31 de dezembro de 2015, Kihavah, Maldivas


entrou no chalé bufando, resmungando, batendo a porta com a maior força que conseguia e, principalmente, desejando que nunca tivesse viajado, ou que Holly Ramsay não existisse, tanto faz.
Algum tempo depois, a garota percebeu alguém entrando no quarto. “Finalmente”, pensou. “Estava começando a achar que ele não viria”.
... — ele se aproximou.
Ela estava de pé em cima da cama, suas mãos puxavam seus cabelos com força.
— Some daqui! — gritou, ela estava irritada com todo o lance da Holly, e ele demorou muito para vir atrás dela, o que apenas a fez ficar mais irritada, então mesmo querendo que estivesse ali, não conseguia controlar muito bem suas palavras.
Ela se abaixou de uma vez e agarrou o primeiro travesseiro que viu, não demorou nada para que o atirasse contra . Ele, já imaginando que a namorada faria algo do tipo, conseguiu pegar o travesseiro antes que ele o acertasse e colocou na cama novamente.
— Calma, vamos conversar, ok?
— Calma? Eu não consigo ficar calma perto daquela menina! — ela apontou para o lado de fora, e então deixou o corpo cair na cama, ainda puxando os próprios cabelos. — ela me dá dores de cabeça.
foi cuidadosamente se sentar ao lado de , que embora parecesse mais calma, era uma caixinha de surpresas, portanto ele preferiu ir devagar, para caso ela não quisesse tal aproximação desse tempo de rolar um “aviso”. Como nada aconteceu, ele a tocou no ombro e ela ergueu a cabeça, mas não o olhou; deixou o olhar se perder pelo oceano à sua frente, calmo, mas, assim como ela, uma caixinha de surpresas.
Ah, Maldivas... Não era de hoje que sonhava em visitar a ilha. Quando sua sogra apareceu com a viagem de ano novo justamente para lá, ela quase surtou.
Mas como quase toda notícia boa (maravilhosa, no caso) trazia uma ruim consigo, alguns dias depois, o sogro deu a notícia de que a família de um amigo dele também ia junto. Seis pessoas. Gordon Ramsay. Tudo certo. Jack Ramsay. Ainda tudo okay. Tana, Megan, Matilda Ramsay. Tanto faz. O problema estava todo centrado na irmã gêmea de Jack. Holly.
E, se uma notícia boa trazia uma ruim, uma maravilhosa traria uma péssima, certo? Certo. As coisas ficaram piores quando a possibilidade de não poder ir devido ao trabalho apareceu para . Ela confiava no namorado… Já em Holly… eram outros quinhentos. Ela fez de tudo o que estava em seu alcance para ir e por pouco conseguiu. Trocou a data das fotos para capa de uma revista para o mês seguinte e foi com os s (e infelizmente com os Ramsays também) para as Maldivas. Hospedaram-se numa ilha, em uns cinco chalés. Era tudo lindo. Daqueles que ficavam sobre a água e eram de madeira com saída para o mar aos fundos.
permaneceu calado, apenas ao lado da namorada, esperando uma reação.
— Eu não quero mais ser famosa. Eu não aguento mais — resmungou — desisto desse emprego. Dessa vida. Das suas fãs que me odeiam. Dessa vadia cara pálida que vive se insinuando para você, e me dizendo o quanto seria melhor para você alguém da mesma idade, e que como você estivesse acostumada com o assédio.
Ele colocou as duas mãos no rosto da namorada e encarou o fundo dos seus olhos. Sabia que ela não desistiria. Era só uma raiva momentânea causada por uma fala desgraçada de Holly sobre supostamente estar se cansando da “aventura” que era o namoro com a modelo, e que ela não dava um mês para eles terminarem. preferiu sair de perto, se não, voava no pescoço da menina.
— Se ela gosta de achar que eu não amo mais você, que nós não temos mais o mesmo fogo inicial, esfrega na cara dela que a gente anda praticando bdsm.
parou de chorar na mesma hora e caiu na gargalhada. Aquela era uma ótima ideia.
— Você está muito assanhado, . Onde aprendeu isso? — ela limpou as lágrimas e sorriu.
— Com uma professora minha… Minha favorita.
Ele sussurrou e aproximou de . Suas respirações se misturavam e um encarava a boca do outro, ambos aguardando uma iniciativa alheia que não veio.
— Não vamos transformar nossa viagem de ano novo em confusão, ok? Quero ver sorrisos, e somente sorrisos nesse seu rosto maravilhoso.
passou os braços pelo pescoço dele e pulou em seu colo, num abraço desajeitado.
— Vamos fazer um acordo… — ela assentiu — por enquanto, até hoje a noite, nós iremos nos divertir sozinhos… vamos dar um tempo deles até que você esqueça as provocações da Holly. Tudo bem?
assentiu. Onde estava com a cabeça? Dar ouvidos aos outros no que não lhes dizia respeito? O relacionamento era entre ela e , obrigada.
Se soltou dele e ficou de pé em cima da cama, com a mão estendida para ele.
— Uma vez, eu li um livro onde o casal começava a pular na cama para fingir pros vizinhos que estavam transando. — segurou-se à mão dela e ficou de pé.
— E o que acontece depois?
— A cama quebra! — ele riu — a gente podia fazer!
— Teremos que pagar uma cama nova…
— Desde quando dinheiro é problema?
— Todos vão saber…
— Eu só quero que a Holly saiba, o resto vai ser bônus, pelo menos vão saber que você é um homem de verdade.
fez uma falsa cara de ofendido enquanto começou a pular baixinho, ele riu e relaxou os músculos, começando a pular junto com ela.
— Sabe… — o garoto começou — nunca vão acreditar que a gente estava transando se ninguém escutar gemidos...
— É?
perguntou provocante e o namorado lhe deu um beijo, segurando sua cintura com uma mão e com a outra na nuca da garota, a puxando cada vez mais para perto, como se isso realmente fosse possível. O que ele não percebeu foi que, mesmo estando ali aparentemente normal, e o beijando, a garota estava alheia à situação, reconsiderando a conclusão que teve momentos antes sobre como o relacionamento era somente dos dois e ninguém deveria dar opiniões.
… você… digo, não sei, você ainda… quer dizer…
— Fala logo!
— Você realmente me ama? A Holly não tem nem um por cento de razão? Você sabe que as coisas realmente não são mais como eram.
, não pira vai… você sabe que eu amo você. — Embora estivesse dizendo isso com toda segurança que pudesse dizer, ele não tinha tanta certeza no coração quanto tinha na voz.
— Eu sei… mas, você já parou pra pensar que talvez possa ser só por comodidade? Nós já estamos juntos há um tempo, e é perfeitamente possível que você esteja comigo pela comodidade de ter alguém, pelo costume de me amar.
, você realmente acredita nisso?
— Eu acredito que seja possível.
— E o que você acha que nós deveríamos fazer, então?
— Eu não sei, dar um tempo? Aí você saberia se é a questão da comodidade ou algo do tipo.
! Eu não quero ficar sem você.
— Então eu não sei, ! A Holly não diz que nós não temos mais fogo? Que não temos mais ciúmes? Juntemos os dois, então, o que me diz de um ménage?
— Um o que?
— Um ménage, assim a gente põe à prova tanto o fogo quanto o ciúme.
— Não.
— Sim.
— Eu não quero, , você é minha. — a garota riu da fala do namorado.
— Ah, meu amor, eu sou minha, e se você acha tão impossível assim, eu encontro dois caras que topem.

[...]


