Última atualização: Fanfic finalizada.

Capítulo Único

Férias. Era a palavra mais cobiçada por nos últimos meses. Poder dizer isso em tom aliviado e não saudoso era a melhor sensação que tinha em muito tempo.
Fazia dois anos que ele não sabia o que era aquilo. Agora pretendia aproveitar ao máximo.
Tinha acabado de descer do uber, sentindo o vento bater em seu rosto e o cheiro característico do mar. Aquilo lhe trouxe uma tranquilidade enorme e ele estava satisfeito em saber que isso só iria aumentar, pelo menos no mês que seguiria.
Caminhou na direção do enorme navio e entregou sua passagem assim que foi solicitada, contendo-se para não correr para dentro do local de tão empolgado que estava.
Durante alguns metros, ele conseguiu se controlar e fingir que era uma pessoa normal. Se perdeu com o mapa e teve que perguntar para alguns funcionários a direção de onde ficava seu quarto, mas no fim tudo deu certo.
Quando ele entrou na cabine que o abrigaria, no entanto, não conseguiu se segurar e fez uma dancinha da vitória.
Aquelas seriam as melhores férias de sua vida.
Sacudindo seu corpo de um lado para o outro em mini pulos, se virou na direção da porta e só percebeu que tinha a esquecido aberta quando viu um rapaz parado na frente dela, observando toda a cena.
Não sabendo onde enfiar a cara, ele sentiu seu rosto queimar e, percebendo sua vergonha, o outro balançou a cabeça e saiu dali sem dizer nada.
Mais do que depressa, fechou a porta e levou as mãos à cabeça, se sentindo mais envergonhado ainda, porém acabando por rir de sua desgraça.
Passar por aquele tipo de situação era bem a cara dele, e isso nem prolongadas férias mudariam. Já era de nascença.


