12. Cowboys Cry Too

Finalizada

Capítulo Único

O crime tinha cheiro de fumaça e papel queimado. Era assim que Jones o imaginava toda vez que fechava os olhos.
A primeira vítima fora encontrada numa casa isolada no Tennessee. A última, em um bangalô na Louisiana. Nove mulheres, todas reduzidas a cinzas e suposições, todas catalogadas em um arquivo que estudava havia anos. Mas o assassino nunca deixou rastros, nunca escreveu um manifesto, nunca fez uma ligação para a polícia. Ele simplesmente desapareceu.
costumava dizer que escrevia sobre crimes para dar voz às vítimas, mas a verdade era mais egoísta: ela queria entender. Queria entrar na mente do assassino, decifrar seus motivos, encontrar aquele pequeno erro que ele tivesse cometido.
E então ela encontrou Eleanor Wade.
Era um erro pequeno, mas estava lá. Um caso antigo, enterrado nos arquivos de uma cidadezinha no Texas chamada Cold Creek.
A ficha era breve: incêndio acidental, vítima de 24 anos, casa destruída pelas chamas. Mas algo a fez parar. O incêndio aconteceu no mesmo período em que o assassino desapareceu. Eleanor Wade poderia ser apenas uma coincidência — ou poderia ser a mulher que ele nunca quis que encontrassem.
No fundo, sentiu a adrenalina pulsar. Talvez essa fosse a pista que ela procurava. Talvez esse fosse o começo de sua maior história.
E ela não tinha escolha. Precisava ir até Cold Creek.

***


Cold Creek era o tipo de lugar onde o tempo se movia devagar. A poeira pairava no ar como um lembrete de que ali, as coisas raramente mudavam. O sol queimava as estradas de terra batida, e as casas com suas fachadas de madeira pareciam assistir em silêncio ao passar dos anos.
sentiu o peso do olhar dos moradores assim que saiu do carro. Uma forasteira. As pessoas em cidades pequenas sempre sabiam quando alguém não pertencia àquele lugar. Mas ela não se importava com os olhares. Ela tinha um objetivo.
Seu primeiro destino era o bar local, o "Rusty Horse". Lugares assim eram sempre um bom ponto de partida para conseguir informações.
E foi lá que ela viu Colton Wade pela primeira vez.
Ele estava encostado no balcão, um copo de whisky na mão, os olhos fixos em um ponto qualquer do salão como se estivesse preso em um passado que ninguém mais lembrava. reconheceu a expressão. Era a de um homem que carregava fantasmas.
Ela se aproximou, sentindo o peso da tensão no ar. Antes que pudesse falar, o bartender a olhou com ceticismo. — Você não é daqui. — Perguntou, com um tom de afirmação, secando o copo com o pano que estava pendurado em seu ombro. — Não sou, — ela respondeu, sem desviar o olhar de Colton. — Sou escritora e estou pesquisando sobre um caso antigo. — Se sentou em um dos bancos do balcão e ajeitou a postura, antes de falar o nome da outra mulher. — Eleanor Wade.
O nome caiu como uma pedra no ambiente. Os murmúrios cessaram. sentiu a hostilidade crescer ao seu redor.
Colton finalmente ergueu os olhos para ela. Olhos azuis como uma tempestade prestes a explodir. Ele não disse nada por um longo momento. Depois, levantou-se, jogou algumas notas no balcão e passou por ela sem olhar para trás.
Mas antes de sair, murmurou algo baixo o suficiente para que apenas ela ouvisse:
Se você sabe o que é bom para você, vai deixar essa história para lá.
E então ele sumiu na noite, deixando com ainda mais perguntas.

passou a manhã seguinte percorrendo os arquivos da pequena biblioteca de Cold Creek. O cheiro de papel envelhecido misturava-se com o som suave das páginas sendo viradas, um ambiente que ela normalmente encontraria reconfortante. Mas não ali. Não quando cada artigo sobre Eleanor Wade parecia uma peça de um quebra-cabeça incompleto.
As reportagens eram superficiais. "Incêndio acidental em residência local". "Noiva de fazendeiro morre tragicamente". Nenhuma menção a uma investigação mais profunda.
Nenhuma dúvida levantada.
A bibliotecária, uma senhora de cabelos grisalhos presos em um coque, lançou-lhe um olhar desconfiado quando perguntou sobre os arquivos policiais.
— A senhorita disse que é jornalista? — perguntou, ajustando os óculos.
— Escritora — corrigiu, oferecendo um sorriso controlado. — Estou pesquisando casos antigos para um livro.
A mulher pareceu ponderar por um momento, depois deu de ombros.
— Se quer registros policiais, terá que falar com o xerife. Mas duvido que vá conseguir alguma coisa. Algumas histórias é melhor deixar para lá.
ignorou o aviso e anotou o endereço da delegacia.

