Última atualização: 19/05/2019

Capítulo Um: Consequências do saber

Aviso: contém cenas com auto mutilação que podem servir como gatilhos.

10 de junho de 2026, quarta-feira.
Torre Stark


—Senhorita Stark, o capitão Rogers lhe aguarda na sala de estar. —A voz de JARVIS ecoou pelo meu quarto, tirando-me de meus pensamentos aleatórios, a maior parte das pessoas não entende, minha mente nunca desliga, de devaneios sem sentidos a criações geniais de outros universos.
Eu estava particularmente feliz naquele dia, tudo estava calmo pela primeira vez em semanas, talvez eu até pudesse sair para visitar meu padrinho, agora que Clint não estava mais na S.H.I.E.L.D ele ficava muito em casa, mas também não me via tanto quanto antes.
Troquei de roupa para parecer apresentável para Steve e desci animada os degraus, não havia a necessidade de elevador, levando em conta que a sala era um andar abaixo do meu quarto. Encontrei Steve com sua expressão seria de sempre, não sei por que pensei que dessa vez seria diferente.
—Olá senhor serio, a que devo a honra da sua visita? —Abri um sorriso de lado, mostrando que estava feliz com sua visita, bom, do meu jeito. —Saiba que minha torre estará sempre aberta para você, outras coisas também.
—Olá, . —Steve falou em um suspiro, como se respirar ao meu lado fosse muito esforço, eu sabia que ele me odiava, mas isso não me afetava.
"Tem certeza?"
Não, de novo não... Vão embora, por favor.
"Fale a verdade , não pode mentir para nós, estamos dentro de você."
Por favor, parem.
"Você quer chorar porque ele não te ama mais. Nunca amou."
— Não é verdade! — O meu grito saiu alto demais, assustando Steve, às vezes eu não conseguia controlar, elas ficavam tão altas, elas machucavam, não só a mim, mas a todos a minha volta. Suspirei e sorri. —Porque veio aqui Rogers? Não foi só para admirar minha beleza.
"Não sei por que Fury mandou chamar uma maluca."
Desta vez a voz era dele, não controlando seus pensamentos perto de mim, como eu sabia que ele nunca fazia.
—Eu quero lhe fazer uma proposta. —Ele tentou ser o mais profissional possível, falhando miseravelmente quando seus pensamentos gritavam, ele estava realmente perturbado, chegava a ser engraçado.
—Você quer me chamar para ser treinada para me tornar uma vingadora, mas quer desesperadamente que eu recuse e você não tenha que me agüentar todos os dias. —O cortei antes que continuasse e ele se lembrou das minhas habilidades especiais, estando surpreso apenas por um momento antes de voltar a não se importar.
Depois do que aconteceu comigo eu podia fazer algumas coisas muito legais, eu havia visto a lista dos possíveis novos vingadores, eu podia ser facilmente ser considerada uma das mais poderosas ali. Não era surpresa saber que Fury me queria na iniciativa, e, além disso, eu era uma Stark, minha mente seria tão bem utilizada na S.H.I.E.L.D quando meus poderes. Haviam mais duas "descendentes" dos vingadores originais, se eu bem lembrava, minha querida amiga Natalie, filha adotiva de Barton, e uma outra garota, recentemente descoberta como irmã de Natasha, que sorte a dela.
—Sim , eu poderia treinar os novos candidatos calmamente sem suas brincadeiras e intervenções, mas isso não é por mim. —Ele falou cansado, eu sabia que viria um discurso, ele adorava essas coisas. —É pelo povo, pelas pessoas que precisam da nossa proteção, pessoas que precisam de você, porque não podem se proteger sozinhas. Então se você puder deixar nosso passado de lado, me ignorar, e se esforçar em proteger os inocentes, eu agradeceria. —Sorri, eu adorava quando ele falava assim, como um herói. Eu nunca tinha sido muito boa nisso. Missões para socar agentes da Hydra, pode me chamar, mas salvar pessoas... Ia ser legal.
Eu pulei animada agarrando seu pescoço enquanto gritava um "sim" um pouco alto demais. Nós estávamos muito próximos e por um momento em me senti inteira de novo, mas não durou.
"Ele não te ama"
Eu sei, sei disso.
"Olhe você, o grande gênio Stark, não consegue nem fazer um homem se apaixonar."
Isso era verdade, ele não tinha o mesmo brilho no olhar de antes, não quando me olhava nos olhos. Eu não via mais o meu Steve, agora era apenas o soldado fora do seu tempo.
—Eu aceito, sabe por quê? Porque você vai adorar entrar no meu quarto de madrugada. —Sorri me distanciando, vendo-o arregalar os olhos, ainda existia aquela ponta de inocência. —Como nos velhos tempos.
—Eu tenho mais o que fazer Stark. —Ele se virou e saiu, não importava o quanto eu tentasse, ele sempre me odiaria cada vez mais, e agora, voltando para o quarto, eu só conseguia confirmar isso, não havia um momento em que ele não quisesse ficar o mais longe o possível de mim, seus pensamentos não mentiam.
"Porque você é uma imprestável"
"Você destruiu a mulher que ele amava"

Não destruí, eu ainda sou ela.
"Aquela garota morreu, você a matou"
Não...
"E por isso ele te deixou"
Não é verdade
"Aceite"
"Você deve sofrer a mesma dor que ela"

Lagrimas rolavam soltas pelo meu rosto, fazendo aquela dor aumentar, eu não queria sentir aquilo, não conseguia sentir mais aquilo, doía demais.
Me ajoelhei no chão do banheiro, tirando com certa força a lamina do barbeador em cima da pia, criando pequenas feridas em meus dedos no processo. Apertei os olhos tentando impedir que as lagrimas escorressem e deixei que a lamina tocasse minha pele.
"Você merece, sabe que merece."
Eu mereço.
A gilete deslizou pelo meu braço fazendo um corte fundo, sentindo a dor sendo substituída, saindo pelo corte junto com o sangue que escorria manchando minha roupa. Depois de um tempo eu havia descoberto que as vozes não eram a pior parte, mas sim o fato de eu não poder acabar com elas, nem com meu sofrimento. Eu estava presa, ao passado, as memórias, e não importava o quanto eu tentava, mesmo depois de quinze anos eu nunca havia conseguido acabar com essa dor.
"Steve é um tolo, nós nunca iremos te abandonar."
O sangue pingava no chão, esse corte era mais fundo do que qualquer um que eu já havia feito, mas eu precisava de mais, eu havia matado a garota que Steve amava, eu precisava sofrer como ela, sofrer como ela sofreu ao atravessar aquele portal para Álfheim, como ela sofreu ao não saber quem era, como ela sofreu ao ver seus amigos se machucando sem poder contar nada a eles, então eu apareci, e ela sumiu.
Minhas mãos se apoiaram no balcão com dificuldade, me ajudando a levantar, enquanto eu me apoiava em moveis, descendo as escadas o mais rápido que eu conseguia, o que no momento era muito lento. Depois do que pareceu uma eternidade eu cheguei, eu não agüentaria chegar a cozinha, eu precisava de algo rápido,o desespero, a vontade de morrer, aquela dor absurda, a falta de ar, o aperto no coração era muito forte, tudo era muito forte, eu não ia agüentar desta vez. Andei ate o balcão onde meu pai guardava seus "preciosos criadores de magia" como ele os chamava em seus momentos de inspiração, mas também podiam ser chamados de utensílios usados por barmans para fazer bebidas, tendo entre eles o que eu precisava.
Não demorou até que eu a encontrasse, uma faca usada para cortar frutas para algumas bebidas, eu não precisava mais andar. Deixei que meu corpo escorregasse pelo balcão e olhei para a faca, tão limpa, eu podia ver meu reflexo nela, valia a pena, tudo isso?
"Você destruiu a vida dele, tudo o que ele amava, você a matou"
Eu havia feito isso, eu merecia. Merecia por tudo que havia feito ele passar, todos eles, meu pai, meus amigos, eu machuquei todos, eu devia pagar por isso.
Minha visão começava a embaçar, eu sentia minha consciência indo embora, junto com as forças. Eu percebi quando meus dedos não conseguiram mais segurar a faca, que caiu ao meu lado. Um barulho alto me fez olhar para o lado, eu ouvia vozes, eu conhecia aquelas vozes.
—Não, por favor de novo não, de novo não. —Eu podia ouvir meu pai repetir aflito, sorri porque ele havia chegado em casa, mas sua voz parecia tão distante, comecei a rir, a voz dele ficava engraçada assim. Ele devia estar gritando muito para que eu ouvisse daqui.
Mas ele estava perto, eu o vi, na minha frente, apenas por um segundo, sentindo suas mãos me levantarem como um bebe, enquanto eu fechava os olhos, me preparando para dormir.

Autora
Torre Stark


Natasha havia acabado de voltar de Los Angeles, querendo sua cama mais que tudo depois de um dia cansativo, porém a calmaria não durou muito, não quando a voz de J.A.R.V.I.S soou avisando-a do estado de , fazendo a ruiva esquecer seus planos e ir rapidamente em direção a enfermaria, sabendo exatamente oque encontraria por lá.
Ela queria ajudar a garota que treinou por anos, sua afilhada, quase uma filha para ela, mas se sentia de mãos atadas, e seu coração doía toda vez que a via em uma cama de hospital, com os pulsos amarrados, e soro nas veias.
Os surtos aumentavam cada vez mais, geralmente quando ela via Tony ou Steve, os dois haviam se afastado e ela se culpava por isso, se culpava por fazê-los sofrer, por não poder alertá-los.
O elevador chegou ao andar do hospital e ela viu Stark encostado na parede, observando sua filha de longe, que dormia com os braços enfaixados.
—O que aconteceu dessa vez?—Natasha perguntou se aproximando do homem que continuou em silencio. Ele não era o mesmo, não depois de tudo o que sofreu, todas as feridas internas que ninguém poderia curar. Talvez por isso se afastasse da filha, estava cansado de sofrer.
—Ela pegou uma faca dessa vez, foi depois que Steve apareceu aqui. —Sua voz dura surpreendeu à ruiva, que havia deixado claro que falaria com sobre a iniciativa, pois sabia como ela ficava quando o via.
—Nós vamos ajudá-la. —Natasha falou após um tempo, ela realmente não sabia o que dizer ao homem a sua frente, e tentava convencer a ele, e a si mesmo, que podia realmente ajudá-la.
—Ninguém pode ajudá-la. —Ele falou em seu tom melancólico, algo que já havia virado costume. Natasha nunca admitiria, mas sentia falta de seu velho amigo, metido, cheio de si, sentia falta até mesmo de suas cantadas horríveis e suas tentativas falhas de levar a mais nova para a cama.
Ela sabia que não conseguiria mudá-lo, trazê-lo de volta, a única coisa que conseguiu pensar foi abraçá-lo, o que foi o suficiente para destruir as barreiras do moreno. Tony não tinha ninguém, e ela o conhecia o suficiente para saber que ele guardava as coisas para si, escondendo seus problemas, ela havia o ajudado muito e sabia o que ele havia feito por todos.
—Não tem que ser forte sempre. —Ela falou baixo, vendo o amigo esconder o rosto na curva de seu pescoço, parecendo uma criança assustada, sentindo gotas umedecendo seu ombro, Tony não agüentou e deixou que as lagrimas caíssem, ele sabia que podia fazer isso na frente dela, pois a mesma não contaria a ninguém.
—Oque aconteceu com a minha filha? —Ele perguntou e percebeu sua voz afetada pelas lagrimas.
—Eu não sei, mas estamos reunindo os adolescentes mais incríveis da terra, algum deles vai conseguir ajudá-la, e nós vamos estar lá.
—É exatamente isso que me preocupa, Steve vai estar lá. —Ele a olhou e a ruiva pode ver seus olhos vermelhos, ela sorriu e limpou as lagrimas do amigo.
—Eu vou cuidar dela, não se preocupe. —Ele agradeceu e ela colocou a mão em seu ombro antes de ir ver como estava, ela precisava ter uma seria conversa com Steve, que desobedeceu a suas ordens, não que isso fosse uma surpresa vindo do loiro.


Capítulo Dois: O som do coração

—O nome dela é Clara, e essa missão é da Romanoff. —Steve olhou confuso para o chefe, será que ele estaria aborrecido por ele ter ido falar com e esta era uma punição?
—Posso perguntar o porque? —O loiro arriscou. Natasha é claro aceitaria sem reclamar, mas depois de tantos anos o soldado não seguia mais fielmente.
—Clara é uma garota especial, ela tem habilidades especiais que só tem efeitos em homens. Podemos chama-la de sereia. —Steve riu, ele não acreditava em contos de fadas, se a garota tivesse o cabelo vermelho iria sofrer piadas de pelo resto da vida, foi a primeira coisa que pensou. —É apenas um apelido, Rogers. É claro que ela não é uma sereia, mas os relatos mostram que suas habilidades são parecidas com as criaturas. —Fury, abriu sua gaveta, retirando uma pasta preta com poucos papeis, ali estavam todas as informações da garota.

Nome: Clara Kramer Lorelei
Idade: 19 anos
Data de nascimento: 9 de agosto de 2006
Olhos: castanhos
Cabelos: castanhos
Pais de origem: Alemanha
*Criada na America desde seus dois anos*
Pais: desconhecido
Outros parentes: desconhecido
Habilidades: Hipnose (efeito apenas em homens.)


—“Ela chegou em mim, me parou do nada, começou a cantar, mas sem abrir a boca, ela tava cantarolando, e do nada eu comecei a fazer tudo o que ela mandasse. Ela tocou no meu braço e mandou eu passar 10 mil pra conta dela e eu simplesmente sai andando pro banco.” Essa foi a declaração de Matthew Leniwe para a policia de Chicago cinco horas após depositar 10 mil para uma desconhecida. —Fury deixou a pasta em cima da mesa.
—O que te faz pensar que uma ladra vai querer entrar pro time? —Foi à vez de Natasha questionar, mais por curiosidade.
—Ela pode parecer poderosa, mas só tem 19 anos, viveu a vida sozinha, o pai morreu quando ela tinha 5 anos, ninguém sabe quem ela é, ela não tem amigos, nem família. Ela vai querer algo pra se ligar. É só uma criança.

2 horas depois, Chicago.

