A Quinta Marota

Última atualização: 28/09/2019

Prólogo

- Vamos, Jay, vamos perder o trem – a pequena batia na porta do quarto do irmão gêmeo.
- Estou pronto, vamos – o irmão abriu a porta e saiu puxando a irmã escada a baixo.
Tanta animação tinha um motivo, era o primeiro ano dos gêmeos James e Potter em Hogwarts, uma escola de magia e bruxaria. Ambos tinham 11 anos recém completados e desde que tinha recebido a tão esperada carta de Hogwarts, ficaram ansiosamente aguardando o dia 11 de setembro.
- Muito bem crianças, segurem meu braço, vamos aparatar – A Sra. Potter disse e os mais novos fizeram uma cara feia.
- Odeio isso – os gêmeos falaram juntos.

[...]

- Se cuidem em Hogwarts e, por favor, SEM CONFUSÕES, não quero receber uma carta do diretor no primeiro dia de aula... – A Sra. Potter falava com os gêmeos, que trocaram sorrisos marotos antes de responderem.
- Tudo bem mãe, prometemos não fazer nada... No primeiro dia – disse mexendo nos longos cabelos castanhos.
- Agora nos outros... Não prometemos nada – James completou com o seu famoso sorriso de lado.
- Não sei mais o que fazer com vocês... – a Sra. Potter revirou os olhos – entrem no trem logo e se divirtam bastante em Hogwarts - sorriu e algumas lágrimas puderam ser vistas.
Os gêmeos se despediram da mãe e foram correndo para o trem.
- Temos que achar uma cabine vazia, Jay - falou - imagina se sentamos com alguém da Sonserina - Os dois fizeram uma careta ao imaginar a situação.
- Vamos por ali, parece que está mais vazio – James respondeu apontando para um lado do trem.
Os gêmeos foram andando pelo trem, que já estava parcialmente lotado, até acharam uma cabine bem ao fundo. James se aproximou para checar se estava vazia.
- Aqui, tem só um garoto aqui – James disse entrando na cabine – Oi... Eu e minha irmã podemos sentar com você? O resto do trem está cheio.
- Claro... Sentem – respondeu um garoto com a aparência bastante cansada, cheio de cicatrizes, mas com um olhar sereno e calmo.
- Obrigado... , aqui – James chamou a irmã e eles se acomodaram na cabine – A propósito, meu nome é James.
- Sou ... Mas todos me chamam de ... é muito sério – disse rindo – e o seu?
- Sou Remus Lupin... Prazer – O garoto respondeu com um singelo sorriso no rosto.
Os três foram conversando durante toda a viagem e mal sabiam que aquele seria o início de uma longa e bela amizade.

P.O.V.

- É melhor trocarem logo as roupas, estamos chegando em Hogwarts – Disse um monitor da Corvinal entrando na cabine e logo saindo.
- Bom, já que eu sou a única menina aqui, vou sair para vocês se trocarem... Tem um banheiro aqui perto – Peguei minhas roupas e sai da cabine me batendo com uma garota ruiva.
- Ai... Desculpa – ela disse um pouco envergonhada.
- Sem problemas... Sou meio desastrada também… na maior parte do tempo – ri um pouco lembrando de todas as vezes que me bati em alguém por estar com a cabeça nas nuvens.
- Então somos duas – ela riu – vai colocar o uniforme?
- Sim, estava justamente procurando um banheiro.
- Ah, tem um logo ali – Ela apontou para uma porta.
- Obrigada... Meu nome é .
- Lílian... Espero que sejamos colegas de casa – ela deu um sorriso sincero.
- Também… Para qual casa espera ir? - perguntei.
- Eu sou nascida trouxa, então não conheço muito bem as casas, só pelo que li em alguns livros que encontrei no Beco Diagonal… - ela falou - mas pela descrição que tive das casas, acho que me encaixo mais na Corvinal ou na Grifinória e você? - se virou para mim.
- A maior parte da minha família é da Grifinória, então acredito que seja para lá que vou… me identifico muito com a casa. - falei antes de entrar no banheiro para trocar de roupa.

[...]

James P.O.V.

Chegamos em Hogwarts e, por sermos alunos do primeiro ano, fomos levados ao castelo por um homem gigante e bem legal chamado Hagrid.
- 4 alunos em cada barco – bradou Hagrid com uma lamparina gigante nas mãos.
- Vem Remus, vou só procurar minha... – fui interrompido por um ser pulando em minhas costas – deixe quieto.
- Vamos maninho, estou muito animada – ela desceu das minhas costas – ah, já ia esquecendo... Essa é a Lílian, conheci ela quando fui para o banheiro.
Quando olhei a ruiva ao lado da minha irmã, senti uma coisa que era nova em meu peito e uma felicidade momentânea surgiu.
- Prazer, sou James – falei com meu melhor sorriso. - O prazer é meu.. Sou Lilian – Ela sorriu e fiquei totalmente hipnotizado.
- Lily, você não vem? Estou te esperando no barco faz um bom tempo – um garoto com os cabelos mais oleosos que já vi a chamou.
- Estou indo Sev, estava socializando um pouco... Vou indo, foi um prazer conhecer vocês – ela saiu com o garoto.
- Terra chamando James – minha irmã estalou os dedos na minha cara – Vamos.
Entrei no barco junto à , Remus e um garoto magricela.

Autora P.O.V.

Os garotos foram levados ao castelo e logo estavam cruzando o salão principal.
- Jay, estou com medo... E se eu for para a Sonserina? Quer dizer, toda a nossa família foi da grifinória – sussurrou para o irmão.
- Não se preocupe... Tenho certeza que vamos para a grifinória – o irmão sorriu para ela, que devolveu o sorriso.
A professora Minerva começou a chamar os nomes dos alunos.
- Black, Sirius – um garoto com cabelos até os ombros foi até o banquinho.
- Mais um Black... Claro que ele vai para...
- GRIFINÓRIA – Bradou o chapéu seletor calando James.
- Sonserina – ele completou a frase – um Black na grifinória? Tenho certeza que a família dele não vai ficar bem feliz.
- Aparentemente ele está bem feliz - apontou para o garoto Black que seguia para a mesa da Grifinória com um sorriso gigante no rosto.
- Gostei desse garoto - James falou - Acho que podemos ser bons amigos...
Enquanto James estava pensando na sua suposta nova amizade com o Black, só conseguia pensar em uma coisa: “ Se um Black foi para a Grifinória, eu tenho chances de ir para a Sonserina” e aquilo a deixou muito apreensiva.
- Potter, – Minerva chamou a garota.
deu passos bem curtos, como se tentasse não sair do lado de seu irmão, até o banquinho.
- Ah, uma mente nada má, um coração realmente muito leal e fará de tudo para defender seus amigos... Muito marota... Já sei onde te colocar – Ela prendeu a respiração com a fala do chapéu seletor – GRIFINÓRIA!
Ela sorriu aliviada e foi sorrindo para a mesa da grifinória, que batia palmas bem calorosas para ela.
- Potter, James.
O menino andou decidido até o banquinho e o chapéu mal lhe tocou a cabeça e bradou.
- GRIFINÓRIA!
A mesa da grifinória rompeu em palmas calorosas e a menina abraçou o irmão.
- Lupin, Remus.
Os gêmeos ficaram quietos, tinham gostado do garoto e esperavam que ele fosse para a grifinória.
- GRIFINÓRIA!
Os gêmeos bateram palmas junto com o resto da mesa da Grifinória.
Os gêmeos estavam alegres e encantados com o castelo e mal podiam esperar para o primeiro dia de aula…
Aquela seria a primeira noite de muitas dos melhores anos da vida dos Potter's.


Capítulo 1

A manhã seguinte logo chegou e estava tão ansiosa para o primeiro dia de aula que acordou mais cedo que o habitual. Sentou na cama e deu uma olhada no relógio que marcava 5:00. Como sabia que não iria conseguir voltar a dormir, se levantou e foi até o banheiro tomar um banho e colocar o seu novo uniforme.
Resolveu descer para o salão comunal para acabar não acordando as meninas, já que tinha feito uma promessa para a mãe de “nenhuma pegadinha no primeiro dia de aula”.
-Oi Remus - disse ao descer e encontrar o mais novo amigo, que estava sentado numa poltrona lendo um livro.
- Ah, oi... – Ele fechou o livro e virou o rosto para falar com .
Ontem ela tinha reparado algumas cicatrizes no rosto do menino, mas achou ser algo normal, já que ela e James tinham várias cicatrizes por conta das pegadinhas que faziam, mas naquela manhã algo chamou sua atenção. O rosto do menino estava com muito mais cicatrizes do que na noite anterior, observou ainda que o garoto estava passando nas cicatrizes uma espécie de pomada para evitar sangramentos.
- O que aconteceu com seu rosto? – ela perguntou ao se aproximar do garoto, sentando ao seu lado.
- Eh... Eu... Eu cai – ele tentou esconder a pomada e continuou - fui tentar levantar para beber água e cai.
- Bom, foi uma queda e tanto, não é? – ela deu um sorriso e pegou a pomada que ele tentou, sem sucesso, esconder – eu vou te ajudar com isso – completou passando um pouco no rosto dele.
- Obrigado - sorriu verdadeiramente.
- É isso que os amigos fazem, não é? – sorriu e ele concordou - mas você deveria dar uma passada na enfermaria… Tenho certeza que eles têm alguma coisa melhor do que essa pomada.
- Eu vou sim, prometo - ele falou e olhou para o relógio no seu pulso - já está na hora de irmos para o salão principal, vamos?
-Remus, se vamos realmente ser amigos, você tem que aprender uma coisa - levantei e lancei um olhar sério para ele - eu nunca nego comida.

[...]

