Última atualização: 07/03/2019

Capítulo Um: Consequências do saber

10 de junho de 2026, quarta-feira.
Torre Stark


—Senhorita Stark, o capitão Rogers lhe aguarda na sala de estar. —A voz de JARVIS ecoou pelo meu quarto, tirando-me de meus pensamentos aleatórios, a maior parte das pessoas não entende, minha mente nunca desliga, de devaneios sem sentidos a criações geniais de outros universos.
Eu estava particularmente feliz naquele dia, tudo estava calmo pela primeira vez em semanas, talvez eu até pudesse sair para visitar meu padrinho, agora que Clint não estava mais na S.H.I.E.L.D ele ficava muito em casa, mas também não me via tanto quanto antes.
Troquei de roupa para parecer apresentável para Steve e desci animada os degraus, não havia a necessidade de elevador, levando em conta que a sala era um andar abaixo do meu quarto. Encontrei Steve com sua expressão seria de sempre, não sei por que pensei que dessa vez seria diferente.
—Olá senhor serio, a que devo a honra da sua visita? —Abri um sorriso de lado, mostrando que estava feliz com sua visita, bom, do meu jeito. —Saiba que minha torre estará sempre aberta para você, outras coisas também.
—Olá, . —Steve falou em um suspiro, como se respirar ao meu lado fosse muito esforço, eu sabia que ele me odiava, mas isso não me afetava.
"Tem certeza?"
Não, de novo não... Vão embora, por favor.
"Fale a verdade , não pode mentir para nós, estamos dentro de você."
Por favor, parem.
"Você quer chorar porque ele não te ama mais. Nunca amou."
— Não é verdade! — O meu grito saiu alto demais, assustando Steve, às vezes eu não conseguia controlar, elas ficavam tão altas, elas machucavam, não só a mim, mas a todos a minha volta. Suspirei e sorri. —Porque veio aqui Rogers? Não foi só para admirar minha beleza.
"Não sei por que Fury mandou chamar uma maluca."
Desta vez a voz era dele, não controlando seus pensamentos perto de mim, como eu sabia que ele nunca fazia.
—Eu quero lhe fazer uma proposta. —Ele tentou ser o mais profissional possível, falhando miseravelmente quando seus pensamentos gritavam, ele estava realmente perturbado, chegava a ser engraçado.
—Você quer me chamar para ser treinada para me tornar uma vingadora, mas quer desesperadamente que eu recuse e você não tenha que me agüentar todos os dias. —O cortei antes que continuasse e ele se lembrou das minhas habilidades especiais, estando surpreso apenas por um momento antes de voltar a não se importar.
Depois do que aconteceu comigo eu podia fazer algumas coisas muito legais, eu havia visto a lista dos possíveis novos vingadores, eu podia ser facilmente ser considerada uma das mais poderosas ali. Não era surpresa saber que Fury me queria na iniciativa, e, além disso, eu era uma Stark, minha mente seria tão bem utilizada na S.H.I.E.L.D quando meus poderes. Haviam mais duas "descendentes" dos vingadores originais, se eu bem lembrava, minha querida amiga Natalie, filha adotiva de Barton, e uma outra garota, recentemente descoberta como irmã de Natasha, que sorte a dela.
—Sim , eu poderia treinar os novos candidatos calmamente sem suas brincadeiras e intervenções, mas isso não é por mim. —Ele falou cansado, eu sabia que viria um discurso, ele adorava essas coisas. —É pelo povo, pelas pessoas que precisam da nossa proteção, pessoas que precisam de você, porque não podem se proteger sozinhas. Então se você puder deixar nosso passado de lado, me ignorar, e se esforçar em proteger os inocentes, eu agradeceria. —Sorri, eu adorava quando ele falava assim, como um herói. Eu nunca tinha sido muito boa nisso. Missões para socar agentes da Hydra, pode me chamar, mas salvar pessoas... Ia ser legal.
Eu pulei animada agarrando seu pescoço enquanto gritava um "sim" um pouco alto demais. Nós estávamos muito próximos e por um momento em me senti inteira de novo, mas não durou.
"Ele não te ama"
Eu sei, sei disso.
"Olhe você, o grande gênio Stark, não consegue nem fazer um homem se apaixonar."
Isso era verdade, ele não tinha o mesmo brilho no olhar de antes, não quando me olhava nos olhos. Eu não via mais o meu Steve, agora era apenas o soldado fora do seu tempo.
—Eu aceito, sabe por quê? Porque você vai adorar entrar no meu quarto de madrugada. —Sorri me distanciando, vendo-o arregalar os olhos, ainda existia aquela ponta de inocência. —Como nos velhos tempos.
—Eu tenho mais o que fazer Stark. —Ele se virou e saiu, não importava o quanto eu tentasse, ele sempre me odiaria cada vez mais, e agora, voltando para o quarto, eu só conseguia confirmar isso, não havia um momento em que ele não quisesse ficar o mais longe o possível de mim, seus pensamentos não mentiam.
"Porque você é uma imprestável"
"Você destruiu a mulher que ele amava"

Não destruí, eu ainda sou ela.
"Aquela garota morreu, você a matou"
Não...
"E por isso ele te deixou"
Não é verdade
"Aceite"
"Você deve sofrer a mesma dor que ela"

