Capítulo Único

- Você vai amar Marbella!
Os lábios de se curvaram em um sorriso quando ele levantou os olhos para encarar o rosto iluminado de , que tinha um sorriso aberto e parecia uma criança prestes a ganhar o brinquedo que mais desejava ter.
- Eu já visitei Marbella uma vez com a Emma e alguns amigos - ele comentou antes de molhar a garganta com um gole em seu copo d’água. - Foi divertido.
- Sinto te informar, mas você não conheceu Marbella direito - a outra rebateu, revirando os olhos. - Comigo não vai ser divertido, vai ser... inesquecível. Você não vai querer voltar pra Madrid.
Os dois estavam no jato particular de , viajando rumo a Málaga, onde pegariam um carro para chegar à cidade litorânea de Marbella. Era o presente de aniversário de que estava chegando dois meses atrasado. tinha feito uma reserva no hotel Marbella Club e os dois dias que teriam de folga depois da vitória sobre o Napoli na noite anterior, que garantiu uma vaga para o Real Madrid nas quartas de final da Champions League, acabaram por ser a oportunidade pela qual esperavam desde janeiro.
O olhar malicioso que , sentada no assento do outro lado da mesa, lançou em sua direção enquanto bebericava a taça de champanhe que segurava, fez sorrir de canto. Ela apoiou os pés descalços nos joelhos dele e os deslizou suavemente pelas pernas cobertas pela calça jeans que ele vestia.
- Qual foi o lugar mais doido onde você já fez sexo?
Não era a primeira vez que a francesa o provocava naquela manhã e não podia negar que aqueles olhares, comentários e toques mais ousados o deixavam extremamente excitado. Riu baixo, refletindo sobre a pergunta.
- Talvez… Na cozinha da casa dos meus pais enquanto eles dormiam - respondeu, levantando os ombros, sem ter muita certeza de que aquilo poderia ser considerado tão doido assim. - E você?
- Provavelmente na escada de emergência da faculdade, mas foi coisa rápida, também não sou muito aventureira - disse, rindo levemente, e, em seguida, colocou os pés de volta ao chão. - Sabe qual foi o cenário que eu imaginei agora?
- Qual? - o outro perguntou, curioso ao vê-la largar a taça e apoiar os cotovelos sobre a mesa, se aproximando dele.
- Em um avião, sobrevoando a Espanha - falou em um tom de voz baixo e suave que fez sentir os pelos da nuca se arrepiarem. - Eu sentada no seu colo, suas mãos espalmadas na minha bunda enquanto… você sabe - ela continuou e soltou um risinho. - Muy caliente, não acha?
Ele nem precisou de muitos detalhes para imaginar a cena exata em sua cabeça e, no meio de suas pernas, algo se acender.
- Não estamos sozinhos aqui - o sussurrou, dando uma olhadela para trás para se certificar de que nenhum membro da tripulação prestava atenção neles dois.
- Não precisava me lembrar desse detalhe - a outra retrucou, fazendo uma careta, e jogou as costas contra o encosto do assento. - Seria divertido entrar pro “clube das milhas”.
não pôde evitar rir. Estar entre as pessoas que já fizeram sexo em um avião seria algo um pouco fora de seus padrões.
Ok, totalmente fora de seus padrões.
- Relaxa, a gente tem dois dias pra aproveitar - falou, piscando um olho, e mostrou um sorriso maroto, sua mente já fervia de ideias.
Em poucos minutos, o jato estava pousando em Málaga. Os dois desceram com suas bagagens e seguiram a curta viagem por terra firme até chegarem ao resort de luxo em que ficariam hospedados.
O Marbella Club era um resort em frente ao Mar Mediterrâneo, inspirado na arquitetura das típicas aldeias brancas andaluzes e rodeado por jardins botânicos. Oferecia lazer e comodidade aos seus hóspedes com uma gama de opções de alojamento e restaurantes, além da variedade de alternativas de lazer com suas piscinas, academias, um campo de golfe, uma arena de tênis e um centro de equitação. levou tudo isso em conta ao decidir em que hotel faria sua reserva para levar e ficou satisfeito ao descobrir que ela costumava se hospedar em outro nas vezes que viajava para Marbella com amigos ou sua família. Apesar da possibilidade de ficarem em uma das vilas oferecidas pelo resort, onde teriam maior privacidade com piscina e jardim exclusivos, o jogador optou por uma suíte. Foi uma ótima escolha, os dois ficaram encantados ao adentrarem o quarto amplo, com uma decoração bastante elegante e sacada com vista para o mar.
A primeira coisa que fez depois que eles se acomodaram no quarto foi abrir a mala e, de lá de dentro, tirar um dos biquínis que havia levado e que estava louca para estrear. A Costa del Sol, região turística no sul da Espanha da qual a cidade de Marbella fazia parte, era um ótimo local para onde fugir durante o inverno europeu graças à temperatura amena mesmo que em pleno mês de março.
observou, de canto de olho, a namorada se despir do vestido soltinho de mangas compridas sem fazer qualquer cerimônia, enquanto abria sua própria mala para pegar sunga, bermuda e camiseta para também ficar mais confortável. tirou a calcinha e vestiu a parte de baixo do biquíni, amarrando as tiras nas laterais de seu quadril, e, em seguida, liberou os seios do sutiã para cobri-los com a parte de cima. Ficou boquiaberta ao se admirar no espelho.
- Caramba, olha como o biquíni que a Lalie me deu de aniversário faz minha bunda parecer duas vezes maior.
Enquanto se vestia, seus olhos se voltaram para a namorada e, inevitavelmente, foram parar na bunda dela.
- Esse é o biquíni que a Lalie te deu? - ele questionou, levemente surpreso.
- É sim. Por quê? - perguntou sem dar muita atenção, ainda admirando seu próprio reflexo. Estava se sentindo mais gostosa do que nunca.
