de metal, esticando as costas logo após - Você não vai ser o único que quer ficar gostoso.
- Mais gostosa, no seu caso - ele murmurou, piscando para ela enquanto pegava sua mão e a guiava pelo labirinto de esteiras e equipamentos.
Seria desnecessário dizer que muito não foi feito, pelo menos para .
Primeiro porque ela estava muito cansada para fazer qualquer coisa e malhar nunca tinha sido algo que ela gostasse de fazer. Segundo, e mais importante, porque ela tinha sérias dificuldades em se concentrar quando estava perto dela, a camiseta grudando no peito, os bíceps se contraindo e relaxando a cada segundo, o rosto concentrado nos exercícios, olhos nunca se perdendo enquanto tentava ao máximo completar as séries.
Ela nunca o tinha visto tão sério, malhando como se que ela fosse sua única função. Nem quando ele tinha alguma passagem de som parecia tão investido em fazer algo tão sério. E isso só fazia com que mais se adicionasse a tudo que ela estava sentindo.
O olhar de determinação que ele tinha, como os sopros de ar saíam de sua boa, as veias nos braços e no pescoço, o movimento de contração e relaxamento dos músculos… A imaginação dela corria livremente, pensando em como tudo aquilo pareceria se estivesse sem a camiseta, as pernas impulsionando o corpo para cima e para baixo quando precisa fazer um burpee, o cós da boxer aparecendo, a cama de suor em seu rosto… estava tendo certa dificuldade em se concentrar.
Mas o que ela não sabia era que estava plenamente consciente de tê-la observando tudo o que fazia e que tudo era feito com o único propósito de provocá-la, perturbar sua mente além da compreensão e ele sabia que estava funcionando conforme o esperado.
Cada pequena respiração que escapava da boca de apenas funcionava como combustível para fazer colocar 110% de si mesmo na próxima série. Naquela velocidade, ele estaria morto no final do dia, mas não iria reclamar se o seu objetivo principal estivesse funcionando.
Pensando bem, ela deveria estar sempre presente. Faria com que ele se comprometesse mais.
E não era apenas o exercício dele que era mais duro, porque enquanto ela não estava fazendo muito, a maneira como ela olhava para ele, com a língua correndo sobre os lábios deliciosos, os olhos voltados para ele como se o homem fosse um pedaço de carne, os cabelos grudados no pescoço, o rosto levemente vermelho, a respiração ofegante e a maneira como as calças delineavam suas pernas faziam os pensamentos de divagar, imaginando todas as coisas que ele queria fazer com ela.
Se estivessem sozinhos naquela academia, os halteres seriam esquecidos por muito tempo e ele teria feito o que quisesse com ela contra a parede, sem se importar com o mundo, enquanto investia contra ela, as unhas roçando nas costas dele, deixando arranhões vermelhos por toda parte, enquanto ela gritava o nome dele em voz alta.
Mas mesmo que fossem as pessoas mais desinibidas do mundo - coisa que era muito próxima - eles precisavam se lembrar dos constantes toques que Siwon e Donghae sempre faziam, sobre não poderem se agarrar em qualquer lugar: era algo que as pessoas não gostavam e tinham que tomar o maior cuidado possível, além de deixarem de ser idiotas.
No fundo, eles não se importavam em nada com o que as pessoas queriam ou não, mas tinha noção de que não podia ser pego se agarrando com . Isso era imprescindível.
Porém ele escolheu ignorar esses pensamentos e se concentrar em terminar o que quer que estivesse fazendo. , por sua vez, já tinha desistido de ser atlética e tinha se recolhido para o outro lado da academia, mas os olhos ainda estavam fixos no rapaz. Ela estava consciente dos olhares que ele atraía, mas estava se sentindo bem calma quanto a isso. Não era como se eles namorassem e devessem algum tipo de exclusividade um ao outro, certo?
Mas esse pensamento se esvaiu no momento que outra garota apareceu por perto. Alta, loira, de olhos claros. Tudo nela iria, com toda a certeza, atrair a atenção de um asiático que achava ocidentais “exóticas”. E, como se não bastasse, a loira ainda foi caminhando em direção à , com um sorriso completamente malicioso nos lábios e uma expressão de flerte.
