Capítulo Único
O silêncio no carro parecia querer gritar, null se sentia sufocada por estar ali naquela situação enquanto repousava a sua cabeça na janela. null mantinha a sua atenção por completo na rua por onde dirigia, parecia concentrado, sem demonstrar a bagunça que a sua mente estava. Não trocaram nenhuma palavra depois de entrar no veículo, o que era para ser uma noite feliz acabou terminando da forma que eles jamais imaginariam.
Era a festa de aniversário de null, ele decidiu comemorar na casa de seus pais. Além dos amigos mais próximos e familiares, a sua primeira ex-namorada da adolescência também estava lá, embora null dissesse que ele não tinha nenhuma amizade com ela, a garota tentava de todas as formas se aproximar. Em um momento quando todos estavam comendo e bebendo, null foi até o jardim, tinha uma chamada perdida de sua mãe e ela buscou um lugar silencioso para poder retornar. Provavelmente a mais velha queria parabenizar o namorado da a filha. Quando null ficou sozinha, a ex se aproximou, dizendo coisas horríveis apenas para fazer com que null brigasse com null. Ela insinuava que ele estava com null apenas por comodidade, que null apenas se acostumou com a presença dela e que o confirmava isso era o fato dela, a ex, estar ali, como se dissesse que null a queria por perto. null se trancou no quarto depois da discussão, para não atrapalhar a noite do namorado. O problema é que, quando ele foi atrás de null, null entendeu que a namorada se escondeu por ter acreditado em tudo o que a sua ex disse, foi nesse momento que toda a discussão seria começou.
Quando null estacionou na frente do prédio em que eles moravam e não entrou no estacionamento como de costume, null olhou em sua direção, estranhando a mudança repentina do rapaz.
- Você não vai dormir em casa? – null questionou ao perceber que ele estava apenas esperando ela descer do carro.
- Vou, mas eu preciso ficar um pouco sozinho, null, eu preciso pensar. – Respondeu, mantendo o seu olhar para frente.
Sabendo que se ela questionasse uma nova discussão aconteceria, null apenas assentiu antes de descer do carro, viu null sair pelas ruas antes mesmo que ela passasse pelo portão de entrada.
Ao chegar em seu apartamento, null foi direto para o seu quarto, deixando cair as lágrimas que por tanto tempo ela estava segurando. Doía saber que eles tiveram uma discussão como aquela, doía porque agora null conseguia enxergar um fim no relacionamento que ela jurava ser eterno. Doía porque ela sabia que aquela briga poderia ter sido evitada. Doía mais ainda porque a pessoa que queria que eles brigassem, teve sucesso em seu plano.
Uma chuva fraca caía lá fora, deixando aquela noite mais fria do que ela já estava. null não sabia dizer quanto tempo havia se passado, mas ela continuava sentada em sua cama, abraçando as próprias pernas enquanto ainda havia resquícios de lágrimas em seus olhos. Minutos depois ela fechou a porta do quarto e apagou a luz, deduzindo que null não voltaria naquela noite. Tomou um banho rápido que sequer relaxou o seu corpo e se deitou em sua cama, mesmo sabendo que ela não pegaria no sono tão cedo.
Ao ouvir um barulho na sala do apartamento, null descobriu que ele havia chegado. null entrou no quarto e foi em direção ao banheiro, null queria fingir que estava dormindo para não ter que discutir mais, porém sentia uma necessidade de esclarecer as coisas ainda naquela noite. Após o banho, quando ele saiu daquele cômodo menor e voltou para o quarto, mesmo com a pouca claridade ele viu que null agora estava sentada na cama. Acendeu a luz do quarto e continuou secando o seu corpo, enquanto null o encarava.
- null... – Ela quem quebrou o silêncio, numa tentativa de chamar a atenção do rapaz.
- null, agora não, por favor. Eu não quero mais discutir com você. – Pediu ao olhar na direção dela.
- Eu só quero conversar. – Disse baixo, mas ele conseguiu ouvir.
null fechou os olhos e respirou fundo, torcendo para que fosse apenas uma simples conversa e não a continuação da briga que tiveram antes. Ele vestiu a primeira camisa que encontrou e se sentou ao lado de null na cama, ao se aproximar ele notou que ela estava chorando.
- Eu estraguei o seu aniversário. – null conseguiu dizer entre as lágrimas que ela ao menos tentava segurar. Com as mãos trêmulas ela segurou as de null, que não recuou. – Eu juro que eu não queria que as coisas tivessem chegado a esse ponto.
