Última atualização: 25/02/2019
Contador:

Prólogo

Tudo que o sol toca é o nosso reino. O tempo de um reinado se levanta e se põe como o sol. Um dia, o sol vai se pôr com o meu tempo aqui e vai se levantar com o seu como novo rei. Há muito mais que um rei tem que fazer além de sua vontade.
Tudo que você vê faz parte de um delicado equilíbrio. Como rei, é necessário entender isso e respeitar todos os animais, desde a pequena formiga até o maior dos antílopes. Veja, quando você morre, seu corpo se torna grama, e os antílopes comem grama. E assim estamos todos ligados no grande Ciclo da Vida.
Só sou corajoso quando é preciso ser. Ser corajoso não significa meter-se em apuros ou buscar problemas.
Os grandes reis do passado nos observam lá das estrelas. E quando se sentir perdido, lembre-se que esses reis sempre estarão lá para guiar-te.

Capítulo 1: A Pedra da Vida

A lembrança mais antiga de começa com um mais um dos dias ensolarados nas Terras do Reino, como milhares de outros na terra ancestral. Tudo que ela sabia era que em um desses incontáveis dias acordou e contemplou a forma adormecida de sua mãe, , por um breve momento antes de seus olhos se acostumarem à penumbra. Ao se levantar lembrou-se que estava na caverna onde todos os leões e leoas descansavam. A plataforma em que o rei e a rainha, e , dormiam estava vazia, mas aquilo não era algo a que ela daria importância. De fato, naquele tempo, tudo que importava era correr pelas savanas e explorar cada canto e pedaço das Terras do Reino.
E é nesse mesmo dia que nossa história começa. se sentou, tentando não pisar em ninguém, e esperou, impaciente, sua mãe acordar. Afinal, embora parecesse, aquele não era um dia comum: era o dia em que e haviam prometido ensinar-lhe a rastrear gazelas. Ela já havia ouvido tantas histórias sobre como o reino dependia de que as leoas trouxessem a caça que mal podia esperar para vê-las em ação - e, mais importante, desejava ser como elas.
Por fim, depois de uma espera quase interminável, viu sua mãe bocejar e se levantar, e ela começou a empurrar uma das patas dela com a cabeça.
- Vamos, mamãe, vamos! Você ‘tá demorando muito! - Ela deu uma risada, algo que não apreciou.
- Tenha calma, querida. A savana não vai sair do lugar. - Argumentou, enquanto se dirigia à saída da caverna. se antecipou, correndo entre as pernas delas e a esperando do lado de fora. Enquanto via sua mãe sair da caverna, também viu e um pouco afastados, subindo ao topo da Pedra do Rei, enquanto os observava.
- O que eles estão fazendo? - perguntou enquanto sua mãe se aproximava e as duas começavam a caminhar na direção oposta.
- está ensinando a sobre como ser rei. - Ela sorriu enquanto desciam a Pedra do Rei até as savanas. - Um dia ele tomará o lugar de e, se tiver o valor suficiente, será reconhecido e aceito por todos como o novo rei.
- E por quê ele tem que ser aceito, mamãe? já não nasceu como rei?
- Tornar-se rei ou rainha é um direito de nascença, mas existem alguns limites. Somente o filhote mais velho será rei ou rainha depois que seu pai ou mãe se for. Irmãos e irmãs são os sucessores, caso algo aconteça com o novo líder. Mas, mais importante do que isso… um rei ou rainha tem que mostrar a todos que é merecedor dessa posição. Liderar é uma honra e exige grande responsabilidade. O líder sempre tem que pensar no bem estar do grupo e no que é melhor para todos. Ele tem que ser leal, justo e sábio, como é.
achou aquelas palavras complicadas, de maneira que continuou falando.
- Filha, um reino é composto de um rei, de uma rainha e de muitas leoas, como eu e você. Geralmente apenas o rei e a rainha têm filhotes, mas as outras leoas às vezes acabam tendo filhotes com leões solitários e elas também os criam junto com a manada se assim desejarem. - Ela começou a andar pelas savanas e a pequena correu para andar ao seu lado. As duas caminharam por alguns minutos até que sua mãe subiu numa acácia, uma árvore fina e alta, e seguiu logo atrás, usando suas garras para se segurar no tronco. se sentou em um dos troncos e viu que observava um grupo de gazelas a curta distância. Ela se virou para a filha, que perguntou:
- Mamãe, é daqui que vamos rastrear as gazelas? Por quê subimos aqui?
- Você consegue ver tudo daqui, certo? - apontou com a cabeça para o grupo de animais abaixo e para a imensidão das savanas. assentiu, conseguia ver até uma manada de elefantes ao longe. - Escalar árvores não é algo que fazemos com frequência, mas pode ser muito útil para se ter uma ideia de alvos em potencial quando você estiver caçando. Mas só quando for mais velha. - Riu da careta que fez. - Antes que eu te ensine a rastrear as gazelas, você tem que começar a entender o que é ser uma leoa. Sente-se comigo aqui. - Ela obedeceu, sentando-se em frente à mãe. - Me diga uma coisa: o que as leoas fazem nas Terras do Reino?
inclinou a cabeça para o lado, um pouco confusa.
- Elas caçam?
- Correto. Ao caçar, trazemos o sustento e a sobrevivência para nós mesmas e para todos. Os leões também sabem caçar, porém essa é primariamente uma função das leoas. Enquanto o rei lidera e protege todos que vivem no reino, a rainha lidera as leoas, as caçadoras. É esse papel que desempenha com maestria. Eu te trouxe aqui em cima para que você observe a imensidão do nosso reino e quanta vida há nele. - olhou para a mãe e sorriu ao voltar seu olhar para as savanas. Havia algo de muito bonito em tudo aquilo, uma espécie de harmonia que ela não sabia definir. - Mais importante do que a caça em si, uma caçadora tem que conhecer e respeitar todas as criaturas. O que você acha que aconteceria se fôssemos atrás de todos que você está vendo lá embaixo?
apertou os olhos para ver melhor.
- Acho que eles iriam se assustar e correr, e talvez fossem embora daqui.
- E além disso, ficaríamos sem comida e morreríamos de fome. E essas gazelas ficariam sem pasto para comer e também iriam morrer. É por isso que uma caçadora deve sempre respeitar o ciclo da vida, que nos envolve a todos e que nos conecta. , escute com atenção: como futura caçadora, você nunca deve abater mais do que o necessário. Você deve apenas pegar o que for preciso para nosso sustento. - assentiu com vigor, vendo que a mãe se levantava.
- Entendi. Nunca pegar mais do que o necessário. Mas como eu vou saber o quanto é suficiente?
- Você aprenderá comigo, com e com as outras leoas conforme formos te ensinando a caçar. Você ainda tem muito chão pela frente, querida. - começou a seguir enquanto ela descia da árvore. - Agora, o que você me diz de observarmos algumas gazelas?