***


A delegacia ficava no centro da cidade, um prédio pequeno com uma placa desgastada pelo tempo. O xerife, um homem corpulento de cabelos ralos, olhou para ela com tédio quando ela explicou o motivo de sua visita.
— Eleanor Wade? Por que diabos está desenterrando isso? — Ele cruzou os braços, inclinando-se na cadeira.
— Só quero entender o que aconteceu — respondeu, mantendo a calma. — Achei estranho que não tenha havido uma investigação mais aprofundada.
O xerife soltou um riso curto.
— O relatório foi bem claro. Vendaval naquela noite. Linhas elétricas caídas. Um incêndio infeliz, mas nada criminoso. O caso foi encerrado há muito tempo.
— E Colton Wade? — insistiu. — Também acredita nesta versão?
O xerife ficou em silêncio por um momento, antes de balançar a cabeça.
— O rapaz nunca aceitou. Mas sabe como é… Pessoas enlutadas precisam de alguém para culpar.
percebeu que não adiantaria insistir. A cidade inteira parecia determinada a enterrar a história de Eleanor. Mas isso só tornava tudo ainda mais suspeito.
Quando saiu da delegacia, sentiu um olhar sobre si.
Do outro lado da rua, Colton Wade a observava, os olhos semicerrados contra o sol da manhã. Ele não parecia surpreso por vê-la ali. Apenas irritado.
respirou fundo e caminhou até ele.
— Você sabia que ninguém aqui gosta de falar sobre a Eleanor? — ela disse, parando a poucos passos dele.
Colton não respondeu de imediato. Apenas apertou o chapéu em uma das mãos antes de encará-la com seriedade.
— Eu tentei avisar você ontem — ele disse, a voz baixa e firme. — Mas já que insiste… Me encontre no Rusty Horse hoje à noite. Talvez eu tenha algo para te contar.
E sem esperar resposta, ele se afastou, deixando sozinha com seu próprio turbilhão de perguntas.

***


O Rusty Horse estava mais movimentado do que na noite anterior. empurrou as portas de madeira, sentindo o cheiro familiar de whisky barato e tabaco. O burburinho de conversas preencheu o ambiente, mas cessou por alguns segundos quando os clientes perceberam sua presença. Ela ignorou os olhares e foi direto ao balcão.
Colton já estava lá, um copo de whisky pela metade na frente dele. Quando a viu, apenas indicou com um gesto da cabeça para que ela se sentasse ao seu lado. deslizou para o banco sem dizer nada, esperando que ele falasse primeiro.
Por um tempo, ele apenas girou o líquido âmbar no copo, os olhos fixos em algum ponto distante. Então, finalmente, quebrou o silêncio.
— Eu estava fora da cidade naquela noite. — Sua voz era baixa, quase um murmúrio perdido no barulho ao redor. — Participando de um rodeio. Era cowboy, sabia?
franziu o cenho. Essa informação não constava nos arquivos que leu.
— Nunca mencionaram isso nos jornais.
Colton soltou um riso curto e sem humor.
— Porque não fazia diferença pra eles. Quando voltei, Eleanor já estava morta, a casa destruída. O xerife me deu a mesma história que deve ter te contado hoje. Acidente. Vendaval. Fiação comprometida. — Ele virou o copo de uma vez e o pousou na madeira do balcão com força. — Mas eu nunca acreditei nisso.
se inclinou ligeiramente na direção dele.
— Por quê?
Colton virou-se para ela, os olhos azuis carregados de algo sombrio.
— Porque Eleanor tinha medo de fogo. Pavor. Ela nunca teria deixado uma vela acesa, nunca teria se arriscado assim. E porque… — Ele fez uma pausa, como se estivesse ponderando se deveria continuar. — Porque alguém andava rondando nossa casa antes do incêndio.
prendeu a respiração.
— Você viu?
— Não. Mas Eleanor comentou comigo, algumas semanas antes. Disse que tinha a sensação de estar sendo observada. Ouviu passos perto da janela à noite. Eu disse que era coisa da cabeça dela, que Cold Creek era uma cidade segura. — Ele soltou um suspiro pesado, passando a mão pelos cabelos. — Mas eu estava fodidamente errado.
sentiu um arrepio subir pela espinha. Alguém estava rondando Eleanor. Alguém que poderia ter voltado naquela noite.
— Você contou isso ao xerife? — perguntou.
Colton riu de novo, amargo.
— E quem você acha que foi o primeiro a dizer que eu precisava superar e seguir em frente?
apertou os punhos. Estava claro que ninguém quis olhar fundo demais no caso. Mas por quê? Medo? Conveniência?
Ela olhou para Colton, que esfregava o maxilar com uma expressão tensa.
— Você quer justiça, Colton? — perguntou.
Ele a encarou por um longo momento antes de responder.
— Quero a verdade.
E, pela primeira vez, teve a sensação de que não estava sozinha nessa busca.

