Capítulo único - Im half a heart without You


Hoje…
Com cuidado e usando roupas que não chamassem tanta atenção, adentrei a farmácia. Ninguém fica tão nervosa como eu estou por entrar em uma farmácia, a não ser que você tenha vinte e um anos, for casada com um músico famoso e os jornais vão amar escrever sobre a sua compra. E eu não quero isso, certo? Pelo menos, não até o chegar da turnê e podermos conversar.
Pus o teste de gravidez em cima do balcão e não olhei para a caixa. Não consegui, ou melhor, não queria que ninguém soubesse que andou comprando um teste de gravidez, ainda mais quando meu casamento de quase dois anos anda de mal a pior. O medo estampa meus olhos, e não quero compartilhá-lo com uma estranha qualquer. Oito semanas que está viajando e lembro-me que a duas semanas começaram os enjoos, tontura e até mesmo os desmaios. Todos os dias eu adio para amanhã, mas eu preciso saber o que está acontecendo comigo.
— São vinte dólares — disse a caixa do outro lado do balcão, e novamente não olhei para a mulher, apenas entreguei meu cartão, e a mesma o colocou na máquina para que digitasse minha senha. Entregou-me uma sacola e a nota fiscal.
— Obrigada — murmurei enquanto pegava a sacola e a mulher apenas sorriu, como se conseguisse ver a preocupação em meus olhos.
Naquela sacola tinha algo que poderia me dar uma resposta que mudaria toda a minha vida e isso me apavorava. Ultimamente vinha ignorando que minha menstruação estava quase dois meses sem vir, era bem mais fácil do que encarar o problema, porém não consigo dormir, comer ou ir pra universidade, porque não paro de pensar que posso estar grávida do homem que eu amo, mas um filho no meio de uma crise pela qual não sei se vamos conseguir sair sem acabarmos nos divorciando… É tudo muito assustador.

“Querida, cheguei. Com amor, .”18:00 PM


Estou completamente ferrada. Não estou preparada para ver o , não porque não estou com saudade, pelo contrário, a saudade chega a doer, mas ainda não tenho a confirmação que teremos um filho e não sei como ele vai reagir a essa notícia. E não sei como vou reagir dependendo da sua reação. Joguei a sacola dentro da minha bolsa e adentrei meu carro.

? — coloquei minha bolsa em cima da mesa e comecei a procurá-lo pela casa, mas nenhum sinal dele. — Amor?
— No estúdio — ouvi seu grito e respirei fundo antes de subir as escadas e adentrar o cômodo.
Parei no batente da porta e fiquei o observando dedilhando seu violão, e seus cabelos estavam um pouco maiores, dando um charme ao homem dono dos olhos mais intensos e escuros que eu já vi. Eu o amo muito e eu sei que do seu jeito ele sente o mesmo, porém há algum tempo nossas diferentes vem gerando brigas e mais brigas. Começa por algo idiota, como ele sempre esquecer a toalha em cima da cama, ou então por ele reclamar que meu chefe me explora e nunca podemos estar juntos, e acaba levando para ele dormindo no sofá da sala, e no meio da noite, depois de transarmos, brigamos novamente, e no dia seguinte acordo com um bilhete: turnê. Volto em oito semanas.
— Senti falta de você — sorri e adentrei o estúdio, e fui recebida com seu sorriso largo estampado em seu rosto.
— Bebê — se aproximava cada vez mais e minha respiração estava cada vez mais lenta com sua aproximação. — Como eu senti saudade de você — sua boca procurou pela minha e eu deveria parar e dizer que precisamos conversar, mas eu não consigo. Nossos corpos estão cada vez mais colados enquanto nossas línguas estão em uma sincronia perfeita. Como eu sinto saudade quando ele está viajando.
— Eu preciso de você, — murmurei e ouvia sua risada.
— Eu quero você na nossa cama — sorri e pulei em seus braços, abraçando sua cintura com minhas pernas. — Na nossa cama.