guiou pelas savanas, sempre mantendo uma distância segura do grupo de gazelas que haviam identificado de cima da acácia. A cada passo, ela mostrava que tipo de marcas os animais deixavam, e como identificá-las e segui-las na direção correta. achou aquilo muito divertido e começou a se animar quando a mãe lhe ensinou a ver marcas de diferentes animais, como gnus, javalis, e antílopes. Ela seguia , correndo atrás dela e tentando encontrar as marcas e dizer a que animal pertenciam antes que ela dissesse.
Já estavam fazendo aquilo há algum tempo quando e as demais leoas chegaram até elas, para iniciar a caça daquele dia. e orientaram que se abaixasse na relva e apenas observasse enquanto perseguiam um grupo de gnus. se inclinou sobre , sussurrando:
- Você deve ficar tão imóvel quanto conseguir, filha. - assentiu, se encolhendo na grama. - Tem que sentir a terra sob suas patas. - pisou a terra até não houvesse nenhum ruído. - Agora você se move bem rápido, sem fazer barulho e ataca sua presa! - Ela correu encolhida na grama até achar uma abertura, onde conseguia ver alguém abaixado. Com um grito de guerra, ela se lançou sobre a figura, que foi jogada para o chão e gritou de susto!
- Ahá, te venci! - ela gritou, triunfante, vendo que tinha atacado ninguém menos que , seu melhor amigo. O filhote caramelo se levantou, cuspindo um pouco de terra parecendo um pouco aborrecido, e se virou para ela. e não conseguiam parar de rir.
- Oi, … Eu acho.
- Oi, ! - ela respondeu, dando risadinhas. - ‘Tá vendo só? Você fica aí parado, distraído, vai acabar sendo emboscado! - Ela rolou no chão, ainda rindo da expressão de susto dele.
- Ah, me larga, vai - ele balançou a cabeça, tirando os últimos grãos de terra de sua pelagem - Qualquer dia ainda vou te vencer numa luta.
apenas levantou uma das sobrancelhas, de volta a seu comportamento calmo.
- Com certeza, esse dia não é hoje. - Ela olhou dele para , que já havia se acalmado. - Enfim, você veio caçar com a sua mãe também?
se levantou e pigarreou, parecendo mais animado.
- Na verdade, eu vim te chamar para irmos pra um lugar super legal.
- , estamos no meio de uma caça!
- Mas é muito legal, eu juro! - Ele começou a apontar com a cabeça para a saída das savanas. - Acabei de saber sobre esse lugar ótimo! Tenho certeza que você vai gostar.
parecia ter deixado de lado a observação da caça das leoas. Ela estava animada com a perspectiva de uma aventura ao lado de seu melhor amigo. Porém, com uma condição…
- Aonde vamos? É melhor que não seja nenhum lugar bobo! - respondeu, um pouco desconfiada. Só ela já havia perdido a conta de quantas enrascadas havia se metido com .
- Não, é muito legal… - estava prestes a falar mais quando pareceu se lembrar de que sua mãe estava presente. Ela, entendendo a deixa, trocou um rápido olhar com e as duas se aproximaram alguns passos, ficando na frente dos filhotes.
- E onde é esse lugar legal? - perguntou, de maneira leve, mas ainda atenta.
- É… Uh, perto do olho d’água. - Ele respondeu após pensar um pouco.
- E o que tem de mais o olho d’água? - falou um pouco mais alto do que gostaria. chegou bem perto dela e sussurrou:
- Eu te mostro quando chegarmos lá! - assentiu e se virou para .
- Ahn… Mãe, posso ir com ?
- Hummm, não sei… O que você acha, ? - perguntou da mesma maneira que a leoa. parecia pronta para tomar uma decisão. - Bem…
Os dois filhotes, prevendo o que iria acontecer, se interpuseram entre as duas, sorrindo de orelha a orelha. Quem sabe aquilo não mudaria a opinião delas?
- Deixaaaaaa! Por favor!
- Está bem, eu deixo! - e tiveram alguns momentos para comemorar antes que ela terminasse de falar. - ... Desde que o Zazu vá com vocês.
- Ah não, o Zazu não! - protestou, sem sucesso.

