Última atualização: 18/05/2018

Prólogo


“— Muito bem, filha, faça um pedido. — pediu o pai, contente ao ver a filha prestes a apagar sua décima quinta vela.
sorriu e sussurrou para si mesma várias vezes ‘tem que acontecer, vai acontecer’. Não que acreditasse que, ao soprar as velas, seu desejo se realizaria. ‘Assopre, faça um pedido e ele se realizará’. Patético, pensou ela. Longe de acreditar nessas coisas, seu pai a chamava de pequena cética. Ela acreditava que, quanto mais velas apagadas, mais perto ficaria de realizar seu desejo. Décima quinta vela. Estava perto.
Sorriu sincera com a felicidade de seu pai ao ver sua menina crescendo. Seu pai sempre fora sua maior inspiração, sempre passando autoconfiança para ela.
sabia que, para ter seu pedido realizado, teria que correr, correr muito. Com esse pensamento, sorriu e assoprou a vela, tendo mais certeza e vontade de alcançar seu objetivo: fundar sua sociedade de assassinos. A Rede.


Capítulo 1


— O beco direito está livre. — anunciou pelo comunicador — Não acredito que estou perdendo um trabalho de boate, Orlov.
— Ainda nisso, Nadia? — pôde ouvir uma risada.
— Isso raramente acontece. Negócios e prazer. — reclamou.
— Eu não conhecia esse seu lado dramático. — debochou a outra.
— Cala a boca. Seu cara chegou. — se endireitou no banco do carro.
— Quantos homens?
—Três homens… grandes — riu.
— Não será um problema.
— Eu sei que não.
— Ele já entrou?
— Ainda não, está no celular em frente à entrada. — respondeu, observando o homem.
— E os homens?
— Um entrou, dois estão aqui fora com ele.
— Entendi.
— Entraram agora. Te espero no local combinado.
— Estou vendo ele. — ficou em silêncio — vou demorar um pouco.
— Algum problema? — perguntou, preocupada.
— Ele é gostoso.
— Local e horário combinado, Orlov. Não se atrase.
— Entendido. — concordou, rindo.