- Nada, ficou ótimo.
Estava ótimo mesmo. só não pensava que o tal biquíni era tão pequeno, mas isso explicava o “boa sorte” que a amiga disse para ele depois que entregou a sacola com o presente nas mãos de . Realmente precisaria de sorte, pois Marbella inteira não tiraria os olhos da bunda de sua namorada e ele nem poderia culpar ninguém por aquilo. Era simplesmente impossível não olhar.
vestiu uma saída de praia longa de renda sobre o bíquini e parou para observar o namorado se despir da camisa. Não pôde deixar de admirar o tronco nu dele com um sorrisinho nos lábios. O pegou de surpresa ao se aproximar e ficar nas pontas dos pés para depositar um beijo em seus lábios e os dois sorriram um para o outro antes de ela dar meia volta, pegar o celular que havia deixado sobre a cama e ir até a sacada. Se debruçou na mureta e suspirou com a paisagem diante de seus olhos, formada pelo mar aberto e o sol fraco.
Voltou para a realidade quando a abraçou por trás, depositando um beijo em seu pescoço.
- Tira uma foto minha? - perguntou, estendendo o celular para ele.
- Eu deveria cobrar pra ser seu fotógrafo particular - o outro falou, mas pegou o aparelho e se afastou alguns passos.
- Não reclama - rebateu, mostrando a língua.
A francesa virou, tentando ajeitar os fios de cabelo que não paravam quietos por causa do vento.
- Para de rir, ! - exclamou ela, irritada, e virou a cabeça um pouco para o lado, jogando todo o cabelo para a mesma direção em que o vento ia, o que acabou criando um efeito legal.
- Tá linda assim - disse e tirou diversas fotografias de posando apoiada na mureta.
- Alguma ficou boa? - ela perguntou, se aproximando para pegar o celular e conferir o resultado das fotos.
- Todas, você é uma ótima modelo.
- Não fala isso na frente da dona Sylvie - disse, fingindo estar amedrontada de sua mãe, que sonhava que ela virasse modelo, ouvir aquilo, o que fez o outro rir. Em seguida, esboçou um sorriso ao mesmo tempo que o segurava pelo braço. - Agora vem cá tirar uma selfie.
- Eu tô com fome, - ele murmurou, mas não demonstrou qualquer resistência.
- Deixa de ser chato, os restaurantes não vão fugir.
Os dois tiraram algumas selfies e a assistente técnica escolheu a mais bonita. Além de mandá-la no grupo dos jogadores do Real Madrid para despertar uma pontinha de inveja nos amigos, postou no Instagram com a legenda: “🌊🌞💕”.

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O casal almoçou no beach club do resort, onde puderam degustar uma paella com uma bela vista para a praia. Ficaram por ali durante as horas seguintes, descansando nas espreguiçadeiras e, vez ou outra, iam até a piscina de água marítima dar um mergulho.
foi até o bar buscar um suco de uva para si e, para , um drinque de abacaxi. Voltou para onde ela estava deitada de bruços, pegando sol e mexendo no celular, e precisou se esforçar para olhar para qualquer outro ponto que não fosse a bunda da francesa. Por mais que fosse sua namorada, ele não achava que era muito delicado ficar encarando suas nádegas o tempo inteiro.
- Aqui, - disse ele, chamando a atenção da mulher.
- Obrigada - ela disse, pegando o copo, e bebeu um gole generoso antes de deixá-lo sobre uma mesinha. - Eu mandei a nossa selfie no Galácticos e, agora, o Toni tá mandando trezentas fotos da viagem que ele e a Jess fizeram pra Ibiza no verão passado.
- Ele adora te provocar - falou, rindo, e se sentou na espreguiçadeira ao lado.
- E eu não sei? - retrucou, fazendo uma careta. - O pior de tudo é que eu me divirto com aquele babaca.
Os dois foram interrompidos com a aproximação de três garotos. Um deles parecia ter uns 11 ou 12 anos e os outros dois eram um pouco mais novos.
- Licença - o mais velho disse timidamente, os fazendo encará-lo com curiosidade. - Pode autografar pra gente?
sorriu, observando assentir com a cabeça e pegar a bola e a caneta das mãos do menino, e voltou sua atenção para o celular para ver, uma a uma, as fotos que Toni Kroos havia enviado no grupo. “Mas por que você estava fantasiado de camarão?” foi o que ela mandou em resposta, não se contendo em implicar com a pele queimada pelo sol do alemão.
Enquanto autografava a bola e a chuteira de um dos meninos mais novos, notou que o mais velho olhava para . Ela ainda estava deitada de bruços e ele nem precisou seguir o olhar do garoto para saber o que ele admirava com tanto interesse.
- A gente pode tirar uma foto? - um dos outros dois perguntou.
- Claro - respondeu o , estendendo a mão para pedir que o menino entregasse seu celular para ele. - , tira uma foto aqui pra gente.
A francesa pegou o celular e enquadrou os quatro na tela para bater a foto.
- Você é a sobrinha do Zidane? - perguntou o garoto quando ela devolveu o aparelho.
- Eu mesma - ela respondeu, esboçando um sorriso simpático. Ser reconhecida vinha se tornando cada vez mais frequente com o decorrer de sua primeira temporada no Real Madrid. Não que os assistentes técnicos do clube merengue fossem tão midiáticos assim normalmente, mas o fato de ser mulher e sobrinha do Zidane dava certo destaque.
- Posso tirar uma foto com você?
- Óbvio que sim. Vem cá - ela falou, chamando o mais novo com um aceno de mão, e ele deixou o celular com antes de dar a volta na espreguiçadeira em que o estava para posar ao lado de .
Os meninos agradeceram pelos autógrafos e fotos e se despediram antes de se afastarem, indo de encontro aos seus pais, que os esperavam do outro lado do beach club.
