Última atualização: 15/10/2017

Capítulo 1

ON
Eu nunca sequer podia pensar que a minha profissão, que eu tanto lutei para ter, pudesse ser alvo de uma desavença com um grandalhão famoso jogador de futebol. era esse seu nome. Ao ouvir o que ele disse eu tive vontade de jogar o meu celular na cabeça dele. Que ser idiota!
- Quê? Você só pode estar de brincadeira comigo mesma - ri com escárnio ainda o encarando.
Olhei para o cachorrinho, que era muito fofo e urrava de dor, e foi como se eu encontrasse a solução.
- Você vai ter que faz-
- Olha só, eu vou levar ele para uma veterinária e, se você quiser, venha comigo.
Peguei o cachorro, alisei a patinha que estava machucada e olhei para o dono. O cujo parecia estar mais aliviado e foi na direção do meu carro. Bufei impaciente e só depois fui perceber que tinham vários olhares para a tal situação. Só um panaca mesmo pra me fazer prestar esse papel de “motorista que não tem um pingo de amor por animais”, e olha que eu tenha uma cadela e praticamente não vivo sem ela.
Dei a volta no carro e entrei, o cara pelo o qual ainda está me devendo um grande pedido de desculpas, pega rapidamente o Cloude, que urrou novamente, e me lança um olhar de vou-te-matar. Suspirei cansada e pisei fundo.
Durante todo o caminho até a clínica da minha amiga, eu já estava ficando sufocada com o clima que se instalou entre nós três. Eu podia sentir o olhar do homem me fuzilando, eu o entendo, mas também ninguém o mandou atravessar a rua sendo que o sinal não estava fechado. Eu estava correndo sim, mas já estava atrasada para o trabalho. O único ponto positivo disso tudo é que a clínica em que eu trabalho é a mesma da veterinária que irei levar o Cloude. Minha amiga e eu trabalhamos lá há quatro anos. É enorme, dividida em várias áreas, então, agradeci ao grandalhão mentalmente por isso.
Chegando lá, estacionei o carro e nem esperei pelo jogador de futebol e o seu cachorro, me dirigi rapidamente para a entrada da clínica. Ouvi o som da porta batendo fortemente, filho da mãe(!), e constatei que ele já estava atrás de mim. Já tinham várias pessoas na sala de espera, e como eu estava com uma celebridade do futebol europeu, logo os olhares caíram sobre nós. Bom, para ele.
- Joana, a Vitória já está aqui, não é? - Perguntei para a recepcionista, mas parece que nem me escutou direito, pois tinha toda a sua atenção no astro. - Joana! - A chamei alto o bastante para ela me olhar atordoada. - A Vitória está aqui?
- S-sim, ela está sim.
Olhei para trás e ele ainda me olhava com os olhos cheios de fúria.
- Vamos por aqui.
Segui por um corredor e depois de duas salas, encontrei o alvo e abri a porta.
- Vitória, pelo amor de Deus, me ajuda.
A encontrei sentada na sua mesa mexendo no computador e me olhou confusa, mas depois subiu o olhar sob a minha cabeça e deduzi que tinha visto um dos seus jogadores favoritos. Sim, a Vitória curte futebol e o é um dos jogadores que ela mais gosta. Revirei os olhos quando ela tirou os óculos e se dirigiu para apertar a mão do rapidamente. Esse a cumprimentou e me olhou.
- O que fazem aqui? - perguntou Vitória, alternando o olhar entre nós dois.
- Essa maluca atropelou o meu cachorro - dizia me olhando.
- Maluca? Você que não prestou atenção no sinal, idiota.
- Gente, calma, é esse o cachorro? - Vitória perguntou apontando para o cachorro e o pegando no colo. O levou para cama apropriada, pousando delicadamente o animal, pois este ainda urrava de dor.
Eu e o astro nos encaminhamos para mais perto e, acho que pelo momento, meu coração apertou quando a Vitória pegou na sua patinha dianteira e começou a sair lágrimas dos seus olhinhos pretos.
- O que houve? - perguntou , preocupado.
- Pelo o que estou vendo, apenas a sua patinha foi machucada - dizia ainda examinando o animal.
Suspirei de alívio e encarei o dono.
- Cadê o meu pedido de desculpas? - Não lhe devo pedido de desculpas nenhuma - respondeu rudemente, alisando o seu cachorro.
- Não me deve? Você fez um espetáculo na frente de todas aquelas pessoas e, mesmo eu o levando para uma veterinária, ainda não me deve desculpas ou um obrigado? - bufei irritada.
- Não fez mais que sua obrigação - me encarou.
- Quer saber? Preciso trabalhar. Não é um astro de futebol egocêntrico que paga as minhas contas. Boa sorte, Vitória - me inclinei para o cachorrinho e acariciei sua cabeça. -, e desculpe seu lindo, mas depois ensine ao seu dono a olhar para o lado e para o outro antes de atravessar a rua.
Dei o meu último olhar ao jogador e sai daquela sala. Respirei fundo e segui para o outro lado da clínica, a ala de pediatria. Entrei na minha sala, joguei a minha bolsa na mesa e fui atrás do meu jaleco. Olhei para o nome que a plaquinha carregava e vi “Dra. ”, logo o estresse passou e me animei.

