A Aposta

Última atualização:28/12/2020

Capítulo Único

null estava sentada na arquibancada com sua amiga null, estavam comendo balinhas de goma enquanto via os garotos jogarem basquete. Ela não gostava muito do esporte, mas sua amiga a convenceu mais cedo, dizendo que ela não iria se arrepender. Não entendeu muito bem o que ela quis dizer com aquilo na hora, mas quando chegou entendeu sobre o que falava. Os jogadores em campo eram um mais lindo que o outro. null estava bem distraída olhando para um garoto específico, que usava uma camisa folgada e uma calça de moletom cinza. Estava incrivelmente sexy com seus cabelos loiros grudados na testa por causa do suor. Afinal, já estavam jogando em torno de 25 minutos.

- Você está me ouvindo? - disse null com impaciência na voz, tentando chamar atenção de sua amiga.
- Claro que estou - foi o único momento em que null desviou os olhos do loiro para olhar null, que estava com um pequeno sorriso de canto por causa da atitude da amiga.
- Claro que está - null soltou uma risada -, então sobre o que falei? - null a encarou incerta, infelizmente havia mentido para sua amiga, que logo percebeu a sua cara de dúvida e continuou com o sorriso. - Eu falei que eu conheço ele.
- Ele quem? - null estava torcendo para que ela estivesse falando do loiro.
- Do loirinho que você não para de encarar - disse null com um sorriso ainda maior.
- Eu não estava encarando ninguém! - null, que logo desistiu de sua encenação, riu por não ter percebido que estava tão óbvio. - Ok, quem é ele?
- O nome dele é null, foi por isso que chamei você para o jogo hoje - disse null, batendo levemente seu cotovelo na amiga -, ele é meu vizinho. Acho que ele viu você entrando na minha casa semana passada, e gostou do que viu - disse ela quase como um sussurro, pois haviam mais pessoas na arquibancada perto delas, por mais que fosse apenas um treino e não um jogo de verdade. null apenas soltou uma gargalhada incrédula, mas null continuou. - E ele me pediu para trazer você para o treino de hoje. Ele quer muito conhecer você.
- Bom, talvez eu tenha gostado do que vi hoje também - disse null sem tirar o sorriso do rosto enquanto enfiava a mão no pacote de balas, colocando uma delas em sua boca. - Eu falo com ele no intervalo do jogo.
- Boa sorte então, o intervalo é agora. - null apontou para os bancos paralelos na beirada do campo onde os jogadores estavam descansando.
- Ok, estou indo - disse null se levantando da arquibancada e dando um pequeno sorriso para a amiga enquanto descia as mesmas.

Quando chegou no final da arquibancada, viu que havia uma grade de altura média que dividia os jogadores dos espectadores, onde ali se encontrava todos os competidores, inclusive null, que sorriu para null quando percebeu que ela o fitava. Viu o loiro encher a boca de água da garrafa que segurava em sua mão, e logo após se aproximou dela, arrumando seu cabelo molhado, que por mais que estivesse naquela situação, tinha aparência muito macia.

- Oi, null. Tudo bem? - disse null quando ele se aproximou o suficiente para ouvi-la.
- Tudo certo - disse ele com um sorriso de canto para ela. - Como sabe meu nome? - ele havia apoiado suas mãos em cima da grade, se inclinando. Ficando apenas alguns centímetros de distância da morena em sua frente.
- A sua vizinha me falou - disse ela com um sorriso, percebendo que null era bem mais alto que parecia, afinal, era um jogador de basquete.
- Ah, é?! E a minha vizinha disse mais alguma coisa sobre mim? - null não desviava o olhar dela, estava encantado com tanta beleza.
- Na verdade não muito. Mas esqueceu de me falar que era um péssimo jogador - disse null com um sorriso astucioso percebendo que o time em que ele jogava estava perdendo por pouco.
- Mas é só um treino - disse ele rindo, sabia que ela estava só brincando, mas gostou do que ela disse.
- Posso te ajudar se quiser - disse maliciosamente enquanto olhava para os olhos esverdeados do garoto, que a encarava profundamente.
- Não sabia que entendia de basquete. - disse ele com um sorriso bobo.
- Uma aposta - sussurrou null ficando nas pontas dos pés para alcançar null, que a fitava com malícia. Quando aproximou sua boca de sua orelha percebeu que ele havia se arrepiado por causa da aproximação. - Se seu time ganhar, eu te chupo.
- E se eu perder? - perguntou ele quando ela se afastou, mas continuou próxima, conseguindo sentir seu hálito doce por causa das balas.
- Bom, se seu time perder, daí a gente não faz nada - null disse percebendo que null estava com os olhos estreitos e um sorriso largo. Aparentemente ele havia gostado da aposta. - Fechado?
- Fechado! - disse apertando a mão delicada da morena. - Boa sorte, você vai precisar. - Para você também - null estava com um grande sorriso estampado em sua face. Assim que se afastou dele, para voltar para sua amiga, percebeu uma voz masculina chamando por null, aparentemente o jogo já havia começado novamente. Assim que se sentou ao lado de null, viu que sua amiga não tirava o grande sorriso do rosto, provavelmente percebendo a expressão boba da amiga.
- Não vai me agradecer? - disse null sarcástica.
- Ainda muito cedo para isso - disse sorrindo quando viu que null a encarava como quem quisesse dizer Sério isso? - Muito obrigado. - rendeu-se.

