CAPÍTULOS: [Único]









Capítulo Único


Tall, dark and superman
He puts papers in his briefcase and drives away
To save the world or go to work
It's the same thing to me
He's got his mother's eyes, his father's ambition
I wonder if he knows how much that I miss him
I hang on every word you say, yay
And you smile and say, "How are you? "
I say, "Just fine"
I always forget to tell you, I love you, I love you... forever

I watch superman fly away
You've got a busy day today
Go save the world, I'll be around
I watch superman fly away
Come back I'll be with you someday
I'll be right here on the ground
When you come back down


já estava habituado com aquilo; mesmo inconsciente, ele sempre buscava o calor do corpo de . Ela era um porto seguro para ele. Seu refúgio naquele caos. Os humanos não eram muito diferentes do povo de Krypton, no fim das contas... parecia que todos estavam fadados ao mesmo destino, afinal, a ambição sempre prevaleceu, levando planetas e povos a extinção.
Mas, bem... A Terra já passou por diversas grandes extinções e sempre uma nova espécie surgiu, para mais tarde também ser erradicada. Porém, Jor-El e Lana viam nos humanos uma grande esperança. Eram parecidos com seu povo, fadados ao fracasso assim como eles. Entretanto não eram dotados pelos mesmos dons. Kal-El, conhecido na Terra como , era uma espécie de deus para os homo-sapiens. O alienígena com poderes sobrenaturais que clamava usá-los pelo bem da sociedade, mas quem garantia que um dia ele não poderia se virar contra a América?
Até então ele lutava para defender os americanos... Algumas mulheres morriam de amores, ele era além de um deus poderoso, um deus grego... outras ficavam com o pé atrás, pois, quem sabia se no final das contas ele não revelaria ser que nem o filme 'vizinhos imediatos de 3º grau'? Ninguém queria se relacionar com um cara gato e depois descobrir que ele era na verdade um alienígena horrendo que vestia a pele humana para se disfarçar e infiltrar.
não pensava assim. Ela conhecia o interior mais puro de , sabia que ele não era capaz de machucar uma borboleta, a não ser que ela representasse risco para a humanidade.
Salvando a exceção das baratas. Não importava se ela estava a cinco metros de distância de , contanto que ela a visse, a morte do inseto era necessária. Na maioria das vezes ele não estava ali para socorrê-la, pois defendia o mundo contra alguma ameaça ou colocava pessoas como Lex Luthor na cadeia, ou até mesmo o próprio.
E no final de um dia conturbado, após enfrentar sozinho inimigos que as forças armadas não dariam conta - tal como o General Zod - ele precisava de um refúgio. Um lugar para chamar de seu. Seu lar.
Os dicionários definiam “lar” como local onde houvesse harmonia, onde as pessoas vivessem e se sentissem bem.
Mas com o tempo ele vinha descobrindo que lar não era um lugar, e sim uma pessoa. Alguém que o fez sentir seguro e protegido, mesmo quando aquela função fosse dele. Ninguém era de ferro. Ele, de alguma maneira inexplicável, precisava dela.
Virou-se lentamente na cama e estendeu o braço para puxá-la para si e encaixar seu corpo no dele, mas sua mão não encontrou nada, apenas o vazio. Preguiçosamente ele abriu um de seus olhos, só para constatar que ela realmente não estava ali.
Em um breve gesto ele espreguiçou, logo em seguida se sentou na cama e recostou-se na cabeceira. Com sua visão raio-x ele escaneou a casa e seus arredores em busca de , a encontrou na cozinha. Saiu da cama sem se preocupar em vestir alguma roupa, calçando apenas seu chinelo e foi atrás dela.
— É muito estranho acordar sem você ao meu lado. — ele resmungou quando a alcançou, colocando suas mãos no quadril dela e puxando-a para mais perto de seu corpo, encostando as costas dela em seu peitoral. Ela estava na beira do fogão fazendo panquecas e quase deixou-as cair com a pegada de distraindo-a.
— Então você finalmente descobriu qual é a primeira coisa que eu sinto a cada novo dia quando abro os olhos. — ela riu fraco enquanto ele fazia cócegas não intencionais em seu pescoço, por ter passado seu nariz ao longo dele. Ela se virou para ficar de frente para ele, que aproveitou disso para prensá-la entre seu corpo e o armário mais próximo. — a noite deve ter sido boa... — ela comentou após perceber que ele trajava apenas uma cueca. Levou as mãos até os braços dele e com a ponta do dedo percorreu-os por completo, causando uma sensação de corrente elétrica pelo corpo de .
— Teria sido melhor caso você não estivesse dormindo quando eu cheguei. — ele deu um sorriso ladino e arqueou uma sobrancelha. Ela riu.
— Tire esses bíceps musculosos de perto de mim...
— Ou...
— Ainda está muito cedo. Minha carne é fraca.
— Cedo? Não sei para quê. — ele se fez de desentendido, deu de ombros e ela mordeu o canto da boca. Ficou na ponta do pé, passou os braços envolta da nuca de e apenas encostou seus lábios. — e olha que ainda não testamos esse tal de sexo matinal.
— Como se você tivesse tempo. — ela resmungou.
— Vou tentar mudar isso. — ele franziu a testa e seu nariz encolheu. — sua panqueca está queimando.
— Droga! — ela o afastou, empurrando-o pelo peito com suas mãos e correu até o fogão. A massa já estava preta. — eu falei para tirar os bíceps de perto de mim. — eles riram.
ergueu o olhar até o relógio fixo na parede e constatou que estava atrasado. Correu até o quarto e vestiu seu traje kryptoniano - ou de herói, como e o resto do mundo insistiam em chamá-lo, por cima deste o costumeiro social, para o trabalho no Planeta Diário.
Passou na cozinha, pegou apenas uma maçã e uma banana. Guardou alguns papéis e as frutas na sua mala de mão. Quando chegasse ao trabalho ele as comeria.
— Não vai querer panqueca? — ela desligou o fogão e virou uma nova - não queimada - num prato. Se virou para ele e lhe estendeu o utensílio.
— Não tenho tempo. — estreitou a boca, mas se arrependeu quando viu o semblante de . Mas, infelizmente, ele estava realmente atrasado. Daquela vez ele teria que ir voando. Caminhou até o lado de fora da casa, ciente que ela vinha em seu enlaço. Quando chegou na varanda, virou-se para ela. — vamos sair à noite? — ele sorriu.
O coração dela deu um solavanco dentro de seu peito. Ela quase achou que estava sonhando.
— Vamos. — respondeu antes que o sonho acabasse.
— Te pego que horas?
— A noite inteira, se deus quiser. — ele sorriu ladino, e desceu a pequena escada, afastando-se da construção para partir. — é meu instinto, não dá pra controlar. — ela riu. Já longe, mais uma vez ele se virou para ela, e com um sorriso de deixar as pernas da moça bambas, ele respondeu antes de partir.
— Eu gosto desse instinto. — e em um piscar de olhos ele havia partido.
— Tome cuidado... — disse, mas ele já estava longe. Ninguém além de si mesma e a mãe de precisavam ficar sabendo da identidade dele. — eu te amo, droga. — ela chutou uma pedrinha no chão. Ele nunca dava uma brecha para que ela o dissesse aquilo, ou na maioria das vezes ela se lembrava quando ele já havia partido, deixando-a na incerteza se ele voltaria ou não.

