Última atualização: 13/01/2019
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Prólogo

Tudo que o sol toca é o nosso reino. O tempo de um reinado se levanta e se põe como o sol. Um dia, o sol vai se pôr com o meu tempo aqui e vai se levantar com o seu como novo rei. Há muito mais que um rei tem que fazer além de sua vontade.
Tudo que você vê faz parte de um delicado equilíbrio. Como rei, é necessário entender isso e respeitar todos os animais, desde a pequena formiga até o maior dos antílopes. Veja, quando você morre, seu corpo se torna grama, e os antílopes comem grama. E assim estamos todos ligados no grande Ciclo da Vida.
Só sou corajoso quando é preciso ser. Ser corajoso não significa meter-se em apuros ou buscar problemas.
Os grandes reis do passado nos observam lá das estrelas. E quando se sentir perdido, lembre-se que esses reis sempre estarão lá para guiar-te.

Capítulo 1: A Pedra da Vida

A lembrança mais antiga de começa com um mais um dos dias ensolarados nas Terras do Reino, como milhares de outros na terra ancestral. Tudo que ela sabia era que em um desses incontáveis dias acordou e contemplou a forma adormecida de sua mãe, , por um breve momento antes de seus olhos se acostumarem à penumbra. Ao se levantar lembrou-se que estava na caverna onde todos os leões e leoas descansavam. A plataforma em que o rei e a rainha, e , dormiam estava vazia, mas aquilo não era algo a que ela daria importância. De fato, naquele tempo, tudo que importava era correr pelas savanas e explorar cada canto e pedaço das Terras do Reino.
E é nesse mesmo dia que nossa história começa. se sentou, tentando não pisar em ninguém, e esperou, impaciente, sua mãe acordar. Afinal, embora parecesse, aquele não era um dia comum: era o dia em que e haviam prometido ensinar-lhe a rastrear gazelas. Ela já havia ouvido tantas histórias sobre como o reino dependia de que as leoas trouxessem a caça que mal podia esperar para vê-las em ação - e, mais importante, desejava ser como elas.
Por fim, depois de uma espera quase interminável, viu sua mãe bocejar e se levantar, e ela começou a empurrar uma das patas dela com a cabeça.
- Vamos, mamãe, vamos! Você ‘tá demorando muito! - Ela deu uma risada, algo que não apreciou.
- Tenha calma, querida. A savana não vai sair do lugar. - Argumentou, enquanto se dirigia à saída da caverna. se antecipou, correndo entre as pernas delas e a esperando do lado de fora. Enquanto via sua mãe sair da caverna, também viu e um pouco afastados, subindo ao topo da Pedra do Rei, enquanto os observava.
- O que eles estão fazendo? - perguntou enquanto sua mãe se aproximava e as duas começavam a caminhar na direção oposta.
- está ensinando a sobre como ser rei. - Ela sorriu enquanto desciam a Pedra do Rei até as savanas. - Um dia ele tomará o lugar de e, se tiver o valor suficiente, será reconhecido e aceito por todos como o novo rei.
- E por quê ele tem que ser aceito, mamãe? já não nasceu como rei?
- Tornar-se rei ou rainha é um direito de nascença, mas existem alguns limites. Somente o filhote mais velho será rei ou rainha depois que seu pai ou mãe se for. Irmãos e irmãs são os sucessores, caso algo aconteça com o novo líder. Mas, mais importante do que isso… um rei ou rainha tem que mostrar a todos que é merecedor dessa posição. Liderar é uma honra e exige grande responsabilidade. O líder sempre tem que pensar no bem estar do grupo e no que é melhor para todos. Ele tem que ser leal, justo e sábio, como é.
achou aquelas palavras complicadas, de maneira que continuou falando.
- Filha, um reino é composto de um rei, de uma rainha e de muitas leoas, como eu e você. Geralmente apenas o rei e a rainha têm filhotes, mas as outras leoas às vezes acabam tendo filhotes com leões solitários e elas também os criam junto com a manada se assim desejarem. - Ela começou a andar pelas savanas e a pequena correu para andar ao seu lado. As duas caminharam por alguns minutos até que sua mãe subiu numa acácia, uma árvore fina e alta, e seguiu logo atrás, usando suas garras para se segurar no tronco. se sentou em um dos troncos e viu que observava um grupo de gazelas a curta distância. Ela se virou para a filha, que perguntou:
- Mamãe, é daqui que vamos rastrear as gazelas? Por quê subimos aqui?
- Você consegue ver tudo daqui, certo? - apontou com a cabeça para o grupo de animais abaixo e para a imensidão das savanas. assentiu, conseguia ver até uma manada de elefantes ao longe. - Escalar árvores não é algo que fazemos com frequência, mas pode ser muito útil para se ter uma ideia de alvos em potencial quando você estiver caçando. Mas só quando for mais velha. - Riu da careta que fez. - Antes que eu te ensine a rastrear as gazelas, você tem que começar a entender o que é ser uma leoa. Sente-se comigo aqui. - Ela obedeceu, sentando-se em frente à mãe. - Me diga uma coisa: o que as leoas fazem nas Terras do Reino?
inclinou a cabeça para o lado, um pouco confusa.
- Elas caçam?
- Correto. Ao caçar, trazemos o sustento e a sobrevivência para nós mesmas e para todos. Os leões também sabem caçar, porém essa é primariamente uma função das leoas. Enquanto o rei lidera e protege todos que vivem no reino, a rainha lidera as leoas, as caçadoras. É esse papel que desempenha com maestria. Eu te trouxe aqui em cima para que você observe a imensidão do nosso reino e quanta vida há nele. - olhou para a mãe e sorriu ao voltar seu olhar para as savanas. Havia algo de muito bonito em tudo aquilo, uma espécie de harmonia que ela não sabia definir. - Mais importante do que a caça em si, uma caçadora tem que conhecer e respeitar todas as criaturas. O que você acha que aconteceria se fôssemos atrás de todos que você está vendo lá embaixo?
apertou os olhos para ver melhor.
- Acho que eles iriam se assustar e correr, e talvez fossem embora daqui.
- E além disso, ficaríamos sem comida e morreríamos de fome. E essas gazelas ficariam sem pasto para comer e também iriam morrer. É por isso que uma caçadora deve sempre respeitar o ciclo da vida, que nos envolve a todos e que nos conecta. , escute com atenção: como futura caçadora, você nunca deve abater mais do que o necessário. Você deve apenas pegar o que for preciso para nosso sustento. - assentiu com vigor, vendo que a mãe se levantava.
- Entendi. Nunca pegar mais do que o necessário. Mas como eu vou saber o quanto é suficiente?
- Você aprenderá comigo, com e com as outras leoas conforme formos te ensinando a caçar. Você ainda tem muito chão pela frente, querida. - começou a seguir enquanto ela descia da árvore. - Agora, o que você me diz de observarmos algumas gazelas?