O silêncio pairava sobre Cold Creek enquanto dirigia pela estrada de terra que levava à antiga propriedade dos Wade. A noite era densa, e os faróis do carro mal iluminavam o caminho. Colton estava ao seu lado, os olhos fixos na paisagem familiar que há anos ele evitava.
— Faz tempo que não venho aqui — murmurou, a voz carregada de lembranças amargas.
sentiu o peso daquele momento. Colton estava voltando ao lugar onde sua vida foi despedaçada. Não havia como isso ser fácil.
O carro parou diante do terreno vazio. A casa onde Eleanor morreu não existia mais, apenas um espaço desolado onde a grama crescia em meio a cinzas antigas. desceu, abraçando o próprio corpo contra o vento frio.
— Você se lembra de algo estranho naquela noite? Qualquer detalhe? — perguntou.
Colton expirou devagar, tirando o chapéu e passando a mão pelos cabelos.
— Só o que me contaram. A cidade ficou sem luz por algumas horas por causa da tempestade. Eleanor estava sozinha. Quando as chamas começaram, ninguém pôde fazer nada a tempo. — Ele fez uma pausa e apertou os punhos. — Mas não foi o vento que começou esse fogo.
se ajoelhou, tocando a terra. As cinzas já tinham sido levadas pelo tempo, mas algo ali ainda parecia pesado, carregado de uma presença incômoda.
— Eu estive na biblioteca hoje — disse, levantando-se. — Consegui encontrar algumas informações sobre algumas pessoas e algo no pastor me chamou a atenção. Ele chegou alguns meses antes do incêndio, vindo de outra cidade no sul do Texas. E antes disso? Outra cidade, outro incêndio suspeito.
Colton ergueu o olhar para ela.
— Você acha que ele fez isso e que já tinha feito antes?
— Eu acho que ele faz isso sempre. Se ele realmente for o assassino, então Eleanor não foi a primeira. Nem a última. — cruzou os braços, inquieta. — Mas eu preciso de provas. Preciso saber se há alguma ligação real entre ele e Eleanor.
Colton ficou em silêncio por um momento antes de falar, nunca tinha parado para pensar nessa infeliz coincidência, antes do pastor chegar na cidade, ela era realmente muito segura.
— Se ele fez isso com ela… Se ele tirou ela de mim… — Ele apertou o chapéu entre os dedos. — Eu juro que ele vai pagar. — sua voz mais sombria do que nunca.
A ameaça em sua voz não era vazia.
sabia que Colton estava disposto a ir até o fim por essa verdade.
E, no fundo, ela temia que a verdade fosse mais cruel do que imaginavam.
***


O sol já começava a se esconder atrás das colinas quando estacionou o carro na frente da mercearia de Cold Creek. O lugar parecia inofensivo, mas ela sabia que, em cidades pequenas, era onde as histórias corriam antes mesmo de virarem fofoca oficial. Se havia alguém que poderia saber mais sobre o pastor, seria ali.
Ela entrou, sentindo o cheiro forte de café e madeira envelhecida. Algumas cabeças se voltaram em sua direção, avaliando-a com o mesmo olhar desconfiado de sempre. ignorou e caminhou até o balcão, onde uma mulher de cabelos grisalhos organizava pacotes de biscoito.
— Boa tarde — disse, tentando soar casual.
A mulher lançou-lhe um olhar curioso.
— Você é a moça que anda perguntando sobre Eleanor Wade, não é?
não se surpreendeu. Notícias se espalhavam rápido ali.
— Sim. Estou tentando entender melhor o que aconteceu — respondeu, apoiando-se no balcão. — Mas, na verdade, queria perguntar sobre outra pessoa. O pastor. O que pode me contar sobre ele?
A mulher franziu o cenho e olhou ao redor, como se estivesse verificando se alguém a ouvia.
— O pastor Graham? cuida da igreja, dá sermões todos os domingos. É um homem respeitado.
inclinou-se ligeiramente.
— E o que você acha dele?
A mulher hesitou, abaixando a voz.
— Nunca confiei nele completamente. Ele é… educado demais. Sempre tem as palavras certas, a atitude certa. Mas, às vezes, tenho a impressão de que ele observa as pessoas de um jeito estranho.
Como se estivesse avaliando.
Escolhendo.
Um arrepio percorreu a espinha de .
— Escolhendo?
— Mulheres. Jovens, bonitas. Ele as trata com muita atenção. Um pouco demais. — A mulher respirou fundo. — E ele era próximo de Eleanor, sabe? Antes do incêndio, lembro de vê-lo conversando com ela muitas vezes, oferecendo conselhos, dizendo que ela devia se aproximar mais da fé. Depois que ela morreu, ele fez o sermão no funeral. Disse que Deus tem seus planos e que não devemos questionar.
sentiu um frio no estômago. O pastor ainda estava ali, vivendo sua vida normalmente, conduzindo cultos, aconselhando fiéis. Mas e se ele escondesse algo mais sombrio?