- Sabe , acho que deveríamos começar com as pegadinhas – James disse com sua típica cara marota.
-Fizemos uma promessa para a mamãe - ela falou com uma salsicha presa no garfo - sem pegadinhas no primeiro dia.
-Ela não precisa ficar sabendo - ele falou lançando um olhar esperançoso para a irmã.
- Tudo bem, mas não podemos ser pegos - ela respondeu pegando um pedaço de pão - Que tal bombas de bosta nas masmorras? O salão comunal da Sonserina fica lá.
- Seria perfeito - ele deu um sorriso de lado e se aproximou mais da irmã para que ninguém ouvisse a conversa - Então o plano é esse: seguimos algum aluno da Sonserina para descobrir onde fica o salão comunal e à noite jogamos as bombas de bosta no corredor deles.
Durante a conversa, um garoto com longos cabelos pretos observava tudo atentamente e logo se aproximou da dupla de irmãos.
- Desculpa me intrometer, mas... – o garoto falou sentando na frente dos dois – O plano de vocês tem uma falha.
- Falha? Que falha? - os Potter's perguntaram com uma pulga atrás da orelha para o garoto.
- O Filch tem uma gata - ele falou como se fosse a coisa mais óbvia do planeta e, vendo a cara confusa dos dois, continuou - ela está em todo lugar e sempre avisa o Filch se algum aluno estiver fora da cama e se vocês forem pegos, irão para a detenção.
- E o que você sugere? – perguntou se inclinando um pouco para frente, evitando que outras pessoas escutassem a conversa.
- Posso ajudar vocês – o garoto disse bebendo um pouco do suco de abóbora que estava na mesa.
- Porque confiaríamos em você, Black? – James perguntou - sei que você foi para a Grifinória, mas ainda não confio na sua família.
- Entendo o sentimento, nem mesmo eu confio na minha família - ele falou com um sorriso de lado - mesmo eu sendo um Black, odeio a Sonserina e praticamente toda a minha família – eles estavam espantados – e tenho certeza que o sentimento é recíproco.
- Tudo bem... Você pode nos ajudar. Quando o assunto é pegadinhas, ajuda sempre é bem vinda - James falou e apresentou ele e a irmã - a propósito, meu nome é James e essa é minha irmã .
- Sou Sirius.
- Bem-vindo ao grupo, Sirius Black – se levantou e foi até o Remus, que estava um pouco mais afastado do resto do grupo, conversando com o monitor da Grifinória.

[...]


O dia passou muito rápido e a noite logo chegou. James e estavam no salão comunal terminando de arrumar tudo para “a pegadinha do século” como insistiram em chamar.
- Tudo pronto, ? - James perguntou colocando uma lanterna nas vestes.
- Só precisamos esperar o Sirius - ela falou entregando algumas bombas de bosta para o irmão, que logo as enfiou no bolso.
- Esperar o Sirius para quê? – o Remus falou aparecendo do nada com alguns livros na mão. Aparentemente ele ficou estudando até depois do horário no salão comunal.
- Merlin - gritou, se assustando com a presença inesperada do amigo.
-Não, sou só eu - ele disse com um sorriso no rosto e ela revirou os olhos - mas enfim, estão esperando o Sirius para que?
Os irmãos se encararam e disseram juntos.
-Nada.
-Vocês não me enganam, o que vão aprontar - ele cruzou os braços na frente dos dois.
-Vamos aprontar com a Sonserina - disse e James lançou um olhar de repressão para a irmã - ele é nosso amigo, James, podemos confiar nele - ela disse encarando Remus, que não demonstrou, mas se sentiu tocado com a frase.
- Posso ir? – ele disse.
- Espera... Você quer ir numa pegadinha com a gente? – James disse num tom brincalhão - Não foi você que brigou comigo hoje na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas por estar jogando bolinhas de papel no pessoal da Corvinal?
- Normalmente eu não concordaria com esse plano, mas hoje vi uns garotos da Sonserina batendo num menino gordinho da grifinória, eles estão merecendo – ele sorriu maroto.
- Estou começando a gostar mais ainda de você, Remus – disse com um sorriso gigantesco no rosto - quem diria que o Remus teria um lado maroto.
Foram interrompidos pela chegada do Sirius.
- Claro... Ah sim, Sirius, esse é o Remus e Remus, esse é o Sirius – James disse sem paciência nenhuma. Já tinham demorado demais - Vamos? Estamos perdendo tempo – James disse com uma capa na mão.
- Como vamos sair sem que ninguém nos veja? – Remus disse como se fosse óbvio - O Filch já está fazendo a ronda dele.
e James trocaram um olhar maroto antes de falarem.
- Caros amigos, lhes apresento a nossa capa da invisibilidade – O James disse mostrando a capa.
-Vai ser muito útil durante nossas pegadinhas - completou admirando a capa.
- Uau, elas são muito raras, como conseguiram? – Sirius estava admirado com a capa, que, até então, era uma lenda para ele.
- Isso é história para outro dia, vamos, debaixo da capa – disse cobrindo todos os quatro com a capa.
Logo os quatro estavam debaixo da capa indo até às masmorras… Ou tentando chegar lá.
-Vocês não fazem ideia de onde ficam as masmorras, não é? - Sirius sussurrou com um sorriso de lado.
-Eu até que descobri pela manhã quando segui um garoto, mas esse castelo é tão grande que não faço ideia de como voltar lá - James disse.
-Se essa escola tivesse um mapa, tudo ficaria mais fácil - falou enquanto trocava de posição com Sirius, o deixando na frente para guiar os outros até às masmorras.
Não demorou muito até chegarem lá e começarem a preparar tudo.
- E agora só precisamos pegar as bombas de bosta – James mexeu no bolso das vestes, dando uma boa quantidade para cada um - e jogar no corredor, tenho certeza que é por aqui que fica o salão comunal da Sonserina.
- No três – falou com um sorriso no rosto – Um, dois…
Foram interrompidos por uma voz ao fundo.
- Quem está aí?
- Droga, é o Filch – Sirius disse.
- O que faremos? – Remus estava assustado, ele não era de aprontar.
- Jogamos as bombas e corremos – James falou e todos concordaram.
- Tudo bem... – disse – agora.
Os quatro jogaram as bombas e saíram correndo na direção do quadro da mulher gorda. “Vou pegar vocês, seus pestinhas” Filch gritava ao fundo.
Ao chegaram ao quadro da mulher gorda, disseram a senha e entraram correndo.
- Isso foi – Remus começou.
- Incrível – os outros completaram.
Estavam rindo do acontecido no salão comunal e, pela primeira vez, sentiu que tinha amigos de verdade.

[...]

Passados alguns meses, os quatro eram vistos como um potencial perigo para Hogwarts, já que praticamente todo dia estavam aprontando alguma coisa e, com isso, levando muitas detenções.
- Eles poderiam ser mais criativos com as detenções, nós sempre temos que limpar os troféus – disse enquanto limpava uma pequena medalha.
- Não sei nem porque estou aqui, dessa vez eu nem participei – Remus disse limpando um troféu de quadribol – Aliás, o que vocês fizeram dessa vez?
- Nada de mais Remmy, só ficamos jogando bolinhas de papel no professor Binns – respondeu com um sorriso no rosto e Remus olhou censurando os três amigos.
- Qual é Remus, é muito legal ver o papel atravessando ele – James disse rindo junto com Sirius.
- Definitivamente eu tenho que arrumar novos amigos – Remus bufou.
- Eu sei que você ama a gente – abraçou ele de lado.

[...]

Durante esses meses em Hogwarts, além de ter se aproximado bastante de Sirius e Remus, também ficou bastante amiga de Lílian Evans, uma garota que conheceu no expresso e que era sua colega de quarto. As duas tinham muitos gostos em comum e sempre estudavam juntas na biblioteca quando não estava aprontando com os meninos.
- Ai Lily, sinceramente, eu não consigo entender uma palavra do que você fala. Na verdade, sou uma negação em poções – disse batendo a cabeça no livro que estava tentando ler.
- Não é tão difícil, – ela disse – só tem que ter mais atenção nas instruções do professor.
- Esse é o problema, não consigo entender a diferença entre os ingredientes… eu sou uma negação, vou ser o primeiro caso de alguém que repetiu o primeiro ano em Hogwarts por ser burra demais para entender poções.
- Você está muito exaltada - Lily disse rindo da amiga - eu sei de alguém que pode te ajudar – ela disse sorrindo.
- Quem? Merlin? - disse tentando resolver uma questão da imensa lista que o professor tinha passado.
- Meu amigo Severo - Lily disse ignorando o sarcasmo da amiga.
- Aquele com o cabelo até o ombro? – a ruiva assentiu – se ele conhecesse o shampoo seria bem mais bonito – falou.
- Vou fingir que não escutei isso e vou chamar ele... Já volto – Lílian saiu da biblioteca em busca do amigo que não conhecia o shampoo e, enquanto isso, tentava entender o livro “Bebidas e Poções mágicas”. Ela lia e relia aquilo várias vezes e cada vez menos parecia fazer sentido.
Um tempo depois, sentiu uma mão no seu ombro e se virou, vendo Lílian e o tal amigo.
- Voltei – Lily disse com o menino ao seu lado – , esse é o Severo e Severo, essa é a .
- Prazer, Severo – disse e pela cara dele, ele não esperava que ela fosse simpática.
Também não é para menos, James e o Sirius aprontam muito com ele sem nenhum motivo.
- O prazer é meu – ele deu um sorriso singelo.
- Como te disse, Severo, a precisa de ajuda em poções e como você é o melhor da turma, pensei que poderia ajudá-la - Lily explicou.
- Vou entender se não quiser... Quer dizer, meu irmão e o Sirius implicam muito com você, e, mesmo eu não tendo nada a ver, peço desculpas pelas brincadeiras… Já pedi para pararem, mas não me escutam – foi sincera e foi possível ver que ele aceitou as desculpas.
- Eu... Eu te ajudo – ele disse se sentando na mesa que ela estava – Você não tem culpa do seu irmão ser um mané.
- Nisso eu tenho que concordar – riu um pouco.
-Isso é perfeito – Lily disse batendo palmas e recebendo um pedido de silêncio de uma nada feliz Madame Pince.
- Desculpa – ela disse sentando com o rosto levemente corado. Ela odiava ser chamada atenção.
- Bom, então vamos começar? – Severo falou pegando alguns dos livros que estavam na mesa.
- Claro - respondeu animada.
Ficaram estudando a tarde toda e finalmente conseguiu entender o assunto. percebeu que a Lily não explicava muito bem - que ela nunca saiba disso - e por isso eu estava ficando muito mais confusa com o assunto.
- Obrigada pela ajuda, Severo – disse se levantando e organizando os livros que estavam usando.
- Não foi nada - ele falou com alguns pergaminhos na mão - esses aqui são alguns tópicos que achei interessante para você estudar.
Ela pegou os pergaminhos da mão dele e deu uma olhada. Além dos tópicos, ele tinha anotado algumas observações para facilitar que ela entendesse o assunto.
-Você daria um ótimo professor de poções - sorriu agradecida.
Saiu sozinha da biblioteca, já que a Lily e o Severo ficaram para estudar um pouco mais, em direção ao salão comunal da grifinória. Ao chegar, encontrou os meninos sentados na frente da lareira.
- Maninha, onde estava a tarde toda? – James foi o primeiro a ver a irmã.
- Estudando poções com a Lily e o Severo – ela se sentou na poltrona ao lado deles.
- Espera... Severo Snape? O cara com nariz gigante e cabelos com oferecimento de sei lá quantos óleos diferentes? – Sirius se meteu na conversa.
- O próprio... E ele não é nada do que vocês falaram, ele foi super gente boa comigo – disse – e acho que deveriam parar de encher o saco dele, ele é um garoto bem legal.
- É impossível – James disse como se achasse que a irmã estivesse ficando louca - ele nasceu para ser zoado.
- Porque? Ele fez o que para vocês? - disse se levantando. Estava começando a ficar desconfortável com o rumo da conversa.
- Não tem motivo, o simples fato dele existir é um motivo para azarar ele – Sirius disse rindo, sendo seguido por James.
não gostou nada de ouvir aquilo, Severo tinha sido bem legal ensinando poções para a garota e parecia ser uma ótima pessoa, mesmo sendo um pouco frio as vezes. Além do mais, ele é amigo da Lily, de quem a garota tem uma consideração gigante.
- Eu não vou mais discutir sobre ele com vocês - ela disse indo em direção ao dormitório feminino - vocês não conseguem raciocinar direito.
- Não faz isso, , fica com a gente aqui conversando e preparando pegadinhas – Sirius falou tentando seguir a garota.
- Não, obrigada – ela respondeu um pouco grossa – vou dormir. Estou cansada e amanhã é segunda - feira, ou seja, tem aula – disse indo em direção as escadas – Boa noite para vocês.
- Noite – eles responderam com um olhar bem confuso no rosto.
De uma coisa tinha certeza. Não iria aceitar o que o seu irmão e Sirius faziam com Severo e tentaria evitar ao máximo. Ela tinha feito um amigo e ninguém mexe com os amigos dela.


