Finalizada em: 13/01/2021

Capítulo 1 - Piloto

A vida no Brooklyn é extremamente agitada, como uma selva violenta e perigosa, mas sempre haveria pessoas boas que trabalhavam para o bem, mesmo que isso fosse cansativo.
null null é um deles, um detetive um tanto imaturo, mas com uma mente brilhante para resolver os crimes mais incríveis e difíceis da cidade, null trabalha no 99°DP do Brooklyn, e possivelmente é a sua maior paixão desde que se entende por gente.
Era uma manhã extremamente quente de cerca de 40° graus, o céu estava limpo sem nuvens, apenas era possível ouvir o barulho de buzinas dos carros, null subia pelo elevador em direção a sua mesa no 3° andar do prédio da 99, ele sentia que hoje seria um grande dia, motivo? Ele não tinha ideia. Assim que se sentou em sua mesa foi recebido pelo seu caloroso amigo Charles Boyle, no qual o recebeu como se fosse uma cerimônia.
- E aí, null? Como se sente? Hoje vai ser um dia e tanto pelo seu sorriso. - Charles disse se sentando em uma mesa.
- Quer saber a real, Charles, eu sinto que hoje vai ser um dia igual duro de matar. - null diz sorrindo para o amigo
- null? Boyle? Na minha sala. - O capitão Holt os chamou na sala deles com a mesma expressão séria que ambos não sabiam decifrar.
- Aconteceu algo, capitão? - null disse se sentando logo ao lado de Charles.
- Caso de assassinato, preciso que vocês se dirijam até lá, investiguem o que pode ter ocorrido… Um homem foi assassinado essa manhã, pelo o que eu soube não deixaram vestígios, vocês são os melhores detetives, irei deixar o caso nas mãos dos dois.
- Show, show, show, show… Pode deixar com a gente, pai. - null disse se levantando e logo parando percebendo o que disse. - Eu não te chamei de pai, foi brincadeira, tá?
- Eu sei que não foi, null, saia da minha sala… Agora. - Holt disse voltando sua atenção a um arquivo em sua mesa.
null tinha um relacionamento complicado com o pai, por isso acabava enxergando o Capitão Holt como seu pai, o admirava como uma criança vendo seu super herói.
Ele e Charles entraram no carro da polícia e se dirigiram ao local do crime, uma casa rústica bem próxima da delegacia. Assim que chegaram foram em direção ao corpo, mas paralisaram ao ver duas policiais já fazendo seus trabalhos.
- OK… Quem são vocês? - null disse tirando os óculos e olhando em direção as garotas.
- Detetive Diaz e essa é minha parceira Detetive null e vocês? Não quero saber. - A garota de cabelos cacheados e com um tom ameaçador voltou onde estava, auxiliando sua amiga com o luminol.
- Detetive null da 99 e esse é meu parceiro Detetive Boyle, fomos enviados para resolver esse crime. - null disse como se tivesse sido insultado.
- Vocês não deveriam estar aqui, é isso. - Boyle disse como se isso fosse ameaçador e recebendo um olhar estranho de null.
- Chegaram atrasados. - A garota que estava abaixada com o luminol disse sem olhar para eles.
- Como atrasados? - null disse querendo respostas.
A garota se levantou e foi em direção ao null, talvez ele nunca sentiu isso, mas seu estômago parecia que iria explodir, eram as famosas borboletas, ele a olhava boquiaberto, ela era linda, com cabelos negros na altura do ombro, um tanto latina e com um olhar doce, mas sedutor ao mesmo tempo, sem contar o perfume com cheiro de flores.
- O que estava dizendo, detetive? Esqueci seu nome. - A garota disse com um sorriso no canto do rosto.
- Detetive null null e nós fomos enviados para resolver esse assassinato. - Disse tentando se recolocar.
- Um prazer, Detetive null null, e já resolvemos, podemos mandar o relatório para 99 e vocês assinarem e se sentirem heróis. - null diz passando e empurrando o garoto que segue desnorteado.
null queria retrucar, mas elas entraram em um carro e partiram sem dar a chance dele ir atrás, se sentia furioso, hoje não seria um dia bom. Mas aquela garota mexeu com ele e por mais que o mesmo não saiba como isso ocorreu, queria descobrir quem era a dona daquele sorriso.
O que ele não sabia é que havia causado o mesmo efeito na jovem, assim que null ouviu a voz de null seu coração paralisou, ela não sabia como, mas ela se derreteu apenas com o tom de sua voz e quando ela viu seus olhos pela primeira vez isso aumentou, null dizia a si mesma que isso era um erro, ela treinava dia e noite para se tornar uma excelente sargenta e não seria um romance adolescente que estragaria isso.
null chegou na 99 como se tivessem cometido um crime com um amigo próximo, se dirigiu rapidamente a sala do Capitão Holt, sem pedir permissão para entrar.
- Capitão? - null disse furioso batendo a porta.
- null, bata na porta antes de entrar. - Holt disse tirando os óculos.
Charles entrou ofegante logo em seguida pedindo licença educadamente.
- Chegamos ao lugar do crime e já haviam duas policiais lá, extremamente arrogantes… - null disse se sentando, indignado.
- E assustadoras. - Charles complementou.
- Exatamente. - null concordou.
- Sinto muito, provavelmente receberam os arquivos primeiro da promotoria. - Holt tentou amenizar a situação.
- Perdemos tempo lá. - Disse null, mas Holt mudou de assunto rapidamente.
- Preciso falar de algo importante, amanhã a noite teremos a festa dos policiais de Nova York, é uma festa grande e preciso que estejam lá e façam amizades, vai ser bom para vocês… Agora saiam da minha sala. - Holt ignorou qualquer comentário dos dois.
null saiu da sala completamente frustrado, trabalhou durante o dia inteiro com o outro caso martelando em sua mente, mas principalmente na garota que havia mexido com ele, jogou o nome da mesma na pesquisa de arquivos.
- Bingo. - disse baixo assim que encontrou. - null null, 36 anos, detetive da 98… Caramba, quantos prêmios!
- O que está vendo aí? - Charles comentou atrás do amigo.
- O quê?! Nada… - null minimizou a página.
- Estava pesquisando sobre a garota de hoje, ela mexeu com você, não é? - Charles perguntou quase como dó.
- Eu? Não…Eu só quero descobrir quem ela pensa que é para ser tão arrogante assim. - null olhava para os lados.
Um silêncio se instaurou, ele era um péssimo mentiroso.

Alguns quilômetros de distância null estava no Shaw's bar junto com sua amiga Rosa Diaz, que bebia vários drinks de tequila como se não houvesse amanhã, porém se mantendo intacta a bebida.

- Você vai para essa festa idiota? - Rosa disse, bufando.
- Somos obrigadas e sim…eu vou - null tomava um drink de uma vez sentindo sua garganta arranhar.
- Você parecia estranha hoje quando aqueles dois apareceram… - Rosa comentou olhando a amiga.
- Só achei dois idiotas. - null forçou um sorriso. - Eu acho que vou indo, estou extremamente cansada, até amanhã.
- Tchau. - Rosa pegou outro drink mostrando que não sairia tão cedo.
null caminhava pela cidade do Brooklyn, mesmo sabendo que estava armada, andar em uma rua escura e deserta a assustava, o que muitas mulheres sofriam, ela também sentia.
null chegou em seu apartamento, pegando suas cartas e lendo apenas o importante, enquanto caminhava pelo corredor do apartamento, foi tirando a roupa, era como tirar um peso dos ombros.
Uma ducha era tudo o que ela precisava após um dia de trabalho e ela merecia, estava se esforçando tanto. A água quente percorria seu corpo aliviando toda a tensão de sua pele e seus músculos, mas havia um problema, sua mente não parava, os olhos do detetive apareciam como flashs em sua mente, ela tentava apagar de seus pensamentos, mas isso estava sendo mais forte do que imaginava, null agradecia por pelo menos saber que seus caminhos não se cruzariam tão cedo.
Não era diferente do outro lado da cidade, null não conseguia dormir lembrando do sorriso da policial que mexeu com sua mente o dia inteiro, ele agradecia por saber que não encontraria mais a garota em sua frente.
No dia seguinte, null acordou antes do próprio despertador, o sol continuava forte e a brisa quente pela janela, a mesma se levantou indo em direção ao chuveiro e tomando um banho gelado para despertar, assim que terminou toda sua higiene matinal, pegou seu café e partiu para a delegacia, seria mais um dia onde ela precisaria provar para seu chefe que era capaz de se tornar sargento.
Assim que chegou, se encontrou com o Sargento Terry Jefords no elevador, ele parecia tranquilo como se tivesse se divertido muito em suas férias.
- Como foi as férias Sargento? - null perguntou após tomar um gole de seu café.
- Excelente, eu levei as meninas para pescar, a Sharon se divertiu nos SPAs. - Terry comentou empolgado com um yogurt nas mãos.
null se dirigiu a sua mesa dando um aceno com a cabeça para Rosa que tomava seu café em silêncio. null estava empolgada com essa festa, seria sua oportunidade de mostrar suas habilidades para os avaliadores das provas de sargento. Ela poderia parecer ansiosa, mas era seu sonho desde que entrou na polícia de Nova York e ela não iria desistir.
- Têm algo estranho. - Disse Rosa se sentando em uma cadeira giratória na frente da amiga.
- Como assim? - null organizava alguns arquivos.
- O capitão não apareceu hoje e marcou uma reunião para amanhã no primeiro horário com todos da 98. - Rosa comentou, afiando uma faca.

- E o que tem demais? - null parou o que estava fazendo e observou a amiga.
- O Sargento Jefords chegou extremamente animado e agora já está estressado com algo, ele deve saber. - Rosa disse quase como um sussurro.
- O Terry sempre fica assim com casos importantes, não deve ser nada demais - null comentou, mas sentia que a amiga poderia estar certa sobre aquilo.

Enquanto isso na 99 null e Charles conversavam entre si, haviam recebidos muitos arquivos da 98, o Capitão havia dito que eles necessitavam de ajuda, mas não havia explicado o motivo. O dia foi agitado em ambos os departamentos, quando anoiteceu, todos já se aprontavam para a grande festa naquela noite.
null estava extremamente elegante com um smoking preto e uma gravata borboleta, Charles usava o mesmo, mas utilizando suspensórios. Assim que adentraram o local o mesmo estava lotado, todos extremamente arrumados e se sentindo felizes com suas taças de champanhe.
- Não está procurando sua namorada, está? Eu senti o clima entre vocês. - Charles cutucou seu amigo.
- Namorada? Por favor, Charles, eu nem a conheço, quero descobrir apenas quem é ela e porque estou com os casos da 98, ela deve saber. - null disse pegando uma taça de champanhe.
- Podemos nós separar igual em Scooby Doo e procurar pistas. - Charles comentou, animado
- Tanto faz, vamos… - null ia terminar de falar, quando foi interrompido por um homem alto e negro em sua frente.
- Detetive null null. - Era o Sargento Jefords que mantinha um sorriso enorme no rosto.
- Sargento Jefords, quanto tempo não nós encontramos, esse é meu amigo Charles Boyle. - null disse dando um aperto de mão caloroso.
- É um prazer te conhecer, sargento, você é uma lenda. - Charles comentou, animado. - Onde se conheceram?
- Trabalhamos juntos em um caso há dois anos… Bons tempos. - Terry sorriu para os dois. - Falo com vocês depois, tenho que falar com uma pessoa.
Terry sai do campo de visão dos dois se misturando com a multidão. null e Charles decidiram iniciar o plano que estavam discutindo antes do sargento aparecer, ambos se dividiram caminhando pelo salão, a festa estava lotada com rostos desconhecidos que se forçavam a parecer simpáticos no meio da multidão. null decidiu pegar uma bebida diretamente no bar que havia dentro do evento. Ele se sentou e seguiu observando ao redor.
- Um whisky, por favor. - Uma voz doce pediu ao lado dele no balcão.
Talvez o coração de null tenha parado naquele exato momento ou simplesmente saído pela boca. Era a garota de ontem, em meio a milhares eles tinham que cruzar novamente? Era o destino e null sentia isso ferver em seu peito, então ele decidiu tomar um gole de coragem e dizer um simples "olá".
- null null, não é? - null disse e a mesma virou incrédula, o olhando assustada.
- null… Oi, o que faz aqui? - null colocou o cabelo solto atrás da orelha.
- Acho que todos estamos aqui. - null riu da sua piada ridícula, mas logo se tocou no que deveria fazer. - Você está muito bonita.
- Ah… Obrigada, você também está muito elegante. - pegou a bebida e sorriu para o garoto. Ela saiu sem olhar para trás o deixando sozinho com seus pensamentos.
null não sabia como, mas ela mexia com ele, como um fogo que incendiaria seu peito a qualquer segundo.
A cerimônia iria começar em breve e null não encontrava Rosa de jeito nenhum e logo ficaria sem lugar, ela andava procurando um local confortável no qual pudesse ficar, e logo se deparou com null sentado sozinho e um lugar vazio. Ela pensou em recusar milhares de vezes em sua mente, mas talvez não seria ruim criar uma amizade com o jovem rapaz, jurava para si própria que não se apaixonaria.
- Têm alguém aí? - null questionou para null que a olha com um sorriso e em estado de choque.
- Aqui? Não… Pode sentar - null deu passagem para a que ela se sentasse ali ao seu lado.
- Se perdeu do seu amigo? - null comentou chamando a atenção de null.
- Ele vai ser reconhecido hoje pela primeira vez. - null sorriu, orgulhoso do amigo.
- Que incrível! - null voltou a atenção para o palco.
- Pelo visto você também perdeu a sua amiga. - null deu um sorriso lateral.
- Ela vai ser reconhecida pela força tarefa que ajudou.
- Show, show, show. - null disse olhando ao redor e se perdendo novamente ao olhar para ela.
Ambos ficaram em silêncio a cerimônia inteira, apenas curtindo ao lado um do outro, seus perfumes se misturavam e causavam sensações nunca sentidas antes. Não prestavam a atenção na cerimônia, algumas vezes trocavam olhares com sorrisos, mas suas mentes acabavam entrando em devaneio pensando um sobre o outro.
Os dois só queriam entender como se sentiam assim e o motivo, afinal, essa festa seria somente o começo de um amor que cresceria.



Capítulo 02 - Well maybe i'm in Love

A cerimônia de premiação se encerrou e todos se dirigiram ao local central, onde haviam mesas e uma pista de dança, null e null ficaram em uma mesa em silêncio, implorando para que o silêncio seja quebrado, mas nada acontecia, null observava todos os gestos da garota, a forma que ela balançava o pé com as pernas cruzadas ao som da música de fundo, ela tinha um olhar profundo e observava cada pessoa ao seu redor, as mãos eram inquietas e sempre acabavam parando na ponta do cabelo. null escutou um som de tosse e olhou ao lado, encontrando seu amigo Charles parado ao lado de Rosa, o que era extremamente estranho.
- Atrapalho? Pois ouço o som de sinos de casamento. - Charles disse isso e null queria se enfiar embaixo de uma mesa e nunca mais sair.
- Patético. - Rosa revirou os olhos e indo se sentar ao lado de sua amiga null.
null provavelmente estava agradecendo aos céus por sua amiga chegar, ela não estava conseguindo dominar a situação e não entendia o motivo, era só um cara idiota… Como ele causava tudo aquilo nela? Ninguém nunca fez isso com a mesma.
Rosa observava a troca de olhares rápida entre os dois e sentia que deveria fazer algo, mas não queria forçar a amiga a fazer o que não queria.
- Por que vocês dois não vão dançar? - Rosa disse olhando fixamente para null que se sentiu estranho.
- Eu… Eu… Não sei… Eu… - null nunca havia ficado assim, mas era complicado para ele, null causava reações nunca sentidas antes.
- Eu acho que até queria. - null olhou para o mesmo que retribuiu com um sorriso e esticou a mão para a garota.
Ambos se dirigiram ao centro da pista de dança e dançaram uma música nem muito lenta e nem muito agitada.
null conseguiu sentir os dedos pequenos e macios de null em suas mãos, o perfume dela exalava o deixando viciado, o corpo colado o fez sentir arrepios pela pele, ela tinha um olhar penetrante e gentil, ele não queria machucá-la, mas também não queria perder uma amizade dessa.
A mente de null entrou em um novo devaneio até ele despertar com um grito baixo de null e ele perceber que pisou no pé da garota.
- Caramba, droga, me desculpa. - null carregou null até uma cadeira próxima.
- Está tudo bem, não machucou tanto. - null riu.
- Eu não sei dançar tão bem assim. - null disse rindo sem graça e se perdeu no sorriso sincero que null deu em sua direção.
- Nem eu. - null deu de ombros e colocando o cabelo atrás da orelha.
Eles foram em direção a mesa que estavam antes com seus amigos e perceberam que só Charles estava lá, eles olharam intrigados para o rapaz que batia os dedos na mesa ao som da música.
- Cadê a Rosa? - null disse, preocupada.
- Ela disse que tinha que resolver algo e foi embora. - Charles comentou sem olhar para null. - Acho que ela não gostou da minha história sobre almôndegas em conserva.
- Ninguém gosta, Charles. - null disse indignado para o amigo.
- Eu preciso ir embora, está ficando tarde. - null pegou sua bolsa e ia partir quando null segurou seu braço.
- Eu posso te dar uma carona, se não achar inconveniente, é claro. - null quase implorava.
- Claro, eu adoraria. - null o observou caminhar ao seu lado e dar um pequeno adeus de longe para Boyle.
null entrou no carro de null e ficou em silêncio. Ele ligou o rádio e estava tocando uma música popular lenta, null dirigiu em silêncio e null observou a rua atenta, mas a mesma interrompeu a quietude e decide conversar.
- Por que está sendo gentil comigo? - null o olhou, a beleza do rapaz fazia seu coração paralisar, ela sentia uma sensação única, nunca experimentada antes, mas a mesma gostava daquilo.
- É meu jeito, sou sempre assim - null disse sem tirar a atenção da rua.
- Você é um cara legal, null, acho que seríamos bons amigos. - null sorriu de lado e percebeu null a olhando rapidamente.
- Já somos bons amigos. - null sentiu seu coração se apertar.
Após alguns minutos eles chegaram a casa de null, a mesma procurou a chave em sua bolsa antes de sair, talvez ela somente não queria sair dali, não saberia quando encontraria o rapaz novamente.
- Obrigada pela carona, null. - null o olhou e lhe deu um abraço que fez o corpo de null se estremecer.
Ambos se afastaram olhando fixadamente um para o outro, eles sentiam que queriam isso, porém era um erro, um equívoco no qual estavam a cometer, com os lábios tão próximos que poderia simplesmente se deixar levar.
Mas talvez o destino quisesse mostrar que não era a hora daquilo acontecer, o celular de null começou a tocar e fez ambos se separarem. Sem dizer um adeus null saiu do carro e entrou rapidamente no apartamento.
null se sentiu mais frustrado do que antes, dando um pequeno soco no volante e logo voltando sua atenção para o celular.
- Alô. - null disse quase como se quisesse rejeitar a ligação
- "Oi null, sou eu a Sophia…Eu estou voltando para Nova York e gostaria de te encontrar, o que acha?"
O coração de null parou novamente, era Sophia, sua ex-namorada e quase noiva que foi embora morar no Canadá, Sophia era advogada, conheceu null enquanto auxiliava em casos que a 99 investigou, talvez essa visita ajudaria a esquecer null ou só pioraria toda essa situação.
- Claro, podemos nos encontrar. - null diz sem prestar atenção no que Sophia dizia do outro lado.
null desligou o telefone e ligou o carro em direção a sua casa, ele precisava descansar, muitas coisas aconteciam em sua mente e ele ficava cada vez mais confuso, era como desvendar um crime que ele não tinha o que investigar.
No apartamento de null, ela subiu as escadas devagar pensando em tudo aquilo, ela precisava de uma folga, ela estava vivendo uma completa loucura, assim que abriu a porta do apartamento e acendeu a luz, se assustou com o que encontrou.
- O que você está fazendo aqui? Como entrou? - null disse em tom alto e com a mão no coração, pois sentia o mesmo a cem quilômetros por hora.
- Você sempre deixa uma chave reserva no vaso de planta. - Rosa disse sentada na cama da amiga comendo um salgadinho.
- O que faz aqui, Rosa? - null colocou a bolsa em um cabideiro e se aproximou da amiga.
- Eu queria deixar você a sós com o garoto idiota, o amigo dele me disse que ele estava de caso e achei uma ótima oportunidade vocês passearem. - Rosa disse encarando a amiga com um olhar um tanto preocupada. - O que aconteceu, chegou cedo?
- Nós conversamos bem pouco, e depois quase nos beijamos, mas o celular dele tocou e era uma garota, então eu fui embora. - null disse se jogando no colo da amiga que começava a brincar com as mechas do seu cabelo.
- null, talvez ele não seja o cara, vocês podem ser bons amigos apenas, ele mexe com você, mas você consegue esquecê-lo como fez com o Teddy. - Rosa disse fazendo uma cara nojenta ao se lembrar de Teddy o cara viciado em "Malzbier".
- Como sabe que ele mexe comigo? - null perguntou, se levantando e sentando ao lado da amiga.
- Você colocou seu cabelo atrás da orelha cerca de cinco vezes e nem se importou agora que eu falei do Teddy. - Rosa disse pegando um salgadinho e colocando na boca, ela sabia o que null passou para superar Teddy.
- Eu preciso focar na minha prova, isso sim. - null apertou uma almofada.
- Você recebeu o e-mail do sargento? - Rosa disse com um tom preocupante.
- Que e-mail? - null perguntou um tanto preocupada, procurando o celular.
- Eu disse que tinha algo errado… A 98 foi incriminada de roubo de drogas e lavagem de dinheiro, o capitão fugiu para Bahamas e fomos todos transferidos. - Rosa se jogou na cama.
- Transferidos? O quê? Isso não é possível. - null estava assustada, pois um crime desse não resultaria bem em sua carreira, essa seria sua terceira transferência, o coração dela se apertava ao se lembrar da primeira delegacia que trabalhou.
- Eu, você e o sargento fomos transferidos para a 99, parece que não vai se livrar do idiota tão cedo. - Rosa comentou e a mente de null sumiu por instantes, isso não podia estar acontecendo, não com ela que sempre planejou tudo… Sentia medo e estava assustada.
- Vamos ficar bem… Não vamos? - null a tinha os olhos marejados como se estivesse prestes a chorar, Rosa não pensou duas vezes e retribuiu em um abraço apertado, sussurrando algo no ouvido de null para ela se acalmar.
Rosa podia ser extremamente assustadora e maldosa com as pessoas, mas não com null, ela foi sua primeira amiga verdadeira, que entendeu seus problemas e que sempre estaria com ela.

Na manhã seguinte, null acordou com o barulho da chuva, o que fazia o mesmo se sentir extremamente preguiçoso. Pegou o celular e viu milhares de mensagens de Sophia, ele apenas a ignorou, mas percebeu algo, estava meia hora atrasado para o trabalho.
Correu tomando um banho rápido e se dirigiu a delegacia, assim que adentrou, encontrou o lugar agitado, perguntou onde estava o capitão e foi informado que estava na sala de reunião, o mesmo correu para o local, sabia que o Capitão Holt detestava atrasos, ele entrou com pressa na sala sem olhar ao redor, inventando sua melhor desculpa para a ocasião, mesmo sabendo que absolutamente ninguém acreditaria.
- Desculpa o atraso, tive que ajudar uma senhora a atravessar a rua e o gato dela, sabe aquela coisa toda de herói e… - null simplesmente parou de tagarelar ao encontrar aqueles olhos brilhantes em sua frente.
- null, sente-se, e você esqueceu sua gravata. - Holt disse em tom duro com o rapaz que obedeceu rapidamente e verificando que estava sem gravata mesmo. - Como dizia, após o ocorrido na 98, eles foram transferidos para várias DP's, recebemos no momento o Sargento Jefords e as detetives null e Diaz que trabalharam conosco.
Todos aplaudiram e null seguia boquiaberto, sem acreditar que estava vendo null novamente em sua frente, seus destinos estavam se cruzando mais do que o normal e ele se beliscava para acreditar que era só um sonho qualquer.
- Caso de assassinato e envolvimento de drogas na rua Vanderbilt, o caso é seu null e vai ter como parceira a detetive null. - Holt disse deixando null mais uma vez sem reação ao segurar o papel referente ao caso.
Todos receberam seus casos, null guardava sua papelada quando viu null demorar a sair da sala, ele parecia querer conversar, mas não sabia como iniciar essa tarefa.
- Eu sei que não me queria por perto, seremos totalmente profissionais, fique tranquilo. - null disse saindo, mas a resposta de null a faz parar na porta e ouvi-lo.
- Não foi isso, é só que… É estranho nossos caminhos estarem se cruzando a esse nível. Vamos ser bons parceiros, não é? Grandes amigos. - null deu um sorriso forçado.
- Claro, eu acho, não vai se incomodar que eu estou sentada na sua frente também? - null disse cruzando os braços e olhando pela janela, onde era possível ver a mesa com seus nomes.
- Claro que não… Somos colegas de trabalho. - null disse, mas era possível sentir o desconforto em sua voz.
null simplesmente saiu da sala, deixando o rapaz para trás, o que ela menos queria era trabalhar em um caso com ele, mas talvez seja a chance ideal de provar para seu coração que null null não é o amor de sua vida e nunca será, somente se tornariam amigos.
null se sentou em sua cadeira, colocando uma xícara de café em sua mesa e ajeitando tudo no seu devido lugar e null foi logo em seguida, tornando a mesa dele mais bagunçada do que antes, durante o turno ele fazia o possível para chamar a atenção da morena que dava sorrisos sem graça, por simplesmente achar seu jeito imaturo um charme.
null e null foram ao apartamento procurar algo que provasse o que ocorreu no local do crime, assim que chegaram, encontraram o local um tanto destruído e se separaram para encontrar provas.
- Acha que pode ter sido suicídio? - null disse do quarto para null que estava na sala.
- Não, pouca pólvora no corpo da vítima, execução. - null analisava o corpo.
- Olha o que eu achei. - null mostrou um saco de cocaína. - Ele estava escondendo ou implantaram evidências?
- Nome do seu filme de sexo. - null disse rindo e logo parou ao perceber que null estava paralisada, o encarando.
- O que disse? - perguntou um tanto confusa.
- Nada, vamos voltar para 99 e mandar isso para análise. - null fugiu do assunto e puxou null pelo braço.

Ambos voltaram ao DP, null se dirigiu para sua mesa, se preparando para realizar o relatório, null a observava, mas precisava respirar um pouco, caminhou até o telhado e foi respirar um pouco de ar puro, o céu estava nublado após a chuva forte que havia caído, o tempo estava gélido o bastante para o cabelo de null bagunçar.
- O que faz aqui? - a voz de Rosa ecoou atrás dele.
- Não consigo ter um minuto de paz? - null bufou em frustração.
- Não… Qual o problema, null? - Rosa parou ao lado dele.
- É complicado demais, eu não sei. - null cruzou os braços.
- Não sabe? Você gosta da null e tem medo de dizer isso. - Rosa não se importou com a resposta e sai do local sem dizer mais nada ou ouvir uma resposta.
- Talvez eu esteja apaixonado. - disse para si mesmo quase como um sussurro.
Talvez ela estava certa, null poderia gostar de null e não tinha coragem, mas sabia que ela era demais para ele e nunca sentiria o mesmo que ele, e também tinha Sophia que possivelmente estaria voltando para sua vida, contra sua vontade, ele só gostaria de nunca ter aceitado aquele caso, as coisas poderiam ter sido diferentes.
null voltou para sua mesa, assim que se sentou, voltou a observar null escrevendo atenta em um relatório, ele apenas sorria… Realmente gostava dela.
Não era diferente com null, ela sentia o olhar de null sobre si e se sentia estranha sobre, mas em muitos momentos se deparava com a mesma o admirando, ele tinha um jeito único de ser que chamava a atenção e a irritava completamente, null era seu oposto, mas ela sentia uma energia incomum ao seu lado, ela poderia estar apaixonada por ele. null apenas conseguia sorrir como uma adolescente para null, ela realmente gostava dele.