Daquela vez, a opinião de não iria prevalecer. Os dois pequenos leões tiveram que fazer o percurso acompanhados do calau azulado que era o mordomo do rei e que também costumava supervisionar o jovem herdeiro. e caminhavam devagar enquanto Zazu os acompanhava, voando a uma pequena distância deles. Os dois andavam lado a lado, conversando baixo para que o pássaro não ouvisse.
- Depressa, quanto mais cedo chegarmos lá mais cedo voltamos - falou lá de cima, parecendo entediado, e foi ignorado pelos filhotes.
- Aonde vamos de verdade? - perguntou, voltando a ficar animada. A sede de aventura percorria suas veias.
- Ao cemitério de elefantes! - sussurrou, quase dando pulinhos no lugar, tamanha sua animação.
- UAU!!! - deu um grito, que tentou silenciar, apontando com a cabeça para Zazu. - E como vamos nos livrar dele?
Não deu outra: dentro de alguns minutos, Zazu desceu até os dois e pousou, ficando na linha de visão deles.
- Ah, olha só esses dois: pequenas sementes de romã florescendo na savana. Seus pais vão vibrar ao verem os dois entrelaçados assim! - Na opinião dos dois, Zazu começava mais um dos seus discursos intermináveis e incompreensíveis. Os dois reviraram os olhos, e fez a pergunta que estava na mente de :
- Entre o quê? - Por quê aquele pássaro falava em charadas?
- Laçados, namorados, ou noivos! - Zazu sorriu, parecendo estranhamente animado.
arqueou uma sobrancelha, se aproximando do calau.
- E isso quer dizer...?
- Um dia vocês estarão casados! - Zazu só faltava cantar de tão feliz que se sentia, e os filhotes continuaram estranhando seu comportamento.
- AARRGHH!!!!!! - gritaram juntos, sem apagar as expressões de nojo de seus rostos. Casar, os dois? Sendo melhores amigos? Aquilo era inconcebível! Eles não entendiam como alguém, ainda mais Zazu, poderia pensar tamanho absurdo.
- Eu não posso me casar com ela! É minha amiga!
- É, seria tão esquisito! - emendou, balançando a cabeça.
Zazu não se abalou e fez um movimento de fechar suas asas uma contra a outra, como se desse o assunto por encerrado.
- Eu lamento estourar a sua bola, mas os dois pombinhos não terão escolha. É uma tradição de várias gerações. - Ante aquilo, os dois o olharam como se o reprovassem, revirando os olhos de novo, e começaram a se afastar.
- Pois quando eu for rei vou acabar logo com isso. - comentou, porém Zazu acabou ouvindo e voltou para perto deles.
- Não se eu estiver perto!
- Então está despedido! - sorriu presunçoso, certo de que havia ganhado mais uma discussão. Mas Zazu era osso duro de roer.
- Você pode tentar, mas só o rei pode fazer isso.
sabia que era hora de intervir e ajudar seu amigo.
- Ora, ele é o futuro rei! - como era que Zazu não se lembrava daquela informação óbvia?
- É, e você tem que fazer o que eu mando! - piscou para , e com sua pata deu um leve empurrão em Zazu para provar seu ponto. Zazu cruzou as asas na sua frente de novo.
- Ainda não, senhor. E com uma atitude dessas, receio que se torne um rei bastante patético.
se virou para ele, sorrindo disfarçadamente.
- Não do modo que eu vejo.

(N/A: Coloque a música para tocar!)

Ana hab’ a malik gabbar itahrisu ya a da!
(Eu serei um rei poderoso, [tenham] cuidado inimigos!)

acabou jogando Zazu para trás de uma árvore - ele, não intimidado, se inclinou e tirou um pelo da cabeça de .

‘Ulli da gaddi da walla hizar walla hata imla’?
(Diga-me, isso é real ou uma piada ou um erro de ortografia?)

meneou a cabeça e logo alguns pássaros arrumaram várias folhas ao redor de seu pescoço, simulando uma juba, e ele a mexia enquanto andava. Escalou até um tronco de árvore e fingiu um rugido, fazendo Zazu cair na lama embaixo.