—Clara, é um prazer finalmente conhecê-la. —Clara se virou ao meu encontro, uma pequena garota morena com franginhas. Eu nunca imaginaria que alguém com o rosto tão angelical seria uma ameaça tão grande. Talvez essa beleza seja relacionada a todo o lance de sereia.
— Quem é você? —Agora nos estávamos frente a frente. O sol de Chicago não aliviava o frio da cidade, mas era bonito. Ela estava se sentindo ameaçada, era notável por sua postura.
— Meu nome é Natasha Romanoff. Mas as pessoas me conhecem como...
—Viúva Negra. — Ela deu um passo para trás, e começou a cantarolar, era tão baixo, eu quase não ouvi.
— Não sou uma ameaça. Não tem nenhum agente aqui. — Tentei tranqüilizá-la, mas ela se sentia um animal acuado, e não estava procurando por agentes.
— Um movimento e ele morre. — Ela olhou para a esquerda, a alguns passos de nós, onde havia uma cafeteria. Um homem mantinha uma faca no pescoço do outro discretamente, quem não estivesse prestando atenção pensaria que um deles estava apenas falando algo no ouvido do outro. —E por algum motivo eu acho que você não quer mais um pra lista.
— Clara, por favor... Eu, nós não queremos machucá-la ou prende-la. Apenas me escute, por alguns minutos. Por favor. —Ela assentiu, mas continuou com a mesma postura de quem se sentia ameaçada, eu não iria conseguir nada assim. — A idéia que deu origem ao grupo que eu faço parte, os vingadores, veio de um homem chamado Nicholas Fury. Ele é atualmente diretor da SHIELD, Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão. Acontece que ao contrario do Steve nós envelhecemos, e estamos envelhecendo. Infelizmente nossos inimigos não vão morrer com a gente. Por isso eu, Steve Rogers, e Fury selecionaram os jovens mais incríveis do planeta para serem nossos substitutos. Eu e Rogers iremos treiná-los para proteger o mundo de futuras ameaças. Vocês serão como uma família. — Esperava que a ultima frase a atingisse em cheio, mas tudo o que tive foi uma mudança em seus olhos, ela estava tentando esconder expressões e sentimentos, eu sabia bem como era isso.
—Porque iriam querer alguém como eu? Uma ladra, que pode acabar com a organização de vocês com uma canção.
—A historia mostrou que a maioria dos vilões são homens, imagine você conosco quando invadiram nova Iorque. Não teria havido guerra. Loki teria se rendido, e muitas pessoas não teriam morrido. Ou na queda da SHIELD em 2014, quando a hidra quase nos destruiu. E nem me fale da guerra interna que essas crianças começaram quando saiu o acordo de Sokovia.
—Espera o que? Hidra? Guerra interna? O que vocês escondem de nós?—Talvez eu tivesse falado demais, mas sua postura ereta tinha mudado completamente e agora ela estava curiosa e realmente me ouvindo.
—Se as pessoas soubessem todas as ameaças que existem nesse mundo elas ficariam desesperadas e entrariam em colapso. Nosso trabalho é protegê-las. E eu acho que você gostaria de fazer algumas ligações. — Eu sorri, mas ela não me acompanhou, apenas deu um longo suspiro e fechou os olhos por alguns segundos, estava pensando.
— Se eu não gostar e quiser sair...
—Você estará livre, a hora que quiser. —Eu consegui, mais uma vez. Eu era boa no meu trabalho.
—Okay... Eu vou te dar uma chance. — Os homens se afastaram e estavam seguros. Eu a chamei com um movimento e ela me acompanhou até o carro que nos levaria ao aeroporto onde um jato da SHIELD nos esperava.

WASHINGTON DC
Base da shield; Triskelion…

Natasha havia acabado de chegar na base reconstruída do Triskelion, levou anos para reconstruí-la depois da queda da shield onde os três aeroporta-aviões se destruíram e destruíram a base.
Agente Romanoff compareça a sala do diretor Fury. - O chamado de Natasha soou pelos auto-falantes do local e ela sorriu. Clara estava esperando no jato, teria que ser rápido, pois ela tinha mais uma missão antes de instalar a garota.
Depois de tantos anos, tantas mudanças, ele voltou à direção. Pensou ela. Não posso dizer que o agente Coulson não foi um bom diretor, mas Fury nasceu para isso.
Natasha caminhou pelos corredores até o elevador e chamou o mesmo, não demorou muito para a porta se abrir e ela entrar.
34° andar. O número do andar do diretor e o seu nível. Fury era o único agente nível 34 da Shield, os segredos que sua mente escondia, podiam causar muitos estragos.
—Agente Romanoff. —Fury a cumprimentou quando a ruiva entrou em sua sala e ela abriu um mínimo sorriso, não era muito de expressar sentimentos, mas abria uma pequena exceção para a ruiva.
—Fury. —Ela retribuiu a mão estendida do diretor e o cumprimentou.
—Eu tenho aqui a lista completa dos novos vingadores e suas habilidades, como foi com Clara e a Stark?—Fury perguntou e ela suspirou.
—Eu não quero lhe contrariar senhor, mas tem certeza de que colocar o Steve nisso com é a melhor opção? Quer dizer, surta sempre que vê Steve e ele é, você sabe. —A ruiva viu o diretor arquear a sobrancelha. —O que estou tentando dizer é que mesmo depois de anos ele ainda tem essa guerra na cabeça. Ele a ama mas ao mesmo tempo sente que a garota que voltou depois da queda da shield não é a mulher que ele amava, apesar de sabemos que é ela.
—Você tem razão. —Fury concordou. —Mas ela faz parte do futuro, e não podemos deixar que uma birra de Rogers atrapalhe isso, por isso você estará lá. Para mantê-lo na linha. Eu fiquei sabendo do surto de , como ela está?—O diretor perguntou preocupado e ela sorriu triste.
—Está mal, eu disse a Steve que a recrutaria, mas ele não obedeceu, vou falar com ele mais tarde. —Ela falou e ele assentiu.
—Bom, aqui esta a lista. —Ele a entregou e ela começou a ler os nomes por cima, até parar em dois nomes que a chamaram a atenção.
"Annieve "Annie" Alianovna Romanova (Pandora); 38 anos/ 26 biologicamente
Habilidades: Controlar animais, ter suas habilidades e tomar suas formas. Perita em armas brancas, artes marciais e combate corpo a corpo... ‎
James Buchanan "Bucky" Barnes (Soldado invernal/Winter Soldier); 109 anos/ biologicamente 29
Habilidades: Força e agilidade sobre-humanas, Hábil atirador, Acrobacias, Longevidade, Mestre em combate corpo-a-corpo, Perito em armas de fogo e táticas de espionagem. "

—O dinossauro desmemoriado? E minha irmã?—Natasha perguntou com a sobrancelha arqueada olhando o diretor.
—Sua irmã é uma Romanoff, ex agente da Hydra e KGB, tem poderes incríveis e será uma das mais fortes do grupo, além do que você tem que ficar de olho nela, acabou de conhecê-la, e Romanova's tem mania de virarem assassinas treinadas controladas pela KGB.—Fury comentou fazendo a ruiva revirar os olhos.
—Minha irmã se misturando com outros adolescentes, essa eu quero ver. —Natasha sorriu. —E Natalie?—Perguntou vendo o nome da sobrinha na lista. —Clint não vai gostar nada disso.
—Ele terá que aceitar, ela já é maior de idade, isso é uma decisão dela, não dele.
—Tudo bem. —Ela suspirou e se levantou. —Vou achar os outros e falar com eles, e Clara aceitaram. Ela esta me aguardando no jato.
—Ótimo. Use-a para tirar o controle mental de Bucky. —Ele falou e a agente assentiu, saindo em seguida em direção ao elevador.
Sua próxima missão imediata era encontrar Clint, talvez o amigo pudesse ajudá-la no quesito Bucky já que a mesma não sabia em que buraco Steve havia escondido o soldado após congelá-lo. Porém acabou encontrando Steve, que parecia mais distraído do que o normal.
—Capitão!—Natasha teve que desviar para que o mesmo não batesse contra ela, ele levantou o olhar e se assustou ao vê-la.
—Nat, desculpe, estava distraído. —Ele falou e ela revirou os olhos.
—Jura? Eu nem percebi. —A ruiva falou fazendo pouco caso e voltou a andar, ele percebeu que Natasha estava irritada e foi atrás da amiga, dando uma pequena corrida para alcançá-la.
—O que foi?—Ele perguntou preocupado e ela bufou.
—Além do fato de você desobedecer minha ordem de NÃO RECRUTAR A , nada. —Ela falou sem olhá-lo e ele abriu a boca para responder, mas fechou-a novamente sabendo que não havia como se explicar.
—Eu só... Queria vê-la. —Confessou e Natasha revirou os olhos.
—Ótimo, só queria avisar que a sua tentativa de assassinato não deu certo, ela não morreu ainda. —Natasha falou irritada e o loiro suspirou passando a mão pelos cabelos, ele sabia dos surtos de , mas não sabia o que fazer para ajudá-la, então se afastava para não sofrer mais. —Francamente Steve, 106 anos e você ainda não sabe nada sobre mulheres. —Ela falou apressando o passo e deixando o amigo para trás, ele suspirou e voltou a fazer o caminho de antes.


Capítulo Três: O dia em que o passado moldou o futuro

NEW YORK
20 de abril de 2012, sexta-feira.

—Picolé está na escuta?—Ouvi meu pai falar no comunicador e segurei a risada, eles não sabiam que eu estava aqui, e nem deveriam saber, meu pai é idiota por achar que eu realmente ficaria de fora de uma missão dessas.
—Estou Stark, e não me chame assim. —Steve reclamou e eu sorri, essas trocas de farpas aconteciam tanto e mesmo assim Steve continuava se irritando, tão inocente de pensar que meu pai pararia de provocá-lo só por que ele pediu.
está escutando ou foi burra o suficiente para não pegar um comunicador?—Ouvi meu pai falando e arregalei os olhos, senti uma mão no meu ombro e me virei rápido pronta para atacar, mas relaxei ao ver que era Clint.
—Roubou meu comunicador. —Ele reclamou e eu sorri.
—Me da à arma que eu te dou o comunicador. —Falei e ele revirou os olhos me entregando uma pistola. Tirei o comunicador para entregá-lo, mas ele segurou a minha mão negando.
—Qual é o plano?—Perguntei me abaixando, estávamos eu e Clint no topo de um prédio, meu pai sobrevoava o local e Steve... Sei lá onde Steve estava.
oque você ta fazendo aqui?—Steve perguntou bravo e eu revirei os olhos, odiava como ele fazia isso de parecer o dono da relação, como se pudesse mandar em mim, mas ao mesmo tempo sabia que só era preocupado demais com a minha segurança.
—Depois nós discutimos a relação, e terminamos a briga com uma boa transa, mas agora o plano.—Falei e ouvi Clint rir.
Vi meu pai passar voando sobre nós e olhei para Clint.
—Tu não é mais passarinho, olha meu pai ali. —Apontei para o meu pai e ouvi a risada de Steve no comunicador.
—Isso é uma missão seria . —Meu pai falou e eu revirei os olhos.
—Tudo bem, desculpe, vamos ao que interessa.
—Temos um prédio cheio de reféns da Hydra, precisamos resgatá-los, estou tentando localizar o andar em que estão. —Meu pai falou e eu subi a manga do meu uniforme da shield, eu não era a melhor agente, mas era uma Stark.
Mais discreta que meu pai, ativei minha versão miniatura da armadura, um dispositivo de pulso com aparência de relógio que tinha todas as funções de pesquisa da armadura, diretamente conectado com J.A.R.V.I.S.
—Jarvis faça uma leitura completa daquele prédio, quero saber que energia é essa. —Mandei e logo J.A.R.V.I.S começou a escanear todo o prédio, enquanto Clint apenas observava ao meu lado, não é como se ele estivesse surpreso com minhas criações, ou com o fato de eu superar meu pai, não é ego, mas eu sou melhor.
—Senhorita Stark a uma fonte de energia identificável vindo do ultimo andar, e tem sinais vitais no 56°, 70% de chances de ser o local onde estão os reféns, as portas são reforçadas. —Ouvi Jarvis no comunicador e olhei para Clint.
—Ok, eu vou ver essa fonte de energia e desativá-la, Legolas vai comigo para me dar cobertura. Vocês heróis, salvem o dia. —Falei e me levantei, antes que alguém pudesse contestar eu já estava pulando pelas sacadas dos prédios até chegar à base da Hydra. Clint estava bem atrás de mim, pousamos no heliporto e ele fez um sinal para que eu o seguisse, enquanto descíamos as escadas ele ia flechando os guardas.
Ouvimos meu pai falar que haviam chegado e estavam resgatando as pessoas.
Assim que limpamos a área do heliporto descemos por uma escada até chegar ao ultimo andar, onde uma única porta de ferro imperava. Uma placa de "apenas pessoal autorizado" era visível, meio bobo pois nem se a pessoa fosse muito curiosa e forte conseguiria abrir aquela porta, cinza, feita de um material muito forte que eu não conseguia reconhecer só pelo olhar.
Um olhar foi o suficiente para que eu me afastasse, enquanto Barton plantava uma c4 na porta, na esperança de que apenas aquilo resolvesse.
Os avisos da bomba foram dados: pi, pi, pi. E explodiu.
Se não estivéssemos protegidos provavelmente não estaríamos mais vivos, a porta explodiu por todos os lados, fazendo um estrondo desnecessário e alertando os inimigos de que havíamos chego.
Assim que a fumaça baixou uma luz forte atravessou o buraco onde há alguns minutos fora uma porta, assim que a luz sumiu, nós nos armamos e dando cobertura um ao outro, entramos atentos a qualquer ameaça.
Não tive muito tempo para pensar e senti algo contra as minhas costas, sendo jogada longe. Malditos agentes da Hydra.
Eu estava deitada, tentando me levantar, enquanto Clint lutava contra três, mas o homem que vinha para cima de mim, ele era diferente.
O agente usava uma mascara me impedindo totalmente de ver seu rosto, seus cabelos eram castanhos e compridos, e ele tinha um braço de ferro, um braço de ferro com uma estrela vermelha pintada no mesmo.
Ele me puxou pelo braço e me levantou, deixando-nos cara a cara.
—Bela mão, imagina oque você não faz com ela... —Falei num tom malicioso, balancei a cabeça rapidamente impedindo os pensamentos errados sobre oque esse cara fazia no banho e chutei o meio de suas pernas, sem efeito. —Vai ser um pouco mais difícil do que eu pensava. —Dei de ombros e nós iniciamos uma luta.