Capítulo 2

- Acorda, – Lily repetia pela vigésima vez, tentando acordar a amiga
- Que? – levantou a cabeça do travesseiro, ainda muito sonolenta – Deixa eu dormir, James
- Eu não sou o Potter e se você não levantar agora, vai se atrasar – Lily disse se aproximando do espelho para terminar de pentear o cabelo e revirou os olhos quando percebeu que a amiga continuava dormindo – vai acabar a comida
pulou da cama e foi correndo para o banheiro
- Sabia que ia funcionar – Lily sorriu satisfeita e desceu para o salão comunal
Um tempo depois, saiu do banheiro e também desceu
- Vamos, não posso perder a comida – ela puxava Lily pelo braço
Ao chegarem ao salão principal, reparou que Sirius e James já estavam lá. Lily, percebendo que a amiga iria até eles, se despediu e foi sentar com outras meninas do dormitório
- Bom dia meninos! – ela sentou ao lado de James, que estava com um pedaço enorme de pão na boca e tentou falar algo como “bom dia”
Olhou ao redor e não encontrou Remus, o que era muito estranho, já que o menino era sempre um dos primeiros a levantar
- Cadê o Remus? - perguntou pegando um pouco de suco de abóbora
- Também queremos saber, ele não dormiu no dormitório – Sirius disse limpando a boca
- Que estranho, será que ele está doente? – disse
- Não seria tão anormal, ele sempre está com uma cara cansada... – James falou
- Você tem razão – a menina respondeu
Quando estavam quase acabando o café da manhã, o Remus apareceu com mais cicatrizes e com uma aparência bem pior, chamando a atenção dos amigos
- Nossa, o que aconteceu com você? – disse com um semblante preocupado
-Eu...Eu...Eu dormi mal – ele disse, evitando olhar para os amigos, enquanto pegava um pão
- Você nem dormiu na torre da grifinória, o que aconteceu? – Sirius disse
- Minha mãe ficou doente... Dumbledore me deixou visitá-la – ele respondeu, sem entrar em muitos detalhes
- Melhoras para ela, Remmy – consolou o amigo – Mas o que aconteceu com seu rosto?
- Ela precisou de um remédio e eu desci correndo as escadas e acabei caindo... É, foi isso – Ele disse sem muita paciência – Então, qual a primeira aula? – mudou de assunto, torcendo para que os amigos não fizessem mais perguntas
- Poções, com a Sonserina – James fez cara feia – Vamos ter que ver o ranhoso
- Quem? – perguntou
- O Snape, apelidamos ele de ranhoso – Sirius falou com um sorriso de lado
- Que maldade - falou com o rosto um pouco sério
- Nisso eu concordo com ela, ele não fez nada com vocês – Remus disse, achando ridículo essa implicância dos meninos com o Snape
- Obrigada Remmy, alguém aqui é sensato - disse colocando a mão no ombro do menino
- Vamos mudar de assunto, pensei numa pegadinha incrível... – James falou
Eles conversaram sobre diversas pegadinhas que poderiam aprontar até o fim do banquete, quando todos saíram em direção às masmorras, onde teriam aula de poções
- Oi Severo – disse ao chegarem na sala
- Oi – foi frio ao olhar para os meninos – eu tenho que ir, a Lily está me esperando - disse rápido e foi até a mesa em que Lily estava
- Tudo bem, vamos Remmy – a garota saiu puxando o Remus pelo braço
Eles formavam uma dupla na aula de poções
- Bom dia turma – o Prof. Slughorn disse para os alunos e seguiu até o quadro negro
- Bom dia Prof. Slughorn – a turma respondeu em coro, sem muita animação
- Hoje vamos preparar a poção do Morto – vivo, alguém poderia me dizer que poção é essa? - ele disse enquanto escrevia algumas coisas no quadro
Como sempre, Lily e Severo levantaram as mãos, mas, pela primeira vez, a sabia responder a pergunta e também levantou a mão
- Srta. Potter – o professor parecia satisfeito e um pouco surpreso
- É uma poção muito poderosa, que faz a pessoa adormecer por muitas horas. Ela tem o nome de poção "do Morto Vivo" pois a pessoa que tomá-la, fica tão sonolenta que parece mesmo um morto vivo e não consegue fazer nada – respondeu
- Muito bem Srta. Potter, 10 pontos para a grifinória – o professor disse com certo orgulho na voz – vejo que melhorou bastante
- Tive uma ajudinha – olhou para Lily e Severo, que fizeram um legal com os dedos
- Muito bem, os ingredientes e forma de preparo estão no quadro, quando terminarem, coloquem um pouco da poção num frasco com o nome de vocês
Pela primeira vez, tinha noção do que estava fazendo, olhou para o lado e Remus parecia perdido
- Coloque a losna primeiro – ela sussurrou para o menino
- Obrigada – ele sorriu
Ela terminou sua poção rapidamente e fez o que o professor pediu. Ao terminar a aula, seguiu os meninos para o lago negro
- Como você sabia daquilo? – Sirius disse se sentando embaixo de uma árvore
- Como eu disse, o Severo me ajudou muito ontem – ela se sentou também
Os meninos fizeram careta e iriam continuar a conversa, se não fosse por um grupo de sonserinos ao fundo
- Qual é Peter, está com medinho? – eles ouviram um garoto da sonserina falar
Rapidamente os quatro se viraram para olhar a cena, tinham 5 garotos do 5 ano zoando um garoto da grifinória
- Vamos ajudá-lo – James falou e foi seguido por Sirius. e Remus preferiram não se meter, de imediato
Eles se aproximaram da cena
- Ei, essa luta está injusta – o James gritou chamando atenção do grupo
Os sonserinos pararam o que estavam fazendo e se viraram, encarando os dois
- O que você está olhando, pirralho? - um sonserino falou, achando graça da situação - não deveria estar comendo terra junto com as outras crianças?
-Eu vou dar um riso só por pena mesmo - Sirius falou e soltou um “haha” sem emoção alguma - Acredito que deveria existir igualdade nesse duelo, não acham?
- E a igualdade nesse duelo seria? Vocês realmente acreditam que podem salvar o gorducho? – Os sonserinos começaram a rir e se aproximando dos meninos
, sem pensar duas vezes, levantou de onde estava e se aproximou da cena, apontando a varinha para os sonserinos
- Cara de lesma
Os sonserinos começaram a vomitar lesmas e todos que estavam por perto começaram a rir, mesmo sendo muito nojento
- Boa, – Sirius disse com seu sorriso maroto
-A gente podia se virar sozinho - James disse com a voz baixa
-Vocês estavam pálidos - ela riu e guardou a varinha nas vestes, se aproximando dos sonserinos - acho melhor vocês irem embora e nunca mais ousarem mexer com alguém da Grifinória
Alguns outros sonserinos se aproximaram do grupo e tiraram o feitiço dos meninos e pôde ouvir algo como “não acredito que perderam para uma primeiranista”
- Você está bem? – Ela disse se aproximando do garoto gorducho, que parecia bem assustado
- Es...Es..Estou – ele estava bem pálido
- Qual seu nome? – James perguntou
- Peter...
- Somos Sirius, James, Remus e bateu no Sirius – Desculpa,
- Obrigado por me ajudarem, eles eram muitos – ele se acalmou
- Não foi nada - James falou
Eles iam saindo
- Por favor, não saiam... Eles podem voltar – Peter implorou
- Porque você não começa a andar com a gente? – James sugeriu – assim, eles não iriam mais mexer com você
- Muito obrigado
- Não foi nada, e, se vamos ser realmente amigos, por favor, pare de agradecer – Remus disse rindo um pouco
- Tudo bem – riu

[...]