- Que educadinhos, né? - comentou com um sorriso estampado no rosto, os vendo se afastar. a encarou e desviou os olhos para o suco de uva antes de tomar um gole.
- Mais ou menos, aquele garoto ficou olhando pra sua bunda - comentou, se esforçando para soar desinteressado. Não queria parecer que havia se afetado com um garoto de 11 anos olhando para a bunda de sua namorada. Apesar de, bom… não ter achado muito bacana mesmo.
- O que pediu uma foto comigo? - a outra questionou, arregalando os olhos em espanto, e ele meneou a cabeça, assentindo. - Só espero que tenha noção da importância do meu trabalho, mas você é cheio de fangirls, né? Acho justo eu ter uns fanboys também - completou em um tom divertido.
- Eu tenho fangirls? - questionou, a olhando torto.
- Não, minha vó que tem - rebateu, revirando os olhos. - Não se faz de bobo, . É só você dar uma olhada nas suas menções do Twitter ou nas fotos que te marcam no Instagram.
- Você fica espionando minhas redes sociais, é? - ele perguntou, rindo levemente. Mal sabia ela que ele também recebia umas fotos indecentes por mensagem direta...
- De vez em quando - respondeu a francesa, dando de ombros, e pegou o copo para beber um pouco do drinque.
- E o que você acha disso? - questionou com curiosidade.
- De você ter fãs que te acham gostoso? - a outra perguntou e ele assentiu com a cabeça. sorriu de canto antes de responder: - Acho que elas têm bom gosto.
riu e preferiu não pensar sobre o fato de que , provavelmente, também recebia mensagens e fotos indecentes em suas redes sociais. E não duvidava que fosse muito mais frequente do que acontecia com ele, pois sabia que homens eram bastante inconvenientes com as mulheres na maioria das vezes.
- Ei, vamos dar uma volta na praia? - perguntou algum tempo depois, assim que terminou de tomar seu drinque de abacaxi.
- Vamos - respondeu e os dois se levantaram das espreguiçadeiras, recolhendo suas coisas.
vestiu a saída de praia e os dois desceram para a areia. O beach club do hotel ficava a poucos metros da praia, o que facilitava a ida e vinda de seus hóspedes. Foram caminhar pela areia de mãos dadas, molhando os pés na água e sentindo o vento que começava a ficar mais gelado com a aproximação ao anoitecer.
A francesa sentia a brisa fresca bater contra seu rosto e desejava que fosse possível que aquela viagem durasse para sempre. Era bom estar com longe da loucura de Madrid, da pressão que os dois tinham sobre seus ombros, cada um em sua função no time. Amava seu trabalho de assistente técnica e todas as responsabilidades que vinham com ele, mas não podia negar que, às vezes, era delicioso caminhar pela praia, relaxada, e sem se preocupar de lembrar que, dali a dois dias, teria que voltar à rotina.
- O que vamos fazer à noite? - questionou, ficando de frente para o namorado, e o abraçou pelo pescoço para beijá-lo rapidamente nos lábios.
- Não sei… Quer sair pra dançar? - o outro sugeriu.
- Não seria uma má ideia, mas acho que prefiro fazer um programa mais tranquilo com você - ela falou e curvou os lábios em um sorriso. - Podemos dar uma volta de bicicleta. O que acha?
- Por mim… - disse, dando de ombros, e deixou que a francesa voltasse a grudar os lábios aos dele.
O casal se envolveu em um beijo intenso e o sentiu um arrepio correr pelo corpo quando a língua gelada de tocou a sua. Curtiram o beijo sem se preocuparem com olhos curiosos, pois a praia estava quase vazia àquela hora.
puxou para ainda mais perto, fazendo seus corpos se colarem um ao outro, e sentiu as mãos dele pousarem em sua cintura. Desceu uma das mãos pelo tronco dele, passeando pelo abdômen definido do jogador, que, em resposta, apertou a cintura dela.
- Eu vou dar um mergulho antes de a gente voltar pro hotel, tudo bem? - avisou ela, desfazendo o nó que mantinha a saída de praia fechada.
- Ok - disse , se afastando para que ela tirasse a peça de roupa, que, em seguida, foi estendida em sua direção.
Ele segurou as coisas da namorada e a assistiu dar as costas e andar em direção ao mar. Seus olhos admiravam a pele exposta, descendo e subindo pelo corpo atlético e se demorando mais do que o apropriado na bunda da francesa. soltou um longo suspiro, rindo de si mesmo, e jogou a saída de praia e sua camiseta sobre o ombro. Poucos minutos depois, saiu do mar encolhida, abraçando a si mesma.
- A água tá gelada, mas eu não podia perder essa oportunidade. Um banho de mar sempre é revigorante - disse ela, pegando a saída de praia para voltar a vesti-la.
- Vem cá, eu te esquento - falou, a abraçando de lado.
- Um namorado desse foi tudo o que eu pedi a Deus - brincou e se inclinou para beijá-lo na bochecha.
Os dois voltaram para o hotel e seguiram para a suíte onde estavam hospedados, caminhando e conversando tranquilamente. Quando chegaram ao quarto, pegou o celular e deu uma checada nas mensagens que haviam chegado desde a última vez que tocara no aparelho. Não teve tempo de responder nenhuma, entretanto, pois dois braços o envolveram por trás.
- Larga esse celular e vem tomar um banho comigo - falou em um tom de voz baixo e provocante, arranhando de leve a barriga de com as unhas.
O soltou um riso baixo e bloqueou o celular antes de jogá-lo sobre a cama.
- Como eu recusaria um pedido desse, uh? - ele rebateu e permitiu que as mãos dela descessem até o botão de sua bermuda e o abrissem.
- Não é um pedido - brincou enquanto o despia para deixá-lo apenas com a sunga que vestia por baixo.
