Última atualização: 04/01/2018

Prólogo

Meu nome é e tenho 17 anos, tenho um irmão gêmeo chamado . Nossa mãe se chamava Clarisse e nosso pai se chama Marcus. E agora aqui estou eu terminando de empacotar as minhas coisas para nos mudarmos, hoje faz exatamente seis meses que minha mãe morreu e não aguentando mais sofrer nosso pai decidiu que nós mudaríamos para a cidade natal de nosso dele na Virginia chamada Mystic Falls. Eu não queria deixar a casa onde nasci, mas ver o meu pai dia após dia se afundar cada vez mais em mágoas acaba comigo.
, papai mandou você levar as últimas caixas, o caminhão está quase cheio. – apareceu no quarto e saiu na mesma velocidade, e assim termino de fechar a última caixa com as fotos do meu quarto levo tudo para o caminhão.
— Filha, vamos? – Meu pai tentando aparentar melhor se despedia de alguns vizinhos.
— Adeus, Califórnia.


Capítulo 1

— Hei, dorminhoca, acorda. – Depois de literalmente um dia de estrada e parada em postos de gasolina, chegamos. – Bem-vinda a Mystic Falls. – Realmente meu pai parecia mais animado.
— Finalmente. Que horas são? – Digo me espreguiçando dentro do carro.
— Hum... uma da tarde. Os rapazes estão levando as coisas para dentro de casa, e eu to morrendo de fome, vamos procurar algum lugar para comer?
— Vamos sim, cadê o ?
— Está lá dentro tentando achar o carregador do celular. – Olha só, meu pai está sorrindo, temos um progresso aqui, obrigada Mystic Falls. Saio do carro e vejo uma pequena, porém bonita cidade. Nossa casa é bem grande, grande até demais para três pessoas e tem uma fachada toda trabalhada em pedras. – , vamos logo, consegui acordar a .
— Pai, para de gritar, você mora numa cidade pequena agora. – Ok tudo o que eu não quero e ser o centro das atenções. Logo o pentelho do meu irmão saiu de casa sorrindo. – O que você aprontou, moleque?
— Eu? Nada, mas eu acho que os caras quebraram o abajur da . – Ele disse rindo e andando na frente.
— Você sabe que vai comprar outro para mim, não sabe? – Nem olhei para meu pai, para saber que a cara dele já dizia que estava puto por ter que gastar dinheiro, não que meu pai seja mão de vaca, não, isso jamais, mas ele odeia ter que comprar uma coisa que sabe que foi por causa dele que quebrou, eu insisti em enrolar tudo com jornal, mas ele na pressa não deixou, agora ele que compre outro para mim.
— Mystic Grill, acho que aqui está bom. – Papai leu o letreiro o foi andando até a porta, eu e nos entreolhamos e o seguimos, o lugar por dentro até que era aconchegante, só que estava cheio de gente, acho que esse é o ponto de encontro de todos os jovens dessa cidade.
— Bem-vindos ao Grill, o que vão querer? – Uma garçonete simpática veio nos atender.
— Hum.. eu vou querer um x-bacon, ele o especial da casa e ela o vegetariano. – Papai disse rápido. – Para nós dois, coca e para ela suco de limão sem açúcar.
— Tudo bem. – Ela anotou os pedidos. – Estão de passagem?
— Ah não, acabamos de nos mudar, na verdade, papai está voltando. – respondeu todo sorridente, onde já se viu garoto de 17 anos dando em cima da garçonete que parece ser mais velha que nós uns quatro anos, tudo bem que ele não parecer ter 17, mas mesmo assim.
— Ah, nossa, que legal. – Ela sorriu. – AEH PESSOAL, VAMOS DAR ÀS BOAS VINDAS AOS NOVOS MARADORES DE MYSTIC FALLS! – Ela gritou e todo o bar parou, legal meu plano de não ser o centro das atenções acaba de ir por água abaixo. – Já volto com os seus pedidos. – Ela disse e logo saiu. Tentar se afundar no banco? Ninguém consegue mais que eu.
, para com isso, uma hora você vai ter que fazer amigos. – Papai falou rindo da minha cara.
— Mas não no primeiro dia e ainda com a roupa que eu saí da Califo....
— Oi, prazer, eu sou Caroline Forbes e essas são Bonnie Bennett e Elena Gilbert. – Uma menina loira se apresentou e logo apontou para as amigas.
— Oi prazer, eu sou Marcus Lockwood e esses são meus filhos e . – Papai disse simpático.
— Pera aí, o senhor disse Lockwood? Igual o sobrenome do perfeito? – A loira perguntou sem entender.
— Sim, ele é meu irmão. – Meu pai disse rindo da reação de surpresa das três.
— Ah, o Tyler comentou comigo que o tio ia vim morar aqui, mas ele não sabia quando chegaria. – Bonnie, se eu não me engano, disse sorrindo.
— É, nós iríamos vir só na outra semana, mas como ainda tenho que ver a escola deles, então decidi vir hoje. – Meu pai disse sorrindo. – Não querem se sentar?
— Oh, obrigada, senhor Lockwood, mas não queremos atrapalhar. – Elena disse sorrindo.
— Aqui está o pedido de vocês, especial da casa com coca, x-bacon com coca e vegetariano com limão sem açúcar. – A garçonete finalmente trouxe nossos pedidos. – Mais alguma coisa?
— Não, obrigada. – Digo sorrindo e começando a comer meu hambúrguer vegetariano, que por sinal estava uma delícia.
— Então, já que vocês vão estudar aqui, porque não vão a fogueira na floresta essa sexta? – Caroline disse sorrindo.
— Fogueira? – perguntou de boca cheia o que me fez lhe dar um chute na canela. – Hei, essa doeu.
— Sim, é que todo ano antes do primeiro dia de aula nós fazemos uma fogueira numa clareira para comemorar o último dia de férias. – Elena explicou. – Vocês poderiam ir.
— Ah, eu não sei, tenho muita coisa para arrumar e tem coisa minha que ainda não chegou da mudança. – Digo pensando nas caixas e mais caixas que devo esvaziar.
— É claro eles vão, é uma ótima maneira de começar a fazer amigos. – Papai disse sorrindo, o que fez as meninas sorrirem também.
— Tudo bem, então nos vemos sexta. – Bonnie se despediu junto com as amigas e elas voltaram para o grupo de jovens.
— Ótimo pai, legal mesmo, já não bastava me trazer para uma cidade onde não tem nem um shopping agora quer que eu vá à festa da fogueira na floresta. – Digo irônica e volto a comer quieta.

***


— Muito bem, eu vou ligar para a empresa para virem instalar o telefone, e a TV a cabo. – Papai subiu correndo e logo voltou com o celular na mão.
— Pai, não se esquece da internet. – disse pegando uma das caixas e subindo. Fiz o mesmo com uma das minhas e quando cheguei ao corredor estava parado no meio do mesmo.
— O que foi, mané?
— Tem quatro quartos. E só um deles tem suíte. – apontou para a porta no fim do corredor. – E ele é o único com o closet grande.
— Ai, fodeu. Você acha que devemos deixar ele para o papai? – Pergunto colocando uma caixa no chão.
— Sei lá, , você.....
— O que vocês dois estão fazendo aí parados? – Papai subia com mais duas caixas.
— Estamos num dilema, só um dos quartos tem suíte e closet grande. Não sabemos o que vamos fazer. – falou coçando a nuca.
— Simples. Eu não tenho tanta roupa para um closet grande, você também não tem, eu não ligo de usar o banheiro do corredor, então vamos deixar o quarto para sua irmã. – Papai disse rindo e entrando em qualquer quarto. – Oh, esse aqui está perfeito para mim.
— Então está bom. – Digo indo para meu quarto novo realmente ele era o maior da casa.
— Mas pai, não é justo, a sempre tem o melhor quarto. – questionou ainda parado no corredor.
— Filho, lembra como era ruim quando só tínhamos um banheiro na casa? Como tínhamos que esperar muito para usar porque a sua irmã sempre entrava na nossa frente? Bom se você ficar com o quarto eu vou sofrer na mão dessa aí, e se eu ficar você que sofre. Então pensa bem, não é melhor ela ter um banheiro só para ela e nós dois dividirmos um? Porque aí ela vai poder demorar quanto tempo for e nós não nos atrasamos. – Dizendo isso colocou a cabeça de cima para funcionar e sorriu.
— É, pensando nesse lado tem razão. Mas eu não vou ficar no quarto do lado do dela, vou ficar nesse aqui. – Ele entrou no quarto ao lado do banheiro.
— E porque você não quer ficar do meu lado, maninho? – Pergunto fazendo cara de manhosa na porta do quarto.
— Por dois motivos. 1° ninguém aguenta você conversando com suas amigas até de madrugada, ainda mais agora que a gente se mudou. 2° porque eu gosto de dormir sem ouvir música ao contrário de você. – Ele sorriu irônico e entrou no quarto.
— Pelo o menos eu não ronco e nem durmo pelada. – Digo entrando em meu quarto e em seguida fecho a porta.

Pov Autora

Assim que Marcus terminou de arrumar suas coisas, que não eram muitas, a companhia de TV a cabo chegou para fazer a instalação, mais ou menos uma hora depois de tudo estar pronto terminou de arrumar o quarto.
— Pai, você já ligou para a tia Carol? – O menino disse vendo o pai assistir futebol.
— Ih, já tinha até esquecido, pega o telefone para mim. – entregou para o pai que logo discou os números.

Ligação On

- Alô? – Uma voz feminina atendeu.
- Carol?
- Sim é ela, quem deseja?
- Sou eu, Marcus.
- Oh, olá querido, quer falar com Richard?
- Não, não precisa, só to ligando para avisar que já chegamos.
- Como assim já chegaram? Vocês não iriam vir só na próxima semana?
- Sim, mas eu ainda tenho que ver a escola para os meninos, aí já viu.
- Oh, meu Deus, que maravilha! Vocês já se instalaram direito?
- Sim, bom mais ou menos, eu e já arrumamos nossos quartos, eu vou começar a desempacotar as coisas da casa agora, a ainda está no quarto arrumando tudo, sabe como são meninas dessa idade.
- Sei bem, roupas demais. Bom, vamos fazer o seguinte eu vou mandar uma empregada minha ir ajuda-lo com as coisas e amanhã vocês vêm almoçar conosco, tudo bem?
- Não precisa mandar ninguém cunhada, nós três damos um jeito.
- Claro que precisa, já estou mandando, vou contar a novidade para o Richard, talvez hoje mesmo passamos aí. Até mais.
- Até mais.

Ligação Off

— O que ela falou? – perguntou curioso.
— Que vai mandar uma empregada para nos ajudar. – Marcus respondeu e voltou a prestar atenção no jogo que assistia.

Pov Carol Lockwood

— Quem era no telefone, mãe? – Tyler descia as escadas mexendo no celular.
— Seu tio Marcus, dizendo que eles chegaram hoje.
— Quem chegou hoje? – Richard apareceu na sala.
— Marcus e as crianças. Chegaram hoje, ele acabou de ligar para avisar, está desembalando a casa. – Digo rindo.
— E ele nem nos avisa. Que tal irmos até lá hoje à noite? – Ele propôs.
— Por mim tudo bem. Vou mandar alguém para ajudá-los, parece que os quartos dele e de já estão arrumados e ainda está trancada arrumando o dela, conclusão serão dois homens atrapalhados arrumando uma casa, isso não vai dar certo. – Digo indo até a cozinha e pedindo para Maria ir até a casa de Marcus ajudá-lo.
— Sempre é a gordinha. – Tyler comentou ainda olhando para o celular.
— Que gordinha filho?
— A mãe, ela é sempre a última a fazer as coisas. Garanto que não conseguiu abrir nem a segunda caixa e já está com fome.
— Tyler, que horror, ela é sua prima. E ela era gordinha na infância, garanto que está linda agora.
— Ah, ta bom, mãe, vamos ver mais tarde então, vou para o Grill, se vocês forem mesmo na casa do tio Marcus me avisem. – Só consegui ouvir a porta da frente batendo.
— O que deu nele?
— Não sei querido, só sei que se a estiver o mínimo que seja parecido com minha irmã, o Tyler vai se arrepender de ter falado que ela continua gordinha.

Pov

— Ufa, finalmente acabei. – Digo descendo as escadas e vendo que tudo já estava arrumado. – O que? Como vocês fizeram isso sem quebrar nada?
— Sua tia Carol pediu para uma empregada dela vir nos ajudar. Maria, essa é minha filha, . – Meu pai disse me apresentando a uma moça que regulava a idade dele.
— Olá, e desculpa não ter descido antes, mas tinha muita coisa pra arrumar no meu quarto.
— Sem problemas, querida, agora só falta às coisas da cozinha e levar isso para o corredor do segundo andar. – Ela disse e apontou para duas mesas finas e uma caixa.
— Ah, tudo bem. , me ajuda a subir com isso. – Milagrosamente levantou sem reclamar, subimos as duas mesas e depois a caixa e um espelho redondo. – Onde eu boto esse espelho? Nessa parede ou nessa?
— Coloca nessa, porque aí antes de descer as escadas dá para ver como está. – Ele apontou para parede. Coloquei o espelho aí e realmente ficou bom, terminamos de colocar os porta-retratos nas mesas e o arranjo de flores.
— Tudo pronto lá em cima.
— Legal, sua tia ligou e pediu pra Maria preparar o jantar, seus tios e o Tyler virão jantar aqui hoje, não é ótimo? – Papai disse sorrindo e indo em direção as escadas subindo as mesmas. – Estejam prontos as sete. – Já do segundo andar ele gritou e podemos ouvir a porta do quarto batendo.
— Eu vou tomar banho antes que o papai entre. – subiu correndo.
— Ótimo, mais essa agora. – Me jogo no sofá, você deve estar se perguntando o porquê de eu não estar feliz por ver meus tios, não, por vê-los eu to feliz, eu não to feliz é por ver o Tyler, nós sempre nos odiamos desde os sete anos. E agora ele vai vim jantar aqui em casa. – Vai ser uma longa noite. – Resmungo antes de subir as escadas e começar a procurar uma roupa para o jantar em família.


Capítulo 2

Pov autora

— Filha ainda não terminou? – Marcus bateu na porta do quarto de ouvindo a música alta tocar lá dentro.
— Ainda to escolhendo a roupa pai, o banho é o que menos leva tempo. – A menina abriu a porta do quarto e o pai pode ver que quase todas as roupas estavam em cima da cama.
— Tudo bem, você tem exatamente meia hora, para escolher uma roupa, tomar banho, dar um jeito nessa juba e descer para receber o pessoal. – O mais velho brincou bagunçando o cabelo da morena.
— Não prometo fazer milagre. – Ela disse e voltou para o quarto aumentando ainda mais o som, ao ritmo de Work Bitch da Britney. – Vamos lá. – A menina disse e começou a separar as roupas.
— Cadê a ? – já devidamente pronto apareceu na sala vestindo uma camisa polo preta, bermuda e sapatênis.
— Ainda ta escolhendo a roupa, ela é igualzinha à sua mãe, quando íamos sair ela tinha de começar a se arrumar três horas antes de irmos. – Marcus riu com a lembrança. – Já são seis e meia e ela ainda nem tomou banho.
— A não vai mudar nunca pai. – se sentou ao lado do pai e ambos começaram a assistir o jornal. Até que a campainha tocou. – Devem ser eles deixam que eu abro.
— Boa noite. – Carol disse assim que abriu a porta. – Oh meu Deus não te reconheci querido, como você está lindo. – Assim que ela viu que se tratava do sobrinho tratou de lhe abraçar forte. Logo foi a vez de Richard abraçar o afilhado.
— Entrem papai está na sala e a ainda não terminou de se arrumar. – Ele deu passagem e os tios entraram. – Cadê o Tyler achei que ele viria com vocês.
— Ah o Tyler ta no Grill já, já ele virá. – O tio respondeu vendo como a casa estava linda. –Marcus que cachorro. – Ele disse assim que abraçou o irmão. – Nem para nos avisar que chegariam hoje, nós podíamos ter feito um jantar lá em casa.
— Ah não precisa se preocupar meu irmão. – Marcus saiu dos braços do irmão e foi falar com a cunhada. – Carol minha cunhada está cada vez mais linda.
— Ah Marcus pare de graça e venha me dar um abraço. – Assim que terminaram a recepção todos se sentaram. – A anos que eu não venho aqui, a casa ficou realmente linda.
— Ah isso não é nada, ainda falta algumas coisas. – Marcus sorriu e logo começaram uma animada conversa sobre como tinha sido a viagem até a cidade e como eles tinham conseguido arrumar tudo tão rápido.

***


— Deixa que eu abro. – Ouviram a campainha tocar e logo levantou para atender. – Fala aí Tyler. – O menino disse assim que viu que era o primo.
? Moleque como tu mudou. – Tyler disse abraçando o mais novo. – Cadê o pessoal.
— Estão na sala, a ainda não desceu. Vamos lá. – Ele disse e os dois foram para a sala, assim que Tyler entrou foi abraçar o tio e também padrinho, ficaram um tempo conversando até que ouviram barulho de porta fechando no segundo andar.
— Acho que a ta descendo. – Marcus disse olhando para a escada sendo acompanhado por todos na sala, logo conseguiram ver os pés da menina aparecerem no topo da escada. E quando a mesma chegou ao andar de baixo a boca de Tyler se abriu em um perfeito O.

Pov

Acho que nunca demorei tanto tempo para me arrumar, após achar uma roupa que me deixasse confortável, guardei todas as outras de volta no closet para finalmente poder tomar banho, depois de um banho rápido e quente, me vesti, fiz uma make básica e arrumei o cabelo, peguei meu celular e sai do quarto, antes de chegar às escadas puder ouvir papai falando sobre mim. Assim que cheguei à sala vi meus tios sorrindo e um moreno muito gato de boca aberta, não esse não pode ser o Tyler, mano como ele está gato.
querida como você está linda. – Tia Carol foi a primeira a vir falar comigo e depois de um apertado, mas confortante abraço pude falar com tio Richard.
— Oi tia, brigada, amei o vestido. – Digo retribuindo o abraço.
— Vejam só, minha baixinha, não está tão baixinha assim.
— Oi tio, também estava com saudades. – Digo dando-lhe um abraço, e finalmente foi à vez de falar com Tyler, ele ainda me olhava como se nunca tivesse visto, se levantou e veio em minha direção. – E aí parece que o Mané cresceu. – Digo tentando cortar o gelo, fazendo-o rir.
— Parece que a gordinha entrou na dieta. – Ele disse e me abraçou. – você ta.... ta..diferente. – Ele gaguejou antes de falar.
— Obrigada você também está.
— Com licença. – Maria apareceu na sala. – O jantar está pronto. – Fomos para a sala de jantar e era incrível que em menos de uma hora Maria conseguiu fazer um jantar delicioso e com vários tipos de pratos diferentes.
— Ai meu Deus, não sei nem por onde começar. – Oli disse se sentando e olhando para a mesa.
— Você pode começar pela educação o mané. – Digo dando-lhe um tapa na nuca
— Ih bixo. – Ele disse rindo. Começamos a nos servir e a dúvida era tanta, escolhi arroz, salada e peito de frango. – cê ta bem?
— To por quê? Não era para estar?
— Ah sei lá, cê ta comendo pouco e só coisa leve, pensei que estava passando mal. – disse e papai começou a rir, minha cara foi no chão.
— Deixa de ser babaca garoto, eu to bem, só não to com muita fome, comi doce o dia todo arrumando o quarto hoje.
— Então foi você que pegou as balas finni que estavam no pote que ia para a cozinha. – Papai disse sério e no final começou a rir.
— Ops, culpada. – Logo todos começaram a rir e conversar, depois de comer não consegui resistir e comi um prato de macarrão à bolonhesa que estava divino. Após termos jantado voltamos para a sala e minha tia finalmente tocou num assunto sem ser futebol americano da escola.
— E as aulas de balé querida, você continua fazendo? – Foi só ela tocar no assunto que todos principalmente Tyler viraram para nossa conversa.
— Um pouco tia, to parada desde a morte da mamãe, mais pretendo voltar assim que as aulas começarem.
— Ah que ótimo querida, balé é muito lindo pena que nunca pude ir a um recital seu.
— Não tem problema, eu sempre gravei todas as apresentações desses dois. Volto num minuto. – Papai subiu correndo e logo voltou com uma caixa media escrito o meu nome na tampa. O primeiro DVD logo o vídeo começou e eu pude lembrar como aquele dia tinha sido bom.
— Na verdade nesse recital eu dancei o quebra nozes. – Disse assim que percebi o erro de meu pai.
— Querida para nós homens é tudo balé. – Tio Richard disse e todos os homens riram.
— Se vocês não quiserem ver tudo bem, eu vou para o meu quarto com a Tia Carol e terminamos de ver lá.
— Tudo bem por mim querida, sempre fui um padrinho muito ausente, quero ver. – meu tio disse na hora em que e Tyler iam se levantar, vendo que mais ninguém o fez os dois voltaram a prestar atenção na tela.
— Eu sempre quis ser bailarina, mais eu nunca tive coordenação nos pés para isso. – Tia Carol disse emocionada. – Eu sempre sonhei em dançar o lago dos cisnes, cisne negro.
— Ah dançou isso aí, acho que foi na Rússia. – e sua boca grande.
— Isso mesmo tem razão. – Papai voltou atenção para a caixa que ainda estava em seu colo e logo achou. – Aqui está, foi no ano passado, tinha acabado de fazer 16. – Ele colocou e mais ninguém piscava na sala para não perder nenhum momento. Realmente aquele *recital (https://www.youtube.com/watch?v=5OPDQ9JOfAQ) tinha sido o melhor de todos.
— Cadê a parte que a fica parecendo uma doida pai? – Oli se referiu ao ato que mais me deixou tensa.
— Ta aqui. – Papai disse mudando o DVD. – Esse espetáculo foi um dos mais longos que a fez, mas também um dos mais bonitos. – E era verdade.
— Eu senti a perfeição nesse ato, eu não estava louca , eu senti o personagem, coloca pai. – Meu pai deu play, e logo meus olhos se encheram de lagrimas (https://www.youtube.com/watch?v=Vn36vcQ3VEI).
— Oh querida, porque você não me contou que iria dançar, eu queria tanto ter ido. – Assim que meu pai tirou o DVD tia Carol virou para minha direção.
— Tia foi de última hora, nem eu sabia que ia dançar, a bailarina principal quebrou o pé três dias antes do recital, me ligaram desesperados perguntando se eu podia ir e claro que eu disse sim, eles me mandaram as passagens e só deu tempo de colocar duas peças de roupa na mochila e corremos para o aeroporto, e quando eu cheguei lá ainda tiveram que fazer ajustes na roupa porque estava larga.
— Oh então assim eu te desculpo.
— Onde você vai treinar? Porque aqui na cidade não tem nenhum estúdio de balé. – Tio Richard perguntou.
— Eu vou transformar o quartinho de empregada que tem do lado da garagem em estúdio, ninguém vai usar para nada mesmo. – Quando eu ia responder papai tomou a frente. – Mas primeiro tenho que ver a escola deles.
— Se quiser o Tyler vai com você amanhã.
— Não precisa Carol, já faz tempo mais eu ainda lembro o caminho das coisas.