Tall, dark and beautiful
He's complicated, he's irrational
But I hope someday you'll take me away and save the day, yeah
Something in his deep brown eyes has me saying
He's not all bad like his reputation
And I can't hear one single word they say
And you'll leave, got places to be and I'll be OK
I always forget to tell you I love you, I loved you from the very first day

I watch superman fly away
You've got a busy day today
Go save the world I'll be around
I watch superman fly away
Come back I'll be with you someday
I'll be right here on the ground
When you come back down


“Estou indo no prédio aí em frente...”


mandou essa mensagem para assim que entrou no prédio que ficava de frente ao que abrigava o escritório do Planeta Diário, local de trabalho do namorado - quase marido, pois já moravam juntos há um bom tempo. Ela sabia que aquele era o horário de almoço dele, portanto se contasse que já estava ali, ele com certeza insistira para que se encontrassem, o que seria perfeito, caso ela não estivesse atrasada.

Fazer o quê?

Sempre curioso. Ou era apenas precaução? já não sabia mais definir. Pegou o crachá de visitante e entrou no primeiro elevador disponível, ficando espremida no fundo ao lado de um senhor folgado que achava que o espaço devia ser somente dele e de seu jornal.

Algumas fotos


Nas horas vagas ou quando não estava tomando conta de uma das milhares fazendas de seu pai, a de Smallville, um hobby, fazia bicos como fotógrafa, sua formação e maior paixão, depois de . O homem ao lado passou uma página e olhou de relance para o celular de . Ela viu e se virou, ficando com ele à sua frente, de modo que ele não poderia mais intrometer na vida alheia.

Meu horário de almoço acabou agora... Estou voltando para o jornal, se não, poderíamos nos encontrar :(

Claro, . Quando quisesse. Era o que sempre desejava, ter momentos para curtir o namorido.