O primeiro instinto de era marchar até onde eles estavam e soltar um dos pesos que não estavam sendo usados no pé da outra mulher, mas então respirou fundo e, se controlando um pouco, decidiu agir de forma diferente. Não porque ela não queria machucar outra pessoa, mas porque não queria quebrar nada no hotel e ter que pagar por isso depois. Eram prioridades completamente diferentes.
E foi por isso que ela resolveu negligenciar tudo o que estava acontecendo em frente a ela, algo que sempre parecia fazer quando se tratava de , mas que esse dia parecia ser extremamente difícil. Ainda assim, ela não se deixou abalar: não era hoje que deixaria alguém perceber o quanto ela estava irritada com essa situação.
Mas nada disso significava que ela deixaria o coreano sair ileso. Ele não havia feito nada errado, sabia bem disso, mas queria que a mulher soubesse que ele não estava completamente livre e desimpedido e, para isso funcionar, ela teria que provocar o rapaz um pouco.
Empurrando seu corpo para longe da parede, discretamente desamarrando um de seus tênis e caminhando até onde os dois estavam, jogava o quadril de um lado para o outro, os olhos fixados no peito de , perfurando o torso do rapaz com o tanto de intensidade que ela resolvera usar, os pés nunca vacilando.
Quando ela estava próxima o suficiente, sentiu o olhar dele mudar para ela, um sorriso malicioso então adornando os lábios da garota enquanto piscava para ele uma vez antes de se inclinar para frente, a bunda empinada, agindo como se havia acabado de perceber que o cadarço tinha desamarrado.
fez tudo de forma lenta, enrolando para terminar a simples ação o mais tempo que pudesse e quando finalmente se deu por satisfeita, olhou novamente para ele, sorrindo ao perceber o olhar de fixo nela, a loira falando sozinha sem parar e sem se tocar de que a atenção do homem já não estava mais nela - como se em algum momento estivesse.
E simples assim, sem dizer nenhuma palavra, se levantou, o sorriso pretensioso ainda fazendo parte de suas feições, e caminhou para mais perto de , sua postura desbancando completamente a estranha que ainda se fazia presente.
- Eu vou tomar um banho - ela disse, a voz alguns tons mais baixos. - Já volto - terminou, uma mão pressionada contra o peito dele enquanto ela se estendia na ponta dos dedos e o beijava bruscamente, um som alto ecoando quando eles se separaram e ela saiu em direção ao vestiário, os quadris dançando de um lado para o outro, os olhar de fixo nela ainda mais depois disso.
O jato de água quente que saía do chuveiro não era o suficiente para suavizar os músculos tensionados. Nada tinha a ver com os exercícios - apesar de terem contribuído muito para como ela se sentia - mas era mais uma dor dormente causada por ninguém menos que o coreano que estava, naquele momento, do lado de fora, provavelmente muito ocupado com uma série de repetições que ela não se importava.
podia sentir-se nervosa com o mero pensamento dele, os músculos tensos se erguendo sob a camiseta justa, a maneira como ele lançou um último olhar para ela enquanto ela caminhava para o vestiário, o desejo se acumulando naquelas íris escuras enquanto ela fazia o de tudo para provocá-lo.
Tudo isso se acrescentava à camada de tensão que havia se estabelecido em seu corpo e havia apenas uma maneira de se livrar dela. Infelizmente, ele estava do outro lado daquelas paredes, completamente inconsciente de sua ajuda necessária.
Ou assim ela pensou, porque nem um minuto depois, houve o som indistinto de uma porta sendo aberta e passos levando alguém para a área do chuveiro. Não demorou muito para que ela sentisse um corpo pressionado contra o dela, fazendo-a pular no lugar e se virar para trás repentinamente.
- Sou eu - ela ouviu resmungando com uma voz rouca e profunda, algo dizendo que ele estava se esforçando ao máximo para manter seus sons abafados. Ok, não havia muitas pessoas na academia àquela hora do dia, mas eles não podiam correr o risco de serem pegos.
- Que porra você está fazendo aqui, ? - ela sussurrou, seus olhos em completa confusão, mas suas mãos criando vida própria e encontrando o caminho para a parte de trás do pescoço dele, entrelaçando os dedos.