Pov autora.

querida você já terminou de arrumar o seu quarto? – Carol perguntou para a sobrinha.
— Ainda não tia, faltam algumas caixas, como sapatos, alguns livros e algumas coisas do balé. Por que?
— Será que até sexta você termina? Porque vai ter a fogueira na floresta que os meninos fazem para comemorar o último dia de férias e o primeiro de aula, seria bom se você e o Oli fossem.
— Ah já me falaram sobre a fogueira, acho que foi a Caroline. – a menina tentava se lembrar dos nomes das outras duas. – Elena e Bonnie se eu não me engano.
— Não sabia que você conhecia as meninas. – Richard disse tomando mais um gole do uísque que o irmão tinha lhe dado.
— E não conhecia, elas vieram falar com a gente hoje no Grill enquanto almoçávamos assim que chegamos. – disse se lembrando das meninas. Todos começaram a conversar sobre a escola e Tyler contava para sobre as meninas e sobre o futebol da escola. Quando viram que já ia dar uma e meia da manhã, Carol, Richard, Tyler e a empregada se despediram e foram embora.


Capítulo 3

Os dias foram passando e já tinha feito amigos no Grill, conheceu Matt e eles ficaram conversando com Tyler. ainda estava muito quieta, mais tinha conversado outras vezes com Caroline, Elena e Bonnie e estavam se dando bem.
— Então você vai mais tarde né? – Caroline perguntou para a menina que estava tomando um milk-shake com o irmão no Grill.
— Hum.. acho que sim, que horas vai começar? – A menina perguntou se virando para a loira.
— As sete, se quiser pode se arrumar lá em casa, as meninas também vão. – Elena disse ficando ao lado da amiga.
— Não sei, tenho que ver com meu pai, mais pode ser. Ou vocês vão lá para casa. – A menina propôs e o irmão saiu de perto percebendo que o papo que iria se iniciar era sobre roupas.
— Pode ser, mas não vamos atrapalhar seu pai? – Bonnie perguntou e logo as três se sentaram.
— Que isso, meu pai não vai nem ouvir, ta reformando o quartinho de empregada que tem do lado da garagem. – A menina disse terminando o lanche.
— Tudo bem então, que horas podemos ir? – Caroline bateu palminhas sorrindo.
— Vocês que sabem, a única coisa que tenho para arrumar ainda não chegou com o resto da viagem, portanto to com o dia livre.
— Nós podíamos passar a tarde juntas, sei lá, nos conhecendo melhor, o que acham? – Elena propôs e realmente era uma ideia boa. Assim que todas concordaram cada uma foi para sua casa buscar a roupa que iriam para a fogueira mais tarde e voltaram para se encontrar com no Grill.
— Bom só falta a Caroline, eu já falei com meu pai e ele disse que tudo bem, me mandou ir ao mercado caso quiséssemos comprar mais alguma coisa. – disse olhando para a tela do celular respondendo o sms do pai, assim que terminou as três viram Caroline chegar com uma bolsa grande.
— Para que uma bolsa tão grande Caroline? – Bonnie perguntou apontando.
— Ué eu trouxe toalha meus produtos de cabelo e como fiquei na dúvida em qual roupa ir trouxe quatro tipos de look ’s diferentes.
— Você sabe que isso é exagero né?
— Sei mais eu não to nem aí. – A loira deu de ombros. – Vamos?
— Sim, só vou avisar o . – disse e voltou correndo para dentro do Grill, falou com o irmão que conversava animadamente com Tyler e Matt e se despediu. Assim que saiu foram direto para sua casa.
— Nossa eu já tinha passado aqui em frente algumas vezes, mais nunca tinha visto como a sua casa é linda. – Bonnie elogiou olhando a fachada.
— Ah é uma antiga propriedade da família, papai herdou quando os meus avós morreram, ele preferiu essa, a casa que meu tio mora, que foi onde eles viveram toda a infância. – Assim que entraram viram várias caixas na sala. – Bom acho que o resto das minhas coisas acabou de chegar. Agora só falta o estúdio ficar pronto para eu arrumar tudo lá. – Dizendo isso ela separou quatro caixas grandes do restante e empilhou num outro canto.
— Estúdio?
— Ah sim, eu sou bailarina então meu pai ta transformando os dois quartinhos de empregada um estúdio para mim.
— Nossa que legal, eu já fiz balé também mais quando era pequena. – Caroline disse se sentando no sofá.
— Não, vamos lá para o meu quarto, daqui a pouco o papai vai começar a batucar com o Martelo e vai fazer mó barulhão. – E assim as quatro subiram as meninas ficaram encantadas com a decoração da casa.
— Hei quem é essa? – Bonnie pegou uma porta retrato que estava sobre a mesa no corredor.
— Minha mãe, essa foi a última foto que tiramos, foi no meu último recital na Rússia. – A menina disse sorrindo com a lembrança.
— Nossa, eu sinto muito. – Elena disse colocando a mão no ombro da menina.
— Obrigada. – A menina sorriu. – Vamos meu quarto é aquele ali. – Ela apontou para a última porta do corredor.
— AI.MEU.DEUS. – Caroline disse pausadamente. – seu quarto é lindo!.
— Ah, obrigada, mas vou mudar ele já, esses móveis eram da outra casa, to achando meu quarto muito californiano para uma cidade tão vintage. Já andei dando uma olhada em alguns moveis ainda essa semana eu compro e começo a mudança, ou não vai depender do meu humor. – disse se jogando na cama.
— Ele é lindo mesmo. – Bonnie que até então estava quieta se sentou na cama ao lado da menina.
— Mais então gente o que vocês querem fazer primeiro? – Elena perguntou animada.
— Hum...vocês podiam me contar o que vocês fazem para se divertir aqui, que tal? – propôs curiosa.
— Porque não? – Caroline disse e se sentou ao lado de Elena. – Bom nós sempre vamos ao Grill, com o pessoal, mas fora isso fazemos algumas festas no rio, ou até mesmo na floresta como a fogueira de hoje.
— Ah sem contar as festas chatas do conselho, que no final se resume a todos os adultos a portas trancadas e os jovens bebendo. – Elena completou.
— Tem também as noites na casa das meninas, é sempre legal, nós revezamos, uma noite na minha casa, uma na da Elena e outra na da Caroline. Mais e você o que fazia para se divertir onde você morava? – Bonnie perguntou curiosa.
— Ah lá na Califórnia, era bem movimentado. Sempre tinha alguma balada para ir, eu e minhas amigas íamos quase todo dia ao shopping, e por sermos menores de idade sempre pedíamos para o fazer identidades falsas para entrarmos nas baladas Vips. Já conheci muito famoso fazendo isso. – contava e as meninas prestavam atenção em cada detalhe.
— Ain to com uma invejinha branca, me imagino conhecendo o Robert Pattinson, por exemplo. – Caroline disse e todas sorriram.
— Bom....eu meio que já fiquei com ele. – disse coçando a nuca.
— O que? Como assim? – As três perguntaram juntas.
— Há, foi numa das últimas vezes que eu saí com as meninas antes de me mudar, nós tínhamos feito o esquema das identidades falsas, e na hora que eu fui comprar bebida no bar esqueci a minha no balcão e nem me dei conta, aí do nada ele apareceu no meu lado e me entregou, tipo na hora eu fiquei OMG É O ROBERT, mais eu não podia falar nada, simplesmente agradeci e continuei dançando. E bom o resto vocês já sabem, ele me chamou para a área vip e bom ficamos.
— Eu preciso ir nessa boate um dia. – Caroline disse fazendo todas rirem, e foi nesse clima de se conhecerem que as meninas passaram o dia, e perceberam que tinham mais em comum do que apenas a cidade onde moravam. Quando chegou a noite cada uma tomou seu banho e logo ajudaram Caroline se decidir por qual roupa usaria.
— Meninas tem certeza que não está muito exagerado? – saiu do closet e as meninas ficaram de boca aberta.
— Claro que não Celle, você ta linda e essa roupa é bem quente você não vai sentir frio. – Caroline disse chamando a menina pelo apelido. – Ain foi mal, tenho essa mania de chamar as pessoas por apelido.
— Não tudo bem, eu prefiro apelido ao nome todo. – A menina disse sorrindo. – Vamos então? Vou ver se pego o carro do papai emprestado. Porque o meu deve estar imundo. – Logo as quatro desceram e , Tyler e Matt estavam na sala conversando com Marcus.
— Pronta há essa hora? – O pai disse olhando no relógio. – Que milagre é esse?
— Hahaha engraçadinho você né? Nós vamos para a festa da fogueira. – E menina disse e se sentou no braço da poltrona onde o pai estava.
— Tudo bem, divirtam-se e vê se não volta muito tarde. – O pai disse e deu um beijo na filha.
— Pai....
— O que ?
— Você bem que podia emprestar seu carro para a gente ir né? – A menina perguntou manhosa.

Pov

— Seu carro já chegou, porque não vai com ele? – Ótimo está ajudando muito.
— Porque está sujo e eu não vou andar com carro sujo por aí. Nunca andei não é agora que vou fazer. Pai por favor. – Vamos tentar a carinho de gato, não custa tentar.
— Ta, vai. – Isso! Essa carinha sempre funciona. – Mas. – Ah lá vem, estava bom demais para ser verdade. – Você vai ter que levar os meninos também.
— Você acha que o carro é uma minivan? Não está vendo que não vai caber todo mundo? Somos 7 pessoas e a menos que o Tyler e o fossem na mala não ia caber.
— Ou é isso, ou é o carro sujo. Eles não podem ir andando. – Ok agora ele pegou pesado.
— Está tudo bem senhor Lockwood eu to com minha camionete aí, nós vamos nela, deixa as meninas irem no carro. – Matt o loirinho gato propôs.
— Isso! Olha que maravilha todo mundo sai ganhando. Valeu pai, valeu Matt, beijos até mais tarde. – Digo puxando as meninas para o lado de fora da casa antes que meu pai falasse alguma coisa. – Mamãe te lava amanhã bebê. – Vi meu carro coberto por uma lona cinza.
— Nossa você chama seu carro de bebê? – Bonnie disse sorrindo.
— Todo carro é nosso bebê. – Caroline disse entrando no lado do carona. Assim que entramos dei a partida e quando chegamos à esquina liguei o som conectado ao meu celular e começou a tocar Dark Horse da Katy Perry.
— So you wanna play with magic Boy, you should know whatcha falling for Baby, do you dare to do this? ‘Cause I'm coming atcha like a dark horse Are you ready for, ready for A perfect storm, perfect storm? ‘Cause once you're mine, once you're mine There's no going back – não me aguentando comecei a cantar uma parte da música logo sendo acompanhada pelas meninas. O caminho todo até onde aconteceria a fogueira nós fomos cantando e nos divertindo, e eu que achei que fazer novas amizades seria difícil. Foi meio difícil achar uma vaga, já que parece que todos os jovens vieram.
— Prontas pra arrasarem? – Caroline sem dúvidas parecia a mais animada ali.
— Vamos lá! – Elena falou meio triste.
— Ah Elena não fica assim vai, eu sei que faz pouco tempo ainda e que foi aqui, me desculpa até ter tocado nesse assunto, mais poxa vamos nos divertir, ver se tem algum gatinho novo esse ano e vamos apresentar a gata da . – Caroline disse abraçando a amiga junto com Bonnie.
— Hum...gente, sem querer ser chata, mas eu to boiando. – Falei meio sem graça, por estar por fora.
— Ah, é que bom, ano passado eu e meus pais sofremos um acidente na ponte, e bom eles não sobreviveram. – Elena disse meio triste. – É meio estranho estar aqui sabe.
— Eu te entendo, é ruim voltarmos num lugar onde perdemos alguém especial, principalmente os pais.
— Mais o seu pai não é vivo? – Bonnie perguntou não entendendo.
— Sim, mas a minha mãe morreu há seis meses, num acidente de carro também.
— Ah minha nossa, eu sinto muito. – Elena disse me abraçando. – Onde foi que aconteceu?
— Na Rússia. Mais eu não quero falar disso agora, muitos me chamam de estranha por não chorar e não fazer luto, mas o que ninguém sabe é que o meu luto vai ser eterno só por eu ter perdido a minha mãe.
— Nossa é assim mesmo que eu me sinto.
— Ok, sem querer ser estraga momentos, isso ta muito fofo, mais eu não quero estragar minha maquiagem que a Bonnie levou minutos intermináveis pra acabar. Vamos beber? – Caroline disse tentando nos animar, o que deu certo.
— Vamos, porque eu não aguento mais chorar, só de pensar. – Eu e Elena dissemos juntas e rimos. Então nós quatro chegamos a “festa” e logo pegamos copos de cerveja.
— Ih olha só quem chegou! – Um menino com aparência de drogado disse sorrindo para Elena.
— Jeremy? O que você está fazendo aqui?
— Ué você curte com seus amigos e eu curto com os meus não vai apresentar sua amiga nova?
— Essa é a , esse é meu irmão Jeremy. – Elena disse meio envergonhada.
— E aí tudo bom? – Digo sorrindo.
— Beleza! Quer beber? – Ele ofereceu.
— E você tem idade para isso? – Brinquei e todo mundo riu.
— E quem aqui tem? – Ele disse e saiu com o grupo de amigos, com certeza todos drogados. – Me desculpa por isso. – Elena disse enquanto voltamos a caminhar para onde , Tyler e Matt já estavam. – Ih relaxa eu sei bem como é isso.
— O seu irmão? – Caroline perguntou horrorizada.
— O que? Não, o , não nem pensar! – Peguei um copo de cerveja e tentei disfarçar. – Depois a gente fala sobre isso. Ok? – depois De esse assunto morrer, pelo o menos temporariamente curtimos a festa e eu pude conhecer bastante gente da escola, tinha até um novato gato, que Elena disse ver, só que mais ninguém viu.

***


— Nossa essa noite foi muito boa. – Bonnie que com certeza estava bêbada disse sorrindo.
— Pena que já está acabando. – Caroline disse fazendo a maior cara de sofrida possível.
— Hum....que tal vocês dormirem lá em casa? Assim podíamos assaltar a adega do meu pai, eu sei onde está a chave do armário de uísque.
— Eu topo! – Elena foi a primeira a levantar a mão dentro do carro. Todo mundo estava meia bêbada já, mas ainda dava para seguir para casa. Passamos na casa das meninas para as mesmas pegarem as coisas para dormir e voltamos para casa.
— Gente, só não faz barulho porque meu pai já deve estar dormindo. – Entramos e logo e Tyler chegaram juntos, Matt os tinha deixado na porta de casa e tinha ido embora.
— Gostou de hoje ? – Bonnie perguntou enquanto íamos até a cozinha comer alguma coisa.
— Gostei, até que vocês sabem se divertir! – Peguei tudo o que tinha de comer e coloquei na bancada. – Gente já volto, preciso ir no banheiro! – Sai correndo e entrei no banheiro do primeiro andar e coloquei tudo para fora.

Pov

Assim que vi sair correndo para o banheiro logo pensei o pior.
— Acho que ela bebeu muito! – Caroline disse assim que eu e Tyler entramos na cozinha.
— Não acho que seja isso, até porque a gente comeu bastante coisa lá. – Bonnie disse pegando um copo na pia.
— Pera aí, vocês comeram o que lá?
— Ah um monte de coisa, a comeu bastante, então não pode ser bebida. – Elena disse enquanto preparava os sanduiches.
— Da licença! – Corri para o banheiro e entrei vendo sentada no chão ao lado do vaso. – Hei, você está bem?
— To sim, acho que foi a bebida! – Ela disse se levantando, estava pálida e aparentava estar fraca.
— Tem certeza que não é mais uma recaída? – Perguntei vendo-a escovar os dentes.
— Tenho , eu não faço isso há muito tempo. – Ela disse saindo do banheiro. – Foi só a bebida, mas, por favor, não fala disso para ninguém ok?
— Fala sobre o que? – Caroline perguntou assim que viramos o corredor. – Foi mal, é que a casa está silenciosa então deu para ouvir.
— Não tudo bem, eu estava pedindo para o não falar que eu fiquei bêbada pra ninguém. – Mentira. – Vamos comer? – Vocês devem estar querendo saber o porquê disso certo? Bom à vida é da minha irmã, então acho melhor ela contar para vocês!

Pov Autora

Depois de terem lanchado as meninas foram para o quarto com enquanto e Tyler permaneceram na cozinha arrumando o que eles tinham sujado.
— Cara o que aconteceu com a tua irmã?
— Ham? Como assim? Não aconteceu nada ela ta bem!
— Ata super bem, é sério cara, do nada ela saiu correndo para vomitar, ela ta...ta...grávida? – Tyler perguntou baixo.
— O que? A grávida? Ta maluco? Não cara ela só passou mal por causa da bebida, agora vamos dormir, porque eu tenho certeza que a vai querer minha ajuda amanhã, e talvez até a sua. – desconversou e os dois foram para o quarto, mais é claro que Tyler não ficou satisfeito com aquela resposta.

***


— Vocês viram aquilo? – perguntou vendo um vulto na janela.
— Aquilo o que? – Bonnie perguntou chegando perto da amiga.
— Tinha uma pessoa ali, na janela do lado de fora.
— Claro que não , você bebeu demais, está vendo coisas, vamos dormir. – Caroline que já estava de pijamas puxou a menina, a mesma trocou de roupa e se deitou, e antes de pegar no sono viu um corvo no peitoral de sua janela, que logo voou.

***


— Borá acordar suas lindas! – Marcus começou a gritar assim que entrou no quarto de e viu as quatro meninas jogadas no chão do quarto dormindo.
— Ah pai, o que? Olha a hora está muito cedo! – A menina reclamou.
— Cedo? Filha vai dar três da tarde!
— O que? – Caroline gritou e num pulo ficou de pé. – Que merda minha mãe vai me matar!
— Hei calma, você é a filha do xerife, não é?
— Sou sim. – Ela disse procurando a bolsa.
— Fica calma, sua mãe já passou aqui para saber de você e eu disse que ainda estavam dormindo, e que almoçariam aqui, ela até ficou de avisar para a tia de Elena e para a vó da Bonnie, ou foi a tia de Bonnie e vó da Elena? Enfim, não se preocupem e se arrumem o almoço já está pronto! – As meninas já estavam de acordadas devido ao escândalo da loira, exceto por .
vamos! Seu pai ta chamando! – Elena tentou acordar a menina que apenas se remexeu na cama.
— Ih deixa que eu faço, se não essa aí não vai acordar nunca! – Marcus disse e se abaixou ao lado da filha. – corre o está mexendo nas suas coisas de balé de novo! – Ele disse e na mesma hora a menina levantou com os olhos arregalados. – Viu eu falei sempre dá certo! – E dizendo isso saiu do quarto, indo até o quarto de , acordar ele e Tyler. Assim que todos estavam sentados à mesa Marcus serviu a comida.
— Nossa senhor Lockwood que comida incrível. – Bonnie disse sorrindo. Depois do almoço as meninas voltaram para o quarto, arrumaram tudo e tomaram banho.
— Gente vocês precisam me ajudar a organizar a escola! – Caroline propôs sorrindo.
— Organizar a escola? – parou na porta do quarto.
— É, todo ano a Caroline organiza um mutirão de limpeza e arrumação da escola, e todo ano servimos de ajudantes. – Elena abraçou a amiga de lado que estava emburrada olhando para o celular.
— Eu topo! – sorriu. – Mas se vocês me ajudarem a arrumar meu estúdio depois.
— Por mim beleza! – Todos concordaram e Tyler apareceu na porta do quarto procurando o primo que agora estava sentado ao lado da irmã.