***

Enquanto isso, do outro lado da cidade, Colton caminhava pela estrada de terra que levava ao bar Rusty Horse. O vento soprava forte, levantando poeira ao seu redor. Mas algo mais o incomodava.
A sensação de estar sendo seguido.
Ele parou e olhou para trás. A estrada estava vazia. Apenas o céu escurecendo e as sombras alongadas pelo pôr do sol.
Respirou fundo e continuou andando, mas seus instintos gritavam que não estava sozinho.
E, quando entrou no bar, uma figura encapuzada do outro lado da rua virou-se e desapareceu na escuridão.

A biblioteca de Cold Creek era pequena, com prateleiras de madeira escura e um leve cheiro de papel envelhecido. Depois da conversa com a senhorinha na mercearia foi até a biblioteca procurar mais informações. folheava um antigo registro da cidade, cada página amarelada revelando fragmentos do passado. Os dedos deslizavam pelas palavras enquanto ela procurava por qualquer menção ao pastor Graham.
— Ele chegou em Cold Creek em… — murmurou, deslizando o dedo pelo texto. — Setembro de 1998. Nomeado pelo antigo pastor, que se aposentou repentinamente.
Ela franziu o cenho. Tudo parecia normal, mas algo lhe dizia que havia mais nessa história.
Continuou virando as páginas, até encontrar uma foto do pastor Graham ao lado de alguns membros da congregação. Ele parecia mais jovem, mas seus olhos… Aqueles olhos frios e avaliadores eram os mesmos.
De repente, uma sombra caiu sobre a mesa. se sobressaltou e ergueu o olhar. A bibliotecária, uma senhora de óculos grossos, observava-a com curiosidade.
— Procurando algo específico, querida? — perguntou, ajeitando os óculos.
hesitou por um momento antes de responder:
— Estou pesquisando sobre a história da igreja e os pastores antigos. Especialmente o pastor Graham. Você lembra de quando ele chegou aqui?
A mulher inclinou a cabeça, pensativa.
— Lembro, sim. Foi tudo muito rápido. O antigo pastor não parecia doente nem nada, mas um dia anunciou que estava partindo. E logo depois, Graham assumiu o lugar. Era carismático, sabia exatamente o que dizer para conquistar as pessoas. Mas eu nunca confiei nele.
— Por quê? — perguntou, sentindo a tensão crescer, outra senhora com a mesma desconfiança, outro alerta apitando em sua mente.
A bibliotecária olhou ao redor, como se temesse ser ouvida, igual a senhora da mercearia que baixou o tom de voz, parecia que as paredes tinham ouvidos e quem ousasse falar mal do pastor, seria punido.
— Porque ele sempre sabia demais sobre a vida das pessoas. Era como se estivesse sempre… ouvindo. Prestando atenção nas mulheres, especialmente as jovens. E depois do incêndio da Eleanor… — Ela apertou os lábios, relutante. — Ele nunca pareceu verdadeiramente surpreso.
Um arrepio percorreu a espinha de . Um discurso similar, uma sensação similar, não tinha como ser só coincidência.
***


Do outro lado da cidade, Colton cruzava as portas da igreja. Tivera uma longa conversa com , sobre o que ela tinha coletado de informação na cidade e precisava tirar satisfação. salão estava vazio, exceto pelo homem que ele procurava. O pastor Graham estava de pé perto do altar, arrumando alguns papéis, como se já soubesse que Colton apareceria.
— Colton Wade — disse o pastor, sem erguer os olhos. — Que surpresa vê-lo por aqui.
Colton se aproximou, os passos ecoando pelo chão de madeira.
— Achei que era hora de voltar à igreja — respondeu, a voz carregada de ironia.
O pastor ergueu o olhar e sorriu, mas havia algo calculado naquele sorriso.
— Todos são bem-vindos à casa de Deus. Mas me pergunto… O que realmente te trouxe até aqui?
Colton sustentou o olhar do homem à sua frente. Ele queria respostas, mas sabia que precisava jogar com cuidado. Porque algo lhe dizia que o pastor já sabia que estava sendo investigado.
E isso o tornava ainda mais perigoso.

