Perth; 7:35am – 0KM

Com as últimas coisas organizadas na parte traseira do pick-up vermelho, terminou de cobrir o compartimento aberto com a lona preta e acertou os óculos escuros, notando o sol já brilhante em North Perth. logo apareceu pela porta do hotel com uma mochila nas costas e um pacote de papel nas mãos. Assim que a viu, logo destravou o carro e abriu a porta do motorista, entrando e se acomodando, vendo-a contornar até a porta oposta e fazer o mesmo.
Meat pies! – ela anunciou, balançando o embrulho nas mãos e referindo-se às tradicionais tortinhas de carne para depois se inclinar e beijar o namorado rapidamente.
– Ótima ideia, vamos tentar chegar até Baker Hill sem paradas no caminho, se possível.
assentiu, acomodou a mochila aos seus pés e colocou o cinto vendo movimentar o veículo para sair da vaga destinada aos clientes do hotel. Com as janelas abertas, a fresca brisa litorânea tão comum à Perth os atingiu no momento em que tomaram a Brady Street. Ela logo conectou o celular ao aparelho de som do carro e Every Road da The Maine começou a ser tocada, fazendo a olhar rapidamente, sorrindo.
– Eu disse que tinha uma playlist especial preparada. – ela sorriu de volta, relaxando no banco e recostando a cabeça ali, olhando o perfil do rapaz ao seu lado.
Ele riu. Era a cara de querer dar um tom cinematográfico àquela viagem.
– Sua lista precisa ser muito grande, temos muitos quilômetros pela frente.
– Você sabe que eu sei improvisar. – piscou para ele no momento que o carro parou no sinal fechado.
sorriu e inclinou-se para beijá-la rapidamente, juntando seus lábios várias vezes antes de voltar sua atenção à rua. voltou a recostar-se ao banco e deixou que uma de suas mãos pousasse sobre uma das coxas de cobertas pela bermuda, movendo os dedos no ritmo da música.
– Preparada pra voltar pra casa? – ele perguntou, sem tirar os olhos da pista.
– Preparada pra cruzar o meio do nada com você. – ela o viu sorrir e também o fez, deslizando a mão sobre sua coxa em um carinho, apreciando apenas a música que tocava.
Com os feriados de fim de ano chegando, era finalmente a hora de voltar para casa e passar um tempo em família. Os outros amigos do casal estariam em Sidney em poucas horas de avião, mas e haviam pensado em uma forma diferente de aproveitar. Uma viagem de carro da costa oeste, onde estavam, até a costa leste, em Sidney. Seriam aproximadamente vinte e cinco dias entre as rodovias do país, cruzando as mais diferentes paisagens e aproveitando a companhia um do outro.
On every rooooooad we cross alooooone. We’re thinking of thooooose we left back home... – ele cantarolou o início do refrão enquanto cruzavam a Vicent Street em direção à autoestrada Graham Farmer.
So follow the line and I’ll be your guide, ‘cause we’re the lucky ones completou para depois continuarem juntos – On every rooooooad.
Sorriram juntos e em poucos minutos o rio Swan, que serpenteava por entre Perth para desaguar no Índico, já podia ser visto. A travessia pela ponte Windan era tranquila e em breve eles estariam seguindo pela Eyre Highway, que os levaria pelo longo caminho até Ceduna, em um primeiro itinerário que durariam aproximadamente dez dias.
– Os meninos estão embarcando. – ela avisou, olhando uma mensagem no celular do namorado – disse que já está entediado e quer saber se pode vir com a gente.
riu e a olhou pelo canto dos olhos rapidamente.
– E você obviamente disse que nós já estamos longe e que isso é impossível. – ele implicou, fazendo-a rolar os olhos.
– Eu disse que vou postar umas imagens engraçadas suas no Snapchat pra ele se divertir. – ela deu de ombros – E mesmo que ele estivesse falando sério sobre vir conosco, não temos lugar no carro. – ela forjou um bico e uma falsa cara de dó. gargalhou.
– Você tem sorte dos caras não se magoarem facilmente. – ele balançou a cabeça, ainda rindo – Exceto o , claro.
– Não há porque se magoar, você sabe que eu os adoro.
Apesar de toda a implicância, ele sabia que ela falava a verdade. podia não ser a pessoa mais fácil de lidar que ele conhecia, mas era sempre muito sincera. Toda vez que a olhava ao seu lado agradecia mentalmente por terem superado as implicâncias do tempo do colégio e dado um ao outro a chance de se conhecerem verdadeiramente.
