Finalizada em: 15/11/2017

2017

A pior parte do dia era ter que acordar e se olhar no espelho do banheiro, com suas maquiagens espalhadas pela pia. O que poderia ser chamado de ato de vaidade a deixava com quilos de maquiagem no rosto. Todo dia o mesmo movimento de passar corretivo, base, pó compacto, um blush e máscara nos cílios.
Ela não podia negar que gostava daquela arrumação, já que antes nunca ligara muito para ter tudo aquilo de produto no rosto durante o dia todo. Mas era bom ver que ela conseguia esconder suas imperfeições usando produtos baratos.
Tentou esboçar um sorriso ali, mas com o tanto de coisas que teria que fazer nesse dia, se prometeu que, se sobrevivesse até o fim da noite, ela sorria na frente do espelho.

2012

A brisa refrescante que vinha do mar deixava ela ainda mais animada, mesmo que estivesse plantada embaixo de um guarda sol, fugindo de qualquer forma de agredir sua pele naquele dezembro.
Ela lia, animada, algum livro que uma amiga havia indicado. Durante a viagem de carro até a praia, se perguntava se tinha se sentido calma durante o ano, mas logo que suas memórias começaram a passar ela percebeu que não. Era um ótimo momento para esquecer todos os problemas, e relaxar.
Ela sentiu algumas gotas caindo em sua perna, com um corpo logo caindo ao seu lado.
— Não vai mesmo entrar no mar? — procurou uma garrafa dentro da bolsa térmica deles. Bebeu grande parte do conteúdo, sorrindo para em seguida. — A água está maravilhosa.
— Eu passo. — ela sorriu para ele.
— Eu não te trouxe pra praia pra você enfiar a cara num livro e não aproveitar o passeio. — ele puxou o livro da mão dela, marcando onde ela tinha parado e fechando. Olhava para a capa tentando descobrir sobre o que o livro se tratava.
— Mas eu estou aproveitando! — ela riu, tomando o livro de volta.
— Mesmo? — ele perguntou enquanto procurava por sua carteira, sorrindo e mostrando para a moça quando encontrou. — Bem, eu vou comprar algo pra comer. O que você quer?
— Pode ser o mesmo que você. — ela sorriu.
se levantou, andando em direção à uma das barraquinhas da praia. o observou fazer todo o caminho, até que ele sumiu no meio de tantas mesas, e voltou a prestar atenção em seu livro.
Demorou para voltar, com um prato de batata frita em uma mão e outro com petiscos do mar em outra. Ele colocou os dois pratos entre os dois, e começou a comer a batata.
— Ok. — ele disse. — Comida na praia é cara.
— Eu disse para fazermos em casa. — ela disse entre mordidas de um petisco.
— Ah, mas um dia gastar um pouco a mais não tem problema. — ele sorriu. — Você tá mesmo se divertindo aqui? A gente pode ir embora.
— Não! Estou gostando! — ela sorriu para ele. — Eu só não gosto muito de entrar no mar. Mas eu gosto de praia! — ela disse rápido o suficiente para ele não ter que sugerir novamente que voltassem para a casa que alugaram.
olhou desconfiado para a namorada, comendo mais uma batata. Ele já estava com os ombros vermelhos, pelo tempo que havia ficado no sol, nadando no mar.
— E se… A gente ficar só mais um pouco e ir embora? — ele perguntou.
— No fim, estou desconfiando que é você quem não está gostando de estar aqui. — ela riu, tirando o protetor solar da bolsa, e fazendo sinal para ele ficar de costas para ela. — Você quer?
— Eu quero ficar do seu lado. Mas a senhorita não quer nem deixar essa pele com um tom mais escuro, com uma cor menos pálida.
— Não tem como eu ficar pálida.
— Mas parece que você ficou presa durante trinta anos numa torre alta onde a única janela que existia não batia sol. — ela tentou argumentar, mas ele continuou. — E olha que você nem tem, e nem parece ter trinta anos.
— Mas o sol é quente…
— Ainda bem, né? — ele ficou de frente pra ela. — Mas você é mais.
Ele a beijou e voltou correndo para o mar. Ela ficou observando nadando por um tempo, até decidir ler mais um pouco.