- Eu pensei que era pra isso aquele seu showzinho lá fora - ele sorriu, a cabeça inclinando-se para a curva do pescoço dela, mordiscando a pele um pouco, uma respiração entrecortada e baixa vindo dela - Para me fazer seguir você.
riu e fechou os olhos.
- É claro que pensou.
- Eu estava errado?
- Redondamente.
se afastou dela, seus olhos voltados para os dela, instantaneamente percebendo o blefe. É claro que ela estava provocando-o, tentando influenciá-lo a violar as regras mais uma vez, como sempre foram propensos a fazer.
É claro que ela queria que ele a seguisse até o vestiário feminino, entrasse no chuveiro com ela e fazê-lo imaginar que ela estava prestes a deixá-lo fazer qualquer coisa com ela. Porque era assim que eles trabalhavam. Ela só não achava que ele iria obedecer tão rapidamente, arriscando se colocar em apuros com a gerência do hotel no meio do caminho.
No entanto, ele não se importava. Eles poderiam expulsá-lo e proibi-lo de voltar, ele não deixaria essa oportunidade se perder. Porque era extremamente gostosa e estava bem na frente dele, seu corpo molhado pela água que escorria, os olhos ardendo em desejo.
E foi quando as costas de colidiram contra a parede de azulejos frios que percebeu que não dava a mínima para nada. Havia algo que era incrível ao quebrar as regras, a emoção de ser pego, os sussurros silenciosos e gemidos sufocados queimando no fundo da garganta. Havia algo de quente no perigo iminente de se fazer a coisa errada e, no entanto, ela não conseguia se conter.
Ela não conseguiu impedir de se lançar nela, seus lábios se sobrepondo aos dela, o lábio inferior capturado entre os dele em seu ataque, sugando um pouco. Houve um momento de hesitação vindo de , um lampejo cintilante de indecisão ao pensar se era algo que eles deviam fazer ou não, mas logo se perdeu no estado frenético de beijos apressados, a língua do homem traçando o contorno de seus lábios carnudos provocando, exigindo acesso.
Ele estava com pressa, isso podia ser percebido, mas não significava que seus beijos eram menos calorosos, menos sexy, e quando ela finalmente abriu a boca, sua língua explorou cada centímetro dela, reivindicando seu domínio sobre o dela. E ela gemeu, as mãos segurando o cabelo dele severamente, tentando se manter no chão. Seus beijos eram capazes de derrubá-la.
não sabia o que fazer com suas mãos, elas estavam por toda parte; não havia um centímetro do corpo dela que não fosse apalpada, pressionada ou espremida, certamente prestes a deixar marcas vermelhas em formatos de dedos, até que elas se acomodaram nos quadris dela, cravando na pele e trazendo a metade inferior dela para ele ainda mais, se isso fosse possível, um gemido escapando dele enquanto seu pau pressionava contra a pélvis dela. Não demorou muito para ele estar no ponto, nunca foi. Tudo que ela fazia o excitava.
Os beijos dele deslizaram para o queixo dela e então para o pescoço, sugando e deixando marcas vermelhas escuras por todo o corpo. Ela poderia usar maquiagem para escondê-las depois, ele tinha certeza, mesmo que preferisse que ela não o fizesse. A cabeça de caiu para o lado, concedendo-lhe mais acesso, os lábios ardendo sobre a pele dela em um frenesi de luxúria e desejo.
A mente dela era muito parecida com a sala: nebulosa, espessa e ofegante por ar. era tudo o que ela precisava no momento, seus lábios cobrindo seu corpo, suas mãos apertando seus quadris, sua respiração abanando sua pele; não havia mais nada em sua mente além dele.
- Por mais que eu adorasse continuar - ela sussurrou com certa dificuldade, o ar quente no chuveiro não fazendo nada para ajudar - Você tem que se apressar.
- Pula - murmurou, seus lábios ainda presos no pescoço dela, batendo levemente na bunda da garota, fazendo-a envolver as pernas nele.