T O N Y
Pude ver a careta de Steve ao ouvir oque falou no comunicador, só pude rir. Depois de uma difícil luta contra um agente muito bem treinado, nós acabamos vencendo, ou como eu pensava, ele acabou desistindo. Não que os reféns fossem importantes para a Hydra, pois o agente apenas se jogou pela janela, fugindo de algum modo que eu não prestei atenção, e nós resgatamos os reféns, pedindo para que eles nos acompanhassem.
Nós havíamos chegado ao térreo quando um Steve já sem paciência abriu a porta trancada com toda sua força de super soldado.
—QUE PORRA É ESSA?—Um homem assustado, não parecia ser da Hydra, nem armado estava, era magrelo e cheio de espinhas na rosto.
—Mãos para o alto, e cuidado com essa boca suja. —Capitão falou e eu revirei os olhos, dei um soco na cabeça do garoto que caiu, peguei seu corpo e o joguei sobre meu ombro. —Tony!—Steve me repreendeu.
—Não temos tempo pra isso.
Nós conseguimos sair, o quinjet da shield levou os reféns em segurança e nós voltamos para o prédio.
—Filha? Clint?—Chamei-os pelo comunicador, mas a única coisa que ouvia eram ruídos.
—Jarvis oque esta acontecendo?—Ele não teve tempo de responder, uma explosão tomou conta de um dos andares, Steve e eu nos olhamos, eu o segurei pelo pulso e levantei vôo até o andar.
Nós entramos pela janela e eu o soltei, vimos Clint caído no chão e corremos até ele.
—Oque aconteceu? Cadê ?—Steve perguntou e ele gemeu de dor.
—Ela... Sumiu…


Alguns momentos antes…

Consegui fugir do punheta de ferro e peguei o arco de Clint jogando-o para o mesmo, eu ia ajudá-lo quando vi aquela luz de novo, vinha de um cofre que até então eu não tinha percebido.
Coloquei meu ouvido próximo ao cofre e comecei a girar o botão de combinação e logo ouvi um click, girei mais uma vez e mais um click, e então mais uma, o último click foi ouvido e a porta destravou.
Foi tudo tão rápido, quando abri a porta uma luz invadiu minha visão. Por um longo momento, eu só conseguia ver essa luz azul ofuscante. Pulsando, brilhando, tão forte que fazia os olhos arderem. Repentinamente, a luz pareceu se transformar em uma dúzia de raios, todos radiando de um núcleo central. Essas dúzias tornaram-se centenas, milhares de pontinhos de luz, cada um apontando para fora em uma direção diferente no espaço.
Então eu acordei, de mais um sonho onde eu era daquele lugar estranho chamado terra, ou Midgard, respirei fundo e me levantei vendo meu querido amigo me olhar com curiosidade.
—Aqueles sonhos de novo?—Perguntou e eu assenti indo para o banheiro. —Você é estranha.
—Mas você me ama. —Brinquei e entrei no banheiro, mais um dia se iniciava na minha linda vida em Alfheim, o reino dos elfos de luz.


Capítulo Quatro: Acordando o fóssil

O quinjet estava pronto para partir, Natasha não havia conseguido falar com Clint e não estava com paciência para Steve, ele mudara muito desde o caso com , isso não a agradava, mesmo que ela fosse sua amiga e tentasse lhe aconselhar, sabia que Steve era cabeça dura e tudo o que ela dizia entrava por um ouvido e saia pelo outro.
Natasha entrou no jato e encontrou uma Clara com cara de tédio, já não estava mais sentada no banco e sim no chão, encostada na parede da nave com as pernas cruzadas.
— Coloque o cinto. — Ela apontou para o cinto e Clara o colocou, deixando sua mochila de lado.
— Para onde nós vamos? — A garota perguntou curiosa.
— Para a casa de um antigo amigo, Clint Barton, ou também conhecido como gavião arqueiro. — Natasha sorriu ao se lembrar do amigo.

2 horas depois, Sítio da família Barton.

O quinjet pousou e Clara e eu tiramos os cintos. A porta foi aberta e eu mandei que me seguisse, ah como eu odeio e amo esse cheiro de interior. Gosto do ar limpo, mas todo o mato me irrita um pouco.
— Nat! — A voz de Natalie foi a primeira que eu ouvi, ela saiu de casa rápido e veio até nós me abraçando, eu retribui.
— Oi Natalie, seu pai está? — Perguntei e ela arqueou a sobrancelha fazendo uma cara de ofendida.
— Então é assim nossa amizade né? Tudo bem lembrarei disso. — Ela falou fazendo seu melhor drama e eu ri. — Ele esta lá dentro, quem é a morena? — Perguntou olhando para Clara que sorriu minimamente.
— Clara. — Elas se cumprimentaram.
— Sou Natalie Barton, é um prazer conhecê-la. Vamos. — Ela começou a andar e nós a seguimos. Entramos na casa e vi Barton concentrado olhando um papel com alguns desenhos.
— Deixa eu adivinhar, outra reforma? — Perguntei e ele se virou sorrindo, veio até mim e me abraçou.
— Tasha, finalmente veio me visitar.
— Ninguém mandou morar no meio do mato. — Reclamei e ele riu. — Essa é Clara. Clara, este é Clint Barton. — Apresentei os dois que se cumprimentaram com um aperto de mãos. — Barton preciso da sua ajuda.
— Sobre? — Ele perguntou serio nos convidando a sentar no sofá.
— Preciso saber onde congelaram Barnes. — Sua feição ficou ainda mais seria, Natalie e Clara estavam sentadas no outro sofá a nossa frente, e nos olhavam em silencio, nenhuma das suas sabia quem era Barnes. Clint nunca deixou Nat se envolver muito nas coisas da S.H.I.E.L.D , apesar de ela saber se defender bem, pois ele a treinou desde cedo por causa da Hydra.
— O que Fury quer com Barnes? — Ele perguntou depois de alguns minutos.
— Iniciativa Vingadores 2.0 — Ele olhou para Natalie, sabia que em algum momento Fury iria recrutá-la.
— Nem pense nisso Romanoff. — Ele falou irritado como se lesse meus pensamentos e eu suspirei.
— Como eu disse, estamos procurando Barnes. — Mudei de assunto. — Só você e Steve sabem onde ele está.
— Porque não pergunta a Rogers? — Revirei os olhos.
— Rogers tem agido como um babaca, a trata mal, mas quando digo para ficar longe dela ele desobedece, ela surtou de novo ontem. Não estou no clima para ficar perto dele. — Falei irritada, ele sabia que eu estava falando de . Antes de tudo acontecer ele era como um tio para ela. Somos os padrinhos dela, Stark que escolheu, nós a treinamos, e dói muito ver o que aconteceu e não saber como ajudar. Eu e Clint fomos os únicos que não mudamos com ela, mesmo depois de todos se afastarem, incluindo Tony.
— Tudo bem, vou te dar as coordenadas. — Ele levantou e foi até um bloco de notas, eu fui atrás dele deixando as garotas que nos olhavam com um olhar curioso, elas começaram a cochichar algo que eu não pude ouvir, mas apenas ignorei.
Ele anotou as coordenadas e me entregou.
— Por favor deixe Nat fora disso, sabe o quanto ela sofreu, quero minha filha em segurança. — Ele pediu e eu respirei fundo desviando o olhar, eu sabia disso, é claro que sabia, todos dessa lista haviam sofrido muito, mas...
— Com todo respeito Clint essa decisão não é mais sua, Natalie é maior de 18, ela pode tomar suas próprias decisões. — Ele avançou com raiva, e eu não recuei, ficamos nos encarando por alguns instantes.
— Pai, está tudo bem? — Nat e Clara vieram até nós rápido e ele recuou, eu passei a mão entre os cabelos.
— Acho melhor irmos Clara, sua primeira missão começa hoje. — Sorri para a garota, olhei para Clint e coloquei a mão em seu ombro. — Vai ficar tudo bem, não se preocupe. — Falei compreensiva e ele assentiu contrariado. — Ate mais querida. — Sorri dando um beijo na testa de Natalie. — Mande um beijo em seus irmãos e sua mãe quando os vir. — Ela assentiu e me abraçou. — Está na hora. — Olhei para Clara. — Vamos descongelar um dinossauro.

Xx

O quinjet sobrevoava a floresta, Natasha estava sentada no co-piloto enquanto Clara fitava seus pés.
—Clara olha isso. —Natasha chamou a garota que tirou o cinto e foi até o piloto, vendo uma enorme estátua de uma pantera.
—Onde estamos? —Clara perguntou com o cenho franzido enquanto fitava a enorme estatua. Tudo o que se via além eram arvores e cachoeiras, cobertas por uma neblina densa.
—Wakanda, parece que não fui a única a violar a LRS. —Natasha falou irônica e Clara a olhou confusa.
—Oque é LRS?
—Lei de Registro de Super-Humanos, o motivo da grande guerra dos “super-heróis”.
—Quinjet desconhecido. Identifique-se. —Uma voz soou no rádio e Natasha mandou que Clara voltasse ao seu lugar, assim ela fez.
—Natasha Romanoff da S.H.I.E.L.D, viemos por ordem de Nick Fury buscar James Buchanan Barnes, o soldado invernal. —Natasha falou no rádio e eles logo responderam.
—A S.H.I.E.L.D não tem permissão de entrada, dêem meia volta ou serão derrubados! —Clara arregalou os olhos, mal entrei para a S.H.I.E.L.D e já vou morrer, pensou ela.
—Fale com T’challa, o conheço, ele nos deixará entrar. —Natasha falou com a mesma confiança de sempre e o radio ficou mudo por alguns minutos.
—Podem avançar, deixem que tomemos o controle do quinjet para aterrissá-los no local apropriado. —O piloto olhou para Natasha que assentiu, eles aterrissaram em uma pista de decolagem e o portão foi aberto, os agentes foram recebidos por 10 guardas fortemente armados.
—Steve Rogers está com vocês? —Um dos guardas perguntou e Natasha revirou os olhos.
—Está vendo algum dinossauro aqui além do que está congelado? Nos leve até Barnes. —Ela mandou e os guardas se olharam, um deles assentiu e eles guiaram as garotas pelo castelo de T'Challa, chegando a ala medica onde uma medica surgiu por uma das salas com portas brancas, era tudo muito claro. Ela usava um jaleco e sorriu simpática para as garotas.
—Você deve ser Natasha Romanoff, é uma honra conhecê-la. —Elas se cumprimentaram. —O processo de descongelamento já começou, ele acordará daqui a algumas horas, me sigam. —Ela pediu e voltou a fazer um caminho pelos corredores. Chegaram até uma porta e a doutora a abriu.

C L A R A

A porta foi aberta e eu pude ver um homem em uma maca, ele estava muito pálido e desacordado, esse devia ser James. Passei por Nat a ignorando totalmente e entrei no quarto. O homem era moreno, e não tinha um braço. Estava sem camisa e usava uma calça de moletom cinza, Não que desse para ver direito, pois estava coberto até a cintura por um cobertor azul. Fiquei a frente da cama o olhando, parecia sereno dormindo, porque eu estava aqui? O que Natasha quis dizer com primeira missão?
—Gostou dele? —Natasha perguntou se aproximando e eu revirei os olhos.
—Porque estou aqui?
—Bucky tem 109 anos, é como Steve, foi congelado e voltou à vida 50 anos depois, mas a Hydra o pegou e controlou sua mente. Pensamos que você poderia usar seu controle para tirar o da Hydra, libertar ele. —Ela olhou o moreno dormindo e eu fiz o mesmo.
—O controle dele foi feito por um super-humano ou máquina?
—Máquina. Vários choques e comandos que o fazem virar o soldado invernal.
—Eu consigo. —Ela sorriu.

1 hora depois.

—Natasha? Como me achou?—Bucky perguntou confuso ao ver a agente na porta.
—Viemos te ajudar, descobrimos um jeito de tirar o seu controle mental.
—Quanto tempo passou?—Ele perguntou receoso e o sorriso da ruiva desapareceu.
—10 anos. —Ele assentiu digerindo o que acabara de ouvir e olhou para a garota ao lado de Natasha.
—Quem é ela?
—Meu nome é Clara. —Clara sorriu, Bucky sentiu algo estranho, mas não sorriu de volta.
—Ela vai tirar seu controle mental. —Natasha completou e ele franziu o cenho.
—Como?
—Com outro controle mental. —Natasha respondeu e Clara deu um passo na intenção de se aproximar do moreno.
—Não!—Ele exclamou alto fazendo a garota recuar, ele percebeu isso. —Não conheço ela, não confio nela, nem em você, nem na S.H.I.E.L.D —Bucky estava receoso, não iria dar o controle de sua mente para uma completa desconhecida.
—Meu controle mental não funciona assim, você sabe que esta sendo controlado, prometo não fazer nada além de tirar isso de você. —Ela sorriu gentil e ele a olhou desconfiado.
—Tenho outra escolha? —Perguntou se ajeitando com dificuldade na cama.
—O que pode dar errado? Steve nunca deixaria alguém te fazer mal —Clara era inteligente, Natasha já havia percebido isso, assim como havia percebido que a manipulação já havia começado, desde o primeiro momento em que se viram, ela gostava de jogar com os homens, e era tão natural que talvez nem ela percebesse que o estava fazendo.
—Tudo bem. —Cedeu por fim sabendo que não havia outro jeito e Clara se aproximou, sentando na cama onde ele estava, ela cruzou as pernas e olhou nos olhos de Bucky, por um momento se distraiu, observando os traços de seu rosto, mas logo voltou ao seu propósito.
Clara fechou os olhos, e tão natural quanto um pensamento suas habilidades se ativaram, um som suave invadiu a mente de Barnes, a melodia envolvia cada célula de seu corpo e depois de alguns segundos ele estava totalmente ao seu dispor, refém da garota que havia conhecido há alguns minutos. E a ordem foi dada. Houve resistência, pouca, era um controle de anos, mas o poder de clara era mais forte e depois de não mais que um minuto a Hidra estava completamente apagada de sua mente. Clara abriu os olhos e a melodia doce sumiu. O homem parecia hipnotizado por ela, por um momento a pupila de Clara dilatou, mas logo voltou ao normal. Ela piscou uma, duas vezes e sorriu. —Como se sente?
—Bem... Eu acho, como tem certeza que funcionou?—Perguntou e ela sorriu.
—отсутствующий (Saudade)
Ржавый (Enferrujado)
Семнадцать (Dezessete)
Рассвет (Amanhecer)
Печь (Fornalha)
—Natasha não...—Bucky desesperou, esqueceu tudo ao seu redor e o medo de voltar a ser aquele monstro se instalou.
—Девять (Nove)
Доброкачественный (Benigno)
Возвращение (Retorno)
Один (Um)
грузовойвагон (Vagão de carga)—Natasha terminou a ativação de Bucky e nada aconteceu, além da cara de indignado do homem e o ponto de interrogação no rosto de Clara.
—Eu podia ter matado vocês duas!—Ele falou irritado, Clara apenas observava a pequena discussão dos dois. A este ponto ela já estava em pé e havia se afastado do senhor nervosinho.
—Mas não matou, se eu não confiasse nos poderes de Clara eu não teria feito. —Natasha sorriu convencida.
—Tudo bem eu... Vou deixar vocês conversarem. —Clara sorriu, indo para fora do local onde encontrou um dos guardas mal encarados, ela revirou os olhos para ele e foi para a janela observar a grande mata ao redor do lugar.
—O que temos para conversar?—Bucky perguntou voltando sua atenção para Natasha.
—10 anos se passaram, nós não somos mais os mesmos, Clara está aqui porque ela faz parte da Academia Vingadores, Steve e eu vamos pessoalmente treiná-los, queremos você conosco.—Ela falou e ele riu sem emoção.
—Então Steve voltou a ser macaquinho da S.H.I.E.L.D? Engraçado, não obrigado. —Ele respondeu e ouviu a ruiva bufar.
—Pense bem Bucky, você fez muita coisa errada, mas agora tem a chance de arrumar as coisas, são os vingadores, você pode proteger as pessoas, Clara acredita nisso. —Ela estava tentando convencê-lo, e sua habilidade especial notou algo entre os dois, mesmo que não houvesse nada. O homem a olhou confuso.
—Porque falou de Clara?
—Ela salvou sua vida, e acredita nisso. E ela é linda. —Ela sorriu convencida e ele revirou os olhos.
—Não reparei, e, além disso, quantos anos eu tenho agora? 100?
—106, mas biologicamente 29. —Ela respondeu e ele revirou os olhos.
—Não vou lutar a guerra de vocês, não vou ser um espião da S.H.I.E.L.D como você.
—Não estamos pedindo isso. Não é a S.H.I.E.L.D, é o mundo. É pelas pessoas inocentes que não podem se proteger sozinhos é por toda mãe solteira, por toda criança brincando no parquinho e tomando sorvete, por todo adolescente que ingressou na faculdade na esperança de ter um futuro, é por cada sonho de salvar o mundo, e você pode fazer isso. —O silêncio se fez por alguns minutos, Natasha chegou a ficar impressionada com sua capacidade de falar palavras bonitas para convencer os outros, sempre foi boa com palavras.
—Tudo bem. —Ele aceitou por fim e ela abriu um mínimo sorriso.
—Ótimo, vamos ver quando você tem alta, é tão comum o velhinho ficar pra trás. —Ela falou saindo e ele revirou os olhos.