Capítulo 03 - How much longer will it take to cure this

Cerca de duas semanas se passaram, o clima entre null e null era bom e sincero, eles iniciaram uma amizade sincera e com brincadeiras, seus sentimentos seguiam os mesmos, mas ambos escondiam isso de si.
Uma certa noite no final do expediente, null e Boyle decidiram ir ao bar do Shaw's para relaxar, ambos se aprontaram e null pediu para que Charles o esperasse no carro, enquanto arrumava sua mochila.
Assim que null terminou de colocar tudo o que necessitava na bolsa e estava prestes a sair, o mesmo se deparou com a bolsa de null na mesa, ele sabia o que isso significava, ela não havia terminado o expediente e nem iria embora tão cedo. null subiu até o telhado para verificar se a mesma estava lá, afinal esse era seu lugar preferido para pensar, e como ele esperava lá estava ela, sentada no chão, usando uma jaqueta cinza e com o cabelo bagunçado pelo vento.
null nem percebeu a presença de null ali atrás dela, apenas se deu conta quando o mesmo se sentou ao seu lado, eles não falavam nada, apenas se observavam. null tinha em seu colo um livro com regras do departamento, a mesma estudava incansavelmente para a prova que seria em algumas semanas.
- O que faz aqui? Está tarde… - null disse colocando a mão na coxa da garota que apenas o olhou, observando suas ações.
- Não consigo decorar essas regras, e a prova é em algumas semanas, se eu não passar eu…eu não sei o que vou fazer. - null disse com os olhos um pouco marejados.
null se aconchegou ao seu lado, envolvendo seu braço ao redor do corpo da garota, não era uma atitude maliciosa, era amigável e null sabia disso.
- Se você não passar, você tenta de novo, é uma detetive incrível e talentosa, vai conseguir o que quer, null, no tempo certo. - null disse isso enquanto a cabeça de null se apoiava no peito dele.
O celular de null tocou e ele o pegu rapidamente, lembrando que havia pedido para que Charles esperasse no carro.
- Oi, Charles, desculpa, amigão, não vou com você, pode ir sem mim, preciso resolver algumas coisas. - null disse notando que null nem prestava atenção na sua conversa. - Eu preciso ver qual caminho o destino quer traçar desta vez.
null seguia lendo atenta ao seu livro e null apenas a observava, notando o quão bonita ela era e como queria beijá-la naquele momento.
- Por que dispensou o Charles? - null disse sem tirar os olhos do livro, fazendo o mesmo perceber que ela estava ouvindo.
- Estou fazendo companhia para uma amiga... Aliás, que tal a gente ir comer algo? - null disse fechando o livro de null e o colocando na mochila.
- Está falando sério? Tá bom. - null disse sem relutar.
Ambos caminham juntos pela avenida em direção a um restaurante local de comida italiana, assim que adentraram foram recepcionados e acomodados em lugar reservado próximo a janela do estabelecimento.
null sentia que aquilo era um encontro não dito, mas preferiu ficar em silêncio e não estragar o clima, a garota pediu um prato de Fettuccine e null com um paladar simples escolheu uma lasanha tradicional, o que fez null rir consigo mesma por saber que ele era tão diferente dela e mesmo assim seu coração queria ele.
- Um pouco de vinho, senhorita? - null disse colocando em uma taça, fazendo null rir rapidamente.
Eles curtiam o momento juntos, realizando brindes idiotas e rindo de situações que já vivenciaram, null se sentia um pouco bêbada, mas não ao ponto de fazer alguma besteira sem consentimento próprio.
null observava cada detalhe do rosto de null e não queria estragar aquele momento, ele queria apenas ficar com ela, mas algo chamou a atenção de null, null estava com um semblante assustado.
- null? Aconteceu algo? - Ele disse a olhando preocupado com a situação, sem ao menos entender o que se passava.
- Teddy… - A voz de null quase falhou ao tentar falar o nome do ex namorado.
Um homem alto e forte entrava pelo restaurante sozinho, ele se sentou na mesa em frente a deles, fazendo com que null se abaixasse para que o mesmo não percebesse que era ela, ou ele simplesmente se declararia para ela na frente de todos, como sempre faz.
- Dá para explicar? - null disse retomando a atenção para ele.
- É o Teddy, meu ex…E se ele me ver aqui vai fazer uma coisa ridícula na frente de todo mundo, eu não posso sair sem ele me ver, null, não tem como. - null disse quase sussurrando.
- Eu tenho uma ideia, vem. - null disse puxando null até o corredor do banheiro.
- Qual o plano? - null disse nervosa e quase como um surto.
- Eu vou tentar fazer um discurso na mesa e chamar a atenção dele, assim você consegue sair sem ser vista e aí depois eu te encontro na 99. - null disse isso como se estivesse em um filme e essa fosse a melhor ideia possível.
- null, eu não sei… droga, null… Ele está vindo para cá. - null disse apavorada sem saber onde se esconder, afinal os banheiros estavam ocupados.
- Me desculpa por isso. - null disse sem pensar muito puxando null para seus braços e a beijando.
Ambos sabiam que era um disfarce apenas para se livrar do idiota do Teddy, mas eles não queriam que isso acabasse, eles conseguiam sentir o toque suave dos lábios de cada um, um beijo um tanto ardente e implorando para não se acabar, os braços de null apertavam a cintura de null com delicadeza, de uma forma única que ela sabia que não queria ir embora.
- Vão para casa. - Teddy passou rosnando e entrou no banheiro, incomodado em ver um simples casal se beijando e não identificando null.
null e null se separaram, ofegantes e anestesiados com toda a situação, eles queriam continuar, mas havia algo que impedia, o medo.
Eles pagaram a conta e foram embora o mais rápido possível. Enquanto caminhavam pelo parque que havia ali próximo, nenhum deles tocava no assunto ocorrido há minutos.
- Desculpa a pergunta… Mas qual foi o motivo do término? - null disse cortando o silêncio.
- Ele só se importava com cervejas e era extremamente machista, eu não o suportava mais. - null disse se virando para null que observava o cabelo da garota voando com o vento gelado
- Que babaca. Quer fazer o que agora? - null disse esperando que essa noite nunca acabasse.
- Acho que estou pronta para ir para casa. - null disse cruzando os braços e caminhando no mesmo ritmo de null.
Eles caminharam em silêncio e em passos lentos, aproveitando o momento e o clima frio do Brooklyn, a hora passava tão rápido que eles só queriam que aquela noite durasse a vida inteira.
Ambos chegaram até a casa de null, ele esperou ela encontrar as chaves na bolsa e o mesmo se mostrou ansioso pelo movimento incessante dos pés.
- Pronto, achei...Muito obrigada por essa noite, null. - null disse com um sorriso único e colocando o cabelo atrás da orelha, um charme que null achava incrível, porém o mesmo nunca soube o significado.
- Está entregue, cinderela, tenha uma boa noite. - O mesmo disse dando um pequeno beijo na bochecha quente de null, ele parou alguns centímetros, pois queria permissão para continuar, mas a mesma se afastou lhe dando boa noite.
O garoto se afastou a vendo entrar no apartamento e caminhou devagar, talvez null soubesse a resposta para tudo aquilo, nunca seriam mais do que grandes e bons amigos, ela era tão diferente dele, nunca se apaixonaria por um garoto tão imaturo, era só olhar para o ex de null, um cara com postura de homem e com uma carreira incrível. Era isso, ele estava aceitando o destino dos dois, mesmo sabendo que se apaixonar por null foi um completo acidente.
- null? - A voz de null falhou o fazendo parar seus pensamentos e ficar imóvel, lá estava ela parada e ofegante.
null se aproximou rapidamente, poderia se dizer que a mesma correu até ele, o encostando em uma das árvores que havia ali e o beijou fervorosamente.
A garota que sempre calculou seus passos para tudo, estava fazendo uma grande loucura, ela o queria, não sabia o motivo, mas o queria, ela desejava sentir os lábios de null mais uma vez, talvez tenha se viciado no primeiro beijo no restaurante.
- Me desculpa. - null disse ofegante e se afastando, mas null a puxou para mais perto, a beijando com mais delicadeza, ele necessitava dela.
Ambos não sabem como, mas quando se deram conta estavam no apartamento de null, deitados na cama de null se beijando como se houvesse um enorme incêndio acontecendo entre eles.
Ele a desejava, como nunca desejou absolutamente ninguém antes, e com ela não era diferente, quando se deram conta seus corpos estavam conectados de uma forma única, uma sensação jamais experimentada antes, era diferente das outras pessoas, eles necessitavam um do outro.
- Você tem certeza? - null disse em sussurro no ouvido de null.
- Se eu não quisesse você acha que te deixaria entrar no meu apartamento? - null disse levantando a sobrancelha em tom de brincadeira.
- Nome do seu filme de sexo. - null disse rindo suavemente.
- Do nosso filme. - null disse sorrindo, encarando a brincadeira do mesmo.
Nada foi dito, apenas um sorriso saindo dos lábios de null, o qual voltou a fazer o que estava fazendo antes, a beijando incansavelmente.
A noite foi longa assim como desejaram, na manhã seguinte null acordou com o sol batendo em seu rosto e logo o som do despertador de null, uma música que lembrava a trilha sonora de duro de matar.
- Sério, null? - null sussurrou para si mesma, ela se esticou pela cabeceira pegando o celular do mesmo e desligando o alarme, porém algo a surpreendeu, uma única mensagem.
"Oi, null, estou chegando na cidade, podemos nos encontrar hoje? - Sophia"
O coração de null parou naquele mesmo instante, ela sabia que Sophia era a ex namorada de null e sabia que seu coração poderia ainda pertencer a ela.
null colocou o celular onde estava anteriormente e voltou a observar null dormindo, ele dormia tão calmo que ela não faria uma discussão nesse exato momento, mas seu coração se apertava, ela se sentia uma tremenda distração e divertimento para null.
null se dirigiu para o banho, tomando uma ducha relaxante e que a fazia pensar cada vez na situação, seria um tremendo erro ter escutado seu coração uma única vez na vida? Assim que saiu do banho encontrou null na cozinha fazendo algo como waffles, na verdade ele apenas tentava.
- Que cheiro bom. - null disse se sentando ali próximo dele e pegando uma xícara de café.
- Bom dia. - O mesmo disse dando um beijo em sua testa. - Dormiu bem?
- Sim…e você? - null disse o olhando como se buscasse respostas.
- Melhor noite da minha vida. - Ele disse dando um pequeno sorriso e se aproximando para beijá-la, ele era como um ímã que a sugava a cada segundo.
- Precisamos ir, não quero chegar atrasada. - null disse desviando do beijo, deixando null confuso com a reação da mesma.
Ambos se dirigiram a 99 em completo silêncio, sem contato visual correspondido, null seguiu com passos mais largos que o normal, como se fugisse de null.
- Então... como foi a noite? - Charles disse achando que o amigo havia ido resolver algo importante.
- Ainda estou resolvendo. - null disse observando null o ignorá-lo por completo.
Durante o turno null não realizava contato visual com o mesmo, apenas ficava em silêncio, ela queria fugir de todo aquele pesadelo que sua mente criou.
- Ei… - null disse tentando chamar a atenção da garota que o olhou, confusa.
- O que você quer, null? - null disse voltando sua atenção para o monitor do computador.
- Você só me chama assim quando algo está te incomodando, o que aconteceu? Estávamos bem até ontem à noite… - null disse, mas percebeu que estava falando alto e diminuiu a voz como um sussurro.
- Estou ocupada trabalhando, somente isso. - null disse e o encarou seriamente o que fez null entender o recado de que a mesma não queria conversar, então se calou.
O turno parecia demorar uma década para passar, null olhava incansavelmente para o relógio esperando o expediente se encerrar, afinal seria o único momento que teria a chance de conversar.
Assim que o momento chegou, todos se aprontavam para sair, null abordou null novamente.
- Você quer ir lá em casa? - null disse quase sussurrando.
- Tenho que estudar. - null disse guardando algumas coisas na bolsa.
- Eu posso… - null não conseguiu finalizar a frase, pois é interrompido por null
- Hoje eu quero ficar sozinha, null. - null disse colocando sua mochila nos ombros e saindo, fazendo null perdê-la do campo de visão.
Ele até pensou em segui-la, talvez fosse o certo, mas ele sabia que ela precisava de espaço, então respeitaria sua decisão. Seus pensamentos são novamente interrompidos por uma mensagem.
"Que tal nos encontrarmos? Estou aqui perto do bar do Shaw's, te encontro as 19 horas. - Sophia"
null não queria encontrá-la, ele não sentia mais nada por Sophia, mas eles precisavam conversar e esclarecer tudo isso.
"Claro. Precisamos mesmo conversar. - null"
Ele se sentia culpado de encontrar com sua ex enquanto null estava daquela forma, mas ele precisava arrumar toda a bagunça da sua vida.
Enquanto isso null estava no apartamento de Rosa, a mesma estava deitada no sofá comendo algum tipo de chocolate que a amiga a entregou.
- E você acha que ele ainda gosta dela? - Rosa disse lambendo uma colher.
- E como não gostaria? Você já viu as fotos dela? Ela é incrível… tenho certeza que ele foi encontrá-la. - null disse suspirando profundamente.
- Que tal eu e você irmos ao bar do Shaw's agora e encher a cara? Quem sabe você conhece alguém, para esquecer o null e logo voltarem a ser amigos como antes? - Rosa disse pegando a jaqueta de couro e null apenas balançou a cabeça em tom positivo.
As duas se arrumaram rapidamente e partiram para o bar próximo, afinal seria sua noite das garotas.
Enquanto isso no bar do Shaw's, null aguardava Sophia chegar, logo a mesma adentrou o local com um vestido justo e verde, marcando seu corpo por completo, ela estava diferente da última vez que se encontraram.
- Oi, Sophia. - null disse forçando um sorriso.
- null? Não está feliz em me ver? - Sophia disse abrindo os braços como se pedisse para que o mesmo a abraçasse.
null se levantou e abraçou a garota que ainda utilizava o mesmo perfume de quando null a conheceu, ele tinha fortes sentimentos por Sophia, mas sua mente e seu coração estavam em null.
O que o rapaz não sabia é que naquele momento null havia entrado no bar e encontrado o mesmo abraçando Sophia, fazendo seu coração incendiar e a mesma decidiu fugir dali.



Capítulo 04 - I'm a snowball running

null continuava no bar com Sophia, a mesma falava sem parar sobre sua viagem e como o clima do Canadá era melhor do que o Brooklyn, null não prestava atenção, sua mente seguia confusa pelas atitudes de null.
- O que você acha? - Sophia disse chamando a atenção do mesmo que percebeu que não ouviu absolutamente nada.
- O quê? - null disse confuso.
- Eu disse que podemos decidir entre morarmos juntos aqui no Brooklyn ou você ir morar comigo lá no Canadá. - Sophia comentou com um enorme sorriso.
- Show! Sophia, não leve ao lado pessoal, mas nós não temos mais uma história, você fez a escolha de ir embora da cidade, me deixou plantado logo após o pedido de noivado e nunca mais me retornou uma única mensagem. - null disse brincando com o canudo que estava na mesa.
- Eu estava confusa, null, assim como você, mas agora estou aqui, podemos ser uma família. - Sophia segurou o rosto de null, mas o mesmo desviou.
- Eu preciso de um tempo, Sophia, por favor. - null disse se levantando e deixando o dinheiro para pagar o que beberam.
Ele caminhou em silêncio e devagar pelas ruas do Brooklyn, a mente de null parecia que iria explodir a qualquer momento, era estranho para ele se sentir assim. O celular de null tocou, mostrou no visor que era null, o coração do mesmo disparou e ele estava pronto para essa conversa.
- null? Que bom que você ligou, eu… - null começou a a falar aliviado, mas logo é interrompido.
- Oi, null, é a Rosa, preciso de uma ajuda aqui no bar do lado do Shaw's. - Rosa disse com seu tom durão de sempre.
- Aconteceu algo com a null? – perguntou, preocupado.
- É só a null bêbada atacando, a culpa é sua, então venha resolver isso…Agora! - Rosa disse a última palavra em um tom ameaçador.
null desligou rapidamente e correu até o bar próximo, onde ambas estavam, assim que entrou no local encontrou Rosa sentada em uma mesa com uma cerveja e null dançando loucamente.
- Quanto ela bebeu? - null disse preocupado olhando para Rosa.
- Nove drinks. - Rosa disse sem se importar.
- Você a deixou tomar nove drinks? Rosa! - null disse inconformado.
- O que queria que eu fizesse? Ela não é uma criança…e a culpa é toda sua! - Rosa apontou para null e logo virou para gritar com null que tentava roubar uma bebida - null null, larga isso. Agora!
- Você parece a mãe dela. Mas como isso pode ser minha culpa? - null disse ainda sem entender e foi surpreendido com null em sua frente.
- null?! Você chamou o null? Aí, null, a gente sentiu tanto a sua falta, não trouxe aquela vadia com você? O vestido dela era tão justo que eu achei que podia se tornar a segunda pele dela. - null disse rindo e gritando tentando se manter em pé, fazendo null perceber que null viu Sophia com ele.
- Ok, null, já chega por hoje, a gente conversa disso depois, vamos embora. - null puxou a mão de null e ela relutou.
- Não! Eu não quero… Você não manda em mim, ok? Por que não volta para aquela vagabunda de quinta categoria? - null disse quase chorando.
- null... me escuta. - null tentou mais uma vez.
- Eu vou fazer um discurso, atenção… Eu sou null null e sou uma detetive do Brooklyn, maneiro, não é mesmo? - null disse rindo escandalosamente.
- Isso vai ser incrível. - Rosa pegou o celular para gravar, recebendo um olhar desaprovado de null.
- Eu passei dois malditos anos para passar em uma prova e eu nem sei se vou passar, eu pareço uma adolescente idiota e sensível. E eu quero dizer muito uma coisa para esse rapaz na minha frente. null, eu não te amo, você é tão imaturo, não insista nisso, ok? Um brinde. - null acabou de gritar e se desequilibrou da mesa e caiu no chão, desmaiando imediatamente.
null suspirou sabendo que aquilo o afetou, mas se abaixou para socorrer null, ele a colocou em seu colo e Rosa imediatamente ligou para uma ambulância.
null sentiu dificuldades em abrir os olhos, sua cabeça estava dolorida, ela se sentiu confusa. Apenas conseguiu perceber a presença de uma pessoa ao seu lado.
- Rosa? O que aconteceu? - null disse colocando a mão na testa e percebendo que havia um curativo ali.
- Você quer que eu te conte ou mostre o vídeo? - Rosa disse se preparando para mostrar o vídeo.
- Nada de vídeo, sua perturbada… O que houve? - null se ajeitou na cama.
- Deixa eu ver, você estava deprimida e eu te levei ao bar do Shaw's, você encontrou null com uma garota e decidiu fugir para outro bar, bebeu nove drinks e começou a tagarelar um monte de coisas. Inclusive, acho que a null nove drinks é uma grande mentirosa. - Rosa disse pegando a gelatina que estava ali.
- Larga minha gelatina, Rosa. Espera, o que eu disse? - null comentou, atenta.
- Que você não ama o null, você disse isso para ele, e essa gelatina é horrível. - Rosa cuspiu a gelatina no lixo.
- Onde está o null? - null se sentiu culpada pelo o que fez.
- Ele vai ficar bem, null, mas vocês precisam conversar. - Rosa disse segurando a mão da amiga e dando um rápido sorriso.
- null null? O Doutor te deu alta, está liberada. - Uma enfermeira idosa disse e logo desapareceu do quarto.
null voltou para casa ao lado de Rosa, a garota não disse uma única palavra, sentiu que tudo aquilo foi sua culpa, e possivelmente era.
- Você vai ficar bem sozinha? - Rosa disse na porta.
- Sim… Amanhã te encontro no trabalho. - null forçou um sorriso, sabendo que era mentira.
- Qualquer coisa me ligue e nada de bebidas para você, entendeu? - Rosa ameaçou a amiga.
- Sim, Capitã. - null fechou a porta e logo se jogou no sofá e ali adormeceu.
Na manhã seguinte null chegou mais cedo que o normal no trabalho, ela queria encontrar null e pedir desculpas, mas como previsto o mesmo estava atrasado, null sentiu uma ansiedade dominar seu corpo quando o garoto apareceu colocando suas coisas no chão e se sentando.
- Bom dia. – Ele deu um breve sorriso, o que fez null ficar mais confusa por ele não odiá-la.
- Bom dia, null. - null disse com um tom assustado.
null trabalhou normalmente com seu jeito alegre e divertindo a todos ao seu redor, até com null ele conversava, fazendo brincadeiras com a mesma, ela não entendia o que estava acontecendo, ele estava a tratando como se nada tivesse acontecido.
Durante uma parte do turno null tentou puxar assunto com null.
- null? - A garota quase sussurrou.
- Pode falar. - null disse parando o que estava fazendo para prestar atenção no que a garota dizia.
- Você está bem? Eu queria me desculpar… - null não conseguiu terminar a frase, pois null a interrompeu.
- Estou bem e você? Não tem o que se desculpar, somos amigos, esqueceu? - null disse forçando um enorme sorriso e null desistiu de puxar qualquer assunto com ele.
Cerca de quatros dias se passaram, null estava cada vez mais amigável com null e ela estava cada vez mais confusa, ela não entendia o motivo de ele não ter se afastado dela, ambos não tinham mais casos juntos o que null comemorava, pois achava estranho as atitudes atuais de null.
Uma certa noite null se sentiu impaciente em sua casa, colocou uma roupa de ginástica e saiu para correr, ela precisava pensar em um plano de como pedir desculpas, precisava confrontar null pessoalmente, ela queria se desculpar de verdade com ele. Então por um simples impulso ela tomou uma grande decisão.
null após cerca de dez minutos chegou ao apartamento de null, ela ensaiou na porta alguns minutos, uma forma de abordá-lo sem parecer uma neurótica.
Assim que ela tomou coragem de bater à porta, null abriu antes, fazendo ambos gritarem assustados.
- null? - null disse completamente assustado.
- Oi? - null não sabia o que dizer, seu plano estava indo por água abaixo.
- O que faz aqui? - null disse um tanto confuso olhando a garota em sua porta, completamente suada e ofegante.
- Eu vim pedir desculpas, eu sei que você está fingindo que está bem, mas o que eu disse foi cruel e não era verdade, null null, eu… - ela estava pronta para se declarar quando é surpreendida com uma voz.
- Querido? Quem é? - Sophia apareceu atrás de null, apenas enrolada em uma toalha e com os cabelos molhados.
null olhou em estado de choque para null e ele ficou sem reação de como explicar isso para a garota.
- Sophia, essa é null null, minha colega da 99. null, essa é a Sophia, minha namorada. - null disse olhando fixamente para null.
null não podia acreditar no que estava ouvindo, seu coração parecia que havia se partido por completo, null não a amava como ela imaginava, ele sempre amou Sophia. null não se achava tão atraente quanto Sophia.
- Desculpa te atrapalhar com isso, null, conversamos amanhã? Foi um prazer te conhecer, Sophia. Adeus. - null disse rapidamente sem dar oportunidade de resposta para null e saiu pelo corredor em disparada.
null queria ir atrás dela, mas agora ele estava com Sophia, ele não a amava como amava null, mas ele precisava estar com quem sentia algo por ele, e null não era essa pessoa.
No dia seguinte, todos estavam reunidos na sala de reuniões da 99°DP, o Capitão Holt distribuía casos para cada um.
- Caso de Canibalismo, que horror. - Charles disse lendo o dele.
- Canibalismo? Que horror. Posso ficar com esse, Capitão? - null disse animado.
- Não. null, você e null vão investigar Marlon Carrington, um grande traficante de drogas, preciso dele preso. Façam o possível. - O Capitão Holt disse entregando os documentos a null que os observou lentamente.
null e null conversavam normalmente, como se nada tivesse acontecido com ambos nos últimos dias, o que corroía a alma de cada um.
- Caso de tráfico, vi que ele estará no restaurante mais badalado da cidade, vai precisar de uma roupa maneira. - null brincou com null.
- Está dizendo que não tenho roupa apropriada? Olha o que você veste, null. - null disse debochando dele, fazendo-o olhar o que estava vestindo.
Todos saíram da reunião, null seguiu null até a sala de provas, ela não notou a presença do rapaz que logo pensou em pregar um susto.
- Bu! - null disse segurando a cintura de null a fazendo gritar.
- Droga, null! - null disse dando um soco no ombro do detetive que começou a rir da situação.
- O que faz aqui? - null tentou puxar assunto, sabendo que só a seguiu pois não conseguia ficar longe.
- Marlon Carrington já teve passagem por crimes, quero dar uma olhada no que encontramos da última vez. - null disse, vasculhando caixas.
- Estamos bem? Vamos trabalhar juntos e eu preciso ter certeza - null disse cruzando os braços.
- Estamos, claro. Já trabalhamos juntos, null. Espero que seja feliz com a Sophia - null mostrou um sorriso.
- Pode me dar um abraço? De amigos? - null disse sorrindo com sinceridade e null retribuiu.
Um abraço lento e aconchegante, ambos não queriam sair tão rápido, null ainda se sentia viciado no perfume de null e ela se arrepiava com a respiração dele em seu pescoço.
- Eu tive uma ideia. Denise e John, recém casados e grávidos, Denise uma garota romântica, mas atrevida, John um cara com sonhos e com desejo de conquistar o mundo. - null disse segurando o braço de null e falando isso extremamente animado.
- O quê? - null comentou sem entender o que estava acontecendo.
- Nossos disfarces. - null disse mais animado que antes.
- Estaremos casados e eu vou ter um bebê? Você vai me engravidar? - null disse chocada entrando na brincadeira.
- Você esqueceu o remédio e nós queríamos selar nosso amor, assim ganhamos null Júnior. - null resumiu a história.
- Você é maluco, null. - null disse pegando uma pasta e deixando null sonhar sozinho.
Essa amizade dos dois era boa, mas ambos sabiam que não queriam isso, queriam estar juntos, mas o destino parecia não querer o mesmo.
Naquela mesma noite os dois foram até o restaurante onde Marlon estaria.
- Ok. Como estou? - null disse dando uma rodada com seu smoking novo.
- Igual um pinguim. - null comentou sem empolgação.
- Um pinguim extremamente sexy. Você está muito atraente com essa barriga de grávida. - null a provocou.
- Eu estou, não é mesmo? Quer tocar na minha barriga sexy? - null esfregou a barriga pelo vestido rosa.
- Eu posso? - null disse animado.
- Não toque na null Júnior. - null disse batendo na mão de null, fazendo-o rir e a admirá-la.
- Boa noite, posso ajudá-los? - A recepcionista da entrada os abordou.
- Queremos uma mesa para dois. - null disse abraçando null.
- Estamos lotados. - A recepcionista comentou em tom de desculpa.
- Estamos completamente apaixonados. - null disse dando um beijo na bochecha de null, o fazendo ficar sem reação
- Vou arranjar uma mesa, me acompanhem. - A mulher pegou dois cardápios e os levou até uma mesa no canto do restaurante.
null e null sentaram e pediram o que vão comer, ambos observavam o local a procura de Marlon. O que não esperavam era que a sorte estava ao lado deles, eles iriam dividir a mesa com Marlon e a esposa Michelle.
Assim que Marlon e Michelle se sentaram, eles precisavam arranjar uma maneira de conversar com ele.
- O bebê chutou. - null disse quase alto demais, como se fosse surtar.
- Chutou, amor? Que lindinho. - null verificou se eles olhavam para eles.
- Que linda, você está grávida, qual o nome? - Michelle que os observava puxou assunto.
- Max. - null disse forçando um sorriso e logo recebendo um olhar de nojo de null ao ouvir o nome.
- Estão juntos há muito tempo? - Marlon dessa vez puxou assunto.
- Pouco tempo, decidimos nos casar rápido para selarmos nosso amor, não é mesmo, querida? - null disse olhando para null que apenas concordou com a cabeça.
- Vocês parecem que se amam de verdade. Por exemplo, eu me apaixonei pelo sorriso do Marlon e da forma que ele vê o mundo tão melhor do que eu. - Michelle disse segurando a mão de Marlon.
- E eu me apaixonei pelo jeito dela, o olhar penetrante, a forma que ela sabe tantas coisas. - Marlon retribuiu o carinho. - E vocês?
- Ah… Eu amo o sorriso dela. - null disse e null deu um pequeno sorriso de lado - A forma que ela coloca o cabelo atrás da orelha quando tá sem graça, como ela enfrenta desafios, o perfume dela, a risada dela rindo das minhas piadas... - null percebeu que estava tagarelando e logo parou.
- E você? - Michelle disse animada para null.
- Eu amo o jeito dele. Como ele sempre brinca com tudo, o jeito imaturo de ver a vida, o sorriso dele, a forma que ele me faz sentir bem, o cabelo bagunçado, como ele não consegue fazer um nó bem feito na gravata. - null disse rindo, fazendo null soltar um pequeno sorriso.
Eles sentiam o que estava acontecendo, sabiam que era um disfarce, mas cada um aproveitou o momento para dizer o que sentia.
Marlon foi ao banheiro e logo que retornou, estava com uma mala em mãos, null e null se entreolharam, sabendo que era o momento exato.
- Polícia de Nova York. - null se levantou e disse apontando a arma para Marlon.
- Marlon Carrington você está preso por tráfico de drogas, tem o direito de se manter calado, tudo o que disser pode ser usado contra você no tribunal. - null apontou a arma e logo algemou Marlon.
- Isso aí, parceira e futura sargenta. - null bateu na mão de null que sorriu alegre.
A polícia veio com o reforço buscar Marlon, null e null estavam fora do restaurante, sentados na calçada, sem seus disfarces.
- Agiu muito bem na improvisação. - null disse brincando com um galho que estava no chão.
- Você também, foi muito bem. - null o observou.
- Obrigado. - null disse segurando um sorriso no canto dos lábios.
- Acho que é bom você saber, eu conheci uma pessoa. - null disse com um pouco de receio de contar isso a null.
- Sério? Show, show, show, show! Quem é ele? - null fingiu não se importar com isso.
- Detetive Majors, não estamos namorando, estamos apenas nos conhecendo. - null disse tentando estabilizar a situação.
- Majors? Aquele alto e gostosão? - Sim. É muito importante para mim - null disse segurando a mão de null e o mesmo apenas a abraçou.
null não queria acreditar que null estava em um caso, ele não poderia reclamar, ele também estava. Mas não queria estar sentindo isso, ele só queria ficar com null novamente, como foi naquela noite, onde deram o primeiro beijo.
null queria a felicidade dela, e então jamais poderia atrapalhar isso, ou pelo menos ele tentaria.
null também não sabia se amava Majors como ela imaginava, ele era atraente, mas ela sabia que não era ele. Seu coração sempre seria de null null, mas ele precisava ser feliz, e a felicidade de null era Sophia.
Eles não queriam se sentir assim, queriam apenas que as coisas fossem mais fáceis.



Capítulo 05 - We're never alone

null por incrível que possa parecer acordou cedo naquela manhã, ele se virou vendo Sophia deitada em sua cama, dormindo tranquila. null foi preparar um café, fazendo uma pausa para olhar seu celular, quando se deparou com uma foto de null, ele sentia falta dela, não podia acreditar que null estava nos braços de outro, também sabia que tinha perdido a mulher da sua vida.
- O que está fazendo? - Sophia disse atrás de null, o fazendo gritar assustado.
- Nada. - null desligou a tela do celular.
- Era a foto daquela tal de null? - Sophia disse tentando retirar o celular do mesmo.
- null? Quem é null? Não tem nenhuma null aqui. Por que estamos falando da null? - null se apavorou, guardando o celular.
- Você gosta dela. O que ela tem que eu não tenho, null? - Sophia disse indignada, balançando a cabeça desacreditando de tudo aquilo.
- Não, Sophia. Eu ‘tô com você, a gente está bem, e vamos ficar juntos, ok? - null segurou os braços de Sophia.
- Prove. Vamos terminar o que começamos antes. - Sophia disse e o coração de null quase parou, ele não tinha como sair daquela situação.
- Ok, vamos. - null concordou um tanto nervoso.