não entendia a vontade da Nadia em participar do caso. Riu, lembrando de como ela reclamou desde o momento em que o pager da Orlov foi acionado.
estava insatisfeita nos últimos dias, isso não podia negar. Não que odiasse seu trabalho, mas sentia-se no automático. Pode até ser meio doentio, mas não tinha mais prazer em matar. Não sentia mais a famosa adrenalina, a emoção, e se odiava por estar esquecendo a famosa sensação.
Sorriu, lembrando de quando desabafou com Amelia sobre isso e a mesma disse que ela era quase o Saitama, a diferença é que Saitama é um herói. Orlov é uma assassina.
Saiu de seus pensamentos quando o barman lhe chamou discretamente e lhe entregou a pílula fatal, que, naquela noite, seria a arma. Se afastou do batente para pôr seu plano em ação.
Observou sua vítima caminhar em direção ao barman, fez o mesmo caminho.
— Whisky puro. — ele pediu.
— Uma água, por favor. — pediu, se posicionando ao lado do homem.
— Água? Veio beber água? — perguntou, sorrindo.
— Motorista da noite. — respondeu, dando de ombros.
— Entendi. Derek Carter, prazer. — lhe estendeu a mão e a apertou, comemorando internamente a tentativa dele de puxar assunto e encarar seu corpo dos pés à cabeça.
Derek Carter. Sua vítima. Um dos maiores fornecedores de ecstasy de Nova York. Recebera sua ficha no dia anterior, junto com uma pílula que devia ser usada para matá-lo. Não vinha muita informação na ficha dele, mas sabe que pagaram alto para encomendar a morte dele. Então deduziu que o cliente fora um rival nos negócios. Afinal, pelo que leu, Derek Carter é o melhor no ramo. Isso é um problema pro meu cliente.
— Helen Wilson, prazer. — sorriu, recebendo sua água
— Está acompanhada, Helen? — perguntou, interessado.
— Eu disse que sou a motorista da noite, não disse? — arqueou as sobrancelhas.
— Você entendeu a pergunta. — riu.
— Não estou acompanhada.
— Quer ir para um lugar reservado? — sugeriu.
ria internamente depois dessa clichê que ele soltou.
— Seu amigo vai deixar? Ele não para de nos encarar. — indicou um dos seguranças.
— Eu mando nele, docinho. — lhe estendeu a mão.
não via a hora de matar esse cara.
— Vamos. — pegou sua mão e o acompanhou.
comemorou mais uma vitória quando percebeu que a sala era a que tinha saída para o beco que Nadia havia falado. Era pequena, a iluminação era vermelha e tinha um sofá no canto da parede. Não teve muito tempo de avaliar o ambiente, Derek a beijou ferozmente, com urgência, mas ainda era bom. retribuiu o beijo e riu ao ver o desespero do cara.
Sentiu suas mãos passeando por cima de seu vestido e, sem delicadeza, apalpar seus seios. Sem que Derek percebesse, tirou a pílula de sua bolsa segurando-a em suas mãos. Interrompeu o beijo, pedindo por fôlego, e deu atenção ao pescoço de Derek, segurou a pílula debaixo de sua língua e o beijou novamente, empurrando-a para a boca dele.
Faça ele mastigar. Era uma exigência na ficha.
— O que é isso? — ele perguntou, confuso, quando sentiu em sua boca.
— Uma ajuda extra. Acredite em mim, deixa tudo melhor. — respondeu, abrindo seu vestido e, em seguida, abrindo o zíper da calça de Derek, que pareceu acreditar na resposta da mulher.
ajoelhou-se na frente de Derek e desceu sua calça. Revirou os olhos quando percebeu que o pênis dele já estava duro. Torcia para que a pílula fizesse efeito rápido, assim não teria que fazer nada com ele. Agradeceu quando sentiu ele ficar rígido e, de repente, começar a se contorcer pedindo ajuda.
Derek caiu no chão se contorcendo de dor, assistiu ele começar a babar. Na ficha dizia que a pílula era um ácido forte e teria efeito imediato. Foi uma exigência do cliente que Derek morresse por essa pílula. E assim foi feito.
viu Derek ter seus últimos segundos de vida antes de morrer. Fechou seu vestido, se arrumando rapidamente, conferiu o corpo e sorriu satisfeita, tendo mais um trabalho completo.
Se aproximou da janela que seria sua saída, com facilidade pulou, sem dificuldade, já estava no correndo que Nadia havia falado. Tirou a peruca ruiva e as luvas que escondiam suas digitais, guardando tudo em sua bolsa. Andou até a saída do beco. Avistando o carro de Nadia, caminhou até ele, passando por trás e chutando a placa traseira rapidamente, que caiu, a juntou, lembraria de agradecer a Jesse por ter deixado a placa solta. Adentrou ao carro.
— Tudo bem? — perguntou Nadia.
— Tudo. O trabalho foi feito. — respondeu — Você estava escutando Taylor Swift enquanto eu matava um cara?
— Se contar para alguém, eu te mato. — ameaçou.
— Quero ver você tentar.
— Então, a pílula era mesmo mágica? — Nadia perguntou, dando partida com o carro.
— Mágica eu não sei, diria perigosa e útil.
— Sério? Brenda disse que era um veneno eficiente, o resultado é falência múltipla dos órgãos e uma dor insuportável.
— Pois é, nosso amigo Derek sofreu antes de morrer. Uma pena. — lamentou, rindo — Notícias da Amelia?
— Não, mas esse serviço que ela pegou exige dedicação e cuidado, ela disse que ia passar uns dias sem manter contato. — avisou.
— Tão dedicada. — riu — Preciso de um banho.
— Vai encontrar ele amanhã, não vai?
— Sim
— Entendo. Vamos trocar de carro no meio do caminho, Jesse já deixou o nosso no local.
— Ok.
Um silêncio se instalou no carro. Não era um desconfortável, gostava disso. Podia pensar. Observando a estrada, onde estavam perto da saída de Nova York. Era relaxante, se sentia em paz
— Nadia? — chamou depois de um tempo.
— Oi. — respondeu sem tirar os olhos da estrada
— Coloca Taylor Swift. — pediu e a outra riu alto, atendendo ao pedido.
Pararam o carro em frente ao enorme portão, que logo foi aberto, adentraram com o carro. observou uma movimentação dentro da casa, desceu calmamente e encontrou Jesse encostada na porta:
— Ele está aqui. Mais especificamente, está no seu quarto. — disse antes de mais nada.
— Por que no meu quarto? — perguntou, irritada.
— Eu tentei levá-lo para a sala de reuniões, mas o olhar que recebi respondeu por ele. — respondeu, rindo.
— Tudo bem. — revirou os olhos — Vou lá conversar com ele. Coloquem seus pagers para carregarem, se ele veio até aqui, a coisa é séria.
As duas assentiram e subiu as escadas, indo em direção ao seu quarto.
A luz estava apagada, ele queria suspense. Revirou os olhos, acendendo a luz

— Demorou. — ouviu sua voz.
— Você sabe onde eu estava. — respondeu, impaciente, o observando sentando em sua cama — E então?
— Agora carrega uma assinatura de suas vítimas? — perguntou, indicando seu pescoço, onde tinha uma assinatura de Derek Carter, da qual ela nem tinha percebido
— Só das mais interessantes. — ouviu sua risada seca.
— E então? — perguntou novamente.
— Hoje a casa está com poucas meninas, não é? — perguntou, se levantando — Isso é bom, se não estão aqui, estão trabalhando.
— Pois é, o mercado da morte é bem requisitado ultimamente. — debochou.
— Preciso de você amanhã. De você e das suas de confiança. — disse, pegando seu paletó que estava na cama.
— Explica. — pediu.
, confia em mim? — perguntou, parando em frente a ela.
— Sabe que sim.
— Ótimo. Posso confiar cegamente em você?
— Não se confia cegamente em ninguém, você sabe disso. — revirou os olhos.
— Posso confiar em você, Orlov? — perguntou, acariciando o rosto dela.
— Pode, você sabe.
— Perfeito. Preste atenção.