Logo os 5 viraram grandes amigos, não demorou muito para Peter se enturmar com os meninos e com . Agora, os 5 eram chamados de “Os marotos” por praticamente toda Hogwarts
- Eu gostei do nosso nome – dizia no salão comunal – Os marotos, é um belo nome
- Sim... – James disse – reparam que o Remus sumiu de novo?
- É... – Peter disse – E hoje é lua cheia, será que ele é um lobisomem? – riu com a ideia
- Você tem que parar de ficar ouvindo as histórias do rádio – Sirius disse sentado no chão
- Espera… Até que não é uma ideia tão absurda. Ele sempre está cheio de cicatrizes e dá uma sumida às vezes. E como o Peter mesmo disse, hoje é lua cheia e ele não está aqui – disse como se fosse óbvio
- Isso é verdade, , mas vamos pesquisar antes de tirarmos conclusões precipitadas – James disse - ele é nosso amigo e se não nos contou o porquê dos sumiços dele, deve ter um bom motivo
- Sim, mas de qualquer forma, amanhã cedo iremos... – Sirius interrompeu
- Não diga essa palavra – ele disse com uma cara fingida de sofrimento
- À biblioteca – Ela continuou
- Eu não queria ouvir essa palavra - ele disse se levantando
- Vamos dormir, amanhã cedo temos uma caçada a fazer – disse
Todos os quatro dormiram com o mesmo pensamento: Será que o Remus é realmente um lobisomem? A ideia parecia tão absurda e, ao mesmo tempo, parecia fazer muito sentido.

[…]


Na manhã seguinte, praticamente pulou da cama e não foi diferente com os meninos.
- Bom dia, meninos – disse descendo para o salão comunal
- Vamos logo para a biblioteca – James disse com muita animação na voz
- Espera, não acham melhor irmos depois das aulas? O Remus costuma ir para a biblioteca pela manhã – falou e os outros concordaram
Todos estavam animados com a possibilidade de Remus ser um lobisomem, mas o amigo não podia nem imaginar o que se passava pela mente deles.
- Então vamos comer... – Peter falou
Foram conversando animadamente até o salão principal, mas esbarraram em alguém
- Descul... – olhou para a pessoa – Oi Sev
- Oi – respondeu ajeitando as vestes e lançando um olhar enojado para os meninos
- Ranhoso, o que faz acordado essa hora? Pensei que morcegos não gostavam da claridade – Sirius disse e os meninos começaram a rir
- Para, Sirius – repreendeu o amigo e saiu puxando Severo para longe
- Obrigado, mas eu podia me virar sozinho – Severo disse
- E de quebra, iriam destruir a escola - disse sentando em um banco no corredor
- Você sabe se a Lily já desceu? – ele perguntou
- Quando acordei, ela estava dormindo – disse reparando um certo brilho nos olhos do amigo – Mas... Espera aí, por acaso você gosta dela?
- Quê? Claro... Claro que não – Severo estava pálido – Eu não gosto dela,
- Faz todo sentido - ela disse, sem dar a mínima para o que o amigo falava - você sempre está próximo dela e...
- Tudo bem... Eu... Eu gosto dela – Ele abaixou a cabeça – Mas ela nunca me notaria, ninguém nunca nota
- Sev, você é um cara incrível – sentou e Severo fez o mesmo – Mas esconde esse seu lado embaixo de uma capa da invisibilidade e é grosso com as pessoas
- Eu sou assim
-Não é não - falou - você tenta ser assim
Severo riu de lado
- Agora eu tenho que ir – ela disse se levantando - não posso perder a comida
Severo riu e concordou com a amiga, que seguiu para o salão principal
- Voltei – disse se sentando ao lado do James na mesa da Grifinória
- Percebi… O “Sev” te dispensou? – Sirius disse dando ênfase no apelido
- Tá de mal humor, Black? – disse e ele bufou
Ele ia responder, porém James o cortou
- Ei, o Remus está vindo - ele disse apontando para o amigo na entrada do Salão - vamos agir normalmente
Logo os quatro fingiram que estavam conversando sobre um jogo qualquer de quadribol
- Bom dia – Remus disse se sentando ao lado de
- Bom dia, Remmy – disse enquanto cortava um pedaço de frango
- Sobre o que conversavam? – ele perguntou
- Sobre quadribol – James respondeu – ano que vem vamos tentar entrar no time - falou se referindo à ele e Sirius
- Legal - Remos tentou parecer contente, mas a verdade é que quadribol não fazia a menor diferença para ele
Os cinco ficaram conversando sobre assuntos aleatórios durante o resto do café da manhã.
As aulas foram monótonas, como em todas as quintas feiras, já que eram as aulas mais chatas que tinham (na opinião deles). Dois tempos de história da magia “Não sei porque o Prof. Binns não se aposenta e vai viver a morte dele” Sirius dizia, seguidos por uma aula teórica de feitiços e finalmente, a melhor aula de todas, DCAT.
- Até que enfim o dia acabou – Lily comentava com , ao entrarem no salão comunal
- Nossa, você falando isso – fingiu ver se a amiga estava com febre, recebendo um tapa na mão – quem fala isso sou eu
Lily riu
- Vamos começar de novo – puxou Lily até o quadro da mulher gorda e entrou falando – Até que enfim o dia acabou – disse e se sentou perto de Peter e Remus
- Você não tem jeito – ela riu se sentando numa poltrona, afastada o suficiente dos garotos, pois sabia que, em breve, James estaria por lá
não sabia exatamente o porquê, mas Lily parecia odiar James e não era só porque o garoto zoava com Severo
- Finalmente o dia acabou – James entrou acompanhado do Sirius no salão comunal – Oi, Lily - ele acenou para a ruiva
- Já te falei que é Evans – Lily revirou os olhos
- O que eu fiz para você me odiar tanto? - ele perguntou com um sorriso de lado
- Quer que eu fale em ordem cronológica ou de maior relevância? – Lily disse – Vamos começar pela mancha de suco de abóbora em minha capa... No segundo dia de aula – James pareceu se lembrar – Depois, vamos lembrar das vezes que você zoou o Sev – James fez uma cara feia ao ouvir o nome do “Ranhoso” – e o que falar sobre o rato de brinquedo que você colocou na mochila da Dorcas na semana passada - ela disse e James riu com a lembrança - Tenho muitos motivos para odiar você – ela completou – Boa noite
- Noite – os cinco marotos responderam
- Também vou subir, amanhã é um longo dia... – Remus disse se levantando e seguindo para o dormitório dos meninos
Sirius seguiu Remus com os olhos até o perder de vista para então falar
- Nos encontramos aqui à meia noite para buscar informações
- Fechado – os outros concordaram

[...]

À meia noite em ponto, os quatro se reuniram no salão comunal. James levou sua capa da invisibilidade e logo, os quatro estavam indo para a biblioteca
-Eu não acredito que eu estou em pé depois do horário, podendo ser pego pelo Filch para vir à biblioteca - Sirius pensou alto
- Estamos atrás de respostas, Sirius - disse - as respostas não têm hora para dormir
-E ainda tenho que ouvir respostas clichês - ele choramingou
revirou os olhos
- Vou procurar por ali... – apontou para uma estante escrita “Animais fantásticos”
Ela mexeu nos livros até achar um chamado “Lobisomens, como identificar” e sorriu satisfeita com o achado
- Achei – se aproximou da mesa onde os meninos estavam
- “Os lobisomens se transformam em toda lua cheia, não tendo escolha” – Sirius leu um trecho
- Isso explica os sumiços – Peter falou com a boca cheia, chamando a atenção dos amigos, que lançaram um olhar “sério que você está comendo agora?” - o que foi? - ele disse ao perceber os olhares
Os outros ignoraram Peter e voltaram à atenção para o livro
- “Eles não tem noção de quem são e poderiam matar até mesmo seu melhor amigo” – Sirius continuou um pouco surpreso
- As cicatrizes – os quatro falaram
- Ele, com toda certeza, é um lobisomem – concluiu, sentindo pena do amigo
Ela compreendia o porquê ele não querer falar nada para eles. Deve ser muito difícil conviver com o fardo de ser um lobisomem. Infelizmente, na sociedade bruxa, os lobisomens ainda eram muito mal vistos e tidos como aberrações, sofrendo muito preconceito.
- Amanhã cedo falaremos com ele – James disse e os outros concordaram - temos que mostrar que apoiamos ele
-E que faremos de tudo para que ele se sinta confortável - falou - não deve ser nada fácil conviver com isso
Os outros concordaram e até continuariam a conversa, se não fosse por uma luz vinda do final do corredor, que chamou a atenção de Sirius
- Vamos voltar antes que o Filch nos ache – Sirius falou guardando o livro correndo
Logo os quatro estavam debaixo da capa de invisibilidade de James, tentando ao máximo não fazer nenhum barulho.


