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Prólogo


Meu nome é e tenho 17 anos, tenho um irmão gêmeo chamado . Nossa mãe se chamava Clarisse e nosso pai se chama Marcus. E agora aqui estou eu terminando de empacotar as minhas coisas para nos mudarmos, hoje faz exatamente seis meses que minha mãe morreu e não aguentando mais sofrer nosso pai decidiu que nós mudaríamos para a cidade natal de nosso dele na Virginia chamada Mystic Falls. Eu não queria deixar a casa onde nasci, mas ver o meu pai dia após dia se afundar cada vez mais em mágoas acaba comigo.
, papai mandou você levar as últimas caixas, o caminhão está quase cheio. – apareceu no quarto e saiu na mesma velocidade, e assim termino de fechar a última caixa com as fotos do meu quarto levo tudo para o caminhão.
— Filha, vamos? – Meu pai tentando aparentar melhor se despedia de alguns vizinhos.
— Adeus, Califórnia.


Capítulo 1


— Hei, dorminhoca, acorda. – Depois de literalmente um dia de estrada e parada em postos de gasolina, chegamos. – Bem-vinda a Mystic Falls. – Realmente meu pai parecia mais animado.
— Finalmente. Que horas são? – Digo me espreguiçando dentro do carro.
— Hum... uma da tarde. Os rapazes estão levando as coisas para dentro de casa, e eu to morrendo de fome, vamos procurar algum lugar para comer?
— Vamos sim, cadê o ?
— Está lá dentro tentando achar o carregador do celular. – Olha só, meu pai está sorrindo, temos um progresso aqui, obrigada Mystic Falls. Saio do carro e vejo uma pequena, porém bonita cidade. Nossa casa é bem grande, grande até demais para três pessoas e tem uma fachada toda trabalhada em pedras. – , vamos logo, consegui acordar a .
— Pai, para de gritar, você mora numa cidade pequena agora. – Ok tudo o que eu não quero e ser o centro das atenções. Logo o pentelho do meu irmão saiu de casa sorrindo. – O que você aprontou, moleque?
— Eu? Nada, mas eu acho que os caras quebraram o abajur da . – Ele disse rindo e andando na frente.
— Você sabe que vai comprar outro para mim, não sabe? – Nem olhei para meu pai, para saber que a cara dele já dizia que estava puto por ter que gastar dinheiro, não que meu pai seja mão de vaca, não, isso jamais, mas ele odeia ter que comprar uma coisa que sabe que foi por causa dele que quebrou, eu insisti em enrolar tudo com jornal, mas ele na pressa não deixou, agora ele que compre outro para mim.
— Mystic Grill, acho que aqui está bom. – Papai leu o letreiro o foi andando até a porta, eu e nos entreolhamos e o seguimos, o lugar por dentro até que era aconchegante, só que estava cheio de gente, acho que esse é o ponto de encontro de todos os jovens dessa cidade.
— Bem-vindos ao Grill, o que vão querer? – Uma garçonete simpática veio nos atender.
— Hum.. eu vou querer um x-bacon, ele o especial da casa e ela o vegetariano. – Papai disse rápido. – Para nós dois, coca e para ela suco de limão sem açúcar.
— Tudo bem. – Ela anotou os pedidos. – Estão de passagem?
— Ah não, acabamos de nos mudar, na verdade, papai está voltando. – respondeu todo sorridente, onde já se viu garoto de 17 anos dando em cima da garçonete que parece ser mais velha que nós uns quatro anos, tudo bem que ele não parecer ter 17, mas mesmo assim.
— Ah, nossa, que legal. – Ela sorriu. – AEH PESSOAL, VAMOS DAR ÀS BOAS VINDAS AOS NOVOS MARADORES DE MYSTIC FALLS! – Ela gritou e todo o bar parou, legal meu plano de não ser o centro das atenções acaba de ir por água abaixo. – Já volto com os seus pedidos. – Ela disse e logo saiu. Tentar se afundar no banco? Ninguém consegue mais que eu.
, para com isso, uma hora você vai ter que fazer amigos. – Papai falou rindo da minha cara.
— Mas não no primeiro dia e ainda com a roupa que eu saí da Califo....
— Oi, prazer, eu sou Caroline Forbes e essas são Bonnie Bennett e Elena Gilbert. – Uma menina loira se apresentou e logo apontou para as amigas.
— Oi prazer, eu sou Marcus Lockwood e esses são meus filhos e . – Papai disse simpático.
— Pera aí, o senhor disse Lockwood? Igual o sobrenome do perfeito? – A loira perguntou sem entender.
— Sim, ele é meu irmão. – Meu pai disse rindo da reação de surpresa das três.
— Ah, o Tyler comentou comigo que o tio ia vim morar aqui, mas ele não sabia quando chegaria. – Bonnie, se eu não me engano, disse sorrindo.
— É, nós iríamos vir só na outra semana, mas como ainda tenho que ver a escola deles, então decidi vir hoje. – Meu pai disse sorrindo. – Não querem se sentar?
— Oh, obrigada, senhor Lockwood, mas não queremos atrapalhar. – Elena disse sorrindo.
— Aqui está o pedido de vocês, especial da casa com coca, x-bacon com coca e vegetariano com limão sem açúcar. – A garçonete finalmente trouxe nossos pedidos. – Mais alguma coisa?
— Não, obrigada. – Digo sorrindo e começando a comer meu hambúrguer vegetariano, que por sinal estava uma delícia.
— Então, já que vocês vão estudar aqui, porque não vão a fogueira na floresta essa sexta? – Caroline disse sorrindo.
— Fogueira? – perguntou de boca cheia o que me fez lhe dar um chute na canela. – Hei, essa doeu.
— Sim, é que todo ano antes do primeiro dia de aula nós fazemos uma fogueira numa clareira para comemorar o último dia de férias. – Elena explicou. – Vocês poderiam ir.
— Ah, eu não sei, tenho muita coisa para arrumar e tem coisa minha que ainda não chegou da mudança. – Digo pensando nas caixas e mais caixas que devo esvaziar.
— É claro eles vão, é uma ótima maneira de começar a fazer amigos. – Papai disse sorrindo, o que fez as meninas sorrirem também.
— Tudo bem, então nos vemos sexta. – Bonnie se despediu junto com as amigas e elas voltaram para o grupo de jovens.
— Ótimo pai, legal mesmo, já não bastava me trazer para uma cidade onde não tem nem um shopping agora quer que eu vá à festa da fogueira na floresta. – Digo irônica e volto a comer quieta.

***


— Muito bem, eu vou ligar para a empresa para virem instalar o telefone, e a TV a cabo. – Papai subiu correndo e logo voltou com o celular na mão.
— Pai, não se esquece da internet. – disse pegando uma das caixas e subindo. Fiz o mesmo com uma das minhas e quando cheguei ao corredor estava parado no meio do mesmo.
— O que foi, mané?
— Tem quatro quartos. E só um deles tem suíte. – apontou para a porta no fim do corredor. – E ele é o único com o closet grande.
— Ai, fodeu. Você acha que devemos deixar ele para o papai? – Pergunto colocando uma caixa no chão.
— Sei lá, , você.....
— O que vocês dois estão fazendo aí parados? – Papai subia com mais duas caixas.
— Estamos num dilema, só um dos quartos tem suíte e closet grande. Não sabemos o que vamos fazer. – falou coçando a nuca.
— Simples. Eu não tenho tanta roupa para um closet grande, você também não tem, eu não ligo de usar o banheiro do corredor, então vamos deixar o quarto para sua irmã. – Papai disse rindo e entrando em qualquer quarto. – Oh, esse aqui está perfeito para mim.
— Então está bom. – Digo indo para meu quarto novo realmente ele era o maior da casa.
— Mas pai, não é justo, a sempre tem o melhor quarto. – questionou ainda parado no corredor.
— Filho, lembra como era ruim quando só tínhamos um banheiro na casa? Como tínhamos que esperar muito para usar porque a sua irmã sempre entrava na nossa frente? Bom se você ficar com o quarto eu vou sofrer na mão dessa aí, e se eu ficar você que sofre. Então pensa bem, não é melhor ela ter um banheiro só para ela e nós dois dividirmos um? Porque aí ela vai poder demorar quanto tempo for e nós não nos atrasamos. – Dizendo isso colocou a cabeça de cima para funcionar e sorriu.
— É, pensando nesse lado tem razão. Mas eu não vou ficar no quarto do lado do dela, vou ficar nesse aqui. – Ele entrou no quarto ao lado do banheiro.
— E porque você não quer ficar do meu lado, maninho? – Pergunto fazendo cara de manhosa na porta do quarto.
— Por dois motivos. 1° ninguém aguenta você conversando com suas amigas até de madrugada, ainda mais agora que a gente se mudou. 2° porque eu gosto de dormir sem ouvir música ao contrário de você. – Ele sorriu irônico e entrou no quarto.
— Pelo o menos eu não ronco e nem durmo pelada. – Digo entrando em meu quarto e em seguida fecho a porta.

Pov Autora

Assim que Marcus terminou de arrumar suas coisas, que não eram muitas, a companhia de TV a cabo chegou para fazer a instalação, mais ou menos uma hora depois de tudo estar pronto terminou de arrumar o quarto.
— Pai, você já ligou para a tia Carol? – O menino disse vendo o pai assistir futebol.
— Ih, já tinha até esquecido, pega o telefone para mim. – entregou para o pai que logo discou os números.

Ligação On

- Alô? – Uma voz feminina atendeu.
- Carol?
- Sim é ela, quem deseja?
- Sou eu, Marcus.
- Oh, olá querido, quer falar com Richard?
- Não, não precisa, só to ligando para avisar que já chegamos.
- Como assim já chegaram? Vocês não iriam vir só na próxima semana?
- Sim, mas eu ainda tenho que ver a escola para os meninos, aí já viu.
- Oh, meu Deus, que maravilha! Vocês já se instalaram direito?
- Sim, bom mais ou menos, eu e já arrumamos nossos quartos, eu vou começar a desempacotar as coisas da casa agora, a ainda está no quarto arrumando tudo, sabe como são meninas dessa idade.
- Sei bem, roupas demais. Bom, vamos fazer o seguinte eu vou mandar uma empregada minha ir ajuda-lo com as coisas e amanhã vocês vêm almoçar conosco, tudo bem?
- Não precisa mandar ninguém cunhada, nós três damos um jeito.
- Claro que precisa, já estou mandando, vou contar a novidade para o Richard, talvez hoje mesmo passamos aí. Até mais.
- Até mais.

Ligação Off

— O que ela falou? – perguntou curioso.
— Que vai mandar uma empregada para nos ajudar. – Marcus respondeu e voltou a prestar atenção no jogo que assistia.

Pov Carol Lockwood

— Quem era no telefone, mãe? – Tyler descia as escadas mexendo no celular.
— Seu tio Marcus, dizendo que eles chegaram hoje.
— Quem chegou hoje? – Richard apareceu na sala.
— Marcus e as crianças. Chegaram hoje, ele acabou de ligar para avisar, está desembalando a casa. – Digo rindo.
— E ele nem nos avisa. Que tal irmos até lá hoje à noite? – Ele propôs.
— Por mim tudo bem. Vou mandar alguém para ajudá-los, parece que os quartos dele e de já estão arrumados e ainda está trancada arrumando o dela, conclusão serão dois homens atrapalhados arrumando uma casa, isso não vai dar certo. – Digo indo até a cozinha e pedindo para Maria ir até a casa de Marcus ajudá-lo.
— Sempre é a gordinha. – Tyler comentou ainda olhando para o celular.
— Que gordinha filho?
— A mãe, ela é sempre a última a fazer as coisas. Garanto que não conseguiu abrir nem a segunda caixa e já está com fome.
— Tyler, que horror, ela é sua prima. E ela era gordinha na infância, garanto que está linda agora.
— Ah, ta bom, mãe, vamos ver mais tarde então, vou para o Grill, se vocês forem mesmo na casa do tio Marcus me avisem. – Só consegui ouvir a porta da frente batendo.
— O que deu nele?
— Não sei querido, só sei que se a estiver o mínimo que seja parecido com minha irmã, o Tyler vai se arrepender de ter falado que ela continua gordinha.

