Capítulo 1 - O Homem na Floresta
As paredes eram cinzas e silenciosas, como se a própria vida tivesse sido deixada do lado de fora. O corredor cheirava a produtos químicos de limpeza e o ar gelado fazia os pelinhos em meus braços se levantarem. Meus passos ecoavam pelo lugar, cada um deles mais pesado que o anterior. Não era a mesma prisão que estive há dois dias, mas parecia uma cópia exata. Gelada, sem cor, sem vida... triste.
Eu não sabia exatamente por que estava ali. Só sabia que precisava estar.
Enquanto chegava cada vez mais perto do meu destino final, a lembrança daquele encontro tenso voltava a minha cabeça como um filme. Toda aquela situação tinha começado há 10 anos, talvez não poderia ser evitada, mas ainda me questionava como tudo aquilo podia ter ido tão longe.
Lembro como meu coração parou por um segundo quando o homem entrou na sala. Ele estava diferente. Mais magro. Mais pálido. Mas ainda era ele. Vivo.
— Você… — Seu rosto tão expressivo tinha ganhado olhos arregalados como se estivesse vendo um fantasma. — Eu achei que nunca mais...
Sabia o que ele diria. Só tínhamos nos visto por vídeo chamada desde então, mas, ainda assim, sabíamos que seria questão de tempo até nos encontrarmos pessoalmente. Pelo menos foi assim, até que pensei que ele havia morrido naquela mina. Acreditei que nunca mais o veria novamente de forma alguma.
— Eu pensei a mesma coisa, Richy.
Enquanto ele sentava, sem tirar os olhos de mim, lembro ter visto algo quebrado nos mesmos. Algo que não estava lá quando nos conhecemos.
— Eu… não sei como sobrevivi. Estava muito quente, eu estava com muita dor, então... Eu apaguei. Quando acordei, estava do lado de fora. Machucado, mas vivo. Alguém me tirou de lá.
Naquele momento não tinha dito nada, mas minha cabeça havia começado a fervilhar com as teorias que criei no instante em que descobri que Richy havia sido encontrado com vida por Alan Bloomgate e levado a julgamento. Aquilo me deu esperanças, na verdade, me trouxe a certeza de que Jake estava vivo. Eu o encontraria em breve; mais do que sabia, sentia isso.
— Você é a única pessoa que veio me ver. — disse Richy, desviando o olhar. Richard “Richy” Muller foi sentenciado à oito anos de prisão há cinco meses, um mês após todos os acontecimentos em Duskwood. E a verdade é que eu preferia assim a vê-lo morto. — Desde que fui preso, ninguém mais apareceu. Nem uma carta. Nada.
Senti meu peito pesar por ele enquanto via o mesmo rir sem graça alguma. A verdade é que ele mexeu comigo mais do que eu estava disposta a admitir. Tinha o achado tão simpático e acreditado que ele era o tipo de pessoa que eu iria querer em minha vida. Quando pensei que o homem sem rosto o havia matado, meus esforços para desvendar tudo se desdobraram. Não que eu não estava me empenhando para ajudar Hannah, mas ela era uma desconhecida pra mim, Richy não. Fiquei chocada quando descobri a verdade, indignada, com raiva; mas quando assisti sua segunda morte, pensei que seria impossível me recuperar psicologicamente. Chorei mais do que esperava por alguém que havia conhecido por tão pouco tempo, então descobri que ele estava vivo através das notícias que pesquei na Internet e me vi feliz. Pela primeira vez desde que tudo havia acabado, eu estava feliz. Não tinha sido fácil passar por cima do sentimento de traição e ir visitá-lo, mas consegui.
— Você se tornou importante mesmo com tão pouco tempo. — Seu olhar confuso tinha alcançado o meu. — Tudo o que você fez… como o Homem Sem Rosto… me abalou demais. Mexeu com meu psicológico. Com meus medos. Eu me questionei por semanas se alguma parte de você era real. Mas... acho que consegui superar.
Senti vontade de esfregar seu cabelo como se ele fosse um filhotinho quando o mesmo baixou a cabeça, os olhos marejando. Não o acompanhei. Já tinha feito isso o suficiente.