Capítulo 3

Na manhã seguinte, , Sirius e James acordaram bem cedo e se encontraram em frente a lareira da sala comunal da Grifinória. Todos eles estavam um pouco animados pela descoberta da noite anterior, mas sem saber muito como falar com o Remus.
-Como vamos falar sobre isso com ele? - perguntou
-É só irmos direto ao ponto - Sirius falou como se não fosse muita coisa
-Olha que conversa legal - James falou se levantando do sofá para fazer uma pequena interpretação - Oi Remus, então, nos conte, você é um lobisomem, certo? - Depois encarou Sirius, como quem estava provando um ponto
-Tudo bem, precisamos de um plano para falar com ele sobre isso - Sirius falou ao perceber que seria estúpido da maneira dele
- Qual será a reação dele? Quer dizer, se ele estava escondendo isso da gente é porque não queria que soubéssemos – falou
- Ele vai ficar bem, – Sirius abraçou ela de lado, mostrando apoio - vai perceber que não tem necessidade de esconder isso da gente… Somos amigos, certo?
sorriu em concordância, mas algo dentro de si ainda estava apreensivo. Ela gostava muito de Remus e não queria que a amizade deles mudasse.
Eles ficaram discutindo sobre algum bom plano, mas nada vinha em mente
-Eu tenho um plano, confiem em mim - James falou
-Não tenho muita certeza, James… - falou um pouco incerta
James iria falar algo, mas foi interrompido pela chegada inesperada de Remus
- Bom dia – ele estava sorrindo ao se aproximar dos amigos – O que aconteceu? – Ele falou ao perceber o rosto deles com um semblante sério.
James olhou para os lados e, ao perceber que não havia mais ninguém na sala comunal, falou
- Sabemos o seu segredo bateu a mão na testa e Sirius só sabia rir
-O que aconteceu com seu plano perfeito para falarmos sobre esse assunto?
-Esse é o meu plano perfeito para falar sobre o assunto - James revirou os olhos
-Você é um completo idiota - disse e se virou para Remus, que estava completamente pálido e apavorado
- Que... Que segredo? - Falou ao se recuperar - Eu não tenho nenhum segredo - ele deu um riso nervoso
- Seu... Segredo peludo – disse – sabemos que é um lobisomem
Remus voltou a ficar pálido e se jogou com tudo no sofá. As mãos cobrindo o rosto e lágrimas grossas caindo
- Por favor, não contem para ninguém – ele disse ao meio dos soluços
- Por que está chorando? – Sirius perguntou
- Vocês não vão mais querer andar comigo... Eu sou um monstro
- Remmy, somos seus amigos... Não deixaríamos você – disse enquanto limpava algumas lágrimas do rosto do Remus – E é super legal ter um amigo lobisomem, quer dizer, você pode machucar as pessoas que a gente não gosta – ele riu em descrença
- Obrigado - ele disse limpando o resto das lágrimas
- Pelo quê? – James falou
- Por ficarem do meu lado... Outras pessoas iriam se afastar - Remus falou - isso sempre acontece
- Somos amigos... amigos fazem essas coisas – disse abraçando ele - E vamos te ajudar
- Como assim?
- Você sempre volta cheio de cicatrizes... Não deve ser nada fácil – ela concluiu
- Verdade, Remus – Sirius falou
- Vocês não podem ir... Eu mataria vocês, o único contato que tenho como lobisomem, é com animais – Remus falou
- É isso! Vamos virar animais – James falou - Não sei como, mas deve existir um jeito... E nós vamos descobrir – ele sorriu maroto
- Não façam isso... É arriscado e perigoso... Vocês podem ser expulsos – Remus falou preocupado
- Acabou de falar as palavras que nos inspiram a continuar com essa ideia – Sirius falou
- Perigoso – disse
- Arriscado – James
- E pode nos expulsar – Sirius completou
- Por favor, vamos mudar de assunto e ir comer – Remus falou
- VAMOS – gritou animada indo até o quadro da mulher gorda para sair
Os cinco foram correndo para o salão principal discutindo sobre como virar um animal. Remus tentava fazer com que eles mudassem de ideia, mas não conseguia de jeito nenhum.

P.O.V.

A nossa primeira aula foi de transfiguração. É uma matéria fascinante e a professora Minerva é inacreditável… Quando era aula prática. Durante as aulas de teoria, só o Remus para prestar atenção. Eu estava no meu décimo sono quando uma frase me despertou
- Os humanos que podem se transformar em animais – Minerva falava – são chamados de animagos e existem pouquíssimos no mundo
Não só eu dei um pulo da cadeira, como também o James, Sirius e até o Pedro
- Professora – levantei a mão – como se torna um animago?
- Bom, você passa por vários testes junto com o ministério – a professora dizia um pouco incerta pelo entusiasmo - É bastante perigoso se for feito de forma errada
Eu precisava pesquisar mais sobre animagos e foi isso que eu e os meninos fomos fazer quando a aula bateu.
- Pela última vez, não precisam fazer isso, vocês podem se machucar – Remus insistia em falar isso
- Remmy, vamos te ajudar – eu respondi
- Onde podemos encontrar informações sobre animagos? – Sirius falou – Ou melhor, como virar um?
- Seção reservada, com certeza – James bufou
- E para isso precisam de uma autorização – Remus falou com um sorriso – que pena... Vamos – ele falou nos empurrando para fora da biblioteca
- Espera Remus – James falou – Não somos “Os Marotos” por qualquer coisa... Temos uma capa da invisibilidade, entrar lá vai ser o de menos.
- Você é um gênio, meu amigo – Sirius abraçou ele de lado
- Eu sei – Remus bufou
Remus estava realmente preocupado com a gente e, cá para nós, isso é muito fofo, mas nós queremos ajudar ele... Além de que virar um animago deve ser muito legal.

[…]

Estávamos no salão comunal repassando o plano. Nós iríamos para a biblioteca embaixo da capa de invisibilidade, quando chegarmos, vamos nos separar e procurar algum livro sobre animagia.
- Prontos? – James falou e assentimos – Então vamos
Vestimos a capa e fomos em direção a biblioteca. Era muito legal ficar embaixo da capa porque você se sente invisível... Pode fazer qualquer coisa sem que ninguém te veja.
Chegamos na biblioteca e, como imaginei, a Madame Pince não estava por lá, ou seja, a biblioteca estava vazia
- Ótimo, trancado – James apontou para a fechadura da seção reservada
As vezes meu irmão é muito lerdo
- Você é um bruxo ou o que? – falei empurrando ele – Deixa isso comigo – peguei a varinha e apontei para a fechadura – Alohomora
A fechadura abriu
- Você é um gênio – Sirius falou impressionado
-É só prestar atenção nas aulas – respondi – Vamos!
- Nos encontramos aqui em 5 minutos – Sirius falou
Nos separamos e segui para a minha direita. Procurei em várias prateleiras, até que achei um título que me chamou muita atenção.
- Animagia – li o título – acho que encontrei – dei um sorriso
Corri até o lugar de encontro e logo os marotos estavam comigo
- Achei um livro – falei
- Também achei um livro de feitiços que fala sobre isso – James falou
- Vamos levar e... – fui interrompida
- Quem está aí?
-É o Filch - James disse - debaixo da capa, rápido
Entramos na capa e fomos o mais rápido possível para a sala comunal.
-Por favor, me digam que não encontraram nada - Remus disse com um pouco de esperança
Sorri e mostrei os livros que encontramos para ele
-Eu mais torcia do que esperava - ele disse se sentando em frente à lareira
-Vai ser divertido, Remus - Sirius disse observando Remus folhear os livros
De repente, Remus abriu um sorriso enorme e virou-se para nós
-O que foi? - James falou
-Só estamos no primeiro ano - ele falou
-Sabemos disso, mas qual o problema? - Sirius disse se jogando na poltrona
-O processo para se tornar um animago é bastante complexo e nunca conseguiríamos fazer isso só com 11 anos - ele falou e fechou os livros - parece que o plano de vocês foi por água abaixo
Eu sorri
-Não completamente - eu disse ficando de frente para ele - nada nos impede de guardar os livros para quando estivermos mais velhos podermos fazer o procedimento
-Nada além da fúria da Madame Pince - James disse - e você é um gênio, querida irmã - ele me abraçou e me deu um beijo na bochecha
-Novamente, eu mais torcia do que esperava que vocês desistissem do plano - Remus bufou


Capítulo 4

ALGUNS ANOS DEPOIS...

P.O.V.

“Querido Diário,
Ainda não acredito que vou para o quinto ano em Hogwarts! Passou tão rápido. Lembro como se fosse ontem do dia em que finalmente nos tornamos animagos. O nosso quarto ano foi bastante agitado já que nos tornamos animagos e eu e os meninos demoramos bastante para finalmente ter o controle da transformação. Esse vai ser o primeiro ano que iremos acompanhar o Remus nas luas cheias e eu estou muito ansiosa.
Eu e os outros marotos resolvemos nos dar apelidos, de acordo com nossas características. O James é o pontas, o Sirius é o Almofadinhas, Pedro é Rabicho, Remus é Aluado e eu sou a ! Acredita que eu me transformei numa raposa? Segundo o James, o mesmo achou que eu iria virar um bicho meio avoado. Sinceramente, achei que ele iria virar um pavão, de tão exibido que ele virou.
Isso mesmo, o Sirius e o James viraram cachorros! - Na verdade só o Sirius, mas… - Não no sentido literal, mas estão pegando praticamente toda a escola e estou seriamente preocupada com meu irmão.
Mesmo eles pegando a escola inteira, o James praticamente surtou quando soube que eu tinha dado o meu primeiro beijo com um garoto da corvinal que até hoje acha que significou alguma coisa. A verdade é que eu fiquei muito chateada ao ver um garoto da Lufa Lufa que eu gostava, beijando uma garota no primeiro passeio à Hogsmeade.
Eu e o Severo estamos muito próximos, ele se tornou um grande amigo para mim e, fico muito feliz em ser uma das poucas pessoas – além da Lily – que conheceu o verdadeiro Severo. O Snape que existe embaixo daquela cara de mal e morcegão das masmorras - como Sirius insiste em o chamar.
Eu e os garotos também criamos um mapa que mostra toda Hogwarts, inclusive as passagens secretas que descobrimos com o passar dos anos e o chamamos de “O mapa do maroto” e é realmente muito eficaz nas nossas marotices."


- , DESCE LOGO OU VAMOS PERDER O TREM – O James gritou do andar de baixo
Guardei o meu diário no malão e me certifiquei de que tinha pego tudo antes de descer as escadas até a sala de estar, onde estavam James e os nossos pais.
Seguimos em direção a estação e atravessamos a passagem até a plataforma 9 ¾, onde o Sirius e o Remus estavam nos esperando.
Remus estava muito mais bonito do que lembrava. Tinha os cabelos curtos e várias cicatrizes no rosto e levava em suas mãos o seu distintivo de monitor, o qual aceitou de bom grado quando recebeu a carta. O Sirius também estava lindo (que ele não ouça para não inflar mais o ego dele). Tinha deixado o cabelo crescer até os ombros e os olhos azuis estavam ainda mais cinzas.
- , você está linda – Sirius veio na minha direção, me levantando do chão num abraço
Eu ri
- Você dá para o gasto – respondi o analisando de perto e ele riu – É bom te ver, Almofadinhas...
- Oi – Remus falou após Sirius me soltar e ir falar com meu irmão – Você está linda – ele sorriu
- Obrigada, Remmy – respondi – não vem me dar um abraço? – abri os braços
Ele abriu um sorriso e veio me abraçar. Na minha opinião, Remus possui o melhor abraço do mundo.
- Sabe... Já podem se separar – James separou a gente – vamos perder o trem – ele saiu me puxando em direção ao trem.