, onde você esteve durante o dia? — Cruz e Romeo correram até ela assim que a babá chegou à festa, o mais novo perguntou. Ela soltou um leve suspiro e passou um braço ao redor dos ombros de cada menino e caminharam juntos até o bangalô principal do resort, onde a festa estava rolando.
— No meu chalé, amores.
— Sozinha? — Romeo ergueu o olhar até ela.
— É claro, Romeo. O passou o dia na praia com a gente. — Cruz retrucou.
— Mas por que, ?
“Porque seu irmão é um zé ruela que não sabe direito o quê sente.”
— Tive enxaquecas.
Ah, a bela e velha desculpa que ela usava desde Nova Iorque. Se algum dia alguma força maior resolvesse castigá-la e fazê-la pagar por todas as enxaquecas que ela não teve, estaria fodida.
— O é tão esquisito. — Romeo falou, dando de ombros. apenas engoliu a risada, mas não escondeu sua raiva, mantendo a mandíbula travada.
— Por quê? — ela perguntou.
— Porque o certo era que ele ficasse com você. — Cruz foi quem respondeu e Romeo apontou para o irmão, concordando. Fizeram um high-five. Sempre faziam quando concordavam em algo.
— Mas ele não é bobo de ficar preso no quarto enquanto se tem uma ilha dessas em pleno verão do hemisfério sul. — os meninos se calaram. — ele estava com vocês?
Ambos bufaram.
— Que nada, ficou o dia inteiro com o Jack e a Holly.
Holly.
Holly.
Holly.
Sério? Tinha tanta gente naquela ilha, precisava mesmo ser com ela? Por que não com Matilda, Megan, ou até mesmo apenas Jack? Tinha que ter a outra interesseira no meio.
Foi a vez da modelo bufar.
— Nem no quarto ele apareceu pra se trocar pra festa. — resmungou.
— Vocês brigaram?
Algum dos dois disse. De repente, ambos travaram os pés no chão, refreando de continuar em seu caminho. Já estavam na porta da festa.
— Não. — ela abanou a mão, dispensando comentários como aquele.
Claro que não. Na última briga (pior) dos dois, os meninos chegaram até a adoecer por ficarem sem . Ela não queria aquilo de novo.
— Tem certeza? — Cruz arqueou a sobrancelha.
— Absoluta? — Romeo pôs as mãos na cintura. assentiu, com o sangue ainda fervendo.
O quê aquela peste tinha arrumado que sequer apareceu no quarto para buscar o presente que ela o deu para usar no réveillon? Caraca, era um conjunto da Burberry! E o pior, ela se sentiu péssima por estar usando o vestido que ele lhe deu.
Eles voltaram a caminhar e entraram na festa. escaneou todos os cantos a procura de dois certos alguéns, enquanto deixava Cruz e Romeo a guiarem pelo salão, com seus braços entrelaçados.
Podia-se dizer que e Victoria eram o centro das atenções naquela noite de réveillon. Não apenas por serem famosas, mesmo porque a maioria das pessoas presentes na festa do resort sequer sabiam quem elas eram ou não davam tanta importância. Obviamente, também não era qualquer pessoa que frequentaria as ilhas Maldivas em plena virada e ano, pois não era nada barato.
Mas eram as atenções devido aos vestidos que usavam. estava estonteante em seu modelo branco com flores rosas e amarelas bordadas, assinado por Oscar De La Renta, que a presenteou para que usasse especialmente naquela data. Definitivamente aquele era o seu desenho favorito de Oscar da coleção primavera-verão de 2015. Ou até mesmo de todas as outras. Ela só não se conformava com a ideia de que o veria sem as roupas que ela o deu com o mesmo intuito.
Já Victoria usava um vestido também branco, porém que carregava sua própria assinatura. Ele era justo ao corpo e modelava com destreza o corpo perfeito da estilista. Não tinha uma pessoa que passasse por perto e não virasse a cabeça para olhar. sorriu ao vê-la com o modelo. Lembrava-se muito bem daquele... Victoria estava sem ideia para o detalhe principal do vestido e foi quem a sugeriu as cavas triangulares laterais. Também foi ela quem vestiu o modelo pela primeira vez e o apresentou na New York Fashion Week de primavera-verão.
que me perdoe… — Jack apareceu na frente dos três de repente, fazendo estagnar. — mas você está belíssima, .
— Vou contar pro meu irmão que você anda dando em cima da mulher dele. — Cruz deu a língua para Jack, que riu.
— E eu vou contar pra sua namorada. — Romeo cruzou os braços.
sorriu.
— Está tudo bem, meninos. — ela afagou a cabeça de ambos. Matilda, a Ramsay mais nova, passou por eles e levou os dois garotos consigo. Eles se davam bem. Assim como dava bem com Megan, a Tilly, e Jack. — obrigada, Jack. — ele sorriu e estendeu uma taça para ela, carregava duas consigo. Ela aceitou e deu dois goles, era champagne, mas notou que não tinha álcool algum, mesmo porque, Jack era de menor. — por um obséquio, você sabe onde está meu querido namorado?
— Saber eu até sei. — deu de ombros e tomou um gole. — mas eu acho melhor você não saber.
estreitou os olhos, já imaginando com quem ele estaria. Foi a conta de lançar seu olhar por trás do amigo e ver Holly com seu namorado na varanda aos fundos do bangalô. Ela tinha seu braço jogado ao redor de e praticamente colava seu rosto ao dele, apenas pra conversar. O garoto desviava o rosto vez ou outra, mas aquilo não acalmou os ânimos de .
Era assim, então? Bastava falar “eu quero ficar com você, ”, pra depois ficar agarradinho com outra?
Ela travou os dentes e Jack a tocou no ombro.
— O quê houve entre vocês?
bebeu o resto de seu champagne de uma vez e encarou os olhos azuis de Jack. Merda. Desde o começo ela soube que ele lhe daria menos dores de cabeça caso fosse seu namorado.
Mas, não… O destino amava e precisou enviar logo um que só sabia fazê-la sentir dor.
— Houve sua irmã. — ela voltou a encarar os dois, que estavam de costas para ela.
Seu olhar pairou em .
Ele vestia a blusa branca da Burberry que ela o deu.
Como ele havia a pego? Era impossível! Ela passou o dia inteiro no quarto e ele saiu de lá logo depois da discussão a respeito do ménage! Não havia como ele ter colocado a mão no presente, por mais que estivesse em sua mala! Ainda mais que a viu lá durante a tarde!
Mas que porra!
Ela saiu marchando pelo salão, seus saltos Jimmy Choo batiam com força no assoalho e produziam um som abafado pela música que tocava. Jack tentou segurá-la pelo ombro e conversar com a garota, mas ela sequer lhe deu ouvidos.
, eu sei que a Holly está errada e tudo mais, eu e Megan já cansamos de conversar com ela… Mas você não acha melhor esfriar a cabeça primeiro antes de ir até lá?
Ela puxou o braço e continuou andando pelo salão, rumo aos dois, até que David cruzasse em seu caminho.
— Olha só, quem finalmente apareceu! — ele estendeu os braços para ela e o abraçou, ainda mantendo os olhos fixos no casal sob o ombro do sogro. — achei que não viria mais! — ele falou quando se afastaram.