2017

O trânsito era um saco. Todo dia aquele monte de carros parados, querendo ir para um mesmo lugar ao mesmo tempo. Era irritante o tempo que ela gastava se locomovendo pela cidade, ainda mais de carro. Tinha imaginado que demoraria muito menos para chegar aos lugares de carro, mas aparentemente não era tanto tempo assim.
Ela não conhecia muito bem o lugar, então deixou a moça do Google Maps dar instruções de quando mudar de faixa, quando virar à esquerda ou à direita. A música que tocava era qualquer coisa que um aplicativo tinha indicado. Demoraria ainda algumas horas até chegar ao seu destino.

2011

— Desculpa, essa é a aula de Fundamentos da Matemática?
Um rapaz perguntou enquanto se sentava ao seu lado na sala de aula. O único problema era que nem sabia se era essa a aula que eles teriam hoje. Ou se essa aula era pro curso dela. Só falaram para ela entrar nessa sala, e foi o que ela fez.
Ela lançou um olhar confuso para o rapaz, o fazendo rir.
— Eu sou . — ele sorriu.
.
Ele olhou para frente, vendo uma pessoa que ele julgava ser o professor, tentando começar a aula. O homem pedia, em vão, para que as pessoas ficassem em silêncio.
— Bem, vamos ver se estamos na aula certa.
Eles estavam. E passaram a aula inteira sem se falar ou sequer se olhar. A aula havia sido mais divertida do que o nome sugeria, não sabia ao certo se por conta do professor divertido ou se a matéria era simplesmente legal.
Foi invadida pela sensação de que havia acertado na escolha de curso, o que era ainda mais chocante, uma vez que ela considerava que em sua vida cometer erros era muito mais comum.
— Ei, ! — uma voz a chamou enquanto ela pegava o material e saia da sala. Ao se virar viu o sorriso de novamente. — Aparentemente estávamos na aula certa.
— Aparentemente. — ela também sorriu.
— Será que eu poderia te acompanhar até a próxima aula? Eu ainda me sinto meio perdido nessa faculdade.
— Pode, mas eu também não conheço muito daqui. — ela balançou os ombros, sem graça.
— Então acho que podemos nos perder juntos.

2017

Ela se sentia fraca. Desde que tudo tinha começado ela tinha emagrecido vinte quilos. Estava esquelética. Tinha raiva pois, ainda mais em momentos como esse, as pessoas a olhavam com um olhar de pena. Mas se realmente tivessem pena dela, teriam tentado ajudá-la a sair da grande bola de neve que tinha de metido.
Ela estacionou o carro em uma rua tranquila, perpendicular à uma grande avenida da cidade, e tocou o interfone do local, logo sendo liberada para entrar.
— Eu tenho horário com o Sr. Santos. — ela anunciou para a secretária.
— Claro. — a moça sorriu. — Em alguns minutos ele deve chamá-la. Sente-se. Fique à vontade, viu?
Era esse olhar que ela não gostava. O olhar de quem acha que ela tem uma vida sofrida, de quem precisa da pena dos outros para sobreviver. O tom de “Fique á vontade.” como se sua vida fosse mudar muito porque uma pessoa resolveu ser simpática com ela.
Mas pelo menos a secretária não mentiu.
— Sra. ? — um homem em torno de uns quarenta anos abriu a porta.
— Sra. . — ela limpou a garganta. — Não me chame pelo sobrenome de casada.