☀️


Apoiando o queixo em uma das mãos, percebeu que aquela era talvez a milésima vez que seus olhos pesavam de sono.
Havia se inscrito na maioria das atividades que aconteceria durante a viagem, então a primeira delas era uma sessão de cinema, onde, ironicamente, eles passariam Titanic.
gostava do filme, mas acabou se entediando e o sono estava lhe dando uma surra. Tanto que, quando deu por si, sua testa batia no encosto da cadeira da frente e ele quase caiu, já que estava vazia.
Arregalou os olhos de susto e deu uma olhada em volta, notando que algumas pessoas tinham parado para lhe encarar, então acabou desistindo do filme.
Agradeceu mentalmente por ter escolhido uma poltrona mais próxima da porta e saiu de fininho, tentando apagar da mente mais um de seus fiascos.
Era fim de tarde e ele parou na parte externa do navio, se apoiando no parapeito e admirando o oceano que seguia à sua frente.
De repente, notou uma presença ao seu lado e virou-se para olhar quem era, reconhecendo de imediato o cara que tinha o visto dançando no quarto.
Virou a cabeça para frente de novo rapidamente, sentindo o rosto ferver e de repente se assustou ao ouvir a voz do outro.
— Acho que eu te devo desculpas pela invasão de privacidade.
Por uns dois segundos, congelou, então olhou para o rapaz de rabo de olho e percebeu que um sorriso torto brincava nos lábios dele.
Aquilo o deixou mais nervoso em vez de tranquilizá-lo, o que provavelmente era a intenção.
— Tudo bem — respondeu, sem ainda olhá-lo diretamente.
— Não, é sério. Não se deve parar na porta da cabine dos outros assim. Mesmo que a sua estivesse aberta, eu não tinha direito algum e…
— Relaxa. Não é como se fosse crime ver um doido dançando no quarto. — Então arriscou se virar de frente para o desconhecido, vendo-o soltar uma risada discreta.
— Foi uma dança respeitável — resolveu brincar, vendo que ainda estava desconfortável.
— Não foi nada. Você chama de respeitável uma dancinha patética da vitória? — Acabou rindo.
— Digna de um daqueles prêmios que eu nem sei o nome. Cisne negro da dança? — gargalhou.
— Cisne negro? Não é o branco que é o desengonçado? Só lembro que a Natalie Portman arranca um pedaço dos dedos numa parte do filme. — Deu de ombros.
— É um ótimo filme. Falando sério — admitiu, vendo o outro acenar em concordância.
— Cumpre bem o papel dele, não é? Também gosto. — Sorriu de canto.
. — Estendeu sua mão na direção do rapaz.
. — Prontamente a segurou, sentindo apertar sua mão e retribuindo o comprimento. Ele tinha uma pegada firme que fez o rapaz pensar inúmeras coisas inapropriadas e talvez aquilo estivesse transparecendo, já que sentiu seu rosto esquentar.
Soltou a mão de rapidamente, se arrependendo segundos depois por tê-lo feito rápido demais. O constrangimento seria duplo se tivesse notado seu interesse nele e não sentisse o mesmo.
Mas se sentia ou não, não soube desvendar, já que o rapaz apenas manteve um sorriso nos lábios que poderia significar mil coisas diferentes.
— Qual foi a sua vitória? — Focou sua visão em , confuso. — Você disse que estava fazendo uma dancinha da vitória. Fiquei curioso — explicou, ao perceber.
— Ah, essa vitória — murmurou, ao entender. — Foi conseguir tirar férias e viajar em um cruzeiro pelo Caribe. Desde muito tempo eu sonhei com isso — confessou.
— É a primeira vez então que você viaja de navio? — perguntou, subitamente empolgado.
— Primeira vez — concordou, notando um brilho engraçado nos olhos de .
— E você aqui parado depois de fugir de uma sessão de Titanic? — Estava indignado.
— Como sabe que eu estava assistindo Titanic? — Achou graça.
— Um passarinho me disse — Fez graça. — Na verdade, eu te vi, também estava lá. Resolvi sair porque precisava desesperadamente de um cigarro, mas esqueci de fumar. — ficou surpreso por aquela última informação. Ele tinha feito esquecer o cigarro? Quis balançar a cabeça para se negar a pensar aquelas coisas.
— Você, pelo jeito, é um bom observador.
— Às vezes, não como eu gostaria — confessou, despertando ainda mais a curiosidade de .
— Como assim? — resolveu perguntar, tentando decifrá-lo.
— A ideia é observar sem ser pego em flagrante. — A resposta desconcertou um pouco o rapaz, que não soube o que responder.
Um silêncio se instaurou entre os dois. voltou a encarar o oceano e um pequeno sorriso moldou seus lábios antes que pudesse se reprimir.
— Vem comigo — soltou, de súbito, fazendo com que o encarasse em confusão.
— Para onde? — No fundo, não queria questionar, mas precisava.