“Sabe qual é, sogrão, eu cogitei essa possibilidade, sim.”
— Estava com enxaqueca.
Ele arqueou as sobrancelhas.
— Espero que tenha melhorado. — ele falou e olhou o seu relógio de pulso. — já são onze e cinquenta.
arregalou os olhos. Ela passou tanto tempo assim no quarto? Claro… Só pra arrumar seu cabelo e maquiagem gastou por volta de uma hora e meia… Ela não tinha tanta agilidade quando os fazia em si própria.
! — Harper apareceu correndo até a babá com os braços abertos. Vestia um vestido branco que elas compraram juntas há algumas semanas atrás, ela parecia uma bonequinha. a pegou no colo e passou as mãos pelas trancinhas dela.
— Oi, fofa! Quem fez essas tranças lindas no seu cabelo?
Ela apontou para David.
— Papai aprendeu direitinho com a , né, Harper? — ela assentiu, sorrindo.
Victoria se aproximou dos três e cumprimentou a modelo que ela criou.
— Você está linda neste vestido Oscar De La Renta, ! Quando o vi no desfile, achei mesmo a sua cara.
Ela arqueou as sobrancelhas. Será que tinha dedo da Vic no presente que o seu filho a deu?
que me deu. — sorriu.
— A propósito, , onde você esteve? Ele passou o dia todo sem você, até estranhei.
Você não foi a única, Victoria.
— Crise de enxaqueca. — deu de ombros e Vic abriu a boca, murmurando um “ah”.
voltou a olhar sob o ombro de David em busca de seu namorado. Ou ex. Talvez depois daquela briga, eles não tivessem mais solução.
Nisso que dava cometer o mesmo erro duas vezes. Errar uma era humano. Duas era burrice. Abrir o coração sabendo que ele voltaria a ser quebrado, era idiotice.
sequer estava lá na varanda, onde o viu anteriormente. Ela suspirou.
— Bem, me deem licença. — ela deu de ombros. — vou procurar meu namorado.
David e Victoria se abraçaram e assentiram.
— Queremos todos reunidos na virada, sim? Se encontrar os meninos, avise-os por favor? — Victoria pediu e apenas assentiu. Não estava lá em seus melhores dias pra ficar conversando. — estaremos na tenda, — Vic apontou para a instalação provisória que a equipe do resort montou à beira mar e sorriu. — vem, Harper.
Ela estendeu os braços pra pegar a filha, mas ela se virou e escondeu o rosto no pescoço de , que a chamou e acariciou pra que a pequena fosse até à mãe. Nunca teve crise de ciúmes entre as duas por atenção de Harper, mas era claro que não dava trela pra aquilo.
— Ah mamãe, deixa eu ficar com a . Eu tava com saudade dela. — ela juntou as mãozinhas e fez uma carinha de cãozinho que caiu do caminhão de mudança.
— Meu amor, mas a vai namorar agora! — ela continuou com os braços estendidos e desviou o olhar para a babá, que sequer estava ali como tal ofício. Todos estavam de férias de tudo.
vai namorar”. Ah, claro que vai. Ainda mais com seu filho tendo outra pendurada em seu pescoço, Victoria.
— Não tem problema, Vic. Pode deixá-la comigo. Estaremos lá na tenda assim que eu encontrar .
Ela assentiu e chamou David, os dois saíram do bangalô e foram abraçados para a tenda.
— Meu irmão tá onde, ?
Ela estava girando e observando os arredores, em busca de , mas não o encontrava em lugar algum.
— Eu também não sei, princesa. — suspirou. Harper estendeu a mãozinha e fez carinho na bochecha da amiga.
— Fica triste não, a gente vai achar ele. — não conteve o sorriso. Harper era mesmo um anjo.
começou a caminhar pelo salão ainda com a menina em seus braços. Ambas olhavam para todos os cantos em busca do mais velho, que adorava se meter aonde não devia. Caminharam sem rumo algum, até Oliva chocar-se em um rapaz.
— Me desculpe. — ela estendeu a mão e o tocou no braço dele, onde havia trombado. Ele se virou sorrindo.
— Não foi nada… querida. — ele completou após vê-la.
Efeito sobre os rapazes.
— Como você chama? — ele estendeu a mão para ela e o cumprimentou.
. E você?
— Brad. — sorriu. — está tudo bem? Você me parece meio aérea.
ergueu o olhar até ele. Era loiro e seu cabelo estava penteado em um topete parecidissímo com o que fazia em seu próprio. Ela desceu o olhar até encontrar-se com o dele. Tinha olhos verdes que sorriam para ela de uma forma mais ousada.
conhecia muito bem aquilo. Era o mesmo olhar de galanteador barato que Anthony tinha. Brad era a peça que faltava para o seu ménage e sabia que ele teria um encaixe perfeito.
Haper estava séria e com os braços cruzados. Após procurar por mais uma vez e não obter sucesso, ela se virou para Brad.
— Ela tem namorado, tá? — fez beicinho e se segurou para não rir. Brad fez um som nasal e olhou de novo para a modelo, com as sobrancelhas erguidas. — e é meu irmão. — a pequena completou depois que viu que seu comentário não havia tido efeito quase algum. Brad deu um sorriso.
— Na verdade, Brad… eu estava o procurando. — mordeu o lábio, olhando para o nada mais uma vez.
— Ficarei contente se puder ajudá-las. — ele sorriu e agradeceu. Harper ainda mantinha sua carranca.
A modelo fez uma breve descrição de para o mais novo conhecido e futuro participante do seu threesome. Eles tinham quase a mesma altura, porém descobriu que Brad tinha vinte e um anos nas costas, o que, querendo ou não, significava mais experiência.
já estava frustrada em procurar e não encontrar nada, nem um sinal de fumaça do namorado ou sequer da sua acompanhante barata. Ela pegou o celular no meio do sutiã e puxou para ver as horas.
Onze e cinquenta e sete.
Romeo e Cruz apareceram mais uma vez correndo até os três.
, a mamãe mandou a gente te chamar. — o mais novo disse.
— Quem é ele? — Romeo perguntou, apontando para Brad com o queixo.
— O não vai gostar disso.
se mantinha calada, apenas pensando no caos que sua vida se encontrava em plena virada de ano, mas a última fala de Cruz a deixou mais atônita.
— E por um acaso eu gosto de quando a Holly fica pendurada no pescoço dele? — ela pôs a mão na cintura e arqueou as sobrancelhas, encarando os meninos com uma carranca que eles nem imaginavam que ela era capaz de fazer. — por que ela pode ficar lá com ele toda hora sem eu gostar e eu não posso ficar cinco minutos com o Brad? — ela olhou para o céu. Naquela altura, Harper era a única que não entendia a frustração de sua amiga, ela apenas acompanhou e ficou olhando as estrelas. — eu já não aguento mais ver aquela menina se atirando nele. — resmungou. Quando se deu conta, as lágrimas tímidas já escorriam por sua face. — eu não aguento, não aguento, não aguento. — ela começou a sacudir a cabeça.
Romeo se aproximou e pegou Harper dos braços da babá e a colocou no chão, junto aos dois. coçou o nariz e se virou, deu um pontapé na areia e espalhou grãos por todos cantos, que se perderam em meio ao vento.