Lagrimas rolavam soltas pelo meu rosto, fazendo aquela dor aumentar, eu não queria sentir aquilo, não conseguia sentir mais aquilo, doía demais.
Me ajoelhei no chão do banheiro, tirando com certa força a lamina do barbeador em cima da pia, criando pequenas feridas em meus dedos no processo. Apertei os olhos tentando impedir que as lagrimas escorressem e deixei que a lamina tocasse minha pele.
"Você merece, sabe que merece."
Eu mereço.
A gilete deslizou pelo meu braço fazendo um corte fundo, sentindo a dor sendo substituída, saindo pelo corte junto com o sangue que escorria manchando minha roupa. Depois de um tempo eu havia descoberto que as vozes não eram a pior parte, mas sim o fato de eu não poder acabar com elas, nem com meu sofrimento. Eu estava presa, ao passado, as memórias, e não importava o quanto eu tentava, mesmo depois de quinze anos eu nunca havia conseguido acabar com essa dor.
"Steve é um tolo, nós nunca iremos te abandonar."
O sangue pingava no chão, esse corte era mais fundo do que qualquer um que eu já havia feito, mas eu precisava de mais, eu havia matado a garota que Steve amava, eu precisava sofrer como ela, sofrer como ela sofreu ao atravessar aquele portal para Álfheim, como ela sofreu ao não saber quem era, como ela sofreu ao ver seus amigos se machucando sem poder contar nada a eles, então eu apareci, e ela sumiu.
Minhas mãos se apoiaram no balcão com dificuldade, me ajudando a levantar, enquanto eu me apoiava em moveis, descendo as escadas o mais rápido que eu conseguia, o que no momento era muito lento. Depois do que pareceu uma eternidade eu cheguei, eu não agüentaria chegar a cozinha, eu precisava de algo rápido,o desespero, a vontade de morrer, aquela dor absurda, a falta de ar, o aperto no coração era muito forte, tudo era muito forte, eu não ia agüentar desta vez. Andei ate o balcão onde meu pai guardava seus "preciosos criadores de magia" como ele os chamava em seus momentos de inspiração, mas também podiam ser chamados de utensílios usados por barmans para fazer bebidas, tendo entre eles o que eu precisava.
Não demorou até que eu a encontrasse, uma faca usada para cortar frutas para algumas bebidas, eu não precisava mais andar. Deixei que meu corpo escorregasse pelo balcão e olhei para a faca, tão limpa, eu podia ver meu reflexo nela, valia a pena, tudo isso?
"Você destruiu a vida dele, tudo o que ele amava, você a matou"
Eu havia feito isso, eu merecia. Merecia por tudo que havia feito ele passar, todos eles, meu pai, meus amigos, eu machuquei todos, eu devia pagar por isso.
Minha visão começava a embaçar, eu sentia minha consciência indo embora, junto com as forças. Eu percebi quando meus dedos não conseguiram mais segurar a faca, que caiu ao meu lado. Um barulho alto me fez olhar para o lado, eu ouvia vozes, eu conhecia aquelas vozes.
—Não, por favor de novo não, de novo não. —Eu podia ouvir meu pai repetir aflito, sorri porque ele havia chegado em casa, mas sua voz parecia tão distante, comecei a rir, a voz dele ficava engraçada assim. Ele devia estar gritando muito para que eu ouvisse daqui.
Mas ele estava perto, eu o vi, na minha frente, apenas por um segundo, sentindo suas mãos me levantarem como um bebe, enquanto eu fechava os olhos, me preparando para dormir.

Autora
Torre Stark


Natasha havia acabado de voltar de Los Angeles, querendo sua cama mais que tudo depois de um dia cansativo, porém a calmaria não durou muito, não quando a voz de J.A.R.V.I.S soou avisando-a do estado de , fazendo a ruiva esquecer seus planos e ir rapidamente em direção a enfermaria, sabendo exatamente oque encontraria por lá.
Ela queria ajudar a garota que treinou por anos, sua afilhada, quase uma filha para ela, mas se sentia de mãos atadas, e seu coração doía toda vez que a via em uma cama de hospital, com os pulsos amarrados, e soro nas veias.
Os surtos aumentavam cada vez mais, geralmente quando ela via Tony ou Steve, os dois haviam se afastado e ela se culpava por isso, se culpava por fazê-los sofrer, por não poder alertá-los.
O elevador chegou ao andar do hospital e ela viu Stark encostado na parede, observando sua filha de longe, que dormia com os braços enfaixados.
—O que aconteceu dessa vez?—Natasha perguntou se aproximando do homem que continuou em silencio. Ele não era o mesmo, não depois de tudo o que sofreu, todas as feridas internas que ninguém poderia curar. Talvez por isso se afastasse da filha, estava cansado de sofrer.
—Ela pegou uma faca dessa vez, foi depois que Steve apareceu aqui. —Sua voz dura surpreendeu à ruiva, que havia deixado claro que falaria com sobre a iniciativa, pois sabia como ela ficava quando o via.
—Nós vamos ajudá-la. —Natasha falou após um tempo, ela realmente não sabia o que dizer ao homem a sua frente, e tentava convencer a ele, e a si mesmo, que podia realmente ajudá-la.
—Ninguém pode ajudá-la. —Ele falou em seu tom melancólico, algo que já havia virado costume. Natasha nunca admitiria, mas sentia falta de seu velho amigo, metido, cheio de si, sentia falta até mesmo de suas cantadas horríveis e suas tentativas falhas de levar a mais nova para a cama.
Ela sabia que não conseguiria mudá-lo, trazê-lo de volta, a única coisa que conseguiu pensar foi abraçá-lo, o que foi o suficiente para destruir as barreiras do moreno. Tony não tinha ninguém, e ela o conhecia o suficiente para saber que ele guardava as coisas para si, escondendo seus problemas, ela havia o ajudado muito e sabia o que ele havia feito por todos.
—Não tem que ser forte sempre. —Ela falou baixo, vendo o amigo esconder o rosto na curva de seu pescoço, parecendo uma criança assustada, sentindo gotas umedecendo seu ombro, Tony não agüentou e deixou que as lagrimas caíssem, ele sabia que podia fazer isso na frente dela, pois a mesma não contaria a ninguém.
—Oque aconteceu com a minha filha? —Ele perguntou e percebeu sua voz afetada pelas lagrimas.
—Eu não sei, mas estamos reunindo os adolescentes mais incríveis da terra, algum deles vai conseguir ajudá-la, e nós vamos estar lá.
—É exatamente isso que me preocupa, Steve vai estar lá. —Ele a olhou e a ruiva pode ver seus olhos vermelhos, ela sorriu e limpou as lagrimas do amigo.
—Eu vou cuidar dela, não se preocupe. —Ele agradeceu e ela colocou a mão em seu ombro antes de ir ver como estava, ela precisava ter uma seria conversa com Steve, que desobedeceu a suas ordens, não que isso fosse uma surpresa vindo do loiro.