Depois de consultar a quarta criança, a Vitória entrou. Sentou-se na cadeira em frente à minha mesa e me olhou com uma cara de poucos amigos. Lá vem ela com os seus sermões.
- , não acredito que você fez aquele show.
- Aquele idiota que fez.
- Pelo o que me contou e pela sua expressão, ele estava apenas preocupado com o seu cachorro - disse calma. - Não precisava ter dito aquilo.
- Eu disse a verdade! Ele te contou que todo mundo que estava vendo a situação, me olhava como se eu tivesse matado o cachorro? Um cachorro? Vitória, você sabe que eu tenho um amor e uma proteção grandiosa pelo os animais.
- Eu sei, amiga, mas era o - disse com ar de sonho. - Não era qualquer pessoa, era um dos melhores jogadores de futebol europeu! Tem noção disso? - revirei os olhos e passei a mão pelo o rosto.
- Isso não justifica a humilhação que eu tive que passar! Ele é um maluco, isso sim - ela riu.
- Mas é um gato, isso você não pode discordar - dei de ombros.
- Tanto faz, mas é ainda um idiota, egocêntrico, maluco e pirado.
- Sei… Bom, você vai ficar de plantão, hoje? - agradeci mentalmente por ela ter mudado de conversa.
- Sim, nem deveria ter vindo naquele horário, mas você sabe como eu sou.
- Você é muito prestativa para o trabalho e uma mulher trabalhadora - dizia como se já tivesse escutado isso de mim umas quinze vezes.
- Exatamente.
Conversamos mais alguns minutos e nos despedimos. Ficar de plantão poderá me ajudar a esquecer o acidente ocorrido há horas atrás.

Eu quero dormir! Eu estou mortinha de tanto trabalhar, quero me pantufar de comida e dormir por uns cincos anos. Tudo bem que tudo que eu queria na época da minha faculdade era logo trabalhar e morar sozinha comendo besteiras, mas o sonho perde rapidamente a magia porque você se depara comendo coisas fitness. Eu tive anemia nos primeiros meses em que estive morando sozinha. E quando eu tive quinze anos também. Minha mãe surtou, ficou atordoada quando soube que a sua única filha, que havia saído da sua cidade, o primeiro membro da família, e ir buscar o seu sonho, tenha ficado doente novamente pela mesma doença. Então, sempre que minha mãe tem algum tempo livre, ela me liga para me lembrar do que devo e o que não devo comer. Por causa dessas restrições, fiquei mais magra e alta. Alta eu já era, todas as minhas amigas são baixinhas, não fez diferença nenhuma e muito menos me deixou feliz, mas inexplicavelmente a Vitória está na minha altura. Se eu cresci ou não, nem sei, mas pelo menos ser magra e saudável foi e é uma coisa boa.
Me despedi do resto do pessoal que ainda ficariam na clínica e fui para casa. Quando entrei no carro, ainda podia sentir que esteve gente ali. Não pelo o perfume de madeira, que estava instalado no automóvel, mas a presença em si. Bom, pelo menos nesse tempo em que estive de plantão, não pensei muito no astro de futebol e o seu cachorrinho, Cloude. Quer dizer, apenas quando eu via algumas mulheres ainda cochichando uma para as outras se tinham visto mesmo o em carne e osso. A minha vontade era de vomitar e jogar na cara daquelas mulheres que é um grosso, maluco, egocêntrico e mandão! Acha que tudo pode. Paciência, paciência…
Espantei esses pensamentos e me dirigi ao mercado do Sr. Jhonson. Tenho que alimentar a minha filhota com a sua comida favorita: bife de porco. Ela é da raça pastor-australiano e tem apenas quatro anos de vida. Ganhei ela dos meus pais quando eu estava me mudando, meus pais sabiam que eu amava os animais, mas sem nenhuma restrição e nem nada, mas meu coração pertence a cachorros. Eles são leais e muito fofos. De primeira eu não sabia como alimentá-la direito, mas tinha uma amiga que era veterinária e ela me deu todas as instruções possíveis.
Após comprar o bife, segui para a minha casinha. Não era uma grande casa, também não era uma pequena casa, era meio a meio. Tudo cabia nela e tinha um lindo jardim no quintal. Ela tem dois andares, feito de madeira, e havia dois quartos. Logicamente, o maior é meu. O menor, bem, é para a minha filhota Tiffy. Quando eu tinha acabado de abrir a porta, veio a minha filhota em minha direção. Ela deu um grande pulo em mim que eu caí de bunda no chão. Comecei a rir e abraçá-la fortemente.
- Ei, garota, como ficou sem mim, em? - ela latiu alto que me fez fazer uma careta, mas começou a me lamber que eu esqueci de a repreender. - Já te disse que te amo, pequena? Mamãe demorou, mas cheguei com o seu bife favorito.
Peguei a sacola que estava no chão ao lado e abri para tirar o bife. Me levantei, ainda com a Tiffy rodando as minhas pernas e coloquei o bife no comedouro. Ela latiu mais uma vez e foi ao encontro da sua preciosidade.
- Aposto que só veio atrás de mim por causa do bife, não é? - comia balançando o rabo e a partir daí saberia que ela não me daria mais atenção. - Interesseira.
Ainda com o sono, só fiz esforço para tomar banho, trocar para o meu pijama e me esparramar na cama. Lar doce lar!




Continua...



Nota da autora: Sem nota.



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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