, a gente tem que ir… Falta só um minuto. — Cruz voltou a se aproximar e a tocou no ombro. Ela assentiu. Ainda chorando, ela voltou até Brad e lhe estendeu uma mão, enquanto a outra secava suas lágrimas com toda a cautela de manter a maquiagem à prova d’água intacta, sem nenhum borrão feito pelos dedos.
— Obrigada pela ajuda, Brad. E feliz 2016. — ela sorriu.
— Permita-me acompanhá-la? — ela assentiu. Já não sabia mais o que fazer.
Mas se podia ter outra pessoa agarrada ao seu pé, ela também poderia ter um.
Os três s saíram correndo na frente em direção aos pais. foi atrás, ao lado de Brad. Todos os s e Ramsays estavam lá. Menos , Jack e Holly.
Aquilo era frustrante.
E constrangedor.
Talvez ela realmente deveria seguir seu instinto e insistir no término. Ele nunca a daria tudo que ela fosse precisar, mesmo. Homem nenhum no mundo seria o suficiente para ela.
Victoria sorriu ao ver que nos quarenta e seis do segundo tempo honrou sua palavra e apareceu com as crianças, mas logo em seguida, também notou o descontentamento em seu rosto, a interrogação estampada em sua face ao vê-la acompanhada por alguém desconhecido.
Harper pulou para o colo dos pais na mesma hora em que a contagem regressiva se iniciou.
— 5…
Ela suspirou e decidiu fazer sua última tentativa de manter o relacionamento de pé. Talvez nem “um tempo” fosse suficiente para os dois. Talvez ela nunca fosse encontrar sua alma-gêmea. Talvez era mais uma índigo perdida na Terra, sem ninguém que a compreendesse, que soubesse e compartilhasse a mesma ideia. Talvez a Terra foi uma péssima escolha e sua verdadeira alma-gêmea estivesse perdida por aí, em qualquer lugar, em qualquer universo.
— 4…
Brad sorriu para ela e afastou a última lágrima que escorria por sua bochecha. abaixou a cabeça. Talvez, apenas talvez, ela estivesse com vontade de dar uma chance à uma superstição de virada de ano e passá-la beijando seu namorado. Talvez não fosse superstição, apenas a mais pura vontade de pegar pela gola de sua camisa e puxá-la em sua direção até que não coubesse sequer um átomo de distância entre os dois.
— 3…
Romeo chegou ao seu lado e lhe estendeu a mão. a aceitou e com a outra voltou a coçar seu nariz, que àquela altura já parecia o focinho da rena do Papai Noel. Cruz apareceu logo em seguida e segurou a outra mão dela. acenou para Brad antes de sair, sorriu para os garotos e se viu ser puxada por eles até os pais. Victoria estendeu um braço para , o passou ao redor do ombro dela e essa recostou sua cabeça no ombro da mulher que lhe parecia mais uma mãe do que sogra. David apenas estendeu o braço e uniu sua mão com a da esposa sob o braço de . Harper sorriu e se aproximou, colocando sua pequena mãozinha ali também. Estava no colo da mãe.
— 2…
Os garotos soltaram as mãos da babá e uniram-se aos pais. olhou para aquela junção. Era um laço familiar tão lindo, tão puro… Algo que ela sabia que jamais presenciaria entre sua família. Ela balançou a cabeça. Já estava em família. Era assim que os a conheciam e tratavam, como membro da família.
Ela ergueu sua mão e agarrou-se fortemente àquele laço.
Sua família estava toda reunida.
Só faltava .
Ela olhou para o lado e encontrou os Ramsays em um abraço mútuo, fechando um círculo.
Holly não estava ali. Mas Jack também não.
— 1…
Ela pensou em Peter. Na sua outra família, a de sangue. Sobre como sentia a sua falta naquele momento. Sobre como apenas os dois esforçavam para manter o laço vivo. Pensou no último ano novo em que estiveram juntos. Ela não lembrava qual ano era. Só da ocasião… Talvez ela tivesse a idade de Tilly. Chorava porque Pamela não estava com eles, havia ido ao interior ficar com a irmã gêmea no réveillon.
Sentiu falta de Pamela. Sentiu seu coração ficar cada vez mais apertado em seu espaço.
Os fogos de artifício começaram a cortar o céu, riscando-o e dando-lhe luzes de todas as cores. Ela ergueu a cabeça para observá-los, sempre os achou tão bonitos...
Seu olhar se deparou com uma pessoa à sua frente. .
Ele estendeu a mão e a colocou junto com a dos outros. Victoria e David sorriram para o filho e murmuraram “feliz ano novo” um ao outro, unindo seus lábios logo em seguida.
ainda tinha seu olhar preso aos olhos castanhos de seu namorado. Ou melhor, de .
Eles estavam tão marejados quanto os seus. Seu nariz tão vermelho quanto o dela.
Uma a uma, as mãos foram se desprendendo, até que restou apenas a de sob seu coração e acima dela.
Nenhum dos dois ousou desviar o olhar. Um magnetismo que não era deste mundo os mantinha conectados.
Até que uma interferência externa acabasse com aquele fluxo.
Alguém a cutucou no ombro, ela se virou e viu Cruz.
— Por que vocês dois não se beijaram? Todos os casais beijaram!
Ela escutou rir e o sentiu segurá-la pelos cotovelos, puxando para mais perto de si. manteve a cabeça para baixo, olhando para seus seios até que estes tocassem ao peitoral de . Ela desprendeu seus cotovelos e ergueu o olhar até a boca de seu namorado, quer dizer, .
— Eu não vou fazer nada que você não queira.
Ela quis rir. Aquilo parecia frase que meninas virgens ouviam quando estavam prestes a terem sua primeira prática sexual.
Ela se via em cima do muro.
Seu corpo buscava contato com cada vez mais. Mas sua cabeça constantemente lhe dizia “não, não e não!”.
Mas ela precisava saber se ainda existia algo entre os dois. Uma faísca, ao menos.
Agarrou a gola da blusa branca que ela lhe deu e juntou seus lábios. Seu estômago afundou, dando-lhe a sensação de estar preenchido por borboletas. sorriu e entrelaçou suas línguas. Elas tinham um compasso único, elas se encaixavam de forma única. Elas exploravam juntas novas áreas e maneiras. Ele sabia que haviam sido desenhadas uma para a outra. Ele sabia que era apenas aquela língua que ele queria beijar pelo resto da vida. Ele sabia que ninguém mais no mundo era capaz de fazê-lo arrepiar da cabeça aos pés como era. Ele sabia que mais ninguém teria aquele sabor próprio e inebriante que carregava consigo. Bendito DNA evoluído dos índigos. Era daquilo que ele precisava para viver.
Ela suspirou e se afastou, em busca de ar. Recuou dois passos para trás e teve apenas um vislumbre do sorriso que a deu. Ela sabia que ele achava que tudo estaria bem. Todos os homens achavam. Mas também, todos os homens se esqueciam que a hora da conversa também precisava chegar.
Logo, se perdeu entre os companheiros de viagem e desejou feliz ano novo a cada um, um feliz aniversário para Jack e até mesmo à sua gêmea Holly, que comemoravam anos no primeiro dia do calendário de janeiro e completou mentalmente para que ela buscasse sua felicidade nos braços de outro alguém.