- Ah, não? - o outro perguntou, se virando, e olhou com diversão para ela.
- Chega de passar vontade, né? Tô louca pra fazer um sexo bem gostoso - falou , piscando um olho, e acabou por arrancar uma gargalhada do outro.
Ela o puxou até o banheiro e grudou suas bocas, iniciando um beijo repleto de desejo.
desfez os laços que prendiam a parte de cima do biquíni de , que só foi se dar conta disso quando a peça estava sendo separada de seu corpo para ir de encontro ao chão do banheiro. A guiou para dentro do box em seguida e, em meio ao beijo que se tornava cada vez mais urgente, a empurrou contra a parede. Espalmou as mãos na bunda de e a impulsionou para cima, a fazendo envolvê-lo pela cintura com as pernas.
Um suspiro desejoso escapou pela garganta de ao sentir a excitação do jogador tocar sua intimidade. Ele estava duro desde o momento em que ela sugeriu que eles tomassem banho juntos, cheia de segundas intenções. O corpo quente de contra o seu, úmido e gelado por causa do mergulho no mar, a fez se arrepiar. Suas unhas estavam fincadas nas costas largas dele enquanto, involuntariamente, empurrava seu quadril contra o dele, louca por mais contato.
quebrou o beijo com uma mordida nem um pouco delicada no lábio inferior do namorado e desceu de seu colo. O empurrou para trás com um sorriso malicioso estampando seu rosto e abriu o chuveiro, fazendo a água quente os molhar da cabeça aos pés. Voltou a beijá-lo, um beijo mais lento, porém tão sensual quanto o anterior.
Quando as mãos passeavam pelos corpos um do outro, deslizando junto à água, as de desceram pelas costas de e espalmaram a bunda dela, apertando a carne de suas nádegas sem nenhum pudor. O beijo foi interrompido e ela jogou a cabeça para trás ao mesmo tempo que puxava o cabelo dele e soltava um gemido contido em resposta. estava adorando ver como a timidez do vinha se tornando cada vez menor conforme eles criavam mais intimidade no sexo e testavam coisas novas. Vê-lo se deixar levar pelo desejo a fazia ter ainda mais vontade de provocá-lo até fazê-lo perder a linha.
A francesa girou em seu lugar, ficando de costas para . Segurou as mãos dele na frente de seu corpo, o fazendo abraçá-la por trás, e esfregou a bunda em seu pau. olhou para baixo e se deparou com a visão da bunda de , a qual ele vinha desejando desde horas mais cedo, quando a viu naquele maldito biquíni pela primeira vez, roçando contra seu membro cada vez mais duro e pulsante, coberto pela sunga, em meio à água que caía do chuveiro. Uma de suas mãos desceu pela barriga de até tocar a intimidade dela sobre a parte de baixo do biquíni. Os dedos de estimulavam seu clitóris sobre o tecido em movimentos circulares e faziam rebolar com ainda mais vontade contra o pau que estava louca para ter dentro de si.
- O que você acha de me comer por trás hoje, mon amour? - perguntou ela em um tom baixo e envolvente, deitando a cabeça no ombro de .
- Eu gosto de olhar nos seus olhos, mas não vou reclamar - ele respondeu, depositando um beijo na bochecha dela com carinho, o que acabou por contrastar completamente com a malícia com que seus dedos a tocavam.
- Prometo que vai ser gostoso - a outra disse com um sorrisinho divertido brincando em seus lábios.
- Disso eu não tenho dúvidas - o rebateu, rindo anasaladamente.
Deixou a mulher se afastar e a observou desamarrar as laterais da parte inferior do biquíni antes de tirar a peça e jogá-la por cima do vidro do box. Ela se aproximou em seguida e o despiu da sunga sem desviar os olhos dos dele. Depois de jogá-la também para o outro lado do banheiro, o puxou, dando alguns passos para trás, os fazendo sair de baixo do chuveiro ligado, até suas costas baterem contra a parede contrária.
Ela se virou de costas e tateou as partes baixas de até envolver o membro rígido dele com a mão. O suspiro que ele soltou ao pé de seu ouvido foi o suficiente para sentir sua vagina se contrair, ansiando ter todo aquele comprimento que seus dedos acariciavam a fodendo com força o mais rápido possível. O masturbou ao mesmo tempo que uma das mãos do jogador apertou um de seus seios e a outra escorregou até sua intimidade. Arrancou dele um gemido tímido que se misturou ao seu próprio, os dois ficando cada vez mais excitados.
inclinou o quadril para trás, guiando a cabeça do membro de até a entrada de sua vagina. As mãos dela espalmaram a parede ao mesmo tempo que ele a penetrou calmamente, apreciando a sensação que uma posição ainda não experimentada pelos dois trazia. O ritmo começou lento e foi se intensificando conforme a vontade de ambos de acabar com aquela tensão crescia, o vai e vem fazendo o quadril do bater contra a bunda de . Ele estimulava o bico do seio dela com os dedos, o apertando em sua mão, e, também, o clitóris inchado que suplicava por ser tocado.
abraçou a namorada por trás e a puxou consigo até suas costas baterem contra a parede. Dobrou os joelhos, guiando o quadril de para que ela se sentasse em suas coxas, e isso fez com que ela precisasse se controlar para que seus gemidos não se transformassem em sons altos o bastante para serem escutados pelos hóspedes dos quartos vizinhos. Naquela posição, o membro de ia mais fundo e parecia ainda maior, atingindo pontos que a faziam perder completamente a noção das coisas.
subia e descia o quadril com ânsia e os sons que ambos deixavam escapar se misturavam ao som do chuveiro ligado e os incentivavam ainda mais a se perderem no prazer que sentiam. Quando atingiu o seu limite, gozou dentro de e, logo em seguida, foi ela quem chegou ao clímax.