Com cuidado o suficiente para não escorregar, ela pulou, os braços envolvendo firmemente o pescoço dele, as pernas circulando a cintura dele, um gemido rouco vindo de ambos no contato repentino. alcançou entre eles, sua mão segurando o pênis de e alinhando-o com sua entrada, esperando que ele finalmente entrasse nela.
lançou para frente os quadris, seu membro deslizando na boceta dela sem esforço, enchendo-a por completo, o ângulo causando as melhores sensações para ela.
sentiu suas paredes se esticarem para acomodá-lo, a ponta do pênis dele pressionando levemente contra seu ponto ideal. Ele era o único que já havia sido capaz de acertá-lo sem muito trabalho. Certamente, desta vez não seria diferente, algo que se provou estar certo quando ele começou a sair dela, quase completamente, apenas para entrar nela novamente.
jogou a cabeça para trás, batendo-a levemente na parede, mas ela não se importou com a dor. Seu foco estava em outro lugar, mais abaixo, onde ela podia sentir acelerar o ritmo, usando a ponta dos pés para manter o equilíbrio e impulsionar seus movimentos contra ela, a testa pressionada no ombro, a boca mordiscando a pele sensível. Seu corpo estava em chamas, cada pequena sensação amplificada pelo som de suas intimidades batendo uma contra a outra, seus gemidos contidos enchendo o vestiário.
- Bem aí - a morena engasgou, a respiração irregular, a mente enevoada, todo o corpo se rendendo à mercê dele.
Ela sentiu que ele a empurrava com mais força, seus quadris chocando-se duramente contra os dela, o nó em seu abdômen apertando, ameaçando se soltar a qualquer momento. Se a água não caísse do chuveiro, teria notado que as pequenas gotas que começavam a se formar no rosto do rapaz, nada tinham a ver com aquilo, mas sim com suor. Ele podia sentir que ela estava perto e ele também.
A visão dela exposta a ele, em completa submissão, era algo que ele nunca iria se esquecer. Os olhos fechados, boca aberta e a expressão de pura felicidade foram coisas que o surpreendera. Ela parecia mais jovem, mais selvagem, muito além do nível dele e, no entanto, lá estava ele, pressionado contra ela, fazendo-a sentir coisas que nunca havia sentido antes, xingamentos baixos saindo dela enquanto tentava ao máximo conter os gemidos altos que ameaçavam escapar toda vez que ele penetrava em sua boceta e atingia seu ponto G.
O nó dentro dela estava prestes a se partir. sabia que não iria aguentar muito mais e, como se previsse isso, sentiu soltar uma das mãos da cintura dela para ficar entre eles, o polegar pressionando contra o clitóris, desenhando círculos desajeitados. Dessa vez, a garota não conseguiu conter o gemido alto, o som ressoando na área de banho, os dedos dela no cabelo do homem puxando as raízes enquanto seus orgasmos a inundavam em ondas quentes de prazer, suas paredes internas se contraindo ao redor dele, levando-o ao limite, preenchendo-a enquanto os músculos dela continuavam a se fechar ao redor dele, aumentando a sensação de prazer.
Lentamente, sentiu tudo voltar para ela, o estado de neblina em que sua mente foi substituída pela clareza de um sentimento pós-orgasmo, seu corpo completamente relaxado quando ela desceu do colo do coreano, as pernas tremendo um pouco quando as colocou no chão, ainda usando os ombros de como apoio.
Ele também não estava em melhor forma. Os exercícios, adicionados ao sexo, o esgotaram, sua cabeça ainda apoiada na clavícula da garota, seu coração batendo contra as costelas enquanto ele tentava recuperar o fôlego.
- Eu, com certeza, vou te levar o resto da viagem - ele murmurou, os lábios roçando contra a pele dela numa carícia quente e arrancando um arrepio dela.
- Continue sonhando - murmurou com as mãos correndo pelos cabelos dele, brincando suavemente com os fios que até momentos antes ela havia puxado sem nenhum tipo de dó.
- Eu to falando sério.
O tom de voz que usara naquele momento fez com que todo o clima dentro do vestiário mudasse. Onde antes havia uma atmosfera abafada e cheia de desejo, se transformara em algo completamente frio e impessoal.
Em nenhum momento havia imaginado que aquele tipo de pergunta se seguiria, muito menos vindo dele. Claro que eles se entendiam muito bem, tinham uma sincronia e um encaixe quase perfeito, mas... Ela não era o tipo de garota que se deixava levar pelo momento, muito menos quando se tratava de alguém que morava do outro lado do mundo e aparecia uma vez a cada dois anos.