O vento cortava o céu cinzento de Cold Creek enquanto atravessava a praça da cidade, com o jornal antigo em mãos. Havia algo naquela história que não fazia sentido. Algo que, se ela conseguisse entender, poderia ligar os pontos que ainda estavam faltando.
Ela parou em frente à pequena igreja, os olhos fixos no edifício branco e simples. O som da campainha tocando ao fundo, o eco vazio da cidade, fazia com que até o ar ali se sentisse denso. Como se o lugar estivesse esperando por algo, ou alguém, para revelar o que estava enterrado em suas fundações.
Decidida, entrou na igreja, os pés pesados sobre o chão de madeira. O pastor Graham estava ali, como sempre, trabalhando. Ele olhou para ela com um sorriso acolhedor, mas algo em seus olhos parecia mais sombrio do que a última vez que se encontraram.
, que bom vê-la por aqui, fiquei sabendo que está escrevendo um livro. Como está sua pesquisa? — Perguntou ele, com aquela calma que sempre lhe conferia uma aura de controle.
Ela não respondeu imediatamente, sentindo o peso de suas palavras flutuando no ar. Ela sabia o que estava prestes a fazer. O confronto já estava amadurecendo dentro dela, e não havia mais volta.
— Eu encontrei algo — disse , sem desviar o olhar. — Algo que pode mudar tudo. Você sabia sobre os outros incêndios? Antes do de Eleanor.
O sorriso do pastor vacilou por um segundo, e aquele olhar calculado surgiu em seus olhos. Ele se endireitou, dando-lhe a impressão de que ele já esperava por aquela pergunta.
— Não sei do que está falando. Que outros incêndios? — respondeu ele, a voz um pouco mais baixa, mais tensa do que o usual.
sentiu a mentira em cada palavra, mas manteve a calma.
— Eu encontrei menções a eles em um arquivo antigo, em uma cidade próxima. São incêndios com o mesmo padrão. Mulheres com sinais de abuso, queimadas dentro de suas casas, com um intervalo de dois anos entre cada um. Você estava lá. Em todas essas cidades. E agora, Cold Creek. — Ela deu um passo à frente. — O que você esconde?
O pastor respirou fundo, e percebeu como ele estava controlado. Como se estivesse calculando sua resposta.
— Não é o que você pensa. Eu sou um homem de Deus, . Isso deve ser apenas uma coincidência, sabe os planos de Deus para que eu estivesse no lugar certo e na hora certa para confortar os corações das famílias enlutadas. — Ele parecia querer soar sincero, mas sabia que ele estava apenas tentando controlar a narrativa.
— A fé não justifica o que você fez, Graham. E eu vou provar isso. Vou fazer com que todos saibam o que você realmente é. — A ameaça nas palavras de não era mais um sussurro, mas uma promessa clara.