Capítulo Dois: O som do coração

—O nome dela é Clara, e essa missão é da Romanoff. —Steve olhou confuso para o chefe, será que ele estaria aborrecido por ele ter ido falar com e esta era uma punição?
—Posso perguntar o porque? —O loiro arriscou. Natasha é claro aceitaria sem reclamar, mas depois de tantos anos o soldado não seguia mais fielmente.
—Clara é uma garota especial, ela tem habilidades especiais que só tem efeitos em homens. Podemos chama-la de sereia. —Steve riu, ele não acreditava em contos de fadas, se a garota tivesse o cabelo vermelho iria sofrer piadas de pelo resto da vida, foi a primeira coisa que pensou. —É apenas um apelido, Rogers. É claro que ela não é uma sereia, mas os relatos mostram que suas habilidades são parecidas com as criaturas. —Fury, abriu sua gaveta, retirando uma pasta preta com poucos papeis, ali estavam todas as informações da garota.

Nome: Clara Kramer Lorelei
Idade: 19 anos
Data de nascimento: 9 de agosto de 2006
Olhos: castanhos
Cabelos: castanhos
Pais de origem: Alemanha
*Criada na America desde seus dois anos*
Pais: desconhecido
Outros parentes: desconhecido
Habilidades: Hipnose (efeito apenas em homens.)


—“Ela chegou em mim, me parou do nada, começou a cantar, mas sem abrir a boca, ela tava cantarolando, e do nada eu comecei a fazer tudo o que ela mandasse. Ela tocou no meu braço e mandou eu passar 10 mil pra conta dela e eu simplesmente sai andando pro banco.” Essa foi a declaração de Matthew Leniwe para a policia de Chicago cinco horas após depositar 10 mil para uma desconhecida. —Fury deixou a pasta em cima da mesa.
—O que te faz pensar que uma ladra vai querer entrar pro time? —Foi à vez de Natasha questionar, mais por curiosidade.
—Ela pode parecer poderosa, mas só tem 19 anos, viveu a vida sozinha, o pai morreu quando ela tinha 5 anos, ninguém sabe quem ela é, ela não tem amigos, nem família. Ela vai querer algo pra se ligar. É só uma criança.

2 horas depois, Chicago.

—Clara, é um prazer finalmente conhecê-la. —Clara se virou ao meu encontro, uma pequena garota morena com franginhas. Eu nunca imaginaria que alguém com o rosto tão angelical seria uma ameaça tão grande. Talvez essa beleza seja relacionada a todo o lance de sereia.
— Quem é você? —Agora nos estávamos frente a frente. O sol de Chicago não aliviava o frio da cidade, mas era bonito. Ela estava se sentindo ameaçada, era notável por sua postura.
— Meu nome é Natasha Romanoff. Mas as pessoas me conhecem como...
—Viúva Negra. — Ela deu um passo para trás, e começou a cantarolar, era tão baixo, eu quase não ouvi.
— Não sou uma ameaça. Não tem nenhum agente aqui. — Tentei tranqüilizá-la, mas ela se sentia um animal acuado, e não estava procurando por agentes.
— Um movimento e ele morre. — Ela olhou para a esquerda, a alguns passos de nós, onde havia uma cafeteria. Um homem mantinha uma faca no pescoço do outro discretamente, quem não estivesse prestando atenção pensaria que um deles estava apenas falando algo no ouvido do outro. —E por algum motivo eu acho que você não quer mais um pra lista.
— Clara, por favor... Eu, nós não queremos machucá-la ou prende-la. Apenas me escute, por alguns minutos. Por favor. —Ela assentiu, mas continuou com a mesma postura de quem se sentia ameaçada, eu não iria conseguir nada assim. — A idéia que deu origem ao grupo que eu faço parte, os vingadores, veio de um homem chamado Nicholas Fury. Ele é atualmente diretor da SHIELD, Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão. Acontece que ao contrario do Steve nós envelhecemos, e estamos envelhecendo. Infelizmente nossos inimigos não vão morrer com a gente. Por isso eu, Steve Rogers, e Fury selecionaram os jovens mais incríveis do planeta para serem nossos substitutos. Eu e Rogers iremos treiná-los para proteger o mundo de futuras ameaças. Vocês serão como uma família. — Esperava que a ultima frase a atingisse em cheio, mas tudo o que tive foi uma mudança em seus olhos, ela estava tentando esconder expressões e sentimentos, eu sabia bem como era isso.
—Porque iriam querer alguém como eu? Uma ladra, que pode acabar com a organização de vocês com uma canção.
—A historia mostrou que a maioria dos vilões são homens, imagine você conosco quando invadiram nova Iorque. Não teria havido guerra. Loki teria se rendido, e muitas pessoas não teriam morrido. Ou na queda da SHIELD em 2014, quando a hidra quase nos destruiu. E nem me fale da guerra interna que essas crianças começaram quando saiu o acordo de Sokovia.
—Espera o que? Hidra? Guerra interna? O que vocês escondem de nós?—Talvez eu tivesse falado demais, mas sua postura ereta tinha mudado completamente e agora ela estava curiosa e realmente me ouvindo.
—Se as pessoas soubessem todas as ameaças que existem nesse mundo elas ficariam desesperadas e entrariam em colapso. Nosso trabalho é protegê-las. E eu acho que você gostaria de fazer algumas ligações. — Eu sorri, mas ela não me acompanhou, apenas deu um longo suspiro e fechou os olhos por alguns segundos, estava pensando.
— Se eu não gostar e quiser sair...
—Você estará livre, a hora que quiser. —Eu consegui, mais uma vez. Eu era boa no meu trabalho.
—Okay... Eu vou te dar uma chance. — Os homens se afastaram e estavam seguros. Eu a chamei com um movimento e ela me acompanhou até o carro que nos levaria ao aeroporto onde um jato da SHIELD nos esperava.