1 de janeiro de 2016, Kihavah, Maldivas


— Eu. Não. Quero. Ir. — ela cruzou os braços e bufou.
Caminhou até a cama (ainda bagunçada da madrugada anterior) e se jogou no colchão macio, fazendo seu corpo quicar. suspirou e sentou-se ao lado de , colocando sua mão na coxa dela.
— Meu amor…
— “Meu amor” nada! — ela gritou e se sentou de frente pra ele. — é a festa da Holly. — rolou os olhos e bufou.
— Mas é do Jack também. Ele mesmo te disse que faz questão da sua presença.
segurou o queixo do namorado e deixou seu rosto alinhado ao dela, de forma que ele inevitavelmente a encarasse.
— Mas a Holly não faz.
— E desde quando você liga pra opinião dos outros? Principalmente dela?
bruscamente soltou o rosto dele e saiu da cama, dando voltas em círculos pelo quarto, com a mão na testa.
Ele estava certo naquele ponto.
Desde quando ela ouvia qualquer um?
Desde quando ficou insegura quanto ao seu relacionamento com .
Ela deslizou a porta dos fundos e foi caminhando pelo piso amadeirado do chalé deixando suas coisas para trás pouco a pouco. Ora um chinelo, depois o outro, depois foi a vez da saída de praia Lenny Niemeyer, que foi jogada no chão. Por último, foi o óculos de sol da última coleção da sogra. Ela o deixou com toda a cautela sob o vestido verde e se preparou para pular no mar, justo quando a alcançou e segurou-a pelo braço.
Que bela forma de começar o dia. Ou melhor, o ano.
— Vem cá, . Vamos conversar.
— Não quero conversar agora. — ela puxou seu braço e pulou no mar, deixando atônito para trás, com as mãos na cintura apenas olhando a namorada mergulhar nas águas transparentes das ilhas Maldivas. Tão transparentes que chegavam próximo ao tom azul do céu em seu pleno reflexo.
Ele sabia que ela queria esfriar a cabeça.
Já estavam juntos tempo o suficiente para ler as entrelinhas.
Ele tirou sua blusa e o óculos de sol, também da Victoria e os deixou junto com as peças de . Enquanto emergia distante, pulava na água e nadava até ela. Quando o viu, não se moveu e ficou esperando por ele. Quando menos percebeu, ele a segurou pela cintura e assim que firmou os pés no chão à sua frente, a puxou para perto.
resmungou mas não se impôs contra àquilo. Ela ergueu as mãos até os ombros de e apalpou a pele do rapaz, enquanto ele desceu uma de suas mãos até a coxa da namorada e puxou sua perna para o redor do seu corpo. ergueu a outra sozinha e o envolveu, depois afundou o rosto no pescoço do namorado, dando uma mordida na primeira parte que seus dentes encontraram. Ele gemeu e ela sorriu.
— Acho que a gente devia brigar mais vezes.
Ela riu.
— Por que, ? A gente já fode igual dois coelhos, mesmo.
— Não pela quantidade. — ele afastou o rosto para observá-la. Uma de suas mãos a soltou e foi até o cabelo da menina, e o puxou levemente para trás, deixando seu pescoço em evidência. — pela qualidade. Não é que esse tal de sexo de reconciliação foi bom mesmo? — ele aproximou seu rosto e deu um selinho no pescoço de , que se encolheu. Malditas cocégas. Maldito ponto fraco. Maldito . — parece mais intenso...
— Então quer dizer que a gente não era tão intenso antes? Vou levar isso como uma ofensa, . Talvez eu pegue mais pesado na sua próxima sessão de submissão. — ela grunhiu e abaixou a cabeça. riu contra sua pele e afundou-se ainda mais na perdição do corpo da namorada. Cada curva era linda. Seu cheiro era magnífico. Sua risada era música para seus ouvidos.
Estavam consideravelmente distantes dos chalés o suficiente para terem certa privacidade, mas qualquer um que fosse para a varanda de seu chalé e se ele ficasse à esquerda da ilha, veria os dois. Inclusive Holly. E foi ela quem viu ao abaixar a cabeça.
O chalé que os Ramsays tinham pego para os filhos ficava ao lado do de e . A modelo sabia que não teria um prato de vingança melhor do que aquele.
A garota estava de biquíni e braços cruzados, pelo visto também entraria no mar, mas nada que seu otp predileto pudesse atrapalhar. não tinha culpa se ela escolhia sempre o caminho mais difícil. Enquanto ela continuava recebendo beijos de em seu pescoço, sorriu para a garota.
“Ele é meu”.
“Só meu”.
“Pra sempre”.
“A única coisa que você vai tirar dele, seria uma sessão como voyeur, assistindo , claro”.
Ela pensou. Meu Deus, como ela era foda… O mundo precisava de mais s. Pra ontem. E de menos fura-olhos. Pra ante-ontem.
— Sim, senhora. Qualquer coisa vindo de você.
Ela riu. Holly ainda estava lá, olhando os dois. Que patético. em seu lugar não se humilharia tanto.
— Então, … regrinha nova pra você. — ele murmurou algo para que ela continuasse. — eu vou com você na festa dos Ramsay. — ela sentiu sorrir contra sua pele e arrepiou na nuca. — mas, para isso, você vai ter que se comportar. Daqui em diante, não quero saber de você ficar aceitando a paixonite da Holly. Se você ficar deixando ela se jogar em você, ela nunca vai perceber que deve seguir em diante…
— Isso me cheira ciúmes. — ele interrompeu. desceu de seu colo imediatamente e o olhou direto nos olhos.
— E é. — ele arregalou os olhos.
Jamais imaginou o dia em que ouviria algo daquele tipo sair da boca de .
— Não me interrompa. — ela franziu a testa.
— Sim, senhora. Me perdoe.
Ela tombou a cabeça para o lado, colocou as mãos na bochecha do rapaz. Assentiu e sorriu.
— Sério, . Ela precisa seguir em diante. E nós precisamos mostrá-la isso.
Ele assentiu, mas uma sobrancelha estava erguida.
Aquilo ainda tinha um aroma estranho.
— Andou conversando muito com Jack?
— Megan. — ela corrigiu. — na vinda pra cá. Todos estavam dormindo no jato.
Ele assentiu. Se aquilo realmente vinha da irmã mais velha de Holly, ele acreditaria, simplesmente por saber muito bem que não fazia aquilo por pena, mas por ciúmes mesmo. Fora o pedido de , ele já estava seriamente considerando aquela opção.
— Caso você me desobedeça… — ela trilhou os dedos pelo ombro dele e caminhou, passando por . Ele se virou e começou a segui-la para voltarem ao chalé. — eu te deixo três meses sem sexo.
Ele parou na mesma hora. notou e riu sem que ele percebesse.
Ela havia pensado em um mês, apenas. Mas achou melhor aumentar para que desse maior credibilidade. Ela ainda não sabia o que de novo passava em sua cabeça quanto aquilo.
Três meses? Mas isso é muito, ! — ele a puxou pela cintura, permaneceu impassiva. Fez um bico e retrucou:
— Bom que você aprende que quem tem namorada não deve ficar cheirando outras. — ela se virou. recuou um passo. tinha uma expressão furiosa no rosto, que o alertou.
Ele entendeu a alfinetada.
A festa da virada.
— Eu não estava cheirando outras, .
— Ah, é, ? Então o quê o senhor estava fazendo ontem enquanto sua mãe praticamente descabelava por não saber onde você tinha se metido, sendo que o combinado era ter todo mundo reunido? — bufou, jogando verde.
Colocou as mãos na cintura e desviou o olhar para o horizonte, a imensidão daqueles mar e céu azuis. Lindo. E eles não a matavam de raiva, como fazia.
— Minha mãe parecia muito calma e tranquila quando eu cheguei lá, . — ele cruzou os braços, apenas notou pelo canto do olho os músculos se destacarem. Foco, . Foco.
— Chegou de onde, ? Estava chorando com a outra por quê? — voltou a olhá-lo diretamente nos olhos para não perder o foco da conversa.
— Pra começar, eu estava com Jack e ela apareceu.
— Pra continuar, você está mentindo, porque quando eu cheguei na festa, vi vocês dois sozinhos na varanda. Jack estava comigo.
Ele bufou.
— Pelo amor de Deus, . Isso foi antes. Se você não acredita em mim, também não dá, né?
— Eu acredito e confio em você. Não confio e nem acredito nela. — apontou para o chalé dos filhos dos Ramsays, ainda de costas. Ela só não gritava para exteriorizar sua raiva, se não todos os hóspedes sairiam de seus chalés para assisti-los.
— Então deixa eu te contar o que aconteceu! — ele bateu as mãos na superfície da água, espirrando em , pegando-a de surpresa, ela recuou, mas assentiu para que ele prosseguisse. — começamos juntos, na festa, até você chegar e Jack me chamar para ir recebê-la. Holly ficou enrolando na conversa e quando eu notei, Jack já estava de volta e você não. — ela mordeu o interior da boca. Maldita. — ele disse que você estava me procurando, mas pelo visto, não tinha me achado. Eu acabei contando pra ele da briga, a Holly estava junto e ouviu, ela deu uns palpites que me deixaram puto, eu saí chutando areia pra todos os lados, indo de volta a vocês, porque eu imaginei que já estava no horário. Enquanto eu caminhava até a tenda, eu fiquei pensando se ela não poderia estar certa e comecei a chorar, achando que nós dois realmente tínhamos chegado ao fim. — finalizou, ele falou no gás, praticamente sem pegar fôlego. Deixou seus ombros caírem e olhou para , aguardando pelo veredicto.
Se eles teriam um fim ali, ou não.
Ele esperava fortemente que não. Seu coração batia com força, esperando que não. Seu coração batia por , ele respirava , amava .
estava de queixo caído. Ela piscou algumas vezes, desviou o olhar novamente.
— Depois disso, eu já estava determinado a cortar as asinhas dela, .
Ela riu. Não se segurou ao ouvir dizer “cortar as asinhas”, porque aquilo era algo que ela tinha o costume de dizer.
— O quê mais eu preciso dizer pra você falar que não vai terminar comigo, ?
Ela sorriu e voltou até ele, entrelaçando seus braços no pescoço do rapaz.
— Nada, .
Ele acabou com qualquer espaço que havia entre eles e a beijou.

[...]


— Então o casal vinte está oficialmente back together? — Jack abraçou os dois de uma só vez. — até que enfim. Eu não aguentava ver separado.
sorriu e mordeu o canto da boca, ganhando um tapinha na bunda do namorado. Ela virou pra ele e falou um “hey!” e revidou apertando as nádegas dele.
— Sabe como é, Jack… Eu não vivo sem ela.
— Ohhh, que gracinha! — Megan chegou por de trás dos dois e envolveu os braços ao redor dos ombros deles, que sorriram.
De longe, viu Holly rolar os olhos e bufar. Matilda estava junto da irmã, as duas tiravam fotos em um painel montado para o aniversário, com uma faixa escrita “A Little Party Never Killed Nobody*”. Quando a mais nova viu os amigos e os irmãos ali perto, os chamou com um aceno, e todos foram até lá.
A primeira fotografia foi apenas com os Ramsays e . Claro que Holly aproveitou-se da oportunidade para pendurar no pescoço de mais uma vez, que olhou de soslaio para a namorada e ela apenas gesticulou que estava de olho nele, mas no fundo, confiava em sua palavra. Ele cruzou os braços e levou o copo de sua bebida à boca, deixando satisfeita. Depois foi a vez das meninas. fez o maior carão que sabia e ficou entre Megan e Holly. A mais velha a abraçou por trás enquanto apenas pôs a mão no ombro da aniversariante e deu seu melhor sorriso, depois foram curtir a festa.

