About love and other things

Fanfic Finalizada: 29/04/2018

Prefácio

Quando me mudei para Inglaterra, mais precisamente para a capital do país, jamais imaginei que minha vida fosse se tornar um livro contado do ponto de vista de uma adolescente, ao menos era assim que eu via as coisas. Tudo o que almejei realmente aconteceu, ainda que não da forma que eu imaginava. Hoje, com recém-completados 21 anos de idade, dando aulas de português em duas instituições privadas para pagar minha estadia na cidade dos meus sonhos enquanto faço a pós-graduação que suei muito para conseguir.
Tudo seria realmente perfeito, se neste momento minha melhor amiga e advogada não estivesse com um maço de folhas na mão falando algo sobre a mais nova milionária do país, que havia muitos papeis a serem assinados e alguns poucos ajustes para serem feitos.
- Você está ouvindo, ? – Indagou , parando de falar sobre o testamento de Alfred Antony , um senhor de noventa e oito anos, dono de uma das maiores fortunas do país e por acaso meu tio avô até então desconhecido.
- Não, me desculpa. – Esfreguei os olhos, estava cansada e sonolenta, depois de dois turnos de aula eu precisava tomar banho e dormir, mas aparentemente nada estava colaborando para isso.
- você precisa entender que a partir de agora você é mais do que uma professora, você é a dona de uma das maiores heranças do país. – Ela estava surtando, eu já havia pirado, agora estava limitada a ouvi-la. – Entende isso? Você tem vinte milhões de euros na sua conta.
- Eu já entendi, , já ouvi isso. – Passei as mãos por meu rosto mais uma vez. – Mas você também se lembra que há três exigências nisso tudo, certo? – Levantei-me da cadeira que ocupara desde a notícia e segui para o outro lado da sala.
- Sim, você deve ter vinte e um anos, morar em Londres por pelo menos dois e...
- Estar casada. – Olhei-a seriamente. – Casada! Eu não tenho sequer um namorado, imagine um marido!
- Por que não quer, eu já te disse que o Ben...
- Ah claro, até porque o ator sensação do momento estaria completamente apaixonada por uma brasileira sem um tostão que trabalha em turnos dobrados, come Donuts como se não houvesse amanhã e veste manequim 44. – Debochei, ouvi ela bufar.
- Nada disso importa para ele , pare de ser ridícula. – Bronqueou. – Ben é um cara incrível, jamais pensaria que você é qualquer uma das coisas que citou, e em nenhum momento demonstrou estar incomodado em te ver naquela calça jeans justa. – Retrucou com uma sobrancelha arqueada, foi minha vez de bufar.
- entenda, não é porque você ficou com o Will que eu ficarei com Ben. – Apontei para ela a modo de chamar sua atenção. – Moseley está apaixonado por você desde a primeira filmagem de Príncipe Caspian, claro que graças a sua aspiração para atriz coadjuvante de creme dental. – Brinquei, ela me mandou a língua. – Eu vou me deitar, faça o que precisar fazer, minha mãe ligou e disse que nem ela sabia desse tal de Alfred, aparentemente ele era um solteirão misterioso, vai entender. – Dei de ombros e encerrei o assunto. Deixei a sala em direção meu quarto no segundo andar da casa, realmente precisava de um bom banho e um sono tranquilo. A ficha só cairia no dia seguinte, disso eu tinha certeza.