Talvez quando eu terminar.


— Ei, você não é aquela mulher do blog do Superman? — ele fechou o jornal, o guardou debaixo do braço e puxou assunto logo após a última pessoa ter saído, deixando-os sozinhos. Ela rolou os olhos e mandou uma última mensagem, guardando o celular logo em seguida.

Preciso ir. Até mais e se cuide


Ainda faltavam mais cinco andares para ela chegar ao seu destino e fotografar um velho podre de rico, dono de uma revista que ela não se dava o trabalho de ler. Um tal de Jonathan Sparks.
— Sim, sou eu.
Aquele era seu terceiro e último hobby. Mantinha um blog onde ela contava todas as aventuras de , sem revelar nada sobre o mesmo. Para todos, ela nem nunca conheceu o Superman, sequer fazia ideia sobre sua identidade. Era melhor remediar do que ter uma legião de pessoas atrás dela querendo arrancar qualquer coisa sobre sua vida humana. Portanto, ela era apenas uma fã que reunia em um só lugar todos os feitos dele em prol da segurança de todos.
— Bacana. — ele comentou brevemente, encarando o painel dos andares. Logo, a porta do elevador se abriu para o 19º e ambos passaram por ela. — estarei te esperando em minha sala, senhorita . — ele piscou com um só olho e um calafrio percorreu pela espinha dela.
— Como você sabe meu nome? — ela ficou estagnada no mesmo lugar, sem reação.
— Logo você saberá. Passe aqui na Karen antes, por favor — ele apontou para a secretária atrás da recepção de mogno — boa tarde, Karen.
— Boa tarde, senhor Sparks. — ela retribuiu.
Oh merda.
Ela realmente precisava não ter ido nem um pouquinho com a cara de seu cliente? Por que ele lhe causava sensações estranhas desde quando o viu no elevador? Que saco!
— Pois não? — a tal Karen lhe perguntou quando ela se aproximou. Sparks havia entrado atrás do painel de madeira, também de mogno, que escondia o resto do andar, tendo apenas duas entradas, uma em cada lado. A revista ocupava o andar todo.
— Ah, sou a fotógrafa. — ela voltou a encara-la — . Tenho horário marcado com o senhor Sparks agora.
— Ah sim, — Karen sorriu. — pode entrar, querida, — ela apontou para o mesmo local onde o velho tinha passado. — siga pelo corredor até o final, a porta ao final é a da sala dele. Bata antes de entrar.
— Só isso? — ela fincou a testa.
— Sim... — Karen arqueou uma sobrancelha.
Oras, por que ela simplesmente não entrou com ele, então? Ela deu de ombros e entrou no local indicado.
Era uma sala ampla, cheia de redatores, editores, escritores, colunistas e sabe-se lá mais o quê, parcialmente focados em suas mesas. Haviam várias delas, e logo no meio, um espaço para o corredor. pouco se ligava para que todos estivessem olhando para ela. Inclusive, consertou a bolsa no ombro para que ela não caísse e enquanto caminhava até a sala do senhor Sparks, usou o elástico que estava em seu braço para prender seus longos cachos castanhos em um rabo de cavalo alto, deixando a franja caída em sua testa. O celular no bolso de sua calça vibrou com a chegada de uma nova mensagem, mas ela não podia olhar mais. Bateu na porta e assim que ouviu o “entre”, ela a abriu.
Jonathan Sparks estava sentado em uma cadeira preta enorme, que mais parecia uma poltrona, imponente, atrás de uma mesa enorme de vidro. A sala, ao contrário da recepção, era clara, um ambiente perfeito para fotografias. A parede que dava para a rua era uma vidraça, por isso o prédio todo tinha uma fachada de vidro.
— Então, ... Sente-se. — ele convidou, indicando o assento de frente à sua mesa.
— Senhor Sparks, se não for incomodá-lo... Eu gostaria de começar o ensaio fotográfico o mais rápido possível, pois ainda tenho outros agendados para mais tarde. — mentiu. Ela não se sentia confortável próxima a ele, e quanto menos tempo precisasse passar ao seu lado, melhor.
— Claro, claro... — ele se levantou da mesa e caminhou até o lado dela. — o que posso fazer para ajudá-la?
— Não se incomode! Só preciso pegar a câmera. — ela deu de ombros. — posso? — indicou a mesa e ele assentiu. Lá, ela colocou sua bolsa onde guardava os equipamentos e do lado, seu celular. Ele no bolso apenas a atrapalharia em se movimentar livremente para capturar melhores ângulos.
— Acompanho seu blog do superman há algum tempo. — ele comentou do nada, no mesmo instante em que outra mensagem chegou em seu celular. Ela ligou a câmera e apenas sorriu para o senhor, em forma de agradecimento. Combinaram brevemente como ele queria as fotos, e com as dicas de o ensaio começou. Seu iPhone mais uma vez vibrou e novamente ela não pôde dar atenção.
No momento em que ela tirou uma nova foto de Jonathan com ele em frente à vidraça, a janela do prédio da frente quebrou, por ela passou um herói voando, que também foi capturado pela lente de , atrás de Sparks.
— Droga, ! — ela gritou e bateu o pé no chão. Ele tinha merda na cabeça? Mas que diabos o faria simplesmente sair voando do prédio? Céus! Todos saberiam que o Superman tinha uma rotina relacionada com aquele lugar, agora que ele simplesmente havia saído voando de lá por uma janela que ele mesmo quebrou.
Ela correu até a mesa e pegou seu telefone.
Três mensagens não lidas de .