Após algumas horas null estava reunido na sala de descanso com Charles e Terry, conversando sobre diversas coisas.
- Você não está com uma cara muito boa, null, aconteceu algo? - Charles disse preocupado com o amigo.
- Você está pálido, amigão, quer uma cenoura? - Terry falou, comendo um saco de mini cenouras e notando o rapaz com cara de cansado.
- Sophia surtou hoje. E eu tive que tentar provar que gosto dela. - null apoiou o rosto com as mãos na mesa.
- E você gosta? Sempre achei que gostasse da null. - Charles disse, abrindo um lanche na mesa.
- Acho que gosto. A null agora está apaixonada pelo Majors, é notável. E eu não gosto tanto assim da null - null observou a garota que estava no canto da sala sorrindo durante uma conversa.
- Eu não concordo, null sempre apareceu ser apaixonada por você, e você é caidinho por ela. - Terry indagou.
- Eu? Não. Como assim ela sempre pareceu? - null disse, confuso.
- Olha só. Ei, Rosa, de quem a null gosta? - Terry abordou Rosa que estava pegando um lanche na máquina.
- null. Óbvio. Do que estão falando? - Rosa puxou uma cadeira para se sentar.
- O null está surtando, pois acha que não ama a Sophia. - Charles disse, olhando para Rosa.
- Simples, termina com ela e vai atrás da null. - Rosa vasculhou um saco de salgadinho.
- Não é tão simples. null está feliz agora, não posso atrapalhar, e Sophia quer se casar e eu disse que sim. E eu nem gosto da null. - null disse a última frase quase como um sussurro.
- Que engraçado, juro que entendi que você disse que ia se casar com a Sophia. - Terry disse rindo e logo parou percebendo que havia entendido corretamente.
- Seu imbecil, por que fez isso? E é óbvio que está apaixonado por ela. - Rosa deu um tapa em null.
- Eu não sei. Não quero fazer isso. - null deitou a cabeça na mesa e fingiu um choro.
- Não sei se pode ajudar, mas eu conheço uma casa na praia bem legal, por que não fazem um encontro de casal? Boyle e Diaz podem ir com vocês. – Terry disse, se levantando.
- Não somos um casal, Boyle. Sim ,Terry, nós vamos , quero fazer vodka a vapor. - Rosa disse encarando Boyle.
- Acha que é uma boa ideia? - null levantou a cabeça esperançosamente.
- O que é uma boa ideia? - null apareceu atrás de null, fazendo o mesmo gritar alto de susto.
- null? O que faz aqui? O que você ouviu? Não estávamos falando de você. - null falou rapidamente e logo parou.
- O que está acontecendo com você, null? Anda estranho. - null disse o olhando assustada e logo se diriginoo a sua amiga.
- Vamos para uma casa de praia hoje à noite, vamos passar quatro dias, eu, você, null, Charles, Sophia e Majors. - Rosa disse se levantando.
- Não posso, minha prova é em quatro dias. - null balançou a cabeça negativamente.
- Você vai voltar a tempo, null. - Rosa pegou o café nas mãos da amiga e saiu de perto.
- Tá bom, ela daria uma ótima Capitã. - null disse, arregalando os olhos.
null e null se olharam por um tempo e logo a garota saiu da sala, null queria contar para null que estava noivo, mas não queria que tudo piorasse.
Um tempo depois null desceu até a sala de provas, porém ele encontrou null vasculhando uma caixa.
- Oi, eu não sabia que você estava aqui. - null disse colocando os braços para trás.
- Vim procurar uns arquivos de um caso que estou resolvendo. - null respendeu sem olhar para ele.
- Show! Então? Como está com o Majors? - null disse se aproximando.
- Estamos nos conhecendo, ele é um cara incrível, com uma mente completamente adulta, é encantador. - null sorriu.
- Ele combina com você. - null disse, forçando um sorriso.
- E Sophia? - null voltou a atenção de null para ela.
- Sophia? Ela tá ótima. Estamos felizes e apaixonados, como dois pombinhos. - null olhou para os lados e sentiu null se aproximar.
- É incrível como as coisas são, não é? O destino é bem confuso. - null disse e null a observou, desejando beijá-la.
- É incrível. - null não se deixou levar e puxou null pela cintura a beijando rapidamente.
Ele estava sentindo tanta falta dos beijos de null, de sentir sua boca na dele, do seu toque, seu perfume misturando com o dele.
Ambos se separaram por falta de ar, ficando apenas com a testa colada, compartilhando a mesma respiração.
- Isso foi um erro? - null ofegava entre a respiração.
- Eu não sei, foi? - null disse na mesma sintonia.
- Não sei. - null disse e logo se deixou levar, beijando null novamente.
Ela queria isso tanto como ele, null era o dono do seu coração e ela precisava dele, seu beijo era viciante e cativante, assim como tudo nele.
Porém, logo são atrapalhados com um barulho na porta, ambos se separaram ainda ofegantes e ficaram se olhando.
- Ei. Achei você. null, o que faz aqui? - Rosa olhou para a amiga e logo percebeu a presença de null.
- Eu? Eu ‘tô ajudando a null em uma busca de um caso, essa garota é atrapalhada e precisava da ajuda do melhor detetive. Quer saber, o Boyle está me procurando também, tchau para vocês. - null não esperou uma resposta e foi embora correndo daquele local.
- Então, Rosa, precisa de algo? - null voltou a mexer nas caixas.
- Não. Eu vim, pois percebi que você e o null sumiram. null? Vocês estavam se beijando? - Rosa observou a garota que já tremia de nervoso.
- O quê? Não! Eu e null somos amigos, apenas isso. - null disse quase gritando.
- Vocês são péssimos mentirosos, vocês se amam, por que complicam tanto? - Rosa disse, cruzando os braços.
- Não é tão simples, Rosa, ele está com a Sophia e eu estou com o Majors, eu preciso de um tempo para decidir o que eu sinto pelo null. - null cruzou os braços também.
- Vocês não gostam dos seus parceiros, essa é a resposta. E é bom se apressar, null está noivo de Sophia porque ela o forçou. Vai deixar ele ir embora assim, null? - Rosa disse e logo saiu, sem esperar uma resposta.
null sentiu seu coração apertar, ela não queria perder null definitivamente, ela não sentia absolutamente nada por Majors. Mas sabia que seu coração queria o null. Então é o que ela faria, tentaria conquistá-lo nessa viagem.
Todos voltaram para suas casas e foram organizar suas malas, Rosa estava na casa de null aguardando a mesma terminar de se arrumar.
- Você só vai levar isso? - null disse apontando para uma mochila ao lado de Rosa.
- É o suficiente para a sobrevivência. - Rosa disse, olhando para a mochila.
- Estamos indo para a praia, não para um campo de guerra. - null viu que a amiga levava uma faca na bolsa.
- É a mesma coisa. Já pensou o que vai falar para o null? - Rosa disse brincando com a cadeira giratória.
- Não. Vou ver se eu vou preferir ficar com null ou Majors. - null riscou algo em uma folha que utilizava como lista.
- Você ama o null, por que insiste em fingir que não gosta? - Rosa tirou algo do lugar da mala de null para irritá-la.
- Não mexa nas minhas coisas, Diaz. Eu preciso me decidir, não posso responder nada. - null arrumou o que tinha sido tirado do lugar.
- Medrosa! - Rosa respondeu e recebeu um olhar negativo da amiga.
null escutou a campainha soar e correu para ver quem era, na esperança de ser Majors que estava um tanto atrasado.

- O que vocês fazem aqui? - null disse indignada ao ver null, Charles e Sophia na frente deles.
- Oi, null. Dá licença, deixa eu entrar. - null afastou null e se deitou no sofá.
- Por que estão aqui? Iríamos nos encontrar no bar do Shaw's. - Rosa disse tão confusa quanto null.
- Estávamos prontos e ansiosos, estávamos próximos e decidimos encontrar vocês - Boyle disse, se sentando em uma cadeira.
- Deveriam ter avisado. - null falou furiosa.
- Eu fui completamente contra essa decisão. - Sophia se sentou ao lado de null.
- Cala a boca. Ninguém te perguntou absolutamente nada. - Rosa disse nervosa e recebeu um olhar de desaprovação de null.
A campainha soou novamente, null foi para porta soltando um suspiro longo, dessa vez era Majors.
- Oi, querida. Está linda! - O mesmo disse dando um beijo nos lábios de null.
- Oi. - A mesma sorriu, dando passagem para Majors.
null o observou, furioso, ele não se sentia confortável vendo null beijar outro cara em sua frente, ele então percebeu que era assim que ela se sentia ao ver null com Sophia.
- Pessoal, esse é o detetive Dave Majors. Majors, esse são meus colegas da noventa e nove. - null olhou para baixo um tanto sem graça.
- Com exceção da Sophia que é só agregada e namorada do null. - Rosa recebeu um olhar negativo de todos. - É verdade.
- null é muito tímida, sou a namorado dela. É um prazer conhecer vocês, já trabalhamos juntos algumas vezes, mas é bom se sentir parte de uma família. - Majors abraçou null que se sentiu mais constrangida que o normal.
- Nossa, null, você escolhe bem seus namorados. Ele é tão emocionante quanto o Teddy. - null disse rindo e logo parou.
- null, você não está em condições de fazer piada agora. - Rosa disse furiosa com o garoto.
- Acho que estamos todos aqui, podemos ir? - null se soltou dos braços de Majors.
- É uma boa ideia. - Charles disse pegando suas coisas e se levantando.

A viagem durou cerca de duas horas, eles haviam alugado uma van, Rosa foi dirigindo com Charles ao seu lado, enquanto os casais iam atrás. Sophia e Majors adormeceram, mas null e null se mantinham acordados a viagem inteira, null estava brincando com algum joguinho no seu celular e null lendo um livro. Algumas vezes ambos trocavam olhares intensos, eles não haviam conversado sobre o que houve na sala de provas, mas não era o momento certo.
Assim que chegaram, foram procurar seus devidos quartos, se deparando com apenas dois quartos.
- Pessoal, acho que temos um problema, temos dois quartos apenas. - Charles disse, nervoso.
- Era óbvio, Terry tem só a esposa e as filhas, era pra ser dois quartos mesmo. - Rosa disse jogando a mochila no chão.
- Já sei, Charles pode dormir comigo e a Sophia. Rosa pode dormir com a null e o…Como é seu nome mesmo? - null disse se fazendo desentendido.
- É Majors, null, não seja imbecil. E não, não vamos ficar ouvindo vocês fazendo coisas nojentas enquanto estivermos ali, eu e o Charles vamos ficar em um quarto, vocês, casais, vão dividir um quarto. - Rosa disse cruzando os braços.
- Você está falando sério? Dividir um quarto? Isso é uma péssima ideia. - Sophia disse, horrorizada.
- Eu não perguntei, vai ser assim e pronto - Rosa pegou a mochila e foi colocar suas coisas no quarto.
O clima estava estranho, dividir um quarto não estavam em seus planos, null se sentia nervosa, dividir um quarto com o atual namorado, sua paixão e sua inimiga, isso só poderia ser um pesadelo.
null então decidiu ir para cozinha beber algo, precisava relaxar, eram tantas coisas em sua mente.
- Você está bem? - null apareceu logo atrás dela.
- Sim, eu acho. null, isso é muito estranho, vamos dividir um quarto. - null pegou um copo d'água.
- Eu sei. Eu também não gostei dessa ideia. - null observou null e logo ficou em silêncio.
Ambos ficaram se olhando em silêncio e não demorou muito para se deixarem levar, null puxou null novamente pela cintura, a beijando, ela não relutou, abrindo espaço para o beijo.
null colocou null sobre a mesa e seguiu a beijando com mais rapidez.
- null, alguém pode nos ver. - null afastou o rapaz.
- Tem razão, me desculpa. Eu não sei, null, eu… - null tentou dizer algo e null simplesmente o abraçou.
Ambos ficaram ali em silêncio se abraçando, logo se afastaram rapidamente ao ouvirem o som de alguém descendo as escadas.
- null? Pode me dar uma ajudinha com a mala? - Sophia disse, sorrindo.
- Já vou. - null concordou com a cabeça e olhou para o chão.
Sophia desapareceu da frente deles. null se aproximou de null e começou a rir.
- null? Sério? Ela parece sua mãe. - null passou pelo o mesmo, o fazendo rir sem graça.
- Vai brincar com o meu nome, null? - null disse mais alto para a garota que subia as escadas, mas era possível ouvir a risada dela.

Na manhã seguinte, todos acordaram cedo para aproveitar a praia, null foi a primeira acordar e estava envergonhada de se trocar naquele quarto, pegou suas roupas de banho e foi para o quarto de Rosa e Boyle.
Assim que entrou no quarto encontrou Rosa dormindo em uma cama e Charles dormindo no chão.
- Charles? - null se abaixou perto dele.
- null? Bom dia. - Charles disse já se levantando.
- Pode me dar licença? Quero falar com a Rosa. - null disse educadamente.
Charles se levantou dizendo algo que null não entendeu, sobre acordar null.
- O que você quer? - Rosa disse resmungando com a cabeça no travesseiro.
- Nada, pode dormir, só vim me trocar, não quero me arrumar com todos eles lá. - null tirou a blusa e colocou a parte de cima do biquíni amarelo com rosas vermelhas.
- Vai impressionar o null? Bonito biquíni. - Rosa olhou e coçou os olhos.
- Como? Eu não tenho um corpo perfeito como da Sophia. - null disse, triste.
- Você tem, só não quer ver isso. null, você é incrível, inteligente, bonita, simpática, madura, uma mulher incrível, não fique se escondendo atrás da Sophia. Já percebeu como o null olha para você? É diferente como ele olha para a Sophia. - Rosa disse e logo abraçou a amiga.
- Obrigada Rosa, você é incrível. - null a abraçou.
- Não conte sobre esse nosso momento para ninguém - Rosa disse ameaçando e logo rindo junto com null.
- Você não vai usar esse pijama, não é? - null apontou para a roupa de Rosa.
- Eu não quero impressionar ninguém, só tem o Boyle aqui. - Rosa pegou um biquíni preto.
- Ele é um ótimo partido. - null disse rindo.
- Pegue para você, null. - Rosa jogou uma toalha em null.
null e Rosa se trocaram e vão diretamente para a praia encontrar os outros. Assim que null viu null, seu coração disparou, ela estava mais bonita do que antes, null não prestava mais atenção em ninguém, apenas em null.
Todos brincavam no mar e na areia, faziam piadas sobre o dia a dia. null e Rosa estavam deitadas na areia, null estava com o cabelo molhado, pois estava no mar.
- As sereias cansaram do mar? - null disse se jogando ao lado delas e se secando igual um cachorro, respingando água nas garotas.
- Droga, null! - null e Rosa disseram juntas.
- Qual o problema? Não quer se molhar? - null disse e logo abraçou null a molhando.
- Sai daqui. - null disse, empurrando null e o mesmo correu pelo mar como se fosse uma criança.
- Você e null andam se divertindo, não é mesmo? - Rosa colocou os óculos de sol.
- Somos amigos, nos divertimos. - null observou null no mar ao lado de Boyle.
- O bom que você relaxa para essa prova. - Rosa disse, rindo.
null então parou por um momento observando Sophia e Majors deitados na área em silêncio, ela nem se lembrava que ambos estavam ali, ela só pensava em null.
- Espera, isso foi um plano de vocês. Não foi? - null virou-se para Rosa que tirou os óculos.
- Do que está falando? - Rosa se sentou.
- Vocês sabiam que haveria apenas dois quartos, organizaram isso com o Terry, não foi? Pois sabia que eu acabaria focando no null e esquecendo o Majors. Eu poderia estar estudando para a prova, mas vocês preferiram me fazer resolver um caso de amor. - null disse, irritada, se levantando e indo embora da praia.
null observou Rosa gritar o nome de null e logo seguiu a garota.
Após alguns minutos null encontrou null no quarto, deitada no chão com roupa de banho.
- null? O que aconteceu? - null deitou ao lado da garota.
- Como me encontrou? - null disse sem olhar para null.
- Você deixou rastros de água e areia pela casa toda, parecia um caramujo. - null tirou uma risada de null
- Você sabia que fizeram isso para nos juntar? - null olhou para null
- Eu imaginei, mas não tinha certeza. - null disse se virando.
- Somos bons detetives. - null sorriu.
- Nome do seu vídeo de sexo. - null disse rindo e acariciando o rosto de null.
Ela não sabia como se sentir sobre o toque de null, então simplesmente o beijou ali, ela o queria tanto quanto ele.
Ambos se beijaram por um tempo, misturando suas emoções naquele momento.
- Isso é um erro, null. - null se levantou e saiu do quarto, deixando null ali sozinho.
null ficava cada vez mais confuso, não entendia como null mudava tanto de ideia, uma hora ela se mostrava interessada e logo tentava se afastar dele.
A mente de null estava uma bagunça, havia o casamento de null, a prova de Sargento e sabia que se passasse ela seria transferida para outro país.
null foi até a sala, se jogando no sofá e gemendo de frustração. Mas logo escutou algumas risadas na cozinha, risada familiar.
Ele vai devagar, sem fazer barulho para descobrir quem estava ali, mas logo se deparou com alguém que não gostaria de ver.
Sophia estava sentada na pia beijando Majors, ambos estavam em um completo amasso.
- Mas que porra está acontecendo aqui? - null disse quase como um grito.

- null? Eu posso explicar. - Sophia empurrou Majors.
- Cara, não é isso que parece. - Majors levantou as mãos como inocente.
- Sua namorada está lá em cima, triste, e você resolveu beijar minha namorada ao invés de cuidar dela? E você? Queria casar comigo para me trair? - null disse, aborrecido.
- Ei, o que está acontecendo? - Rosa disse acompanhada de null e Boyle que logo pararam na frente da porta.
- Eles estavam namorando. - null bateu a mão à mesa.
- Majors? É verdade? - null disse, com lágrimas nos olhos.
- null, eu posso explicar. – ele tentou se aproximar de null, mas a mesma se afastou.
- Fica longe de mim, eu acreditei em você, Majors, vai embora, agora! - null gritou.
Majors disse se afastando, mas null pareceu ficar mais furioso, dando um soco no rosto de Majors, o fazendo cair no chão e com o nariz ensanguentado.
- null! Não, não vale a pena. - Rosa puxou null para longe de Majors.
- Querido, vamos conversar. - Sophia se aproximou de null, mas Rosa levantou uma faca para a ela.
- Você e o idiota aqui vão pegar um voo de volta para sua casa, vão deixar null e null em paz, ou eu vou acabar com vocês. - Rosa disse pegando uma faca e apontando para Sophia.
- E eu vou ajudar, vocês magoaram e usaram nossos amigos. - Boyle gritou como se tivesse alguma autoridade.
- Calem a boca! Vocês deem um fora daqui, não vale a pena nada do que estão fazendo. - null gritou e saiu correndo para o quarto de Rosa.
Sophia e Majors pegaram suas coisas e foram embora. O clima na casa não estava bom, null e null se trancaram em quartos separados, null com Boyle e null com Rosa. Era preocupante a situação de ambos, Boyle e Diaz queriam ajudar, mas não sabiam como.
Todos passaram aqueles dias, trancados nos quartos.
Havia chegado o dia de ir embora, todos entraram no carro em silêncio, só havia o som do rádio tocando.
null então decidiu que era a hora de conversar com null.
- null? - null disse se aproximando da garota que não respondeu. – Olha, eu sinto muito pelo o que aconteceu, eu não queria que fosse dessa forma, eu sinto muito.
- Eu não vou passar nessa prova, null - null disse, chorando
- Claro que vai, null. Você é incrível, a melhor detetive que eu conheço, essa prova não significa sua competência. - null disse e null o abraçou, chorando.
Não era o momento que eles esperavam, mas null sabia que null era seu melhor amigo e ela estava ali, nos braços de quem ela amava.
null queria ajudá-la, mas só podia dar um apoio, cuidar de quem ama era a maior prova de amor e de amizade que ele conhecia. Não importava o quão fossem apaixonados, a amizade deles era mais forte, e eles sabiam que poderiam contar um com o outro.



Capítulo 06 - What's the problem, Baby?

O grupo havia voltado ao Brooklyn antes do previsto, conseguindo chegar antes do horário normal de trabalho.
null estava fazendo uma aposta de corrida de cadeira com Rosa, afinal o Capitão Holt ainda não havia chegado.
- Atenção. Foi dada a largada! - Boyle gritou fazendo null e Rosa correrem com as cadeiras.
- Você vai comer poeira, Diaz. - null disse tomando a liderança, mas logo se atrapalhou e caiu com a cadeira no chão.
- Comemorou muito cedo, null. - Rosa riu, cruzando a fita amarela de isolamento, que haviam colocado entre duas mesas.
- Eu quero uma revanche. - null disse, rindo ao lado de Rosa, mas logo eles escutaram um barulho estranho.
Era o barulho de uma máquina sendo chutada, eles correram até a sala de descanso, afinal ali havia as máquinas de comida.
- Sua máquina idiota e imbecil, não consegue nem fazer seu trabalho direito e ainda me rouba. - null disse, dando chutes na máquina.
- Por que ela está parecendo a Rosa? - Boyle disse baixo para null.
- Acho que a Rosa corrompeu a null. - null falou baixo para o amigo também.
- null? O que está acontecendo? - Rosa disse, chocada com a amiga que dava chutes fortes na máquina.
- Eu só quero um salgadinho. Essa vagabunda roubou meu dinheiro e não quer me dar meu lanche. Eu paguei por isso, sua máquina idiota. - null deu um tapa na máquina e logo clicou rapidamente no mesmo botão por diversas vezes.
- null, é só uma máquina. - Rosa gritou com a amiga.
- Eu não faria isso, você pode dar um curto na máquina, apertando todos esses botões. - Boyle estava explicando, mas logo a máquina soltou faíscas e explodiu por dentro, soltando fumaças de queimado e acionando o sensor de incêndio, jogando água naquele local.
- Capitão? A null colocou fogo na delegacia. - null gritou, fazendo uma brincadeira com null, que o olhou, irritada.
null respirou fundo, percebendo o que estava fazendo e correu para longe. Todos ficaram se olhando, sem entender o que estava acontecendo.
- Por que ela está assim? - Boyle disse segurando o extintor de incêndio e jogando na máquina.
- É a prova de Sargento, ela está nervosa. - Rosa disse sentada, observando Boyle limpar.
- A prova é hoje? Por isso ela está surtada. - null concluiu, observando Boyle limpar a bagunça.
- Vocês não vão me ajudar? - Boyle percebeu que null e Rosa apenas o assistiam.
- Não. Eu vou conversar com a null. - Rosa se levantou e foi procurar null.
- Eu acho que ouvi o Capitão Holt me chamar. - null saiu da sala e deixou Charles sozinho.
Rosa seguiu procurando null, mas após algum tempo a encontrou em um lugar óbvio, a mesma estava no telhado, o clima estava fechado e o vento forte, ela havia soltado o cabelo, deixando-o voando em uma tremenda bagunça.
null estava sentada no chão e com um cigarro em mãos.
- Achei que havia parado de fumado. – Rosa se sentou ao lado da amiga.
- Eu parei, mas estou nervosa. - null observou o cigarro em suas mãos.
- Não precisa disso. - Rosa pegou o cigarro e jogando longe.
- Rosa! Isso era meu. - null disse brava com a atitude da amiga.
- Exatamente, era, passado. - Rosa colocou as mãos na própria coxa.
- Eu estou com medo. Tudo têm sido uma tremenda confusão, em relação ao null, a 99, a prova, mudança. - null apoiou o rosto nas próprias mãos.
- Sabe uma coisa que eu lembro? - Rosa se virou para a amiga que estava cabisbaixa.
- O quê? - null disse, esperando uma resposta.
- Eu sempre te admirei. Quando você entrou na noventa e oito, eu achei que você era só mais uma mimada, mas quando descobri que você saiu da outra delegacia por assédio do seu Capitão, eu percebi que você era tão forte. Você foi crescendo como policial, nem saber segurar uma arma você conseguia, tremia e chorava para dar voz de prisão, demorava semanas para resolver um caso simples. - Rosa disse aquilo sem olhar para null.
- É sério? Eu sempre quis ser tão forte quanto você, Rosa. - null disse, com os olhos marejados.
- Você se tornou uma das melhores detetives do Brooklyn, prende criminosos como ninguém, vai e faz essa prova. - Rosa segurou a mão de null.
- E se eu não passar? - null disse, preocupada.
- A gente sai, enche a cara, faz vodka a vapor já que você me impediu na minha viagem, depois tenta de novo. - Rosa riu e logo recebeu um abraço apertado de null.
- Prometo que faremos uma outra viagem. - null segurou a mão da amiga.
As duas voltaram para a área central e se reuniram com seus amigos na área de descanso.
- Então? Está mais calma? - Boyle disse, com um sorriso mais amigável do mundo.
- Estou, Charles. Obrigada. - null deu um pequeno sorriso a Charles.
- null? - O Capitão Holt apareceu na porta da sala de descanso.
- Capitão? Aconteceu alguma coisa? - null tomou uma postura mais dura e olhou seriamente para o Capitão Holt.
- Por a caso se lembra do caso de Mourigton? - Capitão Holt folheava uma papelada em suas mãos.
- Sim, me lembro. Eu estou atrás desse cara há meses. - null disse ainda mais empolgada.
- Temos evidências que ele está em um galpão aqui no Brooklyn, preciso que faça a apreensão. - Capitão Holt apontou para null.
- Sim, senhor. Vou agora mesmo. - null já se preparava para correr, quando Rosa a impediu.
- Não. Sua prova é em alguns minutos. Você vai perder a prova dos seus sonhos? - Rosa tentou entender null.
- Eu esqueci. - null disse, suspirando. - E agora? Eu preciso prendê-lo é minha única chance de colocar um dos maiores casos no currículo, isso pode aumentar minhas chances de ser Sargento.
- Ou alguém apreende o Mourigton, ou simplesmente faz sua prova. - Holt disse isso como se fosse uma ideia boa.
- Você sabe que isso não faz sentido, não é mesmo? - Terry olhou para o Capitão que não respondeu.
- Eu vou. - null disse com um tom mais forte na voz.
- null? Fala sério. Você é burro igual uma porta, para fazer a prova da null. - Rosa rosnou para o mesmo.
- Não vou deixar você fazer minha prova, null. - null disse quase como um insulto.
- Primeiramente, magoou. Segundo, eu posso apreender o Mourigton, o deixo na sala de interrogatório até você voltar, então você o interroga e leva todos os créditos. - null cruzou os braços.
- Isso pode dar certo. - Boyle concordou com a cabeça. - Eu e a Rosa podemos ajudar o null.
- Vocês fariam isso por mim? - null disse, emocionada.
- Vocês? Eu me ofereci, não acredito que vão levar os créditos e se tornarem heróis. - null balançou a cabeça, fingindo indignação.
- Você é um herói, null. - null deu um beijo na bochecha do garoto, o fazendo corar com aquela sensação e a olhá-la, sorrindo.
- null, você vai se atrasar, sua prova é em cinco minutos. - Terry olhou o relógio de pulso.
- Droga. Ok, eu volto em uma hora, prometo. Me desejem sorte. - null correu pelo corredor, desesperadamente.
- Boa sorte. - Todos gritaram juntos.
- Ok pessoal, vai ser o seguinte, eu vou ficar com a parte da entrada do local, Rosa fica com os fundos, caso ele tente fugir. Boyle me dá cobertura pelas laterais. Vamos fazer isso pela null. Eu pareci um herói falando, não é mesmo, Charles? - null disse, empolgado.
- Melhor do que o próprio Batman. Vocês sabem o que isso é? - Boyle disse mais animado que antes.
- Não diz "clubinho". - null fez uma cara de nojo.
- "Clubinho"! Esse é o trio dos meus sonhos. - Charles gritou, animado e null saiu sem responder.
- Como o null te atura? - Rosa o encarou e logo o puxou.
Os três foram até o galpão fazer a apreensão, cada um estava em seu devido local.
Mourigton encontrou null e logo tentou fugir, Boyle tentou correr atrás do mesmo, Mourigton atirou em null, pegou uma bala de raspão em seu braço.
- Fala sério,, Mourigton, meu braço favorito de comer salgadinho. - null colocou a mão no ombro e viu o sangue escorrer.
Rosa conseguiu jogar Mourigton no chão e algemá-lo, null e Boyle correram até onde ela estava.
- Mourigton, você está preso - Rosa disse, com os joelhos nas costas do mesmo.
- Boa, Rosa. - Boyle quis fazer um toque de mãos com Rosa que o ignorou. - Sem toque, entendi, garota esperta.
Os três levaram Mourigton para a 99°DP, e prenderam o mesmo na sala de interrogatório. Eles estavam atrás do vidro conversando.
- Como está seu braço? - Rosa perguntou com seu tom sério de sempre.
- Foi só de raspão, já fizeram um curativo, disseram que eu vou ficar com uma cicatriz maneira. - null disse a última frase rindo.
- Maneiro. - Rosa deu um breve sorriso.
- Vai poder aumentar a história. - Boyle disse, apontando para o amigo.
- Que horror, Charles. Claro que eu vou. - null cruzou os braços.
- Droga, já deu o tempo da null, onde ela está? - Rosa disse, nervosa.
- Eu vou verificar. - null disse, saindo.
- null não a atrapalhe. - Rosa gritou.
- Não vou, relaxa. - null gritou mais alto.
- Manda um beijo para null. - Boyle gritou também.
null foi até o local das provas no 5° andar, eram tantas salas e ele não fazia ideia de onde null estaria. Ele foi passando de janela em janela na porta, olhando dentro das salas. Após um tempo ele encontrou null, com um coque no cabelo, extremamente atenta a sua prova.
Então null começou a pular em frente a prova e a balançar os braços, e, por um instinto, null olhou para o lado e se assustou ao ver null ali na frente, pulando.
- O que faz aqui? - null tentou dizer sem sair uma palavra de sua boca.
- Conseguimos. - tentou também dizer sem sair nenhuma palavra, e também fez um sinal de positivo com a mão direita.
null olhava para quem estava aplicando a prova e olhava para null, ela parecia desesperada.
null então apontou para o relógio, como se perguntasse quanto tempo ela ainda ficaria ali, a mesma esticou os dedos indicadores e girou um entorno do outro, dando a dizer para ele enrolar Mourigton mais um pouco. null então suspirou e saiu correndo.
null voltou para a sala de interrogatório, um tanto cansado de correr.
- Por que você está suando? - Rosa olhou para null.
- É cansativo subir até o 5° andar. - null respirou, ofegante.
- São dois andares, você foi de elevador e era para descer. - Rosa disse mais nervosa que antes.
- Na primeira vez eu tive que subir. É cansativo chegar até o elevador. Rosa, tenha mais empatia. - null observou Mourigton pelo vidro.
- E null? Mandou um beijo para ela? - Charles levou um soco no ombro de Rosa.
- Não, Charles, não mandei um beijo para ela. null ainda não terminou a prova, pediu para enrolar mais um pouco. - null cruzou os braços.
- Enrolar? Como vamos fazer isso? Ele não pode ficar aí apenas sentado. - Rosa apontou para Mourigton.
- Eu tenho uma ideia. - null sorriu.
Então esse foi o plano de null, pegar um violão e cantar todo o álbum de Taylor Swift, enquanto o mesmo gritava no meio da música.
- Sério, cara? Por que está fazendo isso? - Mourigton sentiu os ouvidos doerem.
- Você não gosta da Taylor? Ela é ótima. Essa música também é muito boa. AAAAH! - null gritou mais uma vez batendo nas cordas do violão.
Enquanto isso Rosa e Charles observavam o desastre acontecer, sem ter uma chance de impedir o amigo com o que quer que ele estivesse fazendo.
- Isso é pior que tortura. - Rosa filmou com o celular a cena.
- Eu não queria estar no lugar do Mourigton. - Boyle cruzou os braços.
- Ei, cheguei, onde está o Mourigton? - null disse, ofegante, assim que adentrou a sala onde os dois amigos estavam.
- Como vocês se cansam de descer dois andares? De elevador? - Rosa gritou e saiu da sala.
- Nossa, o aconteceu com ela? - null disse, sem entender.
- null está torturando o Mourigton. - Boyle apontou para o vidro e null percebeu a cena.
- Droga, eu vou lá tirar o null. - null saiu.
Na sala do interrogatório null continuava a gritar sem parar, Mourigton já não suportava mais a voz dele.
- Meu nome é null null! - null gritou no rosto de Mourigton.
- null? O que está acontecendo? - null entrou na sala.
- null? Tudo bom? Eu só estava conversando com meu amigo. - null cruzou os braços e deu uma risada sem graça.
- O que houve com seu ombro? - null disse, se aproximando de null.
- O quê? Nada. Foi só um tiro de raspão. - null segurou a mão de null.
- Ok. Depois conversamos sobre isso? - null deu um breve sorriso.
- Claro. - null retornou o sorriso.
- Senhor Mourigton? Eu sou a detetive null null e tenho algumas perguntas. - null se sentou na cadeira a frente do criminoso.
- Mas… ele não é null null? Como existem duas null null? - Mourigton perguntou, olhando assustado para null.
- O quê? - null disse, confusa.
- O quê?! Aí esse cara é engraçado, já está delirando, boa sorte aí no seu caso viu, tchau. - null abriu a porta e saiu depressa.
- Ok. Mourigton você já me encheu, eu estou atrás deste caso a meses, você tem me enrolado desde então, atirou no meu parceiro de trabalho, quase me fez perder minha prova. Acho bom você confessar isso logo. - null bateu à mesa e gritou, fazendo Mourigton ficar mais assustado do que antes.
- Vocês são todos loucos. - Mourigton disse, com um choro.
- Bem-vindo a 99. - null disse, sorrindo.
Enquanto isso atrás do vidro null, Rosa e Boyle assistiam aquilo assustados.
- Ela mandou bem agora. - null disse, com os olhos arregalados.
- Acho melhor deixarmos ela sozinha. - Rosa saiu e foi seguida pelos outros.