2015

! — dava passos duros. Parecia um gigante, só falava falar “Fee-Fi-Fo-Fum” — !
Ela tremia. Respirava rápido, o que a fez levar as mãos à boca. Os olhos estavam cheios de lágrimas, que ela não conseguia controlar. O guarda roupas escuro era sua última tentativa de fugir do gigante e de sua fúria.
Até algumas roupas ela jogou por cima, para tentar se camuflar o máximo que conseguia. Não aguentava mais aquilo. Não conseguia acreditar que tinha se sujeitado à se esconder feito uma garota de cinco anos.
Mas só de lembrar o que ele fazia com ela, com o que ele iria fazer se a encontrasse, ela se encolhia ainda mais contra a parede de madeira do guarda roupas.
Ouviu quebrando objetos. Cada barulho que ele fazia era um susto para ela. Conseguia saber se ele estava perto ou longe do cômodo.
Ela passou o tempo todo chorando, desesperada. Como pôde esquecer o celular na cômoda do quarto? Ela precisava ligar para alguém, precisava pedir ajuda. Para alguma amiga, para a polícia. Alguém precisava salvá-la daquilo.
— Pela última vez, , eu sei que você tá aqui em casa! — ele gritava. A voz dele vibrava por toda a casa. — CADÊ VOCÊ?
Ele olhou em todos os cômodos, e depois de algumas horas decidiu se deitar. Essas poucas horas que ele ficou em silêncio ficou ainda mais nervosa. E se ele não tivesse dormido? E se estivesse fingindo apenas para encontrá-la? Não podia deixar ser pega por algo tão pequeno assim.
Ela acordou sentindo algo muito forte a puxando. Não teve tempo nem de esboçar reação. Sentiu um baque enorme, primeiro no rosto. Sentiu o sangue ferver, e o lugar que levou o impacto pulsava de dor.
Logo sentiu outro baque, agora na barriga. Ela se encolheu no chão, enquanto levava chutes em seu torso. Ela tentava gritar, mas não conseguia. Nada saía de sua garganta.
— Eu já falei que não quero você de papo com aquele cara. — ele dizia enquanto continuava a chutar. — Viu o que eu tenho que fazer com você? Pra você aprender?
Ele arrumou o cabelo que caía em seu rosto, se afastando dela. A deixando sozinha no chão.

2017

A sala do homem era era bonita demais, tudo feito de madeira e alguma coisa dourada que lembrava muito ouro, mas tinha certeza de que não era. Ele a recebeu com o mesmo sorriso da mulher que a havia recepcionado no escritório.
Ela não podia levar para o pessoal. Ele certamente era acostumado a receber mulheres ali, daquela maneira. Quantas mulheres que viviam a mesma situação - ou pior - recorriam àquela medida? Quantas vezes ele não havia visto tantas mulheres entrando por aquela porta usando maquiagem demais ou mangas longas e calças em dias quentes?
Ela odiava o fato de que aquilo era comum, porque não deveria.

2013

Pela janela da sala conseguia ver a cabeleira de . Ela riu, pensando que ele provavelmente estava batendo o pé no chão, esperando que ela terminasse aquela “reunião” o mais rápido o possível. Ela também não queria continuar ali por muito tempo, para ser sincera.
Era a primeira vez que eles não faziam um trabalho em dupla juntos, já que também era a primeira vez que o professor decidia sortear as duplas. Mas tudo bem, ela havia saído com Edvan, ele era inteligente e muito legal. Ao menos ela não teria que fazer tudo sozinha.
Poucos minutos depois eles haviam terminado de conversar todo o necessário para o trabalho, finalmente saindo da sala e indo cada um para seu lado. Edvan despediu-se dela com um sorriso e apenas acenou a cabeça para a , que a aguardava do lado de fora. nunca entenderia a mania que alguns homens tinham de mal se cumprimentar.
— Finalmente. Achei que você ficar lá pra sempre. — os braços de contornaram a cintura de , a trazendo perto o bastante para que ele pudesse selar seus lábios.
— Que exagero, ! — ela riu, deixando seus braços também envolverem o corpo do namorado, o abraçando com delicadeza. — Eu só estava explicando algumas coisas para o Edvan, nada demais.
— Não?
— Às vezes ele é meio lerdo. — os dois começaram a rir, parando apenas quando pareceu achar uma boa ideia trocarem mais alguns beijos, sem porém aprofundá-los da maneira que ele desejava por ainda estarem em público.
— Tudo bem… É só que eu não gosto muito quando você fica tanto tempo longe, ainda mais com algum outro cara. — ele desviou o olhar, parecendo tímido, arrancando uma risada alta dela. — Ei, não ri!
— Desculpa, amor. Não precisa se preocupar, eu sou só sua. — mal teve tempo de sorrir antes que estivesse novamente com os lábios sobre os dela.