— Apenas venha — insistiu.
Os olhos de um se fixaram nos olhos do outro por alguns segundos, necessários para que ponderasse se deveria mesmo ir ou não, já que havia acabado de conhecer aquele rapaz.
E, num impulso de insensatez, resolveu ceder à voz que sussurrava em sua mente que ele deveria ir, que deveria esquecer todas as coisas que lhe preocupavam.
sorriu largamente ao ver que seu convite foi aceito e começou a caminhar pelo navio, deixando que emparelhasse ao seu lado.
A curiosidade estava deixando inquieto. Não saber o que lhe aguardava estava o deixando maluco, mas então ele vislumbrou uma porta e quando a abriu para ele, não hesitou em entrar no novo local.
Seus olhos se iluminaram de surpresa e aprovação quando viu que era um dos bares do cruzeiro. Tocava uma música animada, a qual ele se surpreendeu por não ter notado do lado de fora.
— Me parece que você está precisando viver um pouco, . — A voz de havia soado próxima demais, deixando-o até arrepiado.
— Me parece que você está certo. — Se aproximou um pouco para responder, de forma que escutasse sem que ele precisasse gritar tanto contra o som.
respondeu com um sorriso torto, seguindo até o bar, onde pediu algum drinque colorido que não sabia o que era. Ele não era de consumir muito álcool. Estava sempre preocupado com o fato de que trabalharia no dia seguinte e ressacas eram um péssimo negócio. No entanto, ele não recusou quando o rapaz lhe entregou.
Foi com muita sede ao copo, tomando longos goles que acabaram fazendo-o tossir descontroladamente, sentindo sua garganta queimar.
Rapidamente, tomando o copo de volta, riu, enquanto estava roxo de vergonha.
— Vá com calma aí, cachaceiro — zoou com ele, que precisou secar algumas lágrimas dos olhos enquanto recuperava o ar.
Abriu a boca para responder e acabou caindo na risada, tossindo mais um pouco. Era a cara dele passar mais vergonha.
— Que porra tem aí? — perguntou, com a voz até meio falha.
— É só um lagoa azul. — Achou graça. — Curaçau blue, com suco de limão e água com gás — explicou, ao ver a cara de quem não sabia o que era lagoa azul.
— Curaçau blue. Negócio forte — resmungou.
— Você não é muito de beber, não é? — Já tinha percebido aquilo, mas comentou mesmo assim.
— Ando sempre preocupado com o trabalho. Acho que nunca tomei um porre na minha vida — confessou, dando de ombros.
— Nunca mesmo? Nunquinha? — se espantou.
— Nunquinha. É agora que você sai correndo e me chamando de careta? — brincou, soltando uma risada para conter o nervosismo. Pensando bem, aquele tipo de coisa não o tornava interessante em nada.
Para a sua surpresa, no entanto, negou com a cabeça.
— Muito pelo contrário. Falei que você precisava viver um pouco, não falei? Se deixar, vou te ajudar com isso.
Como conseguiria negar alguma coisa? Encantado com ele do jeito que estava, não se via capaz disso.
— Eu deixo. Se não deixasse, não estaria aqui com você — respondeu, aceitando mais uma vez o copo da mão dele.
Bebeu com mais calma dessa vez, tentando disfarçar a tremedeira em suas mãos. notou aquilo e tocou a mão livre dele com a sua.
Mais uma vez, se surpreendeu, mas não recuou, então deixou-se levar até o meio do local, onde algumas pessoas dançavam a música que tocava.
Parando num espaço vago, começou a se balançar de um lado para o outro, sem soltar a mão de , que desviou o olhar algumas vezes, se sentindo mais nervoso.
— Relaxa. Feche os olhos e deixe que a música te leve.
Prontamente, ele fechou os olhos. Sentiu as coisas ao seu redor até se intensificarem. A música pareceu mais alta, penetrando seus poros. A presença de ali consigo foi lhe instigando, o toque de suas mãos foi lhe chamando e, quando deu por si, começou a mover o corpo, acompanhando as batidas, deixando que a melodia dominasse suas terminações nervosas.
Quando se deu conta, seus olhos estavam abertos, seu corpo se movia como nunca, risadas ecoavam de seus lábios e ele levou mais algumas vezes o copo de bebida à boca, até que seu drinque acabou.
— Vou buscar mais — disse, mas negou com a cabeça.
— Deixe que eu vou dessa vez. Vamos ver se sei escolher drinques. — Ambos sabiam que ele não sabia, mas mesmo assim concordou.
— Me surpreenda — instigou, ao que respondeu com uma erguida de sobrancelha.
Esbarrando em algumas pessoas e pela primeira vez não se importando em pedir desculpas, ele conseguiu chegar até o balcão.
Lá, simplesmente congelou porque realmente não fazia ideia de qual bebida escolher. Talvez ter se oferecido não fosse lá uma boa opção.