Sua boca procurou pela minha com a mesma vontade, com a mesma urgência que a minha. São nesses momentos que consigo enxergar o quão perfeitos somos um para o outro, e nossos corpos se conhecem de uma forma que nunca vai ser igual com outra pessoa. Deitou-me sobre a nossa cama e suas mãos tocavam cada parte do meu corpo, sempre com calma, e eu amo ser tocada por ele. Os dos seus olhos penetraram os meus e não contive um sorriso por estar nos braços do único homem que eu amo e vou amar para sempre. Com calma, nossas roupas saiam dos nossos corpos, e não conti meu gemido ao sentir seu membro penetra-me de uma única vez. Equilibrava o peso do seu corpo e suas entocadas, hora lentas e hora urgentes, me levariam ao ponto máximo e não demoraria muito. Nossos corpos colados, nossas bocas grudadas, suas mãos segurando firme em minha cintura e meus dedos apertando seus cabelos foi o suficiente para deixar meu corpo responder, liberando meu prazer acumulado. Sentia investir duas vezes antes de grunhir e, assim como eu, alcançou seu limite, fazendo-o liberá-lo ainda dentro de mim...
— Eu amo você — sua voz rouca sussurrou, fazendo-me prestar atenção em seus olhos fixos em mim. — Não teve um único dia, das últimas oito semanas, que não pensei em você e em como queria poder estar assim, sentindo seu perfume e tê-la em meus braços.
— Eu te amo, — olhei dentro dos seus olhos e eles brilhavam. — A casa não é a mesma sem você, ou melhor, eu não sou a mesma sem você. Eu quero muito, muito mesmo que a gente se acerte e pare com essas brigas por motivos bobos.
— Eu também — sorriu e sua mão passeava pelos meus cabelos. — Vamos fazer o nosso casamento dar certo?
— Sim — sorri e selei nossos lábios

+ +


Encaro a caixa rosa na minha frente e tenho duas horas antes que o chegue de uma reunião da banda. Minhas mãos estão trêmulas e minhas pernas moles como gelatina. Juntei toda a minha coragem e rasguei a embalagem antes de sentar no vaso e, enfim, acabar com essa tortura, que há duas semanas me deixa louca, mas sinto que já sei a resposta, mas sabe quando você precisa ver algo para acreditar? Eu sou assim. Coloquei o palito em cima da pia e analisei minha aparência cansada, com olheiras, e meus olhos estavam úmidos. Uma tortura esperar cinco minutos, que pareceram ser uma eternidade, e quando olhei no relógio, já era hora para encarar a resposta que iria mudar a minha vida. Segurei a embalagem para entender melhor como seria o resultado. Uma listra colorida: Negativo. Duas listras coloridas: Positivo. Respirei fundo e fechei os olhos antes de segurar o palito em minha mão e pedi muito para que aparecesse uma única listra.

Duas listras coloridas!


Minha primeira reação: lágrimas e mais lágrimas. Eu quero ter um filho, mas não agora, pelo menos, não enquanto estiver nessa crise com o , porém não sei se estamos prontos para sermos pais. Ele vive viajando e tenho minha universidade, meu trabalho. Arrastei meu corpo pela parede, caindo no chão frio enquanto segurava firme o teste, e ficha caiu de uma única vez: eu vou ser mãe, vai ser pai e teremos um bebê, lindo. Inocentemente minha mão deslizou até parar em meu ventre, ainda sem qualquer sinal de saliência, afinal, pelas minhas contas, ainda não entrei no terceiro mês. Não importa o que aconteça, qual seja a reação do , porque agora eu tenho o meu bebê e por ele vou lutar, vou ser forte. Joguei a embalagem no lixo e peguei o palito antes de voltar para o quarto e me deitar em minha cama. Não conseguia conter as lágrimas e elas molhavam todo o meu rosto e, por mais que tivesse sido fofo na noite anterior, quando disse que queria lutar pelo nosso casamento, eu tenho medo da reação dele, porque uma “família” nunca esteve em seus planos. Meus olhos, cada vez mais pesados, me permiti descansar, porque a noite seria longa, porque terei a conversa séria com meu marido.

— ouvi sua voz rouca próxima do meu ouvido e ele estava sentado ao meu lado. — Acorda, princesa.
— Precisamos conversar — forcei um sorriso e ele encarou com um olhar preocupado. — Vou tomar um banho e te encontro na sala.
— segurou meu rosto com sua mão e olhou dentro dos meus olhos. — Você andou chorando, princesa?
… — o abracei forte e deixei as lágrimas rolarem pelo meu rosto. Dentro do seu abraço me sinto segura, mas estou morrendo de medo que o pior possa acontecer. Tenho medo de descobrir que, na verdade, o homem que amo é um idiota, mas estamos juntos há dois anos e ele sempre fez questão de me fazer feliz, então acho que entenderá e aceitará nosso bebê.
— Toma um banho e eu vou na cozinha preparar um lanche caprichado para minha esposa linda — selou nossos lábios e o apertei ainda mais forte. Levantei e peguei roupas limpas no guarda-roupa e caminhei em direção ao banheiro, mas parei na metade do caminho, preciso ouvir uma única coisa para não perder a coragem.
… — o chamei e ele virou-se na minha direção.
— Oi, anjinho — sorriu e se aproximou, segurando firme em minha cintura.
— Você me ama? — olhei dentro dos seus olhos e eles brilhavam.
— Mais do que qualquer pessoa — sorriu e selou nossos lábios. — Eu te amo muito, . E você, me ama?
— Mais do que qualquer pessoa, nunca vou amar alguém como eu te amo — sorri e selei nossos lábios. — Eu te amo para sempre, lindo.
Adentrei o banheiro e me despi lentamente. A água quente cai sobre o meu corpo e as lágrimas descem com facilidade. Minhas pernas estão fracas, meu coração está doendo e o medo me deixa completamente assustada.
— O cheiro está maravilhoso — sorri fraco ao adentrar a cozinha.
— E o cozinheiro? — sorriu e o analisei por alguns segundos.
— Delicioso — brinquei e recebi seu sorriso malicioso.
— Já provou? — sorria enquanto se aproximava cada vez mais e mais.