– E eles também sabem. – ele completou, tocando a mão dela sobre sua coxa por um instante antes de voltar a segurar o volante.
não embarcaria em uma viagem desse tipo com nenhuma outra pessoa que não fosse . Ele gostava de estar em grupo, muitas vozes misturadas e muitas gargalhadas, mas o relacionamento com ela lhe deu outra perspectiva. Era fácil estar apenas com ela como nunca foi com nenhuma outra pessoa. Aliás, havia uma lista de coisas que nunca haviam funcionado com ele, mas que pareciam possíveis quando estava envolvida. Talvez fosse o espírito vivaz dela, que exalava uma criatividade e uma segurança radiante e o deixava mais relaxado e mais disposto a realizar coisas que antes ficavam apenas em sua cabeça.
sentia algo parecido. Ela e nunca foram amigos durante os anos que estudaram juntos, seus grupos eram diferentes e seus interesses pareciam totalmente opostos. Houve um tempo, talvez no início do colegial, que ela chegou a nutrir uma birra sem sentido por ele. Bastou uma brecha, porém, para que eles baixassem a guarda e o interesse surgisse com uma intensidade impossível de ser ignorada.
Ela ainda lembrava exatamente como se sentia estando sobre o olhar sempre atento dele nas suas primeiras conversas amigáveis. Precisou admitir para si mesma que havia algo nele que soava como um desafio, e qualquer um que a conhecesse minimamente sabia que ela adorava um.
Ele, a princípio, foi tomado pela curiosidade gritante que aparecia em tudo que a envolvesse. Além de extremamente notável, sabia incrivelmente corresponder à suas viagens mentais. Descobrir que poderia passar horas conversando com ela sobre qualquer coisa foi o motivo final para que a quisesse para si.
Engatar um relacionamento duradouro não era exatamente o que planejava, mas o que se desenrolou após o primeiro beijo foi tão natural que ele só começou a questionar quando seus amigos o fizeram. nunca foi um exemplo de romântico, mas para sua sorte, ela não desejava que ele fosse. Talvez esse fosse um dos principais motivos para que dessem tão certo: nenhum dos dois esperava do outro um comportamento típico ou tradicional e prezavam tanto a liberdade quanto a individualidade.
Formavam uma combinação curiosa que para os menos atentos parecia completamente sem sentido, mas para as pessoas próximas, e até para eles – mesmo que pouquíssimas vezes parassem para analisar o próprio relacionamento –, fazia um sentido único. Eram mais parecidos do que um dia gostaria de admitir e tinham uma capacidade de ajuste que sequer sabia que possuía. Aquela coisa sobre se completar que tanto ouviram falar talvez fosse real, afinal. Não que eles chegassem a esse tipo de auto-definição, preferiam dizer que tinham uma dinâmica peculiar.
Aliás, as definições e demais conceitos que eventualmente aparecem quando se está em um relacionamento, deixava por conta dela. achava completamente adorável como, apesar de ser um cara muito seguro e objetivo, era um tanto ingênuo com os assuntos do coração. Não que ela fosse algum tipo de especialista do amor, mas em seus relacionamentos anteriores ou mesmo quando esteve sozinha, ela sempre se permitiu pensar sobre, ouvir, ler, discutir. não achava o amor romântico uma de suas pautas favoritas, e de certa forma continuava com essa opinião. Seus relacionamentos anteriores, tão curtos quanto durasse sua curiosidade, eram quase sempre baseados em uma paixão física. mudou isso.
Ela ganhou sua amizade, o surpreendia quase sempre, fazendo seu interesse aumentar ao passo que mais intimamente se conheciam, e nunca invadiu seu sagrado espaço, principalmente porque ela também prezava muito o seu.
O desafio que representava para aparecia principalmente entre seus jogos sutis de demonstração de afeto, o desenvolvimento entre os dois acontecia conforme se sentiam dispostos a demonstrar o carinho de forma diferente, e aquilo para ela sempre foi o mais formidável. poderia não lhe enviar flores, nem rechear suas frases com palavras melosas, mas ela não conseguia lembrar de outra pessoa que demonstrasse um interesse tão genuíno quanto ele. Era de lhe tirar o fôlego.
Com um balanceamento ímpar de suas personalidades, e experimentavam uma espécie de amor desses raros de se ver, onde as peças, apesar de rústicas, se encaixam com uma facilidade impossível de ser prevista.