Hab’ a malik fo’ il-a’da ma gabitnis wallada.
(Eu serei um rei extraordinário como ninguém antes [de mim]!)
Az’ar fi il-fil yitra’ ‘as wi yi’ ul “kullu illa da!”
(Se eu rugisse para um elefante, ele diria "tudo menos isso!")

Zazu balançou a cabeça em desaprovação.

Da ‘ayyil yilzamu dada wi za iru malusta’ sir!
(Esse garoto precisa de uma babá e seu rugido é ineficaz!)

Ele acabou se limpando na orelha de um elefante, que, irritado, bateu nele. Zazu foi arremessado para o lago enquanto os dois filhotes corriam na água atrás dele, cantando.

Ma’ dars asbur lamma ab’ a malik!
(Eu mal posso esperar para ser rei!)

Os dois alcançaram Zazu à beira da água e ele se virou para os dois.

Ba’ ullak eh, lissa ktir ‘ala ahlamak di!
(Você ainda tem um longo caminho a percorrer para esses sonhos!)
Ma uttis la’!
(Não me diga "não!")

respondeu, e ele e começaram a fazer caretas para Zazu. Eles pouco se importavam.

Ana’ ba ul...
(E eu digo "não!")

o interrompeu.

Kilmitu huwa il-ha!
(Ele fala a verdade!)
Ana asdi...
(Quero dizer…)

Ela cuspiu água nele e continuou cantando.

Wahid zayyi hatir”
(Alguém tão incrível quanto eu!)
Bass...
(Mas…)
Mus mihtag liwazir!
(Não há necessidade de um vizir!)

Gritaram juntos, e saíram correndo, para no momento seguinte passarem pelo calau, nos lombos de dois avestruzes.

La’, da kitir!
(Não, é o suficiente!)
Timsi id-dunya ‘ala hawaya
(O mundo vai do jeito que eu quero!)

Zazu começou a voar atrás deles.

Mafis kalam min da...
(Não há palavras para isso!)
Ana il-awwal wi il-kulli waraya!
(Eu sou o primeiro e todo mundo me segue!)

Zazu os alcançou após se desviar de algumas árvores.

A’tadiqu anna al-waqta qad han, wi ha’ ulhalak bisraha!
(Eu admito que chegou a hora, e eu vou te dizer honestamente…)

Ele não viu, porém, que os avestruzes haviam parado de correr e bateu contra um rinoceronte. e continuaram dizendo:

Bisaraha, inta muristan wi kifaya gadal wi kifaya gadal wi tanaha!
(Honestamente, você é um maluco! Pare de discutir e ser bobo!)

Ele pousou num pedaço de tronco que boiava, e parecida lívido. Após o tronco ser levado por uma cachoeira e cair, ele apareceu voando.

Law kan da uslubak… Li ‘ilmak, hastaqil! Hatfas min kulli ‘uyubak, halas fad biyya il-kel! Da inta ya dubak ‘alli lisanu tawil!
(Com essa atitude, para sua informação, vou renunciar! É isso, não aguento mais! Espere só encontrar quem fala mal!)

e agora desfilavam em meio a um grupo de zebras orgulhosas.
Ma’ dars asbur lamma ab’ a malik!
(Eu mal posso esperar para ser rei!)

Quando Zazu conseguiu encontrá-los, já estavam em meio a muitos outros animais. cantava do topo de uma girafa, dando comandos aos animais para despistar Zazu.

Kullu yibussi simal! Kullu yibussi yimin! Wi ana taht il-adwa’ hayyuni ya hilwin!
(Todo mundo olhe para a esquerda! Todo mundo para a direita! Eu estou no centro das atenções… Torçam por mim, amigos!)
Mis dilwa it!
(Agora não!)

Enquanto Zazu tentava abrir caminho entre uma girafa e uma zebra, e cochichavam para os animais, que sussurravam entre si, como se passassem uma mensagem.

Birruh widdam ya habib il-malayin za ‘im qa ‘id hanla ‘i zayyak fen?
(Nós te apoiamos corpo e alma, ó amado por milhões Onde vamos encontrar um líder como você?)

Dois macacos se aproximaram e pegaram Zazu, enquanto um grupo de girafas jogava e para cima, e os dois não conseguiam parar de rir.