Após algumas horas null voltou a sua mesa, com alguns relatórios em mãos, ela se sentou colocando todas as coisas no seu devido lugar.
- Então como foi? - null disse, animado empurrando sua cadeira para perto da mesma.
- null? Você se senta na minha frente, não precisa ficar no meu lado. - null disse, notando o garoto ao seu lado.
- Você tem um cheirinho bom, de criminoso assassinado há cinquenta anos. - null riu, fazendo null também rir.
- Bem, Mourigton vai para o tribunal e provavelmente vai pegar vinte anos de cadeia. - null bateu na palma da mão de null
- Show! E a prova? - null observou cada detalhe de null, ele ainda a amava, mas agora fazia o possível para esconder dele mesmo.
- Não sei, estava tão complicada quanto eu achei, e muito fácil para muita preocupação, havia alguns erros também que eu vou fazer questão de enviar uma carta solicitando a correção. - null disse, empolgada.
- Eu não faço ideia do que você está falando, você é estranha, mas eu fiquei excitado. - null sorriu. - Que tal irmos comemorar hoje?
- Acho uma excelente ideia. - null sorriu, alegre com toda aquela sensação.

Durante a noite toda a equipe se reuniu no bar do Shaw's, eles continuavam com as mesmas roupas do trabalho, afinal foram direto ao bar.
- A null, nossa futura Sargenta, ou não! Noventa e Nove! - Terry gritou com uma cerveja em mãos.
- Noventa e Nove! - Todos gritaram, levantando suas bebidas para cima.
null se sentou em um balcão para admirar a equipe que fazia parte, ela nunca se sentiu parte de uma família, mas agora ela era. null e Charles cantavam em um Karaokê, Terry e o Capitão Holt conversavam sobre a vida. Logo Rosa foi se sentar ao seu lado.
- E aí? Futura Sargenta null. - Rosa bateu a garrafa de cerveja na garrafa de null.
- Rosa, eu nunca imaginei estar tão feliz em fazer parte de uma equipe, vocês foram incríveis hoje. - null admirou toda aquela situação.
- Agradeça ao null que fez de tudo para dar certo. - Rosa tomou um gole da cerveja.
- Eu vou. - null deu um gole também.
- Quando vai contar para o null? - Rosa se virou para a amiga.
- Do que está falando? - null se fez de desentendida. Seu coração ainda acelerava toda vez que ouvia falar no nome de null.
- Sobre você ser apaixonada por ele e sem se esquecer que você vai embora se passar nessa prova. - Rosa pegou outra cerveja.
- No tempo certo, Rosa, não é o momento. - null disse ainda observando null, que cantava uma música do Backstreet Boys e a olhava, sorrindo.
- E quando vai ser o momento? Quando você tiver 70 anos e estiver aposentada? Aí vai procurar o null e ele vai estar morto por infarto, deixando uma esposa viúva e três filhos? Faça isso logo, null. - Rosa bateu a cerveja na mesa.
- Eu vou fazer, mas não hoje. - null se calou e Rosa a olhou.
- Tenho algo para te contar. - Rosa disse, séria.
- O quê? - null tomou um gole da cerveja.
- Eu sou bissexual. - Rosa disse sem fazer contato com null.
- E? Eu sempre soube. - null a observou, e logo recebeu um olhar confuso de Rosa.
- Como sempre? - Rosa se virou para null.
- Somos amigas há um bom tempo, eu te conheço, já vi você paquerando mulheres e homens. - null sorriu.
- Obrigada. Por me entender. Mas não me abrace. - Rosa disse, com os olhos marejados.
- Eu te amo, e vou sempre te apoiar. - null disse, sorrindo, pois sabia que essa era sua maior amizade.
- Preciso contar para o Charles. - Rosa se levantou.
- Se tornaram melhores amigos? - null sorriu.
- Não. Ele não para de me chamar para sair e me mandar mensagem, eu preciso fazer com que ele entenda que somos amigos. - Rosa apontou a cerveja para null.
- Ele daria um bom partido. - null riu.
- Eu vou dar uma volta. - Rosa sorriu.
- Como? Estamos em um lugar fechado. - null quase gritou, vendo a amiga saindo de perto.
null se manteve sentada no balcão, aquilo tudo ainda era loucura para ela. Mas algo que nunca mudava era seu sentimento por null, desde a viagem e as coisas estranhas que aconteceram, null começou a agir como o melhor amigo de null, apenas flertando quando possível. O coração da garota já não entendia o que estava acontecendo.
- Posso saber o motivo de estar sozinha? - null se sentou ao seu lado.
- Gosto de ficar sozinha para relaxar. - null brincou com um porta copos.
- Gosto de ficar sozinha para relaxar, é o nome do seu vídeo de sexo. - null riu, tirando um sorriso dos lábios de null.
- null? Eu não consegui te agradecer pelo o que você fez. Sério, foi muito importante para mim. - null segurou a mão de null que sorriu.
- De nada. Então, você está bem? Em relação ao Majors? - null temeu uma resposta.
- Estou, acho que eu já esperava isso. Depois do Teddy e o Majors, eu coloquei uma nova regra. - null disse empolgada para null
- Ah, é? Posso saber qual? - null achou engraçado a reação de null.
- A partir de agora não saio com policiais. - null tomou um gole da cerveja que estava no balcão.
- Show, show, show, show! Não sair com policiais, uma ótima ideia mesmo. - null tentou entender o que aconteceu, agora seria o fim de toda a chance de um relacionamento com null.
- E você? Está bem em relação a Sophia? - null se virou para ele.
- Claro, eu já aprendi a superar a Sophia. Eu não saio mais com mulheres. Não espera, isso foi estranho. - null riu.
- Fuego especial, por conta da casa. - O barman entregou uma bebida com dois canudos no balcão.
null e null se abaixaram para experimentar, cada um tomando em um canudo. A bebida era ardente quando engolia, mas logo dava a sensação de frescor e doce na boca.
- Hum, muito bom. - null soltou o canudo.
- Achei bem fraca. Me vê mais quatro. - null disse e logo pediu ao barman.
- Vê quatro para mim também. - null se ajeitou na cadeira.
- Gostei, corajosa. Vamos fazer um brinde. - null sorriu e pegou uma bebida.
- Brincar pelo o quê? - null pegou a bebida também.
- Aos nossos relacionamentos fracassados, nossa vida horrível e confusa e principalmente a nossa amizade que nunca será mais do que amizade. - null sorriu e null deu uma pequena batida com seu copo no copo de null.
Eles beberam os quatro copos, e não se soube como foram embora e o que aconteceu depois disso, era como se os cérebros deles tivessem desligados a partir daquele momento.
null acordou na manhã seguinte com uma dor de cabeça insuportável, ela estava sonolenta, seu corpo doía fortemente, ela mal conseguia abrir os olhos.
Porém, uma coisa a fez acordar, um braço em volta de sua cintura, a abraçando com força, null não pensou duas vezes e gritou alto, e ao mesmo tempo empurrou quem é que estava em sua cama.
- Aí. - Uma voz rouca disse, caindo no chão.
- null? - null reconheceu a voz.
null se levantou e olhou, apavorado para null que estava em sua frente, completamente nua. Não que ele estivesse diferente. Ambos gritaram e tentaram se esconder.
- O que você está fazendo sem roupa, null? O que eu estou fazendo sem roupa? - null se escondeu atrás de um travesseiro.
- O quê? Como eu vim parar aqui? - null se enrolou na coberta.
- Você está na minha casa e nua, eu faço as perguntas, sua "safadinha". - null apontou para null.
- Não me chama assim. - null jogou um travesseiro em null.
- Ok. O que aconteceu ontem à noite? Eu não me lembro de nada. - null disse, confuso.
- Eu não me lembro também. - null colocou a mão em sua cabeça.
- Ok, vamos nos trocar e conversar isso vestidos, acho que vai funcionar. - null disse e ficou parado olhando para null.
- Eu não vou me trocar com você me olhando. - null fez uma careta.
- Qual o problema? Eu provavelmente já vi mais do que você se trocando. - null riu e null arremessou em null o sapato que estava no chão.
Não se lembravam de absolutamente nada do que aconteceu na noite passada, eles não sabiam como foram parar no apartamento de null, sem roupas e dormindo juntos.
Eles precisavam descobrir o que aconteceu naquela festa, aproveitariam sua folga do trabalho para desvendar absolutamente tudo o que aconteceu.



Capítulo 07 - Well Baby I Surrender

null havia deixado null se trocar em seu quarto, enquanto ele ia se arrumar em algum cômodo da casa.
null vasculhava o quarto de null atrás de suas roupas, ela se abaixou para verificar embaixo da cama se encontrava sua blusa.
- Droga, null. - null resmungou assim que encontrou sua blusa completamente rasgada embaixo da cama, misturada com pacotes de salgadinho, isso só aumentava o desejo de descobrir o que havia acontecido.
Ela abriu algumas gavetas de null em busca de uma camiseta, já que a sua se tornou apenas "trapos", null abriu a primeira gaveta do guarda roupa, encontrando uma camisa xadrez azul, logo que retirou a camisa encontrou seu sutiã escondido.
- Fala sério. - null disse, pegando seu sutiã de volta.
null colocou sua calça jeans e a camisa de null, deixando o cabelo solto.
Quando null foi fechar a gaveta, seu instinto e curiosidade acabou falando mais alto, ela começou a encontrar várias coisas, entre normais, estranhas, nojentas e estranhamente nojentas. Mas algo chamou a atenção da garota, uma foto, era null com uma farda policial, possivelmente uns oito anos mais novo. null admirava a foto, null parecia mais sério, mas com o mesmo rosto angelical de sempre.
- Gosta do que vê? - null disse atrás de null, assustando-a.
- Você me assustou. Eu só estava procurando uma blusa. - null tentou esconder a foto atrás dela.
- Ficou muito boa em você, pode ficar se quiser. - null cruzou os braços e admirou a garota em sua frente, ele nunca havia sentido isso quando Sophia usava suas roupas, mas com null era diferente.
- Muito obrigada por me emprestar, possivelmente você rasgou minha roupa ontem. - null disse um tanto sem graça.
- Você não tem provas que fui eu. Você pode ter feito um strip-tease para mim, nunca se sabe. - null deu de ombros.
- O quê? Que horror, não. Ou será que eu fiz? null eu fiz isso? - null surtou.
- Não surta agora, são nove horas da manhã, preparei um café para gente. - null disse, sorrindo, e um tanto animado.
- De quando é essa foto? - null disse, mostrando a foto, um tanto curiosa.
- Caramba, eu não vejo essa foto há um bom tempo. - null pegou a foto e olhou. - Eu havia acabado de entrar na polícia e recebi uma ligação do meu pai, extremamente bravo porque fingi que seguiria a carreira de piloto.
- Seu pai é piloto? - null disse, o observando.
- Sim, um piloto de avião idiota. Bem, chega disso, vamos tomar um café. - null puxou null.
null se aproximou da mesa na cozinha, ela observou null fazer algo simples como cereal com leite, ele entregou uma xícara de café para null que aceitou, mas ainda o observava, ele pegou o celular e encontrou uma foto com null, ambos estavam se beijando, null sorriu, olhando a foto. Ele se aproximou da mesa com uma tigela em mãos.
- Então? Qual o plano? - null colocou uma colher cheia de cereal na boca.
- Precisamos descobrir o que aconteceu ontem, como viemos parar juntos. - null assoprou seu café que estava extremamente quente.
- Por que isso é um problema? Ficamos bêbados e dormimos juntos. Ah, lembrei, somos amigos e você não fica com policiais. - null mergulhou a colher novamente na tigela e suspirou.
- null? Eu sei que para você isso pode ser confuso… - null tentou amenizar a situação.
- Confuso? Não. Você uma hora me quer e logo depois não, eu já me acostumei com o jeito null de ser. - null fez uma pequena careta.
- Sinto muito. As coisas estão confusas para mim. Mas preciso da sua ajuda, null. - null segurou a mão dele.
- Eu nunca disse que não iria ajudar. - null deu um sorriso. - Pensei em tentar distrair nossos amigos, Boyle me mandou dezenas de mensagens. Depois vamos no Shaw's e pegamos a imagem da câmera de segurança.
- Não temos um mandado. - null cerrou os olhos.
- Não precisamos. - null riu um tanto nervoso.
- Vai ligar para o Boyle? - null apontou para o celular de null.
null pegou o celular e ligou para Boyle, ele foi para um canto da cozinha, como se quisesse falar reservado com o amigo, mesmo sabendo que null estava atenta a conversa.
- E ai, Charles? - null disse, forçando um sorriso, aguardando uma resposta do amigo.
- "null, fiquei preocupado, você não atende desde ontem e nem veio trabalhar hoje." - Boyle disse do outro lado da linha.
- Hoje é minha folga.
- "Eu me lembrei agora, pois o Capitão me lembrou, ele estava perguntando de você. Aliás, achei que você poderia estar com a null, ela também não veio trabalhar hoje." - Boyle disse, dando um tom malicioso em sua voz no final da frase.
- Sim, eu fiquei sabendo que ela estava de folga também, não falo com a null desde ontem. - null levantou os ombros e olhou para null, que o encarava.
- "Vocês podiam aproveitar e se encontrar hoje, o que acha?" - Boyle disse mais uma vez com tom malicioso.
- Se eu não tiver nada para fazer, eu vou. - null disse, olhando para a garota que agora estava entretida com a caneca de café.
- "Adivinha quem voltou?" - Charles disse, animado
- Quem? - null fingiu desinteresse.
- "Scully e Hitchcook" - Charles disse, rindo.
- As férias deles já acabaram? Céus, precisamos de umas férias conjuntas, Charles. Eu preciso desligar, depois conversamos. - null ouviu Charles se despedir e logo desligou.
null desligou após um tempo, ele e null pegaram suas coisas e se preparavam para ir até o Shaw's.
- Vamos? - null disse, prendendo o cabelo e null puxou a presilha de sua mão.
- Deixa solto. A gente também podia ir depois e de repente se beijar mais um pouco. - null se aproximou e null colocou um dedo em sua boca.
- Não agora. - null disse, rindo.
- Isso significa que depois? Significa isso, não é? - null riu.
- Talvez sim, talvez não. - null disse, rindo. - De quem você e Charles estavam falando?
- Scully e Hitchcook, dois policiais na velha guarda, são extremamente bons com papeladas e adoram comer, espere para a 99 explodir a qualquer momento - null riu.
- Não vejo a hora. - null disse logo atrás dele.
null se aproximou da porta, assim que a abriu se deparou com uma garota de cabelos ondulados e castanhos.
- Gina? O que você faz aqui? - null podia sentir seu coração acelerar. Ele fez sinal com as mãos para null se esconder, e ela se enfiou atrás da bancada.
- E aí, null? Quanto tempo, vim visitar meu melhor amigo. Atrapalho? - Gina sorriu.
- Não. Na verdade sim, eu estava de saída. - null engoliu seco.
- Posso ir com você. - Gina disse, animada.
- Na verdade, não. Eu tenho uma coisa do trabalho para resolver. - null tentou olhar para trás.
- null, você está me escondendo algo? - Gina o encarou.
- Não, Gina, não. Afinal o que faz aqui? De verdade? - null disse, ainda tentando entender.
- Eu vim te contar uma novidade pessoalmente, eu te enviei mensagem ontem, mas você não olhou. - Gina olhou o celular.
- Eu esqueci de olhar. Qual a novidade? - null tentou focar em Gina.
- Eu sou a nova secretaria do Capitão Holt, vou trabalhar com você, Abacaxi. Podemos sair para comemorar mais tarde? - Gina disse, rindo.
- Caramba, meus parabéns, Gina. Claro, vamos sim.
Após algum tempo null conseguiu tirar Gina de seu apartamento, se ela descobrisse sobre null tudo iria por água abaixo, possivelmente twittaria sobre.
- Quem é ela? - null saiu detrás do balcão.
- Gina Linetti, estudamos juntos no colegial, agora ela é secretaria do Holt. - null ajudou null a se levantar.
- Caramba, que legal. Bem, melhor irmos logo. - null puxou null que rapidamente a seguiu.
Ambos chegaram ao bar do Shaw's, era um período de almoço, o local estava um pouco cheio. null e null se aproximaram do balcão e puxaram conversa com Shaw's.
- E aí, Shaw's, tudo bem? - null disse, totalmente simpático.
- null e null? Que milagre vocês neste horário. - Shaw's disse, secando um copo.
- Precisamos de um favorzinho, precisamos do vídeo de segurança de ontem à noite. - null disse, cruzando os braços.
- Claro, vocês trouxeram o mandado? - Shaw's encarou e null olhou diretamente para null.
- Não, não temos um mandado. - null disse, frustrado, sabendo que null tinha razão.
- Shaw's, não temos, mas houve uma suspeita de um criminoso que estava em seu bar, estamos investigando. Se puder nos ajudar, vamos dever isso a você. - null disse, totalmente simpática.
- Claro, null, vou buscar. - Shaw's saiu em busca do vídeo.
- Muito bom, null. - null concordou, sem graça.
- Eu avisei você, null, eu avisei. - null revirou os olhos.
Ambos pegaram uma mesa no fundo do bar, null trouxe o notebook de null para que conseguissem assistir ao vídeo. No vídeo aparecia null e null conversando normalmente.
- Ok, até ai havíamos dividido um drink - null assistiu, atenta.
No vídeo null fazia um sinal com quatro dedos levantados, informando que queria mais 4 drinks, null fazia o mesmo.
- Quatro drinks para cada um. Quer um? - null disse, comendo um salgadinho e oferecendo.
- O que é isso? E por que esse cheiro? - null fez uma careta.
- Salgadinho de queijo parmesão, com jalapenos, alho e bacon frito. - null disse, comendo.
- Que horror, seu estômago deve estar achando que você está querendo matá-lo. Escove os dentes depois. - null disse e null olhou para sua própria barriga.
O vídeo seguia, null e null pediam mais quatro drinks e logo começaram a rir na bancada. null apareceu, puxando null para o meio do lugar e eles dançaram freneticamente, e logo depois uma dança lenta, o rosto de ambos estava quase colado, eles estavam prestes a se beijar.
- Pausa. - null assustou null.
- O quê? Quer admirar nosso quase beijo? Sem problemas. - null observou null.
- Não, cala a boca. Da um zoom ali no fundo, na direita. - null apontou na tela do computador.
- É só o Charles e a Rosa conversando. O que tem? Está com ciúmes? - null disse, ainda confuso.
- Continua o vídeo. - null disse ainda atenta.
No vídeo aparecia Charles e Rosa entrando no banheiro masculino juntos, cerca de 20 minutos depois Rosa saiu do banheiro e Charles saiu extremamente sorridente.
- Eu estou louca ou…? - null mal conseguiu terminar a frase.
- Charles e Rosa se "pegaram" no banheiro? Tudo isso embaixo dos nossos olhos? - null disse, horrorizado.
- Parece que sim. - null o encarou.
- Parece que não foi só a gente. Eu tive uma ideia, podemos subornar cada um individualmente se eles nos contarem o que aconteceu ontem, eles devem saber.
- Pode funcionar. Continua o vídeo e tira o zoom - null voltou a atenção ao vídeo.
Todos foram embora do bar e null e null continuaram dançando e se beijaram, um beijo lento, mas cheio de carinho. null se separou e deitou no peito de null. Eles decidiram pegar mais bebida, logo após alguns minutos null e null estavam deitados em cima de uma mesa de sinuca rindo alto, era possível ver alguns beijos durante o vídeo. Após algumas horas Shaw's apareceu os expulsando do bar, os dois correram do local, cambaleando, era possível ver null cair na porta.
- É tudo o que temos. - null disse, frustrado.
- Bem, sabemos que bebemos demais. - null disse quase o óbvio.
- Não me diga, Sherlock. - null caçoou de null, que revirou os olhos.
- O que você quer fazer agora? Algum plano? - null o olhou.
Eles ficaram um tempo se olhando em silêncio e logo começaram a se beijar fervorosamente, foram separados pela falta de ar.
- Caramba. - null disse, quase boquiaberto.
- É, caramba. - null não estava diferente de null.
- Podemos guardar segredo? Já que nossos amigos também estão. - null disse já esperando um não.
- Sim. - null o olhou, fazendo-o sorrir.
- Eu gosto muito de você. - null sorriu, tirando uma mecha de cabelo do rosto de null.
- Achei que eu era chata e esquisita. - null disse, rindo.
- Você é, não sei como isso me excita. Mas eu gosto de você, null null. - null disse um tanto tímido.
- Eu também gosto muito de você, null. - null disse se aproximando e dando outro beijo.
- Prometo que assim que pudermos teremos um encontro oficial. - null se levantou da mesa, sendo seguindo de null.
O dia passou rápido, null e null passaram a tarde inteira juntos no apartamento de null, assistindo a todos os filmes de duro de matar. A noite null se encontrou com Gina e null ficou em casa descansando.
Na manhã seguinte null e null chegaram juntos, o clima estava estranho, ambos tentaram passar juntos pela porta da delegacia, fazendo aquele clima ficar mais esquisito.
null estava em sua mesa quando Rosa se aproximou.
- Onde esteve? - Rosa disse com um tom bravo.
- Eu? - null se fez de desentendida.
- Não, o null. É claro que estou perguntando de você, null. - Rosa disse apontando para null que a olhou, confuso enquanto trabalhava.
- Estava lendo, tirei meu tempo para me distrair. Estava com uma ressaca muito forte. - null disse, disfarçando muito bem.
- Interessante. - Rosa disse e logo saiu, percebendo a presença de Charles se aproximando.
- E aí, null? null? Como foi a folga de vocês? - Charles disse, animado.
- Nada demais, passei o dia lendo. - null disse, sorrindo para Charles.
- Que coisa entediante! Eu assisti duro de matar, comi salgadinho e encontrei uma amiga do colégio. - null disse, animado.
- Salgadinho de queijo provolone, jalapenos, alho e bacon frito? - Charles tentou adivinhar.
- Acertou em cheio! - null olhou para null que revirou os olhos.
- São deliciosos. - Charles disse, animado.
- Eca, que horror. - null fez uma careta. - Mas que cheiro é esse?
- É o pé do Scully. - Hitchcook disse passando perto deles, todos observam Scully sem os sapatos.
- Que horror. - null, null e Boyle fizeeram caretas como se fossem vomitar.
- Parece que já conheceu a dupla mais legal da 99. - null disse fazendo um sinal de positivo para null.
Durante o turno null e null se olhavam rapidamente, algumas vezes os olhares eram profundos. Eles trocavam mensagens por celular

De: null null
Para: null null

"Você está linda hoje, que tal me ajudar na sala de prova?"

De: null null
Para: null null

"Você também não está nada mal, te encontro em dez minutos"

null se levantou rapidamente, deu uma olhada para null e verificou que não estava sendo seguido. null após alguns minutos se levantou e foi até a sala de provas, null não estava lá, estava tudo vazio, mas ela foi surpreendida, null se aproximou de null segurando sua cintura com força e sussurrando em seu ouvido.
- Eu senti sua falta. - null sussurrava e null podia se sentir nas nuvens, completamente arrepiada.
- Eu também, não via a hora de te beijar. - null se virou e colocou os braços em volta do pescoço de null.
Ambos se beijaram profundamente. Era assim todos os dias, haviam até desistido de descobrir o que havia acontecido naquela noite. Eles ficavam escondidos todos os dias, no trabalho, em suas casas, em missões. Aquilo era perigoso e eles amavam, na verdade eles só estavam exalando todo o amor guardado.

Uma certa tarde na delegacia, tudo estava tranquilo quando o Capitão Holt parou para anunciar algo.
- Atenção! Gostaria de apresentar minha nova secretaria. Gina Linetti - Capitão Holt apresentou Gina.
- Obrigada, Capitão, eu estou muito feliz em estar aqui. - Gina disse isso quase como um lindo discurso.
- É um prazer conhecer você, Gina. - null tentou ser simpática.
- Eu imagino, sempre é um prazer me conhecer. - Gina sorriu e null fez uma careta, confusa.
Naquele mesmo dia null sentiu a falta de Rosa em sua mesa, a morena nunca sumia dessa maneira. Então decidiu procurá-la.
Rosa estava na sala de interrogatório, null entrou e se sentou na frente da amiga.
- O que faz aqui? - null disse, encarando a mesma.
- Vai me interrogar? - Rosa ainda olhava para suas mãos.
- Sério? O que aconteceu, Rosa? Eu sou sua amiga.
- Vou te contar algo, mas tem que jurar que não vai contar para ninguém, nunca. - Rosa disse, com lágrimas nos olhos.
- Eu prometo. - null disse, segurando a mão de Rosa.
- Na noite da sua prova, quando estávamos no bar do Shaw's, eu estava entediada, conversei com o Charles e por algum momento o achei extremamente atraente. - Rosa disse e null arregalou os olhos.
- E então?
- Nos beijamos no banheiro, fomos para a casa dele e fizemos sexo a noite inteira. A perna dele é lisa, muito lisa. - Rosa disse, encarando a mão novamente.
- Ele sempre se gaba por isso. - null deu de ombros.
- Ficamos escondidos todos esses dias, nos encontrávamos todas as noites. Porém, a garota nova chamou a atenção do Charles, eu senti. null eu nunca senti isso por ninguém. Mas tem um problema. - Rosa disse, ainda a olhando.
- Qual?
- Eu também me senti atraída pela garota nova. - Rosa fez um bico.
- Sério? Gina. Caramba, Rosa, eu não sei o que dizer. - null encostou as costas completamente na cadeira.
- Ninguém sabe, obrigada pela ajuda inútil. - Rosa se levantou, mas null a segurou.
- Você precisa tentar conhecer a Gina e conversar com o Charles, você vai decidir quem você ama. - null a encarou, séria.
- Obrigada. - Rosa tentou esconder um sorriso no canto do rosto, ela só queria que a amiga compreendesse o que ela sentia.
- Rosa, por acaso aconteceu algo entre eu e o null no bar do Shaw's? - null a encarou.
- Por que a pergunta? - Rosa disse, cerrando os olhos.
- Nada. Curiosidade. - null olhou ao redor da sala.
- Sim, muitas. - Rosa se sentou.
- O quê? Só por curiosidade. - null mordeu os lábios.
- Só por curiosidade vocês dançaram juntos uma música chamada Accidentally in Love do Couting Crows, ficaram gritando que era a música oficial de vocês, pareciam dois imbecis, quando vi estavam deitados na mesa de sinuca, o null começou a te pedir em casamento, dizendo que queria ter filhos com você. Você o beijava e disse que o amava. - Rosa a encarou.
- Só isso? - null torcia para que nenhum desastre tivesse acontecido.
- Não, vocês tiraram uma foto no celular do null se beijando. E eu e o Charles vimos vocês dois irem até a casa do null, vocês estavam bêbados, mas se beijavam muito. - Rosa disse e flashbacks começaram a surgir em sua mente.