Por mais que dividisse tudo com null, null resolveu não contar sobre a aposta para ela. A garota tinha uma regra (boba) de não dividir algo antes que aquilo definitivamente acontecesse, mas claro, apenas se desejasse muito aquilo.
null não parava de fitar null. A cada passo que ele dava em campo, sentia uma borboleta em sua barriga. Não iria mentir para si mesma, estava um pouco ansiosa para saber o resultado. O time de null estava quase empatado com o adversário, aparentemente a aposta o motivou, afinal a maioria das cestas eram feitas por ele.

- Você está bem? - ouviu a voz da amiga lhe distrair dos pensamentos. - Parece nervosa.
- Estou ótima - disse null olhando para ela. - Onde estão as balinhas?
- Ah, eu comi o resto - null falou indiferente, mostrando o pacote vazio em sua mão.
- Como assim? - null olhou-a com ceticismo.
- Desculpa. Você ficou bastante tempo conversando com ele, e eu estava com fome - sorriu null, não sabendo diferenciar se a amiga estava triste ou brava. - Aqui, compre mais algumas naquela máquina perto do banheiro - disse, entregando uma quantia em dinheiro para sua amiga.

null se levantou, ainda incrédula que sua amiga não havia deixado uma mísera bala para ela. Assim que desceu até o fim da arquibancada, entrou em um corredor estreito com iluminação fraca, indo em direção a máquina, que ainda estava um pouco distante da mesma. Ouviu a arquibancada gritar de felicidade, o que a deixou ainda mais ansiosa, já que não sabia quem estava ganhando ou perdendo. Quando ficou frente a frente da máquina, escolheu rapidamente qualquer doce e colocou o dinheiro na mesma. Mas depois de alguns segundos, percebeu que o doce não havia aparecido na parte inferior da máquina. Não é possível que essa porcaria está quebrada. Tentou chacoalhar a mesma, mas era muito pesada. Tentou bater no vidro com suas mãos, mas aparentemente não funcionava. Ficou um tempo encarando a mesma como um desafio, até que ouviu mais gritos vindo da arquibancada, e em seguida ouviu como se fosse um apito, aparentemente o jogo já havia terminado. Seu nervosismo triplicou com o som de conversas animadas vindo da arquibancada. Sua curiosidade falou mais alto, preferiu então voltar para null, já que a máquina obviamente estava quebrada. Voltou para a alta arquibancada, que logo avistou a amiga no mesmo lugar que antes, mexendo no celular, parecia que não se importava muito com o jogo.

- Então, quem ganhou? - disse null sem pensar duas vezes.
- O time do null - assim que ouviu a resposta de null, seu coração acelerou, não conseguiu evitar soltar um sorriso singelo. - Por quê?
- Ah, por nada. - null desviou o olhar para a quadra, que logo viu null em campo fitando-a com um largo sorriso.
- Viu, acabei de receber uma mensagem, tenho que ir embora, null - null encarou a amiga, percebendo para onde ela olhava. - Mas acho que você não se incomoda. - disse rindo.
- Se fosse outra ocasião, me importaria sim. Mas eu combinei de conversar com null depois do jogo - null disse abraçando sua amiga.
- Tudo bem. Boa conversa para vocês - disse null maliciosamente. E assim viu ela se distanciar em direção a saída.

null então desceu lentamente a arquibancada, parando em um dos cantos da quadra. Ela viu null se aproximando com a mesma expressão de antes. A cada passo que ele dava, sentia um frio subindo em sua barriga. null estava sem camisa dessa vez, deixando a mostra seu ótimo físico. null ficou perdida com aquela visão, estava completamente hipnotizada.