Zayyak mafis fi id-dunya diyya itnen
(Não há dois leões como você [neste mundo]!)
Ma’ dars asbur lamma ab’ a malik!
(Eu mal posso esperar para ser rei!)

e terminaram de cantar enquanto todos os animais perdiam o equilíbrio e caíam em cima de Zazu. Ele gritava os nomes dos filhotes enquanto tentava sair de baixo de uma rinoceronte.
e correram da clareira para trás de algumas rochas. Olhando para trás, satisfeitos ao ver que ninguém os seguia. Os dois riram.
- Tudo bem, funcionou.
- Nos livramos! - riu.
- Ha, eu sou um gênio - se gabou, presunçoso.
- Ei, gênio, foi ideia minha! - contestou, se pondo na frente dele.
- É, mas eu a executei. - Apontou para si mesmo com uma pata.
- Comigo! - Ela respondeu no mesmo tempo. ouviu um “ah é?” de antes que ele a empurrasse para o chão.
Os dois rolaram algumas vezes, brincando de luta, quando terminou vencendo.
- Te peguei - bradou, orgulhosa.
reclamou e fez menção de levantar, então ela saiu de cima dele e já começava a caminhar quando ele a empurrou de novo. Dessa vez, porém os dois rolaram por baixo de um barranco até que venceu de novo. “Te peguei outra vez”, ela riu. só teve tempo de olhar para ela quando um barulho chamou sua atenção. Ali, na frente deles, havia fumaça saindo de um buraco no chão!
Foi então que os dois perceberam que se encontravam num lugar muito diferente das Terras do Reino. Era uma espécie de vale sombrio, cheio de rochas e de buracos como aquele. saiu de cima de e os dois fitaram, admirados (e talvez um pouco assustados) aquele gêiser.
A fumaça se dissipou para revelar partes mais sombrias do vale e ossos - muitos ossos, em todos os lugares. inclinou a cabeça e o seguiu, enquanto subiram um pequeno barranco, dando de cara com um esqueleto de elefante. Eles podiam ver muito bem o crânio e os ossos que deviam ter formado sua tromba. De cima daquele monte, se apoiaram em um osso gigante e viram ossadas a perder de vista no vale embaixo deles. Exclamaram, surpresos.
Eles haviam chegado ao cemitério de elefantes.