Droga!


— Posso provar mais tarde — sorri enquanto tentava me afastar. — Se provar agora, não conseguiremos conversar.
— Tudo bem — franziu o cenho e apagou o fogo. — Mas antes, jantaremos.
— Sim, senhor — sorri e me juntei a ele na mesa, que já estava arrumada.

O jantar estava delicioso. sabe o que faz na cozinha e até mesmo melhor que eu, mas já superamos isso e ele diz que ama cozinhar para mim, e eu? Amo que ele cozinhe para mim. E ele estava tão lindo enquanto sorria, contando uma das histórias da viagem da turnê. Amava escutá-lo, amava quando dividia comigo suas novas composições e esse sentimento cresce cada dia ainda mais. Quando penso que não posso amá-lo mais, eu descubro que sim, posso amá-lo ainda mais muito mais.
, a louça pode ficar pra depois — sorri e o puxei pela mão em direção ao sofá.
— Amor, você quer mesmo conversar? — sorriu malicioso enquanto suas mãos começavam a trilhar um caminho perigoso pelas minhas coxas.
— Vida — o empurrei e ele pareceu entender e se ajeitou no sofá.
— Tudo bem, amor — sorriu e beijou minha mão. — Na hora que se sentir preparada, estarei pronto pra ouvi-la.
— Eu não sei como dizer isso, mas vou dizer uma só vez — ele assentiu que sim e respirei fundo. — Eu estou grávida.
— Você planejou isso, não foi? — gritava enquanto andava de um lado para o outro.
— Não, — as lágrimas rolavam pelo meu rosto. — Os métodos contraceptivos tem raras chances de falhar e o médico disse que pode ter sido algum problema hormonal e…
— Casar com você já foi contra aos meus princípios e exigiu muito de mim, aceitar algo que eu nunca acreditei — seus olhos eram um misto de decepção com raiva. — Agora um filho? Isso é demais pra mim, .
— Não acredito — sacudia a cabeça e queria socá-lo. — Você é homem apenas na hora do sexo, mas quando aconteceu algo, você foge? Covarde!
— Eu nunca quis casar — gritou e socou a parede. — Mas eu não vou ceder a minha vontade de não ter filhos assim como fiz com o casamento.
— Eu tenho pena de você — enxuguei minhas lágrimas e olhei dentro dos seus olhos . — Você vai perder a chance de conhecer e amar a pessoa mais especial do mundo. Tudo bem, isso é demais pra você, mas então você vai pegar as suas coisas e sair da minha vida, porque, se não é capaz de aceitar nosso filho, não sou capaz de te aceitar.
— Não precisamos desse bebê — me olhava como se quisesse me convencer a algo. — Somos felizes sem esse bebê, então não vejo necessidade em você prosseguir com essa gestação.
— Você pode não precisar dele, mas eu preciso — não conseguia acreditar no que acabara de acontecer. Não, esse definitivamente não é o pelo qual me apaixonei.
— Vou embora — disse sério. — Boa sorte com seu bebê.
— Vai embora — gritei. — Não gosto desse rude e frio. Queria que o pelo qual eu me apaixonei e me casei ficasse, mas se ele não está mais entre nós, é melhor que vá.
— Você fodeu tudo, — gritou. — você e esse bebê foderam minha vida e… — minha mão estalou forte em seu rosto. Olhei para o homem na minha frente e quis muito que não fosse ele o pai do meu bebê. Sinto um misto de dor e decepção. Ele pode fazer o que quiser comigo, mas quero que fique claro uma coisa: nunca vou deixá-lo maltratar o meu filho. Maltrate a mim o quanto quiser, mas o meu filho não.
— Você pode não querer ser o pai desse bebê, mas enquanto eu estiver viva, você nunca vai maltratá-lo ou disser coisas horríveis pra ele, porque eu vou cuidar pessoalmente para que ele nunca cruze o seu caminho, porque meu filho não é nada disso que você acabou de dizer, e tem outra, quem fodeu tudo foi você, por ser assim tão frio, tão desumano — gritei enquanto andava apressada para o quarto. Encontrei uma mala e joguei todas as roupas dele dentro. — Quer ir embora? Pode ir, mas escuta o que eu vou dizer, nessa casa você não entra mais.
— Quem disse que eu quero voltar? — gritou e puxou a mala. — Minha vida é perfeita da forma que está. Tenho uma banda, fãs, sou rico e tinha uma mulher gostosa, mas isso eu arrumo fácil, agora, um bebê? Eu não quero, eu não preciso.
— Acabou o discurso? — o olhei e ele não parecia afetado. — Deixe as chaves em cima da mesa de centro.
E ele puxou sua mala e o acompanhei até chegar a sala, e ele deixou as chaves em cima da mesa de centro, porém, o que me machucou de verdade foi vê-lo tirar sua aliança e deixá-la junto das chaves. Acariciei meu ventre, a partir de agora seríamos apenas eu e o meu bebê. A porta foi fechada com força e arrastei meu corpo pela parede até cair no chão frio. Tinha anos que eu não chorava assim, para ser sincera, a última vez que me senti dessa forma foi quando descobri que meu avô havia nos deixado. jurou diante de Deus e todos presentes que iria me amar na alegria, na tristeza. Nos tempos bons ou ruins, mas suas palavras são tão falsas quanto ele. Nunca vou conseguir perdoá-lo por me abandonar, porque estou grávida de um bebê nosso. Eu nunca vou conseguir perdoá-lo por não ser o pai que eu sei que meu filho vai precisar e isso me maltrata por dentro. Há horas ouvia meu celular tocar e vi no visor que era , com certeza já estava sabendo o que aconteceu e, como o melhor amigo que já tive, estava preocupado, porém não quero conversar com ninguém. Uma verdadeira confusão de sentimentos está acontecendo dentro de mim e eu quero entendê-la antes de conversar com alguém.