- O que mais me doeu foi ver que você não confia em mim. Quando eu te dei motivos para desconfiar, null? Quando foi que você começou a pensar que eu deixaria a nossa história para trás?
null ouvia aqueles questionamentos sem saber de todas as respostas. Quando a discussão tomou outro rumo mais cedo, null deduziu que tudo o que a ex havia falado podia ser verdade, por isso o motivo de todas aquelas perguntas que ela também não sabia responder. null nunca havia dado motivos para que ela desconfiasse de algo, ele sequer, com a cabeça mais fria ela entendia que ele sequer teve culpa de toda aquela discussão.
- Eu não quero ser lembrado pelas outras pessoas, não quero ser visto por elas, eu quero que se exploda o mundo se você estiver ao meu lado. – Ele continuou, aquilo tudo seria uma bela declaração se não fosse a situação em que eles se encontravam.
- Eu estraguei tudo, eu não mereço alguém como você. Eu queria muito você ao meu lado, queria ter o seu amor. – o choro de null já podia ser ouvido a uma certa distância, mas ela não se importava. O desespero de ver o relacionamento dos dois acabar era dolorido demais. – Mas eu não consigo esconder o medo que eu tenho de te perder, de falhar.
Ao fechar os olhos uma lágrima escorreu pela face de null, estava doendo nele tanto quanto doía em null. O seu coração estava acelerado e era como se ele tivesse perdido a noção do tempo, de tudo o que acontecia ao seu redor. Enquanto isso ele se perguntava se apenas uma briga era o suficiente para acabar com tudo o que eles construíram juntos, com um amor de anos.
Flashback on
Os dois amigos já haviam jogado bola na rua, dançaram na chuva rápida de verão que caiu naquela manhã e depois foram para a piscina, onde corriam pela borda e faziam uma festa quando um caía dentro da água. Estavam passando parte das férias juntos, na casa dos avós da menina. Apesar de serem crianças, os pais de cada um já sabiam muito bem o quanto os dois eram amigos e gostavam de estar juntos na companhia um do outro.
- A casa dos seus avós é enorme, null, quando eu for cantor e ganhar muito dinheiro, eu vou comprar uma assim. – null disse, encantado com a beleza daquele lugar.
- Se você ficar famoso, você não vai nem lembrar que eu existo. – Ela mudou o foco do assunto, sem esconder o seu semblante triste.
- Tá louca, null? Claro que eu vou, você nunca vai se livrar de mim, eu prometo. – Sorriu para a amiga que retribuiu.
Apesar de serem novos, null torcia para que aquela promessa fosse cumprida. Desejava que o sonho de null fosse realizado, mas que ela estivesse ao lado dele também, para parabenizá-lo. Afinal, null não conseguia mais imaginar a sua vida sem o amigo ao lado e null também não pensava muito diferente.
Flashback off
Era surreal lembrar de tudo o que eles viveram juntos, null não lembrava um momento sequer da sua vida em que null não estivesse presente. Ela passou de apenas uma vizinha para amiga de infância, depois de melhor amiga para o grande amor da sua vida. Acordou de seus pensamentos e só então percebeu o que ele mesmo estava fazendo, já havia uma pilha de roupas sua encima da cama, null parou no meio do quarto quando encarou o olhar triste de null, como se não acreditasse no que estava acontecendo mas também não tivesse forças o suficiente para mudar a situação .
- Você disse na casa dos meus pais que era melhor terminarmos e até agora você não falou nada que me faça pensar que você mudou de ideia. – Ele lembrou, talvez para que fizesse sentido para null o motivo de null estar arrumando as suas coisas.
Era como se um nó tivesse formado na garganta de null, que se quer conseguia dizer alguma coisa. Tudo parecia acontecer em câmera lenta em sua frente; null pegou as poucas peças que estava na cama e colocou na primeira mochila que encontrou. Quando ele abriu a porta do quarto disposto a sair, null precisou apenas de um seguindo para tentar entender o que estava acontecendo. null ainda parou um segundo para olhá-la pela última vez, foi tempo suficiente para que null acordar do seu transe e correr até onde ele estava. Com delicadeza ela tirou a mão do rapaz da maçaneta e trancou a porta, para só então olhar em sua direção.
- Finge que essa chave e essa porta não existem, mas não saia daqui, por favor – pediu entre as lágrimas enquanto abraçava null, que precisou de um tempo para retribuir aquele contato. – Eu não estou preparada para te ver partir e se você sair por essa porta eu sei que você não vai voltar.
- null... – Ele tentou falar, mas não sabia mais o que dizer. Como se os seus gestos pudessem dizer algo, null começou a fazer um carinho com as mãos pelas costas de null, torcendo para que ela se acalmasse.