O carro parou bruscamente na rua, chamando a atenção de alguns agentes que estavam ao redor da cena do crime, mas, quando viram quem saíra do carro, logo entenderam. O homem se aproximou do local, passando pela faixa amarela:
—Então, o que temos? — perguntou.
— Gary Olsen...
— O governador? — interrompeu.
— O próprio. Durante o dia, no meio da avenida, ele estava dentro do carro no banco passageiro. Atiraram contra o carro várias vezes. Queriam esse homem morto. 4 tiros atingiram a cabeça, o motorista também foi atingido e morreu
— Alguma notícia boa, Coulson? — perguntou, olhando o carro destruído.
— Bem, conseguimos as filmagens dos semáforos e de alguns estabelecimentos. — respondeu.
— Prossiga.
— Não pegaram nada.
— E a notícia boa, Coulson? — insistiu.
— Não, senhor. — suspirou — A Chefe pediu para lhe dizer que quer você no departamento.
— Isso ainda não é notícia boa, Coulson.

entrou no departamento, torcendo para que a Chefe estivesse no seu melhor dia e não lhe entregasse o caso. é ambicioso, isso ele admite, mas uma sessão de mortes na alta sociedade estava acontecendo, por mais que quisesse um currículo invejável, não queria esse caso no seu. Era um caso dado por perdido.
— Sala da Chefe, agora. — Mark avisou assim que passou pelo parceiro. suspirou e o seguiu. Chefe Webber estava em sua cadeira lendo uma ficha, que supôs ser de Gary Olsen.
— Bom dia, Chefe. — cumprimentou Mark.
— Bom dia. Sentem-se. — indicou as cadeiras — Jonas Shane, Richard Silvester, John Nelson, Silvia Madison. O que ele têm em comum? Pergunta retórica, não respondam. — avisou antes de Mark abrir a boca — Todos são do mesmo meio social. Embaixador, governador e sócios. Todos estão mortos. Me digam que eu não sou a única sentindo que isso tem ligação
— Chefe, o caso de Richard Silvester foi tirado de nossas mãos, os outros nem ao menos estiveram, com exceção de Gary Olsen. Mesmo que tenha ligação, não podemos fazer nada. — disse como se fosse óbvio.
— Aí está, . Conversei com meus superiores. — disse, animada — Uma prova. Apenas uma prova e o caso fica com o nosso departamento.
— E como vamos conseguir a prova? — Mark perguntou.
— Quando o caso do Silvester esteve em nossas mãos, tivemos uma ideia para dar continuidade, mas o caso foi tirado antes de soltarmos um “a”. Vamos voltar do início. — explicou.
— Não, não concordo — disse rapidamente.
— Eu sou a Chefe, . Eu decido isso.
— Pedir ajuda de bandidos? Seu desespero é tão grande assim? — alterou a voz.
— Eu decido isso! Você está encarregado do caso. Aumente o tom de voz comigo mais uma vez e considere-se um cara morto. — levantou-se — Saiam. Teremos uma reunião daqui a pouco, reunam suas equipes.
Os dois levantaram silenciosamente.
— E, agentes? — chamou — É um caso delicado, merece o máximo de discrição possível. — assentiram.
— Só eu não entendi nada? — Mark perguntou quando passaram pela porta.
— Sim, só você. — respondeu, irritado.
— Calma, cara. Me explica isso. — pediu.
— A Chefe quer pedir ajuda aos bandidos. Mais especificamente à sociedade de assassinos. — respondeu, impaciente.
— Oh, oh, calma. A Rede? São assassinas, . Como sabemos que não são elas que estão matando?
— Não são elas, eu vinha monitorando o passo de cada uma quando estávamos com o caso Silvester, mas, antes de falarmos com elas, tiraram o caso. — explicou.
— Então está com raiva por isso?
— Não, não é por isso.