Norseman; 7:25pm – 558KM

‘Cause if you jump I will jump too! We will fall together from the building’s ledge… Never looking back at what we’ve done. We’ll say ‘It was love’! ‘Cause I would die for you on Skyway Avenue!
Os dois cantavam Whe The Kings juntos enquanto o carro seguia pela Eyre Highway, na entrada de Norserman. A primeira grande parada da rota era famosa pela exploração de ouro na década de 1890. Dizia a lenda que a cidade foi nomeada com o nome do cavalo que encontrou, com uma de suas patas, uma pepita de ouro, iniciando o ciclo de exploração que fez muitas fortunas.
– É ali, ! – interrompeu a cantoria para apontar o letreiro bem simples da estalagem em que eles haviam feito a reserva para a primeira noite por ali.
Com a velocidade já reduzida, ele guiou o veículo até o estacionamento em frente ao estabelecimento. Saltaram do carro alongando os corpos logo em seguida. sentiu as costas estalarem e fez uma careta, arrancando uma risada da namorada. pegou sua mochila e esperou pegar a dele no compartimento atrás da cabine. Ele travou o veículo e os dois seguiram de mãos unidas até a entrada.
– Eu tô morrendo de fome! – ele exclamou, passando a mão livre pela barriga.
se inclinou para beijar-lhe a bochecha antes de fazer sua própria reclamação.
– Eu tô é louca por um banho bem gostoso e demorado. – ela jogou a cabeça para trás – Seria dos deuses se eu ganhasse uma massagem nos ombros também...
olhou para a expressão sapeca dela com divertimento.
– Eu dirijo todo o caminho até aqui e você que quer massagem?
– Eu disse que eu podia dirigir, ! Você que não...
– Ei! – ele a interrompeu, sorrindo daquele seu jeito típico e achando uma graça como ela o levava a sério em certas situações – Eu tô brincando!
se limitou a mostrar-lhe a língua, fazendo-o rir mais ainda.
Passaram pelos portões e se dirigiram à pequena recepção à esquerda. Em poucos segundos já estavam sendo encaminhados para um dos quartos distribuídos ao longo do vasto e bem cuidado jardim.
Ela foi a primeira a se jogar na enorme cama de casal, esticando os braços e aproveitando a deliciosa sensação das costas esticadas no colchão macio. se sentou em uma das poltronas e começou a tirar os sapatos, observando o cômodo. Era bem amplo, tinha uma decoração simples e que lhe dava um tom aconchegante e familiar. Livrou-se da camiseta e caminhou até ela, ainda deitada e de olhos fechados, jogando-se sobre seu corpo, quase instantaneamente ouvindo seus resmungos.
– Sai, ! – ela se remexeu e tentou afastar seus ombros – Chega pra lá, tem bastante espaço aí!
– Chega pra lá você. – ele disse, em tom zombeteiro – Não estava louca por um banho? – perguntou, fungando em seu pescoço, fazendo-a se encolher – Tá mesmo precisando.
Ele riu e rolou os olhos, voltando a empurrá-lo.
– Sai então!
apenas tombou o corpo para o lado, caindo de costas no colchão e deixando-a livre para se levantar, mas ela não o fez, apenas voltou a se esticar e fechar os olhos.
...
– Vai você primeiro. – com a voz manhosa, ela virou de lado, encarando-o de perto – Quero ficar aqui um pouquinho. – ele só continuou a encará-la, agora sorrindo daquele jeitinho lindo que fazem seus olhos se comprimirem – Vai. – ela sussurrou, recebendo um beijo rápido antes de vê-lo se levantar.
Observou os músculos de suas costas se esticarem quando ele se alongou e sorriu, alcançando o controle da TV no instante que ele sumiu. Ficou passando por entre os canais até lembrar de algo e gritar por ele dali.
– chamou, a voz forte para que ele a ouvisse do outro cômodo –, o que acha de irmos depois do jantar ao bar que vimos no caminho?

🏠 🏠 🏠


– Então você simplesmente entrou na sala como se nada tivesse acontecido! – gargalhou com a lembrança – Eu lembro de ter pensando exatamente “Que moleque insolente da porra”! – ela gargalhou mais ainda, inclinando-se na direção dele, que estava igualmente sem fôlego de tanto rir.
– Você pode confessar que sua atração por mim começou nesse dia. – ele provocou, ainda entre risos – Eu já estava completamente na sua. – ele confessou, agora com apenas um pequeno sorriso nos lábios.
– Eu sinto muito te decepcionar, meu amor – também conservou um sorriso de canto, arrastando-se pelo sofá no fundo do bar para mais perto dele –, mas eu estava em outra nessa época. – deixou um selinho em sua boca antes de voltar a pegar o copo com a cerveja, enquanto tentava lembrar com quem ela estava no período a que se referiam.
– Não consigo me lembrar de você com alguém nesse ano. – ele tombou a cabeça para o lado ainda pensativo e meio bêbado. achou a carinha adorável.
– Nem vale a pena lembrar! – ela fez uma careta – Aquele ano foi péssimo nesse quesito.
deu um sorrisinho e colocou as pernas dela sobre suas coxas, trazendo-a para mais perto e envolvendo sua cintura com um dos braços.
– Ainda bem que eu melhorei tudo pra você no ano seguinte. – ele beijou sua bochecha, descendo para continuar os carinhos pelo seu pescoço.
– De certa forma... – ela se contraiu com o toque, perdendo um pouquinho o raciocínio – Eu também melhorei tudo pra você, . Então vamos considerar uma troca justa. – ela o agarrou pelos ombros, subindo as mãos para sua nuca, emaranhando os cabelos por entre seus dedos.
– Como sempre.
Foi tudo o que ele disse antes de tomar seus lábios em um beijo intenso, fazendo-a suspirar já nos primeiros segundos. Esse era um dos grandes trunfos de : ele sabia exatamente como deixá-la sem fôlego, fazendo sua mente criar inúmeras imagens dos dois juntos, em uma situação mais prazerosa do que a outra.
Um sorriso se abriu no momento em que ele começou a sussurrar seus desejos para aquela noite com beijinhos e mordidinhas intercaladas em seu pescoço. Seus sentidos já inebriados pelo álcool agora pareciam esquecer de captar todo o resto que não fosse aqueles lábios quentes em sua pela arrepiada, as mãos fortes tocando sua nuca e cintura e aquela voz, que ela reconheceria um qualquer lugar e de olhos fechados, instigando-a ao máximo.
– Vá ligando o carro que eu vou pagar a conta. – ela respirou fundo antes de dizer, ambos sorrindo um para o outro quando se levantaram, tomando caminhos diferentes.