— Se em tão pouco tempo você me marcou tanto… — continuei, a voz falhando enquanto eu engolia em seco. — imagina para as pessoas que cresceram com você. Que te amavam. Descobrir que o vilão que tanto temiam era na verdade sua família, é demais para processar. Então você tem que ser paciente, Richy.
Quando vi seu peito se expandir com o ar que ele soltou lentamente, pude enfim entender. Aquela visita era tanto para ele quanto para mim.
Voltei para a realidade quando a agente penitenciária pediu meus documentos, assinei o que me pediram e fui guiada por outra agente até a última sala do bloco C. Há uma semana não sabia que conheceria o interior de duas prisões diferentes e, apesar de já ter passado por isso com Richy, não havia se tornado mais fácil.
— Ela já está vindo. — disse a mulher morena de coque rígido, antes de sair e deixar a porta entreaberta.
Sentei. Um silêncio incômodo me envolveu, como se o mundo prendesse a respiração esperando por aquele momento. Minhas unhas ruídas tamborilavam sobre a mesa sem que eu percebesse. Seria a primeira vez que eu a veria pessoalmente também, mas com ela era diferente, não saberia lê-la como fiz com Richy.
Então, ouvi passos quase silenciosos. Cautelosos. A porta se abriu por completo, e ela entrou.
Seus olhos claros encontraram os meus como se me conhecessem. Não era surpresa, Hannah Donfort não seria deixada de lado pelos seus amigos como Richard foi... como eu fui. Eles provavelmente falaram de mim pra ela.
Mesmo depois de ser sentenciada há 4 anos em regime fechado e 2 de liberdade condicional, ela parecia melhor que eu. Claro, ainda havia aquela sensação pesada, mas seu rosto estava tranquilo, como se ela finalmente pudesse descansar. Imagino que guardar um segredo como o dela durante 10 anos, realmente deveria ser desgastante.
Depois de já estar sentada, percebi que não havia muito para conversarmos. Ficamos nos encarando por um longo tempo, quase pude escutar o ponteiro do relógio pendurado na parede se movimentar de minuto a minuto.
— Você é a última pessoa que imaginei me visitando. — sua voz soou rouca, provavelmente por falta de uso. A verdade era que estava escutando sua voz pela primeira vez na minha vida, então, talvez, fosse daquele jeito mesmo.
Era estranho como eu sabia tanto sobre ela e, ainda assim, não a conhecia.
— Imagino que sim. Estar aqui é uma surpresa até mesmo pra mim.
— Meus amigos me falaram sobre você. Minha irmã então, ela te adora. — o sorriso em seu rosto não parecia sincero, estava carregado com um pesar que a fazia parecer mais nostálgica do que outra coisa. — Seus olhos brilhavam para mim como agora brilham ao falar de você. Acho que não sou mais um modelo a ser seguido.
Não sei bem sobre aquele tal de brilho, provavelmente era só sua insegurança falando mais alto. Se fosse real, eles não teriam simplesmente esquecido da minha existência.
Hannah pareceu perdida em seus próprios pensamentos tristes por um momento e me questionei o que poderia estar passando por sua cabeça.
— Você ainda tem visto ele? — não precisava tocar naquele nome, que mais parecia nome de filme de terror ruim, para ela saber sobre o que eu estava perguntando. As alucinações de Hannah fizeram ela ter que tomar antidepressivos, talvez ainda estivesse com problemas. Uma risada seca saiu de seus lábios finos.
— Eu sei o que você está pensando. Acha que eu mereço tudo isso pelo que fiz com ela. — os olhos frios de Hannah brilharam com lágrimas não derramadas.
A Donfort não precisava do meu julgamento em suas costas, o que havia feito com Jennifer foi errado, mas ela já estava pagando por isso. A culpa que quase a afundou durante 10 anos também já havia sido castigo o suficiente.
— Eu nunca disse isso. E se eu pensasse dessa forma, seria a mesma coisa que achar aceitável o que aconteceu com nossos amigos. E isso não é verdade. Jessy, Dan, Cleo, Lilly, Thomas... ele. Você pode pensar que eles não significam nada pra mim, mas cada um deles se tornou muito importante. Eu sofri e ainda sofro com a traição do Richy, como se tivesse sido traída por alguém que confiei a vida toda. Foi estranhamento rápido, mas eu os amo, Hannah, e, mesmo significando que eu nunca teria os conhecido, desejava que nada disso tivesse acontecido.