WASHINGTON DC
Base da shield; Triskelion…

Natasha havia acabado de chegar na base reconstruída do Triskelion, levou anos para reconstruí-la depois da queda da shield onde os três aeroporta-aviões se destruíram e destruíram a base.
Agente Romanoff compareça a sala do diretor Fury. - O chamado de Natasha soou pelos auto-falantes do local e ela sorriu. Clara estava esperando no jato, teria que ser rápido, pois ela tinha mais uma missão antes de instalar a garota.
Depois de tantos anos, tantas mudanças, ele voltou à direção. Pensou ela. Não posso dizer que o agente Coulson não foi um bom diretor, mas Fury nasceu para isso.
Natasha caminhou pelos corredores até o elevador e chamou o mesmo, não demorou muito para a porta se abrir e ela entrar.
34° andar. O número do andar do diretor e o seu nível. Fury era o único agente nível 34 da Shield, os segredos que sua mente escondia, podiam causar muitos estragos.
—Agente Romanoff. —Fury a cumprimentou quando a ruiva entrou em sua sala e ela abriu um mínimo sorriso, não era muito de expressar sentimentos, mas abria uma pequena exceção para a ruiva.
—Fury. —Ela retribuiu a mão estendida do diretor e o cumprimentou.
—Eu tenho aqui a lista completa dos novos vingadores e suas habilidades, como foi com Clara e a Stark?—Fury perguntou e ela suspirou.
—Eu não quero lhe contrariar senhor, mas tem certeza de que colocar o Steve nisso com é a melhor opção? Quer dizer, surta sempre que vê Steve e ele é, você sabe. —A ruiva viu o diretor arquear a sobrancelha. —O que estou tentando dizer é que mesmo depois de anos ele ainda tem essa guerra na cabeça. Ele a ama mas ao mesmo tempo sente que a garota que voltou depois da queda da shield não é a mulher que ele amava, apesar de sabemos que é ela.
—Você tem razão. —Fury concordou. —Mas ela faz parte do futuro, e não podemos deixar que uma birra de Rogers atrapalhe isso, por isso você estará lá. Para mantê-lo na linha. Eu fiquei sabendo do surto de , como ela está?—O diretor perguntou preocupado e ela sorriu triste.
—Está mal, eu disse a Steve que a recrutaria, mas ele não obedeceu, vou falar com ele mais tarde. —Ela falou e ele assentiu.
—Bom, aqui esta a lista. —Ele a entregou e ela começou a ler os nomes por cima, até parar em dois nomes que a chamaram a atenção.
"Annieve "Annie" Alianovna Romanova (Pandora); 38 anos/ 26 biologicamente
Habilidades: Controlar animais, ter suas habilidades e tomar suas formas. Perita em armas brancas, artes marciais e combate corpo a corpo... ‎
James Buchanan "Bucky" Barnes (Soldado invernal/Winter Soldier); 109 anos/ biologicamente 29
Habilidades: Força e agilidade sobre-humanas, Hábil atirador, Acrobacias, Longevidade, Mestre em combate corpo-a-corpo, Perito em armas de fogo e táticas de espionagem. "

—O dinossauro desmemoriado? E minha irmã?—Natasha perguntou com a sobrancelha arqueada olhando o diretor.
—Sua irmã é uma Romanoff, ex agente da Hydra e KGB, tem poderes incríveis e será uma das mais fortes do grupo, além do que você tem que ficar de olho nela, acabou de conhecê-la, e Romanova's tem mania de virarem assassinas treinadas controladas pela KGB.—Fury comentou fazendo a ruiva revirar os olhos.
—Minha irmã se misturando com outros adolescentes, essa eu quero ver. —Natasha sorriu. —E Natalie?—Perguntou vendo o nome da sobrinha na lista. —Clint não vai gostar nada disso.
—Ele terá que aceitar, ela já é maior de idade, isso é uma decisão dela, não dele.
—Tudo bem. —Ela suspirou e se levantou. —Vou achar os outros e falar com eles, e Clara aceitaram. Ela esta me aguardando no jato.
—Ótimo. Use-a para tirar o controle mental de Bucky. —Ele falou e a agente assentiu, saindo em seguida em direção ao elevador.
Sua próxima missão imediata era encontrar Clint, talvez o amigo pudesse ajudá-la no quesito Bucky já que a mesma não sabia em que buraco Steve havia escondido o soldado após congelá-lo. Porém acabou encontrando Steve, que parecia mais distraído do que o normal.
—Capitão!—Natasha teve que desviar para que o mesmo não batesse contra ela, ele levantou o olhar e se assustou ao vê-la.
—Nat, desculpe, estava distraído. —Ele falou e ela revirou os olhos.
—Jura? Eu nem percebi. —A ruiva falou fazendo pouco caso e voltou a andar, ele percebeu que Natasha estava irritada e foi atrás da amiga, dando uma pequena corrida para alcançá-la.
—O que foi?—Ele perguntou preocupado e ela bufou.
—Além do fato de você desobedecer minha ordem de NÃO RECRUTAR A , nada. —Ela falou sem olhá-lo e ele abriu a boca para responder, mas fechou-a novamente sabendo que não havia como se explicar.
—Eu só... Queria vê-la. —Confessou e Natasha revirou os olhos.
—Ótimo, só queria avisar que a sua tentativa de assassinato não deu certo, ela não morreu ainda. —Natasha falou irritada e o loiro suspirou passando a mão pelos cabelos, ele sabia dos surtos de , mas não sabia o que fazer para ajudá-la, então se afastava para não sofrer mais. —Francamente Steve, 106 anos e você ainda não sabe nada sobre mulheres. —Ela falou apressando o passo e deixando o amigo para trás, ele suspirou e voltou a fazer o caminho de antes.


Capítulo Três: O dia em que o passado moldou o futuro

NEW YORK
20 de abril de 2012, sexta-feira.