Uma risada alta chamou sua atenção e, quando ele olhou para o lado, viu uma moça de longos cabelos negros e diversas tatuagens pelos braços. Ela murmurava algo no ouvido de um loiro, de cabelos enrolados, e realmente bonito. O viu rir do que ela dizia, então a moça se voltou para o balcão e pediu shots de tequila.
Ficou curioso, nunca tinha provado. Observou com atenção quando os dois lamberam o sal que tinham colocado nas mãos, beberam o shot e depois chuparam o limão. Não tinha nenhum segredo.
Quando o barman se aproximou, ele foi lá e pediu o mesmo.
Foi meio difícil caminhar até carregando tudo, mas o pessoal até ajudava quando percebia o líquido precioso que carregava.
Ao alcançar sua companhia, foi a vez dele erguer a sobrancelha.
— Aceitou mesmo o desafio, não é? — comentou, pegando um dos copinhos de shot.
— Não consigo negar desafios quando são oferecidos para mim. — Era verdade, era naturalmente competitivo, às vezes até consigo mesmo.
— Uh, sério? Nesse caso, eu desafio você a parar de se controlar o tempo todo e fazer o que der na telha. — Ficou observando a reação de .
— Tá valendo — respondeu, sem hesitar. E só pra provar que ele estava levando o desafio bem a sério, colocou um montinho de sal na boca e bebeu a tequila, chupando o limão como tinha visto fazerem.
A bebida queimou muito mais que o drinque da lagoa e obviamente ele voltou a tossir, mas dessa vez se esforçou para não fazer tão feio.
o observou enquanto fazia aquilo com um pequeno sorriso desenhado em seus lábios. Algo lhe dizia que ao lado de sua noite apenas estava começando e esta ele demoraria a esquecer. Foi a mesma coisa que o fez parar quando percebeu um maluco dançando sozinho dentro da cabine e também ir na direção dele quando o viu sair da sessão de cinema.
Sabia o que era e não sentia o menor impulso de parar. era assim, nunca refreava seus desejos e isso lhe deixava em maus lençóis em alguns momentos. No entanto, o rapaz nunca se arrependia. Errar era aprender também.
percebeu os olhos de fixos nele e o canto da boca antes de moldar um sorriso.
— Sua vez. — Indicou o copo de shot ao rapaz, que ergueu o objeto para cima, como se fosse brindar.
— Saúde! — gritou, rindo por ouvir algumas pessoas responderem, então repetiu o mesmo ritual do sal, tequila e limão.
Para , a queimação já não era tão difícil de lidar, então ele voltou a dançar com maior empolgação, vendo que já fazia o mesmo.
estava gostando daquilo. Da agitação, da energia do lugar e de como estava livre de uma forma que não sentia há muito tempo. Aproveitou cada música que se seguia, dançando, cantando, tomando mais drinques e sentindo o mundo girar, girar, e girar.
Não se importou com mais nada. Todas as coisas que lhe preocupavam ficaram para trás e para ele só existiam aquelas luzes piscando, a música e .
Como era possível que alguém lhe encantasse tanto em poucas horas? No fundo, ele nem queria entender porque isso não o impediria de sentir a enxurrada de emoções que sentia.
Escolheram drinques diferentes porque de repente a ideia de provar todas as opções do cardápio era bastante atrativa. Então compartilharam um com o outro, deixando as mãos se tocarem propositalmente enquanto trocavam os copos.
Os olhos de um se encontraram com os olhos do outro, sorrisos de canto foram formados, mais músicas, mais dança e a distância entre eles foi diminuindo.
percebeu então que logo estava próximo demais de , conseguindo até mesmo sentir a respiração dele contra sua pele, o arrepiando, o puxando mais para ele.
Seus olhos desviaram rapidamente quando vislumbrou longos cabelos negros e reconheceu o casal que havia encontrado no bar. Os dois sorriram um para o outro de maneira provocativa e, em uma questão de segundos depois, estavam grudados um ao outro, se beijando e se agarrando como se o amanhã não existisse.
Aquilo, de alguma forma, fez sorrir. percebeu e procurou o que causava aquela reação dele, acabando por sorrir também quando percebeu o casal.
voltou-se para e dentre as milhares coisas que se passaram por sua cabeça, a mais forte delas era que queria estar com ele da mesma forma. Pela maneira que o outro, então, o encarou de volta, percebeu que o desejo era recíproco.
E rendendo-se completamente, já que não havia motivo algum para se parar, tomou a iniciativa e juntou seus lábios aos do rapaz.
não recuou, muito pelo contrário. Levou as mãos até seu colarinho e o puxou para mais perto, retribuindo o beijo e enroscando sua língua na de .