Pov

— Ufa, finalmente acabei. – Digo descendo as escadas e vendo que tudo já estava arrumado. – O que? Como vocês fizeram isso sem quebrar nada?
— Sua tia Carol pediu para uma empregada dela vir nos ajudar. Maria, essa é minha filha, . – Meu pai disse me apresentando a uma moça que regulava a idade dele.
— Olá, e desculpa não ter descido antes, mas tinha muita coisa pra arrumar no meu quarto.
— Sem problemas, querida, agora só falta às coisas da cozinha e levar isso para o corredor do segundo andar. – Ela disse e apontou para duas mesas finas e uma caixa.
— Ah, tudo bem. , me ajuda a subir com isso. – Milagrosamente levantou sem reclamar, subimos as duas mesas e depois a caixa e um espelho redondo. – Onde eu boto esse espelho? Nessa parede ou nessa?
— Coloca nessa, porque aí antes de descer as escadas dá para ver como está. – Ele apontou para parede. Coloquei o espelho aí e realmente ficou bom, terminamos de colocar os porta-retratos nas mesas e o arranjo de flores.
— Tudo pronto lá em cima.
— Legal, sua tia ligou e pediu pra Maria preparar o jantar, seus tios e o Tyler virão jantar aqui hoje, não é ótimo? – Papai disse sorrindo e indo em direção as escadas subindo as mesmas. – Estejam prontos as sete. – Já do segundo andar ele gritou e podemos ouvir a porta do quarto batendo.
— Eu vou tomar banho antes que o papai entre. – subiu correndo.
— Ótimo, mais essa agora. – Me jogo no sofá, você deve estar se perguntando o porquê de eu não estar feliz por ver meus tios, não, por vê-los eu to feliz, eu não to feliz é por ver o Tyler, nós sempre nos odiamos desde os sete anos. E agora ele vai vim jantar aqui em casa. – Vai ser uma longa noite. – Resmungo antes de subir as escadas e começar a procurar uma roupa para o jantar em família.

Capítulo 2


Pov autora

— Filha ainda não terminou? – Marcus bateu na porta do quarto de ouvindo a música alta tocar lá dentro.
— Ainda to escolhendo a roupa pai, o banho é o que menos leva tempo. – A menina abriu a porta do quarto e o pai pode ver que quase todas as roupas estavam em cima da cama.
— Tudo bem, você tem exatamente meia hora, para escolher uma roupa, tomar banho, dar um jeito nessa juba e descer para receber o pessoal. – O mais velho brincou bagunçando o cabelo da morena.
— Não prometo fazer milagre. – Ela disse e voltou para o quarto aumentando ainda mais o som, ao ritmo de Work Bitch da Britney. – Vamos lá. – A menina disse e começou a separar as roupas.
— Cadê a ? – já devidamente pronto apareceu na sala vestindo uma camisa polo preta, bermuda e sapatênis.
— Ainda ta escolhendo a roupa, ela é igualzinha à sua mãe, quando íamos sair ela tinha de começar a se arrumar três horas antes de irmos. – Marcus riu com a lembrança. – Já são seis e meia e ela ainda nem tomou banho.
— A não vai mudar nunca pai. – se sentou ao lado do pai e ambos começaram a assistir o jornal. Até que a campainha tocou. – Devem ser eles deixam que eu abro.
— Boa noite. – Carol disse assim que abriu a porta. – Oh meu Deus não te reconheci querido, como você está lindo. – Assim que ela viu que se tratava do sobrinho tratou de lhe abraçar forte. Logo foi a vez de Richard abraçar o afilhado.
— Entrem papai está na sala e a ainda não terminou de se arrumar. – Ele deu passagem e os tios entraram. – Cadê o Tyler achei que ele viria com vocês.
— Ah o Tyler ta no Grill já, já ele virá. – O tio respondeu vendo como a casa estava linda. –Marcus que cachorro. – Ele disse assim que abraçou o irmão. – Nem para nos avisar que chegariam hoje, nós podíamos ter feito um jantar lá em casa.
— Ah não precisa se preocupar meu irmão. – Marcus saiu dos braços do irmão e foi falar com a cunhada. – Carol minha cunhada está cada vez mais linda.
— Ah Marcus pare de graça e venha me dar um abraço. – Assim que terminaram a recepção todos se sentaram. – A anos que eu não venho aqui, a casa ficou realmente linda.
— Ah isso não é nada, ainda falta algumas coisas. – Marcus sorriu e logo começaram uma animada conversa sobre como tinha sido a viagem até a cidade e como eles tinham conseguido arrumar tudo tão rápido.

***


— Deixa que eu abro. – Ouviram a campainha tocar e logo levantou para atender. – Fala aí Tyler. – O menino disse assim que viu que era o primo.
? Moleque como tu mudou. – Tyler disse abraçando o mais novo. – Cadê o pessoal.
— Estão na sala, a ainda não desceu. Vamos lá. – Ele disse e os dois foram para a sala, assim que Tyler entrou foi abraçar o tio e também padrinho, ficaram um tempo conversando até que ouviram barulho de porta fechando no segundo andar.
— Acho que a ta descendo. – Marcus disse olhando para a escada sendo acompanhado por todos na sala, logo conseguiram ver os pés da menina aparecerem no topo da escada. E quando a mesma chegou ao andar de baixo a boca de Tyler se abriu em um perfeito O.

Pov

Acho que nunca demorei tanto tempo para me arrumar, após achar uma roupa que me deixasse confortável, guardei todas as outras de volta no closet para finalmente poder tomar banho, depois de um banho rápido e quente, me vesti, fiz uma make básica e arrumei o cabelo, peguei meu celular e sai do quarto, antes de chegar às escadas puder ouvir papai falando sobre mim. Assim que cheguei à sala vi meus tios sorrindo e um moreno muito gato de boca aberta, não esse não pode ser o Tyler, mano como ele está gato.
querida como você está linda. – Tia Carol foi a primeira a vir falar comigo e depois de um apertado, mas confortante abraço pude falar com tio Richard.
— Oi tia, brigada, amei o vestido. – Digo retribuindo o abraço.
— Vejam só, minha baixinha, não está tão baixinha assim.
— Oi tio, também estava com saudades. – Digo dando-lhe um abraço, e finalmente foi à vez de falar com Tyler, ele ainda me olhava como se nunca tivesse visto, se levantou e veio em minha direção. – E aí parece que o Mané cresceu. – Digo tentando cortar o gelo, fazendo-o rir.
— Parece que a gordinha entrou na dieta. – Ele disse e me abraçou. – você ta.... ta..diferente. – Ele gaguejou antes de falar.
— Obrigada você também está.
— Com licença. – Maria apareceu na sala. – O jantar está pronto. – Fomos para a sala de jantar e era incrível que em menos de uma hora Maria conseguiu fazer um jantar delicioso e com vários tipos de pratos diferentes.
— Ai meu Deus, não sei nem por onde começar. – Oli disse se sentando e olhando para a mesa.
— Você pode começar pela educação o mané. – Digo dando-lhe um tapa na nuca
— Ih bixo. – Ele disse rindo. Começamos a nos servir e a dúvida era tanta, escolhi arroz, salada e peito de frango. – cê ta bem?
— To por quê? Não era para estar?
— Ah sei lá, cê ta comendo pouco e só coisa leve, pensei que estava passando mal. – disse e papai começou a rir, minha cara foi no chão.
— Deixa de ser babaca garoto, eu to bem, só não to com muita fome, comi doce o dia todo arrumando o quarto hoje.
— Então foi você que pegou as balas finni que estavam no pote que ia para a cozinha. – Papai disse sério e no final começou a rir.
— Ops, culpada. – Logo todos começaram a rir e conversar, depois de comer não consegui resistir e comi um prato de macarrão à bolonhesa que estava divino. Após termos jantado voltamos para a sala e minha tia finalmente tocou num assunto sem ser futebol americano da escola.
— E as aulas de balé querida, você continua fazendo? – Foi só ela tocar no assunto que todos principalmente Tyler viraram para nossa conversa.
— Um pouco tia, to parada desde a morte da mamãe, mais pretendo voltar assim que as aulas começarem.
— Ah que ótimo querida, balé é muito lindo pena que nunca pude ir a um recital seu.
— Não tem problema, eu sempre gravei todas as apresentações desses dois. Volto num minuto. – Papai subiu correndo e logo voltou com uma caixa media escrito o meu nome na tampa. O primeiro DVD logo o vídeo começou e eu pude lembrar como aquele dia tinha sido bom.
— Na verdade nesse recital eu dancei o quebra nozes. – Disse assim que percebi o erro de meu pai.
— Querida para nós homens é tudo balé. – Tio Richard disse e todos os homens riram.
— Se vocês não quiserem ver tudo bem, eu vou para o meu quarto com a Tia Carol e terminamos de ver lá.
— Tudo bem por mim querida, sempre fui um padrinho muito ausente, quero ver. – meu tio disse na hora em que e Tyler iam se levantar, vendo que mais ninguém o fez os dois voltaram a prestar atenção na tela.
— Eu sempre quis ser bailarina, mais eu nunca tive coordenação nos pés para isso. – Tia Carol disse emocionada. – Eu sempre sonhei em dançar o lago dos cisnes, cisne negro.
— Ah dançou isso aí, acho que foi na Rússia. – e sua boca grande.
— Isso mesmo tem razão. – Papai voltou atenção para a caixa que ainda estava em seu colo e logo achou. – Aqui está, foi no ano passado, tinha acabado de fazer 16. – Ele colocou e mais ninguém piscava na sala para não perder nenhum momento. Realmente aquele *recital (https://www.youtube.com/watch?v=5OPDQ9JOfAQ) tinha sido o melhor de todos.
— Cadê a parte que a fica parecendo uma doida pai? – Oli se referiu ao ato que mais me deixou tensa.
— Ta aqui. – Papai disse mudando o DVD. – Esse espetáculo foi um dos mais longos que a fez, mas também um dos mais bonitos. – E era verdade.
— Eu senti a perfeição nesse ato, eu não estava louca , eu senti o personagem, coloca pai. – Meu pai deu play, e logo meus olhos se encheram de lagrimas (https://www.youtube.com/watch?v=Vn36vcQ3VEI).
— Oh querida, porque você não me contou que iria dançar, eu queria tanto ter ido. – Assim que meu pai tirou o DVD tia Carol virou para minha direção.
— Tia foi de última hora, nem eu sabia que ia dançar, a bailarina principal quebrou o pé três dias antes do recital, me ligaram desesperados perguntando se eu podia ir e claro que eu disse sim, eles me mandaram as passagens e só deu tempo de colocar duas peças de roupa na mochila e corremos para o aeroporto, e quando eu cheguei lá ainda tiveram que fazer ajustes na roupa porque estava larga.
— Oh então assim eu te desculpo.
— Onde você vai treinar? Porque aqui na cidade não tem nenhum estúdio de balé. – Tio Richard perguntou.
— Eu vou transformar o quartinho de empregada que tem do lado da garagem em estúdio, ninguém vai usar para nada mesmo. – Quando eu ia responder papai tomou a frente. – Mas primeiro tenho que ver a escola deles.
— Se quiser o Tyler vai com você amanhã.
— Não precisa Carol, já faz tempo mais eu ainda lembro o caminho das coisas.

Pov autora.

querida você já terminou de arrumar o seu quarto? – Carol perguntou para a sobrinha.
— Ainda não tia, faltam algumas caixas, como sapatos, alguns livros e algumas coisas do balé. Por que?
— Será que até sexta você termina? Porque vai ter a fogueira na floresta que os meninos fazem para comemorar o último dia de férias e o primeiro de aula, seria bom se você e o Oli fossem.
— Ah já me falaram sobre a fogueira, acho que foi a Caroline. – a menina tentava se lembrar dos nomes das outras duas. – Elena e Bonnie se eu não me engano.
— Não sabia que você conhecia as meninas. – Richard disse tomando mais um gole do uísque que o irmão tinha lhe dado.
— E não conhecia, elas vieram falar com a gente hoje no Grill enquanto almoçávamos assim que chegamos. – disse se lembrando das meninas. Todos começaram a conversar sobre a escola e Tyler contava para sobre as meninas e sobre o futebol da escola. Quando viram que já ia dar uma e meia da manhã, Carol, Richard, Tyler e a empregada se despediram e foram embora.