—Picolé está na escuta?—Ouvi meu pai falar no comunicador e segurei a risada, eles não sabiam que eu estava aqui, e nem deveriam saber, meu pai é idiota por achar que eu realmente ficaria de fora de uma missão dessas.
—Estou Stark, e não me chame assim. —Steve reclamou e eu sorri, essas trocas de farpas aconteciam tanto e mesmo assim Steve continuava se irritando, tão inocente de pensar que meu pai pararia de provocá-lo só por que ele pediu.
está escutando ou foi burra o suficiente para não pegar um comunicador?—Ouvi meu pai falando e arregalei os olhos, senti uma mão no meu ombro e me virei rápido pronta para atacar, mas relaxei ao ver que era Clint.
—Roubou meu comunicador. —Ele reclamou e eu sorri.
—Me da à arma que eu te dou o comunicador. —Falei e ele revirou os olhos me entregando uma pistola. Tirei o comunicador para entregá-lo, mas ele segurou a minha mão negando.
—Qual é o plano?—Perguntei me abaixando, estávamos eu e Clint no topo de um prédio, meu pai sobrevoava o local e Steve... Sei lá onde Steve estava.
oque você ta fazendo aqui?—Steve perguntou bravo e eu revirei os olhos, odiava como ele fazia isso de parecer o dono da relação, como se pudesse mandar em mim, mas ao mesmo tempo sabia que só era preocupado demais com a minha segurança.
—Depois nós discutimos a relação, e terminamos a briga com uma boa transa, mas agora o plano.—Falei e ouvi Clint rir.
Vi meu pai passar voando sobre nós e olhei para Clint.
—Tu não é mais passarinho, olha meu pai ali. —Apontei para o meu pai e ouvi a risada de Steve no comunicador.
—Isso é uma missão seria . —Meu pai falou e eu revirei os olhos.
—Tudo bem, desculpe, vamos ao que interessa.
—Temos um prédio cheio de reféns da Hydra, precisamos resgatá-los, estou tentando localizar o andar em que estão. —Meu pai falou e eu subi a manga do meu uniforme da shield, eu não era a melhor agente, mas era uma Stark.
Mais discreta que meu pai, ativei minha versão miniatura da armadura, um dispositivo de pulso com aparência de relógio que tinha todas as funções de pesquisa da armadura, diretamente conectado com J.A.R.V.I.S.
—Jarvis faça uma leitura completa daquele prédio, quero saber que energia é essa. —Mandei e logo J.A.R.V.I.S começou a escanear todo o prédio, enquanto Clint apenas observava ao meu lado, não é como se ele estivesse surpreso com minhas criações, ou com o fato de eu superar meu pai, não é ego, mas eu sou melhor.
—Senhorita Stark a uma fonte de energia identificável vindo do ultimo andar, e tem sinais vitais no 56°, 70% de chances de ser o local onde estão os reféns, as portas são reforçadas. —Ouvi Jarvis no comunicador e olhei para Clint.
—Ok, eu vou ver essa fonte de energia e desativá-la, Legolas vai comigo para me dar cobertura. Vocês heróis, salvem o dia. —Falei e me levantei, antes que alguém pudesse contestar eu já estava pulando pelas sacadas dos prédios até chegar à base da Hydra. Clint estava bem atrás de mim, pousamos no heliporto e ele fez um sinal para que eu o seguisse, enquanto descíamos as escadas ele ia flechando os guardas.
Ouvimos meu pai falar que haviam chegado e estavam resgatando as pessoas.
Assim que limpamos a área do heliporto descemos por uma escada até chegar ao ultimo andar, onde uma única porta de ferro imperava. Uma placa de "apenas pessoal autorizado" era visível, meio bobo pois nem se a pessoa fosse muito curiosa e forte conseguiria abrir aquela porta, cinza, feita de um material muito forte que eu não conseguia reconhecer só pelo olhar.
Um olhar foi o suficiente para que eu me afastasse, enquanto Barton plantava uma c4 na porta, na esperança de que apenas aquilo resolvesse.
Os avisos da bomba foram dados: pi, pi, pi. E explodiu.
Se não estivéssemos protegidos provavelmente não estaríamos mais vivos, a porta explodiu por todos os lados, fazendo um estrondo desnecessário e alertando os inimigos de que havíamos chego.
Assim que a fumaça baixou uma luz forte atravessou o buraco onde há alguns minutos fora uma porta, assim que a luz sumiu, nós nos armamos e dando cobertura um ao outro, entramos atentos a qualquer ameaça.
Não tive muito tempo para pensar e senti algo contra as minhas costas, sendo jogada longe. Malditos agentes da Hydra.
Eu estava deitada, tentando me levantar, enquanto Clint lutava contra três, mas o homem que vinha para cima de mim, ele era diferente.
O agente usava uma mascara me impedindo totalmente de ver seu rosto, seus cabelos eram castanhos e compridos, e ele tinha um braço de ferro, um braço de ferro com uma estrela vermelha pintada no mesmo.
Ele me puxou pelo braço e me levantou, deixando-nos cara a cara.
—Bela mão, imagina oque você não faz com ela... —Falei num tom malicioso, balancei a cabeça rapidamente impedindo os pensamentos errados sobre oque esse cara fazia no banho e chutei o meio de suas pernas, sem efeito. —Vai ser um pouco mais difícil do que eu pensava. —Dei de ombros e nós iniciamos uma luta.

T O N Y
Pude ver a careta de Steve ao ouvir oque falou no comunicador, só pude rir. Depois de uma difícil luta contra um agente muito bem treinado, nós acabamos vencendo, ou como eu pensava, ele acabou desistindo. Não que os reféns fossem importantes para a Hydra, pois o agente apenas se jogou pela janela, fugindo de algum modo que eu não prestei atenção, e nós resgatamos os reféns, pedindo para que eles nos acompanhassem.
Nós havíamos chegado ao térreo quando um Steve já sem paciência abriu a porta trancada com toda sua força de super soldado.
—QUE PORRA É ESSA?—Um homem assustado, não parecia ser da Hydra, nem armado estava, era magrelo e cheio de espinhas na rosto.
—Mãos para o alto, e cuidado com essa boca suja. —Capitão falou e eu revirei os olhos, dei um soco na cabeça do garoto que caiu, peguei seu corpo e o joguei sobre meu ombro. —Tony!—Steve me repreendeu.
—Não temos tempo pra isso.
Nós conseguimos sair, o quinjet da shield levou os reféns em segurança e nós voltamos para o prédio.
—Filha? Clint?—Chamei-os pelo comunicador, mas a única coisa que ouvia eram ruídos.
—Jarvis oque esta acontecendo?—Ele não teve tempo de responder, uma explosão tomou conta de um dos andares, Steve e eu nos olhamos, eu o segurei pelo pulso e levantei vôo até o andar.
Nós entramos pela janela e eu o soltei, vimos Clint caído no chão e corremos até ele.
—Oque aconteceu? Cadê ?—Steve perguntou e ele gemeu de dor.
—Ela... Sumiu…