... Tem uma suicida no topo do prédio em que você vai... O que devo fazer?”
“Então... Não é beeeem uma suicida. Há um mascarado apontando uma arma para ela.”
“Merda, ele vai fazê-la pular!”


? — senhor Sparks questionou, dando um passo a frente. engoliu seco e ficou ereta, bloqueou a tela do dispositivo e tentou disfarçadamente guardá-lo em seu bolso. — não, não, mocinha! Quietinha aí! — ele exclamou, sacou uma arma que estava escondida no cós de sua calça, em suas costas e a apontou para . — coloque o aparelho no chão. — ele ordenou, mas devido ao susto, ela estava estática. — anda logo! — vociferou e ela deixou o celular cair. — agora, venha comigo. Caladinha.

And I watch you fly around the world
And I hope you don't save some other girl
Don't forget, don't forget about me
I'm far away but I never let you go
I'm lovestruck and looking out the window
Don't forget, don't forget where I'll be
Right here wishing the flowers were from you
Wishing the card was from you
Wishing the call was from you

'Cause I loved you from the very first day


Ele a guiava pelo corredor, mantendo seu corpo próximo ao dela, com o revólver escondido na manga do terno, cutucando-a na altura das costas, como um lembrete amigável. Passaram despercebidos aos olhares de todos, já que ninguém ousava desviar o olhar de seu ofício quando Jonathan Sparks passava por ali. O chefe era muito assustador.
Já no elevador, onde ela achou que suas pernas parariam de tremer e seu nariz ficaria longe do perfume enjoativo do senhor Sparks, ela percebeu que estava enganada. Devido às câmeras, ele continuou ameaçando-a com o singelo cutucão na lombar, responsável pelo tremor de seu corpo e cada poro arrepiado da cabeça aos pés.
Nenhum bandidinho me sequestrará! Eu venho trabalhando com o melhor!* — ela cuspiu as palavras, sequer se lembrando que possivelmente estavam sendo monitorados. De qualquer jeito, seria melhor para ela, isso se o responsável pelas câmeras não fosse um gordo que só ficava dormindo ou comendo donuts.
Ele nada respondeu. Apenas deu uma risadinha sarcástica, porém curta e baixa, ela quase não escutou.
As portas do elevador se abriram, revelando o terraço do prédio. A primeira coisa que viu foi dando uma bela surra no rosto do homem mascarado, fazendo com que o revólver dele caísse no chão.
Como você encontra alguém que passou uma vida inteira escondendo seus passos? — Jonathan Sparks começou a falar, sutilmente empurrando para fora do elevador, em direção ao Superman. Ele atraiu a atenção de todos os três previamente presentes, fazendo com que soltasse o bastardo ao reconhecer a garota que o velho trazia consigo, deixando-o cair estatelado no chão. — você começa pelas lendas urbanas que surgiram junto com sua ascensão. Todos os amigos de um amigo que dizem tê-lo visto. Para alguns, ele é um anjo da guarda. Para outros, uma cifra; um fantasma que nunca se encaixou perfeitamente. À medida em que você trilha seu caminho de volta ao tempo, as histórias começam a formar um padrão.* — ele deu um sorriso maléfico, empurrou com força, deixando-a cair com as mãos espalmadas no chão, enquanto ele voltou a sacar o revólver e mirar nela.
— O que está acontecendo? — ela questionou ao ver a confusão explícita no rosto de , que ao contrário dela estava calado e em cada momento analisando um elemento diferente.
— Quietinha... Ninguém quer que aconteça algo com você, certo? — Jonathan agachou-se ao lado de e sorriu ladino encarando . — Hank, seus serviços já não são mais necessários, obrigado. — ele indicou com a cabeça para o elevador. O cara que antes ameaçava a outra mulher, rastejou-se no chão até conseguir levantar e se manter de pé, em seguida correu ao elevador, deixando para trás sua vítima confiante e imponente. — há muito tempo venho procurando maneiras de atraí-lo até aqui... — ele segurou pelo colarinho de seu casaco, se levantou puxando-a para cima consigo, mirando a arma na cintura dela. — lendo notícias, dando uma de fã... Até que conheci o blog da moça aqui. — indicou com a cabeça. — ela sabe tanto sobre você... eu simplesmente não conseguia engolir o fato de que vocês não se conheciam. Era pagar pra ver. Imaginei que se vocês fossem próximos demais, ele estaria por perto. E então...