Capítulo 2: O Cemitério de Elefantes

- É muito assustador! - , ainda com os olhos arregalados, não conseguia parar de olhar as carcaças de elefantes.
- Sim, não é legal? - parecia tão animado quanto ela.
- Poderíamos nos meter em grandes problemas - sorriu presunçosamente.
- Eu sei, huh. - Ele respondeu da mesma maneira e os dois se voltaram para o crânio gigantesco de onde saíam os ossos das trombas.
- Será que os cérebros deles ainda estão aí?
- Só há uma maneira de saber - começou a andar naquela direção - Venha, vamos verificar!
E naquele momento, o calau azul que eles menos queriam ver apareceu na frente de , bloqueando seu caminho.
- Não! A única coisa que vocês vão verificar é a saída!
- Ah não, Zazu! - e protestaram, enquanto Zazu mexia as asas em direção à saída, fazendo com que tivesse que dar alguns passos para trás em descontentamento. - Estamos muito além dos limites das Terras do Reino - comentou, bagunçando suas penas, parecendo assustado.
- Olha só, o bico-de-banana ‘tá com medo! - debochou e riu.
- É senhor bico-de-banana para você, felpudo. - Zazu, irritado, apontou uma asa para o focinho de . - E fique sabendo que agora estamos todos nós em perigo - sua expressão foi de irritada para amedrontada mais uma vez.
, com uma expressão presunçosa no rosto, passou na frente de Zazu e continuou indo em frente.
- Huh, perigo? - debochou, ficando embaixo do crânio - Eu ando pelo lado selvagem. Eu rio na cara do perigo! Ha ha ha! - Ele riu novamente, mas nenhum dos filhotes nem o calau esperavam que a risada dele seria respondida com três risos roucos e altos vindo de dentro das cavidades oculares daquele crânio.
parecia, por fim, ter percebido que Zazu não estava de brincadeira. Ele sentiu seus pelos se arrepiarem e exclamou, assustado, correndo para trás de e Zazu. Os três observaram enquanto duas hienas enormes e risonhas saíam de dentro do crânio, descendo na direção deles. A terceira, a maior de todas, saiu da parte de baixo do crânio, onde havia estado momentos antes.
As três eram cinzentas, todas muito similares e pareciam um pouco desengonçadas, com pescoços e pernas longas e corpos esguios. , imóvel, só conseguia prestar atenção nas fileiras de dentes que cada uma tinha, e agora mostravam, em sorrisos sinistros.
- Olha só, Banzai, o que encontramos aqui? - debochou a maior hiena, a única fêmea e que parecia ser a líder do bando. Zazu e os filhotes se encostaram em um dos ossos e ele, apesar de ser menor, ficou na frente, protegendo os leões.
- Eu não sei, Shenzi, ah… O que você acha, Ed? - o segundo em comando perguntou para a hiena de olhos confusos que vinha atrás, que apenas riu, sem falar nada. As três começaram a andar juntas na direção deles.
- É isso mesmo que eu estava pensando… Um trio de invasores! - continuou falando como se Ed tivesse lhe respondido, e começaram a encarar Zazu. Ele, sempre diplomático, tentou falar com elas, enquanto e permaneciam paralisados.
- Foi por acidente, eu posso lhes assegurar, apenas um erro de navegação. - Enquanto ele falava, e se viraram e começaram a sair dali, e Zazu não conseguiu porque Shenzi pisou em suas penas, mantendo-o no chão.
- Oh, oh, espere aí, espere aí, eu te conheço - ela estreitou os olhos - você é o bobo da corte de .
- Eu, madame, sou o mordomo do rei - ele respondeu com educação, e ela soltou suas penas. As outras duas hienas já andavam em círculos ao redor de e de , impedindo que saíssem dali.
- Então você é o… - Banzai começou.
- O futuro rei! - respondeu, combativo. não sabia o que pensar e também não conseguia entender como seu amigo havia sido tão tolo de cair na conversa das hienas. Na opinião dela, eles deveriam enganá-las e sair correndo antes que fosse tarde demais. Shenzi se juntou às outras duas, andando em círculos ao redor deles, com Zazu no meio.
- Sabe o que nós fazemos com reis que pisam fora de seu reino? - ela perguntou, como se a resposta não fosse óbvia.
- Vocês não podem fazer nada comigo! - ele rebateu, parecendo irritado.
Zazu deu uma risadinha nervosa.
- Teoricamente podem, esse é o território delas - ele informou, pousando uma asa no ombro de .
- Mas, Zazu, você não disse que elas não passam de carniceiras babosas e sarnentas? - perguntou em voz alta, e só conseguia pensar que a cada momento a situação deles ficava pior. Teria seu amigo perdido a noção do perigo?
- Em boca fechada não entra mosca… - ele respondeu baixinho, mas foi suficiente para Banzai ouvir e avançar nele. Shenzi e Ed também haviam parado de circular.
- Quem aqui come mosca?! - perguntou, sem entender o que ele falava.
- Ah, minha nossa, olhem para o sol, é hora de ir! - os três tentaram correr pela abertura deixada pelas hienas, mas Shenzi se pôs na frente deles, impedindo a passagem.
- Ora, por quê a pressa? Seria ótimo ficarem para o jantar - avançou até eles, fez com que eles dessem alguns passos para trás, seguido de um sorriso sinistro e cheio de dentes. Zazu esticou suas asas na frente dos leões de novo.
- É, gostaríamos de ter… Leão na mesa! - Banzai disse e começou a rir.
Foram necessários poucos segundos para que Zazu notasse que começavam a se distrair ao gargalharem, e eles usaram aquela abertura para pular por cima do osso de elefante e correrem pelo vale abaixo, tentando encontrar a saída. e corriam por dentro de algumas costelas de elefantes enquanto Zazu voava um pouco atrás deles. Eles não notaram que em algum momento ele havia parado de segui-los. Pularam por cima de outra ossada e pararam no que parecia ser um vale de ossos.
- Escapamos? - estava tão rouca que parecia que não falava há tempos.
- Acho que sim - respondeu , ofegante. - Onde está o Zazu? - Eles trocaram um olhar, engoliram em seco e voltaram por onde haviam vindo, procurando qualquer sinal do pássaro.
Não demorou muito para que embaixo das costelas de um elefante encontrassem as três hienas rindo e Zazu saindo voando após o buraco com fumaça jogá-lo para cima.
- Hey! - gritou, atraindo a atenção das hienas - Por que não pegam alguém do seu tamanho? - ele desafiou.
- Suas covardes! - emendou, sentindo-se mais corajosa.
- Como você? - Shenzi questionou, e os dois filhotes exclamaram e saíram correndo, agora com as hienas no seu encalço. Eles tiveram que parar após dois gêiseres explodirem na frente deles, com as hienas aparecendo no meio da fumaça e rindo. Os dois ouviam as hienas próximas demais, latindo e rosnando enquanto usavam suas garras para ajudá-los a subir no crânio de momentos atrás. acompanhava , um pouco atrás dele.