Propriedade Barton
Localização: desconhecida


—Por favor, pai, sabe que eu te amo de montão tipo muito mesmo né?! —Perguntei fazendo um bico provavelmente muito escroto porque minha mãe riu.
—Não sei não... —Ele falou pensativo e eu bufei, olhando pra minha mãe com um olhar que implorava ajuda e ela revirou os olhos.
—Já faz muito tempo Clint, ninguém vai caçá-la, e, além disso, é Nova Iorque, cidade dos vingadores, talvez ela possa ficar na Torre. —Minha mãe propôs e eu arregalei os olhos, o mulher, eu pedi ajuda e você termina de me foder?
—O que? Torre Stark? Ce ta loca no alpiste do passarinho mãe? —Perguntei indignada e ouvi Nathaniel rir, irmãos mais novos, odeio, e amo, e odeio, ele comeu meu biscoito então no momento eu só odeio mesmo. —Eu quero liberdade e você quer me mandar morar com o insuportável do Tony Stark? Me bota pra alimentar as vacas mas pra torre eu não vou! —Falei balançando o dedo na frente do rosto dela, a mesma deu um tapão na minha mão e eu recuei fazendo careta.
—Para de drama garota, o Stark é legal, só é um pouco... Excêntrico. —Meu pai defendeu o amigo e eu revirei os olhos. Eu odeio Stark desde... Sempre. Desde o primeiro momento em que o conheci e ele me chamou de filhote de passarinho.
—Quando o Stark virou o centro do mundo? Podemos voltar ao que importa? Eu quero, ir, para, Nova, Iorque, é o meu futuro não podem me negar isso. Não vou ficar a vida toda presa nessa fazenda. —Falei como se fosse obvio e eu pai bufou, nunca vi alguém tão protetor quanto ele. —Eu só vou fazer faculdade, não vou pra guerra. —Falei e ele olhou para minha mãe, para mim, para ela de novo e então para mim.
—Tudo bem. —Sorri pulando, mas parei e olhei pra ele.
—Sem Stark. —Avisei e ele assentiu rindo.
—Sem Stark. —Sorriu e eu o abracei gritando e comemorando.
—Shawarma aqui vou eu!! —Gritei animada e meu pai riu mais.
—Ela é mais parecida com ele do que imagina. —Ele comentou baixo com a minha mãe e eu revirei os olhos saindo. —Eu ouvi!


Capítulo Cinco: Revelações

Kgb base; Rússia.
28 de abril de 2017, sexta-feira.



Um ano se passou desde a guerra causada pela lei de registro de super humanos,e, aqui estava eu, após prometer me aposentar e sumir do mapa, ajudando Natasha em uma missão na Kgb.
“Barton, Localização.” —A voz de Tasha soou no comunicador me dando um leve susto por estar tão concentrado.
—Já entrei. Corredor esquerdo, andar superior. —Continuei caminhando furtivamente pelo corredor quando ouvi o alarme soar alto, uma luz vermelha começou a piscar no teto.
“Ups... Ah merda.” —Ouvi sua reclamação e logo depois um som de luta tomou conta do comunicador.
—Quer que eu os busque? —A hidra estava em época de festa e eles queriam convidados, como qualquer pessoa sã tem medo deles a solução perfeita foi seqüestrar todos e colocar agulhas em seus pescoços sem sua permissão. Essa galera não sacava muito de espaço pessoal.
“Não, to de boas.” —Ela falou ofegante depois de alguns instantes e eu continuei andando, ao virar a esquerda no corredor haviam seis guardas em frente a uma porta de ferro, armados até os dentes e em posição de ataque. Sabiam que estávamos aqui mas por algum motivo ficar ali era mais importante.
—Acho que eles estão guardando alguma coisa interessante aqui, 6 guardas em uma porta. —Falei no comunicador e o silêncio se fez, eu nem mesmo ouvia sua respiração que há alguns minutos atrás estava ofegante. —Nat?
“Pode ser uma armadilha, tome cuidado.”
—E quando eu não tomo? —Sorri pegando três flechas, disparando-as ao mesmo tempo e acertando três dos guardas, o que certamente fez eles me notarem, pois apontaram suas armas pra mim. Ambos os três atiraram ao mesmo tempo e eu me escondi atrás da parede, pegando mais três flechas, devo ter demorado muito, pois eles já estavam em cima de mim. —Odeio corpo a corpo. —Reclamei, mas era o que tinha para hoje, então eu iria fazê-los sofrer por me forçar a dar socos. Não gostava das marcas nas mãos, Laura ficava muito preocupada. Em movimentos rápidos eu mostrei pra eles o quanto eu era bom na coordenação motora. A ponta do arco atingiu o olho do maior guarda, o fazendo ir para trás, enquanto um chute foi direto em direção as partes íntimas do segundo guarda, menorzinho, mas ele compensava em músculos. Ele se encolheu gemendo de dor e eu dei uma risadinha.
—Foi mal irmão. Não é pessoal. —Enquanto sua guarda estava baixa eu dei um soco em seu rosto forte o suficiente para lhe jogar para trás.
O último guarda disparou contra mim, que usei o grandalhão como escudo e o joguei contra ele, fazendo um strike e derrubando todos. Infelizmente a dor no saco não foi o suficiente para impedi-lo de me dar um tiro de raspão na perna.
Acertei uma flecha tranqüilizante em todos os três e o trabalho estava concluindo.
“Você está bem?” —Nat perguntou e eu peguei meu arco, indo até a porta bem protegida, e com a ajuda de um dos muitos equipamentos tecnológicos da S.H.I.E.L.D consegui passar pelo leitor de digitais que ficava na parede ao lado.
—Maravilhoso, me sinto até mais leve sem esse sangue todo no corpo. —Comentei irônico e ouvi ela rir.
A porta abriu e eu entrei, preparado para ser atacado agentes raivosos querendo matar todo mundo, mas ao invés disso encontrei uma garota morena sentada no canto escuro da sala, abraçada as joelhos, com a cabeça enterrada no mesmo.
—Ei... Garota?!—Não sabia como a chamar, não sabia como era seu nome, e não sabia se era uma ameaça, mas é aquele ditado, quem não arrisca não... Deixa pra La.
Ela me olhou com medo, pude ver seus olhos vermelhos por causa de lágrimas, suas mãos começaram a tremer quando me viram, provavelmente pensando que eu era algum agente da Hydra.
“Legolas não querendo interromper sua vibe, mas...” Ela não terminou de falar e os alarmes tocaram, alto demais, fazendo a garota se assustar. “Isso. Temos 10 minutos pra sair.” Avisou e eu assenti.
—Oi, tudo bem? Claro que não, meu nome é Clint Barton sou um vingador, não trabalho pra S.H.I.E.L.D mas minha amiga trabalha, viemos te salvar.—Me abaixei a frente da garota e falei tudo rápido, não tinha tempo pra isso.
“Belo discurso” Nat falou e eu revirei os olhos.
—Você é um vingador?—Ela perguntou olhando para a minha roupa, talvez notando o arco e flecha, e eu sorri assentindo.
—Vamos?—Estendi a mão me levantando e ela segurou a mesma, se levantou e eu a peguei no colo, não devia ter pouco mais de uns dez anos, sai da sala com ela e dei de cara com dois guardas vindo em nossa direção.
“Peguei as reféns, convenceu a garota de que somos os heróis?” A voz de Natasha saiu baixo, como se estivesse sussurrando.
—Sim, mas estou com alguns problemas. —Comecei a lutar com a garota no meu colo e ela gritou me abraçando forte e afundando a cabeça no meu peito. —Não vai acontecer nada com você garota, vai pra casa.
—Meu pai... —A garota falou baixo, assim que eu derrubei um dos agentes inimigos e, por um momento pensei que o guarda fosse pai dela, mas logo percebi que não era. Burro Clint, você já foi melhor.
—Ele está aqui?—Perguntei ofegante, o segundo havia vindo para cima de mim, minhas mãos estavam literalmente atadas, então dei um chute no meio das suas pernas e outro em seu joelho, que o fez cair no chão. Soltei uma mão da garota e bati com sua cabeça na parede o desacordando.
—Me pegaram com ele. —Ela respondeu e eu a olhei, com um mínimo sorriso nos lábios, apenas para deixá-la mais confortável.
—Vamos mandar agentes voltarem aqui e resgatarem seu pai. —Ela assentiu com uma carinha triste. —Qual é o seu nome?—Perguntei curioso enquanto apressava o passo para fora daquela base nojenta.
—Juliev, Juliev Belikov.—Eu sorri e desci as escadas rápido até o andar principal, encontrei Natasha sendo seguida por uma dúzia de crianças, seria engraçado se não estivéssemos naquela situação. Provavelmente eu riria disso mais tarde.
Estávamos quase saindo quando uma mulher apareceu a nossa frente com um homem moreno como refém, ela segurava uma faca em seu pescoço. Nós paramos e ficamos a frente daquela dúzia de crianças, que estavam em silêncio, provavelmente com confusas, potencialmente com medo.
—Queridos, onde pensam que vão com minhas armas em potencial?—A loira falou com um sorriso cínico e mesmo que eu tentasse impedir Juliev olhou para a mulher e arregalou os olhos.
—Pai... —Falou quase num sussurro e o homem olhou para ela.
—Filha... —O refém se desesperou tentando se soltar e ela riu, era muito mais forte que o homem. Agora estávamos em uma situação difícil, e aquilo não iria acabar bem.
—Yelena solte ele. —Natasha avisou e eu a olhei.
—Sou só eu que não conheço a do mal?—Perguntei confuso e ela sorriu.
—Clint Barton, o traidor do time do capitão, quem diria que você não agüentaria a pressão e mudaria de lado. —Ela falou convencida e eu fechei meu punho, me controlando para não atirar todas as flechas possíveis naquela mulher. —De qualquer forma, sou Yelena Belova, a viúva negra.
—Ou pelo menos é oque você queria ser. —Natasha comentou irônica. —Eu não tinha acabado com você da ultima vez que nos vimos?
—Você me subestima Romanoff, mas não pode negar o inevitável, eu sou a viúva negra. Você perdeu o direito de usar esse nome quando se juntou a S.H.I.E.L.D.
—Mesmo que eu estivesse vendendo sorvetes na praça, você nunca seria uma viúva negra como eu fui. Esse título é meu, e você nunca vai consegui-lo. —Natasha falou com raiva e ela riu.
—Sei, então você me ataca e vemos quem vence, mas antes de você me enfrentar, tenho que tirar o peso. —Ela falou e passou a faca no pescoço do homem. Juliev gritou e começou a se debater, quase conseguindo se soltar, ela era forte para uma criança. As crianças também se assustaram.
—Clint leve as crianças daqui. —Natasha mandou e eu assenti, abraçando Juliev forte impedindo-a de ver seu pai no chão, coberto de sangue. Peguei as crianças e vi
Natasha começar a lutar com Yelena, ela estava perdendo. —Clint agora!—Ela mandou irritada e eu sai da base com todas as crianças, Juliev chorava desesperadamente no meu colo e eu sentia meu coração apertar, chegamos no avião que estava a alguns metros da base e eu guiei as crianças para dentro. Duas agentes me ajudaram colocando o cinto em cada uma das crianças que iam se sentando em poltronas e eu coloquei Juliev na última, que ficava no final do avião, coloquei o cinto ao redor do seu corpo e a olhei, ela tinha um olhar perdido, o que havia acabado de ver era uma cena pesada, ela não esqueceria isso tão cedo.
—Vai ficar tudo bem. —Falei e segurei sua mão, ela tirou a mesma e voltou seu olhar para a janela, suspirei e ajustei o comunicador para falar com a S.H.I.E.L.D —Hill?— Chamei a nova diretora da S.H.I.E.L.D, depois da morte de Nick ela havia tomado esse posto, e digamos que eu não tivesse muito feliz com isso, considerando que seus homens tentaram matar a mim e a todos dos novos vingadores.
“Agente Barton, quanto tempo” A voz cínica de Hill falou e eu revirei os olhos.
—Quem é Yelena Belova e que papo é esse de viúva negra?—Perguntei impaciente.
“Só um minuto...” O silêncio se fez durante alguns minutos enquanto eu andava de um lado para o outro do avião, sendo seguido por olhares infantis. “Yelena Belova, criada na red room junto com Natasha no programa Black widow, a maior rival de Natasha. Há alguns anos antes de entrar para a S.H.I.E.L.D as duas se enfrentaram, resultando na morte de Yelena, aparentemente ela é uma invejosa muito poderosa.”
—Aparentemente Natasha não fez o serviço direito, pois elas estão lutando agora. —Falei irritado descendo do avião para ir de encontro a Nat, que estava demorando muito.
—Se eu fosse você ajudaria ela, Yelena também é uma viúva negra, e da última vez Romanoff quase não saiu viva. —Isso me fez apressar ainda mais o passo, a situação era pior do que eu imaginava.
Corri em direção à base e quando cheguei vi Natasha, em cima de Yelena, a enforcando, talvez não tão ruim assim.
—Acabou Yelena, eu ganhei. —Natasha falou para a loira que se debatia em baixo dela, a mesma parou de tentar lutar e começou a rir.
—Você não entende Natasha, você perdeu, não tem uma versão em que você vence, porque você pode ser demais pra mim, eu posso não conseguir lutar contra você, mas vou morrer feliz, porque sei que despedacei seu mundo, tirei de você a única coisa que você amou a sua vida inteira, eu acabei com ela, e o pior, é que você não se lembra.—Ela riu alto mesmo com dificuldade, se divertindo com a confusão de Nat. —Você esqueceu completamente da sua querida Annieve, e mesmo que se lembre, ela nunca, nunca, vai se lembrar de você. Game over Romanoff.
Antes que Nat pudesse fazer qualquer coisa eu vi Yelena tirar algo do bolso e apertar um botão, não consegui impedir, pensei que algo fosse acontecer, mas não, ela bateu a cabeça no chão e seus olhos começaram a sangrar, Tasha me olhou confusa e eu me aproximei.
—Oque foi isso? Quem é Annieve? —Nat perguntou confusa e eu dei de ombros.
“Barton oque está acontecendo?” Hill perguntou e eu bufei.
—Yelena apertou um botão, e... Acho que ela morreu. —Falei sentindo sua pulsação. —É, ela morreu, e o olho ta sangrando. —Falei confuso, provavelmente tão confuso quanto Nat.
“Me mande um scanner do olho dela, acho que sei oque esta acontecendo.” Peguei meu celular e ele começou a escanear o a parte esquerda do rosto de Yelena. “Estou cruzando com os dados da S.H.I.E.L.D...”
—Vamos levá-la daqui antes que mais guardas apareçam. —Propus e Nat concordou, ela saiu de cima da mulher e eu a ajudei a levantar.
“É uma mini bomba, arma da Hydra. Eles tiram o olho da ‘vitima’ e implantam um olho falso com uma mini câmera que permite outra pessoa vigiar o que está acontecendo, alguns agentes foram capturados há alguns anos e obrigados a fazer o que mandassem, se não à bomba era ativada e eles morriam. Mas porque se matar?”
Nat me olhou, ela sabia tanto quanto eu.
—E essa tal de Annieve?
“Não tenho nenhum registro de nenhuma Annieve, o que é muito estranho... Nenhuma Annieve na terra inteira, como é possível?”
Perguntou e eu franzi o cenho, Annieve não era um nome complicado, como não existia ninguém com esse nome?