[...]


observava cada rosto novo daquela festa, não deixava nem um homem passar em branco. Quando achou o primeiro candidato aparentemente perfeito, ela cutucou com o cotovelo e indicou o rapaz com o dedo.
— O quê tem ele? — o namorado questionou.
— Acho que seria um bom terceiro elemento para o nosso ménage. O quê você acha?
bufou e se virou completamente para , para privatizar a conversa dos dois. Megan estava ao lado, conversando com Matilda.
— Achei que já tínhamos conversado sobre isso.
— Achou errado. A gente conversou sobre outro problema. — indicou a aniversariante com o queixo.
, me diga uma coisa… — ela assentiu. — por que isso é tão importante pra você?
Ela deu um sorriso torto e desviou o olhar para seu drink. Deu um passo adiante, se aproximando do namorado e sussurrou em seu ouvido.
— Meu querido e pequeno … Isso não é nenhuma novidade pra mim. Mas será pra você. E eu te garanto que será inesquecível.
Ele engoliu seco.
— Com quem você já fez isso?
Ela riu. Oh, pobre e inocente namorado. Ele aparentava esquecer-se algumas vezes de que já estava há anos ativa. Dá-lhe seus quatorze anos.
— Com tanta gente, … Isso realmente vem ao caso agora?
Ele se afastou e a encarou de olhos arregalados.
— Sim?! — piscou, estupefato.
Ela assentiu algumas vezes e lhe deu a resposta que ele queria.
— Festas de ensino médio, festas em Oxford… Já te falei que Britanny e eu vivíamos indo às festas dos colegas de Oliver. Só não fui em clube de swing porque quando fiquei de maior estava naquela baixa. — ela suspirou e deixou seu olhar se perder na festa. — hey, essa é uma boa ideia… podermos ir em um quando voltarmos para Londres.
deu um tapa na sua própria testa.
, eu ainda sou de menor. E sério? Você e Brittany?
— O quê, ? Achava mesmo que ela morreu pura?
— Não, m-mas… — ele se engasgou. — onde Anthony entra no meio disso tudo?
— Na época em que nós dois ainda não éramos namorados eu não me limitava a ele para aprender. Não vamos falar dele. Olha só, aquele loirinho ali. — ela apontou para outro rapaz, atrás de . — tem cara de alemão. — ela mordeu os lábios. — sabia que eu tenho fetiche por alemães? — ela passou a língua pelos lábios, se virou e observou o rapaz.
— Só por causa do cabelo loiro? — ele cruzou os braços. — isso não é problema, posso descolorir o meu.
jogou seu corpo para o namorado e embrenhou os dedos no cabelo dele. Não estava um topete, como ela gostava, mas aquele cabelo e aquele garoto era bonito de qualquer jeito. Ela deu uma puxada leve e suspirou.
— Não ouse ou ficará três meses sem sexo.
Ele riu. Já havia feito aquilo uma vez com o cabelo e no momento realmente não tinha a intenção de fazê-lo de novo. Bem, se fosse preciso para evitar que rebolasse em paus alheios, ele talvez faria.
— Por acaso você se enjoou de mim?
Ele ergueu a mão e a espalmou na face de carinhosamente, acariciando-a. Ela inclinou na direção, afundando-se naquele cafuné. Com sua mão ainda no cabelo dele, ela colocou a outra na sua coluna.
— Não tem como me enjoar de você. — murmurou, encarando os lábios cheios e avermelhados de .
— Então por que insiste tanto no ménage?
Ele pegou a mão dela que estava em seu rosto e entrelaçou os seus dedos. riu quando ele começou a movimentar lentamente, completamente o contrário do ritmo da música e subiu a sua mão até o ombro dele. Ele então a guiou pelo salão com a mão pousada um pouco acima de suas nádegas, dançando valsa sob o som de pop dance…
— Por dois motivos. Um; — ela esticou o dedo entre o rosto dos dois. — porque é gostoso. Dois; — ela levantou outro. — eu preciso tirar uma dúvida.
— Então me pergunte. — ele abaixou o rosto e beijou os dedos de .
— Não é assim que isso funciona, . E você nunca teve curiosidade de saber como é?
— Com um homem, não.
sorriu com carinho. Na mesma hora, viu um homem caminhar até eles e demorou a reconhecê-lo devido à iluminação do salão.
— Brad!
Ele parou e ficou procurando de onde havia saído aquela voz que o chamou. soltou e ficou ao lado dela para ver quem diabos era Brad, nisso o rapaz percebeu a movimentação e caminhou até os dois.
, minha querida! — ele pegou a mão da garota e beijou seu dorso. ergueu uma sobrancelha. — esse que é o irmão daquela fofura?
sorriu e olhou para de soslaio, adorou a maneira que ele estava, na defensiva.
— Ele mesmo.
— Conhece Harper? — perguntou e passou o braço pela cintura da namorada, que comemorou internamente. Estava indo no caminho certo. E o fato do rapaz conhecer não só a namorada dele, mas também a irmãzinha, o incomodou demais.
— Tive este prazer. — ele sorriu. — mas não se preocupe, ela já se encarregou de me colocar na friendzone de .
Ele estufou o peito. Isso aí, Harper. Boa garota.
notou o namorado ficar feito um pavão mostrando seu rabo colorido e decidiu que aquela era a hora de agir.
— Brad, meu querido. Você apareceu em boa hora. — ela estendeu sua mão para ele, que antes de aceitá-la olhou para , mas a segurou mesmo independente da reação dele.
— Foi? — ele vincou a testa e sorriu com curiosidade. passou a língua nos lábios avermelhados do batom e assentiu.
— Eu estava conversando com agora mesmo sobre a saudade que eu estou sentindo de participar de um ménage. — ela praticamente soprou as palavras, como quem não queria nada. Notou Brad dar um sorriso torto discretíssimo e olhou de soslaio pra , que estava com a mandíbula travada e a mão fechada em um punho. — então eu te vi e pensei: “por que não com o meu mais novo amigo?” — ela sorriu.
Brad abriu a boca, enfiou as mãos nos bolsos das calças e sorriu, por fim, olhou para .
— Seu pedido é uma honra.
rolou os olhos e os fechou com força, dando a bufada mais exagerada que conseguia.
— Você não querer participar não é problema nenhum, . Aposto que Brad tem algum amigo para se juntar à nós dois. — ela piscou para o rapaz discretamente, esperando que ele entendesse o recado.
— Ah, sim, claro. — ele assentiu. — Hugh vai adorar a ideia.
continuou com os olhos fechados, inspirando e expirando profundamente, fazendo um mantra mental para não matar Brad e não pegar e fodê-la ali mesmo, para mostrar que o único pênis que ela teria seria o seu e ponto final.
— E então, o quê me diz? — ela passou as unhas compridas pelo queixo do rapaz e soprou as palavras contra sua pele. Seu rosto estava quente.
— Não. — ele grunhiu.
até podia ser autêntica e imprevisível, mas ele sabia que ela não ia levar aquilo em diante, trocá-lo por um tal de Brad e outro Hugh.
— Ok. Se mudar de ideia, estaremos com a porta do chalé destrancada.
Ela enfiou a mão no bolso da calça dele e pescou a chave do quarto, sem que ele sequer se atentasse para impedir a tempo. Segurou suas bochechas com uma mão e beijou de um lado, deixando a marca do batom.
Chamou Brad com o indicador e os dois seguiram sozinhos para fora do salão, rumo ao chalé.

[...]


