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Capítulo 1


POV - Terceira pessoa

e estavam no mesmo colégio, sem saberem da existência de um e do outro. Eles estavam na mesma sala pelo mesmo propósito. A diretora Macfild começou a dizer:
– Como alguns de vocês sabem, todo ano temos um acampamento. A diferença desse será que haverá guias, que foram escolhidos através do número de vezes que eles já participaram do acampamento desde anos atrás. Esses guias terão as funções de acompanhar os novos alunos desse ano. O acampamento irá começar amanhã. Terá duração de uma semana. Irei distribuir um panfleto que irá dizer tudo o que vocês precisam levar. Iremos sair daqui às oito horas em ponto. Quem não estiver aqui nesse horário já sabe: ficará para trás.
De um lado do auditório do colégio, estava prestando atenção em tudo que sua diretora dizia. Ele estava na escola há pouco de quatro meses e ainda não fizera amizade com ninguém. Sentia constantemente muitos olhares em sua direção. Isso não o deixava constrangido de forma alguma. Ele se achava uma pessoa a mais no meio de quinhentos alunos na escola.
estava quase dormindo. Ela se sentia acostumada com o mesmo discurso todos os anos. Seus pensamentos foram interrompidos pela Senhora Macfild, que continuou a sua fala:
– No quadro principal, vocês irão identificar seus Guias e, ao lado, estarão os nomes de seus divisores de dormitório. Por hoje, foi isso. Tenham uma boa aula e até amanhã.
Depois disso, todos saíram de seus assentos. saiu de seu lugar e caminhou até o mural, assim como sua diretora havia dito. Ela rapidamente achou seu nome na lista de Guias.
" guiará ."
Ela estranhou esse nome. Nunca tinha visto alguém com ele na escola. Ela resolveu tirar suas dúvidas e caminhou até a sala da senhora Macfild, dando leves batidas na porta:
– Olá, senhora Macfild. Vou ser bem objetiva: irei guiar , como diz a lista que está no mural. O problema é que não faço ideia de quem seja ele.
– Temos uma maneira de resolver isso. Irei chamá-lo até aqui e vocês se resolvem dessa maneira.
– Obrigada.

POV –

Estranho ver a diretora me chamar até a sua sala. Pelo menos não me lembro de ter feito algo.
De uma hora para outra, fui parado por uma garota particularmente muito bonita. Seus cabelos eram castanhos e seus olhos, escuros, mas chamativos. O seu corpo parecia ter sido feito sob medida.
– Oi. O meu nome é . Desculpe atrapalhar, porém a diretora só o chamou até aqui por minha causa. Serei sua guia no acampamento. Queria saber se já tinha o visto outras vezes, pois nunca vi o seu nome em nenhum lugar – ela falou de um jeito meio sem graça. Segurei a risada.
– Sou do tipo de pessoa que fica mais quieta. Sou novo aqui... Acho que foi por isso que você nunca me viu – não aguentei e ri. – Mas estamos quites, pois também nunca a vi aqui, se eu não me engano!
– Gostei de você! O que pretende fazer no acampamento? – juro que a vi corando. Vou ser um pouco gay agora, mas isso foi fofo.
– Eu também gostei de você. Bom, as mesmas coisas que fiz nas outras vezes, tirando o fato que irei ser sua guia.
Depois dessa conversa curta, fomos caminhando pelo corredor. Tirei minhas dúvidas. Ela era uma pessoa legal.
– Vemo-nos amanhã, então?
– Com toda certeza!