chegou no meu apartamento com suas malas e eu sabia que ele tinha feito alguma merda, na verdade, nunca consegui entender como ele encontrou alguém como você, que aceitou com todas suas merdas. Mas quando ele me contou o que ele fez eu não me segurei e acertei em cheio seu rosto. Tudo bem, ele é meu amigo, companheiro de banda, mas você é minha melhor amiga. Eu estou aqui sempre, ok? Quando estiver melhor e quiser conversar, por favor, não esqueça de mim. Com amor, . P.S. Você não está sozinha.” 23:04 PM



+ +


No primeiro dia, chorei sentada no chão frio e acordei no meio da madrugada sentindo frio e dor no corpo, porque havia adormecido no chão frio e duro. E, naquela madruga, quando adentrei o quarto, percebi que um moletom de havia ficado e o vesti, sentindo seu cheiro impregnar meu corpo. Encolhi-me debaixo do cobertor e novamente lágrimas invadiram meu rosto. Dois anos de casamento e mais um ano de namoro e você descobre que não conhece a pessoa. Deixei o misto de cansaço com um toque de tristeza e decepção falar mais alto e, ainda chorando, sentia meus olhos cada vez mais pesados, até que estivessem completamente fechados.
No segundo dia, acordei com enjoo forte, que se arrastou pelo restante do dia, tirando meu apetite e vontade de fazer qualquer coisa que não fosse ficar deitada e chorar. Por sorte era final de semana e não teria que encarar meu chefe, meus colegas de trabalho. Os jornais noticiavam: “Cantor deixa o apartamento que morava com sua esposa. Será que o casal não está mais junto?”; “Meninas, segundo fontes próximas ao casal, está solteiro.” Não aguentei ler mais do que duas notas, idiotas. Como podemos nos enganar com as pessoas, como podemos achar que somos importantes quando, na primeira dificuldade, abandona o barco e me deixa sozinha quando eu mais preciso.
No terceiro dia, acordei com meu celular tocando e novamente era , já tinha perdido a conta de quantas vezes ele ligou, mas ainda não estava preparada para conversar. Apenas mandei uma mensagem: “Ainda não estou pronta, por favor, me da só mais alguns dias. Ainda não consegui digerir tudo e preciso desse tempo sozinha. Obrigada por se preocupar, amo você.” e ele entendeu o que quis dizer, porque não voltou a ligar e, me conhecendo como conhece, entendeu que tudo ainda estava uma bagunça dentro de mim.
No quarto dia, acordei mais cedo que o normal e decidi tirar todas as fotos dos portas retratos, não queria mais encarar aquelas fotos porque me deixava triste e decepcionada. Também naquele dia encarei os olhares direcionados a mim na universidade e repeti a mim mesma que tudo ficaria bem e que não precisava ter medo. Agradeci por minhas folgas serem nas segundas-feiras, porque tinha mais um dia para me acostumar, afinal, encarar a universidade já tinha exigido muito de mim. O restante do dia passou tão rápido que não percebi, talvez ter focado minha atenção ao seminário que precisava entregar em alguns dias foi a minha melhor decisão.
No quinto dia, a saudade falou mais alto que tudo e o moletom do já estava sem qualquer vestígio do seu perfume. Também naquele dia, não sei porque, fui até o apartamento do , mas, quando estava quase na portaria, ouvi a voz do e me escondi atrás de uma árvore. E ele estava com a aparência cansada e não tinha seu habitual sorriso em seu rosto. E ao chegar ao meu trabalho, fui convocada para uma reunião de emergência com o meu chefe e meu mundo desabou: fui demitida. E enquanto juntava meus poucos pertences, colocando-os em uma caixa, percebi que havia olhares direcionados a mim. Minha mesa ficou vazia e segurei firme a caixa e adentrei o elevador. Quando cheguei em casa, chorei desesperadamente, porque esse emprego foi o motivo de muitas das minhas brigas com o e agora estava sem meu marido, sem emprego e com um bebê a caminho.
No sexto dia, tudo parecia muito pior, os enjoos estavam mais fortes, uma forte pontada no meu ventre não me deixou levantar da cama e minha vista estava turva. Com dificuldade, levantei para ir ao banheiro e notei que uma linha vermelha escorria pela minha perna e me desesperei ao notar que estava tendo um sangramento. O desespero tomou conta de mim e, mesmo não tendo muitos conhecimentos sobre medicina, um sangramento pode significar a perda do bebê. Com dificuldade deitei na cama e alcancei meu celular e disquei o número do .