— Que tipo de relacionamento vocês têm? Digo, ele não é seu namorado? Não vai pegar mal pra você quando ele souber que a gente transou?
riu fraquinho e encaixou a chave do chalé no trinco.
— Vai pegar mal pra ele se… — ela interrompeu a frase e Brad a encarou com a sobrancelha erguida. Droga, ela ia falar da mídia, mas aparentemente o cara nem sabia quem eles eram. — alguém souber que ele preferiu me deixar com outros dois homens do quê me dividir com você — ela piscou pra ele. — mas não esquenta com isso, Brad. Daqui a uns três minutos, no máximo, ele estará aqui.
Ele assentiu e aguardou enquanto a garota destrancava a porta, deixando seu olhar perder-se sob o horizonte da bela ilha.
E de lá vinha correndo em direção aos dois, mas Brad não o reconheceu, estava muito escuro.
abriu a porta e entrou com Brad sem perceber que vinha, mas cumpriu sua parte e deixou a porta apenas encostada. Os dois caminharam até a cama e ela se sentou nela, cruzando as pernas.
Brad caminhou até ela, deixando seu corpo inclinar-se sobre o de enquanto afundava o rosto no pescoço dela, chupando a pele macia e suave da garota, que aos poucos foi se deitando até que a coluna tocasse a cama completamente. Eles escutaram a porta se abrir com violência, mas quando Brad tentou recuar, o puxou pelo colarinho de sua camisa.
— Sai. De cima. Dela. — ele falou palavra por palavra, bufando. Brad tentou se afastar mais uma vez e novamente não permitiu.
— Fica, Brad. — ela rosnou enquanto encarava seu namorado e puxou Brad pela nuca até que ele voltasse a se dedicar ao pescoço dela.
— Eu não acredito que você vai levar isso a sério, .
— Já estou levando. E se você não se lembra, deixe-me refrescar sua memória, querido namorado. Ninguém manda em mim. Então, se não quiser participar, posso aproveitar e te deixar de voyeur, que ainda assim você experimentará algo novo.
Voyeur?
riu e depois gemeu quando Brad puxou seus cabelos próximos à nuca. Ela escorregou as mãos até o ventre dele e percorreu o cós da calça com os dedos e a desabotoou. Ele se levantou e tirou a camisa num piscar de olhos, e enquanto ficava livre das calças, ele mesmo respondeu .
— Voyeur você apenas cruza os braços e me assiste foder a bocetinha da sua namorada. — ele sorriu e terminou de tirar todas suas peças de roupas, enquanto , ainda na cama e encarando o namorado com um sorriso perverso nos lábios, tirava seu vestido estampado da Dolce e Gabbana, jogando-o em um canto qualquer e deixando sua lingerie nude da Bordelle à mostra. Ambos os homens congelaram por alguns segundos apenas encarando o corpo da modelo e a perfeição da lingerie quando vestida por . — e se a boceta for gostosa igual ao corpo, meu rapaz… você está muito ferrado.
Ela sorriu e Brad voltou à cama. passou as mãos pela nuca do rapaz e enterrou seus lábios aos dele, trocando carícias com ferocidade. Brad escorregou as mãos até as costas da mocinha e soltou o fecho do sutiã, que com a ausência das alças, caiu entre eles no colchão macio. Ele sentou sobre suas próprias panturrilhas e puxou para seu colo. Enquanto uma mão massageava um seio dela, com a outra ele o inclinou para cima e enfiou o bico dentro de sua boca, chupando-o. jogou a cabeça para trás e suspirou, deixando seus cabelos se soltarem e os próximos à face ficarem grudados na pele suada.
Brad sugava seu mamilo e apalpava o outro com força, fazendo uma corrente sair daquele lugar e percorrer pelo seu corpo até que atingisse sua intimidade, deixando-a cada vez mais molhada e excitada.
, parceiro… — ele soltou o seio de avermelhado e falou ofegando. — sua mulher é puta gostosa, cara. Que sorte você tem de provar disso todos os dias.
Ele pegou o outro e colocou na boca, chupando ainda mais forte. gemeu. grunhiu e deixou seu corpo cair na poltrona do quarto, observando os dois e sentindo seu pau ir contrário de toda aquela situação, começando a enrijecer. Rosnou. Droga, droga, droga, maldita , maldito ménage, maldito Brad, maldito pênis que nunca obedecia suas ordens.
arqueou as costas e se inclinou até deitar na cama, de novo. Brad acompanhou o movimento de seu corpo e afundou o rosto no pescoço da modelo, mordendo e sugando sua pele, deixando ali uma marca para que ela não esquecesse nem tão cedo daquela noite. Quando começou a pinicar, gemeu.
— Me conta uma coisa, … — ele se levantou e começou a descer, dedilhando o corpo da garota, que remexia à cada toque do dedo dele, ativando terminações nervosas maravilhosas em todos os cantos de seu corpo, dando-lhe sensações há tempos não exploradas, sensações que apenas casinhos de uma noite só poderiam lhe causar… — você além de namorada é tutora de sexo dele? — perguntou com o rosto afundado na barriga da garota, fazendo cócegas em seu umbigo. Ela torceu todos os dedos do pé e riu sem ar.
— Isso aí, Brad. — grunhiu. Ele soprou o umbigo dela e desceu mais um pouco, dedilhando a calcinha fina da garota e levando-a pernas abaixo junto consigo.
Saber daquilo foi como ter algo apertando seu pênis com muita força. Ele revirou os olhos e posicionou o nariz por cima do clítoris de .
Puta merda.
Como uma pessoa da idade dela conseguia ser tão naturalmente sensual?
— O quê foi, querido? A ideia te incomoda? — ela riu. — não tem problema, hoje eu posso ser sua também.
Brad espremeu o lençol ao lado do quadril da menina. Ela torceu os dedos dos pés mais uma vez quando ele ergueu o nariz vagarosamente, até alinhar sua boca à intimidade de . Ele deu um beijo estalado sobre seu clítoris e ela grunhiu, um murmúrio quase inaudível.
— Filho da puta.
— Não, docinho. A única puta aqui é você. — sussurrou contra a pele da garota, que desceu o quadril ainda mais ao encontro daquela boca, ganhando uma mordida em troca.
Céus.
Que boca.
Brad passou a língua pela extensão da boceta de e lambeu ao redor da boca, sorrindo. ergueu a cabeça para fitá-lo.
Maldita saudade que ela sentia do sexo casual.
Aquilo era muito bom.
Muito bom.
Bom demais.
Orgásmico.
Atrás deles, ainda tinha a mandíbula travada, a cada hora mudava o ritmo de suas mãos ao redor de seu cacete.
Ele ainda não se conformava com o fato de estar gostando daquilo. Não se reprimia, mas não compreendia como sentia prazer em ver sua garota sendo fodida por outro.
, , … Cada parte que eu provo você fica mais gostosa. Dá vontade de nunca parar de tomar esse suquinho da sua boceta rosadinha. Olha só, como você ficou inchada pra mim.
Ela riu.
Ah, Brad… Ela não sabia se estava mais excitada com a ideia de ter o namorado como plateia ou se era o novo amigo fazendo um ótimo trabalho.
se sentia como uma cadelinha no cio.
Com muita tesão acumulada, coisa que ela não sentia há tempos em tal magnitude.
— Então não para não, Brad. Enfia essa sua língua em mim. Vai. — ela resmungou.
— Seu pedido é uma ordem.
Ele voltou a concentrar-se no clítoris inchado da garota. grunhiu e encarou o namorado de frente pra eles, se masturbando na poltrona.
Brad enfiou um dedo dentro dela e ficou o metendo cada vez mais intensamente enquanto a sugava. revirou os olhos e agarrou-se aos cabelos do rapaz, afundando seu rosto ainda mais entre suas pernas.
— Oh, Brad… — gemeu olhando para , que sentiu cada pelinho do seu corpo ficar de pé.
Era isso.
estava gemendo o nome de outro cara.
Na frente dele.
E ela estava tão gostosa.
Tão linda.
Tão sua.
E de mais ninguém.
Ele se levantou e tirou suas roupas, deixando-as cair em qualquer canto do chão. Subiu na cama vagarosamente e tocou no ombro de Brad.
— Não é assim que ela gosta.
O loiro sorriu de lado e se afastou, indicando para que tomasse as rédeas. Ele sorriu e ficou entre , posicionou sua mão esquerda sobre a púbis da garota e indicou com os dedos para Brad.
— Tá vendo isso aqui? — ele bateu com o indicador, o outro assentiu enquanto ia até a cabeceira da cama, ficando atrás de . — veja só.
Enquanto Brad se abaixou para beijar os lábios vermelhos e borrados da mulher, de cabeça pra baixo, cuspiu nos seus dois dedos do meio e meteu em de uma vez.
A garota ficou com a boca aberta e não emitiu nenhum som. curvou os dedos para cima e começou a estimular a namorada, que arfou e arqueou as costas, depois passou os braços ao redor do pescoço de Brad e o puxou até que suas línguas se encontrassem e ela sentisse o seu próprio sabor nos lábios de outro homem.
Brad tinha gosto de álcool com excitação. A mais pura excitação.
sorriu.
— Fala pra ele como você gosta, . Mostra pra gente, quem é que realmente te deixa pingando.
dobrou os dedos ainda mais e sentiu rebolar contra sua mão. Ele ergueu o tronco e com a outra apertou-a na cintura.
interrompeu o beijo de Brad e murmurou, sua pele ainda roçando aos lábios do rapaz.