Do lado de fora da igreja, Colton observava pela janela, no dia anterior, não tinha conseguido falar o que queria, então estava de volta. Ele tinha vindo até ali por um motivo. O que ele não sabia é que o pastor também o observava. A tensão entre os dois homens crescia cada vez mais.
Colton tinha sido claro na noite anterior: se o pastor estava envolvido na morte de Eleanor, ele o faria pagar. Mas ainda não sabia como. Algo dentro dele o impedia de tomar medidas drásticas, algo que o fazia hesitar. Talvez fosse o fato de que, por tanto tempo, ele foi a única pessoa a questionar a morte da noiva. E agora que estava prestes a descobrir a verdade, o peso da justiça parecia ainda mais pesado.
Ele entrou pela porta da frente da igreja, com passos firmes. O pastor ainda estava lá, de pé diante de .
— Parece que temos uma conversa pendente — disse Colton, com voz grave.
O pastor se virou, mantendo a calma, mas o olhar de desconfiança era inconfundível.
— Colton Wade — disse ele, a voz suave. — Estava esperando que fosse você. O que podemos fazer por você hoje, duas vezes na casa do Pai em uma semana, isso é o nosso novo recorde?
— Eu quero a verdade. E você vai me dar. Agora. — A intensidade na voz de Colton era palpável. Ele estava ali para acabar com o jogo de palavras e começar a ouvir a verdade que ele sempre soubera que estava oculta.
Os dois homens se encararam, e a tensão parecia quase física.
observava tudo, sabendo que, naquele momento, algo finalmente estava prestes a ser revelado. Ela sentia a pressão do ar ao seu redor, como se o tempo estivesse prestes a quebrar. E, talvez, a verdade sobre o passado de Cold Creek também estivesse. Ela estava mais perto do que nunca. Mas até que ponto ela e Colton estavam dispostos a ir para descobrir o que o pastor realmente havia escondido? O jogo de gato e rato estava se tornando cada vez mais mortal.
O pastor não estava mais sorrindo. Ele sabia que as perguntas de e Colton eram mais do que apenas curiosidade. Era uma caça. E ele já não tinha mais onde se esconder.
O vento estava mais forte do que o usual naquela tarde zunindo pelas grandes janelas da igreja. As nuvens ameaçavam uma tempestade iminente, e o céu parecia refletir o caos que crescia no coração de Cold Creek. A igreja estava silenciosa, exceto pelos ecos dos passos de Colton, que se aproximava do altar com uma determinação silenciosa.
O pastor estava de pé, ainda calmo, como se soubesse que estava prestes a perder o controle da situação. Mas ele não parecia apressado. Seu olhar, frio e calculado, estava fixado em Colton e , como se soubesse que, no fim, ainda manteria as rédeas.
— Você realmente acha que vai sair por aí espalhando mentiras sobre mim? — o pastor disse, a voz baixa, mas cheia de ameaça. — Você não sabe com quem está lidando, Colton.
Colton respirou fundo, seus punhos apertados. Ele sentia a raiva e a dor fervendo dentro de si, mas mantinha a compostura. Ele sabia que não poderia perder o controle agora.
— Você matou Eleanor. Eu sei disso. — As palavras saíram com um peso que parecia ecoar por toda a igreja.
O pastor não se moveu, mas seus olhos brilharam de maneira estranha, como se um jogo perigoso estivesse prestes a começar.
— Eleanor não era nada além de uma alma perdida. Eu a salvei de sua própria escuridão. E você, Colton? Você nunca foi capaz de ver isso, de verdade. Você a amava, mas a deixou morrer em um momento de fraqueza. Ela precisava da minha orientação e de um homem de verdade na vida dela, nem que fosse uma única vez.
se aproximou, não conseguindo mais se segurar. As palavras do pastor a feriram, mas ela sabia que a verdade estava próxima.
— Você matou outras antes dela. Mulheres queimadas dentro de suas casas, todas com o mesmo padrão. E você estava em todas as cidades. Sempre mudando de lugar. Sempre atrás de mais vítimas. — sentia o peso da verdade esmagando o ar ao seu redor. Ela havia encontrado os arquivos antigos, as fotos, as ligações entre as vítimas. Tudo apontava para ele.
O pastor olhou para ela, com um sorriso enigmático.
— Você já me disse isso, bobinha, pensa que é diferente, não é? — disse ele, a voz quase sussurrando. — Mas você está apenas jogando o mesmo jogo que todos. Você está caçando a verdade, mas a verdade não vai te libertar. Ela vai te consumir.
O clima na igreja estava denso. A luz que entrava pelas janelas parecia turva, como se estivesse sendo engolida pela escuridão que os cercava. Colton deu um passo à frente, a raiva se transformando em algo mais sombrio. Algo que ele sabia que poderia finalmente trazer a justiça para Eleanor e para as outras vítimas.
— Eu vou te expor — Colton disse, com a voz firme e fria. — Você vai pagar por tudo o que fez.
O pastor deu um passo em direção a ele, agora sem disfarçar o sorriso maligno que tomava seu rosto.
— Você acha que pode me parar? Não tem ideia do que está dizendo. Eu sou mais poderoso do que você imagina, Colton. Você nunca vai me alcançar. Eu sou a luz neste lugar. E você... você é apenas um homem comum, tentando lutar contra algo muito maior do que você.
Colton não se moveu. Ele sabia que as palavras do pastor eram vazias. Ele sempre soubera que algo estava errado, mas agora ele tinha a força da verdade ao seu lado. Ele só precisava de mais uma coisa: uma oportunidade.
Enquanto o confronto se desenrolava, observava, sabendo que a verdade estava à vista, mas também sentindo a pressão crescente de que eles estavam apenas começando a tocar a superfície. Ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha.
E foi nesse momento, quando o pastor deu um passo à frente, que a realidade parecia se desintegrar ao redor deles.