Pov

Para tudo, é isso mesmo que eu to vendo produção? Meu primo Tyler gostoso Lockwood sem camisa? Desde quando ele está tão gostoso assim? Parece que essa cidade faz muito bem para as pessoas.
vamos? – Se concentra , se concentra.
— Ah cara eu vou com as meninas ajudar na escola.
— Beleza então, vou pegar minha blusa e vamos. – Ele finalmente saiu do quarto com todos aqueles músculos e eu pude voltar a pensar.
— Então, vamos? – Coloquei um tênis e peguei minha bolsa com um casaco dentro.
você vai assim.
— Assim como? O que, tem algo de errado na minha roupa agora?
— Não, é que o pessoal de Mystic Falls não ta acostumado com essas roupas. – Caroline disse meio sem graça.
— O que? Mais gente é só uma roupa, que palhaçada.
— Eu sei , também acho, mas é cidade pequena, sei La podem ficar te olhando. – Bonnie concordou.
— To pouco me lixando para os que acham de mim, vamos? – Sai do quarto antes de me irritar, desci as escadas peguei as chaves do carro com meu pai e sai esperando as meninas, realmente algumas pessoas ficaram me olhando, e quer saber foda-se. Logo todo mundo saiu e entramos no carro, eu e Tyler na frente, Bonnie, Elena e Caroline atrás com . Tyler me ensinava o caminho até a escola o que não era tão longe de casa.
— Vamos lá, temos muito que fazer!
— Vai começar Caroline e suas regras. – Elena e Bonnie disseram só para que nós ouvíssemos.
você e a Elena vão ver as salas, Bonnie você vai com o Tyler ver a piscina e o vem comigo ver o campo de futebol. – Logo eu e Elena entramos no prédio e antes de irmos de sala em sala ela me mostrou a escola, o que era bem grande. Depois disso, fomos arrumando as salas até que a Caroline a chamou e eu fiquei sozinha.
— Oi, quer ajuda? – Ou quase, Tyler chegou à sala.
— Pode ser. – dei de ombros enquanto limpava a mesa do professor. Ele foi limpando as outras mesas, os dois calados, mais também quem estava a fim de falar mesmo? Eu não.

Pov Tyler

A minha ficha ainda não tinha caído que aquela menina feia, chata, gordinha virou isso tudo. Não que eu não gostasse dela, ela era minha prima mais a gente nunca se deu muito bem, mais cara ela ta muito gata, e ver ela em cima de uma cadeira limpando a parte de cima das janelas estava sendo a melhor coisa no meu dia.
— Quer ajuda aí?
— Não precisa já acabei. – Ela disse descendo da cadeira acabando com minha alegria, mais é claro que eu não vou sair perdendo, não mesmo.
— Então como é lá na Califórnia?
— Quente, agitado, barulhento, mas bom. – Ela se sentou numa mesa perto de mim. – Acho que vai demorar até eu me acostumar com uma cidade tão calma.
— Ah com o tempo você acostuma, e também não é tão calma, sempre fazemos algumas coisas.
— É to ligada, as meninas me contaram, deixa eu te perguntar, já que aqui é tão calmo vocês praticam racha aqui?
— Racha? Tipo corrida de carros?
— É pelo amor, as estradas daqui são ótimas pra isso.
— Cara quase ninguém tem carro aqui, muito menos carro tunado.
— O que? Ah Tyler para pelo o menos um rápido deve ter! – Ela disse arregalando os olhos.
— Noop! O mais rápido é o seu. – Digo rindo me aproximando. – Mas então você fazia isso lá na Califórnia?
— Ah um pouco, eu sempre tinha que ensaiar para os recitais e competições. Ainda mais depois que minha mãe cismou de me colocar na aula de estileto.
— Estileto?
— É tipo as músicas que a Beyonce canta! É uma dança mais sensual e de salto. – Opa ela disse a palavra sensual.
— Hum..entendi. Você podia me mostrar como é né!? – Me aproximei mais, ficando entre suas pernas, já dava até para sentir a respiração contra meu rosto.
— Ce....ops desculpa não queria atrapalhar. – Elena disse entrando na sala na hora que eu ia beija-la.
— Não tudo bem, não atrapalhou. Tyler estava soprando um cisco que entrou no meu olho. Valeu mesmo Tyler. – O que? Como assim eu quase beijo ela, ela quase se entrega e do nada fala isso como se não fosse nada? Ainda se levantou deu dois tapinhas no meu braço e saiu. Realmente essa não é a mesma de anos atrás.

Pov Autora

— Estraguei as coisas lá dentro né? – Elena perguntou a amiga assim que tomaram certa distância da sala.
— Claro que não, ele ia me beijar? Claro que ia. Eu ia gostar? Ia sim, não nego! Mais nada haver, somos primos e mal cheguei à cidade, não quero rolo tão cedo, fora que ainda tenho meu namorado na Califórnia. – ia dizendo enquanto entravam no ginásio.
— Você tem namorado? – Caroline chegou assustando as duas.
— É, mais ou menos isso! Meu pai não gosta muito dele, mas eu sim, entendem?
— Ah to ligada! O famoso casal meus pais não gostam da nossa relação!
— Isso ai! Mais vamos trabalhar? – perguntou subindo num pequeno palco conectando seu iPhone na caixa de som. – Claro que com música! – Logo começou a tocar All that Matters e a menina começou a dançar.
você já foi líder de torcida? – Bonnie entrou e viu a amiga dançando.
— Já, mais já tem um tempo, por quê?
— Sei lá, achei que seria legal ter você na torcida, ainda mais que você dança. – A morena deu de ombros.
— Ah gente, eu sou bailarina, não torcedora! – A menina riu. – Mas prometo fazer os testes assim que as aulas começarem! – O resto do dia os jovens deixaram a escola organizada e limpa. Quase a noite voltaram para casa e Elena, Bonnie e Caroline tiveram que ir embora.
! – gritou o irmão do pé da escada, fazendo o mesmo aparecer na porta do quarto. – Me ajuda com essas coisas! Oh essas aqui vão pro porão, não vou usar mais e não quero no estúdio. – Ela apontou para seis caixas grandes.
— Mais todas suas coisas do ballet estão aqui!
— Eu sei, mas aí estão as roupas dos recitais, e não tem necessidade de isso ficar lá no estúdio acumulando poeira. As coisas que precisam ir mesmo como sapatilhas, colans e fotos estão nessas duas! Vamos levar essas lá para baixo e depois tu me ajuda a arrumar! – Logo que terminaram de fazer tudo Marcus chegou avisando-os que jantariam na casa dos tios.

Betado até aqui por Fabi Paravatti



Capítulo 4

Pov

Ótimo, tudo o que eu precisava agora era jantar na casa do Tyler. Depois de ele ter quase me beijado na escola hoje. Bom, se não tem jeito, vamos lá. Agora que roupa usar? Minha tia é cheia de coisa, se eu for com um short e blusa normal, ela vai olhar torto.

— Pai, que roupa eu uso? – Ah que ótimo, eu perguntando sobre roupa pro meu pai.
— Ah, sei lá, . Só não usa shorts. Sabe como tua tia é. – Ele disse e subiu, provavelmente pra pegar o banheiro antes do . É, o jeito é me virar sozinha mesmo, assim que entrei no quarto, a primeira coisa que fiz foi escolher uma música, não consigo fazer nada sem música. Depois abri a porta do closet, e mais uma vez roupas jogadas pelo quarto.
— Ah, que legal, não tenho roupa! – Eu já tinha experimentado quase todas as roupas mais comportadas que tinha. – !
— Fala, mala. – Que amor meu esse meu irmão.
— Preciso da tua ajuda. Qual dos dois? – Mostrei um vestido num cabide e no outro, uma blusa com saia.
— Ah, sei lá, , usa o que te deixa confortável. – Ele deu de ombros e saiu, ajudou muito. Ah, quer saber? Eu vou com o que me deixa à vontade.

Separei a roupa e fui para o banho, a água tava tão boa que nem deu vontade de sair do chuveiro.

, anda! Eu e seu irmão já estamos prontos.

Pov Autora

— Não sei como é que pode, sua irmã começa a se arrumar tão cedo e demora tanto. – Marcus desceu as escadas e encontrou sentado no sofá.
— Paizinho, cê reclama muito, sabia? – *veio logo atrás. – Vamos?
— Você vai assim? Tá bom, então, vamos logo. – Marcus disse para a filha que deu de ombros e os três seguiram para o carro. – , , por favor, quando chegarmos lá, não fiquem o tempo todo com a cara no celular, conversem, ok?
— Tá, pai. – Os dois responderam olhando para a tela de seus celulares. conversava com uns amigos da Califórnia pelo grupo no WhatsApp e conversava com uma amiga de infância na qual era vizinha antes de se mudar. – Não sei por que ainda tento falar com vocês. – Marcus prestou atenção na estrada e em poucos minutos estavam na frente do casarão Lockwood. Os três desceram e foram recebidos por Carol.
— Nossa, vocês demoraram, pensei que tinha acontecido alguma coisa e que não viriam mais.
— Ah, a culpa foi minha, tia, demorei demais pra escolher uma roupa. – falou assim que abraçou a madrinha.
— Ah, não precisava se arrumar tanto querida, é só um jantar normal. – Aquilo tinha impressionado a menina que achou que seria julgada por estar de jeans. – Vamos para a sala de jantar, a comida já será servida. – Os quatro caminharam até a sala e teve que sentar ao lado de Tyler, o que pra ela foi meio constrangedor, lembrando-se da cena que quase aconteceu horas antes.
—Nossa, tia o jantar estava realmente muito bom. – comentou, todos já tinham acabado de comer e estavam na sala conversando um pouco.
, deixa de graça e fala logo que você quer comer mais um pouco. – deu um tapa de leve no irmão que ficou vermelho.
— É só ir à cozinha, o frango está no forno. – Richard sorriu e o sobrinho logo se levantou.
— Bora lá, , eu sei que você quer aquela torta também. – O irmão disse se “vingando”. Os dois foram pra cozinha e então ficaram só os adultos na sala, já que Tyler tinha ido ao banheiro.
— Então, Marcus, já pensou em entrar para o conselho da cidade? Você fazendo parte de uma das famílias fundadoras como a nossa, tem o direito. – Carol perguntou ao cunhado.
— Vocês ainda têm essa coisa de conselho? Nossa, eu lembro quando o papai fazia parte de um. – Ele disse rindo. – O Tyler sabe sobre essas “coisas”? – Fez aspas no ar.
— Sabe que o conselho protege a cidade, só não sabe do quê.
— Entendi. E já teve algum caso? Pelo o menos recente?
— Sim, na noite passada uma jovem foi encontrada sem nenhum sangue no corpo, e com dois furos no pescoço. Com certeza é um, bom você sabe o quê. – Richard falava baixo, com medo dos jovens voltarem e escutarem algo. – E temos que proteger nossos filhos, você já começou a colocar verbena na comida, ou até mesmo na água?
— O quê? Verbena? Vocês acreditam mesmo nisso?
— Funciona, Marcus, já comprovamos isso, funciona. – Carol disse levantando.
— O que funciona, tia? – questionou entrando na sala com uma taça de torta na mão.
— É, o que funciona, mãe? – Tyler, que chegou logo atrás da prima, sentou ao seu lado.
— Nada de mais, coisa do conselho. Seu pai acabou de entrar!
— Conselho? Que praga é essa? – perguntou da porta.
— Ah, é tipo um clube que os adultos têm, mas só participam famílias fundadoras, tipo a nossa. Enfim, é uma chatice só, vai por mim. Enfim, , tá a fim de dormir aqui? Podemos jogar basquete amanhã cedo. – Tyler propôs ao primo.
— Querido, acho que todos terão que dormir aqui hoje, olha só a chuva que tá caindo lá fora. Seria até perigoso vocês saírem daqui agora. – Carol foi até a janela e levantou um pouco a cortina.
, querida, vá até meu quarto e pegue uma roupa de dormir pra você.
— Tia, a menos que a senhora tenha algum shortdoll pra dormir, porque eu não uso camisola.
— Ah, então como ira dormir? Faz mal dormir de calça jeans. – Marcus perguntou a filha.
— Fácil, eu pego uma blusa do Tyler e uma cueca.
— O quê? Como assim cueca?
— É, tia, porque se eu pegar um short dele, vai ficar muito largo, a cueca não, por ser menor nele não vai ficar tão larga em mim, entendeu? Eu vivia fazendo isso na casa do... Dos meus amigos. – Aquilo tinha pegado todos de surpresa, até seu pai. Mas a menina deu de ombros e olhou para Tyler pedindo com o olhar para ele sair logo da sala.
— Ah, tá bom então, vem comigo, vou pegar uma roupa pro também.

Pov Tyler

Nossa, só de imaginar a minha priminha gostosa quase nua no quarto ao lado do meu, já me faz querer fazer besteira.

— Entra aí, só não repara a bagunça, a empregada não veio hoje. – Entrei no quarto e por sorte ele não tava tão bagunçado.
— Quarto legal, mané. – Ela disse e se jogou na minha cama, pena que não da mesma forma que eu queria. - Não precisa me dar à cueca, só uma blusa mesmo.
— Ué, por quê?
— Porque, de qualquer forma, a sua cueca vai ficar grande em mim, você ta com uma bundinha até que boa, e outra, aquele papo foi só pra eles não imaginarem que eu ia dormir só de blusa ao lado do quarto do meu primo que tá com os hormônios à flor da pele. – Ok, a parte que ela elogiou minha bunda eu não gostei porque ela apertou, sim, ela apertou minha bunda, mas agora o fato dela estar só de blusa, me deixou muito feliz.
— Mas teu pai não vai ficar bolado?
— Claro que não, até porque ele sabe que eu durmo só de sutiã e short em casa. – Já falei o quanto eu amo dormir na casa do meu padrinho? – Valeu, bobão, boa noite. – Ela pegou a blusa e foi pro quarto ao lado. Voltei para a sala e entreguei um short para .
— Aí, tu vai dormir lá no meu quarto, tem um colchão sobrando, só colocar lá no chão.
— Ah, querido, eu tirei aquele colchão do seu quarto, estava ocupando espaço e a cama da empregada precisava de um colchão novo.
— Tá legal! Agora onde o vai dormir? Porque esse sofá deixa uma dor nas costas. – Meu pai perguntou fazendo careta, provavelmente lembrando-se da noite que minha mãe o mandou dormir ali.
— Ah, eu posso dormir com a . A cama do quarto onde ela tá não é de casal? – Oi? Como assim? Primo, quer trocar? Você dorme no meu quarto e eu durmo com a ? Vai por mim, minha cama é muito mais macia!
— Ótimo, então. Tyler leva seu primo até o quarto, e os dois, pra cama, amanhã vocês têm que fazer muita coisa, logo as aulas começam. – Subimos e infelizmente eu não consegui ver já de roupa trocada, porque na hora em que o entrou no quarto, ela tava no banheiro.


xxx


— Borá acordar! – Ah, agora essa! Meu pai me acordando uma hora dessas, ainda tá de madrugada. – Tyler, anda, você tem que ir à escola, limpar seu armário pra amanhã. Vai acordar, seus primos! – Opa, aí ele falou a palavra mágica. Levantei correndo, sorte meu pai já ter saído do quarto, porque se não, provavelmente perguntaria o motivo da felicidade de levantar. Escovei os dentes e corri para o quarto ao lado, bati duas vezes e ninguém respondeu, com certeza ainda estariam dormindo, abri a porta devagar.
— Bom dia, mané. – disse saindo do banheiro, já vestida. Ah, qual foi? Não dou uma dentro.
— Bom dia! Meu pai tá chamando pra tomar café. , acorda, vagabundo. – Dei uma travesseirada em meu primo e sai, afinal de contas, não tinha mais nada pra ver ali. Voltei pro quarto, tomei um banho rápido e desci, para o café. – Bom dia, família.
— Bom dia, filho! Vai à escola que horas?
—Vou tomar café e vou lá!
— Ir onde? – e desceram e sentaram ao meu lado.
— Na escola limpar meu armário e colocar os livros novos.
— Ah, nós também temos que ir, , mas eu vou passar em casa primeiro, trocar de roupa e lavar o bebê, se quiser, pode ir com o Tyler antes.



Pov Autora

— Bebê? – Carol perguntou para a sobrinha sem entender.
— O carro dela, tia, essa ai chama aquele possante de bebê. – respondeu pela a irmã que estava mastigando.
— Qual modelo do seu carro, querida? – Richard perguntou curioso.
— Nissa GT-R azul. – Quando ouviu o modelo do carro, Tyler cuspiu todo o suco que estava na boca.
— Você tem mesmo esse carro? Mas ele acabou de ser lançado? Você sabe que esse carro custa 200 mil dólares?
— Sei, e daí? Ganhei um bom dinheiro nos recitais que participava e ganhava, meu pai só completou com o que faltava. – A menina deu de ombros como se fosse a coisa mais normal pra ela.
— E ainda comprou à vista? Eu também quero um! – Tyler disse olhando para os pais, fazendo todos rirem. – , você não tem nenhum carro?
— Vira bailarina que você ganha um, priminho! – se levantou e saiu da sala. – Tô esperando no carro. – Logo os três foram embora e deram uma carona para Tyler que foi para a escola limpar o armário.
— Simples, o dinheiro que eu ganho dando um jeito em PC ou concertando carros, não paga nem a roda do carro que a tem. Valeu, primo, até amanhã. – deu de ombros se despediu e foi de encontro à irmã que já estava no carro.
— Podia ter pegado mais leve, . – Marcus ainda ria da cara que o sobrinho fez.
— Como? Esse é o modelo do bebê. – A morena subiu tomou seu banho e foi lavar o carro. O dia passou assim, Marcus terminando alguns detalhes do estúdio de com a ajuda de , e a menina lavando seu precioso carro.

Pov

, to indo lá na escola arrumar meu armário, quer ir junto ou vai arrumar amanhã antes da aula? – Depois de ter passado o dia todo dando um jeito no carro, tomei outro banho e coloquei qualquer roupa pra ir à escola.
— Vou junto, só vou pegar uma blusa. – subiu correndo e logo depois desceu com uma blusa do Chicago bulls na qual sou apaixonada. – Pai, vamos com o seu carro.
— Por quê? Se o carro da já tá bom? – Papai tava hilário com um avental rosa fazendo o jantar.
— Porque eu vou dirigir e nem morto a me deixa pegar no “bebê”. – Ele fez aspas no ar e pegou a chave.
— Não vamos demorar! Te amamos! – Logo entramos no carro e uma coisa eu devo admitir, dirige muito bem. Assim que chegamos à escola, fomos direto para a secretaria pegar os horários e números dos armários.
— Boa noite. – Uma senhora de meia idade nos atendeu sorrindo.
— Boa noite, somos os irmãos Lockwood, viemos pegar nossos horários. – Respondi chegando mais perto do balcão.
— Ah sim, o pai de vocês veio alguns dias atrás matriculá-los. Aqui está, ele pediu para colocar os dois armários um perto do outro. – Ela sorriu e se abaixou para pegar algo atrás da bancada. – 682 e 683. Aqui está também à lista de horários das aulas, como serão as mesmas, só um papel basta. Mais alguma coisa?
— Não, obrigado. – pegou os papeis e assim que saímos da secretaria, começamos a busca interminável pelos armários.
— Aqui, finalmente! – Os armários até que tinham boa localização perto da maquina de doces. – Pelo o menos nossa sala de Biologia é aquela ali, é nossa primeira aula.
— Pelo o menos isso! – Arrumamos tudo dentro de nossos armários e como sempre, pra deixar gravado, coloquei uma foto minha com a no lado de dentro junto com um espelho. E pelo lado de fora, um adesivo pequeno de sapatilhas de balé.
— Você sempre faz isso, né?! A mesma foto com a , e o adesivo de sapatilha. Irmãzinha, você não vai mudar nunca. – disse bagunçando meu cabelo e então voltamos para o estacionamento. – Tá fazendo o que agora?
— Vendo uma vaga na sombra pro bebê. Tyler disse que se colocarmos uma pedra ou algo do tipo na vaga, eles não colocam o carro ali. Tá vendo? – Apontei para algumas vagas que tinham ou uma pedra media ou algum tipo de sinalização. Tratei logo de pegar uma pedra relativamente grande e colocar numa vaga sob uma grande árvore. – Pronto, vambora.
— Eu acho isso injusto, sabia? – disse assim que entramos no carro.
— O que é injusto, garoto?
— Nós temos a mesma idade, claro, somos gêmeos, você é só cinco minutos mais velha que eu, você tem carro e eu não.
— Primeiro: eu tenho carro porque trabalhei, ganhei meu próprio dinheiro e consegui comprar, o papai só deu o que faltava pra inteirar. E outra, se você abrir essa boca grande pra alguém, eu juro que te mato, mas o papai tava conversando esses dias comigo, antes de virmos pra cá, e ele disse que tá pensando em te dar um carro no nosso aniversário, já que eu tenho o meu, ele não acha justo você ficar sem. – Assim que terminei de dizer, ele parou o carro no meio do caminho e me olhou sorrindo. – Agora me diz ai qual carro você vai querer pra eu ir dando umas dicas pra ele, e nada de querer igual ao meu, porque somos gêmeos, mas a mamãe nunca vestiu a gente da mesma forma, não vai ser agora que vamos usar coisas iguais.
— Você sempre cortando meu barato, né. – Ele voltou a dirigir e ficou pensativo. – Já sei qual vou querer esse aqui, oh. – Ele sacou o celular e mostrou o wallpaper.
— Uma BMW Z4-s? Escolheu bem, maninho. Agora se eu souber que você contou até pra poeira do porão, eu falo logo pra ele te dar um par de all star de um bazar.
— Nossa, você às vezes pega tão pesado. – Ele disse rindo, mas no fundo sabia que eu falava sério.

Pov

Nossa, mano, eu nem acredito que dentro de alguns meses eu vou ter um carro só pra mim, já disse o quanto eu amo minha irmã? Com certeza a idéia principal foi dela, o papai só gostou e vai tornar realidade. Assim que chegamos em casa, estacionei o carro ao lado do “bebê” da e fechei a garagem.