— Você deu um jeito de trazê-la até aqui para me atrair. E aí? — interrompeu e deu uns passos à frente, com os braços cruzados realçando seus músculos. Parou a dois metros dos dois quando Jonathan ameaçou puxar o gatilho.
— Alto lá, Superman. Você não vai querer ver a namoradinha ser morta na sua frente. — riu. — esta aqui é Brit, minha filha. — indicou a mulher, que aproveitou da situação e correu para o lado do pai, mantendo ainda sim, certa distância. Ela nunca se deu muito bem com revólveres. — A Brit e sua equipe na universidade têm o enorme desejo em estudar o seu organismo, .
Mas que porra?
deixou o queixo cair e olhou perplexa para Jonathan, depois para a tal Brit no fundo.
Como alguém conseguia ser tão escroto a ponto de atrair uma pessoa por meio da violência? Ainda por cima, obrigá-lo a ser rato de laboratório?
riu.
Patético.
— Não vai aceitar a proposta? — Brit deu a voz. apenas não riu pois Jonathan pressionou a arma ainda mais contra sua pele.
— Vamos deixar os equipamentos de lado e resolver isso feito homens. — arqueou as sobrancelhas. tremeu e seu coração parou de bater quando Sparks mexeu na pistola e ela estalou. A bala estava no ponto.
Você olha para o Superman e se pergunta; — ignorou. — o que ele possivelmente teria a se preocupar? O que poderia machucá-lo? Mas porque a pele dele é invulnerável, não significa que seu coração seja. E é assim que você fere o Superman. Você quebra o coração dele.* — ele subiu com a arma e mirou na cabeça de . Ela fechou os olhos e engoliu seco. Já não conseguia mais sentir seu coração, sequer sabia como ainda estava de pé.
Faça o que você achar que é melhor. Eu confio em você.* — ela disse, ainda de olhos fechados. Só lhe restava esperar. Estava nas mãos de um velho biruta maníaco e nas de . Mas nele ela confiava de olhos fechados, surda, muda...
Amor não é insignificante no final das contas. — ele falou olhando para , mas essa não percebeu ou sequer sentiu o olhar queimando sobre si. Tinha uma preocupação muito maior. — e é isso que eu escolhi. Eu escolhi o amor.* — ele assentiu e deu um breve disparo laser com seus olhos na mão de Jonathan.
Ele soltou a pistola e essa voou acima de suas cabeças. correu, segurou em seus braços e saiu voando dali, tendo tempo apenas para escutar o disparo do gatilho.
Ele não tinha tempo de olhar para trás, só precisava deixar em algum lugar seguro, sã e salva.
Na fazenda deles, de preferência.

— Não saia daqui hoje em hipótese alguma enquanto eu não voltar. — sentenciou quando chegou nos arredores da fazenda em Smallville e pousou, cuidadosamente colocando no chão.
— Sim, senhor! — ela se afastou de seu abraço e bateu continência.
— Preciso voltar à Metropolis e esconder mais evidências. — ele bufou. — vai ficar bem aqui? Posso te levar para a Fazenda e você fica com minha mãe.
— Vou, sim. — ela desviou o olhar para qualquer ponto distante no chão e deu de ombros.
— Não fique triste. — ele se aproximou e a segurou pela nuca, puxando-a para mais próximo de si. Ela subiu nos pés dele e recostou a cabeça em seu peito, aconchegando-se. — é por isso que eu nunca trago trabalho para casa. — ele beijou o topo de sua cabeça e a colocou de volta ao chão. — em breve estarei de volta. E assim que eu chegar, sairemos. — piscou sedutoramente com um só olho. — esteja pronta.
E partiu.
Ela mais uma vez não teve tempo de despedir, ou dizer as três palavras que sempre ficavam presas em sua garganta.
Abaixou a cabeça e marchou para dentro de casa, lutando contra as lágrimas.