Os dois levaram algum tempo para voltar à realidade e normalizar a respiração. apoiou a cabeça no ombro de , que, em resposta, a apertou ainda mais em seus braços.
- Eu não disse que ia ser ótimo? - brincou ela, olhando de rabo de olho para trás.
- Com você, sempre é - foi o que o outro disse sem disfarçar um sorriso.
sorriu e depositou um beijo em sua bochecha antes de os dois se afastarem e, por fim, tomarem banho.

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Depois do jantar, e alugaram duas bicicletas ali mesmo, no hotel, e as nuvens que cobriam o céu não os intimidaram a dar um passeio pelos jardins do resort.
Pedalar à noite havia se tornado um dos hobbies favoritos do casal. , que já tinha esse costume há muitos anos, sempre convidava para acompanhá-lo quando saía para andar de bicicleta pelo condomínio onde moravam mesmo antes de os dois se tornarem namorados e, depois disso, os passeios acabaram ficando cada vez mais frequentes. Era um momento só deles, longe dos holofotes e das muitas pessoas que os rodeavam no dia a dia, quando podiam conversar sobre o que desse na telha e curtir a presença um do outro sob a luz da lua.
Os dois pedalaram pelo caminho demarcado, por entre as árvores cheias de frutos e uma variedade enorme de flores por um longo tempo, conhecendo os belos jardins botânicos do Marbella Club. decidiu parar um pouco para apreciar o local com mais calma, então freou e desceu da bicicleta, fazendo com que imitasse a ação. Largaram as bicicletas apoiadas em uma árvore e se acomodaram em um banco no meio da grama. se encolheu dentro de seu casaco e sentou mais próxima ao namorado, entrelaçando o braço ao dele, pois a temperatura havia caído consideravelmente desde o pôr do sol. Por longos minutos, ficaram observando o jardim em um silêncio bastante agradável.
- Esse cenário não te deixa um pouco deprimido? - perguntou algum tempo depois, olhando de relance para o . - Tudo tão calmo e vazio… Parece que estamos sozinhos no mundo, falta pessoas, falatório, calor humano - explicou em um tom divertido, rindo levemente.
- Eu sugeri que a gente fosse a alguma boate - o outro rebateu em sua própria defesa.
- Você nem gosta de boate, - ela disse e estalou a língua no céu da boca ao mesmo tempo que revirava os olhos.
- Mas você gosta - pontuou, dando de ombros, e voltou os olhos para o horizonte. - E eu gosto de te ver dançar.
- Gosta, é? - a francesa retrucou com um sorrisinho de canto e se afastou para olhar nos olhos e conferir qual era sua expressão diante daquela confissão.
- É claro que gosto, você dança bem - ele falou com obviedade e deu de ombros, sem entender por que estava tão surpresa com aquilo.
- Danço bem? Só isso? - indagou ela, nem um pouco satisfeita com a resposta.
- O que você quer que eu diga? - perguntou, achando graça da expressão indignada estampada no rosto dela.
- Sei lá, que você acha sexy, que fica excitado com meu rebolado, que me imagina dançando só pra você… - ela enumerou e, a cada palavra proferida, percebia as bochechas de se tornarem levemente avermelhadas. - Não precisa ficar com vergonha, tô só brincando.
- Você adora me deixar sem graça - o outro disse, rolando os olhos, mas sorriu ao vê-la rindo.
- Gosto mesmo - falou, piscando um olho. - Mas quem disse que só dá pra dançar em boate? A gente só precisa de disposição e de música - continuou, dando de ombros, e sacou o celular do bolso do casaco. - E tem um monte de músicas aqui.
desbloqueou o aparelho e abriu o Spotify sob o olhar curioso de . Percorreu as diversas playlists que criava de tempos em tempos, de acordo com seu estado de espírito, buscando pela canção perfeita para aquele momento, e uma em especial chamou sua atenção. La Bicicleta, dos colombianos Carlos Vives e Shakira. Fazia meses que aquela parceria havia saído e ela ainda a escutava frequentemente, sempre cantando e dançando como se fosse a primeira vez. Não pensou duas vezes antes de apertar o play e deixar a música sair pelo alto-falante.
- Nada voy a hacer rebuscando en las heridas del pasado - cantou junto com Carlos Vives enquanto colocava o volume no máximo e, em seguida, largou o celular no banco antes de se pôr de pé.
Começou a se mover no ritmo da música enquanto cantava de uma maneira divertida, fazendo gestos na direção de , que tinha um sorriso nos lábios e reprimia o riso.
- Una cartica que yo guardo donde te escribí que te sueño y que te quiero tanto, que hace rato está mi corazón latiendo por ti, latiendo por ti.
cantou alto o refrão, sem se preocupar que, a qualquer momento, poderia aparecer alguém e ela bancaria a doida, cantando e dançando no meio do jardim sem nenhum contexto aparente. Rebolava ao mesmo tempo que girava o corpo sem sair do lugar e, quando a segunda parte da música começou, circundou o banco e parou às costas do , o fazendo inclinar a cabeça para trás no intuito de poder continuar a assistindo.
- A mi manera, despelucado - a francesa cantou ao mesmo tempo que bagunçou o cabelo de , arrancando uma gargalhada dele. - En una bici que me lleva a todos lados. Un vallenato desesperado. Una cartica que yo guardo donde te escribí…
voltou para a frente de e continuou cantando e dançando em meio a risos, pois nem ela mesma conseguiu manter a seriedade por muito tempo. Na reta final da música, se sentou em seu colo, de frente para ele.
- Lleva, llévame en tu bicicleta. Óyeme, Carlos, llévame en tu bicicleta. Que si a Piqué algún día le muestras el Tayrona, después no querrá irse pa' Barcelona - cantou junto à voz da Shakira que saía do alto-falante do celular e, ignorando a letra, completou tentando seguir o ritmo da música: - Si a le muestras Marbella, después no querrá irse pa’ Madrid o .