— Já chegaram? Foram rápidos.
— É, a escola tava vazia e foi fácil achar os armários. – Fala sério, demos voltas e mais voltas até achar, mas a notícia que tinha recebido no carro me deixou tão feliz que nada me estressava.
— Tá muito feliz pro meu gosto, o que vocês aprontaram? – Ok? Da ele não desconfia.
— Nada, pai. É que o número do armário do é o número da sorte dele. – inventou a desculpa mais idiota, mas parece que ele caiu. Jantamos em silêncio, afinal, quando se trata de comida, nós três nos desconhecemos até como família.
— Bom, o jantar tava ótimo como sempre, mas eu ainda tenho que ver a roupa que vou usar amanhã, ainda tenho que falar com a e com o... Renan, boa noite. – Ah, tá na cara que ela não vai falar com o Renan, o amigo gay dela, até porque ele ta na França fazendo um curso, ela vai é falar com o Enzo, já disse pra vocês o quanto eu odeio aquele cara? Se acha o tal, já tá na faculdade, ganhou bolsa de atleta, ele é o atacante do time. O maior galinha e parece que a tonta da minha irmã não percebe isso!
— Eu vou dormir também. Boa noite, pai. – Coloquei meu prato na pia e subi, e por incrível que pareça, do meu quarto ainda da pra ouvir a falan... gritando com a amiga pelo skype. – Será que da pra fazer menos barulho? – Bati na porta dela e logo seguida entrei.
— Ai, foi mal, chato, eu já tava desligando. Diz oi pra . – Ela virou a tela no notebook.
— E ai, !
— Manda o papo, ! – A morena que agora estava com os cabelos vermelhos igual fogo, sorriu. – Tava falando com a que vou passar uns dias aí, só esperando um feriado longo.
— Pode vir, sabe que a gente adora você! Agora eu vou dormir porque amanhã temos aula, beijo, ! – Sai do quarto a tempo de ouvir um “boa noite, ”. Entrei no meu quarto, tirei a roupa, sim, eu durmo pelado, bom, ou quase isso, durmo só de cueca, e apaguei.



Capítulo 5

Pov

Nunca tinha tido um sonho tão estranho quanto o dessa noite. Depois de ter falado com , tentei ligar para Enzo, mas como sempre, tava desligado. Mas, voltando ao sonho, eu tava num galpão grande e eu via o mesmo corvo preto de dias atrás. Sei lá, foi estranho, mas algo me dizia que era verdade.

, levanta, tá na hora da escola! – Despertei de vez quando meu pai bateu na porta, afinal, quem consegue acordar só com o toque do celular?
— Tá, já levantei. – Mentira, mas corri para o banheiro e me enfiei na água quentinha. – Agora o complicado. – Sim, eu falo sozinha, abri a porta do closet ainda enrolada na toalha e comecei minha luta diária atrás de uma roupa, após ter colocado a lingerie, coloquei música, é claro.

Pov

— Fala sério! Essa menina não cansa de ouvir música, não? – Mal cheguei à cozinha e já consegui ouvir a música vir do quarto da .
— Deixa sua irmã. Melhor ela ouvir música do que ficar quieta pelos cantos.
— É, tem razão. Pai, por favor, não usa mais esse avental, não! – Ok meu pai tava muito ridículo.
— Ué, por quê? Eu fico lindo, ok! – Ele disse fazendo pose começando a rir. Tomamos café e ele levou um copo de suco pra no quarto, pra variar, ela ainda não tava pronta. Consegui tomar banho, me arrumar, escovar os dentes, pegar a mochila e descer pra ler a primeira parte do jornal e ela ainda não tava pronta.

Pov Autora

— Bom dia família! – desceu as escadas, já devidamente vestida, com a mochila nas costas e o copo de suco vazio. – Pai, tem maçã?
— Bom dia, minha linda, tem sim, na gaveta de baixo da geladeira. – O pai respondeu lavando os pratos. A menina pegou a fruta e fechou a porta.
— Pai, tira esse avental, tá ridículo!
— Eu já disse isso pra ele! – disse rindo. – Vamos logo, mané.
— Vamos. – A menina disse pegando as chaves do carro. – Tchau, pai, amo você! – Deu um beijo no pai e saiu de casa com o irmão, que abraçou o pai. – Tira a capa dele pra mim, enquanto eu abro a porta da garagem. – Feito isso, os dois entraram no *carro e partiram rumo à escola.
— Cara, olha aquele carro! – Matt disse cutucando Tyler na hora que o carro de entrou no estacionamento da escola, e assim como o rapaz, toda a escola parou o que estava fazendo para ver o carro.
— É da ! – O amigo respondeu rindo da cara do menino.
— O quê? Da tua prima? Como assim cara, mentira. – Dizendo isso, viu o carro estacionar na vaga na qual no dia anterior tinha posto a pedra e viu a mesma juntamente com o irmão saírem do carro. – Não é possível!
! – Caroline disse correndo até a amiga junto com Elena. – É sério que esse é teu carro?
— Sim! – A menina disse dando de ombros rindo. Alarmou o carro e saiu andando enquanto todos os outros ainda olhavam bobos.
—Você sabe que...
— Que meu carro é bem caro e mal foi lançado, sim, eu sei disso, Matt. – Ela riu assim que o loiro chegou falando. – Vamos pra aula? – Após o impacto, todos foram para a aula e ficaram felizes por terem as mesmas juntos.

— Finalmente intervalo. – Caroline disse saindo da aula de química. – Opa, quem é o gato novo? – Ela apontou disfarçadamente para a secretaria.
— Foi ele quem eu vi na sexta na fogueira! – Elena disse alarmada, e no mesmo instante *Bonnie calou sua boca com a mão.
— Tá doida, é? Mal viu o cara já quer chamar atenção dele? – disse rindo.
— Ah, tanto faz, tenho que resolver uma coisa! – A menina disse séria, indo atrás do irmão que entrou no banheiro masculino.
— O que deu nela? – perguntou chegando perto, as meninas deram de ombro e foram comer algo. Assim que terminaram de comer, viram Elena conversando com o aluno tão misterioso.
— Ih, acho que a Elena já conquistou alguém! – disse brincando e as amigas riram.
— Estranho! Porque ela terminou com o Matt há pouco tempo. – Bonnie comentou vendo a amiga se despedir do tal cara e ir em direção a elas. – Disfarcem.
— Foi mal, gente! Meu irmão tava se drogando de novo, como sempre! – Elena se sentou ao lado de Caroline que olhava para as unhas. – Que foi?
— Ah, ok! Eu não consigo disfarçar. Quem era aquele cara? – perguntou fazendo alarde.
— Ah, o nome dele é Stefan e eu o conheci quando tava saindo do banheiro masculino depois de ter falado com meu irmão, ele está no nosso ano. Só não foi pras primeiras aulas porque chegou de mudança com o tio hoje e estavam se instalando, e sim, ele é de família fundadora, Caroline, família Salvatore. – A menina ia dizendo e a cada vez que a amiga levantava o dedo pra falar algo, ela já respondia.
— Salvatore? Donos do casarão?
— Exatamente! Agora vamos pra aula de geometria, por favor? – Eles voltaram para a sala e lá estava Stefan, sentado perto de Elena, é claro.

Pov Stefan

Não sei como é possível, mas em todos esses anos que eu vivi, nunca achei uma duplicata da Katherine tão perfeita quanto à *Elena, e é claro que eu vou me aproximar dela, preciso ter a confiança dela antes de qualquer coisa. Assim que entrei na sala, que por sinal ainda estava vazia, me sentei e por sorte o lugar que tinha escolhido foi ao lado dela. Assim que a mesma entrou com suas amigas, se sentou ao meu lado sorrindo, mas o que eu fiquei espantado foi que uma de suas amigas parecia muito com uma pessoa que já tinha conhecido no passado.

— Elena? – A chamei com o lápis, fazendo a mesma virar discretamente. – Qual o nome daquela sua amiga ali?
*Caroline? – Ela apontou para a loira.
— Não, a outra.
— Ah, é a , por quê?
— Nada, pensei que conhecia! – Dei de ombros e tentei fingir que prestava atenção na aula, alguma coisa naquela *menina me lembrava alguém, só não sei o quê ou quem. O resto do dia passou tranquilo, Elena me apresentou suas amigas, descobri que a tal também era de família fundadora e uma das poderosas.



xxx



— Cheguei! Zach? – Assim que entrei em casa, vi que estava tudo muito quieto.
— Oi! Aqui na cozinha. – O ouvi chamar.
— Você conhece alguma Lockwood?
? Não, conheço Marcus e Clarisse Lockwood, por quê? – Clarisse, assim que ele disse esse nome me lembrei, ela era linda, a namorei por uns dois anos quando ela tinha a idade da filha, mas tive que terminar graças ao babaca do meu irmão.
— Se for da mesma Clarisse que tô pensando, namorei com ela quando ela tinha a idade da filha, e se a filha mora aqui, consequentemente a mãe também mora, vou ter que ir embora!
—Você não vai precisar ir embora! – Ele falou ainda cortando legumes.
— Por quê? – A coisa não tava parecendo boa.
— Clarisse Lockwood morreu em um acidente de carro na Rússia há seis meses. – Ele se virou e seu olhar era meio triste, claro ele conheceu ela.
— Como assim, Zach?
— Sim, ao que parece, eles foram viajar e sofreram um acidente, um caminhão bateu no táxi em que eles estavam voltando de um jantar e ela morreu na hora, por milagre, o marido saiu ileso.
— Nossa, isso é triste. Ela era uma mulher incrível, quando ela teve os filhos, a vi uma vez com eles na praia e ela parecia muito feliz. – Aquilo realmente me deixou abalado, porque eu gostava realmente dela.
— Sim, é horrível, mas a família dela não sabe da sua existência, então, por favor, não vá falar com a filha dela e desejar os sentimentos pela perda. – Ele brincou voltando a cozinhar.
— Claro que não. – Peguei meu celular e fui para meu quarto, relembrar o passado não é uma coisa muito legal quando você já viveu muito.

Pov Autora

— Então, pai, já decidiu o que vai dar pro de aniversário? Faltam apenas alguns meses. – perguntou entrando no escritório do pai, onde o mesmo analisava uns papeis.
— Acho que vai ser o carro mesmo. Sei lá, você já tem um carro e seria meio injusto pra ele, já que são gêmeos e consequentemente têm a mesma idade. – Marcus largou a papelada sobre a mesa.
— Ótima idéia! E já sabe qual vai dar?
— Hum… Estive pensando nesse! – O pai abriu na página da internet onde estava o anúncio e preço do *carro.
— Ah, qual foi pai! Tá de sacanagem, né? – A menina foi para o lado do pai. – Eu estive pensando e vendo algumas revistas no quarto dele e depois do meu, esse seria o *carro que ele compraria.
— Você sabe que esse carro custa uns 200 mil dólares, não sabe?
— Na verdade, 260 mil, mas o quê que tem? O meu também não foi esse preço?
— Mas o seu você pagou literalmente sozinha, eu só ajudei a completar a quantia.
— Ah, pai, vamos fazer assim, então. Eu ajudo, dou metade, mas o não pode descobrir que eu ajudei a pagar o carro dele, você sabe como ele é orgulhoso.
— Tá certo! Vou ver um final de semana e vou até a Califórnia, você sabe onde vou comprar o carro!
— Claro que sei, com o tio Joseph. Vou subir e adiantar alguns trabalhos, qualquer coisa me chama! – A menina deu um beijo no pai e subiu. – E ai, mané! Boas noticias, papai vai mesmo te dar o carro!
— Ah, sério, ? – levantou e abraçou a irmã. – Você é a melhor irmã gêmea que alguém pode ter.
— Muito sério! Agora deixa ir pro meu quarto fazer uns trabalhos.
— Ok! Mas, , se você já tem carro, o que vai pedir?
— Não faço à mínima idéia, pra te falar a verdade, não tô nem um pouco animada pra esse aniversário. – A menina disse saindo do quarto do irmão e entrando no seu, trancando a porta logo em seguida.

Pov

Vocês devem estar se perguntando o porquê de eu não estar animada pro meu aniversário de 18 anos, certo? Por vários motivos, primeiro: eu posso parecer feliz, brinco e riu com meus novos amigos, mas não é nada fácil perder a mãe, sinto muita falta dela, todos sentimos. Segundo? Posso ter feito novas amizades aqui, como Caroline, Elena e Bonnie, mas nada vai se comparar as amizades que eu tinha na Califórnia, sinto principalmente saudades da . Terceiro? Meu namoro é tão falso quanto beijo apaixonado em filme de quinta, não que eu não goste do Enzo, eu gosto e muito, mas sei que um cara na faculdade com um monte de garotas a seu pé não vai perder tempo esperando uma menina que não consegue dar pra ele o que ele quer. Não eu não sou virgem, mas toda vez que estamos quase lá, algo me impede de continuar, claro que ele não sabe desse detalhe e continua achando que eu sou virgem, e que ele será meu primeiro, acho que é por isso que ele ainda fala comigo.

— Hei, baby! – disse assim que a conexão via Skype normalizou. – Hei, anjinha, o que aconteceu? Que carinha é essa?
— Ain, amiga, minha vida tá um saco.
— Como assim um saco?
— Um saco, , chata, sem motivo pra me dar alegria.
, não quero que você fale assim. Conta-me o que ta te chateando.
— Tudo?! Todo mundo pensa que eu tenho uma vida legal, mas você sabe que não é assim. Tô com saudade da minha mãe, de você, o Enzo não atende minhas ligações. – Agora lá vem o choro.
— Anjo, eu sei que tá difícil, vai por mim, ninguém mais que eu sabe como é perder a mãe, eu entendo sua dor, o Enzo sempre vai ser um merda, não sei por que ainda ta com ele, ele é bonito? É sim, mas, , tem outros caras mais bonitos e muito mais legais. E você não precisa sentir minha falta porque eu vou sempre estar aqui. – Nessa hora as duas já choravam, perdeu os pais num acidente de carro quando tinha uns 12 anos, então ela foi adotada, as pessoas que a adotaram são pessoas incríveis, nunca ouvi ela reclamar nada deles.
— Mas não é a mesma coisa, amiga, as meninas daqui são ótimas e eu realmente estou começando a gostar delas, mas nada se compara a ter minha Panda aqui comigo.
— Own, minha anjinha, não chora! Falta pouco pra gente se ver! Muito pouco!
— Mas esse muito pouco tá demorando muito, amiga!
— Eu sei, princesa, agora tenho que ir, minha mãe quer ajuda pra resolver umas coisas do ateliê! Amo você!
— Amo mais! – Esse é o bom de ter uma amiga como a , porque independente da distância, ela sempre vai estar comigo.

Pov autora

— Pai, você já sabe o que vai dar de presente pra ? – entrou no escritório onde seu pai ainda estava lendo os papeis da empresa.
— Não sei, o que você acha de uma viagem pra Miami?
— Acho que não, ela iria amar! Mas o que você acha de trazer a pra cá?
— Como assim, garoto? Trazer a pra cá? Pra festa?
— Não, pai! – puxou uma cadeira e sentou ao lado do pai. – Presta atenção, eu sei que é errado, mas eu acabei de ouvir uma conversa delas duas pelo Skype e a não tá muito feliz aqui sem os amigos de lá. Disse que tá começando a gostar daqui e das meninas, mas que sente muita falta da , e o quanto queria que ela estivesse aqui. Pensa bem! Nós temos uns dois quartos vazios na casa, a gente liga pros pais dela e conversa, eu tenho certeza que a também tá mal por estar longe da melhor amiga.
— Olha, moleque! Essa é uma boa idéia! – O pai largou de vez os papeis e pegou o telefone. – Fica vendo pra ver se sua irmã não vai sair do quarto e se ela sair, me avisa, eu vou ligar pros pais da e conversar com eles.
— Tenho certeza que eles vão deixar, afinal, a vivia lá em casa. – O rapaz saiu do escritório, fechou a porta e voltou para o quarto.

Pov Stefan

Depois de praticamente passar o dia inteiro lendo e relendo alguns diários, sai da biblioteca e voltei pro quarto. Assim que entrei, senti algo diferente, mas tudo estava no seu devido lugar.

— Isso deve ser coisa da minha cabeça. – Peguei minha toalha e fui pro banho, ficando lá tempo suficiente pra esquecer algumas coisas do dia.
— Você nunca demorou tanto no banheiro, irmãozinho, já estava até ficando com tédio! – Assim que sai do banheiro vi quem eu menos desejava ver.
— Damon? O que faz aqui?
— Ah, sabe como é! Tava sem nada pra fazer, ouvi dizer que você voltou pra cá, vim matar as saudades da família! – Ele se levantou e começou a andar pelo quarto.
— Por que agora? – Terminei de colocar a blusa e vi o mesmo mexendo em algumas fotos.
— Porque eu prometi uma eternidade de inferno na sua vida, e acho que já fiquei muito tempo longe. E vejo que já até arranjou uma nova mascote, Elena! Ela é a cópia fiel da Katherine! Foi por isso que voltou, não foi?
— Isso não te interessa, vai embora, Damon, já fazem 20 anos!
— É, eu sei, maninho! E é claro que eu não ia perder seu primeiro dia de aula! Sabe o que eu achei engraçado? Que além da Elena, você também encontrou uma cópia muito igual daquela sua namoradinha Clarisse, não é? Eu não sabia que ela se tornou vampira.
— E não se tornou, Damon! Aquela é a filha dela, e você não vai fazer nada com ela! – Aquela conversa já estava me enojando.
— Claro que não, se eu não fiz com a mãe, vou fazer com a filha por quê?
— Você não fez nada com a mãe?
— Não! Eu nem ao menos falava com ela!
— Deixa de ser hipócrita!
— Quando eu faço, eu confesso que fiz! Agora sabe quem eu vou amar morder? A Elena. Consegue imagina o gosto do sangue dela? Eu consigo! – Já chega! Perdi totalmente meu controle e quando dei por mim, já tínhamos atravessado a janela do quarto e estávamos no chão.
— Cadê seu anel? – Ele apontou para minha mão e foi ai que dei conta que o sol logo amanheceria. – Relaxa, tá comigo! Isso foi só pra te dar um aviso que você nunca vai ser mais forte que eu! – Ele devolveu o anel no qual eu rapidamente coloquei de volta no lugar. – Ah como é bom estar de volta! Até amanhã, irmãozinho.



Capítulo 6

As semanas foram passando, estava cada vez mais amiga das meninas e , se enturmando com o pessoal do time.

— Hoje eu vou fazer o teste! – Os gêmeos disseram juntos e riram.
— Teste pra quê? – Marcus, agora com outro avental, perguntou servindo o café da manhã.
— Eu vou fazer pra líder de torcida, porque as meninas encheram meu saco e o pro time! – respondeu pegando uma fatia de melão. – Hum… vou terminar de me arrumar!
— Tudo certo, já? – perguntou assim que se certificou que a irmã não ouviria.
— Sim, eu falei com o John e com a Rose e eles amaram a ideia vendo que a também tá muito mal. Ela vem pra cá no dia da festa de vocês como surpresa! – Marcus respondeu baixo.
— Show de bola, vou escovar os dentes. – subiu e assim que saiu do quarto já devidamente pronto, já estava do lado de fora. – Se arrumou rápido hoje! Que milagre é esse?
— Sei lá, vamos logo! – os dois se despediram do pai e saíram entrando no carro da menina.
— Não vejo a hora de ter meu carro!
— Falta pouco, mané, pensa bem, exatos três meses.
— Eu sei, ah, e por falar em três meses, você sabe que a tia Carol tá organizando uma festa pra cidade toda, né?
— É, eu sei, ela me ligou esses dias perguntando qual minha cor favorita e quase teve um treco quando eu falei que era verde! – Os dois começaram a rir, e logo chegaram a escola. – Quem é aquele na minha vaga?
— Sei lá, mas acho que não é aluno! – disse e parou o carro ao lado do de Damon, desceu do mesmo e foi em direção ao rapaz.

Pov Damon

Uns me chamam de chato, como meu irmão, outros me chamam de sexy, como todo o restante da população que não se chama Stefan, e é claro que eu amo provocar, vim na escola dele hoje pra ver qual amiguinha dele tomar por um tempo.

— Damon, o que você ta fazendo aqui?
— Bom dia pra você também, maninho, vejo que já está de namorada nova! – Adoro provocar, Stefan, Elena e duas meninas chegaram perto.
— Você não me falou que seu irmão tava na cidade, Stefan, ah, e não somos namorados, prazer, sou Elena! – Eu sei quem você é!
— Prazer, Damon! – Estendi a mão e ela retribuiu o que fez Stefan ficar meio, digamos, chateado. – De quem é aquele carro? – Perguntei vendo um Nissan Gt-R.
— Ah, é da . – A loira disse olhando em direção ao carro. – Prazer, sou Caroline, e essa é nossa amiga Bonnie! – Ela fez as apresentações e os apertos de mão rolaram.
— Bom dia, minhas lindas! – A tal chegou com um cara todo grandão de mãos dadas. – Bom dia, Stefan e bom dia...
— Bom dia, , ! – Stefan sempre tão educado.
— E ai, cara! , eu to indo lá, porque o teste vai começar daqui a pouco e o Tyler quer me ajudar com algumas jogadas! – O tal chamou a garota.
— Tá bom, boa sorte e cuidado! – Ela deu um beijo no rosto dele, talvez não sejam namorados. – Será que pedir muito pra você liberar a vaga?
— E por que eu liberaria?
— Porque você não é aluno e eu sim, e porque você não deveria estar com o seu carro aqui, a menos que seja ou secretario ou professor ou zelador. – Ela disse rodando as chaves no dedo.
— Wow, essa doeu! Eu tenho realmente cara de zelador? – Tentei meu sorriso mais galante.
— Não sei. – Ela deu de ombros. – Só sei que quero a minha vaga, porque eu tenho aula e teste hoje. Então seria pedir muito pro fofinho tirar o carro da merda da minha vaga? Muito obrigada! – Ela entrou no carro esperando para que eu tirasse o meu, o que me deixou realmente irritado, mas o que eu posso fazer? Nada por enquanto! Tirei meu carro e fui para o lado de fora da escola.

Pov Elena

Ok, foi muito estranho eu mal conhecer o irmão do Stefan e ele sair por ai dizendo que somos namorados, não que eu não queira bem lá no fundo, mas também não é assim, por favor, vamos querer maneirar.