Capítulo 2


Quando surgiu a ideia de criar A Rede, estava ciente de que teria obstáculos pela frente e, um dos principais, seria seu pai, Victor Orlov. Quando se tratava da filha, Victor deixava de lado o famoso assassino, se esforçava ao máximo para ser um bom pai, queria o melhor para sua filha.
admirava o pai, ele era seu herói, essa admiração cresceu mais depois da morte de sua mãe. Viu o pai abrir mão de sua vida e dedicar-se para que nada faltasse à sua menina. E nada faltou. Victor se aposentou pela filha, não queria o perigo perto da menina e, como desejo de sua mulher, teria uma vida normal.
recorda de seus 13 anos, especificamente, de uma noite. Lembra de acordar no meio da noite, estranhando a movimentação em sua casa. Lembra da aflição que sentiu ao ver seu pai lutando contra quatro homens e, rapidamente, matando-os sem perceber a presença da filha. A pequena Orlov não era ingênua, ela sabia sobre o antigo trabalho de seu pai, mas nunca o tinha visto em ação... Não tinha visto ele matando.
Victor Orlov sempre fora conhecido e temido no mundo do crime. Estava ciente de que, ao se aposentar, não teria paz tão cedo. Havia negócios pendentes e inimigos vivos, ele conhecia o perigo. Seu maior medo era que sua filha também conhecesse. Sabia que isso seria inevitável, mas não podia arriscar a vida de sua herdeira.
Naquela noite, Victor passou por cima de qualquer ética ou orgulho e decidiu procurar a única pessoa que poderia oferecer proteção à sua família. Aquele que anos atrás jurou esquecer, Peter Vanorf, seu antigo chefe.

Orlov sabia que não seria fácil convencer Peter a ajudá-lo, mas, pelo que conhecia do antigo chefe — e amigo —, sabia que Peter se divertiria muito, afinal, Vanorf sempre fora contra a aposentadoria de Victor. Segundo ele, era impossível alguém, com a ficha de Victor, ter uma vida normal. Mesmo com tudo, Victor sabia que Peter não lhe negaria ajuda.
Peter sabia que era questão de tempo até Orlov bater em sua porta pedindo ajuda. Sentia certo prazer com isso, confessa, no entanto, antes de qualquer rancor, Victor era seu amigo antes de ser seu homem. Não negou ajuda a Victor, pelos velhos tempos, como ele disse. Orlov e Vanorf tinham uma amizade um tanto exótica, não misturavam amizade com trabalho, mas sabiam que podiam sempre contar com o outro.
Um deslize, foi preciso de apenas um, para Victor ser morto. Mesmo sem demonstrar, Peter sentiu a perda do amigo, sentiu raiva principalmente da incapacidade de sua equipe ao fornecer a proteção que Victor necessitava, sentiu compaixão pela recém órfã. Sabia que Victor presava, acima de tudo, a segurança e o bem estar da pequena Orlov. Peter nunca gostou de crianças, principalmente uma que recentemente entrara na adolescência, mas era uma exceção, era filha do seu antigo melhor homem, e, apesar de tudo, de seu amigo. Conhecia Victor o suficiente para saber que seria de seu desagrado ter sua filha crescendo em meio aquilo que ele tanto lutou para deixar em seu passado. Sabia que a menina não tinha familiares, não cogitou a possibilidade de criar a menina, se conhecia o bastante para saber que não daria certo. Resolveu manter em um internato para meninas, sempre deu suporte à garota e ao internato, para que nada lhe faltasse. Sempre que tinha vontade ou nada para fazer, lhe fazia uma visita, coisa rara.
Quando completou 17 anos, almejava a morte daqueles que tiraram a vida de seu pai. Peter ficou contente com o desejo da menina, se fosse bem treinada, poderia seguir os passos de seu pai. Deu sua palavra à de que lhe entregaria quem matou Victor. Com o pedido de , Peter a retirou do internato aos 17 anos, para ser treinada. Ofereceu um acordo: ele colocaria seus melhores homens para treiná-la até sua maioridade, depois lhe entregava os homens. A menina aceitou de prontidão, a vingança dominava seu sangue, não pensava mais n’A Rede, ou em qualquer outra coisa, só pensava em matar quem tirou tudo que lhe restava. Peter admirava isso, via na menina um grande potencial, e, se fosse mais esperta que seu pai, seria ainda maior, afinal, o sangue de um assassino corria em suas veias.
Como previsto, aos vinte e um anos, Orlov se mostrava tão profissional quanto seu pai. Peter sorria ao imaginar Victor se revirando no túmulo ao ver sua filha manuseando facas com maestria.
em ação era tão certo e tão errado, parecia que ela havia nascido para fazer aquilo. Peter gostava de vê-la agindo, como ele gostava de dizer, era como assistir à uma peça, sem dúvidas tinha um dom e ele planejava explorá-lo.
Como combinado, Peter entregou-lhe os nomes de quem havia matado Victor, não gostou de saber que ele já possuía os nomes há anos, mas pareceu se contentar quando o mesmo disse que estava aguardando o momento certo.
Planejou esse momento durante anos, até mesmo quebrou a promessa que havia feito a si mesma, de que eles seriam os primeiros que ela mataria em sua vida, obviamente não foram, mas ela soube tornar o momento inesquecível. Admite que, depois de anos e finalmente conseguindo a vingança, ficou com receio de não ter mais um objetivo, afinal, A Rede tornou-se uma ideia esquecida após a morte de seu pai.
Peter tinha planos para ela, e não incluía deixá-la sem rumo, decidiu ajudá-la a construir A Sociedade de Assassinas. Ficou com receio quando disse que seria apenas de assassinas, mas confiava em e na mulher que ela havia se tornado. Como esperado, construiu um império. Pessoas importantes, como políticos; empresários; celebridades procuravam A Rede quando não queriam sujar as mãos ou suas reputações. Em alguns meses, A Rede ficou conhecida por todo o país, tanto pelos clientes, como pela polícia. Depois de várias tentativas falha de tentar acabar com A Rede, a polícia desistiu de tentar prender as meninas. Afinal, o grande Peter Vanorf era o financiador, Peter era conhecido como Inalcançável. Possuía vários contatos, amigos e segredos, usava ao seu favor. Podia entrar em uma sede do FBI e assassinar alguém na frente de todos, o máximo que conseguiriam era mantê-lo em uma sala por algumas horas. Isso frustrava os policiais. Quando descobriram que A Rede era financiada e protegida por ele, rapidamente perderam a esperança de acabar com ela. Apesar de ser seu tutor e próximo à figura paterna que tinha, sabia que nunca poderia se pôr contra Peter, ele acabaria com ela.