Minutos depois, quando a porta do quarto foi fechada, sentiu seu corpo ser pressionado sobre a mesma e ser levado acima com uma precisão ensaiada. espalmou as mãos em suas nádegas e ela envolveu sua cintura com as pernas, agarrando-se a ele em beijo urgente, cheio de um desejo inesgotável e tão comum a eles.
Aqueles eram os momentos em que eles mais experimentavam uma ligação sobrenatural. Se em outros setores de suas vidas eles precisaram de tempo para se adaptar desde o início do relacionamento, sexo era algo em que eles sempre se deram muito bem. era inquieto, tinha pavor que um namoro deixasse esses momentos monótonos, mas se havia algo que gostava de fazer era criar e renovar. Perfect match. Entre eles nunca era apenas sexo, e isso não quer dizer apenas sentimentos profundos envolvidos, quer dizer entrega absoluta e nenhum pudor para fazer o outro sentir prazer.
Sentaram-se na cama ainda aos beijos. tomou a barra da camiseta dele entre as mãos e puxou para cima, livrando-se rapidamente dela. Empurrou-o sobre o colchão e apertou as pernas ao redor de sua cintura, pairando sobre ele com um sorriso sugestivo. Abaixou-se e começou a distribuir beijos sensuais pelo rosto e pescoço, usando suas mãos para tocar e arranhar seus braços e peitoral. Amava estar sobre ele, admirando sua pele macia se arrepiando conforme seus dedos deslizavam sobre ela. Adorava tocar seu corpo e sentir seus músculos contraírem sob seu toque preciso. Amava mais ainda arrancar dele os melhores gemidos e as mais excitantes expressões faciais. Amava dar amor a ele.
Desceu os beijos para sua barriga lisa, vendo-o inclinar a cabeça para manter o contato visual. Amava ser observada por ele. Abriu o botão, deslizou o zíper e puxou a calça preta para baixo, deixando-o se livrar dela com os pés. Voltou a sentar sobre ele e tirou sua própria camiseta, ficando de pé na cama para de livrar da calça jeans. Quando voltou a se apoiar pelos joelhos e mãos no colchão, inverteu suas posições. Levantou e encaixou seus corpos seminus e sorriu ao vê-la inclinar ainda mais o bumbum para ele. Desabotoou seu sutiã e deslizou os lábios lentamente pelas costas nuas dela, seguindo o contorno de sua coluna, levando uma das mãos para um de seus seios e a outra para sua cintura.
amava poder pacientemente tocá-la e instigá-la. gostava do jogo tanto quanto ele, por isso, os caminhos que eles trilhavam até o máximo do prazer eram sempre recheados de muito carinho, sussurros, gemidos, massagens e movimentos que os levavam a uma bagunça infinita entre os lençóis ou onde suas imaginações os levasse.
amava como a língua dele percorria seu corpo em uma lentidão sôfrega. Ela era puro deleite diante dos esforços do namorado para satisfazê-la. Quando viraram um para o outro, as pernas entrelaçadas e os corpos já sem roupa alguma, suas mãos rumaram para seus pontos específicos de prazer e a partir daí, todo o cômodo foi tomado pelos sons que nenhum dos dois desejava reprimir.