...

null a beijava intensamente pelo pescoço, assim que entraram no local, null tirou a jaqueta de null a jogando longe, ele a deitava na cama e ia tirando as peças de roupa de null, uma a uma, a blusa ele decidiu rasgar.
- Eu te amo. - null disse no ouvido de null.
O mesmo beijava todo seu corpo, fazendo arrepios nunca sentidos antes, null sentia a respiração do garoto contra seu corpo.
- Vem aqui. - null disse, puxando null pela gravata, ela começou a arrancar a roupa dele e a beijá-lo.
null beijava cada canto do corpo de null o fazendo arfar, ele nunca havia se sentido daquela maneira antes. null decidiu fazer uma brincadeira com null, pegando o sutiã dela e guardando em sua gaveta.
- É para lembrança desse momento. - null sorriu.
- Nunca vou me esquecer. - null o beijou.
A noite dos dois foi intensa, com todo o prazer e sentimento no ar, a melhor noite já vivida na vida deles.

....

A mente de null voltou a realidade, ela podia sentir tudo o que havia sentido naquela noite, era confuso, mas ela gostava, quando se deu conta estava sozinha na sala, provavelmente tinha deixado Rosa falando.
null pegou o celular e mandou uma mensagem para null.

De: null null
Para: null null

"Precisamos conversar, acho que descobri tudo. Me encontre hoje em casa."

Eram cerca de nove horas da noite quando null tocou a campainha de null, ela estava com o cabelo bagunçado e usava um moletom da polícia de Nova York.
null se sentou com null no sofá e ela contou tudo o que Rosa lhe contou, também disse o que se lembrou.
- Eu sei que você têm uma foto nossa, null. Por que não me mostrou? - null o olhou, curiosa.
- Não sei, pensei que você me mandaria apagar e esquecer tudo isso. null, eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida. - null segurou a mão de null.
- Posso ver a foto? - null pediu o celular.
- Claro. - null entregou e ela ficou algum tempo analisando a foto, seu coração disparava.
null e null ficaram deitados juntos no sofá, logo a garota se levantou e foi buscar duas cervejas na geladeira, entregou uma a null e se sentou ao seu lado.
- Charles me contou sobre a Rosa, ele está completamente apaixonado. - null disse, rindo.
- Rosa também. - null disse e recebeu um olhar confuso dele.
- Achei que era impossível ela amar. - null fez uma careta.
- Não fala assim dela, null, Rosa tem sentimentos, só não sabe conviver com eles. - null bebeu um gole da cerveja.
- Quem diria que um caso de assassinato mudaria nossas vidas, não é mesmo? - null olhou para null.
- Sabia que eu me encantei pela sua voz? - null disse, surpreendendo null.
- O quê? - null disse, confuso.
- Quando nos conhecemos, naquela cena de crime. Eu ouvi sua voz e meu coração se acelerou, mas eu não estava apaixonada. - null sorriu.
- Quando teve certeza que se apaixonou por mim? - null disse, sorrindo.
- Nossa primeira missão juntos, quando você disse "nome do seu vídeo de sexo", eu fiquei tão confusa, mas me fez rir. E eu percebia que estava louca por você. - null sorriu.
- Quer saber quando me apaixonei? - null se aproximou da garota.
- Sim. - null se aproximou mais de null.
- Cerimônia de reconhecimento, você dançou e flertou comigo, quando colocou seu cabelo atrás da orelha eu soube que era louco por você. - null puxou o rosto de null e a beijou.
- O que vamos fazer? - null se separou do beijo.
- Ficar juntos? Não deixar mais ninguém impedir nosso caso de amor estranho? - null riu.
- Eu preciso te contar algo, null. - null estava pronta, era o momento ideal.
O coração de null estava acelerado, ela precisava contar sobre a transferência, mas estava com medo de oficialmente perder null para sempre, mas ela não podia mais esconder isso dele.



Capítulo 08 - Never ever end of all this love

"Te encontrei quando seu coração estava quebrado, eu enchi seu copo até transbordar, fui tão longe para mantê-lo perto, eu estava com medo de deixá-lo sozinho." (Without me - Halsey)

...

null se aconchegou mais perto de null, ela segurou a mão do garoto com força, ela sentia que seu coração ia explodir e que iria desmaiar.
null ainda estava confuso com tudo aquilo, ele só sabia que estaria ali para null, ajudando e apoiando no que necessitasse.
- null, eu... Eu gosto muito de você. - null disse quase ofegante, ela não sabia como fazer isso.
- Eu também, null, gosto muito de você. - null disse acariciando a mão de null.
- Você foi a melhor coisa que me aconteceu, sem planejar, é claro. - null riu na última frase.
- As melhores coisas acontecem assim. - null disse, dando um sorriso.
- Tudo bem, vamos lá, você consegue, null. - a garota sussurrava para si mesma.
- null? Está tudo bem? - null começou a se preocupar com as atitudes dela.
- Têm algo que não te contei sobre o teste de Sargento. - null disse, o encarando, era possível ver lágrimas querendo nascer dentro dos olhos dela.
- O que têm a prova, null? - null disse mais confuso que antes.
- Se eu passar eu posso ser transferida. - null disse, olhando para baixo.
- Show, show, show. E sabe para onde? - null disse mais preocupado que antes.
- Só vou saber quando a carta chegar, pode ser aqui em Nova York, ou em outro lugar dos Estados Unidos. Ou até mesmo outro país, mas as chances são mínimas, precisa estar em primeiro lugar com a melhor pontuação. - null segurou a mão de null mais forte.
- null? Não vai ser fácil se você tiver que se mudar, eu não vou estar feliz, mas é a sua felicidade que importa, é o seu sonho, não vou te impedir. - null sorriu e null simplesmente o abraçou, chorando.
- Por que abacaxi? - null disse, saindo do abraço.
- O quê? - null disse, confuso.
- A Gina te chamou assim, por quê? - null deitou nos braços de null.
- Minha avó me deu esse apelido porque eu comia muito abacaxi e meu cabelo era arrepiado. - null brincou com algumas mechas do cabelo de null.
- Não era não, eu já vi foto sua mais novo.
- Tá, eu queria deixar a história mais legal. Bem, a Gina era minha vizinha, então ela também me chamava assim. - null disse, acariciando o rosto de null.
- Eu gostei. - null acariciou a mão de null que estava em seu rosto.
- Por que eu não posso ir morar com você no Canadá? - null disse mudando de assunto.
- Eu queria muito, seria perfeito, mas o Brooklyn é o seu lar, você tem uma família aqui e quando digo família, são todos da 99. - null brincou com os dedos de null.
- Podemos ser uma família juntos. - null segurou a mão de null.
- null o Boyle precisa de você, ele morreria se você fosse embora. Você tem a Gina que acabou de chegar e precisa de um amigo. O Capitão Holt te adora e te trata como filho. A Rosa adora você e precisa de um amigo para conversar. E tem o Scully e o Hitchcook que te admiram. Não posso deixar você fazer isso. - null disse, se aconchegando mais perto de null e ele não respondeu.
Ambos passaram aquela noite juntos deitados no sofá, null dormiu a noite inteira, pois sabia que estava com null, mas ele não conseguiu dormir à noite, sua mente estava em perder null, seu coração doía só de imaginar.
Algumas semanas se passaram, null e null estavam mantendo o relacionamento as escondidas, e por incrível que pareça ninguém desconfiava.
null estava na copiadora quando Rosa entrou e fechou a porta depressa.
- Caramba, Rosa, me assustou. - null disse quase pulando.
- Não exagere. Eu preciso da sua ajuda. - Rosa disse, apavorada.
- O que aconteceu? - null colocou uma pilha de papel na impressora.
- Boyle me chamou para sair. - Rosa disse, olhando os próprios pés.
- E isso não é bom? - null a encarou.
- A Gina me chamou para beber com ela hoje. - Rosa disse, olhando ao redor.
- Caramba, você tem dois encontros? - null riu.
- Não é engraçado, null, eu não sei reagir a esse negócio que tá acontecendo aqui. - Rosa apontou para o coração.
- Sentimentos? Rosa, saia com os dois, você vai descobrir quem você quer, pode acabar ficando com os dois ou nenhum deles. - null sorriu.
- Você me deu uma ideia. - Rosa disse, saindo da sala rapidamente.
- De nada. - null gritou.
null estava atento lendo um arquivo, quando é surpreendido por Boyle, completamente desesperado e ofegante.
- null? null? - Charles disse, puxando a cadeira de null e se sentando ao lado de null.
- Posso te ajudar com algo, Charles? - null colocou os arquivos de lado.
- É a Rosa. - Charles disse sussurrando e olhando ao redor.
- O que têm? - null disse confuso.
- Eu a chamei para sair.
- E qual é o problema? - null disse, encostando o corpo na cadeira.
- A Gina. - Boyle observou-a no celular digitando sem parar.
- Gina? O quê? Eu estou confuso. - null disse ainda o olhando estranho.
- A Gina chamou a Rosa para beber, eu chamei a Rosa para sair, a Rosa me chamou para sair e beber com ela e a Gina. - Charles disse cada vez mais desesperado.
- Vocês são um trisal? Maneiro - null riu alto.
- Não é, null, a Rosa me assusta, mas me deixa excitado, a Gina também. Eu não sei de quem eu gosto. - Charles disse olhando para as próprias mãos.
- Charles, eu não tenho experiência com trisal, mas você pode ter os mesmos sentimentos pelas duas, ou identificar quem você gosta mais. - null disse e logo voltou a atenção para null que passou por Charles.
- Ah... Charles? Essa cadeira é minha. - null chegou ao local e verificou que a cadeira dela não estava lá.
- Eu estou conversando, null? Procure outra cadeira, você não é dona dela. - Charles disse, nervoso e null apenas o encarou.
- Charles? Devolva a cadeira da null. - Rosa disse passando sem olhar para ele.
- Claro, toda sua. Você é incrível, null, já aqueci a cadeira para você. - Charles disse, entregando a cadeira para null.
- Ele realmente esquentou. - null fez uma careta para null que sorriu.
Eles trabalharam em silêncio, focados no trabalho, haviam casos muito complicados a serem resolvidos.
- Então? Pensei em irmos jantar essa noite juntos. - null disse olhando para null.
- Eu acho uma ótima ideia, onde iremos? - null voltou a atenção para null.
- Surpresa. - null riu. - Você está tão bonita.
- Obrigada. - null disse, o olhando completamente apaixonada.
null se levantou e passou olhando para null, ele sabia o que isso significava, ela queria que ele a seguisse.
E foi o que ele fez, a seguiu para a sala de provas, null o esperava, ambos não queriam perder tempo, queriam aproveitar esses poucos minutos que tinham juntos.
Eles se beijavam fervorosamente, null empurrava o corpo de null contra as prateleiras, e percorria todo o pescoço da garota, fazendo-a suspirar em prazer.
- Eu te amo. - Ele sussurrava no ouvido de null e ela seguia o beijando cada vez mais.
As coisas estavam esquentando ali, null começou a abrir os botões da camisa de null, e ele não reclamou, apenas a olhando e mordendo os lábios.
null tirou a camisa de null jogando-a no chão, null segurou null pela cintura e logo a levantou, colocando as pernas dela ao seu redor.
Eles voltavam a se beijar, não queriam que este momento acabasse nunca.
- O que está acontecendo aqui? - Uma voz muito familiar disse atrás deles, fazendo null soltar null.
- Capitão? - null disse quase como um grito, empurrando null tão forte que o fez cair, e logo percebendo o que havia feito. - null?
- null? null? Podem me explicar? - Capitão Holt estava com os braços cruzados, os encarando.
- Capitão? Eu posso explicar. - null se levantou com a ajuda de null, e logo percebeu que os pontos que recebeu da bala estavam abertos e sangrando. - Droga.
- Estou aguardando uma explicação. - Capitão Holt continuava sem expressão em seu rosto.
- Eu vim procurar uma coisa nas caixas de prova, a null estava me ajudando. - null disse, olhando para null que estava em choque.
- Procurando na boca da null? - Holt olhou para a garota que estava igual uma estátua com os olhos arregalados.
- Sim, ela engoliu a prova. - null inventou sua pior mentira.
- null, coloque sua camisa, faça um curativo e depois quero os dois na minha sala. - Capitão Holt disse, saindo sem olhar para trás.
null e null se entreolharam sem saber o que dizer, null colocava a camisa e foi até o ambulatório resolver o problema com os pontos.
null estava sentada e inquieta em sua cadeira, ela a girava de um lado para o outro.
- Estou novinho em folha. Adivinha quem ganhou um pirulito por ser um bom garoto? - null disse mostrando o pirulito para null que revirou os olhos.
- Você roubou isso, é para as crianças. - null disse, brava.
- Mas fui um bom garoto. - null se sentou.
- O que acha que vai acontecer? - null disse, preocupada.
- Eu não faço ideia, mas vai ficar tudo bem. - null deu um sorriso para ela.
O tempo demorava a passar, ambos agora estavam inquietos.
- null e menina que eu não lembro o nome? O Capitão Holt está chamando vocês dois na sala dele. - Gina disse gritando.
- Meu nome é null null, faz semanas que trabalhamos juntas. - null disse próximo de Gina.
- Eu não me importo, querida. - Gina disse, sorrindo, fazendo null revirar os olhos.
null e null entraram na sala, o Capitão Holt mantinha a mesma expressão séria de sempre.
- Capitão? Antes de qualquer coisa, a null não tem culpa de nada do que aconteceu. - null tentou defender, mas logo parou.
- O que está acontecendo entre vocês? - Holt se encostou na cadeira, entrelaçando os dedos.
- Estamos namorando? - null disse, olhando para null que concordou.
- É a primeira vez que dão um amasso aqui? - Holt enfatizou a palavra amasso.
- Sim. - Os dois disseram juntos.
- Mentirosos. Vim observando vocês dois pelas câmeras há semanas. - Holt disse, suspirando.
- O quê? O senhor é um "taradão". - null riu e mordeu os lábios para não rir mais alto.
- null. - null disse repreendendo-o pela piada. - Por que o senhor não nos parou antes?
- Queria ver até onde iam, eu descobri que algo estava acontecendo desde o começo. – Holt disse em tom vitorioso.
- O quê? - null disse, confuso.
- Quando null voltou da missão onde te conheceu ele estava nervoso, e eu desconfiei que não era pelo caso e sim pela null.
- Eu estava nervoso pelo caso. - null cruzou os braços em tom de deboche.
- É claro que estava. - null o olhou sabendo que era mentira.
- Então descobri com Charles que null estava querendo descobrir quem era null, então decidi tentar juntar os dois na cerimônia, entregando casos dos dois departamentos, para que isso ficasse fixo na mente.
- Charles não sabe guardar segredo. - null resmungou.
- Então, decidi fazer a transferência da null para a 99, ela ia para 13°DP.
- Foi o senhor? - null disse, chocada.
- Depois vocês fizeram tudo sozinhos, descobri que estavam juntos após a primeira missão onde se beijaram. null começou a chegar 10 minutos depois do horário normal, o que indicava que passou muito tempo se arrumando para trabalhar e o null começou a usar perfume e a escovar os dentes regularmente.
- O quê? - null disse olhando para null.
- Pula essa parte. - null prensou os lábios um contra o outro.
- Então, descobri a data da prova da null e percebi como o null se motivou para ajudar, o que não é comum se ele não ia receber nada em troca. A não ser uns amassos.
- Você precisa parar de falar amasso, é estranho. - null disse, encarando Holt.
- Decidi dar uma folga conjunta no dia seguinte da prova e levar vocês ao bar, ali vocês beberam e eu sabia que acabariam juntos, logo vocês procuraram o Shaw's para descobrir o que aconteceu, o Shaw's me contou e eu sabia que não acabaria ali. Logo instalei câmeras no lugar mais óbvio da delegacia, a sala de provas. E bingo, vocês estavam lá todos os dias.
- Você é um ótimo detetive. - null disse, o encarando ainda.
- Eu ainda não entendi o motivo de você só nos parar agora. - null disse, confuso.
- Eu precisava conversar com você sobre um caso e null, sua carta chegou. – Holt entregou a carta na mão de null.
- Meu resultado. Eu acho que não consigo abrir. - null disse ofegante.
- Quer que eu faça isso? - null disse indo tirar das mãos de null.
- Tire suas mãos imundas da minha carta. - null disse, gritando. - Me desculpa, eu te amo.
- Eu ainda não sei como eu fico excitado com ela. - null sorriu para Holt.
null sentia que seu coração ia explodir, aquilo era tudo o que ela precisava para ficar em paz, era o resultado de todos os seus planos, ela subiria um degrau na carreira que tanto desejava.
- Eu passei. - null quase gritou, ela tinha lágrimas nos olhos.
- Parabéns, null. - Holt disse orgulhoso e comemorando.
- Para onde você vai? - null sorriu para null que logo perdeu o sorriso.
- Canadá. - null leu.
- Você ficou em primeiro? Show, show, show, show, show, mandou bem. Era quase impossível de ir para outro país. - null começou a tagarelar e percebeu que null estava começando a se entristecer. - Eu estou orgulhoso de você.
- null? Pode ir comemorar com os outros, preciso conversar com o null. - Holt disse, apontando para a porta.
- Claro. Ah, permissão para sair, senhor? - null disse, fazendo reverência.
- Concedida.
- O senhor é incrível. - null disse sem graça e saindo da sala, provavelmente fazendo uma dancinha ridícula.
- Não sei porque ela faz isso. - Holt disse procurando um arquivo.
- Não sei também, mas eu gosto. - null sorriu.
Holt começou a folhear algumas páginas que estavam em sua mesa e null o observava.
- Fico feliz que esteja com a null, você mudou para melhor depois dela. Estou orgulhoso. - Holt disse, o olhando.
- Você está orgulhoso de mim? Caramba, eu preciso gravar isso, fala de novo. - null disse, pegando o celular.
- null? Tenho um caso muito importante para te passar. - Holt disse, entregando um arquivo a null.
- Brian Marcel, ladrão de joias, o cara é perigoso, preciso que você e Diaz se infiltrem no meio deste cara, descubram e o prendam. Vocês têm uma semana. - Holt disse, encarando null.
- Claro, senhor. - null disse, olhando fixamente ao arquivo.
- Passarei o caso com mais detalhes. - Holt finalizou a frase e null se levantou para sair.
Assim que null saiu da sala, seus olhos pousaram em null que estava sentada com a carta nas mãos e um sorriso enorme. Ele estava feliz por ela, mas não podia mentir que não estava triste, as coisas estavam saindo do plano.
- Pessoal? - null disse chamando a atenção de todos e se sentando ao lado de null.
- Você tem certeza? - null disse, o olhando e ele apenas retribuiu com um sorriso.
- Acredito que nenhum de vocês saibam mas... Eu e a null estamos namorando. - null disse e logo Boyle desmaiou.
- Ele desmaiou? - null assustou.
- Ele vai ficar bem. - Rosa disse sem se importar com Boyle caído ao seu lado.
- null, querido? Só vocês achavam que não sabíamos. - Gina disse, rindo.
- O quê? - null e null disseram, confusos.
- Primeiro, vocês são péssimos mentirosos e não sabem disfarçar, sempre estão fora das mesas e indo na sala de provas, o lugar que ninguém vai. Segundo, a null usa um perfume de lírios brancos, quando fui no seu apartamento eu senti esse perfume, quando cheguei aqui percebi que a null usava o mesmo.
- Lembrou meu nome. Você gosta de mim. - null disse sorrindo para Gina que revirou os olhos.
- Maneiro, vocês já sabiam e nunca falaram nada, minha namorada tá indo para o Canadá, igual minha ex fez, o dia não pode melhorar. - null disse se levantando e saindo do local.
- null? - null tentou ir atrás e foi parada por Boyle.
- null, não. Deixe-o. - Boyle disse, segurando o braço de null.
- Não, ele é meu namorado. - null disse, indignada.
- E ele é meu melhor amigo. Desculpa sempre quis falar isso. Me deixa conversar com ele. - Boyle quase implorou.
- Tá bom. - null se sentou novamente e Charles saiu atrás do amigo.
- Eu não acredito que me senti atraída pelo Boyle. - Gina disse, chocada consigo mesma.
- Nem eu. - Rosa disse e trocou um rápido olhar com Gina e sorriram.
null estava no telhado, observava o céu e o movimento da rua. Charles o encontrou após algum tempo e se aproximou.
- Por que todo mundo vem aqui quando está triste? - Charles disse, tentando fazer o amigo rir.
- Eu não sei. - null ainda encarava o céu acinzentado.
- O que aconteceu com você? - Boyle disse mais preocupado do que nunca.
- Charles, eu amo a null e agora que encontrei alguém que também me ama, ela vai embora, e pior, ela vai pro Canadá também, o que esse país tem? - null suspirou.
- null, a null não igual a Sophia que te esqueceu e te traiu lá, ela te ama demais, é notável.
- Eu quero a felicidade dela, mas eu também quero que ela fique. - null disse quase chorando.
- Você ainda tem uma semana. - Charles tentou o acalmar.
- Não tenho, o Capitão passou uma investigação para mim e para a Rosa, vamos ficar uma semana disfarçados, não vou poder nem me despedir da null. - null disse, olhando para o amigo.
- null, a null pode estar longe, mas você nunca vai perdê-la. - Charles disse, dando um abraço em null.
null não sabia como se sentir, mas era bom saber que o melhor amigo dele estava ali, o apoiando em tudo, ele sabia que null não foi atrás dele porque Boyle provavelmente a impediu.
Ele então se lembrou que haviam marcado um jantar, seria a despedida, ele faria de tudo para ser perfeito.

...

"Eu chorei lágrimas suficientes para ver meu próprio reflexo nelas, e então, ficou claro não posso negar, realmente sinto falta dele. Só de pensar que eu estava errada, acho que você não dá valor ao que tem, até perder, a dor é só uma consequência do amor, estou me desculpando por nós. Ele não era meu tudo, até que nos tornamos nada e está muito difícil para acreditar, mas agora que ele se foi, falta algo em meu coração, então está na hora de deixar meu orgulho de lado. Porque você é meu tudo" (My Everything - Ariana Grande)



Capítulo 09 - Settle down inside my love

"Eu já sabia que te amava naquela época, mas você nunca saberia, porque eu me calei com medo de perder. Eu sei que eu precisava de você, mas eu nunca demonstrei, mas eu quero ficar com você, até que nós fiquemos bem velhinhos. Apenas diga que você não vai embora" (James Arthur - Say You Won't Let Go)

Boyle acabou deixando null sozinho no telhado, ele queria ficar ali e pensar em tudo o que estava acontecendo.
null continuava sentado em um canto do telhado, ele só queria que tudo fosse mais fácil, ele não estava bravo com null, estava chateado com tudo o que estava acontecendo e pelos seus amigos que fingiram não saber do seu caso com null.
- null? Quer conversar? - A voz doce de null surgiu atrás dele.
null observou null parada com os braços cruzados, o vento batia em seu cabelo de uma forma que o deixava mais bonito do que antes. Tudo o que ele queria era abraçá-la, e foi o que ele fez, se levantou e a abraçou.
- Está tudo bem, eu estou aqui com você, null. - null disse o abraçando mais forte ao perceber que ele estava chorando em seu peito.
- Eu não estou pronto para te deixar ir, não agora. - null disse com dificuldade, tentando conter as lágrimas.
- Nunca estaremos, eu te amo. - null puxou o rosto de null e o deu um pequeno beijo.
- Eu sempre vou te amar, null null. - null disse dando um beijo na testa da garota.
Eles ficaram assim durante alguns minutos, até avisarem que haveria uma reunião com o Capitão Holt, null sabia do que se tratava, mas não queria falar disso com null.
null e null se sentaram juntos na mesa da sala de reuniões, afinal não precisavam esconder mais nada.
- Atenção. - Holt disse em um tom mediano, o suficiente para todos ficarem em silêncio e prestarem atenção. - Temos um caso muito importante que irá ficar nas mãos da Detetive Diaz e o Detetive null.
null conseguia sentir o olhar de null sobre ele, tentando descobrir se ele já sabia sobre isso, ele, no entanto, tentava não fazer contato visual com a mulher ao seu lado.
Holt explicou sobre o grande caso de investigação, ao qual null e Rosa ficariam disfarçados por cerca de uma semana ou mais.
Todos saíram da sala e foram direto para suas mesas.
- Então? Você já sabia? - null disse assim que se sentou.
- Está brava? Desapontada? Furiosa? - null disse com uma cara que demonstrava pânico.
- Estou preocupada com você, null. É um caso perigoso, eu não sei o que eu faria se te perdesse. - null disse em um tom quase desesperado.
- O quê? Você está preocupada comigo? Eu achei que ia ficar chateada por saber que não vamos ter uma semana juntos. - null disse com um sorriso bobo no rosto.
- Também estou, mas eu prefiro perder uma semana do que perder você para sempre. - null o encarou.
- Eu te amo. - null mordeu o lábio e sorriu.
- Eu também te amo. Promete que vai tomar cuidado? - null segurou a mão de null.
- Eu prometo. Então, ansiosa para nossa última noite juntos? Eu planejei umas coisas bem legais. - null disse, encostando na cadeira.
- Claro, e eu posso saber o que planejou? - null voltou a atenção para o computador.
- Surpresa, amor, surpresa. - null disse, voltando a atenção para o computador também.

O dia parecia longo, ao mesmo tempo que ambos não queriam que acabasse, afinal sabiam que seria sua última noite juntos, eles estavam ansiosos pelo primeiro encontro.
Eram cerca de 18 horas quando todos pegavam suas coisas para ir embora.
- Então, vamos? - null disse, parando na frente de null, enquanto segurava uma bolsa em seus ombros.
- Não, vamos fazer da maneira certa. - null cruzou os braços e olhou a garota em sua frente.
- E qual a maneira certa, null? - null o imitou.
- Você vai até a sua casa, coloca sua melhor roupa e eu te busco as 20 horas. - null sorriu.
- Você está falando sério? - null disse sem acreditar no que estava ouvindo.
- Claro. Anda, null, não quero que se atrase, você odeia atrasos. - null disse, empurrando a morena até o elevador.
Ambos vão para suas devidas casas, null é a primeira a se organizar em como iria se arrumar, a garota que estava sempre se planejando, xingava null em sua mente por não ter avisado sobre isso antecipadamente.
- Ok, que tal esse? - null disse para Rosa que estava em sua cama, ela mostrava um vestido azul brilhante.
- Péssimo, troca. Afinal, você me chamou para isso? - Rosa disse quase bufando.
- É importante para mim? - null disse quase com uma pergunta, forçando Rosa a continuar ajudando.
null apareceu com um vestido vermelho justo e rendado, era possível ver suas curvas bem definidas e o decote que valorizava a região dos seus seios.
- Uau, com certeza esse. - Rosa apontou para o vestido, e entregou uma peça de roupa para null. - Coloca essa jaqueta.
- Tem certeza? - null disse se olhando no espelho e passando a mão por todo o tecido, colocando a jaqueta com alguns detalhes.
- null, você está incrível, está linda. O null já te viu com o cabelo bagunçado e usando alguma roupa dele, acha que isso não vai impressioná-lo? - Rosa parou ao lado da amiga.
- Ok, ele provavelmente deve ter colocado a primeira roupa que encontrou. - null disse, rindo.
Mas o que ela não sabia era que em alguns quilômetros de distância, null surtava ao lado de Charles.
- Acha que ela vai gostar desse? - null arrumou a gravata borboleta na frente do espelho.
- Você está incrível, null, se eu fosse uma garota com certeza ficaria apaixonado. - Charles disse, sentado na cama de null.
- Obrigado, Charles. Eu espero que ela goste, eu não quero que ela fique com uma última impressão ruim de mim. - null disse, suspirando e espirrando um pouco do perfume pelo corpo.
- null, a null te ama da forma que você é, ela te acha bonito até de pijama. Estou orgulhoso de você. - Charles deu um abraço em null.
- Obrigado por sempre estar ao meu lado, Charles, você é o melhor amigo do mundo. - null disse, apertando o garoto mais forte.
- Ok, eu adoro abraços, mas sua cinderela te espera. - Charles entregou as chaves do carro a null.
null apenas sorriu e desceu as escadas em direção ao seu carro, talvez ele nunca havia sentido isso antes, seu coração estava tão acelerado que possivelmente alguém na rua conseguiria ouvir.
null dirigiu até o apartamento de null, assim que chegou parou na frente do local e respirou fundo.
- Você consegue, null, ela é a mulher da sua vida. - null disse para si, enquanto desceu do carro e esperou null do lado de fora.
Foi quando null sentiu seu coração parar e logo acelerar em uma frequência nunca atingida antes, ela estava ali na frente dele, tão linda que não podia acreditar.
- Uau. - null disse assim que a garota se aproximou dele.
- Gostou? - null sorriu, vendo o garoto admirá-la.
- Uau. - Ele repetia ainda a olhando, o cabelo dela voava com o vento, ela estava perfeita.
- Vai dizer só isso? - null cruzou os braços.
- Uau. Não, eu quero dizer, você está muito linda, mais do que o normal. Eu me sinto um cara de sorte. - null deu um enorme sorriso.
- Vamos, príncipe encantado? Temos uma noite pela frente. - null disse, entrando no carro.
- Vocês! Juízo. - Rosa gritou da janela de null.
- Sim, senhora, vou cuidar dela. - null disse, fazendo Rosa dar um pequeno sorriso.
- Eu me preocupo com você fazer algo idiota. - Rosa afiou uma faca na janela.
- Caramba, Rosa. - null sussurrou para si.
null dirigiu em silêncio, null olhava as ruas pela janela, aquele silêncio não era de timidez, eles apenas estavam aproveitando o momento juntos.
Assim que chegaram ao local, null estacionou e desceu correndo para abrir a porta para null, tentando ser um cavalheiro, mas acabou escorregando no caminho.
- null? Você está bem? - null se apoiou no vidro do carro, um tanto preocupada.
- Estou, eu fui amarrar meu sapato. - null se levantou e foi até a porta do carro, ele então a abriu e fez uma reverência. - "Mademoiselle".
- null? Eu sou cubana. - null saiu do carro com a ajuda de null.
- Eu sabia. "Señorita"?. - null disse, rindo de nervoso.
Eles ficaram alguns minutos na recepção do restaurante, aguardando uma mesa disponível, o local estava cheio.
Assim que conseguiram, são levados a uma mesa em uma área aberta, com árvores iluminadas e flores no local.
- Ótimo lugar. - null disse, olhando ao redor.
- Eu gostei também. Você está muito linda. - null disse, admirando null que estava sendo iluminada pela luz da lua.
- Você também. - null sorriu e recebeu um sorriso de volta.
Após folhear todo o cardápio ambos decidiram escolher, uma tarefa um tanto difícil para null, afinal ele queria impressioná-la.
- Já escolheram? - O garçom disse anotando o pedido.
- Sim, eu quero um Farfalle ao Ragú de Pato com Perfume de Laranja. - null disse, entregando o cardápio para o garçom e voltando sua atenção a null.
- Show, show, show, show, show. - null disse, apavorado com a escolha de null, a única coisa que ele havia visto de interessante foi tirinhas de frango empanadas com cream chease, mas ele escolheria um prato descente.
- E o senhor? - O garçom voltou a atenção para null.
- Me vê um Filé-mignon ao molho de mostarda, e pode trazer um vinho para nós, por favor. - null disse, entregando o cardápio e dando um sorriso para null, fingindo que aquela era sua ideia desde o início.
O garçom saiu do local e ambos estavam sozinhos novamente, null olhava ao redor e null o observava.
- Você queria as tirinhas de frango, não é? - null disse, apoiando o rosto nas próprias mãos.
- O quê? Não. - null disse, rindo e logo vendo o olhar de null para ele. - Queria, muito.
- Por que não pediu? null, você não precisa me impressionar, eu gosto de você da maneira que é, com seu jeito estranho de ser, comendo todas suas besteiras, por mais que eu não concorde.
- Eu só quero que seja perfeito. - null disse, pressionando os lábios um contra o outro.
- Está perfeito. Estou feliz pelo nosso primeiro encontro. - null sorriu.
O garçom trouxe o pedido, ambos comeram e conversaram durante a refeição, aquilo era perfeito para eles, estavam juntos e era isso que importava, nada estava na mente deles, não existia Canadá e nem missão, era somente os dois ali, juntos.
Assim que terminaram, decidiram ir caminhar no parque próximo do local, eles andavam de mãos dadas, as ruas não estavam tão cheias, eles estavam apenas sob a luz do luar e das estrelas.
- Eu trouxe meu iPod. - null tirou o aparelho com fones de ouvido de dentro do bolso.
- Ok, eu não entendi. - null o olhou, confusa.
- Quer dançar comigo, null null? - null disse, entregando um lado do fone para null.
- Eu quero. - null disse pegando o fone e colocando no ouvido, era isso que ela queria, uma noite simples ao lado de quem ela amava.
null então apertou o play e começou a tocar George Michael - Careless Whisper, fazendo null se desesperar para mudar, afinal, ele sempre brincava dizendo que era música de motel.
- Opa, música errada. - null disse, se atrapalhando.
- É a música do seu vídeo de sexo? - null riu, recebendo uma risada alta de null.
null então puxou os fones de null, fazendo-a ficar confusa.
- Eu acho que isso vai ser melhor. - null fez um sinal com a mão e uma banda apareceu atrás dele.
- O que é isso? - null disse, rindo.
- Minha surpresa. - null entregou um buquê de flores para null, então ela simplesmente começou a chorar.
null colocou as flores no chão, pois null a chamou para dançar.
null então começou a cantar Everything do Michael Bublé, puxando null para perto dele e dançando como um casal, ao mesmo tempo ele se afastava dela e dançava sozinho ao redor da garota, fazendo ela rir sem parar.