[...]

Hogwarts fez muito bem ao irmão do Sirius, que graças ao Severo, passei a conhecer. Régulos Black estava lindo. Ele era um ano mais novo que todos nós, porém, sem dúvidas era um dos garotos mais lindos de Hogwarts.
Entramos no mesmo vagão de sempre - no meio do trem, lado direito - e logo o Rabicho chegou e logo a nossa cabine logo se tornou a mais animada do trem.
- Pessoal, vou trocar de roupa, logo chegaremos em Hogwarts – falei pegando minhas vestes no malão e saindo da cabine – não aprontem sem mim – disse colocando a cabeça para dentro do vagão.
- Nunca, – James falou
Fui andando em direção ao banheiro.

AUTORA P.O.V.

Quando a saiu para trocar de roupa e Remus estava se preparando para ir à cabine dos monitores, o monitor da Sonserina foi até a cabine dos marotos avisar que estavam chegando.
- Não acredito nisso – o monitor falou com um olhar de descrença
- Você é o monitor da Sonserina? – Sirius disse e se acabou na risada, sendo seguido por James
- Como o Ranhoso conseguiu virar monitor? – James disse se aproximando de Severo
- Diferente de você, Potter – ele respondeu sem dar muita importância aos dois marotos – eu sou um bom aluno
- Ora seu...
James se preparava para socar a cara do Ranhoso quando Régulos Black apareceu
- O que está acontecendo aqui? – ele falou
- Nada que seja da sua conta – Sirius disse
- Olá, irmãozinho – deu um sorriso esnobe
- O que você está fazendo aqui, Régulos? – Peter finalmente se pronunciou, mas logo se calou e se encolheu ao ter a atenção de toda cabine voltada para ele
- Vim falar com minha futura namorada, mas pelo visto ela não está aqui – Ele procurava alguém
- E quem seria? – Sirius perguntou já perdendo a paciência
- A – ele tinha um brilho no olhar
Os três marotos se olharam e começaram a gargalhar
- E ela sabe disso? – James deu um risinho de deboche
- Ainda não, mas em breve saberá
Eles se calaram quando ouviram uma voz se aproximando
- Voltei meninos, vocês não sabem o que aconteceu... – disse entrando na cabine, mas parou de falar ao ver o Régulos e Severo – Olá garotos, o que fazem aqui?
- Eu sou monitor, vim fazer meu trabalho – Severo tinha um olhar superior
- Eu sei, Sev – disse rindo – você fez questão de citar isso nas cartas que me mandou nas férias
Os dois riram
- Espera, vocês trocaram cartas? – Sirius falou um pouco alterado
- Sim, somos amigos... É isso que amigos fazem nas férias – ela respondeu
- E você, Régulos... O que faz aqui?
- Vim te ver – ele abriu um sorriso enquanto só levantou a sobrancelha – Mas você não estava
- Desde quando vocês são amigos? – James falou como se tivesse sido traído pela irmã
- Desde o ano passado... Sev nos apresentou – falou com muita naturalidade na voz – Bom, agora estou aqui, pode falar o que quer
- Bom... Eu... É que eu – ele murmurou a última parte
- O que? – falou
Os outros garotos observavam com atenção
- Eu perguntei se vocênãoquerircomigoparaHogsmeade – ele falou bem rápido
- Rég... Se acalma e fala
Ele respirou fundo e falou
- Você não quer ir comigo para Hogsmeade? – ele finalmente falou – no primeiro passeio que tiver
- Claro, porque não – ela sorriu
Ele sorriu e saiu com Severo atrás dele
P.O.V.
- COMO ASSIM VOCÊ ACEITOU IR COM ELE PARA HOGSMEADE? – Sirius gritou
- Eu não queria ir sozinha, ok? – Respondi meio emburrada
- Como assim sozinha? Você iria com a gente – James também estava alterado
- Eu pensei que Remus iria com a Emmeline, já que ela fez muita questão de me contar isso na fila do banheiro e você e Sirius iriam com uma menina qualquer e Peter não tem autorização... Não queria ficar sozinha – falei – E fiquem sabendo que o Régulos é super gentil e cavalheiro comigo.
Sai bufando da cabine e fui sentar com as meninas pelo resto da viagem.

[...]

- Não olha agora, mas o Severo tá olhando para você – Lily falou enquanto estávamos no salão principal
Olhei para a mesa da Sonserina e ele estava olhando para a gente, ou devo dizer... olhando para a Lily?
- Tem certeza que ele tá olhando para mim? – Falei com um sorriso malicioso no rosto
- O que você quer dizer? Tira esse sorriso do rosto, é assustador - ela disse bebendo o seu suco de abóbora
- Ele tá olhando para você, Lily – falei – Sabe, ele é apaixonado por você – ela revirou os olhos – e não revire os olhos para mim, mocinha.
- Sabe quem mais está olhando para cá? – neguei – o Régulos, aquele sim é completamente apaixonado por você
- Ele é fofo, mas eu gosto de outro – falei olhando em direção aos marotos, que estavam se divertindo muito com um pedaço de jornal
-Você gosta de um dos marotos? - ela praticamente gritou - quem é
-Fica aí o questionamento - disse comendo o resto do meu frango e saindo da mesa
-Eu ainda vou descobrir, Potter - ela gritou quando eu já estava quase na porta do salão principal

[...]

- Olá meninos, querem aprontar com a Sonserina? – falei abraçando o James de lado no grande sofá da sala comunal
- Você falou Sonserina e aprontar... Essa se tornou minha frase favorita – Sirius falou e rimos
- Vamos logo... Tenho algumas bombas de bosta comigo – Peter falou
-Como monitor, eu não devo permitir isso– Remus falou e todos encaramos ele
- Qual é, Remmy – me aproximei dele – uma pegadinha não vai fazer mal – falei – por favor – fiz um biquinho
Ele apertou minhas bochechas e falou
- Tudo bem, eu finjo que não vi nada - Ele falou
E lá estava eu e meus marotos favoritos (que são os únicos que conheço) indo em direção as masmorras aprontar com a Sonserina.


Capítulo 5

Estávamos indo para a sala da professora McGonagall com o Filch, que nos pegou após a pegadinha com a Sonserina
- Foi muito engraçado ver as cobras correndo para fora das masmorras – Sirius sussurrou para mim enquanto seguiamos Filch
- Silêncio, pirralhos – Filch falou – vocês tem sorte que não posso mais pendurar pirralhos como vocês pelos pés
Fiquei imaginando ele preso pelos pés, ao lado daquela gata esquelética dele e ri com o pensamento.
Chegamos à sala da professora Minerva e Filch foi logo inventando mentiras e piorando o que realmente aconteceu
- Pode se retirar, Filch – Minerva falou – me resolvo com eles – lançou um olhar severo
Filch assentiu e saiu com um sorriso satisfeito na cara
- Por que não estou surpresa com isso? – Minerva pensou alto – muito bem, os quatro – apontou para a gente – espero que não tenham nada programado para essa semana, ficaram de detenção após as aulas
- Essa semana? – James falou – temos que cumprir as detenções do professor Slughorn
Ela bufou em descrença
- Próxima semana então – ela falou entregando papéis para a gente – sem falta, podem se retirar
Saímos da sala
- Não acredito, vamos ter que limpar as escadarias do salão principal – Peter disse e fizemos cara de nojo
- Acho que a última vez que limparam aquela escada, Merlin ainda estudava aqui – falei e rimos
-Eu saio por cinco minutos e descubro que foram pegos pelo Filch - Remus apareceu no final do corredor
-Como você soube? - Peter falou
-Eu sou monitor, eu sei de tudo - ele disse e Peter realmente pareceu acreditar - é brincadeira, a Minerva me pediu para acompanhar vocês para o dormitório porque "eu sou o único maroto confiável" - disse fazendo aspas no final
-Que audácia - eu disse me aproximando dele
-Palavras dela, não minhas - ele disse rindo um pouco - Vamos para o dormitório para não nos metermos em confusão – falou pegando na minha mão e uma sensação muito boa percorreu pelo meu corpo

[...]

- Sabe, ainda dá tempo de vocês desistirem – Remus insistia
- Já falamos que vamos te acompanhar – Sirius falou
- Não sei o que faria se machucasse vocês – Remus abaixou a cabeça – eu sou uma aberração
- Ei, olha para mim, Remmy – sentei do seu lado na sua cama – você não é uma aberração, você é uma pessoa linda que infelizmente tem uma terrível maldição – falei – somos seus amigos, iremos com você de um jeito ou de outro – ele sorriu e pude ver os olhos cor de âmbar dele
- Para de coisa, Aluado – James falou – nós vamos e pronto.
- Eu vou na frente – Remus falou – Dumbledore não pode nem sonhar que vocês vão estar lá – ele saiu se dando por vencido

AUTORA P.O.V.

Os outros marotos ficaram repassando o plano. Rabicho iria na frente apertar o nó do salgueiro lutador, que Remus explicou onde era. Depois, , Sirius e James iriam passar pela passagem e finalmente chegar na casa dos gritos.
Sirius e James iriam tentar controlar o lobisomem e a iria impedir que ele saísse do quarto.

[...]