One

O amor não permite arrependimentos, ainda que eu perca tudo. – Playful Kiss

Duas semanas, esse era o tempo que havia se passado desde a descoberta do tal testamento que me deixara rica. Minha vida se tornou uma completa loucura, assumiu a diretriz do processo para leitura do documento. Trinta e três sobrinhas netas surgiram nesse meio tempo, e enquanto minha advogada – barra – melhor amiga lutava na justiça provando que eu sou a verdadeira e única herdeira, toda a mídia resolveu notificar que Ben Barnes, o eterno príncipe Caspian, atual fenômeno da série O Justiceiro tinha uma nova e misteriosa namorada, que segundo os jornais, era completamente encantadora e fora dos padrões, sejam eles quais forem.
Esse é o momento em que você me pergunta: , você está sofrendo ao ver o amor da sua vida, paixão platônica de anos e amigo saindo com outra mulher?
E eu lhes respondo: Não, pois a pessoa citada em questão sou eu. Tudo porque havíamos saído para jantar duas vezes nesse período e ido ao cinema em outra ocasião. Pelos céus, a pessoa não pode nem imaginar um momento romântico em paz sem ter a imprensa grudada como cães farejadores?
O pior dessa história toda é que eu surtei, real, e fiz uma besteira sem tamanho.
- pare de se culpar, saia já desse quarto plenamente arrumada e vá para garagem, vamos ler o testamento oficialmente e sem você lá isso não pode acontecer. – A voz de soou irritada atrás da porta de meu, antigo, quarto.
- Sem chance, eu não vou me expor novamente. – Afirmei próxima da porta, sabia que estava o que eu chamaria de arara, mas não podia evitar. De forma alguma conseguiria olhar para o rosto de Ben depois do acontecido da noite passada.

Havíamos acabado de sair da casa de Moseley, Skandar, Anna e Poulter também estiveram presentes, todos tão cúmplices na história de meu casamento quanto o próprio Ben, que em tese era meu marido.
- Você ainda está tensa. – A voz aveludada com o sotaque carregado de Ben e fez sorrir involuntariamente, ele tinha esse dom sobre mim.
- Não tem como não ficar, todos os nossos amigos estão sendo cúmplices. – Virei-me para olhá-lo por sobre o ombro. Barnes destravou o carro e se aproximou para abrir a porta, a proximidade de seu corpo com o meu era um misto de calor e frio, toando-me com ansiedade. – Se a justiça descobrir seremos presos.
- Não exagera , eles não podem fazer nada contra nós. Somos melhores amigos, casados e nos...
- Ok, estamos apenas nós dois, não precisa completar a frase. – Arqueei uma sobrancelha em tom de desdém, ainda que meu coração saltasse feliz com a possibilidade de uma declaração. Óbvio que esta não viria. – Ah Ben, e você? É um absurdo o que estamos fazendo, você poderia estar com qualquer garota do mundo e eu te prendo nessa teia. – Balancei a cabeça.
Estávamos dentro do Bentley azul dele, seus olhos escuros pareciam brilhar tanto quanto os faróis que se ascenderam ao deixarmos a garagem da mansão. Estranhamente um silêncio quase opressivo se fez enquanto ele pegava a alto estrada que nos levaria até o apartamento que dividíamos, no caso, um dos termos do contrato.
- Você acha mesmo que tudo o que estou fazendo é por que sou um ótimo amigo? – Sua pergunta me pegou de surpresa. Arregalei os olhos diante de seu tom de voz, que dizendo o mínimo estava bem alterada. Assim como o susto de sua voz, tive meu corpo lançado para frente na brusca parada que o carro fez. Meu coração estava aos pulos quando o olhei. Seu corpo estava projetado involuntariamente em direção ao meu, arfei diante disso.
- Ben o que...?
- Você está sendo, no mínimo, mesquinha. – Arregalei os olhos. Benjamin Barnes, meu crush eterno desde os meus onze anos, pois é, eu era fanática por Nárnia, me processem. – , você precisa parar de se menosprezar, de dizer pra todo mundo que não é uma pessoa boa ou bonita o bastante, seja ao menos honesta consigo mesma. – Acompanhei o momento exato em que suas mãos tocaram minha face, seu hálito tocou minha pele com tanta sutileza que um arrepio gostoso percorreu minha espinha.
- Mas eu...
- Você está sendo si, nem adianta me olhar com essa cara de quem está ultrajada, você está apenas se enganando. – Meu corpo foi involuntariamente puxado para frente, chegando mais perto do seu. Eu sabia que algo aconteceria e não sabia se poderia, ou não, lidar com as consequências. – todo mundo sabe que eu sou apaixonado por você há pelo menos sete meses, mais precisamente desde que se mudou para cá. – Um nó surgiu em minha garganta.
- Olha Ben...
- Nem comece, toda vez que essa história surge entre nossos amigos você foge. – E então ele estava bravo, era perceptível por seus olhos mais fechados e a falta do sorriso naquele rosto lindíssimo perto demais do meu. – , não sou exatamente um adolescente e você não é uma criança, precisamos agir como adultos. – Sua tez foi franzida e eu sabia que estava encrencada, talvez mais do que isso.
Maldita baixa autoestima. Não me culpem, luto contra isso há anos, resquícios de uma adolescência cercada por pessoas maldosas e alguns sonhos frustrados.
Houve um momento de silêncio enquanto ele me esquadrinhava e eu me sentia nua diante de seus olhos atentos demais. Estar ali com ele era absolutamente fora de qualquer sonho que eu pudesse ter, Benjamin era lindo, inteligente e divertido. Eu sabia do meu potencial, tinha plena noção da minha inteligência e capacidade, mas quando falamos em relacionamento a coisa muda, principalmente com o ator que era meu sonho com pernas.
Os próximos segundos seriam decisivos, eu sabia disso. Puxei o máximo de ar que o lugar permitia e reunindo o pouco de coragem que me restava puxei seu rosto em direção ao meu e o beijei.