, e então? — a mulher perguntou, estranhando ser chamada à sala de reuniões durante a madrugada, principalmente ser chamada por .
— Sente-se, Nadia. — indicou a cadeira, ainda sem encarar a mulher — Estamos esperando Jesse, Lucy e Gaia.
, ‘tá tudo bem? Tem algum problema? — perguntou, avaliando os sinais de nervosismo que a mulher demonstrava.
— Nada com que se preocupar. — respondeu sem emoção.
A porta foi aberta, atraindo sua atenção, o restante havia chegado. Também estranharam ter apenas elas na sala, normalmente só iam ali quando havia um caso realmente urgente, e, na maioria das vezes, era na presença de Peter.
— Sentem-se. — ordenou, levantando-se de sua cadeira e indo até uma pequena escrivaninha que havia na sala — Gaia, tenho um trabalho individual para você.
Lhe entregou uma pasta.
— Não tem o nome do cliente? — a mulher perguntou após ler o arquivo.
— Peter Vanorf é o cliente. — respondeu — Aí possui os detalhes, mas parece que ele se meteu com mulher casada, de novo, e o corno descobriu e soltou umas ameaças, enfim, mate-o. Esse caso é particular, por isso sem pager.
— Certo. Devo ir agora?
— Sim, aí tem tudo o que precisa. Seja rápida, por favor, vamos precisar de você nos próximos dias. — disse, vendo a menina assentir e se retirar da sala.
Nadia observava tudo em silêncio, conhecia o suficiente para saber que havia algo lhe incomodando, depois de anos ao lado da parceira, aprendeu a ler suas ações.
— Não nos chamou aqui para assistirmos você dando uma missão para Gaia, certo? — perguntou, quebrando o silêncio.
— Não. — suspirou — Peter me deu um trabalho, nos deu um trabalho. Pediu para que eu pegasse as meninas de minha confiança. Vocês. Quando entraram n’A Rede, pedimos lealdade de vocês, e prometemos lealdade à vocês. É um trabalho arriscado, eu faria sozinha, mas é impossível, preciso de ajuda, preciso de vocês. Estou ciente do resultado se tudo der errado, podemos acabar presas ou mortas, se falharmos, Peter não vai conseguir nos proteger dessa vez. Sei que é pedir muito, por isso entendo se não aceitarem, posso recrutar outras, não aceitem por pressão, por favor. Nem eu mesma aceitaria. — soltou tudo de uma vez e sentou-se novamente, encarando os três rostos à sua frente. Sabia que estavam decidindo internamente se aceitariam ou não, resolveu respeitar os minutos que passaram em silêncio.
— O que precisa ser feito, ? — Lucy foi a primeira a se manifestar.
— Sinto muito, mas primeiro preciso de respostas. É sigiloso, uma vez dentro da missão, não poderão sair, por isso só saberão se aceitarem.
— Quer que a gente aceite sem ter uma ideia de onde estamos nos metendo?
— Sim, Jesse. — revirou os olhos — Como eu disse, é perigoso, citei os riscos, mas não posso revelar a missão ainda. Preciso que confiem em mim.
Mais uma vez, o silêncio se instalou no ambiente. Nadia sentia o nervosismo de . Desde que se conheceram, nunca demonstrou fraqueza diante dela, ou pediu ajuda em alguma missão. sempre se mostrou intocável. Até agora. Nadia conhecia a amiga, estava com medo.
— Eu aceito. Quando começamos? — Nadia quebrou o silêncio.
Orlov sorriu minimamente para a amiga.
— Aceitamos, então. — Jesse completou. As três encararam Lucy, que até então estava decidindo, deu de ombros e assentiu com a cabeça. Ela aceitou.
sorriu abertamente.
— Amanhã. Não temos muito tempo, precisamos estar atentas. — colocou três pastas na mesa — Aqui estão os arquivos, tudo o que precisam saber está aí dentro. Decorem, depois queimem. Não deixem provas, qualquer erro pode ter consequência grave, até o mais idiota.
— Uau... isso é... uau. — Nadia tentava formular palavras enquanto lia — , isso é... Deus, nem eu sei o que é.
, isso é muito arriscado. — Lucy disse.
— Eu sei. Eu sei.
— As chances de dar certo são mínimas. — Jesse encarou a amiga.
— Sei disso também, precisamos arriscar.
— Vai ser divertido. — Lucy sorriu, terminando de ler.
— Divertido e suicida. — Nadia completou — Mas vamos trabalhar nisso.
— Sim, vamos. — concordou — Lucy, chame Amelia, diga que vocês aceitaram. Apenas isso. Ela virá até nós.
— Amelia já sabe? — Jesse perguntou.
— Sim, só estava esperando vocês aceitarem.
— E a missão dela?
— Ela passou para outra, precisamos dela nessa missão. — respondeu — Vá, Lucy. Jesse, queime os arquivos.
Viu as duas saírem da sala.
— Tem certeza disso, ? — Nadia finalmente perguntou — Sabe que pode recusar, não sabe?
— Não posso, Peter exigiu. É arriscado, mas não posso recusar, e, no fundo, nem quero. — respondeu sincera.
— Era adrenalina. — Nadia disse para si mesma e gargalhou alto. a encarava confusa. — Eu pensei que você estava nervosa, e estava, mas a maior parte era adrenalina. Você quer.
— Quero. — confessou — Sinto que preciso disso.
— Você é louca, Orlov.
— Você aceitou de prontidão, é tão louca quanto eu. — sorriu.
— Touché.
— Precisamos dormir, amanhã cedo vamos passar o plano. Não podemos errar.
— Eu estava quase dormindo, até ser chamada para um suicídio coletivo. — ironizou.
— Idiota.