- Rimar não é muito o seu forte - disse em meio a risos, debochado, quando a música acabou para logo começar a seguinte da playlist.
mostrou a língua, fingindo não ter achado a mínima graça.
- Mas tem outra coisa que eu faço muito bem. Só não digo que vou te mostrar porque você já sabe - ela falou, piscando um olho, e aproximou lentamente seu rosto do dele.
O fechou os olhos imediatamente ao sentir a boca de sobre a sua e entreabriu os lábios, se deixando levar pelo beijo iniciado por ela. A música parecia distante e o frio da noite já nem parecia tão incômodo assim. Entretanto, voltou a abrir os olhos, alarmado, quando percebeu que a outra abria o botão da calça jeans que ele vestia.
- ... - disse em tom de censura.
- Shh - sibilou , pondo o dedo indicador entre suas bocas. - Só aproveita.
Ela voltou a beijá-lo e correspondeu, porém, não com a mesma concentração de anteriormente. Não a impediu de abrir o zíper de sua calça e adentrar a mão na sua cueca, mas estava apreensivo e prestava atenção ao ambiente ao redor deles, temendo que alguém aparecesse.
Os dedos de brincavam com o membro que não demorou a estar duro, enquanto beijava seus lábios com tranquilidade, tentando fazer com que relaxasse. Logo começou a masturbá-lo com maior precisão, mas em uma lentidão que o fez soltar um suspiro sôfrego contra seus lábios.
Os dois acabaram por interromper o beijo ao sentirem gotas geladas pingarem em seus rostos. Imediatamente olharam para cima e encontraram o céu repleto de nuvens escuras e arregalaram os olhos ao ouvirem um trovão.
- Ai, caramba. Meu tio me mata se você chegar em Madrid doente - falou, se levantando do colo do namorado. - Vem, vamos voltar pro quarto.
Guardou o celular no bolso do casaco antes de sair apressadamente até onde eles haviam deixado as bicicletas. Percebendo que não havia a acompanhado, olhou para trás e o viu caminhando desajeitado em sua direção e com as bochechas vermelhas. O volume em suas calças era evidente.
- Isso não se faz, - disse ele e a outra não pôde evitar uma risada.
- Prometo resolver isso daqui a pouco, deixa só a gente fugir dessa chuva.
Os dois subiram cada um em sua bicicleta e saíram pedalando em meio a risos.

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- Escapamos por pouco, uh? - falou, indicando a porta de vidro que levava à sacada com um aceno de cabeça, enquanto tirava o casaco para, em seguida, largá-lo sobre um dos sofás do quarto. Era possível ver muitos relâmpagos em meio à chuva forte.
- Pelo menos isso - murmurou, se sentando na cama, e jogou as costas contra o colchão.
- Vamos continuar o que começamos lá na praia? - a outra questionou, se aproximando, e se sentou ao lado dele. Subiu a mão por uma das coxas do lentamente, até chegar próximo ao volume entre as pernas dele. - A gente pode tentar alguma coisa diferente... Quer dizer, já fizemos algo diferente hoje, mas outra coisa.
- Você quer dizer… uma posição diferente? - perguntou o , a lançando um olhar desconfiado.
- É, tem alguma que você tenha curiosidade? - ela questionou sem disfarçar o interesse.
- O que você quiser tá bom pra mim - ele respondeu, dando de ombros, e bufou em resposta.
- Não é possível que você não tenha curiosidade de testar nada - disse ela com indignação. - Vai, abre seu coração pra mim.
- Eu nunca parei pra pensar nisso, - desconversou, desviando os olhos para o teto.
- Eu duvido! - exclamou e soltou uma gargalhada alta antes de passar uma das pernas para o outro lado do corpo de , ficando por cima dele. - Quanto mais rápido me disser, mais rápido eu posso realizar os seus desejos.
riu levemente, sentindo o olhar intimidante da francesa sobre si.
- Você não vai desistir, né? - ele questionou, reprimindo um sorriso.
- Ainda bem que você sabe - a outra rebateu, piscando um olho, e esboçou um sorriso esperto.
fitou a expressão curiosa no rosto de e mordeu o lábio inferior conforme a imagem dela completamente nua vinha à sua cabeça. A francesa, para ele, era uma mulher linda por inteiro. Da cabeça aos pés, por fora e por dentro. Mas precisava admitir que ficava louco com os seios dela. Quando eles ficavam espremidos contra seu peito ou na altura perfeita para chupá-los, sem contar que pareciam ter sido feitos para se encaixarem perfeitamente em suas mãos.
- Tem uma coisa… - começou timidamente.
- Que coisa? - a outra questionou, o cortando, e não pôde evitar rir da ansiedade dela. Talvez estivesse rindo por estar sem graça também. - Para de rir e fala logo, .
- Eu gosto dos seus... - começou ele e, involuntariamente, seus olhos desceram para o colo de - seios.
Um sorrisinho de canto tomou os lábios de , satisfeita por ter conseguido arrancar aquilo de e também porque já havia percebido que ele sempre dava uma atenção redobrada aos seus seios, os estimulando da maneira que fosse anatomicamente possível.
- Quer brincar um pouquinho com eles? - indagou em um tom divertido antes de grudar a boca à dele para um beijo rápido. - Tenho uma ideia.
O jogador observou, curioso, a namorada sair de cima dele e cruzar o quarto calmamente até onde eles haviam deixado as bagagens mais cedo. remexeu sua mala, mas, por estar de costas, ele não conseguiu identificar o que ela tirou de lá de dentro. A assistiu, curioso, dar meia volta e se aproximar novamente para largar o que tinha em mãos sobre o colchão. Um tubinho e um pacote de camisinha.