Capítulo Seis: Reunião de família

Ele se movimentava cada vez mais rápido, e forte. Tudo estava ótimo, até eu ver o rosto daquele soldado de ferro, memórias que eu tentava esquecer voltaram a minha mente para me atormentar.

[17:45]
Londres; base da hydra
14 de setembro de 2012;


Eu sentia o braço de Bucky apertar meu quadril com força, nós não éramos sentimentais, não havia delicadeza ou cuidado, apenas sexo, forte, gostoso, e frio. Eu provavelmente teria uma marca a mais amanhã, mas não era nada comparado as marcas de lutas.
Ele investia cada vez mais forte e rápido, fazendo com que a cama batesse na parede, eu gemia alto fechando os olhos com força, nós agüentávamos bem, e estávamos longe de acabar.


Bolonha, Itália.
11 de junho de 2026, quinta-feira.
Agora…


—Oh... —O gemido do cara com quem eu estava transando me trouxe de volta a realidade, qual era o nome dele? Marcos? Não sei, e também não me importa.
Nossa transa acabou quando ele gozou, aquela lembrança conseguiu broxar o pau que eu não tenho e acabou com meu clima. Ele saiu de dentro de mim, e eu me levantei pegando minha roupa íntima e meu vestido. Me vesti enquanto sentia os olhos do cara sobre meu corpo e coloquei meu salto.
—Vai rolar de novo?—Ele perguntou e eu o olhei frisando os lábios. Pela cara dele a minha expressão tinha sido auto-explicativa.
Peguei minha bolsa e sai do quarto de hotel, peguei o elevador e comecei a arrumar meus cabelos e passar um batom aproveitando o espelho que havia no elevador.

Washington; triskelion
Natasha Romanoff


—Então essa é a S.H.I.E.L.D?—Clara parecia bem impressionada, Bucky estava ao meu lado esquerdo em silêncio, suas experiências com a S.H.I.E.L.D não foram exatamente as melhores, eu até entendo ele.
—A S.H.I.E.L.D melhorada. Como qualquer um nós cometemos muitos erros ao longo dos anos, ainda não somos perfeitos, mas... Tentamos ao menos deixar as pessoas seguras. —Ela sorriu voltando a olhar a base, hoje estava calmo, não havia muitos agentes correndo de um lado para o outro como de costume.
—Nat!—A voz de Steve foi ouvida de longe e eu me virei, assim como Bucky e Clara. Steve sorriu assim que viu Bucky e aproximou o passo, indo abraçar o namorado, revirei os olhos com o tempo que eles ficaram abraçados.
—Querem que a gente os deixe a sós, talvez pra um ré no quibe, sabe, nós podemos sair. —Comentei e Steve revirou os olhos se separando do amigo.
—Não me disse que ia buscá-lo.
—Buscar seu amiguinho dinossauro você quer, mas e ver a na torre? Já foi?—Sua feição séria me mostrou que ele não gostou do comentário, ainda era seu ponto fraco, e do jeito que conhecia meu amigo antigo, sempre seria.
—Quem é ela?—Mudou de assunto olhando para Clara e eu vi em sua face que ela estava um pouco nervosa.
—Clara Kramer, uma das nossas alunas da academia. —Sorri e ele cumprimentou a garota com um sorriso.
—É um prazer te conhecer Clara. —Ela assentiu. —Nat, eles encontraram Annie.
—Onde?—Perguntei séria, mas sentindo meu coração acelerar, nunca tive chance de conviver com Annie e aprender mais sobre ela, ensinar coisas a ela, dar conselhos de irmã mais velha, acho que no fundo não saberia como fazer.
—Ela foi vista em Bolonha, na Itália.

Bolonha, Italia
Annieve Romanoff


Cheguei a uma lanchonete depois de uma caminhada de duas quadras, de cara pude ver alguns velhos bebendo com uma cara de quem ta enrolando porque ta com preguiça de sair pela porta e voltar pras suas vidinhas lamentáveis de quem ganha salário mínimo. Talvez fosse automático analisar as pessoas em qualquer lugar que eu fosse.
Sentei no balcão e uma mulher um pouco oriental veio me atender.
—Bom dia. —Ela sorriu e me entregou o cardápio.
—Seria melhor se eu tivesse gozado. —Murmurei e ela riu.
—Cadê os direitos das mulheres?—Perguntou servindo cerveja para o homem ao meu lado e eu sorri, gostei dela.
—Exatamente. —Comentei e comecei a folhar o cardápio a procura de algo pra comer.
—Pensou em outro no meio da transa?—Perguntou colocando uma xícara de café na minha frente e eu assenti com um beiço. —Ex?
—Tipo isso, nossa relação era pura distração, entre um trabalho e outro. —Comentei dando de ombros e entreguei o cardápio pra ela, resolvendo ficar só com o café.
—Sei como é, fui pra guerra há alguns anos, entre uma batalha e outra eu me distraia com alguns soldados. —Alguns? a olhei, percebendo que aquele papo valia à pena.
—Qual guerra?—Perguntei curiosa.
—Coréia. —Respondeu dando de ombros.
—Sul ou norte?
—Sul.
—E oque aconteceu?—Perguntei bebendo um pouco do café.
—No dia seguinte eu vi um dos meus melhores amigos ser morto por esse mesmo soldado, ele era o inimigo. —O sorriso sumiu do seu rosto, e do meu também.
—Pesado. —Foi só oque eu disse, olhando pra caneca.
—Depois disso eu fugi pra Itália, não era minha guerra. —Sorriu e reencheu minha caneca.
—E como veio parar aqui?
—Tem algo mais calmo do que trabalhar numa lanchonete numa cidade com nome de lasanha?
—Na verdade... Tem. —Comentei e ela riu.
—E você, como veio parar aqui?—Perguntou e eu dei de ombros.
—Estou fugindo, da minha irmã, na verdade eu não sabia que tinha uma, não sou do tipo que poderia viver em uma casa de cerca branca. —Comentei brincando com a alça da xícara e ela me olhou com um sorriso amigável.
—Porque acha isso? Porque não ficou com ela?
—O trabalho dela é eliminar pessoas como eu, conflito de interesses. —Sorri e mesmo achando que ela iria se assustar com isso, não foi oque aconteceu.
—Pessoas como você?
—Vadias assassinas que não sabem o seu lugar. —Olhei para o lado vendo o homem sem noção do perigo que havia dito aquelas palavras, ele sorria com um copo em mãos.
—Como é?—Perguntei irônica, me segurando pra não avançar naquele homem.
—Eles querem a cadelinha deles de volta Annieve, e é minha missão te levar. —Meu sorriso desapareceu e a atendente cujo nome eu não havia perguntado percebeu isso, ele era da Hydra, mas não parecia ser um aprimorado, senti algo tocar meus dedos, uma faca, a garota que havia me dado o objeto se afastou, e com um movimento que a assustou eu joguei a faca em direção ao homem, que a pegou bem no ar.
—Belo reflexo. —Comentei, todos estavam olhando para nós assustados, olhei para a garota que estava assustada, um pouco afastada do balcão. —Saia daqui agora. —Mandei olhando em seus olhos e ela apenas girou sobre os calcanhares e começou a sair.
—Amoleceu pandora?—Ele jogou a faca novamente, mas dessa vez em direção a garota que saia, por pouco não a atingiu porém acabou entrando em minha mão, me fazendo gemer, as pessoas começaram a gritar e sair correndo desesperadas, dramáticas.
—Filho da...—Tirei a faca da minha mão e a joguei no chão.—Eu não vou voltar.
—Isso é o que vamos ver. —O homem tentou uma nova investida, falha. Ou esse cara é muito burro ou é... Muito burro.
Seu punho parou em minhas mãos e eu o virei, empurrando o homem contra o balcão e torcendo seu braço para trás, fazendo-o gemer.
—Aposto que eles não te disseram que sou uma cobra. —Falei apertando seu braço mais forte contra suas costas o fazendo gemer de dor.
—Foi quase isso. —Sorri, meus dentes se transformaram em presas, admito, gosto de um drama. Como uma boa cobra me preparei para dar o bote, e mordi seu pescoço, exatamente na veia, depositando o veneno de “vadia assassina” ali, agora não demoraria muito.
Uma espuma começou a sair da sua boca como se fosse um ataque de raiva enquanto ele tentava se soltar, em vão, pois eu usava toda minha força para deixá-lo preso.
—Acho que já deu Annie.


[Algumas horas atrás]
Washington ; triskelion
Natasha Romanoff


—O jato sai em trinta minutos. —Steve avisou e eu assenti.
—Pode levar o dinossauro e a Clara até os aposentos nada reais com chuveiro gelado deles?—Perguntei irônica e ele revirou os olhos. —Que foi, Stark podia resolver isso, mas nããããão, ele tem que passar o dia punhetando naquela oficina.
—Natasha!—Steve me repreendeu. —Tem crianças aqui. —Ele olhou para Clara que segurou a risada.
—Stevie querido, a única criança aqui é você. —Comentei rindo e dei tapinhas em seu ombro. —Até mais tarde adultos, e Steve. —Girei sobre os calcanhares e fui em direção ao quinjet, implorando para que o dia acabasse e eu pudesse dormir 12 horas.

Bolonha; Itália
Agora


—Acho que já deu Annie. —Falei encostada a porta, apesar da calma aparente meu cu estava tão trincado que não passava nem um fio de lubrificante. Annie olhou em minha direção assim que ouviu minha voz, e mesmo que tentasse esconder sua reação, eu vi a surpresa em seus olhos.
—Ele tentou me matar primeiro. —Deu de ombros e soltou o cara, que caiu no chão respirando pesadamente. —O que quer aqui? —Ela limpou o sangue que havia espirrado em seu rosto como se fosse uma vampira após o almoço.
—Podemos conversar? Em algum lugar sem pessoas a beira da morte. —Comentei olhando o corpo e ela veio até mim.
—Hydra, não vai fazer falta. — Passou por mim como se eu fosse nada e começou a andar, tive que apressar o passo para acompanhá-la. Agora sei como as pessoas se sentem quando eu estou sem paciência.
—Em que posso ajudar sestra? —Annie perguntou num tom irônico, enquanto andava para sei lá onde.
—Fury está montando uma academia...
—Os vingadores saíram da dieta da S.H.I.E.L.D?—Me interrompeu com um sorrisinho cínico no rosto, revirei os olhos.
—Academia vingadores... —Continuei minha explicação.
—É o Hulk ta precisando malhar. —Me interrompeu novamente, respirei fundo.
—Posso?—Perguntei, ela parou de andar e vi que havíamos chegado a um parque, ela foi até uma das mesinhas de pedra que havia no lugar e se sentou ali.
—Como quiser. —Apontou para o outro banco para que eu me sentasse e assim eu fiz.
—Como eu disse, Fury criou a iniciativa universidade vingadores, estamos recrutando pessoas especiais para treinar, serem os novos vingadores. Eu e Steve vamos pessoalmente treiná-los.
—E?—Ela pareceu não entender o porquê de eu estar contando aquilo a ela.
—Queremos que você esteja entre eles. —Ela me olhou, um tanto confusa.
—Eu... Porque iriam querer alguém da Hydra como vingadora?
—Porque iriam querer alguém da KGB como vingadora?—Ela desviou o olhar. —Vi o que você pode fazer, muitas vezes, bem de perto... —Frisei os lábios e ela revirou os olhos. —O fato é, você tem a chance de mudar, salvar vidas. Quando eu entrei na S.H.I.E.L.D, minha conta estava no vermelho... Eu havia feito coisas horríveis, Clint me deu a chance de concertar o que eu fiz, e não me arrependo de ter feito essa escolha.
— Não sou uma heroína, não presto nem pra ser vilã. Pra que eu ia querer entrar nos Vingadores?—Ela deu de ombros, sorri.
—Eu costumava ser uma assassina, e olha onde estamos. —Sorri irônica. —Hoje eu sou a viúva negra, e a única mulher que Tony Stark não conseguiu levar pra cama. —Ela me olhou com um olhar um tanto, incompreensível.
—Dispensou Tony Stark?—Assenti. —Ele é rico, o salário da S.H.I.E.L.D é bom assim?
—O suficiente pra eu não ter que roubar. —Falei acusatoriamente e ela fez uma cara de ofendida.
—Eu sou Robin Wood, só que mais bonita. —Sorriu e eu ri, estávamos realmente conversando como irmãs.
—É Hood. —A corrigi.
—O que? —Revirei os olhos, não valia a pena entrar nessa.
—Então, o que me diz?
—Veio até aqui como agente ou como irmã?—Perguntou, me fazendo travar.
—Steve disse que podia vir no meu lugar, mas queria te ver. —Sorri, ela devolveu um sorriso de canto, e ficou em silencio por algum tempo.
—Acho que está na hora de concertar as merdas que eu fiz.