- Está doendo tanto, null, se eu pudesse eu voltaria no tempo só para não ter tido aquela briga com você. Aquela garota queria causar problema no nosso relacionamento e ela conseguiu. – null tentava se explicar, seu desespero era visível, mas ela precisava colocar tudo para fora. – Eu não consigo imaginar minha vida sem você.
- É difícil colocar tudo para fora agora, mas eu só iria embora se você não quisesse que eu ficasse. E o que mais me doeu foi que eu tive a sensação de que você não faz ideia do quanto eu te amo, null, e que nada nem ninguém pode fazer com que esse sentimento mude. – Conforme ia falando, ele sentia null o abraçar com mais força. – Você está na minha vida, na minha voz, nos meus pensamentos, nos motivos de eu acordar todos os dias. Em todos os momentos especiais da minha vida tem você. Eu não sei se tudo o que estou te falando é suficiente para acabar com essa discussão, mas saiba que se eu sair por aquela porta, eu vou sair amando com todo o meu coração a mulher que ficou aqui dentro.
- Eu não quero que você vá embora. - Ela avisou olhando nos olhos de null. – Me perdoa por toda essa confusão.
null beijou null nos lábios, um selinho demorado e reconfortante. Um beijo que demonstrava tudo o que eles estavam tentando dizer. Uma troca de carinho que mostrava que, apesar da discussão, eles sempre teriam um ao outro.
- Vamos resolver isso com calma, eu não aceito te perder tão fácil assim. – null disse ainda abraçado com null.
Os dois estavam feridos, machucados com toda aquela discussão, mas tanto ele quanto ela queriam resolver tudo o que aconteceu. Não seria de um minuto para o outro, mas ter paciência e saber que no momento certo as coisas se resolveriam, era a melhor maneira de remediar aquela situação.
- Eu te amo, desculpa ter estragado o seu aniversário. – null sussurrou enquanto sentia o coração acelerado de null contra o seu.
- Você não estragou. Tudo isso só serviu para mostrar o quanto eu te quero aqui comigo, para sempre. – Respondeu e beijou o topo da cabeça dela. – Você continua sendo o meu melhor presente, e eu também amo você.
Ficaram mais um tempo abraçados, reconhecendo aquele lugar onde eles sempre gostavam de estar e percebendo que, mesmo que algo tentasse separá-los, o melhor lugar que eles poderiam estar seria um do lado do outro.
Era a festa de aniversário de null, ele decidiu comemorar na casa de seus pais. Além dos amigos mais próximos e familiares, a sua primeira ex-namorada da adolescência também estava lá, embora null dissesse que ele não tinha nenhuma amizade com ela, a garota tentava de todas as formas se aproximar. Em um momento quando todos estavam comendo e bebendo, null foi até o jardim, tinha uma chamada perdida de sua mãe e ela buscou um lugar silencioso para poder retornar. Provavelmente a mais velha queria parabenizar o namorado da a filha. Quando null ficou sozinha, a ex se aproximou, dizendo coisas horríveis apenas para fazer com que null brigasse com null. Ela insinuava que ele estava com null apenas por comodidade, que null apenas se acostumou com a presença dela e que o confirmava isso era o fato dela, a ex, estar ali, como se dissesse que null a queria por perto. null se trancou no quarto depois da discussão, para não atrapalhar a noite do namorado. O problema é que, quando ele foi atrás de null, null entendeu que a namorada se escondeu por ter acreditado em tudo o que a sua ex disse, foi nesse momento que toda a discussão seria começou.
Quando null estacionou na frente do prédio em que eles moravam e não entrou no estacionamento como de costume, null olhou em sua direção, estranhando a mudança repentina do rapaz.
- Você não vai dormir em casa? – null questionou ao perceber que ele estava apenas esperando ela descer do carro.
- Vou, mas eu preciso ficar um pouco sozinho, null, eu preciso pensar. – Respondeu, mantendo o seu olhar para frente.
Sabendo que se ela questionasse uma nova discussão aconteceria, null apenas assentiu antes de descer do carro, viu null sair pelas ruas antes mesmo que ela passasse pelo portão de entrada.
Ao chegar em seu apartamento, null foi direto para o seu quarto, deixando cair as lágrimas que por tanto tempo ela estava segurando. Doía saber que eles tiveram uma discussão como aquela, doía porque agora null conseguia enxergar um fim no relacionamento que ela jurava ser eterno. Doía porque ela sabia que aquela briga poderia ter sido evitada. Doía mais ainda porque a pessoa que queria que eles brigassem, teve sucesso em seu plano.