O som de uma porta batendo interrompeu o clima tenso. A campainha da igreja tocou, e todos na sala olharam, surpresos. Colton, com os olhos fixos no pastor, hesitou por um momento, tentando entender o que acabara de acontecer.
A porta da igreja estava aberta, e uma figura familiar se aproximava. Ela estava trazendo algo importante. Algo que poderia mudar tudo.
Era a bibliotecária. E ela carregava em mãos um envelope envelhecido, com o selo da cidade de Cold Creek.
A bibliotecária entrou na igreja com uma calma assustadora, como se estivesse ciente de que aquele momento seria decisivo. Ela segurava o envelope com firmeza, e seus olhos, normalmente gentis, estavam agora, mais focados e sérios. Colton e se entreolharam, sem saber o que esperar, mas o peso do momento os envolvia como uma nuvem escura.
O pastor, por sua vez, observou em silêncio, sua expressão agora impenetrável. Ele sabia o que estava em jogo, e a inquietação que o tomou foi visível. Ele deu um passo para trás, como se estivesse tentando se preparar para o que viria a seguir.
A bibliotecária se aproximou de e, com um leve tremor nas mãos, entregou o envelope.
— Isso... isso veio dos arquivos antigos da cidade — ela disse, a voz tensa. — Quando você começou a investigar, eu achei que talvez isso pudesse ser relevante. O selo está intacto desde que foi fechado. — Ela olhou para Colton, como se procurasse aprovação, mas ele apenas assentiu, mantendo o foco no envelope.
não hesitou. Com as mãos trêmulas, ela abriu o envelope e retirou o conteúdo. Era um conjunto de documentos amarelados pelo tempo, alguns com fotos borradas e outros com anotações escritas à mão. A primeira coisa que ela viu foi um nome. O nome de uma cidade que não fazia parte das investigações iniciais, mas que estava relacionada aos incêndios anteriores.
— Cold Springs... — leu em voz baixa, os olhos arregalados.
O pastor engoliu em seco. Ele sabia que algo estava prestes a ser revelado.
— O que é isso? — perguntou Colton, sua voz baixa, carregada de tensão.
vasculhou as páginas rapidamente. Ela viu mais fotos de mulheres, mas algo estava diferente agora. As datas eram mais antigas, e os nomes eram conhecidos, mas havia mais detalhes do que qualquer um de Cold Creek poderia ter imaginado. As cidades, os incêndios, os padrões.
— Essas mulheres... essas mulheres morreram da mesma maneira que Eleanor — disse , com a voz embargada. — E o pastor estava em todas essas cidades. Ele se mudou de lugar sempre que o fogo o seguia.
O pastor já não parecia tão tranquilo. Seus olhos se estreitaram e seu corpo ficou tenso, como se estivesse finalmente sendo pressionado em um canto do qual não poderia mais escapar.
— Isso não tem nada a ver com você — disse ele, com a voz carregada de desespero, mas sem a confiança que costumava ter. — Essas são apenas histórias antigas. Coisas que você não entende. Você não sabe o que está dizendo.
Mas Colton não se deixou enganar. Ele avançou, determinado, com os punhos cerrados.
— Não me venha com mais mentiras, Graham. Você sabe exatamente o que está acontecendo aqui. — Ele se aproximou ainda mais do pastor, sem hesitar. — Você é um assassino. Você matou minha noiva e várias outras mulheres. E agora, está tentando fazer todos acreditarem que é um homem de Deus, mas você nunca foi nada além de um monstro.
O pastor deu um passo para trás, finalmente perdendo a compostura. A fachada de calma havia se quebrado, e o verdadeiro rosto de sua raiva se revelava.
— Você acha que vai me parar? Você acha que vai me fazer pagar? — O tom de sua voz era ameaçador, quase como se estivesse se preparando para atacar. — Eu sou mais forte do que você. Eu sempre fui, nunca deixei um vestígio para trás, eu sou um homem influente nessa comunidade, acha mesmo que alguém vai acreditar em um cowboy esquisito, uma escritora maluca e uma velha senil? Me poupem e poupem o tempo de vocês.
e Colton estavam mais unidos do que nunca, sabendo que a verdade estava diante deles, escancarada, ele tinha confessado Mas algo ainda os incomodava. Algo que parecia estar além da simples busca pela justiça.
De repente, a voz do pastor se suavizou, como se ele tivesse encontrado uma maneira de manipular a situação novamente.
— Você não entende o que está em jogo, Colton. Você nunca vai entender. A verdade que você procura vai destruir você, vai destruir todo mundo. Você quer saber por que fiz tudo isso? Porque o fogo... o fogo apaga tudo. Ele apaga o passado. Ele apaga a dor. E eu sou o único que sabe como viver com isso. Eu apago os pecados na terra, como um pastor do nosso senhor.
O silêncio caiu sobre a igreja, e os dois sentiam o peso daquelas palavras. Colton estava se aproximando da verdade, mas a cada passo, ele sentia que o fogo dentro de si queimava com mais força. Ele tinha que acabar com aquilo de uma vez por todas. Para Eleanor. Para todas as outras vítimas.
Mas, mais importante, para si mesmo.
— Você nunca vai me destruir — Colton respondeu, sua voz firme. — Porque eu vou te parar antes.
olhou para ele, seus olhos refletindo uma mistura de determinação e medo. Eles sabiam que estavam à beira de algo que mudaria tudo.
E, naquele momento, um som distante de sirenes foi ouvido, vindo da rua. Colton e se entreolharam, uma sensação de iminente confrontação encheu o ar.
O pastor olhou para a porta da igreja, seu semblante agora impassível.
Era a hora da verdade. O fogo do passado estava prestes a ser apagado, mas agora, ele não seria o único a decidir o destino de Cold Creek.
— Eles estão chegando — o pastor sussurrou, mais para si mesmo do que para os outros, e, ao ouvir o som das sirenes crescendo, sabia que a última parte do jogo estava prestes a começar.