— Oh meu Deus, , você acabou com ele! – Bonnie disse abraçando .
— Ah, gente, não foi nada, eu só queria colocar o bebê na vaga dele, vamos pra aula.
, você falou algo de fazer teste hoje? – Perguntei meio já sabendo a resposta.
— Sim, eu vou fazer o teste pra líder de torcida, mas quero que me aceitem se eu for boa, e não porque sou amiga de vocês, ok?
— Prometido! – Dissemos juntas. – Você não vem, Stefan?
— Já vou, já, vou ver se o Damon já foi! – Ele disse e foi andando para fora da escola, fomos andando em direção ao prédio.

Pov Stefan

— O que você pretendia lá dentro? – Cheguei perto de Damon que estava encostado no carro do outro lado da rua.
— Ver qual delas vai ser minha, e advinha! A ganhou!
— Você sabe que ela é uma Lockwood, não sabe? E você também sabe de quem ela é filha.
— Quantas vezes eu vou ter que te falar que eu não fiz nada com aquela sua namoradinha, pela primeira vez que eu não faço algo, você acredita que eu fiz! Tá na hora de crescer, Stefan, e sim, ela vai ser minha.
— Boa sorte com isso então, pelo fora que ela te deu lá, isso vai ser meio difícil.
— Nada é difícil pra mim.
— Ah, com certeza vai ser, ela é de família fundadora, então consequentemente usa verbena todos os dias. Agora eu vou pra aula e depois prometi ajudar as meninas a julgarem as candidatas à líder de torcida.
— Tô dentro! Espero-te no ginásio! – Qual foi, ele nunca vai mudar? Só espero realmente que ele não tente nada, nada mesmo. Depois de chegar atrasado à aula e ouvir um leve sermão do professor, me sentei perto da Elena, nessas últimas semanas temos nos dado bem, muito bem mesmo, se é que me entendem.

Pov Autora

Assim que saíram da última aula antes do intervalo, eles foram juntamente com as candidatas para o ginásio.

— O que seu irmão ta fazendo aqui? – Caroline disse apontando para Damon que estava sentado na arquibancada.
— Ah, ele quer ajudar a julgar!
— Ótimo, quanto mais gente opinando melhor, vamos nos sentar? Stefan, puxa uma cadeira pro seu irmão. – Elena disse sorrindo.
— É, Stefan, puxa uma cadeira pra mim. – Damon disse sarcástico e logo começaram as apresentações.
— Cadê a que não chega? Ela tinha que ter se apresentado antes da décima candidata. – Bonnie olhava a lista nervosa.
— Hum… acho que ela desistiu! Não deve ser tão boa assim. – Damon, que até o momento só sabia fazer desenhos em sua folha onde ele teria que dar as notas, disse debochado.
— Desculpa, gente! Foi mal a demora, tava ajudando o num trabalho, afinal, fazemos dupla. – A menina disse chegando correndo, largou a mochila num canto e foi até o som conectar o celular.
— Que musica você vai dançar? – Caroline perguntou anotando.
— Formation da Beyonce. – a menina respondeu e deu play ficando de frente para os amigos e começando a *dançar, na hora todos ficaram de boca aberta, inclusive Damon, que até certo momento, estava debochando. Assim que a menina terminou de dançar, as amigas aplaudiram de pé.
, como você ainda tem coragem de dizer que não dança? – Caroline disse indo abraçar a amiga. – Com certeza você já ta no time. Agora, como manda o script, vai lá pra fora esperar com as outras meninas, enquanto vemos quem entrará. – concordou e saiu pegando a mochila e o celular.
— E ai, , como foi lá com o teste? – , que também tinha acabado de sair de seu teste, abraçou a irmã.
— Bem, eu acho, e o seu?
— Você ta olhando para o mais novo Fullback do time! – Ele disse orgulhoso estufando o peito.
— Ai meu Deus, , isso é ótimo! To orgulhosa de você!
— Aí, a loirinha vai dizer quem passou! – Damon disse e voltou para dentro.
— Cara estranho! – e disseram juntos e entraram com as outras meninas.

Pov Damon

Eu devia querer sugar todo o sangue daquela garota, ainda mais pelo o que ela fez mais cedo, mas a única vontade que eu tenho é agarrar ela e jogar na minha cama, ainda mais depois dessa dança. Assim que sai pra avisar pras garotas entrarem, lá tava ela com o tal .

— Muito bem, meninas, todas foram bem! – Elena começou.
— Mas, só algumas de vocês passaram, e essas foram: – a loira fez suspense, qual é não é mais fácil falar logo? – Julie, Sophie, Anna, Ariel e .
— Ah eu não acredito! – Isso foi o que todas que passaram falaram ao mesmo tempo.
isso é ótimo! To orgulhoso! – a pegou no colo e começou a roda-la, com certeza eles são um tipo de namorados que não se beijam em público. Depois de toda aquela euforia, elas foram fazer a prova de uniforme e eu to dando graças a Deus pra eles terem mudado aquela coisa cafona.
— Acho que já ta na hora de você ir, não é, Damon?
— De novo, Stefan? Que saco, muda o disco! Mas dessa vez eu vou mesmo, tenho uma reunião com o pessoal do conselho da cidade, eles estão esperando uma entrega especial de verbena.
— E você quem vai levar?
— Claro! Eu tenho que saber como ta a situação de você sabe muito bem o que, e porque não entra pro conselho? Afinal, nossa família e fundadora também! – Dei dois tapas em seu ombro e entrei no carro indo direto pra casa dos Lockwood.
— Damon Salvatore! – Carol abriu a porta sorrindo, acho que é pela minha beleza. – Entre! – Já que fui convidado!
— Aqui está a verbena, senhora Lockwood. – Acho que mereço o Oscar.
— Ah, pode me chamar de Carol, não quer se juntar conosco?
— Mas eu pensei que só pessoas do conselho poderiam.
— Sinta-se no conselho, afinal, sua família foi uma das fundadoras. – Ela pegou a caixa com a verbena e guardou. – Venha por aqui. Pessoal, esse é Damon Salvatore. Damon, esses são Richard meu marido, Marcus, o irmão dele, e Liz! – Apertei a mão de cada um e logo a reunião chata sobre os recentes ataques começou, fala sério, não rola nem um uísque? Isso aqui tá um porre.

Pov

— Muito bem, para encerrar, quero um relatório sobre todo o conteúdo desse livro, o trabalho será feito em grupo, se juntem e boa sorte! – Fala sério, quem passa um relatório de um livro todo?
, vai fazer com quem? – Tyler e Matt chegaram perto da minha mesa.
— Com a gente! Né, ? – Bonnie me abraçou de lado.
— É, , você vai fazer com eles?
— Vou sim. – pegou o tal livro e saiu com os meninos.
— Então? Quando, onde e quem leva a tequila? – Perguntei brincando e todos riram.
— Podíamos começar hoje, aí até o fim de semana ele tá pronto e não precisamos esquentar cabeça com isso. – Stefan deu a melhor ideia. – Se quiserem, pode ser lá em casa, é bem grande e silencioso, ninguém vai atrapalhar.
— Por mim, beleza! – Elena deu um beijo nele, eles fazem um casal tão fofo.
— Por mim também! – Bonnie, Caroline e eu concordamos juntas. – Só vou passar em casa antes, tomar um banho, trocar de roupa e depois eu vou, me passa o endereço Stefan. – Ele anotou num papel, e logo tratei de passar pro celular, só eu sei como vivo perdendo papeis importantes.
— Nós também vamos passar em casa, que horas podemos ir? – Bonnie perguntou também anotando o endereço.
— A hora que vocês quiserem. – Stefan deu de ombros e então fui pra casa, como tinha ido pra casa do Matt, fiz o caminho de volta sozinha.
— Pai, tô em casa! – Entrei e percebi tudo muito silencioso. – Pai? – Entrei na cozinha e encontrei um bilhete do coroa.

e , tô na casa do seu tio, reunião importante de conselho, tem comida no forno e sobremesa na geladeira. Amo vocês”.

— Ótimo! – Peguei tudo, fiz meu prato, esquentei no micro-ondas e fui pra sala assistir um pouco de filme enquanto a hora não passa. – Ain, esse filme é muito lindo! – Ia começar Marley e Eu, depois de ter visto Harry Potter e a Câmara Secreta pela milionésima vez, me sentei agora com um pouco de torta de maçã num pote pra começar a ver o outro filme.
, tô em casa! – Ouvi a porta frente abrir e meu pai entrar.
— Oi, chegou cedo!
— Cedo? Menina, são três da tarde! – Realmente perdi a noção do tempo, assim que ouvi as horas, engoli o pedaço de torta e subi para escovar os dentes, tomar banho, e colocar uma roupa.
— Pai, tô indo pra casa de um amigo fazer trabalho, não devo voltar muito tarde, amo você e a comida tava uma delicia! – Nem deu tempo e de ouvir o que ele falou, joguei a bolsa dentro do carro e acelerei colocando o endereço no GPS.

Pov Autora

— Tá fazendo uma festa e nem me chamou, maninho? Que coisa feia! – Damon, que tinha acabado de chegar em casa, foi até a sala onde Stefan estava com Elena, Bonnie e Caroline.
— Estamos fazendo um trabalho, Damon, será que pode não atrapalhar!
— Claro! Vou ficar aqui caladinho! – Ele foi até a cozinha. – Querem alguma coisa?
— Não, obrigado. – Todos responderam juntos e voltaram a prestar atenção no que faziam.
— Caraca, a tá demorando, né? – Caroline disse olhando mais uma vez para o relógio.
— Ela tá chegando, acabou de mandar SMS dizendo que se atrasou um pouco. – Bonnie olhou a tela do celular e respondeu à amiga. Quase dez minutos depois ouviram barulho de carro, e logo em seguida batidas na porta, Damon, que nesse exato momento estava voltando da cozinha com um pote de morangos, foi abrir, já que estava mais perto.
— Vejam se não é a senhorita mandona! – Ele parou na frente da porta impedindo a menina de entrar.
— Vejam se não é o mala, vulgo irmão chato do Stefan! – Ela disse irônica e o empurrou para o lado. – Hm, morango! Valeu! – Ela disse pegando um e mordendo.
— Garota abusada! – Damon resmungou enquanto voltava para a sala, onde a menina acabara de entrar.
— Gente, me desculpa mesmo, é que eu comecei a ver Harry Potter e quando dei por mim, já tava vendo outro e se não fosse meu pai chegar em casa, essa hora eu estaria chorando vendo Marley e Eu. – Ela se sentou ao lado de Elena.
— Bela tatuagem! – Damon disse vendo o desenho nas costelas da menina.
— Valeu! Fiz com minha amiga antes de me mudar! – Ela deu de ombros. – Por onde vamos começar? – Dizendo isso, pegou na mochila o livro e o notebook.
— Pera ai, notebook? Sério? Pensei que vocês faziam trabalho manuscrito. – Damon disse observando a todos.
— E nós vamos, porém vamos digitar primeiro as ideias de cada um, juntar os pontos mais importantes de cada texto e depois a Elena vai passar pro papel! – Caroline disse olhando para o mesmo com desdém.
— Por que eu? Gente, a minha letra nem e tão bonita assim.
— Eu posso escrever, se quiserem. – que estava encostada no sofá com o computador sobre as pernas disse sem tirar os olhos da tela.
— Como é a sua letra? – Bonnie perguntou entregando para a menina um papel e uma caneta.

“Meu nome é Casteliano Lockwood.”
Ela entregou o papel de volta e todos ficaram de acordo que escreveria o trabalho.

— Muito bem, gente bonita, terminei minha parte! – Caroline disse cortando o silêncio.
— Eu também acabei! – Elena e Stefan responderam juntos e sorriram o que fez Damon, que ainda estava ali, rolar os olhos.
— Também acabei. Gente, eu tenho que ir embora, minha vó ta precisando que eu faça alguma coisa pra ela. – Bonnie disse olhando a tela do celular vendo a mensagem da avó.
— Ah, eu também tenho que ir, minha mãe vai chegar do trabalho e eu tenho que estar em casa, posso com isso? – Caroline disse começando a arrumar as coisas. – Quer carona, Bon?
— Pode ser.
— Eu te levo, Bon, você veio comigo e eu também já to indo embora. – Elena, que estava abraçada a Stefan, disse levantando. Todos entregaram seus relatórios a e foram embora.
, quer alguma coisa? – Stefan perguntou voltando para a sala.
— Não, eu tô bem, brigada, vou começar a escrever logo, não posso ir embora muito tarde.
— Tudo bem, qualquer coisa me grita, vou ali na cozinha.
— Tá bom, obrigada.

Pov Damon

Eu nunca fiquei tão interessado numa mulher como essa menina, tem algo nela que me atrai, eu só não sei o que é, por enquanto.

— Parece que só restou nós dois. – Me sentei ao seu lado no chão.
— E isso é bom por quê? – Ela virou o rosto falando irônica.
— Porque agora você pode confessar que ta caidinha por mim.
— Nem nos seus sonhos mais selvagens. – Ela voltou a escrever falando sarcástica.
— Isso tudo porque eu estacionei o carro na sua vaga, ou por que você esta se sentindo completamente atraía por mim e não quer confessar?
— Damon, nem no meu pior pesadelo eu me sentiria atraída por você. – Ela arrancou a folha do caderno arrumou na capa que Stefan tinha feito e grampeou.
— Você pode dizer isso, mas seus olhos e seu corpo dizem de outra forma, quando eu chego perto de você. – Me aproximei, já que ela já estava de pé guardando suas coisas.
— Você pode achar que eu me sinto atraída por você ou algo do tipo quando você chega perto de mim dessa forma. – Ela começou a falar no meu ouvido me deixando arrepiado. – Você é gato e sexy, isso eu não posso negar, mas se tem uma coisa que eu aprendi com a minha mãe é que eu não achei meu corpo em qualquer lugar pra ficar com um cara só porque ele é gato e atraente. Então vê se aprende, meu corpo pode reagir de qualquer forma, até porque a carne é fraca, mas o que conta é a minha mente e ela me diz que você não vale à pena. – Ok, isso tinha me surpreendido, ela pegou a mochila e foi para a porta. – Avisa pro Stefan que o trabalho tá pronto e pra ele não se esquecer de levar semana que vem, boa noite.

Aquilo me deixou totalmente desconcertado, eu nunca tinha levado um fora de ninguém.

— Agora eu tô surpreso, você nunca levou um fora de ninguém, irmão. – Stefan apareceu na sala rindo. – E sim, eu ouvi tudo.
— Pode rir agora, irmãozinho, você ainda vai ver que eu vou fazer o que quiser com essa garota, e ela ainda vai pedir pra eu sugar o sangue dela. – Peguei meu celular e fui em direção às escadas. – Isso não acaba assim.



Capítulo 7

Pov

Um mês que nos mudamos para a cidade e até agora nada de interessante aconteceu, tô cada dia mais sentindo saudades da Califórnia. Meu pai só quer saber desse tal conselho secreto da cidade com meus tios, só quer saber de andar atrás do Tyler, e eu as meninas sempre fazemos as mesmas coisas, o que tá começando a ser chato e enjoativo.

, acorda, tá na hora! – como sempre meu pai bateu, não, pera, esmurrou a porta para que eu acordasse, como se já fosse automático, levantei, fui para o banho, me arrumei e desci pra tomar café.
— Bom dia, família!
— Bom dia, filha, toma logo o café. Prestem atenção, hoje a reunião do conselho vai ser aqui em casa, e como sempre demora, provavelmente quando chegarem eles ainda estarão aqui, então vou pedir pra não fazerem barulho e nem ficarem espionando. Isso foi pra você, mocinha. – ele disse sério e depois apontou para mim.
— Ok, entendemos! Já volto! – subi correndo, escovei os dentes e peguei a bolsa, já me esperava na garagem.
— Me deixa dirigir hoje?
— Noop! – girei a chave no dedo e entrei no carro esperando ele que ficou com a cara fechada ao entrar ao meu lado.
— Buenos dias! – a professora de espanhol entrou na sala animada, coisa que eu odeio, qual a graça de acordar cedo? Nenhuma, como a pessoa ainda acorda feliz? E aula, como sempre, foi um tédio.
— Não vai comer nada, ? – Elena, que estava sentado do meu lado, perguntou.
— Não, amiga. Tô com um pouco de dor de cabeça. – recusei e senti minha cabeça latejar, logo o sinal do fim do intervalo tocou e fomos para a aula de química, coisa que eu também odeio. A única coisa boa que salva nessa matéria é o professor gato que aplica, ele deve ter por volta dos 26 anos.
, você tá bem? – , que é minha dupla nessa aula, perguntou vendo que fiz um cara de dor.
— Não, minha cabeça tá doendo, aumentou a dor. – disse baixo para que ninguém ouvisse.
— Será que é outra crise de enxaqueca?
— Não sei, mas pelo o visto, é sim.
— Atrapalho vocês dois? – o professor nos olhou e a única coisa que fizemos foi balançar a cabeça em forma de negação. – Muito bem, voltando à explicação.
— Vai demorar muito pra aula dele acabar? – perguntei baixo novamente, minha cabeça agora parecia uma bomba relógio.
— Tem mais dois tempos com ele, por quê? Tá doendo muito?
— Demais, . – Assim que disse isso, lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto de tanta dor.
— Fica calma, vou falar com ele. – Ele se levantou e foi até a mesa do professor que estava procurando a lista de chamada da nossa turma.

Pov autora.

— Professor? – chegou perto do professor e o mesmo levantou a cabeça para lhe olhar. – A minha irmã ta com dor de cabeça, será que eu posso levar ela na enfermaria pra pegarmos um papel para sermos liberados?
— Primeiro vocês interrompem minha aula, agora querem ir embora? – Robert falou alto para que toda a turma ouvisse, e assim aconteceu, todos olhavam para frente agora.
— Só que a minha irmã sofre de enxaqueca e ela tá tendo uma crise agora, se ela não for pra casa, pode até desmaiar. – respondeu também alto, nessa hora todos olharam para a menina que estava de cabeça baixa para que ninguém a visse chorar.
— Senhorita Lockwood, você pode ir até a enfermaria, e você, senhor Lockwood, sente-se. – dizendo isso, voltou a olhar para a lista de chamada.
— Professor, eu preciso que o vá comigo, eu não consigo ficar em pé sozinha quando tenho essas crises, minha cabeça tá doendo muito. Como vou dirigir com dor.
— Ai o problema já não é meu, se não quer ir sozinha, fique na sala. Por favor, um a um venham na minha mesa pegar a folha de trabalhos extra para o fim de semana.
— Fica calma, logo essa aula acaba. – voltou para o lado da irmã que o abraçou. Os minutos pareciam não passar e a cabeça de doía cada vez mais.
, você quer remédio? – Bonnie perguntou olhando a menina que sentia cada vez mais dor.
— Qual remédio?
— Dipirona. – Caroline disse com a cartela de comprimido na mão.
— Ela não pode tomar esse, ela é alérgica. – respondeu pela irmã que tinha abaixado a cabeça novamente. Elena, Bonnie e Caroline olhavam para a amiga, preocupadas.
, eu preciso ir pra casa agora. – Nessa hora a menina já chorava sem conseguir controlar as lágrimas, tamanha era sua dor.
— Quer saber? Foda-se! – disse alto e começou a guardar suas coisas e da irmã.
— O que você pensa que esta fazendo, ?
— O que eu já devia ter feito antes, vou levar minha irmã pra casa. Vem, . – O rapaz respondeu ao professor, colocou as duas mochilas nas costas e chamou a irmã, a menina quando foi levantar se sentiu tonta e quase caiu. – Tá vendo porque eu queria levar ela pra casa antes? Minha irmã realmente sofre disso e agora ela pode desmaiar por sua causa. – , sentindo muita raiva, pegou a irmã no colo e saiu andando o mais rápido possível. – Fica calma, vamos chegar em casa rapidinho. – Ele colocou a irmã no banco do carona, pegou as chaves do carro na bolsa da mesma e saiu cantando pneu do estacionamento.

***

— Barulho de carro? Mais ainda tá cedo pros meus filhos chegarem da escola. – Marcus disse ouvindo o carro do lado de fora da casa. – Com licença, só vou ver o que aconteceu. – Ele disse apressado ao resto do conselho que ficou na sala sem entender e foi até a porta, abriu no mesmo instante que subia as escadas com a irmã no colo. – O que aconteceu com ela? – Ele perguntou isso alto demais, já que todos os membros que estavam na sala ouviram e foram ver o que estava acontecendo.
— Ela tá em crise, dessa vez tá muito forte, ela quase caiu quando foi sair do carro.
— O que houve? – Damon, que também fazia parte do conselho, perguntou, vendo Carol e Richard correrem para a porta.
— Enxaqueca atacou. – Marcus disse fechando a porta. – , leva sua irmã pro quarto, já vou subir com o remédio.
! – A menina gritou no colo do irmão.
— Calma, , fica calma. – Dizendo isso, o rapaz subiu correndo para o quarto da irmã, onde a deitou na cama e fechou todas as cortinas para que o quarto ficasse bem escuro.
— Aqui o remédio, filha! – Marcus entrou com um vidro de remédio e um copo de água.
— Me dá dois! – A menina disse chorando, pegou os comprimidos e os tomou.
— Quer o pen drive?
— Quero! Rápido! – A menina gritava de dor, e as pessoas no andar de baixo estavam assustadas com a situação. foi até o primeiro andar e começou a procurar na estante da sala o maldito pen drive preto.
— Oh, pai! Qual dos dois tem as músicas da ? – O rapaz gritou da sala e ouviu o pai dizer que era o que tinha um B gravado, logo correu para o quarto da irmã e conectou o dispositivo no computador da irmã, colocou a playlist para reproduzir e baixou quase todo o volume.
— Filha, nós vamos te deixar quieta, qualquer coisa grita, tá bom? – Marcus apagou as luzes do quarto da menina e saiu com o filho, ambos voltaram para a sala. — Me desculpem por isso, minha filha sofre de enxaqueca e quando ataca, é assim.
— Tudo bem, nós entendemos. – Liz disse simpática.
— Eu só não entendi uma coisa. – Damon, que até então estava quieto observando tudo, falou sério. – Se ela tá com dor de cabeça, por que tá ouvindo música?
— A fica muito inquieta quando tá com dor, isso é desde bebê, e quando ela ficava assim, a mãe dela sempre colocava músicas clássicas no quarto dela, bem baixinho, como se fosse música ambiente. Então quando a ela tem essas crises, ela deita no quarto, de preferência sem claridade nenhuma, e coloca as músicas que a mãe dela colocava pra ela dormir, só assim ela relaxa. – Marcus explicou tudo com calma enquanto preparava um copo de uísque.
— Clarisse também tinha isso, nossa mãe colocava Bach e Beethoven para ela escutar quando tava com dor. – Carol sentou ao lado do esposo. As horas foram passando até que a reunião do conselho acabou e quase todos foram embora, Damon ficou conversando com Marcus sobre alguns projetos.