Uma chuva fraca caía lá fora, deixando aquela noite mais fria do que ela já estava. null não sabia dizer quanto tempo havia se passado, mas ela continuava sentada em sua cama, abraçando as próprias pernas enquanto ainda havia resquícios de lágrimas em seus olhos. Minutos depois ela fechou a porta do quarto e apagou a luz, deduzindo que null não voltaria naquela noite. Tomou um banho rápido que sequer relaxou o seu corpo e se deitou em sua cama, mesmo sabendo que ela não pegaria no sono tão cedo.
Ao ouvir um barulho na sala do apartamento, null descobriu que ele havia chegado. null entrou no quarto e foi em direção ao banheiro, null queria fingir que estava dormindo para não ter que discutir mais, porém sentia uma necessidade de esclarecer as coisas ainda naquela noite. Após o banho, quando ele saiu daquele cômodo menor e voltou para o quarto, mesmo com a pouca claridade ele viu que null agora estava sentada na cama. Acendeu a luz do quarto e continuou secando o seu corpo, enquanto null o encarava.
- null... – Ela quem quebrou o silêncio, numa tentativa de chamar a atenção do rapaz.
- null, agora não, por favor. Eu não quero mais discutir com você. – Pediu ao olhar na direção dela.
- Eu só quero conversar. – Disse baixo, mas ele conseguiu ouvir.
null fechou os olhos e respirou fundo, torcendo para que fosse apenas uma simples conversa e não a continuação da briga que tiveram antes. Ele vestiu a primeira camisa que encontrou e se sentou ao lado de null na cama, ao se aproximar ele notou que ela estava chorando.
- Eu estraguei o seu aniversário. – null conseguiu dizer entre as lágrimas que ela ao menos tentava segurar. Com as mãos trêmulas ela segurou as de null, que não recuou. – Eu juro que eu não queria que as coisas tivessem chegado a esse ponto.
- O que mais me doeu foi ver que você não confia em mim. Quando eu te dei motivos para desconfiar, null? Quando foi que você começou a pensar que eu deixaria a nossa história para trás?
null ouvia aqueles questionamentos sem saber de todas as respostas. Quando a discussão tomou outro rumo mais cedo, null deduziu que tudo o que a ex havia falado podia ser verdade, por isso o motivo de todas aquelas perguntas que ela também não sabia responder. null nunca havia dado motivos para que ela desconfiasse de algo, ele sequer, com a cabeça mais fria ela entendia que ele sequer teve culpa de toda aquela discussão.
- Eu não quero ser lembrado pelas outras pessoas, não quero ser visto por elas, eu quero que se exploda o mundo se você estiver ao meu lado. – Ele continuou, aquilo tudo seria uma bela declaração se não fosse a situação em que eles se encontravam.
- Eu estraguei tudo, eu não mereço alguém como você. Eu queria muito você ao meu lado, queria ter o seu amor. – o choro de null já podia ser ouvido a uma certa distância, mas ela não se importava. O desespero de ver o relacionamento dos dois acabar era dolorido demais. – Mas eu não consigo esconder o medo que eu tenho de te perder, de falhar.
Ao fechar os olhos uma lágrima escorreu pela face de null, estava doendo nele tanto quanto doía em null. O seu coração estava acelerado e era como se ele tivesse perdido a noção do tempo, de tudo o que acontecia ao seu redor. Enquanto isso ele se perguntava se apenas uma briga era o suficiente para acabar com tudo o que eles construíram juntos, com um amor de anos.
Flashback on
Os dois amigos já haviam jogado bola na rua, dançaram na chuva rápida de verão que caiu naquela manhã e depois foram para a piscina, onde corriam pela borda e faziam uma festa quando um caía dentro da água. Estavam passando parte das férias juntos, na casa dos avós da menina. Apesar de serem crianças, os pais de cada um já sabiam muito bem o quanto os dois eram amigos e gostavam de estar juntos na companhia um do outro.
- A casa dos seus avós é enorme, null, quando eu for cantor e ganhar muito dinheiro, eu vou comprar uma assim. – null disse, encantado com a beleza daquele lugar.
- Se você ficar famoso, você não vai nem lembrar que eu existo. – Ela mudou o foco do assunto, sem esconder o seu semblante triste.
- Tá louca, null? Claro que eu vou, você nunca vai se livrar de mim, eu prometo. – Sorriu para a amiga que retribuiu.
Apesar de serem novos, null torcia para que aquela promessa fosse cumprida. Desejava que o sonho de null fosse realizado, mas que ela estivesse ao lado dele também, para parabenizá-lo. Afinal, null não conseguia mais imaginar a sua vida sem o amigo ao lado e null também não pensava muito diferente.