— Isso, . — ele sorriu e tirou os dedos do interior úmido da garota — mais alto, os chalés vizinhos ainda não te ouviram. — ele espremeu o clítoris da namorada entre os dedos, ela ergueu a lombar de uma vez.

Jogou os braços para trás e tateou o corpo de Brad em busca de seu pênis, e o rapaz a ajudou a segurá-lo entre as mãos. começou a masturbar o parceiro, que travou a mandíbula e jogou a cabeça para trás, envolvendo suas mãos com a da moça.
— Não ouvi direito, .
— Ouviu sim, . — falou com a voz mais elevada e ele voltou com os dedos para dentro dela, brincando incansavelmente com seu ponto g. sentiu um comichão começando a se formar dentro de sua pelve, dando-lhe leves arrepios. Ela apertou Brad com mais força e o rapaz gemeu. — mas é uma pena que nossos vizinhos não estão aqui para nos ouvir, não é mesmo, amor?
Ele sorriu.
Se lembra do dia em que estávamos desistindo, quando você me disse que eu não lhe dei o suficiente, e todos os seus amigos disseram que eu te deixaria?
Holly não estava ali para ouvir o espetáculo.
Bendita namorada vingativa.
Mesmo assim sorriu. A música que tinha seu nome e combinava demais com aquelas férias.
Você está deitada na cama com minha blusa, só pensado no que eu fiz de errado, mas isso não é uma mancha de vinho vermelho, eu estou sangrando, amor.
contorceu mais um pouco e seu corpo relaxou sobre a cama, molhando ainda mais a mão de . Ele sorriu e a ergueu na frente do rosto, lambeu dedo por dedo encarando a namorada, que ainda mantinha o ritmo com seu amigo da virada do ano. Quando acabou, respirou fundo e se levantou, engatinhou até o namorado.
Por favor, acredite em mim, você não vê as coisas que significa para mim? Oh, eu te amo, eu te amo, eu amo, eu amo, eu amo .
Ela trespassou os baços ao redor do rosto dele e ficou o encarando nos olhos, enquanto aproximava seus lábios. Ela tomou a língua dele para si e deu um beijo breve, virando-se de costas e ficando de quatro na cama.
engatinhou até Brad e sorriu para ele, desceu seu rosto e empinou ainda mais a bunda. Quando Ela enfiou o pau do loiro para dentro de sua boca e o sugou, sorriu e foi até eles, dando um tapa na bunda da namorada, fazendo-a arfar.
Eu vivo por você, eu anseio por você, . — ele debruçou-se sobre ela e cantou em seu ouvido. — eu estive idolatrando a luz em seus olhos, . — pressionou sua ereção entre o meio das nádegas da namorada — eu vivo por você, eu anseio por você, . Não me deixe ir, não me deixe ir. — deslizou uma mão pela coluna da garota até seus cabelos e os prendeu ao redor de sua mão, puxou-a um pouco para trás e ela rolou os olhos. Era pura tesão. Se sentia a mulher mais amada e a mais satisfeita do planeta. — diga o que você está sentido e diga agora, porque eu tenho o sentimento de que você quer escapar, o tempo é irrelevante quando eu não estou te vendo. — com a outra mão, apertou o quadril da garota e a puxou até que deixasse sua entrada alinhada ao seu pênis, sem atrapalhar a dedicação de seus lábios ao cacete do outro homem. — as consequências estão aparecendo, são algo que está me dando pesadelos e essas são o motivo que eu choro para ficar com você. Por favor, , você não vê as coisas que significa pra mim? Eu te amo, eu te amo, eu amo, eu amo, eu amo .
Os dois sorriram ao mesmo tempo e se escorregou para dentro da bocetinha que ele tanto amava.
Seu interior úmido e quente.
Que ele não sabia, não podia e nem queria ficar sem. A simples ideia de ficar sem destruía seu coração.
Ele moveu, dando a primeira estocada na garota, que abriu a boca e arfou.
Quando você se vai e eu estou sozinho…
Meteu mais uma vez. deu uma leve mordida na base de Brad.
Você mora na minha imaginação…
saiu quase por completo de dentro dela e empurrou seu pau mais uma vez até o fundo. gemeu.
O verão e as borboletas…
Brad apertou o ombro da garota, avisando que estava no limite. Tudo aconteceu no mesmo tempo.
puxou seu cabelo mais um pouco, metendo até o talo.
Brad gozou nas bochechas de .
Que por sua vez, usou uma das mãos para limpar o rosto e levar o líquido viscoso até à boca.
Tudo pertence à sua criação.
cantou o último verso que deu conta, logo em seguida Brad ajudou , lambendo suas mãos e rosto, enquanto o namorado da menina não deu trégua entre um movimento e outro.
metia cada vez mais forte.
Cada vez mais intenso.
Cada vez mais fundo.
resmungou e agarrou a cabeceira da cama ao lado de Brad, deixando seus seios no rosto do rapaz, que tornou a estimulá-los.
Ela sentiu um calafrio percorrer por sua espinha, involuntariamente apertou ainda mais dentro de si.
Ele arfou, notando o efeito, fez mais uma vez, enquanto ele penetrava cada vez com mais afinco, até que ela desfalecesse nos braços de Brad. veio um pouco depois e ela já estava completamente sem forças, deitou-se entre as pernas de Brad e fez o mesmo em seguida, recostando a cabeça no ventre da namorada.
Todos arfavam. O oxigênio do quarto não parecia ser suficiente para nenhum dos pulmões ali presentes.
Mas sorria.
Já tinha todas as respostas que queria.

[...]


A porta, ainda destrancada, voltou a ser aberta inesperadamente. Os três, que ainda estavam nus em cima da cama, ergueram os troncos simultaneamente para verem quem era. , no meio, puxou o lençol de uma vez e os cobriu, instintivamente.
Lá estava a morena, aniversariante da noite, escapando da sua própria festa para ir atrás de . bufou e jogou a cabeça pra trás, deitando-se novamente no ventre de Brad.
Holly se abraçou e , também sem energias o suficiente, voltou a deitar-se.
— Hmmm… eu… — ela gesticulou com as mãos e os braços, totalmente incomodada e vermelha. arqueou as sobrancelhas, incentivando-a a falar. Mas, ao contrário, ela deu de ombros e puxou a porta de uma vez, voltando a fechá-la.
— É… — foi Brad quem quebrou o silêncio. — acho que depois dessa ela não mexe mais com vocês.
Os três riram.

*Uma festinha nunca matou ninguém


Fim



Nota da autora (28/05/16): Espero vocês em Best Nanny Ever e nas outras spin-off's; 11. You're Not Alone, 08. Confetti Falling e 08. Forget Forever ;)






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