Eu estava louca, sabia disso. Mas confesso que a sensação foi incrível, ainda que eu tivesse descido do carro e corrido em direção a casa que havíamos acabado de sair, obrigado minha melhor amiga a me levar para nosso antigo apartamento e estou trancada desde então.
- eu vou te chamar pela última vez, se você não sair daí vou chamar os meninos para arrombar a porta! – Sua voz estava tão estridente quanto possível. Se por meninos ela se referia aos Will’s, Skandar e Ben havia escolhido a ameaça errada. Até por este último já estivera ali, numa falha tentativa de conversarmos. Pois é, eu disse que estava ocupada com as aulas. Certo, sabia que soava infantil e não estava fazendo nada para negar isso. – Dessa vez estou falando muito sério.
Droga!
- Ok estou saindo. – Suspirei pesadamente.
Caminhei até o guarda roupas e peguei o conjunto de calça e camisa social que ela havia separado para mim.



Two

Muitas vezes perdemos a possibilidade de felicidade de tanto nos prepararmos para recebê-la. Por que então não agarrá-la toda de uma vez? – Jane Austen

- Você vai entrar lá e agir como a adulta que é, pare de querer fugir, vocês já estão casados no civil, o que mais pode acontecer, pelo amor de Deus? - andava apressada em minha frente com um terninho social vermelho.
Sendo sincera, eu não queria saber a resposta para essa pergunta.
Adentramos a enorme mansão de Alfred Antony , meu tio avô super-rico e desconhecido. A propriedade tinha um ar gótico, com pedras sabão cinza e portões grandes o bastante para pertencerem a um condomínio. Quando chegamos a sala principal todos os interessados já estavam presentes, isso incluía Gaston o mordomo, Cindy a cozinheira e Angeline a suposta sobrinha neta e seu marido. Passei pelas portas com em minha frente detendo o documento, o outro advogado presente que tentava contestar o documento para dar causa ganha a Angeline nos olhou com ar superior, claro que foi devidamente ignorado por minha advogada, o que realmente e deu vontade de rir.
- Bom, já que estamos todos presentes e...
- Me desculpe doutora, mas se não estou enganado é necessária a presença do marido da requerente e de ao menos uma testemunha do casamento desta. – O advogado da outra parte se manifestou, senti a saliva prender em minha garganta, eu não sabia dessa parte. Olhei aflita para , que parecia perfeitamente ciente sobre o assunto. E foi quando o som de passos se fez presente no cômodo, olhei para o homem que acabava de entrar na sala, trajando um terno preto muito bem alinhado em seu corpo deixando-o ainda mais bonito, Ben era a personificação da luxúria com pernas. Pelos céus, o que eu estava pensando? Ao seu lado Skandar vinha com um sorriso muito característico de quem estava amando ver o circo pegando fogo. Balancei a cabeça ao ouvir o pigarro do advogado em minha frente.
- Já que todos chegaram, podemos começar. – sorriu satisfeita diante da cara de indignação dos presentes.
Enquanto lia o testamento minha mente divagava em imagens de um passado recente, mais precisamente no dia em que e tornei a senhora Barnes.
Usando um vestido branco simples, de tecido mole, decote nas costas e uma fenda na perna adentrei a sala da casa de Georgie, minha amiga e madrinha. Ela sorriu ao me ver com os cabelos presos de lado e usando os sapatos que me dera, confesso que eram belíssimos, mas nem mesmo isso estava me acalmando. Moseley fez questão de entrar comigo, segundo ele seria uma absurdo a noiva entrar sozinha na cerimônia, e como meus pais estavam acompanhando tudo por chamada de vídeo no tablete que Anna segurava restou-me sorrir e fingir que estava certa do que fazia, o que não era verdade. Mas para minha família aquele casamento, ainda que de surpresa, era algo que eu já havia planejado, logo à frente estava o homem com quem namorei por seis meses. É óbvio que platonicamente falando eu amava Ben a muito mais tempo, todavia aquilo não passava de uma farsa.