Capítulo 3


Os dias foram passando e já tinha feito amigos no Grill, conheceu Matt e eles ficaram conversando com Tyler. ainda estava muito quieta, mais tinha conversado outras vezes com Caroline, Elena e Bonnie e estavam se dando bem.
— Então você vai mais tarde né? – Caroline perguntou para a menina que estava tomando um milk-shake com o irmão no Grill.
— Hum.. acho que sim, que horas vai começar? – A menina perguntou se virando para a loira.
— As sete, se quiser pode se arrumar lá em casa, as meninas também vão. – Elena disse ficando ao lado da amiga.
— Não sei, tenho que ver com meu pai, mais pode ser. Ou vocês vão lá para casa. – A menina propôs e o irmão saiu de perto percebendo que o papo que iria se iniciar era sobre roupas.
— Pode ser, mas não vamos atrapalhar seu pai? – Bonnie perguntou e logo as três se sentaram.
— Que isso, meu pai não vai nem ouvir, ta reformando o quartinho de empregada que tem do lado da garagem. – A menina disse terminando o lanche.
— Tudo bem então, que horas podemos ir? – Caroline bateu palminhas sorrindo.
— Vocês que sabem, a única coisa que tenho para arrumar ainda não chegou com o resto da viagem, portanto to com o dia livre.
— Nós podíamos passar a tarde juntas, sei lá, nos conhecendo melhor, o que acham? – Elena propôs e realmente era uma ideia boa. Assim que todas concordaram cada uma foi para sua casa buscar a roupa que iriam para a fogueira mais tarde e voltaram para se encontrar com no Grill.
— Bom só falta a Caroline, eu já falei com meu pai e ele disse que tudo bem, me mandou ir ao mercado caso quiséssemos comprar mais alguma coisa. – disse olhando para a tela do celular respondendo o sms do pai, assim que terminou as três viram Caroline chegar com uma bolsa grande.
— Para que uma bolsa tão grande Caroline? – Bonnie perguntou apontando.
— Ué eu trouxe toalha meus produtos de cabelo e como fiquei na dúvida em qual roupa ir trouxe quatro tipos de look ’s diferentes.
— Você sabe que isso é exagero né?
— Sei mais eu não to nem aí. – A loira deu de ombros. – Vamos?
— Sim, só vou avisar o . – disse e voltou correndo para dentro do Grill, falou com o irmão que conversava animadamente com Tyler e Matt e se despediu. Assim que saiu foram direto para sua casa.
— Nossa eu já tinha passado aqui em frente algumas vezes, mais nunca tinha visto como a sua casa é linda. – Bonnie elogiou olhando a fachada.
— Ah é uma antiga propriedade da família, papai herdou quando os meus avós morreram, ele preferiu essa, a casa que meu tio mora, que foi onde eles viveram toda a infância. – Assim que entraram viram várias caixas na sala. – Bom acho que o resto das minhas coisas acabou de chegar. Agora só falta o estúdio ficar pronto para eu arrumar tudo lá. – Dizendo isso ela separou quatro caixas grandes do restante e empilhou num outro canto.
— Estúdio?
— Ah sim, eu sou bailarina então meu pai ta transformando os dois quartinhos de empregada um estúdio para mim.
— Nossa que legal, eu já fiz balé também mais quando era pequena. – Caroline disse se sentando no sofá.
— Não, vamos lá para o meu quarto, daqui a pouco o papai vai começar a batucar com o Martelo e vai fazer mó barulhão. – E assim as quatro subiram as meninas ficaram encantadas com a decoração da casa.
— Hei quem é essa? – Bonnie pegou uma porta retrato que estava sobre a mesa no corredor.
— Minha mãe, essa foi a última foto que tiramos, foi no meu último recital na Rússia. – A menina disse sorrindo com a lembrança.
— Nossa, eu sinto muito. – Elena disse colocando a mão no ombro da menina.
— Obrigada. – A menina sorriu. – Vamos meu quarto é aquele ali. – Ela apontou para a última porta do corredor.
— AI.MEU.DEUS. – Caroline disse pausadamente. – seu quarto é lindo!.
— Ah, obrigada, mas vou mudar ele já, esses móveis eram da outra casa, to achando meu quarto muito californiano para uma cidade tão vintage. Já andei dando uma olhada em alguns moveis ainda essa semana eu compro e começo a mudança, ou não vai depender do meu humor. – disse se jogando na cama.
— Ele é lindo mesmo. – Bonnie que até então estava quieta se sentou na cama ao lado da menina.
— Mais então gente o que vocês querem fazer primeiro? – Elena perguntou animada.
— Hum...vocês podiam me contar o que vocês fazem para se divertir aqui, que tal? – propôs curiosa.
— Porque não? – Caroline disse e se sentou ao lado de Elena. – Bom nós sempre vamos ao Grill, com o pessoal, mas fora isso fazemos algumas festas no rio, ou até mesmo na floresta como a fogueira de hoje.
— Ah sem contar as festas chatas do conselho, que no final se resume a todos os adultos a portas trancadas e os jovens bebendo. – Elena completou.
— Tem também as noites na casa das meninas, é sempre legal, nós revezamos, uma noite na minha casa, uma na da Elena e outra na da Caroline. Mais e você o que fazia para se divertir onde você morava? – Bonnie perguntou curiosa.
— Ah lá na Califórnia, era bem movimentado. Sempre tinha alguma balada para ir, eu e minhas amigas íamos quase todo dia ao shopping, e por sermos menores de idade sempre pedíamos para o fazer identidades falsas para entrarmos nas baladas Vips. Já conheci muito famoso fazendo isso. – contava e as meninas prestavam atenção em cada detalhe.
— Ain to com uma invejinha branca, me imagino conhecendo o Robert Pattinson, por exemplo. – Caroline disse e todas sorriram.
— Bom....eu meio que já fiquei com ele. – disse coçando a nuca.
— O que? Como assim? – As três perguntaram juntas.
— Há, foi numa das últimas vezes que eu saí com as meninas antes de me mudar, nós tínhamos feito o esquema das identidades falsas, e na hora que eu fui comprar bebida no bar esqueci a minha no balcão e nem me dei conta, aí do nada ele apareceu no meu lado e me entregou, tipo na hora eu fiquei OMG É O ROBERT, mais eu não podia falar nada, simplesmente agradeci e continuei dançando. E bom o resto vocês já sabem, ele me chamou para a área vip e bom ficamos.
— Eu preciso ir nessa boate um dia. – Caroline disse fazendo todas rirem, e foi nesse clima de se conhecerem que as meninas passaram o dia, e perceberam que tinham mais em comum do que apenas a cidade onde moravam. Quando chegou a noite cada uma tomou seu banho e logo ajudaram Caroline se decidir por qual roupa usaria.
— Meninas tem certeza que não está muito exagerado? – saiu do closet e as meninas ficaram de boca aberta.
— Claro que não Celle, você ta linda e essa roupa é bem quente você não vai sentir frio. – Caroline disse chamando a menina pelo apelido. – Ain foi mal, tenho essa mania de chamar as pessoas por apelido.
— Não tudo bem, eu prefiro apelido ao nome todo. – A menina disse sorrindo. – Vamos então? Vou ver se pego o carro do papai emprestado. Porque o meu deve estar imundo. – Logo as quatro desceram e , Tyler e Matt estavam na sala conversando com Marcus.
— Pronta há essa hora? – O pai disse olhando no relógio. – Que milagre é esse?
— Hahaha engraçadinho você né? Nós vamos para a festa da fogueira. – E menina disse e se sentou no braço da poltrona onde o pai estava.
— Tudo bem, divirtam-se e vê se não volta muito tarde. – O pai disse e deu um beijo na filha.
— Pai....
— O que ?
— Você bem que podia emprestar seu carro para a gente ir né? – A menina perguntou manhosa.

Pov

— Seu carro já chegou, porque não vai com ele? – Ótimo está ajudando muito.
— Porque está sujo e eu não vou andar com carro sujo por aí. Nunca andei não é agora que vou fazer. Pai por favor. – Vamos tentar a carinho de gato, não custa tentar.
— Ta, vai. – Isso! Essa carinha sempre funciona. – Mas. – Ah lá vem, estava bom demais para ser verdade. – Você vai ter que levar os meninos também.
— Você acha que o carro é uma minivan? Não está vendo que não vai caber todo mundo? Somos 7 pessoas e a menos que o Tyler e o fossem na mala não ia caber.
— Ou é isso, ou é o carro sujo. Eles não podem ir andando. – Ok agora ele pegou pesado.
— Está tudo bem senhor Lockwood eu to com minha camionete aí, nós vamos nela, deixa as meninas irem no carro. – Matt o loirinho gato propôs.
— Isso! Olha que maravilha todo mundo sai ganhando. Valeu pai, valeu Matt, beijos até mais tarde. – Digo puxando as meninas para o lado de fora da casa antes que meu pai falasse alguma coisa. – Mamãe te lava amanhã bebê. – Vi meu carro coberto por uma lona cinza.
— Nossa você chama seu carro de bebê? – Bonnie disse sorrindo.
— Todo carro é nosso bebê. – Caroline disse entrando no lado do carona. Assim que entramos dei a partida e quando chegamos à esquina liguei o som conectado ao meu celular e começou a tocar Dark Horse da Katy Perry.
— So you wanna play with magic Boy, you should know whatcha falling for Baby, do you dare to do this? ‘Cause I'm coming atcha like a dark horse Are you ready for, ready for A perfect storm, perfect storm? ‘Cause once you're mine, once you're mine There's no going back – não me aguentando comecei a cantar uma parte da música logo sendo acompanhada pelas meninas. O caminho todo até onde aconteceria a fogueira nós fomos cantando e nos divertindo, e eu que achei que fazer novas amizades seria difícil. Foi meio difícil achar uma vaga, já que parece que todos os jovens vieram.
— Prontas pra arrasarem? – Caroline sem dúvidas parecia a mais animada ali.
— Vamos lá! – Elena falou meio triste.
— Ah Elena não fica assim vai, eu sei que faz pouco tempo ainda e que foi aqui, me desculpa até ter tocado nesse assunto, mais poxa vamos nos divertir, ver se tem algum gatinho novo esse ano e vamos apresentar a gata da . – Caroline disse abraçando a amiga junto com Bonnie.
— Hum...gente, sem querer ser chata, mas eu to boiando. – Falei meio sem graça, por estar por fora.
— Ah, é que bom, ano passado eu e meus pais sofremos um acidente na ponte, e bom eles não sobreviveram. – Elena disse meio triste. – É meio estranho estar aqui sabe.
— Eu te entendo, é ruim voltarmos num lugar onde perdemos alguém especial, principalmente os pais.
— Mais o seu pai não é vivo? – Bonnie perguntou não entendendo.
— Sim, mas a minha mãe morreu há seis meses, num acidente de carro também.
— Ah minha nossa, eu sinto muito. – Elena disse me abraçando. – Onde foi que aconteceu?
— Na Rússia. Mais eu não quero falar disso agora, muitos me chamam de estranha por não chorar e não fazer luto, mas o que ninguém sabe é que o meu luto vai ser eterno só por eu ter perdido a minha mãe.
— Nossa é assim mesmo que eu me sinto.
— Ok, sem querer ser estraga momentos, isso ta muito fofo, mais eu não quero estragar minha maquiagem que a Bonnie levou minutos intermináveis pra acabar. Vamos beber? – Caroline disse tentando nos animar, o que deu certo.
— Vamos, porque eu não aguento mais chorar, só de pensar. – Eu e Elena dissemos juntas e rimos. Então nós quatro chegamos a “festa” e logo pegamos copos de cerveja.
— Ih olha só quem chegou! – Um menino com aparência de drogado disse sorrindo para Elena.
— Jeremy? O que você está fazendo aqui?
— Ué você curte com seus amigos e eu curto com os meus não vai apresentar sua amiga nova?
— Essa é a , esse é meu irmão Jeremy. – Elena disse meio envergonhada.
— E aí tudo bom? – Digo sorrindo.
— Beleza! Quer beber? – Ele ofereceu.
— E você tem idade para isso? – Brinquei e todo mundo riu.
— E quem aqui tem? – Ele disse e saiu com o grupo de amigos, com certeza todos drogados. – Me desculpa por isso. – Elena disse enquanto voltamos a caminhar para onde , Tyler e Matt já estavam. – Ih relaxa eu sei bem como é isso.
— O seu irmão? – Caroline perguntou horrorizada.
— O que? Não, o , não nem pensar! – Peguei um copo de cerveja e tentei disfarçar. – Depois a gente fala sobre isso. Ok? – depois De esse assunto morrer, pelo o menos temporariamente curtimos a festa e eu pude conhecer bastante gente da escola, tinha até um novato gato, que Elena disse ver, só que mais ninguém viu.

***


— Nossa essa noite foi muito boa. – Bonnie que com certeza estava bêbada disse sorrindo.
— Pena que já está acabando. – Caroline disse fazendo a maior cara de sofrida possível.
— Hum....que tal vocês dormirem lá em casa? Assim podíamos assaltar a adega do meu pai, eu sei onde está a chave do armário de uísque.
— Eu topo! – Elena foi a primeira a levantar a mão dentro do carro. Todo mundo estava meia bêbada já, mas ainda dava para seguir para casa. Passamos na casa das meninas para as mesmas pegarem as coisas para dormir e voltamos para casa.
— Gente, só não faz barulho porque meu pai já deve estar dormindo. – Entramos e logo e Tyler chegaram juntos, Matt os tinha deixado na porta de casa e tinha ido embora.
— Gostou de hoje ? – Bonnie perguntou enquanto íamos até a cozinha comer alguma coisa.
— Gostei, até que vocês sabem se divertir! – Peguei tudo o que tinha de comer e coloquei na bancada. – Gente já volto, preciso ir no banheiro! – Sai correndo e entrei no banheiro do primeiro andar e coloquei tudo para fora.