guiou pelas savanas, sempre mantendo uma distância segura do grupo de gazelas que haviam identificado de cima da acácia. A cada passo, ela mostrava que tipo de marcas os animais deixavam, e como identificá-las e segui-las na direção correta. achou aquilo muito divertido e começou a se animar quando a mãe lhe ensinou a ver marcas de diferentes animais, como gnus, javalis, e antílopes. Ela seguia , correndo atrás dela e tentando encontrar as marcas e dizer a que animal pertenciam antes que ela dissesse.
Já estavam fazendo aquilo há algum tempo quando e as demais leoas chegaram até elas, para iniciar a caça daquele dia. e orientaram que se abaixasse na relva e apenas observasse enquanto perseguiam um grupo de gnus. se inclinou sobre , sussurrando:
- Você deve ficar tão imóvel quanto conseguir, filha. - assentiu, se encolhendo na grama. - Tem que sentir a terra sob suas patas. - pisou a terra até não houvesse nenhum ruído. - Agora você se move bem rápido, sem fazer barulho e ataca sua presa! - Ela correu encolhida na grama até achar uma abertura, onde conseguia ver alguém abaixado. Com um grito de guerra, ela se lançou sobre a figura, que foi jogada para o chão e gritou de susto!
- Ahá, te venci! - ela gritou, triunfante, vendo que tinha atacado ninguém menos que , seu melhor amigo. O filhote caramelo se levantou, cuspindo um pouco de terra parecendo um pouco aborrecido, e se virou para ela. e não conseguiam parar de rir.
- Oi, … Eu acho.
- Oi, ! - ela respondeu, dando risadinhas. - ‘Tá vendo só? Você fica aí parado, distraído, vai acabar sendo emboscado! - Ela rolou no chão, ainda rindo da expressão de susto dele.
- Ah, me larga, vai - ele balançou a cabeça, tirando os últimos grãos de terra de sua pelagem - Qualquer dia ainda vou te vencer numa luta.
apenas levantou uma das sobrancelhas, de volta a seu comportamento calmo.
- Com certeza, esse dia não é hoje. - Ela olhou dele para , que já havia se acalmado. - Enfim, você veio caçar com a sua mãe também?
se levantou e pigarreou, parecendo mais animado.
- Na verdade, eu vim te chamar para irmos pra um lugar super legal.
- , estamos no meio de uma caça!
- Mas é muito legal, eu juro! - Ele começou a apontar com a cabeça para a saída das savanas. - Acabei de saber sobre esse lugar ótimo! Tenho certeza que você vai gostar.
parecia ter deixado de lado a observação da caça das leoas. Ela estava animada com a perspectiva de uma aventura ao lado de seu melhor amigo. Porém, com uma condição…
- Aonde vamos? É melhor que não seja nenhum lugar bobo! - respondeu, um pouco desconfiada. Só ela já havia perdido a conta de quantas enrascadas havia se metido com .
- Não, é muito legal… - estava prestes a falar mais quando pareceu se lembrar de que sua mãe estava presente. Ela, entendendo a deixa, trocou um rápido olhar com e as duas se aproximaram alguns passos, ficando na frente dos filhotes.
- E onde é esse lugar legal? - perguntou, de maneira leve, mas ainda atenta.
- É… Uh, perto do olho d’água. - Ele respondeu após pensar um pouco.
- E o que tem de mais o olho d’água? - falou um pouco mais alto do que gostaria. chegou bem perto dela e sussurrou:
- Eu te mostro quando chegarmos lá! - assentiu e se virou para .
- Ahn… Mãe, posso ir com ?
- Hummm, não sei… O que você acha, ? - perguntou da mesma maneira que a leoa. parecia pronta para tomar uma decisão. - Bem…
Os dois filhotes, prevendo o que iria acontecer, se interpuseram entre as duas, sorrindo de orelha a orelha. Quem sabe aquilo não mudaria a opinião delas?
- Deixaaaaaa! Por favor!
- Está bem, eu deixo! - e tiveram alguns momentos para comemorar antes que ela terminasse de falar. - ... Desde que o Zazu vá com vocês.
- Ah não, o Zazu não! - protestou, sem sucesso.