Seu olhar seguiu para um detalhe invisível na parede fria enquanto seus soluços soaram no lugar silencioso. Sabia que, apesar de ter sofrido tanto, a culpa ainda era uma carga enorme para ela.
— Então por que está aqui? Sei que foi você quem ajudou a me salvar e agradeço por isso, mas não acho que somos próximas o suficiente para que você se desloque até aqui só para perguntar se estou bem.
— Eles desapareceram. Todos eles. — até mesmo o Jake sumiu sem deixar rastros. Sim, sei onde todos os outros estão, mas se eles cortaram contato, não seria eu a correr atrás. — Eles me deixaram e ainda sinto esse buraco aberto no peito, como se precisasse de uma conclusão para seguir em frente. Mas não há nada que eu possa fazer, então vim até aqui. Achei que poderia me ajudar.
— E ajudou? — trocamos olhares significativos por alguns segundos, então, quando se tornou desconfortável demais para continuar, suspirei e balancei meus pensamentos para longe.
Estava prestes a sair dali, deixando Hannah sentada sozinha naquela sala sombria, quando sua voz chamando meu nome me fez parar para encará-la por cima do ombro.
— Você sabe, eu não sei porque eles cortaram você, não sei o que vai ser da minha vida ou da sua daqui para frente, mas uma certeza eu tenho, ele era real.
— Quem era real?
— O homem na floresta. — estava prestes a voltar, graças a minha veia investigativa, mas a agente penitenciária de outrora se aproximou dizendo que o tempo havia acabado.
Enquanto seguia para fora daquele lugar, meu celular, qual havia pegado na saída, apitou com a notificação de uma nova mensagem. Congelei no lugar, sentindo meu peito afundar. Como esperado, era a mesma mensagem do número desconhecido que eu continuava recebendo durante os últimos dias.
“Vamos voltar ao início.”
Dessa vez, a mensagem, veio acompanhada de uma imagem, era o grupo de Duskwood. Eles estavam apenas sentados, em o que parecia ser um bar, distraídos demais para ver que havia alguém por perto tirando fotos deles sem autorização novamente.
Por que essas situações malucas continuam me seguindo?
Eu não sabia exatamente por que estava ali. Só sabia que precisava estar.
Enquanto chegava cada vez mais perto do meu destino final, a lembrança daquele encontro tenso voltava a minha cabeça como um filme. Toda aquela situação tinha começado há 10 anos, talvez não poderia ser evitada, mas ainda me questionava como tudo aquilo podia ter ido tão longe.
Lembro como meu coração parou por um segundo quando o homem entrou na sala. Ele estava diferente. Mais magro. Mais pálido. Mas ainda era ele. Vivo.
— Você… — Seu rosto tão expressivo tinha ganhado olhos arregalados como se estivesse vendo um fantasma. — Eu achei que nunca mais...
Sabia o que ele diria. Só tínhamos nos visto por vídeo chamada desde então, mas, ainda assim, sabíamos que seria questão de tempo até nos encontrarmos pessoalmente. Pelo menos foi assim, até que pensei que ele havia morrido naquela mina. Acreditei que nunca mais o veria novamente de forma alguma.
— Eu pensei a mesma coisa, Richy.
Enquanto ele sentava, sem tirar os olhos de mim, lembro ter visto algo quebrado nos mesmos. Algo que não estava lá quando nos conhecemos.
— Eu… não sei como sobrevivi. Estava muito quente, eu estava com muita dor, então... Eu apaguei. Quando acordei, estava do lado de fora. Machucado, mas vivo. Alguém me tirou de lá.
Naquele momento não tinha dito nada, mas minha cabeça havia começado a fervilhar com as teorias que criei no instante em que descobri que Richy havia sido encontrado com vida por Alan Bloomgate e levado a julgamento. Aquilo me deu esperanças, na verdade, me trouxe a certeza de que Jake estava vivo. Eu o encontraria em breve; mais do que sabia, sentia isso.