"Você é uma estrela cadente, você é o carro de fuga, você é a linha na areia quando eu vou longe demais, você é a piscina num dia de agosto e você é a coisa perfeita para se dizer."

null continuoua a cantar, enquanto rodopiava a garota em sua frente.

"E você se faz de tímida, mas é meio que engraçadinho. Oh, quando você sorri para mim, você sabe exatamente o que faz, querida, não finja que você não sabe que é verdade, porque você vê quando eu olho para você"

O garoto disse, puxando null para mais perto e cantando em seu ouvido, null tinha em seus lábios o maior sorriso já encontrado no mundo.

"E nessa vida louca, e por esses tempos malucos, é você, é você, você me faz cantar, você é cada frase, você é cada palavra, você é tudo"

null sabia que null a amava, e ela tinha certeza que ele era o amor da sua vida.

"Você é um carrossel, você é um poço dos desejos e você me ilumina quando lembro de você, você é um mistério, você é do espaço sideral, você é cada minuto de cada dia"

null continuava cantando, ele sabia o que estava fazendo e queria demonstrar todo o seu amor por null.

"E eu não posso acreditar, uh, que sou seu homem e eu te beijo, amor, só porque eu posso, o que quer que venha no nosso caminho, nós superaremos, e você sabe que é isso que nosso amor pode fazer."

null não podia deixar de dar os créditos a Charles, Rosa e Gina que tiveram essa brilhante ideia.
Após toda a música, null se aproximou de null e a beijou, a garota tinha lágrimas nos olhos e sorria sem parar.
- Isso foi incrível. - null o abraçou.
Ambos continuaram passeando a noite inteira, decidiram ir para a casa de null, assim que entraram foram para o quarto.
Eles pareciam nervosos, como se isso nunca tivesse acontecido, bem, nunca aconteceu com uma despedida.
E foi assim, a noite inteira com seus corpos colados, beijos por toda a parte, ambos se conectando e compartilhando todo o amor guardado.
Na manhã seguinte, o celular de null tocou, eram cerca de 5 da manhã, ele se virou e viu null dormindo abraçada ao seu corpo.
- Alô? - null disse com uma voz sonolenta.
- "null? Já estamos indo. Te encontramos no ponto de encontro." - Rosa disse com seu tom duro de sempre.
- Tá bom, Rosa. Encontro vocês lá. - null desligou.
Ele queria se despedir de null, mas não queria dificultar as coisas, afinal sabia que ambos começariam a chorar e ele tentaria fazê-la ficar, seria ingrato da parte dele.
Porém algo o incomodava ainda mais, na mesma noite null havia planejado mais uma coisa, mas teve medo de fazer, afinal isso atrapalharia os planos de null.
null tirou do bolso uma pequena caixinha preta, dentro dela havia um anel.
Sim, null iria pedir null em casamento, mas ele decidiu guardar a caixinha em outro lugar e se arrumar para sua missão.

Após algumas horas null acordou, ela estava sonolenta e começou a procurar null em sua cama, ela sabia que null não iria ficar para se despedir, afinal sua missão começava cedo, porém algo chamou sua atenção, um envelope com algo escrito a mão estava em uma cômoda.
- Leia quando for o momento certo. - null leu em voz alta o envelope e decidiu guardá-lo, não era o momento certo.

Durante essa semana, null se sentia sozinha, trabalhando sem seu colega que estava sempre fazendo alguma brincadeira.
As coisas não estavam sendo fáceis, null chorava todas as noites e em momentos que estivesse sozinha, ela sentia falta de null e estava tão preocupada com ele.
- Conseguimos notícias do null e da Diaz, eles estão bem, nada saiu do controle e provavelmente vão fazer a apreensão na quinta feira. - Holt disse na porta da sua sala, anunciando a todos.
O coração de null parecia que iria saltar pela boca, a apreensão seria no dia do seu voo, ela só desejava que nenhum mal acontecesse com null, ela não suportaria perdê-lo.
- null? O null vai ficar bem. - Charles disse, se sentando ao lado da garota que estava vagando com sua mente.
- Exatamente, ele é um ótimo policial e a Rosa está com ele, não precisa ficar assim. - Gina disse, tentando apoiar toda a situação.
- Não suportaria perder nenhum dos dois. - null olhou para o cubo mágico que estava na mesa de null.

Mais alguns dias foram se passando, então a temida quinta-feira havia chegado, null organizava as malas com cuidado, deixando tudo conforme planejado, mas seu coração estava atormentando, ela não estava pronta para ir embora, não sem notícias do null.
Assim que null finalizou suas malas, ela esperou uma carona do Sargento Jefords que disse que iria acompanhá-la até o embarque.
null se despedia de toda uma história vivida no Brooklyn, a melhor história da sua vida.
Enquanto isso null e Rosa eram Matt e Alicia, disfarçados em um hotel, hoje seria a troca do dinheiro com o ladrão de diamantes.
- Será que vai funcionar? - null andava de um lado para o outro no quarto do hotel.
- Você vai acabar furando o chão desse jeito. - Rosa disse enquanto jogava uma almofada em null.
- Eu estou nervoso, ok? E se falhar? - null disse, colocando a mão no rosto.
- Não vamos. null? É com isso que está preocupado? Ou seria com a null indo embora? - Rosa disse, o olhando.
- O avião dela sai em algumas horas. Rosa, pode parecer loucura, mas eu nunca amei ninguém assim, eu a amo e não sei se consigo agora ficar sem ela. - null disse, cruzando os braços e olhando para a morena sentada em uma poltrona.
- Tudo vai ficar bem, null. Eu prometo. - Rosa disse, o olhando.
Então um som de mensagem chegou no aparelho que null e Rosa estavam negociando com o ladrão.
- Ele chegou, vamos. - null pegou suas coisas e foi até o local, juntamente com Rosa.
Enquanto isso null estava sentada no aeroporto, juntamente com Terry, eles haviam chegado um pouco cedo e decidiram ficar sentados em uma das cadeiras.
A garota observava todo o local, acompanhando despedidas e reencontros, seu coração parecia se apertar mais.
null então decidiu ler a carta que null havia deixado, tirou a carta do bolso e com cuidado começou a remover do envelope para ler.

"Olá, null, null ou amor. Eu não sei, já nos chamamos de tantas coisas.
Eu sei que deveria ter me despedido, mas eu não conseguia, olhar para você e saber que nunca mais vou poder olhar em seus olhos me faz querer desaparecer.
null, eu nunca amei ninguém como você.
O destino tentou sempre nos unir e sempre tentamos fugir, nos conhecemos de uma maneira tão inusitada e nos tornamos algo que nunca imaginamos, foi um acidente me apaixonar por você, mas eu me acidentaria novamente e quantas vezes fosse necessário, apenas para estar com você.
Na noite anterior eu não tive coragem de te dizer algo, e eu não quero que isso interfira nas suas decisões.
Eu te amo e quero que você cresça, e se para você crescer é necessário me despedir de você, então adeus.
Mas se eu puder te fazer um último pedido, um pedido que criou em meu coração assim que eu descobri que você era a mulher da minha vida.
Apenas olhe na sua bolsa, vai encontrar uma caixinha preta e depois decida sua resposta.

null null, quer casar comigo?"

null não conseguia acreditar no que estava lendo, null havia a pedido em casamento por uma carta? null começou a vasculhar a mala, encontrando a caixinha com um anel.
- Primeira chamada para o Voo 3589 com destino a Canadá. - Uma mulher disse no alto falante do aeroporto.
- null…- null segurou a carta com lágrimas nos olhos.
- Tudo bem, null? - Terry disse, encarando a morena que estava em lágrimas.
Ela tinha uma decisão a tomar, desistir dos seus sonhos e se casar com null ou simplesmente seguir seu sonhos e deixar o amor da sua vida para trás.

"É uma bela noite, estamos à procura de algo idiota para fazer. Hey, baby! Eu acho que quero me casar com você" (Bruno Mars - Marry You)



Capítulo 10 - We were once upon a time in love

null continuava a andar de um lado para o outro, a sensação era que a qualquer momento o chão iria afundar de tanto que ela andava.
Ela precisava se decidir, mas como fazer isso?
- null? O que está acontecendo? - Terry tentou chamar sua atenção novamente, tirando a garota do transe.
- Terry, eu amo o null, mas também quero seguir meus sonhos. - null disse se aproximando do homem em sua frente.
- Achei que você já tinha pensado a respeito. - Terry disse, confuso.
- Eu tinha, mas não sabia que o null ia me pedir em casamento. - null disse, entregando a carta para Terry que leu cuidadosamente.
- Caramba, o que você vai fazer? - Terry disse, entregando a carta novamente a moça.
- Eu... - null tentou dizer algo, mas ainda não sabia o que fazer.
- Última chamada para o voo 3589 com destino ao Canadá - A voz no alto falante do aeroporto disse.
- Você precisa fazer algo, null e logo. - Terry pegou a mala de null.
Ela caminhou ao lado do Sargento até a porta que a dava caminho até o avião, ela precisava tomar uma decisão, mas não sabia qual. null então se despediu de Terry e entrou no avião.
A garota se sentou na janela e começou a observar o local a fora, ela pegou novamente a carta e observou a aliança em sua mão.
Seu coração se acelerou e ela sentiu um aperto forte, então era isso, ela havia tomado uma decisão.
null então se levantou rapidamente e ficou imóvel, sua mente ainda estava uma completa bagunça, ela não poderia desistir de tudo, não agora.
- Senhora? Algum problema? - A aeromoça abordou null.
- Eu… não, nada. Desculpa - null se sentou novamente.
Então o avião decolou, não tinha como null desistir, não agora. Ela passou a viagem toda mexendo em seu celular, admirava fotos de null e sorria ao lembrar de cada momento.

Enquanto isso no Brooklyn, null e Rosa tiveram completo sucesso com a missão, conseguindo prender o criminoso.
Ambos voltam para a delegacia, null não conseguia ficar sem observar a cada momento a mesa de null, que nesse momento estava vazia.
- E aí? Como foi a missão? - Terry abordou null.
- Excelente, foi incrível. - null disse de braços cruzados.
- Ótimo, não quer perguntar nada? - Terry encarou o garoto.
- E ela? Como ela estava? - null disse com um peso em sua voz.
- Triste, ela leu sua carta. Pensou em desistir, mas ela embarcou. null, sinto muito. - Terry colocou a mão no ombro dele.
- Não estou triste, eu queria que ela fosse, é o sonho dela. - null brincou com um boneco em sua mesa.
- Então por qual motivo mandou a carta? E pediu ela em casamento? - Terry disse um tanto confuso.
- Eu não sei, eu tive medo de não sobreviver nessa missão, eu queria que ela soubesse que eu a amo e vou esperar por ela. - null deu um pequeno sorriso.
- A maior prova de amor foi você deixar ela seguir o sonho dela. - Terry sorriu e logo saiu de perto de null, o deixando sozinho.

Após algumas horas null desembarcou no Canadá, o clima gelado desagradava um pouco a morena, ela retirou as malas e seguiu para o endereço de onde ela moraria.
O apartamento era extremamente pequeno, bem diferente do que null estava acostumada, a garota começou a desfazer as malas com cuidado e em ordem.
Por incrível que pareça null apenas queria mandar uma mensagem para null, mas se nem ele mandou algo, significava que não era o momento certo.
Ela então foi se arrumar, afinal precisava se apresentar na nova delegacia. null amarrou o cabelo em um rabo de cavalo alto, colocou uma camisa social azul escura e uma calça preta, a garota observava a aparência pelo reflexo.
null então se dirigiu até a delegacia, infelizmente ela tinha que pegar algumas conduções, a delegacia era bem longe.
- Preciso de um carro. - null resmungou para si mesma.
Assim que chegou ao local seu coração doeu, ela não se sentia feliz ali, era estranho essa sensação, talvez fosse apenas o medo.
null então decidiu dar o primeiro passo, entrou na delegacia, o clima do local era pesado, era escura e com policiais com caras rancorosas.
- Com licença, aqui a 13° DP? - null disse em um balcão.
- Quer registrar uma queixa? É só assinar esse formulário. - Um homem disse jogando a folha em cima de null, e logo olhou para ela de cima a baixo.
- O quÊ? Não! Eu vim falar com o Capitão dessa delegacia. - null jogou a folha no balcão.
- Todos querem, dá o fora, garota. - O policial revirou os olhos.
- Meu nome é null null, eu vim me apresentar como a nova Sargento, fui transferida para cá. - null disse extremamente irritada com a situação.
- Você? Sargento? Fala sério. - O homem então começou a gargalhar alto e apontar para null.
- Eu quero falar com seu supervisor, agora. - null cruzou os braços.
- Claro, boneca, vou chamar, mas você pode depois ir na minha casa, o que acha? - O homem então começou a secar null.
- Nojento. - null se afastou e sentou-se na recepção.
null não conseguia acreditar no que estava vivendo, aquilo era uma confusão, como ninguém podia acreditar nela assim?
- Que delícia, em? - Um outro policial disse, passando perto de null e a olhando de cima a baixo.
A garota sentia seus sonhos serem pisados, ela somente queria pegar o primeiro voo e voltar a ser uma detetive da 99.
- null? - Um homem de cerca de 50 anos abordou a garota que estava de cabeça baixa.
- Sim? - null disse, assustada, já ficando com medo do que a esperava.
- Eu sou o Capitão Franklin, é um prazer te conhecer. - Ele estendeu a mão.
- É um prazer. - null disse ainda perdida com a situação.
- Me acompanhe. - O Capitão a guiou até sua sala.
Enquanto null caminhava até a sala, ela sentia olhares por todo seu corpo, ela procurava uma única mulher naquele local, mas era impossível de encontrar.
- Estamos muito felizes com a sua chegada, é a primeira mulher nessa delegacia. - O Capitão disse se encostando na cadeira.
- Desculpa, primeira mulher? - null disse, confusa com a situação.
- Mulheres são muito temperamentais, sabe como é. E são mais fracas do que homens, prezamos pela força masculina. - O homem em sua frente disse isso como se fosse uma honra.
null queria retrucar, mas não queria perder o emprego que havia lutado para conquistar.
Assim que finalizou a conversa, null foi embora, a viagem era cansativa até sua casa. Quando chegou ao apartamento, null só queria tomar um banho e dormir logo após, e foi isso que ela fez.

Enquanto isso no Brooklyn a noite era longa para alguém, e esse alguém era null null, ele observava o tempo inteiro o celular, na esperança de uma mensagem de null, ou um simples emoji.
null passou a noite toda acordado, pensando em todas as maneiras de resolver isso, ele sentia falta de null, mas sabia que ela estava feliz.

Na manhã seguinte, null acordou cedo e foi trabalhar, era tão estranho, afinal ele nunca chegava cedo.
- Bom dia, null! Chegou cedo. - Gina disse abordando null que saía do elevador.
- Bom dia, Gina. - null disse um tanto desanimado.
- Que carinha é essa, abacaxi? - Gina segurou o rosto de null.
- Você parece minha avó - null riu da amiga.
- Sou a reencarnação dela - Gina puxou uma cadeira e se sentou perto de null.
- Sinto falta da null. - null disse de cabeça baixa.
- Nunca pensei te ver assim por alguém. null, a null está bem, logo vocês vão poder se encontrar - Gina disse com um enorme sorriso.
- E vocês três? Como estão? Saíram? - null observou Gina ficar inquieta na cadeira.
- Foi ótimo, ainda é estranho ter um relacionamento a três. - Gina disse, pensativa.
- Então é um relacionamento? - null sorriu.
- Não sabemos, estamos descobrindo, talvez eu enjoe deles logo. - Gina riu.
- Tomara que dê certo. - null segurou a mão de Gina.
null ainda se preocupava com tudo aquilo, então decidiu que ele precisava tomar a inciativa, no máximo null o ignoraria.

De: null null
Para: null null

"Oi. Tudo bem? Eu só queria saber como estão as coisas aí no Canadá"

null sentia que seu coração iria sair pela boca, era como se fosse a primeira vez que falaria com null, ele sentia tanta falta da garota.

null estava na delegacia do Canadá, a situação ainda era muito constrangedora, ser a única mulher do lugar era estranho.
- Certo. Bom dia! Meu nome é null null e eu sou a nova Sargento daqui, vou passar o que faremos hoje. - null disse em uma sala para cerca de 10 homens.
- Você é a nova Sargento? Ganhou em um sorteio o cargo? - Um rapaz disse rindo alto e null apenas o ignorou.
null tentava de todas as formas anunciar o que tinha que cada um fazer, mas não conseguia, eles apenas riam dela e logo se levantaram e foram embora.
A garota que se sentia nas alturas, agora se sentia uma derrotada, mas algo a fez sorrir, uma mensagem de null, ela nem conseguiu hesitar em responder, e ali ambos trocaram mensagens.

De: null null
Para: null null

" Oi, null! Tudo bem e você? Está tudo incrível, Canadá é maravilhoso"

De: null null
Para: null null

"Quem sabe eu não vou te visitar um dia rsrs Você foi bem recebida?"

null conseguia sentir um nervoso em seu coração, ela não queria contar para null o que estava acontecendo, pois sabia que ele pegaria o primeiro avião para encontrá-la.

De: null null
Para: null null

"Pode me visitar quando quiser! Fui muito bem recebida, todos são bem receptivos e estão me apoiando bastante. Sinto falta da 99"

De: null null
Para: null null

"UAU!!! Isso é ótimo. Sentimos sua falta também :(
Preciso ir resolver um probleminha com o Charles, depois conversamos"

null apenas conseguiu sorrir, ela não esperava aquela mensagem de null, ele era a única coisa que ainda a fazia sorrir em meio aquela tempestade.

null passou semanas assim, ela ia embora chorando do serviço e passava o resto do tempo chorando.
Ela nunca se imaginou nessa atual situação, ninguém a respeitava, ninguém a tratava bem, pelo simples fato de ser uma mulher, sem contar os diversos assédios.
Uma certa noite null estava deitada em sua cama e mexia no celular, quando se deparou com uma foto em uma rede social, era null e Charles com uma legenda típica deles "The Boys Are Back", null apenas conseguia sorrir vendo aquela imagem.
"Saudades, garotos" null comentou na publicação, porém não se passou nem cinco minutos e a resposta de null surgiu em uma notificação. "Saudades, null"
O coração de null provavelmente estava batendo mais forte, ela ainda estava tão confusa, não queria ficar mais naquele lugar horrível, ela queria voltar para a 99 e ficar com null.
A garota então decidiu postar uma foto dela na delegacia nova, mesmo que estivesse fingindo estar tudo bem.
null foi o primeiro a comentar "Você está linda!", O coração de null saltava de alegria. Logo foi Rosa que mandou um emoji de soco, o que com certeza significava que sentia sua falta e um outro comentário foi recebido, era o Capitão Holt, aquele que ela tanto admirava "fico feliz que esteja gostando da sua nova casa. Atenciosamente, Raymond Holt"
null apenas conseguia rir, ela sentia falta daquilo.
Ela então decidiu ligar o rádio para cozinhar algo, uma comida básica, afinal nem fome ela estava sentindo nesses últimos dias.
Uma música conhecida começou a tocar, era a música que null cantou para ela, null cantava e dançava enquanto cozinhava, era como se ela sentisse null ali a abraçando.
Antes que a música acabasse null sentiu um forte enjoo, fazendo a garota correr para o banheiro e vomitar.
- Essa não. - null disse sentada no chão do banheiro pensando no pior.
A garota procurou o celular imediatamente e ligou para Rosa, após alguns toques a amiga atendeu.
- E aí, nova Canadense? - Rosa disse com um tom brincalhão.
- Oi, Rosa, que saudade. - null segurou um choro.
- Como estão as coisas? Por que a voz de choro? - Rosa disse um tanto confusa.
- Rosa... Eu quero ir embora. - null começou a chorar, se tinha uma pessoa que a entenderia seria Rosa.
- Ei…O que houve? - Rosa disse, preocupada.
- Eu sou humilhada todos os dias, ninguém conversa comigo, eles ficam me assediando verbalmente o tempo inteiro, ficam olhando para mim. Não tem uma única mulher aqui, a delegacia é muito longe, esse apartamento é horrível! - null gritava no telefone e chorava ao ponto de soluçar.
- null, calma, respira! Você pode ir embora, eu te busco no aeroporto. - Rosa tentou acalmá-la.
- Eu não posso desistir, isso vai ser humilhante. - null disse, chorando.
- E prefere continuar sendo humilhada aí? Eu posso ver se consigo conversar com alguém para te transferir, mas pode demorar.
- Eu adoraria. Mas não é só isso que está me preocupando. - null disse quase falhando a voz.
- O que mais? - Rosa disse, preocupada.
- Lembra que algumas semanas depois que eu e o null ficamos bêbados, eu comentei que estava atrasado para mim? - null disse, preocupada.
- Sim…
- Eu estou vomitando e continua atrasado, eu ainda não fiz o teste, mas há uma grande chance de… - null mal conseguiu terminar a frase.
- Você está grávida do null? Eu não acredito, null! Você precisa voltar. - Rosa disse quase como uma ameaça.
- Não conta para ele ainda. Eu preciso ter certeza. - null implorou.
- Prometo, mas faça isso rápido. E eu vou ver o que eu consigo. - Rosa apenas disse e desligou o telefone.
null estava com tanto medo do seu futuro e um bebê a deixava mais assustada, porém extremamente feliz. Ela sempre sonhou em ser mãe, mas tinha medo de como null reagiria.
null então simplesmente se levantou e deitou em sua cama, observando uma foto dela e de null que ela deixou em um porta-retratos na cômoda.



Capítulo 11 - Melting under blue skies

"Eu vou abrir minhas asas e eu vou aprender a voar, eu farei o que for necessário, até eu tocar o céu, fazer um desejo, aproveitar a chance, fazer uma mudança e me libertar" Breakaway - Kelly Clarkson



A vida de null estava uma tremenda bagunça, primeiro esse lugar horrível que ela foi parar, em segundo lugar a saudade imensa de null, afinal eles não haviam conversado sobre o pedido de casamento e agora havia esse grande problema que era a gravidez.
Como null iria conciliar tudo? null não estava pronto para ser pai e muito menos null, porém ela ainda não tinha certeza se realmente estava grávida.
Ela decidiu então ir a uma farmácia mais próxima, null entrou no local e observava tudo com cuidado, um pouco de timidez bateu no coração de null, afinal era estranho para ela ainda comprar um exame.
A atendente começou a observar null, ela tinha cabelos pretos e enrolados, uma pele negra que chegava a brilhar, ela era bonita demais para estar atrás de um simples balcão.
- Posso ajudá-la? - A mulher com uma voz doce disse olhando para null.
- Ah…eu, não sei como pedir isso. - null não sabia como, mas confiava naquela mulher.
- Pode pedir, querida. - A mulher disse se apoiando no balcão.
- Você tem filhos? - null quase gritou.
- Tenho um lindo garotinho, o nome dele é Rafael, tem 4 anos. - A mulher disse, mostrando a foto de uma linda criança.
- Ele é lindo. - null sorriu, analisando a foto.
- Eu acho que sei o que você veio fazer aqui. Aqui está. - A mulher disse, entregando uma caixinha de teste de gravidez.
- Como você sabe? - null disse com receio de pegar a caixa
- Já estive no seu lugar, com medo. O pai sabe? – Ela observou null novamente.
- Não, ainda não. Ele mora no Brooklyn. - null começou a chorar.
- Querida, não precisa chorar. Eu tenho certeza que ele vai ser um ótimo pai e você uma ótima mãe, no começo vocês vão ter medo, até ouvir o primeiro chute e depois de um tempo o primeiro choro. - A mulher a fez chorar mais alto, assim ela foi até null e a abraçou.
- Eu não sei se consigo. - null soluçou.