Pov

Assim que vi sair correndo para o banheiro logo pensei o pior.
— Acho que ela bebeu muito! – Caroline disse assim que eu e Tyler entramos na cozinha.
— Não acho que seja isso, até porque a gente comeu bastante coisa lá. – Bonnie disse pegando um copo na pia.
— Pera aí, vocês comeram o que lá?
— Ah um monte de coisa, a comeu bastante, então não pode ser bebida. – Elena disse enquanto preparava os sanduiches.
— Da licença! – Corri para o banheiro e entrei vendo sentada no chão ao lado do vaso. – Hei, você está bem?
— To sim, acho que foi a bebida! – Ela disse se levantando, estava pálida e aparentava estar fraca.
— Tem certeza que não é mais uma recaída? – Perguntei vendo-a escovar os dentes.
— Tenho , eu não faço isso há muito tempo. – Ela disse saindo do banheiro. – Foi só a bebida, mas, por favor, não fala disso para ninguém ok?
— Fala sobre o que? – Caroline perguntou assim que viramos o corredor. – Foi mal, é que a casa está silenciosa então deu para ouvir.
— Não tudo bem, eu estava pedindo para o não falar que eu fiquei bêbada pra ninguém. – Mentira. – Vamos comer? – Vocês devem estar querendo saber o porquê disso certo? Bom à vida é da minha irmã, então acho melhor ela contar para vocês!

Pov Autora

Depois de terem lanchado as meninas foram para o quarto com enquanto e Tyler permaneceram na cozinha arrumando o que eles tinham sujado.
— Cara o que aconteceu com a tua irmã?
— Ham? Como assim? Não aconteceu nada ela ta bem!
— Ata super bem, é sério cara, do nada ela saiu correndo para vomitar, ela ta...ta...grávida? – Tyler perguntou baixo.
— O que? A grávida? Ta maluco? Não cara ela só passou mal por causa da bebida, agora vamos dormir, porque eu tenho certeza que a vai querer minha ajuda amanhã, e talvez até a sua. – desconversou e os dois foram para o quarto, mais é claro que Tyler não ficou satisfeito com aquela resposta.

***


— Vocês viram aquilo? – perguntou vendo um vulto na janela.
— Aquilo o que? – Bonnie perguntou chegando perto da amiga.
— Tinha uma pessoa ali, na janela do lado de fora.
— Claro que não , você bebeu demais, está vendo coisas, vamos dormir. – Caroline que já estava de pijamas puxou a menina, a mesma trocou de roupa e se deitou, e antes de pegar no sono viu um corvo no peitoral de sua janela, que logo voou.

***


— Borá acordar suas lindas! – Marcus começou a gritar assim que entrou no quarto de e viu as quatro meninas jogadas no chão do quarto dormindo.
— Ah pai, o que? Olha a hora está muito cedo! – A menina reclamou.
— Cedo? Filha vai dar três da tarde!
— O que? – Caroline gritou e num pulo ficou de pé. – Que merda minha mãe vai me matar!
— Hei calma, você é a filha do xerife, não é?
— Sou sim. – Ela disse procurando a bolsa.
— Fica calma, sua mãe já passou aqui para saber de você e eu disse que ainda estavam dormindo, e que almoçariam aqui, ela até ficou de avisar para a tia de Elena e para a vó da Bonnie, ou foi a tia de Bonnie e vó da Elena? Enfim, não se preocupem e se arrumem o almoço já está pronto! – As meninas já estavam de acordadas devido ao escândalo da loira, exceto por .
vamos! Seu pai ta chamando! – Elena tentou acordar a menina que apenas se remexeu na cama.
— Ih deixa que eu faço, se não essa aí não vai acordar nunca! – Marcus disse e se abaixou ao lado da filha. – corre o está mexendo nas suas coisas de balé de novo! – Ele disse e na mesma hora a menina levantou com os olhos arregalados. – Viu eu falei sempre dá certo! – E dizendo isso saiu do quarto, indo até o quarto de , acordar ele e Tyler. Assim que todos estavam sentados à mesa Marcus serviu a comida.
— Nossa senhor Lockwood que comida incrível. – Bonnie disse sorrindo. Depois do almoço as meninas voltaram para o quarto, arrumaram tudo e tomaram banho.
— Gente vocês precisam me ajudar a organizar a escola! – Caroline propôs sorrindo.
— Organizar a escola? – parou na porta do quarto.
— É, todo ano a Caroline organiza um mutirão de limpeza e arrumação da escola, e todo ano servimos de ajudantes. – Elena abraçou a amiga de lado que estava emburrada olhando para o celular.
— Eu topo! – sorriu. – Mas se vocês me ajudarem a arrumar meu estúdio depois.
— Por mim beleza! – Todos concordaram e Tyler apareceu na porta do quarto procurando o primo que agora estava sentado ao lado da irmã.

Pov

Para tudo, é isso mesmo que eu to vendo produção? Meu primo Tyler gostoso Lockwood sem camisa? Desde quando ele está tão gostoso assim? Parece que essa cidade faz muito bem para as pessoas.
vamos? – Se concentra , se concentra.
— Ah cara eu vou com as meninas ajudar na escola.
— Beleza então, vou pegar minha blusa e vamos. – Ele finalmente saiu do quarto com todos aqueles músculos e eu pude voltar a pensar.
— Então, vamos? – Coloquei um tênis e peguei minha bolsa com um casaco dentro.
você vai assim.
— Assim como? O que, tem algo de errado na minha roupa agora?
— Não, é que o pessoal de Mystic Falls não ta acostumado com essas roupas. – Caroline disse meio sem graça.
— O que? Mais gente é só uma roupa, que palhaçada.
— Eu sei , também acho, mas é cidade pequena, sei La podem ficar te olhando. – Bonnie concordou.
— To pouco me lixando para os que acham de mim, vamos? – Sai do quarto antes de me irritar, desci as escadas peguei as chaves do carro com meu pai e sai esperando as meninas, realmente algumas pessoas ficaram me olhando, e quer saber foda-se. Logo todo mundo saiu e entramos no carro, eu e Tyler na frente, Bonnie, Elena e Caroline atrás com . Tyler me ensinava o caminho até a escola o que não era tão longe de casa.
— Vamos lá, temos muito que fazer!
— Vai começar Caroline e suas regras. – Elena e Bonnie disseram só para que nós ouvíssemos.
você e a Elena vão ver as salas, Bonnie você vai com o Tyler ver a piscina e o vem comigo ver o campo de futebol. – Logo eu e Elena entramos no prédio e antes de irmos de sala em sala ela me mostrou a escola, o que era bem grande. Depois disso, fomos arrumando as salas até que a Caroline a chamou e eu fiquei sozinha.
— Oi, quer ajuda? – Ou quase, Tyler chegou à sala.
— Pode ser. – dei de ombros enquanto limpava a mesa do professor. Ele foi limpando as outras mesas, os dois calados, mais também quem estava a fim de falar mesmo? Eu não.

Pov Tyler

A minha ficha ainda não tinha caído que aquela menina feia, chata, gordinha virou isso tudo. Não que eu não gostasse dela, ela era minha prima mais a gente nunca se deu muito bem, mais cara ela ta muito gata, e ver ela em cima de uma cadeira limpando a parte de cima das janelas estava sendo a melhor coisa no meu dia.
— Quer ajuda aí?
— Não precisa já acabei. – Ela disse descendo da cadeira acabando com minha alegria, mais é claro que eu não vou sair perdendo, não mesmo.
— Então como é lá na Califórnia?
— Quente, agitado, barulhento, mas bom. – Ela se sentou numa mesa perto de mim. – Acho que vai demorar até eu me acostumar com uma cidade tão calma.
— Ah com o tempo você acostuma, e também não é tão calma, sempre fazemos algumas coisas.
— É to ligada, as meninas me contaram, deixa eu te perguntar, já que aqui é tão calmo vocês praticam racha aqui?
— Racha? Tipo corrida de carros?
— É pelo amor, as estradas daqui são ótimas pra isso.
— Cara quase ninguém tem carro aqui, muito menos carro tunado.
— O que? Ah Tyler para pelo o menos um rápido deve ter! – Ela disse arregalando os olhos.
— Noop! O mais rápido é o seu. – Digo rindo me aproximando. – Mas então você fazia isso lá na Califórnia?
— Ah um pouco, eu sempre tinha que ensaiar para os recitais e competições. Ainda mais depois que minha mãe cismou de me colocar na aula de estileto.
— Estileto?
— É tipo as músicas que a Beyonce canta! É uma dança mais sensual e de salto. – Opa ela disse a palavra sensual.
— Hum..entendi. Você podia me mostrar como é né!? – Me aproximei mais, ficando entre suas pernas, já dava até para sentir a respiração contra meu rosto.
— Ce....ops desculpa não queria atrapalhar. – Elena disse entrando na sala na hora que eu ia beija-la.
— Não tudo bem, não atrapalhou. Tyler estava soprando um cisco que entrou no meu olho. Valeu mesmo Tyler. – O que? Como assim eu quase beijo ela, ela quase se entrega e do nada fala isso como se não fosse nada? Ainda se levantou deu dois tapinhas no meu braço e saiu. Realmente essa não é a mesma de anos atrás.

Pov Autora

— Estraguei as coisas lá dentro né? – Elena perguntou a amiga assim que tomaram certa distância da sala.
— Claro que não, ele ia me beijar? Claro que ia. Eu ia gostar? Ia sim, não nego! Mais nada haver, somos primos e mal cheguei à cidade, não quero rolo tão cedo, fora que ainda tenho meu namorado na Califórnia. – ia dizendo enquanto entravam no ginásio.
— Você tem namorado? – Caroline chegou assustando as duas.
— É, mais ou menos isso! Meu pai não gosta muito dele, mas eu sim, entendem?
— Ah to ligada! O famoso casal meus pais não gostam da nossa relação!
— Isso ai! Mais vamos trabalhar? – perguntou subindo num pequeno palco conectando seu iPhone na caixa de som. – Claro que com música! – Logo começou a tocar All that Matters e a menina começou a dançar.
você já foi líder de torcida? – Bonnie entrou e viu a amiga dançando.
— Já, mais já tem um tempo, por quê?
— Sei lá, achei que seria legal ter você na torcida, ainda mais que você dança. – A morena deu de ombros.
— Ah gente, eu sou bailarina, não torcedora! – A menina riu. – Mas prometo fazer os testes assim que as aulas começarem! – O resto do dia os jovens deixaram a escola organizada e limpa. Quase a noite voltaram para casa e Elena, Bonnie e Caroline tiveram que ir embora.
! – gritou o irmão do pé da escada, fazendo o mesmo aparecer na porta do quarto. – Me ajuda com essas coisas! Oh essas aqui vão pro porão, não vou usar mais e não quero no estúdio. – Ela apontou para seis caixas grandes.
— Mais todas suas coisas do ballet estão aqui!
— Eu sei, mas aí estão as roupas dos recitais, e não tem necessidade de isso ficar lá no estúdio acumulando poeira. As coisas que precisam ir mesmo como sapatilhas, colans e fotos estão nessas duas! Vamos levar essas lá para baixo e depois tu me ajuda a arrumar! – Logo que terminaram de fazer tudo Marcus chegou avisando-os que jantariam na casa dos tios.

Capítulo 4


Pov

Ótimo, tudo o que eu precisava agora era jantar na casa do Tyler. Depois de ele ter quase me beijado na escola hoje. Bom, se não tem jeito, vamos lá. Agora que roupa usar? Minha tia é cheia de coisa, se eu for com um short e blusa normal, ela vai olhar torto.

— Pai, que roupa eu uso? – Ah que ótimo, eu perguntando sobre roupa pro meu pai.
— Ah, sei lá, . Só não usa shorts. Sabe como tua tia é. – Ele disse e subiu, provavelmente pra pegar o banheiro antes do . É, o jeito é me virar sozinha mesmo, assim que entrei no quarto, a primeira coisa que fiz foi escolher uma música, não consigo fazer nada sem música. Depois abri a porta do closet, e mais uma vez roupas jogadas pelo quarto.
— Ah, que legal, não tenho roupa! – Eu já tinha experimentado quase todas as roupas mais comportadas que tinha. – !
— Fala, mala. – Que amor meu esse meu irmão.
— Preciso da tua ajuda. Qual dos dois? – Mostrei um vestido num cabide e no outro, uma blusa com saia.
— Ah, sei lá, , usa o que te deixa confortável. – Ele deu de ombros e saiu, ajudou muito. Ah, quer saber? Eu vou com o que me deixa à vontade.

Separei a roupa e fui para o banho, a água tava tão boa que nem deu vontade de sair do chuveiro.

, anda! Eu e seu irmão já estamos prontos.