Alguns momentos antes…

Consegui fugir do punheta de ferro e peguei o arco de Clint jogando-o para o mesmo, eu ia ajudá-lo quando vi aquela luz de novo, vinha de um cofre que até então eu não tinha percebido.
Coloquei meu ouvido próximo ao cofre e comecei a girar o botão de combinação e logo ouvi um click, girei mais uma vez e mais um click, e então mais uma, o último click foi ouvido e a porta destravou.
Foi tudo tão rápido, quando abri a porta uma luz invadiu minha visão. Por um longo momento, eu só conseguia ver essa luz azul ofuscante. Pulsando, brilhando, tão forte que fazia os olhos arderem. Repentinamente, a luz pareceu se transformar em uma dúzia de raios, todos radiando de um núcleo central. Essas dúzias tornaram-se centenas, milhares de pontinhos de luz, cada um apontando para fora em uma direção diferente no espaço.
Então eu acordei, de mais um sonho onde eu era daquele lugar estranho chamado terra, ou Midgard, respirei fundo e me levantei vendo meu querido amigo me olhar com curiosidade.
—Aqueles sonhos de novo?—Perguntou e eu assenti indo para o banheiro. —Você é estranha.
—Mas você me ama. —Brinquei e entrei no banheiro, mais um dia se iniciava na minha linda vida em Alfheim, o reino dos elfos de luz.


Capítulo Quatro: Acordando o fóssil

O quinjet estava pronto para partir, Natasha não havia conseguido falar com Clint e não estava com paciência para Steve, ele mudara muito desde o caso com , isso não a agradava, mesmo que ela fosse sua amiga e tentasse lhe aconselhar, sabia que Steve era cabeça dura e tudo o que ela dizia entrava por um ouvido e saia pelo outro.
Natasha entrou no jato e encontrou uma Clara com cara de tédio, já não estava mais sentada no banco e sim no chão, encostada na parede da nave com as pernas cruzadas.
— Coloque o cinto. — Ela apontou para o cinto e Clara o colocou, deixando sua mochila de lado.
— Para onde nós vamos? — A garota perguntou curiosa.
— Para a casa de um antigo amigo, Clint Barton, ou também conhecido como gavião arqueiro. — Natasha sorriu ao se lembrar do amigo.

2 horas depois, Sítio da família Barton.

O quinjet pousou e Clara e eu tiramos os cintos. A porta foi aberta e eu mandei que me seguisse, ah como eu odeio e amo esse cheiro de interior. Gosto do ar limpo, mas todo o mato me irrita um pouco.
— Nat! — A voz de Natalie foi a primeira que eu ouvi, ela saiu de casa rápido e veio até nós me abraçando, eu retribui.
— Oi Natalie, seu pai está? — Perguntei e ela arqueou a sobrancelha fazendo uma cara de ofendida.
— Então é assim nossa amizade né? Tudo bem lembrarei disso. — Ela falou fazendo seu melhor drama e eu ri. — Ele esta lá dentro, quem é a morena? — Perguntou olhando para Clara que sorriu minimamente.
— Clara. — Elas se cumprimentaram.
— Sou Natalie Barton, é um prazer conhecê-la. Vamos. — Ela começou a andar e nós a seguimos. Entramos na casa e vi Barton concentrado olhando um papel com alguns desenhos.
— Deixa eu adivinhar, outra reforma? — Perguntei e ele se virou sorrindo, veio até mim e me abraçou.
— Tasha, finalmente veio me visitar.
— Ninguém mandou morar no meio do mato. — Reclamei e ele riu. — Essa é Clara. Clara, este é Clint Barton. — Apresentei os dois que se cumprimentaram com um aperto de mãos. — Barton preciso da sua ajuda.
— Sobre? — Ele perguntou serio nos convidando a sentar no sofá.
— Preciso saber onde congelaram Barnes. — Sua feição ficou ainda mais seria, Natalie e Clara estavam sentadas no outro sofá a nossa frente, e nos olhavam em silencio, nenhuma das suas sabia quem era Barnes. Clint nunca deixou Nat se envolver muito nas coisas da S.H.I.E.L.D , apesar de ela saber se defender bem, pois ele a treinou desde cedo por causa da Hydra.
— O que Fury quer com Barnes? — Ele perguntou depois de alguns minutos.
— Iniciativa Vingadores 2.0 — Ele olhou para Natalie, sabia que em algum momento Fury iria recrutá-la.
— Nem pense nisso Romanoff. — Ele falou irritado como se lesse meus pensamentos e eu suspirei.
— Como eu disse, estamos procurando Barnes. — Mudei de assunto. — Só você e Steve sabem onde ele está.
— Porque não pergunta a Rogers? — Revirei os olhos.
— Rogers tem agido como um babaca, a trata mal, mas quando digo para ficar longe dela ele desobedece, ela surtou de novo ontem. Não estou no clima para ficar perto dele. — Falei irritada, ele sabia que eu estava falando de . Antes de tudo acontecer ele era como um tio para ela. Somos os padrinhos dela, Stark que escolheu, nós a treinamos, e dói muito ver o que aconteceu e não saber como ajudar. Eu e Clint fomos os únicos que não mudamos com ela, mesmo depois de todos se afastarem, incluindo Tony.
— Tudo bem, vou te dar as coordenadas. — Ele levantou e foi até um bloco de notas, eu fui atrás dele deixando as garotas que nos olhavam com um olhar curioso, elas começaram a cochichar algo que eu não pude ouvir, mas apenas ignorei.
Ele anotou as coordenadas e me entregou.
— Por favor deixe Nat fora disso, sabe o quanto ela sofreu, quero minha filha em segurança. — Ele pediu e eu respirei fundo desviando o olhar, eu sabia disso, é claro que sabia, todos dessa lista haviam sofrido muito, mas...
— Com todo respeito Clint essa decisão não é mais sua, Natalie é maior de 18, ela pode tomar suas próprias decisões. — Ele avançou com raiva, e eu não recuei, ficamos nos encarando por alguns instantes.
— Pai, está tudo bem? — Nat e Clara vieram até nós rápido e ele recuou, eu passei a mão entre os cabelos.
— Acho melhor irmos Clara, sua primeira missão começa hoje. — Sorri para a garota, olhei para Clint e coloquei a mão em seu ombro. — Vai ficar tudo bem, não se preocupe. — Falei compreensiva e ele assentiu contrariado. — Ate mais querida. — Sorri dando um beijo na testa de Natalie. — Mande um beijo em seus irmãos e sua mãe quando os vir. — Ela assentiu e me abraçou. — Está na hora. — Olhei para Clara. — Vamos descongelar um dinossauro.