— Você é a única pessoa que veio me ver. — disse Richy, desviando o olhar. Richard “Richy” Muller foi sentenciado à oito anos de prisão há cinco meses, um mês após todos os acontecimentos em Duskwood. E a verdade é que eu preferia assim a vê-lo morto. — Desde que fui preso, ninguém mais apareceu. Nem uma carta. Nada.
Senti meu peito pesar por ele enquanto via o mesmo rir sem graça alguma. A verdade é que ele mexeu comigo mais do que eu estava disposta a admitir. Tinha o achado tão simpático e acreditado que ele era o tipo de pessoa que eu iria querer em minha vida. Quando pensei que o homem sem rosto o havia matado, meus esforços para desvendar tudo se desdobraram. Não que eu não estava me empenhando para ajudar Hannah, mas ela era uma desconhecida pra mim, Richy não. Fiquei chocada quando descobri a verdade, indignada, com raiva; mas quando assisti sua segunda morte, pensei que seria impossível me recuperar psicologicamente. Chorei mais do que esperava por alguém que havia conhecido por tão pouco tempo, então descobri que ele estava vivo através das notícias que pesquei na Internet e me vi feliz. Pela primeira vez desde que tudo havia acabado, eu estava feliz. Não tinha sido fácil passar por cima do sentimento de traição e ir visitá-lo, mas consegui.
— Você se tornou importante mesmo com tão pouco tempo. — Seu olhar confuso tinha alcançado o meu. — Tudo o que você fez… como o Homem Sem Rosto… me abalou demais. Mexeu com meu psicológico. Com meus medos. Eu me questionei por semanas se alguma parte de você era real. Mas... acho que consegui superar.
Senti vontade de esfregar seu cabelo como se ele fosse um filhotinho quando o mesmo baixou a cabeça, os olhos marejando. Não o acompanhei. Já tinha feito isso o suficiente.
— Se em tão pouco tempo você me marcou tanto… — continuei, a voz falhando enquanto eu engolia em seco. — imagina para as pessoas que cresceram com você. Que te amavam. Descobrir que o vilão que tanto temiam era na verdade sua família, é demais para processar. Então você tem que ser paciente, Richy.
Quando vi seu peito se expandir com o ar que ele soltou lentamente, pude enfim entender. Aquela visita era tanto para ele quanto para mim.
Voltei para a realidade quando a agente penitenciária pediu meus documentos, assinei o que me pediram e fui guiada por outra agente até a última sala do bloco C. Há uma semana não sabia que conheceria o interior de duas prisões diferentes e, apesar de já ter passado por isso com Richy, não havia se tornado mais fácil.
— Ela já está vindo. — disse a mulher morena de coque rígido, antes de sair e deixar a porta entreaberta.
Sentei. Um silêncio incômodo me envolveu, como se o mundo prendesse a respiração esperando por aquele momento. Minhas unhas ruídas tamborilavam sobre a mesa sem que eu percebesse. Seria a primeira vez que eu a veria pessoalmente também, mas com ela era diferente, não saberia lê-la como fiz com Richy.
Então, ouvi passos quase silenciosos. Cautelosos. A porta se abriu por completo, e ela entrou.
Seus olhos claros encontraram os meus como se me conhecessem. Não era surpresa, Hannah Donfort não seria deixada de lado pelos seus amigos como Richard foi... como eu fui. Eles provavelmente falaram de mim pra ela.
Mesmo depois de ser sentenciada há 4 anos em regime fechado e 2 de liberdade condicional, ela parecia melhor que eu. Claro, ainda havia aquela sensação pesada, mas seu rosto estava tranquilo, como se ela finalmente pudesse descansar. Imagino que guardar um segredo como o dela durante 10 anos, realmente deveria ser desgastante.
Depois de já estar sentada, percebi que não havia muito para conversarmos. Ficamos nos encarando por um longo tempo, quase pude escutar o ponteiro do relógio pendurado na parede se movimentar de minuto a minuto.
— Você é a última pessoa que imaginei me visitando. — sua voz soou rouca, provavelmente por falta de uso. A verdade era que estava escutando sua voz pela primeira vez na minha vida, então, talvez, fosse daquele jeito mesmo.
Era estranho como eu sabia tanto sobre ela e, ainda assim, não a conhecia.