* Frases da personagem Lois Lane, retiradas dos gibis da DC Comics e do filme Man of Steel (2013)

I watch superman fly away
You've got a busy day today
Go save the world, I'll be around...
Forever and ever here
I watch superman fly away
I swear I'll be with you someday
I'll be right here on the ground
When you come back down


— Finalmente! — se pôs de pé e esbravejou logo que pousou em sua frente.
— Será que você ainda aceita sair comigo? — ele questionou com um sorriso travesso no rosto, caminhando na direção da mulher.
— Você tem noção de quanto tempo estive aqui, plantada, te esperando? — ela estava sentada na escadinha da varanda com seu vestido roxo, maquiagem e cabelo impecáveis por um bom tempo. Sequer se moveu quando ele aproximou.
— Eu... — ele tentou dizer algo enquanto se sentava ao lado dela.
— Você disse que sairíamos logo quando você voltasse do trabalho, ! Você sempre chega às sete! — lamuriou.
— Isso quando eu venho de carro...
— Dessa vez você veio voando! E já são oito e meia, ! — ela esfregou as mãos nos olhos, borrando toda a pintura que lhe custou vários minutos de dedicação. O último fio de paciência que lhe restava se esvaiu, fazendo com que ela se levantasse e entrasse na casa da fazenda marchando, pisando bem forte para descontar sua raiva. Tirou o sapato de salto e o chutou para qualquer canto, na sala mesmo.
? — ele arqueou uma sobrancelha. Ela nunca o chamava pelo sobrenome devido a tamanha intimidade que compartilhavam. Para tê-lo feito justamente naquele momento, a coisa deveria ter sido realmente bem feia.
Uma luz acendeu dentro de sua cabeça, acometendo-lhe do lapso que causou. Levantou-se de uma vez e correu atrás de , encontrando-a em caminho ao quarto deles.
— Tenho uma ideia melhor... — ele a puxou pelo punho e como ela estava com o corpo leve, trôpega, cedeu facilmente sem nenhuma tentativa de resistência, se chocando contra o peitoral duro como aço de . Ele aproveitou e a encurralou contra a parede. — e se fôssemos direito para a parte em que eu pego você a noite toda? — sussurrou próximo ao ouvido de , propositalmente deixando o nariz e a boca levemente tocarem sua pele macia, para deixá-la arrepiada.
se remexeu desconfortavelmente, tentando se esquivar. Não estava a fim daquilo naquele momento. Precisava esfriar a cabeça antes de qualquer outra coisa que fosse fazer com .
Mas ele pedindo daquele jeito não havia carne forte que resistisse. E quando se tratava do Superman, sua carne era muito fraca.
— Eu gosto dessa ideia. — ela assentiu e passou a encarar seus olhos. Era um infinito maravilhoso e ela amava reparar cada mínimo detalhe.
Ele riu. Uma de suas mãos repousou na cintura de e a outra desceu por suas costas, parando em sua lombar. Ela suspirou, ele terminou o caminho até as curvas e apertou uma de suas nádegas firmemente, puxando-a para mais perto. A mulher passou sua perna esquerda pela cintura dele, envolvendo-o, deixando suas intimidades se tocarem mas ainda tendo os tecidos como barreiras. gemeu baixinho ao senti-lo entre suas pernas, e uma fincada percorreu seu interior até o estômago.
Suas unhas deslizaram subindo o corpo de , explorando cada canto. Os dedos às vezes raspavam na pele dele, a fricção causava pequenas correntes elétricas que os deixavam extasiados. Quando alcançou a nuca, ela entrelaçou os dedos por trás do pescoço dele e o puxou para baixo, deixando seus lábios alinhados. Com a língua, ela foi em todos os cantos do lábio inferior de , fechou os olhos e se entregou ao momento. Ele virou o rosto para um lado e entreabriu os lábios. Suas línguas começaram a se explorar pela enésima vez, por várias vezes se embaraçando naquela disputa para sanar suas necessidades. tinha um gosto de morango que jamais se cansaria. Cultivariam a fruta pelo resto de suas vidas.
A cada vez mais, sua necessidade do toque alheio aumentava. Uma chama acesa dentro deles que não apagaria nem tão cedo clamava por aquilo. Suas línguas se chocavam bruscamente em um beijo desesperado, e o estômago de parecia estar numa temperatura a zero graus celsius. Não havia ruído algum ao redor. O momento era deles e nada mais existia.
Enquanto puxava os curtos fios de cabelo mais próximos da nuca do parceiro, ele levou a outra mão à nádega livre dela, apertou-a fortemente fazendo a mulher ofegar e depois cruzar as pernas envolta o corpo dele.
Ele estava tão duro, que parecia não haver tecido algum que impedisse o contato de suas intimidades. Ele a firmou em seu colo, interromperam o beijo para buscarem oxigênio e ele a levou até a cama, onde repousou o corpo pequeno de .
Não tinha nada naquele mundo que o fazia pirar mais do que aquela mulher. Ele precisava dela vinte e quatro horas por dia nos sete dias da semana. Ele se afastou e brevemente se despiu por completo, jurava que a qualquer momento a pressão do sangue em seu pênis seria tão intensa que não haveria calça jeans ou cueca que fosse aguentar segurá-lo. Ainda mais que estava com o traje do Superman por baixo, tinha a meta de eliminar cada barreira no prazo mais curto possível.
De volta sobre ela, desceu até um pouco abaixo da altura da saia do vestido, que batia um pouco acima do joelho. Com as pernas ao lado dos joelhos dela, ele a prendeu, apertando uma contra a outra e se sentou sob suas canelas.