- Sorte que eu sempre tenho um lubrificante à mão. Vamos precisar - ela anunciou, piscando um olho.
se pôs sentado na cama e contemplou tirar a blusa que vestia sem pressa, revelando o top esportivo que usava por baixo, em sua opinião tão sexy quanto qualquer lingerie. Ela o tirou em seguida, deixando os seios livres, e, com os olhos cravados nos dele, desabotoou e tirou também a calça jeans.
largou as peças de qualquer jeito no chão e se aproximou do , levando as mãos à barra da camiseta dele para ajudá-lo a tirá-la, e ele permitiu, se sentindo tomar pela ansiedade, que ela abrisse sua calça jeans. A ajudou a se livrar da peça juntamente com a cueca.
- O que, exatamente, você tá planejando? - perguntou ele, observando atentamente a mulher pegar o lubrificante que havia largado sobre a cama.
- Vou te deixar se masturbar com os meus seios - ela respondeu com o divertimento estampado no rosto.
- Ah - foi tudo o que foi capaz de proferir.
riu levemente da expressão embasbacada do jogador e segurou o queixo dele para grudar suas bocas. O beijou com calma para tranquilizá-lo e, de quebra, começar a preparar o terreno para esquentar as coisas. Quebrou o beijo com alguns selinhos e, em seguida, abriu o tubinho antes de derramar uma quantidade considerável do gel em sua mão. Deixou a embalagem de lado para esfregar uma mão na outra, distribuindo o produto, e as levou ao membro de . Espalhou o produto por toda a extensão, acariciando o órgão, e passou as mãos por entre seus seios, deixando os resquícios do produto por ali.
O jogador estava um pouco perdido, mas também curioso e bastante excitado ao ver se despir da calcinha, a única peça de roupa que ainda cobria seu corpo, e amarrar os fios de cabelo compridos em um coque. Ela subiu na cama e se acomodou com as costas apoiadas em um dos travesseiros.
- Sobe em cima de mim - disse e riu ao notar a falta de reação do namorado. - Vem, .
O o fez, indo de joelhos pelo colchão, e passou uma perna para o outro lado de , de forma que ela ficou entre suas pernas. A francesa espalmou as laterais das coxas dele para puxá-lo para mais perto até que seu pênis estivesse próximo o suficiente para, então, ela segurar os próprios seios em um convite que encheu ambos de expectativa.
O membro de estava rígido e frustrado pela ereção que havia tido em vão há poucos minutos, e ele não pensou duas vezes antes de apoiar as mãos na cabeceira da cama e deslizá-lo por entre os seios de . A sensação era completamente diferente da de penetrar uma vagina, de ser masturbado por mãos e, também, de receber um sexo oral. A maciez era acolhedora e, ao mesmo tempo, enlouquecedora. Ele subia e descia por entre os seios, fazendo o quarto parecer cada vez mais quente, e foi impossível evitar que um gemido contido escapasse por sua garganta quando, em uma das subidas, chupou seu pau sem nenhum pudor.
A visão dos seios fartos o masturbando, da boca de o sugando com vontade e dedicação, os olhos dela vidrados em suas reações e, também, todas as sensações que percorriam seu corpo faziam se sentir cada vez mais excitado e duro.
, por sua vez, não estava muito diferente. Se relacionar com o havia sido um desafio para ela desde o início e vê-lo perder a compostura a fazia desejá-lo ainda mais. Ela esfregava as coxas uma na outra, a região no meio de suas pernas estava quente, molhada, implorando por toque.
se afastou quando apoiou as mãos no colchão para encolher as pernas e se pôr sentada antes de, por mais alguns segundos, continuar o chupando e arrancando suspiros dele. Ela se afastou para buscar o pacote de camisinha que havia deixado ao pé da cama e voltou a se aproximar do jogador, o fazendo se acomodar sentado sobre o colchão para se sentar no colo dele. Rasgou a embalagem e desenrolou a camisinha por toda a extensão do pênis de antes de chocar seus lábios aos dele. Quando levantou e desceu o quadril para que seus órgãos se encaixassem, soltou um gemido contra a boca de ao mesmo tempo que apertou os músculos dos braços definidos dele com os dedos. As pernas dela o envolveram e os braços dele a abraçaram pela cintura, fazendo com que seus corpos se aproximassem ainda mais.
O casal movia os quadris em sincronia enquanto suas línguas se embolavam em um beijo tranquilo e suas mãos acariciavam a pele um do outro. Aquela era uma posição íntima demais, romântica, do tipo das que costumava evitar nos anos em que estivera solteira, temendo criar vínculos além dos puramente sexuais com os caras com os quais dormia, mas que, agora, com , pareciam as posições mais prazerosas, porque o que ela mais queria era mostrar o quanto gostava dele e sentir que era recíproco.
Em meio às estocadas, os lábios de foram para o pescoço da francesa, distribuindo beijos molhados e leves chupões pela região, a fazendo arranhar a nuca do e enterrar os dedos entre os fios de cabelo dele, puxando-os levemente.
O orgasmo de veio primeiro. Ela jogou a cabeça para trás, se permitindo desfrutar da onda de prazer que se alastrou por todo seu corpo, o deixando, aos poucos, relaxado. Sentiu quando o namorado estremeceu sobre si, também atingindo o clímax e, gradativamente, teve seu corpo tomado pelo alívio.
depositou um beijo terno nos lábios de e saiu de cima dele para se deitar ao lado, no colchão.
- Amanhã, a gente pode ficar aqui o dia todo, juntinhos - disse ela em um tom manhoso e, quando também se deitou, se aproximou dele, o abraçando de lado.
- Pensei que ia preferir aproveitar Marbella, não ficar trancada num quarto de hotel - o outro rebateu, rindo levemente.