Remus já estava na casa dos gritos, andando impaciente de um lado para o outro no quarto enquanto esperava pelos marotos. Ele queria que eles desistissem daquela ideia maluca. Ele não iria se perdoar se machucasse algum dos meninos, ou melhor, se machucasse a . Desde o ano passado, ele vem sentindo uma coisa diferente pela garota, uma coisa boa e que ele gostava bastante.
Os pensamentos do garoto foram interrompidos por risadas abafadas que ele logo reconheceu sendo de – incrível como somente o som da voz dela conseguia tirar um sorriso do seu rosto – e passos chegando até o quarto
- Pensei que tinham desistido – Remus falou – na verdade mais torcia do que acreditava
- Não iriamos desistir de vir, Remmy – falou
Remus começou a sentir o corpo formigar e sabia o que estava por vim
- Se transformem – ele sibilou com certa dificuldade
Logo, tinham uma raposa, um cachorro, um vead... cervo e um rato.
A transformação era horrível, todos os amigos estavam pensando a mesma coisa. O Remus deve sofrer muito. Os gritos de dor eram escutados de longe e logo apareceu um lobisomem onde antes havia um garoto.
O lobisomem se aproximou da raposa e começou a cheirá-la. O cervo entrou em posição, pronto para atacar o lobisomem, mas o menos esperado aconteceu. O lobisomem lambeu a raposa
Logo os cinco amigos estavam brincando pelo quarto.

[...]

Na manhã seguinte, Remus foi levado para a enfermaria e os outros marotos foram, muito cansados, em direção ao salão principal para tomar o café da manhã.
P.O.V.
No salão principal, me aproximei de Lily, que estava acenando para mim
- Onde você passou a noite? Não dormiu no dormitório – ela perguntou
Pensa , pensa
- Biblioteca – falei a primeira coisa que veio na minha cabeça – estava estudando para a prova de transfiguração e acabei perdendo o horário
Lily pareceu acreditar
- Te procurei por um bom tempo – ela puxou um pedaço de pergaminho da mochila – vai abrir um clube de duelos e achei que quisesse participar – ela me mostrou
Fiquei admirada, era um clube onde eu poderia azarar sonserinos e lançar feitiços em pessoas que odeio sem levar detenções. Era tudo o que precisava
- Onde me inscrevo? – perguntei
- Comigo – ela falou – sou a monitora, faço as inscrições
- Então pode colocar meu nome na lista. Com toda a certeza eu vou participar desse clube – sorri
- Eu tenho medo do seu sorriso – Lily falou – toda vez que ele aparece, se mete em confusões
Fiz uma expressão indignada e já ia falar, mas fui interrompida por Amos Diggory
- Bom dia meninas – ele falou
- Dia – respondemos
No canto de olho pude reparar no James quase entortando o pescoço para escutar a conversa
- Posso falar com você, Lily? – ele falou e ela assentiu
- Já volto – falou
- Juízo – falei e ela ficou vermelha
No mesmo instante que ela saiu, um ser de cabelos espetados brotou no meu lado
- O que o lufano queria com meu lírio? – ele falou
- Seu lírio?– perguntei com um sorrisinho no rosto
-Tira esse sorriso da cara, - ele falou sem paciência
-Eu não sei - respondi comendo uma linguiça
- Como assim não sabe?
- Não sabendo? – falei o óbvio
Ele ia falar
- James, não sei tudo o que acontece com o Lily, mas se você sair daqui agora eu juro que te conto tudo depois – ele saiu correndo
Esses dois ainda vão casar

SIRIUS P.O.V.

Não poderia estar mais feliz, estava no quinto ano, bem longe da minha família e com todas as garotas aos meus pés. Tenho que admitir que os anos em hogwarts foram muito bons para mim.
- Vamos logo, Sirius – disse – quero chegar cedo na aula
- Você tem que parar de comer, vai perder seu físico – brinquei vendo que ela comia a sua quarta linguiça
- Idiota – ela disse dando língua... Super maduro
Não pude deixar de notar o quão fofa ela ficava dando língua. De uns tempos para cá, estou sentindo coisas estranhas quando estou perto dela. Eu perco a fala, fico suando frio e toda vez que ela aparece, não consigo deixar de sorrir. Não sei direito o que é isso, segundo a Andrômeda, minha prima, é “amor”, mas não acredito que seja, quer dizer, é a ... A que sempre entrou nas azarações comigo...
Meus pensamentos foram interrompidos pela chegada do Remus, que rendeu um abraço entre ele e a e uma súbita raiva sem razão alguma da minha parte
- Vamos? – Remus disse
- Claro – disse nos puxando
Durante o caminho fomos conversando sobre coisas aleatórias, até vermos o Filch pregar um aviso na parede
- Olha, é a data para o passeio à Hogsmeade – disse
Fiquei animado, precisava passar na Zonkos para comprar mais bombas de bosta com o James
- Onde está o James? – perguntei
- Onde você acha que ele está? – apontou para a mesa da frente na sala de poções e pude ver meu amigo com a Lily, que ele insiste em chamar para sair – está tentando chamar a Lily para sair, já deve ter visto o aviso – deu de ombros e entrou no grande salão
Estávamos indo até nossos lugares quando meu “querido” irmão – se é que posso chama-lo assim – veio em nossa direção
- O que quer aqui, Régulos? – perguntei
- Não vim falar com você, Sirius – ele se virou para a – Vim falar com a – revirei os olhos
Tive que me controlar muito para não bater na cara dele.... Por que estou agindo assim? A pode sair com quem quiser, mas com meu irmão? Logo com o Régulos babaca filho perfeito Black?
Sentei no meu lugar, mas com os ouvidos atentos na conversa que seguia atrás de mim
- Fala, Rég – ouvi a falar
“Rég?”
A raiva de hoje mais cedo estava voltando
- Bem, no expresso você disse que iria comigo para Hogsmeade... Você não mudou de ideia, não é?
Nunca pedi tanto para que ela tivesse mudado de ideia.
- Claro que não, Rég – ela respondeu e com isso fiquei bem triste – ainda vou com você
Ele abriu um sorriso que tive vontade de quebrar todos os dentes que apareceram
- Isso é ótimo – ele ainda sorria – sendo assim, te mando uma coruja avisando o horário que iremos nos encontrar aqui – ela assentiu – bem, vou voltar para a minha sala
“Já não era hora” Pensei
- Tchau – ela beijou a bochecha dele e se sentou ao lado do Remus, que notei que segurava a pena com uma força maior que o habitual e lançava um olhar de raiva para o Régulos... Estranhei aquilo
- Você vai realmente com ele? – perguntei algo que queria desde o início
- Sim, ele é o meu amigo – ela falou
- Não gosto de ver vocês juntos – ouvi minha própria voz falando isso
- Já pensou em olhar para o outro lado? Assim você não vê – ela falou pegando alguns ingredientes da mochila, mesmo que o professor não tivesse chegado ainda – Você não pode decidir com quem eu ando ou não. Primeiro o Severo e agora o Régulos?
Fiquei sem palavras, como sempre ficava perto dela
- Eu... Eu... Eu só – embolei as palavras – não gosto de ver vocês juntos, conheço o irmão que tenho... - Ela me interrompeu
- Não, você não conhece o irmão que tem – ela falou – se conhecesse ele, saberia que ele é super fofo, carinhoso e amável
- Ele só é assim com você porque quer te dar uns beijos – falei num tom alterado
- ELE NÃO É VOCÊ, SIRIUS – Ela atraiu a atenção de todo a sala – ele não é você – falou um pouco mais baixo – eu não vou ficar aqui, aguentando você falando essas coisas para mim – vi uma lágrima descer do seu olho – com licença – ela se levantou
- Acredita nisso, Remus? – me virei para falar com meu amigo, mas ele não estava mais lá
O mesmo tinha corrido atrás da ... O que está acontecendo com todo mundo?


Capítulo 6

P.O.V.