Daquela vez, a opinião de não iria prevalecer. Os dois pequenos leões tiveram que fazer o percurso acompanhados do calau azulado que era o mordomo do rei e que também costumava supervisionar o jovem herdeiro. e caminhavam devagar enquanto Zazu os acompanhava, voando a uma pequena distância deles. Os dois andavam lado a lado, conversando baixo para que o pássaro não ouvisse.
- Depressa, quanto mais cedo chegarmos lá mais cedo voltamos - falou lá de cima, parecendo entediado, e foi ignorado pelos filhotes.
- Aonde vamos de verdade? - perguntou, voltando a ficar animada. A sede de aventura percorria suas veias.
- Ao cemitério de elefantes! - sussurrou, quase dando pulinhos no lugar, tamanha sua animação.
- UAU!!! - deu um grito, que tentou silenciar, apontando com a cabeça para Zazu. - E como vamos nos livrar dele?
Não deu outra: dentro de alguns minutos, Zazu desceu até os dois e pousou, ficando na linha de visão deles.
- Ah, olha só esses dois: pequenas sementes de romã florescendo na savana. Seus pais vão vibrar ao verem os dois entrelaçados assim! - Na opinião dos dois, Zazu começava mais um dos seus discursos intermináveis e incompreensíveis. Os dois reviraram os olhos, e fez a pergunta que estava na mente de :
- Entre o quê? - Por quê aquele pássaro falava em charadas?
- Laçados, namorados, ou noivos! - Zazu sorriu, parecendo estranhamente animado.
arqueou uma sobrancelha, se aproximando do calau.
- E isso quer dizer...?
- Um dia vocês estarão casados! - Zazu só faltava cantar de tão feliz que se sentia, e os filhotes continuaram estranhando seu comportamento.
- AARRGHH!!!!!! - gritaram juntos, sem apagar as expressões de nojo de seus rostos. Casar, os dois? Sendo melhores amigos? Aquilo era inconcebível! Eles não entendiam como alguém, ainda mais Zazu, poderia pensar tamanho absurdo.
- Eu não posso me casar com ela! É minha amiga!
- É, seria tão esquisito! - emendou, balançando a cabeça.
Zazu não se abalou e fez um movimento de fechar suas asas uma contra a outra, como se desse o assunto por encerrado.
- Eu lamento estourar a sua bola, mas os dois pombinhos não terão escolha. É uma tradição de várias gerações. - Ante aquilo, os dois o olharam como se o reprovassem, revirando os olhos de novo, e começaram a se afastar.
- Pois quando eu for rei vou acabar logo com isso. - comentou, porém Zazu acabou ouvindo e voltou para perto deles.
- Não se eu estiver perto!
- Então está despedido! - sorriu presunçoso, certo de que havia ganhado mais uma discussão. Mas Zazu era osso duro de roer.
- Você pode tentar, mas só o rei pode fazer isso.
sabia que era hora de intervir e ajudar seu amigo.
- Ora, ele é o futuro rei! - como era que Zazu não se lembrava daquela informação óbvia?
- É, e você tem que fazer o que eu mando! - piscou para , e com sua pata deu um leve empurrão em Zazu para provar seu ponto. Zazu cruzou as asas na sua frente de novo.
- Ainda não, senhor. E com uma atitude dessas, receio que se torne um rei bastante patético.
se virou para ele, sorrindo disfarçadamente.
- Não do modo que eu vejo.