Além dos meus amigos mais próximos havia também alguns convidados de Ben, como o ator Robert Pattinson, que eu quase enfartei quando vi, a atriz Jennifer Lawrence, que também era representada por , Jon Berthal e Louis Tomlinson, sim o do One Direction. Sorri diante daquelas pessoas que, assim como minha família, acreditavam em meu namoro com Ben.
No momento em que paramos diante do juiz senti meu coração acelerar ainda mais, Barnes pegou minha mão e apertou, sorriu para mim e piscou, algo característico dele nesses sete meses em que nos conhecíamos graças ao contato de e seu affair com Will Moseley, amigo de Ben.
- Você, Benjamin Thomas Barnes, aceita como sua legítima esposa? – Aquela pergunta me fez tremer, e é claro que ele viu, e sendo maravilhoso como era sorriu doce e assentiu com mais verdade do que meu coração poderia aguentar.
- Sim.
Simples, direto e cheio de sentimentos a palavra deixou seus lábios e me fez suar.
- Perfeito. – o juiz sorriu. – E você, , aceita Benjamin Thomas Barnes como seu legítimo esposo?
Era a hora da verdade. Meu Deus, o que eu estava fazendo? Atrapalhando a vida de Ben, que poderia ter a mulher que quisesse, mas ao invés disso estava aqui, sendo um amigo maravilhoso e aceitando essa loucura. Eu sou uma pessoa terrível, não poderia acabar com sua vida dessa forma. Engoli em seco e me virei para o juiz, precisava fugir da intensidade do olhar de Barnes.
- Na verdade... – Senti o momento exato em que ele parou de sorrir, assim como o beliscão que recebi de me fazendo pular e sorrir amarelo. Olhei-a por sobre o ombro e ela me olhou feio sibilando que eu precisava aceitar. Suspirei e coloquei o melhor sorriso que poderia. – Na verdade, aceito sim. – Retifiquei rapidamente e o vi soltar o ar, todos os presentes sorriram achando que tudo era uma brincadeira, mal sabiam do que se tratava.
- E então, com o poder a mim concedido pela capital inglesa eu voz declaro casados. – E então todos começaram a aplaudir e assoviar, então eu notei que ainda não havia beijado meu atual marido. Arregalei os olhos diante de tal pensamento, mas não pude refletir sobre o assunto, pois no momento seguinte meu corpo fora girado e eu estava nos braços que sonhei durante anos, mas jamais diria e voz alta.


-Estamos entendidos senhorita ? – A voz de me despertou, olhei-a um pouco perdida antes de assentir diante do desconhecido. – Perfeito, estamos entendidos assim. Já que o exame de Angeline comprova que ela não é parente do falecido, e todos os bens designados aos funcionários já foram dispostos em vida, todos os bens restantes estão destinados a única herdeira legítima da família , sendo esta a senhorita , representante atual da empresa Pipers e dona de sessenta por cento das ações da mesma, assim como de todo o dinheiro previsto na conta deixada em registro.
Meu queixo foi ao chão. Como assim sessenta por cento de ações da empresa? Pelas ceroulas de Merlin, eu estava muito rica e muito perdida.
A reunião foi encerrada e logo todos começaram a deixar a sala, fiz o mesmo, já que estar ali começava a me sufocar. Foi nesse momento que senti uma mão quente e grande prendendo-me pelo braço.