Pov Autora

— Não sei como é que pode, sua irmã começa a se arrumar tão cedo e demora tanto. – Marcus desceu as escadas e encontrou sentado no sofá.
— Paizinho, cê reclama muito, sabia? – *veio logo atrás. – Vamos?
— Você vai assim? Tá bom, então, vamos logo. – Marcus disse para a filha que deu de ombros e os três seguiram para o carro. – , , por favor, quando chegarmos lá, não fiquem o tempo todo com a cara no celular, conversem, ok?
— Tá, pai. – Os dois responderam olhando para a tela de seus celulares. conversava com uns amigos da Califórnia pelo grupo no WhatsApp e conversava com uma amiga de infância na qual era vizinha antes de se mudar. – Não sei por que ainda tento falar com vocês. – Marcus prestou atenção na estrada e em poucos minutos estavam na frente do casarão Lockwood. Os três desceram e foram recebidos por Carol.
— Nossa, vocês demoraram, pensei que tinha acontecido alguma coisa e que não viriam mais.
— Ah, a culpa foi minha, tia, demorei demais pra escolher uma roupa. – falou assim que abraçou a madrinha.
— Ah, não precisava se arrumar tanto querida, é só um jantar normal. – Aquilo tinha impressionado a menina que achou que seria julgada por estar de jeans. – Vamos para a sala de jantar, a comida já será servida. – Os quatro caminharam até a sala e teve que sentar ao lado de Tyler, o que pra ela foi meio constrangedor, lembrando-se da cena que quase aconteceu horas antes.
—Nossa, tia o jantar estava realmente muito bom. – comentou, todos já tinham acabado de comer e estavam na sala conversando um pouco.
, deixa de graça e fala logo que você quer comer mais um pouco. – deu um tapa de leve no irmão que ficou vermelho.
— É só ir à cozinha, o frango está no forno. – Richard sorriu e o sobrinho logo se levantou.
— Bora lá, , eu sei que você quer aquela torta também. – O irmão disse se “vingando”. Os dois foram pra cozinha e então ficaram só os adultos na sala, já que Tyler tinha ido ao banheiro.
— Então, Marcus, já pensou em entrar para o conselho da cidade? Você fazendo parte de uma das famílias fundadoras como a nossa, tem o direito. – Carol perguntou ao cunhado.
— Vocês ainda têm essa coisa de conselho? Nossa, eu lembro quando o papai fazia parte de um. – Ele disse rindo. – O Tyler sabe sobre essas “coisas”? – Fez aspas no ar.
— Sabe que o conselho protege a cidade, só não sabe do quê.
— Entendi. E já teve algum caso? Pelo o menos recente?
— Sim, na noite passada uma jovem foi encontrada sem nenhum sangue no corpo, e com dois furos no pescoço. Com certeza é um, bom você sabe o quê. – Richard falava baixo, com medo dos jovens voltarem e escutarem algo. – E temos que proteger nossos filhos, você já começou a colocar verbena na comida, ou até mesmo na água?
— O quê? Verbena? Vocês acreditam mesmo nisso?
— Funciona, Marcus, já comprovamos isso, funciona. – Carol disse levantando.
— O que funciona, tia? – questionou entrando na sala com uma taça de torta na mão.
— É, o que funciona, mãe? – Tyler, que chegou logo atrás da prima, sentou ao seu lado.
— Nada de mais, coisa do conselho. Seu pai acabou de entrar!
— Conselho? Que praga é essa? – perguntou da porta.
— Ah, é tipo um clube que os adultos têm, mas só participam famílias fundadoras, tipo a nossa. Enfim, é uma chatice só, vai por mim. Enfim, , tá a fim de dormir aqui? Podemos jogar basquete amanhã cedo. – Tyler propôs ao primo.
— Querido, acho que todos terão que dormir aqui hoje, olha só a chuva que tá caindo lá fora. Seria até perigoso vocês saírem daqui agora. – Carol foi até a janela e levantou um pouco a cortina.
, querida, vá até meu quarto e pegue uma roupa de dormir pra você.
— Tia, a menos que a senhora tenha algum shortdoll pra dormir, porque eu não uso camisola.
— Ah, então como ira dormir? Faz mal dormir de calça jeans. – Marcus perguntou a filha.
— Fácil, eu pego uma blusa do Tyler e uma cueca.
— O quê? Como assim cueca?
— É, tia, porque se eu pegar um short dele, vai ficar muito largo, a cueca não, por ser menor nele não vai ficar tão larga em mim, entendeu? Eu vivia fazendo isso na casa do... Dos meus amigos. – Aquilo tinha pegado todos de surpresa, até seu pai. Mas a menina deu de ombros e olhou para Tyler pedindo com o olhar para ele sair logo da sala.
— Ah, tá bom então, vem comigo, vou pegar uma roupa pro também.

Pov Tyler

Nossa, só de imaginar a minha priminha gostosa quase nua no quarto ao lado do meu, já me faz querer fazer besteira.

— Entra aí, só não repara a bagunça, a empregada não veio hoje. – Entrei no quarto e por sorte ele não tava tão bagunçado.
— Quarto legal, mané. – Ela disse e se jogou na minha cama, pena que não da mesma forma que eu queria. - Não precisa me dar à cueca, só uma blusa mesmo.
— Ué, por quê?
— Porque, de qualquer forma, a sua cueca vai ficar grande em mim, você ta com uma bundinha até que boa, e outra, aquele papo foi só pra eles não imaginarem que eu ia dormir só de blusa ao lado do quarto do meu primo que tá com os hormônios à flor da pele. – Ok, a parte que ela elogiou minha bunda eu não gostei porque ela apertou, sim, ela apertou minha bunda, mas agora o fato dela estar só de blusa, me deixou muito feliz.
— Mas teu pai não vai ficar bolado?
— Claro que não, até porque ele sabe que eu durmo só de sutiã e short em casa. – Já falei o quanto eu amo dormir na casa do meu padrinho? – Valeu, bobão, boa noite. – Ela pegou a blusa e foi pro quarto ao lado. Voltei para a sala e entreguei um short para .
— Aí, tu vai dormir lá no meu quarto, tem um colchão sobrando, só colocar lá no chão.
— Ah, querido, eu tirei aquele colchão do seu quarto, estava ocupando espaço e a cama da empregada precisava de um colchão novo.
— Tá legal! Agora onde o vai dormir? Porque esse sofá deixa uma dor nas costas. – Meu pai perguntou fazendo careta, provavelmente lembrando-se da noite que minha mãe o mandou dormir ali.
— Ah, eu posso dormir com a . A cama do quarto onde ela tá não é de casal? – Oi? Como assim? Primo, quer trocar? Você dorme no meu quarto e eu durmo com a ? Vai por mim, minha cama é muito mais macia!
— Ótimo, então. Tyler leva seu primo até o quarto, e os dois, pra cama, amanhã vocês têm que fazer muita coisa, logo as aulas começam. – Subimos e infelizmente eu não consegui ver já de roupa trocada, porque na hora em que o entrou no quarto, ela tava no banheiro.


xxx


— Borá acordar! – Ah, agora essa! Meu pai me acordando uma hora dessas, ainda tá de madrugada. – Tyler, anda, você tem que ir à escola, limpar seu armário pra amanhã. Vai acordar, seus primos! – Opa, aí ele falou a palavra mágica. Levantei correndo, sorte meu pai já ter saído do quarto, porque se não, provavelmente perguntaria o motivo da felicidade de levantar. Escovei os dentes e corri para o quarto ao lado, bati duas vezes e ninguém respondeu, com certeza ainda estariam dormindo, abri a porta devagar.
— Bom dia, mané. – disse saindo do banheiro, já vestida. Ah, qual foi? Não dou uma dentro.
— Bom dia! Meu pai tá chamando pra tomar café. , acorda, vagabundo. – Dei uma travesseirada em meu primo e sai, afinal de contas, não tinha mais nada pra ver ali. Voltei pro quarto, tomei um banho rápido e desci, para o café. – Bom dia, família.
— Bom dia, filho! Vai à escola que horas?
—Vou tomar café e vou lá!
— Ir onde? – e desceram e sentaram ao meu lado.
— Na escola limpar meu armário e colocar os livros novos.
— Ah, nós também temos que ir, , mas eu vou passar em casa primeiro, trocar de roupa e lavar o bebê, se quiser, pode ir com o Tyler antes.



Pov Autora

— Bebê? – Carol perguntou para a sobrinha sem entender.
— O carro dela, tia, essa ai chama aquele possante de bebê. – respondeu pela a irmã que estava mastigando.
— Qual modelo do seu carro, querida? – Richard perguntou curioso.
— Nissa GT-R azul. – Quando ouviu o modelo do carro, Tyler cuspiu todo o suco que estava na boca.
— Você tem mesmo esse carro? Mas ele acabou de ser lançado? Você sabe que esse carro custa 200 mil dólares?
— Sei, e daí? Ganhei um bom dinheiro nos recitais que participava e ganhava, meu pai só completou com o que faltava. – A menina deu de ombros como se fosse a coisa mais normal pra ela.
— E ainda comprou à vista? Eu também quero um! – Tyler disse olhando para os pais, fazendo todos rirem. – , você não tem nenhum carro?
— Vira bailarina que você ganha um, priminho! – se levantou e saiu da sala. – Tô esperando no carro. – Logo os três foram embora e deram uma carona para Tyler que foi para a escola limpar o armário.
— Simples, o dinheiro que eu ganho dando um jeito em PC ou concertando carros, não paga nem a roda do carro que a tem. Valeu, primo, até amanhã. – deu de ombros se despediu e foi de encontro à irmã que já estava no carro.
— Podia ter pegado mais leve, . – Marcus ainda ria da cara que o sobrinho fez.
— Como? Esse é o modelo do bebê. – A morena subiu tomou seu banho e foi lavar o carro. O dia passou assim, Marcus terminando alguns detalhes do estúdio de com a ajuda de , e a menina lavando seu precioso carro.

Pov

, to indo lá na escola arrumar meu armário, quer ir junto ou vai arrumar amanhã antes da aula? – Depois de ter passado o dia todo dando um jeito no carro, tomei outro banho e coloquei qualquer roupa pra ir à escola.
— Vou junto, só vou pegar uma blusa. – subiu correndo e logo depois desceu com uma blusa do Chicago bulls na qual sou apaixonada. – Pai, vamos com o seu carro.
— Por quê? Se o carro da já tá bom? – Papai tava hilário com um avental rosa fazendo o jantar.
— Porque eu vou dirigir e nem morto a me deixa pegar no “bebê”. – Ele fez aspas no ar e pegou a chave.
— Não vamos demorar! Te amamos! – Logo entramos no carro e uma coisa eu devo admitir, dirige muito bem. Assim que chegamos à escola, fomos direto para a secretaria pegar os horários e números dos armários.
— Boa noite. – Uma senhora de meia idade nos atendeu sorrindo.
— Boa noite, somos os irmãos Lockwood, viemos pegar nossos horários. – Respondi chegando mais perto do balcão.
— Ah sim, o pai de vocês veio alguns dias atrás matriculá-los. Aqui está, ele pediu para colocar os dois armários um perto do outro. – Ela sorriu e se abaixou para pegar algo atrás da bancada. – 682 e 683. Aqui está também à lista de horários das aulas, como serão as mesmas, só um papel basta. Mais alguma coisa?
— Não, obrigado. – pegou os papeis e assim que saímos da secretaria, começamos a busca interminável pelos armários.
— Aqui, finalmente! – Os armários até que tinham boa localização perto da maquina de doces. – Pelo o menos nossa sala de Biologia é aquela ali, é nossa primeira aula.
— Pelo o menos isso! – Arrumamos tudo dentro de nossos armários e como sempre, pra deixar gravado, coloquei uma foto minha com a no lado de dentro junto com um espelho. E pelo lado de fora, um adesivo pequeno de sapatilhas de balé.
— Você sempre faz isso, né?! A mesma foto com a , e o adesivo de sapatilha. Irmãzinha, você não vai mudar nunca. – disse bagunçando meu cabelo e então voltamos para o estacionamento. – Tá fazendo o que agora?
— Vendo uma vaga na sombra pro bebê. Tyler disse que se colocarmos uma pedra ou algo do tipo na vaga, eles não colocam o carro ali. Tá vendo? – Apontei para algumas vagas que tinham ou uma pedra media ou algum tipo de sinalização. Tratei logo de pegar uma pedra relativamente grande e colocar numa vaga sob uma grande árvore. – Pronto, vambora.
— Eu acho isso injusto, sabia? – disse assim que entramos no carro.
— O que é injusto, garoto?
— Nós temos a mesma idade, claro, somos gêmeos, você é só cinco minutos mais velha que eu, você tem carro e eu não.
— Primeiro: eu tenho carro porque trabalhei, ganhei meu próprio dinheiro e consegui comprar, o papai só deu o que faltava pra inteirar. E outra, se você abrir essa boca grande pra alguém, eu juro que te mato, mas o papai tava conversando esses dias comigo, antes de virmos pra cá, e ele disse que tá pensando em te dar um carro no nosso aniversário, já que eu tenho o meu, ele não acha justo você ficar sem. – Assim que terminei de dizer, ele parou o carro no meio do caminho e me olhou sorrindo. – Agora me diz ai qual carro você vai querer pra eu ir dando umas dicas pra ele, e nada de querer igual ao meu, porque somos gêmeos, mas a mamãe nunca vestiu a gente da mesma forma, não vai ser agora que vamos usar coisas iguais.
— Você sempre cortando meu barato, né. – Ele voltou a dirigir e ficou pensativo. – Já sei qual vou querer esse aqui, oh. – Ele sacou o celular e mostrou o wallpaper.
— Uma BMW Z4-s? Escolheu bem, maninho. Agora se eu souber que você contou até pra poeira do porão, eu falo logo pra ele te dar um par de all star de um bazar.
— Nossa, você às vezes pega tão pesado. – Ele disse rindo, mas no fundo sabia que eu falava sério.