Capítulo Sete: Memórias de um tempo feliz

11 de junho de 2026, quinta-feira.
T R I S K E L I O N


Steve era meu melhor amigo, mas eu realmente estava a ponto de mandá-lo calar a boca, porque eu tive a idéia de perguntar o que eu perdi nos últimos 10 anos? Clara andava com a gente e também parecia estar entediada.
—Então... Steve. —Ela o chamou, ele virou sua atenção para ela e eu agradeci mentalmente, me salvando pela segunda vez no dia. —O que exatamente nós iremos fazer aqui?—Perguntou e eu olhei para Steve, também curioso sobre a resposta.
—Eu e Natasha vamos treinar vocês, para possíveis futuras ameaças, vocês serão os vingadores. —Ele explicou e ela assentiu, eu estava esperando algo mais específico, mas deixei para lá.
—E nós vamos fazer missões como esses carinhas de uniforme? —Perguntou apontando para um dos grupos de homens que corriam de um lado para o outro apressados com armas em mãos, por um momento a visão me fez lembrar a hidra, apesar da shield ser mais iluminada.
—As missões são apenas para agentes, e, além disso, vocês não têm preparo nem condições de irem a uma missão, mas quem sabe algum dia. —Ele comentou e ela assentiu
—Quem mais vem?—Perguntei e ele parou para pensar.
—Natalie Barton, filha do Clint, Annieve Romanova, irmã da Nat, e... Stark. —Ele desviou o olhar, me fazendo arregalar os olhos.
—Stark, a sua ex?—Ele assentiu.
—Pesadon. —Clara comentou e eu segurei a risada, o que a fez ter que fazer o mesmo. Steve percebeu e revirou os olhos.
—Vou levá-los até seus quartos. —Ele começou a andar e ela frisou os lábios com um sorriso do tipo “não posso rir deus me ajuda” oque me fez ter mais vontade de rir.
—Você pegou alguém depois dela?—Clara perguntou, não sei bem, mas acho que foi para provocá-lo.
—Não. —Ele comentou sem nos dar atenção.
—Porque terminaram?—Perguntei e ele me olhou. —O que foi eu tava congelado.
—Ela enlouqueceu. —Steve voltar a andar e o meu sorriso sumiu, assim como o de Clara, Steve apressou o passo nos deixando para trás. Clara acelerou o passo dando uma corrida para alcançá-lo, fiz o mesmo.
—E você terminou com ela?—Ele assentiu. —Porque não ficou do lado dela?—Ela perguntou quase indignada.
—É complicado. —Ele obviamente não gostava de falar daquilo, mas Clara não iria parar tão cedo.
—Por quê?—Voltou a perguntar e ele parou de andar, quase me fazendo bater contra ele.
—Com todo respeito, isso não lhe diz respeito. —Ele falou seco e um pouco ameaçador, ela não se deixou amedrontar, arqueou as sobrancelhas e eu a olhei, estava na hora de parar. Ela entendeu meu pedido e ele voltou a andar. Eu lembrava de , havia lutado com ela quando estava na Hydra, em uma missão onde ela, Stark, Clint e Steve tentavam resgatar alguns agentes da S.H.I.E.L.D.
—Oque aconteceu para ela enlouquecer?—Perguntei curioso, e Clara me olhou indignada, saiu sem querer.
—Eu não sei! Ta legal? Depois que ela lutou com você teve uma explosão e ela sumiu por uma semana, depois que voltou ela começou a agir diferente, até que ela morreu. E ressuscitou, ela começou a brilhar e mudou, ela realmente mudou, a aparência mudou. Ela não é a mesma pessoa que lutou com você. —Ele falou estressado e eu me calei, assim como clara.

xxx

Annie chegou na S.H.I.E.L.D junto com Natasha poucas horas depois de Bucky e Clara terem se instalado, logo ao anoitecer. O lugar, não muito diferente da Hydra, deixava Annie desconfortável, ela havia matado muitos agentes dali. Algumas pessoas a olhavam com desprezo, enquanto outras apenas a olhavam com curiosidade. Olhares que desapareceram assim que o diretor Nick Fury adentrou o local, com seu habitual traje preto e sua pose imponente.
Natasha parou a sua frente, como um soldado, mas Annie não se intimidou com a presença do mesmo.
—Fico feliz que tenha aceitado se juntar a nós, Annieve. —Apesar das palavras ele mantinha sua expressão seria, Annie se perguntava se ele já dera um sorriso em sua vida, ela não se surpreenderia se a resposta fosse não.
—E desde quando você fica feliz com alguma coisa, Nickizinho? —A ruiva questionou irônica, com um sorriso sádico no rosto, e Natasha sorriu, segurando uma risada que ameaçava sair.
—Romanoff porque não leva sua irmã até seu quarto? —Fury ignorou as provocações da mais nova que revirou os olhos.
—Claro. Vamos Annie.

As duas seguiram pelos longos corredores da S.H.I.E.L.D, enquanto discretamente Annieve fazia um reconhecimento do local, era reflexo, fazia isso a tempos e era uma mania que não conseguia controlar. Então percebera que a única diferença entre a S.H.I.E.L.D e a Hydra era o fato de não ter uma caveira em cada parede, e não ouvir os gritos de pessoas sendo torturadas.
Os pensamentos de Annie foram interrompidos quando Natasha parou de andar, fazendo com que Annie parasse bruscamente para que não batesse contra a irmã.
—Seu uniforme está sobre a cama. O café é às sete horas, posso passar aqui se quiser. —Natasha estava sendo atenciosa com Annie, não era bem assim que a ruiva imaginava que era a tão temida viúva negra. Por trás de toda aquela mascara de assassina treinada ela só era uma mulher tentando ganhar a aprovação da irmã mais nova.
—Foi mal, mas eu não funciono antes do meio dia. —Annie retrucou fazendo um bico que dizia “fazer o que não é mesmo?”
—O treino começa segunda às dez horas, não se atrase. —A mais velha sorriu e saiu andando, fazendo Annie bufar.
Ela virou novamente e parou em frente à porta, agora não tinha mais jeito, ela estava na S.H.I.E.L.D.
Suas mãos tocaram a maçaneta e ela a abriu de uma vez, franzindo o cenho com o que virá.
Clara, que lia tranquilamente um livro qualquer deitada em sua cama, levou um susto com a forma com que a porta foi aberta e se sentou rápido.
—O que ta fazendo no meu quarto? —A ruiva questionou franzindo o cenho. Clara sorriu olhando para cama ao lado.
—Nosso. Quem é você?—Clara perguntou. Annie bufou entrando e batendo a porta com os pés.
—Annieve, to aqui pra academia dos ratinhos com roupa colada.
—Vingadores? —Clara perguntou confusa, não tendo certeza se entendera o que a ruiva falou.
—Tipo isso... Colegas de quarto, ótimo, nunca fiz faculdade mesmo. Vamos beber e siriricar uhuuul. —Ela revirou os olhos em uma falsa animação. A cama de solteiro que havia ao lado da que Clara estava sentada tinha uma muda de roupas que parecia ser um macacão de couro preto, o uniforme feminino de agentes de campo da S.H.I.E.L.D. Tal como o que Natasha usava. Annie colocou a roupa em cima da mesinha de, se jogando na cama em seguida.

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Steve estava deitado olhando para o teto, pensando sobre as palavras que a nova aluna havia lhe dito mais cedo. A verdade é que ele era egoísta, ele tinha medo de se machucar e acabou se fechando, criando uma mascara, seus amigos achavam que sabiam o motivo do termino, mas a verdade é que ele era covarde demais para contar a verdade, para dizer que o grande capitão America tinha medo de machucar seu frágil coraçãozinho.
—Eu sou um babaca!—Fechou os olhos com força, tentando afastar as lembranças que ele sabia que viriam, elas sempre vinham, e ele não tinha controle disso.

Maio, 2011

Steve estava em mais um de seus treinos quando chegou, fazia um mês desde que Steve fora descongelado e Nick havia pedido para que ela fosse dar uma olhada no rapaz. “Você é bonita e nova, e tem esse seu jeito, você sabe, ele convivia com Howard, talvez se sinta mais a vontade com você”. Foi o que disse, e pelo o que conhecia do grande capitão America, talvez conseguisse algo a mais com ele, pois na visão da garota o soldado era atraente, certamente santinho, pois na “sua época” as coisas não eram tão avançadas como agora, e ela adoraria provocar o capitão e o ver ficar corado, quem sabe até tirar sua inocência.
A garota se encostou na porta vendo o loiro dar socos em um saco de pancadas, ele parecia atormentado, a camisa branca estava colada em seu corpo, o suor fazia seus fios loiros grudarem em sua testa, ela sorriu, por algum motivo pensava que podia ficar horas vendo aqueles músculos trabalharem.
—Ligaram o wi-fi do museu? Porque juro que to vendo um dinossauro online. —Ela falou com um sorriso chamando a atenção do loiro, que a olhou e franziu o cenho, segurando o saco de pancadas que se movia por causa do ultimo soco que ele deu.
—Quem é você? —Ele perguntou confuso e ela andou até ele com um sorriso no rosto.
Asynjor Stark Hare. —Ela estendeu a mão para cumprimentá-lo e ele o fez, com um sorriso discreto no rosto. —Sou neta de Howard, Fury disse pra eu vir ficar de baba.
—Não preciso de baba. —Ele respondeu seco, mais seco do que gostaria, e se repreendeu mentalmente por isso. Mas quem era Fury para mandar alguém para vigiá-lo?
—Uou, calma cowboy, estou apenas brincando. O que acha de parar de socar essa bosta e sair comigo? Eu deixo você me pagar um churros, ou um motel... —Ela falou a ultima parte baixo, tão baixo que Steve quase não ouviu, quase. Ela viu suas maças ficarem vermelhas e segurou a risada. “Isso vai ser muito, muito divertido”, pensou.
—E então?
—Tudo bem, erh, vamos, deixa só eu tomar um banho, não estou apresentável para sair.

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—Então... Porque tem esse Hare no final do seu nome? —Steve perguntou curioso, com a boca cheia. Eles haviam ido ao central park onde acharam uma barraquinha, compraram alguns churros e foram se sentar em baixo de uma das arvores. A grama molhada sujava a calça de , mas a mesma não se importava. Steve agora não mais suado vestia uma calça jeans simples e uma camiseta branca, aparentemente eles não tinham camisas grandes o suficiente para o loiro, pois as duas que o vira usando até agora eram justas, e marcavam seus músculos. Mas agora, ali, sujando a boca de chocolate, ele não parecia o homem que achou que ele seria. Ele a lembrava uma criança, uma criança curiosa.
—Não sei, coisa da minha mãe, vai saber quais são as culturas de Vanaheim. —Ela deu de ombros, e viu o loiro parar de comer e olhá-la um tanto, estranho.
—Vana o que?—Ele perguntou confuso, a fazendo rir. Certamente não era um lugar que ele via nas aulas de geografia sobre países, estados e municípios.
—Okay, eu não queria te assustar, mas tecnicamente eu sou uma semideusa. —Ele arqueou a sobrancelha, pensando que ela estava zombando com ele. “Tirar sarro do homem velho, muito engraçado ”, foi o que pensou. —É serio, minha mãe se chama Freya, é a deusa do amor, da fertilidade, beleza, riqueza...
—Eu sei quem é Freya.—Ele a interrompeu e ela se calou, com um sorriso no rosto, procurando em suas feições ver se ele havia acreditado. —É mentira, você não é filha de deusa nenhuma.
—Tudo bem, acredite no que quiser, mas é verdade. —A morena deu de ombros, dando uma ultima mordida em seu churros e pegando o papel para limpar as mãos e a boca.
—Se você realmente é filha dela, porque esta aqui e não em Vana sei la oque?
—Vanaheim, lar dos deuses vanires. E o pior é que eu não faço idéia... Você conheceu Howard, e bom, meu pai é igual a ele no sentido mulheres. Ele pegou varias, e uma delas era minha mãe. Então ela sumiu e apareceu um ano depois comigo nos braços, eu tinha um ano quando vim para Midgard, ela não disse o porquê, mas disse que meu pai precisava cuidar de mim, então sumiu e nunca mais apareceu. —Ela comentou sua historia resumidamente, e viu em Steve um olhar solidário, ela não contou a historia para que ele ficasse com pena, apesar de sentir que era o que havia recebido. Odiava que sentissem pena dela, ela não precisava de pena, não sentia falta de sua mãe. Era feliz ali e não se importava se nunca a conhecesse.
—Sinto muito... —Ele sorriu compreensivo e ela revirou os olhos.
—Steve amor, oh, oh, oh, I really don’t care. —Ela cantou balançando sua cabeça de um lado para o outro, balançando seus dedos na frente do rosto de Steve, que segurou sua mão para que ela parasse e sorriu. “Um sorriso encantador, era o sorriso mais bonito que eu já havia visto.” Foi como descreveu seu sorriso alguns anos mais tarde.

xxx

Agora…


O som de batidas na porta fez seus pensamentos fugirem, Steve se levantou e limpou uma lagrima solitária que havia escorrido há alguns minutos, e suspirou, mandando que a pessoa entrasse.
—Capitão, o diretor Fury quer falar com você. —A loira, Sharon Carter, falou encostada no vão da porta e ele assentiu. —Lave essa cara, ou as pessoas vão saber que chorou. —Ela sorriu amigavelmente e saiu deixando Steve novamente sozinho, apenas com seus pensamentos e lembranças. Ele rapidamente foi até o banheiro e lavou seu rosto, saindo em seguida em direção a sala de Nick Fury.