Xx

O quinjet sobrevoava a floresta, Natasha estava sentada no co-piloto enquanto Clara fitava seus pés.
—Clara olha isso. —Natasha chamou a garota que tirou o cinto e foi até o piloto, vendo uma enorme estátua de uma pantera.
—Onde estamos? —Clara perguntou com o cenho franzido enquanto fitava a enorme estatua. Tudo o que se via além eram arvores e cachoeiras, cobertas por uma neblina densa.
—Wakanda, parece que não fui a única a violar a LRS. —Natasha falou irônica e Clara a olhou confusa.
—Oque é LRS?
—Lei de Registro de Super-Humanos, o motivo da grande guerra dos “super-heróis”.
—Quinjet desconhecido. Identifique-se. —Uma voz soou no rádio e Natasha mandou que Clara voltasse ao seu lugar, assim ela fez.
—Natasha Romanoff da S.H.I.E.L.D, viemos por ordem de Nick Fury buscar James Buchanan Barnes, o soldado invernal. —Natasha falou no rádio e eles logo responderam.
—A S.H.I.E.L.D não tem permissão de entrada, dêem meia volta ou serão derrubados! —Clara arregalou os olhos, mal entrei para a S.H.I.E.L.D e já vou morrer, pensou ela.
—Fale com T’challa, o conheço, ele nos deixará entrar. —Natasha falou com a mesma confiança de sempre e o radio ficou mudo por alguns minutos.
—Podem avançar, deixem que tomemos o controle do quinjet para aterrissá-los no local apropriado. —O piloto olhou para Natasha que assentiu, eles aterrissaram em uma pista de decolagem e o portão foi aberto, os agentes foram recebidos por 10 guardas fortemente armados.
—Steve Rogers está com vocês? —Um dos guardas perguntou e Natasha revirou os olhos.
—Está vendo algum dinossauro aqui além do que está congelado? Nos leve até Barnes. —Ela mandou e os guardas se olharam, um deles assentiu e eles guiaram as garotas pelo castelo de T'Challa, chegando a ala medica onde uma medica surgiu por uma das salas com portas brancas, era tudo muito claro. Ela usava um jaleco e sorriu simpática para as garotas.
—Você deve ser Natasha Romanoff, é uma honra conhecê-la. —Elas se cumprimentaram. —O processo de descongelamento já começou, ele acordará daqui a algumas horas, me sigam. —Ela pediu e voltou a fazer um caminho pelos corredores. Chegaram até uma porta e a doutora a abriu.

C L A R A

A porta foi aberta e eu pude ver um homem em uma maca, ele estava muito pálido e desacordado, esse devia ser James. Passei por Nat a ignorando totalmente e entrei no quarto. O homem era moreno, e não tinha um braço. Estava sem camisa e usava uma calça de moletom cinza, Não que desse para ver direito, pois estava coberto até a cintura por um cobertor azul. Fiquei a frente da cama o olhando, parecia sereno dormindo, porque eu estava aqui? O que Natasha quis dizer com primeira missão?
—Gostou dele? —Natasha perguntou se aproximando e eu revirei os olhos.
—Porque estou aqui?
—Bucky tem 109 anos, é como Steve, foi congelado e voltou à vida 50 anos depois, mas a Hydra o pegou e controlou sua mente. Pensamos que você poderia usar seu controle para tirar o da Hydra, libertar ele. —Ela olhou o moreno dormindo e eu fiz o mesmo.
—O controle dele foi feito por um super-humano ou máquina?
—Máquina. Vários choques e comandos que o fazem virar o soldado invernal.
—Eu consigo. —Ela sorriu.

1 hora depois.