- Acho que não é tão ruim no basquete quanto eu pensava - disse null desviando os olhos do abdome para os olhos dele, que estavam com um brilho indecifrável.
- Vai descobrir que sou bom em várias outras coisas - disse malicioso para null, já que eram os únicos ali por perto. - Quer ir pra minha casa? - disse apoiando seu braço esquerdo no ombro da menor, enquanto no outro segurava a mochila com seus pertences.
- Claro - disse null com um sorriso cheio de luxúria. A jovem estremeceu com o toque do jogador.

Estavam andando em direção à saída. Assim que chegaram na rua, ela sentiu um vento gélido a cobrir, mas logo chegaram perto do carro de null, na qual o mesmo abriu a porta para ela entrar no lado do passageiro. A viagem foi tranquila, ele havia colocado uma música que null não reconheceu, mas gostou muito da batida da mesma. Conversaram sobre coisas aleatórias. Por mais que null tivesse acabado de conhecê-lo, ela gostou muito do jeito do rapaz. Era bem humorado, e parecia levar a vida com leveza, assim como ela levava.
Assim que chegaram, ele estacionou o carro na rua de frente para sua casa. null não havia reparado quando visitou sua amiga, mas a casa de null era linda, o que a fez imaginar como seria por dentro. Assim que entrou na mesma, sua dúvida foi respondida. Era ainda mais linda por dentro, e possuía um cheiro muito agradável.

- Quer beber algo? - ofereceu null enquanto jogava sua mochila em cima do sofá acinzentado e fechando a porta de entrada.
- Tem vinho? - perguntou null.
- Tem, vou buscar. Pode se sentar, se quiser - null apontou para o sofá, na qual em instantes, null já estava lá.

Então, rapidamente, null voltou com duas taças na mão e uma garrafa de vinho na outra. Ela sentiu o sofá afundar um pouco quando ele sentou-se ao seu lado, ouvindo o barulho do líquido invadir a taça de vidro.

- Eu gostei de você, sabia? - falou null aceitando a taça que null a ofereceu, levando a mesma até sua boca, que logo sentiu o gosto do álcool preencher sua boca.
- Também gostei de você - falou ele aumentando o sorriso, deixando mostrar seus dentes brancos. - Sabe, eu percebi que, no começo do jogo, você não tirou os olhos de mim - então levou a taça até sua boca.

null ficou um pouco envergonhada com o comentário, mas não iria deixar intimidá-la assim tão facilmente.

- Não é minha culpa - começou null, depositando a taça sobre a mesa. - Sabe, é normal uma mulher como eu reparar em um cara gostoso na minha frente.
- Me acha gostoso? - perguntou null com um sorriso malicioso fitando-a, que repetiu a ação de null em colocar a taça na mesa.

Assim que ouviu o barulho agudo do atrito da taça com a mesa, null beijou null, que o mesmo rapidamente retribuiu. Era um beijo lento, cada um explorando cada parte da boca do outro, mas em questão de segundos o beijo tomou um rumo mais acelerado, como se cada um precisasse de mais do que apenas um beijo. As mãos de null apertavam a coxa direita de null, que sentiu um arrepio no ventre com o toque. null estava com uma mão no rosto de null, e a outra estava no abdome despido dele.

- Você sabe que perdeu a aposta, não é? - disse null quase como um sussurro quando null lambeu seu pescoço.
- Sei - sorriu null, que logo beijou-o, descendo sua mão esquerda, que estava na nuca, para a óbvia ereção entre as pernas de null. Fez movimento de trás para frente com a mão sentindo um grande volume, e ouviu a respiração aumentar do garoto.
- Quer tomar banho comigo? - a voz de null estava um pouco rouca por conta da excitação que a garota provocará. null apenas assentiu, e logo null conduziu ela até um banheiro, que era tão lindo quanto o resto da casa. A única iluminação vinha de uma pequena janela que se encontrava no local.