Seu tórax se curvou sob o corpo de , e suas mãos seguiram até a barra da saia do vestido. Aos poucos ele a erguia, enquanto raspava o nariz na pele dela, mantendo-a sempre com um comichão no interior de seu ventre, inalando seu cheiro, distribuindo beijos ternamente molhados. Ela havia passado uma colônia horas atrás, que parecia estar impregnada por todo o seu corpo. Com o quadril exposto, ele abandonou o vestido e suas mãos voltaram a venerá-la. Sua calcinha já estava úmida. Ela arqueou o corpo erguendo o quadril, para que a tirasse. Enquanto escorregava a peça pelas pernas desnudas de , ele manteve o nariz na região da virilha dela, friccionando-o com os pêlos que começavam a nascer, causando leves cócegas. Ela não parava de soltar tímidos gemidos, e cada um servia de estímulo para .
Com o tecido já longe, ele se levantou deixando as pernas da moça livres, mas as guiou para ficarem firmes e dobradas, de maneira que deixasse seu sexo exposto. Ela gemeu em aprovação ao vê-lo inclinar-se, até quando sentiu uma leve rajada de vento nocauteá-la no clítoris, sendo responsável pela série de contorções que ela fez sobre a cama, enquanto agarrava a beirada do colchão com as unhas. riu maroto e repetiu o sopro mais uma vez, entanto, ele não resistiu ao ver encolher e tentar fechar as pernas, o que apertaria a cabeça dele que estava apenas a milímetros de distância da vulva úmida da mulher. Por isso, ele colocou as mãos nas coxas dela por dentro e as prendeu firmemente, em seguida, depositou um beijo sob a vagina de e começou a explorar a região com a língua.
Ele intercalava fazendo movimentos circulares no grelo e de vai e vem, brincando hora também com os dentes, mordiscando-a levemente e deliciando-se com o lubrificante que a garota naturalmente liberava, lambuzando toda a região junto à sua saliva.
— Meu Deus... — ele murmurou, rente ao ponto mais inchado entre as pernas dela — teu gosto é tão divino. Pra ficar ainda mais gostoso, só faltou estar misturado com o meu. — lambeu dois de seus dedos e introduziu o médio e o anelar de uma vez, voltados para cima, deixando o dedo mínimo e indicador apoiados nas nádegas. Ela arqueou as costas e soltou um urro, quando eles alcançaram seu ponto g.
Não havia humano algum no planeta que tinha habilidades o suficiente para sanar seu prazer. Felizmente, Kal-El não era humano.
sorriu e enquanto seus dedos desbravavam o interior aveludado de , enganchados massageando a parte rugosa, ela gritou por seu nome diversas vezes, até que ele cedesse, parasse com aquela massagem de outro mundo e a penetrasse de uma só vez com sua rigidez.
Ela nunca gritou tão alto.
Suas costas se arquearam, enquanto ele metia fundo, e aquilo o possibilitava alcançar áreas que nenhuma pessoa comum jamais conseguiria. O membro de ia além do que a inteligência humana poderia compreender. Para sua sorte, já estava adequada àquilo, em seu formato.
Ele meteu firme, duro e forte.
Gemendo o nome de .
Levando-os ao paraíso.
Estocando diversas vezes.
O chão de madeira da casa estalou várias vezes com o impacto que a cama criava nele. Não tinha problema caso algo quebrasse, qualquer coisa era só repor mais uma vez.
Quantas camas eles já tinham quebrado, mesmo?
A pressão no interior do ventre de aumentou. Era como o núcleo de um átomo, assim que fosse bombardeado por um nêutron, se quebraria em diversos outros átomos.
A próxima investida de desencadeou a explosão. tremeu sob a cama e gozou envolta do cacete do homem de aço. Ela se desmanchou sob os lençóis brancos e se manteve ofegante até o momento em que chegou ao seu ponto máximo, preenchendo-a com seu líquido morno e viscoso, caindo deitado ao seu lado também desesperado em busca de ar. Se recuperou rapidamente e logo passou o braço por debaixo do corpo dela, puxando-a para seu conforto, onde ela se aninhou.
— Você chegou a escutar um disparo da arma quando te tirei do prédio? — ele perguntou.
— Não tenho uma super audição que nem você. — ela riu.
— Na hora que o velho jogou a arma para o alto, a filha dele por algum motivo correu para pegá-la, e acabou acidentalmente disparando o gatilho.
— Ela morreu? — virou-se para observar o rosto do namorado.
— Ele. — abaixou a cabeça para devolver o olhar e fez cafuné nela.
Um grito ensurdecedor preencheu seus ouvidos. Uma mulher estava gritando por ajuda a alguns metros dali.
— Escutou isso? — ele já se levantou da cama e começou a buscar suas roupas no chão para vesti-las.
— Isso o quê? — se encostou na cabeceira da cama com os olhos arregalados. Puxou o lençol e se cobriu até o pescoço.
— Um pedido de ajuda. — ele terminou de vestir o traje, e já rumou casa afora. Após algum tempo, a ficha de caiu e ela saiu correndo atrás dele, arrastando o lençol pelo chão. Quase não chegou a tempo de segurá-lo pelo pulso. Quando o fez, repreendeu.
— E aquele combinado de me pegar a noite inteira?
— Mas a noite mal começou. — ele se virou e retribuiu o aperto com afeto. — mas agora preciso salvar...
— Eu te amo, tá? — interrompeu. Ela fechou os olhos e engoliu seco.
— O quê? — ele franziu a testa.
— Eu. Te. Amo. — respirou fundo. — você nunca me dá tempo para dizer. — ela suspirou aliviada. Seu coração voltou a bater normalmente.
Finalmente havia conseguido dizer.
Ele sorriu e voltou-se para dar um beijo no topo de sua cabeça.
— Eu também te amo. Em breve retornarei para darmos continuidade com “a noite toda” — ele fez aspas com os dedos. — me aguarde. — piscou sedutoramente e mais uma vez, voou para além do que a visão de podia capturar.
Mas, enfim, ela voltou para dentro de casa sem um peso em seu coração.
Objetivo atingido.