Por
Já havia acabado de gravar minha parte no novo single da banda e estava esperando para irmos embora. Meus amigos mal falam comigo, por dois motivos: acham que sou um merda por abandonar a e porque sabem que não quero conversar sobre o assunto. E, por mais que me sinta mal ao saber pelos meus amigos que estava cada dia pior, não consigo, talvez herdei isso do meu pai, que me abandonou ainda bebê. Aproveitei para responder algumas fãs no twitter e a maioria das perguntas eram sobre meu relacionamento com a e decidi ignorar, afinal, ainda é recente e quero protegê-la. O celular de estava em cima da mesa e não parava de tocar, o que já estava me irritando muito. Porém estranhei ao ver a foto da no visor e, pelo que me disse, a mesma disse que precisava de um tempo sozinha.
— o chamei e ele continuava conversando com o produtor musical. — Cara, a está ligando pra você, pode ser importante.
Meu amigo andou apressadamente e segurou o aparelho em mãos e, por algum motivo que não entendi, colocou no viva voz.
, como você…
— sua voz estava misturada a lágrimas. — Por favor, me ajuda.
— Calma, estava preocupado. — O que aconteceu?
— Sangue — chorava e o desespero tomou conta de mim. — Muito sangue.
— Pelo amor de Deus — gritou, já procurando as chaves do carro. — Aonde você está, ?
— Meu bebê, — a única coisa que escutávamos era suas lágrimas desesperadas. — Muita dor, eu acho que eu vou desma…
? — gritou e nada. — ?
— Está esperando o quê? — gritei, pegando as chaves do carro. Foda-se que não estamos juntos, porque eu continuo me importando com ela, e a conheço perfeitamente para saber que ela não ligaria se não fosse importante. — ?
— Foi mal, cara — andávamos com pressa até o estacionamento e agradeci mentalmente por não ter ninguém nos esperando no estacionamento.
O estúdio fica a mais de meia hora do apartamento em que morava com a , mas pouco me importei com as multas que ganharia por excesso de velocidade e por não parar nos sinais vermelhos. O desespero tomava conta de mim e de repente o seu silêncio do outro lado da linha me deixou muito preocupado. tentava ligar, mas o celular caia direto na caixa postal e, porra, ela nunca deixava de atender o celular. Acelerei ainda mais e me olhou preocupado. Estacionei de qualquer jeito em frente ao prédio e subi as escadas correndo, com ao meu encalço. Não tínhamos tempo para esperar o elevador e me xinguei mentalmente por ter devolvido as chaves, mas lembrei do nosso esconderijo.
, por que você está mexendo nessa planta quando a está precisando da gente?
— As chaves reserva — disse enquanto procurava pelas malditas chaves. — Esqueceu que deixei as minhas quando fui embora?
— Tinha que fazer merda né, ? — bufou.
— Porra, quer calar a boca? — gritei e estava a ponto de quebrar o maldito vaso de plantas quando encontrei as chaves e corri até a porta, girando a chave na mesma. Corri até o quarto e encontrei desacordada, seu pijama estava com uma enorme mancha vermelha e naquele momento meu mundo paralisou.
? — me cutucou e o encarei.
— Liga o carro e me espera — entreguei as chaves e corri para a cama. — Anda, .
Envolvi meus braços no corpo da e a acomodei com cuidado em meus braços. Malditas lágrimas rolavam pelo meu rosto e a sensação de culpa me preenchia. Tranquei a porta e esperei pelo elevador e, quando adentrei o mesmo, recebi olhares curiosos e alguns assustados por notar o estado da . Quando a porta do elevador abriu, corri desesperado em direção ao meu carro e sentei no banco traseiro com em meu colo. dirigia o mais rápido que podia e meu rosto estava tomado pelas lágrimas. Eu a abandonei, não me importei com nosso bebê e agora ela pode estar perdendo ou até mesmo ter perdido o nosso filho e eu me odeio por isso. Odeio-me por fazer mal a alguém que só me fez bem, que esteve ao meu lado em todos os momentos, alguém que não merecia uma merda de marido como eu e eu sou pior do que o meu pai, porque posso perder o meu filho antes de mesmo de ele ter a chance de nascer. estacionou no hospital e segurei a firme e corria até a entrado hospital. As pessoas nos olhavam e queria mandar todos irem a merda e ajudar minha esposa.
— Por favor, ajudem minha esposa — gritava, chamando a atenção de todos. — Ela está grávida.
— Uma maca — uma mulher, que deduzi ser a enfermeira, gritou, e logo um homem apareceu com uma maca. — Senhor, deite sua esposa e preencha essa ficha — deitei a na maca e segurou a ficha, porém senti uma mão apertar a minha e olhei dentro dos olhos da e eles estavam tristes.
— Não me deixa sozinha — chorava enquanto prestavam os primeiros socorros. — Precisamos de você, .
— Eu estou aqui — sorri e apertei forte sua mão. Depositei um beijo na testa da minha garota. — Pra você e pro nosso bebê.