~*~

O homem desencostou-se do carro e apagou seu cigarro, revirando os olhos antes de entrar na casa. Era uma cena e tanto.
— Pesado, não é? — Mark se aproximou, lhe entregando luvas — Uma família inteira assassinada, aparentemente durante o jantar.
— Até o bebê, cara? — se aproximou do pequeno corpo em uma cadeira apropriada para ele — Que filhos da puta!
— É, eu sei. Foi um jantar e tanto. — disse — Já levaram os irmãos e a mãe, a mesma teve a garganta cortada, foi a única morte diferente. As crianças morreram baleadas na cabeça.
— E o pai? — se aproximou, avaliando o corpo.
— Jonas Bellatti. Ele foi amordaçado e também teve uma bala na cabeça.
— Ou seja...
— Acerto de contas.
— Sim, amarraram o pai para que ele pudesse assistir a morte de seus filhos, a mãe foi a primeira a morrer, por isso a garganta cortada. Eram dois assassinos, talvez até mais, um precisaria chegar por trás e degolar a mulher, outro teria que segurar o marido na cadeira, obviamente ele tentaria fugir. Ele foi o último a morrer.
— Exatamente. — Castle sorriu — Parece que você voltou.
— Sempre estive aqui, Castle. — retirou as luvas e as jogou no amigo — Preciso ir ao Departamento.
, o caso não é nosso.
— O quê?
— A Chefe deu o caso para o Ross. Não é nosso. — explicou.
— E você resolve me falar só agora?
— Desculpa, cara, a Chefe deixou claro que nos quer naquele caso. Ela está dando tudo de si mesma, quase obcecada, eu diria.
— Dane-se. — bufou, entrando no carro.
, eu quero uma carona.
— Por isso me chamou, idiota? — perguntou, irritado.
— Sim.
— Entra.