Three

Se você ficar procurando razões para não ficar com alguém, você sempre vai encontrá-las, às vezes é preciso deixar as coisas fluírem por um momento e dar ao seu coração o que ele merece. – One Tree Hill

- Nós vamos conversar, agora. – A voz sempre aveludada de Ben me fez perder o ar, seu tom estava serio e eu sabia que estava encrencada. Não era uma pergunta, olhei para ele e suas sobrancelhas estavam unidas, sua mandíbula tensa e seus olhos perigosos. Dizer que fiquei excitada com a cena seria errado, ainda que fosse verdade. Assenti e sem poder recusar fui guiada para portas duplas no fundo da sala em que estávamos.
Paramos em uma espécie de antessala cheia de quadros e com u par de sofás de couro, lindíssimos por sinal. Tudo parecia antigo e rico.
- Por que está fugindo de mim?
- Ben eu...
- Não ouse dizer que está tudo bem e não está fugindo de mim , caramba. – Ele estava exasperado e eu já começava a sentir meu peito apertando. – Você é minha amiga antes de qualquer coisa, eu conheço você, desde o...
- Eu sei me desculpe. – Soltei um sussurro quase inaudível, ele parou de falar e se voltou para mim. – Deveria ter esperado, conversado com você, tenho sido imatura e magoado você, mas por favor entenda, você é o Ben Barnes, ator reconhecido, super paquerado e bonito que poderia ter quem quisesse, e eu? Eu sou uma brasileira que vai conseguir o visto de permanência por estar casada com você, alguém que dá aulas para pagar a pós graduação, alguém mediano demais para ser notado. Puxa vida, ser sua amiga já é surreal. – Meu tom de voz já estava alterado.
Ele me olhou incrédulo e começou a andar de um lado para outro como uma fera enjaulada.
- Você realmente não tem noção de quem é. – Ele estava perto, perigosamente perto, os cabelos bagunçados, a roupa amarrotada e ainda assim completamente perfeito. – Quando te olho vejo uma mulher forte, inteligente, divertida e mais bonita do que imagina. Todo esse seu discurso faz parte do passado, pare de falar como se ainda estivesse nele. – Meu corpo foi empurrado em direção a parede e então eu estava cercada por seus braços, corpo, olhos e lábios.
Me entreguei antes mesmo de resistir, suas mãos avançaram para minha cintura, seu corpo pressionou o meu e ouvi seu gemido ao me puxar ainda mais para perto. Desabotoei seu terno e deixei que meu corpo agisse por vontade própria, não havia chance de recuar.
-.-

Quando cheguei em casa, depois de seis horas fora de casa, estava esparramada no sofá usando um pijama muito suspeito, da cozinha Will acabara de sair com um balde de pipoca na mão.
- Finalmente, onde a senhorita estava? – Moseley questionou me olhando desconfiado.
- A pergunta certa é, porque você está com o batom borrado? – estreitou os olhos, e no instante seguinte a porta se abriu revelando um Ben muito mais arrumado do que eu, com um sorriso muito sugestivo. Corei violentamente. – Vocês...?
- Nem um pio. – Adverti, ela levantou as mãos se rendendo enquanto ria e Will fazia o mesmo. – Não é apenas isso, nós passamos na faculdade para eu alterar o horário do curso e adicionar mais uma matéria na grade, já que terei uma empresa para administrar. Acho que Literatura Inglesa vai ficar muito mais rica com administração as segundas. – Sorri marota e recebi uma almofadada de .
- Mas isso significa que vocês...
- Estamos juntos, finalmente? Sim. – Ben completou a frase de Will e eu lhe atirei a almofada que tinha nas mãos. O riso tomou conta de todos.
- Vou arrumar as malas e levar as coisas para o apartamento, amanhã começamos a mudança para mansão. – Anunciei. Pisquei para , porque sim, ela havia entendido o plural.
Agora só me restava tentar, já que lutar contra não surtia resultados. Ben me amava, e apesar de isso ser muito louco, era extremamente verdadeiro, e apenas o destino nos mostraria do que seríamos capazes juntos.




Fim



Nota da autora: Oi amoras, venho aqui agradecer muito por esse projeto, pela oportunidade de participar e principalmente para todas que leram. Obrigada, deixem seus comentários e opiniões. Perdoem os erros. Nos vemos em breve. Xx


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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