Os médicos a levaram e fiquei paralisado no meio do corredor. Sou metade de um coração sem a . Apesar de ter tentado tirá-la da minha cabeça, de ter tentado esquecer que teríamos um bebê, eu não consegui por um único segundo. Vê-la desacordada em meus braços é uma imagem que nunca conseguirei esquecer. Estava na hora de encarar os fantasmas do meu passado e perceber que eu não sou como o meu pai, e eu juro, por tudo que é sagrado, que eu vou ser o melhor pai do mundo.
— Cara, vai dar tudo certo — chorava e me sentei ao seu lado. — Vocês vão ter a chance de conversar e vão criar o bebê de vocês juntos.
— Eu sou pior do que ele, — as lágrimas rolavam pelo meu rosto. — Ele me abandonou, mas eu fiz o que com o meu filho? Eu não dei a chance dele nascer, eu abandonei a , como ele fez com a minha mãe.

— Eu não quero ser como ele — fitava o teto branco. — Eu não quero ser como ele.
— Você não é ele, disse firme. — Você errou, como qualquer pessoa, e tudo vai certo. Você vai poder criar o seu filho e dar todo o amor que seu pai não te deu.

já estava há duas horas com os médicos e nenhuma notícia boa ou ruim. O desespero tomava conta de mim quando notei que um homem estava com uma câmera apontada para mim e . Meu sangue ferveu e, notando que estava descontrolado, levantou e conversou com o homem, que se retirou. Essas pessoas não conseguem respeitar o espaço das pessoas. Porra, minha mulher está dentro de um desses consultórios, correndo o risco de perder o bebê, e esse infeliz acha que pode fotografar? Ah, foda-se que é o trabalho dele, mas nesse momento eu quero que respeitem o meu espaço. Querem tirar foto minhas quando saio ou quando estou em algum lugar? Ok, mas não no hospital, não quando posso descobrir que perdi o meu filho.
— Senhor ? — ouvi uma voz masculina e encontrei um homem alto usando um jaleco. Deduzi que era o médico.
— Sim — levantei e encarei o homem com uma feição nada boa. — A minha esposa, como ela está? O bebê?
— Calma, senhor — pegou uma prancheta e analisou algo antes de se pronunciar. — Sua esposa teve um sangramento, alguns deles podem não ser perigosos, mas a sua esposa teve um sangramento muito intenso e foi um verdadeiro milagre ela não ter perdido o bebê, mas não tenho notícias boas.
— Como assim? — me desesperei. — O senhor acabou de dizer que ela não perdeu o bebê.
— Sua esposa está na primeira metade da gestação e teve um sangramento muito intenso, que, se não for cuidado, pode evoluir para um aborto espontâneo. Por sorte, o senhor a trouxe o mais rápido possível até o hospital e podemos diagnosticá-la adequadamente, o que irá nos dar a chance de tratá-la durante toda a gestação.
— Mas ela está bem? — gritava. — Meu filho está bem?
— Sim, senhor — o médico sorriu e o alívio tomou conta de mim. — Mas deixo avisado que não será uma gravidez fácil e terão muitas complicações. Os cuidados serão redobrados e um pré-natal bem rígido. Mas estejam preparados para o pior, porque é uma gravidez de alto risco, devido a sua esposa estar no segundo mês de gestação e os primeiros três meses precisam ser de extremo cuidado.
— Minha esposa vai ter o melhor tratamento — disse firme. — Não importo no valor, mas eu quero que ela e meu filho fiquem bem.
— Sim, senhor — o médico sorriu. — Ela não está mais sangrando, foi medicada e está descansando. Marquei uma consulta na segunda-feira e ela deve vir acompanhada. Outra coisa muito importante, qualquer sangramento ou dor, a traga imediatamente até o hospital.
— Obrigada, doutor — sorri e apertei a mão do homem. — Posso vê-la?
— Sim, mas não demore muito — sorriu e apontou para o corredor. — Ela precisa descansar e o quarto é o B 208.