Subitamente, a música já não tinha mais importância alguma, assim como qualquer outra coisa ao seu redor. Algumas pessoas cochicharam umas com as outras, mas nada os separaria naquele momento. Eram tão humanos quanto qualquer um ali naquela festa.
As mãos de agarraram a camiseta de pela cintura e a intensidade do beijo foi aumentando cada vez mais, a um ponto em que mal se entendia onde um começava e o outro terminava. Estavam tão sedentos um do outro que era como se eles se conhecessem há muito tempo, mas viveram anos separados e agora voltavam a se encontrar.
E talvez fosse isso mesmo. Talvez aquele fosse o reencontro de duas almas.
Num rompante, já não estavam mais no meio de todas aquelas pessoas. As costas de bateram contra uma parede e ele agarrou os cabelos de com um certo desespero, sentindo uma das mãos dele adentrarem sua camiseta e deslizarem por seu abdômen, arrepiando-o. Um grunhido baixo escapou de seus lábios, fazendo com que o rapaz sorrisse satisfeito.
Seus dentes puxaram o lábio inferior de devagar, sugando-o e fazendo com que ele o apertasse mais contra si, querendo mais dele, sempre mais. Com as pernas abertas, o corpo de um se esfregava no corpo do outro e mais grunhidos escapavam de ambas as partes, tendo seu som reprimido pela música alta.
não conseguia definir a onda de emoções que tomava conta de si, mas de uma coisa ele sabia: não queria parar e não ia parar. Foi por isso que suas mãos então desceram do pescoço de e foram seguindo pelas costas do rapaz, agarrando o tecido da camiseta, apalpando o que podia e, quando alcançaram a calça, vieram para a parte da frente, os dedos envolveram o cós do jeans e o puxaram, mas não se detiveram ali e seguiram para o volume já bastante evidente no tecido.
separou o beijo, soltando um gemido baixo ao sentir lhe acariciar devagar, encarando os olhos dele e vendo o sorriso maldoso que estampava suas feições. estava adorando provocá-lo até o limite.
passou a beijar o pescoço de , sentindo seu corpo estremecer de excitação e até moveu um pouco o quadril na direção da mão dele, querendo sentir mais daquele toque, mas sabia que daquela forma não seria o suficiente. Cada uma de suas terminações nervosas clamavam por sentir pele na pele.
... — gemeu, com sua boca próxima ao ouvido dele, lambendo seu lóbulo em seguida. sabia o que significava, mas queria ouvir de mesmo assim.
— respondeu, aumentando a pressão de seus dedos contra o tecido.
— Vamos sair daqui. — Não precisou pedir duas vezes.
Logo estava seguindo pelas cabines no encalço de , até ser puxado para dentro de uma delas e, numa análise rápida, ele lembrou do lugar, embora tenha mais focado a visão no dono dele a princípio.
Não quis muito tempo para pensar. Assim que fechou a porta, partiu para cima dele, atacando seus lábios e levando suas mãos até a barra de sua camiseta, que não hesitou nem um pouco em puxar para cima.
não perdeu tempo e aproveitou para fazer com que a peça de encontrasse com a sua no chão, então retomou o beijo rapidamente, só para tocar o peito dele e deslizar seus dedos por ali antes de fazer isso com a própria boca.
Começou pelo pescoço, descendo então por todo o tronco dele, tocando com seus lábios, brincando com seus mamilos, mas retomando sua descida logo depois.
Suas mãos trabalharam em se livrar do botão da calça jeans e descerem o zíper para fazer aquela peça cair aos pés de .
Sentiu-se mais excitado ainda ao ver a ereção dele sob a cueca branca.
Voltou a acariciar por cima do tecido mesmo, colocando mais intensidade nos movimentos, então enfiou a mão por dentro da cueca e deslizou a mão por toda a extensão do pau de , agora sem tecido algum lhe cobrindo.
Levou a boca até ele, se ajoelhando aos pés de , então o tocou com sua boca, envolvendo a glande com seus lábios e chupando com gosto.
soltou um gemido alto e suas mãos agarraram os cabelos dele, guiando seus movimentos quando ele passou a chupar toda a extensão, sentindo mais tesão a cada vez que o pau de pulsava contra seus dedos.
Aumentou a intensidade mais um pouco, ouvindo gemer mais alto e apertando as coxas do rapaz com força, querendo ir mais fundo porque quanto mais prazer proporcionava, mais ele mesmo sentia.
— Caralho, , eu vou gozar. — A voz rouca dele quase o deixou maluco, então ele parou o que estava fazendo, voltando a ficar de pé e sentindo seu corpo ser lançado em direção à cama.
Riu com o jeito desesperado de , mas foi calado quando ele voltou a lhe beijar, subindo por cima dele e dando um jeito de livrar de suas calças.