No andar de cima, ouviu a irmã chamar e foi correndo para o quarto da mesma.

— Tá tudo bem?
— Tá, bom, mais ou menos, a dor forte já passou, só tá latejando um pouco. – A menina sentou na cama ainda acostumando com a claridade da lâmpada.
— Tá com fome? Quer comer alguma coisa? – Ele perguntou e a mesma respondeu que ‘sim’ com a cabeça. – Beleza, toma um banho, troca de roupa, que eu vou descer e esquentar sua comida, não demora, se quiser ajuda pra descer as escadas, me grita.
— Tá bom, mané, valeu. – Ela sorriu fraco e foi para um quente e relaxante banho.
— Como sua irmã está? – Marcus, que ainda conversava com Damon na sala, perguntou ao filho assim que o mesmo apareceu na sala.
— Tá melhor, a dor forte passou, só tá latejando um pouco, ela tá no banho, vou esquentar a comida dela.
— Nossa, eu acho isso bonito. – Damon comentou depois que o rapaz saiu.
— O quê?
— Essa coisa de irmão cuidando de irmão, acho isso muito bonito.
— Ah sim, eles sempre fizeram isso um pelo o outro, sempre se apoiaram.

xxx

— Tá melhor, filha? – Marcus disse e viu a filha descer as escadas já de banho tomado e roupa trocada.
— Um pouco, eu preciso comer agora, se não a dor vai voltar. – A menina abraçou o pai e encostou a cabeça em seu peito.
—É melhor você nem ir pra escola amanhã então, fica em casa, ou vai lá pra sua madrinha, porque amanhã vou ficar o dia todo no escritório.
— Pode ser, amanhã ligo pra ela.
— Tá pronto, ! – apareceu na sala e ajudou a irmã ir para a cozinha.
— Bom, já está ficando tarde e não quero atrapalhar, melhor eu ir indo nessa, depois falamos sobre aquele projeto. – Damon tentando parecer simpático disse levantando. — Boa noite.
— O que esse cara queria aqui? – perguntou assim que o pai entrou na cozinha.
— Ele é um membro do conselho, filha. Por que tá falando assim?
— Ele é irmão de um amigo meu, e não sei por que, mas não gosto dele! Bom, vou subir e deitar, minha cabeça ainda dói. Boa noite.
— Por que sua irmã não gosta do Damon Salvatore? – Marcus perguntou assim que a filha subiu as escadas.
— Porque no primeiro dia de aula ele estacionou o carro na vaga dela e eles meio que discutiram por isso, acho que é isso! Eu vou subir também, tenho uns trabalhos pra fazer.
— E ninguém vai me ajudar com a louça?
— Pai, você já é bem grandinho! Consegue fazer isso sozinho. Valeu, falou! – deu tapinhas no ombro do mais velho e saiu.



Capítulo 8

Pov Autora

Após ter acordado um pouco mais tarde que o habitual, foi pra casa da madrinha e chegando lá, as duas foram para a beira da piscina.

— Então, querida, já se acostumou com a cidade?
— Já sim, tia, mas vou confessar que sinto falta da correria da Califórnia, das minhas amigas, da escola antiga. Sei lá, cidade pequena não é pra mim, sabe. Aqui é ótimo, mas não tem nada da muito animado. – falou sem olhar para Carol.
— Eu te entendo, querida, também foi meio difícil para me acostumar assim que vim pra cá com seu tio. Mas logo, logo você acha algo bom pra fazer aqui.
— Tia, falando em algo bom, não tem nenhum lugar por aqui onde eu possa correr sem que machuque um cavalo?
— Acho que você não machucaria um cavalo com esse corpo, querida! – Carol disse rindo.
— Ah não, tia, não é pra correr a pé, é pra correr de carro, sabe! Sou apaixonada por carro e por velocidade. – a menina explicou rindo da confusão da tia.
— Mas você é uma bailarina, querida, essas coisas de carros são muito brutas.
— Eu sei, tia, mas eu gosto, entende, eu já sinto falta da correria do dia a dia, acho que vou enlouquecer se não correr com meu carro um pouco. Entende?
— Entendo, querida, claro. Bom se você sente falta de correr, porque nós não criamos um campeonato, ou sei lá como se chama isso.
— Tia, seria injusto com as pessoas daqui, o Tyler falou que o carro mais rápido era o meu.
— Bom, eu e seu tio já íamos fazer uma festa para voltar os fundos para ajudar na construção da ponte da cidade, porque em vez de fazermos a tal festa, não fazemos esse campeonato.
— Seria uma corrida, tia! Mas onde ia começar e onde ia terminar? – a menina se animou com a ideia da tia.
— Pode começar na antiga fazenda Lockwood e terminar em frente a prefeitura, não sei, querida, o que me diz?
— Ah, tia, não sei, vamos falar com meu tio?
— Deixa que eu vou, você fica aqui curtindo a piscina e qualquer coisa se sentir dor de cabeça de novo me grita, ok!
— Tá bom, valeu!

Pov

— Olha, vejam só, se não é a senhorita dor de cabeça! – Ouvi Damon falar, o mesmo estava à beira da piscina!
— Vejam só, se não é o zelador barra irmão chato do meu amigo! – dei um sorriso sarcástico e mergulhei de novo.
— Ah, que isso, bonitinha, já não tivemos essa conversa antes? – ele disse, abaixando para ficar um pouco mais perto.
— Já, e continuo achando que você não é lá isso tudo! – Eu não menti, ele é gato, mas é babaca e isso não ganha comigo.
— Sabe que eu posso te fazer mudar de ideia rapidinho?
— Não to interessada, obrigada!
— Querida, tenho uma ótima noticia! – ouvi tia Carol falar. – falando com quem? – ela perguntou enquanto chegava perto.
— Com o... – olhei para o lado, onde até então Damon estava, porém não tinha mais ninguém ali. – ah, esquece! O que a senhora tava falando?
— Que seu tio concordou com a corrida.
— Ah, que ótimo, tia, então já podemos começar a ver as coisas e falar com o povo que vai participar! – comecei a ficar animada com a história de termos diversão na cidade.
— Oi, mãe! – Tyler disse tirando a blusa, o que em minha opinião era uma bela visão. – ah, oi, !
— Fala aí, mané! – falei sorrindo e voltei meu olhar pra tia Carol. – então, tia, quando vamos começar a ver as coisas?
— Nada disso, você vai relaxar e melhorar dessa enxaqueca e voltar pra escola, deixa tudo comigo e com a secretaria do seu tio.
— Do que vocês estão falando? – já disse como meu primo é gato? Ele perguntou pulando na água.
— Eu e a estamos organizando uma corrida pra arrecadar metade dos fundos para a nova ponte.
— Corrida?
— É de carros! Quem tem um carro suficientemente potente pode entrar na competição, basta doar uma quantia que minha tia vai estipular.
— Tá e o que o ganhador vai ganhar?
— Bom, isso ainda eu não sei, nessas corridas que você participava lá, , quem vencia ganhava o quê?
— Bom, tia, lá a gente não doava o dinheiro pra lugar nenhum, era meio que uma aposta, tipo, tinha o Joe que segurava a grana, e quem corria estipulava o valor, tipo, dependia das apostas tinha dia que a gente só apostava 500 pratas, mas também tinha dia que a gente aposta 3.000, dependia muito, mas enfim, o Joe segurava a grana de todo mundo e quem ganhava a corrida ficava com toda a grana, basicamente assim.
— Nossa, mas assim não vamos ter lucros! – minha tia sentou na cadeira e parecia pensar.
— Você pode dar algum troféu, mãe, sei lá. – Tyler chegou perto de mim, que agora estava sentada na borda.
— Ou você pode fazer igual a umas corridas que eu ia ver às vezes, o ganhador ficava com o carro do corredor que chegasse em último. – me lembrei das muitas corridas desse tipo que participei.
— Não sei, isso parece injusto com o último colocado, eu vou pensar em algo, enquanto isso, vocês aproveitem esse sol, vou dar uma saída com seu tio, querida, qualquer coisa pede pro Tyler ou pra empregada, ela tá na cozinha.
— Tá bom, tia, brigada! – me despedi e ela voltou pra dentro de casa e logo depois consegui ouvir o carro saindo.
— Foi nas corridas só pra ver, né? Uhum, acredito nisso! – Tyler disse rindo apoiado à borda ao meu lado.
— Você queria o quê? Que eu dissesse que tenho um container com uns 6 carros que eu ganhei nessas corridas pra minha madrinha? Se toca, Tyler, nem pai sabe disso direito! – dei um tapa leve na sua nuca e mergulhei.
— Como assim meu tio não sabe disso direito? – quando subi para pegar ar ele estava nadando atrás de mim.
— Eu e o íamos muito pras corridas, e ele acabou descobrindo, pensei que ele ia dar um ataque, mas ele até gostou de saber que eu e o corríamos tão bem, já que como você sabe, ele é viciado em carros, ele até foi numa corrida, se eu não me engano, foi quando eu ganhei o Dodge Challenger R/T laranja 70.
— Mais pera ai, esse é o carro do meu tio!
— Eu sei, ele ficou tão orgulhoso de mim e tão apaixonado pelo carro que pediu pra ficar com ele, e como eu tinha acabado de ganhar o bebê, não ia querer dirigir ele por um bom tempo. Depois disso, se eu não me engano, ele foi a mais uma corrida, na qual o ganhou o YENKO CAMARO 69.
— Mas se o ganhou esse carro ai, porque ele não dirige?
— Porque o quer um carro zero, não que ele não goste dos antigos, mas é o sonho dele e porque o yenko deu PT e ainda ta na reforma.
— Deu PT?
— É, cara, perda total, o tava correndo com ele, aí o carro de trás bateu no dele e ele acabou batendo no poste e o motor deu PT. – expliquei como se fosse a coisa mais obvia.
— Ah sim! Tá, mas e os outros carros?
— Bom, os outros foram depois da morte da mamãe, o não queria correr, só ficava no quarto pra baixo, meu pai cada vez mais afundado em magoa, tristeza e bebida, esses foram os meios que eles acharam pra sofrerem o luto deles, o meu meio foi correr cada vez mais, eu parei de ir aos ensaios de balé e só queria saber de correr, uma vez fiquei uma semana sem voltar pra casa. – desabafei, sei lá, pro Tyler eu sabia que podia contar tudo, ou quase tudo.
— Caraca!
— É, eu sei, mas vamos parar de falar nisso, porque tem certas coisas que não quero trazer de volta, nem mesmo nas lembranças. To com fome! – me afastei de Tyler e das lembranças daquela semana e sai da piscina, colocando apenas uma blusa estilo saída de praia aberta e fui pra cozinha, onde a empregada tinha deixado um bilhete escrito que tinha ido ao mercado comprar as coisas para o jantar. Deixei o papel onde estava e abri a geladeira pra comer alguma coisa. – Que susto, moleque, parece bandido entrando sem fazer barulho!
— Foi mal! Não era a intenção! – ele disse ainda encostado no batente da porta.
— Tá rindo do que?
— Nada! To lembrando de quando eu te zoava de gordinha rolha de poço. – ele riu e se aproximou da bancada, onde agora eu estava servindo um copo de suco.
— Nossa, muito engraçado mesmo, Ty! – conhecem o sarcasmo? Prazer, eu criei ele!
— Ah, que isso, ! Nós éramos crianças, e você nem em sonhos tá igual como era mais nova! – só queria entender porque fiquei vermelha, ou foi com o elogio, ou com a olhada que ele me deu, ou com os dois.
— To sabendo! – disse simplesmente e me virei pra guardar a garrafa de suco de volta na geladeira, mas sabe quando você tem aquela sensação de que tem alguém atrás de você? Quando me virei, ele tava tomando um gole de suco, e aquela visão de ver meu priminho sarado tomando um copo de suco de abacaxi sem blusa e molhado da piscina me fez ter pensamentos nada puros.
— Que cara é essa? – ele com certeza percebeu, porque parecia que eu ia começar a babar a qualquer momento.
— Han! Nada não, me dá esse copo aqui que é meu! – peguei o copo de sua mão e bebi tudo de uma vez pra ver se me acalmava um pouco.
— Tá com muita sede mesmo, hein! – Tyler disse ao pé do meu ouvido e senti meu corpo se arrepiar todinho, ele também sentiu, porque soltou uma risada leve. Distanciei-me para lavar o copo e assim que terminei, o senti atrás de mim, beijando meu ombro.
— O... o... o que você tá fazendo? – merda por que eu tinha que gaguejar agora?
— Uma coisa que desde quando você chegou aqui, to com vontade de fazer! – ele respondeu me virando de frente e me beijou e claro que eu correspondi, por dois motivos simples: o beijo era muito bom e não dou à mínima se somos primos ou não.

A cena era a seguinte: eu e Tyler dando uns belos de uns amaços na bancada da cozinha, eu apenas de biquine e saída de praia, ele só de bermuda, e o que acontece? Se você disse que transamos ou coisa do tipo, está errado! Meu telefone começar a tocar, não, tocar não, ele começou a se esgoelar literalmente, corri para atender.

— Quem era? – Tyler perguntou assim que voltei à cozinha.
— Meu irmão, parece que meu pai acabou descobrindo dos outros carros que eu tinha e tá tipo, muito furioso comigo, é melhor eu ir pra casa.
— Mas e o que a gente tava fazendo aqui? – ele perguntou chegando perto de mim enquanto eu colocava o short.
— Então, você conhece uma coisa chamada deixa pra próxima? – joguei o cabelo molhado pra trás e peguei a bolsa. – até a próxima. – lancei um beijo no ar e sai correndo para o carro.

Pov autora

— Cadê a irresponsável da sua irmã? – Marcus andava de um lado para o outro na sala de estar.
— Calma, pai ela não é tão irresponsável assim! – tentava aliviar o lado da irmã com o pai que estava irredutível.
— Não tenta defender ela, ! Você também tá errado de ter corrido, só que sua irmã fez pior.
— O que eu fiz pior? – entrou em casa sem pressa e foi até a sala.
— Você acha que não to sabendo que você tem 6 carros num depósito no estaleiro? – Marcus disse gritando indo até a filha.
— Você ta gritando por quê? Uma, eu não roubei nenhum daqueles carros, eu ganhei de gente que não sabe pilotar, outra, eu não fiz nada de errado já que você mesmo já foi a várias corridas comigo e com o , e se eu não me engano, o carro que você tanto ama hoje, eu ganhei numa dessas corridas.
— Isso não tem nada a ver com meu carro! Isso tem haver com você ter mentido!
— Eu não menti! Eu falava pra você onde estava indo! Só que você tava tão ocupado se afundando em bebida que nem prestava atenção nos seus filhos que estavam sofrendo tanto quanto você! – assim que disse isso, o pai levantou a mão para lhe bater. – bate! Mas bate e mata, porque se eu ficar viva, você nunca mais vê nem a minha sombra! – a menina rebateu e o pai, percebendo o que ia fazer, abaixou a mão e falou um desculpa quase inaudível.
— Vocês dois parecem duas crianças! – disse rindo.
— Ta rindo do quê, moleque? Você também tá no erro! – Marcus perguntou sério, o que fez o filho engolir o riso.
— Eu não acredito que ele caiu de novo nessa! – disse rindo da expressão do irmão levando o pai junto na risada.
— Nossa, como os dois são engraçados, um fica estressadinho, a outra maluca começa a falar merda e quando eu falo alguma coisa, me zoam! Vão se tratar! – disse subindo as escadas.
— Ah, maninho, não fica assim vai! – gritou e pode ouvir a porta do andar de cima se fechar. – Pai! O que você vai fazer com meus carros?
— Eu mandei trazer eles pra cá! Por dois motivos: um você tava gastando muito pra eles ficarem lá e com o tempo estragarem, outra, nós podemos usar eles! – Marcus disse rindo. – ah, e não se preocupa, o quartinho da empregada ainda vai ser seu estúdio! E eu já descobri o que fazer com parte do terreno.
— O que? Me diz que vamos ter uma piscina! – a menina disse rindo e o pai afirmou com a cabeça.
— As obras começam ainda essa semana! Agora, por favor, vai lavar esse cabelo porque daqui eu to sentindo o cheiro de cloro!



Capítulo 9

Os dias foram passando e a rotina normal da vida de todos também. achava que estava começando a ficar louca, vendo sombra onde mais ninguém via.

— Bom dia! – Damon disse assim que a menina fechou a porta de seu armário no corredor vazio da escola.
— Como você entrou aqui? – ela levou um susto com o aparecimento repentino do rapaz.
— Isso não importa, o que importa é que tô aqui agora, então, o que vai fazer hoje?
— Nada que seja do seu interesse! – ela disse caminhando em direção à cantina, tinha sido liberada antes por ter acabado a prova de cálculos mais rápido que todos.
— Ah, que isso, , somos amigos, não somos? E outra, hoje é sexta! – ele andava atrás da menina que estava quase correndo.
— Não, Damon, não somos amigos! – ao dizer isso, o sinal tocou e logo os corredores se encheram, tirando atenção de ao ouvir Elena chamar seu nome, porém, quando a menina virou novamente para frente, Damon já não estava mais ali! – eu tô ficando louca, isso sim!
— O que foi? – Caroline perguntou abraçando a amiga de lado.
— Nada! Essas provas estão me deixando louca! Vamos? – ela desconversou e foram encontrar Elena e Bonnie que estavam um pouco à frente.

xxxx

— É tão bom voltar pra casa! – a morena disse vendo a placa da cidade de dentro de seu carro, acelerando-o novamente.
— Stefan, abre a porta, tô aqui em baixo! – Damon gritou do porão onde se deliciava com uma bolsa de sangue.
— Eu não acredito! – foi o que Stefan disse ao abrir a porta e dar de cara com Katherine.
— Eu sei que sou linda! Pega as malas que estão no carro! – a morena disse passando por Stefan que ainda estava surpreso.
— Quem é Ste… - Damon nem precisou terminou a frase, ao ver Katherine parada no meio da sala, teve sua resposta. – o que você tá fazendo aqui? – ele agarrou-a pelo pescoço e a empurrou na primeira parede.
— Eu preciso da ajuda de vocês! – Katherine respondeu com o pouco ar que já lhe faltava.
— Ajuda? Nossa? Pensasse nisso antes de mentir! – Damon disse com raiva, apertando ainda mais o pescoço dela.
— É muito sério, Damon! Stefan, me ajuda aqui! – a morena sentia que ia desmaiar a qualquer momento por falta de ar.
— Damon, solta ela! Vamos ouvir! – Stefan pediu e mesmo assim, muito relutante, Damon soltou o pescoço da moça que puxou uma grande quantidade de ar, após sua respiração voltar ao normal, ela sentou e lhes contou o porquê de estar precisando de ajuda.
— Então eu fujo desse cara a minha vida toda, e agora ele me achou e ta vindo atrás de mim.
— Me deixa ver se entendi, então, você fez merda com um vampiro, não um vampiro, O vampiro original, que não morre, e agora tá vindo até aqui pedir ajuda pra se esconder na tumba onde todos nós pensamos que você ficou anos presa, mas que na verdade não estava. Agora me responde uma coisa, o que eu tenho a ver com isso mesmo? Ah, é mesmo, nada! – Damon disse se jogando no sofá.
— Você não tá entendendo, ele precisava do meu sangue pra liberar a parte lobo dele, ele é um hibrido! Vocês precisam me ajudar.
— Desculpa, bonitinha, mas não tô a fim! Stefan, a sua namorada não ta vindo aqui? Acho que não vai ser nada legal ela ver a cópia do mal dela!
— Como assim cópia? – Katherine perguntou curiosa.
— A Elena é uma cópia sua, é melhor você ir embora.
— Mas não tenho pra onde ir, se eu for embora o Klaus me acha!
— Então sobe e não dá às caras por aqui!
— O quê? Stefan, ela não pode ficar.
— Ah, Damon, que isso, não acredito que você ainda ta bravo só por uma mentirinha! – a morena disse chegando perto fazendo charme.
— Não é pela mentira, Katherine, mentir todos mentem, o problema foi eu ficar a vida toda atrás de uma coisa pra no final ver que ela não valeu de nada, e quantas coisas boas eu perdi! – Damon finalizou e foi caminhando até a porta pegando a jaqueta. – não me espera acordado, maninho, e espero que essa vadia não esteja no meu quarto quando eu voltar!
— Wow! Nunca o vi assim! Mas enfim, sobe e não aparece aqui até a Elena ir embora, e já sabe, fica longe do quarto do Damon! (N/A: Gente, sei que a historia real não é assim, mas essa é a minha historia e eu quis escrever assim! Amo vocês!)

xxxx

— Que tédio nessa casa! – desceu as escadas e viu o pai arrumando a gola da camisa e o irmão pegando a carteira. – pera aí, aonde os dois vão?
— Eu vou numa reunião de emergência do conselho na casa da sua tia e seu irmão vai sair com os amigos.
— Eu não acredito que sou a única que vou ficar em casa! – a menina se jogou no sofá fechando os olhos.
— Sai com suas amigas!
— Não dá, Bonnie tá com a vó treinando aquela parada, Caroline foi ver o pai fora da cidade, e a Elena foi pra casa do Stefan!
— Então, sei lá, liga pra , ou pra alguns dos seus amigos! São duas da tarde, filha, logo você vai achar alguma coisa pra fazer! – Marcus disse indo até a porta.
— Quando os carros chegam? – a menina gritou e teve uma resposta de “ainda essa semana” enquanto o pai entrava no carro.
— Me empresta o carro? – perguntou esperançoso à irmã.
— Não, posso te dar uma carona. Vou sair, me espera que vou trocar de roupa! – a morena subiu correndo para trocar de Aeroporto Internacional de Miami.
— Relaxa, nervosinha, não vou ficar no mesmo quarto que você, vou pegar um quarto assim que chegarmos ao hotel!
— Se você não conseguir nenhum quarto, desiste da ideia de dormir no meu quarto, nem que seja no sofá!
— Relaxa e dá o nome do hotel pro motorista!
Coloquem a música pra carregar e deem play quando eu avisar! Música


— Mais que porra de barulho é esse? – acordou assustada com o barulho que vinha da sua porta e a seu ver, parecia que alguém queria derrubá-la. – Quem é?
— Serviço de quarto!
— Mas eu não pedi nada! – assim que a jovem abriu a porta, viu Damon sorrindo. – Porque eu não pensei logo. O que você quer? São 9 da manhã!
— Eu sei que tá cedo! Mas você já viu o sol que ta lá fora? – ele entrou sem ao menos pedir e foi até a janela abrindo a cortina permitindo que a luz natural entrasse no cômodo.
— Damon fecha essa cortina! – a morena disse e só aí Damon viu que ela não vestia nada, a menos que uma blusa dos Simpsons.
— Uau! Ér... quer dizer, foi mal, não sabia que você tava assim! Enfim, se arruma, coloca um biquíni que a gente vai para a praia!
— Eu não trouxe biquíni!
— Eu sei bobinha! – ele disse rindo sem mostrar os dentes. – por isso comprei isso na loja do hotel, deve servir em você, é verde! Troca-se que tô esperando lá em baixo.