- Consegue, querida, você vai conseguir. Eu só não entendo o que faz aqui tão longe dele. - A mulher segurou as mãos da null.
- Eu recebi uma promoção para ser sargento da polícia daqui e ele ficou na polícia do Brooklyn, mas esse emprego é horrível, eu sinto falta dele. - null soluçou.
- Querida, qual o seu nome? - A mulher a olhou.
- null. - Ela olhou a mulher.
- Ok, null, meu nome é Holly. Sabe o que eu faria? Iria onde me faz feliz e tentaria novamente. Se eu realizasse meu sonho e não estivesse feliz, significa que o sonho não valeu a pena.
- Acha que eu deveria voltar para o Brooklyn? - null quase suplicou.
- Você tem que seguir seu coração e ir para o caminho que te faz feliz. - Holly disse, colocando a mão no rosto de null.
- Pode me dar todos os testes que têm aqui? - null riu, limpando as próprias lágrimas.
- Precisa de todos? Um só vai funcionar. - Holly pegou os testes.
- Quero ter absoluta certeza. - null pegou e logo pagou.
- Espero que seja o que seu coração deseja. - Holly sorriu e null saiu do estabelecimento.
Afinal o que o coração de null queria?
null foi até o apartamento e começou a desembrulhar todos os testes e fazer um por um, os testes não demoravam tanto, mas para a ansiedade de null aquilo durava uma eternidade.
Cerca de 20 testes feitos e todos positivos, null estava sentada em choque no chão do banheiro, ela chorava, mas não era de tristeza, ela estava feliz. Era isso o que o seu coração desejava.
null decidiu que era o momento de avisar Rosa, assim que desbloqueou seu celular viu que havia um grupo criado entre ela, Rosa e Gina.
Após algumas discussões de porquê Gina sabia sobre a suposta gravidez, null resolveu simplesmente mostrar o teste. Afinal era positivo, null estava grávida e todas comemoravam.
- Você precisa contar para o null. - Rosa disse em um momento da mensagem.
- No momento certo. - null queria que fosse perfeito, afinal não sabia como null reagiria.
Então null iria tomar uma decisão em breve, o mais rápido possível. null então decidiu voltar na farmácia que havia conhecido Holly, afinal ela a ajudou tanto.
Assim que chegou ao local havia um homem de meia idade no balcão.
- Posso ajudar? - O homem disse sem olhar para null.
- Oi, a Holly está? - null disse sem graça.
- Quem? - O homem disse, confuso.
- Holly, a atendente que estava aqui ontem. - null disse mais confusa ainda.
- Holly? Desculpa, senhorita, não tem ninguém chamada Holly trabalhando aqui, eu estava trabalhando aqui ontem. - O homem disse, a observando.
- Ok, me desculpe, eu devo ter confundido o local - null disse sem graça e saiu do local, totalmente confusa.
null não sabia o que aconteceu, mas tinha certeza que estava no lugar certo, ela procurou por Holly por todas as farmácias e não encontrou, não era possível que tudo fosse um delírio da sua mente perturbada.
null então se afastou de tudo o que pudesse, apenas focando em seu trabalho e na sua decisão, bem o trabalho cada vez estava pior, ela era humilhada diariamente e isso a frustrava cada vez mais.
Após duas semanas null decidiu que não podia enfrentar isso sozinha, precisava de um conselho adulto, resolveu fazer uma chamada de vídeo com seus pais, afinal eles precisavam saber.
- Oi, querida, como você está? - A mãe de null disse sorridente ao lado do marido.
- Oi, mãe. Eu preciso perguntar uma coisa para vocês, quero que sejam sinceros. - null disse, séria.
- Claro, filha, o que é tão importante? - O pai de null estava atento a garota.
- Se eu desistisse dessa vaga no Canadá, continuaria sendo o orgulho de vocês? - null segurou o choro.
- Minha linda, você sempre será nosso orgulho, isso não é uma competição. O que está acontecendo? Não está gostando do Canadá?
- O Canadá é lindo, mas a delegacia é horrível, eu sou tratada igual um lixo, eu sou assediada a todo momento, ninguém acata o que eu falo, todos dão risada de mim pelo simples fato de ser uma mulher. Eu estou me odiando profundamente por isso. - null então simplesmente desabou em chorar.
- null, não é culpa sua que essas pessoas sejam tão nojentas e vazias, você é incrível, a melhor policial pelo o que todos dizem e nós confiamos em você. - O pai de null tentava a acalmar.
- Eu não sei se é o momento certo de abandonar o barco, sabe? E tem mais umas coisas. - null disse, relutando a contar.
- O que mais, querida? - A mãe de null disse., sentido o peso na voz de null.
- Lembra do null?
- Seu namorado policial? O que tem ele? - O pai de null disse, preocupado
- Eu o amo, nunca pensei que isso ia acontecer, mas eu o amo. E ele me pediu em casamento, e eu quero aceitar, quero formar uma família com o null, mas não posso tirar ele do Brooklyn e eu não posso continuar no Canadá. E tem mais… - null disse então chorando, desesperada
- null, se você ama esse rapaz, vá atrás dele. O que mais está acontecendo? - A mãe dela disse feliz, segurando a mão do marido.
- Eu…Eu estou grávida do null. - null sentiu o peso sair das suas costas.
- O quê? - Os pais de null disseram em uníssono.
- Não surtem, foi um acidente, mas eu fiz uns 20 testes e todos deram positivo, e eu conversei com uma moça na farmácia e eu quero ter esse bebê. - null sorriu, animada.
- Eu não acredito que vamos ser avós, null, estamos tão felizes por você.
- O quê? Não estão decepcionados? - null disse, confusa com a reação.
- Assustados… mas, null, não é um acidente se você ama esse rapaz. Estamos felizes por vocês. - O pai de null disse, sorrindo.
- O null ainda não sabe. - null disse baixo.
- Você precisa contar para ele, null, é importante. - A mãe de null disse e ela só assentiu com a cabeça.
Após uma longa conversa com os pais, null então se deitou em sua cama e tentou ligar para null, mas ele não atendeu, ela decidiu mandar mensagens, mas não obteve sucesso. Ele estava a ignorando? Será que estava tudo bem? Porém sua mente pensou o pior… null estava com Sophia?
Ela então tomou uma decisão, voltar para o Brooklyn e conversar com null pessoalmente, ele não poderia continuar a ignorando, afinal ela havia perguntado para Charles e Rosa onde ele estava e eles apenas disseram "trabalhando".
Na manhã seguinte null foi até o trabalho, ela tinha algo para fazer, um adeus para dar, assim que chegou no lugar foi diretamente para a sala do seu Capitão.
- Bom dia, Capitão. - null disse firme, o encarando
- null? Posso te ajudar? - O Capitão disse a olhando de cima a baixo.
- Na verdade pode, eu quero que assine minha demissão, estou voltando para o Brooklyn, não quero continuar mais nenhum segundo nessa merda de delegacia, onde todos são sexistas e nojentos, incluindo o senhor que não para de olhar para a minha bunda e fica me mandando mensagem de madrugada. - null não acreditava que estava dizendo tudo isso mesmo na cara de um superior.
- Certo… está demitida, não precisamos de uma mulher aqui, você nem é tudo isso. - O Capitão disse, a olhando com desdém.
- Obrigada. E sim, não precisam, pois, mulheres são totalmente superiores a vocês, seus merdas. E eu sou tudo isso, sou muito mais. Vai para o inferno. - null disse, irritada e mostrando o dedo do meio para o Capitão.
Antes de sair ela xingou todo mundo que trabalhava naquele lugar, inclusive o rapaz da recepção que a tratou mal quando ela entrou. Era libertador tudo isso, uma sensação boa pela primeira vez.
null então decidiu fazer as malas, ela embarcaria naquele mesmo dia, antes de fazer isso ela apenas verificou o celular e notou que null continuava sem responder suas mensagens.
Era começo da tarde e null estava no avião, seu coração estava acelerado, mas ela estava feliz, ela sentia que era a coisa certa a se fazer, foi então que ela sentiu algo, um chute, ela nunca havia sentido isso antes. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela só conseguia sorrir, ela queria tanto esse bebê.
Após algumas horas de voo null chegou no Brooklyn, a sensação de estar em casa era ótima, seu apartamento ainda estava intacto, ela não havia alugado. null então apenas decidiu descansar até o dia seguinte, mesmo sentindo fortes enjoos ela precisava estar bem para o que estava planejando.

Na manhã seguinte null acordou cedo, colocou um vestido florido e uma blusa rosa por cima, ela estava à vontade com tudo isso, ela tentou comer algo mesmo que o cheiro estivesse a enjoando e logo foi até a 99.
Assim que chegou na porta da delegacia sentia suas mãos suarem e tremerem, era ótimo estar de volta, ela queria muito que o capitão Holt a aceitasse de volta e queria principalmente encontrar o null.
null entrou no elevador, parecia uma eternidade para chegar ao andar desejado, assim que a porta abriu ela não conteve o sorriso ao ver seus amigos em suas mesas.
- Oi, 99? - null disse, tentando conter as lágrimas.
- null? O que faz aqui? - Terry foi até a garota e a abraçou, todos pararam seus trabalhos e se dirigiram a ela, inclusive Capitão Holt.
- Capitão? Ainda tem uma vaga como detetive? - null disse, sorrindo para Holt.
- Bem-vinda de volta, null - Holt forçou um sorriso, era o seu melhor.
Mas algo estava incomodando null, onde estava null? Ela olhava ao redor e não via nem sinal do rapaz.
- Cadê o null? - null disse em direção a Ross que logo fez uma cara triste.
- null? É melhor você se sentar. - Rosa puxou null pelas mãos e a colocou sentada em uma cadeira.
- O que aconteceu? - null disse, sentindo seu coração se acelerar.
- Você precisa tentar não ficar nervosa, pode fazer mal ao bebê. - Terry entregou um copo de água para null.
- Todo mundo sabe? Gina! - null repreendeu.
- Sinto muito, sou péssima em guardar segredos. - Gina cruzou os braços.
- O null sabe? - null olhou nos olhos de Rosa.
- Não… não sabe. - Rosa abaixou a cabeça novamente.
- Tá bom… agora me diz o que aconteceu. - null tomou um gole da água no copo.
- null, infelizmente o null sofreu um acidente. - Rosa disse, abaixada e segurando a mão da amiga.
- O quê? O que aconteceu? - null sentiu seu coração acelerar e sua respiração ficando pesada.
- Estávamos em uma missão há duas semanas, null foi baleado e acabou entrando em coma no hospital. Eu sinto muito - Terry disse, segurando as próprias mãos.
- Por que não me contaram? Vocês deviam ter me contado. - null sentiu uma lágrima escorrer em seu rosto.
- Ficamos preocupados com o bebê e que algo acontecesse com vocês dois, desculpa. - Gina disse e foi a primeira vez que null viu Gina daquela forma.
- Por isso ele não me respondia, eu sou uma idiota. Eu posso ver ele? - null disse, olhando para o Capitão Holt.
- Pode, o Charles está lá agora, acredito que vai ser boa essa visita.
null então se dirigiu ao hospital ao lado de Rosa, ela precisava de forças para entrar naquele quarto, ela aguardava Charles sair para que ela entrasse sozinha.
- Tem certeza que consegue ficar sozinha? - Rosa disse, segurando o ombro de null.
- Sim, tenho. - null ajeitou o vestido.
- null? Bom te ver. Você já pode entrar. - Charles abraçou a garota.
- Como ele está? - null segurou as lágrimas.
- Não muito bem, ele somente nos escuta, mas não responde e não se movimenta. - Charles soltou um pequeno choro e por incrível que pareça foi consolado por Rosa.
null então tomou coragem e entrou no quarto do hospital, quando ela se deparou com null imóvel em sua frente, cheio de aparelhos e com pequenos machucados no rosto, seu coração pareceu querer sair pela boca, então ela simplesmente começou a chorar alto.
Quando null conseguiu se controlar ela se aproximou da cama, se sentando ao lado de null, ela passava os dedos pelos cachos bagunçados do cabelo dele, e contornava todo o desenho do rosto de null.
- Oi, querido. Eu estou aqui, a null. Me desculpe por ter ido embora, eu quero ficar com você, por favor, fica comigo. - null segurou a mão de null e sentiu as lágrimas rolarem em seu rosto.
- Eu tenho uma surpresa para você - null disse, pegando a mão de null e colocando na sua barriga. - Eu não sei se você realmente está me ouvindo, mas quero que saiba que eu estou grávida. Nós vamos ser papais! E eu quero muito você aqui pra sermos uma família, juntos. Prometo nunca mais te deixar, você é a pessoa certa, null null.
null então choraou, mas logo sentiu um pequeno movimento do polegar de null passando em sua barriga. Era tudo o que ela precisava, null estava feliz por ela estar ali, por saber que ela estava grávida e ela sabia que ele iria acordar.
null então deitou a cabeça ao lado do corpo de null e ficou ali, ela nunca mais sairia do lado de null.
- Eu aceito casar com você. - null brincou com os dedos de null.
Após alguns minutos null ouviu um barulho alto, um apito que a fez entrar em choque, era o coração de null. Uma parada cardíaca.
Uma equipe de profissionais entraram e tiraram null do local, ela gritava que queria entrar e principalmente gritava o nome de null.
null não soube como, mas estava no saguão abraçada por Charles e Rosa, ela só queria entrar naquela sala e saber se ele estava bem.



"Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo, só sente falta do sol quando começa a nevar, só sabe que a ama quando a deixa ir, só sabe que estava bem quando se sente mal, só odeia a estrada quando sente saudade de casa, só sabe que a ama quando a deixa ir. E você a deixou ir" - Let Her Go - Passenger



Capítulo 12 - Well I didn't mean to do it

Aquele barulho era ensurdecedor, null conseguia sentir seu coração parando junto, ela foi retirada do local pela equipe médica e lá estava ela no chão do hospital, chorando tão alto quanto uma criança.
null estava sozinha ali, afinal, seus amigos foram descansar, ela não sabia o que fazer, só queria estar ali com null, saber o que estava acontecendo. Ela conseguia observar a movimentação no quarto e ela já esperava o pior.
Alguns minutos se passaram, null estava ainda ao chão, abraçando os próprios joelhos e temendo o pior. O médico então surgiu, sua cara era séria enquanto retirava as luvas descartáveis.
- Acompanhante de null null? - Ele anunciou e null se levantou tão depressa que era possível ela cair ali mesmo.
- Eu… estou aqui, como ele está? - null apareceu nervosa, ela temia a resposta do médico.
Todo aquele suspense estava matando null, o silêncio do médico e a afeição triste deixavam null preocupada.
- Sinto muito, perdemos ele. - O médico disse olhando nos olhos de null.
Era isso? null não conseguia acreditar no que estava acontecendo, ela não conseguia dizer uma única palavra, seu coração parecia que ia explodir.
- Eu... Posso vê-lo? - null disse, buscando força na voz.
- Claro. - O médico disse, se afastando.
Entrar naquele quarto e saber que o coração de null nunca mais bateria era atormentador, null se culpava por não ter tido mais tempo ao lado de null.
Ela então entrou e se debruçou em cima do corpo e chorava intensamente, ela pedia a todo momento que null acordasse e pregasse um susto nela.
Mas não foi isso que ela recebeu, era apenas ele ali, sem batimentos, ficando frio e escapando pelas mãos dela.
No dia seguinte era o velório, a igreja estava cheia, haviam diversas flores junto do caixão e uma foto bem grande de null fardado.
null estava sentada ao lado de Rosa, enquanto todos discursavam algo relacionado ao amigo, era tão difícil para eles também. Charles não conseguiu dizer uma única palavra, apenas chorava e null entendia.
Eles eram melhores amigos.
- null null? Quer dizer algo? - Capitão Holt disse e era possível sentir um choro preso na garganta dele.
null somente balançou a cabeça positivamente e subiu até o microfone que estava ali, ela ainda observava a foto de null e logo olhava a cada um no local.
- Bom dia… meu nome é null null e eu era… Eu era a namorada do null. - null conseguia sentir o choro na garganta querendo sair a qualquer momento.
- O null era muito importante para mim, ele era uma pessoa incrível, eu o amava muito, mais do que eu imaginava. Eu escrevi essa carta para ele, alguns minutos antes de vir aqui e eu gostaria de ler. - null disse, retirando uma folha do bolso do sobretudo preto e se preparando parar ler.

Eu não sou de permanecer por perto, basta um erro e você está fora, querido.
Não me importo se eu parecer louca, mas você nunca me decepcionou, é por isso que, quando o Sol nasce, eu continuo aqui deitada em sua cama.
Tenho todo esse tempo em minhas mãos, podemos muito bem cancelar nossos planos, eu poderia ficar aqui por uma vida inteira.
Então, tranque a porta e jogue a chave fora, não posso mais lutar contra isso, somos apenas você e eu e não há nada que eu possa fazer.
Estou presa a você.
Então, vá em frente e me deixe louca, querido, fale bobagem, ainda assim eu não mudaria de ideia, estou sendo presa a você.
Tão certo como as estrelas no céu, eu preciso de você para me mostrar a luz, não só por agora, por um longo tempo. Pode acreditar!
Quando você não está na minha presença, parece que estou perdendo minhas bênçãos, então eu durmo ao longo do dia, fico acordada à noite toda, até você voltar.
Só estou sentindo falta do meu amor, tem um monte de mensagens no meu telefone e eu não respondo.
Você é tudo que importa para mim, não me preocupo com mais ninguém se não for você, eu não sou eu mesma, você me faz completa.
Você é tudo que importa para mim.
Você não sabe, amor. Quando você me abraça e me beija lentamente, é a coisa mais doce e não muda. Se dependesse de mim você saberia que você é.
Você é o café que eu preciso de manhã, você é meu raio de Sol na chuva, quando ela está caindo.
Eu só quero ver o quão bonito você é, você sabe que eu vejo, eu sei que você é uma estrela, onde você for, eu sigo não importa a distância. Se a vida é um filme, você é a melhor parte.
Se você demorar demais para me ligar de volta eu não posso dizer como reagirei, mas tudo que posso dizer é que ao menos eu esperarei por você. Ultimamente, tenho estado em uma montanha russa, tentando controlar minhas emoções mas tudo que sei é que preciso de você por perto.
E eu vou gritar a plenos pulmões por aquilo que amo, sou intensa, mas não dou a mínima e eu admito que sou um pouco problemática, mas eu consigo esconder isso quando estou toda arrumada.
Sou obsessiva e amo demais, sou boa em pensar demais com meu coração, como você acha que chegamos tão longe, tão longe?
Estou afundando e desta vez temo que não haja ninguém para me salvar. Esse tudo ou nada realmente me deixa louca, eu preciso de alguém para curar, alguém para conhecer, alguém para ter, alguém para segurar. É fácil dizer, mas nunca é o mesmo, acho que eu meio que gostava do jeito que você entorpecia toda a dor.
Agora o dia sangra no anoitecer e você não está aqui para me ajudar a passar por tudo isso, eu abaixei minha guarda e então você puxou o tapete, eu estava me acostumando a ser alguém que você amava.
Tem dias que, eu acordo e eu me belisco, você não está comigo e eu estou com medo, sim, eu ainda estou com medo. Que tudo seja um sonho.
Mesmo nos piores dias, você me faz sorrir, eu pararia o mundo se isso nos desse tempo. Porque quando você ama alguém você abre seu coração, quando você ama alguém você abre espaço.
Se você ama alguém e você não tem medo de perdê-lo, você provavelmente nunca amou alguém como eu amo.
Por que você tem que ir e tornar as coisas tão complicadas?
Porque aqui estou eu, estou dando tudo o que posso.
Eu quero você. Sim, eu quero você e nada chega perto da maneira que eu preciso de você. Eu gostaria de poder sentir a sua pele e eu quero você de algum lugar profundo.
Parece que há oceanos entre mim e você mais uma vez, nós escondemos nossas emoções sob a superfície e tentamos fingir.
Eu quero você e eu sempre vou querer, você sabe que eu prefiro me afogar, do que continuar sem você, mas você está me puxando para baixo.
Então quando eu estiver pronta para ser corajosa e meus cortes curados com o tempo, o conforto irá descansar em meus ombros e vou enterrar meu futuro para trás, eu sempre irei lhe guardar comigo. Você sempre estará em minha mente, mas há um brilho nas sombras e eu nunca saberei se não tentar.
Mas lá no futuro talvez haja arco-íris, não há nenhuma canção sem amor.
Eu posso não gostar de você, mas duvido que não goste de você.
E eu acho que estou apaixonado por você, fazendo-me corar toda vez que estou com você.
Alguma coisa sobre você que me faz querer acender por dentro, é algo com seus olhos, nada que você diga ou faça me fará mudar de ideia. Porque estou apaixonada.
Então, antes que você vá, havia algo que eu poderia ter dito para fazer seu coração bater melhor?
Se pelo menos eu soubesse que você tinha uma tempestade para enfrentar. Então, antes que você vá havia algo que eu poderia ter dito para fazer tudo parar de doer?
Me mata saber como sua mente pode fazer você se sentir tão insuficiente.
Estaríamos melhor agora. Se eu tivesse deixado minhas defesas caírem?
Talvez, acho que nunca saberemos, você sabe.
Bem, o tempo pode curar, mas isso ele não vai… Desculpa.

Assim que a última frase foi dita, null desabou de joelhos no chão, um choro alto que demonstrava toda sua dor.
Logo ela sentiu um abraço, era Rosa que foi ali ajudá-la, ela não conseguia ficar em pé e repetia baixinho a palavra "me desculpa" sem parar.
null então acabou fugindo dos braços de Rosa e correndo para fora da igreja, se sentando na calçada e chorando, sentindo culpa por tudo isso.
- O que aconteceu, querida? - Uma voz familiar lhe disse.
- Holly? O quê? O que você faz aqui? Eu te procurei no Canadá o tempo inteiro. - null disse, chocada ao ver a mulher novamente sentada ao seu lado.
- Eu sempre estou com você. Eu sinto muito pelo null. - Holly tocou nas mãos de null, suas mãos eram quentes como o fogo.
- Você soube? Eu não sei, Holly, como eu vou viver sem ele. - null respirou fundo.
- Posso te mostrar algo? Vem comigo! - Holly estendeu a mão e null a seguiu.
Alguns minutos elas estavam no apartamento de null, aquilo era doloroso para ela, observar a árvore onde eles se beijaram, sentir o cheiro dele ainda no apartamento.
- Do que mais sente falta? - Holly se sentou no sofá.
- Da risada dele. Da forma irreverente que ele vivia, do sorriso, de como ele conseguia estar certo mesmo estando errado. - null se sentou também.
- Por que não diz isso a ele? - Holly disse, sorrindo e olhando para uma poltrona.
null dirigiu seus olhos e conseguiu ver claramente null sentado em sua frente, o moletom azul e o cabelo bagunçado de sempre.
- Você é real? Vocês são algum tipo de entidade celestial? - null disse, querendo se aproximar.
- Nome do seu vídeo de sexo? - null disse, dando um lindo sorriso, era óbvio que não era real, mas null sentia como se fosse.
- Eu sinto sua falta, eu sinto muito, eu nunca devia ter ido embora. - null chorava novamente.
- Não é culpa sua, fazemos escolhas que nós não podemos prever, aprendemos com esses erros. Eu sinto sua falta. - null a olhou profundamente.
- Eu não sei o que fazer sem você comigo. - null secou as lágrimas.
- Vem comigo. - null se levantou e foi até um outro quarto.
Assim que null entrou era possível ver Rosa e Charles cuidando de dois bebês, uma garotinha e um garotinho.
- Charles e Rosa tiveram bebês? - null disse, confusa.
- Não, esses são nossos bebês. Holly e Mac. - null os observou.
- Eles... Eles são lindos. Espera, Holly? - null procurou por Holly.
- Ela é a nossa Holly, nosso anjo da guarda. - null sorriu.
- E por que eu não estou cuidando deles? - null olhou para null.
- Você não suportou tudo isso sozinha e acabou desistindo de tudo. - null disse em tom triste.
null sabia o que havia acontecido, ela havia tirado sua própria vida, aquilo era horrível, ela não podia acreditar.
- null, nós temos escolhas a fazer, você pode fazer uma escolha agora, decidir traçar esse caminho ou escolher um novo. - null se virou, caminhando até a porta da saída do apartamento.
- null? Espera! - null tentou alcançá-lo, mas a porta bateu em seu rosto.
Tudo então fica preto.

null sentiu uma forte dor na cabeça, parecia até uma resseca, isso era estranho, fazia tempo que ela não bebia.
Ela abriu os olhos com dificuldade e notou que estava na delegacia, mas não era a 99, era sua antiga delegacia e ela estava em sua mesa, a roupa amassada do dia anterior e o cabelo bagunçado.
- null? Temos um caso para resolver de assassinato, você vem? - Rosa disse, chamando a garota.
- O que estamos fazendo na 98? Nós não estávamos…? - null estava confusa.
- Caramba, você bebeu e dormiu demais, nós trabalhamos aqui, null, vamos logo. - Rosa disse já sem paciência.
null acompanhou a amiga, ainda confusa, assim que chegaram ao local, null reconheceu o lugar, foi onde ela conheceu null, então tudo não havia passado de um sonho.
- Me ajuda com o luminol? - Rosa abaixou e null logo a seguiu.
- Ok… quem são vocês? - Uma voz rouca disse logo atrás delas, ela sabia, era ele, só poderia ser.
null então se virou e se deparou com um policial qualquer em sua frente, ela não estava entendendo o que havia acontecido.
- Detetive Diaz e essa é minha parceira Detetive null e vocês? Não quero saber - Rosa disse, revirando os olhos.
- Keith Pembroke, casos especiais. Essa cena é minha. - O homem arrogante em sua frente disse, revirando os olhos.
- Abutre. - null sussurrou, afinal ela se lembrava de null reclamando dele o tempo inteiro.
- O que disse? - Pembroke disse, a encarando.
- Nada. - null então se levantou e saiu da cena do crime.
A cena que ela sonhou era exatamente essa, mas não era null que aparecia, mas por qual motivo? Ela precisava encontrá-lo a qualquer maneira.
- O que está acontecendo com você? Parece estranha. – Rosa cruzou os braços.
- Eu tive um sonho muito estranho, eu sonhei com essa cena, mas não era esse babaca que aparecia, era o null. - null disse, ofegante.
- Quem? Quem é null? - Rosa disse mais confusa que antes.
- No meu sonho nós dois namorávamos e eu o perdi. - null apertou os lábios.
- null… Você está assistindo filmes demais. Olha, amanhã a gente vai na festa e quem sabe você não se distrai? - Rosa colocou as mãos no ombro de null.
Era isso, a festa, se null realmente existia ele estaria lá e ela o encontraria.
Era esse seu grande plano.



Capítulo 13 - My Life Would Suck Without You

null havia passado o dia inteiro pesquisando tudo sobre null, afinal ela precisava descobrir se o amor da sua vida era realmente real. No dia seguinte, null acordou rapidamente, ela sentia a ansiedade pulsar em seu peito, afinal hoje era a festa e era sua única chance de ficar frente a frente com null. null passou o dia inteiro inquieta e pensativa, assim que o horário chegou, ela se arrumou tão bem que era impressionante até mesmo para ela, colocando um vestido preto longo e que definia muito bem as curvas do seu corpo.
Assim que ela e Rosa adentraram o lugar, a garota seguia inquieta, procurando por null.
- O que você está fazendo? - Rosa perguntou, confusa com a ação da amiga.
- Procurando sobre o rapaz que eu disse que sonhei, ele vai vir aqui, tem que vir - null continuava percorrendo o local com os olhos.
- Claro, eu preciso de uma bebida - Rosa disse, bufando.
null continuou ali parada, ela não conseguia enxergar muito bem, afinal ali estava lotado, mas seus olhos encontraram alguém.
- Charles? Oi, ainda bem que te encontrei. - null disse, abraçando o rapaz a sua frente.
- Desculpa? A gente se conhece? - Charles disse, confuso.
- Claro… na verdade, não. - null então percebeu que Charles não se recordava dela, então talvez null também não se lembrava.
- Tudo bem, isso já me aconteceu uma vez, abracei uma mulher achando que era minha prima Anastácia. - Charles disse, rindo.
- Charles? Você viu o null? - null disse, cruzando os braços.
- Você conhece o null? Caramba, você deve ser alguma "amiga" - Charles disse, fazendo aspas com o dedo.
- É, bons amigos. - null disse, sem graça.
- Ele não veio. - Charles disse, bufando.
- O quê? Por qual motivo? - null sentiu seu mundo cair, ela estava esperançosa.
- Ele tinha umas coisas para resolver - Ele revirou os olhos.
- Você têm o endereço dele? - null então disse, decidida. Ela o encontraria, custe o que custar.
- Claro. - Charles disse, pegando o celular da garota e anotando.
- Quem é ele? - Rosa apareceu quase rosnando para Charles.
- Charles, essa é a Rosa, Rosa, esse é o Charles, acho que vai ser bom vocês conversarem - null empurrou Charles mais perto de Rosa, o mesmo manteve uma cara de bobo.
- Onde você vai? - Rosa disse ao perceber null indo embora.
- Eu não vou cometer o mesmo erro, vou atrás dele. - null disse, saindo da festa.
null pegou um táxi até o endereço que Charles passou, ela tinha esperança de o encontrar ali, era arriscado, mas ela tinha que tentar. Assim que parou na porta do apartamento de null seu coração quase parou, todas as lembranças voltaram em sua mente e ela se sentia confiante novamente.
null então tocou a campainha algumas vezes e sem sucesso, porém ela notou a porta sendo destrancada e sentiu seu peito quase explodir.
- Oi? Você é a garota da comida chinesa? Você não tá carregando comida chinesa com você. - null disse, olhando para null em sua frente e null só conseguiu soltar uma pequena risada.
- Oi, null. - null sentiu seus olhos encherem de lágrimas, ali estava ele em sua frente.
- Eu te conheço? - null disse, um pouco confuso.
- Sim. Na verdade, não. Meu nome é null null, mas pode me chamar de null, eu sonhei com você e foi o melhor sonho de toda minha vida, eu estou atrás de você porque não quero cometer os mesmos erros que eu cometi. - null disse, sentindo algumas lágrimas escorreram em sua bochecha e o vento gelado soprando em seu cabelo.
- Desculpa, eu estou um pouco confuso com tudo isso. Eu não faço ideia de quem é você. - null disse, a olhando, assustado.
- Eu sei que é assustador e você deve achar que eu sou uma maníaca, mas se me der a chance de me conhecer, eu te garanto que não vai se arrepender, null. - null disse, segurando as mãos de null.
- null, quem está aí? É a comida chinesa? - A voz de Sophia surgiu atrás de null
- Você… Você está com ela? - null disse quase como um sussurro.
- Ela é minha noiva. - null disse ainda admirando null em sua frente.
- E você quem é? - Sophia disse, irritada.
- Ninguém importante, uma colega ou algo assim. Se quiser conversar sobre isso, null, me encontra no parque aqui perto qualquer dia, afinal você adora aquele lugar. - null disse, dando as costas e sentindo seu coração se quebrar por completo.
- O quê? Como você sabe? - null tentou perguntar, mas null já estava longe o suficiente para ouvir a voz dele.
null caminhou em silêncio e sentindo diversas lágrimas escorrendo em seu rosto, seu choro era alto e dolorido. Ela sentia que havia chegado tarde.
Ela então decidiu procurar seu maior refúgio, tocando a campainha sem parar e com força.
- null? O que aconteceu? - Rosa disse, olhando para null, que tinha os olhos borrados de maquiagem por chorar.
- Não aconteceu - null disse, abraçando a amiga e Rosa simplesmente ficou sem reação.
null entrou no apartamento de Rosa, ela pegou um pijama da amiga e ficou sentada no sofá, observando uma caneca de café em sua mão.
- Vai me contar o que houve? - Rosa disse, se jogando ao lado de null.
- Eu fui atrás dele e ele tem uma noiva, ele nem sabe quem eu sou. - null brincou com o cabo da caneca.
- Bem, que ele não lembrasse de você já era esperado, mas a noiva deve ter sido um choque. - Rosa tomou um gole do café em suas mãos.
- Eu não sei o que eu fiz de errado, isso foi tudo um acidente? Por que eu tive que sonhar com esse idiota? - null disse se encolhendo
- E vai desistir assim? Bola para frente, se for para ficarem juntos vocês vão ficar, queira a droga do destino ou não.

Porém null agora estava com isso na mente, ele não a conhecia pessoalmente, mas sentia que já havia visto aqueles olhos antes, era estranho.
null estava noivo de Sophia, o casamento era em algumas semanas e todos os dias ele se perguntava se não era um erro, e agora essa dúvida aumentou.
- Quem era ela? - Sophia disse, comendo a comida chinesa.
- Uma colega do trabalho, estamos trabalhando em um caso juntos - null disse, inventando a maior mentira da semana.
- Ela parecia bem nervosa. Querido, os convites chegam amanhã, eu estou tão ansiosa - Sophia disse, animada, abraçando null, que retribuiu.
Antes de dormir null foi até seu quarto e se sentou na beirada da cama, ele queria entender quem era essa garota e como ela mexia tanto com ele.
Naquela noite nenhum dos dois conseguiram dormir.