Capítulo 2


POV –

Meu Deus, como estou ansiosa. Não sei realmente o motivo... Será que é por causa de ? Ou da pessoa com quem irei dividir quarto? Fui caminhando para a escola mesmo. Precisava pensar. Não é qualquer pessoa que fala comigo da mesma maneira que falou, não! Não estou tendo uma "crush" por ele. É apenas estranho pensar que os comentários das pessoas sobre mim não tenham chegado até o ouvido dele, porque aposto que ele nunca falaria comigo da mesma forma que falou, se soubesse que as pessoas falam mal de mim pelos corredores da Hotchkiss. Não ligo para o que falam de mim. Não me afeto facilmente.
Chego em frente à escola e vejo uma pessoa vindo na minha direção. Logo percebo que era .
– Oi, – falou, dando-me um beijo na bochecha.
– Oi, ! Está ansioso? – perguntei para descontrair.
– Um pouco. É a primeira vez que estou indo em algo assim – falou, rindo.
– Você vai gostar. É uma sensação muito boa.
– Pelo jeito, deve ser mesmo. Vamos entrar no ônibus? – perguntou vendo que a diretora estava nos chamando.
– Vamos, sim. Quero ver com quem vou dividir o quarto! – falei, caminhando até a senhora Macfild.
, parece que o destino decidiu unir você e o novamente! – senhora Macfild estava incrivelmente estranha. Arregalei os olhos, sem saber o que dizer.
– Por quê? O que você quer dizer?
– Veja você mesma, querida – falou, estendendo um papel que dizia:
"Suíte. Número: 35. Reserva pertence a:
e ."

Só pode ser brincadeira. Meu Deus do céu, a senhora Macfild me paga! Está jogando para o meu lado. Dá para perceber logo de cara. Como vou falar isso para ele?
– O que aconteceu? – se sentou ao meu lado para foder com tudo.
– Adivinha quem você vai ter que aturar por uma semana? – falei, levando na brincadeira, mas no fundo queria matar a minha diretora.
– Quem? – respondeu, olhando para mim
Nem respondi. Apenas dei o papel pra ele ler. Quero muito rir dessa palhaçada.
– É o destino querendo nos unir, querida – falou, imitando um veado. Não aguentei. Dei muita gargalhada e o resultado foi: o ônibus inteiro olhando para a nossa cara. Olhei na direção de e ele já estava olhando para mim. Novamente começamos a rir. Quem vê eu e ele desse jeito pensa que a gente se conhece há muitos anos, mas não é assim.
Coloquei meu celular para tocar “What Goes Around” do Justin Timberlake. Optei por ouvir só por um lado do fone.
– Posso ouvir também? – perguntou.
– Claro. Pegue aí – estendi o outro lado do fone. O ambiente estava muito quente em todos os sentidos. O corpo de estava quase grudado com o meu.
– Você sabe quanto tempo demora para chegar ao acampamento?
– Mais ou menos uma hora e meia – respondi.
Fiquei tão pensativa ouvindo música que senti um peso em meus ombros. Olhei e me deparei com dormindo.

POV –
, acorde. Já chegamos – falou, passando a mão em meus cabelos.
– Ah não! Continue – puxei sua mão e a pus em meu cabelo de novo.
– Temos que ir, – ela falou, puxando minha mão.
Descemos do ônibus. Estávamos muito cansados. Puxei até nosso quarto. Tivemos uma surpresa quando abrimos a porta: tinha apenas uma cama de solteiro.
– Eu posso dormir no chão
– De forma alguma, vamos dividir a cama – respondeu.
– Por mim tudo bem, então. Amanhã vamos falar com a diretora para ver se podem trocar por uma de casal – falei.
foi trocar sua roupa por algo mais confortável, enquanto colocava uma blusa cavada e uma calça de moletom bem larga. Saiu do banheiro e se deitou na metade da cama, ao que eu continuava sentado na beirada da cama, atualizando meus pais de que estava bem. Logo estava deitado do lado dela. Ajeitei-me da forma que achei que estava confortável tanto para mim quanto para ela e o resultado foi que dormimos de conchinha, com meu braço apoiado em sua cintura. Irônico, não?

POV –

Esse foi definitivamente o melhor sono que já tive na vida. Não me senti incomodada por estar dormindo de conchinha com uma pessoa que conheci em um dia. Ele pareceu estar aceitando isso numa boa também. Levantei-me e o deixei dormindo. Só agora percebi que tinha um aviso em cima da cômoda:
"Festa de boas-vindas às 21:00."
– Bom dia – falou, ainda na cama.
– Bom dia! Acabei de descobrir que temos uma festa para ir – fale,i cruzando os braços e olhando na direção de .
– Sério? – perguntou e apenas concordei.
– Vamos almoçar? – perguntei.
– Sim, estou morrendo de fome.