~*~

A mulher respirou fundo, encarando os papéis que estavam em sua mesa. Não é muito de acreditar em Deus, mas, se Ele existe, seria um bom momento para ajudá-la, pensou. Levantou-se finalmente, pegando os papéis, e, em passos calculados, saiu de sua sala rumo à reunião que ocorreria no mesmo andar. Como combinado, no ambiente havia só os de sua confiança, os melhores dos melhores para a operação. Encarou cada rosto ali conhecido, outros nem tanto, sabia que alguns haviam recusado por motivos plausíveis. Não concordavam com o plano, não o plano em si, mas a quem ela recorreria. Suspirou, recapitulando seu mini-discurso:
— Bom dia. — disse — Se estão aqui, já sabem de tudo, se já sabem de tudo e ainda estão aqui, é porque estão cientes dos riscos e dos meios que usaremos nessa operação. — viu revirar os olhos — Fico contente que tenhamos um número considerável nesta sala. Escolhi a dedo cada um que está aqui dentro, li suas fichas e, realmente, é uma honra ter uma equipe tão bem capacitada para o que estar por vir. Perguntas?
No mesmo instante se arrependeu, quando várias mãos se ergueram.
— Castle?
— Chefe, a missão em si não é tão complicada quanto o início. Como contataremos ela?
A pergunta que a mulher esperava.
— É aqui que Elena Winters entra. — indicou a mulher — Como sabem, no caso Silvester também foi cogitado contatá-la, e estávamos prontos, até o caso ser tirado do nosso departamento. Elena conseguiu localizá-la, não por completo, mas o suficiente para um encontro.
— E se ela não aceitar? — outro agente perguntou.
— Não conto com essa possibilidade, por isso ela precisa aceitar. Castle, , Delavour e eu cuidaremos do interrogatório.
— Delavour? A psicóloga?
— A própria.
— Pretende fazer jogo mental com a mulher, Chefe? — debochou.
— Não seja patético, é por precaução. Essa mulher tem apenas vinte e cinco anos, administra uma Rede de Assassinas, a maioria treinadas por ela, e, eu garanto, são tão perigosas quanto.
— E mesmo assim quer a ajuda dela? — insistiu.
— Olha de quem estamos falando, ! Ela está aqui nessa sala? Não. Está em alguma prisão? Não! Graças a quem? — o encarou — Peter Vanorf. Nos últimos dias, uma onda de assassinatos vêm ocorrendo entre a classe média, dentre elas, políticos importantes. Figuras de extremo valor para nós e para eles. Sabemos o quanto Vanorf é protegido pela justiça, o quão poderoso ele é. Tentar pegá-lo é como tentar pegar o vento, pegar o vento com a mão.
— Pelo amor de Deus, Chefe! Você mesma acabou de dizer que Peter está ligado a ela, do que adianta pegá-la então? É impossível!
— Não queremos prendê-la, . Não escutou nada do que eu disse? Ela não é o nosso alvo, e, dessa vez, nem o Vanorf, por enquanto. Ela nos ajuda a pegar o assassino e, se tudo der certo, pegamos ela.
— O quê? — o homem franziu o cenho.
— Nada, não devemos focar nisso agora. — levantou-se — Nessas pastas estão tudo que precisam saber. Winters, consegue ainda hoje? — a mulher assentiu — Perfeito. Elena está tentando localizá-la, assim que ela conseguir, nós vamos. A planta da operação está na pasta e os nomes de quem vai na captura também, não queremos chamar atenção.
— Chefe?
— Diga.
— Precisamos de uma carta na manga, caso ela não aceite.
— Já temos. — sorriu — Meus superiores deram carta branca.
— Tortura?
— Não. — revirou os olhos — Na hora certa saberão, se for preciso. Estão dispensados. , fique. Preciso conversar com você.
— O que quer? — perguntou impaciente após todos saírem da sala.
— Fez uma ocorrência hoje cedo?
— Sim.
— Posso saber o motivo? — perguntou, irritada.
— Apenas queria o caso. — deu de ombros.
— Apenas queria o caso? VOCÊ APENAS QUERIA O CASO, ? — aumentou o tom de voz — Falhamos na última operação que tivemos. Falhamos quando a operação estava sob o meu comando; Eu tive o caso Silvester tirado de minhas mãos, . Os superiores colocaram uma corda no meu pescoço, querem me tirar do cargo, e, uma balançada, eu caio da cadeira. Entende isso, ? Tudo que eu menos preciso agora é de uma ocorrência contra mim por causa de uma birra sua. Você é um homem, a porra de um homem crescido. Quando tiver alguma queixa, vá na minha sala e resolva comigo. Estamos entendidos, ?
— Sim, senhora. — respondeu a contragosto.
— Ainda bem. Preciso de você nisso, . Não me decepcione, por favor.
Saiu da sala deixando um furioso para trás.