Balladonia; 10:05am – 752KM

Distante um quilômetro da rodovia principal, o Newman’s Rock é um dos principais pontos para repouso entre os que viajam pela Eyre. De onde estavam, era possível ver a estrada desaparecer no horizonte, assim como os rochedos ao redor do pequeno lado, abastecido pela chuva recente, que também havia melhorado muito o clima.
tirava fotos ali perto, agachada para pegar o melhor ângulo da pequena e rala vegetação do lugar. Fotografia era uma de suas maiores paixões e estava abastecendo sua câmera e treinando muitas novas técnicas durante a viagem. Viu a caravana de ciclistas que haviam passado para trás quando estavam no carro e preparou a câmera para fotografa-los também.
– Não acredito que esses caras vão até Ceduna de bike! – exclamou, deitado sobre uma toalha embaixo de uma sombra. virou para ele sorrindo.
– Eu acho o máximo. Se você não fosse tão preguiçoso, a gente podia fazer isso também.
– Nem fodendo, meu amor! – ela riu, aproximando-se dele – Isso é loucura! Nem deve dar pra apreciar a paisagem ou curtir a viagem de tanta exaustão. – ele fez uma careta imaginando.
– Vale pela aventura, né? – ela deu de ombros, ajustando a câmera e tirando algumas fotos dele, que resmungou algo sobre não estar bem arrumado – Ficaram lindas! – ela riu – Agora levanta daí e me ajuda a guardar as coisas pra gente voltar pra rodovia.
Em poucos minutos eles já estavam em movimento. estava no volante enquanto gravava aquele trecho da estrada. Pelo menos até chegarem à Caiguna estariam pelo maior trecho em linha reta do itinerário, sem nenhuma curva sequer.
Há um metro já podiam ver a placa de parada obrigatória, fazendo a mulher começar a reduzir a velocidade. Naquela região, podiam encontrar alguns animais cruzando a estrada, por isso era preciso manter a atenção redobrada. parou, olhou para os dois lados e para o primeiro novamente, checando. riu.
– Acho muito bonitinho como você faz direitinho.
– Eu fui reprovada no meu primeiro teste de direção porque não fiz isso, sabia? Meu instrutor disse que eu deveria parar mais do que três segundos.
– E você disse que achava que não precisava porque a pista estava visivelmente vazia. – ele voltou a rir.
– Você me conhece. – riu também.
Alongou as costas e se ajustou no banco para voltar a dirigir no momento em que a voz de Halsey saiu pelo som do carro, fazendo-a sorrir.
All we do is drive. All we do is think about the feelings that we hide… – inclinou-se para beijá-lo antes de continuar a cantar, para depois voltar a dirigir – All we do is sit in silence waiting for a sign. Sick and full of pride. All we do is drive…

Port Campbell; 8:50am – 2773KM

A saída de Adelaide os levou até a Great Ocean Road ao longo da costa sudoeste do país, o trecho da viagem pelo qual tanto esperava. A estrada, em suas curvas espetaculares, percorria os penhascos à beira do mar. A costa escarpada, onde os ventos litorâneos sopravam com vigor, os apresentava uma das melhores visões de toda a viagem, senão de suas vidas.
Sem dúvida era uma experiência única, especialmente quando começaram a enxergar, há alguns metros de distância, os famosos Doze Apóstolos, gigantescas torres de arenito que foram moldadas há aproximadamente vinte milhões de anos, que antes estavam presas aos penhascos do continente, mas que foram separadas e esculpidas por ondas e ventos.
parou o carro no estacionamento destinado aos visitantes que percorriam as trilhas e se apressou em pegar a câmera, enquanto observava o mar, sentindo a brisa fresca litorânea em seu rosto.
– Que tipo de nativos nós somos por nunca antes termos vindo até aqui? – ele perguntou, sentando no capô do carro.
– Dos tipos bem idiotas. – ela respondeu – Que foda! – exclamou, verdadeiramente encantada com a grandiosidade dos paredões – Eu havia sido contra ao passeio de helicóptero para observar os Doze Apóstolos, mas quero voltar atrás. – olhou para o namorado, esperando que ele concordasse.
– Nem que você ainda fosse contra! – ele riu – Vamos dirigir até o resort e lá pedimos informações sobre a companhia que oferece os voos.

🏠 🏠 🏠


– Quero ficar aqui pra sempre, sério. – disse ao que se jogou ao lado de na areia branquinha da praia.
A tarde caía tranquila e, depois do passeio de helicóptero com uma visão panorâmica da região, os dois passaram todo o tempo na praia, aproveitando o mar.
– Isso aqui é tão lindo que parece uma pintura. – ele observou antes de morder mais um pedaço de seu churrasco, tipicamente comido com pão.
– Acaba logo com isso e vamos pro mar! – ela pediu, fazendo uma careta engraçada. O namorado riu.
Ele limpou as mãos com um lenço que havia na cesta e se levantou, batendo a areia do short largo antes de estender a mão para ajudá-la a levantar. Apesar de já ser quase pôr-do-sol e o banho de mar já não ser recomendado, o lugar continuava com um número razoável de banhistas.
O casal caminhou abraçado até onde as ondas quebravam, molhando seus pés. começou a dar pulinhos e a correr em direção ao mar, com atrás de si. Jogou-se na água de temperatura agradável, emergindo logo depois, afastando o cabelo da testa.
– Devíamos estender o número de dias por aqui e fazer algumas aulas de surfe. – ela falou sorrindo, aproximando-se dele e o abraçando pelos ombros.
– Isso diminuiria nosso tempo em Melbourne, e ela é sua cidade favorita lembra? – riu.
– No momento minha coisa favorita é essa praia linda e as suas mãos segurando minha cintura. – ela uniu seus lábios e puxou os dois para baixo em um beijo submerso.
a apertou contra si, sentindo-a envolver sua cintura com as pernas, apertando-o ainda mais. Quando voltaram à superfície, ela sorriu para ele e, com os dedos, arrumou seus cabelos encharcados para o lado.
– Isso é bem excitante. – ele disse – Quero tentar de novo.
Ela riu, mas logo depois mordeu o lábio inferior com a ideia que lhe veio à mente.
– Vamos nadar mais pra lá e eu te mostro que tem algo de muito mais excitante que podemos fazer por aqui.
Ele arqueou as sobrancelhas, deixando que ela o levasse para mais longe da beira e que fizesse com ele o quem bem entendesse.