Quatro horas mais tarde

, qual vestido fica melhor? Azul ou o vermelho? – perguntei com dois vestidos diferentes nas mãos.
– O azul. Combina com você – falou, já pronto para a festa.
– Obrigada – caminhei até o banheiro.
Optei por ir com um vestido meio curto, com um decote “V” na frente, uma bota preta, cabelo com babyliss, muita máscara de cílios, um batom vermelho e o perfume marcante.
– Ô, quem é você e o que fez com a ? – brincou, estendendo sua mão para eu segurar.
– Você também não está nada mal! – entrelacei nossos dedos.
A festa não era longe do nosso dormitório. Chegamos lá em questão de minutos.
– Vai querer beber o quê? – perguntou.
– Vodca com limão.
– Vamos querer seis shots de vodca com limão.
– Estou me lembrando de quando eu fugi de casa. Voltei só às cinco horas da manhã e bêbada – falei, já levemente alterada pela bebida.
– Estou me lembrando de uma coisa que já estava esperando há um tempo – falou, colocando as mãos em minha cintura, enquanto eu apoiava meus braços em seus ombros.
– O que é, uhn?
Ele não respondeu. Apenas cortou qualquer espaço que tínhamos, dando-me um beijo calmo que me fez arrepiar por inteira. Trocou a posição de sua mão, colocando-a em meu pescoço.
... – soltei um gemido abafado pelos seus lábios que estavam colados aos meus. Fui guiada até nosso quarto. Assim que entramos, ele me prensou na porta, trancando-a. Perdi meus sentidos. Quando me dei conta, estava na cama, sentada no colo dele e o beijando.
– Você não sabe o quanto eu esperei por isso! – ele disse, tirando meu vestido e me deixando apenas de lingerie. Estava em desvantagem, então comecei a levantar sua blusa. Depois disso, comecei a destruir beijos e chupões em seu pescoço. O rapaz me levantou em seu colo, jogando-me devagar sobre a cama.
– Amor, você está me enlouquecendo! Foi uma menina muito má. Irei fodê-la até você berrar o meu nome – sussurrou em meu ouvido.
Não estava me reconhecendo. Parece que eu me transformei totalmente em quarenta e oito horas. Não aguentei e soltei um gemido alto. Os meus hormônios estavam à flor da pele. Comecei a puxar sua calça e ele viu que estava com dificuldades. Voltou para a cama apenas com sua boxer, segurou meu corpo com uma mão em minha cintura e apoiou sua cabeça com sua outra mão, olhando para mim.
– Você é tão linda! – passou os dedos pelo meu rosto. Dei meu sorriso mais sincero.
Puxei seu rosto para perto de mim e comecei a beijá-lo. Ele tirou meu sutiã e começou a fazer carícias em meu pescoço.
– Amor, está pronta? – acenei com a cabeça, dizendo que sim. O garoto rasgou minha calcinha e retirou sua boxer, colocando o preservativo. -Tem certeza?
– Sim – respondi com a voz fraca.
Ele deu uma estocada de leve. Senti uma dor muito forte em minha parte íntima. Não aguentei e soltei um gemido de dor. O incômodo foi rápido. Logo senti um prazer indescritível. Comecei arranhar suas costas com minhas unhas e só agora vi seu abdômen completamente perfeito.
Ele começou a me beijar de forma carinhosa e logo atingimos o orgasmo exaustos.


Capítulo 3


Acordei nua, agarrada a . Lembro-me de tudo que aconteceu ontem. Se eu me arrependo? Não.
Comecei a admirá-lo dormindo. Passei minhas mãos em seu rosto e dei um beijo em sua testa. Já temos intimidade demais. Querendo ou não, não sou mais tímida igual eu era antes... Pelo menos não com ele.
– Bom dia, – falou, dando-me um beijo na bochecha.
– Bom dia – retribuí com um selinho.
– Dormiu bem?
– Com certeza – respondi.
– Baby, acho que eu estou me apaixonando por você – falou, passando sua mão pelos meus cabelos.
Poderia pensar que estava louca e que isso não era real, mas era a pura realidade.
– Eu também. Estranho, não? – perguntei.
– Não, não é estranho. Nunca acreditei nessas coisas de amor à primeira vista ou em paixões – falou. – Mas você está me fazendo ver o outro lado das coisas.
– Vou chorar! Isso não é legal. As suas palavras mexeram com a minha alma! – falei, limpando um pouco das lágrimas que caíram. Não sei por que diabos eu chorei.
– E da mesma forma que você mexe comigo – falou, dando-me um beijo de esquimó.
– Vamos nos levantar e caminhar pelo acampamento?
– Que bom que mencionou. Já estava cansando de ficar empacado nesse quarto! – respondeu.