Uma semana se passou e null já havia se conformado com toda essa situação, ela achava estranho algumas coisas estarem diferentes dos seus sonhos, mas era melhor assim, cada um seguindo seu caminho.
Naquela tarde null decidiu buscar um café, enquanto caminhava na rua acabou se esbarrando em alguém.
- Desculpa. - null disse, sem olhar para a pessoa.
- null? Não é? - então ela reconheceu a voz, era null com um lindo sorriso.
- Isso, você lembrou. - null disse, sentindo suas bochechas corarem.
- Que loucura a gente se encontrar assim - null disse, cruzando os braços e sorrindo.
- Você poderia ter escolhido apenas ignorar - null disse, o olhando.
- É, poderia. Que tal eu escolher tomar um café com você agora? Está ocupada? - null apontou para cafeteria.
- Eu adoraria. - null disse, com um sorriso enorme.
Eles caminharam com cuidado até a cafeteria e se sentaram em uma mesa distante.
- Um capuccino e acho que um chocolate quente? - null disse para o garçom e olhou para null.
- Isso. - null não sabia como, mas não conseguia tirar os olhos dela.
- Me desculpa por ter aparecido daquela forma na sua casa, eu não sabia que você estava noivo. - null sentiu seu estômago embrulhar ao pronunciar aquelas palavras.
- Não tem problema, eu sinto que já te vi, mas não sei onde. E bem, é recente o noivado, a Sophia chegou há pouco tempo do Canadá e decidimos que seria o ideal agora.
- Uma ótima decisão. - null disse, forçando um sorriso.
- Você vai estar livre hoje? Eu sei que eu posso não ser o amor que você sonhou, mas podemos ser amigos, não é? - null disse, segurando as mãos de null.
- Claro, podemos. Eu estou livre hoje. - null disse, sorrindo e o admirando.
- Quero que você me conte tudo sobre esse sonho. - null disse, mordendo os lábios.
- Não vou te poupar de nenhum detalhe.
- Nome do seu vídeo de sexo. Desculpa, força do hábito. - null disse, rindo e logo ficou envergonhado.
- Não tem problema, já me acostumei com essa brincadeira.
Eles ficaram alguns minutos conversando e logo voltaram para suas delegacias, aquilo continuava mais estranho do que o normal, mas null aceitaria ter pelo menos a amizade dele, porém não sabia se aguentaria isso por muito tempo.
Naquela noite, null esperou null no bar do Shaw's, aquele lugar trazia ótimas lembranças a ela, seu coração se apertava ao saber que estava se apaixonando cada vez mais por ele.
null então surgiu, se sentando ao lado de null, ele estava com um moletom cinza e uma jaqueta de couro, uma combinação um tanto arriscada e estranha aos olhos de null, mas ele estava lindo como sempre.
- Desculpa o atraso. - null disse, tímido.
- Sem problemas, não faz tempo que eu cheguei - null disse, dando um sorriso de lado.
- Então me conte sobre seu sonho. - null disse, ansioso, enquanto pegava duas cervejas.
- Nós nos conhecemos em uma missão de assassinato, a algumas semanas, você ficou irritado que eu tinha pego seu caso.
- Típico do null - Ele disse a fazendo rir.
- Nos encontramos na festa do DP e você me levou até em casa, depois eu fui transferida para 99.
- Que loucura - null disse, tomando um gole da cerveja.
- Nós ficamos em um impasse de ficar juntos ou não, você tinha um relacionamento complicado e eu não queria me machucar. Então um dia bebemos demais aqui e dormimos juntos, você se declarou para mim no parque e cantou uma música.
null engasgou ao ouvir que dormiriam juntos.
- Continuando, eu passei na prova de Sargento e me mudei para o Canadá, mas você tinha me pedido em casamento por uma carta, quando eu decidi voltar pra ficar com você… - null então sentiu um nó se formar em sua garganta e uma lágrima descer em seus olhos.
- O que houve?
- Eu estava grávida e você estava em coma e acabou morrendo, então eu fiquei vendo seu fantasma dizendo que eu tinha que fazer uma escolha. E eu acordei.
- Caramba, que loucura! Casados e grávidos.
- Eu não sei como, null, mas eu sinto que você é a pessoa certa, mas eu não quero interferir no seu relacionamento com a Sophia. - null o olhou.
- Não vai.
Uma música conhecida pelos dois começou a tocar, era My Life Would Suck Without You da Kelly Clarkson.

"Acho que isso quer dizer que você está arrependido
Você está parado na minha porta
Acho que isso quer dizer que você retira
Tudo o que você disse antes."

- Quer dançar? A gente fazia isso? - null disse, a olhando, divertido.
- Acho que sim. - null disse, sorridente.
Eles foram até o centro do bar e começaram a dançar juntos, mesmo que música não fosse tão lenta eles estavam juntos, eram apenas os dois.

"Como o quanto você queria
Qualquer uma, menos eu
Disse que você nunca voltaria
Mas aqui está você novamente."

- Você têm um cheiro bom - null disse baixo em seu ouvido.
- Isso é bom - null se encostou no peito de null.

"Porque nós pertencemos um ao outro agora
Para sempre unidos aqui de alguma forma
Você tem um pedaço de mim, e honestamente
Minha vida seria uma droga sem você"

Ambos se olharam por um momento e de repente aquela música começou a fazer muito sentido na vida deles. null sentiu que deveria fazer algo e se aproximou dele, ambos sentiram o ar quente da respiração se tornando uma só.

"Talvez eu tenha sido estúpida
Por te dizer adeus
Talvez eu estivesse errada
Por tentar começar uma briga"

- Desculpa, eu não posso fazer isso. - null disse, com os olhos fechados e se afastando.
- Claro, me desculpa. - null se separou e se sentiu extremamente envergonhada. Acabou correndo para pegar suas coisas e ir embora.
- null? Espera… está tudo bem. - null tentou segurá-la.
- Isso tudo é um erro, null, não podemos ficar juntos, não posso ser sua amiga dessa forma - null disse do lado de fora onde estava chovendo.
- O quê? Você não consegue simplesmente ser minha amiga? Qual seu problema? - null disse, irritado.

"Eu sei que tenho problemas
Mas você também é muito confuso
De qualquer forma, eu descobri
Eu não sou nada sem você"

- Meu problema? Você têm um problema, não consegue ver que a Sophia não te ama e a primeira oportunidade vai te trair - null disse, gritando embaixo da chuva.
- Disse a garota que acabou de beijar alguém comprometido - null disse, bufando.
- Eu sou a única culpada? Por que isso tem que ser tão difícil? Vai me dizer que eu era a única que estava sentindo algo ali dentro. Você é um idiota!

"Estar com você é tão disfuncional
Eu realmente não deveria sentir sua falta
Mas eu não posso deixar você ir"

null sem pensar nas consequências puxou null para perto e a beijou. Seu beijo era profundo e quente, era como se o mundo tivesse parado ali para eles. null se afastou e manteve os olhos fechados.
- O quê? Já está arrependido? Acho melhor correr para Sophia - null disse, furiosa e estendeu a mão para um táxi.
- null, espera. - null tentou conversar, mas ela simplesmente o ignorou e foi embora.
null sentiu que talvez tivesse feito a decisão errada, ele não faria mal a Sophia, mas ele queria muito beijar null naquele momento, e foi isso que ele fez.

"Porque nós pertencemos um ao outro agora
Para sempre unidos aqui de alguma forma
Você tem um pedaço de mim, e honestamente
Minha vida, seria uma droga, sem você"



Capítulo 14 - I'm Happy For You, But I Love You

"Deus sabe que eu tentei me sentir feliz por você, saiba que eu estou mesmo que eu não consiga entender, eu aguento a dor"
(Stone Cold - Demi Lovato)

Aquela noite havia sido extremamente longa, a mente de null vagava sem parar nos últimos acontecimentos, beijar a null teria realmente sido um erro? Ou simplesmente continuar ao lado de Sophia é o seu maior erro? A mente de null estava uma completa bagunça, ele não sabia quem era null null, mas sabia que tinha fortes sentimentos por ela, afinal, essas não teriam sido a primeira vez que null olhou para aqueles olhos.
Uma certa noite a alguns anos, null teve um sonho onde se casava com uma garota, ele só conseguia ver seus olhos, ele procurou por aquele par de olhos por tanto tempo, até simplesmente desistir e achar que aquilo tudo era só um sonho idiota, mas agora null havia encontrado e eram os olhos de null e ele simplesmente não sabia o que fazer.

Na manhã seguinte, null foi trabalhar, estava exausto e com olheiras, afinal ele nem se quer havia dormido.
- Você parece péssimo. - Charles disse, entregando um copo de café para o amigo.
- Eu não consegui pegar no sono, Boyle. Isso é horrível. - null quase dormia na própria cadeira.
- Nervoso pelo casamento ou pela garota que surgiu do nada na sua casa ainda? - Charles o observou, preocupado.
- Talvez os dois. Eu vou me casar em pouco tempo e agora surge a null e começa a bagunçar tudo. - null colocou a mão no rosto, se sentindo frustrado.
- null? Você realmente ama a Sophia? - Charles disse, intrigado
- Eu realmente não sei mais. - null realmente estava sendo sincero.

O dia todo parecia uma eternidade para null, a hora não passava e tudo o que ele queria era encontrar null e pedir desculpas.
Então no final do dia ele resolveu tomar uma decisão, ele iria encontrá-la e resolver o enigma que estava tirando seu sono.
null dirigiu até a casa de null, afinal, ele havia conseguido seu endereço como um bom detetive que ele era. A campainha soou e após um tempo null surgiu na porta, seu cabelo preso em um rabo de cavalo e um pijama listrado, mostravam que a garota estava descansando.
- Podemos conversar? - null disse, com um suspiro.
- Entra. - null deu passagem para null entrar.
null se sentou ao lado de null no sofá e se manteve em silêncio, um silêncio que parecia durar horas.
- O que você quer, null? - null suspirou fundo, como se estivesse se rendendo a uma batalha que ela sabia que nunca iria terminar.
- Olha, null, sobre ontem… Eu sinto muito, eu não quis te ofender, eu só estou completamente confuso com tudo isso.
- Confuso com o quê? - null cruzou os braços, mas já suspeitando da resposta.
- null, eu estou noivo da Sophia, eu gosto dela há muito tempo. E eu tenho sonhado com você há muito tempo também, mas achei que era só fruto da minha imaginação, mas aqui está você, surgindo do nada na minha vida e agora eu não sei o que fazer. - null abaixou a cabeça, se sentindo frustrado.
- Eu sonhei com você e não era como um sonho comum, era real. E se não fosse tudo isso, eu nunca estaria te procurando. Eu amo você, null null, mas eu não posso tomar essa decisão por você. - null disse, segurando a mão de null que estava quase trêmula.
- Você poderia ter aparecido antes de eu fazer o pedido - null deu um pequeno sorriso de lado.
- Você é muito apressado, abacaxi. - null riu e null entrou em completo choque. - O que foi?
- Como você sabe desse apelido? - null disse, confuso, afinal só existia duas pessoas que sabiam sobre esse apelido, sua avó e Gina.
- A Gina te chamava assim no meu sonho. Eu achava fofo. - null comentou, um pouco envergonhada.
- Me diz que eu não estou cometendo o maior erro da minha vida. - null segurou o rosto de null.
- Eu acho que você não pode tomar sua decisão assim, eu não posso te influenciar a ficar comigo, null. Eu não posso. – ela o abraçou e null entendeu que aquilo significava que ela lhe daria espaço para tomar sua própria decisão.

Algumas semanas se passaram e null e null conversavam apenas durante almoços ou simplesmente passeios no parque, eram como grandes amigos, o que chegava a ser engraçado vendo toda aquela situação que estava ocorrendo.
Porém o tão temível dia havia chegado, o casamento de null e Sophia, a mente de null parecia um monte de linha embaralhada, ele não havia conseguido tomar uma decisão concreta.
Durante aqueles dias ele se aproximou tanto de null quanto de Sophia, ele nunca faria nada para machucar as duas. Durante a última semana antes do casamento, null decidiu dar completo espaço para null, o fazendo se questionar qual era o problema, mas facilitando suas escolhas. Ele aceitaria se casar com Sophia.

Naquele mesmo dia do casamento lá estava null, no sofá com um pijama amarrotado e um sorvete do lado. Ela sabia que havia perdido essa luta e não tentaria se levantar, null merecia ser feliz e se a felicidade era a Sophia, então ela precisava dar espaço.
null havia tomado essa decisão sem querer ver null e Sophia no restaurante onde ela havia sonhado que null iria pedi-la em casamento, então ela soube que Sophia era especial.
Sophia não era uma pessoa ruim, era uma pessoa como ela que tinha sonhos, infelizmente elas decidiram sonhar com o mesmo homem e seria ingrato da parte dela, tirar a felicidade de alguém.
A campainha tocou, tirando null daquele tédio que mais se lembrava ao luto. Ao abrir a porta era Rosa, com uma cara incrédula.
- Você vai mesmo deixar ele ir embora? Outra vez? - Rosa disse, indignada com a situação.
- Aí, eu não quero falar disso. - null revirou os olhos e se jogou no sofá.
- Mas eu quero. null, o null ama você e é nítido, durante as poucas semanas que vocês passaram juntos, estavam felizes e você parecia alguém tão mais leve. O que aconteceu? - Rosa se sentou ao lado da amiga.
- Eu não posso fazer isso com ele, Rosa, eu não posso. E se eu tentar a prova de sargento e ter que me mudar novamente? Eu não vou deixar o null sofrer como sofreu no meu sonho, eu não posso perde-lo, talvez tenha sido um erro ter procurado. - null disse em meio as lágrimas, ela sentia um nó em sua garganta e seu coração batendo freneticamente.
- null, nunca foi um erro. Ele sonhou com você e você com ele, as chances de isso acontecer são mínimas, eu te achei louca no começo, mas agora? Eu acho que está sendo louca de deixá-lo ir para os braços de outra. Então você vai colocar uma roupa e ir falar com ele agora. - Rosa disse quase em tom ameaçador.
- Ele já vai entrar, não vou chegar a tempo. - null se levantou, como se tivesse despertado uma nova ideia em sua mente.
- Eu estou de moto, você chega em três minutos se eu quiser - Rosa mostrou a chave e null correu para se trocar.
null colocou um vestido simples floral e penteou o cabelo rapidamente, correndo contra o tempo. Rosa a colocou na garupa e provavelmente null foi até o casamento gritando pela velocidade que Rosa estava.
Assim que chegaram, null estava mais ofegante que o normal.
- Ótimo, está linda. Vai buscar seu homem - Rosa pegou o capacete.
- Obrigada, Rosa - null sorriu e correu para onde todos se arrumavam.
Ela tentou se disfarçar entre os empregados, andando atrás de arranjos e coisas do tipo, quando encontrou Boyle com um terno preto ao lado de uma porta que ela imaginava ser de null.
- Charles… - null disse, segurando o choro.
- null? O que faz aqui? Veio atrás do null? Eu sabia. - Charles disse mais animado do que o normal.
- Onde ele está? - null disse, nervosa.
- Aqui, pode entrar e boa sorte.
null respirou fundo, afinal, ela poderia receber um enorme não e partir seu coração novamente, mas ela se culparia eternamente se não tentasse.
null então decidiu abrir a porta e entrar, null estava lá de costas, terminando de se arrumar, ele parecia impecável.
- Charles, o que acha? - null se virou e logo foi surpreendido pela garota em sua frente. - null?
- Olha, não fala nada, tá? Me deixa falar. - null tentou segurar as lágrimas, mas era impossível.
- Tá bom. - null se calou, afinal, ele estava tão surpreso que não tinha o que falar.
- Eu nunca pensei que eu te amaria, sabe, eu… parece idiota, mas você foi e sempre será a pessoa mais incrível que eu conheci. Com seu jeito infantil e alegre, sendo o melhor detetive que eu já conheci, sendo meu melhor amigo e principalmente o amor da minha vida. Eu não podia deixar de falar isso, eu sinto muito por ter desistido de nós tantas vezes, eu me afastei, pois não queria que você sofresse como sofreu no meu sonho, mas se eu pudesse torná-lo real, eu teria mudado tantas coisas, teria recomeçado e principalmente te amado mais. null, me desculpa se isso te fizer ficar confuso, não é a intenção, mas não posso ir embora sem dizer isso. Eu te amo tanto, null e você sempre vai ser a pessoa certa para mim, mesmo que for em outros braços. - null disse, chorando e intercalando com pequenos soluços.
- null, eu sinto muito, não posso fazer isso com a Sophia, não agora. A família toda dela está aí, eu sinto muito. - null disse, com os olhos marejados.
- Tem razão. Vá em frente, eu estou bem e não quero que se atrase, estou chorando de felicidade. Só quero que você seja feliz. Eu te amo, null. - null disse indo em direção a porta para sair.
- Eu também te amo, null. - null disse, sentindo uma lágrima escorrer pela sua bochecha.
null se foi, ela simplesmente correu pelo corredor, Boyle ainda tentou chamá-la, mas não conseguiu a tempo. null foi embora e null se sentia muito mais perdido do que antes.
O casamento então começou, null estava lá aguardando a entrada de Sophia, enfim ela surgiu com um vestido branco impecável, ela estava linda e null sorria, mesmo que soubesse que ela não era o amor da sua vida.
O cerimonialista começou o casamento e a mente de null simplesmente entrou em um novo transe, sem conseguir ouvir uma única palavra.
- null? - Sophia disse baixo, voltando a atenção dele para ela.
- Desculpa. - null disse, sem graça.
- Vai atrás dela. - Sophia comentou e todos ficaram em silêncio e espantados.
- O quê? - null ficou confuso.
- É nítido que a gente não se ama tanto assim, não dá forma que vocês dois se amam, eu sei que se conheceram há poucos dias, porém vocês têm mais química do que nos em anos. null, não posso tirar a sua felicidade, vai atrás dela, eu estou bem. - Sophia disse, dando um enorme sorriso.
- Têm certeza? - null comentou, ainda confuso.
- Anda logo, pega o carro que eu vim e vai atrás dela, é a coisa certa a fazer. - Sophia disse, quase o empurrando.
- Obrigado, você é incrível. - null a abraçou.
- Eu sei, agora vai logo.
Sophia mal terminou a frase e null correu para fora do casamento, deixando a maioria das pessoas confusas e chocadas com a situação.
null nunca dirigiu tão rápido como aquele dia, seria uma loucura? Ele chegou na porta de null e bateu com força a esperando abrir.
- Rosa, já disse que não quero mais conversar com ninguém hoje, me deixa em paz, por favor. - a voz de null ecoou atrás da porta.
null então começa a bater à porta incansavelmente, até ele ouvir a porta sendo destrancada.
- O que você... quer? - null ia começar a gritar quando perdeu completamente a fala ao ver null em sua frente, afinal, ele deveria estar se casando.
O coração de null parou quase que por completo, fazendo sua respiração ficar mais forte, ela não conseguia acreditar no que estava na sua frente, ela piscava rapidamente tentando descobrir se era fruto da sua imaginação. Mas não era, aquilo sim era real.

"Me dê a verdade, eu e meu coração nós vamos conseguir superar, se a felicidade é ela, então eu estou feliz por você"
(Stone Cold - Demi Lovato)

O coração de null parecia estar a mil por hora, a respiração ofegante e seu corpo em completo choque, afinal, ele estava ali na sua frente sendo que ele deveria estar casando com a Sophia. O que ele fazia ali? O que havia acontecido?
- O que... O que você faz aqui, null?
null então tentou juntar todas as palavras que ele conseguia, ele estava mais nervoso do que qualquer dia da sua vida, uma ansiedade percorria por todo seu corpo, o fazendo ficar trêmulo. Mas ele tinha que ter coragem e fazer o que era necessário.
- null, eu... eu amo você.
Era tudo o que ele conseguia falar naquele momento, uma simples frase, mas com um poder tão grande, uma frase que fez null derrubar todos os muros que ela havia criado em seu coração. O amor da sua vida estava ali em sua frente, ele estava desistindo de tudo por ela, somente por ela.
- null, mas você não estava...? – Era tão difícil terminar uma única palavra, as frases ficavam embaralhadas em sua mente e principalmente em seus lábios.
- Me casando? Sim, e eu acho que foi meu maior erro. Na verdade, meu maior erro foi não ter te escolhido no dia que você surgiu na minha porta atrás de mim, ali eu sabia que tinha sonhado com você, sabia que era você a pessoa certa e principalmente que eu já era completamente apaixonado por você antes mesmo de te conhecer.
- Mas e a Sophia? – null continuava perplexa e em choque, o observando.
- Eu acho que essa foi a maior loucura do dia. Ela me mandou vir atrás de você. – null disse, rindo.
- E você têm certeza que quer isso? – null disse, pensando na pior resposta, null as vezes parecia ser uma pessoa completamente confusa.
- Eu nunca tive tanta certeza em toda a minha vida. – null disse, puxando null pela cintura.
Em fração de segundos lá estavam eles em um beijo lento e com ternura, era possível sentir a saudade um do outro, uma saudade que eles só conheciam em sonhos, era um beijo que resumia todos os seus sentimentos. Era loucura se apaixonar em dias? Mas eles já haviam se apaixonado há tanto tempo, mesmo que pela sua completa imaginação.
- null? – null disse, separando seus lábios do dela.
- O que foi? – Ela disse, com um sorriso.
- Eu acho que eu ainda não estou pronto pra ficar com você. – null comentou, sério. O coração de null paralisou, se perguntando se isso seria um tipo de bipolaridade.
- O quê? Como assim? – null disse, em completo choque.
- Eu ‘tô brincando com você. – null começou a rir e o coração de null voltou a bater normalmente.
- Você é um idiota. - null voltou a beija-lo e eles entraram no apartamento.
Eles tinham certeza a quem mereciam, uma certeza que ninguém poderia mudar e eles ficaram ali, curtindo seu romance durante dias, semanas e meses. Claro que vieram algumas brigas como null trocar de colchão e ser mais maduro, ou pelo excesso de perfeccionismo de null, mas eles venciam qualquer coisa agora, pelo menos venciam juntos.

Alguns meses depois...

- Caramba, eu estou apavorada. – null disse, respirando na frente do espelho.
- Garota, você está incrível. – Gina apareceu atrás dela, elas as vezes brigavam um pouco, mas eram grandes amigas.
- Não tanto quanto minha namorada, mas você está linda. – Rosa disse, dando um pequeno selinho em Gina e se sentando em uma cama ali próxima.
Lá estava null, com um vestido de noiva rodado e com detalhes de brilho, ela parecia uma princesa. null sonhou com isso a vida inteira, e agora tudo estava se tornando realidade. Eles haviam planejado o casamento durante longos meses e a cada dia que se passava a ansiedade só aumentavam, afinal, juntos eles escolheram cada detalhe e era um pouco da história deles ali.
Então havia chegado o grande momento, null estava lá, parada na porta da igreja e seu coração parecia que ia sair pela boca. Seu pai estava ao seu lado e tentava a acalmar. Ao ouvir a marcha nupcial e as portas se abrirem, null sentia como se estivesse flutuando, principalmente quando conseguiu ver null do outro lado, o garoto que agora estava tomando a melhor escolha da sua vida, estava lá boquiaberto com a beleza da sua futura esposa entrando no local. O coração de null parecia acelerar ao ponto de quase explodir, ele estava encantado com a beleza dela e ele sabia que ela era a pessoa certa para ele.
Eles estavam ali um em frente ao outro, com o capitão Holt realizando a cerimônia, ali a única coisa que passava em suas mentes era tudo o que viveram em meses. A mudança de null para o apartamento de null, a mudança de null para a delegacia da 99, as novas amizades que surgiram, os casos que trabalharam junto, todo o amor que coletaram juntos ali.
- null null? Seus votos. – Capitão Holt disse, a olhando, era possível ver um brilho em seus olhos de orgulho.
- Ah, claro. null null, ou somente null já que você acha mais estiloso – null riu. – Eu nunca pensei que passaria por essa loucura, talvez a antiga null nunca faria isso, mas eu aprendi a te amar e sempre que eu precisei você estava lá, seja nos meus sonhos ou aqui do meu lado. Eu te amei na minha imaginação e te amei aqui, e te amarei aonde você for. Se me perguntassem se eu viveria tudo de novo, eu com certeza, faria isso por você, pois eu te amo, amo suas qualidades e amo todas suas falhas; amo o seu sorriso tímido, amo suas piadas, amo o jeito que deixa seu cabelo bagunçado, amo te ter comigo. A vida é imprevisível. Não controlamos tudo, mas estando com as pessoas certas, conseguimos lidar com tudo. E você, null null, é a pessoa certa para mim.
- null null? Eu prefiro null – null começou, talvez segurando um pouco do choro e rindo no final. – Eu nunca imaginei que isso aconteceria comigo, não dessa forma, mas, sabe, acho que se fosse de outra forma não seria perfeito. Eu sonhei com seus olhos quase a vida inteira e hoje eu posso olhar para eles e saber que eu fiz uma escolha certa pela primeira vez, eu não consigo mais viver sem você, não sem seu sorriso, a forma como você coloca o cabelo atrás da orelha quando eu digo algo fofo para você, a forma louca quando você dança quando está feliz, ou você cuidando de mim, porque se não fosse você, talvez eu estivesse morto. Não importa onde você for, eu vou. Se eu tiver que te perder ou morrer, a minha escolha sempre vai ser a última. Eu te amo, amo ser seu amigo, amo ser seu parceiro de trabalho e principalmente amo que você seja minha esposa. Nós tivemos muitos dias loucos, teve nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo, a primeira vez que você disse que me amava e o dia que disse que queria se casar comigo. E ontem e no dia anterior e no dia antes desse, porque todos os dias com alguém tão incrível como você é louco para mim. Eu te amo.
- null null? - capitão Holt começou – Você aceita null null como sua futura e legitima esposa?
- Aceito. – null disse, com um sorriso que não conseguia conter.
- null null? Você aceita null null como seu futuro e legitimo esposo?
- Não. – null disse, seria o suficiente, fazendo null paralisar. – Eu ‘tô brincando, é só uma vingança pelo o que você fez da última vez. Eu aceito.
- Eu amo essa mulher – null disse, chorando de uma forma que para null era engraçado.
- Eu os declaro, marido e mulher, pode beijar a noiva – Capitão Holt sorriu.
Ambos dão um pequeno beijo, mas suficiente para saber que ali o amor dos dois estava oficialmente completo.

Um ano depois...

- Ok, continue fazendo força, ele está vindo – O médico disse alto para null.
- Ah! Que droga, onde está o null?! – null gritava, enquanto Rosa segurava sua mão.
- Ele está chegando. – Rosa segurou sua mão com força.
- Você disse isso há um bom tempo! – null gritava e tentava manter sua respiração.
null e null haviam tentando engravidar por um longo tempo, eles estavam esperando um garotinho, porém no exato momento que null foi resolver um crime a bolsa de null estourou. Ela só tinha Rosa ali no momento, aquilo já bastava.
- Esse é Mac. – A enfermeira disse, entregando um bebê para null, o coração dela parecia uma bateria, era assim o sentimento de ser mãe.
- Ele é lindo. – null chorou.
Porém havia algo que ela não esperava, na verdade, ninguém ali esperava.
- null? Têm outra criança escondida aqui. – O médico disse.
- O quê? Como assim? – null suava.
- São gêmeos. Eu preciso que você empurre.
- Você consegue, null. – Rosa disse, mais apavorada do que null.
- Eu não consigo mais. – null chorou.
- Ela está vindo. Vamos, null, empurre. – O médico gritou.
Enquanto isso null corria contra o tempo, tentando chegar no hospital a tempo, antes de perder o nascimento do próprio filho, ah sim, essa palavra o deixava apavorado.. Quando foi que ele começou a ter responsabilidade? Muitas perguntas passavam na sua mente. Quando ele enfim chegou ao hospital, correu para a sala onde null estava.
- Eu cheguei! São dois? – null disse em um grito, mas assim que viu o parto, uma enfermeira segurando uma criança e a outra saindo de null, ele simplesmente desmaiou.
- null? – null disse, assustada e chorando com dores.
- Ótimo, o null desmaiou alguém tira ele daqui. – Rosa gritou.
Após um tempo, null retomou a consciência, um pouco desnorteado e perdido, mas bastou segundos para se lembrar o que estava fazendo antes de tudo apagar.
- null...Onde ela está, Charles? – null disse nervoso, puxando Boyle.
- Calma, você pode entrar. – Charles deu passagem.
null entrou devagar na sala, encontrando null na cama com dois bebês no colo. O coração de null parou por um momento, principalmente ao ver dois bebês.
- São... gêmeos? – null disse, confuso.
- Essa garotinha estava bem escondida. – null disse, dando um sorriso. – Vem aqui.
- Eu... eles são lindos. – null os observava com cuidado.
- Esse é Mac e essa é Holly. – null apresentou as crianças.
- São os nomes de duro de matar, eu não acredito. – null disse, emocionado.
- Eu sonhei com esses nomes, o tempo inteiro. São nossos filhos
- Fizemos filhos gostosos, null. – null disse, pegando Holly no colo.
- Não, null. Fofos. – null riu da imaturidade do esposo.
Ali eles sabiam de uma coisa, eles tinham um ao outro e agora um fruto desse amor, um amor que nunca acabaria, acontecesse o que fosse eles estariam juntos, sendo uma família.
Um amor que veio como um acidente e cresceu sendo a situação mais louca e perfeita que eles já haviam conhecido. Eles se amavam, e esse era só o começo dessa história.





Fim.



Nota da autora: Eii, pessoal, obrigada por terem acompanhado até aqui, foi um prazer enorme escrever essa história, eu amei do fundo do meu coração e espero que vocês gostem também. A gente se vê em breve. ❤️



Nota da beta: Ah, que coisa mais lindinha foi esse final, sério, meus parabéns. Fiquei com aquele leve medo que as coisas não dessem certo, mas deram e eu achei incríveeel! São papais de gêmeos ainda. Muito obrigada por ter postado essa preciosidade por aqui, e espero mais histórias suas! Um beijo!

Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.

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