Ao pular por cima do crânio, os dois acabaram descendo pela coluna de um elefante, e quando a descida acabou conseguiram saltar, caindo numa espécie de colina cheia de ossinhos, que iam caindo para os lados e para trás conforme pisavam neles e tentavam escalar, o desespero dos dois aumentando porque não faziam ideia da proximidade das hienas.
tentava acompanhar enquanto ele terminava de escalar, mas eram tantos ossos sob suas patas que faziam com que ela caísse, por mais que se esforçasse para ficar no alto. Ela notou que duas das hienas estavam próximas demais dela, já subindo a colina também. Então fez a única coisa que conseguiu pensar: gritou o nome de , para que ele visse que ela precisava de ajuda. Assim que ele se virou para ela, ela caiu ainda mais, tentando inutilmente firmar suas garras no chão escorregadio. Ela conseguiu se firmar e saiu dali ao mesmo tempo que arranhou Shenzi, fazendo com que ela rosnasse ainda mais. Os dois filhotes aproveitaram para terminar a escalada, deixando-as um pouco para trás.
O único caminho possível era uma caverna, na qual eles entraram sem hesitar, e correram por dentro dela até chegarem ao que parecia ser o final dela. A única saída era por cima, e os dois pularam em cima dos ossos de um filhote de elefante, tentando alcançar a saída. Porém, aqueles ossos eram muito frágeis e os dois apenas conseguiram cair no chão.
e começaram a tremer quando viram as hienas se aproximando, dando mais risadas, e ela se pôs atrás dele sem perceber. Estavam acabados, e não havia mais nenhuma saída. fez a única coisa que não haviam tentado - ele, que sempre se gabava de seus urros, tentou rugir para afugentar as hienas, mas aquilo só fez com que rissem mais. Talvez ele precisasse praticar mais seu rugido.
- É só isso? - Shenzi e suas companheiras estavam perto demais deles. - Faz de novo, vamos…
sentiu todos os seus pelos se arrepiarem e pôs todas as forças que ainda tinha naquele rugido, e arregalou os olhos quando notou que aquela não era a voz de .
Na frente deles, apareceu do nada, derrubando as três hienas com uma só patada e rugindo para elas, assustando-as com seu tamanho avantajado e dentes e garras à mostra. Como e de onde ele havia aparecido? Como sabia que estavam em perigo? eram as perguntas que rondavam as mentes de e de . Elas tentavam desviar, mas o lugar era tão apertado não conseguiam. Os dois, ainda surpreendidos, ouviam os guinchos de dor delas quando Zazu se juntou a eles, pousando do lado de .
Por fim, com outro rugido ensurdecedor, encurralou as três entre suas patas.
- Quietos! - ele bradou, e Shenzi e Ed se cobriram com as próprias patas enquanto Banzai tentava argumentar.
- Nós já íamos embora…
- Calma, calma, nós sentimos muito… - Shenzi tomou a frente.
- Se vocês chegarem perto do meu filho outra vez… - ele começou a ameaçar.
- Oh, então ele é seu filho? - Shenzi tentou enganá-lo e Banzai repetiu a pergunta, os dois dizendo que não sabiam daquilo. Eles poderiam ter se safado se Ed não tivesse balançado a cabeça, dizendo o contrário deles. rugiu mais uma vez, fazendo questão de mostrar seu poder, e as três hienas fugiram, tremendo de medo.
Zazu voou para o lado de , assentindo, mas lhe lançou um olhar tão gelado que o calau se encolheu. e saíram de dentro dos ossos e se aproximaram.
- Pai, eu…
- Você me desobedeceu deliberadamente. - o interrompeu, duro, fazendo com que baixasse a cabeça, parecendo arrependido. - Vamos para casa.
- Você foi muito valente - respondeu, também de cabeça baixa.
Terminava de escurecer enquanto todos caminhavam, já de volta às Terras do Reino. ia na frente, decidido, enquanto os dois filhotes, envergonhados, andavam cabisbaixos alguns passos atrás dele, e Zazu voava os acompanhando. chamou Zazu, que voou até ele.
- Majestade?
- Acompanhe - ordenou, lançando um olhar para os dois filhotes sentados na relva. - O meu filho tem que aprender uma lição. - se escondeu na grama quando ouviu aquilo.
- Vamos, - Zazu chegou até eles. - Boa sorte, . - declarou, pondo as asas nos ombros dele.
assentiu e foi embora com o calau para o lado oposto, olhando uma última vez para enquanto a noite caía.
não conseguiu pensar muito em depois daquilo. Pelo contrário, ela só queria chegar em casa, dormir muito e esquecer que aquilo tinha acontecido. Ela e Zazu retornaram em silêncio, sem trocar uma única palavra, apenas trocando alguns olhares decepcionados.
Porém, os planos dela foram por água abaixo quando ela viu que sua mãe, e todas as outras leoas estavam agrupadas na borda da Pedra do Rei, como se analisassem quem chegava pelas savanas.
Era claro que estavam esperando o retorno dos quatro. Quando viram que apenas e Zazu subiam nas pedras para chegar até elas, apenas se aproximou. Com uma olhada rápida para as leoas, viu que todas tinham a mesma expressão de desapontamento de . tocou em com sua cabeça de uma maneira delicada, como um cumprimento.
- Vamos, filha - falou em alto e bom som, assentindo para as outras leoas. a seguiu e notou que tomavam o caminho até o topo da pedra, o mesmo lugar onde ela tinha visto ir com seu pai. Ela não teve tempo para ficar surpresa, pois as duas se sentaram juntas, vendo a imensidão escura embaixo e na frente delas, iluminadas pela luz de incontáveis estrelas.
- Então você já sabe o que aconteceu, mamãe? - ainda não havia levantado a cabeça, falava olhando o chão. suspirou e olhou para ela.
- , todo mundo viu sair correndo na direção do Cemitério dos Elefantes depois que Zazu chegou aqui com suas penas chamuscadas e tremendo.
- Mas, mamãe, e eu sempre nos aventuramos juntos e eu... Eu nunca pensei que poderíamos nos meter em uma encrenca tão grande…
- Você sabe que o é muito impulsivo, não sabe? Nenhum de vocês pensou que algo sério poderia acontecer ao se afastarem das Terras do Reino. Entende o que estou dizendo, ? - se sentou perto dela. - Você poderia ter morrido hoje.
fechou os olhos e abaixou a cabeça.
- Agora você tem a mim, a nós, para te proteger, mas e quando você crescer? De agora em diante, você precisa se lembrar que tudo que você faz tem uma consequência. É o que eu te expliquei sobre ser uma caçadora…
- … Que se caçarmos demais, ficamos sem comida. - completou.
- E é percebendo esses limites que você se tornará quem deve ser, e ocupará seu lugar no Ciclo da Vida.
- E como eu vou saber quem devo ser?
- Eu não tenho, nem posso ter, essa resposta. - Àquela altura, as duas já estavam sentadas juntas, olhando as estrelas.
- Mas eu achei que você sabia de tudo, mãe.
se aproximou e se deitou entre as patas dela. Ela deu uma risada leve.
- Só um pouco nas noites estreladas, querida.