Eu não acredito que o Sirius me falou aquilo... Logo ele que é um dos meus melhores amigos! Eu entendo que ele e o Régulos não se entendem, mas não justifica o que ele falou. Régulos é meu amigo e confio nele. Agora eu estou na escada, chorando como uma condenada.
- – ouvi uma voz e me virei – finalmente te achei – Remus veio em minha direção
Abracei o meu amigo com força e chorei tudo o que tinha para chorar
- Calma, você sabe que o Sirius é um idiota - ele disse se sentando ao meu lado na escada
- Eu sei... Não estou chateada – falei e ele ficou confuso – estou desapontada... Quer dizer, eu nunca esperei ouvir aquilo de uma das pessoas que mais confio no mundo. Da maneira que ele falou, ficou parecendo que eu sou uma oferecida – limpei uma lágrima
- Eu estou com vontade de bater muito no Sirius, mas ele deve ter falado aquilo num momento de raiva súbita – ele sentou ao meu lado na escada – Ele e o Régulos nunca se deram muito bem e o Sirius tem um gênio... – rimos - e mesmo que não confie muito no Régulos, confio em você e no seu julgamento
- Você tem razão, mas acho que vou ficar um bom tempo sem conseguir falar com ele – disse - e obrigada por ficar do meu lado
- Significa que não vai me acompanhar nas luas cheias – ele tinha uma ponta de esperança na voz
- O que? Claro que não! – disse – já conversamos sobre isso, Remmy
Ficamos em silêncio por um tempo, Remus parecia bem pensativo.
- Sabe, nunca agradeci por continuar sendo minha amiga, mesmo depois de descobrir o meu... – ele procurava palavras
- Problema peludo? – disse com um sorriso maroto
- Sim – ele riu – meu problema peludo... Obrigado – ele colocou a mão em meu rosto
- Não precisa agradecer nada, Remmy – olhei para os olhos cor de âmbar dele – faria tudo de novo, sem pensar duas vezes – ele sorriu
- Você é especial – ele disse – digo... especial no sentido de ser uma ótima pessoa, não ser... – ele ficou um pouco perdido e ri disso
Eu simplesmente amo quando ele se perde nas palavras... É fofo
- Eu entendi, Remmy – sorri e ele sorriu junto
Coloquei a minha cabeça no ombro dele e um silêncio surgiu dessa vez, mas um silêncio bom, agradável e nada constrangedor.
Após um tempo aproveitando o momento, olhei para ele, que já estava me olhando.
Um clima começou a surgir e quando me dei conta, estávamos muito próximos, quase colando os nossos lábios, quando...
- > – Régulos apareceu e nos separamos bem rápido – interrompi algo? - ele fez uma cara de arrependimento
- O que? Não... Imagina – desta vez eu me perdi nas palavras
- Ah, sendo assim – ele se aproximou e percebi que Remus estava mais calado que o normal – eu soube do que aconteceu
- Todo mundo soube, aparentemente, não é mesmo? – Remus falou pela primeira vez, se levantando – Eu vou indo... – ele disse um pouco envergonhado
- Remmy – chamei ele, que se virou – obrigada – abracei ele e beijei sua bochecha
Ele abriu um sorriso lindo
- Não foi nada, sempre que precisar – beijou minha testa e saiu
- Então – Rég começou – nada contra ele e tal, mas ainda bem que ele foi – ele se aproximou – agora estamos sozinhos – ele sorriu
-Você falando assim, vou começar a pensar que o Sirius tinha razão - cruzei os braços e encarei ele
-Que? Eu não quis dizer nesse sentido, é que eu gosto muito da sua companhia e - ele estava embolando todas as palavras
-Eu entendi na primeira vez, só queria ver até onde iria - ri e vi que ele ficou aliviado - Rég, desculpa, mas eu realmente não estou com vontade de falar sobre nada – falei – eu só quero tomar um bom banho e dormir, mas, infelizmente, tenho que ir para a aula... Nos vemos depois?
- Claro – ele falou - depois nos falamos
- Ainda estou esperando a sua coruja com o horário – falei – e obrigada por se preocupar comigo... Isso é bem legal da sua parte – abracei ele e segui para a aula de DCAT, que é depois da aula de poções, que acabei perdendo
Quando entrei na sala, encontrei com a Lily e o Severo, já que a aula era junto com a Sonserina
- Hey, animação – Lily falou
- Não consigo, ainda estou meio mal com o ocorrido – falei e vi os marotos conversando
- Não fique assim, – Sev falou – sempre falei que o Black não era flor que se cheire, sabe disso
- Eu sei... Só não queria acreditar que seria comigo – falei - eu sei que ele é um galinha com as mulheres, mas somos amigos…
Quando Severo ia responder, o professor entrou na sala
- Bom dia turma – o professor disse entrando na sala – todos em seus lugares - Como sabem, hoje à tarde será realizada a primeira aula do clube de duelos – o professor falou
Levantei a cabeça, que estava pousando sobre a mesa pronta para um sono profundo, e escutei
- As aulas serão ministradas por um auror enviado pelo ministério, o qual ainda não sei quem é – ele completou – portanto, estejam às 16 horas no salão principal
Virou-se para o quadro e começou com a aula teórica – que eu odeio – sobre inferis
- Alguém poderia me dizer o que é um inferi?
Automaticamente, a mão da Lily, um garoto da sonserina e a de Severo se levantaram, eu estava praticamente dormindo
- Por que não a senhorita – ele veio em minha direção – senhorita Potter?
Acordei num pulo
- O Inferi é um cadáver humano que foi reanimado por um bruxo – falei rápido
- Isso não seria um zumbi? – um garoto da Sonserina, que se achava um gênio, falou
- Não, senhor Nott – o professor começou, mas interrompi
- Não sei se sabe, mas, diferente dos zumbis, os inferis não têm vontade própria, e não podem pensar – falei - seu objetivo não é atacar, matar e devorar vítimas aleatórias, mas apenas servir como marionetes dos bruxos das Trevas – completei – se fosse você, teria medo de sair na rua à noite... Soube que eles amam cobras.
Os alunos da grifinória riram e alguns da sonserina, até mesmo Severo riu, o que foi muito estranho, mas legal
- Obrigado por essa explicação, senhorita – o professor disse com um leve sorriso nos lábios – 10 pontos para a grifinória – sorri

[...]

- Bem vindos ao clube de duelos – pode-se ouvir a voz do Dumbledore ampliada por todo salão principal
Os alunos bateram palmas
- Tenho a honra de apresentar o nosso querido auror, ALASTOR MOODY – apontou para um homem bem intimidador no canto da sala
- Vou começar de um jeito diferente, quero ver as suas habilidades, por isso... Dois voluntários – ninguém levantou a mão – muito bem, terei que escolher - revirou os olhos
Passou o olho por todo salão
- Você – apontou para o Sirius – e... Você – apontou para mim – subam, não sejam tímidos
Ainda estava com raiva do Sirius e sinto que não vai dar muito certo esse duelo…
- Muito bem, quando eu contar até três, lancem os feitiços – o professor disse – somente para desarmar – ele frisou a última palavra
Eu e o Sirius fomos para nossas posições e com as varinhas já apontadas, esperamos a contagem do professor
- um, dois, três – ele falou
- EXPELLIARMUS – Sirius gritou, mas não apontou para a minha varinha e sim em minha barriga.
Eu sabia que ele era ruim em duelos, mas de mira também?
Eu saí voando. Sabe aquela raiva que estava quase passando pelo Sirius? Pois é, ela aumentou
- TARANTALLEGRA – Azarei o Sirius, que começou a dançar de um jeito muito engraçado
- Eu disse desarmar, garotos – o professor já estava subindo no “palco” montado para o duelo.
No mesmo momento, Sirius se recuperou e parecia com muita raiva – ele odiava se sentir inferior, isso com toda a certeza ele puxou da família, mesmo que não queira admitir
Pegou a varinha e, sem pensar, lançou o feitiço
- ESTUPEFAÇA – ele gritou e a última coisa que lembro, foi de bater com tudo na parede

[...]

JAMES P.O.V.

O Sirius passou dos limites desta vez, ele estuporou a minha irmã!
- Sai para lá, Sirius – falei me aproximando dela, que estava inconsciente no chão
-Levem ela para a enfermaria - o professor falou e Sirius se aproximou
- Eu quero ajudar, Pontas – ele falou tentando pegar a no colo
- Não acha que já fez demais? – empurrei ele e peguei ela, saindo do grande salão, com olhares bem atentos em mim e na – Vou te levar para a madame Pomfrey – falei para ela, que estava inconsciente
- Espera, Pontas – me virei e vi que era o Aluado – Deixe eu ir com vocês
- Claro...
Fomos em silêncio, mas percebi fortes olhares do Aluado, que parecia desesperado, em cima da minha irmã... Ainda vou descobrir o que ele quer com ela
- Meu Merlin, o que aconteceu? – A Madame Pomfrey veio correndo em minha direção
- Um pequeno acidente no clube de duelos – respondi
- Sabia que esse clube não daria certo – ela disse – coloque ela nesta cama – disse se afastando
- Você vai ficar bem, maninha – coloquei ela na cama e fiquei alisando seus cabelos
Olhei para o Remus, que ainda estava com o olhar fixo nela
- O que está acontecendo com você, Aluado? – perguntei
- Comigo? Nada…
- Sei... – falei – de uns tempos para cá você tem agido estranho quando está com minha irmã
Ele ficou em silêncio
- Tenho algumas suspeitas à respeito dos dois – disse – mas prefiro pensar que estou errado
- Tá tão na cara assim? Que eu gosto dela? – ele falou olhando para baixo um pouco desconcertado - Sei que você não deve gostar da ideia por causa do meu problema e… - interrompi ele
- Como assim você gosta dela? – me levantei da cadeira que estava sentado ao lado da cama da minha irmã
- Suas suspeitas eram sobre o que? – ele disse gaguejando um pouco, talvez muito
- Eu achei que vocês iriam aprontar alguma coisa escondido de mim – disse – Pelas barbas de Merlin, você gosta da minha irmã?! Eu não... Não consigo acreditar
- Calma... Ela nem sente o mesmo – ele falou – quem sentiria na verdade? Alguma coisa por alguém como eu?
Entendi o que ele quis falar
- Cara... Mesmo que ela não goste, alguém vai gostar – disse – você é um cara super legal e se eu fosse mulher... Te pegava – rimos – você tem que parar de achar que só porque é um lobisomem ninguém vai gostar de você
- Obrigado, James – ele falou – não esperava ter esse papo com você
- Não se preocupe – falei – e... Aluado?
- Eu
- Eu... – juro que não queria ouvir essas palavras saindo da minha boca – eu apoio o relacionamento dos dois... Mesmo não tendo nada – disse – você é um cara legal e, além do mais, é meu amigo
- Meu único problema é o Régulos... Ele sempre chega e atrapalha tudo quando tento falar com ela
- Quanto ao sonserino, não se preocupe – falei – posso fazer a vida dele um inferno se os dois chegarem a namorar – rimos
- Os dois para fora, preciso cuidar da senhorita Potter – Madame Pomfrey nos expulsou da ala hospitalar
- Ela é a minha irmã – falei – tenho direitos
- Guarde suas lábias para o diretor, senhor Potter – ela disse – porque é com ele que irá se resolver se não sair daqui, siga o exemplo do Senhor Lupin
Sai
- Siga o exemplo do Senhor Lupin – resmunguei – se ela soubesse o que você faz quando está com a gente...

[...]

P.O.V.

Acordei meio tonta e a primeira coisa que vi foi a madame Pomfrey vindo até mim com uma poção na mão
- Beba isso – ela me deu
- O que aconteceu? – perguntei
- Você não se lembra? – ela disse - eu avisei ao Dumbledore que esse clube de duelos não iria dar certo
-Clube de duelos? - comecei a me lembrar do que aconteceu - não foi culpa do clube de debates, o Sirius que é um incompetente
Tinha ataduras no corpo e meu braço doía demais. Também estava com alguns machucados cicatrizando na minha perna esquerda.
A porta abriu e meus amigos entraram
- – Sirius me abraçou – me desculpa, eu juro que não queria fazer aquilo, mas foi um momento de raiva que me aconteceu – ele estava desesperado – me perdoa


Continua...



Nota da autora: Desculpa mesmo pela demora, acabei me enrolando com a faculdade, mas aqui estou com um capítulo fresquinho. Estou amando os comentários e mesmo não respondendo todos, eu leio cada um e agradeço muito.



Essa fanfic é de total responsabilidade da autora. Eu não a escrevo e não a corrijo, apenas faço o script. Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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