Cinco horas mais tarde

, solte-me! Se você não me soltar, vou cortar seu bem precioso que mora no meio das suas pernas! – provoquei. me pegou no colo, ameaçado de me jogar na lagoa.
– Parei, parei. Ameaçar meu bem precioso é jogo sujo, viu? – falou, tampando suas partes. – Mas você pode cortar, porque não vou desistir de jogá-la na lagoa! É melhor você correr.
– SOCORRO! , vou matar você. Solte-me! – tarde de mais! Fui jogada na lagoa. – , eu não sei nadar. Socorro! Eu vou morrer! – zoei com a cara dele.
– Puta que pariu, . Espere aí. Vou salvá-la! – foi Hilário ver a cara de desespero dele. Ele pulou com tudo na água, enquanto eu fingia que estava morrendo afogada. Quando estava perto, tentando me salvar, peguei-o de surpresa, jogando água na cara dele. – Vai, seu trouxa! Quem manda me jogar na lagoa, seu veado! Eu sei atoar. Ok?
– Filha da égua, você me paga! Quase morro do coração – falou, pondo a mão no seu coração. Dei língua, parecendo uma criança.
Depois de uma tarde cheia de palhaçadas, ficamos de frente para uma montanha que, no momento, estava tendo um pôr-do-sol; Abraçados e com um cobertor à nossa volta, trocamos beijos, carícias, entre outras coisas.
Quando escureceu, eu e entramos no nosso quarto. Estava tão cansada que tomei um banho e capotei.


Capítulo 4


Acordei sem na cama. Parecia que ele nunca tinha estado no quart. Não tinha nada dele lá. Olhei para a cômoda e tinha um papel escrito de " para ". Comecei a ler o conteúdo.
"No fundo do meu coração, eu não sei como começar essa carta. Você deve ter acordado, não ter me visto na cama e pensado: “aonde ele foi?”. Pois bem, ontem, quando você adormeceu, recebi uma ligação do meu pai. No dia anterior, de tarde, eu lhe contei que ele se mudou para Londres por causa de seu trabalho... Ontem a empresa dele o comunicou que teria que voltar para o Brasil. Sim, eu fui embora. Juro que não te lhe contei porque não sabia como começar a explicar. Não menti quando disse que estava apaixonado por você, porque eu estou. Não escolhi voltar para o Brasil e deixá-la aqui. Ontem, eu fiz tantos planos para a gente... Tanta coisa passou pela minha cabeça, mas parece que o destino decidiu nos desunir. Eu apenas peço que você me perdoe! O que a gente teve, por mais que tenha sido algo curto, significou mais que um ano de qualquer coisa que poderíamos ter tido. Também lhe peço que nunca se esqueça de mim, porque, em qualquer lugar que eu estiver, vou estar pensando em você. É cedo para falar, mas acho que já a amo. Não se esqueça da noite que tivemos, dos beijos que demos, das carícias que trocamos, pois eu nunca irei me esquecer da minha primeira e única guia de acampamento. xx"
Não tinha chegado nem ao meio da carta ainda e já estava em prantos. Agora eu estou como estava dias atrás: sozinha outra vez.

Um ano depois

Formei-me ano passado. Não foi fácil aceitar que havia me deixado. Às vezes, ainda pensava: “talvez você não devesse voltar para mim”. Ele me ligou nos primeiros dias e eu não atendi. O rapaz sabe o porquê. Não é fácil para mim ainda. Deveria ser mais fácil do que isso... Estou tão cansada de estar tão triste, cansada de ficar tão brava. Ele me mandou uma mensagem, falando que estava namorando. Deve estar conseguindo aceitar isso numa boa, mas sei que eu não estou bem ainda.
A campainha tocou. Fui atender e acabei pega de surpresa. estava com um buquê de flores à minha frente.
– Não vai ser dessa vez que você vai se livrar de mim. Agora, eu vim para ficar! Amo você, guiadora.


Fim



Nota da autora: (19/08/2015)





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