E daquele dia em diante, aprendeu a sempre seguir os conselhos dos leões mais experientes. Ela sabia que um dia daria risada de tudo aquilo, mas no momento as cicatrizes daquele encontro ainda estavam muito frescas em sua mente. Ela imaginava que também deveria se sentir daquela maneira.
Nos dias que se sucederam à aventura deles no Cemitério de Elefantes, notou que continuava aventureiro, mas ao mesmo tempo parecia um pouco mais distante. Por isso, ela não estranhou que ele não apareceu quando ela foi mais uma vez aprender a caçar com as leoas.
Como naquele dia, ela estava aprendendo a se agachar no chão e a não fazer barulho algum, e, de dentro da relva, deveria escolher quem atacar - muitas vezes os mais frágeis eram escolhidos, e então o próximo passo era iniciar o ataque.
- Você deve ter o elemento surpresa quando for dar o bote - lhe explicava em sussurros. - Senão, você vai assustá-los demais e não vai conseguir pegar nenhum, por mais que você corra. Eles são bastante rápidos.
Enquanto explicava, sentiu uma espécie de vento estranho agitando alguns de seus pelos, e então levantou a cabeça, olhando para a direção do vento. Ela conseguia ver, ao longe, uma movimentação estranha em um desfiladeiro. Deu de ombros e voltou a sua atenção para a caça, para não perder uma possível refeição.
A caça daquele dia foi difícil e extenuante, pois parecia que alguns animais estavam mais ariscos que o normal e estava difícil pegar um sem provocar a fuga de todos os outros do bando. As leoas prevaleceram após muito esforço e, exaustas, fizeram o caminho de volta à Pedra do Rei. estava pensando no que contaria sobre a caçada para , e ele contaria a ela de seus deveres reais, e de como havia ajudado a resolver uma disputa com alguns leopardos - algo que a havia feito rir dias atrás.
No entanto, as leoas tinham acabado de subir nas pedras, com liderando o cortejo, quando a presença ameaçadora de Scar sob a pálida lua causou arrepios em suas espinhas. Ele parecia ter aquele mesmo olhar desamparado de sempre, mas daquela vez foi diferente. Era claro para elas que ele estava de fato abalado. Aquilo fez com que se escondesse atrás das pernas de sua mãe enquanto caminhava.
Naquele momento, soube que algum mal deveria ter acontecido a e , as duas criaturas que ela mais amava no mundo. Ela se aproximou e o encarou.
- O que aconteceu, Scar?
Ele suspirou antes de se virar para ela. Zazu estava no chão ao lado dele, e parecia muito impactado também. Ele se aproximou de e pousou uma asa em uma das patas dela, o que fez com que ela prestasse atenção. As outras leoas, que chegavam atrás dela, fizeram o mesmo, se agrupando ao redor do irmão do rei. Ele começou a narrar o que havia acontecido, e assim soube que seus temores haviam se tornado reais.
- … A morte de é uma tragédia. - Conforme as palavras iam fazendo sentido, mais ela e as leoas fechavam os olhos em sinal de luto. e tiveram algo em comum naquele momento - não sabiam de onde tinham vindo tantas lágrimas nem como haviam terminado. - Mas perder , que mal começou a viver, é para mim uma perda muito pessoal.
- E é com profunda tristeza que eu assumo o trono - declarou. E então ele abriu os olhos, não parecendo mais tão abalado. - Mas é das cinzas desta tragédia que levantamos para saudar o alvorecer de uma nova era - Ao ouvir aquelas palavras, todas as leoas levantaram suas cabeças, tentando identificar que passos estranhos eram aqueles que ouviam tão próximos. - …Na qual leões e hienas estarão juntos num grande e glorioso futuro! - Elas viram, atônitas, Scar subir na pedra do rei enquanto dezenas e dezenas de hienas aparecendo atrás dele e de todas as direções, entrando nas Terras do Reino e começando a dominar o que sempre havia sido o lar delas.
O que foi que deixamos acontecer? Como é que não percebemos os sinais? foi tudo o que conseguiu pensar ao ver as odiadas hienas tomando conta de seu reino.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.





Outras Fanfics:
Timişoara (Originais/Shortfic)
MV: Élan (Especial Music Video/Rock)
Mixtape: He Lives in You (Awesome Mix: Vol 7 “Disney”)

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


comments powered by Disqus