Pov

Nossa, mano, eu nem acredito que dentro de alguns meses eu vou ter um carro só pra mim, já disse o quanto eu amo minha irmã? Com certeza a idéia principal foi dela, o papai só gostou e vai tornar realidade. Assim que chegamos em casa, estacionei o carro ao lado do “bebê” da e fechei a garagem.

— Já chegaram? Foram rápidos.
— É, a escola tava vazia e foi fácil achar os armários. – Fala sério, demos voltas e mais voltas até achar, mas a notícia que tinha recebido no carro me deixou tão feliz que nada me estressava.
— Tá muito feliz pro meu gosto, o que vocês aprontaram? – Ok? Da ele não desconfia.
— Nada, pai. É que o número do armário do é o número da sorte dele. – inventou a desculpa mais idiota, mas parece que ele caiu. Jantamos em silêncio, afinal, quando se trata de comida, nós três nos desconhecemos até como família.
— Bom, o jantar tava ótimo como sempre, mas eu ainda tenho que ver a roupa que vou usar amanhã, ainda tenho que falar com a e com o... Renan, boa noite. – Ah, tá na cara que ela não vai falar com o Renan, o amigo gay dela, até porque ele ta na França fazendo um curso, ela vai é falar com o Enzo, já disse pra vocês o quanto eu odeio aquele cara? Se acha o tal, já tá na faculdade, ganhou bolsa de atleta, ele é o atacante do time. O maior galinha e parece que a tonta da minha irmã não percebe isso!
— Eu vou dormir também. Boa noite, pai. – Coloquei meu prato na pia e subi, e por incrível que pareça, do meu quarto ainda da pra ouvir a falan... gritando com a amiga pelo skype. – Será que da pra fazer menos barulho? – Bati na porta dela e logo seguida entrei.
— Ai, foi mal, chato, eu já tava desligando. Diz oi pra . – Ela virou a tela no notebook.
— E ai, !
— Manda o papo, ! – A morena que agora estava com os cabelos vermelhos igual fogo, sorriu. – Tava falando com a que vou passar uns dias aí, só esperando um feriado longo.
— Pode vir, sabe que a gente adora você! Agora eu vou dormir porque amanhã temos aula, beijo, ! – Sai do quarto a tempo de ouvir um “boa noite, ”. Entrei no meu quarto, tirei a roupa, sim, eu durmo pelado, bom, ou quase isso, durmo só de cueca, e apaguei.

Capítulo 5


Pov

Nunca tinha tido um sonho tão estranho quanto o dessa noite. Depois de ter falado com , tentei ligar para Enzo, mas como sempre, tava desligado. Mas, voltando ao sonho, eu tava num galpão grande e eu via o mesmo corvo preto de dias atrás. Sei lá, foi estranho, mas algo me dizia que era verdade.

, levanta, tá na hora da escola! – Despertei de vez quando meu pai bateu na porta, afinal, quem consegue acordar só com o toque do celular?
— Tá, já levantei. – Mentira, mas corri para o banheiro e me enfiei na água quentinha. – Agora o complicado. – Sim, eu falo sozinha, abri a porta do closet ainda enrolada na toalha e comecei minha luta diária atrás de uma roupa, após ter colocado a lingerie, coloquei música, é claro.

Pov

— Fala sério! Essa menina não cansa de ouvir música, não? – Mal cheguei à cozinha e já consegui ouvir a música vir do quarto da .
— Deixa sua irmã. Melhor ela ouvir música do que ficar quieta pelos cantos.
— É, tem razão. Pai, por favor, não usa mais esse avental, não! – Ok meu pai tava muito ridículo.
— Ué, por quê? Eu fico lindo, ok! – Ele disse fazendo pose começando a rir. Tomamos café e ele levou um copo de suco pra no quarto, pra variar, ela ainda não tava pronta. Consegui tomar banho, me arrumar, escovar os dentes, pegar a mochila e descer pra ler a primeira parte do jornal e ela ainda não tava pronta.

Pov Autora

— Bom dia família! – desceu as escadas, já devidamente vestida, com a mochila nas costas e o copo de suco vazio. – Pai, tem maçã?
— Bom dia, minha linda, tem sim, na gaveta de baixo da geladeira. – O pai respondeu lavando os pratos. A menina pegou a fruta e fechou a porta.
— Pai, tira esse avental, tá ridículo!
— Eu já disse isso pra ele! – disse rindo. – Vamos logo, mané.
— Vamos. – A menina disse pegando as chaves do carro. – Tchau, pai, amo você! – Deu um beijo no pai e saiu de casa com o irmão, que abraçou o pai. – Tira a capa dele pra mim, enquanto eu abro a porta da garagem. – Feito isso, os dois entraram no *carro e partiram rumo à escola.
— Cara, olha aquele carro! – Matt disse cutucando Tyler na hora que o carro de entrou no estacionamento da escola, e assim como o rapaz, toda a escola parou o que estava fazendo para ver o carro.
— É da ! – O amigo respondeu rindo da cara do menino.
— O quê? Da tua prima? Como assim cara, mentira. – Dizendo isso, viu o carro estacionar na vaga na qual no dia anterior tinha posto a pedra e viu a mesma juntamente com o irmão saírem do carro. – Não é possível!
! – Caroline disse correndo até a amiga junto com Elena. – É sério que esse é teu carro?
— Sim! – A menina disse dando de ombros rindo. Alarmou o carro e saiu andando enquanto todos os outros ainda olhavam bobos.
—Você sabe que...
— Que meu carro é bem caro e mal foi lançado, sim, eu sei disso, Matt. – Ela riu assim que o loiro chegou falando. – Vamos pra aula? – Após o impacto, todos foram para a aula e ficaram felizes por terem as mesmas juntos.

— Finalmente intervalo. – Caroline disse saindo da aula de química. – Opa, quem é o gato novo? – Ela apontou disfarçadamente para a secretaria.
— Foi ele quem eu vi na sexta na fogueira! – Elena disse alarmada, e no mesmo instante *Bonnie calou sua boca com a mão.
— Tá doida, é? Mal viu o cara já quer chamar atenção dele? – disse rindo.
— Ah, tanto faz, tenho que resolver uma coisa! – A menina disse séria, indo atrás do irmão que entrou no banheiro masculino.
— O que deu nela? – perguntou chegando perto, as meninas deram de ombro e foram comer algo. Assim que terminaram de comer, viram Elena conversando com o aluno tão misterioso.
— Ih, acho que a Elena já conquistou alguém! – disse brincando e as amigas riram.
— Estranho! Porque ela terminou com o Matt há pouco tempo. – Bonnie comentou vendo a amiga se despedir do tal cara e ir em direção a elas. – Disfarcem.
— Foi mal, gente! Meu irmão tava se drogando de novo, como sempre! – Elena se sentou ao lado de Caroline que olhava para as unhas. – Que foi?
— Ah, ok! Eu não consigo disfarçar. Quem era aquele cara? – perguntou fazendo alarde.
— Ah, o nome dele é Stefan e eu o conheci quando tava saindo do banheiro masculino depois de ter falado com meu irmão, ele está no nosso ano. Só não foi pras primeiras aulas porque chegou de mudança com o tio hoje e estavam se instalando, e sim, ele é de família fundadora, Caroline, família Salvatore. – A menina ia dizendo e a cada vez que a amiga levantava o dedo pra falar algo, ela já respondia.
— Salvatore? Donos do casarão?
— Exatamente! Agora vamos pra aula de geometria, por favor? – Eles voltaram para a sala e lá estava Stefan, sentado perto de Elena, é claro.

Pov Stefan

Não sei como é possível, mas em todos esses anos que eu vivi, nunca achei uma duplicata da Katherine tão perfeita quanto à *Elena, e é claro que eu vou me aproximar dela, preciso ter a confiança dela antes de qualquer coisa. Assim que entrei na sala, que por sinal ainda estava vazia, me sentei e por sorte o lugar que tinha escolhido foi ao lado dela. Assim que a mesma entrou com suas amigas, se sentou ao meu lado sorrindo, mas o que eu fiquei espantado foi que uma de suas amigas parecia muito com uma pessoa que já tinha conhecido no passado.

— Elena? – A chamei com o lápis, fazendo a mesma virar discretamente. – Qual o nome daquela sua amiga ali?
*Caroline? – Ela apontou para a loira.
— Não, a outra.
— Ah, é a , por quê?
— Nada, pensei que conhecia! – Dei de ombros e tentei fingir que prestava atenção na aula, alguma coisa naquela *menina me lembrava alguém, só não sei o quê ou quem. O resto do dia passou tranquilo, Elena me apresentou suas amigas, descobri que a tal também era de família fundadora e uma das poderosas.



xxx



— Cheguei! Zach? – Assim que entrei em casa, vi que estava tudo muito quieto.
— Oi! Aqui na cozinha. – O ouvi chamar.
— Você conhece alguma Lockwood?
? Não, conheço Marcus e Clarisse Lockwood, por quê? – Clarisse, assim que ele disse esse nome me lembrei, ela era linda, a namorei por uns dois anos quando ela tinha a idade da filha, mas tive que terminar graças ao babaca do meu irmão.
— Se for da mesma Clarisse que tô pensando, namorei com ela quando ela tinha a idade da filha, e se a filha mora aqui, consequentemente a mãe também mora, vou ter que ir embora!
—Você não vai precisar ir embora! – Ele falou ainda cortando legumes.
— Por quê? – A coisa não tava parecendo boa.
— Clarisse Lockwood morreu em um acidente de carro na Rússia há seis meses. – Ele se virou e seu olhar era meio triste, claro ele conheceu ela.
— Como assim, Zach?
— Sim, ao que parece, eles foram viajar e sofreram um acidente, um caminhão bateu no táxi em que eles estavam voltando de um jantar e ela morreu na hora, por milagre, o marido saiu ileso.
— Nossa, isso é triste. Ela era uma mulher incrível, quando ela teve os filhos, a vi uma vez com eles na praia e ela parecia muito feliz. – Aquilo realmente me deixou abalado, porque eu gostava realmente dela.
— Sim, é horrível, mas a família dela não sabe da sua existência, então, por favor, não vá falar com a filha dela e desejar os sentimentos pela perda. – Ele brincou voltando a cozinhar.
— Claro que não. – Peguei meu celular e fui para meu quarto, relembrar o passado não é uma coisa muito legal quando você já viveu muito.

Pov Autora

— Então, pai, já decidiu o que vai dar pro de aniversário? Faltam apenas alguns meses. – perguntou entrando no escritório do pai, onde o mesmo analisava uns papeis.
— Acho que vai ser o carro mesmo. Sei lá, você já tem um carro e seria meio injusto pra ele, já que são gêmeos e consequentemente têm a mesma idade. – Marcus largou a papelada sobre a mesa.
— Ótima idéia! E já sabe qual vai dar?
— Hum… Estive pensando nesse! – O pai abriu na página da internet onde estava o anúncio e preço do *carro.
— Ah, qual foi pai! Tá de sacanagem, né? – A menina foi para o lado do pai. – Eu estive pensando e vendo algumas revistas no quarto dele e depois do meu, esse seria o *carro que ele compraria.
— Você sabe que esse carro custa uns 200 mil dólares, não sabe?
— Na verdade, 260 mil, mas o quê que tem? O meu também não foi esse preço?
— Mas o seu você pagou literalmente sozinha, eu só ajudei a completar a quantia.
— Ah, pai, vamos fazer assim, então. Eu ajudo, dou metade, mas o não pode descobrir que eu ajudei a pagar o carro dele, você sabe como ele é orgulhoso.
— Tá certo! Vou ver um final de semana e vou até a Califórnia, você sabe onde vou comprar o carro!
— Claro que sei, com o tio Joseph. Vou subir e adiantar alguns trabalhos, qualquer coisa me chama! – A menina deu um beijo no pai e subiu. – E ai, mané! Boas noticias, papai vai mesmo te dar o carro!
— Ah, sério, ? – levantou e abraçou a irmã. – Você é a melhor irmã gêmea que alguém pode ter.
— Muito sério! Agora deixa ir pro meu quarto fazer uns trabalhos.
— Ok! Mas, , se você já tem carro, o que vai pedir?
— Não faço à mínima idéia, pra te falar a verdade, não tô nem um pouco animada pra esse aniversário. – A menina disse saindo do quarto do irmão e entrando no seu, trancando a porta logo em seguida.