When you come back down


Fim



Nota da autora: (30/10/2015)
Por motivos de Henry delícia Cavill eu não pude deixar essa música passar. Entretanto, não manjo tanto da DC quanto da Marvel, então perdoem qualquer errinho. De quebra, agradecimentos para a Mare, Breno e Douglas, que me ajudaram com a fic ;)
E exatamente por isso, preferi criar minha própria personagem e deixar a Lois de lado.
Espero que tenham gostado!
Aguardo você nas minhas outras fics e ficstapes que entraram junto com esse ;) Contatos: Twitter / Ask / Tumblr / Grupo no Facebook (Onde você pode acompanhar todas as novidades :D)

Minhas fics:
01. Best Song Ever, com Mayara Braga — Ficstape Midnight Memories, One Direction, Restrita / Finalizada
02. Story of my Life — Ficstape Midnight Memories, One Direction / Finalizada
08. Happily, com Mandie — Ficstape Midnight Memories, One Direction / Finalizada
05. Unconditionally — Ficstape Prism, Katy Perry / Finalizada
04. Neon Lights — Ficstape DEMI, Demi Lovato / Finalizada
06. Nightingale — Ficstape DEMI, Demi Lovato / Finalizada
02. Who’s That Boy — Ficstape Unbroken, Demi Lovato / Finalizada
10. Give Your Heart a Break — Ficstape Unbroken, Demi Lovato / Finalizada
11. Witchcraft — Ficstape Fifty Shades of Grey, Restrita / Finalizada
07. Fearless — Ficstape Fearless, Taylor Swift, Restrita / Finalizada
08. Never Grow Up — Ficstape Speak Now, Taylor Swift / Finalizada
17. Superman — Ficstape Speak Now, Taylor Swift, Restrita / Finalizada
Vide — Restrita / Em andamento
Sleeping in Wonderland — Outros / Em andamento
1989 Diaries — Outros / Finalizada
Próximo Passo, com Mandie — Outros / Em andamento (HIATUS)

Beijos mil,
Berrie.





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