- Eu sempre gostei de Marbella porque vir pra cá significa fugir da realidade, descansar, me divertir... - a francesa disse, brincando com as pontas dos dedos no abdômen do jogador. - Mas qualquer lugar do mundo representaria isso tudo com você.
Por algum tempo, os dois, confortavelmente, permaneceram ouvindo o som da chuva que ainda caía do lado de fora.
- É bom ouvir isso - começou , quebrando o silêncio entre eles -, porque é exatamente o que eu sinto.

🏆🌟⚽

- Como se calcula o handicap? - perguntou para quando dois homens que conversavam com ele sobre golfe se afastaram. Não entendia de onde saía o tal número que classificava os jogadores de golfe de acordo com suas habilidades. Na verdade, não entendia quase nada a respeito de golfe.
- Se usa a pontuação do jogador e o número que classifica o nível de dificuldade do campo. Subtrai, multiplica por uns outros números e no final sai o handicap - explicou. - Não lembro como é o cálculo exato de cabeça.
- E qual é o seu? - perguntou ela, curiosa.
- 6, não é grande coisa - ele respondeu, fazendo uma careta.
- Mas você só consegue praticar nas férias, né? Então tá ótimo - a outra disse e deu de ombros, fazendo o outro sorrir.
- Vou lá jogar - anunciou e beijou os lábios dela rapidamente. - Prometo que não vai demorar muito.
- Eu preferia ter ido jogar tênis, mas tudo bem - brincou, mas seu sorriso deixava claro que não se importava de estar ali.
A paisagem do campo de golfe do Marbella Club era incrível, cheio de montanhas e verde para todo lado. Não seria uma tortura passar algumas horas naquele lugar até o horário do almoço. Ela se sentou a uma mesa, sozinha, e cruzou as pernas. Observou o namorado de longe, conversando com outros jogadores e não pôde evitar pensar sobre quão gostoso ele ficava com aquelas roupas.
Ela nunca havia se imaginado em um campo de golfe, assistindo meia dúzia de homens com seus tacos. Não entendia patavinas e, mesmo assim, estava gostando de assistir ao jogo, pois era bom ver se divertindo. Além da personalidade que a intrigava, os gostos dele também eram diferentes do que estava acostumada e isso era algo que ela achava bastante interessante. Para ela, se destacava em meio a outros caras e era exatamente por isso que havia se apaixonado perdidamente por ele.
olhou para o porta-guardanapo sobre a mesa e uma ideia veio à sua cabeça. Fez sinal para um garçom, que prontamente se aproximou.
- Você tem uma caneta aí? - perguntou e o rapaz tirou uma caneta do bolso e a entregou. - Obrigada.
Ela encarou o papel por algum tempo e levantou os olhos na direção do namorado, que ria de algo que outro jogador havia falado. Escreveu algumas palavras no guardanapo e o dobrou, o guardando dentro da bolsa em seguida.
No final da tarde, fazia a mala enquanto tomava banho. Depois de irem embora do campo de golfe, eles foram almoçar e passar algumas horas na piscina do beach club até a hora que precisaram voltar para o quarto para arrumarem suas coisas. Saindo do hotel, iriam de carro até Málaga, onde o jatinho particular de os esperava para levá-los de volta a Madrid. Os dois teriam que voltar à realidade e se reunir ao restante da equipe para continuar o trabalho que, naquela reta final de temporada, seria tão importante para que o time conseguisse levantar um ou mais troféus. Ele adoraria passar mais alguns dias por ali, longe de todo mundo, com a melhor companhia que seria capaz de sonhar em ter, mas não era como se fosse reclamar de ter que voltar ao trabalho. Amava jogar futebol e, de quebra, tinha sempre por perto. O que mais ele poderia querer?
franziu o cenho quando, no meio de suas coisas, dentro da mala, encontrou o guardanapo que ele não sabia, mas havia sido que tinha deixado ali enquanto era ele quem tomava banho. Pegou o mesmo e, ao desdobrá-lo, encontrou algumas palavras escritas em uma caligrafia caprichada.

“Que te sueño y que te quiero tanto
Que hace rato está mi corazón
Latiendo por ti, latiendo por ti”

Obrigada por ter me levado pra conhecer uma Marbella que eu nunca tinha visto.

Tu me fais crever d'amour.
.

Franziu o cenho com a frase escrita em francês e sacou o celular do bolso antes de se sentar na cama e copiar as palavras no aplicativo do Google Tradutor. A tradução o fez sorrir, voltando a encarar o bilhete escrito por .
Você me faz morrer de amor.



Fim.



Nota da autora: Hola, gente! Essa é a última história da minha saga de ficstapes que começou em 2017 e acabou se estendendo até esse início de 2018. Eu amo tanto La Bicicleta que não resisti em pegar quando esse ficstape da Shakira saiu e a única ideia possível era fazer um spin-off com esses dois protagonistas de Bola de Ouro, já que essa música acabou ficando marcada por causa de uma cena deles passeando de bicicleta. Espero que tenham gostado dessa viagem pra Marbella tão romântica e quente ao mesmo tempo. Se você chegou aqui e ainda não leu Bola de Ouro, te convido a ler e conhecer esse casal melhor!
Se quiser conhecer outras histórias minhas ou bater um papo, é só clicar no ícone do Facebook e entrar no grupo. Beijos! 💜





Nota da beta: Ai, ai, lleva, llévame en tu bicicleta también, Bale!!
Fiquei tão feliz de ver dona Babi pegando essa música, porque nenhum outro casal combina tanto com ela quanto nosso jogador e nossa assistente técnica. Eu os amo tanto 💛 E tô adorando ver esses dois rumo ao altar e seus 5 filhos. Fode mais que tá pouco, Barbára.
Sério, tá pouco mesmo, vamos lamber as pernas desse homem e puxar esses cabelos porque nossa senhora!
xx

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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