Segui-lo pelo resto da tour seria o mesmo que alimentar uma pequena esperança, tanto para ela quanto para ele, e não era essa a vida que a morena queria. Não queria o compromisso de ficar pensando nele quando não estava por perto, não queria sentir-se magoada e muito menos magoá-lo.
Era isso que ela havia prometido a si mesma desde o início, desde que o conhecera e se sentira completamente atraída e rendida por ele. E pensava que o mesmo se aplicava ao idol, mas talvez estivesse enganada.
- ... - ela suspirou, os braços se soltando dele completamente e dando alguns passos para trás, o olhar procurando pelo dele, que parecia completamente desfocado ao ouvir o tom que ela usara - A gente não é assim. Você sabe disso.
- Mas a gente pode ser - o argumento estava pronto e ensaiado. Seria mentira dizer que ele não havia pensado sobre isso antes.
sabia que era um grande tiro no escuro, mas precisava tentar. Não era como se os dois fossem completamente estranhos; eles se conheciam havia anos, mantinham contato quando estavam em lados opostos do planeta... Por que não tentar?
Mas ali, com a água quente caindo sobre eles, o olhar vulnerável que ele lançava para ela e o fato de que parecia não conseguir encará-lo, fazia tudo parecer mais real. Ele havia se precipitado.
Respirando fundo, o coreano balançou a cabeça em concordância com o silêncio dela, dando alguns passos para trás antes de se afastar completamente dela.
- A gente... A gente conversa mais tarde então, - foi tudo o que conseguiu dizer, os pensamentos completamente enevoados e difusos, ignorando qualquer tipo de reação que poderia vir dela ao se virar, pegar a primeira toalha que viu disponível por ali e desaparecer do vestiário.

***


A voz que saía do alto falante parecia completamente distante. Ele sabia que estavam anunciando qualquer coisa sobre algum voo em outro idioma, mas ainda assim as palavras pareciam incompreensíveis para ele.
Seus olhos pareciam percorrer por toda a extensão da sala VIP da área de embarque, um pequeno fio de esperança ainda o conectando às lembranças do dia interior. Porque era possível que aparecesse, certo? 20h eram o suficiente para ela pensar sobre o assunto e chegar à mesma conclusão que ele.
Mas quanto mais ele esperava, mais a pequena chama dentro de si se apagava.
- É o nosso voo - um leve chute em sua perna o despertou, os olhos procurando pelo culpado e encontrando Siwon olhando para ele com uma expressão indecifrável.
respirou fundo antes de se levantar, os ombros baixos deixando de lado toda a postura que ele geralmente tinha, ignorando os olhos dos outros enquanto seguia em direção à pequena fila que se formava em frente ao portão de embarque.

Perhaps you might be a bit dangerous to me
Too unreal for me to be rational
Although I’m aware of the significant risk




Fim



Nota da autora: Acho que... Nem sei por onde começar com essa nota... Existe uma piada entre a Lígia e eu de que Lee Hyukjae só pode se ferrar nas nossas fanfics. Estou aí, mais uma vez, comprovando isso. Haha
Apesar de tudo, esse homem maravilhoso não merece isso, gente, coitado, mas ainda assim foi necessário. Talvez haja uma continuação em algum momento, não vou prometer nada, mas... A possibilidade existe e deixo ela no ar. Quem sabe um dia, não é mesmo?
No mais... É isso. Espero que tenham gostado e termino essa nota fingindo costume com uma fic restrita de minha autoria. Beijos.





Outras Fanfics:
Fanfics mais recentes:
Risky Business | Originais > Originais (em andamento)
Devil | KPOP> Super Junior(shortfic)
Growing Cold | KPOP> Super Junior(shortfic)
Never Love This Way Again | Especial The Lost Authors(oneshot)
Descubra mais na minha página de autora.

A única coisa ruim dessa história, é que eu só assisti os dois se pegando e não participei, na boa, que vida injusta. Hyukjae e Hwasa, e eu chupando o dedo (porque né... única coisa que tá dando ultimamente). Enfim... Ainda tenho fé de poder fazer parte um dia! E sobre a piada, Lee Hyukjae só se ferra nas nossas fanfics, é verdade. E gosto disso haha! Arrasou abiga, como sempre! ♥
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


comments powered by Disqus