—Natasha? Como me achou?—Bucky perguntou confuso ao ver a agente na porta.
—Viemos te ajudar, descobrimos um jeito de tirar o seu controle mental.
—Quanto tempo passou?—Ele perguntou receoso e o sorriso da ruiva desapareceu.
—10 anos. —Ele assentiu digerindo o que acabara de ouvir e olhou para a garota ao lado de Natasha.
—Quem é ela?
—Meu nome é Clara. —Clara sorriu, Bucky sentiu algo estranho, mas não sorriu de volta.
—Ela vai tirar seu controle mental. —Natasha completou e ele franziu o cenho.
—Como?
—Com outro controle mental. —Natasha respondeu e Clara deu um passo na intenção de se aproximar do moreno.
—Não!—Ele exclamou alto fazendo a garota recuar, ele percebeu isso. —Não conheço ela, não confio nela, nem em você, nem na S.H.I.E.L.D —Bucky estava receoso, não iria dar o controle de sua mente para uma completa desconhecida.
—Meu controle mental não funciona assim, você sabe que esta sendo controlado, prometo não fazer nada além de tirar isso de você. —Ela sorriu gentil e ele a olhou desconfiado.
—Tenho outra escolha? —Perguntou se ajeitando com dificuldade na cama.
—O que pode dar errado? Steve nunca deixaria alguém te fazer mal —Clara era inteligente, Natasha já havia percebido isso, assim como havia percebido que a manipulação já havia começado, desde o primeiro momento em que se viram, ela gostava de jogar com os homens, e era tão natural que talvez nem ela percebesse que o estava fazendo.
—Tudo bem. —Cedeu por fim sabendo que não havia outro jeito e Clara se aproximou, sentando na cama onde ele estava, ela cruzou as pernas e olhou nos olhos de Bucky, por um momento se distraiu, observando os traços de seu rosto, mas logo voltou ao seu propósito.
Clara fechou os olhos, e tão natural quanto um pensamento suas habilidades se ativaram, um som suave invadiu a mente de Barnes, a melodia envolvia cada célula de seu corpo e depois de alguns segundos ele estava totalmente ao seu dispor, refém da garota que havia conhecido há alguns minutos. E a ordem foi dada. Houve resistência, pouca, era um controle de anos, mas o poder de clara era mais forte e depois de não mais que um minuto a Hidra estava completamente apagada de sua mente. Clara abriu os olhos e a melodia doce sumiu. O homem parecia hipnotizado por ela, por um momento a pupila de Clara dilatou, mas logo voltou ao normal. Ela piscou uma, duas vezes e sorriu. —Como se sente?
—Bem... Eu acho, como tem certeza que funcionou?—Perguntou e ela sorriu.
—отсутствующий (Saudade)
Ржавый (Enferrujado)
Семнадцать (Dezessete)
Рассвет (Amanhecer)
Печь (Fornalha)
—Natasha não...—Bucky desesperou, esqueceu tudo ao seu redor e o medo de voltar a ser aquele monstro se instalou.
—Девять (Nove)
Доброкачественный (Benigno)
Возвращение (Retorno)
Один (Um)
грузовойвагон (Vagão de carga)—Natasha terminou a ativação de Bucky e nada aconteceu, além da cara de indignado do homem e o ponto de interrogação no rosto de Clara.
—Eu podia ter matado vocês duas!—Ele falou irritado, Clara apenas observava a pequena discussão dos dois. A este ponto ela já estava em pé e havia se afastado do senhor nervosinho.
—Mas não matou, se eu não confiasse nos poderes de Clara eu não teria feito. —Natasha sorriu convencida.
—Tudo bem eu... Vou deixar vocês conversarem. —Clara sorriu, indo para fora do local onde encontrou um dos guardas mal encarados, ela revirou os olhos para ele e foi para a janela observar a grande mata ao redor do lugar.
—O que temos para conversar?—Bucky perguntou voltando sua atenção para Natasha.
—10 anos se passaram, nós não somos mais os mesmos, Clara está aqui porque ela faz parte da Academia Vingadores, Steve e eu vamos pessoalmente treiná-los, queremos você conosco.—Ela falou e ele riu sem emoção.
—Então Steve voltou a ser macaquinho da S.H.I.E.L.D? Engraçado, não obrigado. —Ele respondeu e ouviu a ruiva bufar.
—Pense bem Bucky, você fez muita coisa errada, mas agora tem a chance de arrumar as coisas, são os vingadores, você pode proteger as pessoas, Clara acredita nisso. —Ela estava tentando convencê-lo, e sua habilidade especial notou algo entre os dois, mesmo que não houvesse nada. O homem a olhou confuso.
—Porque falou de Clara?
—Ela salvou sua vida, e acredita nisso. E ela é linda. —Ela sorriu convencida e ele revirou os olhos.
—Não reparei, e, além disso, quantos anos eu tenho agora? 100?
—106, mas biologicamente 29. —Ela respondeu e ele revirou os olhos.
—Não vou lutar a guerra de vocês, não vou ser um espião da S.H.I.E.L.D como você.
—Não estamos pedindo isso. Não é a S.H.I.E.L.D, é o mundo. É pelas pessoas inocentes que não podem se proteger sozinhos é por toda mãe solteira, por toda criança brincando no parquinho e tomando sorvete, por todo adolescente que ingressou na faculdade na esperança de ter um futuro, é por cada sonho de salvar o mundo, e você pode fazer isso. —O silêncio se fez por alguns minutos, Natasha chegou a ficar impressionada com sua capacidade de falar palavras bonitas para convencer os outros, sempre foi boa com palavras.
—Tudo bem. —Ele aceitou por fim e ela abriu um mínimo sorriso.
—Ótimo, vamos ver quando você tem alta, é tão comum o velhinho ficar pra trás. —Ela falou saindo e ele revirou os olhos.


Propriedade Barton
Localização: desconhecida


—Por favor, pai, sabe que eu te amo de montão tipo muito mesmo né?! —Perguntei fazendo um bico provavelmente muito escroto porque minha mãe riu.
—Não sei não... —Ele falou pensativo e eu bufei, olhando pra minha mãe com um olhar que implorava ajuda e ela revirou os olhos.
—Já faz muito tempo Clint, ninguém vai caçá-la, e, além disso, é Nova Iorque, cidade dos vingadores, talvez ela possa ficar na Torre. —Minha mãe propôs e eu arregalei os olhos, o mulher, eu pedi ajuda e você termina de me foder?
—O que? Torre Stark? Ce ta loca no alpiste do passarinho mãe? —Perguntei indignada e ouvi Nathaniel rir, irmãos mais novos, odeio, e amo, e odeio, ele comeu meu biscoito então no momento eu só odeio mesmo. —Eu quero liberdade e você quer me mandar morar com o insuportável do Tony Stark? Me bota pra alimentar as vacas mas pra torre eu não vou! —Falei balançando o dedo na frente do rosto dela, a mesma deu um tapão na minha mão e eu recuei fazendo careta.
—Para de drama garota, o Stark é legal, só é um pouco... Excêntrico. —Meu pai defendeu o amigo e eu revirei os olhos. Eu odeio Stark desde... Sempre. Desde o primeiro momento em que o conheci e ele me chamou de filhote de passarinho.
—Quando o Stark virou o centro do mundo? Podemos voltar ao que importa? Eu quero, ir, para, Nova, Iorque, é o meu futuro não podem me negar isso. Não vou ficar a vida toda presa nessa fazenda. —Falei como se fosse obvio e eu pai bufou, nunca vi alguém tão protetor quanto ele. —Eu só vou fazer faculdade, não vou pra guerra. —Falei e ele olhou para minha mãe, para mim, para ela de novo e então para mim.
—Tudo bem. —Sorri pulando, mas parei e olhei pra ele.
—Sem Stark. —Avisei e ele assentiu rindo.
—Sem Stark. —Sorriu e eu o abracei gritando e comemorando.
—Shawarma aqui vou eu!! —Gritei animada e meu pai riu mais.
—Ela é mais parecida com ele do que imagina. —Ele comentou baixo com a minha mãe e eu revirei os olhos saindo. —Eu ouvi!


Continua...



Nota da autora: Olá minhas lontrinhas, o que acharam do capítulo de hoje? Uma amiga me deu a ideia de fazer um grupo no facebook para comentar coisas sobre a fanfic e alguns extras especiais (Spoilers, imagens, videos, diálogos extras fora de contexto que nunca entrarão na fic mas existem). Me deixem saber o que acham da ideia, ou seria melhor um grupo no WhatsApp?
Espero que tenham gostado do capítulo.


Youtube
Curiouscat


Qualquer erro no layout dessa fanfic, notifique-me somente por e-mail.


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