Pov


Esse cara é realmente inacreditável, me acorda, invade meu quarto e agora ainda quer me arrastar pra praia, pra torrar no sol! Pelo o menos a praia é bonita! Peguei a sacola que ele deixou em cima da minha cama e fui tomar banho, o biquíni até que é bonito, e pelo o menos ele comprou do tamanho certo. Dentro da sacola também tinha uma saída de praia, a coloquei por cima do biquíni, coloquei creme para o cabelo numa bolsa, óculos de sol e protetor e *desci.

— Finalmente! Pensei que tinha morrido afogada no chuveiro! – ele tava de bermuda e sem blusa, se eu não “odiasse” tanto ele, até diria que era uma bela visão.
— Nossa, como você é engraçado! Vamos?
— Não sem antes tomar café! Anda, vamos perder o pão de queijo! – ele literalmente me arrastou até o restaurante do hotel, e realmente a comida é muito gostosa. Depois de tomarmos um bom café, fomos pra praia, Damon foi reservar uma *tenda enquanto eu passava protetor no rosto.
— A nossa é a trinta! – Damon veio andando em minha direção e a forma que a luz batia em seu rosto fazia com que seus olhos parecessem mais claros e... que isso, ?! Tá maluca? É o sol, isso sim!
— Vira! – assim que chegamos à tenda, peguei o protetor na bolsa.
— Pra quê?
— Pra passar protetor nas suas costas, se não depois não vai aguentar um blusa fina! – expliquei e depois de entender, ele virou e passei uma boa camada do produto em suas costas, espalhando tudo. – Passa no rosto e nos braços, agora passa aqui nas minhas costas. – lhe entreguei o vidro e virei, tirando a saída de praia.
- Eu já tinha te visto na piscina da sua tia, mas não sabia que você tinha um corpo tão bonito, quer dizer, pra uma bailarina, sabe, elas são tão magrelas e sem forma. – ele começou a enrolar a fala e tive que prender a risada. – você tem um corpo legal!
- É porque eu não danço há muito tempo, tô parada desde a morte da minha mãe, então comecei a engordar e tomar mais corpo.
- Tá ótimo assim, mesmo! – ele disse terminando de alisar minhas costas, seu toque era macio e quente, por mim ele poderia ficar fazendo aquilo por mais alguns minutos.

Pov Damon


Eu já fiquei com muitas mulheres a minha vida toda, mas nenhuma tem a pele tão macia quanto a , é impossível explicar a sensação de tocar a pele dela, por mim eu ficaria o dia todo ali, com ela.

— Vou pra água, você vem ou vai ficar aqui?
— Já, já eu vou! – respondi e fiquei a observando caminhar até a água que com certeza estaria um pouco gelada.
— Pensei que você ia ficar lá, torrando no sol mais tempo! – ela riu quando me viu chegar perto, o mar estava calmo, quase sem onda nenhuma.
— Tava apreciando a paisagem.
— Traduzindo, apreciando as russas fazendo topless. – ela disse e mergulhou.
— Eu nem vi que estavam fazendo topless, merda, perdi isso! – disse brincando arrancando uma risada dela. – queria fazer alguma coisa hoje, sei lá, sair pra jantar, tô cansado de ficar no hotel.
— Damon, a gente chegou ontem à noite, praticamente chegamos e fomos dormir.
— Eu sei, mas quero sair hoje, sei lá, jantar e ir pra alguma balada, qual foi?! Estamos em Miami, vamos curtir! E ainda tenho que comprar um terno e umas roupas pra ficar aqui.
— Ok, nós almoçamos e vamos comprar roupa! E concordo com você na parte da diversão, mas aonde vamos? Não esqueça que só tenho 17 e não tô com nenhuma identidade falsa aqui.
— Sei lá, tem muitas baladas aqui. Essa parte relaxa, tá comigo, se quiser ir pra lua, você vai!
— Tudo bem, mas se eu for barrada na porta, você me paga. Que horas vamos?
— Sei lá, almoçamos na rua, compramos o que tem que ser comprado, jantamos no hotel e saímos, se você for beber, tem que comer antes.
— Ah, vai dar uma de pai agora?
— Não é isso, só que seu pai confia em mim, e pretendo fazer você chegar em casa inteira. Como sei que você demora um século pra se arrumar, começa lá pras cinco, aí jantamos às oito e saímos logo depois.
— Sem problemas, preciso ver se tenho algo na mala pra balada, mas devo ter, não saio sem roupa pra festa. – passamos o resto da manhã na praia, voltamos para o hotel, tomamos um banho e fomos almoçar, ela escolheu um bistrô perto da praia e a comida tava uma delícia.

Pov


— Anda, Damon, não tem mistério, é só um terno, depois quer falar de mim! – depois do almoço, fomos comprar umas roupas pro senhor “eu sou perfeito”, e estávamos vendo os ternos para o concerto de Jazz.
— Calma, garota, acha que é fácil dar nó em gravata? – ele saiu do provador, e eu posso dizer que fiquei impressionada como um terno realça a beleza da pessoa, ainda mais uma pessoa como o Damon, que é um gato. – quer um babador?
— O quê? Tá maluco? Eu gostei desse, por mim, é ele. – tentei disfarçar, enquanto ele entrava no provador mais uma vez, escolhi umas peças de roupas pra ele e entreguei por cima da porta. Depois dele ter escolhido tudo, comprei um par de sapatos pra mim e voltamos para o hotel.
— Eu vou tirar um cochilo antes de começar a me arrumar, até depois. – subi e literalmente apaguei na cama, que por sinal é muito macia, nota mental: comprar um colchão macio como esse.

xxxx


Pov Autora

— Stefan, liga pro seu irmão e vê se a tá bem, porque tentei ligar pra ela agora e ela não atende. – Elena disse entrando na casa do namorado com Caroline e Bonnie.
— Pera aí! – Stefan respondeu e pegou o celular discando os números do irmão.

Ligação on

- Celular do mais lindo! Em que posso te ajudar? – Damon atendeu no segundo toque.
- Tá tudo bem? – Stefan perguntou colocando a ligação no viva-voz.
- Tá, porque não estaria?
- Sei lá, a Elena tá tentando ligar pra e ela não atende o celular.
- Ela foi dormir um pouco, passamos a manhã toda na praia e depois fomos comprar um terno novo e ela ficou cansada, por isso não atendeu.
- Damon, você não contou nada pra ela, né?
- Não, mas acho que ela já tá suspeitando.
- O que você fez pra ela suspeitar. – Elena perguntou, se metendo na conversa.
- Eu não fiz nada que ela suspeitasse, só que ela convive com a gente há quase 3 meses e quase me pegou tomando sangue no porão uma vez, fora os papos de vegetariano que ela já ouviu do Estefan, ela não é burra, logo vai descobrir.
- Tá que ela vai descobrir, a gente já sabe, mas seria bom se ela estivesse aqui, perto da gente.
- Relaxa, cunhadinha, que ela só vai descobrir se acontecer alguma coisa.
- Tá, e quando vocês voltam?
- Não sei, ouvi uma conversa com o pai dela que ela vai passar a semana aqui, e como eu não to nem um pouco a fim de olhar pra cara da Katherine, vou ficar aqui também.
- Damon, confessa que você tá a fim da ! – Caroline disse ao fundo fazendo todos, menos Damon, rirem.
- Era só isso? Porque agora vou fazer um lanche.
- Damon, pega leve, você não tá em Mystic Falls.
- Relaxa, irmãozinho, vou comer uma torta! – e dizendo isso, Damon desligou sem dar chances do irmão falar mais alguma coisa.

Ligação off


— Ele não vai comer torta! – Caroline disse se jogando no sofá, todos concordaram.

xxxx


! Acorda! – Damon bateu na porta do quarto da menina.
— O que é? Não se pode nem dormir mais? – a menina abriu a porta de short e sutiã.
— Você não quer colocar uma blusa antes?
— Damon, para de graça que você me viu de biquíni hoje, entra logo antes que eu feche a porta e volte a dormir! – a morena deu passagem para Damon e assim que o mesmo entrou, ela bateu a porta.
— Eu pedi pra subirem com o jantar, vamos comer aqui, quanto mais rápido você começar a se arrumar, melhor.
— Eu não vou jantar cinco da tarde.
— Mas quem foi que te disse que são cinco horas? Já passa das sete. Te dei duas horas a mais pra dormir.
— É, e agora eu tenho duas horas a menos pra me arrumar!
— Eu sei que você consegue! – no instante em que disse isso, batidas na porta foram ouvidas e Damon foi abrir a porta enquanto mexia em sua mala – obrigado! – depois de terem jantado, expulsou Damon de seu quarto e falou que quando estivesse pronta, avisaria.

Pov Damon


— Qual foi, ?! Já são dez da noite! – já fazia mais de duas horas que ela tava se arrumando.
— Já tô quase pronta Damon, me espera lá em baixo! Em cinco minutos eu desço. – ela gritou de dentro do quarto, e assim eu fiz, peguei carteira, celular e a chave do quarto e desci, o que mais eu poderia fazer? Quebrar a porta dela e arrastar ela pra rua do jeito que ela estivesse vestida? Olha, até que não seria má ideia. Sai do elevador e fui para o bar do hotel, nada como um bom copo de uísque pra começar a noite.

Ligação on


- Onde você tá? – perguntou assim que eu atendi o celular.
- No bar do hotel!
- Fica aí, tô no elevador já. – ela disse e desligou.

Ligação off


— Aqui está seu uísque, senhor Salvatore – o barman disse me entregando um copo duplo.
- Tá, gata! – soltei assim que *ela chegou perto, ela tava muito gostosa.
— Valeu. – ela falou meio envergonhada. – vamos?
— Claro! – saímos do hotel e logo pegamos um táxi, pedi ao motorista para nos deixar na melhor boate de Miami e assim ele fez.
*Liv Nigth Club, com certeza o jovem casal vai se divertir aí! – o senhor disse ao pegar o dinheiro da corrida, quando ia dizer alguma coisa, a empurrei para sair do carro.
— Porque você não falou a verdade pra ele? Não somos um casal! – ela disse enquanto atravessávamos a rua.
— Porque ele provavelmente não vai mais ver a gente, então pra que falar? – assim que chegamos à porta, vimos uma fila enorme, mas todos sabem que eu não fico em fila.
— Fica ai que eu vou resolver! – fui andando até o segurança que dava dois de mim e logo resolvi tudo. – vamos!
— Como você conseguiu? – ela perguntava surpresa enquanto muita gente falava mal da gente.
— Tenho meus meios, agora entra! – abri a porta e esperei ela passar.

Pov


A boate nem longe era a melhor que eu já tinha ido, fomos direto ao bar que tinha dois barmen gatíssimos.

— Boa noite! O que vão querer?
— Eu quero uma dose de uísque, dupla! – Damon respondeu e logo o gato foi pegar.
— E você?
— Eu quero uma dose de tequila.
— Vou precisar da sua identidade! Acha que eu acredito que tem mais de 21? – agora fodeu, se descobrem que tenho 17, me colocam pra fora do lugar na hora, olhei pra Damon pedindo com o olhar uma ajuda desesperada.
— Escuta aqui! – Damon chegou bem perto do garçom, encarando-o. – ela tem 22 anos, você vai servir qualquer coisa que ela pedir e não vai mais perturbar ela com esse lance de documento. – terminando de dizer, ele colocou uma nota de 100 dólares no bolso da camisa do cara.
— Ela tem 22 anos e eu vou servir! O que você quer?
— Uma dose de tequila, por favor! – sorri vitoriosa e logo ele me serviu. Depois de umas 10 ou 15 doses, fui pra pista de dança, você deve estar se perguntando se não estou completamente bêbada, certo? Não, não estou bêbada, só bem o suficiente pra dançar no meio de um monte de gente.
— Oi, tá sozinha? – para tudo! Um cara supergato, tipo super mesmo, veio falar comigo enquanto tocava uma música eletrônica.
— Com um amigo, mas ele já deve estar se agarrando com alguém. – olhei para o bar e Damon não estava mais ali.
— Que bom, então! Meu nome é *Peter e o seu?
! – começamos a dançar, e ainda não dava pra acreditar que aquele gato tava na minha.
— Então, gata, não quer sair daqui? Sei lá, pra um lugar mais reservado? – ele disse ao pé do meu ouvido, causando-me arrepios.
— E pra qual lugar iríamos?
— Não sei, pro seu hotel ou talvez pro meu, minha suíte tem uma banheira ótima e grande.
— Tô começando a gostar da ideia.
— Então, qual vai ser? O meu ou o seu?
— Acho que você vai sozinho hoje, amigo! Finalmente te achei, amor! – Oi? Como assim “amor”? Que isso, produção, tá certo isso? Damon surgiu do nada me puxando pelo braço enquanto eu e Peter caminhávamos para a porta da boate.
— Quem é esse, ?
— Eu sou o namorado dela, e você vai sair daqui e esquecer que a conheceu! – ele disse num tom para que Peter ouvisse, e simplesmente ele virou as costas e saiu.
— O quê? Como você fez isso? Ele tava na minha! – sim eu estava surpresa.
— Nada, só mandei ele sair, agora vamos dançar!
— Não, se eu for dançar com você, preciso de mais bebida pra te aguentar. – fui andando até o bar com ele atrás de mim. – Ainda quero entender porque você fez isso.
— Porque não quero ficar segurando vela.
— Ah, Damon, não fode, você pode pegar qualquer vadia daqui!
— Eu sai pra me divertir, e não pra “pegar”! Agora bebe logo e vamos dançar.
— Você ficou com ciúmes ou eu já to ficando bêbeda?
— Ciúmes de você? – ele gargalhou. Pedi mais uma dose de tequila e dessa vez ele me acompanhou, depois bebemos um drink de absinto e foi aí que me senti mais leve ainda.
— Agora tô bem! Vem! – o puxei para o meio da pista e começamos a dançar.

Pov autora (coloquem a música para tocar, leiam essa parte ouvindo).


Os dois se movimentavam no ritmo da música, rindo e cantando algumas músicas. Depois de beberem mais alguns drinks com absinto, quem visse diria que estavam complemente bêbados. Uma música um pouco mais sensual começou a tocar e passava as mãos no corpo dançando.

— Você tá provocando muito! – Damon disse ao pé do ouvido da morena que sorriu.
— Isso não é provocar, isso é dançar no ritmo! – respondeu e deu uma mordida leve no lóbulo de Damon que se arrepiou. – isso é provocar!
— Não provoca se não vai aguentar as consequências!
— Quem disse que eu não aguento? – dessa vez virou de costas e começou a dançar com o corpo colado no do rapaz. Logo os dois estavam dançando no mesmo ritmo com os corpos colados.
— Quer saber? Foda-se! – Damon disse mais para si do que para e virou a moça iniciando um beijo voraz e cheio de desejo.

xxxx


— Ué, cadê tua irmã? – Matt perguntou ao estranhar, não ver jogada no sofá da sala vendo qualquer filme de sábado à noite.
— Foi pra Miami pra um concerto de jazz de um amigo dela. – respondeu pegando alguns salgadinhos no armário da cozinha e colocando os mesmo em vasilhas. – abre a porta, deve ser o Tyler!
— Ué, cadê a ? – Tyler fez a mesma pergunta do amigo.
— Em Miami com o Damon! – dessa vez quem respondeu foi Marcus, que entrava na cozinha na mesma hora.
— Com Damon? O que eles estão fazendo lá?
— Parece que o Damon gosta de jazz também, e como a tava com convite sobrando, chamou ele, ela me mandou mensagem há algumas horas dizendo que estava indo pra uma balada e que amanhã me ligava. Agora eu vou sair, sei lá, andar um pouco de carro.

(N/A : podem tirar a musica se quiserem!)

xxxx


— Que noite! – disse saindo da balada, o dia já tinha amanhecido. – Tá de dia!
— Também, pudera, são 6 da manhã!
— Não acredito que passamos a noite toda dançando! – a menina disse sentando num banco esperando o táxi.
— Dançando, bebendo e se pegando, né! – Damon falou sorrindo com a lembrança dos dois ficarem juntos a noite toda.
— É! Isso foi um pouco estranho, sei lá, estávamos bêbados, depois de um bom banho gelado e algumas horas de sono, não vamos nos lembrar de que quase nos comemos. – ela riu, mas estava mentindo, podia beber o que fosse, se lembrava de tudo no dia seguinte e às vezes odiava isso.
— Tomara! – Damon disse apenas e logo um táxi passou, os dois entraram e deram o endereço do hotel, onde quando chegaram, foram cada um para seus quartos.

xxxx


Ligação on

- Alô? – antedeu o telefone com a voz sonolenta.
- Oi , sou eu, Elena, te acordei?
- Sim, mas já estava na hora de levantar, tenho que me arrumar pro concerto do Ed.
- Ah tá, tá tudo bem? Damon ta te perturbando?
- Tá tudo sim, na verdade, estamos nos dando bem, ontem fomos pra balada, só saímos hoje. – A morena riu com as lembranças.
- Oi, ! – a menina ouviu a voz de Stefan e deduziu que a ligação estava no alto falante.
- Hei, Estefan!
- Ah, você ainda tá aqui? – ouviu a voz de Katherine um pouco distante.
- Quem ta aí, Lena?
- Ah! É uma amiga do Estefan, acho que você não conhece. Ela não é muito sociável.
- Hei, eu ouvi isso! – Katherine gritou de algum lugar da casa. – Estefan! O estoque de bolsa de sangue do Damon acabou!
- O que foi que ela disse? Bolsa de sangue? Do Damon? O que tá aconteceu aí, Elena?
- Hã? Não, , você ouvi errado! Ela falou o pão de aveia do Damon! É que a ligação da meio cortada.
- Não, Elena, eu sei muito bem o que eu ouvi, e não foi pão de aveia.
- , tenho que desligar agora, Stefan tá precisando da minha ajuda na cozinha, depois a gente se fala, ok? Beijo se cuida!

Ligação Off

— Parabéns, Katherine! A ouviu você falando com o Stefan. – Elena desligou.
— Ela ainda não sabe que vocês são vampiros?
— Ainda não, queríamos manter ela fora disso!
— Vou te explicar uma coisinha, desde o momento que ela começou a falar com vocês, ela já estava mais que envolvida nisso tudo, e caso vocês não saibam, ela é de família fundadora, então com certeza o pai ou a mãe fazem parte do conselho e eles já sabem que têm vampiros de novo na cidade, por que vocês acham que quase todo mundo tá com verbena no sangue? E ainda escutando umas coisas que se quiserem a amizade dela mesmo, contem logo pra ela! – Katherine despejou tudo e saiu.
— Pera aí, o que você andou ouvindo?
— Uma coisa sobre a família dela, mas não acreditei muito isso.
— O que você ouviu, Katherine?
— Que eles são descendentes de lobos, mas não lobos normais, eu andei pesquisando e eles são nossos inimigos mortais.
— Lobos? Eu nunca vi um em lugar nenhum.
— É porque eles só se transformam na lua cheia, e a maioria quando faz isso, se tranca pra não machucar ninguém, porque quando eles se transformam, desconhecem até um membro da família.
— Isso não é possível!
— Você fez a pesquisa que eu fiz, queridinha? Acho que não, né! Então como a bonitinha tá longe, acho melhor verem com algum Lockwood que esteja mais acessível.
— Mas tenho certeza que ninguém daquela família se transforma.
— Fiquei sabendo de um tio deles que foi embora da cidade, ele com certeza é um lobo.
— Como você sabe tanto disso, Katherine?
— Porque eu dormi com ele, e algumas coisas escaparam da boca dele, enquanto a gente transava! – ao dizer isso, a morena foi para o quarto.

xxxx


— Boa tarde! – Damon disse ao ver no restaurante do hotel comendo.
— Boa tarde! Dormiu bem?
— Pouca coisa e você?
— Como uma pedra, bom, eu já acabei aqui, se não se importa, eu vou subir e começar a me arrumar.
— Tudo bem, até às 8.
— Até! – se despediu do rapaz e voltou para o quarto, separou o vestido que usaria e foi tomar um banho pra ficar melhor da dor de cabeça. Damon, depois de comer alguma coisa, também foi para seu quarto, se arrumou e avisou a que estaria no bar esperando-a como no dia anterior.