2017

O homem explicava para ela em termos que ela nem queria entender. A única coisa que queria ouvir era que ele precisava da assinatura dela aqui, aqui, aqui e aqui. E uma rúbrica aqui e aqui. Ele parecia contar para ela um bando de implicações que ela não queria saber.
Ela não chegara ao lugar adiantada porque havia se programado e não queria chegar atrasada. Ela saíra cedo para até neste momento não precisar olhar na cara de . Não queria vê-lo. Nunca mais.

2016

Sentiu um arrepio correr por seu corpo, e a sensação de que algo pudesse ter segurado em alguma parte dela enquanto estava deitada a fez levantar de supetão. Levou uma das mãos ao peito, respirando rápido, repetindo mentalmente que aquilo teria sido “apenas um sonho”.
O relógio que ficava em uma bancada no ponto oposto à sua cama mostrava que já era muito mais do que a madrugada, e enquanto sua visão se adaptava ao ambiente escuro, bastou apenas prestar atenção nos detalhes que podia.
Levou sua mão o mais longe possível de seu corpo, confirmando que não tinha mais ninguém ali com ela. O sentimento de que alguém tinha segurado em sua perna ainda não passava, e sua pele formigava enquanto ela estava ali, agora podendo ver o resto de seu quarto que estava tomado pela escuridão.
Se levantou, procurando não fazer barulho algum até chegar ao banheiro. Pode ver seus cabelos caindo por seu ombro, todo emaranhado pelo tanto que se moveu durante a noite. Ela tentou prendê-lo mas acabou fazendo ainda mais nós. Jogou um pouco de água no rosto e percebeu as duas manchas que marcavam seus olhos. Eram fundas e roxas, e nem todo o corretivo do mundo iria disfarça-las.
Ainda assim sentia aquela parte da perna formigar. Como se ainda não a tivessem soltado. A marca ainda estava lá, ela sabia que estava sem precisar olhar. Doía, mas assim como as vezes anteriores, logo passaria a dor, deixando apenas mais uma cicatriz. Mais uma, como todas as outras que estavam espalhadas por seu corpo.
Ela sabia que era errado agir da forma que agiu, mas ela precisava se defender, ou pensava que deveria se defender. Pelo menos era o que as amigas diziam todas as vezes que elas percebiam que algo de errado acontecia, mas não era tão fácil assim.
Já tinha sido difícil o suficiente correr para seu apartamento na noite anterior, mas pelo menos ainda tinha um refúgio. Um lugar só seu, longe das outras pessoas que poderiam julgar sua dor e sua vida, pelo o que estava acontecendo.
Ela passou a mão pela testa, enquanto segurava seu terceiro copo, respirando fundo antes de terminar de beber.
Ele tinha prometido que não aconteceria de novo. E de novo. E de novo. E de novo. Toda semana ele tinha um motivo diferente, mas sempre acabava da mesma forma. Mas ele ainda a amava, e era por isso que fazia o que fazia.
Fez o caminho de volta para o quarto, sentindo o coração bater mais rápido. E se tivesse alguém ao seu lado? E se alguém tivesse tocado em sua perna enquanto ela dormia? Sentiu o coração chegar à sua boca quando passou pela porta de seu quarto. Será que conseguiria dormir de novo?
Se ajeitou em sua cama. Precisava descansar para poder aguentar o dia puxado que a esperava. Ninguém na faculdade ou no trabalho ligava pelo o que aconteceu na sua vida. O importante era estar acordada o suficiente para realizar tarefas. Ela precisava descansar, ela queria descansar.
Fechou seus olhos, tentando afastar qualquer lembrança do que tinha acontecido. De seus pesadelos e de seus medos. Ela sentiu o formigamento novamente na perna, não conseguindo segurar as lágrimas que brotavam em seu rosto.
Se escondeu embaixo do lençol, se deixando levar pela a escuridão que a tomava. O estômago revirava com o tanto de água que tinha tomado, o coração batia cada vez mais rápido e era impossível parar as lágrimas que escorriam por seu rosto.