As sirenes ficaram mais altas, mais próximas, como um prenúncio da queda iminente. Colton e permaneciam na igreja, imersos em uma quietude tensa, seus olhos fixos no pastor. A raiva e o medo eram palpáveis, mas havia também uma força silenciosa, um entendimento de que, naquele momento, algo havia mudado para sempre. O jogo estava se aproximando de seu fim, e não havia mais volta.
O pastor olhou para as portas da igreja, onde as sirenes soavam cada vez mais intensamente, e então se virou para Colton e . Sua expressão era de desespero contido. Ele sabia que seu tempo estava acabando. A fachada de homem de Deus que ele havia mantido por tanto tempo começava a desmoronar.
— Você não entende, Colton — disse ele, com a voz falha, sem a confiança de antes. — Eu não fiz isso porque queria. Eu... Eu só queria que as coisas fossem diferentes. O fogo apaga tudo. Ele apaga as lembranças, apaga a dor. E eu só... só queria um pouco de paz. Para mim, para a Eleanor, para as mulheres para todos.
Colton não cedeu. Sua respiração estava controlada, mas a dor em seu peito ainda queimava. Ele olhou para o pastor, sem um pingo de piedade.
— Você matou minha noiva, você destruiu tantas vidas. — As palavras de Colton eram claras, afiadas como lâminas. — Você não queria paz. Queria controle. E o fogo... o fogo foi a maneira que você encontrou para apagar a verdade, mas a verdade não vai desaparecer, Graham.
O pastor começou a caminhar para trás, tentando manter uma postura ereta, mas os tremores em seu corpo não podiam ser disfarçados. Ele se dirigiu para o altar, onde a cruz brilhava à luz das velas, como um símbolo de algo que ele havia distorcido durante anos.
— Eles já sabem. — O pastor murmurou, olhando para a porta. — Você não vai impedir isso. Não vai impedir que a cidade veja você como o homem que destruiu tudo o que foi bom aqui.
sentiu um arrepio. Ela sabia que ele estava falando de algo mais do que uma simples ameaça. Ele se via como uma figura central, alguém que havia manipulado tudo por tanto tempo. Mas a verdade tinha sido revelada. Ele não era um homem de fé. Era um homem de mentiras e morte.
De repente, as portas da igreja se abriram, e um grupo de policiais entrou, armados e prontos para prender o pastor. Mas antes que qualquer um pudesse se mover, o pastor se virou com uma velocidade que surpreendeu a todos. Seus olhos estavam loucos, sua expressão distorcida pela raiva.
— Eles não sabem o que estão fazendo! — ele gritou, sua voz agora preenchida com uma fúria descontrolada. — Eu sou o único que entende. Eu sou o único que pode salvar vocês! Eu sou a salvação dessa cidade!
Mas Colton não se moveu. Ele olhou diretamente para o pastor, a força em sua voz crescente.
— Não. Você é o fim. — Colton apontou para ele, com um olhar decidido. — A cidade não vai mais te proteger. A justiça finalmente vai prevalecer.
O pastor foi imediatamente cercado pelos policiais, que o algemaram e o arrastaram até a porta. A tensão na igreja parecia se dissipar à medida que ele desaparecia na rua, mas, para Colton e , a sensação de alívio era mista. Eles haviam vencido, mas havia um peso que ainda os envolvia.
— Obrigada por atender a minha ligação xerife, espero que a confissão dele seja o suficiente para o manter preso por muitos anos. — , apertou firme a mão do homem à sua frente, que suava pela adrenalina.
— Eu quem agradeço, finalmente a venda foi tirada de nossos olhos e esse monstro vestido com a palavra do nosso Senhor vai pagar por tudo e Wade, me perdoe, espero que Deus possa te confortar.
Se virou e entrou na terceira viatura, duas já tinham ido embora pelo horizonte.
A cidade estava silenciosa quando o pastor foi levado. As pessoas de Cold Creek começaram a aparecer, algumas hesitantes, outras aliviadas, mas todos estavam sentindo o peso das revelações. O segredo finalmente havia sido exposto.
ficou observando tudo de longe, mas Colton se aproximou dela, seu olhar sério, mas mais suave do que antes.
— Você fez isso, . — Ele falou baixinho. — Você trouxe a verdade para luz. E a justiça para minha Eleanor.
Ela sorriu levemente, mas sabia que o trabalho ainda não estava terminado. O passado de Cold Creek poderia finalmente ser desenterrado, mas o futuro ainda estava por ser escrito.
— Não foi só minha. — respondeu, a voz calma, mas cheia de compreensão. — Nós dois encontramos isso juntos. Você, mais do que ninguém, merecia ver isso acabar.
Colton assentiu, sentindo uma onda de gratidão, e de uma emoção tão forte que não conseguia não cair em um choro profundo, doído e difícil, mas também uma sensação de fechamento. Ele olhou para o horizonte com as lágrimas embalando um pouco sua visão , onde o sol começava a se pôr, tingindo o céu de laranja e vermelho. Ele sabia que a cidade jamais seria a mesma. E ele também não.
Colton deu um passo em direção a , e, sem mais palavras, ambos caminharam juntos, em direção a um futuro onde o fogo finalmente se apagaria.
E a verdade, por fim, havia vencido.


Fim



Nota da autora: Olá Jiniers, como estamos? Deve ser a primeira vez que eu eacrevo algo mais nesse genero e olha, eu gostei, eapero que as meninas que estavam ansiosas por ela fiquem satisfeitas hahahaha. Espero que goste e não esquece de comentar, ok?

ps: Se quiser conhecer mais fanfics minhas vou deixar aqui embaixo minha página de autora no site e as minhas redes sociais, estou sempre interagindo por lá e você também consegue acesso a toda a minha lista de histórias atualizada clicando AQUI.
AH NÃO DEIXEM DE COMENTAR, ISSO É MUITO IMPORTANTE PARA SABERMOS SE ESTAMOS INDO PELO CAMINHO CERTO NESSA ESTRADA, AFINAL O PÚBLICO É NOSSO MAIOR INCENTIVO. MAIS UMA VEZ OBRIGADA POR LEREM, EU AMO VOCÊS. BEIJOS DA TIA JINIE.