Pov Damon


— O que vai ser hoje, senhor Salvatore?
— Um copo de Bourbon sem gelo. – fiz meu pedido e ele me entregou logo em seguida. Não sei quanto tempo fiquei ali no bar, mas tava demorando muito pra se arrumar, com certeza chegaríamos atrasados no tal concerto.
— Com licença, senhor Salvatore, acho que aquela senhorita esta lhe procurando. – ele disse apontando para a porta, onde tentava me achar no meio de tanta gente que ali estava, paguei o que tinha bebido e fui andando até ela e quando cheguei perto, pude ver o quanto ela estava linda.
— Wow! A espera valeu a pena, você está… *linda por falta de palavra melhor. – ela estava muito linda, a maquiagem leve dava contraste com o vestido. Ontem ela tava muito gostosa naquela saia curta, mas hoje ela simplesmente esta tudo, mesmo com um vestido comportado.
— Obrigada! Você também ta muito *bonito, tem certeza que não tá exagerado, por ser longo?
— Não! Tá perfeito assim! Vamos? – que isso, Damon Salvatore, todo bobo com uma mulher? Acho que bebi demais. Assim que chegamos, foi falar com tal amigo e depois fomos nos sentar, o lugar não era o dos melhores pra se fazer um show, fios por todos os lados, mas até que estava legal.

Pov Autora


— FOGOO! – alguém gritou no fundo, e só então e Damon deram conta que parte do palco estava começando a pegar fogo. Logo a gritaria e correria se instalaram no local, tentava achar Damon no meio de tantas pessoas que corriam entre eles.
— Damon! – ela gritou quando foi derrubada no chão por alguém e uma das caixas de som caiu sobre suas pernas, a mesma estava em chamas e não conseguia se livrar sozinha.
— Tô aqui! – Damon chegou perto da jovem e não sabia o que fazer, se chegasse perto demais do fogo, poderia morrer e então ou descobriria o que ele é ou morreria também. No mesmo instante, pensou em anos atrás, quando estava numa situação parecida. Começou a mover a caixa de som pesada para longe do corpo de que estava começando a ficar tonta pela fumaça, só que ao fazer isso, sua pele começou a queimar como se ele mesmo estivesse queimando.
— Damon, o que tá acontecendo com você? – essa foi a última frase de antes de a mesma desmaiar.
— Por favor, fica acordada! – Damon dizia enquanto carregava o corpo desfalecido de até a saída do lugar. Seu braço e rosto queimados ardiam, porém ele pouco se importava, já estava se curando de qualquer forma, o que queria mesmo era tirar a jovem em segurança daquele local.
— Coloque aqui! – um paramédico disse ao ver Damon saindo do meio de algumas chamas. – você está bem?
— Sim. – ele mentiu, ainda sentia sua pele queimar, mesmo que aparentemente já estivesse melhor.
— Tudo bem, entra nessa ambulância com ela, vão levar vocês para o hospital. – ele na mesma hora entrou no carro ao lado do corpo de que começava a receber os cuidados de um socorrista.
— Ela… ela vai ficar bem?
— Ainda não sabemos se teve alguma fratura interna senhor, o senhor disse que ela caiu certo?
— Sim, a gente se perdeu e quando eu a achei, ela tava no chão com uma das caixas de som prendendo as pernas dela.
— Tudo bem, quando chegarmos ao hospital, ela já deve estar acordada, acabei de aplicar um medicamento para aliviar à quantidade de fumaça que ela respirou. – assim que chegaram ao hospital, correram com para a sala de raios-X.
— Senhor Salvatore? – um médico disse chegando à sala de espera onde Damon aguardava.
— Sou eu mesmo, como ela está?
— Ela já está acordada, na verdade acordou durante a ressonância que fazíamos, chamou pelo senhor, ela está bem, não teve nenhuma fratura externa ou interna, o desmaio foi ocasionado pela fumaça que estava no local, ela só está com alguns arranhões nas pernas, mas nada que não saia em algumas semanas, se quiser, pode ir até lá, ela esta na sala de medicações tomando soro, por ter ficado algum tempo na fumaça.
— E ela vai poder sair hoje?
— Creio que sim, quando ela terminar a medicação, a leve no meu consultório, sala 9.
— Tudo bem, obrigado doutor.
— Por nada! – assim que o médico saiu de perto para falar com algumas pessoas, Damon foi direto até a sala de medicações e viu sentada desconfortavelmente com uma agulha no braço por onde o soro passava.
— Oi, pequena! – ele sentou ao lado da morena que estava de olhos fechados, mas os abriu imediatamente ao ouvir voz.
— Oi! Você tá bem?
— Tô ótimo, falei com seu médico agora, e ele disse que quando acabar aqui, para voltarmos no consultório dele pra ver se você pode sair.
— Tá bom, obrigada! Pera aí, você não tava com o rosto queimado? – a menina questionou minutos depois de silêncio.
— Não, foram só algumas cinzas que caíram na hora e ficou sujo, eu tô bem, não tá vendo?
— Eu tinha certeza que vi seu rosto um pouco queimado!
— Você estava quase desmaiando com a fumaça, deve ter visto errado! Agora fica quieta pra a agulha não sair da veia.

Ligação on


- Damon, aconteceu alguma coisa pra estar me ligando a essa hora? – Stefan atendeu o celular após alguns toques.
- Na verdade, aconteceu, irmãozinho. Eu e a estávamos no concerto de jazz e o lugar começou a pegar fogo.
- O quê? Como assim, aconteceu alguma coisa com ela?
- Não, ela tá bem, só desmaiou por causa da fumaça e tá com alguns arranhões nas pernas porque caiu, mas o problema não é esse, Stefan, o problema é que quando ela ficou presa embaixo de uma caixa de som que tava pegando fogo, eu fui ajudar ela e me queimei, e ela viu.
- Ela falou alguma coisa?
-Ainda agora perguntou do meu rosto queimado e eu dei a desculpa dela estar tonta pela fumaça e que viu errado, mas não vai demorar pra ela descobrir, assim que ela começar a juntar os pontos.
- Só vamos torcer pra quando isso acontecer, vocês já tenham voltado, porque todos juntos podemos conversar com ela.
- Tomara mesmo, agora eu vou lá, ela acabou de tomar soro, e vou levar ela no consultório de novo pra ver se já pode ter alta.
- Tudo bem, qualquer coisa me avisa, boa sorte aí!
- Ok, tchau.

Ligação off


— Agora vamos ao consultório torcer pra você já poder ir embora, hospital é um saco! – Damon ajudou que ainda estava fraca a se levantar e juntos caminharam até a sala 9, depois de ver que já estava bem, o médico lhe deu alta e pediu pra ela passar o resto da noite em repouso. Eles agradeceram e voltaram para o hotel, por estarem sujos de fuligem e meio descabelados, atraíram alguns olhares curiosos por onde passaram.
— Você quer alguma coisa? – Damon perguntou assim que sentou na cama e começou a tirar os sapatos.
— Você podia dormir aqui hoje, né? Sem maldade, só não quero ficar sozinha depois de hoje.
— Claro! Eu vou no meu quarto só tomar um banho e já volto, deve ser o mesmo tempo de você sair do banho.
— Ok! E, Damon, obrigada mais uma vez! – ela sorriu agradecida enquanto Damon abria a porta logo passando por essa e fechando-a.

Pov


Assim que Damon saiu do quarto, fui andando até o banheiro, minhas pernas ainda estavam doloridas da queda e da caixa de som, assim que me olhei no espelho, a visão que tive não foi nada agradável. Meu cabelo estava uma bagunça só, meu vestido sujo e rasgado na ponta, meu rosto suado e sujo. Logo tratei de arrancar aquela roupa toda e entrei de baixo do chuveiro, a água morna começou a relaxar meus músculos e eu fui me sentindo melhor. Lavei os cabelos umas duas vezes e depois de ficar mais um pouco, ouvi batidas na porta.

— Entra! – gritei e logo a porta foi aberta. – ainda tô no banho em dois segundos eu saio.
— Sem pressa! – Damon respondeu e o ouvi ligar a TV. Terminei meu banho, tirei o excesso de água do cabelo e o enrolei numa toalha média, depois peguei outra e enrolei o corpo, então foi só aí que vi que tinha esquecido a roupa.
— Merda!
— Aconteceu alguma coisa? – Damon provavelmente ouviu meu xingamento.
—Não, bom, nada grave, eu esqueci a roupa! Fecha os olhos! – respondi e coloquei o rosto pra fora e o mesmo já estava de olhos fechados. Corri até o armário do quarto e comecei a procurar alguma lingerie confortável, verifiquei se ele não estava olhando mesmo e arranquei a toalha do corpo tratando de vestir logo a calcinha e o sutiã! – Damon, você ta olhando! – gritei ao ver que ele ria da minha calcinha de sapinhos verde.
— Ah, qual foi, ! Eu já te vi de biquíni, lembra?
— É, mas o biquíni não têm sapinhos sorridentes espalhado por ele. Fecha o olho! – taquei a toalha que estava na ponta da cama em seu rosto e ele continuava a rir.
— Posso olhar agora?
— Pode, seu chato! – eu já estava devidamente vestida com uma blusa do e penteando o cabelo. Pendurei as duas toalhas no banheiro, apaguei as luzes e deitei ao lado dele, claro que mantendo uma distância. – se você tentar alguma coisa enquanto eu durmo, pode dar adeus ao seu amigo aí! – apontei pra baixo e me virei.
— Pode deixar, não sou desses, !
— Me chama de ! é muito formal.
— Ok! Boa noite, !
— Boa noite, Damon! – essa foi a última coisa que disse, antes de cair num sono profundo e sem sonho pela primeira vez em meses.



Capítulo 11

Pov Damon

Acordei com a luz forte do sol batendo no meu rosto. Provavelmente se esqueceu de fechar a cortina. Tentei me mexer e foi aí que percebi que a mesma dormia sobre meu peito. Ela parecia um anjo, calmo e tranquilo dormindo.


— Você fica linda dormindo, sabia? – falei baixinho, mais para mim do que pra ela e vi a mesma se remexer.
— Preciso ensaiar mais, pai! – ela disse embolado e virou para o outro lado, agarrando um travesseiro, ri com a cena e levantei, fui no banheiro fiz minha higiene matinal e sai do quarto, não comia nada desde ontem a tarde e estava fraco. Entrei no quarto e liguei para recepção, foi só aí que percebi que já passava das duas.
— Amanda! Que bom que você veio!
— O senhor disse ao telefone que precisava de mim, tive que sair escondida e não posso demorar! – a loira disse passando e fechando a porta.
— Não vou demorar, só preciso de um pouco de sangue pra ficar fortinho. – respondi sorrindo e ela me estendeu o braço. – hoje não, quero direto do pescoço, relaxa, não vai doer nada e você vai esquecer-se disso depois.

Pov

Ligação on


- Alô? – acordei com o barulho estridente do meu celular tocando.
- Filha, tá tudo bem? – ouvi a voz do meu pai, ele parecia preocupado com certeza já estava sabendo do incêndio.
- Tô ótima, por quê? Aconteceu alguma coisa?
- Não, porque aqui está tudo bem, seu irmão ouviu na televisão sobre um incêndio aí em Miami, no lugar onde estava tendo o concerto de Jazz, ele viu ainda agora e veio me contar, você se machucou?
- Não, eu tô bem, eu e Damon saímos de lá antes do incêndio acontecer, voltamos pro hotel e ficamos bebendo no bar.
- Tem certeza que foi isso mesmo que aconteceu?
- Claro que tenho, pai, acha que tô mentindo?
- Claro que não, só que fiquei preocupado, mas já que você diz que está tudo bem, fico tranquilo.
- Está tudo bem, sim, fica despreocupado.
- Só de ouvir a sua voz e saber que você está bem, eu estou mais calmo.
- Pai, eu acordei agora, vou descer e comer alguma coisa, tô faminta, posso te ligar mais tarde?
- Claro, querida, sua tia só pediu pra te avisar que está quase tudo pronto pra corrida de vocês, só falta você voltar.
- Fala pra ela que ainda essa semana eu volto, liguei pra e ela vai pra casa da avó, então nem rola eu passar lá.
- Tudo bem, eu aviso, depois nos falamos, até mais tarde.
- Até, te amo!

Ligação Off

Coloquei o telefone de volta no criado mudo e fui tomar banho, como Damon estava sendo tão legal comigo, resolvi passar no quarto dele pra ver se ele ainda iria almoçar.

— Você não vai lembrar-se de nada do que aconteceu aqui. – assim que cheguei perto da onde era seu quarto, já que era no mesmo andar que o meu, o ouvi falar com alguém, e me escondi atrás de um carrinho de limpeza. – e se alguém perguntar sobre essas marcas no seu pescoço, você vai dizer o que?
— Vou dizer que foram picadas de mosquito e que sou alérgica. – ouvi a voz da tal Amanda da recepção responder.
— Muito bem, e se perguntarem o que você veio fazer aqui em cima? O que você vai dizer?
— Que o senhor Salvatore precisava de toalhas limpas e que nenhuma camareira estava no andar de seu quarto.
— Exatamente, agora pode ir e obrigado. – ele disse e ela saiu andando pelo correndo, quando passou por mim, pude ver um tipo de curativo em seu pescoço. Assim que ouvi fechar sua porta, levantei da onde estava e esperei alguns segundos até ir bater na sua porta. — Oi! Já acordou! Ta melhor? Entra. – ele abriu a porta e sorriu assim que me viu.
— To melhor sim, obrigada, vim te chamar pra almoçar.
— Claro! Só vou pegar o celular. – ele entrou e logo voltou com o aparelho na mão. Aquela coisa ainda martelava na minha cabeça, mas é claro que eu não ia falar nada. Depois que almoçamos, ele disse que ia passear pela praia e eu resolvi voltar para o quarto, tinha alguma coisa errada, eu só não sabia o que era. Liguei o notebook e fui procurar sobre o acidente de ontem, ver se alguém tinha morrido, depois de passar algumas fotos, vi uma aonde Damon estava no fundo com o braço direito um pouco queimado e o rosto com alguns machucados. Aproximei a foto e vi que não estava ficando maluca.
— Eu só posso estar louca! – comecei uma pesquisa no Google sobre pessoas que se curam rápido ou algo só tipo, podia parecer maluquice quem visse de fora, mas era possível que em menos de 2 horas ele estivesse totalmente curado. Procurei, procurei até que achei uma página sobre seres sobrenaturais, a página dizia a respeito de criaturas que se curam rapidamente. — Eu com certeza estou louca! – peguei o celular e disquei o numero dele.

Ligação On


- Já ta sentindo saudades?
- Preciso falar com você, urgente. – fui curta e direta.
- O que houve? – ele perguntou mudando o tom de voz.
- Só vem aqui no meu quarto daqui a meia hora, preciso de um banho pra esfriar a cabeça, porque acho que tô começando a ficar maluca.
- Tudo bem! Eu vou!

Ligação Off


Pov Damon


Depois de receber a ligação da , voltei para o hotel, e no caminho liguei para Stefan.

Ligação On


- Aconteceu alguma coisa! – disse assim que o ouvi atender.
- Como assim?
- Eu não sei, depois que nós voltamos do hospital, ela pediu pra eu ficar com ela no quarto e hoje de manhã eu sai e fui me alimentar, ainda tava fraco de ontem a noite, assim que a Amanda saiu do meu quarto, ela apareceu me chamando pra ir almoçar, mas ela tava estranha, e agora acabou de me ligar falando pra passar no quarto dela dizendo que tem que falar urgente comigo, que acha que está começando a ficar maluca. – disse rápido enquanto o elevador subia até o andar.
- Ela não pode saber, pelo menos não agora, Damon! Faça o que for preciso, não conta a verdade pra ela.
- Stefan, do jeito que ela é, com certeza já sabe que somos vampiros, só quer que eu confirme.
- Damon, dá o seu jeito! É melhor ela estar aqui pra saber de toda a verdade!
- Eu vou dar meio jeito! Depois falo com você!

Ligação Off


— Oi, o que aconteceu? Sua voz tava estranha no telefone! – assim que ela abriu a porta, perguntei tentando disfarçar.
— Eu to achando que to ficando louca, mas você pode me ajudar, senta aí! – ela puxou uma cadeira e sentou na cama, me sentei onde ela indicou e esperei. – No outro dia, eu tava falando com a Elena pelo telefone e uma amiga de Stefan tava lá, Katherine, eu acho! Enfim, eu a ouvi falar no fundo que as suas bolsas de sangue tinham acabado, quando eu perguntei pra Elena o que significava aquilo, ela disse que eu ouvi errado e a tal garota tinha falado “pão de aveia”! Eu não acreditei nisso, porque você não faz o tipo de comer essas coisas, fora as outras coisas que já venho ouvido e estranhado, desde que comecei a falar com o Stefan, uma vez ouvi ele falar pra Elena que precisava caçar, porque tava precisando de sangue, mas quando perguntei, ele disse que tinha que ir e desconversou, eu não sou louca, muito menos surda, sei o que eu ouvi. – ela ia falando um pouco depressa, realmente parecia uma louca. – Depois teve aquele lance na balada, quando você mandou o cara ir embora, ele não ia sair tão fácil só porque você falou, o cara dava dois de você! E simplesmente saiu, e não vem me dizer que ele não tava a fim de mim, porque a gente tava indo pro hotel dele naquela hora. Depois foi o lance do acidente, eu pude jurar que vi seu braço queimado e seu rosto machucado, mas quando você foi me ver naquela sala, você estava sem nenhum arranhão, disse que eu tinha imaginado porque estava desmaiando por causa da fumaça, só que eu sei o que eu vi! Procurei em alguns sites sobre o acidente de ontem pra ver se alguém tinha morrido, até que vi essa foto aqui! – ela então virou o notebook que estava em seu colo, mostrando uma foto minha com o rosto machucado e o braço queimado. – Damon, é impossível que você ia ficar bem tão rápido! Você não tem nenhum arranhão no rosto ou no braço, e eu sei que é você nessa foto, porque bom, é impossível te confundir com alguém!
— Você tá bem? Tem certeza que não tomou nada?! Olha o que você tá falando! O quê? Agora eu sou um tipo de super-humano que me curo rápido! Isso é maluquice, , o cara na boate saiu porque não te queria tanto assim! Porque se ele realmente quisesse, ele tinha mantido a pose de machão e tinha te tirado de lá, pelo menos tentado, e ele nem tentou!
— Ah é! E por que hoje você falou pra Amanda da recepção esquecer tudo o que vocês fizeram no quarto, e ainda mandou ela mentir sobre o que tinha ido fazer lá e sobre as duas marcas no pescoço dela? Você acha realmente que eu sou idiota! Damon, quando eu terminei o almoço, eu fui à recepção falar com ela e aquilo não é nada parecido com marca de alergia à picada de inseto! E no pulso dela! Vai dizer que o mesmo inseto deixou a mesma marca? Diz a verdade! – ela gritou, estava vermelha e andava de um lado para o outro do quarto!
— Que verdade? Você ta maluca!
— Eu não estou maluca! Fala logo à verdade que você é um vampiro! Eu procurei na internet! Não existe nenhum ancestral seu com o mesmo nome, os nomes que estão assinados no papel dos fundadores são seu e do seu irmão! Vocês dois são vampiros! Não sei como saem no sol, mas são! Você vive com uma garrafinha no bolso e quando te pedem, você não dá, fala que tem nojo de compartilhar as coisas, se você tivesse isso, não beijava qualquer uma na rua! Fala logo que o que você é e acaba com essa farsa! – ela é esperta, tenho que confessar, mas eu não posso dizer a verdade, por mais que ela já saiba de tudo!
— A verdade? Você quer a verdade? Aí vai a verdade! Você ta completamente maluca, louca, com parafuso a menos! Vampiro? Eu e o Stefan, da onde você tirou essa historia, menina? De qual história de contos de fadas? Vampiros não existem! Você precisa de tratamento, isso sim! – fui me aproximando cada vez mais dela, vê-la ali desesperada por uma resposta, com os olhos arregalados, tão indefesa e desprotegida, e tudo inclusive de mim, só me fez querer beijá-la ainda mais!
— Eu não to maluca! – ela gritou e começou a socar meu peito. - Eu sei que não to! Não posso estar! Não faz sentido! Desde que te conheci, você só acaba com o resto da minha sanidade! E eu ainda deixo você fazer! Talvez eu esteja mesmo louca, por deixar que você fique tão perto de mim! – essa foi a deixa que tive, ela estava tão próxima e ali só pra mim! Não resisti e sabia que ela queria a mesma coisa!

Comecei um beijo bruto, ela ainda resistia, tentando me empurrar para longe, só que por ter mais força, consegui a empurrar contra a parede a aprofundar mais o beijo. Que logo foi correspondido à altura. Senti suas mãos fazerem o caminho até minha nuca e suas unhas firmarem ali, me fazendo arrepiar!

— O… o que… você tá… fazendo? – ela tentava respirar enquanto eu intercalava beijos e mordidas pelo seu pescoço.
— O que eu to com vontade de fazer há muito, muito tempo!





Continua...



Nota da autora: Sem nota.



Outras Fanfics:
The Lady And The Tramp

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