2017

A pasta que ela carregava com os papéis que o homem havia lhe dado parecia mais pesada do que deveria. Mas, de uma maneira estranha, não parecia um peso ruim. Era como se, em suas mãos, ela estivesse carregando as algemas que a haviam prendido por tantos anos.
De certa forma, era.
Ali, em sua mão esquerda, ela segurava sua liberdade, enquanto com a direita cumprimentava o advogado responsável por ajudá-la com um simples processo, uma simples assinatura. Enquanto saía do escritório, ela sentia a respiração normalizando pela primeira vez em anos.

2014

De todas as vezes que ela tinha entrado no carro de , essa talvez fosse a única em que estava preocupada. Caronas para a faculdade eram tranquilas. Caronas para as casas dos dois também. Mas estava indo visitar a sogra. E não era uma visita qualquer.
Ela olhava para e ele parecia brilhar. Ele não conseguia segurar o sorriso, que ia de orelha à orelha. Ele olhava para ela em alguns momentos, sorrindo. E ela sorria de volta. Mesmo com o estômago revirando de nervoso.
Já tinha conversado com a sogra tantas vezes. Os sogros dela eram pessoas tão boas e atenciosas com ela. Tinha dado sorte, não só de ter achado alguém como , mas por os pais dele também serem pessoas maravilhosas, que a queriam por perto.
— Então…? — a mãe dele perguntou assim que abriu o portão.
— Mãe! Dá um tempo! — ele a abraçou. — Deixa a gente chegar na sala!
, você está tão linda hoje! — ela deu um abraço apertado na moça.
— Obrigada. A senhora também.
— Senhora? Só aquela que está no céu olhando por nós! Já te disse para me chamar pelo meu nome. — ela então colocou as mãos nas costas do casal, os empurrando para dentro da casa. — Vamos, vamos. Acho que vocês tem uma novidade para me contar.
Os dois sorriam, nervosos, enquanto eram empurrados casa a dentro. O pai de apareceu, sorrindo, abraçando primeiro , e depois o filho. era idêntico ao pai. O mesmo tamanho, a mesma cor de cabelo, o mesmo porte físico.
— Amor, deixa os dois em paz. — o homem falou, puxando a esposa para perto.
— Bem, — quem começou. — Acho que tem uma novidade para contar para vocês.
— Nós vamos nos casar!

2017

Ela não conseguia acreditar, estava finalmente acabado. Seis anos, dos quais três tinham sido o inferno para ela. Tudo aquilo acabou. Ela estava livre novamente. Podia voltar a ser sem que ninguém a diminuísse por isso.
Não importava o que quem mal a conhecia diria. Só o que importava era sua liberdade, era o fato de que ela não era mais ligada a . Se sentindo mais agradecida do que nunca, ela se permitiu sorrir. E então decidiu, depois de tantos anos, tirar uma folga e visitar a praia.



Fim.




Nota da autora: Oi
A gente sabe que isso foi mais pesado do que muitas esperavam, ainda mais de nós duas
Mas a verdade é que esse é um assunto extremamente importante e precisamos falar sobre isso
Vemos relacionamentos abusivos sendo retratados sem parar aí pela mídia e por nós mesmas
E sempre falamos que "tá tudo bem, é só uma fic"
Mas e se um dia acontecer conosco ou alguém próximo a nós e nem percebermos?
Até quando vamos retratar isso como se não fosse nada demais?


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Profissão: YouTuber




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