Já sem nenhuma peça de roupa lhes incomodando, revirou os olhos de tesão ao sentir a mão de tocando seu pau, envolvendo-o por inteiro e iniciando movimentos de vai e vem.
Manteve seus lábios unidos, tentando continuar enquanto grunhia contra a boca dele. Seu corpo estava quase tremendo de tão deliciosa que era aquela carícia.
— Gostoso — murmurou, contra a boca de , sentindo o outro sorrir.
— Você ainda não viu nada — instigou-o, descendo os toques até as bolas dele, massageando e adorando ver se contorcer com o toque. — Vira pra mim, vai e empina sua bunda gostosa — pediu, contra a boca dele, se afastando e vendo-o obedecer prontamente.
Só a imagem já era praticamente o suficiente para fazê-lo enlouquecer de tesão, mas antes que pudesse foder do jeito que tanto queria, saiu catando a calça em algum canto da cabine para tirar uma camisinha de lá de dentro e o frasco de lubrificante, que indicou estar na gaveta da cômoda.
Vestiu seu pau rapidamente, então se ajoelhou na cama atrás de , tocando sua bunda com as mãos e apertando com gosto. Ouviu-o gemer em aprovação, então a abriu bem, de forma que seu cu estivesse bem exposto pra ele.
Com uma das mãos, roçou a entrada com os dedos, acariciando circularmente e se curvando para lamber bem, metendo a língua num vai e vem gostoso.
Despejou um pouco do lubrificante antes de meter um de seus dedos por inteiro bem devagar, sentindo estremecer ao se abrir, então movimentou, tirando e colocando até poder meter mais um, sentindo um tesão desgraçado com aquilo e não aguentando mais.
Segurou a bunda de bem aberta para ele, deixando mais um pouco de lubrificante escorrer, melando bem o cuzinho dele, então pincelou seu pau na entrada para depois ir metendo devagar. Um grunhido alto ecoou de seus lábios quando por fim estava todo atolado.
— Porra, — exclamou, perdendo qualquer controle, então meteu de novo.
— Isso, . Soca tudo. — moveu o quadril, fazendo com que enfiasse mais fundo.
Não havia mais como conter gemidos e nem movimentos. começou a meter com mais velocidade, sentindo seu corpo todo entrar em ebulição, grunhindo alto e ouvindo os gemidos de ao mesmo tempo.
A cama fazia um barulho de estalo a cada socada, juntando-se ao som dos corpos se chocando.
Sentindo que o tesão crescia mais e mais, ele aumentou a velocidade das estocadas, gemendo junto. Levou sua mão até o pau de , masturbando-o com intensidade, sentindo que seu corpo estava próximo do ápice.
Socou com mais intensidade, ficando mais excitado por ver seu pau entrando e saindo dele.
Então, sem conseguir se controlar, tudo ao seu redor pareceu girar. O ápice fez suas pernas tremerem violentamente.
Continuou masturbando até que ele estremeceu e gozou também, de forma intensa, então desabou ao lado dele na cama.
nunca tinha gozado tanto, seu corpo estava exausto e ele se virou para , o encarando. Sua respiração foi voltando ao normal aos poucos e ele abriu um sorriso sonolento em sua direção.
— Posso riscar da minha lista o transar com um desconhecido — brincou, ouvindo rir.
— Na sua lista, por acaso, está transar em público? Porque o povo cochichando me deu muitas ideias — comentou, fazendo rir também.
Aos poucos, ambos foram se rendendo ao sono e dormiram abraçados, sem roupa alguma e sem preocupações.


☀️


No dia seguinte, se assustou ao acordar e se ver sozinho em sua cama. Uma pontada de frustração lhe mostrava que ele queria que estivesse ali.
Resolveu levantar e tomar um banho, mas, quando já estava de pé, ouviu a porta abrir e um aparecer com uma bandeja de café da manhã.
— Achou que tinha se livrado de mim?
— Na verdade, eu espero não me livrar tão cedo.
— Então você não vai.
E cumpriu sua promessa, assim como também cumpriu a de que nunca iria querer algo como aquilo. Mesmo anos depois de terem se conhecido, aquilo que eles tinham era de alma. Era eterno e sempre seria.


FIM



Nota da autora: Confesso que me apaixonei por esses dois. Espero que vocês também!
Me digam o que acharam nos comentários.
Querem conhecer mais histórias minhas e bater um papo comigo? Me sigam no instagram e entrem nos meus grupos do whatsapp e facebook.
Beijos e até a próxima.
Ste.



Clique aqui para ler minhas outras histórias!


CAIXINHA DE COMENTÁRIOS

O Disqus está um pouco instável ultimamente e, às vezes, a caixinha de comentários pode não aparecer. Então, caso você queira deixar a autora feliz com um comentário, é só clicar AQUI.


comments powered by Disqus