(N/A: Coloque a música para tocar!)

Ana hab’ a malik gabbar itahrisu ya a da!
(Eu serei um rei poderoso, [tenham] cuidado inimigos!)

acabou jogando Zazu para trás de uma árvore - ele, não intimidado, se inclinou e tirou um pelo da cabeça de .

‘Ulli da gaddi da walla hizar walla hata imla’?
(Diga-me, isso é real ou uma piada ou um erro de ortografia?)

meneou a cabeça e logo alguns pássaros arrumaram várias folhas ao redor de seu pescoço, simulando uma juba, e ele a mexia enquanto andava. Escalou até um tronco de árvore e fingiu um rugido, fazendo Zazu cair na lama embaixo.

Hab’ a malik fo’ il-a’da ma gabitnis wallada.
(Eu serei um rei extraordinário como ninguém antes [de mim]!)
Az’ar fi il-fil yitra’ ‘as wi yi’ ul “kullu illa da!”
(Se eu rugisse para um elefante, ele diria "tudo menos isso!")

Zazu balançou a cabeça em desaprovação.

Da ‘ayyil yilzamu dada wi za iru malusta’ sir!
(Esse garoto precisa de uma babá e seu rugido é ineficaz!)

Ele acabou se limpando na orelha de um elefante, que, irritado, bateu nele. Zazu foi arremessado para o lago enquanto os dois filhotes corriam na água atrás dele, cantando.

Ma’ dars asbur lamma ab’ a malik!
(Eu mal posso esperar para ser rei!)

Os dois alcançaram Zazu à beira da água e ele se virou para os dois.

Ba’ ullak eh, lissa ktir ‘ala ahlamak di!
(Você ainda tem um longo caminho a percorrer para esses sonhos!)
Ma uttis la’!
(Não me diga "não!")

respondeu, e ele e começaram a fazer caretas para Zazu. Eles pouco se importavam.

Ana’ ba ul...
(E eu digo "não!")

o interrompeu.

Kilmitu huwa il-ha!
(Ele fala a verdade!)
Ana asdi...
(Quero dizer…)

Ela cuspiu água nele e continuou cantando.

Wahid zayyi hatir”
(Alguém tão incrível quanto eu!)
Bass...
(Mas…)
Mus mihtag liwazir!
(Não há necessidade de um vizir!)

Gritaram juntos, e saíram correndo, para no momento seguinte passarem pelo calau, nos lombos de dois avestruzes.

La’, da kitir!
(Não, é o suficiente!)
Timsi id-dunya ‘ala hawaya
(O mundo vai do jeito que eu quero!)

Zazu começou a voar atrás deles.

Mafis kalam min da...
(Não há palavras para isso!)
Ana il-awwal wi il-kulli waraya!
(Eu sou o primeiro e todo mundo me segue!)

Zazu os alcançou após se desviar de algumas árvores.