Andava com pressa e algumas pessoas pediam autógrafos. parou e eu prossegui em direção ao quarto. Quando abri a porta, uma enfermeira acabava de injetar algo, que deduzi ser uma medicação, e dormia tranquilamente, tão inerte a tudo. Sua respiração estava regular e debaixo dos seus olhos tinham círculos roxos e senti algo que nunca vou conseguir explicar. Olhar para a pálida, com olheiras e, tanto fisicamente quanto emocionalmente, esgotada me fez me sentir um péssimo marido, um péssimo homem, um péssimo pai. Peguei a poltrona e coloquei ao lado da sua cama. Me sentei e segurei firme as mãos da e percebi que ela continuava usando sua aliança, mas notei que a minha estava em sua correntinha. Com cuidado, tirei a correntinha do seu pescoço e coloquei minha aliança de onde nunca deveria ter saído.
… — sua voz sonolenta me fez encará-la.
— Sou metade de um coração sem você — encarei seus olhos surpresos. — Eu escutei todas ás vezes que o te ligava e sua voz estava sempre alterada pelas lágrimas e pode ter certeza que não estava diferente…
— Não precisa dizer essas coisas e…
, eu preciso, eu quero dizer — sorri e apertei sua mão. — Eu tentei tirar você da minha cabeça, mas foram tentativas que falharam. Acordar no apartamento do e perceber que não estava na nossa casa ou então sentado no banco da cozinha enquanto você preparava panquecas e vestindo apenas minha blusa…
— Você quis embora, — disse firme. — Você fugiu, ou melhor, me abandonou, então não deveria sentir falta, porque essa foi a sua escolha.
— Eu sei, — seus olhos estavam úmidos. — Eu sinto falta de tudo que fazíamos juntos, sabe? Da forma que seus olhos brilhavam quando eu voltava de viagem, ou então de como você gargalhava sem parar quando te fazia cócegas. Eu precisei perder pra perceber que é você e tudo que temos juntos o que faz de mim um homem feliz. Foi horrível perceber que eu perdi a mulher que transformou a minha vida, sabe? Meus amigos, minha mãe não falavam comigo direito porque sabiam que eu tinha cometido o pior erro do mundo.
— Eu deveria colocá-lo pra fora — sorriu fraco. — Mas eu senti tanto a sua falta. Dormia com o seu moletom que ficou perdido no apartamento, mas quando o seu perfume desapareceu dele foi horrível, porque aquela não era uma viagem da banda e você não ia adentrar o nosso apartamento e não ia mais pular em seus braços ou sentir seus lábios doces colados aos meus.
— Eu sinto muito por tudo que eu disse — franzi o cenho. — Naquela noite eu disse coisas que eu pensei que fosse o que eu queria dizer, mas percebi que tudo aquilo foi uma merda atrás da outra. Não te respeitei, não respeitei nosso casamento e o nosso bebê.
— Vamos esquecer todas as coisas rudes que falamos um pro outro naquela noite — os dos seus olhos penetrou os meus. — Eu quero ser o marido que você merece, quero ser o pai que nosso filho precisa e só serei feliz se tiver vocês na minha vida. Vocês podem viajar comigo e os caras da banda. Posso dar um jeito de diminuir um pouco dos shows ou então podemos…
— Amor, calma — sorriu doce e passeou com seu polegar pelo meu rosto. — Vai ser tudo como sempre foi. Você vai cumprir seus compromissos e, quando voltar, irá nos encontrar felizes e cheios de saudades. Quando casei com você, eu não disse sim apenas para você ou pelo nosso amor, mas por todas as outras coisas que vinha no pacote.
— Você é maravilhosa — selei nossos lábios. — Então, você me dá uma segunda chance?
— Uma — sorriu. — Se você vacilar, eu sinto muito, mas não vou perdoá-lo novamente. — Eu te amo — sorri e com cuidado deitei ao seu lado na cama.
— Eu te amo, idiota — sorriu e me deu um tapa no braço.
Seus lábios me atraem como se fossem ímãs. Nossas bocas estavam coladas enquanto nossas línguas tinham uma sincronia perfeita. E era ela a mulher da minha vida e mãe do meu filho. E é por eles que eu vou lutar diariamente para ser cada vez um homem melhor.