— Imagino que sim. Estar aqui é uma surpresa até mesmo pra mim.
— Meus amigos me falaram sobre você. Minha irmã então, ela te adora. — o sorriso em seu rosto não parecia sincero, estava carregado com um pesar que a fazia parecer mais nostálgica do que outra coisa. — Seus olhos brilhavam para mim como agora brilham ao falar de você. Acho que não sou mais um modelo a ser seguido.
Não sei bem sobre aquele tal de brilho, provavelmente era só sua insegurança falando mais alto. Se fosse real, eles não teriam simplesmente esquecido da minha existência.
Hannah pareceu perdida em seus próprios pensamentos tristes por um momento e me questionei o que poderia estar passando por sua cabeça.
— Você ainda tem visto ele? — não precisava tocar naquele nome, que mais parecia nome de filme de terror ruim, para ela saber sobre o que eu estava perguntando. As alucinações de Hannah fizeram ela ter que tomar antidepressivos, talvez ainda estivesse com problemas. Uma risada seca saiu de seus lábios finos.
— Eu sei o que você está pensando. Acha que eu mereço tudo isso pelo que fiz com ela. — os olhos frios de Hannah brilharam com lágrimas não derramadas.
A Donfort não precisava do meu julgamento em suas costas, o que havia feito com Jennifer foi errado, mas ela já estava pagando por isso. A culpa que quase a afundou durante 10 anos também já havia sido castigo o suficiente.
— Eu nunca disse isso. E se eu pensasse dessa forma, seria a mesma coisa que achar aceitável o que aconteceu com nossos amigos. E isso não é verdade. Jessy, Dan, Cleo, Lilly, Thomas... ele. Você pode pensar que eles não significam nada pra mim, mas cada um deles se tornou muito importante. Eu sofri e ainda sofro com a traição do Richy, como se tivesse sido traída por alguém que confiei a vida toda. Foi estranhamento rápido, mas eu os amo, Hannah, e, mesmo significando que eu nunca teria os conhecido, desejava que nada disso tivesse acontecido.
Seu olhar seguiu para um detalhe invisível na parede fria enquanto seus soluços soaram no lugar silencioso. Sabia que, apesar de ter sofrido tanto, a culpa ainda era uma carga enorme para ela.
— Então por que está aqui? Sei que foi você quem ajudou a me salvar e agradeço por isso, mas não acho que somos próximas o suficiente para que você se desloque até aqui só para perguntar se estou bem.
— Eles desapareceram. Todos eles. — até mesmo o Jake sumiu sem deixar rastros. Sim, sei onde todos os outros estão, mas se eles cortaram contato, não seria eu a correr atrás. — Eles me deixaram e ainda sinto esse buraco aberto no peito, como se precisasse de uma conclusão para seguir em frente. Mas não há nada que eu possa fazer, então vim até aqui. Achei que poderia me ajudar.
— E ajudou? — trocamos olhares significativos por alguns segundos, então, quando se tornou desconfortável demais para continuar, suspirei e balancei meus pensamentos para longe.
Estava prestes a sair dali, deixando Hannah sentada sozinha naquela sala sombria, quando sua voz chamando meu nome me fez parar para encará-la por cima do ombro.
— Você sabe, eu não sei porque eles cortaram você, não sei o que vai ser da minha vida ou da sua daqui para frente, mas uma certeza eu tenho, ele era real.
— Quem era real?
— O homem na floresta. — estava prestes a voltar, graças a minha veia investigativa, mas a agente penitenciária de outrora se aproximou dizendo que o tempo havia acabado.
Enquanto seguia para fora daquele lugar, meu celular, qual havia pegado na saída, apitou com a notificação de uma nova mensagem. Congelei no lugar, sentindo meu peito afundar. Como esperado, era a mesma mensagem do número desconhecido que eu continuava recebendo durante os últimos dias.
“Vamos voltar ao início.”
Dessa vez, a mensagem, veio acompanhada de uma imagem, era o grupo de Duskwood. Eles estavam apenas sentados, em o que parecia ser um bar, distraídos demais para ver que havia alguém por perto tirando fotos deles sem autorização novamente.
Por que essas situações malucas continuam me seguindo?
Continua...
Nota da autora: Sem nota.
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
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