Melbourne; 11:30pm – 3499KM

A noite de Melbourne certamente está entre uma das melhores coisas da segunda cidade mais populosa da Austrália. As cores e as luzes dos edifícios brilhavam acima de suas cabeças e as ruas movimentadas abaixo vibravam estilo e animação.
Do topo de um edifício com vista para o rio Yarra, e aproveitavam a agradável noite de primavera em uma das formas típicas de diversão da cidade: as festas nas coberturas. Ao ar livre, a música preenchia seus ouvidos e a decoração contava com pequenas luminárias coloridas espalhadas pelo lugar.
– Amo essa cidade! – se apoiou ao cercado de vidro que protegia a cobertura – Não quero ir embora.
Jogou sua cabeça para trás, apoiando-a em um dos ombros do namorado no momento que o sentiu abraçar-lhe por trás, envolvendo sua cintura com os braços. riu fraquinho, colocando seu rosto na curva do pescoço dela, deslizando o nariz por ali.
– Podemos renegociar essa coisa de voltar pra casa. – ela voltou a falar, virando-se para ele e jogando seus braços em torno de seu pescoço, inclinando-se para deixar beijinhos rápidos no rosto dele.
Ela realmente amava Melbourne, mas não era exatamente seu amor pela cidade que a fazia querer ficar. Havia passado dias maravilhosos ao lado de e agora, com o fim da viagem tão próximo, ela queria voltar tudo ou prolongá-la ao máximo. Chegava a se sentir boba por pensar assim.
Sorriu quando Youth começou a ser tocada e se afastou minimamente, vendo-o levar a garrafa de cerveja até a boca, sem tirar os olhos dela.

What if we run away?
What if we left today?
What if we said goodbye to safe and sound?


cantou para ele, sorrindo enquanto começava a se movimentar no ritmo da música. Sem tirar os olhos dos dele por um segundo, ela se aproximava gradualmente, até sentir seus corpos roçarem um no outro da forma que ambos tanto gostavam. Ela agarrou o braço que envolveu sua cintura e dedilhou seus músculos até chegar ao ombro, que ela apertou levemente antes de levar a mão até a nuca, onde começou um carinho.
Adorava dançar com ele, mesmo que ele se movimentasse sempre tão desajeitada ou minimamente, mas a sensação de seus corpos juntos enquanto uma música tocava era sempre maravilhosa, sempre única, como quase tudo com eles.

And what if we're hard to find?
What if we lost our minds?
What if we let them fall behind and they're never found?


apenas a observava dançar, sentindo seu corpo reagir ao dela, como de costume, como tanto gostava. Melbourne poderia ser linda como fosse, a visão de onde estavam poderia tirar o fôlego de qualquer um, fosse pela grandeza dos edifícios brilhantes ou do Yarra estendendo-se no horizonte, mas não havia nada mais espetacular do que ela. A forma como o olhava por entre os cílios alongados pela maquiagem, como os ângulos de seu rosto pareciam ainda mais perfeitos ou como seu sorriso pequeno parecia querer lhe dizer um milhão de coisas.
Era meio maluco como ele ainda continuava a se surpreender como o quanto aquela mulher o atraía, o puxava para si com uma facilidade irreal. Ninguém nunca antes fora capaz de capturá-lo como ela, de forma que ele sentia que poderia dar-lhe qualquer coisa, especialmente os seus melhores sentimentos.

And when the lights start flashing like a photobooth
And the stars exploding, we’ll be fireproof


achava que nada mais os abalaria. Era como se as inseguranças de um fossem superadas com a segurança do outro, como se as dúvidas fossem respondidas com um simples toque ou sorriso. Juntos eles experimentavam algo que desconfiava que não houvesse igual, uma paixão insana e um amor genuíno. Algo que, definitivamente, havia despertado e florescido.
Em todos aqueles dias pela estrada, vivendo momentos memoráveis, ela soube que não havia mais saída. havia tomado para si todos os seus melhores beijos, os mais sinceros carinhos e os mais genuínos sentimentos. Juntos, eles eram invencíveis, inalcançáveis, vivendo em um mundo só deles, feitos de coisas grandes e brilhantes.

My youth, my youth is yours
Trippin' on skies, sippin' waterfalls
My youth, my youth is yours
Runaway now and forevermore


– Você é tão lindo. – ela falou depois de ganhar um beijo rápido – Eu sei que não digo isso muitas vezes, mas – voltou a encará-lo, vendo as luzes da cidade refletidas em seus olhos –, eu amo você. Muito, muito, muito.
Ela continuou a repetir, de olhos agora fechados enquanto roçava a boca pelo rosto dele. sorriu, subindo uma das mãos para tocar o rosto dela e fazê-la voltar os olhos para seu rosto.
– Eu sei que não digo isso muitas vezes, mas – ela sorriu ao ver que ele repetira sua frase –, eu amo você mais. Pra caralho.