Capítulo Oito: Dad, I'm fine

[07:40 P.M.]
Torre Stark; localização: Manhattan
11 de junho de 2026, sexta-feira.


—Pai, pelo amor de Jesus cristo sobrinho de Odin, eu, estou, bem!—Falei pela milésima vez, eu amava meu pai se preocupar comigo, e sabia que tinha o assustado. Mas... Eu conseguia me virar. Talvez não.
—Eu acho que você não deveria ir, é ridículo, você é minha filha, não precisa disso. Seu pai tem dois empregos. —Revirei os olhos e deixei minha cabeça tombar para trás no sofá.
—Isso tudo é por causa do que aconteceu? Não se preocupe vou manter distância do gelinho. —Comentei e ele me olhou sério, mas logo mudou sua expressão para preocupado, e sentou ao meu lado pegando minha mão.
—Eu sou seu pai, e não pense nem por um segundo que eu não me preocupo com você, porque eu me preocupo. Não sabe o quanto dói ver você sofrendo, e eu não sei como ajudar. Eu não quero que fique perto dele. —Ele falou sério, eu suspirei e o abracei, não era algo que acontecia muito.
—Não se preocupe, eu vou ficar bem. —Sorri.
“Senhor Stark, Nick Fury está na linha” Ouvi meu pai bufar e ri.
—Coloque no viva voz J.A.R.V.I.S.—Mandei e separei nosso abraço.
—Senhorita Stark. —Um holograma de Fury apareceu do além e eu levantei. —Fico feliz que tenha decidido se juntar a nós. —Revirei os olhos.
—Isso é uma ligação de boas vindas?
—Infelizmente não, preciso do seu conhecimento em mecânica avançada para ajudar um futuro colega da universidade. —Revirei os olhos, não era novidade que Fury era a pessoa mais interesseira que eu conhecia, ele sempre queria algo.
—Não faça rodeios, o que quer que eu faça e pra quem?— Meu pai levantou e foi até o bar, encher o copo de whisky, como sempre.
—Quero que faça um novo braço mecânico para Bucky. —Eu estava olhando para o meu pai, bem a ponto de o ver cuspir todo o whisky. Segurei a risada.
—Nem a pau, nem pelo caralho, nem se Odin descer aqui e enfiar o dedo no meu cu a minha filha vai fazer alguma coisa pra ajudar aquele desgraçado, dinossauro, boiola, ré no quibe, mariquinha e ladrão de amigos!—Meu pai praticamente gritou, irritado, apontando o dedo para Fury e vindo em nossa direção. Eu segurei a risada com mais força, mas acabei dando um ronco, o que fez Fury também segurar a risada. Meu pai estava mais vermelho que as armaduras dele, coitado, eu podia entender, afinal Barnes matou meus avós, mas isso foi há muito tempo, e ele estava sobre controle da Hydra, por isso eu não o culpava. —Afinal de contas o que esse dinossauro pré histórico tá fazendo fora do gelo?—Essa pergunta foi o fim, comecei a rir alto igual uma hiena e os dois pararam para me olhar como se eu fosse uma retardada.
—Desculpa eu estraguei seu drama?—Comentei limpando uma lágrima solitária que havia escorrido. —Eu faço, mas vou precisar tirar as medidas do bracinho cotoco dele. —Sorri e Fury assentiu.
—Quando pode ser?—Ele perguntou e eu dei de ombros.
—Manda ele vir aqui amanhã.—Sorri.
—Não!—Meu pai falou batendo o pé, às vezes eu acho que ele é mais infantil que eu.
—Cala a boca. J.A.R.V.I.S prepare o jatinho eu vou passear.

2 horas depois…

Saí do quinjet com uma bolsa preta cheia de Vibranium, e com a conta alguns milhões mais vazia, não que eu me importasse.
Asynjor Punheta Stark eu quero saber agora com o que você gastou cinco milhões de reais!—Ouvi o grito irritado do meu pai e arregalei os olhos, agora eu to fodida.
Tentei sair de fininho, mas ele apareceu bem na minha frente, seu rosto cheio de rugas de raiva, parecia um buldogue coitado. Sorri cínica.
—Orgia. Russas são caras. —A resposta não colou, ele continuou me encarando como uma tinker Bell prestes a explodir e eu suspirei. —Comprei vibranium. —Ele me olhou em silêncio por um instante, até que fez uma cara que era impossível de descrever, mais muito engraçada, oque significava que ele tinha percebido o porquê de comprar vibranium.
—Não me diga que comprou vibranium para o braço daquele... —Ele falou respirando fundo, nem conseguia terminar a frase de tão irritado que estava, mordi o lábio, eu sabia o quanto ele odiava Bucky, mas eu tinha que o fazer entender que Bucky estava sendo controlado e não podia fazer nada além de receber ordens, ele não tinha permissão para pensar.
—Pai... —Tentei me explicar, o que obviamente ele não iria deixar.
—Não !—Gritou irritado, mas era mais do que isso, estava quase... Decepcionado. —Ele matou o seu avô! Ele matou a sua avó! Ele não teve piedade deles, matou as únicas pessoas que realmente me amavam! Por culpa dele você nunca conheceu seus avós... Como pode agir como se fosse amiga dele? —Falou com nojo como se não entendesse meus atos, ele já devia estar acostumado, eu sou maluca.
—Pai, tenta entender...
—Não venha me dizer que ele não tem culpa que eu já estou cansado de ouvir isso. —Ele falou se afastando e eu bufei.
—Quer saber? Tem razão, ta na hora de você ouvir a verdade e se tocar do quão babaca você está sendo. Você não tem raiva do Bucky porque ele matou seus pais, tem raiva dele porque Steve o escolheu e não você, você se sente trocado e nunca perdoou Steve por isso, foda-se ele, Steve é um babaca, mas Bucky passou a vida sendo controlado e fazendo coisas que não queria, ele nunca pode sentir! Eu sei o que você passou, você não tem idéia de como eu sei como é ver as pessoas que eu amo se machucarem, morrerem, milhões de mortes que eu...

“Que você é culpada!”


Deixei o vibranium cair no chão quando senti uma fisgada na minha cabeça.

“Você matou elas, todas elas, a culpa é sua!”


Coloquei a mão na cabeça sentindo meus olhos marejarem.

...—Meu pai veio até mim e me segurou antes que eu caísse.
—Me desculpa.—Pedi, para meu pai, para as vozes, eu sabia que poderia ter impedido, eu vi acontecer, eu vi tudo, vi todas as mortes, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Comecei a chorar e senti os braços do meu pai me envolverem em um abraço forte e reconfortante.
— O que foi amor?—Perguntou preocupado, como sempre, eu só sabia trazer desgraça para todos que se aproximavam de mim.
—Minha cabeça, dói... Elas voltaram... —Falei baixo e ele olhou para mim, com os olhos marejados, estava se segurando para ser forte por mim.

“Ela é minha filha... Eu tenho que fazer algo, tenho que ajudar, mas eu não sei como”


Dessa vez não eram as vozes, eram seus pensamentos, voando e soltando preocupação e culpa.
—Deixe elas pra lá, olhe pra mim, você tem razão... —Ele confessou, se sentindo um idiota por isso, mas percebendo que eu estava certa.—Eu odeio Bucky porque Steve era meu amigo, e ele tirou isso de mim, e depois eu descobri que ele tirou meus pais de mim, eu não posso gostar dele depois do que fez.—Falou deixando uma lagrima escorrer e eu sorri, as vozes se acalmaram, limpei a lagrima do meu pai.
—Você tem todo o direito de não gostar dele, desde que saiba que ele não teve culpa do que aconteceu. —Falei pegando sua mão e ele assentiu.
—Você ta bem?—Perguntou e eu assenti. —Tem certeza... Eu acho que você devia...
—Pai eu to bem!—O interrompi e ele suspirou.
—Só ia dizer que acho que você devia beber uma vodka pra relaxar.

Alfheim
15 anos atrás…


—Vem logo Seth!—Reclamei o puxando pelo braço, ele apenas riu deixando que eu o guiasse pelo meio da floresta. O dia estava nascendo e mesmo assim era impressionante como esse garoto acordava de bom humor todo dia;
Fazia dois anos que Seth morava comigo, era um dos meus melhores amigos, a única pessoa como eu, não me sentia tão diferente quando ele estava por perto.
—Pra onde você ta me levando? Pra que tanta animação de manhã?—Perguntou curioso e eu ri.
—Ontem eu fui ao vórtice à noite, pra relaxar, e acabei descobrindo um novo universo. —Sorri e ele revirou os olhos com um sorriso. —Se anime, eu to nele.

xxx

Chegamos ao vórtice e nos sentamos no chão, encostados no tronco caído que Seth havia colocado para nós vermos o espaço e tempo. Fechei os olhos e me concentrei no universo do dia anterior, havia uma ruiva, os vingadores, e eu...
A imagem apareceu na nossa mente e eu sorri.


Terra 317
Torre Stark


—Você ta bem?—Stark perguntou fazendo assentir entre um revirar de olhos. —Tem certeza... Eu acho que você devia...
—Stark eu estou ótima, só preciso descansar. — respondeu como se tentasse convencer ele de que estava bem, mesmo todos sabendo que ela não estava.
— Só ia dizer que acho que você devia beber uma vodka pra relaxar. —Ele respondeu com um sorriso sapeca fazendo a garota revirar os olhos.
—Boa noite Stark.—Ela falou para Stark que assentiu derrotado.
—J.A.R.V.I.S mostre pra o quarto dela, a propósito eu reconstrui sua arminha de água, ela esta no laboratório quando quiser pegar.
—Valeu...

Terra 724
Torre Stark, agora…


— Só ia dizer que acho que você devia beber uma vodka pra relaxar. —Meu pai falou e eu segurei a risada, sentindo um misto de djavu e nojinho.
—Nunca mais repita isso. —Falei e sai, deixando ele sem entender nada.


Capítulo Nove: Braço de vibranium

Março, 2012

—Como ela está? —A voz de Steve tirou Tony de seus pensamentos férteis e preocupados.
—Eu não sei, ela não fala. —O menor se virou para o loiro, com uma expressão cansada. Sua filha havia retornado após desaparecer por uma semana e parecia diferente, estava na enfermaria da torre, não havia falado uma palavra desde que aparecera na porta da torre vestindo roupas estranhas e com o cabelo duas vezes mais longo. —Você poderia tentar... —A sugestão saiu mais como uma súplica, e o loiro assentiu, colocando as mãos sobre os ombros do moreno, em sinal de apoio. Saindo em seguida em direção ao elevador.

xxx

estava encolhida na maca nada confortável ao seu ver, seus braços abraçavam seu joelho e ela olhava para o nada, costumava ser sua única posição desde que voltara. Apesar de estar totalmente absorta em pensamentos ela percebeu a movimentação no quarto, mas não ousou se mexer nem pronunciar, aquela angustia novamente voltara. Imagens de seu pai no buraco de minhocas, caindo, quase morto. Seus surtos nos meses seguintes, pesadelos, insônias, problemas com Pepper, e ela nem ao menos podia alertá-lo.
... Amor. —A voz que a chamou não era a de seu pai, de repente todo o seu corpo se contraiu, junto com uma vontade enorme de chorar, que quase não pode ser controlada. Aquela voz que a fazia sorrir, ela quase não se lembrava dela.
Steve se aproximou da maca e pousou sua mão carinhosamente sobre a perna de , descoberta por causa da camisola de hospital que ela usava. Mais uma enxurrada de memórias perturbou sua mente. Steve se escondendo da S.H.I.E.L.D, Natasha o ajudando, o beijando, Bucky, sua quase morte, a briga com Tony, ela não conseguiu segurar dessa vez. Lagrimas começaram a rolar e logo seus soluços estavam abafados pelo abraço apertado do loiro, que a segurava forte, transmitindo calma e segurança em apenas um abraço.
Ela se agarrou aquilo, aquela sensação, e todas as lembranças foram embora, ela não sabia oque havia acontecido, só sabia que estava bem, por um momento estava bem, por Deus como havia sentido falta disso. Para Steve eles não se viam há apenas uma semana, mas para ela, foram anos, anos em que ela se esqueceu dele.
—Steve... Eu preciso te dizer... —Sua voz saiu falha, e mais baixa do que ela previa, mas ele ouviu.
O loiro levantou seu rosto e a olhou nos olhos, com um sorriso sincero nos lábios, foi quando ela teve certeza de que o amava, e sempre o amaria.

“Você vai destrui-lo.”


olhou para o lado, procurando o dono da voz, mas não parecia estar no quarto.

“Tudo oque vai acontecer é culpa sua”

“Ele beijou Natasha, e gostou, porque ele não te ama”


—Não... —As lágrimas voltaram e ela se afastou do loiro, recebendo um olhar confuso do mesmo.

“O que está acontecendo?”


Essa era a voz de Steve, ela reconhecia, mas ele não havia nem sequer aberto a boca.

“Ele não te ama”

“Seus pais não te amam, porque acha que sua mãe te entregou quando bebe?”

“Ela nunca te quis”

“Aberração”

As vozes começaram a falar ao mesmo tempo, embaralhando a mente de , fazendo sua cabeça doer.


—Parem! —Ela gritou colocando as mãos na cabeça, fazendo Steve se afastar assustado e chamar os médicos. Os gritos se tornaram mais fortes, a dor, quase insuportável. Os médicos não foram rápidos o suficiente, antes que chegassem coisas começaram a flutuar pelo quarto, fazendo o loiro se assustar ainda mais. Jarros de flores, objetos de prata, pequenas coisas aleatórias. Os primeiros sinais de seus poderes.
Quando os médicos chegaram correram até a garota e a sedaram, sua dor diminuiu, e ela relaxou, com os olhos vermelhos. Uma enfermeira morena pediu a Steve que saísse do quarto, logo em seguida o empurrando para fora contra sua vontade.
Eles não sabiam, mas esse era só o começo dos seus problemas.