~*~

Pela milésima vez, Nadia limpava sua arma e contava os cartuchos. Tentava ignorar ao máximo os saltos de Lucy indo de encontro ao piso de madeira:
— Lucy, pare de andar, o barulho consegue ser mais irritante que você.
— Não seja durona, Kepner. Está tão nervosa quanto eu, talvez até mais, sua arma já perdeu o brilho do tanto que foi limpada. — rebateu.
— Mas ela ainda faz um estrago grande, quer ver? — provocou.
— Isso é sério, meninas? Não precisamos de uma briga agora. — uma terceira voz disse.
se aproximava com Jesse logo atrás. — Lucy, pare de andar, vai abrir um buraco no chão. Nadia, sua arma já está limpa o suficiente.
— Vamos agora? — Nadia perguntou, impaciente.
— Está bem ansiosa para a missão suicida, uh? — Jesse zombou.
— Gosto do perigo.
— Estamos esperando uma pessoa. — respondeu, pegando seu celular — E ela está atrasada.
— Quem estamos esperando? — Lucy perguntou.
— Espero que seja eu. — uma quinta voz disse. Logo as quatro encaram a porta e sorriram, vendo a silhueta e cabelos ruivos tão conhecidos, se aproximar. — Amelia Sanders pronta ‘pra missão.
— Idiota. — Nadia abraçou a amiga, sendo seguida pelas outras.
— E então? Vão agora? — a ruiva perguntou após os cumprimentos.
— Sim, as meninas que vão ficar estão sabendo da missão arriscada que nos foi dada. Apenas isso. Tente controlar as notícias aqui dentro, Amelia. — disse.
— Cruzes, . Você fala como se fosse encontrar a morte.
— É quase isso. — deu de ombros — Peter já está sabendo que você vai ficar no comando até minha volta, algumas meninas também.
— Certo.
— Amelia, quando estiver perto, você saberá o que deve fazer. Fique atenta. — pediu.
— Fique tranquila, . Vai lá buscar sua aventura, eu cuido de tudo. — brincou.
, o carro está pronto e já fiz aquilo. — Jesse avisou — É agora.
— Prontas? — encarou as meninas.
— Sinto o café da manhã revirando no meu estômago. — Lucy fez cara de nojo.
— Não vai ter parada, Lucy. É agora ou nunca.
— Que alguma coisa nos proteja. — Nadia pegou sua arma — Péssima hora pra repassar o plano, né?
— Repassamos no carro, precisamos ir. — se virou para Amelia — Cuide de tudo, não quero ter que matar você.
— Pra me matar você tem que voltar inteira, Orlov. — brincou — Tenham cuidado, estarei esperando o sinal.
Acompanhou as meninas até a frente do Casarão, vendo o carro partir, rumo à, segundo Nadia, missão suicida.

~*~

— Muito bem, pessoal. A hora é agora. — a mulher disse, entrando na sala.
— Certeza, Elena? — Castle perguntou, terminando de fechar seu colete.
— Sim, precisam ir agora. — disse.
— Vamos, agora. Não quero falhas. — Addison apareceu na porta sem entrar na sala — Estão parados por quê? Andem logo!
Os cinco homens que estavam na sala saíram, seguindo a chefe.
— Três em viaturas, dois em carros discretos. — disse quando chegaram ao estacionamento — e eu vamos em carros discretos. Eriksen vai com o Castle, Bale e Gilbert em viaturas separadas. Vamos.

~*~

respirava pausadamente tentando ficar calma. Sempre confiou em Peter, desde que seu pai morreu, ele sempre a ajudou. Se Peter disse que era arriscado, ele estava sendo sincero, mas, se ele também disse que faria de tudo para tirar ela dessa, ela também acredita. Sentia como se tivesse uma dívida com ele e, depois dessa, sabia que a dívida estaria paga.
procurava adrenalina e encontrou. Concorda com Nadia sobre ser suicida, mas seu lado irracional falou mais alto. Apesar de Peter não ter lhe dado escolhas.
Não havia volta, era agora ou nunca. Já estava posicionada no terraço do pequeno prédio, tinha o homem na mira de seu sniper. Estava perto.
— Eu acho que vou vomitar. — Ouviu a voz de Lucy no comunicador.
— Não ouse, Clark. Você está no meu carro. — Nadia se manifestou — E eu estou vendo você daqui pela sniper, abre a boca pra vomitar e eu estouro sua cabeça.
— Como se você fosse usar esse carro depois. — Lucy rebateu e soltou uma risada com a resposta. Lucy era afiada.
— Vadia. — Nadia resmungou.
— Lucy, segura o vômito. É agora. — Jesse anunciou, esse era o sinal.
— Agora sou eu quem quer vomitar. — Nadia reclamou.
— Muito bem, meninas. Seria o momento adequado para dizermos algo fofo, mas nem fudendo que somos assim, então: Tentem não morrer, por favor.
— Isso é quase um “eu te amo”, . — Nadia riu — Tentem não morrer.
— Tentem não morrer. — Lucy disse o mesmo.
— Tentem não morrer. — Jesse respirou fundo — 30 segundos, gente.
— Puta merda. Vou vomitar.
— Não vai.
— Nadia, olha, a situação requer uma trégua.
— Uma trégua, e não vômito, Lucy.
— 15 segundos.
— Eu estou nervosa.
— Todas estamos e não tem mais ninguém vomitando.
— Você disse que queria.
— Mas eu não estou dentro do meu carro.
— 10 segundos.
— É agora, prontas?
— Sim. — as três responderam juntas.
— 5 segundos.
— Vamos. Vamos. — sussurrava para si mesma, focalizando a sniper novamente no homem. Sentiu uma pressão atrás de sua cabeça, uma arma.
Orlov, você está presa. — disse uma voz rouca.


Continua...



Nota da autora: Sem nota.



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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