My youth, my youth is yours
A truth so loud you can't ignore
My youth, my youth, my youth
My youth is yours


riu e antes que falasse algo, a interrompeu, voltando a falar.
– Você sabe que eu não sei dizer essas coisas bonitinhas e melosas, mas você também sabe que eu falo sério. – ela sorriu e sentiu o polegar dele fazendo carinho em sua bochecha – Você é incrível, . Eu sou um filho da puta de um sortudo.
– Você é mesmo. – ela disse, fazendo-o rir brevemente – Mas acho que isso me torna um pouco sortuda também. A propósito, você fica uma graça com essa coisa de se declarar.
– Funcionou pelo menos? – perguntou, voltando a enlaçar seus braços na cintura dela.
– Comigo vai sempre funcionar. – e o beijou, sem conseguir parar de sorrir.

What if we start to drive?
What if we close our eyes?
We're speeding through red lights into paradise


Quando se separaram, ambos sorrindo, levou uma das mãos para o cabelo dele, arrumando-o.
– Acho que esse foi o nosso momento mais fofo desde sempre. – ela riu e ele a acompanhou.
– O próximo só daqui a cinco anos.
– Isso quer dizer que você nos vê juntos daqui a cinco anos? – ela perguntou, sorrindo como se o desafiasse.
ficou levemente envergonhado, sequer havia pensado antes de falar e talvez isso quisesse dizer que, inconscientemente, ele já não via futuro longe dela. E bom, mesmo que não fosse de seu feitio, ele não se importava em admitir isso.
– Se você não me chutar pra fora da sua vida antes disso – ele sorriu, levemente corado, um momento raro que capturou com um sorriso enorme nos lábios –, acho que sim.
Ela não respondeu, ao menos não verbalmente, apenas voltou a unir seus corpos ao máximo e o beijou com todo o carinho que tinha e com toda a emoção que aquele momento tão peculiar permitia. tinha certeza: se um dia ela teve dúvidas sobre os dois, elas já não existiam, tudo o que a preenchia era uma vontade enorme de escancarar para o mundo que ela vivia o amor mais brilhante e louco de todos.

Cause we've got no time for getting old
Mortal body, timeless souls
Cross your fingers, here we go


Canberra; 6:20pm – 4161KM

saiu do banheiro da suíte e observou sentada próximo a janela com a câmera em mãos. Estava com os cabelos soltos e vestia apenas uma de suas camisetas. Atrás dela, pelo vidro transparente da enorme janela, ela podia ver a cidade começar a se iluminar, conforme o sol descia e tons alaranjados tomavam o céu.
Haviam decidido juntos que ficariam no hotel aquela noite, sem saídas espetaculares para festas, pontos turísticos ou restaurantes. Depois de dias pela estrada, cortando caminhos remotos e paisagens estonteantes, apesar de terem aproveitado ao máximo, sentiam-se exaustos. Canberra, sua capital, era a última cidade antes de estarem de volta a Sidney, onde reencontrariam seus amigos e família.
– O que está fazendo? – ele perguntou, caminhando em sua direção, fazendo-a se sobressaltar pelo susto – Desculpe, não queria assustar. – ele sorriu.
retirou as pernas apoiadas da cadeira à sua frente, deixando-a livre para que ele sentasse e ele logo o fez, colocando a toalha branca com que secava os cabelos sobre os ombros.
– Estou olhando as fotos que tiramos nos últimos dias. – ela esticou o braço para dar a câmera a ele – Vou poder rechear meu portfólio assim que as editar.
– E eu atualizar o Instagram. – riu, passando as imagens na pequena tela na parte de trás da máquina – Ficaram todas ótimas, mas acho que essa é a minha favorita.
mostrou a imagem dele entre as estátuas em tamanho real dos camelos em Norseman. Ele usava um chapéu engraçado, típico de exploradores, e fazia uma pose exagerada, com as mãos na cintura. sorriu com a lembrança. Estava fotografando as estátuas quando ele começou a estragar suas fotos, colocando-se a frente da câmera.
– Adoro essa, mas todas que tiramos pela Great Ocean Road ficaram espetaculares. Definitivamente minha parte favorita da viagem inteira.
Ela suspirou, saudosa, e voltou seu olhar para a enorme janela do cômodo. abaixou para carregar seus pés e colocá-los sobre suas coxas, começando uma leve massagem.
– Foram dias maravilhosos. – ele falou quando teve a atenção dela para si – Os caras vão adorar todas as histórias.
já mandou um milhão de mensagens dizendo que está nos esperando com muita cerveja e que quer saber o que compramos de presente para ele. – ela riu, balançando a cabeça.
– Você ainda quer adiar a volta? – ele indagou, sorrindo.
recostou-se totalmente à cadeira e abandou uma das mãos, em um gesto negativo.
– Acho que era só o efeito de Melbourne sobre mim.
– Ou o meu efeito sobre você. – ele completou, a olhando sugestivamente, sorrindo com os olhos.
– Não seja tão metido, . – ela riu – Mas estou feliz de estarmos perto de casa. Vou poder ver meus pais, meus amigos e talvez, veja bem, só talvez, esteja sentindo falta dos meninos também.
Ela riu quando gargalhou.
– Devia ter gravado isso!
– Deixa de ser engraçadinho. – ela rolou os olhos, recolhendo as pernas para se levantar – O que você quer fazer antes do jantar? – perguntou enquanto guardava a câmera na capa e logo sentiu o namorado a abraçando pela cintura.
–Hmmm, não sei... – apoiou o queixo em seu ombro, pensando – Que tal namorar?
– Você não cansa, não? – perguntou, com falsa surpresa, mas reprimindo um sorriso.
– De você? – ele a virou de frente para si – Nunca.