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Sete meses depois…


Minha gestação foi considerada pelos médicos um verdadeiro milagre, porque muitos deles diziam que não conseguiria completá-la. Ouvimos de muitos que deveríamos nos preparar pelo pior, mas não conseguíamos pensar na possibilidade perder nosso filho. Minha gestação foi difícil e em muitos momentos pensei que não fosse conseguir prosseguir, mas tive o apoio do e dos meus amigos. Muitas e muitas idas ao meio da madrugada para o hospital, mas graças a Deus consegui realizar meu sonho de ser a mãe do . Segurando meu filho firme em meus braços, observei sorrindo enquanto dirigia e hora ou outra olhava pelo retrovisor. E era exatamente por esse que me apaixonei perdidamente. E agora será eu, ele e o nosso filho, que, depois de alguns dias, está indo para o seu lar, ao lado do seu pai e sua mãe, que não poderiam estar mais felizes. é a criança mais amada do mundo e a mais esperada também. Durante toda a gestação cuidamos juntos de todos os preparativos, roupinhas e tudo que nosso anjinho merece. Meus olhos brilharam quando chegamos em frente a nossa nova casa, que será o nosso lar, nossa bolha longe de todas as pessoas invejosas e negativas. É aqui que seremos felizes todos os dias das nossas vidas.
— Filho — sorriu quando abriu a porta e me ajudou a sair do carro. — Essa é a sua casa, ou melhor, nossa casa.
— E ainda disseram que não íamos ter nosso menino — sorri e senti me abraçar por trás. — Ele é o nosso milagre.
— É um garotão, forte como o papai — sorriu. — Tudo bem, como a mamãe.
— Agora sim a frase está certa — brinquei.
— Não me diminua na frente do meu filho — sorriu enquanto eu gargalhava.
— Filho — sorriu e me encarava com seus olhos verdes. — O papai é o melhor homem do mundo e ele te ama muito.
— Ah, ele também ama sua mamãe e como ama — sorriu e beijou minha bochecha. O jardim da nossa casa foi uma dos motivos que me fez escolhê-la no meio de tantas outras que visitamos. Poderíamos deixar nosso filho brincar na terra e no final de semana receber nossos amigos para um churrasco. Sentei no banco de madeira e observei ajeitar o tripé da câmera e ele estava meio enrolado, mas não deixei de achar adorável. E, depois de alguns minutos, enfim tinha conseguido ajustar o tripé e depois de apertar o botão da câmera correu, se sentando ao meu lado no banco e sua mão segurava firme em minha cintura e em meus braços segurava a nossa metade e a mais importante. Sorriamos e aquela era a primeira de muitas fotos que teríamos em vários porta-retratos pela nossa casa.
— Eu te amo — sorri, olhando para segurando nosso filho. — Vocês são os amores da minha vida.
— Eu amo você, meu amor — selou os nossos lábios. — E eu amo nosso garotão. Vocês são a minha vida.

AVISO: Essa fanfic está registrada na Fundação Biblioteca Nacional, Escritório de Direitos Autorais. A cópia não autorizada de qualquer conteúdo dessa página vai de encontro a LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998, estando o plagiador sujeito a detenção (de 3 meses a 1 ano) ou multa.

FIM



Nota da autora: Sou apaixonada por este álbum e por esse motivo corri para fazer a reserva dele e me tornei a responsável por encontrar essas autoras maravilhosas que escreveram histórias que fiquei completamente apaixonada. Estava começando a pirar por não ter pensando em nada pra essa história quando um dia tive um sonho que se encaixou perfeitamente com a música. Ah, não me contive e acabei ficando com três músicas do álbum: 05.You and I e 01.Best Song Ever, parceria com minha amiga Berrie. Quero agradecer a Berrie que é uma amiga, maravilhosa que aceitou fazer as capas(que ficaram perfeitas) e também por ela me aturar quando mandava várias ideias no meio da madruga, mas ela sempre dava sua opinião. E dizer que foi um prazer escrever pela primeira em vez em parceria e ainda mais com ela. Agradeço ao site por criar esse projeto lindo e deixar que fizéssemos reservas dos álbuns que amamos. Agradeço as meninas que toparam fazer parte desse projeto. Deixo meu agradecimento a betas que toparam betar todas as histórias. Agradeço as leitoras que deram uma oportunidade a essa história que foi baseada em uma música que eu amo e é uma das minhas favoritas do álbum. E fico feliz por estar em mais um ficstape(não consigo deixar passar um). Qualquer opinião, qualquer critica construtiva(por favor, sem insultos ou falta de respeito porque não considero isso como algo construtivo). Beijinhos meus amores.

Formas de encontrar a autora(?)
°Twitter: @_BragaMayara
°Grupo Do Facebook
° Outras histórias da autora: 0.1 Best Song Ever, com Berrie Delavoux; 01.Baptized (Ficstape/#006); A Mentira Perfeita (Restritas/Finalizadas); Night Changes e Night Changes II (One Direction/Finalizadas); Uncontrollabe Feelings (Outros/Em Andamento)




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