Última atualização: 20/10/2017

Intro

Três anos haviam-se passado desde que deixará Washington D.C para se mudar para Spokane, também em Washington, mas bem longe. A jovem não podia negar o alivio que sentia cada vez que parava para pensar em como tudo estava a correr às mil maravilhas até ao momento. No fundo, ela sabia que mais cedo ou mais tarde, a verdade viria à tona e perder a sua filha era o seu maior medo em meio de tantos outros. Mas por mais segredos que podesse esconder, ela corria também atrás daqueles que lhe eram ocultos. Toda a verdade, a verdade sobre a sua vida.


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- Nós sabemos que já trabalhou em lojas de vestuário antes, , mas, por favor, tem em conta que esta é uma marca diferente e bem especifica, nós temos um atendimento ao cliente personalizado. - Irina, a mais recente gerente de , repetiu pela quarta ou quinta vez enquanto a doce garota de cabelos ruivos clicava em “entrada” na plataforma online do trabalho, marcando a sua presença, o tempo e horas. - Por favor, não se esqueça disso.
- Estou ciente disso, Senhorita Harper. Não há razões para se preocupar, estou pronta. - respondeu, tão confiante tanto quanto conseguia, mais tentando se convencer a ela própria de que na realidade estava para se dizer a verdade.
- Então é tempo de brilhares, ali tens o teu primeiro cliente. - Angela, a sua colega espanhola com ar de piriguete, afirmou com um sorriso de estranhar, apontando para a porta.

Macadamia era o nome da loja onde tinha acabado de arranjar um trabalho a part-time. A marca era absolutamente dirigida a roupa de homem, maioritarimente a fatos, roupas bem finas e chiques e apenas pessoas ricas e muito importantes compravam lá, ou pelo menos era o que se constava segundo as suas colegas. Aparentemente, a marca tinha sido recentemente fundada pelo filho do Mayor, que era um jovem e talentoso homem de negócios com uma aparência bastante apelativa de quem nunca se quer tinha ouvido falar ou havia visto a cara. Mas bem, tudo isso provavelmente porque ela estava ocupada cuidando da sua filha de três anos, órfã de pai e tentando manter-se a ela tanto quanto à filha em segurança do passado.

- Bom dia, minha senhora. – Oh, nossa, que ótimo começo. Curiosidade? Eram quase seis da tarde. - Digo, boa tarde, Madame, Bem-vinda à Macadamia. Como posso ajudá-la? - Com toda a certeza que ela havia apenas cuspido toda aquela fala na cara da cliente tão depressa quanto um espirro.
- Irina, querida pode ajudar-me, por favor? Estou procurando um novo terno para o meu marido. - E assim, a senhora de praticamente meia idade passou por como se ela nem sequer existisse, ignorando completamente a sua presença. Obviamente, todas as suas colegas riram da sua cara, tirando uma querida alma, Katherine ou Kat como ela havia antes pedido a que lhe chamasse. Kat era a mais nova ali a seguir dela e parecia ser muito simpática, a típica amiga querida e fiel. Com toda a certeza ela e iriam se dar muito bem.

Assim que ela percebeu que elas a tinham feito atender aquela cliente de propósito, porque sabia o que aconteceria, o seu cérebro começou a ferver. podia ser muito boa pessoa e bastante acessível, mas se alguém a irritasse a sério, eles não faria algo melhor do que fugir. Ela repugnava pessoas que se pensavam e agiam como se fossem melhores do que os outros. Só porque elas já estavam lá antes dela, isso não lhes dava o direito de agirem feito umas putas egoístas.
Afastando esses pensamentos para longe da sua cabeça, respirou bem fundo e sorriu carinhosamente em direção à sua gerente e as colegas enquanto sentia alguns passos se aproximando atrás de si e então se preparou para a segunda oportunidade. Desta vez ela tinha a certeza absoluta de que tudo iria correr bem.

- Boa tar... - Ela foi imediatamente interrompida com brutalidade por uma voz masculina.
- Poupa-me o seu discurso, garota. Deixa-me respirar em paz antes de começar a andar em voltas de mim, tentando me convencer a levar uma roupa qualquer. - Uma figura masculina, não muito mais alta que ela, com uma pele um tanto quanto morena e bem bonita, e uma linha de maxilar única de morrer, mais ou menos nos seus vinte/trinta anos de idade afirmou com um ar bem sério e convincente olhando bem fundo nos seus olhos.

Se o seu cérebro estava fervendo antes, podem apenas imaginar como o seu sangue já estava a ganhar essa corrida de momento.

- Perdão? Seu rato rude desrespeitoso! Eu estou aqui para tentar fazer a porra do meu trabalho, enquanto tenho que levar com uma pequena porção de pressão - Ela deu ênfase apontando com o ombro para as colegas atrás de si e prosseguiu - E o senhor vem aqui me tratando como lixo?!

Todos, não apenas dentro da loja, mas bem como em quase todo aquele andar do shopping, estavam olhando ela, até então, enquanto tentava reconquistar a sua respiração.
O jovem, no entanto, ao contrário do que era esperado, continuou lá parado olhando pra ela, mão direita sob o queixo como se a estivesse analisando. Isso estava definitivamente fazendo-a ficar ainda mais nervosa, mas ainda assim porque é que ninguém estava ralhando com ela? Nem sequer a sua gerente.

- Bem, Irina Harper, vejo que temos uma guerreira aqui. Muito bem, Senhorita... - Ele afirmou sorrindo bem maroto e olhando para a plaquinha com seu nome - . Gostei de ti. Mas da próxima vez, tenta respirar mais tempo entre cada palavra ou virá a perder o emprego. - O que raio é que acabara de se passar ali?
- Bem vindo de volta, ! - Irina cumprimentou-o com um sorriso supercontente seguido de um abraço bem apertado. - Vejo que já conheceste a tua mais recente colaboradora. - ? de ? ? O fundador e dono da companhia para a qual ela acabara de ser contratada?
- Oh se conheci, minha amiga. Ela tem um temperamento bastante... peculiar. - respondeu sorrindo, divertindo-se com a situação claramente, enquanto simplesmente ficou lá, olhando perplexa para ele como se fosse algum ser anormal. - De verdade... , certo? - Ele perguntou e ela assentiu - Já pode relaxar, isto foi a tua, digamos... praxe de boas vindas. - E todos riram claramente entretidos pelo o sentido de humor do patrão.
- Bem, deveria me sentir aliviada, já que acabei de chamar o meu patrão de rato? - Ela perguntou tentando ser engraçada quando na verdade, tudo o que ela queria fazer era estrangulá-lo bem ali, bem na hora. Qual era o propósito de a por naquela situação constrangedora e humilhante? Ela podia ter sido despida. Mas ele era o patrão mesmo, portanto.
- Não te preocupes, algumas destas senhoritas aqui já me chamaram bem pior. Acredita. - O belo jovem respondeu rindo em conjunto com todas as colegas. Então ele fazia aquilo com todas as suas recentes contratações? Bem, ao menos ela não era a única humilhada, então. - Agora vamos trabalhar, porque os bailes de finalista estão à porta e eu aposto que alguns jovens virão procurar por um belo terno. Irina, tu vens comigo, temos negócios a tratar. - Ele terminou de falar, entrando no seu escritório seguido pela Senhorita Harper, deixando para trás uma bastante perdida e confusa com o resto das suas colegas.





Continua...



Nota da autora: Sem nota.



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