Flashback off
Era surreal lembrar de tudo o que eles viveram juntos, null não lembrava um momento sequer da sua vida em que null não estivesse presente. Ela passou de apenas uma vizinha para amiga de infância, depois de melhor amiga para o grande amor da sua vida. Acordou de seus pensamentos e só então percebeu o que ele mesmo estava fazendo, já havia uma pilha de roupas sua encima da cama, null parou no meio do quarto quando encarou o olhar triste de null, como se não acreditasse no que estava acontecendo mas também não tivesse forças o suficiente para mudar a situação .
- Você disse na casa dos meus pais que era melhor terminarmos e até agora você não falou nada que me faça pensar que você mudou de ideia. – Ele lembrou, talvez para que fizesse sentido para null o motivo de null estar arrumando as suas coisas.
Era como se um nó tivesse formado na garganta de null, que se quer conseguia dizer alguma coisa. Tudo parecia acontecer em câmera lenta em sua frente; null pegou as poucas peças que estava na cama e colocou na primeira mochila que encontrou. Quando ele abriu a porta do quarto disposto a sair, null precisou apenas de um seguindo para tentar entender o que estava acontecendo. null ainda parou um segundo para olhá-la pela última vez, foi tempo suficiente para que null acordar do seu transe e correr até onde ele estava. Com delicadeza ela tirou a mão do rapaz da maçaneta e trancou a porta, para só então olhar em sua direção.
- Finge que essa chave e essa porta não existem, mas não saia daqui, por favor – pediu entre as lágrimas enquanto abraçava null, que precisou de um tempo para retribuir aquele contato. – Eu não estou preparada para te ver partir e se você sair por essa porta eu sei que você não vai voltar.
- null... – Ele tentou falar, mas não sabia mais o que dizer. Como se os seus gestos pudessem dizer algo, null começou a fazer um carinho com as mãos pelas costas de null, torcendo para que ela se acalmasse.
- Está doendo tanto, null, se eu pudesse eu voltaria no tempo só para não ter tido aquela briga com você. Aquela garota queria causar problema no nosso relacionamento e ela conseguiu. – null tentava se explicar, seu desespero era visível, mas ela precisava colocar tudo para fora. – Eu não consigo imaginar minha vida sem você.
- É difícil colocar tudo para fora agora, mas eu só iria embora se você não quisesse que eu ficasse. E o que mais me doeu foi que eu tive a sensação de que você não faz ideia do quanto eu te amo, null, e que nada nem ninguém pode fazer com que esse sentimento mude. – Conforme ia falando, ele sentia null o abraçar com mais força. – Você está na minha vida, na minha voz, nos meus pensamentos, nos motivos de eu acordar todos os dias. Em todos os momentos especiais da minha vida tem você. Eu não sei se tudo o que estou te falando é suficiente para acabar com essa discussão, mas saiba que se eu sair por aquela porta, eu vou sair amando com todo o meu coração a mulher que ficou aqui dentro.
- Eu não quero que você vá embora. - Ela avisou olhando nos olhos de null. – Me perdoa por toda essa confusão.
null beijou null nos lábios, um selinho demorado e reconfortante. Um beijo que demonstrava tudo o que eles estavam tentando dizer. Uma troca de carinho que mostrava que, apesar da discussão, eles sempre teriam um ao outro.
- Vamos resolver isso com calma, eu não aceito te perder tão fácil assim. – null disse ainda abraçado com null.
Os dois estavam feridos, machucados com toda aquela discussão, mas tanto ele quanto ela queriam resolver tudo o que aconteceu. Não seria de um minuto para o outro, mas ter paciência e saber que no momento certo as coisas se resolveriam, era a melhor maneira de remediar aquela situação.
- Eu te amo, desculpa ter estragado o seu aniversário. – null sussurrou enquanto sentia o coração acelerado de null contra o seu.
- Você não estragou. Tudo isso só serviu para mostrar o quanto eu te quero aqui comigo, para sempre. – Respondeu e beijou o topo da cabeça dela. – Você continua sendo o meu melhor presente, e eu também amo você.
Ficaram mais um tempo abraçados, reconhecendo aquele lugar onde eles sempre gostavam de estar e percebendo que, mesmo que algo tentasse separá-los, o melhor lugar que eles poderiam estar seria um do lado do outro.
Fim
Nota da autora: Oi, gente! Espero que tenham gostado dessa short não esqueçam de comentar o que acharam! Beijão.
Ah! Que bom que eles se reconciliaram, meu coração ficou mais quentinho. Parabéns pela história, Bru!
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.

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