Agora
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—Diretor Fury? —Steve abriu a porta após duas breve batidas, e Nick mandou que ele entrasse. —Queria falar comigo?
—Amanha você vai acompanhar Barnes até a torre Stark. concordou em fazer um braço novo para ele. Você vai deixá-lo e voltar. Você sabe as conseqüências dos seus atos e eu só estou o mandando porque Romanoff esta ocupada.
—Pera... Bucky na torre? Tem certeza? Quer dizer... Ele matou...
—Os pais do Tony, sim eu sei, e eu presenciei uma bela cena onde Stark o chamou de "desgraçado, dinossauro, boiola, ré no quibe, mariquinha e ladrão de amigos". Mas estou certo de que a Stark consegue dobrá-lo. —Steve revirou os olhos e assentiu, eles não eram exatamente amigos depois do que aconteceu em 2016, nem mesmo se falavam. Tony nunca o perdoou por ter escondido a morte dos seus pais dele.
—Tudo bem, estaremos de pé no horário.


Torre Stark
12 de junho de 2026, sexta-feira.


—Olha quem chegou, dinossauro 1 e 2, a dupla dinâmica da pré história. — desceu a escada animada, pulando alguns degraus para chegar mais rápido a Bucky, o mesmo franziu o cenho, aquela não podia ser , não era nem de longe parecida com a garota contra quem havia lutado há anos atrás. Ele olhou rapidamente Steve que assentiu, confirmando suas suspeitas. Então quando Steve disse que ela havia mudado, ele estava falando sério.
Assim que se aproximou parou em frente ao mesmo, analisando seu rosto tímido e um tanto nervoso, ignorando totalmente o loiro ao lado dele. Então abriu um sorriso e o abraçou, causando certo desconforto ao moreno por causa de suas poucas roupas. Um short de pano colado e um cropped solto, também conhecido por Steve como um dos pijamas favoritos de .
—Então, preparado pra voltar a bater com força? — perguntou descontraída e Bucky franziu o cenho. Steve revirou os olhos com um sorriso discreto no rosto e respirou fundo chamando a atenção dos dois.
—Bom, está entregue. Tome cuidado com ela. Mantenha suas mãos longe de partes inadequadas do meu amigo, e não deixe Stark matá-lo. Tenho que ir. —Ele passou a mão pelo ombro do amigo que assentiu.
—Sim senhor!— levou a mão à cabeça, em sinal de continência. Ele deveria sair, o mais rápido possível, não queria machucá-la. Mas naquele momento, ele a olhou, nos olhos, profundamente...
sentiu o olhar e correspondeu, seu coração acelerou de tal maneira que ele quase podia ouvi-lo bater.
—Tchau ... —Ele sorriu para a garota, que abriu um sorriso enorme, o loiro se virou e os olhos de se encheram de lágrimas, seria possível que ele não a odiasse mais?
—Tudo bem Barnes, vamos fazer isso. —Ela sorriu e o puxou pelo único braço até a oficina, onde haviam diversas folhas bagunçadas sobre as mesas, peças soltas pelo chão e projetos não terminados espalhados por bancos, e balcões. —Sente-se aqui, tenho que tirar as medidas do seu cotoco. —Ela o empurrou para um banco e logo riu com seu próprio comentário.
—Você vai fazer muito bullying comigo? —Ele perguntou curioso, entrando na brincadeira e ela o olhou com um sorriso sapeca.
—Com certeza. James cotoco Barnes, é sempre um prazer te ver. —Ela suspirou de bom humor, pegando uma fita e começando a medir seu braço. —Eu fui até a puta que pariu na esquina com a cela do Loki pra comprar vibranium, ou seja, suas punhetas vão ficar mais potentes agora. —Ela comentou dando um pequeno peteleco com a unha no ferro em seu ombro. E logo percebeu a vermelhidão nas maçãs do moreno, ele havia entendido. —Oh meu Deus você já fez isso!
—Não!—Ele se defendeu rápido, fazendo com que risse. Na verdade ele nunca havia pensado nisso. "Não que agora tivesse curiosidade para fazê-lo, mas, eu nunca precisei fazer isso, não tinha vontade de fazer, pois não tinha controle, e quando precisava me aliviar de missões eu treinava, e tinha Annie.", foi o que pensou, mas não falou nada, não gostava de falar sobre seu passado na Hydra.
—Então, você nunca pensou em usar um pouco mais de força? Quer dizer, você sabe... Pode ser útil. —Ela comentou anotando algumas coisas em papéis diferentes, certamente era uma bagunça organizada que só a garota entendia.
—Podemos... Mudar de assunto? —Pediu desconfortável e viu a garota rir, ela estava de bom humor hoje.
—Claro, quer falar do que? Só tenho assuntos que vão te deixar desconfortável.
—Porque está fazendo isso? —Ele a olhou. —Não mereço sua ajuda. — parou oque estava fazendo e sorriu, um sorriso sincero e amigável.
—Todo mundo comete erros, você não é o único que fez coisas do qual não teve controle, e eu seria hipócrita se te julgasse. Além disso, você é quase meu ex cunhado. —Ela comentou se afastando em direção a bolsa cheia de vibranium que havia em cima de um balcão. —Vamos começar soldado.


Capítulo Dez: Propriedades Stark

Propriedade Barton
Localização: Confidencial


—Você ta me zoando... —Comentei olhando o jatinho com um enorme ‘S’ estampado em dourado e vermelho do lado de fora, a porta se abriu e uma escada desceu cravando no chão. —Qual a parte de sem Stark meu pai não entendeu? —Perguntei a minha mãe que estava ao meu lado, ela apenas riu. Meu pai saiu de dentro da casa e passou direto por nós indo até o jatinho. Stark apareceu na porta com seu terno engomado e seus óculos que davam a ele uma cara ainda mais arrogante do que já era.
Eles se cumprimentaram e começaram a falar sobre alguma coisa, Stark não parecia estar nos seus melhores dias, e se dependesse de mim só iria piorar. Assim que me viu ele deu seu sorriso convencido, e acenou, fazendo todos os meus nervos travarem, mandando eu me esconder no buraco mais próximo que encontrasse, como os soldados faziam na primeira guerra mundial, mas minha mãe me empurrou e me obrigou a andar.
Fui até eles segurando minha mochila que continha algumas poucas coisas, roupas, celular, dinheiro e sapatos. No pulso eu carregava uma pulseira que ganhei do meu tio Scott com 15 anos. Apesar de ser tio apenas de consideração, eu gostava muito de Scott, ele era animado e sempre acabava fazendo alguma merda, ligando em seguida para o meu pai pedindo alguma ajuda. Ele era meu padrinho junto com Nat, e eu o adorava, tentava mimá-lo muito a ponto de me deixar usar sua roupa de homem formiga, mas essa merda ele nunca fez. Já podia me imaginar no vestiário masculino da S.H.I.E.L.D vendo os agentes fortes e bonitos trocando de roupa.
Quando meu pai começou a me treinar ele me deu essa pulseira, nela havia pingentes de um arco, uma aljava, uma arma, uma faca e três pingentes de munição. Há olhos normais podia parecer apenas uma pulseira normal e bem psicopata, mas não era só isso, tio Scott e tio Hank desenvolveram um sistema parecido com o da roupa do jaqueta amarela e homem formiga, os pingentes eram armas que quando eu precisasse era apenas eu arrancá-la da corrente que ela crescia e virava a arma em tamanho real, assim eu estaria armada sempre e ninguém perceberia. É incrível na verdade.
—Olá filhote de passarinho. —Stark sorriu para mim e eu revirei os olhos, não fazendo a menor questão de esconder minha cara de cu.
—Filha, eu havia comentado sobre sua viajem com Tony, e como ele estava louco para fugir da torre porque Bucky estaria lá hoje ele se dispôs a vir te buscar, assim evita que ande de ônibus.
—Poxa, eu amo um ônibus. —Falei sem interesse e ele revirou os olhos.
—Vamos, pare de ser chata. Tome mais dinheiro caso precise... —Ele ia me entregar um envelope, mas Stark o impediu. Ótimo, agora o riquinho vai me impedir de ter dinheiro também, é só o que me faltava.
—Pegue um cartão. —Ele me entregou com um sorriso um cartão de crédito e eu arqueei a sobrancelha. —Uma cortesia Stark, só porque é filha do Legolas. —Peguei o cartão forçando os meus olhos a não rodarem, o cara acabou de me dar um cartão de crédito, vamos ser ao menos educada.
—Valeu. —Falei guardando-o na mochila e ele sorriu satisfeito.
—Viu, ela já me ama, vai ser uma ótima viagem. —Ele falou se achando e eu revirei os olhos.
—Já me arrependi. —Passei por ele e subi em passos rápidos para o jatinho, meu pai me gritou já longe e eu me virei parando na porta do jato, ele me deu tchau, assim como minha mãe, e eu sorri acenando para os dois. Stark veio andando logo atrás de mim e eu me apressei a ir para o canto mais afastado dele que tivesse. Fui até o fundo do jatinho e sentei em uma poltrona ao lado da janela, coloquei minha mochila na poltrona ao meu lado e os fones de ouvido. O fone ainda estava desligado, assim como o celular, eu já tinha viajado de avião umas duas vezes, e sabia que devíamos desligar os aparelhos eletrônicos durante a decolagem.
—Porque está tão no fundo, eu não mordo. —Stark falou com um sorriso convencido, me deixando tentada a atirar uma flecha em seu rostinho metido.
—Eu vou atirar em você. —Ameacei sem paciência e ele riu.
—Eu não faria isso se fosse você, sou eu que piloto. —O olhei confusa e ele sorriu.
—Em pleno 2026, acha que eu vou confiar a minha vida a alguma pessoa? Devia saber que eu sou um gênio.
—E chato, irritante, metido, esqueci alguma coisa? —Perguntei irônica?
—Playboy, bilionário e filantropo.

Xxx

Era pouco mais de meio dia quando o jatinho particular de Tony Stark pousou na Torre. Ele não parecia nada animado em chegar ali, talvez fosse o motivo pelo qual demoramos tanto para chegar, uma viagem num jatinho não deveria demorar tanto, principalmente em um com tecnologia Stark.
—Chegamos. —Ele já não estava tão animado quanto antes, mas isso não o impediu de me lançar seu melhor sorriso e pegar minha mochila, mesmo que eu tentasse impedi-lo.
Assim que desembarcamos os raios de sol que entravam pela janela invadiram meus olhos, demorou alguns segundos até minha visão se adaptar, e olhando a grande parede transparente, eu podia ver, Nova Iorque era linda.
—Seja bem vinda a torre senhorita Barton. —A voz robótica de J.A.R.V.I.S me saudou, e eu sorri para o nada, o software conseguia ter mais espaço em meu coração que o próprio Stark. Não que ele tivesse espaço em lugar nenhum do meu corpo e mente.
—Obrigada J.A.R.V.I.S, você é um amor. —O respondi simpática, Stark me olhava sem entender nada. —O que foi?
—Você é mais simpática com ele do que comigo? Jura? —Ele parecia indignado.
—Não é culpa minha se ele é legal e você chato. —Dei de ombros.
—Senhor Stark o almoço será servido daqui a alguns minutos. A propósito, a senhorita Stark pediu que fosse vê-la em sua oficina. —J.A.R.V.I.S falou e eu vi a carranca de Stark crescer mais ainda, por um minuto ele parecia uma criança de castigo.
—Ele ainda está aqui? —Tony perguntou, recebendo um breve "sim" como resposta. —Droga. Avise que vou almoçar fora e só vou voltar quando ele estiver bem longe da minha casa. —Stark me entregou minha mochila e saiu andando em direção ao elevador, sem nem ao menos se lembrar da minha presença, não que eu me importasse.
—O que diabos acabou de acontecer aqui?
—Nat? — Ouvi a voz de atrás de mim e virei com um sorriso, eu adorava essa garota, não a via desde a transformação, ou seja, era a primeira vez que a via nessa forma.
—Uau... — Não consegui esconder a surpresa, ela estava completamente diferente. Ela deu um sorriso tímido. —Você está linda ... Adorei o cabelo. —Sorri tentando deixá-la confortável.
Ao seu lado surgiu um homem moreno, os cabelos eram longos e ele tinha um braço de metal.
—Não sabia que vinha, este é o Bucky. — o apresentou e ele estendeu a mão humana para um cumprimento, eu o fiz e ele deu um pequeno sorriso.
—Nem eu na verdade. O que aconteceu com Stark? Ele ficou emburrado do nada e disse que ia almoçar fora... —Comentei e vi Bucky abaixar o rosto, então era a ele que Tony se referia quando disse "só volto quando ele estiver fora da minha casa".
—É uma longa história. Vamos, almoce com a gente.

Xxx

Nós estávamos os três rindo e conversando quando o elevador abriu, foi engraçado como Bucky se virou rápido para ver se era Tony. Mas não, Steve saiu com uma expressão calma que logo virou um grande sorriso quando me viu.
—Nat!—Eu me levantei e o abracei, há tempos eu não via Steve, anos na verdade.
—Você não me visita mais seu merda. —dei um tapa em seu braço e ouvi Bucky rir.
—Desculpe bebe, muito ocupado. —Se encolheu fazendo uma cara engraçada.
e Bucky se levantaram e se juntaram a nos, Steve a olhou e por um momento os dois ficaram se encarando. A história deles era complicada, e Steve conseguia ser um babaca. Mas eu sabia que ele a amava, era nítido pela faísca de dor em seu olhar. Imagino o que ele estaria pensando.
Bucky deu uma escarrada e todos o olharam. Acabando com o clima.
mandou avisar que vocês terminaram. Vim te buscar. —Avisou Steve. —Natalie por que não vem conosco passear? Natasha está lá. —De repente uma animação imensa veio. Era óbvio que eu queria ver minha madrinha. Aceitei o convite imediatamente o que fez eles rirem. Com isso falou que iria junto, pois queria conhecer os outros membros de uma tal academia e então fomos todos ao quinjet, por um momento parei pra pensar o que Tony pensaria quando não visse ninguém na torre. Mas ele logo saiu da minha cabeça e deu lugar para conversas aleatórias. Steve ficava meio afastado e tentava não conversar com , mas eu sabia o que ele desejava, e não era conversa.


Continua...



Nota da autora: Espero que tenham gostado desse capitulo. Caso estejam interessados em extras sobre os personagens, vídeos e avisos sempre que lançar capitulo novo vocês podem entrar no nosso grupo Avengers University no facebook.


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Curiouscat


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