Pov

Vocês devem estar se perguntando o porquê de eu não estar animada pro meu aniversário de 18 anos, certo? Por vários motivos, primeiro: eu posso parecer feliz, brinco e riu com meus novos amigos, mas não é nada fácil perder a mãe, sinto muita falta dela, todos sentimos. Segundo? Posso ter feito novas amizades aqui, como Caroline, Elena e Bonnie, mas nada vai se comparar as amizades que eu tinha na Califórnia, sinto principalmente saudades da . Terceiro? Meu namoro é tão falso quanto beijo apaixonado em filme de quinta, não que eu não goste do Enzo, eu gosto e muito, mas sei que um cara na faculdade com um monte de garotas a seu pé não vai perder tempo esperando uma menina que não consegue dar pra ele o que ele quer. Não eu não sou virgem, mas toda vez que estamos quase lá, algo me impede de continuar, claro que ele não sabe desse detalhe e continua achando que eu sou virgem, e que ele será meu primeiro, acho que é por isso que ele ainda fala comigo.

— Hei, baby! – disse assim que a conexão via Skype normalizou. – Hei, anjinha, o que aconteceu? Que carinha é essa?
— Ain, amiga, minha vida tá um saco.
— Como assim um saco?
— Um saco, , chata, sem motivo pra me dar alegria.
, não quero que você fale assim. Conta-me o que ta te chateando.
— Tudo?! Todo mundo pensa que eu tenho uma vida legal, mas você sabe que não é assim. Tô com saudade da minha mãe, de você, o Enzo não atende minhas ligações. – Agora lá vem o choro.
— Anjo, eu sei que tá difícil, vai por mim, ninguém mais que eu sabe como é perder a mãe, eu entendo sua dor, o Enzo sempre vai ser um merda, não sei por que ainda ta com ele, ele é bonito? É sim, mas, , tem outros caras mais bonitos e muito mais legais. E você não precisa sentir minha falta porque eu vou sempre estar aqui. – Nessa hora as duas já choravam, perdeu os pais num acidente de carro quando tinha uns 12 anos, então ela foi adotada, as pessoas que a adotaram são pessoas incríveis, nunca ouvi ela reclamar nada deles.
— Mas não é a mesma coisa, amiga, as meninas daqui são ótimas e eu realmente estou começando a gostar delas, mas nada se compara a ter minha Panda aqui comigo.
— Own, minha anjinha, não chora! Falta pouco pra gente se ver! Muito pouco!
— Mas esse muito pouco tá demorando muito, amiga!
— Eu sei, princesa, agora tenho que ir, minha mãe quer ajuda pra resolver umas coisas do ateliê! Amo você!
— Amo mais! – Esse é o bom de ter uma amiga como a , porque independente da distância, ela sempre vai estar comigo.

Pov autora

— Pai, você já sabe o que vai dar de presente pra ? – entrou no escritório onde seu pai ainda estava lendo os papeis da empresa.
— Não sei, o que você acha de uma viagem pra Miami?
— Acho que não, ela iria amar! Mas o que você acha de trazer a pra cá?
— Como assim, garoto? Trazer a pra cá? Pra festa?
— Não, pai! – puxou uma cadeira e sentou ao lado do pai. – Presta atenção, eu sei que é errado, mas eu acabei de ouvir uma conversa delas duas pelo Skype e a não tá muito feliz aqui sem os amigos de lá. Disse que tá começando a gostar daqui e das meninas, mas que sente muita falta da , e o quanto queria que ela estivesse aqui. Pensa bem! Nós temos uns dois quartos vazios na casa, a gente liga pros pais dela e conversa, eu tenho certeza que a também tá mal por estar longe da melhor amiga.
— Olha, moleque! Essa é uma boa idéia! – O pai largou de vez os papeis e pegou o telefone. – Fica vendo pra ver se sua irmã não vai sair do quarto e se ela sair, me avisa, eu vou ligar pros pais da e conversar com eles.
— Tenho certeza que eles vão deixar, afinal, a vivia lá em casa. – O rapaz saiu do escritório, fechou a porta e voltou para o quarto.

Pov Stefan

Depois de praticamente passar o dia inteiro lendo e relendo alguns diários, sai da biblioteca e voltei pro quarto. Assim que entrei, senti algo diferente, mas tudo estava no seu devido lugar.

— Isso deve ser coisa da minha cabeça. – Peguei minha toalha e fui pro banho, ficando lá tempo suficiente pra esquecer algumas coisas do dia.
— Você nunca demorou tanto no banheiro, irmãozinho, já estava até ficando com tédio! – Assim que sai do banheiro vi quem eu menos desejava ver.
— Damon? O que faz aqui?
— Ah, sabe como é! Tava sem nada pra fazer, ouvi dizer que você voltou pra cá, vim matar as saudades da família! – Ele se levantou e começou a andar pelo quarto.
— Por que agora? – Terminei de colocar a blusa e vi o mesmo mexendo em algumas fotos.
— Porque eu prometi uma eternidade de inferno na sua vida, e acho que já fiquei muito tempo longe. E vejo que já até arranjou uma nova mascote, Elena! Ela é a cópia fiel da Katherine! Foi por isso que voltou, não foi?
— Isso não te interessa, vai embora, Damon, já fazem 20 anos!
— É, eu sei, maninho! E é claro que eu não ia perder seu primeiro dia de aula! Sabe o que eu achei engraçado? Que além da Elena, você também encontrou uma cópia muito igual daquela sua namoradinha Clarisse, não é? Eu não sabia que ela se tornou vampira.
— E não se tornou, Damon! Aquela é a filha dela, e você não vai fazer nada com ela! – Aquela conversa já estava me enojando.
— Claro que não, se eu não fiz com a mãe, vou fazer com a filha por quê?
— Você não fez nada com a mãe?
— Não! Eu nem ao menos falava com ela!
— Deixa de ser hipócrita!
— Quando eu faço, eu confesso que fiz! Agora sabe quem eu vou amar morder? A Elena. Consegue imagina o gosto do sangue dela? Eu consigo! – Já chega! Perdi totalmente meu controle e quando dei por mim, já tínhamos atravessado a janela do quarto e estávamos no chão.
— Cadê seu anel? – Ele apontou para minha mão e foi ai que dei conta que o sol logo amanheceria. – Relaxa, tá comigo! Isso foi só pra te dar um aviso que você nunca vai ser mais forte que eu! – Ele devolveu o anel no qual eu rapidamente coloquei de volta no lugar. – Ah como é bom estar de volta! Até amanhã, irmãozinho.

Capítulo 6


As semanas foram passando, estava cada vez mais amiga das meninas e , se enturmando com o pessoal do time.

— Hoje eu vou fazer o teste! – Os gêmeos disseram juntos e riram.
— Teste pra quê? – Marcus, agora com outro avental, perguntou servindo o café da manhã.
— Eu vou fazer pra líder de torcida, porque as meninas encheram meu saco e o pro time! – respondeu pegando uma fatia de melão. – Hum… vou terminar de me arrumar!
— Tudo certo, já? – perguntou assim que se certificou que a irmã não ouviria.
— Sim, eu falei com o John e com a Rose e eles amaram a ideia vendo que a também tá muito mal. Ela vem pra cá no dia da festa de vocês como surpresa! – Marcus respondeu baixo.
— Show de bola, vou escovar os dentes. – subiu e assim que saiu do quarto já devidamente pronto, já estava do lado de fora. – Se arrumou rápido hoje! Que milagre é esse?
— Sei lá, vamos logo! – os dois se despediram do pai e saíram entrando no carro da menina.
— Não vejo a hora de ter meu carro!
— Falta pouco, mané, pensa bem, exatos três meses.
— Eu sei, ah, e por falar em três meses, você sabe que a tia Carol tá organizando uma festa pra cidade toda, né?
— É, eu sei, ela me ligou esses dias perguntando qual minha cor favorita e quase teve um treco quando eu falei que era verde! – Os dois começaram a rir, e logo chegaram a escola. – Quem é aquele na minha vaga?
— Sei lá, mas acho que não é aluno! – disse e parou o carro ao lado do de Damon, desceu do mesmo e foi em direção ao rapaz.

Pov Damon

Uns me chamam de chato, como meu irmão, outros me chamam de sexy, como todo o restante da população que não se chama Stefan, e é claro que eu amo provocar, vim na escola dele hoje pra ver qual amiguinha dele tomar por um tempo.

— Damon, o que você ta fazendo aqui?
— Bom dia pra você também, maninho, vejo que já está de namorada nova! – Adoro provocar, Stefan, Elena e duas meninas chegaram perto.
— Você não me falou que seu irmão tava na cidade, Stefan, ah, e não somos namorados, prazer, sou Elena! – Eu sei quem você é!
— Prazer, Damon! – Estendi a mão e ela retribuiu o que fez Stefan ficar meio, digamos, chateado. – De quem é aquele carro? – Perguntei vendo um Nissan Gt-R.
— Ah, é da . – A loira disse olhando em direção ao carro. – Prazer, sou Caroline, e essa é nossa amiga Bonnie! – Ela fez as apresentações e os apertos de mão rolaram.
— Bom dia, minhas lindas! – A tal chegou com um cara todo grandão de mãos dadas. – Bom dia, Stefan e bom dia...
— Bom dia, , ! – Stefan sempre tão educado.
— E ai, cara! , eu to indo lá, porque o teste vai começar daqui a pouco e o Tyler quer me ajudar com algumas jogadas! – O tal chamou a garota.
— Tá bom, boa sorte e cuidado! – Ela deu um beijo no rosto dele, talvez não sejam namorados. – Será que pedir muito pra você liberar a vaga?
— E por que eu liberaria?
— Porque você não é aluno e eu sim, e porque você não deveria estar com o seu carro aqui, a menos que seja ou secretario ou professor ou zelador. – Ela disse rodando as chaves no dedo.
— Wow, essa doeu! Eu tenho realmente cara de zelador? – Tentei meu sorriso mais galante.
— Não sei. – Ela deu de ombros. – Só sei que quero a minha vaga, porque eu tenho aula e teste hoje. Então seria pedir muito pro fofinho tirar o carro da merda da minha vaga? Muito obrigada! – Ela entrou no carro esperando para que eu tirasse o meu, o que me deixou realmente irritado, mas o que eu posso fazer? Nada por enquanto! Tirei meu carro e fui para o lado de fora da escola.

Pov Elena

Ok, foi muito estranho eu mal conhecer o irmão do Stefan e ele sair por ai dizendo que somos namorados, não que eu não queira bem lá no fundo, mas também não é assim, por favor, vamos querer maneirar.

— Oh meu Deus, , você acabou com ele! – Bonnie disse abraçando .
— Ah, gente, não foi nada, eu só queria colocar o bebê na vaga dele, vamos pra aula.
, você falou algo de fazer teste hoje? – Perguntei meio já sabendo a resposta.
— Sim, eu vou fazer o teste pra líder de torcida, mas quero que me aceitem se eu for boa, e não porque sou amiga de vocês, ok?
— Prometido! – Dissemos juntas. – Você não vem, Stefan?
— Já vou, já, vou ver se o Damon já foi! – Ele disse e foi andando para fora da escola, fomos andando em direção ao prédio.

Pov Stefan

— O que você pretendia lá dentro? – Cheguei perto de Damon que estava encostado no carro do outro lado da rua.
— Ver qual delas vai ser minha, e advinha! A ganhou!
— Você sabe que ela é uma Lockwood, não sabe? E você também sabe de quem ela é filha.
— Quantas vezes eu vou ter que te falar que eu não fiz nada com aquela sua namoradinha, pela primeira vez que eu não faço algo, você acredita que eu fiz! Tá na hora de crescer, Stefan, e sim, ela vai ser minha.
— Boa sorte com isso então, pelo fora que ela te deu lá, isso vai ser meio difícil.
— Nada é difícil pra mim.
— Ah, com certeza vai ser, ela é de família fundadora, então consequentemente usa verbena todos os dias. Agora eu vou pra aula e depois prometi ajudar as meninas a julgarem as candidatas à líder de torcida.
— Tô dentro! Espero-te no ginásio! – Qual foi, ele nunca vai mudar? Só espero realmente que ele não tente nada, nada mesmo. Depois de chegar atrasado à aula e ouvir um leve sermão do professor, me sentei perto da Elena, nessas últimas semanas temos nos dado bem, muito bem mesmo, se é que me entendem.

Pov Autora

Assim que saíram da última aula antes do intervalo, eles foram juntamente com as candidatas para o ginásio.