A’tadiqu anna al-waqta qad han, wi ha’ ulhalak bisraha!
(Eu admito que chegou a hora, e eu vou te dizer honestamente…)

Ele não viu, porém, que os avestruzes haviam parado de correr e bateu contra um rinoceronte. e continuaram dizendo:

Bisaraha, inta muristan wi kifaya gadal wi kifaya gadal wi tanaha!
(Honestamente, você é um maluco! Pare de discutir e ser bobo!)

Ele pousou num pedaço de tronco que boiava, e parecida lívido. Após o tronco ser levado por uma cachoeira e cair, ele apareceu voando.

Law kan da uslubak… Li ‘ilmak, hastaqil! Hatfas min kulli ‘uyubak, halas fad biyya il-kel! Da inta ya dubak ‘alli lisanu tawil!
(Com essa atitude, para sua informação, vou renunciar! É isso, não aguento mais! Espere só encontrar quem fala mal!)

e agora desfilavam em meio a um grupo de zebras orgulhosas.
Ma’ dars asbur lamma ab’ a malik!
(Eu mal posso esperar para ser rei!)

Quando Zazu conseguiu encontrá-los, já estavam em meio a muitos outros animais. cantava do topo de uma girafa, dando comandos aos animais para despistar Zazu.

Kullu yibussi simal! Kullu yibussi yimin! Wi ana taht il-adwa’ hayyuni ya hilwin!
(Todo mundo olhe para a esquerda! Todo mundo para a direita! Eu estou no centro das atenções… Torçam por mim, amigos!)
Mis dilwa it!
(Agora não!)

Enquanto Zazu tentava abrir caminho entre uma girafa e uma zebra, e cochichavam para os animais, que sussurravam entre si, como se passassem uma mensagem.

Birruh widdam ya habib il-malayin za ‘im qa ‘id hanla ‘i zayyak fen?
(Nós te apoiamos corpo e alma, ó amado por milhões Onde vamos encontrar um líder como você?)

Dois macacos se aproximaram e pegaram Zazu, enquanto um grupo de girafas jogava e para cima, e os dois não conseguiam parar de rir.

Zayyak mafis fi id-dunya diyya itnen
(Não há dois leões como você [neste mundo]!)
Ma’ dars asbur lamma ab’ a malik!
(Eu mal posso esperar para ser rei!)

e terminaram de cantar enquanto todos os animais perdiam o equilíbrio e caíam em cima de Zazu. Ele gritava os nomes dos filhotes enquanto tentava sair de baixo de uma rinoceronte.
e correram da clareira para trás de algumas rochas. Olhando para trás, satisfeitos ao ver que ninguém os seguia. Os dois riram.
- Tudo bem, funcionou.
- Nos livramos! - riu.
- Ha, eu sou um gênio - se gabou, presunçoso.
- Ei, gênio, foi ideia minha! - contestou, se pondo na frente dele.
- É, mas eu a executei. - Apontou para si mesmo com uma pata.
- Comigo! - Ela respondeu no mesmo tempo. ouviu um “ah é?” de antes que ele a empurrasse para o chão.
Os dois rolaram algumas vezes, brincando de luta, quando terminou vencendo.
- Te peguei - bradou, orgulhosa.
reclamou e fez menção de levantar, então ela saiu de cima dele e já começava a caminhar quando ele a empurrou de novo. Dessa vez, porém os dois rolaram por baixo de um barranco até que venceu de novo. “Te peguei outra vez”, ela riu. só teve tempo de olhar para ela quando um barulho chamou sua atenção. Ali, na frente deles, havia fumaça saindo de um buraco no chão!
Foi então que os dois perceberam que se encontravam num lugar muito diferente das Terras do Reino. Era uma espécie de vale sombrio, cheio de rochas e de buracos como aquele. saiu de cima de e os dois fitaram, admirados (e talvez um pouco assustados) aquele gêiser.
A fumaça se dissipou para revelar partes mais sombrias do vale e ossos - muitos ossos, em todos os lugares. inclinou a cabeça e o seguiu, enquanto subiram um pequeno barranco, dando de cara com um esqueleto de elefante. Eles podiam ver muito bem o crânio e os ossos que deviam ter formado sua tromba. De cima daquele monte, se apoiaram em um osso gigante e viram ossadas a perder de vista no vale embaixo deles. Exclamaram, surpresos.
Eles haviam chegado ao cemitério de elefantes.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.





Outras Fanfics:
Timişoara (Originais/Shortfic)
MV: Élan (Especial Music Video/Rock)
Mixtape: He Lives in You (Awesome Mix: Vol 7 “Disney”)

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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