Sidney; 10:22pm – 4446KM

Another turning point
A fork stuck in the road
Time grabs you by the wrist
Directs you where to go


Good Riddance tocava no momento em que eles passavam pela entrada de Sidney. Os dois cantarolavam juntos enquanto dirigia pela rodovia que os levaria para o centro da cidade.
Foram pouco mais de vinte dias cruzando o país apenas na companhia um do outro e, depois de um bom tempo longe, finalmente estavam voltando para casa, para a família e os amigos, para todos os seus momentos juntos e prontos para novos momentos especiais.

So make the best of this test
And don't ask why
It's not a question
But a lesson learned in time


Para além da diversão, da aventura e da experiência, aquela viagem definitivamente havia os colocado em um estágio diferente no relacionamento. Nunca haviam passado tanto tempo apenas na companhia um do outro e todos aqueles dias provaram que e eram peças compatíveis, capazes de se moldarem de uma forma única.
O que viria depois era impossível de prever, mas estavam tendo um dos melhores momentos de suas vidas, compartilhando o amor e a amizade que os uniam e fazendo isso da melhor forma possível, com uma bagagem lotada de histórias divertidas, brigas estúpidas e reconciliações calorosas. Se alguém os perguntasse se eles mudariam algo, eles provavelmente negariam. Se algo saísse do lugar, talvez não seria tão bom quanto estava sendo.

It's something unpredictable
But in the end it's right
I hope you had the time of your life


– Bem vinda de volta, madame. – ele a saudou, parando em um sinal vermelho, recebendo um sorriso enorme de volta – Que horas são?
– Mais de dez. – ele respondeu depois de olhar o celular – Você me deixa em casa antes? – ela perguntou, retirando o casaco dele que usava.
– O quê? Como assim? – ele a olhou antes de voltar a dirigir – Vamos pra minha casa. Você já quer me largar?
o olhou com a sobrancelha arqueada, rindo.
– Quem é você e o que fez com o meu namorado? – ela implicou – Achei que você estaria louco para se jogar na sua cama à vontade, sem ninguém do seu lado e poder dormir por dois dias inteiros.
– Eu estou, foi só um lapso. – ele desconversou, fazendo-a gargalhar – Tudo bem, talvez eu tenha me acostumado com seus pés cutucando minha panturrilha toda manhã.
segurou o enorme sorriso mordendo o lábio inferior, mas inclinando-se para ele para deixar um beijo e seu ombro descoberto.
– Sendo assim, acho que posso fazer esse favor. Já que você não consegue mais viver longe de mim.
Ele gargalhou, tirando uma das mãos do volante para agarrar uma dela, entrelaçando-as.
– Não seja tão metida, .
– Também amo você, .

FIM



Nota da autora: Tenho um carinho tão grande por esses dois personagens que não sei nem explicar! Os dois fazem participação em outra estória minha, Beside You, e o amor é tão grande que aproveitei o ficstape pra criar uma fic só deles. Espero que vocês tenham gostado, se divertido e estejam com vontade de fazer uma viagem parecida pela Austrália, assim como eu! <3
Aproveitem as outras fics inspiradas nas músicas maravilhosas desse álbum lindo!
xx
Thainá M.
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OUTRAS FICS:

03. Drunk In Love (Ficstape #020 – Beyoncé) | 12. Don’t Stop Me Now (Ficstape #011– McFly: Memory Lane) | 14. You & I (Ficstape #023 – John Legend: Love In The Future) | Amor em Irlandês (Especial Equinócio de Setembro) | Beside You (5SOS/Finalizada) | Can You Feel It? (Outros/Finalizada) | Don’t Close The Book (Jonas Brothers/Finalizada) | Love Affair (1D/Em Andamento) | Thankful (Especial Extraordinário)



Nota da Beta: Primeiramente: Que trilha Sonora destruidora! E eu achei bem amor essa fic, vi na pp uma mulher que eu não conhecia, e confesso que antes dessa fic até desgostava às vezes (aquelas que acha que personagem é gente de verdade mesmo hahaha). Amei bem forte! E essa viagem foi muito invejável e dos Deuses ♥ Parabéns Thainá, a fic fez jus a musica e ficou muitoo linda!




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