— O que seu irmão ta fazendo aqui? – Caroline disse apontando para Damon que estava sentado na arquibancada.
— Ah, ele quer ajudar a julgar!
— Ótimo, quanto mais gente opinando melhor, vamos nos sentar? Stefan, puxa uma cadeira pro seu irmão. – Elena disse sorrindo.
— É, Stefan, puxa uma cadeira pra mim. – Damon disse sarcástico e logo começaram as apresentações.
— Cadê a que não chega? Ela tinha que ter se apresentado antes da décima candidata. – Bonnie olhava a lista nervosa.
— Hum… acho que ela desistiu! Não deve ser tão boa assim. – Damon, que até o momento só sabia fazer desenhos em sua folha onde ele teria que dar as notas, disse debochado.
— Desculpa, gente! Foi mal a demora, tava ajudando o num trabalho, afinal, fazemos dupla. – A menina disse chegando correndo, largou a mochila num canto e foi até o som conectar o celular.
— Que musica você vai dançar? – Caroline perguntou anotando.
— Formation da Beyonce. – a menina respondeu e deu play ficando de frente para os amigos e começando a *dançar, na hora todos ficaram de boca aberta, inclusive Damon, que até certo momento, estava debochando. Assim que a menina terminou de dançar, as amigas aplaudiram de pé.
, como você ainda tem coragem de dizer que não dança? – Caroline disse indo abraçar a amiga. – Com certeza você já ta no time. Agora, como manda o script, vai lá pra fora esperar com as outras meninas, enquanto vemos quem entrará. – concordou e saiu pegando a mochila e o celular.
— E ai, , como foi lá com o teste? – , que também tinha acabado de sair de seu teste, abraçou a irmã.
— Bem, eu acho, e o seu?
— Você ta olhando para o mais novo Fullback do time! – Ele disse orgulhoso estufando o peito.
— Ai meu Deus, , isso é ótimo! To orgulhosa de você!
— Aí, a loirinha vai dizer quem passou! – Damon disse e voltou para dentro.
— Cara estranho! – e disseram juntos e entraram com as outras meninas.

Pov Damon

Eu devia querer sugar todo o sangue daquela garota, ainda mais pelo o que ela fez mais cedo, mas a única vontade que eu tenho é agarrar ela e jogar na minha cama, ainda mais depois dessa dança. Assim que sai pra avisar pras garotas entrarem, lá tava ela com o tal .

— Muito bem, meninas, todas foram bem! – Elena começou.
— Mas, só algumas de vocês passaram, e essas foram: – a loira fez suspense, qual é não é mais fácil falar logo? – Julie, Sophie, Anna, Ariel e .
— Ah eu não acredito! – Isso foi o que todas que passaram falaram ao mesmo tempo.
isso é ótimo! To orgulhoso! – a pegou no colo e começou a roda-la, com certeza eles são um tipo de namorados que não se beijam em público. Depois de toda aquela euforia, elas foram fazer a prova de uniforme e eu to dando graças a Deus pra eles terem mudado aquela coisa cafona.
— Acho que já ta na hora de você ir, não é, Damon?
— De novo, Stefan? Que saco, muda o disco! Mas dessa vez eu vou mesmo, tenho uma reunião com o pessoal do conselho da cidade, eles estão esperando uma entrega especial de verbena.
— E você quem vai levar?
— Claro! Eu tenho que saber como ta a situação de você sabe muito bem o que, e porque não entra pro conselho? Afinal, nossa família e fundadora também! – Dei dois tapas em seu ombro e entrei no carro indo direto pra casa dos Lockwood.
— Damon Salvatore! – Carol abriu a porta sorrindo, acho que é pela minha beleza. – Entre! – Já que fui convidado!
— Aqui está a verbena, senhora Lockwood. – Acho que mereço o Oscar.
— Ah, pode me chamar de Carol, não quer se juntar conosco?
— Mas eu pensei que só pessoas do conselho poderiam.
— Sinta-se no conselho, afinal, sua família foi uma das fundadoras. – Ela pegou a caixa com a verbena e guardou. – Venha por aqui. Pessoal, esse é Damon Salvatore. Damon, esses são Richard meu marido, Marcus, o irmão dele, e Liz! – Apertei a mão de cada um e logo a reunião chata sobre os recentes ataques começou, fala sério, não rola nem um uísque? Isso aqui tá um porre.

Pov

— Muito bem, para encerrar, quero um relatório sobre todo o conteúdo desse livro, o trabalho será feito em grupo, se juntem e boa sorte! – Fala sério, quem passa um relatório de um livro todo?
, vai fazer com quem? – Tyler e Matt chegaram perto da minha mesa.
— Com a gente! Né, ? – Bonnie me abraçou de lado.
— É, , você vai fazer com eles?
— Vou sim. – pegou o tal livro e saiu com os meninos.
— Então? Quando, onde e quem leva a tequila? – Perguntei brincando e todos riram.
— Podíamos começar hoje, aí até o fim de semana ele tá pronto e não precisamos esquentar cabeça com isso. – Stefan deu a melhor ideia. – Se quiserem, pode ser lá em casa, é bem grande e silencioso, ninguém vai atrapalhar.
— Por mim, beleza! – Elena deu um beijo nele, eles fazem um casal tão fofo.
— Por mim também! – Bonnie, Caroline e eu concordamos juntas. – Só vou passar em casa antes, tomar um banho, trocar de roupa e depois eu vou, me passa o endereço Stefan. – Ele anotou num papel, e logo tratei de passar pro celular, só eu sei como vivo perdendo papeis importantes.
— Nós também vamos passar em casa, que horas podemos ir? – Bonnie perguntou também anotando o endereço.
— A hora que vocês quiserem. – Stefan deu de ombros e então fui pra casa, como tinha ido pra casa do Matt, fiz o caminho de volta sozinha.
— Pai, tô em casa! – Entrei e percebi tudo muito silencioso. – Pai? – Entrei na cozinha e encontrei um bilhete do coroa.

e , tô na casa do seu tio, reunião importante de conselho, tem comida no forno e sobremesa na geladeira. Amo vocês”.

— Ótimo! – Peguei tudo, fiz meu prato, esquentei no micro-ondas e fui pra sala assistir um pouco de filme enquanto a hora não passa. – Ain, esse filme é muito lindo! – Ia começar Marley e Eu, depois de ter visto Harry Potter e a Câmara Secreta pela milionésima vez, me sentei agora com um pouco de torta de maçã num pote pra começar a ver o outro filme.
, tô em casa! – Ouvi a porta frente abrir e meu pai entrar.
— Oi, chegou cedo!
— Cedo? Menina, são três da tarde! – Realmente perdi a noção do tempo, assim que ouvi as horas, engoli o pedaço de torta e subi para escovar os dentes, tomar banho, e colocar uma roupa.
— Pai, tô indo pra casa de um amigo fazer trabalho, não devo voltar muito tarde, amo você e a comida tava uma delicia! – Nem deu tempo e de ouvir o que ele falou, joguei a bolsa dentro do carro e acelerei colocando o endereço no GPS.

Pov Autora

— Tá fazendo uma festa e nem me chamou, maninho? Que coisa feia! – Damon, que tinha acabado de chegar em casa, foi até a sala onde Stefan estava com Elena, Bonnie e Caroline.
— Estamos fazendo um trabalho, Damon, será que pode não atrapalhar!
— Claro! Vou ficar aqui caladinho! – Ele foi até a cozinha. – Querem alguma coisa?
— Não, obrigado. – Todos responderam juntos e voltaram a prestar atenção no que faziam.
— Caraca, a tá demorando, né? – Caroline disse olhando mais uma vez para o relógio.
— Ela tá chegando, acabou de mandar SMS dizendo que se atrasou um pouco. – Bonnie olhou a tela do celular e respondeu à amiga. Quase dez minutos depois ouviram barulho de carro, e logo em seguida batidas na porta, Damon, que nesse exato momento estava voltando da cozinha com um pote de morangos, foi abrir, já que estava mais perto.
— Vejam se não é a senhorita mandona! – Ele parou na frente da porta impedindo a menina de entrar.
— Vejam se não é o mala, vulgo irmão chato do Stefan! – Ela disse irônica e o empurrou para o lado. – Hm, morango! Valeu! – Ela disse pegando um e mordendo.
— Garota abusada! – Damon resmungou enquanto voltava para a sala, onde a menina acabara de entrar.
— Gente, me desculpa mesmo, é que eu comecei a ver Harry Potter e quando dei por mim, já tava vendo outro e se não fosse meu pai chegar em casa, essa hora eu estaria chorando vendo Marley e Eu. – Ela se sentou ao lado de Elena.
— Bela tatuagem! – Damon disse vendo o desenho nas costelas da menina.
— Valeu! Fiz com minha amiga antes de me mudar! – Ela deu de ombros. – Por onde vamos começar? – Dizendo isso, pegou na mochila o livro e o notebook.
— Pera ai, notebook? Sério? Pensei que vocês faziam trabalho manuscrito. – Damon disse observando a todos.
— E nós vamos, porém vamos digitar primeiro as ideias de cada um, juntar os pontos mais importantes de cada texto e depois a Elena vai passar pro papel! – Caroline disse olhando para o mesmo com desdém.
— Por que eu? Gente, a minha letra nem e tão bonita assim.
— Eu posso escrever, se quiserem. – que estava encostada no sofá com o computador sobre as pernas disse sem tirar os olhos da tela.
— Como é a sua letra? – Bonnie perguntou entregando para a menina um papel e uma caneta.

“Meu nome é Casteliano Lockwood.”
Ela entregou o papel de volta e todos ficaram de acordo que escreveria o trabalho.

— Muito bem, gente bonita, terminei minha parte! – Caroline disse cortando o silêncio.
— Eu também acabei! – Elena e Stefan responderam juntos e sorriram o que fez Damon, que ainda estava ali, rolar os olhos.
— Também acabei. Gente, eu tenho que ir embora, minha vó ta precisando que eu faça alguma coisa pra ela. – Bonnie disse olhando a tela do celular vendo a mensagem da avó.
— Ah, eu também tenho que ir, minha mãe vai chegar do trabalho e eu tenho que estar em casa, posso com isso? – Caroline disse começando a arrumar as coisas. – Quer carona, Bon?
— Pode ser.
— Eu te levo, Bon, você veio comigo e eu também já to indo embora. – Elena, que estava abraçada a Stefan, disse levantando. Todos entregaram seus relatórios a e foram embora.
, quer alguma coisa? – Stefan perguntou voltando para a sala.
— Não, eu tô bem, brigada, vou começar a escrever logo, não posso ir embora muito tarde.
— Tudo bem, qualquer coisa me grita, vou ali na cozinha.
— Tá bom, obrigada.

Pov Damon

Eu nunca fiquei tão interessado numa mulher como essa menina, tem algo nela que me atrai, eu só não sei o que é, por enquanto.

— Parece que só restou nós dois. – Me sentei ao seu lado no chão.
— E isso é bom por quê? – Ela virou o rosto falando irônica.
— Porque agora você pode confessar que ta caidinha por mim.
— Nem nos seus sonhos mais selvagens. – Ela voltou a escrever falando sarcástica.
— Isso tudo porque eu estacionei o carro na sua vaga, ou por que você esta se sentindo completamente atraía por mim e não quer confessar?
— Damon, nem no meu pior pesadelo eu me sentiria atraída por você. – Ela arrancou a folha do caderno arrumou na capa que Stefan tinha feito e grampeou.
— Você pode dizer isso, mas seus olhos e seu corpo dizem de outra forma, quando eu chego perto de você. – Me aproximei, já que ela já estava de pé guardando suas coisas.
— Você pode achar que eu me sinto atraída por você ou algo do tipo quando você chega perto de mim dessa forma. – Ela começou a falar no meu ouvido me deixando arrepiado. – Você é gato e sexy, isso eu não posso negar, mas se tem uma coisa que eu aprendi com a minha mãe é que eu não achei meu corpo em qualquer lugar pra ficar com um cara só porque ele é gato e atraente. Então vê se aprende, meu corpo pode reagir de qualquer forma, até porque a carne é fraca, mas o que conta é a minha mente e ela me diz que você não vale à pena. – Ok, isso tinha me surpreendido, ela pegou a mochila e foi para a porta. – Avisa pro Stefan que o trabalho tá pronto e pra ele não se esquecer de levar semana que vem, boa noite.

Aquilo me deixou totalmente desconcertado, eu nunca tinha levado um fora de ninguém.

— Agora eu tô surpreso, você nunca levou um fora de ninguém, irmão. – Stefan apareceu na sala rindo. – E sim, eu ouvi tudo.
— Pode rir agora, irmãozinho, você ainda vai ver que eu vou fazer o que quiser com essa garota, e ela ainda vai pedir pra eu sugar o sangue dela. – Peguei meu celular e fui em direção às escadas. – Isso não acaba assim.

Continua...



Nota da autora: (10/04/2017) Sem nota.




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