Quando null se virou para olhar null, não deixou de reparar que a calça de moletom agora se encontrava no chão, então desviou o olhar para ele, percebendo que usava apenas uma boxer preta, que naquele momento parecia apertada em certas áreas. null deixou seus olhos se perderem naquela bela visão, percebendo que o tamanho de seu volume correspondia com a sua altura. null quebrou a pequena distância que havia entre eles quando colou seus lábios em um rápido beijo enquanto a empurrou para cima da pia feita de mármore. null depositou suas coxas em volta do quadril do rapaz, sempre puxando-o para mais perto. Ambos necessitavam de mais contato. null estremeceu quando sentiu o volume de null encostá-la. Logo as mãos de null começaram a invadir a jovem por debaixo das roupas, que a ajudou a despi-la. Então, em poucos segundos, todas as roupas que usavam se encontravam junto com a calça de null. Mas algo ainda intrigava null, pois o loiro ainda não tirara sua boxer. Os lábios dele desciam do pescoço dela até seus seios, onde ele passava a língua e mordiscava seus mamilos, enquanto sua mão apertava o outro. null soltou um gemido baixo quando uma mão fria encontrou sua vulva, enfiando dois dedos de súbito, alternando os movimentos de lentos para rápidos. null gemia perto do ouvido de null, o que o enlouquecia cada vez mais. A outra mão dele foi direto em direção ao seu clitóris, fazendo movimentos circulares e rápidos. null estava ficando cada vez mais excitada com os toques acelerados de null. Assim que sentiu o líquido quente de null escorrer nos seus dedos, retirou sua mão levando em direção para a boca dela, em que ela chupou-os com vontade, sentindo seu próprio gosto. null estava completamente absorto com aquela visão.
null abaixou suas mãos em direção a barra da boxer dele, e a puxou para baixo, que null a empurrou para longe com o pé. Então ela envolveu sua mão direita em sua ereção, fazendo movimentos lentos de vai e vem enquanto beijava lentamente seu pescoço.

- null... - gemeu o loiro com aquela sensação da mão quente em volta dele. Antes de null se abaixar, ele puxou-a, sem se separar da mesma, para debaixo do chuveiro, que soltava gotículas de água quente nos dois, deixando-os completamente molhados. null, após deixar null de pé em sua frente, se encostou na parede. A morena roçou sua boca na dele, deixando ali um selo, então foi se abaixando devagar, depositando um beijo em cada parte do corpo do parceiro, o excitando cada vez mais. Assim que ficou de joelhos, viu o que se encontrava em sua frente, ficou totalmente imersa. Então sentiu a mão grande null segurar seus cabelos com delicadeza, então começou a estimulá-lo lentamente com as mãos, fitando-o. Repentinamente, o garoto sentiu algo úmido e quente envolvê-lo com movimentos rápidos. Jogou sua cabeça para trás e soltou um grave gemido, que apenas fez null acelerar ainda mais. null gozou em sua boca, que null continuava a lamber, não querendo desperdiçar nada do líquido.
- Vem aqui - murmurou null, puxando-o pelo pescoço para mais perto assim que levantou. Mas null mudou de posição, encostando o corpo quente da morena na parede fria, que fazia um contraste satisfatório. A morena sentiu as mãos fortes dele puxando para cima, então envolveu suas pernas em volta do quadril do loiro, que ameaçou penetrá-la. - null…
- Pede - falou null autoritário.
- Por favor - null puxou-o pelo pescoço para um beijo, que foi retribuído.
- Por favor o quê? - a única expressão no rosto de null era um sorriso malicioso enquanto ameaçava penetrá-la novamente.
- Me fode, null - a garota gemeu, não aguentava mais aquela tortura.

null sentiu null invadi-la abruptamente, alargando-a com movimentos rápidos. Os dois não controlavam mais os sons que saiam do fundo de suas gargantas. null arranhava com força os ombros dele, que em troca, apertava com fúria suas nádegas, com certeza ficaria marcas. null se contorcia com o atrito de seus sexos.

- Chupa meu dedo - murmurou null, que levou dois de seus dedos para sua boca, que null fez sem pensar duas vezes. Deixando seus dedos tão úmidos quanto sua vagina naquele momento.

Sentiu aqueles dedos estimulá-la na parte de trás, que a fez delirar com a atrito, soltando um alto gemido. De repente, os dois dedos penetraram-na, imitando os movimentos de null. null estava perdendo a sanidade com aquela sensação maravilhosa. De tempo em tempo, ele alternava a velocidade, indo de lento para acelerado. Logo ambos sentiram todos seus músculos se contrair com tanta força por conta do prazer, e então os mesmos relaxaram com a mesma intensidade. Os dois desmoronaram com o orgasmo que os atingiu.
null soltou a garota, deixando-a de pé em sua frente no chuveiro.

- Você é perfeita. - disse null com sinceridade, dando um beijo em sua testa.

null apenas sorriu com o comentário. Estava maravilhada com toda a sensação que o rapaz a causou. Nunca esteve tão feliz com um parceiro em toda sua vida.


Fim.



Nota da autora: Sem nota.

Eu não escrevo nenhuma dessas fics apenas as scripto, qualquer erro de sccript, somente no e-mail.


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